{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac0b0d251224488756d" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Primeira Turma do Supremo Tribunal  Federal  em julgar prejudicada a  impetração, nos termos do voto reajustado do relator e por unanimidade,  em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata  do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.  Brasília, 23 de junho de 2015.  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MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : EDIVALDO ALVES DA SILVA IMPTE.(S) : WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA  Decisão:  Após  o  voto  do  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio,  Relator,  que  concedia  a  ordem  de  habeas  corpus e  tornava  definitiva a liminar anteriormente deferida; e do voto da Senhora  Ministra Rosa Weber, que julgava prejudicada a impetração, pediu  vista do processo o Senhor Ministro Luiz Fux. Falou o Dr. Wendel  Araújo de Oliveira, pelo Paciente. Presidiu o julgamento o Senhor  Ministro Marco Aurélio. Ausente, por motivo de viagem oficial em  representação  à  esta  Suprema  Corte,  o  Senhor  Ministro  Dias  Toffoli, Presidente.  1ª Turma, 15.5.2012.    Presidência  do  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio.  Presentes  à   Sessão os Senhores Ministros Cármen Lúcia, Luiz Fux e Rosa Weber.  Ausente,  por  motivo  de  viagem  oficial  em  representação  à  esta  Suprema Corte, o Senhor Ministro Dias Toffoli, Presidente.  Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.  Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      23/06/2015 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\nPACTE.(S) :\n     </b>\n     EDIVALDO ALVES DA SILVA\n     <b>\n      IMPTE.(S) :\n     </b>\n     WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      COATOR(A/S)(ES) :\n     </b>\n     SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      HABEAS CORPUS\n     </i>\n     – PREJUÍZO. Tendo sido alcançado, no próprio \nJuízo, o objetivo do\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     , há o prejuízo da impetração.\n    </p>\n    <p>\n     A C Ó R D Ã O\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nPrimeira Turma do Supremo Tribunal  Federal  em julgar prejudicada a \nimpetração, nos termos do voto reajustado do relator e por unanimidade, \nem sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata \ndo julgamento e das respectivas notas taquigráficas.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 23 de junho de 2015.\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9195275.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      15/05/2012 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\nPACTE.(S) :\n     </b>\n     EDIVALDO ALVES DA SILVA\n     <b>\n      IMPTE.(S) :\n     </b>\n     WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      COATOR(A/S)(ES) :\n     </b>\n     SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, \nas informações prestadas pela Assessoria:\n    </p>\n    <p>\n     Na  decisão  que  implicou  o  deferimento  da  liminar,  a \nespécie ficou assim resumida:\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRISÃO  PREVENTIVA  – \nFUNDAMENTOS –  INSUBSISTÊNCIA – \nEXCESSO  DE  PRAZO  –  RELEVÂNCIA \nDEMONSTRADA.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      LIMINAR – EXTENSÃO A CORRÉUS.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. A Assessoria prestou as seguintes informações:\n    </p>\n    <p>\n     Consta do processo que José Ribamar Mendes e \nValdeilson Pereira Costa foram presos em flagrante \ndelito no dia 30 de novembro de 2008 e o paciente, \nem  virtude  de  decisão  determinando  a  custódia \npreventiva,  em  12  de  dezembro  subsequente.  Aos \nprimeiros  foi  imputada  a  prática  dos  crimes  de \nhomicídio  duplamente  qualificado,  porte  ilegal  de \narma  de  fogo  de  uso  permitido  e  resistência, \ntipificados nos artigos 121, § 2º, incisos I e IV, e 329 \ndo Código Penal bem assim no artigo 14 da Lei nº\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2019800.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 103.726 / TO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     10.826/2003,  todos  em concurso  material  –  Código \nPenal,  artigo  69.  Ao  paciente  –  Edivaldo  Alves  da \nSilva – foi imputada a infração do disposto no artigo \n121,  §  2º,  inciso  I,  do  Código  Penal  (homicídio \nqualificado).\n    </p>\n    <p>\n     O  Juízo  Criminal  da  Comarca  de  Xambioá, \nEstado  do  Tocantins,  proferiu  a  sentença  de \npronúncia.  A  defesa  interpôs  recurso  em  sentido \nestrito, ao qual o Tribunal de Justiça deu provimento, \ncassando o ato e determinando o retorno do processo \nà primeira instância para novo exame.\n    </p>\n    <p>\n     Sobreveio a segunda sentença de pronúncia em \n29 de outubro de 2009, permanecendo o paciente sob \ncustódia  porque  o  fato  se  revelara  de  grande \nrepercussão social, tanto que os corréus precisaram \nser transferidos da cadeia pública local para presídio \nde maior segurança na cidade de Araguaína. Além \ndisso,  um deles  teria  empreendido  fuga  uma vez. \nDesse  modo,  se  fossem  colocados  em  liberdade, \ncertamente  haveria  frustração  na  aplicação  da  lei \npenal,  em  caso  de  condenação.  A  liberdade  dos \nenvolvidos  também  causaria  transtornos  à  ordem \npública,  principalmente pelas graves consequências \nque  geraria  o  sentimento  generalizado  de \nimpunidade, e importaria em ameaça à integridade \nfísica  das  testemunhas.  A prisão  processual  ficou \nmantida  por  motivo  de  ordem  pública,  por \nconveniência da instrução criminal e para assegurar \na aplicação da lei penal.\n    </p>\n    <p>\n     A defesa,  cientificada  da  decisão,  protocolou \nnovo recurso em sentido estrito. O Tribunal estadual \ndeterminou ao Juízo Criminal que fosse intimado o \nMinistério  Público  para  oferecimento  de\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2019800.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 103.726 / TO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     contrarrazões.  Atualmente,  o  recurso  aguarda,  no \nTribunal, a designação de data para apreciação.\n    </p>\n    <p>\n     Inconformada com a manutenção da  custódia \npreventiva decorrente  da sentença  de pronúncia,  a \ndefesa impetrou\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     no Tribunal de Justiça. \nPretendeu ver  assegurado ao paciente  o direito  de \npermanecer  em  liberdade  até  o  julgamento  pelo \nTribunal do Júri. A ordem foi indeferida.\n    </p>\n    <p>\n     Na  impetração  formalizada  no  Superior \nTribunal de Justiça – de nº 167.987/TO –, a Ministra \nMaria Thereza de Assis Moura, relatora, deixou de \nacolher  o  pedido de concessão de  liminar  por  não \nvislumbrar  manifesta  ilegalidade  no  acórdão \nproferido pelo Tribunal de Justiça, mediante o qual \nfoi  mantida  a  prisão  preventiva,  conforme \nconsignou,  com  base  em  elementos  concretos. \nAnotou  confundir-se  o  pleito  acautelador  com  o \nmérito  do  processo,  cujo  julgamento  é  da \ncompetência do colegiado.\n    </p>\n    <p>\n     Por meio deste\n     <i>\n      habeas\n     </i>\n     ,  os impetrantes buscam \ninfirmar essa decisão. Observam estar o paciente sob \ncustódia  preventiva  há  um  ano,  quatro  meses  e \ndezesseis  dias,  encontrando-se pendente de exame, \nno Tribunal estadual, o segundo recurso em sentido \nestrito. Afirmam ser deficiente de fundamentação o \npronunciamento que implicou a prisão, mantida na \nsentença de pronúncia, porque calcado em ilações e \nna gravidade do delito imputado.\n    </p>\n    <p>\n     Pedem a concessão de liminar, determinando-se \na  expedição  de  alvará  de  soltura,  considerado  o \nexcesso de prazo de prisão sem formação da culpa. \nQuanto  ao  mérito,  pleiteiam  o  deferimento  da\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2019800.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 103.726 / TO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     ordem,  assegurando-se  ao  paciente  o  direito  de \naguardar  em  liberdade  o  exame  do  Recurso  em \nSentido Estrito nº 2.457, em tramitação no Tribunal \nde Justiça do Estado do Tocantins, e, caso confirmada \na sentença de pronúncia, o julgamento pelo Tribunal \ndo Júri.\n    </p>\n    <p>\n     Anoto que, na inicial, os impetrantes veiculam \nduas  causas  de  pedir:  a  deficiência  de \nfundamentação  da  decisão  mediante  a  qual \ndeterminada a prisão preventiva, bem assim da parte \ndispositiva da sentença de pronúncia que implicou a \nmanutenção,  e  o  excesso  de  prazo  de  prisão  sem \nformação  da  culpa.  Os  pedidos  de  liminar  e  de \ndeferimento  da  ordem  estão  circunscritos  à  tese \nrelacionada à última causa de pedir.\n    </p>\n    <p>\n     O Tribunal  de  Justiça,  por  meio  do  Ofício  nº \n885, de 1º de outubro de 2010, noticiou o julgamento, \nna  sessão  de  17  de  junho  de  2010,  do  recurso  em \nsentido estrito, oportunidade na qual lhe foi negado \nprovimento.\n    </p>\n    <p>\n     Por  meio  de  telegrama,  a  Sexta  Turma  do \nSuperior  Tribunal  de  Justiça  informa  ter  sido \nindeferida  a  ordem  pleiteada  no\n     <i>\n      Habeas  Corpus\n     </i>\n     nº \n167.987/TO, distribuído à Ministra Maria Thereza de \nAssis Moura. O Colegiado entendeu não ser ilegal a \npreventiva, pois o ato fundou-se em dados concretos, \nespecialmente extraídos da conduta perpetrada pelo \nacusado, demonstrando a necessidade da prisão para \ngarantia  da  ordem  pública,  conveniência  da \ninstrução criminal e aplicação da lei penal.\n    </p>\n    <p>\n     [...]\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2019800.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 103.726 / TO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Brasília – residência –, 8 de março de 2011, às 12h35.\n    </p>\n    <p>\n     A Procuradoria Geral da República, no parecer, afirma que \no  ato  mediante  o  qual  foi  decretada  a  prisão  preventiva  do \npaciente  encontra-se  devidamente  fundamentado.  Ressalta \nestarem  presentes  os  requisitos  da  custódia  cautelar,  não \nexistindo ilegalidade a  reparar.  Quanto  ao  excesso  de  prazo, \naduz ter ficado superado, ante o fato de o Tribunal de Justiça \nlocal  haver  julgado  o  recurso  em  sentido  estrito.  Citando \nprecedentes  jurisprudenciais,  opina  pelo  indeferimento  da \nordem.\n    </p>\n    <p>\n     Lancei visto no processo em 7 de maio de 2012, liberando-o para ser \njulgado na Turma a partir de 15 seguinte, isso objetivando a ciência dos \nimpetrantes.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2019800.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      15/05/2012 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Conforme \nconsignado na decisão mediante a qual, em março de 2011, implementei a \nliminar, o ato referente à custódia provisória não se mostra consentâneo \ncom a ordem jurídica. Reitero o que tive a oportunidade de assentar:\n    </p>\n    <p>\n     [...]\n    </p>\n    <p>\n     2. A manutenção da custódia resultou de ilações que não \nguardam  pertinência  com  a  ordem  jurídica.  Aludiu-se  à \nrepercussão social do crime, mencionando-se que dois dos réus \ntiveram  que  ser  transferidos  da  cadeia  pública  local  para \npresídio de maior segurança. O dado não é de molde a inverter \na ordem natural das coisas, a direcionar, primeiro, à apuração \npara, depois de formada a culpa, vir-se a prender.\n    </p>\n    <p>\n     Também se fez referência à circunstância de o ora paciente \nhaver empreendido fuga. Mais um elemento neutro.  O fato de \ndeixar o distrito da culpa está no âmbito, no grande âmbito, da \nautodefesa,  até  para  escapar  ao  flagrante.  Segundo dispõe  o \nartigo 366 do Código de Processo  Penal,  se  os  acusados não \nforem  encontrados  para  citação,  ocorrendo  esta  última \nmediante  edital  e  não  sendo  constituído  advogado,  a \nconsequência  jurídica  é  a  suspensão  do  processo  e  da \nprescrição.  Para implementar  a  prisão,  consoante previsto no \ncitado preceito, devem-se observar os termos do artigo 312 do \nmesmo Código.\n    </p>\n    <p>\n     No  caso,  presumiu-se  que,  soltos,  os  pronunciados \ncausariam  graves  transtornos  à  ordem  pública.  Novamente, \ndestacando-se  a  repercussão  do  acontecimento  no  meio \ngregário,  mencionou-se  o  sentimento  generalizado  de\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2037967.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 103.726 / TO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     impunidade. Vê-se que aflorou a capacidade intuitiva da Juíza \nprolatora da sentença de pronúncia e esta não respalda, ante o \nsubjetivismo  maior,  a  medida  extrema  sem  haver  sentença \ncondenatória preclusa na via da recorribilidade. Sentimento de \nimpunidade  não  é  suficiente,  por  si  só,  a  ter-se  verdadeiro \njustiçamento.  As instituições precisam funcionar a tempo e a \nmodo.\n    </p>\n    <p>\n     Relativamente ao crime imputado, não existe, no sistema \nprocessual brasileiro, a prisão automática, por mais grave que \nseja.  Por  último,  nada  se  disse  a  respeito  de  conduta  de \nqualquer  dos  acusados  a  alcançar  a  incolumidade  das \ntestemunhas. Da mesma maneira não vinga o que asseverado \nno tocante à preparação de campo propício à instrução criminal \ne  à  aplicação  da  lei  penal.  Ambas  devem  ocorrer  sem  que, \nnecessariamente, imponha-se a custódia preventiva.\n    </p>\n    <p>\n     Além disso, tanto a prisão do paciente quanto as dos dois \noutros  acusados  datam  do  fim  de  2008,  ficando  afastado  o \nenquadramento  como  provisória.  Em  síntese,  o  ato  de \nconstrição já se projeta por mais de dois anos.\n    </p>\n    <p>\n     3.  Defiro  a  liminar  pretendida.  Expeçam  o  alvará  de \nsoltura,  a  ser  cumprido com as cautelas  próprias,  vale  dizer, \ncaso o paciente, Edivaldo Alves da Silva, não se encontre sob a \ncustódia do Estado por motivo diverso do retratado na sentença \nde pronúncia formalizada no Processo nº 2008.0010.9483-8/0, da \nVara Criminal da Comarca de Xambioá, Estado do Tocantins. \nAdvirtam-no  da  necessidade  de  permanecer  no  distrito  da \nculpa, dele se ausentando apenas com autorização judicial, de \nforma  a  colaborar  com  a  Justiça  na  elucidação  dos  fatos. \nEstendo  a  decisão,  em  idênticos  termos,  porquanto  o  título \nrelativo às prisões é o mesmo e estas também se prolongam por \nmais  de  dois  anos,  aos  corréus  José  de  Ribamar  Mendes  e \nValdeilson Pereira Costa.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2037967.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 103.726 / TO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     [...]\n    </p>\n    <p>\n     Concedo a ordem, tornando definitiva a liminar.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2037967.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Notas para o Voto\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      15/05/2012 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\nPACTE.(S) :\n     </b>\n     EDIVALDO ALVES DA SILVA\n     <b>\n      IMPTE.(S) :\n     </b>\n     WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      COATOR(A/S)(ES) :\n     </b>\n     SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      NOTAS PARA O VOTO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER\n     </b>\n     - De novo, peço vênia a \nVossa Excelência, Ministro Marco Aurélio, mas não entendo que seja caso \nde teratologia afastar o óbice da Súmula nº 691 desta Corte, e, com todo o \nrespeito aos entendimentos contrários, entendo que o fato de a ordem ter \nsido denegada já pelo Colegiado do STJ, digamos, dá nova vida a esta \nimpetração a nós submetida, agora.\n    </p>\n    <p>\n     Por outro lado, ia até solicitar do nobre advogado informações sobre \no júri, se tinha ou não ocorrido. E já nos informou que, no dia 25 de abril,  \nagora, houve a absolvição do terceiro acusado.\n    </p>\n    <p>\n     A leitura que fiz da decisão que decretou a preventiva,  com todo o \nrespeito  a  Vossa  Excelência,  não  me  pareceu  absolutamente \ndesfundamentada, embora se reporte aos reflexos sociais e ao sentimento \nde impunidade, enfim, à reação da comunidade local, também se refere à \nfuga.  Embora  haja  por  óbvio  que  sempre  se  respeite  esse  sentido  de \nautopreservação do réu que foge, na verdade, a decretação da preventiva \naí  objetivava,  justamente,  prevenir  e  assegurar  eventualmente  a  futura \naplicação da lei penal.\n    </p>\n    <p>\n     Confesso  a  Vossa  Excelência  que  continuo  aqui  com  a  mesma \ncompreensão do processo anterior,  votando no sentido do\n     <b>\n      prejuízo da \nimpetração\n     </b>\n     em função do julgamento superveniente pelo STJ.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2592109.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Vista\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      15/05/2012 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     VISTA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX\n     </b>\n     - Senhor Presidente, eu queria \numa  informação;  não  sei  se  está  nos  autos.  Esse  julgamento  pelo \nColegiado consta dos autos e se ele foi absolvido?\n    </p>\n    <p>\n     O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (PRESIDENTE  E \nRELATOR)  –  Tomei  conhecimento  do  fato  agora,  nesta  assentada, \nveiculado da tribuna, isso quanto ao paciente. A liminar foi deferida ao \npaciente, que teria sido absolvido pelo Tribunal do Júri, segundo o ilustre \nAdvogado – advogado tem fé pública; tem pelo menos a minha fé –, e foi \nestendida aos demais acusados. Não sei a situação deles e não conto com \ndemonstração, no processo, da situação do próprio paciente.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX\n     </b>\n     - O Advogado quer prestar um \nesclarecimento, Senhor Presidente, e eu vou deferir.\n    </p>\n    <p>\n     O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (PRESIDENTE  E \nRELATOR) – Estou sempre pronto a ouvir os senhores advogados.\n    </p>\n    <p>\n     O  SENHOR WENDEL ARAÚJO  DE  OLIVEIRA (ADVOGADO)  - \nObrigado, Excelência. Primeiro, gostaria de que também fosse veiculado, \ncomo foi daqui da tribuna, como foi o voto do eminente Ministro-Relator, \nque há duas causas de pedir. Foi falado também, ventilado o excesso de \nprazo  e  que  se,  ao  final,  Vossas  Excelências  também  decidirem  pelo \nprejuízo  da  impetração,  quebrar  o\n     <b>\n      status  libertatis\n     </b>\n     nesse  momento,  já \ndepois de mais de um ano solto, aos outros dois copacientes por extensão.\n    </p>\n    <p>\n     Houve o julgamento na Corte  Superior  do Tribunal  de Justiça do \nmérito. Está nos autos, sim. Foi, inclusive, informado pela Presidência da \n6ª Turma ao eminente Ministro-Relator do STJ.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9100090.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Vista\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 103726 / TO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (PRESIDENTE  E \nRELATOR) – Foi informado no processo?\n    </p>\n    <p>\n     O SENHOR WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA (ADVOGADO) - No \nprocesso.\n    </p>\n    <p>\n     O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (PRESIDENTE  E \nRELATOR)  –  Devo  suspender  a  continuidade  do  julgamento  para \nverificar esse dado, porque me é estranho.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A  SENHORA  MINISTRA  ROSA  WEBER\n     </b>\n     -  Perdão,  o  eminente \nadvogado está referindo-se ao que foi julgado pelo Colegiado do STJ, pela \n6ª Turma?\n    </p>\n    <p>\n     Parece-me que a pergunta do Ministro Luiz Fux diz respeito ao Júri. \nIsso foi informado agora da tribuna.\n    </p>\n    <p>\n     O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (PRESIDENTE  E \nRELATOR) – O ministro Luiz Fux estimaria ter informação, quanto ao \npaciente, sobre o veredicto dos jurados.\n    </p>\n    <p>\n     O SENHOR WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA (ADVOGADO) -  O \npaciente principal foi absolvido.\n    </p>\n    <p>\n     O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (PRESIDENTE  E \nRELATOR) – Mas Vossa Excelência não trouxe ao processo essa notícia; \nnão documentou essa notícia.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR  MINISTRO  LUIZ  FUX\n     </b>\n     -  Vossa  Excelência  tem  o \ndocumento desse julgamento.\n    </p>\n    <p>\n     O SENHOR WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA (ADVOGADO) - O \njulgamento  se  estendeu  até  às  6  da  manhã  do  outro  dia,  e,  no  dia\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9100090.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Vista\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 103726 / TO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     seguinte, o processo entrou em correição. Eu não pude.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX -\n     </b>\n     Senhor Presidente, isso, para \nmim, é um dado importante. Vou pedir vista.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9100090.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 15/05/2012\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 103.726\n     </b>\n     PROCED. : TOCANTINS\n     <b>\n      RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n     </b>\n     PACTE.(S) : EDIVALDO ALVES DA SILVA\nIMPTE.(S) : WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)\nCOATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     :  Após  o  voto  do  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio, \nRelator,  que  concedia  a  ordem  de\n     <i>\n      habeas  corpus\n     </i>\n     e  tornava \ndefinitiva a liminar anteriormente deferida; e do voto da Senhora \nMinistra Rosa Weber, que julgava prejudicada a impetração, pediu \nvista do processo o Senhor Ministro Luiz Fux. Falou o Dr. Wendel \nAraújo de Oliveira, pelo Paciente. Presidiu o julgamento o Senhor \nMinistro Marco Aurélio. Ausente, por motivo de viagem oficial em \nrepresentação  à  esta  Suprema  Corte,  o  Senhor  Ministro  Dias \nToffoli, Presidente.  1ª Turma, 15.5.2012.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência  do  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio.  Presentes  à\n    </p>\n    <p>\n     Sessão os Senhores Ministros Cármen Lúcia, Luiz Fux e Rosa Weber. \nAusente,  por  motivo  de  viagem  oficial  em  representação  à  esta \nSuprema Corte, o Senhor Ministro Dias Toffoli, Presidente.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2073454\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Esclarecimento\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      15/02/2012 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     ESCLARECIMENTO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX\n     </b>\n     –  É  porque a  Ministra  Rosa \nWeber  foi  na  mesma  linha  do  voto  passado,  porque,  como  já  houve \njulgamento pelo STJ, ela entendeu que houve prejuízo do\n     <b>\n      habeas corpus\n     </b>\n     que fora impetrado com base numa decisão teratológica não superada \npela Súmula 691. Mas eu, no meu modo de ver, esse fato é importante.\n    </p>\n    <p>\n     O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É interessante: não se \nadmite  impetração contra decisão que defere  ou indefere a liminar.  E, \nposteriormente, se diz que o próprio\n     <i>\n      habeas\n     </i>\n     , com o julgamento de fundo, \nreiterando a ótica externada na liminar indeferida, está prejudicado.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX\n     </b>\n     – É, mas aqui eu vou levar em \nconsideração esse julgamento do júri.\n    </p>\n    <p>\n     O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Está bem, está bem.\nAdiada a conclusão do julgamento.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9100091.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Retificação de Voto\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      23/06/2015 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (RELATOR)  – \nPresidente,  como  sou  o  relator,  o  ministro  Luiz  Fux  encaminhou  o \nprocesso ao meu Gabinete. É que foi juntado documento revelando que o \npaciente veio a ser absolvido. E o Juízo, o Presidente do Tribunal do Júri, \nassegurou  aos  corréus  o  direito  de  responderem  ao  processo  em \nliberdade. Então, o objeto do\n     <i>\n      habeas\n     </i>\n     está prejudicado.\n    </p>\n    <p>\n     É o adendo que faço.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9127902.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 23/06/2015\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 103.726\n     </b>\n     PROCED. : TOCANTINS\n     <b>\n      RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n     </b>\n     PACTE.(S) : EDIVALDO ALVES DA SILVA\nIMPTE.(S) : WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)\nCOATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     :  Após  o  voto  do  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio, \nRelator,  que  concedia  a  ordem  de\n     <i>\n      habeas  corpus\n     </i>\n     e  tornava \ndefinitiva a liminar anteriormente deferida; e do voto da Senhora \nMinistra Rosa Weber, que julgava prejudicada a impetração, pediu \nvista do processo o Senhor Ministro Luiz Fux. Falou o Dr. Wendel \nAraújo de Oliveira, pelo Paciente. Presidiu o julgamento o Senhor \nMinistro Marco Aurélio. Ausente, por motivo de viagem oficial em \nrepresentação  à  esta  Suprema  Corte,  o  Senhor  Ministro  Dias \nToffoli, Presidente.  1ª Turma, 15.5.2012.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma julgou prejudicada a impetração, nos termos \ndo  voto  reajustado  do  Relator.  Unânime.  Presidência  da  Senhora \nMinistra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão\n    </p>\n    <p>\n     os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e \nEdson Fachin.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Paulo  Gustavo  Gonet \nBranco.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045608\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "23/06/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS\n", "RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n", "PACTE.(S) :EDIVALDO ALVES DA SILVA \n", "IMPTE.(S) :WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)\n", "COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "HABEAS CORPUS – PREJUÍZO. Tendo sido alcançado, no próprio \n", "Juízo, o objetivo do habeas corpus, há o prejuízo da impetração.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira Turma do Supremo Tribunal  Federal  em julgar prejudicada a \n", "impetração, nos termos do voto reajustado do relator e por unanimidade, \n", "em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata \n", "do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.\n", "Brasília, 23 de junho de 2015.\n", "MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9195275.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17\n", "Relatório\n", "15/05/2012 PRIMEIRA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS\n", "RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n", "PACTE.(S) :EDIVALDO ALVES DA SILVA \n", "IMPTE.(S) :WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)\n", "COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, \n", "as informações prestadas pela Assessoria:\n", "Na  decisão  que  implicou  o  deferimento  da  liminar,  a \n", "espécie ficou assim resumida:\n", "PRISÃO  PREVENTIVA  – \n", "FUNDAMENTOS –  INSUBSISTÊNCIA – \n", "EXCESSO  DE  PRAZO  –  RELEVÂNCIA \n", "DEMONSTRADA.\n", "LIMINAR – EXTENSÃO A CORRÉUS.\n", "1. A Assessoria prestou as seguintes informações:\n", "Consta do processo que José Ribamar Mendes e \n", "Valdeilson Pereira Costa foram presos em flagrante \n", "delito no dia 30 de novembro de 2008 e o paciente, \n", "em  virtude  de  decisão  determinando  a  custódia \n", "preventiva,  em  12  de  dezembro  subsequente.  Aos \n", "primeiros  foi  imputada  a  prática  dos  crimes  de \n", "homicídio  duplamente  qualificado,  porte  ilegal  de \n", "arma  de  fogo  de  uso  permitido  e  resistência, \n", "tipificados nos artigos 121, § 2º, incisos I e IV, e 329 \n", "do Código Penal bem assim no artigo 14 da Lei nº \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2019800.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17\n", "Relatório\n", "HC 103.726 / TO \n", "10.826/2003,  todos  em concurso  material  –  Código \n", "Penal,  artigo  69.  Ao  paciente  –  Edivaldo  Alves  da \n", "Silva – foi imputada a infração do disposto no artigo \n", "121,  §  2º,  inciso  I,  do  Código  Penal  (homicídio \n", "qualificado).\n", "O  Juízo  Criminal  da  Comarca  de  Xambioá, \n", "Estado  do  Tocantins,  proferiu  a  sentença  de \n", "pronúncia.  A  defesa  interpôs  recurso  em  sentido \n", "estrito, ao qual o Tribunal de Justiça deu provimento, \n", "cassando o ato e determinando o retorno do processo \n", "à primeira instância para novo exame.\n", "Sobreveio a segunda sentença de pronúncia em \n", "29 de outubro de 2009, permanecendo o paciente sob \n", "custódia  porque  o  fato  se  revelara  de  grande \n", "repercussão social, tanto que os corréus precisaram \n", "ser transferidos da cadeia pública local para presídio \n", "de maior segurança na cidade de Araguaína. Além \n", "disso,  um deles  teria  empreendido  fuga  uma vez. \n", "Desse  modo,  se  fossem  colocados  em  liberdade, \n", "certamente  haveria  frustração  na  aplicação  da  lei \n", "penal,  em  caso  de  condenação.  A  liberdade  dos \n", "envolvidos  também  causaria  transtornos  à  ordem \n", "pública,  principalmente pelas graves consequências \n", "que  geraria  o  sentimento  generalizado  de \n", "impunidade, e importaria em ameaça à integridade \n", "física  das  testemunhas.  A prisão  processual  ficou \n", "mantida  por  motivo  de  ordem  pública,  por \n", "conveniência da instrução criminal e para assegurar \n", "a aplicação da lei penal.\n", "A defesa,  cientificada  da  decisão,  protocolou \n", "novo recurso em sentido estrito. O Tribunal estadual \n", "determinou ao Juízo Criminal que fosse intimado o \n", "Ministério  Público  para  oferecimento  de \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2019800.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17\n", "Relatório\n", "HC 103.726 / TO \n", "contrarrazões.  Atualmente,  o  recurso  aguarda,  no \n", "Tribunal, a designação de data para apreciação.\n", "Inconformada com a manutenção da  custódia \n", "preventiva decorrente  da sentença  de pronúncia,  a \n", "defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça. \n", "Pretendeu ver  assegurado ao paciente  o direito  de \n", "permanecer  em  liberdade  até  o  julgamento  pelo \n", "Tribunal do Júri. A ordem foi indeferida.\n", "Na  impetração  formalizada  no  Superior \n", "Tribunal de Justiça – de nº 167.987/TO –, a Ministra \n", "Maria Thereza de Assis Moura, relatora, deixou de \n", "acolher  o  pedido de concessão de  liminar  por  não \n", "vislumbrar  manifesta  ilegalidade  no  acórdão \n", "proferido pelo Tribunal de Justiça, mediante o qual \n", "foi  mantida  a  prisão  preventiva,  conforme \n", "consignou,  com  base  em  elementos  concretos. \n", "Anotou  confundir-se  o  pleito  acautelador  com  o \n", "mérito  do  processo,  cujo  julgamento  é  da \n", "competência do colegiado.\n", "Por meio deste  habeas,  os impetrantes buscam \n", "infirmar essa decisão. Observam estar o paciente sob \n", "custódia  preventiva  há  um  ano,  quatro  meses  e \n", "dezesseis  dias,  encontrando-se pendente de exame, \n", "no Tribunal estadual, o segundo recurso em sentido \n", "estrito. Afirmam ser deficiente de fundamentação o \n", "pronunciamento que implicou a prisão, mantida na \n", "sentença de pronúncia, porque calcado em ilações e \n", "na gravidade do delito imputado.\n", "Pedem a concessão de liminar, determinando-se \n", "a  expedição  de  alvará  de  soltura,  considerado  o \n", "excesso de prazo de prisão sem formação da culpa. \n", "Quanto  ao  mérito,  pleiteiam  o  deferimento  da \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2019800.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17\n", "Relatório\n", "HC 103.726 / TO \n", "ordem,  assegurando-se  ao  paciente  o  direito  de \n", "aguardar  em  liberdade  o  exame  do  Recurso  em \n", "Sentido Estrito nº 2.457, em tramitação no Tribunal \n", "de Justiça do Estado do Tocantins, e, caso confirmada \n", "a sentença de pronúncia, o julgamento pelo Tribunal \n", "do Júri.\n", "Anoto que, na inicial, os impetrantes veiculam \n", "duas  causas  de  pedir:  a  deficiência  de \n", "fundamentação  da  decisão  mediante  a  qual \n", "determinada a prisão preventiva, bem assim da parte \n", "dispositiva da sentença de pronúncia que implicou a \n", "manutenção,  e  o  excesso  de  prazo  de  prisão  sem \n", "formação  da  culpa.  Os  pedidos  de  liminar  e  de \n", "deferimento  da  ordem  estão  circunscritos  à  tese \n", "relacionada à última causa de pedir.\n", "O Tribunal  de  Justiça,  por  meio  do  Ofício  nº \n", "885, de 1º de outubro de 2010, noticiou o julgamento, \n", "na  sessão  de  17  de  junho  de  2010,  do  recurso  em \n", "sentido estrito, oportunidade na qual lhe foi negado \n", "provimento.\n", "Por  meio  de  telegrama,  a  Sexta  Turma  do \n", "Superior  Tribunal  de  Justiça  informa  ter  sido \n", "indeferida  a  ordem  pleiteada  no  Habeas  Corpus nº \n", "167.987/TO, distribuído à Ministra Maria Thereza de \n", "Assis Moura. O Colegiado entendeu não ser ilegal a \n", "preventiva, pois o ato fundou-se em dados concretos, \n", "especialmente extraídos da conduta perpetrada pelo \n", "acusado, demonstrando a necessidade da prisão para \n", "garantia  da  ordem  pública,  conveniência  da \n", "instrução criminal e aplicação da lei penal.\n", "[...]\n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2019800.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17\n", "Relatório\n", "HC 103.726 / TO \n", "Brasília – residência –, 8 de março de 2011, às 12h35.\n", "A Procuradoria Geral da República, no parecer, afirma que \n", "o  ato  mediante  o  qual  foi  decretada  a  prisão  preventiva  do \n", "paciente  encontra-se  devidamente  fundamentado.  Ressalta \n", "estarem  presentes  os  requisitos  da  custódia  cautelar,  não \n", "existindo ilegalidade a  reparar.  Quanto  ao  excesso  de  prazo, \n", "aduz ter ficado superado, ante o fato de o Tribunal de Justiça \n", "local  haver  julgado  o  recurso  em  sentido  estrito.  Citando \n", "precedentes  jurisprudenciais,  opina  pelo  indeferimento  da \n", "ordem.\n", "Lancei visto no processo em 7 de maio de 2012, liberando-o para ser \n", "julgado na Turma a partir de 15 seguinte, isso objetivando a ciência dos \n", "impetrantes.\n", "É o relatório.\n", "5 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2019800.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17\n", "Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n", "15/05/2012 PRIMEIRA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Conforme \n", "consignado na decisão mediante a qual, em março de 2011, implementei a \n", "liminar, o ato referente à custódia provisória não se mostra consentâneo \n", "com a ordem jurídica. Reitero o que tive a oportunidade de assentar:\n", "[...]\n", "2. A manutenção da custódia resultou de ilações que não \n", "guardam  pertinência  com  a  ordem  jurídica.  Aludiu-se  à \n", "repercussão social do crime, mencionando-se que dois dos réus \n", "tiveram  que  ser  transferidos  da  cadeia  pública  local  para \n", "presídio de maior segurança. O dado não é de molde a inverter \n", "a ordem natural das coisas, a direcionar, primeiro, à apuração \n", "para, depois de formada a culpa, vir-se a prender.\n", "Também se fez referência à circunstância de o ora paciente \n", "haver empreendido fuga. Mais um elemento neutro.  O fato de \n", "deixar o distrito da culpa está no âmbito, no grande âmbito, da \n", "autodefesa,  até  para  escapar  ao  flagrante.  Segundo dispõe  o \n", "artigo 366 do Código de Processo  Penal,  se  os  acusados não \n", "forem  encontrados  para  citação,  ocorrendo  esta  última \n", "mediante  edital  e  não  sendo  constituído  advogado,  a \n", "consequência  jurídica  é  a  suspensão  do  processo  e  da \n", "prescrição.  Para implementar  a  prisão,  consoante previsto no \n", "citado preceito, devem-se observar os termos do artigo 312 do \n", "mesmo Código.\n", "No  caso,  presumiu-se  que,  soltos,  os  pronunciados \n", "causariam  graves  transtornos  à  ordem  pública.  Novamente, \n", "destacando-se  a  repercussão  do  acontecimento  no  meio \n", "gregário,  mencionou-se  o  sentimento  generalizado  de \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2037967.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17\n", "Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n", "HC 103.726 / TO \n", "impunidade. Vê-se que aflorou a capacidade intuitiva da Juíza \n", "prolatora da sentença de pronúncia e esta não respalda, ante o \n", "subjetivismo  maior,  a  medida  extrema  sem  haver  sentença \n", "condenatória preclusa na via da recorribilidade. Sentimento de \n", "impunidade  não  é  suficiente,  por  si  só,  a  ter-se  verdadeiro \n", "justiçamento.  As instituições precisam funcionar a tempo e a \n", "modo.\n", "Relativamente ao crime imputado, não existe, no sistema \n", "processual brasileiro, a prisão automática, por mais grave que \n", "seja.  Por  último,  nada  se  disse  a  respeito  de  conduta  de \n", "qualquer  dos  acusados  a  alcançar  a  incolumidade  das \n", "testemunhas. Da mesma maneira não vinga o que asseverado \n", "no tocante à preparação de campo propício à instrução criminal \n", "e  à  aplicação  da  lei  penal.  Ambas  devem  ocorrer  sem  que, \n", "necessariamente, imponha-se a custódia preventiva.\n", "Além disso, tanto a prisão do paciente quanto as dos dois \n", "outros  acusados  datam  do  fim  de  2008,  ficando  afastado  o \n", "enquadramento  como  provisória.  Em  síntese,  o  ato  de \n", "constrição já se projeta por mais de dois anos.\n", "3.  Defiro  a  liminar  pretendida.  Expeçam  o  alvará  de \n", "soltura,  a  ser  cumprido com as cautelas  próprias,  vale  dizer, \n", "caso o paciente, Edivaldo Alves da Silva, não se encontre sob a \n", "custódia do Estado por motivo diverso do retratado na sentença \n", "de pronúncia formalizada no Processo nº 2008.0010.9483-8/0, da \n", "Vara Criminal da Comarca de Xambioá, Estado do Tocantins. \n", "Advirtam-no  da  necessidade  de  permanecer  no  distrito  da \n", "culpa, dele se ausentando apenas com autorização judicial, de \n", "forma  a  colaborar  com  a  Justiça  na  elucidação  dos  fatos. \n", "Estendo  a  decisão,  em  idênticos  termos,  porquanto  o  título \n", "relativo às prisões é o mesmo e estas também se prolongam por \n", "mais  de  dois  anos,  aos  corréus  José  de  Ribamar  Mendes  e \n", "Valdeilson Pereira Costa.\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2037967.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17\n", "Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n", "HC 103.726 / TO \n", "[...]\n", "Concedo a ordem, tornando definitiva a liminar.\n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2037967.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17\n", "Notas para o Voto\n", "15/05/2012 PRIMEIRA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS\n", "RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n", "PACTE.(S) :EDIVALDO ALVES DA SILVA \n", "IMPTE.(S) :WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)\n", "COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "NOTAS PARA O VOTO \n", "A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - De novo, peço vênia a \n", "Vossa Excelência, Ministro Marco Aurélio, mas não entendo que seja caso \n", "de teratologia afastar o óbice da Súmula nº 691 desta Corte, e, com todo o \n", "respeito aos entendimentos contrários, entendo que o fato de a ordem ter \n", "sido denegada já pelo Colegiado do STJ, digamos, dá nova vida a esta \n", "impetração a nós submetida, agora.\n", "Por outro lado, ia até solicitar do nobre advogado informações sobre \n", "o júri, se tinha ou não ocorrido. E já nos informou que, no dia 25 de abril,  \n", "agora, houve a absolvição do terceiro acusado.\n", "A leitura que fiz da decisão que decretou a preventiva,  com todo o \n", "respeito  a  Vossa  Excelência,  não  me  pareceu  absolutamente \n", "desfundamentada, embora se reporte aos reflexos sociais e ao sentimento \n", "de impunidade, enfim, à reação da comunidade local, também se refere à \n", "fuga.  Embora  haja  por  óbvio  que  sempre  se  respeite  esse  sentido  de \n", "autopreservação do réu que foge, na verdade, a decretação da preventiva \n", "aí  objetivava,  justamente,  prevenir  e  assegurar  eventualmente  a  futura \n", "aplicação da lei penal.\n", "Confesso  a  Vossa  Excelência  que  continuo  aqui  com  a  mesma \n", "compreensão do processo anterior,  votando no sentido do  prejuízo da \n", "impetração em função do julgamento superveniente pelo STJ. \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2592109.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17\n", "Vista\n", "15/05/2012 PRIMEIRA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS\n", "VISTA\n", "O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, eu queria \n", "uma  informação;  não  sei  se  está  nos  autos.  Esse  julgamento  pelo \n", "Colegiado consta dos autos e se ele foi absolvido? \n", "O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (PRESIDENTE  E \n", "RELATOR)  –  Tomei  conhecimento  do  fato  agora,  nesta  assentada, \n", "veiculado da tribuna, isso quanto ao paciente. A liminar foi deferida ao \n", "paciente, que teria sido absolvido pelo Tribunal do Júri, segundo o ilustre \n", "Advogado – advogado tem fé pública; tem pelo menos a minha fé –, e foi \n", "estendida aos demais acusados. Não sei a situação deles e não conto com \n", "demonstração, no processo, da situação do próprio paciente.\n", "O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - O Advogado quer prestar um \n", "esclarecimento, Senhor Presidente, e eu vou deferir.\n", "O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (PRESIDENTE  E \n", "RELATOR) – Estou sempre pronto a ouvir os senhores advogados.\n", "O  SENHOR WENDEL ARAÚJO  DE  OLIVEIRA (ADVOGADO)  - \n", "Obrigado, Excelência. Primeiro, gostaria de que também fosse veiculado, \n", "como foi daqui da tribuna, como foi o voto do eminente Ministro-Relator, \n", "que há duas causas de pedir. Foi falado também, ventilado o excesso de \n", "prazo  e  que  se,  ao  final,  Vossas  Excelências  também  decidirem  pelo \n", "prejuízo  da  impetração,  quebrar  o status  libertatis nesse  momento,  já \n", "depois de mais de um ano solto, aos outros dois copacientes por extensão.\n", "Houve o julgamento na Corte  Superior  do Tribunal  de Justiça do \n", "mérito. Está nos autos, sim. Foi, inclusive, informado pela Presidência da \n", "6ª Turma ao eminente Ministro-Relator do STJ.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9100090.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17\n", "Vista\n", "HC 103726 / TO \n", "O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (PRESIDENTE  E \n", "RELATOR) – Foi informado no processo?\n", "O SENHOR WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA (ADVOGADO) - No \n", "processo.\n", "O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (PRESIDENTE  E \n", "RELATOR)  –  Devo  suspender  a  continuidade  do  julgamento  para \n", "verificar esse dado, porque me é estranho.\n", "A  SENHORA  MINISTRA  ROSA  WEBER  -  Perdão,  o  eminente \n", "advogado está referindo-se ao que foi julgado pelo Colegiado do STJ, pela \n", "6ª Turma?\n", "Parece-me que a pergunta do Ministro Luiz Fux diz respeito ao Júri. \n", "Isso foi informado agora da tribuna.\n", "O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (PRESIDENTE  E \n", "RELATOR) – O ministro Luiz Fux estimaria ter informação, quanto ao \n", "paciente, sobre o veredicto dos jurados.\n", "O SENHOR WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA (ADVOGADO) -  O \n", "paciente principal foi absolvido.\n", "O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (PRESIDENTE  E \n", "RELATOR) – Mas Vossa Excelência não trouxe ao processo essa notícia; \n", "não documentou essa notícia.\n", "O  SENHOR  MINISTRO  LUIZ  FUX  -  Vossa  Excelência  tem  o \n", "documento desse julgamento.\n", "O SENHOR WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA (ADVOGADO) - O \n", "julgamento  se  estendeu  até  às  6  da  manhã  do  outro  dia,  e,  no  dia \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9100090.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17\n", "Vista\n", "HC 103726 / TO \n", "seguinte, o processo entrou em correição. Eu não pude.\n", "O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, isso, para \n", "mim, é um dado importante. Vou pedir vista.\n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9100090.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17\n", "Extrato de Ata - 15/05/2012\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "HABEAS CORPUS 103.726\n", "PROCED. : TOCANTINS\n", "RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n", "PACTE.(S) : EDIVALDO ALVES DA SILVA\n", "IMPTE.(S) : WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)\n", "COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n", "Decisão:  Após  o  voto  do  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio, \n", "Relator,  que  concedia  a  ordem  de  habeas  corpus e  tornava \n", "definitiva a liminar anteriormente deferida; e do voto da Senhora \n", "Ministra Rosa Weber, que julgava prejudicada a impetração, pediu \n", "vista do processo o Senhor Ministro Luiz Fux. Falou o Dr. Wendel \n", "Araújo de Oliveira, pelo Paciente. Presidiu o julgamento o Senhor \n", "Ministro Marco Aurélio. Ausente, por motivo de viagem oficial em \n", "representação  à  esta  Suprema  Corte,  o  Senhor  Ministro  Dias \n", "Toffoli, Presidente.  1ª Turma, 15.5.2012.\n", " \n", "Presidência  do  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio.  Presentes  à \n", "Sessão os Senhores Ministros Cármen Lúcia, Luiz Fux e Rosa Weber. \n", "Ausente,  por  motivo  de  viagem  oficial  em  representação  à  esta \n", "Suprema Corte, o Senhor Ministro Dias Toffoli, Presidente.\n", "Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2073454\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17\n", "Esclarecimento\n", "15/02/2012 PRIMEIRA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS\n", "ESCLARECIMENTO\n", "O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX –  É  porque a  Ministra  Rosa \n", "Weber  foi  na  mesma  linha  do  voto  passado,  porque,  como  já  houve \n", "julgamento pelo STJ, ela entendeu que houve prejuízo do habeas corpus \n", "que fora impetrado com base numa decisão teratológica não superada \n", "pela Súmula 691. Mas eu, no meu modo de ver, esse fato é importante.\n", "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É interessante: não se \n", "admite  impetração contra decisão que defere  ou indefere a liminar.  E, \n", "posteriormente, se diz que o próprio habeas, com o julgamento de fundo, \n", "reiterando a ótica externada na liminar indeferida, está prejudicado.\n", "O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX – É, mas aqui eu vou levar em \n", "consideração esse julgamento do júri.\n", "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Está bem, está bem.\n", "Adiada a conclusão do julgamento.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9100091.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17\n", "Retificação de Voto\n", "23/06/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS\n", "O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (RELATOR)  – \n", "Presidente,  como  sou  o  relator,  o  ministro  Luiz  Fux  encaminhou  o \n", "processo ao meu Gabinete. É que foi juntado documento revelando que o \n", "paciente veio a ser absolvido. E o Juízo, o Presidente do Tribunal do Júri, \n", "assegurou  aos  corréus  o  direito  de  responderem  ao  processo  em \n", "liberdade. Então, o objeto do habeas está prejudicado.\n", "É o adendo que faço.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9127902.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17\n", "Extrato de Ata - 23/06/2015\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "HABEAS CORPUS 103.726\n", "PROCED. : TOCANTINS\n", "RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n", "PACTE.(S) : EDIVALDO ALVES DA SILVA\n", "IMPTE.(S) : WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)\n", "COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n", "Decisão:  Após  o  voto  do  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio, \n", "Relator,  que  concedia  a  ordem  de  habeas  corpus e  tornava \n", "definitiva a liminar anteriormente deferida; e do voto da Senhora \n", "Ministra Rosa Weber, que julgava prejudicada a impetração, pediu \n", "vista do processo o Senhor Ministro Luiz Fux. Falou o Dr. Wendel \n", "Araújo de Oliveira, pelo Paciente. Presidiu o julgamento o Senhor \n", "Ministro Marco Aurélio. Ausente, por motivo de viagem oficial em \n", "representação  à  esta  Suprema  Corte,  o  Senhor  Ministro  Dias \n", "Toffoli, Presidente.  1ª Turma, 15.5.2012.\n", "Decisão: A Turma julgou prejudicada a impetração, nos termos \n", "do  voto  reajustado  do  Relator.  Unânime.  Presidência  da  Senhora \n", "Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.\n", " \n", "Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão \n", "os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e \n", "Edson Fachin. \n", "Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Paulo  Gustavo  Gonet \n", "Branco.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045608\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17\n" ], "numero" : "103726", "partes" : [ { "nome" : "MIN. MARCO AURÉLIO", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "EDIVALDO ALVES DA SILVA", "sigla" : "", "tipo" : "PACTE.(S)" }, { "nome" : "WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)", "sigla" : "", "tipo" : "IMPTE.(S)" }, { "nome" : "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – PREJUÍZO. Tendo sido alcançado, no próprio Juízo, o objetivo do habeas corpus, há o prejuízo da impetração.", "sigla" : "", "tipo" : "COATOR(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. MARCO AURÉLIO", "texto" : "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório,  as informações prestadas pela Assessoria:  Na  decisão  que  implicou  o  deferimento  da  liminar,  a  espécie ficou assim resumida:  PRISÃO  PREVENTIVA  –  FUNDAMENTOS –  INSUBSISTÊNCIA –  EXCESSO  DE  PRAZO  –  RELEVÂNCIA  DEMONSTRADA.  LIMINAR – EXTENSÃO A CORRÉUS.  1. A Assessoria prestou as seguintes informações:  Consta do processo que José Ribamar Mendes e  Valdeilson Pereira Costa foram presos em flagrante  delito no dia 30 de novembro de 2008 e o paciente,  em  virtude  de  decisão  determinando  a  custódia  preventiva,  em  12  de  dezembro  subsequente.  Aos  primeiros  foi  imputada  a  prática  dos  crimes  de  homicídio  duplamente  qualificado,  porte  ilegal  de  arma  de  fogo  de  uso  permitido  e  resistência,  tipificados nos artigos 121, § 2º, incisos I e IV, e 329  do Código Penal bem assim no artigo 14 da Lei nº     10.826/2003,  todos  em concurso  material  –  Código  Penal,  artigo  69.  Ao  paciente  –  Edivaldo  Alves  da  Silva – foi imputada a infração do disposto no artigo  121,  §  2º,  inciso  I,  do  Código  Penal  (homicídio  qualificado).  O  Juízo  Criminal  da  Comarca  de  Xambioá,  Estado  do  Tocantins,  proferiu  a  sentença  de  pronúncia.  A  defesa  interpôs  recurso  em  sentido  estrito, ao qual o Tribunal de Justiça deu provimento,  cassando o ato e determinando o retorno do processo  à primeira instância para novo exame.  Sobreveio a segunda sentença de pronúncia em  29 de outubro de 2009, permanecendo o paciente sob  custódia  porque  o  fato  se  revelara  de  grande  repercussão social, tanto que os corréus precisaram  ser transferidos da cadeia pública local para presídio  de maior segurança na cidade de Araguaína. Além  disso,  um deles  teria  empreendido  fuga  uma vez.  Desse  modo,  se  fossem  colocados  em  liberdade,  certamente  haveria  frustração  na  aplicação  da  lei  penal,  em  caso  de  condenação.  A  liberdade  dos  envolvidos  também  causaria  transtornos  à  ordem  pública,  principalmente pelas graves consequências  que  geraria  o  sentimento  generalizado  de  impunidade, e importaria em ameaça à integridade  física  das  testemunhas.  A prisão  processual  ficou  mantida  por  motivo  de  ordem  pública,  por  conveniência da instrução criminal e para assegurar  a aplicação da lei penal.  A defesa,  cientificada  da  decisão,  protocolou  novo recurso em sentido estrito. O Tribunal estadual  determinou ao Juízo Criminal que fosse intimado o  Ministério  Público  para  oferecimento  de     contrarrazões.  Atualmente,  o  recurso  aguarda,  no  Tribunal, a designação de data para apreciação.  Inconformada com a manutenção da  custódia  preventiva decorrente  da sentença  de pronúncia,  a  defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça.  Pretendeu ver  assegurado ao paciente  o direito  de  permanecer  em  liberdade  até  o  julgamento  pelo  Tribunal do Júri. A ordem foi indeferida.  Na  impetração  formalizada  no  Superior  Tribunal de Justiça – de nº 167.987/TO –, a Ministra  Maria Thereza de Assis Moura, relatora, deixou de  acolher  o  pedido de concessão de  liminar  por  não  vislumbrar  manifesta  ilegalidade  no  acórdão  proferido pelo Tribunal de Justiça, mediante o qual  foi  mantida  a  prisão  preventiva,  conforme  consignou,  com  base  em  elementos  concretos.  Anotou  confundir-se  o  pleito  acautelador  com  o  mérito  do  processo,  cujo  julgamento  é  da  competência do colegiado.  Por meio deste  habeas,  os impetrantes buscam  infirmar essa decisão. Observam estar o paciente sob  custódia  preventiva  há  um  ano,  quatro  meses  e  dezesseis  dias,  encontrando-se pendente de exame,  no Tribunal estadual, o segundo recurso em sentido  estrito. Afirmam ser deficiente de fundamentação o  pronunciamento que implicou a prisão, mantida na  sentença de pronúncia, porque calcado em ilações e  na gravidade do delito imputado.  Pedem a concessão de liminar, determinando-se  a  expedição  de  alvará  de  soltura,  considerado  o  excesso de prazo de prisão sem formação da culpa.  Quanto  ao  mérito,  pleiteiam  o  deferimento  da     ordem,  assegurando-se  ao  paciente  o  direito  de  aguardar  em  liberdade  o  exame  do  Recurso  em  Sentido Estrito nº 2.457, em tramitação no Tribunal  de Justiça do Estado do Tocantins, e, caso confirmada  a sentença de pronúncia, o julgamento pelo Tribunal  do Júri.  Anoto que, na inicial, os impetrantes veiculam  duas  causas  de  pedir:  a  deficiência  de  fundamentação  da  decisão  mediante  a  qual  determinada a prisão preventiva, bem assim da parte  dispositiva da sentença de pronúncia que implicou a  manutenção,  e  o  excesso  de  prazo  de  prisão  sem  formação  da  culpa.  Os  pedidos  de  liminar  e  de  deferimento  da  ordem  estão  circunscritos  à  tese  relacionada à última causa de pedir.  O Tribunal  de  Justiça,  por  meio  do  Ofício  nº  885, de 1º de outubro de 2010, noticiou o julgamento,  na  sessão  de  17  de  junho  de  2010,  do  recurso  em  sentido estrito, oportunidade na qual lhe foi negado  provimento.  Por  meio  de  telegrama,  a  Sexta  Turma  do  Superior  Tribunal  de  Justiça  informa  ter  sido  indeferida  a  ordem  pleiteada  no  Habeas  Corpus nº  167.987/TO, distribuído à Ministra Maria Thereza de  Assis Moura. O Colegiado entendeu não ser ilegal a  preventiva, pois o ato fundou-se em dados concretos,  especialmente extraídos da conduta perpetrada pelo  acusado, demonstrando a necessidade da prisão para  garantia  da  ordem  pública,  conveniência  da  instrução criminal e aplicação da lei penal.  [...]    Brasília – residência –, 8 de março de 2011, às 12h35.  A Procuradoria Geral da República, no parecer, afirma que  o  ato  mediante  o  qual  foi  decretada  a  prisão  preventiva  do  paciente  encontra-se  devidamente  fundamentado.  Ressalta  estarem  presentes  os  requisitos  da  custódia  cautelar,  não  existindo ilegalidade a  reparar.  Quanto  ao  excesso  de  prazo,  aduz ter ficado superado, ante o fato de o Tribunal de Justiça  local  haver  julgado  o  recurso  em  sentido  estrito.  Citando  precedentes  jurisprudenciais,  opina  pelo  indeferimento  da  ordem.  Lancei visto no processo em 7 de maio de 2012, liberando-o para ser  julgado na Turma a partir de 15 seguinte, isso objetivando a ciência dos  impetrantes.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (RELATOR)  –  Presidente,  como  sou  o  relator,  o  ministro  Luiz  Fux  encaminhou  o  processo ao meu Gabinete. É que foi juntado documento revelando que o  paciente veio a ser absolvido. E o Juízo, o Presidente do Tribunal do Júri,  assegurou  aos  corréus  o  direito  de  responderem  ao  processo  em  liberdade. Então, o objeto do habeas está prejudicado.  É o adendo que faço. ", "votante" : "pg_16_16_seq_8" }, { "texto" : "   RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :EDIVALDO ALVES DA SILVA  IMPTE.(S) :WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA   NOTAS PARA O VOTO   A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - De novo, peço vênia a  Vossa Excelência, Ministro Marco Aurélio, mas não entendo que seja caso  de teratologia afastar o óbice da Súmula nº 691 desta Corte, e, com todo o  respeito aos entendimentos contrários, entendo que o fato de a ordem ter  sido denegada já pelo Colegiado do STJ, digamos, dá nova vida a esta  impetração a nós submetida, agora.  Por outro lado, ia até solicitar do nobre advogado informações sobre  o júri, se tinha ou não ocorrido. E já nos informou que, no dia 25 de abril,   agora, houve a absolvição do terceiro acusado.  A leitura que fiz da decisão que decretou a preventiva,  com todo o  respeito  a  Vossa  Excelência,  não  me  pareceu  absolutamente  desfundamentada, embora se reporte aos reflexos sociais e ao sentimento  de impunidade, enfim, à reação da comunidade local, também se refere à  fuga.  Embora  haja  por  óbvio  que  sempre  se  respeite  esse  sentido  de  autopreservação do réu que foge, na verdade, a decretação da preventiva  aí  objetivava,  justamente,  prevenir  e  assegurar  eventualmente  a  futura  aplicação da lei penal.  Confesso  a  Vossa  Excelência  que  continuo  aqui  com  a  mesma  compreensão do processo anterior,  votando no sentido do  prejuízo da  impetração em função do julgamento superveniente pelo STJ.  ", "votante" : "pg_10_10_seq_4" }, { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Conforme  consignado na decisão mediante a qual, em março de 2011, implementei a  liminar, o ato referente à custódia provisória não se mostra consentâneo  com a ordem jurídica. Reitero o que tive a oportunidade de assentar:  [...]  2. A manutenção da custódia resultou de ilações que não  guardam  pertinência  com  a  ordem  jurídica.  Aludiu-se  à  repercussão social do crime, mencionando-se que dois dos réus  tiveram  que  ser  transferidos  da  cadeia  pública  local  para  presídio de maior segurança. O dado não é de molde a inverter  a ordem natural das coisas, a direcionar, primeiro, à apuração  para, depois de formada a culpa, vir-se a prender.  Também se fez referência à circunstância de o ora paciente  haver empreendido fuga. Mais um elemento neutro.  O fato de  deixar o distrito da culpa está no âmbito, no grande âmbito, da  autodefesa,  até  para  escapar  ao  flagrante.  Segundo dispõe  o  artigo 366 do Código de Processo  Penal,  se  os  acusados não  forem  encontrados  para  citação,  ocorrendo  esta  última  mediante  edital  e  não  sendo  constituído  advogado,  a  consequência  jurídica  é  a  suspensão  do  processo  e  da  prescrição.  Para implementar  a  prisão,  consoante previsto no  citado preceito, devem-se observar os termos do artigo 312 do  mesmo Código.  No  caso,  presumiu-se  que,  soltos,  os  pronunciados  causariam  graves  transtornos  à  ordem  pública.  Novamente,  destacando-se  a  repercussão  do  acontecimento  no  meio  gregário,  mencionou-se  o  sentimento  generalizado  de     impunidade. Vê-se que aflorou a capacidade intuitiva da Juíza  prolatora da sentença de pronúncia e esta não respalda, ante o  subjetivismo  maior,  a  medida  extrema  sem  haver  sentença  condenatória preclusa na via da recorribilidade. Sentimento de  impunidade  não  é  suficiente,  por  si  só,  a  ter-se  verdadeiro  justiçamento.  As instituições precisam funcionar a tempo e a  modo.  Relativamente ao crime imputado, não existe, no sistema  processual brasileiro, a prisão automática, por mais grave que  seja.  Por  último,  nada  se  disse  a  respeito  de  conduta  de  qualquer  dos  acusados  a  alcançar  a  incolumidade  das  testemunhas. Da mesma maneira não vinga o que asseverado  no tocante à preparação de campo propício à instrução criminal  e  à  aplicação  da  lei  penal.  Ambas  devem  ocorrer  sem  que,  necessariamente, imponha-se a custódia preventiva.  Além disso, tanto a prisão do paciente quanto as dos dois  outros  acusados  datam  do  fim  de  2008,  ficando  afastado  o  enquadramento  como  provisória.  Em  síntese,  o  ato  de  constrição já se projeta por mais de dois anos.  3.  Defiro  a  liminar  pretendida.  Expeçam  o  alvará  de  soltura,  a  ser  cumprido com as cautelas  próprias,  vale  dizer,  caso o paciente, Edivaldo Alves da Silva, não se encontre sob a  custódia do Estado por motivo diverso do retratado na sentença  de pronúncia formalizada no Processo nº 2008.0010.9483-8/0, da  Vara Criminal da Comarca de Xambioá, Estado do Tocantins.  Advirtam-no  da  necessidade  de  permanecer  no  distrito  da  culpa, dele se ausentando apenas com autorização judicial, de  forma  a  colaborar  com  a  Justiça  na  elucidação  dos  fatos.  Estendo  a  decisão,  em  idênticos  termos,  porquanto  o  título  relativo às prisões é o mesmo e estas também se prolongam por  mais  de  dois  anos,  aos  corréus  José  de  Ribamar  Mendes  e  Valdeilson Pereira Costa.    [...]  Concedo a ordem, tornando definitiva a liminar. ", "votante" : "MIN_MARCO_AURELIO" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac0b0d251224488756e" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Segunda  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do  Senhor Ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata do julgamento e  das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao  recurso ordinário, nos termos do voto do Relator.  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Penal.  Indulto.  Decreto  nº  8.380/14.  Extinção  da  punibilidade.  Indeferimento.  Admissibilidade.  Falta  grave.  Prática  nos  doze  meses  antecedentes  à  publicação  do  decreto  em  questão.  Homologação  judicial  após  esse  prazo.  Irrelevância. Precedente. Recurso não provido.  1. Nos termos do art. 5º, caput, do Decreto nº 8.380/14, “a declaração  do  indulto  e  da  comutação  de  penas  previstos  neste  Decreto  fica  condicionada  à  inexistência  de  aplicação  de  sanção,  reconhecida  pelo  juízo  competente,  em audiência  de  justificação,  garantido  o  direito  ao  contraditório e à ampla defesa, por falta disciplinar de natureza grave,  prevista  na  Lei  de  Execução  Penal,  cometida  nos  doze  meses  de  cumprimento  da pena,  contados  retroativamente  à  data  de  publicação  deste Decreto”.   2. Cinge-se a controvérsia a determinar se a homologação judicial da  aplicação de sanção por falta grave,  para obstar a comutação de pena,  necessariamente precisa se verificar no prazo de doze meses,  contados  retroativamente  à  data  de  publicação  do  decreto  em questão,  ou  se  é  suficiente que a falta grave tenha sido praticada nesse interstício, ainda  que a homologação judicial ocorra a posteriori.  3. Em face do próprio texto legal, de sua ratio, exige-se apenas que a  falta grave tenha sido cometida no prazo em questão.  4.  Com efeito,  o art.  5º,  caput,  do Decreto nº 8.380/14,  limita-se  a  impor a homologação judicial da aplicação da sanção por falta grave,  não  exigindo  que  ela  tenha  que  se  dar  nos  doze  meses  anteriores  a  sua   publicação. Precedente. 5. Não bastasse isso, uma vez que se exige a realização de audiência   de justificação, assegurando-se o contraditório e a ampla defesa, não faria  sentido  que  a  homologação  judicial  devesse  ocorrer  dentro  daquele  prazo, sob pena de não haver tempo hábil para a apuração de eventual  falta grave praticada em data próxima à publicação do decreto.  6. Recurso não provido.  " }, "extratoata" : { "texto" : "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : DEIVID DE SOUZA ALVES ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA  Decisão:  A  Turma,  por  maioria,  negou  provimento  ao  recurso  ordinário,  nos  termos  do  voto  do  Relator,  vencido  o  Ministro  Ricardo  Lewandowski.  Falou,  pelo  recorrente,  o  Dr.  Gustavo  de  Almeida  Ribeiro,  Defensor  Público  Federal.  Ausente,  justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do  Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 4.10.2016.  Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à  sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e  Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso  de Mello.  Subprocuradora-Geral da República, Dra. Ela Wiecko.  Ravena Siqueira Secretária " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      04/10/2016 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\nRECTE.(S) :\n     </b>\n     DEIVID DE SOUZA ALVES\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\n     <b>\n      RECDO.(A/S) :\n     </b>\n     MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Recurso  ordinário  em\n      <i>\n       habeas  corpus.\n      </i>\n      Penal.  Indulto.  Decreto  nº \n8.380/14.  Extinção  da  punibilidade.  Indeferimento.  Admissibilidade. \nFalta  grave.  Prática  nos  doze  meses  antecedentes  à  publicação  do \ndecreto  em  questão.  Homologação  judicial  após  esse  prazo. \nIrrelevância. Precedente. Recurso não provido\n      <i>\n       .\n      </i>\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. Nos termos do art. 5º,\n     <b>\n      caput\n     </b>\n     , do Decreto nº 8.380/14, “a declaração \ndo  indulto  e  da  comutação  de  penas  previstos  neste  Decreto  fica \ncondicionada  à  inexistência  de  aplicação  de  sanção,  reconhecida  pelo \njuízo  competente,  em audiência  de  justificação,  garantido  o  direito  ao \ncontraditório e à ampla defesa, por falta disciplinar de natureza grave, \nprevista  na  Lei  de  Execução  Penal,  cometida  nos  doze  meses  de \ncumprimento  da pena,  contados  retroativamente  à  data  de  publicação \ndeste Decreto”.\n    </p>\n    <p>\n     2. Cinge-se a controvérsia a determinar se a homologação judicial da \naplicação de sanção por falta grave,  para obstar a comutação de pena, \nnecessariamente precisa se verificar no prazo de doze meses,  contados \nretroativamente  à  data  de  publicação  do  decreto  em questão,  ou  se  é \nsuficiente que a falta grave tenha sido praticada nesse interstício, ainda \nque a homologação judicial ocorra\n     <b>\n      a posteriori\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     3. Em face do próprio texto legal, de sua\n     <b>\n      ratio\n     </b>\n     , exige-se apenas que a \nfalta grave tenha sido cometida no prazo em questão.\n    </p>\n    <p>\n     4.  Com efeito,  o art.  5º,\n     <b>\n      caput\n     </b>\n     ,  do Decreto nº 8.380/14,  limita-se  a \nimpor a homologação judicial da aplicação da sanção por falta grave,  não \nexigindo  que  ela  tenha  que  se  dar  nos  doze  meses  anteriores  a  sua\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908254.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 133443 / SC\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     publicação. Precedente.\n5. Não bastasse isso, uma vez que se exige a realização de audiência\n    </p>\n    <p>\n     de justificação, assegurando-se o contraditório e a ampla defesa, não faria \nsentido  que  a  homologação  judicial  devesse  ocorrer  dentro  daquele \nprazo, sob pena de não haver tempo hábil para a apuração de eventual \nfalta grave praticada em data próxima à publicação do decreto.\n    </p>\n    <p>\n     6. Recurso não provido.\n     <b>\n      ACÓRDÃO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nSegunda  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do \nSenhor Ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata do julgamento e \ndas notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao \nrecurso ordinário, nos termos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 4 de outubro de 2016.\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO DIAS TOFFOLI\nRelator\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908254.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      04/10/2016 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\nRECTE.(S) :\n     </b>\n     DEIVID DE SOUZA ALVES\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\n     <b>\n      RECDO.(A/S) :\n     </b>\n     MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATÓRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n     </b>\n     Recurso ordinário em\n     <b>\n      habeas corpus\n     </b>\n     interposto por Deivid de Souza\n    </p>\n    <p>\n     Alves contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, \nque não conheceu do HC nº 335.248/SC, Relator o Ministro\n     <b>\n      Jorge Mussi\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Aduz o recorrente  que seu pedido de indulto  foi  indeferido pelo \njuízo das execuções, ao fundamento de que\n    </p>\n    <p>\n     “(...) praticou falta grave nos últimos doze meses contados \nretroativamente da data da publicação do Decreto nº 8.380/2014, \nmais especificamente em 24/9/2014 — decisão das fls. 1-10 dos \nautos do incidente de indulto.\n    </p>\n    <p>\n     Inconformado com a decisão, o Recorrente, assistido pela \nDefensoria Pública, interpôs agravo em execução,  sustentando \nque, nos termos do art. 5.º do Decreto n.º 8.380/2014, somente \npoderia impedir a concessão do indulto a falta grave praticada \ne devidamente homologada no período de 12 meses, contados \nretroativamente do dia 25/12/2014. E como já havia transcorrido \no período sem a homologação da falta grave, seria imperativa a \nconcessão  do  indulto  ao  PACIENTE,  até  mesmo  pela \ndeterminação legal de prioridade de tramitação do pedido de \nindulto em relação aos demais incidentes no curso da execução \npenal (Decreto n.º 8.380/2014, art. 11, § 3.º) — fls. 1-9 dos autos \ndo agravo 'de origem'.\n    </p>\n    <p>\n     O  TJSC,  por  sua  Segunda  Câmara  Criminal,  negou \nprovimento  ao  recurso,  sob  o  argumento  de  que  a  simples\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908251.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 133443 / SC\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     prática  de  falta  grave  no  período  de  12  meses  anteriores  ao \nDecreto,  ainda  que  reconhecida  e  homologada  tardiamente \n(fora  do  referido  período),  impede  a  concessão  do  indulto  – \nfls.16- 21 dos autos do agravo perante o TJSC.\n    </p>\n    <p>\n     Contra  essa  decisão,  foi  impetrada  ordem  de  habeas \ncorpus  perante  o  STJ,  sem  sucesso,  contudo.  A  Corte  da \nCidadania não conheceu do writ em Acórdão assim ementado \n(…)”.\n    </p>\n    <p>\n     Ao ver do recorrente,\n    </p>\n    <p>\n     “o art. 5.º do referido Decreto condiciona a concessão de \nindulto  à  inexistência  de  prática  de  falta  grave  devidamente \nhomologada,  com  aplicação  de  sanção,  nos  doze  meses \nanteriores à sua publicação, ou seja, no período compreendido \nentre 25/12/2013 e 25/12/2014.\n    </p>\n    <p>\n     No caso concreto, o Recorrente teve seu pedido de indulto \nindeferido com fundamento único na homologação tardia (em \n7/5/2015) de falta grave (prática de fato definido como crime \ndoloso). Ou seja: partiu-se da premissa de que a prática da falta \ngrave  nos  12  meses  anteriores  à  publicação  do  Decreto  nº \n8.380/2014,\n     <b>\n      ainda que homologada tardiamente\n     </b>\n     , após a data da \npublicação do citado Decreto, impediria a concessão do indulto.\n    </p>\n    <p>\n     No entanto, o Juízo de primeiro grau e o TJSC fazem uma \nleitura equivocada do art. 5º do Decreto nº 8.380/2014. O texto \nlegal é explícito no sentido de que não basta a prática de falta \ngrave no período, sendo indispensável também a homologação \ne aplicação de sanção no referido interregno, de modo que a \napuração  e  homologação  tardia  da  falta  grave  não  constitui \nóbice à concessão do indulto.\n    </p>\n    <p>\n     A  regra  constitucional  da  legalidade  penal  impede  a \ninterpretação  demasiadamente  extensiva  em  prejuízo  do \napenado  emprestada  pelo  Órgão  Colegiado  do  Tribunal  de \nJustiça  Catarinense  e  pelo  STJ.  Está,  na  verdade,  a  exigir \nrequisito não previsto no Decreto Presidencial, de modo que, a \num só tempo, vilipendia a regra da legalidade penal (CRFB/88,\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908251.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 133443 / SC\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     art.  5º,  XXXIX)  e  usurpa  a  competência  discricionária  e \nexclusiva  do  Presidente  da  República  para  a  concessão  de \nindulto (CRFB/88, art. 84, XII).\n    </p>\n    <p>\n     (…)\nApenas  acrescenta-se  que  a  decisão  que  indeferiu  o\n    </p>\n    <p>\n     pedido de indulto, além de afrontar o art. 5.º, caput, do Decreto, \nviolou ainda o § 3.º do art. 11 do Decreto, segundo o qual “[a] \ndeclaração  de  indulto  e  de  comutação  das  penas  terá \npreferência  sobre  a  decisão  de  qualquer  outro  incidente  no \ncurso  da  execução  penal”.  É  dizer:  não  há  espaço  para \napreciação  do  incidente  de  homologação  de  falta  grave \nanteriormente à análise do pedido de indulto”.\n    </p>\n    <p>\n     Ante o exposto, requer o recorrente\n    </p>\n    <p>\n     “(...) seja conhecido e provido o presente recurso a fim de \nque  seja  concedida  a  Ordem de\n     <i>\n      habeas  corpus\n     </i>\n     ,  para  que  seja \nDECLARADA a  nulidade  da  decisão  (e  do  acórdão  que  a \nratificou) que indeferiu o pedido de concessão de indulto ao \nPACIENTE,  para  concedê-lo  desde  logo,  declarante  extinta  a \nsua punibilidade com fundamento no art.  107,  II,  do Código \nPenal;  subsidiariamente,  seja  DECLARADA  a  nulidade  da \ndecisão (e do acórdão que a ratificou) que indeferiu o pedido de \nconcessão  de  indulto  ao  PACIENTE,  determinando-se  que  o \nJuízo  de  primeiro  grau  reaprecie  imediatamente  o  pedido, \nficando vedada nova denegação fundamentada em falta grave \nhomologada fora do interregno de 25/12/2013 a 25/12/2014”.\n    </p>\n    <p>\n     Após  contrarrazões,  os  autos  foram  encaminhados  ao  Supremo \nTribunal Federal.\n    </p>\n    <p>\n     O Ministério Público Federal, pelo parecer da Subprocuradora-Geral \nda República\n     <b>\n      Deborah Duprat\n     </b>\n     , opinou pelo não provimento do recurso.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908251.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      04/10/2016 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      VOTO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n     </b>\n     Conforme relatado, trata-se de recurso ordinário em\n     <b>\n      habeas corpus\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     interposto por Deivid de Souza Alves contra acórdão da Quinta Turma do \nSuperior  Tribunal  de  Justiça,  que não conheceu do HC nº  335.248/SC, \nRelator o Ministro\n     <b>\n      Jorge Mussi\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Transcrevo a  ementa do julgado ora impugnado:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      HABEAS CORPUS\n     </i>\n     . IMPETRAÇÃO EM SUBSTITUIÇÃO \nAO  RECURSO  CABÍVEL.  UTILIZAÇÃO  INDEVIDA  DO \nREMÉDIO CONSTITUCIONAL. NÃO CONHECIMENTO.\n    </p>\n    <p>\n     1. A via eleita se revela inadequada para a insurgência do \nimpetrante  contra  o  ato  apontado  como  coator,  pois  o \nordenamento  jurídico  prevê  recurso  específico  para  tal  fim, \ncircunstância  que  impede  o  seu  formal  conhecimento. \nPrecedentes.\n    </p>\n    <p>\n     2. O alegado constrangimento ilegal será analisado para a \nverificação da eventual possibilidade de atuação\n     <i>\n      ex officio\n     </i>\n     , nos \ntermos  do  artigo  654,  §  2.º,  do  Código  de  Processo  Penal. \nEXECUÇÃO PENAL. INDULTO. DECRETO 8.380/2014. FALTA \nGRAVE  PRATICADA  NO  PRAZO  MENCIONADO  PELA \nNORMA.  HOMOLOGAÇÃO  POSTERIOR.  BENEFÍCIO \nINDEFERIDO  PELAS  INSTÂNCIAS  ORDINÁRIAS. \nENTENDIMENTO  EM  CONSONÂNCIA  COM  A \nJURISPRUDÊNCIA  DESTE  STJ.  AUSÊNCIA  DE \nCONSTRANGIMENTO  ILEGAL.\n     <i>\n      HABEAS  CORPUS\n     </i>\n     NÃO \nCONHECIDO.\n    </p>\n    <p>\n     1. A concessão do indulto prevista no Decreto 8.380/2014 \nfica condicionada ao não cometimento de falta disciplinar de \nnatureza grave nos 12 (doze) meses anteriores à publicação da \nnorma,  não  se  mostrando  adequada  a  interpretação  que \ndesconsidera o apontado óbice no caso da não homologação do\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 133443 / SC\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     procedimento disciplinar respectivo dentro desse período. \n2. Impor que a apuração seja finalizada dentro do lapso\n    </p>\n    <p>\n     temporal  mencionado  implica  tornar  sem  efeito  a  norma  e \nconferir real imunidade a todos os apenados que cometam falta \ngrave  próximo  ao  final  do  ano,  já  que,  nessa  hipótese,  a \napuração da infração dificilmente poderá ser concluída antes da \nedição do tradicional Decreto de indulto natalino.\n    </p>\n    <p>\n     3.  No  caso  dos  autos,  o  Tribunal  de  origem manteve o \nindeferimento do benefício ao paciente, ao fundamento de que \na falta grave praticada pelo sentenciado, em 24-9-2014, isto é, no \nperíodo compreendido nos 12 (doze) meses anteriores à entrada \nem vigor do Decreto n.º 8.380/2014, e homologada pelo Juízo \ncompetente em 7-5-2015, impede o deferimento do indulto, em \nconsonância com a jurisprudência deste Superior Tribunal de \nJustiça. Ausência de constrangimento ilegal.\n    </p>\n    <p>\n     4.\n     <i>\n      Writ\n     </i>\n     não conhecido.”\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Essa é a razão por que se insurge a recorrente.\n     </b>\n     Inexiste ilegalidade flagrante a ser reparada\n     <b>\n      .\n     </b>\n     Dispõe o art. 5º do Decreto nº 8.380/14:\n    </p>\n    <p>\n     “Art. 5º A declaração do indulto e da comutação de penas \nprevistos  neste  Decreto  fica  condicionada  à  inexistência  de \naplicação  de  sanção,  reconhecida  pelo  juízo  competente,  em \naudiência de justificação, garantido o direito ao contraditório e \nà ampla defesa, por falta disciplinar de natureza grave, prevista \nna  Lei  de  Execução  Penal,  cometida  nos  doze  meses  de \ncumprimento  da  pena,  contados  retroativamente  à  data  de \npublicação deste Decreto.”\n    </p>\n    <p>\n     Como destacado nas razões recursais,\n    </p>\n    <p>\n     “[n]o  caso  concreto,  o  Recorrente  teve  seu  pedido  de \nindulto  indeferido  com  fundamento  único  na  homologação \ntardia  (em  7/5/2015)  de  falta  grave  (prática  de  fato  definido \ncomo crime doloso). Ou seja:  partiu-se da premissa de que a\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 133443 / SC\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     prática da falta grave nos 12 meses anteriores à publicação do \nDecreto  n.º  8.380/2014,\n     <b>\n      ainda  que  homologada  tardiamente\n     </b>\n     , \napós  a  data  da  publicação  do  citado  Decreto,  impediria  a \nconcessão do indulto.”\n    </p>\n    <p>\n     Cinge-se a controvérsia,  portanto,  a determinar se a homologação \njudicial da sanção por falta grave, para obstar o indulto ou a comutação \nde pena,  necessariamente precisa se verificar no prazo de doze meses, \ncontados  retroativamente  à  data  de  publicação  do  decreto,  tal  como \nsustenta  o  recorrente,  ou  se  é  suficiente  que  a  falta  grave  tenha  sido \npraticada nesse interstício, ainda que a decisão judicial se dê\n     <b>\n      a posteriori,\n     </b>\n     como reconheceu o acórdão recorrido.\n    </p>\n    <p>\n     A meu sentir,  não somente em face do  próprio  texto  legal,  como \ntambém  de  sua\n     <b>\n      ratio\n     </b>\n     ,  exige-se  apenas  que  a  falta  grave  tenha  sido \ncometida no prazo em questão.\n    </p>\n    <p>\n     Com efeito, o art. 5º,\n     <b>\n      caput\n     </b>\n     , do Decreto nº 8.380/14, limita-se a impor \na homologação judicial da sanção por falta grave, mas não exige que ela \ntenha que se dar nos doze meses anteriores a sua publicação.\n    </p>\n    <p>\n     Não bastasse isso, uma vez que se exige a realização de audiência de \njustificação,  assegurando-se o contraditório e a ampla defesa, não faria \nsentido  que  a  homologação  judicial  devesse  ocorrer  dentro  daquele \nprazo, sob pena de nem sequer haver tempo hábil para a apuração de \neventual falta grave praticada em data próxima à publicação do decreto.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Mutatis  mutandis\n     </b>\n     ,  como destacado na AP nº 512/BA-AgR,  Pleno, \nRelator o Ministro\n     <b>\n      Ayres Britto\n     </b>\n     , DJe de 20/4/12,\n    </p>\n    <p>\n     “[a]  jurisprudência  desta  Casa  de  Justiça  é  firme  no \nsentido  de  que  o  benefício  da  suspensão  condicional  do \nprocesso pode ser revogado mesmo após o período de prova, \ndesde que motivado por fatos ocorridos até o seu término. A \nmelhor  interpretação  do  art.  89,  §  4º,  da  Lei  9.099/95  leva  à \nconclusão de que não há óbice a que o juiz decida após o final \ndo  período  de  prova  (cf.  HC  84.593/SP,  Primeira  Turma,  da \nminha  relatoria,\n     <i>\n      DJ\n     </i>\n     03/12/2004).  Precedentes  de  ambas  as\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 133443 / SC\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Turmas”.\n    </p>\n    <p>\n     Nesse sentido, aliás, recentemente decidiu esta Segunda Turma, no \nHC  nº  132.236/SP,  de\n     <b>\n      minha  relatoria\n     </b>\n     ,  DJe  de  27/9/16,  ao  tratar  de \ndispositivo equivalente do Decreto nº 7.872/12:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Habeas  corpus.\n     </i>\n     Penal  e  Processual  Penal.  Impetração \ndirigida contra decisão monocrática do relator de\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     no Superior Tribunal de Justiça. Decisão não submetida ao crivo \ndo colegiado. Ausência de interposição de agravo interno. Não \nexaurimento da instância antecedente. Óbice ao conhecimento \ndo\n     <i>\n      writ\n     </i>\n     .  Precedentes.  Possibilidade de  análise  da questão,  de \nofício,  nos casos de flagrante ilegalidade,  abuso de poder ou \nteratologia. Não ocorrência. Decreto nº 7.872/12. Comutação de \npena. Indeferimento. Admissibilidade. Falta grave. Prática nos \ndoze meses antecedentes à publicação do decreto em questão. \nHomologação  judicial  após  esse  prazo.  Irrelevância.  Não \nconhecimento do\n     <i>\n      habeas corpus.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     1.\n     <b>\n     </b>\n     Não se admite,  por falta de exaurimento da instância \nantecedente,  a  impetração  de\n     <b>\n      habeas  corpus\n     </b>\n     contra  decisão \nmonocrática do relator da causa no Superior Tribunal de Justiça \nnão submetida ao crivo do colegiado por intermédio do agravo \ninterno. Precedentes.\n    </p>\n    <p>\n     2.  Não  obstante  a  hipótese  de  não  conhecimento  da \nimpetração, nada impede que o Supremo Tribunal analise, de \nofício, a questão, nos casos de flagrante ilegalidade, abuso de \npoder ou teratologia, o que não se  verifica na espécie.\n    </p>\n    <p>\n     3. Nos termos do art. 4º,\n     <b>\n      caput\n     </b>\n     , do Decreto nº 7.872/12, 'a \ndeclaração do indulto e da comutação de penas previstos neste \nDecreto fica condicionada à inexistência de aplicação de sanção, \nhomologada  pelo  juízo  competente,  em  audiência  de \njustificação,  garantido  o  direito  ao  contraditório  e  à  ampla \ndefesa, por falta disciplinar de natureza grave, prevista na Lei \nde Execução Penal, cometida nos doze meses de cumprimento \nda pena, contados retroativamente à data de publicação deste \nDecreto'.\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 133443 / SC\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     4. Cinge-se a controvérsia a determinar se a homologação \njudicial da aplicação de sanção por falta grave, para obstar a \ncomutação  de  pena,  necessariamente  precisa  se  verificar  no \nprazo  de  doze  meses,  contados  retroativamente  à  data  de \npublicação do decreto em questão, ou se é suficiente que a falta \ngrave  tenha  sido  praticada  nesse  interstício,  ainda  que  a \nhomologação judicial ocorra\n     <b>\n      a posteriori\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     5.  Em face do próprio  texto  legal  de sua\n     <b>\n      ratio\n     </b>\n     ,  exige-se \napenas  que  a  falta  grave  tenha  sido  cometida  no  prazo  em \nquestão.\n    </p>\n    <p>\n     6.  Com  efeito,  o  art.  4º,\n     <b>\n      caput\n     </b>\n     ,  do  Decreto  nº  7.872/12, \nlimita-se a impor a homologação judicial da aplicação da sanção \npor falta grave,  não exigindo que ela tenha que se dar nos doze \nmeses anteriores a sua publicação.\n    </p>\n    <p>\n     7. Não bastasse isso, uma vez que se exige a realização de \naudiência  de  justificação,  assegurando-se  o  contraditório  e  a \nampla  defesa,  não  faria  sentido  que  a  homologação  judicial \ndevesse ocorrer dentro daquele prazo, sob pena de não haver \ntempo hábil para a apuração de eventual falta grave praticada \nem data próxima à publicação do decreto.\n    </p>\n    <p>\n     8.\n     <b>\n      Habeas corpus\n     </b>\n     do qual não se conhece”.\n    </p>\n    <p>\n     Com  essas  considerações,  nego  provimento  ao  presente  recurso \nordinário em\n     <b>\n      habeas corpus\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     É como voto.\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Debate\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      04/10/2016 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     DEBATE\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI -\n     </b>\n     Eu não tenho aqui o \ntexto  do decreto,  mas,  pelo  que eu ouvi  da leitura feita  da tribuna,  o \ndecreto fala em “cometido nos 12 meses anteriores\". Até gostaria que o \ndoutor Gustavo, se pudesse ler; pode ler, faz o favor, o texto do decreto?\n    </p>\n    <p>\n     O  SENHOR  GUSTAVO  DE  ALMEIDA  RIBEIRO  (DEFENSOR \nPÚBLICO FEDERAL) -\n    </p>\n    <p>\n     \"DECRETO  Nº  8.380,  Art.  5º  -  A  declaração  do  indulto  e  da \ncomutação  de  penas  previstos  neste  Decreto  fica  condicionada  à \ninexistência de aplicação de sanção, reconhecida pelo juízo competente, \nem  audiência  de  justificação,  garantido  o  direito  ao  contraditório  e  à \nampla defesa, por falta disciplinar de natureza grave, prevista na Lei de \nExecução  Penal,  cometida  nos  doze  meses  de  cumprimento  da  pena, \ncontados retroativamente à data de publicação deste Decreto.\"\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI -\n     </b>\n     Fala em \"cometidos \nnos doze meses antes\".\n    </p>\n    <p>\n     Portanto, parece-me que até por esse texto se pode concluir na forma \ncomo  fez  o  Relator.  Até  porque  haveria  uma  dificuldade  também  de \nmostrada no voto do Relator: se a falta é a cometida nos doze meses e ela \nnão  for  apurada  imediatamente,  essa  falta  não  vai  ser  contada  para \neventual  indulto  futuro,  também.  Então,  a  falta  não  teria  nenhuma \nrelevância para efeito de indulto.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI\n     </b>\n     - Ministro, \neu  queria  entrar  nessa  discussão,  embora  esteja  examinando  pela \nprimeira vez esse tema.\n    </p>\n    <p>\n     Eu vejo o seguinte, o art. 5º,\n     <i>\n      caput\n     </i>\n     , do Decreto 8.380, diz:\n     <i>\n      \"A declaração do indulto e da comutação de penas previstos\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      neste Decreto fica condicionada à inexistência de aplicação de sanção,  \nreconhecida pelo juízo competente\"\n     </i>\n     (...).\n    </p>\n    <p>\n     Porque a falta grave - estou raciocinando até em voz alta -, eu estou\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Debate\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 133443 / SC\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     lendo aqui a Lei de Execução Penal; no art. 50, que diz:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      \"Art. 50. Comete falta grave o condenado à pena privativa de  \nliberdade que:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      I - incitar ou participar de movimento para subverter a ordem  \nou a disciplina;\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      II - fugir;\nIII  -  possuir,  indevidamente,  instrumento  capaz  de  ofender  a\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      integridade física de outrem;\nIV - provocar acidente de trabalho;\nV - descumprir, no regime aberto, as condições impostas;\nVI - inobservar os deveres previstos nos incisos II e V, do artigo\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      39, desta Lei.\nVII – tiver em sua posse, utilizar ou fornecer aparelho telefônico,\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou  \ncom o ambiente externo\".\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Bem, a autoridade prisional, que é uma autoridade administrativa, \npode, em tese, obstar o indulto, acusando um condenado ou um preso \ncom relação ao qual ele não tenha simpatia de ter cometido uma falta \ngrave um pouco antes do indulto, sem que ele tenha tido a oportunidade \nde se justificar diante do juízo, e assim obstando o indulto. Isso não é \nincomum nas prisões.\n    </p>\n    <p>\n     Eu tenho, realmente, dúvidas com relação a isso. \nPorque o decreto e também a legislação aplicável exigem que o preso\n    </p>\n    <p>\n     possa se justificar e se defender amplamente perante o juiz? É justamente \npara  evitar  essas  perseguições  que  existem  internamente,  essa \n\"plantação\",  por  exemplo,  de  armas,  de  celulares.  Recentemente  nós \nvimos, num caso rumoroso, num estado do sul do País, em que se teria \n\"plantado\"  uns\n     <i>\n      tokens\n     </i>\n     na  cela  de  alguns  acusados;  e,  depois  de  um \nprocedimento judicial, provou-se que não eram deles esses\n     <i>\n      tokens\n     </i>\n     ou que \nesses\n     <i>\n      tokens\n     </i>\n     ,  salvo  engano,  tinham  meras  músicas,  eram  arquivos  de \nmeras músicas.\n    </p>\n    <p>\n     Então,  Ministro  Toffoli,  em princípio,  penso que Vossa Excelência \ntrouxe um voto muito substantivo, que nos faz refletir, mas eu tenho essa\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Debate\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 133443 / SC\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     dúvida.\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n     </b>\n     A situação é que nós teríamos uma aporia. Isso porque, se a falta\n    </p>\n    <p>\n     grave é cometida, como disse o Ministro\n     <b>\n      Teori Zavascki,\n     </b>\n     e não há tempo \nde a sanção judicial chegar ainda nos doze meses do ano em curso, e se \nessa sanção judicial vem no ano seguinte, o decreto do ano seguinte vai \ncolher  a  falta  cometida  apenas no seu ano calendário  e  não nos doze \nmeses anteriores.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI\n     </b>\n     - Porém, aí, \nMinistro  Toffoli,  Vossa  Excelência  me  permite,  é  a  questão  sempre \nrecorrente da falta de condições adequadas do Estado para fazer cumprir \nos direitos que tenham os presos.\n    </p>\n    <p>\n     Por  que  não  se  faz  a  audiência  de  justificação  dentro  do  prazo, \nimediatamente, em 24 ou 48 horas? Porque nós sabemos que os juízes não \nvão aos presídios.  E é muito difícil,  dada a quantidade de presos que \nexistem  no  Brasil,  600  mil  presos,  e  considerando  as  faltas  que  são \ncometidas, de se fazer o transporte adequado dos presos, que eles sejam \nouvidos por um juiz.\n    </p>\n    <p>\n     Então, vamos considerar uma falha do Estado, para não fazer essa \naudiência  em  tempo  hábil,  e  obstar  o  indulto  da  pessoa.  Como  ela \nrecupera a liberdade? Isso é irrecuperável, porquanto ela tem que passar \nmais tempo na prisão. É uma coisa muito séria. Temos súmula inclusive, a \nqual consigna se o Estado não tem estabelecimentos adequados para que \no preso cumpra a sua sanção em regime semiaberto ou aberto e o mantém \nno fechado, é preciso dar uma solução para o problema. E o Judiciário \ntem dado uma solução para isso: ele não pode é ficar no regime fechado.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n     </b>\n     Se o juiz não homologa essa sanção?\n     <b>\n      O  SENHOR  MINISTRO  RICARDO  LEWANDOWSKI\n     </b>\n     -  Não\n    </p>\n    <p>\n     homologa.\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n     </b>\n     O juiz não homologa essa sanção, ele vai fazer jus ao indulto?\n     <b>\n      O  SENHOR  MINISTRO  RICARDO  LEWANDOWSKI\n     </b>\n     -\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Debate\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 133443 / SC\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Posteriormente?\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI -\n     </b>\n     Sim.\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n     </b>\n     Sim.\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI –\n     </b>\n     Também a concessão\n    </p>\n    <p>\n     do indulto não ocorre também imediatamente no ato do decreto. Existe \num processo de identificação.  Ou seja, são dois procedimentos: quando \nhá uma falta grave, há um procedimento para declaração da falta grave, \nanotação da falta grave - a lei, o decreto, salvo engano, fala em declaração \nou aplicação da sanção por falta grave. E quando é editado o decreto de \nindulto, há um outro procedimento ou um incidente de execução para \nverificação das condições do indulto.\n    </p>\n    <p>\n     Eu  suponho  que,  havendo  a  instauração  de  um  incidente  para \nverificação  do  indulto  e  haja  pendência  de  apuração  haverá  exame \nsimultâneo.  No  momento  que  apurar  que  houve  falta,  não  se  dá  o \nindulto.  No  momento  que  apurar  que  não  houve  falta,  concede-se  o \nindulto.\n    </p>\n    <p>\n     Penso que é isso que deve ter acontecido aqui neste caso.\nO SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - O meu temor\n    </p>\n    <p>\n     é de que os indultos, em geral,  recaiam sobre aqueles condenados que \ntenham penas muito pequenas ainda a cumprir ou pouca pena a cumprir. \nÉ possível que um procedimento dessa natureza leve mais tempo do que \na condenação a qual ele ainda tem a cumprir.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR  MINISTRO  TEORI  ZAVASCKI  -\n     </b>\n     Agora,  tem  um \ndecurso  de  tempo  que  é  ineliminável.  Se  a  apuração  da  falta  grave \ndemanda um contraditório, demanda-se um tempo para que isso ocorra.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n     </b>\n     Aqui mesmo no Supremo Tribunal Federal, nas ações de execução\n    </p>\n    <p>\n     penal,  classe  criada  recentemente  por  esta  Corte  na  presidência  do \nMinistro\n     <b>\n      Joaquim Barbosa\n     </b>\n     , houve pedidos de declaração, salvo engano, \nde extinção de punibilidade, por exemplo, de José Genoíno Neto.\n    </p>\n    <p>\n     Obviamente  que  esse  é  um  processo  que  não  se  dá  ali  naquele \nmomento  em que sai  o  decreto.  É  um procedimento  que é  analisado.\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Debate\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 133443 / SC\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Alguns meses depois, o Ministro Relator - salvo engano, Ministro Luís\n     <b>\n      Roberto  Barroso\n     </b>\n     -  declarou  a  extinção  de  punibilidade,  em  razão  da \nconcessão do indulto.\n    </p>\n    <p>\n     Realmente,  é  um  procedimento  que  não  é  de  chofre,  não  é  de \nimediato.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR  MINISTRO  RICARDO  LEWANDOWSKI\n     </b>\n     -  É,  eu \nreconheço isso.\n    </p>\n    <p>\n     Talvez  nós  tivéssemos  dizer  que  esse  procedimento  deva  ter \nprioridade sobre os demais, quando se trata de alguém que tem direito ao \nindulto, ou que esse procedimento deve ser realizado em prazo razoável.\n    </p>\n    <p>\n     Vossa Excelência não se animaria a colocar isso no seu voto?\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI -\n     </b>\n     A própria lei diz que\n    </p>\n    <p>\n     há uma prioridade.\nO\n     <b>\n      SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI\n     </b>\n     - Já há uma\n    </p>\n    <p>\n     prioridade,  eu  ouvi  isso;  mas  quando  se  trata  de  um  candidato  ao \nindulto?\n    </p>\n    <p>\n     O  SENHOR  GUSTAVO  DE  ALMEIDA  RIBEIRO  (DEFENSOR \nPÚBLICO FEDERAL) - Posso ler, Excelência?\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI\n     </b>\n     - Sim.\nO  SENHOR  GUSTAVO  DE  ALMEIDA  RIBEIRO  (DEFENSOR\n    </p>\n    <p>\n     PÚBLICO FEDERAL) - O § 3º do artigo 11 diz o seguinte:\n\"§  3º  -  A declaração  de  indulto  e  de  comutação  das  penas  terá\n    </p>\n    <p>\n     preferência  sobre  a  decisão  de  qualquer  outro  incidente  no  curso  da \nexecução penal.\"\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n     </b>\n     Penso que, talvez, as defensorias possam até apresentar ao CNJ uma\n    </p>\n    <p>\n     proposta, algum tipo de sugestão, a respeito desse tema. Porque isso diz \nrespeito muito mais à Administração da Justiça do que a um caso isolado \ne específico,  embora sejam os casos isolados e específicos que levem a \nmudanças e, evidentemente, a transformações de paradigmas.\n    </p>\n    <p>\n     Fica  aqui  a  sugestão,\n     <b>\n      obiter  dictum\n     </b>\n     ,  de  as  defensorias,  tanto  da \nUnião  quanto  dos  estados,  levantarem  esses  elementos,  visto  que  o \ndoutor  Gustavo  apresentou  que  tem  sido  recorrente  a  demora  nessa\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Debate\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 133443 / SC\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     análise, o que acaba prejudicando principalmente os mais desfavorecidos. \nTalvez a defensoria, então, apresente isso formalmente ao CNJ.\n    </p>\n    <p>\n     O  SENHOR  MINISTRO  GILMAR  MENDES  (PRESIDENTE)  -  A \nSubprocuradora.\n    </p>\n    <p>\n     A  SENHORA  ELA  WIECKO  (SUBPROCURADORA-GERAL  DA \nREPÚBLICA) - Eu gostaria de observar que essa falta grave, se ela não \nobstar o indulto, ela pode ser e deverá entrar para a análise da progressão \nde regime. E me chama atenção que a lei fala: \"na aplicação\". Eu já faço \numa  interpretação  diferente,  acompanho  aqui  o  entendimento  da \ndefensoria pública, de que essa aplicação deve ser dentro do prazo dos \ndoze meses.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n     </b>\n     Enfim, mantenho meu voto, com essa sugestão.\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      04/10/2016 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     VOTO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI -\n     </b>\n     Acompanho. Quanto \nà observação da doutora Subprocuradora-Geral da República,  não vejo \ncomo se possa aproveitar a possível falta grave e progressão de regime, se \nantes o apenado é beneficiado com indulto.\n    </p>\n    <p>\n     De modo que acompanho o Ministro-Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829028.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      04/10/2016 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     O Senhor Ministro\n     <b>\n      Ricardo Lewandowski\n     </b>\n     - Eu,\n     <i>\n      data venia\n     </i>\n     , vou ficar \nvencido, por enquanto.\n    </p>\n    <p>\n     Acho que  o  Ministro  está  trazendo  um voto  muito  lógico  e  bem \nencadeado.  Porém,  diante  dessa  observação,  agora,  da  nossa  ilustre \nSubprocuradora-Geral,  também entendo  -  e  fazendo  uma leitura  mais \nestrita desse art. 5º - que o juízo da execução tem que dar um jeito de \nfazer esta audiência de justificação no prazo de 12 meses. Esse é o sentido \nda lei.\n    </p>\n    <p>\n     Então, eu concedo a ordem.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12158586.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 04/10/2016\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443\n     </b>\n     PROCED. : SANTA CATARINA\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n     </b>\n     RECTE.(S) : DEIVID DE SOUZA ALVES\nADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\nRECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     :  A  Turma,  por  maioria,  negou  provimento  ao  recurso \nordinário,  nos  termos  do  voto  do  Relator,  vencido  o  Ministro \nRicardo  Lewandowski.  Falou,  pelo  recorrente,  o  Dr.  Gustavo  de \nAlmeida  Ribeiro,  Defensor  Público  Federal.  Ausente, \njustificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do \nSenhor Ministro Gilmar Mendes.\n     <b>\n      2ª Turma\n     </b>\n     , 4.10.2016.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à \nsessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e \nTeori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso \nde Mello.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocuradora-Geral da República, Dra. Ela Wiecko.\n    </p>\n    <p>\n     Ravena Siqueira\nSecretária\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11899184\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "04/10/2016 SEGUNDA TURMA\n", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "RECTE.(S) :DEIVID DE SOUZA ALVES \n", "ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL \n", "RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA \n", "EMENTA\n", "Recurso  ordinário  em habeas  corpus. Penal.  Indulto.  Decreto  nº \n", "8.380/14.  Extinção  da  punibilidade.  Indeferimento.  Admissibilidade. \n", "Falta  grave.  Prática  nos  doze  meses  antecedentes  à  publicação  do \n", "decreto  em  questão.  Homologação  judicial  após  esse  prazo. \n", "Irrelevância. Precedente. Recurso não provido.\n", "1. Nos termos do art. 5º, caput, do Decreto nº 8.380/14, “a declaração \n", "do  indulto  e  da  comutação  de  penas  previstos  neste  Decreto  fica \n", "condicionada  à  inexistência  de  aplicação  de  sanção,  reconhecida  pelo \n", "juízo  competente,  em audiência  de  justificação,  garantido  o  direito  ao \n", "contraditório e à ampla defesa, por falta disciplinar de natureza grave, \n", "prevista  na  Lei  de  Execução  Penal,  cometida  nos  doze  meses  de \n", "cumprimento  da pena,  contados  retroativamente  à  data  de  publicação \n", "deste Decreto”. \n", "2. Cinge-se a controvérsia a determinar se a homologação judicial da \n", "aplicação de sanção por falta grave,  para obstar a comutação de pena, \n", "necessariamente precisa se verificar no prazo de doze meses,  contados \n", "retroativamente  à  data  de  publicação  do  decreto  em questão,  ou  se  é \n", "suficiente que a falta grave tenha sido praticada nesse interstício, ainda \n", "que a homologação judicial ocorra a posteriori.\n", "3. Em face do próprio texto legal, de sua ratio, exige-se apenas que a \n", "falta grave tenha sido cometida no prazo em questão.\n", "4.  Com efeito,  o art.  5º,  caput,  do Decreto nº 8.380/14,  limita-se  a \n", "impor a homologação judicial da aplicação da sanção por falta grave,  não \n", "exigindo  que  ela  tenha  que  se  dar  nos  doze  meses  anteriores  a  sua \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908254.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19\n", "Ementa e Acórdão\n", "RHC 133443 / SC \n", "publicação. Precedente.\n", "5. Não bastasse isso, uma vez que se exige a realização de audiência \n", "de justificação, assegurando-se o contraditório e a ampla defesa, não faria \n", "sentido  que  a  homologação  judicial  devesse  ocorrer  dentro  daquele \n", "prazo, sob pena de não haver tempo hábil para a apuração de eventual \n", "falta grave praticada em data próxima à publicação do decreto.\n", "6. Recurso não provido.\n", "ACÓRDÃO\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Segunda  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do \n", "Senhor Ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata do julgamento e \n", "das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao \n", "recurso ordinário, nos termos do voto do Relator.\n", "Brasília, 4 de outubro de 2016.\n", "MINISTRO DIAS TOFFOLI\n", "Relator\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908254.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19\n", "Relatório\n", "04/10/2016 SEGUNDA TURMA\n", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "RECTE.(S) :DEIVID DE SOUZA ALVES \n", "ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL \n", "RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA \n", "RELATÓRIO\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): \n", "Recurso ordinário em habeas corpus interposto por Deivid de Souza \n", "Alves contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, \n", "que não conheceu do HC nº 335.248/SC, Relator o Ministro Jorge Mussi.\n", "Aduz o recorrente  que seu pedido de indulto  foi  indeferido pelo \n", "juízo das execuções, ao fundamento de que \n", "“(...) praticou falta grave nos últimos doze meses contados \n", "retroativamente da data da publicação do Decreto nº 8.380/2014, \n", "mais especificamente em 24/9/2014 — decisão das fls. 1-10 dos \n", "autos do incidente de indulto.\n", "Inconformado com a decisão, o Recorrente, assistido pela \n", "Defensoria Pública, interpôs agravo em execução,  sustentando \n", "que, nos termos do art. 5.º do Decreto n.º 8.380/2014, somente \n", "poderia impedir a concessão do indulto a falta grave praticada \n", "e devidamente homologada no período de 12 meses, contados \n", "retroativamente do dia 25/12/2014. E como já havia transcorrido \n", "o período sem a homologação da falta grave, seria imperativa a \n", "concessão  do  indulto  ao  PACIENTE,  até  mesmo  pela \n", "determinação legal de prioridade de tramitação do pedido de \n", "indulto em relação aos demais incidentes no curso da execução \n", "penal (Decreto n.º 8.380/2014, art. 11, § 3.º) — fls. 1-9 dos autos \n", "do agravo 'de origem'.\n", "O  TJSC,  por  sua  Segunda  Câmara  Criminal,  negou \n", "provimento  ao  recurso,  sob  o  argumento  de  que  a  simples \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908251.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19\n", "Relatório\n", "RHC 133443 / SC \n", "prática  de  falta  grave  no  período  de  12  meses  anteriores  ao \n", "Decreto,  ainda  que  reconhecida  e  homologada  tardiamente \n", "(fora  do  referido  período),  impede  a  concessão  do  indulto  – \n", "fls.16- 21 dos autos do agravo perante o TJSC.\n", "Contra  essa  decisão,  foi  impetrada  ordem  de  habeas \n", "corpus  perante  o  STJ,  sem  sucesso,  contudo.  A  Corte  da \n", "Cidadania não conheceu do writ em Acórdão assim ementado \n", "(…)”.\n", "Ao ver do recorrente,\n", "“o art. 5.º do referido Decreto condiciona a concessão de \n", "indulto  à  inexistência  de  prática  de  falta  grave  devidamente \n", "homologada,  com  aplicação  de  sanção,  nos  doze  meses \n", "anteriores à sua publicação, ou seja, no período compreendido \n", "entre 25/12/2013 e 25/12/2014.\n", "No caso concreto, o Recorrente teve seu pedido de indulto \n", "indeferido com fundamento único na homologação tardia (em \n", "7/5/2015) de falta grave (prática de fato definido como crime \n", "doloso). Ou seja: partiu-se da premissa de que a prática da falta \n", "grave  nos  12  meses  anteriores  à  publicação  do  Decreto  nº \n", "8.380/2014, ainda que homologada tardiamente, após a data da \n", "publicação do citado Decreto, impediria a concessão do indulto. \n", "No entanto, o Juízo de primeiro grau e o TJSC fazem uma \n", "leitura equivocada do art. 5º do Decreto nº 8.380/2014. O texto \n", "legal é explícito no sentido de que não basta a prática de falta \n", "grave no período, sendo indispensável também a homologação \n", "e aplicação de sanção no referido interregno, de modo que a \n", "apuração  e  homologação  tardia  da  falta  grave  não  constitui \n", "óbice à concessão do indulto. \n", "A  regra  constitucional  da  legalidade  penal  impede  a \n", "interpretação  demasiadamente  extensiva  em  prejuízo  do \n", "apenado  emprestada  pelo  Órgão  Colegiado  do  Tribunal  de \n", "Justiça  Catarinense  e  pelo  STJ.  Está,  na  verdade,  a  exigir \n", "requisito não previsto no Decreto Presidencial, de modo que, a \n", "um só tempo, vilipendia a regra da legalidade penal (CRFB/88, \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908251.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19\n", "Relatório\n", "RHC 133443 / SC \n", "art.  5º,  XXXIX)  e  usurpa  a  competência  discricionária  e \n", "exclusiva  do  Presidente  da  República  para  a  concessão  de \n", "indulto (CRFB/88, art. 84, XII).\n", "(…)\n", "Apenas  acrescenta-se  que  a  decisão  que  indeferiu  o \n", "pedido de indulto, além de afrontar o art. 5.º, caput, do Decreto, \n", "violou ainda o § 3.º do art. 11 do Decreto, segundo o qual “[a] \n", "declaração  de  indulto  e  de  comutação  das  penas  terá \n", "preferência  sobre  a  decisão  de  qualquer  outro  incidente  no \n", "curso  da  execução  penal”.  É  dizer:  não  há  espaço  para \n", "apreciação  do  incidente  de  homologação  de  falta  grave \n", "anteriormente à análise do pedido de indulto”.\n", "Ante o exposto, requer o recorrente \n", "“(...) seja conhecido e provido o presente recurso a fim de \n", "que  seja  concedida  a  Ordem de  habeas  corpus,  para  que  seja \n", "DECLARADA a  nulidade  da  decisão  (e  do  acórdão  que  a \n", "ratificou) que indeferiu o pedido de concessão de indulto ao \n", "PACIENTE,  para  concedê-lo  desde  logo,  declarante  extinta  a \n", "sua punibilidade com fundamento no art.  107,  II,  do Código \n", "Penal;  subsidiariamente,  seja  DECLARADA  a  nulidade  da \n", "decisão (e do acórdão que a ratificou) que indeferiu o pedido de \n", "concessão  de  indulto  ao  PACIENTE,  determinando-se  que  o \n", "Juízo  de  primeiro  grau  reaprecie  imediatamente  o  pedido, \n", "ficando vedada nova denegação fundamentada em falta grave \n", "homologada fora do interregno de 25/12/2013 a 25/12/2014”.\n", "Após  contrarrazões,  os  autos  foram  encaminhados  ao  Supremo \n", "Tribunal Federal.\n", "O Ministério Público Federal, pelo parecer da Subprocuradora-Geral \n", "da República Deborah Duprat, opinou pelo não provimento do recurso.\n", "É o relatório.\n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908251.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "04/10/2016 SEGUNDA TURMA\n", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA\n", "VOTO\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): \n", "Conforme relatado, trata-se de recurso ordinário em habeas corpus \n", "interposto por Deivid de Souza Alves contra acórdão da Quinta Turma do \n", "Superior  Tribunal  de  Justiça,  que não conheceu do HC nº  335.248/SC, \n", "Relator o Ministro Jorge Mussi.\n", "Transcrevo a  ementa do julgado ora impugnado:\n", "“HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO EM SUBSTITUIÇÃO \n", "AO  RECURSO  CABÍVEL.  UTILIZAÇÃO  INDEVIDA  DO \n", "REMÉDIO CONSTITUCIONAL. NÃO CONHECIMENTO. \n", "1. A via eleita se revela inadequada para a insurgência do \n", "impetrante  contra  o  ato  apontado  como  coator,  pois  o \n", "ordenamento  jurídico  prevê  recurso  específico  para  tal  fim, \n", "circunstância  que  impede  o  seu  formal  conhecimento. \n", "Precedentes.\n", "2. O alegado constrangimento ilegal será analisado para a \n", "verificação da eventual possibilidade de atuação  ex officio, nos \n", "termos  do  artigo  654,  §  2.º,  do  Código  de  Processo  Penal. \n", "EXECUÇÃO PENAL. INDULTO. DECRETO 8.380/2014. FALTA \n", "GRAVE  PRATICADA  NO  PRAZO  MENCIONADO  PELA \n", "NORMA.  HOMOLOGAÇÃO  POSTERIOR.  BENEFÍCIO \n", "INDEFERIDO  PELAS  INSTÂNCIAS  ORDINÁRIAS. \n", "ENTENDIMENTO  EM  CONSONÂNCIA  COM  A \n", "JURISPRUDÊNCIA  DESTE  STJ.  AUSÊNCIA  DE \n", "CONSTRANGIMENTO  ILEGAL.  HABEAS  CORPUS  NÃO \n", "CONHECIDO. \n", "1. A concessão do indulto prevista no Decreto 8.380/2014 \n", "fica condicionada ao não cometimento de falta disciplinar de \n", "natureza grave nos 12 (doze) meses anteriores à publicação da \n", "norma,  não  se  mostrando  adequada  a  interpretação  que \n", "desconsidera o apontado óbice no caso da não homologação do \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "RHC 133443 / SC \n", "procedimento disciplinar respectivo dentro desse período. \n", "2. Impor que a apuração seja finalizada dentro do lapso \n", "temporal  mencionado  implica  tornar  sem  efeito  a  norma  e \n", "conferir real imunidade a todos os apenados que cometam falta \n", "grave  próximo  ao  final  do  ano,  já  que,  nessa  hipótese,  a \n", "apuração da infração dificilmente poderá ser concluída antes da \n", "edição do tradicional Decreto de indulto natalino.  \n", "3.  No  caso  dos  autos,  o  Tribunal  de  origem manteve o \n", "indeferimento do benefício ao paciente, ao fundamento de que \n", "a falta grave praticada pelo sentenciado, em 24-9-2014, isto é, no \n", "período compreendido nos 12 (doze) meses anteriores à entrada \n", "em vigor do Decreto n.º 8.380/2014, e homologada pelo Juízo \n", "competente em 7-5-2015, impede o deferimento do indulto, em \n", "consonância com a jurisprudência deste Superior Tribunal de \n", "Justiça. Ausência de constrangimento ilegal.\n", "4. Writ não conhecido.”\n", "Essa é a razão por que se insurge a recorrente.\n", "Inexiste ilegalidade flagrante a ser reparada.\n", "Dispõe o art. 5º do Decreto nº 8.380/14:\n", "“Art. 5º A declaração do indulto e da comutação de penas \n", "previstos  neste  Decreto  fica  condicionada  à  inexistência  de \n", "aplicação  de  sanção,  reconhecida  pelo  juízo  competente,  em \n", "audiência de justificação, garantido o direito ao contraditório e \n", "à ampla defesa, por falta disciplinar de natureza grave, prevista \n", "na  Lei  de  Execução  Penal,  cometida  nos  doze  meses  de \n", "cumprimento  da  pena,  contados  retroativamente  à  data  de \n", "publicação deste Decreto.”\n", "Como destacado nas razões recursais,\n", "“[n]o  caso  concreto,  o  Recorrente  teve  seu  pedido  de \n", "indulto  indeferido  com  fundamento  único  na  homologação \n", "tardia  (em  7/5/2015)  de  falta  grave  (prática  de  fato  definido \n", "como crime doloso). Ou seja:  partiu-se da premissa de que a \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "RHC 133443 / SC \n", "prática da falta grave nos 12 meses anteriores à publicação do \n", "Decreto  n.º  8.380/2014,  ainda  que  homologada  tardiamente, \n", "após  a  data  da  publicação  do  citado  Decreto,  impediria  a \n", "concessão do indulto.”\n", "Cinge-se a controvérsia,  portanto,  a determinar se a homologação \n", "judicial da sanção por falta grave, para obstar o indulto ou a comutação \n", "de pena,  necessariamente precisa se verificar no prazo de doze meses, \n", "contados  retroativamente  à  data  de  publicação  do  decreto,  tal  como \n", "sustenta  o  recorrente,  ou  se  é  suficiente  que  a  falta  grave  tenha  sido \n", "praticada nesse interstício, ainda que a decisão judicial se dê a posteriori, \n", "como reconheceu o acórdão recorrido.\n", "A meu sentir,  não somente em face do  próprio  texto  legal,  como \n", "também  de  sua  ratio,  exige-se  apenas  que  a  falta  grave  tenha  sido \n", "cometida no prazo em questão.\n", "Com efeito, o art. 5º, caput, do Decreto nº 8.380/14, limita-se a impor \n", "a homologação judicial da sanção por falta grave, mas não exige que ela \n", "tenha que se dar nos doze meses anteriores a sua publicação. \n", "Não bastasse isso, uma vez que se exige a realização de audiência de \n", "justificação,  assegurando-se o contraditório e a ampla defesa, não faria \n", "sentido  que  a  homologação  judicial  devesse  ocorrer  dentro  daquele \n", "prazo, sob pena de nem sequer haver tempo hábil para a apuração de \n", "eventual falta grave praticada em data próxima à publicação do decreto.\n", "Mutatis  mutandis,  como destacado na AP nº 512/BA-AgR,  Pleno, \n", "Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 20/4/12,\n", "“[a]  jurisprudência  desta  Casa  de  Justiça  é  firme  no \n", "sentido  de  que  o  benefício  da  suspensão  condicional  do \n", "processo pode ser revogado mesmo após o período de prova, \n", "desde que motivado por fatos ocorridos até o seu término. A \n", "melhor  interpretação  do  art.  89,  §  4º,  da  Lei  9.099/95  leva  à \n", "conclusão de que não há óbice a que o juiz decida após o final \n", "do  período  de  prova  (cf.  HC  84.593/SP,  Primeira  Turma,  da \n", "minha  relatoria,  DJ 03/12/2004).  Precedentes  de  ambas  as \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "RHC 133443 / SC \n", "Turmas”.\n", "Nesse sentido, aliás, recentemente decidiu esta Segunda Turma, no \n", "HC  nº  132.236/SP,  de  minha  relatoria,  DJe  de  27/9/16,  ao  tratar  de \n", "dispositivo equivalente do Decreto nº 7.872/12:\n", "“Habeas  corpus. Penal  e  Processual  Penal.  Impetração \n", "dirigida contra decisão monocrática do relator de habeas corpus \n", "no Superior Tribunal de Justiça. Decisão não submetida ao crivo \n", "do colegiado. Ausência de interposição de agravo interno. Não \n", "exaurimento da instância antecedente. Óbice ao conhecimento \n", "do  writ.  Precedentes.  Possibilidade de  análise  da questão,  de \n", "ofício,  nos casos de flagrante ilegalidade,  abuso de poder ou \n", "teratologia. Não ocorrência. Decreto nº 7.872/12. Comutação de \n", "pena. Indeferimento. Admissibilidade. Falta grave. Prática nos \n", "doze meses antecedentes à publicação do decreto em questão. \n", "Homologação  judicial  após  esse  prazo.  Irrelevância.  Não \n", "conhecimento do habeas corpus.\n", "1. Não se admite,  por falta de exaurimento da instância \n", "antecedente,  a  impetração  de  habeas  corpus contra  decisão \n", "monocrática do relator da causa no Superior Tribunal de Justiça \n", "não submetida ao crivo do colegiado por intermédio do agravo \n", "interno. Precedentes.\n", "2.  Não  obstante  a  hipótese  de  não  conhecimento  da \n", "impetração, nada impede que o Supremo Tribunal analise, de \n", "ofício, a questão, nos casos de flagrante ilegalidade, abuso de \n", "poder ou teratologia, o que não se  verifica na espécie.\n", "3. Nos termos do art. 4º,  caput, do Decreto nº 7.872/12, 'a \n", "declaração do indulto e da comutação de penas previstos neste \n", "Decreto fica condicionada à inexistência de aplicação de sanção, \n", "homologada  pelo  juízo  competente,  em  audiência  de \n", "justificação,  garantido  o  direito  ao  contraditório  e  à  ampla \n", "defesa, por falta disciplinar de natureza grave, prevista na Lei \n", "de Execução Penal, cometida nos doze meses de cumprimento \n", "da pena, contados retroativamente à data de publicação deste \n", "Decreto'. \n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "RHC 133443 / SC \n", "4. Cinge-se a controvérsia a determinar se a homologação \n", "judicial da aplicação de sanção por falta grave, para obstar a \n", "comutação  de  pena,  necessariamente  precisa  se  verificar  no \n", "prazo  de  doze  meses,  contados  retroativamente  à  data  de \n", "publicação do decreto em questão, ou se é suficiente que a falta \n", "grave  tenha  sido  praticada  nesse  interstício,  ainda  que  a \n", "homologação judicial ocorra a posteriori.\n", "5.  Em face do próprio  texto  legal  de sua  ratio,  exige-se \n", "apenas  que  a  falta  grave  tenha  sido  cometida  no  prazo  em \n", "questão.\n", "6.  Com  efeito,  o  art.  4º,  caput,  do  Decreto  nº  7.872/12, \n", "limita-se a impor a homologação judicial da aplicação da sanção \n", "por falta grave,  não exigindo que ela tenha que se dar nos doze \n", "meses anteriores a sua publicação. \n", "7. Não bastasse isso, uma vez que se exige a realização de \n", "audiência  de  justificação,  assegurando-se  o  contraditório  e  a \n", "ampla  defesa,  não  faria  sentido  que  a  homologação  judicial \n", "devesse ocorrer dentro daquele prazo, sob pena de não haver \n", "tempo hábil para a apuração de eventual falta grave praticada \n", "em data próxima à publicação do decreto.\n", "8. Habeas corpus do qual não se conhece”.\n", "Com  essas  considerações,  nego  provimento  ao  presente  recurso \n", "ordinário em habeas corpus.\n", "É como voto.\n", "5 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19\n", "Debate\n", "04/10/2016 SEGUNDA TURMA\n", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA\n", "DEBATE\n", "O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Eu não tenho aqui o \n", "texto  do decreto,  mas,  pelo  que eu ouvi  da leitura feita  da tribuna,  o \n", "decreto fala em “cometido nos 12 meses anteriores\". Até gostaria que o \n", "doutor Gustavo, se pudesse ler; pode ler, faz o favor, o texto do decreto?\n", "O  SENHOR  GUSTAVO  DE  ALMEIDA  RIBEIRO  (DEFENSOR \n", "PÚBLICO FEDERAL) -\n", "\"DECRETO  Nº  8.380,  Art.  5º  -  A  declaração  do  indulto  e  da \n", "comutação  de  penas  previstos  neste  Decreto  fica  condicionada  à \n", "inexistência de aplicação de sanção, reconhecida pelo juízo competente, \n", "em  audiência  de  justificação,  garantido  o  direito  ao  contraditório  e  à \n", "ampla defesa, por falta disciplinar de natureza grave, prevista na Lei de \n", "Execução  Penal,  cometida  nos  doze  meses  de  cumprimento  da  pena, \n", "contados retroativamente à data de publicação deste Decreto.\"\n", "O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI -  Fala em \"cometidos \n", "nos doze meses antes\". \n", "Portanto, parece-me que até por esse texto se pode concluir na forma \n", "como  fez  o  Relator.  Até  porque  haveria  uma  dificuldade  também  de \n", "mostrada no voto do Relator: se a falta é a cometida nos doze meses e ela \n", "não  for  apurada  imediatamente,  essa  falta  não  vai  ser  contada  para \n", "eventual  indulto  futuro,  também.  Então,  a  falta  não  teria  nenhuma \n", "relevância para efeito de indulto.\n", "O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Ministro, \n", "eu  queria  entrar  nessa  discussão,  embora  esteja  examinando  pela \n", "primeira vez esse tema. \n", "Eu vejo o seguinte, o art. 5º, caput, do Decreto 8.380, diz:\n", " \"A declaração do indulto e da comutação de penas previstos  \n", "neste Decreto fica condicionada à inexistência de aplicação de sanção,  \n", "reconhecida pelo juízo competente\" (...).\n", "Porque a falta grave - estou raciocinando até em voz alta -, eu estou \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19\n", "Debate\n", "RHC 133443 / SC \n", "lendo aqui a Lei de Execução Penal; no art. 50, que diz:\n", "\"Art. 50. Comete falta grave o condenado à pena privativa de  \n", "liberdade que:\n", "I - incitar ou participar de movimento para subverter a ordem  \n", "ou a disciplina;\n", "II - fugir;\n", "III  -  possuir,  indevidamente,  instrumento  capaz  de  ofender  a  \n", "integridade física de outrem;\n", "IV - provocar acidente de trabalho;\n", "V - descumprir, no regime aberto, as condições impostas;\n", "VI - inobservar os deveres previstos nos incisos II e V, do artigo  \n", "39, desta Lei.\n", "VII – tiver em sua posse, utilizar ou fornecer aparelho telefônico,  \n", "de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou  \n", "com o ambiente externo\".\n", "Bem, a autoridade prisional, que é uma autoridade administrativa, \n", "pode, em tese, obstar o indulto, acusando um condenado ou um preso \n", "com relação ao qual ele não tenha simpatia de ter cometido uma falta \n", "grave um pouco antes do indulto, sem que ele tenha tido a oportunidade \n", "de se justificar diante do juízo, e assim obstando o indulto. Isso não é \n", "incomum nas prisões. \n", "Eu tenho, realmente, dúvidas com relação a isso. \n", "Porque o decreto e também a legislação aplicável exigem que o preso \n", "possa se justificar e se defender amplamente perante o juiz? É justamente \n", "para  evitar  essas  perseguições  que  existem  internamente,  essa \n", "\"plantação\",  por  exemplo,  de  armas,  de  celulares.  Recentemente  nós \n", "vimos, num caso rumoroso, num estado do sul do País, em que se teria \n", "\"plantado\"  uns  tokens na  cela  de  alguns  acusados;  e,  depois  de  um \n", "procedimento judicial, provou-se que não eram deles esses tokens ou que \n", "esses  tokens,  salvo  engano,  tinham  meras  músicas,  eram  arquivos  de \n", "meras músicas.\n", "Então,  Ministro  Toffoli,  em princípio,  penso que Vossa Excelência \n", "trouxe um voto muito substantivo, que nos faz refletir, mas eu tenho essa \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19\n", "Debate\n", "RHC 133443 / SC \n", "dúvida.\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n", "A situação é que nós teríamos uma aporia. Isso porque, se a falta \n", "grave é cometida, como disse o Ministro Teori Zavascki, e não há tempo \n", "de a sanção judicial chegar ainda nos doze meses do ano em curso, e se \n", "essa sanção judicial vem no ano seguinte, o decreto do ano seguinte vai \n", "colher  a  falta  cometida  apenas no seu ano calendário  e  não nos doze \n", "meses anteriores.\n", "O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Porém, aí, \n", "Ministro  Toffoli,  Vossa  Excelência  me  permite,  é  a  questão  sempre \n", "recorrente da falta de condições adequadas do Estado para fazer cumprir \n", "os direitos que tenham os presos.\n", "Por  que  não  se  faz  a  audiência  de  justificação  dentro  do  prazo, \n", "imediatamente, em 24 ou 48 horas? Porque nós sabemos que os juízes não \n", "vão aos presídios.  E é muito difícil,  dada a quantidade de presos que \n", "existem  no  Brasil,  600  mil  presos,  e  considerando  as  faltas  que  são \n", "cometidas, de se fazer o transporte adequado dos presos, que eles sejam \n", "ouvidos por um juiz. \n", "Então, vamos considerar uma falha do Estado, para não fazer essa \n", "audiência  em  tempo  hábil,  e  obstar  o  indulto  da  pessoa.  Como  ela \n", "recupera a liberdade? Isso é irrecuperável, porquanto ela tem que passar \n", "mais tempo na prisão. É uma coisa muito séria. Temos súmula inclusive, a \n", "qual consigna se o Estado não tem estabelecimentos adequados para que \n", "o preso cumpra a sua sanção em regime semiaberto ou aberto e o mantém \n", "no fechado, é preciso dar uma solução para o problema. E o Judiciário \n", "tem dado uma solução para isso: ele não pode é ficar no regime fechado.\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n", "Se o juiz não homologa essa sanção? \n", "O  SENHOR  MINISTRO  RICARDO  LEWANDOWSKI -  Não \n", "homologa.\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n", "O juiz não homologa essa sanção, ele vai fazer jus ao indulto?\n", "O  SENHOR  MINISTRO  RICARDO  LEWANDOWSKI - \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19\n", "Debate\n", "RHC 133443 / SC \n", "Posteriormente?\n", "O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Sim. \n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n", "Sim.\n", "O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI – Também a concessão \n", "do indulto não ocorre também imediatamente no ato do decreto. Existe \n", "um processo de identificação.  Ou seja, são dois procedimentos: quando \n", "há uma falta grave, há um procedimento para declaração da falta grave, \n", "anotação da falta grave - a lei, o decreto, salvo engano, fala em declaração \n", "ou aplicação da sanção por falta grave. E quando é editado o decreto de \n", "indulto, há um outro procedimento ou um incidente de execução para \n", "verificação das condições do indulto. \n", "Eu  suponho  que,  havendo  a  instauração  de  um  incidente  para \n", "verificação  do  indulto  e  haja  pendência  de  apuração  haverá  exame \n", "simultâneo.  No  momento  que  apurar  que  houve  falta,  não  se  dá  o \n", "indulto.  No  momento  que  apurar  que  não  houve  falta,  concede-se  o \n", "indulto. \n", "Penso que é isso que deve ter acontecido aqui neste caso.\n", "O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - O meu temor \n", "é de que os indultos, em geral,  recaiam sobre aqueles condenados que \n", "tenham penas muito pequenas ainda a cumprir ou pouca pena a cumprir. \n", "É possível que um procedimento dessa natureza leve mais tempo do que \n", "a condenação a qual ele ainda tem a cumprir.\n", "O  SENHOR  MINISTRO  TEORI  ZAVASCKI  - Agora,  tem  um \n", "decurso  de  tempo  que  é  ineliminável.  Se  a  apuração  da  falta  grave \n", "demanda um contraditório, demanda-se um tempo para que isso ocorra.\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n", "Aqui mesmo no Supremo Tribunal Federal, nas ações de execução \n", "penal,  classe  criada  recentemente  por  esta  Corte  na  presidência  do \n", "Ministro  Joaquim Barbosa, houve pedidos de declaração, salvo engano, \n", "de extinção de punibilidade, por exemplo, de José Genoíno Neto. \n", "Obviamente  que  esse  é  um  processo  que  não  se  dá  ali  naquele \n", "momento  em que sai  o  decreto.  É  um procedimento  que é  analisado. \n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19\n", "Debate\n", "RHC 133443 / SC \n", "Alguns meses depois, o Ministro Relator - salvo engano, Ministro Luís \n", "Roberto  Barroso -  declarou  a  extinção  de  punibilidade,  em  razão  da \n", "concessão do indulto. \n", "Realmente,  é  um  procedimento  que  não  é  de  chofre,  não  é  de \n", "imediato.\n", "O  SENHOR  MINISTRO  RICARDO  LEWANDOWSKI -  É,  eu \n", "reconheço isso.\n", "Talvez  nós  tivéssemos  dizer  que  esse  procedimento  deva  ter \n", "prioridade sobre os demais, quando se trata de alguém que tem direito ao \n", "indulto, ou que esse procedimento deve ser realizado em prazo razoável. \n", "Vossa Excelência não se animaria a colocar isso no seu voto?\n", "O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - A própria lei diz que \n", "há uma prioridade.\n", "O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Já há uma \n", "prioridade,  eu  ouvi  isso;  mas  quando  se  trata  de  um  candidato  ao \n", "indulto?\n", "O  SENHOR  GUSTAVO  DE  ALMEIDA  RIBEIRO  (DEFENSOR \n", "PÚBLICO FEDERAL) - Posso ler, Excelência?\n", "O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Sim.\n", "O  SENHOR  GUSTAVO  DE  ALMEIDA  RIBEIRO  (DEFENSOR \n", "PÚBLICO FEDERAL) - O § 3º do artigo 11 diz o seguinte:\n", "\"§  3º  -  A declaração  de  indulto  e  de  comutação  das  penas  terá \n", "preferência  sobre  a  decisão  de  qualquer  outro  incidente  no  curso  da \n", "execução penal.\" \n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n", "Penso que, talvez, as defensorias possam até apresentar ao CNJ uma \n", "proposta, algum tipo de sugestão, a respeito desse tema. Porque isso diz \n", "respeito muito mais à Administração da Justiça do que a um caso isolado \n", "e específico,  embora sejam os casos isolados e específicos que levem a \n", "mudanças e, evidentemente, a transformações de paradigmas.\n", "Fica  aqui  a  sugestão,  obiter  dictum,  de  as  defensorias,  tanto  da \n", "União  quanto  dos  estados,  levantarem  esses  elementos,  visto  que  o \n", "doutor  Gustavo  apresentou  que  tem  sido  recorrente  a  demora  nessa \n", "5 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19\n", "Debate\n", "RHC 133443 / SC \n", "análise, o que acaba prejudicando principalmente os mais desfavorecidos. \n", "Talvez a defensoria, então, apresente isso formalmente ao CNJ.\n", "O  SENHOR  MINISTRO  GILMAR  MENDES  (PRESIDENTE)  -  A \n", "Subprocuradora.\n", "A  SENHORA  ELA  WIECKO  (SUBPROCURADORA-GERAL  DA \n", "REPÚBLICA) - Eu gostaria de observar que essa falta grave, se ela não \n", "obstar o indulto, ela pode ser e deverá entrar para a análise da progressão \n", "de regime. E me chama atenção que a lei fala: \"na aplicação\". Eu já faço \n", "uma  interpretação  diferente,  acompanho  aqui  o  entendimento  da \n", "defensoria pública, de que essa aplicação deve ser dentro do prazo dos \n", "doze meses.\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n", "Enfim, mantenho meu voto, com essa sugestão.\n", "6 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19\n", "Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI\n", "04/10/2016 SEGUNDA TURMA\n", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA\n", "VOTO\n", "O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI -  Acompanho. Quanto \n", "à observação da doutora Subprocuradora-Geral da República,  não vejo \n", "como se possa aproveitar a possível falta grave e progressão de regime, se \n", "antes o apenado é beneficiado com indulto.\n", "De modo que acompanho o Ministro-Relator.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829028.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19\n", "Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\n", "04/10/2016 SEGUNDA TURMA\n", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA\n", "V O T O\n", "O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski - Eu, data venia, vou ficar \n", "vencido, por enquanto. \n", "Acho que  o  Ministro  está  trazendo  um voto  muito  lógico  e  bem \n", "encadeado.  Porém,  diante  dessa  observação,  agora,  da  nossa  ilustre \n", "Subprocuradora-Geral,  também entendo  -  e  fazendo  uma leitura  mais \n", "estrita desse art. 5º - que o juízo da execução tem que dar um jeito de \n", "fazer esta audiência de justificação no prazo de 12 meses. Esse é o sentido \n", "da lei.\n", "Então, eu concedo a ordem.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12158586.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19\n", "Extrato de Ata - 04/10/2016\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443\n", "PROCED. : SANTA CATARINA\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "RECTE.(S) : DEIVID DE SOUZA ALVES\n", "ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\n", "RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n", "Decisão:  A  Turma,  por  maioria,  negou  provimento  ao  recurso \n", "ordinário,  nos  termos  do  voto  do  Relator,  vencido  o  Ministro \n", "Ricardo  Lewandowski.  Falou,  pelo  recorrente,  o  Dr.  Gustavo  de \n", "Almeida  Ribeiro,  Defensor  Público  Federal.  Ausente, \n", "justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do \n", "Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 4.10.2016.\n", "Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à \n", "sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e \n", "Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso \n", "de Mello.\n", "Subprocuradora-Geral da República, Dra. Ela Wiecko.\n", "Ravena Siqueira\n", "Secretária\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11899184\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19\n" ], "numero" : "133443", "partes" : [ { "nome" : "MIN. DIAS TOFFOLI", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "DEIVID DE SOUZA ALVES", "sigla" : "", "tipo" : "RECTE.(S)" }, { "nome" : "DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "sigla" : "", "tipo" : "RECDO.(A/S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. DIAS TOFFOLI", "texto" : "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):  Recurso ordinário em habeas corpus interposto por Deivid de Souza   Alves contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça,  que não conheceu do HC nº 335.248/SC, Relator o Ministro Jorge Mussi.  Aduz o recorrente  que seu pedido de indulto  foi  indeferido pelo  juízo das execuções, ao fundamento de que   “(...) praticou falta grave nos últimos doze meses contados  retroativamente da data da publicação do Decreto nº 8.380/2014,  mais especificamente em 24/9/2014 — decisão das fls. 1-10 dos  autos do incidente de indulto.  Inconformado com a decisão, o Recorrente, assistido pela  Defensoria Pública, interpôs agravo em execução,  sustentando  que, nos termos do art. 5.º do Decreto n.º 8.380/2014, somente  poderia impedir a concessão do indulto a falta grave praticada  e devidamente homologada no período de 12 meses, contados  retroativamente do dia 25/12/2014. E como já havia transcorrido  o período sem a homologação da falta grave, seria imperativa a  concessão  do  indulto  ao  PACIENTE,  até  mesmo  pela  determinação legal de prioridade de tramitação do pedido de  indulto em relação aos demais incidentes no curso da execução  penal (Decreto n.º 8.380/2014, art. 11, § 3.º) — fls. 1-9 dos autos  do agravo 'de origem'.  O  TJSC,  por  sua  Segunda  Câmara  Criminal,  negou  provimento  ao  recurso,  sob  o  argumento  de  que  a  simples     prática  de  falta  grave  no  período  de  12  meses  anteriores  ao  Decreto,  ainda  que  reconhecida  e  homologada  tardiamente  (fora  do  referido  período),  impede  a  concessão  do  indulto  –  fls.16- 21 dos autos do agravo perante o TJSC.  Contra  essa  decisão,  foi  impetrada  ordem  de  habeas  corpus  perante  o  STJ,  sem  sucesso,  contudo.  A  Corte  da  Cidadania não conheceu do writ em Acórdão assim ementado  (…)”.  Ao ver do recorrente,  “o art. 5.º do referido Decreto condiciona a concessão de  indulto  à  inexistência  de  prática  de  falta  grave  devidamente  homologada,  com  aplicação  de  sanção,  nos  doze  meses  anteriores à sua publicação, ou seja, no período compreendido  entre 25/12/2013 e 25/12/2014.  No caso concreto, o Recorrente teve seu pedido de indulto  indeferido com fundamento único na homologação tardia (em  7/5/2015) de falta grave (prática de fato definido como crime  doloso). Ou seja: partiu-se da premissa de que a prática da falta  grave  nos  12  meses  anteriores  à  publicação  do  Decreto  nº  8.380/2014, ainda que homologada tardiamente, após a data da  publicação do citado Decreto, impediria a concessão do indulto.   No entanto, o Juízo de primeiro grau e o TJSC fazem uma  leitura equivocada do art. 5º do Decreto nº 8.380/2014. O texto  legal é explícito no sentido de que não basta a prática de falta  grave no período, sendo indispensável também a homologação  e aplicação de sanção no referido interregno, de modo que a  apuração  e  homologação  tardia  da  falta  grave  não  constitui  óbice à concessão do indulto.   A  regra  constitucional  da  legalidade  penal  impede  a  interpretação  demasiadamente  extensiva  em  prejuízo  do  apenado  emprestada  pelo  Órgão  Colegiado  do  Tribunal  de  Justiça  Catarinense  e  pelo  STJ.  Está,  na  verdade,  a  exigir  requisito não previsto no Decreto Presidencial, de modo que, a  um só tempo, vilipendia a regra da legalidade penal (CRFB/88,     art.  5º,  XXXIX)  e  usurpa  a  competência  discricionária  e  exclusiva  do  Presidente  da  República  para  a  concessão  de  indulto (CRFB/88, art. 84, XII).  (…) Apenas  acrescenta-se  que  a  decisão  que  indeferiu  o   pedido de indulto, além de afrontar o art. 5.º, caput, do Decreto,  violou ainda o § 3.º do art. 11 do Decreto, segundo o qual “[a]  declaração  de  indulto  e  de  comutação  das  penas  terá  preferência  sobre  a  decisão  de  qualquer  outro  incidente  no  curso  da  execução  penal”.  É  dizer:  não  há  espaço  para  apreciação  do  incidente  de  homologação  de  falta  grave  anteriormente à análise do pedido de indulto”.  Ante o exposto, requer o recorrente   “(...) seja conhecido e provido o presente recurso a fim de  que  seja  concedida  a  Ordem de  habeas  corpus,  para  que  seja  DECLARADA a  nulidade  da  decisão  (e  do  acórdão  que  a  ratificou) que indeferiu o pedido de concessão de indulto ao  PACIENTE,  para  concedê-lo  desde  logo,  declarante  extinta  a  sua punibilidade com fundamento no art.  107,  II,  do Código  Penal;  subsidiariamente,  seja  DECLARADA  a  nulidade  da  decisão (e do acórdão que a ratificou) que indeferiu o pedido de  concessão  de  indulto  ao  PACIENTE,  determinando-se  que  o  Juízo  de  primeiro  grau  reaprecie  imediatamente  o  pedido,  ficando vedada nova denegação fundamentada em falta grave  homologada fora do interregno de 25/12/2013 a 25/12/2014”.  Após  contrarrazões,  os  autos  foram  encaminhados  ao  Supremo  Tribunal Federal.  O Ministério Público Federal, pelo parecer da Subprocuradora-Geral  da República Deborah Duprat, opinou pelo não provimento do recurso.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski - Eu, data venia, vou ficar  vencido, por enquanto.   Acho que  o  Ministro  está  trazendo  um voto  muito  lógico  e  bem  encadeado.  Porém,  diante  dessa  observação,  agora,  da  nossa  ilustre  Subprocuradora-Geral,  também entendo  -  e  fazendo  uma leitura  mais  estrita desse art. 5º - que o juízo da execução tem que dar um jeito de  fazer esta audiência de justificação no prazo de 12 meses. Esse é o sentido  da lei.  Então, eu concedo a ordem. ", "votante" : "MIN_RICARDO_LEWANDOWSKI" }, { "texto" : "   VOTO  O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI -  Acompanho. Quanto  à observação da doutora Subprocuradora-Geral da República,  não vejo  como se possa aproveitar a possível falta grave e progressão de regime, se  antes o apenado é beneficiado com indulto.  De modo que acompanho o Ministro-Relator. ", "votante" : "MIN_TEORI_ZAVASCKI" }, { "texto" : "   VOTO  O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):  Conforme relatado, trata-se de recurso ordinário em habeas corpus   interposto por Deivid de Souza Alves contra acórdão da Quinta Turma do  Superior  Tribunal  de  Justiça,  que não conheceu do HC nº  335.248/SC,  Relator o Ministro Jorge Mussi.  Transcrevo a  ementa do julgado ora impugnado:  “HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO EM SUBSTITUIÇÃO  AO  RECURSO  CABÍVEL.  UTILIZAÇÃO  INDEVIDA  DO  REMÉDIO CONSTITUCIONAL. NÃO CONHECIMENTO.   1. A via eleita se revela inadequada para a insurgência do  impetrante  contra  o  ato  apontado  como  coator,  pois  o  ordenamento  jurídico  prevê  recurso  específico  para  tal  fim,  circunstância  que  impede  o  seu  formal  conhecimento.  Precedentes.  2. O alegado constrangimento ilegal será analisado para a  verificação da eventual possibilidade de atuação  ex officio, nos  termos  do  artigo  654,  §  2.º,  do  Código  de  Processo  Penal.  EXECUÇÃO PENAL. INDULTO. DECRETO 8.380/2014. FALTA  GRAVE  PRATICADA  NO  PRAZO  MENCIONADO  PELA  NORMA.  HOMOLOGAÇÃO  POSTERIOR.  BENEFÍCIO  INDEFERIDO  PELAS  INSTÂNCIAS  ORDINÁRIAS.  ENTENDIMENTO  EM  CONSONÂNCIA  COM  A  JURISPRUDÊNCIA  DESTE  STJ.  AUSÊNCIA  DE  CONSTRANGIMENTO  ILEGAL.  HABEAS  CORPUS  NÃO  CONHECIDO.   1. A concessão do indulto prevista no Decreto 8.380/2014  fica condicionada ao não cometimento de falta disciplinar de  natureza grave nos 12 (doze) meses anteriores à publicação da  norma,  não  se  mostrando  adequada  a  interpretação  que  desconsidera o apontado óbice no caso da não homologação do     procedimento disciplinar respectivo dentro desse período.  2. Impor que a apuração seja finalizada dentro do lapso   temporal  mencionado  implica  tornar  sem  efeito  a  norma  e  conferir real imunidade a todos os apenados que cometam falta  grave  próximo  ao  final  do  ano,  já  que,  nessa  hipótese,  a  apuração da infração dificilmente poderá ser concluída antes da  edição do tradicional Decreto de indulto natalino.    3.  No  caso  dos  autos,  o  Tribunal  de  origem manteve o  indeferimento do benefício ao paciente, ao fundamento de que  a falta grave praticada pelo sentenciado, em 24-9-2014, isto é, no  período compreendido nos 12 (doze) meses anteriores à entrada  em vigor do Decreto n.º 8.380/2014, e homologada pelo Juízo  competente em 7-5-2015, impede o deferimento do indulto, em  consonância com a jurisprudência deste Superior Tribunal de  Justiça. Ausência de constrangimento ilegal.  4. Writ não conhecido.”  Essa é a razão por que se insurge a recorrente. Inexiste ilegalidade flagrante a ser reparada. Dispõe o art. 5º do Decreto nº 8.380/14:  “Art. 5º A declaração do indulto e da comutação de penas  previstos  neste  Decreto  fica  condicionada  à  inexistência  de  aplicação  de  sanção,  reconhecida  pelo  juízo  competente,  em  audiência de justificação, garantido o direito ao contraditório e  à ampla defesa, por falta disciplinar de natureza grave, prevista  na  Lei  de  Execução  Penal,  cometida  nos  doze  meses  de  cumprimento  da  pena,  contados  retroativamente  à  data  de  publicação deste Decreto.”  Como destacado nas razões recursais,  “[n]o  caso  concreto,  o  Recorrente  teve  seu  pedido  de  indulto  indeferido  com  fundamento  único  na  homologação  tardia  (em  7/5/2015)  de  falta  grave  (prática  de  fato  definido  como crime doloso). Ou seja:  partiu-se da premissa de que a     prática da falta grave nos 12 meses anteriores à publicação do  Decreto  n.º  8.380/2014,  ainda  que  homologada  tardiamente,  após  a  data  da  publicação  do  citado  Decreto,  impediria  a  concessão do indulto.”  Cinge-se a controvérsia,  portanto,  a determinar se a homologação  judicial da sanção por falta grave, para obstar o indulto ou a comutação  de pena,  necessariamente precisa se verificar no prazo de doze meses,  contados  retroativamente  à  data  de  publicação  do  decreto,  tal  como  sustenta  o  recorrente,  ou  se  é  suficiente  que  a  falta  grave  tenha  sido  praticada nesse interstício, ainda que a decisão judicial se dê a posteriori,  como reconheceu o acórdão recorrido.  A meu sentir,  não somente em face do  próprio  texto  legal,  como  também  de  sua  ratio,  exige-se  apenas  que  a  falta  grave  tenha  sido  cometida no prazo em questão.  Com efeito, o art. 5º, caput, do Decreto nº 8.380/14, limita-se a impor  a homologação judicial da sanção por falta grave, mas não exige que ela  tenha que se dar nos doze meses anteriores a sua publicação.   Não bastasse isso, uma vez que se exige a realização de audiência de  justificação,  assegurando-se o contraditório e a ampla defesa, não faria  sentido  que  a  homologação  judicial  devesse  ocorrer  dentro  daquele  prazo, sob pena de nem sequer haver tempo hábil para a apuração de  eventual falta grave praticada em data próxima à publicação do decreto.  Mutatis  mutandis,  como destacado na AP nº 512/BA-AgR,  Pleno,  Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 20/4/12,  “[a]  jurisprudência  desta  Casa  de  Justiça  é  firme  no  sentido  de  que  o  benefício  da  suspensão  condicional  do  processo pode ser revogado mesmo após o período de prova,  desde que motivado por fatos ocorridos até o seu término. A  melhor  interpretação  do  art.  89,  §  4º,  da  Lei  9.099/95  leva  à  conclusão de que não há óbice a que o juiz decida após o final  do  período  de  prova  (cf.  HC  84.593/SP,  Primeira  Turma,  da  minha  relatoria,  DJ 03/12/2004).  Precedentes  de  ambas  as     Turmas”.  Nesse sentido, aliás, recentemente decidiu esta Segunda Turma, no  HC  nº  132.236/SP,  de  minha  relatoria,  DJe  de  27/9/16,  ao  tratar  de  dispositivo equivalente do Decreto nº 7.872/12:  “Habeas  corpus. Penal  e  Processual  Penal.  Impetração  dirigida contra decisão monocrática do relator de habeas corpus  no Superior Tribunal de Justiça. Decisão não submetida ao crivo  do colegiado. Ausência de interposição de agravo interno. Não  exaurimento da instância antecedente. Óbice ao conhecimento  do  writ.  Precedentes.  Possibilidade de  análise  da questão,  de  ofício,  nos casos de flagrante ilegalidade,  abuso de poder ou  teratologia. Não ocorrência. Decreto nº 7.872/12. Comutação de  pena. Indeferimento. Admissibilidade. Falta grave. Prática nos  doze meses antecedentes à publicação do decreto em questão.  Homologação  judicial  após  esse  prazo.  Irrelevância.  Não  conhecimento do habeas corpus.  1. Não se admite,  por falta de exaurimento da instância  antecedente,  a  impetração  de  habeas  corpus contra  decisão  monocrática do relator da causa no Superior Tribunal de Justiça  não submetida ao crivo do colegiado por intermédio do agravo  interno. Precedentes.  2.  Não  obstante  a  hipótese  de  não  conhecimento  da  impetração, nada impede que o Supremo Tribunal analise, de  ofício, a questão, nos casos de flagrante ilegalidade, abuso de  poder ou teratologia, o que não se  verifica na espécie.  3. Nos termos do art. 4º,  caput, do Decreto nº 7.872/12, 'a  declaração do indulto e da comutação de penas previstos neste  Decreto fica condicionada à inexistência de aplicação de sanção,  homologada  pelo  juízo  competente,  em  audiência  de  justificação,  garantido  o  direito  ao  contraditório  e  à  ampla  defesa, por falta disciplinar de natureza grave, prevista na Lei  de Execução Penal, cometida nos doze meses de cumprimento  da pena, contados retroativamente à data de publicação deste  Decreto'.     4. Cinge-se a controvérsia a determinar se a homologação  judicial da aplicação de sanção por falta grave, para obstar a  comutação  de  pena,  necessariamente  precisa  se  verificar  no  prazo  de  doze  meses,  contados  retroativamente  à  data  de  publicação do decreto em questão, ou se é suficiente que a falta  grave  tenha  sido  praticada  nesse  interstício,  ainda  que  a  homologação judicial ocorra a posteriori.  5.  Em face do próprio  texto  legal  de sua  ratio,  exige-se  apenas  que  a  falta  grave  tenha  sido  cometida  no  prazo  em  questão.  6.  Com  efeito,  o  art.  4º,  caput,  do  Decreto  nº  7.872/12,  limita-se a impor a homologação judicial da aplicação da sanção  por falta grave,  não exigindo que ela tenha que se dar nos doze  meses anteriores a sua publicação.   7. Não bastasse isso, uma vez que se exige a realização de  audiência  de  justificação,  assegurando-se  o  contraditório  e  a  ampla  defesa,  não  faria  sentido  que  a  homologação  judicial  devesse ocorrer dentro daquele prazo, sob pena de não haver  tempo hábil para a apuração de eventual falta grave praticada  em data próxima à publicação do decreto.  8. Habeas corpus do qual não se conhece”.  Com  essas  considerações,  nego  provimento  ao  presente  recurso  ordinário em habeas corpus.  É como voto. ", "votante" : "MIN_DIAS_TOFFOLI" } ] }
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I) – PEDIDO DEFERIDO – INTERROGATÓRIO JUDICIAL –  NATUREZA JURÍDICA –  MEIO DE DEFESA DO ACUSADO –  POSSIBILIDADE DE QUALQUER DOS  LITISCONSORTES  PENAIS  PASSIVOS  ACOMPANHAR O  INTERROGATÓRIO  DOS DEMAIS  CORRÉUS,  NOTADAMENTE SE AS DEFESAS DE TAIS ACUSADOS  MOSTRAREM-SE COLIDENTES –  PRERROGATIVA JURÍDICA CUJA  LEGITIMAÇÃO  DECORRE DO POSTULADO CONSTITUCIONAL DA  AMPLA    DEFESA  –  DIREITO DE  PRESENÇA E DE  COMPARECIMENTO DO RÉU AOS ATOS DE PERSECUÇÃO PENAL  EM JUÍZO – NECESSIDADE DE RESPEITO, PELO PODER PÚBLICO, ÀS  PRERROGATIVAS  JURÍDICAS QUE COMPÕEM O PRÓPRIO   ESTATUTO CONSTITUCIONAL DO DIREITO DE DEFESA – A  GARANTIA CONSTITUCIONAL DO  “DUE  PROCESS  OF  LAW”  COMO EXPRESSIVA LIMITAÇÃO À  ATIVIDADE  PERSECUTÓRIA  DO  ESTADO  (INVESTIGAÇÃO  PENAL  E PROCESSO  PENAL)  –  O  CONTEÚDO MATERIAL DA CLÁUSULA DE GARANTIA DO “DUE   PROCESS” –  PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL –  MAGISTÉRIO DA DOUTRINA –  CONSTRANGIMENTO ILEGAL  CARACTERIZADO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.  A ESSENCIALIDADE DO POSTULADO DO DEVIDO PROCESSO  LEGAL,  QUE SE QUALIFICA COMO  REQUISITO  LEGITIMADOR  DA PRÓPRIA “PERSECUTIO CRIMINIS”.  – O exame da cláusula referente ao “due process of law” permite nela  identificar alguns  elementos  essenciais  à  sua  configuração como expressiva  garantia de ordem constitucional,  destacando-se,  entre  eles,  por  sua  inquestionável  importância,  as seguintes prerrogativas:  (a)  direito ao   processo (garantia de acesso ao Poder Judiciário); (b) direito à citação e ao   conhecimento prévio do teor da acusação; (c) direito a um julgamento público   e célere, sem dilações indevidas; (d) direito ao contraditório e à plenitude de   defesa (direito  à  autodefesa  e à  defesa  técnica);  (e)  direito de  não  ser   processado e julgado com base em leis “ex post facto”; (f) direito à igualdade   entre as partes; (g) direito de não ser processado com fundamento em provas  revestidas de ilicitude; (h)  direito ao benefício da gratuidade; (i)  direito à   observância  do  princípio  do  juiz  natural;  (j)  direito ao  silêncio (privilégio  contra a autoincriminação); (k) direito à prova; e (l) direito de presença e de  “participação ativa”  nos  atos  de  interrogatório  judicial  dos demais  litisconsortes penais passivos, quando existentes.  – O direito do réu à observância, pelo Estado, da garantia pertinente  ao “due process of law”, além de traduzir expressão concreta do direito de  defesa,  também encontra suporte  legitimador  em convenções  internacionais que  proclamam  a essencialidade dessa  franquia  processual,  que compõe o próprio estatuto constitucional do direito de defesa,  enquanto complexo de princípios  e de normas que amparam  qualquer  acusado em sede de persecução criminal.  O INTERROGATÓRIO JUDICIAL COMO MEIO DE DEFESA DO  RÉU.  –  Em sede de  persecução  penal,  o interrogatório judicial –  notadamente após  o  advento  da Lei  nº  10.792/2003,  aplicável ao processo   penal militar (CPPM, art. 3º, “a”) – qualifica-se como ato de defesa do réu,  que, além de não ser obrigado a responder a qualquer indagação feita pelo  magistrado processante,  também não pode sofrer qualquer restrição em sua  esfera  jurídica  em virtude do  exercício,  sempre legítimo,  dessa  especial  prerrogativa. Doutrina. Precedentes.  POSSIBILIDADE JURÍDICO-CONSTITUCIONAL DE UM DOS  LITISCONSORTES PENAIS PASSIVOS, INVOCANDO A GARANTIA  DO “DUE PROCESS OF LAW”, VER ASSEGURADO O SEU DIREITO  DE FORMULAR REPERGUNTAS AOS CORRÉUS NO RESPECTIVO  INTERROGATÓRIO JUDICIAL.  -  Assiste a cada um dos litisconsortes penais passivos o direito –  fundado em cláusulas constitucionais (CF, art. 5º, incisos LIV e LV) – de  formular reperguntas  aos demais corréus,  que,  no  entanto,  não estão  obrigados a  respondê-las,  em face da  prerrogativa  contra a  autoincriminação,  de que também são titulares.  O desrespeito a  essa  franquia  individual  do  réu,  resultante da  arbitrária  recusa  em  lhe  permitir a formulação de reperguntas, qualifica-se como causa geradora de   nulidade  processual  absoluta,  por implicar grave transgressão ao estatuto  constitucional do direito de defesa. Doutrina. Precedentes do STF.  O DIREITO DE COMPARECIMENTO E DE PRESENÇA DO RÉU  NOS  ATOS  INERENTES  À  “PERSECUTIO  CRIMINIS  IN  JUDICIO”   COMO EXPRESSÃO CONCRETIZADORA DA  GARANTIA  CONSTITUCIONAL DO “DUE PROCESS OF LAW”.  – O acusado tem o direito de comparecer, de presenciar e de assistir, sob  pena de nulidade absoluta,  aos atos processuais,  notadamente àqueles  que se produzem na fase de instrução do processo penal, que se realiza,  sempre,  sob a égide do contraditório.  São irrelevantes,  para esse efeito,  as  alegações do Poder Público concernentes à dificuldade ou inconveniência de  proceder  ao  custeio  de  deslocamento  do  réu  militar,  no  interesse da  Justiça,  para fora da sede de sua Organização Militar,  eis que razões de   mera conveniência administrativa não têm – nem podem ter –  precedência  sobre as  inafastáveis exigências de cumprimento  e de respeito  ao que  determina a Constituição. Doutrina. Jurisprudência.  – O direito de audiência, de um lado, e o direito de presença do réu  (civil ou militar), de outro, esteja ele preso ou não, traduzem prerrogativas  jurídicas  essenciais  que derivam da  garantia  constitucional  do  “due   process of law” e que asseguram,  por isso mesmo, ao acusado o direito de  comparecer aos  atos  processuais  a  serem  realizados  perante  o  juízo  processante, ainda que situado este em local diverso daquele da sede da  Organização Militar a que o réu esteja vinculado.  Pacto Internacional sobre  Direitos  Civis  e  Políticos/ONU  (Artigo  14,  n.  3,  “d”);  Convenção  Americana de  Direitos  Humanos/OEA (Artigo  8º,  §  2º,  “d”  e  “f”);  e  Decreto nº 4.307/2002 (art. 28, inciso I).  – Essa prerrogativa processual reveste-se de caráter fundamental, pois  compõe o próprio estatuto constitucional do direito de defesa,  enquanto  complexo de princípios e de normas que amparam qualquer acusado em  sede de persecução criminal,  seja perante a Justiça Comum,  seja perante a  Justiça Militar. Precedentes.   " }, "extratoata" : { "texto" : "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.567 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : DANILO DO PRADO OLIVEIRA AGDO.(A/S) : LUCAS MOREIRA NETHER DOS SANTOS AGDO.(A/S) : WELLINGTON SOUZA VILELA AGDO.(A/S) : WILLIAN ANACLETO BRUGNAGO CORDEIRO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL  Decisão:  A  Turma,  por  votação  unânime,  negou  provimento  ao  agravo  regimental,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  2ª  Turma,  05.08.2014.  Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à  sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,  Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia.  Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.  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CELSO DE MELLO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     DANILO DO PRADO OLIVEIRA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     LUCAS MOREIRA NETHER DOS SANTOS\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     WELLINGTON SOUZA VILELA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     WILLIAN ANACLETO BRUGNAGO CORDEIRO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\n    </p>\n    <p>\n     E M E N T A: “\n     <b>\n      <i>\n       HABEAS CORPUS\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n     </i>\n     ” –\n     <i>\n      RÉU\n     </i>\n     <i>\n      MILITAR\n     </i>\n     –\n     <b>\n      DEVER DO \nESTADO\n     </b>\n     <i>\n      DE ASSEGURAR AO RÉU MILITAR\n     </i>\n     <b>\n      TRANSPORTE\n     </b>\n     PARA \nCOMPARECER À AUDIÊNCIA DE INQUIRIÇÃO DE TESTEMUNHAS, \nAINDA  QUE  O  JUÍZO  PROCESSANTE  TENHA  SEDE  EM  LOCAL \nDIVERSO DAQUELE EM QUE SITUADA A ORGANIZAÇÃO MILITAR \nA QUE O ACUSADO ESTEJA VINCULADO (\n     <b>\n      DECRETO\n     </b>\n     Nº 4.307/2002, \nART. 28, N. I) –\n     <b>\n      PEDIDO DEFERIDO\n     </b>\n     –\n     <i>\n      INTERROGATÓRIO\n      <b>\n      </b>\n     </i>\n     <b>\n     </b>\n     <i>\n      JUDICIAL\n     </i>\n     –\n     <b>\n      NATUREZA JURÍDICA\n     </b>\n     –\n     <i>\n      MEIO DE DEFESA DO ACUSADO\n     </i>\n     –\n     <i>\n      POSSIBILIDADE DE QUALQUER\n     </i>\n     DOS  LITISCONSORTES  PENAIS \nPASSIVOS\n     <b>\n      ACOMPANHAR\n     </b>\n     O  INTERROGATÓRIO\n     <b>\n      DOS DEMAIS\n     </b>\n     CORRÉUS,\n     <i>\n      NOTADAMENTE SE AS DEFESAS DE TAIS ACUSADOS \nMOSTRAREM-SE COLIDENTES\n     </i>\n     –\n     <b>\n      PRERROGATIVA JURÍDICA\n     </b>\n     CUJA \nLEGITIMAÇÃO\n     <b>\n      DECORRE\n     </b>\n     DO POSTULADO CONSTITUCIONAL DA \nAMPLA    DEFESA  –\n     <b>\n      DIREITO\n     </b>\n     <i>\n      DE  PRESENÇA\n     </i>\n     <b>\n      E\n     </b>\n     <i>\n      DE \nCOMPARECIMENTO DO RÉU\n     </i>\n     <b>\n      AOS ATOS\n     </b>\n     DE PERSECUÇÃO PENAL \nEM JUÍZO –\n     <b>\n      NECESSIDADE DE RESPEITO\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      PELO PODER PÚBLICO\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      ÀS \nPRERROGATIVAS  JURÍDICAS\n     </b>\n     <i>\n      QUE COMPÕEM\n     </i>\n     <i>\n      O PRÓPRIO  \nESTATUTO CONSTITUCIONAL DO DIREITO DE DEFESA\n     </i>\n     –\n     <b>\n      A \nGARANTIA CONSTITUCIONAL\n     </b>\n     DO  “\n     <i>\n      DUE  PROCESS  OF  LAW\n     </i>\n     ”\n     <b>\n      COMO EXPRESSIVA LIMITAÇÃO\n     </b>\n     À  ATIVIDADE  PERSECUTÓRIA \nDO  ESTADO  (INVESTIGAÇÃO  PENAL\n     <b>\n      E\n     </b>\n     PROCESSO  PENAL)  –\n     <b>\n      O \nCONTEÚDO MATERIAL\n     </b>\n     DA CLÁUSULA DE GARANTIA DO “\n     <i>\n      DUE\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999238.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      PROCESS\n     </i>\n     ” –\n     <b>\n      PRECEDENTES\n     </b>\n     DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL –\n     <b>\n      MAGISTÉRIO DA DOUTRINA\n     </b>\n     –\n     <b>\n      CONSTRANGIMENTO\n     </b>\n     <b>\n      ILEGAL\n     </b>\n     CARACTERIZADO –\n     <b>\n      RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A ESSENCIALIDADE DO POSTULADO DO DEVIDO PROCESSO \nLEGAL,  QUE SE QUALIFICA COMO  REQUISITO  LEGITIMADOR \nDA PRÓPRIA\n     </b>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       PERSECUTIO CRIMINIS\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n     </i>\n     ”\n     <b>\n      .\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     –\n     <b>\n      O exame\n     </b>\n     da cláusula\n     <b>\n      referente\n     </b>\n     ao “\n     <i>\n      due process of law\n     </i>\n     ”\n     <b>\n      permite nela \nidentificar\n     </b>\n     <i>\n      alguns  elementos  essenciais  à  sua  configuração\n     </i>\n     <i>\n      como expressiva \ngarantia de ordem constitucional\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      destacando-se\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      entre  eles\n     </i>\n     ,  por  sua \ninquestionável  importância,\n     <b>\n      as seguintes prerrogativas\n     </b>\n     :  (\n     <b>\n      a\n     </b>\n     )\n     <b>\n      direito\n     </b>\n     <i>\n      ao  \nprocesso\n     </i>\n     (\n     <b>\n      garantia\n     </b>\n     de acesso ao Poder Judiciário); (\n     <b>\n      b\n     </b>\n     )\n     <b>\n      direito\n     </b>\n     <i>\n      à citação\n     </i>\n     <b>\n      e\n     </b>\n     <i>\n      ao  \nconhecimento prévio\n     </i>\n     do teor da acusação; (\n     <b>\n      c\n     </b>\n     )\n     <b>\n      direito\n     </b>\n     <i>\n      a um julgamento público  \ne célere\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      sem\n     </b>\n     dilações indevidas; (\n     <b>\n      d\n     </b>\n     )\n     <b>\n      direito\n     </b>\n     <i>\n      ao contraditório\n     </i>\n     <b>\n      e\n     </b>\n     <i>\n      à plenitude de  \ndefesa\n     </i>\n     (direito  à  autodefesa\n     <b>\n      e\n     </b>\n     à  defesa  técnica);  (\n     <b>\n      e\n     </b>\n     )\n     <b>\n      direito\n     </b>\n     <i>\n      de  não  ser  \nprocessado\n     </i>\n     <b>\n      e\n     </b>\n     <i>\n      julgado\n     </i>\n     com base em leis “\n     <i>\n      ex post facto\n     </i>\n     ”; (\n     <b>\n      f\n     </b>\n     )\n     <b>\n      direito\n     </b>\n     <i>\n      à igualdade  \nentre as partes\n     </i>\n     ; (\n     <b>\n      g\n     </b>\n     )\n     <b>\n      direito\n     </b>\n     <i>\n      de não ser processado\n     </i>\n     <b>\n      com fundamento\n     </b>\n     em provas\n     <b>\n      revestidas\n     </b>\n     de ilicitude; (\n     <b>\n      h\n     </b>\n     )\n     <b>\n      direito\n     </b>\n     <i>\n      ao benefício da gratuidade\n     </i>\n     ; (\n     <b>\n      i\n     </b>\n     )\n     <b>\n      direito\n     </b>\n     <i>\n      à  \nobservância  do  princípio  do  juiz  natural\n     </i>\n     ;  (\n     <b>\n      j\n     </b>\n     )\n     <b>\n      direito\n     </b>\n     <i>\n      ao  silêncio\n     </i>\n     (\n     <b>\n      privilégio\n     </b>\n     contra a autoincriminação); (\n     <b>\n      k\n     </b>\n     )\n     <b>\n      direito\n     </b>\n     <i>\n      à prova\n     </i>\n     ;\n     <b>\n      e\n     </b>\n     (\n     <b>\n      l\n     </b>\n     )\n     <b>\n      direito\n     </b>\n     <i>\n      de presença\n     </i>\n     <b>\n      e\n     </b>\n     <i>\n      de\n     </i>\n     “\n     <i>\n      participação ativa\n     </i>\n     ”  nos  atos  de  interrogatório  judicial\n     <b>\n      dos demais\n     </b>\n     litisconsortes penais passivos,\n     <i>\n      quando existentes\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     –\n     <b>\n      O\n     </b>\n     <b>\n      direito do réu\n     </b>\n     à observância,\n     <i>\n      pelo Estado\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      da garantia\n     </b>\n     pertinente \nao “\n     <i>\n      due process of law\n     </i>\n     ”,\n     <b>\n      além de traduzir\n     </b>\n     expressão concreta do direito de \ndefesa,\n     <b>\n      também encontra\n     </b>\n     suporte  legitimador\n     <b>\n      em convenções \ninternacionais\n     </b>\n     que  proclamam\n     <b>\n      a essencialidade\n     </b>\n     dessa  franquia \nprocessual,\n     <i>\n      que compõe o próprio estatuto constitucional do direito de defesa\n     </i>\n     , \nenquanto complexo de princípios\n     <b>\n      e\n     </b>\n     de normas que amparam\n     <b>\n      qualquer\n     </b>\n     acusado\n     <b>\n      em sede\n     </b>\n     de persecução criminal.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999238.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O INTERROGATÓRIO JUDICIAL COMO MEIO DE DEFESA DO \nRÉU\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     –\n     <b>\n      Em sede\n     </b>\n     de  persecução  penal,\n     <b>\n      o interrogatório judicial\n     </b>\n     –\n     <b>\n      notadamente\n     </b>\n     <i>\n      após  o  advento  da Lei  nº  10.792/2003\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      aplicável\n     </b>\n     <i>\n      ao processo  \npenal militar\n     </i>\n     (\n     <b>\n      CPPM\n     </b>\n     , art. 3º, “\n     <b>\n      a\n     </b>\n     ”) –\n     <b>\n      qualifica-se\n     </b>\n     <i>\n      como ato de defesa\n     </i>\n     do réu, \nque,\n     <i>\n      além de não ser obrigado\n     </i>\n     a responder\n     <b>\n      a qualquer\n     </b>\n     indagação feita pelo \nmagistrado processante,\n     <i>\n      também não pode sofrer\n     </i>\n     <i>\n      qualquer restrição\n     </i>\n     em sua \nesfera  jurídica\n     <b>\n      em virtude\n     </b>\n     do  exercício,\n     <i>\n      sempre legítimo\n     </i>\n     ,  dessa  especial \nprerrogativa.\n     <b>\n      Doutrina\n     </b>\n     .\n     <b>\n      Precedentes\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      POSSIBILIDADE JURÍDICO-CONSTITUCIONAL DE UM DOS \nLITISCONSORTES PENAIS PASSIVOS\n     </b>\n     ,\n     <b>\n     </b>\n     <i>\n      INVOCANDO A GARANTIA \nDO\n     </i>\n     “\n     <i>\n      DUE PROCESS OF LAW\n     </i>\n     ”,\n     <b>\n      VER ASSEGURADO O SEU DIREITO \nDE FORMULAR REPERGUNTAS\n     </b>\n     <i>\n      AOS CORRÉUS NO RESPECTIVO \nINTERROGATÓRIO JUDICIAL\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     -\n     <b>\n      Assiste\n     </b>\n     <i>\n      a cada um dos litisconsortes penais passivos\n     </i>\n     <b>\n      o direito\n     </b>\n     –\n     <b>\n      fundado\n     </b>\n     em cláusulas constitucionais (\n     <b>\n      CF\n     </b>\n     , art. 5º,\n     <b>\n      incisos\n     </b>\n     LIV e LV) –\n     <b>\n      de \nformular reperguntas  aos demais\n     </b>\n     corréus,  que,\n     <i>\n      no  entanto\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      não estão \nobrigados\n     </b>\n     a  respondê-las,\n     <b>\n      em face\n     </b>\n     da  prerrogativa\n     <b>\n      contra\n     </b>\n     a \nautoincriminação,\n     <i>\n      de que também são titulares\n     </i>\n     .\n     <b>\n      O desrespeito\n     </b>\n     a  essa \nfranquia  individual  do  réu,\n     <b>\n      resultante\n     </b>\n     da  arbitrária  recusa  em  lhe \npermitir a formulação de reperguntas,\n     <b>\n      qualifica-se\n     </b>\n     <i>\n      como causa geradora de  \nnulidade  processual  absoluta\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      por implicar grave transgressão\n     </b>\n     <i>\n      ao estatuto \nconstitucional do direito de defesa\n     </i>\n     .\n     <b>\n      Doutrina\n     </b>\n     .\n     <b>\n      Precedentes do STF\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O DIREITO\n     </b>\n     <i>\n      DE COMPARECIMENTO\n     </i>\n     <b>\n      E\n     </b>\n     <i>\n      DE PRESENÇA DO RÉU\n     </i>\n     NOS  ATOS\n     <b>\n      INERENTES\n     </b>\n     À  “\n     <i>\n      PERSECUTIO  CRIMINIS  IN  JUDICIO\n     </i>\n     ”\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999238.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      COMO EXPRESSÃO CONCRETIZADORA\n     </i>\n     <b>\n      DA  GARANTIA\n     </b>\n     CONSTITUCIONAL DO “\n     <i>\n      DUE PROCESS OF LAW\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     –\n     <b>\n      O acusado\n     </b>\n     <b>\n      tem o direito\n     </b>\n     <i>\n      de\n      <b>\n      </b>\n     </i>\n     <b>\n     </b>\n     <i>\n      comparecer\n     </i>\n     ,\n     <i>\n      de\n     </i>\n     <i>\n      presenciar\n     </i>\n     <b>\n      e\n     </b>\n     <i>\n      de assistir\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      sob \npena\n     </b>\n     de nulidade absoluta,  aos atos processuais,\n     <b>\n      notadamente\n     </b>\n     àqueles \nque se produzem na fase\n     <b>\n      de instrução\n     </b>\n     do processo penal,\n     <b>\n      que se realiza\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      sempre\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      sob a égide\n     </b>\n     do contraditório.\n     <b>\n      São irrelevantes\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      para esse efeito\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      as \nalegações do Poder Público\n     </b>\n     <i>\n      concernentes à dificuldade ou inconveniência\n     </i>\n     de \nproceder  ao  custeio  de  deslocamento  do  réu  militar,\n     <b>\n      no  interesse\n     </b>\n     da \nJustiça,\n     <b>\n      para fora\n     </b>\n     da sede de sua Organização Militar,\n     <b>\n      eis que\n     </b>\n     <i>\n      razões de  \nmera conveniência administrativa\n     </i>\n     <b>\n      não têm\n     </b>\n     –\n     <i>\n      nem podem ter\n     </i>\n     –\n     <b>\n      precedência\n     </b>\n     sobre as\n     <b>\n      inafastáveis\n     </b>\n     exigências de cumprimento\n     <b>\n      e\n     </b>\n     de respeito\n     <b>\n      ao que \ndetermina\n     </b>\n     a Constituição.\n     <b>\n      Doutrina\n     </b>\n     .\n     <b>\n      Jurisprudência\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     –\n     <b>\n      O\n     </b>\n     <b>\n      direito de audiência\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      de um lado\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      e o direito de presença do réu\n     </b>\n     (\n     <b>\n      civil\n     </b>\n     ou\n     <b>\n      militar\n     </b>\n     ),\n     <i>\n      de outro\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      esteja ele preso\n     </b>\n     <i>\n      ou não\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      traduzem\n     </b>\n     prerrogativas \njurídicas  essenciais\n     <b>\n      que derivam\n     </b>\n     da  garantia  constitucional  do  “\n     <i>\n      due  \nprocess of law\n     </i>\n     ”\n     <b>\n      e que asseguram\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      por isso mesmo\n     </i>\n     , ao acusado\n     <b>\n      o direito de \ncomparecer\n     </b>\n     aos  atos  processuais  a  serem  realizados  perante  o  juízo \nprocessante,\n     <b>\n     </b>\n     <i>\n      ainda que situado este em local diverso daquele da sede da \nOrganização Militar a que o réu esteja vinculado\n     </i>\n     .\n     <b>\n      Pacto Internacional\n     </b>\n     sobre \nDireitos  Civis  e  Políticos/ONU  (\n     <b>\n      Artigo  14\n     </b>\n     ,  n.  3,  “\n     <b>\n      d\n     </b>\n     ”);\n     <b>\n      Convenção \nAmericana\n     </b>\n     de  Direitos  Humanos/OEA (\n     <b>\n      Artigo  8º\n     </b>\n     ,  §  2º,  “\n     <b>\n      d\n     </b>\n     ”  e  “\n     <b>\n      f\n     </b>\n     ”);\n     <b>\n      e \nDecreto\n     </b>\n     nº 4.307/2002 (art. 28,\n     <b>\n      inciso\n     </b>\n     I).\n    </p>\n    <p>\n     – Essa prerrogativa processual\n     <b>\n      reveste-se\n     </b>\n     <i>\n      de caráter fundamental\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      pois \ncompõe\n     </b>\n     <i>\n      o próprio estatuto constitucional do direito de defesa\n     </i>\n     ,  enquanto \ncomplexo de princípios\n     <b>\n      e\n     </b>\n     de normas que amparam\n     <b>\n      qualquer\n     </b>\n     acusado\n     <b>\n      em \nsede\n     </b>\n     de persecução criminal,\n     <b>\n      seja\n     </b>\n     <i>\n      perante a Justiça Comum\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      seja\n     </b>\n     <i>\n      perante a \nJustiça Militar\n     </i>\n     .\n     <b>\n      Precedentes\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999238.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     A C Ó R D Ã O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Vistos\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      relatados\n     </b>\n     e\n     <b>\n      discutidos\n     </b>\n     estes autos,\n     <b>\n      acordam\n     </b>\n     os Ministros do \nSupremo Tribunal  Federal,\n     <b>\n      em Segunda  Turma\n     </b>\n     ,  sob  a  Presidência  do \nMinistro Teori Zavascki,  na conformidade da ata de julgamentos e das \nnotas taquigráficas,\n     <b>\n      por unanimidade\n     </b>\n     de votos,\n     <b>\n      em negar provimento\n     </b>\n     ao \nagravo regimental,\n     <b>\n      nos termos\n     </b>\n     do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 05 de agosto de 2014.\n    </p>\n    <p>\n     CELSO DE MELLO – RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999238.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      05/08/2014 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.567 AMAZONAS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     DANILO DO PRADO OLIVEIRA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     LUCAS MOREIRA NETHER DOS SANTOS\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     WELLINGTON SOUZA VILELA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     WILLIAN ANACLETO BRUGNAGO CORDEIRO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator):\n     </b>\n     <b>\n      Trata-se\n     </b>\n     de recurso de agravo que,\n     <b>\n      tempestivamente\n     </b>\n     interposto,\n     <b>\n      insurge-se\n     </b>\n     contra \ndecisão, por mim proferida,\n     <b>\n      que\n     </b>\n     <b>\n      deferiu\n     </b>\n     o pedido de “\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     ” em \nfavor dos ora agravados.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A decisão\n     </b>\n     em causa\n     <b>\n      está assim ementada\n     </b>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     “‘\n     <b>\n      <i>\n       HABEAS CORPUS\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ’  –  RÉU  MILITAR  –\n      <b>\n       INSTRUÇÃO  \nPROCESSUAL\n      </b>\n      –\n      <b>\n       PRETENDIDO COMPARECIMENTO\n      </b>\n      À  \nAUDIÊNCIA  PENAL  EM  QUE  INQUIRIDO  O  CORRÉU  –\n      <b>\n       AUSÊNCIA DE OFERECIMENTO\n      </b>\n      DE  TRANSPORTE PARA O  \nLOCAL  DE  REALIZAÇÃO  DO  ATO  PROCESSUAL –\n      <b>\n       CONSTRANGIMENTO  ILEGAL  CARACTERIZADO\n      </b>\n      –\n      <b>\n       A  \nGARANTIA CONSTITUCIONAL\n      </b>\n      DA PLENITUDE DE DEFESA:\n      <b>\n       UMA\n      </b>\n      <b>\n       DAS PROJEÇÕES CONCRETIZADORAS\n      </b>\n      DA CLÁUSULA \nDO  ‘DUE  PROCESS  OF  LAW’  –\n      <b>\n       CARÁTER GLOBAL E  \nABRANGENTE\n      </b>\n      DA FUNÇÃO DEFENSIVA:\n      <b>\n       DEFESA TÉCNICA E  \nAUTODEFESA\n      </b>\n      (DIREITO  DE  AUDIÊNCIA\n      <b>\n       E\n      </b>\n      DIREITO  DE  \nPRESENÇA)  –\n      <b>\n       PACTO INTERNACIONAL\n      </b>\n      SOBRE  DIREITOS \nCIVIS E POLÍTICOS/ONU (ARTIGO 14, N. 3, ‘\n      <b>\n       D\n      </b>\n      ’)\n      <b>\n       E\n      </b>\n      <b>\n       CONVENÇÃO  \nAMERICANA\n      </b>\n      DE DIREITOS HUMANOS/OEA (ARTIGO 8º, § 2º,  \n‘\n      <b>\n       D\n      </b>\n      ’  E  ‘\n      <b>\n       F\n      </b>\n      ’)  –\n      <b>\n       DEVER DO ESTADO\n      </b>\n      DE ASSEGURAR\n      <b>\n       AO RÉU\n      </b>\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999239.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       MILITAR\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      O EXERCÍCIO  DESSA PRERROGATIVA ESSENCIAL,\n      <b>\n       ESPECIALMENTE\n      </b>\n      <b>\n       A DE PROPICIAR TRANSPORTE\n      </b>\n      (\n      <b>\n       DECRETO  Nº  4.307/2002\n      </b>\n      ,  ART.  28,\n      <b>\n       INCISO\n      </b>\n      I),  PARA\n      <b>\n       COMPARECER\n      </b>\n      À  AUDIÊNCIA  DE  INQUIRIÇÃO  DAS  \nTESTEMUNHAS,\n      <b>\n       AINDA\n      </b>\n      MAIS QUANDO ARROLADAS PELO \nMINISTÉRIO  PÚBLICO  –\n      <b>\n       RAZÕES\n      </b>\n      DE  CONVENIÊNCIA \nADMINISTRATIVA\n      <b>\n       OU\n      </b>\n      GOVERNAMENTAL\n      <b>\n       NÃO PODEM  \nLEGITIMAR\n      </b>\n      O  DESRESPEITO\n      <b>\n       NEM COMPROMETER\n      </b>\n      A \nEFICÁCIA\n      <b>\n       E\n      </b>\n      A  OBSERVÂNCIA  DESSA  FRANQUIA \nCONSTITUCIONAL –\n      <b>\n       NULIDADE PROCESSUAL ABSOLUTA\n      </b>\n      –\n      <b>\n       PEDIDO DEFERIDO\n      </b>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      -\n      <b>\n       O acusado\n      </b>\n      <b>\n       tem o direito\n      </b>\n      de\n      <b>\n      </b>\n      comparecer,  de assistir\n      <b>\n       e\n      </b>\n      de \npresenciar,\n      <b>\n       sob  pena\n      </b>\n      de  nulidade  absoluta,  os  atos  processuais,\n      <b>\n       notadamente\n      </b>\n      aqueles  que  se  produzem  na  fase\n      <b>\n       de  instrução\n      </b>\n      do  \nprocesso penal,\n      <b>\n       que se realiza\n      </b>\n      , sempre,\n      <b>\n       sob a égide\n      </b>\n      do contraditório.\n      <b>\n       São irrelevantes\n      </b>\n      , para esse efeito,\n      <b>\n       as alegações do Poder Público\n      </b>\n      concernentes à dificuldade ou inconveniência de proceder ao custeio de  \ndeslocamento do réu,\n      <b>\n       no interesse\n      </b>\n      da Justiça,\n      <b>\n       para fora\n      </b>\n      da sede de  \nsua  Organização  Militar,\n      <b>\n       eis que\n      </b>\n      razões de mera conveniência  \nadministrativa\n      <b>\n       não têm\n      </b>\n      – nem podem ter  –\n      <b>\n       precedência\n      </b>\n      sobre  as\n      <b>\n       inafastáveis\n      </b>\n      exigências  de  cumprimento\n      <b>\n       e\n      </b>\n      de  respeito\n      <b>\n       ao que \ndetermina\n      </b>\n      a Constituição.\n      <b>\n       Doutrina\n      </b>\n      .\n      <b>\n       Jurisprudência\n      </b>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      -\n      <b>\n       O\n      </b>\n      <b>\n       direito de audiência\n      </b>\n      , de um lado,\n      <b>\n       e o direito de presença \ndo réu\n      </b>\n      , de outro,\n      <b>\n       esteja ele preso\n      </b>\n      ou não,\n      <b>\n       traduzem\n      </b>\n      prerrogativas  \njurídicas essenciais\n      <b>\n       que derivam\n      </b>\n      da garantia constitucional do ‘due  \nprocess  of  law’\n      <b>\n       e que asseguram\n      </b>\n      ,  por  isso  mesmo,  ao  acusado\n      <b>\n       o \ndireito de comparecer\n      </b>\n      aos  atos  processuais  a  serem  realizados  \nperante o juízo processante,\n      <b>\n      </b>\n      ainda que situado este em local diverso \ndaquele da sede da Organização Militar a que o réu esteja vinculado.\n      <b>\n       Pacto Internacional\n      </b>\n      sobre  Direitos  Civis  e  Políticos/ONU  \n(\n      <b>\n       Artigo  14\n      </b>\n      ,  n.  3,  ‘\n      <b>\n       d\n      </b>\n      ’).\n      <b>\n       Convenção Americana\n      </b>\n      de  Direitos  \nHumanos/OEA (\n      <b>\n       Artigo 8º\n      </b>\n      , § 2º, ‘\n      <b>\n       d\n      </b>\n      ’ e ‘\n      <b>\n       f\n      </b>\n      ’)\n      <b>\n       e\n      </b>\n      <b>\n       Decreto\n      </b>\n      nº 4.307/2002  \n(art. 28,\n      <b>\n       inciso\n      </b>\n      I).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      - Essa prerrogativa processual\n      <b>\n       reveste-se\n      </b>\n      de caráter fundamental,\n      <b>\n       pois compõe o próprio estatuto constitucional do direito de defesa\n      </b>\n      ,  \nenquanto complexo de princípios\n      <b>\n       e\n      </b>\n      de normas que amparam\n      <b>\n       qualquer\n      </b>\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999239.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      acusado\n      <b>\n       em sede\n      </b>\n      de persecução criminal,\n      <b>\n       seja\n      </b>\n      perante a Justiça Comum,\n      <b>\n       seja\n      </b>\n      perante a Justiça Militar.\n      <b>\n       Precedentes\n      </b>\n      .\n     </i>\n     ”\n    </p>\n    <p>\n     (\n     <b>\n      HC 111.567/AM\n     </b>\n     , Rel. Min. CELSO DE MELLO)\n    </p>\n    <p>\n     O  Ministério  Público  Federal,\n     <i>\n      parte  ora  agravante\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      sustenta\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      na \npresente sede recursal\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      em síntese\n     </b>\n     , para justificar sua pretensão,\n     <b>\n      o que se \nsegue\n     </b>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , inconformado, em \nparte, com a r. decisão que concedeu a ordem de ‘habeas corpus’ aos  \npacientes, vem com fundamento no art. 317 do RISTF, e art. 557, § 1º,  \ndo  CPC,  pedir  a  sua  reconsideração  ou,  se  assim  não  for,  que  a  \npresente impugnação seja conhecida como AGRAVO REGIMENTAL  \npelas razões a seguir expostas.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       1.  O  presente  ‘habeas  corpus’  foi  impetrado\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      para  o  fim  \nespecífico  de  garantir  aos  pacientes  DANILO  DO  PRADO  \nOLIVEIRA,  WELLINTON SOUZA VILELA,  LUCAS MOREIRA \nNETHER e WILLIAM ANACLETO BRUGNAGO CORDEIRO ‘a  \nrequisição e apresentação dos pacientes ao longo de todos os atos de  \ninstrução e julgamento do feito’.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       2.  No  entanto\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,  na  petição  inicial,  o  impetrante  refere-se  \nexpressamente  à  requisição  e  apresentação  dos  pacientes  para  \nacompanhar  a  audiência  de  interrogatório  de  corréu,  que  seria  \nrealizada no dia 16/02/2012.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       3.  Em  sua  manifestação\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,  o  Ministério  Público  ressaltou  \nexpressamente  que  a  questão  não  podia  envolver  o  direito  dos  \npacientes  de  estar  presentes  ao  interrogatório  do  corréu,  pois  há  \nexpressa vedação legal nesse sentido.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       4.  Com efeito\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,  determina  o  art.  304 do  Código  de  Processo  \nPenal Militar, que, ‘se houver mais de um acusado, será cada um deles  \ninterrogado separadamente’. O objetivo da norma é o de garantir ao  \nacusado  a  mais  absoluta  liberdade  para  exercer  o  seu  direito  \nconstitucional de autodefesa, sem restrições ou constrangimentos de  \nqualquer espécie, que poderia decorrer da presença, no ato, de outros  \nacusados.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999239.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       5. Nas palavras de Guilherme de Souza Nucci\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , ‘é a forma  \ncorreta de evitar  a influência de um corréu sobre outro,  levando-o,  \nmuitas vezes, à confissão ou à falsa acusação. (…) O objetivo maior é  \nevitar que, no mesmo instante em que um corréu está sendo ouvido, o  \noutro  absorva  a  narrativa,  podendo  ser  influenciado  emocional  ou  \npsicologicamente pelas declarações, alterando as suas, por sua conta e  \nrisco, podendo representar, para a sua defesa técnica, a pior opção. Não  \nse  tem  por  meta  fazer  com  que  o  interrogatório  seja  uma  peça  \nimparcial  e  genuinamente  idônea,  porque  não  faz  parte  da  sua  \nnatureza,  mas  sim  que  não  existam  influências  momentâneas,  \nprejudiciais à defesa daquele que altera a sua versão, somente porque  \nouviu  o  interrogatório  precedente  do  corréu’  (Código  de  Processo  \nPenal  Militar  Comentado,  Editora  Revista  dos  Tribunais,  2013,  \npág. 303/304).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       6.  Assim\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,  vedada  legalmente  a  presença  dos  pacientes  no  \ninterrogatório do corréu, não pode o Estado ser compelido a custear as  \nsuas despesas para comparecimento à audiência designada para tanto.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       7. A decisão proferida por Vossa Excelência não excetuou  \nessa hipótese\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , o que levara a eminente defesa à equivocada conclusão  \nde que os pacientes podem comparecer e assistir ao interrogatório dos  \ncorréus,  invocando eventual nulidade e  descumprimento da decisão  \ndessa Colenda Corte, no caso de o Juízo, com base na lei processual,  \nnegar-lhes essa possibilidade.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       8. Assim\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , o presente agravo tem por objetivo a modificação da  \ndecisão que concedeu o ‘habeas corpus’ especificamente nesse ponto,  \npara  que  seja  denegada  a  ordem  na  parte  em  que  pretende  o  \nImpetrante  que  o  Estado  custeie  as  despesas  dos  pacientes  para  \ncomparecimento à audiência de interrogatório dos corréus, tendo em  \nvista  que,  por  expressa  vedação  legal,  não  podem assistir  ao  ato.\n     </i>\n     ” \n(\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Por não me convencer\n     </b>\n     das razões expostas pela parte ora agravante,\n     <b>\n      submeto\n     </b>\n     à apreciação desta colenda Turma\n     <b>\n      o presente\n     </b>\n     recurso de agravo.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      É o relatório\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999239.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      05/08/2014 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.567 AMAZONAS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator):\n     </b>\n     <b>\n      Entendo \nnão assistir razão\n     </b>\n     à parte recorrente,\n     <b>\n      eis que\n     </b>\n     a decisão agravada –\n     <i>\n      cujos  \nfundamentos são ora reafirmados\n     </i>\n     –\n     <b>\n      ajusta-se\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      com integral fidelidade\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      à diretriz \njurisprudencial\n     </b>\n     firmada pelo  Supremo Tribunal Federal na matéria em \nexame.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A questão\n     </b>\n     suscitada nesta causa\n     <b>\n      concerne\n     </b>\n     ao debate\n     <b>\n      em torno\n     </b>\n     da \npossibilidade  jurídica\n     <b>\n      de um\n     </b>\n     dos  litisconsortes  penais  passivos  estar \npresente ao interrogatório judicial de\n     <b>\n      corréus\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      As razões\n     </b>\n     expostas neste “\n     <i>\n      writ\n     </i>\n     ”\n     <b>\n      justificavam\n     </b>\n     a concessão da ordem \nde “\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     ”,\n     <b>\n      especialmente se se considerar\n     </b>\n     o precedente\n     <b>\n      que o \nPlenário\n     </b>\n     desta Suprema Corte\n     <b>\n      firmou\n     </b>\n     no exame da matéria,\n     <b>\n      e que dá \namplo suporte\n     </b>\n     à pretensão jurídica\n     <b>\n      deduzida\n     </b>\n     em favor dos pacientes,\n     <i>\n      ora  \nagravados\n     </i>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      (...)\n      <b>\n       AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA\n      </b>\n      (…).\n      <b>\n       INTERROGATÓRIOS\n      </b>\n      (…).\n      <b>\n       PARTICIPAÇÃO DOS CO-RÉUS\n      </b>\n      .\n      <b>\n       CARÁTER FACULTATIVO\n      </b>\n      .\n      <b>\n       INTIMAÇÃO DOS DEFENSORES\n      </b>\n      NO JUÍZO DEPRECADO.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     .......................................................................................................\n     <b>\n      <i>\n       É legítimo\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , em face do que dispõe\n      <b>\n       o artigo 188\n      </b>\n      do CPP,\n      <b>\n       que as\n      </b>\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       defesas dos co-réus\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      <b>\n       participem\n      </b>\n      dos interrogatórios\n      <b>\n       de outros\n      </b>\n      réus.\n      <b>\n       Deve ser franqueada\n      </b>\n      à defesa\n      <b>\n       de cada réu a oportunidade\n      </b>\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       de participação\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      no interrogatório\n      <b>\n       dos demais\n      </b>\n      co-réus,\n      <b>\n       evitando-se\n      </b>\n      a  coincidência  de  datas,  mas  a  cada  um  cabe  decidir  sobre  a  \nconveniência de comparecer ou não à audiência (…).\n     </i>\n     ”\n     <i>\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     (\n     <b>\n      AP 470-AgR/MG\n     </b>\n     ,  Rel.  Min.  JOAQUIM  BARBOSA  –\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Vale transcrever\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      no ponto\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      trecho do voto\n     </b>\n     que o eminente Ministro \nJOAQUIM BARBOSA proferiu,\n     <b>\n      como\n     </b>\n     Relator, em referido julgamento:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      (...)  Srª  Presidente,\n      <b>\n       subscrevo\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       integralmente\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       as  razões  \nelencadas pelo PGR na sua manifestação\n      </b>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Saliento\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , por oportuno,\n      <b>\n       que também assiste parcial razão aos  \nagravantes\n      </b>\n      , na medida\n      <b>\n       em que é legítimo\n      </b>\n      , em face do que dispõe\n      <b>\n       o \nartigo 188\n      </b>\n      do  CPP,\n      <b>\n       que  as  defesas  dos co-réus participem dos  \ninterrogatórios de outros réus\n      </b>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Contudo\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,\n      <b>\n       deve-se levar em conta o fato\n      </b>\n      de que tal participação,  \ncomo bem ressaltou o PGR nas suas contra-razões,\n      <b>\n       constitui-se em mera \nfaculdade\n      </b>\n      , isto é,\n      <b>\n       não se cuida\n      </b>\n      de determinação legal cogente, obrigatória,  \nincontornável.\n      <b>\n       Noutras palavras\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       deve ser franqueada à defesa de  \ncada réu a oportunidade\n      </b>\n      de participação no interrogatório\n      <b>\n       dos demais\n      </b>\n      co-réus,\n      <b>\n       mas a cada um cabe decidir\n      </b>\n      sobre a conveniência de comparecer  \nou não à audiência (…).\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Impende destacar\n     </b>\n     ,  neste  ponto,\n     <b>\n      a douta e fundamentada \nmanifestação\n     </b>\n     do  eminente  Procurador-Geral  da  República\n     <i>\n      à  época\n     </i>\n     , \nDr.  ANTONIO  FERNANDO  BARROS  E  SILVA DE  SOUZA,  que,\n     <b>\n      ao \npronunciar-se\n     </b>\n     nos  autos  de referida Ação Penal,\n     <b>\n      reconheceu assistir\n     </b>\n     <i>\n      a \ncada um dos litisconsortes penais passivos\n     </i>\n     <b>\n      o direito\n     </b>\n     de formular reperguntas\n     <b>\n      aos demais\n     </b>\n     corréus nos respectivos interrogatórios judiciais:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      (...)\n      <b>\n       Entretanto\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       atento  à  realidade  acima  descrita\n      </b>\n      (potencial  influência  probatória  na situação de  co-réu),\n      <b>\n       facultou a  \nparticipação\n      </b>\n      dos  defensores  dos  demais  acusados,  bem  como  \nautorizou  a  formulação  de  questionamentos.  É  o  que  emerge  do  \nart. 188 do Código de Processo Penal:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      ‘\n      <b>\n       Art. 188\n      </b>\n      . Após proceder ao interrogatório, o juiz indagará  \ndas partes se restou algum fato para ser esclarecido, formulando  \nas  perguntas  correspondentes  se  o  entender  pertinente  e  \nrelevante.’ (...)\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       A  expressão  partes  prevista  no  dispositivo  abarca  o  \ndefensor  do  interrogado\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,\n      <b>\n       os  defensores  dos  demais  réus  e  o  \nmembro do Ministério Público\n      </b>\n      . Todos podem formular perguntas  \npor  meio  do  juiz,  que  avaliará  a  pertinência  e  relevância  do  \nesclarecimento sugerido.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Todavia\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,  e insisto nesse ponto, a participação do defensor do  \nco-réu no ato é facultativa. Ele deverá avaliar a pertinência de sua  \npresença para a estratégia de defesa do seu representado, e, em sendo  \npositiva essa avaliação, comparecer ao ato e formular perguntas.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      .......................................................................................................\n      <b>\n       A  interpretação  sistemática\n      </b>\n      ora  apresentada  tutela  o\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      exercício do direito constitucional de ampla defesa por parte dos réus  \nque potencialmente podem ser prejudicados com o interrogatório de  \noutro acusado.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      .......................................................................................................\n      <b>\n       O recorrente manifestou\n      </b>\n      , de modo expresso e tempestivo,\n      <b>\n       seu\n      </b>\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       desejo  de  participar\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      de  todos  os  interrogatórios  dos  demais  \nintegrantes do pólo passivo da ação penal.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Nessa específica hipótese\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , o defensor do recorrente deve ser  \ncientificado  das  audiências  para que possa comparecer,  exercendo a  \nfaculdade prevista no art. 188.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      .......................................................................................................\n      <b>\n       Tendo em vista a faculdade do defensor de participar dos\n      </b>\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       interrogatórios dos outros réus\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      e a manifestação prévia e expressa  \nde exercê-la verificada no caso em exame, não se apresenta possível  \nque audiências ocorram em Estados da Federação distintos sem pelo  \nmenos um intervalo  de um dia,  sob pena de inviabilidade física  do  \nexercício da faculdade legal.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       É  preciso\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      um intervalo  mínimo  entre  audiências  em Seções  \nJudiciárias diferentes para viabilizar o  comparecimento do defensor,  \nque declarou seu interesse.\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A relevância\n     </b>\n     de  qualificar-se  o  interrogatório  judicial  como  um \nexpressivo meio de defesa do acusado\n     <b>\n      conduz\n     </b>\n     ao reconhecimento de que a \npossibilidade de o réu\n     <b>\n      coparticipar\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      ativamente\n     </b>\n     ,  do interrogatório judicial\n     <b>\n      dos demais\n     </b>\n     litisconsortes penais passivos\n     <b>\n      traduz\n     </b>\n     projeção concretizadora\n     <b>\n      da\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      própria\n     </b>\n     garantia constitucional da plenitude de defesa,\n     <b>\n      cuja integridade\n     </b>\n     há \nde ser preservada por juízes\n     <b>\n      e\n     </b>\n     Tribunais,\n     <b>\n      sob pena de arbitrária denegação\n     </b>\n     , \npelo Poder Judiciário,\n     <b>\n      dessa importantíssima\n     </b>\n     franquia constitucional.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Permitir-se\n     </b>\n     o acesso formal do acusado\n     <b>\n      aos demais\n     </b>\n     corréus,\n     <b>\n      mediante\n     </b>\n     o \nacompanhamento dos respectivos interrogatórios judiciais,\n     <b>\n      representa meio \nviabilizador\n     </b>\n     do exercício das prerrogativas constitucionais da plenitude de \ndefesa\n     <b>\n      e\n     </b>\n     do contraditório.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      É por isso\n     </b>\n     que  LUIGI  FERRAJOLI  (“\n     <b>\n      Direito  e  Razão  –  Teoria  do \nGarantismo Penal\n     </b>\n     ”, p. 486, item n. 2,\n     <b>\n      traduzido\n     </b>\n     por Ana Paula Zomer, Fauzi \nHassan Choukr, Juarez Tavares\n     <b>\n      e\n     </b>\n     Luiz Flávio Gomes, 2002, RT),\n     <b>\n      enfatizando o  \nalto significado jurídico\n     </b>\n     do interrogatório\n     <b>\n      como expressão instrumental\n     </b>\n     do \npróprio  direito  de  defesa  do  acusado,\n     <b>\n      põe em destaque\n     </b>\n     os  aspectos  ora \nmencionados,\n     <b>\n      assinalando\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      com  inteira  procedência\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      que\n     </b>\n     ,  “\n     <i>\n      (…)  no  modelo  \ngarantista  do  processo  acusatório,  informado  pela  presunção  de  inocência,  o  \ninterrogatório  é  o  principal  meio  de  defesa,  tendo  a  única  função  de  dar  vida  \nmaterialmente ao contraditório e de permitir ao imputado contestar a acusação ou  \napresentar argumentos para se  justificar.  ‘Nemo tenetur  se  detegere’  é a  primeira  \nmáxima do garantismo processual acusatório, enunciada por Hobbes e recebida desde o  \nséculo XVII no direito inglês.  Disso resultaram, como corolários: (...) o ‘direito ao  \nsilêncio’ (...), o direito do imputado à assistência e do mesmo modo à presença de seu  \ndefensor no interrogatório, de modo a impedir abusos ou ainda violações das garantias  \nprocessuais\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Com efeito\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      ninguém ignora a importância\n     </b>\n     de que se reveste,\n     <b>\n      em sede\n     </b>\n     de  persecução  penal,\n     <b>\n      o interrogatório judicial\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      cuja  natureza  jurídica\n     </b>\n     permite qualificá-lo,\n     <b>\n      notadamente após o advento\n     </b>\n     da Lei nº 10.792/2003 –\n     <b>\n      em tudo aplicável\n     </b>\n     “\n     <i>\n      ope constitutionis\n     </i>\n     ” ao processo penal militar –\n     <b>\n      como \nato de defesa\n     </b>\n     (ADA PELLEGRINI GRINOVER, “\n     <b>\n      O interrogatório como \nmeio  de  defesa\n     </b>\n     (\n     <b>\n      Lei  10.792/2003\n     </b>\n     )”,  “\n     <i>\n      in\n     </i>\n     ”  Revista  Brasileira  de  Ciências \nCriminais nº 53/185-200; GUILHERME DE SOUZA NUCCI, “\n     <b>\n      Código de \nProcesso  Penal  Comentado\n     </b>\n     ”,  p.  387,  item  n.  3,  6ª  ed.,  2007,  RT;\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     DAMÁSIO E. DE JESUS, “\n     <b>\n      Código de Processo Penal Anotado\n     </b>\n     ”, p. 174, \n21ª ed., 2004, Saraiva; DIRCEU A. D. CINTRA JR., “\n     <b>\n      Código de Processo \nPenal e sua Interpretação Jurisdicional\n     </b>\n     ”, coordenação: ALBERTO SILVA \nFRANCO\n     <b>\n      e\n     </b>\n     RUI  STOCO,  p.  1.821,  2ª  ed.,  2004,  RT;  FERNANDO  DA \nCOSTA TOURINHO FILHO, “\n     <b>\n      Processo Penal\n     </b>\n     ”, vol. 3/269-273, item n. 1, \n28ª ed.,  2006, Saraiva,\n     <i>\n      v.g.\n     </i>\n     ),\n     <b>\n      ainda que passível\n     </b>\n     de ser ele considerado,\n     <i>\n      mesmo em perspectiva secundária\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      como fonte de prova\n     </b>\n     ,  em  face\n     <b>\n      dos \nelementos de informação\n     </b>\n     que dele emergem.\n    </p>\n    <p>\n     Essa\n     <b>\n      particular\n     </b>\n     qualificação jurídica do interrogatório judicial\n     <b>\n      justifica o  \nreconhecimento\n     </b>\n     de que se revela possível,\n     <b>\n      no plano\n     </b>\n     da “\n     <i>\n      persecutio criminis in  \njudicio\n     </i>\n     ”, “\n     <i>\n      (…)\n      <b>\n       que as defesas\n      </b>\n      dos co-réus\n      <b>\n       participem\n      </b>\n      dos interrogatórios\n      <b>\n       de \noutros\n      </b>\n      réus  (…)\n     </i>\n     ”  (\n     <b>\n      AP 470-AgR/MG\n     </b>\n     ,  Rel.  Min.  JOAQUIM  BARBOSA,\n     <b>\n      Pleno\n     </b>\n     –\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     ).\n    </p>\n    <p>\n     Essa orientação\n     <b>\n      que o Plenário\n     </b>\n     do Supremo Tribunal Federal\n     <b>\n      firmou\n     </b>\n     no \nprecedente referido\n     <b>\n      reflete-se\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      por igual\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      no magistério da doutrina\n     </b>\n     (IRAJÁ \nPEREIRA MESSIAS, “\n     <b>\n      Da Prova Penal\n     </b>\n     ”,\n     <b>\n     </b>\n     p. 195/196, item n. 9, 2006, Impactus; \nAMAURY SILVA, “\n     <b>\n      Interrogatório: panorama segundo a Lei 10.792/2003\n     </b>\n     ”, \np.  185/187,  2006,  Mizuno),\n     <b>\n      como resulta claro\n     </b>\n     da  lição  de  EUGÊNIO \nPACELLI DE OLIVEIRA (“\n     <b>\n      Curso de Processo Penal\n     </b>\n     ”,    p. 32, item n. 3.1.4, \n10ª ed., 2008, Lumen Juris):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       Embora\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ainda haja defensores da idéia de que a ampla defesa  \nvem a ser apenas o outro lado ou a outra medida do contraditório, é  \nbem de ver que semelhante argumentação peca até mesmo pela base.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       É que\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , da perspectiva da teoria do processo, o contraditório não  \npode ir além da ‘garantia de  participação’, isto é, a garantia de a parte  \npoder  impugnar  – no  processo  penal,  sobretudo  a  defesa  –  toda  e  \nqualquer  alegação  contrária  a  seu  interesse,  sem,  todavia,  maiores  \nindagações acerca da concreta efetividade com que se exerce aludida  \nimpugnação.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       E\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,\n      <b>\n       exatamente por isso\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       não temos dúvidas em ver \nincluído\n      </b>\n      , no princípio da ampla defesa,\n      <b>\n       o direito à participação da\n      </b>\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       defesa técnica\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      – do advogado –\n      <b>\n       de co-réu durante\n      </b>\n      o interrogatório\n      <b>\n       de\n      </b>\n      ‘\n      <b>\n       todos os  acusados\n      </b>\n      ’.\n      <b>\n       Isso porque\n      </b>\n      ,  em tese,\n      <b>\n       é  perfeitamente  \npossível a colisão de interesses\n      </b>\n      entre os réus,\n      <b>\n       o que\n      </b>\n      ,  por si só,\n      <b>\n       justificaria a participação do defensor\n      </b>\n      daquele co-réu sobre quem  \nrecaiam acusações por parte de outro, por ocasião do interrogatório.\n      <b>\n       A \nampla defesa e o contraditório exigem\n      </b>\n      , portanto,\n      <b>\n       a participação \ndos defensores\n      </b>\n      de  co-réus\n      <b>\n       no interrogatório de\n      </b>\n      ‘\n      <b>\n       todos\n      </b>\n      os  \nacusados’.\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Esse  mesmo entendimento\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      por sua vez\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      é perfilhado\n     </b>\n     por ANTONIO \nSCARANCE FERNANDES (“\n     <b>\n      Prova e  sucedâneos  da  prova  no  processo \npenal\n     </b>\n     ”,  “\n     <i>\n      in\n     </i>\n     ”  Revista  Brasileira  de  Ciências  Criminais  nº  66,  p.  224, \nitem n. 12.2):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      (…)\n      <b>\n       Ressalta-se que\n      </b>\n      ,  em  virtude  de\n      <b>\n       recente\n      </b>\n      reforma  do  \nCódigo,\n      <b>\n       o  advogado  do  co-réu\n      </b>\n      <b>\n       tem direito\n      </b>\n      <b>\n       a  participar  do  \ninterrogatório\n      </b>\n      e formular perguntas.\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Igual  percepção\n     </b>\n     do  tema\n     <b>\n      é  revelada\n     </b>\n     por\n     <b>\n     </b>\n     AURY  LOPES  JR. \n(“\n     <b>\n      Direito Processual e sua Conformidade Constitucional\n     </b>\n     ”, vol. I/603- \n-605, item n. 2.3, 2007, Lumen Juris):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       No que tange\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      à  disciplina  processual  do  ato,\n      <b>\n       cumpre  \ndestacar  que\n      </b>\n      –\n      <b>\n       havendo  dois  ou  mais  réus\n      </b>\n      –  deverão  eles  ser  \ninterrogados  separadamente,  como  exige  o  art.  191  do  CPP.\n      <b>\n       Aqui  \nexiste  uma questão muito relevante  e  que  não tem obtido o  \ndevido tratamento\n      </b>\n      por parte de alguns juízes,\n      <b>\n       até pela dificuldade\n      </b>\n      de compreensão do alcance do contraditório inserido nesse ato,\n      <b>\n       por  \nforça\n      </b>\n      da Lei nº 10.792/2003,\n      <b>\n       que alterou\n      </b>\n      os arts. 185 a 196 do CPP.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Até essa modificação legislativa\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , o interrogatório era um ato  \npessoal  do juiz,\n      <b>\n       não submetido\n      </b>\n      ao contraditório,\n      <b>\n       pois não havia\n      </b>\n      qualquer intervenção da defesa ou acusação.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Agora a situação é radicalmente distinta\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .\n      <b>\n       Tanto\n      </b>\n      a defesa\n      <b>\n       como\n      </b>\n      a  acusação\n      <b>\n       podem  formular\n      </b>\n      perguntas  ao  final.\n      <b>\n       Isso  é  \nmanifestação do contraditório\n      </b>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Nessa linha\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,\n      <b>\n       discute-se  a  possibilidade\n      </b>\n      de  a  defesa\n      <b>\n       do  \nco-réu\n      </b>\n      fazer  perguntas  no  interrogatório.\n      <b>\n       Pensamos que\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       principalmente se\n      </b>\n      as  teses  defensivas\n      <b>\n       forem colidentes\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       deve o \njuiz permitir\n      </b>\n      o  contraditório  pleno,\n      <b>\n       com o defensor do outro \nco-réu\n      </b>\n      (\n      <b>\n       também\n      </b>\n      )\n      <b>\n       formulando perguntas\n      </b>\n      ao final.\n      <b>\n       Ou seja\n      </b>\n      , deve o  \njuiz\n      <b>\n       admitir\n      </b>\n      que o defensor do interrogando\n      <b>\n       formule\n      </b>\n      suas perguntas  \nao  final,\n      <b>\n       mas também deve permitir que  o  advogado  do\n      </b>\n      (\n      <b>\n       s\n      </b>\n      )\n      <b>\n       outro\n      </b>\n      (\n      <b>\n       s\n      </b>\n      )\n      <b>\n       co-réu\n      </b>\n      (\n      <b>\n       s\n      </b>\n      )\n      <b>\n       o faça\n      </b>\n      . Contribui para essa exigência o fato de que  \nà palavra do co-réu é dado, pela maioria da jurisprudência, o valor  \nprobatório similar ao de prova testemunhal.\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Também\n     </b>\n     FERNANDO  DE  ALMEIDA  PEDROSO,\n     <b>\n      em preciosa \nmonografia\n     </b>\n     sobre  tema  processual  penal  (“\n     <b>\n      Prova  Penal:  doutrina  e \njurisprudência\n     </b>\n     ”, p. 43, item n. 2.3, 2ª ed., 2005, RT),\n     <b>\n      enfatiza o direito que \nassiste\n     </b>\n     aos corréus\n     <b>\n      de participação ativa\n     </b>\n     <b>\n      e de formulação\n     </b>\n     de reperguntas, \npor  intermédio  de  seus  defensores,  nos  interrogatórios\n     <b>\n      dos demais\n     </b>\n     corréus:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       Existindo  co-réus\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,  estes  serão  interrogados  separadamente  \n(art. 191, CPP).\n      <b>\n       Contudo\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       consagrado o pleno contraditório\n      </b>\n      pelo  \nrecente diploma legal ‘suso’ citado\n      <b>\n       no ato\n      </b>\n      de inquirição judicial dos  \nacusados,\n      <b>\n       desponta indiscutível\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       como condição de validade\n      </b>\n      do  \nato, que a ele devem estar presentes\n      <b>\n       não apenas\n      </b>\n      o defensor do réu\n      <b>\n       que  \nestiver sendo interrogado\n      </b>\n      como também os defensores\n      <b>\n       dos demais\n      </b>\n      co-réus,\n      <b>\n       que poderão apresentar\n      </b>\n      reperguntas.\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Cumpre rememorar\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      ainda\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      ante a sua inteira pertinência\n     </b>\n     ,  o \nmagistério de PAULO RANGEL (“\n     <b>\n      Direito Processual Penal\n     </b>\n     ”, p. 479/480, \nitem n. 8.4.1.2, 10ª ed., 2005, Lumen Juris):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       Questão que também tem trazido tormento é o caso do \nco-réu no interrogatório\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     .......................................................................................................\n     <b>\n      <i>\n       Pergunta-se\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      :  pode  o  advogado  de  Tício  comparecer  ao\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      interrogatório e fazer perguntas aos outros co-réus (Caio e Mévio)?\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     7\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       A resposta somente pode ser afirmativa\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .\n      <b>\n       Primeiro\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       em nome da ampla defesa e do contraditório\n      </b>\n      ,\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      pois, uma vez ausente o advogado, ou impossibilitado ‘manu militari’  \npelo juiz de participar do ato,\n      <b>\n       haverá sérios prejuízos\n      </b>\n      ao exercício  \nda  defesa  técnica\n      <b>\n       que  não  poderá\n      </b>\n      produzir  prova  em  favor  do  \nacusado ausente.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Segundo\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , que a sanção própria para a contumácia do réu é a  \ndeclaração de revelia,\n      <b>\n       sem\n      </b>\n      as conseqüências da veracidade dos fatos\n      <b>\n       como  ocorre\n      </b>\n      no  processo  civil,\n      <b>\n       diante\n      </b>\n      de  direitos  disponíveis  \n(art. 330, II, do CPC).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Terceiro\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,\n      <b>\n       que a impossibilidade do advogado de participar  \ndo ato\n      </b>\n      é uma exclusão do réu da relação jurídico-processual,\n      <b>\n       estando \nele\n      </b>\n      no processo.\n      <b>\n       Há um vínculo jurídico-processual\n      </b>\n      ligando o réu  \nao processo quando da imputação recebida pelo juiz.\n      <b>\n       Logo\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       não pode  \no advogado ser impedido\n      </b>\n      de participar\n      <b>\n       do primeiro\n      </b>\n      ato, em regra,  \nda  instrução  criminal,\n      <b>\n       sob  pena\n      </b>\n      de  graves  prejuízos  ao  exercício  \nconstitucional da defesa técnica.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Quarto\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,\n      <b>\n       que a ampla defesa\n      </b>\n      se divide em defesa técnica\n      <b>\n       e\n      </b>\n      auto  \ndefesa,\n      <b>\n       sendo  esta\n      </b>\n      disponível\n      <b>\n       e\n      </b>\n      aquela  indisponível.\n      <b>\n       Razão  pela  \nqual\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       ao  impedir  o  advogado  de  participar  do  ato\n      </b>\n      ,  estará  o  \nmagistrado\n      <b>\n       incorrendo\n      </b>\n      em grave violação ao direito constitucional de  \nampla  defesa;\n      <b>\n       fato que\n      </b>\n      ,  por  si  só,\n      <b>\n       permite\n      </b>\n      a  propositura  da  ação  \nconstitucional  de  ‘habeas  corpus’\n      <b>\n       para  declarar\n      </b>\n      o  ato,\n      <b>\n       sem\n      </b>\n      a  \nintervenção do advogado, nulo de pleno direito.\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Vale relembrar\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      neste  ponto\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      as considerações\n     </b>\n     que  o  eminente \nmagistrado federal CARLOS HENRIQUE BORLIDO HADDAD\n     <b>\n      fez\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      em \nprecioso  trabalho  doutrinário\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      sobre a nova\n     </b>\n     disciplina  jurídica\n     <b>\n      que \npresentemente  rege\n     </b>\n     o  interrogatório  (“\n     <b>\n      O  novo  interrogatório\n     </b>\n     ”,  “\n     <i>\n      in\n     </i>\n     ” \nRevista Brasileira de Ciências Criminais, vol. 55/231-292, 2005):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       Ainda  vigora  a  regra\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      de  realização  dos  interrogatórios  de  \nco-réus  separadamente.  Entretanto,  foi  alterada  a  regulamentação  \nacerca  da  intervenção  do  defensor  do  co-réu  denunciado  no  \ninterrogatório do denunciante (…).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     8\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      (…)\n      <b>\n       Ao acusado deve-se resguardar\n      </b>\n      o direito de submeter ao  \ncontraditório  as  declarações  do  co-réu  feitas  em seu  prejuízo,  para  \nassegurar  o  método  de  formação  dialética  da  prova  perante  o  juiz.  \nSeria  por  demais  desastroso  o  magistrado  aceitar  sempre  como  \nverdadeira  a  acusação  feita  por  um réu  em relação  a  um terceiro,  \nimputando-lhe a qualidade de co-autor, sem permitir a este o direito de  \nreperguntas.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       No direito alemão\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,  assegura-se,  expressamente,  às partes ‘o  \ndireito de participar das provas (§§ 355 e 397)’ e a prerrogativa se  \nestende a qualquer meio de prova, inclusive ao testemunho do co-réu  \nque incrimina o  outro.  Para  o  justo  processo,  consagrado  na  nova  \nredação do art. 111 da Constituição italiana, ao acusado de um crime  \ndeve-se assegurar a faculdade, perante o juiz, de interrogar ou fazer  \ninterrogar a pessoa que produza declaração em seu prejuízo. (...).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Para que as declarações do co-réu\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , alheias a si próprio, sejam  \nconsideradas  na  formação  do  convencimento judicial,  indispensável  a  \nsubmissão ao crivo do contraditório, com a possibilidade de intervenção  \nda defesa do acusado denunciado. A Lei n. 10.792/2003 ocupou-se com a  \nchamada de co-réu e com a possibilidade de reperguntas pelo defensor do  \nacusado  denunciado  e  não  é  mais  necessário  aplicar,  por  analogia,  a  \ndisciplina  conferida  à  prova  testemunhal,  a  fim  de  integrar  a  lei  \nprocessual penal e sanar a lacuna até então existente.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Ao  prescrever\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      que,  ‘após  proceder  ao  interrogatório,  o  juiz  \nindagará  das  partes  se  restou  algum  fato  para  ser  esclarecido,  \nformulando  perguntas  correspondentes  se  o  entender  pertinente  e  \nrelevante’,  a  Lei  10.792/2003 autorizou a intervenção da  defesa do  \nco-réu no ato processual. Quando se fala em ‘partes’ compreende-se  \nacusação e defesa, inclui-se naquela o Ministério Público, o querelante  \ne o assistente da acusação e insere-se nesta o acusado e o querelado,  \nconsiderados individualmente ou em litisconsórcio.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     .......................................................................................................\n     <b>\n      <i>\n       As declarações a respeito do co-réu\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      para serem validamente\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      aceitas  necessitam  da  submissão  ao  contraditório  no  momento  de  \nformação  da  prova.  Não  deixam,  porém,  de  partir  de  pessoa  \ninteressada  no  processo  ou  na  ocultação  ou  desvirtuamento  da  \nverdade,  se  a  desfavorece.  O  co-réu  denunciante  teria,  por\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     9\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      conseguinte,  os  direitos  garantidos  ao  acusado,  sem  as  obrigações  \nprevistas para a testemunha. Poderia calar e mentir, desde que não  \nincorresse  em  infração  penal,  e  não  teria  necessidade  de  prestar  \ncompromisso, no típico papel de réu.\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Cabe também destacar\n     </b>\n     <b>\n      texto elaborado\n     </b>\n     pelo\n     <i>\n     </i>\n     “\n     <i>\n      Grupo de Estudos do  \nDepartamento  de  Projetos  Legislativos  do  IBCCRIM\n     </i>\n     ”,\n     <b>\n      composto\n     </b>\n     por \nCLEUNICE  VALENTIM  BASTOS  PITOMBO,  GUSTAVO  HENRIQUE \nRIGHI  IVAHY  BADARÓ,  MARCOS  ALEXANDRE  COELHO  ZILLI  e \nMARIA THEREZA ROCHA DE ASSIS MOURA (“\n     <b>\n      Publicidade\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      Ampla \nDefesa e Contraditório no Novo Interrogatório Judicial\n     </b>\n     ”, “\n     <i>\n      in\n     </i>\n     ” Boletim \nIBCCRIM, vol. 135/2, 2004),\n     <b>\n      no qual\n     </b>\n     esses eminentes juristas\n     <i>\n      acentuam a \nessencialidade de garantir-se\n     </i>\n     <b>\n      aos corréus\n     </b>\n     <i>\n      o direito de formular reperguntas aos \ndemais acusados\n     </i>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       Mas\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,\n      <b>\n       sem  dúvida\n      </b>\n      ,  o  maior  avanço  introduzido  foi  a  \npossibilidade aberta às partes de formulação de perguntas ao acusado.  \nCom isto, o interrogatório, além de ser ato destinado ao exercício do  \ndireito de defesa, em sua vertente da autodefesa, passa a ser, também,  \naberto à exploração contraditória. Reforçou-se o seu caráter híbrido,  \nmormente  em  virtude  da  perspectiva  de  participação  dos  sujeitos  \nparciais, resguardado, obviamente, o direito ao silêncio.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       É  certo  que  a  não  concessão  de  oportunidade  de  \nreperguntas será causa de nulidade\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , justamente por integrar-se ao  \nrol de requisitos essenciais do interrogatório. Em conseqüência, haverá  \nde ser assegurada a participação da acusação e da defesa técnica, não  \npodendo  o  ato  realizar-se  sem  a  presença  destas.  Essa  exigência,  \ncompatível com os novos ditames impostos pelo legislador, seria mais  \nfacilmente atendida caso houvesse sido o interrogatório deslocado para  \nmomento  procedimental  posterior,  mais  precisamente  após  a  \ninquirição  de  todas  as  testemunhas,  como  aliás  já  ocorre  no  \nprocedimento  sumaríssimo  dos  Juizados  Especiais  Criminais,  \noportunidade  em  que  todas  as  questões  relativas  à  representação  \nprocessual já teriam sido superadas.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     10\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       No  tocante  à  ordem  a  ser  obedecida\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      na  formulação  de  \nreperguntas, há que se afastar, desde logo, qualquer possibilidade de  \nequiparação  analógica  entre  o  interrogatório  e  a  inquirição  das  \ntestemunhas de defesa. Afinal, o acusado é parte da relação processual,  \nreagindo  à  imputação  acusatória.  Não  é  puramente  objeto  de  \nexploração  probatória  realizada  no  campo  da  dialética  processual.  \nDessa forma, no equilíbrio resultante entre o exercício da ampla defesa  \ne  a  exploração  contraditória,  parece-nos  natural  seja  dada  \noportunidade,  em  um  primeiro  momento,  ao  órgão  acusador  –  e  \neventual assistente de acusação por aplicação analógica do art. 271 do  \nCPP –, passando-se, então, à defesa técnica.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Mesmo  na  hipótese  de  haver  co-réus  com  defensores  \ndiversos\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,\n      <b>\n       deverão  estes  participar  do  ato\n      </b>\n      .  Aliás,  a  busca  pela  \nmelhor reconstrução do fato imputado poderá ser utilizada com grande  \nvalia  pela  defesa,  como na hipótese  de  delação do  co-réu.  Aqui,  na  \nverdade, o apontamento aproxima-se de um ‘relato testemunhal’, o que  \nreforça  a  necessidade  de  cumprimento  do  contraditório  pleno.  A  \ndelação é, sem dúvida, a hipótese mais evidente a revelar o interesse da  \ndefesa de um dos acusados em participar do interrogatório do co-réu.  \nMas  não  é  só.  A  amplitude  do  direito  à  defesa  não  pode  ser  \ncircunscrita,  apenas  e  tão  somente,  a  tal  situação.  Assim,  havendo  \nmais de um acusado, o ato do interrogatório deve ser realizado com a  \npresença dos defensores dos demais acusados, que terão, igualmente,  \ndireito de reperguntar. Repita-se: a presença impõe-se como garantia  \ndo exercício da mais ampla defesa, independentemente da versão dada  \npor qualquer deles em juízo.\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Nem se diga\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      como o fez o Ministério Público Federal\n     </i>\n     , que o objetivo da \nnorma\n     <b>\n      inscrita\n     </b>\n     no CPPM “\n     <i>\n      é o de garantir ao acusado a mais absoluta liberdade  \npara  exercer  o  seu  direito  constitucional  de  autodefesa,  sem  restrições  ou  \nconstrangimentos de qualquer espécie, que poderia decorrer da presença, no ato,  \nde outros acusados\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Se\n     </b>\n     o  interrogando\n     <b>\n      sentir-se\n     </b>\n     <i>\n      eventualmente\n     </i>\n     constrangido,\n     <b>\n      avaliando \nque  poderá\n     </b>\n     <b>\n      autoincriminar-se\n     </b>\n     ,  assistir-lhe-á,\n     <b>\n      sempre\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      o direito\n     </b>\n     –\n     <i>\n      juridicamente amparado pela própria Constituição\n     </i>\n     –\n     <b>\n      de silenciar\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     11\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Ninguém ignora\n     </b>\n     , considerada a prerrogativa constitucional\n     <b>\n      contra\n     </b>\n     a \nautoincriminação (\n     <b>\n      RTJ 176/805-806\n     </b>\n     ,  Rel. Min. CELSO DE MELLO,\n     <i>\n      v.g.\n     </i>\n     ),\n     <b>\n      que\n     </b>\n     <b>\n      assiste\n     </b>\n     a\n     <b>\n      qualquer\n     </b>\n     pessoa\n     <b>\n      o direito\n     </b>\n     de manter-se em silêncio,\n     <b>\n      sem\n     </b>\n     se \nexpor –\n     <b>\n      em virtude\n     </b>\n     do exercício\n     <b>\n      legítimo\n     </b>\n     dessa faculdade – a\n     <b>\n      qualquer\n     </b>\n     restrição  em  sua  esfera  jurídica,\n     <b>\n      desde\n     </b>\n     que  as  suas  respostas  às \nindagações que lhe venham a ser feitas\n     <b>\n      possam\n     </b>\n     <b>\n      acarretar-lhe\n     </b>\n     grave dano \n(“\n     <i>\n      Nemo tenetur se detegere\n     </i>\n     ”).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      É que\n     </b>\n     indiciados\n     <b>\n      e\n     </b>\n     réus (e,\n     <b>\n      até mesmo\n     </b>\n     , testemunhas)\n     <b>\n      dispõem\n     </b>\n     , em \nnosso ordenamento jurídico,\n     <b>\n      da prerrogativa\n     </b>\n     contra a autoincriminação,\n     <b>\n      consoante\n     </b>\n     tem proclamado a\n     <b>\n      jurisprudência constitucional\n     </b>\n     do Supremo \nTribunal Federal (\n     <b>\n      RTJ 172/929-930\n     </b>\n     , Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE –\n     <b>\n      RDA 196/197\n     </b>\n     ,  Rel.  Min. CELSO DE MELLO –\n     <b>\n      HC 78.814/PR\n     </b>\n     ,  Rel.  Min. \nCELSO DE MELLO,\n     <i>\n      v.g.\n     </i>\n     ).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Com o explícito reconhecimento\n     </b>\n     dessa  prerrogativa,\n     <b>\n      constitucionalizou-se\n     </b>\n     ,  em  nosso  sistema  jurídico,\n     <b>\n      uma das \nmais expressivas\n     </b>\n     consequências derivadas da cláusula do “\n     <i>\n      due process of  \nlaw\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Qualquer\n     </b>\n     <b>\n      pessoa\n     </b>\n     que  sofra\n     <b>\n      investigações\n     </b>\n     <b>\n      penais\n     </b>\n     ,  policiais\n     <b>\n      ou\n     </b>\n     parlamentares,\n     <b>\n      ostentando\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      ou  não\n     </b>\n     ,  a  condição  formal  de  indiciado  –\n     <b>\n      ainda\n     </b>\n     que  convocada  como  testemunha  (\n     <b>\n      RTJ\n     </b>\n     163/626  –\n     <b>\n      RTJ\n     </b>\n     176/805- \n-806)  –,\n     <b>\n      possui\n     </b>\n     ,  entre  as  várias\n     <b>\n      prerrogativas\n     </b>\n     que  lhe  são\n     <b>\n      constitucionalmente\n     </b>\n     asseguradas,\n     <b>\n      o direito de permanecer em silêncio e \nde não produzir provas\n     </b>\n     contra  si  própria,\n     <b>\n      consoante reconhece\n     </b>\n     <b>\n      a \njurisprudência\n     </b>\n     do  Supremo  Tribunal  Federal  (\n     <b>\n      RTJ 141/512\n     </b>\n     ,  Rel.  Min. \nCELSO DE MELLO).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Esse direito\n     </b>\n     ,  na  realidade,\n     <b>\n      é plenamente oponível\n     </b>\n     ao  Estado,\n     <b>\n      a \nqualquer\n     </b>\n     de seus Poderes\n     <b>\n      e\n     </b>\n     aos seus respectivos agentes\n     <b>\n      e\n     </b>\n     órgãos.\n     <b>\n      Atua\n     </b>\n     , \nnesse sentido,\n     <b>\n      como poderoso fator de limitação\n     </b>\n     das próprias atividades\n    </p>\n    <p>\n     12\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     de  investigação\n     <b>\n      e\n     </b>\n     de  persecução  desenvolvidas  pelo  Poder  Público \n(Polícia  Judiciária,  Ministério  Público,\n     <b>\n      Juízes\n     </b>\n     ,  Tribunais  e  Comissões \nParlamentares de Inquérito,\n     <i>\n      p. ex.\n     </i>\n     ).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Cabe registrar\n     </b>\n     que a cláusula legitimadora\n     <b>\n      do direito ao silêncio\n     </b>\n     (invocável\n     <b>\n      por qualquer\n     </b>\n     dos litisconsortes penais passivos), ao explicitar,\n     <b>\n      agora\n     </b>\n     <b>\n      em sede constitucional\n     </b>\n     , o postulado\n     <b>\n      segundo o qual\n     </b>\n     “\n     <i>\n      Nemo tenetur  \nse  detegere\n     </i>\n     ”,\n     <b>\n      nada mais fez\n     </b>\n     senão  consagrar,\n     <b>\n      desta  vez\n     </b>\n     no  âmbito  do \nsistema normativo\n     <b>\n      instaurado\n     </b>\n     pela Carta da República de 1988,\n     <b>\n      diretriz \nfundamental\n     </b>\n     proclamada,\n     <b>\n      desde  1791\n     </b>\n     ,  pela\n     <b>\n      Quinta  Emenda\n     </b>\n     que \ncompõe o “\n     <i>\n      Bill of Rights\n     </i>\n     ” norte-americano.\n    </p>\n    <p>\n     Na realidade,\n     <b>\n      ninguém\n     </b>\n     <b>\n      pode ser tratado\n     </b>\n     , pelo Poder Público, como \nculpado,\n     <b>\n      sem\n     </b>\n     que exista\n     <b>\n      prévia\n     </b>\n     condenação penal\n     <b>\n      transitada\n     </b>\n     em julgado \n(\n     <b>\n      RTJ 176/805-806\n     </b>\n     ,  Rel.  Min.  CELSO  DE  MELLO,\n     <b>\n      Pleno\n     </b>\n     ),\n     <b>\n      nem \nconstrangido\n     </b>\n     a confessar a prática de um ilícito penal (\n     <b>\n      HC 80.530-MC/PA\n     </b>\n     , \nRel. Min. CELSO DE MELLO),\n     <b>\n      nem\n     </b>\n     , ainda,\n     <b>\n      forçado\n     </b>\n     a produzir\n     <b>\n      quaisquer\n     </b>\n     provas\n     <b>\n      contra\n     </b>\n     si  próprio (\n     <b>\n      RTJ 141/512\n     </b>\n     ,  Rel.  Min. CELSO DE MELLO –\n     <b>\n      RTJ 180/1125\n     </b>\n     ,  Rel.  Min. MARCO AURÉLIO –\n     <b>\n      HC 69.026/DF\n     </b>\n     ,  Rel.  Min. \nCELSO  DE  MELLO  –\n     <b>\n      HC 77.135/SP\n     </b>\n     ,  Rel.  Min.  ILMAR  GALVÃO  –\n     <b>\n      HC 83.096/RJ\n     </b>\n     ,  Rel.  Min.  ELLEN GRACIE –\n     <b>\n      RHC 64.354/SP\n     </b>\n     ,  Rel.  Min. \nSYDNEY SANCHES).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Trata-se de prerrogativa\n     </b>\n     que,\n     <b>\n      no  autorizado  magistério\n     </b>\n     de \nANTÔNIO MAGALHÃES GOMES FILHO (“\n     <b>\n      Direito à Prova no Processo \nPenal\n     </b>\n     ”, p. 111, item n. 7, 1997, RT), “\n     <b>\n      <i>\n       constitui uma decorrência natural\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      do  \npróprio modelo processual paritário,\n      <b>\n       no qual seria inconcebível\n      </b>\n      que uma das  \npartes\n      <b>\n       pudesse compelir o adversário\n      </b>\n      a apresentar provas decisivas\n      <b>\n       em seu \npróprio prejuízo\n      </b>\n      (...)\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n     <i>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O direito de\n     </b>\n     o indiciado\n     <b>\n      /\n     </b>\n     acusado (\n     <b>\n      ou\n     </b>\n     testemunha)\n     <b>\n      permanecer em \nsilêncio\n     </b>\n     – consoante\n     <b>\n      proclamou\n     </b>\n     a Suprema Corte dos Estados Unidos da \nAmérica em\n     <b>\n      <i>\n       Escobedo v. Illinois\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n     </i>\n     (1964) e,\n     <b>\n      de maneira mais incisiva\n     </b>\n     , em\n    </p>\n    <p>\n     13\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Miranda v. Arizona\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n     </i>\n     (1966) –\n     <b>\n      insere-se\n     </b>\n     <b>\n      no alcance concreto\n     </b>\n     da cláusula \nconstitucional\n     <b>\n      do devido processo legal\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A importância\n     </b>\n     de tal entendimento firmado\n     <b>\n      em\n      <i>\n       Miranda v. Arizona\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n     </i>\n     (1966)\n     <b>\n      assumiu\n     </b>\n     tamanha  significação\n     <b>\n      na prática\n     </b>\n     das  liberdades \nconstitucionais nos Estados Unidos da América,\n     <b>\n      que a Suprema Corte\n     </b>\n     desse país, em julgamento\n     <b>\n      mais\n     </b>\n     recente (2000),\n     <b>\n      voltou a reafirmar\n     </b>\n     essa \n“\n     <i>\n      landmark decision\n     </i>\n     ”,\n     <b>\n      assinalando\n     </b>\n     que as diretrizes\n     <b>\n      nela\n     </b>\n     fixadas (“\n     <i>\n      Miranda \nwarnings\n     </i>\n     ”)  –\n     <b>\n      entre as quais\n     </b>\n     se  encontra  a\n     <b>\n      prévia\n     </b>\n     cientificação\n     <b>\n      de que \nninguém\n     </b>\n     é  obrigado  a  confessar\n     <b>\n      ou\n     </b>\n     a  responder  a\n     <b>\n      qualquer\n     </b>\n     interrogatório  –\n     <b>\n      exprimem\n     </b>\n     interpretação  do  próprio  “\n     <i>\n      corpus\n     </i>\n     ” \nconstitucional,\n     <b>\n      como advertiu\n     </b>\n     o  então  “\n     <i>\n      Chief  Justice\n     </i>\n     ”  William  H. \nRehnquist,\n     <b>\n      autor\n     </b>\n     de tal decisão,\n     <b>\n      proferida\n     </b>\n     , por 07 (sete) votos\n     <b>\n      a\n     </b>\n     02 (dois), \nno caso\n     <b>\n      <i>\n       Dickerson v. United States\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n     </i>\n     (530\n     <b>\n      U.S.\n     </b>\n     428, 2000),\n     <b>\n      daí resultando\n     </b>\n     , \ncomo\n     <b>\n      necessária\n     </b>\n     consequência,\n     <b>\n      a\n     </b>\n     <b>\n      intangibilidade\n     </b>\n     desse  precedente,\n     <b>\n      insuscetível  de  ser  derrogado\n     </b>\n     por  legislação\n     <b>\n      meramente\n     </b>\n     ordinária\n     <b>\n      emanada\n     </b>\n     do  Congresso  americano  (“\n     <i>\n      ...  Congress\n      <b>\n       may  not\n      </b>\n      legislatively\n      <b>\n       supersede\n      </b>\n      our  decisions\n      <b>\n       interpreting  and  applying\n      </b>\n      the  \nConstitution …\n     </i>\n     ”).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Vale registrar\n     </b>\n     , a esse respeito,\n     <b>\n      a lição\n     </b>\n     de GILMAR FERREIRA MENDES, \nINOCÊNCIO  MÁRTIRES  COELHO\n     <b>\n      e\n     </b>\n     PAULO  GUSTAVO  GONET \nBRANCO (“\n     <b>\n      Curso de Direito Constitucional\n     </b>\n     ”, p. 635/636, item n. 9.3.3.3.1, \n2007, IDP/Saraiva):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       O direito  do preso\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      –\n      <b>\n       a rigor  o direito  do acusado\n      </b>\n      –\n      <b>\n       de  \npermanecer  em  silêncio  é  expressão\n      </b>\n      do  princípio  da  não-auto-  \n-incriminação,\n      <b>\n       que outorga\n      </b>\n      ao preso\n      <b>\n       e\n      </b>\n      ao acusado em geral\n      <b>\n       o direito\n      </b>\n      <b>\n       de  \nnão produzir\n      </b>\n      <b>\n       provas contra si mesmo\n      </b>\n      (art. 5º, LXIII).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Tal como anotado\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      por Pertence\n      <b>\n       em magnífico\n      </b>\n      voto proferido  \nno HC 78.708, de que foi  o relator (DJ de 16-4-1999), ‘o direito à  \ninformação  da  faculdade  de  manter-se  silente  ganhou  dignidade  \nconstitucional  –  a  partir  de  sua  mais  eloqüente  afirmação  \ncontemporânea  em  Miranda  vs.  Arizona  (384  US  436,  1966),\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     14\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      transparente  fonte  histórica  de  sua  consagração  na  Constituição  \nbrasileira  –  porque  instrumento  insubstituível  da  eficácia  real  da  \nvetusta garantia contra a auto-incriminação – ‘nemo tenetur prodere  \nse  ipsum,  quia  nemo tenere  detegere  turpitudinem suam’  –,  que  a  \npersistência  planetária  dos  abusos  policiais  não  deixa  de  perder  \natualidade.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Essas regras\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      sobre a instrução quanto ao direito ao silêncio – as  \nchamadas  ‘Miranda  rules’  –  hão  de  se  aplicar  desde  quando  o  \ninquirido  está  em custódia  ou  de  alguma outra  forma se  encontre  \nsignificativamente privado de sua liberdade de ação: ‘while in custody  \nat the station or otherwise deprived of his freedom of action in any  \nsignificant way’.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Antes do advento\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      do texto constitucional de 1988, o tema era  \ntratado entre nós no âmbito do devido processo legal, do princípio da  \nnão-culpabilidade e do processo acusatório.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Agora\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,\n      <b>\n       diante da cláusula explícita\n      </b>\n      acima referida,\n      <b>\n       compete\n      </b>\n      ao intérprete precisar o significado da decisão do constituinte para a  \nordem constitucional como um todo.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Titular do direito\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      é não só o preso,\n      <b>\n       mas também\n      </b>\n      qualquer  \nacusado ou denunciado no processo penal.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       A jurisprudência\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      avançou para reconhecer o direito ao silêncio  \naos investigados nas Comissões Parlamentares de Inquérito.\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Cumpre rememorar\n     </b>\n     ,  ainda,\n     <b>\n      que o Pleno\n     </b>\n     do  Supremo  Tribunal \nFederal,\n     <b>\n      ao julgar o HC 68.742/DF\n     </b>\n     ,  Rel.  p/  o  acórdão  Min.  ILMAR \nGALVÃO  (\n     <b>\n      DJU\n     </b>\n     de  02/04/93),\n     <b>\n      também reconheceu que  o  réu\n     </b>\n     (\n     <b>\n      como \nqualquer\n     </b>\n     dos litisconsortes  penais  passivos)\n     <b>\n      não pode\n     </b>\n     ,  em virtude do \nprincípio  constitucional\n     <b>\n      que protege qualquer\n     </b>\n     acusado\n     <b>\n      ou\n     </b>\n     indiciado\n     <b>\n      contra\n     </b>\n     a autoincriminação,\n     <b>\n      sofrer\n     </b>\n     , em função\n     <b>\n      do legítimo exercício\n     </b>\n     desse \ndireito,\n     <b>\n      restrições que afetem\n     </b>\n     o seu “\n     <i>\n      status poenalis\n     </i>\n     ”\n     <b>\n      ou que atinjam\n     </b>\n     a sua \nesfera jurídica.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Na  realidade\n     </b>\n     ,  o  Código  de  Processo  Penal  –\n     <b>\n      estimulado\n     </b>\n     pela \njurisprudência constitucional\n     <b>\n      desta\n     </b>\n     Suprema Corte –\n     <b>\n      prescreveu\n     </b>\n     , em seu \nart. 186, parágrafo único,\n     <b>\n      na redação\n     </b>\n     dada pela Lei nº 10.792/2003, que “\n     <i>\n      O\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     15\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      silêncio,\n      <b>\n       que não importará\n      </b>\n      em confissão,\n      <b>\n       não poderá ser interpretado\n      </b>\n      em \nprejuízo da defesa\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     ).\n    </p>\n    <p>\n     Com efeito,\n     <b>\n      nenhuma conclusão desfavorável\n     </b>\n     à situação individual \nda pessoa\n     <b>\n      que invoque essa cláusula de tutela\n     </b>\n     <b>\n      poderá ser extraída\n     </b>\n     de sua \nválida\n     <b>\n      e\n     </b>\n     legítima\n     <b>\n      opção\n     </b>\n     <b>\n      pelo silêncio\n     </b>\n     .\n     <b>\n      Daí a grave\n     </b>\n     –\n     <b>\n      e\n     </b>\n     <b>\n      corretíssima\n     </b>\n     –\n     <b>\n      advertência\n     </b>\n     de  ROGÉRIO  LAURIA  TUCCI  (“\n     <b>\n      Direitos  e  Garantias \nIndividuais no Processo Penal Brasileiro\n     </b>\n     ”, p. 370, item n. 16.3, 2ª ed., 2004, \nRT),\n     <b>\n      para quem\n     </b>\n     <b>\n      o direito de permanecer calado\n     </b>\n     “\n     <i>\n      não pode importar em  \ndesfavorecimento  do  imputado,  até  porque  consistiria  inominado  absurdo  \nentender-se  que  o  exercício  de  um  direito,  expresso  na  Lei  das  Leis  como  \nfundamental do indivíduo, possa acarretar-lhe qualquer desvantagem\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Esse mesmo entendimento\n     </b>\n     é  perfilhado  por  ANTÔNIO \nMAGALHÃES  GOMES  FILHO  (“\n     <b>\n      Direito  à  Prova  no  Processo  Penal\n     </b>\n     ”, \np.  113,  item  n.  7,  nota  de  rodapé  n.  67,  1997,  RT),\n     <b>\n      que repele\n     </b>\n     ,  por\n     <b>\n      incompatíveis\n     </b>\n     com o\n     <b>\n      novo\n     </b>\n     sistema constitucional,\n     <b>\n      quaisquer\n     </b>\n     prescrições \nnormativas\n     <b>\n      ou\n     </b>\n     práticas  estatais\n     <b>\n      que  autorizem  inferir\n     </b>\n     do  exercício  do \ndireito  ao silêncio\n     <b>\n      inaceitáveis\n     </b>\n     <b>\n      consequências\n     </b>\n     <b>\n      prejudiciais\n     </b>\n     à defesa,  aos \ndireitos\n     <b>\n      e\n     </b>\n     aos interesses daquele que sofre persecução penal,\n     <b>\n      tal como já o  \nhavia proclamado\n     </b>\n     este Supremo Tribunal Federal,\n     <b>\n      antes mesmo\n     </b>\n     da edição \nda Lei nº 10.792/2003, que,\n     <b>\n      entre\n     </b>\n     outras modificações,\n     <b>\n      alterou\n     </b>\n     o art. 186 do \nCPP:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       Interrogatório –  Acusado –  Silêncio.  A  parte  final  do  \nartigo 186\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      do Código de Processo Penal,\n      <b>\n       no sentido\n      </b>\n      de o silêncio do  \nacusado poder se mostrar contrário aos respectivos interesses,\n      <b>\n       não foi  \nrecepcionada\n      </b>\n      pela  Carta  de  1988,  que,  mediante  o  preceito  do  \ninciso LVIII do artigo 5º, dispõe sobre o direito de os acusados, em  \ngeral, permanecerem calados (...).\n     </i>\n     ”\n    </p>\n    <p>\n     (\n     <b>\n      RTJ 180/1125\n     </b>\n     , Rel. Min. MARCO AURÉLIO –\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Impende advertir\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      ainda\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      no contexto\n     </b>\n     da prerrogativa constitucional\n     <b>\n      contra\n     </b>\n     a autoincriminação,\n     <b>\n      que o Estado\n     </b>\n     –\n     <b>\n      que não tem o direito\n     </b>\n     de tratar\n    </p>\n    <p>\n     16\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     suspeitos, indiciados\n     <b>\n      ou\n     </b>\n     réus como se culpados fossem (\n     <b>\n      RTJ\n     </b>\n     176/805-806) –\n     <b>\n      também não pode\n     </b>\n     constrangê-los a produzir provas\n     <b>\n      contra\n     </b>\n     si  próprios \n(\n     <b>\n      RTJ\n     </b>\n     141/512).\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Na  realidade\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      aquele que sofre\n     </b>\n     persecução  penal\n     <b>\n      instaurada\n     </b>\n     pelo \nEstado\n     <b>\n      tem\n     </b>\n     , entre\n     <b>\n      outras\n     </b>\n     prerrogativas básicas,\n     <b>\n      direito\n     </b>\n     (\n     <b>\n      a\n     </b>\n     )\n     <b>\n      de permanecer\n     </b>\n     em  silêncio,  (\n     <b>\n      b\n     </b>\n     )\n     <b>\n      de não ser compelido\n     </b>\n     a  produzir  elementos  de \nincriminação\n     <b>\n      contra\n     </b>\n     si  próprio\n     <b>\n      nem constrangido\n     </b>\n     a  apresentar  provas\n     <b>\n      que lhe comprometam\n     </b>\n     a defesa\n     <b>\n      e\n     </b>\n     (\n     <b>\n      c\n     </b>\n     )\n     <b>\n      de recusar-se\n     </b>\n     a participar, ativa\n     <b>\n      ou\n     </b>\n     passivamente,  de  procedimentos  probatórios  que  lhe  possam  afetar  a \nesfera jurídica,\n     <b>\n      tais como\n     </b>\n     a reprodução simulada do evento delituoso\n     <b>\n      e\n     </b>\n     o \nfornecimento de padrões  gráficos\n     <b>\n      ou\n     </b>\n     de padrões  vocais  para efeito  de \nperícia criminal.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Em suma\n     </b>\n     : o direito ao silêncio –\n     <b>\n      e de não produzir\n     </b>\n     provas\n     <b>\n      contra\n     </b>\n     si \npróprio  –\n     <b>\n      constitui\n     </b>\n     prerrogativa  individual\n     <b>\n      que não pode\n     </b>\n     ser \ndesconsiderada\n     <b>\n      por qualquer\n     </b>\n     dos Poderes da República,\n     <b>\n      inclusive\n     </b>\n     por \neste  Supremo  Tribunal  Federal,\n     <b>\n      motivo  pelo  qual  não procedem\n     </b>\n     as \nobjeções\n     <b>\n      invocadas\n     </b>\n     pelo  Ministério  Público  Federal,\n     <b>\n      eis que\n     </b>\n     os \nlitisconsortes  penais  passivos,\n     <b>\n      se provocados\n     </b>\n     por  reperguntas,\n     <b>\n      sempre terão\n     </b>\n     o direito\n     <b>\n      de não responder\n     </b>\n     às indagações que lhes forem \ndirigidas.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A realização\n     </b>\n     do  interrogatório  judicial\n     <b>\n      e a formulação\n     </b>\n     de \nreperguntas  dirigidas,\n     <b>\n      pelos demais\n     </b>\n     corréus,  àquele  que estiver  sendo \ninterrogado,\n     <b>\n      conduzidas\n     </b>\n     em  ambiente\n     <b>\n      de  respeito\n     </b>\n     às  franquias \nindividuais  que  protegem,  amparam\n     <b>\n      e\n     </b>\n     garantem  as  prerrogativas \njurídico-constitucionais\n     <b>\n      de todos\n     </b>\n     os acusados,\n     <b>\n      terão\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      na figura central\n     </b>\n     do \nmagistrado  processante,\n     <b>\n      o garante\n     </b>\n     da  preservação  da  integridade  dos \ndireitos\n     <b>\n      titularizados\n     </b>\n     por  aqueles  que  se  acham\n     <b>\n      expostos\n     </b>\n     à  ação \npersecutória do Estado.\n    </p>\n    <p>\n     17\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Vale enfatizar\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      ainda\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      além\n     </b>\n     do já  exposto,\n     <b>\n      que também milita\n     </b>\n     em \nfavor dos pacientes,\n     <i>\n      ora agravados\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      um outro\n     </b>\n     direito fundamental\n     <b>\n      inerente\n     </b>\n     <i>\n      a qualquer pessoa\n     </i>\n     <b>\n      submetida\n     </b>\n     a persecução penal,\n     <b>\n      independentemente\n     </b>\n     de \nostentar,\n     <i>\n      ou  não\n     </i>\n     ,  a  condição  castrense,\n     <b>\n      consistente\n     </b>\n     <i>\n      no direito de \ncomparecimento\n     </i>\n     <b>\n      e\n     </b>\n     <i>\n      de presença\n     </i>\n     em audiência judicial onde se realizem atos \nconcernentes ao procedimento penal.\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Com efeito\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      mostra-se importante rememorar\n     </b>\n     decisão desta colenda \nSegunda Turma do Supremo Tribunal Federal\n     <b>\n      proferida\n     </b>\n     em julgamento \n(em cujo âmbito foi discutida tal matéria)\n     <b>\n      consubstanciado\n     </b>\n     em acórdão \nassim ementado:\n    </p>\n    <p>\n     “’\n     <b>\n      <i>\n       HABEAS  CORPUS\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ’  –\n      <b>\n       INSTRUÇÃO  PROCESSUAL\n      </b>\n      –\n      <b>\n       RÉU  PRESO\n      </b>\n      –\n      <b>\n       PRETENDIDO  COMPARECIMENTO\n      </b>\n      À  \nAUDIÊNCIA PENAL –\n      <b>\n       PLEITO RECUSADO\n      </b>\n      –\n      <b>\n       REQUISIÇÃO \nJUDICIAL  NEGADA\n      </b>\n      SOB  FUNDAMENTO  DA \nPERICULOSIDADE DO ACUSADO –\n      <b>\n       INADMISSIBILIDADE\n      </b>\n      –\n      <b>\n       A GARANTIA CONSTITUCIONAL\n      </b>\n      DA  PLENITUDE  DE  \nDEFESA:\n      <b>\n       UMA\n      </b>\n      <b>\n       DAS PROJEÇÕES CONCRETIZADORAS\n      </b>\n      DA \nCLÁUSULA DO  ‘DUE  PROCESS  OF  LAW’  –\n      <b>\n       CARÁTER \nGLOBAL E ABRANGENTE\n      </b>\n      DA  FUNÇÃO  DEFENSIVA:\n      <b>\n       DEFESA TÉCNICA E AUTODEFESA\n      </b>\n      (DIREITO  DE \nAUDIÊNCIA\n      <b>\n       E\n      </b>\n      DIREITO  DE  PRESENÇA)  –\n      <b>\n       PACTO \nINTERNACIONAL\n      </b>\n      SOBRE  DIREITOS  CIVIS  E  \nPOLÍTICOS/ONU  (ARTIGO  14,  N.  3,  ‘\n      <b>\n       D\n      </b>\n      ’)\n      <b>\n       E\n      </b>\n      <b>\n       CONVENÇÃO \nAMERICANA\n      </b>\n      DE  DIREITOS  HUMANOS/OEA  (ARTIGO  8º,  \n§ 2º,  ‘\n      <b>\n       D\n      </b>\n      ’  E ‘\n      <b>\n       F\n      </b>\n      ’)  –\n      <b>\n       DEVER DO ESTADO\n      </b>\n      DE ASSEGURAR\n      <b>\n       AO \nRÉU PRESO\n      </b>\n      O  EXERCÍCIO  DESSA  PRERROGATIVA \nESSENCIAL,\n      <b>\n       ESPECIALMENTE\n      </b>\n      <b>\n       A DE COMPARECER\n      </b>\n      À \nAUDIÊNCIA DE INQUIRIÇÃO DAS TESTEMUNHAS,\n      <b>\n       AINDA\n      </b>\n      MAIS QUANDO ARROLADAS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO –\n      <b>\n       RAZÕES\n      </b>\n      DE  CONVENIÊNCIA  ADMINISTRATIVA\n      <b>\n       OU\n      </b>\n      GOVERNAMENTAL\n      <b>\n       NÃO PODEM LEGITIMAR\n      </b>\n      O  \nDESRESPEITO\n      <b>\n       NEM COMPROMETER\n      </b>\n      A  EFICÁCIA\n      <b>\n       E\n      </b>\n      A \nOBSERVÂNCIA  DESSA  FRANQUIA  CONSTITUCIONAL –\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     18\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       NULIDADE PROCESSUAL ABSOLUTA\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      –\n      <b>\n       AFASTAMENTO\n      </b>\n      , EM \nCARÁTER  EXCEPCIONAL,\n      <b>\n       NO  CASO  CONCRETO\n      </b>\n      ,  DA \nINCIDÊNCIA  DA  SÚMULA  691/STF  –  ‘\n      <b>\n       HABEAS  CORPUS\n      </b>\n      ’\n      <b>\n       CONCEDIDO DE OFÍCIO\n      </b>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      -\n      <b>\n       O acusado\n      </b>\n      , embora preso,\n      <b>\n       tem o direito\n      </b>\n      <b>\n       de comparecer\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       de \nassistir e de presenciar\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       sob pena\n      </b>\n      de  nulidade  absoluta,  os  atos  \nprocessuais,\n      <b>\n       notadamente\n      </b>\n      aqueles  que  se  produzem  na  fase\n      <b>\n       de \ninstrução\n      </b>\n      do processo penal,\n      <b>\n       que se realiza\n      </b>\n      , sempre,\n      <b>\n       sob a égide\n      </b>\n      do  \ncontraditório.\n      <b>\n       São irrelevantes\n      </b>\n      ,  para esse  efeito,\n      <b>\n       as alegações do \nPoder Público concernentes à dificuldade ou inconveniência\n      </b>\n      de  \nproceder à remoção de acusados presos\n      <b>\n       a outros pontos\n      </b>\n      do Estado\n      <b>\n       ou\n      </b>\n      do  País,\n      <b>\n       eis que\n      </b>\n      razões  de  mera  conveniência  administrativa\n      <b>\n       não \ntêm\n      </b>\n      – nem  podem  ter  –\n      <b>\n       precedência\n      </b>\n      sobre  as\n      <b>\n       inafastáveis\n      </b>\n      exigências  de  cumprimento  e  respeito\n      <b>\n       ao  que  determina\n      </b>\n      a  \nConstituição.\n      <b>\n       Doutrina\n      </b>\n      .\n      <b>\n       Jurisprudência\n      </b>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      -\n      <b>\n       O\n      </b>\n      <b>\n       direito de audiência\n      </b>\n      , de um lado,\n      <b>\n       e o direito de presença \ndo réu\n      </b>\n      , de outro,\n      <b>\n       esteja ele preso\n      </b>\n      ou não,\n      <b>\n       traduzem\n      </b>\n      prerrogativas  \njurídicas essenciais\n      <b>\n       que derivam\n      </b>\n      da garantia constitucional do ‘due  \nprocess  of  law’\n      <b>\n       e que asseguram\n      </b>\n      ,  por  isso  mesmo,  ao  acusado\n      <b>\n       o \ndireito de comparecer\n      </b>\n      aos  atos  processuais  a  serem  realizados  \nperante  o  juízo  processante,\n      <b>\n       ainda que situado este em local \ndiverso daquele em que esteja custodiado o réu\n      </b>\n      .\n      <b>\n       Pacto \nInternacional\n      </b>\n      sobre  Direitos  Civis  e  Políticos/ONU  (\n      <b>\n       Artigo  14\n      </b>\n      ,  \nn.  3,  ‘\n      <b>\n       d\n      </b>\n      ’)\n      <b>\n       e\n      </b>\n      <b>\n       Convenção Americana\n      </b>\n      de  Direitos  Humanos/OEA \n(\n      <b>\n       Artigo 8º\n      </b>\n      , § 2º, ‘\n      <b>\n       d\n      </b>\n      ’ e ‘\n      <b>\n       f\n      </b>\n      ’).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      - Essa prerrogativa processual\n      <b>\n       reveste-se\n      </b>\n      de caráter fundamental,\n      <b>\n       pois compõe o próprio estatuto constitucional do direito de defesa\n      </b>\n      ,  \nenquanto complexo de princípios\n      <b>\n       e\n      </b>\n      de normas que amparam\n      <b>\n       qualquer\n      </b>\n      acusado\n      <b>\n       em sede\n      </b>\n      de persecução criminal,\n      <b>\n       mesmo que se trate\n      </b>\n      de réu  \nprocessado por\n      <b>\n       suposta\n      </b>\n      prática de crimes hediondos\n      <b>\n       ou\n      </b>\n      de delitos a  \nestes equiparados.\n      <b>\n       Precedentes\n      </b>\n      .\n     </i>\n     ”\n    </p>\n    <p>\n     (\n     <b>\n      HC 86.634/RJ\n     </b>\n     , Rel. Min. CELSO DE MELLO)\n    </p>\n    <p>\n     Uma\n     <b>\n      última\n     </b>\n     observação impõe-se:\n     <b>\n      refiro-me\n     </b>\n     ao fato\n     <b>\n      de que assiste\n     </b>\n     <i>\n      ao  réu  militar\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      sob pena\n     </b>\n     de  nulidade  absoluta,\n     <b>\n      o direito\n     </b>\n     ao  transporte \npessoal,\n     <b>\n      quando\n     </b>\n     tiver de efetuar deslocamento,\n     <b>\n      para fora\n     </b>\n     da sede de sua\n    </p>\n    <p>\n     19\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Organização Militar, no interesse da Justiça, para participar de\n     <b>\n      audiência \nde instrução criminal\n     </b>\n     em que serão ouvidas testemunhas arroladas pela \nacusação\n     <b>\n      e\n     </b>\n     pela defesa,\n     <b>\n      nos termos do\n     </b>\n     <b>\n      Decreto nº 4.307/2002\n     </b>\n     , art. 28, I.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Tenho sustentado\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      nesta  Suprema Corte\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      com apoio\n     </b>\n     <b>\n      em autorizado \nmagistério doutrinário\n     </b>\n     (FERNANDO DA COSTA TOURINHO FILHO, \n“\n     <b>\n      Processo  Penal\n     </b>\n     ”,  vol.  3/136,  10ª  ed.,  1987,  Saraiva;  FERNANDO  DE \nALMEIDA PEDROSO, “\n     <b>\n      Processo Penal – O Direito de Defesa\n     </b>\n     ”, p. 240, \n1986, Forense; JAQUES DE CAMARGO PENTEADO, “\n     <b>\n      Acusação, Defesa \ne  Julgamento\n     </b>\n     ”,  p.  261/262,  item  n.  17,\n     <b>\n      e\n     </b>\n     p.  276,  item  n.  18.3,  2001, \nMillennium;  ADA  PELLEGRINI  GRINOVER,  “\n     <b>\n      Novas  Tendências  do \nDireito  Processual\n     </b>\n     ”,  p.  10,  item  n.  7, 1990,  Forense  Universitária; \nANTONIO  SCARANCE  FERNANDES,  “\n     <b>\n      Processo  Penal \nConstitucional\n     </b>\n     ”,  p.  280/281,  item n.  26.10,  3ª  ed.,  2003,  RT;  ROGÉRIO \nLAURIA TUCCI, “\n     <b>\n      Direitos e Garantias Individuais no Processo Penal \nBrasileiro\n     </b>\n     ”, p. 189, item n. 7.2, 2ª ed., 2004, RT; ANTONIO MAGALHÃES \nGOMES  FILHO,  “\n     <b>\n      Direito  à  Prova  no  Processo  Penal\n     </b>\n     ”,  p.  154/155, \nitem n.  9,  1997,  RT; VICENTE GRECO FILHO, “\n     <b>\n      Tutela Constitucional \ndas  Liberdades\n     </b>\n     ”,  p.  110,  item  n.  5,  1989,  Saraiva;  JORGE  DE \nFIGUEIREDO DIAS, “\n     <b>\n      Direito Processual Penal\n     </b>\n     ”, vol. 1/431-432, item n. 3, \n1974, Coimbra Editora,\n     <i>\n      v.g.\n     </i>\n     ),\n     <b>\n      que o acusado\n     </b>\n     <b>\n      tem o direito\n     </b>\n     <i>\n      de comparecer\n     </i>\n     ,\n     <i>\n      de \nassistir\n      <b>\n      </b>\n     </i>\n     <b>\n      e\n     </b>\n     <i>\n      de presenciar\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      sob pena\n     </b>\n     de nulidade absoluta, os atos processuais,\n     <b>\n      notadamente\n     </b>\n     aqueles que se produzem na fase\n     <b>\n      de instrução\n     </b>\n     do processo \npenal,\n     <b>\n      que se realiza\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      sempre\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      sob a égide\n     </b>\n     do  contraditório,\n     <b>\n      sendo \nirrelevantes\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      para esse efeito\n     </i>\n     , as alegações, tais como feitas\n     <i>\n      no caso ora em  \nexame\n     </i>\n     ,  de  problemas  na  aeronave,\n     <b>\n      eis que\n     </b>\n     as  “\n     <i>\n      (...)  alegações  de  mera  \nconveniência administrativa\n      <b>\n       não têm\n      </b>\n      – nem podem ter –\n      <b>\n       precedência\n      </b>\n      sobre as  \ninafastáveis  exigências  de  cumprimento  e  respeito\n      <b>\n       ao  que  determina\n      </b>\n      a  \nConstituição\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      RTJ 142/477-478\n     </b>\n     , Rel. Min. CELSO DE MELLO)\n     <b>\n      e\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      notadamente\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      porque\n     </b>\n     ,  nos  termos  do  artigo  28,  inciso  I,  do  Decreto  nº  4.307/2002,\n     <b>\n      é conferido\n     </b>\n     “\n     <i>\n      (...)  ao  militar  direito  ao  transporte,  quando  necessário  o  \ndeslocamento,  no  interesse  da  justiça,  para  fora  da  sede  de  sua  Organização  \nMilitar (...)\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     20\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Esse entendimento\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      hoje prevalecente em ambas as Turmas deste \nTribunal\n     </i>\n     (\n     <b>\n      HC\n     </b>\n     <b>\n      85.200/RJ\n     </b>\n     , Rel. Min. EROS GRAU –\n     <b>\n      HC 86.634/RJ\n     </b>\n     , Rel. Min. \nCELSO DE MELLO),\n     <b>\n      tem por suporte\n     </b>\n     o reconhecimento –\n     <b>\n      fundado\n     </b>\n     <b>\n      na \nnatureza dialógica\n     </b>\n     do  processo  penal  acusatório,\n     <b>\n      impregnado\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      em sua  \nestrutura  formal\n     </i>\n     ,  de  caráter\n     <b>\n      essencialmente\n     </b>\n     democrático  (JOSÉ \nFREDERICO  MARQUES,  “\n     <b>\n      O  Processo  Penal  na  Atualidade\n     </b>\n     ”,  “\n     <i>\n      in\n     </i>\n     ” \n“Processo  Penal  e  Constituição  Federal”,  p.  13/20,  1993, \nAPAMAGIS/Ed. Acadêmica) –\n     <b>\n      de que o\n     </b>\n     <b>\n      direito de audiência\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      de um lado\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      e o direito de presença do réu\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      de outro\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      esteja ele preso\n     </b>\n     <i>\n      ou não\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      traduzem\n     </b>\n     prerrogativas jurídicas\n     <b>\n      que derivam\n     </b>\n     da garantia constitucional do “\n     <i>\n      due  \nprocess of law\n     </i>\n     ”\n     <b>\n      e que asseguram\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      por isso\n     </i>\n     mesmo, ao acusado\n     <b>\n      o direito de  \ncomparecer\n     </b>\n     aos  atos  processuais  a  serem  realizados  perante  o  juízo \nprocessante,\n     <b>\n      ainda\n     </b>\n     que situado este\n     <b>\n      em local diverso\n     </b>\n     daquele da sede da \nOrganização Militar a que o réu esteja vinculado.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Vale referir\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      neste  ponto\n     </i>\n     ,  ante  a  extrema\n     <b>\n      pertinência\n     </b>\n     de  suas \nobservações,\n     <b>\n      o douto magistério\n     </b>\n     de ROGÉRIO SCHIETTI MACHADO \nCRUZ  (“\n     <b>\n      Garantias  Processuais  nos  Recursos  Criminais\n     </b>\n     ”,  p.  126/127, \nitem n. 5.1, 2ª ed., 2013, Atlas):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       A\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      <b>\n       possibilidade\n      </b>\n      de que o próprio acusado intervenha,\n      <b>\n       direta  \ne  pessoalmente\n      </b>\n      ,  na  realização\n      <b>\n       dos  atos processuais\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       constitui\n      </b>\n      ,  \nassim,\n      <b>\n       a autodefesa\n      </b>\n      (...).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Saliente-se\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      que a autodefesa\n      <b>\n       não se resume\n      </b>\n      à participação do  \nacusado no interrogatório judicial,\n      <b>\n       mas há de estender-se\n      </b>\n      a todos os  \natos de que o imputado participe. (...).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Na  verdade,\n      <b>\n       desdobra-se  a  autodefesa  em\n      </b>\n      ‘\n      <b>\n       direito  de  \naudiência\n      </b>\n      ’\n      <b>\n       e em\n      </b>\n      ‘\n      <b>\n       direito de presença\n      </b>\n      ’, é dizer,\n      <b>\n       tem o acusado\n      </b>\n      o  \ndireito de ser ouvido e falar\n      <b>\n       durante\n      </b>\n      os atos processuais (...),\n      <b>\n       bem \nassim  o  direito  de  assistir  à  realização\n      </b>\n      dos  atos  processuais,\n      <b>\n       sendo dever do Estado facilitar\n      </b>\n      seu exercício,\n      <b>\n       máxime\n      </b>\n      quando o  \nimputado se  encontre preso,\n      <b>\n       impossibilitado\n      </b>\n      de livremente deslocar-se \nao fórum.\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     21\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Incensurável\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      por  isso  mesmo\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      sob tal perspectiva\n     </b>\n     ,\n     <b>\n     </b>\n     decisão\n     <b>\n      desta\n     </b>\n     Suprema  Corte,  de  que  foi  Relator  o  eminente  Ministro  LEITÃO  DE \nABREU, consubstanciada em acórdão\n     <b>\n      assim ementado\n     </b>\n     (\n     <b>\n      RTJ\n     </b>\n     79/110):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      ‘\n      <b>\n       Habeas Corpus\n      </b>\n      ’.  Nulidade processual.\n      <b>\n       O direito de estar \npresente à  instrução  criminal\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       conferido  ao  réu\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       assenta na  cláusula  constitucional  que garante ao  acusado \nampla  defesa\n      </b>\n      .\n      <b>\n       A violação desse direito importa \nnulidade absoluta\n      </b>\n      ,  e  não  simplesmente  relativa,\n      <b>\n       do \nprocesso\n      </b>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     .......................................................................................................\n     <b>\n      <i>\n       Nulidade do processo a partir dessa audiência\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .\n      <b>\n       Pedido\n      </b>\n      <b>\n       deferido\n      </b>\n      .\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Cumpre destacar\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      nesse mesmo sentido\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      inúmeras\n     </b>\n     outras  decisões \nemanadas\n     <b>\n      deste\n     </b>\n     Supremo Tribunal  Federal  (\n     <b>\n      RTJ\n     </b>\n     64/332  –\n     <b>\n      RTJ\n     </b>\n     66/72  –\n     <b>\n      RTJ\n     </b>\n     70/69  –\n     <b>\n      RTJ\n     </b>\n     80/37  –\n     <b>\n      RTJ\n     </b>\n     80/703),\n     <b>\n      cabendo registrar\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      por  relevante\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      julgamento\n     </b>\n     no qual esta Suprema Corte\n     <b>\n      reconheceu essencial a presença\n     </b>\n     do réu\n     <b>\n      na audiência\n     </b>\n     de inquirição de testemunhas arroladas pelo órgão \nda  acusação  estatal,\n     <b>\n      sob pena\n     </b>\n     <b>\n      de ofensa\n     </b>\n     <i>\n      à garantia constitucional da \nplenitude de defesa\n     </i>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      ‘\n      <b>\n       Habeas corpus\n      </b>\n      ’.\n      <b>\n       Nulidade processual\n      </b>\n      .\n      <b>\n       O direito de estar  \npresente\n      </b>\n      à  instrução  criminal,\n      <b>\n       conferido\n      </b>\n      ao  réu  e  seu  defensor,\n      <b>\n       assenta  no  princípio  do  contraditório\n      </b>\n      .\n      <b>\n       Ao  lado  da  defesa  \ntécnica\n      </b>\n      ,  confiada  a  profissional  habilitado,\n      <b>\n       existe\n      </b>\n      a  denominada  \nautodefesa,\n      <b>\n       através  da  presença  do  acusado  aos  atos  \nprocessuais\n      </b>\n      . (...).\n     </i>\n     ”\n    </p>\n    <p>\n     (\n     <b>\n      RTJ 46/653\n     </b>\n     , Rel. Min. DJACI FALCÃO –\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     22\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Essa orientação\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      por sua vez\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      reflete-se\n     </b>\n     no magistério jurisprudencial\n     <b>\n      de outros\n     </b>\n     Tribunais (\n     <b>\n      RT\n     </b>\n     522/369 –\n     <b>\n      RT\n     </b>\n     537/337 –\n     <b>\n      RT\n     </b>\n     562/346 –\n     <b>\n      RT\n     </b>\n     568/287 –\n     <b>\n      RT\n     </b>\n     569/309 –\n     <b>\n      RT\n     </b>\n     718/415):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       O\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      <b>\n       direito\n      </b>\n      conferido ao réu\n      <b>\n       de estar presente à instrução  \ncriminal\n      </b>\n      assenta-se  na  cláusula  constitucional\n      <b>\n       que  garante\n      </b>\n      ao  \nacusado\n      <b>\n       ampla  defesa\n      </b>\n      .\n      <b>\n       A  violação\n      </b>\n      <b>\n       desse  direito  importa  \nnulidade absoluta\n      </b>\n      , e não apenas relativa,\n      <b>\n       do processo\n      </b>\n      .\n     </i>\n     ”\n    </p>\n    <p>\n     (\n     <b>\n      RT 607/306\n     </b>\n     , Rel. Des. BAPTISTA GARCIA –\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Não constitui demasia assinalar\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      neste  ponto\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      analisada\n     </b>\n     <b>\n      a função \ndefensiva\n     </b>\n     <i>\n      sob uma perspectiva global\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      que o direito de presença do réu\n     </b>\n     na \naudiência  de  instrução  penal,\n     <b>\n      além de traduzir\n     </b>\n     expressão  concreta  do \ndireito de defesa (\n     <b>\n      mais especificamente\n     </b>\n     da prerrogativa da autodefesa),\n     <b>\n      também encontra\n     </b>\n     suporte  legitimador\n     <b>\n      em convenções internacionais\n     </b>\n     que proclamam\n     <b>\n      a essencialidade\n     </b>\n     dessa franquia processual,\n     <i>\n      que compõe o \npróprio estatuto constitucional do direito de defesa\n     </i>\n     ,  enquanto complexo de \nprincípios\n     <b>\n      e\n     </b>\n     de  normas  que  amparam\n     <b>\n      qualquer\n     </b>\n     acusado\n     <b>\n      em sede\n     </b>\n     de \npersecução criminal,\n     <b>\n      seja\n     </b>\n     <i>\n      perante a Justiça Comum\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      seja\n     </b>\n     <i>\n      perante a Justiça \nMilitar\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A justa preocupação\n     </b>\n     da  comunidade  internacional\n     <b>\n      com a \npreservação\n     </b>\n     da  integridade  das  garantias  processuais  básicas\n     <b>\n      reconhecidas\n     </b>\n     às pessoas\n     <b>\n      meramente acusadas\n     </b>\n     de práticas delituosas\n     <b>\n      tem \nrepresentado\n     </b>\n     ,\n     <b>\n     </b>\n     <i>\n      em tema de proteção aos direitos humanos\n     </i>\n     ,  um dos  tópicos\n     <b>\n      mais\n     </b>\n     sensíveis\n     <b>\n      e\n     </b>\n     delicados da agenda dos organismos internacionais,\n     <b>\n      seja\n     </b>\n     <i>\n      em âmbito regional\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      como\n     </b>\n     o Pacto de São José da Costa Rica (Artigo 8º, § 2º, \n“\n     <b>\n      d\n     </b>\n     ”\n     <b>\n      e\n     </b>\n     “\n     <b>\n      f\n     </b>\n     ”),\n     <b>\n      aplicável\n     </b>\n     ao  sistema interamericano,\n     <b>\n      seja\n     </b>\n     <i>\n      em âmbito global\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      como\n     </b>\n     o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (Artigo 14, n. 3, \n“\n     <b>\n      d\n     </b>\n     ”),\n     <b>\n      celebrado\n     </b>\n     sob a égide da Organização das Nações Unidas,\n     <b>\n      e que \nrepresentam\n     </b>\n     instrumentos\n     <b>\n      que reconhecem\n     </b>\n     , a qualquer réu,\n     <b>\n      entre\n     </b>\n     outras \nprerrogativas eminentes,\n     <b>\n      o direito de comparecer e de estar presente\n     </b>\n     à \ninstrução processual,\n     <b>\n      independentemente\n     </b>\n     de achar-se sujeito,\n     <i>\n      ou não\n     </i>\n     ,  à \ncustódia do Estado.\n    </p>\n    <p>\n     23\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Impende reconhecer\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      por  extremamente  relevante\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      que o \nentendimento\n     </b>\n     ora  exposto\n     <b>\n      na  presente\n     </b>\n     sede  processual\n     <b>\n      tem\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      hoje\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      o \nbeneplácito\n     </b>\n     da  jurisprudência\n     <b>\n      que ambas as Turmas\n     </b>\n     do  Supremo \nTribunal Federal\n     <b>\n      firmaram\n     </b>\n     na matéria em causa:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      ‘\n      <b>\n       HABEAS  CORPUS\n      </b>\n      ’.\n      <b>\n       EXTORSÃO  MEDIANTE  \nSEQÜESTRO\n      </b>\n      .\n      <b>\n       PACIENTE  PRESA  EM  SÃO  PAULO\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       RESPONDENDO  À  AÇÃO  PENAL  NO  RIO DE  JANEIRO\n      </b>\n      .\n      <b>\n       CONDENAÇÃO\n      </b>\n      .\n      <b>\n       CERCEAMENTO  DE  DEFESA\n      </b>\n      :\n      <b>\n       AUSÊNCIA \nDA RÉ NOS ATOS PROCESSUAIS\n      </b>\n      .\n      <b>\n       IMPOSSIBILIDADE\n      </b>\n      DE \nENTREVISTAR-SE  COM  A  DEFENSORA  NOMEADA\n      <b>\n       EM \nOUTRA\n      </b>\n      UNIDADE DA FEDERAÇÃO.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       1\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .\n      <b>\n       Paciente\n      </b>\n      condenada  por  crime  de  extorsão  mediante  \nseqüestro.\n      <b>\n       Ação  penal  em  curso  no  Rio  de  Janeiro\n      </b>\n      .\n      <b>\n       Paciente  \npresa em São Paulo\n      </b>\n      .\n      <b>\n       Ausência\n      </b>\n      de contato com o processo em que  \nfigurou  como  ré.\n      <b>\n       Impossibilidade\n      </b>\n      de  indicar  testemunhas\n      <b>\n       e  de  \nentrevistar-se\n      </b>\n      com  a  Defensora  Pública\n      <b>\n       designada\n      </b>\n      no  Rio  de  \nJaneiro.\n      <b>\n       Cerceamento de defesa\n      </b>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       2\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .\n      <b>\n       A falta\n      </b>\n      de recursos materiais\n      <b>\n       a inviabilizar\n      </b>\n      as garantias  \nconstitucionais dos acusados em processo penal\n      <b>\n       é inadmissível\n      </b>\n      , na  \nmedida em que implica\n      <b>\n       disparidade\n      </b>\n      dos meios de manifestação entre  \na acusação e a defesa,\n      <b>\n       com graves reflexos\n      </b>\n      em um dos bens mais  \nvaliosos da vida, a liberdade.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       3\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .\n      <b>\n       A  circunstância\n      </b>\n      de  que  a  paciente\n      <b>\n       poderia\n      </b>\n      contatar  a  \nDefensora Pública por telefone e cartas, aventada no ato impugnado,  \nnão tem a virtude de sanar a nulidade alegada,  senão o intuito  de  \ncontorná-la,  resultando  franco  prejuízo  à  defesa,  sabido  que  a  \ncomunicação  entre  presos  e  pessoas  alheias  ao  sistema  prisional  é  \nrestrita ou proibida.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Ordem concedida\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .\n     </i>\n     ”\n(\n     <b>\n      HC 85.200/RJ\n     </b>\n     , Rel. Min. EROS GRAU,\n     <b>\n      Primeira\n     </b>\n     Turma –\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     “’\n     <b>\n      <i>\n       HABEAS CORPUS\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ’  –  RÉU  MILITAR  –\n      <b>\n       INSTRUÇÃO  \nPROCESSUAL\n      </b>\n      –\n      <b>\n       PRETENDIDO COMPARECIMENTO\n      </b>\n      À\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     24\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      AUDIÊNCIA PENAL EM QUE INQUIRIDAS TESTEMUNHAS DA \nACUSAÇÃO E DA DEFESA –\n      <b>\n       AUSÊNCIA DE OFERECIMENTO\n      </b>\n      DE  TRANSPORTE  PARA  O  LOCAL  DE  REALIZAÇÃO  DO  \nATO  PROCESSUAL –\n      <b>\n       CONSTRANGIMENTO  ILEGAL \nCARACTERIZADO\n      </b>\n      –\n      <b>\n       A GARANTIA CONSTITUCIONAL\n      </b>\n      DA \nPLENITUDE  DE  DEFESA:\n      <b>\n       UMA\n      </b>\n      <b>\n       DAS PROJEÇÕES  \nCONCRETIZADORAS\n      </b>\n      DA CLÁUSULA DO ‘DUE PROCESS OF  \nLAW’  –\n      <b>\n       CARÁTER GLOBAL E ABRANGENTE\n      </b>\n      DA FUNÇÃO \nDEFENSIVA:\n      <b>\n       DEFESA TÉCNICA E AUTODEFESA\n      </b>\n      (DIREITO DE \nAUDIÊNCIA\n      <b>\n       E\n      </b>\n      DIREITO  DE  PRESENÇA)  –\n      <b>\n       PACTO \nINTERNACIONAL\n      </b>\n      SOBRE DIREITOS CIVIS E POLÍTICOS/ONU \n(ARTIGO  14,  N.  3,  ‘\n      <b>\n       D\n      </b>\n      ’)\n      <b>\n       E\n      </b>\n      <b>\n       CONVENÇÃO AMERICANA\n      </b>\n      DE \nDIREITOS HUMANOS/OEA (ARTIGO 8º, § 2º, ‘\n      <b>\n       D\n      </b>\n      ’ E ‘\n      <b>\n       F\n      </b>\n      ’) –\n      <b>\n       DEVER  \nDO ESTADO\n      </b>\n      DE  ASSEGURAR\n      <b>\n       AO RÉU MILITAR\n      </b>\n      O  \nEXERCÍCIO  DESSA  PRERROGATIVA  ESSENCIAL,\n      <b>\n       ESPECIALMENTE\n      </b>\n      <b>\n       A DE PROPICIAR TRANSPORTE\n      </b>\n      (\n      <b>\n       DECRETO  Nº  4.307/2002\n      </b>\n      ,  ART.  28,\n      <b>\n       INCISO\n      </b>\n      I),  PARA\n      <b>\n       COMPARECER\n      </b>\n      À  AUDIÊNCIA  DE  INQUIRIÇÃO  DAS  \nTESTEMUNHAS,\n      <b>\n       AINDA\n      </b>\n      MAIS QUANDO ARROLADAS PELO \nMINISTÉRIO  PÚBLICO  –\n      <b>\n       RAZÕES\n      </b>\n      DE  CONVENIÊNCIA \nADMINISTRATIVA\n      <b>\n       OU\n      </b>\n      GOVERNAMENTAL\n      <b>\n       NÃO PODEM  \nLEGITIMAR\n      </b>\n      O  DESRESPEITO\n      <b>\n       NEM COMPROMETER\n      </b>\n      A \nEFICÁCIA\n      <b>\n       E\n      </b>\n      A  OBSERVÂNCIA  DESSA  FRANQUIA \nCONSTITUCIONAL –\n      <b>\n       NULIDADE PROCESSUAL ABSOLUTA\n      </b>\n      –\n      <b>\n       PEDIDO DEFERIDO\n      </b>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      -\n      <b>\n       O acusado\n      </b>\n      <b>\n       tem o direito\n      </b>\n      de\n      <b>\n      </b>\n      comparecer,  de assistir\n      <b>\n       e\n      </b>\n      de \npresenciar,\n      <b>\n       sob  pena\n      </b>\n      de  nulidade  absoluta,  os  atos  processuais,\n      <b>\n       notadamente\n      </b>\n      aqueles  que  se  produzem  na  fase\n      <b>\n       de  instrução\n      </b>\n      do  \nprocesso penal,\n      <b>\n       que se realiza\n      </b>\n      , sempre,\n      <b>\n       sob a égide\n      </b>\n      do contraditório.\n      <b>\n       São irrelevantes\n      </b>\n      , para esse efeito,\n      <b>\n       as alegações do Poder Público\n      </b>\n      concernentes à dificuldade ou inconveniência de proceder ao custeio de  \ndeslocamento do réu,\n      <b>\n       no interesse\n      </b>\n      da Justiça,\n      <b>\n       para fora\n      </b>\n      da sede de  \nsua  Organização  Militar,\n      <b>\n       eis que\n      </b>\n      razões de mera conveniência  \nadministrativa\n      <b>\n       não têm –\n      </b>\n      nem podem ter  –\n      <b>\n       precedência\n      </b>\n      sobre  as\n      <b>\n       inafastáveis\n      </b>\n      exigências  de  cumprimento\n      <b>\n       e\n      </b>\n      de  respeito\n      <b>\n       ao que \ndetermina\n      </b>\n      a Constituição.\n      <b>\n       Doutrina\n      </b>\n      .\n      <b>\n       Jurisprudência\n      </b>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     25\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      -\n      <b>\n       O\n      </b>\n      <b>\n       direito de audiência\n      </b>\n      , de um lado,\n      <b>\n       e o direito de presença  \ndo réu\n      </b>\n      ,  de outro,\n      <b>\n       esteja ele preso\n      </b>\n      ou não,\n      <b>\n       traduzem\n      </b>\n      prerrogativas  \njurídicas  essenciais\n      <b>\n       que derivam\n      </b>\n      da  garantia  constitucional  do  ‘due  \nprocess of law’\n      <b>\n       e que asseguram\n      </b>\n      , por isso mesmo, ao acusado\n      <b>\n       o direito  \nde comparecer\n      </b>\n      aos atos processuais a serem realizados perante o juízo  \nprocessante,\n      <b>\n      </b>\n      ainda que situado este em local diverso daquele da sede da  \nOrganização Militar a que o réu esteja vinculado.\n      <b>\n       Pacto Internacional\n      </b>\n      sobre Direitos Civis e Políticos/ONU (\n      <b>\n       Artigo 14\n      </b>\n      , n. 3, ‘\n      <b>\n       d\n      </b>\n      ’).\n      <b>\n       Convenção  \nAmericana\n      </b>\n      de Direitos Humanos/OEA (\n      <b>\n       Artigo 8º\n      </b>\n      ,  § 2º, ‘\n      <b>\n       d\n      </b>\n      ’  e ‘\n      <b>\n       f\n      </b>\n      ’)\n      <b>\n       e  \nDecreto\n      </b>\n      nº 4.307/2002 (art. 28,\n      <b>\n       inciso\n      </b>\n      I).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      - Essa prerrogativa processual\n      <b>\n       reveste-se\n      </b>\n      de caráter fundamental,\n      <b>\n       pois compõe o próprio estatuto constitucional do direito de defesa\n      </b>\n      ,  \nenquanto complexo de princípios\n      <b>\n       e\n      </b>\n      de normas que amparam\n      <b>\n       qualquer\n      </b>\n      acusado\n      <b>\n       em sede\n      </b>\n      de persecução criminal,\n      <b>\n       seja\n      </b>\n      perante a Justiça Comum,\n      <b>\n       seja\n      </b>\n      perante a Justiça Militar.\n      <b>\n       Precedentes\n      </b>\n      .\n     </i>\n     ”\n    </p>\n    <p>\n     (\n     <b>\n      HC 98.676/PA\n     </b>\n     ,  Rel.  Min.  CELSO DE MELLO,\n     <b>\n      Segunda\n     </b>\n     Turma)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Registro\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      ainda\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      por  relevante\n     </b>\n     ,  que,\n     <i>\n      na  espécie\n     </i>\n     –\n     <b>\n      insista-se\n     </b>\n     <i>\n      –\n     </i>\n     ,  há \ndisposição normativa\n     <b>\n      assegurando\n     </b>\n     ao militar da ativa\n     <b>\n      o direito ao custeio \ndo seu transporte\n     </b>\n     (\n     <b>\n      Decreto nº 4.307/2002\n     </b>\n     , art. 28,\n     <b>\n      inciso\n     </b>\n     I).\n     <b>\n      Negar-lhe\n     </b>\n     esse \ndireito é o mesmo\n     <b>\n      que inibir\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      sem justo motivo\n     </i>\n     , a participação do acusado \nmilitar nos atos processuais,\n     <b>\n      especialmente\n     </b>\n     em situações,\n     <i>\n      como sucede no  \ncaso ora em exame\n     </i>\n     , em que os réus estão servindo em Vilhena/RO\n     <b>\n      e\n     </b>\n     o ato \nprocessual é realizado em uma Auditoria Militar em Manaus/AM.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Nesse contexto\n     </b>\n     , a garantia de transporte pessoal do militar da ativa,\n     <b>\n      quando tiver\n     </b>\n     de efetuar deslocamento,\n     <b>\n      fora\n     </b>\n     da sede de sua Organização \nMilitar,\n     <b>\n      no interesse\n     </b>\n     da Justiça,\n     <b>\n      nos termos\n     </b>\n     estabelecidos no art. 28,\n     <b>\n      inciso\n     </b>\n     I, \ndo Decreto nº 4.307, de 18 de julho de 2002,\n     <b>\n      constitui\n     </b>\n     aspecto relevante,\n     <b>\n      pois destinado a assegurar o próprio direito de defesa\n     </b>\n     ,  eis que o não \noferecimento de meios financeiros para viabilizar a locomoção do militar \nfrustra a sua participação na audiência,\n     <b>\n      elemento indispensável\n     </b>\n     para que \no acusado possa exercer,\n     <i>\n      em plenitude\n     </i>\n     , o direito de defesa.\n    </p>\n    <p>\n     26\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 111567 AGR / AM\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Em resumo\n     </b>\n     :  a  análise  dos  fundamentos  da  presente  impetração\n     <b>\n      levou-me a concluir\n     </b>\n     que  a  decisão  emanada  do  E.  Superior  Tribunal \nMilitar\n     <b>\n      não podia prevalecer\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      eis que frontalmente contrária\n      <b>\n      </b>\n     </i>\n     <b>\n     </b>\n     à Constituição \nda  República,\n     <b>\n      considerada\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      no  ponto\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      a jurisprudência\n     </b>\n     do  Supremo \nTribunal Federal\n     <b>\n      firmada\n     </b>\n     na matéria em causa,\n     <b>\n      no sentido\n     </b>\n     <i>\n      de o direito de \npresença do réu\n     </i>\n     <b>\n      traduzir\n     </b>\n     prerrogativa  jurídica  essencial\n     <b>\n      derivada\n     </b>\n     da \ngarantia constitucional do “\n     <i>\n      due process of law\n     </i>\n     ”,\n     <b>\n      que assegura\n     </b>\n     <i>\n      ao acusado\n     </i>\n     <b>\n      o \ndireito de comparecer\n     </b>\n     aos atos processuais,\n     <b>\n      inclusive\n     </b>\n     ao interrogatório \njudicial  dos  demais  corréus,  a  serem  realizados  perante  o  juízo \nprocessante.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Sendo assim\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      e pelas razões expostas\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      nego provimento\n     </b>\n     ao presente \nrecurso  de  agravo,\n     <b>\n      mantendo\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      em  consequência\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      por seus próprios \nfundamentos\n     </b>\n     , a decisão ora recorrida.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      É o meu voto\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     27\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 05/08/2014\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.567\n     </b>\n     PROCED. : DISTRITO FEDERAL\n     <b>\n      RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\n     </b>\n     AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\nAGDO.(A/S) : DANILO DO PRADO OLIVEIRA\nAGDO.(A/S) : LUCAS MOREIRA NETHER DOS SANTOS\nAGDO.(A/S) : WELLINGTON SOUZA VILELA\nAGDO.(A/S) : WILLIAN ANACLETO BRUGNAGO CORDEIRO\nPROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     :  A  Turma,  por  votação  unânime,  negou  provimento  ao \nagravo  regimental,  nos  termos  do  voto  do  Relator.\n     <b>\n      2ª  Turma\n     </b>\n     , \n05.08.2014.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à \nsessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, \nRicardo Lewandowski e Cármen Lúcia.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.\n    </p>\n    <p>\n     Ravena Siqueira\nSecretária\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6521177\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 37\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "05/08/2014 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.567 AMAZONAS\n", "RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\n", "AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA \n", "AGDO.(A/S) :DANILO DO PRADO OLIVEIRA \n", "AGDO.(A/S) :LUCAS MOREIRA NETHER DOS SANTOS \n", "AGDO.(A/S) :WELLINGTON SOUZA VILELA \n", "AGDO.(A/S) :WILLIAN ANACLETO BRUGNAGO CORDEIRO \n", "PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL \n", "E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – RÉU MILITAR – DEVER DO \n", "ESTADO  DE ASSEGURAR AO RÉU MILITAR TRANSPORTE  PARA \n", "COMPARECER À AUDIÊNCIA DE INQUIRIÇÃO DE TESTEMUNHAS, \n", "AINDA  QUE  O  JUÍZO  PROCESSANTE  TENHA  SEDE  EM  LOCAL \n", "DIVERSO DAQUELE EM QUE SITUADA A ORGANIZAÇÃO MILITAR \n", "A QUE O ACUSADO ESTEJA VINCULADO (DECRETO Nº 4.307/2002, \n", "ART. 28, N. I) – PEDIDO DEFERIDO – INTERROGATÓRIO JUDICIAL – \n", "NATUREZA JURÍDICA –  MEIO DE DEFESA DO ACUSADO – \n", "POSSIBILIDADE DE QUALQUER DOS  LITISCONSORTES  PENAIS \n", "PASSIVOS  ACOMPANHAR O  INTERROGATÓRIO  DOS DEMAIS \n", "CORRÉUS,  NOTADAMENTE SE AS DEFESAS DE TAIS ACUSADOS \n", "MOSTRAREM-SE COLIDENTES –  PRERROGATIVA JURÍDICA CUJA \n", "LEGITIMAÇÃO  DECORRE DO POSTULADO CONSTITUCIONAL DA \n", "AMPLA    DEFESA  –  DIREITO DE  PRESENÇA E DE \n", "COMPARECIMENTO DO RÉU AOS ATOS DE PERSECUÇÃO PENAL \n", "EM JUÍZO – NECESSIDADE DE RESPEITO, PELO PODER PÚBLICO, ÀS \n", "PRERROGATIVAS  JURÍDICAS QUE COMPÕEM O PRÓPRIO  \n", "ESTATUTO CONSTITUCIONAL DO DIREITO DE DEFESA – A \n", "GARANTIA CONSTITUCIONAL DO  “DUE  PROCESS  OF  LAW” \n", "COMO EXPRESSIVA LIMITAÇÃO À  ATIVIDADE  PERSECUTÓRIA \n", "DO  ESTADO  (INVESTIGAÇÃO  PENAL  E PROCESSO  PENAL)  –  O \n", "CONTEÚDO MATERIAL DA CLÁUSULA DE GARANTIA DO “DUE \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999238.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 37\n", "Ementa e Acórdão\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "PROCESS” –  PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – \n", "MAGISTÉRIO DA DOUTRINA –  CONSTRANGIMENTO ILEGAL \n", "CARACTERIZADO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.\n", "A ESSENCIALIDADE DO POSTULADO DO DEVIDO PROCESSO \n", "LEGAL,  QUE SE QUALIFICA COMO  REQUISITO  LEGITIMADOR \n", "DA PRÓPRIA “PERSECUTIO CRIMINIS”.\n", "– O exame da cláusula referente ao “due process of law” permite nela \n", "identificar alguns  elementos  essenciais  à  sua  configuração como expressiva \n", "garantia de ordem constitucional,  destacando-se,  entre  eles,  por  sua \n", "inquestionável  importância,  as seguintes prerrogativas:  (a)  direito ao  \n", "processo (garantia de acesso ao Poder Judiciário); (b) direito à citação e ao  \n", "conhecimento prévio do teor da acusação; (c) direito a um julgamento público  \n", "e célere, sem dilações indevidas; (d) direito ao contraditório e à plenitude de  \n", "defesa (direito  à  autodefesa  e à  defesa  técnica);  (e)  direito de  não  ser  \n", "processado e julgado com base em leis “ex post facto”; (f) direito à igualdade  \n", "entre as partes; (g) direito de não ser processado com fundamento em provas \n", "revestidas de ilicitude; (h)  direito ao benefício da gratuidade; (i)  direito à  \n", "observância  do  princípio  do  juiz  natural;  (j)  direito ao  silêncio (privilégio \n", "contra a autoincriminação); (k) direito à prova; e (l) direito de presença e de \n", "“participação ativa”  nos  atos  de  interrogatório  judicial  dos demais \n", "litisconsortes penais passivos, quando existentes.\n", "– O direito do réu à observância, pelo Estado, da garantia pertinente \n", "ao “due process of law”, além de traduzir expressão concreta do direito de \n", "defesa,  também encontra suporte  legitimador  em convenções \n", "internacionais que  proclamam  a essencialidade dessa  franquia \n", "processual,  que compõe o próprio estatuto constitucional do direito de defesa, \n", "enquanto complexo de princípios  e de normas que amparam  qualquer \n", "acusado em sede de persecução criminal.\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999238.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 37\n", "Ementa e Acórdão\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "O INTERROGATÓRIO JUDICIAL COMO MEIO DE DEFESA DO \n", "RÉU.\n", "–  Em sede de  persecução  penal,  o interrogatório judicial – \n", "notadamente após  o  advento  da Lei  nº  10.792/2003,  aplicável ao processo  \n", "penal militar (CPPM, art. 3º, “a”) – qualifica-se como ato de defesa do réu, \n", "que, além de não ser obrigado a responder a qualquer indagação feita pelo \n", "magistrado processante,  também não pode sofrer qualquer restrição em sua \n", "esfera  jurídica  em virtude do  exercício,  sempre legítimo,  dessa  especial \n", "prerrogativa. Doutrina. Precedentes.\n", "POSSIBILIDADE JURÍDICO-CONSTITUCIONAL DE UM DOS \n", "LITISCONSORTES PENAIS PASSIVOS, INVOCANDO A GARANTIA \n", "DO “DUE PROCESS OF LAW”, VER ASSEGURADO O SEU DIREITO \n", "DE FORMULAR REPERGUNTAS AOS CORRÉUS NO RESPECTIVO \n", "INTERROGATÓRIO JUDICIAL.\n", "-  Assiste a cada um dos litisconsortes penais passivos o direito – \n", "fundado em cláusulas constitucionais (CF, art. 5º, incisos LIV e LV) – de \n", "formular reperguntas  aos demais corréus,  que,  no  entanto,  não estão \n", "obrigados a  respondê-las,  em face da  prerrogativa  contra a \n", "autoincriminação,  de que também são titulares.  O desrespeito a  essa \n", "franquia  individual  do  réu,  resultante da  arbitrária  recusa  em  lhe \n", "permitir a formulação de reperguntas, qualifica-se como causa geradora de  \n", "nulidade  processual  absoluta,  por implicar grave transgressão ao estatuto \n", "constitucional do direito de defesa. Doutrina. Precedentes do STF.\n", "O DIREITO DE COMPARECIMENTO E DE PRESENÇA DO RÉU \n", "NOS  ATOS  INERENTES  À  “PERSECUTIO  CRIMINIS  IN  JUDICIO” \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999238.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 37\n", "Ementa e Acórdão\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "COMO EXPRESSÃO CONCRETIZADORA DA  GARANTIA \n", "CONSTITUCIONAL DO “DUE PROCESS OF LAW”.\n", "– O acusado tem o direito de comparecer, de presenciar e de assistir, sob \n", "pena de nulidade absoluta,  aos atos processuais,  notadamente àqueles \n", "que se produzem na fase de instrução do processo penal, que se realiza, \n", "sempre,  sob a égide do contraditório.  São irrelevantes,  para esse efeito,  as \n", "alegações do Poder Público concernentes à dificuldade ou inconveniência de \n", "proceder  ao  custeio  de  deslocamento  do  réu  militar,  no  interesse da \n", "Justiça,  para fora da sede de sua Organização Militar,  eis que razões de  \n", "mera conveniência administrativa não têm – nem podem ter –  precedência \n", "sobre as  inafastáveis exigências de cumprimento  e de respeito  ao que \n", "determina a Constituição. Doutrina. Jurisprudência.\n", "– O direito de audiência, de um lado, e o direito de presença do réu \n", "(civil ou militar), de outro, esteja ele preso ou não, traduzem prerrogativas \n", "jurídicas  essenciais  que derivam da  garantia  constitucional  do  “due  \n", "process of law” e que asseguram,  por isso mesmo, ao acusado o direito de \n", "comparecer aos  atos  processuais  a  serem  realizados  perante  o  juízo \n", "processante, ainda que situado este em local diverso daquele da sede da \n", "Organização Militar a que o réu esteja vinculado.  Pacto Internacional sobre \n", "Direitos  Civis  e  Políticos/ONU  (Artigo  14,  n.  3,  “d”);  Convenção \n", "Americana de  Direitos  Humanos/OEA (Artigo  8º,  §  2º,  “d”  e  “f”);  e \n", "Decreto nº 4.307/2002 (art. 28, inciso I).\n", "– Essa prerrogativa processual reveste-se de caráter fundamental, pois \n", "compõe o próprio estatuto constitucional do direito de defesa,  enquanto \n", "complexo de princípios e de normas que amparam qualquer acusado em \n", "sede de persecução criminal,  seja perante a Justiça Comum,  seja perante a \n", "Justiça Militar. Precedentes.\n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999238.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 37\n", "Ementa e Acórdão\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos,  relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \n", "Supremo Tribunal  Federal,  em Segunda  Turma,  sob  a  Presidência  do \n", "Ministro Teori Zavascki,  na conformidade da ata de julgamentos e das \n", "notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao \n", "agravo regimental, nos termos do voto do Relator.\n", "Brasília, 05 de agosto de 2014.\n", "CELSO DE MELLO – RELATOR\n", "5 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999238.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 37\n", "Relatório\n", "05/08/2014 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.567 AMAZONAS\n", "RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\n", "AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA \n", "AGDO.(A/S) :DANILO DO PRADO OLIVEIRA \n", "AGDO.(A/S) :LUCAS MOREIRA NETHER DOS SANTOS \n", "AGDO.(A/S) :WELLINGTON SOUZA VILELA \n", "AGDO.(A/S) :WILLIAN ANACLETO BRUGNAGO CORDEIRO \n", "PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se \n", "de recurso de agravo que, tempestivamente interposto, insurge-se contra \n", "decisão, por mim proferida, que deferiu o pedido de “habeas corpus” em \n", "favor dos ora agravados.\n", "A decisão em causa está assim ementada:\n", "“‘HABEAS CORPUS’  –  RÉU  MILITAR  –  INSTRUÇÃO  \n", "PROCESSUAL –  PRETENDIDO COMPARECIMENTO À  \n", "AUDIÊNCIA  PENAL  EM  QUE  INQUIRIDO  O  CORRÉU  –  \n", "AUSÊNCIA DE OFERECIMENTO DE  TRANSPORTE PARA O  \n", "LOCAL  DE  REALIZAÇÃO  DO  ATO  PROCESSUAL –  \n", "CONSTRANGIMENTO  ILEGAL  CARACTERIZADO –  A  \n", "GARANTIA CONSTITUCIONAL DA PLENITUDE DE DEFESA:  \n", "UMA DAS PROJEÇÕES CONCRETIZADORAS DA CLÁUSULA \n", "DO  ‘DUE  PROCESS  OF  LAW’  –  CARÁTER GLOBAL E  \n", "ABRANGENTE DA FUNÇÃO DEFENSIVA: DEFESA TÉCNICA E  \n", "AUTODEFESA (DIREITO  DE  AUDIÊNCIA  E DIREITO  DE  \n", "PRESENÇA)  –  PACTO INTERNACIONAL SOBRE  DIREITOS \n", "CIVIS E POLÍTICOS/ONU (ARTIGO 14, N. 3, ‘D’) E CONVENÇÃO  \n", "AMERICANA DE DIREITOS HUMANOS/OEA (ARTIGO 8º, § 2º,  \n", "‘D’  E  ‘F’)  –  DEVER DO ESTADO DE ASSEGURAR  AO RÉU  \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999239.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 37\n", "Relatório\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "MILITAR O EXERCÍCIO  DESSA PRERROGATIVA ESSENCIAL,  \n", "ESPECIALMENTE A DE PROPICIAR TRANSPORTE  \n", "(DECRETO  Nº  4.307/2002,  ART.  28,    INCISO I),  PARA \n", "COMPARECER À  AUDIÊNCIA  DE  INQUIRIÇÃO  DAS  \n", "TESTEMUNHAS,  AINDA MAIS QUANDO ARROLADAS PELO \n", "MINISTÉRIO  PÚBLICO  –  RAZÕES DE  CONVENIÊNCIA \n", "ADMINISTRATIVA  OU GOVERNAMENTAL  NÃO PODEM  \n", "LEGITIMAR O  DESRESPEITO  NEM COMPROMETER A \n", "EFICÁCIA  E A  OBSERVÂNCIA  DESSA  FRANQUIA \n", "CONSTITUCIONAL – NULIDADE PROCESSUAL ABSOLUTA –  \n", "PEDIDO DEFERIDO.\n", "-  O acusado tem o direito de comparecer,  de assistir e de \n", "presenciar,  sob  pena de  nulidade  absoluta,  os  atos  processuais,  \n", "notadamente aqueles  que  se  produzem  na  fase  de  instrução do  \n", "processo penal, que se realiza, sempre, sob a égide do contraditório.  \n", "São irrelevantes, para esse efeito,  as alegações do Poder Público \n", "concernentes à dificuldade ou inconveniência de proceder ao custeio de  \n", "deslocamento do réu,  no interesse da Justiça,  para fora da sede de  \n", "sua  Organização  Militar,  eis que razões de mera conveniência  \n", "administrativa não têm – nem podem ter  –  precedência sobre  as  \n", "inafastáveis exigências  de  cumprimento  e de  respeito  ao que \n", "determina a Constituição. Doutrina. Jurisprudência.\n", "- O direito de audiência, de um lado, e o direito de presença \n", "do réu, de outro,  esteja ele preso ou não,  traduzem prerrogativas  \n", "jurídicas essenciais  que derivam da garantia constitucional do ‘due  \n", "process  of  law’  e que asseguram,  por  isso  mesmo,  ao  acusado  o \n", "direito de comparecer aos  atos  processuais  a  serem  realizados  \n", "perante o juízo processante, ainda que situado este em local diverso \n", "daquele da sede da Organização Militar a que o réu esteja vinculado.  \n", "Pacto Internacional sobre  Direitos  Civis  e  Políticos/ONU  \n", "(Artigo  14,  n.  3,  ‘d’).  Convenção Americana de  Direitos  \n", "Humanos/OEA (Artigo 8º, § 2º, ‘d’ e ‘f’)  e Decreto nº 4.307/2002  \n", "(art. 28, inciso I).\n", "- Essa prerrogativa processual  reveste-se de caráter fundamental,  \n", "pois compõe o próprio estatuto constitucional do direito de defesa,  \n", "enquanto complexo de princípios  e de normas que amparam  qualquer  \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999239.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 37\n", "Relatório\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "acusado em sede de persecução criminal, seja perante a Justiça Comum,  \n", "seja perante a Justiça Militar. Precedentes.”\n", "(HC 111.567/AM, Rel. Min. CELSO DE MELLO) \n", "O  Ministério  Público  Federal,  parte  ora  agravante,  sustenta,  na \n", "presente sede recursal,  em síntese, para justificar sua pretensão,  o que se \n", "segue:\n", "“O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, inconformado, em \n", "parte, com a r. decisão que concedeu a ordem de ‘habeas corpus’ aos  \n", "pacientes, vem com fundamento no art. 317 do RISTF, e art. 557, § 1º,  \n", "do  CPC,  pedir  a  sua  reconsideração  ou,  se  assim  não  for,  que  a  \n", "presente impugnação seja conhecida como AGRAVO REGIMENTAL  \n", "pelas razões a seguir expostas.\n", "1.  O  presente  ‘habeas  corpus’  foi  impetrado para  o  fim  \n", "específico  de  garantir  aos  pacientes  DANILO  DO  PRADO  \n", "OLIVEIRA,  WELLINTON SOUZA VILELA,  LUCAS MOREIRA \n", "NETHER e WILLIAM ANACLETO BRUGNAGO CORDEIRO ‘a  \n", "requisição e apresentação dos pacientes ao longo de todos os atos de  \n", "instrução e julgamento do feito’.\n", "2.  No  entanto,  na  petição  inicial,  o  impetrante  refere-se  \n", "expressamente  à  requisição  e  apresentação  dos  pacientes  para  \n", "acompanhar  a  audiência  de  interrogatório  de  corréu,  que  seria  \n", "realizada no dia 16/02/2012.\n", "3.  Em  sua  manifestação,  o  Ministério  Público  ressaltou  \n", "expressamente  que  a  questão  não  podia  envolver  o  direito  dos  \n", "pacientes  de  estar  presentes  ao  interrogatório  do  corréu,  pois  há  \n", "expressa vedação legal nesse sentido.\n", "4.  Com efeito,  determina  o  art.  304 do  Código  de  Processo  \n", "Penal Militar, que, ‘se houver mais de um acusado, será cada um deles  \n", "interrogado separadamente’. O objetivo da norma é o de garantir ao  \n", "acusado  a  mais  absoluta  liberdade  para  exercer  o  seu  direito  \n", "constitucional de autodefesa, sem restrições ou constrangimentos de  \n", "qualquer espécie, que poderia decorrer da presença, no ato, de outros  \n", "acusados.\n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999239.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 37\n", "Relatório\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "5. Nas palavras de Guilherme de Souza Nucci, ‘é a forma  \n", "correta de evitar  a influência de um corréu sobre outro,  levando-o,  \n", "muitas vezes, à confissão ou à falsa acusação. (…) O objetivo maior é  \n", "evitar que, no mesmo instante em que um corréu está sendo ouvido, o  \n", "outro  absorva  a  narrativa,  podendo  ser  influenciado  emocional  ou  \n", "psicologicamente pelas declarações, alterando as suas, por sua conta e  \n", "risco, podendo representar, para a sua defesa técnica, a pior opção. Não  \n", "se  tem  por  meta  fazer  com  que  o  interrogatório  seja  uma  peça  \n", "imparcial  e  genuinamente  idônea,  porque  não  faz  parte  da  sua  \n", "natureza,  mas  sim  que  não  existam  influências  momentâneas,  \n", "prejudiciais à defesa daquele que altera a sua versão, somente porque  \n", "ouviu  o  interrogatório  precedente  do  corréu’  (Código  de  Processo  \n", "Penal  Militar  Comentado,  Editora  Revista  dos  Tribunais,  2013,  \n", "pág. 303/304).\n", "6.  Assim,  vedada  legalmente  a  presença  dos  pacientes  no  \n", "interrogatório do corréu, não pode o Estado ser compelido a custear as  \n", "suas despesas para comparecimento à audiência designada para tanto.\n", "7. A decisão proferida por Vossa Excelência não excetuou  \n", "essa hipótese, o que levara a eminente defesa à equivocada conclusão  \n", "de que os pacientes podem comparecer e assistir ao interrogatório dos  \n", "corréus,  invocando eventual nulidade e  descumprimento da decisão  \n", "dessa Colenda Corte, no caso de o Juízo, com base na lei processual,  \n", "negar-lhes essa possibilidade.\n", "8. Assim, o presente agravo tem por objetivo a modificação da  \n", "decisão que concedeu o ‘habeas corpus’ especificamente nesse ponto,  \n", "para  que  seja  denegada  a  ordem  na  parte  em  que  pretende  o  \n", "Impetrante  que  o  Estado  custeie  as  despesas  dos  pacientes  para  \n", "comparecimento à audiência de interrogatório dos corréus, tendo em  \n", "vista  que,  por  expressa  vedação  legal,  não  podem assistir  ao  ato.” \n", "(grifei)\n", "Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, \n", "submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo.\n", "É o relatório.\n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999239.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "05/08/2014 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.567 AMAZONAS\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo \n", "não assistir razão à parte recorrente,  eis que a decisão agravada – cujos  \n", "fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz \n", "jurisprudencial  firmada pelo  Supremo Tribunal Federal na matéria em \n", "exame.\n", "A questão suscitada nesta causa  concerne ao debate  em torno da \n", "possibilidade  jurídica  de um dos  litisconsortes  penais  passivos  estar \n", "presente ao interrogatório judicial de corréus.\n", "As razões expostas neste “writ” justificavam a concessão da ordem \n", "de “habeas corpus”,  especialmente se se considerar o precedente  que o \n", "Plenário desta Suprema Corte  firmou no exame da matéria,  e que dá \n", "amplo suporte à pretensão jurídica deduzida em favor dos pacientes, ora  \n", "agravados:\n", "“(...)  AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA (…).  \n", "INTERROGATÓRIOS (…).  PARTICIPAÇÃO DOS CO-RÉUS.  \n", "CARÁTER FACULTATIVO.  INTIMAÇÃO DOS DEFENSORES \n", "NO JUÍZO DEPRECADO. \n", ".......................................................................................................\n", "É legítimo, em face do que dispõe o artigo 188 do CPP, que as \n", "defesas dos co-réus participem dos interrogatórios de outros réus.  \n", "Deve ser franqueada à defesa  de cada réu a oportunidade \n", "de participação no interrogatório dos demais co-réus, evitando-se \n", "a  coincidência  de  datas,  mas  a  cada  um  cabe  decidir  sobre  a  \n", "conveniência de comparecer ou não à audiência (…).” \n", "(AP 470-AgR/MG,  Rel.  Min.  JOAQUIM  BARBOSA  – \n", "grifei) \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "Vale transcrever, no ponto,  trecho do voto que o eminente Ministro \n", "JOAQUIM BARBOSA proferiu, como Relator, em referido julgamento: \n", "“(...)  Srª  Presidente,  subscrevo,  integralmente,  as  razões  \n", "elencadas pelo PGR na sua manifestação.\n", "Saliento, por oportuno,  que também assiste parcial razão aos  \n", "agravantes, na medida  em que é legítimo, em face do que dispõe  o \n", "artigo 188 do  CPP,  que  as  defesas  dos co-réus participem dos  \n", "interrogatórios de outros réus.\n", "Contudo, deve-se levar em conta o fato de que tal participação,  \n", "como bem ressaltou o PGR nas suas contra-razões, constitui-se em mera \n", "faculdade, isto é, não se cuida de determinação legal cogente, obrigatória,  \n", "incontornável.  Noutras palavras,  deve ser franqueada à defesa de  \n", "cada réu a oportunidade de participação no interrogatório dos demais \n", "co-réus, mas a cada um cabe decidir sobre a conveniência de comparecer  \n", "ou não à audiência (…).” (grifei)\n", "Impende destacar,  neste  ponto,  a douta e fundamentada \n", "manifestação do  eminente  Procurador-Geral  da  República  à  época, \n", "Dr.  ANTONIO  FERNANDO  BARROS  E  SILVA DE  SOUZA,  que,  ao \n", "pronunciar-se nos  autos  de referida Ação Penal,  reconheceu assistir a \n", "cada um dos litisconsortes penais passivos o direito de formular reperguntas \n", "aos demais corréus nos respectivos interrogatórios judiciais:\n", "“(...)  Entretanto,  atento  à  realidade  acima  descrita \n", "(potencial  influência  probatória  na situação de  co-réu),  facultou a  \n", "participação dos  defensores  dos  demais  acusados,  bem  como  \n", "autorizou  a  formulação  de  questionamentos.  É  o  que  emerge  do  \n", "art. 188 do Código de Processo Penal:\n", "‘Art. 188. Após proceder ao interrogatório, o juiz indagará  \n", "das partes se restou algum fato para ser esclarecido, formulando  \n", "as  perguntas  correspondentes  se  o  entender  pertinente  e  \n", "relevante.’ (...)\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "A  expressão  partes  prevista  no  dispositivo  abarca  o  \n", "defensor  do  interrogado,  os  defensores  dos  demais  réus  e  o  \n", "membro do Ministério Público. Todos podem formular perguntas  \n", "por  meio  do  juiz,  que  avaliará  a  pertinência  e  relevância  do  \n", "esclarecimento sugerido.\n", "Todavia,  e insisto nesse ponto, a participação do defensor do  \n", "co-réu no ato é facultativa. Ele deverá avaliar a pertinência de sua  \n", "presença para a estratégia de defesa do seu representado, e, em sendo  \n", "positiva essa avaliação, comparecer ao ato e formular perguntas.\n", ".......................................................................................................\n", "A  interpretação  sistemática ora  apresentada  tutela  o  \n", "exercício do direito constitucional de ampla defesa por parte dos réus  \n", "que potencialmente podem ser prejudicados com o interrogatório de  \n", "outro acusado.\n", ".......................................................................................................\n", "O recorrente manifestou, de modo expresso e tempestivo, seu  \n", "desejo  de  participar de  todos  os  interrogatórios  dos  demais  \n", "integrantes do pólo passivo da ação penal. \n", "Nessa específica hipótese, o defensor do recorrente deve ser  \n", "cientificado  das  audiências  para que possa comparecer,  exercendo a  \n", "faculdade prevista no art. 188.\n", ".......................................................................................................\n", "Tendo em vista a faculdade do defensor de participar dos  \n", "interrogatórios dos outros réus e a manifestação prévia e expressa  \n", "de exercê-la verificada no caso em exame, não se apresenta possível  \n", "que audiências ocorram em Estados da Federação distintos sem pelo  \n", "menos um intervalo  de um dia,  sob pena de inviabilidade física  do  \n", "exercício da faculdade legal.\n", "É  preciso um intervalo  mínimo  entre  audiências  em Seções  \n", "Judiciárias diferentes para viabilizar o  comparecimento do defensor,  \n", "que declarou seu interesse.” (grifei)\n", "A relevância de  qualificar-se  o  interrogatório  judicial  como  um \n", "expressivo meio de defesa do acusado conduz ao reconhecimento de que a \n", "possibilidade de o réu  coparticipar,  ativamente,  do interrogatório judicial \n", "dos demais litisconsortes penais passivos traduz projeção concretizadora da \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "própria garantia constitucional da plenitude de defesa,  cuja integridade há \n", "de ser preservada por juízes e Tribunais, sob pena de arbitrária denegação, \n", "pelo Poder Judiciário, dessa importantíssima franquia constitucional.\n", "Permitir-se o acesso formal do acusado aos demais corréus, mediante o \n", "acompanhamento dos respectivos interrogatórios judiciais,  representa meio \n", "viabilizador do exercício das prerrogativas constitucionais da plenitude de \n", "defesa e do contraditório.\n", "É por isso que  LUIGI  FERRAJOLI  (“Direito  e  Razão  –  Teoria  do \n", "Garantismo Penal”, p. 486, item n. 2, traduzido por Ana Paula Zomer, Fauzi \n", "Hassan Choukr, Juarez Tavares e Luiz Flávio Gomes, 2002, RT), enfatizando o  \n", "alto significado jurídico do interrogatório como expressão instrumental do \n", "próprio  direito  de  defesa  do  acusado,  põe em destaque os  aspectos  ora \n", "mencionados,  assinalando,  com  inteira  procedência,  que,  “(…)  no  modelo  \n", "garantista  do  processo  acusatório,  informado  pela  presunção  de  inocência,  o  \n", "interrogatório  é  o  principal  meio  de  defesa,  tendo  a  única  função  de  dar  vida  \n", "materialmente ao contraditório e de permitir ao imputado contestar a acusação ou  \n", "apresentar argumentos para se  justificar.  ‘Nemo tenetur  se  detegere’  é a  primeira  \n", "máxima do garantismo processual acusatório, enunciada por Hobbes e recebida desde o  \n", "século XVII no direito inglês.  Disso resultaram, como corolários: (...) o ‘direito ao  \n", "silêncio’ (...), o direito do imputado à assistência e do mesmo modo à presença de seu  \n", "defensor no interrogatório, de modo a impedir abusos ou ainda violações das garantias  \n", "processuais”.\n", "Com efeito, ninguém ignora a importância de que se reveste, em sede \n", "de  persecução  penal,  o interrogatório judicial,  cuja  natureza  jurídica \n", "permite qualificá-lo, notadamente após o advento da Lei nº 10.792/2003 – \n", "em tudo aplicável “ope constitutionis” ao processo penal militar –  como \n", "ato de defesa (ADA PELLEGRINI GRINOVER, “O interrogatório como \n", "meio  de  defesa  (Lei  10.792/2003)”,  “in”  Revista  Brasileira  de  Ciências \n", "Criminais nº 53/185-200; GUILHERME DE SOUZA NUCCI, “Código de \n", "Processo  Penal  Comentado”,  p.  387,  item  n.  3,  6ª  ed.,  2007,  RT; \n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "DAMÁSIO E. DE JESUS, “Código de Processo Penal Anotado”, p. 174, \n", "21ª ed., 2004, Saraiva; DIRCEU A. D. CINTRA JR., “Código de Processo \n", "Penal e sua Interpretação Jurisdicional”, coordenação: ALBERTO SILVA \n", "FRANCO  e  RUI  STOCO,  p.  1.821,  2ª  ed.,  2004,  RT;  FERNANDO  DA \n", "COSTA TOURINHO FILHO, “Processo Penal”, vol. 3/269-273, item n. 1, \n", "28ª ed.,  2006, Saraiva, v.g.),  ainda que passível de ser ele considerado, \n", "mesmo em perspectiva secundária,  como fonte de prova,  em  face  dos \n", "elementos de informação que dele emergem.\n", "Essa particular qualificação jurídica do interrogatório judicial justifica o  \n", "reconhecimento de que se revela possível, no plano da “persecutio criminis in  \n", "judicio”, “(…)  que as defesas dos co-réus  participem dos interrogatórios  de \n", "outros  réus  (…)”  (AP 470-AgR/MG,  Rel.  Min.  JOAQUIM  BARBOSA, \n", "Pleno – grifei).\n", "Essa orientação que o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou no \n", "precedente referido reflete-se,  por igual,  no magistério da doutrina (IRAJÁ \n", "PEREIRA MESSIAS, “Da Prova Penal”, p. 195/196, item n. 9, 2006, Impactus; \n", "AMAURY SILVA, “Interrogatório: panorama segundo a Lei 10.792/2003”, \n", "p.  185/187,  2006,  Mizuno),  como resulta claro da  lição  de  EUGÊNIO \n", "PACELLI DE OLIVEIRA (“Curso de Processo Penal”,    p. 32, item n. 3.1.4, \n", "10ª ed., 2008, Lumen Juris):\n", "“Embora ainda haja defensores da idéia de que a ampla defesa  \n", "vem a ser apenas o outro lado ou a outra medida do contraditório, é  \n", "bem de ver que semelhante argumentação peca até mesmo pela base.\n", "É que, da perspectiva da teoria do processo, o contraditório não  \n", "pode ir além da ‘garantia de  participação’, isto é, a garantia de a parte  \n", "poder  impugnar  – no  processo  penal,  sobretudo  a  defesa  –  toda  e  \n", "qualquer  alegação  contrária  a  seu  interesse,  sem,  todavia,  maiores  \n", "indagações acerca da concreta efetividade com que se exerce aludida  \n", "impugnação.\n", "E,  exatamente por isso,  não temos dúvidas em ver \n", "incluído, no princípio da ampla defesa, o direito à participação da  \n", "5 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "defesa técnica – do advogado – de co-réu durante o interrogatório  \n", "de ‘todos os  acusados’.  Isso porque,  em tese,  é  perfeitamente  \n", "possível a colisão de interesses  entre os réus,  o que,  por si só,  \n", "justificaria a participação do defensor daquele co-réu sobre quem  \n", "recaiam acusações por parte de outro, por ocasião do interrogatório. A \n", "ampla defesa e o contraditório exigem, portanto, a participação \n", "dos defensores de  co-réus  no interrogatório de ‘todos os  \n", "acusados’.” (grifei)\n", "Esse  mesmo entendimento,  por sua vez,  é perfilhado por ANTONIO \n", "SCARANCE FERNANDES (“Prova e  sucedâneos  da  prova  no  processo \n", "penal”,  “in”  Revista  Brasileira  de  Ciências  Criminais  nº  66,  p.  224, \n", "item n. 12.2):\n", "“(…)  Ressalta-se que,  em  virtude  de  recente reforma  do  \n", "Código,  o  advogado  do  co-réu tem direito a  participar  do  \n", "interrogatório e formular perguntas.” (grifei)\n", "Igual  percepção  do  tema  é  revelada  por AURY  LOPES  JR. \n", "(“Direito Processual e sua Conformidade Constitucional”, vol. I/603- \n", "-605, item n. 2.3, 2007, Lumen Juris):\n", "“No que tange à  disciplina  processual  do  ato,  cumpre  \n", "destacar  que –  havendo  dois  ou  mais  réus –  deverão  eles  ser  \n", "interrogados  separadamente,  como  exige  o  art.  191  do  CPP.  Aqui  \n", "existe  uma questão muito relevante  e  que  não tem obtido o  \n", "devido tratamento por parte de alguns juízes, até pela dificuldade \n", "de compreensão do alcance do contraditório inserido nesse ato,  por  \n", "força da Lei nº 10.792/2003, que alterou os arts. 185 a 196 do CPP.\n", "Até essa modificação legislativa, o interrogatório era um ato  \n", "pessoal  do juiz,  não submetido ao contraditório,  pois não havia \n", "qualquer intervenção da defesa ou acusação.\n", "Agora a situação é radicalmente distinta.  Tanto a defesa  \n", "como a  acusação  podem  formular perguntas  ao  final.  Isso  é  \n", "manifestação do contraditório.\n", "6 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "Nessa linha,  discute-se  a  possibilidade  de  a  defesa do  \n", "co-réu fazer  perguntas  no  interrogatório.  Pensamos que,  \n", "principalmente se as  teses  defensivas  forem colidentes,  deve o \n", "juiz permitir o  contraditório  pleno,  com o defensor do outro \n", "co-réu (também) formulando perguntas ao final. Ou seja, deve o  \n", "juiz admitir que o defensor do interrogando formule suas perguntas  \n", "ao  final,  mas também deve permitir que  o  advogado  do(s)  \n", "outro(s) co-réu(s) o faça. Contribui para essa exigência o fato de que  \n", "à palavra do co-réu é dado, pela maioria da jurisprudência, o valor  \n", "probatório similar ao de prova testemunhal.” (grifei)\n", "Também FERNANDO  DE  ALMEIDA  PEDROSO,  em preciosa \n", "monografia sobre  tema  processual  penal  (“Prova  Penal:  doutrina  e \n", "jurisprudência”, p. 43, item n. 2.3, 2ª ed., 2005, RT), enfatiza o direito que \n", "assiste aos corréus de participação ativa e de formulação de reperguntas, \n", "por  intermédio  de  seus  defensores,  nos  interrogatórios  dos demais \n", "corréus:\n", "“Existindo  co-réus,  estes  serão  interrogados  separadamente  \n", "(art. 191, CPP). Contudo, consagrado o pleno contraditório pelo  \n", "recente diploma legal ‘suso’ citado  no ato de inquirição judicial dos  \n", "acusados,  desponta indiscutível,  como condição de validade do  \n", "ato, que a ele devem estar presentes não apenas o defensor do réu que  \n", "estiver sendo interrogado como também os defensores dos demais \n", "co-réus, que poderão apresentar reperguntas.” (grifei)\n", "Cumpre rememorar,  ainda,  ante a sua inteira pertinência,  o \n", "magistério de PAULO RANGEL (“Direito Processual Penal”, p. 479/480, \n", "item n. 8.4.1.2, 10ª ed., 2005, Lumen Juris):\n", "“Questão que também tem trazido tormento é o caso do \n", "co-réu no interrogatório.\n", ".......................................................................................................\n", "Pergunta-se:  pode  o  advogado  de  Tício  comparecer  ao  \n", "interrogatório e fazer perguntas aos outros co-réus (Caio e Mévio)?\n", "7 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "A resposta somente pode ser afirmativa.\n", "Primeiro,  em nome da ampla defesa e do contraditório,  \n", "pois, uma vez ausente o advogado, ou impossibilitado ‘manu militari’  \n", "pelo juiz de participar do ato,  haverá sérios prejuízos ao exercício  \n", "da  defesa  técnica  que  não  poderá produzir  prova  em  favor  do  \n", "acusado ausente.\n", "Segundo, que a sanção própria para a contumácia do réu é a  \n", "declaração de revelia,  sem as conseqüências da veracidade dos fatos  \n", "como  ocorre no  processo  civil,  diante de  direitos  disponíveis  \n", "(art. 330, II, do CPC).\n", "Terceiro, que a impossibilidade do advogado de participar  \n", "do ato é uma exclusão do réu da relação jurídico-processual, estando \n", "ele no processo. Há um vínculo jurídico-processual ligando o réu  \n", "ao processo quando da imputação recebida pelo juiz. Logo, não pode  \n", "o advogado ser impedido de participar do primeiro ato, em regra,  \n", "da  instrução  criminal,  sob  pena de  graves  prejuízos  ao  exercício  \n", "constitucional da defesa técnica.\n", "Quarto, que a ampla defesa se divide em defesa técnica e auto  \n", "defesa,  sendo  esta disponível  e aquela  indisponível.  Razão  pela  \n", "qual,  ao  impedir  o  advogado  de  participar  do  ato,  estará  o  \n", "magistrado incorrendo em grave violação ao direito constitucional de  \n", "ampla  defesa;  fato que,  por  si  só,  permite a  propositura  da  ação  \n", "constitucional  de  ‘habeas  corpus’  para  declarar o  ato,  sem a  \n", "intervenção do advogado, nulo de pleno direito.” (grifei)\n", "Vale relembrar,  neste  ponto,  as considerações que  o  eminente \n", "magistrado federal CARLOS HENRIQUE BORLIDO HADDAD  fez,  em \n", "precioso  trabalho  doutrinário,  sobre a nova disciplina  jurídica  que \n", "presentemente  rege o  interrogatório  (“O  novo  interrogatório”,  “in” \n", "Revista Brasileira de Ciências Criminais, vol. 55/231-292, 2005):\n", "“Ainda  vigora  a  regra de  realização  dos  interrogatórios  de  \n", "co-réus  separadamente.  Entretanto,  foi  alterada  a  regulamentação  \n", "acerca  da  intervenção  do  defensor  do  co-réu  denunciado  no  \n", "interrogatório do denunciante (…).\n", "8 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "(…) Ao acusado deve-se resguardar o direito de submeter ao  \n", "contraditório  as  declarações  do  co-réu  feitas  em seu  prejuízo,  para  \n", "assegurar  o  método  de  formação  dialética  da  prova  perante  o  juiz.  \n", "Seria  por  demais  desastroso  o  magistrado  aceitar  sempre  como  \n", "verdadeira  a  acusação  feita  por  um réu  em relação  a  um terceiro,  \n", "imputando-lhe a qualidade de co-autor, sem permitir a este o direito de  \n", "reperguntas.\n", "No direito alemão,  assegura-se,  expressamente,  às partes ‘o  \n", "direito de participar das provas (§§ 355 e 397)’ e a prerrogativa se  \n", "estende a qualquer meio de prova, inclusive ao testemunho do co-réu  \n", "que incrimina o  outro.  Para  o  justo  processo,  consagrado  na  nova  \n", "redação do art. 111 da Constituição italiana, ao acusado de um crime  \n", "deve-se assegurar a faculdade, perante o juiz, de interrogar ou fazer  \n", "interrogar a pessoa que produza declaração em seu prejuízo. (...).\n", "Para que as declarações do co-réu, alheias a si próprio, sejam  \n", "consideradas  na  formação  do  convencimento judicial,  indispensável  a  \n", "submissão ao crivo do contraditório, com a possibilidade de intervenção  \n", "da defesa do acusado denunciado. A Lei n. 10.792/2003 ocupou-se com a  \n", "chamada de co-réu e com a possibilidade de reperguntas pelo defensor do  \n", "acusado  denunciado  e  não  é  mais  necessário  aplicar,  por  analogia,  a  \n", "disciplina  conferida  à  prova  testemunhal,  a  fim  de  integrar  a  lei  \n", "processual penal e sanar a lacuna até então existente.\n", "Ao  prescrever que,  ‘após  proceder  ao  interrogatório,  o  juiz  \n", "indagará  das  partes  se  restou  algum  fato  para  ser  esclarecido,  \n", "formulando  perguntas  correspondentes  se  o  entender  pertinente  e  \n", "relevante’,  a  Lei  10.792/2003 autorizou a intervenção da  defesa do  \n", "co-réu no ato processual. Quando se fala em ‘partes’ compreende-se  \n", "acusação e defesa, inclui-se naquela o Ministério Público, o querelante  \n", "e o assistente da acusação e insere-se nesta o acusado e o querelado,  \n", "considerados individualmente ou em litisconsórcio.\n", ".......................................................................................................\n", "As declarações a respeito do co-réu para serem validamente  \n", "aceitas  necessitam  da  submissão  ao  contraditório  no  momento  de  \n", "formação  da  prova.  Não  deixam,  porém,  de  partir  de  pessoa  \n", "interessada  no  processo  ou  na  ocultação  ou  desvirtuamento  da  \n", "verdade,  se  a  desfavorece.  O  co-réu  denunciante  teria,  por  \n", "9 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "conseguinte,  os  direitos  garantidos  ao  acusado,  sem  as  obrigações  \n", "previstas para a testemunha. Poderia calar e mentir, desde que não  \n", "incorresse  em  infração  penal,  e  não  teria  necessidade  de  prestar  \n", "compromisso, no típico papel de réu.” (grifei)\n", "Cabe também destacar texto elaborado pelo “Grupo de Estudos do  \n", "Departamento  de  Projetos  Legislativos  do  IBCCRIM”,  composto por \n", "CLEUNICE  VALENTIM  BASTOS  PITOMBO,  GUSTAVO  HENRIQUE \n", "RIGHI  IVAHY  BADARÓ,  MARCOS  ALEXANDRE  COELHO  ZILLI  e \n", "MARIA THEREZA ROCHA DE ASSIS MOURA (“Publicidade, Ampla \n", "Defesa e Contraditório no Novo Interrogatório Judicial”, “in” Boletim \n", "IBCCRIM, vol. 135/2, 2004),  no qual esses eminentes juristas  acentuam a \n", "essencialidade de garantir-se aos corréus o direito de formular reperguntas aos \n", "demais acusados:\n", "“Mas, sem  dúvida,  o  maior  avanço  introduzido  foi  a  \n", "possibilidade aberta às partes de formulação de perguntas ao acusado.  \n", "Com isto, o interrogatório, além de ser ato destinado ao exercício do  \n", "direito de defesa, em sua vertente da autodefesa, passa a ser, também,  \n", "aberto à exploração contraditória. Reforçou-se o seu caráter híbrido,  \n", "mormente  em  virtude  da  perspectiva  de  participação  dos  sujeitos  \n", "parciais, resguardado, obviamente, o direito ao silêncio.\n", "É  certo  que  a  não  concessão  de  oportunidade  de  \n", "reperguntas será causa de nulidade, justamente por integrar-se ao  \n", "rol de requisitos essenciais do interrogatório. Em conseqüência, haverá  \n", "de ser assegurada a participação da acusação e da defesa técnica, não  \n", "podendo  o  ato  realizar-se  sem  a  presença  destas.  Essa  exigência,  \n", "compatível com os novos ditames impostos pelo legislador, seria mais  \n", "facilmente atendida caso houvesse sido o interrogatório deslocado para  \n", "momento  procedimental  posterior,  mais  precisamente  após  a  \n", "inquirição  de  todas  as  testemunhas,  como  aliás  já  ocorre  no  \n", "procedimento  sumaríssimo  dos  Juizados  Especiais  Criminais,  \n", "oportunidade  em  que  todas  as  questões  relativas  à  representação  \n", "processual já teriam sido superadas.\n", "10 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "No  tocante  à  ordem  a  ser  obedecida na  formulação  de  \n", "reperguntas, há que se afastar, desde logo, qualquer possibilidade de  \n", "equiparação  analógica  entre  o  interrogatório  e  a  inquirição  das  \n", "testemunhas de defesa. Afinal, o acusado é parte da relação processual,  \n", "reagindo  à  imputação  acusatória.  Não  é  puramente  objeto  de  \n", "exploração  probatória  realizada  no  campo  da  dialética  processual.  \n", "Dessa forma, no equilíbrio resultante entre o exercício da ampla defesa  \n", "e  a  exploração  contraditória,  parece-nos  natural  seja  dada  \n", "oportunidade,  em  um  primeiro  momento,  ao  órgão  acusador  –  e  \n", "eventual assistente de acusação por aplicação analógica do art. 271 do  \n", "CPP –, passando-se, então, à defesa técnica.\n", "Mesmo  na  hipótese  de  haver  co-réus  com  defensores  \n", "diversos,  deverão  estes  participar  do  ato.  Aliás,  a  busca  pela  \n", "melhor reconstrução do fato imputado poderá ser utilizada com grande  \n", "valia  pela  defesa,  como na hipótese  de  delação do  co-réu.  Aqui,  na  \n", "verdade, o apontamento aproxima-se de um ‘relato testemunhal’, o que  \n", "reforça  a  necessidade  de  cumprimento  do  contraditório  pleno.  A  \n", "delação é, sem dúvida, a hipótese mais evidente a revelar o interesse da  \n", "defesa de um dos acusados em participar do interrogatório do co-réu.  \n", "Mas  não  é  só.  A  amplitude  do  direito  à  defesa  não  pode  ser  \n", "circunscrita,  apenas  e  tão  somente,  a  tal  situação.  Assim,  havendo  \n", "mais de um acusado, o ato do interrogatório deve ser realizado com a  \n", "presença dos defensores dos demais acusados, que terão, igualmente,  \n", "direito de reperguntar. Repita-se: a presença impõe-se como garantia  \n", "do exercício da mais ampla defesa, independentemente da versão dada  \n", "por qualquer deles em juízo.” (grifei)\n", "Nem se diga, como o fez o Ministério Público Federal, que o objetivo da \n", "norma inscrita no CPPM “é o de garantir ao acusado a mais absoluta liberdade  \n", "para  exercer  o  seu  direito  constitucional  de  autodefesa,  sem  restrições  ou  \n", "constrangimentos de qualquer espécie, que poderia decorrer da presença, no ato,  \n", "de outros acusados”.\n", "Se o  interrogando  sentir-se eventualmente constrangido,  avaliando \n", "que  poderá autoincriminar-se,  assistir-lhe-á,  sempre,  o direito – \n", "juridicamente amparado pela própria Constituição – de silenciar.\n", "11 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "Ninguém ignora, considerada a prerrogativa constitucional contra a \n", "autoincriminação (RTJ 176/805-806,  Rel. Min. CELSO DE MELLO,  v.g.), \n", "que assiste a qualquer pessoa o direito de manter-se em silêncio, sem se \n", "expor –  em virtude do exercício  legítimo dessa faculdade – a  qualquer \n", "restrição  em  sua  esfera  jurídica,  desde que  as  suas  respostas  às \n", "indagações que lhe venham a ser feitas possam acarretar-lhe grave dano \n", "(“Nemo tenetur se detegere”).\n", "É que indiciados  e réus (e,  até mesmo, testemunhas)  dispõem, em \n", "nosso ordenamento jurídico,  da prerrogativa contra a autoincriminação, \n", "consoante tem proclamado a  jurisprudência constitucional do Supremo \n", "Tribunal Federal (RTJ 172/929-930, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – \n", "RDA 196/197,  Rel.  Min. CELSO DE MELLO –  HC 78.814/PR,  Rel.  Min. \n", "CELSO DE MELLO, v.g.).\n", "Com o explícito reconhecimento dessa  prerrogativa, \n", "constitucionalizou-se,  em  nosso  sistema  jurídico,  uma das \n", "mais expressivas consequências derivadas da cláusula do “due process of  \n", "law”.\n", "Qualquer pessoa que  sofra  investigações penais,  policiais  ou \n", "parlamentares,  ostentando,  ou  não,  a  condição  formal  de  indiciado  – \n", "ainda que  convocada  como  testemunha  (RTJ 163/626  –  RTJ 176/805- \n", "-806)  –,  possui,  entre  as  várias  prerrogativas que  lhe  são \n", "constitucionalmente asseguradas, o direito de permanecer em silêncio e \n", "de não produzir provas contra  si  própria,  consoante reconhece a \n", "jurisprudência  do  Supremo  Tribunal  Federal  (RTJ 141/512,  Rel.  Min. \n", "CELSO DE MELLO).\n", "Esse direito,  na  realidade,  é plenamente oponível ao  Estado,  a \n", "qualquer de seus Poderes e aos seus respectivos agentes e órgãos. Atua, \n", "nesse sentido, como poderoso fator de limitação das próprias atividades \n", "12 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "de  investigação  e de  persecução  desenvolvidas  pelo  Poder  Público \n", "(Polícia  Judiciária,  Ministério  Público,  Juízes,  Tribunais  e  Comissões \n", "Parlamentares de Inquérito, p. ex.).\n", "Cabe registrar que a cláusula legitimadora  do direito ao silêncio \n", "(invocável por qualquer dos litisconsortes penais passivos), ao explicitar, \n", "agora em sede constitucional, o postulado segundo o qual “Nemo tenetur  \n", "se  detegere”,  nada mais fez senão  consagrar,  desta  vez no  âmbito  do \n", "sistema normativo  instaurado pela Carta da República de 1988,  diretriz \n", "fundamental proclamada,  desde  1791,  pela  Quinta  Emenda que \n", "compõe o “Bill of Rights” norte-americano.\n", "Na realidade, ninguém pode ser tratado, pelo Poder Público, como \n", "culpado, sem que exista prévia condenação penal transitada em julgado \n", "(RTJ 176/805-806,  Rel.  Min.  CELSO  DE  MELLO,  Pleno),  nem \n", "constrangido a confessar a prática de um ilícito penal (HC 80.530-MC/PA, \n", "Rel. Min. CELSO DE MELLO), nem, ainda, forçado a produzir quaisquer \n", "provas  contra si  próprio (RTJ 141/512,  Rel.  Min. CELSO DE MELLO – \n", "RTJ 180/1125,  Rel.  Min. MARCO AURÉLIO –  HC 69.026/DF,  Rel.  Min. \n", "CELSO  DE  MELLO  –  HC 77.135/SP,  Rel.  Min.  ILMAR  GALVÃO  – \n", "HC 83.096/RJ,  Rel.  Min.  ELLEN GRACIE –  RHC 64.354/SP,  Rel.  Min. \n", "SYDNEY SANCHES). \n", "Trata-se de prerrogativa que,  no  autorizado  magistério de \n", "ANTÔNIO MAGALHÃES GOMES FILHO (“Direito à Prova no Processo \n", "Penal”, p. 111, item n. 7, 1997, RT), “constitui uma decorrência natural do  \n", "próprio modelo processual paritário,  no qual seria inconcebível que uma das  \n", "partes  pudesse compelir o adversário a apresentar provas decisivas  em seu \n", "próprio prejuízo (...)” (grifei).\n", "O direito de o indiciado/acusado (ou  testemunha)  permanecer em \n", "silêncio – consoante proclamou a Suprema Corte dos Estados Unidos da \n", "América em Escobedo v. Illinois (1964) e,  de maneira mais incisiva, em \n", "13 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "Miranda v. Arizona (1966) –  insere-se no alcance concreto  da cláusula \n", "constitucional do devido processo legal.\n", "A importância de tal entendimento firmado em Miranda v. Arizona \n", "(1966)  assumiu tamanha  significação  na prática das  liberdades \n", "constitucionais nos Estados Unidos da América,  que a Suprema Corte \n", "desse país, em julgamento  mais recente (2000),  voltou a reafirmar essa \n", "“landmark decision”, assinalando que as diretrizes nela fixadas (“Miranda \n", "warnings”)  –  entre as quais se  encontra  a  prévia cientificação  de que \n", "ninguém é  obrigado  a  confessar  ou a  responder  a  qualquer \n", "interrogatório  –  exprimem interpretação  do  próprio  “corpus” \n", "constitucional,  como advertiu o  então  “Chief  Justice”  William  H. \n", "Rehnquist, autor de tal decisão, proferida, por 07 (sete) votos a 02 (dois), \n", "no caso Dickerson v. United States (530 U.S. 428, 2000),  daí resultando, \n", "como  necessária consequência,  a intangibilidade desse  precedente, \n", "insuscetível  de  ser  derrogado por  legislação  meramente ordinária \n", "emanada do  Congresso  americano  (“...  Congress  may  not \n", "legislatively  supersede our  decisions  interpreting  and  applying the  \n", "Constitution …”).\n", "Vale registrar, a esse respeito, a lição de GILMAR FERREIRA MENDES, \n", "INOCÊNCIO  MÁRTIRES  COELHO  e PAULO  GUSTAVO  GONET \n", "BRANCO (“Curso de Direito Constitucional”, p. 635/636, item n. 9.3.3.3.1, \n", "2007, IDP/Saraiva):\n", "“O direito  do preso –  a rigor  o direito  do acusado –  de  \n", "permanecer  em  silêncio  é  expressão do  princípio  da  não-auto-  \n", "-incriminação, que outorga ao preso e ao acusado em geral o direito de  \n", "não produzir provas contra si mesmo (art. 5º, LXIII).\n", "Tal como anotado por Pertence em magnífico voto proferido  \n", "no HC 78.708, de que foi  o relator (DJ de 16-4-1999), ‘o direito à  \n", "informação  da  faculdade  de  manter-se  silente  ganhou  dignidade  \n", "constitucional  –  a  partir  de  sua  mais  eloqüente  afirmação  \n", "contemporânea  em  Miranda  vs.  Arizona  (384  US  436,  1966),  \n", "14 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "transparente  fonte  histórica  de  sua  consagração  na  Constituição  \n", "brasileira  –  porque  instrumento  insubstituível  da  eficácia  real  da  \n", "vetusta garantia contra a auto-incriminação – ‘nemo tenetur prodere  \n", "se  ipsum,  quia  nemo tenere  detegere  turpitudinem suam’  –,  que  a  \n", "persistência  planetária  dos  abusos  policiais  não  deixa  de  perder  \n", "atualidade.\n", "Essas regras sobre a instrução quanto ao direito ao silêncio – as  \n", "chamadas  ‘Miranda  rules’  –  hão  de  se  aplicar  desde  quando  o  \n", "inquirido  está  em custódia  ou  de  alguma outra  forma se  encontre  \n", "significativamente privado de sua liberdade de ação: ‘while in custody  \n", "at the station or otherwise deprived of his freedom of action in any  \n", "significant way’.\n", "Antes do advento do texto constitucional de 1988, o tema era  \n", "tratado entre nós no âmbito do devido processo legal, do princípio da  \n", "não-culpabilidade e do processo acusatório.\n", "Agora, diante da cláusula explícita acima referida, compete \n", "ao intérprete precisar o significado da decisão do constituinte para a  \n", "ordem constitucional como um todo.\n", "Titular do direito é não só o preso,  mas também qualquer  \n", "acusado ou denunciado no processo penal.\n", "A jurisprudência avançou para reconhecer o direito ao silêncio  \n", "aos investigados nas Comissões Parlamentares de Inquérito.” (grifei)\n", "Cumpre rememorar,  ainda,  que o Pleno do  Supremo  Tribunal \n", "Federal,  ao julgar o HC 68.742/DF,  Rel.  p/  o  acórdão  Min.  ILMAR \n", "GALVÃO  (DJU de  02/04/93),  também reconheceu que  o  réu (como \n", "qualquer dos litisconsortes  penais  passivos) não pode,  em virtude do \n", "princípio  constitucional  que protege qualquer acusado  ou  indiciado \n", "contra a autoincriminação, sofrer, em função do legítimo exercício desse \n", "direito, restrições que afetem o seu “status poenalis” ou que atinjam a sua \n", "esfera jurídica.\n", "Na  realidade,  o  Código  de  Processo  Penal  –  estimulado pela \n", "jurisprudência constitucional desta Suprema Corte – prescreveu, em seu \n", "art. 186, parágrafo único, na redação dada pela Lei nº 10.792/2003, que “O \n", "15 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "silêncio,  que não importará em confissão,  não poderá ser interpretado em \n", "prejuízo da defesa” (grifei).\n", "Com efeito,  nenhuma conclusão desfavorável à situação individual \n", "da pessoa que invoque essa cláusula de tutela poderá ser extraída de sua \n", "válida  e legítima  opção pelo silêncio.  Daí a grave –  e corretíssima – \n", "advertência de  ROGÉRIO  LAURIA  TUCCI  (“Direitos  e  Garantias \n", "Individuais no Processo Penal Brasileiro”, p. 370, item n. 16.3, 2ª ed., 2004, \n", "RT),  para quem o direito de permanecer calado “não pode importar em  \n", "desfavorecimento  do  imputado,  até  porque  consistiria  inominado  absurdo  \n", "entender-se  que  o  exercício  de  um  direito,  expresso  na  Lei  das  Leis  como  \n", "fundamental do indivíduo, possa acarretar-lhe qualquer desvantagem”.\n", "Esse mesmo entendimento é  perfilhado  por  ANTÔNIO \n", "MAGALHÃES  GOMES  FILHO  (“Direito  à  Prova  no  Processo  Penal”, \n", "p.  113,  item  n.  7,  nota  de  rodapé  n.  67,  1997,  RT),  que repele,  por \n", "incompatíveis com o  novo sistema constitucional,  quaisquer prescrições \n", "normativas  ou práticas  estatais que  autorizem  inferir do  exercício  do \n", "direito  ao silêncio  inaceitáveis consequências prejudiciais  à defesa,  aos \n", "direitos e aos interesses daquele que sofre persecução penal, tal como já o  \n", "havia proclamado este Supremo Tribunal Federal, antes mesmo da edição \n", "da Lei nº 10.792/2003, que, entre outras modificações, alterou o art. 186 do \n", "CPP:\n", "“Interrogatório –  Acusado –  Silêncio.  A  parte  final  do  \n", "artigo 186 do Código de Processo Penal, no sentido de o silêncio do  \n", "acusado poder se mostrar contrário aos respectivos interesses, não foi  \n", "recepcionada pela  Carta  de  1988,  que,  mediante  o  preceito  do  \n", "inciso LVIII do artigo 5º, dispõe sobre o direito de os acusados, em  \n", "geral, permanecerem calados (...).”\n", "(RTJ 180/1125, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – grifei) \n", "Impende advertir, ainda, no contexto da prerrogativa constitucional \n", "contra a autoincriminação, que o Estado – que não tem o direito de tratar \n", "16 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "suspeitos, indiciados ou réus como se culpados fossem (RTJ 176/805-806) – \n", "também não pode constrangê-los a produzir provas  contra si  próprios \n", "(RTJ 141/512).\n", "Na  realidade,  aquele que sofre persecução  penal  instaurada  pelo \n", "Estado tem, entre outras prerrogativas básicas, direito (a) de permanecer \n", "em  silêncio,  (b)  de não ser compelido a  produzir  elementos  de \n", "incriminação  contra si  próprio  nem constrangido a  apresentar  provas \n", "que lhe comprometam a defesa e (c) de recusar-se a participar, ativa ou \n", "passivamente,  de  procedimentos  probatórios  que  lhe  possam  afetar  a \n", "esfera jurídica, tais como a reprodução simulada do evento delituoso e o \n", "fornecimento de padrões  gráficos  ou de padrões  vocais  para efeito  de \n", "perícia criminal. \n", "Em suma: o direito ao silêncio – e de não produzir provas contra si \n", "próprio  –  constitui prerrogativa  individual  que não pode ser \n", "desconsiderada  por qualquer dos Poderes da República,  inclusive por \n", "este  Supremo  Tribunal  Federal,  motivo  pelo  qual  não procedem as \n", "objeções  invocadas pelo  Ministério  Público  Federal,  eis que os \n", "litisconsortes  penais  passivos,  se provocados por  reperguntas, \n", "sempre terão o direito  de não responder às indagações que lhes forem \n", "dirigidas.\n", "A realização do  interrogatório  judicial  e a formulação de \n", "reperguntas  dirigidas,  pelos demais corréus,  àquele  que estiver  sendo \n", "interrogado,  conduzidas em  ambiente  de  respeito às  franquias \n", "individuais  que  protegem,  amparam  e garantem  as  prerrogativas \n", "jurídico-constitucionais de todos os acusados, terão, na figura central do \n", "magistrado  processante,  o garante da  preservação  da  integridade  dos \n", "direitos  titularizados por  aqueles  que  se  acham  expostos à  ação \n", "persecutória do Estado.\n", "17 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "Vale enfatizar,  ainda,  além do já  exposto,  que também milita em \n", "favor dos pacientes, ora agravados, um outro direito fundamental inerente \n", "a qualquer pessoa submetida a persecução penal,  independentemente de \n", "ostentar,  ou  não,  a  condição  castrense,  consistente no direito de \n", "comparecimento e de presença em audiência judicial onde se realizem atos \n", "concernentes ao procedimento penal.\n", "Com efeito,  mostra-se importante rememorar decisão desta colenda \n", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal  proferida em julgamento \n", "(em cujo âmbito foi discutida tal matéria)  consubstanciado em acórdão \n", "assim ementado:\n", "“’HABEAS  CORPUS’  –  INSTRUÇÃO  PROCESSUAL –  \n", "RÉU  PRESO –  PRETENDIDO  COMPARECIMENTO À  \n", "AUDIÊNCIA PENAL –  PLEITO RECUSADO –  REQUISIÇÃO \n", "JUDICIAL  NEGADA SOB  FUNDAMENTO  DA \n", "PERICULOSIDADE DO ACUSADO – INADMISSIBILIDADE –  \n", "A GARANTIA CONSTITUCIONAL DA  PLENITUDE  DE  \n", "DEFESA:  UMA DAS PROJEÇÕES CONCRETIZADORAS DA \n", "CLÁUSULA DO  ‘DUE  PROCESS  OF  LAW’  –  CARÁTER \n", "GLOBAL E ABRANGENTE DA  FUNÇÃO  DEFENSIVA:  \n", "DEFESA TÉCNICA E AUTODEFESA (DIREITO  DE \n", "AUDIÊNCIA  E DIREITO  DE  PRESENÇA)  –  PACTO \n", "INTERNACIONAL SOBRE  DIREITOS  CIVIS  E  \n", "POLÍTICOS/ONU  (ARTIGO  14,  N.  3,  ‘D’)  E CONVENÇÃO \n", "AMERICANA DE  DIREITOS  HUMANOS/OEA  (ARTIGO  8º,  \n", "§ 2º,  ‘D’  E ‘F’)  –  DEVER DO ESTADO DE ASSEGURAR  AO \n", "RÉU PRESO O  EXERCÍCIO  DESSA  PRERROGATIVA \n", "ESSENCIAL,  ESPECIALMENTE A DE COMPARECER À \n", "AUDIÊNCIA DE INQUIRIÇÃO DAS TESTEMUNHAS,  AINDA  \n", "MAIS QUANDO ARROLADAS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO –  \n", "RAZÕES DE  CONVENIÊNCIA  ADMINISTRATIVA  OU  \n", "GOVERNAMENTAL  NÃO PODEM LEGITIMAR O  \n", "DESRESPEITO  NEM COMPROMETER A  EFICÁCIA  E A \n", "OBSERVÂNCIA  DESSA  FRANQUIA  CONSTITUCIONAL –  \n", "18 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "NULIDADE PROCESSUAL ABSOLUTA –  AFASTAMENTO, EM \n", "CARÁTER  EXCEPCIONAL,  NO  CASO  CONCRETO,  DA \n", "INCIDÊNCIA  DA  SÚMULA  691/STF  –  ‘HABEAS  CORPUS’  \n", "CONCEDIDO DE OFÍCIO.\n", "- O acusado, embora preso, tem o direito de comparecer, de \n", "assistir e de presenciar,  sob pena de  nulidade  absoluta,  os  atos  \n", "processuais,  notadamente aqueles  que  se  produzem  na  fase  de \n", "instrução do processo penal, que se realiza, sempre, sob a égide do  \n", "contraditório.  São irrelevantes,  para esse  efeito,  as alegações do \n", "Poder Público concernentes à dificuldade ou inconveniência de  \n", "proceder à remoção de acusados presos a outros pontos do Estado ou \n", "do  País,  eis que razões  de  mera  conveniência  administrativa  não \n", "têm  – nem  podem  ter  –  precedência  sobre  as  inafastáveis \n", "exigências  de  cumprimento  e  respeito  ao  que  determina  a  \n", "Constituição. Doutrina. Jurisprudência.\n", "- O direito de audiência, de um lado, e o direito de presença \n", "do réu, de outro,  esteja ele preso ou não,  traduzem prerrogativas  \n", "jurídicas essenciais  que derivam da garantia constitucional do ‘due  \n", "process  of  law’  e que asseguram,  por  isso  mesmo,  ao  acusado  o \n", "direito de comparecer aos  atos  processuais  a  serem  realizados  \n", "perante  o  juízo  processante, ainda que situado este em local \n", "diverso daquele em que esteja custodiado o réu.  Pacto \n", "Internacional sobre  Direitos  Civis  e  Políticos/ONU  (Artigo  14,  \n", "n.  3,  ‘d’)  e Convenção Americana de  Direitos  Humanos/OEA \n", "(Artigo 8º, § 2º, ‘d’ e ‘f’).\n", "- Essa prerrogativa processual  reveste-se de caráter fundamental,  \n", "pois compõe o próprio estatuto constitucional do direito de defesa,  \n", "enquanto complexo de princípios e de normas que amparam qualquer \n", "acusado em sede de persecução criminal, mesmo que se trate de réu  \n", "processado por  suposta prática de crimes hediondos  ou de delitos a  \n", "estes equiparados. Precedentes.”\n", "(HC 86.634/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) \n", "Uma última observação impõe-se:  refiro-me ao fato  de que assiste \n", "ao  réu  militar,  sob pena de  nulidade  absoluta,  o direito ao  transporte \n", "pessoal, quando tiver de efetuar deslocamento, para fora da sede de sua \n", "19 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "Organização Militar, no interesse da Justiça, para participar de audiência \n", "de instrução criminal em que serão ouvidas testemunhas arroladas pela \n", "acusação e pela defesa, nos termos do Decreto nº 4.307/2002, art. 28, I.\n", "Tenho sustentado,  nesta  Suprema Corte,  com apoio em autorizado \n", "magistério doutrinário (FERNANDO DA COSTA TOURINHO FILHO, \n", "“Processo  Penal”,  vol.  3/136,  10ª  ed.,  1987,  Saraiva;  FERNANDO  DE \n", "ALMEIDA PEDROSO, “Processo Penal – O Direito de Defesa”, p. 240, \n", "1986, Forense; JAQUES DE CAMARGO PENTEADO, “Acusação, Defesa \n", "e  Julgamento”,  p.  261/262,  item  n.  17,  e p.  276,  item  n.  18.3,  2001, \n", "Millennium;  ADA  PELLEGRINI  GRINOVER,  “Novas  Tendências  do \n", "Direito  Processual”,  p.  10,  item  n.  7, 1990,  Forense  Universitária; \n", "ANTONIO  SCARANCE  FERNANDES,  “Processo  Penal \n", "Constitucional”,  p.  280/281,  item n.  26.10,  3ª  ed.,  2003,  RT;  ROGÉRIO \n", "LAURIA TUCCI, “Direitos e Garantias Individuais no Processo Penal \n", "Brasileiro”, p. 189, item n. 7.2, 2ª ed., 2004, RT; ANTONIO MAGALHÃES \n", "GOMES  FILHO,  “Direito  à  Prova  no  Processo  Penal”,  p.  154/155, \n", "item n.  9,  1997,  RT; VICENTE GRECO FILHO, “Tutela Constitucional \n", "das  Liberdades”,  p.  110,  item  n.  5,  1989,  Saraiva;  JORGE  DE \n", "FIGUEIREDO DIAS, “Direito Processual Penal”, vol. 1/431-432, item n. 3, \n", "1974, Coimbra Editora, v.g.), que o acusado tem o direito de comparecer, de \n", "assistir e de presenciar, sob pena de nulidade absoluta, os atos processuais, \n", "notadamente aqueles que se produzem na fase de instrução do processo \n", "penal,  que se realiza,  sempre,  sob a égide do  contraditório,  sendo \n", "irrelevantes,  para esse efeito, as alegações, tais como feitas  no caso ora em  \n", "exame,  de  problemas  na  aeronave,  eis que as  “(...)  alegações  de  mera  \n", "conveniência administrativa não têm – nem podem ter – precedência sobre as  \n", "inafastáveis  exigências  de  cumprimento  e  respeito  ao  que  determina  a  \n", "Constituição” (RTJ 142/477-478, Rel. Min. CELSO DE MELLO) e, notadamente, \n", "porque,  nos  termos  do  artigo  28,  inciso  I,  do  Decreto  nº  4.307/2002, \n", "é conferido “(...)  ao  militar  direito  ao  transporte,  quando  necessário  o  \n", "deslocamento,  no  interesse  da  justiça,  para  fora  da  sede  de  sua  Organização  \n", "Militar (...)”.\n", "20 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "Esse entendimento,  hoje prevalecente em ambas as Turmas deste \n", "Tribunal (HC 85.200/RJ, Rel. Min. EROS GRAU – HC 86.634/RJ, Rel. Min. \n", "CELSO DE MELLO),  tem por suporte o reconhecimento –  fundado na \n", "natureza dialógica do  processo  penal  acusatório,  impregnado,  em sua  \n", "estrutura  formal,  de  caráter  essencialmente democrático  (JOSÉ \n", "FREDERICO  MARQUES,  “O  Processo  Penal  na  Atualidade”,  “in” \n", "“Processo  Penal  e  Constituição  Federal”,  p.  13/20,  1993, \n", "APAMAGIS/Ed. Acadêmica) – de que o direito de audiência, de um lado, \n", "e o direito de presença do réu, de outro, esteja ele preso ou não, traduzem \n", "prerrogativas jurídicas  que derivam da garantia constitucional do “due  \n", "process of law” e que asseguram,  por isso  mesmo, ao acusado o direito de  \n", "comparecer aos  atos  processuais  a  serem  realizados  perante  o  juízo \n", "processante, ainda que situado este  em local diverso daquele da sede da \n", "Organização Militar a que o réu esteja vinculado.\n", "Vale referir,  neste  ponto,  ante  a  extrema  pertinência de  suas \n", "observações,  o douto magistério de ROGÉRIO SCHIETTI MACHADO \n", "CRUZ  (“Garantias  Processuais  nos  Recursos  Criminais”,  p.  126/127, \n", "item n. 5.1, 2ª ed., 2013, Atlas):\n", "“A possibilidade de que o próprio acusado intervenha, direta  \n", "e  pessoalmente,  na  realização  dos  atos processuais,  constitui,  \n", "assim, a autodefesa (...).\n", "Saliente-se que a autodefesa não se resume à participação do  \n", "acusado no interrogatório judicial, mas há de estender-se a todos os  \n", "atos de que o imputado participe. (...).\n", "Na  verdade,  desdobra-se  a  autodefesa  em  ‘direito  de  \n", "audiência’ e em  ‘direito de presença’, é dizer,  tem o acusado  o  \n", "direito de ser ouvido e falar  durante  os atos processuais (...),  bem \n", "assim  o  direito  de  assistir  à  realização  dos  atos  processuais,  \n", "sendo dever do Estado facilitar seu exercício,  máxime quando o  \n", "imputado se  encontre preso,  impossibilitado de livremente deslocar-se \n", "ao fórum.” (grifei)\n", "21 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "Incensurável,  por  isso  mesmo,  sob tal perspectiva, decisão  desta \n", "Suprema  Corte,  de  que  foi  Relator  o  eminente  Ministro  LEITÃO  DE \n", "ABREU, consubstanciada em acórdão assim ementado (RTJ 79/110):\n", "“‘Habeas Corpus’.  Nulidade processual.  O direito de estar \n", "presente à  instrução  criminal,  conferido  ao  réu,  \n", "assenta na  cláusula  constitucional  que garante ao  acusado \n", "ampla  defesa.  A violação desse direito importa \n", "nulidade absoluta,  e  não  simplesmente  relativa,  do \n", "processo.\n", ".......................................................................................................\n", "Nulidade do processo a partir dessa audiência.\n", "Pedido deferido.” (grifei)\n", "Cumpre destacar,  nesse mesmo sentido,  inúmeras outras  decisões \n", "emanadas  deste Supremo Tribunal  Federal  (RTJ 64/332  –  RTJ 66/72  – \n", "RTJ 70/69  –  RTJ 80/37  –  RTJ 80/703),  cabendo registrar,  por  relevante, \n", "julgamento no qual esta Suprema Corte reconheceu essencial a presença \n", "do réu na audiência de inquirição de testemunhas arroladas pelo órgão \n", "da  acusação  estatal,  sob pena de ofensa à garantia constitucional da \n", "plenitude de defesa:\n", "“‘Habeas corpus’. Nulidade processual. O direito de estar  \n", "presente à  instrução  criminal,  conferido ao  réu  e  seu  defensor,  \n", "assenta  no  princípio  do  contraditório.  Ao  lado  da  defesa  \n", "técnica,  confiada  a  profissional  habilitado,  existe a  denominada  \n", "autodefesa,  através  da  presença  do  acusado  aos  atos  \n", "processuais. (...).”\n", "(RTJ 46/653, Rel. Min. DJACI FALCÃO – grifei)\n", "22 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "Essa orientação, por sua vez, reflete-se no magistério jurisprudencial \n", "de outros Tribunais (RT 522/369 – RT 537/337 – RT 562/346 – RT 568/287 – \n", "RT 569/309 – RT 718/415):\n", "“O direito  conferido ao réu  de estar presente à instrução  \n", "criminal assenta-se  na  cláusula  constitucional  que  garante ao  \n", "acusado  ampla  defesa.  A  violação desse  direito  importa  \n", "nulidade absoluta, e não apenas relativa, do processo.”\n", "(RT 607/306, Rel. Des. BAPTISTA GARCIA – grifei)\n", "Não constitui demasia assinalar,  neste  ponto,  analisada a função \n", "defensiva sob uma perspectiva global, que o direito de presença do réu na \n", "audiência  de  instrução  penal,  além de traduzir expressão  concreta  do \n", "direito de defesa (mais especificamente da prerrogativa da autodefesa), \n", "também encontra suporte  legitimador  em convenções internacionais \n", "que proclamam a essencialidade dessa franquia processual, que compõe o \n", "próprio estatuto constitucional do direito de defesa,  enquanto complexo de \n", "princípios  e de  normas  que  amparam  qualquer acusado  em sede de \n", "persecução criminal,  seja perante a Justiça Comum,  seja perante a Justiça \n", "Militar.\n", "A justa preocupação da  comunidade  internacional  com a \n", "preservação da  integridade  das  garantias  processuais  básicas \n", "reconhecidas às pessoas meramente acusadas de práticas delituosas tem \n", "representado, em tema de proteção aos direitos humanos,  um dos  tópicos \n", "mais sensíveis e delicados da agenda dos organismos internacionais, seja \n", "em âmbito regional, como o Pacto de São José da Costa Rica (Artigo 8º, § 2º, \n", "“d”  e “f”),  aplicável ao  sistema interamericano,  seja em âmbito global, \n", "como o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (Artigo 14, n. 3, \n", "“d”),  celebrado sob a égide da Organização das Nações Unidas,  e que \n", "representam instrumentos que reconhecem, a qualquer réu, entre outras \n", "prerrogativas eminentes,  o direito de comparecer e de estar presente à \n", "instrução processual,  independentemente de achar-se sujeito,  ou não,  à \n", "custódia do Estado.\n", "23 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "Impende reconhecer,  por  extremamente  relevante,  que o \n", "entendimento ora  exposto  na  presente sede  processual  tem,  hoje,  o \n", "beneplácito da  jurisprudência  que ambas as Turmas do  Supremo \n", "Tribunal Federal firmaram na matéria em causa:\n", "“‘HABEAS  CORPUS’.  EXTORSÃO  MEDIANTE  \n", "SEQÜESTRO.  PACIENTE  PRESA  EM  SÃO  PAULO,  \n", "RESPONDENDO  À  AÇÃO  PENAL  NO  RIO DE  JANEIRO.  \n", "CONDENAÇÃO.  CERCEAMENTO  DE  DEFESA:  AUSÊNCIA \n", "DA RÉ NOS ATOS PROCESSUAIS.  IMPOSSIBILIDADE DE \n", "ENTREVISTAR-SE  COM  A  DEFENSORA  NOMEADA  EM \n", "OUTRA UNIDADE DA FEDERAÇÃO. \n", "1.  Paciente condenada  por  crime  de  extorsão  mediante  \n", "seqüestro.  Ação  penal  em  curso  no  Rio  de  Janeiro.  Paciente  \n", "presa em São Paulo.  Ausência de contato com o processo em que  \n", "figurou  como  ré.  Impossibilidade de  indicar  testemunhas  e  de  \n", "entrevistar-se com  a  Defensora  Pública  designada no  Rio  de  \n", "Janeiro. Cerceamento de defesa.\n", "2.  A falta de recursos materiais  a inviabilizar as garantias  \n", "constitucionais dos acusados em processo penal  é inadmissível, na  \n", "medida em que implica disparidade dos meios de manifestação entre  \n", "a acusação e a defesa,  com graves reflexos em um dos bens mais  \n", "valiosos da vida, a liberdade.\n", "3.  A  circunstância de  que  a  paciente  poderia contatar  a  \n", "Defensora Pública por telefone e cartas, aventada no ato impugnado,  \n", "não tem a virtude de sanar a nulidade alegada,  senão o intuito  de  \n", "contorná-la,  resultando  franco  prejuízo  à  defesa,  sabido  que  a  \n", "comunicação  entre  presos  e  pessoas  alheias  ao  sistema  prisional  é  \n", "restrita ou proibida.\n", "Ordem concedida.”\n", "(HC 85.200/RJ, Rel. Min. EROS GRAU, Primeira Turma – \n", "grifei)\n", "“’HABEAS CORPUS’  –  RÉU  MILITAR  –  INSTRUÇÃO  \n", "PROCESSUAL –  PRETENDIDO COMPARECIMENTO À  \n", "24 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "AUDIÊNCIA PENAL EM QUE INQUIRIDAS TESTEMUNHAS DA \n", "ACUSAÇÃO E DA DEFESA – AUSÊNCIA DE OFERECIMENTO \n", "DE  TRANSPORTE  PARA  O  LOCAL  DE  REALIZAÇÃO  DO  \n", "ATO  PROCESSUAL –  CONSTRANGIMENTO  ILEGAL \n", "CARACTERIZADO –  A GARANTIA CONSTITUCIONAL DA \n", "PLENITUDE  DE  DEFESA:  UMA DAS PROJEÇÕES  \n", "CONCRETIZADORAS DA CLÁUSULA DO ‘DUE PROCESS OF  \n", "LAW’  –  CARÁTER GLOBAL E ABRANGENTE DA FUNÇÃO \n", "DEFENSIVA: DEFESA TÉCNICA E AUTODEFESA (DIREITO DE \n", "AUDIÊNCIA  E DIREITO  DE  PRESENÇA)  –  PACTO \n", "INTERNACIONAL SOBRE DIREITOS CIVIS E POLÍTICOS/ONU \n", "(ARTIGO  14,  N.  3,  ‘D’)  E CONVENÇÃO AMERICANA DE \n", "DIREITOS HUMANOS/OEA (ARTIGO 8º, § 2º, ‘D’ E ‘F’) – DEVER  \n", "DO ESTADO DE  ASSEGURAR  AO RÉU MILITAR O  \n", "EXERCÍCIO  DESSA  PRERROGATIVA  ESSENCIAL,  \n", "ESPECIALMENTE A DE PROPICIAR TRANSPORTE  \n", "(DECRETO  Nº  4.307/2002,  ART.  28,  INCISO I),  PARA \n", "COMPARECER À  AUDIÊNCIA  DE  INQUIRIÇÃO  DAS  \n", "TESTEMUNHAS,  AINDA MAIS QUANDO ARROLADAS PELO \n", "MINISTÉRIO  PÚBLICO  –  RAZÕES DE  CONVENIÊNCIA \n", "ADMINISTRATIVA  OU GOVERNAMENTAL  NÃO PODEM  \n", "LEGITIMAR O  DESRESPEITO  NEM COMPROMETER A \n", "EFICÁCIA  E A  OBSERVÂNCIA  DESSA  FRANQUIA \n", "CONSTITUCIONAL – NULIDADE PROCESSUAL ABSOLUTA –  \n", "PEDIDO DEFERIDO.\n", "-  O acusado tem o direito de comparecer,  de assistir e de \n", "presenciar,  sob  pena de  nulidade  absoluta,  os  atos  processuais,  \n", "notadamente aqueles  que  se  produzem  na  fase  de  instrução do  \n", "processo penal, que se realiza, sempre, sob a égide do contraditório.  \n", "São irrelevantes, para esse efeito,  as alegações do Poder Público \n", "concernentes à dificuldade ou inconveniência de proceder ao custeio de  \n", "deslocamento do réu,  no interesse da Justiça,  para fora da sede de  \n", "sua  Organização  Militar,  eis que razões de mera conveniência  \n", "administrativa não têm – nem podem ter  –  precedência sobre  as  \n", "inafastáveis exigências  de  cumprimento  e de  respeito  ao que \n", "determina a Constituição. Doutrina. Jurisprudência.\n", "25 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "- O direito de audiência, de um lado, e o direito de presença  \n", "do réu,  de outro,  esteja ele preso ou não,  traduzem prerrogativas  \n", "jurídicas  essenciais  que derivam da  garantia  constitucional  do  ‘due  \n", "process of law’ e que asseguram, por isso mesmo, ao acusado o direito  \n", "de comparecer aos atos processuais a serem realizados perante o juízo  \n", "processante, ainda que situado este em local diverso daquele da sede da  \n", "Organização Militar a que o réu esteja vinculado. Pacto Internacional  \n", "sobre Direitos Civis e Políticos/ONU (Artigo 14, n. 3, ‘d’). Convenção  \n", "Americana de Direitos Humanos/OEA (Artigo 8º,  § 2º, ‘d’  e ‘f’)  e  \n", "Decreto nº 4.307/2002 (art. 28, inciso I).\n", "- Essa prerrogativa processual  reveste-se de caráter fundamental,  \n", "pois compõe o próprio estatuto constitucional do direito de defesa,  \n", "enquanto complexo de princípios  e de normas que amparam  qualquer  \n", "acusado em sede de persecução criminal, seja perante a Justiça Comum,  \n", "seja perante a Justiça Militar. Precedentes.”\n", "(HC 98.676/PA,  Rel.  Min.  CELSO DE MELLO,  Segunda \n", "Turma)\n", "Registro,  ainda,  por  relevante,  que,  na  espécie –  insista-se –,  há \n", "disposição normativa assegurando ao militar da ativa o direito ao custeio \n", "do seu transporte (Decreto nº 4.307/2002, art. 28, inciso I). Negar-lhe esse \n", "direito é o mesmo que inibir, sem justo motivo, a participação do acusado \n", "militar nos atos processuais, especialmente em situações, como sucede no  \n", "caso ora em exame, em que os réus estão servindo em Vilhena/RO e o ato \n", "processual é realizado em uma Auditoria Militar em Manaus/AM.\n", "Nesse contexto, a garantia de transporte pessoal do militar da ativa, \n", "quando tiver de efetuar deslocamento,  fora da sede de sua Organização \n", "Militar, no interesse da Justiça, nos termos estabelecidos no art. 28, inciso I, \n", "do Decreto nº 4.307, de 18 de julho de 2002,  constitui aspecto relevante, \n", "pois destinado a assegurar o próprio direito de defesa,  eis que o não \n", "oferecimento de meios financeiros para viabilizar a locomoção do militar \n", "frustra a sua participação na audiência, elemento indispensável para que \n", "o acusado possa exercer, em plenitude, o direito de defesa.\n", "26 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 37\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 111567 AGR / AM \n", "Em resumo:  a  análise  dos  fundamentos  da  presente  impetração \n", "levou-me a concluir que  a  decisão  emanada  do  E.  Superior  Tribunal \n", "Militar não podia prevalecer,  eis que frontalmente contrária à Constituição \n", "da  República,  considerada,  no  ponto,  a jurisprudência do  Supremo \n", "Tribunal Federal  firmada na matéria em causa,  no sentido de o direito de \n", "presença do réu traduzir prerrogativa  jurídica  essencial  derivada da \n", "garantia constitucional do “due process of law”, que assegura ao acusado o \n", "direito de comparecer aos atos processuais,  inclusive ao interrogatório \n", "judicial  dos  demais  corréus,  a  serem  realizados  perante  o  juízo \n", "processante.\n", "Sendo assim,  e pelas razões expostas,  nego provimento ao presente \n", "recurso  de  agravo,  mantendo,  em  consequência,  por seus próprios \n", "fundamentos, a decisão ora recorrida.\n", "É o meu voto.\n", "27 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999240.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 37\n", "Extrato de Ata - 05/08/2014\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.567\n", "PROCED. : DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\n", "AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n", "AGDO.(A/S) : DANILO DO PRADO OLIVEIRA\n", "AGDO.(A/S) : LUCAS MOREIRA NETHER DOS SANTOS\n", "AGDO.(A/S) : WELLINGTON SOUZA VILELA\n", "AGDO.(A/S) : WILLIAN ANACLETO BRUGNAGO CORDEIRO\n", "PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\n", "Decisão:  A  Turma,  por  votação  unânime,  negou  provimento  ao \n", "agravo  regimental,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  2ª  Turma, \n", "05.08.2014.\n", "Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à \n", "sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, \n", "Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia.\n", "Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.\n", "Ravena Siqueira\n", "Secretária\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6521177\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 37\n" ], "numero" : "111567", "partes" : [ { "nome" : "MIN. CELSO DE MELLO", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" }, { "nome" : "WILLIAN ANACLETO BRUGNAGO CORDEIRO", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. CELSO DE MELLO", "texto" : "O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se  de recurso de agravo que, tempestivamente interposto, insurge-se contra  decisão, por mim proferida, que deferiu o pedido de “habeas corpus” em  favor dos ora agravados.  A decisão em causa está assim ementada:  “‘HABEAS CORPUS’  –  RÉU  MILITAR  –  INSTRUÇÃO   PROCESSUAL –  PRETENDIDO COMPARECIMENTO À   AUDIÊNCIA  PENAL  EM  QUE  INQUIRIDO  O  CORRÉU  –   AUSÊNCIA DE OFERECIMENTO DE  TRANSPORTE PARA O   LOCAL  DE  REALIZAÇÃO  DO  ATO  PROCESSUAL –   CONSTRANGIMENTO  ILEGAL  CARACTERIZADO –  A   GARANTIA CONSTITUCIONAL DA PLENITUDE DE DEFESA:   UMA DAS PROJEÇÕES CONCRETIZADORAS DA CLÁUSULA  DO  ‘DUE  PROCESS  OF  LAW’  –  CARÁTER GLOBAL E   ABRANGENTE DA FUNÇÃO DEFENSIVA: DEFESA TÉCNICA E   AUTODEFESA (DIREITO  DE  AUDIÊNCIA  E DIREITO  DE   PRESENÇA)  –  PACTO INTERNACIONAL SOBRE  DIREITOS  CIVIS E POLÍTICOS/ONU (ARTIGO 14, N. 3, ‘D’) E CONVENÇÃO   AMERICANA DE DIREITOS HUMANOS/OEA (ARTIGO 8º, § 2º,   ‘D’  E  ‘F’)  –  DEVER DO ESTADO DE ASSEGURAR  AO RÉU      MILITAR O EXERCÍCIO  DESSA PRERROGATIVA ESSENCIAL,   ESPECIALMENTE A DE PROPICIAR TRANSPORTE   (DECRETO  Nº  4.307/2002,  ART.  28,    INCISO I),  PARA  COMPARECER À  AUDIÊNCIA  DE  INQUIRIÇÃO  DAS   TESTEMUNHAS,  AINDA MAIS QUANDO ARROLADAS PELO  MINISTÉRIO  PÚBLICO  –  RAZÕES DE  CONVENIÊNCIA  ADMINISTRATIVA  OU GOVERNAMENTAL  NÃO PODEM   LEGITIMAR O  DESRESPEITO  NEM COMPROMETER A  EFICÁCIA  E A  OBSERVÂNCIA  DESSA  FRANQUIA  CONSTITUCIONAL – NULIDADE PROCESSUAL ABSOLUTA –   PEDIDO DEFERIDO.  -  O acusado tem o direito de comparecer,  de assistir e de  presenciar,  sob  pena de  nulidade  absoluta,  os  atos  processuais,   notadamente aqueles  que  se  produzem  na  fase  de  instrução do   processo penal, que se realiza, sempre, sob a égide do contraditório.   São irrelevantes, para esse efeito,  as alegações do Poder Público  concernentes à dificuldade ou inconveniência de proceder ao custeio de   deslocamento do réu,  no interesse da Justiça,  para fora da sede de   sua  Organização  Militar,  eis que razões de mera conveniência   administrativa não têm – nem podem ter  –  precedência sobre  as   inafastáveis exigências  de  cumprimento  e de  respeito  ao que  determina a Constituição. Doutrina. Jurisprudência.  - O direito de audiência, de um lado, e o direito de presença  do réu, de outro,  esteja ele preso ou não,  traduzem prerrogativas   jurídicas essenciais  que derivam da garantia constitucional do ‘due   process  of  law’  e que asseguram,  por  isso  mesmo,  ao  acusado  o  direito de comparecer aos  atos  processuais  a  serem  realizados   perante o juízo processante, ainda que situado este em local diverso  daquele da sede da Organização Militar a que o réu esteja vinculado.   Pacto Internacional sobre  Direitos  Civis  e  Políticos/ONU   (Artigo  14,  n.  3,  ‘d’).  Convenção Americana de  Direitos   Humanos/OEA (Artigo 8º, § 2º, ‘d’ e ‘f’)  e Decreto nº 4.307/2002   (art. 28, inciso I).  - Essa prerrogativa processual  reveste-se de caráter fundamental,   pois compõe o próprio estatuto constitucional do direito de defesa,   enquanto complexo de princípios  e de normas que amparam  qualquer      acusado em sede de persecução criminal, seja perante a Justiça Comum,   seja perante a Justiça Militar. Precedentes.”  (HC 111.567/AM, Rel. Min. CELSO DE MELLO)   O  Ministério  Público  Federal,  parte  ora  agravante,  sustenta,  na  presente sede recursal,  em síntese, para justificar sua pretensão,  o que se  segue:  “O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, inconformado, em  parte, com a r. decisão que concedeu a ordem de ‘habeas corpus’ aos   pacientes, vem com fundamento no art. 317 do RISTF, e art. 557, § 1º,   do  CPC,  pedir  a  sua  reconsideração  ou,  se  assim  não  for,  que  a   presente impugnação seja conhecida como AGRAVO REGIMENTAL   pelas razões a seguir expostas.  1.  O  presente  ‘habeas  corpus’  foi  impetrado para  o  fim   específico  de  garantir  aos  pacientes  DANILO  DO  PRADO   OLIVEIRA,  WELLINTON SOUZA VILELA,  LUCAS MOREIRA  NETHER e WILLIAM ANACLETO BRUGNAGO CORDEIRO ‘a   requisição e apresentação dos pacientes ao longo de todos os atos de   instrução e julgamento do feito’.  2.  No  entanto,  na  petição  inicial,  o  impetrante  refere-se   expressamente  à  requisição  e  apresentação  dos  pacientes  para   acompanhar  a  audiência  de  interrogatório  de  corréu,  que  seria   realizada no dia 16/02/2012.  3.  Em  sua  manifestação,  o  Ministério  Público  ressaltou   expressamente  que  a  questão  não  podia  envolver  o  direito  dos   pacientes  de  estar  presentes  ao  interrogatório  do  corréu,  pois  há   expressa vedação legal nesse sentido.  4.  Com efeito,  determina  o  art.  304 do  Código  de  Processo   Penal Militar, que, ‘se houver mais de um acusado, será cada um deles   interrogado separadamente’. O objetivo da norma é o de garantir ao   acusado  a  mais  absoluta  liberdade  para  exercer  o  seu  direito   constitucional de autodefesa, sem restrições ou constrangimentos de   qualquer espécie, que poderia decorrer da presença, no ato, de outros   acusados.    5. Nas palavras de Guilherme de Souza Nucci, ‘é a forma   correta de evitar  a influência de um corréu sobre outro,  levando-o,   muitas vezes, à confissão ou à falsa acusação. (…) O objetivo maior é   evitar que, no mesmo instante em que um corréu está sendo ouvido, o   outro  absorva  a  narrativa,  podendo  ser  influenciado  emocional  ou   psicologicamente pelas declarações, alterando as suas, por sua conta e   risco, podendo representar, para a sua defesa técnica, a pior opção. Não   se  tem  por  meta  fazer  com  que  o  interrogatório  seja  uma  peça   imparcial  e  genuinamente  idônea,  porque  não  faz  parte  da  sua   natureza,  mas  sim  que  não  existam  influências  momentâneas,   prejudiciais à defesa daquele que altera a sua versão, somente porque   ouviu  o  interrogatório  precedente  do  corréu’  (Código  de  Processo   Penal  Militar  Comentado,  Editora  Revista  dos  Tribunais,  2013,   pág. 303/304).  6.  Assim,  vedada  legalmente  a  presença  dos  pacientes  no   interrogatório do corréu, não pode o Estado ser compelido a custear as   suas despesas para comparecimento à audiência designada para tanto.  7. A decisão proferida por Vossa Excelência não excetuou   essa hipótese, o que levara a eminente defesa à equivocada conclusão   de que os pacientes podem comparecer e assistir ao interrogatório dos   corréus,  invocando eventual nulidade e  descumprimento da decisão   dessa Colenda Corte, no caso de o Juízo, com base na lei processual,   negar-lhes essa possibilidade.  8. Assim, o presente agravo tem por objetivo a modificação da   decisão que concedeu o ‘habeas corpus’ especificamente nesse ponto,   para  que  seja  denegada  a  ordem  na  parte  em  que  pretende  o   Impetrante  que  o  Estado  custeie  as  despesas  dos  pacientes  para   comparecimento à audiência de interrogatório dos corréus, tendo em   vista  que,  por  expressa  vedação  legal,  não  podem assistir  ao  ato.”  (grifei)  Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante,  submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo  não assistir razão à parte recorrente,  eis que a decisão agravada – cujos   fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz  jurisprudencial  firmada pelo  Supremo Tribunal Federal na matéria em  exame.  A questão suscitada nesta causa  concerne ao debate  em torno da  possibilidade  jurídica  de um dos  litisconsortes  penais  passivos  estar  presente ao interrogatório judicial de corréus.  As razões expostas neste “writ” justificavam a concessão da ordem  de “habeas corpus”,  especialmente se se considerar o precedente  que o  Plenário desta Suprema Corte  firmou no exame da matéria,  e que dá  amplo suporte à pretensão jurídica deduzida em favor dos pacientes, ora   agravados:  “(...)  AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA (…).   INTERROGATÓRIOS (…).  PARTICIPAÇÃO DOS CO-RÉUS.   CARÁTER FACULTATIVO.  INTIMAÇÃO DOS DEFENSORES  NO JUÍZO DEPRECADO.   ....................................................................................................... É legítimo, em face do que dispõe o artigo 188 do CPP, que as   defesas dos co-réus participem dos interrogatórios de outros réus.   Deve ser franqueada à defesa  de cada réu a oportunidade   de participação no interrogatório dos demais co-réus, evitando-se  a  coincidência  de  datas,  mas  a  cada  um  cabe  decidir  sobre  a   conveniência de comparecer ou não à audiência (…).”  (AP 470-AgR/MG,  Rel.  Min.  JOAQUIM  BARBOSA  –  grifei)     Vale transcrever, no ponto,  trecho do voto que o eminente Ministro  JOAQUIM BARBOSA proferiu, como Relator, em referido julgamento:   “(...)  Srª  Presidente,  subscrevo,  integralmente,  as  razões   elencadas pelo PGR na sua manifestação.  Saliento, por oportuno,  que também assiste parcial razão aos   agravantes, na medida  em que é legítimo, em face do que dispõe  o  artigo 188 do  CPP,  que  as  defesas  dos co-réus participem dos   interrogatórios de outros réus.  Contudo, deve-se levar em conta o fato de que tal participação,   como bem ressaltou o PGR nas suas contra-razões, constitui-se em mera  faculdade, isto é, não se cuida de determinação legal cogente, obrigatória,   incontornável.  Noutras palavras,  deve ser franqueada à defesa de   cada réu a oportunidade de participação no interrogatório dos demais  co-réus, mas a cada um cabe decidir sobre a conveniência de comparecer   ou não à audiência (…).” (grifei)  Impende destacar,  neste  ponto,  a douta e fundamentada  manifestação do  eminente  Procurador-Geral  da  República  à  época,  Dr.  ANTONIO  FERNANDO  BARROS  E  SILVA DE  SOUZA,  que,  ao  pronunciar-se nos  autos  de referida Ação Penal,  reconheceu assistir a  cada um dos litisconsortes penais passivos o direito de formular reperguntas  aos demais corréus nos respectivos interrogatórios judiciais:  “(...)  Entretanto,  atento  à  realidade  acima  descrita  (potencial  influência  probatória  na situação de  co-réu),  facultou a   participação dos  defensores  dos  demais  acusados,  bem  como   autorizou  a  formulação  de  questionamentos.  É  o  que  emerge  do   art. 188 do Código de Processo Penal:  ‘Art. 188. Após proceder ao interrogatório, o juiz indagará   das partes se restou algum fato para ser esclarecido, formulando   as  perguntas  correspondentes  se  o  entender  pertinente  e   relevante.’ (...)    A  expressão  partes  prevista  no  dispositivo  abarca  o   defensor  do  interrogado,  os  defensores  dos  demais  réus  e  o   membro do Ministério Público. Todos podem formular perguntas   por  meio  do  juiz,  que  avaliará  a  pertinência  e  relevância  do   esclarecimento sugerido.  Todavia,  e insisto nesse ponto, a participação do defensor do   co-réu no ato é facultativa. Ele deverá avaliar a pertinência de sua   presença para a estratégia de defesa do seu representado, e, em sendo   positiva essa avaliação, comparecer ao ato e formular perguntas.  ....................................................................................................... A  interpretação  sistemática ora  apresentada  tutela  o    exercício do direito constitucional de ampla defesa por parte dos réus   que potencialmente podem ser prejudicados com o interrogatório de   outro acusado.  ....................................................................................................... O recorrente manifestou, de modo expresso e tempestivo, seu    desejo  de  participar de  todos  os  interrogatórios  dos  demais   integrantes do pólo passivo da ação penal.   Nessa específica hipótese, o defensor do recorrente deve ser   cientificado  das  audiências  para que possa comparecer,  exercendo a   faculdade prevista no art. 188.  ....................................................................................................... Tendo em vista a faculdade do defensor de participar dos    interrogatórios dos outros réus e a manifestação prévia e expressa   de exercê-la verificada no caso em exame, não se apresenta possível   que audiências ocorram em Estados da Federação distintos sem pelo   menos um intervalo  de um dia,  sob pena de inviabilidade física  do   exercício da faculdade legal.  É  preciso um intervalo  mínimo  entre  audiências  em Seções   Judiciárias diferentes para viabilizar o  comparecimento do defensor,   que declarou seu interesse.” (grifei)  A relevância de  qualificar-se  o  interrogatório  judicial  como  um  expressivo meio de defesa do acusado conduz ao reconhecimento de que a  possibilidade de o réu  coparticipar,  ativamente,  do interrogatório judicial  dos demais litisconsortes penais passivos traduz projeção concretizadora da     própria garantia constitucional da plenitude de defesa,  cuja integridade há  de ser preservada por juízes e Tribunais, sob pena de arbitrária denegação,  pelo Poder Judiciário, dessa importantíssima franquia constitucional.  Permitir-se o acesso formal do acusado aos demais corréus, mediante o  acompanhamento dos respectivos interrogatórios judiciais,  representa meio  viabilizador do exercício das prerrogativas constitucionais da plenitude de  defesa e do contraditório.  É por isso que  LUIGI  FERRAJOLI  (“Direito  e  Razão  –  Teoria  do  Garantismo Penal”, p. 486, item n. 2, traduzido por Ana Paula Zomer, Fauzi  Hassan Choukr, Juarez Tavares e Luiz Flávio Gomes, 2002, RT), enfatizando o   alto significado jurídico do interrogatório como expressão instrumental do  próprio  direito  de  defesa  do  acusado,  põe em destaque os  aspectos  ora  mencionados,  assinalando,  com  inteira  procedência,  que,  “(…)  no  modelo   garantista  do  processo  acusatório,  informado  pela  presunção  de  inocência,  o   interrogatório  é  o  principal  meio  de  defesa,  tendo  a  única  função  de  dar  vida   materialmente ao contraditório e de permitir ao imputado contestar a acusação ou   apresentar argumentos para se  justificar.  ‘Nemo tenetur  se  detegere’  é a  primeira   máxima do garantismo processual acusatório, enunciada por Hobbes e recebida desde o   século XVII no direito inglês.  Disso resultaram, como corolários: (...) o ‘direito ao   silêncio’ (...), o direito do imputado à assistência e do mesmo modo à presença de seu   defensor no interrogatório, de modo a impedir abusos ou ainda violações das garantias   processuais”.  Com efeito, ninguém ignora a importância de que se reveste, em sede  de  persecução  penal,  o interrogatório judicial,  cuja  natureza  jurídica  permite qualificá-lo, notadamente após o advento da Lei nº 10.792/2003 –  em tudo aplicável “ope constitutionis” ao processo penal militar –  como  ato de defesa (ADA PELLEGRINI GRINOVER, “O interrogatório como  meio  de  defesa  (Lei  10.792/2003)”,  “in”  Revista  Brasileira  de  Ciências  Criminais nº 53/185-200; GUILHERME DE SOUZA NUCCI, “Código de  Processo  Penal  Comentado”,  p.  387,  item  n.  3,  6ª  ed.,  2007,  RT;     DAMÁSIO E. DE JESUS, “Código de Processo Penal Anotado”, p. 174,  21ª ed., 2004, Saraiva; DIRCEU A. D. CINTRA JR., “Código de Processo  Penal e sua Interpretação Jurisdicional”, coordenação: ALBERTO SILVA  FRANCO  e  RUI  STOCO,  p.  1.821,  2ª  ed.,  2004,  RT;  FERNANDO  DA  COSTA TOURINHO FILHO, “Processo Penal”, vol. 3/269-273, item n. 1,  28ª ed.,  2006, Saraiva, v.g.),  ainda que passível de ser ele considerado,  mesmo em perspectiva secundária,  como fonte de prova,  em  face  dos  elementos de informação que dele emergem.  Essa particular qualificação jurídica do interrogatório judicial justifica o   reconhecimento de que se revela possível, no plano da “persecutio criminis in   judicio”, “(…)  que as defesas dos co-réus  participem dos interrogatórios  de  outros  réus  (…)”  (AP 470-AgR/MG,  Rel.  Min.  JOAQUIM  BARBOSA,  Pleno – grifei).  Essa orientação que o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou no  precedente referido reflete-se,  por igual,  no magistério da doutrina (IRAJÁ  PEREIRA MESSIAS, “Da Prova Penal”, p. 195/196, item n. 9, 2006, Impactus;  AMAURY SILVA, “Interrogatório: panorama segundo a Lei 10.792/2003”,  p.  185/187,  2006,  Mizuno),  como resulta claro da  lição  de  EUGÊNIO  PACELLI DE OLIVEIRA (“Curso de Processo Penal”,    p. 32, item n. 3.1.4,  10ª ed., 2008, Lumen Juris):  “Embora ainda haja defensores da idéia de que a ampla defesa   vem a ser apenas o outro lado ou a outra medida do contraditório, é   bem de ver que semelhante argumentação peca até mesmo pela base.  É que, da perspectiva da teoria do processo, o contraditório não   pode ir além da ‘garantia de  participação’, isto é, a garantia de a parte   poder  impugnar  – no  processo  penal,  sobretudo  a  defesa  –  toda  e   qualquer  alegação  contrária  a  seu  interesse,  sem,  todavia,  maiores   indagações acerca da concreta efetividade com que se exerce aludida   impugnação.  E,  exatamente por isso,  não temos dúvidas em ver  incluído, no princípio da ampla defesa, o direito à participação da      defesa técnica – do advogado – de co-réu durante o interrogatório   de ‘todos os  acusados’.  Isso porque,  em tese,  é  perfeitamente   possível a colisão de interesses  entre os réus,  o que,  por si só,   justificaria a participação do defensor daquele co-réu sobre quem   recaiam acusações por parte de outro, por ocasião do interrogatório. A  ampla defesa e o contraditório exigem, portanto, a participação  dos defensores de  co-réus  no interrogatório de ‘todos os   acusados’.” (grifei)  Esse  mesmo entendimento,  por sua vez,  é perfilhado por ANTONIO  SCARANCE FERNANDES (“Prova e  sucedâneos  da  prova  no  processo  penal”,  “in”  Revista  Brasileira  de  Ciências  Criminais  nº  66,  p.  224,  item n. 12.2):  “(…)  Ressalta-se que,  em  virtude  de  recente reforma  do   Código,  o  advogado  do  co-réu tem direito a  participar  do   interrogatório e formular perguntas.” (grifei)  Igual  percepção  do  tema  é  revelada  por AURY  LOPES  JR.  (“Direito Processual e sua Conformidade Constitucional”, vol. I/603-  -605, item n. 2.3, 2007, Lumen Juris):  “No que tange à  disciplina  processual  do  ato,  cumpre   destacar  que –  havendo  dois  ou  mais  réus –  deverão  eles  ser   interrogados  separadamente,  como  exige  o  art.  191  do  CPP.  Aqui   existe  uma questão muito relevante  e  que  não tem obtido o   devido tratamento por parte de alguns juízes, até pela dificuldade  de compreensão do alcance do contraditório inserido nesse ato,  por   força da Lei nº 10.792/2003, que alterou os arts. 185 a 196 do CPP.  Até essa modificação legislativa, o interrogatório era um ato   pessoal  do juiz,  não submetido ao contraditório,  pois não havia  qualquer intervenção da defesa ou acusação.  Agora a situação é radicalmente distinta.  Tanto a defesa   como a  acusação  podem  formular perguntas  ao  final.  Isso  é   manifestação do contraditório.    Nessa linha,  discute-se  a  possibilidade  de  a  defesa do   co-réu fazer  perguntas  no  interrogatório.  Pensamos que,   principalmente se as  teses  defensivas  forem colidentes,  deve o  juiz permitir o  contraditório  pleno,  com o defensor do outro  co-réu (também) formulando perguntas ao final. Ou seja, deve o   juiz admitir que o defensor do interrogando formule suas perguntas   ao  final,  mas também deve permitir que  o  advogado  do(s)   outro(s) co-réu(s) o faça. Contribui para essa exigência o fato de que   à palavra do co-réu é dado, pela maioria da jurisprudência, o valor   probatório similar ao de prova testemunhal.” (grifei)  Também FERNANDO  DE  ALMEIDA  PEDROSO,  em preciosa  monografia sobre  tema  processual  penal  (“Prova  Penal:  doutrina  e  jurisprudência”, p. 43, item n. 2.3, 2ª ed., 2005, RT), enfatiza o direito que  assiste aos corréus de participação ativa e de formulação de reperguntas,  por  intermédio  de  seus  defensores,  nos  interrogatórios  dos demais  corréus:  “Existindo  co-réus,  estes  serão  interrogados  separadamente   (art. 191, CPP). Contudo, consagrado o pleno contraditório pelo   recente diploma legal ‘suso’ citado  no ato de inquirição judicial dos   acusados,  desponta indiscutível,  como condição de validade do   ato, que a ele devem estar presentes não apenas o defensor do réu que   estiver sendo interrogado como também os defensores dos demais  co-réus, que poderão apresentar reperguntas.” (grifei)  Cumpre rememorar,  ainda,  ante a sua inteira pertinência,  o  magistério de PAULO RANGEL (“Direito Processual Penal”, p. 479/480,  item n. 8.4.1.2, 10ª ed., 2005, Lumen Juris):  “Questão que também tem trazido tormento é o caso do  co-réu no interrogatório.  ....................................................................................................... Pergunta-se:  pode  o  advogado  de  Tício  comparecer  ao    interrogatório e fazer perguntas aos outros co-réus (Caio e Mévio)?    A resposta somente pode ser afirmativa. Primeiro,  em nome da ampla defesa e do contraditório,    pois, uma vez ausente o advogado, ou impossibilitado ‘manu militari’   pelo juiz de participar do ato,  haverá sérios prejuízos ao exercício   da  defesa  técnica  que  não  poderá produzir  prova  em  favor  do   acusado ausente.  Segundo, que a sanção própria para a contumácia do réu é a   declaração de revelia,  sem as conseqüências da veracidade dos fatos   como  ocorre no  processo  civil,  diante de  direitos  disponíveis   (art. 330, II, do CPC).  Terceiro, que a impossibilidade do advogado de participar   do ato é uma exclusão do réu da relação jurídico-processual, estando  ele no processo. Há um vínculo jurídico-processual ligando o réu   ao processo quando da imputação recebida pelo juiz. Logo, não pode   o advogado ser impedido de participar do primeiro ato, em regra,   da  instrução  criminal,  sob  pena de  graves  prejuízos  ao  exercício   constitucional da defesa técnica.  Quarto, que a ampla defesa se divide em defesa técnica e auto   defesa,  sendo  esta disponível  e aquela  indisponível.  Razão  pela   qual,  ao  impedir  o  advogado  de  participar  do  ato,  estará  o   magistrado incorrendo em grave violação ao direito constitucional de   ampla  defesa;  fato que,  por  si  só,  permite a  propositura  da  ação   constitucional  de  ‘habeas  corpus’  para  declarar o  ato,  sem a   intervenção do advogado, nulo de pleno direito.” (grifei)  Vale relembrar,  neste  ponto,  as considerações que  o  eminente  magistrado federal CARLOS HENRIQUE BORLIDO HADDAD  fez,  em  precioso  trabalho  doutrinário,  sobre a nova disciplina  jurídica  que  presentemente  rege o  interrogatório  (“O  novo  interrogatório”,  “in”  Revista Brasileira de Ciências Criminais, vol. 55/231-292, 2005):  “Ainda  vigora  a  regra de  realização  dos  interrogatórios  de   co-réus  separadamente.  Entretanto,  foi  alterada  a  regulamentação   acerca  da  intervenção  do  defensor  do  co-réu  denunciado  no   interrogatório do denunciante (…).    (…) Ao acusado deve-se resguardar o direito de submeter ao   contraditório  as  declarações  do  co-réu  feitas  em seu  prejuízo,  para   assegurar  o  método  de  formação  dialética  da  prova  perante  o  juiz.   Seria  por  demais  desastroso  o  magistrado  aceitar  sempre  como   verdadeira  a  acusação  feita  por  um réu  em relação  a  um terceiro,   imputando-lhe a qualidade de co-autor, sem permitir a este o direito de   reperguntas.  No direito alemão,  assegura-se,  expressamente,  às partes ‘o   direito de participar das provas (§§ 355 e 397)’ e a prerrogativa se   estende a qualquer meio de prova, inclusive ao testemunho do co-réu   que incrimina o  outro.  Para  o  justo  processo,  consagrado  na  nova   redação do art. 111 da Constituição italiana, ao acusado de um crime   deve-se assegurar a faculdade, perante o juiz, de interrogar ou fazer   interrogar a pessoa que produza declaração em seu prejuízo. (...).  Para que as declarações do co-réu, alheias a si próprio, sejam   consideradas  na  formação  do  convencimento judicial,  indispensável  a   submissão ao crivo do contraditório, com a possibilidade de intervenção   da defesa do acusado denunciado. A Lei n. 10.792/2003 ocupou-se com a   chamada de co-réu e com a possibilidade de reperguntas pelo defensor do   acusado  denunciado  e  não  é  mais  necessário  aplicar,  por  analogia,  a   disciplina  conferida  à  prova  testemunhal,  a  fim  de  integrar  a  lei   processual penal e sanar a lacuna até então existente.  Ao  prescrever que,  ‘após  proceder  ao  interrogatório,  o  juiz   indagará  das  partes  se  restou  algum  fato  para  ser  esclarecido,   formulando  perguntas  correspondentes  se  o  entender  pertinente  e   relevante’,  a  Lei  10.792/2003 autorizou a intervenção da  defesa do   co-réu no ato processual. Quando se fala em ‘partes’ compreende-se   acusação e defesa, inclui-se naquela o Ministério Público, o querelante   e o assistente da acusação e insere-se nesta o acusado e o querelado,   considerados individualmente ou em litisconsórcio.  ....................................................................................................... As declarações a respeito do co-réu para serem validamente    aceitas  necessitam  da  submissão  ao  contraditório  no  momento  de   formação  da  prova.  Não  deixam,  porém,  de  partir  de  pessoa   interessada  no  processo  ou  na  ocultação  ou  desvirtuamento  da   verdade,  se  a  desfavorece.  O  co-réu  denunciante  teria,  por      conseguinte,  os  direitos  garantidos  ao  acusado,  sem  as  obrigações   previstas para a testemunha. Poderia calar e mentir, desde que não   incorresse  em  infração  penal,  e  não  teria  necessidade  de  prestar   compromisso, no típico papel de réu.” (grifei)  Cabe também destacar texto elaborado pelo “Grupo de Estudos do   Departamento  de  Projetos  Legislativos  do  IBCCRIM”,  composto por  CLEUNICE  VALENTIM  BASTOS  PITOMBO,  GUSTAVO  HENRIQUE  RIGHI  IVAHY  BADARÓ,  MARCOS  ALEXANDRE  COELHO  ZILLI  e  MARIA THEREZA ROCHA DE ASSIS MOURA (“Publicidade, Ampla  Defesa e Contraditório no Novo Interrogatório Judicial”, “in” Boletim  IBCCRIM, vol. 135/2, 2004),  no qual esses eminentes juristas  acentuam a  essencialidade de garantir-se aos corréus o direito de formular reperguntas aos  demais acusados:  “Mas, sem  dúvida,  o  maior  avanço  introduzido  foi  a   possibilidade aberta às partes de formulação de perguntas ao acusado.   Com isto, o interrogatório, além de ser ato destinado ao exercício do   direito de defesa, em sua vertente da autodefesa, passa a ser, também,   aberto à exploração contraditória. Reforçou-se o seu caráter híbrido,   mormente  em  virtude  da  perspectiva  de  participação  dos  sujeitos   parciais, resguardado, obviamente, o direito ao silêncio.  É  certo  que  a  não  concessão  de  oportunidade  de   reperguntas será causa de nulidade, justamente por integrar-se ao   rol de requisitos essenciais do interrogatório. Em conseqüência, haverá   de ser assegurada a participação da acusação e da defesa técnica, não   podendo  o  ato  realizar-se  sem  a  presença  destas.  Essa  exigência,   compatível com os novos ditames impostos pelo legislador, seria mais   facilmente atendida caso houvesse sido o interrogatório deslocado para   momento  procedimental  posterior,  mais  precisamente  após  a   inquirição  de  todas  as  testemunhas,  como  aliás  já  ocorre  no   procedimento  sumaríssimo  dos  Juizados  Especiais  Criminais,   oportunidade  em  que  todas  as  questões  relativas  à  representação   processual já teriam sido superadas.    No  tocante  à  ordem  a  ser  obedecida na  formulação  de   reperguntas, há que se afastar, desde logo, qualquer possibilidade de   equiparação  analógica  entre  o  interrogatório  e  a  inquirição  das   testemunhas de defesa. Afinal, o acusado é parte da relação processual,   reagindo  à  imputação  acusatória.  Não  é  puramente  objeto  de   exploração  probatória  realizada  no  campo  da  dialética  processual.   Dessa forma, no equilíbrio resultante entre o exercício da ampla defesa   e  a  exploração  contraditória,  parece-nos  natural  seja  dada   oportunidade,  em  um  primeiro  momento,  ao  órgão  acusador  –  e   eventual assistente de acusação por aplicação analógica do art. 271 do   CPP –, passando-se, então, à defesa técnica.  Mesmo  na  hipótese  de  haver  co-réus  com  defensores   diversos,  deverão  estes  participar  do  ato.  Aliás,  a  busca  pela   melhor reconstrução do fato imputado poderá ser utilizada com grande   valia  pela  defesa,  como na hipótese  de  delação do  co-réu.  Aqui,  na   verdade, o apontamento aproxima-se de um ‘relato testemunhal’, o que   reforça  a  necessidade  de  cumprimento  do  contraditório  pleno.  A   delação é, sem dúvida, a hipótese mais evidente a revelar o interesse da   defesa de um dos acusados em participar do interrogatório do co-réu.   Mas  não  é  só.  A  amplitude  do  direito  à  defesa  não  pode  ser   circunscrita,  apenas  e  tão  somente,  a  tal  situação.  Assim,  havendo   mais de um acusado, o ato do interrogatório deve ser realizado com a   presença dos defensores dos demais acusados, que terão, igualmente,   direito de reperguntar. Repita-se: a presença impõe-se como garantia   do exercício da mais ampla defesa, independentemente da versão dada   por qualquer deles em juízo.” (grifei)  Nem se diga, como o fez o Ministério Público Federal, que o objetivo da  norma inscrita no CPPM “é o de garantir ao acusado a mais absoluta liberdade   para  exercer  o  seu  direito  constitucional  de  autodefesa,  sem  restrições  ou   constrangimentos de qualquer espécie, que poderia decorrer da presença, no ato,   de outros acusados”.  Se o  interrogando  sentir-se eventualmente constrangido,  avaliando  que  poderá autoincriminar-se,  assistir-lhe-á,  sempre,  o direito –  juridicamente amparado pela própria Constituição – de silenciar.    Ninguém ignora, considerada a prerrogativa constitucional contra a  autoincriminação (RTJ 176/805-806,  Rel. Min. CELSO DE MELLO,  v.g.),  que assiste a qualquer pessoa o direito de manter-se em silêncio, sem se  expor –  em virtude do exercício  legítimo dessa faculdade – a  qualquer  restrição  em  sua  esfera  jurídica,  desde que  as  suas  respostas  às  indagações que lhe venham a ser feitas possam acarretar-lhe grave dano  (“Nemo tenetur se detegere”).  É que indiciados  e réus (e,  até mesmo, testemunhas)  dispõem, em  nosso ordenamento jurídico,  da prerrogativa contra a autoincriminação,  consoante tem proclamado a  jurisprudência constitucional do Supremo  Tribunal Federal (RTJ 172/929-930, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE –  RDA 196/197,  Rel.  Min. CELSO DE MELLO –  HC 78.814/PR,  Rel.  Min.  CELSO DE MELLO, v.g.).  Com o explícito reconhecimento dessa  prerrogativa,  constitucionalizou-se,  em  nosso  sistema  jurídico,  uma das  mais expressivas consequências derivadas da cláusula do “due process of   law”.  Qualquer pessoa que  sofra  investigações penais,  policiais  ou  parlamentares,  ostentando,  ou  não,  a  condição  formal  de  indiciado  –  ainda que  convocada  como  testemunha  (RTJ 163/626  –  RTJ 176/805-  -806)  –,  possui,  entre  as  várias  prerrogativas que  lhe  são  constitucionalmente asseguradas, o direito de permanecer em silêncio e  de não produzir provas contra  si  própria,  consoante reconhece a  jurisprudência  do  Supremo  Tribunal  Federal  (RTJ 141/512,  Rel.  Min.  CELSO DE MELLO).  Esse direito,  na  realidade,  é plenamente oponível ao  Estado,  a  qualquer de seus Poderes e aos seus respectivos agentes e órgãos. Atua,  nesse sentido, como poderoso fator de limitação das próprias atividades     de  investigação  e de  persecução  desenvolvidas  pelo  Poder  Público  (Polícia  Judiciária,  Ministério  Público,  Juízes,  Tribunais  e  Comissões  Parlamentares de Inquérito, p. ex.).  Cabe registrar que a cláusula legitimadora  do direito ao silêncio  (invocável por qualquer dos litisconsortes penais passivos), ao explicitar,  agora em sede constitucional, o postulado segundo o qual “Nemo tenetur   se  detegere”,  nada mais fez senão  consagrar,  desta  vez no  âmbito  do  sistema normativo  instaurado pela Carta da República de 1988,  diretriz  fundamental proclamada,  desde  1791,  pela  Quinta  Emenda que  compõe o “Bill of Rights” norte-americano.  Na realidade, ninguém pode ser tratado, pelo Poder Público, como  culpado, sem que exista prévia condenação penal transitada em julgado  (RTJ 176/805-806,  Rel.  Min.  CELSO  DE  MELLO,  Pleno),  nem  constrangido a confessar a prática de um ilícito penal (HC 80.530-MC/PA,  Rel. Min. CELSO DE MELLO), nem, ainda, forçado a produzir quaisquer  provas  contra si  próprio (RTJ 141/512,  Rel.  Min. CELSO DE MELLO –  RTJ 180/1125,  Rel.  Min. MARCO AURÉLIO –  HC 69.026/DF,  Rel.  Min.  CELSO  DE  MELLO  –  HC 77.135/SP,  Rel.  Min.  ILMAR  GALVÃO  –  HC 83.096/RJ,  Rel.  Min.  ELLEN GRACIE –  RHC 64.354/SP,  Rel.  Min.  SYDNEY SANCHES).   Trata-se de prerrogativa que,  no  autorizado  magistério de  ANTÔNIO MAGALHÃES GOMES FILHO (“Direito à Prova no Processo  Penal”, p. 111, item n. 7, 1997, RT), “constitui uma decorrência natural do   próprio modelo processual paritário,  no qual seria inconcebível que uma das   partes  pudesse compelir o adversário a apresentar provas decisivas  em seu  próprio prejuízo (...)” (grifei).  O direito de o indiciado/acusado (ou  testemunha)  permanecer em  silêncio – consoante proclamou a Suprema Corte dos Estados Unidos da  América em Escobedo v. Illinois (1964) e,  de maneira mais incisiva, em     Miranda v. Arizona (1966) –  insere-se no alcance concreto  da cláusula  constitucional do devido processo legal.  A importância de tal entendimento firmado em Miranda v. Arizona  (1966)  assumiu tamanha  significação  na prática das  liberdades  constitucionais nos Estados Unidos da América,  que a Suprema Corte  desse país, em julgamento  mais recente (2000),  voltou a reafirmar essa  “landmark decision”, assinalando que as diretrizes nela fixadas (“Miranda  warnings”)  –  entre as quais se  encontra  a  prévia cientificação  de que  ninguém é  obrigado  a  confessar  ou a  responder  a  qualquer  interrogatório  –  exprimem interpretação  do  próprio  “corpus”  constitucional,  como advertiu o  então  “Chief  Justice”  William  H.  Rehnquist, autor de tal decisão, proferida, por 07 (sete) votos a 02 (dois),  no caso Dickerson v. United States (530 U.S. 428, 2000),  daí resultando,  como  necessária consequência,  a intangibilidade desse  precedente,  insuscetível  de  ser  derrogado por  legislação  meramente ordinária  emanada do  Congresso  americano  (“...  Congress  may  not  legislatively  supersede our  decisions  interpreting  and  applying the   Constitution …”).  Vale registrar, a esse respeito, a lição de GILMAR FERREIRA MENDES,  INOCÊNCIO  MÁRTIRES  COELHO  e PAULO  GUSTAVO  GONET  BRANCO (“Curso de Direito Constitucional”, p. 635/636, item n. 9.3.3.3.1,  2007, IDP/Saraiva):  “O direito  do preso –  a rigor  o direito  do acusado –  de   permanecer  em  silêncio  é  expressão do  princípio  da  não-auto-   -incriminação, que outorga ao preso e ao acusado em geral o direito de   não produzir provas contra si mesmo (art. 5º, LXIII).  Tal como anotado por Pertence em magnífico voto proferido   no HC 78.708, de que foi  o relator (DJ de 16-4-1999), ‘o direito à   informação  da  faculdade  de  manter-se  silente  ganhou  dignidade   constitucional  –  a  partir  de  sua  mais  eloqüente  afirmação   contemporânea  em  Miranda  vs.  Arizona  (384  US  436,  1966),      transparente  fonte  histórica  de  sua  consagração  na  Constituição   brasileira  –  porque  instrumento  insubstituível  da  eficácia  real  da   vetusta garantia contra a auto-incriminação – ‘nemo tenetur prodere   se  ipsum,  quia  nemo tenere  detegere  turpitudinem suam’  –,  que  a   persistência  planetária  dos  abusos  policiais  não  deixa  de  perder   atualidade.  Essas regras sobre a instrução quanto ao direito ao silêncio – as   chamadas  ‘Miranda  rules’  –  hão  de  se  aplicar  desde  quando  o   inquirido  está  em custódia  ou  de  alguma outra  forma se  encontre   significativamente privado de sua liberdade de ação: ‘while in custody   at the station or otherwise deprived of his freedom of action in any   significant way’.  Antes do advento do texto constitucional de 1988, o tema era   tratado entre nós no âmbito do devido processo legal, do princípio da   não-culpabilidade e do processo acusatório.  Agora, diante da cláusula explícita acima referida, compete  ao intérprete precisar o significado da decisão do constituinte para a   ordem constitucional como um todo.  Titular do direito é não só o preso,  mas também qualquer   acusado ou denunciado no processo penal.  A jurisprudência avançou para reconhecer o direito ao silêncio   aos investigados nas Comissões Parlamentares de Inquérito.” (grifei)  Cumpre rememorar,  ainda,  que o Pleno do  Supremo  Tribunal  Federal,  ao julgar o HC 68.742/DF,  Rel.  p/  o  acórdão  Min.  ILMAR  GALVÃO  (DJU de  02/04/93),  também reconheceu que  o  réu (como  qualquer dos litisconsortes  penais  passivos) não pode,  em virtude do  princípio  constitucional  que protege qualquer acusado  ou  indiciado  contra a autoincriminação, sofrer, em função do legítimo exercício desse  direito, restrições que afetem o seu “status poenalis” ou que atinjam a sua  esfera jurídica.  Na  realidade,  o  Código  de  Processo  Penal  –  estimulado pela  jurisprudência constitucional desta Suprema Corte – prescreveu, em seu  art. 186, parágrafo único, na redação dada pela Lei nº 10.792/2003, que “O     silêncio,  que não importará em confissão,  não poderá ser interpretado em  prejuízo da defesa” (grifei).  Com efeito,  nenhuma conclusão desfavorável à situação individual  da pessoa que invoque essa cláusula de tutela poderá ser extraída de sua  válida  e legítima  opção pelo silêncio.  Daí a grave –  e corretíssima –  advertência de  ROGÉRIO  LAURIA  TUCCI  (“Direitos  e  Garantias  Individuais no Processo Penal Brasileiro”, p. 370, item n. 16.3, 2ª ed., 2004,  RT),  para quem o direito de permanecer calado “não pode importar em   desfavorecimento  do  imputado,  até  porque  consistiria  inominado  absurdo   entender-se  que  o  exercício  de  um  direito,  expresso  na  Lei  das  Leis  como   fundamental do indivíduo, possa acarretar-lhe qualquer desvantagem”.  Esse mesmo entendimento é  perfilhado  por  ANTÔNIO  MAGALHÃES  GOMES  FILHO  (“Direito  à  Prova  no  Processo  Penal”,  p.  113,  item  n.  7,  nota  de  rodapé  n.  67,  1997,  RT),  que repele,  por  incompatíveis com o  novo sistema constitucional,  quaisquer prescrições  normativas  ou práticas  estatais que  autorizem  inferir do  exercício  do  direito  ao silêncio  inaceitáveis consequências prejudiciais  à defesa,  aos  direitos e aos interesses daquele que sofre persecução penal, tal como já o   havia proclamado este Supremo Tribunal Federal, antes mesmo da edição  da Lei nº 10.792/2003, que, entre outras modificações, alterou o art. 186 do  CPP:  “Interrogatório –  Acusado –  Silêncio.  A  parte  final  do   artigo 186 do Código de Processo Penal, no sentido de o silêncio do   acusado poder se mostrar contrário aos respectivos interesses, não foi   recepcionada pela  Carta  de  1988,  que,  mediante  o  preceito  do   inciso LVIII do artigo 5º, dispõe sobre o direito de os acusados, em   geral, permanecerem calados (...).”  (RTJ 180/1125, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – grifei)   Impende advertir, ainda, no contexto da prerrogativa constitucional  contra a autoincriminação, que o Estado – que não tem o direito de tratar     suspeitos, indiciados ou réus como se culpados fossem (RTJ 176/805-806) –  também não pode constrangê-los a produzir provas  contra si  próprios  (RTJ 141/512).  Na  realidade,  aquele que sofre persecução  penal  instaurada  pelo  Estado tem, entre outras prerrogativas básicas, direito (a) de permanecer  em  silêncio,  (b)  de não ser compelido a  produzir  elementos  de  incriminação  contra si  próprio  nem constrangido a  apresentar  provas  que lhe comprometam a defesa e (c) de recusar-se a participar, ativa ou  passivamente,  de  procedimentos  probatórios  que  lhe  possam  afetar  a  esfera jurídica, tais como a reprodução simulada do evento delituoso e o  fornecimento de padrões  gráficos  ou de padrões  vocais  para efeito  de  perícia criminal.   Em suma: o direito ao silêncio – e de não produzir provas contra si  próprio  –  constitui prerrogativa  individual  que não pode ser  desconsiderada  por qualquer dos Poderes da República,  inclusive por  este  Supremo  Tribunal  Federal,  motivo  pelo  qual  não procedem as  objeções  invocadas pelo  Ministério  Público  Federal,  eis que os  litisconsortes  penais  passivos,  se provocados por  reperguntas,  sempre terão o direito  de não responder às indagações que lhes forem  dirigidas.  A realização do  interrogatório  judicial  e a formulação de  reperguntas  dirigidas,  pelos demais corréus,  àquele  que estiver  sendo  interrogado,  conduzidas em  ambiente  de  respeito às  franquias  individuais  que  protegem,  amparam  e garantem  as  prerrogativas  jurídico-constitucionais de todos os acusados, terão, na figura central do  magistrado  processante,  o garante da  preservação  da  integridade  dos  direitos  titularizados por  aqueles  que  se  acham  expostos à  ação  persecutória do Estado.    Vale enfatizar,  ainda,  além do já  exposto,  que também milita em  favor dos pacientes, ora agravados, um outro direito fundamental inerente  a qualquer pessoa submetida a persecução penal,  independentemente de  ostentar,  ou  não,  a  condição  castrense,  consistente no direito de  comparecimento e de presença em audiência judicial onde se realizem atos  concernentes ao procedimento penal.  Com efeito,  mostra-se importante rememorar decisão desta colenda  Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal  proferida em julgamento  (em cujo âmbito foi discutida tal matéria)  consubstanciado em acórdão  assim ementado:  “’HABEAS  CORPUS’  –  INSTRUÇÃO  PROCESSUAL –   RÉU  PRESO –  PRETENDIDO  COMPARECIMENTO À   AUDIÊNCIA PENAL –  PLEITO RECUSADO –  REQUISIÇÃO  JUDICIAL  NEGADA SOB  FUNDAMENTO  DA  PERICULOSIDADE DO ACUSADO – INADMISSIBILIDADE –   A GARANTIA CONSTITUCIONAL DA  PLENITUDE  DE   DEFESA:  UMA DAS PROJEÇÕES CONCRETIZADORAS DA  CLÁUSULA DO  ‘DUE  PROCESS  OF  LAW’  –  CARÁTER  GLOBAL E ABRANGENTE DA  FUNÇÃO  DEFENSIVA:   DEFESA TÉCNICA E AUTODEFESA (DIREITO  DE  AUDIÊNCIA  E DIREITO  DE  PRESENÇA)  –  PACTO  INTERNACIONAL SOBRE  DIREITOS  CIVIS  E   POLÍTICOS/ONU  (ARTIGO  14,  N.  3,  ‘D’)  E CONVENÇÃO  AMERICANA DE  DIREITOS  HUMANOS/OEA  (ARTIGO  8º,   § 2º,  ‘D’  E ‘F’)  –  DEVER DO ESTADO DE ASSEGURAR  AO  RÉU PRESO O  EXERCÍCIO  DESSA  PRERROGATIVA  ESSENCIAL,  ESPECIALMENTE A DE COMPARECER À  AUDIÊNCIA DE INQUIRIÇÃO DAS TESTEMUNHAS,  AINDA   MAIS QUANDO ARROLADAS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO –   RAZÕES DE  CONVENIÊNCIA  ADMINISTRATIVA  OU   GOVERNAMENTAL  NÃO PODEM LEGITIMAR O   DESRESPEITO  NEM COMPROMETER A  EFICÁCIA  E A  OBSERVÂNCIA  DESSA  FRANQUIA  CONSTITUCIONAL –      NULIDADE PROCESSUAL ABSOLUTA –  AFASTAMENTO, EM  CARÁTER  EXCEPCIONAL,  NO  CASO  CONCRETO,  DA  INCIDÊNCIA  DA  SÚMULA  691/STF  –  ‘HABEAS  CORPUS’   CONCEDIDO DE OFÍCIO.  - O acusado, embora preso, tem o direito de comparecer, de  assistir e de presenciar,  sob pena de  nulidade  absoluta,  os  atos   processuais,  notadamente aqueles  que  se  produzem  na  fase  de  instrução do processo penal, que se realiza, sempre, sob a égide do   contraditório.  São irrelevantes,  para esse  efeito,  as alegações do  Poder Público concernentes à dificuldade ou inconveniência de   proceder à remoção de acusados presos a outros pontos do Estado ou  do  País,  eis que razões  de  mera  conveniência  administrativa  não  têm  – nem  podem  ter  –  precedência  sobre  as  inafastáveis  exigências  de  cumprimento  e  respeito  ao  que  determina  a   Constituição. Doutrina. Jurisprudência.  - O direito de audiência, de um lado, e o direito de presença  do réu, de outro,  esteja ele preso ou não,  traduzem prerrogativas   jurídicas essenciais  que derivam da garantia constitucional do ‘due   process  of  law’  e que asseguram,  por  isso  mesmo,  ao  acusado  o  direito de comparecer aos  atos  processuais  a  serem  realizados   perante  o  juízo  processante, ainda que situado este em local  diverso daquele em que esteja custodiado o réu.  Pacto  Internacional sobre  Direitos  Civis  e  Políticos/ONU  (Artigo  14,   n.  3,  ‘d’)  e Convenção Americana de  Direitos  Humanos/OEA  (Artigo 8º, § 2º, ‘d’ e ‘f’).  - Essa prerrogativa processual  reveste-se de caráter fundamental,   pois compõe o próprio estatuto constitucional do direito de defesa,   enquanto complexo de princípios e de normas que amparam qualquer  acusado em sede de persecução criminal, mesmo que se trate de réu   processado por  suposta prática de crimes hediondos  ou de delitos a   estes equiparados. Precedentes.”  (HC 86.634/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO)   Uma última observação impõe-se:  refiro-me ao fato  de que assiste  ao  réu  militar,  sob pena de  nulidade  absoluta,  o direito ao  transporte  pessoal, quando tiver de efetuar deslocamento, para fora da sede de sua     Organização Militar, no interesse da Justiça, para participar de audiência  de instrução criminal em que serão ouvidas testemunhas arroladas pela  acusação e pela defesa, nos termos do Decreto nº 4.307/2002, art. 28, I.  Tenho sustentado,  nesta  Suprema Corte,  com apoio em autorizado  magistério doutrinário (FERNANDO DA COSTA TOURINHO FILHO,  “Processo  Penal”,  vol.  3/136,  10ª  ed.,  1987,  Saraiva;  FERNANDO  DE  ALMEIDA PEDROSO, “Processo Penal – O Direito de Defesa”, p. 240,  1986, Forense; JAQUES DE CAMARGO PENTEADO, “Acusação, Defesa  e  Julgamento”,  p.  261/262,  item  n.  17,  e p.  276,  item  n.  18.3,  2001,  Millennium;  ADA  PELLEGRINI  GRINOVER,  “Novas  Tendências  do  Direito  Processual”,  p.  10,  item  n.  7, 1990,  Forense  Universitária;  ANTONIO  SCARANCE  FERNANDES,  “Processo  Penal  Constitucional”,  p.  280/281,  item n.  26.10,  3ª  ed.,  2003,  RT;  ROGÉRIO  LAURIA TUCCI, “Direitos e Garantias Individuais no Processo Penal  Brasileiro”, p. 189, item n. 7.2, 2ª ed., 2004, RT; ANTONIO MAGALHÃES  GOMES  FILHO,  “Direito  à  Prova  no  Processo  Penal”,  p.  154/155,  item n.  9,  1997,  RT; VICENTE GRECO FILHO, “Tutela Constitucional  das  Liberdades”,  p.  110,  item  n.  5,  1989,  Saraiva;  JORGE  DE  FIGUEIREDO DIAS, “Direito Processual Penal”, vol. 1/431-432, item n. 3,  1974, Coimbra Editora, v.g.), que o acusado tem o direito de comparecer, de  assistir e de presenciar, sob pena de nulidade absoluta, os atos processuais,  notadamente aqueles que se produzem na fase de instrução do processo  penal,  que se realiza,  sempre,  sob a égide do  contraditório,  sendo  irrelevantes,  para esse efeito, as alegações, tais como feitas  no caso ora em   exame,  de  problemas  na  aeronave,  eis que as  “(...)  alegações  de  mera   conveniência administrativa não têm – nem podem ter – precedência sobre as   inafastáveis  exigências  de  cumprimento  e  respeito  ao  que  determina  a   Constituição” (RTJ 142/477-478, Rel. Min. CELSO DE MELLO) e, notadamente,  porque,  nos  termos  do  artigo  28,  inciso  I,  do  Decreto  nº  4.307/2002,  é conferido “(...)  ao  militar  direito  ao  transporte,  quando  necessário  o   deslocamento,  no  interesse  da  justiça,  para  fora  da  sede  de  sua  Organização   Militar (...)”.    Esse entendimento,  hoje prevalecente em ambas as Turmas deste  Tribunal (HC 85.200/RJ, Rel. Min. EROS GRAU – HC 86.634/RJ, Rel. Min.  CELSO DE MELLO),  tem por suporte o reconhecimento –  fundado na  natureza dialógica do  processo  penal  acusatório,  impregnado,  em sua   estrutura  formal,  de  caráter  essencialmente democrático  (JOSÉ  FREDERICO  MARQUES,  “O  Processo  Penal  na  Atualidade”,  “in”  “Processo  Penal  e  Constituição  Federal”,  p.  13/20,  1993,  APAMAGIS/Ed. Acadêmica) – de que o direito de audiência, de um lado,  e o direito de presença do réu, de outro, esteja ele preso ou não, traduzem  prerrogativas jurídicas  que derivam da garantia constitucional do “due   process of law” e que asseguram,  por isso  mesmo, ao acusado o direito de   comparecer aos  atos  processuais  a  serem  realizados  perante  o  juízo  processante, ainda que situado este  em local diverso daquele da sede da  Organização Militar a que o réu esteja vinculado.  Vale referir,  neste  ponto,  ante  a  extrema  pertinência de  suas  observações,  o douto magistério de ROGÉRIO SCHIETTI MACHADO  CRUZ  (“Garantias  Processuais  nos  Recursos  Criminais”,  p.  126/127,  item n. 5.1, 2ª ed., 2013, Atlas):  “A possibilidade de que o próprio acusado intervenha, direta   e  pessoalmente,  na  realização  dos  atos processuais,  constitui,   assim, a autodefesa (...).  Saliente-se que a autodefesa não se resume à participação do   acusado no interrogatório judicial, mas há de estender-se a todos os   atos de que o imputado participe. (...).  Na  verdade,  desdobra-se  a  autodefesa  em  ‘direito  de   audiência’ e em  ‘direito de presença’, é dizer,  tem o acusado  o   direito de ser ouvido e falar  durante  os atos processuais (...),  bem  assim  o  direito  de  assistir  à  realização  dos  atos  processuais,   sendo dever do Estado facilitar seu exercício,  máxime quando o   imputado se  encontre preso,  impossibilitado de livremente deslocar-se  ao fórum.” (grifei)    Incensurável,  por  isso  mesmo,  sob tal perspectiva, decisão  desta  Suprema  Corte,  de  que  foi  Relator  o  eminente  Ministro  LEITÃO  DE  ABREU, consubstanciada em acórdão assim ementado (RTJ 79/110):  “‘Habeas Corpus’.  Nulidade processual.  O direito de estar  presente à  instrução  criminal,  conferido  ao  réu,   assenta na  cláusula  constitucional  que garante ao  acusado  ampla  defesa.  A violação desse direito importa  nulidade absoluta,  e  não  simplesmente  relativa,  do  processo.  ....................................................................................................... Nulidade do processo a partir dessa audiência. Pedido deferido.” (grifei)  Cumpre destacar,  nesse mesmo sentido,  inúmeras outras  decisões  emanadas  deste Supremo Tribunal  Federal  (RTJ 64/332  –  RTJ 66/72  –  RTJ 70/69  –  RTJ 80/37  –  RTJ 80/703),  cabendo registrar,  por  relevante,  julgamento no qual esta Suprema Corte reconheceu essencial a presença  do réu na audiência de inquirição de testemunhas arroladas pelo órgão  da  acusação  estatal,  sob pena de ofensa à garantia constitucional da  plenitude de defesa:  “‘Habeas corpus’. Nulidade processual. O direito de estar   presente à  instrução  criminal,  conferido ao  réu  e  seu  defensor,   assenta  no  princípio  do  contraditório.  Ao  lado  da  defesa   técnica,  confiada  a  profissional  habilitado,  existe a  denominada   autodefesa,  através  da  presença  do  acusado  aos  atos   processuais. (...).”  (RTJ 46/653, Rel. Min. DJACI FALCÃO – grifei)    Essa orientação, por sua vez, reflete-se no magistério jurisprudencial  de outros Tribunais (RT 522/369 – RT 537/337 – RT 562/346 – RT 568/287 –  RT 569/309 – RT 718/415):  “O direito  conferido ao réu  de estar presente à instrução   criminal assenta-se  na  cláusula  constitucional  que  garante ao   acusado  ampla  defesa.  A  violação desse  direito  importa   nulidade absoluta, e não apenas relativa, do processo.”  (RT 607/306, Rel. Des. BAPTISTA GARCIA – grifei)  Não constitui demasia assinalar,  neste  ponto,  analisada a função  defensiva sob uma perspectiva global, que o direito de presença do réu na  audiência  de  instrução  penal,  além de traduzir expressão  concreta  do  direito de defesa (mais especificamente da prerrogativa da autodefesa),  também encontra suporte  legitimador  em convenções internacionais  que proclamam a essencialidade dessa franquia processual, que compõe o  próprio estatuto constitucional do direito de defesa,  enquanto complexo de  princípios  e de  normas  que  amparam  qualquer acusado  em sede de  persecução criminal,  seja perante a Justiça Comum,  seja perante a Justiça  Militar.  A justa preocupação da  comunidade  internacional  com a  preservação da  integridade  das  garantias  processuais  básicas  reconhecidas às pessoas meramente acusadas de práticas delituosas tem  representado, em tema de proteção aos direitos humanos,  um dos  tópicos  mais sensíveis e delicados da agenda dos organismos internacionais, seja  em âmbito regional, como o Pacto de São José da Costa Rica (Artigo 8º, § 2º,  “d”  e “f”),  aplicável ao  sistema interamericano,  seja em âmbito global,  como o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (Artigo 14, n. 3,  “d”),  celebrado sob a égide da Organização das Nações Unidas,  e que  representam instrumentos que reconhecem, a qualquer réu, entre outras  prerrogativas eminentes,  o direito de comparecer e de estar presente à  instrução processual,  independentemente de achar-se sujeito,  ou não,  à  custódia do Estado.    Impende reconhecer,  por  extremamente  relevante,  que o  entendimento ora  exposto  na  presente sede  processual  tem,  hoje,  o  beneplácito da  jurisprudência  que ambas as Turmas do  Supremo  Tribunal Federal firmaram na matéria em causa:  “‘HABEAS  CORPUS’.  EXTORSÃO  MEDIANTE   SEQÜESTRO.  PACIENTE  PRESA  EM  SÃO  PAULO,   RESPONDENDO  À  AÇÃO  PENAL  NO  RIO DE  JANEIRO.   CONDENAÇÃO.  CERCEAMENTO  DE  DEFESA:  AUSÊNCIA  DA RÉ NOS ATOS PROCESSUAIS.  IMPOSSIBILIDADE DE  ENTREVISTAR-SE  COM  A  DEFENSORA  NOMEADA  EM  OUTRA UNIDADE DA FEDERAÇÃO.   1.  Paciente condenada  por  crime  de  extorsão  mediante   seqüestro.  Ação  penal  em  curso  no  Rio  de  Janeiro.  Paciente   presa em São Paulo.  Ausência de contato com o processo em que   figurou  como  ré.  Impossibilidade de  indicar  testemunhas  e  de   entrevistar-se com  a  Defensora  Pública  designada no  Rio  de   Janeiro. Cerceamento de defesa.  2.  A falta de recursos materiais  a inviabilizar as garantias   constitucionais dos acusados em processo penal  é inadmissível, na   medida em que implica disparidade dos meios de manifestação entre   a acusação e a defesa,  com graves reflexos em um dos bens mais   valiosos da vida, a liberdade.  3.  A  circunstância de  que  a  paciente  poderia contatar  a   Defensora Pública por telefone e cartas, aventada no ato impugnado,   não tem a virtude de sanar a nulidade alegada,  senão o intuito  de   contorná-la,  resultando  franco  prejuízo  à  defesa,  sabido  que  a   comunicação  entre  presos  e  pessoas  alheias  ao  sistema  prisional  é   restrita ou proibida.  Ordem concedida.” (HC 85.200/RJ, Rel. Min. EROS GRAU, Primeira Turma –   grifei)  “’HABEAS CORPUS’  –  RÉU  MILITAR  –  INSTRUÇÃO   PROCESSUAL –  PRETENDIDO COMPARECIMENTO À      AUDIÊNCIA PENAL EM QUE INQUIRIDAS TESTEMUNHAS DA  ACUSAÇÃO E DA DEFESA – AUSÊNCIA DE OFERECIMENTO  DE  TRANSPORTE  PARA  O  LOCAL  DE  REALIZAÇÃO  DO   ATO  PROCESSUAL –  CONSTRANGIMENTO  ILEGAL  CARACTERIZADO –  A GARANTIA CONSTITUCIONAL DA  PLENITUDE  DE  DEFESA:  UMA DAS PROJEÇÕES   CONCRETIZADORAS DA CLÁUSULA DO ‘DUE PROCESS OF   LAW’  –  CARÁTER GLOBAL E ABRANGENTE DA FUNÇÃO  DEFENSIVA: DEFESA TÉCNICA E AUTODEFESA (DIREITO DE  AUDIÊNCIA  E DIREITO  DE  PRESENÇA)  –  PACTO  INTERNACIONAL SOBRE DIREITOS CIVIS E POLÍTICOS/ONU  (ARTIGO  14,  N.  3,  ‘D’)  E CONVENÇÃO AMERICANA DE  DIREITOS HUMANOS/OEA (ARTIGO 8º, § 2º, ‘D’ E ‘F’) – DEVER   DO ESTADO DE  ASSEGURAR  AO RÉU MILITAR O   EXERCÍCIO  DESSA  PRERROGATIVA  ESSENCIAL,   ESPECIALMENTE A DE PROPICIAR TRANSPORTE   (DECRETO  Nº  4.307/2002,  ART.  28,  INCISO I),  PARA  COMPARECER À  AUDIÊNCIA  DE  INQUIRIÇÃO  DAS   TESTEMUNHAS,  AINDA MAIS QUANDO ARROLADAS PELO  MINISTÉRIO  PÚBLICO  –  RAZÕES DE  CONVENIÊNCIA  ADMINISTRATIVA  OU GOVERNAMENTAL  NÃO PODEM   LEGITIMAR O  DESRESPEITO  NEM COMPROMETER A  EFICÁCIA  E A  OBSERVÂNCIA  DESSA  FRANQUIA  CONSTITUCIONAL – NULIDADE PROCESSUAL ABSOLUTA –   PEDIDO DEFERIDO.  -  O acusado tem o direito de comparecer,  de assistir e de  presenciar,  sob  pena de  nulidade  absoluta,  os  atos  processuais,   notadamente aqueles  que  se  produzem  na  fase  de  instrução do   processo penal, que se realiza, sempre, sob a égide do contraditório.   São irrelevantes, para esse efeito,  as alegações do Poder Público  concernentes à dificuldade ou inconveniência de proceder ao custeio de   deslocamento do réu,  no interesse da Justiça,  para fora da sede de   sua  Organização  Militar,  eis que razões de mera conveniência   administrativa não têm – nem podem ter  –  precedência sobre  as   inafastáveis exigências  de  cumprimento  e de  respeito  ao que  determina a Constituição. Doutrina. Jurisprudência.    - O direito de audiência, de um lado, e o direito de presença   do réu,  de outro,  esteja ele preso ou não,  traduzem prerrogativas   jurídicas  essenciais  que derivam da  garantia  constitucional  do  ‘due   process of law’ e que asseguram, por isso mesmo, ao acusado o direito   de comparecer aos atos processuais a serem realizados perante o juízo   processante, ainda que situado este em local diverso daquele da sede da   Organização Militar a que o réu esteja vinculado. Pacto Internacional   sobre Direitos Civis e Políticos/ONU (Artigo 14, n. 3, ‘d’). Convenção   Americana de Direitos Humanos/OEA (Artigo 8º,  § 2º, ‘d’  e ‘f’)  e   Decreto nº 4.307/2002 (art. 28, inciso I).  - Essa prerrogativa processual  reveste-se de caráter fundamental,   pois compõe o próprio estatuto constitucional do direito de defesa,   enquanto complexo de princípios  e de normas que amparam  qualquer   acusado em sede de persecução criminal, seja perante a Justiça Comum,   seja perante a Justiça Militar. Precedentes.”  (HC 98.676/PA,  Rel.  Min.  CELSO DE MELLO,  Segunda  Turma)  Registro,  ainda,  por  relevante,  que,  na  espécie –  insista-se –,  há  disposição normativa assegurando ao militar da ativa o direito ao custeio  do seu transporte (Decreto nº 4.307/2002, art. 28, inciso I). Negar-lhe esse  direito é o mesmo que inibir, sem justo motivo, a participação do acusado  militar nos atos processuais, especialmente em situações, como sucede no   caso ora em exame, em que os réus estão servindo em Vilhena/RO e o ato  processual é realizado em uma Auditoria Militar em Manaus/AM.  Nesse contexto, a garantia de transporte pessoal do militar da ativa,  quando tiver de efetuar deslocamento,  fora da sede de sua Organização  Militar, no interesse da Justiça, nos termos estabelecidos no art. 28, inciso I,  do Decreto nº 4.307, de 18 de julho de 2002,  constitui aspecto relevante,  pois destinado a assegurar o próprio direito de defesa,  eis que o não  oferecimento de meios financeiros para viabilizar a locomoção do militar  frustra a sua participação na audiência, elemento indispensável para que  o acusado possa exercer, em plenitude, o direito de defesa.    Em resumo:  a  análise  dos  fundamentos  da  presente  impetração  levou-me a concluir que  a  decisão  emanada  do  E.  Superior  Tribunal  Militar não podia prevalecer,  eis que frontalmente contrária à Constituição  da  República,  considerada,  no  ponto,  a jurisprudência do  Supremo  Tribunal Federal  firmada na matéria em causa,  no sentido de o direito de  presença do réu traduzir prerrogativa  jurídica  essencial  derivada da  garantia constitucional do “due process of law”, que assegura ao acusado o  direito de comparecer aos atos processuais,  inclusive ao interrogatório  judicial  dos  demais  corréus,  a  serem  realizados  perante  o  juízo  processante.  Sendo assim,  e pelas razões expostas,  nego provimento ao presente  recurso  de  agravo,  mantendo,  em  consequência,  por seus próprios  fundamentos, a decisão ora recorrida.  É o meu voto. ", "votante" : "MIN_CELSO_DE_MELLO" } ] }
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Segundo  a  firme  jurisprudência  do  Supremo  Tribunal  Federal,  devem ser impugnados, na petição do agravo, todos os fundamentos da  inadmissão do apelo extremo.  2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1%  (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC).   " }, "extratoata" : { "texto" : "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.297 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE ITATIBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITATIBA AGDO.(A/S) : JOAO APARECIDO DE GODOY ADV.(A/S) : RODRIGO FRANCISCO SILVA (300846/SP)  Decisão:  O  Tribunal,  por  unanimidade,  negou  provimento  ao  agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor  atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto  do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão  Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018.    Composição:  Ministros  Dias  Toffoli  (Presidente),  Celso  de   Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen  Lúcia,  Luiz  Fux,  Rosa  Weber,  Roberto  Barroso,  Edson  Fachin  e  Alexandre de Moraes.  Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      26/10/2018 PLENÁRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.297 SÃO \nPAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     MUNICÍPIO DE ITATIBA\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITATIBA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     JOAO APARECIDO DE GODOY\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     RODRIGO FRANCISCO SILVA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Agravo \ncontra  decisão  em  que  não  se  admitiu  o  processamento  do  recurso \nextraordinário  na  origem.  Fundamentos.  Ausência  de  impugnação. \nPrecedentes.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1.  Segundo  a  firme  jurisprudência  do  Supremo  Tribunal  Federal, \ndevem ser impugnados, na petição do agravo, todos os fundamentos da \ninadmissão do apelo extremo.\n    </p>\n    <p>\n     2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% \n(um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ACÓRDÃO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \nSupremo  Tribunal  Federal,  em  sessão  virtual  do  Plenário  de  19  a \n25/10/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em \nnegar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% \ndo valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto \ndo Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente).\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 26 de outubro de 2018.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n     </b>\n     Ministro\n     <b>\n      Dias Toffoli\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 63D1-0E68-6D1C-1945 e senha 42B8-D0AE-3003-65F4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1144297 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Presidente\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 63D1-0E68-6D1C-1945 e senha 42B8-D0AE-3003-65F4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      26/10/2018 PLENÁRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.297 SÃO \nPAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     MUNICÍPIO DE ITATIBA\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITATIBA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     JOAO APARECIDO DE GODOY\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     RODRIGO FRANCISCO SILVA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATÓRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):\n     </b>\n     Trata-se  de  agravo  regimental  contra  decisão  proferida  pela\n    </p>\n    <p>\n     Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, \nsob  o  fundamento  de  ausência  de  impugnação  dos  fundamentos  do\n     <b>\n      decisum\n     </b>\n     então agravado (Súmula nº 287 do STF).\n    </p>\n    <p>\n     Sustenta  a  parte  agravante,  em  síntese,  a  inexistência  do  óbice \napontado. Pede, assim, a reconsideração da decisão ou a submissão deste \nrecurso ao colegiado com o ulterior provimento.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CFB-E953-0A60-698D e senha BF65-A19A-E666-116E\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MINISTRO PRESIDENTE\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      26/10/2018 PLENÁRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.297 SÃO \nPAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      VOTO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):\n     </b>\n     A irresignação não merece prosperar.\nA jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de\n    </p>\n    <p>\n     que a parte deve impugnar, na petição de agravo, todos os fundamentos \nda  decisão  agravada,  o  que  não  ocorreu  no  caso  em  tela,  conforme \nassentado no\n     <b>\n      decisum\n     </b>\n     ora recorrido. Nesse sentido, anotem-se:\n    </p>\n    <p>\n     “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  PROCESSUAL  CIVIL. \nAUSÊNCIA  DE  IMPUGNAÇÃO  ESPECÍFICA  DOS \nFUNDAMENTOS  DA  DECISÃO  AGRAVADA: \nINVIABILIDADE. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, \nPERCENTUAL QUE  SE  SOMA AO  FIXADO  NA ORIGEM, \nOBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO \nCÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE \nEVENTUAL  CONCESSÃO  DO  BENEFÍCIO  DA  JUSTIÇA \nGRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, \nCONFORME ART.  1.021,  §  4º,  DO CÓDIGO DE PROCESSO \nCIVIL.  AGRAVO  REGIMENTAL  AO  QUAL  SE  NEGA \nPROVIMENTO” (ARE n.  1.005.678-AgR,  Plenário,  Relatora  a \nMinistra\n     <b>\n      Cármen Lúcia\n     </b>\n     - Presidente, DJe 21/3/17).\n    </p>\n    <p>\n     “AGRAVO  INTERNO  NO  RECURSO\n    </p>\n    <p>\n     EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  ADMINISTRATIVO. \nNULIDADE  DE  AUTO  DE  INFRAÇÃO  E  IMPOSIÇÃO  DE \nMULTA.  PROCON.  AGRAVO  QUE  NÃO  ATACA  OS \nFUNDAMENTOS  DA  DECISÃO  QUE,  NA  ORIGEM, \nINADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 287 \nDO  STF.  INCIDÊNCIA.  REITERADA  REJEIÇÃO  DOS \nARGUMENTOS  EXPENDIDOS  PELA  PARTE  NAS  SEDES\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A5-237F-9613-E0EF e senha 98E8-D1BD-1A4A-50C9\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MINISTRO PRESIDENTE\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1144297 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     RECURSAIS  ANTERIORES.  MANIFESTO  INTUITO \nPROTELATÓRIO.  MULTA  DO  ARTIGO  1.021,  §  4º,  DO \nCPC/2015.  APLICABILIDADE.  RECURSO INTERPOSTO SOB \nA  ÉGIDE  DO  NOVO  CÓDIGO  DE  PROCESSO  CIVIL. \nAPLICAÇÃO  DE  NOVA  SUCUMBÊNCIA.  AGRAVO \nINTERNO  DESPROVIDO”  (ARE  n.  1.014.460-AgR,  Primeira \nTurma, Relator o Ministro\n     <b>\n      Luiz Fux\n     </b>\n     , DJ 23/3/17).\n    </p>\n    <p>\n     “Agravo  regimental  em  recurso  extraordinário  com \nagravo.  2.  Razões  do agravo não atacam os  fundamentos  da \ndecisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da \nSúmula 287. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a \ndecisão  agravada.  4.  Agravo  regimental  a  que  se  nega \nprovimento” (ARE n. 966.597-AgR, Segunda Turma, Relator o \nMinistro\n     <b>\n      Gilmar Mendes\n     </b>\n     , DJe 14/3/17).\n    </p>\n    <p>\n     Manifestamente  improcedente,  nego  provimento  ao  agravo \nregimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% \n(um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no \nart. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação.\n    </p>\n    <p>\n     É como voto.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. 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NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.297\n     </b>\n     PROCED. : SÃO PAULO\n     <b>\n      RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE\n     </b>\n     AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE ITATIBA\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITATIBA\nAGDO.(A/S) : JOAO APARECIDO DE GODOY\nADV.(A/S) : RODRIGO FRANCISCO SILVA (300846/SP)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     O  Tribunal,  por  unanimidade,  negou  provimento  ao \nagravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor \natualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto \ndo Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão \nVirtual de 19.10.2018 a 25.10.2018.\n    </p>\n    <p>\n     Composição:  Ministros  Dias  Toffoli  (Presidente),  Celso  de\n    </p>\n    <p>\n     Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen \nLúcia,  Luiz  Fux,  Rosa  Weber,  Roberto  Barroso,  Edson  Fachin  e \nAlexandre de Moraes.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nAssessora-Chefe do Plenário\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 938C-5051-D7D4-D319 e senha 2898-8634-BEFB-CFE2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "26/10/2018 PLENÁRIO\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.297 SÃO \n", "PAULO\n", "RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE\n", "AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE ITATIBA \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITATIBA \n", "AGDO.(A/S) : JOAO APARECIDO DE GODOY \n", "ADV.(A/S) :RODRIGO FRANCISCO SILVA \n", "EMENTA\n", "Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Agravo \n", "contra  decisão  em  que  não  se  admitiu  o  processamento  do  recurso \n", "extraordinário  na  origem.  Fundamentos.  Ausência  de  impugnação. \n", "Precedentes.\n", "1.  Segundo  a  firme  jurisprudência  do  Supremo  Tribunal  Federal, \n", "devem ser impugnados, na petição do agravo, todos os fundamentos da \n", "inadmissão do apelo extremo.\n", "2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% \n", "(um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC).\n", "ACÓRDÃO\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \n", "Supremo  Tribunal  Federal,  em  sessão  virtual  do  Plenário  de  19  a \n", "25/10/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em \n", "negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% \n", "do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto \n", "do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente).\n", "Brasília, 26 de outubro de 2018. \n", "                                     Ministro Dias Toffoli \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 63D1-0E68-6D1C-1945 e senha 42B8-D0AE-3003-65F4\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6\n", "Ementa e Acórdão\n", "ARE 1144297 AGR / SP \n", "                                               Presidente \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 63D1-0E68-6D1C-1945 e senha 42B8-D0AE-3003-65F4\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n", "Relatório\n", "26/10/2018 PLENÁRIO\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.297 SÃO \n", "PAULO\n", "RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE\n", "AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE ITATIBA \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITATIBA \n", "AGDO.(A/S) : JOAO APARECIDO DE GODOY \n", "ADV.(A/S) :RODRIGO FRANCISCO SILVA \n", "RELATÓRIO\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):\n", "Trata-se  de  agravo  regimental  contra  decisão  proferida  pela \n", "Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, \n", "sob  o  fundamento  de  ausência  de  impugnação  dos  fundamentos  do \n", "decisum então agravado (Súmula nº 287 do STF).\n", "Sustenta  a  parte  agravante,  em  síntese,  a  inexistência  do  óbice \n", "apontado. Pede, assim, a reconsideração da decisão ou a submissão deste \n", "recurso ao colegiado com o ulterior provimento. \n", "É o relatório.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CFB-E953-0A60-698D e senha BF65-A19A-E666-116E\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n", "Voto - MINISTRO PRESIDENTE\n", "26/10/2018 PLENÁRIO\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.297 SÃO \n", "PAULO\n", "VOTO\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):\n", "A irresignação não merece prosperar.\n", "A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de \n", "que a parte deve impugnar, na petição de agravo, todos os fundamentos \n", "da  decisão  agravada,  o  que  não  ocorreu  no  caso  em  tela,  conforme \n", "assentado no decisum ora recorrido. Nesse sentido, anotem-se:\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  PROCESSUAL  CIVIL. \n", "AUSÊNCIA  DE  IMPUGNAÇÃO  ESPECÍFICA  DOS \n", "FUNDAMENTOS  DA  DECISÃO  AGRAVADA: \n", "INVIABILIDADE. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, \n", "PERCENTUAL QUE  SE  SOMA AO  FIXADO  NA ORIGEM, \n", "OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO \n", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE \n", "EVENTUAL  CONCESSÃO  DO  BENEFÍCIO  DA  JUSTIÇA \n", "GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, \n", "CONFORME ART.  1.021,  §  4º,  DO CÓDIGO DE PROCESSO \n", "CIVIL.  AGRAVO  REGIMENTAL  AO  QUAL  SE  NEGA \n", "PROVIMENTO” (ARE n.  1.005.678-AgR,  Plenário,  Relatora  a \n", "Ministra Cármen Lúcia- Presidente, DJe 21/3/17).\n", " \n", "“AGRAVO  INTERNO  NO  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  ADMINISTRATIVO. \n", "NULIDADE  DE  AUTO  DE  INFRAÇÃO  E  IMPOSIÇÃO  DE \n", "MULTA.  PROCON.  AGRAVO  QUE  NÃO  ATACA  OS \n", "FUNDAMENTOS  DA  DECISÃO  QUE,  NA  ORIGEM, \n", "INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 287 \n", "DO  STF.  INCIDÊNCIA.  REITERADA  REJEIÇÃO  DOS \n", "ARGUMENTOS  EXPENDIDOS  PELA  PARTE  NAS  SEDES \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A5-237F-9613-E0EF e senha 98E8-D1BD-1A4A-50C9\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6\n", "Voto - MINISTRO PRESIDENTE\n", "ARE 1144297 AGR / SP \n", "RECURSAIS  ANTERIORES.  MANIFESTO  INTUITO \n", "PROTELATÓRIO.  MULTA  DO  ARTIGO  1.021,  §  4º,  DO \n", "CPC/2015.  APLICABILIDADE.  RECURSO INTERPOSTO SOB \n", "A  ÉGIDE  DO  NOVO  CÓDIGO  DE  PROCESSO  CIVIL. \n", "APLICAÇÃO  DE  NOVA  SUCUMBÊNCIA.  AGRAVO \n", "INTERNO  DESPROVIDO”  (ARE  n.  1.014.460-AgR,  Primeira \n", "Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ 23/3/17).\n", "“Agravo  regimental  em  recurso  extraordinário  com \n", "agravo.  2.  Razões  do agravo não atacam os  fundamentos  da \n", "decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da \n", "Súmula 287. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a \n", "decisão  agravada.  4.  Agravo  regimental  a  que  se  nega \n", "provimento” (ARE n. 966.597-AgR, Segunda Turma, Relator o \n", "Ministro Gilmar Mendes, DJe 14/3/17).\n", "Manifestamente  improcedente,  nego  provimento  ao  agravo \n", "regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% \n", "(um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no \n", "art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação.\n", "É como voto.\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A5-237F-9613-E0EF e senha 98E8-D1BD-1A4A-50C9\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6\n", "Extrato de Ata - 26/10/2018\n", "PLENÁRIO\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.297\n", "PROCED. : SÃO PAULO\n", "RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE\n", "AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE ITATIBA\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITATIBA\n", "AGDO.(A/S) : JOAO APARECIDO DE GODOY\n", "ADV.(A/S) : RODRIGO FRANCISCO SILVA (300846/SP)\n", "Decisão:  O  Tribunal,  por  unanimidade,  negou  provimento  ao \n", "agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor \n", "atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto \n", "do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão \n", "Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018.\n", " \n", "Composição:  Ministros  Dias  Toffoli  (Presidente),  Celso  de \n", "Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen \n", "Lúcia,  Luiz  Fux,  Rosa  Weber,  Roberto  Barroso,  Edson  Fachin  e \n", "Alexandre de Moraes.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Assessora-Chefe do Plenário\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 938C-5051-D7D4-D319 e senha 2898-8634-BEFB-CFE2\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6\n" ], "numero" : "1144297", "partes" : [ { "nome" : "MINISTRO PRESIDENTE", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "MUNICÍPIO DE ITATIBA", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITATIBA", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" }, { "nome" : "JOAO APARECIDO DE GODOY", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "RODRIGO FRANCISCO SILVA", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MINISTRO PRESIDENTE", "texto" : "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se  de  agravo  regimental  contra  decisão  proferida  pela   Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso,  sob  o  fundamento  de  ausência  de  impugnação  dos  fundamentos  do  decisum então agravado (Súmula nº 287 do STF).  Sustenta  a  parte  agravante,  em  síntese,  a  inexistência  do  óbice  apontado. Pede, assim, a reconsideração da decisão ou a submissão deste  recurso ao colegiado com o ulterior provimento.   É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   VOTO  O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de   que a parte deve impugnar, na petição de agravo, todos os fundamentos  da  decisão  agravada,  o  que  não  ocorreu  no  caso  em  tela,  conforme  assentado no decisum ora recorrido. Nesse sentido, anotem-se:  “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  PROCESSUAL  CIVIL.  AUSÊNCIA  DE  IMPUGNAÇÃO  ESPECÍFICA  DOS  FUNDAMENTOS  DA  DECISÃO  AGRAVADA:  INVIABILIDADE. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%,  PERCENTUAL QUE  SE  SOMA AO  FIXADO  NA ORIGEM,  OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO  CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE  EVENTUAL  CONCESSÃO  DO  BENEFÍCIO  DA  JUSTIÇA  GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%,  CONFORME ART.  1.021,  §  4º,  DO CÓDIGO DE PROCESSO  CIVIL.  AGRAVO  REGIMENTAL  AO  QUAL  SE  NEGA  PROVIMENTO” (ARE n.  1.005.678-AgR,  Plenário,  Relatora  a  Ministra Cármen Lúcia- Presidente, DJe 21/3/17).    “AGRAVO  INTERNO  NO  RECURSO   EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  ADMINISTRATIVO.  NULIDADE  DE  AUTO  DE  INFRAÇÃO  E  IMPOSIÇÃO  DE  MULTA.  PROCON.  AGRAVO  QUE  NÃO  ATACA  OS  FUNDAMENTOS  DA  DECISÃO  QUE,  NA  ORIGEM,  INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 287  DO  STF.  INCIDÊNCIA.  REITERADA  REJEIÇÃO  DOS  ARGUMENTOS  EXPENDIDOS  PELA  PARTE  NAS  SEDES     RECURSAIS  ANTERIORES.  MANIFESTO  INTUITO  PROTELATÓRIO.  MULTA  DO  ARTIGO  1.021,  §  4º,  DO  CPC/2015.  APLICABILIDADE.  RECURSO INTERPOSTO SOB  A  ÉGIDE  DO  NOVO  CÓDIGO  DE  PROCESSO  CIVIL.  APLICAÇÃO  DE  NOVA  SUCUMBÊNCIA.  AGRAVO  INTERNO  DESPROVIDO”  (ARE  n.  1.014.460-AgR,  Primeira  Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ 23/3/17).  “Agravo  regimental  em  recurso  extraordinário  com  agravo.  2.  Razões  do agravo não atacam os  fundamentos  da  decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da  Súmula 287. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a  decisão  agravada.  4.  Agravo  regimental  a  que  se  nega  provimento” (ARE n. 966.597-AgR, Segunda Turma, Relator o  Ministro Gilmar Mendes, DJe 14/3/17).  Manifestamente  improcedente,  nego  provimento  ao  agravo  regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1%  (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no  art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação.  É como voto. ", "votante" : "MINISTRO_PRESIDENTE" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac0b0d2512244887572" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos,  relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do  Supremo Tribunal  Federal,  em Segunda  Turma,  sob  a  Presidência  do  Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas  taquigráficas,  por  unanimidade de  votos,  em negar  provimento ao  recurso de agravo, nos termos do voto do Relator.  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MIN.  MARCO  AURÉLIO)  –  ATUAÇÃO  ALEGADAMENTE  CONFIGURADORA DE  COMPORTAMENTO “ULTRA VIRES”  DO  CONSELHO  NACIONAL  DE  JUSTIÇA  POR  SUPOSTA  INTERVENÇÃO INDEVIDA EM  PROCEDIMENTO  DE NATUREZA  JURISDICIONAL –  INOCORRÊNCIA –  ATUAÇÃO  ADMINISTRATIVA DO  CNJ  QUE SE LIMITOU A  ANALISAR,  EXCLUSIVAMENTE,  A  EXISTÊNCIA  DE  INDÍCIOS “DE  GRAVES  VIOLAÇÕES  AOS  DEVERES  FUNCIONAIS” ATRIBUÍDAS AO  MAGISTRADO  IMPETRANTE  –  MANDADO  DE  SEGURANÇA  DENEGADO –  INTERPOSIÇÃO DE  RECURSO  DE  AGRAVO  –  INOVAÇÃO MATERIAL DO PEDIDO,  QUE ULTRAPASSA OS LIMITES  TEMÁTICOS PREVIAMENTE DEFINIDOS NO ATO PROCESSUAL DE  IMPETRAÇÃO  DO  “WRIT” MANDAMENTAL  –  FUNDAMENTOS   NÃO EXAMINADOS PELA DECISÃO RECORRIDA – IMPUGNAÇÃO  RECURSAL  QUE NÃO  GUARDA  PERTINÊNCIA COM  OS  FUNDAMENTOS  EM  QUE  SE  ASSENTOU  O  ATO  DECISÓRIO  QUESTIONADO  –  OCORRÊNCIA DE  DIVÓRCIO IDEOLÓGICO –  INADMISSIBILIDADE –  PRECEDENTES –  RECURSO DE AGRAVO  IMPROVIDO.   " }, "extratoata" : { "texto" : "AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.465 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JOSÉ RAMOS DIAS FILHO ADV.(A/S) : ALFREDO FERREIRA NETO AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO  Decisão:  A  Turma,  por  votação  unânime,  negou  provimento  ao  recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do  Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015.  Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à  sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen  Lúcia e Teori Zavascki.  Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Edson  Oliveira  de  Almeida.  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CELSO DE MELLO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     JOSÉ RAMOS DIAS FILHO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ALFREDO FERREIRA NETO\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n    </p>\n    <p>\n     E  M  E  N  T  A:  MANDADO  DE  SEGURANÇA  –\n     <b>\n      CONSELHO \nNACIONAL DE JUSTIÇA\n     </b>\n     –\n     <b>\n      JURISDIÇÃO CENSÓRIA\n     </b>\n     – APURAÇÃO \nDA  RESPONSABILIDADE  DISCIPLINAR  DE  MAGISTRADOS  –\n     <b>\n      A \nQUESTÃO  DA LEGITIMIDADE\n     </b>\n     DA IMPOSIÇÃO  DIRETA,\n     <i>\n      A ELES\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      PELO  CNJ\n     </b>\n     ,  DE  SANÇÕES  DE  ÍNDOLE  ADMINISTRATIVA  –\n     <b>\n      A DISCUSSÃO EM TORNO\n     </b>\n     DA\n     <b>\n     </b>\n     INCIDÊNCIA\n     <i>\n      DO PRINCÍPIO DA \nSUBSIDIARIEDADE\n     </i>\n     <b>\n      COMO  REQUISITO  LEGITIMADOR\n     </b>\n     DO \nEXERCÍCIO,\n     <i>\n      PELO  CONSELHO  NACIONAL  DE  JUSTIÇA\n     </i>\n     ,  DE  SUA \nCOMPETÊNCIA\n     <b>\n      EM MATÉRIA  DISCIPLINAR\n     </b>\n     –\n     <b>\n      SUPERVENIÊNCIA\n     </b>\n     DE JULGAMENTO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL \nSOBRE  O  TEMA,\n     <b>\n      RECONHECENDO  A  POSSIBILIDADE\n     </b>\n     <i>\n      DA \nPRÁTICA IMEDIATA\n     </i>\n     DESSA COMPETÊNCIA (\n     <b>\n      ADI 4.638-MC-REF/DF\n     </b>\n     , \nREL.  MIN.  MARCO  AURÉLIO)  –\n     <b>\n      ATUAÇÃO\n     </b>\n     <i>\n      ALEGADAMENTE\n      <b>\n      </b>\n     </i>\n     <b>\n      CONFIGURADORA\n     </b>\n     <b>\n      DE  COMPORTAMENTO\n     </b>\n     “\n     <i>\n      ULTRA VIRES\n     </i>\n     ”  DO \nCONSELHO  NACIONAL  DE  JUSTIÇA\n     <b>\n      POR  SUPOSTA \nINTERVENÇÃO\n     </b>\n     <b>\n      INDEVIDA\n     </b>\n     EM  PROCEDIMENTO\n     <i>\n      DE NATUREZA \nJURISDICIONAL\n     </i>\n     –\n     <b>\n      INOCORRÊNCIA\n     </b>\n     –\n     <b>\n      ATUAÇÃO \nADMINISTRATIVA\n     </b>\n     DO  CNJ\n     <b>\n      QUE SE LIMITOU\n     </b>\n     A  ANALISAR,\n     <i>\n      EXCLUSIVAMENTE\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      A  EXISTÊNCIA  DE  INDÍCIOS\n     </b>\n     <i>\n      “DE  GRAVES \nVIOLAÇÕES  AOS  DEVERES  FUNCIONAIS”\n     </i>\n     <b>\n      ATRIBUÍDAS\n     </b>\n     AO \nMAGISTRADO  IMPETRANTE  –  MANDADO  DE  SEGURANÇA\n     <b>\n      DENEGADO\n     </b>\n     –\n     <b>\n      INTERPOSIÇÃO\n     </b>\n     DE  RECURSO  DE  AGRAVO  –\n     <i>\n      INOVAÇÃO MATERIAL DO PEDIDO\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      QUE ULTRAPASSA\n     </b>\n     OS LIMITES \nTEMÁTICOS\n     <b>\n      PREVIAMENTE\n     </b>\n     <b>\n      DEFINIDOS\n     </b>\n     NO ATO PROCESSUAL DE \nIMPETRAÇÃO  DO\n     <i>\n      “WRIT”\n     </i>\n     MANDAMENTAL  –  FUNDAMENTOS\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202312.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 29465 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      NÃO\n     </b>\n     EXAMINADOS PELA DECISÃO RECORRIDA – IMPUGNAÇÃO \nRECURSAL\n     <b>\n      QUE\n     </b>\n     <b>\n      NÃO  GUARDA  PERTINÊNCIA\n     </b>\n     COM  OS \nFUNDAMENTOS  EM  QUE  SE  ASSENTOU  O  ATO  DECISÓRIO \nQUESTIONADO  –  OCORRÊNCIA DE\n     <b>\n      DIVÓRCIO IDEOLÓGICO\n     </b>\n     –\n     <b>\n      INADMISSIBILIDADE\n     </b>\n     –\n     <b>\n      PRECEDENTES\n     </b>\n     –  RECURSO DE AGRAVO\n     <b>\n      IMPROVIDO\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     A C Ó R D Ã O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Vistos\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      relatados\n     </b>\n     e\n     <b>\n      discutidos\n     </b>\n     estes autos,\n     <b>\n      acordam\n     </b>\n     os Ministros do \nSupremo Tribunal  Federal,\n     <b>\n      em Segunda  Turma\n     </b>\n     ,  sob  a  Presidência  do \nMinistro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas \ntaquigráficas,\n     <b>\n      por  unanimidade\n     </b>\n     de  votos,\n     <b>\n      em\n     </b>\n     <b>\n      negar  provimento\n     </b>\n     ao \nrecurso de agravo,\n     <b>\n      nos termos\n     </b>\n     do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 17 de novembro de 2015.\n    </p>\n    <p>\n     CELSO DE MELLO – RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202312.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      17/11/2015 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.465 DISTRITO FEDERAL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     JOSÉ RAMOS DIAS FILHO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ALFREDO FERREIRA NETO\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator):\n     </b>\n     <b>\n      Trata-se\n     </b>\n     de recurso de agravo,\n     <b>\n      tempestivamente\n     </b>\n     interposto,\n     <b>\n      contra\n     </b>\n     decisão\n     <b>\n      que\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      por mim proferida\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      denegou\n     </b>\n     o mandado de segurança impetrado pela parte \nora  recorrente contra  deliberação  que  o  Conselho  Nacional  de  Justiça\n     <b>\n      proferiu\n     </b>\n     nos autos da Sindicância nº 0002699-76.2009.2.00.0000, Rel.  Cons. \nGILSON DIPP,\n     <b>\n      consubstanciada\n     </b>\n     em acórdão assim ementado:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       SINDICÂNCIA\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .\n      <b>\n       REAPRECIAÇÃO  DE  FATOS \nANTERIORMENTE  JULGADOS\n      </b>\n      .\n      <b>\n       IMPOSSIBILIDADE\n      </b>\n      .\n      <b>\n       ARQUIVAMENTO\n      </b>\n      .\n      <b>\n       INDICATIVOS  DE  VIOLAÇÕES  AOS  \nDEVERES FUNCIONAIS\n      </b>\n      .\n      <b>\n       FATOS DIVERSOS\n      </b>\n      .\n      <b>\n       INSTAURAÇÃO \nDE  PROCESSO  ADMINISTRATIVO  DISCIPLINAR\n      </b>\n      .\n      <b>\n       DECRETAÇÃO DE AFASTAMENTO PREVENTIVO\n      </b>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       I  –  Os  fatos  descritos  na  Sindicância  n.  0002699-  \n-76.2009.2.00.0000\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      já foram objeto de apreciação e julgamento nos autos  \ndo  Procedimento  de  Controle  Administrativo  n.  0000966-  \n-75.2009.2.00.0000,  quando  se  entendeu  que  se  tratava  de  ato  \njurisdicional. Como a matéria já foi apreciada por este Conselho, e não  \nexistem  novos  elementos  de  prova,  deve  ser  arquivada  a  presente  \nSindicância quanto a tais fatos.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       II  –  Os  fatos  trazidos  a  conhecimento  deste  Conselho\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      somente  poderão  ser  integralmente  apreciados  no  processo  \nadministrativo a ser instaurado, sendo certo que o atual procedimento,  \npor  sua  natureza  de  mero  instrumento  preparatório,  limita-se  à\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202313.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 29465 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      verificação da existência de indícios de irregularidades eventualmente  \npraticadas.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       III  –  Compete  a  este  Conselho  instaurar  o  processo  \nadministrativo  disciplinar  exatamente  para  apurar  os  fatos\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,  \ngarantindo ao Sindicado a mais ampla defesa e contraditório.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       IV – O magistrado\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      <b>\n       que age com desídia na fiscalização  \ndos trabalhos da vara\n      </b>\n      , bem como na condução dos feitos, descumpre  \nos  deveres  dos  arts.  35,  incisos  II  e  III,  41,  44 e  56 da LOMAN,  \nacarretando descrédito ao Poder Judiciário entre a população.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       V – A independência judicial é uma garantia do cidadão  \npara assegurar  julgamentos  livres  de  pressões\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,  mas  de  acordo  \ncom  a  lei  e  o  direito.  A  independência  judicial  não  é,  porém,  \nincompatível com o controle disciplinar da magistratura. A imunidade  \ngarantida pelo art. 41 da LOMAN não é absoluta, sendo possível a  \nresponsabilização  administrativo-disciplinar  do  magistrado  quando,  \nno exercício da atividade jurisdicional, viola o dever de imparcialidade  \n(CPC, art. 135, I) e age, de forma reiterada, contrariando dispositivos  \nlegais expressos, em violação ao dever do art. 35, I,  da LOMAN, e  \nadotando, de forma reiterada e com dolo, revelado por um conjunto de  \nindícios, procedimentos incorretos (LOMAN, art. 44), que acarretam  \nprejuízos  a  uma  das  partes,  em  procedimento  incompatível  com a  \ndignidade, a honra e o decoro de suas funções (LOMAN, art. 56, I) e  \nproceder  funcional  incompatível  com  o  bom  desempenho  das  \natividades do Poder Judiciário (LOMAN, art. 56, II).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       VI – Havendo indicativos\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      <b>\n       de grave violação aos deveres  \nfuncionais praticados por Juiz de Direito\n      </b>\n      , titular da 2ª Vara Cível  \nda Comarca de Teresina/PI, com a adoção de postura incompatível com  \no  exercício  da  magistratura,  mostra-se  necessária  a  instauração  do  \nprocesso administrativo disciplinar, a fim de que sejam esclarecidos os  \nfatos e aplicada a penalidade eventualmente cabível.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       VII – Tratando-se de conduta\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,\n      <b>\n       em tese\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       incompatível com o \nexercício da judicatura\n      </b>\n      , impõe-se o afastamento preventivo do Sindicado  \n(LOMAN, art. 27, § 3º, e RICNJ, art. 75, parágrafo único), em especial  \npor  se  tratar  de  conduta  reiterada,  na  qual  o  magistrado  persistiu  \nmesmo após a instauração da sindicância.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202313.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 29465 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       VIII – O afastamento implica na suspensão\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,\n      <b>\n       com exceção  \ndos  vencimentos\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       de  todas  as  vantagens  decorrentes  da  \ncondição  de  magistrado\n      </b>\n      ,  tais  como  uso  de  gabinete,  de  veículo  \noficial  e  manutenção  ou  designação  de  servidores  em  cargos  de  \nconfiança ou funções comissionadas.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       IX – Os feitos atribuídos\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      <b>\n       ao magistrado afastado deverão  \nser conduzidos por magistrado designado para substituição\n      </b>\n      , na  \nforma  da  regulamentação  local,  evitando-se  prejuízo  aos  \njurisdicionados.\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Busca-se\n     </b>\n     ,  nesta  sede  mandamental,\n     <b>\n      a restauração\n     </b>\n     da  situação \njurídico-funcional  do magistrado em questão,\n     <b>\n      restabelecendo-se\n     </b>\n     ,  desse \nmodo, o “\n     <i>\n      status quo ante\n     </i>\n     ”,\n     <b>\n      com a concessão\n     </b>\n     da segurança, “\n     <b>\n      <i>\n       em razão\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      <b>\n       da \nilegalidade\n      </b>\n      do  ato  fustigado,\n      <b>\n       editado\n      </b>\n      sem  lastro  na  competência  legal  do  \nConselho  Nacional  de  Justiça  para  instaurar  originariamente  processo  \nadministrativo  disciplinar  contra  o  impetrante\n      <b>\n       e\n      </b>\n      afastá-lo  preventivamente\n     </i>\n     ” \n(\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     ).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O órgão\n     </b>\n     apontado  como  coator\n     <b>\n      prestou\n     </b>\n     as  informações  que  lhe \nforam requisitadas.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Por entender presentes\n     </b>\n     ,\n     <b>\n     </b>\n     <i>\n      cumulativamente,\n      <b>\n      </b>\n     </i>\n     <b>\n      os requisitos\n     </b>\n     concernentes \nà  plausibilidade jurídica\n     <b>\n      e\n     </b>\n     ao  “\n     <i>\n      periculum in  mora\n     </i>\n     ”,\n     <b>\n      deferi\n     </b>\n     o  pedido de \nmedida liminar\n     <b>\n      formulado\n     </b>\n     pelo impetrante,\n     <b>\n      motivo pelo qual\n     </b>\n     a União \nFederal\n     <b>\n      interpôs\n     </b>\n     o concernente recurso de agravo.\n    </p>\n    <p>\n     O  Ministério  Público  Federal,\n     <b>\n      em  pronunciamento\n     </b>\n     da  lavra  do \neminente Chefe da Instituição,\n     <b>\n      ao opinar\n     </b>\n     <i>\n      pela denegação\n     </i>\n     do mandado de \nsegurança,\n     <b>\n      assim resumiu e apreciou\n     </b>\n     a presente causa:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       AGRAVO  REGIMENTAL  CONTRA  \nMEDIDA  LIMINAR  DEFERIDA  EM  \nMANDADO  DE  SEGURANÇA  \nIMPETRADO  CONTRA  ATO  DO \nCONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202313.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 29465 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Competência  originária  e  concorrente  do  \nConselho Nacional de Justiça\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      para instaurar  \nprocedimento administrativo disciplinar contra  \nmagistrado.  Tese  da  subsidiariedade  afastada.  \nAção Direta de Inconstitucionalidade 4.638.\n      <b>\n       O  mandado  de  segurança\n      </b>\n      <b>\n       não  se  revela  \nmeio juridicamente adequado à apreciação  \nde matéria de fato\n      </b>\n      especialmente controvertida  \ne avaliação de elementos probatórios necessários  \nà  conclusão  de  que  a  conduta  do  impetrante  \nlimitou-se a atos meramente jurisdicionais.\n      <b>\n       Indícios de prática de outras condutas \ninfracionais\n      </b>\n      que  não  têm  relação  com  a  \npossibilidade de o Conselho Nacional de Justiça  \nimiscuir-se no mérito de decisões judiciais.\n      <b>\n       Parecer  pelo  provimento  do  agravo  \nregimental\n      </b>\n      ,  para  cassar  a  liminar  deferida,\n      <b>\n       e\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       no mérito\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       pela denegação da segurança\n      </b>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Trata-se de mandado de segurança\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , com pedido de liminar,  \nimpetrado por José Ramos Dias Filho, Juiz de Direito integrante do  \nTribunal de Justiça do Estado do Piauí, contra decisão do Conselho  \nNacional  de  Justiça  que  resultou  na  instauração  do  Processo  \nAdministrativo Disciplinar 0004750-23.2010.00.0000.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Nos anos de 2008 e 2009\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , a Corregedoria Nacional de Justiça  \ninstaurou  as  Sindicâncias  0003088-95.2008.00.0000,  0002699-  \n-76.2009.2.00.0000,  0002527-37.2009.2.00.0000,  bem  como  a  \nReclamação Disciplinar 0006002-98.2009.00.0000, para apurar fatos  \natribuídos ao Juiz de Direito José Ramos Dias Filho, titular da 2ª Vara  \nCível de Teresina-PI, consubstanciados na atuação indevida em feitos  \nnos quais teria agido com parcialidade, causando graves prejuízos a  \numa das partes; na paralisação indevida de um determinado processo;  \nna distribuição de outro, com fins de favorecimento; e na promoção da  \nexecução  da  forma  mais  gravosa  ao  devedor,  mediante  bloqueio  e  \ntransferência imediata de milhões de reais em dinheiro.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202313.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 29465 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Na 108ª Sessão Ordinária\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , realizada em 30 de junho de 2010,  \no Plenário do Conselho Nacional de Justiça, em julgamento conjunto,  \ndecidiu  arquivar  a  Sindicância  0002699-76.2009.2.00.0000  e  \ninstaurar processo administrativo disciplinar contra o Juiz de Direito  \nJosé  Ramos Dias  Filho,  com seu afastamento cautelar,  em face  dos  \nfatos descritos nas Sindicâncias 0003088-95.2008.00.0000, 0002527-  \n-37.2009.2.00.0000  e  na  Reclamação  Disciplinar  0006002-  \n-98.2009.00.0000, conforme registra a ementa a seguir descrita:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      ‘\n      <b>\n       SINDICÂNCIA\n      </b>\n      .\n      <b>\n       REAPRECIAÇÃO  DE  FATOS  \nANTERIORMENTE  JULGADOS\n      </b>\n      .\n      <b>\n       IMPOSSIBILIDADE\n      </b>\n      .\n      <b>\n       ARQUIVAMENTO\n      </b>\n      .\n      <b>\n       INDICATIVOS  DE  VIOLAÇÕES  \nAOS  DEVERES  FUNCIONAIS\n      </b>\n      .\n      <b>\n       FATOS  DIVERSOS\n      </b>\n      .\n      <b>\n       INSTAURAÇÃO  DE  PROCESSO  ADMINISTRATIVO  \nDISCIPLINAR\n      </b>\n      .\n      <b>\n       DECRETAÇÃO  DE  AFASTAMENTO  \nPREVENTIVO\n      </b>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       I  –  Os  fatos  descritos  na  Sindicância  n.  0002699-  \n-76.2009.2.00.0000\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      já foram objeto de apreciação e julgamento nos  \nautos  do Procedimento de  Controle  Administrativo n.  0000966-  \n-75.2009.2.00.0000,  quando se  entendeu que se  tratava de  ato  \njurisdicional. Como a matéria já foi apreciada por este Conselho,  \ne não existem novos elementos de prova, deve ser arquivada a  \npresente Sindicância quanto a tais fatos.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       II  –  Os  fatos  trazidos  a  conhecimento  deste  \nConselho\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      somente  poderão  ser  integralmente  apreciados  no  \nprocesso administrativo a ser instaurado, sendo certo que o atual  \nprocedimento,  por  sua  natureza  de  mero  instrumento  \npreparatório, limita-se à verificação da existência de indícios de  \nirregularidades eventualmente praticadas.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       III  –  Compete  a este  Conselho\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      <b>\n       instaurar  o processo  \nadministrativo disciplinar exatamente para apurar os fatos\n      </b>\n      ,  \ngarantindo ao Sindicado a mais ampla defesa e contraditório.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       IV  –  O  magistrado\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      <b>\n       que  age  com  desídia  na  \nfiscalização dos trabalhos da vara\n      </b>\n      , bem como na condução\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202313.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 29465 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      dos feitos, descumpre os deveres dos arts. 35, incisos II e III, 41,  \n44 e 56 da LOMAN, acarretando descrédito ao Poder Judiciário  \nentre a população.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       V  –  A  independência  judicial\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      <b>\n       é  uma  garantia  do  \ncidadão  para  assegurar  julgamentos  livres  de  pressões\n      </b>\n      ,  \nmas de acordo com a lei e o direito. A independência judicial não  \né,  porém,  incompatível  com  o  controle  disciplinar  da  \nmagistratura. A imunidade garantida pelo art. 41 da LOMAN  \nnão  é  absoluta,  sendo  possível  a  responsabilização  \nadministrativo-disciplinar do magistrado quando, no exercício  \nda atividade jurisdicional, viola o dever de imparcialidade (CPC,  \nart. 135, I) e age, de forma reiterada, contrariando dispositivos  \nlegais expressos, em violação ao dever do art. 35, I, da LOMAN,  \ne  adotando,  de  forma  reiterada  e  com dolo,  revelado  por  um  \nconjunto  de  indícios,  procedimentos  incorretos  (LOMAN,  \nart.  44),  que  acarretam  prejuízos  a  uma  das  partes,  em  \nprocedimento incompatível com a dignidade, a honra e o decoro  \nde  suas  funções  (LOMAN,  art.  56,  I)  e  proceder  funcional  \nincompatível  com o bom desempenho das atividades do Poder  \nJudiciário (LOMAN, art. 56, II).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       VI  –  Havendo  indicativos\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      <b>\n       de  grave  violação  aos  \ndeveres funcionais praticados por Juiz de Direito\n      </b>\n      , titular  \nda 2ª Vara Cível da Comarca de Teresina/PI, com a adoção de  \npostura  incompatível  com  o  exercício  da  magistratura,  \nmostra-se necessária a instauração do processo administrativo  \ndisciplinar, a fim de que sejam esclarecidos os fatos e aplicada a  \npenalidade eventualmente cabível.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       VII – Tratando-se de conduta\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,\n      <b>\n       em tese\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       incompatível  \ncom o exercício da judicatura\n      </b>\n      , impõe-se o afastamento preventivo  \ndo  Sindicado  (LOMAN,  art.  27,  §  3º,  e  RICNJ,  art.  75,  \nparágrafo  único), em especial por se tratar de conduta reiterada,  \nna  qual  o  magistrado  persistiu  mesmo após  a  instauração  da  \nsindicância.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       VIII  –  O afastamento  implica  na  suspensão\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,\n      <b>\n       com \nexceção  dos  vencimentos\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       de  todas  as  vantagens  \ndecorrentes da condição de magistrado\n      </b>\n      ,  tais  como uso de\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202313.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 29465 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      gabinete,  de  veículo  oficial  e  manutenção  ou  \ndesignação  de  servidores  em  cargos  de  confiança  ou  funções  \ncomissionadas.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       IX –  Os feitos  atribuídos\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      <b>\n       ao magistrado afastado  \ndeverão  ser  conduzidos  por  magistrado designado para  \nsubstituição\n      </b>\n      ,  na  forma da  regulamentação  local,  evitando-se  \nprejuízo aos jurisdicionados.’\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Instaurou-se\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,\n      <b>\n       assim\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       o\n      </b>\n      <b>\n       Processo  Administrativo  \nDisciplinar 0004750-23.2010.00.0000\n      </b>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Daí o presente mandado de segurança\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , no qual o impetrante  \nsustenta que o Conselho Nacional de Justiça não teria competência  \npara, originariamente, instaurar o processo administrativo disciplinar,  \nsendo certo que a sua decisão colide frontalmente com as do Supremo  \nTribunal Federal no sentido de que\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      a  competência  do  CNJ  para  a  instauração  de  processo  \nadministrativo  disciplinar  contra  magistrados  é  subsidiária,  \ndevendo-se,  em um primeiro plano,  oferecer  aos  tribunais aos  \nquais  os  juízes  e  desembargadores  pertençam a  oportunidade  \npara que apreciem as denúncias apresentadas contra a conduta  \ndos  julgadores,  e  possam  assim  aplicar  as  sanções  que  \nentenderem necessárias,\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      o  que  não  ocorreu  no  presente  caso,  já  que  o  processo  \nadministrativo disciplinar foi instaurado sem qualquer apuração dos  \nfatos pela Corte estadual.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Requer\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,\n      <b>\n       ao  final\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       a  concessão  de  medida  liminar  para  \nsuspender  os  efeitos  da  decisão  proferida  pelo  Conselho  \nNacional  de  Justiça\n      </b>\n      ,  que  resultou  na  instauração  do  Processo  \nAdministrativo  Disciplinar  0004750-23.2010.00.0000.  Em seguida,  \npugna pela concessão da segurança definitiva, ‘em razão da ilegalidade  \ndo ato fustigado, editado sem lastro de competência legal do Conselho  \nNacional  de  Justiça  para  instaurar  originariamente  processo  \nadministrativo disciplinar’.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     7\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202313.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 29465 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Instado  a  se  manifestar\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,  o  Conselho  Nacional  de  Justiça  \nprestou  informações.  Após,  o  pedido  de  liminar  foi  deferido,  nos  \nseguintes termos:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      …......\n     </i>\n     ….........................................................................................\n     <b>\n      <i>\n       Contra esta decisão\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , a União interpôs agravo regimental, no\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      qual sustenta que a atuação deficitária da Corte estadual deu causa à  \natuação correicional do Conselho Nacional de Justiça.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Além  disso\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,  ressalta  a  agravante  que  existem  decisões  do  \nSupremo Tribunal Federal no sentido de que a atuação do Conselho  \nNacional de Justiça não é pautada pelo princípio da subsidiariedade.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       No tocante à consideração da natureza jurisdicional dos  \natos investigados\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,  a  agravante  rememora  que os  atos  que  deram  \nensejo à atuação do CNJ dizem respeito à realização de procedimentos  \nincorretos, passíveis de correição administrativa.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Requer a agravante\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , por essas razões, a cassação da liminar  \nconcedida.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Em  seguida\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,  vieram  os  autos  à  Procuradoria-Geral  da  \nRepública  para  parecer  ‘sobre  o  recurso  de  agravo  interposto  na  \npresente sede processual, bem assim quanto ao mérito da presente ação  \nmandamental’.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       O  agravo  merece  ser  provido\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .  Pelas  mesmas  razões,  a  \nsegurança  denegada,  diante  da  ausência  de  ameaça  ou  violação  a  \ndireito líquido e certo.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       A  decisão  concessiva  da  medida  liminar\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,  ora  agravada,  \nconsiderou a existência  de  dois  motivos  qualificadores  da pretensão  \ncautelar, a saber:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      ‘\n      <b>\n       i.\n      </b>\n      inobservância  pelo  Conselho  Nacional  de  Justiça  do  \npostulado da subsidiariedade, com transgressão à autonomia do  \nTribunal  de  Justiça para o  exercício  da jurisdição censória  de  \nmagistrado a ele vinculado e\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       ii.\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      incompetência  absoluta  do  Conselho  Nacional  de  \nJustiça  para  intervir  em  decisões  emanadas  de  magistrado,  \nimpregnada de conteúdo jurisdicional.’\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     8\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202313.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 29465 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Em relação ao motivo (i)\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,  cumpre esclarecer que a alegada  \nincompetência  originária  do  Conselho  Nacional  de  Justiça  para  \ninstaurar processo administrativo disciplinar contra magistrado já foi  \ntratada  pelo  Supremo  Tribunal  Federal  na  Ação  Direta  de  \nInconstitucionalidade 4638, ocasião em que se firmou entendimento  \nno  sentido  da  competência  originária  e  concorrente  daquele  órgão  \ncensor para investigar magistrados, consoante previsto no art. 12 da  \nResolução 135, de 13 de julho de 2011.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       O dispositivo legal e a decisão da Corte Suprema vão ao  \nencontro do texto constitucional\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      que,  em seu  art.  103-B,  §  4º,  \ninciso III, estabelece a atribuição do Conselho Nacional de Justiça para  \n‘receber  e  conhecer  das  reclamações  contra  membros  ou  órgãos  do  \nPoder  Judiciário  (…),  sem  prejuízo  da  competência  disciplinar  e  \ncorreicional dos tribunais (…)’. Logo, afastada a tese da competência  \nsubsidiária,  tem-se  que  a  legitimidade  dos  órgãos  censores  é  \nconcorrente, devendo ser rechaçada a atuação do Conselho Nacional de  \nJustiça tão somente no caso de já se ter iniciado a apuração perante o  \nTribunal  de  Justiça,  com  vistas  a  evitar  a  duplicidade  de  \nprocedimentos disciplinares.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Dessa  forma\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,  justamente  por  inexistir  notícia  de  qualquer  \napuração dos fatos pelo órgão censor local – como confirma a certidão  \nexpedida  pelo  Tribunal  de  Justiça  do Estado  do  Piauí,  juntada  aos  \nautos  pelo  impetrante  –  coube  ao  Conselho  Nacional  de  Justiça  o  \nexercício  integral  da  competência  correicional  no  Processo  \nAdministrativo  Disciplinar  0004750-23.2010.00.0000,  não  se  \nvislumbrando usurpação da competência atribuída à Corte Estadual.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Quanto  ao  motivo  (ii)\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,\n      <b>\n       é  forçoso  registrar  que  não  se  \ndesconhece  que  o  mérito  da  atividade  jurisdicional  não  se  \nsujeita ao controle correcional\n      </b>\n      . É sabido também que o magistrado  \nexerce  sua  independência  funcional  diante  da  possibilidade  de  \ninterpretar  e  aplicar  as  normas  de  acordo  com  a  sua  convicção.  \nContudo,\n      <b>\n       o desvirtuamento da atividade judicante mediante a \natuação parcial\n      </b>\n      , por meio de decisões favoráveis a uma das partes,\n      <b>\n       sob  o  argumento\n      </b>\n      do  livre  convencimento  e  independência  no  \nexercício da atividade jurisdicional,\n      <b>\n       configura ato ilegal\n      </b>\n      violador da  \ngarantia  de  igualdade  de  tratamento  entre  as  partes,  prevista  no\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     9\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202313.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 29465 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      inciso I do art. 125 do Código de Processo Civil e do dever imposto  \npelo  inciso  I  do  art.  35  da  Lei  Complementar  35/79,\n      <b>\n       bem como \nconfigurador das infrações\n      </b>\n      previstas nos incisos II e III do art. 56  \ndo mesmo diploma legal.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Ocorre\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      <b>\n       que  somente  após  a  apuração  efetiva  dos  fatos  \npelo órgão censor será possível verificar se se está diante de  \ndecisão que teria apenas a exclusiva via jurisdicional para ser  \nrevertida ou diante  de  uma decisão  que  tem a aparência  de  \nlivre  convencimento\n      </b>\n      ,  porquanto  estaria  o  juiz  direcionando  sua  \njurisdição ou distorcendo a função judicante, de modo a inviabilizar a  \ngarantia de paridade de armas aos litigantes do processo que preside,  \nviolando,  assim,  o  princípio  isonômico  contido  na  Carta  \nConstitucional, sem falar-se no art. 37 do mesmo texto, que exige do  \nEstado-Juiz impessoalidade nas suas ações.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       De mais a mais\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , verifica-se que a decisão agravada considerou  \ntratar-se  de  incompetência  do  Conselho  Nacional  de  Justiça  para  \nintervir  em  decisões  emanadas  de  magistrado,  impregnada  de  \nconteúdo jurisdicional,  tão somente pela extração de fragmentos da  \npetição apresentada pela empresa Basf S/A, que motivou a abertura  \nda  Sindicância  nº  0002527-37.2009.2.00.0000,  na  qual  essa  \nreclamante  expôs  os  argumentos  justificadores  do  pedido  de  \napuração  das  supostas  infrações  disciplinares  atribuídas  ao  ora  \nimpetrante:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      ‘(...)  sem  embargo  do  viés  jurisdicional  que  os  fatos  \nnarrados envolvem (a ensejar medidas adequadas já adotadas) e  \nmuito embora não seja possível nominar quem quer que seja, há  \nindícios veementes de irregularidades no presente caso […].’\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Com a devida vênia\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , o processo mandamental não se revela  \nmeio  juridicamente  adequado  à  apreciação  de  matéria  de  fato  \nespecialmente  controvertida,  muito  menos  constitui  instrumento  \nidôneo à avaliação de elementos probatórios necessários à conclusão de  \nque  a  conduta  do  impetrante  limitou-se  à  realização  de  atos  \nmeramente jurisdicionais.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     10\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202313.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 29465 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Na  realidade\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,  o  mandado  de  segurança  nem  sequer  foi  \ninstruído com documentos suficientes para comprovar a ocorrência de  \nlesão ou ameaça de direito líquido e certo.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Por oportuno\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , cabe o registro de que na ocasião da prolatação  \nda  decisão  agravada,  em  28  de  abril  de  2011,  o  Processo  \nAdministrativo  Disciplinar  0004750-23.2010.00.0000  já  se  \nencontrava com a instrução encerrada desde 7 de fevereiro de 2011,  \ntendo  sido,  inclusive,  apresentadas  as  razões  finais  do  Ministério  \nPúblico  Federal,\n      <b>\n       nas quais se concluiu pela prática de outras \ncondutas infracionais que não têm relação com a possibilidade \nde o Conselho Nacional de Justiça imiscuir-se no mérito de \ndecisões judiciais\n      </b>\n      . Confira-se, a esse respeito, a conclusão extraída  \nda peça apresentada pela Procuradoria-Geral da República nos autos  \ndo Processo Administrativo Disciplinar 0004750-23.2010.00.0000:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      ‘As  provas  trazidas  aos  autos  são  firmes  em  \ndemonstrar que o requerido (\n      <b>\n       i\n      </b>\n      )\n      <b>\n       conduziu de forma negligente\n      </b>\n      o processo nº 001970035277, dando causa ao excesso de prazo e  \nacarretando  sérios  prejuízos  à  parte;  (\n      <b>\n       ii\n      </b>\n      )\n      <b>\n       convalidou  a  \ndistribuição  de  feitos  por  dependência\n      </b>\n      ,  sem  qualquer  \nfundamentação  legal,\n      <b>\n       configurando  o  direcionamento  dos  \nprocessos  para  o  juízo  de  sua  titularidade\n      </b>\n      ,  em \ndesobediência aos princípios do juiz natural e do devido processo  \nlegal.’\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Como se observa\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , não restou caracterizado o direito líquido e  \ncerto  em  que  o  impetrante  apoia  sua  pretensão,  muito  menos  os  \nmotivos determinantes para a concessão da medida liminar.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Por todas essas razões\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , manifesta-se o Procurador-Geral da  \nRepública\n      <b>\n       pelo provimento do agravo regimental\n      </b>\n      da União, para  \ncassar  a  liminar  concedida,\n      <b>\n       e\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       no  mérito\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       pela  denegação\n      </b>\n      da  \nsegurança.\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Com fundamento\n     </b>\n     nos  poderes\n     <b>\n      de que dispõe\n     </b>\n     o  Ministro  Relator \n(\n     <b>\n      RTJ\n     </b>\n     139/53  –\n     <b>\n      RTJ\n     </b>\n     168/174-175),\n     <b>\n      e tendo em consideração\n     </b>\n     <b>\n      a \njurisprudência firmada\n     </b>\n     pelo Supremo Tribunal Federal sobre a matéria\n    </p>\n    <p>\n     11\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202313.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 29465 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     versada\n     <b>\n      nesta\n     </b>\n     causa,\n     <b>\n      deneguei\n     </b>\n     a  segurança,\n     <b>\n      julgando  prejudicado\n     </b>\n     o \nrecurso de agravo interposto pela União Federal.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Inconformada\n     </b>\n     com esse ato decisório, a parte ora agravante\n     <b>\n      interpõe\n     </b>\n     o presente recurso,\n     <b>\n      sustentando\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      em caráter preliminar\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      a consumação\n     </b>\n     da \nprescrição da pretensão punitiva da Administração Pública\n     <b>\n      e\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      quanto ao  \nmérito\n     </i>\n     ,  a\n     <b>\n      perda  do  objeto\n     </b>\n     da  ação\n     <b>\n      em  relação  às\n     </b>\n     “\n     <i>\n      Sindicâncias  e  \nPAD’s presididos pelos Ministros aposentados Gilson Dipp e Eliana Calmon\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Por não me convencer\n     </b>\n     das  razões  expostas  pela parte  recorrente,\n     <b>\n      submeto\n     </b>\n     <i>\n      à apreciação desta colenda Segunda Turma\n     </i>\n     <b>\n      o presente\n     </b>\n     recurso de \nagravo.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      É o relatório\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     12\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202313.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      17/11/2015 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.465 DISTRITO FEDERAL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator):\n     </b>\n     <b>\n      Entendo \nnão assistir razão\n     </b>\n     à parte recorrente,\n     <b>\n      eis\n     </b>\n     que a decisão agravada\n     <b>\n      ajusta-se\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      com integral  fidelidade\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      à diretriz  jurisprudencial\n     </b>\n     que o  Supremo Tribunal \nFederal\n     <b>\n      firmou\n     </b>\n     na matéria ora em exame,\n     <b>\n      inexistindo\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      por isso mesmo\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      motivo \nque justifique\n     </b>\n     o acolhimento da postulação recursal em causa.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Já tive o ensejo de ressaltar\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      nesta  Suprema  Corte\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      em  diversas \ndecisões\n     </b>\n     por  mim  proferidas  (\n     <b>\n      MS\n     </b>\n     28.712-MC-AgR/DF,\n     <b>\n      MS\n     </b>\n     28.743- \n-MC/DF,\n     <b>\n      MS\n     </b>\n     28.799-MC/DF,\n     <i>\n      v.g.\n     </i>\n     ),\n     <b>\n      a possibilidade\n     </b>\n     de  o  Conselho \nNacional  de  Justiça  agir,\n     <i>\n      desde logo\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      em  sede  originária\n     </b>\n     <b>\n      uma vez \nregistradas\n     </b>\n     hipóteses  caracterizadoras\n     <i>\n      de situações anômalas\n     </i>\n     (\n     <b>\n      que \nidentifiquei\n     </b>\n     <i>\n      em rol meramente exemplificativo\n     </i>\n     ),\n     <b>\n      tais como\n     </b>\n     :  (\n     <b>\n      a\n     </b>\n     )\n     <i>\n      inércia\n     </i>\n     do \nTribunal  competente  para  a  instauração  do  procedimento  administrativo- \n-disciplinar; (\n     <b>\n      b\n     </b>\n     )\n     <i>\n      simulação investigatória\n     </i>\n     ;  (\n     <b>\n      c\n     </b>\n     )\n     <i>\n      procrastinação indevida\n     </i>\n     ; \n(\n     <b>\n      d\n     </b>\n     )\n     <i>\n      incapacidade de atuação\n     </i>\n     do Tribunal incumbido da atividade correcional:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .\n      <b>\n       JURISDIÇÃO  \nCENSÓRIA\n      </b>\n      .\n      <b>\n       APURAÇÃO\n      </b>\n      DA  RESPONSABILIDADE\n      <b>\n       DISCIPLINAR\n      </b>\n      DE  MAGISTRADOS.\n      <b>\n       LEGITIMIDADE\n      </b>\n      DA \nIMPOSIÇÃO,\n      <b>\n       A ELES\n      </b>\n      ,  DE  SANÇÕES  DE  ÍNDOLE \nADMINISTRATIVA.\n      <b>\n       A RESPONSABILIDADE DOS JUÍZES:  \nUMA  EXPRESSÃO\n      </b>\n      DO  POSTULADO  REPUBLICANO.\n      <b>\n       CARÁTER NACIONAL\n      </b>\n      DO  PODER  JUDICIÁRIO.\n      <b>\n       AUTOGOVERNO\n      </b>\n      DA  MAGISTRATURA\n      <b>\n       :\n      </b>\n      <b>\n       GARANTIA  \nCONSTITUCIONAL\n      </b>\n      DE  CARÁTER  OBJETIVO.\n      <b>\n       EXERCÍCIO  \nPRIORITÁRIO\n      </b>\n      ,  PELOS TRIBUNAIS  EM GERAL,\n      <b>\n       DO PODER \nDISCIPLINAR\n      </b>\n      QUANTO AOS SEUS MEMBROS\n      <b>\n       E\n      </b>\n      AOS JUÍZES \nA  ELES  VINCULADOS.\n      <b>\n       A  QUESTÃO\n      </b>\n      DAS DELICADAS  \nRELAÇÕES\n      <b>\n       ENTRE\n      </b>\n      A AUTONOMIA CONSTITUCIONAL DOS\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202314.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 29465 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      TRIBUNAIS\n      <b>\n       E\n      </b>\n      A JURISDIÇÃO  CENSÓRIA OUTORGADA AO \nCONSELHO  NACIONAL  DE  JUSTIÇA.\n      <b>\n       EXISTÊNCIA DE  \nSITUAÇÃO\n      </b>\n      DE TENSÃO DIALÉTICA\n      <b>\n       ENTRE\n      </b>\n      A PRETENSÃO DE \nAUTONOMIA DOS TRIBUNAIS\n      <b>\n       E\n      </b>\n      O PODER DO CONSELHO \nNACIONAL  DE  JUSTIÇA\n      <b>\n       NA ESTRUTURA CENTRAL\n      </b>\n      DO \nAPARELHO  JUDICIÁRIO.\n      <b>\n       INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA  \nSUBSIDIARIEDADE\n      </b>\n      COMO  REQUISITO  LEGITIMADOR  DO \nEXERCÍCIO,  PELO  CONSELHO  NACIONAL DE  JUSTIÇA,  DE  \nUMA  COMPETÊNCIA COMPLEMENTAR\n      <b>\n       EM  MATÉRIA\n      </b>\n      CORRECIONAL,  DISCIPLINAR\n      <b>\n       E\n      </b>\n      ADMINISTRATIVA.\n      <b>\n       PAPEL  \nRELEVANTE\n      </b>\n      ,  NESSE  CONTEXTO,\n      <b>\n       PORQUE \nHARMONIZADOR\n      </b>\n      DE  PRERROGATIVAS  ANTAGÔNICAS,\n      <b>\n       DESEMPENHADO\n      </b>\n      PELA CLÁUSULA DE SUBSIDIARIEDADE.\n      <b>\n       COMPETÊNCIA  DISCIPLINAR  E PODER  DE \nFISCALIZAÇÃO E CONTROLE\n      </b>\n      DO CONSELHO NACIONAL DE \nJUSTIÇA\n      <b>\n       :  EXERCÍCIO\n      </b>\n      ,  PELO CNJ,\n      <b>\n       QUE  PRESSUPÕE\n      </b>\n      ,  PARA \nLEGITIMAR-SE,\n      <b>\n       A OCORRÊNCIA\n      </b>\n      DE SITUAÇÕES ANÔMALAS\n      <b>\n       E\n      </b>\n      EXCEPCIONAIS  REGISTRADAS\n      <b>\n       NO  ÂMBITO\n      </b>\n      DOS \nTRIBUNAIS  EM  GERAL  (\n      <b>\n       HIPÓTESES\n      </b>\n      DE INÉRCIA,  DE  \nSIMULAÇÃO INVESTIGATÓRIA,  DE PROCRASTINAÇÃO  \nINDEVIDA\n      <b>\n       E/OU\n      </b>\n      DE INCAPACIDADE DE ATUAÇÃO).\n      <b>\n       PRESENÇA CUMULATIVA\n      </b>\n      ,  NA ESPÉCIE,\n      <b>\n       DOS  REQUISITOS\n      </b>\n      CONFIGURADORES  DA  PLAUSIBILIDADE  JURÍDICA\n      <b>\n       E\n      </b>\n      DO \n‘PERICULUM  IN  MORA’.\n      <b>\n       SUSPENSÃO CAUTELAR\n      </b>\n      DA \nEFICÁCIA  DA  PUNIÇÃO\n      <b>\n       IMPOSTA\n      </b>\n      PELO  CONSELHO \nNACIONAL DE JUSTIÇA,\n      <b>\n       CONSISTENTE\n      </b>\n      EM APOSENTADORIA \nCOMPULSÓRIA DO MAGISTRADO  POR INTERESSE PÚBLICO  \n(\n      <b>\n       CF\n      </b>\n      , ART. 93, VIII,\n      <b>\n       c/c\n      </b>\n      O ART. 103-B, § 4º, III). MEDIDA CAUTELAR\n      <b>\n       QUE SE DEFERE\n      </b>\n      EM JUÍZO DE RECONSIDERAÇÃO.\n     </i>\n     ”\n    </p>\n    <p>\n     (\n     <b>\n      MS 28.784-MC/DF\n     </b>\n     , Rel. Min. CELSO DE MELLO)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Isso significaria\n     </b>\n     que  o  desempenho  da  atividade  fiscalizadora  (\n     <b>\n      e\n     </b>\n     eventualmente punitiva) do Conselho Nacional de Justiça\n     <b>\n      deveria\n     </b>\n     ocorrer\n     <b>\n      somente\n     </b>\n     nos casos em que os Tribunais –\n     <b>\n      havendo tido a possibilidade\n     </b>\n     de exercerem,\n     <i>\n      eles próprios\n     </i>\n     , a competência disciplinar\n     <b>\n      e\n     </b>\n     correcional de que \nse  acham\n     <i>\n      ordinariamente\n     </i>\n     investidos –\n     <b>\n      deixassem\n     </b>\n     de fazê-lo (\n     <i>\n      inércia\n     </i>\n     ),\n     <b>\n      ou\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202314.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 29465 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      pretextassem\n     </b>\n     fazê-lo  (\n     <i>\n      simulação\n     </i>\n     ),\n     <b>\n      ou demonstrassem\n     </b>\n     incapacidade  de \nfazê-lo  (\n     <i>\n      falta  de  independência\n     </i>\n     ),\n     <b>\n      ou\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      ainda\n     </i>\n     ,  entre\n     <b>\n      outros\n     </b>\n     <i>\n      comportamentos  \nevasivos\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      protelassem\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      sem  justa  causa\n     </i>\n     ,  o  seu  exercício  (\n     <i>\n      procrastinação  \nindevida\n     </i>\n     ).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Cumpre registrar\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      no  entanto\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      que  a  controvérsia  constitucional\n     </b>\n     suscitada na presente causa\n     <b>\n      veio a ser\n     </b>\n     <b>\n      amplamente\n     </b>\n     debatida,\n     <i>\n      em momento \nposterior ao da impetração desta ação mandamental\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      nos autos da ADI 4.638- \n-MC-REF/DF\n     </b>\n     ,  Rel.  Min.  MARCO  AURÉLIO,\n     <b>\n      tendo o Plenário\n     </b>\n     desta \nSuprema  Corte\n     <b>\n      estabelecido\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      em julgamento majoritário\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      entendimento \ndiverso\n     </b>\n     do  ora  sustentado  pela  parte  impetrante,\n     <b>\n      que  invocou\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      como  \nfundamento preponderante\n     </i>\n     de  sua  pretensão  mandamental,\n     <b>\n      ofensa\n     </b>\n     <i>\n      ao  \nprincípio da subsidiariedade\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Cabe ressaltar\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      bem por isso\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      a propósito\n     </b>\n     <i>\n      de referido postulado\n     </i>\n     , que o \nSupremo Tribunal Federal,\n     <i>\n      em outro julgado\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      veio a reafirmar\n     </b>\n     a diretriz \njurisprudencial  a  que  anteriormente  aludi,\n     <b>\n      valendo destacar\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      por  ser  \nexpressiva  dessa  orientação\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      a  decisão\n     </b>\n     que,\n     <b>\n      proferida\n     </b>\n     pelo  E.  Plenário \ndesta  Suprema  Corte,\n     <b>\n      restou consubstanciada\n     </b>\n     em  acórdão  assim \nementado:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       5\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      )\n      <b>\n       A  instauração  de  um  processo  administrativo  \ndisciplinar\n      </b>\n      (\n      <b>\n       PAD\n      </b>\n      )\n      <b>\n       prescinde  de  prévia  sindicância\n      </b>\n      ,  quando  o  \nobjeto da apuração encontra-se elucidado à luz de outros elementos  \nlícitos de convicção.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       6\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      )\n      <b>\n       A  competência  originária  do  Conselho  Nacional  de  \nJustiça  resulta  do  texto  constitucional  e  independe  de  \nmotivação  do  referido  órgão\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       bem  como  da  satisfação  de  \nrequisitos  específicos\n      </b>\n      .\n      <b>\n       A  competência  do  CNJ  não  se  revela  \nsubsidiária\n      </b>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       7\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      )\n      <b>\n       Ressalva  do  redator  do  acórdão\n      </b>\n      no  sentido  de  que  o  \nSupremo Tribunal Federal,\n      <b>\n       por força do princípio da unidade\n      </b>\n      da  \nConstituição\n      <b>\n       e\n      </b>\n      <b>\n       como  Guardião\n      </b>\n      da  Carta  Federal,\n      <b>\n       não  pode  \ndesconsiderar\n      </b>\n      a autoridade do CNJ\n      <b>\n       e\n      </b>\n      a autonomia dos Tribunais,\n      <b>\n       por  \nisso\n      </b>\n      que  a  conciliação  possível,\n      <b>\n       tendo  em  vista\n      </b>\n      a  atividade\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202314.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 29465 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      correcional\n      <b>\n       de  ambas\n      </b>\n      as  instituições,\n      <b>\n       resulta\n      </b>\n      na  competência  \noriginária  do  órgão,\n      <b>\n       que  pode  ser  exercida  de  acordo  com  os  \nseguintes  termos  e  parâmetros  apresentados  de  forma  \nexemplificativa\n      </b>\n      :\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       a\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      )\n      <b>\n       Comprovação da inércia  do Tribunal  local\n      </b>\n      <b>\n       quanto ao  \nexercício  de  sua competência disciplinar\n      </b>\n      .  Nesse  contexto,  o  CNJ  \npode fixar prazo não inferior ao legalmente previsto de 140 dias [60 dias  \n(art. 152 da Lei nº 8.112) + 60 dias (art. 152 da  Lei nº 8.112, que admite  \nprorrogação de prazo para a conclusão do PAD) + 20 dias (prazo para o  \nadministrador  competente  decidir  o  PAD,  ‘ex vi’  do  art.  167  da  \nLei  nº  8.112)]  para  que  as  Corregedorias  locais  apurem  fatos  que  \ncheguem ao  conhecimento  do  órgão,  avocando  os  feitos  em caso  de  \ndescumprimento  imotivado  do  lapso  temporal;  sem  prejuízo  da  \napuração de responsabilidade do órgão correcional local;\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       b\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      )\n      <b>\n       Demora irrazoável\n      </b>\n      na condução, pelo tribunal local, de processo  \nadministrativo com risco de prescrição;\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       c\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      )\n      <b>\n       Falta  de  quórum  para  deliberação\n      </b>\n      ,  por  suspeição,  \nimpedimentos ou vagas de magistrados do Tribunal;\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       d\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      )\n      <b>\n       Simulação\n      </b>\n      quanto ao exercício da competência correicional  \npelo Poder Judiciário local;\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       e\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      )\n      <b>\n       Prova da incapacidade de atuação dos órgãos locais  \npor falta  de  condições  de  independência\n      </b>\n      ,  hipóteses  nas  quais  é  \nlícita  a  inauguração  de  procedimento  pelo  referido  Conselho  ou  a  \navocação do processo;\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       f\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      )\n      <b>\n       A iminência de prescrição de punições aplicáveis\n      </b>\n      pelas  \nCorregedorias no âmbito de suas atribuições autoriza o CNJ a iniciar  \nou avocar processos;\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       g\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      )\n      <b>\n       Qualquer  situação genérica avaliada motivadamente  \npelo CNJ\n      </b>\n      que indique a impossibilidade de apuração dos fatos pelas  \nCorregedorias autoriza a imediata avocação dos processos pelo CNJ;\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       h\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      )\n      <b>\n       Arquivado\n      </b>\n      <b>\n       qualquer procedimento\n      </b>\n      , disciplinar ou  não, da  \ncompetência  das  Corregedorias,  é  lícito  ao  CNJ  desarquivá-los  e  \nprosseguir na apuração dos fatos;\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       i\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      )\n      <b>\n       Havendo  conflito  de  interesses\n      </b>\n      <b>\n       nos  Tribunais\n      </b>\n      que  \nalcancem dimensão que torne o órgão colegiado local impossibilitado\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202314.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 29465 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      de  decidir,  conforme  avaliação  motivada  do  próprio  CNJ,  poderá  o  \nmesmo avocar ou processar originariamente o feito;\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       j\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      )\n      <b>\n       Os  procedimentos  disciplinares\n      </b>\n      <b>\n       iniciados  nas  \ncorregedorias e nos Tribunais locais\n      </b>\n      deverão ser comunicados ao  \nCNJ dentro  do  prazo  razoável  de  30  dias  para  acompanhamento  e  \navaliação acerca da avocação prevista nas alíneas  antecedentes;\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       k\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      )\n      <b>\n       As regras acima não se aplicam\n      </b>\n      aos processos já iniciados,  \naos em curso e aos extintos no CNJ na data deste julgamento;\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       l\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      )\n      <b>\n       As decisões judiciais pretéritas\n      </b>\n      não são alcançadas pelos  \nparâmetros acima.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       8\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      )\n      <b>\n       O  instituto  da\n      </b>\n      ‘\n      <b>\n       translatio  judicii\n      </b>\n      ’,  que  realça  com  \nclareza  solar  o  princípio  da  instrumentalidade  do  processo,  \nviabiliza o aproveitamento dos atos processuais praticados no âmbito  \ndo  CNJ  pelo  órgão  correicional  local  competente  para  decidir  a  \nmatéria.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       9\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      )\n      <b>\n       Denegação da segurança\n      </b>\n      , mantendo-se a decisão do Conselho  \nNacional  de  Justiça\n      <b>\n       com  o  aproveitamento\n      </b>\n      de  todas  as  provas  já  \nproduzidas.\n     </i>\n     ”\n    </p>\n    <p>\n     (\n     <b>\n      MS 28.003/DF\n     </b>\n     , Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX –\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Não obstante\n     </b>\n     <i>\n      a minha pessoal convicção\n     </i>\n     ,\n     <i>\n      que acolhe exegese restritiva\n     </i>\n     a \npropósito  do  tema  em  exame\n     <b>\n      motivada\n     </b>\n     <i>\n      pela  necessidade  de  respeitar\n     </i>\n     o \nprincípio da autonomia institucional dos Tribunais judiciários em geral,\n     <i>\n      de um lado\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      e\n     </b>\n     o postulado da subsidiariedade,\n     <i>\n      de outro\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      tal como expus\n     </b>\n     nas \ndecisões anteriormente mencionadas,\n     <b>\n      devo ajustar\n     </b>\n     o meu entendimento à \ndiretriz jurisprudencial\n     <b>\n      prevalecente\n     </b>\n     nesta Suprema Corte,\n     <i>\n      em respeito\n      <b>\n      </b>\n     </i>\n     <b>\n      e\n     </b>\n     <i>\n      em atenção ao princípio da colegialidade\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Nem se diga\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      de outro lado\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      que a atuação\n     </b>\n     do E. Conselho Nacional de \nJustiça,\n     <i>\n      no caso\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      teria excedido\n     </b>\n     os\n     <i>\n      estritos limites\n     </i>\n     <b>\n      que conformam\n     </b>\n     o exercício \ndas atribuições administrativas que lhe foram\n     <b>\n      outorgadas\n     </b>\n     pela Constituição \nda República,\n     <b>\n      considerada\n     </b>\n     a alegação do impetrante,\n     <i>\n      ora recorrente\n     </i>\n     , de que os \natos  apreciados\n     <b>\n      no âmbito\n     </b>\n     do  procedimento  disciplinar  ora  questionado \n(\n     <b>\n      Sindicância\n     </b>\n     nº  0003088-95.2008.2.00.0000,\n     <b>\n      Sindicância\n     </b>\n     nº  0002527-\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202314.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 29465 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     -37.2009.2.00.0000\n     <b>\n      e\n     </b>\n     <b>\n      Reclamação Disciplinar\n     </b>\n     nº  0006002-98.2009.2.00.0000)\n     <b>\n      ostentariam\n     </b>\n     a natureza de atos\n     <i>\n      de conteúdo jurisdicional\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Cabe assinalar\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      no  ponto\n     </i>\n     ,  por  necessário,\n     <b>\n      em face\n     </b>\n     das  razões\n     <b>\n      produzidas\n     </b>\n     pela União Federal,\n     <b>\n      que as alegações\n     </b>\n     da parte impetrante\n     <b>\n      não  \nprocedem\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      pois\n     </b>\n     o Conselho Nacional de Justiça,\n     <i>\n      na realidade\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      não interveio\n     </b>\n     em atos\n     <b>\n      impregnados\n     </b>\n     <i>\n      de  perfil  jurisdicional\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      a significar\n     </b>\n     que  esse  órgão \nadministrativo do Poder Judiciário\n     <b>\n      observou\n     </b>\n     os limites\n     <b>\n      inerentes\n     </b>\n     às suas \nfunções  institucionais\n     <b>\n      e\n     </b>\n     à  própria  jurisprudência  do  Supremo  Tribunal \nFederal,\n     <b>\n      que\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      a esse respeito\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      é bastante clara\n     </b>\n     ao proclamar que o CNJ\n     <b>\n      não  \ndispõe\n     </b>\n     de  competência\n     <b>\n      para intervir\n     </b>\n     em  decisões\n     <b>\n      emanadas\n     </b>\n     de \nmagistrados\n     <b>\n      ou\n     </b>\n     de  Tribunais,\n     <b>\n      quando impregnadas de conteúdo  \njurisdicional\n     </b>\n     (\n     <b>\n      MS 27.148-AgR/DF\n     </b>\n     ,  Rel.  Min.  CELSO  DE  MELLO  –\n     <b>\n      MS 28.598-MC-AgR/DF\n     </b>\n     , Rel. Min. CELSO DE MELLO,\n     <i>\n      v.g.\n     </i>\n     ):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       MANDADO  DE  SEGURANÇA\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      –  MEDIDA  LIMINAR\n      <b>\n       DEFERIDA\n      </b>\n      – ATO DO CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA\n      <b>\n       QUE SUSPENDE\n      </b>\n      A EFICÁCIA\n      <b>\n       DE DECISÃO\n      </b>\n      DE TRIBUNAL \nDE JUSTIÇA CONCESSIVA DE MANDADO DE SEGURANÇA –\n      <b>\n       INADMISSIBILIDADE\n      </b>\n      –\n      <b>\n       ATUAÇÃO\n      </b>\n      ‘ULTRA VIRES’  DO \nCORREGEDOR  NACIONAL  DE  JUSTIÇA,\n      <b>\n       PORQUE \nEXCEDENTE\n      </b>\n      DOS  ESTRITOS  LIMITES  DAS  ATRIBUIÇÕES  \nMERAMENTE ADMINISTRATIVAS POR  ELE \nTITULARIZADAS  –\n      <b>\n       INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA\n      </b>\n      DO \nCONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA,\n      <b>\n       NÃO OBSTANTE\n      </b>\n      ÓRGÃO \nDE  CONTROLE  INTERNO  DO  PODER  JUDICIÁRIO,\n      <b>\n       PARA  \nINTERVIR\n      </b>\n      EM PROCESSOS DE  NATUREZA JURISDICIONAL –\n      <b>\n       IMPOSSIBILIDADE CONSTITUCIONAL\n      </b>\n      DE  O  CONSELHO \nNACIONAL  DE  JUSTIÇA  (\n      <b>\n       QUE SE QUALIFICA\n      </b>\n      COMO \nÓRGÃO  DE  CARÁTER\n      <b>\n       EMINENTEMENTE\n      </b>\n      ADMINISTRATIVO)\n      <b>\n      </b>\n      FISCALIZAR,\n      <b>\n      </b>\n      REEXAMINAR\n      <b>\n       E\n      </b>\n      SUSPENDER OS  EFEITOS  DECORRENTES\n      <b>\n       DE\n      </b>\n      <b>\n       ATO DE  \nCONTEÚDO JURISDICIONAL\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       COMO  AQUELE  QUE  \nCONCEDE\n      </b>\n      MANDADO DE SEGURANÇA –\n      <b>\n       PRECEDENTES\n      </b>\n      DO \nSUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL  –\n      <b>\n       MAGISTÉRIO\n      </b>\n      DA\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202314.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 29465 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      DOUTRINA  –  RECURSO  DE  AGRAVO\n      <b>\n       A QUE SE NEGA\n      </b>\n      PROVIMENTO.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      –\n      <b>\n       O Conselho Nacional de Justiça\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       embora integre\n      </b>\n      a estrutura  \nconstitucional  do  Poder  Judiciário\n      <b>\n       como órgão interno\n      </b>\n      de  controle  \nadministrativo, financeiro\n      <b>\n       e\n      </b>\n      disciplinar da magistratura –\n      <b>\n       excluídos\n      </b>\n      , no  \nentanto,\n      <b>\n       do  alcance\n      </b>\n      de  referida  competência\n      <b>\n       o próprio\n      </b>\n      Supremo \nTribunal Federal\n      <b>\n       e\n      </b>\n      seus Ministros (\n      <b>\n       ADI\n      </b>\n      3.367/DF)\n      <b>\n      </b>\n      –,\n      <b>\n       qualifica-se\n      </b>\n      como  \ninstituição  de caráter eminentemente administrativo,\n      <b>\n       não dispondo\n      </b>\n      de  \natribuições  funcionais\n      <b>\n       que  lhe  permitam\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       quer\n      </b>\n      colegialmente,\n      <b>\n       quer\n      </b>\n      mediante  atuação  monocrática  de  seus  Conselheiros\n      <b>\n       ou\n      </b>\n      ,  ainda,  do  \nCorregedor  Nacional  de  Justiça,  fiscalizar,  reexaminar\n      <b>\n       e\n      </b>\n      suspender os  \nefeitos\n      <b>\n       decorrentes\n      </b>\n      de atos\n      <b>\n       de conteúdo jurisdicional\n      </b>\n      emanados de  \nmagistrados\n      <b>\n       e\n      </b>\n      Tribunais em geral,\n      <b>\n       razão pela qual\n      </b>\n      mostra-se\n      <b>\n       arbitrária  \ne\n      </b>\n      <b>\n       destituída\n      </b>\n      de legitimidade jurídico-constitucional\n      <b>\n       a deliberação\n      </b>\n      do  \nCorregedor  Nacional  de  Justiça  que,  agindo  ‘ultra vires’,\n      <b>\n       paralise\n      </b>\n      a  \neficácia  de  decisão\n      <b>\n       que  tenha  concedido\n      </b>\n      mandado  de  segurança.\n      <b>\n       Doutrina\n      </b>\n      .\n      <b>\n       Precedentes\n      </b>\n      (\n      <b>\n       MS 28.598-MC-AgR/DF\n      </b>\n      , Rel. Min. CELSO \nDE MELLO,\n      <b>\n       Pleno\n      </b>\n      , v.g.).\n     </i>\n     ”\n    </p>\n    <p>\n     (\n     <b>\n      MS 28.611-MC-AgR/DF\n     </b>\n     , Rel. Min. CELSO DE MELLO)\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Com efeito\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      o exame\n     </b>\n     dos presentes autos\n     <b>\n      evidencia\n     </b>\n     que o E. Conselho \nNacional de Justiça –\n     <b>\n      longe de apreciar\n     </b>\n     a validade de atos\n     <i>\n      de natureza  \njurisdicional\n     </i>\n     –\n     <b>\n      limitou-se a analisar\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      exclusivamente\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      a  existência\n     </b>\n     de \nindícios\n     <i>\n      “de grave violação aos deveres funcionais”\n     </i>\n     <b>\n      supostamente\n     </b>\n     praticada \npelo magistrado impetrante,\n     <b>\n      determinando\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      corretamente\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      o arquivamento\n     </b>\n     da sindicância\n     <b>\n      que deu origem\n     </b>\n     ao procedimento disciplinar em questão\n     <b>\n      em relação\n     </b>\n     aos atos decisórios que foram praticados,\n     <i>\n      esses sim\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      na esfera\n     </b>\n     <i>\n      de processos de índole jurisdicional.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Eis\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      no  ponto\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      o teor\n     </b>\n     da  deliberação\n     <b>\n      emanada\n     </b>\n     do  E.  Conselho \nNacional de Justiça:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      (…)\n      <b>\n       I\n      </b>\n      –\n      <b>\n       Os  fatos  descritos  na  \nSindicância\n      </b>\n      n.  0002699-76.2009.2.00.0000\n      <b>\n       já  foram  objeto  de  \napreciação e julgamento\n      </b>\n      nos autos do Procedimento de Controle\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     7\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202314.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 29465 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Administrativo n. 0000966-75.2009.2.00.0000,\n      <b>\n       quando se entendeu \nque se tratava de ato jurisdicional\n      </b>\n      .  Como  a  matéria\n      <b>\n       já  foi  \napreciada\n      </b>\n      por  este  Conselho,\n      <b>\n       e  não  existem\n      </b>\n      novos  elementos  de  \nprova,\n      <b>\n       deve ser arquivada\n      </b>\n      a  presente Sindicância\n      <b>\n       quanto a tais  \nfatos\n      </b>\n      .\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Vê-se\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      desse  modo\n     </i>\n     ,  que  o  E.  Conselho  Nacional  de  Justiça,\n     <b>\n      ao \ndeliberar pela instauração\n     </b>\n     do  procedimento administrativo disciplinar \ncontra  o  magistrado  impetrante,\n     <i>\n      ora  recorrente\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      não interveio\n     </b>\n     em \nprocessos\n     <b>\n      ou\n     </b>\n     em decisões\n     <i>\n      de natureza jurisdicional\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      como corretamente \nsustentou\n     </b>\n     a  União  Federal\n     <b>\n      nas  razões\n     </b>\n     do  recurso  de  agravo  por  ela\n     <b>\n      interposto\n     </b>\n     nos  presentes  autos,\n     <b>\n      cabendo reproduzir\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      por  oportuno\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      o \nseguinte fragmento\n     </b>\n     de referida peça processual:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       III\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      –\n      <b>\n       DA NATUREZA NÃO-JURISDICIONAL DOS \nATOS INVESTIGADOS\n      </b>\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Não se discute que o Conselho Nacional de Justiça\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , por ser  \nórgão administrativo – desprovido, portanto, de jurisdição –,\n      <b>\n       não tem \natribuição  para  cassar  atos  jurisdicionais\n      </b>\n      .  Dessa  premissa,  \ncontudo, não se afastou o mencionado órgão ao analisar a situação do  \nimpetrante.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     …...................................................................................................\n     <b>\n      <i>\n       Desse  modo\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,\n      <b>\n       as  denúncias  imputadas  ao  impetrante\n      </b>\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      relativas  ao  cometimento  de  irregularidades  na  prolação  de  atos  \nefetivamente jurisdicionais\n      <b>\n       não foram objeto de apreciação\n      </b>\n      <b>\n       pelo \nCNJ\n      </b>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       O que se observa\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , em verdade,\n      <b>\n       é que todos os atos\n      </b>\n      que deram \nensejo à atuação do CNJ dizem respeito à realização de procedimento \nincorreto.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      …...................................................................................................\n      <b>\n       Desse modo\n      </b>\n      ,  não se pode obstar a  atuação investigatória  do\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      CNJ ao argumento de que se trata de atos jurisdicionais, olvidando-se  \nque  a  origem  das  irregularidades  diz  respeito  a  atos  passíveis  de  \ncorreição administrativa.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      …...................................................................................................\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     8\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202314.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 29465 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Assim\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,\n      <b>\n       a atuação do CNJ encontra-se dentro dos poderes  \nque lhe foram conferidos constitucionalmente\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       pois se referiu a  \nato  não  jurisdicional\n      </b>\n      ,  pouco  importando  se,  em  flagrante  \nilegalidade, o impetrante realizou atos jurisdicionais posteriores.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Ademais\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,  a gravidade dos fatos,  somada ao vasto número de  \nprocedimentos  instaurados  –  porém  com desfecho  duvidoso  –  pela  \nCorte  local  em  face  do  impetrante  requer  postura  que,  além  de  \npreservar  a  imagem do Poder  Judiciário,  impeça  o  cometimento  de  \noutras faltas disciplinares e a destruição de provas até o julgamento  \nfinal  dessa  impetração,  sendo  de  todo  pertinente  a  manutenção  do  \nafastamento temporário do magistrado.\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O Ministério Público Federal\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      por sua vez\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      ao opinar\n     </b>\n     <i>\n      pela denegação\n     </i>\n     do presente mandado de segurança,\n     <b>\n      destacou\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      precisamente\n     </i>\n     , o aspecto que \nvenho de  referir,\n     <b>\n      acentuando\n     </b>\n     que os  fatos  investigados\n     <b>\n      no âmbito\n     </b>\n     do \nprocedimento disciplinar\n     <b>\n      em curso\n     </b>\n     perante o E.  Conselho Nacional de \nJustiça\n     <b>\n      não têm relação\n     </b>\n     com o mérito\n     <i>\n      de atos de conteúdo jurisdicional:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      (...)\n      <b>\n       é  forçoso  registrar  que  não  se  desconhece  que  o  \nmérito  da atividade jurisdicional  não se  sujeita  ao controle  \ncorrecional\n      </b>\n      .  É  sabido  também  que  o  magistrado  exerce  sua  \nindependência  funcional  diante  da  possibilidade  de  interpretar  e  \naplicar  as  normas  de  acordo  com  a  sua  convicção.  Contudo,\n      <b>\n       o \ndesvirtuamento da atividade judicante mediante a atuação \nparcial\n      </b>\n      ,  por  meio  de  decisões  favoráveis  a  uma das  partes,\n      <b>\n       sob o  \nargumento\n      </b>\n      do livre convencimento e independência no exercício da  \natividade jurisdicional,\n      <b>\n       configura ato ilegal\n      </b>\n      violador da garantia de  \nigualdade  de  tratamento  entre  as  partes,  prevista  no  inciso  I  do  \nart. 125 do Código de Processo Civil e do dever imposto pelo inciso I  \ndo art. 35 da Lei Complementar 35/79,\n      <b>\n       bem como configurador das \ninfrações\n      </b>\n      previstas nos incisos II e III do art. 56 do mesmo diploma  \nlegal.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      …...................................................................................................\n      <b>\n       Por oportuno\n      </b>\n      , cabe o registro de que na ocasião da prolatação\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      da  decisão  agravada,  em  28  de  abril  de  2011,  o  Processo  \nAdministrativo  Disciplinar  0004750-23.2010.00.0000  já  se\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     9\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202314.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 29465 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      encontrava com a instrução encerrada desde 7 de fevereiro de 2011,  \ntendo  sido,  inclusive,  apresentadas  as  razões  finais  do  Ministério  \nPúblico  Federal,\n      <b>\n       nas quais se concluiu pela prática de outras \ncondutas infracionais que não têm relação com a possibilidade \nde o Conselho Nacional de Justiça imiscuir-se no mérito de \ndecisões judiciais\n      </b>\n      . Confira-se, a esse respeito, a conclusão extraída  \nda peça apresentada pela Procuradoria-Geral da República nos autos  \ndo Processo Administrativo Disciplinar 0004750-23.2010.00.0000:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      ‘As  provas  trazidas  aos  autos  são  firmes  em  \ndemonstrar que o requerido (\n      <b>\n       i\n      </b>\n      )\n      <b>\n       conduziu de forma negligente\n      </b>\n      o processo nº 001970035277, dando causa ao excesso de prazo e  \nacarretando  sérios  prejuízos  à  parte;  (\n      <b>\n       ii\n      </b>\n      )\n      <b>\n       convalidou  a  \ndistribuição  de  feitos  por  dependência\n      </b>\n      ,  sem  qualquer  \nfundamentação  legal,\n      <b>\n       configurando  o  direcionamento  dos  \nprocessos  para  o  juízo  de  sua  titularidade\n      </b>\n      ,  em \ndesobediência aos princípios do juiz natural e do devido processo  \nlegal.’\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Todas\n     </b>\n     essas  considerações,\n     <b>\n      que\n     </b>\n     <b>\n      ressaltam\n     </b>\n     <i>\n      o caráter\n     </i>\n     <i>\n      incensurável\n     </i>\n     da \ndeliberação emanada do E.  Conselho Nacional  de Justiça,\n     <b>\n      levam-me a \nrejeitar\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      por  inacolhível\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      a pretensão mandamental\n     </b>\n     deduzida pela  parte \nimpetrante,\n     <i>\n      ora recorrente\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Há que se considerar\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      ainda\n     </i>\n     , que o\n     <b>\n      único\n     </b>\n     pedido formulado em sede \nmandamental  pelo  ora  agravante\n     <b>\n      cingiu-se\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      tão somente\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      à  pretendida\n     </b>\n     extinção  do  procedimento  administrativo  disciplinar\n     <b>\n      instaurado\n     </b>\n     pelo \nCNJ,\n     <b>\n      apoiando-se\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      para  tanto\n     </i>\n     ,  na  alegada\n     <b>\n      violação  ao\n     </b>\n     <i>\n      postulado da \nsubsidiariedade\n     </i>\n     ,\n     <i>\n      de  um  lado\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      e\n     </b>\n     na  suposta\n     <b>\n      atuação\n     </b>\n     “\n     <i>\n      ultra  vires\n     </i>\n     ”  do  CNJ,\n     <i>\n      de outro\n     </i>\n     .\n     <b>\n      Nenhum\n     </b>\n     outro pedido,\n     <i>\n      em caráter sucessivo\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      veio a ser deduzido\n     </b>\n     pelo  recorrente,\n     <b>\n      que  pretende\n     </b>\n     ,  no  presente  recurso  de  agravo,\n     <b>\n      o \nreconhecimento\n     </b>\n     da consumação da prescrição da pretensão punitiva da \nAdministração Pública.\n    </p>\n    <p>\n     10\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202314.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 29465 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O mero cotejo\n     </b>\n     entre  a  pretensão deduzida na ação mandamental\n     <b>\n      e essa  postulação\n     </b>\n     <i>\n      manifestada\n     </i>\n     apenas  em  sede  recursal\n     <b>\n      basta para \nevidenciar\n     </b>\n     que  o  recorrente\n     <b>\n      claramente  procedeu\n     </b>\n     <i>\n      a uma inovação do \npedido\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      ultrapassando\n     </b>\n     os limites temáticos\n     <b>\n      previamente\n     </b>\n     definidos pelo ato \nprocessual de impetração do “\n     <i>\n      writ\n     </i>\n     ” constitucional.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Não se revelava  lícito\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      portanto\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      deduzir\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      somente em sede recursal\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      pedido novo\n     </b>\n     que,\n     <i>\n      ausente da impetração\n     </i>\n     do mandado de segurança,\n     <b>\n      só por \nação autônoma e\n     </b>\n     <b>\n      distinta\n     </b>\n     poderia vir a ser veiculado pelo ora agravante.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Cabe assinalar\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      por  necessário\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      que a\n     </b>\n     <b>\n      ocorrência de\n     </b>\n     <b>\n      divórcio \nideológico\n     </b>\n     entre a pretensão deduzida na ação mandamental,\n     <i>\n      de um lado\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      e\n     </b>\n     a  postulação  manifestada  em  sede  recursal,\n     <i>\n      de  outro\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      tem levado a \njurisprudência\n     </b>\n     do  Supremo  Tribunal  Federal\n     <b>\n      a\n     </b>\n     <b>\n      repelir\n     </b>\n     petições \nrecursais  –\n     <b>\n      mesmo\n     </b>\n     aquelas  veiculadoras  de  recurso  ordinário  em \nmandado  de  segurança  –\n     <b>\n      que tenham incidido\n     </b>\n     nesse  vício  de  ordem \nformal (\n     <b>\n      RMS 21.045/DF\n     </b>\n     , Rel. Min. CELSO DE MELLO –\n     <b>\n      RMS 24.390/DF\n     </b>\n     , \nRel. Min. MAURÍCIO CORRÊA –\n     <b>\n      RMS 30.870/BA\n     </b>\n     , Rel. Min. CELSO DE \nMELLO –\n     <b>\n      RMS 30.878/DF\n     </b>\n     , Rel. Min. GILMAR MENDES,\n     <i>\n      v.g.\n     </i>\n     ):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       Não é lícito ao impetrante\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,\n      <b>\n       em sede recursal ordinária\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       inovar materialmente\n      </b>\n      em  sua  postulação,\n      <b>\n       para\n      </b>\n      ,  nesta,\n      <b>\n       incluir \npedido\n      </b>\n      <b>\n       formulado\n      </b>\n      em  bases\n      <b>\n       mais\n      </b>\n      amplas\n      <b>\n       e\n      </b>\n      com  fundamento\n      <b>\n       diverso\n      </b>\n      daquele que foi originariamente deduzido no ajuizamento da  \nação de mandado de segurança.\n      <b>\n       Precedente: RMS 21.045\n      </b>\n      , Rel. Min.  \nCELSO DE MELLO.\n     </i>\n     ”\n    </p>\n    <p>\n     (\n     <b>\n      RMS 22.033/DF\n     </b>\n     , Rel. Min. CELSO DE MELLO)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Sendo assim\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      e  tendo  em  consideração  as  razões  expostas\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      nego \nprovimento\n     </b>\n     ao presente recurso de agravo,\n     <b>\n      mantendo\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      em consequência\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      por seus próprios fundamentos\n     </b>\n     , a decisão ora recorrida.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      É o meu voto\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     11\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202314.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 17/11/2015\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.465\n     </b>\n     PROCED. : DISTRITO FEDERAL\n     <b>\n      RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\n     </b>\n     AGTE.(S) : JOSÉ RAMOS DIAS FILHO\nADV.(A/S) : ALFREDO FERREIRA NETO\nAGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA\nADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     :  A  Turma,  por  votação  unânime,  negou  provimento  ao \nrecurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do \nSenhor Ministro Dias Toffoli.\n     <b>\n      2ª Turma\n     </b>\n     , 17.11.2015.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à \nsessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen \nLúcia e Teori Zavascki.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Edson  Oliveira  de \nAlmeida.\n    </p>\n    <p>\n     Ravena Siqueira\nSecretária\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824472\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "17/11/2015 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.465 DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\n", "AGTE.(S) : JOSÉ RAMOS DIAS FILHO \n", "ADV.(A/S) :ALFREDO FERREIRA NETO \n", "AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA \n", "ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO \n", "E  M  E  N  T  A:  MANDADO  DE  SEGURANÇA  – CONSELHO \n", "NACIONAL DE JUSTIÇA – JURISDIÇÃO CENSÓRIA – APURAÇÃO \n", "DA  RESPONSABILIDADE  DISCIPLINAR  DE  MAGISTRADOS  –  A \n", "QUESTÃO  DA LEGITIMIDADE DA IMPOSIÇÃO  DIRETA,  A ELES, \n", "PELO  CNJ,  DE  SANÇÕES  DE  ÍNDOLE  ADMINISTRATIVA  – \n", "A DISCUSSÃO EM TORNO  DA   INCIDÊNCIA  DO PRINCÍPIO DA \n", "SUBSIDIARIEDADE COMO  REQUISITO  LEGITIMADOR DO \n", "EXERCÍCIO,  PELO  CONSELHO  NACIONAL  DE  JUSTIÇA,  DE  SUA \n", "COMPETÊNCIA EM MATÉRIA  DISCIPLINAR  –  SUPERVENIÊNCIA \n", "DE JULGAMENTO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL \n", "SOBRE  O  TEMA,  RECONHECENDO  A  POSSIBILIDADE  DA \n", "PRÁTICA IMEDIATA DESSA COMPETÊNCIA (ADI 4.638-MC-REF/DF, \n", "REL.  MIN.  MARCO  AURÉLIO)  –  ATUAÇÃO  ALEGADAMENTE \n", "CONFIGURADORA DE  COMPORTAMENTO “ULTRA VIRES”  DO \n", "CONSELHO  NACIONAL  DE  JUSTIÇA  POR  SUPOSTA \n", "INTERVENÇÃO INDEVIDA EM  PROCEDIMENTO  DE NATUREZA \n", "JURISDICIONAL –  INOCORRÊNCIA –  ATUAÇÃO \n", "ADMINISTRATIVA DO  CNJ  QUE SE LIMITOU A  ANALISAR, \n", "EXCLUSIVAMENTE,  A  EXISTÊNCIA  DE  INDÍCIOS “DE  GRAVES \n", "VIOLAÇÕES  AOS  DEVERES  FUNCIONAIS” ATRIBUÍDAS AO \n", "MAGISTRADO  IMPETRANTE  –  MANDADO  DE  SEGURANÇA \n", "DENEGADO –  INTERPOSIÇÃO DE  RECURSO  DE  AGRAVO  – \n", "INOVAÇÃO MATERIAL DO PEDIDO,  QUE ULTRAPASSA OS LIMITES \n", "TEMÁTICOS PREVIAMENTE DEFINIDOS NO ATO PROCESSUAL DE \n", "IMPETRAÇÃO  DO  “WRIT” MANDAMENTAL  –  FUNDAMENTOS \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202312.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 26\n", "Ementa e Acórdão\n", "MS 29465 AGR / DF \n", "NÃO EXAMINADOS PELA DECISÃO RECORRIDA – IMPUGNAÇÃO \n", "RECURSAL  QUE NÃO  GUARDA  PERTINÊNCIA COM  OS \n", "FUNDAMENTOS  EM  QUE  SE  ASSENTOU  O  ATO  DECISÓRIO \n", "QUESTIONADO  –  OCORRÊNCIA DE  DIVÓRCIO IDEOLÓGICO – \n", "INADMISSIBILIDADE –  PRECEDENTES –  RECURSO DE AGRAVO \n", "IMPROVIDO.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos,  relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \n", "Supremo Tribunal  Federal,  em Segunda  Turma,  sob  a  Presidência  do \n", "Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas \n", "taquigráficas,  por  unanimidade de  votos,  em negar  provimento ao \n", "recurso de agravo, nos termos do voto do Relator.\n", "Brasília, 17 de novembro de 2015.\n", "CELSO DE MELLO – RELATOR\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202312.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 26\n", "Relatório\n", "17/11/2015 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.465 DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\n", "AGTE.(S) : JOSÉ RAMOS DIAS FILHO \n", "ADV.(A/S) :ALFREDO FERREIRA NETO \n", "AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA \n", "ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se \n", "de recurso de agravo,  tempestivamente interposto,  contra decisão  que, \n", "por mim proferida, denegou o mandado de segurança impetrado pela parte \n", "ora  recorrente contra  deliberação  que  o  Conselho  Nacional  de  Justiça \n", "proferiu nos autos da Sindicância nº 0002699-76.2009.2.00.0000, Rel.  Cons. \n", "GILSON DIPP, consubstanciada em acórdão assim ementado:\n", "“SINDICÂNCIA. REAPRECIAÇÃO  DE  FATOS \n", "ANTERIORMENTE  JULGADOS. IMPOSSIBILIDADE. \n", "ARQUIVAMENTO. INDICATIVOS  DE  VIOLAÇÕES  AOS  \n", "DEVERES FUNCIONAIS. FATOS DIVERSOS. INSTAURAÇÃO \n", "DE  PROCESSO  ADMINISTRATIVO  DISCIPLINAR. \n", "DECRETAÇÃO DE AFASTAMENTO PREVENTIVO.\n", "I  –  Os  fatos  descritos  na  Sindicância  n.  0002699-  \n", "-76.2009.2.00.0000 já foram objeto de apreciação e julgamento nos autos  \n", "do  Procedimento  de  Controle  Administrativo  n.  0000966-  \n", "-75.2009.2.00.0000,  quando  se  entendeu  que  se  tratava  de  ato  \n", "jurisdicional. Como a matéria já foi apreciada por este Conselho, e não  \n", "existem  novos  elementos  de  prova,  deve  ser  arquivada  a  presente  \n", "Sindicância quanto a tais fatos.\n", "II  –  Os  fatos  trazidos  a  conhecimento  deste  Conselho  \n", "somente  poderão  ser  integralmente  apreciados  no  processo  \n", "administrativo a ser instaurado, sendo certo que o atual procedimento,  \n", "por  sua  natureza  de  mero  instrumento  preparatório,  limita-se  à  \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202313.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 26\n", "Relatório\n", "MS 29465 AGR / DF \n", "verificação da existência de indícios de irregularidades eventualmente  \n", "praticadas.\n", "III  –  Compete  a  este  Conselho  instaurar  o  processo  \n", "administrativo  disciplinar  exatamente  para  apurar  os  fatos,  \n", "garantindo ao Sindicado a mais ampla defesa e contraditório.\n", "IV – O magistrado que age com desídia na fiscalização  \n", "dos trabalhos da vara, bem como na condução dos feitos, descumpre  \n", "os  deveres  dos  arts.  35,  incisos  II  e  III,  41,  44 e  56 da LOMAN,  \n", "acarretando descrédito ao Poder Judiciário entre a população.\n", "V – A independência judicial é uma garantia do cidadão  \n", "para assegurar  julgamentos  livres  de  pressões,  mas  de  acordo  \n", "com  a  lei  e  o  direito.  A  independência  judicial  não  é,  porém,  \n", "incompatível com o controle disciplinar da magistratura. A imunidade  \n", "garantida pelo art. 41 da LOMAN não é absoluta, sendo possível a  \n", "responsabilização  administrativo-disciplinar  do  magistrado  quando,  \n", "no exercício da atividade jurisdicional, viola o dever de imparcialidade  \n", "(CPC, art. 135, I) e age, de forma reiterada, contrariando dispositivos  \n", "legais expressos, em violação ao dever do art. 35, I,  da LOMAN, e  \n", "adotando, de forma reiterada e com dolo, revelado por um conjunto de  \n", "indícios, procedimentos incorretos (LOMAN, art. 44), que acarretam  \n", "prejuízos  a  uma  das  partes,  em  procedimento  incompatível  com a  \n", "dignidade, a honra e o decoro de suas funções (LOMAN, art. 56, I) e  \n", "proceder  funcional  incompatível  com  o  bom  desempenho  das  \n", "atividades do Poder Judiciário (LOMAN, art. 56, II).\n", "VI – Havendo indicativos de grave violação aos deveres  \n", "funcionais praticados por Juiz de Direito, titular da 2ª Vara Cível  \n", "da Comarca de Teresina/PI, com a adoção de postura incompatível com  \n", "o  exercício  da  magistratura,  mostra-se  necessária  a  instauração  do  \n", "processo administrativo disciplinar, a fim de que sejam esclarecidos os  \n", "fatos e aplicada a penalidade eventualmente cabível.\n", "VII – Tratando-se de conduta, em tese, incompatível com o \n", "exercício da judicatura, impõe-se o afastamento preventivo do Sindicado  \n", "(LOMAN, art. 27, § 3º, e RICNJ, art. 75, parágrafo único), em especial  \n", "por  se  tratar  de  conduta  reiterada,  na  qual  o  magistrado  persistiu  \n", "mesmo após a instauração da sindicância.\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202313.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 26\n", "Relatório\n", "MS 29465 AGR / DF \n", "VIII – O afastamento implica na suspensão, com exceção  \n", "dos  vencimentos,  de  todas  as  vantagens  decorrentes  da  \n", "condição  de  magistrado,  tais  como  uso  de  gabinete,  de  veículo  \n", "oficial  e  manutenção  ou  designação  de  servidores  em  cargos  de  \n", "confiança ou funções comissionadas.\n", "IX – Os feitos atribuídos ao magistrado afastado deverão  \n", "ser conduzidos por magistrado designado para substituição, na  \n", "forma  da  regulamentação  local,  evitando-se  prejuízo  aos  \n", "jurisdicionados.” (grifei)\n", "Busca-se,  nesta  sede  mandamental,  a restauração da  situação \n", "jurídico-funcional  do magistrado em questão,  restabelecendo-se,  desse \n", "modo, o “status quo ante”,  com a concessão da segurança, “em razão da \n", "ilegalidade do  ato  fustigado,  editado sem  lastro  na  competência  legal  do  \n", "Conselho  Nacional  de  Justiça  para  instaurar  originariamente  processo  \n", "administrativo  disciplinar  contra  o  impetrante  e afastá-lo  preventivamente” \n", "(grifei).\n", "O órgão apontado  como  coator  prestou as  informações  que  lhe \n", "foram requisitadas.\n", "Por entender presentes, cumulativamente, os requisitos concernentes \n", "à  plausibilidade jurídica  e ao  “periculum in  mora”,  deferi o  pedido de \n", "medida liminar  formulado pelo impetrante,  motivo pelo qual a União \n", "Federal interpôs o concernente recurso de agravo.\n", "O  Ministério  Público  Federal,  em  pronunciamento da  lavra  do \n", "eminente Chefe da Instituição,  ao opinar pela denegação do mandado de \n", "segurança, assim resumiu e apreciou a presente causa:\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  CONTRA  \n", "MEDIDA  LIMINAR  DEFERIDA  EM  \n", "MANDADO  DE  SEGURANÇA  \n", "IMPETRADO  CONTRA  ATO  DO \n", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA.\n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202313.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 26\n", "Relatório\n", "MS 29465 AGR / DF \n", "Competência  originária  e  concorrente  do  \n", "Conselho Nacional de Justiça para instaurar  \n", "procedimento administrativo disciplinar contra  \n", "magistrado.  Tese  da  subsidiariedade  afastada.  \n", "Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.638.\n", "O  mandado  de  segurança não  se  revela  \n", "meio juridicamente adequado à apreciação  \n", "de matéria de fato especialmente controvertida  \n", "e avaliação de elementos probatórios necessários  \n", "à  conclusão  de  que  a  conduta  do  impetrante  \n", "limitou-se a atos meramente jurisdicionais.\n", "Indícios de prática de outras condutas \n", "infracionais que  não  têm  relação  com  a  \n", "possibilidade de o Conselho Nacional de Justiça  \n", "imiscuir-se no mérito de decisões judiciais.\n", "Parecer  pelo  provimento  do  agravo  \n", "regimental,  para  cassar  a  liminar  deferida,  e,  \n", "no mérito, pela denegação da segurança.\n", "Trata-se de mandado de segurança, com pedido de liminar,  \n", "impetrado por José Ramos Dias Filho, Juiz de Direito integrante do  \n", "Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, contra decisão do Conselho  \n", "Nacional  de  Justiça  que  resultou  na  instauração  do  Processo  \n", "Administrativo Disciplinar 0004750-23.2010.00.0000.\n", "Nos anos de 2008 e 2009, a Corregedoria Nacional de Justiça  \n", "instaurou  as  Sindicâncias  0003088-95.2008.00.0000,  0002699-  \n", "-76.2009.2.00.0000,  0002527-37.2009.2.00.0000,  bem  como  a  \n", "Reclamação Disciplinar 0006002-98.2009.00.0000, para apurar fatos  \n", "atribuídos ao Juiz de Direito José Ramos Dias Filho, titular da 2ª Vara  \n", "Cível de Teresina-PI, consubstanciados na atuação indevida em feitos  \n", "nos quais teria agido com parcialidade, causando graves prejuízos a  \n", "uma das partes; na paralisação indevida de um determinado processo;  \n", "na distribuição de outro, com fins de favorecimento; e na promoção da  \n", "execução  da  forma  mais  gravosa  ao  devedor,  mediante  bloqueio  e  \n", "transferência imediata de milhões de reais em dinheiro.\n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202313.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 26\n", "Relatório\n", "MS 29465 AGR / DF \n", "Na 108ª Sessão Ordinária, realizada em 30 de junho de 2010,  \n", "o Plenário do Conselho Nacional de Justiça, em julgamento conjunto,  \n", "decidiu  arquivar  a  Sindicância  0002699-76.2009.2.00.0000  e  \n", "instaurar processo administrativo disciplinar contra o Juiz de Direito  \n", "José  Ramos Dias  Filho,  com seu afastamento cautelar,  em face  dos  \n", "fatos descritos nas Sindicâncias 0003088-95.2008.00.0000, 0002527-  \n", "-37.2009.2.00.0000  e  na  Reclamação  Disciplinar  0006002-  \n", "-98.2009.00.0000, conforme registra a ementa a seguir descrita:\n", "‘SINDICÂNCIA. REAPRECIAÇÃO  DE  FATOS  \n", "ANTERIORMENTE  JULGADOS. IMPOSSIBILIDADE. \n", "ARQUIVAMENTO. INDICATIVOS  DE  VIOLAÇÕES  \n", "AOS  DEVERES  FUNCIONAIS. FATOS  DIVERSOS. \n", "INSTAURAÇÃO  DE  PROCESSO  ADMINISTRATIVO  \n", "DISCIPLINAR. DECRETAÇÃO  DE  AFASTAMENTO  \n", "PREVENTIVO.\n", "I  –  Os  fatos  descritos  na  Sindicância  n.  0002699-  \n", "-76.2009.2.00.0000 já foram objeto de apreciação e julgamento nos  \n", "autos  do Procedimento de  Controle  Administrativo n.  0000966-  \n", "-75.2009.2.00.0000,  quando se  entendeu que se  tratava de  ato  \n", "jurisdicional. Como a matéria já foi apreciada por este Conselho,  \n", "e não existem novos elementos de prova, deve ser arquivada a  \n", "presente Sindicância quanto a tais fatos.\n", "II  –  Os  fatos  trazidos  a  conhecimento  deste  \n", "Conselho somente  poderão  ser  integralmente  apreciados  no  \n", "processo administrativo a ser instaurado, sendo certo que o atual  \n", "procedimento,  por  sua  natureza  de  mero  instrumento  \n", "preparatório, limita-se à verificação da existência de indícios de  \n", "irregularidades eventualmente praticadas.\n", "III  –  Compete  a este  Conselho instaurar  o processo  \n", "administrativo disciplinar exatamente para apurar os fatos,  \n", "garantindo ao Sindicado a mais ampla defesa e contraditório.\n", "IV  –  O  magistrado que  age  com  desídia  na  \n", "fiscalização dos trabalhos da vara, bem como na condução  \n", "5 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202313.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 26\n", "Relatório\n", "MS 29465 AGR / DF \n", "dos feitos, descumpre os deveres dos arts. 35, incisos II e III, 41,  \n", "44 e 56 da LOMAN, acarretando descrédito ao Poder Judiciário  \n", "entre a população.\n", "V  –  A  independência  judicial é  uma  garantia  do  \n", "cidadão  para  assegurar  julgamentos  livres  de  pressões,  \n", "mas de acordo com a lei e o direito. A independência judicial não  \n", "é,  porém,  incompatível  com  o  controle  disciplinar  da  \n", "magistratura. A imunidade garantida pelo art. 41 da LOMAN  \n", "não  é  absoluta,  sendo  possível  a  responsabilização  \n", "administrativo-disciplinar do magistrado quando, no exercício  \n", "da atividade jurisdicional, viola o dever de imparcialidade (CPC,  \n", "art. 135, I) e age, de forma reiterada, contrariando dispositivos  \n", "legais expressos, em violação ao dever do art. 35, I, da LOMAN,  \n", "e  adotando,  de  forma  reiterada  e  com dolo,  revelado  por  um  \n", "conjunto  de  indícios,  procedimentos  incorretos  (LOMAN,  \n", "art.  44),  que  acarretam  prejuízos  a  uma  das  partes,  em  \n", "procedimento incompatível com a dignidade, a honra e o decoro  \n", "de  suas  funções  (LOMAN,  art.  56,  I)  e  proceder  funcional  \n", "incompatível  com o bom desempenho das atividades do Poder  \n", "Judiciário (LOMAN, art. 56, II).\n", "VI  –  Havendo  indicativos de  grave  violação  aos  \n", "deveres funcionais praticados por Juiz de Direito, titular  \n", "da 2ª Vara Cível da Comarca de Teresina/PI, com a adoção de  \n", "postura  incompatível  com  o  exercício  da  magistratura,  \n", "mostra-se necessária a instauração do processo administrativo  \n", "disciplinar, a fim de que sejam esclarecidos os fatos e aplicada a  \n", "penalidade eventualmente cabível.\n", "VII – Tratando-se de conduta, em tese, incompatível  \n", "com o exercício da judicatura, impõe-se o afastamento preventivo  \n", "do  Sindicado  (LOMAN,  art.  27,  §  3º,  e  RICNJ,  art.  75,  \n", "parágrafo  único), em especial por se tratar de conduta reiterada,  \n", "na  qual  o  magistrado  persistiu  mesmo após  a  instauração  da  \n", "sindicância.\n", "VIII  –  O afastamento  implica  na  suspensão,  com \n", "exceção  dos  vencimentos,  de  todas  as  vantagens  \n", "decorrentes da condição de magistrado,  tais  como uso de  \n", "6 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202313.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 26\n", "Relatório\n", "MS 29465 AGR / DF \n", "gabinete,  de  veículo  oficial  e  manutenção  ou  \n", "designação  de  servidores  em  cargos  de  confiança  ou  funções  \n", "comissionadas.\n", "IX –  Os feitos  atribuídos ao magistrado afastado  \n", "deverão  ser  conduzidos  por  magistrado designado para  \n", "substituição,  na  forma da  regulamentação  local,  evitando-se  \n", "prejuízo aos jurisdicionados.’\n", "Instaurou-se,  assim,  o Processo  Administrativo  \n", "Disciplinar 0004750-23.2010.00.0000.\n", "Daí o presente mandado de segurança, no qual o impetrante  \n", "sustenta que o Conselho Nacional de Justiça não teria competência  \n", "para, originariamente, instaurar o processo administrativo disciplinar,  \n", "sendo certo que a sua decisão colide frontalmente com as do Supremo  \n", "Tribunal Federal no sentido de que\n", "a  competência  do  CNJ  para  a  instauração  de  processo  \n", "administrativo  disciplinar  contra  magistrados  é  subsidiária,  \n", "devendo-se,  em um primeiro plano,  oferecer  aos  tribunais aos  \n", "quais  os  juízes  e  desembargadores  pertençam a  oportunidade  \n", "para que apreciem as denúncias apresentadas contra a conduta  \n", "dos  julgadores,  e  possam  assim  aplicar  as  sanções  que  \n", "entenderem necessárias,\n", "o  que  não  ocorreu  no  presente  caso,  já  que  o  processo  \n", "administrativo disciplinar foi instaurado sem qualquer apuração dos  \n", "fatos pela Corte estadual.\n", "Requer,  ao  final,  a  concessão  de  medida  liminar  para  \n", "suspender  os  efeitos  da  decisão  proferida  pelo  Conselho  \n", "Nacional  de  Justiça,  que  resultou  na  instauração  do  Processo  \n", "Administrativo  Disciplinar  0004750-23.2010.00.0000.  Em seguida,  \n", "pugna pela concessão da segurança definitiva, ‘em razão da ilegalidade  \n", "do ato fustigado, editado sem lastro de competência legal do Conselho  \n", "Nacional  de  Justiça  para  instaurar  originariamente  processo  \n", "administrativo disciplinar’.\n", "7 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202313.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 26\n", "Relatório\n", "MS 29465 AGR / DF \n", "Instado  a  se  manifestar,  o  Conselho  Nacional  de  Justiça  \n", "prestou  informações.  Após,  o  pedido  de  liminar  foi  deferido,  nos  \n", "seguintes termos:\n", "…......….........................................................................................\n", "Contra esta decisão, a União interpôs agravo regimental, no  \n", "qual sustenta que a atuação deficitária da Corte estadual deu causa à  \n", "atuação correicional do Conselho Nacional de Justiça.\n", "Além  disso,  ressalta  a  agravante  que  existem  decisões  do  \n", "Supremo Tribunal Federal no sentido de que a atuação do Conselho  \n", "Nacional de Justiça não é pautada pelo princípio da subsidiariedade.\n", "No tocante à consideração da natureza jurisdicional dos  \n", "atos investigados,  a  agravante  rememora  que os  atos  que  deram  \n", "ensejo à atuação do CNJ dizem respeito à realização de procedimentos  \n", "incorretos, passíveis de correição administrativa.\n", "Requer a agravante, por essas razões, a cassação da liminar  \n", "concedida.\n", "Em  seguida,  vieram  os  autos  à  Procuradoria-Geral  da  \n", "República  para  parecer  ‘sobre  o  recurso  de  agravo  interposto  na  \n", "presente sede processual, bem assim quanto ao mérito da presente ação  \n", "mandamental’.\n", "O  agravo  merece  ser  provido.  Pelas  mesmas  razões,  a  \n", "segurança  denegada,  diante  da  ausência  de  ameaça  ou  violação  a  \n", "direito líquido e certo.\n", "A  decisão  concessiva  da  medida  liminar,  ora  agravada,  \n", "considerou a existência  de  dois  motivos  qualificadores  da pretensão  \n", "cautelar, a saber:\n", "‘i. inobservância  pelo  Conselho  Nacional  de  Justiça  do  \n", "postulado da subsidiariedade, com transgressão à autonomia do  \n", "Tribunal  de  Justiça para o  exercício  da jurisdição censória  de  \n", "magistrado a ele vinculado e\n", "ii. incompetência  absoluta  do  Conselho  Nacional  de  \n", "Justiça  para  intervir  em  decisões  emanadas  de  magistrado,  \n", "impregnada de conteúdo jurisdicional.’\n", "8 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202313.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 26\n", "Relatório\n", "MS 29465 AGR / DF \n", "Em relação ao motivo (i),  cumpre esclarecer que a alegada  \n", "incompetência  originária  do  Conselho  Nacional  de  Justiça  para  \n", "instaurar processo administrativo disciplinar contra magistrado já foi  \n", "tratada  pelo  Supremo  Tribunal  Federal  na  Ação  Direta  de  \n", "Inconstitucionalidade 4638, ocasião em que se firmou entendimento  \n", "no  sentido  da  competência  originária  e  concorrente  daquele  órgão  \n", "censor para investigar magistrados, consoante previsto no art. 12 da  \n", "Resolução 135, de 13 de julho de 2011.\n", "O dispositivo legal e a decisão da Corte Suprema vão ao  \n", "encontro do texto constitucional que,  em seu  art.  103-B,  §  4º,  \n", "inciso III, estabelece a atribuição do Conselho Nacional de Justiça para  \n", "‘receber  e  conhecer  das  reclamações  contra  membros  ou  órgãos  do  \n", "Poder  Judiciário  (…),  sem  prejuízo  da  competência  disciplinar  e  \n", "correicional dos tribunais (…)’. Logo, afastada a tese da competência  \n", "subsidiária,  tem-se  que  a  legitimidade  dos  órgãos  censores  é  \n", "concorrente, devendo ser rechaçada a atuação do Conselho Nacional de  \n", "Justiça tão somente no caso de já se ter iniciado a apuração perante o  \n", "Tribunal  de  Justiça,  com  vistas  a  evitar  a  duplicidade  de  \n", "procedimentos disciplinares.\n", "Dessa  forma,  justamente  por  inexistir  notícia  de  qualquer  \n", "apuração dos fatos pelo órgão censor local – como confirma a certidão  \n", "expedida  pelo  Tribunal  de  Justiça  do Estado  do  Piauí,  juntada  aos  \n", "autos  pelo  impetrante  –  coube  ao  Conselho  Nacional  de  Justiça  o  \n", "exercício  integral  da  competência  correicional  no  Processo  \n", "Administrativo  Disciplinar  0004750-23.2010.00.0000,  não  se  \n", "vislumbrando usurpação da competência atribuída à Corte Estadual.\n", "Quanto  ao  motivo  (ii), é  forçoso  registrar  que  não  se  \n", "desconhece  que  o  mérito  da  atividade  jurisdicional  não  se  \n", "sujeita ao controle correcional. É sabido também que o magistrado  \n", "exerce  sua  independência  funcional  diante  da  possibilidade  de  \n", "interpretar  e  aplicar  as  normas  de  acordo  com  a  sua  convicção.  \n", "Contudo,  o desvirtuamento da atividade judicante mediante a \n", "atuação parcial, por meio de decisões favoráveis a uma das partes,  \n", "sob  o  argumento do  livre  convencimento  e  independência  no  \n", "exercício da atividade jurisdicional, configura ato ilegal violador da  \n", "garantia  de  igualdade  de  tratamento  entre  as  partes,  prevista  no  \n", "9 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202313.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 26\n", "Relatório\n", "MS 29465 AGR / DF \n", "inciso I do art. 125 do Código de Processo Civil e do dever imposto  \n", "pelo  inciso  I  do  art.  35  da  Lei  Complementar  35/79,  bem como \n", "configurador das infrações previstas nos incisos II e III do art. 56  \n", "do mesmo diploma legal.\n", "Ocorre que  somente  após  a  apuração  efetiva  dos  fatos  \n", "pelo órgão censor será possível verificar se se está diante de  \n", "decisão que teria apenas a exclusiva via jurisdicional para ser  \n", "revertida ou diante  de  uma decisão  que  tem a aparência  de  \n", "livre  convencimento,  porquanto  estaria  o  juiz  direcionando  sua  \n", "jurisdição ou distorcendo a função judicante, de modo a inviabilizar a  \n", "garantia de paridade de armas aos litigantes do processo que preside,  \n", "violando,  assim,  o  princípio  isonômico  contido  na  Carta  \n", "Constitucional, sem falar-se no art. 37 do mesmo texto, que exige do  \n", "Estado-Juiz impessoalidade nas suas ações.\n", "De mais a mais, verifica-se que a decisão agravada considerou  \n", "tratar-se  de  incompetência  do  Conselho  Nacional  de  Justiça  para  \n", "intervir  em  decisões  emanadas  de  magistrado,  impregnada  de  \n", "conteúdo jurisdicional,  tão somente pela extração de fragmentos da  \n", "petição apresentada pela empresa Basf S/A, que motivou a abertura  \n", "da  Sindicância  nº  0002527-37.2009.2.00.0000,  na  qual  essa  \n", "reclamante  expôs  os  argumentos  justificadores  do  pedido  de  \n", "apuração  das  supostas  infrações  disciplinares  atribuídas  ao  ora  \n", "impetrante:\n", "‘(...)  sem  embargo  do  viés  jurisdicional  que  os  fatos  \n", "narrados envolvem (a ensejar medidas adequadas já adotadas) e  \n", "muito embora não seja possível nominar quem quer que seja, há  \n", "indícios veementes de irregularidades no presente caso […].’\n", "Com a devida vênia, o processo mandamental não se revela  \n", "meio  juridicamente  adequado  à  apreciação  de  matéria  de  fato  \n", "especialmente  controvertida,  muito  menos  constitui  instrumento  \n", "idôneo à avaliação de elementos probatórios necessários à conclusão de  \n", "que  a  conduta  do  impetrante  limitou-se  à  realização  de  atos  \n", "meramente jurisdicionais.\n", "10 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202313.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 26\n", "Relatório\n", "MS 29465 AGR / DF \n", "Na  realidade,  o  mandado  de  segurança  nem  sequer  foi  \n", "instruído com documentos suficientes para comprovar a ocorrência de  \n", "lesão ou ameaça de direito líquido e certo.\n", "Por oportuno, cabe o registro de que na ocasião da prolatação  \n", "da  decisão  agravada,  em  28  de  abril  de  2011,  o  Processo  \n", "Administrativo  Disciplinar  0004750-23.2010.00.0000  já  se  \n", "encontrava com a instrução encerrada desde 7 de fevereiro de 2011,  \n", "tendo  sido,  inclusive,  apresentadas  as  razões  finais  do  Ministério  \n", "Público  Federal,  nas quais se concluiu pela prática de outras \n", "condutas infracionais que não têm relação com a possibilidade \n", "de o Conselho Nacional de Justiça imiscuir-se no mérito de \n", "decisões judiciais. Confira-se, a esse respeito, a conclusão extraída  \n", "da peça apresentada pela Procuradoria-Geral da República nos autos  \n", "do Processo Administrativo Disciplinar 0004750-23.2010.00.0000:\n", "‘As  provas  trazidas  aos  autos  são  firmes  em  \n", "demonstrar que o requerido (i) conduziu de forma negligente \n", "o processo nº 001970035277, dando causa ao excesso de prazo e  \n", "acarretando  sérios  prejuízos  à  parte;  (ii)  convalidou  a  \n", "distribuição  de  feitos  por  dependência,  sem  qualquer  \n", "fundamentação  legal,  configurando  o  direcionamento  dos  \n", "processos  para  o  juízo  de  sua  titularidade,  em \n", "desobediência aos princípios do juiz natural e do devido processo  \n", "legal.’\n", "Como se observa, não restou caracterizado o direito líquido e  \n", "certo  em  que  o  impetrante  apoia  sua  pretensão,  muito  menos  os  \n", "motivos determinantes para a concessão da medida liminar.\n", "Por todas essas razões, manifesta-se o Procurador-Geral da  \n", "República pelo provimento do agravo regimental da União, para  \n", "cassar  a  liminar  concedida,  e,  no  mérito,  pela  denegação da  \n", "segurança.” (grifei)\n", "Com fundamento nos  poderes  de que dispõe o  Ministro  Relator \n", "(RTJ 139/53  –  RTJ 168/174-175),  e tendo em consideração a \n", "jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal sobre a matéria \n", "11 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202313.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 26\n", "Relatório\n", "MS 29465 AGR / DF \n", "versada  nesta  causa,  deneguei a  segurança,  julgando  prejudicado o \n", "recurso de agravo interposto pela União Federal.\n", "Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe \n", "o presente recurso,  sustentando,  em caráter preliminar,  a consumação  da \n", "prescrição da pretensão punitiva da Administração Pública  e,  quanto ao  \n", "mérito,  a  perda  do  objeto  da  ação  em  relação  às  “Sindicâncias  e  \n", "PAD’s presididos pelos Ministros aposentados Gilson Dipp e Eliana Calmon”.\n", "Por não me convencer das  razões  expostas  pela parte  recorrente, \n", "submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de \n", "agravo.\n", "É o relatório.\n", "12 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202313.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 26\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "17/11/2015 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.465 DISTRITO FEDERAL\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo \n", "não assistir razão à parte recorrente,  eis que a decisão agravada  ajusta-se, \n", "com integral  fidelidade,  à diretriz  jurisprudencial que o  Supremo Tribunal \n", "Federal firmou na matéria ora em exame, inexistindo, por isso mesmo, motivo \n", "que justifique o acolhimento da postulação recursal em causa.\n", "Já tive o ensejo de ressaltar,  nesta  Suprema  Corte,  em  diversas \n", "decisões por  mim  proferidas  (MS 28.712-MC-AgR/DF,  MS 28.743- \n", "-MC/DF,  MS 28.799-MC/DF,  v.g.),  a possibilidade de  o  Conselho \n", "Nacional  de  Justiça  agir,  desde logo,  em  sede  originária uma vez \n", "registradas hipóteses  caracterizadoras  de situações anômalas (que \n", "identifiquei em rol meramente exemplificativo),  tais como:  (a)  inércia do \n", "Tribunal  competente  para  a  instauração  do  procedimento  administrativo- \n", "-disciplinar; (b)  simulação investigatória;  (c)  procrastinação indevida; \n", "(d) incapacidade de atuação do Tribunal incumbido da atividade correcional:\n", "“CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA.  JURISDIÇÃO  \n", "CENSÓRIA.  APURAÇÃO DA  RESPONSABILIDADE \n", "DISCIPLINAR DE  MAGISTRADOS.  LEGITIMIDADE DA \n", "IMPOSIÇÃO,  A ELES,  DE  SANÇÕES  DE  ÍNDOLE \n", "ADMINISTRATIVA.  A RESPONSABILIDADE DOS JUÍZES:  \n", "UMA  EXPRESSÃO  DO  POSTULADO  REPUBLICANO.  \n", "CARÁTER NACIONAL DO  PODER  JUDICIÁRIO.  \n", "AUTOGOVERNO DA  MAGISTRATURA: GARANTIA  \n", "CONSTITUCIONAL DE  CARÁTER  OBJETIVO.  EXERCÍCIO  \n", "PRIORITÁRIO,  PELOS TRIBUNAIS  EM GERAL,  DO PODER \n", "DISCIPLINAR QUANTO AOS SEUS MEMBROS E AOS JUÍZES \n", "A  ELES  VINCULADOS.  A  QUESTÃO  DAS DELICADAS  \n", "RELAÇÕES ENTRE  A AUTONOMIA CONSTITUCIONAL DOS \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202314.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 26\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "MS 29465 AGR / DF \n", "TRIBUNAIS  E  A JURISDIÇÃO  CENSÓRIA OUTORGADA AO \n", "CONSELHO  NACIONAL  DE  JUSTIÇA.  EXISTÊNCIA DE  \n", "SITUAÇÃO DE TENSÃO DIALÉTICA ENTRE A PRETENSÃO DE \n", "AUTONOMIA DOS TRIBUNAIS  E O PODER DO CONSELHO \n", "NACIONAL  DE  JUSTIÇA  NA ESTRUTURA CENTRAL DO \n", "APARELHO  JUDICIÁRIO.  INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA  \n", "SUBSIDIARIEDADE COMO  REQUISITO  LEGITIMADOR  DO \n", "EXERCÍCIO,  PELO  CONSELHO  NACIONAL DE  JUSTIÇA,  DE  \n", "UMA  COMPETÊNCIA COMPLEMENTAR EM  MATÉRIA \n", "CORRECIONAL,  DISCIPLINAR  E  ADMINISTRATIVA.  PAPEL  \n", "RELEVANTE,  NESSE  CONTEXTO,  PORQUE \n", "HARMONIZADOR  DE  PRERROGATIVAS  ANTAGÔNICAS,  \n", "DESEMPENHADO PELA CLÁUSULA DE SUBSIDIARIEDADE.  \n", "COMPETÊNCIA  DISCIPLINAR  E PODER  DE \n", "FISCALIZAÇÃO E CONTROLE DO CONSELHO NACIONAL DE \n", "JUSTIÇA:  EXERCÍCIO,  PELO CNJ,  QUE  PRESSUPÕE,  PARA \n", "LEGITIMAR-SE, A OCORRÊNCIA DE SITUAÇÕES ANÔMALAS \n", "E EXCEPCIONAIS  REGISTRADAS  NO  ÂMBITO  DOS \n", "TRIBUNAIS  EM  GERAL  (HIPÓTESES DE INÉRCIA,  DE  \n", "SIMULAÇÃO INVESTIGATÓRIA,  DE PROCRASTINAÇÃO  \n", "INDEVIDA E/OU  DE INCAPACIDADE DE ATUAÇÃO).  \n", "PRESENÇA CUMULATIVA,  NA ESPÉCIE,  DOS  REQUISITOS \n", "CONFIGURADORES  DA  PLAUSIBILIDADE  JURÍDICA  E  DO \n", "‘PERICULUM  IN  MORA’.  SUSPENSÃO CAUTELAR DA \n", "EFICÁCIA  DA  PUNIÇÃO  IMPOSTA  PELO  CONSELHO \n", "NACIONAL DE JUSTIÇA,  CONSISTENTE EM APOSENTADORIA \n", "COMPULSÓRIA DO MAGISTRADO  POR INTERESSE PÚBLICO  \n", "(CF, ART. 93, VIII,  c/c O ART. 103-B, § 4º, III). MEDIDA CAUTELAR  \n", "QUE SE DEFERE EM JUÍZO DE RECONSIDERAÇÃO.”\n", "(MS 28.784-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO)\n", "Isso significaria que  o  desempenho  da  atividade  fiscalizadora  (e \n", "eventualmente punitiva) do Conselho Nacional de Justiça deveria ocorrer \n", "somente nos casos em que os Tribunais – havendo tido a possibilidade \n", "de exercerem, eles próprios, a competência disciplinar e correcional de que \n", "se  acham  ordinariamente investidos –  deixassem de fazê-lo (inércia),  ou \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202314.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 26\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "MS 29465 AGR / DF \n", "pretextassem fazê-lo  (simulação),  ou demonstrassem incapacidade  de \n", "fazê-lo  (falta  de  independência),  ou,  ainda,  entre  outros comportamentos  \n", "evasivos,  protelassem,  sem  justa  causa,  o  seu  exercício  (procrastinação  \n", "indevida).\n", "Cumpre registrar,  no  entanto,  que  a  controvérsia  constitucional \n", "suscitada na presente causa veio a ser amplamente debatida, em momento \n", "posterior ao da impetração desta ação mandamental,  nos autos da ADI 4.638- \n", "-MC-REF/DF,  Rel.  Min.  MARCO  AURÉLIO,  tendo o Plenário desta \n", "Suprema  Corte  estabelecido,  em julgamento majoritário,  entendimento \n", "diverso do  ora  sustentado  pela  parte  impetrante,  que  invocou,  como  \n", "fundamento preponderante de  sua  pretensão  mandamental,  ofensa ao  \n", "princípio da subsidiariedade.\n", "Cabe ressaltar,  bem por isso,  a propósito  de referido postulado, que o \n", "Supremo Tribunal Federal,  em outro julgado,  veio a reafirmar a diretriz \n", "jurisprudencial  a  que  anteriormente  aludi,  valendo destacar,  por  ser  \n", "expressiva  dessa  orientação,  a  decisão que,  proferida pelo  E.  Plenário \n", "desta  Suprema  Corte,  restou consubstanciada em  acórdão  assim \n", "ementado:\n", "“5)  A  instauração  de  um  processo  administrativo  \n", "disciplinar  (PAD)  prescinde  de  prévia  sindicância,  quando  o  \n", "objeto da apuração encontra-se elucidado à luz de outros elementos  \n", "lícitos de convicção.\n", "6)  A  competência  originária  do  Conselho  Nacional  de  \n", "Justiça  resulta  do  texto  constitucional  e  independe  de  \n", "motivação  do  referido  órgão, bem  como  da  satisfação  de  \n", "requisitos  específicos.  A  competência  do  CNJ  não  se  revela  \n", "subsidiária.\n", "7)  Ressalva  do  redator  do  acórdão no  sentido  de  que  o  \n", "Supremo Tribunal Federal,  por força do princípio da unidade da  \n", "Constituição  e como  Guardião da  Carta  Federal,  não  pode  \n", "desconsiderar a autoridade do CNJ e a autonomia dos Tribunais, por  \n", "isso que  a  conciliação  possível,  tendo  em  vista a  atividade  \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202314.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 26\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "MS 29465 AGR / DF \n", "correcional  de  ambas as  instituições,  resulta na  competência  \n", "originária  do  órgão,  que  pode  ser  exercida  de  acordo  com  os  \n", "seguintes  termos  e  parâmetros  apresentados  de  forma  \n", "exemplificativa:\n", "a)  Comprovação da inércia  do Tribunal  local quanto ao  \n", "exercício  de  sua competência disciplinar.  Nesse  contexto,  o  CNJ  \n", "pode fixar prazo não inferior ao legalmente previsto de 140 dias [60 dias  \n", "(art. 152 da Lei nº 8.112) + 60 dias (art. 152 da  Lei nº 8.112, que admite  \n", "prorrogação de prazo para a conclusão do PAD) + 20 dias (prazo para o  \n", "administrador  competente  decidir  o  PAD,  ‘ex vi’  do  art.  167  da  \n", "Lei  nº  8.112)]  para  que  as  Corregedorias  locais  apurem  fatos  que  \n", "cheguem ao  conhecimento  do  órgão,  avocando  os  feitos  em caso  de  \n", "descumprimento  imotivado  do  lapso  temporal;  sem  prejuízo  da  \n", "apuração de responsabilidade do órgão correcional local;\n", "b) Demora irrazoável na condução, pelo tribunal local, de processo  \n", "administrativo com risco de prescrição;\n", "c)  Falta  de  quórum  para  deliberação,  por  suspeição,  \n", "impedimentos ou vagas de magistrados do Tribunal; \n", "d)  Simulação quanto ao exercício da competência correicional  \n", "pelo Poder Judiciário local;\n", "e)  Prova da incapacidade de atuação dos órgãos locais  \n", "por falta  de  condições  de  independência,  hipóteses  nas  quais  é  \n", "lícita  a  inauguração  de  procedimento  pelo  referido  Conselho  ou  a  \n", "avocação do processo;\n", "f)  A iminência de prescrição de punições aplicáveis  pelas  \n", "Corregedorias no âmbito de suas atribuições autoriza o CNJ a iniciar  \n", "ou avocar processos;\n", "g)  Qualquer  situação genérica avaliada motivadamente  \n", "pelo CNJ que indique a impossibilidade de apuração dos fatos pelas  \n", "Corregedorias autoriza a imediata avocação dos processos pelo CNJ;\n", "h) Arquivado qualquer procedimento, disciplinar ou  não, da  \n", "competência  das  Corregedorias,  é  lícito  ao  CNJ  desarquivá-los  e  \n", "prosseguir na apuração dos fatos;\n", "i)  Havendo  conflito  de  interesses nos  Tribunais que  \n", "alcancem dimensão que torne o órgão colegiado local impossibilitado  \n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202314.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 26\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "MS 29465 AGR / DF \n", "de  decidir,  conforme  avaliação  motivada  do  próprio  CNJ,  poderá  o  \n", "mesmo avocar ou processar originariamente o feito;\n", "j)  Os  procedimentos  disciplinares iniciados  nas  \n", "corregedorias e nos Tribunais locais deverão ser comunicados ao  \n", "CNJ dentro  do  prazo  razoável  de  30  dias  para  acompanhamento  e  \n", "avaliação acerca da avocação prevista nas alíneas  antecedentes; \n", "k) As regras acima não se aplicam aos processos já iniciados,  \n", "aos em curso e aos extintos no CNJ na data deste julgamento;\n", "l)  As decisões judiciais pretéritas  não são alcançadas pelos  \n", "parâmetros acima.\n", "8)  O  instituto  da ‘translatio  judicii’,  que  realça  com  \n", "clareza  solar  o  princípio  da  instrumentalidade  do  processo,  \n", "viabiliza o aproveitamento dos atos processuais praticados no âmbito  \n", "do  CNJ  pelo  órgão  correicional  local  competente  para  decidir  a  \n", "matéria.\n", "9) Denegação da segurança, mantendo-se a decisão do Conselho  \n", "Nacional  de  Justiça  com  o  aproveitamento  de  todas  as  provas  já  \n", "produzidas.”\n", "(MS 28.003/DF, Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX – grifei)\n", "Não obstante a minha pessoal convicção,  que acolhe exegese restritiva a \n", "propósito  do  tema  em  exame  motivada pela  necessidade  de  respeitar o \n", "princípio da autonomia institucional dos Tribunais judiciários em geral, \n", "de um lado, e o postulado da subsidiariedade, de outro, tal como expus nas \n", "decisões anteriormente mencionadas, devo ajustar o meu entendimento à \n", "diretriz jurisprudencial  prevalecente nesta Suprema Corte,  em respeito e \n", "em atenção ao princípio da colegialidade.\n", "Nem se diga, de outro lado, que a atuação do E. Conselho Nacional de \n", "Justiça,  no caso,  teria excedido os estritos limites que conformam o exercício \n", "das atribuições administrativas que lhe foram outorgadas pela Constituição \n", "da República, considerada a alegação do impetrante, ora recorrente, de que os \n", "atos  apreciados  no âmbito do  procedimento  disciplinar  ora  questionado \n", "(Sindicância nº  0003088-95.2008.2.00.0000,  Sindicância nº  0002527- \n", "5 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202314.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 26\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "MS 29465 AGR / DF \n", "-37.2009.2.00.0000  e Reclamação Disciplinar nº  0006002-98.2009.2.00.0000) \n", "ostentariam a natureza de atos de conteúdo jurisdicional.\n", "Cabe assinalar,  no  ponto,  por  necessário,  em face das  razões \n", "produzidas pela União Federal, que as alegações da parte impetrante não  \n", "procedem, pois o Conselho Nacional de Justiça, na realidade, não interveio  \n", "em atos  impregnados de  perfil  jurisdicional,  a significar que  esse  órgão \n", "administrativo do Poder Judiciário  observou os limites  inerentes às suas \n", "funções  institucionais  e à  própria  jurisprudência  do  Supremo  Tribunal \n", "Federal,  que,  a esse respeito,  é bastante clara ao proclamar que o CNJ não  \n", "dispõe de  competência  para intervir em  decisões  emanadas  de \n", "magistrados  ou de  Tribunais,  quando impregnadas de conteúdo  \n", "jurisdicional (MS 27.148-AgR/DF,  Rel.  Min.  CELSO  DE  MELLO  – \n", "MS 28.598-MC-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.):\n", "“MANDADO  DE  SEGURANÇA –  MEDIDA  LIMINAR \n", "DEFERIDA – ATO DO CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA \n", "QUE SUSPENDE A EFICÁCIA  DE DECISÃO DE TRIBUNAL \n", "DE JUSTIÇA CONCESSIVA DE MANDADO DE SEGURANÇA –  \n", "INADMISSIBILIDADE –  ATUAÇÃO ‘ULTRA VIRES’  DO \n", "CORREGEDOR  NACIONAL  DE  JUSTIÇA,  PORQUE \n", "EXCEDENTE DOS  ESTRITOS  LIMITES  DAS  ATRIBUIÇÕES  \n", "MERAMENTE ADMINISTRATIVAS POR  ELE \n", "TITULARIZADAS  –  INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DO \n", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, NÃO OBSTANTE ÓRGÃO \n", "DE  CONTROLE  INTERNO  DO  PODER  JUDICIÁRIO,  PARA  \n", "INTERVIR EM PROCESSOS DE  NATUREZA JURISDICIONAL –  \n", "IMPOSSIBILIDADE CONSTITUCIONAL DE  O  CONSELHO \n", "NACIONAL  DE  JUSTIÇA  (QUE SE QUALIFICA COMO \n", "ÓRGÃO  DE  CARÁTER  EMINENTEMENTE  \n", "ADMINISTRATIVO) FISCALIZAR, REEXAMINAR E \n", "SUSPENDER OS  EFEITOS  DECORRENTES  DE ATO DE  \n", "CONTEÚDO JURISDICIONAL,  COMO  AQUELE  QUE  \n", "CONCEDE MANDADO DE SEGURANÇA – PRECEDENTES DO \n", "SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL  –  MAGISTÉRIO DA \n", "6 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202314.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 26\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "MS 29465 AGR / DF \n", "DOUTRINA  –  RECURSO  DE  AGRAVO  A QUE SE NEGA \n", "PROVIMENTO.\n", "– O Conselho Nacional de Justiça, embora integre a estrutura  \n", "constitucional  do  Poder  Judiciário  como órgão interno de  controle  \n", "administrativo, financeiro e disciplinar da magistratura – excluídos, no  \n", "entanto,  do  alcance de  referida  competência  o próprio Supremo \n", "Tribunal Federal e seus Ministros (ADI 3.367/DF) –, qualifica-se como  \n", "instituição  de caráter eminentemente administrativo,  não dispondo de  \n", "atribuições  funcionais  que  lhe  permitam,  quer colegialmente,  quer  \n", "mediante  atuação  monocrática  de  seus  Conselheiros  ou,  ainda,  do  \n", "Corregedor  Nacional  de  Justiça,  fiscalizar,  reexaminar e  suspender os  \n", "efeitos  decorrentes de atos  de conteúdo jurisdicional emanados de  \n", "magistrados e Tribunais em geral, razão pela qual mostra-se arbitrária  \n", "e destituída  de legitimidade jurídico-constitucional  a deliberação  do  \n", "Corregedor  Nacional  de  Justiça  que,  agindo  ‘ultra vires’,  paralise a  \n", "eficácia  de  decisão  que  tenha  concedido  mandado  de  segurança. \n", "Doutrina.  Precedentes (MS 28.598-MC-AgR/DF, Rel. Min. CELSO \n", "DE MELLO, Pleno, v.g.).”\n", "(MS 28.611-MC-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO)\n", "Com efeito, o exame dos presentes autos evidencia que o E. Conselho \n", "Nacional de Justiça –  longe de apreciar a validade de atos  de natureza  \n", "jurisdicional –  limitou-se a analisar,  exclusivamente,  a  existência de \n", "indícios  “de grave violação aos deveres funcionais” supostamente praticada \n", "pelo magistrado impetrante, determinando, corretamente, o arquivamento \n", "da sindicância  que deu origem ao procedimento disciplinar em questão \n", "em relação aos atos decisórios que foram praticados, esses sim,  na esfera \n", "de processos de índole jurisdicional.\n", "Eis,  no  ponto,  o teor da  deliberação  emanada do  E.  Conselho \n", "Nacional de Justiça:\n", "“(…)  I –  Os  fatos  descritos  na  \n", "Sindicância n.  0002699-76.2009.2.00.0000 já  foram  objeto  de  \n", "apreciação e julgamento nos autos do Procedimento de Controle  \n", "7 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202314.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 26\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "MS 29465 AGR / DF \n", "Administrativo n. 0000966-75.2009.2.00.0000, quando se entendeu \n", "que se tratava de ato jurisdicional.  Como  a  matéria  já  foi  \n", "apreciada  por  este  Conselho,  e  não  existem novos  elementos  de  \n", "prova,  deve ser arquivada a  presente Sindicância  quanto a tais  \n", "fatos.” (grifei)\n", "Vê-se,  desse  modo,  que  o  E.  Conselho  Nacional  de  Justiça,  ao \n", "deliberar pela instauração do  procedimento administrativo disciplinar \n", "contra  o  magistrado  impetrante,  ora  recorrente,  não interveio em \n", "processos  ou em decisões  de natureza jurisdicional,  como corretamente \n", "sustentou a  União  Federal  nas  razões do  recurso  de  agravo  por  ela \n", "interposto nos  presentes  autos,  cabendo reproduzir,  por  oportuno,  o \n", "seguinte fragmento de referida peça processual:\n", "“III – DA NATUREZA NÃO-JURISDICIONAL DOS \n", "ATOS INVESTIGADOS\n", "Não se discute que o Conselho Nacional de Justiça, por ser  \n", "órgão administrativo – desprovido, portanto, de jurisdição –, não tem \n", "atribuição  para  cassar  atos  jurisdicionais.  Dessa  premissa,  \n", "contudo, não se afastou o mencionado órgão ao analisar a situação do  \n", "impetrante.\n", "…...................................................................................................\n", "Desse  modo,  as  denúncias  imputadas  ao  impetrante \n", "relativas  ao  cometimento  de  irregularidades  na  prolação  de  atos  \n", "efetivamente jurisdicionais  não foram objeto de apreciação pelo \n", "CNJ.\n", "O que se observa, em verdade, é que todos os atos que deram \n", "ensejo à atuação do CNJ dizem respeito à realização de procedimento \n", "incorreto.\n", "…...................................................................................................\n", "Desse modo,  não se pode obstar a  atuação investigatória  do  \n", "CNJ ao argumento de que se trata de atos jurisdicionais, olvidando-se  \n", "que  a  origem  das  irregularidades  diz  respeito  a  atos  passíveis  de  \n", "correição administrativa.\n", "…...................................................................................................\n", "8 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202314.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 26\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "MS 29465 AGR / DF \n", "Assim,  a atuação do CNJ encontra-se dentro dos poderes  \n", "que lhe foram conferidos constitucionalmente, pois se referiu a  \n", "ato  não  jurisdicional,  pouco  importando  se,  em  flagrante  \n", "ilegalidade, o impetrante realizou atos jurisdicionais posteriores.\n", "Ademais,  a gravidade dos fatos,  somada ao vasto número de  \n", "procedimentos  instaurados  –  porém  com desfecho  duvidoso  –  pela  \n", "Corte  local  em  face  do  impetrante  requer  postura  que,  além  de  \n", "preservar  a  imagem do Poder  Judiciário,  impeça  o  cometimento  de  \n", "outras faltas disciplinares e a destruição de provas até o julgamento  \n", "final  dessa  impetração,  sendo  de  todo  pertinente  a  manutenção  do  \n", "afastamento temporário do magistrado.” (grifei)\n", "O Ministério Público Federal,  por sua vez,  ao opinar pela denegação \n", "do presente mandado de segurança, destacou, precisamente, o aspecto que \n", "venho de  referir,  acentuando que os  fatos  investigados no âmbito do \n", "procedimento disciplinar  em curso  perante o E.  Conselho Nacional de \n", "Justiça não têm relação com o mérito de atos de conteúdo jurisdicional:\n", "“(...)  é  forçoso  registrar  que  não  se  desconhece  que  o  \n", "mérito  da atividade jurisdicional  não se  sujeita  ao controle  \n", "correcional.  É  sabido  também  que  o  magistrado  exerce  sua  \n", "independência  funcional  diante  da  possibilidade  de  interpretar  e  \n", "aplicar  as  normas  de  acordo  com  a  sua  convicção.  Contudo,  o \n", "desvirtuamento da atividade judicante mediante a atuação \n", "parcial,  por  meio  de  decisões  favoráveis  a  uma das  partes,  sob o  \n", "argumento do livre convencimento e independência no exercício da  \n", "atividade jurisdicional, configura ato ilegal violador da garantia de  \n", "igualdade  de  tratamento  entre  as  partes,  prevista  no  inciso  I  do  \n", "art. 125 do Código de Processo Civil e do dever imposto pelo inciso I  \n", "do art. 35 da Lei Complementar 35/79, bem como configurador das \n", "infrações previstas nos incisos II e III do art. 56 do mesmo diploma  \n", "legal.\n", "…...................................................................................................\n", "Por oportuno, cabe o registro de que na ocasião da prolatação  \n", "da  decisão  agravada,  em  28  de  abril  de  2011,  o  Processo  \n", "Administrativo  Disciplinar  0004750-23.2010.00.0000  já  se  \n", "9 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202314.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 26\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "MS 29465 AGR / DF \n", "encontrava com a instrução encerrada desde 7 de fevereiro de 2011,  \n", "tendo  sido,  inclusive,  apresentadas  as  razões  finais  do  Ministério  \n", "Público  Federal,  nas quais se concluiu pela prática de outras \n", "condutas infracionais que não têm relação com a possibilidade \n", "de o Conselho Nacional de Justiça imiscuir-se no mérito de \n", "decisões judiciais. Confira-se, a esse respeito, a conclusão extraída  \n", "da peça apresentada pela Procuradoria-Geral da República nos autos  \n", "do Processo Administrativo Disciplinar 0004750-23.2010.00.0000:\n", "‘As  provas  trazidas  aos  autos  são  firmes  em  \n", "demonstrar que o requerido (i) conduziu de forma negligente \n", "o processo nº 001970035277, dando causa ao excesso de prazo e  \n", "acarretando  sérios  prejuízos  à  parte;  (ii)  convalidou  a  \n", "distribuição  de  feitos  por  dependência,  sem  qualquer  \n", "fundamentação  legal,  configurando  o  direcionamento  dos  \n", "processos  para  o  juízo  de  sua  titularidade,  em \n", "desobediência aos princípios do juiz natural e do devido processo  \n", "legal.’” (grifei)\n", "Todas essas  considerações,  que ressaltam o caráter incensurável da \n", "deliberação emanada do E.  Conselho Nacional  de Justiça,  levam-me a \n", "rejeitar,  por  inacolhível,  a pretensão mandamental deduzida pela  parte \n", "impetrante, ora recorrente.\n", "Há que se considerar, ainda, que o único pedido formulado em sede \n", "mandamental  pelo  ora  agravante  cingiu-se,  tão somente,  à  pretendida \n", "extinção  do  procedimento  administrativo  disciplinar  instaurado pelo \n", "CNJ,  apoiando-se,  para  tanto,  na  alegada  violação  ao postulado da \n", "subsidiariedade,  de  um  lado,  e na  suposta  atuação “ultra  vires”  do  CNJ, \n", "de outro. Nenhum outro pedido, em caráter sucessivo, veio a ser deduzido \n", "pelo  recorrente,  que  pretende,  no  presente  recurso  de  agravo,  o \n", "reconhecimento da consumação da prescrição da pretensão punitiva da \n", "Administração Pública.\n", "10 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202314.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 26\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "MS 29465 AGR / DF \n", "O mero cotejo entre  a  pretensão deduzida na ação mandamental \n", "e essa  postulação manifestada  apenas  em  sede  recursal  basta para \n", "evidenciar que  o  recorrente  claramente  procedeu a uma inovação do \n", "pedido, ultrapassando os limites temáticos previamente definidos pelo ato \n", "processual de impetração do “writ” constitucional.\n", "Não se revelava  lícito,  portanto,  deduzir,  somente em sede recursal, \n", "pedido novo que, ausente da impetração do mandado de segurança, só por \n", "ação autônoma e distinta poderia vir a ser veiculado pelo ora agravante.\n", "Cabe assinalar,  por  necessário,  que a ocorrência de divórcio \n", "ideológico entre a pretensão deduzida na ação mandamental, de um lado, \n", "e a  postulação  manifestada  em  sede  recursal,  de  outro,  tem levado a \n", "jurisprudência do  Supremo  Tribunal  Federal  a repelir petições \n", "recursais  –  mesmo aquelas  veiculadoras  de  recurso  ordinário  em \n", "mandado  de  segurança  –  que tenham incidido nesse  vício  de  ordem \n", "formal (RMS 21.045/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RMS 24.390/DF, \n", "Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – RMS 30.870/BA, Rel. Min. CELSO DE \n", "MELLO – RMS 30.878/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.):\n", "“Não é lícito ao impetrante,  em sede recursal ordinária,  \n", "inovar materialmente em  sua  postulação,  para,  nesta,  incluir \n", "pedido formulado  em  bases  mais amplas  e com  fundamento  \n", "diverso daquele que foi originariamente deduzido no ajuizamento da  \n", "ação de mandado de segurança. Precedente: RMS 21.045, Rel. Min.  \n", "CELSO DE MELLO.”\n", "(RMS 22.033/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) \n", "Sendo assim,  e  tendo  em  consideração  as  razões  expostas,  nego \n", "provimento ao presente recurso de agravo,  mantendo,  em consequência, \n", "por seus próprios fundamentos, a decisão ora recorrida.\n", "É o meu voto.\n", "11 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10202314.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 26\n", "Extrato de Ata - 17/11/2015\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.465\n", "PROCED. : DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\n", "AGTE.(S) : JOSÉ RAMOS DIAS FILHO\n", "ADV.(A/S) : ALFREDO FERREIRA NETO\n", "AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA\n", "ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n", "Decisão:  A  Turma,  por  votação  unânime,  negou  provimento  ao \n", "recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do \n", "Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015.\n", "Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à \n", "sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen \n", "Lúcia e Teori Zavascki.\n", "Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Edson  Oliveira  de \n", "Almeida.\n", "Ravena Siqueira\n", "Secretária\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824472\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 26\n" ], "numero" : "29465", "partes" : [ { "nome" : "MIN. CELSO DE MELLO", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "JOSÉ RAMOS DIAS FILHO", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. CELSO DE MELLO", "texto" : "O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se  de recurso de agravo,  tempestivamente interposto,  contra decisão  que,  por mim proferida, denegou o mandado de segurança impetrado pela parte  ora  recorrente contra  deliberação  que  o  Conselho  Nacional  de  Justiça  proferiu nos autos da Sindicância nº 0002699-76.2009.2.00.0000, Rel.  Cons.  GILSON DIPP, consubstanciada em acórdão assim ementado:  “SINDICÂNCIA. REAPRECIAÇÃO  DE  FATOS  ANTERIORMENTE  JULGADOS. IMPOSSIBILIDADE.  ARQUIVAMENTO. INDICATIVOS  DE  VIOLAÇÕES  AOS   DEVERES FUNCIONAIS. FATOS DIVERSOS. INSTAURAÇÃO  DE  PROCESSO  ADMINISTRATIVO  DISCIPLINAR.  DECRETAÇÃO DE AFASTAMENTO PREVENTIVO.  I  –  Os  fatos  descritos  na  Sindicância  n.  0002699-   -76.2009.2.00.0000 já foram objeto de apreciação e julgamento nos autos   do  Procedimento  de  Controle  Administrativo  n.  0000966-   -75.2009.2.00.0000,  quando  se  entendeu  que  se  tratava  de  ato   jurisdicional. Como a matéria já foi apreciada por este Conselho, e não   existem  novos  elementos  de  prova,  deve  ser  arquivada  a  presente   Sindicância quanto a tais fatos.  II  –  Os  fatos  trazidos  a  conhecimento  deste  Conselho   somente  poderão  ser  integralmente  apreciados  no  processo   administrativo a ser instaurado, sendo certo que o atual procedimento,   por  sua  natureza  de  mero  instrumento  preparatório,  limita-se  à      verificação da existência de indícios de irregularidades eventualmente   praticadas.  III  –  Compete  a  este  Conselho  instaurar  o  processo   administrativo  disciplinar  exatamente  para  apurar  os  fatos,   garantindo ao Sindicado a mais ampla defesa e contraditório.  IV – O magistrado que age com desídia na fiscalização   dos trabalhos da vara, bem como na condução dos feitos, descumpre   os  deveres  dos  arts.  35,  incisos  II  e  III,  41,  44 e  56 da LOMAN,   acarretando descrédito ao Poder Judiciário entre a população.  V – A independência judicial é uma garantia do cidadão   para assegurar  julgamentos  livres  de  pressões,  mas  de  acordo   com  a  lei  e  o  direito.  A  independência  judicial  não  é,  porém,   incompatível com o controle disciplinar da magistratura. A imunidade   garantida pelo art. 41 da LOMAN não é absoluta, sendo possível a   responsabilização  administrativo-disciplinar  do  magistrado  quando,   no exercício da atividade jurisdicional, viola o dever de imparcialidade   (CPC, art. 135, I) e age, de forma reiterada, contrariando dispositivos   legais expressos, em violação ao dever do art. 35, I,  da LOMAN, e   adotando, de forma reiterada e com dolo, revelado por um conjunto de   indícios, procedimentos incorretos (LOMAN, art. 44), que acarretam   prejuízos  a  uma  das  partes,  em  procedimento  incompatível  com a   dignidade, a honra e o decoro de suas funções (LOMAN, art. 56, I) e   proceder  funcional  incompatível  com  o  bom  desempenho  das   atividades do Poder Judiciário (LOMAN, art. 56, II).  VI – Havendo indicativos de grave violação aos deveres   funcionais praticados por Juiz de Direito, titular da 2ª Vara Cível   da Comarca de Teresina/PI, com a adoção de postura incompatível com   o  exercício  da  magistratura,  mostra-se  necessária  a  instauração  do   processo administrativo disciplinar, a fim de que sejam esclarecidos os   fatos e aplicada a penalidade eventualmente cabível.  VII – Tratando-se de conduta, em tese, incompatível com o  exercício da judicatura, impõe-se o afastamento preventivo do Sindicado   (LOMAN, art. 27, § 3º, e RICNJ, art. 75, parágrafo único), em especial   por  se  tratar  de  conduta  reiterada,  na  qual  o  magistrado  persistiu   mesmo após a instauração da sindicância.    VIII – O afastamento implica na suspensão, com exceção   dos  vencimentos,  de  todas  as  vantagens  decorrentes  da   condição  de  magistrado,  tais  como  uso  de  gabinete,  de  veículo   oficial  e  manutenção  ou  designação  de  servidores  em  cargos  de   confiança ou funções comissionadas.  IX – Os feitos atribuídos ao magistrado afastado deverão   ser conduzidos por magistrado designado para substituição, na   forma  da  regulamentação  local,  evitando-se  prejuízo  aos   jurisdicionados.” (grifei)  Busca-se,  nesta  sede  mandamental,  a restauração da  situação  jurídico-funcional  do magistrado em questão,  restabelecendo-se,  desse  modo, o “status quo ante”,  com a concessão da segurança, “em razão da  ilegalidade do  ato  fustigado,  editado sem  lastro  na  competência  legal  do   Conselho  Nacional  de  Justiça  para  instaurar  originariamente  processo   administrativo  disciplinar  contra  o  impetrante  e afastá-lo  preventivamente”  (grifei).  O órgão apontado  como  coator  prestou as  informações  que  lhe  foram requisitadas.  Por entender presentes, cumulativamente, os requisitos concernentes  à  plausibilidade jurídica  e ao  “periculum in  mora”,  deferi o  pedido de  medida liminar  formulado pelo impetrante,  motivo pelo qual a União  Federal interpôs o concernente recurso de agravo.  O  Ministério  Público  Federal,  em  pronunciamento da  lavra  do  eminente Chefe da Instituição,  ao opinar pela denegação do mandado de  segurança, assim resumiu e apreciou a presente causa:  “AGRAVO  REGIMENTAL  CONTRA   MEDIDA  LIMINAR  DEFERIDA  EM   MANDADO  DE  SEGURANÇA   IMPETRADO  CONTRA  ATO  DO  CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA.    Competência  originária  e  concorrente  do   Conselho Nacional de Justiça para instaurar   procedimento administrativo disciplinar contra   magistrado.  Tese  da  subsidiariedade  afastada.   Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.638. O  mandado  de  segurança não  se  revela   meio juridicamente adequado à apreciação   de matéria de fato especialmente controvertida   e avaliação de elementos probatórios necessários   à  conclusão  de  que  a  conduta  do  impetrante   limitou-se a atos meramente jurisdicionais. Indícios de prática de outras condutas  infracionais que  não  têm  relação  com  a   possibilidade de o Conselho Nacional de Justiça   imiscuir-se no mérito de decisões judiciais. Parecer  pelo  provimento  do  agravo   regimental,  para  cassar  a  liminar  deferida,  e,   no mérito, pela denegação da segurança.  Trata-se de mandado de segurança, com pedido de liminar,   impetrado por José Ramos Dias Filho, Juiz de Direito integrante do   Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, contra decisão do Conselho   Nacional  de  Justiça  que  resultou  na  instauração  do  Processo   Administrativo Disciplinar 0004750-23.2010.00.0000.  Nos anos de 2008 e 2009, a Corregedoria Nacional de Justiça   instaurou  as  Sindicâncias  0003088-95.2008.00.0000,  0002699-   -76.2009.2.00.0000,  0002527-37.2009.2.00.0000,  bem  como  a   Reclamação Disciplinar 0006002-98.2009.00.0000, para apurar fatos   atribuídos ao Juiz de Direito José Ramos Dias Filho, titular da 2ª Vara   Cível de Teresina-PI, consubstanciados na atuação indevida em feitos   nos quais teria agido com parcialidade, causando graves prejuízos a   uma das partes; na paralisação indevida de um determinado processo;   na distribuição de outro, com fins de favorecimento; e na promoção da   execução  da  forma  mais  gravosa  ao  devedor,  mediante  bloqueio  e   transferência imediata de milhões de reais em dinheiro.    Na 108ª Sessão Ordinária, realizada em 30 de junho de 2010,   o Plenário do Conselho Nacional de Justiça, em julgamento conjunto,   decidiu  arquivar  a  Sindicância  0002699-76.2009.2.00.0000  e   instaurar processo administrativo disciplinar contra o Juiz de Direito   José  Ramos Dias  Filho,  com seu afastamento cautelar,  em face  dos   fatos descritos nas Sindicâncias 0003088-95.2008.00.0000, 0002527-   -37.2009.2.00.0000  e  na  Reclamação  Disciplinar  0006002-   -98.2009.00.0000, conforme registra a ementa a seguir descrita:  ‘SINDICÂNCIA. REAPRECIAÇÃO  DE  FATOS   ANTERIORMENTE  JULGADOS. IMPOSSIBILIDADE.  ARQUIVAMENTO. INDICATIVOS  DE  VIOLAÇÕES   AOS  DEVERES  FUNCIONAIS. FATOS  DIVERSOS.  INSTAURAÇÃO  DE  PROCESSO  ADMINISTRATIVO   DISCIPLINAR. DECRETAÇÃO  DE  AFASTAMENTO   PREVENTIVO.  I  –  Os  fatos  descritos  na  Sindicância  n.  0002699-   -76.2009.2.00.0000 já foram objeto de apreciação e julgamento nos   autos  do Procedimento de  Controle  Administrativo n.  0000966-   -75.2009.2.00.0000,  quando se  entendeu que se  tratava de  ato   jurisdicional. Como a matéria já foi apreciada por este Conselho,   e não existem novos elementos de prova, deve ser arquivada a   presente Sindicância quanto a tais fatos.  II  –  Os  fatos  trazidos  a  conhecimento  deste   Conselho somente  poderão  ser  integralmente  apreciados  no   processo administrativo a ser instaurado, sendo certo que o atual   procedimento,  por  sua  natureza  de  mero  instrumento   preparatório, limita-se à verificação da existência de indícios de   irregularidades eventualmente praticadas.  III  –  Compete  a este  Conselho instaurar  o processo   administrativo disciplinar exatamente para apurar os fatos,   garantindo ao Sindicado a mais ampla defesa e contraditório.  IV  –  O  magistrado que  age  com  desídia  na   fiscalização dos trabalhos da vara, bem como na condução      dos feitos, descumpre os deveres dos arts. 35, incisos II e III, 41,   44 e 56 da LOMAN, acarretando descrédito ao Poder Judiciário   entre a população.  V  –  A  independência  judicial é  uma  garantia  do   cidadão  para  assegurar  julgamentos  livres  de  pressões,   mas de acordo com a lei e o direito. A independência judicial não   é,  porém,  incompatível  com  o  controle  disciplinar  da   magistratura. A imunidade garantida pelo art. 41 da LOMAN   não  é  absoluta,  sendo  possível  a  responsabilização   administrativo-disciplinar do magistrado quando, no exercício   da atividade jurisdicional, viola o dever de imparcialidade (CPC,   art. 135, I) e age, de forma reiterada, contrariando dispositivos   legais expressos, em violação ao dever do art. 35, I, da LOMAN,   e  adotando,  de  forma  reiterada  e  com dolo,  revelado  por  um   conjunto  de  indícios,  procedimentos  incorretos  (LOMAN,   art.  44),  que  acarretam  prejuízos  a  uma  das  partes,  em   procedimento incompatível com a dignidade, a honra e o decoro   de  suas  funções  (LOMAN,  art.  56,  I)  e  proceder  funcional   incompatível  com o bom desempenho das atividades do Poder   Judiciário (LOMAN, art. 56, II).  VI  –  Havendo  indicativos de  grave  violação  aos   deveres funcionais praticados por Juiz de Direito, titular   da 2ª Vara Cível da Comarca de Teresina/PI, com a adoção de   postura  incompatível  com  o  exercício  da  magistratura,   mostra-se necessária a instauração do processo administrativo   disciplinar, a fim de que sejam esclarecidos os fatos e aplicada a   penalidade eventualmente cabível.  VII – Tratando-se de conduta, em tese, incompatível   com o exercício da judicatura, impõe-se o afastamento preventivo   do  Sindicado  (LOMAN,  art.  27,  §  3º,  e  RICNJ,  art.  75,   parágrafo  único), em especial por se tratar de conduta reiterada,   na  qual  o  magistrado  persistiu  mesmo após  a  instauração  da   sindicância.  VIII  –  O afastamento  implica  na  suspensão,  com  exceção  dos  vencimentos,  de  todas  as  vantagens   decorrentes da condição de magistrado,  tais  como uso de      gabinete,  de  veículo  oficial  e  manutenção  ou   designação  de  servidores  em  cargos  de  confiança  ou  funções   comissionadas.  IX –  Os feitos  atribuídos ao magistrado afastado   deverão  ser  conduzidos  por  magistrado designado para   substituição,  na  forma da  regulamentação  local,  evitando-se   prejuízo aos jurisdicionados.’  Instaurou-se,  assim,  o Processo  Administrativo   Disciplinar 0004750-23.2010.00.0000.  Daí o presente mandado de segurança, no qual o impetrante   sustenta que o Conselho Nacional de Justiça não teria competência   para, originariamente, instaurar o processo administrativo disciplinar,   sendo certo que a sua decisão colide frontalmente com as do Supremo   Tribunal Federal no sentido de que  a  competência  do  CNJ  para  a  instauração  de  processo   administrativo  disciplinar  contra  magistrados  é  subsidiária,   devendo-se,  em um primeiro plano,  oferecer  aos  tribunais aos   quais  os  juízes  e  desembargadores  pertençam a  oportunidade   para que apreciem as denúncias apresentadas contra a conduta   dos  julgadores,  e  possam  assim  aplicar  as  sanções  que   entenderem necessárias,  o  que  não  ocorreu  no  presente  caso,  já  que  o  processo   administrativo disciplinar foi instaurado sem qualquer apuração dos   fatos pela Corte estadual.  Requer,  ao  final,  a  concessão  de  medida  liminar  para   suspender  os  efeitos  da  decisão  proferida  pelo  Conselho   Nacional  de  Justiça,  que  resultou  na  instauração  do  Processo   Administrativo  Disciplinar  0004750-23.2010.00.0000.  Em seguida,   pugna pela concessão da segurança definitiva, ‘em razão da ilegalidade   do ato fustigado, editado sem lastro de competência legal do Conselho   Nacional  de  Justiça  para  instaurar  originariamente  processo   administrativo disciplinar’.    Instado  a  se  manifestar,  o  Conselho  Nacional  de  Justiça   prestou  informações.  Após,  o  pedido  de  liminar  foi  deferido,  nos   seguintes termos:  …......…......................................................................................... Contra esta decisão, a União interpôs agravo regimental, no    qual sustenta que a atuação deficitária da Corte estadual deu causa à   atuação correicional do Conselho Nacional de Justiça.  Além  disso,  ressalta  a  agravante  que  existem  decisões  do   Supremo Tribunal Federal no sentido de que a atuação do Conselho   Nacional de Justiça não é pautada pelo princípio da subsidiariedade.  No tocante à consideração da natureza jurisdicional dos   atos investigados,  a  agravante  rememora  que os  atos  que  deram   ensejo à atuação do CNJ dizem respeito à realização de procedimentos   incorretos, passíveis de correição administrativa.  Requer a agravante, por essas razões, a cassação da liminar   concedida.  Em  seguida,  vieram  os  autos  à  Procuradoria-Geral  da   República  para  parecer  ‘sobre  o  recurso  de  agravo  interposto  na   presente sede processual, bem assim quanto ao mérito da presente ação   mandamental’.  O  agravo  merece  ser  provido.  Pelas  mesmas  razões,  a   segurança  denegada,  diante  da  ausência  de  ameaça  ou  violação  a   direito líquido e certo.  A  decisão  concessiva  da  medida  liminar,  ora  agravada,   considerou a existência  de  dois  motivos  qualificadores  da pretensão   cautelar, a saber:  ‘i. inobservância  pelo  Conselho  Nacional  de  Justiça  do   postulado da subsidiariedade, com transgressão à autonomia do   Tribunal  de  Justiça para o  exercício  da jurisdição censória  de   magistrado a ele vinculado e  ii. incompetência  absoluta  do  Conselho  Nacional  de   Justiça  para  intervir  em  decisões  emanadas  de  magistrado,   impregnada de conteúdo jurisdicional.’    Em relação ao motivo (i),  cumpre esclarecer que a alegada   incompetência  originária  do  Conselho  Nacional  de  Justiça  para   instaurar processo administrativo disciplinar contra magistrado já foi   tratada  pelo  Supremo  Tribunal  Federal  na  Ação  Direta  de   Inconstitucionalidade 4638, ocasião em que se firmou entendimento   no  sentido  da  competência  originária  e  concorrente  daquele  órgão   censor para investigar magistrados, consoante previsto no art. 12 da   Resolução 135, de 13 de julho de 2011.  O dispositivo legal e a decisão da Corte Suprema vão ao   encontro do texto constitucional que,  em seu  art.  103-B,  §  4º,   inciso III, estabelece a atribuição do Conselho Nacional de Justiça para   ‘receber  e  conhecer  das  reclamações  contra  membros  ou  órgãos  do   Poder  Judiciário  (…),  sem  prejuízo  da  competência  disciplinar  e   correicional dos tribunais (…)’. Logo, afastada a tese da competência   subsidiária,  tem-se  que  a  legitimidade  dos  órgãos  censores  é   concorrente, devendo ser rechaçada a atuação do Conselho Nacional de   Justiça tão somente no caso de já se ter iniciado a apuração perante o   Tribunal  de  Justiça,  com  vistas  a  evitar  a  duplicidade  de   procedimentos disciplinares.  Dessa  forma,  justamente  por  inexistir  notícia  de  qualquer   apuração dos fatos pelo órgão censor local – como confirma a certidão   expedida  pelo  Tribunal  de  Justiça  do Estado  do  Piauí,  juntada  aos   autos  pelo  impetrante  –  coube  ao  Conselho  Nacional  de  Justiça  o   exercício  integral  da  competência  correicional  no  Processo   Administrativo  Disciplinar  0004750-23.2010.00.0000,  não  se   vislumbrando usurpação da competência atribuída à Corte Estadual.  Quanto  ao  motivo  (ii), é  forçoso  registrar  que  não  se   desconhece  que  o  mérito  da  atividade  jurisdicional  não  se   sujeita ao controle correcional. É sabido também que o magistrado   exerce  sua  independência  funcional  diante  da  possibilidade  de   interpretar  e  aplicar  as  normas  de  acordo  com  a  sua  convicção.   Contudo,  o desvirtuamento da atividade judicante mediante a  atuação parcial, por meio de decisões favoráveis a uma das partes,   sob  o  argumento do  livre  convencimento  e  independência  no   exercício da atividade jurisdicional, configura ato ilegal violador da   garantia  de  igualdade  de  tratamento  entre  as  partes,  prevista  no      inciso I do art. 125 do Código de Processo Civil e do dever imposto   pelo  inciso  I  do  art.  35  da  Lei  Complementar  35/79,  bem como  configurador das infrações previstas nos incisos II e III do art. 56   do mesmo diploma legal.  Ocorre que  somente  após  a  apuração  efetiva  dos  fatos   pelo órgão censor será possível verificar se se está diante de   decisão que teria apenas a exclusiva via jurisdicional para ser   revertida ou diante  de  uma decisão  que  tem a aparência  de   livre  convencimento,  porquanto  estaria  o  juiz  direcionando  sua   jurisdição ou distorcendo a função judicante, de modo a inviabilizar a   garantia de paridade de armas aos litigantes do processo que preside,   violando,  assim,  o  princípio  isonômico  contido  na  Carta   Constitucional, sem falar-se no art. 37 do mesmo texto, que exige do   Estado-Juiz impessoalidade nas suas ações.  De mais a mais, verifica-se que a decisão agravada considerou   tratar-se  de  incompetência  do  Conselho  Nacional  de  Justiça  para   intervir  em  decisões  emanadas  de  magistrado,  impregnada  de   conteúdo jurisdicional,  tão somente pela extração de fragmentos da   petição apresentada pela empresa Basf S/A, que motivou a abertura   da  Sindicância  nº  0002527-37.2009.2.00.0000,  na  qual  essa   reclamante  expôs  os  argumentos  justificadores  do  pedido  de   apuração  das  supostas  infrações  disciplinares  atribuídas  ao  ora   impetrante:  ‘(...)  sem  embargo  do  viés  jurisdicional  que  os  fatos   narrados envolvem (a ensejar medidas adequadas já adotadas) e   muito embora não seja possível nominar quem quer que seja, há   indícios veementes de irregularidades no presente caso […].’  Com a devida vênia, o processo mandamental não se revela   meio  juridicamente  adequado  à  apreciação  de  matéria  de  fato   especialmente  controvertida,  muito  menos  constitui  instrumento   idôneo à avaliação de elementos probatórios necessários à conclusão de   que  a  conduta  do  impetrante  limitou-se  à  realização  de  atos   meramente jurisdicionais.    Na  realidade,  o  mandado  de  segurança  nem  sequer  foi   instruído com documentos suficientes para comprovar a ocorrência de   lesão ou ameaça de direito líquido e certo.  Por oportuno, cabe o registro de que na ocasião da prolatação   da  decisão  agravada,  em  28  de  abril  de  2011,  o  Processo   Administrativo  Disciplinar  0004750-23.2010.00.0000  já  se   encontrava com a instrução encerrada desde 7 de fevereiro de 2011,   tendo  sido,  inclusive,  apresentadas  as  razões  finais  do  Ministério   Público  Federal,  nas quais se concluiu pela prática de outras  condutas infracionais que não têm relação com a possibilidade  de o Conselho Nacional de Justiça imiscuir-se no mérito de  decisões judiciais. Confira-se, a esse respeito, a conclusão extraída   da peça apresentada pela Procuradoria-Geral da República nos autos   do Processo Administrativo Disciplinar 0004750-23.2010.00.0000:  ‘As  provas  trazidas  aos  autos  são  firmes  em   demonstrar que o requerido (i) conduziu de forma negligente  o processo nº 001970035277, dando causa ao excesso de prazo e   acarretando  sérios  prejuízos  à  parte;  (ii)  convalidou  a   distribuição  de  feitos  por  dependência,  sem  qualquer   fundamentação  legal,  configurando  o  direcionamento  dos   processos  para  o  juízo  de  sua  titularidade,  em  desobediência aos princípios do juiz natural e do devido processo   legal.’  Como se observa, não restou caracterizado o direito líquido e   certo  em  que  o  impetrante  apoia  sua  pretensão,  muito  menos  os   motivos determinantes para a concessão da medida liminar.  Por todas essas razões, manifesta-se o Procurador-Geral da   República pelo provimento do agravo regimental da União, para   cassar  a  liminar  concedida,  e,  no  mérito,  pela  denegação da   segurança.” (grifei)  Com fundamento nos  poderes  de que dispõe o  Ministro  Relator  (RTJ 139/53  –  RTJ 168/174-175),  e tendo em consideração a  jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal sobre a matéria     versada  nesta  causa,  deneguei a  segurança,  julgando  prejudicado o  recurso de agravo interposto pela União Federal.  Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe  o presente recurso,  sustentando,  em caráter preliminar,  a consumação  da  prescrição da pretensão punitiva da Administração Pública  e,  quanto ao   mérito,  a  perda  do  objeto  da  ação  em  relação  às  “Sindicâncias  e   PAD’s presididos pelos Ministros aposentados Gilson Dipp e Eliana Calmon”.  Por não me convencer das  razões  expostas  pela parte  recorrente,  submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de  agravo.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo  não assistir razão à parte recorrente,  eis que a decisão agravada  ajusta-se,  com integral  fidelidade,  à diretriz  jurisprudencial que o  Supremo Tribunal  Federal firmou na matéria ora em exame, inexistindo, por isso mesmo, motivo  que justifique o acolhimento da postulação recursal em causa.  Já tive o ensejo de ressaltar,  nesta  Suprema  Corte,  em  diversas  decisões por  mim  proferidas  (MS 28.712-MC-AgR/DF,  MS 28.743-  -MC/DF,  MS 28.799-MC/DF,  v.g.),  a possibilidade de  o  Conselho  Nacional  de  Justiça  agir,  desde logo,  em  sede  originária uma vez  registradas hipóteses  caracterizadoras  de situações anômalas (que  identifiquei em rol meramente exemplificativo),  tais como:  (a)  inércia do  Tribunal  competente  para  a  instauração  do  procedimento  administrativo-  -disciplinar; (b)  simulação investigatória;  (c)  procrastinação indevida;  (d) incapacidade de atuação do Tribunal incumbido da atividade correcional:  “CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA.  JURISDIÇÃO   CENSÓRIA.  APURAÇÃO DA  RESPONSABILIDADE  DISCIPLINAR DE  MAGISTRADOS.  LEGITIMIDADE DA  IMPOSIÇÃO,  A ELES,  DE  SANÇÕES  DE  ÍNDOLE  ADMINISTRATIVA.  A RESPONSABILIDADE DOS JUÍZES:   UMA  EXPRESSÃO  DO  POSTULADO  REPUBLICANO.   CARÁTER NACIONAL DO  PODER  JUDICIÁRIO.   AUTOGOVERNO DA  MAGISTRATURA: GARANTIA   CONSTITUCIONAL DE  CARÁTER  OBJETIVO.  EXERCÍCIO   PRIORITÁRIO,  PELOS TRIBUNAIS  EM GERAL,  DO PODER  DISCIPLINAR QUANTO AOS SEUS MEMBROS E AOS JUÍZES  A  ELES  VINCULADOS.  A  QUESTÃO  DAS DELICADAS   RELAÇÕES ENTRE  A AUTONOMIA CONSTITUCIONAL DOS     TRIBUNAIS  E  A JURISDIÇÃO  CENSÓRIA OUTORGADA AO  CONSELHO  NACIONAL  DE  JUSTIÇA.  EXISTÊNCIA DE   SITUAÇÃO DE TENSÃO DIALÉTICA ENTRE A PRETENSÃO DE  AUTONOMIA DOS TRIBUNAIS  E O PODER DO CONSELHO  NACIONAL  DE  JUSTIÇA  NA ESTRUTURA CENTRAL DO  APARELHO  JUDICIÁRIO.  INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA   SUBSIDIARIEDADE COMO  REQUISITO  LEGITIMADOR  DO  EXERCÍCIO,  PELO  CONSELHO  NACIONAL DE  JUSTIÇA,  DE   UMA  COMPETÊNCIA COMPLEMENTAR EM  MATÉRIA  CORRECIONAL,  DISCIPLINAR  E  ADMINISTRATIVA.  PAPEL   RELEVANTE,  NESSE  CONTEXTO,  PORQUE  HARMONIZADOR  DE  PRERROGATIVAS  ANTAGÔNICAS,   DESEMPENHADO PELA CLÁUSULA DE SUBSIDIARIEDADE.   COMPETÊNCIA  DISCIPLINAR  E PODER  DE  FISCALIZAÇÃO E CONTROLE DO CONSELHO NACIONAL DE  JUSTIÇA:  EXERCÍCIO,  PELO CNJ,  QUE  PRESSUPÕE,  PARA  LEGITIMAR-SE, A OCORRÊNCIA DE SITUAÇÕES ANÔMALAS  E EXCEPCIONAIS  REGISTRADAS  NO  ÂMBITO  DOS  TRIBUNAIS  EM  GERAL  (HIPÓTESES DE INÉRCIA,  DE   SIMULAÇÃO INVESTIGATÓRIA,  DE PROCRASTINAÇÃO   INDEVIDA E/OU  DE INCAPACIDADE DE ATUAÇÃO).   PRESENÇA CUMULATIVA,  NA ESPÉCIE,  DOS  REQUISITOS  CONFIGURADORES  DA  PLAUSIBILIDADE  JURÍDICA  E  DO  ‘PERICULUM  IN  MORA’.  SUSPENSÃO CAUTELAR DA  EFICÁCIA  DA  PUNIÇÃO  IMPOSTA  PELO  CONSELHO  NACIONAL DE JUSTIÇA,  CONSISTENTE EM APOSENTADORIA  COMPULSÓRIA DO MAGISTRADO  POR INTERESSE PÚBLICO   (CF, ART. 93, VIII,  c/c O ART. 103-B, § 4º, III). MEDIDA CAUTELAR   QUE SE DEFERE EM JUÍZO DE RECONSIDERAÇÃO.”  (MS 28.784-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO)  Isso significaria que  o  desempenho  da  atividade  fiscalizadora  (e  eventualmente punitiva) do Conselho Nacional de Justiça deveria ocorrer  somente nos casos em que os Tribunais – havendo tido a possibilidade  de exercerem, eles próprios, a competência disciplinar e correcional de que  se  acham  ordinariamente investidos –  deixassem de fazê-lo (inércia),  ou     pretextassem fazê-lo  (simulação),  ou demonstrassem incapacidade  de  fazê-lo  (falta  de  independência),  ou,  ainda,  entre  outros comportamentos   evasivos,  protelassem,  sem  justa  causa,  o  seu  exercício  (procrastinação   indevida).  Cumpre registrar,  no  entanto,  que  a  controvérsia  constitucional  suscitada na presente causa veio a ser amplamente debatida, em momento  posterior ao da impetração desta ação mandamental,  nos autos da ADI 4.638-  -MC-REF/DF,  Rel.  Min.  MARCO  AURÉLIO,  tendo o Plenário desta  Suprema  Corte  estabelecido,  em julgamento majoritário,  entendimento  diverso do  ora  sustentado  pela  parte  impetrante,  que  invocou,  como   fundamento preponderante de  sua  pretensão  mandamental,  ofensa ao   princípio da subsidiariedade.  Cabe ressaltar,  bem por isso,  a propósito  de referido postulado, que o  Supremo Tribunal Federal,  em outro julgado,  veio a reafirmar a diretriz  jurisprudencial  a  que  anteriormente  aludi,  valendo destacar,  por  ser   expressiva  dessa  orientação,  a  decisão que,  proferida pelo  E.  Plenário  desta  Suprema  Corte,  restou consubstanciada em  acórdão  assim  ementado:  “5)  A  instauração  de  um  processo  administrativo   disciplinar  (PAD)  prescinde  de  prévia  sindicância,  quando  o   objeto da apuração encontra-se elucidado à luz de outros elementos   lícitos de convicção.  6)  A  competência  originária  do  Conselho  Nacional  de   Justiça  resulta  do  texto  constitucional  e  independe  de   motivação  do  referido  órgão, bem  como  da  satisfação  de   requisitos  específicos.  A  competência  do  CNJ  não  se  revela   subsidiária.  7)  Ressalva  do  redator  do  acórdão no  sentido  de  que  o   Supremo Tribunal Federal,  por força do princípio da unidade da   Constituição  e como  Guardião da  Carta  Federal,  não  pode   desconsiderar a autoridade do CNJ e a autonomia dos Tribunais, por   isso que  a  conciliação  possível,  tendo  em  vista a  atividade      correcional  de  ambas as  instituições,  resulta na  competência   originária  do  órgão,  que  pode  ser  exercida  de  acordo  com  os   seguintes  termos  e  parâmetros  apresentados  de  forma   exemplificativa:  a)  Comprovação da inércia  do Tribunal  local quanto ao   exercício  de  sua competência disciplinar.  Nesse  contexto,  o  CNJ   pode fixar prazo não inferior ao legalmente previsto de 140 dias [60 dias   (art. 152 da Lei nº 8.112) + 60 dias (art. 152 da  Lei nº 8.112, que admite   prorrogação de prazo para a conclusão do PAD) + 20 dias (prazo para o   administrador  competente  decidir  o  PAD,  ‘ex vi’  do  art.  167  da   Lei  nº  8.112)]  para  que  as  Corregedorias  locais  apurem  fatos  que   cheguem ao  conhecimento  do  órgão,  avocando  os  feitos  em caso  de   descumprimento  imotivado  do  lapso  temporal;  sem  prejuízo  da   apuração de responsabilidade do órgão correcional local;  b) Demora irrazoável na condução, pelo tribunal local, de processo   administrativo com risco de prescrição;  c)  Falta  de  quórum  para  deliberação,  por  suspeição,   impedimentos ou vagas de magistrados do Tribunal;   d)  Simulação quanto ao exercício da competência correicional   pelo Poder Judiciário local;  e)  Prova da incapacidade de atuação dos órgãos locais   por falta  de  condições  de  independência,  hipóteses  nas  quais  é   lícita  a  inauguração  de  procedimento  pelo  referido  Conselho  ou  a   avocação do processo;  f)  A iminência de prescrição de punições aplicáveis  pelas   Corregedorias no âmbito de suas atribuições autoriza o CNJ a iniciar   ou avocar processos;  g)  Qualquer  situação genérica avaliada motivadamente   pelo CNJ que indique a impossibilidade de apuração dos fatos pelas   Corregedorias autoriza a imediata avocação dos processos pelo CNJ;  h) Arquivado qualquer procedimento, disciplinar ou  não, da   competência  das  Corregedorias,  é  lícito  ao  CNJ  desarquivá-los  e   prosseguir na apuração dos fatos;  i)  Havendo  conflito  de  interesses nos  Tribunais que   alcancem dimensão que torne o órgão colegiado local impossibilitado      de  decidir,  conforme  avaliação  motivada  do  próprio  CNJ,  poderá  o   mesmo avocar ou processar originariamente o feito;  j)  Os  procedimentos  disciplinares iniciados  nas   corregedorias e nos Tribunais locais deverão ser comunicados ao   CNJ dentro  do  prazo  razoável  de  30  dias  para  acompanhamento  e   avaliação acerca da avocação prevista nas alíneas  antecedentes;   k) As regras acima não se aplicam aos processos já iniciados,   aos em curso e aos extintos no CNJ na data deste julgamento;  l)  As decisões judiciais pretéritas  não são alcançadas pelos   parâmetros acima.  8)  O  instituto  da ‘translatio  judicii’,  que  realça  com   clareza  solar  o  princípio  da  instrumentalidade  do  processo,   viabiliza o aproveitamento dos atos processuais praticados no âmbito   do  CNJ  pelo  órgão  correicional  local  competente  para  decidir  a   matéria.  9) Denegação da segurança, mantendo-se a decisão do Conselho   Nacional  de  Justiça  com  o  aproveitamento  de  todas  as  provas  já   produzidas.”  (MS 28.003/DF, Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX – grifei)  Não obstante a minha pessoal convicção,  que acolhe exegese restritiva a  propósito  do  tema  em  exame  motivada pela  necessidade  de  respeitar o  princípio da autonomia institucional dos Tribunais judiciários em geral,  de um lado, e o postulado da subsidiariedade, de outro, tal como expus nas  decisões anteriormente mencionadas, devo ajustar o meu entendimento à  diretriz jurisprudencial  prevalecente nesta Suprema Corte,  em respeito e  em atenção ao princípio da colegialidade.  Nem se diga, de outro lado, que a atuação do E. Conselho Nacional de  Justiça,  no caso,  teria excedido os estritos limites que conformam o exercício  das atribuições administrativas que lhe foram outorgadas pela Constituição  da República, considerada a alegação do impetrante, ora recorrente, de que os  atos  apreciados  no âmbito do  procedimento  disciplinar  ora  questionado  (Sindicância nº  0003088-95.2008.2.00.0000,  Sindicância nº  0002527-     -37.2009.2.00.0000  e Reclamação Disciplinar nº  0006002-98.2009.2.00.0000)  ostentariam a natureza de atos de conteúdo jurisdicional.  Cabe assinalar,  no  ponto,  por  necessário,  em face das  razões  produzidas pela União Federal, que as alegações da parte impetrante não   procedem, pois o Conselho Nacional de Justiça, na realidade, não interveio   em atos  impregnados de  perfil  jurisdicional,  a significar que  esse  órgão  administrativo do Poder Judiciário  observou os limites  inerentes às suas  funções  institucionais  e à  própria  jurisprudência  do  Supremo  Tribunal  Federal,  que,  a esse respeito,  é bastante clara ao proclamar que o CNJ não   dispõe de  competência  para intervir em  decisões  emanadas  de  magistrados  ou de  Tribunais,  quando impregnadas de conteúdo   jurisdicional (MS 27.148-AgR/DF,  Rel.  Min.  CELSO  DE  MELLO  –  MS 28.598-MC-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.):  “MANDADO  DE  SEGURANÇA –  MEDIDA  LIMINAR  DEFERIDA – ATO DO CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA  QUE SUSPENDE A EFICÁCIA  DE DECISÃO DE TRIBUNAL  DE JUSTIÇA CONCESSIVA DE MANDADO DE SEGURANÇA –   INADMISSIBILIDADE –  ATUAÇÃO ‘ULTRA VIRES’  DO  CORREGEDOR  NACIONAL  DE  JUSTIÇA,  PORQUE  EXCEDENTE DOS  ESTRITOS  LIMITES  DAS  ATRIBUIÇÕES   MERAMENTE ADMINISTRATIVAS POR  ELE  TITULARIZADAS  –  INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DO  CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, NÃO OBSTANTE ÓRGÃO  DE  CONTROLE  INTERNO  DO  PODER  JUDICIÁRIO,  PARA   INTERVIR EM PROCESSOS DE  NATUREZA JURISDICIONAL –   IMPOSSIBILIDADE CONSTITUCIONAL DE  O  CONSELHO  NACIONAL  DE  JUSTIÇA  (QUE SE QUALIFICA COMO  ÓRGÃO  DE  CARÁTER  EMINENTEMENTE   ADMINISTRATIVO) FISCALIZAR, REEXAMINAR E  SUSPENDER OS  EFEITOS  DECORRENTES  DE ATO DE   CONTEÚDO JURISDICIONAL,  COMO  AQUELE  QUE   CONCEDE MANDADO DE SEGURANÇA – PRECEDENTES DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL  –  MAGISTÉRIO DA     DOUTRINA  –  RECURSO  DE  AGRAVO  A QUE SE NEGA  PROVIMENTO.  – O Conselho Nacional de Justiça, embora integre a estrutura   constitucional  do  Poder  Judiciário  como órgão interno de  controle   administrativo, financeiro e disciplinar da magistratura – excluídos, no   entanto,  do  alcance de  referida  competência  o próprio Supremo  Tribunal Federal e seus Ministros (ADI 3.367/DF) –, qualifica-se como   instituição  de caráter eminentemente administrativo,  não dispondo de   atribuições  funcionais  que  lhe  permitam,  quer colegialmente,  quer   mediante  atuação  monocrática  de  seus  Conselheiros  ou,  ainda,  do   Corregedor  Nacional  de  Justiça,  fiscalizar,  reexaminar e  suspender os   efeitos  decorrentes de atos  de conteúdo jurisdicional emanados de   magistrados e Tribunais em geral, razão pela qual mostra-se arbitrária   e destituída  de legitimidade jurídico-constitucional  a deliberação  do   Corregedor  Nacional  de  Justiça  que,  agindo  ‘ultra vires’,  paralise a   eficácia  de  decisão  que  tenha  concedido  mandado  de  segurança.  Doutrina.  Precedentes (MS 28.598-MC-AgR/DF, Rel. Min. CELSO  DE MELLO, Pleno, v.g.).”  (MS 28.611-MC-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO)  Com efeito, o exame dos presentes autos evidencia que o E. Conselho  Nacional de Justiça –  longe de apreciar a validade de atos  de natureza   jurisdicional –  limitou-se a analisar,  exclusivamente,  a  existência de  indícios  “de grave violação aos deveres funcionais” supostamente praticada  pelo magistrado impetrante, determinando, corretamente, o arquivamento  da sindicância  que deu origem ao procedimento disciplinar em questão  em relação aos atos decisórios que foram praticados, esses sim,  na esfera  de processos de índole jurisdicional.  Eis,  no  ponto,  o teor da  deliberação  emanada do  E.  Conselho  Nacional de Justiça:  “(…)  I –  Os  fatos  descritos  na   Sindicância n.  0002699-76.2009.2.00.0000 já  foram  objeto  de   apreciação e julgamento nos autos do Procedimento de Controle      Administrativo n. 0000966-75.2009.2.00.0000, quando se entendeu  que se tratava de ato jurisdicional.  Como  a  matéria  já  foi   apreciada  por  este  Conselho,  e  não  existem novos  elementos  de   prova,  deve ser arquivada a  presente Sindicância  quanto a tais   fatos.” (grifei)  Vê-se,  desse  modo,  que  o  E.  Conselho  Nacional  de  Justiça,  ao  deliberar pela instauração do  procedimento administrativo disciplinar  contra  o  magistrado  impetrante,  ora  recorrente,  não interveio em  processos  ou em decisões  de natureza jurisdicional,  como corretamente  sustentou a  União  Federal  nas  razões do  recurso  de  agravo  por  ela  interposto nos  presentes  autos,  cabendo reproduzir,  por  oportuno,  o  seguinte fragmento de referida peça processual:  “III – DA NATUREZA NÃO-JURISDICIONAL DOS  ATOS INVESTIGADOS  Não se discute que o Conselho Nacional de Justiça, por ser   órgão administrativo – desprovido, portanto, de jurisdição –, não tem  atribuição  para  cassar  atos  jurisdicionais.  Dessa  premissa,   contudo, não se afastou o mencionado órgão ao analisar a situação do   impetrante.  …................................................................................................... Desse  modo,  as  denúncias  imputadas  ao  impetrante   relativas  ao  cometimento  de  irregularidades  na  prolação  de  atos   efetivamente jurisdicionais  não foram objeto de apreciação pelo  CNJ.  O que se observa, em verdade, é que todos os atos que deram  ensejo à atuação do CNJ dizem respeito à realização de procedimento  incorreto.  …................................................................................................... Desse modo,  não se pode obstar a  atuação investigatória  do    CNJ ao argumento de que se trata de atos jurisdicionais, olvidando-se   que  a  origem  das  irregularidades  diz  respeito  a  atos  passíveis  de   correição administrativa.  …...................................................................................................    Assim,  a atuação do CNJ encontra-se dentro dos poderes   que lhe foram conferidos constitucionalmente, pois se referiu a   ato  não  jurisdicional,  pouco  importando  se,  em  flagrante   ilegalidade, o impetrante realizou atos jurisdicionais posteriores.  Ademais,  a gravidade dos fatos,  somada ao vasto número de   procedimentos  instaurados  –  porém  com desfecho  duvidoso  –  pela   Corte  local  em  face  do  impetrante  requer  postura  que,  além  de   preservar  a  imagem do Poder  Judiciário,  impeça  o  cometimento  de   outras faltas disciplinares e a destruição de provas até o julgamento   final  dessa  impetração,  sendo  de  todo  pertinente  a  manutenção  do   afastamento temporário do magistrado.” (grifei)  O Ministério Público Federal,  por sua vez,  ao opinar pela denegação  do presente mandado de segurança, destacou, precisamente, o aspecto que  venho de  referir,  acentuando que os  fatos  investigados no âmbito do  procedimento disciplinar  em curso  perante o E.  Conselho Nacional de  Justiça não têm relação com o mérito de atos de conteúdo jurisdicional:  “(...)  é  forçoso  registrar  que  não  se  desconhece  que  o   mérito  da atividade jurisdicional  não se  sujeita  ao controle   correcional.  É  sabido  também  que  o  magistrado  exerce  sua   independência  funcional  diante  da  possibilidade  de  interpretar  e   aplicar  as  normas  de  acordo  com  a  sua  convicção.  Contudo,  o  desvirtuamento da atividade judicante mediante a atuação  parcial,  por  meio  de  decisões  favoráveis  a  uma das  partes,  sob o   argumento do livre convencimento e independência no exercício da   atividade jurisdicional, configura ato ilegal violador da garantia de   igualdade  de  tratamento  entre  as  partes,  prevista  no  inciso  I  do   art. 125 do Código de Processo Civil e do dever imposto pelo inciso I   do art. 35 da Lei Complementar 35/79, bem como configurador das  infrações previstas nos incisos II e III do art. 56 do mesmo diploma   legal.  …................................................................................................... Por oportuno, cabe o registro de que na ocasião da prolatação    da  decisão  agravada,  em  28  de  abril  de  2011,  o  Processo   Administrativo  Disciplinar  0004750-23.2010.00.0000  já  se      encontrava com a instrução encerrada desde 7 de fevereiro de 2011,   tendo  sido,  inclusive,  apresentadas  as  razões  finais  do  Ministério   Público  Federal,  nas quais se concluiu pela prática de outras  condutas infracionais que não têm relação com a possibilidade  de o Conselho Nacional de Justiça imiscuir-se no mérito de  decisões judiciais. Confira-se, a esse respeito, a conclusão extraída   da peça apresentada pela Procuradoria-Geral da República nos autos   do Processo Administrativo Disciplinar 0004750-23.2010.00.0000:  ‘As  provas  trazidas  aos  autos  são  firmes  em   demonstrar que o requerido (i) conduziu de forma negligente  o processo nº 001970035277, dando causa ao excesso de prazo e   acarretando  sérios  prejuízos  à  parte;  (ii)  convalidou  a   distribuição  de  feitos  por  dependência,  sem  qualquer   fundamentação  legal,  configurando  o  direcionamento  dos   processos  para  o  juízo  de  sua  titularidade,  em  desobediência aos princípios do juiz natural e do devido processo   legal.’” (grifei)  Todas essas  considerações,  que ressaltam o caráter incensurável da  deliberação emanada do E.  Conselho Nacional  de Justiça,  levam-me a  rejeitar,  por  inacolhível,  a pretensão mandamental deduzida pela  parte  impetrante, ora recorrente.  Há que se considerar, ainda, que o único pedido formulado em sede  mandamental  pelo  ora  agravante  cingiu-se,  tão somente,  à  pretendida  extinção  do  procedimento  administrativo  disciplinar  instaurado pelo  CNJ,  apoiando-se,  para  tanto,  na  alegada  violação  ao postulado da  subsidiariedade,  de  um  lado,  e na  suposta  atuação “ultra  vires”  do  CNJ,  de outro. Nenhum outro pedido, em caráter sucessivo, veio a ser deduzido  pelo  recorrente,  que  pretende,  no  presente  recurso  de  agravo,  o  reconhecimento da consumação da prescrição da pretensão punitiva da  Administração Pública.    O mero cotejo entre  a  pretensão deduzida na ação mandamental  e essa  postulação manifestada  apenas  em  sede  recursal  basta para  evidenciar que  o  recorrente  claramente  procedeu a uma inovação do  pedido, ultrapassando os limites temáticos previamente definidos pelo ato  processual de impetração do “writ” constitucional.  Não se revelava  lícito,  portanto,  deduzir,  somente em sede recursal,  pedido novo que, ausente da impetração do mandado de segurança, só por  ação autônoma e distinta poderia vir a ser veiculado pelo ora agravante.  Cabe assinalar,  por  necessário,  que a ocorrência de divórcio  ideológico entre a pretensão deduzida na ação mandamental, de um lado,  e a  postulação  manifestada  em  sede  recursal,  de  outro,  tem levado a  jurisprudência do  Supremo  Tribunal  Federal  a repelir petições  recursais  –  mesmo aquelas  veiculadoras  de  recurso  ordinário  em  mandado  de  segurança  –  que tenham incidido nesse  vício  de  ordem  formal (RMS 21.045/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RMS 24.390/DF,  Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – RMS 30.870/BA, Rel. Min. CELSO DE  MELLO – RMS 30.878/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.):  “Não é lícito ao impetrante,  em sede recursal ordinária,   inovar materialmente em  sua  postulação,  para,  nesta,  incluir  pedido formulado  em  bases  mais amplas  e com  fundamento   diverso daquele que foi originariamente deduzido no ajuizamento da   ação de mandado de segurança. Precedente: RMS 21.045, Rel. Min.   CELSO DE MELLO.”  (RMS 22.033/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO)   Sendo assim,  e  tendo  em  consideração  as  razões  expostas,  nego  provimento ao presente recurso de agravo,  mantendo,  em consequência,  por seus próprios fundamentos, a decisão ora recorrida.  É o meu voto. ", "votante" : "MIN_CELSO_DE_MELLO" } ] }
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GILMAR MENDES\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     CONSTECCA CONSTRUÇÕES S/A\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     PEDRO PAULO DE REZENDE PORTO FILHO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     BENEDICTO PEREIRA PORTO NETO E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MUNICÍPIO DE SÃO PAULO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO\n    </p>\n    <p>\n     PAULO\n    </p>\n    <p>\n     Agravo  regimental  em  recurso  extraordinário  com  agravo.  2. \nPrescrição. Repetição do indébito. Necessidade de análise da legislação \ninfraconstitucional  e  revolvimento  do  acervo  fático-probatório.  3. \nAusência  de  argumentos  capazes  de  infirmar  a  decisão  agravada.  4. \nAgravo regimental a que se nega provimento. 5. Remessa dos autos ao \nSTJ para processar e julgar o recurso especial pendente.\n    </p>\n    <p>\n     A C Ó R D Ã O\nVistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do\n    </p>\n    <p>\n     Supremo  Tribunal  Federal,  em  Segunda  Turma,  sob  a  presidência  do \nSenhor Ministro Edson Fachin, na conformidade da ata de julgamento e \ndas notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao \nagravo regimental, nos termos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, Sessão Virtual de 18 a 24 de agosto de 2017. \nMinistro\n     <b>\n      GILMAR MENDES\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Relator\n     <i>\n      Documento assinado digitalmente\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13512255.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      25/08/2017 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.675 SÃO \nPAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     CONSTECCA CONSTRUÇÕES S/A\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     PEDRO PAULO DE REZENDE PORTO FILHO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     BENEDICTO PEREIRA PORTO NETO E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MUNICÍPIO DE SÃO PAULO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO\n    </p>\n    <p>\n     PAULO\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES:\n     </b>\n     Trata-se  de  agravo \nregimental  em  recurso  extraordinário  com  agravo  contra  decisão  que \nnegou  seguimento  a  recurso,  ao  fundamento  de  que  a  natureza  da \nmatéria versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional. Eis um \ntrecho do julgado:\n    </p>\n    <p>\n     “(...) A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de \norigem, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à \nespécie  (Código Civil)  e  o  conjunto  probatório constante dos \nautos, consignou ser devida a aplicação do prazo prescricional \nprevisto  no  Código  Civil  ao  caso.  Nesse  sentido,  extrai-se  o \nseguinte  trecho  do  acórdão  impugnado:  ‘No  caso  dos  autos, \naplica-se  o  prazo  prescricional  previsto  no  Código  Civil.  A \nmunicipalidade efetuou o pagamento relativo à 3ª medição em \n1º de julho de 1993 (fls. 74/75). Não escoado mais da metade do \nprazo prescricional de 20 anos do CC/16 quando da entrada em \nvigor do CC/2002 (art. 2028 CC/02), aplica-se o prazo do art. 205 \ndo CC/2002,  de 10 anos,  desde a  entrada em vigor do novo \ndiploma (janeiro de 2003). Como foi ajuizada em setembro de \n2005, a prescrição, evidentemente, não se operou’. (eDOC 2, p. \n256)  Assim,  verifica-se  que  a  matéria  debatida  no  acórdão \nrecorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional,  de modo\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13512256.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 853675 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     que  a  ofensa  à  Constituição,  se  existente,  seria  reflexa  ou \nindireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. \nAlém disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de \norigem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, \nprovidência  inviável  no  âmbito  do  recurso  extraordinário. \nNesses  termos,  incide  no  caso  a  Súmula  279  do  Supremo \nTribunal  Federal.  Confiram-se,  a  propósito,  os  seguintes \nprecedentes: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com \nagravo.  2.  Prescrição  do  fundo  de  direito.  Matéria  que  se \nrestringe  ao  âmbito  da  legislação  infraconstitucional.  3. \nNecessidade  do  reexame  do  conjunto  fático-probatório. \nImpossibilidade.  Súmula  279.  4.  Ausência  de  argumentos \ncapazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a \nque  se  nega  provimento.’  (ARE-AgR  957.123,  de  minha \nrelatoria,  Segunda  Turma,  Dje  18.11.2016)  ‘AGRAVO \nREGIMENTAL  NO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM \nAGRAVO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO. \nINTERPRETAÇÃO  DE  LEGISLAÇÃO \nINFRACONSTITUCIONAL.  OFENSA REFLEXA.  AUSÊNCIA \nDO  NECESSÁRIO  PREQUESTIONAMENTO.  SÚMULAS  Nº \n282 E Nº 356 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.’ \n(ARE-AgR 728.814,  Rel.  Min.  Luiz  Fux,  Primeira  Turma,  DJe \n27.9.2016) Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 932, \nVIII, do NCPC c/c art. 21, §1º, do RISTF)”. (eDOC 11)\n    </p>\n    <p>\n     No  agravo  regimental,  sustenta-se,  preliminarmente,  nulidade \nprocessual decorrente da inversão na ordem de julgamento dos recursos \nespecial e extraordinário. Pugna-se pela remessa dos autos ao Superior \nTribunal de Justiça.\n    </p>\n    <p>\n     No mérito,  alega-se,  em síntese,  ofensa direta ao art.  5º,\n     <i>\n      caput\n     </i>\n     ,  da \nConstituição da República. Aduz-se que o acórdão violou o princípio da \nisonomia\n     <i>\n      “ao reconhecer expressamente que a Fazenda Pública gozaria de prazo  \nmais  extenso  que  os  particulares  para  o  manejo  de  ação  lastreada  em  fatos  \nidênticos”.\n     </i>\n     (eDOC 13, p. 11)\n    </p>\n    <p>\n     Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13512256.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 853675 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     certidão constante do eDOC 19.\nÉ o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13512256.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. GILMAR MENDES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      25/08/2017 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.675 SÃO \nPAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR):\n     </b>\n     No  agravo \nregimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.\n    </p>\n    <p>\n     Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de \nmero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez \nque a  parte  agravante  não trouxe argumentos  suficientes  a  infirmá-la, \nvisando apenas à rediscussão da matéria já  decidida de acordo com a \njurisprudência pacífica desta Corte.\n    </p>\n    <p>\n     Inicialmente,  no  que  tange  à  questão  preliminar,  observo  que \neventual acórdão do Superior Tribunal de Justiça não teria o condão de \nalterar  a  decisão  monocrática  que  negou  seguimento  ao  recurso \nextraordinário com fundamento na jurisprudência desta Corte.\n    </p>\n    <p>\n     Consoante  a  decisão  agravada,  quanto  à  questão  remanescente,  o \nTribunal de origem, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável \nà  espécie  e  o  conjunto  probatório  constante  dos  autos,  consignou  ser \ndevida a aplicação do prazo prescricional previsto no Código Civil  ao \npresente caso concreto. Extraio trecho do acórdão impugnado:\n    </p>\n    <p>\n     “No  caso  dos  autos,  aplica-se  o  prazo  prescricional \nprevisto  no  Código  Civil.  A  municipalidade  efetuou  o \npagamento relativo à 3ª medição em 1º de julho de 1993 (fls. \n74/75). Não escoado mais da metade do prazo prescricional de \n20 anos do CC/16 quando da entrada em vigor do CC/2002 (art. \n2028 CC/02),  aplica-se o prazo do art.  205 do CC/2002, de 10 \nanos, desde a entrada em vigor do novo diploma (janeiro de \n2003).  Como foi  ajuizada em setembro de 2005,  a  prescrição, \nevidentemente, não se operou”. (eDOC 2, p. 256)\n    </p>\n    <p>\n     Assim,  verifica-se  que  a  matéria  debatida  no  acórdão  recorrido\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13512257.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. GILMAR MENDES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 853675 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     restringe-se  ao  âmbito  infraconstitucional,  de  modo  que  a  ofensa  à \nConstituição,  se existente,  seria reflexa ou indireta,  o que inviabiliza o \nprocessamento do presente recurso.\n    </p>\n    <p>\n     Além  disso,  divergir  do  entendimento  firmado  pelo  Tribunal  de \norigem demandaria o reexame do acervo fático-probatório, providência \ninviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no \ncaso a Súmula 279.\n    </p>\n    <p>\n     Além dos precedentes citados na decisão impugnada, confira-se o \nseguinte:\n    </p>\n    <p>\n     “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE \nINSTRUMENTO.  ADMINISTRATIVO.  LICITAÇÃO. \nCONTRATOS  ADMINISTRATIVOS.  PRESCRIÇÃO. \nIMPOSSIBILIDADE  DA  ANÁLISE  DA  LEGISLAÇÃO \nINFRACONSTITUCIONAL  E  DAS  CLÁUSULAS \nCONTRATUAIS:  INCIDÊNCIA  DA  SÚMULA  454  DO \nSUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO \nREGIMENTAL  AO  QUAL  SE  NEGA  PROVIMENTO.”  (AI \n796.798  AgR,  Rel.  Min.  Cármen  Lúcia,  Primeira  Turma,  DJe \n8.10.2010)\n    </p>\n    <p>\n     Ante o  exposto,  nego provimento  ao recurso  e,  tendo em vista  o \ndisposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária \nfixada na origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos \n2º  e  3º  do  referido  dispositivo,  ressalvada  a  eventual  concessão  do \nbenefício da justiça gratuita.\n    </p>\n    <p>\n     Determino a remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça para \nprocessamento e julgamento do recurso especial pendente (eDOC 2, p. \n282 e eDOC 3, p. 86).\n    </p>\n    <p>\n     É como voto.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13512257.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 25/08/2017\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.675\n     </b>\n     PROCED. : SÃO PAULO\n     <b>\n      RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n     </b>\n     AGTE.(S) : CONSTECCA CONSTRUÇÕES S/A\nADV.(A/S) : PEDRO PAULO DE REZENDE PORTO FILHO (147278/SP)\nADV.(A/S) : BENEDICTO PEREIRA PORTO NETO (88465/SP) E OUTRO(A/S)\nAGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \nregimental e determinou a remessa dos autos ao Superior Tribunal \nde Justiça para que processe e julgue recurso especial pendente, \ntudo nos termos do voto do Relator.\n     <b>\n      2ª Turma\n     </b>\n     , Sessão Virtual de 18 \na 24.8.2017.\n    </p>\n    <p>\n     Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de \nMello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.\n    </p>\n    <p>\n     Disponibilizou processo para esta sessão o Ministro Alexandre \nde  Moraes,  não  tendo  participado  do  julgamento  desse  feito  o \nMinistro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro \nTeori Zavascki.\n    </p>\n    <p>\n     Ravena Siqueira\nSecretária\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 13483323\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "25/08/2017 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.675 SÃO \n", "PAULO\n", "RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n", "AGTE.(S) :CONSTECCA CONSTRUÇÕES S/A \n", "ADV.(A/S) :PEDRO PAULO DE REZENDE PORTO FILHO \n", "ADV.(A/S) :BENEDICTO PEREIRA PORTO NETO E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO \n", "PAULO \n", "Agravo  regimental  em  recurso  extraordinário  com  agravo.  2. \n", "Prescrição. Repetição do indébito. Necessidade de análise da legislação \n", "infraconstitucional  e  revolvimento  do  acervo  fático-probatório.  3. \n", "Ausência  de  argumentos  capazes  de  infirmar  a  decisão  agravada.  4. \n", "Agravo regimental a que se nega provimento. 5. Remessa dos autos ao \n", "STJ para processar e julgar o recurso especial pendente. \n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \n", "Supremo  Tribunal  Federal,  em  Segunda  Turma,  sob  a  presidência  do \n", "Senhor Ministro Edson Fachin, na conformidade da ata de julgamento e \n", "das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao \n", "agravo regimental, nos termos do voto do Relator. \n", "Brasília, Sessão Virtual de 18 a 24 de agosto de 2017. \n", "Ministro GILMAR MENDES\n", "Relator\n", "Documento assinado digitalmente\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13512255.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7\n", "Relatório\n", "25/08/2017 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.675 SÃO \n", "PAULO\n", "RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n", "AGTE.(S) :CONSTECCA CONSTRUÇÕES S/A \n", "ADV.(A/S) :PEDRO PAULO DE REZENDE PORTO FILHO \n", "ADV.(A/S) :BENEDICTO PEREIRA PORTO NETO E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO \n", "PAULO \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O  SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES: Trata-se  de  agravo \n", "regimental  em  recurso  extraordinário  com  agravo  contra  decisão  que \n", "negou  seguimento  a  recurso,  ao  fundamento  de  que  a  natureza  da \n", "matéria versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional. Eis um \n", "trecho do julgado: \n", "“(...) A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de \n", "origem, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à \n", "espécie  (Código Civil)  e  o  conjunto  probatório constante dos \n", "autos, consignou ser devida a aplicação do prazo prescricional \n", "previsto  no  Código  Civil  ao  caso.  Nesse  sentido,  extrai-se  o \n", "seguinte  trecho  do  acórdão  impugnado:  ‘No  caso  dos  autos, \n", "aplica-se  o  prazo  prescricional  previsto  no  Código  Civil.  A \n", "municipalidade efetuou o pagamento relativo à 3ª medição em \n", "1º de julho de 1993 (fls. 74/75). Não escoado mais da metade do \n", "prazo prescricional de 20 anos do CC/16 quando da entrada em \n", "vigor do CC/2002 (art. 2028 CC/02), aplica-se o prazo do art. 205 \n", "do CC/2002,  de 10 anos,  desde a  entrada em vigor do novo \n", "diploma (janeiro de 2003). Como foi ajuizada em setembro de \n", "2005, a prescrição, evidentemente, não se operou’. (eDOC 2, p. \n", "256)  Assim,  verifica-se  que  a  matéria  debatida  no  acórdão \n", "recorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional,  de modo \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13512256.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7\n", "Relatório\n", "ARE 853675 AGR / SP \n", "que  a  ofensa  à  Constituição,  se  existente,  seria  reflexa  ou \n", "indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. \n", "Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de \n", "origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, \n", "providência  inviável  no  âmbito  do  recurso  extraordinário. \n", "Nesses  termos,  incide  no  caso  a  Súmula  279  do  Supremo \n", "Tribunal  Federal.  Confiram-se,  a  propósito,  os  seguintes \n", "precedentes: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com \n", "agravo.  2.  Prescrição  do  fundo  de  direito.  Matéria  que  se \n", "restringe  ao  âmbito  da  legislação  infraconstitucional.  3. \n", "Necessidade  do  reexame  do  conjunto  fático-probatório. \n", "Impossibilidade.  Súmula  279.  4.  Ausência  de  argumentos \n", "capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a \n", "que  se  nega  provimento.’  (ARE-AgR  957.123,  de  minha \n", "relatoria,  Segunda  Turma,  Dje  18.11.2016)  ‘AGRAVO \n", "REGIMENTAL  NO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM \n", "AGRAVO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO. \n", "INTERPRETAÇÃO  DE  LEGISLAÇÃO \n", "INFRACONSTITUCIONAL.  OFENSA REFLEXA.  AUSÊNCIA \n", "DO  NECESSÁRIO  PREQUESTIONAMENTO.  SÚMULAS  Nº \n", "282 E Nº 356 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.’ \n", "(ARE-AgR 728.814,  Rel.  Min.  Luiz  Fux,  Primeira  Turma,  DJe \n", "27.9.2016) Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 932, \n", "VIII, do NCPC c/c art. 21, §1º, do RISTF)”. (eDOC 11) \n", "No  agravo  regimental,  sustenta-se,  preliminarmente,  nulidade \n", "processual decorrente da inversão na ordem de julgamento dos recursos \n", "especial e extraordinário. Pugna-se pela remessa dos autos ao Superior \n", "Tribunal de Justiça.\n", "No mérito,  alega-se,  em síntese,  ofensa direta ao art.  5º,  caput,  da \n", "Constituição da República. Aduz-se que o acórdão violou o princípio da \n", "isonomia “ao reconhecer expressamente que a Fazenda Pública gozaria de prazo  \n", "mais  extenso  que  os  particulares  para  o  manejo  de  ação  lastreada  em  fatos  \n", "idênticos”. (eDOC 13, p. 11)\n", "Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13512256.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7\n", "Relatório\n", "ARE 853675 AGR / SP \n", "certidão constante do eDOC 19.\n", "É o relatório. \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13512256.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7\n", "Voto - MIN. GILMAR MENDES\n", "25/08/2017 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.675 SÃO \n", "PAULO\n", "V O T O\n", "O  SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No  agravo \n", "regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.\n", "Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de \n", "mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez \n", "que a  parte  agravante  não trouxe argumentos  suficientes  a  infirmá-la, \n", "visando apenas à rediscussão da matéria já  decidida de acordo com a \n", "jurisprudência pacífica desta Corte.\n", "Inicialmente,  no  que  tange  à  questão  preliminar,  observo  que \n", "eventual acórdão do Superior Tribunal de Justiça não teria o condão de \n", "alterar  a  decisão  monocrática  que  negou  seguimento  ao  recurso \n", "extraordinário com fundamento na jurisprudência desta Corte. \n", "Consoante  a  decisão  agravada,  quanto  à  questão  remanescente,  o \n", "Tribunal de origem, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável \n", "à  espécie  e  o  conjunto  probatório  constante  dos  autos,  consignou  ser \n", "devida a aplicação do prazo prescricional previsto no Código Civil  ao \n", "presente caso concreto. Extraio trecho do acórdão impugnado:\n", "“No  caso  dos  autos,  aplica-se  o  prazo  prescricional \n", "previsto  no  Código  Civil.  A  municipalidade  efetuou  o \n", "pagamento relativo à 3ª medição em 1º de julho de 1993 (fls. \n", "74/75). Não escoado mais da metade do prazo prescricional de \n", "20 anos do CC/16 quando da entrada em vigor do CC/2002 (art. \n", "2028 CC/02),  aplica-se o prazo do art.  205 do CC/2002, de 10 \n", "anos, desde a entrada em vigor do novo diploma (janeiro de \n", "2003).  Como foi  ajuizada em setembro de 2005,  a  prescrição, \n", "evidentemente, não se operou”. (eDOC 2, p. 256) \n", "Assim,  verifica-se  que  a  matéria  debatida  no  acórdão  recorrido \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13512257.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7\n", "Voto - MIN. GILMAR MENDES\n", "ARE 853675 AGR / SP \n", "restringe-se  ao  âmbito  infraconstitucional,  de  modo  que  a  ofensa  à \n", "Constituição,  se existente,  seria reflexa ou indireta,  o que inviabiliza o \n", "processamento do presente recurso.\n", "Além  disso,  divergir  do  entendimento  firmado  pelo  Tribunal  de \n", "origem demandaria o reexame do acervo fático-probatório, providência \n", "inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no \n", "caso a Súmula 279.\n", "Além dos precedentes citados na decisão impugnada, confira-se o \n", "seguinte:\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE \n", "INSTRUMENTO.  ADMINISTRATIVO.  LICITAÇÃO. \n", "CONTRATOS  ADMINISTRATIVOS.  PRESCRIÇÃO. \n", "IMPOSSIBILIDADE  DA  ANÁLISE  DA  LEGISLAÇÃO \n", "INFRACONSTITUCIONAL  E  DAS  CLÁUSULAS \n", "CONTRATUAIS:  INCIDÊNCIA  DA  SÚMULA  454  DO \n", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO \n", "REGIMENTAL  AO  QUAL  SE  NEGA  PROVIMENTO.”  (AI \n", "796.798  AgR,  Rel.  Min.  Cármen  Lúcia,  Primeira  Turma,  DJe \n", "8.10.2010)\n", "Ante o  exposto,  nego provimento  ao recurso  e,  tendo em vista  o \n", "disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária \n", "fixada na origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos \n", "2º  e  3º  do  referido  dispositivo,  ressalvada  a  eventual  concessão  do \n", "benefício da justiça gratuita.\n", "Determino a remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça para \n", "processamento e julgamento do recurso especial pendente (eDOC 2, p. \n", "282 e eDOC 3, p. 86).\n", "É como voto.\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13512257.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7\n", "Extrato de Ata - 25/08/2017\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.675\n", "PROCED. : SÃO PAULO\n", "RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n", "AGTE.(S) : CONSTECCA CONSTRUÇÕES S/A\n", "ADV.(A/S) : PEDRO PAULO DE REZENDE PORTO FILHO (147278/SP)\n", "ADV.(A/S) : BENEDICTO PEREIRA PORTO NETO (88465/SP) E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO\n", "Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \n", "regimental e determinou a remessa dos autos ao Superior Tribunal \n", "de Justiça para que processe e julgue recurso especial pendente, \n", "tudo nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 18 \n", "a 24.8.2017.\n", "Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de \n", "Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. \n", "Disponibilizou processo para esta sessão o Ministro Alexandre \n", "de  Moraes,  não  tendo  participado  do  julgamento  desse  feito  o \n", "Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro \n", "Teori Zavascki.\n", "Ravena Siqueira\n", "Secretária\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 13483323\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7\n" ], "numero" : "853675", "partes" : [ { "nome" : "MIN. GILMAR MENDES", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "CONSTECCA CONSTRUÇÕES S/A", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "BENEDICTO PEREIRA PORTO NETO E OUTRO(A/S)", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Agravo  regimental  em  recurso  extraordinário  com  agravo.  2. Prescrição. Repetição do indébito. Necessidade de análise da legislação infraconstitucional  e  revolvimento  do  acervo  fático-probatório.  3. Ausência  de  argumentos  capazes  de  infirmar  a  decisão  agravada.  4. Agravo regimental a que se nega provimento. 5. Remessa dos autos ao STJ para processar e julgar o recurso especial pendente.", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. GILMAR MENDES", "texto" : "O  SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES: Trata-se  de  agravo  regimental  em  recurso  extraordinário  com  agravo  contra  decisão  que  negou  seguimento  a  recurso,  ao  fundamento  de  que  a  natureza  da  matéria versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional. Eis um  trecho do julgado:   “(...) A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de  origem, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à  espécie  (Código Civil)  e  o  conjunto  probatório constante dos  autos, consignou ser devida a aplicação do prazo prescricional  previsto  no  Código  Civil  ao  caso.  Nesse  sentido,  extrai-se  o  seguinte  trecho  do  acórdão  impugnado:  ‘No  caso  dos  autos,  aplica-se  o  prazo  prescricional  previsto  no  Código  Civil.  A  municipalidade efetuou o pagamento relativo à 3ª medição em  1º de julho de 1993 (fls. 74/75). Não escoado mais da metade do  prazo prescricional de 20 anos do CC/16 quando da entrada em  vigor do CC/2002 (art. 2028 CC/02), aplica-se o prazo do art. 205  do CC/2002,  de 10 anos,  desde a  entrada em vigor do novo  diploma (janeiro de 2003). Como foi ajuizada em setembro de  2005, a prescrição, evidentemente, não se operou’. (eDOC 2, p.  256)  Assim,  verifica-se  que  a  matéria  debatida  no  acórdão  recorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional,  de modo     que  a  ofensa  à  Constituição,  se  existente,  seria  reflexa  ou  indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso.  Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de  origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório,  providência  inviável  no  âmbito  do  recurso  extraordinário.  Nesses  termos,  incide  no  caso  a  Súmula  279  do  Supremo  Tribunal  Federal.  Confiram-se,  a  propósito,  os  seguintes  precedentes: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com  agravo.  2.  Prescrição  do  fundo  de  direito.  Matéria  que  se  restringe  ao  âmbito  da  legislação  infraconstitucional.  3.  Necessidade  do  reexame  do  conjunto  fático-probatório.  Impossibilidade.  Súmula  279.  4.  Ausência  de  argumentos  capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a  que  se  nega  provimento.’  (ARE-AgR  957.123,  de  minha  relatoria,  Segunda  Turma,  Dje  18.11.2016)  ‘AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO.  INTERPRETAÇÃO  DE  LEGISLAÇÃO  INFRACONSTITUCIONAL.  OFENSA REFLEXA.  AUSÊNCIA  DO  NECESSÁRIO  PREQUESTIONAMENTO.  SÚMULAS  Nº  282 E Nº 356 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.’  (ARE-AgR 728.814,  Rel.  Min.  Luiz  Fux,  Primeira  Turma,  DJe  27.9.2016) Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 932,  VIII, do NCPC c/c art. 21, §1º, do RISTF)”. (eDOC 11)   No  agravo  regimental,  sustenta-se,  preliminarmente,  nulidade  processual decorrente da inversão na ordem de julgamento dos recursos  especial e extraordinário. Pugna-se pela remessa dos autos ao Superior  Tribunal de Justiça.  No mérito,  alega-se,  em síntese,  ofensa direta ao art.  5º,  caput,  da  Constituição da República. Aduz-se que o acórdão violou o princípio da  isonomia “ao reconhecer expressamente que a Fazenda Pública gozaria de prazo   mais  extenso  que  os  particulares  para  o  manejo  de  ação  lastreada  em  fatos   idênticos”. (eDOC 13, p. 11)  Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme     certidão constante do eDOC 19. É o relatório.  " }, "votos" : [ { "texto" : "   O  SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No  agravo  regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.  Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de  mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez  que a  parte  agravante  não trouxe argumentos  suficientes  a  infirmá-la,  visando apenas à rediscussão da matéria já  decidida de acordo com a  jurisprudência pacífica desta Corte.  Inicialmente,  no  que  tange  à  questão  preliminar,  observo  que  eventual acórdão do Superior Tribunal de Justiça não teria o condão de  alterar  a  decisão  monocrática  que  negou  seguimento  ao  recurso  extraordinário com fundamento na jurisprudência desta Corte.   Consoante  a  decisão  agravada,  quanto  à  questão  remanescente,  o  Tribunal de origem, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável  à  espécie  e  o  conjunto  probatório  constante  dos  autos,  consignou  ser  devida a aplicação do prazo prescricional previsto no Código Civil  ao  presente caso concreto. Extraio trecho do acórdão impugnado:  “No  caso  dos  autos,  aplica-se  o  prazo  prescricional  previsto  no  Código  Civil.  A  municipalidade  efetuou  o  pagamento relativo à 3ª medição em 1º de julho de 1993 (fls.  74/75). Não escoado mais da metade do prazo prescricional de  20 anos do CC/16 quando da entrada em vigor do CC/2002 (art.  2028 CC/02),  aplica-se o prazo do art.  205 do CC/2002, de 10  anos, desde a entrada em vigor do novo diploma (janeiro de  2003).  Como foi  ajuizada em setembro de 2005,  a  prescrição,  evidentemente, não se operou”. (eDOC 2, p. 256)   Assim,  verifica-se  que  a  matéria  debatida  no  acórdão  recorrido     restringe-se  ao  âmbito  infraconstitucional,  de  modo  que  a  ofensa  à  Constituição,  se existente,  seria reflexa ou indireta,  o que inviabiliza o  processamento do presente recurso.  Além  disso,  divergir  do  entendimento  firmado  pelo  Tribunal  de  origem demandaria o reexame do acervo fático-probatório, providência  inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no  caso a Súmula 279.  Além dos precedentes citados na decisão impugnada, confira-se o  seguinte:  “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  ADMINISTRATIVO.  LICITAÇÃO.  CONTRATOS  ADMINISTRATIVOS.  PRESCRIÇÃO.  IMPOSSIBILIDADE  DA  ANÁLISE  DA  LEGISLAÇÃO  INFRACONSTITUCIONAL  E  DAS  CLÁUSULAS  CONTRATUAIS:  INCIDÊNCIA  DA  SÚMULA  454  DO  SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO  REGIMENTAL  AO  QUAL  SE  NEGA  PROVIMENTO.”  (AI  796.798  AgR,  Rel.  Min.  Cármen  Lúcia,  Primeira  Turma,  DJe  8.10.2010)  Ante o  exposto,  nego provimento  ao recurso  e,  tendo em vista  o  disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária  fixada na origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos  2º  e  3º  do  referido  dispositivo,  ressalvada  a  eventual  concessão  do  benefício da justiça gratuita.  Determino a remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça para  processamento e julgamento do recurso especial pendente (eDOC 2, p.  282 e eDOC 3, p. 86).  É como voto. ", "votante" : "MIN_GILMAR_MENDES" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac1b0d2512244887574" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Primeira  Turma do Supremo Tribunal  Federal  em desprover  o  agravo  regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por  unanimidade,  em  sessão  presidida  pelo  Ministro  Luiz  Fux,  na  conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.  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MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SUPER MERCADO ZONA SUL S/A ADV.(A/S) : JOSÉ OSWALDO CORRÊA AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO  Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos  termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro  Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013.  Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os  Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber.  Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.  Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      14/05/2013 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 478.492 RIO DE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     SUPER MERCADO ZONA SUL S/A\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JOSÉ OSWALDO CORRÊA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESTADO DO RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE\n    </p>\n    <p>\n     JANEIRO\n    </p>\n    <p>\n     RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O \nrecurso  extraordinário  não  é  meio  próprio  ao  revolvimento  da  prova, \ntambém não servindo à interpretação de normas estritamente legais.\n    </p>\n    <p>\n     A C Ó R D Ã O\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nPrimeira  Turma do Supremo Tribunal  Federal  em desprover  o  agravo \nregimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por \nunanimidade,  em  sessão  presidida  pelo  Ministro  Luiz  Fux,  na \nconformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 14 de maio de 2013.\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857831.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      14/05/2013 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 478.492 RIO DE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     SUPER MERCADO ZONA SUL S/A\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JOSÉ OSWALDO CORRÊA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESTADO DO RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE\n    </p>\n    <p>\n     JANEIRO\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão \nde folha 301, neguei provimento ao agravo consignando:\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  – \nINTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS \n–  INVIABILIDADE  –  FALTA  DE \nPREQUESTIONAMENTO.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela \ninterpretação de normas estritamente legais,  não ensejando o \nacesso  ao  Supremo Tribunal  Federal.  À mercê de articulação \nsobre a violência à Carta da República, pretende-se guindar a \nesta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo \n102 da Constituição Federal.\n    </p>\n    <p>\n     2. Acresce que, no caso dos autos, o que sustentado nas \nrazões  do  extraordinário  não  foi  enfrentado  pelo  órgão \njulgador.  Assim,  padece  o  recurso  da  ausência  de \nprequestionamento, esbarrando nos Verbetes nºs 282 e 356 da \nSúmula desta Corte. Este agravo somente serve à sobrecarga da \nmáquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo \nutilizado no exame de outro processo.\n    </p>\n    <p>\n     3. Conheço do agravo e o desprovejo.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857832.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AI 478492 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     4. Publique-se.\n    </p>\n    <p>\n     A agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do \nextraordinário.  Discorre  acerca  do  tema de  fundo  e  sustenta  a  ofensa \ndireta aos incisos LIV e LV do artigo 5º da Constituição Federal.\n    </p>\n    <p>\n     O Estado do Rio de Janeiro apresentou contraminuta à folha 332, \napontando o acerto do ato atacado.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857832.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      14/05/2013 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 478.492 RIO DE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (RELATOR)  –  Na \ninterposição  deste  agravo,  observaram-se  os  pressupostos  de \nrecorribilidade.  A  peça,  subscrita  por  profissional  da  advocacia \nregularmente  constituído  (folha  40),  foi  protocolada  no  prazo  legal. \nConheço.\n    </p>\n    <p>\n     Atentem para  o  que decidido na origem.  O Superior  Tribunal  de \nJustiça consignou, em síntese (folha 251):\n    </p>\n    <p>\n     CONSTITUCIONAL  E  TRIBUTÁRIO.  AGRAVO \nREGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE \nSEGURANÇA.  RECURSO  AO  SECRETÁRIO  DA FAZENDA \nCONTRA A DECISÃO DO CONSELHO DE CONTRIBUINTES. \nVIABILIDADE. MATÉRIA PACÍFICA. ART. 557,\n     <i>\n      \"CAPUT”,\n     </i>\n     DO \nCPC.\n    </p>\n    <p>\n     -  Tendo  a  jurisprudência  desta  Corte  pacificado  o \nentendimento  pela  viabilidade  da  interposição  pela  Fazenda \nEstadual, de recurso ao Secretário de Estado da Fazenda, contra \ndecisão do Conselho de Contribuintes, torna-se viável a solução \nda contenda por meio de decisão monocrática (art. 557, \"caput\", \ndo CPC).\n    </p>\n    <p>\n     -\n     <i>\n      \"O recurso hierárquico da Fazenda, desde que regulado por lei  \nespecífica, não fere o princípio da isonomia processual e não viola o  \ndevido  processo  legal.\n     </i>\n     \"  (ROMS 11.976/RJ,  Relator  Ministro  José \nDelgado, D.J.U 08.10.2001, Pág. 163)\n    </p>\n    <p>\n     - Agravo regimental improvido.\n    </p>\n    <p>\n     O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e \nnão  considerada  a  Carta  da  República.  A  conclusão  adotada  fez-se \nalicerçada em interpretação conferida à legislação de regência.\n    </p>\n    <p>\n     Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857833.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AI 478492 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:\n    </p>\n    <p>\n     Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a \ninibir-se  manobras  processuais  procrastinatórias.  Atento  à \nsinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de \nprocessos  estranho  à  ordem natural  das  coisas,  o  Legislador \nnormatizou.  Agora,  em verdadeira resistência democrática ao \nque  vem  acontecendo,  compete  ao  Estado-juiz  atuar  com \ndesassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência \ndo  Judiciário.  Cumpre-lhe,  sem  extravasamento,  sem \nmenosprezo  ao  dever  de  preservar  o  direito  de  defesa  das \npartes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como \nmeramente  protelatórios,  restabelecendo  a  boa  ordem \nprocessual.  Assim  procedendo,  honrará  a  responsabilidade \ndecorrente do ofício, alfim, a própria toga.\n    </p>\n    <p>\n     Ante o quadro, desprovejo o regimental.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857833.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 14/05/2013\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 478.492\n     </b>\n     PROCED. : RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n     </b>\n     AGTE.(S) : SUPER MERCADO ZONA SUL S/A\nADV.(A/S) : JOSÉ OSWALDO CORRÊA\nAGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \ntermos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro \nLuiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os \nSenhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857588\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "14/05/2013 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 478.492 RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n", "AGTE.(S) :SUPER MERCADO ZONA SUL S/A \n", "ADV.(A/S) : JOSÉ OSWALDO CORRÊA \n", "AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE \n", "JANEIRO \n", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. 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À mercê de articulação \n", "sobre a violência à Carta da República, pretende-se guindar a \n", "esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo \n", "102 da Constituição Federal. \n", "2. Acresce que, no caso dos autos, o que sustentado nas \n", "razões  do  extraordinário  não  foi  enfrentado  pelo  órgão \n", "julgador.  Assim,  padece  o  recurso  da  ausência  de \n", "prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nºs 282 e 356 da \n", "Súmula desta Corte. Este agravo somente serve à sobrecarga da \n", "máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo \n", "utilizado no exame de outro processo.\n", "3. Conheço do agravo e o desprovejo.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela  interpretação de normas estritamente legais,  não ensejando o  acesso  ao  Supremo Tribunal  Federal.  À mercê de articulação  sobre a violência à Carta da República, pretende-se guindar a  esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo  102 da Constituição Federal.   2. Acresce que, no caso dos autos, o que sustentado nas  razões  do  extraordinário  não  foi  enfrentado  pelo  órgão  julgador.  Assim,  padece  o  recurso  da  ausência  de  prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nºs 282 e 356 da  Súmula desta Corte. Este agravo somente serve à sobrecarga da  máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo  utilizado no exame de outro processo.  3. Conheço do agravo e o desprovejo.    4. Publique-se.  A agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do  extraordinário.  Discorre  acerca  do  tema de  fundo  e  sustenta  a  ofensa  direta aos incisos LIV e LV do artigo 5º da Constituição Federal.  O Estado do Rio de Janeiro apresentou contraminuta à folha 332,  apontando o acerto do ato atacado.   É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (RELATOR)  –  Na  interposição  deste  agravo,  observaram-se  os  pressupostos  de  recorribilidade.  A  peça,  subscrita  por  profissional  da  advocacia  regularmente  constituído  (folha  40),  foi  protocolada  no  prazo  legal.  Conheço.  Atentem para  o  que decidido na origem.  O Superior  Tribunal  de  Justiça consignou, em síntese (folha 251):  CONSTITUCIONAL  E  TRIBUTÁRIO.  AGRAVO  REGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE  SEGURANÇA.  RECURSO  AO  SECRETÁRIO  DA FAZENDA  CONTRA A DECISÃO DO CONSELHO DE CONTRIBUINTES.  VIABILIDADE. MATÉRIA PACÍFICA. ART. 557, \"CAPUT”, DO  CPC.  -  Tendo  a  jurisprudência  desta  Corte  pacificado  o  entendimento  pela  viabilidade  da  interposição  pela  Fazenda  Estadual, de recurso ao Secretário de Estado da Fazenda, contra  decisão do Conselho de Contribuintes, torna-se viável a solução  da contenda por meio de decisão monocrática (art. 557, \"caput\",  do CPC).  - \"O recurso hierárquico da Fazenda, desde que regulado por lei   específica, não fere o princípio da isonomia processual e não viola o   devido  processo  legal.\"  (ROMS 11.976/RJ,  Relator  Ministro  José  Delgado, D.J.U 08.10.2001, Pág. 163)  - Agravo regimental improvido.   O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e  não  considerada  a  Carta  da  República.  A  conclusão  adotada  fez-se  alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência.  Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do     artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:  Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a  inibir-se  manobras  processuais  procrastinatórias.  Atento  à  sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de  processos  estranho  à  ordem natural  das  coisas,  o  Legislador  normatizou.  Agora,  em verdadeira resistência democrática ao  que  vem  acontecendo,  compete  ao  Estado-juiz  atuar  com  desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência  do  Judiciário.  Cumpre-lhe,  sem  extravasamento,  sem  menosprezo  ao  dever  de  preservar  o  direito  de  defesa  das  partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como  meramente  protelatórios,  restabelecendo  a  boa  ordem  processual.  Assim  procedendo,  honrará  a  responsabilidade  decorrente do ofício, alfim, a própria toga.  Ante o quadro, desprovejo o regimental.  ", "votante" : "MIN_MARCO_AURELIO" } ] }
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REPERCUSSÃO  GERAL REJEITADA -  ARE  748.371.  VIOLAÇÃO  AO  ART.  93,  IX,  DA  CF.  INOCORRÊNCIA.  MAJORAÇÃO  DE  HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.  IMPOSIÇÃO DE MULTA. AGRAVO  REGIMENTAL DESPROVIDO .   1.  Para  se  chegar  a  conclusão  diversa  daquela  a  que  chegou  o  Tribunal de origem, quanto à expulsão do policial militar da corporação,  seria necessário o reexame dos fatos e provas, além da legislação aplicável  à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF.  2.  O  Supremo  Tribunal  Federal  já  assentou,  sob  a  sistemática  da  repercussão geral, que suposta ofensa aos princípios do devido processo  legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada,  quando  a  violação  é  debatida  sob  a  ótica  infraconstitucional,  não  apresenta  repercussão  geral,  o  que  torna  inadmissível  o  recurso  extraordinário. (RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013  tema 660).  3. Ao julgar o AI-QO-RG 791.292, da relatoria do Ministro Gilmar  Mendes, DJe de 13.08.2010, o Plenário desta Corte assentou a repercussão  geral  do  tema 339  referente  à  negativa  de  prestação  jurisdicional  por   ausência de fundamentação e reafirmou a jurisprudência segundo a qual  o  art.  93,  IX,  da  Constituição Federal  exige  que o  acórdão ou decisão  sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo,  o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que  sejam corretos os fundamentos da decisão.   4. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de  honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do CPC, e aplicação de  multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC.   " }, "extratoata" : { "texto" : "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 915.289 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : LUIZ HENRIQUE DE SOUZA ADV.(A/S) : MOISÉS ELIAS PEREIRA (67363/MG) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS  Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo  regimental, com majoração de honorários advocatícios (art. 85, §  11, do CPC) e aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos  termos  do  voto  do  Relator.  1ª  Turma,  Sessão  Virtual  de  2  a  8.12.2016.    Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco   Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin.   Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      09/12/2016 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 915.289 MINAS \nGERAIS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. EDSON FACHIN\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     LUIZ HENRIQUE DE SOUZA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESTADO DE MINAS GERAIS\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS\n    </p>\n    <p>\n     GERAIS\n    </p>\n    <p>\n     EMENTA:  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  INTERPOSIÇÃO  EM  6.9.2016. \nDIREITO  ADMINISTRATIVO.  EXPULSÃO  DE  MILITAR.  CONTEXTO \nFÁTICO  PROBATÓRIO.  SÚMULA  Nº  279  DO  STF.  ANÁLISE  DE \nLEGISLAÇÃO  LOCAL.  SÚMULA  280  DO  STF.  IMPOSSIBILIDADE. \nVIOLAÇÃO  DO  PRINCÍPIO  DO  DEVIDO  PROCESSO  LEGAL. \nREPERCUSSÃO  GERAL REJEITADA -  ARE  748.371.  VIOLAÇÃO  AO \nART.  93,  IX,  DA  CF.  INOCORRÊNCIA.  MAJORAÇÃO  DE \nHONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.  IMPOSIÇÃO DE MULTA. AGRAVO \nREGIMENTAL DESPROVIDO .\n    </p>\n    <p>\n     1.  Para  se  chegar  a  conclusão  diversa  daquela  a  que  chegou  o \nTribunal de origem, quanto à expulsão do policial militar da corporação, \nseria necessário o reexame dos fatos e provas, além da legislação aplicável \nà espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF.\n    </p>\n    <p>\n     2.  O  Supremo  Tribunal  Federal  já  assentou,  sob  a  sistemática  da \nrepercussão geral, que suposta ofensa aos princípios do devido processo \nlegal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, \nquando  a  violação  é  debatida  sob  a  ótica  infraconstitucional,  não \napresenta  repercussão  geral,  o  que  torna  inadmissível  o  recurso \nextraordinário. (RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013 \ntema 660).\n    </p>\n    <p>\n     3. Ao julgar o AI-QO-RG 791.292, da relatoria do Ministro Gilmar \nMendes, DJe de 13.08.2010, o Plenário desta Corte assentou a repercussão \ngeral  do  tema 339  referente  à  negativa  de  prestação  jurisdicional  por\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12224706.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 915289 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     ausência de fundamentação e reafirmou a jurisprudência segundo a qual \no  art.  93,  IX,  da  Constituição Federal  exige  que o  acórdão ou decisão \nsejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, \no exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que \nsejam corretos os fundamentos da decisão.\n    </p>\n    <p>\n     4. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de \nhonorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do CPC, e aplicação de \nmulta, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nPrimeira Turma do Supremo Tribunal Federal,\n     <b>\n      em sessão virtual, de 2 a 8 \nde dezembro de 2016,\n     </b>\n     sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto \nBarroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, \npor unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, \ncom  majoração  de  honorários  advocatícios  (art.  85,  §  11,  do  CPC)  e \naplicação  de  multa  (art.  1.021,  §  4º,  do  CPC),  nos  termos  do  voto  do \nRelator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 9 de dezembro de 2016.\n    </p>\n    <p>\n     Ministro\n     <b>\n      EDSON FACHIN\n     </b>\n     Relator\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12224706.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      09/12/2016 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 915.289 MINAS \nGERAIS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. EDSON FACHIN\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     LUIZ HENRIQUE DE SOUZA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESTADO DE MINAS GERAIS\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS\n    </p>\n    <p>\n     GERAIS\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR):\n     </b>\n     Trata-se de agravo \nregimental  interposto  em face  de  decisão  monocrática  em que  neguei \nprovimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 13, p. 1-5):\n    </p>\n    <p>\n     “Trata-se  de  agravo  cujo  objeto  é  a  decisão  que  não \nadmitiu recurso extraordinário em face de acórdão do Tribunal \nde Justiça Militar do Estado de Minas Gerais, assim ementado \n(eDOC 11 p. 74):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      APELAÇÃO  –  PRELIMINARES  –  COMPETÊNCIA  DA \nJUSTIÇA MILITAR PARA JULGAR E PROCESSAR MILITARES  \nDO  ESTADO  NAS  AÇÕES  JUDICIAIS  CONTRA  ATOS  \nDISCIPLINARES  MILITARES  –  ART.  125,  §  4º,  DA CR/88  –  \nVIGÊNCIA – COMPETÊNCIA DO COMANDANTE-GERAL DA \nPMMG  PARA  PROCEDER  À  DEMISSÃO  DISCIPLINAR  DE  \nMILITAR – SÚMULA N. 673 DO STF – INCIDÊNCIA.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      MÉRITO – DEMISSÃO DE MILITAR – COMETIMENTO  \nDE FALTA DE NATUREZA GRAVE – ART. 13, IX, XVI E XIX,  \nDA LEI N. 14.310/2002 – OFENSA À HONRA PESSOAL E A O  \nDECORO DA CLASSE – ART. 64, II,  DA LEI N. 14.310/2002 –  \nPRÁTICA DO ATO ADMINISTRATIVO – COMPROVAÇÃO –  \nPRINCÍPIOS  DA  RAZOABILIDADE  E  DA\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12224708.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 915289 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      PROPORCIONALIDADE – OBSERVÂNCIA – LEGALIDADE E  \nREGULARIDADE DO ATO ADMINISTRATIVO DE DEMISSÃO  \n–  CONSTATAÇÃO  –  RECURSO  IMPROVIDO  –  SENTENÇA \nMANTIDA\n     </i>\n     .”\n    </p>\n    <p>\n     Os  embargos  de  declaração  foram rejeitados  (eDOC 11, \npp. 107-113).\n    </p>\n    <p>\n     No recurso extraordinário,  com fundamento no art.  102, \nIII, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. \n5º,\n     <i>\n      caput\n     </i>\n     , II e LV; 37,\n     <i>\n      caput;\n     </i>\n     42, § 1º, c/c 125, § 4º e 142, § 3º, VI e X; \ne 93, IX, da Constituição Federal.\n    </p>\n    <p>\n     Nas razões recursais, sustenta-se, em suma, que a Justiça \nMilitar é incompetente para o julgamento do feito, além de que \nhouve falha na tipificação da transgressão disciplinar e que a \ndemissão  foi  desproporcional,  mesmo  o  requerente  tendo \napresentado provas favoráveis. (eDOC 12, p. 1).\n    </p>\n    <p>\n     Alega-se,  ainda,  que  o  Comandante-Geral  não  tem \ncompetência para, administrativamente, demitir praças.\n    </p>\n    <p>\n     A Presidência do TJM/MG inadmitiu o recurso em virtude \nde  incidir  à  hipótese  o  óbice  as  Súmulas  279  e  280  do  STF \n(eDOC 12, pp. 34-36).\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório. Decido. \nA irresignação não merece prosperar.\nInicialmente,  verifica-se que o Tribunal de origem assim\n    </p>\n    <p>\n     asseverou (eDOC 11, p. 83-84):\n    </p>\n    <p>\n     “(…) entende-se ser cediço que o Comandante-Geral  da \nPMMG pode determinar a exclusão administrativa de policial \nmilitar, notadamente das praças, ao constatar o cometimento de \ntransgressão  disciplinar  que  implique  essa  medida, \ncompetência esta consonante com o entendimento consolidado \npelo Supremo tribunal federal, em sua Súmula n. 673, de suma \nimportância para esclarecer o ema em debate: ‘O art. 125, § 4º, \nda Constituição, não impede a perda da graduação de militar \nmediante procedimento administrativo’.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12224708.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 915289 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     (…).\n    </p>\n    <p>\n     Compulsando-se  os  assentamentos  funcionais  do \nrecorrente,  acostados  às  fls.  42/64,  observa-se  que  ele  nem \nsempre foi ‘alvo de elogios e colecionador de méritos’, como ele \npróprio afirmou.\n    </p>\n    <p>\n     (…)\n    </p>\n    <p>\n     O apelante  afirmou que  teve  cerceado  o  seu  direito  de \ndefesa, por não ter sido intimado nem da decisão da CPAD, \nnem  da  decisão  do  CEDMU,  ficando  impedido  de  aviar  os \nrecursos cabíveis.\n    </p>\n    <p>\n     Quanto ao tema, entendo, conforme já me posicionei em \ndiversos  julgados,  que  os  atos  da  CPAD  e  do  CEDMU \nconstituem simples  pareceres  ou opiniões.  Quanto  ao  ato  do \nComandante  Regional,  ainda  que  contenha  decisão,  esta  é \nparcial, podendo ou não ser aceita pelo Comandante-Geral da \nPMMG.  Assim,  todos  esses  atos  são  destituídos  de  decisão \ndefinitiva, não estando sujeitos a recurso disciplinar, nos termos \ndo art. 74, § 1º, do CEDM.”\n    </p>\n    <p>\n     Sendo  assim,  constata-se  que  eventual  divergência  em \nrelação  ao  entendimento  adotado  pelo  Tribunal\n     <i>\n      a  quo\n     </i>\n     demandaria o exame da legislação local e o reexame de fatos e \nprovas,  o  que inviabiliza o processamento do apelo extremo, \ntendo em vista a vedação contida nas Súmulas 280 e 279 do STF. \nConfira-se os seguintes precedentes:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  \nEXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  ADMINISTRATIVO.  \nPOLICIAL  MILITAR.  EXPULSÃO.  REGULARIDADE  DO  \nPROCESSO  ADMINISTRATIVO.  INCURSIONAMENTO  NO  \nCONTEXTO  FÁTICO-PROBATÓRIO.  INCIDÊNCIA  DA \nSÚMULA  279  DO  STF.  VIOLAÇÃO  AOS  PRINCÍPIOS  DA \nAMPLA DEFESA E  DO  CONTRADITÓRIO.  MATÉRIA COM\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12224708.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 915289 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      REPERCUSSÃO  GERAL  REJEITADA  PELO  STF  NO  ARE  \n748.371.  TEMA 660.  COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR  \nESTADUAL  FIXADA  NO  ÂMBITO  DOS  ESTADOS.  \nFUNDAMENTO  NÃO  IMPUGNADO.  SÚMULA  283/STF.  \nINCIDÊNCIA.  MULTA DO ARTIGO 557,  §  2º,  DO CPC/1973.  \nAPLICABILIDADE.  AGRAVO  REGIMENTAL  DESPROVIDO.”\n     </i>\n     (ARE 827.366-AgR, Rel.  Min.  Luiz Fux, Primeira Turma, DJe, \n03.06.2016).\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO  \nEXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  DIREITO  \nADMINISTRATIVO.  POLICIAL  MILITAR.  EXCLUSÃO  DA \nCORPORAÇÃO  MEDIANTE  PROCESSO  ADMINISTRATIVO  \nMILITAR.  SÚMULA  673/STF.  PRESCRIÇÃO.  SÚMULAS  279,  \n280  E  636/STF.  A decisão  agravada  alinha-se  à  jurisprudência  do  \nSupremo Tribunal Federal de que a competência conferida à Justiça  \nmilitar  pelo  art.  125,  §4º,  da  Constituição  é  relativa  à  perda  da  \ngraduação com pena acessória criminal, e não à sanção disciplinar, que  \npode  decorrer  de  adequado  processo  administrativo  (Súmula  \n673/STF).  Caso  em que  a  resolução  da  controvérsia  demandaria  o  \nreexame dos fatos e provas constantes dos autos, bem como a análise  \nda  legislação  infraconstitucional  pertinente  (Leis  estaduais  nºs  \n869/1952 e 14.310/2002), o que é vedado em recurso extraordinário  \n(Súmulas 279, 280 e 636/STF). Ademais, o acórdão do Tribunal de  \norigem  apresenta  fundamentação  suficiente,  embora  em  sentido  \ncontrário  aos  interesses  da  parte  recorrente,  circunstância  que  não  \nconfigura violação ao art. 93, IX, da CF/88. Ausência de argumentos  \ncapazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se  \nnega provimento.”\n     </i>\n     (ARE 713.324-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, \nPrimeira Turma, DJe, 11.12.2014).\n    </p>\n    <p>\n     Ademais,  na  espécie,  ressalta-se  que  a  violação  do \nprincípio da legalidade demanda necessariamente a análise de \natos  normativos  infraconstitucionais.  Aplicável  à  espécie, \nportanto, a súmula 636 do STF:\n     <i>\n      “Não cabe recurso extraordinário  \npor contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12224708.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 915289 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      sua  verificação  pressuponha  rever  a  interpretação  dada  a  normas  \ninfraconstitucionais pela decisão recorrida.”\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Outrossim,  o  Supremo  Tribunal  Federal  já  assentou  a \ninexistência da repercussão geral quando a alegada ofensa aos \nprincípios  do  devido  processo  legal,  da  ampla  defesa,  do \ncontraditório,  da  legalidade  e  dos  limites  da  coisa  julgada  é \ndebatida  sob  a  ótica  infraconstitucional.  (ARE-RG  748.371,da \nrelatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013, Tema 660 da \nsistemática da RG).\n    </p>\n    <p>\n     Além do mais, no tocante à alegada afronta ao art. 93, IX, \nda  C.F.,  verifica-se  que o  acórdão recorrido  inequivocamente \nprestou  jurisdição,  e  enfrentou as  questões  suscitadas  com a \ndevida fundamentação, ainda que com ela não concorde os ora \nAgravantes.\n    </p>\n    <p>\n     Nesse sentido, ao julgar o AI-QO-RG 791.292, de relatoria \ndo  Ministro  Gilmar  Mendes,  DJe  13.8.2010,  o  Plenário  desta \nCorte  assentou  a  repercussão  geral  do  tema  339  referente  à \nnegativa  de  prestação  jurisdicional  por  ausência  de \nfundamentação e reafirmou a jurisprudência segundo a qual o \nart.  93,  IX,  da  Constituição  Federal  exige  que  o  acórdão  ou \ndecisão  sejam  fundamentados,  ainda  que  sucintamente,  sem \ndeterminar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das \nalegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos \nda decisão.\n    </p>\n    <p>\n     Por fim, a jurisprudência da Corte já se firmou no sentido \nde que a competência conferida à Justiça Militar pelo art. 125, § \n4º,  da  Constituição,  não  impede  a  perda  da  graduação  de \nmilitar  mediante  procedimento  administrativo  (Súmula \n673/STF).”\n    </p>\n    <p>\n     Sustenta-se, em síntese, que o Tribunal de origem não fundamentou \nsua decisão, visto que deixou de apreciar o motivo da não aplicação do \nartigo 142, § 3º, VI, da Constituição Federal, além de o ato de demissão do \nmilitar ter sido procedido de forma ilegal e arbitrário (eDOC 16, p. 3).\n    </p>\n    <p>\n     Em contrarrazões, a parte agravada defende que a decisão deverá ser \nmantida, pois há incidência das Súmulas 279, 280 e 636 do STF (eDOC 21,\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12224708.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 915289 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     p. 2).\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12224708.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. EDSON FACHIN\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      09/12/2016 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 915.289 MINAS \nGERAIS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR):\n     </b>\n     As razões recursais \nsão insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada.\n    </p>\n    <p>\n     Constato  que  os  argumentos  da  parte  transcorrem  de  simples \noposição  à  decisão  aplicada  por  este  Tribunal,  porquanto  a  parte \nagravante não trouxe alegações suficientes para infirmá-la,  objetivando \ntão  somente  a  rediscussão  do  assunto  já  decidido  conforme  a \njurisprudência desta Corte.\n    </p>\n    <p>\n     Reitero  que,  para  discordar  do  acórdão  recorrido,  seria \nindispensável o reexame de fatos e provas, além da legislação aplicável à \nespécie,  o  que  encontra  óbice  nas  Súmulas  279  e  280  do  STF.  Nesse \nsentido, confira-se os seguinte julgados:\n    </p>\n    <p>\n     \"Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. \nDireito  Administrativo.  Servidor  militar.  Processo \nadministrativo  disciplinar.  Prequestionamento.  Ausência. \nViolação dos princípios do contraditório, da ampla defesa e da \nlegalidade. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Fatos \ne provas. Reexame. Impossibilidade. Artigo 125, §§ 4º e 5º da \nCF.  Exclusão  da  Corporação.  Comando-Geral  da  Polícia. \nCompetência.  Possibilidade.  Julgamento  colegiado. \nComposição.  Precedentes.  1.  Inadmissível  o  recurso \nextraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele \nse  alega  violados  não  estão  devidamente  prequestionados. \nIncidência  das  Súmulas  nºs  282  e  356/STF.  2.  A afronta  aos \nprincípios da legalidade,  do devido processo legal,  da ampla \ndefesa,  do  contraditório,  dos  limites  da  coisa  julgada  ou  da \nprestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida \ncomo tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura \napenas  ofensa  indireta  ou  reflexa  à  Constituição  Federal.  3.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12224709.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. EDSON FACHIN\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 915289 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e \ndas  provas  e  a  análise  da  legislação  infraconstitucional. \nIncidência das Súmulas nºs 636, 279 e 280 /STF. 4. O art. 125, § \n4º, da Constituição Federal somente se aplica quando a perda \nda graduação for pena acessória de sanção criminal aplicada em \nprocesso  penal,  e  não,  como  no  caso  dos  autos,  quando  o \ncomando-geral  da  polícia  aplicar  a  pena  de  demissão  após \napuração de falta grave em processo administrativo disciplinar. \n5. O art. 125, § 5º, da Constituição Federal contém exigência de \nque  as  demandas  que  tenham  por  objeto  ato  disciplinar \ncometido por militar sejam julgadas em primeiro grau por juiz \nde  direito,  não  fazendo,  entretanto,  nenhuma menção  acerca \ndos  julgamentos  colegiados  de  tais  demandas.  6.  Agravo \nregimental  não  provido.  (ARE-AgR 894.463,  Rel.  Min.  DIAS \nTOFFOLI, Segunda Turma, DJe 21.10.2015)\n    </p>\n    <p>\n     \"Embargos de declaração em recurso extraordinário com \nagravo.  2.  Decisão  monocrática.  Embargos  de  declaração \nrecebidos como agravo regimental. 3. Processo administrativo-\ndisciplinar.  Demissão.  Violação  ao  princípio  da \nproporcionalidade.  Controvérsia  decidida  à  luz  da  legislação \nlocal  aplicável  e  do  acervo  fático-probatório.  Incidência  dos \nenunciados  280  e  279  da  Súmula  desta  Corte.  4.  Agravo \nregimental a que se nega provimento.\" (ARE 727.225-ED, Rel. \nMin. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 18/3/2013)\n    </p>\n    <p>\n     Ademais, os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido \nprocesso legal  e  dos limites  da coisa julgada,  quando debatidos sob a \nótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o \napelo extremo admissível,  consoante decidido pelo Plenário Virtual  do \nSTF, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, o \nqual possui a seguinte ementa:\n    </p>\n    <p>\n     “Alegação  de  cerceamento  do  direito  de  defesa.  Tema \nrelativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da \nampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12224709.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. EDSON FACHIN\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 915289 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     legal.  Julgamento  da  causa  dependente  de  prévia  análise  da \nadequada aplicação das  normas infraconstitucionais.  Rejeição \nda repercussão geral.”\n    </p>\n    <p>\n     Além  disso,  conforme  já  salientado  na  decisão  monocrática,  no \ntocante à ofensa ao art. 93, inciso IX, observo que esta Corte apreciou a \nmatéria  por  meio  do  regime  da  repercussão  geral,  no  julgamento  do \nAIQO-RG  791.292,  Rel.  Min.  Gilmar  Mendes,  DJe  13.8.2010.  Nessa \noportunidade, reconheceu-se a existência de repercussão geral do tema e \nreafirmou a jurisprudência do STF no sentido de que o referido artigo \nexige  que  o  acórdão  ou  a  decisão  sejam  fundamentados,  ainda  que \nsucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada \numa das alegações ou provas.\n    </p>\n    <p>\n     Assim, tendo em vista que a parte agravante não demonstrou que a \ndecisão recorrida desbordou dos poderes previstos no art. 932, do CPC, \ncristalino o não provimento do agravo interno. Frise-se, ademais, que o \nrecorrente replica integralmente as peças processuais já encartadas nos \nautos. Nessa toada, entendo imperiosa a fixação colegiada de multa, que \ndesde logo proponho em 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos \ntermos do art. 1.021, § 4º, do CPC.\n    </p>\n    <p>\n     Ante  o  exposto,  voto  pelo  não  provimento  do  presente  agravo \nregimental,  bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, \npor aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor \nda causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta \nTurma  na  hipótese  de  deliberação  unânime,  condicionando-se  a \ninterposição de  qualquer  outro  recurso  ao depósito  prévio  da quantia \nfixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC.\n    </p>\n    <p>\n     Nos termos do artigo 85, § 11, CPC, majoro em ¼ da verba honorária \nfixada anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2º e 3º do \nmesmo dispositivo.\n    </p>\n    <p>\n     É como voto.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12224709.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 09/12/2016\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 915.289\n     </b>\n     PROCED. : MINAS GERAIS\n     <b>\n      RELATOR : MIN. EDSON FACHIN\n     </b>\n     AGTE.(S) : LUIZ HENRIQUE DE SOUZA\nADV.(A/S) : MOISÉS ELIAS PEREIRA (67363/MG) E OUTRO(A/S)\nAGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS\nPROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \nregimental, com majoração de honorários advocatícios (art. 85, § \n11, do CPC) e aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos \ntermos  do  voto  do  Relator.  1ª  Turma,  Sessão  Virtual  de  2  a \n8.12.2016.\n    </p>\n    <p>\n     Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco\n    </p>\n    <p>\n     Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12228221\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "09/12/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 915.289 MINAS \n", "GERAIS\n", "RELATOR : MIN. EDSON FACHIN\n", "AGTE.(S) :LUIZ HENRIQUE DE SOUZA \n", "ADV.(A/S) :MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS \n", "PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS \n", "GERAIS \n", "EMENTA:  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  INTERPOSIÇÃO  EM  6.9.2016. \n", "DIREITO  ADMINISTRATIVO.  EXPULSÃO  DE  MILITAR.  CONTEXTO \n", "FÁTICO  PROBATÓRIO.  SÚMULA  Nº  279  DO  STF.  ANÁLISE  DE \n", "LEGISLAÇÃO  LOCAL.  SÚMULA  280  DO  STF.  IMPOSSIBILIDADE. \n", "VIOLAÇÃO  DO  PRINCÍPIO  DO  DEVIDO  PROCESSO  LEGAL. \n", "REPERCUSSÃO  GERAL REJEITADA -  ARE  748.371.  VIOLAÇÃO  AO \n", "ART.  93,  IX,  DA  CF.  INOCORRÊNCIA.  MAJORAÇÃO  DE \n", "HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.  IMPOSIÇÃO DE MULTA. AGRAVO \n", "REGIMENTAL DESPROVIDO . \n", "1.  Para  se  chegar  a  conclusão  diversa  daquela  a  que  chegou  o \n", "Tribunal de origem, quanto à expulsão do policial militar da corporação, \n", "seria necessário o reexame dos fatos e provas, além da legislação aplicável \n", "à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF.\n", "2.  O  Supremo  Tribunal  Federal  já  assentou,  sob  a  sistemática  da \n", "repercussão geral, que suposta ofensa aos princípios do devido processo \n", "legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, \n", "quando  a  violação  é  debatida  sob  a  ótica  infraconstitucional,  não \n", "apresenta  repercussão  geral,  o  que  torna  inadmissível  o  recurso \n", "extraordinário. (RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013 \n", "tema 660).\n", "3. Ao julgar o AI-QO-RG 791.292, da relatoria do Ministro Gilmar \n", "Mendes, DJe de 13.08.2010, o Plenário desta Corte assentou a repercussão \n", "geral  do  tema 339  referente  à  negativa  de  prestação  jurisdicional  por \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12224706.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12\n", "Ementa e Acórdão\n", "ARE 915289 AGR / MG \n", "ausência de fundamentação e reafirmou a jurisprudência segundo a qual \n", "o  art.  93,  IX,  da  Constituição Federal  exige  que o  acórdão ou decisão \n", "sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, \n", "o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que \n", "sejam corretos os fundamentos da decisão. \n", "4. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de \n", "honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do CPC, e aplicação de \n", "multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 2 a 8 \n", "de dezembro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto \n", "Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, \n", "por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, \n", "com  majoração  de  honorários  advocatícios  (art.  85,  §  11,  do  CPC)  e \n", "aplicação  de  multa  (art.  1.021,  §  4º,  do  CPC),  nos  termos  do  voto  do \n", "Relator.\n", "Brasília, 9 de dezembro de 2016.\n", "Ministro EDSON FACHIN\n", "Relator\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12224706.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12\n", "Relatório\n", "09/12/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 915.289 MINAS \n", "GERAIS\n", "RELATOR : MIN. EDSON FACHIN\n", "AGTE.(S) :LUIZ HENRIQUE DE SOUZA \n", "ADV.(A/S) :MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS \n", "PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS \n", "GERAIS \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo \n", "regimental  interposto  em face  de  decisão  monocrática  em que  neguei \n", "provimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 13, p. 1-5): \n", "“Trata-se  de  agravo  cujo  objeto  é  a  decisão  que  não \n", "admitiu recurso extraordinário em face de acórdão do Tribunal \n", "de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais, assim ementado \n", "(eDOC 11 p. 74): \n", "“APELAÇÃO  –  PRELIMINARES  –  COMPETÊNCIA  DA \n", "JUSTIÇA MILITAR PARA JULGAR E PROCESSAR MILITARES  \n", "DO  ESTADO  NAS  AÇÕES  JUDICIAIS  CONTRA  ATOS  \n", "DISCIPLINARES  MILITARES  –  ART.  125,  §  4º,  DA CR/88  –  \n", "VIGÊNCIA – COMPETÊNCIA DO COMANDANTE-GERAL DA \n", "PMMG  PARA  PROCEDER  À  DEMISSÃO  DISCIPLINAR  DE  \n", "MILITAR – SÚMULA N. 673 DO STF – INCIDÊNCIA.\n", "MÉRITO – DEMISSÃO DE MILITAR – COMETIMENTO  \n", "DE FALTA DE NATUREZA GRAVE – ART. 13, IX, XVI E XIX,  \n", "DA LEI N. 14.310/2002 – OFENSA À HONRA PESSOAL E A O  \n", "DECORO DA CLASSE – ART. 64, II,  DA LEI N. 14.310/2002 –  \n", "PRÁTICA DO ATO ADMINISTRATIVO – COMPROVAÇÃO –  \n", "PRINCÍPIOS  DA  RAZOABILIDADE  E  DA \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12224708.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12\n", "Relatório\n", "ARE 915289 AGR / MG \n", "PROPORCIONALIDADE – OBSERVÂNCIA – LEGALIDADE E  \n", "REGULARIDADE DO ATO ADMINISTRATIVO DE DEMISSÃO  \n", "–  CONSTATAÇÃO  –  RECURSO  IMPROVIDO  –  SENTENÇA \n", "MANTIDA.” \n", "Os  embargos  de  declaração  foram rejeitados  (eDOC 11, \n", "pp. 107-113).\n", "No recurso extraordinário,  com fundamento no art.  102, \n", "III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. \n", "5º, caput, II e LV; 37, caput; 42, § 1º, c/c 125, § 4º e 142, § 3º, VI e X; \n", "e 93, IX, da Constituição Federal. \n", "Nas razões recursais, sustenta-se, em suma, que a Justiça \n", "Militar é incompetente para o julgamento do feito, além de que \n", "houve falha na tipificação da transgressão disciplinar e que a \n", "demissão  foi  desproporcional,  mesmo  o  requerente  tendo \n", "apresentado provas favoráveis. (eDOC 12, p. 1).\n", "Alega-se,  ainda,  que  o  Comandante-Geral  não  tem \n", "competência para, administrativamente, demitir praças.\n", "A Presidência do TJM/MG inadmitiu o recurso em virtude \n", "de  incidir  à  hipótese  o  óbice  as  Súmulas  279  e  280  do  STF \n", "(eDOC 12, pp. 34-36). \n", "É o relatório. Decido. \n", "A irresignação não merece prosperar.\n", "Inicialmente,  verifica-se que o Tribunal de origem assim \n", "asseverou (eDOC 11, p. 83-84): \n", "“(…) entende-se ser cediço que o Comandante-Geral  da \n", "PMMG pode determinar a exclusão administrativa de policial \n", "militar, notadamente das praças, ao constatar o cometimento de \n", "transgressão  disciplinar  que  implique  essa  medida, \n", "competência esta consonante com o entendimento consolidado \n", "pelo Supremo tribunal federal, em sua Súmula n. 673, de suma \n", "importância para esclarecer o ema em debate: ‘O art. 125, § 4º, \n", "da Constituição, não impede a perda da graduação de militar \n", "mediante procedimento administrativo’.\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12224708.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12\n", "Relatório\n", "ARE 915289 AGR / MG \n", " (…).\n", "Compulsando-se  os  assentamentos  funcionais  do \n", "recorrente,  acostados  às  fls.  42/64,  observa-se  que  ele  nem \n", "sempre foi ‘alvo de elogios e colecionador de méritos’, como ele \n", "próprio afirmou.\n", "(…)\n", "O apelante  afirmou que  teve  cerceado  o  seu  direito  de \n", "defesa, por não ter sido intimado nem da decisão da CPAD, \n", "nem  da  decisão  do  CEDMU,  ficando  impedido  de  aviar  os \n", "recursos cabíveis.\n", "Quanto ao tema, entendo, conforme já me posicionei em \n", "diversos  julgados,  que  os  atos  da  CPAD  e  do  CEDMU \n", "constituem simples  pareceres  ou opiniões.  Quanto  ao  ato  do \n", "Comandante  Regional,  ainda  que  contenha  decisão,  esta  é \n", "parcial, podendo ou não ser aceita pelo Comandante-Geral da \n", "PMMG.  Assim,  todos  esses  atos  são  destituídos  de  decisão \n", "definitiva, não estando sujeitos a recurso disciplinar, nos termos \n", "do art. 74, § 1º, do CEDM.”\n", "Sendo  assim,  constata-se  que  eventual  divergência  em \n", "relação  ao  entendimento  adotado  pelo  Tribunal  a  quo \n", "demandaria o exame da legislação local e o reexame de fatos e \n", "provas,  o  que inviabiliza o processamento do apelo extremo, \n", "tendo em vista a vedação contida nas Súmulas 280 e 279 do STF. \n", "Confira-se os seguintes precedentes:\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  ADMINISTRATIVO.  \n", "POLICIAL  MILITAR.  EXPULSÃO.  REGULARIDADE  DO  \n", "PROCESSO  ADMINISTRATIVO.  INCURSIONAMENTO  NO  \n", "CONTEXTO  FÁTICO-PROBATÓRIO.  INCIDÊNCIA  DA \n", "SÚMULA  279  DO  STF.  VIOLAÇÃO  AOS  PRINCÍPIOS  DA \n", "AMPLA DEFESA E  DO  CONTRADITÓRIO.  MATÉRIA COM  \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12224708.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12\n", "Relatório\n", "ARE 915289 AGR / MG \n", "REPERCUSSÃO  GERAL  REJEITADA  PELO  STF  NO  ARE  \n", "748.371.  TEMA 660.  COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR  \n", "ESTADUAL  FIXADA  NO  ÂMBITO  DOS  ESTADOS.  \n", "FUNDAMENTO  NÃO  IMPUGNADO.  SÚMULA  283/STF.  \n", "INCIDÊNCIA.  MULTA DO ARTIGO 557,  §  2º,  DO CPC/1973.  \n", "APLICABILIDADE.  AGRAVO  REGIMENTAL  DESPROVIDO.”  \n", "(ARE 827.366-AgR, Rel.  Min.  Luiz Fux, Primeira Turma, DJe, \n", "03.06.2016).\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO  \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  DIREITO  \n", "ADMINISTRATIVO.  POLICIAL  MILITAR.  EXCLUSÃO  DA \n", "CORPORAÇÃO  MEDIANTE  PROCESSO  ADMINISTRATIVO  \n", "MILITAR.  SÚMULA  673/STF.  PRESCRIÇÃO.  SÚMULAS  279,  \n", "280  E  636/STF.  A decisão  agravada  alinha-se  à  jurisprudência  do  \n", "Supremo Tribunal Federal de que a competência conferida à Justiça  \n", "militar  pelo  art.  125,  §4º,  da  Constituição  é  relativa  à  perda  da  \n", "graduação com pena acessória criminal, e não à sanção disciplinar, que  \n", "pode  decorrer  de  adequado  processo  administrativo  (Súmula  \n", "673/STF).  Caso  em que  a  resolução  da  controvérsia  demandaria  o  \n", "reexame dos fatos e provas constantes dos autos, bem como a análise  \n", "da  legislação  infraconstitucional  pertinente  (Leis  estaduais  nºs  \n", "869/1952 e 14.310/2002), o que é vedado em recurso extraordinário  \n", "(Súmulas 279, 280 e 636/STF). Ademais, o acórdão do Tribunal de  \n", "origem  apresenta  fundamentação  suficiente,  embora  em  sentido  \n", "contrário  aos  interesses  da  parte  recorrente,  circunstância  que  não  \n", "configura violação ao art. 93, IX, da CF/88. Ausência de argumentos  \n", "capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se  \n", "nega provimento.” (ARE 713.324-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, \n", "Primeira Turma, DJe, 11.12.2014).\n", "Ademais,  na  espécie,  ressalta-se  que  a  violação  do \n", "princípio da legalidade demanda necessariamente a análise de \n", "atos  normativos  infraconstitucionais.  Aplicável  à  espécie, \n", "portanto, a súmula 636 do STF:  “Não cabe recurso extraordinário  \n", "por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a  \n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12224708.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12\n", "Relatório\n", "ARE 915289 AGR / MG \n", "sua  verificação  pressuponha  rever  a  interpretação  dada  a  normas  \n", "infraconstitucionais pela decisão recorrida.” \n", "Outrossim,  o  Supremo  Tribunal  Federal  já  assentou  a \n", "inexistência da repercussão geral quando a alegada ofensa aos \n", "princípios  do  devido  processo  legal,  da  ampla  defesa,  do \n", "contraditório,  da  legalidade  e  dos  limites  da  coisa  julgada  é \n", "debatida  sob  a  ótica  infraconstitucional.  (ARE-RG  748.371,da \n", "relatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013, Tema 660 da \n", "sistemática da RG). \n", "Além do mais, no tocante à alegada afronta ao art. 93, IX, \n", "da  C.F.,  verifica-se  que o  acórdão recorrido  inequivocamente \n", "prestou  jurisdição,  e  enfrentou as  questões  suscitadas  com a \n", "devida fundamentação, ainda que com ela não concorde os ora \n", "Agravantes. \n", "Nesse sentido, ao julgar o AI-QO-RG 791.292, de relatoria \n", "do  Ministro  Gilmar  Mendes,  DJe  13.8.2010,  o  Plenário  desta \n", "Corte  assentou  a  repercussão  geral  do  tema  339  referente  à \n", "negativa  de  prestação  jurisdicional  por  ausência  de \n", "fundamentação e reafirmou a jurisprudência segundo a qual o \n", "art.  93,  IX,  da  Constituição  Federal  exige  que  o  acórdão  ou \n", "decisão  sejam  fundamentados,  ainda  que  sucintamente,  sem \n", "determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das \n", "alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos \n", "da decisão. \n", "Por fim, a jurisprudência da Corte já se firmou no sentido \n", "de que a competência conferida à Justiça Militar pelo art. 125, § \n", "4º,  da  Constituição,  não  impede  a  perda  da  graduação  de \n", "militar  mediante  procedimento  administrativo  (Súmula \n", "673/STF).” \n", "Sustenta-se, em síntese, que o Tribunal de origem não fundamentou \n", "sua decisão, visto que deixou de apreciar o motivo da não aplicação do \n", "artigo 142, § 3º, VI, da Constituição Federal, além de o ato de demissão do \n", "militar ter sido procedido de forma ilegal e arbitrário (eDOC 16, p. 3). \n", "Em contrarrazões, a parte agravada defende que a decisão deverá ser \n", "mantida, pois há incidência das Súmulas 279, 280 e 636 do STF (eDOC 21, \n", "5 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12224708.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12\n", "Relatório\n", "ARE 915289 AGR / MG \n", "p. 2).\n", "É o relatório. \n", "6 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12224708.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12\n", "Voto - MIN. EDSON FACHIN\n", "09/12/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 915.289 MINAS \n", "GERAIS\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais \n", "são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. \n", "Constato  que  os  argumentos  da  parte  transcorrem  de  simples \n", "oposição  à  decisão  aplicada  por  este  Tribunal,  porquanto  a  parte \n", "agravante não trouxe alegações suficientes para infirmá-la,  objetivando \n", "tão  somente  a  rediscussão  do  assunto  já  decidido  conforme  a \n", "jurisprudência desta Corte. \n", "Reitero  que,  para  discordar  do  acórdão  recorrido,  seria \n", "indispensável o reexame de fatos e provas, além da legislação aplicável à \n", "espécie,  o  que  encontra  óbice  nas  Súmulas  279  e  280  do  STF.  Nesse \n", "sentido, confira-se os seguinte julgados: \n", "\"Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. \n", "Direito  Administrativo.  Servidor  militar.  Processo \n", "administrativo  disciplinar.  Prequestionamento.  Ausência. \n", "Violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa e da \n", "legalidade. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Fatos \n", "e provas. Reexame. Impossibilidade. Artigo 125, §§ 4º e 5º da \n", "CF.  Exclusão  da  Corporação.  Comando-Geral  da  Polícia. \n", "Competência.  Possibilidade.  Julgamento  colegiado. \n", "Composição.  Precedentes.  1.  Inadmissível  o  recurso \n", "extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele \n", "se  alega  violados  não  estão  devidamente  prequestionados. \n", "Incidência  das  Súmulas  nºs  282  e  356/STF.  2.  A afronta  aos \n", "princípios da legalidade,  do devido processo legal,  da ampla \n", "defesa,  do  contraditório,  dos  limites  da  coisa  julgada  ou  da \n", "prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida \n", "como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura \n", "apenas  ofensa  indireta  ou  reflexa  à  Constituição  Federal.  3. \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12224709.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12\n", "Voto - MIN. EDSON FACHIN\n", "ARE 915289 AGR / MG \n", "Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e \n", "das  provas  e  a  análise  da  legislação  infraconstitucional. \n", "Incidência das Súmulas nºs 636, 279 e 280 /STF. 4. O art. 125, § \n", "4º, da Constituição Federal somente se aplica quando a perda \n", "da graduação for pena acessória de sanção criminal aplicada em \n", "processo  penal,  e  não,  como  no  caso  dos  autos,  quando  o \n", "comando-geral  da  polícia  aplicar  a  pena  de  demissão  após \n", "apuração de falta grave em processo administrativo disciplinar. \n", "5. O art. 125, § 5º, da Constituição Federal contém exigência de \n", "que  as  demandas  que  tenham  por  objeto  ato  disciplinar \n", "cometido por militar sejam julgadas em primeiro grau por juiz \n", "de  direito,  não  fazendo,  entretanto,  nenhuma menção  acerca \n", "dos  julgamentos  colegiados  de  tais  demandas.  6.  Agravo \n", "regimental  não  provido.  (ARE-AgR 894.463,  Rel.  Min.  DIAS \n", "TOFFOLI, Segunda Turma, DJe 21.10.2015) \n", "\"Embargos de declaração em recurso extraordinário com \n", "agravo.  2.  Decisão  monocrática.  Embargos  de  declaração \n", "recebidos como agravo regimental. 3. Processo administrativo-\n", "disciplinar.  Demissão.  Violação  ao  princípio  da \n", "proporcionalidade.  Controvérsia  decidida  à  luz  da  legislação \n", "local  aplicável  e  do  acervo  fático-probatório.  Incidência  dos \n", "enunciados  280  e  279  da  Súmula  desta  Corte.  4.  Agravo \n", "regimental a que se nega provimento.\" (ARE 727.225-ED, Rel. \n", "Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 18/3/2013) \n", "Ademais, os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido \n", "processo legal  e  dos limites  da coisa julgada,  quando debatidos sob a \n", "ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o \n", "apelo extremo admissível,  consoante decidido pelo Plenário Virtual  do \n", "STF, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, o \n", "qual possui a seguinte ementa: \n", "“Alegação  de  cerceamento  do  direito  de  defesa.  Tema \n", "relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da \n", "ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12224709.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12\n", "Voto - MIN. EDSON FACHIN\n", "ARE 915289 AGR / MG \n", "legal.  Julgamento  da  causa  dependente  de  prévia  análise  da \n", "adequada aplicação das  normas infraconstitucionais.  Rejeição \n", "da repercussão geral.” \n", "Além  disso,  conforme  já  salientado  na  decisão  monocrática,  no \n", "tocante à ofensa ao art. 93, inciso IX, observo que esta Corte apreciou a \n", "matéria  por  meio  do  regime  da  repercussão  geral,  no  julgamento  do \n", "AIQO-RG  791.292,  Rel.  Min.  Gilmar  Mendes,  DJe  13.8.2010.  Nessa \n", "oportunidade, reconheceu-se a existência de repercussão geral do tema e \n", "reafirmou a jurisprudência do STF no sentido de que o referido artigo \n", "exige  que  o  acórdão  ou  a  decisão  sejam  fundamentados,  ainda  que \n", "sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada \n", "uma das alegações ou provas. \n", "Assim, tendo em vista que a parte agravante não demonstrou que a \n", "decisão recorrida desbordou dos poderes previstos no art. 932, do CPC, \n", "cristalino o não provimento do agravo interno. Frise-se, ademais, que o \n", "recorrente replica integralmente as peças processuais já encartadas nos \n", "autos. Nessa toada, entendo imperiosa a fixação colegiada de multa, que \n", "desde logo proponho em 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos \n", "termos do art. 1.021, § 4º, do CPC. \n", "Ante  o  exposto,  voto  pelo  não  provimento  do  presente  agravo \n", "regimental,  bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, \n", "por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor \n", "da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta \n", "Turma  na  hipótese  de  deliberação  unânime,  condicionando-se  a \n", "interposição de  qualquer  outro  recurso  ao depósito  prévio  da quantia \n", "fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. \n", "Nos termos do artigo 85, § 11, CPC, majoro em ¼ da verba honorária \n", "fixada anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2º e 3º do \n", "mesmo dispositivo. \n", "É como voto. \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12224709.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12\n", "Extrato de Ata - 09/12/2016\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 915.289\n", "PROCED. : MINAS GERAIS\n", "RELATOR : MIN. EDSON FACHIN\n", "AGTE.(S) : LUIZ HENRIQUE DE SOUZA\n", "ADV.(A/S) : MOISÉS ELIAS PEREIRA (67363/MG) E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS\n", "PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS\n", "Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \n", "regimental, com majoração de honorários advocatícios (art. 85, § \n", "11, do CPC) e aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos \n", "termos  do  voto  do  Relator.  1ª  Turma,  Sessão  Virtual  de  2  a \n", "8.12.2016.\n", " \n", "Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco \n", "Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. \n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12228221\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12\n" ], "numero" : "915289", "partes" : [ { "nome" : "MIN. EDSON FACHIN", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "LUIZ HENRIQUE DE SOUZA", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "ESTADO DE MINAS GERAIS", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. EDSON FACHIN", "texto" : "O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo  regimental  interposto  em face  de  decisão  monocrática  em que  neguei  provimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 13, p. 1-5):   “Trata-se  de  agravo  cujo  objeto  é  a  decisão  que  não  admitiu recurso extraordinário em face de acórdão do Tribunal  de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais, assim ementado  (eDOC 11 p. 74):   “APELAÇÃO  –  PRELIMINARES  –  COMPETÊNCIA  DA  JUSTIÇA MILITAR PARA JULGAR E PROCESSAR MILITARES   DO  ESTADO  NAS  AÇÕES  JUDICIAIS  CONTRA  ATOS   DISCIPLINARES  MILITARES  –  ART.  125,  §  4º,  DA CR/88  –   VIGÊNCIA – COMPETÊNCIA DO COMANDANTE-GERAL DA  PMMG  PARA  PROCEDER  À  DEMISSÃO  DISCIPLINAR  DE   MILITAR – SÚMULA N. 673 DO STF – INCIDÊNCIA.  MÉRITO – DEMISSÃO DE MILITAR – COMETIMENTO   DE FALTA DE NATUREZA GRAVE – ART. 13, IX, XVI E XIX,   DA LEI N. 14.310/2002 – OFENSA À HONRA PESSOAL E A O   DECORO DA CLASSE – ART. 64, II,  DA LEI N. 14.310/2002 –   PRÁTICA DO ATO ADMINISTRATIVO – COMPROVAÇÃO –   PRINCÍPIOS  DA  RAZOABILIDADE  E  DA     PROPORCIONALIDADE – OBSERVÂNCIA – LEGALIDADE E   REGULARIDADE DO ATO ADMINISTRATIVO DE DEMISSÃO   –  CONSTATAÇÃO  –  RECURSO  IMPROVIDO  –  SENTENÇA  MANTIDA.”   Os  embargos  de  declaração  foram rejeitados  (eDOC 11,  pp. 107-113).  No recurso extraordinário,  com fundamento no art.  102,  III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts.  5º, caput, II e LV; 37, caput; 42, § 1º, c/c 125, § 4º e 142, § 3º, VI e X;  e 93, IX, da Constituição Federal.   Nas razões recursais, sustenta-se, em suma, que a Justiça  Militar é incompetente para o julgamento do feito, além de que  houve falha na tipificação da transgressão disciplinar e que a  demissão  foi  desproporcional,  mesmo  o  requerente  tendo  apresentado provas favoráveis. (eDOC 12, p. 1).  Alega-se,  ainda,  que  o  Comandante-Geral  não  tem  competência para, administrativamente, demitir praças.  A Presidência do TJM/MG inadmitiu o recurso em virtude  de  incidir  à  hipótese  o  óbice  as  Súmulas  279  e  280  do  STF  (eDOC 12, pp. 34-36).   É o relatório. Decido.  A irresignação não merece prosperar. Inicialmente,  verifica-se que o Tribunal de origem assim   asseverou (eDOC 11, p. 83-84):   “(…) entende-se ser cediço que o Comandante-Geral  da  PMMG pode determinar a exclusão administrativa de policial  militar, notadamente das praças, ao constatar o cometimento de  transgressão  disciplinar  que  implique  essa  medida,  competência esta consonante com o entendimento consolidado  pelo Supremo tribunal federal, em sua Súmula n. 673, de suma  importância para esclarecer o ema em debate: ‘O art. 125, § 4º,  da Constituição, não impede a perda da graduação de militar  mediante procedimento administrativo’.     (…).  Compulsando-se  os  assentamentos  funcionais  do  recorrente,  acostados  às  fls.  42/64,  observa-se  que  ele  nem  sempre foi ‘alvo de elogios e colecionador de méritos’, como ele  próprio afirmou.  (…)  O apelante  afirmou que  teve  cerceado  o  seu  direito  de  defesa, por não ter sido intimado nem da decisão da CPAD,  nem  da  decisão  do  CEDMU,  ficando  impedido  de  aviar  os  recursos cabíveis.  Quanto ao tema, entendo, conforme já me posicionei em  diversos  julgados,  que  os  atos  da  CPAD  e  do  CEDMU  constituem simples  pareceres  ou opiniões.  Quanto  ao  ato  do  Comandante  Regional,  ainda  que  contenha  decisão,  esta  é  parcial, podendo ou não ser aceita pelo Comandante-Geral da  PMMG.  Assim,  todos  esses  atos  são  destituídos  de  decisão  definitiva, não estando sujeitos a recurso disciplinar, nos termos  do art. 74, § 1º, do CEDM.”  Sendo  assim,  constata-se  que  eventual  divergência  em  relação  ao  entendimento  adotado  pelo  Tribunal  a  quo  demandaria o exame da legislação local e o reexame de fatos e  provas,  o  que inviabiliza o processamento do apelo extremo,  tendo em vista a vedação contida nas Súmulas 280 e 279 do STF.  Confira-se os seguintes precedentes:  “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO   EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  ADMINISTRATIVO.   POLICIAL  MILITAR.  EXPULSÃO.  REGULARIDADE  DO   PROCESSO  ADMINISTRATIVO.  INCURSIONAMENTO  NO   CONTEXTO  FÁTICO-PROBATÓRIO.  INCIDÊNCIA  DA  SÚMULA  279  DO  STF.  VIOLAÇÃO  AOS  PRINCÍPIOS  DA  AMPLA DEFESA E  DO  CONTRADITÓRIO.  MATÉRIA COM      REPERCUSSÃO  GERAL  REJEITADA  PELO  STF  NO  ARE   748.371.  TEMA 660.  COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR   ESTADUAL  FIXADA  NO  ÂMBITO  DOS  ESTADOS.   FUNDAMENTO  NÃO  IMPUGNADO.  SÚMULA  283/STF.   INCIDÊNCIA.  MULTA DO ARTIGO 557,  §  2º,  DO CPC/1973.   APLICABILIDADE.  AGRAVO  REGIMENTAL  DESPROVIDO.”   (ARE 827.366-AgR, Rel.  Min.  Luiz Fux, Primeira Turma, DJe,  03.06.2016).  “AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO   EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  DIREITO   ADMINISTRATIVO.  POLICIAL  MILITAR.  EXCLUSÃO  DA  CORPORAÇÃO  MEDIANTE  PROCESSO  ADMINISTRATIVO   MILITAR.  SÚMULA  673/STF.  PRESCRIÇÃO.  SÚMULAS  279,   280  E  636/STF.  A decisão  agravada  alinha-se  à  jurisprudência  do   Supremo Tribunal Federal de que a competência conferida à Justiça   militar  pelo  art.  125,  §4º,  da  Constituição  é  relativa  à  perda  da   graduação com pena acessória criminal, e não à sanção disciplinar, que   pode  decorrer  de  adequado  processo  administrativo  (Súmula   673/STF).  Caso  em que  a  resolução  da  controvérsia  demandaria  o   reexame dos fatos e provas constantes dos autos, bem como a análise   da  legislação  infraconstitucional  pertinente  (Leis  estaduais  nºs   869/1952 e 14.310/2002), o que é vedado em recurso extraordinário   (Súmulas 279, 280 e 636/STF). Ademais, o acórdão do Tribunal de   origem  apresenta  fundamentação  suficiente,  embora  em  sentido   contrário  aos  interesses  da  parte  recorrente,  circunstância  que  não   configura violação ao art. 93, IX, da CF/88. Ausência de argumentos   capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se   nega provimento.” (ARE 713.324-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso,  Primeira Turma, DJe, 11.12.2014).  Ademais,  na  espécie,  ressalta-se  que  a  violação  do  princípio da legalidade demanda necessariamente a análise de  atos  normativos  infraconstitucionais.  Aplicável  à  espécie,  portanto, a súmula 636 do STF:  “Não cabe recurso extraordinário   por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a      sua  verificação  pressuponha  rever  a  interpretação  dada  a  normas   infraconstitucionais pela decisão recorrida.”  Outrossim,  o  Supremo  Tribunal  Federal  já  assentou  a  inexistência da repercussão geral quando a alegada ofensa aos  princípios  do  devido  processo  legal,  da  ampla  defesa,  do  contraditório,  da  legalidade  e  dos  limites  da  coisa  julgada  é  debatida  sob  a  ótica  infraconstitucional.  (ARE-RG  748.371,da  relatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013, Tema 660 da  sistemática da RG).   Além do mais, no tocante à alegada afronta ao art. 93, IX,  da  C.F.,  verifica-se  que o  acórdão recorrido  inequivocamente  prestou  jurisdição,  e  enfrentou as  questões  suscitadas  com a  devida fundamentação, ainda que com ela não concorde os ora  Agravantes.   Nesse sentido, ao julgar o AI-QO-RG 791.292, de relatoria  do  Ministro  Gilmar  Mendes,  DJe  13.8.2010,  o  Plenário  desta  Corte  assentou  a  repercussão  geral  do  tema  339  referente  à  negativa  de  prestação  jurisdicional  por  ausência  de  fundamentação e reafirmou a jurisprudência segundo a qual o  art.  93,  IX,  da  Constituição  Federal  exige  que  o  acórdão  ou  decisão  sejam  fundamentados,  ainda  que  sucintamente,  sem  determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das  alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos  da decisão.   Por fim, a jurisprudência da Corte já se firmou no sentido  de que a competência conferida à Justiça Militar pelo art. 125, §  4º,  da  Constituição,  não  impede  a  perda  da  graduação  de  militar  mediante  procedimento  administrativo  (Súmula  673/STF).”   Sustenta-se, em síntese, que o Tribunal de origem não fundamentou  sua decisão, visto que deixou de apreciar o motivo da não aplicação do  artigo 142, § 3º, VI, da Constituição Federal, além de o ato de demissão do  militar ter sido procedido de forma ilegal e arbitrário (eDOC 16, p. 3).   Em contrarrazões, a parte agravada defende que a decisão deverá ser  mantida, pois há incidência das Súmulas 279, 280 e 636 do STF (eDOC 21,     p. 2).  É o relatório.  " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais  são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada.   Constato  que  os  argumentos  da  parte  transcorrem  de  simples  oposição  à  decisão  aplicada  por  este  Tribunal,  porquanto  a  parte  agravante não trouxe alegações suficientes para infirmá-la,  objetivando  tão  somente  a  rediscussão  do  assunto  já  decidido  conforme  a  jurisprudência desta Corte.   Reitero  que,  para  discordar  do  acórdão  recorrido,  seria  indispensável o reexame de fatos e provas, além da legislação aplicável à  espécie,  o  que  encontra  óbice  nas  Súmulas  279  e  280  do  STF.  Nesse  sentido, confira-se os seguinte julgados:   \"Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.  Direito  Administrativo.  Servidor  militar.  Processo  administrativo  disciplinar.  Prequestionamento.  Ausência.  Violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa e da  legalidade. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Fatos  e provas. Reexame. Impossibilidade. Artigo 125, §§ 4º e 5º da  CF.  Exclusão  da  Corporação.  Comando-Geral  da  Polícia.  Competência.  Possibilidade.  Julgamento  colegiado.  Composição.  Precedentes.  1.  Inadmissível  o  recurso  extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele  se  alega  violados  não  estão  devidamente  prequestionados.  Incidência  das  Súmulas  nºs  282  e  356/STF.  2.  A afronta  aos  princípios da legalidade,  do devido processo legal,  da ampla  defesa,  do  contraditório,  dos  limites  da  coisa  julgada  ou  da  prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida  como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura  apenas  ofensa  indireta  ou  reflexa  à  Constituição  Federal.  3.     Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e  das  provas  e  a  análise  da  legislação  infraconstitucional.  Incidência das Súmulas nºs 636, 279 e 280 /STF. 4. O art. 125, §  4º, da Constituição Federal somente se aplica quando a perda  da graduação for pena acessória de sanção criminal aplicada em  processo  penal,  e  não,  como  no  caso  dos  autos,  quando  o  comando-geral  da  polícia  aplicar  a  pena  de  demissão  após  apuração de falta grave em processo administrativo disciplinar.  5. O art. 125, § 5º, da Constituição Federal contém exigência de  que  as  demandas  que  tenham  por  objeto  ato  disciplinar  cometido por militar sejam julgadas em primeiro grau por juiz  de  direito,  não  fazendo,  entretanto,  nenhuma menção  acerca  dos  julgamentos  colegiados  de  tais  demandas.  6.  Agravo  regimental  não  provido.  (ARE-AgR 894.463,  Rel.  Min.  DIAS  TOFFOLI, Segunda Turma, DJe 21.10.2015)   \"Embargos de declaração em recurso extraordinário com  agravo.  2.  Decisão  monocrática.  Embargos  de  declaração  recebidos como agravo regimental. 3. Processo administrativo- disciplinar.  Demissão.  Violação  ao  princípio  da  proporcionalidade.  Controvérsia  decidida  à  luz  da  legislação  local  aplicável  e  do  acervo  fático-probatório.  Incidência  dos  enunciados  280  e  279  da  Súmula  desta  Corte.  4.  Agravo  regimental a que se nega provimento.\" (ARE 727.225-ED, Rel.  Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 18/3/2013)   Ademais, os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido  processo legal  e  dos limites  da coisa julgada,  quando debatidos sob a  ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o  apelo extremo admissível,  consoante decidido pelo Plenário Virtual  do  STF, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, o  qual possui a seguinte ementa:   “Alegação  de  cerceamento  do  direito  de  defesa.  Tema  relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da  ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo     legal.  Julgamento  da  causa  dependente  de  prévia  análise  da  adequada aplicação das  normas infraconstitucionais.  Rejeição  da repercussão geral.”   Além  disso,  conforme  já  salientado  na  decisão  monocrática,  no  tocante à ofensa ao art. 93, inciso IX, observo que esta Corte apreciou a  matéria  por  meio  do  regime  da  repercussão  geral,  no  julgamento  do  AIQO-RG  791.292,  Rel.  Min.  Gilmar  Mendes,  DJe  13.8.2010.  Nessa  oportunidade, reconheceu-se a existência de repercussão geral do tema e  reafirmou a jurisprudência do STF no sentido de que o referido artigo  exige  que  o  acórdão  ou  a  decisão  sejam  fundamentados,  ainda  que  sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada  uma das alegações ou provas.   Assim, tendo em vista que a parte agravante não demonstrou que a  decisão recorrida desbordou dos poderes previstos no art. 932, do CPC,  cristalino o não provimento do agravo interno. Frise-se, ademais, que o  recorrente replica integralmente as peças processuais já encartadas nos  autos. Nessa toada, entendo imperiosa a fixação colegiada de multa, que  desde logo proponho em 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos  termos do art. 1.021, § 4º, do CPC.   Ante  o  exposto,  voto  pelo  não  provimento  do  presente  agravo  regimental,  bem como, nos termos da fundamentação acima declinada,  por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor  da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta  Turma  na  hipótese  de  deliberação  unânime,  condicionando-se  a  interposição de  qualquer  outro  recurso  ao depósito  prévio  da quantia  fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC.   Nos termos do artigo 85, § 11, CPC, majoro em ¼ da verba honorária  fixada anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2º e 3º do  mesmo dispositivo.   É como voto.  ", "votante" : "MIN_EDSON_FACHIN" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac1b0d2512244887576" }, "acordao" : { "texto" : "1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não  alcança  estatura  constitucional.  Não  há  falar  em afronta  aos  preceitos  constitucionais  indicados  nas  razões  recursais.  Compreender  de  modo  diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na  decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa,  insuscetível,  como  tal,  de  viabilizar  o  conhecimento  do  recurso  extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior,  nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte.  2. O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova  produzida e na legislação infraconstitucional  aplicável  para firmar seu  convencimento  acerca  da  ausência  da  condição  de  dependente,  nos  termos  do  art.  5º,  III,  da  Lei  nº  8.059/1990,  razão  pela  qual  aferir  a  ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no   apelo  extremo  exigiria  o  revolvimento  do  quadro  fático  delineado,  procedimento  vedado  em  sede  extraordinária.  Aplicação  da  Súmula  279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”  3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar  os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.  Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a  Presidência  da  Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e  das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento  ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.   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REELABORAÇÃO  DA MOLDURA  FÁTICA  E  ANÁLISE  DA  LEGISLAÇÃO  INFRACONSTITUCIONAL.  PROCEDIMENTO  VEDADO  NA  INSTÂNCIA  EXTRAORDINÁRIA.  EVENTUAL  OFENSA  REFLEXA  NÃO  VIABILIZA  O  MANEJO  DO  RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR.   RECORRIDO PUBLICADO EM 29.11.2011.  4. Agravo regimental conhecido e não provido.  " }, "extratoata" : { "texto" : "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.116 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : NEUZA MARIA DE LIRA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO  Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos  termos  do  voto  da  Relatora.  Unânime.  Presidência  da  Senhora  Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 13.10.2015.    Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão   os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e  Edson  Fachin.  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ROSA WEBER\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     NEUZA MARIA DE LIRA\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     UNIÃO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     DIREITO ADMINISTRITVO E PROCESSUAL CIVIL. MILITAR. EX-\nCOMBATENTE.  ASSISTÊNCIA  MÉDICO-HOSPITALAR.  CONDIÇÃO \nDE DEPENDENTE. FILHA MAIOR DE 21 ANOS E CAPAZ. AUSÊNCIA \nDE  REQUISITOS.  LEI  Nº  8.059/1990.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO \nQUE  NÃO  MERECE  TRÂNSITO.  REELABORAÇÃO  DA MOLDURA \nFÁTICA  E  ANÁLISE  DA  LEGISLAÇÃO  INFRACONSTITUCIONAL. \nPROCEDIMENTO  VEDADO  NA  INSTÂNCIA  EXTRAORDINÁRIA. \nEVENTUAL  OFENSA  REFLEXA  NÃO  VIABILIZA  O  MANEJO  DO \nRECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO \nRECORRIDO PUBLICADO EM 29.11.2011.\n    </p>\n    <p>\n     1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não \nalcança  estatura  constitucional.  Não  há  falar  em afronta  aos  preceitos \nconstitucionais  indicados  nas  razões  recursais.  Compreender  de  modo \ndiverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na \ndecisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, \ninsuscetível,  como  tal,  de  viabilizar  o  conhecimento  do  recurso \nextraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, \nnos termos da remansosa jurisprudência desta Corte.\n    </p>\n    <p>\n     2. O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova \nproduzida e na legislação infraconstitucional  aplicável  para firmar seu \nconvencimento  acerca  da  ausência  da  condição  de  dependente,  nos \ntermos  do  art.  5º,  III,  da  Lei  nº  8.059/1990,  razão  pela  qual  aferir  a \nocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9610648.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 824116 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     apelo  extremo  exigiria  o  revolvimento  do  quadro  fático  delineado, \nprocedimento  vedado  em  sede  extraordinária.  Aplicação  da  Súmula \n279/STF:\n     <i>\n      “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar \nos fundamentos que lastrearam a decisão agravada.\n    </p>\n    <p>\n     4. Agravo regimental conhecido e não provido.\n     <b>\n      ACÓRDÃO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \nSupremo  Tribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a  Presidência  da \nSenhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e \ndas notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento \nao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 13 de outubro de 2015.\n    </p>\n    <p>\n     Ministra Rosa Weber\nRelatora\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9610648.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      13/10/2015 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.116 RIO DE \nJANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATORA : MIN. ROSA WEBER\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     NEUZA MARIA DE LIRA\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     UNIÃO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATÓRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora):\n     </b>\n     Contra a decisão por \nmim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo \nregimental Neuza Maria de Lira.\n    </p>\n    <p>\n     Ataca  a  decisão  agravada,  ao  argumento  de  que  a  violação  dos \npreceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta que “(...) \na discussão no presente feito versa sobre o direito adquirido da agravante \nem ser reconhecida como dependente de seu pai,  concedendo-se a ela \ntodos os benefícios decorrentes de tal posição (…) e que o falecimento do \npai deu-se anteriormente à promulgação da Carta da República de 1988. \nA Constituição Federal não estabeleceu critérios para o enquadramento \nde pessoa na condição de dependente, prevalecendo até a edição da Lei \n8.059/90 o previsto na legislação anterior (...)” (doc. 3, fl. 04). Alega que \n“(...) deve ser afastado o entendimento de que o direito ao atendimento \nmédico-hospitalar devido aos dependentes não se aplica à filha maior por \nter supostamente surgido apenas com a Lei regulamentadora do artigo 53 \ndo ADCT (...)” (doc. 03, fl. 05). Reitera a afronta aos arts. 5º, XXXVI, da Lei \nFundamental e 53 do ADCT.\n    </p>\n    <p>\n     O Tribunal Regional Federal da 2ª Região  julgou a controvérsia em \ndecisão cuja ementa reproduzo:\n    </p>\n    <p>\n     “EX-COMBATENTE.  ASSISTÊNCIA  MÉDICO-\nHOSPITALAR GRATUITA. ART. 53, IV DO ADCT. ART. 5°, III \nDA LEI N° 8.059/90.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9610649.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 824116 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     A filha maior e capaz de ex-combatente não tem direito à \nassistência médica e hospitalar gratuita prevista no art. 53, IV \ndo ADCT, pois não está no rol do art. 5°, III da Lei nº 8.059/90. \nRemessa necessária e apelação providas.” (doc.08, fl. 21)\n    </p>\n    <p>\n     Acórdão recorrido publicado em 29.11.2011.\n     <b>\n      É o relatório.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9610649.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      13/10/2015 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.116 RIO DE \nJANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      VOTO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A  Senhora  Ministra  Rosa  Weber  (Relatora):\n     </b>\n     Preenchidos  os \npressupostos genéricos,\n     <b>\n      conheço\n     </b>\n     do agravo regimental e passo ao exame \ndo mérito.\n    </p>\n    <p>\n     Nada colhe o agravo.\nTranscrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      Vistos etc.\n     </b>\n     Contra  o  juízo  negativo  de  admissibilidade  do  recurso\n    </p>\n    <p>\n     extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal\n     <i>\n      a quo\n     </i>\n     , foi \nmanejado  agravo.  Na  minuta,  sustenta-se  que  o  recurso \nextraordinário  reúne  todos  os  requisitos  para  sua  admissão. \nAparelhado o  recurso  na afronta  aos  arts.  5º,  XXXVI,  da Lei \nFundamental, e 53 do ADCT.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório. \nDecido. \nPreenchidos os pressupostos extrínsecos. \nDa  detida  análise  dos  fundamentos  da  decisão\n    </p>\n    <p>\n     denegatória  de  seguimento  do  recurso  extraordinário,  bem \ncomo à luz das razões  de decidir  adotadas  pelo  Tribunal  de \norigem,  por  ocasião  do  julgamento  do  recurso  veiculado  na \ninstância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.\n    </p>\n    <p>\n     O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se \nna prova produzida e na legislação infraconstitucional aplicável \npara firmar seu convencimento acerca da ausência da condição \nde dependente, nos termos do art. 5º, III, da Lei 8.059/90, razão \npela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos \nconstitucionais  invocados  no  apelo  extremo  exigiria  o \nrevolvimento  do  quadro  fático  delineado,  procedimento \nvedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: \n“P\n     <i>\n      ara  simples  reexame  de  prova  não  cabe  recurso  extraordinário\n     </i>\n     .”\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9610650.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 824116 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Nesse sentido:\n    </p>\n    <p>\n     “1.  Recurso  extraordinário:  descabimento:  pretensão  ao \nreexame  do  enquadramento  da  autora  na  situação  de \ndependente  econômica  de  falecido  ex-combatente,  que \ndemanda  interpretação  da  legislação  infraconstitucional \npertinente (L. 8.059/90), além da rediscussão de matéria de fato \ne de prova (Súmula 279). 2. Agravo regimental: motivação da \ndecisão  agravada:  necessidade  de  impugnação  de  forma \nconsistente.” (RE 398.403-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, 1ª \nTurma, DJ 08.10.2004)\n    </p>\n    <p>\n     “DIREITO  PREVIDENCIÁRIO.  EX-COMBATENTE. \nPENSÃO  ESPECIAL.  REQUISITOS.  LEI  8.059/90.  ÂMBITO \nINFRACONSTITUCIONAL  DO  DEBATE.  ANÁLISE  DA \nOCORRÊNCIA  DE  EVENTUAL  AFRONTA  AO  PRECEITO \nCONSTITUCIONAL  INVOCADO  NO  APELO  EXTREMO \nDEPENDENTE  DA  REELABORAÇÃO  DA  MOLDURA \nFÁTICA  DELINEADA  NO  ACÓRDÃO  REGIONAL. \nACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 06.3.2009. O exame \nda alegada ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal, \ndependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional \naplicada  à  espécie,  o  que  refoge  à  competência  jurisdicional \nextraordinária,  prevista  no  art.  102  da  Constituição  Federal. \nPrecedentes.  Divergir  do  entendimento  do  Tribunal  Regional \nacerca do não atendimento, pela ora agravante, dos requisitos \nexigidos  pela  Lei  8.059/90,  para  fins  de concessão da pensão \nespecial, na qualidade de dependente, demandaria reexame de \nfatos e provas, o que é vedado em sede extraordinária. Agravo \nregimental conhecido e não provido.” (RE 632.000-AgR, minha \nrelatoria, 1ª Turma, DJe 26.3.2014)\n    </p>\n    <p>\n     Por seu turno, o exame de eventual ofensa aos princípios \nda proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à \ncoisa  julgada  (art.  5º  da  Lei  Maior),  demanda,  em  primeiro \nplano,  a  interpretação  das  normas  infraconstitucionais\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9610650.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 824116 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria \nindireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei \nMaior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio \nSupremo Tribunal Federal,\n     <i>\n      verbis\n     </i>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     \"CONSTITUCIONAL.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO: \nALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV \ne LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer \na vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, \ninterpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão \nfica  no  campo  da  legalidade,  inocorrendo  o  contencioso \nconstitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não \nconfigura  negativa  de  prestação  jurisdicional  (C.F.,  art.  5º, \nXXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou \nnão,  do  direito  adquirido,  situa-se  no  campo \ninfraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo \nlegal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela \nindireta,  reflexa,  dado  que  a  ofensa  direta  seria  a  normas \nprocessuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a \nadmissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. \n-  Agravo  não  provido\"  (STF-RE-AgR-154.158/SP,  Relator \nMinistro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002).\n    </p>\n    <p>\n     \"TRABALHISTA.  ACÓRDÃO  QUE  NÃO  ADMITIU \nRECURSO  DE  REVISTA,  INTERPOSTO  PARA  AFASTAR \nPENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE \nEM  GARANTIA  DE  FINANCIAMENTO  POR  MEIO  DE \nCÉDULA  DE  CRÉDITO  À  EXPORTAÇÃO.  DECRETO-LEI \n413/69 E LEI 4.728/65.  ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º,  II, \nXXII,  XXXV  E  XXXVI,  DA  CONSTITUIÇÃO  FEDERAL. \nQuestão  insuscetível  de  ser  apreciada  senão  por  via  da \nlegislação  infraconstitucional  que  fundamentou  o  acórdão, \nprocedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde \nnão cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. \nRecurso não conhecido\" (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro \nIlmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001).\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9610650.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 824116 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, \nconsoante também se denota dos fundamentos da decisão que \ndesafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise \nconduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a \npreceito da Constituição da República.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Nego seguimento\n     </b>\n     (art. 21, § 1º, do RISTF).”\n    </p>\n    <p>\n     Irrepreensível a decisão agravada.\nA suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo\n    </p>\n    <p>\n     extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação \ninfraconstitucional,  o  que  torna  oblíqua  e  reflexa  eventual  ofensa, \ninsuscetível,  como  tal,  de  viabilizar  o  conhecimento  do  recurso \nextraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     Oportuna a transcrição parcial do voto do acórdão proferido pelo \nTribunal Regional Federal da 2ª Região,\n     <i>\n      verbis:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     “(...)\nNa hipótese dos autos restou evidente a qualidade de ex-\n    </p>\n    <p>\n     combatente do falecido pai da autora, Sr. Adelino Celestino de \nLira,  conforme atesta  o  documento  de  fls.29.  Entretanto,  -tal \ncondição, por si só, não autoriza -a concessão do beneficio da \nassistência  médica  gratuita  pleiteada,  que  deve  observar \nrequisitos próprios, como se verá.\n    </p>\n    <p>\n     Com  relação  ao  pleito  de  assistência  médico~hospitalar \ngratuita, ainda que a autora fosse considerada dependente de \nex-combatente,  nos termos do artigo 30 da Lei  4.242/63,  com \ndireito ao recebimento de pensão especial, isso não é suficiente \npara  que  possa  ser  considerada  sua  dependente,  nos  termos \nexigidos pelo artigo 5°, III, da Lei 8.059/90.\n    </p>\n    <p>\n     Com  efeito,  o  direito  à  assistência  médico-hospitalar \npretendida surgiu com a Constituição Federal de 1988, sendo \nbeneficiários aqueles que preencherem os requisitos do art. 5°, \nIII  da  Lei  n°  8.059/90  que,  por  sua  vez,  apenas  considera \ndependente  do  ex-combatente  a  filha  menor  de  21  anos  ou \ninválida.\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9610650.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 824116 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     No caso, na data do óbito do seu pai (06 de junho de 1982), \na  impetrante  já  contava  com  31  anos  de  idade  (fl.14),  não \nhavendo prova nos autos de que é inválida. Portanto, não tem \ndireito à assistência médica,  hospitalar e educacional gratuita \nprevista no art. 53, IV do ADCT.\n    </p>\n    <p>\n     (…).” (doc.08, fl. 20)\n    </p>\n    <p>\n     O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova \nproduzida e na legislação infraconstitucional  aplicável  para firmar seu \nconvencimento  acerca  da  ausência  da  condição  de  dependente,  nos \ntermos  do  art.  5º,  III,  da  Lei  nº  8.059/1990,  razão  pela  qual  aferir  a \nocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no \napelo  extremo  exigiria  o  revolvimento  do  quadro  fático  delineado, \nprocedimento  vedado  em  sede  extraordinária.  Aplicação  da  Súmula \n279/STF:\n     <i>\n      “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Colho precedentes:\n    </p>\n    <p>\n     “DIREITO  PREVIDENCIÁRIO.  EX-COMBATENTE. \nPENSÃO  ESPECIAL.  REQUISITOS.  LEI  8.059/90.  ÂMBITO \nINFRACONSTITUCIONAL  DO  DEBATE.  ANÁLISE  DA \nOCORRÊNCIA  DE  EVENTUAL  AFRONTA  AO  PRECEITO \nCONSTITUCIONAL  INVOCADO  NO  APELO  EXTREMO \nDEPENDENTE  DA  REELABORAÇÃO  DA  MOLDURA \nFÁTICA  DELINEADA  NO  ACÓRDÃO  REGIONAL. \nACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 06.3.2009. O exame \nda alegada ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal, \ndependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional \naplicada  à  espécie,  o  que  refoge  à  competência  jurisdicional \nextraordinária,  prevista  no  art.  102  da  Constituição  Federal. \nPrecedentes.  Divergir  do  entendimento  do  Tribunal  Regional \nacerca do não atendimento, pela ora agravante, dos requisitos \nexigidos  pela  Lei  8.059/90,  para  fins  de concessão da pensão \nespecial, na qualidade de dependente, demandaria reexame de \nfatos e provas, o que é vedado em sede extraordinária. Agravo \nregimental  conhecido  e  não  provido”  (RE  632.000-AgR/SP,\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9610650.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 824116 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     acórdão de minha lavra, 1ª Turma, DJe 26.3.2014).\n    </p>\n    <p>\n     “1.  Recurso  extraordinário:  descabimento:  pretensão  ao \nreexame  do  enquadramento  da  autora  na  situação  de \ndependente  econômica  de  falecido  ex-combatente,  que \ndemanda  interpretação  da  legislação  infraconstitucional \npertinente (L. 8.059/90), além da rediscussão de matéria de fato \ne de prova (Súmula 279). 2. Agravo regimental: motivação da \ndecisão  agravada:  necessidade  de  impugnação  de  forma \nconsistente” (RE 398.403-AgR/RJ, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, \n1ª Turma, DJ 08.10.2004).\n    </p>\n    <p>\n     As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os \nfundamentos  que lastrearam a decisão agravada,  mormente no que se \nrefere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do \nrecurso extraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     Agravo regimental\n     <b>\n      conhecido\n     </b>\n     e\n     <b>\n      não provido\n     </b>\n     .\n     <b>\n      É como voto.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9610650.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 13/10/2015\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.116\n     </b>\n     PROCED. : RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n     </b>\n     AGTE.(S) : NEUZA MARIA DE LIRA\nPROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\nAGDO.(A/S) : UNIÃO\nPROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \ntermos  do  voto  da  Relatora.  Unânime.  Presidência  da  Senhora \nMinistra Rosa Weber. 1ª Turma, 13.10.2015.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão\n    </p>\n    <p>\n     os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e \nEdson  Fachin.  Compareceu  o  Senhor  Ministro  Teori  Zavascki  para \njulgar processos a ele vinculados.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9653995\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "13/10/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.116 RIO DE \n", "JANEIRO\n", "RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n", "AGTE.(S) :NEUZA MARIA DE LIRA \n", "PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL \n", "AGDO.(A/S) :UNIÃO \n", "PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO \n", "EMENTA\n", "DIREITO ADMINISTRITVO E PROCESSUAL CIVIL. MILITAR. EX-\n", "COMBATENTE.  ASSISTÊNCIA  MÉDICO-HOSPITALAR.  CONDIÇÃO \n", "DE DEPENDENTE. FILHA MAIOR DE 21 ANOS E CAPAZ. AUSÊNCIA \n", "DE  REQUISITOS.  LEI  Nº  8.059/1990.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO \n", "QUE  NÃO  MERECE  TRÂNSITO.  REELABORAÇÃO  DA MOLDURA \n", "FÁTICA  E  ANÁLISE  DA  LEGISLAÇÃO  INFRACONSTITUCIONAL. \n", "PROCEDIMENTO  VEDADO  NA  INSTÂNCIA  EXTRAORDINÁRIA. \n", "EVENTUAL  OFENSA  REFLEXA  NÃO  VIABILIZA  O  MANEJO  DO \n", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO \n", "RECORRIDO PUBLICADO EM 29.11.2011.\n", "1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não \n", "alcança  estatura  constitucional.  Não  há  falar  em afronta  aos  preceitos \n", "constitucionais  indicados  nas  razões  recursais.  Compreender  de  modo \n", "diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na \n", "decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, \n", "insuscetível,  como  tal,  de  viabilizar  o  conhecimento  do  recurso \n", "extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, \n", "nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte.\n", "2. O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova \n", "produzida e na legislação infraconstitucional  aplicável  para firmar seu \n", "convencimento  acerca  da  ausência  da  condição  de  dependente,  nos \n", "termos  do  art.  5º,  III,  da  Lei  nº  8.059/1990,  razão  pela  qual  aferir  a \n", "ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9610648.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11\n", "Ementa e Acórdão\n", "ARE 824116 AGR / RJ \n", "apelo  extremo  exigiria  o  revolvimento  do  quadro  fático  delineado, \n", "procedimento  vedado  em  sede  extraordinária.  Aplicação  da  Súmula \n", "279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”\n", "3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar \n", "os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.\n", "4. Agravo regimental conhecido e não provido.\n", "ACÓRDÃO\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \n", "Supremo  Tribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a  Presidência  da \n", "Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e \n", "das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento \n", "ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. \n", "Brasília, 13 de outubro de 2015.\n", "Ministra Rosa Weber\n", "Relatora\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9610648.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11\n", "Relatório\n", "13/10/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.116 RIO DE \n", "JANEIRO\n", "RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n", "AGTE.(S) :NEUZA MARIA DE LIRA \n", "PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL \n", "AGDO.(A/S) :UNIÃO \n", "PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO \n", "RELATÓRIO\n", "A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por \n", "mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo \n", "regimental Neuza Maria de Lira.\n", "Ataca  a  decisão  agravada,  ao  argumento  de  que  a  violação  dos \n", "preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta que “(...) \n", "a discussão no presente feito versa sobre o direito adquirido da agravante \n", "em ser reconhecida como dependente de seu pai,  concedendo-se a ela \n", "todos os benefícios decorrentes de tal posição (…) e que o falecimento do \n", "pai deu-se anteriormente à promulgação da Carta da República de 1988. \n", "A Constituição Federal não estabeleceu critérios para o enquadramento \n", "de pessoa na condição de dependente, prevalecendo até a edição da Lei \n", "8.059/90 o previsto na legislação anterior (...)” (doc. 3, fl. 04). Alega que \n", "“(...) deve ser afastado o entendimento de que o direito ao atendimento \n", "médico-hospitalar devido aos dependentes não se aplica à filha maior por \n", "ter supostamente surgido apenas com a Lei regulamentadora do artigo 53 \n", "do ADCT (...)” (doc. 03, fl. 05). Reitera a afronta aos arts. 5º, XXXVI, da Lei \n", "Fundamental e 53 do ADCT.\n", "O Tribunal Regional Federal da 2ª Região  julgou a controvérsia em \n", "decisão cuja ementa reproduzo:\n", "“EX-COMBATENTE.  ASSISTÊNCIA  MÉDICO-\n", "HOSPITALAR GRATUITA. ART. 53, IV DO ADCT. ART. 5°, III \n", "DA LEI N° 8.059/90.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9610649.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11\n", "Relatório\n", "ARE 824116 AGR / RJ \n", "A filha maior e capaz de ex-combatente não tem direito à \n", "assistência médica e hospitalar gratuita prevista no art. 53, IV \n", "do ADCT, pois não está no rol do art. 5°, III da Lei nº 8.059/90. \n", "Remessa necessária e apelação providas.” (doc.08, fl. 21)\n", "Acórdão recorrido publicado em 29.11.2011.\n", "É o relatório.\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9610649.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "13/10/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.116 RIO DE \n", "JANEIRO\n", "VOTO\n", "A  Senhora  Ministra  Rosa  Weber  (Relatora): Preenchidos  os \n", "pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame \n", "do mérito.\n", "Nada colhe o agravo.\n", "Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:\n", "“Vistos etc.\n", "Contra  o  juízo  negativo  de  admissibilidade  do  recurso \n", "extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal  a quo, foi \n", "manejado  agravo.  Na  minuta,  sustenta-se  que  o  recurso \n", "extraordinário  reúne  todos  os  requisitos  para  sua  admissão. \n", "Aparelhado o  recurso  na afronta  aos  arts.  5º,  XXXVI,  da Lei \n", "Fundamental, e 53 do ADCT.\n", "É o relatório. \n", "Decido. \n", "Preenchidos os pressupostos extrínsecos. \n", "Da  detida  análise  dos  fundamentos  da  decisão \n", "denegatória  de  seguimento  do  recurso  extraordinário,  bem \n", "como à luz das razões  de decidir  adotadas  pelo  Tribunal  de \n", "origem,  por  ocasião  do  julgamento  do  recurso  veiculado  na \n", "instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.\n", "O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se \n", "na prova produzida e na legislação infraconstitucional aplicável \n", "para firmar seu convencimento acerca da ausência da condição \n", "de dependente, nos termos do art. 5º, III, da Lei 8.059/90, razão \n", "pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos \n", "constitucionais  invocados  no  apelo  extremo  exigiria  o \n", "revolvimento  do  quadro  fático  delineado,  procedimento \n", "vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: \n", "“Para  simples  reexame  de  prova  não  cabe  recurso  extraordinário.” \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9610650.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "ARE 824116 AGR / RJ \n", "Nesse sentido:\n", "“1.  Recurso  extraordinário:  descabimento:  pretensão  ao \n", "reexame  do  enquadramento  da  autora  na  situação  de \n", "dependente  econômica  de  falecido  ex-combatente,  que \n", "demanda  interpretação  da  legislação  infraconstitucional \n", "pertinente (L. 8.059/90), além da rediscussão de matéria de fato \n", "e de prova (Súmula 279). 2. Agravo regimental: motivação da \n", "decisão  agravada:  necessidade  de  impugnação  de  forma \n", "consistente.” (RE 398.403-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, 1ª \n", "Turma, DJ 08.10.2004)\n", "“DIREITO  PREVIDENCIÁRIO.  EX-COMBATENTE. \n", "PENSÃO  ESPECIAL.  REQUISITOS.  LEI  8.059/90.  ÂMBITO \n", "INFRACONSTITUCIONAL  DO  DEBATE.  ANÁLISE  DA \n", "OCORRÊNCIA  DE  EVENTUAL  AFRONTA  AO  PRECEITO \n", "CONSTITUCIONAL  INVOCADO  NO  APELO  EXTREMO \n", "DEPENDENTE  DA  REELABORAÇÃO  DA  MOLDURA \n", "FÁTICA  DELINEADA  NO  ACÓRDÃO  REGIONAL. \n", "ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 06.3.2009. O exame \n", "da alegada ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal, \n", "dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional \n", "aplicada  à  espécie,  o  que  refoge  à  competência  jurisdicional \n", "extraordinária,  prevista  no  art.  102  da  Constituição  Federal. \n", "Precedentes.  Divergir  do  entendimento  do  Tribunal  Regional \n", "acerca do não atendimento, pela ora agravante, dos requisitos \n", "exigidos  pela  Lei  8.059/90,  para  fins  de concessão da pensão \n", "especial, na qualidade de dependente, demandaria reexame de \n", "fatos e provas, o que é vedado em sede extraordinária. Agravo \n", "regimental conhecido e não provido.” (RE 632.000-AgR, minha \n", "relatoria, 1ª Turma, DJe 26.3.2014)\n", "Por seu turno, o exame de eventual ofensa aos princípios \n", "da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à \n", "coisa  julgada  (art.  5º  da  Lei  Maior),  demanda,  em  primeiro \n", "plano,  a  interpretação  das  normas  infraconstitucionais \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9610650.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "ARE 824116 AGR / RJ \n", "aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria \n", "indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei \n", "Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio \n", "Supremo Tribunal Federal, verbis:\n", "\"CONSTITUCIONAL.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO: \n", "ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV \n", "e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer \n", "a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, \n", "interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão \n", "fica  no  campo  da  legalidade,  inocorrendo  o  contencioso \n", "constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não \n", "configura  negativa  de  prestação  jurisdicional  (C.F.,  art.  5º, \n", "XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou \n", "não,  do  direito  adquirido,  situa-se  no  campo \n", "infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo \n", "legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela \n", "indireta,  reflexa,  dado  que  a  ofensa  direta  seria  a  normas \n", "processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a \n", "admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. \n", "-  Agravo  não  provido\"  (STF-RE-AgR-154.158/SP,  Relator \n", "Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002).\n", "\"TRABALHISTA.  ACÓRDÃO  QUE  NÃO  ADMITIU \n", "RECURSO  DE  REVISTA,  INTERPOSTO  PARA  AFASTAR \n", "PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE \n", "EM  GARANTIA  DE  FINANCIAMENTO  POR  MEIO  DE \n", "CÉDULA  DE  CRÉDITO  À  EXPORTAÇÃO.  DECRETO-LEI \n", "413/69 E LEI 4.728/65.  ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º,  II, \n", "XXII,  XXXV  E  XXXVI,  DA  CONSTITUIÇÃO  FEDERAL. \n", "Questão  insuscetível  de  ser  apreciada  senão  por  via  da \n", "legislação  infraconstitucional  que  fundamentou  o  acórdão, \n", "procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde \n", "não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. \n", "Recurso não conhecido\" (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro \n", "Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001).\n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9610650.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "ARE 824116 AGR / RJ \n", "Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, \n", "consoante também se denota dos fundamentos da decisão que \n", "desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise \n", "conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a \n", "preceito da Constituição da República.\n", "Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”\n", "Irrepreensível a decisão agravada.\n", "A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo \n", "extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação \n", "infraconstitucional,  o  que  torna  oblíqua  e  reflexa  eventual  ofensa, \n", "insuscetível,  como  tal,  de  viabilizar  o  conhecimento  do  recurso \n", "extraordinário.\n", "Oportuna a transcrição parcial do voto do acórdão proferido pelo \n", "Tribunal Regional Federal da 2ª Região, verbis:\n", "“(...)\n", "Na hipótese dos autos restou evidente a qualidade de ex-\n", "combatente do falecido pai da autora, Sr. Adelino Celestino de \n", "Lira,  conforme atesta  o  documento  de  fls.29.  Entretanto,  -tal \n", "condição, por si só, não autoriza -a concessão do beneficio da \n", "assistência  médica  gratuita  pleiteada,  que  deve  observar \n", "requisitos próprios, como se verá.\n", "Com  relação  ao  pleito  de  assistência  médico~hospitalar \n", "gratuita, ainda que a autora fosse considerada dependente de \n", "ex-combatente,  nos termos do artigo 30 da Lei  4.242/63,  com \n", "direito ao recebimento de pensão especial, isso não é suficiente \n", "para  que  possa  ser  considerada  sua  dependente,  nos  termos \n", "exigidos pelo artigo 5°, III, da Lei 8.059/90.\n", "Com  efeito,  o  direito  à  assistência  médico-hospitalar \n", "pretendida surgiu com a Constituição Federal de 1988, sendo \n", "beneficiários aqueles que preencherem os requisitos do art. 5°, \n", "III  da  Lei  n°  8.059/90  que,  por  sua  vez,  apenas  considera \n", "dependente  do  ex-combatente  a  filha  menor  de  21  anos  ou \n", "inválida.\n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9610650.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "ARE 824116 AGR / RJ \n", "No caso, na data do óbito do seu pai (06 de junho de 1982), \n", "a  impetrante  já  contava  com  31  anos  de  idade  (fl.14),  não \n", "havendo prova nos autos de que é inválida. Portanto, não tem \n", "direito à assistência médica,  hospitalar e educacional gratuita \n", "prevista no art. 53, IV do ADCT.\n", "(…).” (doc.08, fl. 20)\n", "O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova \n", "produzida e na legislação infraconstitucional  aplicável  para firmar seu \n", "convencimento  acerca  da  ausência  da  condição  de  dependente,  nos \n", "termos  do  art.  5º,  III,  da  Lei  nº  8.059/1990,  razão  pela  qual  aferir  a \n", "ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no \n", "apelo  extremo  exigiria  o  revolvimento  do  quadro  fático  delineado, \n", "procedimento  vedado  em  sede  extraordinária.  Aplicação  da  Súmula \n", "279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”\n", "Colho precedentes:\n", "“DIREITO  PREVIDENCIÁRIO.  EX-COMBATENTE. \n", "PENSÃO  ESPECIAL.  REQUISITOS.  LEI  8.059/90.  ÂMBITO \n", "INFRACONSTITUCIONAL  DO  DEBATE.  ANÁLISE  DA \n", "OCORRÊNCIA  DE  EVENTUAL  AFRONTA  AO  PRECEITO \n", "CONSTITUCIONAL  INVOCADO  NO  APELO  EXTREMO \n", "DEPENDENTE  DA  REELABORAÇÃO  DA  MOLDURA \n", "FÁTICA  DELINEADA  NO  ACÓRDÃO  REGIONAL. \n", "ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 06.3.2009. O exame \n", "da alegada ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal, \n", "dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional \n", "aplicada  à  espécie,  o  que  refoge  à  competência  jurisdicional \n", "extraordinária,  prevista  no  art.  102  da  Constituição  Federal. \n", "Precedentes.  Divergir  do  entendimento  do  Tribunal  Regional \n", "acerca do não atendimento, pela ora agravante, dos requisitos \n", "exigidos  pela  Lei  8.059/90,  para  fins  de concessão da pensão \n", "especial, na qualidade de dependente, demandaria reexame de \n", "fatos e provas, o que é vedado em sede extraordinária. Agravo \n", "regimental  conhecido  e  não  provido”  (RE  632.000-AgR/SP, \n", "5 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9610650.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "ARE 824116 AGR / RJ \n", "acórdão de minha lavra, 1ª Turma, DJe 26.3.2014).\n", "“1.  Recurso  extraordinário:  descabimento:  pretensão  ao \n", "reexame  do  enquadramento  da  autora  na  situação  de \n", "dependente  econômica  de  falecido  ex-combatente,  que \n", "demanda  interpretação  da  legislação  infraconstitucional \n", "pertinente (L. 8.059/90), além da rediscussão de matéria de fato \n", "e de prova (Súmula 279). 2. Agravo regimental: motivação da \n", "decisão  agravada:  necessidade  de  impugnação  de  forma \n", "consistente” (RE 398.403-AgR/RJ, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, \n", "1ª Turma, DJ 08.10.2004).\n", "As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os \n", "fundamentos  que lastrearam a decisão agravada,  mormente no que se \n", "refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do \n", "recurso extraordinário. \n", "Agravo regimental conhecido e não provido.\n", "É como voto.\n", "6 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9610650.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11\n", "Extrato de Ata - 13/10/2015\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.116\n", "PROCED. : RIO DE JANEIRO\n", "RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n", "AGTE.(S) : NEUZA MARIA DE LIRA\n", "PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\n", "AGDO.(A/S) : UNIÃO\n", "PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n", "Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \n", "termos  do  voto  da  Relatora.  Unânime.  Presidência  da  Senhora \n", "Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 13.10.2015.\n", " \n", "Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão \n", "os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e \n", "Edson  Fachin.  Compareceu  o  Senhor  Ministro  Teori  Zavascki  para \n", "julgar processos a ele vinculados.\n", "Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9653995\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11\n" ], "numero" : "824116", "partes" : [ { "nome" : "MIN. ROSA WEBER", "sigla" : "", "tipo" : "RELATORA" }, { "nome" : "NEUZA MARIA DE LIRA", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" }, { "nome" : "UNIÃO", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. ROSA WEBER", "texto" : "A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por  mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo  regimental Neuza Maria de Lira.  Ataca  a  decisão  agravada,  ao  argumento  de  que  a  violação  dos  preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta que “(...)  a discussão no presente feito versa sobre o direito adquirido da agravante  em ser reconhecida como dependente de seu pai,  concedendo-se a ela  todos os benefícios decorrentes de tal posição (…) e que o falecimento do  pai deu-se anteriormente à promulgação da Carta da República de 1988.  A Constituição Federal não estabeleceu critérios para o enquadramento  de pessoa na condição de dependente, prevalecendo até a edição da Lei  8.059/90 o previsto na legislação anterior (...)” (doc. 3, fl. 04). Alega que  “(...) deve ser afastado o entendimento de que o direito ao atendimento  médico-hospitalar devido aos dependentes não se aplica à filha maior por  ter supostamente surgido apenas com a Lei regulamentadora do artigo 53  do ADCT (...)” (doc. 03, fl. 05). Reitera a afronta aos arts. 5º, XXXVI, da Lei  Fundamental e 53 do ADCT.  O Tribunal Regional Federal da 2ª Região  julgou a controvérsia em  decisão cuja ementa reproduzo:  “EX-COMBATENTE.  ASSISTÊNCIA  MÉDICO- HOSPITALAR GRATUITA. ART. 53, IV DO ADCT. ART. 5°, III  DA LEI N° 8.059/90.    A filha maior e capaz de ex-combatente não tem direito à  assistência médica e hospitalar gratuita prevista no art. 53, IV  do ADCT, pois não está no rol do art. 5°, III da Lei nº 8.059/90.  Remessa necessária e apelação providas.” (doc.08, fl. 21)  Acórdão recorrido publicado em 29.11.2011. É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   VOTO  A  Senhora  Ministra  Rosa  Weber  (Relatora): Preenchidos  os  pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame  do mérito.  Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:  “Vistos etc. Contra  o  juízo  negativo  de  admissibilidade  do  recurso   extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal  a quo, foi  manejado  agravo.  Na  minuta,  sustenta-se  que  o  recurso  extraordinário  reúne  todos  os  requisitos  para  sua  admissão.  Aparelhado o  recurso  na afronta  aos  arts.  5º,  XXXVI,  da Lei  Fundamental, e 53 do ADCT.  É o relatório.  Decido.  Preenchidos os pressupostos extrínsecos.  Da  detida  análise  dos  fundamentos  da  decisão   denegatória  de  seguimento  do  recurso  extraordinário,  bem  como à luz das razões  de decidir  adotadas  pelo  Tribunal  de  origem,  por  ocasião  do  julgamento  do  recurso  veiculado  na  instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.  O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se  na prova produzida e na legislação infraconstitucional aplicável  para firmar seu convencimento acerca da ausência da condição  de dependente, nos termos do art. 5º, III, da Lei 8.059/90, razão  pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos  constitucionais  invocados  no  apelo  extremo  exigiria  o  revolvimento  do  quadro  fático  delineado,  procedimento  vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF:  “Para  simples  reexame  de  prova  não  cabe  recurso  extraordinário.”     Nesse sentido:  “1.  Recurso  extraordinário:  descabimento:  pretensão  ao  reexame  do  enquadramento  da  autora  na  situação  de  dependente  econômica  de  falecido  ex-combatente,  que  demanda  interpretação  da  legislação  infraconstitucional  pertinente (L. 8.059/90), além da rediscussão de matéria de fato  e de prova (Súmula 279). 2. Agravo regimental: motivação da  decisão  agravada:  necessidade  de  impugnação  de  forma  consistente.” (RE 398.403-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, 1ª  Turma, DJ 08.10.2004)  “DIREITO  PREVIDENCIÁRIO.  EX-COMBATENTE.  PENSÃO  ESPECIAL.  REQUISITOS.  LEI  8.059/90.  ÂMBITO  INFRACONSTITUCIONAL  DO  DEBATE.  ANÁLISE  DA  OCORRÊNCIA  DE  EVENTUAL  AFRONTA  AO  PRECEITO  CONSTITUCIONAL  INVOCADO  NO  APELO  EXTREMO  DEPENDENTE  DA  REELABORAÇÃO  DA  MOLDURA  FÁTICA  DELINEADA  NO  ACÓRDÃO  REGIONAL.  ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 06.3.2009. O exame  da alegada ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal,  dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional  aplicada  à  espécie,  o  que  refoge  à  competência  jurisdicional  extraordinária,  prevista  no  art.  102  da  Constituição  Federal.  Precedentes.  Divergir  do  entendimento  do  Tribunal  Regional  acerca do não atendimento, pela ora agravante, dos requisitos  exigidos  pela  Lei  8.059/90,  para  fins  de concessão da pensão  especial, na qualidade de dependente, demandaria reexame de  fatos e provas, o que é vedado em sede extraordinária. Agravo  regimental conhecido e não provido.” (RE 632.000-AgR, minha  relatoria, 1ª Turma, DJe 26.3.2014)  Por seu turno, o exame de eventual ofensa aos princípios  da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à  coisa  julgada  (art.  5º  da  Lei  Maior),  demanda,  em  primeiro  plano,  a  interpretação  das  normas  infraconstitucionais     aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria  indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei  Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio  Supremo Tribunal Federal, verbis:  \"CONSTITUCIONAL.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO:  ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV  e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer  a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,  interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão  fica  no  campo  da  legalidade,  inocorrendo  o  contencioso  constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não  configura  negativa  de  prestação  jurisdicional  (C.F.,  art.  5º,  XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou  não,  do  direito  adquirido,  situa-se  no  campo  infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo  legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela  indireta,  reflexa,  dado  que  a  ofensa  direta  seria  a  normas  processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a  admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.  -  Agravo  não  provido\"  (STF-RE-AgR-154.158/SP,  Relator  Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002).  \"TRABALHISTA.  ACÓRDÃO  QUE  NÃO  ADMITIU  RECURSO  DE  REVISTA,  INTERPOSTO  PARA  AFASTAR  PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE  EM  GARANTIA  DE  FINANCIAMENTO  POR  MEIO  DE  CÉDULA  DE  CRÉDITO  À  EXPORTAÇÃO.  DECRETO-LEI  413/69 E LEI 4.728/65.  ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º,  II,  XXII,  XXXV  E  XXXVI,  DA  CONSTITUIÇÃO  FEDERAL.  Questão  insuscetível  de  ser  apreciada  senão  por  via  da  legislação  infraconstitucional  que  fundamentou  o  acórdão,  procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde  não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.  Recurso não conhecido\" (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro  Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001).    Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,  consoante também se denota dos fundamentos da decisão que  desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise  conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a  preceito da Constituição da República.  Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”  Irrepreensível a decisão agravada. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo   extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação  infraconstitucional,  o  que  torna  oblíqua  e  reflexa  eventual  ofensa,  insuscetível,  como  tal,  de  viabilizar  o  conhecimento  do  recurso  extraordinário.  Oportuna a transcrição parcial do voto do acórdão proferido pelo  Tribunal Regional Federal da 2ª Região, verbis:  “(...) Na hipótese dos autos restou evidente a qualidade de ex-  combatente do falecido pai da autora, Sr. Adelino Celestino de  Lira,  conforme atesta  o  documento  de  fls.29.  Entretanto,  -tal  condição, por si só, não autoriza -a concessão do beneficio da  assistência  médica  gratuita  pleiteada,  que  deve  observar  requisitos próprios, como se verá.  Com  relação  ao  pleito  de  assistência  médico~hospitalar  gratuita, ainda que a autora fosse considerada dependente de  ex-combatente,  nos termos do artigo 30 da Lei  4.242/63,  com  direito ao recebimento de pensão especial, isso não é suficiente  para  que  possa  ser  considerada  sua  dependente,  nos  termos  exigidos pelo artigo 5°, III, da Lei 8.059/90.  Com  efeito,  o  direito  à  assistência  médico-hospitalar  pretendida surgiu com a Constituição Federal de 1988, sendo  beneficiários aqueles que preencherem os requisitos do art. 5°,  III  da  Lei  n°  8.059/90  que,  por  sua  vez,  apenas  considera  dependente  do  ex-combatente  a  filha  menor  de  21  anos  ou  inválida.    No caso, na data do óbito do seu pai (06 de junho de 1982),  a  impetrante  já  contava  com  31  anos  de  idade  (fl.14),  não  havendo prova nos autos de que é inválida. Portanto, não tem  direito à assistência médica,  hospitalar e educacional gratuita  prevista no art. 53, IV do ADCT.  (…).” (doc.08, fl. 20)  O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova  produzida e na legislação infraconstitucional  aplicável  para firmar seu  convencimento  acerca  da  ausência  da  condição  de  dependente,  nos  termos  do  art.  5º,  III,  da  Lei  nº  8.059/1990,  razão  pela  qual  aferir  a  ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no  apelo  extremo  exigiria  o  revolvimento  do  quadro  fático  delineado,  procedimento  vedado  em  sede  extraordinária.  Aplicação  da  Súmula  279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”  Colho precedentes:  “DIREITO  PREVIDENCIÁRIO.  EX-COMBATENTE.  PENSÃO  ESPECIAL.  REQUISITOS.  LEI  8.059/90.  ÂMBITO  INFRACONSTITUCIONAL  DO  DEBATE.  ANÁLISE  DA  OCORRÊNCIA  DE  EVENTUAL  AFRONTA  AO  PRECEITO  CONSTITUCIONAL  INVOCADO  NO  APELO  EXTREMO  DEPENDENTE  DA  REELABORAÇÃO  DA  MOLDURA  FÁTICA  DELINEADA  NO  ACÓRDÃO  REGIONAL.  ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 06.3.2009. O exame  da alegada ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal,  dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional  aplicada  à  espécie,  o  que  refoge  à  competência  jurisdicional  extraordinária,  prevista  no  art.  102  da  Constituição  Federal.  Precedentes.  Divergir  do  entendimento  do  Tribunal  Regional  acerca do não atendimento, pela ora agravante, dos requisitos  exigidos  pela  Lei  8.059/90,  para  fins  de concessão da pensão  especial, na qualidade de dependente, demandaria reexame de  fatos e provas, o que é vedado em sede extraordinária. Agravo  regimental  conhecido  e  não  provido”  (RE  632.000-AgR/SP,     acórdão de minha lavra, 1ª Turma, DJe 26.3.2014).  “1.  Recurso  extraordinário:  descabimento:  pretensão  ao  reexame  do  enquadramento  da  autora  na  situação  de  dependente  econômica  de  falecido  ex-combatente,  que  demanda  interpretação  da  legislação  infraconstitucional  pertinente (L. 8.059/90), além da rediscussão de matéria de fato  e de prova (Súmula 279). 2. Agravo regimental: motivação da  decisão  agravada:  necessidade  de  impugnação  de  forma  consistente” (RE 398.403-AgR/RJ, Rel. Min. Sepúlveda Pertence,  1ª Turma, DJ 08.10.2004).  As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os  fundamentos  que lastrearam a decisão agravada,  mormente no que se  refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do  recurso extraordinário.   Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. ", "votante" : "MIN_ROSA_WEBER" } ] }
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NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 586.050 RIO DE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JANIA MARIA DE SOUZA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     PREFEITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     FERNANDA TABOADA\n    </p>\n    <p>\n     Agravo  regimental  em  recurso  extraordinário.  2.  Controle  de \nconstitucionalidade.  Declaração de inconstitucionalidade,  pelo  Tribunal \nde origem, de lei municipal em face da Constituição estadual. Matéria de \nreprodução  obrigatória.  Constituição  Federal.  Cabimento  de  recurso \nextraordinário. 3. Vício de iniciativa. Lei decorrente de projeto de autoria \nparlamentar que altera atribuições de órgãos da Administração Pública \natrai vício de reserva de iniciativa, porquanto essa matéria está inserida \nentre  aquelas  cuja  deflagração  do  processo  legislativo  é  exclusiva  do \nPoder Executivo. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do \nSupremo  Tribunal  Federal,  em  Segunda  Turma,  sob  a  presidência  do \nSenhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e \ndas notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao \nagravo, nos termos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 28 de fevereiro de 2012.\n    </p>\n    <p>\n     Ministro\n     <b>\n      GILMAR MENDES\n     </b>\n     Relator\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Documento assinado digitalmente\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803188.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nDJe 23/03/2012\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      28/02/2012 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 586.050 RIO DE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JANIA MARIA DE SOUZA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     PREFEITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     FERNANDA TABOADA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      R E LA T Ó R I O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Trata-se  de  agravo  regimental  em  recurso  extraordinário  contra \ndecisão proferida pelo então relator, Min. Cezar Peluso, (fls. 181-182) que \nnegou seguimento ao apelo, nos seguintes termos:\n    </p>\n    <p>\n     O  acórdão  impugnado  decidiu  a  questão  em  perfeita \nsintonia com a jurisprudência da Corte, como se vê à seguinte \nementa:\n    </p>\n    <p>\n     “COMPETÊNCIA  –  AÇÃO  DIRETA  DE \nINCONSTITUCIONALIDADE  –  LEI  MUNICIPAL \nCONTESTADA EM FACE DA CARTA DO ESTADO, NO \nQUE  REPETE  PRECEITO  DA  CONSTITUIÇÃO \nFEDERAL. O § 2º do artigo 125 da Constituição Federal \nnão contempla exceção: a competência para julgar a ação \ndireta de inconstitucionalidade é definida pela causa de \npedir lançada na inicial;  sendo esta o conflito da norma \natacada  com a  Carta  do  Estado,  impõe-se  concluir  pela \ncompetência  do  Tribunal  de  Justiça,  pouco  importando \nque  ocorra  repetição  de  preceito  de  adoção  obrigatória \ninserto na Carta da República. Precedentes: Reclamação nº \n383/SP  e  Agravo  Regimental  na  Reclamação  nº  425, \nrelatados pelos Ministros Moreira Alves e Néri da Silveira, \ncom acórdãos publicados nos Diários de Justiça de 21 de \nmaio de 1993 e 22 de outubro de 1993, respectivamente” \n(\n     <b>\n      RE  nº  154.028\n     </b>\n     ,  Rel.  Min.\n     <b>\n      MARCO  AURÉLIO\n     </b>\n     ,  DJ  de\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1838457.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 586.050 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     27.3.98. No mesmo sentido:\n     <b>\n      Rcl nº 2.076\n     </b>\n     , Rel. Min.\n     <b>\n      ILMAR \nGALVÃO\n     </b>\n     ,  DJ  de  8.11.2002;\n     <b>\n      Pet  nº  2.788-QO-AgR\n     </b>\n     ,  Rel. \nMin.\n     <b>\n      CARLOS  VELLOSO\n     </b>\n     ,  DJ  de  31.10.2003;\n     <b>\n      RE  nº \n199.293\n     </b>\n     , Rel. Min.\n     <b>\n      MARCO AURÉLIO\n     </b>\n     , DJ de 6.8.2004;\n     <b>\n      Rcl \nnº  2.129-MC-AgR\n     </b>\n     ,  Rel.  Min.\n     <b>\n      NELSON  JOBIM\n     </b>\n     ,  DJ  de \n20.6.2003 e\n     <b>\n      RE nº 191.273\n     </b>\n     , Rel. Min.\n     <b>\n      CARLOS VELLOSO\n     </b>\n     , \nDJ de 6.6.97).\nA  competência  para  julgar  ação  direta  de\n    </p>\n    <p>\n     inconstitucionalidade de lei  municipal  contestada em face de \nConstituição  Estadual  é  do  Tribunal  de  Justiça,  ainda  que  o \npreceito  constitucional  estadual  reproduza  norma  da \nConstituição Federal de adoção obrigatória, como se lhe vê ao \nart. 125, § 2º, da Constituição Federal.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      3.\n     </b>\n     Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (arts. 21, § \n1º, do RISTF, 38 da Lei nº 8.038, de 28.5.90, e 557 do CPC).\n    </p>\n    <p>\n     No  agravo  regimental,  sustenta-se,  em  síntese,  que,  embora  a \ncompetência  originária  para  julgar  a  constitucionalidade  de  lei  local \ncontestada em face da Constituição estadual seja do Tribunal de Justiça, \nisso  não  afastaria  a  possibilidade  de  interposição  de  recurso \nextraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1838457.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. GILMAR MENDES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      28/02/2012 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 586.050 RIO DE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      V O T O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR):\n     </b>\n     A agravante não \ndeduz argumentação capaz de alterar a decisão impugnada.\n    </p>\n    <p>\n     Preliminarmente,  ressalto  que  o  acórdão  recorrido,  proferido  em \nsede  controle  concentrado  de  constitucionalidade  perante  o  Órgão \nEspecial  do  Tribunal  de  Justiça,  teve  por  parâmetro  norma  da \nConstituição  estadual  relacionada  à  reserva  de  iniciativa  no  processo \nlegislativo.\n    </p>\n    <p>\n     Assim, o recurso extraordinário reúne condições de conhecimento, \numa  vez  que  a  questão  constitucional  debatida  na  origem  está \nobrigatoriamente  subordinada  à  reprodução  do  que  estabelecido  na \nConstituição Federal no regramento desse tema.\n    </p>\n    <p>\n     Sobre esse aspecto, anotem-se: SL-AgR 10, rel. Min. Maurício Corrêa, \nTribunal Pleno, DJ 16.4.2004; RE- AgR 353.350, rel. Min. Carlos Velloso, \nSegunda Turma, DJ 21.5.2004.\n    </p>\n    <p>\n     Contudo,  ainda  que  passível  de  conhecimento,  o  recurso \nextraordinário não reúne condições para provimento.\n    </p>\n    <p>\n     Nas  razões  do  recurso  extraordinário,  aduz-se  que  a  regra  de \niniciativa  privativa  apenas  comporta  interpretação  restritiva  e  que,  no \ncaso dos autos, pode-se evitar a declaração de inconstitucionalidade da lei \ncom base nesse fundamento,  entendendo-se que sua aplicação far-se-ia \nconforme conveniência e oportunidade do Poder Executivo.\n    </p>\n    <p>\n     Na  origem,  foi  declarada  a  inconstitucionalidade  dos  artigos  2º,\n     <i>\n      caput\n     </i>\n     , e 3º,\n     <i>\n      caput\n     </i>\n     , §§ 1º, 2º e 3º, da Lei municipal 4.017/2005, de iniciativa \ndo vereador Edson Santos, que tinha por objeto o uso de vias públicas, \nespaço aéreo e do subsolo para implantação e passagem de equipamentos \nurbanos destinados à prestação de serviços de infraestrutura por entidade \nde direito público e privado.\n    </p>\n    <p>\n     Conforme  consignado  pelo  Tribunal  de  origem,  os  referidos \ndispositivos  tidos  por  inconstitucionais  impunham  obrigações  para  o\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803190.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. GILMAR MENDES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 586.050 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Poder Executivo municipal, que gerariam um impacto nos cofres públicos \ncom aumento de despesas, interferindo de forma direta nas atribuições de \nSecretaria  Municipal,  órgão  pertencente  à  estrutura  organizacional  da \nAdministração Pública do Município, a saber:\n    </p>\n    <p>\n     (...)  é  forçoso  reconhecer  que  a  legislação  inquinada \ninterfere  nas  atribuições  das  Secretarias  Municipais  de \nUrbanismo  e  Obras  e  Serviços  Públicos,  implicando  na \nnecessidade  de  pessoal  e  infraestrutura  para  atender  à \ndemanda  criada,  gerando  um  aumento  de  despesas  sem \nobservância das normas constitucionais pertinentes e ainda do \ndisposto  no artigo  16 da Lei  de Responsabilidade Fiscal   (fl. \n113).\n    </p>\n    <p>\n     Com efeito, prevalece nesta Suprema Corte o entendimento segundo \na  qual  lei  decorrente  de  projeto  de  autoria  parlamentar  que  altera \natribuições de órgãos da Administração Pública atrai vício de reserva de \niniciativa,  porquanto  essa  matéria  está  inserida  entre  aquelas  cuja \ndeflagração  do  processo  legislativo  é  exclusiva  do  Poder  Executivo \n(CF/88, artigo 61, § 1º, II, \"e\").\n    </p>\n    <p>\n     Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes:\n    </p>\n    <p>\n     AÇÃO  DIRETA DE  INCONSTITUCIONALIDADE.  LEI \nESTADUAL  10539/00.  DELEGACIA  DE  ENSINO. \nDENOMINAÇÃO  E  ATRIBUIÇÕES.  ALTERAÇÃO. \nCOMPETÊNCIA.  CONSTITUIÇÃO  FEDERAL.  SIMETRIA. \nOBSERVÂNCIA  OBRIGATÓRIA  PELOS  ESTADOS-\nMEMBROS.  VETO.  REJEIÇÃO  E  PROMULGAÇÃO  DA LEI. \nVÍCIO FORMAL: MATÉRIA RESERVADA À INICIATIVA DO \nPODER  EXECUTIVO.  1.  Delegacia  de  ensino.  Alteração  da \ndenominação  e  das  atribuições  da  entidade.  Iniciativa  de  lei \npela  Assembléia  Legislativa.  Impossibilidade.\n     <b>\n      Competência \nprivativa  do  Chefe  do  Poder  Executivo  para  deflagrar  o \nprocesso  legislativo  sobre  matérias  pertinentes  à \nAdministração  Pública  (CF/88,  artigo  61,  §  1º,  II,  \"e\").\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803190.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. GILMAR MENDES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 586.050 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Observância  pelos  estados-membros  às  disposições  da \nConstituição Federal, em razão da simetria. Vício de iniciativa. \n2.  Alteração  da  denominação  e  das  atribuições  do  órgão  da \nAdministração Pública.  Lei oriunda de projeto da Assembléia \nLegislativa.  Veto  do  Governador  do  Estado,  sua  rejeição  e  a \npromulgação  da  lei.  Subsistência  do  atentado  à  competência \nreservada  ao  Chefe  do  Poder  Executivo  para  dispor  sobre  a \nmatéria.  Vício  formal  insanável,  que  não  se  convalida.  Ação \njulgada procedente para declarar a inconstitucionalidade da Lei \n10539, de 13 de abril de 2000, do Estado de São Paulo  (grifei) \n(ADI 2417, rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Tribunal Pleno, DJ \n5.12.2003).\n    </p>\n    <p>\n     AÇÃO  DIRETA DE  INCONSTITUCIONALIDADE.  LEI \n6.835/2001  DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO.  INCLUSÃO \nDOS  NOMES  DE  PESSOAS  FÍSICAS  E  JURÍDICAS \nINADIMPLENTES  NO  SERASA,  CADIN  E  SPC. \nATRIBUIÇÕES DA SECRETARIA DE ESTADO DA FAZENDA. \nINICIATIVA  DA  MESA  DA  ASSEMBLÉIA  LEGISLATIVA. \nINCONSTITUCIONALIDADE FORMAL.  A lei  6.835/2001,  de \niniciativa  da  Mesa  da  Assembléia  Legislativa  do  Estado  do \nEspírito  Santo,  cria  nova  atribuição  à  Secretaria  de  Fazenda \nEstadual, órgão integrante do Poder Executivo daquele Estado.\n     <b>\n      À luz do princípio da simetria, são de iniciativa do Chefe do \nPoder  Executivo  estadual  as  leis  que  versem  sobre  a \norganização  administrativa  do  Estado,  podendo  a  questão \nreferente  à  organização  e  funcionamento  da  Administração \nEstadual,  quando  não  importar  aumento  de  despesa,  ser \nregulamentada  por  meio  de  Decreto  do  Chefe  do  Poder \nExecutivo (art.  61,  § 1º,  II,  e e art.  84,  VI, a da Constituição \nfederal).\n     </b>\n     Inconstitucionalidade formal, por vício de iniciativa da \nlei  ora  atacada  (grifei)  (ADI  2857,  rel.  Min.  JOAQUIM \nBARBOSA, Tribunal Pleno, DJe 30.11.2007).\n    </p>\n    <p>\n     Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803190.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Decisão de Julgamento\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 586.050\n     </b>\n     PROCED. : RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n     </b>\n     AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO\nADV.(A/S) : JANIA MARIA DE SOUZA\nAGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO\nADV.(A/S) : FERNANDA TABOADA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     negado provimento ao agravo,  nos termos do voto do \nRelator. Decisão  unânime.  Ausente,  justificadamente,  o  Senhor \nMinistro Joaquim Barbosa.\n     <b>\n      2ª Turma\n     </b>\n     , 28.02.2012.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à \nsessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, \nJoaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.\n    </p>\n    <p>\n     Karima Batista Kassab\nCoordenadora\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1805279\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "28/02/2012 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 586.050 RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n", "AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO \n", "ADV.(A/S) : JANIA MARIA DE SOUZA \n", "AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO \n", "ADV.(A/S) :FERNANDA TABOADA \n", "Agravo  regimental  em  recurso  extraordinário.  2.  Controle  de \n", "constitucionalidade.  Declaração de inconstitucionalidade,  pelo  Tribunal \n", "de origem, de lei municipal em face da Constituição estadual. Matéria de \n", "reprodução  obrigatória.  Constituição  Federal.  Cabimento  de  recurso \n", "extraordinário. 3. Vício de iniciativa. Lei decorrente de projeto de autoria \n", "parlamentar que altera atribuições de órgãos da Administração Pública \n", "atrai vício de reserva de iniciativa, porquanto essa matéria está inserida \n", "entre  aquelas  cuja  deflagração  do  processo  legislativo  é  exclusiva  do \n", "Poder Executivo. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.\n", "A C Ó R D Ã O\n", " Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do \n", "Supremo  Tribunal  Federal,  em  Segunda  Turma,  sob  a  presidência  do \n", "Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e \n", "das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao \n", "agravo, nos termos do voto do Relator.\n", " Brasília, 28 de fevereiro de 2012.\n", "Ministro GILMAR MENDES\n", "Relator\n", "Documento assinado digitalmente\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803188.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "DJe 23/03/2012\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7\n", "Relatório\n", "28/02/2012 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 586.050 RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n", "AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO \n", "ADV.(A/S) : JANIA MARIA DE SOUZA \n", "AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO \n", "ADV.(A/S) :FERNANDA TABOADA \n", "R E LA T Ó R I O \n", "Trata-se  de  agravo  regimental  em  recurso  extraordinário  contra \n", "decisão proferida pelo então relator, Min. Cezar Peluso, (fls. 181-182) que \n", "negou seguimento ao apelo, nos seguintes termos:\n", "O  acórdão  impugnado  decidiu  a  questão  em  perfeita \n", "sintonia com a jurisprudência da Corte, como se vê à seguinte \n", "ementa: \n", "“COMPETÊNCIA  –  AÇÃO  DIRETA  DE \n", "INCONSTITUCIONALIDADE  –  LEI  MUNICIPAL \n", "CONTESTADA EM FACE DA CARTA DO ESTADO, NO \n", "QUE  REPETE  PRECEITO  DA  CONSTITUIÇÃO \n", "FEDERAL. O § 2º do artigo 125 da Constituição Federal \n", "não contempla exceção: a competência para julgar a ação \n", "direta de inconstitucionalidade é definida pela causa de \n", "pedir lançada na inicial;  sendo esta o conflito da norma \n", "atacada  com a  Carta  do  Estado,  impõe-se  concluir  pela \n", "competência  do  Tribunal  de  Justiça,  pouco  importando \n", "que  ocorra  repetição  de  preceito  de  adoção  obrigatória \n", "inserto na Carta da República. Precedentes: Reclamação nº \n", "383/SP  e  Agravo  Regimental  na  Reclamação  nº  425, \n", "relatados pelos Ministros Moreira Alves e Néri da Silveira, \n", "com acórdãos publicados nos Diários de Justiça de 21 de \n", "maio de 1993 e 22 de outubro de 1993, respectivamente” \n", "(RE  nº  154.028,  Rel.  Min.  MARCO  AURÉLIO,  DJ  de \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1838457.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7\n", "Relatório\n", "RE 586.050 AGR / RJ \n", "27.3.98. No mesmo sentido: Rcl nº 2.076, Rel. Min. ILMAR \n", "GALVÃO,  DJ  de  8.11.2002;  Pet  nº  2.788-QO-AgR,  Rel. \n", "Min.  CARLOS  VELLOSO,  DJ  de  31.10.2003;  RE  nº \n", "199.293, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJ de 6.8.2004; Rcl \n", "nº  2.129-MC-AgR,  Rel.  Min.  NELSON  JOBIM,  DJ  de \n", "20.6.2003 e RE nº 191.273, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, \n", "DJ de 6.6.97).\n", "A  competência  para  julgar  ação  direta  de \n", "inconstitucionalidade de lei  municipal  contestada em face de \n", "Constituição  Estadual  é  do  Tribunal  de  Justiça,  ainda  que  o \n", "preceito  constitucional  estadual  reproduza  norma  da \n", "Constituição Federal de adoção obrigatória, como se lhe vê ao \n", "art. 125, § 2º, da Constituição Federal.\n", "3. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (arts. 21, § \n", "1º, do RISTF, 38 da Lei nº 8.038, de 28.5.90, e 557 do CPC).\n", "No  agravo  regimental,  sustenta-se,  em  síntese,  que,  embora  a \n", "competência  originária  para  julgar  a  constitucionalidade  de  lei  local \n", "contestada em face da Constituição estadual seja do Tribunal de Justiça, \n", "isso  não  afastaria  a  possibilidade  de  interposição  de  recurso \n", "extraordinário.\n", "É o relatório.\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1838457.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7\n", "Voto - MIN. GILMAR MENDES\n", "28/02/2012 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 586.050 RIO DE JANEIRO\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): A agravante não \n", "deduz argumentação capaz de alterar a decisão impugnada.\n", "Preliminarmente,  ressalto  que  o  acórdão  recorrido,  proferido  em \n", "sede  controle  concentrado  de  constitucionalidade  perante  o  Órgão \n", "Especial  do  Tribunal  de  Justiça,  teve  por  parâmetro  norma  da \n", "Constituição  estadual  relacionada  à  reserva  de  iniciativa  no  processo \n", "legislativo.\n", "Assim, o recurso extraordinário reúne condições de conhecimento, \n", "uma  vez  que  a  questão  constitucional  debatida  na  origem  está \n", "obrigatoriamente  subordinada  à  reprodução  do  que  estabelecido  na \n", "Constituição Federal no regramento desse tema.\n", "Sobre esse aspecto, anotem-se: SL-AgR 10, rel. Min. Maurício Corrêa, \n", "Tribunal Pleno, DJ 16.4.2004; RE- AgR 353.350, rel. Min. Carlos Velloso, \n", "Segunda Turma, DJ 21.5.2004.\n", "Contudo,  ainda  que  passível  de  conhecimento,  o  recurso \n", "extraordinário não reúne condições para provimento. \n", "Nas  razões  do  recurso  extraordinário,  aduz-se  que  a  regra  de \n", "iniciativa  privativa  apenas  comporta  interpretação  restritiva  e  que,  no \n", "caso dos autos, pode-se evitar a declaração de inconstitucionalidade da lei \n", "com base nesse fundamento,  entendendo-se que sua aplicação far-se-ia \n", "conforme conveniência e oportunidade do Poder Executivo.\n", "Na  origem,  foi  declarada  a  inconstitucionalidade  dos  artigos  2º, \n", "caput, e 3º,  caput, §§ 1º, 2º e 3º, da Lei municipal 4.017/2005, de iniciativa \n", "do vereador Edson Santos, que tinha por objeto o uso de vias públicas, \n", "espaço aéreo e do subsolo para implantação e passagem de equipamentos \n", "urbanos destinados à prestação de serviços de infraestrutura por entidade \n", "de direito público e privado. \n", "Conforme  consignado  pelo  Tribunal  de  origem,  os  referidos \n", "dispositivos  tidos  por  inconstitucionais  impunham  obrigações  para  o \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803190.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7\n", "Voto - MIN. GILMAR MENDES\n", "RE 586.050 AGR / RJ \n", "Poder Executivo municipal, que gerariam um impacto nos cofres públicos \n", "com aumento de despesas, interferindo de forma direta nas atribuições de \n", "Secretaria  Municipal,  órgão  pertencente  à  estrutura  organizacional  da \n", "Administração Pública do Município, a saber:\n", "(...)  é  forçoso  reconhecer  que  a  legislação  inquinada \n", "interfere  nas  atribuições  das  Secretarias  Municipais  de \n", "Urbanismo  e  Obras  e  Serviços  Públicos,  implicando  na \n", "necessidade  de  pessoal  e  infraestrutura  para  atender  à \n", "demanda  criada,  gerando  um  aumento  de  despesas  sem \n", "observância das normas constitucionais pertinentes e ainda do \n", "disposto  no artigo  16 da Lei  de Responsabilidade Fiscal   (fl. \n", "113).\n", "Com efeito, prevalece nesta Suprema Corte o entendimento segundo \n", "a  qual  lei  decorrente  de  projeto  de  autoria  parlamentar  que  altera \n", "atribuições de órgãos da Administração Pública atrai vício de reserva de \n", "iniciativa,  porquanto  essa  matéria  está  inserida  entre  aquelas  cuja \n", "deflagração  do  processo  legislativo  é  exclusiva  do  Poder  Executivo \n", "(CF/88, artigo 61, § 1º, II, \"e\"). \n", "Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes:\n", "AÇÃO  DIRETA DE  INCONSTITUCIONALIDADE.  LEI \n", "ESTADUAL  10539/00.  DELEGACIA  DE  ENSINO. \n", "DENOMINAÇÃO  E  ATRIBUIÇÕES.  ALTERAÇÃO. \n", "COMPETÊNCIA.  CONSTITUIÇÃO  FEDERAL.  SIMETRIA. \n", "OBSERVÂNCIA  OBRIGATÓRIA  PELOS  ESTADOS-\n", "MEMBROS.  VETO.  REJEIÇÃO  E  PROMULGAÇÃO  DA LEI. \n", "VÍCIO FORMAL: MATÉRIA RESERVADA À INICIATIVA DO \n", "PODER  EXECUTIVO.  1.  Delegacia  de  ensino.  Alteração  da \n", "denominação  e  das  atribuições  da  entidade.  Iniciativa  de  lei \n", "pela  Assembléia  Legislativa.  Impossibilidade.  Competência \n", "privativa  do  Chefe  do  Poder  Executivo  para  deflagrar  o \n", "processo  legislativo  sobre  matérias  pertinentes  à \n", "Administração  Pública  (CF/88,  artigo  61,  §  1º,  II,  \"e\"). \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803190.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7\n", "Voto - MIN. GILMAR MENDES\n", "RE 586.050 AGR / RJ \n", "Observância  pelos  estados-membros  às  disposições  da \n", "Constituição Federal, em razão da simetria. Vício de iniciativa. \n", "2.  Alteração  da  denominação  e  das  atribuições  do  órgão  da \n", "Administração Pública.  Lei oriunda de projeto da Assembléia \n", "Legislativa.  Veto  do  Governador  do  Estado,  sua  rejeição  e  a \n", "promulgação  da  lei.  Subsistência  do  atentado  à  competência \n", "reservada  ao  Chefe  do  Poder  Executivo  para  dispor  sobre  a \n", "matéria.  Vício  formal  insanável,  que  não  se  convalida.  Ação \n", "julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade da Lei \n", "10539, de 13 de abril de 2000, do Estado de São Paulo  (grifei) \n", "(ADI 2417, rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Tribunal Pleno, DJ \n", "5.12.2003). \n", "AÇÃO  DIRETA DE  INCONSTITUCIONALIDADE.  LEI \n", "6.835/2001  DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO.  INCLUSÃO \n", "DOS  NOMES  DE  PESSOAS  FÍSICAS  E  JURÍDICAS \n", "INADIMPLENTES  NO  SERASA,  CADIN  E  SPC. \n", "ATRIBUIÇÕES DA SECRETARIA DE ESTADO DA FAZENDA. \n", "INICIATIVA  DA  MESA  DA  ASSEMBLÉIA  LEGISLATIVA. \n", "INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL.  A lei  6.835/2001,  de \n", "iniciativa  da  Mesa  da  Assembléia  Legislativa  do  Estado  do \n", "Espírito  Santo,  cria  nova  atribuição  à  Secretaria  de  Fazenda \n", "Estadual, órgão integrante do Poder Executivo daquele Estado. \n", "À luz do princípio da simetria, são de iniciativa do Chefe do \n", "Poder  Executivo  estadual  as  leis  que  versem  sobre  a \n", "organização  administrativa  do  Estado,  podendo  a  questão \n", "referente  à  organização  e  funcionamento  da  Administração \n", "Estadual,  quando  não  importar  aumento  de  despesa,  ser \n", "regulamentada  por  meio  de  Decreto  do  Chefe  do  Poder \n", "Executivo (art.  61,  § 1º,  II,  e e art.  84,  VI, a da Constituição \n", "federal). Inconstitucionalidade formal, por vício de iniciativa da \n", "lei  ora  atacada  (grifei)  (ADI  2857,  rel.  Min.  JOAQUIM \n", "BARBOSA, Tribunal Pleno, DJe 30.11.2007).\n", "Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.\n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1803190.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7\n", "Decisão de Julgamento\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 586.050\n", "PROCED. : RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n", "AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO\n", "ADV.(A/S) : JANIA MARIA DE SOUZA\n", "AGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO\n", "ADV.(A/S) : FERNANDA TABOADA\n", "Decisão:  negado provimento ao agravo,  nos termos do voto do \n", "Relator. Decisão  unânime.  Ausente,  justificadamente,  o  Senhor \n", "Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 28.02.2012. \n", "Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à \n", "sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, \n", "Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.\n", "Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.\n", "Karima Batista Kassab\n", "Coordenadora\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1805279\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7\n" ], "numero" : "586050", "partes" : [ { "nome" : "MIN. GILMAR MENDES", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "FERNANDA TABOADA Agravo  regimental  em  recurso  extraordinário.  2.  Controle  de constitucionalidade.  Declaração de inconstitucionalidade,  pelo  Tribunal de origem, de lei municipal em face da Constituição estadual. Matéria de reprodução  obrigatória.  Constituição  Federal.  Cabimento  de  recurso extraordinário. 3. Vício de iniciativa. Lei decorrente de projeto de autoria parlamentar que altera atribuições de órgãos da Administração Pública atrai vício de reserva de iniciativa, porquanto essa matéria está inserida entre  aquelas  cuja  deflagração  do  processo  legislativo  é  exclusiva  do Poder Executivo. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "PREFEITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. GILMAR MENDES", "texto" : "" }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): A agravante não  deduz argumentação capaz de alterar a decisão impugnada.  Preliminarmente,  ressalto  que  o  acórdão  recorrido,  proferido  em  sede  controle  concentrado  de  constitucionalidade  perante  o  Órgão  Especial  do  Tribunal  de  Justiça,  teve  por  parâmetro  norma  da  Constituição  estadual  relacionada  à  reserva  de  iniciativa  no  processo  legislativo.  Assim, o recurso extraordinário reúne condições de conhecimento,  uma  vez  que  a  questão  constitucional  debatida  na  origem  está  obrigatoriamente  subordinada  à  reprodução  do  que  estabelecido  na  Constituição Federal no regramento desse tema.  Sobre esse aspecto, anotem-se: SL-AgR 10, rel. Min. Maurício Corrêa,  Tribunal Pleno, DJ 16.4.2004; RE- AgR 353.350, rel. Min. Carlos Velloso,  Segunda Turma, DJ 21.5.2004.  Contudo,  ainda  que  passível  de  conhecimento,  o  recurso  extraordinário não reúne condições para provimento.   Nas  razões  do  recurso  extraordinário,  aduz-se  que  a  regra  de  iniciativa  privativa  apenas  comporta  interpretação  restritiva  e  que,  no  caso dos autos, pode-se evitar a declaração de inconstitucionalidade da lei  com base nesse fundamento,  entendendo-se que sua aplicação far-se-ia  conforme conveniência e oportunidade do Poder Executivo.  Na  origem,  foi  declarada  a  inconstitucionalidade  dos  artigos  2º,  caput, e 3º,  caput, §§ 1º, 2º e 3º, da Lei municipal 4.017/2005, de iniciativa  do vereador Edson Santos, que tinha por objeto o uso de vias públicas,  espaço aéreo e do subsolo para implantação e passagem de equipamentos  urbanos destinados à prestação de serviços de infraestrutura por entidade  de direito público e privado.   Conforme  consignado  pelo  Tribunal  de  origem,  os  referidos  dispositivos  tidos  por  inconstitucionais  impunham  obrigações  para  o     Poder Executivo municipal, que gerariam um impacto nos cofres públicos  com aumento de despesas, interferindo de forma direta nas atribuições de  Secretaria  Municipal,  órgão  pertencente  à  estrutura  organizacional  da  Administração Pública do Município, a saber:  (...)  é  forçoso  reconhecer  que  a  legislação  inquinada  interfere  nas  atribuições  das  Secretarias  Municipais  de  Urbanismo  e  Obras  e  Serviços  Públicos,  implicando  na  necessidade  de  pessoal  e  infraestrutura  para  atender  à  demanda  criada,  gerando  um  aumento  de  despesas  sem  observância das normas constitucionais pertinentes e ainda do  disposto  no artigo  16 da Lei  de Responsabilidade Fiscal   (fl.  113).  Com efeito, prevalece nesta Suprema Corte o entendimento segundo  a  qual  lei  decorrente  de  projeto  de  autoria  parlamentar  que  altera  atribuições de órgãos da Administração Pública atrai vício de reserva de  iniciativa,  porquanto  essa  matéria  está  inserida  entre  aquelas  cuja  deflagração  do  processo  legislativo  é  exclusiva  do  Poder  Executivo  (CF/88, artigo 61, § 1º, II, \"e\").   Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes:  AÇÃO  DIRETA DE  INCONSTITUCIONALIDADE.  LEI  ESTADUAL  10539/00.  DELEGACIA  DE  ENSINO.  DENOMINAÇÃO  E  ATRIBUIÇÕES.  ALTERAÇÃO.  COMPETÊNCIA.  CONSTITUIÇÃO  FEDERAL.  SIMETRIA.  OBSERVÂNCIA  OBRIGATÓRIA  PELOS  ESTADOS- MEMBROS.  VETO.  REJEIÇÃO  E  PROMULGAÇÃO  DA LEI.  VÍCIO FORMAL: MATÉRIA RESERVADA À INICIATIVA DO  PODER  EXECUTIVO.  1.  Delegacia  de  ensino.  Alteração  da  denominação  e  das  atribuições  da  entidade.  Iniciativa  de  lei  pela  Assembléia  Legislativa.  Impossibilidade.  Competência  privativa  do  Chefe  do  Poder  Executivo  para  deflagrar  o  processo  legislativo  sobre  matérias  pertinentes  à  Administração  Pública  (CF/88,  artigo  61,  §  1º,  II,  \"e\").     Observância  pelos  estados-membros  às  disposições  da  Constituição Federal, em razão da simetria. Vício de iniciativa.  2.  Alteração  da  denominação  e  das  atribuições  do  órgão  da  Administração Pública.  Lei oriunda de projeto da Assembléia  Legislativa.  Veto  do  Governador  do  Estado,  sua  rejeição  e  a  promulgação  da  lei.  Subsistência  do  atentado  à  competência  reservada  ao  Chefe  do  Poder  Executivo  para  dispor  sobre  a  matéria.  Vício  formal  insanável,  que  não  se  convalida.  Ação  julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade da Lei  10539, de 13 de abril de 2000, do Estado de São Paulo  (grifei)  (ADI 2417, rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Tribunal Pleno, DJ  5.12.2003).   AÇÃO  DIRETA DE  INCONSTITUCIONALIDADE.  LEI  6.835/2001  DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO.  INCLUSÃO  DOS  NOMES  DE  PESSOAS  FÍSICAS  E  JURÍDICAS  INADIMPLENTES  NO  SERASA,  CADIN  E  SPC.  ATRIBUIÇÕES DA SECRETARIA DE ESTADO DA FAZENDA.  INICIATIVA  DA  MESA  DA  ASSEMBLÉIA  LEGISLATIVA.  INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL.  A lei  6.835/2001,  de  iniciativa  da  Mesa  da  Assembléia  Legislativa  do  Estado  do  Espírito  Santo,  cria  nova  atribuição  à  Secretaria  de  Fazenda  Estadual, órgão integrante do Poder Executivo daquele Estado.  À luz do princípio da simetria, são de iniciativa do Chefe do  Poder  Executivo  estadual  as  leis  que  versem  sobre  a  organização  administrativa  do  Estado,  podendo  a  questão  referente  à  organização  e  funcionamento  da  Administração  Estadual,  quando  não  importar  aumento  de  despesa,  ser  regulamentada  por  meio  de  Decreto  do  Chefe  do  Poder  Executivo (art.  61,  § 1º,  II,  e e art.  84,  VI, a da Constituição  federal). Inconstitucionalidade formal, por vício de iniciativa da  lei  ora  atacada  (grifei)  (ADI  2857,  rel.  Min.  JOAQUIM  BARBOSA, Tribunal Pleno, DJe 30.11.2007).  Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. ", "votante" : "MIN_GILMAR_MENDES" } ] }
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GILMAR MENDES AGTE.(S) : JOSÉ ARNALDO DA SILVA  E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO  Decisão:  A  Turma,  por  votação  unânime,  negou  provimento  ao  agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,  justificadamente,  deste  julgamento,  o  Senhor  Ministro  Dias  Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,  19.05.2015.  Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à  sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen  Lúcia e Dias Toffoli.  Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.  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GILMAR MENDES\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     JOSÉ ARNALDO DA SILVA E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E\n    </p>\n    <p>\n     OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESTADO DE PERNAMBUCO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE\n    </p>\n    <p>\n     PERNAMBUCO\n    </p>\n    <p>\n     Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito \nAdministrativo.  Curso  de  formação.  Militar.  3.  Exigências  do  edital. \nEliminação. Necessidade de revolvimento do acervo fático-probatório, da \nlegislação local aplicável e da interpretação dada às cláusulas editalícias. \nSúmulas 279, 280 e 454. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar \na decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do \nSupremo  Tribunal  Federal,  em  Segunda  Turma,  sob  a  presidência  do \nministro  Teori  Zavascki,  na conformidade da  ata  de  julgamento e  das \nnotas  taquigráficas,  por  unanimidade,  negar  provimento  ao  agravo \nregimental, nos termos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 19 de maio de 2015.\n    </p>\n    <p>\n     Ministro\n     <b>\n      GILMAR MENDES\n     </b>\n     Relator\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Documento assinado digitalmente\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592919.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      19/05/2015 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.269 \nPERNAMBUCO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     JOSÉ ARNALDO DA SILVA E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E\n    </p>\n    <p>\n     OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESTADO DE PERNAMBUCO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE\n    </p>\n    <p>\n     PERNAMBUCO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      R E L A T Ó R I O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR):\n     </b>\n     Trata-se  de \nagravo  regimental  contra  decisão  que  negou  provimento  a  recurso \nextraordinário com agravo com base nas súmulas 279, 280, 454 e 636 e no \nTema 339 da sistemática da repercussão geral cujo paradigma é o AI-QO-\nRG 791.292, de minha relatoria, DJe 13.8.2010.\n    </p>\n    <p>\n     No agravo regimental,  sustenta-se,  em síntese,  que o  caso  não se \nrefere à “\n     <i>\n      questão de matéria reflexa a constituição federal,  nem questões que  \nvisem o reexame de provas\n     </i>\n     ” (eDOC 7, p. 4).  Repisam-se, ainda, as razões \nrecursais do apelo extremo.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592920.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. GILMAR MENDES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      19/05/2015 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.269 \nPERNAMBUCO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      V O T O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR):\n     </b>\n     No  agravo \nregimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.\n    </p>\n    <p>\n     Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de \nmero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez \nque o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando \napenas  à  rediscussão  da  matéria  já  decidida  de  acordo  com  a \njurisprudência pacífica desta Corte.\n    </p>\n    <p>\n     Inicialmente, conforme já posto na decisão agravada, constato que \ndivergir  do  entendimento  adotado  pelo  Tribunal\n     <i>\n      a  quo\n     </i>\n     demandaria \nrevolvimento do acervo fático-probatório, da legislação local aplicável à \nespécie e da interpretação dada às cláusulas editalícias, o que não enseja a \nabertura do recurso extraordinário, uma vez que se aplicam as súmulas \n279, 280 e 454.\n    </p>\n    <p>\n     Confiram-se,  a  propósito,  os  seguintes  precedentes  de  ambas  as \nturmas desta Corte: ARE-AgR 662.246, rel. min. Luiz Fux, DJe 14.8.2012; \nARE-AgR 807.667, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe 15.8.2014; ARE-\nAgR 830.365, rel. min. Marco Aurélio, DJe 5.11.2014; e ARE-AgR 820.730, \nrel. min. Rosa Weber, DJe 7.11.2014, este último assim ementado:\n    </p>\n    <p>\n     “DIREITO  ADMINISTRATIVO.  PROCESSO  SELETIVO. \nCURSO  DE  FORMAÇÃO  DA  POLÍCIA  MILITAR. \nELIMINAÇÃO.  EVENTUAL  OFENSA  REFLEXA  NÃO \nVIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. \nART.  102  DA  LEI  MAIOR.  ACÓRDÃO  RECORRIDO \nPUBLICADO EM 26.08.2013 A controvérsia,  a  teor do que já\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592921.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. GILMAR MENDES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 868269 AGR / PE\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     asseverado  na  decisão  guerreada,  não  alcança  estatura \nconstitucional.  Não há falar,  nesse compasso,  em afronta aos \npreceitos  constitucionais  indicados  nas  razões  recursais, \nporquanto  compreender  de  modo diverso  exigiria  análise  da \nlegislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada \npela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual \nofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do \nrecurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, \n“a”,  da  Lei  Maior,  nos  termos  da  remansosa  jurisprudência \ndesta Corte.  As razões do agravo regimental não se mostram \naptas  a  infirmar  os  fundamentos  que  lastrearam  a  decisão \nagravada. Agravo regimental conhecido e não provido.”\n    </p>\n    <p>\n     Ademais,  verifico  que o Tribunal  de origem apreciou as questões \nsuscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões \nobjetivas  do  convencimento  do  julgador.  A prestação  jurisdicional  foi \nconcedida  nos  termos  da  legislação  vigente,  apesar  de  ter  sido  a \nconclusão contrária aos interesses do recorrente. Portanto, não prospera a \nalegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação ou violação \nà inafastabilidade jurisdicional.\n    </p>\n    <p>\n     Anoto,  ainda,  que  esta  Corte  reconheceu  a  repercussão  geral  da \nquestão constitucional acima discutida, ementada nos seguintes termos:\n    </p>\n    <p>\n     “Questão de ordem. Agravo de Instrumento.  Conversão \nem recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação \nde ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. \n93  da Constituição Federal.  Inocorrência.  3.  O art.  93,  IX,  da \nConstituição  Federal  exige  que  o  acórdão  ou  decisão  sejam \nfundamentados,  ainda  que  sucintamente,  sem  determinar, \ncontudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações \nou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. \n4.  Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592921.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. GILMAR MENDES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 868269 AGR / PE\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento \nao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados \nà  repercussão geral”  (AI-QO-RG 791.292,  de  minha relatoria, \nPleno, DJe 13.8.2010).\n    </p>\n    <p>\n     Por fim, é entendimento sumulado desta Corte que “\n     <i>\n      Não cabe recurso  \nextraordinário  por  contrariedade  ao  princípio  constitucional  da  legalidade,  \nquando  a  sua  verificação  pressuponha  rever  a  interpretação  dada  a  normas  \ninfraconstitucionais  pela  decisão recorrida.\n     </i>\n     ” (Enunciado da Súmula 636 do \nSTF).\n    </p>\n    <p>\n     Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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GILMAR MENDES\n     </b>\n     AGTE.(S) : JOSÉ ARNALDO DA SILVA  E OUTRO(A/S)\nADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S)\nAGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     :  A  Turma,  por  votação  unânime,  negou  provimento  ao \nagravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, \njustificadamente,  deste  julgamento,  o  Senhor  Ministro  Dias \nToffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki.\n     <b>\n      2ª Turma\n     </b>\n     , \n19.05.2015.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à \nsessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen \nLúcia e Dias Toffoli.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.\n    </p>\n    <p>\n     Ravena Siqueira\nSecretária\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590154\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "19/05/2015 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.269 \n", "PERNAMBUCO\n", "RELATOR : MIN. 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Agravo regimental a que se nega provimento.\n", "A C Ó R D Ã O\n", " Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do \n", "Supremo  Tribunal  Federal,  em  Segunda  Turma,  sob  a  presidência  do \n", "ministro  Teori  Zavascki,  na conformidade da  ata  de  julgamento e  das \n", "notas  taquigráficas,  por  unanimidade,  negar  provimento  ao  agravo \n", "regimental, nos termos do voto do Relator. \n", "Brasília, 19 de maio de 2015.\n", "Ministro GILMAR MENDES\n", "Relator\n", "Documento assinado digitalmente\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592919.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6\n", "Relatório\n", "19/05/2015 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.269 \n", "PERNAMBUCO\n", "RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n", "AGTE.(S) : JOSÉ ARNALDO DA SILVA E OUTRO(A/S)\n", "ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E \n", "OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE \n", "PERNAMBUCO \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O  SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se  de \n", "agravo  regimental  contra  decisão  que  negou  provimento  a  recurso \n", "extraordinário com agravo com base nas súmulas 279, 280, 454 e 636 e no \n", "Tema 339 da sistemática da repercussão geral cujo paradigma é o AI-QO-\n", "RG 791.292, de minha relatoria, DJe 13.8.2010.\n", "No agravo regimental,  sustenta-se,  em síntese,  que o  caso  não se \n", "refere à “questão de matéria reflexa a constituição federal,  nem questões que  \n", "visem o reexame de provas” (eDOC 7, p. 4).  Repisam-se, ainda, as razões \n", "recursais do apelo extremo.\n", "É o relatório.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592920.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n", "Voto - MIN. GILMAR MENDES\n", "19/05/2015 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.269 \n", "PERNAMBUCO\n", "V O T O\n", "O  SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No  agravo \n", "regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.\n", "Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de \n", "mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez \n", "que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando \n", "apenas  à  rediscussão  da  matéria  já  decidida  de  acordo  com  a \n", "jurisprudência pacífica desta Corte.\n", "Inicialmente, conforme já posto na decisão agravada, constato que \n", "divergir  do  entendimento  adotado  pelo  Tribunal  a  quo  demandaria \n", "revolvimento do acervo fático-probatório, da legislação local aplicável à \n", "espécie e da interpretação dada às cláusulas editalícias, o que não enseja a \n", "abertura do recurso extraordinário, uma vez que se aplicam as súmulas \n", "279, 280 e 454. \n", "Confiram-se,  a  propósito,  os  seguintes  precedentes  de  ambas  as \n", "turmas desta Corte: ARE-AgR 662.246, rel. min. Luiz Fux, DJe 14.8.2012; \n", "ARE-AgR 807.667, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe 15.8.2014; ARE-\n", "AgR 830.365, rel. min. Marco Aurélio, DJe 5.11.2014; e ARE-AgR 820.730, \n", "rel. min. Rosa Weber, DJe 7.11.2014, este último assim ementado:\n", "“DIREITO  ADMINISTRATIVO.  PROCESSO  SELETIVO. \n", "CURSO  DE  FORMAÇÃO  DA  POLÍCIA  MILITAR. \n", "ELIMINAÇÃO.  EVENTUAL  OFENSA  REFLEXA  NÃO \n", "VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. \n", "ART.  102  DA  LEI  MAIOR.  ACÓRDÃO  RECORRIDO \n", "PUBLICADO EM 26.08.2013 A controvérsia,  a  teor do que já \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592921.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n", "Voto - MIN. GILMAR MENDES\n", "ARE 868269 AGR / PE \n", "asseverado  na  decisão  guerreada,  não  alcança  estatura \n", "constitucional.  Não há falar,  nesse compasso,  em afronta aos \n", "preceitos  constitucionais  indicados  nas  razões  recursais, \n", "porquanto  compreender  de  modo diverso  exigiria  análise  da \n", "legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada \n", "pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual \n", "ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do \n", "recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, \n", "“a”,  da  Lei  Maior,  nos  termos  da  remansosa  jurisprudência \n", "desta Corte.  As razões do agravo regimental não se mostram \n", "aptas  a  infirmar  os  fundamentos  que  lastrearam  a  decisão \n", "agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.”\n", "Ademais,  verifico  que o Tribunal  de origem apreciou as questões \n", "suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões \n", "objetivas  do  convencimento  do  julgador.  A prestação  jurisdicional  foi \n", "concedida  nos  termos  da  legislação  vigente,  apesar  de  ter  sido  a \n", "conclusão contrária aos interesses do recorrente. Portanto, não prospera a \n", "alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação ou violação \n", "à inafastabilidade jurisdicional.\n", "Anoto,  ainda,  que  esta  Corte  reconheceu  a  repercussão  geral  da \n", "questão constitucional acima discutida, ementada nos seguintes termos:\n", "“Questão de ordem. Agravo de Instrumento.  Conversão \n", "em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação \n", "de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. \n", "93  da Constituição Federal.  Inocorrência.  3.  O art.  93,  IX,  da \n", "Constituição  Federal  exige  que  o  acórdão  ou  decisão  sejam \n", "fundamentados,  ainda  que  sucintamente,  sem  determinar, \n", "contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações \n", "ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. \n", "4.  Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592921.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6\n", "Voto - MIN. GILMAR MENDES\n", "ARE 868269 AGR / PE \n", "geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento \n", "ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados \n", "à  repercussão geral”  (AI-QO-RG 791.292,  de  minha relatoria, \n", "Pleno, DJe 13.8.2010).\n", "Por fim, é entendimento sumulado desta Corte que “Não cabe recurso  \n", "extraordinário  por  contrariedade  ao  princípio  constitucional  da  legalidade,  \n", "quando  a  sua  verificação  pressuponha  rever  a  interpretação  dada  a  normas  \n", "infraconstitucionais  pela  decisão recorrida.” (Enunciado da Súmula 636 do \n", "STF).\n", "Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.\n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592921.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6\n", "Extrato de Ata - 19/05/2015\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.269\n", "PROCED. : PERNAMBUCO\n", "RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n", "AGTE.(S) : JOSÉ ARNALDO DA SILVA  E OUTRO(A/S)\n", "ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO\n", "Decisão:  A  Turma,  por  votação  unânime,  negou  provimento  ao \n", "agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, \n", "justificadamente,  deste  julgamento,  o  Senhor  Ministro  Dias \n", "Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, \n", "19.05.2015.\n", "Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à \n", "sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen \n", "Lúcia e Dias Toffoli.\n", "Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.\n", "Ravena Siqueira\n", "Secretária\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590154\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6\n" ], "numero" : "868269", "partes" : [ { "nome" : "MIN. 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Rosa Weber, DJe 7.11.2014, este último assim ementado:  “DIREITO  ADMINISTRATIVO.  PROCESSO  SELETIVO.  CURSO  DE  FORMAÇÃO  DA  POLÍCIA  MILITAR.  ELIMINAÇÃO.  EVENTUAL  OFENSA  REFLEXA  NÃO  VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.  ART.  102  DA  LEI  MAIOR.  ACÓRDÃO  RECORRIDO  PUBLICADO EM 26.08.2013 A controvérsia,  a  teor do que já     asseverado  na  decisão  guerreada,  não  alcança  estatura  constitucional.  Não há falar,  nesse compasso,  em afronta aos  preceitos  constitucionais  indicados  nas  razões  recursais,  porquanto  compreender  de  modo diverso  exigiria  análise  da  legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada  pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual  ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do  recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III,  “a”,  da  Lei  Maior,  nos  termos  da  remansosa  jurisprudência  desta Corte.  As razões do agravo regimental não se mostram  aptas  a  infirmar  os  fundamentos  que  lastrearam  a  decisão  agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.”  Ademais,  verifico  que o Tribunal  de origem apreciou as questões  suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões  objetivas  do  convencimento  do  julgador.  A prestação  jurisdicional  foi  concedida  nos  termos  da  legislação  vigente,  apesar  de  ter  sido  a  conclusão contrária aos interesses do recorrente. Portanto, não prospera a  alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação ou violação  à inafastabilidade jurisdicional.  Anoto,  ainda,  que  esta  Corte  reconheceu  a  repercussão  geral  da  questão constitucional acima discutida, ementada nos seguintes termos:  “Questão de ordem. Agravo de Instrumento.  Conversão  em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. 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{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac1b0d251224488757a" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Segunda  Turma,  sob  a  Presidência  da  Ministra  Cármen  Lúcia,  na  conformidade  da  ata  de  julgamento  e  das  notas  taquigráficas,  à  unanimidade,  em  negar  provimento  ao  agravo  regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da  Relatora.   Brasília, 25 de junho de 2013.  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CÁRMEN LÚCIA\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     JOSIVALDO MARTINS DE SANTANA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E\n    </p>\n    <p>\n     OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESTADO DE PERNAMBUCO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE\n    </p>\n    <p>\n     PERNAMBUCO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA:\n     </b>\n     AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  ADMINISTRATIVO.  1. \nGRATIFICAÇÃO DE MOTORISTA. EXTENSÃO A INATIVOS. ANÁLISE \nDE  NORMAS  LOCAIS.  OFENSA  CONSTITUCIONAL  INDIRETA.  2. \nINEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO E A \nFÓRMULA DE COMPOSIÇÃO DA REMUNERAÇÃO. PRECEDENTES. \n3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ACÓRDÃO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \nSupremo  Tribunal  Federal,  em  Segunda  Turma,  sob  a  Presidência  da \nMinistra  Cármen  Lúcia,  na  conformidade  da  ata  de  julgamento  e  das \nnotas  taquigráficas,  à  unanimidade,\n     <b>\n      em  negar  provimento  ao  agravo \nregimental no recurso extraordinário com agravo\n     </b>\n     , nos termos do voto da \nRelatora.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 25 de junho de 2013.\n    </p>\n    <p>\n     Ministra\n     <b>\n      CÁRMEN LÚCIA\n     </b>\n     - Relatora\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4264835.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      25/06/2013 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.299 \nPERNAMBUCO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     JOSIVALDO MARTINS DE SANTANA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E\n    </p>\n    <p>\n     OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESTADO DE PERNAMBUCO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE\n    </p>\n    <p>\n     PERNAMBUCO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      R E L A T Ó R I O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      1.\n     </b>\n     Em 25 de abril de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do \nrecurso extraordinário interposto por Josivaldo Martins de Santana contra \njulgado do Tribunal de Justiça de Pernambuco, o qual não reconheceu o \ndireito do ora Agravante à incorporação da gratificação de motorista na \ninatividade.\n    </p>\n    <p>\n     A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      5. Razão jurídica não assiste o Agravante.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      6. Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias  \noriginárias  demandaria  a  análise  prévia  de  legislação  estadual  \naplicável à espécie (Leis estaduais n. 10.426/1990, 10.798/1992 e Leis  \nComplementares estaduais n. 16/1999, 32/2001 e 59/2004). Assim, a  \nalegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido,  \nseria  indireta,  o  que  inviabiliza  o  processamento  do  recurso  \nextraordinário.  Incide  na  espécie  a  Súmula  n.  280  do  Supremo  \nTribunal Federal:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      (…)\n7. Ademais, este Supremo Tribunal assentou não haver direito\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4264836.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 741299 AGR / PE\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      adquirido  à  manutenção  da  forma  de  cálculo  da  remuneração  de  \nservidores públicos, desde que a eventual modificação legal de regime  \nremuneratório não importe em decesso nos seus vencimentos.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      No julgamento do Recurso Extraordinário n.  563.965/RN, de  \nminha relatoria, o Plenário do Supremo Tribunal decidiu:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      (…)\nNo mesmo sentido: RE 711.412/SE, Relator o Ministro Ricardo\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Lewandowski, decisão monocrática, DJ 25.10.2012; RE 663.274/SE,  \nRelator o Ministro Luiz Fux, decisão monocrática, DJ 3.5.2012; RE  \n641.386/SE, de minha relatoria, decisão monocrática, DJ 24.6.2011;  \nRE 635.862/SE,  Relator  o  Ministro  Ricardo  Lewandowski,  decisão  \nmonocrática, DJ 1º.6.2011; RE 603.215/SE, Relator o Ministro Ayres  \nBritto, decisão monocrática, DJ 6.12.2010.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.  \nI, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do  \nSupremo Tribunal Federal)\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      2.\n     </b>\n     Publicada  essa  decisão  no  DJe  de  30.4.2013,  interpõe  Josivaldo \nMartins de Santana, em 6.5.2013, tempestivamente, agravo regimental.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      3.\n     </b>\n     Alega o Agravante que “\n     <i>\n      a presente demanda é fundamentada, levando-\nse  em consideração  a  violação  ao  princípio  do  direito  adquirido,  a  qual  resta  \ncabalmente evidenciada na medida em que modificou a sistemática de aplicação  \nda  gratificação  sobre  o  vencimento  base,  e  não  mais  sobre  a  totalidade  dos  \nvencimentos, o que acarretou decesso remuneratório, bem como no que concerne  \nà estabilidade financeira\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do \npresente recurso.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4264836.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      25/06/2013 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.299 \nPERNAMBUCO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      V O T O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      1.\n     </b>\n     Razão jurídica não assiste ao Agravante.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      2.\n     </b>\n     Na espécie, o Tribunal\n     <i>\n      a quo\n     </i>\n     decidiu:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      No caso em concreto, todavia, é possível observar que o inativo  \nnão se enquadra na sobredita regra de transição, porquanto, de acordo  \ncom  os  documentos  de  fls.  11/39,  seu  ato  de  reforma  só  se  deu  \nposteriormente ao advento da  EC n. 16/39, seu ato de reforma só se  \ndeu posteriormente ao advento da EC n. 16/99, pelo que se mostra  \nirrepreensível o não acolhimento do seu pedido.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      (…)\nPor  outro  lado,  destaque-se  que  mesmo  os  servidores\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      enquadrados  na hipótese  do\n     </i>\n     art.  10 da LCE n.  27/99\n     <i>\n      sofreram as  \nmodificações implementadas pela LCE n. 32/01 e posteriormente LCE \nn.  59/04,  que  modificaram  a  forma  de  composição  salarial  dos  \nservidores militares ativos e inativos, de maneira que as gratificações,  \nadicionais e outros acréscimos pecuniários percebidos pelos mesmos  \ndeixaram de ser calculadas na forma de percentual incidente sobre o  \nsoldo e passaram a constituir parcelas autônomas com valor nominal  \nfixo e desvinculado\n     </i>\n     ” (grifos nossos).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      3.\n     </b>\n     Como  afirmado  na  decisão  agravada,  divergir  das  instâncias \noriginárias quanto à extensão da gratificação de motorista aos inativos \ndemandaria  a  prévia  análise  das  Leis  Complementares  estaduais  ns. \n27/1999,  32/2001  e  59/2004.  Eventual  ofensa  constitucional,  se  tivesse \nocorrido, seria indireta.\n    </p>\n    <p>\n     Nesse sentido:\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4264837.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 741299 AGR / PE\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      Agravo  regimental  em  recurso  extraordinário  com  agravo.  \nServidor  público.  Extensão  de  gratificação  a  inativos.  Natureza  \njurídica da verba. Ofensa a direito local. Reexame de fatos e provas.  \nPrecedentes.  1.  Não se abre a via  do recurso extraordinário  para o  \nreexame de matéria ínsita ao plano normativo local (Lei estadual nº  \n17.717/08) e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs  \n280  e  279  desta  Corte.  2.  Agravo  regimental  não  provido\n     </i>\n     ”  (ARE \n678.096-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, \nDJe 5.12.2012).\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      GRATIFICAÇÃO  PROVISÓRIA INSTITUÍDA PELA MP  \n1.587/1997 (CONVERTIDA NA LEI 9.651/1998).  EXTENSÃO A \nSERVIDOR  INATIVO.  DISCUSSÃO  SOBRE  A  NATUREZA \nJURÍDICA  DA  VANTAGEM.  REEXAME  DE  LEGISLAÇÃO  \nINFRACONSTITUCIONAL.  IMPOSSIBILIDADE.  Agravo  \nregimental a que se nega provimento\n     </i>\n     ” (RE 504.820-AgR, Relator o \nMinistro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 4.6.2012).\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  \nEXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  ADMINISTRATIVO.  \nSERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO.  \nMODIFICAÇÃO DA FORMA DE CÁLCULO. 1.  Inexistência de  \ndireito  adquirido  a  regime  jurídico  e  à  fórmula  de  composição  da  \nremuneração. Precedentes. 2. Alegação de redução dos vencimentos:  \nimpossibilidade do reexame de provas e legislação local. Súmulas n.  \n279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental ao qual  \nse  nega  provimento\n     </i>\n     ”  (ARE  700.261-AgR,  de  minha  relatoria, \nSegunda Turma, DJe 23.10.2012).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      4.\n      <i>\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n     </i>\n     Ademais,  o Supremo Tribunal Federal  assentou inexistir direito \nadquirido a regime jurídico e a fórmula de composição da remuneração \ndos  servidores  públicos,  desde  que  não  acarrete  redução  no  valor \nnominal dos vencimentos. Nesse sentido: RE 563.965, de minha relatoria, \nPlenário, DJe 20.3.2009.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4264837.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 741299 AGR / PE\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      5.\n     </b>\n     <i>\n     </i>\n     Os  argumentos  do  Agravante,  insuficientes  para  modificar  a \ndecisão agravada,  demonstram apenas inconformismo e resistência em \npôr  termo  a  processos  que  se  arrastam  em  detrimento  da  eficiente \nprestação jurisdicional.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      6.\n     </b>\n     Pelo exposto,\n     <b>\n      nego provimento ao agravo regimental\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4264837.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 25/06/2013\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.299\n     </b>\n     PROCED. : PERNAMBUCO\n     <b>\n      RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA\n     </b>\n     AGTE.(S) : JOSIVALDO MARTINS DE SANTANA\nADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S)\nAGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \nregimental, nos termos do voto da Relatora.\n     <b>\n      2ª Turma\n     </b>\n     , 25.06.2013.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à \nsessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, \nRicardo Lewandowski e Teori Zavascki.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.\n    </p>\n    <p>\n     Ravena Siqueira\nSecretária Substituta\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301476\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "25/06/2013 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.299 \n", "PERNAMBUCO\n", "RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "AGTE.(S) : JOSIVALDO MARTINS DE SANTANA \n", "ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E \n", "OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE \n", "PERNAMBUCO \n", "EMENTA:  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  ADMINISTRATIVO.  1. \n", "GRATIFICAÇÃO DE MOTORISTA. EXTENSÃO A INATIVOS. ANÁLISE \n", "DE  NORMAS  LOCAIS.  OFENSA  CONSTITUCIONAL  INDIRETA.  2. \n", "INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO E A \n", "FÓRMULA DE COMPOSIÇÃO DA REMUNERAÇÃO. PRECEDENTES. \n", "3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.\n", "ACÓRDÃO\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \n", "Supremo  Tribunal  Federal,  em  Segunda  Turma,  sob  a  Presidência  da \n", "Ministra  Cármen  Lúcia,  na  conformidade  da  ata  de  julgamento  e  das \n", "notas  taquigráficas,  à  unanimidade,  em  negar  provimento  ao  agravo \n", "regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da \n", "Relatora. \n", "Brasília, 25 de junho de 2013.\n", "Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4264835.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7\n", "Relatório\n", "25/06/2013 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.299 \n", "PERNAMBUCO\n", "RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "AGTE.(S) : JOSIVALDO MARTINS DE SANTANA \n", "ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E \n", "OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE \n", "PERNAMBUCO \n", "R E L A T Ó R I O\n", "A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):\n", "1. Em 25 de abril de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do \n", "recurso extraordinário interposto por Josivaldo Martins de Santana contra \n", "julgado do Tribunal de Justiça de Pernambuco, o qual não reconheceu o \n", "direito do ora Agravante à incorporação da gratificação de motorista na \n", "inatividade.\n", "A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:\n", "“5. Razão jurídica não assiste o Agravante.\n", "6. Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias  \n", "originárias  demandaria  a  análise  prévia  de  legislação  estadual  \n", "aplicável à espécie (Leis estaduais n. 10.426/1990, 10.798/1992 e Leis  \n", "Complementares estaduais n. 16/1999, 32/2001 e 59/2004). Assim, a  \n", "alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido,  \n", "seria  indireta,  o  que  inviabiliza  o  processamento  do  recurso  \n", "extraordinário.  Incide  na  espécie  a  Súmula  n.  280  do  Supremo  \n", "Tribunal Federal:\n", "(…)\n", "7. Ademais, este Supremo Tribunal assentou não haver direito  \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4264836.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7\n", "Relatório\n", "ARE 741299 AGR / PE \n", "adquirido  à  manutenção  da  forma  de  cálculo  da  remuneração  de  \n", "servidores públicos, desde que a eventual modificação legal de regime  \n", "remuneratório não importe em decesso nos seus vencimentos.\n", "No julgamento do Recurso Extraordinário n.  563.965/RN, de  \n", "minha relatoria, o Plenário do Supremo Tribunal decidiu:\n", "(…)\n", "No mesmo sentido: RE 711.412/SE, Relator o Ministro Ricardo  \n", "Lewandowski, decisão monocrática, DJ 25.10.2012; RE 663.274/SE,  \n", "Relator o Ministro Luiz Fux, decisão monocrática, DJ 3.5.2012; RE  \n", "641.386/SE, de minha relatoria, decisão monocrática, DJ 24.6.2011;  \n", "RE 635.862/SE,  Relator  o  Ministro  Ricardo  Lewandowski,  decisão  \n", "monocrática, DJ 1º.6.2011; RE 603.215/SE, Relator o Ministro Ayres  \n", "Britto, decisão monocrática, DJ 6.12.2010.\n", "Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.\n", "8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.  \n", "I, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do  \n", "Supremo Tribunal Federal)”.\n", "2.  Publicada  essa  decisão  no  DJe  de  30.4.2013,  interpõe  Josivaldo \n", "Martins de Santana, em 6.5.2013, tempestivamente, agravo regimental.\n", "3. Alega o Agravante que “a presente demanda é fundamentada, levando-\n", "se  em consideração  a  violação  ao  princípio  do  direito  adquirido,  a  qual  resta  \n", "cabalmente evidenciada na medida em que modificou a sistemática de aplicação  \n", "da  gratificação  sobre  o  vencimento  base,  e  não  mais  sobre  a  totalidade  dos  \n", "vencimentos, o que acarretou decesso remuneratório, bem como no que concerne  \n", "à estabilidade financeira”.\n", "Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do \n", "presente recurso.\n", "É o relatório\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4264836.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7\n", "Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "25/06/2013 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.299 \n", "PERNAMBUCO\n", "V O T O\n", "A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):\n", "1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.\n", "2. Na espécie, o Tribunal a quo decidiu:\n", "“No caso em concreto, todavia, é possível observar que o inativo  \n", "não se enquadra na sobredita regra de transição, porquanto, de acordo  \n", "com  os  documentos  de  fls.  11/39,  seu  ato  de  reforma  só  se  deu  \n", "posteriormente ao advento da  EC n. 16/39, seu ato de reforma só se  \n", "deu posteriormente ao advento da EC n. 16/99, pelo que se mostra  \n", "irrepreensível o não acolhimento do seu pedido.\n", "(…)\n", "Por  outro  lado,  destaque-se  que  mesmo  os  servidores  \n", "enquadrados  na hipótese  do  art.  10 da LCE n.  27/99 sofreram as  \n", "modificações implementadas pela LCE n. 32/01 e posteriormente LCE \n", "n.  59/04,  que  modificaram  a  forma  de  composição  salarial  dos  \n", "servidores militares ativos e inativos, de maneira que as gratificações,  \n", "adicionais e outros acréscimos pecuniários percebidos pelos mesmos  \n", "deixaram de ser calculadas na forma de percentual incidente sobre o  \n", "soldo e passaram a constituir parcelas autônomas com valor nominal  \n", "fixo e desvinculado” (grifos nossos).\n", "3. Como  afirmado  na  decisão  agravada,  divergir  das  instâncias \n", "originárias quanto à extensão da gratificação de motorista aos inativos \n", "demandaria  a  prévia  análise  das  Leis  Complementares  estaduais  ns. \n", "27/1999,  32/2001  e  59/2004.  Eventual  ofensa  constitucional,  se  tivesse \n", "ocorrido, seria indireta.\n", "Nesse sentido:\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4264837.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7\n", "Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "ARE 741299 AGR / PE \n", "“Agravo  regimental  em  recurso  extraordinário  com  agravo.  \n", "Servidor  público.  Extensão  de  gratificação  a  inativos.  Natureza  \n", "jurídica da verba. Ofensa a direito local. Reexame de fatos e provas.  \n", "Precedentes.  1.  Não se abre a via  do recurso extraordinário  para o  \n", "reexame de matéria ínsita ao plano normativo local (Lei estadual nº  \n", "17.717/08) e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs  \n", "280  e  279  desta  Corte.  2.  Agravo  regimental  não  provido”  (ARE \n", "678.096-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, \n", "DJe 5.12.2012).\n", "“GRATIFICAÇÃO  PROVISÓRIA INSTITUÍDA PELA MP  \n", "1.587/1997 (CONVERTIDA NA LEI 9.651/1998).  EXTENSÃO A \n", "SERVIDOR  INATIVO.  DISCUSSÃO  SOBRE  A  NATUREZA \n", "JURÍDICA  DA  VANTAGEM.  REEXAME  DE  LEGISLAÇÃO  \n", "INFRACONSTITUCIONAL.  IMPOSSIBILIDADE.  Agravo  \n", "regimental a que se nega provimento” (RE 504.820-AgR, Relator o \n", "Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 4.6.2012).\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  ADMINISTRATIVO.  \n", "SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO.  \n", "MODIFICAÇÃO DA FORMA DE CÁLCULO. 1.  Inexistência de  \n", "direito  adquirido  a  regime  jurídico  e  à  fórmula  de  composição  da  \n", "remuneração. Precedentes. 2. Alegação de redução dos vencimentos:  \n", "impossibilidade do reexame de provas e legislação local. Súmulas n.  \n", "279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental ao qual  \n", "se  nega  provimento”  (ARE  700.261-AgR,  de  minha  relatoria, \n", "Segunda Turma, DJe 23.10.2012).\n", "4. Ademais,  o Supremo Tribunal Federal  assentou inexistir direito \n", "adquirido a regime jurídico e a fórmula de composição da remuneração \n", "dos  servidores  públicos,  desde  que  não  acarrete  redução  no  valor \n", "nominal dos vencimentos. Nesse sentido: RE 563.965, de minha relatoria, \n", "Plenário, DJe 20.3.2009.\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4264837.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7\n", "Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "ARE 741299 AGR / PE \n", "5. Os  argumentos  do  Agravante,  insuficientes  para  modificar  a \n", "decisão agravada,  demonstram apenas inconformismo e resistência em \n", "pôr  termo  a  processos  que  se  arrastam  em  detrimento  da  eficiente \n", "prestação jurisdicional.\n", "6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.\n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4264837.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7\n", "Extrato de Ata - 25/06/2013\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.299\n", "PROCED. : PERNAMBUCO\n", "RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "AGTE.(S) : JOSIVALDO MARTINS DE SANTANA\n", "ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO\n", "Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \n", "regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 25.06.2013.\n", "Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à \n", "sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, \n", "Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.\n", "Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.\n", "Ravena Siqueira\n", "Secretária Substituta\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301476\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7\n" ], "numero" : "741299", "partes" : [ { "nome" : "MIN. CÁRMEN LÚCIA", "sigla" : "", "tipo" : "RELATORA" }, { "nome" : "JOSIVALDO MARTINS DE SANTANA", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S)", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "ESTADO DE PERNAMBUCO", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. CÁRMEN LÚCIA", "texto" : "A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):  1. Em 25 de abril de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do  recurso extraordinário interposto por Josivaldo Martins de Santana contra  julgado do Tribunal de Justiça de Pernambuco, o qual não reconheceu o  direito do ora Agravante à incorporação da gratificação de motorista na  inatividade.  A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:  “5. Razão jurídica não assiste o Agravante.  6. Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias   originárias  demandaria  a  análise  prévia  de  legislação  estadual   aplicável à espécie (Leis estaduais n. 10.426/1990, 10.798/1992 e Leis   Complementares estaduais n. 16/1999, 32/2001 e 59/2004). Assim, a   alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido,   seria  indireta,  o  que  inviabiliza  o  processamento  do  recurso   extraordinário.  Incide  na  espécie  a  Súmula  n.  280  do  Supremo   Tribunal Federal:  (…) 7. Ademais, este Supremo Tribunal assentou não haver direito      adquirido  à  manutenção  da  forma  de  cálculo  da  remuneração  de   servidores públicos, desde que a eventual modificação legal de regime   remuneratório não importe em decesso nos seus vencimentos.  No julgamento do Recurso Extraordinário n.  563.965/RN, de   minha relatoria, o Plenário do Supremo Tribunal decidiu:  (…) No mesmo sentido: RE 711.412/SE, Relator o Ministro Ricardo    Lewandowski, decisão monocrática, DJ 25.10.2012; RE 663.274/SE,   Relator o Ministro Luiz Fux, decisão monocrática, DJ 3.5.2012; RE   641.386/SE, de minha relatoria, decisão monocrática, DJ 24.6.2011;   RE 635.862/SE,  Relator  o  Ministro  Ricardo  Lewandowski,  decisão   monocrática, DJ 1º.6.2011; RE 603.215/SE, Relator o Ministro Ayres   Britto, decisão monocrática, DJ 6.12.2010.  Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.  8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.   I, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do   Supremo Tribunal Federal)”.  2.  Publicada  essa  decisão  no  DJe  de  30.4.2013,  interpõe  Josivaldo  Martins de Santana, em 6.5.2013, tempestivamente, agravo regimental.  3. Alega o Agravante que “a presente demanda é fundamentada, levando- se  em consideração  a  violação  ao  princípio  do  direito  adquirido,  a  qual  resta   cabalmente evidenciada na medida em que modificou a sistemática de aplicação   da  gratificação  sobre  o  vencimento  base,  e  não  mais  sobre  a  totalidade  dos   vencimentos, o que acarretou decesso remuneratório, bem como no que concerne   à estabilidade financeira”.  Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do  presente recurso.  É o relatório " }, "votos" : [ { "texto" : "   A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):  1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.  2. Na espécie, o Tribunal a quo decidiu:  “No caso em concreto, todavia, é possível observar que o inativo   não se enquadra na sobredita regra de transição, porquanto, de acordo   com  os  documentos  de  fls.  11/39,  seu  ato  de  reforma  só  se  deu   posteriormente ao advento da  EC n. 16/39, seu ato de reforma só se   deu posteriormente ao advento da EC n. 16/99, pelo que se mostra   irrepreensível o não acolhimento do seu pedido.  (…) Por  outro  lado,  destaque-se  que  mesmo  os  servidores    enquadrados  na hipótese  do  art.  10 da LCE n.  27/99 sofreram as   modificações implementadas pela LCE n. 32/01 e posteriormente LCE  n.  59/04,  que  modificaram  a  forma  de  composição  salarial  dos   servidores militares ativos e inativos, de maneira que as gratificações,   adicionais e outros acréscimos pecuniários percebidos pelos mesmos   deixaram de ser calculadas na forma de percentual incidente sobre o   soldo e passaram a constituir parcelas autônomas com valor nominal   fixo e desvinculado” (grifos nossos).  3. Como  afirmado  na  decisão  agravada,  divergir  das  instâncias  originárias quanto à extensão da gratificação de motorista aos inativos  demandaria  a  prévia  análise  das  Leis  Complementares  estaduais  ns.  27/1999,  32/2001  e  59/2004.  Eventual  ofensa  constitucional,  se  tivesse  ocorrido, seria indireta.  Nesse sentido:    “Agravo  regimental  em  recurso  extraordinário  com  agravo.   Servidor  público.  Extensão  de  gratificação  a  inativos.  Natureza   jurídica da verba. Ofensa a direito local. Reexame de fatos e provas.   Precedentes.  1.  Não se abre a via  do recurso extraordinário  para o   reexame de matéria ínsita ao plano normativo local (Lei estadual nº   17.717/08) e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs   280  e  279  desta  Corte.  2.  Agravo  regimental  não  provido”  (ARE  678.096-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma,  DJe 5.12.2012).  “GRATIFICAÇÃO  PROVISÓRIA INSTITUÍDA PELA MP   1.587/1997 (CONVERTIDA NA LEI 9.651/1998).  EXTENSÃO A  SERVIDOR  INATIVO.  DISCUSSÃO  SOBRE  A  NATUREZA  JURÍDICA  DA  VANTAGEM.  REEXAME  DE  LEGISLAÇÃO   INFRACONSTITUCIONAL.  IMPOSSIBILIDADE.  Agravo   regimental a que se nega provimento” (RE 504.820-AgR, Relator o  Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 4.6.2012).  “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO   EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  ADMINISTRATIVO.   SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO.   MODIFICAÇÃO DA FORMA DE CÁLCULO. 1.  Inexistência de   direito  adquirido  a  regime  jurídico  e  à  fórmula  de  composição  da   remuneração. Precedentes. 2. Alegação de redução dos vencimentos:   impossibilidade do reexame de provas e legislação local. Súmulas n.   279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental ao qual   se  nega  provimento”  (ARE  700.261-AgR,  de  minha  relatoria,  Segunda Turma, DJe 23.10.2012).  4. Ademais,  o Supremo Tribunal Federal  assentou inexistir direito  adquirido a regime jurídico e a fórmula de composição da remuneração  dos  servidores  públicos,  desde  que  não  acarrete  redução  no  valor  nominal dos vencimentos. Nesse sentido: RE 563.965, de minha relatoria,  Plenário, DJe 20.3.2009.    5. Os  argumentos  do  Agravante,  insuficientes  para  modificar  a  decisão agravada,  demonstram apenas inconformismo e resistência em  pôr  termo  a  processos  que  se  arrastam  em  detrimento  da  eficiente  prestação jurisdicional.  6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. ", "votante" : "MIN_CARMEN_LUCIA" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac1b0d251224488757b" }, "acordao" : { "texto" : "AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.  Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo  Tribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a  Presidência  do  Senhor  Ministro  ALEXANDRE DE MORAES,  em conformidade com a  ata  de  julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em  negar  provimento  ao  agravo  interno,  nos  termos  do  voto  do  Relator,  vencido o Ministro Marco Aurélio. 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NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.061.373 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : RONALDO SALATIEL DA SILVA ADV.(A/S) : MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO (25341/DF) AGTE.(S) : REINALDO CÂNDIDO DA SILVA ADV.(A/S) : GABRIELA ROLLEMBERG DE ALENCAR (25157/DF, 47143/GO) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : COLIGAÇÃO GOIATUBA PARA TODOS ADV.(A/S) : MARCIO LUIZ SILVA (12415/DF)  Decisão:  A  Turma,  por  maioria,  negou  provimento  ao  agravo  interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco  Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018.    Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco   Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.  Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      19/11/2018 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO \n1.061.373 GOIÁS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     RONALDO SALATIEL DA SILVA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO\n     <b>\n      AGTE.(S) :\n     </b>\n     REINALDO CÂNDIDO DA SILVA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     GABRIELA ROLLEMBERG DE ALENCAR\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     COLIGAÇÃO GOIATUBA PARA TODOS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MARCIO LUIZ SILVA\n    </p>\n    <p>\n     EMENTA:  AGRAVO  INTERNO.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO \nCOM AGRAVO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONFORMIDADE COM \nA JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.\n    </p>\n    <p>\n     AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.\n    </p>\n    <p>\n     A C Ó R D Ã O\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo \nTribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a  Presidência  do  Senhor \nMinistro  ALEXANDRE DE MORAES,  em conformidade com a  ata  de \njulgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em \nnegar  provimento  ao  agravo  interno,  nos  termos  do  voto  do  Relator, \nvencido o Ministro Marco Aurélio.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 19 de novembro de 2018.\n    </p>\n    <p>\n     Ministro\n     <b>\n      ALEXANDRE DE MORAES\n     </b>\n     Relator\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1999-0C4B-E3A4-4D73 e senha 26B8-E285-DF85-C147\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 3273\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      19/11/2018 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO \n1.061.373 GOIÁS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     RONALDO SALATIEL DA SILVA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO\n     <b>\n      AGTE.(S) :\n     </b>\n     REINALDO CÂNDIDO DA SILVA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     GABRIELA ROLLEMBERG DE ALENCAR\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     COLIGAÇÃO GOIATUBA PARA TODOS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MARCIO LUIZ SILVA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATÓRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR):\n     </b>\n     Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao\n    </p>\n    <p>\n     Recurso Extraordinário com Agravo sob os argumentos de que o acórdão \nproferido pelo Tribunal de origem está em harmonia com o que decidiu o \nPlenário desta CORTE no julgamento do RE 593.727/MG (Tema 184, Rel. \nMin.  CEZAR PELUSO),  bem como na ADI 4.263,  Rel.  Min.  ROBERTO \nBARROSO  e  no  RMS  28.774,  Rel.  Min.  MARCO  AURÉLIO,  Rel.  p/ \nAcórdão: Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 25/8/2016.\n    </p>\n    <p>\n     A parte agravante, em suma, renova as razões de mérito dos recursos \nantecedentes e aduz que os precedentes, além de não se amoldarem ao \ncaso, ainda fvorecem a tese recursal.\n    </p>\n    <p>\n     Intimada para se manifestar, a parte contrária pede o desprovimento \ndo recurso.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B9F-5B27-50FD-B168 e senha 633B-D2EF-EEBD-E160\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 3274\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      19/11/2018 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO \n1.061.373 GOIÁS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR):\n     </b>\n     Eis a decisão ora agravada:\n    </p>\n    <p>\n     “Trata-se  de  Agravos  de  decisões  que  inadmitiram \nRecursos  Extraordinários  interpostos  em  face  de  acórdão \nproferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (Vol. 14, fls. 2.752 e \nseguintes).\n    </p>\n    <p>\n     Os recorrentes interpuseram Recursos Especiais Eleitorais, \nalegando  violação  ao  princípio  do  contraditório  e  da  ampla \ndefesa  e  do  devido  processo  legal,  tendo  em vista  o  uso  de \nprova emprestada. Ademais, sustentam a impossibilidade de o \nMinistério  Público  conduzir  procedimento  de  interceptação \ntelefônica e a invalidade desta prova, por ser inadmissível em \nprocesso de natureza cível-eleitoral.\n    </p>\n    <p>\n     O Tribunal\n     <i>\n      a quo\n     </i>\n     manteve a sentença de improcedência do \npedido. Veja-se a ementa do acórdão (fls. 2.752-2753, Vol. 14):\n    </p>\n    <p>\n     ELEIÇÕES  2012.  RECURSOS  ESPECIAIS \nELEITORAIS.  AIJES.  PREFEITO,  VICE-PREFEITO  E \nVEREADORES.  PRELIMINARES.  AFASTAMENTO. \nMÉRITO.  CAPTAÇÃO  ILÍCITA  DE  SUFRÁGIO. \nARRECADAÇÃO E GASTOS ILÍCITOS DE RECURSOS \nDE  CAMPANHA  ELEITORAL.  ABUSO  DO  PODER \nECONÔMICO. REEXAME. RECURSOS DESPROVIDOS.\n    </p>\n    <p>\n     1.  Ações de investigação judicial eleitoral fundadas \nnos  mesmos  fatos  devem ser  reunidas  para  julgamento \nconjunto, a fim de evitar decisões conflitantes.\n    </p>\n    <p>\n     2. Não há litispendência entre ações de investigação \njudicial  eleitoral  que  possuam  partes  e  causa  de  pedir \ndistintas.  Na  espécie,  além de  não  haver  identidade  de \npartes, a causa de pedir da AIJE 653-10 é mais ampla que a\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D4C-F2A5-1552-4125 e senha B07E-B64C-AF11-2194\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 3275\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1061373 AGR-SEGUNDO / GO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     da AIJE 652-25. \n3. Não configura violação ao contraditório e à ampla\n    </p>\n    <p>\n     defesa a recusa do magistrado em adiar audiência quando \nconclui,  a  partir  das  circunstâncias  do  caso  e  dos \ndocumentos  apresentados,  que  o  requerimento  possui \nfinalidade protelatória ou que não há justa causa para o \nadiamento.\n    </p>\n    <p>\n     4. Não afronta o art. 275 do Código Eleitoral decisão \nque  aprecia  as  questões  necessárias  à  solução  da \ncontrovérsia  e  se  pronuncia  sobre  todas  as  alegações \nformuladas  nos  declaratórios,  embora  em  sentido \ncontrário aos interesses dos embargantes.\n    </p>\n    <p>\n     5.  Não  é  ilegal  a  prova  obtida  por  meio  de \ninterceptação  telefônica  conduzida  diretamente  pelo \nMinistério Público. Precedentes.\n    </p>\n    <p>\n     6.  É  possível  a  utilização  em  AIJE  de  prova \n(interceptação  telefônica)  produzida  legalmente  em \nprocedimento investigatório criminal.\n    </p>\n    <p>\n     7.  Desnecessária,  para  a  validade  da  prova,  a \ntranscrição  integral  de  diálogos  gravados  durante  a \nquebra do sigilo telefônico. Precedentes.\n    </p>\n    <p>\n     8.  É  lícita  a  utilização  de  prova  emprestada  de \nprocesso no qual não tenha sido parte aquele contra quem \nvenha  a  ser  utilizada,  desde  que  se  lhe  permita  o \ncontraditório. Precedentes.\n    </p>\n    <p>\n     9.  Reconhecidas  pelo  Regional,  em  aprofundado  e \ndetalhado exame de provas, as práticas de arrecadação e \ngastos ilícitos de recursos de campanha, captação ilícita de \nsufrágio e abuso do poder econômico (arts. 30-A e 41-A da \nLei 9.504/97 e 22 da LC 64/90), não há como afastá-las sem \nesbarrar no disposto nas Súmulas 7/STJ e 279/STF.\n    </p>\n    <p>\n     10. Recursos especiais eleitorais desprovidos.\n    </p>\n    <p>\n     Os  embargos  de  declaração  opostos  por  ambos  os \nrecorrentes, foram rejeitados (fls. 2.906-2.907, Vol. 15).\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D4C-F2A5-1552-4125 e senha B07E-B64C-AF11-2194\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 3276\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1061373 AGR-SEGUNDO / GO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     No apelo extremo, com fundamento no art. 102, III, a, da \nCF/1988, REINALDO CÂNDIDO DA SILVA postula a reforma \ndo  acórdão  recorrido,  alegando  violação  aos  seguintes \ndispositivos constitucionais:  (a) art.  5º,  LIV e LV, da CF/1988, \napontando violação aos princípios do devido processo legal, do \ncontraditório  e  da  ampla  defesa,  uma  vez  que  foi  admitida \nprova nos autos em que o ora recorrente não participou de sua \nprodução (fl.  2.933,  Vol.  15);  (b)  art.  5º,  XII,  da CF/1988,  haja \nvista a impossibilidade de utilização de interceptação telefônica \n(...) como meio de prova na Justiça Eleitoral em processo que \ntrata de suposto abuso do poder econômico (fl. 2.933, Vol. 15); \n(c) arts. 5º, caput , II, LIV, 127 e 129 da CF/1988, sustentando a \nausência de competência constitucional do Ministério Público \npara realizar diretamente a escuta telefônica (fl. 2.934, Vol. 15).\n    </p>\n    <p>\n     Por  sua  vez,  com  fundamento  no  art.  102,  III,  a,  da \nCF/1988, RONALDO SALATIEL DA SILVA postula a reforma \ndo acórdão recorrido, alegando violação aos arts. 5º, LIII, LIV, \nLV, e LVI; 127; e 129 da Constituição. Defende, igualmente, a \nimpossibilidade de utilização de prova emprestada de processo \ndo qual o recorrente não foi parte e a inconstitucionalidade na \natuação  do  Ministério  Público  ao  realizar,  diretamente,  a \ninterceptação telefônica.\n    </p>\n    <p>\n     Os  Recursos  Extraordinários  foram  inadmitidos  pelo \nTribunal Superior Eleitoral, sob o argumento de que a decisão \nestaria  em  conformidade  com  a  jurisprudência  do  Supremo \nTribunal Federal.\n    </p>\n    <p>\n     Nos Agravos,  os agravantes impugnam os fundamentos \nda agravada e repisam a argumentação recursal.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório. Decido.\n    </p>\n    <p>\n     No  que  se  refere  à  utilização  de  prova  emprestada,  a \njurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL tem sido \nfirme no sentido de que é admissível  o  uso de interceptação \ntelefônica,  como  prova  emprestada,  em  procedimento  de\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D4C-F2A5-1552-4125 e senha B07E-B64C-AF11-2194\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 3277\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1061373 AGR-SEGUNDO / GO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     natureza  não  criminal,  desde  que  precedida  de  autorização \njudicial. Nesse sentido:\n    </p>\n    <p>\n     DIREITO  CONSTITUCIONAL  E \nADMINISTRATIVO.  RECURSO  ORDINÁRIO  EM \nMANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO MINISTRO DA \nFAZENDA.  DEMISSÃO  DE  SERVIDOR PÚBLICO  POR \nATO  DE  IMPROBIDADE  ADMINISTRATIVA. \nAUSÊNCIA  DE  VÍCIOS  NO  PROCESSO \nADMINISTRATIVO  DISCIPLINAR.  NEGATIVA  DE \nPROVIMENTO  DO  RECURSO.  1.  Não  há  qualquer \nimpeditivo  legal  de  que  a  comissão  de  inquérito  em \nprocesso  administrativo  disciplinar  seja  formada  pelos \nmesmos  membros  de  comissão  anterior  que  havia  sido \nanulada.  2.  Inexiste  previsão  na  Lei  nº  8.112/1990  de \nintimação do acusado após a elaboração do relatório final \nda  comissão  processante,  sendo  necessária  a \ndemonstração do prejuízo causado pela falta de intimação, \no  que  não  ocorreu  no  presente  caso.  3.  O  acusado  em \nprocesso  administrativo  disciplinar  não  possui  direito \nsubjetivo ao  deferimento  de  todas  as  provas  requeridas \nnos autos, ainda mais quando consideradas impertinentes \nou  meramente  protelatórias  pela  comissão  processante \n(art. 156, §1º, Lei nº 8.112/1990). 4. A jurisprudência desta \nCorte  admite  o  uso  de  prova  emprestada  em  processo \nadministrativo  disciplinar,  em  especial  a  utilização  de \ninterceptações telefônicas autorizadas judicialmente para \ninvestigação criminal. Precedentes. 5. Recurso ordinário a \nque se nega provimento (RMS 28.774, Rel. Min. MARCO \nAURÉLIO, Rel.  p/  Acórdão: Min. ROBERTO BARROSO, \nPrimeira Turma, DJe de 25/8/2016) (grifo nosso) .\n    </p>\n    <p>\n     Em  relação  à  atuação  solo  do  Ministério  Público  na \ncondução  da  interceptação  telefônica,  como  bem  delimitado \npela  decisão  agravada,  esta  CORTE,  no  julgamento  do  RE \n593.727/MG  (Tema  184,  Rel.  Min.  CEZAR PELUSO),  fixou  a \nseguinte tese:\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D4C-F2A5-1552-4125 e senha B07E-B64C-AF11-2194\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 3278\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1061373 AGR-SEGUNDO / GO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O Ministério Público dispõe de competência para \npromover\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      por autoridade própria, e por prazo razoável, \ninvestigações de natureza penal\n     </b>\n     ,  desde que respeitados \nos direitos e garantias que assistem a qualquer indiciado \nou  a  qualquer  pessoa  sob  investigação  do  Estado,\n     <b>\n      observadas,  sempre,  por  seus  agentes,  as  hipóteses  de \nreserva  constitucional  de  jurisdição  e,  também,  as \nprerrogativas profissionais de que se acham investidos\n     </b>\n     , \nem  nosso  País,  os  Advogados  (Lei  8.906/1994,  art.  7º, \nnotadamente os incisos I, II, III, XI, XIII, XIV e XIX), sem \nprejuízo  da  possibilidade  sempre  presente  no  Estado \ndemocrático  de  Direito  do  permanente  controle \njurisdicional  dos  atos,  necessariamente  documentados \n(Súmula Vinculante 14), praticados pelos membros dessa \nInstituição (grifo nosso ).\n    </p>\n    <p>\n     Ainda nesse sentido, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, \nno julgamento da ADI 4.263, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, \nreconheceu  a  constitucionalidade  da  Resolução  36/2009  do \nConselho Nacional do Ministério Público, a qual disciplina os \npedidos e a utilização de interceptações telefônicas no âmbito \ndo Ministério Público.\n    </p>\n    <p>\n     Por  fim,  quanto  à  alegação de violação do princípio  da \nlegalidade, há a necessidade de se interpretar os dispositivos da \nLei  9.296/1996,  de  modo  que  se  aplica  a  Súmula  636  desta \nCORTE:\n     <i>\n      Não  cabe  recurso  extraordinário  por  contrariedade  ao  \nprincípio  constitucional  da  legalidade,  quando  a  sua  verificação  \npressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais  \npela decisão recorrida.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento \nInterno do Supremo Tribunal  Federal,  NEGO SEGUIMENTO \nAOS AGRAVOS EM RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. ”\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D4C-F2A5-1552-4125 e senha B07E-B64C-AF11-2194\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 3279\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1061373 AGR-SEGUNDO / GO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Não há  reparo  a  fazer  no  entendimento  aplicado,  pois  o  Agravo \nInterno  não  apresentou  qualquer  argumento  apto  a  desconstituir  os \nóbices apontados.\n    </p>\n    <p>\n     Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno.\nÉ o voto.\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D4C-F2A5-1552-4125 e senha B07E-B64C-AF11-2194\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 3280\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto Vogal\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO \n1.061.373 GOIÁS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     RONALDO SALATIEL DA SILVA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO\n     <b>\n      AGTE.(S) :\n     </b>\n     REINALDO CÂNDIDO DA SILVA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     GABRIELA ROLLEMBERG DE ALENCAR\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     COLIGAÇÃO GOIATUBA PARA TODOS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MARCIO LUIZ SILVA\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO –  Divirjo  do  Relator. \nAnte o disposto no inciso XII do artigo 5º da Constituição Federal, surge \ninadequado  o  aproveitamento  de  prova  que,  no  campo  da  exceção  – \nafastamento da privacidade –, implicou quebra determinada por Órgão \njudicial e para efeito específico, a saber, a instrução de processo revelador \nde  ação  de  investigação  judicial  eleitoral  a  envolver  partes  diversas. \nProvejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 485B-5C66-7C0C-32E4 e senha D87B-489A-CB62-A7DF\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 3281\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 19/11/2018\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.061.373\n     </b>\n     PROCED. : GOIÁS\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n     </b>\n     AGTE.(S) : RONALDO SALATIEL DA SILVA\nADV.(A/S) : MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO (25341/DF)\nAGTE.(S) : REINALDO CÂNDIDO DA SILVA\nADV.(A/S) : GABRIELA ROLLEMBERG DE ALENCAR (25157/DF, 47143/GO)\nAGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\nAGDO.(A/S) : COLIGAÇÃO GOIATUBA PARA TODOS\nADV.(A/S) : MARCIO LUIZ SILVA (12415/DF)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     A  Turma,  por  maioria,  negou  provimento  ao  agravo \ninterno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco \nAurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018.\n    </p>\n    <p>\n     Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco\n    </p>\n    <p>\n     Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.\n    </p>\n    <p>\n     Cintia da Silva Gonçalves\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E0E7-D148-CB24-5CAB e senha 5B20-D3D6-A052-968E\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10 3282\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "19/11/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO \n", "1.061.373 GOIÁS\n", "RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "AGTE.(S) :RONALDO SALATIEL DA SILVA \n", "ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO \n", "AGTE.(S) :REINALDO CÂNDIDO DA SILVA \n", "ADV.(A/S) :GABRIELA ROLLEMBERG DE ALENCAR \n", "AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA \n", "AGDO.(A/S) :COLIGAÇÃO GOIATUBA PARA TODOS \n", "ADV.(A/S) :MARCIO LUIZ SILVA \n", "EMENTA:  AGRAVO  INTERNO.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO \n", "COM AGRAVO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONFORMIDADE COM \n", "A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.\n", "AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo \n", "Tribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a  Presidência  do  Senhor \n", "Ministro  ALEXANDRE DE MORAES,  em conformidade com a  ata  de \n", "julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em \n", "negar  provimento  ao  agravo  interno,  nos  termos  do  voto  do  Relator, \n", "vencido o Ministro Marco Aurélio.\n", "Brasília, 19 de novembro de 2018.\n", "Ministro ALEXANDRE DE MORAES\n", "Relator\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1999-0C4B-E3A4-4D73 e senha 26B8-E285-DF85-C147\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 3273\n", "Relatório\n", "19/11/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO \n", "1.061.373 GOIÁS\n", "RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "AGTE.(S) :RONALDO SALATIEL DA SILVA \n", "ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO \n", "AGTE.(S) :REINALDO CÂNDIDO DA SILVA \n", "ADV.(A/S) :GABRIELA ROLLEMBERG DE ALENCAR \n", "AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA \n", "AGDO.(A/S) :COLIGAÇÃO GOIATUBA PARA TODOS \n", "ADV.(A/S) :MARCIO LUIZ SILVA \n", "RELATÓRIO\n", "O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): \n", "Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao \n", "Recurso Extraordinário com Agravo sob os argumentos de que o acórdão \n", "proferido pelo Tribunal de origem está em harmonia com o que decidiu o \n", "Plenário desta CORTE no julgamento do RE 593.727/MG (Tema 184, Rel. \n", "Min.  CEZAR PELUSO),  bem como na ADI 4.263,  Rel.  Min.  ROBERTO \n", "BARROSO  e  no  RMS  28.774,  Rel.  Min.  MARCO  AURÉLIO,  Rel.  p/ \n", "Acórdão: Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 25/8/2016. \n", "A parte agravante, em suma, renova as razões de mérito dos recursos \n", "antecedentes e aduz que os precedentes, além de não se amoldarem ao \n", "caso, ainda fvorecem a tese recursal. \n", "Intimada para se manifestar, a parte contrária pede o desprovimento \n", "do recurso.\n", "É o relatório.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B9F-5B27-50FD-B168 e senha 633B-D2EF-EEBD-E160\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 3274\n", "Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "19/11/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO \n", "1.061.373 GOIÁS\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): \n", " Eis a decisão ora agravada:\n", "“Trata-se  de  Agravos  de  decisões  que  inadmitiram \n", "Recursos  Extraordinários  interpostos  em  face  de  acórdão \n", "proferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (Vol. 14, fls. 2.752 e \n", "seguintes). \n", "Os recorrentes interpuseram Recursos Especiais Eleitorais, \n", "alegando  violação  ao  princípio  do  contraditório  e  da  ampla \n", "defesa  e  do  devido  processo  legal,  tendo  em vista  o  uso  de \n", "prova emprestada. Ademais, sustentam a impossibilidade de o \n", "Ministério  Público  conduzir  procedimento  de  interceptação \n", "telefônica e a invalidade desta prova, por ser inadmissível em \n", "processo de natureza cível-eleitoral. \n", "O Tribunal a quo manteve a sentença de improcedência do \n", "pedido. Veja-se a ementa do acórdão (fls. 2.752-2753, Vol. 14): \n", "ELEIÇÕES  2012.  RECURSOS  ESPECIAIS \n", "ELEITORAIS.  AIJES.  PREFEITO,  VICE-PREFEITO  E \n", "VEREADORES.  PRELIMINARES.  AFASTAMENTO. \n", "MÉRITO.  CAPTAÇÃO  ILÍCITA  DE  SUFRÁGIO. \n", "ARRECADAÇÃO E GASTOS ILÍCITOS DE RECURSOS \n", "DE  CAMPANHA  ELEITORAL.  ABUSO  DO  PODER \n", "ECONÔMICO. REEXAME. RECURSOS DESPROVIDOS. \n", "1.  Ações de investigação judicial eleitoral fundadas \n", "nos  mesmos  fatos  devem ser  reunidas  para  julgamento \n", "conjunto, a fim de evitar decisões conflitantes. \n", "2. Não há litispendência entre ações de investigação \n", "judicial  eleitoral  que  possuam  partes  e  causa  de  pedir \n", "distintas.  Na  espécie,  além de  não  haver  identidade  de \n", "partes, a causa de pedir da AIJE 653-10 é mais ampla que a \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D4C-F2A5-1552-4125 e senha B07E-B64C-AF11-2194\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 3275\n", "Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "ARE 1061373 AGR-SEGUNDO / GO \n", "da AIJE 652-25. \n", "3. Não configura violação ao contraditório e à ampla \n", "defesa a recusa do magistrado em adiar audiência quando \n", "conclui,  a  partir  das  circunstâncias  do  caso  e  dos \n", "documentos  apresentados,  que  o  requerimento  possui \n", "finalidade protelatória ou que não há justa causa para o \n", "adiamento. \n", "4. Não afronta o art. 275 do Código Eleitoral decisão \n", "que  aprecia  as  questões  necessárias  à  solução  da \n", "controvérsia  e  se  pronuncia  sobre  todas  as  alegações \n", "formuladas  nos  declaratórios,  embora  em  sentido \n", "contrário aos interesses dos embargantes. \n", "5.  Não  é  ilegal  a  prova  obtida  por  meio  de \n", "interceptação  telefônica  conduzida  diretamente  pelo \n", "Ministério Público. Precedentes. \n", "6.  É  possível  a  utilização  em  AIJE  de  prova \n", "(interceptação  telefônica)  produzida  legalmente  em \n", "procedimento investigatório criminal. \n", "7.  Desnecessária,  para  a  validade  da  prova,  a \n", "transcrição  integral  de  diálogos  gravados  durante  a \n", "quebra do sigilo telefônico. Precedentes. \n", "8.  É  lícita  a  utilização  de  prova  emprestada  de \n", "processo no qual não tenha sido parte aquele contra quem \n", "venha  a  ser  utilizada,  desde  que  se  lhe  permita  o \n", "contraditório. Precedentes. \n", "9.  Reconhecidas  pelo  Regional,  em  aprofundado  e \n", "detalhado exame de provas, as práticas de arrecadação e \n", "gastos ilícitos de recursos de campanha, captação ilícita de \n", "sufrágio e abuso do poder econômico (arts. 30-A e 41-A da \n", "Lei 9.504/97 e 22 da LC 64/90), não há como afastá-las sem \n", "esbarrar no disposto nas Súmulas 7/STJ e 279/STF. \n", "10. Recursos especiais eleitorais desprovidos. \n", "Os  embargos  de  declaração  opostos  por  ambos  os \n", "recorrentes, foram rejeitados (fls. 2.906-2.907, Vol. 15). \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D4C-F2A5-1552-4125 e senha B07E-B64C-AF11-2194\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 3276\n", "Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "ARE 1061373 AGR-SEGUNDO / GO \n", "No apelo extremo, com fundamento no art. 102, III, a, da \n", "CF/1988, REINALDO CÂNDIDO DA SILVA postula a reforma \n", "do  acórdão  recorrido,  alegando  violação  aos  seguintes \n", "dispositivos constitucionais:  (a) art.  5º,  LIV e LV, da CF/1988, \n", "apontando violação aos princípios do devido processo legal, do \n", "contraditório  e  da  ampla  defesa,  uma  vez  que  foi  admitida \n", "prova nos autos em que o ora recorrente não participou de sua \n", "produção (fl.  2.933,  Vol.  15);  (b)  art.  5º,  XII,  da CF/1988,  haja \n", "vista a impossibilidade de utilização de interceptação telefônica \n", "(...) como meio de prova na Justiça Eleitoral em processo que \n", "trata de suposto abuso do poder econômico (fl. 2.933, Vol. 15); \n", "(c) arts. 5º, caput , II, LIV, 127 e 129 da CF/1988, sustentando a \n", "ausência de competência constitucional do Ministério Público \n", "para realizar diretamente a escuta telefônica (fl. 2.934, Vol. 15). \n", "Por  sua  vez,  com  fundamento  no  art.  102,  III,  a,  da \n", "CF/1988, RONALDO SALATIEL DA SILVA postula a reforma \n", "do acórdão recorrido, alegando violação aos arts. 5º, LIII, LIV, \n", "LV, e LVI; 127; e 129 da Constituição. Defende, igualmente, a \n", "impossibilidade de utilização de prova emprestada de processo \n", "do qual o recorrente não foi parte e a inconstitucionalidade na \n", "atuação  do  Ministério  Público  ao  realizar,  diretamente,  a \n", "interceptação telefônica. \n", "Os  Recursos  Extraordinários  foram  inadmitidos  pelo \n", "Tribunal Superior Eleitoral, sob o argumento de que a decisão \n", "estaria  em  conformidade  com  a  jurisprudência  do  Supremo \n", "Tribunal Federal. \n", "Nos Agravos,  os agravantes impugnam os fundamentos \n", "da agravada e repisam a argumentação recursal. \n", "É o relatório. Decido. \n", "No  que  se  refere  à  utilização  de  prova  emprestada,  a \n", "jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL tem sido \n", "firme no sentido de que é admissível  o  uso de interceptação \n", "telefônica,  como  prova  emprestada,  em  procedimento  de \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D4C-F2A5-1552-4125 e senha B07E-B64C-AF11-2194\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 3277\n", "Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "ARE 1061373 AGR-SEGUNDO / GO \n", "natureza  não  criminal,  desde  que  precedida  de  autorização \n", "judicial. Nesse sentido: \n", "DIREITO  CONSTITUCIONAL  E \n", "ADMINISTRATIVO.  RECURSO  ORDINÁRIO  EM \n", "MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO MINISTRO DA \n", "FAZENDA.  DEMISSÃO  DE  SERVIDOR PÚBLICO  POR \n", "ATO  DE  IMPROBIDADE  ADMINISTRATIVA. \n", "AUSÊNCIA  DE  VÍCIOS  NO  PROCESSO \n", "ADMINISTRATIVO  DISCIPLINAR.  NEGATIVA  DE \n", "PROVIMENTO  DO  RECURSO.  1.  Não  há  qualquer \n", "impeditivo  legal  de  que  a  comissão  de  inquérito  em \n", "processo  administrativo  disciplinar  seja  formada  pelos \n", "mesmos  membros  de  comissão  anterior  que  havia  sido \n", "anulada.  2.  Inexiste  previsão  na  Lei  nº  8.112/1990  de \n", "intimação do acusado após a elaboração do relatório final \n", "da  comissão  processante,  sendo  necessária  a \n", "demonstração do prejuízo causado pela falta de intimação, \n", "o  que  não  ocorreu  no  presente  caso.  3.  O  acusado  em \n", "processo  administrativo  disciplinar  não  possui  direito \n", "subjetivo ao  deferimento  de  todas  as  provas  requeridas \n", "nos autos, ainda mais quando consideradas impertinentes \n", "ou  meramente  protelatórias  pela  comissão  processante \n", "(art. 156, §1º, Lei nº 8.112/1990). 4. A jurisprudência desta \n", "Corte  admite  o  uso  de  prova  emprestada  em  processo \n", "administrativo  disciplinar,  em  especial  a  utilização  de \n", "interceptações telefônicas autorizadas judicialmente para \n", "investigação criminal. Precedentes. 5. Recurso ordinário a \n", "que se nega provimento (RMS 28.774, Rel. Min. MARCO \n", "AURÉLIO, Rel.  p/  Acórdão: Min. ROBERTO BARROSO, \n", "Primeira Turma, DJe de 25/8/2016) (grifo nosso) . \n", "Em  relação  à  atuação  solo  do  Ministério  Público  na \n", "condução  da  interceptação  telefônica,  como  bem  delimitado \n", "pela  decisão  agravada,  esta  CORTE,  no  julgamento  do  RE \n", "593.727/MG  (Tema  184,  Rel.  Min.  CEZAR PELUSO),  fixou  a \n", "seguinte tese: \n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D4C-F2A5-1552-4125 e senha B07E-B64C-AF11-2194\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 3278\n", "Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "ARE 1061373 AGR-SEGUNDO / GO \n", "O Ministério Público dispõe de competência para \n", "promover,  por autoridade própria, e por prazo razoável, \n", "investigações de natureza penal,  desde que respeitados \n", "os direitos e garantias que assistem a qualquer indiciado \n", "ou  a  qualquer  pessoa  sob  investigação  do  Estado, \n", "observadas,  sempre,  por  seus  agentes,  as  hipóteses  de \n", "reserva  constitucional  de  jurisdição  e,  também,  as \n", "prerrogativas profissionais de que se acham investidos, \n", "em  nosso  País,  os  Advogados  (Lei  8.906/1994,  art.  7º, \n", "notadamente os incisos I, II, III, XI, XIII, XIV e XIX), sem \n", "prejuízo  da  possibilidade  sempre  presente  no  Estado \n", "democrático  de  Direito  do  permanente  controle \n", "jurisdicional  dos  atos,  necessariamente  documentados \n", "(Súmula Vinculante 14), praticados pelos membros dessa \n", "Instituição (grifo nosso ). \n", "Ainda nesse sentido, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, \n", "no julgamento da ADI 4.263, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, \n", "reconheceu  a  constitucionalidade  da  Resolução  36/2009  do \n", "Conselho Nacional do Ministério Público, a qual disciplina os \n", "pedidos e a utilização de interceptações telefônicas no âmbito \n", "do Ministério Público. \n", "Por  fim,  quanto  à  alegação de violação do princípio  da \n", "legalidade, há a necessidade de se interpretar os dispositivos da \n", "Lei  9.296/1996,  de  modo  que  se  aplica  a  Súmula  636  desta \n", "CORTE:  Não  cabe  recurso  extraordinário  por  contrariedade  ao  \n", "princípio  constitucional  da  legalidade,  quando  a  sua  verificação  \n", "pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais  \n", "pela decisão recorrida. \n", "Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento \n", "Interno do Supremo Tribunal  Federal,  NEGO SEGUIMENTO \n", "AOS AGRAVOS EM RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. ”\n", "5 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D4C-F2A5-1552-4125 e senha B07E-B64C-AF11-2194\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 3279\n", "Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "ARE 1061373 AGR-SEGUNDO / GO \n", "Não há  reparo  a  fazer  no  entendimento  aplicado,  pois  o  Agravo \n", "Interno  não  apresentou  qualquer  argumento  apto  a  desconstituir  os \n", "óbices apontados.\n", "Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno.\n", "É o voto.  \n", "6 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D4C-F2A5-1552-4125 e senha B07E-B64C-AF11-2194\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 3280\n", "Voto Vogal\n", "SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO \n", "1.061.373 GOIÁS\n", "RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "AGTE.(S) :RONALDO SALATIEL DA SILVA \n", "ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO \n", "AGTE.(S) :REINALDO CÂNDIDO DA SILVA \n", "ADV.(A/S) :GABRIELA ROLLEMBERG DE ALENCAR \n", "AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA \n", "AGDO.(A/S) :COLIGAÇÃO GOIATUBA PARA TODOS \n", "ADV.(A/S) :MARCIO LUIZ SILVA \n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO –  Divirjo  do  Relator. \n", "Ante o disposto no inciso XII do artigo 5º da Constituição Federal, surge \n", "inadequado  o  aproveitamento  de  prova  que,  no  campo  da  exceção  – \n", "afastamento da privacidade –, implicou quebra determinada por Órgão \n", "judicial e para efeito específico, a saber, a instrução de processo revelador \n", "de  ação  de  investigação  judicial  eleitoral  a  envolver  partes  diversas. \n", "Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 485B-5C66-7C0C-32E4 e senha D87B-489A-CB62-A7DF\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 3281\n", "Extrato de Ata - 19/11/2018\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.061.373\n", "PROCED. : GOIÁS\n", "RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "AGTE.(S) : RONALDO SALATIEL DA SILVA\n", "ADV.(A/S) : MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO (25341/DF)\n", "AGTE.(S) : REINALDO CÂNDIDO DA SILVA\n", "ADV.(A/S) : GABRIELA ROLLEMBERG DE ALENCAR (25157/DF, 47143/GO)\n", "AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n", "AGDO.(A/S) : COLIGAÇÃO GOIATUBA PARA TODOS\n", "ADV.(A/S) : MARCIO LUIZ SILVA (12415/DF)\n", "Decisão:  A  Turma,  por  maioria,  negou  provimento  ao  agravo \n", "interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco \n", "Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018.\n", " \n", "Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco \n", "Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.\n", "Cintia da Silva Gonçalves\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E0E7-D148-CB24-5CAB e senha 5B20-D3D6-A052-968E\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10 3282\n" ], "numero" : "1061373", "partes" : [ { "nome" : "MIN. ALEXANDRE DE MORAES", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "REINALDO CÂNDIDO DA SILVA", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "MARCIO LUIZ SILVA", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "COLIGAÇÃO GOIATUBA PARA TODOS", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. ALEXANDRE DE MORAES", "texto" : "O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR):  Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao   Recurso Extraordinário com Agravo sob os argumentos de que o acórdão  proferido pelo Tribunal de origem está em harmonia com o que decidiu o  Plenário desta CORTE no julgamento do RE 593.727/MG (Tema 184, Rel.  Min.  CEZAR PELUSO),  bem como na ADI 4.263,  Rel.  Min.  ROBERTO  BARROSO  e  no  RMS  28.774,  Rel.  Min.  MARCO  AURÉLIO,  Rel.  p/  Acórdão: Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 25/8/2016.   A parte agravante, em suma, renova as razões de mérito dos recursos  antecedentes e aduz que os precedentes, além de não se amoldarem ao  caso, ainda fvorecem a tese recursal.   Intimada para se manifestar, a parte contrária pede o desprovimento  do recurso.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO –  Divirjo  do  Relator.  Ante o disposto no inciso XII do artigo 5º da Constituição Federal, surge  inadequado  o  aproveitamento  de  prova  que,  no  campo  da  exceção  –  afastamento da privacidade –, implicou quebra determinada por Órgão  judicial e para efeito específico, a saber, a instrução de processo revelador  de  ação  de  investigação  judicial  eleitoral  a  envolver  partes  diversas.  Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência.  Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 3281", "votante" : "Vogal" }, { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR):   Eis a decisão ora agravada:  “Trata-se  de  Agravos  de  decisões  que  inadmitiram  Recursos  Extraordinários  interpostos  em  face  de  acórdão  proferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (Vol. 14, fls. 2.752 e  seguintes).   Os recorrentes interpuseram Recursos Especiais Eleitorais,  alegando  violação  ao  princípio  do  contraditório  e  da  ampla  defesa  e  do  devido  processo  legal,  tendo  em vista  o  uso  de  prova emprestada. Ademais, sustentam a impossibilidade de o  Ministério  Público  conduzir  procedimento  de  interceptação  telefônica e a invalidade desta prova, por ser inadmissível em  processo de natureza cível-eleitoral.   O Tribunal a quo manteve a sentença de improcedência do  pedido. Veja-se a ementa do acórdão (fls. 2.752-2753, Vol. 14):   ELEIÇÕES  2012.  RECURSOS  ESPECIAIS  ELEITORAIS.  AIJES.  PREFEITO,  VICE-PREFEITO  E  VEREADORES.  PRELIMINARES.  AFASTAMENTO.  MÉRITO.  CAPTAÇÃO  ILÍCITA  DE  SUFRÁGIO.  ARRECADAÇÃO E GASTOS ILÍCITOS DE RECURSOS  DE  CAMPANHA  ELEITORAL.  ABUSO  DO  PODER  ECONÔMICO. REEXAME. RECURSOS DESPROVIDOS.   1.  Ações de investigação judicial eleitoral fundadas  nos  mesmos  fatos  devem ser  reunidas  para  julgamento  conjunto, a fim de evitar decisões conflitantes.   2. Não há litispendência entre ações de investigação  judicial  eleitoral  que  possuam  partes  e  causa  de  pedir  distintas.  Na  espécie,  além de  não  haver  identidade  de  partes, a causa de pedir da AIJE 653-10 é mais ampla que a     da AIJE 652-25.  3. Não configura violação ao contraditório e à ampla   defesa a recusa do magistrado em adiar audiência quando  conclui,  a  partir  das  circunstâncias  do  caso  e  dos  documentos  apresentados,  que  o  requerimento  possui  finalidade protelatória ou que não há justa causa para o  adiamento.   4. Não afronta o art. 275 do Código Eleitoral decisão  que  aprecia  as  questões  necessárias  à  solução  da  controvérsia  e  se  pronuncia  sobre  todas  as  alegações  formuladas  nos  declaratórios,  embora  em  sentido  contrário aos interesses dos embargantes.   5.  Não  é  ilegal  a  prova  obtida  por  meio  de  interceptação  telefônica  conduzida  diretamente  pelo  Ministério Público. Precedentes.   6.  É  possível  a  utilização  em  AIJE  de  prova  (interceptação  telefônica)  produzida  legalmente  em  procedimento investigatório criminal.   7.  Desnecessária,  para  a  validade  da  prova,  a  transcrição  integral  de  diálogos  gravados  durante  a  quebra do sigilo telefônico. Precedentes.   8.  É  lícita  a  utilização  de  prova  emprestada  de  processo no qual não tenha sido parte aquele contra quem  venha  a  ser  utilizada,  desde  que  se  lhe  permita  o  contraditório. Precedentes.   9.  Reconhecidas  pelo  Regional,  em  aprofundado  e  detalhado exame de provas, as práticas de arrecadação e  gastos ilícitos de recursos de campanha, captação ilícita de  sufrágio e abuso do poder econômico (arts. 30-A e 41-A da  Lei 9.504/97 e 22 da LC 64/90), não há como afastá-las sem  esbarrar no disposto nas Súmulas 7/STJ e 279/STF.   10. Recursos especiais eleitorais desprovidos.   Os  embargos  de  declaração  opostos  por  ambos  os  recorrentes, foram rejeitados (fls. 2.906-2.907, Vol. 15).     No apelo extremo, com fundamento no art. 102, III, a, da  CF/1988, REINALDO CÂNDIDO DA SILVA postula a reforma  do  acórdão  recorrido,  alegando  violação  aos  seguintes  dispositivos constitucionais:  (a) art.  5º,  LIV e LV, da CF/1988,  apontando violação aos princípios do devido processo legal, do  contraditório  e  da  ampla  defesa,  uma  vez  que  foi  admitida  prova nos autos em que o ora recorrente não participou de sua  produção (fl.  2.933,  Vol.  15);  (b)  art.  5º,  XII,  da CF/1988,  haja  vista a impossibilidade de utilização de interceptação telefônica  (...) como meio de prova na Justiça Eleitoral em processo que  trata de suposto abuso do poder econômico (fl. 2.933, Vol. 15);  (c) arts. 5º, caput , II, LIV, 127 e 129 da CF/1988, sustentando a  ausência de competência constitucional do Ministério Público  para realizar diretamente a escuta telefônica (fl. 2.934, Vol. 15).   Por  sua  vez,  com  fundamento  no  art.  102,  III,  a,  da  CF/1988, RONALDO SALATIEL DA SILVA postula a reforma  do acórdão recorrido, alegando violação aos arts. 5º, LIII, LIV,  LV, e LVI; 127; e 129 da Constituição. Defende, igualmente, a  impossibilidade de utilização de prova emprestada de processo  do qual o recorrente não foi parte e a inconstitucionalidade na  atuação  do  Ministério  Público  ao  realizar,  diretamente,  a  interceptação telefônica.   Os  Recursos  Extraordinários  foram  inadmitidos  pelo  Tribunal Superior Eleitoral, sob o argumento de que a decisão  estaria  em  conformidade  com  a  jurisprudência  do  Supremo  Tribunal Federal.   Nos Agravos,  os agravantes impugnam os fundamentos  da agravada e repisam a argumentação recursal.   É o relatório. Decido.   No  que  se  refere  à  utilização  de  prova  emprestada,  a  jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL tem sido  firme no sentido de que é admissível  o  uso de interceptação  telefônica,  como  prova  emprestada,  em  procedimento  de     natureza  não  criminal,  desde  que  precedida  de  autorização  judicial. Nesse sentido:   DIREITO  CONSTITUCIONAL  E  ADMINISTRATIVO.  RECURSO  ORDINÁRIO  EM  MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO MINISTRO DA  FAZENDA.  DEMISSÃO  DE  SERVIDOR PÚBLICO  POR  ATO  DE  IMPROBIDADE  ADMINISTRATIVA.  AUSÊNCIA  DE  VÍCIOS  NO  PROCESSO  ADMINISTRATIVO  DISCIPLINAR.  NEGATIVA  DE  PROVIMENTO  DO  RECURSO.  1.  Não  há  qualquer  impeditivo  legal  de  que  a  comissão  de  inquérito  em  processo  administrativo  disciplinar  seja  formada  pelos  mesmos  membros  de  comissão  anterior  que  havia  sido  anulada.  2.  Inexiste  previsão  na  Lei  nº  8.112/1990  de  intimação do acusado após a elaboração do relatório final  da  comissão  processante,  sendo  necessária  a  demonstração do prejuízo causado pela falta de intimação,  o  que  não  ocorreu  no  presente  caso.  3.  O  acusado  em  processo  administrativo  disciplinar  não  possui  direito  subjetivo ao  deferimento  de  todas  as  provas  requeridas  nos autos, ainda mais quando consideradas impertinentes  ou  meramente  protelatórias  pela  comissão  processante  (art. 156, §1º, Lei nº 8.112/1990). 4. A jurisprudência desta  Corte  admite  o  uso  de  prova  emprestada  em  processo  administrativo  disciplinar,  em  especial  a  utilização  de  interceptações telefônicas autorizadas judicialmente para  investigação criminal. Precedentes. 5. Recurso ordinário a  que se nega provimento (RMS 28.774, Rel. Min. MARCO  AURÉLIO, Rel.  p/  Acórdão: Min. ROBERTO BARROSO,  Primeira Turma, DJe de 25/8/2016) (grifo nosso) .   Em  relação  à  atuação  solo  do  Ministério  Público  na  condução  da  interceptação  telefônica,  como  bem  delimitado  pela  decisão  agravada,  esta  CORTE,  no  julgamento  do  RE  593.727/MG  (Tema  184,  Rel.  Min.  CEZAR PELUSO),  fixou  a  seguinte tese:     O Ministério Público dispõe de competência para  promover,  por autoridade própria, e por prazo razoável,  investigações de natureza penal,  desde que respeitados  os direitos e garantias que assistem a qualquer indiciado  ou  a  qualquer  pessoa  sob  investigação  do  Estado,  observadas,  sempre,  por  seus  agentes,  as  hipóteses  de  reserva  constitucional  de  jurisdição  e,  também,  as  prerrogativas profissionais de que se acham investidos,  em  nosso  País,  os  Advogados  (Lei  8.906/1994,  art.  7º,  notadamente os incisos I, II, III, XI, XIII, XIV e XIX), sem  prejuízo  da  possibilidade  sempre  presente  no  Estado  democrático  de  Direito  do  permanente  controle  jurisdicional  dos  atos,  necessariamente  documentados  (Súmula Vinculante 14), praticados pelos membros dessa  Instituição (grifo nosso ).   Ainda nesse sentido, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL,  no julgamento da ADI 4.263, Rel. Min. ROBERTO BARROSO,  reconheceu  a  constitucionalidade  da  Resolução  36/2009  do  Conselho Nacional do Ministério Público, a qual disciplina os  pedidos e a utilização de interceptações telefônicas no âmbito  do Ministério Público.   Por  fim,  quanto  à  alegação de violação do princípio  da  legalidade, há a necessidade de se interpretar os dispositivos da  Lei  9.296/1996,  de  modo  que  se  aplica  a  Súmula  636  desta  CORTE:  Não  cabe  recurso  extraordinário  por  contrariedade  ao   princípio  constitucional  da  legalidade,  quando  a  sua  verificação   pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais   pela decisão recorrida.  Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento  Interno do Supremo Tribunal  Federal,  NEGO SEGUIMENTO  AOS AGRAVOS EM RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. ”    Não há  reparo  a  fazer  no  entendimento  aplicado,  pois  o  Agravo  Interno  não  apresentou  qualquer  argumento  apto  a  desconstituir  os  óbices apontados.  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{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac1b0d251224488757d" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  da  Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas  taquigráficas,  por  maioria  de  votos,  em  negar  provimento  ao  agravo  regimental,  nos  termos  do  voto  do  relator,  vencido  o  Ministro  Marco  Aurélio.     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A alegada nulidade do processo pela  suposta  nomeação  de  defensor  dativo  sem  prévia  consulta  ao  ora  recorrente  não  foi  debatida  no  Superior  Tribunal  de  Justiça.  O  que  significa dizer que o imediato conhecimento dessa matéria por parte do  Supremo Tribunal Federal acarretaria indevida supressão de instância. 2.  Na linha do parecer ministerial, as instâncias ordinárias foram uníssonas  em afirmar que, após o aditamento da denúncia, a defesa foi intimada  para se manifestar sobre tal ponto, mas preferiu manter-se inerte, donde  se evidencia a ausência da referida nulidade. Ademais, a reiteração dos  argumentos  trazidos  pelo  agravante  na  inicial  da  impetração  não  são  suficientes para modificar a decisão ora agravada (HC 115.560-AgR, Rel.  Min. Dias Toffoli). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.   " }, "extratoata" : { "texto" : "AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.916 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. 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ROBERTO BARROSO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     CLEUDIR DA SILVA ANUNCIO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LUIS CARLOS ALENCAR DE BESSA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n    </p>\n    <p>\n     EMENTA: AGRAVO  REGIMENTAL.  RECURSO  ORDINÁRIO  EM\n     <i>\n      HABEAS CORPUS\n     </i>\n     . CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. DUPLA \nSUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. A alegada nulidade do processo pela \nsuposta  nomeação  de  defensor  dativo  sem  prévia  consulta  ao  ora \nrecorrente  não  foi  debatida  no  Superior  Tribunal  de  Justiça.  O  que \nsignifica dizer que o imediato conhecimento dessa matéria por parte do \nSupremo Tribunal Federal acarretaria indevida supressão de instância. 2. \nNa linha do parecer ministerial, as instâncias ordinárias foram uníssonas \nem afirmar que, após o aditamento da denúncia, a defesa foi intimada \npara se manifestar sobre tal ponto, mas preferiu manter-se inerte, donde \nse evidencia a ausência da referida nulidade. Ademais, a reiteração dos \nargumentos  trazidos  pelo  agravante  na  inicial  da  impetração  não  são \nsuficientes para modificar a decisão ora agravada (HC 115.560-AgR, Rel. \nMin. Dias Toffoli). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nPrimeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  da \nMinistra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas \ntaquigráficas,  por  maioria  de  votos,  em  negar  provimento  ao  agravo \nregimental,  nos  termos  do  voto  do  relator,  vencido  o  Ministro  Marco \nAurélio.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 10 de fevereiro de 2015.\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO\n     <b>\n      LUÍS ROBERTO BARROSO\n     </b>\n     -   RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896005.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      10/02/2015 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.916 \nMARANHÃO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     CLEUDIR DA SILVA ANUNCIO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LUIS CARLOS ALENCAR DE BESSA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATÓRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. Trata-se  de  agravo  regimental  interposto  contra  decisão \nque  negou  provimento  ao  recurso  ordinário  constitucional  em\n     <i>\n      habeas  \ncorpus\n     </i>\n     , nos seguintes termos:\n    </p>\n    <p>\n     “Trata-se de recurso ordinário em\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     interposto \ncontra  acórdão  unânime do  Superior  Tribunal  de  Justiça,  da \nRelatoria  da  Ministra  Maria  Thereza  de  Assis  Moura,  assim \nementado:\n    </p>\n    <p>\n     “PENAL.\n     <i>\n      HABEAS  CORPUS\n     </i>\n     .  ART.  155,  §  4.º,  II  E \nART. 171 C/C O ART. 69, DO CÓDIGO PENAL. (1) WRIT \nSUBSTITUTIVO  DE  RECURSO  ESPECIAL.  VIA \nINADEQUADA.  (2)  NULIDADE.  CERCEAMENTO  DE \nDEFESA.  BOA-FÉ  OBJETIVA.  DESRESPEITO. \nILEGALIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. (3) DOSIMETRIA. \nPENAS-BASE.  REDUÇÃO.  AUSÊNCIA DE  INTERESSE \nDE  AGIR.  FIXAÇÃO  NO  MÍNIMO  LEGAL  PELO \nTRIBUNAL A QUO. (4) NÃO CONHECIMENTO.\n    </p>\n    <p>\n     1.  É  imperiosa  a  necessidade  de  racionalização  do \nemprego  do  habeas  corpus,  em  prestígio  ao  âmbito  de \ncognição da garantia constitucional, e, em louvor à lógica \ndo sistema recursal. In casu, foi impetrada indevidamente\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896006.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 124916 AGR / MA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     a ordem como substitutiva de recurso especial.\n2.  Na  espécie,  não  há  falar  em  ilegalidade  no\n    </p>\n    <p>\n     decisum,  pois  verifica-se  que  após  o  aditamento  da \ndenúncia a defesa foi intimada a se manifestar,  todavia, \nmanteve-se inerte.  Nesse cenário,  na ponderação entre a \nampla defesa, de um lado, e da busca da verdade real e da \nrazoável duração do processo, de outro, bem se deslindou \na  fase  processual,  com o  encerramento  da  instrução.  A \nrelação  processual  é  pautada  pelo  princípio  da  boa-fé \nobjetiva,  da  qual  deriva  o  subprincípio  da  vedação  do \nvenire  contra\n     <i>\n      factum  proprium\n     </i>\n     (proibição  de \ncomportamentos  contraditórios).  Assim,  diante  de \nconduta  sinuosa  da  defesa,  não  é  dado  reconhecer-se  a \nnulidade.\n    </p>\n    <p>\n     3. A presente ação constitucional não se reveste do \nindispensável  requisito  formal,  qual  seja,  o  interesse  de \nagir, no tocante ao pleito de redução das penas-base, uma \nvez que o Tribunal de origem fixou as penas na primeira \nfase da dosimetria no mínimo legal.\n    </p>\n    <p>\n     4. Habeas corpus não conhecido.”\n    </p>\n    <p>\n     Extrai-se dos autos que o recorrente foi denunciado pelos \ncrimes de estelionato e apropriação indébita (arts. 171 e 168 c/c \no art. 71, todos do Código Penal). A peça acusatória foi aditada \npelo  Ministério  Público,  em  sede  de  alegações  finais,  para \nalterar  a  capitulação  jurídica  dos  fatos.  Sendo  assim,  o \nrecorrente  passou  a  ser  acusado  da  prática  dos  crimes  de \nestelionato e furto mediante fraude.\n    </p>\n    <p>\n     Em  seguida,  o  recorrente  foi  condenado  à  pena  de  14 \n(catorze)  anos e 6 (seis) meses de reclusão, em regime inicial \nfechado, pelos crimes previstos nos artigos 155, § 4º, II e 171 c/c \no artigo 69, todos do Código Penal.\n    </p>\n    <p>\n     A defesa  apelou  e  o  Tribunal  de  Justiça  do  Estado  do \nMaranhão deu parcial provimento ao recurso a fim de reduzir a\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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Daí o pedido \npara que se reconheça a nulidade da ação penal.\n    </p>\n    <p>\n     O  Ministério  Público  Federal  manifesta-se  ‘\n     <i>\n      pelo  \nconhecimento parcial do recurso ordinário e, nessa extensão, pelo seu  \ndesprovimento’\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Decido.\n    </p>\n    <p>\n     O recurso não merece provimento. As peças que instruem \neste processo não evidenciam nenhuma ilegalidade flagrante ou \nabuso  de  poder  que  autorize  o  acolhimento  da  pretensão \ndefensiva,  especialmente pela  constatação de que,  na própria \nsentença  condenatória,  o  Juízo  de  origem  assentou  que\n     <i>\n      ‘\n      <b>\n       a \ndefesa foi intimada para manifestar-se e arrolar testemunha,  \nporém, manteve-se inerte’\n      </b>\n     </i>\n     (sem grifos no original).\n    </p>\n    <p>\n     Por  outro  lado,  a  alegada  nulidade  do  processo  pela \nsuposta nomeação de defensor dativo sem prévia consulta ao \nora recorrente não foi debatida perante o Superior Tribunal de \nJustiça.  O  que  significa  dizer  que  o  imediato  conhecimento \ndessa  matéria  por  parte  do  Supremo  Tribunal  Federal \nacarretaria  indevida  supressão  de  instância  (\n     <i>\n      v.g\n     </i>\n     HC  116.350-\nAgR, Relª Minª Rosa Weber,  e HC 114.166, Rel.  Min. Ricardo \nLewandowski).\n    </p>\n    <p>\n     Nessas  condições,  com base  no  art.  192,  c/c  o  art.  312,\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896006.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 124916 AGR / MA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     ambos  do RI/STF,  nego  provimento  ao  recurso  ordinário  em\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     .\n     <i>\n      ”\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2. A  parte  agravante  alega,  em  síntese,  que  “\n     <i>\n      a  presente  \nimpetração volta-se, na verdade contra prática que tem sido reiterada na Corte  \nSuperior,  no  sentido  de  se  exigir  prequestionamento,  requisitos  estes  \nassemelhados  em recursos  extraordinário.\n     </i>\n     ”  Acrescenta  que  “\n     <i>\n      essa  Corte  tem  \ndecidido  que  a  inobservância  da  forma  procedimental  adequada  traz  ínsito  o  \nprejuízo  ao  réu,  por  representar  sempre  limitação  à  defesa,  de  modo  que,  \naparecendo incompatível com a garantia posta no art. 5º, LV, da Constituição da  \nRepública, conduz a inexorável nulidade absoluta do processo”.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3. É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896006.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      10/02/2015 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.916 \nMARANHÃO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      VOTO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito o recurso \nnão deve ser provido.\n    </p>\n    <p>\n     2.  As  peças  que  instruem  este  processo  não  evidenciam \nnenhuma  ilegalidade  flagrante  ou  abuso  de  poder  que  autorize  o \nacolhimento da pretensão defensiva, especialmente pela constatação de \nque, na própria sentença condenatória, o Juízo de origem assentou:\n    </p>\n    <p>\n     “Em sede de alegações finais, o Ministério Público aditou \na  denúncia  por  entender  que  a  conduta  praticada  pelo  réu \npossui  capitulação  diversa  ao  descrito  na  exordial,  vez  que \nhouve a prática de um crime de estelionato contra a instituição \nfinanceira e seis crimes de furto mediante fraude contra idosos, \npleiteando pela aplicação do art. 384 do CPP.\n    </p>\n    <p>\n     Acolhida a tese da acusação, a defesa foi intimada para \nmanifestar-se e arrolar testemunha, porem, manteve-se inerte.\n    </p>\n    <p>\n     Designada  audiência  para  outro  interrogatório  do  réu, \nconstatou-se que o mesmo encontrava-se evadido do distrito da \nculpa, em razão de uma fuga ocorrida na cadeia publica desta \ncomarca.\n    </p>\n    <p>\n     Decretado os efeitos do art. 367 do CPP, o feito prosseguiu, \nnão tendo as partes requerido diligencias.\n    </p>\n    <p>\n     Nas alegações finais o representante do Ministério Publico \npugnou  pela  condenação  do  réu  pela  prática  do  crime  de \nestelionato  contra  o  Banco  Bradesco  e  seis  crimes  de  furto \nmediante fraude.\n    </p>\n    <p>\n     Intimada  a  defesa,  não  houve  manifestação,  tendo  sido \ndesignado como defensor dativo o Dr. Norton Nazareno, o qual\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896007.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 124916 AGR / MA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     pugnou por sua absolvição”.\n    </p>\n    <p>\n     3. Já o Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão consignou:\n    </p>\n    <p>\n     “Cumpre  analisar,  preliminarmente,  a  arguição  de \nnulidade do  processo,  em virtude do  cerceamento  de  defesa \nque teria ocorrido após o aditamento da denúncia.\n    </p>\n    <p>\n     Da análise dos autos, percebe-se que alegação não merece \nprosperar,  uma vez que foram cumpridas todas as exigências \nprevistas  na  legislação  processual  penal,  sendo  o,  então, \ndefensor  dativo  do  acusado,  Dr.  Wilson  do  Socorro  Passos, \nintimado, às fls. 109-115, para apresentar manifestação sobre os \npontos  inovados  nas  alegações  finais  do  Ministério  Público. \nTodavia, o prazo escoou em branco, conforme Certidão de fl. \n116.\n    </p>\n    <p>\n     Além disso, no dia 02⁄02⁄2010 foi realizada audiência de \ninstrução  e  julgamento para  novo interrogatório  do acusado, \ntodavia,  por  encontrar-se  foragido  do  distrito  da  culpa  foi \naplicado  o  disposto  no  art.  367  do  CPP.  Na  mesma \noportunidade  foram  apresentadas  as  alegações  finais  do \nMinistério  Público  pleiteando a  condenação do  acusado  pele \nprática dos crimes de estelionato, contra o Banco Bradesco e por \nseis crimes de furto praticados mediante fraude.\n    </p>\n    <p>\n     Portanto,\n     <b>\n      em nenhum momento foi negado ao Apelante \no direito a ampla defesa, estando a todo tempo representado \npor  advogado  constituído\n     </b>\n     .  Sendo  assim,  mesmo  que  o \ncausídico não tenha sido plenamente diligente na prestação das \nsuas funções, possíveis prejuízos não podem ser atribuídos ao \nPoder Judiciário.\n    </p>\n    <p>\n     Ademais,  o  teor  da  Súmula  523  do  Supremo  Tribunal \nFederal  estabelece  que  \"no  processo  penal,  a  falta  de  defesa \nconstitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará \nse houver prova de prejuízo para o réu.\"\n    </p>\n    <p>\n     Por  tudo  isso,  não  merece  prosperar  a  alegação  de \nnulidade processual por cerceamento de defesa, implicando na \nrejeição da preliminar argüida.\"\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896007.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 124916 AGR / MA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     4. Nessa linha é o parecer ministerial, no qual assenta que “\n     <i>\n      as  \ninstâncias  ordinárias  foram uníssonas  em afirmar  que,  após  o  aditamento da  \ndenúncia, a defesa foi intimada para se manifestar sobre tal ponto, mas preferiu  \nmanter-se inerte, donde se evidencia a ausência da referida nulidade\n     </i>\n     .”\n    </p>\n    <p>\n     5. Ademais,   a  alegada nulidade do processo pela  suposta \nnomeação de defensor dativo sem prévia consulta ao ora recorrente não \nfoi debatida perante o Superior Tribunal de Justiça. O que significa dizer \nque  o  imediato  conhecimento  dessa  matéria  por  parte  do  Supremo \nTribunal  Federal  acarretaria  indevida  supressão  de  instância  (\n     <i>\n      v.g\n     </i>\n     HC \n116.350-AgR,  Relª  Minª  Rosa  Weber;  e  HC  114.166,  Rel.  Min.  Ricardo \nLewandowski).\n    </p>\n    <p>\n     6. Não  é  o  caso  de  concessão  de  ordem  de  ofício,  ante  a \nausência de teratologia.\n    </p>\n    <p>\n     7. Por  fim,  a  reiteração  dos  argumentos  trazidos  pelo \nagravante  na  inicial  da  impetração  não  é  suficiente  para  modificar  a \ndecisão ora agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli).\n    </p>\n    <p>\n     8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental\n    </p>\n    <p>\n     9. É como voto.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896007.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      10/02/2015 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.916 \nMARANHÃO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  –  Nos  demais, \nPresidente,  consigno  que  não  aplico  ao\n     <i>\n      habeas  corpus\n     </i>\n     o  artigo  557  do \nCódigo de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno.\n    </p>\n    <p>\n     O  processo,  devidamente  aparelhado,  deve  vir  à  Turma  para \njulgamento do\n     <i>\n      habeas\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Provejo os agravos.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866549.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 10/02/2015\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.916\n     </b>\n     PROCED. : MARANHÃO\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n     </b>\n     AGTE.(S) : CLEUDIR DA SILVA ANUNCIO\nADV.(A/S) : LUIS CARLOS ALENCAR DE BESSA\nAGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao \nagravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor \nMinistro  Marco  Aurélio.  Presidência  da  Senhora  Ministra  Rosa \nWeber. 1ª Turma, 10.2.2015.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão\n    </p>\n    <p>\n     os  Senhores  Ministros  Marco  Aurélio,  Dias  Toffoli,  Luiz  Fux  e \nRoberto Barroso.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocuradora-Geral  da  República,  Dra.  Cláudia  Sampaio \nMarques.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894519\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "10/02/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.916 \n", "MARANHÃO\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AGTE.(S) :CLEUDIR DA SILVA ANUNCIO \n", "ADV.(A/S) :LUIS CARLOS ALENCAR DE BESSA \n", "AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA \n", "EMENTA: AGRAVO  REGIMENTAL.  RECURSO  ORDINÁRIO  EM \n", "HABEAS CORPUS. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. DUPLA \n", "SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. A alegada nulidade do processo pela \n", "suposta  nomeação  de  defensor  dativo  sem  prévia  consulta  ao  ora \n", "recorrente  não  foi  debatida  no  Superior  Tribunal  de  Justiça.  O  que \n", "significa dizer que o imediato conhecimento dessa matéria por parte do \n", "Supremo Tribunal Federal acarretaria indevida supressão de instância. 2. \n", "Na linha do parecer ministerial, as instâncias ordinárias foram uníssonas \n", "em afirmar que, após o aditamento da denúncia, a defesa foi intimada \n", "para se manifestar sobre tal ponto, mas preferiu manter-se inerte, donde \n", "se evidencia a ausência da referida nulidade. Ademais, a reiteração dos \n", "argumentos  trazidos  pelo  agravante  na  inicial  da  impetração  não  são \n", "suficientes para modificar a decisão ora agravada (HC 115.560-AgR, Rel. \n", "Min. Dias Toffoli). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  da \n", "Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas \n", "taquigráficas,  por  maioria  de  votos,  em  negar  provimento  ao  agravo \n", "regimental,  nos  termos  do  voto  do  relator,  vencido  o  Ministro  Marco \n", "Aurélio.\n", "Brasília, 10 de fevereiro de 2015.\n", "   MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO  -   RELATOR\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896005.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10\n", "Relatório\n", "10/02/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.916 \n", "MARANHÃO\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AGTE.(S) :CLEUDIR DA SILVA ANUNCIO \n", "ADV.(A/S) :LUIS CARLOS ALENCAR DE BESSA \n", "AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA \n", "RELATÓRIO\n", "O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):\n", "1. Trata-se  de  agravo  regimental  interposto  contra  decisão \n", "que  negou  provimento  ao  recurso  ordinário  constitucional  em  habeas  \n", "corpus, nos seguintes termos:\n", "“Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto \n", "contra  acórdão  unânime do  Superior  Tribunal  de  Justiça,  da \n", "Relatoria  da  Ministra  Maria  Thereza  de  Assis  Moura,  assim \n", "ementado:\n", "“PENAL.  HABEAS  CORPUS.  ART.  155,  §  4.º,  II  E \n", "ART. 171 C/C O ART. 69, DO CÓDIGO PENAL. (1) WRIT \n", "SUBSTITUTIVO  DE  RECURSO  ESPECIAL.  VIA \n", "INADEQUADA.  (2)  NULIDADE.  CERCEAMENTO  DE \n", "DEFESA.  BOA-FÉ  OBJETIVA.  DESRESPEITO. \n", "ILEGALIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. (3) DOSIMETRIA. \n", "PENAS-BASE.  REDUÇÃO.  AUSÊNCIA DE  INTERESSE \n", "DE  AGIR.  FIXAÇÃO  NO  MÍNIMO  LEGAL  PELO \n", "TRIBUNAL A QUO. (4) NÃO CONHECIMENTO.\n", "1.  É  imperiosa  a  necessidade  de  racionalização  do \n", "emprego  do  habeas  corpus,  em  prestígio  ao  âmbito  de \n", "cognição da garantia constitucional, e, em louvor à lógica \n", "do sistema recursal. In casu, foi impetrada indevidamente \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896006.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10\n", "Relatório\n", "RHC 124916 AGR / MA \n", "a ordem como substitutiva de recurso especial.\n", "2.  Na  espécie,  não  há  falar  em  ilegalidade  no \n", "decisum,  pois  verifica-se  que  após  o  aditamento  da \n", "denúncia a defesa foi intimada a se manifestar,  todavia, \n", "manteve-se inerte.  Nesse cenário,  na ponderação entre a \n", "ampla defesa, de um lado, e da busca da verdade real e da \n", "razoável duração do processo, de outro, bem se deslindou \n", "a  fase  processual,  com o  encerramento  da  instrução.  A \n", "relação  processual  é  pautada  pelo  princípio  da  boa-fé \n", "objetiva,  da  qual  deriva  o  subprincípio  da  vedação  do \n", "venire  contra  factum  proprium (proibição  de \n", "comportamentos  contraditórios).  Assim,  diante  de \n", "conduta  sinuosa  da  defesa,  não  é  dado  reconhecer-se  a \n", "nulidade.\n", "3. A presente ação constitucional não se reveste do \n", "indispensável  requisito  formal,  qual  seja,  o  interesse  de \n", "agir, no tocante ao pleito de redução das penas-base, uma \n", "vez que o Tribunal de origem fixou as penas na primeira \n", "fase da dosimetria no mínimo legal.\n", "4. Habeas corpus não conhecido.”\n", "Extrai-se dos autos que o recorrente foi denunciado pelos \n", "crimes de estelionato e apropriação indébita (arts. 171 e 168 c/c \n", "o art. 71, todos do Código Penal). A peça acusatória foi aditada \n", "pelo  Ministério  Público,  em  sede  de  alegações  finais,  para \n", "alterar  a  capitulação  jurídica  dos  fatos.  Sendo  assim,  o \n", "recorrente  passou  a  ser  acusado  da  prática  dos  crimes  de \n", "estelionato e furto mediante fraude.\n", "Em  seguida,  o  recorrente  foi  condenado  à  pena  de  14 \n", "(catorze)  anos e 6 (seis) meses de reclusão, em regime inicial \n", "fechado, pelos crimes previstos nos artigos 155, § 4º, II e 171 c/c \n", "o artigo 69, todos do Código Penal.\n", "A defesa  apelou  e  o  Tribunal  de  Justiça  do  Estado  do \n", "Maranhão deu parcial provimento ao recurso a fim de reduzir a \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896006.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10\n", "Relatório\n", "RHC 124916 AGR / MA \n", "pena para 13 (treze) anos de reclusão.\n", "Ainda inconformada, a defesa impetrou  habeas corpus no \n", "Superior Tribunal de Justiça, não conhecido.\n", "Neste recurso ordinário, o recorrente sustenta que não foi \n", "intimado para oferecer nova defesa prévia após o aditamento \n", "da  denúncia.  Alega,  ainda,  que  o  Juízo  de  origem  teria \n", "designado defensor dativo para patrocinar  o feito,  sem antes \n", "intimar o acusado para constituir novo defensor. Daí o pedido \n", "para que se reconheça a nulidade da ação penal.\n", "O  Ministério  Público  Federal  manifesta-se  ‘pelo  \n", "conhecimento parcial do recurso ordinário e, nessa extensão, pelo seu  \n", "desprovimento’.\n", "Decido.\n", "O recurso não merece provimento. As peças que instruem \n", "este processo não evidenciam nenhuma ilegalidade flagrante ou \n", "abuso  de  poder  que  autorize  o  acolhimento  da  pretensão \n", "defensiva,  especialmente pela  constatação de que,  na própria \n", "sentença  condenatória,  o  Juízo  de  origem  assentou  que  ‘a \n", "defesa foi intimada para manifestar-se e arrolar testemunha,  \n", "porém, manteve-se inerte’ (sem grifos no original).\n", "Por  outro  lado,  a  alegada  nulidade  do  processo  pela \n", "suposta nomeação de defensor dativo sem prévia consulta ao \n", "ora recorrente não foi debatida perante o Superior Tribunal de \n", "Justiça.  O  que  significa  dizer  que  o  imediato  conhecimento \n", "dessa  matéria  por  parte  do  Supremo  Tribunal  Federal \n", "acarretaria  indevida  supressão  de  instância  (v.g HC  116.350-\n", "AgR, Relª Minª Rosa Weber,  e HC 114.166, Rel.  Min. Ricardo \n", "Lewandowski).\n", " \n", "Nessas  condições,  com base  no  art.  192,  c/c  o  art.  312, \n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896006.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10\n", "Relatório\n", "RHC 124916 AGR / MA \n", "ambos  do RI/STF,  nego  provimento  ao  recurso  ordinário  em \n", "habeas corpus.”\n", "2. A  parte  agravante  alega,  em  síntese,  que  “a  presente  \n", "impetração volta-se, na verdade contra prática que tem sido reiterada na Corte  \n", "Superior,  no  sentido  de  se  exigir  prequestionamento,  requisitos  estes  \n", "assemelhados  em recursos  extraordinário.”  Acrescenta  que  “essa  Corte  tem  \n", "decidido  que  a  inobservância  da  forma  procedimental  adequada  traz  ínsito  o  \n", "prejuízo  ao  réu,  por  representar  sempre  limitação  à  defesa,  de  modo  que,  \n", "aparecendo incompatível com a garantia posta no art. 5º, LV, da Constituição da  \n", "República, conduz a inexorável nulidade absoluta do processo”.\n", "3. É o relatório.\n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896006.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10\n", "Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n", "10/02/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.916 \n", "MARANHÃO\n", "VOTO\n", "O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):\n", "1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito o recurso \n", "não deve ser provido.\n", "2.  As  peças  que  instruem  este  processo  não  evidenciam \n", "nenhuma  ilegalidade  flagrante  ou  abuso  de  poder  que  autorize  o \n", "acolhimento da pretensão defensiva, especialmente pela constatação de \n", "que, na própria sentença condenatória, o Juízo de origem assentou:\n", "“Em sede de alegações finais, o Ministério Público aditou \n", "a  denúncia  por  entender  que  a  conduta  praticada  pelo  réu \n", "possui  capitulação  diversa  ao  descrito  na  exordial,  vez  que \n", "houve a prática de um crime de estelionato contra a instituição \n", "financeira e seis crimes de furto mediante fraude contra idosos, \n", "pleiteando pela aplicação do art. 384 do CPP. \n", "Acolhida a tese da acusação, a defesa foi intimada para \n", "manifestar-se e arrolar testemunha, porem, manteve-se inerte.\n", "Designada  audiência  para  outro  interrogatório  do  réu, \n", "constatou-se que o mesmo encontrava-se evadido do distrito da \n", "culpa, em razão de uma fuga ocorrida na cadeia publica desta \n", "comarca.\n", "Decretado os efeitos do art. 367 do CPP, o feito prosseguiu, \n", "não tendo as partes requerido diligencias. \n", "Nas alegações finais o representante do Ministério Publico \n", "pugnou  pela  condenação  do  réu  pela  prática  do  crime  de \n", "estelionato  contra  o  Banco  Bradesco  e  seis  crimes  de  furto \n", "mediante fraude. \n", "Intimada  a  defesa,  não  houve  manifestação,  tendo  sido \n", "designado como defensor dativo o Dr. Norton Nazareno, o qual \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896007.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10\n", "Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n", "RHC 124916 AGR / MA \n", "pugnou por sua absolvição”.\n", "3. Já o Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão consignou:\n", "“Cumpre  analisar,  preliminarmente,  a  arguição  de \n", "nulidade do  processo,  em virtude do  cerceamento  de  defesa \n", "que teria ocorrido após o aditamento da denúncia.\n", "Da análise dos autos, percebe-se que alegação não merece \n", "prosperar,  uma vez que foram cumpridas todas as exigências \n", "previstas  na  legislação  processual  penal,  sendo  o,  então, \n", "defensor  dativo  do  acusado,  Dr.  Wilson  do  Socorro  Passos, \n", "intimado, às fls. 109-115, para apresentar manifestação sobre os \n", "pontos  inovados  nas  alegações  finais  do  Ministério  Público. \n", "Todavia, o prazo escoou em branco, conforme Certidão de fl. \n", "116.\n", "Além disso, no dia 02⁄02⁄2010 foi realizada audiência de \n", "instrução  e  julgamento para  novo interrogatório  do acusado, \n", "todavia,  por  encontrar-se  foragido  do  distrito  da  culpa  foi \n", "aplicado  o  disposto  no  art.  367  do  CPP.  Na  mesma \n", "oportunidade  foram  apresentadas  as  alegações  finais  do \n", "Ministério  Público  pleiteando a  condenação do  acusado  pele \n", "prática dos crimes de estelionato, contra o Banco Bradesco e por \n", "seis crimes de furto praticados mediante fraude.\n", "Portanto,  em nenhum momento foi negado ao Apelante \n", "o direito a ampla defesa, estando a todo tempo representado \n", "por  advogado  constituído.  Sendo  assim,  mesmo  que  o \n", "causídico não tenha sido plenamente diligente na prestação das \n", "suas funções, possíveis prejuízos não podem ser atribuídos ao \n", "Poder Judiciário. \n", "Ademais,  o  teor  da  Súmula  523  do  Supremo  Tribunal \n", "Federal  estabelece  que  \"no  processo  penal,  a  falta  de  defesa \n", "constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará \n", "se houver prova de prejuízo para o réu.\"\n", "Por  tudo  isso,  não  merece  prosperar  a  alegação  de \n", "nulidade processual por cerceamento de defesa, implicando na \n", "rejeição da preliminar argüida.\"\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896007.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10\n", "Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n", "RHC 124916 AGR / MA \n", "4. Nessa linha é o parecer ministerial, no qual assenta que “as  \n", "instâncias  ordinárias  foram uníssonas  em afirmar  que,  após  o  aditamento da  \n", "denúncia, a defesa foi intimada para se manifestar sobre tal ponto, mas preferiu  \n", "manter-se inerte, donde se evidencia a ausência da referida nulidade.”\n", "5. Ademais,   a  alegada nulidade do processo pela  suposta \n", "nomeação de defensor dativo sem prévia consulta ao ora recorrente não \n", "foi debatida perante o Superior Tribunal de Justiça. O que significa dizer \n", "que  o  imediato  conhecimento  dessa  matéria  por  parte  do  Supremo \n", "Tribunal  Federal  acarretaria  indevida  supressão  de  instância  (v.g HC \n", "116.350-AgR,  Relª  Minª  Rosa  Weber;  e  HC  114.166,  Rel.  Min.  Ricardo \n", "Lewandowski).\n", "6. Não  é  o  caso  de  concessão  de  ordem  de  ofício,  ante  a \n", "ausência de teratologia. \n", "7. Por  fim,  a  reiteração  dos  argumentos  trazidos  pelo \n", "agravante  na  inicial  da  impetração  não  é  suficiente  para  modificar  a \n", "decisão ora agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli).\n", "8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental\n", "9. É como voto.\n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896007.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10\n", "Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n", "10/02/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.916 \n", "MARANHÃO\n", "O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  –  Nos  demais, \n", "Presidente,  consigno  que  não  aplico  ao  habeas  corpus o  artigo  557  do \n", "Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno.\n", "O  processo,  devidamente  aparelhado,  deve  vir  à  Turma  para \n", "julgamento do habeas.\n", "Provejo os agravos.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866549.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10\n", "Extrato de Ata - 10/02/2015\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.916\n", "PROCED. : MARANHÃO\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AGTE.(S) : CLEUDIR DA SILVA ANUNCIO\n", "ADV.(A/S) : LUIS CARLOS ALENCAR DE BESSA\n", "AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n", "Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao \n", "agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor \n", "Ministro  Marco  Aurélio.  Presidência  da  Senhora  Ministra  Rosa \n", "Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.\n", " \n", "Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão \n", "os  Senhores  Ministros  Marco  Aurélio,  Dias  Toffoli,  Luiz  Fux  e \n", "Roberto Barroso. \n", "Subprocuradora-Geral  da  República,  Dra.  Cláudia  Sampaio \n", "Marques.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894519\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10\n" ], "numero" : "124916", "partes" : [ { "nome" : "MIN. ROBERTO BARROSO", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "CLEUDIR DA SILVA ANUNCIO", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "LUIS CARLOS ALENCAR DE BESSA", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. ROBERTO BARROSO", "texto" : "O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):  1. Trata-se  de  agravo  regimental  interposto  contra  decisão  que  negou  provimento  ao  recurso  ordinário  constitucional  em  habeas   corpus, nos seguintes termos:  “Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto  contra  acórdão  unânime do  Superior  Tribunal  de  Justiça,  da  Relatoria  da  Ministra  Maria  Thereza  de  Assis  Moura,  assim  ementado:  “PENAL.  HABEAS  CORPUS.  ART.  155,  §  4.º,  II  E  ART. 171 C/C O ART. 69, DO CÓDIGO PENAL. (1) WRIT  SUBSTITUTIVO  DE  RECURSO  ESPECIAL.  VIA  INADEQUADA.  (2)  NULIDADE.  CERCEAMENTO  DE  DEFESA.  BOA-FÉ  OBJETIVA.  DESRESPEITO.  ILEGALIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. (3) DOSIMETRIA.  PENAS-BASE.  REDUÇÃO.  AUSÊNCIA DE  INTERESSE  DE  AGIR.  FIXAÇÃO  NO  MÍNIMO  LEGAL  PELO  TRIBUNAL A QUO. (4) NÃO CONHECIMENTO.  1.  É  imperiosa  a  necessidade  de  racionalização  do  emprego  do  habeas  corpus,  em  prestígio  ao  âmbito  de  cognição da garantia constitucional, e, em louvor à lógica  do sistema recursal. In casu, foi impetrada indevidamente     a ordem como substitutiva de recurso especial. 2.  Na  espécie,  não  há  falar  em  ilegalidade  no   decisum,  pois  verifica-se  que  após  o  aditamento  da  denúncia a defesa foi intimada a se manifestar,  todavia,  manteve-se inerte.  Nesse cenário,  na ponderação entre a  ampla defesa, de um lado, e da busca da verdade real e da  razoável duração do processo, de outro, bem se deslindou  a  fase  processual,  com o  encerramento  da  instrução.  A  relação  processual  é  pautada  pelo  princípio  da  boa-fé  objetiva,  da  qual  deriva  o  subprincípio  da  vedação  do  venire  contra  factum  proprium (proibição  de  comportamentos  contraditórios).  Assim,  diante  de  conduta  sinuosa  da  defesa,  não  é  dado  reconhecer-se  a  nulidade.  3. A presente ação constitucional não se reveste do  indispensável  requisito  formal,  qual  seja,  o  interesse  de  agir, no tocante ao pleito de redução das penas-base, uma  vez que o Tribunal de origem fixou as penas na primeira  fase da dosimetria no mínimo legal.  4. Habeas corpus não conhecido.”  Extrai-se dos autos que o recorrente foi denunciado pelos  crimes de estelionato e apropriação indébita (arts. 171 e 168 c/c  o art. 71, todos do Código Penal). A peça acusatória foi aditada  pelo  Ministério  Público,  em  sede  de  alegações  finais,  para  alterar  a  capitulação  jurídica  dos  fatos.  Sendo  assim,  o  recorrente  passou  a  ser  acusado  da  prática  dos  crimes  de  estelionato e furto mediante fraude.  Em  seguida,  o  recorrente  foi  condenado  à  pena  de  14  (catorze)  anos e 6 (seis) meses de reclusão, em regime inicial  fechado, pelos crimes previstos nos artigos 155, § 4º, II e 171 c/c  o artigo 69, todos do Código Penal.  A defesa  apelou  e  o  Tribunal  de  Justiça  do  Estado  do  Maranhão deu parcial provimento ao recurso a fim de reduzir a     pena para 13 (treze) anos de reclusão.  Ainda inconformada, a defesa impetrou  habeas corpus no  Superior Tribunal de Justiça, não conhecido.  Neste recurso ordinário, o recorrente sustenta que não foi  intimado para oferecer nova defesa prévia após o aditamento  da  denúncia.  Alega,  ainda,  que  o  Juízo  de  origem  teria  designado defensor dativo para patrocinar  o feito,  sem antes  intimar o acusado para constituir novo defensor. Daí o pedido  para que se reconheça a nulidade da ação penal.  O  Ministério  Público  Federal  manifesta-se  ‘pelo   conhecimento parcial do recurso ordinário e, nessa extensão, pelo seu   desprovimento’.  Decido.  O recurso não merece provimento. As peças que instruem  este processo não evidenciam nenhuma ilegalidade flagrante ou  abuso  de  poder  que  autorize  o  acolhimento  da  pretensão  defensiva,  especialmente pela  constatação de que,  na própria  sentença  condenatória,  o  Juízo  de  origem  assentou  que  ‘a  defesa foi intimada para manifestar-se e arrolar testemunha,   porém, manteve-se inerte’ (sem grifos no original).  Por  outro  lado,  a  alegada  nulidade  do  processo  pela  suposta nomeação de defensor dativo sem prévia consulta ao  ora recorrente não foi debatida perante o Superior Tribunal de  Justiça.  O  que  significa  dizer  que  o  imediato  conhecimento  dessa  matéria  por  parte  do  Supremo  Tribunal  Federal  acarretaria  indevida  supressão  de  instância  (v.g HC  116.350- AgR, Relª Minª Rosa Weber,  e HC 114.166, Rel.  Min. Ricardo  Lewandowski).    Nessas  condições,  com base  no  art.  192,  c/c  o  art.  312,     ambos  do RI/STF,  nego  provimento  ao  recurso  ordinário  em  habeas corpus.”  2. A  parte  agravante  alega,  em  síntese,  que  “a  presente   impetração volta-se, na verdade contra prática que tem sido reiterada na Corte   Superior,  no  sentido  de  se  exigir  prequestionamento,  requisitos  estes   assemelhados  em recursos  extraordinário.”  Acrescenta  que  “essa  Corte  tem   decidido  que  a  inobservância  da  forma  procedimental  adequada  traz  ínsito  o   prejuízo  ao  réu,  por  representar  sempre  limitação  à  defesa,  de  modo  que,   aparecendo incompatível com a garantia posta no art. 5º, LV, da Constituição da   República, conduz a inexorável nulidade absoluta do processo”.  3. É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   VOTO  O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):  1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito o recurso  não deve ser provido.  2.  As  peças  que  instruem  este  processo  não  evidenciam  nenhuma  ilegalidade  flagrante  ou  abuso  de  poder  que  autorize  o  acolhimento da pretensão defensiva, especialmente pela constatação de  que, na própria sentença condenatória, o Juízo de origem assentou:  “Em sede de alegações finais, o Ministério Público aditou  a  denúncia  por  entender  que  a  conduta  praticada  pelo  réu  possui  capitulação  diversa  ao  descrito  na  exordial,  vez  que  houve a prática de um crime de estelionato contra a instituição  financeira e seis crimes de furto mediante fraude contra idosos,  pleiteando pela aplicação do art. 384 do CPP.   Acolhida a tese da acusação, a defesa foi intimada para  manifestar-se e arrolar testemunha, porem, manteve-se inerte.  Designada  audiência  para  outro  interrogatório  do  réu,  constatou-se que o mesmo encontrava-se evadido do distrito da  culpa, em razão de uma fuga ocorrida na cadeia publica desta  comarca.  Decretado os efeitos do art. 367 do CPP, o feito prosseguiu,  não tendo as partes requerido diligencias.   Nas alegações finais o representante do Ministério Publico  pugnou  pela  condenação  do  réu  pela  prática  do  crime  de  estelionato  contra  o  Banco  Bradesco  e  seis  crimes  de  furto  mediante fraude.   Intimada  a  defesa,  não  houve  manifestação,  tendo  sido  designado como defensor dativo o Dr. Norton Nazareno, o qual     pugnou por sua absolvição”.  3. Já o Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão consignou:  “Cumpre  analisar,  preliminarmente,  a  arguição  de  nulidade do  processo,  em virtude do  cerceamento  de  defesa  que teria ocorrido após o aditamento da denúncia.  Da análise dos autos, percebe-se que alegação não merece  prosperar,  uma vez que foram cumpridas todas as exigências  previstas  na  legislação  processual  penal,  sendo  o,  então,  defensor  dativo  do  acusado,  Dr.  Wilson  do  Socorro  Passos,  intimado, às fls. 109-115, para apresentar manifestação sobre os  pontos  inovados  nas  alegações  finais  do  Ministério  Público.  Todavia, o prazo escoou em branco, conforme Certidão de fl.  116.  Além disso, no dia 02⁄02⁄2010 foi realizada audiência de  instrução  e  julgamento para  novo interrogatório  do acusado,  todavia,  por  encontrar-se  foragido  do  distrito  da  culpa  foi  aplicado  o  disposto  no  art.  367  do  CPP.  Na  mesma  oportunidade  foram  apresentadas  as  alegações  finais  do  Ministério  Público  pleiteando a  condenação do  acusado  pele  prática dos crimes de estelionato, contra o Banco Bradesco e por  seis crimes de furto praticados mediante fraude.  Portanto,  em nenhum momento foi negado ao Apelante  o direito a ampla defesa, estando a todo tempo representado  por  advogado  constituído.  Sendo  assim,  mesmo  que  o  causídico não tenha sido plenamente diligente na prestação das  suas funções, possíveis prejuízos não podem ser atribuídos ao  Poder Judiciário.   Ademais,  o  teor  da  Súmula  523  do  Supremo  Tribunal  Federal  estabelece  que  \"no  processo  penal,  a  falta  de  defesa  constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará  se houver prova de prejuízo para o réu.\"  Por  tudo  isso,  não  merece  prosperar  a  alegação  de  nulidade processual por cerceamento de defesa, implicando na  rejeição da preliminar argüida.\"    4. Nessa linha é o parecer ministerial, no qual assenta que “as   instâncias  ordinárias  foram uníssonas  em afirmar  que,  após  o  aditamento da   denúncia, a defesa foi intimada para se manifestar sobre tal ponto, mas preferiu   manter-se inerte, donde se evidencia a ausência da referida nulidade.”  5. Ademais,   a  alegada nulidade do processo pela  suposta  nomeação de defensor dativo sem prévia consulta ao ora recorrente não  foi debatida perante o Superior Tribunal de Justiça. O que significa dizer  que  o  imediato  conhecimento  dessa  matéria  por  parte  do  Supremo  Tribunal  Federal  acarretaria  indevida  supressão  de  instância  (v.g HC  116.350-AgR,  Relª  Minª  Rosa  Weber;  e  HC  114.166,  Rel.  Min.  Ricardo  Lewandowski).  6. Não  é  o  caso  de  concessão  de  ordem  de  ofício,  ante  a  ausência de teratologia.   7. Por  fim,  a  reiteração  dos  argumentos  trazidos  pelo  agravante  na  inicial  da  impetração  não  é  suficiente  para  modificar  a  decisão ora agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli).  8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental  9. É como voto. ", "votante" : "MIN_ROBERTO_BARROSO" }, { "texto" : "   O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  –  Nos  demais,  Presidente,  consigno  que  não  aplico  ao  habeas  corpus o  artigo  557  do  Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno.  O  processo,  devidamente  aparelhado,  deve  vir  à  Turma  para  julgamento do habeas.  Provejo os agravos. ", "votante" : "MIN_MARCO_AURELIO" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac1b0d251224488757e" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Sessão  Virtual,  na  conformidade  da  ata  de  julgamento,  por  maioria  de  votos,  em  negar  provimento ao agravo interno e majorar o valor da verba honorária fixada  anteriormente, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco  Aurélio.  Brasília, 04 a 10 de novembro de 2016.        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CARÁTER  INFRACONSTITUCIONAL  DA  CONTROVÉRSIA. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES.  1. O Tribunal de origem solucionou a controvérsia com fundamento  na  legislação  infraconstitucional,  o  que  não  enseja  a  abertura  da  via  extraordinária. Precedentes.  2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o  valor  da  verba  honorária  fixada  anteriormente,  observados  os  limites  legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015.   3. Agravo interno a que se nega provimento.   " }, "extratoata" : { "texto" : "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO (01660/A/DF,  26802/GO, 1542A/MG, 124071-A/PB, 25682/PR, 2206-A/RJ, 56144A/RS,  19561/SC, 124071/SP) ADV.(A/S) : RUBENS JOSÉ NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA (110862/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL  Decisão:  A  Turma,  por  maioria,  negou  provimento  ao  agravo  interno, majorado o valor da verba honorária fixada anteriormente,  nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio.  1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016.    Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco   Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin.   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Agravo interno a que se nega provimento.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nPrimeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Sessão  Virtual,  na \nconformidade  da  ata  de  julgamento,  por  maioria  de  votos,  em  negar \nprovimento ao agravo interno e majorar o valor da verba honorária fixada \nanteriormente, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco \nAurélio.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 04 a 10 de novembro de 2016.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038693.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 988822 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO\n     <b>\n      LUÍS ROBERTO BARROSO\n     </b>\n     -   PRESIDENTE E RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038693.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      11/11/2016 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822 MINAS \nGERAIS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA.\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     RUBENS JOSÉ NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     UNIÃO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. Trata-se  de  agravo  interno  cujo  objeto  é  decisão \nmonocrática que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, pelos \nseguintes fundamentos:\n    </p>\n    <p>\n     “Trata-se  de  agravo  cujo  objeto  é  decisão  que  negou \nseguimento ao recurso extraordinário interposto contra acórdão \nassim ementado:\n    </p>\n    <p>\n     ‘TRIBUTÁRIO.  IMPOSTO  DE  RENDA  PESSOA \nJURÍDICA.  DEPÓSITO  JUDICIAL.  SUSPENSÃO  DA \nEXIGIBILIDADE  DO  CRÉDITO  TRIBUTÁRIO.  LUCRO \nREAL.  APURAÇÃO.  DEDUÇÃO.  BASE DE CÁLCULO. \nLEI  9.703/1998.  REPASSE  PARA  CONTA  ÚNICA  DO \nTESOURO NACIONAL.\n    </p>\n    <p>\n     1. O art. 8° da Lei 8.541/1992 estabelece que indevida \na dedução referente a importâncias contabilizadas como \ncusto ou despesa, relativas a tributos ou contribuições cuja \nexigibilidade esteja  suspensa  nos  termos do art.  151  do \nCTN, haja ou não depósito judicial em garantia.\n    </p>\n    <p>\n     2. Conforme entendimento pacificado neste Tribunal \ne no STJ, inclusive na sistemática dos recursos repetitivos\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038694.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 988822 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     (Resp 1168038/SP), os depósitos judiciais permanecem sob \ndisponibilidade jurídica da empresa,  não sendo possível \ndeduzi-los da base de cálculo para apuração do lucro real.\n    </p>\n    <p>\n     3.  Com  o  advento  da  Lei  9.703/1998,  ficou \ndeterminado  que  o  dinheiro  depositado  para  fim  de \nsuspensão  de  exigibilidade  de  crédito  tributário  será \nrepassado  à  Conta  Única  do  Tesouro  Nacional  (art.  1°, \n§2°).\n    </p>\n    <p>\n     4. Uma vez que os valores depositados em juízo são \nimediata e efetivamente repassados à pessoa jurídica de \ndireito  público  competente  para  a  instituição  e \narrecadação do tributo, caracterizada a lesão ao direito do \ncontribuinte de excluir esses valores da base de cálculo do \nlucro tributável.\n    </p>\n    <p>\n     5. Apelação a que se dá provimento’.\n    </p>\n    <p>\n     Opostos  embargos  de  declaração,  restaram  assim \nementados:\n    </p>\n    <p>\n     ‘PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. \nTRIBUTÁRIO.  IMPOSTO  DE  RENDA  PESSOA  JURÍDICA. \nDEPÓSITO JUDICIAL. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO \nCRÉDITO  TRIBUTÁRIO.  LUCRO  REAL.  APURAÇÃO. \nDEDUÇÃO.  BASE  DE  CÁLCULO.  LEI  9.703/1998.  REPASSE \nPARA  CONTA  ÚNICA  DO  TESOURO  NACIONAL. \nEXCLUSÃO.  OUTRAS  HIPÓTESES  DE  SUSPENSÃO  DE \nEXIGIBILIDADE.  ART.  151,  III  E  IV,  DO  CTN.  DEDUÇÃO \nINDEVIDA.\n    </p>\n    <p>\n     1.  Os  embargos  de  declaração  afiguram-se  instrumento \nprocessual adequado para sanar as contradições. Obscuridades \nou omissões, bem como corrigir eventuais erros materiais.\n    </p>\n    <p>\n     2. Suspensa a exigibilidade de tributo nos termos do art. \n151, III e IV, do CN, não há de se falar em exclusão da base de \ncálculo do imposto de renda daqueles valores cuja exigibilidade \nesteja  suspensa  com base  nestes  incisos.  Inexistente  depósito \njudicial, não há repasse à conta única do Tesouro Nacional, o\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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A parte recorrente alega violação aos arts. \n5°,\n     <i>\n      caput\n     </i>\n     e  XXXV;  145,  §1°;  150,  II  e  153,  III,  todos da Carta. \nSustenta que os valores que estão com a exigibilidade suspensa \nsão passíveis de dedução do imposto de renda, pois possuem a \nnatureza  de  despesas  e  representam  diminuição  patrimonial \natual.\n    </p>\n    <p>\n     A pretensão  recursal  não  merece  prosperar.  O  acórdão \nimpugnado,  ao  decidir  a  controvérsia  jurídica  objeto  deste \nprocesso,  dirimiu  a  questão  com  fundamento  em  legislação \ninfraconstitucional (Lei 8.541/92 e 8.981/95),  circunstância esta \nque obsta o próprio conhecimento do apelo extremo.\n    </p>\n    <p>\n     Nos  termos  da  jurisprudência  da  Corte,  dissentir  das \nconclusões  adotadas  pelo  Tribunal  de  origem  demandaria  o \nreexame  da  legislação  infraconstitucional  correlata.  Nesse \nsentido, confira-se o precedente a seguir:\n    </p>\n    <p>\n     ‘Segundo  agravo  regimental  no  recurso \nextraordinário. Imposto de renda. Apuração de lucro real \ne dedução de créditos com exigibilidade suspensa. Leis nºs \n8.541/92  e  8.981/95.  Questão  infraconstitucional.  Ofensa \nconstitucional indireta.\n    </p>\n    <p>\n     1. Ambas as Turmas desta Corte têm se posicionado \nno sentido de que a controvérsia envolvendo a apuração \nde lucro real e a dedução de créditos com exigibilidade \nsuspensa, nos moldes das Leis nºs 8.541/92 e 8.981/95, se \ninsere  no  campo  infraconstitucional.  Assim  sendo, \neventual  incompatibilidade  com a  Constituição  Federal, \ncaso ocorresse,  dar-se-ia de forma meramente reflexa ou \nindireta. Precedentes.\n    </p>\n    <p>\n     2. Os fundamentos da agravante,  insuficientes para\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038694.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 988822 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     modificar  a  decisão  ora  agravada,  demonstram  apenas \ninconformismo e resistência em pôr termo ao processo, em \ndetrimento da eficiente prestação jurisdicional.\n    </p>\n    <p>\n     3.  Agravo  regimental  não  provido’.  (RE  505.508-\nsegundo-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli)\n    </p>\n    <p>\n     Diante do exposto,  com base no art.  21,  §1º,  do RI/STF, \nnego seguimento ao recurso”.\n    </p>\n    <p>\n     2. A parte agravante sustenta que:\n    </p>\n    <p>\n     (i)  “\n     <i>\n      ao permitir para apuração da base de cálculo do imposto de renda, que  \nas  despesas  com  obrigações  tributárias,  inclusive  os  tributos  que  estão  com  \nexigibilidade  suspensa,  sejam  deduzidas  por  regime  (de  caixa)  distinto  do  \naplicado paru a contabilização das receitas correlatas (regime de competência), o  \nv.  Aresto  possibilita  que  a  tributação  ficta  da  renda,  em  clara  vulneração  à  \nmaterialidade  da  indigitada  exação,  prevista  no  indigitado  dispositivo  \nconstitucional\n     </i>\n     ”;\n    </p>\n    <p>\n     (ii) não se trata de matéria infraconstitucional porquanto cabe ao STF \ndefinir o conceito de renda e proventos, isto é, definir a materialidade \npara fins de incidência do Imposto de Renda;\n    </p>\n    <p>\n     (iii) no julgamento dos REs 208.526 e 256.304, restou decidido que o \nlegislador  ordinário  não  pode  criar  parâmetros  para  a  tributação  pelo \nImposto de Renda que ferem a materialidade do referido imposto.\n    </p>\n    <p>\n     3. A parte agravante requer, por fim, a remessa do recurso ao \nSuperior Tribunal de Justiça, nos termos do art. 1.033 do CPC/2015.\n    </p>\n    <p>\n     4. É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038694.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      11/11/2016 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822 MINAS \nGERAIS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. Deixo de abrir  prazo para contrarrazões,  na medida em \nque está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à \nanálise do recurso.\n    </p>\n    <p>\n     2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista \nque  a  questão  central  no  caso  não  cuida,  como pretende  fazer  crer  a \nagravante,  de  “\n     <i>\n      definir  o  conceito  de  renda  e  proventos,  isto  é,  definir  a  \nmaterialidade para fins de incidência do imposto de renda\n     </i>\n     ”. A sua verdadeira \npretensão é aferir a legalidade da apuração de lucro real e da forma de \ndedução de créditos com exigibilidade suspensa, nos moldes das Leis nºs \n8.541/1992  e  8.981/1995.  Tal  controvérsia,  contudo,  insere-se  no  campo \ninfraconstitucional. Confira-se:\n    </p>\n    <p>\n     “AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO.  TRIBUTÁRIO.  IMPOSTO  DE  RENDA. \nCRÉDITOS  TRIBUTÁRIOS  COM  A  EXIGIBILIDADE \nSUSPENSA. DEDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. ARTS. 7º E \n8º DA LEI 8.541/1992. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. \nCaso em que entendimento diverso do adotado pela instância \njudicante  de  origem  demandaria  o  reexame  da  legislação \nordinária  aplicada  à  espécie.  Providência  vedada  neste \nmomento  processual.  2.  Agravo  regimental  desprovido”  (RE \n568572 AgR / PR, Rel. Min. Ayres Britto)\n    </p>\n    <p>\n     3. O  acórdão  de  origem  entendeu  que  somente  o  tributo \nrealmente pago poderia ser considerado despesa dedutível para fins de \napuração do  lucro  real  levado à  tributação pelo  Imposto  de Renda.  A \npretensão da recorrente é, em síntese, afastar a incidência do § 1º do art.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038695.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 988822 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     41 da Lei nº 8.981/1995 em razão de sua suposta incompatibilidade com o\n     <i>\n      caput\n     </i>\n     do  referido  artigo  e  com  o  o  art.  43  do  CTN.  Tal  controvérsia \nconsubstancia-se em ofensa meramente reflexa.\n    </p>\n    <p>\n     4. A  matéria  controvertida  está  restrita  ao  âmbito \ninfraconstitucional e depende da análise do conjunto fático e probatório, \no que afasta o cabimento do recurso extraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     5. Inaplicável  ao caso a  conversão em recurso especial  nos \ntermos do art. 1.033 do CPC/2015, uma vez que o recurso extraordinário \nfoi interposto na vigência do CPC/1973, sendo firme o entendimento do \nSupremo Tribunal Federal, à luz da norma processual anterior, de que, se \ntratando de matéria infraconstitucional, o recurso extraordinário deve ter \nseu seguimento negado.\n    </p>\n    <p>\n     6. Diante  do  exposto,  nego  provimento  ao  agravo  interno. \nNos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor \nda verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do \nart. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038695.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Tipo Texto 524\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822 MINAS \nGERAIS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA.\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     RUBENS JOSÉ NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     UNIÃO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n   \nO  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  –  Observo  merecer\n    </p>\n    <p>\n     pronunciamento do Pleno do Supremo a discussão atinente ao regime de \napuração de despesas com obrigações tributárias para fins de dedução \npara tributação da renda, considerando o conceito enunciado pelo artigo \n153, inciso III da Constituição Federal. A adoção de regime de caixa para \napuração  de  tais  despesas,  em  contraposição  à  adoção  de  regime  de \ncompetência para apuração das receitas correlatas acaba por possibilitar a \ntributação  ficta  da  renda,  atraindo  a  competência  desta  Corte  para \napreciar  possível  inconstitucionalidade  do  artigo  41,  §  1º  da  Lei  nº \n8.212/91. Divirjo do relator para prover o agravo e determinar seguinte do \nextraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022476.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 11/11/2016\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822\n     </b>\n     PROCED. : MINAS GERAIS\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n     </b>\n     AGTE.(S) : FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA.\nADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO (01660/A/DF, \n26802/GO, 1542A/MG, 124071-A/PB, 25682/PR, 2206-A/RJ, 56144A/RS, \n19561/SC, 124071/SP)\nADV.(A/S) : RUBENS JOSÉ NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA (110862/SP)\nAGDO.(A/S) : UNIÃO\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     :  A  Turma,  por  maioria,  negou  provimento  ao  agravo \ninterno, majorado o valor da verba honorária fixada anteriormente, \nnos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. \n1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016.\n    </p>\n    <p>\n     Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco\n    </p>\n    <p>\n     Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079759\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "11/11/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822 MINAS \n", "GERAIS\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AGTE.(S) :FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. \n", "ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO \n", "ADV.(A/S) :RUBENS JOSÉ NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA \n", "AGDO.(A/S) :UNIÃO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL \n", "EMENTA: DIREITO  TRIBUTÁRIO.  AGRAVO  INTERNO  EM \n", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPOSTO DE RENDA. \n", "DESPESAS  DEDUTÍVEIS  PARA  APURAÇÃO  DO  LUCRO  REAL. \n", "DEDUÇÃO DE TRIBUTO COM EXIGIBILIDADE SUSPENSA. LEIS NºS \n", "8.541/1992  E  8.981/1995.  CARÁTER  INFRACONSTITUCIONAL  DA \n", "CONTROVÉRSIA. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES.\n", "1. O Tribunal de origem solucionou a controvérsia com fundamento \n", "na  legislação  infraconstitucional,  o  que  não  enseja  a  abertura  da  via \n", "extraordinária. Precedentes.\n", "2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o \n", "valor  da  verba  honorária  fixada  anteriormente,  observados  os  limites \n", "legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. \n", "3. Agravo interno a que se nega provimento.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Sessão  Virtual,  na \n", "conformidade  da  ata  de  julgamento,  por  maioria  de  votos,  em  negar \n", "provimento ao agravo interno e majorar o valor da verba honorária fixada \n", "anteriormente, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco \n", "Aurélio.\n", "Brasília, 04 a 10 de novembro de 2016.\n", "  \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038693.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10\n", "Ementa e Acórdão\n", "ARE 988822 AGR / MG \n", "   MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO  -   PRESIDENTE E RELATOR\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038693.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10\n", "Relatório\n", "11/11/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822 MINAS \n", "GERAIS\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AGTE.(S) :FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. \n", "ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO \n", "ADV.(A/S) :RUBENS JOSÉ NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA \n", "AGDO.(A/S) :UNIÃO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): \n", "1. Trata-se  de  agravo  interno  cujo  objeto  é  decisão \n", "monocrática que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, pelos \n", "seguintes fundamentos:\n", "“Trata-se  de  agravo  cujo  objeto  é  decisão  que  negou \n", "seguimento ao recurso extraordinário interposto contra acórdão \n", "assim ementado: \n", "‘TRIBUTÁRIO.  IMPOSTO  DE  RENDA  PESSOA \n", "JURÍDICA.  DEPÓSITO  JUDICIAL.  SUSPENSÃO  DA \n", "EXIGIBILIDADE  DO  CRÉDITO  TRIBUTÁRIO.  LUCRO \n", "REAL.  APURAÇÃO.  DEDUÇÃO.  BASE DE CÁLCULO. \n", "LEI  9.703/1998.  REPASSE  PARA  CONTA  ÚNICA  DO \n", "TESOURO NACIONAL.\n", "1. O art. 8° da Lei 8.541/1992 estabelece que indevida \n", "a dedução referente a importâncias contabilizadas como \n", "custo ou despesa, relativas a tributos ou contribuições cuja \n", "exigibilidade esteja  suspensa  nos  termos do art.  151  do \n", "CTN, haja ou não depósito judicial em garantia.\n", "2. Conforme entendimento pacificado neste Tribunal \n", "e no STJ, inclusive na sistemática dos recursos repetitivos \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038694.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10\n", "Relatório\n", "ARE 988822 AGR / MG \n", "(Resp 1168038/SP), os depósitos judiciais permanecem sob \n", "disponibilidade jurídica da empresa,  não sendo possível \n", "deduzi-los da base de cálculo para apuração do lucro real.\n", "3.  Com  o  advento  da  Lei  9.703/1998,  ficou \n", "determinado  que  o  dinheiro  depositado  para  fim  de \n", "suspensão  de  exigibilidade  de  crédito  tributário  será \n", "repassado  à  Conta  Única  do  Tesouro  Nacional  (art.  1°, \n", "§2°).\n", "4. Uma vez que os valores depositados em juízo são \n", "imediata e efetivamente repassados à pessoa jurídica de \n", "direito  público  competente  para  a  instituição  e \n", "arrecadação do tributo, caracterizada a lesão ao direito do \n", "contribuinte de excluir esses valores da base de cálculo do \n", "lucro tributável.\n", "5. Apelação a que se dá provimento’.\n", "Opostos  embargos  de  declaração,  restaram  assim \n", "ementados:\n", "‘PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. \n", "TRIBUTÁRIO.  IMPOSTO  DE  RENDA  PESSOA  JURÍDICA. \n", "DEPÓSITO JUDICIAL. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO \n", "CRÉDITO  TRIBUTÁRIO.  LUCRO  REAL.  APURAÇÃO. \n", "DEDUÇÃO.  BASE  DE  CÁLCULO.  LEI  9.703/1998.  REPASSE \n", "PARA  CONTA  ÚNICA  DO  TESOURO  NACIONAL. \n", "EXCLUSÃO.  OUTRAS  HIPÓTESES  DE  SUSPENSÃO  DE \n", "EXIGIBILIDADE.  ART.  151,  III  E  IV,  DO  CTN.  DEDUÇÃO \n", "INDEVIDA.\n", "1.  Os  embargos  de  declaração  afiguram-se  instrumento \n", "processual adequado para sanar as contradições. Obscuridades \n", "ou omissões, bem como corrigir eventuais erros materiais.\n", "2. Suspensa a exigibilidade de tributo nos termos do art. \n", "151, III e IV, do CN, não há de se falar em exclusão da base de \n", "cálculo do imposto de renda daqueles valores cuja exigibilidade \n", "esteja  suspensa  com base  nestes  incisos.  Inexistente  depósito \n", "judicial, não há repasse à conta única do Tesouro Nacional, o \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038694.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10\n", "Relatório\n", "ARE 988822 AGR / MG \n", "que  afasta  a  incidência  da  Lei  9.703/1998  e  determina  a \n", "incidência plena do art. 41, §1°, da Lei 8.981/1995.\n", "3. Embargos de declaração acolhidos para sanar a omissão \n", "apontada. Recurso de apelação a que se dá provimento.”\n", "O  recurso  busca  fundamento  no  art.  102,  III,  a,  da \n", "Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. \n", "5°,  caput e  XXXV;  145,  §1°;  150,  II  e  153,  III,  todos da Carta. \n", "Sustenta que os valores que estão com a exigibilidade suspensa \n", "são passíveis de dedução do imposto de renda, pois possuem a \n", "natureza  de  despesas  e  representam  diminuição  patrimonial \n", "atual.\n", "A pretensão  recursal  não  merece  prosperar.  O  acórdão \n", "impugnado,  ao  decidir  a  controvérsia  jurídica  objeto  deste \n", "processo,  dirimiu  a  questão  com  fundamento  em  legislação \n", "infraconstitucional (Lei 8.541/92 e 8.981/95),  circunstância esta \n", "que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo.\n", "Nos  termos  da  jurisprudência  da  Corte,  dissentir  das \n", "conclusões  adotadas  pelo  Tribunal  de  origem  demandaria  o \n", "reexame  da  legislação  infraconstitucional  correlata.  Nesse \n", "sentido, confira-se o precedente a seguir:\n", "‘Segundo  agravo  regimental  no  recurso \n", "extraordinário. Imposto de renda. Apuração de lucro real \n", "e dedução de créditos com exigibilidade suspensa. Leis nºs \n", "8.541/92  e  8.981/95.  Questão  infraconstitucional.  Ofensa \n", "constitucional indireta.\n", "1. Ambas as Turmas desta Corte têm se posicionado \n", "no sentido de que a controvérsia envolvendo a apuração \n", "de lucro real e a dedução de créditos com exigibilidade \n", "suspensa, nos moldes das Leis nºs 8.541/92 e 8.981/95, se \n", "insere  no  campo  infraconstitucional.  Assim  sendo, \n", "eventual  incompatibilidade  com a  Constituição  Federal, \n", "caso ocorresse,  dar-se-ia de forma meramente reflexa ou \n", "indireta. Precedentes.\n", "2. Os fundamentos da agravante,  insuficientes para \n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038694.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10\n", "Relatório\n", "ARE 988822 AGR / MG \n", "modificar  a  decisão  ora  agravada,  demonstram  apenas \n", "inconformismo e resistência em pôr termo ao processo, em \n", "detrimento da eficiente prestação jurisdicional.\n", "3.  Agravo  regimental  não  provido’.  (RE  505.508-\n", "segundo-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli)\n", "Diante do exposto,  com base no art.  21,  §1º,  do RI/STF, \n", "nego seguimento ao recurso”. \n", "2. A parte agravante sustenta que: \n", "(i)  “ao permitir para apuração da base de cálculo do imposto de renda, que  \n", "as  despesas  com  obrigações  tributárias,  inclusive  os  tributos  que  estão  com  \n", "exigibilidade  suspensa,  sejam  deduzidas  por  regime  (de  caixa)  distinto  do  \n", "aplicado paru a contabilização das receitas correlatas (regime de competência), o  \n", "v.  Aresto  possibilita  que  a  tributação  ficta  da  renda,  em  clara  vulneração  à  \n", "materialidade  da  indigitada  exação,  prevista  no  indigitado  dispositivo  \n", "constitucional”;\n", "(ii) não se trata de matéria infraconstitucional porquanto cabe ao STF \n", "definir o conceito de renda e proventos, isto é, definir a materialidade \n", "para fins de incidência do Imposto de Renda; \n", "(iii) no julgamento dos REs 208.526 e 256.304, restou decidido que o \n", "legislador  ordinário  não  pode  criar  parâmetros  para  a  tributação  pelo \n", "Imposto de Renda que ferem a materialidade do referido imposto.\n", "3. A parte agravante requer, por fim, a remessa do recurso ao \n", "Superior Tribunal de Justiça, nos termos do art. 1.033 do CPC/2015.\n", "4. É o relatório.\n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038694.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10\n", "Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n", "11/11/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822 MINAS \n", "GERAIS\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): \n", "1. Deixo de abrir  prazo para contrarrazões,  na medida em \n", "que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à \n", "análise do recurso. \n", "2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista \n", "que  a  questão  central  no  caso  não  cuida,  como pretende  fazer  crer  a \n", "agravante,  de  “definir  o  conceito  de  renda  e  proventos,  isto  é,  definir  a  \n", "materialidade para fins de incidência do imposto de renda”. A sua verdadeira \n", "pretensão é aferir a legalidade da apuração de lucro real e da forma de \n", "dedução de créditos com exigibilidade suspensa, nos moldes das Leis nºs \n", "8.541/1992  e  8.981/1995.  Tal  controvérsia,  contudo,  insere-se  no  campo \n", "infraconstitucional. Confira-se:\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO.  TRIBUTÁRIO.  IMPOSTO  DE  RENDA. \n", "CRÉDITOS  TRIBUTÁRIOS  COM  A  EXIGIBILIDADE \n", "SUSPENSA. DEDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. ARTS. 7º E \n", "8º DA LEI 8.541/1992. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. \n", "Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância \n", "judicante  de  origem  demandaria  o  reexame  da  legislação \n", "ordinária  aplicada  à  espécie.  Providência  vedada  neste \n", "momento  processual.  2.  Agravo  regimental  desprovido”  (RE \n", "568572 AgR / PR, Rel. Min. Ayres Britto)\n", "3. O  acórdão  de  origem  entendeu  que  somente  o  tributo \n", "realmente pago poderia ser considerado despesa dedutível para fins de \n", "apuração do  lucro  real  levado à  tributação pelo  Imposto  de Renda.  A \n", "pretensão da recorrente é, em síntese, afastar a incidência do § 1º do art.  \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038695.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10\n", "Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n", "ARE 988822 AGR / MG \n", "41 da Lei nº 8.981/1995 em razão de sua suposta incompatibilidade com o \n", "caput  do  referido  artigo  e  com  o  o  art.  43  do  CTN.  Tal  controvérsia \n", "consubstancia-se em ofensa meramente reflexa.\n", "4. A  matéria  controvertida  está  restrita  ao  âmbito \n", "infraconstitucional e depende da análise do conjunto fático e probatório, \n", "o que afasta o cabimento do recurso extraordinário.\n", "5. Inaplicável  ao caso a  conversão em recurso especial  nos \n", "termos do art. 1.033 do CPC/2015, uma vez que o recurso extraordinário \n", "foi interposto na vigência do CPC/1973, sendo firme o entendimento do \n", "Supremo Tribunal Federal, à luz da norma processual anterior, de que, se \n", "tratando de matéria infraconstitucional, o recurso extraordinário deve ter \n", "seu seguimento negado.\n", "6. Diante  do  exposto,  nego  provimento  ao  agravo  interno. \n", "Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor \n", "da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do \n", "art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038695.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10\n", "Tipo Texto 524\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822 MINAS \n", "GERAIS\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AGTE.(S) :FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. \n", "ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO \n", "ADV.(A/S) :RUBENS JOSÉ NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA \n", "AGDO.(A/S) :UNIÃO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL \n", "V O T O\n", "   \n", "O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  –  Observo  merecer \n", "pronunciamento do Pleno do Supremo a discussão atinente ao regime de \n", "apuração de despesas com obrigações tributárias para fins de dedução \n", "para tributação da renda, considerando o conceito enunciado pelo artigo \n", "153, inciso III da Constituição Federal. A adoção de regime de caixa para \n", "apuração  de  tais  despesas,  em  contraposição  à  adoção  de  regime  de \n", "competência para apuração das receitas correlatas acaba por possibilitar a \n", "tributação  ficta  da  renda,  atraindo  a  competência  desta  Corte  para \n", "apreciar  possível  inconstitucionalidade  do  artigo  41,  §  1º  da  Lei  nº \n", "8.212/91. Divirjo do relator para prover o agravo e determinar seguinte do \n", "extraordinário.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022476.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10\n", "Extrato de Ata - 11/11/2016\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822\n", "PROCED. : MINAS GERAIS\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AGTE.(S) : FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA.\n", "ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO (01660/A/DF, \n", "26802/GO, 1542A/MG, 124071-A/PB, 25682/PR, 2206-A/RJ, 56144A/RS, \n", "19561/SC, 124071/SP)\n", "ADV.(A/S) : RUBENS JOSÉ NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA (110862/SP)\n", "AGDO.(A/S) : UNIÃO\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL\n", "Decisão:  A  Turma,  por  maioria,  negou  provimento  ao  agravo \n", "interno, majorado o valor da verba honorária fixada anteriormente, \n", "nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. \n", "1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016.\n", " \n", "Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco \n", "Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. \n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079759\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10\n" ], "numero" : "988822", "partes" : [ { "nome" : "MIN. ROBERTO BARROSO", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA.", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "RUBENS JOSÉ NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "UNIÃO", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. ROBERTO BARROSO", "texto" : "O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):  1. Trata-se  de  agravo  interno  cujo  objeto  é  decisão  monocrática que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, pelos  seguintes fundamentos:  “Trata-se  de  agravo  cujo  objeto  é  decisão  que  negou  seguimento ao recurso extraordinário interposto contra acórdão  assim ementado:   ‘TRIBUTÁRIO.  IMPOSTO  DE  RENDA  PESSOA  JURÍDICA.  DEPÓSITO  JUDICIAL.  SUSPENSÃO  DA  EXIGIBILIDADE  DO  CRÉDITO  TRIBUTÁRIO.  LUCRO  REAL.  APURAÇÃO.  DEDUÇÃO.  BASE DE CÁLCULO.  LEI  9.703/1998.  REPASSE  PARA  CONTA  ÚNICA  DO  TESOURO NACIONAL.  1. O art. 8° da Lei 8.541/1992 estabelece que indevida  a dedução referente a importâncias contabilizadas como  custo ou despesa, relativas a tributos ou contribuições cuja  exigibilidade esteja  suspensa  nos  termos do art.  151  do  CTN, haja ou não depósito judicial em garantia.  2. Conforme entendimento pacificado neste Tribunal  e no STJ, inclusive na sistemática dos recursos repetitivos     (Resp 1168038/SP), os depósitos judiciais permanecem sob  disponibilidade jurídica da empresa,  não sendo possível  deduzi-los da base de cálculo para apuração do lucro real.  3.  Com  o  advento  da  Lei  9.703/1998,  ficou  determinado  que  o  dinheiro  depositado  para  fim  de  suspensão  de  exigibilidade  de  crédito  tributário  será  repassado  à  Conta  Única  do  Tesouro  Nacional  (art.  1°,  §2°).  4. Uma vez que os valores depositados em juízo são  imediata e efetivamente repassados à pessoa jurídica de  direito  público  competente  para  a  instituição  e  arrecadação do tributo, caracterizada a lesão ao direito do  contribuinte de excluir esses valores da base de cálculo do  lucro tributável.  5. Apelação a que se dá provimento’.  Opostos  embargos  de  declaração,  restaram  assim  ementados:  ‘PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.  TRIBUTÁRIO.  IMPOSTO  DE  RENDA  PESSOA  JURÍDICA.  DEPÓSITO JUDICIAL. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO  CRÉDITO  TRIBUTÁRIO.  LUCRO  REAL.  APURAÇÃO.  DEDUÇÃO.  BASE  DE  CÁLCULO.  LEI  9.703/1998.  REPASSE  PARA  CONTA  ÚNICA  DO  TESOURO  NACIONAL.  EXCLUSÃO.  OUTRAS  HIPÓTESES  DE  SUSPENSÃO  DE  EXIGIBILIDADE.  ART.  151,  III  E  IV,  DO  CTN.  DEDUÇÃO  INDEVIDA.  1.  Os  embargos  de  declaração  afiguram-se  instrumento  processual adequado para sanar as contradições. Obscuridades  ou omissões, bem como corrigir eventuais erros materiais.  2. Suspensa a exigibilidade de tributo nos termos do art.  151, III e IV, do CN, não há de se falar em exclusão da base de  cálculo do imposto de renda daqueles valores cuja exigibilidade  esteja  suspensa  com base  nestes  incisos.  Inexistente  depósito  judicial, não há repasse à conta única do Tesouro Nacional, o     que  afasta  a  incidência  da  Lei  9.703/1998  e  determina  a  incidência plena do art. 41, §1°, da Lei 8.981/1995.  3. Embargos de declaração acolhidos para sanar a omissão  apontada. Recurso de apelação a que se dá provimento.”  O  recurso  busca  fundamento  no  art.  102,  III,  a,  da  Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.  5°,  caput e  XXXV;  145,  §1°;  150,  II  e  153,  III,  todos da Carta.  Sustenta que os valores que estão com a exigibilidade suspensa  são passíveis de dedução do imposto de renda, pois possuem a  natureza  de  despesas  e  representam  diminuição  patrimonial  atual.  A pretensão  recursal  não  merece  prosperar.  O  acórdão  impugnado,  ao  decidir  a  controvérsia  jurídica  objeto  deste  processo,  dirimiu  a  questão  com  fundamento  em  legislação  infraconstitucional (Lei 8.541/92 e 8.981/95),  circunstância esta  que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo.  Nos  termos  da  jurisprudência  da  Corte,  dissentir  das  conclusões  adotadas  pelo  Tribunal  de  origem  demandaria  o  reexame  da  legislação  infraconstitucional  correlata.  Nesse  sentido, confira-se o precedente a seguir:  ‘Segundo  agravo  regimental  no  recurso  extraordinário. Imposto de renda. Apuração de lucro real  e dedução de créditos com exigibilidade suspensa. Leis nºs  8.541/92  e  8.981/95.  Questão  infraconstitucional.  Ofensa  constitucional indireta.  1. Ambas as Turmas desta Corte têm se posicionado  no sentido de que a controvérsia envolvendo a apuração  de lucro real e a dedução de créditos com exigibilidade  suspensa, nos moldes das Leis nºs 8.541/92 e 8.981/95, se  insere  no  campo  infraconstitucional.  Assim  sendo,  eventual  incompatibilidade  com a  Constituição  Federal,  caso ocorresse,  dar-se-ia de forma meramente reflexa ou  indireta. Precedentes.  2. Os fundamentos da agravante,  insuficientes para     modificar  a  decisão  ora  agravada,  demonstram  apenas  inconformismo e resistência em pôr termo ao processo, em  detrimento da eficiente prestação jurisdicional.  3.  Agravo  regimental  não  provido’.  (RE  505.508- segundo-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli)  Diante do exposto,  com base no art.  21,  §1º,  do RI/STF,  nego seguimento ao recurso”.   2. A parte agravante sustenta que:   (i)  “ao permitir para apuração da base de cálculo do imposto de renda, que   as  despesas  com  obrigações  tributárias,  inclusive  os  tributos  que  estão  com   exigibilidade  suspensa,  sejam  deduzidas  por  regime  (de  caixa)  distinto  do   aplicado paru a contabilização das receitas correlatas (regime de competência), o   v.  Aresto  possibilita  que  a  tributação  ficta  da  renda,  em  clara  vulneração  à   materialidade  da  indigitada  exação,  prevista  no  indigitado  dispositivo   constitucional”;  (ii) não se trata de matéria infraconstitucional porquanto cabe ao STF  definir o conceito de renda e proventos, isto é, definir a materialidade  para fins de incidência do Imposto de Renda;   (iii) no julgamento dos REs 208.526 e 256.304, restou decidido que o  legislador  ordinário  não  pode  criar  parâmetros  para  a  tributação  pelo  Imposto de Renda que ferem a materialidade do referido imposto.  3. A parte agravante requer, por fim, a remessa do recurso ao  Superior Tribunal de Justiça, nos termos do art. 1.033 do CPC/2015.  4. É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):  1. Deixo de abrir  prazo para contrarrazões,  na medida em  que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à  análise do recurso.   2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista  que  a  questão  central  no  caso  não  cuida,  como pretende  fazer  crer  a  agravante,  de  “definir  o  conceito  de  renda  e  proventos,  isto  é,  definir  a   materialidade para fins de incidência do imposto de renda”. A sua verdadeira  pretensão é aferir a legalidade da apuração de lucro real e da forma de  dedução de créditos com exigibilidade suspensa, nos moldes das Leis nºs  8.541/1992  e  8.981/1995.  Tal  controvérsia,  contudo,  insere-se  no  campo  infraconstitucional. Confira-se:  “AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  TRIBUTÁRIO.  IMPOSTO  DE  RENDA.  CRÉDITOS  TRIBUTÁRIOS  COM  A  EXIGIBILIDADE  SUSPENSA. DEDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. ARTS. 7º E  8º DA LEI 8.541/1992. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1.  Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância  judicante  de  origem  demandaria  o  reexame  da  legislação  ordinária  aplicada  à  espécie.  Providência  vedada  neste  momento  processual.  2.  Agravo  regimental  desprovido”  (RE  568572 AgR / PR, Rel. Min. Ayres Britto)  3. O  acórdão  de  origem  entendeu  que  somente  o  tributo  realmente pago poderia ser considerado despesa dedutível para fins de  apuração do  lucro  real  levado à  tributação pelo  Imposto  de Renda.  A  pretensão da recorrente é, em síntese, afastar a incidência do § 1º do art.      41 da Lei nº 8.981/1995 em razão de sua suposta incompatibilidade com o  caput  do  referido  artigo  e  com  o  o  art.  43  do  CTN.  Tal  controvérsia  consubstancia-se em ofensa meramente reflexa.  4. A  matéria  controvertida  está  restrita  ao  âmbito  infraconstitucional e depende da análise do conjunto fático e probatório,  o que afasta o cabimento do recurso extraordinário.  5. Inaplicável  ao caso a  conversão em recurso especial  nos  termos do art. 1.033 do CPC/2015, uma vez que o recurso extraordinário  foi interposto na vigência do CPC/1973, sendo firme o entendimento do  Supremo Tribunal Federal, à luz da norma processual anterior, de que, se  tratando de matéria infraconstitucional, o recurso extraordinário deve ter  seu seguimento negado.  6. Diante  do  exposto,  nego  provimento  ao  agravo  interno.  Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor  da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do  art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015.  ", "votante" : "MIN_ROBERTO_BARROSO" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac1b0d251224488757f" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do  Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e   das  notas  taquigráficas,   por  maioria  de  votos,  em  julgar  extinto  o  processo,  sem  julgamento  do  mérito,  nos  termos  do  voto  do  Relator,  vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio.   Brasília, 19 de agosto de 2014.  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USO DE DOCUMENTO FALSO (ART. 304  DO  CP).  GRAVIDADE  IN  CONCRETO DO  CRIME.  FUNDADA  PROBABILIDADE  DE  REITERAÇÃO  NA  PRÁTICA  CRIMINOSA.  PRISÃO  PREVENTIVA.  FUNDAMENTAÇÃO  IDÔNEA. SÚMULA  691/STF.  NÃO  CABIMENTO  DO  WRIT. AUSÊNCIA  DE  TERATOLOGIA  NO  ATO  IMPUGNADO.  HABEAS  CORPUS  EXTINTO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO.  1.  A decretação  da  custódia  preventiva  para  garantia  da  ordem  pública,  por  conveniência  da  instrução  criminal  e  para  assegurar  a  aplicação da lei penal justifica-se ante a gravidade in concrecto do crime e  a fundada probabilidade de reiteração na prática criminosa. Precedentes:  HC 117.385-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de  13.02.14  e  HC  113.793,  Segunda  Turma,  Relatora  a  Ministra  Cármen  Lúcia, DJe de 28.05.13.   2. In casu, a) o paciente – preso em flagrante delito no dia 02.10.13 –  foi  abordado  por  policiais  militares,  perto  de  um ponto  de  tráfico  de  drogas,  enquanto  conduzia  um  veículo  automotor  e  apresentou  documento  de  identidade  (carteira  nacional  de  habilitação)  falso.  O  paciente não é habilitado para a condução de veículo automotor, tendo  comprado o documento falso de terceira pessoa, pagando para tanto a  quantia de R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais);  b)  a  prisão  em flagrante  foi  convertida  em prisão  preventiva  em  03.10.13 e, após, o paciente foi denunciado como incurso nas sanções do   artigo 304 do Código Penal (uso de documento falso).  c)  na  decisão  do  juiz  singular,  houve  evidente  erro  material  no   tocante ao crime praticado – tráfico de entorpecente em vez de uso de  documento falso – e na respectiva fundamentação da prisão cautelar, na  qual consideradas as peculiaridades ínsitas ao crime mais grave. Destarte,  o magistrado reconsiderou a decisão, verbis: “Reconsidero o despacho de fls.   42, por erro material: Converto em preventiva a prisão do(s) investigado(s), eis   que, além dos veementes indícios de autoria delitiva, a gravidade concreta do   agente descrita nos autos evidencia a necessidade da segregação cautelar para   garantia  da  ordem  pública  (ver  apenso  de  antecedentes).  Ademais,  ante  a   proximidade  temporal  do  fato,  buscando  evitar  a  impunidade,  a  prudência   recomenda que permaneça sob cárcere, ao menos por ora. Expeça-se o necessário.   Aguarde-se a vinda dos autos principais. Int..”  d) deveras, o Juiz aventou a possibilidade de reiteração delituosa,  com base na extensa ficha criminal do paciente. A certidão acostada aos  autos revela que o paciente praticou,  somente na Comarca de Araras,  além do delito pelo qual ora responde, mais quatro crimes, entre os quais  tráfico e associação para o tráfico de entorpecentes e porte ilegal de arma  de fogo, a evidenciar que, solto, provavelmente voltará a delinquir, por  isso que se justifica,  prima facie,  sua custódia cautelar para garantia da  ordem pública.  3.  Habeas  corpus impetrado em face de decisão de órgão de outro  Tribunal  que indefere pedido de liminar,  no bojo de idêntico remédio  apreciado  na  instância  inferior,  não  pode  ser  julgado  por  esta  Corte  (Súmula 691/STF).  4. Habeas corpus extinto sem julgamento de mérito.   " }, "extratoata" : { "texto" : "HABEAS CORPUS 122.370 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : RAFAEL MARQUES DE CASTRO GOMES IMPTE.(S) : DANIEL SALVIATO COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 293.334 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE  JUSTIÇA  Decisão:  Por  maioria  de  votos,  a  Turma  julgou  extinto  o  processo, sem julgamento do mérito, nos termos do voto do relator,  vencido  o  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio,  Presidente.  Primeira  Turma, 19.8.2014.    Presidência  do  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio.  Presentes  à   Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e  Roberto Barroso.   Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.  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O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589276.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 122370 / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     artigo 304 do Código Penal (uso de documento falso). \nc)  na  decisão  do  juiz  singular,  houve  evidente  erro  material  no\n    </p>\n    <p>\n     tocante ao crime praticado – tráfico de entorpecente em vez de uso de \ndocumento falso – e na respectiva fundamentação da prisão cautelar, na \nqual consideradas as peculiaridades ínsitas ao crime mais grave. Destarte, \no magistrado reconsiderou a decisão,\n     <i>\n      verbis\n     </i>\n     :\n     <i>\n      “Reconsidero o despacho de fls.  \n42, por erro material: Converto em preventiva a prisão do(s) investigado(s), eis  \nque, além dos veementes indícios de autoria delitiva, a gravidade concreta do  \nagente\n      <b>\n      </b>\n      descrita nos autos evidencia a necessidade da segregação cautelar para  \ngarantia  da  ordem  pública  (ver  apenso  de  antecedentes).  Ademais,  ante  a  \nproximidade  temporal  do  fato,  buscando  evitar  a  impunidade,  a  prudência  \nrecomenda que permaneça sob cárcere, ao menos por ora. Expeça-se o necessário.  \nAguarde-se a vinda dos autos principais. Int..”\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     d) deveras, o Juiz aventou a possibilidade de reiteração delituosa, \ncom base na extensa ficha criminal do paciente. A certidão acostada aos \nautos revela que o paciente praticou,  somente na Comarca de Araras, \nalém do delito pelo qual ora responde, mais quatro crimes, entre os quais \ntráfico e associação para o tráfico de entorpecentes e porte ilegal de arma \nde fogo, a evidenciar que, solto, provavelmente voltará a delinquir, por \nisso que se justifica,\n     <i>\n      prima facie,\n     </i>\n     sua custódia cautelar para garantia da \nordem pública.\n    </p>\n    <p>\n     3.\n     <i>\n      Habeas  corpus\n     </i>\n     impetrado em face de decisão de órgão de outro \nTribunal  que indefere pedido de liminar,  no bojo de idêntico remédio \napreciado  na  instância  inferior,  não  pode  ser  julgado  por  esta  Corte \n(Súmula 691/STF).\n    </p>\n    <p>\n     4.\n     <i>\n      Habeas corpus\n     </i>\n     extinto sem julgamento de mérito.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nPrimeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do \nSenhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589276.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 122370 / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     das  notas  taquigráficas,   por  maioria  de  votos,  em  julgar  extinto  o \nprocesso,  sem  julgamento  do  mérito,  nos  termos  do  voto  do  Relator, \nvencido o Senhor Ministro Marco Aurélio.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 19 de agosto de 2014.\n     <b>\n      LUIZ FUX – Relator\n     </b>\n     <i>\n      Documento assinado digitalmente\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589276.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      19/08/2014 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 122.370 SÃO PAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\nPACTE.(S) :\n     </b>\n     RAFAEL MARQUES DE CASTRO GOMES\n     <b>\n      IMPTE.(S) :\n     </b>\n     DANIEL SALVIATO\n     <b>\n      COATOR(A/S)(ES) :\n     </b>\n     RELATOR DO HC Nº 293.334  DO SUPERIOR\n    </p>\n    <p>\n     TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):\n     </b>\n     Trata-se de\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     , \ncom pedido de liminar, impetrado em benefício de RAFAEL MARQUES \nDE CASTRO GOMES contra ato da Ministra Regina Helena Costa,  do \nSuperior Tribunal de Justiça, que indeferiu medida liminar em idêntica \nvia processual, nos seguintes termos,\n     <i>\n      verbis\n     </i>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     “Trata-se  de  habeas  corpus,  com  pedido  de  liminar, \nimpetrado  em  favor  de  RAFAEL  MARQUES  DE  CASTRO \nGOMES, apontando-se, como autoridade coatora, o Tribunal de \nJustiça do Estado de São Paulo.\n    </p>\n    <p>\n     Consta dos autos que o Paciente foi preso em flagrante em \n02.10.2013,  pela  em  tese,  do  crime  previsto  no  art.  304, \ncombinado ao do art. 297, ambos do Código Penal, (e-STJ Fls. \n32/37). A prisão em flagrante foi convertida em preventiva na \ndata de 03.10.2013 pelo Juízo de Direito da Vara Criminal da \nComarca  de  Araras/SP,  nos  autos  da  Ação  Penal  n.  3003693-\n70.2013.8.26.0038 (e-STJ Fls. 86).\n    </p>\n    <p>\n     Inconformada,  a  Defesa  impetrou  o  Habeas  Corpus  n. \n2057177-34.2013.8.26.0000,  no  Tribunal  de  origem,  tendo  a \nordem sido denegada (e-STJ Fls. 27/31).\n    </p>\n    <p>\n     Em sequência,  impetrou-se o presente writ,  sustentando \nconstrangimento  ilegal,  porquanto  ausentes  a  materialidade \ndelitiva,  os requisitos para a decretação da custódia  cautelar, \nbem como inidônea a fundamentação adotada, além de estarem\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589277.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 122370 / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     presentes condições pessoais favoráveis.\nRequer, liminarmente e no mérito, a concessão da ordem\n    </p>\n    <p>\n     para revogar a prisão preventiva do Paciente. Subsidiariamente, \npleiteia  pela  aplicação  de  medidas  cautelares  diversas  da \nprisão, nos termos do art. 319, do Código de Processo Penal.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório. Decido.\nO deferimento de liminar em habeas corpus é medida de\n    </p>\n    <p>\n     caráter  excepcional,  cabível  apenas  se  a  decisão  impugnada \nestiver  eivada  de  flagrante  ilegalidade,  abuso  de  poder  ou \nteratologia, aferíveis prima facie.\n    </p>\n    <p>\n     É  necessária,  pois,  à  concessão  in  limine  do  pedido  de \nurgência,  a  demonstração  inequívoca  da  presença  dos \nrequisitos cumulativos das medidas cautelares, a saber, fumus \nboni iuris e periculum in mora.\n    </p>\n    <p>\n     Na hipótese dos autos, não verifico o preenchimento dos \nrequisitos  necessários  à  concessão  da  liminar  pleiteada, \nporquanto,  ao  menos  em  uma  análise  perfunctória,  não  há \nindícios  suficientes  de  configuração  do  pretenso \nconstrangimento ilegal, de que estaria sendo vítima o Paciente.\n    </p>\n    <p>\n     De fato,  os  argumentos  trazidos  na impetração não são \nidôneos a possibilitar o pronto atendimento do pedido, não se \nconstatando,  em  princípio,  flagrante  ilegalidade  no  acórdão \natacado.\n    </p>\n    <p>\n     Observo,  por  fim,  que  o  acolhimento  da  medida  de \nurgência,  na  forma  deduzida,  demandaria  o  exame \naprofundado  da  impetração,  providência  a  ser  efetivada \nquando do julgamento do writ.\n    </p>\n    <p>\n     Isto posto, INDEFIRO A LIMINAR.”\n    </p>\n    <p>\n     Colhe-se dos autos que o paciente – preso em flagrante delito no dia \n02.10.13  –  foi  abordado  por  policiais  militares,  perto  de  um ponto  de \ntráfico de drogas, enquanto conduzia um veículo automotor e apresentou \ndocumento  de  identidade  (carteira  nacional  de  habilitação)  falso.  O \npaciente não é habilitado para a condução de veículo automotor, tendo \ncomprado o documento falso de terceira pessoa, pagando para tanto a \nquantia de R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais).\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589277.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 122370 / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     A  prisão  em  flagrante  foi  convertida  em  prisão  preventiva  em \n03.10.13 e, após, o paciente foi denunciado como incurso nas sanções do \nartigo 304 do Código Penal (uso de documento falso).\n    </p>\n    <p>\n     A defesa impetrou\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     , com pedido de liminar, no Tribunal \nde Justiça do Estado de São Paulo.\n    </p>\n    <p>\n     Indeferida a medida liminar, sobreveio nova impetração no Superior \nTribunal de Justiça. A Ministra Regina Helena Costa deferiu parcialmente \na liminar\n     <i>\n      “para determinar a imediata soltura do Paciente, se por outro motivo  \nnão estiver preso, mediante a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão,  \nprevistas no art. 319 do Código de Processo Penal, com a redação dada pela Lei n.  \n12.403/2011,  a  serem  estipuladas  pelo  Juízo  de  primeiro  grau,  ressalvada  a  \npossibilidade de nova decretação da prisão preventiva, mediante fundamentação  \nidônea”\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     No mérito, a Ministra Relatora julgou prejudicado o\n     <i>\n      writ\n     </i>\n     , cassando a \nliminar  anteriormente  deferida,  sob  o  fundamento  de  que  a  Corte \nEstadual julgou o mérito do\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     lá impetrado, tendo denegado a \nordem.\n    </p>\n    <p>\n     Irresignada,  a  defesa  impetrou o Habeas  Corpus  n.  122.231  nesta \nCorte.  Neguei  seguimento  ao\n     <i>\n      writ\n     </i>\n     com  respaldo  no  artigo  38  da  Lei \n8.038/90. Transcrevo a ementa da decisão monocrática,\n     <i>\n      verbis\n     </i>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     “Penal e Processo Penal.  Habeas Corpus. Falsificação de \ndocumento público – Art.  297,  c/c  art.  304,  do Código Penal. \nPrisão em flagrante convertida em custódia cautelar.  Liminar \nindeferida pelo TJ/SP. HC no STJ: Superação da Súmula 691/STF \ne concessão de liminar.  Superveniente julgamento de mérito na \nCorte  estadual.  Writ  prejudicado no Tribunal  a  quo.  Decisão \nque se amolda à jurisprudência do STF (HHCC HC nº 95.447, \nRelator  o  Ministro  RICARDO  LEWANDOWSKI,  Primeira\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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Inexistência  de \nconstrangimento ilegal.\n    </p>\n    <p>\n     - Seguimento negado, com fundamento no artigo 38 da Lei \nn. 8.038/90.”\n    </p>\n    <p>\n     Ainda  inconformada,  a  defesa  impetrou  novo\n     <i>\n      habeas  corpus\n     </i>\n     ,  com \npedido de liminar, no STJ, cuja medida liminar foi indeferida.\n    </p>\n    <p>\n     Nesta  impetração,  sustenta,  em síntese,  ausência de base concreta \npara a prisão cautelar.\n    </p>\n    <p>\n     Requer, ao final, a concessão de medida liminar a fim de revogar a \nprisão preventiva imposta ao paciente. No mérito, pleiteia a confirmação \nda cautelar.\n    </p>\n    <p>\n     A liminar foi indeferida em decisão assim ementada,\n     <i>\n      verbis\n     </i>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     “PROCESSO  PENAL.  HABEAS  CORPUS.  USO  DE \nDOCUMENTO FALSO – ART. 304, C/C ART. 297, DO CÓDIGO \nPENAL.  PRISÃO  EM  FLAGRANTE  CONVERTIDA  EM \nCUSTÓDIA CAUTELAR. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. \nPOSSIBILIDADE  DE  REITERAÇÃO  DELITUOSA.  EXTENSA \nFICHA  CRIMINAL.  BASE  EMPÍRICA  IDÔNEA.  WRIT \nIMPETRADO CONTRA O INDEFERIMENTO DE LIMINAR. \nINEXISTÊNCIA  DE  TERATOLOGIA  OU  DE  FLAGRANTE \nILEGALIDADE  NO  ATO  IMPUGNADO.  AUSÊNCIA  DO \nFUMUS BONI IURIS E DO PERICULUM IN MORA.\n    </p>\n    <p>\n     - Liminar indeferida.”\n    </p>\n    <p>\n     O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não conhecimento do\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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PARECER PELO NÃO CONHECIMENTO \nDO WRIT.”\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589277.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      19/08/2014 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 122.370 SÃO PAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      V O T O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):\n     </b>\n     O  Supremo  Tribunal \nFederal segue, de forma pacífica, a orientação de que não lhe cabe julgar\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     impetrado em face de decisão de órgão de outro Tribunal \nque indefere pedido de liminar, no bojo de idêntico remédio apreciado na \ninstância inferior.\n    </p>\n    <p>\n     Tal  entendimento  está  encartado  no  verbete  da  Súmula  691  do \nSupremo Tribunal Federal,\n     <i>\n      verbis: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal  \nconhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas  \ncorpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     O  conhecimento  do\n     <i>\n      writ\n     </i>\n     por  este  Pretório  Excelso,  enquanto  em \ncurso  remédio  constitucional  com  a  mesma  fundamentação  na  Corte \ninferior, implicaria ostensiva supressão de instância, a malferir o princípio \ndo Juiz natural (art. 5º, XXXVII e LIII, CRFB).\n    </p>\n    <p>\n     Vale,  no  ponto,  a  referência  a  diversos  julgados  deste  Supremo \nTribunal a respeito do tema:\n    </p>\n    <p>\n     “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. \nPROCESSUAL  PENAL.  NEGATIVA  DE  SEGUIMENTO. \nSÚMULA  691  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL. \nSUPRESSÃO  DE  INSTÂNCIA.  IMPOSSIBILIDADE.  PRISÃO \nPREVENTIVA.  FUNDAMENTOS  JÁ  ANALISADOS  EM \nIMPETRAÇÃO  ANTERIOR.  IMPOSSIBILIDADE  DE \nREITERAÇÃO DE WRIT. DESPROVIMENTO DO RECURSO . I \n–  Não  compete  ao  Supremo  Tribunal  Federal  conhecer  de \nhabeas corpus impetrado contra decisão de Relator que, em HC \nrequerido  a  Tribunal  Superior,  indefere  a  liminar.  II  –  A\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589278.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 122370 / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     relativização do entendimento sumulado só é admitida por este \nTribunal em casos de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, o \nque  não  se  verifica  nos  autos.  Precedentes.  III  –  A questão \nreferente  aos  requisitos  do  decreto  prisional  já  foi  apreciada \npela  Primeira  Turma  desta  Corte  ao  julgar  anterior  writ \nimpetrado  em  favor  do  paciente,  sendo  certo  que  a \njurisprudência  do  STF  é  firme  no  sentido  de  não  admitir \nreiteração  em  habeas  corpus.  IV  –  Agravo  regimental \ndesprovido”  (HC  107.053-AgR,  Rel.  Min.  RICARDO \nLEWANDOWSKI, Primeira Turma) .\n    </p>\n    <p>\n     “EMENTA : Habeas Corpus. Crime de tráfico de drogas. \nPrisão  em flagrante  e  presença  dos  requisitos  do art.  312 do \nCPP.  Admissibilidade  da  custódia  cautelar.  Precedentes. \nSúmula 691 do Supremo Tribunal Federal. Excepcionalidade do \ncaso concreto.  Inocorrência.  Writ  não conhecido.  Precedentes. \nNão se conhece de habeas corpus impetrado contra decisão de \nindeferimento  de  liminar  proferida  por  Tribunal  Superior. \nEntendimento  sumulado  por  esta  Corte.  O  impetrante  não \ndemonstrou a excepcionalidade do caso concreto, que poderia \nconduzir  à  superação  da  súmula  nº  691  desta  Corte  e  ao \nconhecimento  de  ofício  de  suas  alegações.  É  plenamente \njustificada  a  manutenção  da  custódia  cautelar  decorrente  da \nprisão  em  flagrante  por  tráfico  de  drogas  quando,  além  da \nproibição da liberdade provisória legalmente imposta pelo art. \n44  da  Lei  nº  11.343/06,  estiverem  presentes  os  requisitos \nprevistos no art.  312 do CPP.  Habeas corpus não conhecido” \n(HC 107.415, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma).\n    </p>\n    <p>\n     “EMENTA:  AGRAVO  REGIMENTAL.  DECISÃO \nLIMINAR  EM  HABEAS  CORPUS  IMPETRADO  NO \nSUPERIOR  TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA.  INCIDÊNCIA  DA \nSÚMULA  N.  691  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL. \nAUSÊNCIA  DE  FUNDAMENTOS  NOVOS.  DECISÃO \nMANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO \nREGIMENTAL  AO  QUAL  SE  NEGA  PROVIMENTO.  1.  O\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589278.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 122370 / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Ministro Relator do Superior Tribunal de Justiça,  por decisão \nmonocrática,  indeferiu o pedido de medida liminar feito pela \ndefesa do Paciente. Assim, o mérito da impetração ainda não foi \nanalisado pelo órgão colegiado, o que faz incidir o enunciado \nda  Súmula  691  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  pena  de \nindevida supressão de instância. 2. Agravo Regimental ao qual \nse  nega  provimento”  (HC  104.674-AgR,  Rel.  Min.  CÁRMEN \nLÚCIA, Primeira Turma).\n    </p>\n    <p>\n     “DIREITO  PROCESSUAL  PENAL.  AGRAVO \nREGIMENTAL  EM  HABEAS  CORPUS.  SÚMULA 691,  STF. \nDECISÃO  MONOCRÁTICA.  IMPROVIMENTO.  1.  Agravo \nregimental interposto contra decisão monocrática que indeferiu \nliminarmente o habeas corpus. 2. A decisão impugnada adotou \norientação jurisprudencial pacificada no âmbito desta Corte no \nsentido  do  não-cabimento  do  writ  contra  indeferimento  de \npedido  liminar  em  outro  habeas  corpus,  salvo  nos  casos  de \nflagrante ilegalidade ou abuso de poder na denegação da tutela \nde eficácia imediata, sob pena de supressão de instância. 3. O \nrigor na aplicação da Súmula 691/STF tem sido abrandado por \njulgados  desta  Corte  apenas  em  hipóteses  excepcionais  de \nflagrante ilegalidade ou abuso de poder na denegação da tutela \nde eficácia imediata. Precedentes. 4. No caso, não vislumbro a \npresença de  qualquer  um dos pressupostos  que autorizam o \nafastamento  da  orientação  contida  na  Súmula  691/STF.  5. \nAgravo  regimental  a  que  se  nega  provimento”  (HC 102.865-\nAgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma).\n    </p>\n    <p>\n     Na  mesma  linha,  podem  ser  citados,  entre  outros,  os  seguintes \nprecedentes:  HC 96.088/SP, Rel.  Min.  Cezar Peluso;  HC 99.031-AgR/SP, \nRel.  Min.  Eros  Grau;  HC  96.220/PR,  Rel.  Min.  Cármen  Lúcia;  HC \n96.623/SP, Rel. Min. Menezes Direito; HC 84.349/ES, Rel. Min. Sepúlveda \nPertence; e HC 86.997/DF, Rel. Min. Carlos Velloso.\n    </p>\n    <p>\n     Malgrado  o  enunciado  da  Súmula  691  desta  Corte  tenha  sido \nsuperado  nos  casos  de  patente  ilegalidade  ou  abuso  de  poder  na\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589278.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 122370 / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     denegação da tutela liminar, não há, na espécie, qualquer teratologia que \nautorize o conhecimento deste\n     <i>\n      habeas corpus per saltum\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que a \ndecretação da custódia preventiva para garantia da ordem pública, por \nconveniência da instrução criminal  e para assegurar a aplicação da lei \npenal  justifica-se  ante  a  gravidade\n     <i>\n      in  concrecto\n     </i>\n     do  crime  e  a  fundada \nprobabilidade  de  reiteração  na  prática  criminosa.  Nesse  sentido,  os \nseguintes precedentes:\n    </p>\n    <p>\n     “Ementa:  PENAL  E  PROCESSUAL  PENAL.  AGRAVO \nREGIMENTAL NO  HABEAS  CORPUS.  WRIT  IMPETRADO \nCONTRA ATO  DE  MINISTRO  DE  TRIBUNAL  SUPERIOR. \nINCOMPETÊNCIA  DESTA  CORTE.  HOMICÍDIO \nDUPLAMENTE  QUALIFICADO,  NAS  FORMAS \nCONSUMADA  E  TENTADA.  PRISÃO  PREVENTIVA. \nGARANTIA DA ORDEM  PÚBLICA E  CONVENIÊNCIA DA \nINSTRUÇÃO CRIMINAL. PRISÃO PREVENTIVA MANTIDA \nNA SENTENÇA CONDENATÓRIA. GARANTIA DA ORDEM \nPÚBLICA.  GRAVIDADE  EM  CONCRETO  DOS  CRIMES. \nSUPERVENIÊNCIA  DE  SENTENÇA  DE  PRONÚNCIA. \nPREJUDICIALIDADE  DO  RECURSO  ORDINÁRIO  EM \nHABEAS  CORPUS  RECONHECIDA  PELO  STJ.  PRISÃO \nCAUTELAR  MANTIDA.  NOVO  TÍTULO  DA  CUSTÓDIA \nPREVETNTIVA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. ‘A \ncustódia preventiva visando à garantia da ordem pública, por \nconveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação \nda  lei  penal,  legitima-se  quando  presente  a  necessidade  de \nacautelar-se  o  meio  social  ante  a  concreta  possibilidade  de \nreiteração criminosa e  as  evidências  de que,  em liberdade,  o \nagente empreenderá esforços para escapar da aplicação da lei \npenal’ (HC 109.723,  Primeira  Turma,  Relator  o  Ministro  Luiz \nFux, DJ de 27.0612). No mesmo sentido: HC 106.816, Segunda \nTurma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20/06/2011; HC \n104.608, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de \n1º/09/2011;  HC  106.702,  Primeira  Turma,  Rel.  Min.  Cármen\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589278.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 122370 / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Lúcia,  DJ  de  27/05/2011.  2.  A  periculosidade  do  agente, \nevidenciada pelo modus operandi e a\n     <b>\n      gravidade em concreto \ndo crime\n     </b>\n     constituem motivação idônea para a manutenção da \ncustódia  cautelar.  Precedentes:  HC  113.793,  Segunda  Turma, \nRelatora  a  Ministra  Cármen  Lúcia,  DJe  de  28/05/2013;  HC \n110.902, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de \n03/05/2013;  HC  112.738,  Segunda  Turma,  Relator  o  Ministro \nRicardo Lewandowski, Dje de 21/11/2012; HC 111.058, Segunda \nTurma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,  DJe de 12/12/2012; \nHC 108.201, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe \nde 30/05/2012. 3. In casu, a) O paciente foi preso em flagrante, \nem 10/12/2012,  e  denunciado  pela  suposta  prática  do  delitos \nprevistos nos arts. 121, § 2º, incisos I e IV, e 121, § 2º, incisos I e \nIV,  c/c  art.  14,  inciso  II,  porquanto,  juntamente  com  outros \ncorréus, “(...) teriam eles efetuado disparos de arma de fogo em \ndireção de Israel Pinto de Almeida e Adriano Ribeiro Calazans, \ncausando no primeiro os ferimentos que foram a causa eficiente \nde  sua  morte  e  só  não  levando  a  óbito  o  segundo  por \ncircunstâncias  inteiramente  alheias  às  sua  próprias  vontades \n(…) os crimes de homicídio e tentativa de homicídio teriam sido \npraticados  por  motivo  comprovadamente  torpe,  ou  seja, \ndisputas relacionadas ao tráfico de drogas, bem como através \nde uso de recurso que dificultou a defesa dos ofendidos”. b) A \nprisão preventiva foi decretada para conveniência da instrução \ncriminal  e  para  garantia  da  ordem  pública,  em  razão  da \ngravidade  em  concreto  do  crime,  para  evitar  reiteração \ncriminosa e diante da periculosidade do agente revelada pelo \nmodus  operandi  em  que  os  crimes  foram  praticados,  em \ndestaque para o concurso de agentes,  o emprego de arma de \nfogo e com disputas relacionadas ao tráfico de drogas na região \nem que  ocorreram os  crimes.  c)  Conforme destacou  a  Corte \nestadual,  “a  mecânica  criminosa  denota  a  periculosidade  do \npaciente  e  demais  acusados,  que,  em  aparente  sensação  de \nimpunidade e onipotência e impelidos por disputa pelo tráfico \nde  drogas  na  região,  abordaram as  vítimas em um beco em \nplena luz do dia e, em superioridade numérica de agressores,\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589278.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 122370 / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     efetuaram diversos disparos de arma de fogo, nove deles contra \nIsrael Pinto de Almeida, que faleceu no local. A segunda vítima \nfoi  atingida  em  região  não  letal.  Eventual  soltura  tornará \npossível  a  continuidade  da  ocorrência  de  novos  homicídios, \ntendo em vista a eterna disputa pelo tráfico de drogas, além da \nnoticiada 'guerra' instalada na região entre a vítima tentada e os \ndenunciados,  dos  parceiros  do ofendido sobrevivente faleceu \nna troca de tiros com a Polícia Militar quando se preparava para \nexecutar seus rivais” d) O Ministro Relator do recurso ordinário \nem habeas  corpus interposto  no Superior  Tribunal  de Justiça \njulgou  prejudicado  o  feito,  em  razão  da  superveniência  de \nsentença  de  pronúncia,  que  manteve  a  custódia  cautelar  do \npaciente.  4.  A competência  desta  Corte  para  a  apreciação  de \nhabeas  corpus  contra  ato  do  Superior  Tribunal  de  Justiça \n(CRFB, artigo 102, inciso I, alínea “i”) somente se inaugura com \na  prolação  de  decisão  do  colegiado,  salvo  as  hipóteses  de \nexceção  à  Súmula  nº  691  do  STF,  sendo  descabida  a \nflexibilização desta norma, máxime por tratar-se de matéria de \ndireito  estrito,  que  não  pode  ser  ampliada  via  interpretação \npara  alcançar  autoridades  –  no  caso,  membros  de  Tribunais \nSuperiores – cujos atos não estão submetidos à apreciação do \nSupremo.  5.  A  superveniência  de  sentença  de  pronúncia \nprejudica  a  impetração  em  que  ataca  os  fundamentos  da \ndecisão  que  decretou  a  prisão  preventiva  anteriormente,  em \nrazão da sentença de pronúncia constituir-se em novo título da \ncustódia  cautelar.  6.  Agravo  regimental  desprovido”  -  Sem \ngrifos no original.\n    </p>\n    <p>\n     (HC  117.385-AgR,  Primeira  Turma,  Relator  o  Ministro \nLuiz Fux, DJe de 13.02.14)\n    </p>\n    <p>\n     “EMENTA:  HABEAS  CORPUS.  CONSTITUCIONAL. \nPROCESSUAL  PENAL.  HOMICÍDIO  DUPLAMENTE \nQUALIFICADO, QUADRILHA E PORTE ILEGAL DE ARMA \nDE  FOGO.  PERICULOSIDADE  DO  AGENTE,  AMEAÇA  A \nTESTEMUNHA  E  RISCO  CONCRETO  DE  REITERAÇÃO \nCRIMINOSA.  DECRETO  DE  PRISÃO  PREVENTIVA:\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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ORDEM  DENEGADA.  1. \nEste Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do agente \nevidenciada  pelo  modus  operandi,\n     <b>\n      o  risco  concreto  de \nreiteração  criminosa\n     </b>\n     e  a  ameaça  a  testemunhas  são  motivos \nidôneos para a manutenção da custódia cautelar\n     <b>\n      .\n     </b>\n     Precedentes. 2. \nA garantia da ordem pública visa evitar a reiteração delitiva, \nassim  resguardando  a  sociedade  de  maiores  danos. \nPrecedentes. 3. Ordem denegada.” - Sem grifos no original.\n    </p>\n    <p>\n     (HC 113.793, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen \nLúcia, DJe de 28.05.13).\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      In casu\n     </i>\n     ,  o paciente – preso em flagrante delito no dia 02.10.13 – foi \nabordado por policiais militares, perto de um ponto de tráfico de drogas, \nenquanto conduzia um veículo automotor e apresentou documento de \nidentidade  (carteira  nacional  de  habilitação)  falso.  O  paciente  não  é \nhabilitado  para  a  condução  de  veículo  automotor,  tendo  comprado  o \ndocumento falso de terceira pessoa, pagando para tanto a quantia de R$ \n1.500,00 (um mil e quinhentos reais). A prisão em flagrante foi convertida \nem prisão preventiva em 03.10.13 e, após, o paciente foi denunciado como \nincurso nas sanções do artigo 304 do Código Penal (uso de documento \nfalso). Transcrevo a decisão do juiz singular,\n     <i>\n      verbis\n     </i>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     “Vistos. Trata(m)-se de investigado(s) por suposta prática \ndo  grave  delito  de  tráfico  de  drogas,  que  merece  séria \nreprimenda  estatal  por  expressa  determinação  constitucional. \nNesse sentido, importante consignar que a alteração do artigo \n2º,  II,  da  Lei  n.  8.072/90  pela  Lei  n.  11.464/2007,  em  nada \nmodifica  o  fato  de  que  o  crime  de  tráfico  de  entorpecentes \ncontinua  a  ser  considerado  hediondo,  gerando  restrição  e \ncautela  para  a  concessão  de  benefícios,  a  não  ser  que  haja \ninadequação  do  tipo  de  forma  inequívoca  e  induvidosa.  O\n    </p>\n    <p>\n     7\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589278.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 122370 / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     mesmo se diga em relação à decisão proferida pelo E.  STF e \nposteriormente  ‘confirmada’ pela  Resolução  n.  08  do  Senado \nFederal. Ademais, de maneira concreta e irrefutável sabe-se, de \nmaneira  inexorável,  que  o  tráfico  de  drogas  enseja  nefastas \nconsequências a toda sociedade e ao próprio usuário, seja por \nexpor à sério risco pessoas inocentes ou, então, por financiar o \ncrime organizado,  sendo a mola propulsora de toda sorte de \ndelitos contra a vida e patrimoniais.\n     <b>\n      Presume-se, portanto, com \nbase  em  tais  premissas  que  a  liberdade  dos  investigados \nensejará grave ofensa à ordem pública, restando devidamente \njustificada a manutenção do cárcere, ao menos por ora.\n     </b>\n     Além \ndisso,  a  libertação  precoce  do(s)  investigado(s)  acarretará \nincremento  no  sentido  social  de  impunidade,  auxiliando \ntambém na majoração dos índices de criminalidade. Ademais, \nimportante  consignar  que  a  decretação  da  prisão  preventiva \nmostra-se adequada à gravidade do crime de tráfico, não sendo \no caso de aplicação de medidas cautelares outras. Isso porque, \ncomparecimentos  periódicos  ao  cartório  judicial  não  se \ncoadunam com a  acusação  de  prática  de  crime  grave  e  que \nmerece maior atenção das autoridades públicas por força, como \ndito, de mandamento constitucional. Na mesma linha, entendo \ninoportunas as demais medidas cautelares, eis que a proibição \nde acesso ou frequência a determinados lugares, a proibição de \nausentar-se  da  Comarca  ou  recolhimento  domiciliar  são \nmedidas de difícil fiscalização e de fácil descumprimento. Em \nsuma,   não  se  ajustam  à  finalidade  precípua  das  medidas \ncautelares, ou seja, a de garantir a aplicação da lei penal, com \nisente instrução criminal, garantindo-se a paz social. No mais, \ncomo  se  sabe,  a  previsão  legal  de  monitoramento  eletrônico \nainda  não  se  efetivou  no  mundo  concreto,  sendo  certo  que, \nainda  quando  disponível  estiver,  sua  utilização  deverá  [ser] \ncondicionada a casos peculiares tendo em vista a dificuldade no \nmonitoramento,  que  não  impedirá  a  reincidência  em  atos \nilícitos.\n     <i>\n      Em resumo, a aplicação de medida diversa não fará cessar a  \nprática  delitiva.  Ao  revés,  a  incentivará  em razão  da  impunidade.\n     </i>\n     Presentes, em assim sendo, os requisitos legais\n     <b>\n      CONVERTO a\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     8\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589278.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 122370 / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      prisão  em  flagrante  de  RAFAEL  MARQUES  DE  CASTRO \nGOMES  em  PRISÃO  PREVENTIVA,\n     </b>\n     com  fundamento  no \nartigo 310, inciso II, c.c. os arts. 311. 312 e 313, incisos I, todos do \nCódigo de Processo Penal.\n    </p>\n    <p>\n     Vislumbra-se, sem maiores dificuldades, evidente erro material no \ntocante ao crime praticado – tráfico de entorpecente em vez de uso de \ndocumento falso – e na respectiva fundamentação da prisão cautelar, na \nqual consideradas as peculiaridades ínsitas ao crime mais grave, por isso \nque o Magistrado reconsiderou a decisão,\n     <i>\n      in verbis\n     </i>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     “Reconsidero o despacho de fls. 42, por erro material:\nConverto em preventiva a prisão do(s) investigado(s), eis\n    </p>\n    <p>\n     que,  além  dos  veementes  indícios  de  autoria  delitiva,  a \ngravidade  concreta  do  agente\n     <b>\n     </b>\n     descrita  nos  autos  evidencia  a \nnecessidade  da  segregação  cautelar  para  garantia  da  ordem \npública  (ver  apenso  de  antecedentes).  Ademais,  ante  a \nproximidade temporal do fato, buscando evitar a impunidade, \na prudência recomenda que permaneça sob cárcere, ao menos \npor ora. Expeça-se o necessário. Aguarde-se a vinda dos autos \nprincipais. Int..”\n    </p>\n    <p>\n     Apesar de não ter sido explícito, o Juiz aventou a possibilidade de \nreiteração delituosa, com base na extensa ficha criminal do paciente.\n    </p>\n    <p>\n     Deveras,  a  certidão  acostada  aos  autos  revela  que  o  paciente \npraticou,  somente na Comarca de Araras, além do delito pelo qual ora \nresponde, mais quatro crimes, entre os quais tráfico e associação para o \ntráfico de entorpecentes e porte ilegal de arma de fogo, a evidenciar que, \nsolto, provavelmente voltará a delinquir, por isso que se justifica,\n     <i>\n      prima  \nfacie,\n     </i>\n     sua custódia cautelar para garantia da ordem pública.\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Ex positis\n     </i>\n     , julgo extinto o\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     sem julgamento de mérito.\n    </p>\n    <p>\n     9\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589278.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      19/08/2014 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 122.370 SÃO PAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (PRESIDENTE)  – \nAdmito a impetração, já que tenho como hábil o\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     contra ato \nquer  de  colegiado,  quer  individual.  No passo seguinte,  verifico  que o \nJuízo,  ao  transmudar  a  prisão  em  flagrante  em  preventiva,  aludiu  à \npericulosidade  do  paciente,  tendo  em  conta  antecedentes  criminais. \nIndefiro a ordem.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644514.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 19/08/2014\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 122.370\n     </b>\n     PROCED. : SÃO PAULO\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n     </b>\n     PACTE.(S) : RAFAEL MARQUES DE CASTRO GOMES\nIMPTE.(S) : DANIEL SALVIATO\nCOATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 293.334 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE \nJUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     :  Por  maioria  de  votos,  a  Turma  julgou  extinto  o \nprocesso, sem julgamento do mérito, nos termos do voto do relator, \nvencido  o  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio,  Presidente.  Primeira \nTurma, 19.8.2014.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência  do  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio.  Presentes  à\n    </p>\n    <p>\n     Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e \nRoberto Barroso.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6606326\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "19/08/2014 PRIMEIRA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 122.370 SÃO PAULO\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "PACTE.(S) :RAFAEL MARQUES DE CASTRO GOMES \n", "IMPTE.(S) :DANIEL SALVIATO \n", "COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 293.334  DO SUPERIOR \n", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "EMENTA: PENAL E  PROCESSUAL PENAL.  HABEAS  CORPUS \n", "IMPETRADO  CONTRA  DECISÃO  MONOCRÁTICA  QUE \n", "INDEFERIU LIMINAR EM IDÊNTICA SEDE PROCESSUAL.  PENAL \n", "E PROCESSUAL PENAL. USO DE DOCUMENTO FALSO (ART. 304 \n", "DO  CP).  GRAVIDADE  IN  CONCRETO DO  CRIME.  FUNDADA \n", "PROBABILIDADE  DE  REITERAÇÃO  NA  PRÁTICA  CRIMINOSA. \n", "PRISÃO  PREVENTIVA.  FUNDAMENTAÇÃO  IDÔNEA. SÚMULA \n", "691/STF.  NÃO  CABIMENTO  DO  WRIT. AUSÊNCIA  DE \n", "TERATOLOGIA  NO  ATO  IMPUGNADO.  HABEAS  CORPUS \n", "EXTINTO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO.\n", "1.  A decretação  da  custódia  preventiva  para  garantia  da  ordem \n", "pública,  por  conveniência  da  instrução  criminal  e  para  assegurar  a \n", "aplicação da lei penal justifica-se ante a gravidade in concrecto do crime e \n", "a fundada probabilidade de reiteração na prática criminosa. Precedentes: \n", "HC 117.385-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de \n", "13.02.14  e  HC  113.793,  Segunda  Turma,  Relatora  a  Ministra  Cármen \n", "Lúcia, DJe de 28.05.13. \n", "2. In casu, a) o paciente – preso em flagrante delito no dia 02.10.13 – \n", "foi  abordado  por  policiais  militares,  perto  de  um ponto  de  tráfico  de \n", "drogas,  enquanto  conduzia  um  veículo  automotor  e  apresentou \n", "documento  de  identidade  (carteira  nacional  de  habilitação)  falso.  O \n", "paciente não é habilitado para a condução de veículo automotor, tendo \n", "comprado o documento falso de terceira pessoa, pagando para tanto a \n", "quantia de R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais);\n", "b)  a  prisão  em flagrante  foi  convertida  em prisão  preventiva  em \n", "03.10.13 e, após, o paciente foi denunciado como incurso nas sanções do \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589276.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19\n", "Ementa e Acórdão\n", "HC 122370 / SP \n", "artigo 304 do Código Penal (uso de documento falso). \n", "c)  na  decisão  do  juiz  singular,  houve  evidente  erro  material  no \n", "tocante ao crime praticado – tráfico de entorpecente em vez de uso de \n", "documento falso – e na respectiva fundamentação da prisão cautelar, na \n", "qual consideradas as peculiaridades ínsitas ao crime mais grave. Destarte, \n", "o magistrado reconsiderou a decisão, verbis: “Reconsidero o despacho de fls.  \n", "42, por erro material: Converto em preventiva a prisão do(s) investigado(s), eis  \n", "que, além dos veementes indícios de autoria delitiva, a gravidade concreta do  \n", "agente descrita nos autos evidencia a necessidade da segregação cautelar para  \n", "garantia  da  ordem  pública  (ver  apenso  de  antecedentes).  Ademais,  ante  a  \n", "proximidade  temporal  do  fato,  buscando  evitar  a  impunidade,  a  prudência  \n", "recomenda que permaneça sob cárcere, ao menos por ora. Expeça-se o necessário.  \n", "Aguarde-se a vinda dos autos principais. Int..”\n", "d) deveras, o Juiz aventou a possibilidade de reiteração delituosa, \n", "com base na extensa ficha criminal do paciente. A certidão acostada aos \n", "autos revela que o paciente praticou,  somente na Comarca de Araras, \n", "além do delito pelo qual ora responde, mais quatro crimes, entre os quais \n", "tráfico e associação para o tráfico de entorpecentes e porte ilegal de arma \n", "de fogo, a evidenciar que, solto, provavelmente voltará a delinquir, por \n", "isso que se justifica,  prima facie,  sua custódia cautelar para garantia da \n", "ordem pública.\n", "3.  Habeas  corpus impetrado em face de decisão de órgão de outro \n", "Tribunal  que indefere pedido de liminar,  no bojo de idêntico remédio \n", "apreciado  na  instância  inferior,  não  pode  ser  julgado  por  esta  Corte \n", "(Súmula 691/STF).\n", "4. Habeas corpus extinto sem julgamento de mérito.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do \n", "Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589276.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19\n", "Ementa e Acórdão\n", "HC 122370 / SP \n", "das  notas  taquigráficas,   por  maioria  de  votos,  em  julgar  extinto  o \n", "processo,  sem  julgamento  do  mérito,  nos  termos  do  voto  do  Relator, \n", "vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. \n", "Brasília, 19 de agosto de 2014. \n", "LUIZ FUX – Relator \n", "Documento assinado digitalmente\n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589276.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19\n", "Relatório\n", "19/08/2014 PRIMEIRA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 122.370 SÃO PAULO\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "PACTE.(S) :RAFAEL MARQUES DE CASTRO GOMES \n", "IMPTE.(S) :DANIEL SALVIATO \n", "COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 293.334  DO SUPERIOR \n", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, \n", "com pedido de liminar, impetrado em benefício de RAFAEL MARQUES \n", "DE CASTRO GOMES contra ato da Ministra Regina Helena Costa,  do \n", "Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu medida liminar em idêntica \n", "via processual, nos seguintes termos, verbis:\n", "“Trata-se  de  habeas  corpus,  com  pedido  de  liminar, \n", "impetrado  em  favor  de  RAFAEL  MARQUES  DE  CASTRO \n", "GOMES, apontando-se, como autoridade coatora, o Tribunal de \n", "Justiça do Estado de São Paulo. \n", "Consta dos autos que o Paciente foi preso em flagrante em \n", "02.10.2013,  pela  em  tese,  do  crime  previsto  no  art.  304, \n", "combinado ao do art. 297, ambos do Código Penal, (e-STJ Fls. \n", "32/37). A prisão em flagrante foi convertida em preventiva na \n", "data de 03.10.2013 pelo Juízo de Direito da Vara Criminal da \n", "Comarca  de  Araras/SP,  nos  autos  da  Ação  Penal  n.  3003693-\n", "70.2013.8.26.0038 (e-STJ Fls. 86).\n", "Inconformada,  a  Defesa  impetrou  o  Habeas  Corpus  n. \n", "2057177-34.2013.8.26.0000,  no  Tribunal  de  origem,  tendo  a \n", "ordem sido denegada (e-STJ Fls. 27/31).\n", "Em sequência,  impetrou-se o presente writ,  sustentando \n", "constrangimento  ilegal,  porquanto  ausentes  a  materialidade \n", "delitiva,  os requisitos para a decretação da custódia  cautelar, \n", "bem como inidônea a fundamentação adotada, além de estarem \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589277.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19\n", "Relatório\n", "HC 122370 / SP \n", "presentes condições pessoais favoráveis.\n", "Requer, liminarmente e no mérito, a concessão da ordem \n", "para revogar a prisão preventiva do Paciente. Subsidiariamente, \n", "pleiteia  pela  aplicação  de  medidas  cautelares  diversas  da \n", "prisão, nos termos do art. 319, do Código de Processo Penal.\n", "É o relatório. Decido.\n", "O deferimento de liminar em habeas corpus é medida de \n", "caráter  excepcional,  cabível  apenas  se  a  decisão  impugnada \n", "estiver  eivada  de  flagrante  ilegalidade,  abuso  de  poder  ou \n", "teratologia, aferíveis prima facie.\n", "É  necessária,  pois,  à  concessão  in  limine  do  pedido  de \n", "urgência,  a  demonstração  inequívoca  da  presença  dos \n", "requisitos cumulativos das medidas cautelares, a saber, fumus \n", "boni iuris e periculum in mora.\n", "Na hipótese dos autos, não verifico o preenchimento dos \n", "requisitos  necessários  à  concessão  da  liminar  pleiteada, \n", "porquanto,  ao  menos  em  uma  análise  perfunctória,  não  há \n", "indícios  suficientes  de  configuração  do  pretenso \n", "constrangimento ilegal, de que estaria sendo vítima o Paciente.\n", "De fato,  os  argumentos  trazidos  na impetração não são \n", "idôneos a possibilitar o pronto atendimento do pedido, não se \n", "constatando,  em  princípio,  flagrante  ilegalidade  no  acórdão \n", "atacado.\n", "Observo,  por  fim,  que  o  acolhimento  da  medida  de \n", "urgência,  na  forma  deduzida,  demandaria  o  exame \n", "aprofundado  da  impetração,  providência  a  ser  efetivada \n", "quando do julgamento do writ.\n", "Isto posto, INDEFIRO A LIMINAR.”\n", "Colhe-se dos autos que o paciente – preso em flagrante delito no dia \n", "02.10.13  –  foi  abordado  por  policiais  militares,  perto  de  um ponto  de \n", "tráfico de drogas, enquanto conduzia um veículo automotor e apresentou \n", "documento  de  identidade  (carteira  nacional  de  habilitação)  falso.  O \n", "paciente não é habilitado para a condução de veículo automotor, tendo \n", "comprado o documento falso de terceira pessoa, pagando para tanto a \n", "quantia de R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais).\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589277.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19\n", "Relatório\n", "HC 122370 / SP \n", "A  prisão  em  flagrante  foi  convertida  em  prisão  preventiva  em \n", "03.10.13 e, após, o paciente foi denunciado como incurso nas sanções do \n", "artigo 304 do Código Penal (uso de documento falso).\n", "A defesa impetrou habeas corpus, com pedido de liminar, no Tribunal \n", "de Justiça do Estado de São Paulo. \n", "Indeferida a medida liminar, sobreveio nova impetração no Superior \n", "Tribunal de Justiça. A Ministra Regina Helena Costa deferiu parcialmente \n", "a liminar “para determinar a imediata soltura do Paciente, se por outro motivo  \n", "não estiver preso, mediante a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão,  \n", "previstas no art. 319 do Código de Processo Penal, com a redação dada pela Lei n.  \n", "12.403/2011,  a  serem  estipuladas  pelo  Juízo  de  primeiro  grau,  ressalvada  a  \n", "possibilidade de nova decretação da prisão preventiva, mediante fundamentação  \n", "idônea”.\n", "No mérito, a Ministra Relatora julgou prejudicado o writ, cassando a \n", "liminar  anteriormente  deferida,  sob  o  fundamento  de  que  a  Corte \n", "Estadual julgou o mérito do habeas corpus lá impetrado, tendo denegado a \n", "ordem.\n", "Irresignada,  a  defesa  impetrou o Habeas  Corpus  n.  122.231  nesta \n", "Corte.  Neguei  seguimento  ao writ com  respaldo  no  artigo  38  da  Lei \n", "8.038/90. Transcrevo a ementa da decisão monocrática, verbis:\n", "“Penal e Processo Penal.  Habeas Corpus. Falsificação de \n", "documento público – Art.  297,  c/c  art.  304,  do Código Penal. \n", "Prisão em flagrante convertida em custódia cautelar.  Liminar \n", "indeferida pelo TJ/SP. HC no STJ: Superação da Súmula 691/STF \n", "e concessão de liminar.  Superveniente julgamento de mérito na \n", "Corte  estadual.  Writ  prejudicado no Tribunal  a  quo.  Decisão \n", "que se amolda à jurisprudência do STF (HHCC HC nº 95.447, \n", "Relator  o  Ministro  RICARDO  LEWANDOWSKI,  Primeira \n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589277.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19\n", "Relatório\n", "HC 122370 / SP \n", "Turma, julgado em 19/10/2010,  DJe de 16/11/2010;  HC 100.07, \n", "Rel.  Min.  Joaquim  Barbosa,  2ª  Turma,  DJe  de  27/11/2009; \n", "102.319, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe de 01/10/2010, e \n", "102.894, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe de 04/05/2011). \n", "Possibilidade  de  renovação  do  HC  no  STJ  para  impugnar  o \n", "superveniente  acórdão  do  Tribunal  local.  Inexistência  de \n", "constrangimento ilegal.\n", "- Seguimento negado, com fundamento no artigo 38 da Lei \n", "n. 8.038/90.”\n", "Ainda  inconformada,  a  defesa  impetrou  novo  habeas  corpus,  com \n", "pedido de liminar, no STJ, cuja medida liminar foi indeferida.\n", "Nesta  impetração,  sustenta,  em síntese,  ausência de base concreta \n", "para a prisão cautelar.\n", "Requer, ao final, a concessão de medida liminar a fim de revogar a \n", "prisão preventiva imposta ao paciente. No mérito, pleiteia a confirmação \n", "da cautelar.\n", "A liminar foi indeferida em decisão assim ementada, verbis:\n", "“PROCESSO  PENAL.  HABEAS  CORPUS.  USO  DE \n", "DOCUMENTO FALSO – ART. 304, C/C ART. 297, DO CÓDIGO \n", "PENAL.  PRISÃO  EM  FLAGRANTE  CONVERTIDA  EM \n", "CUSTÓDIA CAUTELAR. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. \n", "POSSIBILIDADE  DE  REITERAÇÃO  DELITUOSA.  EXTENSA \n", "FICHA  CRIMINAL.  BASE  EMPÍRICA  IDÔNEA.  WRIT \n", "IMPETRADO CONTRA O INDEFERIMENTO DE LIMINAR. \n", "INEXISTÊNCIA  DE  TERATOLOGIA  OU  DE  FLAGRANTE \n", "ILEGALIDADE  NO  ATO  IMPUGNADO.  AUSÊNCIA  DO \n", "FUMUS BONI IURIS E DO PERICULUM IN MORA.\n", "- Liminar indeferida.”\n", "O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não conhecimento do \n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589277.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19\n", "Relatório\n", "HC 122370 / SP \n", "writ. Transcrevo a ementa do parecer ministerial, verbis:\n", "“PENAL E PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. USO \n", "DE  DOCUMENTO  FALSO.  PLEITO  DE  REVOGAÇÃO  DA \n", "PRISÃO  PREVENTIVA.  NÃO  CONHECIMENTO. \n", "MANDAMUS QUE SE VOLTA CONTRA O INDEFERIMENTO \n", "DE  LIMINAR  PELO  SUPERIOR  TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA. \n", "AUSÊNCIA  DE  CONSTRANGIMENTO  ILEGAL  QUE \n", "AUTORIZE  A  SUPERAÇÃO  DO  ÓBICE  CONTIDO  NA \n", "SÚMULA 691/STF. PARECER PELO NÃO CONHECIMENTO \n", "DO WRIT.”\n", "É o relatório.\n", "5 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589277.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "19/08/2014 PRIMEIRA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 122.370 SÃO PAULO\n", "V O T O\n", "O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O  Supremo  Tribunal \n", "Federal segue, de forma pacífica, a orientação de que não lhe cabe julgar \n", "habeas corpus impetrado em face de decisão de órgão de outro Tribunal \n", "que indefere pedido de liminar, no bojo de idêntico remédio apreciado na \n", "instância inferior.\n", "Tal  entendimento  está  encartado  no  verbete  da  Súmula  691  do \n", "Supremo Tribunal Federal, verbis: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal  \n", "conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas  \n", "corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”.\n", "O  conhecimento  do writ  por  este  Pretório  Excelso,  enquanto  em \n", "curso  remédio  constitucional  com  a  mesma  fundamentação  na  Corte \n", "inferior, implicaria ostensiva supressão de instância, a malferir o princípio \n", "do Juiz natural (art. 5º, XXXVII e LIII, CRFB).\n", "Vale,  no  ponto,  a  referência  a  diversos  julgados  deste  Supremo \n", "Tribunal a respeito do tema:\n", "“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. \n", "PROCESSUAL  PENAL.  NEGATIVA  DE  SEGUIMENTO. \n", "SÚMULA  691  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL. \n", "SUPRESSÃO  DE  INSTÂNCIA.  IMPOSSIBILIDADE.  PRISÃO \n", "PREVENTIVA.  FUNDAMENTOS  JÁ  ANALISADOS  EM \n", "IMPETRAÇÃO  ANTERIOR.  IMPOSSIBILIDADE  DE \n", "REITERAÇÃO DE WRIT. DESPROVIMENTO DO RECURSO . I \n", "–  Não  compete  ao  Supremo  Tribunal  Federal  conhecer  de \n", "habeas corpus impetrado contra decisão de Relator que, em HC \n", "requerido  a  Tribunal  Superior,  indefere  a  liminar.  II  –  A \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589278.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 122370 / SP \n", "relativização do entendimento sumulado só é admitida por este \n", "Tribunal em casos de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, o \n", "que  não  se  verifica  nos  autos.  Precedentes.  III  –  A questão \n", "referente  aos  requisitos  do  decreto  prisional  já  foi  apreciada \n", "pela  Primeira  Turma  desta  Corte  ao  julgar  anterior  writ \n", "impetrado  em  favor  do  paciente,  sendo  certo  que  a \n", "jurisprudência  do  STF  é  firme  no  sentido  de  não  admitir \n", "reiteração  em  habeas  corpus.  IV  –  Agravo  regimental \n", "desprovido”  (HC  107.053-AgR,  Rel.  Min.  RICARDO \n", "LEWANDOWSKI, Primeira Turma) .\n", "“EMENTA : Habeas Corpus. Crime de tráfico de drogas. \n", "Prisão  em flagrante  e  presença  dos  requisitos  do art.  312 do \n", "CPP.  Admissibilidade  da  custódia  cautelar.  Precedentes. \n", "Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal. Excepcionalidade do \n", "caso concreto.  Inocorrência.  Writ  não conhecido.  Precedentes. \n", "Não se conhece de habeas corpus impetrado contra decisão de \n", "indeferimento  de  liminar  proferida  por  Tribunal  Superior. \n", "Entendimento  sumulado  por  esta  Corte.  O  impetrante  não \n", "demonstrou a excepcionalidade do caso concreto, que poderia \n", "conduzir  à  superação  da  súmula  nº  691  desta  Corte  e  ao \n", "conhecimento  de  ofício  de  suas  alegações.  É  plenamente \n", "justificada  a  manutenção  da  custódia  cautelar  decorrente  da \n", "prisão  em  flagrante  por  tráfico  de  drogas  quando,  além  da \n", "proibição da liberdade provisória legalmente imposta pelo art. \n", "44  da  Lei  nº  11.343/06,  estiverem  presentes  os  requisitos \n", "previstos no art.  312 do CPP.  Habeas corpus não conhecido” \n", "(HC 107.415, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma). \n", "“EMENTA:  AGRAVO  REGIMENTAL.  DECISÃO \n", "LIMINAR  EM  HABEAS  CORPUS  IMPETRADO  NO \n", "SUPERIOR  TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA.  INCIDÊNCIA  DA \n", "SÚMULA  N.  691  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL. \n", "AUSÊNCIA  DE  FUNDAMENTOS  NOVOS.  DECISÃO \n", "MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO \n", "REGIMENTAL  AO  QUAL  SE  NEGA  PROVIMENTO.  1.  O \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589278.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 122370 / SP \n", "Ministro Relator do Superior Tribunal de Justiça,  por decisão \n", "monocrática,  indeferiu o pedido de medida liminar feito pela \n", "defesa do Paciente. Assim, o mérito da impetração ainda não foi \n", "analisado pelo órgão colegiado, o que faz incidir o enunciado \n", "da  Súmula  691  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  pena  de \n", "indevida supressão de instância. 2. Agravo Regimental ao qual \n", "se  nega  provimento”  (HC  104.674-AgR,  Rel.  Min.  CÁRMEN \n", "LÚCIA, Primeira Turma). \n", "“DIREITO  PROCESSUAL  PENAL.  AGRAVO \n", "REGIMENTAL  EM  HABEAS  CORPUS.  SÚMULA 691,  STF. \n", "DECISÃO  MONOCRÁTICA.  IMPROVIMENTO.  1.  Agravo \n", "regimental interposto contra decisão monocrática que indeferiu \n", "liminarmente o habeas corpus. 2. A decisão impugnada adotou \n", "orientação jurisprudencial pacificada no âmbito desta Corte no \n", "sentido  do  não-cabimento  do  writ  contra  indeferimento  de \n", "pedido  liminar  em  outro  habeas  corpus,  salvo  nos  casos  de \n", "flagrante ilegalidade ou abuso de poder na denegação da tutela \n", "de eficácia imediata, sob pena de supressão de instância. 3. O \n", "rigor na aplicação da Súmula 691/STF tem sido abrandado por \n", "julgados  desta  Corte  apenas  em  hipóteses  excepcionais  de \n", "flagrante ilegalidade ou abuso de poder na denegação da tutela \n", "de eficácia imediata. Precedentes. 4. No caso, não vislumbro a \n", "presença de  qualquer  um dos pressupostos  que autorizam o \n", "afastamento  da  orientação  contida  na  Súmula  691/STF.  5. \n", "Agravo  regimental  a  que  se  nega  provimento”  (HC 102.865-\n", "AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma).\n", "Na  mesma  linha,  podem  ser  citados,  entre  outros,  os  seguintes \n", "precedentes:  HC 96.088/SP, Rel.  Min.  Cezar Peluso;  HC 99.031-AgR/SP, \n", "Rel.  Min.  Eros  Grau;  HC  96.220/PR,  Rel.  Min.  Cármen  Lúcia;  HC \n", "96.623/SP, Rel. Min. Menezes Direito; HC 84.349/ES, Rel. Min. Sepúlveda \n", "Pertence; e HC 86.997/DF, Rel. Min. Carlos Velloso.\n", "Malgrado  o  enunciado  da  Súmula  691  desta  Corte  tenha  sido \n", "superado  nos  casos  de  patente  ilegalidade  ou  abuso  de  poder  na \n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589278.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 122370 / SP \n", "denegação da tutela liminar, não há, na espécie, qualquer teratologia que \n", "autorize o conhecimento deste habeas corpus per saltum. \n", "O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que a \n", "decretação da custódia preventiva para garantia da ordem pública, por \n", "conveniência da instrução criminal  e para assegurar a aplicação da lei \n", "penal  justifica-se  ante  a  gravidade  in  concrecto do  crime  e  a  fundada \n", "probabilidade  de  reiteração  na  prática  criminosa.  Nesse  sentido,  os \n", "seguintes precedentes:\n", "“Ementa:  PENAL  E  PROCESSUAL  PENAL.  AGRAVO \n", "REGIMENTAL NO  HABEAS  CORPUS.  WRIT  IMPETRADO \n", "CONTRA ATO  DE  MINISTRO  DE  TRIBUNAL  SUPERIOR. \n", "INCOMPETÊNCIA  DESTA  CORTE.  HOMICÍDIO \n", "DUPLAMENTE  QUALIFICADO,  NAS  FORMAS \n", "CONSUMADA  E  TENTADA.  PRISÃO  PREVENTIVA. \n", "GARANTIA DA ORDEM  PÚBLICA E  CONVENIÊNCIA DA \n", "INSTRUÇÃO CRIMINAL. PRISÃO PREVENTIVA MANTIDA \n", "NA SENTENÇA CONDENATÓRIA. GARANTIA DA ORDEM \n", "PÚBLICA.  GRAVIDADE  EM  CONCRETO  DOS  CRIMES. \n", "SUPERVENIÊNCIA  DE  SENTENÇA  DE  PRONÚNCIA. \n", "PREJUDICIALIDADE  DO  RECURSO  ORDINÁRIO  EM \n", "HABEAS  CORPUS  RECONHECIDA  PELO  STJ.  PRISÃO \n", "CAUTELAR  MANTIDA.  NOVO  TÍTULO  DA  CUSTÓDIA \n", "PREVETNTIVA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. ‘A \n", "custódia preventiva visando à garantia da ordem pública, por \n", "conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação \n", "da  lei  penal,  legitima-se  quando  presente  a  necessidade  de \n", "acautelar-se  o  meio  social  ante  a  concreta  possibilidade  de \n", "reiteração criminosa e  as  evidências  de que,  em liberdade,  o \n", "agente empreenderá esforços para escapar da aplicação da lei \n", "penal’ (HC 109.723,  Primeira  Turma,  Relator  o  Ministro  Luiz \n", "Fux, DJ de 27.0612). No mesmo sentido: HC 106.816, Segunda \n", "Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20/06/2011; HC \n", "104.608, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de \n", "1º/09/2011;  HC  106.702,  Primeira  Turma,  Rel.  Min.  Cármen \n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589278.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 122370 / SP \n", "Lúcia,  DJ  de  27/05/2011.  2.  A  periculosidade  do  agente, \n", "evidenciada pelo modus operandi e a gravidade em concreto \n", "do crime constituem motivação idônea para a manutenção da \n", "custódia  cautelar.  Precedentes:  HC  113.793,  Segunda  Turma, \n", "Relatora  a  Ministra  Cármen  Lúcia,  DJe  de  28/05/2013;  HC \n", "110.902, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de \n", "03/05/2013;  HC  112.738,  Segunda  Turma,  Relator  o  Ministro \n", "Ricardo Lewandowski, Dje de 21/11/2012; HC 111.058, Segunda \n", "Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,  DJe de 12/12/2012; \n", "HC 108.201, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe \n", "de 30/05/2012. 3. In casu, a) O paciente foi preso em flagrante, \n", "em 10/12/2012,  e  denunciado  pela  suposta  prática  do  delitos \n", "previstos nos arts. 121, § 2º, incisos I e IV, e 121, § 2º, incisos I e \n", "IV,  c/c  art.  14,  inciso  II,  porquanto,  juntamente  com  outros \n", "corréus, “(...) teriam eles efetuado disparos de arma de fogo em \n", "direção de Israel Pinto de Almeida e Adriano Ribeiro Calazans, \n", "causando no primeiro os ferimentos que foram a causa eficiente \n", "de  sua  morte  e  só  não  levando  a  óbito  o  segundo  por \n", "circunstâncias  inteiramente  alheias  às  sua  próprias  vontades \n", "(…) os crimes de homicídio e tentativa de homicídio teriam sido \n", "praticados  por  motivo  comprovadamente  torpe,  ou  seja, \n", "disputas relacionadas ao tráfico de drogas, bem como através \n", "de uso de recurso que dificultou a defesa dos ofendidos”. b) A \n", "prisão preventiva foi decretada para conveniência da instrução \n", "criminal  e  para  garantia  da  ordem  pública,  em  razão  da \n", "gravidade  em  concreto  do  crime,  para  evitar  reiteração \n", "criminosa e diante da periculosidade do agente revelada pelo \n", "modus  operandi  em  que  os  crimes  foram  praticados,  em \n", "destaque para o concurso de agentes,  o emprego de arma de \n", "fogo e com disputas relacionadas ao tráfico de drogas na região \n", "em que  ocorreram os  crimes.  c)  Conforme destacou  a  Corte \n", "estadual,  “a  mecânica  criminosa  denota  a  periculosidade  do \n", "paciente  e  demais  acusados,  que,  em  aparente  sensação  de \n", "impunidade e onipotência e impelidos por disputa pelo tráfico \n", "de  drogas  na  região,  abordaram as  vítimas em um beco em \n", "plena luz do dia e, em superioridade numérica de agressores, \n", "5 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589278.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 122370 / SP \n", "efetuaram diversos disparos de arma de fogo, nove deles contra \n", "Israel Pinto de Almeida, que faleceu no local. A segunda vítima \n", "foi  atingida  em  região  não  letal.  Eventual  soltura  tornará \n", "possível  a  continuidade  da  ocorrência  de  novos  homicídios, \n", "tendo em vista a eterna disputa pelo tráfico de drogas, além da \n", "noticiada 'guerra' instalada na região entre a vítima tentada e os \n", "denunciados,  dos  parceiros  do ofendido sobrevivente faleceu \n", "na troca de tiros com a Polícia Militar quando se preparava para \n", "executar seus rivais” d) O Ministro Relator do recurso ordinário \n", "em habeas  corpus interposto  no Superior  Tribunal  de Justiça \n", "julgou  prejudicado  o  feito,  em  razão  da  superveniência  de \n", "sentença  de  pronúncia,  que  manteve  a  custódia  cautelar  do \n", "paciente.  4.  A competência  desta  Corte  para  a  apreciação  de \n", "habeas  corpus  contra  ato  do  Superior  Tribunal  de  Justiça \n", "(CRFB, artigo 102, inciso I, alínea “i”) somente se inaugura com \n", "a  prolação  de  decisão  do  colegiado,  salvo  as  hipóteses  de \n", "exceção  à  Súmula  nº  691  do  STF,  sendo  descabida  a \n", "flexibilização desta norma, máxime por tratar-se de matéria de \n", "direito  estrito,  que  não  pode  ser  ampliada  via  interpretação \n", "para  alcançar  autoridades  –  no  caso,  membros  de  Tribunais \n", "Superiores – cujos atos não estão submetidos à apreciação do \n", "Supremo.  5.  A  superveniência  de  sentença  de  pronúncia \n", "prejudica  a  impetração  em  que  ataca  os  fundamentos  da \n", "decisão  que  decretou  a  prisão  preventiva  anteriormente,  em \n", "razão da sentença de pronúncia constituir-se em novo título da \n", "custódia  cautelar.  6.  Agravo  regimental  desprovido”  -  Sem \n", "grifos no original.\n", "(HC  117.385-AgR,  Primeira  Turma,  Relator  o  Ministro \n", "Luiz Fux, DJe de 13.02.14)\n", "“EMENTA:  HABEAS  CORPUS.  CONSTITUCIONAL. \n", "PROCESSUAL  PENAL.  HOMICÍDIO  DUPLAMENTE \n", "QUALIFICADO, QUADRILHA E PORTE ILEGAL DE ARMA \n", "DE  FOGO.  PERICULOSIDADE  DO  AGENTE,  AMEAÇA  A \n", "TESTEMUNHA  E  RISCO  CONCRETO  DE  REITERAÇÃO \n", "CRIMINOSA.  DECRETO  DE  PRISÃO  PREVENTIVA: \n", "6 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589278.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 122370 / SP \n", "IDONEIDADE  DE  FUNDAMENTOS  RECONHECIDA PELO \n", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA E PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE \n", "JUSTIÇA.  ALEGAÇÃO  DE  AUSÊNCIA  DE \n", "FUNDAMENTAÇÃO  CAUTELAR  IDÔNEA: \n", "IMPLAUSIBILIDADE  JURÍDICA.  ORDEM  DENEGADA.  1. \n", "Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do agente \n", "evidenciada  pelo  modus  operandi,  o  risco  concreto  de \n", "reiteração  criminosa  e  a  ameaça  a  testemunhas  são  motivos \n", "idôneos para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes. 2. \n", "A garantia da ordem pública visa evitar a reiteração delitiva, \n", "assim  resguardando  a  sociedade  de  maiores  danos. \n", "Precedentes. 3. Ordem denegada.” - Sem grifos no original.\n", "(HC 113.793, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen \n", "Lúcia, DJe de 28.05.13). \n", "In casu,  o paciente – preso em flagrante delito no dia 02.10.13 – foi \n", "abordado por policiais militares, perto de um ponto de tráfico de drogas, \n", "enquanto conduzia um veículo automotor e apresentou documento de \n", "identidade  (carteira  nacional  de  habilitação)  falso.  O  paciente  não  é \n", "habilitado  para  a  condução  de  veículo  automotor,  tendo  comprado  o \n", "documento falso de terceira pessoa, pagando para tanto a quantia de R$ \n", "1.500,00 (um mil e quinhentos reais). A prisão em flagrante foi convertida \n", "em prisão preventiva em 03.10.13 e, após, o paciente foi denunciado como \n", "incurso nas sanções do artigo 304 do Código Penal (uso de documento \n", "falso). Transcrevo a decisão do juiz singular, verbis:\n", "“Vistos. Trata(m)-se de investigado(s) por suposta prática \n", "do  grave  delito  de  tráfico  de  drogas,  que  merece  séria \n", "reprimenda  estatal  por  expressa  determinação  constitucional. \n", "Nesse sentido, importante consignar que a alteração do artigo \n", "2º,  II,  da  Lei  n.  8.072/90  pela  Lei  n.  11.464/2007,  em  nada \n", "modifica  o  fato  de  que  o  crime  de  tráfico  de  entorpecentes \n", "continua  a  ser  considerado  hediondo,  gerando  restrição  e \n", "cautela  para  a  concessão  de  benefícios,  a  não  ser  que  haja \n", "inadequação  do  tipo  de  forma  inequívoca  e  induvidosa.  O \n", "7 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589278.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 122370 / SP \n", "mesmo se diga em relação à decisão proferida pelo E.  STF e \n", "posteriormente  ‘confirmada’ pela  Resolução  n.  08  do  Senado \n", "Federal. Ademais, de maneira concreta e irrefutável sabe-se, de \n", "maneira  inexorável,  que  o  tráfico  de  drogas  enseja  nefastas \n", "consequências a toda sociedade e ao próprio usuário, seja por \n", "expor à sério risco pessoas inocentes ou, então, por financiar o \n", "crime organizado,  sendo a mola propulsora de toda sorte de \n", "delitos contra a vida e patrimoniais. Presume-se, portanto, com \n", "base  em  tais  premissas  que  a  liberdade  dos  investigados \n", "ensejará grave ofensa à ordem pública, restando devidamente \n", "justificada a manutenção do cárcere, ao menos por ora.  Além \n", "disso,  a  libertação  precoce  do(s)  investigado(s)  acarretará \n", "incremento  no  sentido  social  de  impunidade,  auxiliando \n", "também na majoração dos índices de criminalidade. Ademais, \n", "importante  consignar  que  a  decretação  da  prisão  preventiva \n", "mostra-se adequada à gravidade do crime de tráfico, não sendo \n", "o caso de aplicação de medidas cautelares outras. Isso porque, \n", "comparecimentos  periódicos  ao  cartório  judicial  não  se \n", "coadunam com a  acusação  de  prática  de  crime  grave  e  que \n", "merece maior atenção das autoridades públicas por força, como \n", "dito, de mandamento constitucional. Na mesma linha, entendo \n", "inoportunas as demais medidas cautelares, eis que a proibição \n", "de acesso ou frequência a determinados lugares, a proibição de \n", "ausentar-se  da  Comarca  ou  recolhimento  domiciliar  são \n", "medidas de difícil fiscalização e de fácil descumprimento. Em \n", "suma,   não  se  ajustam  à  finalidade  precípua  das  medidas \n", "cautelares, ou seja, a de garantir a aplicação da lei penal, com \n", "isente instrução criminal, garantindo-se a paz social. No mais, \n", "como  se  sabe,  a  previsão  legal  de  monitoramento  eletrônico \n", "ainda  não  se  efetivou  no  mundo  concreto,  sendo  certo  que, \n", "ainda  quando  disponível  estiver,  sua  utilização  deverá  [ser] \n", "condicionada a casos peculiares tendo em vista a dificuldade no \n", "monitoramento,  que  não  impedirá  a  reincidência  em  atos \n", "ilícitos.  Em resumo, a aplicação de medida diversa não fará cessar a  \n", "prática  delitiva.  Ao  revés,  a  incentivará  em razão  da  impunidade.  \n", "Presentes, em assim sendo, os requisitos legais  CONVERTO a \n", "8 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589278.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 122370 / SP \n", "prisão  em  flagrante  de  RAFAEL  MARQUES  DE  CASTRO \n", "GOMES  em  PRISÃO  PREVENTIVA,  com  fundamento  no \n", "artigo 310, inciso II, c.c. os arts. 311. 312 e 313, incisos I, todos do \n", "Código de Processo Penal.\n", "Vislumbra-se, sem maiores dificuldades, evidente erro material no \n", "tocante ao crime praticado – tráfico de entorpecente em vez de uso de \n", "documento falso – e na respectiva fundamentação da prisão cautelar, na \n", "qual consideradas as peculiaridades ínsitas ao crime mais grave, por isso \n", "que o Magistrado reconsiderou a decisão, in verbis:\n", "“Reconsidero o despacho de fls. 42, por erro material:\n", "Converto em preventiva a prisão do(s) investigado(s), eis \n", "que,  além  dos  veementes  indícios  de  autoria  delitiva,  a \n", "gravidade  concreta  do  agente descrita  nos  autos  evidencia  a \n", "necessidade  da  segregação  cautelar  para  garantia  da  ordem \n", "pública  (ver  apenso  de  antecedentes).  Ademais,  ante  a \n", "proximidade temporal do fato, buscando evitar a impunidade, \n", "a prudência recomenda que permaneça sob cárcere, ao menos \n", "por ora. Expeça-se o necessário. Aguarde-se a vinda dos autos \n", "principais. Int..”\n", "Apesar de não ter sido explícito, o Juiz aventou a possibilidade de \n", "reiteração delituosa, com base na extensa ficha criminal do paciente.\n", "Deveras,  a  certidão  acostada  aos  autos  revela  que  o  paciente \n", "praticou,  somente na Comarca de Araras, além do delito pelo qual ora \n", "responde, mais quatro crimes, entre os quais tráfico e associação para o \n", "tráfico de entorpecentes e porte ilegal de arma de fogo, a evidenciar que, \n", "solto, provavelmente voltará a delinquir, por isso que se justifica,  prima  \n", "facie, sua custódia cautelar para garantia da ordem pública.\n", "Ex positis, julgo extinto o habeas corpus sem julgamento de mérito.\n", "9 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589278.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19\n", "Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n", "19/08/2014 PRIMEIRA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 122.370 SÃO PAULO\n", "O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (PRESIDENTE)  – \n", "Admito a impetração, já que tenho como hábil o habeas corpus contra ato \n", "quer  de  colegiado,  quer  individual.  No passo seguinte,  verifico  que o \n", "Juízo,  ao  transmudar  a  prisão  em  flagrante  em  preventiva,  aludiu  à \n", "periculosidade  do  paciente,  tendo  em  conta  antecedentes  criminais. \n", "Indefiro a ordem.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644514.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19\n", "Extrato de Ata - 19/08/2014\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "HABEAS CORPUS 122.370\n", "PROCED. : SÃO PAULO\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "PACTE.(S) : RAFAEL MARQUES DE CASTRO GOMES\n", "IMPTE.(S) : DANIEL SALVIATO\n", "COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 293.334 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE \n", "JUSTIÇA\n", "Decisão:  Por  maioria  de  votos,  a  Turma  julgou  extinto  o \n", "processo, sem julgamento do mérito, nos termos do voto do relator, \n", "vencido  o  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio,  Presidente.  Primeira \n", "Turma, 19.8.2014.\n", " \n", "Presidência  do  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio.  Presentes  à \n", "Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e \n", "Roberto Barroso. \n", "Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6606326\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19\n" ], "numero" : "122370", "partes" : [ { "nome" : "MIN. LUIZ FUX", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "RAFAEL MARQUES DE CASTRO GOMES", "sigla" : "", "tipo" : "PACTE.(S)" }, { "nome" : "DANIEL SALVIATO", "sigla" : "", "tipo" : "IMPTE.(S)" }, { "nome" : "RELATOR DO HC Nº 293.334  DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "sigla" : "", "tipo" : "COATOR(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. LUIZ FUX", "texto" : "O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus,  com pedido de liminar, impetrado em benefício de RAFAEL MARQUES  DE CASTRO GOMES contra ato da Ministra Regina Helena Costa,  do  Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu medida liminar em idêntica  via processual, nos seguintes termos, verbis:  “Trata-se  de  habeas  corpus,  com  pedido  de  liminar,  impetrado  em  favor  de  RAFAEL  MARQUES  DE  CASTRO  GOMES, apontando-se, como autoridade coatora, o Tribunal de  Justiça do Estado de São Paulo.   Consta dos autos que o Paciente foi preso em flagrante em  02.10.2013,  pela  em  tese,  do  crime  previsto  no  art.  304,  combinado ao do art. 297, ambos do Código Penal, (e-STJ Fls.  32/37). A prisão em flagrante foi convertida em preventiva na  data de 03.10.2013 pelo Juízo de Direito da Vara Criminal da  Comarca  de  Araras/SP,  nos  autos  da  Ação  Penal  n.  3003693- 70.2013.8.26.0038 (e-STJ Fls. 86).  Inconformada,  a  Defesa  impetrou  o  Habeas  Corpus  n.  2057177-34.2013.8.26.0000,  no  Tribunal  de  origem,  tendo  a  ordem sido denegada (e-STJ Fls. 27/31).  Em sequência,  impetrou-se o presente writ,  sustentando  constrangimento  ilegal,  porquanto  ausentes  a  materialidade  delitiva,  os requisitos para a decretação da custódia  cautelar,  bem como inidônea a fundamentação adotada, além de estarem     presentes condições pessoais favoráveis. Requer, liminarmente e no mérito, a concessão da ordem   para revogar a prisão preventiva do Paciente. Subsidiariamente,  pleiteia  pela  aplicação  de  medidas  cautelares  diversas  da  prisão, nos termos do art. 319, do Código de Processo Penal.  É o relatório. Decido. O deferimento de liminar em habeas corpus é medida de   caráter  excepcional,  cabível  apenas  se  a  decisão  impugnada  estiver  eivada  de  flagrante  ilegalidade,  abuso  de  poder  ou  teratologia, aferíveis prima facie.  É  necessária,  pois,  à  concessão  in  limine  do  pedido  de  urgência,  a  demonstração  inequívoca  da  presença  dos  requisitos cumulativos das medidas cautelares, a saber, fumus  boni iuris e periculum in mora.  Na hipótese dos autos, não verifico o preenchimento dos  requisitos  necessários  à  concessão  da  liminar  pleiteada,  porquanto,  ao  menos  em  uma  análise  perfunctória,  não  há  indícios  suficientes  de  configuração  do  pretenso  constrangimento ilegal, de que estaria sendo vítima o Paciente.  De fato,  os  argumentos  trazidos  na impetração não são  idôneos a possibilitar o pronto atendimento do pedido, não se  constatando,  em  princípio,  flagrante  ilegalidade  no  acórdão  atacado.  Observo,  por  fim,  que  o  acolhimento  da  medida  de  urgência,  na  forma  deduzida,  demandaria  o  exame  aprofundado  da  impetração,  providência  a  ser  efetivada  quando do julgamento do writ.  Isto posto, INDEFIRO A LIMINAR.”  Colhe-se dos autos que o paciente – preso em flagrante delito no dia  02.10.13  –  foi  abordado  por  policiais  militares,  perto  de  um ponto  de  tráfico de drogas, enquanto conduzia um veículo automotor e apresentou  documento  de  identidade  (carteira  nacional  de  habilitação)  falso.  O  paciente não é habilitado para a condução de veículo automotor, tendo  comprado o documento falso de terceira pessoa, pagando para tanto a  quantia de R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais).    A  prisão  em  flagrante  foi  convertida  em  prisão  preventiva  em  03.10.13 e, após, o paciente foi denunciado como incurso nas sanções do  artigo 304 do Código Penal (uso de documento falso).  A defesa impetrou habeas corpus, com pedido de liminar, no Tribunal  de Justiça do Estado de São Paulo.   Indeferida a medida liminar, sobreveio nova impetração no Superior  Tribunal de Justiça. A Ministra Regina Helena Costa deferiu parcialmente  a liminar “para determinar a imediata soltura do Paciente, se por outro motivo   não estiver preso, mediante a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão,   previstas no art. 319 do Código de Processo Penal, com a redação dada pela Lei n.   12.403/2011,  a  serem  estipuladas  pelo  Juízo  de  primeiro  grau,  ressalvada  a   possibilidade de nova decretação da prisão preventiva, mediante fundamentação   idônea”.  No mérito, a Ministra Relatora julgou prejudicado o writ, cassando a  liminar  anteriormente  deferida,  sob  o  fundamento  de  que  a  Corte  Estadual julgou o mérito do habeas corpus lá impetrado, tendo denegado a  ordem.  Irresignada,  a  defesa  impetrou o Habeas  Corpus  n.  122.231  nesta  Corte.  Neguei  seguimento  ao writ com  respaldo  no  artigo  38  da  Lei  8.038/90. Transcrevo a ementa da decisão monocrática, verbis:  “Penal e Processo Penal.  Habeas Corpus. Falsificação de  documento público – Art.  297,  c/c  art.  304,  do Código Penal.  Prisão em flagrante convertida em custódia cautelar.  Liminar  indeferida pelo TJ/SP. HC no STJ: Superação da Súmula 691/STF  e concessão de liminar.  Superveniente julgamento de mérito na  Corte  estadual.  Writ  prejudicado no Tribunal  a  quo.  Decisão  que se amolda à jurisprudência do STF (HHCC HC nº 95.447,  Relator  o  Ministro  RICARDO  LEWANDOWSKI,  Primeira     Turma, julgado em 19/10/2010,  DJe de 16/11/2010;  HC 100.07,  Rel.  Min.  Joaquim  Barbosa,  2ª  Turma,  DJe  de  27/11/2009;  102.319, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe de 01/10/2010, e  102.894, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe de 04/05/2011).  Possibilidade  de  renovação  do  HC  no  STJ  para  impugnar  o  superveniente  acórdão  do  Tribunal  local.  Inexistência  de  constrangimento ilegal.  - Seguimento negado, com fundamento no artigo 38 da Lei  n. 8.038/90.”  Ainda  inconformada,  a  defesa  impetrou  novo  habeas  corpus,  com  pedido de liminar, no STJ, cuja medida liminar foi indeferida.  Nesta  impetração,  sustenta,  em síntese,  ausência de base concreta  para a prisão cautelar.  Requer, ao final, a concessão de medida liminar a fim de revogar a  prisão preventiva imposta ao paciente. No mérito, pleiteia a confirmação  da cautelar.  A liminar foi indeferida em decisão assim ementada, verbis:  “PROCESSO  PENAL.  HABEAS  CORPUS.  USO  DE  DOCUMENTO FALSO – ART. 304, C/C ART. 297, DO CÓDIGO  PENAL.  PRISÃO  EM  FLAGRANTE  CONVERTIDA  EM  CUSTÓDIA CAUTELAR. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA.  POSSIBILIDADE  DE  REITERAÇÃO  DELITUOSA.  EXTENSA  FICHA  CRIMINAL.  BASE  EMPÍRICA  IDÔNEA.  WRIT  IMPETRADO CONTRA O INDEFERIMENTO DE LIMINAR.  INEXISTÊNCIA  DE  TERATOLOGIA  OU  DE  FLAGRANTE  ILEGALIDADE  NO  ATO  IMPUGNADO.  AUSÊNCIA  DO  FUMUS BONI IURIS E DO PERICULUM IN MORA.  - Liminar indeferida.”  O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não conhecimento do     writ. Transcrevo a ementa do parecer ministerial, verbis:  “PENAL E PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. USO  DE  DOCUMENTO  FALSO.  PLEITO  DE  REVOGAÇÃO  DA  PRISÃO  PREVENTIVA.  NÃO  CONHECIMENTO.  MANDAMUS QUE SE VOLTA CONTRA O INDEFERIMENTO  DE  LIMINAR  PELO  SUPERIOR  TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA.  AUSÊNCIA  DE  CONSTRANGIMENTO  ILEGAL  QUE  AUTORIZE  A  SUPERAÇÃO  DO  ÓBICE  CONTIDO  NA  SÚMULA 691/STF. PARECER PELO NÃO CONHECIMENTO  DO WRIT.”  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (PRESIDENTE)  –  Admito a impetração, já que tenho como hábil o habeas corpus contra ato  quer  de  colegiado,  quer  individual.  No passo seguinte,  verifico  que o  Juízo,  ao  transmudar  a  prisão  em  flagrante  em  preventiva,  aludiu  à  periculosidade  do  paciente,  tendo  em  conta  antecedentes  criminais.  Indefiro a ordem. ", "votante" : "MIN_MARCO_AURELIO" }, { "texto" : "   O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O  Supremo  Tribunal  Federal segue, de forma pacífica, a orientação de que não lhe cabe julgar  habeas corpus impetrado em face de decisão de órgão de outro Tribunal  que indefere pedido de liminar, no bojo de idêntico remédio apreciado na  instância inferior.  Tal  entendimento  está  encartado  no  verbete  da  Súmula  691  do  Supremo Tribunal Federal, verbis: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal   conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas   corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”.  O  conhecimento  do writ  por  este  Pretório  Excelso,  enquanto  em  curso  remédio  constitucional  com  a  mesma  fundamentação  na  Corte  inferior, implicaria ostensiva supressão de instância, a malferir o princípio  do Juiz natural (art. 5º, XXXVII e LIII, CRFB).  Vale,  no  ponto,  a  referência  a  diversos  julgados  deste  Supremo  Tribunal a respeito do tema:  “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS.  PROCESSUAL  PENAL.  NEGATIVA  DE  SEGUIMENTO.  SÚMULA  691  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  SUPRESSÃO  DE  INSTÂNCIA.  IMPOSSIBILIDADE.  PRISÃO  PREVENTIVA.  FUNDAMENTOS  JÁ  ANALISADOS  EM  IMPETRAÇÃO  ANTERIOR.  IMPOSSIBILIDADE  DE  REITERAÇÃO DE WRIT. DESPROVIMENTO DO RECURSO . I  –  Não  compete  ao  Supremo  Tribunal  Federal  conhecer  de  habeas corpus impetrado contra decisão de Relator que, em HC  requerido  a  Tribunal  Superior,  indefere  a  liminar.  II  –  A     relativização do entendimento sumulado só é admitida por este  Tribunal em casos de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, o  que  não  se  verifica  nos  autos.  Precedentes.  III  –  A questão  referente  aos  requisitos  do  decreto  prisional  já  foi  apreciada  pela  Primeira  Turma  desta  Corte  ao  julgar  anterior  writ  impetrado  em  favor  do  paciente,  sendo  certo  que  a  jurisprudência  do  STF  é  firme  no  sentido  de  não  admitir  reiteração  em  habeas  corpus.  IV  –  Agravo  regimental  desprovido”  (HC  107.053-AgR,  Rel.  Min.  RICARDO  LEWANDOWSKI, Primeira Turma) .  “EMENTA : Habeas Corpus. Crime de tráfico de drogas.  Prisão  em flagrante  e  presença  dos  requisitos  do art.  312 do  CPP.  Admissibilidade  da  custódia  cautelar.  Precedentes.  Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal. Excepcionalidade do  caso concreto.  Inocorrência.  Writ  não conhecido.  Precedentes.  Não se conhece de habeas corpus impetrado contra decisão de  indeferimento  de  liminar  proferida  por  Tribunal  Superior.  Entendimento  sumulado  por  esta  Corte.  O  impetrante  não  demonstrou a excepcionalidade do caso concreto, que poderia  conduzir  à  superação  da  súmula  nº  691  desta  Corte  e  ao  conhecimento  de  ofício  de  suas  alegações.  É  plenamente  justificada  a  manutenção  da  custódia  cautelar  decorrente  da  prisão  em  flagrante  por  tráfico  de  drogas  quando,  além  da  proibição da liberdade provisória legalmente imposta pelo art.  44  da  Lei  nº  11.343/06,  estiverem  presentes  os  requisitos  previstos no art.  312 do CPP.  Habeas corpus não conhecido”  (HC 107.415, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma).   “EMENTA:  AGRAVO  REGIMENTAL.  DECISÃO  LIMINAR  EM  HABEAS  CORPUS  IMPETRADO  NO  SUPERIOR  TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA.  INCIDÊNCIA  DA  SÚMULA  N.  691  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  AUSÊNCIA  DE  FUNDAMENTOS  NOVOS.  DECISÃO  MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO  REGIMENTAL  AO  QUAL  SE  NEGA  PROVIMENTO.  1.  O     Ministro Relator do Superior Tribunal de Justiça,  por decisão  monocrática,  indeferiu o pedido de medida liminar feito pela  defesa do Paciente. Assim, o mérito da impetração ainda não foi  analisado pelo órgão colegiado, o que faz incidir o enunciado  da  Súmula  691  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  pena  de  indevida supressão de instância. 2. Agravo Regimental ao qual  se  nega  provimento”  (HC  104.674-AgR,  Rel.  Min.  CÁRMEN  LÚCIA, Primeira Turma).   “DIREITO  PROCESSUAL  PENAL.  AGRAVO  REGIMENTAL  EM  HABEAS  CORPUS.  SÚMULA 691,  STF.  DECISÃO  MONOCRÁTICA.  IMPROVIMENTO.  1.  Agravo  regimental interposto contra decisão monocrática que indeferiu  liminarmente o habeas corpus. 2. A decisão impugnada adotou  orientação jurisprudencial pacificada no âmbito desta Corte no  sentido  do  não-cabimento  do  writ  contra  indeferimento  de  pedido  liminar  em  outro  habeas  corpus,  salvo  nos  casos  de  flagrante ilegalidade ou abuso de poder na denegação da tutela  de eficácia imediata, sob pena de supressão de instância. 3. O  rigor na aplicação da Súmula 691/STF tem sido abrandado por  julgados  desta  Corte  apenas  em  hipóteses  excepcionais  de  flagrante ilegalidade ou abuso de poder na denegação da tutela  de eficácia imediata. Precedentes. 4. No caso, não vislumbro a  presença de  qualquer  um dos pressupostos  que autorizam o  afastamento  da  orientação  contida  na  Súmula  691/STF.  5.  Agravo  regimental  a  que  se  nega  provimento”  (HC 102.865- AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma).  Na  mesma  linha,  podem  ser  citados,  entre  outros,  os  seguintes  precedentes:  HC 96.088/SP, Rel.  Min.  Cezar Peluso;  HC 99.031-AgR/SP,  Rel.  Min.  Eros  Grau;  HC  96.220/PR,  Rel.  Min.  Cármen  Lúcia;  HC  96.623/SP, Rel. Min. Menezes Direito; HC 84.349/ES, Rel. Min. Sepúlveda  Pertence; e HC 86.997/DF, Rel. Min. Carlos Velloso.  Malgrado  o  enunciado  da  Súmula  691  desta  Corte  tenha  sido  superado  nos  casos  de  patente  ilegalidade  ou  abuso  de  poder  na     denegação da tutela liminar, não há, na espécie, qualquer teratologia que  autorize o conhecimento deste habeas corpus per saltum.   O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que a  decretação da custódia preventiva para garantia da ordem pública, por  conveniência da instrução criminal  e para assegurar a aplicação da lei  penal  justifica-se  ante  a  gravidade  in  concrecto do  crime  e  a  fundada  probabilidade  de  reiteração  na  prática  criminosa.  Nesse  sentido,  os  seguintes precedentes:  “Ementa:  PENAL  E  PROCESSUAL  PENAL.  AGRAVO  REGIMENTAL NO  HABEAS  CORPUS.  WRIT  IMPETRADO  CONTRA ATO  DE  MINISTRO  DE  TRIBUNAL  SUPERIOR.  INCOMPETÊNCIA  DESTA  CORTE.  HOMICÍDIO  DUPLAMENTE  QUALIFICADO,  NAS  FORMAS  CONSUMADA  E  TENTADA.  PRISÃO  PREVENTIVA.  GARANTIA DA ORDEM  PÚBLICA E  CONVENIÊNCIA DA  INSTRUÇÃO CRIMINAL. PRISÃO PREVENTIVA MANTIDA  NA SENTENÇA CONDENATÓRIA. GARANTIA DA ORDEM  PÚBLICA.  GRAVIDADE  EM  CONCRETO  DOS  CRIMES.  SUPERVENIÊNCIA  DE  SENTENÇA  DE  PRONÚNCIA.  PREJUDICIALIDADE  DO  RECURSO  ORDINÁRIO  EM  HABEAS  CORPUS  RECONHECIDA  PELO  STJ.  PRISÃO  CAUTELAR  MANTIDA.  NOVO  TÍTULO  DA  CUSTÓDIA  PREVETNTIVA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. ‘A  custódia preventiva visando à garantia da ordem pública, por  conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação  da  lei  penal,  legitima-se  quando  presente  a  necessidade  de  acautelar-se  o  meio  social  ante  a  concreta  possibilidade  de  reiteração criminosa e  as  evidências  de que,  em liberdade,  o  agente empreenderá esforços para escapar da aplicação da lei  penal’ (HC 109.723,  Primeira  Turma,  Relator  o  Ministro  Luiz  Fux, DJ de 27.0612). No mesmo sentido: HC 106.816, Segunda  Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20/06/2011; HC  104.608, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de  1º/09/2011;  HC  106.702,  Primeira  Turma,  Rel.  Min.  Cármen     Lúcia,  DJ  de  27/05/2011.  2.  A  periculosidade  do  agente,  evidenciada pelo modus operandi e a gravidade em concreto  do crime constituem motivação idônea para a manutenção da  custódia  cautelar.  Precedentes:  HC  113.793,  Segunda  Turma,  Relatora  a  Ministra  Cármen  Lúcia,  DJe  de  28/05/2013;  HC  110.902, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de  03/05/2013;  HC  112.738,  Segunda  Turma,  Relator  o  Ministro  Ricardo Lewandowski, Dje de 21/11/2012; HC 111.058, Segunda  Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,  DJe de 12/12/2012;  HC 108.201, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe  de 30/05/2012. 3. In casu, a) O paciente foi preso em flagrante,  em 10/12/2012,  e  denunciado  pela  suposta  prática  do  delitos  previstos nos arts. 121, § 2º, incisos I e IV, e 121, § 2º, incisos I e  IV,  c/c  art.  14,  inciso  II,  porquanto,  juntamente  com  outros  corréus, “(...) teriam eles efetuado disparos de arma de fogo em  direção de Israel Pinto de Almeida e Adriano Ribeiro Calazans,  causando no primeiro os ferimentos que foram a causa eficiente  de  sua  morte  e  só  não  levando  a  óbito  o  segundo  por  circunstâncias  inteiramente  alheias  às  sua  próprias  vontades  (…) os crimes de homicídio e tentativa de homicídio teriam sido  praticados  por  motivo  comprovadamente  torpe,  ou  seja,  disputas relacionadas ao tráfico de drogas, bem como através  de uso de recurso que dificultou a defesa dos ofendidos”. b) A  prisão preventiva foi decretada para conveniência da instrução  criminal  e  para  garantia  da  ordem  pública,  em  razão  da  gravidade  em  concreto  do  crime,  para  evitar  reiteração  criminosa e diante da periculosidade do agente revelada pelo  modus  operandi  em  que  os  crimes  foram  praticados,  em  destaque para o concurso de agentes,  o emprego de arma de  fogo e com disputas relacionadas ao tráfico de drogas na região  em que  ocorreram os  crimes.  c)  Conforme destacou  a  Corte  estadual,  “a  mecânica  criminosa  denota  a  periculosidade  do  paciente  e  demais  acusados,  que,  em  aparente  sensação  de  impunidade e onipotência e impelidos por disputa pelo tráfico  de  drogas  na  região,  abordaram as  vítimas em um beco em  plena luz do dia e, em superioridade numérica de agressores,     efetuaram diversos disparos de arma de fogo, nove deles contra  Israel Pinto de Almeida, que faleceu no local. A segunda vítima  foi  atingida  em  região  não  letal.  Eventual  soltura  tornará  possível  a  continuidade  da  ocorrência  de  novos  homicídios,  tendo em vista a eterna disputa pelo tráfico de drogas, além da  noticiada 'guerra' instalada na região entre a vítima tentada e os  denunciados,  dos  parceiros  do ofendido sobrevivente faleceu  na troca de tiros com a Polícia Militar quando se preparava para  executar seus rivais” d) O Ministro Relator do recurso ordinário  em habeas  corpus interposto  no Superior  Tribunal  de Justiça  julgou  prejudicado  o  feito,  em  razão  da  superveniência  de  sentença  de  pronúncia,  que  manteve  a  custódia  cautelar  do  paciente.  4.  A competência  desta  Corte  para  a  apreciação  de  habeas  corpus  contra  ato  do  Superior  Tribunal  de  Justiça  (CRFB, artigo 102, inciso I, alínea “i”) somente se inaugura com  a  prolação  de  decisão  do  colegiado,  salvo  as  hipóteses  de  exceção  à  Súmula  nº  691  do  STF,  sendo  descabida  a  flexibilização desta norma, máxime por tratar-se de matéria de  direito  estrito,  que  não  pode  ser  ampliada  via  interpretação  para  alcançar  autoridades  –  no  caso,  membros  de  Tribunais  Superiores – cujos atos não estão submetidos à apreciação do  Supremo.  5.  A  superveniência  de  sentença  de  pronúncia  prejudica  a  impetração  em  que  ataca  os  fundamentos  da  decisão  que  decretou  a  prisão  preventiva  anteriormente,  em  razão da sentença de pronúncia constituir-se em novo título da  custódia  cautelar.  6.  Agravo  regimental  desprovido”  -  Sem  grifos no original.  (HC  117.385-AgR,  Primeira  Turma,  Relator  o  Ministro  Luiz Fux, DJe de 13.02.14)  “EMENTA:  HABEAS  CORPUS.  CONSTITUCIONAL.  PROCESSUAL  PENAL.  HOMICÍDIO  DUPLAMENTE  QUALIFICADO, QUADRILHA E PORTE ILEGAL DE ARMA  DE  FOGO.  PERICULOSIDADE  DO  AGENTE,  AMEAÇA  A  TESTEMUNHA  E  RISCO  CONCRETO  DE  REITERAÇÃO  CRIMINOSA.  DECRETO  DE  PRISÃO  PREVENTIVA:     IDONEIDADE  DE  FUNDAMENTOS  RECONHECIDA PELO  TRIBUNAL DE JUSTIÇA E PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE  JUSTIÇA.  ALEGAÇÃO  DE  AUSÊNCIA  DE  FUNDAMENTAÇÃO  CAUTELAR  IDÔNEA:  IMPLAUSIBILIDADE  JURÍDICA.  ORDEM  DENEGADA.  1.  Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do agente  evidenciada  pelo  modus  operandi,  o  risco  concreto  de  reiteração  criminosa  e  a  ameaça  a  testemunhas  são  motivos  idôneos para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes. 2.  A garantia da ordem pública visa evitar a reiteração delitiva,  assim  resguardando  a  sociedade  de  maiores  danos.  Precedentes. 3. Ordem denegada.” - Sem grifos no original.  (HC 113.793, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen  Lúcia, DJe de 28.05.13).   In casu,  o paciente – preso em flagrante delito no dia 02.10.13 – foi  abordado por policiais militares, perto de um ponto de tráfico de drogas,  enquanto conduzia um veículo automotor e apresentou documento de  identidade  (carteira  nacional  de  habilitação)  falso.  O  paciente  não  é  habilitado  para  a  condução  de  veículo  automotor,  tendo  comprado  o  documento falso de terceira pessoa, pagando para tanto a quantia de R$  1.500,00 (um mil e quinhentos reais). A prisão em flagrante foi convertida  em prisão preventiva em 03.10.13 e, após, o paciente foi denunciado como  incurso nas sanções do artigo 304 do Código Penal (uso de documento  falso). Transcrevo a decisão do juiz singular, verbis:  “Vistos. Trata(m)-se de investigado(s) por suposta prática  do  grave  delito  de  tráfico  de  drogas,  que  merece  séria  reprimenda  estatal  por  expressa  determinação  constitucional.  Nesse sentido, importante consignar que a alteração do artigo  2º,  II,  da  Lei  n.  8.072/90  pela  Lei  n.  11.464/2007,  em  nada  modifica  o  fato  de  que  o  crime  de  tráfico  de  entorpecentes  continua  a  ser  considerado  hediondo,  gerando  restrição  e  cautela  para  a  concessão  de  benefícios,  a  não  ser  que  haja  inadequação  do  tipo  de  forma  inequívoca  e  induvidosa.  O     mesmo se diga em relação à decisão proferida pelo E.  STF e  posteriormente  ‘confirmada’ pela  Resolução  n.  08  do  Senado  Federal. Ademais, de maneira concreta e irrefutável sabe-se, de  maneira  inexorável,  que  o  tráfico  de  drogas  enseja  nefastas  consequências a toda sociedade e ao próprio usuário, seja por  expor à sério risco pessoas inocentes ou, então, por financiar o  crime organizado,  sendo a mola propulsora de toda sorte de  delitos contra a vida e patrimoniais. Presume-se, portanto, com  base  em  tais  premissas  que  a  liberdade  dos  investigados  ensejará grave ofensa à ordem pública, restando devidamente  justificada a manutenção do cárcere, ao menos por ora.  Além  disso,  a  libertação  precoce  do(s)  investigado(s)  acarretará  incremento  no  sentido  social  de  impunidade,  auxiliando  também na majoração dos índices de criminalidade. Ademais,  importante  consignar  que  a  decretação  da  prisão  preventiva  mostra-se adequada à gravidade do crime de tráfico, não sendo  o caso de aplicação de medidas cautelares outras. Isso porque,  comparecimentos  periódicos  ao  cartório  judicial  não  se  coadunam com a  acusação  de  prática  de  crime  grave  e  que  merece maior atenção das autoridades públicas por força, como  dito, de mandamento constitucional. Na mesma linha, entendo  inoportunas as demais medidas cautelares, eis que a proibição  de acesso ou frequência a determinados lugares, a proibição de  ausentar-se  da  Comarca  ou  recolhimento  domiciliar  são  medidas de difícil fiscalização e de fácil descumprimento. Em  suma,   não  se  ajustam  à  finalidade  precípua  das  medidas  cautelares, ou seja, a de garantir a aplicação da lei penal, com  isente instrução criminal, garantindo-se a paz social. No mais,  como  se  sabe,  a  previsão  legal  de  monitoramento  eletrônico  ainda  não  se  efetivou  no  mundo  concreto,  sendo  certo  que,  ainda  quando  disponível  estiver,  sua  utilização  deverá  [ser]  condicionada a casos peculiares tendo em vista a dificuldade no  monitoramento,  que  não  impedirá  a  reincidência  em  atos  ilícitos.  Em resumo, a aplicação de medida diversa não fará cessar a   prática  delitiva.  Ao  revés,  a  incentivará  em razão  da  impunidade.   Presentes, em assim sendo, os requisitos legais  CONVERTO a     prisão  em  flagrante  de  RAFAEL  MARQUES  DE  CASTRO  GOMES  em  PRISÃO  PREVENTIVA,  com  fundamento  no  artigo 310, inciso II, c.c. os arts. 311. 312 e 313, incisos I, todos do  Código de Processo Penal.  Vislumbra-se, sem maiores dificuldades, evidente erro material no  tocante ao crime praticado – tráfico de entorpecente em vez de uso de  documento falso – e na respectiva fundamentação da prisão cautelar, na  qual consideradas as peculiaridades ínsitas ao crime mais grave, por isso  que o Magistrado reconsiderou a decisão, in verbis:  “Reconsidero o despacho de fls. 42, por erro material: Converto em preventiva a prisão do(s) investigado(s), eis   que,  além  dos  veementes  indícios  de  autoria  delitiva,  a  gravidade  concreta  do  agente descrita  nos  autos  evidencia  a  necessidade  da  segregação  cautelar  para  garantia  da  ordem  pública  (ver  apenso  de  antecedentes).  Ademais,  ante  a  proximidade temporal do fato, buscando evitar a impunidade,  a prudência recomenda que permaneça sob cárcere, ao menos  por ora. Expeça-se o necessário. Aguarde-se a vinda dos autos  principais. Int..”  Apesar de não ter sido explícito, o Juiz aventou a possibilidade de  reiteração delituosa, com base na extensa ficha criminal do paciente.  Deveras,  a  certidão  acostada  aos  autos  revela  que  o  paciente  praticou,  somente na Comarca de Araras, além do delito pelo qual ora  responde, mais quatro crimes, entre os quais tráfico e associação para o  tráfico de entorpecentes e porte ilegal de arma de fogo, a evidenciar que,  solto, provavelmente voltará a delinquir, por isso que se justifica,  prima   facie, sua custódia cautelar para garantia da ordem pública.  Ex positis, julgo extinto o habeas corpus sem julgamento de mérito. ", "votante" : "MIN_LUIZ_FUX" } ] }
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NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 672.142 \nMATO GROSSO DO SUL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\nEMBTE.(S) :\n     </b>\n     CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA\n    </p>\n    <p>\n     DO BRASIL - CNA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      EMBDO.(A/S) :\n     </b>\n     LEONARDO VAZ PERES\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JEFFESON DOS SANTOS RODRIGUES DE AMORIM\n    </p>\n    <p>\n     Embargos  de  declaração  em  recurso  extraordinário.  2.  Decisão \nmonocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. \n3.  Matéria  infraconstitucional.  Precedente.  RE-RG  598.365.  4.  Agravo \nregimental a que se nega provimento.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do \nSupremo  Tribunal  Federal,  em  Segunda  Turma,  sob  a  presidência  do \nSenhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e \ndas notas taquigráficas, por unanimidade de votos, receber  os embargos \nde declaração como agravo regimental e, a este, negar provimento, nos \ntermos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 13 de março de 2012.\n    </p>\n    <p>\n     Ministro\n     <b>\n      GILMAR MENDES\n     </b>\n     Relator\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Documento assinado digitalmente\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842318.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nDJe 27/03/2012\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      13/03/2012 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 672.142 \nMATO GROSSO DO SUL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\nEMBTE.(S) :\n     </b>\n     CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA\n    </p>\n    <p>\n     DO BRASIL - CNA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      EMBDO.(A/S) :\n     </b>\n     LEONARDO VAZ PERES\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JEFFESON DOS SANTOS RODRIGUES DE AMORIM\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      R E L A T Ó R I O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR):\n     </b>\n     Trata-se  de \nembargos  de  declaração  opostos  contra  decisão  proferida  em sede  de \nrecurso extraordinário com agravo que negou seguimento ao recurso ao \nargumento  de  que  a  matéria  tratada  nos  autos  reveste-se  de  índole \ninfraconstitucional.\n    </p>\n    <p>\n     Nos presentes embargos de declaração,  sustenta-se que o acórdão \ndeve  ser  devidamente  integrado,  com  vistas  a  uma  correta  prestação \njurisdicional, pleiteando-se também os excepcionais efeitos infringentes.\n    </p>\n    <p>\n     Argumenta-se, em síntese, que:\n    </p>\n    <p>\n     (...)\n     <i>\n      a questão principal e imediata que sustenta a apreciação dos  \naspectos  constitucionais  pelo  C.  STF,  é  a  violação  do  princípio  da  \nisonomia  de  tratamento  entre  contribuintes  que  se  encontrem  em  \nequivalente situação, conforme disposições contidas no art. 150, II da  \nCF/88\n     </i>\n     (…)  (fl. 226).\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842319.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. GILMAR MENDES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      13/03/2012 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 672.142 \nMATO GROSSO DO SUL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      V O T O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR):\n     </b>\n     Tendo em vista \no princípio da economia processual,  recebo os embargos de declaração \ncomo agravo regimental e, desde logo, passo a apreciá-lo.\n    </p>\n    <p>\n     No  agravo  regimental,  não  ficou  demonstrado  o  desacerto  da \ndecisão agravada.\n    </p>\n    <p>\n     O cerne da controvérsia dos presentes autos, cinge-se a verificar se \nhouve violação ao artigo 150, inciso II, da CF/88. Discute-se a vigência ou \nnão  do  artigo  600  da  CLT  para  a  aplicação  das  penalidades  aos \ninadimplentes de Contribuição Sindical e sua indicada revogação pela Lei \n8022/91.\n    </p>\n    <p>\n     Argumenta o agravante que o Tribunal Superior do Trabalho violou \nfrontalmente a Constituição ao negar provimento ao seu apelo.\n    </p>\n    <p>\n     Para negar provimento ao recurso de revista, o Tribunal Superior do \nTrabalho  levou  em  conta  tão  somente  a  interpretação  da  legislação \ninfraconstitucional  pertinente  ao  caso.  Portanto,  a  alegada  ofensa  ao \nprincípio constitucional da isonomia, se ocorrente, dar-se-ia de maneira \nindireta ou reflexa, o que não enseja a abertura da via extraordinária.\n    </p>\n    <p>\n     Nesse sentido, transcrevo os seguintes trechos do referido acórdão:\n    </p>\n    <p>\n     (...) A pretensão da embargante é a de que, à condenação \nimposta ao embargado, seja acrescida a multa de 10% (dez por \ncento) nos 30(trinta) primeiros dias, com o adicional de 2% (dois \npor  cento)  por  mês  subsequente  de  atraso,  encargos  esses \ndecorrentes do atraso no pagamento da contribuição sindical \nrual, conforme previsto no art. 600 da CLT.\n    </p>\n    <p>\n     O  Decreto-Lei  1.166/71  continha  disposições  sobre  a \ncontribuição  sindical  rural  e  no  seu  parágrafo  9º  havia  a \nprevisão de que o não cumprimento de suas normas sujeitava \nos infratores às penalidades dos arts. 598 e 600 da CLT.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842320.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. GILMAR MENDES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 672.142 ED / MS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Sucede  que  a  Lei  8.022/90  transferiu  do  Incra  para  a \nSecretaria da Receita  Federal  a  competência para arrecadar a \ncontribuição sindical rural e estabeleceu encargos diversos pelo \natraso no seu pagamento\n     <i>\n     </i>\n     (…)  (fl. 352).\n    </p>\n    <p>\n     O  raciocínio  elaborado  pelo  Tribunal  de  origem  passa \ninexoravelmente pela aplicação e interpretação da referida lei, o que não \ndesafia a interposição de recurso extraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     Ainda que fosse possível superar esse óbice processual, o agravo não \nmereceria acolhida. Isso porque o Supremo Tribunal Federal já apreciou a \nmatéria  concernente  aos  requisitos  de  admissibilidade  de  recursos  de \ncompetência de outros tribunais  no julgamento do RE-RG 598.365, rel.  \nMin.  Ayres  Britto,  DJe  26.3.2010,  oportunidade  em  que  rejeitou  a \nrepercussão  geral,  tendo  em  vista  a  natureza  infraconstitucional  da \nquestão posta, nos seguintes termos:\n    </p>\n    <p>\n     PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS \nDA  COMPETÊNCIA  DE  OUTROS  TRIBUNAIS.  MATÉRIA \nINFRACONSTITUCIONAL.  AUSÊNCIA DE  REPERCUSSÃO \nGERAL.  A  questão  alusiva  ao  cabimento  de  recursos  da \ncompetência  de  outros  Tribunais  se  restringe  ao  âmbito \ninfraconstitucional.  Precedentes.  Não  havendo,  em  rigor, \nquestão  constitucional  a  ser  apreciada  por  esta  nossa  Corte, \nfalta ao caso “elemento de configuração da própria repercussão \ngeral”,  conforme  salientou  a  ministra  Ellen  Gracie,  no \njulgamento da Repercussão Geral no RE 584.608.\n    </p>\n    <p>\n     Portanto,  o  agravante  não  trouxe  argumentos  suficientes  para \ninfirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida.\n    </p>\n    <p>\n     Assim, nego provimento ao agravo regimental.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842320.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Decisão de Julgamento\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 672.142\n     </b>\n     PROCED. : MATO GROSSO DO SUL\n     <b>\n      RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n     </b>\n     EMBTE.(S) : CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL - CNA\nADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S)\nEMBDO.(A/S) : LEONARDO VAZ PERES\nADV.(A/S) : JEFFESON DOS SANTOS RODRIGUES DE AMORIM\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     embargos  de  declaração  recebidos  como  agravo \nregimental,  a  que  se  nega  provimento,  nos  termos  do  voto  do \nRelator. Decisão  unânime.  Ausente,  justificadamente,  o  Senhor \nMinistro Celso de Mello.\n     <b>\n      2ª Turma\n     </b>\n     , 13.03.2012.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à \nsessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e \nRicardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro \nCelso de Mello.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.\n    </p>\n    <p>\n     Karima Batista Kassab\nCoordenadora\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1841842\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "13/03/2012 SEGUNDA TURMA\n", "EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 672.142 \n", "MATO GROSSO DO SUL\n", "RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n", "EMBTE.(S) :CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA \n", "DO BRASIL - CNA \n", "ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S)\n", "EMBDO.(A/S) :LEONARDO VAZ PERES \n", "ADV.(A/S) : JEFFESON DOS SANTOS RODRIGUES DE AMORIM \n", "Embargos  de  declaração  em  recurso  extraordinário.  2.  Decisão \n", "monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. \n", "3.  Matéria  infraconstitucional.  Precedente.  RE-RG  598.365.  4.  Agravo \n", "regimental a que se nega provimento.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do \n", "Supremo  Tribunal  Federal,  em  Segunda  Turma,  sob  a  presidência  do \n", "Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e \n", "das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, receber  os embargos \n", "de declaração como agravo regimental e, a este, negar provimento, nos \n", "termos do voto do Relator.\n", "Brasília, 13 de março de 2012.\n", "Ministro GILMAR MENDES\n", "Relator\n", "Documento assinado digitalmente\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842318.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "DJe 27/03/2012\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5\n", "Relatório\n", "13/03/2012 SEGUNDA TURMA\n", "EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 672.142 \n", "MATO GROSSO DO SUL\n", "RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n", "EMBTE.(S) :CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA \n", "DO BRASIL - CNA \n", "ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S)\n", "EMBDO.(A/S) :LEONARDO VAZ PERES \n", "ADV.(A/S) : JEFFESON DOS SANTOS RODRIGUES DE AMORIM \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O  SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se  de \n", "embargos  de  declaração  opostos  contra  decisão  proferida  em sede  de \n", "recurso extraordinário com agravo que negou seguimento ao recurso ao \n", "argumento  de  que  a  matéria  tratada  nos  autos  reveste-se  de  índole \n", "infraconstitucional.\n", "Nos presentes embargos de declaração,  sustenta-se que o acórdão \n", "deve  ser  devidamente  integrado,  com  vistas  a  uma  correta  prestação \n", "jurisdicional, pleiteando-se também os excepcionais efeitos infringentes.\n", "Argumenta-se, em síntese, que:\n", " (...) a questão principal e imediata que sustenta a apreciação dos  \n", "aspectos  constitucionais  pelo  C.  STF,  é  a  violação  do  princípio  da  \n", "isonomia  de  tratamento  entre  contribuintes  que  se  encontrem  em  \n", "equivalente situação, conforme disposições contidas no art. 150, II da  \n", "CF/88 (…)  (fl. 226).\n", "É o relatório.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842319.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5\n", "Voto - MIN. GILMAR MENDES\n", "13/03/2012 SEGUNDA TURMA\n", "EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 672.142 \n", "MATO GROSSO DO SUL\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR):  Tendo em vista \n", "o princípio da economia processual,  recebo os embargos de declaração \n", "como agravo regimental e, desde logo, passo a apreciá-lo.\n", "No  agravo  regimental,  não  ficou  demonstrado  o  desacerto  da \n", "decisão agravada.\n", "O cerne da controvérsia dos presentes autos, cinge-se a verificar se \n", "houve violação ao artigo 150, inciso II, da CF/88. Discute-se a vigência ou \n", "não  do  artigo  600  da  CLT  para  a  aplicação  das  penalidades  aos \n", "inadimplentes de Contribuição Sindical e sua indicada revogação pela Lei \n", "8022/91.\n", "Argumenta o agravante que o Tribunal Superior do Trabalho violou \n", "frontalmente a Constituição ao negar provimento ao seu apelo.\n", "Para negar provimento ao recurso de revista, o Tribunal Superior do \n", "Trabalho  levou  em  conta  tão  somente  a  interpretação  da  legislação \n", "infraconstitucional  pertinente  ao  caso.  Portanto,  a  alegada  ofensa  ao \n", "princípio constitucional da isonomia, se ocorrente, dar-se-ia de maneira \n", "indireta ou reflexa, o que não enseja a abertura da via extraordinária.\n", "Nesse sentido, transcrevo os seguintes trechos do referido acórdão:\n", "(...) A pretensão da embargante é a de que, à condenação \n", "imposta ao embargado, seja acrescida a multa de 10% (dez por \n", "cento) nos 30(trinta) primeiros dias, com o adicional de 2% (dois \n", "por  cento)  por  mês  subsequente  de  atraso,  encargos  esses \n", "decorrentes do atraso no pagamento da contribuição sindical \n", "rual, conforme previsto no art. 600 da CLT.\n", "O  Decreto-Lei  1.166/71  continha  disposições  sobre  a \n", "contribuição  sindical  rural  e  no  seu  parágrafo  9º  havia  a \n", "previsão de que o não cumprimento de suas normas sujeitava \n", "os infratores às penalidades dos arts. 598 e 600 da CLT.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842320.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5\n", "Voto - MIN. GILMAR MENDES\n", "ARE 672.142 ED / MS \n", "Sucede  que  a  Lei  8.022/90  transferiu  do  Incra  para  a \n", "Secretaria da Receita  Federal  a  competência para arrecadar a \n", "contribuição sindical rural e estabeleceu encargos diversos pelo \n", "atraso no seu pagamento (…)  (fl. 352). \n", "O  raciocínio  elaborado  pelo  Tribunal  de  origem  passa \n", "inexoravelmente pela aplicação e interpretação da referida lei, o que não \n", "desafia a interposição de recurso extraordinário.\n", "Ainda que fosse possível superar esse óbice processual, o agravo não \n", "mereceria acolhida. Isso porque o Supremo Tribunal Federal já apreciou a \n", "matéria  concernente  aos  requisitos  de  admissibilidade  de  recursos  de \n", "competência de outros tribunais  no julgamento do RE-RG 598.365, rel.  \n", "Min.  Ayres  Britto,  DJe  26.3.2010,  oportunidade  em  que  rejeitou  a \n", "repercussão  geral,  tendo  em  vista  a  natureza  infraconstitucional  da \n", "questão posta, nos seguintes termos: \n", "PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS \n", "DA  COMPETÊNCIA  DE  OUTROS  TRIBUNAIS.  MATÉRIA \n", "INFRACONSTITUCIONAL.  AUSÊNCIA DE  REPERCUSSÃO \n", "GERAL.  A  questão  alusiva  ao  cabimento  de  recursos  da \n", "competência  de  outros  Tribunais  se  restringe  ao  âmbito \n", "infraconstitucional.  Precedentes.  Não  havendo,  em  rigor, \n", "questão  constitucional  a  ser  apreciada  por  esta  nossa  Corte, \n", "falta ao caso “elemento de configuração da própria repercussão \n", "geral”,  conforme  salientou  a  ministra  Ellen  Gracie,  no \n", "julgamento da Repercussão Geral no RE 584.608.\n", "Portanto,  o  agravante  não  trouxe  argumentos  suficientes  para \n", "infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida. \n", "Assim, nego provimento ao agravo regimental.\n", " \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842320.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5\n", "Decisão de Julgamento\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 672.142\n", "PROCED. : MATO GROSSO DO SUL\n", "RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n", "EMBTE.(S) : CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL - CNA\n", "ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S)\n", "EMBDO.(A/S) : LEONARDO VAZ PERES\n", "ADV.(A/S) : JEFFESON DOS SANTOS RODRIGUES DE AMORIM\n", "Decisão:  embargos  de  declaração  recebidos  como  agravo \n", "regimental,  a  que  se  nega  provimento,  nos  termos  do  voto  do \n", "Relator. Decisão  unânime.  Ausente,  justificadamente,  o  Senhor \n", "Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 13.03.2012. \n", "Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à \n", "sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e \n", "Ricardo Lewandowski. 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STF,  é  a  violação  do  princípio  da   isonomia  de  tratamento  entre  contribuintes  que  se  encontrem  em   equivalente situação, conforme disposições contidas no art. 150, II da   CF/88 (…)  (fl. 226).  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR):  Tendo em vista  o princípio da economia processual,  recebo os embargos de declaração  como agravo regimental e, desde logo, passo a apreciá-lo.  No  agravo  regimental,  não  ficou  demonstrado  o  desacerto  da  decisão agravada.  O cerne da controvérsia dos presentes autos, cinge-se a verificar se  houve violação ao artigo 150, inciso II, da CF/88. Discute-se a vigência ou  não  do  artigo  600  da  CLT  para  a  aplicação  das  penalidades  aos  inadimplentes de Contribuição Sindical e sua indicada revogação pela Lei  8022/91.  Argumenta o agravante que o Tribunal Superior do Trabalho violou  frontalmente a Constituição ao negar provimento ao seu apelo.  Para negar provimento ao recurso de revista, o Tribunal Superior do  Trabalho  levou  em  conta  tão  somente  a  interpretação  da  legislação  infraconstitucional  pertinente  ao  caso.  Portanto,  a  alegada  ofensa  ao  princípio constitucional da isonomia, se ocorrente, dar-se-ia de maneira  indireta ou reflexa, o que não enseja a abertura da via extraordinária.  Nesse sentido, transcrevo os seguintes trechos do referido acórdão:  (...) A pretensão da embargante é a de que, à condenação  imposta ao embargado, seja acrescida a multa de 10% (dez por  cento) nos 30(trinta) primeiros dias, com o adicional de 2% (dois  por  cento)  por  mês  subsequente  de  atraso,  encargos  esses  decorrentes do atraso no pagamento da contribuição sindical  rual, conforme previsto no art. 600 da CLT.  O  Decreto-Lei  1.166/71  continha  disposições  sobre  a  contribuição  sindical  rural  e  no  seu  parágrafo  9º  havia  a  previsão de que o não cumprimento de suas normas sujeitava  os infratores às penalidades dos arts. 598 e 600 da CLT.    Sucede  que  a  Lei  8.022/90  transferiu  do  Incra  para  a  Secretaria da Receita  Federal  a  competência para arrecadar a  contribuição sindical rural e estabeleceu encargos diversos pelo  atraso no seu pagamento (…)  (fl. 352).   O  raciocínio  elaborado  pelo  Tribunal  de  origem  passa  inexoravelmente pela aplicação e interpretação da referida lei, o que não  desafia a interposição de recurso extraordinário.  Ainda que fosse possível superar esse óbice processual, o agravo não  mereceria acolhida. Isso porque o Supremo Tribunal Federal já apreciou a  matéria  concernente  aos  requisitos  de  admissibilidade  de  recursos  de  competência de outros tribunais  no julgamento do RE-RG 598.365, rel.   Min.  Ayres  Britto,  DJe  26.3.2010,  oportunidade  em  que  rejeitou  a  repercussão  geral,  tendo  em  vista  a  natureza  infraconstitucional  da  questão posta, nos seguintes termos:   PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS  DA  COMPETÊNCIA  DE  OUTROS  TRIBUNAIS.  MATÉRIA  INFRACONSTITUCIONAL.  AUSÊNCIA DE  REPERCUSSÃO  GERAL.  A  questão  alusiva  ao  cabimento  de  recursos  da  competência  de  outros  Tribunais  se  restringe  ao  âmbito  infraconstitucional.  Precedentes.  Não  havendo,  em  rigor,  questão  constitucional  a  ser  apreciada  por  esta  nossa  Corte,  falta ao caso “elemento de configuração da própria repercussão  geral”,  conforme  salientou  a  ministra  Ellen  Gracie,  no  julgamento da Repercussão Geral no RE 584.608.  Portanto,  o  agravante  não  trouxe  argumentos  suficientes  para  infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida.   Assim, nego provimento ao agravo regimental.   ", "votante" : "MIN_GILMAR_MENDES" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac1b0d2512244887581" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Sessão  Virtual,  na  conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar   provimento ao agravo interno, com aplicação de multa e majoração de  honorários, nos termos do voto do Relator.  Brasília, 28 de setembro a  4 de outubro de 2018.          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Hipótese  em  que,  para  dissentir  do  entendimento  do  Tribunal de origem, seriam necessários nova apreciação dos fatos e do  material  probatório  constantes  dos  autos,  bem  como  o  reexame  de  cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas 279 e 454/STF. Precedentes.   2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em  25%  o  valor  da  verba  honorária  fixada  anteriormente,  observados  os  limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015.   3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação  da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.    " }, "extratoata" : { "texto" : "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.976 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FUNDACAO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL PETROS ADV.(A/S) : MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA (13418/DF) ADV.(A/S) : LUCIA PORTO NORONHA (161906/RJ, 78597/SP) AGDO.(A/S) : EMANOELY ANDRADE FERNANDES DOS SANTOS REPRESENTADA  POR FABIANA DA SILVA ANDRADE ADV.(A/S) : DEBORA PAVAO DOS SANTOS (135059/RJ)  Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo  interno, com aplicação de multa e majoração de honorários, nos  termos  do  voto  do  Relator.  Primeira  Turma,  Sessão  Virtual  de  28.9.2018 a 4.10.2018.    Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco   Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.   Disponibilizou  processo  para  esta  Sessão  o  Ministro  Edson  Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro  Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma.  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ROBERTO BARROSO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     FUNDACAO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL\n    </p>\n    <p>\n     PETROS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LUCIA PORTO NORONHA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     EMANOELY ANDRADE FERNANDES DOS SANTOS\n    </p>\n    <p>\n     REPRESENTADA POR FABIANA DA SILVA \nANDRADE\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     DEBORA PAVAO DOS SANTOS\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA\n     </b>\n     :  DIREITO  CIVIL.  AGRAVO  INTERNO  EM  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  CONTROVÉRSIA  DECIDIDA \nCOM  BASE  NO  CONJUNTO  FÁTICO-PROBATÓRIO  DOS  AUTOS  E \nCLÁUSULAS  CONTRATUAIS.  INCIDÊNCIA  DAS  SÚMULAS  279  E \n454/STF. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL.\n    </p>\n    <p>\n     1. Hipótese  em  que,  para  dissentir  do  entendimento  do \nTribunal de origem, seriam necessários nova apreciação dos fatos e do \nmaterial  probatório  constantes  dos  autos,  bem  como  o  reexame  de \ncláusulas contratuais. Incidência das Súmulas 279 e 454/STF. Precedentes.\n    </p>\n    <p>\n     2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em \n25%  o  valor  da  verba  honorária  fixada  anteriormente,  observados  os \nlimites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015.\n    </p>\n    <p>\n     3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação \nda multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nPrimeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Sessão  Virtual,  na \nconformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA18-399C-7272-7C33 e senha F39C-777F-494D-B199\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1137976 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     provimento ao agravo interno, com aplicação de multa e majoração de \nhonorários, nos termos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 28 de setembro a  4 de outubro de 2018.\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO\n     <b>\n      LUÍS ROBERTO BARROSO\n     </b>\n     -   RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA18-399C-7272-7C33 e senha F39C-777F-494D-B199\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      05/10/2018 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.976 RIO \nDE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     FUNDACAO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL\n    </p>\n    <p>\n     PETROS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LUCIA PORTO NORONHA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     EMANOELY ANDRADE FERNANDES DOS SANTOS\n    </p>\n    <p>\n     REPRESENTADA POR FABIANA DA SILVA \nANDRADE\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     DEBORA PAVAO DOS SANTOS\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. Trata-se  de  agravo  interno  interposto  contra  decisão \nmonocrática  que  negou  seguimento  ao  recurso,  tendo  em  vista  estar \ncorreta  a  decisão  do  Tribunal  de  origem  que  inadmitiu  o  recurso \nextraordinário,  sob o  fundamento\n     <i>\n     </i>\n     de que\n     <i>\n      “o  acórdão  recorrido  decidiu  a  \nespécie com base nos dados e provas trazidos aos autos,  bem como nas regras  \nestipuladas no Regulamento da própria Recorrente”.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2. A parte agravante alega que\n     <i>\n      “conceder benefício a dependente  \npara  o  qual  não  se  formou o  prévio  e  devido  custeio,  tão  somente  porque  o  \nbenefício de pensão por morte foi concedido no âmbito no INSS, fere o equilíbrio  \natuarial do Plano de Benefícios da agravante”.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n     </i>\n     3. É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05DC-DF3A-3337-C33A e senha 8358-A356-AD6B-D3F4\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      05/10/2018 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.976 RIO \nDE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. Deixo de abrir  prazo para contrarrazões,  na medida em \nque está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à \nanálise do recurso.\n    </p>\n    <p>\n     2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte \nrecorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora \nagravada.\n    </p>\n    <p>\n     3. O Tribunal  de  origem,  ao  julgar  o  recurso  de  apelação, \nproferiu acórdão assim ementado:\n    </p>\n    <p>\n     “Apelação Cível.  Plano de previdência privada.  Ação de \nobrigação de fazer.  Complementação de pensão.  Sentença de \nprocedência.  Apelação  da   PETROS  sustentando, \npreliminarmente,  prescrição,  falta  de  interesse  de  agir  e \nimpossibilidade jurídica do pedido. No mérito, sustenta a falta \nda  fonte de custeio para o pagamento da pensão complementar \nà autora, tendo em vista que a mesma não foi inscrita em vida \npelo participante do Plano,  seu pai.  Recurso que não merece \nprosperar.  Prescrição  quinquenal.  Súmula  291  do  STJ.  Ação \najuizada no prazo legal. Presente ainda o interesse de agir pela \nnecessidade do provimento judicial ante a recusa da apelante \nao  pagamento  do  benefício  complementar,  sendo  ainda \nadequada a ação de obrigação de fazer. Inexistência de vedação \nlegal  do  pleito  da  autora  para  o  pensionamento  almejado, \nsendo, portanto, também impertinente alegada impossibilidade \njurídica  do  pedido.  No  mérito,  o  direito  da  autora  ao\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C5B-ECD4-685E-E5C5 e senha 022A-527E-A2EE-DA31\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1137976 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     pensionamento  complementar  exsurge  do  próprio \nRegulamento da apelante (parágrafo único do artigo 40 e artigo \n34), no sentido de que ‘os beneficiários do Participante são os \nseus  dependentes,  como  tal  definidos  na  legislação  da \nPrevidência  Social’,  sendo  devida  a  complementação  ao \nbeneficiário a que for concedida a cota de pensão pelo INSS e \nenquanto estiver recebendo o benefício. Autora que comprova o \ncumprimento  de  tais  requisitos.  Quanto  à  falta  de  fonte  de \ncusteio para o pagamento do benefício, ante a inexistência de \ninscrição da autora pelo participante em vida, cabe anotar que a \nresolução vigente no momento da aposentadoria é que regerá \ntoda  a  situação  jurídica  do  aposentado,  sendo  que  o \nparticipante, pai da autora, se aposentou em 1992, ou seja, antes \ndo advento da Resolução 49/97. Quanto à apelação adesiva, não \nse deflui do caso em tela o dano moral alegado. Súmula 75 da \njurisprudência desta Corte. Desprovimento das apelações”.\n    </p>\n    <p>\n     4. Tal como constatou a decisão agravada, para dissentir do \nacórdão  recorrido,  seria  necessário  o  reexame  do  material  fático-\nprobatório  dos  autos,  bem como a  análise  de  cláusulas  contratuais.  A \njurisprudência do Supremo Tribunal Federal  é firme no sentido de ser \ninadmissível o recurso extraordinário, ante a incidência das Súmulas 279 \ne 454/STF. Nesse sentido, veja-se o seguinte precedente:\n    </p>\n    <p>\n     “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO. \nPREVIDENCIÁRIO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. PENSÃO \nSUPLEMENTAR POR MORTE. AUSÊNCIA DE OFENSA \nCONSTITUCIONAL  DIRETA.  SÚMULA  279  DO \nSUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  PRECEDENTES. \nVERBA  HONORÁRIA  MAJORADA  EM  1%, \nPERCENTUAL  QUE  SE  SOMA  AO  FIXADO  NA \nORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 \nDO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, E \nMULTA  APLICADA  NO  PERCENTUAL  DE  1%, \nCONFORME  O  §  4º  DO  ART.  1.021  DO  CÓDIGO  DE\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C5B-ECD4-685E-E5C5 e senha 022A-527E-A2EE-DA31\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1137976 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     PROCESSO CIVIL.  AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL \nSE  NEGA  PROVIMENTO.”  (ARE  1.097.439-AgR,  Relª. \nMinª. Cármen Lúcia)\n    </p>\n    <p>\n     5. Diante  do  exposto,  nego  provimento  ao  agravo  interno. \nAnte seu caráter manifestamente protelatório,  aplico à parte agravante \nmulta de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos \ndo art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica \na interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito  da \nrespectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do \nCPC/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em \n25%  o  valor  da  verba  honorária  fixada  anteriormente,  observados  os \nlimites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C5B-ECD4-685E-E5C5 e senha 022A-527E-A2EE-DA31\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 05/10/2018\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.976\n     </b>\n     PROCED. : RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n     </b>\n     AGTE.(S) : FUNDACAO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL PETROS\nADV.(A/S) : MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA (13418/DF)\nADV.(A/S) : LUCIA PORTO NORONHA (161906/RJ, 78597/SP)\nAGDO.(A/S) : EMANOELY ANDRADE FERNANDES DOS SANTOS REPRESENTADA \nPOR FABIANA DA SILVA ANDRADE\nADV.(A/S) : DEBORA PAVAO DOS SANTOS (135059/RJ)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \ninterno, com aplicação de multa e majoração de honorários, nos \ntermos  do  voto  do  Relator.  Primeira  Turma,  Sessão  Virtual  de \n28.9.2018 a 4.10.2018.\n    </p>\n    <p>\n     Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco\n    </p>\n    <p>\n     Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.\n    </p>\n    <p>\n     Disponibilizou  processo  para  esta  Sessão  o  Ministro  Edson \nFachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro \nAlexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma.\n    </p>\n    <p>\n     Cintia da Silva Gonçalves\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54CE-BA8A-657D-4598 e senha 12E9-009D-B643-9F37\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "05/10/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.976 RIO \n", "DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AGTE.(S) :FUNDACAO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL \n", "PETROS \n", "ADV.(A/S) :MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA \n", "ADV.(A/S) :LUCIA PORTO NORONHA \n", "AGDO.(A/S) :EMANOELY ANDRADE FERNANDES DOS SANTOS \n", "REPRESENTADA POR FABIANA DA SILVA \n", "ANDRADE \n", "ADV.(A/S) :DEBORA PAVAO DOS SANTOS \n", "EMENTA:  DIREITO  CIVIL.  AGRAVO  INTERNO  EM  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  CONTROVÉRSIA  DECIDIDA \n", "COM  BASE  NO  CONJUNTO  FÁTICO-PROBATÓRIO  DOS  AUTOS  E \n", "CLÁUSULAS  CONTRATUAIS.  INCIDÊNCIA  DAS  SÚMULAS  279  E \n", "454/STF. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. \n", "1. Hipótese  em  que,  para  dissentir  do  entendimento  do \n", "Tribunal de origem, seriam necessários nova apreciação dos fatos e do \n", "material  probatório  constantes  dos  autos,  bem  como  o  reexame  de \n", "cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas 279 e 454/STF. Precedentes. \n", "2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em \n", "25%  o  valor  da  verba  honorária  fixada  anteriormente,  observados  os \n", "limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. \n", "3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação \n", "da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. \n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Sessão  Virtual,  na \n", "conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA18-399C-7272-7C33 e senha F39C-777F-494D-B199\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7\n", "Ementa e Acórdão\n", "ARE 1137976 AGR / RJ \n", "provimento ao agravo interno, com aplicação de multa e majoração de \n", "honorários, nos termos do voto do Relator.\n", "Brasília, 28 de setembro a  4 de outubro de 2018. \n", "   \n", "   MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO  -   RELATOR\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA18-399C-7272-7C33 e senha F39C-777F-494D-B199\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7\n", "Relatório\n", "05/10/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.976 RIO \n", "DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AGTE.(S) :FUNDACAO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL \n", "PETROS \n", "ADV.(A/S) :MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA \n", "ADV.(A/S) :LUCIA PORTO NORONHA \n", "AGDO.(A/S) :EMANOELY ANDRADE FERNANDES DOS SANTOS \n", "REPRESENTADA POR FABIANA DA SILVA \n", "ANDRADE \n", "ADV.(A/S) :DEBORA PAVAO DOS SANTOS \n", "R E L A T Ó R I O \n", "O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):\n", "1. Trata-se  de  agravo  interno  interposto  contra  decisão \n", "monocrática  que  negou  seguimento  ao  recurso,  tendo  em  vista  estar \n", "correta  a  decisão  do  Tribunal  de  origem  que  inadmitiu  o  recurso \n", "extraordinário,  sob o  fundamento de que  “o  acórdão  recorrido  decidiu  a  \n", "espécie com base nos dados e provas trazidos aos autos,  bem como nas regras  \n", "estipuladas no Regulamento da própria Recorrente”.\n", "2. A parte agravante alega que “conceder benefício a dependente  \n", "para  o  qual  não  se  formou o  prévio  e  devido  custeio,  tão  somente  porque  o  \n", "benefício de pensão por morte foi concedido no âmbito no INSS, fere o equilíbrio  \n", "atuarial do Plano de Benefícios da agravante”.\n", " \n", "3. É o relatório.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05DC-DF3A-3337-C33A e senha 8358-A356-AD6B-D3F4\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7\n", "Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n", "05/10/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.976 RIO \n", "DE JANEIRO\n", "V O T O \n", "O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):\n", "1. Deixo de abrir  prazo para contrarrazões,  na medida em \n", "que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à \n", "análise do recurso.\n", "2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte \n", "recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora \n", "agravada.\n", "3. O Tribunal  de  origem,  ao  julgar  o  recurso  de  apelação, \n", "proferiu acórdão assim ementado:\n", "“Apelação Cível.  Plano de previdência privada.  Ação de \n", "obrigação de fazer.  Complementação de pensão.  Sentença de \n", "procedência.  Apelação  da   PETROS  sustentando, \n", "preliminarmente,  prescrição,  falta  de  interesse  de  agir  e \n", "impossibilidade jurídica do pedido. No mérito, sustenta a falta \n", "da  fonte de custeio para o pagamento da pensão complementar \n", "à autora, tendo em vista que a mesma não foi inscrita em vida \n", "pelo participante do Plano,  seu pai.  Recurso que não merece \n", "prosperar.  Prescrição  quinquenal.  Súmula  291  do  STJ.  Ação \n", "ajuizada no prazo legal. Presente ainda o interesse de agir pela \n", "necessidade do provimento judicial ante a recusa da apelante \n", "ao  pagamento  do  benefício  complementar,  sendo  ainda \n", "adequada a ação de obrigação de fazer. Inexistência de vedação \n", "legal  do  pleito  da  autora  para  o  pensionamento  almejado, \n", "sendo, portanto, também impertinente alegada impossibilidade \n", "jurídica  do  pedido.  No  mérito,  o  direito  da  autora  ao \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C5B-ECD4-685E-E5C5 e senha 022A-527E-A2EE-DA31\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7\n", "Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n", "ARE 1137976 AGR / RJ \n", "pensionamento  complementar  exsurge  do  próprio \n", "Regulamento da apelante (parágrafo único do artigo 40 e artigo \n", "34), no sentido de que ‘os beneficiários do Participante são os \n", "seus  dependentes,  como  tal  definidos  na  legislação  da \n", "Previdência  Social’,  sendo  devida  a  complementação  ao \n", "beneficiário a que for concedida a cota de pensão pelo INSS e \n", "enquanto estiver recebendo o benefício. Autora que comprova o \n", "cumprimento  de  tais  requisitos.  Quanto  à  falta  de  fonte  de \n", "custeio para o pagamento do benefício, ante a inexistência de \n", "inscrição da autora pelo participante em vida, cabe anotar que a \n", "resolução vigente no momento da aposentadoria é que regerá \n", "toda  a  situação  jurídica  do  aposentado,  sendo  que  o \n", "participante, pai da autora, se aposentou em 1992, ou seja, antes \n", "do advento da Resolução 49/97. Quanto à apelação adesiva, não \n", "se deflui do caso em tela o dano moral alegado. Súmula 75 da \n", "jurisprudência desta Corte. Desprovimento das apelações”. \n", "4. Tal como constatou a decisão agravada, para dissentir do \n", "acórdão  recorrido,  seria  necessário  o  reexame  do  material  fático-\n", "probatório  dos  autos,  bem como a  análise  de  cláusulas  contratuais.  A \n", "jurisprudência do Supremo Tribunal Federal  é firme no sentido de ser \n", "inadmissível o recurso extraordinário, ante a incidência das Súmulas 279 \n", "e 454/STF. Nesse sentido, veja-se o seguinte precedente:\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO. \n", "PREVIDENCIÁRIO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. PENSÃO \n", "SUPLEMENTAR POR MORTE. AUSÊNCIA DE OFENSA \n", "CONSTITUCIONAL  DIRETA.  SÚMULA  279  DO \n", "SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  PRECEDENTES. \n", "VERBA  HONORÁRIA  MAJORADA  EM  1%, \n", "PERCENTUAL  QUE  SE  SOMA  AO  FIXADO  NA \n", "ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 \n", "DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, E \n", "MULTA  APLICADA  NO  PERCENTUAL  DE  1%, \n", "CONFORME  O  §  4º  DO  ART.  1.021  DO  CÓDIGO  DE \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C5B-ECD4-685E-E5C5 e senha 022A-527E-A2EE-DA31\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7\n", "Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n", "ARE 1137976 AGR / RJ \n", "PROCESSO CIVIL.  AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL \n", "SE  NEGA  PROVIMENTO.”  (ARE  1.097.439-AgR,  Relª. \n", "Minª. Cármen Lúcia)\n", "5. Diante  do  exposto,  nego  provimento  ao  agravo  interno. \n", "Ante seu caráter manifestamente protelatório,  aplico à parte agravante \n", "multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos \n", "do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica \n", "a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito  da \n", "respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do \n", "CPC/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em \n", "25%  o  valor  da  verba  honorária  fixada  anteriormente,  observados  os \n", "limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015.  \n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C5B-ECD4-685E-E5C5 e senha 022A-527E-A2EE-DA31\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7\n", "Extrato de Ata - 05/10/2018\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.976\n", "PROCED. : RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AGTE.(S) : FUNDACAO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL PETROS\n", "ADV.(A/S) : MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA (13418/DF)\n", "ADV.(A/S) : LUCIA PORTO NORONHA (161906/RJ, 78597/SP)\n", "AGDO.(A/S) : EMANOELY ANDRADE FERNANDES DOS SANTOS REPRESENTADA \n", "POR FABIANA DA SILVA ANDRADE\n", "ADV.(A/S) : DEBORA PAVAO DOS SANTOS (135059/RJ)\n", "Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \n", "interno, com aplicação de multa e majoração de honorários, nos \n", "termos  do  voto  do  Relator.  Primeira  Turma,  Sessão  Virtual  de \n", "28.9.2018 a 4.10.2018.\n", " \n", "Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco \n", "Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. \n", "Disponibilizou  processo  para  esta  Sessão  o  Ministro  Edson \n", "Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro \n", "Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma.\n", "Cintia da Silva Gonçalves\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54CE-BA8A-657D-4598 e senha 12E9-009D-B643-9F37\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7\n" ], "numero" : "1137976", "partes" : [ { "nome" : "MIN. ROBERTO BARROSO", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "FUNDACAO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL PETROS", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "DEBORA PAVAO DOS SANTOS", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "EMANOELY ANDRADE FERNANDES DOS SANTOS REPRESENTADA POR FABIANA DA SILVA ANDRADE", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. ROBERTO BARROSO", "texto" : "O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):  1. Trata-se  de  agravo  interno  interposto  contra  decisão  monocrática  que  negou  seguimento  ao  recurso,  tendo  em  vista  estar  correta  a  decisão  do  Tribunal  de  origem  que  inadmitiu  o  recurso  extraordinário,  sob o  fundamento de que  “o  acórdão  recorrido  decidiu  a   espécie com base nos dados e provas trazidos aos autos,  bem como nas regras   estipuladas no Regulamento da própria Recorrente”.  2. A parte agravante alega que “conceder benefício a dependente   para  o  qual  não  se  formou o  prévio  e  devido  custeio,  tão  somente  porque  o   benefício de pensão por morte foi concedido no âmbito no INSS, fere o equilíbrio   atuarial do Plano de Benefícios da agravante”.   3. É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):  1. Deixo de abrir  prazo para contrarrazões,  na medida em  que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à  análise do recurso.  2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte  recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora  agravada.  3. O Tribunal  de  origem,  ao  julgar  o  recurso  de  apelação,  proferiu acórdão assim ementado:  “Apelação Cível.  Plano de previdência privada.  Ação de  obrigação de fazer.  Complementação de pensão.  Sentença de  procedência.  Apelação  da   PETROS  sustentando,  preliminarmente,  prescrição,  falta  de  interesse  de  agir  e  impossibilidade jurídica do pedido. No mérito, sustenta a falta  da  fonte de custeio para o pagamento da pensão complementar  à autora, tendo em vista que a mesma não foi inscrita em vida  pelo participante do Plano,  seu pai.  Recurso que não merece  prosperar.  Prescrição  quinquenal.  Súmula  291  do  STJ.  Ação  ajuizada no prazo legal. Presente ainda o interesse de agir pela  necessidade do provimento judicial ante a recusa da apelante  ao  pagamento  do  benefício  complementar,  sendo  ainda  adequada a ação de obrigação de fazer. Inexistência de vedação  legal  do  pleito  da  autora  para  o  pensionamento  almejado,  sendo, portanto, também impertinente alegada impossibilidade  jurídica  do  pedido.  No  mérito,  o  direito  da  autora  ao     pensionamento  complementar  exsurge  do  próprio  Regulamento da apelante (parágrafo único do artigo 40 e artigo  34), no sentido de que ‘os beneficiários do Participante são os  seus  dependentes,  como  tal  definidos  na  legislação  da  Previdência  Social’,  sendo  devida  a  complementação  ao  beneficiário a que for concedida a cota de pensão pelo INSS e  enquanto estiver recebendo o benefício. Autora que comprova o  cumprimento  de  tais  requisitos.  Quanto  à  falta  de  fonte  de  custeio para o pagamento do benefício, ante a inexistência de  inscrição da autora pelo participante em vida, cabe anotar que a  resolução vigente no momento da aposentadoria é que regerá  toda  a  situação  jurídica  do  aposentado,  sendo  que  o  participante, pai da autora, se aposentou em 1992, ou seja, antes  do advento da Resolução 49/97. Quanto à apelação adesiva, não  se deflui do caso em tela o dano moral alegado. Súmula 75 da  jurisprudência desta Corte. Desprovimento das apelações”.   4. Tal como constatou a decisão agravada, para dissentir do  acórdão  recorrido,  seria  necessário  o  reexame  do  material  fático- probatório  dos  autos,  bem como a  análise  de  cláusulas  contratuais.  A  jurisprudência do Supremo Tribunal Federal  é firme no sentido de ser  inadmissível o recurso extraordinário, ante a incidência das Súmulas 279  e 454/STF. Nesse sentido, veja-se o seguinte precedente:  “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  PREVIDENCIÁRIO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. PENSÃO  SUPLEMENTAR POR MORTE. AUSÊNCIA DE OFENSA  CONSTITUCIONAL  DIRETA.  SÚMULA  279  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  PRECEDENTES.  VERBA  HONORÁRIA  MAJORADA  EM  1%,  PERCENTUAL  QUE  SE  SOMA  AO  FIXADO  NA  ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11  DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, E  MULTA  APLICADA  NO  PERCENTUAL  DE  1%,  CONFORME  O  §  4º  DO  ART.  1.021  DO  CÓDIGO  DE     PROCESSO CIVIL.  AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL  SE  NEGA  PROVIMENTO.”  (ARE  1.097.439-AgR,  Relª.  Minª. Cármen Lúcia)  5. Diante  do  exposto,  nego  provimento  ao  agravo  interno.  Ante seu caráter manifestamente protelatório,  aplico à parte agravante  multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos  do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica  a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito  da  respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do  CPC/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em  25%  o  valor  da  verba  honorária  fixada  anteriormente,  observados  os  limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015.   ", "votante" : "MIN_ROBERTO_BARROSO" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac1b0d2512244887582" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do  Supremo Tribunal  Federal,  em Segunda Turma,   sob a  Presidência  do  Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas  taquigráficas,  por  unanimidade,  em  negar  provimento  ao  agravo  regimental,  nos termos do voto da Relatora.  Ausente, justificadamente,  o Ministro Celso de Mello.    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NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.139 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : RAELMI GARDEL DA PAIXAO ADV.(A/S) : MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS  Decisão:  A  Turma,  por  votação  unânime,  negou  provimento  ao  agravo  regimental,  nos  termos  do  voto  da  Relatora.  Ausente,  justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do  Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015.  Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à  sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori  Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de  Mello.  Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.  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CÁRMEN LÚCIA\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     RAELMI GARDEL DA PAIXAO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESTADO DE MINAS GERAIS\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS\n    </p>\n    <p>\n     GERAIS\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA:\n     </b>\n     AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  DIREITO  ADMINISTRATIVO. \nPRAZO  DECADENCIAL.  AÇÃO  ANULATÓRIA.  CONCURSO \nPÚBLICO.  AUSÊNCIA  DE  OFENSA  CONSTITUCIONAL  DIRETA. \nAGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A\n     </b>\n     <b>\n      C\n     </b>\n     <b>\n      Ó\n     </b>\n     <b>\n      R\n     </b>\n     <b>\n      D\n     </b>\n     <b>\n      Ã\n     </b>\n     <b>\n      O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \nSupremo Tribunal  Federal,  em Segunda Turma,   sob a  Presidência  do \nMinistro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas \ntaquigráficas,  por  unanimidade,\n     <b>\n      em  negar  provimento  ao  agravo \nregimental,\n     </b>\n     nos termos do voto da Relatora.  Ausente, justificadamente, \no Ministro Celso de Mello.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 25 de agosto de 2015.\n    </p>\n    <p>\n     Ministra\n     <b>\n      CÁRMEN LÚCIA -\n     </b>\n     Relatora\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291146.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      25/08/2015 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.139 MINAS \nGERAIS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     RAELMI GARDEL DA PAIXAO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESTADO DE MINAS GERAIS\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS\n    </p>\n    <p>\n     GERAIS\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      R E L A T Ó R I O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      1.\n     </b>\n     Em 22.7.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso \nextraordinário interposto por Raelmi Gardel da Paixão contra julgado do \nTribunal de Justiça de Minas Gerais, que manteve a sentença de extinção \ndo  processo  por  decadência  (art.  269,  inc.  IV,  do  Código  de  Processo \nCivil). A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      6. Razão jurídica não assiste ao Agravante.\n7.  As  matérias  constitucionais  suscitadas  no  recurso\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      extraordinário  não  foram  objeto  de  debate  e  decisão  prévios  no  \nTribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos com  \na finalidade de comprovar ter havido, no ponto, o prequestionamento.  \nIncidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo  \nTribunal Federal:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO  NO  AGRAVO  DE  \nINSTRUMENTO.  CONVERSÃO  EM AGRAVO REGIMENTAL.  \nPROCESSUAL  CIVIL.  AUSÊNCIA  DE  \nPREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E  \n356  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  AGRAVO  \nREGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria  \nconstitucional  contida  no  recurso  extraordinário  não  foi  objeto  de  \ndebate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291147.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 887139 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      embargos  de  declaração,  o  que  não  viabiliza  o  extraordinário,  por  \nausência  do  necessário  prequestionamento”  (AI  631.961-ED,  de  \nminha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009);\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      (...)\n8. O Tribunal de Justiça decidiu a lide de forma suficientemente\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      fundamentada,  ainda que contrária  à pretensão do Agravante,  com  \nbase na legislação infraconstitucional e no conjunto fático-probatório:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “O prazo de validade do concurso público será de até dois anos,  \nprorrogável uma vez por igual período.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Pela  leitura  do  dispositivo  citado,  verifica-se  que  o  prazo  \nmáximo  de  validade  do  certame  é  de  4  (quatro)  anos,  ou  seja,  a  \nvalidade do concurso expirou em 2002.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Todavia, o autor ajuizou a presente ação anulatória em data de  \n15.4.2003, ou seja, após o término da validade do concurso no qual foi  \ncontraindicado.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Assim, tem-se que o apelante decaiu em seu direito, vez que não  \najuizou a presente ação dentro do prazo legal” (14-17, vol. 4).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      A apreciação  do  pleito  recursal  demandaria  revolvimento  de  \nfatos  e  provas  e  a  interpretação  da  legislação  afeta  à  validade  do  \nconcurso público, atraindo o óbice das súmulas ns. 279 e 280 deste  \nSupremo Tribunal:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Agravo  regimental  no  agravo  de  instrumento.  \nPrequestionamento.  Ausência.  Administrativo.  Concurso  Público.  \nPrescrição e  decadência.  Legislação infraconstitucional.  Reexame de  \nfatos  e  provas.  Impossibilidade.  Ofensa  reflexa.  Precedentes.  1.  Os  \ndispositivos  constitucionais  tidos  como  violados  não  foram  \nexaminados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas nºs 282  \ne 356 da Corte. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem  \nmediante  decisão  suficientemente  motivada.  3.  Inadmissível,  em  \nrecurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o  \nreexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs  \n636 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido” (AI 859522 AgR,  \nRelator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 30.5.2014).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante.\n9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      II, al.\n     </i>\n     a\n     <i>\n      , do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291147.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 887139 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Interno do Supremo Tribunal Federal)”\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      2.\n     </b>\n     Publicada  essa  decisão  no  DJe  de  7.8.2015,  Raelmi  Gardel  da \nPaixão interpõe em 14.8.2015, tempestivamente, agravo regimental.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      3.\n     </b>\n     O  Agravante  alega  que  os  temas  constitucionais  foram \ndevidamente prequestionados e “\n     <i>\n      a decisão foi contrária ao disposto na Carta  \nFederal, uma vez que\n     </i>\n     in casu\n     <i>\n      , a aplicação do artigo 37, III, foi errada, pois o que  \nse questiona é a ilegalidade, portanto, o prazo não é o previsto no inciso III do  \nreferido artigo, mas, sim, o de 5 (cinco) anos, previsto no artigo 1º do Decreto-Lei  \n20910/32\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     Assevera não ser necessário o \n“\n     <i>\n      revolvimento de fatos e provas e legislação afeta à validade do\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      concurso,  bastando verificar  que  a  Eg.  Câmara Julgadora errou ao  \njulgar o recurso com base no artigo 37, III, da Carta Federal, portanto,  \ncomo sabe que não é  o caso,  logo,  não estará revolvendo os fatos e  \nprovas e nem legislação infraconstitucional para decidir, uma vez que  \ndispositivos da Carta Federal foram infringidos de forma muito clara\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do \npresente recurso.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.139 MINAS \nGERAIS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      V O T O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      1.\n     </b>\n     Razão jurídica não assiste ao Agravante.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      2.\n     </b>\n     O  Agravante  pretende  a  reforma  do  acórdão  proferido  pelo \nTribunal  de  Justiça  de  Minas  Gerais  para  afastar-se  a  decadência \npronunciada e apreciar-se a alegada arbitrariedade do ato administrativo \npelo  qual  declarado  fisicamente  inapto  para  participar  do  curso  de \nformação da polícia civil estadual.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      3.\n     </b>\n     Como afirmado na decisão agravada, a questão posta nos autos \nquanto  à  norma  de  regência  da  decadência  possui  natureza \ninfraconstitucional, tanto que é objeto de decisões do Superior Tribunal \nde Justiça, por exemplo, no REsp 984.946, Relatora Ministra Laurita Vaz, \nQuinta  Turma,  DJe  17.12.2007,  e  no  REsp  897.129,  Relator  o  Ministro \nArnaldo  Esteves,  Quinta  Turma,  DJe  7.2.2008.  Eventual  afronta  à \nConstituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta. Confiram-se \nos julgados a seguir:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      AGRAVO  REGIMENTAL  EM  AGRAVO  DE  \nINSTRUMENTO.  ADMINISTRATIVO.  PRAZO  PARA \nADMINISTRAÇÃO  PÚBLICA  REVER  SEUS  ATOS.  \nDECADÊNCIA.  ANÁLISE  DE  LEGISLAÇÃO  \nINFRACONSTITUCIONAL.  OFENSA  INDIRETA.  \nPRECEDENTES.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  \nINTERPOSIÇÃO  DE  ACÓRDÃO  DO  STJ.  DESCABIMENTO.  \nAGRAVO IMPROVIDO .  I  –  Esta  Corte,  por  meio  de  remansosa  \njurisprudência,  tem  entendido  que  a  discussão  sobre  o  prazo  \ndecadencial para a Administração rever seus atos, demanda a análise  \nde normas infraconstitucionais. Precedentes. II - Somente admite-se\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291148.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 887139 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal de Justiça se a  \nquestão  constitucional  impugnada  for  nova.  Assim,  a  matéria  \nconstitucional impugnável via RE deve ter surgido, originariamente,  \nno  julgamento  do  recurso  especial,  o  que  não  é  o  caso  dos  autos.  \nPrecedentes. III – Agravo regimental improvido”\n     </i>\n     (AI 763.708-AgR, \nRelator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe \n24.6.2011).\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “DIREITO  CONSTITUCIONAL  E  PROCESSUAL  CIVIL.  \nRECURSO  EXTRAORDINÁRIO:  PRESSUPOSTOS  DE  \nADMISSIBILIDADE.  PREQUESTIONAMENTO.  AÇÃO  \nRESCISÓRIA:  DECADÊNCIA.  MATÉRIA \nINFRACONSTITUCIONAL.  AGRAVO.  1.  O  Recurso  \nExtraordinário era de todo inviável, pois não poderia submeter a esta  \nCorte  o  exame  de  questão  infraconstitucional,  como  a  relativa  à  \ndecadência, em face do disposto no art. 102, III, da C.F. 2. Ademais,  \nnenhum tema constitucional foi  objeto de consideração no aresto,  o  \nque, também, o inviabiliza (Súmulas 282 e 356). 3. De resto, como  \nsalientado  na  decisão  agravada,  é  pacífica  a  jurisprudência  do  \nSupremo  Tribunal  Federal,  no  sentido  de  não  admitir,  em  R.E.,  \nalegação  de  ofensa  indireta  à  Constituição  Federal,  por  má  \ninterpretação  ou  aplicação  e  mesmo  inobservância  de  normas  \ninfraconstitucionais.  4.  Agravo  improvido\n     </i>\n     ”  (AI  375.459-AgR, \nRelator  o  Ministro  Sydney  Sanches,  Primeira  Turma,  DJ \n14.6.2002).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      4.\n     </b>\n     Os  argumentos  do  Agravante,  insuficientes  para  modificar  a \ndecisão agravada,  demonstram apenas inconformismo e resistência em \npôr  termo  a  processos  que  se  arrastam  em  detrimento  da  eficiente \nprestação jurisdicional.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      5.\n     </b>\n     Pelo exposto,\n     <b>\n      nego provimento ao agravo regimental.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291148.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 25/08/2015\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.139\n     </b>\n     PROCED. : MINAS GERAIS\n     <b>\n      RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA\n     </b>\n     AGTE.(S) : RAELMI GARDEL DA PAIXAO\nADV.(A/S) : MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)\nAGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS\nPROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     :  A  Turma,  por  votação  unânime,  negou  provimento  ao \nagravo  regimental,  nos  termos  do  voto  da  Relatora.  Ausente, \njustificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do \nSenhor Ministro Dias Toffoli.\n     <b>\n      2ª Turma\n     </b>\n     , 25.08.2015.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à \nsessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori \nZavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de \nMello.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.\n    </p>\n    <p>\n     Ravena Siqueira\nSecretária\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258803\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "25/08/2015 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.139 MINAS \n", "GERAIS\n", "RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "AGTE.(S) :RAELMI GARDEL DA PAIXAO \n", "ADV.(A/S) :MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS \n", "PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS \n", "GERAIS \n", "EMENTA:  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  DIREITO  ADMINISTRATIVO. \n", "PRAZO  DECADENCIAL.  AÇÃO  ANULATÓRIA.  CONCURSO \n", "PÚBLICO.  AUSÊNCIA  DE  OFENSA  CONSTITUCIONAL  DIRETA. \n", "AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.\n", " A C Ó R D Ã O \n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \n", "Supremo Tribunal  Federal,  em Segunda Turma,   sob a  Presidência  do \n", "Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas \n", "taquigráficas,  por  unanimidade,  em  negar  provimento  ao  agravo \n", "regimental,  nos termos do voto da Relatora.  Ausente, justificadamente, \n", "o Ministro Celso de Mello.  \n", "Brasília, 25 de agosto de 2015.\n", "Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291146.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7\n", "Relatório\n", "25/08/2015 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.139 MINAS \n", "GERAIS\n", "RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "AGTE.(S) :RAELMI GARDEL DA PAIXAO \n", "ADV.(A/S) :MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS \n", "PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS \n", "GERAIS \n", "R E L A T Ó R I O\n", "A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): \n", "1.  Em 22.7.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso \n", "extraordinário interposto por Raelmi Gardel da Paixão contra julgado do \n", "Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que manteve a sentença de extinção \n", "do  processo  por  decadência  (art.  269,  inc.  IV,  do  Código  de  Processo \n", "Civil). A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:\n", "“6. Razão jurídica não assiste ao Agravante.\n", "7.  As  matérias  constitucionais  suscitadas  no  recurso  \n", "extraordinário  não  foram  objeto  de  debate  e  decisão  prévios  no  \n", "Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos com  \n", "a finalidade de comprovar ter havido, no ponto, o prequestionamento.  \n", "Incidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo  \n", "Tribunal Federal:\n", "“EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO  NO  AGRAVO  DE  \n", "INSTRUMENTO.  CONVERSÃO  EM AGRAVO REGIMENTAL.  \n", "PROCESSUAL  CIVIL.  AUSÊNCIA  DE  \n", "PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E  \n", "356  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  AGRAVO  \n", "REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria  \n", "constitucional  contida  no  recurso  extraordinário  não  foi  objeto  de  \n", "debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos  \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291147.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7\n", "Relatório\n", "ARE 887139 AGR / MG \n", "embargos  de  declaração,  o  que  não  viabiliza  o  extraordinário,  por  \n", "ausência  do  necessário  prequestionamento”  (AI  631.961-ED,  de  \n", "minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009);\n", "(...)\n", "8. O Tribunal de Justiça decidiu a lide de forma suficientemente  \n", "fundamentada,  ainda que contrária  à pretensão do Agravante,  com  \n", "base na legislação infraconstitucional e no conjunto fático-probatório:\n", "“O prazo de validade do concurso público será de até dois anos,  \n", "prorrogável uma vez por igual período.\n", "Pela  leitura  do  dispositivo  citado,  verifica-se  que  o  prazo  \n", "máximo  de  validade  do  certame  é  de  4  (quatro)  anos,  ou  seja,  a  \n", "validade do concurso expirou em 2002.\n", "Todavia, o autor ajuizou a presente ação anulatória em data de  \n", "15.4.2003, ou seja, após o término da validade do concurso no qual foi  \n", "contraindicado. \n", "Assim, tem-se que o apelante decaiu em seu direito, vez que não  \n", "ajuizou a presente ação dentro do prazo legal” (14-17, vol. 4).\n", "A apreciação  do  pleito  recursal  demandaria  revolvimento  de  \n", "fatos  e  provas  e  a  interpretação  da  legislação  afeta  à  validade  do  \n", "concurso público, atraindo o óbice das súmulas ns. 279 e 280 deste  \n", "Supremo Tribunal:\n", "“Agravo  regimental  no  agravo  de  instrumento.  \n", "Prequestionamento.  Ausência.  Administrativo.  Concurso  Público.  \n", "Prescrição e  decadência.  Legislação infraconstitucional.  Reexame de  \n", "fatos  e  provas.  Impossibilidade.  Ofensa  reflexa.  Precedentes.  1.  Os  \n", "dispositivos  constitucionais  tidos  como  violados  não  foram  \n", "examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas nºs 282  \n", "e 356 da Corte. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem  \n", "mediante  decisão  suficientemente  motivada.  3.  Inadmissível,  em  \n", "recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o  \n", "reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs  \n", "636 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido” (AI 859522 AgR,  \n", "Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 30.5.2014).\n", "Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante.\n", "9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.  \n", "II, al.  a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento  \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291147.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7\n", "Relatório\n", "ARE 887139 AGR / MG \n", "Interno do Supremo Tribunal Federal)”.\n", "2. Publicada  essa  decisão  no  DJe  de  7.8.2015,  Raelmi  Gardel  da \n", "Paixão interpõe em 14.8.2015, tempestivamente, agravo regimental.\n", "3.  O  Agravante  alega  que  os  temas  constitucionais  foram \n", "devidamente prequestionados e “a decisão foi contrária ao disposto na Carta  \n", "Federal, uma vez que in casu, a aplicação do artigo 37, III, foi errada, pois o que  \n", "se questiona é a ilegalidade, portanto, o prazo não é o previsto no inciso III do  \n", "referido artigo, mas, sim, o de 5 (cinco) anos, previsto no artigo 1º do Decreto-Lei  \n", "20910/32”.\n", "Assevera não ser necessário o \n", "“revolvimento de fatos e provas e legislação afeta à validade do  \n", "concurso,  bastando verificar  que  a  Eg.  Câmara Julgadora errou ao  \n", "julgar o recurso com base no artigo 37, III, da Carta Federal, portanto,  \n", "como sabe que não é  o caso,  logo,  não estará revolvendo os fatos e  \n", "provas e nem legislação infraconstitucional para decidir, uma vez que  \n", "dispositivos da Carta Federal foram infringidos de forma muito clara”.\n", "Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do \n", "presente recurso.\n", "É o relatório.\n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291147.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7\n", "Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "25/08/2015 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.139 MINAS \n", "GERAIS\n", "V O T O\n", "A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): \n", "1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. \n", "2.  O  Agravante  pretende  a  reforma  do  acórdão  proferido  pelo \n", "Tribunal  de  Justiça  de  Minas  Gerais  para  afastar-se  a  decadência \n", "pronunciada e apreciar-se a alegada arbitrariedade do ato administrativo \n", "pelo  qual  declarado  fisicamente  inapto  para  participar  do  curso  de \n", "formação da polícia civil estadual.\n", "3. Como afirmado na decisão agravada, a questão posta nos autos \n", "quanto  à  norma  de  regência  da  decadência  possui  natureza \n", "infraconstitucional, tanto que é objeto de decisões do Superior Tribunal \n", "de Justiça, por exemplo, no REsp 984.946, Relatora Ministra Laurita Vaz, \n", "Quinta  Turma,  DJe  17.12.2007,  e  no  REsp  897.129,  Relator  o  Ministro \n", "Arnaldo  Esteves,  Quinta  Turma,  DJe  7.2.2008.  Eventual  afronta  à \n", "Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta. Confiram-se \n", "os julgados a seguir:\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  EM  AGRAVO  DE  \n", "INSTRUMENTO.  ADMINISTRATIVO.  PRAZO  PARA \n", "ADMINISTRAÇÃO  PÚBLICA  REVER  SEUS  ATOS.  \n", "DECADÊNCIA.  ANÁLISE  DE  LEGISLAÇÃO  \n", "INFRACONSTITUCIONAL.  OFENSA  INDIRETA.  \n", "PRECEDENTES.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  \n", "INTERPOSIÇÃO  DE  ACÓRDÃO  DO  STJ.  DESCABIMENTO.  \n", "AGRAVO IMPROVIDO .  I  –  Esta  Corte,  por  meio  de  remansosa  \n", "jurisprudência,  tem  entendido  que  a  discussão  sobre  o  prazo  \n", "decadencial para a Administração rever seus atos, demanda a análise  \n", "de normas infraconstitucionais. Precedentes. II - Somente admite-se  \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291148.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7\n", "Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "ARE 887139 AGR / MG \n", "recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal de Justiça se a  \n", "questão  constitucional  impugnada  for  nova.  Assim,  a  matéria  \n", "constitucional impugnável via RE deve ter surgido, originariamente,  \n", "no  julgamento  do  recurso  especial,  o  que  não  é  o  caso  dos  autos.  \n", "Precedentes. III – Agravo regimental improvido”  (AI 763.708-AgR, \n", "Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe \n", "24.6.2011).\n", "“DIREITO  CONSTITUCIONAL  E  PROCESSUAL  CIVIL.  \n", "RECURSO  EXTRAORDINÁRIO:  PRESSUPOSTOS  DE  \n", "ADMISSIBILIDADE.  PREQUESTIONAMENTO.  AÇÃO  \n", "RESCISÓRIA:  DECADÊNCIA.  MATÉRIA \n", "INFRACONSTITUCIONAL.  AGRAVO.  1.  O  Recurso  \n", "Extraordinário era de todo inviável, pois não poderia submeter a esta  \n", "Corte  o  exame  de  questão  infraconstitucional,  como  a  relativa  à  \n", "decadência, em face do disposto no art. 102, III, da C.F. 2. Ademais,  \n", "nenhum tema constitucional foi  objeto de consideração no aresto,  o  \n", "que, também, o inviabiliza (Súmulas 282 e 356). 3. De resto, como  \n", "salientado  na  decisão  agravada,  é  pacífica  a  jurisprudência  do  \n", "Supremo  Tribunal  Federal,  no  sentido  de  não  admitir,  em  R.E.,  \n", "alegação  de  ofensa  indireta  à  Constituição  Federal,  por  má  \n", "interpretação  ou  aplicação  e  mesmo  inobservância  de  normas  \n", "infraconstitucionais.  4.  Agravo  improvido”  (AI  375.459-AgR, \n", "Relator  o  Ministro  Sydney  Sanches,  Primeira  Turma,  DJ \n", "14.6.2002).\n", "4.  Os  argumentos  do  Agravante,  insuficientes  para  modificar  a \n", "decisão agravada,  demonstram apenas inconformismo e resistência em \n", "pôr  termo  a  processos  que  se  arrastam  em  detrimento  da  eficiente \n", "prestação jurisdicional. \n", "5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291148.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7\n", "Extrato de Ata - 25/08/2015\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.139\n", "PROCED. : MINAS GERAIS\n", "RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "AGTE.(S) : RAELMI GARDEL DA PAIXAO\n", "ADV.(A/S) : MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS\n", "PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS\n", "Decisão:  A  Turma,  por  votação  unânime,  negou  provimento  ao \n", "agravo  regimental,  nos  termos  do  voto  da  Relatora.  Ausente, \n", "justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do \n", "Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015.\n", "Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à \n", "sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori \n", "Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de \n", "Mello.\n", "Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.\n", "Ravena Siqueira\n", "Secretária\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258803\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7\n" ], "numero" : "887139", "partes" : [ { "nome" : "MIN. CÁRMEN LÚCIA", "sigla" : "", "tipo" : "RELATORA" }, { "nome" : "RAELMI GARDEL DA PAIXAO", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "ESTADO DE MINAS GERAIS", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. CÁRMEN LÚCIA", "texto" : "A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):   1.  Em 22.7.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso  extraordinário interposto por Raelmi Gardel da Paixão contra julgado do  Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que manteve a sentença de extinção  do  processo  por  decadência  (art.  269,  inc.  IV,  do  Código  de  Processo  Civil). A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:  “6. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 7.  As  matérias  constitucionais  suscitadas  no  recurso    extraordinário  não  foram  objeto  de  debate  e  decisão  prévios  no   Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos com   a finalidade de comprovar ter havido, no ponto, o prequestionamento.   Incidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo   Tribunal Federal:  “EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO  NO  AGRAVO  DE   INSTRUMENTO.  CONVERSÃO  EM AGRAVO REGIMENTAL.   PROCESSUAL  CIVIL.  AUSÊNCIA  DE   PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E   356  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  AGRAVO   REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria   constitucional  contida  no  recurso  extraordinário  não  foi  objeto  de   debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos      embargos  de  declaração,  o  que  não  viabiliza  o  extraordinário,  por   ausência  do  necessário  prequestionamento”  (AI  631.961-ED,  de   minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009);  (...) 8. O Tribunal de Justiça decidiu a lide de forma suficientemente    fundamentada,  ainda que contrária  à pretensão do Agravante,  com   base na legislação infraconstitucional e no conjunto fático-probatório:  “O prazo de validade do concurso público será de até dois anos,   prorrogável uma vez por igual período.  Pela  leitura  do  dispositivo  citado,  verifica-se  que  o  prazo   máximo  de  validade  do  certame  é  de  4  (quatro)  anos,  ou  seja,  a   validade do concurso expirou em 2002.  Todavia, o autor ajuizou a presente ação anulatória em data de   15.4.2003, ou seja, após o término da validade do concurso no qual foi   contraindicado.   Assim, tem-se que o apelante decaiu em seu direito, vez que não   ajuizou a presente ação dentro do prazo legal” (14-17, vol. 4).  A apreciação  do  pleito  recursal  demandaria  revolvimento  de   fatos  e  provas  e  a  interpretação  da  legislação  afeta  à  validade  do   concurso público, atraindo o óbice das súmulas ns. 279 e 280 deste   Supremo Tribunal:  “Agravo  regimental  no  agravo  de  instrumento.   Prequestionamento.  Ausência.  Administrativo.  Concurso  Público.   Prescrição e  decadência.  Legislação infraconstitucional.  Reexame de   fatos  e  provas.  Impossibilidade.  Ofensa  reflexa.  Precedentes.  1.  Os   dispositivos  constitucionais  tidos  como  violados  não  foram   examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas nºs 282   e 356 da Corte. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem   mediante  decisão  suficientemente  motivada.  3.  Inadmissível,  em   recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o   reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs   636 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido” (AI 859522 AgR,   Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 30.5.2014).  Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.    II, al.  a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento      Interno do Supremo Tribunal Federal)”.  2. Publicada  essa  decisão  no  DJe  de  7.8.2015,  Raelmi  Gardel  da  Paixão interpõe em 14.8.2015, tempestivamente, agravo regimental.  3.  O  Agravante  alega  que  os  temas  constitucionais  foram  devidamente prequestionados e “a decisão foi contrária ao disposto na Carta   Federal, uma vez que in casu, a aplicação do artigo 37, III, foi errada, pois o que   se questiona é a ilegalidade, portanto, o prazo não é o previsto no inciso III do   referido artigo, mas, sim, o de 5 (cinco) anos, previsto no artigo 1º do Decreto-Lei   20910/32”.  Assevera não ser necessário o  “revolvimento de fatos e provas e legislação afeta à validade do    concurso,  bastando verificar  que  a  Eg.  Câmara Julgadora errou ao   julgar o recurso com base no artigo 37, III, da Carta Federal, portanto,   como sabe que não é  o caso,  logo,  não estará revolvendo os fatos e   provas e nem legislação infraconstitucional para decidir, uma vez que   dispositivos da Carta Federal foram infringidos de forma muito clara”.  Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do  presente recurso.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):   1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.   2.  O  Agravante  pretende  a  reforma  do  acórdão  proferido  pelo  Tribunal  de  Justiça  de  Minas  Gerais  para  afastar-se  a  decadência  pronunciada e apreciar-se a alegada arbitrariedade do ato administrativo  pelo  qual  declarado  fisicamente  inapto  para  participar  do  curso  de  formação da polícia civil estadual.  3. Como afirmado na decisão agravada, a questão posta nos autos  quanto  à  norma  de  regência  da  decadência  possui  natureza  infraconstitucional, tanto que é objeto de decisões do Superior Tribunal  de Justiça, por exemplo, no REsp 984.946, Relatora Ministra Laurita Vaz,  Quinta  Turma,  DJe  17.12.2007,  e  no  REsp  897.129,  Relator  o  Ministro  Arnaldo  Esteves,  Quinta  Turma,  DJe  7.2.2008.  Eventual  afronta  à  Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta. Confiram-se  os julgados a seguir:  “AGRAVO  REGIMENTAL  EM  AGRAVO  DE   INSTRUMENTO.  ADMINISTRATIVO.  PRAZO  PARA  ADMINISTRAÇÃO  PÚBLICA  REVER  SEUS  ATOS.   DECADÊNCIA.  ANÁLISE  DE  LEGISLAÇÃO   INFRACONSTITUCIONAL.  OFENSA  INDIRETA.   PRECEDENTES.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.   INTERPOSIÇÃO  DE  ACÓRDÃO  DO  STJ.  DESCABIMENTO.   AGRAVO IMPROVIDO .  I  –  Esta  Corte,  por  meio  de  remansosa   jurisprudência,  tem  entendido  que  a  discussão  sobre  o  prazo   decadencial para a Administração rever seus atos, demanda a análise   de normas infraconstitucionais. Precedentes. II - Somente admite-se      recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal de Justiça se a   questão  constitucional  impugnada  for  nova.  Assim,  a  matéria   constitucional impugnável via RE deve ter surgido, originariamente,   no  julgamento  do  recurso  especial,  o  que  não  é  o  caso  dos  autos.   Precedentes. III – Agravo regimental improvido”  (AI 763.708-AgR,  Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe  24.6.2011).  “DIREITO  CONSTITUCIONAL  E  PROCESSUAL  CIVIL.   RECURSO  EXTRAORDINÁRIO:  PRESSUPOSTOS  DE   ADMISSIBILIDADE.  PREQUESTIONAMENTO.  AÇÃO   RESCISÓRIA:  DECADÊNCIA.  MATÉRIA  INFRACONSTITUCIONAL.  AGRAVO.  1.  O  Recurso   Extraordinário era de todo inviável, pois não poderia submeter a esta   Corte  o  exame  de  questão  infraconstitucional,  como  a  relativa  à   decadência, em face do disposto no art. 102, III, da C.F. 2. Ademais,   nenhum tema constitucional foi  objeto de consideração no aresto,  o   que, também, o inviabiliza (Súmulas 282 e 356). 3. De resto, como   salientado  na  decisão  agravada,  é  pacífica  a  jurisprudência  do   Supremo  Tribunal  Federal,  no  sentido  de  não  admitir,  em  R.E.,   alegação  de  ofensa  indireta  à  Constituição  Federal,  por  má   interpretação  ou  aplicação  e  mesmo  inobservância  de  normas   infraconstitucionais.  4.  Agravo  improvido”  (AI  375.459-AgR,  Relator  o  Ministro  Sydney  Sanches,  Primeira  Turma,  DJ  14.6.2002).  4.  Os  argumentos  do  Agravante,  insuficientes  para  modificar  a  decisão agravada,  demonstram apenas inconformismo e resistência em  pôr  termo  a  processos  que  se  arrastam  em  detrimento  da  eficiente  prestação jurisdicional.   5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. ", "votante" : "MIN_CARMEN_LUCIA" } ] }
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Por  atribuição  constitucional,  presta-se  a  reclamação  para  preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões  (art. 102, inciso I, alínea l, CF/88), bem como para resguardar a correta  aplicação de súmula vinculante (art. 103-A, § 3º, CF/88).  2. O cabimento da reclamação pressupõe usurpação da competência  ou desrespeito a decisão ou a súmula vinculante do STF , não sendo meio  processual adequado para a parte manifestar seu inconformismo acerca  de  decisão  proferida  pelo  próprio  STF  em  que  ele  tenha  rejeitado  a  pretensão deduzida  em recurso  adequado utilizado para  fazer  subir  à  apreciação da Corte o caso concreto em que o reclamante figurara como  parte processual.  3. Agravo regimental não provido.  " }, "extratoata" : { "texto" : "AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.893 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS ADVOGADOS DO PODER EXECUTIVO DO ESTADO  DO PARANÁ ADV.(A/S) : MICHEL SALIBA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ  Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos  termos  do  voto  do  relator.  Unânime.  Não  participou,  justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber.  Ausente,  justificadamente,  o  Senhor  Ministro  Roberto  Barroso.  Presidência  do  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio.  Primeira  Turma,  25.6.2014.    Presidência  do  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio.  Presentes  à   Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber.  Ausente,  justificadamente,  o  Senhor  Ministro  Roberto  Barroso.  Compareceu  o  Senhor  Ministro  Ricardo  Lewandowski  para  julgar  processos  a  ele  vinculados,  assumindo  a  cadeira  da  Senhora  Ministra Rosa Weber.  Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Paulo  Gustavo  Gonet  Branco.  Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      25/06/2014 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.893 PARANÁ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     ASSOCIAÇÃO DOS ADVOGADOS DO PODER\n    </p>\n    <p>\n     EXECUTIVO DO ESTADO DO PARANÁ\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MICHEL SALIBA OLIVEIRA E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESTADO DO PARANÁ\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO\n    </p>\n    <p>\n     PARANÁ\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Agravo  regimental  em  reclamação.  Perfil  constitucional  da \nreclamação. Ausência de requisitos. Recurso não provido.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1.  Por  atribuição  constitucional,  presta-se  a  reclamação  para \npreservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões \n(art. 102, inciso I, alínea l, CF/88), bem como para resguardar a correta \naplicação de súmula vinculante (art. 103-A, § 3º, CF/88).\n    </p>\n    <p>\n     2. O cabimento da reclamação pressupõe usurpação da competência \nou desrespeito a decisão ou a súmula vinculante do STF , não sendo meio \nprocessual adequado para a parte manifestar seu inconformismo acerca \nde  decisão  proferida  pelo  próprio  STF  em  que  ele  tenha  rejeitado  a \npretensão deduzida  em recurso  adequado utilizado para  fazer  subir  à \napreciação da Corte o caso concreto em que o reclamante figurara como \nparte processual.\n    </p>\n    <p>\n     3. Agravo regimental não provido.\n     <b>\n      ACÓRDÃO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nPrimeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do \nSenhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e \ndas notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553654.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RCL 9893 AGR / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 25 de junho de 2014.\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO DIAS TOFFOLI\nRelator\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553654.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      25/06/2014 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.893 PARANÁ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     ASSOCIAÇÃO DOS ADVOGADOS DO PODER\n    </p>\n    <p>\n     EXECUTIVO DO ESTADO DO PARANÁ\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MICHEL SALIBA OLIVEIRA E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESTADO DO PARANÁ\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO\n    </p>\n    <p>\n     PARANÁ\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATÓRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n     </b>\n     Cuida-se  de  agravo  regimental  interposto  pela  ASSOCIAÇÃO DOS\n    </p>\n    <p>\n     ADVOGADOS DO PODER EXECUTIVO DO ESTADO DO PARANÁ com o objetivo \nde  submeter  ao  crivo  do  colegiado  do  Supremo  Tribunal  Federal  a \ndecisão  em que  neguei\n     <b>\n     </b>\n     seguimento  à  reclamação  constitucional,  pelos \nseguintes fundamentos:\n    </p>\n    <p>\n     “A  presente  reclamação  constitucional  foi  protocolada \nnesta Suprema Corte,\n     <b>\n      em 4/3/10\n     </b>\n     , quando esta Suprema Corte, \nem  sede  de  agravo  regimental,  já  havia  deliberado \ncolegiadamente  no  sentido  de  negar  provimento  ao  AI  nº \n749.998/PR, estando a ementa do julgado assim redigida:\n    </p>\n    <p>\n     ‘\n     <b>\n      1.\n     </b>\n     <b>\n      RECURSO.  Extraordinário.  Inadmissibilidade. \nArt. 321 do RISTF. Agravo regimental não provido\n     </b>\n     . Há a \nmitigação do rigor formal exigido pelo art. 321 do RISTF \nquando das razões recursais é possível aferir violação ao \ntexto constitucional.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      2.  RECURSO.  Extraordinário.  Inadmissibilidade. \nJurisprudência  assentada.  Ausência  de  razões \nconsistentes.  Decisão  mantida.  Agravo  regimental\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553651.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RCL 9893 AGR / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      improvido.\n     </b>\n     Nega-se  provimento  a  agravo  regimental \ntendente  a  impugnar,  sem  razões  consistentes,  decisão \nfundada  em jurisprudência  assente  na  Corte.’ (Segunda \nTurma, DJe de 23/10/09)\n    </p>\n    <p>\n     Em precedente Plenário, firmou-se entendimento de que a \nprocedência da ação reclamatória tem o condão de desconstituir \na eficácia de\n     <b>\n      decisões\n     </b>\n     , nos autos originários,\n     <b>\n      proferidas após o \najuizamento  do  instituto  nesta  Suprema  Corte\n     </b>\n     .  Cito \nprecedente:\n    </p>\n    <p>\n     ‘I. Reclamação: subsistência à coisa julgada formada \nna sua pendência.\n    </p>\n    <p>\n     Ajuizada a reclamação antes do trânsito em julgado \nda  decisão  reclamada,  e  não  suspenso  liminarmente  o \nprocesso  principal,  a  eficácia  de  tudo  quanto  nele  se \ndecidir  ulteriormente,  incluído  o  eventual  trânsito  em \njulgado  do  provimento  que  se  tacha  de  contrário  à \nautoridade de  acórdão do STF,  será  desconstituído pela \nprocedência da reclamação.\n    </p>\n    <p>\n     Reclamação: improcedência. \nSentença  de  liquidação  de  decisão  de  Tribunal\n    </p>\n    <p>\n     Superior não afronta a autoridade de acórdão do Supremo \nTribunal exarado no processo de execução que se limitou a \nafirmar compatibilidade entre o julgado no processo  de \nconhecimento  e  o  do  mesmo  Tribunal  Superior,  que \nreputara  ofensiva  da  coisa  julgada,  e  consequentemente \nnula,  a  primitiva  declaração  de  improcedência  da \nliquidação’ (Rcl nº 509/MG, Relator o Ministro\n     <b>\n      Sepúlveda \nPertence\n     </b>\n     , Tribunal Pleno, DJ de 4/8/2000 - grifei).\n    </p>\n    <p>\n     A apreciação da ação reclamatória deve, portanto, incidir \nsobre  a  moldura  fático-jurídica  revelada  pelo  último  ato \ndecisório  proferido  nos  autos  da  Ação  Direta  de \nInconstitucionalidade nº 386.112-9.\n    </p>\n    <p>\n     Assim,  a  presente  ação  é  usada  pela  reclamante  para\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553651.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RCL 9893 AGR / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     manifestar seu inconformismo acerca de decisão proferida pelo \npróprio STF, que deixou de acolher a pretensão deduzida em \nrecurso adequado utilizado para fazer subir  o caso concreto à \napreciação dessa Suprema Corte.\n    </p>\n    <p>\n     O perfil constitucional da reclamação é o que a ela confere \na função de  preservar a esfera de competência desta Suprema \nCorte e a autoridade de suas decisões (art. 102, I, l , da CF/88) e \npara garantir a correta aplicação de súmula vinculante (art. 103-\nA, § 4º, CF/88).\n    </p>\n    <p>\n     Em torno desses  conceitos,  a  jurisprudência desta  Corte \ndesenvolveu parâmetros para a utilização dessa figura jurídica, \ndentre  os  quais,  para  a  solução  da  presente  demanda,  se \ndestacam:\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      1.  Reclamação  não  pode  se  confundir  com  sucedâneo \nrecursal, ação rescisória ou emprestar efeito suspensivo a RE.\n     </b>\n     ‘O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso \nespecífico  que  a  legislação  tenha  posto  à  disposição  do \njurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo \njuízo\n     <b>\n      a quo’\n     </b>\n     (Rcl  nº 5.703/SP-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a \nMinistra\n     <b>\n      Cármen Lúcia\n     </b>\n     ,  DJe de 16/10/09).  Precedentes:  Rcl nº \n5.926/SC-AgR,  Tribunal  Pleno,  Relator  o  Ministro\n     <b>\n      Celso  de \nMello\n     </b>\n     ,  DJe de 13/11/09;  Rcl  nº  5.684/PE-AgR, Tribunal  Pleno, \nRelator o Ministro\n     <b>\n      Ricardo Lewandowski\n     </b>\n     , DJe de 15/8/08.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      2. Inadequação da reclamação para reexame do mérito da \ndemanda  originária\n      <i>\n       .\n      </i>\n     </b>\n     A  reclamação  não  se  ‘configura \ninstrumento  viabilizador  do  reexame  do  conteúdo  do  ato \nreclamado’ (Rcl  nº  6.534/MA-AgR,  Tribunal  Pleno,  Relator  o \nMinistro\n     <b>\n      Celso de Mello\n     </b>\n     , DJe de 17/10/08).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      3.  Impropriedade do uso da reclamação contra decisão \njudicial de Ministros ou Turmas desta Suprema Corte.\n     </b>\n     ‘Não \ncabe  reclamação  contra  atos  decisórios  dos  ministros  ou das \nTurmas  que  integram  esta  Corte  Suprema,  dado  que  tais \ndecisões  são  juridicamente  imputados  à  autoria  do  próprio \nTribunal  em  sua  inteireza’  (Rcl  nº  3.916/AP-AgR,  relator  o \nMinistro\n     <b>\n      Ayres  Britto\n     </b>\n     ,  Tribunal  Pleno,  DJ  de  25/8/06).\n     <b>\n      Vide\n     </b>\n     outros precedentes nesse sentido:\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553651.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RCL 9893 AGR / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECLAMAÇÃO. \nEMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO  OPOSTOS  DE \nDECISÃO  MONOCRÁTICA.  CONVERSÃO  EM \nAGRAVO  REGIMENTAL.  RECLAMAÇÃO  PROPOSTA \nCONTRA  ATO  DESTE  TRIBUNAL. \nINADMISSIBILIDADE.  AGRAVO  IMPROVIDO.  I  –  O \nrecurso  cabível  contra  decisão  monocrática  é  o  agravo \nregimental.  II  -  Não cabe reclamação contra decisões do \nSupremo Tribunal Federal. Precedentes. III – Embargos de \ndeclaração convertidos em agravo regimental, ao qual se \nnega provimento.’ (Rcl nº 9.542/SP-ED, Relator o Ministro\n     <b>\n      Ricardo Lewandowski\n     </b>\n     , Tribunal Pleno, DJe de 8/2/11).\n    </p>\n    <p>\n     ‘RECLAMAÇÃO.  Propositura  contra  decisão  de \nTurma  do  Supremo.  Inadmissibilidade.  Seguimento \nnegado. Recurso improvido. Precedentes. Não se admite \nreclamação  contra  decisão  de  turma  ou  ministro  do \nSupremo Tribunal Federal.’ (Rcl nº 2.969/MG-AgR, relator \no Ministro\n     <b>\n      Cezar Peluso\n     </b>\n     , Tribunal Pleno, DJe de 25/3/10).\n    </p>\n    <p>\n     ‘AGRAVO  REGIMENTAL  NA  RECLAMAÇÃO. \nIMPUGNAÇÃO DE ATO DE MINISTRO DO SUPREMO \nTRIBUNAL FEDERAL.  COMPETÊNCIA DO  RELATOR \nPARA  DECIDIR  MONOCRATICAMENTE  AÇÃO  SOB \nSUA  RELATORIA.  AGRAVO  REGIMENTAL \nPREJUDICADO. 1. Não cabe reclamação para impugnar \ndecisão  monocrática  de  Ministro  do  Supremo  Tribunal \nFederal.  2.  Reconsideração  da  decisão  reclamada. \nSubstituição  do  título  judicial:  perda  de  objeto.’  (Rcl \n8.301/DF-AgR,  Relatora  a  Ministra\n     <b>\n      Cármen  Lúcia\n     </b>\n     , \nTribunal Pleno, DJe de 9/10/09).\n    </p>\n    <p>\n     ‘CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. VIOLAÇÃO \nDA  AUTORIDADE  DE  ACÓRDÃO  DO  SUPREMO \nTRIBUNAL  FEDERAL.  AGRAVO  REGIMENTAL.\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553651.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RCL 9893 AGR / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     DECISÃO  QUE  RECONHECE  A  INTERPOSIÇÃO  DE \nRECLAMAÇÃO  CONTRA DECISÃO  JÁ  TRANSITADA \nEM  JULGADO.  1.  Não  cabe  reclamação  contra  decisão \nprolatada pelo Supremo Tribunal Federal ou qualquer de \nseus  órgãos.  2.  Não  cabe  reclamação  contra  decisão  já \ntransitada  em  julgado,  dado  que  a  medida  não  pode \noperar como sucedâneo ou substitutivo de ação rescisória \nou  outra  medida  judicial  tendente  a  reformar  decisão \njudicial.  Agravo  regimental  conhecido,  mas  ao  qual  se \nnega  provimento.’  (Rcl  nº  2.090/MG-AgR,  relator  o \nMinistro\n     <b>\n      Joaquim  Barbosa\n     </b>\n     ,  Tribunal  Pleno,  DJe  de \n21/8/09).\n    </p>\n    <p>\n     Destaco, portanto, que a reclamação constitucional não é \nvia processual adequada para corrigir o entendimento afirmado \nem  decisão  colegiada  desta  Suprema  Corte  ou  repudiá-lo, \ndevendo  a  parte  valer-se  dos  meios  recursais  ordinários \ncolocados a sua disposição para questionar o acerto ou não da \ndeliberação, não podendo a reclamação constitucional ser usada \ncomo  sucedâneo  de  recurso  ou  para  reexame  do  mérito  da \ndemanda  originária,  conforme  postulados  jurisprudenciais \nacima destacados.\n    </p>\n    <p>\n     Ante  o  exposto,  nego  seguimento  à  reclamação,  nos \ntermos do artigo 21, § 1º, do RISTF.”\n    </p>\n    <p>\n     Aduz a  recorrente  que a decisão agravada não merece prosperar, \npois, no julgamento do AI nº 749.998, o Supremo Tribunal Federal não \nteria  entrado  no  mérito  da  controvérsia,  qual  seja,  a  equiparação  das \ncarreiras  de advogado do Poder Executivo paranaense e de procurador \ndo  Estado  do  Paraná,  a  qual  teria  sido  expressamente  afastada  pelo \nTribunal de Justiça do Paraná, violando-se o entendimento firmado pela \nSuprema Corte nas ADIs nºs 175/PR e 484/PR. Nesse tocante, aduz que\n    </p>\n    <p>\n     “[o]  caso  em  mesa  é  de  flagrante  descumprimento  à \ndecisão colegiada, emanada em ação direta (ADI nº 175 e 484), \nque decidiu sobre controle de constitucionalidade, em abstrato.\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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STF, apresentou-se \nrecurso extraordinário, que foi inadmitido por decisão atacada \npelo AI nº 749.998.\n    </p>\n    <p>\n     Entretanto,  os  argumentos  do  AI  nº  749.998  sequer  foi \nanalisado  por  esta  Suprema  Corte,  que  manteve  os \nfundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário \npor suposta deficiência de fundamentação”.\n    </p>\n    <p>\n     Requer  a  reconsideração  da  decisão  agravada  ou  que  seja  dado \nprovimento ao presente recurso, julgando-se procedente a reclamação.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553651.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      25/06/2014 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.893 PARANÁ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      VOTO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n     </b>\n     A irresignação não merece prosperar.\nNa decisão ora agravada, consignei que a presente reclamação foi\n    </p>\n    <p>\n     ajuizada em 4/3/10, após esta Suprema Corte já ter se manifestado no AI \nnº 749.998/PR, o qual fora interposto contra a negativa de seguimento ao \nrecurso extraordinário apresentado pela reclamante,  ora agravante,  nos \nautos originários.\n    </p>\n    <p>\n     Destarte,  o STF já  foi  provocado a se manifestar no caso concreto \nacerca da irresignação quanto à matéria constitucional controvertida na \ndecisão  objeto  da  presente  reclamação  constitucional,  ora  em  sede \nregimental.\n    </p>\n    <p>\n     Assim, a violação às ADIs nºs 175/PR e 484/PR, caso houvesse sido \ndevidamente suscitada e identificada nos autos originários, poderia ter \nlevado  ao  conhecimento  do  AI  nº  749.998/PR  e  ao  provimento  do \nrespectivo  recurso  extraordinário,\n     <b>\n      o que  não  ocorreu  no  caso  ora  em \ndebate\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     É exatamente dessa perspectiva que repiso que a análise da presente \nreclamação\n     <b>\n      deve\n     </b>\n     <b>\n      incidir  sobre  a  moldura  fático-jurídica  revelada  no \núltimo  ato  decisório  proferido  nos  autos  da  Ação  Direta  de \nInconstitucionalidade nº 386.112-9\n     </b>\n     , que consiste exatamente na decisão \nda Primeira Turma do STF no AI nº 777.475/PE. Essa decisão foi assim \nementada:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      1.\n     </b>\n     <b>\n      RECURSO.  Extraordinário.  Inadmissibilidade.  Art. \n321 do RISTF. Agravo regimental não provido\n     </b>\n     . Há a mitigação \ndo  rigor  formal  exigido  pelo  art.  321  do  RISTF  quando  das \nrazões  recursais  é  possível  aferir  violação  ao  texto \nconstitucional.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      2.  RECURSO.  Extraordinário.  Inadmissibilidade. \nJurisprudência  assentada.  Ausência  de  razões  consistentes.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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Agravo  regimental  improvido.\n     </b>\n     Nega-se \nprovimento  a  agravo  regimental  tendente  a  impugnar,  sem \nrazões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente \nna Corte.” (Segunda Turma, DJe de 23/10/09)\n    </p>\n    <p>\n     Ressalto que, em 19/9/11, após a rejeição dos embargos declaratórios \n(DJe de 31/8/11), houve certificação de trânsito em julgado nos autos do \nAI nº 749.998/PR.\n    </p>\n    <p>\n     A pretensão  deduzida  na  presente  ação  constitucional,  portanto, \nidentifica-se com o\n     <b>\n      pedido de reforma de decisão proferida por órgão \ncolegiado desta Suprema Corte\n     </b>\n     ,  o  que evidencia o uso da reclamação \ncomo sucedâneo  de  recurso  colocado  à  disposição  das  partes  para  se \ninsurgirem  contra  decisão  do  próprio  STF,  uso  esse  que  é  vedado, \nconforme pacífica jurisprudência desta Corte.\n    </p>\n    <p>\n     Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para  preservar \na competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, \ninciso I, alínea l, CF/88), bem como para resguardar a correta aplicação de \nsúmula vinculante (art. 103-A, § 3º, CF/88). Em torno desses preceitos, a \njurisprudência  desta  Corte  desenvolveu  parâmetros  para  a  utilização \ndessa figura jurídica,  dentre os quais se destaca o postulado de que a\n     <b>\n      reclamação não se confunde com sucedâneo recursal ou ação rescisória, \nnem empresta efeito suspensivo a recurso extraordinário.\n     </b>\n     <b>\n      Vide\n     </b>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     “O instituto da reclamação não se presta para substituir \nrecurso específico que a legislação tenha posto à disposição do \njurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo \njuízo\n     <b>\n      a quo\n     </b>\n     ” (Rcl nº 5.703/SP-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a \nMinistra\n     <b>\n      Cármen Lúcia\n     </b>\n     , Dje-195, de 16/10/09).\n    </p>\n    <p>\n     Também nesse sentido,  os seguintes  precedentes:  Rcl  nº  5.926/SC-\nAgR,  Tribunal  Pleno,  Relator  o  Ministro\n     <b>\n      Celso De Mello\n     </b>\n     ,  DJe-213,  de \n13/11/09;  e  Rcl  nº  5.684/PE-AgR,  Tribunal  Pleno,  Relator  o  Ministro\n     <b>\n      Ricardo Lewandowski\n     </b>\n     , DJe-152, de 15/8/08.\n    </p>\n    <p>\n     Ao  enfrentar  questão  semelhante,  o  Ministro\n     <b>\n      Celso  de  Mello\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553652.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RCL 9893 AGR / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     consignou que\n    </p>\n    <p>\n     “[a]  reclamação,  considerada  a  sua  dupla  função \nconstitucional  (RTJ  134/1033),  tem  por  finalidade  neutralizar \nsituações  anômalas,  que,\n     <b>\n      criadas  por  terceiros  estranhos  ao \nSupremo Tribunal Federal\n     </b>\n     , venham a afetar a integridade da \ncompetência  institucional  desta  Corte  ou  a  comprometer  a \nautoridade de suas próprias decisões” (Rcl nº 2.106/RS, DJ de \n8/8/02, grifei).\n    </p>\n    <p>\n     Na  Rcl  nº  2.106/RS,  afirmou-se  não  ser  admissível  reclamação \nconstitucional ajuizada\n    </p>\n    <p>\n     “contra atos emanados dos Ministros ou das Turmas que \nintegram  esta  Corte  Suprema,  pois  os  julgamentos, \nmonocráticos ou colegiados, por eles proferidos, qualificam-se \ncomo decisões  juridicamente imputáveis  ao próprio Supremo \nTribunal Federal”.\n    </p>\n    <p>\n     Nesse sentido,\n     <b>\n      vide\n     </b>\n     precedente do Plenário:\n    </p>\n    <p>\n     “AGRAVO  REGIMENTAL  E  EMBARGOS  DE \nDECLARAÇÃO  NA  RECLAMAÇÃO.  RECEBIMENTO  DOS \nEMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO  COMO  AGRAVO \nREGIMENTAL. EXTINÇÃO DA RECLAMAÇÃO POR PERDA \nDE  OBJETO  SUPERVENIENTE.  AUSÊNCIA  DE \n[IMPUGNAÇÃO]  DOS  FUNDAMENTOS  DA  DECISÃO \nAGRAVADA. A RECLAMAÇÃO NÃO SE PRESTA AO EXAME \nDE  CONSTITUCIONALIDADE  DOS  ATOS  DO  SUPREMO \nTRIBUNAL FEDERAL [ART.  102,  I,  ‘l’,  DA CB].  RECURSOS \nNÃO PROVIDOS. 1. Recebimento dos embargos declaratórios \ncomo agravo regimental, que é o recurso cabível contra decisão \nmonocrática  de  Relator  nessa  Corte.  Precedentes.  2.  A \nimpugnação  dos  fundamentos  da  decisão  agravada  é \npressuposto  para  o  conhecimento  do  agravo  regimental.  3. \nAusência de comprovação de afronta a julgados do Supremo\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553652.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RCL 9893 AGR / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Tribunal  Federal.  4.\n     <b>\n      Os  atos  impugnados  nas  reclamações \ndevem  emanar  de  outros  Tribunais\n     </b>\n     .  5.  Agravos  regimentais \nnão providos” (Rcl nº 2.246/GO-AgR, Relator o Ministro\n     <b>\n      Eros \nGrau\n     </b>\n     , Tribunal Pleno, DJ de 8/9/06, grifei).\n    </p>\n    <p>\n     O cabimento da reclamação pressupõe usurpação da competência do \nSTF ou desrespeito a decisão ou a súmula vinculante sua, não sendo meio \nprocessual adequado para a parte manifestar seu inconformismo acerca \nde  decisão  proferida  pelo  próprio  STF  em  que  ele  tenha  rejeitado  a \npretensão deduzida  em recurso  adequado utilizado para  fazer  subir  à \nSuprema Corte o caso concreto em que os reclamantes teriam figurado \ncomo partes processuais.\n    </p>\n    <p>\n     Ademais, ainda que se pudesse superar a tese defendida na decisão \nagravada,  não  haveria  fundamentos  para  dar-se  procedência  à \nreclamação,  devido à ausência de identidade de temas entre a decisão \nreclamada e os acórdãos indicados como paradigmas:\n    </p>\n    <p>\n     a) na ADI nº 175/PR, o Supremo Tribunal Federal assim declarou :\n    </p>\n    <p>\n     “1. FUNCIONALISMO. LICENCA ESPECIAL E DIREITO \nA CRECHE. INCONSTITUCIONALIDADE DOS ITENS XVIII E \nXXI  DO  ART.  34  DA CONSTITUIÇÃO  DO  PARANA,  POR \nTRATAREM  DE  MATÉRIA  SUJEITA  A  INICIATIVA \nPRIVATIVA DO CHEFE  DO  PODER EXECUTIVO (ART.  61, \nPAR.  1.,  \"C\"  E  \"D\",  DA CARTA FEDERAL).  2.  CORREÇÃO \nMONETÁRIA DE VENCIMENTOS EM ATRASO (PAR. 7. DO \nART. 27 DA CARTA PARANAENSE), NÃO INCOMPATIVEL \nCOM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL.  3.  BANCO REGIONAL \nDO DESENVOLVIMENTO DO EXTREMO SUL.  NATUREZA \nAUTARQUICA NÃO  CARACTERIZADA,  NÃO  PODENDO \nTAMBÉM  O  ESTADO  DISPOR,  ISOLADAMENTE,  SOBRE \nREGIME  DOS  SERVIDORES  DA  EMPRESA  (ART.  46  DO \nADCT  DO  PARANA),  SEM  O  CONCURSO  DAS  DUAS \nOUTRAS  UNIDADES  DA  FEDERAÇÃO,  DELA \nPARTICIPANTES (ART. 25 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL). 4. \nINCONSTITUCIONALIDADE  DO  ART.  55  DO  ADCT  DO\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553652.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RCL 9893 AGR / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     PARANA,  POR  DILATAR  A EXCEÇÃO  DE  DISPENSA DE \nCONCURSO  PARA  O  CARGO  DE  DEFENSOR  PÚBLICO, \nPREVISTA NO ART. 22 DAS DISPOSIÇÕES TRANSITORIAS \nFEDERAIS,  INFRINGINDO  OS  ARTIGOS  37,  II,  E  134, \nPARAGRAFO ÚNICO, DA CONSTITUIÇÃO DA REPUBLICA. \n5.  COMPATIBILIDADE,  COM  O  ART.  132  DA  CARTA \nFEDERAL  E  O  ART.  69  DO  RESPECTIVO  ADCT,  DA \nMANUTENÇÃO,  PELO  ART.  56  DA  CONSTITUIÇÃO \nPARANAENSE, DE CARREIRAS ESPECIAIS, VOLTADAS AO \nASSESSORAMENTO JURÍDICO, SOB A COORDENAÇÃO DA \nPROCURADORIA GERAL DO  ESTADO.  6.  AÇÃO  DIRETA \nJULGADA,  EM  PARTE,  PROCEDENTE.  (ADI  nº  175/PR, \nRelator  o  Ministro\n     <b>\n      Octavio  Gallotti\n     </b>\n     ,  Tribunal  Pleno,  DJ  de \n8/10/93);\n    </p>\n    <p>\n     b) por sua vez, a ementa da ADI nº 484/PR determinou o seguinte:\n    </p>\n    <p>\n     “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEIS \nESTADUAIS  9.422,  DE  5/11/1990,  E  9.525,  DE  8/1/1991. \nCRIAÇÃO  DA CARREIRA ESPECIAL DE  ADVOGADO  DO \nESTADO  DO  PARANÁ,  INTEGRADA PELOS  OCUPANTES \nDE EMPREGOS E CARGOS PÚBLICOS DE ADVOGADOS E \nASSISTENTES JURÍDICOS ESTÁVEIS DA ADMINISTRAÇÃO \nDIRETA E AUTÁRQUICA DAQUELA UNIDADE FEDERADA. \nATRIBUIÇÕES  DE  ASSESSORAMENTO  JURÍDICO  AO \nPODER EXECUTIVO E DE REPRESENTAÇÃO JUDICIAL DAS \nAUTARQUIAS,  COORDENADAS  PELO  PROCURADOR-\nGERAL DO ESTADO. ARTS. 5º, I, 37, II E XIII, 132 E 169, DA \nCF,  E  ART.  19,  §  1º,  DO  ADCT.  ALEGAÇÕES  DE OFENSA \nREJEITADAS.  INTERPRETAÇÃO  CONFORME  À \nCONSTITUIÇÃO FEDERAL CONFERIDA AO ART. 5º DA LEI \n9.422/1990. I – O Plenário desta Corte, no julgamento definitivo \nda  ADI  175/PR,  Rel.  Min.  Octavio  Gallotti,  declarou  a \nconstitucionalidade  do  art.  56  e  parágrafos  do  Ato  das \nDisposições Constitucionais Transitórias do Estado do Paraná, \nde  5/10/1989,  que  autorizou  a  permanência,  em  carreiras\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553652.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RCL 9893 AGR / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     especiais criadas por lei, dos que já ocupavam com estabilidade, \nnaquele momento, cargos e empregos públicos de advogados, \nassessores  e  assistentes  jurídicos,  para  o  exercício  do \nassessoramento  jurídico  nos  Poderes  Executivo,  Legislativo  e \nJudiciário  e  da  representação  judicial  das  autarquias  e \nfundações públicas. II – Os diplomas legais ora impugnados, ao \nreunirem numa única carreira os então ocupantes de empregos \ne  cargos  públicos  preexistentes  que  já  exerciam  as  mesmas \nfunções  de  assessoramento  jurídico  ao  Poder  Executivo  e  de \nrepresentação  judicial  das  autarquias,  nada  mais  fizeram  do \nque atender ao comando expresso no mencionado art.  56 do \nADCT  paranaense,  tratando-se,  por  certo,  de  hipótese  de \nsubsistência excepcional e transitória autorizada pelo art. 69 do \nADCT da Constituição Federal.  III  –  A previsão de concurso \npúblico  de  provas  e  títulos  para  ingresso  na  nova  carreira, \ncontida  no  art.  5º  da  Lei  Estadual  9.422/1990,  destinou-se, \nexclusivamente, àqueles que já eram, no momento de edição da \nnorma constitucional transitória, ocupantes estáveis de cargos e \nempregos  públicos  de  advogados,  assessores  e  assistentes \njurídicos e que viriam a preencher, mediante aproveitamento, \nos  295  cargos  criados  pelo  art.  2º  do  mesmo  diploma.  IV  – \nImpossibilidade,  na  vacância,  de  provimento  dos  cargos  da \nCarreira Especial de Advogado do Estado do Paraná por outros \nservidores e, por conseguinte, de realização de novos concursos \npúblicos para esse fim. Necessidade de obediência ao art. 132 \nda  Constituição  Federal.  V  –  Ação  direta  de \ninconstitucionalidade julgada improcedente, com interpretação \nconforme,  nos  termos  supra”  (ADI  nº  484/PR,  Relator  o \nMinistro\n     <b>\n      Eros Grau\n     </b>\n     , Relator para o acórdão o Ministro\n     <b>\n      Ricardo \nLewandowski\n     </b>\n     , Tribunal Pleno, DJe de 1º/2/12).\n    </p>\n    <p>\n     Entretanto,  a  decisão reclamada analisou a constitucionalidade de \nartigo  de  lei  estadual  (art.  5º  da  Lei  nº  15.170/06)  comparado  com  a \nConstituição Estadual do Paraná.\n    </p>\n    <p>\n     Não  haveria,  destarte,  identidade  entre  o  conteúdo  da  decisão \nreclamada e as ADI nºs 175/PR e 484/PR apta a instaurar o exercício da\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553652.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RCL 9893 AGR / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     jurisdição, em sede reclamatória, pelo Supremo Tribunal Federal.\nNessa  conformidade,  a  jurisprudência  da  Corte  desenvolveu\n    </p>\n    <p>\n     parâmetros para a utilização da figura jurídica da reclamação, dentre os \nquais  se  destaca  a\n     <b>\n      aderência  estrita  do  objeto  do  ato  reclamado  ao \nconteúdo das decisões paradigmáticas do STF\n     </b>\n     .  Nesse sentido, a Rcl nº \n6.534/MA-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro\n     <b>\n      Celso de Mello\n     </b>\n     , DJe-\n197 de 17/10/08, cuja ementa transcrevo parcialmente:\n    </p>\n    <p>\n     “(...)\n     <b>\n      Os atos questionados\n     </b>\n     em qualquer reclamação - nos casos\n    </p>\n    <p>\n     em  que  se  sustenta\n     <b>\n      desrespeito\n     </b>\n     à  autoridade  de  decisão  do \nSupremo Tribunal Federal -\n     <b>\n      hão de se ajustar\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      com exatidão e \npertinência\n     </b>\n     ,  aos julgamentos\n     <b>\n      desta\n     </b>\n     Suprema Corte invocados \ncomo paradigmas  de  confronto,\n     <b>\n      em ordem a  permitir\n     </b>\n     ,  pela \nanálise comparativa,\n     <b>\n      a verificação da conformidade\n     </b>\n     , ou não, da \ndeliberação  estatal  impugnada\n     <b>\n      em  relação\n     </b>\n     ao  parâmetro  de \ncontrole\n     <b>\n      emanado\n     </b>\n     deste Tribunal” (grifos do autor).\n    </p>\n    <p>\n     Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.\n    </p>\n    <p>\n     7\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553652.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 25/06/2014\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.893\n     </b>\n     PROCED. : PARANÁ\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n     </b>\n     AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS ADVOGADOS DO PODER EXECUTIVO DO ESTADO \nDO PARANÁ\nADV.(A/S) : MICHEL SALIBA OLIVEIRA E OUTRO(A/S)\nAGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ\nAGDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARANÁ\nINTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \ntermos  do  voto  do  relator.  Unânime.  Não  participou, \njustificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. \nAusente,  justificadamente,  o  Senhor  Ministro  Roberto  Barroso. \nPresidência  do  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio.  Primeira  Turma, \n25.6.2014.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência  do  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio.  Presentes  à\n    </p>\n    <p>\n     Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. \nAusente,  justificadamente,  o  Senhor  Ministro  Roberto  Barroso. \nCompareceu  o  Senhor  Ministro  Ricardo  Lewandowski  para  julgar \nprocessos  a  ele  vinculados,  assumindo  a  cadeira  da  Senhora \nMinistra Rosa Weber.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Paulo  Gustavo  Gonet \nBranco.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6491979\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "25/06/2014 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.893 PARANÁ\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS ADVOGADOS DO PODER \n", "EXECUTIVO DO ESTADO DO PARANÁ \n", "ADV.(A/S) :MICHEL SALIBA OLIVEIRA E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ \n", "AGDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO \n", "PARANÁ \n", "INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ \n", "EMENTA\n", "Agravo  regimental  em  reclamação.  Perfil  constitucional  da \n", "reclamação. Ausência de requisitos. Recurso não provido.\n", "1.  Por  atribuição  constitucional,  presta-se  a  reclamação  para \n", "preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões \n", "(art. 102, inciso I, alínea l, CF/88), bem como para resguardar a correta \n", "aplicação de súmula vinculante (art. 103-A, § 3º, CF/88).\n", "2. O cabimento da reclamação pressupõe usurpação da competência \n", "ou desrespeito a decisão ou a súmula vinculante do STF , não sendo meio \n", "processual adequado para a parte manifestar seu inconformismo acerca \n", "de  decisão  proferida  pelo  próprio  STF  em  que  ele  tenha  rejeitado  a \n", "pretensão deduzida  em recurso  adequado utilizado para  fazer  subir  à \n", "apreciação da Corte o caso concreto em que o reclamante figurara como \n", "parte processual.\n", "3. Agravo regimental não provido.\n", "ACÓRDÃO\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do \n", "Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e \n", "das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553654.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16\n", "Ementa e Acórdão\n", "RCL 9893 AGR / PR \n", "ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.\n", "Brasília, 25 de junho de 2014.\n", "MINISTRO DIAS TOFFOLI\n", "Relator\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553654.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16\n", "Relatório\n", "25/06/2014 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.893 PARANÁ\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS ADVOGADOS DO PODER \n", "EXECUTIVO DO ESTADO DO PARANÁ \n", "ADV.(A/S) :MICHEL SALIBA OLIVEIRA E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ \n", "AGDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO \n", "PARANÁ \n", "INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ \n", "RELATÓRIO\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n", "Cuida-se  de  agravo  regimental  interposto  pela  ASSOCIAÇÃO DOS \n", "ADVOGADOS DO PODER EXECUTIVO DO ESTADO DO PARANÁ com o objetivo \n", "de  submeter  ao  crivo  do  colegiado  do  Supremo  Tribunal  Federal  a \n", "decisão  em que  neguei seguimento  à  reclamação  constitucional,  pelos \n", "seguintes fundamentos:\n", "“A  presente  reclamação  constitucional  foi  protocolada \n", "nesta Suprema Corte,  em 4/3/10, quando esta Suprema Corte, \n", "em  sede  de  agravo  regimental,  já  havia  deliberado \n", "colegiadamente  no  sentido  de  negar  provimento  ao  AI  nº \n", "749.998/PR, estando a ementa do julgado assim redigida:\n", "‘1. RECURSO.  Extraordinário.  Inadmissibilidade. \n", "Art. 321 do RISTF. Agravo regimental não provido. Há a \n", "mitigação do rigor formal exigido pelo art. 321 do RISTF \n", "quando das razões recursais é possível aferir violação ao \n", "texto constitucional. \n", "2.  RECURSO.  Extraordinário.  Inadmissibilidade. \n", "Jurisprudência  assentada.  Ausência  de  razões \n", "consistentes.  Decisão  mantida.  Agravo  regimental \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553651.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16\n", "Relatório\n", "RCL 9893 AGR / PR \n", "improvido. Nega-se  provimento  a  agravo  regimental \n", "tendente  a  impugnar,  sem  razões  consistentes,  decisão \n", "fundada  em jurisprudência  assente  na  Corte.’ (Segunda \n", "Turma, DJe de 23/10/09)\n", "Em precedente Plenário, firmou-se entendimento de que a \n", "procedência da ação reclamatória tem o condão de desconstituir \n", "a eficácia de decisões, nos autos originários, proferidas após o \n", "ajuizamento  do  instituto  nesta  Suprema  Corte.  Cito \n", "precedente:\n", "‘I. Reclamação: subsistência à coisa julgada formada \n", "na sua pendência.\n", "Ajuizada a reclamação antes do trânsito em julgado \n", "da  decisão  reclamada,  e  não  suspenso  liminarmente  o \n", "processo  principal,  a  eficácia  de  tudo  quanto  nele  se \n", "decidir  ulteriormente,  incluído  o  eventual  trânsito  em \n", "julgado  do  provimento  que  se  tacha  de  contrário  à \n", "autoridade de  acórdão do STF,  será  desconstituído pela \n", "procedência da reclamação.\n", "Reclamação: improcedência. \n", "Sentença  de  liquidação  de  decisão  de  Tribunal \n", "Superior não afronta a autoridade de acórdão do Supremo \n", "Tribunal exarado no processo de execução que se limitou a \n", "afirmar compatibilidade entre o julgado no processo  de \n", "conhecimento  e  o  do  mesmo  Tribunal  Superior,  que \n", "reputara  ofensiva  da  coisa  julgada,  e  consequentemente \n", "nula,  a  primitiva  declaração  de  improcedência  da \n", "liquidação’ (Rcl nº 509/MG, Relator o Ministro Sepúlveda \n", "Pertence, Tribunal Pleno, DJ de 4/8/2000 - grifei).\n", "A apreciação da ação reclamatória deve, portanto, incidir \n", "sobre  a  moldura  fático-jurídica  revelada  pelo  último  ato \n", "decisório  proferido  nos  autos  da  Ação  Direta  de \n", "Inconstitucionalidade nº 386.112-9.\n", "Assim,  a  presente  ação  é  usada  pela  reclamante  para \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553651.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16\n", "Relatório\n", "RCL 9893 AGR / PR \n", "manifestar seu inconformismo acerca de decisão proferida pelo \n", "próprio STF, que deixou de acolher a pretensão deduzida em \n", "recurso adequado utilizado para fazer subir  o caso concreto à \n", "apreciação dessa Suprema Corte.\n", "O perfil constitucional da reclamação é o que a ela confere \n", "a função de  preservar a esfera de competência desta Suprema \n", "Corte e a autoridade de suas decisões (art. 102, I, l , da CF/88) e \n", "para garantir a correta aplicação de súmula vinculante (art. 103-\n", "A, § 4º, CF/88).  \n", "Em torno desses  conceitos,  a  jurisprudência desta  Corte \n", "desenvolveu parâmetros para a utilização dessa figura jurídica, \n", "dentre  os  quais,  para  a  solução  da  presente  demanda,  se \n", "destacam:\n", "1.  Reclamação  não  pode  se  confundir  com  sucedâneo \n", "recursal, ação rescisória ou emprestar efeito suspensivo a RE. \n", "‘O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso \n", "específico  que  a  legislação  tenha  posto  à  disposição  do \n", "jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo \n", "juízo  a quo’ (Rcl  nº 5.703/SP-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a \n", "Ministra  Cármen Lúcia,  DJe de 16/10/09).  Precedentes:  Rcl nº \n", "5.926/SC-AgR,  Tribunal  Pleno,  Relator  o  Ministro  Celso  de \n", "Mello,  DJe de 13/11/09;  Rcl  nº  5.684/PE-AgR, Tribunal  Pleno, \n", "Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/8/08.\n", "2. Inadequação da reclamação para reexame do mérito da \n", "demanda  originária  .  A  reclamação  não  se  ‘configura \n", "instrumento  viabilizador  do  reexame  do  conteúdo  do  ato \n", "reclamado’ (Rcl  nº  6.534/MA-AgR,  Tribunal  Pleno,  Relator  o \n", "Ministro Celso de Mello, DJe de 17/10/08).\n", "3.  Impropriedade do uso da reclamação contra decisão \n", "judicial de Ministros ou Turmas desta Suprema Corte. ‘Não \n", "cabe  reclamação  contra  atos  decisórios  dos  ministros  ou das \n", "Turmas  que  integram  esta  Corte  Suprema,  dado  que  tais \n", "decisões  são  juridicamente  imputados  à  autoria  do  próprio \n", "Tribunal  em  sua  inteireza’  (Rcl  nº  3.916/AP-AgR,  relator  o \n", "Ministro  Ayres  Britto,  Tribunal  Pleno,  DJ  de  25/8/06).  Vide \n", "outros precedentes nesse sentido:\n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553651.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16\n", "Relatório\n", "RCL 9893 AGR / PR \n", "‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECLAMAÇÃO. \n", "EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO  OPOSTOS  DE \n", "DECISÃO  MONOCRÁTICA.  CONVERSÃO  EM \n", "AGRAVO  REGIMENTAL.  RECLAMAÇÃO  PROPOSTA \n", "CONTRA  ATO  DESTE  TRIBUNAL. \n", "INADMISSIBILIDADE.  AGRAVO  IMPROVIDO.  I  –  O \n", "recurso  cabível  contra  decisão  monocrática  é  o  agravo \n", "regimental.  II  -  Não cabe reclamação contra decisões do \n", "Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III – Embargos de \n", "declaração convertidos em agravo regimental, ao qual se \n", "nega provimento.’ (Rcl nº 9.542/SP-ED, Relator o Ministro \n", "Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe de 8/2/11).\n", "‘RECLAMAÇÃO.  Propositura  contra  decisão  de \n", "Turma  do  Supremo.  Inadmissibilidade.  Seguimento \n", "negado. Recurso improvido. Precedentes. Não se admite \n", "reclamação  contra  decisão  de  turma  ou  ministro  do \n", "Supremo Tribunal Federal.’ (Rcl nº 2.969/MG-AgR, relator \n", "o Ministro Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe de 25/3/10).\n", "‘AGRAVO  REGIMENTAL  NA  RECLAMAÇÃO. \n", "IMPUGNAÇÃO DE ATO DE MINISTRO DO SUPREMO \n", "TRIBUNAL FEDERAL.  COMPETÊNCIA DO  RELATOR \n", "PARA  DECIDIR  MONOCRATICAMENTE  AÇÃO  SOB \n", "SUA  RELATORIA.  AGRAVO  REGIMENTAL \n", "PREJUDICADO. 1. Não cabe reclamação para impugnar \n", "decisão  monocrática  de  Ministro  do  Supremo  Tribunal \n", "Federal.  2.  Reconsideração  da  decisão  reclamada. \n", "Substituição  do  título  judicial:  perda  de  objeto.’  (Rcl \n", "8.301/DF-AgR,  Relatora  a  Ministra  Cármen  Lúcia, \n", "Tribunal Pleno, DJe de 9/10/09).\n", "‘CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. VIOLAÇÃO \n", "DA  AUTORIDADE  DE  ACÓRDÃO  DO  SUPREMO \n", "TRIBUNAL  FEDERAL.  AGRAVO  REGIMENTAL. \n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553651.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16\n", "Relatório\n", "RCL 9893 AGR / PR \n", "DECISÃO  QUE  RECONHECE  A  INTERPOSIÇÃO  DE \n", "RECLAMAÇÃO  CONTRA DECISÃO  JÁ  TRANSITADA \n", "EM  JULGADO.  1.  Não  cabe  reclamação  contra  decisão \n", "prolatada pelo Supremo Tribunal Federal ou qualquer de \n", "seus  órgãos.  2.  Não  cabe  reclamação  contra  decisão  já \n", "transitada  em  julgado,  dado  que  a  medida  não  pode \n", "operar como sucedâneo ou substitutivo de ação rescisória \n", "ou  outra  medida  judicial  tendente  a  reformar  decisão \n", "judicial.  Agravo  regimental  conhecido,  mas  ao  qual  se \n", "nega  provimento.’  (Rcl  nº  2.090/MG-AgR,  relator  o \n", "Ministro  Joaquim  Barbosa,  Tribunal  Pleno,  DJe  de \n", "21/8/09).\n", "Destaco, portanto, que a reclamação constitucional não é \n", "via processual adequada para corrigir o entendimento afirmado \n", "em  decisão  colegiada  desta  Suprema  Corte  ou  repudiá-lo, \n", "devendo  a  parte  valer-se  dos  meios  recursais  ordinários \n", "colocados a sua disposição para questionar o acerto ou não da \n", "deliberação, não podendo a reclamação constitucional ser usada \n", "como  sucedâneo  de  recurso  ou  para  reexame  do  mérito  da \n", "demanda  originária,  conforme  postulados  jurisprudenciais \n", "acima destacados.\n", "Ante  o  exposto,  nego  seguimento  à  reclamação,  nos \n", "termos do artigo 21, § 1º, do RISTF.”\n", "Aduz a  recorrente  que a decisão agravada não merece prosperar, \n", "pois, no julgamento do AI nº 749.998, o Supremo Tribunal Federal não \n", "teria  entrado  no  mérito  da  controvérsia,  qual  seja,  a  equiparação  das \n", "carreiras  de advogado do Poder Executivo paranaense e de procurador \n", "do  Estado  do  Paraná,  a  qual  teria  sido  expressamente  afastada  pelo \n", "Tribunal de Justiça do Paraná, violando-se o entendimento firmado pela \n", "Suprema Corte nas ADIs nºs 175/PR e 484/PR. Nesse tocante, aduz que\n", "“[o]  caso  em  mesa  é  de  flagrante  descumprimento  à \n", "decisão colegiada, emanada em ação direta (ADI nº 175 e 484), \n", "que decidiu sobre controle de constitucionalidade, em abstrato.\n", "5 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553651.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16\n", "Relatório\n", "RCL 9893 AGR / PR \n", "Ocorre que, como já adiantado, contra o v. acórdão do e. \n", "TJ/PR que desrespeitou a autoridade deste e. STF, apresentou-se \n", "recurso extraordinário, que foi inadmitido por decisão atacada \n", "pelo AI nº 749.998.\n", "Entretanto,  os  argumentos  do  AI  nº  749.998  sequer  foi \n", "analisado  por  esta  Suprema  Corte,  que  manteve  os \n", "fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário \n", "por suposta deficiência de fundamentação”.\n", "Requer  a  reconsideração  da  decisão  agravada  ou  que  seja  dado \n", "provimento ao presente recurso, julgando-se procedente a reclamação.  \n", "É o relatório.\n", "6 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553651.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "25/06/2014 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.893 PARANÁ\n", "VOTO\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n", "A irresignação não merece prosperar.\n", "Na decisão ora agravada, consignei que a presente reclamação foi \n", "ajuizada em 4/3/10, após esta Suprema Corte já ter se manifestado no AI \n", "nº 749.998/PR, o qual fora interposto contra a negativa de seguimento ao \n", "recurso extraordinário apresentado pela reclamante,  ora agravante,  nos \n", "autos originários.\n", "Destarte,  o STF já  foi  provocado a se manifestar no caso concreto \n", "acerca da irresignação quanto à matéria constitucional controvertida na \n", "decisão  objeto  da  presente  reclamação  constitucional,  ora  em  sede \n", "regimental.\n", "Assim, a violação às ADIs nºs 175/PR e 484/PR, caso houvesse sido \n", "devidamente suscitada e identificada nos autos originários, poderia ter \n", "levado  ao  conhecimento  do  AI  nº  749.998/PR  e  ao  provimento  do \n", "respectivo  recurso  extraordinário,  o que  não  ocorreu  no  caso  ora  em \n", "debate.\n", "É exatamente dessa perspectiva que repiso que a análise da presente \n", "reclamação  deve incidir  sobre  a  moldura  fático-jurídica  revelada  no \n", "último  ato  decisório  proferido  nos  autos  da  Ação  Direta  de \n", "Inconstitucionalidade nº 386.112-9, que consiste exatamente na decisão \n", "da Primeira Turma do STF no AI nº 777.475/PE. Essa decisão foi assim \n", "ementada:\n", "“1. RECURSO.  Extraordinário.  Inadmissibilidade.  Art. \n", "321 do RISTF. Agravo regimental não provido. Há a mitigação \n", "do  rigor  formal  exigido  pelo  art.  321  do  RISTF  quando  das \n", "razões  recursais  é  possível  aferir  violação  ao  texto \n", "constitucional. \n", "2.  RECURSO.  Extraordinário.  Inadmissibilidade. \n", "Jurisprudência  assentada.  Ausência  de  razões  consistentes. \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553652.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "RCL 9893 AGR / PR \n", "Decisão  mantida.  Agravo  regimental  improvido. Nega-se \n", "provimento  a  agravo  regimental  tendente  a  impugnar,  sem \n", "razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente \n", "na Corte.” (Segunda Turma, DJe de 23/10/09)\n", "Ressalto que, em 19/9/11, após a rejeição dos embargos declaratórios \n", "(DJe de 31/8/11), houve certificação de trânsito em julgado nos autos do \n", "AI nº 749.998/PR.\n", "A pretensão  deduzida  na  presente  ação  constitucional,  portanto, \n", "identifica-se com o  pedido de reforma de decisão proferida por órgão \n", "colegiado desta Suprema Corte,  o  que evidencia o uso da reclamação \n", "como sucedâneo  de  recurso  colocado  à  disposição  das  partes  para  se \n", "insurgirem  contra  decisão  do  próprio  STF,  uso  esse  que  é  vedado, \n", "conforme pacífica jurisprudência desta Corte.\n", "Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para  preservar \n", "a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, \n", "inciso I, alínea l, CF/88), bem como para resguardar a correta aplicação de \n", "súmula vinculante (art. 103-A, § 3º, CF/88). Em torno desses preceitos, a \n", "jurisprudência  desta  Corte  desenvolveu  parâmetros  para  a  utilização \n", "dessa figura jurídica,  dentre os quais se destaca o postulado de que a \n", "reclamação não se confunde com sucedâneo recursal ou ação rescisória, \n", "nem empresta efeito suspensivo a recurso extraordinário. Vide:\n", "“O instituto da reclamação não se presta para substituir \n", "recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do \n", "jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo \n", "juízo  a quo” (Rcl nº 5.703/SP-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a \n", "Ministra Cármen Lúcia, Dje-195, de 16/10/09). \n", "Também nesse sentido,  os seguintes  precedentes:  Rcl  nº  5.926/SC-\n", "AgR,  Tribunal  Pleno,  Relator  o  Ministro  Celso De Mello,  DJe-213,  de \n", "13/11/09;  e  Rcl  nº  5.684/PE-AgR,  Tribunal  Pleno,  Relator  o  Ministro \n", "Ricardo Lewandowski, DJe-152, de 15/8/08.\n", "Ao  enfrentar  questão  semelhante,  o  Ministro  Celso  de  Mello \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553652.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "RCL 9893 AGR / PR \n", "consignou que\n", "“[a]  reclamação,  considerada  a  sua  dupla  função \n", "constitucional  (RTJ  134/1033),  tem  por  finalidade  neutralizar \n", "situações  anômalas,  que,  criadas  por  terceiros  estranhos  ao \n", "Supremo Tribunal Federal, venham a afetar a integridade da \n", "competência  institucional  desta  Corte  ou  a  comprometer  a \n", "autoridade de suas próprias decisões” (Rcl nº 2.106/RS, DJ de \n", "8/8/02, grifei).\n", "Na  Rcl  nº  2.106/RS,  afirmou-se  não  ser  admissível  reclamação \n", "constitucional ajuizada\n", "“contra atos emanados dos Ministros ou das Turmas que \n", "integram  esta  Corte  Suprema,  pois  os  julgamentos, \n", "monocráticos ou colegiados, por eles proferidos, qualificam-se \n", "como decisões  juridicamente imputáveis  ao próprio Supremo \n", "Tribunal Federal”.\n", "Nesse sentido, vide precedente do Plenário:\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  E  EMBARGOS  DE \n", "DECLARAÇÃO  NA  RECLAMAÇÃO.  RECEBIMENTO  DOS \n", "EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO  COMO  AGRAVO \n", "REGIMENTAL. EXTINÇÃO DA RECLAMAÇÃO POR PERDA \n", "DE  OBJETO  SUPERVENIENTE.  AUSÊNCIA  DE \n", "[IMPUGNAÇÃO]  DOS  FUNDAMENTOS  DA  DECISÃO \n", "AGRAVADA. A RECLAMAÇÃO NÃO SE PRESTA AO EXAME \n", "DE  CONSTITUCIONALIDADE  DOS  ATOS  DO  SUPREMO \n", "TRIBUNAL FEDERAL [ART.  102,  I,  ‘l’,  DA CB].  RECURSOS \n", "NÃO PROVIDOS. 1. Recebimento dos embargos declaratórios \n", "como agravo regimental, que é o recurso cabível contra decisão \n", "monocrática  de  Relator  nessa  Corte.  Precedentes.  2.  A \n", "impugnação  dos  fundamentos  da  decisão  agravada  é \n", "pressuposto  para  o  conhecimento  do  agravo  regimental.  3. \n", "Ausência de comprovação de afronta a julgados do Supremo \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553652.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "RCL 9893 AGR / PR \n", "Tribunal  Federal.  4.  Os  atos  impugnados  nas  reclamações \n", "devem  emanar  de  outros  Tribunais.  5.  Agravos  regimentais \n", "não providos” (Rcl nº 2.246/GO-AgR, Relator o Ministro  Eros \n", "Grau, Tribunal Pleno, DJ de 8/9/06, grifei).\n", "O cabimento da reclamação pressupõe usurpação da competência do \n", "STF ou desrespeito a decisão ou a súmula vinculante sua, não sendo meio \n", "processual adequado para a parte manifestar seu inconformismo acerca \n", "de  decisão  proferida  pelo  próprio  STF  em  que  ele  tenha  rejeitado  a \n", "pretensão deduzida  em recurso  adequado utilizado para  fazer  subir  à \n", "Suprema Corte o caso concreto em que os reclamantes teriam figurado \n", "como partes processuais.\n", "Ademais, ainda que se pudesse superar a tese defendida na decisão \n", "agravada,  não  haveria  fundamentos  para  dar-se  procedência  à \n", "reclamação,  devido à ausência de identidade de temas entre a decisão \n", "reclamada e os acórdãos indicados como paradigmas:\n", "a) na ADI nº 175/PR, o Supremo Tribunal Federal assim declarou :\n", "“1. FUNCIONALISMO. LICENCA ESPECIAL E DIREITO \n", "A CRECHE. INCONSTITUCIONALIDADE DOS ITENS XVIII E \n", "XXI  DO  ART.  34  DA CONSTITUIÇÃO  DO  PARANA,  POR \n", "TRATAREM  DE  MATÉRIA  SUJEITA  A  INICIATIVA \n", "PRIVATIVA DO CHEFE  DO  PODER EXECUTIVO (ART.  61, \n", "PAR.  1.,  \"C\"  E  \"D\",  DA CARTA FEDERAL).  2.  CORREÇÃO \n", "MONETÁRIA DE VENCIMENTOS EM ATRASO (PAR. 7. DO \n", "ART. 27 DA CARTA PARANAENSE), NÃO INCOMPATIVEL \n", "COM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL.  3.  BANCO REGIONAL \n", "DO DESENVOLVIMENTO DO EXTREMO SUL.  NATUREZA \n", "AUTARQUICA NÃO  CARACTERIZADA,  NÃO  PODENDO \n", "TAMBÉM  O  ESTADO  DISPOR,  ISOLADAMENTE,  SOBRE \n", "REGIME  DOS  SERVIDORES  DA  EMPRESA  (ART.  46  DO \n", "ADCT  DO  PARANA),  SEM  O  CONCURSO  DAS  DUAS \n", "OUTRAS  UNIDADES  DA  FEDERAÇÃO,  DELA \n", "PARTICIPANTES (ART. 25 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL). 4. \n", "INCONSTITUCIONALIDADE  DO  ART.  55  DO  ADCT  DO \n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553652.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "RCL 9893 AGR / PR \n", "PARANA,  POR  DILATAR  A EXCEÇÃO  DE  DISPENSA DE \n", "CONCURSO  PARA  O  CARGO  DE  DEFENSOR  PÚBLICO, \n", "PREVISTA NO ART. 22 DAS DISPOSIÇÕES TRANSITORIAS \n", "FEDERAIS,  INFRINGINDO  OS  ARTIGOS  37,  II,  E  134, \n", "PARAGRAFO ÚNICO, DA CONSTITUIÇÃO DA REPUBLICA. \n", "5.  COMPATIBILIDADE,  COM  O  ART.  132  DA  CARTA \n", "FEDERAL  E  O  ART.  69  DO  RESPECTIVO  ADCT,  DA \n", "MANUTENÇÃO,  PELO  ART.  56  DA  CONSTITUIÇÃO \n", "PARANAENSE, DE CARREIRAS ESPECIAIS, VOLTADAS AO \n", "ASSESSORAMENTO JURÍDICO, SOB A COORDENAÇÃO DA \n", "PROCURADORIA GERAL DO  ESTADO.  6.  AÇÃO  DIRETA \n", "JULGADA,  EM  PARTE,  PROCEDENTE.  (ADI  nº  175/PR, \n", "Relator  o  Ministro  Octavio  Gallotti,  Tribunal  Pleno,  DJ  de \n", "8/10/93);\n", "b) por sua vez, a ementa da ADI nº 484/PR determinou o seguinte:\n", "“AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEIS \n", "ESTADUAIS  9.422,  DE  5/11/1990,  E  9.525,  DE  8/1/1991. \n", "CRIAÇÃO  DA CARREIRA ESPECIAL DE  ADVOGADO  DO \n", "ESTADO  DO  PARANÁ,  INTEGRADA PELOS  OCUPANTES \n", "DE EMPREGOS E CARGOS PÚBLICOS DE ADVOGADOS E \n", "ASSISTENTES JURÍDICOS ESTÁVEIS DA ADMINISTRAÇÃO \n", "DIRETA E AUTÁRQUICA DAQUELA UNIDADE FEDERADA. \n", "ATRIBUIÇÕES  DE  ASSESSORAMENTO  JURÍDICO  AO \n", "PODER EXECUTIVO E DE REPRESENTAÇÃO JUDICIAL DAS \n", "AUTARQUIAS,  COORDENADAS  PELO  PROCURADOR-\n", "GERAL DO ESTADO. ARTS. 5º, I, 37, II E XIII, 132 E 169, DA \n", "CF,  E  ART.  19,  §  1º,  DO  ADCT.  ALEGAÇÕES  DE OFENSA \n", "REJEITADAS.  INTERPRETAÇÃO  CONFORME  À \n", "CONSTITUIÇÃO FEDERAL CONFERIDA AO ART. 5º DA LEI \n", "9.422/1990. I – O Plenário desta Corte, no julgamento definitivo \n", "da  ADI  175/PR,  Rel.  Min.  Octavio  Gallotti,  declarou  a \n", "constitucionalidade  do  art.  56  e  parágrafos  do  Ato  das \n", "Disposições Constitucionais Transitórias do Estado do Paraná, \n", "de  5/10/1989,  que  autorizou  a  permanência,  em  carreiras \n", "5 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553652.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "RCL 9893 AGR / PR \n", "especiais criadas por lei, dos que já ocupavam com estabilidade, \n", "naquele momento, cargos e empregos públicos de advogados, \n", "assessores  e  assistentes  jurídicos,  para  o  exercício  do \n", "assessoramento  jurídico  nos  Poderes  Executivo,  Legislativo  e \n", "Judiciário  e  da  representação  judicial  das  autarquias  e \n", "fundações públicas. II – Os diplomas legais ora impugnados, ao \n", "reunirem numa única carreira os então ocupantes de empregos \n", "e  cargos  públicos  preexistentes  que  já  exerciam  as  mesmas \n", "funções  de  assessoramento  jurídico  ao  Poder  Executivo  e  de \n", "representação  judicial  das  autarquias,  nada  mais  fizeram  do \n", "que atender ao comando expresso no mencionado art.  56 do \n", "ADCT  paranaense,  tratando-se,  por  certo,  de  hipótese  de \n", "subsistência excepcional e transitória autorizada pelo art. 69 do \n", "ADCT da Constituição Federal.  III  –  A previsão de concurso \n", "público  de  provas  e  títulos  para  ingresso  na  nova  carreira, \n", "contida  no  art.  5º  da  Lei  Estadual  9.422/1990,  destinou-se, \n", "exclusivamente, àqueles que já eram, no momento de edição da \n", "norma constitucional transitória, ocupantes estáveis de cargos e \n", "empregos  públicos  de  advogados,  assessores  e  assistentes \n", "jurídicos e que viriam a preencher, mediante aproveitamento, \n", "os  295  cargos  criados  pelo  art.  2º  do  mesmo  diploma.  IV  – \n", "Impossibilidade,  na  vacância,  de  provimento  dos  cargos  da \n", "Carreira Especial de Advogado do Estado do Paraná por outros \n", "servidores e, por conseguinte, de realização de novos concursos \n", "públicos para esse fim. Necessidade de obediência ao art. 132 \n", "da  Constituição  Federal.  V  –  Ação  direta  de \n", "inconstitucionalidade julgada improcedente, com interpretação \n", "conforme,  nos  termos  supra”  (ADI  nº  484/PR,  Relator  o \n", "Ministro Eros Grau, Relator para o acórdão o Ministro Ricardo \n", "Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe de 1º/2/12).\n", "Entretanto,  a  decisão reclamada analisou a constitucionalidade de \n", "artigo  de  lei  estadual  (art.  5º  da  Lei  nº  15.170/06)  comparado  com  a \n", "Constituição Estadual do Paraná.\n", "Não  haveria,  destarte,  identidade  entre  o  conteúdo  da  decisão \n", "reclamada e as ADI nºs 175/PR e 484/PR apta a instaurar o exercício da \n", "6 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553652.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "RCL 9893 AGR / PR \n", "jurisdição, em sede reclamatória, pelo Supremo Tribunal Federal.\n", "Nessa  conformidade,  a  jurisprudência  da  Corte  desenvolveu \n", "parâmetros para a utilização da figura jurídica da reclamação, dentre os \n", "quais  se  destaca  a  aderência  estrita  do  objeto  do  ato  reclamado  ao \n", "conteúdo das decisões paradigmáticas do STF.  Nesse sentido, a Rcl nº \n", "6.534/MA-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro  Celso de Mello, DJe-\n", "197 de 17/10/08, cuja ementa transcrevo parcialmente: \n", "“(...) \n", "Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos \n", "em  que  se  sustenta  desrespeito à  autoridade  de  decisão  do \n", "Supremo Tribunal Federal -  hão de se ajustar,  com exatidão e \n", "pertinência,  aos julgamentos  desta Suprema Corte invocados \n", "como paradigmas  de  confronto,  em ordem a  permitir ,  pela \n", "análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da \n", "deliberação  estatal  impugnada  em  relação ao  parâmetro  de \n", "controle emanado deste Tribunal” (grifos do autor).\n", "Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.\n", "7 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553652.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16\n", "Extrato de Ata - 25/06/2014\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.893\n", "PROCED. : PARANÁ\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS ADVOGADOS DO PODER EXECUTIVO DO ESTADO \n", "DO PARANÁ\n", "ADV.(A/S) : MICHEL SALIBA OLIVEIRA E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ\n", "AGDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARANÁ\n", "INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ\n", "Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \n", "termos  do  voto  do  relator.  Unânime.  Não  participou, \n", "justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. \n", "Ausente,  justificadamente,  o  Senhor  Ministro  Roberto  Barroso. \n", "Presidência  do  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio.  Primeira  Turma, \n", "25.6.2014.\n", " \n", "Presidência  do  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio.  Presentes  à \n", "Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. \n", "Ausente,  justificadamente,  o  Senhor  Ministro  Roberto  Barroso. \n", "Compareceu  o  Senhor  Ministro  Ricardo  Lewandowski  para  julgar \n", "processos  a  ele  vinculados,  assumindo  a  cadeira  da  Senhora \n", "Ministra Rosa Weber.\n", "Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Paulo  Gustavo  Gonet \n", "Branco.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6491979\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16\n" ], "numero" : "9893", "partes" : [ { "nome" : "MIN. DIAS TOFFOLI", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "ASSOCIAÇÃO DOS ADVOGADOS DO PODER EXECUTIVO DO ESTADO DO PARANÁ", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "MICHEL SALIBA OLIVEIRA E OUTRO(A/S)", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARANÁ", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" }, { "nome" : "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ", "sigla" : "", "tipo" : "INTDO.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. DIAS TOFFOLI", "texto" : "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se  de  agravo  regimental  interposto  pela  ASSOCIAÇÃO DOS   ADVOGADOS DO PODER EXECUTIVO DO ESTADO DO PARANÁ com o objetivo  de  submeter  ao  crivo  do  colegiado  do  Supremo  Tribunal  Federal  a  decisão  em que  neguei seguimento  à  reclamação  constitucional,  pelos  seguintes fundamentos:  “A  presente  reclamação  constitucional  foi  protocolada  nesta Suprema Corte,  em 4/3/10, quando esta Suprema Corte,  em  sede  de  agravo  regimental,  já  havia  deliberado  colegiadamente  no  sentido  de  negar  provimento  ao  AI  nº  749.998/PR, estando a ementa do julgado assim redigida:  ‘1. RECURSO.  Extraordinário.  Inadmissibilidade.  Art. 321 do RISTF. Agravo regimental não provido. Há a  mitigação do rigor formal exigido pelo art. 321 do RISTF  quando das razões recursais é possível aferir violação ao  texto constitucional.   2.  RECURSO.  Extraordinário.  Inadmissibilidade.  Jurisprudência  assentada.  Ausência  de  razões  consistentes.  Decisão  mantida.  Agravo  regimental     improvido. Nega-se  provimento  a  agravo  regimental  tendente  a  impugnar,  sem  razões  consistentes,  decisão  fundada  em jurisprudência  assente  na  Corte.’ (Segunda  Turma, DJe de 23/10/09)  Em precedente Plenário, firmou-se entendimento de que a  procedência da ação reclamatória tem o condão de desconstituir  a eficácia de decisões, nos autos originários, proferidas após o  ajuizamento  do  instituto  nesta  Suprema  Corte.  Cito  precedente:  ‘I. Reclamação: subsistência à coisa julgada formada  na sua pendência.  Ajuizada a reclamação antes do trânsito em julgado  da  decisão  reclamada,  e  não  suspenso  liminarmente  o  processo  principal,  a  eficácia  de  tudo  quanto  nele  se  decidir  ulteriormente,  incluído  o  eventual  trânsito  em  julgado  do  provimento  que  se  tacha  de  contrário  à  autoridade de  acórdão do STF,  será  desconstituído pela  procedência da reclamação.  Reclamação: improcedência.  Sentença  de  liquidação  de  decisão  de  Tribunal   Superior não afronta a autoridade de acórdão do Supremo  Tribunal exarado no processo de execução que se limitou a  afirmar compatibilidade entre o julgado no processo  de  conhecimento  e  o  do  mesmo  Tribunal  Superior,  que  reputara  ofensiva  da  coisa  julgada,  e  consequentemente  nula,  a  primitiva  declaração  de  improcedência  da  liquidação’ (Rcl nº 509/MG, Relator o Ministro Sepúlveda  Pertence, Tribunal Pleno, DJ de 4/8/2000 - grifei).  A apreciação da ação reclamatória deve, portanto, incidir  sobre  a  moldura  fático-jurídica  revelada  pelo  último  ato  decisório  proferido  nos  autos  da  Ação  Direta  de  Inconstitucionalidade nº 386.112-9.  Assim,  a  presente  ação  é  usada  pela  reclamante  para     manifestar seu inconformismo acerca de decisão proferida pelo  próprio STF, que deixou de acolher a pretensão deduzida em  recurso adequado utilizado para fazer subir  o caso concreto à  apreciação dessa Suprema Corte.  O perfil constitucional da reclamação é o que a ela confere  a função de  preservar a esfera de competência desta Suprema  Corte e a autoridade de suas decisões (art. 102, I, l , da CF/88) e  para garantir a correta aplicação de súmula vinculante (art. 103- A, § 4º, CF/88).    Em torno desses  conceitos,  a  jurisprudência desta  Corte  desenvolveu parâmetros para a utilização dessa figura jurídica,  dentre  os  quais,  para  a  solução  da  presente  demanda,  se  destacam:  1.  Reclamação  não  pode  se  confundir  com  sucedâneo  recursal, ação rescisória ou emprestar efeito suspensivo a RE.  ‘O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso  específico  que  a  legislação  tenha  posto  à  disposição  do  jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo  juízo  a quo’ (Rcl  nº 5.703/SP-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a  Ministra  Cármen Lúcia,  DJe de 16/10/09).  Precedentes:  Rcl nº  5.926/SC-AgR,  Tribunal  Pleno,  Relator  o  Ministro  Celso  de  Mello,  DJe de 13/11/09;  Rcl  nº  5.684/PE-AgR, Tribunal  Pleno,  Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/8/08.  2. Inadequação da reclamação para reexame do mérito da  demanda  originária  . A  reclamação  não  se  ‘configura  instrumento  viabilizador  do  reexame  do  conteúdo  do  ato  reclamado’ (Rcl  nº  6.534/MA-AgR,  Tribunal  Pleno,  Relator  o  Ministro Celso de Mello, DJe de 17/10/08).  3.  Impropriedade do uso da reclamação contra decisão  judicial de Ministros ou Turmas desta Suprema Corte. ‘Não  cabe  reclamação  contra  atos  decisórios  dos  ministros  ou das  Turmas  que  integram  esta  Corte  Suprema,  dado  que  tais  decisões  são  juridicamente  imputados  à  autoria  do  próprio  Tribunal  em  sua  inteireza’  (Rcl  nº  3.916/AP-AgR,  relator  o  Ministro  Ayres  Britto,  Tribunal  Pleno,  DJ  de  25/8/06).  Vide  outros precedentes nesse sentido:    ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECLAMAÇÃO.  EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO  OPOSTOS  DE  DECISÃO  MONOCRÁTICA.  CONVERSÃO  EM  AGRAVO  REGIMENTAL.  RECLAMAÇÃO  PROPOSTA  CONTRA  ATO  DESTE  TRIBUNAL.  INADMISSIBILIDADE.  AGRAVO  IMPROVIDO.  I  –  O  recurso  cabível  contra  decisão  monocrática  é  o  agravo  regimental.  II  -  Não cabe reclamação contra decisões do  Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III – Embargos de  declaração convertidos em agravo regimental, ao qual se  nega provimento.’ (Rcl nº 9.542/SP-ED, Relator o Ministro  Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe de 8/2/11).  ‘RECLAMAÇÃO.  Propositura  contra  decisão  de  Turma  do  Supremo.  Inadmissibilidade.  Seguimento  negado. Recurso improvido. Precedentes. Não se admite  reclamação  contra  decisão  de  turma  ou  ministro  do  Supremo Tribunal Federal.’ (Rcl nº 2.969/MG-AgR, relator  o Ministro Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe de 25/3/10).  ‘AGRAVO  REGIMENTAL  NA  RECLAMAÇÃO.  IMPUGNAÇÃO DE ATO DE MINISTRO DO SUPREMO  TRIBUNAL FEDERAL.  COMPETÊNCIA DO  RELATOR  PARA  DECIDIR  MONOCRATICAMENTE  AÇÃO  SOB  SUA  RELATORIA.  AGRAVO  REGIMENTAL  PREJUDICADO. 1. Não cabe reclamação para impugnar  decisão  monocrática  de  Ministro  do  Supremo  Tribunal  Federal.  2.  Reconsideração  da  decisão  reclamada.  Substituição  do  título  judicial:  perda  de  objeto.’  (Rcl  8.301/DF-AgR,  Relatora  a  Ministra  Cármen  Lúcia,  Tribunal Pleno, DJe de 9/10/09).  ‘CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. VIOLAÇÃO  DA  AUTORIDADE  DE  ACÓRDÃO  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  AGRAVO  REGIMENTAL.     DECISÃO  QUE  RECONHECE  A  INTERPOSIÇÃO  DE  RECLAMAÇÃO  CONTRA DECISÃO  JÁ  TRANSITADA  EM  JULGADO.  1.  Não  cabe  reclamação  contra  decisão  prolatada pelo Supremo Tribunal Federal ou qualquer de  seus  órgãos.  2.  Não  cabe  reclamação  contra  decisão  já  transitada  em  julgado,  dado  que  a  medida  não  pode  operar como sucedâneo ou substitutivo de ação rescisória  ou  outra  medida  judicial  tendente  a  reformar  decisão  judicial.  Agravo  regimental  conhecido,  mas  ao  qual  se  nega  provimento.’  (Rcl  nº  2.090/MG-AgR,  relator  o  Ministro  Joaquim  Barbosa,  Tribunal  Pleno,  DJe  de  21/8/09).  Destaco, portanto, que a reclamação constitucional não é  via processual adequada para corrigir o entendimento afirmado  em  decisão  colegiada  desta  Suprema  Corte  ou  repudiá-lo,  devendo  a  parte  valer-se  dos  meios  recursais  ordinários  colocados a sua disposição para questionar o acerto ou não da  deliberação, não podendo a reclamação constitucional ser usada  como  sucedâneo  de  recurso  ou  para  reexame  do  mérito  da  demanda  originária,  conforme  postulados  jurisprudenciais  acima destacados.  Ante  o  exposto,  nego  seguimento  à  reclamação,  nos  termos do artigo 21, § 1º, do RISTF.”  Aduz a  recorrente  que a decisão agravada não merece prosperar,  pois, no julgamento do AI nº 749.998, o Supremo Tribunal Federal não  teria  entrado  no  mérito  da  controvérsia,  qual  seja,  a  equiparação  das  carreiras  de advogado do Poder Executivo paranaense e de procurador  do  Estado  do  Paraná,  a  qual  teria  sido  expressamente  afastada  pelo  Tribunal de Justiça do Paraná, violando-se o entendimento firmado pela  Suprema Corte nas ADIs nºs 175/PR e 484/PR. Nesse tocante, aduz que  “[o]  caso  em  mesa  é  de  flagrante  descumprimento  à  decisão colegiada, emanada em ação direta (ADI nº 175 e 484),  que decidiu sobre controle de constitucionalidade, em abstrato.    Ocorre que, como já adiantado, contra o v. acórdão do e.  TJ/PR que desrespeitou a autoridade deste e. STF, apresentou-se  recurso extraordinário, que foi inadmitido por decisão atacada  pelo AI nº 749.998.  Entretanto,  os  argumentos  do  AI  nº  749.998  sequer  foi  analisado  por  esta  Suprema  Corte,  que  manteve  os  fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário  por suposta deficiência de fundamentação”.  Requer  a  reconsideração  da  decisão  agravada  ou  que  seja  dado  provimento ao presente recurso, julgando-se procedente a reclamação.    É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   VOTO  O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Na decisão ora agravada, consignei que a presente reclamação foi   ajuizada em 4/3/10, após esta Suprema Corte já ter se manifestado no AI  nº 749.998/PR, o qual fora interposto contra a negativa de seguimento ao  recurso extraordinário apresentado pela reclamante,  ora agravante,  nos  autos originários.  Destarte,  o STF já  foi  provocado a se manifestar no caso concreto  acerca da irresignação quanto à matéria constitucional controvertida na  decisão  objeto  da  presente  reclamação  constitucional,  ora  em  sede  regimental.  Assim, a violação às ADIs nºs 175/PR e 484/PR, caso houvesse sido  devidamente suscitada e identificada nos autos originários, poderia ter  levado  ao  conhecimento  do  AI  nº  749.998/PR  e  ao  provimento  do  respectivo  recurso  extraordinário,  o que  não  ocorreu  no  caso  ora  em  debate.  É exatamente dessa perspectiva que repiso que a análise da presente  reclamação  deve incidir  sobre  a  moldura  fático-jurídica  revelada  no  último  ato  decisório  proferido  nos  autos  da  Ação  Direta  de  Inconstitucionalidade nº 386.112-9, que consiste exatamente na decisão  da Primeira Turma do STF no AI nº 777.475/PE. Essa decisão foi assim  ementada:  “1. RECURSO.  Extraordinário.  Inadmissibilidade.  Art.  321 do RISTF. Agravo regimental não provido. Há a mitigação  do  rigor  formal  exigido  pelo  art.  321  do  RISTF  quando  das  razões  recursais  é  possível  aferir  violação  ao  texto  constitucional.   2.  RECURSO.  Extraordinário.  Inadmissibilidade.  Jurisprudência  assentada.  Ausência  de  razões  consistentes.     Decisão  mantida.  Agravo  regimental  improvido. Nega-se  provimento  a  agravo  regimental  tendente  a  impugnar,  sem  razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente  na Corte.” (Segunda Turma, DJe de 23/10/09)  Ressalto que, em 19/9/11, após a rejeição dos embargos declaratórios  (DJe de 31/8/11), houve certificação de trânsito em julgado nos autos do  AI nº 749.998/PR.  A pretensão  deduzida  na  presente  ação  constitucional,  portanto,  identifica-se com o  pedido de reforma de decisão proferida por órgão  colegiado desta Suprema Corte,  o  que evidencia o uso da reclamação  como sucedâneo  de  recurso  colocado  à  disposição  das  partes  para  se  insurgirem  contra  decisão  do  próprio  STF,  uso  esse  que  é  vedado,  conforme pacífica jurisprudência desta Corte.  Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para  preservar  a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102,  inciso I, alínea l, CF/88), bem como para resguardar a correta aplicação de  súmula vinculante (art. 103-A, § 3º, CF/88). Em torno desses preceitos, a  jurisprudência  desta  Corte  desenvolveu  parâmetros  para  a  utilização  dessa figura jurídica,  dentre os quais se destaca o postulado de que a  reclamação não se confunde com sucedâneo recursal ou ação rescisória,  nem empresta efeito suspensivo a recurso extraordinário. Vide:  “O instituto da reclamação não se presta para substituir  recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do  jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo  juízo  a quo” (Rcl nº 5.703/SP-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a  Ministra Cármen Lúcia, Dje-195, de 16/10/09).   Também nesse sentido,  os seguintes  precedentes:  Rcl  nº  5.926/SC- AgR,  Tribunal  Pleno,  Relator  o  Ministro  Celso De Mello,  DJe-213,  de  13/11/09;  e  Rcl  nº  5.684/PE-AgR,  Tribunal  Pleno,  Relator  o  Ministro  Ricardo Lewandowski, DJe-152, de 15/8/08.  Ao  enfrentar  questão  semelhante,  o  Ministro  Celso  de  Mello     consignou que  “[a]  reclamação,  considerada  a  sua  dupla  função  constitucional  (RTJ  134/1033),  tem  por  finalidade  neutralizar  situações  anômalas,  que,  criadas  por  terceiros  estranhos  ao  Supremo Tribunal Federal, venham a afetar a integridade da  competência  institucional  desta  Corte  ou  a  comprometer  a  autoridade de suas próprias decisões” (Rcl nº 2.106/RS, DJ de  8/8/02, grifei).  Na  Rcl  nº  2.106/RS,  afirmou-se  não  ser  admissível  reclamação  constitucional ajuizada  “contra atos emanados dos Ministros ou das Turmas que  integram  esta  Corte  Suprema,  pois  os  julgamentos,  monocráticos ou colegiados, por eles proferidos, qualificam-se  como decisões  juridicamente imputáveis  ao próprio Supremo  Tribunal Federal”.  Nesse sentido, vide precedente do Plenário:  “AGRAVO  REGIMENTAL  E  EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO  NA  RECLAMAÇÃO.  RECEBIMENTO  DOS  EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO  COMO  AGRAVO  REGIMENTAL. EXTINÇÃO DA RECLAMAÇÃO POR PERDA  DE  OBJETO  SUPERVENIENTE.  AUSÊNCIA  DE  [IMPUGNAÇÃO]  DOS  FUNDAMENTOS  DA  DECISÃO  AGRAVADA. A RECLAMAÇÃO NÃO SE PRESTA AO EXAME  DE  CONSTITUCIONALIDADE  DOS  ATOS  DO  SUPREMO  TRIBUNAL FEDERAL [ART.  102,  I,  ‘l’,  DA CB].  RECURSOS  NÃO PROVIDOS. 1. Recebimento dos embargos declaratórios  como agravo regimental, que é o recurso cabível contra decisão  monocrática  de  Relator  nessa  Corte.  Precedentes.  2.  A  impugnação  dos  fundamentos  da  decisão  agravada  é  pressuposto  para  o  conhecimento  do  agravo  regimental.  3.  Ausência de comprovação de afronta a julgados do Supremo     Tribunal  Federal.  4.  Os  atos  impugnados  nas  reclamações  devem  emanar  de  outros  Tribunais.  5.  Agravos  regimentais  não providos” (Rcl nº 2.246/GO-AgR, Relator o Ministro  Eros  Grau, Tribunal Pleno, DJ de 8/9/06, grifei).  O cabimento da reclamação pressupõe usurpação da competência do  STF ou desrespeito a decisão ou a súmula vinculante sua, não sendo meio  processual adequado para a parte manifestar seu inconformismo acerca  de  decisão  proferida  pelo  próprio  STF  em  que  ele  tenha  rejeitado  a  pretensão deduzida  em recurso  adequado utilizado para  fazer  subir  à  Suprema Corte o caso concreto em que os reclamantes teriam figurado  como partes processuais.  Ademais, ainda que se pudesse superar a tese defendida na decisão  agravada,  não  haveria  fundamentos  para  dar-se  procedência  à  reclamação,  devido à ausência de identidade de temas entre a decisão  reclamada e os acórdãos indicados como paradigmas:  a) na ADI nº 175/PR, o Supremo Tribunal Federal assim declarou :  “1. FUNCIONALISMO. LICENCA ESPECIAL E DIREITO  A CRECHE. INCONSTITUCIONALIDADE DOS ITENS XVIII E  XXI  DO  ART.  34  DA CONSTITUIÇÃO  DO  PARANA,  POR  TRATAREM  DE  MATÉRIA  SUJEITA  A  INICIATIVA  PRIVATIVA DO CHEFE  DO  PODER EXECUTIVO (ART.  61,  PAR.  1.,  \"C\"  E  \"D\",  DA CARTA FEDERAL).  2.  CORREÇÃO  MONETÁRIA DE VENCIMENTOS EM ATRASO (PAR. 7. DO  ART. 27 DA CARTA PARANAENSE), NÃO INCOMPATIVEL  COM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL.  3.  BANCO REGIONAL  DO DESENVOLVIMENTO DO EXTREMO SUL.  NATUREZA  AUTARQUICA NÃO  CARACTERIZADA,  NÃO  PODENDO  TAMBÉM  O  ESTADO  DISPOR,  ISOLADAMENTE,  SOBRE  REGIME  DOS  SERVIDORES  DA  EMPRESA  (ART.  46  DO  ADCT  DO  PARANA),  SEM  O  CONCURSO  DAS  DUAS  OUTRAS  UNIDADES  DA  FEDERAÇÃO,  DELA  PARTICIPANTES (ART. 25 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL). 4.  INCONSTITUCIONALIDADE  DO  ART.  55  DO  ADCT  DO     PARANA,  POR  DILATAR  A EXCEÇÃO  DE  DISPENSA DE  CONCURSO  PARA  O  CARGO  DE  DEFENSOR  PÚBLICO,  PREVISTA NO ART. 22 DAS DISPOSIÇÕES TRANSITORIAS  FEDERAIS,  INFRINGINDO  OS  ARTIGOS  37,  II,  E  134,  PARAGRAFO ÚNICO, DA CONSTITUIÇÃO DA REPUBLICA.  5.  COMPATIBILIDADE,  COM  O  ART.  132  DA  CARTA  FEDERAL  E  O  ART.  69  DO  RESPECTIVO  ADCT,  DA  MANUTENÇÃO,  PELO  ART.  56  DA  CONSTITUIÇÃO  PARANAENSE, DE CARREIRAS ESPECIAIS, VOLTADAS AO  ASSESSORAMENTO JURÍDICO, SOB A COORDENAÇÃO DA  PROCURADORIA GERAL DO  ESTADO.  6.  AÇÃO  DIRETA  JULGADA,  EM  PARTE,  PROCEDENTE.  (ADI  nº  175/PR,  Relator  o  Ministro  Octavio  Gallotti,  Tribunal  Pleno,  DJ  de  8/10/93);  b) por sua vez, a ementa da ADI nº 484/PR determinou o seguinte:  “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEIS  ESTADUAIS  9.422,  DE  5/11/1990,  E  9.525,  DE  8/1/1991.  CRIAÇÃO  DA CARREIRA ESPECIAL DE  ADVOGADO  DO  ESTADO  DO  PARANÁ,  INTEGRADA PELOS  OCUPANTES  DE EMPREGOS E CARGOS PÚBLICOS DE ADVOGADOS E  ASSISTENTES JURÍDICOS ESTÁVEIS DA ADMINISTRAÇÃO  DIRETA E AUTÁRQUICA DAQUELA UNIDADE FEDERADA.  ATRIBUIÇÕES  DE  ASSESSORAMENTO  JURÍDICO  AO  PODER EXECUTIVO E DE REPRESENTAÇÃO JUDICIAL DAS  AUTARQUIAS,  COORDENADAS  PELO  PROCURADOR- GERAL DO ESTADO. ARTS. 5º, I, 37, II E XIII, 132 E 169, DA  CF,  E  ART.  19,  §  1º,  DO  ADCT.  ALEGAÇÕES  DE OFENSA  REJEITADAS.  INTERPRETAÇÃO  CONFORME  À  CONSTITUIÇÃO FEDERAL CONFERIDA AO ART. 5º DA LEI  9.422/1990. I – O Plenário desta Corte, no julgamento definitivo  da  ADI  175/PR,  Rel.  Min.  Octavio  Gallotti,  declarou  a  constitucionalidade  do  art.  56  e  parágrafos  do  Ato  das  Disposições Constitucionais Transitórias do Estado do Paraná,  de  5/10/1989,  que  autorizou  a  permanência,  em  carreiras     especiais criadas por lei, dos que já ocupavam com estabilidade,  naquele momento, cargos e empregos públicos de advogados,  assessores  e  assistentes  jurídicos,  para  o  exercício  do  assessoramento  jurídico  nos  Poderes  Executivo,  Legislativo  e  Judiciário  e  da  representação  judicial  das  autarquias  e  fundações públicas. II – Os diplomas legais ora impugnados, ao  reunirem numa única carreira os então ocupantes de empregos  e  cargos  públicos  preexistentes  que  já  exerciam  as  mesmas  funções  de  assessoramento  jurídico  ao  Poder  Executivo  e  de  representação  judicial  das  autarquias,  nada  mais  fizeram  do  que atender ao comando expresso no mencionado art.  56 do  ADCT  paranaense,  tratando-se,  por  certo,  de  hipótese  de  subsistência excepcional e transitória autorizada pelo art. 69 do  ADCT da Constituição Federal.  III  –  A previsão de concurso  público  de  provas  e  títulos  para  ingresso  na  nova  carreira,  contida  no  art.  5º  da  Lei  Estadual  9.422/1990,  destinou-se,  exclusivamente, àqueles que já eram, no momento de edição da  norma constitucional transitória, ocupantes estáveis de cargos e  empregos  públicos  de  advogados,  assessores  e  assistentes  jurídicos e que viriam a preencher, mediante aproveitamento,  os  295  cargos  criados  pelo  art.  2º  do  mesmo  diploma.  IV  –  Impossibilidade,  na  vacância,  de  provimento  dos  cargos  da  Carreira Especial de Advogado do Estado do Paraná por outros  servidores e, por conseguinte, de realização de novos concursos  públicos para esse fim. Necessidade de obediência ao art. 132  da  Constituição  Federal.  V  –  Ação  direta  de  inconstitucionalidade julgada improcedente, com interpretação  conforme,  nos  termos  supra”  (ADI  nº  484/PR,  Relator  o  Ministro Eros Grau, Relator para o acórdão o Ministro Ricardo  Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe de 1º/2/12).  Entretanto,  a  decisão reclamada analisou a constitucionalidade de  artigo  de  lei  estadual  (art.  5º  da  Lei  nº  15.170/06)  comparado  com  a  Constituição Estadual do Paraná.  Não  haveria,  destarte,  identidade  entre  o  conteúdo  da  decisão  reclamada e as ADI nºs 175/PR e 484/PR apta a instaurar o exercício da     jurisdição, em sede reclamatória, pelo Supremo Tribunal Federal. Nessa  conformidade,  a  jurisprudência  da  Corte  desenvolveu   parâmetros para a utilização da figura jurídica da reclamação, dentre os  quais  se  destaca  a  aderência  estrita  do  objeto  do  ato  reclamado  ao  conteúdo das decisões paradigmáticas do STF.  Nesse sentido, a Rcl nº  6.534/MA-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro  Celso de Mello, DJe- 197 de 17/10/08, cuja ementa transcrevo parcialmente:   “(...)  Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos   em  que  se  sustenta  desrespeito à  autoridade  de  decisão  do  Supremo Tribunal Federal -  hão de se ajustar,  com exatidão e  pertinência,  aos julgamentos  desta Suprema Corte invocados  como paradigmas  de  confronto,  em ordem a  permitir ,  pela  análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da  deliberação  estatal  impugnada  em  relação ao  parâmetro  de  controle emanado deste Tribunal” (grifos do autor).  Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. ", "votante" : "MIN_DIAS_TOFFOLI" } ] }
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MARCO AURÉLIO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     MUNICÍPIO DE NITERÓI\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     UESLEI PIRES PERES\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MARLON JOSÉ DA FONSECA E OUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O \nrecurso  extraordinário  não  é  meio  próprio  ao  revolvimento  da  prova, \ntambém não servindo à interpretação de normas estritamente legais.\n    </p>\n    <p>\n     RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  –  PREQUESTIONAMENTO  – \nCONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta \nda circunstância de a matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A \nconfiguração  do  instituto  pressupõe  debate  e  decisão  prévios  pelo \nColegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem \ncomo escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do \nrecurso  extraordinário  no  permissivo  constitucional.  Se  o  Tribunal  de \norigem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas \nrazões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao \npreceito evocado pelo recorrente.\n    </p>\n    <p>\n     AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –\n    </p>\n    <p>\n     MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação \nda multa prevista  no § 2º  do artigo 557 do Código de Processo Civil, \narcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.\n    </p>\n    <p>\n     A C Ó R D Ã O\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nPrimeira  Turma do Supremo Tribunal  Federal  em desprover  o  agravo \nregimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do \nrelator  e  por  unanimidade,  em  sessão  presidida  pelo  Ministro  Marco\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741003.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 692662 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas \ntaquigráficas.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 23 de abril de 2013.\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741003.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      23/04/2013 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.662 RIO DE \nJANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     MUNICÍPIO DE NITERÓI\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     UESLEI PIRES PERES\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MARLON JOSÉ DA FONSECA E OUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 22 de novembro \nde 2012, neguei provimento ao agravo, consignando:\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  – \nMATÉRIA  FÁTICA  –  INTERPRETAÇÃO \nDE  NORMAS  LEGAIS  –  FALTA  DE \nPREQUESTIONAMENTO  – \nINVIABILIDADE  –  AGRAVO \nDESPROVIDO.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1.  A  recorribilidade  extraordinária  é  distinta  daquela \nrevelada por simples revisão do que decidido, na maioria das \nvezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. \nAtua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada \nsoberanamente  pelo  Tribunal  de  origem,  considerando-se  as \npremissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência \nsedimentada  é  pacífica  a  respeito,  devendo-se  ter  presente  o \nVerbete nº 279 da Súmula do Supremo:\n    </p>\n    <p>\n     Para  simples  reexame  de  prova  não  cabe  recurso \nextraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     As  razões  do  extraordinário  partem  de  pressupostos \nfáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741004.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 692662 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em \nquadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso.\n    </p>\n    <p>\n     A  par  desse  aspecto,  o  acórdão  impugnado  revela \ninterpretação  de  normas  estritamente  legais,  não  ensejando \ncampo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a \nviolência à Carta da República, pretende-se submeter a análise \nmatéria  que  não  se  enquadra  no  inciso  III  do  artigo  102  da \nConstituição Federal.\n    </p>\n    <p>\n     Acresce  que,  no  caso,  o  que  sustentado  nas  razões  do \nextraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, \npadece  o  recurso  da  ausência  de  prequestionamento, \nesbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo. \nEste agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, \nocupando espaço  que deveria  ser  utilizado na  apreciação de \noutro processo.\n    </p>\n    <p>\n     2. Conheço do agravo e o desprovejo.\n    </p>\n    <p>\n     3. Publiquem.\n    </p>\n    <p>\n     O  Município  de  Niterói,  na  minuta  do  regimental,  insiste  no \nprocessamento  do  extraordinário.  Sustenta  a  inadequação  da  decisão \nrecorrida ante o disposto no inciso II do § 4º do artigo 554 do Código de \nProcesso Civil. Discorre acerca do tema de fundo e articula com a ofensa \nao artigo 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal.\n    </p>\n    <p>\n     A  parte  agravada,  instada  a  se  manifestar,  não  apresentou \ncontraminuta.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741004.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      23/04/2013 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.662 RIO DE \nJANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (RELATOR)  –  Na \ninterposição  deste  agravo,  observaram-se  os  pressupostos  de \nrecorribilidade.  A  peça,  subscrita  por  Procuradora  Municipal,  foi \nprotocolada no prazo legal. Conheço.\n    </p>\n    <p>\n     No tocante à falta de envergadura constitucional da matéria, atentem \npara o que decidido pelo Tribunal de origem:\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AGRAVO INTERNO, APELAÇÃO CÍVEL. SERVIDOR \nDO MUNICÍPIO DE NITERÓI.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ABONO REFEIÇÃO.\n     </b>\n     Sentença de improcedência. \nProvimento  ao  recurso  de  Apelação  para  condenar  o\n    </p>\n    <p>\n     Município a pagar ao Autor o abono refeição nos meses em que \nele  teve  vencimentos  inferiores  a  dois  salários  mínimos, \nobservada a prescrição quinquenal.\n    </p>\n    <p>\n     AGRAVO INTERNO. \n(Artigo 557, § 1 º, Código de Processo Civil). \nO Município discorre sobre cerceamento de defesa, alega\n    </p>\n    <p>\n     que  a  decisão  deveria  estar  em  conformidade  com \njurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, faz referência a \nembargos  de  divergência  e  impugna  a  possibilidade  de  se \napreciar monocraticamente o recurso.\n    </p>\n    <p>\n     Requerimento de apreciação do recurso de Apelação pelo \nColegiado, sem, no entanto, apresentar qualquer menção a seu \nmérito.\n    </p>\n    <p>\n     Em  sede  excepcional,  atua-se  à  luz  da  moldura  fática  delineada \nsoberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas \nconstantes  do  pronunciamento  impugnado.  A  jurisprudência\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741005.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 692662 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº \n279 da Súmula deste Tribunal:\n    </p>\n    <p>\n     Para  simples  reexame  de  prova  não  cabe  recurso \nextraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     No  mais,  o  deslinde  da  controvérsia  deu-se  sob  o  ângulo \nestritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão \nadotada  fez-se  alicerçada  em  interpretação  conferida  à  legislação  de \nregência.\n    </p>\n    <p>\n     A par deste aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos \nconstitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da \nausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade \ndo Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do \nprequestionamento  e,  mais  ainda,  para  o  teor  do  Verbete  nº  282  da \nreferida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a \ndecisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o \nato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso,  descabe \nassentar  o  enquadramento  deste  no  permissivo  constitucional.  Assim \nconcluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de \nInstrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado \nno Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte \nementa:\n    </p>\n    <p>\n     RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  – \nPREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE \nSER.  O prequestionamento não resulta  da  circunstância  de  a \nmatéria  haver  sido  arguida  pela  parte  recorrente.  A \nconfiguração do instituto pressupõe debate e  decisão prévios \npelo  Colegiado,  ou  seja,  emissão  de  juízo  sobre  o  tema.  O \nprocedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se \ndiga  do  enquadramento  do  recurso  extraordinário  no \npermissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741005.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 692662 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     entendimento  explícito  a  respeito  do  fato  jurígeno  veiculado \nnas  razões  recursais,  inviabilizada  fica  a  conclusão  sobre  a \nviolência ao preceito evocado pelo recorrente.\n    </p>\n    <p>\n     Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do \nartigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:\n    </p>\n    <p>\n     Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a \ninibir-se  manobras  processuais  procrastinatórias.  Atento  à \nsinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de \nprocessos  estranho  à  ordem natural  das  coisas,  o  Legislador \nnormatizou.  Agora,  em verdadeira resistência democrática ao \nque  vem  acontecendo,  compete  ao  Estado-juiz  atuar  com \ndesassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência \ndo  Judiciário.  Cumpre-lhe,  sem  extravasamento,  sem \nmenosprezo  ao  dever  de  preservar  o  direito  de  defesa  das \npartes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como \nmeramente  protelatórios,  restabelecendo  a  boa  ordem \nprocessual.  Assim  procedendo,  honrará  a  responsabilidade \ndecorrente do ofício, alfim, a própria toga.\n    </p>\n    <p>\n     Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos \ntermos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% \nsobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da \nparte agravada.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741005.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 23/04/2013\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.662\n     </b>\n     PROCED. : RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n     </b>\n     AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NITERÓI\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI\nAGDO.(A/S) : UESLEI PIRES PERES\nADV.(A/S) : MARLON JOSÉ DA FONSECA E OUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma negou provimento ao agravo regimental, com \nimposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não \nparticipou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro \nLuiz  Fux.  Presidiu,  este  julgamento,  o  Senhor  Ministro  Marco \nAurélio. 1ª Turma, 23.4.2013.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os\n    </p>\n    <p>\n     Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Edson  Oliveira  de \nAlmeida.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3779199\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "23/04/2013 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.662 RIO DE \n", "JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n", "AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE NITERÓI \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI \n", "AGDO.(A/S) :UESLEI PIRES PERES \n", "ADV.(A/S) :MARLON JOSÉ DA FONSECA E OUTRO(A/S)\n", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O \n", "recurso  extraordinário  não  é  meio  próprio  ao  revolvimento  da  prova, \n", "também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.\n", "RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  –  PREQUESTIONAMENTO  – \n", "CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta \n", "da circunstância de a matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A \n", "configuração  do  instituto  pressupõe  debate  e  decisão  prévios  pelo \n", "Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem \n", "como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do \n", "recurso  extraordinário  no  permissivo  constitucional.  Se  o  Tribunal  de \n", "origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas \n", "razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao \n", "preceito evocado pelo recorrente.\n", "  \n", "AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – \n", "MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação \n", "da multa prevista  no § 2º  do artigo 557 do Código de Processo Civil, \n", "arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira  Turma do Supremo Tribunal  Federal  em desprover  o  agravo \n", "regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do \n", "relator  e  por  unanimidade,  em  sessão  presidida  pelo  Ministro  Marco \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741003.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8\n", "Ementa e Acórdão\n", "ARE 692662 AGR / RJ \n", "Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas \n", "taquigráficas.\n", "Brasília, 23 de abril de 2013.\n", "MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741003.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8\n", "Relatório\n", "23/04/2013 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.662 RIO DE \n", "JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n", "AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE NITERÓI \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI \n", "AGDO.(A/S) :UESLEI PIRES PERES \n", "ADV.(A/S) :MARLON JOSÉ DA FONSECA E OUTRO(A/S)\n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 22 de novembro \n", "de 2012, neguei provimento ao agravo, consignando:\n", "RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  – \n", "MATÉRIA  FÁTICA  –  INTERPRETAÇÃO \n", "DE  NORMAS  LEGAIS  –  FALTA  DE \n", "PREQUESTIONAMENTO  – \n", "INVIABILIDADE  –  AGRAVO \n", "DESPROVIDO.\n", "1.  A  recorribilidade  extraordinária  é  distinta  daquela \n", "revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das \n", "vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. \n", "Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada \n", "soberanamente  pelo  Tribunal  de  origem,  considerando-se  as \n", "premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência \n", "sedimentada  é  pacífica  a  respeito,  devendo-se  ter  presente  o \n", "Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:\n", "Para  simples  reexame  de  prova  não  cabe  recurso \n", "extraordinário.\n", "As  razões  do  extraordinário  partem  de  pressupostos \n", "fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741004.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8\n", "Relatório\n", "ARE 692662 AGR / RJ \n", "reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em \n", "quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso.\n", "A  par  desse  aspecto,  o  acórdão  impugnado  revela \n", "interpretação  de  normas  estritamente  legais,  não  ensejando \n", "campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a \n", "violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise \n", "matéria  que  não  se  enquadra  no  inciso  III  do  artigo  102  da \n", "Constituição Federal.\n", "Acresce  que,  no  caso,  o  que  sustentado  nas  razões  do \n", "extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, \n", "padece  o  recurso  da  ausência  de  prequestionamento, \n", "esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo. \n", "Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, \n", "ocupando espaço  que deveria  ser  utilizado na  apreciação de \n", "outro processo.\n", "2. Conheço do agravo e o desprovejo.\n", "3. Publiquem.\n", "O  Município  de  Niterói,  na  minuta  do  regimental,  insiste  no \n", "processamento  do  extraordinário.  Sustenta  a  inadequação  da  decisão \n", "recorrida ante o disposto no inciso II do § 4º do artigo 554 do Código de \n", "Processo Civil. Discorre acerca do tema de fundo e articula com a ofensa \n", "ao artigo 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal.\n", "A  parte  agravada,  instada  a  se  manifestar,  não  apresentou \n", "contraminuta.\n", "É o relatório.\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741004.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8\n", "Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n", "23/04/2013 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.662 RIO DE \n", "JANEIRO\n", "V O T O\n", "O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (RELATOR)  –  Na \n", "interposição  deste  agravo,  observaram-se  os  pressupostos  de \n", "recorribilidade.  A  peça,  subscrita  por  Procuradora  Municipal,  foi \n", "protocolada no prazo legal. Conheço.\n", "No tocante à falta de envergadura constitucional da matéria, atentem \n", "para o que decidido pelo Tribunal de origem:\n", "AGRAVO INTERNO, APELAÇÃO CÍVEL. SERVIDOR \n", "DO MUNICÍPIO DE NITERÓI. \n", "ABONO REFEIÇÃO.\n", "Sentença de improcedência. \n", "Provimento  ao  recurso  de  Apelação  para  condenar  o \n", "Município a pagar ao Autor o abono refeição nos meses em que \n", "ele  teve  vencimentos  inferiores  a  dois  salários  mínimos, \n", "observada a prescrição quinquenal. \n", "AGRAVO INTERNO. \n", "(Artigo 557, § 1 º, Código de Processo Civil). \n", "O Município discorre sobre cerceamento de defesa, alega \n", "que  a  decisão  deveria  estar  em  conformidade  com \n", "jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, faz referência a \n", "embargos  de  divergência  e  impugna  a  possibilidade  de  se \n", "apreciar monocraticamente o recurso.\n", "Requerimento de apreciação do recurso de Apelação pelo \n", "Colegiado, sem, no entanto, apresentar qualquer menção a seu \n", "mérito.\n", "Em  sede  excepcional,  atua-se  à  luz  da  moldura  fática  delineada \n", "soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas \n", "constantes  do  pronunciamento  impugnado.  A  jurisprudência \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741005.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8\n", "Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n", "ARE 692662 AGR / RJ \n", "sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº \n", "279 da Súmula deste Tribunal:\n", "Para  simples  reexame  de  prova  não  cabe  recurso \n", "extraordinário.\n", "No  mais,  o  deslinde  da  controvérsia  deu-se  sob  o  ângulo \n", "estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão \n", "adotada  fez-se  alicerçada  em  interpretação  conferida  à  legislação  de \n", "regência.\n", "A par deste aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos \n", "constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da \n", "ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade \n", "do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do \n", "prequestionamento  e,  mais  ainda,  para  o  teor  do  Verbete  nº  282  da \n", "referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a \n", "decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o \n", "ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso,  descabe \n", "assentar  o  enquadramento  deste  no  permissivo  constitucional.  Assim \n", "concluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de \n", "Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado \n", "no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte \n", "ementa:\n", "RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  – \n", "PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE \n", "SER.  O prequestionamento não resulta  da  circunstância  de  a \n", "matéria  haver  sido  arguida  pela  parte  recorrente.  A \n", "configuração do instituto pressupõe debate e  decisão prévios \n", "pelo  Colegiado,  ou  seja,  emissão  de  juízo  sobre  o  tema.  O \n", "procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se \n", "diga  do  enquadramento  do  recurso  extraordinário  no \n", "permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741005.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8\n", "Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n", "ARE 692662 AGR / RJ \n", "entendimento  explícito  a  respeito  do  fato  jurígeno  veiculado \n", "nas  razões  recursais,  inviabilizada  fica  a  conclusão  sobre  a \n", "violência ao preceito evocado pelo recorrente.\n", "Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do \n", "artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:\n", "Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a \n", "inibir-se  manobras  processuais  procrastinatórias.  Atento  à \n", "sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de \n", "processos  estranho  à  ordem natural  das  coisas,  o  Legislador \n", "normatizou.  Agora,  em verdadeira resistência democrática ao \n", "que  vem  acontecendo,  compete  ao  Estado-juiz  atuar  com \n", "desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência \n", "do  Judiciário.  Cumpre-lhe,  sem  extravasamento,  sem \n", "menosprezo  ao  dever  de  preservar  o  direito  de  defesa  das \n", "partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como \n", "meramente  protelatórios,  restabelecendo  a  boa  ordem \n", "processual.  Assim  procedendo,  honrará  a  responsabilidade \n", "decorrente do ofício, alfim, a própria toga.\n", "Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos \n", "termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% \n", "sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da \n", "parte agravada.\n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741005.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8\n", "Extrato de Ata - 23/04/2013\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.662\n", "PROCED. : RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n", "AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NITERÓI\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI\n", "AGDO.(A/S) : UESLEI PIRES PERES\n", "ADV.(A/S) : MARLON JOSÉ DA FONSECA E OUTRO(A/S)\n", "Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com \n", "imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não \n", "participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro \n", "Luiz  Fux.  Presidiu,  este  julgamento,  o  Senhor  Ministro  Marco \n", "Aurélio. 1ª Turma, 23.4.2013.\n", " \n", "Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os \n", "Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber.\n", "Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Edson  Oliveira  de \n", "Almeida.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3779199\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8\n" ], "numero" : "692662", "partes" : [ { "nome" : "MIN. MARCO AURÉLIO", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "MUNICÍPIO DE NITERÓI", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" }, { "nome" : "UESLEI PIRES PERES", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "MARLON JOSÉ DA FONSECA E OUTRO(A/S)RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso  extraordinário  não  é  meio  próprio  ao  revolvimento  da  prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  –  PREQUESTIONAMENTO  – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A configuração  do  instituto  pressupõe  debate  e  decisão  prévios  pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso  extraordinário  no  permissivo  constitucional.  Se  o  Tribunal  de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente.  AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista  no § 2º  do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má", "sigla" : "fé.", "tipo" : "ADV.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. MARCO AURÉLIO", "texto" : "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 22 de novembro  de 2012, neguei provimento ao agravo, consignando:  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  –  MATÉRIA  FÁTICA  –  INTERPRETAÇÃO  DE  NORMAS  LEGAIS  –  FALTA  DE  PREQUESTIONAMENTO  –  INVIABILIDADE  –  AGRAVO  DESPROVIDO.  1.  A  recorribilidade  extraordinária  é  distinta  daquela  revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das  vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.  Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada  soberanamente  pelo  Tribunal  de  origem,  considerando-se  as  premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência  sedimentada  é  pacífica  a  respeito,  devendo-se  ter  presente  o  Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:  Para  simples  reexame  de  prova  não  cabe  recurso  extraordinário.  As  razões  do  extraordinário  partem  de  pressupostos  fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o     reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em  quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso.  A  par  desse  aspecto,  o  acórdão  impugnado  revela  interpretação  de  normas  estritamente  legais,  não  ensejando  campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a  violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise  matéria  que  não  se  enquadra  no  inciso  III  do  artigo  102  da  Constituição Federal.  Acresce  que,  no  caso,  o  que  sustentado  nas  razões  do  extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim,  padece  o  recurso  da  ausência  de  prequestionamento,  esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo.  Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,  ocupando espaço  que deveria  ser  utilizado na  apreciação de  outro processo.  2. Conheço do agravo e o desprovejo.  3. Publiquem.  O  Município  de  Niterói,  na  minuta  do  regimental,  insiste  no  processamento  do  extraordinário.  Sustenta  a  inadequação  da  decisão  recorrida ante o disposto no inciso II do § 4º do artigo 554 do Código de  Processo Civil. Discorre acerca do tema de fundo e articula com a ofensa  ao artigo 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal.  A  parte  agravada,  instada  a  se  manifestar,  não  apresentou  contraminuta.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (RELATOR)  –  Na  interposição  deste  agravo,  observaram-se  os  pressupostos  de  recorribilidade.  A  peça,  subscrita  por  Procuradora  Municipal,  foi  protocolada no prazo legal. Conheço.  No tocante à falta de envergadura constitucional da matéria, atentem  para o que decidido pelo Tribunal de origem:  AGRAVO INTERNO, APELAÇÃO CÍVEL. SERVIDOR  DO MUNICÍPIO DE NITERÓI.   ABONO REFEIÇÃO. Sentença de improcedência.  Provimento  ao  recurso  de  Apelação  para  condenar  o   Município a pagar ao Autor o abono refeição nos meses em que  ele  teve  vencimentos  inferiores  a  dois  salários  mínimos,  observada a prescrição quinquenal.   AGRAVO INTERNO.  (Artigo 557, § 1 º, Código de Processo Civil).  O Município discorre sobre cerceamento de defesa, alega   que  a  decisão  deveria  estar  em  conformidade  com  jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, faz referência a  embargos  de  divergência  e  impugna  a  possibilidade  de  se  apreciar monocraticamente o recurso.  Requerimento de apreciação do recurso de Apelação pelo  Colegiado, sem, no entanto, apresentar qualquer menção a seu  mérito.  Em  sede  excepcional,  atua-se  à  luz  da  moldura  fática  delineada  soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas  constantes  do  pronunciamento  impugnado.  A  jurisprudência     sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº  279 da Súmula deste Tribunal:  Para  simples  reexame  de  prova  não  cabe  recurso  extraordinário.  No  mais,  o  deslinde  da  controvérsia  deu-se  sob  o  ângulo  estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão  adotada  fez-se  alicerçada  em  interpretação  conferida  à  legislação  de  regência.  A par deste aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos  constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da  ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade  do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do  prequestionamento  e,  mais  ainda,  para  o  teor  do  Verbete  nº  282  da  referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a  decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o  ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso,  descabe  assentar  o  enquadramento  deste  no  permissivo  constitucional.  Assim  concluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de  Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado  no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte  ementa:  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  –  PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE  SER.  O prequestionamento não resulta  da  circunstância  de  a  matéria  haver  sido  arguida  pela  parte  recorrente.  A  configuração do instituto pressupõe debate e  decisão prévios  pelo  Colegiado,  ou  seja,  emissão  de  juízo  sobre  o  tema.  O  procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se  diga  do  enquadramento  do  recurso  extraordinário  no  permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou     entendimento  explícito  a  respeito  do  fato  jurígeno  veiculado  nas  razões  recursais,  inviabilizada  fica  a  conclusão  sobre  a  violência ao preceito evocado pelo recorrente.  Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do  artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:  Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a  inibir-se  manobras  processuais  procrastinatórias.  Atento  à  sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de  processos  estranho  à  ordem natural  das  coisas,  o  Legislador  normatizou.  Agora,  em verdadeira resistência democrática ao  que  vem  acontecendo,  compete  ao  Estado-juiz  atuar  com  desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência  do  Judiciário.  Cumpre-lhe,  sem  extravasamento,  sem  menosprezo  ao  dever  de  preservar  o  direito  de  defesa  das  partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como  meramente  protelatórios,  restabelecendo  a  boa  ordem  processual.  Assim  procedendo,  honrará  a  responsabilidade  decorrente do ofício, alfim, a própria toga.  Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos  termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%  sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da  parte agravada. ", "votante" : "MIN_MARCO_AURELIO" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac1b0d2512244887586" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Primeira  Turma do Supremo Tribunal  Federal  em desprover  o  agravo  regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do  relator  e  por  unanimidade,  em  sessão  presidida  pelo  Ministro  Marco  Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas  taquigráficas.  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MARCO AURÉLIO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     MANOEL ANTONIO PEREIRA PIMENTA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     FERNANDO GONCALVES DIAS\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL FEDERAL\n    </p>\n    <p>\n     RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O \nrecurso  extraordinário  não  é  meio  próprio  ao  revolvimento  da  prova, \ntambém não servindo à interpretação de normas estritamente legais.\n    </p>\n    <p>\n     AGRAVO  –  MULTA  –  ARTIGO  1.021,  §  4º,  DO  CÓDIGO  DE \nPROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível \nou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo \n1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus \ndecorrente da litigância protelatória.\n    </p>\n    <p>\n     A C Ó R D Ã O\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nPrimeira  Turma do Supremo Tribunal  Federal  em desprover  o  agravo \nregimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do \nrelator  e  por  unanimidade,  em  sessão  presidida  pelo  Ministro  Marco \nAurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas \ntaquigráficas.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 3 de outubro de 2017.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14185578.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      03/10/2017 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.279 SÃO \nPAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     MANOEL ANTONIO PEREIRA PIMENTA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     FERNANDO GONCALVES DIAS\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL FEDERAL\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 29 de  maio de \n2017, proferi a seguinte decisão:\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  – \nMATÉRIA  FÁTICA  –  INTERPRETAÇÃO \nDE  NORMAS  LEGAIS  – \nINVIABILIDADE  –  DESPROVIMENTO \nDE AGRAVO.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região, reformando o \nentendimento  do  Juízo,  consignou  a  impossibilidade  de \nconversão  do  tempo  de  serviço  comum  em  especial.  No \nextraordinário, cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega a \nviolação do artigo  5º,  inciso XXXVI,  da Constituição Federal. \nTece considerações sobre a legislação relativa à aposentadoria \nespecial. Afirma o direito adquirido à conversão pleiteada.\n    </p>\n    <p>\n     2. Atentem para o momento da formalização, para fins de \nincidência  da  norma  processual.  A  publicação  da  decisão \natacada mediante o extraordinário é posterior a 18 de março de \n2016, data de início da eficácia do Código de Processo Civil, \nsendo a protocolação do recurso regida por esse diploma legal.\n    </p>\n    <p>\n     A  recorribilidade  extraordinária  é  distinta  daquela\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14185579.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1041279 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das \nvezes procedida mediante o recurso por excelência a apelação. \nAtua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada \nsoberanamente  pelo  Tribunal  de  origem,  considerando-se  as \npremissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência \nsedimentada  é  pacífica  a  respeito,  devendo-se  ter  presente  o \nverbete nº 279 da Súmula deste Tribunal:\n    </p>\n    <p>\n     Para  simples  reexame  de  prova  não  cabe  recurso \nextraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     Eis a síntese do acórdão impugnado:\n    </p>\n    <p>\n     PREVIDENCIÁRIO.  INCIDENTE  DE  JUÍZO  DE \nRETRATAÇÃO.  ART.  543-C,  §  7°,  II,  DO  CPC. \nCONVERSÃO DE TEMPO COMUM EM ESPECIAL. LEI \nVIGENTE À ÉPOCA DA APOSENTADORIA.  AGRAVO \nLEGAL PROVIDO.\n    </p>\n    <p>\n     I. Incidente de juízo de retratação, nos termos do art. \n543-C, § 7°, II, do CPC.\n    </p>\n    <p>\n     II.  Em  recente  julgado,  em  26.11.2014,  DJe  de \n02.02.2015,  submetido à  sistemática  de  Recurso  Especial \nRepetitivo,  REsp.  1310034/PR,  o  Colendo  Superior \nTribunal  de  Justiça  firmou  entendimento  pela \ninaplicabilidade  da  regra  que  permitia  a  conversão  de \natividade  comum  em  especial  a  todos  os  benefícios \nrequeridos após a vigência da Lei 9.032/95.\n    </p>\n    <p>\n     III. No caso dos autos, verifica-se que o requerimento \nadministrativo  de  concessão  do  benefício  de \naposentadoria se deu posteriormente à vigência da Lei n.° \n9.032/95, que desautorizou a conversão de tempo comum \nem especial.\n    </p>\n    <p>\n     IV.  Sendo  assim,  os  períodos  de  01/03/1979  a \n09/07/1981,  23/11/1981  a  29/05/1982,  12/07/1982  a \n11/04/1986,  01/07/1986  a  30/10/1987,  24/08/1988  a \n23/05/1989,  01/06/1989  a  15/03/1991,  12/08/1991  a\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14185579.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1041279 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     07/11/1991 e de 01/06/1994 a 11/10/1994 não são passíveis \nde conversão para tempo especial.\n    </p>\n    <p>\n     V. Agravo legal provido.\n    </p>\n    <p>\n     À  mercê  da  articulação  sobre  a  violência  à  Carta  da \nRepública, pretende-se submeter a análise matéria que não se \nenquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. \nPercebe-se que a Colegiado de origem decidiu a questão a partir \nde pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado. Divergir \ndesse entendimento demandaria, em última análise, o reexame \ndos elementos probatórios para, com fundamento em quadro \ndiverso, assentar a viabilidade do recurso.\n    </p>\n    <p>\n     Acresce  que  o  acórdão  impugnado  mediante  o \nextraordinário  revela  interpretação  de  normas  estritamente \nlegais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.\n    </p>\n    <p>\n     3. Conheço do agravo e o desprovejo.\n    </p>\n    <p>\n     4. Publiquem.\n    </p>\n    <p>\n     O agravante insiste no provimento do extraordinário, sustentando a \nviolação  do  artigo  5º,  inciso  XXXVI,  da  Constituição  Federal.  Diz \npretender a  observância do disposto no artigo 60,  §  2º,  do Decreto  nº \n83.080/1979,  vigente  à  época  da  prestação  laboral,  articulando  com  o \nprincípio  constitucional  do  direito  adquirido.  Aduz  desnecessário  o \nreexame de matéria fática.\n    </p>\n    <p>\n     O agravado, apesar de intimado, deixou de apresentar  contraminuta \n(certidão emitida em 10 de setembro de 2017).\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14185579.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      03/10/2017 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.279 SÃO \nPAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (RELATOR)  – \nObservem o momento da formalização deste agravo interno para fins de \nincidência  da  norma  processual.  A  publicação  do  pronunciamento \nmediante o qual desprovido o recurso é posterior a 18 de março de 2016, \ndata  de  início  da  vigência  do  Código  de  Processo  Civil,  sendo  a \ninterposição do agravo interno regida por esse diploma legal.\n    </p>\n    <p>\n     Atendeu-se aos  pressupostos  de  recorribilidade.  A peça,  subscrita \npor advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. \nConheço.\n    </p>\n    <p>\n     Transcrevo,  mais  uma  vez,  a  síntese  da  decisão  proferida  pelo \nColegiado local:\n    </p>\n    <p>\n     PREVIDENCIÁRIO.  INCIDENTE  DE  JUÍZO  DE \nRETRATAÇÃO. ART. 543-C, § 7°,  II,  DO CPC. CONVERSÃO \nDE TEMPO COMUM EM ESPECIAL. LEI VIGENTE À ÉPOCA \nDA APOSENTADORIA. AGRAVO LEGAL PROVIDO.\n    </p>\n    <p>\n     I. Incidente de juízo de retratação, nos termos do art. 543-\nC, § 7°, II, do CPC.\n    </p>\n    <p>\n     II. Em recente julgado, em 26.11.2014, DJe de 02.02.2015, \nsubmetido à sistemática de Recurso Especial Repetitivo, REsp. \n1310034/PR,  o  Colendo  Superior  Tribunal  de  Justiça  firmou \nentendimento  pela  inaplicabilidade  da  regra  que  permitia  a \nconversão  de  atividade  comum  em  especial  a  todos  os \nbenefícios requeridos após a vigência da Lei 9.032/95.\n    </p>\n    <p>\n     III.  No  caso  dos  autos,  verifica-se  que  o  requerimento \nadministrativo de concessão do benefício de aposentadoria se \ndeu  posteriormente  à  vigência  da  Lei  n.°  9.032/95,  que \ndesautorizou a conversão de tempo comum em especial.\n    </p>\n    <p>\n     IV. Sendo assim, os períodos de 01/03/1979 a 09/07/1981, \n23/11/1981 a 29/05/1982,  12/07/1982 a 11/04/1986,  01/07/1986 a\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14185580.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1041279 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     30/10/1987,  24/08/1988  a  23/05/1989,  01/06/1989  a  15/03/1991, \n12/08/1991 a 07/11/1991 e de 01/06/1994 a 11/10/1994 não são \npassíveis de conversão para tempo especial.\n    </p>\n    <p>\n     V. Agravo legal provido.\n    </p>\n    <p>\n     Conforme apontado na decisão agravada, a controvérsia foi dirimida \nconsideradas  as  provas  coligidas  para  o  processo  e  sob  o  ângulo \nestritamente  legal,  não  considerada a  Carta  da  República.  O Supremo \nassentou a impossibilidade de conversão de tempo comum em especial. \nOra, somente seria dado concluir de forma diversa a partir do reexame do \nacervo probatório e da análise da legislação infraconstitucional, inviável \nnesta estreita via recursal.  Está-se diante de caso cujo desfecho fica no \nâmbito do próprio Tribunal de Justiça.\n    </p>\n    <p>\n     A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos, \nem  prejuízo  da  sociedade,  dos  jurisdicionados.  Ao  apreciar  a \ncontrovérsia, o Tribunal de origem procedeu ao exame da matéria fática e \nda análise da legislação de regência, não visando questão constitucional. \nA insurgência da agravante, com pretensão de novo julgamento, impõe a \naplicação da multa versada no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo \nCivil de 2015.\n    </p>\n    <p>\n     Valho-me de trecho do artigo \"O Judiciário e a Litigância de Má-fé\", \npor mim outrora publicado:\n    </p>\n    <p>\n     Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a \ninibir-se  manobras  processuais  procrastinatórias.  Atento  à \nsinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de \nprocessos  estranho  à  ordem natural  das  coisas,  o  Legislador \nnormatizou.  Agora,  em verdadeira resistência democrática ao \nque  vem  acontecendo,  compete  ao  Estado-juiz  atuar  com \ndesassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência \ndo  Judiciário.  Cumpre-lhe,  sem  extravasamento,  sem \nmenosprezo  ao  dever  de  preservar  o  direito  de  defesa  das \npartes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como \nmeramente  protelatórios,  restabelecendo  a  boa  ordem \nprocessual.  Assim  procedendo,  honrará  a  responsabilidade\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14185580.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1041279 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     decorrente do ofício, alfim, a própria toga.\n    </p>\n    <p>\n     Conheço  do  agravo  interno  e  o  desprovejo.  Ante  a  protocolação \ndeste agravo interno sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, \nimponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, a multa de 5% \nsobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do \nagravado, sendo cabível ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4º, do \ndiploma legal.\n    </p>\n    <p>\n     É como voto.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14185580.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 03/10/2017\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.279\n     </b>\n     PROCED. : SÃO PAULO\n     <b>\n      RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n     </b>\n     AGTE.(S) : MANOEL ANTONIO PEREIRA PIMENTA\nADV.(A/S) : FERNANDO GONCALVES DIAS (29132/GO, 95595/MG, \n156175/RJ, 286841/SP)\nAGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma negou provimento ao agravo, com imposição de \nmulta,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  Unânime.  Presidência  do \nMinistro Marco Aurélio. Primeira Turma, 3.10.2017.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência  do  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio.  Presentes  à\n    </p>\n    <p>\n     Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber, Luís Roberto \nBarroso e Alexandre de Moraes.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocuradora-Geral  da  República,  Dra.  Cláudia  Sampaio \nMarques.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 13814939\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "03/10/2017 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.279 SÃO \n", "PAULO\n", "RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n", "AGTE.(S) :MANOEL ANTONIO PEREIRA PIMENTA \n", "ADV.(A/S) :FERNANDO GONCALVES DIAS \n", "AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL \n", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O \n", "recurso  extraordinário  não  é  meio  próprio  ao  revolvimento  da  prova, \n", "também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.\n", "AGRAVO  –  MULTA  –  ARTIGO  1.021,  §  4º,  DO  CÓDIGO  DE \n", "PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível \n", "ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo \n", "1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus \n", "decorrente da litigância protelatória. \n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira  Turma do Supremo Tribunal  Federal  em desprover  o  agravo \n", "regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do \n", "relator  e  por  unanimidade,  em  sessão  presidida  pelo  Ministro  Marco \n", "Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas \n", "taquigráficas.\n", "Brasília, 3 de outubro de 2017.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14185578.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9\n", "Ementa e Acórdão\n", "ARE 1041279 AGR / SP \n", "MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14185578.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9\n", "Relatório\n", "03/10/2017 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.279 SÃO \n", "PAULO\n", "RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n", "AGTE.(S) :MANOEL ANTONIO PEREIRA PIMENTA \n", "ADV.(A/S) :FERNANDO GONCALVES DIAS \n", "AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 29 de  maio de \n", "2017, proferi a seguinte decisão:\n", "RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  – \n", "MATÉRIA  FÁTICA  –  INTERPRETAÇÃO \n", "DE  NORMAS  LEGAIS  – \n", "INVIABILIDADE  –  DESPROVIMENTO \n", "DE AGRAVO. \n", "1. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região, reformando o \n", "entendimento  do  Juízo,  consignou  a  impossibilidade  de \n", "conversão  do  tempo  de  serviço  comum  em  especial.  No \n", "extraordinário, cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega a \n", "violação do artigo  5º,  inciso XXXVI,  da Constituição Federal. \n", "Tece considerações sobre a legislação relativa à aposentadoria \n", "especial. Afirma o direito adquirido à conversão pleiteada.\n", "2. Atentem para o momento da formalização, para fins de \n", "incidência  da  norma  processual.  A  publicação  da  decisão \n", "atacada mediante o extraordinário é posterior a 18 de março de \n", "2016, data de início da eficácia do Código de Processo Civil, \n", "sendo a protocolação do recurso regida por esse diploma legal.\n", "A  recorribilidade  extraordinária  é  distinta  daquela \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14185579.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9\n", "Relatório\n", "ARE 1041279 AGR / SP \n", "revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das \n", "vezes procedida mediante o recurso por excelência a apelação. \n", "Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada \n", "soberanamente  pelo  Tribunal  de  origem,  considerando-se  as \n", "premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência \n", "sedimentada  é  pacífica  a  respeito,  devendo-se  ter  presente  o \n", "verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: \n", "Para  simples  reexame  de  prova  não  cabe  recurso \n", "extraordinário. \n", "Eis a síntese do acórdão impugnado: \n", "PREVIDENCIÁRIO.  INCIDENTE  DE  JUÍZO  DE \n", "RETRATAÇÃO.  ART.  543-C,  §  7°,  II,  DO  CPC. \n", "CONVERSÃO DE TEMPO COMUM EM ESPECIAL. LEI \n", "VIGENTE À ÉPOCA DA APOSENTADORIA.  AGRAVO \n", "LEGAL PROVIDO.\n", "I. Incidente de juízo de retratação, nos termos do art. \n", "543-C, § 7°, II, do CPC.\n", "II.  Em  recente  julgado,  em  26.11.2014,  DJe  de \n", "02.02.2015,  submetido à  sistemática  de  Recurso  Especial \n", "Repetitivo,  REsp.  1310034/PR,  o  Colendo  Superior \n", "Tribunal  de  Justiça  firmou  entendimento  pela \n", "inaplicabilidade  da  regra  que  permitia  a  conversão  de \n", "atividade  comum  em  especial  a  todos  os  benefícios \n", "requeridos após a vigência da Lei 9.032/95.\n", "III. No caso dos autos, verifica-se que o requerimento \n", "administrativo  de  concessão  do  benefício  de \n", "aposentadoria se deu posteriormente à vigência da Lei n.° \n", "9.032/95, que desautorizou a conversão de tempo comum \n", "em especial.\n", "IV.  Sendo  assim,  os  períodos  de  01/03/1979  a \n", "09/07/1981,  23/11/1981  a  29/05/1982,  12/07/1982  a \n", "11/04/1986,  01/07/1986  a  30/10/1987,  24/08/1988  a \n", "23/05/1989,  01/06/1989  a  15/03/1991,  12/08/1991  a \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14185579.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9\n", "Relatório\n", "ARE 1041279 AGR / SP \n", "07/11/1991 e de 01/06/1994 a 11/10/1994 não são passíveis \n", "de conversão para tempo especial.\n", "V. Agravo legal provido.\n", "À  mercê  da  articulação  sobre  a  violência  à  Carta  da \n", "República, pretende-se submeter a análise matéria que não se \n", "enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. \n", "Percebe-se que a Colegiado de origem decidiu a questão a partir \n", "de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado. Divergir \n", "desse entendimento demandaria, em última análise, o reexame \n", "dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro \n", "diverso, assentar a viabilidade do recurso. \n", "Acresce  que  o  acórdão  impugnado  mediante  o \n", "extraordinário  revela  interpretação  de  normas  estritamente \n", "legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. \n", "3. Conheço do agravo e o desprovejo.\n", "4. Publiquem.\n", "O agravante insiste no provimento do extraordinário, sustentando a \n", "violação  do  artigo  5º,  inciso  XXXVI,  da  Constituição  Federal.  Diz \n", "pretender a  observância do disposto no artigo 60,  §  2º,  do Decreto  nº \n", "83.080/1979,  vigente  à  época  da  prestação  laboral,  articulando  com  o \n", "princípio  constitucional  do  direito  adquirido.  Aduz  desnecessário  o \n", "reexame de matéria fática. \n", "O agravado, apesar de intimado, deixou de apresentar  contraminuta \n", "(certidão emitida em 10 de setembro de 2017). \n", "É o relatório.\n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14185579.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9\n", "Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n", "03/10/2017 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.279 SÃO \n", "PAULO\n", "V O T O\n", "O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (RELATOR)  – \n", "Observem o momento da formalização deste agravo interno para fins de \n", "incidência  da  norma  processual.  A  publicação  do  pronunciamento \n", "mediante o qual desprovido o recurso é posterior a 18 de março de 2016, \n", "data  de  início  da  vigência  do  Código  de  Processo  Civil,  sendo  a \n", "interposição do agravo interno regida por esse diploma legal. \n", "Atendeu-se aos  pressupostos  de  recorribilidade.  A peça,  subscrita \n", "por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. \n", "Conheço.\n", "Transcrevo,  mais  uma  vez,  a  síntese  da  decisão  proferida  pelo \n", "Colegiado local: \n", "PREVIDENCIÁRIO.  INCIDENTE  DE  JUÍZO  DE \n", "RETRATAÇÃO. ART. 543-C, § 7°,  II,  DO CPC. CONVERSÃO \n", "DE TEMPO COMUM EM ESPECIAL. LEI VIGENTE À ÉPOCA \n", "DA APOSENTADORIA. AGRAVO LEGAL PROVIDO.\n", "I. Incidente de juízo de retratação, nos termos do art. 543-\n", "C, § 7°, II, do CPC.\n", "II. Em recente julgado, em 26.11.2014, DJe de 02.02.2015, \n", "submetido à sistemática de Recurso Especial Repetitivo, REsp. \n", "1310034/PR,  o  Colendo  Superior  Tribunal  de  Justiça  firmou \n", "entendimento  pela  inaplicabilidade  da  regra  que  permitia  a \n", "conversão  de  atividade  comum  em  especial  a  todos  os \n", "benefícios requeridos após a vigência da Lei 9.032/95.\n", "III.  No  caso  dos  autos,  verifica-se  que  o  requerimento \n", "administrativo de concessão do benefício de aposentadoria se \n", "deu  posteriormente  à  vigência  da  Lei  n.°  9.032/95,  que \n", "desautorizou a conversão de tempo comum em especial.\n", "IV. Sendo assim, os períodos de 01/03/1979 a 09/07/1981, \n", "23/11/1981 a 29/05/1982,  12/07/1982 a 11/04/1986,  01/07/1986 a \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14185580.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9\n", "Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n", "ARE 1041279 AGR / SP \n", "30/10/1987,  24/08/1988  a  23/05/1989,  01/06/1989  a  15/03/1991, \n", "12/08/1991 a 07/11/1991 e de 01/06/1994 a 11/10/1994 não são \n", "passíveis de conversão para tempo especial.\n", "V. Agravo legal provido.\n", "Conforme apontado na decisão agravada, a controvérsia foi dirimida \n", "consideradas  as  provas  coligidas  para  o  processo  e  sob  o  ângulo \n", "estritamente  legal,  não  considerada a  Carta  da  República.  O Supremo \n", "assentou a impossibilidade de conversão de tempo comum em especial. \n", "Ora, somente seria dado concluir de forma diversa a partir do reexame do \n", "acervo probatório e da análise da legislação infraconstitucional, inviável \n", "nesta estreita via recursal.  Está-se diante de caso cujo desfecho fica no \n", "âmbito do próprio Tribunal de Justiça.\n", "A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos, \n", "em  prejuízo  da  sociedade,  dos  jurisdicionados.  Ao  apreciar  a \n", "controvérsia, o Tribunal de origem procedeu ao exame da matéria fática e \n", "da análise da legislação de regência, não visando questão constitucional. \n", "A insurgência da agravante, com pretensão de novo julgamento, impõe a \n", "aplicação da multa versada no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo \n", "Civil de 2015.\n", "Valho-me de trecho do artigo \"O Judiciário e a Litigância de Má-fé\", \n", "por mim outrora publicado:\n", "Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a \n", "inibir-se  manobras  processuais  procrastinatórias.  Atento  à \n", "sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de \n", "processos  estranho  à  ordem natural  das  coisas,  o  Legislador \n", "normatizou.  Agora,  em verdadeira resistência democrática ao \n", "que  vem  acontecendo,  compete  ao  Estado-juiz  atuar  com \n", "desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência \n", "do  Judiciário.  Cumpre-lhe,  sem  extravasamento,  sem \n", "menosprezo  ao  dever  de  preservar  o  direito  de  defesa  das \n", "partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como \n", "meramente  protelatórios,  restabelecendo  a  boa  ordem \n", "processual.  Assim  procedendo,  honrará  a  responsabilidade \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14185580.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9\n", "Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n", "ARE 1041279 AGR / SP \n", "decorrente do ofício, alfim, a própria toga.\n", "Conheço  do  agravo  interno  e  o  desprovejo.  Ante  a  protocolação \n", "deste agravo interno sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, \n", "imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, a multa de 5% \n", "sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do \n", "agravado, sendo cabível ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4º, do \n", "diploma legal. \n", "É como voto.\n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14185580.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9\n", "Extrato de Ata - 03/10/2017\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.279\n", "PROCED. : SÃO PAULO\n", "RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n", "AGTE.(S) : MANOEL ANTONIO PEREIRA PIMENTA\n", "ADV.(A/S) : FERNANDO GONCALVES DIAS (29132/GO, 95595/MG, \n", "156175/RJ, 286841/SP)\n", "AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL\n", "Decisão: A Turma negou provimento ao agravo, com imposição de \n", "multa,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  Unânime.  Presidência  do \n", "Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 3.10.2017.\n", " \n", "Presidência  do  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio.  Presentes  à \n", "Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber, Luís Roberto \n", "Barroso e Alexandre de Moraes. \n", "Subprocuradora-Geral  da  República,  Dra.  Cláudia  Sampaio \n", "Marques.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 13814939\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9\n" ], "numero" : "1041279", "partes" : [ { "nome" : "MIN. MARCO AURÉLIO", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "MANOEL ANTONIO PEREIRA PIMENTA", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "FERNANDO GONCALVES DIAS", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "sigla" : "INSS", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL FEDERAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso  extraordinário  não  é  meio  próprio  ao  revolvimento  da  prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.AGRAVO  –  MULTA  –  ARTIGO  1.021,  §  4º,  DO  CÓDIGO  DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória.", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. MARCO AURÉLIO", "texto" : "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 29 de  maio de  2017, proferi a seguinte decisão:  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  –  MATÉRIA  FÁTICA  –  INTERPRETAÇÃO  DE  NORMAS  LEGAIS  –  INVIABILIDADE  –  DESPROVIMENTO  DE AGRAVO.  1. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região, reformando o  entendimento  do  Juízo,  consignou  a  impossibilidade  de  conversão  do  tempo  de  serviço  comum  em  especial.  No  extraordinário, cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega a  violação do artigo  5º,  inciso XXXVI,  da Constituição Federal.  Tece considerações sobre a legislação relativa à aposentadoria  especial. Afirma o direito adquirido à conversão pleiteada.  2. Atentem para o momento da formalização, para fins de  incidência  da  norma  processual.  A  publicação  da  decisão  atacada mediante o extraordinário é posterior a 18 de março de  2016, data de início da eficácia do Código de Processo Civil,  sendo a protocolação do recurso regida por esse diploma legal.  A  recorribilidade  extraordinária  é  distinta  daquela     revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das  vezes procedida mediante o recurso por excelência a apelação.  Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada  soberanamente  pelo  Tribunal  de  origem,  considerando-se  as  premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência  sedimentada  é  pacífica  a  respeito,  devendo-se  ter  presente  o  verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal:   Para  simples  reexame  de  prova  não  cabe  recurso  extraordinário.   Eis a síntese do acórdão impugnado:   PREVIDENCIÁRIO.  INCIDENTE  DE  JUÍZO  DE  RETRATAÇÃO.  ART.  543-C,  §  7°,  II,  DO  CPC.  CONVERSÃO DE TEMPO COMUM EM ESPECIAL. LEI  VIGENTE À ÉPOCA DA APOSENTADORIA.  AGRAVO  LEGAL PROVIDO.  I. Incidente de juízo de retratação, nos termos do art.  543-C, § 7°, II, do CPC.  II.  Em  recente  julgado,  em  26.11.2014,  DJe  de  02.02.2015,  submetido à  sistemática  de  Recurso  Especial  Repetitivo,  REsp.  1310034/PR,  o  Colendo  Superior  Tribunal  de  Justiça  firmou  entendimento  pela  inaplicabilidade  da  regra  que  permitia  a  conversão  de  atividade  comum  em  especial  a  todos  os  benefícios  requeridos após a vigência da Lei 9.032/95.  III. No caso dos autos, verifica-se que o requerimento  administrativo  de  concessão  do  benefício  de  aposentadoria se deu posteriormente à vigência da Lei n.°  9.032/95, que desautorizou a conversão de tempo comum  em especial.  IV.  Sendo  assim,  os  períodos  de  01/03/1979  a  09/07/1981,  23/11/1981  a  29/05/1982,  12/07/1982  a  11/04/1986,  01/07/1986  a  30/10/1987,  24/08/1988  a  23/05/1989,  01/06/1989  a  15/03/1991,  12/08/1991  a     07/11/1991 e de 01/06/1994 a 11/10/1994 não são passíveis  de conversão para tempo especial.  V. Agravo legal provido.  À  mercê  da  articulação  sobre  a  violência  à  Carta  da  República, pretende-se submeter a análise matéria que não se  enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal.  Percebe-se que a Colegiado de origem decidiu a questão a partir  de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado. Divergir  desse entendimento demandaria, em última análise, o reexame  dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro  diverso, assentar a viabilidade do recurso.   Acresce  que  o  acórdão  impugnado  mediante  o  extraordinário  revela  interpretação  de  normas  estritamente  legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.   3. Conheço do agravo e o desprovejo.  4. Publiquem.  O agravante insiste no provimento do extraordinário, sustentando a  violação  do  artigo  5º,  inciso  XXXVI,  da  Constituição  Federal.  Diz  pretender a  observância do disposto no artigo 60,  §  2º,  do Decreto  nº  83.080/1979,  vigente  à  época  da  prestação  laboral,  articulando  com  o  princípio  constitucional  do  direito  adquirido.  Aduz  desnecessário  o  reexame de matéria fática.   O agravado, apesar de intimado, deixou de apresentar  contraminuta  (certidão emitida em 10 de setembro de 2017).   É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (RELATOR)  –  Observem o momento da formalização deste agravo interno para fins de  incidência  da  norma  processual.  A  publicação  do  pronunciamento  mediante o qual desprovido o recurso é posterior a 18 de março de 2016,  data  de  início  da  vigência  do  Código  de  Processo  Civil,  sendo  a  interposição do agravo interno regida por esse diploma legal.   Atendeu-se aos  pressupostos  de  recorribilidade.  A peça,  subscrita  por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal.  Conheço.  Transcrevo,  mais  uma  vez,  a  síntese  da  decisão  proferida  pelo  Colegiado local:   PREVIDENCIÁRIO.  INCIDENTE  DE  JUÍZO  DE  RETRATAÇÃO. ART. 543-C, § 7°,  II,  DO CPC. CONVERSÃO  DE TEMPO COMUM EM ESPECIAL. LEI VIGENTE À ÉPOCA  DA APOSENTADORIA. AGRAVO LEGAL PROVIDO.  I. Incidente de juízo de retratação, nos termos do art. 543- C, § 7°, II, do CPC.  II. Em recente julgado, em 26.11.2014, DJe de 02.02.2015,  submetido à sistemática de Recurso Especial Repetitivo, REsp.  1310034/PR,  o  Colendo  Superior  Tribunal  de  Justiça  firmou  entendimento  pela  inaplicabilidade  da  regra  que  permitia  a  conversão  de  atividade  comum  em  especial  a  todos  os  benefícios requeridos após a vigência da Lei 9.032/95.  III.  No  caso  dos  autos,  verifica-se  que  o  requerimento  administrativo de concessão do benefício de aposentadoria se  deu  posteriormente  à  vigência  da  Lei  n.°  9.032/95,  que  desautorizou a conversão de tempo comum em especial.  IV. Sendo assim, os períodos de 01/03/1979 a 09/07/1981,  23/11/1981 a 29/05/1982,  12/07/1982 a 11/04/1986,  01/07/1986 a     30/10/1987,  24/08/1988  a  23/05/1989,  01/06/1989  a  15/03/1991,  12/08/1991 a 07/11/1991 e de 01/06/1994 a 11/10/1994 não são  passíveis de conversão para tempo especial.  V. Agravo legal provido.  Conforme apontado na decisão agravada, a controvérsia foi dirimida  consideradas  as  provas  coligidas  para  o  processo  e  sob  o  ângulo  estritamente  legal,  não  considerada a  Carta  da  República.  O Supremo  assentou a impossibilidade de conversão de tempo comum em especial.  Ora, somente seria dado concluir de forma diversa a partir do reexame do  acervo probatório e da análise da legislação infraconstitucional, inviável  nesta estreita via recursal.  Está-se diante de caso cujo desfecho fica no  âmbito do próprio Tribunal de Justiça.  A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos,  em  prejuízo  da  sociedade,  dos  jurisdicionados.  Ao  apreciar  a  controvérsia, o Tribunal de origem procedeu ao exame da matéria fática e  da análise da legislação de regência, não visando questão constitucional.  A insurgência da agravante, com pretensão de novo julgamento, impõe a  aplicação da multa versada no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo  Civil de 2015.  Valho-me de trecho do artigo \"O Judiciário e a Litigância de Má-fé\",  por mim outrora publicado:  Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a  inibir-se  manobras  processuais  procrastinatórias.  Atento  à  sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de  processos  estranho  à  ordem natural  das  coisas,  o  Legislador  normatizou.  Agora,  em verdadeira resistência democrática ao  que  vem  acontecendo,  compete  ao  Estado-juiz  atuar  com  desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência  do  Judiciário.  Cumpre-lhe,  sem  extravasamento,  sem  menosprezo  ao  dever  de  preservar  o  direito  de  defesa  das  partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como  meramente  protelatórios,  restabelecendo  a  boa  ordem  processual.  Assim  procedendo,  honrará  a  responsabilidade     decorrente do ofício, alfim, a própria toga.  Conheço  do  agravo  interno  e  o  desprovejo.  Ante  a  protocolação  deste agravo interno sob a regência do Código de Processo Civil de 2015,  imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, a multa de 5%  sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do  agravado, sendo cabível ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4º, do  diploma legal.   É como voto. ", "votante" : "MIN_MARCO_AURELIO" } ] }
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Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Tema  42 da Repercussão Geral), o repasse da quota constitucionalmente devida  aos municípios não pode se sujeitar à condição prevista em programa de  benefício  fiscal  de  âmbito  estadual.  O  agravante  não  logrou  afastar  a  incidência do referido precedente.  2. Não se aplica o decidido no RE 705.423, Tema 653 da Repercussão  Geral, tendo em vista que se trata de tributos distintos, regulamentados  por dispositivos constitucionais específicos.  3.  Agravo interno a que se nega provimento.   " }, "extratoata" : { "texto" : "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 960.431 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. 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Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      29/06/2018 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 960.431 RIO GRANDE DO \nNORTE\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO\n    </p>\n    <p>\n     GRANDE DO NORTE\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MUNICÍPIO DE BARAÚNA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     FELIPE MACEDO DANTAS\n    </p>\n    <p>\n     Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. \nMATÉRIA SUBMETIDA À SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. \nTEMA 42.  RE  572762.  AUSÊNCIA DE  ARGUMENTOS  CAPAZES  DE \nMODIFICAR  A  DECISÃO  AGRAVADA.  TEMA  653.  RE  705.423. \nINAPLICABILIDADE.\n    </p>\n    <p>\n     1. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Tema \n42 da Repercussão Geral), o repasse da quota constitucionalmente devida \naos municípios não pode se sujeitar à condição prevista em programa de \nbenefício  fiscal  de  âmbito  estadual.  O  agravante  não  logrou  afastar  a \nincidência do referido precedente.\n    </p>\n    <p>\n     2. Não se aplica o decidido no RE 705.423, Tema 653 da Repercussão \nGeral, tendo em vista que se trata de tributos distintos, regulamentados \npor dispositivos constitucionais específicos.\n    </p>\n    <p>\n     3.  Agravo interno a que se nega provimento.\n    </p>\n    <p>\n     A C Ó R D Ã O\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo \nTribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a  Presidência  do  Senhor \nMinistro  ALEXANDRE DE MORAES,  em conformidade com a  ata  de \njulgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753145.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 960431 AGR / RN\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     negar  provimento  ao  agravo  interno,  nos  termos  do  voto  do  Relator, \nvencido o Ministro Marco Aurélio.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 29 de junho de 2018.\n    </p>\n    <p>\n     Ministro ALEXANDRE DE MORAES\nRelator\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753145.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      29/06/2018 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 960.431 RIO GRANDE DO \nNORTE\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO\n    </p>\n    <p>\n     GRANDE DO NORTE\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MUNICÍPIO DE BARAÚNA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     FELIPE MACEDO DANTAS\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      R E L A T Ó R I O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR):\n     </b>\n     Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento a\n    </p>\n    <p>\n     recurso  extraordinário  sob  o  argumento  de  que  a  decisão  recorrida \nencontra-se em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal \nFederal firmada no âmbito da Repercussão Geral, Tema 42\n     <i>\n      (A retenção da  \nparcela  do  ICMS  constitucionalmente  devida  aos  municípios,  a  pretexto  de  \nconcessão de incentivos fiscais,  configura indevida interferência do Estado no  \nsistema constitucional de repartição de receitas tributárias)\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Sustenta a parte agravante que a hipótese dos autos não se coaduna \ncom o precedente aplicado na decisão agravada. Defende a incidência do \njulgado no Tema 653, RE 705.423, Rel. Min. EDSON FACHIN (\n     <i>\n      Valor devido  \npela União ao Fundo de Participação dos Municípios, relativamente aos impostos  \nsobre a renda e proventos de qualquer natureza e sobre produtos industrializados,  \nem face de benefícios e incentivos fiscais concedidos em relação a esses mesmos  \nimpostos\n     </i>\n     ).\n    </p>\n    <p>\n     Intimada para se manifestar, a parte contrária requer a manutenção \nintegral da decisão agravada.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753146.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      29/06/2018 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 960.431 RIO GRANDE DO \nNORTE\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      V O T O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR):\n     </b>\n     Eis a decisão ora agravada:\n    </p>\n    <p>\n     “Trata-se  de  Recurso  Extraordinário  interposto  pelo \nEstado do Rio Grande do Norte contra o acórdão proferido pelo \nrespectivo Tribunal de Justiça o qual recebeu a seguinte ementa:\n    </p>\n    <p>\n     EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AÇÃO CÍVEL \nORIGINÁRIA.  REPARTIÇÃO  DE  RECEITAS \nTRIBUTÁRIAS. PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS NO \nPRODUTO DA ARRECADAÇÃO DO ICMS (ART. 158, IV, \nCF).  ISENÇÕES  FISCAIS  CONCEDIDAS \nUNILATERALMENTE  PELO  ESTADO.  REDUÇÃO  DA \nPARCELA DO ICMS  PERTENCENTE AO  MUNICÍPIO. \nALEGAÇÃO  DE  OMISÃO  E  ERRO  MATERIAL  NO \nACÓRDÃO.  INOCORRÊNCIA.  PRETENSÃO  DE \nEDISCUSSÃO  DO  JULGADO.  IMPOSSIBILIDADE. \nAUSÊNCIA  DE  VÍCIOS  A  DEMANDAR  A \nCOMPLEMENTAÇÃO  DO  ACÓRDÃO. \nCONHECIMENTO E REJEIÇÃO DOS EMBARGOS.\nO  recorrente  alega  que  a  decisão  recorrida  violou  os\n    </p>\n    <p>\n     artigos 5º, LIV e LV, 25, 145,\n     <i>\n      caput\n     </i>\n     , 155, § 2º, XII, “g” e 158, IV da \nConstituição Federal.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório. Decido.\nA  matéria  em  debate  já  foi  objeto  de  análise  pelo\n    </p>\n    <p>\n     SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL no âmbito da Repercussão \nGeral, Tema 42, cujo\n     <i>\n      leading case\n     </i>\n     recebeu a seguinte Ementa:\n    </p>\n    <p>\n     “CONSTITUCIONAL.  ICMS.  REPARTIÇÃO  DE \nRENDAS  TRIBUTÁRIAS.  PRODEC.  PROGRAMA  DE \nINCENTIVO  FISCAL  DE  SANTA  CATARINA.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753147.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 960431 AGR / RN\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     RETENÇÃO, PELO ESTADO, DE PARTE DA PARCELA \nPERTENCENTE  AOS  MUNICÍPIOS. \nINCONSTITUCIONALIDADE.  RE  DESPROVIDO.  I  -  A \nparcela  do imposto  estadual  sobre operações  relativas  à \ncirculação de mercadorias e sobre prestações de serviços \nde  transporte  interestadual  e  intermunicipal  e  de \ncomunicação, a que se refere o art. 158, IV, da Carta Magna \npertence de pleno direito aos Municípios. II - O repasse da \nquota  constitucionalmente  devida  aos  Municípios  não \npode  sujeitar-se  à  condição  prevista  em  programa  de \nbenefício  fiscal  de  âmbito  estadual.  III  –  Limitação  que \nconfigura  indevida  interferência  do  Estado  no  sistema \nconstitucional  de  repartição  de  receitas  tributárias.  IV  – \nRecurso extraordinário desprovido.” (RE572.762, Rel. Min. \nRICARDO  LEWANDOWSI,  Tribunal  Pleno,  DJe \n05/09/2008”.\n    </p>\n    <p>\n     Deste modo, verifica-se que a decisão recorrida encontra-\nse em consonância com a jurisprudência desta CORTE.\n    </p>\n    <p>\n     Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento \nInterno do Supremo Tribunal  Federal,  NEGO SEGUIMENTO \nAO RECURSO.\n    </p>\n    <p>\n     Não  há  reparo  a  fazer  no  entendimento  aplicado,  pois  o  agravo \ninterno não apresentou qualquer argumento apto a afastar a incidência \ndo precedente aplicado.\n    </p>\n    <p>\n     A parte agravante não logrou comprovar o\n     <i>\n      distinguishing\n     </i>\n     entre  o \ncaso em apreço e o julgado no Tema 42 da Repercussão Geral, RE 572.762, \nRel.  Min.  RICARDO  LEWANDOWSKI  (\n     <i>\n      A retenção  da  parcela  do  ICMS  \nconstitucionalmente devida aos municípios, a pretexto de concessão de incentivos  \nfiscais, configura indevida interferência do Estado no sistema constitucional de  \nrepartição de receitas tributárias\n     </i>\n     ).\n    </p>\n    <p>\n     Não procede o argumento de que incide a jurisprudência fixada no \nRE  705.423,  Rel.  Min.  EDSON  FACHIN  (Tema  653:\n     <i>\n      É  constitucional  a  \nconcessão regular de incentivos, benefícios e isenções fiscais relativos ao Imposto  \nde  Renda  e  Imposto  sobre  Produtos  Industrializados  por  parte  da  União  em\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753147.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 960431 AGR / RN\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      relação ao Fundo de Participação de Municípios e respectivas quotas devidas às  \nMunicipalidades\n     </i>\n     ),  uma  vez  que  se  trata  de  impostos  diferentes,  com \nnormas constitucionais específicas, bem como meio de repasse distinto.\n    </p>\n    <p>\n     Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. \nÉ o voto.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753147.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto Vogal\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 960.431 RIO GRANDE DO \nNORTE\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO\n    </p>\n    <p>\n     GRANDE DO NORTE\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MUNICÍPIO DE BARAÚNA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     FELIPE MACEDO DANTAS\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n   \nO SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator. A\n    </p>\n    <p>\n     questão  de  fundo  refere-se  ao  artigo  158,  inciso  IV,  da  Constituição \nFederal, em situações nas quais política de incentivo fiscal implementada \npor Estados cause decesso no repasse, aos Municípios, da quantia alusiva \na  25%  do  produto  da  arrecadação  do  Imposto  sobre  a  Circulação  de \nMercadorias  e  Serviços  –  ICMS.   O  entendimento  mais  recente  do \nTribunal  a  respeito  da  matéria  foi  revelado no  julgamento  do  recurso \nextraordinário nº 705.423, Tema nº 653 do repertório de repercussão geral, \nrelator o ministro Edson Fachin, acórdão publicado em 5 de fevereiro de \n2018. O Plenário, por maioria, fixou interpretação segundo a qual deve \nhaver o repasse das quotas dos Estados e dos Municípios a partir do que \nefetivamente  recebido  pela  União  a  título  de  Imposto  sobre  Renda  e \nProventos  de  Qualquer  Natureza  –  IR  e  de  Imposto  sobre  Produtos \nIndustrializados  –  IPI.  Na  oportunidade,  ponderei  descaber,  nessa \ndistribuição,  levar  em  conta  o  que  poderia  ter  sido  arrecadado,  não \nexistissem  os  incentivos.  Provejo  o  agravo  para  que  o  extraordinário \ntenha sequência.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747666652.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 29/06/2018\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 960.431\n     </b>\n     PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n     </b>\n     AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE\nAGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BARAÚNA\nADV.(A/S) : FELIPE MACEDO DANTAS (206800/RJ, 6295/RN)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     A  Turma,  por  maioria,  negou  provimento  ao  agravo \ninterno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco \nAurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018.\n    </p>\n    <p>\n     Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco\n    </p>\n    <p>\n     Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735176\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "29/06/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 960.431 RIO GRANDE DO \n", "NORTE\n", "RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO \n", "GRANDE DO NORTE \n", "AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BARAÚNA \n", "ADV.(A/S) :FELIPE MACEDO DANTAS \n", "Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. \n", "MATÉRIA SUBMETIDA À SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. \n", "TEMA 42.  RE  572762.  AUSÊNCIA DE  ARGUMENTOS  CAPAZES  DE \n", "MODIFICAR  A  DECISÃO  AGRAVADA.  TEMA  653.  RE  705.423. \n", "INAPLICABILIDADE. \n", "1. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Tema \n", "42 da Repercussão Geral), o repasse da quota constitucionalmente devida \n", "aos municípios não pode se sujeitar à condição prevista em programa de \n", "benefício  fiscal  de  âmbito  estadual.  O  agravante  não  logrou  afastar  a \n", "incidência do referido precedente.\n", "2. Não se aplica o decidido no RE 705.423, Tema 653 da Repercussão \n", "Geral, tendo em vista que se trata de tributos distintos, regulamentados \n", "por dispositivos constitucionais específicos.\n", "3.  Agravo interno a que se nega provimento.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo \n", "Tribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a  Presidência  do  Senhor \n", "Ministro  ALEXANDRE DE MORAES,  em conformidade com a  ata  de \n", "julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753145.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8\n", "Ementa e Acórdão\n", "RE 960431 AGR / RN \n", "negar  provimento  ao  agravo  interno,  nos  termos  do  voto  do  Relator, \n", "vencido o Ministro Marco Aurélio.\n", "Brasília, 29 de junho de 2018.\n", "Ministro ALEXANDRE DE MORAES\n", "Relator\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753145.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8\n", "Relatório\n", "29/06/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 960.431 RIO GRANDE DO \n", "NORTE\n", "RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO \n", "GRANDE DO NORTE \n", "AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BARAÚNA \n", "ADV.(A/S) :FELIPE MACEDO DANTAS \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR):\n", "Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento a \n", "recurso  extraordinário  sob  o  argumento  de  que  a  decisão  recorrida \n", "encontra-se em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal \n", "Federal firmada no âmbito da Repercussão Geral, Tema 42 (A retenção da  \n", "parcela  do  ICMS  constitucionalmente  devida  aos  municípios,  a  pretexto  de  \n", "concessão de incentivos fiscais,  configura indevida interferência do Estado no  \n", "sistema constitucional de repartição de receitas tributárias).\n", "Sustenta a parte agravante que a hipótese dos autos não se coaduna \n", "com o precedente aplicado na decisão agravada. Defende a incidência do \n", "julgado no Tema 653, RE 705.423, Rel. Min. EDSON FACHIN (Valor devido  \n", "pela União ao Fundo de Participação dos Municípios, relativamente aos impostos  \n", "sobre a renda e proventos de qualquer natureza e sobre produtos industrializados,  \n", "em face de benefícios e incentivos fiscais concedidos em relação a esses mesmos  \n", "impostos).\n", "Intimada para se manifestar, a parte contrária requer a manutenção \n", "integral da decisão agravada.\n", "É o relatório.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753146.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8\n", "Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "29/06/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 960.431 RIO GRANDE DO \n", "NORTE\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR):\n", "Eis a decisão ora agravada:\n", "“Trata-se  de  Recurso  Extraordinário  interposto  pelo \n", "Estado do Rio Grande do Norte contra o acórdão proferido pelo \n", "respectivo Tribunal de Justiça o qual recebeu a seguinte ementa:\n", "EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AÇÃO CÍVEL \n", "ORIGINÁRIA.  REPARTIÇÃO  DE  RECEITAS \n", "TRIBUTÁRIAS. PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS NO \n", "PRODUTO DA ARRECADAÇÃO DO ICMS (ART. 158, IV, \n", "CF).  ISENÇÕES  FISCAIS  CONCEDIDAS \n", "UNILATERALMENTE  PELO  ESTADO.  REDUÇÃO  DA \n", "PARCELA DO ICMS  PERTENCENTE AO  MUNICÍPIO. \n", "ALEGAÇÃO  DE  OMISÃO  E  ERRO  MATERIAL  NO \n", "ACÓRDÃO.  INOCORRÊNCIA.  PRETENSÃO  DE \n", "EDISCUSSÃO  DO  JULGADO.  IMPOSSIBILIDADE. \n", "AUSÊNCIA  DE  VÍCIOS  A  DEMANDAR  A \n", "COMPLEMENTAÇÃO  DO  ACÓRDÃO. \n", "CONHECIMENTO E REJEIÇÃO DOS EMBARGOS.\n", "O  recorrente  alega  que  a  decisão  recorrida  violou  os \n", "artigos 5º, LIV e LV, 25, 145, caput, 155, § 2º, XII, “g” e 158, IV da \n", "Constituição Federal.\n", "É o relatório. Decido.\n", "A  matéria  em  debate  já  foi  objeto  de  análise  pelo \n", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL no âmbito da Repercussão \n", "Geral, Tema 42, cujo leading case recebeu a seguinte Ementa:\n", "“CONSTITUCIONAL.  ICMS.  REPARTIÇÃO  DE \n", "RENDAS  TRIBUTÁRIAS.  PRODEC.  PROGRAMA  DE \n", "INCENTIVO  FISCAL  DE  SANTA  CATARINA. \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753147.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8\n", "Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "RE 960431 AGR / RN \n", "RETENÇÃO, PELO ESTADO, DE PARTE DA PARCELA \n", "PERTENCENTE  AOS  MUNICÍPIOS. \n", "INCONSTITUCIONALIDADE.  RE  DESPROVIDO.  I  -  A \n", "parcela  do imposto  estadual  sobre operações  relativas  à \n", "circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços \n", "de  transporte  interestadual  e  intermunicipal  e  de \n", "comunicação, a que se refere o art. 158, IV, da Carta Magna \n", "pertence de pleno direito aos Municípios. II - O repasse da \n", "quota  constitucionalmente  devida  aos  Municípios  não \n", "pode  sujeitar-se  à  condição  prevista  em  programa  de \n", "benefício  fiscal  de  âmbito  estadual.  III  –  Limitação  que \n", "configura  indevida  interferência  do  Estado  no  sistema \n", "constitucional  de  repartição  de  receitas  tributárias.  IV  – \n", "Recurso extraordinário desprovido.” (RE572.762, Rel. Min. \n", "RICARDO  LEWANDOWSI,  Tribunal  Pleno,  DJe \n", "05/09/2008”.\n", "Deste modo, verifica-se que a decisão recorrida encontra-\n", "se em consonância com a jurisprudência desta CORTE.\n", "Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento \n", "Interno do Supremo Tribunal  Federal,  NEGO SEGUIMENTO \n", "AO RECURSO.\n", "Não  há  reparo  a  fazer  no  entendimento  aplicado,  pois  o  agravo \n", "interno não apresentou qualquer argumento apto a afastar a incidência \n", "do precedente aplicado.\n", " A parte agravante não logrou comprovar o  distinguishing entre  o \n", "caso em apreço e o julgado no Tema 42 da Repercussão Geral, RE 572.762, \n", "Rel.  Min.  RICARDO  LEWANDOWSKI  (A retenção  da  parcela  do  ICMS  \n", "constitucionalmente devida aos municípios, a pretexto de concessão de incentivos  \n", "fiscais, configura indevida interferência do Estado no sistema constitucional de  \n", "repartição de receitas tributárias).\n", "Não procede o argumento de que incide a jurisprudência fixada no \n", "RE  705.423,  Rel.  Min.  EDSON  FACHIN  (Tema  653:  É  constitucional  a  \n", "concessão regular de incentivos, benefícios e isenções fiscais relativos ao Imposto  \n", "de  Renda  e  Imposto  sobre  Produtos  Industrializados  por  parte  da  União  em  \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753147.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8\n", "Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "RE 960431 AGR / RN \n", "relação ao Fundo de Participação de Municípios e respectivas quotas devidas às  \n", "Municipalidades),  uma  vez  que  se  trata  de  impostos  diferentes,  com \n", "normas constitucionais específicas, bem como meio de repasse distinto.\n", "Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. \n", "É o voto.\n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753147.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8\n", "Voto Vogal\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 960.431 RIO GRANDE DO \n", "NORTE\n", "RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO \n", "GRANDE DO NORTE \n", "AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BARAÚNA \n", "ADV.(A/S) :FELIPE MACEDO DANTAS \n", "V O T O\n", "   \n", "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator. A \n", "questão  de  fundo  refere-se  ao  artigo  158,  inciso  IV,  da  Constituição \n", "Federal, em situações nas quais política de incentivo fiscal implementada \n", "por Estados cause decesso no repasse, aos Municípios, da quantia alusiva \n", "a  25%  do  produto  da  arrecadação  do  Imposto  sobre  a  Circulação  de \n", "Mercadorias  e  Serviços  –  ICMS.   O  entendimento  mais  recente  do \n", "Tribunal  a  respeito  da  matéria  foi  revelado no  julgamento  do  recurso \n", "extraordinário nº 705.423, Tema nº 653 do repertório de repercussão geral, \n", "relator o ministro Edson Fachin, acórdão publicado em 5 de fevereiro de \n", "2018. O Plenário, por maioria, fixou interpretação segundo a qual deve \n", "haver o repasse das quotas dos Estados e dos Municípios a partir do que \n", "efetivamente  recebido  pela  União  a  título  de  Imposto  sobre  Renda  e \n", "Proventos  de  Qualquer  Natureza  –  IR  e  de  Imposto  sobre  Produtos \n", "Industrializados  –  IPI.  Na  oportunidade,  ponderei  descaber,  nessa \n", "distribuição,  levar  em  conta  o  que  poderia  ter  sido  arrecadado,  não \n", "existissem  os  incentivos.  Provejo  o  agravo  para  que  o  extraordinário \n", "tenha sequência. \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747666652.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8\n", "Extrato de Ata - 29/06/2018\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 960.431\n", "PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE\n", "RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE\n", "AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BARAÚNA\n", "ADV.(A/S) : FELIPE MACEDO DANTAS (206800/RJ, 6295/RN)\n", "Decisão:  A  Turma,  por  maioria,  negou  provimento  ao  agravo \n", "interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco \n", "Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018.\n", " \n", "Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco \n", "Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. \n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735176\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8\n" ], "numero" : "960431", "partes" : [ { "nome" : "MIN. ALEXANDRE DE MORAES", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" }, { "nome" : "MUNICÍPIO DE BARAÚNA", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "FELIPE MACEDO DANTAS", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. ALEXANDRE DE MORAES", "texto" : "O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento a   recurso  extraordinário  sob  o  argumento  de  que  a  decisão  recorrida  encontra-se em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal  Federal firmada no âmbito da Repercussão Geral, Tema 42 (A retenção da   parcela  do  ICMS  constitucionalmente  devida  aos  municípios,  a  pretexto  de   concessão de incentivos fiscais,  configura indevida interferência do Estado no   sistema constitucional de repartição de receitas tributárias).  Sustenta a parte agravante que a hipótese dos autos não se coaduna  com o precedente aplicado na decisão agravada. Defende a incidência do  julgado no Tema 653, RE 705.423, Rel. Min. EDSON FACHIN (Valor devido   pela União ao Fundo de Participação dos Municípios, relativamente aos impostos   sobre a renda e proventos de qualquer natureza e sobre produtos industrializados,   em face de benefícios e incentivos fiscais concedidos em relação a esses mesmos   impostos).  Intimada para se manifestar, a parte contrária requer a manutenção  integral da decisão agravada.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada:  “Trata-se  de  Recurso  Extraordinário  interposto  pelo  Estado do Rio Grande do Norte contra o acórdão proferido pelo  respectivo Tribunal de Justiça o qual recebeu a seguinte ementa:  EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AÇÃO CÍVEL  ORIGINÁRIA.  REPARTIÇÃO  DE  RECEITAS  TRIBUTÁRIAS. PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS NO  PRODUTO DA ARRECADAÇÃO DO ICMS (ART. 158, IV,  CF).  ISENÇÕES  FISCAIS  CONCEDIDAS  UNILATERALMENTE  PELO  ESTADO.  REDUÇÃO  DA  PARCELA DO ICMS  PERTENCENTE AO  MUNICÍPIO.  ALEGAÇÃO  DE  OMISÃO  E  ERRO  MATERIAL  NO  ACÓRDÃO.  INOCORRÊNCIA.  PRETENSÃO  DE  EDISCUSSÃO  DO  JULGADO.  IMPOSSIBILIDADE.  AUSÊNCIA  DE  VÍCIOS  A  DEMANDAR  A  COMPLEMENTAÇÃO  DO  ACÓRDÃO.  CONHECIMENTO E REJEIÇÃO DOS EMBARGOS. O  recorrente  alega  que  a  decisão  recorrida  violou  os   artigos 5º, LIV e LV, 25, 145, caput, 155, § 2º, XII, “g” e 158, IV da  Constituição Federal.  É o relatório. Decido. A  matéria  em  debate  já  foi  objeto  de  análise  pelo   SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL no âmbito da Repercussão  Geral, Tema 42, cujo leading case recebeu a seguinte Ementa:  “CONSTITUCIONAL.  ICMS.  REPARTIÇÃO  DE  RENDAS  TRIBUTÁRIAS.  PRODEC.  PROGRAMA  DE  INCENTIVO  FISCAL  DE  SANTA  CATARINA.     RETENÇÃO, PELO ESTADO, DE PARTE DA PARCELA  PERTENCENTE  AOS  MUNICÍPIOS.  INCONSTITUCIONALIDADE.  RE  DESPROVIDO.  I  -  A  parcela  do imposto  estadual  sobre operações  relativas  à  circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços  de  transporte  interestadual  e  intermunicipal  e  de  comunicação, a que se refere o art. 158, IV, da Carta Magna  pertence de pleno direito aos Municípios. II - O repasse da  quota  constitucionalmente  devida  aos  Municípios  não  pode  sujeitar-se  à  condição  prevista  em  programa  de  benefício  fiscal  de  âmbito  estadual.  III  –  Limitação  que  configura  indevida  interferência  do  Estado  no  sistema  constitucional  de  repartição  de  receitas  tributárias.  IV  –  Recurso extraordinário desprovido.” (RE572.762, Rel. Min.  RICARDO  LEWANDOWSI,  Tribunal  Pleno,  DJe  05/09/2008”.  Deste modo, verifica-se que a decisão recorrida encontra- se em consonância com a jurisprudência desta CORTE.  Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento  Interno do Supremo Tribunal  Federal,  NEGO SEGUIMENTO  AO RECURSO.  Não  há  reparo  a  fazer  no  entendimento  aplicado,  pois  o  agravo  interno não apresentou qualquer argumento apto a afastar a incidência  do precedente aplicado.   A parte agravante não logrou comprovar o  distinguishing entre  o  caso em apreço e o julgado no Tema 42 da Repercussão Geral, RE 572.762,  Rel.  Min.  RICARDO  LEWANDOWSKI  (A retenção  da  parcela  do  ICMS   constitucionalmente devida aos municípios, a pretexto de concessão de incentivos   fiscais, configura indevida interferência do Estado no sistema constitucional de   repartição de receitas tributárias).  Não procede o argumento de que incide a jurisprudência fixada no  RE  705.423,  Rel.  Min.  EDSON  FACHIN  (Tema  653:  É  constitucional  a   concessão regular de incentivos, benefícios e isenções fiscais relativos ao Imposto   de  Renda  e  Imposto  sobre  Produtos  Industrializados  por  parte  da  União  em      relação ao Fundo de Participação de Municípios e respectivas quotas devidas às   Municipalidades),  uma  vez  que  se  trata  de  impostos  diferentes,  com  normas constitucionais específicas, bem como meio de repasse distinto.  Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno.  É o voto. ", "votante" : "MIN_ALEXANDRE_DE_MORAES" }, { "texto" : "   GRANDE DO NORTE  AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BARAÚNA  ADV.(A/S) :FELIPE MACEDO DANTAS   questão  de  fundo  refere-se  ao  artigo  158,  inciso  IV,  da  Constituição  Federal, em situações nas quais política de incentivo fiscal implementada  por Estados cause decesso no repasse, aos Municípios, da quantia alusiva  a  25%  do  produto  da  arrecadação  do  Imposto  sobre  a  Circulação  de  Mercadorias  e  Serviços  –  ICMS.   O  entendimento  mais  recente  do  Tribunal  a  respeito  da  matéria  foi  revelado no  julgamento  do  recurso  extraordinário nº 705.423, Tema nº 653 do repertório de repercussão geral,  relator o ministro Edson Fachin, acórdão publicado em 5 de fevereiro de  2018. O Plenário, por maioria, fixou interpretação segundo a qual deve  haver o repasse das quotas dos Estados e dos Municípios a partir do que  efetivamente  recebido  pela  União  a  título  de  Imposto  sobre  Renda  e  Proventos  de  Qualquer  Natureza  –  IR  e  de  Imposto  sobre  Produtos  Industrializados  –  IPI.  Na  oportunidade,  ponderei  descaber,  nessa  distribuição,  levar  em  conta  o  que  poderia  ter  sido  arrecadado,  não  existissem  os  incentivos.  Provejo  o  agravo  para  que  o  extraordinário  tenha sequência.  ", "votante" : "Vogal" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac2b0d2512244887588" }, "acordao" : { "texto" : "Acordam  os  Ministros  do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  sessão  virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por  maioria, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do   Relator, vencido o Ministro Celso de Mello, que lhe dava provimento.  RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR " }, "arquivohtml" : "./ITD/35446/html/35446.html", "arquivopdf" : "./ITD/35446/35446.pdf", "arquivossecoes" : { "ATA" : "./ITD/35446/html/35446_Extrato_de_Ata_13_04_2018_pg_24_24_seq_5.html", "EMENTA_ACORDAO" : "./ITD/35446/html/35446_Ementa_e_Acordao_pg_1_2_seq_1.html", "OUTROS" : [ "./ITD/35446/html/35446.html" ], "RELATORIO" : "./ITD/35446/html/35446_Relatorio_pg_3_7_seq_2.html", "VOTOS" : { "35446_Voto_MIN_RICARDO_LEWANDOWSKI_pg_8_9_seq_3" : "./ITD/35446/html/35446_Voto_MIN_RICARDO_LEWANDOWSKI_pg_8_9_seq_3.html", "35446_Voto_Vogal_pg_10_23_seq_4" : "./ITD/35446/html/35446_Voto_Vogal_pg_10_23_seq_4.html" } }, "arquivotxt" : "./ITD/35446/txt/35446.txt", "caminho" : "./ITD/", "ementa" : { "texto" : "Ementa:  AGRAVO  INTERNO.  MANDADO  DE  SEGURANÇA.  ADMINISTRATIVO.  SERVIDOR  PÚBLICO.  APOSENTADORIA.  INCORPORAÇÃO  DE  QUINTOS  APÓS  A  LEI  9.624/1998.  ILEGALIDADE.  PRECEDENTE  FIRMADO  NO  JULGAMENTO  DO  PARADIGMA DE  REPERCUSSÃO  GERAL.  APLICAÇÃO  IMEDIATA  DO  ENTENDIMENTO  FIRMADO  AOS  CASOS  IDÊNTICOS,  INDEPENDENTEMENTE  DO  TRÂNSITO  EM  JULGADO  DO  PARADIGMA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.  I  –  É  ilegal  a  incorporação  aos  proventos  de  aposentadoria  de  parcelas de quintos amparadas em funções comissionadas exercidas após  a  vigência  da  Lei  9.624/1998,  ainda  que  tal  vantagem  tenha  sido  assegurada em razão de decisão judicial com trânsito em julgado.  II  –  O  julgamento  do  paradigma de  repercussão  geral  autoriza  a  aplicação imediata do entendimento firmado às causas que versem sobre  o  mesmo  tema,  independentemente  do  trânsito  em  julgado  do  paradigma.  III – Agravo regimental a que se nega provimento.    " }, "extratoata" : { "texto" : "AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.446 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : CLAUDIO JOSE RAMOS ADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR (8735A/AL, 11555/DF,  31025/GO, 117278/MG, 11555-A/PB, 6057-A/PI, 153885/RJ, 78892A/RS,  40868/SC, 299060/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO  Decisão:  A  Turma,  por  maioria,  negou  provimento  ao  agravo  regimental,  nos  termos  do  voto  do  Relator,  vencido  o  Ministro  Celso de Mello, que lhe dava provimento. Segunda Turma, Sessão  Virtual de 6.4.2018 a 12.4.2018.  Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de  Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.   Disponibilizou processo para esta sessão o Ministro Alexandre  de  Moraes,  não  tendo  participado  do  julgamento  desse  feito  o  Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro  Teori Zavascki.  Ravena Siqueira Secretária " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      13/04/2018 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.446 DISTRITO FEDERAL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     CLAUDIO JOSE RAMOS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n    </p>\n    <p>\n     Ementa:  AGRAVO  INTERNO.  MANDADO  DE  SEGURANÇA. \nADMINISTRATIVO.  SERVIDOR  PÚBLICO.  APOSENTADORIA. \nINCORPORAÇÃO  DE  QUINTOS  APÓS  A  LEI  9.624/1998. \nILEGALIDADE.  PRECEDENTE  FIRMADO  NO  JULGAMENTO  DO \nPARADIGMA DE  REPERCUSSÃO  GERAL.  APLICAÇÃO  IMEDIATA \nDO  ENTENDIMENTO  FIRMADO  AOS  CASOS  IDÊNTICOS, \nINDEPENDENTEMENTE  DO  TRÂNSITO  EM  JULGADO  DO \nPARADIGMA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.\n    </p>\n    <p>\n     I  –  É  ilegal  a  incorporação  aos  proventos  de  aposentadoria  de \nparcelas de quintos amparadas em funções comissionadas exercidas após \na  vigência  da  Lei  9.624/1998,  ainda  que  tal  vantagem  tenha  sido \nassegurada em razão de decisão judicial com trânsito em julgado.\n    </p>\n    <p>\n     II  –  O  julgamento  do  paradigma de  repercussão  geral  autoriza  a \naplicação imediata do entendimento firmado às causas que versem sobre \no  mesmo  tema,  independentemente  do  trânsito  em  julgado  do \nparadigma.\n    </p>\n    <p>\n     III – Agravo regimental a que se nega provimento.\n    </p>\n    <p>\n     A C Ó R D Ã O\n    </p>\n    <p>\n     Acordam  os  Ministros  do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  sessão \nvirtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por \nmaioria, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14720337.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 24\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 35446 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Relator, vencido o Ministro Celso de Mello, que lhe dava provimento.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 13 de abril de 2018.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RICARDO LEWANDOWSKI –\n     </b>\n     RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14720337.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 24\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      13/04/2018 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.446 DISTRITO FEDERAL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     CLAUDIO JOSE RAMOS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     O  Senhor  Ministro\n     <b>\n      Ricardo  Lewandowski\n     </b>\n     (Relator):  Trata-se  de \nagravo interno contra decisão em que deneguei a ordem neste mandado \nde segurança, com pedido de liminar, impetrado por Claudio José Ramos \ncontra  ato  do  Tribunal  de  Contas  da  União  que  considerou  ilegal  a \nincorporação, nos proventos de aposentadoria do impetrante, de parcela \nde quintos/décimos transformada em Vantagem Pessoal Nominalmente \nIdentificada – VPNI pelo art. 62-A da Lei 8.112/1990.\n    </p>\n    <p>\n     A referida vantagem foi garantida por decisão judicial transitada em \njulgado.\n    </p>\n    <p>\n     O  impetrante  sustentou,  em  suma,  que  essa  incorporação  não \npoderia ser revista em razão de julgado posterior desta Suprema Corte \nque reconheceu a inconstitucionalidade de tal incorporação.\n    </p>\n    <p>\n     Pugnou, então, pela concessão da ordem para anular o acórdão da \nCorte de Contas.\n    </p>\n    <p>\n     O  TCU,  ao  examinar  o  ato  de  aposentadoria  do  impetrante \nconsiderou ilegal a incorporação de parcelas de quintos amparadas em \nfunções comissionadas exercidas pelo impetrante após a vigência da Lei \n9.624/1998.\n    </p>\n    <p>\n     Afirmei  que  esse  entendimento  estava  em  consonância  com  a\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14720338.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 24\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 35446 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     jurisprudência  desta  Corte  firmada  no  RE 638.115/CE,  de  relatoria  do \nMinistro Gilmar Mendes, cujo acórdão foi assim ementado:\n    </p>\n    <p>\n     “Recurso  extraordinário.  2.  Administrativo.  3.  Servidor \npúblico. 4. Incorporação de quintos decorrente do exercício de \nfunções comissionadas no período compreendido entre a edição \nda Lei 9.624/1998 e a MP 2.225-48/2001. 5. Impossibilidade. 6. \nRecurso extraordinário provido”.\n    </p>\n    <p>\n     Além  disso,  destaquei  que  o  fato  de  tal  vantagem  ter  sido \nassegurada em razão de decisão judicial com trânsito em julgado também \nfoi objeto de exame por esta Suprema Corte, conforme destacou o relator, \nao apreciar os embargos de declaração no RE  638.115/CE:\n    </p>\n    <p>\n     “Quanto  ao  mérito,  o  Plenário,  por  maioria,  deu \nprovimento ao  recurso  extraordinário,  fixando a  tese  de  que \nofende  o  princípio  da  legalidade  a  decisão  que  concede  a \nincorporação de quintos pelo exercício de função comissionada \nno  período  entre  8.4.1998  até  4.9.2001,  ante  a  carência  de \nfundamento legal.\n    </p>\n    <p>\n     Na  ocasião,  modularam-se  os  efeitos  da  decisão  para \n‘obstar a repetição de indébito em relação aos servidores que \nreceberam de boa-fé os quintos pagos até a data do presente \njulgamento,  cessada  a  ultra-atividade  das  incorporações  em \nqualquer hipótese’.\n    </p>\n    <p>\n     Assim  verifica-se  que  esta  Corte  entendeu  que,  em \nqualquer hipótese, deve ser cessado o pagamento dos quintos \npelo exercício de função comissionada no período entre 8.4.1998 \naté  4.9.2001,  seja  decorrente  de  decisão  administrativa  ou\n     <b>\n      judicial transitada em julgado\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Acrescente-se que, no que se refere às decisões judiciais \ntransitadas em julgado que conferiram aos servidores o direito \nà  incorporação  dos  quintos  no  período  entre  8.4.1998  até \n4.9.2001, deve-se levar em consideração a tese firmada pelo STF \nno  julgamento  do  RE-RG  730.462,  Rel.  Min.  Teori  Zavascki \n(tema 733), DJe 9.9.2015, nos seguintes termos:\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14720338.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 24\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 35446 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     ‘A decisão do Supremo Tribunal Federal declarando a \nconstitucionalidade ou a inconstitucionalidade de preceito \nnormativo não produz a automática reforma ou rescisão \ndas  sentenças  anteriores  que  tenham  adotado \nentendimento  diferente;  para  que  tal  ocorra,  será \nindispensável a interposição do recurso próprio ou, se for \no  caso,  a  propositura  da  ação  rescisória  própria,  nos \ntermos  do  art.  485,  V,  do  CPC,  observado  o  respectivo \nprazo  decadencial  (CPC,  art.  495).\n     <b>\n      Ressalva-se  desse \nentendimento,  quanto  à  indispensabilidade  da  ação \nrescisória,  a  questão relacionada à  execução  de  efeitos \nfuturos  da  sentença  proferida  em  caso  concreto  sobre \nrelações jurídicas de trato continuado\n     </b>\n     ’.\nNa ocasião, o relator, Min. Teori Zavascki, consignou que a\n    </p>\n    <p>\n     declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade de \ndeterminado  preceito  normativo  pelo  STF  acarreta  duas \nconsequências  distintas,  que  ele  denominou  de  eficácia \nnormativa e eficácia executiva da decisão.\n    </p>\n    <p>\n     Por  eficácia  normativa  entende-se  a  consequência  de \nmanter-se ou excluir-se o preceito normativo questionado do \nordenamento jurídico.\n    </p>\n    <p>\n     Por sua vez, a eficácia executiva da decisão do STF refere-\nse ao efeito vinculante, consistente em atribuir uma qualificada \nforça impositiva e obrigatória em relação a supervenientes atos \nadministrativos  ou  judiciais.  No  tocante,  às  sentenças  já \ntransitadas  em  julgado  à  época  da  decisão  do  STF  sobre  a \nconstitucionalidade ou inconstitucionalidade da norma na qual \nse embasou, ficou consignada a necessidade de interposição de \nação rescisória.\n    </p>\n    <p>\n     Daí  depreende-se  que  a  declaração  de \ninconstitucionalidade  ou  constitucionalidade  de  determinado \npreceito normativo pelo STF não enseja a automática reforma \nou rescisão das decisões anteriores já transitadas em julgado, \nsendo necessária, para tanto, a interposição da ação rescisória. \nEntretanto,  ressalvou-se  de  tal  necessidade  a  questão \nrelacionada à execução de efeitos futuros da sentença proferida\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14720338.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 24\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 35446 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     em caso concreto sobre relações jurídicas de trato continuado. A \nesse propósito,  cito  trecho do voto proferido pelo Min.  Teori \nZavascki:\n    </p>\n    <p>\n     […]\n     <b>\n      Nesses  termos,  tendo  em  vista  que  o  pagamento  dos\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      quintos incorporados no período entre 8.4.1998 até 4.9.2001 foi \ndeclarado  inconstitucional  e  refere-se  a  relação  jurídica  de \ntrato  continuado,  há  que  se  reconhecer  a  necessidade  de \ncessação imediata do pagamento da mencionada verba, sem \nque isso  caracterize afronta à  coisa  julgada e  sem que seja \nnecessário o ajuizamento de ação rescisória\n     </b>\n     ” (grifei).\n    </p>\n    <p>\n     Registrei, dessa forma, que, nas relações de trato continuado, como é \no caso do recebimento dos proventos do impetrante, deve ser cessado o \npagamento  da  verba  considerada  inconstitucional,  sem  ofensa  à  coisa \njulgada.\n    </p>\n    <p>\n     Por todas essas razões, nos termos dos arts. 205,\n     <i>\n      caput\n     </i>\n     , e 21, § 1°, do \nRegimento Interno do STF deneguei a ordem.\n    </p>\n    <p>\n     Neste agravo o impetrante pondera que ainda pendem de apreciação \noutros embargos de declaração opostos contra o acórdão do RE 638.115-\nED/CE.\n    </p>\n    <p>\n     Nesse sentido,  afirma que esses segundos embargos no citado RE \nforam aviados, pois o acórdão ali firmado teria aplicado\n    </p>\n    <p>\n     “[...]  inadequadamente  o  precedente  firmado no RE em \nrepercussão geral 730.462, r. Ministro Teori Zavascki, para, ao \ncontrário da tese nele fixada, permitir que o pronunciamento \nvinculante  do  STF  retire  dos  servidores  incorporações  de \nparcelas  de  quintos  ocorridas  por  força  de  decisão  judicial \ntransitada  em  julgado  ou  por  decisões  administrativas \nimunizadas  pela  decadência”  (pág.  4   da  petição  de  agravo \ninterno).\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14720338.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 24\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 35446 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Sustenta, ademais, que\n    </p>\n    <p>\n     “[...]\nA questão dos  efeitos futuros  da sentença proferida em\n    </p>\n    <p>\n     caso  concreto  sobre  relações  jurídicas  de  trato  continuado \nsurgiu em\n     <i>\n      obiter dictum\n     </i>\n     no julgamento do RE 730.462 e não se \naplica ao caso de incorporação de quintos. Consta desse outro \nprecedente  em  regime  de  repercussão  geral  a  seguinte \nobservação lateral e exatamente para dizer que no RE 730.462 \nnão se trataria dessa questão [...]” (pág. 4  da petição de agravo \ninterno).\n    </p>\n    <p>\n     Acrescenta, ainda, que\n    </p>\n    <p>\n     “[...] \nOs  efeitos  da  sentença  sobre  relação  jurídica  de  trato\n    </p>\n    <p>\n     continuado  foram  apreciados  em  outro  precedente  em \nrepercussão geral pelo Supremo Tribunal Federal: o RE 596.663, \nr. Ministro Teori Zavascki. E lá não se tratou dos efeitos da coisa \njulgada diante da decisão vinculante superveniente do STF. Foi \napreciada e decidida a questão referente à eficácia temporal da \nsentença [...]”(págs. 4-5  da petição de agravo interno).\n    </p>\n    <p>\n     Pede, então, a reconsideração da decisão recorrida ou que o recurso \nseja submetido a julgamento colegiado.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14720338.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 24\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      13/04/2018 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.446 DISTRITO FEDERAL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     O  Senhor  Ministro\n     <b>\n      Ricardo  Lewandowski\n     </b>\n     (Relator):  Bem \nreexaminada a questão,  verifica-se que a decisão recorrida não merece \nreforma, visto que o agravante não aduz argumentos capazes de afastar \nas razões nela expendidas.\n    </p>\n    <p>\n     O fato de ainda estar pendente de julgamento os segundos embargos \nde declaração no RE  638.115-ED/CE não é óbice para que se aplique o \nentendimento  firmado  na  repercussão  geral,  conforme  já  decidiu  esta \nCorte,  por  exemplo,  no  RE  1.065.205-AgR/RS,  cujo  acórdão  foi  assim \nementado:\n    </p>\n    <p>\n     “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO DE TEMPO DE SERVIÇO \nCOMUM EM ESPECIAL. TRABALHO PRESTADO ANTES DA \nLEI  9.032/1995.  INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO  GERAL: \nTEMA  943.  JULGAMENTO  DO  PARADIGMA  DE \nREPERCUSSÃO  GERAL.  APLICAÇÃO  IMEDIATA  DO \nENTENDIMENTO  FIRMADO  AOS  CASOS  IDÊNTICOS, \nINDEPENDENTEMENTE DO TRÂNSITO EM JULGADO DO \nPARADIGMA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.\n    </p>\n    <p>\n     I  –  Os  Ministros  do  Supremo  Tribunal  Federal,  ao \njulgarem  o  RE  1.029.723/PR  (Tema  943),  rejeitaram  a \nrepercussão geral da controvérsia referente à possibilidade de \nconversão do tempo de serviço comum para especial, mediante \na aplicação do fator 0,71 de conversão, nas hipóteses em que o \nlabor foi prestado em período anterior à Lei 9.032/1995, para \nfins de concessão de aposentadoria especial com data de início \nposterior a esse diploma normativo, por estar a matéria restrita \nao âmbito infraconstitucional.\n    </p>\n    <p>\n     II  –\n     <b>\n      O julgamento  do  paradigma de  repercussão  geral \nautoriza  a  aplicação  imediata  do  entendimento  firmado  às\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14720339.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 24\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 35446 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      causas que versem sobre o mesmo tema, independentemente \ndo trânsito em julgado do paradigma.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     III – Agravo regimental a que se nega provimento” (grifei).\n    </p>\n    <p>\n     Dessa forma, a decisão agravada deve ser mantida por seus próprios \nfundamentos.\n    </p>\n    <p>\n     Isso posto, nego provimento ao agravo.\n    </p>\n    <p>\n     É como voto.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14720339.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 24\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto Vogal\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      13/04/2018 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.446 DISTRITO FEDERAL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     CLAUDIO JOSE RAMOS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Trata-se\n     </b>\n     de recurso \nde agravo,\n     <b>\n      tempestivamente\n     </b>\n     interposto,\n     <b>\n      contra\n     </b>\n     decisão\n     <b>\n      que concedeu\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      em \nparte\n     </i>\n     , o mandado de segurança\n     <b>\n      impetrado\n     </b>\n     pelos ora agravantes.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Cuida-se\n     </b>\n     <i>\n      de mandado de segurança\n     </i>\n     <b>\n      impetrado\n     </b>\n     com  o  objetivo\n     <b>\n      de \nquestionar a validade jurídica\n     </b>\n     de  deliberação  que,\n     <b>\n      emanada\n     </b>\n     do \nE.  Tribunal  de  Contas  da  União,\n     <b>\n      ao  apreciar\n     </b>\n     a  legalidade\n     <b>\n      do  ato  de \nconcessão inicial\n     </b>\n     <b>\n      de aposentadoria\n     </b>\n     aos ora recorrentes,\n     <i>\n      veio a recusar-lhes  \no concernente registro\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Alega-se\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      em síntese\n     </i>\n     ,  que  o  E.  Tribunal  de  Contas  da  União\n     <b>\n      teria \ndesrespeitado\n     </b>\n     a autoridade de decisão judicial\n     <i>\n      transitada em julgado\n     </i>\n     <b>\n      que \nreconheceu\n     </b>\n     <i>\n      aos  autores\n     </i>\n     deste\n     <i>\n     </i>\n     “\n     <i>\n      writ\n     </i>\n     ”,\n     <i>\n      ora  recorrentes\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      o direito\n     </b>\n     à \nincorporação,\n     <i>\n      à sua remuneração\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      da vantagem pecuniária\n     </b>\n     denominada \n“\n     <i>\n      quintos/décimos\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      É certo que\n     </b>\n     <b>\n      o\n     </b>\n     <b>\n      Plenário\n     </b>\n     do  Supremo  Tribunal  Federal,\n     <b>\n      após \nreconhecer\n     </b>\n     a existência de repercussão geral\n     <b>\n     </b>\n     da controvérsia ora versada\n     <b>\n      nesta\n     </b>\n     causa,\n     <b>\n      julgou\n     </b>\n     <b>\n      o mérito do RE 638.115/CE\n     </b>\n     ,  Rel.  Min.  GILMAR \nMENDES,\n     <b>\n      nele proferindo\n     </b>\n     decisão  cujo  acórdão  possui  a  seguinte \nementa:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       Recurso  extraordinário\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .\n      <b>\n       2.  Administrativo\n      </b>\n      .\n      <b>\n       3.  Servidor  \npúblico\n      </b>\n      .\n      <b>\n       4.  Incorporação de quintos decorrente do exercício de\n      </b>\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 24\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto Vogal\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 35446 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       funções comissionadas no período compreendido entre a edição  \nda  Lei  9.624/1998  e a  MP  2.225-48/2001.  5.  Impossibilidade.  \n6. Recurso extraordinário provido\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n     </i>\n     .” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Cabe registrar\n     </b>\n     que essa decisão plenária\n     <b>\n      veio a ser confirmada\n     </b>\n     por \nesta Suprema Corte\n     <i>\n      em julgamento (\n      <b>\n      </b>\n     </i>\n     <b>\n      ocorrido\n     </b>\n     em 30/06/2017)\n     <b>\n      que restou \nconsubstanciado\n     </b>\n     em acórdão assim ementado:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       Embargos de declaração no recurso extraordinário.  \n2.  Repercussão Geral\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .\n      <b>\n       3\n      </b>\n      .  Direito  Administrativo.\n      <b>\n       4\n      </b>\n      .  Servidor  \npúblico.\n      <b>\n       5\n      </b>\n      .\n      <b>\n       Incorporação de quintos\n      </b>\n      decorrente  do  exercício  de  \nfunções comissionadas\n      <b>\n       no período compreendido entre\n      </b>\n      a edição da  \nLei  9.624/1998\n      <b>\n       e\n      </b>\n      a  MP  2.225-48/2001.\n      <b>\n       Impossibilidade\n      </b>\n      .\n      <b>\n       6\n      </b>\n      .\n      <b>\n       Cessada a ultratividade das incorporações em qualquer \nhipótese,  seja decorrente  de  decisões  administrativas  ou de  \ndecisões  judiciais  transitadas  em  julgado\n      </b>\n      .  RE-RG  730.462,  \nRel.  Min.  Teori  Zavascki.\n      <b>\n       7\n      </b>\n      .\n      <b>\n       Ausência\n      </b>\n      de  omissão,  contradição\n      <b>\n       ou\n      </b>\n      obscuridade.\n      <b>\n       8\n      </b>\n      . Embargos\n      <b>\n       rejeitados\n      </b>\n     </i>\n     .”\n    </p>\n    <p>\n     (\n     <b>\n      RE 638.115-ED-quintos/CE\n     </b>\n     , Rel. Min. GILMAR MENDES,\n     <b>\n      Pleno\n     </b>\n     –\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Observo\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      no entanto\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      que diversas\n     </b>\n     <i>\n      entidades de classe representativas \ndos interesses dos servidores públicos civis\n     </i>\n     (a  Associação  Nacional  dos \nServidores  da  Justiça  do  Trabalho  –\n     <b>\n      ANAJUSTRA\n     </b>\n     ,  a  Associação  dos \nServidores do Tribunal Superior Eleitoral –\n     <b>\n      ASSERTSE\n     </b>\n     , o Sindicato dos \nTrabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no \nDistrito  Federal  –\n     <b>\n      SINDJUS/DF\n     </b>\n     ,  o  Sindicato  dos  Servidores  do  Poder \nLegislativo Federal e do Tribunal de Contas da União –\n     <b>\n      SINDILEGIS\n     </b>\n     , a \nAssociação  dos  Servidores  da  Fundação  Coordenação  de \nAperfeiçoamento de Ensino Superior –\n     <b>\n      ASCAPES\n     </b>\n     , a Federação Nacional \ndos  Trabalhadores  do  Judiciário  Federal  e  do  Ministério  Público  –\n     <b>\n      FENAJUFE\n     </b>\n     ,  a  Confederação  dos  Trabalhadores  no  Serviço  Público \nFederal  –\n     <b>\n      CONDSEF\n     </b>\n     ,  o  Sindicato Nacional  dos Servidores Federais  da \nEducação Básica, Profissional e Tecnológica –\n     <b>\n      SINASEFE\n     </b>\n     , o Sindicato dos \nTrabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Santa Catarina –\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 24\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto Vogal\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 35446 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SINTRAJUSC\n     </b>\n     ,  o  Sindicato  Nacional  dos  Servidores  do  Ministério \nPúblico  da  União  e  do  Conselho  Nacional  do  Ministério  Público  –\n     <b>\n      SINASEMPU\n     </b>\n     <b>\n      e\n     </b>\n     a  Associação  dos  Servidores  do  Ministério  Público \nFederal –\n     <b>\n      ASMPF\n     </b>\n     )\n     <b>\n      opuseram\n     </b>\n     <i>\n      a mencionado acórdão\n     </i>\n     ,\n     <i>\n     </i>\n     proferido\n     <b>\n      nos autos do \nRE\n     </b>\n     638.115-ED-quintos/CE,\n     <b>\n      novos\n     </b>\n     <i>\n      embargos de declaração\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      inclusive\n     </b>\n     com \npedido  de  concessão  de\n     <i>\n      “efeitos  modificativos”,\n      <b>\n      </b>\n     </i>\n     <b>\n      ainda pendentes de \napreciação\n     </b>\n     pelo  Plenário  desta  Suprema Corte,\n     <b>\n      valendo\n     </b>\n     <b>\n      observar\n     </b>\n     ,  por \nrelevante,\n     <i>\n      que se mostra\n     </i>\n     <i>\n      processualmente viável\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      ao  menos\n     </b>\n     em  tese,\n     <b>\n      no \nâmbito\n     </b>\n     de referida impugnação recursal,\n     <b>\n      a reforma\n     </b>\n     <i>\n      da\n     </i>\n     <i>\n      decisão\n     </i>\n     <i>\n      recorrida\n     </i>\n     pelo órgão competente.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Presente esse contexto\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      e\n     </i>\n     <i>\n      ao menos\n     </i>\n     <i>\n      enquanto não analisados\n     </i>\n     <i>\n      os recursos \ninterpostos nos autos do\n     </i>\n     <b>\n      R  E\n     </b>\n     638.115/CE,\n     <b>\n      torna-se importante reafirmar\n     </b>\n     <i>\n      o alto \nsignificado\n     </i>\n     de  que  se  reveste,\n     <i>\n      em  nosso  sistema  jurídico\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      o instituto\n     </b>\n     da \n“\n     <i>\n      res judicata\n     </i>\n     ”,\n     <b>\n      que constitui\n     </b>\n     atributo específico da jurisdição\n     <b>\n      e que se projeta\n     </b>\n     na dupla qualidade\n     <b>\n      que tipifica\n     </b>\n     os efeitos emergentes do ato sentencial:\n     <b>\n      a  \nimutabilidade\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      de um lado\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      e a coercibilidade\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      de outro\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      A proteção constitucional\n     </i>\n     <b>\n      dispensada\n     </b>\n     <i>\n      à coisa julgada em sentido material\n      <b>\n      </b>\n     </i>\n     <b>\n      revela-se\n     </b>\n     <i>\n      tão intensa\n     </i>\n     <b>\n      que impede sejam alterados\n     </b>\n     os atributos que lhe são \ninerentes,\n     <b>\n      a significar\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      como já salientado\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      que nenhum\n     </b>\n     ato estatal\n     <i>\n      posterior\n      <b>\n      </b>\n     </i>\n     <b>\n      poderá\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      validamente\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      afetar-lhe\n     </b>\n     a integridade.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Esses atributos  que caracterizam\n     </b>\n     <i>\n      a coisa julgada em sentido material\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      notadamente\n     </b>\n     a  imutabilidade  dos  efeitos  inerentes  ao  comando \nsentencial,\n     <b>\n      recebem\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      diretamente\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      da própria\n     </b>\n     Constituição\n     <b>\n      especial \nproteção\n     </b>\n     destinada a preservar a inalterabilidade dos pronunciamentos\n     <b>\n      emanados\n     </b>\n     dos Juízes e Tribunais,\n     <b>\n      criando\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      desse modo\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      situação\n     </b>\n     <i>\n      de certeza,  \nde estabilidade\n     </i>\n     <b>\n      e\n     </b>\n     <i>\n      de segurança para as relações jurídicas.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      É por essa razão\n     </b>\n     que HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“\n     <b>\n      Curso de \nDireito Processual Civil\n     </b>\n     ”, vol. I/1.130, item n. 802, 58ª ed., 2017, Forense),\n     <b>\n      discorrendo\n     </b>\n     sobre  o  fundamento  da  autoridade  da  coisa  julgada,\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 24\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto Vogal\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 35446 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      esclarece\n     </b>\n     que o legislador,\n     <b>\n      ao instituir\n     </b>\n     a “\n     <i>\n      res judicata\n     </i>\n     ”,\n     <b>\n      objetivou atender\n     </b>\n     , \ntão somente, “\n     <i>\n      uma exigência de ordem prática (...), de não mais permitir que se  \nvolte  a  discutir  acerca  das  questões  já  soberanamente  decididas  pelo  Poder  \nJudiciário\n     </i>\n     ”,\n     <b>\n      expressando\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      desse modo\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      a verdadeira\n     </b>\n     razão de ser do instituto \nem questão:\n     <b>\n      preocupação em garantir\n     </b>\n     a segurança nas relações jurídicas\n     <b>\n      e \nem preservar\n     </b>\n     a paz no convívio social.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Mostra-se\n     </b>\n     <i>\n      tão intensa\n      <b>\n      </b>\n     </i>\n     <b>\n      a intangibilidade\n     </b>\n     da\n     <i>\n      coisa julgada\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      considerada\n     </b>\n     a  própria  disciplina  constitucional  que  a  rege,\n     <b>\n      que\n     </b>\n     <b>\n      nem mesmo\n     </b>\n     lei \nposterior  –\n     <b>\n      que  haja  alterado\n     </b>\n     (\n     <b>\n      ou\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      até  mesmo\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      revogado\n     </b>\n     )  prescrições \nnormativas que tenham sido aplicadas,\n     <b>\n      jurisdicionalmente\n     </b>\n     , na resolução \ndo litígio –\n     <i>\n      tem o poder de afetar\n     </i>\n     <b>\n      ou\n     </b>\n     <i>\n      de desconstituir\n     </i>\n     a autoridade da coisa \njulgada.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Daí o preciso magistério\n     </b>\n     de  JOSÉ  FREDERICO  MARQUES \n(“\n     <b>\n      Manual  de  Direito  Processual  Civil\n     </b>\n     ”,  vol.  III/329,  item  n.  687, \n2ª ed./2ª tir., 2000, Millennium Editora)\n     <b>\n      em torno\n     </b>\n     <i>\n      das relações entre a coisa \njulgada\n     </i>\n     <b>\n      e\n     </b>\n     <i>\n      a Constituição\n     </i>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       A coisa julgada cria\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,  para  a  segurança  dos  direitos  \nsubjetivos,\n      <b>\n       situação de imutabilidade que nem mesmo a lei pode \ndestruir ou vulnerar\n      </b>\n      – é o que se infere do art. 5º, XXXVI, da Lei  \nMaior.\n      <b>\n       E sob esse aspecto\n      </b>\n      é que se pode qualificar a ‘res iudicata’\n      <b>\n       como garantia constitucional\n      </b>\n      de tutela a direito individual.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Por outro lado\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , essa garantia,\n      <b>\n       outorgada na Constituição\n      </b>\n      ,  \ndá  mais  ênfase\n      <b>\n       e\n      </b>\n      realce  àquela  da  tutela  jurisdicional,\n      <b>\n       constitucionalmente\n      </b>\n      consagrada,  no  art.  5º,  XXXV,\n      <b>\n       para  a  \ndefesa\n      </b>\n      de  direito\n      <b>\n       atingido\n      </b>\n      por  ato  lesivo,\n      <b>\n       visto  que  a  torna  \nintangível\n      </b>\n      até  mesmo  em  face  de  ‘lex  posterius’,\n      <b>\n       depois\n      </b>\n      que  o  \nJudiciário\n      <b>\n       exaure\n      </b>\n      o  exercício  da  referida  tutela,\n      <b>\n       decidindo  e  \ncompondo\n      </b>\n      a lide.\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Não custa enfatizar\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      bem por isso\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      na perspectiva\n     </b>\n     <i>\n      da\n     </i>\n     <i>\n      eficácia preclusiva\n     </i>\n     da “\n     <i>\n      res judicata\n     </i>\n     ”, que,\n     <b>\n      mesmo\n     </b>\n     <b>\n      em sede de execução\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      não mais se justifica\n     </i>\n     <b>\n      a\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 24\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto Vogal\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 35446 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      renovação\n     </b>\n     do  litígio  que  foi  objeto  de  resolução  no  processo  de \nconhecimento,\n     <b>\n      especialmente\n     </b>\n     <b>\n      quando\n     </b>\n     a  decisão  que  apreciou  a \ncontrovérsia\n     <b>\n      apresenta-se\n     </b>\n     <b>\n      revestida\n     </b>\n     da  autoridade  da  coisa  julgada,\n     <b>\n      hipótese em que\n     </b>\n     , nos termos\n     <b>\n      do\n     </b>\n     <b>\n      art. 508\n     </b>\n     do CPC/2015, “\n     <b>\n      <i>\n       Transitada em \njulgado\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      a decisão de mérito,\n      <b>\n       considerar-se-ão\n      </b>\n      deduzidas\n      <b>\n       e\n      </b>\n      repelidas\n      <b>\n       todas\n      </b>\n      as  \nalegações\n      <b>\n       e\n      </b>\n      as defesas que a parte\n      <b>\n       poderia\n      </b>\n      opor\n      <b>\n       tanto\n      </b>\n      ao acolhimento\n      <b>\n       quanto\n      </b>\n      à  \nrejeição do pedido”\n     </i>\n     (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     ).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Cabe ter presente\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      neste ponto\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      a advertência\n     </b>\n     da doutrina (NELSON \nNERY JUNIOR/ROSA MARIA DE ANDRADE  NERY,  “\n     <b>\n      Comentários  ao \nCódigo de Processo Civil\n     </b>\n     ”, p. 1.242, item n. 2, 2015, RT),\n     <b>\n      cujo magistério\n     </b>\n     – \nem  lição\n     <b>\n      plenamente\n     </b>\n     aplicável  ao  caso  ora  em  exame  –\n     <b>\n      assim  \nanalisa\n     </b>\n     o princípio do “\n     <i>\n      tantum judicatum quantum disputatum vel disputari  \ndebebat\n     </i>\n     ”:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       Transitada em julgado\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      a decisão ou sentença de mérito,\n      <b>\n       as partes  \nficam\n      </b>\n      <b>\n       impossibilitadas\n      </b>\n      de alegar\n      <b>\n       qualquer outra\n      </b>\n      questão relacionada com \na lide, sobre a qual pesa a autoridade da coisa julgada. O texto normativo\n      <b>\n       reputa\n      </b>\n      <b>\n       repelidas\n      </b>\n      todas as alegações que as partes\n      <b>\n       poderiam\n      </b>\n      ter feito na  \npetição inicial\n      <b>\n       e\n      </b>\n      contestação a respeito da lide\n      <b>\n       e não o fizeram\n      </b>\n      (alegações  \ndeduzidas  e  dedutíveis  …).  Isto  quer  significar\n      <b>\n       que\n      </b>\n      <b>\n       não se admite\n      </b>\n      a  \npropositura\n      <b>\n       de nova\n      </b>\n      demanda\n      <b>\n       para\n      </b>\n      <b>\n       rediscutir\n      </b>\n      a lide, com base\n      <b>\n       em novas\n      </b>\n      alegações.  A este  fenômeno,  dá-se  o  nome de  eficácia  preclusiva  da coisa  \njulgada.\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Esse entendimento\n     </b>\n     – que sustenta a\n     <b>\n      extensão\n     </b>\n     da autoridade da coisa \njulgada  em  sentido  material\n     <b>\n      tanto\n     </b>\n     ao  que  foi\n     <b>\n      efetivamente\n     </b>\n     arguido\n     <b>\n      quanto\n     </b>\n     ao que\n     <b>\n      poderia\n     </b>\n     ter sido alegado,\n     <i>\n      mas não o foi\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      desde\n     </b>\n     que,\n     <i>\n      porém\n     </i>\n     , \ntais alegações e defesas\n     <b>\n      contenham-se\n     </b>\n     no objeto do processo –\n     <b>\n      também \nencontra apoio\n     </b>\n     no magistério doutrinário\n     <b>\n      de outros\n     </b>\n     eminentes autores,\n     <b>\n      tais como\n     </b>\n     HUMBERTO  THEODORO  JÚNIOR  (“\n     <b>\n      Curso  de  Direito \nProcessual  Civil\n     </b>\n     ”,  vol.  I/550-553,  itens  ns.  516/516-a,  51ª  ed.,  2010, \nForense),  VICENTE  GRECO  FILHO  (“\n     <b>\n      Direito  Processual  Civil \nBrasileiro\n     </b>\n     ”,  vol.  2/267,  item  n.  57.2,  11ª  ed.,  1996,  Saraiva),  MOACYR\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 24\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto Vogal\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 35446 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     AMARAL SANTOS  (“\n     <b>\n      Primeiras  Linhas  de  Direito  Processual  Civil\n     </b>\n     ”, \nvol. 3/56, item n. 754, 21ª ed., 2003, Saraiva), EGAS MONIZ DE ARAGÃO \n(“\n     <b>\n      Sentença e Coisa Julgada\n     </b>\n     ”, p. 324/328, itens ns. 224/227, 1992, Aide)\n     <b>\n      e\n     </b>\n     JOSÉ FREDERICO MARQUES (“\n     <b>\n      Manual  de  Direito  Processual  Civil\n     </b>\n     ”, \nvol. III/332, item n. 689, 2ª ed., 2000, Millennium Editora), que,\n     <b>\n      em análise\n     </b>\n     do Código de Processo Civil\n     <b>\n      sob cuja égide\n     </b>\n     <i>\n      transitou em julgado\n     </i>\n     a decisão \nque beneficiou os  impetrantes,\n     <i>\n      ora  agravantes\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      examinaram\n     </b>\n     norma legal \nidêntica (\n     <b>\n      CPC/73\n     </b>\n     , art. 474) à que ora se acha reproduzida no art. 508 do \nvigente estatuto processual civil.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Lapidar\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      sob tal aspecto\n     </i>\n     , a\n     <b>\n      autorizadíssima\n     </b>\n     lição de ENRICO TULLIO \nLIEBMAN (“\n     <b>\n      Eficácia e Autoridade da Sentença\n     </b>\n     ”, p. 52/53, item n. 16, nota de \nrodapé,\n     <b>\n      tradução\n     </b>\n     de Alfredo Buzaid/Benvindo Aires, 1945, Forense),\n     <b>\n      que\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      ao referir-se\n     </b>\n     ao tema\n     <b>\n      dos\n     </b>\n     <b>\n      limites objetivos\n     </b>\n     da coisa julgada,\n     <b>\n      acentua\n     </b>\n     que \nesta\n     <b>\n      abrange\n     </b>\n     “\n     <i>\n      tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam  \nser\n     </i>\n     ”:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      (…)\n      <b>\n       se\n      </b>\n      uma questão\n      <b>\n       pudesse\n      </b>\n      ser discutida no processo,\n      <b>\n       mas \nde fato não o foi\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       também a ela se estende\n      </b>\n      , não obstante,\n      <b>\n       a coisa \njulgada\n      </b>\n      , no sentido de que aquela questão não poderia ser utilizada  \npara negar ou contestar o resultado a que se chegou naquele processo.\n      <b>\n       Por exemplo\n      </b>\n      , o réu\n      <b>\n       não opôs\n      </b>\n      uma série de deduções defensivas que\n      <b>\n       teria\n      </b>\n      podido opor, e foi condenado.\n      <b>\n       Não poderá ele\n      </b>\n      valer-se daquelas  \ndeduções\n      <b>\n       para  contestar\n      </b>\n      a  coisa  julgada.  A finalidade  prática  do  \ninstituto\n      <b>\n       exige\n      </b>\n      que  a  coisa  julgada  permaneça  firme,\n      <b>\n       embora\n      </b>\n      a  \ndiscussão  das  questões  relevantes  tenha  sido\n      <b>\n       eventualmente\n      </b>\n      incompleta;\n      <b>\n       absorve ela\n      </b>\n      ,  desse  modo,  necessariamente,\n      <b>\n       tanto as  \nquestões  que foram discutidas  como as que o poderiam ser\n      </b>\n      .\n     </i>\n     ” \n(\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A necessária observância\n     </b>\n     <i>\n      da  autoridade  da  coisa  julgada\n     </i>\n     <b>\n      representa\n     </b>\n     expressivo consectário da ordem constitucional,\n     <b>\n      que consagra\n     </b>\n     ,  entre os\n     <b>\n      vários\n     </b>\n     princípios dela resultantes,\n     <b>\n      aquele\n     </b>\n     <i>\n      concernente à segurança jurídica\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 24\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto Vogal\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 35446 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      É por essa razão\n     </b>\n     que o Supremo Tribunal Federal,\n     <i>\n      por mais de uma \nvez\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      já fez consignar advertência\n     </b>\n     que põe em destaque\n     <b>\n      a essencialidade\n     </b>\n     <i>\n      do postulado da segurança jurídica\n     </i>\n     <b>\n      e\n     </b>\n     <b>\n      a consequente imprescindibilidade\n     </b>\n     de \namparo\n     <b>\n      e\n     </b>\n     tutela das relações jurídicas definidas por decisão\n     <b>\n      transitada\n     </b>\n     em julgado:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       O CUMPRIMENTO DAS DECISÕES JUDICIAIS \nIRRECORRÍVEIS IMPÕE-SE AO PODER PÚBLICO COMO \nOBRIGAÇÃO CONSTITUCIONAL INDERROGÁVEL\n      </i>\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       A exigência de respeito incondicional\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      às decisões judiciais\n      <b>\n       transitadas\n      </b>\n      em  julgado\n      <b>\n       traduz\n      </b>\n      <b>\n       imposição constitucional \njustificada\n      </b>\n      pelo  princípio  da separação de  poderes\n      <b>\n       e fundada\n      </b>\n      nos  \npostulados\n      <b>\n       que  informam\n      </b>\n      ,  em  nosso  sistema  jurídico,\n      <b>\n       a  própria  \nconcepção\n      </b>\n      de Estado Democrático de Direito.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       O dever de cumprir\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      as  decisões\n      <b>\n       emanadas\n      </b>\n      do  Poder  \nJudiciário,\n      <b>\n       notadamente\n      </b>\n      nos casos em que a condenação judicial tem  \npor  destinatário\n      <b>\n       o  próprio\n      </b>\n      Poder  Público,\n      <b>\n       muito mais\n      </b>\n      do  que  \nsimples  incumbência  de  ordem  processual,\n      <b>\n       representa uma \nincontornável\n      </b>\n      obrigação institucional\n      <b>\n       a que não se pode subtrair\n      </b>\n      o  \naparelho  de  Estado,\n      <b>\n       sob pena\n      </b>\n      de  grave  comprometimento  dos  \nprincípios consagrados no texto da Constituição da República.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       A desobediência\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      a ordem\n      <b>\n       ou\n      </b>\n      a decisão judicial\n      <b>\n       pode\n      </b>\n      gerar, em \nnosso  sistema  jurídico,\n      <b>\n       gravíssimas\n      </b>\n      conseqüências,\n      <b>\n       quer\n      </b>\n      no  plano  \npenal,\n      <b>\n       quer\n      </b>\n      no  âmbito  político-administrativo  (possibilidade  de  \n‘impeachment’),\n      <b>\n       quer\n      </b>\n      , ainda, na esfera institucional (decretabilidade de\n      <b>\n       intervenção federal\n      </b>\n      nos Estados-membros\n      <b>\n       ou\n      </b>\n      em Municípios\n      <b>\n       situados\n      </b>\n      em Território Federal,\n      <b>\n       ou\n      </b>\n      de\n      <b>\n       intervenção estadual\n      </b>\n      nos Municípios).\n     </i>\n     ”\n    </p>\n    <p>\n     (\n     <b>\n      RTJ 167/6-7\n     </b>\n     , Rel. Min. CELSO DE MELLO,\n     <b>\n      Pleno\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O que se revela incontroverso\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      nesse contexto\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      é que a exigência de \nsegurança jurídica\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      enquanto expressão do Estado Democrático de Direito\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      mostra-se impregnada\n     </b>\n     <i>\n      de  elevado  conteúdo  ético\n     </i>\n     ,\n     <i>\n      social\n     </i>\n     <b>\n      e\n     </b>\n     <i>\n      jurídico\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      projetando-se\n     </b>\n     sobre  as  relações  jurídicas,\n     <b>\n      mesmo\n     </b>\n     <i>\n      as  de  direito  público\n     </i>\n     (\n     <b>\n      RTJ 191/922\n     </b>\n     , Red. p/ o acórdão Min. GILMAR MENDES,\n     <i>\n      v.g.\n     </i>\n     ),\n     <b>\n      em ordem\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     7\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 24\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto Vogal\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 35446 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      a viabilizar\n     </b>\n     a incidência desse\n     <b>\n      mesmo\n     </b>\n     princípio sobre comportamentos\n     <b>\n      de qualquer\n     </b>\n     dos Poderes\n     <b>\n      ou\n     </b>\n     órgãos do Estado,\n     <b>\n      para que se preservem\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      desse modo\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      situações\n     </b>\n     <b>\n      consolidadas\n     </b>\n     <b>\n      e protegidas\n     </b>\n     pelo fenômeno da “\n     <i>\n      res  \njudicata\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Importante referir\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      no ponto\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      em face\n     </b>\n     de sua extrema pertinência,\n     <b>\n      a \naguda observação\n     </b>\n     de  J.  J.  GOMES  CANOTILHO  (“\n     <b>\n      Direito \nConstitucional e Teoria da Constituição\n     </b>\n     ”, p. 250, 1998, Almedina):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      Estes\n      <b>\n       dois\n      </b>\n      princípios –\n      <b>\n       segurança jurídica e protecção da \nconfiança\n      </b>\n      –  andam\n      <b>\n       estreitamente\n      </b>\n      associados\n      <b>\n       a ponto\n      </b>\n      de  alguns  \nautores  considerarem\n      <b>\n       o princípio\n      </b>\n      da  protecção  de  confiança\n      <b>\n       como \num subprincípio ou como uma dimensão específica\n      </b>\n      da segurança  \njurídica.\n      <b>\n       Em geral\n      </b>\n      ,  considera-se\n      <b>\n       que a segurança jurídica\n      </b>\n      está  \nconexionada com elementos objectivos da ordem jurídica –\n      <b>\n       garantia\n      </b>\n      de  estabilidade  jurídica,\n      <b>\n       segurança\n      </b>\n      de  orientação\n      <b>\n       e realização\n      </b>\n      do  \ndireito –\n      <b>\n       enquanto a protecção da confiança\n      </b>\n      se prende mais com as  \ncomponentes  subjectivas  da  segurança,\n      <b>\n       designadamente\n      </b>\n      a  \ncalculabilidade\n      <b>\n       e\n      </b>\n      previsibilidade  dos  indivíduos\n      <b>\n       em relação aos \nefeitos jurídicos\n      </b>\n      dos actos dos poderes públicos.\n      <b>\n       A segurança e a \nprotecção da confiança\n      </b>\n      exigem, no fundo: (\n      <b>\n       1\n      </b>\n      )\n      <b>\n       fiabilidade\n      </b>\n      , clareza,  \nracionalidade e transparência dos actos do poder; (\n      <b>\n       2\n      </b>\n      )\n      <b>\n       de forma que\n      </b>\n      em relação  a  eles  o  cidadão\n      <b>\n       veja garantida\n      </b>\n      a  segurança nas  suas  \ndisposições pessoais\n      <b>\n       e nos efeitos jurídicos\n      </b>\n      dos seus próprios actos.\n      <b>\n       Deduz-se\n      </b>\n      já que os postulados da segurança jurídica\n      <b>\n       e\n      </b>\n      da protecção  \nda confiança\n      <b>\n       são exigíveis\n      </b>\n      perante  ‘\n      <b>\n       qualquer acto\n      </b>\n      ’\n      <b>\n      </b>\n     </i>\n     <b>\n      <i>\n       de\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n     </i>\n     ‘\n     <b>\n      <i>\n       qualquer \npoder\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ’ – legislativo, executivo\n      <b>\n       e\n      </b>\n      judicial.\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Nem se diga\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      ainda\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      para legitimar\n     </b>\n     a  deliberação  emanada  do \nE.  Tribunal  de  Contas  da  União,  que  este\n     <b>\n      poderia\n     </b>\n     invocar\n     <b>\n      a tese\n     </b>\n     da \n“\n     <i>\n      relativização\n     </i>\n     ”  da  autoridade  da  coisa  julgada,\n     <b>\n      em especial\n     </b>\n     da \n(\n     <b>\n      impropriamente\n     </b>\n     )\n     <i>\n      denominada\n     </i>\n     “\n     <i>\n      coisa julgada inconstitucional\n     </i>\n     ”,\n     <b>\n      como \nsustentam\n     </b>\n     alguns  autores  (JOSÉ  AUGUSTO  DELGADO,  “\n     <b>\n      Pontos \nPolêmicos das Ações de Indenização de Áreas Naturais  Protegidas – \nEfeitos da coisa julgada e os princípios constitucionais\n     </b>\n     ”, “\n     <i>\n      in\n     </i>\n     ”\n     <b>\n      Revista de\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     8\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 24\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto Vogal\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 35446 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Processo\n     </b>\n     nº 103/9-36; CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO, “\n     <b>\n      Relativizar a \nCoisa Julgada Material\n     </b>\n     ”, “\n     <i>\n      in\n     </i>\n     ”\n     <b>\n      Revista de Processo\n     </b>\n     nº 109/9-38; HUMBERTO \nTHEODORO JÚNIOR, “\n     <b>\n      A Reforma do Processo de Execução e o Problema \nda Coisa Julgada Inconstitucional\n     </b>\n     (\n     <b>\n      Código de Processo Civil, artigo 741\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      Parágrafo Único\n     </b>\n     )”,  “\n     <i>\n      in\n     </i>\n     ”\n     <b>\n      Revista  dos Tribunais\n     </b>\n     ,  vol.  841/56-76,  ano 94; \nTERESA  ARRUDA  ALVIM  WAMBIER\n     <b>\n      e\n     </b>\n     JOSÉ  MIGUEL  GARCIA \nMEDINA, “\n     <b>\n      O Dogma da Coisa Julgada – Hipóteses de  Relativização\n     </b>\n     ”, \n2003, RT,\n     <i>\n      v.g.\n     </i>\n     ).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Tenho para mim\n     </b>\n     <i>\n      ,  desse  modo,\n     </i>\n     que  o  procedimento  adotado  pelo \nE.  Tribunal de Contas da União,\n     <b>\n      se\n     </b>\n     admitido,\n     <b>\n      antagonizar-se-ia\n     </b>\n     com a \nproteção  jurídica\n     <b>\n      que a ordem\n     </b>\n     <b>\n      constitucional\n     </b>\n     dispensa,\n     <b>\n      em caráter \ntutelar\n     </b>\n     , à “\n     <i>\n      res judicata\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Na  realidade\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      a desconsideração\n     </b>\n     da  “\n     <i>\n      auctoritas  rei  judicatae\n     </i>\n     ”\n     <b>\n      implicaria\n     </b>\n     grave  enfraquecimento  de  uma\n     <b>\n      importantíssima\n     </b>\n     garantia \nconstitucional\n     <b>\n      que surgiu\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      de  modo  expresso\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      em nosso\n     </b>\n     ordenamento \npositivo,\n     <b>\n      com a Constituição de 1934\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     A\n     <b>\n      pretendida\n     </b>\n     “\n     <i>\n      relativização\n     </i>\n     ”  da  coisa  julgada  –\n     <b>\n      tese\n     </b>\n     que  tenho \nrepudiado  em\n     <b>\n      diversos\n     </b>\n     julgamentos  (monocráticos)\n     <b>\n      proferidos\n     </b>\n     no \nSupremo  Tribunal  Federal  (\n     <b>\n      RE\n     </b>\n     554.111/RS  –\n     <b>\n      RE\n     </b>\n     594.350/RS  –\n     <b>\n      RE\n     </b>\n     594.892/RS  –\n     <b>\n      RE\n     </b>\n     594.929/RS  –\n     <b>\n      RE\n     </b>\n     595.565/RS,\n     <i>\n      v.g.\n     </i>\n     )  –\n     <b>\n      provocaria\n     </b>\n     consequências\n     <b>\n      altamente\n     </b>\n     lesivas\n     <i>\n      à estabilidade\n     </i>\n     das relações intersubjetivas,\n     <i>\n      à exigência\n     </i>\n     de certeza\n     <b>\n      e\n     </b>\n     de segurança jurídicas\n     <b>\n      e\n     </b>\n     <i>\n      à preservação\n     </i>\n     do equilíbrio \nsocial,\n     <b>\n      valendo destacar\n     </b>\n     ,  em  face  da  absoluta\n     <b>\n      pertinência\n     </b>\n     de  suas \nobservações,\n     <b>\n      a advertência\n     </b>\n     de ARAKEN DE ASSIS (“\n     <b>\n      Eficácia da Coisa \nJulgada Inconstitucional\n     </b>\n     ”, “\n     <i>\n      in\n     </i>\n     ”\n     <b>\n      Revista Jurídica\n     </b>\n     nº 301/7-29,\n     <b>\n      12-13\n     </b>\n     ):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       Aberta\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      a  janela,\n      <b>\n       sob o pretexto\n      </b>\n      de  observar  equivalentes  \nprincípios da Carta Política, comprometidos pela indiscutibilidade do  \nprovimento  judicial,\n      <b>\n       não se revela\n      </b>\n      <b>\n       difícil\n      </b>\n      <b>\n       prever que\n      </b>\n      <b>\n       todas  as  \nportas\n      </b>\n      <b>\n       se  escancararão\n      </b>\n      às  iniciativas  do  vencido.\n      <b>\n       O vírus do  \nrelativismo  contaminará\n      </b>\n      ,  fatalmente,\n      <b>\n       todo\n      </b>\n      o  sistema  judiciário.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     9\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 24\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto Vogal\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 35446 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Nenhum\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      <b>\n       veto\n      </b>\n      , ‘a priori’,\n      <b>\n       barrará o vencido\n      </b>\n      de desafiar\n      <b>\n       e\n      </b>\n      afrontar o  \nresultado precedente\n      <b>\n       de qualquer\n      </b>\n      processo,\n      <b>\n       invocando hipotética\n      </b>\n      ofensa  deste\n      <b>\n       ou\n      </b>\n      daquele  valor  da  Constituição.\n      <b>\n       A  simples  \npossibilidade\n      </b>\n      de  êxito  do  intento  revisionista,\n      <b>\n       sem\n      </b>\n      as  peias  da  \nrescisória,\n      <b>\n       multiplicará os  litígios\n      </b>\n      ,  nos  quais  o  órgão  judiciário  \nde  1º  grau\n      <b>\n       decidirá\n      </b>\n      ,  preliminarmente,\n      <b>\n       se\n      </b>\n      obedece,\n      <b>\n       ou\n      </b>\n      não,\n      <b>\n       ao \npronunciamento  transitado em julgado\n      </b>\n      do  seu Tribunal\n      <b>\n       e até\n      </b>\n      ,  \nconforme  o  caso,  do  Supremo  Tribunal  Federal.\n      <b>\n       Tudo\n      </b>\n      naturalmente\n      <b>\n       justificado\n      </b>\n      pelo  respeito  obsequioso  à  Constituição\n      <b>\n       e baseado na  \nvolúvel\n      </b>\n      livre convicção do magistrado inferior.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Por tal  motivo\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,\n      <b>\n       mostra-se flagrante\n      </b>\n      <b>\n       o risco\n      </b>\n      de  se  perder\n      <b>\n       qualquer\n      </b>\n      noção de segurança\n      <b>\n       e\n      </b>\n      de hierarquia judiciária.\n      <b>\n       Ademais\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       os \nlitígios  jamais\n      </b>\n      <b>\n       acabarão\n      </b>\n      ,  renovando-se,  a  todo  instante,\n      <b>\n       sob o \npretexto\n      </b>\n      de  ofensa a  este  ou àquele  princípio  constitucional.\n      <b>\n       Para \ncombater\n      </b>\n      <b>\n       semelhante desserviço à Nação\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       urge\n      </b>\n      a intervenção do  \nlegislador,\n      <b>\n       com o fito de estabelecer\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       previamente\n      </b>\n      , as situações em  \nque  a  eficácia  de  coisa  julgada\n      <b>\n       não  opera\n      </b>\n      na  desejável\n      <b>\n       e\n      </b>\n      natural  \nextensão\n      <b>\n       e\n      </b>\n      o remédio adequado para retratá-la (…).\n      <b>\n       Este\n      </b>\n      é o caminho  \npromissor\n      <b>\n       para banir\n      </b>\n      a insegurança do vencedor, a afoiteza\n      <b>\n       ou\n      </b>\n      falta  \nde  escrúpulos  do  vencido\n      <b>\n       e  o  arbítrio\n      </b>\n      e  os  casuísmos  judiciais.\n     </i>\n     ” \n(\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Esse  mesmo entendimento\n     </b>\n     –\n     <b>\n      que rejeita\n     </b>\n     a “\n     <i>\n      relativização\n     </i>\n     ” da  coisa \njulgada em sentido material –\n     <b>\n      foi exposto\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      em lapidar abordagem do tema\n     </i>\n     , por \nNELSON  NERY  JUNIOR\n     <b>\n      e\n     </b>\n     ROSA  MARIA  DE  ANDRADE  NERY \n(“\n     <b>\n      Comentários ao Código de Processo Civil\n     </b>\n     ”, p. 1.281, item n. 30,\n     <b>\n      e\n     </b>\n     p. 1.202, \nitem n. 32, 2015, RT):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       30.  Coisa julgada material e Estado Democrático de \nDireito\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      . A doutrina mundial\n      <b>\n       reconhece\n      </b>\n      o instituto da coisa julgada  \nmaterial\n      <b>\n       como\n      </b>\n      ‘\n      <b>\n       elemento de existência\n      </b>\n      ’ do Estado Democrático de  \nDireito (…).\n      <b>\n       A\n      </b>\n      ‘\n      <b>\n       supremacia\n      </b>\n      da Constituição’\n      <b>\n       está na própria\n      </b>\n      coisa  \njulgada,\n      <b>\n       enquanto\n      </b>\n      <b>\n       manifestação\n      </b>\n      do Estado Democrático de Direito,\n      <b>\n       fundamento\n      </b>\n      da  República  (\n      <b>\n       CF\n      </b>\n      1.º  ‘caput’),\n      <b>\n       não sendo princípio\n      </b>\n      que possa opor-se à coisa julgada\n      <b>\n       como se esta\n      </b>\n      estivesse abaixo de  \nqualquer  outro  instituto  constitucional.\n      <b>\n       Quando se fala na\n      </b>\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     10\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 24\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto Vogal\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 35446 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       intangibilidade da coisa julgada\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,\n      <b>\n       não se deve dar\n      </b>\n      ao instituto  \ntratamento  jurídico  inferior,\n      <b>\n       de  mera  figura\n      </b>\n      do  processo  civil,\n      <b>\n       regulada\n      </b>\n      por  lei  ordinária,\n      <b>\n       mas\n      </b>\n      ,  ao  contrário,\n      <b>\n       impõe-se o \nreconhecimento da coisa julgada com a magnitude \nconstitucional que lhe é própria\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       ou seja\n      </b>\n      , de elemento formador do  \nEstado Democrático de Direito,\n      <b>\n       que não\n      </b>\n      <b>\n       pode ser apequenado\n      </b>\n      por  \nconta  de  algumas  situações,  velhas  conhecidas  da  doutrina  e  \njurisprudência,\n      <b>\n       como é o caso\n      </b>\n      da sentença injusta,  repelida como  \nirrelevante (…)\n      <b>\n       ou\n      </b>\n      da sentença proferida contra a Constituição\n      <b>\n       ou\n      </b>\n      a  \nlei,  igualmente  considerada  pela  doutrina  (…),\n      <b>\n       sendo  que\n      </b>\n      ,  nesta  \núltima  hipótese,\n      <b>\n       pode  ser  desconstituída\n      </b>\n      pela  ação  rescisória  \n(\n      <b>\n       CPC\n      </b>\n      966 V). (…)\n      <b>\n       O risco político\n      </b>\n      de haver sentença injusta\n      <b>\n       ou\n      </b>\n      inconstitucional no caso concreto\n      <b>\n       parece ser menos grave\n      </b>\n      do que o  \nrisco  político\n      <b>\n       de  instaurar-se\n      </b>\n      a  insegurança  geral\n      <b>\n       com  a  \nrelativização\n      </b>\n      (‘\n      <b>\n       rectius\n      </b>\n      ’: desconsideração) da coisa julgada.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      .......................................................................................................\n      <b>\n       32.  Controle da constitucionalidade da sentença\n      </b>\n      .\n      <b>\n       Coisa\n      </b>\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       julgada inconstitucional\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      . Os atos jurisdicionais do Poder Judiciário\n      <b>\n       ficam sujeitos\n      </b>\n      ao controle de sua constitucionalidade, como todos os  \natos de todos os poderes.\n      <b>\n       Para tanto\n      </b>\n      ,  o ‘due process of  law’ desse  \ncontrole  tem  de  ser  observado.\n      <b>\n       Há três formas\n      </b>\n      para  fazer-se  o  \ncontrole  interno,  jurisdicional,  da  constitucionalidade  dos  atos  \njurisdicionais do Poder Judiciário:\n      <b>\n       a\n      </b>\n      )\n      <b>\n       por recurso ordinário\n      </b>\n      ;\n      <b>\n       b\n      </b>\n      )\n      <b>\n       por  \nrecurso extraordinário\n      </b>\n      ;\n      <b>\n       c\n      </b>\n      )\n      <b>\n       por ações autônomas de impugnação\n      </b>\n      .  \nNa\n      <b>\n       primeira\n      </b>\n      hipótese, tendo sido proferida decisão\n      <b>\n       contra\n      </b>\n      a CF,\n      <b>\n       pode \nser  impugnada\n      </b>\n      por  recurso  ordinário  (agravo,  apelação,  recurso  \nordinário  constitucional  etc.)\n      <b>\n       no  qual\n      </b>\n      se  pedirá  a  anulação  ou  a  \nreforma da decisão inconstitucional. O\n      <b>\n       segundo\n      </b>\n      caso é de decisão de  \núnica\n      <b>\n       ou\n      </b>\n      última  instância\n      <b>\n       que  ofenda\n      </b>\n      a  CF,\n      <b>\n       que  poderá  ser  \nimpugnada\n      </b>\n      por RE para o STF (\n      <b>\n       CF\n      </b>\n      102 III ‘a’).\n      <b>\n       A terceira e última\n      </b>\n      oportunidade\n      <b>\n       para  controlar-se  a  constitucionalidade\n      </b>\n      dos  atos  \njurisdicionais do Poder Judiciário\n      <b>\n       ocorre\n      </b>\n      quando a decisão de mérito\n      <b>\n       já  tiver  transitado\n      </b>\n      em  julgado,\n      <b>\n       situação  em  que  poderá  ser  \nimpugnada por ação rescisória\n      </b>\n      (\n      <b>\n       CPC\n      </b>\n      966 V)\n      <b>\n       ou\n      </b>\n      <b>\n       revisão criminal\n      </b>\n      (\n      <b>\n       CPP\n      </b>\n      621).\n      <b>\n       Passado\n      </b>\n      o  prazo  de  dois  anos\n      <b>\n       que  a  lei  estipula\n      </b>\n      (\n      <b>\n       CPC\n      </b>\n      975)\n      <b>\n       para exercer-se\n      </b>\n      o direito de rescisão de decisão de mérito\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     11\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 24\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto Vogal\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 35446 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       transitada\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      em julgado (\n      <b>\n       CPC\n      </b>\n      966),\n      <b>\n       não é mais possível fazer-se\n      </b>\n      o  \ncontrole  judicial  da constitucionalidade de sentença\n      <b>\n       transitada\n      </b>\n      em \njulgado.\n      <b>\n       No século XXI\n      </b>\n      <b>\n       não mais se justifica\n      </b>\n      prestigiar\n      <b>\n       e\n      </b>\n      dar-se  \naplicação a institutos como os da ‘querela nullitatis insanabilis’\n      <b>\n       e\n      </b>\n      da  \n‘praescriptio  immemoriabili’.\n      <b>\n       Não se permite\n      </b>\n      a  reabertura,  a\n      <b>\n       qualquer\n      </b>\n      tempo,\n      <b>\n       da discussão\n      </b>\n      de  lide\n      <b>\n       acobertada\n      </b>\n      por  sentença\n      <b>\n       transitada\n      </b>\n      em julgado,\n      <b>\n       ainda que sob pretexto\n      </b>\n      de que a sentença\n      <b>\n       seria\n      </b>\n      inconstitucional.\n      <b>\n       O controle da constitucionalidade\n      </b>\n      dos atos  \njurisdicionais  do  Poder  Judiciário\n      <b>\n       existe\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       mas deve ser feito de \nacordo\n      </b>\n      <b>\n       com o devido processo legal\n      </b>\n      .\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Cabe ter presente\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      neste  ponto\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      o que a própria\n     </b>\n     jurisprudência \nconstitucional  do  Supremo Tribunal  Federal\n     <b>\n      vinha proclamando\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      já há \nquatro décadas\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      a respeito da invulnerabilidade\n     </b>\n     da  coisa  julgada  em \nsentido material,\n     <b>\n      enfatizando\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      em tom de grave advertência\n     </i>\n     , que sentenças\n     <b>\n      transitadas\n     </b>\n     em julgado,\n     <i>\n      ainda que\n     </i>\n     <i>\n      inconstitucionais\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      somente\n     </b>\n     poderão ser \ninvalidadas\n     <b>\n      mediante\n     </b>\n     utilização de meio instrumental adequado,\n     <b>\n      que é\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      no domínio processual civil\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      a ação rescisória\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Com  efeito\n     </b>\n     ,  esta  Suprema  Corte,\n     <b>\n      já em 1968\n     </b>\n     ,  no  julgamento\n     <b>\n      do \nRMS 17.976/SP\n     </b>\n     ,  Rel.  Min.  AMARAL SANTOS  (\n     <b>\n      RTJ\n     </b>\n     55/744),\n     <b>\n      proferiu\n     </b>\n     decisão\n     <b>\n      na qual reconheceu\n     </b>\n     a  impossibilidade  jurídico-processual\n     <b>\n      de \nválida\n     </b>\n     desconstituição  da  autoridade  da  coisa  julgada,\n     <b>\n      mesmo\n     </b>\n     na \nhipótese de a sentença\n     <b>\n      transitada\n     </b>\n     em julgado\n     <b>\n      haver resolvido\n     </b>\n     o litígio\n     <b>\n      com fundamento em lei declarada inconstitucional\n     </b>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      A suspensão da vigência da lei\n      <b>\n       por inconstitucionalidade\n      </b>\n      torna  \nsem efeito todos os atos praticados\n      <b>\n       sob o império\n      </b>\n      da lei inconstitucional.\n      <b>\n       Contudo\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       a nulidade da decisão judicial\n      </b>\n      <b>\n       transitada\n      </b>\n      <b>\n       em julgado\n      </b>\n      <b>\n       só  \npode\n      </b>\n      <b>\n       ser declarada\n      </b>\n      <b>\n       por via de ação rescisória\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       sendo impróprio\n      </b>\n      o  \nmandado de segurança (…).\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Posteriormente\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      em 1977\n     </i>\n     , o Supremo Tribunal Federal,\n     <b>\n      reafirmando\n     </b>\n     essa\n     <b>\n      corretíssima\n     </b>\n     orientação  jurisprudencial,\n     <b>\n      fez consignar a \ninadmissibilidade\n     </b>\n     de  embargos  à  execução\n     <b>\n      naqueles  casos\n     </b>\n     em que  a\n    </p>\n    <p>\n     12\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 24\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto Vogal\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 35446 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     sentença\n     <b>\n      passada\n     </b>\n     em  julgado\n     <b>\n      apoiou-se\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      para  compor  a  lide\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      em lei \nposteriormente declarada inconstitucional\n     </b>\n     por esta Corte Suprema:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      Recurso  Extraordinário.\n      <b>\n       Embargos à execução\n      </b>\n      de  sentença\n      <b>\n       porque baseada\n      </b>\n      , a decisão\n      <b>\n       trânsita\n      </b>\n      em julgado,\n      <b>\n       em lei posteriormente  \ndeclarada inconstitucional\n      </b>\n      .\n      <b>\n       A declaração da nulidade da sentença  \nsomente é possível\n      </b>\n      <b>\n       via da ação\n      </b>\n      <b>\n       rescisória\n      </b>\n      .\n      <b>\n       Precedentes\n      </b>\n      do Supremo  \nTribunal Federal. (…).\n     </i>\n     ”\n    </p>\n    <p>\n     (\n     <b>\n      RE 86.056/SP\n     </b>\n     , Rel. Min. RODRIGUES ALCKMIN –\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Vê-se\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      a partir das considerações que venho de expor\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      que não se revela\n     </b>\n     <i>\n      processualmente  ortodoxo\n     </i>\n     <b>\n      nem\n     </b>\n     <i>\n      juridicamente  adequado\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      muito menos\n     </b>\n     <i>\n      constitucionalmente lícito\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      recusar-se\n     </b>\n     a cumprir sentença\n     <b>\n      transitada\n     </b>\n     em julgado,\n     <b>\n      tal  como adverte\n     </b>\n     JOSÉ  FREDERICO  MARQUES  (“\n     <b>\n      Manual  de  Direito \nProcessual Civil\n     </b>\n     ”, vol. III/344, item n. 698, 2ª ed./2ª tir., 2000, Millennium \nEditora):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       Passando em julgado\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      a  sentença\n      <b>\n       ou\n      </b>\n      acórdão,\n      <b>\n       há um \njulgamento\n      </b>\n      <b>\n       com força de lei\n      </b>\n      entre  as  partes,\n      <b>\n       a  que  estas  se  \nencontram vinculadas imutavelmente\n      </b>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Permitido está\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,  no  entanto,\n      <b>\n       que se ataque\n      </b>\n      a  ‘res  iudicata’  \n(…),\n      <b>\n       principalmente\n      </b>\n      através de ação rescisória. (…).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Esse prazo\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      é de decadência\n      <b>\n       e seu\n      </b>\n      ‘\n      <b>\n       dies a quo\n      </b>\n      ’ se situa na data\n      <b>\n       em que ocorreu\n      </b>\n      a ‘res iudicata’ formal. (…).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Decorrido o biênio\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      <b>\n       sem\n      </b>\n      a propositura da rescisória,\n      <b>\n       há\n      </b>\n      coisa  \n‘\n      <b>\n       soberanamente\n      </b>\n      ’  julgada,\n      <b>\n       o que  também se  verifica\n      </b>\n      <b>\n       depois\n      </b>\n      de  \ntransitada  em  julgado  decisão\n      <b>\n       declarando  improcedente\n      </b>\n      a  \nrescisória.\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Em suma\n     </b>\n     :\n     <b>\n      a  atividade\n     </b>\n     <i>\n      de  controle  de  legalidade\n     </i>\n     dos  atos  da \nAdministração  Pública\n     <b>\n      exercida\n     </b>\n     pelo  Tribunal  de  Contas  da  União\n     <b>\n      detém-se\n     </b>\n     <i>\n      ante a autoridade da coisa julgada\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      que traduz\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      nesse contexto\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      limite  \noponível\n     </b>\n     à\n     <b>\n     </b>\n     força\n     <b>\n      resultante\n     </b>\n     dos pronunciamentos que\n     <b>\n      emanam\n     </b>\n     do Poder \nJudiciário,\n     <b>\n      ainda que proferidos\n     </b>\n     pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito\n    </p>\n    <p>\n     13\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 24\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto Vogal\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 35446 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     de  julgamento\n     <b>\n      de  mérito\n     </b>\n     de  recurso  extraordinário\n     <i>\n      com repercussão  geral  \nreconhecida\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Sendo assim\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      em face das razões expostas\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      p  eço   vênia\n     </b>\n     <i>\n      para dissentir\n     </i>\n     do \neminente Relator\n     <b>\n      e\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      em consequência\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      dar\n     </b>\n     <b>\n      provimento\n     </b>\n     ao presente recurso \nde agravo,\n     <b>\n      em ordem a conceder\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      integralmente\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      nos termos\n     </b>\n     postulados na \ninicial, o mandado de segurança\n     <b>\n      impetrado\n     </b>\n     pelos ora agravantes.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      É o meu voto\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     14\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 24\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 13/04/2018\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.446\n     </b>\n     PROCED. : DISTRITO FEDERAL\n     <b>\n      RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\n     </b>\n     AGTE.(S) : CLAUDIO JOSE RAMOS\nADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR (8735A/AL, 11555/DF, \n31025/GO, 117278/MG, 11555-A/PB, 6057-A/PI, 153885/RJ, 78892A/RS, \n40868/SC, 299060/SP) E OUTRO(A/S)\nAGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO\nPROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     A  Turma,  por  maioria,  negou  provimento  ao  agravo \nregimental,  nos  termos  do  voto  do  Relator,  vencido  o  Ministro \nCelso de Mello, que lhe dava provimento. Segunda Turma, Sessão \nVirtual de 6.4.2018 a 12.4.2018.\n    </p>\n    <p>\n     Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de \nMello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.\n    </p>\n    <p>\n     Disponibilizou processo para esta sessão o Ministro Alexandre \nde  Moraes,  não  tendo  participado  do  julgamento  desse  feito  o \nMinistro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro \nTeori Zavascki.\n    </p>\n    <p>\n     Ravena Siqueira\nSecretária\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14668717\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 24\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "13/04/2018 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.446 DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\n", "AGTE.(S) :CLAUDIO JOSE RAMOS \n", "ADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO \n", "PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO \n", "Ementa:  AGRAVO  INTERNO.  MANDADO  DE  SEGURANÇA. \n", "ADMINISTRATIVO.  SERVIDOR  PÚBLICO.  APOSENTADORIA. \n", "INCORPORAÇÃO  DE  QUINTOS  APÓS  A  LEI  9.624/1998. \n", "ILEGALIDADE.  PRECEDENTE  FIRMADO  NO  JULGAMENTO  DO \n", "PARADIGMA DE  REPERCUSSÃO  GERAL.  APLICAÇÃO  IMEDIATA \n", "DO  ENTENDIMENTO  FIRMADO  AOS  CASOS  IDÊNTICOS, \n", "INDEPENDENTEMENTE  DO  TRÂNSITO  EM  JULGADO  DO \n", "PARADIGMA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.\n", "I  –  É  ilegal  a  incorporação  aos  proventos  de  aposentadoria  de \n", "parcelas de quintos amparadas em funções comissionadas exercidas após \n", "a  vigência  da  Lei  9.624/1998,  ainda  que  tal  vantagem  tenha  sido \n", "assegurada em razão de decisão judicial com trânsito em julgado.\n", "II  –  O  julgamento  do  paradigma de  repercussão  geral  autoriza  a \n", "aplicação imediata do entendimento firmado às causas que versem sobre \n", "o  mesmo  tema,  independentemente  do  trânsito  em  julgado  do \n", "paradigma.\n", "III – Agravo regimental a que se nega provimento.\n", "A C Ó R D Ã O \n", "Acordam  os  Ministros  do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  sessão \n", "virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por \n", "maioria, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14720337.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 24\n", "Ementa e Acórdão\n", "MS 35446 AGR / DF \n", "Relator, vencido o Ministro Celso de Mello, que lhe dava provimento.\n", "Brasília, 13 de abril de 2018.\n", "RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14720337.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 24\n", "Relatório\n", "13/04/2018 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.446 DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\n", "AGTE.(S) :CLAUDIO JOSE RAMOS \n", "ADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO \n", "PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O  Senhor  Ministro  Ricardo  Lewandowski  (Relator):  Trata-se  de \n", "agravo interno contra decisão em que deneguei a ordem neste mandado \n", "de segurança, com pedido de liminar, impetrado por Claudio José Ramos \n", "contra  ato  do  Tribunal  de  Contas  da  União  que  considerou  ilegal  a \n", "incorporação, nos proventos de aposentadoria do impetrante, de parcela \n", "de quintos/décimos transformada em Vantagem Pessoal Nominalmente \n", "Identificada – VPNI pelo art. 62-A da Lei 8.112/1990.\n", "A referida vantagem foi garantida por decisão judicial transitada em \n", "julgado.\n", "O  impetrante  sustentou,  em  suma,  que  essa  incorporação  não \n", "poderia ser revista em razão de julgado posterior desta Suprema Corte \n", "que reconheceu a inconstitucionalidade de tal incorporação.\n", "Pugnou, então, pela concessão da ordem para anular o acórdão da \n", "Corte de Contas.\n", "O  TCU,  ao  examinar  o  ato  de  aposentadoria  do  impetrante \n", "considerou ilegal a incorporação de parcelas de quintos amparadas em \n", "funções comissionadas exercidas pelo impetrante após a vigência da Lei \n", "9.624/1998. \n", "Afirmei  que  esse  entendimento  estava  em  consonância  com  a \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14720338.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 24\n", "Relatório\n", "MS 35446 AGR / DF \n", "jurisprudência  desta  Corte  firmada  no  RE 638.115/CE,  de  relatoria  do \n", "Ministro Gilmar Mendes, cujo acórdão foi assim ementado:\n", "“Recurso  extraordinário.  2.  Administrativo.  3.  Servidor \n", "público. 4. Incorporação de quintos decorrente do exercício de \n", "funções comissionadas no período compreendido entre a edição \n", "da Lei 9.624/1998 e a MP 2.225-48/2001. 5. Impossibilidade. 6. \n", "Recurso extraordinário provido”.\n", "Além  disso,  destaquei  que  o  fato  de  tal  vantagem  ter  sido \n", "assegurada em razão de decisão judicial com trânsito em julgado também \n", "foi objeto de exame por esta Suprema Corte, conforme destacou o relator, \n", "ao apreciar os embargos de declaração no RE  638.115/CE:\n", "“Quanto  ao  mérito,  o  Plenário,  por  maioria,  deu \n", "provimento ao  recurso  extraordinário,  fixando a  tese  de  que \n", "ofende  o  princípio  da  legalidade  a  decisão  que  concede  a \n", "incorporação de quintos pelo exercício de função comissionada \n", "no  período  entre  8.4.1998  até  4.9.2001,  ante  a  carência  de \n", "fundamento legal. \n", "Na  ocasião,  modularam-se  os  efeitos  da  decisão  para \n", "‘obstar a repetição de indébito em relação aos servidores que \n", "receberam de boa-fé os quintos pagos até a data do presente \n", "julgamento,  cessada  a  ultra-atividade  das  incorporações  em \n", "qualquer hipótese’. \n", "Assim  verifica-se  que  esta  Corte  entendeu  que,  em \n", "qualquer hipótese, deve ser cessado o pagamento dos quintos \n", "pelo exercício de função comissionada no período entre 8.4.1998 \n", "até  4.9.2001,  seja  decorrente  de  decisão  administrativa  ou \n", "judicial transitada em julgado. \n", "Acrescente-se que, no que se refere às decisões judiciais \n", "transitadas em julgado que conferiram aos servidores o direito \n", "à  incorporação  dos  quintos  no  período  entre  8.4.1998  até \n", "4.9.2001, deve-se levar em consideração a tese firmada pelo STF \n", "no  julgamento  do  RE-RG  730.462,  Rel.  Min.  Teori  Zavascki \n", "(tema 733), DJe 9.9.2015, nos seguintes termos: \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14720338.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 24\n", "Relatório\n", "MS 35446 AGR / DF \n", "‘A decisão do Supremo Tribunal Federal declarando a \n", "constitucionalidade ou a inconstitucionalidade de preceito \n", "normativo não produz a automática reforma ou rescisão \n", "das  sentenças  anteriores  que  tenham  adotado \n", "entendimento  diferente;  para  que  tal  ocorra,  será \n", "indispensável a interposição do recurso próprio ou, se for \n", "o  caso,  a  propositura  da  ação  rescisória  própria,  nos \n", "termos  do  art.  485,  V,  do  CPC,  observado  o  respectivo \n", "prazo  decadencial  (CPC,  art.  495).  Ressalva-se  desse \n", "entendimento,  quanto  à  indispensabilidade  da  ação \n", "rescisória,  a  questão relacionada à  execução  de  efeitos \n", "futuros  da  sentença  proferida  em  caso  concreto  sobre \n", "relações jurídicas de trato continuado’.\n", "Na ocasião, o relator, Min. Teori Zavascki, consignou que a \n", "declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade de \n", "determinado  preceito  normativo  pelo  STF  acarreta  duas \n", "consequências  distintas,  que  ele  denominou  de  eficácia \n", "normativa e eficácia executiva da decisão. \n", "Por  eficácia  normativa  entende-se  a  consequência  de \n", "manter-se ou excluir-se o preceito normativo questionado do \n", "ordenamento jurídico. \n", "Por sua vez, a eficácia executiva da decisão do STF refere-\n", "se ao efeito vinculante, consistente em atribuir uma qualificada \n", "força impositiva e obrigatória em relação a supervenientes atos \n", "administrativos  ou  judiciais.  No  tocante,  às  sentenças  já \n", "transitadas  em  julgado  à  época  da  decisão  do  STF  sobre  a \n", "constitucionalidade ou inconstitucionalidade da norma na qual \n", "se embasou, ficou consignada a necessidade de interposição de \n", "ação rescisória. \n", "Daí  depreende-se  que  a  declaração  de \n", "inconstitucionalidade  ou  constitucionalidade  de  determinado \n", "preceito normativo pelo STF não enseja a automática reforma \n", "ou rescisão das decisões anteriores já transitadas em julgado, \n", "sendo necessária, para tanto, a interposição da ação rescisória. \n", "Entretanto,  ressalvou-se  de  tal  necessidade  a  questão \n", "relacionada à execução de efeitos futuros da sentença proferida \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14720338.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 24\n", "Relatório\n", "MS 35446 AGR / DF \n", "em caso concreto sobre relações jurídicas de trato continuado. A \n", "esse propósito,  cito  trecho do voto proferido pelo Min.  Teori \n", "Zavascki: \n", "[…]\n", "Nesses  termos,  tendo  em  vista  que  o  pagamento  dos \n", "quintos incorporados no período entre 8.4.1998 até 4.9.2001 foi \n", "declarado  inconstitucional  e  refere-se  a  relação  jurídica  de \n", "trato  continuado,  há  que  se  reconhecer  a  necessidade  de \n", "cessação imediata do pagamento da mencionada verba, sem \n", "que isso  caracterize afronta à  coisa  julgada e  sem que seja \n", "necessário o ajuizamento de ação rescisória” (grifei). \n", "Registrei, dessa forma, que, nas relações de trato continuado, como é \n", "o caso do recebimento dos proventos do impetrante, deve ser cessado o \n", "pagamento  da  verba  considerada  inconstitucional,  sem  ofensa  à  coisa \n", "julgada.\n", "Por todas essas razões, nos termos dos arts. 205, caput, e 21, § 1°, do \n", "Regimento Interno do STF deneguei a ordem.\n", "Neste agravo o impetrante pondera que ainda pendem de apreciação \n", "outros embargos de declaração opostos contra o acórdão do RE 638.115-\n", "ED/CE.\n", "Nesse sentido,  afirma que esses segundos embargos no citado RE \n", "foram aviados, pois o acórdão ali firmado teria aplicado \n", "“[...]  inadequadamente  o  precedente  firmado no RE em \n", "repercussão geral 730.462, r. Ministro Teori Zavascki, para, ao \n", "contrário da tese nele fixada, permitir que o pronunciamento \n", "vinculante  do  STF  retire  dos  servidores  incorporações  de \n", "parcelas  de  quintos  ocorridas  por  força  de  decisão  judicial \n", "transitada  em  julgado  ou  por  decisões  administrativas \n", "imunizadas  pela  decadência”  (pág.  4   da  petição  de  agravo \n", "interno).\n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14720338.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 24\n", "Relatório\n", "MS 35446 AGR / DF \n", "Sustenta, ademais, que\n", "“[...]\n", "A questão dos  efeitos futuros  da sentença proferida em \n", "caso  concreto  sobre  relações  jurídicas  de  trato  continuado \n", "surgiu em  obiter dictum no julgamento do RE 730.462 e não se \n", "aplica ao caso de incorporação de quintos. Consta desse outro \n", "precedente  em  regime  de  repercussão  geral  a  seguinte \n", "observação lateral e exatamente para dizer que no RE 730.462 \n", "não se trataria dessa questão [...]” (pág. 4  da petição de agravo \n", "interno).\n", "Acrescenta, ainda, que \n", "“[...] \n", "Os  efeitos  da  sentença  sobre  relação  jurídica  de  trato \n", "continuado  foram  apreciados  em  outro  precedente  em \n", "repercussão geral pelo Supremo Tribunal Federal: o RE 596.663, \n", "r. Ministro Teori Zavascki. E lá não se tratou dos efeitos da coisa \n", "julgada diante da decisão vinculante superveniente do STF. Foi \n", "apreciada e decidida a questão referente à eficácia temporal da \n", "sentença [...]”(págs. 4-5  da petição de agravo interno).\n", "Pede, então, a reconsideração da decisão recorrida ou que o recurso \n", "seja submetido a julgamento colegiado.\n", "É o relatório.\n", "5 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14720338.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 24\n", "Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\n", "13/04/2018 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.446 DISTRITO FEDERAL\n", "V O T O\n", "O  Senhor  Ministro  Ricardo  Lewandowski  (Relator):  Bem \n", "reexaminada a questão,  verifica-se que a decisão recorrida não merece \n", "reforma, visto que o agravante não aduz argumentos capazes de afastar \n", "as razões nela expendidas. \n", "O fato de ainda estar pendente de julgamento os segundos embargos \n", "de declaração no RE  638.115-ED/CE não é óbice para que se aplique o \n", "entendimento  firmado  na  repercussão  geral,  conforme  já  decidiu  esta \n", "Corte,  por  exemplo,  no  RE  1.065.205-AgR/RS,  cujo  acórdão  foi  assim \n", "ementado:\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO DE TEMPO DE SERVIÇO \n", "COMUM EM ESPECIAL. TRABALHO PRESTADO ANTES DA \n", "LEI  9.032/1995.  INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO  GERAL: \n", "TEMA  943.  JULGAMENTO  DO  PARADIGMA  DE \n", "REPERCUSSÃO  GERAL.  APLICAÇÃO  IMEDIATA  DO \n", "ENTENDIMENTO  FIRMADO  AOS  CASOS  IDÊNTICOS, \n", "INDEPENDENTEMENTE DO TRÂNSITO EM JULGADO DO \n", "PARADIGMA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.\n", "I  –  Os  Ministros  do  Supremo  Tribunal  Federal,  ao \n", "julgarem  o  RE  1.029.723/PR  (Tema  943),  rejeitaram  a \n", "repercussão geral da controvérsia referente à possibilidade de \n", "conversão do tempo de serviço comum para especial, mediante \n", "a aplicação do fator 0,71 de conversão, nas hipóteses em que o \n", "labor foi prestado em período anterior à Lei 9.032/1995, para \n", "fins de concessão de aposentadoria especial com data de início \n", "posterior a esse diploma normativo, por estar a matéria restrita \n", "ao âmbito infraconstitucional.\n", "II  –  O julgamento  do  paradigma de  repercussão  geral \n", "autoriza  a  aplicação  imediata  do  entendimento  firmado  às \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14720339.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 24\n", "Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\n", "MS 35446 AGR / DF \n", "causas que versem sobre o mesmo tema, independentemente \n", "do trânsito em julgado do paradigma.\n", "III – Agravo regimental a que se nega provimento” (grifei).\n", "Dessa forma, a decisão agravada deve ser mantida por seus próprios \n", "fundamentos.\n", "Isso posto, nego provimento ao agravo.\n", "É como voto.\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14720339.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 24\n", "Voto Vogal\n", "13/04/2018 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.446 DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\n", "AGTE.(S) :CLAUDIO JOSE RAMOS \n", "ADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO \n", "PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO \n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Trata-se de recurso \n", "de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que concedeu, em \n", "parte, o mandado de segurança impetrado pelos ora agravantes.\n", "Cuida-se de mandado de segurança impetrado com  o  objetivo  de \n", "questionar a validade jurídica de  deliberação  que,  emanada do \n", "E.  Tribunal  de  Contas  da  União,  ao  apreciar a  legalidade  do  ato  de \n", "concessão inicial de aposentadoria aos ora recorrentes,  veio a recusar-lhes  \n", "o concernente registro.\n", "Alega-se,  em síntese,  que  o  E.  Tribunal  de  Contas  da  União  teria \n", "desrespeitado a autoridade de decisão judicial  transitada em julgado que \n", "reconheceu aos  autores deste “writ”,  ora  recorrentes,  o direito à \n", "incorporação,   à sua remuneração,  da vantagem pecuniária denominada \n", "“quintos/décimos”.\n", "É certo que o Plenário do  Supremo  Tribunal  Federal,  após \n", "reconhecer a existência de repercussão geral da controvérsia ora versada \n", "nesta  causa,  julgou o mérito do RE 638.115/CE,  Rel.  Min.  GILMAR \n", "MENDES,  nele proferindo decisão  cujo  acórdão  possui  a  seguinte \n", "ementa:\n", "“Recurso  extraordinário.  2.  Administrativo.  3.  Servidor  \n", "público.  4.  Incorporação de quintos decorrente do exercício de  \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 24\n", "Voto Vogal\n", "MS 35446 AGR / DF \n", "funções comissionadas no período compreendido entre a edição  \n", "da  Lei  9.624/1998  e a  MP  2.225-48/2001.  5.  Impossibilidade.  \n", "6. Recurso extraordinário provido.” (grifei)\n", "Cabe registrar que essa decisão plenária veio a ser confirmada por \n", "esta Suprema Corte  em julgamento (ocorrido em 30/06/2017)  que restou \n", "consubstanciado em acórdão assim ementado:\n", "“Embargos de declaração no recurso extraordinário.  \n", "2.  Repercussão Geral.  3.  Direito  Administrativo.  4.  Servidor  \n", "público.  5.  Incorporação de quintos decorrente  do  exercício  de  \n", "funções comissionadas no período compreendido entre a edição da  \n", "Lei  9.624/1998  e a  MP  2.225-48/2001.  Impossibilidade.  \n", "6.  Cessada a ultratividade das incorporações em qualquer \n", "hipótese,  seja decorrente  de  decisões  administrativas  ou de  \n", "decisões  judiciais  transitadas  em  julgado.  RE-RG  730.462,  \n", "Rel.  Min.  Teori  Zavascki.  7.  Ausência de  omissão,  contradição  ou \n", "obscuridade. 8. Embargos rejeitados.”\n", "(RE 638.115-ED-quintos/CE, Rel. Min. GILMAR MENDES, \n", "Pleno – grifei)\n", "Observo,  no entanto,  que diversas entidades de classe representativas \n", "dos interesses dos servidores públicos civis (a  Associação  Nacional  dos \n", "Servidores  da  Justiça  do  Trabalho  –  ANAJUSTRA,  a  Associação  dos \n", "Servidores do Tribunal Superior Eleitoral –  ASSERTSE, o Sindicato dos \n", "Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no \n", "Distrito  Federal  –  SINDJUS/DF,  o  Sindicato  dos  Servidores  do  Poder \n", "Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União – SINDILEGIS, a \n", "Associação  dos  Servidores  da  Fundação  Coordenação  de \n", "Aperfeiçoamento de Ensino Superior – ASCAPES, a Federação Nacional \n", "dos  Trabalhadores  do  Judiciário  Federal  e  do  Ministério  Público  – \n", "FENAJUFE,  a  Confederação  dos  Trabalhadores  no  Serviço  Público \n", "Federal  –  CONDSEF,  o  Sindicato Nacional  dos Servidores Federais  da \n", "Educação Básica, Profissional e Tecnológica – SINASEFE, o Sindicato dos \n", "Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Santa Catarina – \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 24\n", "Voto Vogal\n", "MS 35446 AGR / DF \n", "SINTRAJUSC,  o  Sindicato  Nacional  dos  Servidores  do  Ministério \n", "Público  da  União  e  do  Conselho  Nacional  do  Ministério  Público  – \n", "SINASEMPU e a  Associação  dos  Servidores  do  Ministério  Público \n", "Federal – ASMPF) opuseram a mencionado acórdão, proferido nos autos do \n", "RE 638.115-ED-quintos/CE,  novos embargos de declaração,  inclusive com \n", "pedido  de  concessão  de  “efeitos  modificativos”,  ainda pendentes de \n", "apreciação pelo  Plenário  desta  Suprema Corte,  valendo observar,  por \n", "relevante,  que se mostra processualmente viável,  ao  menos em  tese,  no \n", "âmbito de referida impugnação recursal,  a reforma da decisão recorrida \n", "pelo órgão competente.\n", "Presente esse contexto,  e ao menos enquanto não analisados os recursos \n", "interpostos nos autos do R  E   638.115/CE, torna-se importante reafirmar o alto \n", "significado de  que  se  reveste,  em  nosso  sistema  jurídico,  o instituto da \n", "“res judicata”, que constitui atributo específico da jurisdição e que se projeta  \n", "na dupla qualidade  que tipifica os efeitos emergentes do ato sentencial:  a  \n", "imutabilidade, de um lado, e a coercibilidade, de outro.\n", "A proteção constitucional dispensada à coisa julgada em sentido material \n", "revela-se tão intensa que impede sejam alterados os atributos que lhe são \n", "inerentes, a significar, como já salientado, que nenhum ato estatal posterior \n", "poderá, validamente, afetar-lhe a integridade.\n", "Esses atributos  que caracterizam a coisa julgada em sentido material, \n", "notadamente a  imutabilidade  dos  efeitos  inerentes  ao  comando \n", "sentencial,  recebem,  diretamente,  da própria Constituição  especial \n", "proteção destinada a preservar a inalterabilidade dos pronunciamentos \n", "emanados dos Juízes e Tribunais, criando, desse modo, situação de certeza,  \n", "de estabilidade e de segurança para as relações jurídicas.\n", "É por essa razão que HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de \n", "Direito Processual Civil”, vol. I/1.130, item n. 802, 58ª ed., 2017, Forense), \n", "discorrendo sobre  o  fundamento  da  autoridade  da  coisa  julgada, \n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 24\n", "Voto Vogal\n", "MS 35446 AGR / DF \n", "esclarece que o legislador, ao instituir a “res judicata”, objetivou atender, \n", "tão somente, “uma exigência de ordem prática (...), de não mais permitir que se  \n", "volte  a  discutir  acerca  das  questões  já  soberanamente  decididas  pelo  Poder  \n", "Judiciário”, expressando, desse modo, a verdadeira razão de ser do instituto \n", "em questão: preocupação em garantir a segurança nas relações jurídicas e \n", "em preservar a paz no convívio social.\n", "Mostra-se tão intensa a intangibilidade da coisa julgada, considerada \n", "a  própria  disciplina  constitucional  que  a  rege,  que nem mesmo lei \n", "posterior  –  que  haja  alterado (ou,  até  mesmo,  revogado)  prescrições \n", "normativas que tenham sido aplicadas, jurisdicionalmente, na resolução \n", "do litígio –  tem o poder de afetar ou de desconstituir a autoridade da coisa \n", "julgada.\n", "Daí o preciso magistério de  JOSÉ  FREDERICO  MARQUES \n", "(“Manual  de  Direito  Processual  Civil”,  vol.  III/329,  item  n.  687, \n", "2ª ed./2ª tir., 2000, Millennium Editora) em torno das relações entre a coisa \n", "julgada e a Constituição:\n", "“A coisa julgada cria,  para  a  segurança  dos  direitos  \n", "subjetivos, situação de imutabilidade que nem mesmo a lei pode \n", "destruir ou vulnerar – é o que se infere do art. 5º, XXXVI, da Lei  \n", "Maior.  E sob esse aspecto é que se pode qualificar a ‘res iudicata’  \n", "como garantia constitucional de tutela a direito individual.\n", "Por outro lado, essa garantia,  outorgada na Constituição,  \n", "dá  mais  ênfase  e realce  àquela  da  tutela  jurisdicional,  \n", "constitucionalmente consagrada,  no  art.  5º,  XXXV,  para  a  \n", "defesa de  direito  atingido por  ato  lesivo,  visto  que  a  torna  \n", "intangível até  mesmo  em  face  de  ‘lex  posterius’,  depois que  o  \n", "Judiciário  exaure o  exercício  da  referida  tutela,  decidindo  e  \n", "compondo a lide.” (grifei)\n", "Não custa enfatizar, bem por isso, na perspectiva da eficácia preclusiva \n", "da “res judicata”, que, mesmo em sede de execução, não mais se justifica a \n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 24\n", "Voto Vogal\n", "MS 35446 AGR / DF \n", "renovação do  litígio  que  foi  objeto  de  resolução  no  processo  de \n", "conhecimento,  especialmente quando a  decisão  que  apreciou  a \n", "controvérsia  apresenta-se revestida da  autoridade  da  coisa  julgada, \n", "hipótese em que, nos termos  do art. 508 do CPC/2015, “Transitada em \n", "julgado a decisão de mérito,  considerar-se-ão deduzidas e repelidas todas as  \n", "alegações e as defesas que a parte poderia opor tanto ao acolhimento quanto à  \n", "rejeição do pedido” (grifei).\n", "Cabe ter presente,  neste ponto,  a advertência da doutrina (NELSON \n", "NERY JUNIOR/ROSA MARIA DE ANDRADE  NERY,  “Comentários  ao \n", "Código de Processo Civil”, p. 1.242, item n. 2, 2015, RT), cujo magistério – \n", "em  lição  plenamente aplicável  ao  caso  ora  em  exame  –  assim  \n", "analisa o princípio do “tantum judicatum quantum disputatum vel disputari  \n", "debebat”:\n", "“Transitada em julgado a decisão ou sentença de mérito, as partes  \n", "ficam impossibilitadas de alegar qualquer outra questão relacionada com \n", "a lide, sobre a qual pesa a autoridade da coisa julgada. O texto normativo  \n", "reputa repelidas todas as alegações que as partes  poderiam ter feito na  \n", "petição inicial  e contestação a respeito da lide  e não o fizeram (alegações  \n", "deduzidas  e  dedutíveis  …).  Isto  quer  significar  que não se admite a  \n", "propositura de nova demanda para rediscutir a lide, com base em novas  \n", "alegações.  A este  fenômeno,  dá-se  o  nome de  eficácia  preclusiva  da coisa  \n", "julgada.” (grifei)\n", "Esse entendimento – que sustenta a extensão da autoridade da coisa \n", "julgada  em  sentido  material  tanto ao  que  foi  efetivamente arguido \n", "quanto ao que poderia ter sido alegado, mas não o foi,  desde que,  porém, \n", "tais alegações e defesas contenham-se no objeto do processo –  também \n", "encontra apoio no magistério doutrinário  de outros eminentes autores, \n", "tais como HUMBERTO  THEODORO  JÚNIOR  (“Curso  de  Direito \n", "Processual  Civil”,  vol.  I/550-553,  itens  ns.  516/516-a,  51ª  ed.,  2010, \n", "Forense),  VICENTE  GRECO  FILHO  (“Direito  Processual  Civil \n", "Brasileiro”,  vol.  2/267,  item  n.  57.2,  11ª  ed.,  1996,  Saraiva),  MOACYR \n", "5 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 24\n", "Voto Vogal\n", "MS 35446 AGR / DF \n", "AMARAL SANTOS  (“Primeiras  Linhas  de  Direito  Processual  Civil”, \n", "vol. 3/56, item n. 754, 21ª ed., 2003, Saraiva), EGAS MONIZ DE ARAGÃO \n", "(“Sentença e Coisa Julgada”, p. 324/328, itens ns. 224/227, 1992, Aide)  e \n", "JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual  de  Direito  Processual  Civil”, \n", "vol. III/332, item n. 689, 2ª ed., 2000, Millennium Editora), que, em análise \n", "do Código de Processo Civil sob cuja égide transitou em julgado a decisão \n", "que beneficiou os  impetrantes,  ora  agravantes,  examinaram norma legal \n", "idêntica (CPC/73, art. 474) à que ora se acha reproduzida no art. 508 do \n", "vigente estatuto processual civil.\n", "Lapidar,  sob tal aspecto, a  autorizadíssima lição de ENRICO TULLIO \n", "LIEBMAN (“Eficácia e Autoridade da Sentença”, p. 52/53, item n. 16, nota de \n", "rodapé,  tradução de Alfredo Buzaid/Benvindo Aires, 1945, Forense),  que, \n", "ao referir-se ao tema dos limites objetivos da coisa julgada, acentua que \n", "esta  abrange “tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam  \n", "ser”:\n", "“(…)  se uma questão  pudesse ser discutida no processo,  mas \n", "de fato não o foi, também a ela se estende, não obstante, a coisa \n", "julgada, no sentido de que aquela questão não poderia ser utilizada  \n", "para negar ou contestar o resultado a que se chegou naquele processo.  \n", "Por exemplo, o réu não opôs uma série de deduções defensivas que  \n", "teria podido opor, e foi condenado. Não poderá ele valer-se daquelas  \n", "deduções  para  contestar a  coisa  julgada.  A finalidade  prática  do  \n", "instituto  exige que  a  coisa  julgada  permaneça  firme,  embora a  \n", "discussão  das  questões  relevantes  tenha  sido  eventualmente \n", "incompleta;  absorve ela,  desse  modo,  necessariamente,  tanto as  \n", "questões  que foram discutidas  como as que o poderiam ser.” \n", "(grifei)\n", "A necessária observância da  autoridade  da  coisa  julgada representa \n", "expressivo consectário da ordem constitucional,  que consagra,  entre os \n", "vários princípios dela resultantes, aquele concernente à segurança jurídica.\n", "6 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 24\n", "Voto Vogal\n", "MS 35446 AGR / DF \n", "É por essa razão que o Supremo Tribunal Federal,  por mais de uma \n", "vez,  já fez consignar advertência que põe em destaque a essencialidade \n", "do postulado da segurança jurídica e a consequente imprescindibilidade de \n", "amparo  e tutela das relações jurídicas definidas por decisão  transitada \n", "em julgado:\n", "“O CUMPRIMENTO DAS DECISÕES JUDICIAIS \n", "IRRECORRÍVEIS IMPÕE-SE AO PODER PÚBLICO COMO \n", "OBRIGAÇÃO CONSTITUCIONAL INDERROGÁVEL\n", "A exigência de respeito incondicional às decisões judiciais  \n", "transitadas em  julgado  traduz imposição constitucional \n", "justificada pelo  princípio  da separação de  poderes  e fundada nos  \n", "postulados  que  informam,  em  nosso  sistema  jurídico,  a  própria  \n", "concepção de Estado Democrático de Direito.\n", "O dever de cumprir as  decisões  emanadas do  Poder  \n", "Judiciário, notadamente nos casos em que a condenação judicial tem  \n", "por  destinatário  o  próprio Poder  Público,  muito mais do  que  \n", "simples  incumbência  de  ordem  processual,  representa uma \n", "incontornável obrigação institucional a que não se pode subtrair o  \n", "aparelho  de  Estado,  sob pena de  grave  comprometimento  dos  \n", "princípios consagrados no texto da Constituição da República.\n", "A desobediência a ordem ou a decisão judicial  pode gerar, em \n", "nosso  sistema  jurídico,  gravíssimas conseqüências,  quer no  plano  \n", "penal,  quer no  âmbito  político-administrativo  (possibilidade  de  \n", "‘impeachment’),  quer, ainda, na esfera institucional (decretabilidade de  \n", "intervenção federal nos Estados-membros ou em Municípios situados \n", "em Território Federal, ou de intervenção estadual nos Municípios).”\n", "(RTJ 167/6-7, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno)\n", "O que se revela incontroverso,  nesse contexto,  é que a exigência de \n", "segurança jurídica,  enquanto expressão do Estado Democrático de Direito, \n", "mostra-se impregnada de  elevado  conteúdo  ético,  social e jurídico, \n", "projetando-se sobre  as  relações  jurídicas,  mesmo as  de  direito  público \n", "(RTJ 191/922, Red. p/ o acórdão Min. GILMAR MENDES, v.g.), em ordem \n", "7 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 24\n", "Voto Vogal\n", "MS 35446 AGR / DF \n", "a viabilizar a incidência desse  mesmo princípio sobre comportamentos \n", "de qualquer dos Poderes  ou órgãos do Estado,  para que se preservem, \n", "desse modo,  situações consolidadas e protegidas pelo fenômeno da “res  \n", "judicata”.\n", "Importante referir,  no ponto,  em face de sua extrema pertinência,  a \n", "aguda observação de  J.  J.  GOMES  CANOTILHO  (“Direito \n", "Constitucional e Teoria da Constituição”, p. 250, 1998, Almedina):\n", "“Estes  dois princípios –  segurança jurídica e protecção da \n", "confiança –  andam  estreitamente associados  a ponto de  alguns  \n", "autores  considerarem  o princípio da  protecção  de  confiança  como \n", "um subprincípio ou como uma dimensão específica da segurança  \n", "jurídica.  Em geral,  considera-se  que a segurança jurídica está  \n", "conexionada com elementos objectivos da ordem jurídica –  garantia \n", "de  estabilidade  jurídica,  segurança de  orientação  e realização do  \n", "direito – enquanto a protecção da confiança se prende mais com as  \n", "componentes  subjectivas  da  segurança,  designadamente a  \n", "calculabilidade  e previsibilidade  dos  indivíduos  em relação aos \n", "efeitos jurídicos dos actos dos poderes públicos.  A segurança e a \n", "protecção da confiança exigem, no fundo: (1) fiabilidade, clareza,  \n", "racionalidade e transparência dos actos do poder; (2)  de forma que \n", "em relação  a  eles  o  cidadão  veja garantida a  segurança nas  suas  \n", "disposições pessoais e nos efeitos jurídicos dos seus próprios actos.  \n", "Deduz-se já que os postulados da segurança jurídica  e da protecção  \n", "da confiança  são exigíveis perante  ‘qualquer acto’ de ‘qualquer \n", "poder’ – legislativo, executivo e judicial.” (grifei)\n", "Nem se diga,  ainda,  para legitimar a  deliberação  emanada  do \n", "E.  Tribunal  de  Contas  da  União,  que  este  poderia invocar  a tese da \n", "“relativização”  da  autoridade  da  coisa  julgada,  em especial da \n", "(impropriamente)  denominada “coisa julgada inconstitucional”,  como \n", "sustentam alguns  autores  (JOSÉ  AUGUSTO  DELGADO,  “Pontos \n", "Polêmicos das Ações de Indenização de Áreas Naturais  Protegidas – \n", "Efeitos da coisa julgada e os princípios constitucionais”, “in” Revista de \n", "8 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 24\n", "Voto Vogal\n", "MS 35446 AGR / DF \n", "Processo  nº 103/9-36; CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO, “Relativizar a \n", "Coisa Julgada Material”, “in” Revista de Processo nº 109/9-38; HUMBERTO \n", "THEODORO JÚNIOR, “A Reforma do Processo de Execução e o Problema \n", "da Coisa Julgada Inconstitucional  (Código de Processo Civil, artigo 741, \n", "Parágrafo Único)”,  “in”  Revista  dos Tribunais,  vol.  841/56-76,  ano 94; \n", "TERESA  ARRUDA  ALVIM  WAMBIER  e JOSÉ  MIGUEL  GARCIA \n", "MEDINA, “O Dogma da Coisa Julgada – Hipóteses de  Relativização”, \n", "2003, RT, v.g.).\n", "Tenho para mim,  desse  modo,  que  o  procedimento  adotado  pelo \n", "E.  Tribunal de Contas da União,  se admitido,  antagonizar-se-ia com a \n", "proteção  jurídica  que a ordem constitucional dispensa,  em caráter \n", "tutelar, à “res judicata”.\n", "Na  realidade,  a desconsideração da  “auctoritas  rei  judicatae” \n", "implicaria grave  enfraquecimento  de  uma  importantíssima garantia \n", "constitucional  que surgiu,  de  modo  expresso,  em nosso ordenamento \n", "positivo, com a Constituição de 1934.\n", "A pretendida  “relativização”  da  coisa  julgada  –  tese que  tenho \n", "repudiado  em  diversos julgamentos  (monocráticos)  proferidos no \n", "Supremo  Tribunal  Federal  (RE 554.111/RS  –  RE 594.350/RS  – \n", "RE 594.892/RS  –  RE 594.929/RS  –  RE 595.565/RS,  v.g.)  –  provocaria \n", "consequências altamente lesivas à estabilidade das relações intersubjetivas, \n", "à exigência de certeza e de segurança jurídicas e à preservação do equilíbrio \n", "social,  valendo destacar,  em  face  da  absoluta  pertinência  de  suas \n", "observações,  a advertência de ARAKEN DE ASSIS (“Eficácia da Coisa \n", "Julgada Inconstitucional”, “in” Revista Jurídica nº 301/7-29, 12-13):\n", "“Aberta a  janela,  sob o pretexto de  observar  equivalentes  \n", "princípios da Carta Política, comprometidos pela indiscutibilidade do  \n", "provimento  judicial,  não se revela difícil prever que todas  as  \n", "portas se  escancararão às  iniciativas  do  vencido.  O vírus do  \n", "relativismo  contaminará,  fatalmente,  todo o  sistema  judiciário.  \n", "9 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 24\n", "Voto Vogal\n", "MS 35446 AGR / DF \n", "Nenhum veto, ‘a priori’, barrará o vencido de desafiar e afrontar o  \n", "resultado precedente  de qualquer processo,  invocando hipotética \n", "ofensa  deste  ou daquele  valor  da  Constituição.  A  simples  \n", "possibilidade de  êxito  do  intento  revisionista,  sem as  peias  da  \n", "rescisória,  multiplicará os  litígios,  nos  quais  o  órgão  judiciário  \n", "de  1º  grau  decidirá,  preliminarmente,  se obedece,  ou não,  ao \n", "pronunciamento  transitado em julgado do  seu Tribunal  e até,  \n", "conforme  o  caso,  do  Supremo  Tribunal  Federal.  Tudo naturalmente  \n", "justificado pelo  respeito  obsequioso  à  Constituição  e baseado na  \n", "volúvel livre convicção do magistrado inferior.\n", "Por tal  motivo,  mostra-se flagrante o risco de  se  perder  \n", "qualquer noção de segurança e de hierarquia judiciária. Ademais, os \n", "litígios  jamais acabarão,  renovando-se,  a  todo  instante,  sob o \n", "pretexto de  ofensa a  este  ou àquele  princípio  constitucional.  Para \n", "combater semelhante desserviço à Nação,  urge a intervenção do  \n", "legislador, com o fito de estabelecer, previamente, as situações em  \n", "que  a  eficácia  de  coisa  julgada  não  opera na  desejável  e natural  \n", "extensão e o remédio adequado para retratá-la (…). Este é o caminho  \n", "promissor para banir a insegurança do vencedor, a afoiteza ou falta  \n", "de  escrúpulos  do  vencido  e  o  arbítrio  e  os  casuísmos  judiciais.” \n", "(grifei)\n", "Esse  mesmo entendimento –  que rejeita a “relativização” da  coisa \n", "julgada em sentido material – foi exposto, em lapidar abordagem do tema, por \n", "NELSON  NERY  JUNIOR  e ROSA  MARIA  DE  ANDRADE  NERY \n", "(“Comentários ao Código de Processo Civil”, p. 1.281, item n. 30, e p. 1.202, \n", "item n. 32, 2015, RT):\n", "“30.  Coisa julgada material e Estado Democrático de \n", "Direito. A doutrina mundial reconhece o instituto da coisa julgada  \n", "material  como ‘elemento de existência’ do Estado Democrático de  \n", "Direito (…). A ‘supremacia da Constituição’ está na própria coisa  \n", "julgada, enquanto manifestação do Estado Democrático de Direito,  \n", "fundamento da  República  (CF 1.º  ‘caput’),  não sendo princípio \n", "que possa opor-se à coisa julgada  como se esta estivesse abaixo de  \n", "qualquer  outro  instituto  constitucional.  Quando se fala na \n", "10 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 24\n", "Voto Vogal\n", "MS 35446 AGR / DF \n", "intangibilidade da coisa julgada,  não se deve dar ao instituto  \n", "tratamento  jurídico  inferior,  de  mera  figura do  processo  civil,  \n", "regulada por  lei  ordinária,  mas,  ao  contrário,  impõe-se o \n", "reconhecimento da coisa julgada com a magnitude \n", "constitucional que lhe é própria, ou seja, de elemento formador do  \n", "Estado Democrático de Direito,  que não pode ser apequenado por  \n", "conta  de  algumas  situações,  velhas  conhecidas  da  doutrina  e  \n", "jurisprudência,  como é o caso da sentença injusta,  repelida como  \n", "irrelevante (…) ou da sentença proferida contra a Constituição ou a  \n", "lei,  igualmente  considerada  pela  doutrina  (…),  sendo  que,  nesta  \n", "última  hipótese,  pode  ser  desconstituída pela  ação  rescisória  \n", "(CPC 966 V). (…)  O risco político de haver sentença injusta  ou \n", "inconstitucional no caso concreto parece ser menos grave do que o  \n", "risco  político  de  instaurar-se a  insegurança  geral  com  a  \n", "relativização (‘rectius’: desconsideração) da coisa julgada.\n", ".......................................................................................................\n", "32.  Controle da constitucionalidade da sentença.  Coisa \n", "julgada inconstitucional. Os atos jurisdicionais do Poder Judiciário  \n", "ficam sujeitos ao controle de sua constitucionalidade, como todos os  \n", "atos de todos os poderes.  Para tanto,  o ‘due process of  law’ desse  \n", "controle  tem  de  ser  observado.  Há três formas para  fazer-se  o  \n", "controle  interno,  jurisdicional,  da  constitucionalidade  dos  atos  \n", "jurisdicionais do Poder Judiciário: a) por recurso ordinário; b) por  \n", "recurso extraordinário; c) por ações autônomas de impugnação.  \n", "Na primeira hipótese, tendo sido proferida decisão contra a CF, pode \n", "ser  impugnada por  recurso  ordinário  (agravo,  apelação,  recurso  \n", "ordinário  constitucional  etc.)  no  qual se  pedirá  a  anulação  ou  a  \n", "reforma da decisão inconstitucional. O segundo caso é de decisão de  \n", "única  ou última  instância  que  ofenda a  CF,  que  poderá  ser  \n", "impugnada por RE para o STF (CF 102 III ‘a’). A terceira e última \n", "oportunidade  para  controlar-se  a  constitucionalidade dos  atos  \n", "jurisdicionais do Poder Judiciário ocorre quando a decisão de mérito  \n", "já  tiver  transitado em  julgado,  situação  em  que  poderá  ser  \n", "impugnada por ação rescisória (CPC 966 V) ou revisão criminal \n", "(CPP 621).  Passado o  prazo  de  dois  anos  que  a  lei  estipula  \n", "(CPC 975) para exercer-se o direito de rescisão de decisão de mérito  \n", "11 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 24\n", "Voto Vogal\n", "MS 35446 AGR / DF \n", "transitada em julgado (CPC 966), não é mais possível fazer-se o  \n", "controle  judicial  da constitucionalidade de sentença  transitada em \n", "julgado.  No século XXI não mais se justifica prestigiar  e dar-se  \n", "aplicação a institutos como os da ‘querela nullitatis insanabilis’  e da  \n", "‘praescriptio  immemoriabili’.  Não se permite a  reabertura,  a  \n", "qualquer tempo,  da discussão de  lide  acobertada por  sentença  \n", "transitada em julgado,  ainda que sob pretexto de que a sentença  \n", "seria inconstitucional. O controle da constitucionalidade dos atos  \n", "jurisdicionais  do  Poder  Judiciário  existe,  mas deve ser feito de \n", "acordo com o devido processo legal.” (grifei)\n", "Cabe ter presente,  neste  ponto,  o que a própria jurisprudência \n", "constitucional  do  Supremo Tribunal  Federal  vinha proclamando,  já há \n", "quatro décadas,  a respeito da invulnerabilidade da  coisa  julgada  em \n", "sentido material,  enfatizando,  em tom de grave advertência, que sentenças \n", "transitadas em julgado,  ainda que inconstitucionais,  somente poderão ser \n", "invalidadas  mediante  utilização de meio instrumental adequado,  que é, \n", "no domínio processual civil, a ação rescisória.\n", "Com  efeito,  esta  Suprema  Corte,  já em 1968,  no  julgamento  do \n", "RMS 17.976/SP,  Rel.  Min.  AMARAL SANTOS  (RTJ 55/744),  proferiu \n", "decisão  na qual reconheceu a  impossibilidade  jurídico-processual  de \n", "válida  desconstituição  da  autoridade  da  coisa  julgada,  mesmo na \n", "hipótese de a sentença  transitada  em julgado  haver resolvido  o litígio \n", "com fundamento em lei declarada inconstitucional:\n", "“A suspensão da vigência da lei por inconstitucionalidade torna  \n", "sem efeito todos os atos praticados sob o império da lei inconstitucional.  \n", "Contudo, a nulidade da decisão judicial transitada em julgado só  \n", "pode ser declarada por via de ação rescisória, sendo impróprio o  \n", "mandado de segurança (…).” (grifei)\n", "Posteriormente,  em 1977, o Supremo Tribunal Federal,  reafirmando \n", "essa  corretíssima  orientação  jurisprudencial,  fez consignar a \n", "inadmissibilidade de  embargos  à  execução  naqueles  casos  em que  a \n", "12 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 24\n", "Voto Vogal\n", "MS 35446 AGR / DF \n", "sentença  passada em  julgado  apoiou-se,  para  compor  a  lide,  em lei \n", "posteriormente declarada inconstitucional por esta Corte Suprema:\n", "“Recurso  Extraordinário.  Embargos à execução de  sentença  \n", "porque baseada, a decisão trânsita em julgado, em lei posteriormente  \n", "declarada inconstitucional. A declaração da nulidade da sentença  \n", "somente é possível via da ação rescisória. Precedentes do Supremo  \n", "Tribunal Federal. (…).”\n", "(RE 86.056/SP, Rel. Min. RODRIGUES ALCKMIN – grifei)\n", "Vê-se,  a partir das considerações que venho de expor,  que não se revela  \n", "processualmente  ortodoxo nem juridicamente  adequado,  muito menos  \n", "constitucionalmente lícito, recusar-se a cumprir sentença transitada em julgado, \n", "tal  como adverte  JOSÉ  FREDERICO  MARQUES  (“Manual  de  Direito \n", "Processual Civil”, vol. III/344, item n. 698, 2ª ed./2ª tir., 2000, Millennium \n", "Editora):\n", "“Passando em julgado a  sentença  ou acórdão,  há um \n", "julgamento com força de lei entre  as  partes,  a  que  estas  se  \n", "encontram vinculadas imutavelmente.\n", "Permitido está,  no  entanto,  que se ataque a  ‘res  iudicata’  \n", "(…), principalmente através de ação rescisória. (…).\n", "Esse prazo é de decadência e seu ‘dies a quo’ se situa na data  \n", "em que ocorreu a ‘res iudicata’ formal. (…).\n", "Decorrido o biênio sem a propositura da rescisória,  há coisa  \n", "‘soberanamente’  julgada,  o que  também se  verifica depois de  \n", "transitada  em  julgado  decisão  declarando  improcedente a  \n", "rescisória.” (grifei)\n", "Em suma:  a  atividade de  controle  de  legalidade dos  atos  da \n", "Administração  Pública  exercida  pelo  Tribunal  de  Contas  da  União \n", "detém-se ante a autoridade da coisa julgada, que traduz, nesse contexto, limite  \n", "oponível à força  resultante  dos pronunciamentos que  emanam  do Poder \n", "Judiciário,  ainda que proferidos pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito \n", "13 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 24\n", "Voto Vogal\n", "MS 35446 AGR / DF \n", "de  julgamento  de  mérito  de  recurso  extraordinário  com repercussão  geral  \n", "reconhecida.\n", "Sendo assim,  em face das razões expostas,  p  eço   vênia para dissentir do \n", "eminente Relator  e,  em consequência,  dar provimento ao presente recurso \n", "de agravo, em ordem a conceder, integralmente, nos termos postulados na \n", "inicial, o mandado de segurança impetrado pelos ora agravantes.\n", "É o meu voto.\n", "14 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15071379.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 24\n", "Extrato de Ata - 13/04/2018\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.446\n", "PROCED. : DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\n", "AGTE.(S) : CLAUDIO JOSE RAMOS\n", "ADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR (8735A/AL, 11555/DF, \n", "31025/GO, 117278/MG, 11555-A/PB, 6057-A/PI, 153885/RJ, 78892A/RS, \n", "40868/SC, 299060/SP) E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO\n", "PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n", "Decisão:  A  Turma,  por  maioria,  negou  provimento  ao  agravo \n", "regimental,  nos  termos  do  voto  do  Relator,  vencido  o  Ministro \n", "Celso de Mello, que lhe dava provimento. Segunda Turma, Sessão \n", "Virtual de 6.4.2018 a 12.4.2018.\n", "Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de \n", "Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. \n", "Disponibilizou processo para esta sessão o Ministro Alexandre \n", "de  Moraes,  não  tendo  participado  do  julgamento  desse  feito  o \n", "Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro \n", "Teori Zavascki.\n", "Ravena Siqueira\n", "Secretária\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14668717\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 24\n" ], "numero" : "35446", "partes" : [ { "nome" : "MIN. RICARDO LEWANDOWSKI", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "CLAUDIO JOSE RAMOS", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR E OUTRO(A/S)", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. RICARDO LEWANDOWSKI", "texto" : "O  Senhor  Ministro  Ricardo  Lewandowski  (Relator):  Trata-se  de  agravo interno contra decisão em que deneguei a ordem neste mandado  de segurança, com pedido de liminar, impetrado por Claudio José Ramos  contra  ato  do  Tribunal  de  Contas  da  União  que  considerou  ilegal  a  incorporação, nos proventos de aposentadoria do impetrante, de parcela  de quintos/décimos transformada em Vantagem Pessoal Nominalmente  Identificada – VPNI pelo art. 62-A da Lei 8.112/1990.  A referida vantagem foi garantida por decisão judicial transitada em  julgado.  O  impetrante  sustentou,  em  suma,  que  essa  incorporação  não  poderia ser revista em razão de julgado posterior desta Suprema Corte  que reconheceu a inconstitucionalidade de tal incorporação.  Pugnou, então, pela concessão da ordem para anular o acórdão da  Corte de Contas.  O  TCU,  ao  examinar  o  ato  de  aposentadoria  do  impetrante  considerou ilegal a incorporação de parcelas de quintos amparadas em  funções comissionadas exercidas pelo impetrante após a vigência da Lei  9.624/1998.   Afirmei  que  esse  entendimento  estava  em  consonância  com  a     jurisprudência  desta  Corte  firmada  no  RE 638.115/CE,  de  relatoria  do  Ministro Gilmar Mendes, cujo acórdão foi assim ementado:  “Recurso  extraordinário.  2.  Administrativo.  3.  Servidor  público. 4. Incorporação de quintos decorrente do exercício de  funções comissionadas no período compreendido entre a edição  da Lei 9.624/1998 e a MP 2.225-48/2001. 5. Impossibilidade. 6.  Recurso extraordinário provido”.  Além  disso,  destaquei  que  o  fato  de  tal  vantagem  ter  sido  assegurada em razão de decisão judicial com trânsito em julgado também  foi objeto de exame por esta Suprema Corte, conforme destacou o relator,  ao apreciar os embargos de declaração no RE  638.115/CE:  “Quanto  ao  mérito,  o  Plenário,  por  maioria,  deu  provimento ao  recurso  extraordinário,  fixando a  tese  de  que  ofende  o  princípio  da  legalidade  a  decisão  que  concede  a  incorporação de quintos pelo exercício de função comissionada  no  período  entre  8.4.1998  até  4.9.2001,  ante  a  carência  de  fundamento legal.   Na  ocasião,  modularam-se  os  efeitos  da  decisão  para  ‘obstar a repetição de indébito em relação aos servidores que  receberam de boa-fé os quintos pagos até a data do presente  julgamento,  cessada  a  ultra-atividade  das  incorporações  em  qualquer hipótese’.   Assim  verifica-se  que  esta  Corte  entendeu  que,  em  qualquer hipótese, deve ser cessado o pagamento dos quintos  pelo exercício de função comissionada no período entre 8.4.1998  até  4.9.2001,  seja  decorrente  de  decisão  administrativa  ou  judicial transitada em julgado.   Acrescente-se que, no que se refere às decisões judiciais  transitadas em julgado que conferiram aos servidores o direito  à  incorporação  dos  quintos  no  período  entre  8.4.1998  até  4.9.2001, deve-se levar em consideração a tese firmada pelo STF  no  julgamento  do  RE-RG  730.462,  Rel.  Min.  Teori  Zavascki  (tema 733), DJe 9.9.2015, nos seguintes termos:     ‘A decisão do Supremo Tribunal Federal declarando a  constitucionalidade ou a inconstitucionalidade de preceito  normativo não produz a automática reforma ou rescisão  das  sentenças  anteriores  que  tenham  adotado  entendimento  diferente;  para  que  tal  ocorra,  será  indispensável a interposição do recurso próprio ou, se for  o  caso,  a  propositura  da  ação  rescisória  própria,  nos  termos  do  art.  485,  V,  do  CPC,  observado  o  respectivo  prazo  decadencial  (CPC,  art.  495).  Ressalva-se  desse  entendimento,  quanto  à  indispensabilidade  da  ação  rescisória,  a  questão relacionada à  execução  de  efeitos  futuros  da  sentença  proferida  em  caso  concreto  sobre  relações jurídicas de trato continuado’. Na ocasião, o relator, Min. Teori Zavascki, consignou que a   declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade de  determinado  preceito  normativo  pelo  STF  acarreta  duas  consequências  distintas,  que  ele  denominou  de  eficácia  normativa e eficácia executiva da decisão.   Por  eficácia  normativa  entende-se  a  consequência  de  manter-se ou excluir-se o preceito normativo questionado do  ordenamento jurídico.   Por sua vez, a eficácia executiva da decisão do STF refere- se ao efeito vinculante, consistente em atribuir uma qualificada  força impositiva e obrigatória em relação a supervenientes atos  administrativos  ou  judiciais.  No  tocante,  às  sentenças  já  transitadas  em  julgado  à  época  da  decisão  do  STF  sobre  a  constitucionalidade ou inconstitucionalidade da norma na qual  se embasou, ficou consignada a necessidade de interposição de  ação rescisória.   Daí  depreende-se  que  a  declaração  de  inconstitucionalidade  ou  constitucionalidade  de  determinado  preceito normativo pelo STF não enseja a automática reforma  ou rescisão das decisões anteriores já transitadas em julgado,  sendo necessária, para tanto, a interposição da ação rescisória.  Entretanto,  ressalvou-se  de  tal  necessidade  a  questão  relacionada à execução de efeitos futuros da sentença proferida     em caso concreto sobre relações jurídicas de trato continuado. A  esse propósito,  cito  trecho do voto proferido pelo Min.  Teori  Zavascki:   […] Nesses  termos,  tendo  em  vista  que  o  pagamento  dos   quintos incorporados no período entre 8.4.1998 até 4.9.2001 foi  declarado  inconstitucional  e  refere-se  a  relação  jurídica  de  trato  continuado,  há  que  se  reconhecer  a  necessidade  de  cessação imediata do pagamento da mencionada verba, sem  que isso  caracterize afronta à  coisa  julgada e  sem que seja  necessário o ajuizamento de ação rescisória” (grifei).   Registrei, dessa forma, que, nas relações de trato continuado, como é  o caso do recebimento dos proventos do impetrante, deve ser cessado o  pagamento  da  verba  considerada  inconstitucional,  sem  ofensa  à  coisa  julgada.  Por todas essas razões, nos termos dos arts. 205, caput, e 21, § 1°, do  Regimento Interno do STF deneguei a ordem.  Neste agravo o impetrante pondera que ainda pendem de apreciação  outros embargos de declaração opostos contra o acórdão do RE 638.115- ED/CE.  Nesse sentido,  afirma que esses segundos embargos no citado RE  foram aviados, pois o acórdão ali firmado teria aplicado   “[...]  inadequadamente  o  precedente  firmado no RE em  repercussão geral 730.462, r. Ministro Teori Zavascki, para, ao  contrário da tese nele fixada, permitir que o pronunciamento  vinculante  do  STF  retire  dos  servidores  incorporações  de  parcelas  de  quintos  ocorridas  por  força  de  decisão  judicial  transitada  em  julgado  ou  por  decisões  administrativas  imunizadas  pela  decadência”  (pág.  4   da  petição  de  agravo  interno).    Sustenta, ademais, que  “[...] A questão dos  efeitos futuros  da sentença proferida em   caso  concreto  sobre  relações  jurídicas  de  trato  continuado  surgiu em  obiter dictum no julgamento do RE 730.462 e não se  aplica ao caso de incorporação de quintos. Consta desse outro  precedente  em  regime  de  repercussão  geral  a  seguinte  observação lateral e exatamente para dizer que no RE 730.462  não se trataria dessa questão [...]” (pág. 4  da petição de agravo  interno).  Acrescenta, ainda, que   “[...]  Os  efeitos  da  sentença  sobre  relação  jurídica  de  trato   continuado  foram  apreciados  em  outro  precedente  em  repercussão geral pelo Supremo Tribunal Federal: o RE 596.663,  r. Ministro Teori Zavascki. E lá não se tratou dos efeitos da coisa  julgada diante da decisão vinculante superveniente do STF. Foi  apreciada e decidida a questão referente à eficácia temporal da  sentença [...]”(págs. 4-5  da petição de agravo interno).  Pede, então, a reconsideração da decisão recorrida ou que o recurso  seja submetido a julgamento colegiado.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O  Senhor  Ministro  Ricardo  Lewandowski  (Relator):  Bem  reexaminada a questão,  verifica-se que a decisão recorrida não merece  reforma, visto que o agravante não aduz argumentos capazes de afastar  as razões nela expendidas.   O fato de ainda estar pendente de julgamento os segundos embargos  de declaração no RE  638.115-ED/CE não é óbice para que se aplique o  entendimento  firmado  na  repercussão  geral,  conforme  já  decidiu  esta  Corte,  por  exemplo,  no  RE  1.065.205-AgR/RS,  cujo  acórdão  foi  assim  ementado:  “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO DE TEMPO DE SERVIÇO  COMUM EM ESPECIAL. TRABALHO PRESTADO ANTES DA  LEI  9.032/1995.  INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO  GERAL:  TEMA  943.  JULGAMENTO  DO  PARADIGMA  DE  REPERCUSSÃO  GERAL.  APLICAÇÃO  IMEDIATA  DO  ENTENDIMENTO  FIRMADO  AOS  CASOS  IDÊNTICOS,  INDEPENDENTEMENTE DO TRÂNSITO EM JULGADO DO  PARADIGMA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.  I  –  Os  Ministros  do  Supremo  Tribunal  Federal,  ao  julgarem  o  RE  1.029.723/PR  (Tema  943),  rejeitaram  a  repercussão geral da controvérsia referente à possibilidade de  conversão do tempo de serviço comum para especial, mediante  a aplicação do fator 0,71 de conversão, nas hipóteses em que o  labor foi prestado em período anterior à Lei 9.032/1995, para  fins de concessão de aposentadoria especial com data de início  posterior a esse diploma normativo, por estar a matéria restrita  ao âmbito infraconstitucional.  II  –  O julgamento  do  paradigma de  repercussão  geral  autoriza  a  aplicação  imediata  do  entendimento  firmado  às     causas que versem sobre o mesmo tema, independentemente  do trânsito em julgado do paradigma.  III – Agravo regimental a que se nega provimento” (grifei).  Dessa forma, a decisão agravada deve ser mantida por seus próprios  fundamentos.  Isso posto, nego provimento ao agravo.  É como voto. ", "votante" : "MIN_RICARDO_LEWANDOWSKI" }, { "texto" : "   RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :CLAUDIO JOSE RAMOS  ADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO  PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO   O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Trata-se de recurso  de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que concedeu, em  parte, o mandado de segurança impetrado pelos ora agravantes.  Cuida-se de mandado de segurança impetrado com  o  objetivo  de  questionar a validade jurídica de  deliberação  que,  emanada do  E.  Tribunal  de  Contas  da  União,  ao  apreciar a  legalidade  do  ato  de  concessão inicial de aposentadoria aos ora recorrentes,  veio a recusar-lhes   o concernente registro.  Alega-se,  em síntese,  que  o  E.  Tribunal  de  Contas  da  União  teria  desrespeitado a autoridade de decisão judicial  transitada em julgado que  reconheceu aos  autores deste “writ”,  ora  recorrentes,  o direito à  incorporação,   à sua remuneração,  da vantagem pecuniária denominada  “quintos/décimos”.  É certo que o Plenário do  Supremo  Tribunal  Federal,  após  reconhecer a existência de repercussão geral da controvérsia ora versada  nesta  causa,  julgou o mérito do RE 638.115/CE,  Rel.  Min.  GILMAR  MENDES,  nele proferindo decisão  cujo  acórdão  possui  a  seguinte  ementa:  “Recurso  extraordinário.  2.  Administrativo.  3.  Servidor   público.  4.  Incorporação de quintos decorrente do exercício de      funções comissionadas no período compreendido entre a edição   da  Lei  9.624/1998  e a  MP  2.225-48/2001.  5.  Impossibilidade.   6. Recurso extraordinário provido.” (grifei)  Cabe registrar que essa decisão plenária veio a ser confirmada por  esta Suprema Corte  em julgamento (ocorrido em 30/06/2017)  que restou  consubstanciado em acórdão assim ementado:  “Embargos de declaração no recurso extraordinário.   2.  Repercussão Geral.  3.  Direito  Administrativo.  4.  Servidor   público.  5.  Incorporação de quintos decorrente  do  exercício  de   funções comissionadas no período compreendido entre a edição da   Lei  9.624/1998  e a  MP  2.225-48/2001.  Impossibilidade.   6.  Cessada a ultratividade das incorporações em qualquer  hipótese,  seja decorrente  de  decisões  administrativas  ou de   decisões  judiciais  transitadas  em  julgado.  RE-RG  730.462,   Rel.  Min.  Teori  Zavascki.  7.  Ausência de  omissão,  contradição  ou  obscuridade. 8. Embargos rejeitados.”  (RE 638.115-ED-quintos/CE, Rel. Min. GILMAR MENDES,  Pleno – grifei)  Observo,  no entanto,  que diversas entidades de classe representativas  dos interesses dos servidores públicos civis (a  Associação  Nacional  dos  Servidores  da  Justiça  do  Trabalho  –  ANAJUSTRA,  a  Associação  dos  Servidores do Tribunal Superior Eleitoral –  ASSERTSE, o Sindicato dos  Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no  Distrito  Federal  –  SINDJUS/DF,  o  Sindicato  dos  Servidores  do  Poder  Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União – SINDILEGIS, a  Associação  dos  Servidores  da  Fundação  Coordenação  de  Aperfeiçoamento de Ensino Superior – ASCAPES, a Federação Nacional  dos  Trabalhadores  do  Judiciário  Federal  e  do  Ministério  Público  –  FENAJUFE,  a  Confederação  dos  Trabalhadores  no  Serviço  Público  Federal  –  CONDSEF,  o  Sindicato Nacional  dos Servidores Federais  da  Educação Básica, Profissional e Tecnológica – SINASEFE, o Sindicato dos  Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Santa Catarina –     SINTRAJUSC,  o  Sindicato  Nacional  dos  Servidores  do  Ministério  Público  da  União  e  do  Conselho  Nacional  do  Ministério  Público  –  SINASEMPU e a  Associação  dos  Servidores  do  Ministério  Público  Federal – ASMPF) opuseram a mencionado acórdão, proferido nos autos do  RE 638.115-ED-quintos/CE,  novos embargos de declaração,  inclusive com  pedido  de  concessão  de  “efeitos  modificativos”,  ainda pendentes de  apreciação pelo  Plenário  desta  Suprema Corte,  valendo observar,  por  relevante,  que se mostra processualmente viável,  ao  menos em  tese,  no  âmbito de referida impugnação recursal,  a reforma da decisão recorrida  pelo órgão competente.  Presente esse contexto,  e ao menos enquanto não analisados os recursos  interpostos nos autos do R  E   638.115/CE, torna-se importante reafirmar o alto  significado de  que  se  reveste,  em  nosso  sistema  jurídico,  o instituto da  “res judicata”, que constitui atributo específico da jurisdição e que se projeta   na dupla qualidade  que tipifica os efeitos emergentes do ato sentencial:  a   imutabilidade, de um lado, e a coercibilidade, de outro.  A proteção constitucional dispensada à coisa julgada em sentido material  revela-se tão intensa que impede sejam alterados os atributos que lhe são  inerentes, a significar, como já salientado, que nenhum ato estatal posterior  poderá, validamente, afetar-lhe a integridade.  Esses atributos  que caracterizam a coisa julgada em sentido material,  notadamente a  imutabilidade  dos  efeitos  inerentes  ao  comando  sentencial,  recebem,  diretamente,  da própria Constituição  especial  proteção destinada a preservar a inalterabilidade dos pronunciamentos  emanados dos Juízes e Tribunais, criando, desse modo, situação de certeza,   de estabilidade e de segurança para as relações jurídicas.  É por essa razão que HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de  Direito Processual Civil”, vol. I/1.130, item n. 802, 58ª ed., 2017, Forense),  discorrendo sobre  o  fundamento  da  autoridade  da  coisa  julgada,     esclarece que o legislador, ao instituir a “res judicata”, objetivou atender,  tão somente, “uma exigência de ordem prática (...), de não mais permitir que se   volte  a  discutir  acerca  das  questões  já  soberanamente  decididas  pelo  Poder   Judiciário”, expressando, desse modo, a verdadeira razão de ser do instituto  em questão: preocupação em garantir a segurança nas relações jurídicas e  em preservar a paz no convívio social.  Mostra-se tão intensa a intangibilidade da coisa julgada, considerada  a  própria  disciplina  constitucional  que  a  rege,  que nem mesmo lei  posterior  –  que  haja  alterado (ou,  até  mesmo,  revogado)  prescrições  normativas que tenham sido aplicadas, jurisdicionalmente, na resolução  do litígio –  tem o poder de afetar ou de desconstituir a autoridade da coisa  julgada.  Daí o preciso magistério de  JOSÉ  FREDERICO  MARQUES  (“Manual  de  Direito  Processual  Civil”,  vol.  III/329,  item  n.  687,  2ª ed./2ª tir., 2000, Millennium Editora) em torno das relações entre a coisa  julgada e a Constituição:  “A coisa julgada cria,  para  a  segurança  dos  direitos   subjetivos, situação de imutabilidade que nem mesmo a lei pode  destruir ou vulnerar – é o que se infere do art. 5º, XXXVI, da Lei   Maior.  E sob esse aspecto é que se pode qualificar a ‘res iudicata’   como garantia constitucional de tutela a direito individual.  Por outro lado, essa garantia,  outorgada na Constituição,   dá  mais  ênfase  e realce  àquela  da  tutela  jurisdicional,   constitucionalmente consagrada,  no  art.  5º,  XXXV,  para  a   defesa de  direito  atingido por  ato  lesivo,  visto  que  a  torna   intangível até  mesmo  em  face  de  ‘lex  posterius’,  depois que  o   Judiciário  exaure o  exercício  da  referida  tutela,  decidindo  e   compondo a lide.” (grifei)  Não custa enfatizar, bem por isso, na perspectiva da eficácia preclusiva  da “res judicata”, que, mesmo em sede de execução, não mais se justifica a     renovação do  litígio  que  foi  objeto  de  resolução  no  processo  de  conhecimento,  especialmente quando a  decisão  que  apreciou  a  controvérsia  apresenta-se revestida da  autoridade  da  coisa  julgada,  hipótese em que, nos termos  do art. 508 do CPC/2015, “Transitada em  julgado a decisão de mérito,  considerar-se-ão deduzidas e repelidas todas as   alegações e as defesas que a parte poderia opor tanto ao acolhimento quanto à   rejeição do pedido” (grifei).  Cabe ter presente,  neste ponto,  a advertência da doutrina (NELSON  NERY JUNIOR/ROSA MARIA DE ANDRADE  NERY,  “Comentários  ao  Código de Processo Civil”, p. 1.242, item n. 2, 2015, RT), cujo magistério –  em  lição  plenamente aplicável  ao  caso  ora  em  exame  –  assim   analisa o princípio do “tantum judicatum quantum disputatum vel disputari   debebat”:  “Transitada em julgado a decisão ou sentença de mérito, as partes   ficam impossibilitadas de alegar qualquer outra questão relacionada com  a lide, sobre a qual pesa a autoridade da coisa julgada. O texto normativo   reputa repelidas todas as alegações que as partes  poderiam ter feito na   petição inicial  e contestação a respeito da lide  e não o fizeram (alegações   deduzidas  e  dedutíveis  …).  Isto  quer  significar  que não se admite a   propositura de nova demanda para rediscutir a lide, com base em novas   alegações.  A este  fenômeno,  dá-se  o  nome de  eficácia  preclusiva  da coisa   julgada.” (grifei)  Esse entendimento – que sustenta a extensão da autoridade da coisa  julgada  em  sentido  material  tanto ao  que  foi  efetivamente arguido  quanto ao que poderia ter sido alegado, mas não o foi,  desde que,  porém,  tais alegações e defesas contenham-se no objeto do processo –  também  encontra apoio no magistério doutrinário  de outros eminentes autores,  tais como HUMBERTO  THEODORO  JÚNIOR  (“Curso  de  Direito  Processual  Civil”,  vol.  I/550-553,  itens  ns.  516/516-a,  51ª  ed.,  2010,  Forense),  VICENTE  GRECO  FILHO  (“Direito  Processual  Civil  Brasileiro”,  vol.  2/267,  item  n.  57.2,  11ª  ed.,  1996,  Saraiva),  MOACYR     AMARAL SANTOS  (“Primeiras  Linhas  de  Direito  Processual  Civil”,  vol. 3/56, item n. 754, 21ª ed., 2003, Saraiva), EGAS MONIZ DE ARAGÃO  (“Sentença e Coisa Julgada”, p. 324/328, itens ns. 224/227, 1992, Aide)  e  JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual  de  Direito  Processual  Civil”,  vol. III/332, item n. 689, 2ª ed., 2000, Millennium Editora), que, em análise  do Código de Processo Civil sob cuja égide transitou em julgado a decisão  que beneficiou os  impetrantes,  ora  agravantes,  examinaram norma legal  idêntica (CPC/73, art. 474) à que ora se acha reproduzida no art. 508 do  vigente estatuto processual civil.  Lapidar,  sob tal aspecto, a  autorizadíssima lição de ENRICO TULLIO  LIEBMAN (“Eficácia e Autoridade da Sentença”, p. 52/53, item n. 16, nota de  rodapé,  tradução de Alfredo Buzaid/Benvindo Aires, 1945, Forense),  que,  ao referir-se ao tema dos limites objetivos da coisa julgada, acentua que  esta  abrange “tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam   ser”:  “(…)  se uma questão  pudesse ser discutida no processo,  mas  de fato não o foi, também a ela se estende, não obstante, a coisa  julgada, no sentido de que aquela questão não poderia ser utilizada   para negar ou contestar o resultado a que se chegou naquele processo.   Por exemplo, o réu não opôs uma série de deduções defensivas que   teria podido opor, e foi condenado. Não poderá ele valer-se daquelas   deduções  para  contestar a  coisa  julgada.  A finalidade  prática  do   instituto  exige que  a  coisa  julgada  permaneça  firme,  embora a   discussão  das  questões  relevantes  tenha  sido  eventualmente  incompleta;  absorve ela,  desse  modo,  necessariamente,  tanto as   questões  que foram discutidas  como as que o poderiam ser.”  (grifei)  A necessária observância da  autoridade  da  coisa  julgada representa  expressivo consectário da ordem constitucional,  que consagra,  entre os  vários princípios dela resultantes, aquele concernente à segurança jurídica.    É por essa razão que o Supremo Tribunal Federal,  por mais de uma  vez,  já fez consignar advertência que põe em destaque a essencialidade  do postulado da segurança jurídica e a consequente imprescindibilidade de  amparo  e tutela das relações jurídicas definidas por decisão  transitada  em julgado:  “O CUMPRIMENTO DAS DECISÕES JUDICIAIS  IRRECORRÍVEIS IMPÕE-SE AO PODER PÚBLICO COMO  OBRIGAÇÃO CONSTITUCIONAL INDERROGÁVEL  A exigência de respeito incondicional às decisões judiciais   transitadas em  julgado  traduz imposição constitucional  justificada pelo  princípio  da separação de  poderes  e fundada nos   postulados  que  informam,  em  nosso  sistema  jurídico,  a  própria   concepção de Estado Democrático de Direito.  O dever de cumprir as  decisões  emanadas do  Poder   Judiciário, notadamente nos casos em que a condenação judicial tem   por  destinatário  o  próprio Poder  Público,  muito mais do  que   simples  incumbência  de  ordem  processual,  representa uma  incontornável obrigação institucional a que não se pode subtrair o   aparelho  de  Estado,  sob pena de  grave  comprometimento  dos   princípios consagrados no texto da Constituição da República.  A desobediência a ordem ou a decisão judicial  pode gerar, em  nosso  sistema  jurídico,  gravíssimas conseqüências,  quer no  plano   penal,  quer no  âmbito  político-administrativo  (possibilidade  de   ‘impeachment’),  quer, ainda, na esfera institucional (decretabilidade de   intervenção federal nos Estados-membros ou em Municípios situados  em Território Federal, ou de intervenção estadual nos Municípios).”  (RTJ 167/6-7, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno)  O que se revela incontroverso,  nesse contexto,  é que a exigência de  segurança jurídica,  enquanto expressão do Estado Democrático de Direito,  mostra-se impregnada de  elevado  conteúdo  ético,  social e jurídico,  projetando-se sobre  as  relações  jurídicas,  mesmo as  de  direito  público  (RTJ 191/922, Red. p/ o acórdão Min. GILMAR MENDES, v.g.), em ordem     a viabilizar a incidência desse  mesmo princípio sobre comportamentos  de qualquer dos Poderes  ou órgãos do Estado,  para que se preservem,  desse modo,  situações consolidadas e protegidas pelo fenômeno da “res   judicata”.  Importante referir,  no ponto,  em face de sua extrema pertinência,  a  aguda observação de  J.  J.  GOMES  CANOTILHO  (“Direito  Constitucional e Teoria da Constituição”, p. 250, 1998, Almedina):  “Estes  dois princípios –  segurança jurídica e protecção da  confiança –  andam  estreitamente associados  a ponto de  alguns   autores  considerarem  o princípio da  protecção  de  confiança  como  um subprincípio ou como uma dimensão específica da segurança   jurídica.  Em geral,  considera-se  que a segurança jurídica está   conexionada com elementos objectivos da ordem jurídica –  garantia  de  estabilidade  jurídica,  segurança de  orientação  e realização do   direito – enquanto a protecção da confiança se prende mais com as   componentes  subjectivas  da  segurança,  designadamente a   calculabilidade  e previsibilidade  dos  indivíduos  em relação aos  efeitos jurídicos dos actos dos poderes públicos.  A segurança e a  protecção da confiança exigem, no fundo: (1) fiabilidade, clareza,   racionalidade e transparência dos actos do poder; (2)  de forma que  em relação  a  eles  o  cidadão  veja garantida a  segurança nas  suas   disposições pessoais e nos efeitos jurídicos dos seus próprios actos.   Deduz-se já que os postulados da segurança jurídica  e da protecção   da confiança  são exigíveis perante  ‘qualquer acto’ de ‘qualquer  poder’ – legislativo, executivo e judicial.” (grifei)  Nem se diga,  ainda,  para legitimar a  deliberação  emanada  do  E.  Tribunal  de  Contas  da  União,  que  este  poderia invocar  a tese da  “relativização”  da  autoridade  da  coisa  julgada,  em especial da  (impropriamente)  denominada “coisa julgada inconstitucional”,  como  sustentam alguns  autores  (JOSÉ  AUGUSTO  DELGADO,  “Pontos  Polêmicos das Ações de Indenização de Áreas Naturais  Protegidas –  Efeitos da coisa julgada e os princípios constitucionais”, “in” Revista de     Processo  nº 103/9-36; CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO, “Relativizar a  Coisa Julgada Material”, “in” Revista de Processo nº 109/9-38; HUMBERTO  THEODORO JÚNIOR, “A Reforma do Processo de Execução e o Problema  da Coisa Julgada Inconstitucional  (Código de Processo Civil, artigo 741,  Parágrafo Único)”,  “in”  Revista  dos Tribunais,  vol.  841/56-76,  ano 94;  TERESA  ARRUDA  ALVIM  WAMBIER  e JOSÉ  MIGUEL  GARCIA  MEDINA, “O Dogma da Coisa Julgada – Hipóteses de  Relativização”,  2003, RT, v.g.).  Tenho para mim,  desse  modo,  que  o  procedimento  adotado  pelo  E.  Tribunal de Contas da União,  se admitido,  antagonizar-se-ia com a  proteção  jurídica  que a ordem constitucional dispensa,  em caráter  tutelar, à “res judicata”.  Na  realidade,  a desconsideração da  “auctoritas  rei  judicatae”  implicaria grave  enfraquecimento  de  uma  importantíssima garantia  constitucional  que surgiu,  de  modo  expresso,  em nosso ordenamento  positivo, com a Constituição de 1934.  A pretendida  “relativização”  da  coisa  julgada  –  tese que  tenho  repudiado  em  diversos julgamentos  (monocráticos)  proferidos no  Supremo  Tribunal  Federal  (RE 554.111/RS  –  RE 594.350/RS  –  RE 594.892/RS  –  RE 594.929/RS  –  RE 595.565/RS,  v.g.)  –  provocaria  consequências altamente lesivas à estabilidade das relações intersubjetivas,  à exigência de certeza e de segurança jurídicas e à preservação do equilíbrio  social,  valendo destacar,  em  face  da  absoluta  pertinência  de  suas  observações,  a advertência de ARAKEN DE ASSIS (“Eficácia da Coisa  Julgada Inconstitucional”, “in” Revista Jurídica nº 301/7-29, 12-13):  “Aberta a  janela,  sob o pretexto de  observar  equivalentes   princípios da Carta Política, comprometidos pela indiscutibilidade do   provimento  judicial,  não se revela difícil prever que todas  as   portas se  escancararão às  iniciativas  do  vencido.  O vírus do   relativismo  contaminará,  fatalmente,  todo o  sistema  judiciário.      Nenhum veto, ‘a priori’, barrará o vencido de desafiar e afrontar o   resultado precedente  de qualquer processo,  invocando hipotética  ofensa  deste  ou daquele  valor  da  Constituição.  A  simples   possibilidade de  êxito  do  intento  revisionista,  sem as  peias  da   rescisória,  multiplicará os  litígios,  nos  quais  o  órgão  judiciário   de  1º  grau  decidirá,  preliminarmente,  se obedece,  ou não,  ao  pronunciamento  transitado em julgado do  seu Tribunal  e até,   conforme  o  caso,  do  Supremo  Tribunal  Federal.  Tudo naturalmente   justificado pelo  respeito  obsequioso  à  Constituição  e baseado na   volúvel livre convicção do magistrado inferior.  Por tal  motivo,  mostra-se flagrante o risco de  se  perder   qualquer noção de segurança e de hierarquia judiciária. Ademais, os  litígios  jamais acabarão,  renovando-se,  a  todo  instante,  sob o  pretexto de  ofensa a  este  ou àquele  princípio  constitucional.  Para  combater semelhante desserviço à Nação,  urge a intervenção do   legislador, com o fito de estabelecer, previamente, as situações em   que  a  eficácia  de  coisa  julgada  não  opera na  desejável  e natural   extensão e o remédio adequado para retratá-la (…). Este é o caminho   promissor para banir a insegurança do vencedor, a afoiteza ou falta   de  escrúpulos  do  vencido  e  o  arbítrio  e  os  casuísmos  judiciais.”  (grifei)  Esse  mesmo entendimento –  que rejeita a “relativização” da  coisa  julgada em sentido material – foi exposto, em lapidar abordagem do tema, por  NELSON  NERY  JUNIOR  e ROSA  MARIA  DE  ANDRADE  NERY  (“Comentários ao Código de Processo Civil”, p. 1.281, item n. 30, e p. 1.202,  item n. 32, 2015, RT):  “30.  Coisa julgada material e Estado Democrático de  Direito. A doutrina mundial reconhece o instituto da coisa julgada   material  como ‘elemento de existência’ do Estado Democrático de   Direito (…). A ‘supremacia da Constituição’ está na própria coisa   julgada, enquanto manifestação do Estado Democrático de Direito,   fundamento da  República  (CF 1.º  ‘caput’),  não sendo princípio  que possa opor-se à coisa julgada  como se esta estivesse abaixo de   qualquer  outro  instituto  constitucional.  Quando se fala na     intangibilidade da coisa julgada,  não se deve dar ao instituto   tratamento  jurídico  inferior,  de  mera  figura do  processo  civil,   regulada por  lei  ordinária,  mas,  ao  contrário,  impõe-se o  reconhecimento da coisa julgada com a magnitude  constitucional que lhe é própria, ou seja, de elemento formador do   Estado Democrático de Direito,  que não pode ser apequenado por   conta  de  algumas  situações,  velhas  conhecidas  da  doutrina  e   jurisprudência,  como é o caso da sentença injusta,  repelida como   irrelevante (…) ou da sentença proferida contra a Constituição ou a   lei,  igualmente  considerada  pela  doutrina  (…),  sendo  que,  nesta   última  hipótese,  pode  ser  desconstituída pela  ação  rescisória   (CPC 966 V). (…)  O risco político de haver sentença injusta  ou  inconstitucional no caso concreto parece ser menos grave do que o   risco  político  de  instaurar-se a  insegurança  geral  com  a   relativização (‘rectius’: desconsideração) da coisa julgada.  ....................................................................................................... 32.  Controle da constitucionalidade da sentença.  Coisa   julgada inconstitucional. Os atos jurisdicionais do Poder Judiciário   ficam sujeitos ao controle de sua constitucionalidade, como todos os   atos de todos os poderes.  Para tanto,  o ‘due process of  law’ desse   controle  tem  de  ser  observado.  Há três formas para  fazer-se  o   controle  interno,  jurisdicional,  da  constitucionalidade  dos  atos   jurisdicionais do Poder Judiciário: a) por recurso ordinário; b) por   recurso extraordinário; c) por ações autônomas de impugnação.   Na primeira hipótese, tendo sido proferida decisão contra a CF, pode  ser  impugnada por  recurso  ordinário  (agravo,  apelação,  recurso   ordinário  constitucional  etc.)  no  qual se  pedirá  a  anulação  ou  a   reforma da decisão inconstitucional. O segundo caso é de decisão de   única  ou última  instância  que  ofenda a  CF,  que  poderá  ser   impugnada por RE para o STF (CF 102 III ‘a’). A terceira e última  oportunidade  para  controlar-se  a  constitucionalidade dos  atos   jurisdicionais do Poder Judiciário ocorre quando a decisão de mérito   já  tiver  transitado em  julgado,  situação  em  que  poderá  ser   impugnada por ação rescisória (CPC 966 V) ou revisão criminal  (CPP 621).  Passado o  prazo  de  dois  anos  que  a  lei  estipula   (CPC 975) para exercer-se o direito de rescisão de decisão de mérito      transitada em julgado (CPC 966), não é mais possível fazer-se o   controle  judicial  da constitucionalidade de sentença  transitada em  julgado.  No século XXI não mais se justifica prestigiar  e dar-se   aplicação a institutos como os da ‘querela nullitatis insanabilis’  e da   ‘praescriptio  immemoriabili’.  Não se permite a  reabertura,  a   qualquer tempo,  da discussão de  lide  acobertada por  sentença   transitada em julgado,  ainda que sob pretexto de que a sentença   seria inconstitucional. O controle da constitucionalidade dos atos   jurisdicionais  do  Poder  Judiciário  existe,  mas deve ser feito de  acordo com o devido processo legal.” (grifei)  Cabe ter presente,  neste  ponto,  o que a própria jurisprudência  constitucional  do  Supremo Tribunal  Federal  vinha proclamando,  já há  quatro décadas,  a respeito da invulnerabilidade da  coisa  julgada  em  sentido material,  enfatizando,  em tom de grave advertência, que sentenças  transitadas em julgado,  ainda que inconstitucionais,  somente poderão ser  invalidadas  mediante  utilização de meio instrumental adequado,  que é,  no domínio processual civil, a ação rescisória.  Com  efeito,  esta  Suprema  Corte,  já em 1968,  no  julgamento  do  RMS 17.976/SP,  Rel.  Min.  AMARAL SANTOS  (RTJ 55/744),  proferiu  decisão  na qual reconheceu a  impossibilidade  jurídico-processual  de  válida  desconstituição  da  autoridade  da  coisa  julgada,  mesmo na  hipótese de a sentença  transitada  em julgado  haver resolvido  o litígio  com fundamento em lei declarada inconstitucional:  “A suspensão da vigência da lei por inconstitucionalidade torna   sem efeito todos os atos praticados sob o império da lei inconstitucional.   Contudo, a nulidade da decisão judicial transitada em julgado só   pode ser declarada por via de ação rescisória, sendo impróprio o   mandado de segurança (…).” (grifei)  Posteriormente,  em 1977, o Supremo Tribunal Federal,  reafirmando  essa  corretíssima  orientação  jurisprudencial,  fez consignar a  inadmissibilidade de  embargos  à  execução  naqueles  casos  em que  a     sentença  passada em  julgado  apoiou-se,  para  compor  a  lide,  em lei  posteriormente declarada inconstitucional por esta Corte Suprema:  “Recurso  Extraordinário.  Embargos à execução de  sentença   porque baseada, a decisão trânsita em julgado, em lei posteriormente   declarada inconstitucional. A declaração da nulidade da sentença   somente é possível via da ação rescisória. Precedentes do Supremo   Tribunal Federal. (…).”  (RE 86.056/SP, Rel. Min. RODRIGUES ALCKMIN – grifei)  Vê-se,  a partir das considerações que venho de expor,  que não se revela   processualmente  ortodoxo nem juridicamente  adequado,  muito menos   constitucionalmente lícito, recusar-se a cumprir sentença transitada em julgado,  tal  como adverte  JOSÉ  FREDERICO  MARQUES  (“Manual  de  Direito  Processual Civil”, vol. III/344, item n. 698, 2ª ed./2ª tir., 2000, Millennium  Editora):  “Passando em julgado a  sentença  ou acórdão,  há um  julgamento com força de lei entre  as  partes,  a  que  estas  se   encontram vinculadas imutavelmente.  Permitido está,  no  entanto,  que se ataque a  ‘res  iudicata’   (…), principalmente através de ação rescisória. (…).  Esse prazo é de decadência e seu ‘dies a quo’ se situa na data   em que ocorreu a ‘res iudicata’ formal. (…).  Decorrido o biênio sem a propositura da rescisória,  há coisa   ‘soberanamente’  julgada,  o que  também se  verifica depois de   transitada  em  julgado  decisão  declarando  improcedente a   rescisória.” (grifei)  Em suma:  a  atividade de  controle  de  legalidade dos  atos  da  Administração  Pública  exercida  pelo  Tribunal  de  Contas  da  União  detém-se ante a autoridade da coisa julgada, que traduz, nesse contexto, limite   oponível à força  resultante  dos pronunciamentos que  emanam  do Poder  Judiciário,  ainda que proferidos pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito     de  julgamento  de  mérito  de  recurso  extraordinário  com repercussão  geral   reconhecida.  Sendo assim,  em face das razões expostas,  p  eço   vênia para dissentir do  eminente Relator  e,  em consequência,  dar provimento ao presente recurso  de agravo, em ordem a conceder, integralmente, nos termos postulados na  inicial, o mandado de segurança impetrado pelos ora agravantes.  É o meu voto. 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MINISTRO AYRES BRITTO  -  RELATOR " }, "arquivohtml" : "./ITD/576249/html/576249.html", "arquivopdf" : "./ITD/576249/576249.pdf", "arquivossecoes" : { "ATA" : null, "EMENTA_ACORDAO" : "./ITD/576249/html/576249_Ementa_e_Acordao_pg_1_2_seq_1.html", "OUTROS" : [ "./ITD/576249/html/576249.html", "./ITD/576249/html/576249_Decisao_de_Julgamento_pg_7_7_seq_4.html" ], "RELATORIO" : "./ITD/576249/html/576249_Relatorio_pg_3_3_seq_2.html", "VOTOS" : { "576249_Voto_MIN_AYRES_BRITTO_pg_4_6_seq_3" : "./ITD/576249/html/576249_Voto_MIN_AYRES_BRITTO_pg_4_6_seq_3.html" } }, "arquivotxt" : "./ITD/576249/txt/576249.txt", "caminho" : "./ITD/", "ementa" : { "texto" : "EMENTA:  AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  CONCURSO  PÚBLICO.  ELIMINAÇÃO  DE  CANDIDATO.  NULIDADE  DO  ATO  RECONHECIDA  PELA  INSTÂNCIA JUDICANTE  DE  ORIGEM.  AFRONTA AO  ART.  2º  DA  MAGNA  CARTA  DE  1988.  INEXISTÊNCIA.  CONTROVÉRSIA  DECIDIDA  À  LUZ  DO  CONJUNTO  FÁTICO-PROBATÓRIO  DOS  AUTOS.  1. É firme no Supremo Tribunal Federal o entendimento de que “o   regular exercício da função jurisdicional, por isso mesmo, desde que pautado pelo   respeito à Constituição, não transgride o princípio da separação de poderes” (MS  23.452, da relatoria do ministro Celso de Mello).  2. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de  Justiça do Estado do Rio de Janeiro  demandaria o reexame de fatos e  provas constantes dos autos. Providência vedada pela Súmula 279/STF.  3. Agravo regimental desprovido.    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AYRES BRITTO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRÁS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E\n    </p>\n    <p>\n     OUTRO(A/S)\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LUIZ EDUARDO COELHO WEAVER\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     CLÁUDIO ANTÔNIO DE SOUZA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LUIZ BOMFIM PEREIRA DA CUNHA E OUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     EMENTA:  AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO.  CONCURSO  PÚBLICO.  ELIMINAÇÃO  DE \nCANDIDATO.  NULIDADE  DO  ATO  RECONHECIDA  PELA \nINSTÂNCIA JUDICANTE  DE  ORIGEM.  AFRONTA AO  ART.  2º  DA \nMAGNA  CARTA  DE  1988.  INEXISTÊNCIA.  CONTROVÉRSIA \nDECIDIDA  À  LUZ  DO  CONJUNTO  FÁTICO-PROBATÓRIO  DOS \nAUTOS.\n    </p>\n    <p>\n     1. É firme no Supremo Tribunal Federal o entendimento de que “\n     <i>\n      o  \nregular exercício da função jurisdicional, por isso mesmo, desde que pautado pelo  \nrespeito à Constituição, não transgride o princípio da separação de poderes”\n     </i>\n     (MS \n23.452, da relatoria do ministro Celso de Mello).\n    </p>\n    <p>\n     2. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de \nJustiça do Estado do Rio de Janeiro  demandaria o reexame de fatos e \nprovas constantes dos autos. Providência vedada pela Súmula 279/STF.\n    </p>\n    <p>\n     3. Agravo regimental desprovido.\n    </p>\n    <p>\n     A C Ó R D Ã O\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nSegunda Turma do Supremo Tribunal  Federal  em desprover o  agravo \nregimental,  o  que  fazem  nos  termos  do  voto  do  Relator  e  por \nunanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1925848.\n    </p>\n    <p>\n     DJe 26/04/2012\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 576.249 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.\nBrasília, 10 de abril de 2012.\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO AYRES BRITTO  -  RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1925848.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      10/04/2012 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.249 RIO DE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. AYRES BRITTO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRÁS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E\n    </p>\n    <p>\n     OUTRO(A/S)\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LUIZ EDUARDO COELHO WEAVER\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     CLÁUDIO ANTÔNIO DE SOUZA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LUIZ BOMFIM PEREIRA DA CUNHA E OUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)\n     </b>\n     Trata-se  de  agravo  regimental  contra  decisão  pela  qual  neguei\n    </p>\n    <p>\n     seguimento ao recurso extraordinário com agravo porque: a) a análise do \nconjunto fático-probatório dos autos é incompatível com a via recursal \nextraordinária (Súmula 279/STF);  b)  não ocorreu violação ao art.  2º do \nMagno Texto.\n    </p>\n    <p>\n     2. Pois bem, a parte agravante alega que o deslinde da controvérsia \nprescinde  do  reexame  de  matéria  fática.  Sustenta  que,  “\n     <i>\n      diante  do  \nconstitucional princípio da tripartição e independência dos Poderes da República,  \ntratado no art. 2º da CF, não poderia o Poder Judiciário, como ocorreu no caso em  \ntela, invadir a esfera legislativa atribuída a outro Poder da República para, por  \nintermédio da recorrida prestação jurisdicional que deferiu a pretensão autoral do  \nAgravado, erigir norma própria de direito em sentido diametralmente oposto ao  \nque preconiza o vigente art. 2º, da CF\n     </i>\n     ” (fls. 178/179).\n    </p>\n    <p>\n     3. Mantida a decisão agravada, submeto o processo ao exame desta \nnossa Turma.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório. \n* * * * * * * * * * * *\n    </p>\n    <p>\n     MOM/\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1925849.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. AYRES BRITTO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      10/04/2012 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.249 RIO DE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)\n     </b>\n     Tenho  que  o  inconformismo  não  merece  acolhida.  No  caso,  a\n    </p>\n    <p>\n     instância judicante de origem declarou a nulidade do ato que eliminou o \nora  agravado  do  concurso  público  para  provimento  do  emprego  de \n“Eletricista  Especializado  –  Manutenção  e  Instalação”  na  Petróleo \nBrasileiro  S.A.  -  Petrobrás.  E  o  fez  sob  os  seguintes  fundamentos  (fls. \n98-100):\n    </p>\n    <p>\n     “Quanto  ao  mérito,  tem-se  que  o  Autor  participou  de \nconcurso público realizado pela Ré para a formação de cadastro \nde reserva no cargo de ‘Eletricista Especializado – Manutenção \ne Instalação’,  obtendo aprovação em 201º lugar no exame de \nqualificação técnica. Contudo, a Ré eliminou-o do certame na \netapa seguinte, denominada de ‘Comprovação de Requisitos e \nQualificação Biopsicossocial’,  sob a justificativa de apresentar \nproblemas  em  sua  coluna  cervical,  mais  precisamente \n‘alterações nos segmentos cervical e dorso lombar’, os quais o \ntornariam inapto para exercer as atividades inerentes ao cargo.\n    </p>\n    <p>\n     O laudo pericial,  contudo – seguindo a mesma linha de \nentendimento do parecer médico acostado à inicial (fls. 51) – foi \ntaxativo  ao  afirmar  que  as  alterações  encontradas  na  coluna \nvertebral do Autor são normais para pessoas de sua faixa etária, \nnão se configurando como doença, sendo impossível afirmar se \nevoluiriam para uma enfermidade em decorrência das funções \na serem exercidas perante a Ré. Frisa o\n     <i>\n      expert\n     </i>\n     que os exames \nradiológicos, por si, não permitiriam tal entendimento.\n    </p>\n    <p>\n     Destaca-se do laudo:\n[…]\nO Assistente Técnico da Ré, a seu turno, não dissente do\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      expert\n     </i>\n     quanto às condições atuais de saúde do Autor.  Porém, \nressalta que também cabe ser feita uma análise prognóstica das\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1925850.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. AYRES BRITTO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 576.249 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     repercussões do trabalho sobre a saúde do trabalhador, de sorte \nque o médico do trabalho ‘\n     <i>\n      não deve aquiescer com a aptidão ao  \ntrabalho de candidato que apresente risco potencial de agravo à sua  \nsaúde em função das características do trabalho a ser desempenhado’.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Dada a devida vênia, tal argumento, aviventado no apelo, \nnão convence.\n    </p>\n    <p>\n     O laudo é bastante  seguro ao  afirmar  que o Autor não \napresenta  qualquer  enfermidade  em  sua  coluna,  sendo \nimpossível  prever  se  as  alterações  descritas  acarretariam \nfuturamente  um  impedimento  ao  pleno  exercício  de  sua \natividade  profissional,  considerando-se  as  condições  de \ntrabalho da Ré.\n    </p>\n    <p>\n     Deveras, o risco de desenvolver o Autor uma doença de \ncoluna  em  função  da  atividade  sempre  existirá.  Mas  não  se \npode asserir,\n     <i>\n      in casu\n     </i>\n     , a existência de um risco potencial maior do \nque  aquele  a  que  qualquer  outro  trabalhador,  no  mesmo \nambiente de trabalho, estará submetido.\n    </p>\n    <p>\n     De fato, o que pretende a Ré é precatar-se contra eventual \nfutura  doença  do  Autor.  Contudo,  não  se  pode  alijar  um \ncandidato  a  uma  vaga  em  concurso  público  com  base  no \nimponderável, sobretudo quando de constata que o edital não \ntraçou limite de idade e que os problemas detectados na coluna \ndo Autor são comuns em pessoas de sua faixa etária.”\n    </p>\n    <p>\n     6. Nessa contextura, entendo que a análise realizada pelo Tribunal de \nJustiça do Estado do Rio de Janeiro não abordou o mérito administrativo, \npelo que não há falar em afronta ao art. 2º da Constituição Republicana.\n    </p>\n    <p>\n     7. Com efeito, segundo consignei na decisão agravada, é firme no \nSupremo Tribunal Federal o entendimento de que “\n     <i>\n      o regular exercício da  \nfunção  jurisdicional,  por  isso  mesmo,  desde  que  pautado  pelo  respeito  à  \nConstituição, não transgride o princípio da separação de poderes”\n     </i>\n     (MS 23.452, \nda relatoria do ministro Celso de Mello).\n    </p>\n    <p>\n     8. De mais a mais, para se chegar a conclusão diversa da adotada \npelo  aresto  impugnado,  faz-se  imprescindível  o  reexame  do  acervo \nfático-probatório  dos  autos.  Providência  que  não  tem  lugar  neste\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1925850.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. AYRES BRITTO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 576.249 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     momento processual, conforme a Súmula 279/STF. \n9.  Ante  o  exposto,  meu  voto  é  pelo  desprovimento  do  agravo\n    </p>\n    <p>\n     regimental. \n* * * * * * * * * * * *\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1925850.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Decisão de Julgamento\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.249\n     </b>\n     PROCED. : RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      RELATOR : MIN. AYRES BRITTO\n     </b>\n     AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRÁS\nADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E OUTRO(A/S)\nADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO COELHO WEAVER\nAGDO.(A/S) : CLÁUDIO ANTÔNIO DE SOUZA\nADV.(A/S) : LUIZ BOMFIM PEREIRA DA CUNHA E OUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     agravo regimental desprovido,  nos termos do voto do \nRelator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores \nMinistros Celso de Mello e Joaquim Barbosa.\n     <b>\n      2ª Turma\n     </b>\n     , 10.04.2012.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à \nsessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e \nRicardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro \nCelso de Mello.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.\n    </p>\n    <p>\n     Karima Batista Kassab\nCoordenadora\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1926313\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "10/04/2012 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.249 RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. AYRES BRITTO\n", "AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRÁS \n", "ADV.(A/S) :CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E \n", "OUTRO(A/S)\n", "ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO COELHO WEAVER \n", "AGDO.(A/S) :CLÁUDIO ANTÔNIO DE SOUZA \n", "ADV.(A/S) :LUIZ BOMFIM PEREIRA DA CUNHA E OUTRO(A/S)\n", "EMENTA:  AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO.  CONCURSO  PÚBLICO.  ELIMINAÇÃO  DE \n", "CANDIDATO.  NULIDADE  DO  ATO  RECONHECIDA  PELA \n", "INSTÂNCIA JUDICANTE  DE  ORIGEM.  AFRONTA AO  ART.  2º  DA \n", "MAGNA  CARTA  DE  1988.  INEXISTÊNCIA.  CONTROVÉRSIA \n", "DECIDIDA  À  LUZ  DO  CONJUNTO  FÁTICO-PROBATÓRIO  DOS \n", "AUTOS.\n", "1. É firme no Supremo Tribunal Federal o entendimento de que “o  \n", "regular exercício da função jurisdicional, por isso mesmo, desde que pautado pelo  \n", "respeito à Constituição, não transgride o princípio da separação de poderes” (MS \n", "23.452, da relatoria do ministro Celso de Mello).\n", "2. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de \n", "Justiça do Estado do Rio de Janeiro  demandaria o reexame de fatos e \n", "provas constantes dos autos. Providência vedada pela Súmula 279/STF.\n", "3. Agravo regimental desprovido.\n", "A C Ó R D Ã O \n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Segunda Turma do Supremo Tribunal  Federal  em desprover o  agravo \n", "regimental,  o  que  fazem  nos  termos  do  voto  do  Relator  e  por \n", "unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1925848.\n", "DJe 26/04/2012\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7\n", "Ementa e Acórdão\n", "RE 576.249 AGR / RJ \n", "conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.\n", "Brasília, 10 de abril de 2012.\n", "MINISTRO AYRES BRITTO  -  RELATOR\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1925848.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7\n", "Relatório\n", "10/04/2012 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.249 RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. AYRES BRITTO\n", "AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRÁS \n", "ADV.(A/S) :CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E \n", "OUTRO(A/S)\n", "ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO COELHO WEAVER \n", "AGDO.(A/S) :CLÁUDIO ANTÔNIO DE SOUZA \n", "ADV.(A/S) :LUIZ BOMFIM PEREIRA DA CUNHA E OUTRO(A/S)\n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator) \n", "Trata-se  de  agravo  regimental  contra  decisão  pela  qual  neguei \n", "seguimento ao recurso extraordinário com agravo porque: a) a análise do \n", "conjunto fático-probatório dos autos é incompatível com a via recursal \n", "extraordinária (Súmula 279/STF);  b)  não ocorreu violação ao art.  2º do \n", "Magno Texto.\n", "2. Pois bem, a parte agravante alega que o deslinde da controvérsia \n", "prescinde  do  reexame  de  matéria  fática.  Sustenta  que,  “diante  do  \n", "constitucional princípio da tripartição e independência dos Poderes da República,  \n", "tratado no art. 2º da CF, não poderia o Poder Judiciário, como ocorreu no caso em  \n", "tela, invadir a esfera legislativa atribuída a outro Poder da República para, por  \n", "intermédio da recorrida prestação jurisdicional que deferiu a pretensão autoral do  \n", "Agravado, erigir norma própria de direito em sentido diametralmente oposto ao  \n", "que preconiza o vigente art. 2º, da CF” (fls. 178/179).\n", "3. Mantida a decisão agravada, submeto o processo ao exame desta \n", "nossa Turma. \n", "É o relatório. \n", "* * * * * * * * * * * *\n", "MOM/\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1925849.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7\n", "Voto - MIN. AYRES BRITTO\n", "10/04/2012 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.249 RIO DE JANEIRO\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator) \n", "Tenho  que  o  inconformismo  não  merece  acolhida.  No  caso,  a \n", "instância judicante de origem declarou a nulidade do ato que eliminou o \n", "ora  agravado  do  concurso  público  para  provimento  do  emprego  de \n", "“Eletricista  Especializado  –  Manutenção  e  Instalação”  na  Petróleo \n", "Brasileiro  S.A.  -  Petrobrás.  E  o  fez  sob  os  seguintes  fundamentos  (fls. \n", "98-100):\n", "“Quanto  ao  mérito,  tem-se  que  o  Autor  participou  de \n", "concurso público realizado pela Ré para a formação de cadastro \n", "de reserva no cargo de ‘Eletricista Especializado – Manutenção \n", "e Instalação’,  obtendo aprovação em 201º lugar no exame de \n", "qualificação técnica. Contudo, a Ré eliminou-o do certame na \n", "etapa seguinte, denominada de ‘Comprovação de Requisitos e \n", "Qualificação Biopsicossocial’,  sob a justificativa de apresentar \n", "problemas  em  sua  coluna  cervical,  mais  precisamente \n", "‘alterações nos segmentos cervical e dorso lombar’, os quais o \n", "tornariam inapto para exercer as atividades inerentes ao cargo.\n", "O laudo pericial,  contudo – seguindo a mesma linha de \n", "entendimento do parecer médico acostado à inicial (fls. 51) – foi \n", "taxativo  ao  afirmar  que  as  alterações  encontradas  na  coluna \n", "vertebral do Autor são normais para pessoas de sua faixa etária, \n", "não se configurando como doença, sendo impossível afirmar se \n", "evoluiriam para uma enfermidade em decorrência das funções \n", "a serem exercidas perante a Ré. Frisa o  expert  que os exames \n", "radiológicos, por si, não permitiriam tal entendimento.\n", "Destaca-se do laudo:\n", "[…]\n", "O Assistente Técnico da Ré, a seu turno, não dissente do \n", "expert quanto às condições atuais de saúde do Autor.  Porém, \n", "ressalta que também cabe ser feita uma análise prognóstica das \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1925850.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7\n", "Voto - MIN. AYRES BRITTO\n", "RE 576.249 AGR / RJ \n", "repercussões do trabalho sobre a saúde do trabalhador, de sorte \n", "que o médico do trabalho ‘não deve aquiescer com a aptidão ao  \n", "trabalho de candidato que apresente risco potencial de agravo à sua  \n", "saúde em função das características do trabalho a ser desempenhado’.\n", "Dada a devida vênia, tal argumento, aviventado no apelo, \n", "não convence.\n", "O laudo é bastante  seguro ao  afirmar  que o Autor não \n", "apresenta  qualquer  enfermidade  em  sua  coluna,  sendo \n", "impossível  prever  se  as  alterações  descritas  acarretariam \n", "futuramente  um  impedimento  ao  pleno  exercício  de  sua \n", "atividade  profissional,  considerando-se  as  condições  de \n", "trabalho da Ré.\n", "Deveras, o risco de desenvolver o Autor uma doença de \n", "coluna  em  função  da  atividade  sempre  existirá.  Mas  não  se \n", "pode asserir, in casu, a existência de um risco potencial maior do \n", "que  aquele  a  que  qualquer  outro  trabalhador,  no  mesmo \n", "ambiente de trabalho, estará submetido.\n", "De fato, o que pretende a Ré é precatar-se contra eventual \n", "futura  doença  do  Autor.  Contudo,  não  se  pode  alijar  um \n", "candidato  a  uma  vaga  em  concurso  público  com  base  no \n", "imponderável, sobretudo quando de constata que o edital não \n", "traçou limite de idade e que os problemas detectados na coluna \n", "do Autor são comuns em pessoas de sua faixa etária.”\n", "6. Nessa contextura, entendo que a análise realizada pelo Tribunal de \n", "Justiça do Estado do Rio de Janeiro não abordou o mérito administrativo, \n", "pelo que não há falar em afronta ao art. 2º da Constituição Republicana.\n", "7. Com efeito, segundo consignei na decisão agravada, é firme no \n", "Supremo Tribunal Federal o entendimento de que “o regular exercício da  \n", "função  jurisdicional,  por  isso  mesmo,  desde  que  pautado  pelo  respeito  à  \n", "Constituição, não transgride o princípio da separação de poderes” (MS 23.452, \n", "da relatoria do ministro Celso de Mello).\n", "8. De mais a mais, para se chegar a conclusão diversa da adotada \n", "pelo  aresto  impugnado,  faz-se  imprescindível  o  reexame  do  acervo \n", "fático-probatório  dos  autos.  Providência  que  não  tem  lugar  neste \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1925850.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7\n", "Voto - MIN. AYRES BRITTO\n", "RE 576.249 AGR / RJ \n", "momento processual, conforme a Súmula 279/STF. \n", "9.  Ante  o  exposto,  meu  voto  é  pelo  desprovimento  do  agravo \n", "regimental. \n", "* * * * * * * * * * * *\n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1925850.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7\n", "Decisão de Julgamento\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.249\n", "PROCED. : RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. AYRES BRITTO\n", "AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRÁS\n", "ADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E OUTRO(A/S)\n", "ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO COELHO WEAVER\n", "AGDO.(A/S) : CLÁUDIO ANTÔNIO DE SOUZA\n", "ADV.(A/S) : LUIZ BOMFIM PEREIRA DA CUNHA E OUTRO(A/S)\n", "Decisão:  agravo regimental desprovido,  nos termos do voto do \n", "Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores \n", "Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 10.04.2012. \n", "Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à \n", "sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e \n", "Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro \n", "Celso de Mello.\n", "Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.\n", "Karima Batista Kassab\n", "Coordenadora\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1926313\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7\n" ], "numero" : "576249", "partes" : [ { "nome" : "MIN. AYRES BRITTO", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "PETRÓLEO BRASILEIRO S/A", "sigla" : "PETROBRÁS", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "LUIZ BOMFIM PEREIRA DA CUNHA E OUTRO(A/S)", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "CLÁUDIO ANTÔNIO DE SOUZA", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. AYRES BRITTO", "texto" : "O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)  Trata-se  de  agravo  regimental  contra  decisão  pela  qual  neguei   seguimento ao recurso extraordinário com agravo porque: a) a análise do  conjunto fático-probatório dos autos é incompatível com a via recursal  extraordinária (Súmula 279/STF);  b)  não ocorreu violação ao art.  2º do  Magno Texto.  2. Pois bem, a parte agravante alega que o deslinde da controvérsia  prescinde  do  reexame  de  matéria  fática.  Sustenta  que,  “diante  do   constitucional princípio da tripartição e independência dos Poderes da República,   tratado no art. 2º da CF, não poderia o Poder Judiciário, como ocorreu no caso em   tela, invadir a esfera legislativa atribuída a outro Poder da República para, por   intermédio da recorrida prestação jurisdicional que deferiu a pretensão autoral do   Agravado, erigir norma própria de direito em sentido diametralmente oposto ao   que preconiza o vigente art. 2º, da CF” (fls. 178/179).  3. Mantida a decisão agravada, submeto o processo ao exame desta  nossa Turma.   É o relatório.  * * * * * * * * * * * *  MOM/ " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)  Tenho  que  o  inconformismo  não  merece  acolhida.  No  caso,  a   instância judicante de origem declarou a nulidade do ato que eliminou o  ora  agravado  do  concurso  público  para  provimento  do  emprego  de  “Eletricista  Especializado  –  Manutenção  e  Instalação”  na  Petróleo  Brasileiro  S.A.  -  Petrobrás.  E  o  fez  sob  os  seguintes  fundamentos  (fls.  98-100):  “Quanto  ao  mérito,  tem-se  que  o  Autor  participou  de  concurso público realizado pela Ré para a formação de cadastro  de reserva no cargo de ‘Eletricista Especializado – Manutenção  e Instalação’,  obtendo aprovação em 201º lugar no exame de  qualificação técnica. Contudo, a Ré eliminou-o do certame na  etapa seguinte, denominada de ‘Comprovação de Requisitos e  Qualificação Biopsicossocial’,  sob a justificativa de apresentar  problemas  em  sua  coluna  cervical,  mais  precisamente  ‘alterações nos segmentos cervical e dorso lombar’, os quais o  tornariam inapto para exercer as atividades inerentes ao cargo.  O laudo pericial,  contudo – seguindo a mesma linha de  entendimento do parecer médico acostado à inicial (fls. 51) – foi  taxativo  ao  afirmar  que  as  alterações  encontradas  na  coluna  vertebral do Autor são normais para pessoas de sua faixa etária,  não se configurando como doença, sendo impossível afirmar se  evoluiriam para uma enfermidade em decorrência das funções  a serem exercidas perante a Ré. Frisa o  expert  que os exames  radiológicos, por si, não permitiriam tal entendimento.  Destaca-se do laudo: […] O Assistente Técnico da Ré, a seu turno, não dissente do   expert quanto às condições atuais de saúde do Autor.  Porém,  ressalta que também cabe ser feita uma análise prognóstica das     repercussões do trabalho sobre a saúde do trabalhador, de sorte  que o médico do trabalho ‘não deve aquiescer com a aptidão ao   trabalho de candidato que apresente risco potencial de agravo à sua   saúde em função das características do trabalho a ser desempenhado’.  Dada a devida vênia, tal argumento, aviventado no apelo,  não convence.  O laudo é bastante  seguro ao  afirmar  que o Autor não  apresenta  qualquer  enfermidade  em  sua  coluna,  sendo  impossível  prever  se  as  alterações  descritas  acarretariam  futuramente  um  impedimento  ao  pleno  exercício  de  sua  atividade  profissional,  considerando-se  as  condições  de  trabalho da Ré.  Deveras, o risco de desenvolver o Autor uma doença de  coluna  em  função  da  atividade  sempre  existirá.  Mas  não  se  pode asserir, in casu, a existência de um risco potencial maior do  que  aquele  a  que  qualquer  outro  trabalhador,  no  mesmo  ambiente de trabalho, estará submetido.  De fato, o que pretende a Ré é precatar-se contra eventual  futura  doença  do  Autor.  Contudo,  não  se  pode  alijar  um  candidato  a  uma  vaga  em  concurso  público  com  base  no  imponderável, sobretudo quando de constata que o edital não  traçou limite de idade e que os problemas detectados na coluna  do Autor são comuns em pessoas de sua faixa etária.”  6. Nessa contextura, entendo que a análise realizada pelo Tribunal de  Justiça do Estado do Rio de Janeiro não abordou o mérito administrativo,  pelo que não há falar em afronta ao art. 2º da Constituição Republicana.  7. Com efeito, segundo consignei na decisão agravada, é firme no  Supremo Tribunal Federal o entendimento de que “o regular exercício da   função  jurisdicional,  por  isso  mesmo,  desde  que  pautado  pelo  respeito  à   Constituição, não transgride o princípio da separação de poderes” (MS 23.452,  da relatoria do ministro Celso de Mello).  8. De mais a mais, para se chegar a conclusão diversa da adotada  pelo  aresto  impugnado,  faz-se  imprescindível  o  reexame  do  acervo  fático-probatório  dos  autos.  Providência  que  não  tem  lugar  neste     momento processual, conforme a Súmula 279/STF.  9.  Ante  o  exposto,  meu  voto  é  pelo  desprovimento  do  agravo   regimental.  * * * * * * * * * * * * ", "votante" : "MIN_AYRES_BRITTO" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac2b0d251224488758a" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do  Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das  notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao  agravo regimental, nos termos do voto do Relator.  Brasília, 12 de junho de 2012.  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Impossibilidade  de  bis  in  idem.  Litispendência  entre  o  mandamus e  a  ação  ordinária  em  curso  perante  a  15ª  Vara  Federal do Distrito Federal, relativamente à qual obteve o impetrante, a  seu favor,  uma antecipação de tutela recursal,  em sede de agravo de  instrumento,  no  Tribunal  Regional  Federal  da  1ª  Região,  o  que  lhe  permitiu  seguir  no  certame  até  a  sua  aprovação  final.  Agravo  regimental não provido.  1.  Ante  a  sua  aprovação  no  concurso  e  ciente  de  seu  direito  encontrar-se  sub judice,  o autor impetra o presente  mandamus, sob a  alegação de possuir direito líquido e certo de ser nomeado e empossado  juntamente  com  os  demais  aprovados.  Não  obstante,  em  verdade,  o  objeto  do  presente  mandado  de  segurança,  como  bem  pontuado  na  decisão  agravada,  decorre,  diretamente,  do  pronunciamento  judicial  contido  na  ação  ordinária.  Dos  fatos  narrados,  verifica-se  que  houve  alteração  da  moldura  fático-jurídica  do  objeto  das  demandas  e  dos  pedidos  que  impulsionaram  a  interposição  da  ação  ordinária  e  a  impetração do  mandado de  segurança, mas,  na verdade,  uma decorre  logicamente da outra.  2.  Muito  embora  inexista  uma  total  identidade  entre  os  três  elementos  identificadores  das  demandas  (partes,  causa  de  pedir  e  pedido), há litispendência entre o presente mandamus e a ação ordinária  em  curso  perante  a  15ª  Vara  Federal  do  Distrito  Federal,  pois  ocorre   Supremo Tribunal Federal DJe 09/08/2012  justamente  o  bis  in  idem que  se  deve  evitar:  a  existência  de  dois  processos que visam ao mesmo resultado prático, qual seja, a posse do  impetrante.  3. O alegado direito líquido e certo à posse na data aprazada ou à  reserva de vaga, com apoio em decisão judicial precária, obtida em ação  ordinária, não configura direito autônomo do impetrante que mereça ser  amparado  por  mandado  de  segurança,  significando,  tão  somente,  a  extensão  do  provimento  que  se  busca  para  acautelar  eventual  procedência da ação ordinária, devendo, portanto, ser postulado no juízo  competente para conhecer da matéria de fundo.  4. Agravo regimental não provido.  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DIAS TOFFOLI\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     JOSÉ RICARDO TEIXEIRA ALVES\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ANTÔNIO TORREÃO BRAZ FILHO E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Agravo  regimental  em  mandado  de  segurança  preventivo. \nDenegação da segurança. Vigésimo Quarto Concurso para Procurador \nda  República.  Candidato\n      <i>\n       sub  judice\n      </i>\n      .  Nomeação  e  posse  imediatas. \nEscolha  de  Lotação.  Impossibilidade  de\n      <i>\n       bis  in  idem\n      </i>\n      .  Litispendência \nentre  o\n      <i>\n       mandamus\n      </i>\n      e  a  ação  ordinária  em  curso  perante  a  15ª  Vara \nFederal do Distrito Federal, relativamente à qual obteve o impetrante, a \nseu favor,  uma antecipação de tutela recursal,  em sede de agravo de \ninstrumento,  no  Tribunal  Regional  Federal  da  1ª  Região,  o  que  lhe \npermitiu  seguir  no  certame  até  a  sua  aprovação  final.  Agravo \nregimental não provido.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1.  Ante  a  sua  aprovação  no  concurso  e  ciente  de  seu  direito \nencontrar-se\n     <b>\n      sub judice\n     </b>\n     ,  o autor impetra o presente\n     <b>\n      mandamus\n     </b>\n     <i>\n      ,\n     </i>\n     sob a \nalegação de possuir direito líquido e certo de ser nomeado e empossado \njuntamente  com  os  demais  aprovados.  Não  obstante,  em  verdade,  o \nobjeto  do  presente  mandado  de  segurança,  como  bem  pontuado  na \ndecisão  agravada,  decorre,  diretamente,  do  pronunciamento  judicial \ncontido  na  ação  ordinária.  Dos  fatos  narrados,  verifica-se  que  houve \nalteração  da  moldura  fático-jurídica  do  objeto  das  demandas  e  dos \npedidos  que  impulsionaram  a  interposição  da  ação  ordinária  e  a \nimpetração do  mandado de  segurança,\n     <b>\n     </b>\n     mas,  na verdade,  uma decorre \nlogicamente da outra.\n    </p>\n    <p>\n     2.  Muito  embora  inexista  uma  total  identidade  entre  os  três \nelementos  identificadores  das  demandas  (partes,  causa  de  pedir  e \npedido), há litispendência entre o presente\n     <b>\n      mandamus\n     </b>\n     e a ação ordinária \nem  curso  perante  a  15ª  Vara  Federal  do  Distrito  Federal,  pois  ocorre\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2234448.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nDJe 09/08/2012\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 27.750 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     justamente  o\n     <b>\n      bis  in  idem\n     </b>\n     que  se  deve  evitar:  a  existência  de  dois \nprocessos que visam ao mesmo resultado prático, qual seja, a posse do \nimpetrante.\n    </p>\n    <p>\n     3. O alegado direito líquido e certo à posse na data aprazada ou à \nreserva de vaga, com apoio em decisão judicial precária, obtida em ação \nordinária, não configura direito autônomo do impetrante que mereça ser \namparado  por  mandado  de  segurança,  significando,  tão  somente,  a \nextensão  do  provimento  que  se  busca  para  acautelar  eventual \nprocedência da ação ordinária,\n     <b>\n     </b>\n     devendo, portanto, ser postulado no juízo \ncompetente para conhecer da matéria de fundo.\n    </p>\n    <p>\n     4. Agravo regimental não provido.\n     <b>\n      ACÓRDÃO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nPrimeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do \nSenhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das \nnotas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao \nagravo regimental, nos termos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 12 de junho de 2012.\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO DIAS TOFFOLI\nRelator\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2234448.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      12/06/2012 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.750 DISTRITO FEDERAL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     JOSÉ RICARDO TEIXEIRA ALVES\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ANTÔNIO TORREÃO BRAZ FILHO E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATÓRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n     </b>\n     Cuida-se de agravo regimental interposto por José Ricardo Teixeira\n    </p>\n    <p>\n     Alves  em  face  do  Procurador-Geral  da  República,  com  o  objetivo  de \nsubmeter  ao  crivo  do  colegiado  a  decisão  de  fls.180/184,  da  lavra  do \nsaudoso Ministro\n     <b>\n      Menezes Direito\n     </b>\n     ,  na qual foi  denegada a segurança, \ncom fundamento no art. 267, V, do Código de Processo Civil.\n    </p>\n    <p>\n     Para  melhor  compreensão  da  demanda,  transcrevo  a  decisão \nrecorrida:\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      “\n     </b>\n     Vistos.\nMandado  de  segurança  preventivo  impetrado  por  José\n    </p>\n    <p>\n     Ricardo Teixeira Alves, candidato aprovado em 7º lugar no 24º \nconcurso público para o cargo de Procurador da República, no \nqual requer a concessão de medida liminar para ‘\n     <i>\n      determinar seja  \npossibilitada a posse do Impetrante na carreira do Ministério Público  \nFederal juntamente com os 62 (sessenta e dois) primeiros colocados no  \nconcurso que tomarão posse no próximo dia 3 de dezembro de 2008’\n     </i>\n     (fl. 20).\n    </p>\n    <p>\n     O impetrante alega ter receio de não ser empossado no \ncargo  ‘\n     <i>\n      em  virtude  do  fato  de  que  o  Excelentíssimo  Senhor  \nProcurador-Geral  da  República,  presidindo o  Conselho Superior  do  \nMinistério Público Federal na Sessão Extraordinária realizada no dia  \n6  de  novembro  de  2008,  orientou-se  no  sentido  de  negar,  sem  \nressalvas, a nomeação e a posse imediatas dos candidatos aprovados no  \ncertamente  que  encontram-se  apoiados  em  decisões  judiciais  de  \nnatureza liminar,  separando estes dos  demais  candidatos aprovados  \nque serão nomeados no próximo dia 3 de dezembro de 2008’\n     </i>\n     (fl. 3).\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2234445.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 27.750 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Verifico  que  o  impetrante  participou  das  provas \ndiscursivas e orais amparado por decisão do Tribunal Regional \nFederal  da  1ª  Região  (fls.  165/170),  que  deferiu  pedido  de \nantecipação de tutela em agravo de instrumento interposto no \ncurso da ação ordinária que o impetrante move, perante a 15ª \nVara Federal do Distrito Federal, em face da União Federal.\n    </p>\n    <p>\n     Decido. \nConforme se depreende dos autos,  na mencionada ação\n    </p>\n    <p>\n     ordinária o ora impetrante pretende a declaração da nulidade \nde determinadas questões da prova objetiva para reverter a sua \nreprovação nesta etapa do certame. E, de fato, ele obteve a seu \nfavor uma antecipação de tutela recursal, em sede de agravo de \ninstrumento no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, o que \nlhe permitiu seguir no certame até a sua aprovação final, em 7º \nlugar.\n    </p>\n    <p>\n     Neste mandado de segurança pretende seja o Procurador-\nGeral da República compelido a lhe dar posse junto com os 62 \nprimeiros  colocados  no  concurso,  no  próximo  dia  3  de \ndezembro.\n    </p>\n    <p>\n     Verifico, entretanto, que há litispendência entre o presente\n     <b>\n      mandamus\n     </b>\n     e  a  ação  ordinária  em  curso  perante  a  15ª  Vara \nFederal  do Distrito Federal,  muito embora inexista uma total \nidentidade  entre  os  três  elementos  identificadores  das \ndemandas (partes, causa de pedir e pedido).\n    </p>\n    <p>\n     As partes são as mesmas:  de um lado o impetrante,  de \noutro a União Federal.  Anoto, a propósito, que este Supremo \nTribunal Federal já decidiu que a parte passiva no mandado de \nsegurança é a pessoa jurídica à qual está vinculada a autoridade \ncoatora,  como  se  extrai  da  ementa  do  ROMS  nº  25.153,  da \nrelatoria  do  Ministro\n     <b>\n      Carlos  Britto\n     </b>\n     ,  1ª  Turma,  DJ  23/9/05,\n     <b>\n      verbis:\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     ‘RECURSO  ORDINÁRIO.  SERVIDORA \nCONTRATADA NO EXTERIOR.  AÇÃO ORDINÁRIA E \nMANDADO  DE  SEGURANÇA.  LEI  Nº  8.112/90. \nLITISPENDÊNCIA. CPC. ART. 301, §§1º, 2º E 3º.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2234445.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 27.750 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Configura-se  litispendência  entre  ação  de  rito \ncomum  –  ainda  em  curso  –  e  mandado  de  segurança, \nquando  ambos  desenvolvem  a  mesma  causa  de  pedir. \nAdemais,  o  objeto  deste  se  inclui  no  daquela, \nrelativamente ao pedido de enquadramento da servidora \nno  regime  da  Lei  nº  8.112/90,  com a  transformação  do \nrespectivo emprego em cargo público.\n    </p>\n    <p>\n     Por outro lado,\n     <b>\n      há identidade de partes porque, em \nambos os  casos,  a  União  –  que  tem legitimidade para \nrecorrer ou contra-arrazoar no mandado de segurança – \nresponde  pelos  efeitos  patrimoniais  da  decisão \neventualmente favorável à recorrente\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Recurso ordinário desprovido\n     </i>\n     (grifei).’\n    </p>\n    <p>\n     A  causa  de  pedir,  contudo,  é  apenas  parcialmente \ncoincidente,  até  porque,  aprovado  o  impetrante  nas  fases \nsubseqüentes do concurso, fatos novos ocorreram. Enquanto na \nação  ordinária  arguiu-se  a  incorreção  do  gabarito,  aqui, \ninsurge-se  o  impetrante  contra  a  possibilidade  de  que  seja \nnegada a sua posse, por estar a sua aprovação\n     <b>\n      sub judice\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Com  essa  evolução  dos  fatos,  também  os  pedidos \nformulados são distintos. Na ação ordinária, havia um pedido \nde anulação de questões da prova objetiva (como informado à \nfl. 3), de modo que o candidato nela fosse aprovado e pudesse \nseguir no concurso público. Já neste mandado de segurança, o \nque  se  pede  é  ‘\n     <i>\n      o  direito  à  escolha  de  lotação  pelo  Impetrante  de  \nacordo com a sua classificação no certame, bem como à reserva de sua  \nvaga, devendo ser garantida nesse caso a retroatividade, à data do ato  \nimpugnado,  dos  efeitos  patrimoniais  e  materiais  que  podem  ser  \nsuprimidos  do  Impetrante  em virtude  do  fato  deste  ser  qualificado  \ncomo um candidato\n      <b>\n       sub judice’\n      </b>\n     </i>\n     (fl. 20).\n    </p>\n    <p>\n     Ainda assim, constato a litispendência. \nDe acordo com a lição de\n     <b>\n      Cândido Rangel Dinamarco\n     </b>\n     , ‘\n     <i>\n      a\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      chamada  teoria  dos  três\n      <b>\n       eadem\n      </b>\n     </i>\n     <i>\n      (mesmas  partes,  mesma\n      <b>\n       causa \npetendi\n      </b>\n     </i>\n     <i>\n      , mesmo\n      <b>\n       petitum\n      </b>\n     </i>\n     <i>\n      ), conquanto muito prestigiosa e realmente  \nútil,  não  é  suficiente  em si  mesma  para  delimitar  com precisão  o\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2234445.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 27.750 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      âmbito  de  incidência  do  impedimento  causado  pela  litispendência.  \nConsiderado o objetivo do instituto (evitar  o\n      <b>\n       bis in idem\n      </b>\n     </i>\n     <i>\n      ),  o  que  \nimporta  é\n      <b>\n       evitar  dois  processos  instaurados  com  o  fim  de  \nproduzir  o  mesmo  resultado  prático’\n      </b>\n     </i>\n     (grifos  do  original  –\n     <b>\n      <i>\n       Instituições de Direito Processual Civil\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .\n      <b>\n       Vol II\n      </b>\n     </i>\n     <i>\n      .\n     </i>\n     5ª ed., 2005. São \nPaulo: Malheiros, p. 62).\n    </p>\n    <p>\n     No  caso,  ocorre  justamente  o\n     <b>\n      bis  in  idem\n     </b>\n     que  se  deve \nevitar:  há  dois  processos  que  visam  ao  mesmo  resultado \nprático, qual seja: a posse do impetrante.\n    </p>\n    <p>\n     Com a sua aprovação e a existência de vagas, a posse do \nimpetrante constituirá mero efeito da eventual procedência da \nação ordinária que move em face da União Federal, razão pela \nqual  a  questão  não  pode  ser  discutida,  de  modo  autônomo, \nnesta ação de mandado de segurança.\n    </p>\n    <p>\n     Na  realidade,  caso  a  posse  do  impetrante  venha  a  ser \nnegada pelo Procurador-Geral da República – sob a alegação de \nque a questão se encontra\n     <b>\n      sub judice\n     </b>\n     e não por um fundamento \ndistinto  –  o  problema  será  de  descumprimento  ou  não  da \ndecisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, dependendo \nda extensão que mereça, não havendo, contudo, uma violação \nautônoma a outro direito subjetivo do candidato, a justificar a \nimpetração deste mandado de segurança.\n    </p>\n    <p>\n     É  evidente,  por  outro  lado,  que  não  caberia  a  este \nSupremo Tribunal  Federal  analisar  a  extensão da  decisão  do \nTribunal  Regional  Federal  da  1ª  Região  ou  o  seu  eventual \ndescumprimento, pois tais problemas devem ser dirimidos na \nvia eleita inicialmente.\n    </p>\n    <p>\n     Em  memorial,  faz  o  impetrante  referência  a  decisão \nmonocrática  proferida,  em  13  de  novembro  último,  pelo \nMinistro\n     <b>\n      Carlos Britto\n     </b>\n     , no MS nº 27.260, que, para candidato do \nmesmo  concurso  público,  o  qual  se  encontra  em  situação \nbastante semelhante à do impetrante, deferiu liminar para que:\n     <i>\n      a) a autora participe da escolha de lotação, segundo sua classificação  \nno concurso; b) seja reservada sua vaga, na lotação obtida no processo  \nde escolha\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Aludida decisão somente confirma o acerto do raciocínio\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2234445.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 27.750 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     que ora desenvolvo, porque, naquela hipótese a via eleita pela \ncandidata foi, desde o início, a via do mandado de segurança \nperante este Supremo Tribunal Federal e foi justamente em tal \nação que o Ministro\n     <b>\n      Carlos Britto\n     </b>\n     houve por bem garantir  a \nprecedência  da  escolha  da  lotação  e  a  reserva  da  vaga \nrespectiva.\n    </p>\n    <p>\n     No caso presente, ao revés, a via eleita pelo impetrante foi \na da ação ordinária,  razão pela qual, por escolha própria, ele \ndeve nela seguir, não sendo possível admitir o pretendido\n     <b>\n      bis \nin idem.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Ante o exposto, com fundamento no art. 267, V, do Código \nde Processo Civil, denego a segurança.”\n    </p>\n    <p>\n     O agravante defende a  reforma da decisão,  por serem distintas  a \ncausa de  pedir  da Ação Ordinária  nº  2008.34.00.012220-7  -  em trâmite \nperante a 15ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal – e a \ncausa  de  pedir  do  presente  Mandado  de  Segurança,  não  apenas  pela \nsuperveniência  de  fatos  novos,  mas,  principalmente,  pelo  nexo  lógico-\njurídico entre os fatos e o pedido formulado em cada ação.\n    </p>\n    <p>\n     Aduz que o objeto da ação ordinária é a divergência de gabaritos da \n1ª  fase  do  concurso,  a  qual  sustentou  seu  direito  à  continuidade   no \ncertame,  tendo  em  vista  ter  apresentado  impugnação  do  gabarito \ndivulgado pela organização do concurso para determinadas questões da \nprova objetiva.\n    </p>\n    <p>\n     Assevera  que  o  pedido  formulado  na  ação  que  tramita  no  Juízo \nfederal de 1ª instância é apenas pela anulação de questões da prova, bem \ncomo  pela  possibilidade  de  o  agravante  prosseguir  participando  do \nconcurso. Por essas razões, não haveria, na ação ordinária, pedido pela \nefetiva nomeação e posse do agravante.\n    </p>\n    <p>\n     Afirma o agravante que o direito autônomo perseguido na presente \nimpetração está consubstanciado nos arts. 194 e 202, § 3º, da LC nº 75/93, \nos quais asseguram o direito à escolha da vaga em conformidade com a \ncolocação  no  concurso  público,  que  restará  violado  pelo  Senhor \nProcurador-Geral da República caso esse se limite a nomear apenas os \ncandidatos que não se valeram de decisões judiciais.\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2234445.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 27.750 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Alega, ainda, que a preservação do direito perseguido na presente \nimpetração não poderia ser assegurado pelo desdobramento natural da \nreferida  ação  ordinária,  pois,  se  o  agravante  vier  a  ser  nomeado  e \nempossado no futuro, permanecerá preterido do processo de escolha das \nvagas conforme a ordem de classificação.\n    </p>\n    <p>\n     Por  fim,  aduz  ser  clara  a  distinção  dos  resultados  práticos \nperseguidos em cada processo, o que afasta a incidência do art. 267, V, do \nCPC.\n    </p>\n    <p>\n     Requer  se  conheça  do  presente  agravo  regimental  e  a  ele  se  dê \nprovimento,  para  que,  reformada  a  decisão  agravada,  adentre-se  ao \nmérito da presente impetração.\n    </p>\n    <p>\n     No mérito, postula o reconhecimento de seu direito à nomeação e à \nposse no cargo de Procurador da República,  juntamente com todos os \ndemais candidatos aprovados no concurso público e, sucessivamente, seja \nreconhecido seu direito à participação no processo de escolha e lotação, \nbem como à reserva de sua vaga, garantida a retroatividade de todos os \nefeitos patrimoniais decorrentes da sua preterição.\n    </p>\n    <p>\n     Conforme fls. 198/199, o Senhor Vice-Procurador-Geral da República \nmanifestou-se pela perda do objeto e, consequente, prejudicialidade do \npresente\n     <b>\n      mandamus\n     </b>\n     , conforme parecer assim ementado:\n    </p>\n    <p>\n     “AGRAVO  REGIMENTAL.  MANDADO  DE \nSEGURANÇA.  24º  CONCURSO  PARA  PROCURADOR  DA \nREPÚBLICA.  DECISÃO  QUE  DENEGOU  A  SEGURANÇA. \nCANDIDATO  QUE  NÃO  APRTICIPOU  DA ESCOLHA DE \nLOTAÇÃO E NÃO TOMOU POSSE NA DATA PRETENDIDA. \nPERDA DE OBJETO.”\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2234445.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      12/06/2012 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.750 DISTRITO FEDERAL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      VOTO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n     </b>\n     A decisão por que o Ministro\n     <b>\n      Menezes Direito\n     </b>\n     negou seguimento ao\n    </p>\n    <p>\n     mandado  de  segurança  está  fundamentada  na  existência  de \nlitispendência  entre  o  presente\n     <b>\n      mandamus\n     </b>\n     e  a  Ação  Ordinária  nº \n2008.34.00.012220-7.\n    </p>\n    <p>\n     O agravante defende a reforma da aludida decisão pelo fundamento \nda ausência de relação de igualdade entre a causa de pedir na referida \nação ordinária e a pretensão deduzida no\n     <b>\n      writ\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Em que pese as razões apresentadas pelo agravante,  entendo que \nnão merece reparo a decisão agravada, devendo ser mantida pelos seus \npróprios fundamentos.\n    </p>\n    <p>\n     No caso,  o ora agravante ingressou com ação ordinária na Justiça \ncomum movido pelo propósito de anular questões da prova objetiva e de \nassegurar  sua  participação  nas  fases  seguintes  à  primeira  fase  do \nconcurso.\n    </p>\n    <p>\n     O  impetrante,  amparado  por  decisão  de  antecipação  de  tutela \nrecursal, deferida perante o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, nos \nautos AG nº 2004.01.00.003515-5, realizou a segunda e a terceira fases do \n24º  Concurso  para  Procurador  da  República,  alcançando  a  7ª  posição \nentre  os  candidatos  classificados  no  certame.  O título  judicial  que  lhe \ngarantiu o direito de continuar nas fases seguintes do concurso está assim \nfundamentado:\n    </p>\n    <p>\n     “(...)\nNão obstante os fundamentos em que se amparou o douto\n    </p>\n    <p>\n     juízo monocrático, vejo presentes, na espécie, os pressupostos \ndo art. 558 do CPC, a autorizar a concessão da tutela recursal \nalmejada, em face do seu caráter meramente preventivo e, por \nisso, compatível com a tutela cautelar de agravo, manifestada \nnas letras e no espírito do referido dispositivo legal, de forma a \npropiciar  a  participação  do  autor  recorrente  nas  provas\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2234446.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 27.750 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     subjetivas já designadas, enquanto se discute a legitimidade, ou \nnão,  da sua  eliminação na fase  anterior  do concurso  público \nquestionado  nos  autos  de  origem,  sob pena  de  ineficácia  do \njulgado  a  ser  proferida\n     <i>\n      (sic)\n     </i>\n     ,  em  caso  de  procedência  da \npretensão ali postulada” (fl. 169).\n    </p>\n    <p>\n     Em momento posterior, após lograr o 7º lugar na classificação final \ndo  concurso,  o  presente\n     <b>\n      mandamus\n     </b>\n     <i>\n     </i>\n     foi  impetrado  pelo  agravante, \nmediante o receio de lhe ser negado o direito de tomar posse no dia 3 de \ndezembro de 2008, sendo preterido na escolha da lotação por candidatos \naprovados em posição inferior na lista de classificação.\n    </p>\n    <p>\n     Dos  fatos  narrados,  verifica-se  que  houve  alteração  da  moldura \nfático-jurídica do objeto das demandas e dos pedidos que impulsionaram \na interposição da ação ordinária, bem como a impetração do mandado de \nsegurança,\n     <b>\n      mas, na verdade, uma decorre logicamente da outra\n     </b>\n     . Nesse \nsentido, bem esclareceu o saudoso Ministro\n     <b>\n      Menezes Direito\n     </b>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     “Com  essa  evolução  dos  fatos,  também  os  pedidos \nformulados são distintos. Na ação ordinária, havia um pedido \nde anulação de questões da prova objetiva (como informado à \nfl. 3), de modo que o candidato nela fosse aprovado e pudesse \nseguir no concurso público. Já neste mandado de segurança, o \nque  se  pede  é  ‘\n     <i>\n      o  direito  à  escolha  de  lotação  pelo  Impetrante  de  \nacordo com a sua classificação no certame, bem como à reserva de sua  \nvaga, devendo ser garantida nesse caso a retroatividade, à data do ato  \nimpugnado,  dos  efeitos  patrimoniais  e  materiais  que  podem  ser  \nsuprimidos  do  Impetrante  em virtude  do  fato  deste  ser  qualificado  \ncomo um candidato\n      <b>\n       sub judice’\n      </b>\n     </i>\n     (fl. 20).\n    </p>\n    <p>\n     Ainda assim, constato a litispendência. \nDe acordo com a lição de\n     <b>\n      Cândido Rangel Dinamarco\n     </b>\n     , ‘\n     <i>\n      a\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      chamada  teoria  dos  três\n      <b>\n       eadem\n      </b>\n     </i>\n     <i>\n      (mesmas  partes,  mesma\n      <b>\n       causa \npetendi\n      </b>\n     </i>\n     <i>\n      , mesmo\n      <b>\n       petitum\n      </b>\n     </i>\n     <i>\n      ), conquanto muito prestigiosa e realmente  \nútil,  não  é  suficiente  em si  mesma  para  delimitar  com precisão  o  \nâmbito  de  incidência  do  impedimento  causado  pela  litispendência.  \nConsiderado o objetivo do instituto (evitar  o\n      <b>\n       bis in idem\n      </b>\n     </i>\n     <i>\n      ),  o  que\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2234446.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 27.750 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      importa  é\n      <b>\n       evitar  dois  processos  instaurados  com  o  fim  de  \nproduzir  o  mesmo  resultado  prático’\n      </b>\n     </i>\n     (grifos  do  original  –\n     <b>\n      <i>\n       Instituições de Direito Processual Civil\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .\n      <b>\n       Vol II\n      </b>\n     </i>\n     <i>\n      .\n     </i>\n     5ª ed., 2005. São \nPaulo: Malheiros, p. 62).\n    </p>\n    <p>\n     No  caso,  ocorre  justamente  o\n     <b>\n      bis  in  idem\n     </b>\n     que  se  deve \nevitar:\n     <b>\n      há  dois  processos  que  visam  ao  mesmo  resultado \nprático, qual seja: a posse do impetrante.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Com a sua aprovação e a existência de vagas, a posse do \nimpetrante constituirá mero efeito da eventual procedência da \nação ordinária que move em face da União Federal, razão pela \nqual a questão não pode ser discutida, de modo autônomo, \nnesta ação de mandado de segurança.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Na  realidade,  caso  a  posse  do  impetrante  venha  a  ser \nnegada pelo Procurador-Geral da República – sob a alegação de \nque a questão se encontra\n     <b>\n      sub judice\n     </b>\n     e não por um fundamento \ndistinto  –\n     <b>\n      o  problema  será  de  descumprimento  ou  não  da \ndecisão  do  Tribunal  Regional  Federal  da  1ª  Região, \ndependendo da extensão que mereça, não havendo, contudo, \numa  violação  autônoma  a  outro  direito  subjetivo  do \ncandidato,  a  justificar  a  impetração  deste  mandado  de \nsegurança\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     É  evidente,  por  outro  lado,  que  não  caberia  a  este \nSupremo Tribunal  Federal  analisar  a  extensão da  decisão  do \nTribunal  Regional  Federal  da  1ª  Região  ou  o  seu  eventual \ndescumprimento, pois tais problemas devem ser dirimidos na \nvia eleita inicialmente.\n    </p>\n    <p>\n     Em  memorial,  faz  o  impetrante  referência  a  decisão \nmonocrática  proferida,  em  13  de  novembro  último,  pelo \nMinistro\n     <b>\n      Carlos Britto\n     </b>\n     , no MS nº 27.260, que, para candidato do \nmesmo  concurso  público,  o  qual  se  encontra  em  situação \nbastante semelhante à do impetrante, deferiu liminar para que:\n     <i>\n      a) a autora participe da escolha de lotação, segundo sua classificação  \nno concurso; b) seja reservada sua vaga, na lotação obtida no processo  \nde escolha\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Aludida decisão somente confirma o acerto do raciocínio \nque ora desenvolvo, porque, naquela hipótese a via eleita pela\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2234446.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 27.750 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     candidata foi, desde o início, a via do mandado de segurança \nperante este Supremo Tribunal Federal e foi justamente em tal \nação que o Ministro\n     <b>\n      Carlos Britto\n     </b>\n     houve por bem garantir  a \nprecedência  da  escolha  da  lotação  e  a  reserva  da  vaga \nrespectiva.\n    </p>\n    <p>\n     No caso presente, ao revés, a via eleita pelo impetrante foi \na da ação ordinária,  razão pela qual, por escolha própria, ele \ndeve nela seguir, não sendo possível admitir o pretendido\n     <b>\n      bis \nin idem\n     </b>\n     ” (grifos nossos).\n    </p>\n    <p>\n     Ante a sua aprovação no concurso e ciente de seu direito encontrar-\nse\n     <b>\n      sub judice\n     </b>\n     , o autor impetra o presente\n     <b>\n      mandamus\n     </b>\n     <i>\n      ,\n     </i>\n     sob a alegação de \npossuir direito líquido e certo de ser nomeado e empossado juntamente \ncom  os  demais  aprovados.  Não  obstante,  em  verdade,  o  objeto  do \npresente  mandado  de  segurança,  como  bem  pontuado  na  decisão \nagravada, decorre, diretamente, do pronunciamento judicial contido na \nação ordinária.\n    </p>\n    <p>\n     Por sua vez, ainda que se afastasse a incidência da litispendência, \npela ausência de identidade entre os três elementos da ação, entendo não \nhaver, no presente caso, afronta ao direito líquido e certo que mereça ser \namparado por mandado de segurança.\n    </p>\n    <p>\n     Isso porque o direito líquido e certo é aquele que se basta na sua \nexistência e é delimitado na sua extensão e que, portanto, está apto a ser \nexercitado  no  momento  da  impetração  (Meirelles,  Hely  Lopes;  Wald, \nArnoldo;  Mendes,  Ferreira  Gilmar.\n     <b>\n      Mandado  de  segurança  e  ações \nconstitucionais\n     </b>\n     . São Paulo: Editora Malheiros, 2009. p. 30).\n    </p>\n    <p>\n     O impetrante\n     <i>\n      ,\n     </i>\n     mesmo que aprovado, conforme classificação final do \nconcurso, encontra-se apoiado em\n     <b>\n      decisão judicial precária\n     </b>\n     , a qual não \nconfere ao suposto direito alegado a aptidão necessária para justificar a \nimpetração de mandado de segurança, não se colocando, portanto, como \ndireito subjetivo próprio e autônomo do impetrante.  Nesse sentido,  Di \nPietro:\n    </p>\n    <p>\n     “(…) o direito subjetivo próprio do impetrante no sentido \nde  que  o\n     <b>\n      mandado  de  segurança  somente  é  cabível  para\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2234446.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MS 27.750 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      proteger  direito  e  não  simples  interesse\n     </b>\n     e  esse  direito  deve \npertencer ao próprio impetrante; (…). (Di Pietro, Maria Sylvia \nZanella.\n     <b>\n      Direito  Administrativo.\n     </b>\n     21.  ed.  São  Paulo:  Editora \nAtlas S.A., 2007. p. 732)”\n    </p>\n    <p>\n     Com  efeito,  o  alegado  direito  líquido  e  certo  à  posse  na  data \naprazada  ou  à  reserva  de  vaga  não  configura  direito  autônomo  do \nimpetrante  que  mereça  ser  amparado  por  mandado  de  segurança,\n     <b>\n      significando, tão somente, a extensão do provimento que se busca para \nacautelar eventual procedência da Ação Ordinária nº 2008.34.00.012220-\n7\n     </b>\n     , devendo, portanto, ser postulado no juízo competente para conhecer da \nmatéria de fundo.\n    </p>\n    <p>\n     Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2234446.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      12/06/2012 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.750 DISTRITO FEDERAL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      V O T O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR  MINISTRO  LUIZ  FUX\n     </b>\n     -  Senhor  Presidente,  estou \nnegando provimento, porque o\n     <b>\n      mandamus\n     </b>\n     visava à concessão da ordem \npara assegurar o seu direito à posse no cargo de Procurador, na sessão de \n03 de dezembro/2008. A medida liminar foi denegada de plano em razão \nda litispendência. Então, acabou a sessão, não tem mais interesse, perdeu \no objeto.\n    </p>\n    <p>\n     Estou denegando por esse fundamento.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2468114.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Decisão de Julgamento\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.750\n     </b>\n     PROCED. : DISTRITO FEDERAL\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n     </b>\n     AGTE.(S) : JOSÉ RICARDO TEIXEIRA ALVES\nADV.(A/S) : ANTÔNIO TORREÃO BRAZ FILHO E OUTRO(A/S)\nAGDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \ntermos  do  voto  do  Relator.  Unânime.  Não  participaram, \njustificadamente,  deste  julgamento,  o  Senhor  Ministro  Marco \nAurélio e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor \nMinistro Dias Toffoli. 1ª Turma, 12.6.2012.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência  do  Senhor  Ministro  Dias  Toffoli.  Presentes  à\n    </p>\n    <p>\n     Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux \ne Rosa Weber.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Edson  Oliveira  de \nAlmeida.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2218536\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "12/06/2012 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.750 DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "AGTE.(S) : JOSÉ RICARDO TEIXEIRA ALVES \n", "ADV.(A/S) :ANTÔNIO TORREÃO BRAZ FILHO E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA \n", "EMENTA\n", "Agravo  regimental  em  mandado  de  segurança  preventivo. \n", "Denegação da segurança. Vigésimo Quarto Concurso para Procurador \n", "da  República.  Candidato  sub  judice.  Nomeação  e  posse  imediatas. \n", "Escolha  de  Lotação.  Impossibilidade  de  bis  in  idem.  Litispendência \n", "entre  o  mandamus e  a  ação  ordinária  em  curso  perante  a  15ª  Vara \n", "Federal do Distrito Federal, relativamente à qual obteve o impetrante, a \n", "seu favor,  uma antecipação de tutela recursal,  em sede de agravo de \n", "instrumento,  no  Tribunal  Regional  Federal  da  1ª  Região,  o  que  lhe \n", "permitiu  seguir  no  certame  até  a  sua  aprovação  final.  Agravo \n", "regimental não provido.\n", "1.  Ante  a  sua  aprovação  no  concurso  e  ciente  de  seu  direito \n", "encontrar-se  sub judice,  o autor impetra o presente  mandamus, sob a \n", "alegação de possuir direito líquido e certo de ser nomeado e empossado \n", "juntamente  com  os  demais  aprovados.  Não  obstante,  em  verdade,  o \n", "objeto  do  presente  mandado  de  segurança,  como  bem  pontuado  na \n", "decisão  agravada,  decorre,  diretamente,  do  pronunciamento  judicial \n", "contido  na  ação  ordinária.  Dos  fatos  narrados,  verifica-se  que  houve \n", "alteração  da  moldura  fático-jurídica  do  objeto  das  demandas  e  dos \n", "pedidos  que  impulsionaram  a  interposição  da  ação  ordinária  e  a \n", "impetração do  mandado de  segurança, mas,  na verdade,  uma decorre \n", "logicamente da outra.\n", "2.  Muito  embora  inexista  uma  total  identidade  entre  os  três \n", "elementos  identificadores  das  demandas  (partes,  causa  de  pedir  e \n", "pedido), há litispendência entre o presente mandamus e a ação ordinária \n", "em  curso  perante  a  15ª  Vara  Federal  do  Distrito  Federal,  pois  ocorre \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2234448.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "DJe 09/08/2012\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15\n", "Ementa e Acórdão\n", "MS 27.750 AGR / DF \n", "justamente  o  bis  in  idem que  se  deve  evitar:  a  existência  de  dois \n", "processos que visam ao mesmo resultado prático, qual seja, a posse do \n", "impetrante.\n", "3. O alegado direito líquido e certo à posse na data aprazada ou à \n", "reserva de vaga, com apoio em decisão judicial precária, obtida em ação \n", "ordinária, não configura direito autônomo do impetrante que mereça ser \n", "amparado  por  mandado  de  segurança,  significando,  tão  somente,  a \n", "extensão  do  provimento  que  se  busca  para  acautelar  eventual \n", "procedência da ação ordinária, devendo, portanto, ser postulado no juízo \n", "competente para conhecer da matéria de fundo.\n", "4. Agravo regimental não provido.\n", "ACÓRDÃO\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do \n", "Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das \n", "notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao \n", "agravo regimental, nos termos do voto do Relator.\n", "Brasília, 12 de junho de 2012.\n", "MINISTRO DIAS TOFFOLI\n", "Relator\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2234448.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15\n", "Relatório\n", "12/06/2012 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.750 DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "AGTE.(S) : JOSÉ RICARDO TEIXEIRA ALVES \n", "ADV.(A/S) :ANTÔNIO TORREÃO BRAZ FILHO E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA \n", "RELATÓRIO\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n", "Cuida-se de agravo regimental interposto por José Ricardo Teixeira \n", "Alves  em  face  do  Procurador-Geral  da  República,  com  o  objetivo  de \n", "submeter  ao  crivo  do  colegiado  a  decisão  de  fls.180/184,  da  lavra  do \n", "saudoso Ministro  Menezes Direito,  na qual foi  denegada a segurança, \n", "com fundamento no art. 267, V, do Código de Processo Civil.\n", "Para  melhor  compreensão  da  demanda,  transcrevo  a  decisão \n", "recorrida:\n", "“Vistos.\n", "Mandado  de  segurança  preventivo  impetrado  por  José \n", "Ricardo Teixeira Alves, candidato aprovado em 7º lugar no 24º \n", "concurso público para o cargo de Procurador da República, no \n", "qual requer a concessão de medida liminar para ‘determinar seja  \n", "possibilitada a posse do Impetrante na carreira do Ministério Público  \n", "Federal juntamente com os 62 (sessenta e dois) primeiros colocados no  \n", "concurso que tomarão posse no próximo dia 3 de dezembro de 2008’ \n", "(fl. 20).\n", "O impetrante alega ter receio de não ser empossado no \n", "cargo  ‘em  virtude  do  fato  de  que  o  Excelentíssimo  Senhor  \n", "Procurador-Geral  da  República,  presidindo o  Conselho Superior  do  \n", "Ministério Público Federal na Sessão Extraordinária realizada no dia  \n", "6  de  novembro  de  2008,  orientou-se  no  sentido  de  negar,  sem  \n", "ressalvas, a nomeação e a posse imediatas dos candidatos aprovados no  \n", "certamente  que  encontram-se  apoiados  em  decisões  judiciais  de  \n", "natureza liminar,  separando estes dos  demais  candidatos aprovados  \n", "que serão nomeados no próximo dia 3 de dezembro de 2008’ (fl. 3). \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2234445.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15\n", "Relatório\n", "MS 27.750 AGR / DF \n", "Verifico  que  o  impetrante  participou  das  provas \n", "discursivas e orais amparado por decisão do Tribunal Regional \n", "Federal  da  1ª  Região  (fls.  165/170),  que  deferiu  pedido  de \n", "antecipação de tutela em agravo de instrumento interposto no \n", "curso da ação ordinária que o impetrante move, perante a 15ª \n", "Vara Federal do Distrito Federal, em face da União Federal. \n", "Decido. \n", "Conforme se depreende dos autos,  na mencionada ação \n", "ordinária o ora impetrante pretende a declaração da nulidade \n", "de determinadas questões da prova objetiva para reverter a sua \n", "reprovação nesta etapa do certame. E, de fato, ele obteve a seu \n", "favor uma antecipação de tutela recursal, em sede de agravo de \n", "instrumento no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, o que \n", "lhe permitiu seguir no certame até a sua aprovação final, em 7º \n", "lugar. \n", "Neste mandado de segurança pretende seja o Procurador-\n", "Geral da República compelido a lhe dar posse junto com os 62 \n", "primeiros  colocados  no  concurso,  no  próximo  dia  3  de \n", "dezembro.\n", "Verifico, entretanto, que há litispendência entre o presente \n", "mandamus e  a  ação  ordinária  em  curso  perante  a  15ª  Vara \n", "Federal  do Distrito Federal,  muito embora inexista uma total \n", "identidade  entre  os  três  elementos  identificadores  das \n", "demandas (partes, causa de pedir e pedido). \n", "As partes são as mesmas:  de um lado o impetrante,  de \n", "outro a União Federal.  Anoto, a propósito, que este Supremo \n", "Tribunal Federal já decidiu que a parte passiva no mandado de \n", "segurança é a pessoa jurídica à qual está vinculada a autoridade \n", "coatora,  como  se  extrai  da  ementa  do  ROMS  nº  25.153,  da \n", "relatoria  do  Ministro  Carlos  Britto ,  1ª  Turma,  DJ  23/9/05, \n", "verbis: \n", "‘RECURSO  ORDINÁRIO.  SERVIDORA \n", "CONTRATADA NO EXTERIOR.  AÇÃO ORDINÁRIA E \n", "MANDADO  DE  SEGURANÇA.  LEI  Nº  8.112/90. \n", "LITISPENDÊNCIA. CPC. ART. 301, §§1º, 2º E 3º. \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2234445.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15\n", "Relatório\n", "MS 27.750 AGR / DF \n", "Configura-se  litispendência  entre  ação  de  rito \n", "comum  –  ainda  em  curso  –  e  mandado  de  segurança, \n", "quando  ambos  desenvolvem  a  mesma  causa  de  pedir. \n", "Ademais,  o  objeto  deste  se  inclui  no  daquela, \n", "relativamente ao pedido de enquadramento da servidora \n", "no  regime  da  Lei  nº  8.112/90,  com a  transformação  do \n", "respectivo emprego em cargo público. \n", "Por outro lado, há identidade de partes porque, em \n", "ambos os  casos,  a  União  –  que  tem legitimidade para \n", "recorrer ou contra-arrazoar no mandado de segurança – \n", "responde  pelos  efeitos  patrimoniais  da  decisão \n", "eventualmente favorável à recorrente . \n", "Recurso ordinário desprovido (grifei).’ \n", "A  causa  de  pedir,  contudo,  é  apenas  parcialmente \n", "coincidente,  até  porque,  aprovado  o  impetrante  nas  fases \n", "subseqüentes do concurso, fatos novos ocorreram. Enquanto na \n", "ação  ordinária  arguiu-se  a  incorreção  do  gabarito,  aqui, \n", "insurge-se  o  impetrante  contra  a  possibilidade  de  que  seja \n", "negada a sua posse, por estar a sua aprovação sub judice . \n", "Com  essa  evolução  dos  fatos,  também  os  pedidos \n", "formulados são distintos. Na ação ordinária, havia um pedido \n", "de anulação de questões da prova objetiva (como informado à \n", "fl. 3), de modo que o candidato nela fosse aprovado e pudesse \n", "seguir no concurso público. Já neste mandado de segurança, o \n", "que  se  pede  é  ‘o  direito  à  escolha  de  lotação  pelo  Impetrante  de  \n", "acordo com a sua classificação no certame, bem como à reserva de sua  \n", "vaga, devendo ser garantida nesse caso a retroatividade, à data do ato  \n", "impugnado,  dos  efeitos  patrimoniais  e  materiais  que  podem  ser  \n", "suprimidos  do  Impetrante  em virtude  do  fato  deste  ser  qualificado  \n", "como um candidato sub judice’ (fl. 20). \n", "Ainda assim, constato a litispendência. \n", "De acordo com a lição de Cândido Rangel Dinamarco, ‘a  \n", "chamada  teoria  dos  três  eadem (mesmas  partes,  mesma  causa \n", "petendi , mesmo petitum ), conquanto muito prestigiosa e realmente  \n", "útil,  não  é  suficiente  em si  mesma  para  delimitar  com precisão  o  \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2234445.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15\n", "Relatório\n", "MS 27.750 AGR / DF \n", "âmbito  de  incidência  do  impedimento  causado  pela  litispendência.  \n", "Considerado o objetivo do instituto (evitar  o  bis in idem ),  o  que  \n", "importa  é  evitar  dois  processos  instaurados  com  o  fim  de  \n", "produzir  o  mesmo  resultado  prático’ (grifos  do  original  – \n", "Instituições de Direito Processual Civil. Vol II . 5ª ed., 2005. São \n", "Paulo: Malheiros, p. 62). \n", "No  caso,  ocorre  justamente  o  bis  in  idem que  se  deve \n", "evitar:  há  dois  processos  que  visam  ao  mesmo  resultado \n", "prático, qual seja: a posse do impetrante. \n", "Com a sua aprovação e a existência de vagas, a posse do \n", "impetrante constituirá mero efeito da eventual procedência da \n", "ação ordinária que move em face da União Federal, razão pela \n", "qual  a  questão  não  pode  ser  discutida,  de  modo  autônomo, \n", "nesta ação de mandado de segurança. \n", "Na  realidade,  caso  a  posse  do  impetrante  venha  a  ser \n", "negada pelo Procurador-Geral da República – sob a alegação de \n", "que a questão se encontra sub judice e não por um fundamento \n", "distinto  –  o  problema  será  de  descumprimento  ou  não  da \n", "decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, dependendo \n", "da extensão que mereça, não havendo, contudo, uma violação \n", "autônoma a outro direito subjetivo do candidato, a justificar a \n", "impetração deste mandado de segurança. \n", "É  evidente,  por  outro  lado,  que  não  caberia  a  este \n", "Supremo Tribunal  Federal  analisar  a  extensão da  decisão  do \n", "Tribunal  Regional  Federal  da  1ª  Região  ou  o  seu  eventual \n", "descumprimento, pois tais problemas devem ser dirimidos na \n", "via eleita inicialmente. \n", "Em  memorial,  faz  o  impetrante  referência  a  decisão \n", "monocrática  proferida,  em  13  de  novembro  último,  pelo \n", "Ministro Carlos Britto , no MS nº 27.260, que, para candidato do \n", "mesmo  concurso  público,  o  qual  se  encontra  em  situação \n", "bastante semelhante à do impetrante, deferiu liminar para que: \n", "a) a autora participe da escolha de lotação, segundo sua classificação  \n", "no concurso; b) seja reservada sua vaga, na lotação obtida no processo  \n", "de escolha . \n", "Aludida decisão somente confirma o acerto do raciocínio \n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2234445.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15\n", "Relatório\n", "MS 27.750 AGR / DF \n", "que ora desenvolvo, porque, naquela hipótese a via eleita pela \n", "candidata foi, desde o início, a via do mandado de segurança \n", "perante este Supremo Tribunal Federal e foi justamente em tal \n", "ação que o Ministro  Carlos Britto houve por bem garantir  a \n", "precedência  da  escolha  da  lotação  e  a  reserva  da  vaga \n", "respectiva. \n", "No caso presente, ao revés, a via eleita pelo impetrante foi \n", "a da ação ordinária,  razão pela qual, por escolha própria, ele \n", "deve nela seguir, não sendo possível admitir o pretendido  bis \n", "in idem.\n", "Ante o exposto, com fundamento no art. 267, V, do Código \n", "de Processo Civil, denego a segurança.”\n", "O agravante defende a  reforma da decisão,  por serem distintas  a \n", "causa de  pedir  da Ação Ordinária  nº  2008.34.00.012220-7  -  em trâmite \n", "perante a 15ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal – e a \n", "causa  de  pedir  do  presente  Mandado  de  Segurança,  não  apenas  pela \n", "superveniência  de  fatos  novos,  mas,  principalmente,  pelo  nexo  lógico-\n", "jurídico entre os fatos e o pedido formulado em cada ação.\n", "Aduz que o objeto da ação ordinária é a divergência de gabaritos da \n", "1ª  fase  do  concurso,  a  qual  sustentou  seu  direito  à  continuidade   no \n", "certame,  tendo  em  vista  ter  apresentado  impugnação  do  gabarito \n", "divulgado pela organização do concurso para determinadas questões da \n", "prova objetiva.\n", "Assevera  que  o  pedido  formulado  na  ação  que  tramita  no  Juízo \n", "federal de 1ª instância é apenas pela anulação de questões da prova, bem \n", "como  pela  possibilidade  de  o  agravante  prosseguir  participando  do \n", "concurso. Por essas razões, não haveria, na ação ordinária, pedido pela \n", "efetiva nomeação e posse do agravante.\n", "Afirma o agravante que o direito autônomo perseguido na presente \n", "impetração está consubstanciado nos arts. 194 e 202, § 3º, da LC nº 75/93, \n", "os quais asseguram o direito à escolha da vaga em conformidade com a \n", "colocação  no  concurso  público,  que  restará  violado  pelo  Senhor \n", "Procurador-Geral da República caso esse se limite a nomear apenas os \n", "candidatos que não se valeram de decisões judiciais.\n", "5 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2234445.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15\n", "Relatório\n", "MS 27.750 AGR / DF \n", "Alega, ainda, que a preservação do direito perseguido na presente \n", "impetração não poderia ser assegurado pelo desdobramento natural da \n", "referida  ação  ordinária,  pois,  se  o  agravante  vier  a  ser  nomeado  e \n", "empossado no futuro, permanecerá preterido do processo de escolha das \n", "vagas conforme a ordem de classificação.\n", "Por  fim,  aduz  ser  clara  a  distinção  dos  resultados  práticos \n", "perseguidos em cada processo, o que afasta a incidência do art. 267, V, do \n", "CPC.\n", "Requer  se  conheça  do  presente  agravo  regimental  e  a  ele  se  dê \n", "provimento,  para  que,  reformada  a  decisão  agravada,  adentre-se  ao \n", "mérito da presente impetração.\n", "No mérito, postula o reconhecimento de seu direito à nomeação e à \n", "posse no cargo de Procurador da República,  juntamente com todos os \n", "demais candidatos aprovados no concurso público e, sucessivamente, seja \n", "reconhecido seu direito à participação no processo de escolha e lotação, \n", "bem como à reserva de sua vaga, garantida a retroatividade de todos os \n", "efeitos patrimoniais decorrentes da sua preterição.\n", "Conforme fls. 198/199, o Senhor Vice-Procurador-Geral da República \n", "manifestou-se pela perda do objeto e, consequente, prejudicialidade do \n", "presente mandamus, conforme parecer assim ementado:\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL.  MANDADO  DE \n", "SEGURANÇA.  24º  CONCURSO  PARA  PROCURADOR  DA \n", "REPÚBLICA.  DECISÃO  QUE  DENEGOU  A  SEGURANÇA. \n", "CANDIDATO  QUE  NÃO  APRTICIPOU  DA ESCOLHA DE \n", "LOTAÇÃO E NÃO TOMOU POSSE NA DATA PRETENDIDA. \n", "PERDA DE OBJETO.”\n", "É o relatório.\n", "6 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2234445.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "12/06/2012 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.750 DISTRITO FEDERAL\n", "VOTO\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n", "A decisão por que o Ministro Menezes Direito negou seguimento ao \n", "mandado  de  segurança  está  fundamentada  na  existência  de \n", "litispendência  entre  o  presente  mandamus e  a  Ação  Ordinária  nº \n", "2008.34.00.012220-7.\n", "O agravante defende a reforma da aludida decisão pelo fundamento \n", "da ausência de relação de igualdade entre a causa de pedir na referida \n", "ação ordinária e a pretensão deduzida no writ.\n", "Em que pese as razões apresentadas pelo agravante,  entendo que \n", "não merece reparo a decisão agravada, devendo ser mantida pelos seus \n", "próprios fundamentos.\n", "No caso,  o ora agravante ingressou com ação ordinária na Justiça \n", "comum movido pelo propósito de anular questões da prova objetiva e de \n", "assegurar  sua  participação  nas  fases  seguintes  à  primeira  fase  do \n", "concurso.\n", "O  impetrante,  amparado  por  decisão  de  antecipação  de  tutela \n", "recursal, deferida perante o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, nos \n", "autos AG nº 2004.01.00.003515-5, realizou a segunda e a terceira fases do \n", "24º  Concurso  para  Procurador  da  República,  alcançando  a  7ª  posição \n", "entre  os  candidatos  classificados  no  certame.  O título  judicial  que  lhe \n", "garantiu o direito de continuar nas fases seguintes do concurso está assim \n", "fundamentado:\n", "“(...)\n", "Não obstante os fundamentos em que se amparou o douto \n", "juízo monocrático, vejo presentes, na espécie, os pressupostos \n", "do art. 558 do CPC, a autorizar a concessão da tutela recursal \n", "almejada, em face do seu caráter meramente preventivo e, por \n", "isso, compatível com a tutela cautelar de agravo, manifestada \n", "nas letras e no espírito do referido dispositivo legal, de forma a \n", "propiciar  a  participação  do  autor  recorrente  nas  provas \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2234446.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "MS 27.750 AGR / DF \n", "subjetivas já designadas, enquanto se discute a legitimidade, ou \n", "não,  da sua  eliminação na fase  anterior  do concurso  público \n", "questionado  nos  autos  de  origem,  sob pena  de  ineficácia  do \n", "julgado  a  ser  proferida  (sic),  em  caso  de  procedência  da \n", "pretensão ali postulada” (fl. 169).\n", "Em momento posterior, após lograr o 7º lugar na classificação final \n", "do  concurso,  o  presente  mandamus foi  impetrado  pelo  agravante, \n", "mediante o receio de lhe ser negado o direito de tomar posse no dia 3 de \n", "dezembro de 2008, sendo preterido na escolha da lotação por candidatos \n", "aprovados em posição inferior na lista de classificação.\n", "Dos  fatos  narrados,  verifica-se  que  houve  alteração  da  moldura \n", "fático-jurídica do objeto das demandas e dos pedidos que impulsionaram \n", "a interposição da ação ordinária, bem como a impetração do mandado de \n", "segurança,  mas, na verdade, uma decorre logicamente da outra. Nesse \n", "sentido, bem esclareceu o saudoso Ministro Menezes Direito:\n", "“Com  essa  evolução  dos  fatos,  também  os  pedidos \n", "formulados são distintos. Na ação ordinária, havia um pedido \n", "de anulação de questões da prova objetiva (como informado à \n", "fl. 3), de modo que o candidato nela fosse aprovado e pudesse \n", "seguir no concurso público. Já neste mandado de segurança, o \n", "que  se  pede  é  ‘o  direito  à  escolha  de  lotação  pelo  Impetrante  de  \n", "acordo com a sua classificação no certame, bem como à reserva de sua  \n", "vaga, devendo ser garantida nesse caso a retroatividade, à data do ato  \n", "impugnado,  dos  efeitos  patrimoniais  e  materiais  que  podem  ser  \n", "suprimidos  do  Impetrante  em virtude  do  fato  deste  ser  qualificado  \n", "como um candidato sub judice’ (fl. 20). \n", "Ainda assim, constato a litispendência. \n", "De acordo com a lição de Cândido Rangel Dinamarco, ‘a  \n", "chamada  teoria  dos  três  eadem (mesmas  partes,  mesma  causa \n", "petendi , mesmo petitum ), conquanto muito prestigiosa e realmente  \n", "útil,  não  é  suficiente  em si  mesma  para  delimitar  com precisão  o  \n", "âmbito  de  incidência  do  impedimento  causado  pela  litispendência.  \n", "Considerado o objetivo do instituto (evitar  o  bis in idem ),  o  que  \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2234446.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "MS 27.750 AGR / DF \n", "importa  é  evitar  dois  processos  instaurados  com  o  fim  de  \n", "produzir  o  mesmo  resultado  prático’ (grifos  do  original  – \n", "Instituições de Direito Processual Civil. Vol II . 5ª ed., 2005. São \n", "Paulo: Malheiros, p. 62). \n", "No  caso,  ocorre  justamente  o  bis  in  idem que  se  deve \n", "evitar:  há  dois  processos  que  visam  ao  mesmo  resultado \n", "prático, qual seja: a posse do impetrante. \n", "Com a sua aprovação e a existência de vagas, a posse do \n", "impetrante constituirá mero efeito da eventual procedência da \n", "ação ordinária que move em face da União Federal, razão pela \n", "qual a questão não pode ser discutida, de modo autônomo, \n", "nesta ação de mandado de segurança. \n", "Na  realidade,  caso  a  posse  do  impetrante  venha  a  ser \n", "negada pelo Procurador-Geral da República – sob a alegação de \n", "que a questão se encontra sub judice e não por um fundamento \n", "distinto  –  o  problema  será  de  descumprimento  ou  não  da \n", "decisão  do  Tribunal  Regional  Federal  da  1ª  Região, \n", "dependendo da extensão que mereça, não havendo, contudo, \n", "uma  violação  autônoma  a  outro  direito  subjetivo  do \n", "candidato,  a  justificar  a  impetração  deste  mandado  de \n", "segurança. \n", "É  evidente,  por  outro  lado,  que  não  caberia  a  este \n", "Supremo Tribunal  Federal  analisar  a  extensão da  decisão  do \n", "Tribunal  Regional  Federal  da  1ª  Região  ou  o  seu  eventual \n", "descumprimento, pois tais problemas devem ser dirimidos na \n", "via eleita inicialmente. \n", "Em  memorial,  faz  o  impetrante  referência  a  decisão \n", "monocrática  proferida,  em  13  de  novembro  último,  pelo \n", "Ministro Carlos Britto , no MS nº 27.260, que, para candidato do \n", "mesmo  concurso  público,  o  qual  se  encontra  em  situação \n", "bastante semelhante à do impetrante, deferiu liminar para que: \n", "a) a autora participe da escolha de lotação, segundo sua classificação  \n", "no concurso; b) seja reservada sua vaga, na lotação obtida no processo  \n", "de escolha . \n", "Aludida decisão somente confirma o acerto do raciocínio \n", "que ora desenvolvo, porque, naquela hipótese a via eleita pela \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2234446.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "MS 27.750 AGR / DF \n", "candidata foi, desde o início, a via do mandado de segurança \n", "perante este Supremo Tribunal Federal e foi justamente em tal \n", "ação que o Ministro  Carlos Britto houve por bem garantir  a \n", "precedência  da  escolha  da  lotação  e  a  reserva  da  vaga \n", "respectiva. \n", "No caso presente, ao revés, a via eleita pelo impetrante foi \n", "a da ação ordinária,  razão pela qual, por escolha própria, ele \n", "deve nela seguir, não sendo possível admitir o pretendido  bis \n", "in idem” (grifos nossos).\n", "Ante a sua aprovação no concurso e ciente de seu direito encontrar-\n", "se sub judice, o autor impetra o presente mandamus, sob a alegação de \n", "possuir direito líquido e certo de ser nomeado e empossado juntamente \n", "com  os  demais  aprovados.  Não  obstante,  em  verdade,  o  objeto  do \n", "presente  mandado  de  segurança,  como  bem  pontuado  na  decisão \n", "agravada, decorre, diretamente, do pronunciamento judicial contido na \n", "ação ordinária.\n", "Por sua vez, ainda que se afastasse a incidência da litispendência, \n", "pela ausência de identidade entre os três elementos da ação, entendo não \n", "haver, no presente caso, afronta ao direito líquido e certo que mereça ser \n", "amparado por mandado de segurança.\n", "Isso porque o direito líquido e certo é aquele que se basta na sua \n", "existência e é delimitado na sua extensão e que, portanto, está apto a ser \n", "exercitado  no  momento  da  impetração  (Meirelles,  Hely  Lopes;  Wald, \n", "Arnoldo;  Mendes,  Ferreira  Gilmar.  Mandado  de  segurança  e  ações \n", "constitucionais. São Paulo: Editora Malheiros, 2009. p. 30).\n", "O impetrante, mesmo que aprovado, conforme classificação final do \n", "concurso, encontra-se apoiado em  decisão judicial precária, a qual não \n", "confere ao suposto direito alegado a aptidão necessária para justificar a \n", "impetração de mandado de segurança, não se colocando, portanto, como \n", "direito subjetivo próprio e autônomo do impetrante.  Nesse sentido,  Di \n", "Pietro:\n", "“(…) o direito subjetivo próprio do impetrante no sentido \n", "de  que  o mandado  de  segurança  somente  é  cabível  para \n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2234446.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "MS 27.750 AGR / DF \n", "proteger  direito  e  não  simples  interesse e  esse  direito  deve \n", "pertencer ao próprio impetrante; (…). (Di Pietro, Maria Sylvia \n", "Zanella.  Direito  Administrativo. 21.  ed.  São  Paulo:  Editora \n", "Atlas S.A., 2007. p. 732)”\n", "Com  efeito,  o  alegado  direito  líquido  e  certo  à  posse  na  data \n", "aprazada  ou  à  reserva  de  vaga  não  configura  direito  autônomo  do \n", "impetrante  que  mereça  ser  amparado  por  mandado  de  segurança, \n", "significando, tão somente, a extensão do provimento que se busca para \n", "acautelar eventual procedência da Ação Ordinária nº 2008.34.00.012220-\n", "7, devendo, portanto, ser postulado no juízo competente para conhecer da \n", "matéria de fundo.\n", "Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.\n", "5 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2234446.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "12/06/2012 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.750 DISTRITO FEDERAL\n", "         \n", "V O T O\n", "O  SENHOR  MINISTRO  LUIZ  FUX -  Senhor  Presidente,  estou \n", "negando provimento, porque o mandamus visava à concessão da ordem \n", "para assegurar o seu direito à posse no cargo de Procurador, na sessão de \n", "03 de dezembro/2008. A medida liminar foi denegada de plano em razão \n", "da litispendência. Então, acabou a sessão, não tem mais interesse, perdeu \n", "o objeto.\n", "Estou denegando por esse fundamento.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2468114.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15\n", "Decisão de Julgamento\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.750\n", "PROCED. : DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "AGTE.(S) : JOSÉ RICARDO TEIXEIRA ALVES\n", "ADV.(A/S) : ANTÔNIO TORREÃO BRAZ FILHO E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n", "Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \n", "termos  do  voto  do  Relator.  Unânime.  Não  participaram, \n", "justificadamente,  deste  julgamento,  o  Senhor  Ministro  Marco \n", "Aurélio e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor \n", "Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 12.6.2012.\n", " \n", "Presidência  do  Senhor  Ministro  Dias  Toffoli.  Presentes  à \n", "Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux \n", "e Rosa Weber.\n", "Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Edson  Oliveira  de \n", "Almeida.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2218536\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15\n" ], "numero" : "27750", "partes" : [ { "nome" : "MIN. DIAS TOFFOLI", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "JOSÉ RICARDO TEIXEIRA ALVES", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "ANTÔNIO TORREÃO BRAZ FILHO E OUTRO(A/S)", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. DIAS TOFFOLI", "texto" : "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto por José Ricardo Teixeira   Alves  em  face  do  Procurador-Geral  da  República,  com  o  objetivo  de  submeter  ao  crivo  do  colegiado  a  decisão  de  fls.180/184,  da  lavra  do  saudoso Ministro  Menezes Direito,  na qual foi  denegada a segurança,  com fundamento no art. 267, V, do Código de Processo Civil.  Para  melhor  compreensão  da  demanda,  transcrevo  a  decisão  recorrida:  “Vistos. Mandado  de  segurança  preventivo  impetrado  por  José   Ricardo Teixeira Alves, candidato aprovado em 7º lugar no 24º  concurso público para o cargo de Procurador da República, no  qual requer a concessão de medida liminar para ‘determinar seja   possibilitada a posse do Impetrante na carreira do Ministério Público   Federal juntamente com os 62 (sessenta e dois) primeiros colocados no   concurso que tomarão posse no próximo dia 3 de dezembro de 2008’  (fl. 20).  O impetrante alega ter receio de não ser empossado no  cargo  ‘em  virtude  do  fato  de  que  o  Excelentíssimo  Senhor   Procurador-Geral  da  República,  presidindo o  Conselho Superior  do   Ministério Público Federal na Sessão Extraordinária realizada no dia   6  de  novembro  de  2008,  orientou-se  no  sentido  de  negar,  sem   ressalvas, a nomeação e a posse imediatas dos candidatos aprovados no   certamente  que  encontram-se  apoiados  em  decisões  judiciais  de   natureza liminar,  separando estes dos  demais  candidatos aprovados   que serão nomeados no próximo dia 3 de dezembro de 2008’ (fl. 3).     Verifico  que  o  impetrante  participou  das  provas  discursivas e orais amparado por decisão do Tribunal Regional  Federal  da  1ª  Região  (fls.  165/170),  que  deferiu  pedido  de  antecipação de tutela em agravo de instrumento interposto no  curso da ação ordinária que o impetrante move, perante a 15ª  Vara Federal do Distrito Federal, em face da União Federal.   Decido.  Conforme se depreende dos autos,  na mencionada ação   ordinária o ora impetrante pretende a declaração da nulidade  de determinadas questões da prova objetiva para reverter a sua  reprovação nesta etapa do certame. E, de fato, ele obteve a seu  favor uma antecipação de tutela recursal, em sede de agravo de  instrumento no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, o que  lhe permitiu seguir no certame até a sua aprovação final, em 7º  lugar.   Neste mandado de segurança pretende seja o Procurador- Geral da República compelido a lhe dar posse junto com os 62  primeiros  colocados  no  concurso,  no  próximo  dia  3  de  dezembro.  Verifico, entretanto, que há litispendência entre o presente  mandamus e  a  ação  ordinária  em  curso  perante  a  15ª  Vara  Federal  do Distrito Federal,  muito embora inexista uma total  identidade  entre  os  três  elementos  identificadores  das  demandas (partes, causa de pedir e pedido).   As partes são as mesmas:  de um lado o impetrante,  de  outro a União Federal.  Anoto, a propósito, que este Supremo  Tribunal Federal já decidiu que a parte passiva no mandado de  segurança é a pessoa jurídica à qual está vinculada a autoridade  coatora,  como  se  extrai  da  ementa  do  ROMS  nº  25.153,  da  relatoria  do  Ministro  Carlos  Britto ,  1ª  Turma,  DJ  23/9/05,  verbis:  ‘RECURSO  ORDINÁRIO.  SERVIDORA  CONTRATADA NO EXTERIOR.  AÇÃO ORDINÁRIA E  MANDADO  DE  SEGURANÇA.  LEI  Nº  8.112/90.  LITISPENDÊNCIA. CPC. ART. 301, §§1º, 2º E 3º.     Configura-se  litispendência  entre  ação  de  rito  comum  –  ainda  em  curso  –  e  mandado  de  segurança,  quando  ambos  desenvolvem  a  mesma  causa  de  pedir.  Ademais,  o  objeto  deste  se  inclui  no  daquela,  relativamente ao pedido de enquadramento da servidora  no  regime  da  Lei  nº  8.112/90,  com a  transformação  do  respectivo emprego em cargo público.   Por outro lado, há identidade de partes porque, em  ambos os  casos,  a  União  –  que  tem legitimidade para  recorrer ou contra-arrazoar no mandado de segurança –  responde  pelos  efeitos  patrimoniais  da  decisão  eventualmente favorável à recorrente .   Recurso ordinário desprovido (grifei).’   A  causa  de  pedir,  contudo,  é  apenas  parcialmente  coincidente,  até  porque,  aprovado  o  impetrante  nas  fases  subseqüentes do concurso, fatos novos ocorreram. Enquanto na  ação  ordinária  arguiu-se  a  incorreção  do  gabarito,  aqui,  insurge-se  o  impetrante  contra  a  possibilidade  de  que  seja  negada a sua posse, por estar a sua aprovação sub judice .   Com  essa  evolução  dos  fatos,  também  os  pedidos  formulados são distintos. Na ação ordinária, havia um pedido  de anulação de questões da prova objetiva (como informado à  fl. 3), de modo que o candidato nela fosse aprovado e pudesse  seguir no concurso público. Já neste mandado de segurança, o  que  se  pede  é  ‘o  direito  à  escolha  de  lotação  pelo  Impetrante  de   acordo com a sua classificação no certame, bem como à reserva de sua   vaga, devendo ser garantida nesse caso a retroatividade, à data do ato   impugnado,  dos  efeitos  patrimoniais  e  materiais  que  podem  ser   suprimidos  do  Impetrante  em virtude  do  fato  deste  ser  qualificado   como um candidato sub judice’ (fl. 20).   Ainda assim, constato a litispendência.  De acordo com a lição de Cândido Rangel Dinamarco, ‘a    chamada  teoria  dos  três  eadem (mesmas  partes,  mesma  causa  petendi , mesmo petitum ), conquanto muito prestigiosa e realmente   útil,  não  é  suficiente  em si  mesma  para  delimitar  com precisão  o      âmbito  de  incidência  do  impedimento  causado  pela  litispendência.   Considerado o objetivo do instituto (evitar  o  bis in idem ),  o  que   importa  é  evitar  dois  processos  instaurados  com  o  fim  de   produzir  o  mesmo  resultado  prático’ (grifos  do  original  –  Instituições de Direito Processual Civil. Vol II . 5ª ed., 2005. São  Paulo: Malheiros, p. 62).   No  caso,  ocorre  justamente  o  bis  in  idem que  se  deve  evitar:  há  dois  processos  que  visam  ao  mesmo  resultado  prático, qual seja: a posse do impetrante.   Com a sua aprovação e a existência de vagas, a posse do  impetrante constituirá mero efeito da eventual procedência da  ação ordinária que move em face da União Federal, razão pela  qual  a  questão  não  pode  ser  discutida,  de  modo  autônomo,  nesta ação de mandado de segurança.   Na  realidade,  caso  a  posse  do  impetrante  venha  a  ser  negada pelo Procurador-Geral da República – sob a alegação de  que a questão se encontra sub judice e não por um fundamento  distinto  –  o  problema  será  de  descumprimento  ou  não  da  decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, dependendo  da extensão que mereça, não havendo, contudo, uma violação  autônoma a outro direito subjetivo do candidato, a justificar a  impetração deste mandado de segurança.   É  evidente,  por  outro  lado,  que  não  caberia  a  este  Supremo Tribunal  Federal  analisar  a  extensão da  decisão  do  Tribunal  Regional  Federal  da  1ª  Região  ou  o  seu  eventual  descumprimento, pois tais problemas devem ser dirimidos na  via eleita inicialmente.   Em  memorial,  faz  o  impetrante  referência  a  decisão  monocrática  proferida,  em  13  de  novembro  último,  pelo  Ministro Carlos Britto , no MS nº 27.260, que, para candidato do  mesmo  concurso  público,  o  qual  se  encontra  em  situação  bastante semelhante à do impetrante, deferiu liminar para que:  a) a autora participe da escolha de lotação, segundo sua classificação   no concurso; b) seja reservada sua vaga, na lotação obtida no processo   de escolha .   Aludida decisão somente confirma o acerto do raciocínio     que ora desenvolvo, porque, naquela hipótese a via eleita pela  candidata foi, desde o início, a via do mandado de segurança  perante este Supremo Tribunal Federal e foi justamente em tal  ação que o Ministro  Carlos Britto houve por bem garantir  a  precedência  da  escolha  da  lotação  e  a  reserva  da  vaga  respectiva.   No caso presente, ao revés, a via eleita pelo impetrante foi  a da ação ordinária,  razão pela qual, por escolha própria, ele  deve nela seguir, não sendo possível admitir o pretendido  bis  in idem.  Ante o exposto, com fundamento no art. 267, V, do Código  de Processo Civil, denego a segurança.”  O agravante defende a  reforma da decisão,  por serem distintas  a  causa de  pedir  da Ação Ordinária  nº  2008.34.00.012220-7  -  em trâmite  perante a 15ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal – e a  causa  de  pedir  do  presente  Mandado  de  Segurança,  não  apenas  pela  superveniência  de  fatos  novos,  mas,  principalmente,  pelo  nexo  lógico- jurídico entre os fatos e o pedido formulado em cada ação.  Aduz que o objeto da ação ordinária é a divergência de gabaritos da  1ª  fase  do  concurso,  a  qual  sustentou  seu  direito  à  continuidade   no  certame,  tendo  em  vista  ter  apresentado  impugnação  do  gabarito  divulgado pela organização do concurso para determinadas questões da  prova objetiva.  Assevera  que  o  pedido  formulado  na  ação  que  tramita  no  Juízo  federal de 1ª instância é apenas pela anulação de questões da prova, bem  como  pela  possibilidade  de  o  agravante  prosseguir  participando  do  concurso. Por essas razões, não haveria, na ação ordinária, pedido pela  efetiva nomeação e posse do agravante.  Afirma o agravante que o direito autônomo perseguido na presente  impetração está consubstanciado nos arts. 194 e 202, § 3º, da LC nº 75/93,  os quais asseguram o direito à escolha da vaga em conformidade com a  colocação  no  concurso  público,  que  restará  violado  pelo  Senhor  Procurador-Geral da República caso esse se limite a nomear apenas os  candidatos que não se valeram de decisões judiciais.    Alega, ainda, que a preservação do direito perseguido na presente  impetração não poderia ser assegurado pelo desdobramento natural da  referida  ação  ordinária,  pois,  se  o  agravante  vier  a  ser  nomeado  e  empossado no futuro, permanecerá preterido do processo de escolha das  vagas conforme a ordem de classificação.  Por  fim,  aduz  ser  clara  a  distinção  dos  resultados  práticos  perseguidos em cada processo, o que afasta a incidência do art. 267, V, do  CPC.  Requer  se  conheça  do  presente  agravo  regimental  e  a  ele  se  dê  provimento,  para  que,  reformada  a  decisão  agravada,  adentre-se  ao  mérito da presente impetração.  No mérito, postula o reconhecimento de seu direito à nomeação e à  posse no cargo de Procurador da República,  juntamente com todos os  demais candidatos aprovados no concurso público e, sucessivamente, seja  reconhecido seu direito à participação no processo de escolha e lotação,  bem como à reserva de sua vaga, garantida a retroatividade de todos os  efeitos patrimoniais decorrentes da sua preterição.  Conforme fls. 198/199, o Senhor Vice-Procurador-Geral da República  manifestou-se pela perda do objeto e, consequente, prejudicialidade do  presente mandamus, conforme parecer assim ementado:  “AGRAVO  REGIMENTAL.  MANDADO  DE  SEGURANÇA.  24º  CONCURSO  PARA  PROCURADOR  DA  REPÚBLICA.  DECISÃO  QUE  DENEGOU  A  SEGURANÇA.  CANDIDATO  QUE  NÃO  APRTICIPOU  DA ESCOLHA DE  LOTAÇÃO E NÃO TOMOU POSSE NA DATA PRETENDIDA.  PERDA DE OBJETO.”  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O  SENHOR  MINISTRO  LUIZ  FUX -  Senhor  Presidente,  estou  negando provimento, porque o mandamus visava à concessão da ordem  para assegurar o seu direito à posse no cargo de Procurador, na sessão de  03 de dezembro/2008. A medida liminar foi denegada de plano em razão  da litispendência. Então, acabou a sessão, não tem mais interesse, perdeu  o objeto.  Estou denegando por esse fundamento. ", "votante" : "MIN_LUIZ_FUX" }, { "texto" : "   VOTO  O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A decisão por que o Ministro Menezes Direito negou seguimento ao   mandado  de  segurança  está  fundamentada  na  existência  de  litispendência  entre  o  presente  mandamus e  a  Ação  Ordinária  nº  2008.34.00.012220-7.  O agravante defende a reforma da aludida decisão pelo fundamento  da ausência de relação de igualdade entre a causa de pedir na referida  ação ordinária e a pretensão deduzida no writ.  Em que pese as razões apresentadas pelo agravante,  entendo que  não merece reparo a decisão agravada, devendo ser mantida pelos seus  próprios fundamentos.  No caso,  o ora agravante ingressou com ação ordinária na Justiça  comum movido pelo propósito de anular questões da prova objetiva e de  assegurar  sua  participação  nas  fases  seguintes  à  primeira  fase  do  concurso.  O  impetrante,  amparado  por  decisão  de  antecipação  de  tutela  recursal, deferida perante o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, nos  autos AG nº 2004.01.00.003515-5, realizou a segunda e a terceira fases do  24º  Concurso  para  Procurador  da  República,  alcançando  a  7ª  posição  entre  os  candidatos  classificados  no  certame.  O título  judicial  que  lhe  garantiu o direito de continuar nas fases seguintes do concurso está assim  fundamentado:  “(...) Não obstante os fundamentos em que se amparou o douto   juízo monocrático, vejo presentes, na espécie, os pressupostos  do art. 558 do CPC, a autorizar a concessão da tutela recursal  almejada, em face do seu caráter meramente preventivo e, por  isso, compatível com a tutela cautelar de agravo, manifestada  nas letras e no espírito do referido dispositivo legal, de forma a  propiciar  a  participação  do  autor  recorrente  nas  provas     subjetivas já designadas, enquanto se discute a legitimidade, ou  não,  da sua  eliminação na fase  anterior  do concurso  público  questionado  nos  autos  de  origem,  sob pena  de  ineficácia  do  julgado  a  ser  proferida  (sic),  em  caso  de  procedência  da  pretensão ali postulada” (fl. 169).  Em momento posterior, após lograr o 7º lugar na classificação final  do  concurso,  o  presente  mandamus foi  impetrado  pelo  agravante,  mediante o receio de lhe ser negado o direito de tomar posse no dia 3 de  dezembro de 2008, sendo preterido na escolha da lotação por candidatos  aprovados em posição inferior na lista de classificação.  Dos  fatos  narrados,  verifica-se  que  houve  alteração  da  moldura  fático-jurídica do objeto das demandas e dos pedidos que impulsionaram  a interposição da ação ordinária, bem como a impetração do mandado de  segurança,  mas, na verdade, uma decorre logicamente da outra. Nesse  sentido, bem esclareceu o saudoso Ministro Menezes Direito:  “Com  essa  evolução  dos  fatos,  também  os  pedidos  formulados são distintos. Na ação ordinária, havia um pedido  de anulação de questões da prova objetiva (como informado à  fl. 3), de modo que o candidato nela fosse aprovado e pudesse  seguir no concurso público. Já neste mandado de segurança, o  que  se  pede  é  ‘o  direito  à  escolha  de  lotação  pelo  Impetrante  de   acordo com a sua classificação no certame, bem como à reserva de sua   vaga, devendo ser garantida nesse caso a retroatividade, à data do ato   impugnado,  dos  efeitos  patrimoniais  e  materiais  que  podem  ser   suprimidos  do  Impetrante  em virtude  do  fato  deste  ser  qualificado   como um candidato sub judice’ (fl. 20).   Ainda assim, constato a litispendência.  De acordo com a lição de Cândido Rangel Dinamarco, ‘a    chamada  teoria  dos  três  eadem (mesmas  partes,  mesma  causa  petendi , mesmo petitum ), conquanto muito prestigiosa e realmente   útil,  não  é  suficiente  em si  mesma  para  delimitar  com precisão  o   âmbito  de  incidência  do  impedimento  causado  pela  litispendência.   Considerado o objetivo do instituto (evitar  o  bis in idem ),  o  que      importa  é  evitar  dois  processos  instaurados  com  o  fim  de   produzir  o  mesmo  resultado  prático’ (grifos  do  original  –  Instituições de Direito Processual Civil. Vol II . 5ª ed., 2005. São  Paulo: Malheiros, p. 62).   No  caso,  ocorre  justamente  o  bis  in  idem que  se  deve  evitar:  há  dois  processos  que  visam  ao  mesmo  resultado  prático, qual seja: a posse do impetrante.  Com a sua aprovação e a existência de vagas, a posse do  impetrante constituirá mero efeito da eventual procedência da  ação ordinária que move em face da União Federal, razão pela  qual a questão não pode ser discutida, de modo autônomo,  nesta ação de mandado de segurança.  Na  realidade,  caso  a  posse  do  impetrante  venha  a  ser  negada pelo Procurador-Geral da República – sob a alegação de  que a questão se encontra sub judice e não por um fundamento  distinto  –  o  problema  será  de  descumprimento  ou  não  da  decisão  do  Tribunal  Regional  Federal  da  1ª  Região,  dependendo da extensão que mereça, não havendo, contudo,  uma  violação  autônoma  a  outro  direito  subjetivo  do  candidato,  a  justificar  a  impetração  deste  mandado  de  segurança.   É  evidente,  por  outro  lado,  que  não  caberia  a  este  Supremo Tribunal  Federal  analisar  a  extensão da  decisão  do  Tribunal  Regional  Federal  da  1ª  Região  ou  o  seu  eventual  descumprimento, pois tais problemas devem ser dirimidos na  via eleita inicialmente.   Em  memorial,  faz  o  impetrante  referência  a  decisão  monocrática  proferida,  em  13  de  novembro  último,  pelo  Ministro Carlos Britto , no MS nº 27.260, que, para candidato do  mesmo  concurso  público,  o  qual  se  encontra  em  situação  bastante semelhante à do impetrante, deferiu liminar para que:  a) a autora participe da escolha de lotação, segundo sua classificação   no concurso; b) seja reservada sua vaga, na lotação obtida no processo   de escolha .   Aludida decisão somente confirma o acerto do raciocínio  que ora desenvolvo, porque, naquela hipótese a via eleita pela     candidata foi, desde o início, a via do mandado de segurança  perante este Supremo Tribunal Federal e foi justamente em tal  ação que o Ministro  Carlos Britto houve por bem garantir  a  precedência  da  escolha  da  lotação  e  a  reserva  da  vaga  respectiva.   No caso presente, ao revés, a via eleita pelo impetrante foi  a da ação ordinária,  razão pela qual, por escolha própria, ele  deve nela seguir, não sendo possível admitir o pretendido  bis  in idem” (grifos nossos).  Ante a sua aprovação no concurso e ciente de seu direito encontrar- se sub judice, o autor impetra o presente mandamus, sob a alegação de  possuir direito líquido e certo de ser nomeado e empossado juntamente  com  os  demais  aprovados.  Não  obstante,  em  verdade,  o  objeto  do  presente  mandado  de  segurança,  como  bem  pontuado  na  decisão  agravada, decorre, diretamente, do pronunciamento judicial contido na  ação ordinária.  Por sua vez, ainda que se afastasse a incidência da litispendência,  pela ausência de identidade entre os três elementos da ação, entendo não  haver, no presente caso, afronta ao direito líquido e certo que mereça ser  amparado por mandado de segurança.  Isso porque o direito líquido e certo é aquele que se basta na sua  existência e é delimitado na sua extensão e que, portanto, está apto a ser  exercitado  no  momento  da  impetração  (Meirelles,  Hely  Lopes;  Wald,  Arnoldo;  Mendes,  Ferreira  Gilmar.  Mandado  de  segurança  e  ações  constitucionais. São Paulo: Editora Malheiros, 2009. p. 30).  O impetrante, mesmo que aprovado, conforme classificação final do  concurso, encontra-se apoiado em  decisão judicial precária, a qual não  confere ao suposto direito alegado a aptidão necessária para justificar a  impetração de mandado de segurança, não se colocando, portanto, como  direito subjetivo próprio e autônomo do impetrante.  Nesse sentido,  Di  Pietro:  “(…) o direito subjetivo próprio do impetrante no sentido  de  que  o mandado  de  segurança  somente  é  cabível  para     proteger  direito  e  não  simples  interesse e  esse  direito  deve  pertencer ao próprio impetrante; (…). (Di Pietro, Maria Sylvia  Zanella.  Direito  Administrativo. 21.  ed.  São  Paulo:  Editora  Atlas S.A., 2007. p. 732)”  Com  efeito,  o  alegado  direito  líquido  e  certo  à  posse  na  data  aprazada  ou  à  reserva  de  vaga  não  configura  direito  autônomo  do  impetrante  que  mereça  ser  amparado  por  mandado  de  segurança,  significando, tão somente, a extensão do provimento que se busca para  acautelar eventual procedência da Ação Ordinária nº 2008.34.00.012220- 7, devendo, portanto, ser postulado no juízo competente para conhecer da  matéria de fundo.  Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. ", "votante" : "MIN_DIAS_TOFFOLI" } ] }
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LUIZ FUX\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     ESTADO DO PIAUÍ\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     FRANCISCO SABOIA JUNIOR DE SOUZA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ANTONIO MARCOS SOARES DE SOUSA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA: AGRAVO  INTERNO  NO  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.  OFENSA \nAO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. INOCORRÊNCIA. \nPOLICIAL  MILITAR.  REMOÇÃO\n      <i>\n       EX  OFFICIO\n      </i>\n      .  AUSÊNCIA  DE \nMOTIVAÇÃO.  REEXAME  DO  CONJUNTO  FÁTICO-PROBATÓRIO \nDOS  AUTOS.  IMPOSSIBILIDADE.  SÚMULA  279  DO  STF. \nREITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA \nPARTE  NAS  SEDES  RECURSAIS  ANTERIORES.  MANIFESTO \nINTUITO  PROTELATÓRIO.  MULTA  DO  ARTIGO  1.021,  §  4º,  DO \nCPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade \nda ata de julgamento virtual de 21 a 27/09/2018, por unanimidade, negou \nprovimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § \n4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 28 de setembro de 2018.\nMinistro\n     <b>\n      LUIZ FUX - RELATOR\n     </b>\n     <i>\n      Documento assinado digitalmente\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E1B5-D38F-DB7D-55DB e senha 94D6-5B8B-2955-1156\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      28/09/2018 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.153.956 PIAUÍ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     ESTADO DO PIAUÍ\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     FRANCISCO SABOIA JUNIOR DE SOUZA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ANTONIO MARCOS SOARES DE SOUSA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      R E L A T Ó R I O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):\n     </b>\n     Trata-se  de  agravo \ninterno  interposto  pelo  ESTADO DO PIAUÍ contra  decisão  de  minha \nrelatoria, assim ementada:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  \nADMINISTRATIVO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO  \nDOS  PODERES.  INOCORRÊNCIA.  POLICIAL  MILITAR.  \nREMOÇÃO\n     </i>\n     EX  OFFICIO\n     <i>\n      .  AUSÊNCIA  DE  MOTIVAÇÃO.  \nREEXAME  DO  CONJUNTO  FÁTICO-PORBATÓRIO  DOS  \nAUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO  \nINTERPOSTO  SOB  A  ÉGIDE  DO  NOVO  CÓDIGO  DE  \nPROCESSO  CIVIL.  MANDADO  DE  SEGURANÇA.  \nINAPLICABILIDADE  DO  ARTIGO  85,  §  11,  DO  CPC/2015.  \nAGRAVO DESPROVIDO.\n     </i>\n     ”\n    </p>\n    <p>\n     Inconformado com a decisão\n     <i>\n      supra,\n     </i>\n     o agravante interpõe o presente \nrecurso, alegando, em síntese:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      Cumpre  salientar  que  do  recurso  denegado  extrai-se  toda  a  \nfundamentação necessária à compreensão da controvérsia, e assim o é  \nporque o recorrente demonstrou objetivamente que o acordão recorrido  \nmalferiu o art. 2º da CF/88, na medida em que o ato administrativo de  \nremoção é discricionário, inserindo-se no mérito administrativo, sendo  \nassim inviável  ao  Poder  Judiciário  substituir  o  juízo  de  mérito  da  \nAdministração sobre a oportunidade e a conveniência de proceder a\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 94F6-6116-B101-62C8 e senha 691A-F3A1-A921-8C4E\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1153956 AGR / PI\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      lotação de servidores de acordo com a necessidade de serviço.\n[...]\nTodavia,  mister  ressaltar  que  para  análise  da  presente\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      controvérsia  não  se  faz  necessária  a  análise  do  conjunto  fático  \nprobatório dos autos, na medida que o mérito do recurso (invasão de  \ncompetência  do  Poder  Executivo)  é  matéria  de  índole  puramente  \nconstitucional, sendo o fato objeto do recurso incontroverso nos autos.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      A recorrente pugnou pela violação ao princípio da separação dos  \npoderes na medida em que se verifica  a  impossibilidade jurídica de  \ndemandar-se do Poder Judiciário, controle de atividade administrativa  \nde remoção de policiais, realizada de forma legal e legítima, não sendo  \no caso e realizar qualquer reparo ou substituição na espécie no juízo de  \nmérito realizado pela Administração, não havendo qualquer amparo a  \npretensão de inamovidade de militares, que não podem sobrepor seu  \ninteresse pessoal ao interesse público.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      A Constituição  Federal  consagra  no  art.  2º  o  ‘Princípio  da  \nSeparação dos Poderes’, determinando que o Legislativo, Executivo e  \nJudiciário  constituem poderes  harmônicos  e  independentes  entre  si.  \nTal assertiva tem por óbice a limitação de poder.\n     </i>\n     ”\n     <i>\n     </i>\n     (Doc. 5, fls. 3-4)\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. 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NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.153.956 PIAUÍ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      V O T O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):\n     </b>\n     A presente irresignação \nnão merece prosperar.\n    </p>\n    <p>\n     Em  que  pesem  os  argumentos  expendidos  no  agravo,  resta \nevidenciado das  razões  recursais  que o  agravante  não trouxe nenhum \ncapaz  de  infirmar  a  decisão  hostilizada,  razão  pela  qual  deve  ela  ser \nmantida, por seus próprios fundamentos.\n    </p>\n    <p>\n     Consoante  afirmado  na  decisão  agravada,  verifica-se  que  a \njurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que \nnão viola o princípio da separação dos poderes o exame da legalidade e \nabusividade  dos  atos  administrativos  pelo  Poder  Judiciário.  Nesse \nsentido, destaco os seguintes julgados:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      DIREITO  ADMINISTRATIVO.  AGRAVO  INTERNO  EM  \nRECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DOAÇÃO DE  \nBEM  PÚBLICO.  ATO  JURÍDICO  NULO.  CONTROLE  PELO  \nPODER  JUDICIÁRIO.  POSSIBILIDADE.  SÚMULAS  279  E  \n280/STF.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      1. Não afronta o princípio da separação dos Poderes o controle  \nexercido  pelo  Poder  Judiciário  sobre  atos  administrativos  tidos  por  \nabusivos ou ilegais.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      2. A resolução da controvérsia demanda uma nova análise da  \nlegislação local aplicada à espécia e o reexame dos fatos e do material  \nprobatório constantes dos autos, providências vedadas neste momento  \nprocessual. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      3. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não  \nhouve prévia fixação de honorários advocatícios de sucumbência.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da  \nmulta  prevista  no  art.  art.  1.021,  §  4º,  do  CPC/2015.\n     </i>\n     ”  (ARE \n1.045.609-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBDB-A3A4-41A4-5988 e senha 452D-7888-5CA3-9463\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1153956 AGR / PI\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     de 11/9/2017)\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      AGRAVO  REGIMENTAL  EM  AGRAVO  DE  \nINSTRUMENTO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO  \nDOS  PODERES.  NÃO  OCORRÊNCIA.  SÚMULA  279/STF.  \nHipótese em que, para dissentir da conclusão firmada pelo Tribunal de  \norigem, seria necessário reexaminar os fatos e provas constantes dos  \nautos,  o  que  é  vedado  em  recurso  extraordinário.  Incidência  da  \nSúmula  279/STF.  É  firme  no  Supremo  Tribunal  Federal  o  \nentendimento de que não afronta o princípio da separação dos Poderes  \no controle  exercido pelo Poder Judiciário sobre atos administrativos  \ntidos por abusivos ou ilegais. Precedentes. Ausência de argumentos  \ncapazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se  \nnega provimento.\n     </i>\n     ”\n     <i>\n     </i>\n     (AI 410.544-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, \nPrimeira Turma, DJe de 17/3/2015)\n    </p>\n    <p>\n     Demais  disso,  o  Tribunal  de  origem  assentou  a  inexistência  de \nmotivação apta a justificar o ato de remoção.\n    </p>\n    <p>\n     Assim,  acolher  a  pretensão  da  parte  ora  agravante  e  divergir  do \nentendimento  firmado  pelo  acórdão  recorrido,  no  presente  caso, \ndemandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos.\n    </p>\n    <p>\n     Não  se  revela  cognoscível,  em  sede  de  recurso  extraordinário,  a \ninsurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-\nprobatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se \namolda  à  estreita  via  do  apelo  extremo,  cujo  conteúdo  se  restringe  à \ndiscussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula \n279 do STF.\n    </p>\n    <p>\n     Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do \napelo  extremo,  por  força  do  óbice  intransponível  do  referido  verbete \nsumular,  que  veda  a  esta  Suprema  Corte,  em  sede  de  recurso \nextraordinário, sindicar matéria fática. Nesse sentido:\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBDB-A3A4-41A4-5988 e senha 452D-7888-5CA3-9463\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1153956 AGR / PI\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      Agravo  regimental  no  recurso  extraordinário  com  agravo.  \nConstitucional. Anistia. Magistério. Afastamento. Motivação política  \ndo  ato.  Discussão.  Reexame  de  fatos  e  provas.  Impossibilidade.  \nPrecedentes.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      1. Assentou a Corte de origem que o afastamento do agravante  \ndo magistério não teria decorrido de perseguição ou qualquer ato de  \nexceção  especificamente  endereçado  a  ele,  mas  sim de  novo  regime  \njurídico instituído em norma geral aplicável a todos que estavam na  \nmesma situação.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e  \ndas provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      3. Agravo regimental não provido.\n     </i>\n     ” (ARE 831.706-AgR, Rel. \nMin. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 19/6/2015)\n    </p>\n    <p>\n     Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas sobre a \nSúmula 279 do STF:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e  \nquestão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as  \ncircunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei,  \nconsiderar existentes determinados fatos concretos.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      A  questão  de  direito  consiste  na  focalização,  primeiro,  se  a  \nnorma,  a  que  o  autor  se  refere,  existe,  como  norma  abstrata  \n(Instituições de Direito Processual, 2ª ed., v. I/175).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Não  é  estranha  a  qualificação  jurídica  dos  fatos  dados  como  \nprovados  (RT  275/884  e  226/583).  Já  se  refere  a  matéria  de  fato  \nquando  a  decisão  assenta  no  processo  de  livre  convencimento  do  \njulgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o  \nrecurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada  \nqualificação  jurídica  a  fatos  delituosos  e  se  pretende  atribuir  aos  \nmesmos  fatos  outra  configuração,  quando  essa  pretensão  exige  \nreexame  de  provas  (ERE  58.714,  Relator  para  o  acórdão  o  Min.  \nAmaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a  \nqualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação  \nimporta  matéria  de  fato,  insuscetível  de  reexame  no  recurso  \nextraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBDB-A3A4-41A4-5988 e senha 452D-7888-5CA3-9463\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1153956 AGR / PI\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      A Súmula 279 é peremptória: ‘Para simples reexame de prova  \nnão cabe recurso extraordinário’. Não se vislumbraria a existência da  \nquestão  federal  motivadora  do  recurso  extraordinário.  O juiz  dá  a  \nvaloração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos  \nfatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados  \npelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da  \nprova (RTJ 37/480, 56/65)(Pestana de Aguiar, Comentários ao Código  \nde Processo Civil,  2ª ed.,  v.  VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e  \nPrática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula STJ-7.\n     </i>\n     “ (\n     <i>\n      Direito  \nSumular.\n     </i>\n     São Paulo: Malheiros, 2012, 14ª Edição, p. 137-138)\n    </p>\n    <p>\n     Impende  consignar,  também,  que  o  agravo  interno  revela-se \nmanifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição \ndos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais \nanteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do \nartigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco \npor cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. \nMin. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, \nRel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103-\nAgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016).\n    </p>\n    <p>\n     Destaco,  por  oportuno,  que  não  houve  a  intimação  para \napresentação  de  contrarrazões  ao  presente  recurso,  em  obediência  ao \nprincípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte \nora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida \n(artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015).\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Ex positis\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      NEGO PROVIMENTO\n     </b>\n     ao  agravo  interno  e,  mercê  do \nintuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por \ncento) do valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015).\n    </p>\n    <p>\n     É como voto.\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBDB-A3A4-41A4-5988 e senha 452D-7888-5CA3-9463\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 28/09/2018\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.153.956\n     </b>\n     PROCED. : PIAUÍ\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n     </b>\n     AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ\nAGDO.(A/S) : FRANCISCO SABOIA JUNIOR DE SOUZA\nADV.(A/S) : ANTONIO MARCOS SOARES DE SOUSA (2866/PI)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, \ncom  aplicação  da  multa  prevista  no  artigo  1.021,  §  4º,  do \nCPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão \nVirtual de 21.9.2018 a 27.9.2018.\n    </p>\n    <p>\n     Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco\n    </p>\n    <p>\n     Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.\n    </p>\n    <p>\n     Cintia da Silva Gonçalves\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C354-06C0-BB0D-188A e senha 4143-4576-6719-1C6F\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "28/09/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.153.956 PIAUÍ\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) :ESTADO DO PIAUÍ \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ \n", "AGDO.(A/S) :FRANCISCO SABOIA JUNIOR DE SOUZA \n", "ADV.(A/S) :ANTONIO MARCOS SOARES DE SOUSA \n", "EMENTA: AGRAVO  INTERNO  NO  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.  OFENSA \n", "AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. INOCORRÊNCIA. \n", "POLICIAL  MILITAR.  REMOÇÃO  EX  OFFICIO.  AUSÊNCIA  DE \n", "MOTIVAÇÃO.  REEXAME  DO  CONJUNTO  FÁTICO-PROBATÓRIO \n", "DOS  AUTOS.  IMPOSSIBILIDADE.  SÚMULA  279  DO  STF. \n", "REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA \n", "PARTE  NAS  SEDES  RECURSAIS  ANTERIORES.  MANIFESTO \n", "INTUITO  PROTELATÓRIO.  MULTA  DO  ARTIGO  1.021,  §  4º,  DO \n", "CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade \n", "da ata de julgamento virtual de 21 a 27/09/2018, por unanimidade, negou \n", "provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § \n", "4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator.\n", "Brasília, 28 de setembro de 2018.\n", "Ministro LUIZ FUX - RELATOR \n", "Documento assinado digitalmente\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E1B5-D38F-DB7D-55DB e senha 94D6-5B8B-2955-1156\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8\n", "Relatório\n", "28/09/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.153.956 PIAUÍ\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) :ESTADO DO PIAUÍ \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ \n", "AGDO.(A/S) :FRANCISCO SABOIA JUNIOR DE SOUZA \n", "ADV.(A/S) :ANTONIO MARCOS SOARES DE SOUSA \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se  de  agravo \n", "interno  interposto  pelo  ESTADO DO PIAUÍ contra  decisão  de  minha \n", "relatoria, assim ementada:\n", "“RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  \n", "ADMINISTRATIVO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO  \n", "DOS  PODERES.  INOCORRÊNCIA.  POLICIAL  MILITAR.  \n", "REMOÇÃO  EX  OFFICIO.  AUSÊNCIA  DE  MOTIVAÇÃO.  \n", "REEXAME  DO  CONJUNTO  FÁTICO-PORBATÓRIO  DOS  \n", "AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO  \n", "INTERPOSTO  SOB  A  ÉGIDE  DO  NOVO  CÓDIGO  DE  \n", "PROCESSO  CIVIL.  MANDADO  DE  SEGURANÇA.  \n", "INAPLICABILIDADE  DO  ARTIGO  85,  §  11,  DO  CPC/2015.  \n", "AGRAVO DESPROVIDO.”\n", "Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente \n", "recurso, alegando, em síntese:\n", "“Cumpre  salientar  que  do  recurso  denegado  extrai-se  toda  a  \n", "fundamentação necessária à compreensão da controvérsia, e assim o é  \n", "porque o recorrente demonstrou objetivamente que o acordão recorrido  \n", "malferiu o art. 2º da CF/88, na medida em que o ato administrativo de  \n", "remoção é discricionário, inserindo-se no mérito administrativo, sendo  \n", "assim inviável  ao  Poder  Judiciário  substituir  o  juízo  de  mérito  da  \n", "Administração sobre a oportunidade e a conveniência de proceder a  \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 94F6-6116-B101-62C8 e senha 691A-F3A1-A921-8C4E\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8\n", "Relatório\n", "ARE 1153956 AGR / PI \n", "lotação de servidores de acordo com a necessidade de serviço.\n", "[...]\n", "Todavia,  mister  ressaltar  que  para  análise  da  presente  \n", "controvérsia  não  se  faz  necessária  a  análise  do  conjunto  fático  \n", "probatório dos autos, na medida que o mérito do recurso (invasão de  \n", "competência  do  Poder  Executivo)  é  matéria  de  índole  puramente  \n", "constitucional, sendo o fato objeto do recurso incontroverso nos autos.\n", "A recorrente pugnou pela violação ao princípio da separação dos  \n", "poderes na medida em que se verifica  a  impossibilidade jurídica de  \n", "demandar-se do Poder Judiciário, controle de atividade administrativa  \n", "de remoção de policiais, realizada de forma legal e legítima, não sendo  \n", "o caso e realizar qualquer reparo ou substituição na espécie no juízo de  \n", "mérito realizado pela Administração, não havendo qualquer amparo a  \n", "pretensão de inamovidade de militares, que não podem sobrepor seu  \n", "interesse pessoal ao interesse público.\n", "A Constituição  Federal  consagra  no  art.  2º  o  ‘Princípio  da  \n", "Separação dos Poderes’, determinando que o Legislativo, Executivo e  \n", "Judiciário  constituem poderes  harmônicos  e  independentes  entre  si.  \n", "Tal assertiva tem por óbice a limitação de poder.” (Doc. 5, fls. 3-4)\n", "É o relatório.\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 94F6-6116-B101-62C8 e senha 691A-F3A1-A921-8C4E\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "28/09/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.153.956 PIAUÍ\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):  A presente irresignação \n", "não merece prosperar.\n", "Em  que  pesem  os  argumentos  expendidos  no  agravo,  resta \n", "evidenciado das  razões  recursais  que o  agravante  não trouxe nenhum \n", "capaz  de  infirmar  a  decisão  hostilizada,  razão  pela  qual  deve  ela  ser \n", "mantida, por seus próprios fundamentos.\n", "Consoante  afirmado  na  decisão  agravada,  verifica-se  que  a \n", "jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que \n", "não viola o princípio da separação dos poderes o exame da legalidade e \n", "abusividade  dos  atos  administrativos  pelo  Poder  Judiciário.  Nesse \n", "sentido, destaco os seguintes julgados:\n", "“DIREITO  ADMINISTRATIVO.  AGRAVO  INTERNO  EM  \n", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DOAÇÃO DE  \n", "BEM  PÚBLICO.  ATO  JURÍDICO  NULO.  CONTROLE  PELO  \n", "PODER  JUDICIÁRIO.  POSSIBILIDADE.  SÚMULAS  279  E  \n", "280/STF. \n", "1. Não afronta o princípio da separação dos Poderes o controle  \n", "exercido  pelo  Poder  Judiciário  sobre  atos  administrativos  tidos  por  \n", "abusivos ou ilegais.\n", "2. A resolução da controvérsia demanda uma nova análise da  \n", "legislação local aplicada à espécia e o reexame dos fatos e do material  \n", "probatório constantes dos autos, providências vedadas neste momento  \n", "processual. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF.\n", "3. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não  \n", "houve prévia fixação de honorários advocatícios de sucumbência.\n", "4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da  \n", "multa  prevista  no  art.  art.  1.021,  §  4º,  do  CPC/2015.”  (ARE \n", "1.045.609-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBDB-A3A4-41A4-5988 e senha 452D-7888-5CA3-9463\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "ARE 1153956 AGR / PI \n", "de 11/9/2017)\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  EM  AGRAVO  DE  \n", "INSTRUMENTO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO  \n", "DOS  PODERES.  NÃO  OCORRÊNCIA.  SÚMULA  279/STF.  \n", "Hipótese em que, para dissentir da conclusão firmada pelo Tribunal de  \n", "origem, seria necessário reexaminar os fatos e provas constantes dos  \n", "autos,  o  que  é  vedado  em  recurso  extraordinário.  Incidência  da  \n", "Súmula  279/STF.  É  firme  no  Supremo  Tribunal  Federal  o  \n", "entendimento de que não afronta o princípio da separação dos Poderes  \n", "o controle  exercido pelo Poder Judiciário sobre atos administrativos  \n", "tidos por abusivos ou ilegais. Precedentes. Ausência de argumentos  \n", "capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se  \n", "nega provimento.” (AI 410.544-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, \n", "Primeira Turma, DJe de 17/3/2015)\n", "Demais  disso,  o  Tribunal  de  origem  assentou  a  inexistência  de \n", "motivação apta a justificar o ato de remoção.\n", "Assim,  acolher  a  pretensão  da  parte  ora  agravante  e  divergir  do \n", "entendimento  firmado  pelo  acórdão  recorrido,  no  presente  caso, \n", "demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. \n", "Não  se  revela  cognoscível,  em  sede  de  recurso  extraordinário,  a \n", "insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-\n", "probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se \n", "amolda  à  estreita  via  do  apelo  extremo,  cujo  conteúdo  se  restringe  à \n", "discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula \n", "279 do STF.\n", "Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do \n", "apelo  extremo,  por  força  do  óbice  intransponível  do  referido  verbete \n", "sumular,  que  veda  a  esta  Suprema  Corte,  em  sede  de  recurso \n", "extraordinário, sindicar matéria fática. Nesse sentido:\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBDB-A3A4-41A4-5988 e senha 452D-7888-5CA3-9463\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "ARE 1153956 AGR / PI \n", "“Agravo  regimental  no  recurso  extraordinário  com  agravo.  \n", "Constitucional. Anistia. Magistério. Afastamento. Motivação política  \n", "do  ato.  Discussão.  Reexame  de  fatos  e  provas.  Impossibilidade.  \n", "Precedentes. \n", "1. Assentou a Corte de origem que o afastamento do agravante  \n", "do magistério não teria decorrido de perseguição ou qualquer ato de  \n", "exceção  especificamente  endereçado  a  ele,  mas  sim de  novo  regime  \n", "jurídico instituído em norma geral aplicável a todos que estavam na  \n", "mesma situação.\n", "2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e  \n", "das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF.\n", "3. Agravo regimental não provido.” (ARE 831.706-AgR, Rel. \n", "Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 19/6/2015)\n", "Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas sobre a \n", "Súmula 279 do STF: \n", "“Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e  \n", "questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as  \n", "circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei,  \n", "considerar existentes determinados fatos concretos. \n", "A  questão  de  direito  consiste  na  focalização,  primeiro,  se  a  \n", "norma,  a  que  o  autor  se  refere,  existe,  como  norma  abstrata  \n", "(Instituições de Direito Processual, 2ª ed., v. I/175). \n", "Não  é  estranha  a  qualificação  jurídica  dos  fatos  dados  como  \n", "provados  (RT  275/884  e  226/583).  Já  se  refere  a  matéria  de  fato  \n", "quando  a  decisão  assenta  no  processo  de  livre  convencimento  do  \n", "julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o  \n", "recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada  \n", "qualificação  jurídica  a  fatos  delituosos  e  se  pretende  atribuir  aos  \n", "mesmos  fatos  outra  configuração,  quando  essa  pretensão  exige  \n", "reexame  de  provas  (ERE  58.714,  Relator  para  o  acórdão  o  Min.  \n", "Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a  \n", "qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação  \n", "importa  matéria  de  fato,  insuscetível  de  reexame  no  recurso  \n", "extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666).\n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBDB-A3A4-41A4-5988 e senha 452D-7888-5CA3-9463\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "ARE 1153956 AGR / PI \n", "A Súmula 279 é peremptória: ‘Para simples reexame de prova  \n", "não cabe recurso extraordinário’. Não se vislumbraria a existência da  \n", "questão  federal  motivadora  do  recurso  extraordinário.  O juiz  dá  a  \n", "valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos  \n", "fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados  \n", "pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da  \n", "prova (RTJ 37/480, 56/65)(Pestana de Aguiar, Comentários ao Código  \n", "de Processo Civil,  2ª ed.,  v.  VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e  \n", "Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula STJ-7.“ (Direito  \n", "Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14ª Edição, p. 137-138)\n", "Impende  consignar,  também,  que  o  agravo  interno  revela-se \n", "manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição \n", "dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais \n", "anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do \n", "artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco \n", "por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. \n", "Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, \n", "Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103-\n", "AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016).\n", "Destaco,  por  oportuno,  que  não  houve  a  intimação  para \n", "apresentação  de  contrarrazões  ao  presente  recurso,  em  obediência  ao \n", "princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte \n", "ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida \n", "(artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015).\n", "Ex positis,  NEGO PROVIMENTO ao  agravo  interno  e,  mercê  do \n", "intuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por \n", "cento) do valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015).\n", "É como voto.\n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBDB-A3A4-41A4-5988 e senha 452D-7888-5CA3-9463\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8\n", "Extrato de Ata - 28/09/2018\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.153.956\n", "PROCED. : PIAUÍ\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ\n", "AGDO.(A/S) : FRANCISCO SABOIA JUNIOR DE SOUZA\n", "ADV.(A/S) : ANTONIO MARCOS SOARES DE SOUSA (2866/PI)\n", "Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, \n", "com  aplicação  da  multa  prevista  no  artigo  1.021,  §  4º,  do \n", "CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão \n", "Virtual de 21.9.2018 a 27.9.2018.\n", " \n", "Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco \n", "Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. \n", "Cintia da Silva Gonçalves\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C354-06C0-BB0D-188A e senha 4143-4576-6719-1C6F\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8\n" ], "numero" : "1153956", "partes" : [ { "nome" : "MIN. LUIZ FUX", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "ESTADO DO PIAUÍ", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" }, { "nome" : "FRANCISCO SABOIA JUNIOR DE SOUZA", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "ANTONIO MARCOS SOARES DE SOUSA", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. LUIZ FUX", "texto" : "O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se  de  agravo  interno  interposto  pelo  ESTADO DO PIAUÍ contra  decisão  de  minha  relatoria, assim ementada:  “RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.   ADMINISTRATIVO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO   DOS  PODERES.  INOCORRÊNCIA.  POLICIAL  MILITAR.   REMOÇÃO  EX  OFFICIO.  AUSÊNCIA  DE  MOTIVAÇÃO.   REEXAME  DO  CONJUNTO  FÁTICO-PORBATÓRIO  DOS   AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO   INTERPOSTO  SOB  A  ÉGIDE  DO  NOVO  CÓDIGO  DE   PROCESSO  CIVIL.  MANDADO  DE  SEGURANÇA.   INAPLICABILIDADE  DO  ARTIGO  85,  §  11,  DO  CPC/2015.   AGRAVO DESPROVIDO.”  Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente  recurso, alegando, em síntese:  “Cumpre  salientar  que  do  recurso  denegado  extrai-se  toda  a   fundamentação necessária à compreensão da controvérsia, e assim o é   porque o recorrente demonstrou objetivamente que o acordão recorrido   malferiu o art. 2º da CF/88, na medida em que o ato administrativo de   remoção é discricionário, inserindo-se no mérito administrativo, sendo   assim inviável  ao  Poder  Judiciário  substituir  o  juízo  de  mérito  da   Administração sobre a oportunidade e a conveniência de proceder a      lotação de servidores de acordo com a necessidade de serviço. [...] Todavia,  mister  ressaltar  que  para  análise  da  presente    controvérsia  não  se  faz  necessária  a  análise  do  conjunto  fático   probatório dos autos, na medida que o mérito do recurso (invasão de   competência  do  Poder  Executivo)  é  matéria  de  índole  puramente   constitucional, sendo o fato objeto do recurso incontroverso nos autos.  A recorrente pugnou pela violação ao princípio da separação dos   poderes na medida em que se verifica  a  impossibilidade jurídica de   demandar-se do Poder Judiciário, controle de atividade administrativa   de remoção de policiais, realizada de forma legal e legítima, não sendo   o caso e realizar qualquer reparo ou substituição na espécie no juízo de   mérito realizado pela Administração, não havendo qualquer amparo a   pretensão de inamovidade de militares, que não podem sobrepor seu   interesse pessoal ao interesse público.  A Constituição  Federal  consagra  no  art.  2º  o  ‘Princípio  da   Separação dos Poderes’, determinando que o Legislativo, Executivo e   Judiciário  constituem poderes  harmônicos  e  independentes  entre  si.   Tal assertiva tem por óbice a limitação de poder.” (Doc. 5, fls. 3-4)  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):  A presente irresignação  não merece prosperar.  Em  que  pesem  os  argumentos  expendidos  no  agravo,  resta  evidenciado das  razões  recursais  que o  agravante  não trouxe nenhum  capaz  de  infirmar  a  decisão  hostilizada,  razão  pela  qual  deve  ela  ser  mantida, por seus próprios fundamentos.  Consoante  afirmado  na  decisão  agravada,  verifica-se  que  a  jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que  não viola o princípio da separação dos poderes o exame da legalidade e  abusividade  dos  atos  administrativos  pelo  Poder  Judiciário.  Nesse  sentido, destaco os seguintes julgados:  “DIREITO  ADMINISTRATIVO.  AGRAVO  INTERNO  EM   RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DOAÇÃO DE   BEM  PÚBLICO.  ATO  JURÍDICO  NULO.  CONTROLE  PELO   PODER  JUDICIÁRIO.  POSSIBILIDADE.  SÚMULAS  279  E   280/STF.   1. Não afronta o princípio da separação dos Poderes o controle   exercido  pelo  Poder  Judiciário  sobre  atos  administrativos  tidos  por   abusivos ou ilegais.  2. A resolução da controvérsia demanda uma nova análise da   legislação local aplicada à espécia e o reexame dos fatos e do material   probatório constantes dos autos, providências vedadas neste momento   processual. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF.  3. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não   houve prévia fixação de honorários advocatícios de sucumbência.  4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da   multa  prevista  no  art.  art.  1.021,  §  4º,  do  CPC/2015.”  (ARE  1.045.609-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe     de 11/9/2017)  “AGRAVO  REGIMENTAL  EM  AGRAVO  DE   INSTRUMENTO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO   DOS  PODERES.  NÃO  OCORRÊNCIA.  SÚMULA  279/STF.   Hipótese em que, para dissentir da conclusão firmada pelo Tribunal de   origem, seria necessário reexaminar os fatos e provas constantes dos   autos,  o  que  é  vedado  em  recurso  extraordinário.  Incidência  da   Súmula  279/STF.  É  firme  no  Supremo  Tribunal  Federal  o   entendimento de que não afronta o princípio da separação dos Poderes   o controle  exercido pelo Poder Judiciário sobre atos administrativos   tidos por abusivos ou ilegais. Precedentes. Ausência de argumentos   capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se   nega provimento.” (AI 410.544-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso,  Primeira Turma, DJe de 17/3/2015)  Demais  disso,  o  Tribunal  de  origem  assentou  a  inexistência  de  motivação apta a justificar o ato de remoção.  Assim,  acolher  a  pretensão  da  parte  ora  agravante  e  divergir  do  entendimento  firmado  pelo  acórdão  recorrido,  no  presente  caso,  demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos.   Não  se  revela  cognoscível,  em  sede  de  recurso  extraordinário,  a  insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se  amolda  à  estreita  via  do  apelo  extremo,  cujo  conteúdo  se  restringe  à  discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula  279 do STF.  Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do  apelo  extremo,  por  força  do  óbice  intransponível  do  referido  verbete  sumular,  que  veda  a  esta  Suprema  Corte,  em  sede  de  recurso  extraordinário, sindicar matéria fática. Nesse sentido:    “Agravo  regimental  no  recurso  extraordinário  com  agravo.   Constitucional. Anistia. Magistério. Afastamento. Motivação política   do  ato.  Discussão.  Reexame  de  fatos  e  provas.  Impossibilidade.   Precedentes.   1. Assentou a Corte de origem que o afastamento do agravante   do magistério não teria decorrido de perseguição ou qualquer ato de   exceção  especificamente  endereçado  a  ele,  mas  sim de  novo  regime   jurídico instituído em norma geral aplicável a todos que estavam na   mesma situação.  2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e   das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF.  3. Agravo regimental não provido.” (ARE 831.706-AgR, Rel.  Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 19/6/2015)  Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas sobre a  Súmula 279 do STF:   “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e   questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as   circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei,   considerar existentes determinados fatos concretos.   A  questão  de  direito  consiste  na  focalização,  primeiro,  se  a   norma,  a  que  o  autor  se  refere,  existe,  como  norma  abstrata   (Instituições de Direito Processual, 2ª ed., v. I/175).   Não  é  estranha  a  qualificação  jurídica  dos  fatos  dados  como   provados  (RT  275/884  e  226/583).  Já  se  refere  a  matéria  de  fato   quando  a  decisão  assenta  no  processo  de  livre  convencimento  do   julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o   recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada   qualificação  jurídica  a  fatos  delituosos  e  se  pretende  atribuir  aos   mesmos  fatos  outra  configuração,  quando  essa  pretensão  exige   reexame  de  provas  (ERE  58.714,  Relator  para  o  acórdão  o  Min.   Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a   qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação   importa  matéria  de  fato,  insuscetível  de  reexame  no  recurso   extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666).    A Súmula 279 é peremptória: ‘Para simples reexame de prova   não cabe recurso extraordinário’. Não se vislumbraria a existência da   questão  federal  motivadora  do  recurso  extraordinário.  O juiz  dá  a   valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos   fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados   pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da   prova (RTJ 37/480, 56/65)(Pestana de Aguiar, Comentários ao Código   de Processo Civil,  2ª ed.,  v.  VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e   Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula STJ-7.“ (Direito   Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14ª Edição, p. 137-138)  Impende  consignar,  também,  que  o  agravo  interno  revela-se  manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição  dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais  anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do  artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco  por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel.  Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR,  Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016).  Destaco,  por  oportuno,  que  não  houve  a  intimação  para  apresentação  de  contrarrazões  ao  presente  recurso,  em  obediência  ao  princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte  ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida  (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015).  Ex positis,  NEGO PROVIMENTO ao  agravo  interno  e,  mercê  do  intuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por  cento) do valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015).  É como voto. ", "votante" : "MIN_LUIZ_FUX" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac2b0d251224488758c" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo  Tribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a  Presidência  do  Senhor  Ministro  ALEXANDRE DE MORAES,  em conformidade com a  ata  de  julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar  provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. 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Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados,  quando  essenciais  e  relevantes  as  questões  constitucionais  a  serem  analisadas,  sendo  imprescindível  ao  recorrente,  em  sua  petição  de  interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão  geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência  de  acentuado  interesse  geral  na  solução  das  questões  constitucionais  discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses  subjetivos e particulares.  2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente  a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista  econômico,  político,  social  ou  jurídico,  a  relevância  da  questão  constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa,  conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art.  1.035,  §  2º,  do  CPC/2015),  não  se  confunde  com  meras  invocações  desacompanhadas  de  sólidos  fundamentos  no  sentido  de  que  o  tema  controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância  para  o  cenário  econômico,  político,  social  ou  jurídico,  ou  que  não  interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos  ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é  incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar   argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com   base  em preceitos  de  ordem infraconstitucional,  não há espaço  para  a  admissão  do  recurso  extraordinário,  que  supõe  matéria  constitucional  prequestionada explicitamente.   4. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos  diversa  da  exposta  no  acórdão,  de  modo  que  seu  acolhimento  passa  necessariamente  pela  revisão  das  provas.  Incide,  portanto,  o  óbice  da  Súmula 279 desta  Corte  (Para  simples  reexame de  prova  não  cabe  recurso   extraordinário).  5. Agravo Interno a que se nega provimento.    " }, "extratoata" : { "texto" : "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.073.668 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MARLI BRAZ MARTINS ADV.(A/S) : MAURICIO ZANDONA (71647/RS) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL  Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo  interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão  Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018.  Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco  Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.  Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      15/10/2018 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.073.668 RIO \nGRANDE DO SUL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     MARLI BRAZ MARTINS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MAURICIO ZANDONA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL FEDERAL\n    </p>\n    <p>\n     EMENTA:  AGRAVO  INTERNO.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO \nCOM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO \nGERAL.  INSUFICIÊNCIA.  OFENSA  CONSTITUCIONAL  REFLEXA. \nREAPRECIAÇÃO  DE  PROVAS.  INADMISSIBILIDADE.  SÚMULA 279 \nDO STF.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      1.\n     </b>\n     Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, \nquando  essenciais  e  relevantes  as  questões  constitucionais  a  serem \nanalisadas,  sendo  imprescindível  ao  recorrente,  em  sua  petição  de \ninterposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão \ngeral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência \nde  acentuado  interesse  geral  na  solução  das  questões  constitucionais \ndiscutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses \nsubjetivos e particulares.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      2.\n     </b>\n     A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente \na preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista \neconômico,  político,  social  ou  jurídico,  a  relevância  da  questão \nconstitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, \nconforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. \n1.035,  §  2º,  do  CPC/2015),  não  se  confunde  com  meras  invocações \ndesacompanhadas  de  sólidos  fundamentos  no  sentido  de  que  o  tema \ncontrovertido é portador de ampla repercussão e de suma importância \npara  o  cenário  econômico,  político,  social  ou  jurídico,  ou  que  não \ninteressa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos \nainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é \nincontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 159D-B924-4A6E-D626 e senha D172-EC61-8935-1835\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1073668 AGR / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     argumentativo.\n     <b>\n      3.\n     </b>\n     Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com\n    </p>\n    <p>\n     base  em preceitos  de  ordem infraconstitucional,  não há espaço  para  a \nadmissão  do  recurso  extraordinário,  que  supõe  matéria  constitucional \nprequestionada explicitamente.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      4.\n     </b>\n     A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos \ndiversa  da  exposta  no  acórdão,  de  modo  que  seu  acolhimento  passa \nnecessariamente  pela  revisão  das  provas.  Incide,  portanto,  o  óbice  da \nSúmula 279 desta  Corte  (\n     <i>\n      Para  simples  reexame de  prova  não  cabe  recurso  \nextraordinário).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      5.\n     </b>\n     Agravo Interno a que se nega provimento.\n    </p>\n    <p>\n     A C Ó R D Ã O\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo \nTribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a  Presidência  do  Senhor \nMinistro  ALEXANDRE DE MORAES,  em conformidade com a  ata  de \njulgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar \nprovimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 15 de outubro de 2018.\n    </p>\n    <p>\n     Ministro\n     <b>\n      ALEXANDRE DE MORAES\n     </b>\n     Relator\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 159D-B924-4A6E-D626 e senha D172-EC61-8935-1835\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      15/10/2018 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.073.668 RIO \nGRANDE DO SUL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     MARLI BRAZ MARTINS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MAURICIO ZANDONA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL FEDERAL\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR):\n     </b>\n     Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao\n    </p>\n    <p>\n     Agravo  sob  o  argumento  de  que  correta  a  inadmissão  do  Recurso \nExtraordinário  pela  instância  de  origem,  ante  (a)  a  deficiente \ndemonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a ofensa \nconstitucional  meramente reflexa e (c) a aplicação da Súmula 279/STF.\n    </p>\n    <p>\n     Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi \nadequadamente  fundamentada;  (b)  a  ofensa  constitucional  é  direta  (c) \nnão se trata de reexame de provas.\n    </p>\n    <p>\n     Intimada para se manifestar, a parte contrária não veio aos autos.\nÉ o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48F9-8BE8-7D2D-9927 e senha 7954-8875-1444-779D\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      15/10/2018 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.073.668 RIO \nGRANDE DO SUL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR):\n     </b>\n     Eis a decisão ora agravada:\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      “Decisão:\n     </b>\n     Trata-se  de  Agravo  contra  decisão  que \ninadmitiu  Recurso  Extraordinário  interposto  em  face  de \nacórdão proferido pela 1ª Turma Recursal  do Rio Grande do \nSul.\n    </p>\n    <p>\n     No apelo extremo, alega-se, com amparo no art. 102, III,\n     <i>\n      a\n     </i>\n     , \nda  Constituição  Federal,  que  o  acórdão  recorrido  violou \ndispositivos constitucionais.\n    </p>\n    <p>\n     De início, pontuo que o agravo interposto da decisão de \ninadmissão  do  Recurso  Extraordinário  foi  remetido  ao \nSUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, que, por sua vez, devolveu \nos  autos  ao  Tribunal  local  para  aplicação  do  Tema  766  da \nRepercussão Geral (Doc. 123). Após, os autos foram remetidos a \nesta CORTE sem modificação do julgado.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório. Decido.\n    </p>\n    <p>\n     Os recursos  extraordinários  somente serão conhecidos e \njulgados,  quando  essenciais  e  relevantes  as  questões \nconstitucionais  a  serem  analisadas,  sendo  imprescindível  ao \nrecorrente,  em  sua  petição  de  interposição  de  recurso,  a \napresentação  formal  e  motivada  da  repercussão  geral  que \ndemonstre,  perante  o  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL,  a \nexistência de acentuado interesse geral na solução das questões \nconstitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa \npuramente de interesses subjetivos e particulares.\n    </p>\n    <p>\n     A  obrigação  do  recorrente  de  apresentar  formal  e \nmotivadamente  a  preliminar  de  repercussão  geral  que \ndemonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou \njurídico,  a  relevância  da  questão  constitucional  debatida  que\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 893A-87E5-E355-8B23 e senha A376-34C1-45A5-E2B1\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1073668 AGR / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência \nconstitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. \n1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, \ndo  Regimento Interno do Supremo Tribunal  Federal),  não se \nconfunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos \nfundamentos  e  de  demonstração  dos  requisitos  no  caso \nconcreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla \nrepercussão e de suma importância para o cenário econômico, \npolítico, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e \nsimplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) \na  jurisprudência  do  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL  é \nincontroversa  no  tocante  à  causa  debatida,  entre  outras \nalegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, \nRel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de \n25/2/2013;  ARE  696.347-AgR-segundo,  Rel.  Min.  CÁRMEN \nLÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, \nRel.  Min.  LUIZ  FUX,  Primeira  Turma,  DJe  de  19/2/2013;  AI \n717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, \nDJe de 13/8/2012).\n    </p>\n    <p>\n     Não  havendo  demonstração  fundamentada  da  presença \nde  repercussão  geral,  incabível  o  seguimento  do  Recurso \nExtraordinário.\n     <b>\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Efetivamente, o Juízo de origem, com base na legislação \nordinária  pertinente  (Lei  8.213/1991)  e  no  contexto  fático-\nprobatório  dos  autos,  manteve  a  sentença  que  julgara \nimprocedente o pedido de concessão de pensão por morte, ao \nfundamento  de  que  a  ora  recorrente  não  comprovou  a \nqualidade de companheira do\n     <i>\n      de cujus\n     </i>\n     . A propósito, confira-se o \nseguinte trecho do voto condutor do acórdão (fl. 3, Vol. 103):\n    </p>\n    <p>\n     “Assim, no caso concreto, embora incontroverso que \na  autora  e  de  cujos  tenham  mantido  relevante \nrelacionamento  amoroso  no  passado,  a  análise  conjunta \ndos  elementos  materiais  e  testemunhais  de  prova  não \ninduz  a  formação  de  convencimento  a  respeito  da\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 893A-87E5-E355-8B23 e senha A376-34C1-45A5-E2B1\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1073668 AGR / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     manutenção deste até a data do óbito dele, momento em \nque  a  condição  de  dependente  é  aferida  para  efeito  de \nconcessão do benefício de pensão por morte.\n    </p>\n    <p>\n     Ora, a prova testemunhal não foi capaz de suprir a \nausência de documentação acerca da coabitação e da vida \nem comum na época em questão, sendo que há indícios de \nque haviam se separado, tais como a circunstância de não \nter  sido  a  autora  a  declarante  do  óbito,  e  a  pesquisa \nexterna apontando que o falecido vivia, em verdade, com \na filha que fez a referida declaração, como bem apontado \npelo magistrado sentenciante.\n    </p>\n    <p>\n     Destarte,\n     <b>\n      não tendo a demandante se desincumbido \ndo seu ônus processual de provar os fatos constitutivos \ndo direito alegado\n     </b>\n     (art. 373, inciso I, do CPC/2015),\n     <b>\n      correta \na decisão de improcedência do pedido inicial\n     </b>\n     .” (grifos no \noriginal)\n    </p>\n    <p>\n     Assim,  a  reversão  do  julgado  depende  da  análise  da \nlegislação  infraconstitucional,  o  que  é  vedada  na  via \nextraordinária,  bem  como  demanda  o  reexame  do  contexto \nfático-probatório dos autos, medida igualmente incabível nesta \nsede  recursal,  conforme consubstanciado  na  Súmula  279/STF \n(\n     <i>\n      Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento \nInterno do Supremo Tribunal  Federal,  NEGO SEGUIMENTO \nAO AGRAVO.\n    </p>\n    <p>\n     Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes \na  10%  (dez  por  cento)  do  valor  a  esse  título  arbitrado  nas \ninstâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, \n§ 11).\n    </p>\n    <p>\n     Não  há  reparo  a  fazer  no  entendimento  aplicado,  pois  o  agravo \ninterno  não  apresentou  qualquer  argumento  apto  a  desconstituir  os \nóbices apontados.\n    </p>\n    <p>\n     Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 893A-87E5-E355-8B23 e senha A376-34C1-45A5-E2B1\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1073668 AGR / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     É o voto.\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 893A-87E5-E355-8B23 e senha A376-34C1-45A5-E2B1\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 15/10/2018\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.073.668\n     </b>\n     PROCED. : RIO GRANDE DO SUL\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n     </b>\n     AGTE.(S) : MARLI BRAZ MARTINS\nADV.(A/S) : MAURICIO ZANDONA (71647/RS)\nAGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \ninterno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão \nVirtual de 5.10.2018 a 11.10.2018.\n    </p>\n    <p>\n     Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco \nAurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.\n    </p>\n    <p>\n     Cintia da Silva Gonçalves\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1973-4EAE-D7E6-EABB e senha 13AD-AAD5-ABC5-72FF\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "15/10/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.073.668 RIO \n", "GRANDE DO SUL\n", "RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "AGTE.(S) :MARLI BRAZ MARTINS \n", "ADV.(A/S) :MAURICIO ZANDONA \n", "AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL \n", "EMENTA:  AGRAVO  INTERNO.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO \n", "COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO \n", "GERAL.  INSUFICIÊNCIA.  OFENSA  CONSTITUCIONAL  REFLEXA. \n", "REAPRECIAÇÃO  DE  PROVAS.  INADMISSIBILIDADE.  SÚMULA 279 \n", "DO STF.\n", "1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, \n", "quando  essenciais  e  relevantes  as  questões  constitucionais  a  serem \n", "analisadas,  sendo  imprescindível  ao  recorrente,  em  sua  petição  de \n", "interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão \n", "geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência \n", "de  acentuado  interesse  geral  na  solução  das  questões  constitucionais \n", "discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses \n", "subjetivos e particulares.\n", "2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente \n", "a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista \n", "econômico,  político,  social  ou  jurídico,  a  relevância  da  questão \n", "constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, \n", "conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. \n", "1.035,  §  2º,  do  CPC/2015),  não  se  confunde  com  meras  invocações \n", "desacompanhadas  de  sólidos  fundamentos  no  sentido  de  que  o  tema \n", "controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância \n", "para  o  cenário  econômico,  político,  social  ou  jurídico,  ou  que  não \n", "interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos \n", "ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é \n", "incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 159D-B924-4A6E-D626 e senha D172-EC61-8935-1835\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8\n", "Ementa e Acórdão\n", "ARE 1073668 AGR / RS \n", "argumentativo.\n", "3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com \n", "base  em preceitos  de  ordem infraconstitucional,  não há espaço  para  a \n", "admissão  do  recurso  extraordinário,  que  supõe  matéria  constitucional \n", "prequestionada explicitamente. \n", "4. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos \n", "diversa  da  exposta  no  acórdão,  de  modo  que  seu  acolhimento  passa \n", "necessariamente  pela  revisão  das  provas.  Incide,  portanto,  o  óbice  da \n", "Súmula 279 desta  Corte  (Para  simples  reexame de  prova  não  cabe  recurso  \n", "extraordinário). \n", "5. Agravo Interno a que se nega provimento. \n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo \n", "Tribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a  Presidência  do  Senhor \n", "Ministro  ALEXANDRE DE MORAES,  em conformidade com a  ata  de \n", "julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar \n", "provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator.\n", "Brasília, 15 de outubro de 2018.\n", "Ministro ALEXANDRE DE MORAES\n", "Relator\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 159D-B924-4A6E-D626 e senha D172-EC61-8935-1835\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8\n", "Relatório\n", "15/10/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.073.668 RIO \n", "GRANDE DO SUL\n", "RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "AGTE.(S) :MARLI BRAZ MARTINS \n", "ADV.(A/S) :MAURICIO ZANDONA \n", "AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): \n", "Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao \n", "Agravo  sob  o  argumento  de  que  correta  a  inadmissão  do  Recurso \n", "Extraordinário  pela  instância  de  origem,  ante  (a)  a  deficiente \n", "demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a ofensa \n", "constitucional  meramente reflexa e (c) a aplicação da Súmula 279/STF.\n", "Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi \n", "adequadamente  fundamentada;  (b)  a  ofensa  constitucional  é  direta  (c) \n", "não se trata de reexame de provas.\n", "Intimada para se manifestar, a parte contrária não veio aos autos.\n", "É o relatório.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48F9-8BE8-7D2D-9927 e senha 7954-8875-1444-779D\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8\n", "Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "15/10/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.073.668 RIO \n", "GRANDE DO SUL\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): \n", "Eis a decisão ora agravada:\n", "“Decisão: Trata-se  de  Agravo  contra  decisão  que \n", "inadmitiu  Recurso  Extraordinário  interposto  em  face  de \n", "acórdão proferido pela 1ª Turma Recursal  do Rio Grande do \n", "Sul.\n", "No apelo extremo, alega-se, com amparo no art. 102, III, a, \n", "da  Constituição  Federal,  que  o  acórdão  recorrido  violou \n", "dispositivos constitucionais.\n", "De início, pontuo que o agravo interposto da decisão de \n", "inadmissão  do  Recurso  Extraordinário  foi  remetido  ao \n", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, que, por sua vez, devolveu \n", "os  autos  ao  Tribunal  local  para  aplicação  do  Tema  766  da \n", "Repercussão Geral (Doc. 123). Após, os autos foram remetidos a \n", "esta CORTE sem modificação do julgado. \n", "É o relatório. Decido. \n", "Os recursos  extraordinários  somente serão conhecidos e \n", "julgados,  quando  essenciais  e  relevantes  as  questões \n", "constitucionais  a  serem  analisadas,  sendo  imprescindível  ao \n", "recorrente,  em  sua  petição  de  interposição  de  recurso,  a \n", "apresentação  formal  e  motivada  da  repercussão  geral  que \n", "demonstre,  perante  o  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL,  a \n", "existência de acentuado interesse geral na solução das questões \n", "constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa \n", "puramente de interesses subjetivos e particulares.\n", "A  obrigação  do  recorrente  de  apresentar  formal  e \n", "motivadamente  a  preliminar  de  repercussão  geral  que \n", "demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou \n", "jurídico,  a  relevância  da  questão  constitucional  debatida  que \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 893A-87E5-E355-8B23 e senha A376-34C1-45A5-E2B1\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8\n", "Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "ARE 1073668 AGR / RS \n", "ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência \n", "constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. \n", "1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, \n", "do  Regimento Interno do Supremo Tribunal  Federal),  não se \n", "confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos \n", "fundamentos  e  de  demonstração  dos  requisitos  no  caso \n", "concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla \n", "repercussão e de suma importância para o cenário econômico, \n", "político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e \n", "simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) \n", "a  jurisprudência  do  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL  é \n", "incontroversa  no  tocante  à  causa  debatida,  entre  outras \n", "alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, \n", "Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de \n", "25/2/2013;  ARE  696.347-AgR-segundo,  Rel.  Min.  CÁRMEN \n", "LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, \n", "Rel.  Min.  LUIZ  FUX,  Primeira  Turma,  DJe  de  19/2/2013;  AI \n", "717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, \n", "DJe de 13/8/2012). \n", "Não  havendo  demonstração  fundamentada  da  presença \n", "de  repercussão  geral,  incabível  o  seguimento  do  Recurso \n", "Extraordinário. \n", "Efetivamente, o Juízo de origem, com base na legislação \n", "ordinária  pertinente  (Lei  8.213/1991)  e  no  contexto  fático-\n", "probatório  dos  autos,  manteve  a  sentença  que  julgara \n", "improcedente o pedido de concessão de pensão por morte, ao \n", "fundamento  de  que  a  ora  recorrente  não  comprovou  a \n", "qualidade de companheira do de cujus. A propósito, confira-se o \n", "seguinte trecho do voto condutor do acórdão (fl. 3, Vol. 103):\n", "“Assim, no caso concreto, embora incontroverso que \n", "a  autora  e  de  cujos  tenham  mantido  relevante \n", "relacionamento  amoroso  no  passado,  a  análise  conjunta \n", "dos  elementos  materiais  e  testemunhais  de  prova  não \n", "induz  a  formação  de  convencimento  a  respeito  da \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 893A-87E5-E355-8B23 e senha A376-34C1-45A5-E2B1\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8\n", "Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "ARE 1073668 AGR / RS \n", "manutenção deste até a data do óbito dele, momento em \n", "que  a  condição  de  dependente  é  aferida  para  efeito  de \n", "concessão do benefício de pensão por morte.\n", "Ora, a prova testemunhal não foi capaz de suprir a \n", "ausência de documentação acerca da coabitação e da vida \n", "em comum na época em questão, sendo que há indícios de \n", "que haviam se separado, tais como a circunstância de não \n", "ter  sido  a  autora  a  declarante  do  óbito,  e  a  pesquisa \n", "externa apontando que o falecido vivia, em verdade, com \n", "a filha que fez a referida declaração, como bem apontado \n", "pelo magistrado sentenciante.\n", "Destarte, não tendo a demandante se desincumbido \n", "do seu ônus processual de provar os fatos constitutivos \n", "do direito alegado (art. 373, inciso I, do CPC/2015), correta \n", "a decisão de improcedência do pedido inicial.” (grifos no \n", "original)\n", "Assim,  a  reversão  do  julgado  depende  da  análise  da \n", "legislação  infraconstitucional,  o  que  é  vedada  na  via \n", "extraordinária,  bem  como  demanda  o  reexame  do  contexto \n", "fático-probatório dos autos, medida igualmente incabível nesta \n", "sede  recursal,  conforme consubstanciado  na  Súmula  279/STF \n", "(Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário).\n", "Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento \n", "Interno do Supremo Tribunal  Federal,  NEGO SEGUIMENTO \n", "AO AGRAVO.\n", "Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes \n", "a  10%  (dez  por  cento)  do  valor  a  esse  título  arbitrado  nas \n", "instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, \n", "§ 11).\n", "Não  há  reparo  a  fazer  no  entendimento  aplicado,  pois  o  agravo \n", "interno  não  apresentou  qualquer  argumento  apto  a  desconstituir  os \n", "óbices apontados.\n", "Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 893A-87E5-E355-8B23 e senha A376-34C1-45A5-E2B1\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8\n", "Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "ARE 1073668 AGR / RS \n", "É o voto.  \n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 893A-87E5-E355-8B23 e senha A376-34C1-45A5-E2B1\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8\n", "Extrato de Ata - 15/10/2018\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.073.668\n", "PROCED. : RIO GRANDE DO SUL\n", "RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "AGTE.(S) : MARLI BRAZ MARTINS\n", "ADV.(A/S) : MAURICIO ZANDONA (71647/RS)\n", "AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL\n", "Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \n", "interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão \n", "Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018.\n", "Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco \n", "Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.\n", "Cintia da Silva Gonçalves\n", "Secretária da Primeira Turma\n", " \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1973-4EAE-D7E6-EABB e senha 13AD-AAD5-ABC5-72FF\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8\n" ], "numero" : "1073668", "partes" : [ { "nome" : "MIN. ALEXANDRE DE MORAES", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "MARLI BRAZ MARTINS", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "MAURICIO ZANDONA", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "sigla" : "INSS", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL FEDERAL", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. ALEXANDRE DE MORAES", "texto" : "O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR):  Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao   Agravo  sob  o  argumento  de  que  correta  a  inadmissão  do  Recurso  Extraordinário  pela  instância  de  origem,  ante  (a)  a  deficiente  demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a ofensa  constitucional  meramente reflexa e (c) a aplicação da Súmula 279/STF.  Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi  adequadamente  fundamentada;  (b)  a  ofensa  constitucional  é  direta  (c)  não se trata de reexame de provas.  Intimada para se manifestar, a parte contrária não veio aos autos. É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR):  Eis a decisão ora agravada:  “Decisão: Trata-se  de  Agravo  contra  decisão  que  inadmitiu  Recurso  Extraordinário  interposto  em  face  de  acórdão proferido pela 1ª Turma Recursal  do Rio Grande do  Sul.  No apelo extremo, alega-se, com amparo no art. 102, III, a,  da  Constituição  Federal,  que  o  acórdão  recorrido  violou  dispositivos constitucionais.  De início, pontuo que o agravo interposto da decisão de  inadmissão  do  Recurso  Extraordinário  foi  remetido  ao  SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, que, por sua vez, devolveu  os  autos  ao  Tribunal  local  para  aplicação  do  Tema  766  da  Repercussão Geral (Doc. 123). Após, os autos foram remetidos a  esta CORTE sem modificação do julgado.   É o relatório. Decido.   Os recursos  extraordinários  somente serão conhecidos e  julgados,  quando  essenciais  e  relevantes  as  questões  constitucionais  a  serem  analisadas,  sendo  imprescindível  ao  recorrente,  em  sua  petição  de  interposição  de  recurso,  a  apresentação  formal  e  motivada  da  repercussão  geral  que  demonstre,  perante  o  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL,  a  existência de acentuado interesse geral na solução das questões  constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa  puramente de interesses subjetivos e particulares.  A  obrigação  do  recorrente  de  apresentar  formal  e  motivadamente  a  preliminar  de  repercussão  geral  que  demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou  jurídico,  a  relevância  da  questão  constitucional  debatida  que     ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência  constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art.  1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º,  do  Regimento Interno do Supremo Tribunal  Federal),  não se  confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos  fundamentos  e  de  demonstração  dos  requisitos  no  caso  concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla  repercussão e de suma importância para o cenário econômico,  político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e  simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c)  a  jurisprudência  do  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL  é  incontroversa  no  tocante  à  causa  debatida,  entre  outras  alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR,  Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de  25/2/2013;  ARE  696.347-AgR-segundo,  Rel.  Min.  CÁRMEN  LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR,  Rel.  Min.  LUIZ  FUX,  Primeira  Turma,  DJe  de  19/2/2013;  AI  717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma,  DJe de 13/8/2012).   Não  havendo  demonstração  fundamentada  da  presença  de  repercussão  geral,  incabível  o  seguimento  do  Recurso  Extraordinário.  Efetivamente, o Juízo de origem, com base na legislação  ordinária  pertinente  (Lei  8.213/1991)  e  no  contexto  fático- probatório  dos  autos,  manteve  a  sentença  que  julgara  improcedente o pedido de concessão de pensão por morte, ao  fundamento  de  que  a  ora  recorrente  não  comprovou  a  qualidade de companheira do de cujus. A propósito, confira-se o  seguinte trecho do voto condutor do acórdão (fl. 3, Vol. 103):  “Assim, no caso concreto, embora incontroverso que  a  autora  e  de  cujos  tenham  mantido  relevante  relacionamento  amoroso  no  passado,  a  análise  conjunta  dos  elementos  materiais  e  testemunhais  de  prova  não  induz  a  formação  de  convencimento  a  respeito  da     manutenção deste até a data do óbito dele, momento em  que  a  condição  de  dependente  é  aferida  para  efeito  de  concessão do benefício de pensão por morte.  Ora, a prova testemunhal não foi capaz de suprir a  ausência de documentação acerca da coabitação e da vida  em comum na época em questão, sendo que há indícios de  que haviam se separado, tais como a circunstância de não  ter  sido  a  autora  a  declarante  do  óbito,  e  a  pesquisa  externa apontando que o falecido vivia, em verdade, com  a filha que fez a referida declaração, como bem apontado  pelo magistrado sentenciante.  Destarte, não tendo a demandante se desincumbido  do seu ônus processual de provar os fatos constitutivos  do direito alegado (art. 373, inciso I, do CPC/2015), correta  a decisão de improcedência do pedido inicial.” (grifos no  original)  Assim,  a  reversão  do  julgado  depende  da  análise  da  legislação  infraconstitucional,  o  que  é  vedada  na  via  extraordinária,  bem  como  demanda  o  reexame  do  contexto  fático-probatório dos autos, medida igualmente incabível nesta  sede  recursal,  conforme consubstanciado  na  Súmula  279/STF  (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário).  Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento  Interno do Supremo Tribunal  Federal,  NEGO SEGUIMENTO  AO AGRAVO.  Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes  a  10%  (dez  por  cento)  do  valor  a  esse  título  arbitrado  nas  instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85,  § 11).  Não  há  reparo  a  fazer  no  entendimento  aplicado,  pois  o  agravo  interno  não  apresentou  qualquer  argumento  apto  a  desconstituir  os  óbices apontados.  Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno.     É o voto.   ", "votante" : "MIN_ALEXANDRE_DE_MORAES" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac2b0d251224488758d" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do  Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das  notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao  agravo regimental, nos termos do voto do Relator.  Brasília,  8 de maio de 2012.  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ART.  323 DO RISTF C.C.  ART.  102,  III,  §  3º,  DA CONSTITUIÇÃO  FEDERAL.  CONTROVÉRSIA  INFRACONSTITUCIONAL.  OFENSA  INDIRETA.  AUSÊNCIA  DE  FUNDAMENTAÇÃO.  VIOLAÇÃO  AO  ARTIGO  93,  IX,  DA  CONSTITUIÇÃO.  NÃO  OCORRÊNCIA.  INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.  1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos  demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art.  323 do RISTF).  2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como  se  pretender  seja  reconhecida  “a  repercussão  geral  das  questões  constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3º, da CF).  3.  A controvérsia  sub  judice,  consubstanciada  na  legitimidade  da  aplicação  da  multa  prevista  no  Decreto  n.  23.258/33,  pela  prática  de  operações de câmbio ilegais,  quando do advento dos Decretos s/nº de  25.04.1991 e 14.05.1998  –  é de índole infraconstitucional, por isso que a  eventual ofensa à Constituição opera-se de forma indireta, circunstância  que inviabiliza a admissão do extraordinário. (Precedentes:  AI n. 145.680- AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, 1ª Turma, DJ de 30.4.93; AI n.  157.906-AgR, Relator o Ministro Sydney Sanches, 1ª Turma, DJ de 9.12.94;  RE n. 148.512, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ de 2.8.96; AI   DJe 23/05/2012 Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 n. 757.658-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, 2ª Turma, DJ de 24.11.09;  RE n. 627.527, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 03.10.11, entre outros).  4. Os princípios  da  legalidade,  o  do  devido  processo  legal,  o  da  ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação dos limites da  coisa julgada e da motivação das decisões judiciais quando a verificação  da  violação  dos  mesmos  depende  de  reexame  prévio  de  normas  infraconstitucionais,  revela  ofensa  indireta  ou  reflexa  à  Constituição  Federal,  o  que,  por  si  só,  não  desafia  a  instância  extraordinária.  (Precedentes: AI n. 804.854,  1ª Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,  DJe de 18.08.10 e  AI n. 756.336-AgR, 2ª Turma, Relatora a Ministra Ellen  Gracie, DJe de 25.10.10).  5. A decisão fundamentada, embora contrária à expectativa da parte,  não  importa  em  negativa  de  prestação  jurisdicional  ou  ausência  de  fundamentação.  6.  In  casu,  o  acórdão  originariamente  recorrido  assentou:  “EMBARGOS  INFRINGENTES.  DIREITO  ADMINISTRATIVO.   OPERAÇÕES  DE  CÂMBIO.  TRÂNSITO  POR  INSTITUIÇÕES   AUTORIZADAS  OU  CREDENCIADAS.  AUSÊNCIA.  DECRETO  Nº   23.258/1933.  SANÇÃO  ADMINISTRATIVA.  SEGURANÇA  JURÍDICA.   DECRETO Nº 23.258/1993.  SANÇÃO ADMINISTRATIVA. SEGURANÇA  JURÍDICA.  DECRETO  SEM  NÚMERO  DE  25.04.1991.  REVOGAÇÃO.   MULTA.  REDUÇÃO.  1.  A  teor  do  previsto  no  artigo  1º  do  Decreto   23.258/1933,  são ilegais as operações de câmbio que não transitam perante as   instituições  autorizadas  ou  credenciadas,  restando  sujeitos  os  infratores  ao   pagamento de multas cujo patamar máximo pode chegar ao dobro do valor das   operações,  conforme consta  do  artigo  6º  do  mesmo diploma legal.  2.  Firmada   posição no sentido de considerar, em atenção à garantia da segurança jurídica,   que  o  Decreto  sem número datado de 25.04.1991 figurou na condição de  ato   normativo  apto  a  revogar  o  Decreto  nº  23.258/1933.  Em 14.05.1998,  com o   advento de novo Decreto sem número, houve o reconhecimento da nulidade do   Decreto de 25.04.1991, tornando a partir de então a produzir efeitos o Decreto nº   23.258/1993.  3.  Redução  da  multa  administrativa  inicialmente  fixada  para  a   expressão de 20% sobre o valor atualizado das operações cambiais apuradas pelo    BACEN no procedimento discutido, limitado ao período sujeito a sanção, qual   seja aquele compreendido entre agosto/1998 e 24.04.1991.”  7. Agravo regimental a que se nega provimento.   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LUIZ FUX\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     BANCO CENTRAL DO BRASIL\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     GRÊMIO FOOT-BALL PORTO ALEGRENSE\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     CLÁUDIO LEITE PIMENTEL E OUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA:  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO. OPERAÇÃO  DE  CÂMBIO  ILEGÍTIMA. \nDECRETO N. 23.258/33.  APLICAÇÃO DE MULTA. ADVENTO DOS \nDECRETOS  SEM  NÚMERO  DE  25.04.1991  E  14.05.1998. \nREVOGAÇÃO.   SEGURANÇA  JURÍDICA.  REPERCUSSÃO  GERAL \nNÃO EXAMINADA. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. \nART.  323 DO RISTF C.C.  ART.  102,  III,  §  3º,  DA CONSTITUIÇÃO \nFEDERAL.  CONTROVÉRSIA  INFRACONSTITUCIONAL.  OFENSA \nINDIRETA.  AUSÊNCIA  DE  FUNDAMENTAÇÃO.  VIOLAÇÃO  AO \nARTIGO  93,  IX,  DA  CONSTITUIÇÃO.  NÃO  OCORRÊNCIA. \nINVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      1.\n     </b>\n     A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos \ndemais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. \n323 do RISTF).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      2.\n     </b>\n     Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como \nse  pretender  seja  reconhecida  “a  repercussão  geral  das  questões \nconstitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3º, da CF).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      3\n     </b>\n     .  A controvérsia\n     <i>\n      sub  judice\n     </i>\n     ,  consubstanciada  na  legitimidade  da \naplicação  da  multa  prevista  no  Decreto  n.  23.258/33,  pela  prática  de \noperações de câmbio ilegais,  quando do advento dos Decretos s/nº de \n25.04.1991 e 14.05.1998\n     <i>\n      –\n     </i>\n     é de índole infraconstitucional, por isso que a \neventual ofensa à Constituição opera-se de forma indireta, circunstância \nque inviabiliza a admissão do extraordinário. (Precedentes:  AI n. 145.680-\nAgR, Relator o Ministro Celso de Mello, 1ª Turma, DJ de 30.4.93; AI n. \n157.906-AgR, Relator o Ministro Sydney Sanches, 1ª Turma, DJ de 9.12.94; \nRE n. 148.512, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ de 2.8.96; AI\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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DIREITO  ADMINISTRATIVO.  \nOPERAÇÕES  DE  CÂMBIO.  TRÂNSITO  POR  INSTITUIÇÕES  \nAUTORIZADAS  OU  CREDENCIADAS.  AUSÊNCIA.  DECRETO  Nº  \n23.258/1933.  SANÇÃO  ADMINISTRATIVA.  SEGURANÇA  JURÍDICA.  \nDECRETO Nº 23.258/1993.  SANÇÃO ADMINISTRATIVA. SEGURANÇA \nJURÍDICA.  DECRETO  SEM  NÚMERO  DE  25.04.1991.  REVOGAÇÃO.  \nMULTA.  REDUÇÃO.  1.  A  teor  do  previsto  no  artigo  1º  do  Decreto  \n23.258/1933,  são ilegais as operações de câmbio que não transitam perante as  \ninstituições  autorizadas  ou  credenciadas,  restando  sujeitos  os  infratores  ao  \npagamento de multas cujo patamar máximo pode chegar ao dobro do valor das  \noperações,  conforme consta  do  artigo  6º  do  mesmo diploma legal.  2.  Firmada  \nposição no sentido de considerar, em atenção à garantia da segurança jurídica,  \nque  o  Decreto  sem número datado de 25.04.1991 figurou na condição de  ato  \nnormativo  apto  a  revogar  o  Decreto  nº  23.258/1933.  Em 14.05.1998,  com o  \nadvento de novo Decreto sem número, houve o reconhecimento da nulidade do  \nDecreto de 25.04.1991, tornando a partir de então a produzir efeitos o Decreto nº  \n23.258/1993.  3.  Redução  da  multa  administrativa  inicialmente  fixada  para  a  \nexpressão de 20% sobre o valor atualizado das operações cambiais apuradas pelo\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2021137.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 649.161 AGR / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      BACEN no procedimento discutido, limitado ao período sujeito a sanção, qual  \nseja aquele compreendido entre agosto/1998 e 24.04.1991.”\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      7.\n      <i>\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n     </i>\n     Agravo regimental a que se nega provimento.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nPrimeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do \nSenhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das \nnotas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao \nagravo regimental, nos termos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília,  8 de maio de 2012.\n     <b>\n      LUIZ FUX – Relator\n     </b>\n     <i>\n      Documento assinado digitalmente\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2021137.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      08/05/2012 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 649.161 RIO GRANDE DO SUL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     BANCO CENTRAL DO BRASIL\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     GRÊMIO FOOT-BALL PORTO ALEGRENSE\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     CLÁUDIO LEITE PIMENTEL E OUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      R E L A T Ó R I O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):\n     </b>\n     Trata-se  de  agravo \nregimental interposto pelo BANCO CENTRAL DO BRASIL em face de \ndecisão de minha lavra, assim ementada:\n    </p>\n    <p>\n     “RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  OPERAÇÃO  DE \nCÂMBIO ILEGÍTIMA.  DECRETO N.  23.258/33.  APLICAÇÃO \nDE MULTA. ADVENTO DOS DECRETOS SEM NÚMERO DE \n25.04.1991  E  14.05.1998.  REVOGAÇÃO.   SEGURANÇA \nJURÍDICA.  REPERCUSSÃO  GERAL  NÃO  EXAMINADA. \nAUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO \nRISTF C.C. ART.  102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. \nCONTROVÉRSIA  INFRACONSTITUCIONAL.  OFENSA \nINDIRETA. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. VIOLAÇÃO \nAO  ARTIGO  93,  IX  DA  CONSTITUIÇÃO.  NÃO \nOCORRÊNCIA.   INVIABILIDADE  DO  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO..\n    </p>\n    <p>\n     1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o \ncrivo  dos  demais  requisitos  constitucionais  e  processuais  de \nadmissibilidade (art. 323 do RISTF).\n    </p>\n    <p>\n     2.  Consectariamente,  se  inexiste  questão  constitucional, \nnão há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral \ndas questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § \n3º, da CF).\n    </p>\n    <p>\n     3.  A  controvérsia\n     <i>\n      sub  judice\n     </i>\n     ,  consubstanciada  na \nlegitimidade  da  aplicação  da  multa  prevista  no  Decreto  n.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2021138.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 649.161 AGR / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     23.258/33, pela prática de operações de câmbio ilegais, quando \ndo advento dos Decretos s/nº de 25.04.1991 e 14.05.1998\n     <i>\n      –\n     </i>\n     é de \níndole  infraconstitucional,  por  isso  que  a  eventual  ofensa  à \nConstituição  opera-se  de  forma  indireta,  circunstância  que \ninviabiliza a admissão do extraordinário.  (Precedentes:   AI n. \n145.680-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, 1ª Turma, DJ \nde  30.4.93;  AI  n.  157.906-AgR,  Relator  o  Ministro  Sydney \nSanches,  1ª  Turma,  DJ  de  9.12.94;  RE  n.  148.512,  Relator  o \nMinistro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ de 2.8.96; AI n. 757.658-\nAgR, Relator o Ministro Eros Grau, 2ª Turma, DJ de 24.11.09; RE \nn. 627.527, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 03.10.11, entre \noutros).\n    </p>\n    <p>\n     4.\n     <i>\n     </i>\n     Os princípios da legalidade, o do devido processo legal, \no da ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação \ndos  limites  da  coisa  julgada  e  da  motivação  das  decisões \njudiciais quando a verificação da violação dos mesmos depende \nde  reexame  prévio  de  normas  infraconstitucionais,  revela \nofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si \nsó, não desafia a instância extraordinária.\n     <i>\n     </i>\n     (Precedentes: AI n. \n804.854,  1ª Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de \n18.08.10 e   AI  n.  756.336-AgR,  2ª  Turma, Relatora a Ministra \nEllen Gracie, DJe de 25.10.10).\n    </p>\n    <p>\n     5.  A  decisão  fundamentada,  embora  contrária  à \nexpectativa  da  parte,  não  importa  em  negativa  de  prestação \njurisdicional ou ausência de fundamentação.\n    </p>\n    <p>\n     6.\n     <i>\n      In  casu,\n     </i>\n     o  acórdão  recorrido  assentou:  EMBARGOS \nINFRINGENTES. DIREITO ADMINISTRATIVO. OPERAÇÕES \nDE  CÂMBIO.  TRÂNSITO  POR  INSTITUIÇÕES \nAUTORIZADAS  OU  CREDENCIADAS.  AUSÊNCIA. \nDECRETO  Nº  23.258/1933.  SANÇÃO  ADMINISTRATIVA. \nSEGURANÇA JURÍDICA. DECRETO Nº 23.258/1993. SANÇÃO \nADMINISTRATIVA. SEGURANÇA JURÍDICA. DECRETO SEM \nNÚMERO DE 25.04.1991. REVOGAÇÃO. MULTA. REDUÇÃO. \n1. A teor do previsto no artigo 1º do Decreto 23.258/1933,  são \nilegais  as  operações de câmbio que não transitam perante as \ninstituições  autorizadas  ou credenciadas,  restando sujeitos  os\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2021138.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 649.161 AGR / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     infratores ao pagamento de multas cujo patamar máximo pode \nchegar ao dobro do valor das operações,  conforme consta do \nartigo  6º  do  mesmo  diploma  legal.  2.  Firmada  posição  no \nsentido  de  considerar,  em  atenção  à  garantia  da  segurança \njurídica,  que  o  Decreto  sem  número  datado  de  25.04.1991 \nfigurou na condição de ato normativo apto a revogar o Decreto \nnº 23.258/1933. Em 14.05.1998, com o advento de novo Decreto \nsem número, houve o reconhecimento da nulidade do Decreto \nde 25.04.1991, tornando a partir de então a produzir efeitos o \nDecreto  nº  23.258/1993.  3.  Redução  da  multa  administrativa \ninicialmente  fixada  para  a  expressão  de  20%  sobre  o  valor \natualizado das operações cambiais  apuradas pelo BACEN no \nprocedimento discutido, limitado ao período sujeito a sanção, \nqual seja aquele compreendido entre agosto/1998 e 24.04.1991.\n    </p>\n    <p>\n     7. Recurso extraordinário a que se nega seguimento.”\n    </p>\n    <p>\n     Em suas razões de agravar, o agravante sustenta que “a alegação de \nfalta de base legal para o exercício do dever-poder de fiscalizar o mercado \nde  câmbio  e  sancionar  os  ilícitos  configuradores  de  sonegação  de \ncobertura  é  juridicamente  inconsistente,  pois  ignora  o  fato  de  que  o \nDecreto nº 23.258 foi editado com amparo no Decreto nº 19.398, de 11 de \nnovembro de 1930,  que concentrou no Governo Provisório  os Poderes \nExecutivo e Legislativo. Assim sendo, este decreto autônomo foi editado, \nsob a égide da ordem constitucional revolucionária de 30, com estatura de \nfonte normativa primária, isto é, revestido de hierarquia e autoridade de \nlei  em  sentido  formal  e  material.  E,  como tal,  foi  recepcionado  pelos \nordenamentos constitucionais ulteriores (...)” (fl. 1005).\n    </p>\n    <p>\n     Ao  final,  requer  a  reconsideração  da  decisão  hostilizada,  com  o \nconsequente provimento do recurso extraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2021138.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      08/05/2012 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 649.161 RIO GRANDE DO SUL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      V O T O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):\n     </b>\n     Não  assiste  razão  ao \nagravante.\n    </p>\n    <p>\n     Em  suma,  os  fundamentos  da  decisão  agravada  restaram  assim\n    </p>\n    <p>\n     consignados:\n    </p>\n    <p>\n     \"Cuida-se  de  recurso  extraordinário  interposto  pelo \nBANCO CENTRAL DO BRASIL com fulcro no art. 102, III, “a”, \nda  Constituição  Federal  de  1988,  em  face  de  v.  acórdão \nprolatado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim \nementado:\n    </p>\n    <p>\n     ‘EMBARGOS  INFRINGENTES.  DIREITO \nADMINISTRATIVO.  OPERAÇÕES  DE  CÂMBIO.  TRÂNSITO \nPOR INSTITUIÇÕES AUTORIZADAS OU CREDENCIADAS. \nAUSÊNCIA.  DECRETO  Nº  23.258/1933.  SANÇÃO \nADMINISTRATIVA.  SEGURANÇA JURÍDICA.  DECRETO Nº \n23.258/1993.  SANÇÃO  ADMINISTRATIVA.  SEGURANÇA \nJURÍDICA.  DECRETO  SEM  NÚMERO  DE  25.04.1991. \nREVOGAÇÃO. MULTA. REDUÇÃO.\n    </p>\n    <p>\n     1. A teor do previsto no artigo 1º do Decreto 23.258/1933, \nsão ilegais as operações de câmbio que não transitam perante as \ninstituições  autorizadas  ou credenciadas,  restando sujeitos  os \ninfratores ao pagamento de multas cujo patamar máximo pode \nchegar ao dobro do valor das operações,  conforme consta do \nartigo 6º do mesmo diploma legal.\n    </p>\n    <p>\n     2. Firmada posição no sentido de considerar, em atenção à \ngarantia  da  segurança  jurídica,  que  o  Decreto  sem  número \ndatado  de  25.04.1991  figurou  na  condição  de  ato  normativo \napto a revogar o Decreto nº 23.258/1933. Em 14.05.1998, com o\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2021139.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 649.161 AGR / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     advento de novo Decreto sem número, houve o reconhecimento \nda  nulidade  do  Decreto  de  25.04.1991,  tornando  a  partir  de \nentão a produzir efeitos o Decreto nº 23.258/1993.\n    </p>\n    <p>\n     3.  Redução  da  multa  administrativa  inicialmente  fixada \npara a expressão de 20% sobre o valor atualizado das operações \ncambiais  apuradas  pelo  BACEN  no  procedimento  discutido, \nlimitado  ao  período  sujeito  a  sanção,  qual  seja  aquele \ncompreendido entre agosto/1998 e 24.04.1991.’\n    </p>\n    <p>\n     Opostos  embargos  de  declaração,  estes  foram rejeitados \n(fls. 723/726).\n    </p>\n    <p>\n     Em suas razões recursais, o recorrente aponta violação ao \nartigo 93, IX, da Constituição Federal, sustentando, em síntese, \nque ‘a decisão proferida pela Sessão, ao excepcionar a aplicação \ndos artigos 1º e 6º do Decreto nº 23.258/33 no caso concreto, sob \no  argumento  de  que  sua  aplicação  implicaria  ferimento  ao \nprincípio da segurança jurídica,  implicou violação, não só do \nreferido  princípio  da  segurança  jurídica,  indevidamente \naplicado  ao  caso  concreto,  como  também  do  princípio  da \nhierarquia  das  normas,  implicitamente  contido  em  nosso \nsistema jurídico de rigidez normativa (...)’ (fl. 781).\n    </p>\n    <p>\n     Foram  apresentadas  contrarrazões  ao  recurso \nextraordinário (fls. 832/850).\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n     <b>\n      DECIDO\n     </b>\n     .\nO recurso não merece prosperar.\n     <i>\n      Ab initio\n     </i>\n     , a repercussão geral pressupõe recurso admissível\n    </p>\n    <p>\n     sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais \nde  admissibilidade (art.  323 do  RISTF).  Consectariamente,  se \ninexiste questão constitucional, não há como se pretender seja \nreconhecida  a  repercussão  geral  das  questões  constitucionais \ndiscutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF).\n    </p>\n    <p>\n     Nos termos do que relatado, o Tribunal a quo ao proferir o \nacórdão recorrido, enfatizou:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      ‘A teor do previsto no artigo 1º do Decreto 23.258/1933,  \nsão ilegais as operações de câmbio que não transitam perante as\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2021139.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 649.161 AGR / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      instituições  autorizadas  ou  credenciadas,  restando  sujeitos  os  \ninfratores ao pagamento de multas cujo patamar máximo pode  \nchegar  ao  dobro  do  valor  das  operações,  conforme  consta  do  \nartigo 6º do mesmo diploma legal.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      2. Firmada posição no sentido de considerar, em atenção à  \ngarantia  da  segurança  jurídica,  que  o  Decreto  sem  número  \ndatado de 25.04.1991 figurou na condição de ato normativo apto  \na  revogar  o  Decreto  nº  23.258/1933.  Em 14.05.1998,  com o  \nadvento de novo Decreto sem número, houve o reconhecimento  \nda  nulidade  do  Decreto  de  25.04.1991,  tornando  a  partir  de  \nentão a produzir efeitos o Decreto nº 23.258/1993.’\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Ora,  verifica-se  que  a  controvérsia\n     <i>\n      sub  judice\n     </i>\n     , \nconsubstanciada na legitimidade da aplicação da multa prevista \nno Decreto n. 23.258/33, pela prática de operações de câmbio \nilegais,  quando do advento dos Decretos s/nº de 25.04.1991 e \n14.05.1998  –  é  de  índole  infraconstitucional,  por  isso  que  a \neventual  ofensa  à  Constituição  opera-se  de  forma  indireta, \ncircunstância  que  inviabiliza  a  admissão  do  extraordinário. \nNesse sentido: AI n. 145.680-AgR, Relator o Ministro Celso de \nMello,  1ª  Turma, DJ de 30.4.93;  AI  n.  157.906-AgR, Relator  o \nMinistro  Sydney  Sanches,  1ª  Turma,  DJ  de  9.12.94;  RE  n. \n148.512, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ de 2.8.96; \nAI n. 757.658-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, 2ª Turma, DJ \nde 24.11.09; RE n. 627.527, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de \n03.10.11, entre outros.\n    </p>\n    <p>\n     Ademais,  a  jurisprudência deste Tribunal  é  uníssona no \nsentido  de  que  a  verificação  de  ofensa  aos  princípios  da \nlegalidade,  do  devido  processo  legal,  da  ampla  defesa  e  do \ncontraditório,  da motivação das decisões judiciais,  bem como \naos limites da coisa julgada,  quando dependente do reexame \nprévio de normas infraconstitucionais, revela ofensa indireta ou \nreflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a \ninstância  extraordinária.  Nesse  sentido  são  os  seguintes \njulgados:\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2021139.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 649.161 AGR / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     ‘AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE \nINSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. CONTRATO \nDE  ADESÃO.  AUSÊNCIA DE  PREQUESTIONAMENTO  DA \nMATÉRIA CONSTITUCIONAL.  INCIDÊNCIA DA SÚMULA \nN.  282  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  AGRAVO \nREGIMENTAL  AO  QUAL  SE  NEGA  PROVIMENTO.\n     <b>\n      A \njurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de \nque as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do \ndevido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos \nlimites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando \ndependentes  de  exame  de  legislação  infraconstitucional, \nconfigurariam  ofensa  constitucional  indireta\n     </b>\n     .’  (AI  804.854-\nAgR,  1ª  Turma,  Rel.  Min.  Cármen  Lúcia,  DJe  de  24/11/2010) \n(grifo nosso).\n    </p>\n    <p>\n     ‘CONSTITUCIONAL.  AGRAVO  REGIMENTAL  EM \nAGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  OFENSA  REFLEXA  AO \nARTIGO  5º,  II,  XXXV,  XXXVI,  LIV  e  LV,  DA CF.  DECISÃO \nCONTRÁRIA  AOS  INTERESSES  DA  PARTE  NÃO \nCONFIGURA OFENSA AO ART. 93, IX, DA CF. SÚMULA STF \n279. 1. Para divergir da conclusão a que chegou o Tribunal a \nquo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório \ndos autos, o que é defeso nesta sede recursal (Súmula STF 279). \n2.\n     <b>\n      A\n     </b>\n     <b>\n      ofensa aos postulados constitucionais da legalidade, da \nampla defesa, do contraditório, do devido processo legal, da \ncoisa julgada e da prestação jurisdicional, se existente, seria, \nsegundo entendimento deste Supremo Tribunal,  meramente \nreflexa  ou  indireta.  Precedentes.  3.  Decisão  fundamentada \ncontrária  aos  interesses  da  parte  não  configura  ofensa  ao \nartigo  93,  IX,  da  CF.  4.  Agravo  regimental  improvido.\n     </b>\n     ”  (AI \n756.336-AgR,  2ª  Turma,  Rel.  Min.  Ellen  Gracie,  DJe  de \n22/10/2010) (grifo nosso).\n    </p>\n    <p>\n     Por fim, cabe enfatizar que não houve a alegada negativa \nde prestação jurisdicional. As instâncias ordinárias decidiram a \ncausa com a motivação pertinente,  nem se diga que faltou à \ndecisão recorrida fundamentação, a ponto de violar o artigo 93,\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2021139.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 649.161 AGR / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     inciso  IX,  da  Constituição  Federal.  A decisão  fundamentada, \nembora  contrária  à  expectativa  da  parte,  não  importa  em \nnegativa de prestação jurisdicional.\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Ex  positis\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      NEGO  SEGUIMENTO\n     </b>\n     ao  recurso \nextraordinário, com fundamento no artigo 21, § 1º, do RISTF.”\n    </p>\n    <p>\n     Em que pesem os argumentos expendidos nas razões  de agravar, \nresta  evidenciado  das  razões  recursais  que  o  agravante  não  trouxe \nnenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela \nqual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Ex positis\n     </i>\n     , nego provimento ao agravo regimental\n     <b>\n      .\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     É como voto.\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2021139.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Decisão de Julgamento\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 649.161\n     </b>\n     PROCED. : RIO GRANDE DO SUL\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n     </b>\n     AGTE.(S) : BANCO CENTRAL DO BRASIL\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL\nAGDO.(A/S) : GRÊMIO FOOT-BALL PORTO ALEGRENSE\nADV.(A/S) : CLÁUDIO LEITE PIMENTEL E OUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \ntermos  do  voto  do  Relator.  Unânime.  Não  participou, \njustificadamente,  deste  julgamento,  a  Senhora  Ministra  Cármen \nLúcia.  Presidência  do  Senhor  Ministro Dias  Toffoli.  1ª  Turma, \n8.5.2012.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência  do  Senhor  Ministro  Dias  Toffoli.  Presentes  à\n    </p>\n    <p>\n     Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux \ne Rosa Weber.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2020273\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "08/05/2012 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 649.161 RIO GRANDE DO SUL\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) :BANCO CENTRAL DO BRASIL \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL \n", "AGDO.(A/S) :GRÊMIO FOOT-BALL PORTO ALEGRENSE \n", "ADV.(A/S) :CLÁUDIO LEITE PIMENTEL E OUTRO(A/S)\n", "EMENTA:  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO. OPERAÇÃO  DE  CÂMBIO  ILEGÍTIMA. \n", "DECRETO N. 23.258/33.  APLICAÇÃO DE MULTA. ADVENTO DOS \n", "DECRETOS  SEM  NÚMERO  DE  25.04.1991  E  14.05.1998. \n", "REVOGAÇÃO.   SEGURANÇA  JURÍDICA.  REPERCUSSÃO  GERAL \n", "NÃO EXAMINADA. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. \n", "ART.  323 DO RISTF C.C.  ART.  102,  III,  §  3º,  DA CONSTITUIÇÃO \n", "FEDERAL.  CONTROVÉRSIA  INFRACONSTITUCIONAL.  OFENSA \n", "INDIRETA.  AUSÊNCIA  DE  FUNDAMENTAÇÃO.  VIOLAÇÃO  AO \n", "ARTIGO  93,  IX,  DA  CONSTITUIÇÃO.  NÃO  OCORRÊNCIA. \n", "INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.\n", "1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos \n", "demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. \n", "323 do RISTF).\n", "2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como \n", "se  pretender  seja  reconhecida  “a  repercussão  geral  das  questões \n", "constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3º, da CF).\n", "3.  A controvérsia  sub  judice,  consubstanciada  na  legitimidade  da \n", "aplicação  da  multa  prevista  no  Decreto  n.  23.258/33,  pela  prática  de \n", "operações de câmbio ilegais,  quando do advento dos Decretos s/nº de \n", "25.04.1991 e 14.05.1998  –  é de índole infraconstitucional, por isso que a \n", "eventual ofensa à Constituição opera-se de forma indireta, circunstância \n", "que inviabiliza a admissão do extraordinário. (Precedentes:  AI n. 145.680-\n", "AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, 1ª Turma, DJ de 30.4.93; AI n. \n", "157.906-AgR, Relator o Ministro Sydney Sanches, 1ª Turma, DJ de 9.12.94; \n", "RE n. 148.512, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ de 2.8.96; AI \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2021137.\n", "DJe 23/05/2012\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12\n", "Ementa e Acórdão\n", "RE 649.161 AGR / RS \n", "n. 757.658-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, 2ª Turma, DJ de 24.11.09; \n", "RE n. 627.527, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 03.10.11, entre outros).\n", "4. Os princípios  da  legalidade,  o  do  devido  processo  legal,  o  da \n", "ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação dos limites da \n", "coisa julgada e da motivação das decisões judiciais quando a verificação \n", "da  violação  dos  mesmos  depende  de  reexame  prévio  de  normas \n", "infraconstitucionais,  revela  ofensa  indireta  ou  reflexa  à  Constituição \n", "Federal,  o  que,  por  si  só,  não  desafia  a  instância  extraordinária. \n", "(Precedentes: AI n. 804.854,  1ª Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, \n", "DJe de 18.08.10 e  AI n. 756.336-AgR, 2ª Turma, Relatora a Ministra Ellen \n", "Gracie, DJe de 25.10.10).\n", "5. A decisão fundamentada, embora contrária à expectativa da parte, \n", "não  importa  em  negativa  de  prestação  jurisdicional  ou  ausência  de \n", "fundamentação.\n", "6.  In  casu,  o  acórdão  originariamente  recorrido  assentou: \n", "“EMBARGOS  INFRINGENTES.  DIREITO  ADMINISTRATIVO.  \n", "OPERAÇÕES  DE  CÂMBIO.  TRÂNSITO  POR  INSTITUIÇÕES  \n", "AUTORIZADAS  OU  CREDENCIADAS.  AUSÊNCIA.  DECRETO  Nº  \n", "23.258/1933.  SANÇÃO  ADMINISTRATIVA.  SEGURANÇA  JURÍDICA.  \n", "DECRETO Nº 23.258/1993.  SANÇÃO ADMINISTRATIVA. SEGURANÇA \n", "JURÍDICA.  DECRETO  SEM  NÚMERO  DE  25.04.1991.  REVOGAÇÃO.  \n", "MULTA.  REDUÇÃO.  1.  A  teor  do  previsto  no  artigo  1º  do  Decreto  \n", "23.258/1933,  são ilegais as operações de câmbio que não transitam perante as  \n", "instituições  autorizadas  ou  credenciadas,  restando  sujeitos  os  infratores  ao  \n", "pagamento de multas cujo patamar máximo pode chegar ao dobro do valor das  \n", "operações,  conforme consta  do  artigo  6º  do  mesmo diploma legal.  2.  Firmada  \n", "posição no sentido de considerar, em atenção à garantia da segurança jurídica,  \n", "que  o  Decreto  sem número datado de 25.04.1991 figurou na condição de  ato  \n", "normativo  apto  a  revogar  o  Decreto  nº  23.258/1933.  Em 14.05.1998,  com o  \n", "advento de novo Decreto sem número, houve o reconhecimento da nulidade do  \n", "Decreto de 25.04.1991, tornando a partir de então a produzir efeitos o Decreto nº  \n", "23.258/1993.  3.  Redução  da  multa  administrativa  inicialmente  fixada  para  a  \n", "expressão de 20% sobre o valor atualizado das operações cambiais apuradas pelo  \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2021137.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12\n", "Ementa e Acórdão\n", "RE 649.161 AGR / RS \n", "BACEN no procedimento discutido, limitado ao período sujeito a sanção, qual  \n", "seja aquele compreendido entre agosto/1998 e 24.04.1991.”\n", "7. Agravo regimental a que se nega provimento.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do \n", "Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das \n", "notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao \n", "agravo regimental, nos termos do voto do Relator.\n", "Brasília,  8 de maio de 2012. \n", "LUIZ FUX – Relator \n", "Documento assinado digitalmente\n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2021137.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12\n", "Relatório\n", "08/05/2012 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 649.161 RIO GRANDE DO SUL\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) :BANCO CENTRAL DO BRASIL \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL \n", "AGDO.(A/S) :GRÊMIO FOOT-BALL PORTO ALEGRENSE \n", "ADV.(A/S) :CLÁUDIO LEITE PIMENTEL E OUTRO(A/S)\n", "R E L A T Ó R I O\n", "O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se  de  agravo \n", "regimental interposto pelo BANCO CENTRAL DO BRASIL em face de \n", "decisão de minha lavra, assim ementada:\n", "“RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  OPERAÇÃO  DE \n", "CÂMBIO ILEGÍTIMA.  DECRETO N.  23.258/33.  APLICAÇÃO \n", "DE MULTA. ADVENTO DOS DECRETOS SEM NÚMERO DE \n", "25.04.1991  E  14.05.1998.  REVOGAÇÃO.   SEGURANÇA \n", "JURÍDICA.  REPERCUSSÃO  GERAL  NÃO  EXAMINADA. \n", "AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO \n", "RISTF C.C. ART.  102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. \n", "CONTROVÉRSIA  INFRACONSTITUCIONAL.  OFENSA \n", "INDIRETA. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. VIOLAÇÃO \n", "AO  ARTIGO  93,  IX  DA  CONSTITUIÇÃO.  NÃO \n", "OCORRÊNCIA.   INVIABILIDADE  DO  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO..\n", "1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o \n", "crivo  dos  demais  requisitos  constitucionais  e  processuais  de \n", "admissibilidade (art. 323 do RISTF).\n", "2.  Consectariamente,  se  inexiste  questão  constitucional, \n", "não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral \n", "das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § \n", "3º, da CF).\n", "3.  A  controvérsia  sub  judice,  consubstanciada  na \n", "legitimidade  da  aplicação  da  multa  prevista  no  Decreto  n. \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2021138.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12\n", "Relatório\n", "RE 649.161 AGR / RS \n", "23.258/33, pela prática de operações de câmbio ilegais, quando \n", "do advento dos Decretos s/nº de 25.04.1991 e 14.05.1998 – é de \n", "índole  infraconstitucional,  por  isso  que  a  eventual  ofensa  à \n", "Constituição  opera-se  de  forma  indireta,  circunstância  que \n", "inviabiliza a admissão do extraordinário.  (Precedentes:   AI n. \n", "145.680-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, 1ª Turma, DJ \n", "de  30.4.93;  AI  n.  157.906-AgR,  Relator  o  Ministro  Sydney \n", "Sanches,  1ª  Turma,  DJ  de  9.12.94;  RE  n.  148.512,  Relator  o \n", "Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ de 2.8.96; AI n. 757.658-\n", "AgR, Relator o Ministro Eros Grau, 2ª Turma, DJ de 24.11.09; RE \n", "n. 627.527, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 03.10.11, entre \n", "outros).\n", "4. Os princípios da legalidade, o do devido processo legal, \n", "o da ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação \n", "dos  limites  da  coisa  julgada  e  da  motivação  das  decisões \n", "judiciais quando a verificação da violação dos mesmos depende \n", "de  reexame  prévio  de  normas  infraconstitucionais,  revela \n", "ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si \n", "só, não desafia a instância extraordinária.   (Precedentes: AI n. \n", "804.854,  1ª Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de \n", "18.08.10 e   AI  n.  756.336-AgR,  2ª  Turma, Relatora a Ministra \n", "Ellen Gracie, DJe de 25.10.10).\n", "5.  A  decisão  fundamentada,  embora  contrária  à \n", "expectativa  da  parte,  não  importa  em  negativa  de  prestação \n", "jurisdicional ou ausência de fundamentação.\n", "6.  In  casu,  o  acórdão  recorrido  assentou:  EMBARGOS \n", "INFRINGENTES. DIREITO ADMINISTRATIVO. OPERAÇÕES \n", "DE  CÂMBIO.  TRÂNSITO  POR  INSTITUIÇÕES \n", "AUTORIZADAS  OU  CREDENCIADAS.  AUSÊNCIA. \n", "DECRETO  Nº  23.258/1933.  SANÇÃO  ADMINISTRATIVA. \n", "SEGURANÇA JURÍDICA. DECRETO Nº 23.258/1993. SANÇÃO \n", "ADMINISTRATIVA. SEGURANÇA JURÍDICA. DECRETO SEM \n", "NÚMERO DE 25.04.1991. REVOGAÇÃO. MULTA. REDUÇÃO. \n", "1. A teor do previsto no artigo 1º do Decreto 23.258/1933,  são \n", "ilegais  as  operações de câmbio que não transitam perante as \n", "instituições  autorizadas  ou credenciadas,  restando sujeitos  os \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2021138.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12\n", "Relatório\n", "RE 649.161 AGR / RS \n", "infratores ao pagamento de multas cujo patamar máximo pode \n", "chegar ao dobro do valor das operações,  conforme consta do \n", "artigo  6º  do  mesmo  diploma  legal.  2.  Firmada  posição  no \n", "sentido  de  considerar,  em  atenção  à  garantia  da  segurança \n", "jurídica,  que  o  Decreto  sem  número  datado  de  25.04.1991 \n", "figurou na condição de ato normativo apto a revogar o Decreto \n", "nº 23.258/1933. Em 14.05.1998, com o advento de novo Decreto \n", "sem número, houve o reconhecimento da nulidade do Decreto \n", "de 25.04.1991, tornando a partir de então a produzir efeitos o \n", "Decreto  nº  23.258/1993.  3.  Redução  da  multa  administrativa \n", "inicialmente  fixada  para  a  expressão  de  20%  sobre  o  valor \n", "atualizado das operações cambiais  apuradas pelo BACEN no \n", "procedimento discutido, limitado ao período sujeito a sanção, \n", "qual seja aquele compreendido entre agosto/1998 e 24.04.1991.\n", "7. Recurso extraordinário a que se nega seguimento.”\n", "Em suas razões de agravar, o agravante sustenta que “a alegação de \n", "falta de base legal para o exercício do dever-poder de fiscalizar o mercado \n", "de  câmbio  e  sancionar  os  ilícitos  configuradores  de  sonegação  de \n", "cobertura  é  juridicamente  inconsistente,  pois  ignora  o  fato  de  que  o \n", "Decreto nº 23.258 foi editado com amparo no Decreto nº 19.398, de 11 de \n", "novembro de 1930,  que concentrou no Governo Provisório  os Poderes \n", "Executivo e Legislativo. Assim sendo, este decreto autônomo foi editado, \n", "sob a égide da ordem constitucional revolucionária de 30, com estatura de \n", "fonte normativa primária, isto é, revestido de hierarquia e autoridade de \n", "lei  em  sentido  formal  e  material.  E,  como tal,  foi  recepcionado  pelos \n", "ordenamentos constitucionais ulteriores (...)” (fl. 1005). \n", "Ao  final,  requer  a  reconsideração  da  decisão  hostilizada,  com  o \n", "consequente provimento do recurso extraordinário.\n", "É o relatório.\n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2021138.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "08/05/2012 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 649.161 RIO GRANDE DO SUL\n", "V O T O\n", "O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não  assiste  razão  ao \n", "agravante.\n", "  \n", "Em  suma,  os  fundamentos  da  decisão  agravada  restaram  assim \n", "consignados: \n", "  \n", "\"Cuida-se  de  recurso  extraordinário  interposto  pelo \n", "BANCO CENTRAL DO BRASIL com fulcro no art. 102, III, “a”, \n", "da  Constituição  Federal  de  1988,  em  face  de  v.  acórdão \n", "prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim \n", "ementado:\n", "‘EMBARGOS  INFRINGENTES.  DIREITO \n", "ADMINISTRATIVO.  OPERAÇÕES  DE  CÂMBIO.  TRÂNSITO \n", "POR INSTITUIÇÕES AUTORIZADAS OU CREDENCIADAS. \n", "AUSÊNCIA.  DECRETO  Nº  23.258/1933.  SANÇÃO \n", "ADMINISTRATIVA.  SEGURANÇA JURÍDICA.  DECRETO Nº \n", "23.258/1993.  SANÇÃO  ADMINISTRATIVA.  SEGURANÇA \n", "JURÍDICA.  DECRETO  SEM  NÚMERO  DE  25.04.1991. \n", "REVOGAÇÃO. MULTA. REDUÇÃO.\n", "1. A teor do previsto no artigo 1º do Decreto 23.258/1933, \n", "são ilegais as operações de câmbio que não transitam perante as \n", "instituições  autorizadas  ou credenciadas,  restando sujeitos  os \n", "infratores ao pagamento de multas cujo patamar máximo pode \n", "chegar ao dobro do valor das operações,  conforme consta do \n", "artigo 6º do mesmo diploma legal.\n", "2. Firmada posição no sentido de considerar, em atenção à \n", "garantia  da  segurança  jurídica,  que  o  Decreto  sem  número \n", "datado  de  25.04.1991  figurou  na  condição  de  ato  normativo \n", "apto a revogar o Decreto nº 23.258/1933. Em 14.05.1998, com o \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2021139.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "RE 649.161 AGR / RS \n", "advento de novo Decreto sem número, houve o reconhecimento \n", "da  nulidade  do  Decreto  de  25.04.1991,  tornando  a  partir  de \n", "então a produzir efeitos o Decreto nº 23.258/1993.\n", "3.  Redução  da  multa  administrativa  inicialmente  fixada \n", "para a expressão de 20% sobre o valor atualizado das operações \n", "cambiais  apuradas  pelo  BACEN  no  procedimento  discutido, \n", "limitado  ao  período  sujeito  a  sanção,  qual  seja  aquele \n", "compreendido entre agosto/1998 e 24.04.1991.’\n", "Opostos  embargos  de  declaração,  estes  foram rejeitados \n", "(fls. 723/726).\n", "Em suas razões recursais, o recorrente aponta violação ao \n", "artigo 93, IX, da Constituição Federal, sustentando, em síntese, \n", "que ‘a decisão proferida pela Sessão, ao excepcionar a aplicação \n", "dos artigos 1º e 6º do Decreto nº 23.258/33 no caso concreto, sob \n", "o  argumento  de  que  sua  aplicação  implicaria  ferimento  ao \n", "princípio da segurança jurídica,  implicou violação, não só do \n", "referido  princípio  da  segurança  jurídica,  indevidamente \n", "aplicado  ao  caso  concreto,  como  também  do  princípio  da \n", "hierarquia  das  normas,  implicitamente  contido  em  nosso \n", "sistema jurídico de rigidez normativa (...)’ (fl. 781).\n", "Foram  apresentadas  contrarrazões  ao  recurso \n", "extraordinário (fls. 832/850).\n", "É o relatório. DECIDO.\n", "O recurso não merece prosperar.\n", "Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível \n", "sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais \n", "de  admissibilidade (art.  323 do  RISTF).  Consectariamente,  se \n", "inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja \n", "reconhecida  a  repercussão  geral  das  questões  constitucionais \n", "discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF).\n", "Nos termos do que relatado, o Tribunal a quo ao proferir o \n", "acórdão recorrido, enfatizou:\n", "‘A teor do previsto no artigo 1º do Decreto 23.258/1933,  \n", "são ilegais as operações de câmbio que não transitam perante as  \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2021139.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "RE 649.161 AGR / RS \n", "instituições  autorizadas  ou  credenciadas,  restando  sujeitos  os  \n", "infratores ao pagamento de multas cujo patamar máximo pode  \n", "chegar  ao  dobro  do  valor  das  operações,  conforme  consta  do  \n", "artigo 6º do mesmo diploma legal.\n", "2. Firmada posição no sentido de considerar, em atenção à  \n", "garantia  da  segurança  jurídica,  que  o  Decreto  sem  número  \n", "datado de 25.04.1991 figurou na condição de ato normativo apto  \n", "a  revogar  o  Decreto  nº  23.258/1933.  Em 14.05.1998,  com o  \n", "advento de novo Decreto sem número, houve o reconhecimento  \n", "da  nulidade  do  Decreto  de  25.04.1991,  tornando  a  partir  de  \n", "então a produzir efeitos o Decreto nº 23.258/1993.’\n", "Ora,  verifica-se  que  a  controvérsia  sub  judice, \n", "consubstanciada na legitimidade da aplicação da multa prevista \n", "no Decreto n. 23.258/33, pela prática de operações de câmbio \n", "ilegais,  quando do advento dos Decretos s/nº de 25.04.1991 e \n", "14.05.1998  –  é  de  índole  infraconstitucional,  por  isso  que  a \n", "eventual  ofensa  à  Constituição  opera-se  de  forma  indireta, \n", "circunstância  que  inviabiliza  a  admissão  do  extraordinário. \n", "Nesse sentido: AI n. 145.680-AgR, Relator o Ministro Celso de \n", "Mello,  1ª  Turma, DJ de 30.4.93;  AI  n.  157.906-AgR, Relator  o \n", "Ministro  Sydney  Sanches,  1ª  Turma,  DJ  de  9.12.94;  RE  n. \n", "148.512, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ de 2.8.96; \n", "AI n. 757.658-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, 2ª Turma, DJ \n", "de 24.11.09; RE n. 627.527, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de \n", "03.10.11, entre outros.\n", "Ademais,  a  jurisprudência deste Tribunal  é  uníssona no \n", "sentido  de  que  a  verificação  de  ofensa  aos  princípios  da \n", "legalidade,  do  devido  processo  legal,  da  ampla  defesa  e  do \n", "contraditório,  da motivação das decisões judiciais,  bem como \n", "aos limites da coisa julgada,  quando dependente do reexame \n", "prévio de normas infraconstitucionais, revela ofensa indireta ou \n", "reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a \n", "instância  extraordinária.  Nesse  sentido  são  os  seguintes \n", "julgados: \n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2021139.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "RE 649.161 AGR / RS \n", "‘AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE \n", "INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. CONTRATO \n", "DE  ADESÃO.  AUSÊNCIA DE  PREQUESTIONAMENTO  DA \n", "MATÉRIA CONSTITUCIONAL.  INCIDÊNCIA DA SÚMULA \n", "N.  282  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  AGRAVO \n", "REGIMENTAL  AO  QUAL  SE  NEGA  PROVIMENTO.  A \n", "jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de \n", "que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do \n", "devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos \n", "limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando \n", "dependentes  de  exame  de  legislação  infraconstitucional, \n", "configurariam  ofensa  constitucional  indireta.’  (AI  804.854-\n", "AgR,  1ª  Turma,  Rel.  Min.  Cármen  Lúcia,  DJe  de  24/11/2010) \n", "(grifo nosso).\n", "‘CONSTITUCIONAL.  AGRAVO  REGIMENTAL  EM \n", "AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  OFENSA  REFLEXA  AO \n", "ARTIGO  5º,  II,  XXXV,  XXXVI,  LIV  e  LV,  DA CF.  DECISÃO \n", "CONTRÁRIA  AOS  INTERESSES  DA  PARTE  NÃO \n", "CONFIGURA OFENSA AO ART. 93, IX, DA CF. SÚMULA STF \n", "279. 1. Para divergir da conclusão a que chegou o Tribunal a \n", "quo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório \n", "dos autos, o que é defeso nesta sede recursal (Súmula STF 279). \n", "2.  A ofensa aos postulados constitucionais da legalidade, da \n", "ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal, da \n", "coisa julgada e da prestação jurisdicional, se existente, seria, \n", "segundo entendimento deste Supremo Tribunal,  meramente \n", "reflexa  ou  indireta.  Precedentes.  3.  Decisão  fundamentada \n", "contrária  aos  interesses  da  parte  não  configura  ofensa  ao \n", "artigo  93,  IX,  da  CF.  4.  Agravo  regimental  improvido.”  (AI \n", "756.336-AgR,  2ª  Turma,  Rel.  Min.  Ellen  Gracie,  DJe  de \n", "22/10/2010) (grifo nosso).\n", "Por fim, cabe enfatizar que não houve a alegada negativa \n", "de prestação jurisdicional. As instâncias ordinárias decidiram a \n", "causa com a motivação pertinente,  nem se diga que faltou à \n", "decisão recorrida fundamentação, a ponto de violar o artigo 93, \n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2021139.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "RE 649.161 AGR / RS \n", "inciso  IX,  da  Constituição  Federal.  A decisão  fundamentada, \n", "embora  contrária  à  expectativa  da  parte,  não  importa  em \n", "negativa de prestação jurisdicional.\n", "Ex  positis,  NEGO  SEGUIMENTO ao  recurso \n", "extraordinário, com fundamento no artigo 21, § 1º, do RISTF.”\n", "Em que pesem os argumentos expendidos nas razões  de agravar, \n", "resta  evidenciado  das  razões  recursais  que  o  agravante  não  trouxe \n", "nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela \n", "qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.\n", "Ex positis, nego provimento ao agravo regimental.\n", "É como voto.\n", "5 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2021139.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12\n", "Decisão de Julgamento\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 649.161\n", "PROCED. : RIO GRANDE DO SUL\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) : BANCO CENTRAL DO BRASIL\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL\n", "AGDO.(A/S) : GRÊMIO FOOT-BALL PORTO ALEGRENSE\n", "ADV.(A/S) : CLÁUDIO LEITE PIMENTEL E OUTRO(A/S)\n", "Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \n", "termos  do  voto  do  Relator.  Unânime.  Não  participou, \n", "justificadamente,  deste  julgamento,  a  Senhora  Ministra  Cármen \n", "Lúcia.  Presidência  do  Senhor  Ministro Dias  Toffoli.  1ª  Turma, \n", "8.5.2012.\n", " \n", "Presidência  do  Senhor  Ministro  Dias  Toffoli.  Presentes  à \n", "Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux \n", "e Rosa Weber.\n", "Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2020273\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12\n" ], "numero" : "649161", "partes" : [ { "nome" : "MIN. LUIZ FUX", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "BANCO CENTRAL DO BRASIL", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" }, { "nome" : "GRÊMIO FOOT", "sigla" : "BALLPORTOALEGRENSE", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "CLÁUDIO LEITE PIMENTEL E OUTRO(A/S)", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. LUIZ FUX", "texto" : "O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se  de  agravo  regimental interposto pelo BANCO CENTRAL DO BRASIL em face de  decisão de minha lavra, assim ementada:  “RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  OPERAÇÃO  DE  CÂMBIO ILEGÍTIMA.  DECRETO N.  23.258/33.  APLICAÇÃO  DE MULTA. ADVENTO DOS DECRETOS SEM NÚMERO DE  25.04.1991  E  14.05.1998.  REVOGAÇÃO.   SEGURANÇA  JURÍDICA.  REPERCUSSÃO  GERAL  NÃO  EXAMINADA.  AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO  RISTF C.C. ART.  102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.  CONTROVÉRSIA  INFRACONSTITUCIONAL.  OFENSA  INDIRETA. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. VIOLAÇÃO  AO  ARTIGO  93,  IX  DA  CONSTITUIÇÃO.  NÃO  OCORRÊNCIA.   INVIABILIDADE  DO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO..  1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o  crivo  dos  demais  requisitos  constitucionais  e  processuais  de  admissibilidade (art. 323 do RISTF).  2.  Consectariamente,  se  inexiste  questão  constitucional,  não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral  das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, §  3º, da CF).  3.  A  controvérsia  sub  judice,  consubstanciada  na  legitimidade  da  aplicação  da  multa  prevista  no  Decreto  n.     23.258/33, pela prática de operações de câmbio ilegais, quando  do advento dos Decretos s/nº de 25.04.1991 e 14.05.1998 – é de  índole  infraconstitucional,  por  isso  que  a  eventual  ofensa  à  Constituição  opera-se  de  forma  indireta,  circunstância  que  inviabiliza a admissão do extraordinário.  (Precedentes:   AI n.  145.680-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, 1ª Turma, DJ  de  30.4.93;  AI  n.  157.906-AgR,  Relator  o  Ministro  Sydney  Sanches,  1ª  Turma,  DJ  de  9.12.94;  RE  n.  148.512,  Relator  o  Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ de 2.8.96; AI n. 757.658- AgR, Relator o Ministro Eros Grau, 2ª Turma, DJ de 24.11.09; RE  n. 627.527, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 03.10.11, entre  outros).  4. Os princípios da legalidade, o do devido processo legal,  o da ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação  dos  limites  da  coisa  julgada  e  da  motivação  das  decisões  judiciais quando a verificação da violação dos mesmos depende  de  reexame  prévio  de  normas  infraconstitucionais,  revela  ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si  só, não desafia a instância extraordinária.   (Precedentes: AI n.  804.854,  1ª Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de  18.08.10 e   AI  n.  756.336-AgR,  2ª  Turma, Relatora a Ministra  Ellen Gracie, DJe de 25.10.10).  5.  A  decisão  fundamentada,  embora  contrária  à  expectativa  da  parte,  não  importa  em  negativa  de  prestação  jurisdicional ou ausência de fundamentação.  6.  In  casu,  o  acórdão  recorrido  assentou:  EMBARGOS  INFRINGENTES. DIREITO ADMINISTRATIVO. OPERAÇÕES  DE  CÂMBIO.  TRÂNSITO  POR  INSTITUIÇÕES  AUTORIZADAS  OU  CREDENCIADAS.  AUSÊNCIA.  DECRETO  Nº  23.258/1933.  SANÇÃO  ADMINISTRATIVA.  SEGURANÇA JURÍDICA. DECRETO Nº 23.258/1993. SANÇÃO  ADMINISTRATIVA. SEGURANÇA JURÍDICA. DECRETO SEM  NÚMERO DE 25.04.1991. REVOGAÇÃO. MULTA. REDUÇÃO.  1. A teor do previsto no artigo 1º do Decreto 23.258/1933,  são  ilegais  as  operações de câmbio que não transitam perante as  instituições  autorizadas  ou credenciadas,  restando sujeitos  os     infratores ao pagamento de multas cujo patamar máximo pode  chegar ao dobro do valor das operações,  conforme consta do  artigo  6º  do  mesmo  diploma  legal.  2.  Firmada  posição  no  sentido  de  considerar,  em  atenção  à  garantia  da  segurança  jurídica,  que  o  Decreto  sem  número  datado  de  25.04.1991  figurou na condição de ato normativo apto a revogar o Decreto  nº 23.258/1933. Em 14.05.1998, com o advento de novo Decreto  sem número, houve o reconhecimento da nulidade do Decreto  de 25.04.1991, tornando a partir de então a produzir efeitos o  Decreto  nº  23.258/1993.  3.  Redução  da  multa  administrativa  inicialmente  fixada  para  a  expressão  de  20%  sobre  o  valor  atualizado das operações cambiais  apuradas pelo BACEN no  procedimento discutido, limitado ao período sujeito a sanção,  qual seja aquele compreendido entre agosto/1998 e 24.04.1991.  7. Recurso extraordinário a que se nega seguimento.”  Em suas razões de agravar, o agravante sustenta que “a alegação de  falta de base legal para o exercício do dever-poder de fiscalizar o mercado  de  câmbio  e  sancionar  os  ilícitos  configuradores  de  sonegação  de  cobertura  é  juridicamente  inconsistente,  pois  ignora  o  fato  de  que  o  Decreto nº 23.258 foi editado com amparo no Decreto nº 19.398, de 11 de  novembro de 1930,  que concentrou no Governo Provisório  os Poderes  Executivo e Legislativo. Assim sendo, este decreto autônomo foi editado,  sob a égide da ordem constitucional revolucionária de 30, com estatura de  fonte normativa primária, isto é, revestido de hierarquia e autoridade de  lei  em  sentido  formal  e  material.  E,  como tal,  foi  recepcionado  pelos  ordenamentos constitucionais ulteriores (...)” (fl. 1005).   Ao  final,  requer  a  reconsideração  da  decisão  hostilizada,  com  o  consequente provimento do recurso extraordinário.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não  assiste  razão  ao  agravante.     Em  suma,  os  fundamentos  da  decisão  agravada  restaram  assim   consignados:      \"Cuida-se  de  recurso  extraordinário  interposto  pelo  BANCO CENTRAL DO BRASIL com fulcro no art. 102, III, “a”,  da  Constituição  Federal  de  1988,  em  face  de  v.  acórdão  prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim  ementado:  ‘EMBARGOS  INFRINGENTES.  DIREITO  ADMINISTRATIVO.  OPERAÇÕES  DE  CÂMBIO.  TRÂNSITO  POR INSTITUIÇÕES AUTORIZADAS OU CREDENCIADAS.  AUSÊNCIA.  DECRETO  Nº  23.258/1933.  SANÇÃO  ADMINISTRATIVA.  SEGURANÇA JURÍDICA.  DECRETO Nº  23.258/1993.  SANÇÃO  ADMINISTRATIVA.  SEGURANÇA  JURÍDICA.  DECRETO  SEM  NÚMERO  DE  25.04.1991.  REVOGAÇÃO. MULTA. REDUÇÃO.  1. A teor do previsto no artigo 1º do Decreto 23.258/1933,  são ilegais as operações de câmbio que não transitam perante as  instituições  autorizadas  ou credenciadas,  restando sujeitos  os  infratores ao pagamento de multas cujo patamar máximo pode  chegar ao dobro do valor das operações,  conforme consta do  artigo 6º do mesmo diploma legal.  2. Firmada posição no sentido de considerar, em atenção à  garantia  da  segurança  jurídica,  que  o  Decreto  sem  número  datado  de  25.04.1991  figurou  na  condição  de  ato  normativo  apto a revogar o Decreto nº 23.258/1933. Em 14.05.1998, com o     advento de novo Decreto sem número, houve o reconhecimento  da  nulidade  do  Decreto  de  25.04.1991,  tornando  a  partir  de  então a produzir efeitos o Decreto nº 23.258/1993.  3.  Redução  da  multa  administrativa  inicialmente  fixada  para a expressão de 20% sobre o valor atualizado das operações  cambiais  apuradas  pelo  BACEN  no  procedimento  discutido,  limitado  ao  período  sujeito  a  sanção,  qual  seja  aquele  compreendido entre agosto/1998 e 24.04.1991.’  Opostos  embargos  de  declaração,  estes  foram rejeitados  (fls. 723/726).  Em suas razões recursais, o recorrente aponta violação ao  artigo 93, IX, da Constituição Federal, sustentando, em síntese,  que ‘a decisão proferida pela Sessão, ao excepcionar a aplicação  dos artigos 1º e 6º do Decreto nº 23.258/33 no caso concreto, sob  o  argumento  de  que  sua  aplicação  implicaria  ferimento  ao  princípio da segurança jurídica,  implicou violação, não só do  referido  princípio  da  segurança  jurídica,  indevidamente  aplicado  ao  caso  concreto,  como  também  do  princípio  da  hierarquia  das  normas,  implicitamente  contido  em  nosso  sistema jurídico de rigidez normativa (...)’ (fl. 781).  Foram  apresentadas  contrarrazões  ao  recurso  extraordinário (fls. 832/850).  É o relatório. DECIDO. O recurso não merece prosperar. Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível   sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais  de  admissibilidade (art.  323 do  RISTF).  Consectariamente,  se  inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja  reconhecida  a  repercussão  geral  das  questões  constitucionais  discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF).  Nos termos do que relatado, o Tribunal a quo ao proferir o  acórdão recorrido, enfatizou:  ‘A teor do previsto no artigo 1º do Decreto 23.258/1933,   são ilegais as operações de câmbio que não transitam perante as      instituições  autorizadas  ou  credenciadas,  restando  sujeitos  os   infratores ao pagamento de multas cujo patamar máximo pode   chegar  ao  dobro  do  valor  das  operações,  conforme  consta  do   artigo 6º do mesmo diploma legal.  2. Firmada posição no sentido de considerar, em atenção à   garantia  da  segurança  jurídica,  que  o  Decreto  sem  número   datado de 25.04.1991 figurou na condição de ato normativo apto   a  revogar  o  Decreto  nº  23.258/1933.  Em 14.05.1998,  com o   advento de novo Decreto sem número, houve o reconhecimento   da  nulidade  do  Decreto  de  25.04.1991,  tornando  a  partir  de   então a produzir efeitos o Decreto nº 23.258/1993.’  Ora,  verifica-se  que  a  controvérsia  sub  judice,  consubstanciada na legitimidade da aplicação da multa prevista  no Decreto n. 23.258/33, pela prática de operações de câmbio  ilegais,  quando do advento dos Decretos s/nº de 25.04.1991 e  14.05.1998  –  é  de  índole  infraconstitucional,  por  isso  que  a  eventual  ofensa  à  Constituição  opera-se  de  forma  indireta,  circunstância  que  inviabiliza  a  admissão  do  extraordinário.  Nesse sentido: AI n. 145.680-AgR, Relator o Ministro Celso de  Mello,  1ª  Turma, DJ de 30.4.93;  AI  n.  157.906-AgR, Relator  o  Ministro  Sydney  Sanches,  1ª  Turma,  DJ  de  9.12.94;  RE  n.  148.512, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ de 2.8.96;  AI n. 757.658-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, 2ª Turma, DJ  de 24.11.09; RE n. 627.527, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de  03.10.11, entre outros.  Ademais,  a  jurisprudência deste Tribunal  é  uníssona no  sentido  de  que  a  verificação  de  ofensa  aos  princípios  da  legalidade,  do  devido  processo  legal,  da  ampla  defesa  e  do  contraditório,  da motivação das decisões judiciais,  bem como  aos limites da coisa julgada,  quando dependente do reexame  prévio de normas infraconstitucionais, revela ofensa indireta ou  reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a  instância  extraordinária.  Nesse  sentido  são  os  seguintes  julgados:     ‘AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE  INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. CONTRATO  DE  ADESÃO.  AUSÊNCIA DE  PREQUESTIONAMENTO  DA  MATÉRIA CONSTITUCIONAL.  INCIDÊNCIA DA SÚMULA  N.  282  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  AGRAVO  REGIMENTAL  AO  QUAL  SE  NEGA  PROVIMENTO.  A  jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de  que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do  devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos  limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando  dependentes  de  exame  de  legislação  infraconstitucional,  configurariam  ofensa  constitucional  indireta.’  (AI  804.854- AgR,  1ª  Turma,  Rel.  Min.  Cármen  Lúcia,  DJe  de  24/11/2010)  (grifo nosso).  ‘CONSTITUCIONAL.  AGRAVO  REGIMENTAL  EM  AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  OFENSA  REFLEXA  AO  ARTIGO  5º,  II,  XXXV,  XXXVI,  LIV  e  LV,  DA CF.  DECISÃO  CONTRÁRIA  AOS  INTERESSES  DA  PARTE  NÃO  CONFIGURA OFENSA AO ART. 93, IX, DA CF. SÚMULA STF  279. 1. Para divergir da conclusão a que chegou o Tribunal a  quo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório  dos autos, o que é defeso nesta sede recursal (Súmula STF 279).  2.  A ofensa aos postulados constitucionais da legalidade, da  ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal, da  coisa julgada e da prestação jurisdicional, se existente, seria,  segundo entendimento deste Supremo Tribunal,  meramente  reflexa  ou  indireta.  Precedentes.  3.  Decisão  fundamentada  contrária  aos  interesses  da  parte  não  configura  ofensa  ao  artigo  93,  IX,  da  CF.  4.  Agravo  regimental  improvido.”  (AI  756.336-AgR,  2ª  Turma,  Rel.  Min.  Ellen  Gracie,  DJe  de  22/10/2010) (grifo nosso).  Por fim, cabe enfatizar que não houve a alegada negativa  de prestação jurisdicional. As instâncias ordinárias decidiram a  causa com a motivação pertinente,  nem se diga que faltou à  decisão recorrida fundamentação, a ponto de violar o artigo 93,     inciso  IX,  da  Constituição  Federal.  A decisão  fundamentada,  embora  contrária  à  expectativa  da  parte,  não  importa  em  negativa de prestação jurisdicional.  Ex  positis,  NEGO  SEGUIMENTO ao  recurso  extraordinário, com fundamento no artigo 21, § 1º, do RISTF.”  Em que pesem os argumentos expendidos nas razões  de agravar,  resta  evidenciado  das  razões  recursais  que  o  agravante  não  trouxe  nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela  qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.  Ex positis, nego provimento ao agravo regimental.  É como voto. ", "votante" : "MIN_LUIZ_FUX" } ] }
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EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.011 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : EUDE CARVALHO DE LIMA ADV.(A/S) : ULISSES BORGES DE RESENDE AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO  Decisão:  A  Turma,  por  votação  unânime,  negou  provimento  ao  agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,  justificadamente,  deste  julgamento,  o  Senhor  Ministro  Gilmar  Mendes. 2ª Turma, 10.06.2014.  Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à  sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,  Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia.  Subprocuradora-Geral  da  República,  Dra.  Cláudia  Sampaio  Marques.  Ravena Siqueira Secretária " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      10/06/2014 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.011 \nDISTRITO FEDERAL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     EUDE CARVALHO DE LIMA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ULISSES BORGES DE RESENDE\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     UNIÃO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n    </p>\n    <p>\n     E  M  E  N  T  A:\n     <b>\n      RECURSO  ORDINÁRIO\n     </b>\n     EM  MANDADO \nDE  SEGURANÇA  –\n     <b>\n      ANULAÇÃO\n     </b>\n     ,  PELA  PORTARIA \nINTERMINISTERIAL Nº  423/2002,\n     <b>\n      DE\n     </b>\n     <b>\n      ANISTIA\n     </b>\n     CONCEDIDA COM \nBASE NA LEI\n     <b>\n     </b>\n     Nº 8.878/94 –\n     <b>\n      ALEGADA CONSUMAÇÃO\n     </b>\n     DE PRAZO \nDECADENCIAL (\n     <b>\n      LEI Nº 9.784/99\n     </b>\n     ,  ART.  54)  –\n     <b>\n      NÃO\n     </b>\n     <b>\n      OCORRÊNCIA\n     </b>\n     –\n     <b>\n      RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     A C Ó R D Ã O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Vistos\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      relatados\n     </b>\n     e\n     <b>\n      discutidos\n     </b>\n     estes autos,\n     <b>\n      acordam\n     </b>\n     os Ministros do \nSupremo Tribunal  Federal,\n     <b>\n      em Segunda  Turma\n     </b>\n     ,  sob  a  Presidência  do \nMinistro Teori Zavascki,  na conformidade da ata de julgamentos e das \nnotas taquigráficas,\n     <b>\n      por unanimidade\n     </b>\n     de votos,\n     <b>\n      em negar provimento\n     </b>\n     ao \nagravo  regimental,\n     <b>\n      nos  termos\n     </b>\n     do  voto  do  Relator.  Não  participou, \njustificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 10 de junho de 2014.\n    </p>\n    <p>\n     CELSO DE MELLO – RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6227976.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      10/06/2014 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.011 \nDISTRITO FEDERAL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     EUDE CARVALHO DE LIMA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ULISSES BORGES DE RESENDE\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     UNIÃO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator):\n     </b>\n     Trata-se \nde\n     <b>\n     </b>\n     recurso de  agravo interposto\n     <b>\n      contra\n     </b>\n     decisão  que,\n     <i>\n      por  mim proferida\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      negou provimento\n     </b>\n     ao  recurso  ordinário  deduzido em face de acórdão\n     <b>\n      denegatório\n     </b>\n     de mandado de segurança,\n     <b>\n      emanado\n     </b>\n     do E. Superior Tribunal \nde Justiça.\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Como já tive o ensejo de destacar\n     </i>\n     <b>\n      quando da prolação\n     </b>\n     da decisão ora \nagravada,  o  acórdão  objeto  do  presente  recurso  ordinário\n     <b>\n      acha-se \nconsubstanciado\n     </b>\n     em julgamento assim ementado (fls. 318):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       ADMINISTRATIVO.  MANDADO  DE  SEGURANÇA.  \nPRELIMINARES  DE  ILEGITIMIDADE  PASSIVA  E  \nINCOMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA  \nPARA  A  APRECIAÇÃO  DO  ‘MANDAMUS’  REJEITADAS.  \nSÚMULA  N.º  177  DESTA  CORTE.  NÃO-INCIDÊNCIA.  \nANISTIA.  REINTEGRAÇÃO.  ART.  54  DA  LEI  N.º  9.784/91.  \nDECADÊNCIA  ADMINISTRATIVA  NÃO  CONFIGURADA.  \nART. 13 DO DECRETO N.º 3.363/2000. PRORROGAÇÃO DO  \nPRAZO. VALIDADE\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       1\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .\n      <b>\n       Conforme  já  decidido  por  este  Superior  Tribunal  de  \nJustiça\n      </b>\n      ,  a  Portaria  Interministerial  que  determina  a  anulação  de  \ndecisão da Subcomissão Setorial  concessiva de anistia não constitui  \nato  praticado  por  órgão  colegiado,  mas  sim  pelas  Autoridades\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6227977.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RMS 28011 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Impetradas  em  conjunto,  em  razão  das  conclusões  obtidas  pela  \nComissão  Interministerial,  nos  termos  do  art.  3.º  do  \nDecreto n.º 3.363/2000. Por essa razão, resta afastada a aplicação da  \nSúmula n.º 177 desta Corte. Precedente.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       2\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .\n      <b>\n       Cabendo  às  Autoridades  Impetradas\n      </b>\n      ,  por  força  de  \nDecreto  (n.º  3.363/00),  o  ônus  de  decidir  sobre  os  atos  de  revisão  \noriginados de órgão colegiado, descabe falar em ilegitimidade passiva  \npara o ‘mandamus’.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       3\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .\n      <b>\n       A  Portaria  Ministerial  que  determina\n      </b>\n      ,  nos  termos  da  \nprevisão contida no art. 13 do Decreto n.º 3.363/2000, a prorrogação  \ndo prazo de que trata o mencionado dispositivo, há de ser considerada  \nválida,  uma  vez  que  não  extrapola  as  determinações  do  ato  que  \nregulamenta. Precedente.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       4\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .\n      <b>\n       A  Administração  Pública\n      </b>\n      ,  consoante  o  art.  54  da  \nLei  n.º  9.784/99,  tem  o  prazo  de  5  (cinco)  anos  para  anular  ato  \nadministrativo  gerador  de  efeitos  favoráveis  para  os  destinatários,  \nsalvo se comprovada má-fé.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       5\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .\n      <b>\n       O art. 54 da Lei n.º 9.784/99 tem aplicação a partir de  \nsua  vigência\n      </b>\n      ,  não  alcançando  os  atos  administrativos  praticados  \nanteriormente.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       6\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .\n      <b>\n       Na  hipótese  dos  autos\n      </b>\n      ,  a  Portaria  tida  por  ilegal  pela  \nAdministração Pública – Portaria n.º 170 – foi publicada no D.O.U.  \nde 21 de outubro de 1994.\n      <b>\n       Desse modo\n      </b>\n      , o prazo qüinqüenal para a  \nanulação desse ato começa a contar da vigência da Lei n.º 9.784/99,  \nrazão pela qual não resta configurada a decadência. Precedentes.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       7\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .\n      <b>\n       Segurança denegada\n      </b>\n      .\n      <b>\n       Cassada a liminar\n      </b>\n      .\n     </i>\n     ”\n(\n     <b>\n      MS 8.741/DF\n     </b>\n     , Rel. Min. LAURITA VAZ –\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     A parte ora agravante\n     <b>\n      alegou\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      em síntese\n     </i>\n     ,  no recurso ordinário em \nquestão,\n     <b>\n      para efeito\n     </b>\n     <i>\n      da pretendida reforma\n     </i>\n     da decisão emanada daquela \nAlta Corte judiciária, que “\n     <i>\n      (...) a tese adotada pelo v. Acórdão recorrido no  \nsentido de  que  o  prazo decadencial  previsto  no  artigo  54 da Lei  nº  9.784/99  \nsomente poderia ser contado a partir da sua vigência,  não alcançando os atos  \npraticados anteriormente à sua edição não pode prevalecer, uma vez que não há  \nque se falar em direito adquirido da Administração Pública de rever os seus atos  \na qualquer momento\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      fls. 354\n     </b>\n     )\n     <i>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6227977.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      10/06/2014 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.011 \nDISTRITO FEDERAL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO –  (Relator):\n     </b>\n     O  ato \ndecisório  ora  impugnado  mostra-se  juridicamente\n     <b>\n      irrepreensível\n     </b>\n     , \ndevendo\n     <b>\n      subsistir\n     </b>\n     , por isso mesmo, em sua integralidade.\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Com  efeito\n     </i>\n     ,  tal  como  referido  na  decisão  ora  agravada,\n     <b>\n      acolho\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      integralmente\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      o  substancioso  e fundamentado\n     </b>\n     pronunciamento  do \nMinistério Público Federal,\n     <b>\n      da lavra\n     </b>\n     do ilustre Subprocurador-Geral da \nRepública Dr. RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS,\n     <b>\n      que opinou\n     </b>\n     <i>\n      pelo improvimento\n     </i>\n     do recurso ordinário em mandado de segurança,\n     <b>\n      em \nparecer\n     </b>\n     assim ementado (fls. 386):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      CONSTITUCIONAL.  ADMINISTRATIVO.  RECURSO  \nORDINÁRIO  EM  MANDADO  DE  SEGURANÇA.  \nI  –  ANULAÇÃO DE ANISTIA CONCEDIDA COM BASE NA \nLEI  Nº  8.878/94  A  EMPREGADA  PÚBLICA  DEMITIDA  EM  \n1990. PORTARIA INTERMINISTERIAL N. 423/2002. ALEGADA \nDECADÊNCIA DO  DIREITO  DA ADMINISTRAÇÃO  REVER  \nSEUS  PRÓPRIOS  ATOS.  INAPLICABILIDADE  \nRETROSPECTIVA DO ART. 54, DA LEI 9.784/99. II – PARECER  \nPELO DESPROVIMENTO DO RECURSO.\n     </i>\n     ”\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Ao adotar\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      como razão de decidir\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      os fundamentos\n     </b>\n     em que se apoia a \nmanifestação  da  douta  Procuradoria-Geral  da  República,\n     <b>\n      valho-me\n     </b>\n     da  técnica  da  motivação  “\n     <i>\n      per  relationem\n     </i>\n     ”,\n     <b>\n      cuja  legitimidade \njurídico-constitucional\n     </b>\n     <i>\n      tem sido reconhecida\n     </i>\n     pela  jurisprudência  desta \nSuprema  Corte  (\n     <b>\n      HC 69.438/SP\n     </b>\n     ,  Rel.  Min.  CELSO  DE  MELLO  –\n     <b>\n      HC 69.987/SP\n     </b>\n     , Rel. Min. CELSO DE MELLO,\n     <i>\n      v.g.\n     </i>\n     ).\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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CELSO  DE \nMELLO –\n     <b>\n      ARE 657.355-AgR/SP\n     </b>\n     , Rel. Min. LUIZ FUX –\n     <b>\n      HC 54.513/DF\n     </b>\n     , Rel. \nMin.  MOREIRA  ALVES  –\n     <b>\n      RE\n     </b>\n     <b>\n      585.932-AgR/RJ\n     </b>\n     ,  Rel.  Min.  GILMAR \nMENDES,\n     <i>\n      v.g.\n     </i>\n     ):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       Reveste-se\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      de  plena  legitimidade  jurídico-constitucional\n      <b>\n       a \nutilização\n      </b>\n      ,  pelo  Poder  Judiciário,\n      <b>\n       da técnica\n      </b>\n      da  motivação  ‘per  \nrelationem’,\n      <b>\n       que se mostra compatível\n      </b>\n      com o que dispõe o art. 93,  \nIX, da Constituição da República.\n      <b>\n       A remissão\n      </b>\n      feita pelo magistrado –\n      <b>\n       referindo-se\n      </b>\n      , expressamente,\n      <b>\n       aos fundamentos\n      </b>\n      (de  fato\n      <b>\n       e/ou\n      </b>\n      de  \ndireito) que deram suporte\n      <b>\n       a anterior\n      </b>\n      decisão (\n      <b>\n       ou\n      </b>\n      , então,\n      <b>\n       a pareceres\n      </b>\n      do Ministério Público,\n      <b>\n       ou\n      </b>\n      , ainda,\n      <b>\n       a informações\n      </b>\n      prestadas por órgão  \napontado como coator) –\n      <b>\n       constitui\n      </b>\n      meio apto a promover\n      <b>\n       a formal \nincorporação\n      </b>\n      ,  ao  ato  decisório,\n      <b>\n       da  motivação\n      </b>\n      a  que  o  juiz  se  \nreportou como razão de decidir.\n      <b>\n       Precedentes\n      </b>\n      .\n     </i>\n     ”\n    </p>\n    <p>\n     (\n     <b>\n      AI 825.520-AgR-ED/SP\n     </b>\n     , Rel. Min. CELSO DE MELLO)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Observo\n     </b>\n     ,  de  outro  lado,\n     <i>\n      por  relevante\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      que essa manifestação\n     </b>\n     do \nMinistério Público Federal\n     <b>\n      ajusta-se\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      com absoluta fidelidade\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      no que\n     </b>\n     <b>\n      concerne\n     </b>\n     ao tema de fundo,\n     <b>\n      à diretriz jurisprudencial\n     </b>\n     que o Supremo Tribunal Federal\n     <b>\n      consagrou\n     </b>\n     na  apreciação\n     <b>\n      de  controvérsia\n     </b>\n     <b>\n      idêntica\n     </b>\n     à  ora  em  análise \n(\n     <b>\n      RMS 26.301/DF\n     </b>\n     , Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA –\n     <b>\n      RMS 27.197-AgR/DF\n     </b>\n     , Rel. \nMin.  RICARDO  LEWANDOWSKI  –\n     <b>\n      RMS 27.892/DF\n     </b>\n     ,  Rel.  Min.  ROSA \nWEBER  –\n     <b>\n      RMS 27.998-AgR/DF\n     </b>\n     ,  Rel.  Min.  DIAS  TOFFOLI  –\n     <b>\n      RMS 28.854/DF\n     </b>\n     , Rel. Min. MARCO AURÉLIO,\n     <i>\n      v.g.\n     </i>\n     ):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       RECURSO  ORDINÁRIO  EM  MANDADO  DE  \nSEGURANÇA\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .  ADMINISTRATIVO.\n      <b>\n       ANULAÇÃO \nDAS  ANISTIAS\n      </b>\n      CONCEDIDAS  A  EMPREGADOS  \nPÚBLICOS  COM  BASE  NA\n      <b>\n       LEI  8.878/94\n      </b>\n      .\n      <b>\n       PORTARIA \nINTERMINISTERIAL  N.  372/2002\n      </b>\n      .\n      <b>\n       NÃO  CONFIGURAÇÃO\n      </b>\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6227978.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RMS 28011 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      DE DECADÊNCIA.\n      <b>\n       ART.  54\n      </b>\n      DA LEI  9.784/99.\n      <b>\n       LEGALIDADE \nDO  DECRETO  N.  3.363/2000\n      </b>\n      .  PRINCÍPIOS  DO  DEVIDO  \nPROCESSO  LEGAL,  DO  CONTRADITÓRIO  E  DA  AMPLA \nDEFESA QUANTO AOS SUBSTITUÍDOS NÃO ALCANÇADOS  \nPELO  ACÓRDÃO  RECORRIDO.\n      <b>\n       IMPOSSIBILIDADE  DE \nDILAÇÃO PROBATÓRIA\n      </b>\n      EM MANDADO DE SEGURANÇA.  \nRECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO  \nQUAL SE\n      <b>\n       NEGA PROVIMENTO\n      </b>\n      .\n     </i>\n     ”\n    </p>\n    <p>\n     (\n     <b>\n      RMS 26.235/DF\n     </b>\n     , Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA –\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Sendo assim\n     </b>\n     ,  tendo  em  consideração  as  razões  expostas,\n     <b>\n      e \nacolhendo\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      ainda\n     </i>\n     ,  o\n     <b>\n      parecer\n     </b>\n     da douta Procuradoria-Geral da República,\n     <b>\n      nego provimento\n     </b>\n     ao presente recurso de agravo.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      É o meu voto\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6227978.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 10/06/2014\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.011\n     </b>\n     PROCED. : DISTRITO FEDERAL\n     <b>\n      RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\n     </b>\n     AGTE.(S) : EUDE CARVALHO DE LIMA\nADV.(A/S) : ULISSES BORGES DE RESENDE\nAGDO.(A/S) : UNIÃO\nADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     :  A  Turma,  por  votação  unânime,  negou  provimento  ao \nagravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, \njustificadamente,  deste  julgamento,  o  Senhor  Ministro  Gilmar \nMendes.\n     <b>\n      2ª Turma\n     </b>\n     , 10.06.2014.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à \nsessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, \nRicardo Lewandowski e Cármen Lúcia.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocuradora-Geral  da  República,  Dra.  Cláudia  Sampaio \nMarques.\n    </p>\n    <p>\n     Ravena Siqueira\nSecretária\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6251691\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "10/06/2014 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.011 \n", "DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\n", "AGTE.(S) :EUDE CARVALHO DE LIMA \n", "ADV.(A/S) :ULISSES BORGES DE RESENDE \n", "AGDO.(A/S) :UNIÃO \n", "ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO \n", "E  M  E  N  T  A:  RECURSO  ORDINÁRIO EM  MANDADO \n", "DE  SEGURANÇA  –  ANULAÇÃO,  PELA  PORTARIA \n", "INTERMINISTERIAL Nº  423/2002,  DE ANISTIA CONCEDIDA COM \n", "BASE NA LEI Nº 8.878/94 –  ALEGADA CONSUMAÇÃO  DE PRAZO \n", "DECADENCIAL (LEI Nº 9.784/99,  ART.  54)  –  NÃO OCORRÊNCIA – \n", "RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos,  relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \n", "Supremo Tribunal  Federal,  em Segunda  Turma,  sob  a  Presidência  do \n", "Ministro Teori Zavascki,  na conformidade da ata de julgamentos e das \n", "notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao \n", "agravo  regimental,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  Não  participou, \n", "justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.\n", "Brasília, 10 de junho de 2014.\n", "CELSO DE MELLO – RELATOR\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6227976.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8\n", "Relatório\n", "10/06/2014 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.011 \n", "DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\n", "AGTE.(S) :EUDE CARVALHO DE LIMA \n", "ADV.(A/S) :ULISSES BORGES DE RESENDE \n", "AGDO.(A/S) :UNIÃO \n", "ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se \n", "de recurso de  agravo interposto  contra decisão  que,  por  mim proferida, \n", "negou provimento ao  recurso  ordinário  deduzido em face de acórdão \n", "denegatório de mandado de segurança, emanado do E. Superior Tribunal \n", "de Justiça.\n", "Como já tive o ensejo de destacar quando da prolação  da decisão ora \n", "agravada,  o  acórdão  objeto  do  presente  recurso  ordinário  acha-se \n", "consubstanciado em julgamento assim ementado (fls. 318):\n", "“ADMINISTRATIVO.  MANDADO  DE  SEGURANÇA.  \n", "PRELIMINARES  DE  ILEGITIMIDADE  PASSIVA  E  \n", "INCOMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA  \n", "PARA  A  APRECIAÇÃO  DO  ‘MANDAMUS’  REJEITADAS.  \n", "SÚMULA  N.º  177  DESTA  CORTE.  NÃO-INCIDÊNCIA.  \n", "ANISTIA.  REINTEGRAÇÃO.  ART.  54  DA  LEI  N.º  9.784/91.  \n", "DECADÊNCIA  ADMINISTRATIVA  NÃO  CONFIGURADA.  \n", "ART. 13 DO DECRETO N.º 3.363/2000. PRORROGAÇÃO DO  \n", "PRAZO. VALIDADE.\n", "1.  Conforme  já  decidido  por  este  Superior  Tribunal  de  \n", "Justiça,  a  Portaria  Interministerial  que  determina  a  anulação  de  \n", "decisão da Subcomissão Setorial  concessiva de anistia não constitui  \n", "ato  praticado  por  órgão  colegiado,  mas  sim  pelas  Autoridades  \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6227977.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8\n", "Relatório\n", "RMS 28011 AGR / DF \n", "Impetradas  em  conjunto,  em  razão  das  conclusões  obtidas  pela  \n", "Comissão  Interministerial,  nos  termos  do  art.  3.º  do  \n", "Decreto n.º 3.363/2000. Por essa razão, resta afastada a aplicação da  \n", "Súmula n.º 177 desta Corte. Precedente.\n", "2.  Cabendo  às  Autoridades  Impetradas,  por  força  de  \n", "Decreto  (n.º  3.363/00),  o  ônus  de  decidir  sobre  os  atos  de  revisão  \n", "originados de órgão colegiado, descabe falar em ilegitimidade passiva  \n", "para o ‘mandamus’.\n", "3.  A  Portaria  Ministerial  que  determina,  nos  termos  da  \n", "previsão contida no art. 13 do Decreto n.º 3.363/2000, a prorrogação  \n", "do prazo de que trata o mencionado dispositivo, há de ser considerada  \n", "válida,  uma  vez  que  não  extrapola  as  determinações  do  ato  que  \n", "regulamenta. Precedente.\n", "4.  A  Administração  Pública,  consoante  o  art.  54  da  \n", "Lei  n.º  9.784/99,  tem  o  prazo  de  5  (cinco)  anos  para  anular  ato  \n", "administrativo  gerador  de  efeitos  favoráveis  para  os  destinatários,  \n", "salvo se comprovada má-fé.\n", "5.  O art. 54 da Lei n.º 9.784/99 tem aplicação a partir de  \n", "sua  vigência,  não  alcançando  os  atos  administrativos  praticados  \n", "anteriormente.\n", "6.  Na  hipótese  dos  autos,  a  Portaria  tida  por  ilegal  pela  \n", "Administração Pública – Portaria n.º 170 – foi publicada no D.O.U.  \n", "de 21 de outubro de 1994.  Desse modo, o prazo qüinqüenal para a  \n", "anulação desse ato começa a contar da vigência da Lei n.º 9.784/99,  \n", "razão pela qual não resta configurada a decadência. Precedentes.\n", "7. Segurança denegada. Cassada a liminar.”\n", "(MS 8.741/DF, Rel. Min. LAURITA VAZ – grifei)\n", "A parte ora agravante  alegou,  em síntese,  no recurso ordinário em \n", "questão,  para efeito da pretendida reforma da decisão emanada daquela \n", "Alta Corte judiciária, que “(...) a tese adotada pelo v. Acórdão recorrido no  \n", "sentido de  que  o  prazo decadencial  previsto  no  artigo  54 da Lei  nº  9.784/99  \n", "somente poderia ser contado a partir da sua vigência,  não alcançando os atos  \n", "praticados anteriormente à sua edição não pode prevalecer, uma vez que não há  \n", "que se falar em direito adquirido da Administração Pública de rever os seus atos  \n", "a qualquer momento” (fls. 354).\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6227977.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8\n", "Relatório\n", "RMS 28011 AGR / DF \n", "O Ministério Público Federal,  em promoção da lavra do eminente \n", "Subprocurador-Geral da República Dr.  RODRIGO JANOT MONTEIRO \n", "DE  BARROS,  opinou pelo improvimento do  recurso  ordinário  em \n", "referência.\n", "Com fundamento nos  poderes  de que dispõe o  Ministro  Relator \n", "(RTJ 139/53 – RTJ 168/174-175) e tendo em consideração a jurisprudência \n", "firmada pelo  Supremo  Tribunal  Federal  sobre  a  matéria  versada \n", "nesta  causa,  neguei provimento ao  mencionado  recurso  ordinário \n", "(fls. 394/401).\n", "Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe \n", "o presente recurso, postulando o provimento do recurso ordinário que \n", "deduziu (fls. 409/414).\n", "Por não me convencer das razões expostas,  submeto à apreciação \n", "desta colenda Turma este recurso de agravo.\n", "É o relatório.\n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6227977.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "10/06/2014 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.011 \n", "DISTRITO FEDERAL\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO –  (Relator): O  ato \n", "decisório  ora  impugnado  mostra-se  juridicamente  irrepreensível, \n", "devendo subsistir, por isso mesmo, em sua integralidade.\n", "Com  efeito,  tal  como  referido  na  decisão  ora  agravada,  acolho, \n", "integralmente,  o  substancioso  e fundamentado pronunciamento  do \n", "Ministério Público Federal,  da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da \n", "República Dr. RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS, que opinou \n", "pelo improvimento do recurso ordinário em mandado de segurança,  em \n", "parecer assim ementado (fls. 386):\n", "“CONSTITUCIONAL.  ADMINISTRATIVO.  RECURSO  \n", "ORDINÁRIO  EM  MANDADO  DE  SEGURANÇA.  \n", "I  –  ANULAÇÃO DE ANISTIA CONCEDIDA COM BASE NA \n", "LEI  Nº  8.878/94  A  EMPREGADA  PÚBLICA  DEMITIDA  EM  \n", "1990. PORTARIA INTERMINISTERIAL N. 423/2002. ALEGADA \n", "DECADÊNCIA DO  DIREITO  DA ADMINISTRAÇÃO  REVER  \n", "SEUS  PRÓPRIOS  ATOS.  INAPLICABILIDADE  \n", "RETROSPECTIVA DO ART. 54, DA LEI 9.784/99. II – PARECER  \n", "PELO DESPROVIMENTO DO RECURSO.”\n", "Ao adotar,  como razão de decidir,  os fundamentos em que se apoia a \n", "manifestação  da  douta  Procuradoria-Geral  da  República,  valho-me \n", "da  técnica  da  motivação  “per  relationem”,  cuja  legitimidade \n", "jurídico-constitucional tem sido reconhecida pela  jurisprudência  desta \n", "Suprema  Corte  (HC 69.438/SP,  Rel.  Min.  CELSO  DE  MELLO  – \n", "HC 69.987/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.).\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6227978.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "RMS 28011 AGR / DF \n", "Com efeito,  o  Supremo  Tribunal  Federal,  pronunciando-se  a \n", "propósito da técnica da motivação por referência ou por remissão, \n", "reconheceu-a compatível com  o  que  dispõe  o  art.  93,  inciso  IX,  da \n", "Constituição  da  República  (AI 734.689-AgR/DF,  Rel.  Min.  CELSO  DE \n", "MELLO – ARE 657.355-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 54.513/DF, Rel. \n", "Min.  MOREIRA  ALVES  –  RE 585.932-AgR/RJ,  Rel.  Min.  GILMAR \n", "MENDES, v.g.):\n", "“Reveste-se de  plena  legitimidade  jurídico-constitucional  a \n", "utilização,  pelo  Poder  Judiciário,  da técnica da  motivação  ‘per  \n", "relationem’,  que se mostra compatível com o que dispõe o art. 93,  \n", "IX, da Constituição da República. A remissão feita pelo magistrado – \n", "referindo-se, expressamente,  aos fundamentos (de  fato  e/ou de  \n", "direito) que deram suporte a anterior decisão (ou, então, a pareceres \n", "do Ministério Público, ou, ainda, a informações prestadas por órgão  \n", "apontado como coator) –  constitui  meio apto a promover  a formal \n", "incorporação,  ao  ato  decisório,  da  motivação  a  que  o  juiz  se  \n", "reportou como razão de decidir. Precedentes.”\n", "(AI 825.520-AgR-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO)\n", "Observo,  de  outro  lado,  por  relevante,  que essa manifestação do \n", "Ministério Público Federal ajusta-se, com absoluta fidelidade, no que concerne \n", "ao tema de fundo, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal \n", "consagrou na  apreciação  de  controvérsia idêntica à  ora  em  análise \n", "(RMS 26.301/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RMS 27.197-AgR/DF, Rel. \n", "Min.  RICARDO  LEWANDOWSKI  –  RMS 27.892/DF,  Rel.  Min.  ROSA \n", "WEBER  –  RMS 27.998-AgR/DF,  Rel.  Min.  DIAS  TOFFOLI  – \n", "RMS 28.854/DF, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, v.g.):\n", "“RECURSO  ORDINÁRIO  EM  MANDADO  DE  \n", "SEGURANÇA.  ADMINISTRATIVO.  ANULAÇÃO \n", "DAS  ANISTIAS  CONCEDIDAS  A  EMPREGADOS  \n", "PÚBLICOS  COM  BASE  NA  LEI  8.878/94.  PORTARIA \n", "INTERMINISTERIAL  N.  372/2002.  NÃO  CONFIGURAÇÃO  \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6227978.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "RMS 28011 AGR / DF \n", "DE DECADÊNCIA.  ART.  54  DA LEI  9.784/99.  LEGALIDADE \n", "DO  DECRETO  N.  3.363/2000.  PRINCÍPIOS  DO  DEVIDO  \n", "PROCESSO  LEGAL,  DO  CONTRADITÓRIO  E  DA  AMPLA \n", "DEFESA QUANTO AOS SUBSTITUÍDOS NÃO ALCANÇADOS  \n", "PELO  ACÓRDÃO  RECORRIDO.  IMPOSSIBILIDADE  DE \n", "DILAÇÃO PROBATÓRIA EM MANDADO DE SEGURANÇA.  \n", "RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO  \n", "QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”\n", "(RMS 26.235/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei)\n", "Sendo assim,  tendo  em  consideração  as  razões  expostas,  e \n", "acolhendo,  ainda,  o  parecer da douta Procuradoria-Geral da República, \n", "nego provimento ao presente recurso de agravo.\n", "É o meu voto.\n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6227978.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8\n", "Extrato de Ata - 10/06/2014\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.011\n", "PROCED. : DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\n", "AGTE.(S) : EUDE CARVALHO DE LIMA\n", "ADV.(A/S) : ULISSES BORGES DE RESENDE\n", "AGDO.(A/S) : UNIÃO\n", "ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n", "Decisão:  A  Turma,  por  votação  unânime,  negou  provimento  ao \n", "agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, \n", "justificadamente,  deste  julgamento,  o  Senhor  Ministro  Gilmar \n", "Mendes. 2ª Turma, 10.06.2014.\n", "Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à \n", "sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, \n", "Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia.\n", "Subprocuradora-Geral  da  República,  Dra.  Cláudia  Sampaio \n", "Marques.\n", "Ravena Siqueira\n", "Secretária\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6251691\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8\n" ], "numero" : "28011", "partes" : [ { "nome" : "MIN. CELSO DE MELLO", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "EUDE CARVALHO DE LIMA", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "UNIÃO", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. CELSO DE MELLO", "texto" : "O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se  de recurso de  agravo interposto  contra decisão  que,  por  mim proferida,  negou provimento ao  recurso  ordinário  deduzido em face de acórdão  denegatório de mandado de segurança, emanado do E. Superior Tribunal  de Justiça.  Como já tive o ensejo de destacar quando da prolação  da decisão ora  agravada,  o  acórdão  objeto  do  presente  recurso  ordinário  acha-se  consubstanciado em julgamento assim ementado (fls. 318):  “ADMINISTRATIVO.  MANDADO  DE  SEGURANÇA.   PRELIMINARES  DE  ILEGITIMIDADE  PASSIVA  E   INCOMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA   PARA  A  APRECIAÇÃO  DO  ‘MANDAMUS’  REJEITADAS.   SÚMULA  N.º  177  DESTA  CORTE.  NÃO-INCIDÊNCIA.   ANISTIA.  REINTEGRAÇÃO.  ART.  54  DA  LEI  N.º  9.784/91.   DECADÊNCIA  ADMINISTRATIVA  NÃO  CONFIGURADA.   ART. 13 DO DECRETO N.º 3.363/2000. PRORROGAÇÃO DO   PRAZO. VALIDADE.  1.  Conforme  já  decidido  por  este  Superior  Tribunal  de   Justiça,  a  Portaria  Interministerial  que  determina  a  anulação  de   decisão da Subcomissão Setorial  concessiva de anistia não constitui   ato  praticado  por  órgão  colegiado,  mas  sim  pelas  Autoridades      Impetradas  em  conjunto,  em  razão  das  conclusões  obtidas  pela   Comissão  Interministerial,  nos  termos  do  art.  3.º  do   Decreto n.º 3.363/2000. Por essa razão, resta afastada a aplicação da   Súmula n.º 177 desta Corte. Precedente.  2.  Cabendo  às  Autoridades  Impetradas,  por  força  de   Decreto  (n.º  3.363/00),  o  ônus  de  decidir  sobre  os  atos  de  revisão   originados de órgão colegiado, descabe falar em ilegitimidade passiva   para o ‘mandamus’.  3.  A  Portaria  Ministerial  que  determina,  nos  termos  da   previsão contida no art. 13 do Decreto n.º 3.363/2000, a prorrogação   do prazo de que trata o mencionado dispositivo, há de ser considerada   válida,  uma  vez  que  não  extrapola  as  determinações  do  ato  que   regulamenta. Precedente.  4.  A  Administração  Pública,  consoante  o  art.  54  da   Lei  n.º  9.784/99,  tem  o  prazo  de  5  (cinco)  anos  para  anular  ato   administrativo  gerador  de  efeitos  favoráveis  para  os  destinatários,   salvo se comprovada má-fé.  5.  O art. 54 da Lei n.º 9.784/99 tem aplicação a partir de   sua  vigência,  não  alcançando  os  atos  administrativos  praticados   anteriormente.  6.  Na  hipótese  dos  autos,  a  Portaria  tida  por  ilegal  pela   Administração Pública – Portaria n.º 170 – foi publicada no D.O.U.   de 21 de outubro de 1994.  Desse modo, o prazo qüinqüenal para a   anulação desse ato começa a contar da vigência da Lei n.º 9.784/99,   razão pela qual não resta configurada a decadência. Precedentes.  7. Segurança denegada. Cassada a liminar.” (MS 8.741/DF, Rel. Min. LAURITA VAZ – grifei)  A parte ora agravante  alegou,  em síntese,  no recurso ordinário em  questão,  para efeito da pretendida reforma da decisão emanada daquela  Alta Corte judiciária, que “(...) a tese adotada pelo v. Acórdão recorrido no   sentido de  que  o  prazo decadencial  previsto  no  artigo  54 da Lei  nº  9.784/99   somente poderia ser contado a partir da sua vigência,  não alcançando os atos   praticados anteriormente à sua edição não pode prevalecer, uma vez que não há   que se falar em direito adquirido da Administração Pública de rever os seus atos   a qualquer momento” (fls. 354).    O Ministério Público Federal,  em promoção da lavra do eminente  Subprocurador-Geral da República Dr.  RODRIGO JANOT MONTEIRO  DE  BARROS,  opinou pelo improvimento do  recurso  ordinário  em  referência.  Com fundamento nos  poderes  de que dispõe o  Ministro  Relator  (RTJ 139/53 – RTJ 168/174-175) e tendo em consideração a jurisprudência  firmada pelo  Supremo  Tribunal  Federal  sobre  a  matéria  versada  nesta  causa,  neguei provimento ao  mencionado  recurso  ordinário  (fls. 394/401).  Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe  o presente recurso, postulando o provimento do recurso ordinário que  deduziu (fls. 409/414).  Por não me convencer das razões expostas,  submeto à apreciação  desta colenda Turma este recurso de agravo.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO –  (Relator): O  ato  decisório  ora  impugnado  mostra-se  juridicamente  irrepreensível,  devendo subsistir, por isso mesmo, em sua integralidade.  Com  efeito,  tal  como  referido  na  decisão  ora  agravada,  acolho,  integralmente,  o  substancioso  e fundamentado pronunciamento  do  Ministério Público Federal,  da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da  República Dr. RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS, que opinou  pelo improvimento do recurso ordinário em mandado de segurança,  em  parecer assim ementado (fls. 386):  “CONSTITUCIONAL.  ADMINISTRATIVO.  RECURSO   ORDINÁRIO  EM  MANDADO  DE  SEGURANÇA.   I  –  ANULAÇÃO DE ANISTIA CONCEDIDA COM BASE NA  LEI  Nº  8.878/94  A  EMPREGADA  PÚBLICA  DEMITIDA  EM   1990. PORTARIA INTERMINISTERIAL N. 423/2002. ALEGADA  DECADÊNCIA DO  DIREITO  DA ADMINISTRAÇÃO  REVER   SEUS  PRÓPRIOS  ATOS.  INAPLICABILIDADE   RETROSPECTIVA DO ART. 54, DA LEI 9.784/99. II – PARECER   PELO DESPROVIMENTO DO RECURSO.”  Ao adotar,  como razão de decidir,  os fundamentos em que se apoia a  manifestação  da  douta  Procuradoria-Geral  da  República,  valho-me  da  técnica  da  motivação  “per  relationem”,  cuja  legitimidade  jurídico-constitucional tem sido reconhecida pela  jurisprudência  desta  Suprema  Corte  (HC 69.438/SP,  Rel.  Min.  CELSO  DE  MELLO  –  HC 69.987/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.).    Com efeito,  o  Supremo  Tribunal  Federal,  pronunciando-se  a  propósito da técnica da motivação por referência ou por remissão,  reconheceu-a compatível com  o  que  dispõe  o  art.  93,  inciso  IX,  da  Constituição  da  República  (AI 734.689-AgR/DF,  Rel.  Min.  CELSO  DE  MELLO – ARE 657.355-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 54.513/DF, Rel.  Min.  MOREIRA  ALVES  –  RE 585.932-AgR/RJ,  Rel.  Min.  GILMAR  MENDES, v.g.):  “Reveste-se de  plena  legitimidade  jurídico-constitucional  a  utilização,  pelo  Poder  Judiciário,  da técnica da  motivação  ‘per   relationem’,  que se mostra compatível com o que dispõe o art. 93,   IX, da Constituição da República. A remissão feita pelo magistrado –  referindo-se, expressamente,  aos fundamentos (de  fato  e/ou de   direito) que deram suporte a anterior decisão (ou, então, a pareceres  do Ministério Público, ou, ainda, a informações prestadas por órgão   apontado como coator) –  constitui  meio apto a promover  a formal  incorporação,  ao  ato  decisório,  da  motivação  a  que  o  juiz  se   reportou como razão de decidir. Precedentes.”  (AI 825.520-AgR-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO)  Observo,  de  outro  lado,  por  relevante,  que essa manifestação do  Ministério Público Federal ajusta-se, com absoluta fidelidade, no que concerne  ao tema de fundo, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal  consagrou na  apreciação  de  controvérsia idêntica à  ora  em  análise  (RMS 26.301/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RMS 27.197-AgR/DF, Rel.  Min.  RICARDO  LEWANDOWSKI  –  RMS 27.892/DF,  Rel.  Min.  ROSA  WEBER  –  RMS 27.998-AgR/DF,  Rel.  Min.  DIAS  TOFFOLI  –  RMS 28.854/DF, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, v.g.):  “RECURSO  ORDINÁRIO  EM  MANDADO  DE   SEGURANÇA.  ADMINISTRATIVO.  ANULAÇÃO  DAS  ANISTIAS  CONCEDIDAS  A  EMPREGADOS   PÚBLICOS  COM  BASE  NA  LEI  8.878/94.  PORTARIA  INTERMINISTERIAL  N.  372/2002.  NÃO  CONFIGURAÇÃO      DE DECADÊNCIA.  ART.  54  DA LEI  9.784/99.  LEGALIDADE  DO  DECRETO  N.  3.363/2000.  PRINCÍPIOS  DO  DEVIDO   PROCESSO  LEGAL,  DO  CONTRADITÓRIO  E  DA  AMPLA  DEFESA QUANTO AOS SUBSTITUÍDOS NÃO ALCANÇADOS   PELO  ACÓRDÃO  RECORRIDO.  IMPOSSIBILIDADE  DE  DILAÇÃO PROBATÓRIA EM MANDADO DE SEGURANÇA.   RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO   QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”  (RMS 26.235/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei)  Sendo assim,  tendo  em  consideração  as  razões  expostas,  e  acolhendo,  ainda,  o  parecer da douta Procuradoria-Geral da República,  nego provimento ao presente recurso de agravo.  É o meu voto. ", "votante" : "MIN_CELSO_DE_MELLO" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac2b0d251224488758f" }, "acordao" : { "texto" : "A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade  da ata de julgamento virtual de 12 a 19.10.2018, por unanimidade, negou   Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 572 provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator.  Brasília, 22 de outubro de 2018. 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SURGIMENTO  DE  NOVAS  VAGAS  DURANTE  O  PRAZO  DE  VALIDADE  DO  CERTAME.  LEI  10.842/2004.  RESOLUÇÃO  21.832/2004  DO  TRIBUNAL  SUPERIOR  ELEITORAL.  PRECEDENTES.  INOVAÇÃO  RECURSAL.  IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.   " }, "extratoata" : { "texto" : "SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.218 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MELISSA FORMIGHIERI DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO (16601/PR) ADV.(A/S) : ADRIANA DA COSTA RICARDO SCHIER (27589/PR) ADV.(A/S) : MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO (25341/DF) INTDO.(A/S) : ADILSON SEVERINO DA SILVA INTDO.(A/S) : ANA CAROLINA MOLINARI INTDO.(A/S) : FELIPE DE SOUZA INTDO.(A/S) : JARDELINA PILONETO LIMA HOEFEL INTDO.(A/S) : MARIUCHA LOURENÇO SANTOS DE SOUZA INTDO.(A/S) : MATEUS OLIVEIRA DE CASTRO INTDO.(A/S) : PRISCILLA MENDES PEREIRA INTDO.(A/S) : RAFAEL SPONHOLZ FARHAT INTDO.(A/S) : VITOR HUGO PIRES INTDO.(A/S) : YNA BARBOSA HONDA E SOUSA ADV.(A/S) : RAFAEL DA CAS MAFFINI (25953/DF, 44404/RS) E  OUTRO(A/S)  Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo,  nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de  12.10.2018 a 19.10.2018.    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LUIZ FUX\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     UNIÃO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MELISSA FORMIGHIERI DE SOUZA E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ADRIANA DA COSTA RICARDO SCHIER\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     ADILSON SEVERINO DA SILVA\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     ANA CAROLINA MOLINARI\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     FELIPE DE SOUZA\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     JARDELINA PILONETO LIMA HOEFEL\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     MARIUCHA LOURENÇO SANTOS DE SOUZA\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     MATEUS OLIVEIRA DE CASTRO\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     PRISCILLA MENDES PEREIRA\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     RAFAEL SPONHOLZ FARHAT\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     VITOR HUGO PIRES\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     YNA BARBOSA HONDA E SOUSA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     RAFAEL DA CAS MAFFINI E OUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA:  SEGUNDO  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO.  ADMINISTRATIVO.  CONCURSO  PÚBLICO. \nDIREITO  SUBJETIVO  À  NOMEAÇÃO  DE  CANDIDATOS \nAPROVADOS  ALÉM  DO  NÚMERO  DE  VAGAS  PREVISTAS  NO \nEDITAL  DE  CONCURSO  PÚBLICO.  SURGIMENTO  DE  NOVAS \nVAGAS  DURANTE  O  PRAZO  DE  VALIDADE  DO  CERTAME.  LEI \n10.842/2004.  RESOLUÇÃO  21.832/2004  DO  TRIBUNAL  SUPERIOR \nELEITORAL.  PRECEDENTES.  INOVAÇÃO  RECURSAL. \nIMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade \nda ata de julgamento virtual de 12 a 19.10.2018, por unanimidade, negou\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 170A-3678-6821-CC3C e senha 1BF8-5E9E-3A52-B976\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 572\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 597218 AGR-SEGUNDO / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. \nBrasília, 22 de outubro de 2018.\nMinistro\n     <b>\n      LUIZ FUX - RELATOR\n     </b>\n     <i>\n      Documento assinado digitalmente\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 170A-3678-6821-CC3C e senha 1BF8-5E9E-3A52-B976\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 573\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      22/10/2018 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.218 PARANÁ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     UNIÃO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MELISSA FORMIGHIERI DE SOUZA E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ADRIANA DA COSTA RICARDO SCHIER\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     ADILSON SEVERINO DA SILVA\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     ANA CAROLINA MOLINARI\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     FELIPE DE SOUZA\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     JARDELINA PILONETO LIMA HOEFEL\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     MARIUCHA LOURENÇO SANTOS DE SOUZA\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     MATEUS OLIVEIRA DE CASTRO\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     PRISCILLA MENDES PEREIRA\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     RAFAEL SPONHOLZ FARHAT\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     VITOR HUGO PIRES\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     YNA BARBOSA HONDA E SOUSA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     RAFAEL DA CAS MAFFINI E OUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      R E L A T Ó R I O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):\n     </b>\n     Trata-se  de  agravo \nregimental interposto pela UNIÃO contra decisão que prolatei, publicada \nem 17/10/2012, assim ementada,\n     <i>\n      in\n     </i>\n     <i>\n      verbis:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      ADMINISTRATIVO  E  CONSTITUCIONAL.  RECURSO  \nEXTRAORDINÁRIO.  REPERCUSSÃO  GERAL  PRESUMIDA.  \nARTIGO  323,  §  1º,  DO  RISTF.  CONCURSO  PÚBLICO.  \nCRIAÇÃO  DE  NOVAS  VAGAS  DURANTE  O  PRAZO  DE  \nVIGÊNCIA  DO  CERTAME.  CANDIDATOS  APROVADOS.  \nDIREITO  SUBJETIVO  À  NOMEAÇÃO,  RESPEITADA  A \nORDEM  CLASSIFICATÓRIA.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C0B-8A95-9908-4801 e senha F88E-D394-3EC3-BC5F\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 574\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 597218 AGR-SEGUNDO / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      DA UNIÃO A QUE SE DÁ PROVIMENTO.\n1.  A repercussão  geral  é  presumida  quando  o  recurso  versar\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      questão cuja repercussão já houver sido reconhecida pelo Tribunal, ou  \nquando  impugnar  decisão  contrária  a  súmula  ou  a  jurisprudência  \ndominante desta Corte (artigo 323, § 1º, do RISTF ).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      2.  ‘Os candidatos aprovados  em concurso público têm direito  \nsubjetivo  à  nomeação  para  a  posse  que vier  a  ser  dada  nos  cargos  \nvagos existentes ou nos que vierem a vagar no prazo de validade do  \nconcurso. A recusa da Administração Pública em prover cargos vagos  \nquando existentes candidatos aprovados em concurso público deve ser  \nmotivada,  e  esta  motivação  é  suscetível  de  apreciação  pelo  Poder  \nJudiciário’ (RE 227.480, Primeira Turma, Relatora para o acórdão a  \nMinistra  Cármen  Lúcia,  DJ  de  21.08.09).  No  mesmo  sentido:  RE  \n581.113,  Primeira  Turma,  Relator  o  Ministro  Dias  Toffoli,  Dj  de  \n31.05.11  e  RMS  24.119,  Segunda  Turma,  Relator  o  Ministro  \nMaurício Corrêa, DJ de 14.06.02.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      3.\n     </i>\n     In casu\n     <i>\n      , o acórdão originalmente recorrido assentou:\n‘\n     </i>\n     CONCURSO  PÚBLICO.  DIREITO  SUBJETIVO  À\n    </p>\n    <p>\n     NOMEAÇÃO EM RAZÃO DA CRIAÇÃO DE CARGOS POR \nLEI.  INOCORRÊNCIA.  OPORTUNIDADE  E \nCONVENIÊNCIA.\n    </p>\n    <p>\n     1.  A  aprovação  em  concurso  público  não  gera  direito \nsubjetivo  à  nomeação,  senão  mera  expectativa  de  direito. \nManifestada,  porém,  de  forma  inequívoca,  a  necessidade,  a \nconveniência e a intenção de provimento do cargo, no prazo de \nvalidade  do  certame,  surge  para  o  candidato  classificado  o \ndireito à nomeação.\n    </p>\n    <p>\n     2.  Ainda  que  a  Lei  n.  10.842/2004  tenha  criado  novos \ncargos a serem preenchidos nas Zonas Eleitorais submetidas ao \nTribunal Regional Eleitoral do Paraná, a só criação dos novos \ncargos não significa que a Administração tivesse que realizar, \nde imediato, o preenchimento destas vagas. A escolha quanto \nao momento da nomeação de novos servidores se submete ao \njuízo de oportunidade e conveniência do órgão público.\n    </p>\n    <p>\n     3. Apelo a que se nega provimento.\n     <i>\n      ’\n4.  Decisão  de  fls.  428/429  tornada  sem  efeito  e  recurso\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C0B-8A95-9908-4801 e senha F88E-D394-3EC3-BC5F\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 575\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 597218 AGR-SEGUNDO / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      extraordinário provido para determinar sejam os agravantes nomeados  \nnos  cargos  para  os  quais  foram  aprovados  no  concurso  público  \nrealizado  pelo  Tribunal  Regional  Eleitoral  do  Estado  do  Paraná,  \nrespeitada a ordem classificatória.\n     </i>\n     ” (fls. 483-485)\n    </p>\n    <p>\n     Inconformada  com  a  decisão\n     <i>\n      supra\n     </i>\n     ,  a  parte  agravante  interpõe  o \npresente recurso, alegando, em síntese:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      De início, a União destaca que, para dar provimento ao recurso  \nextraordinário das candidatas,  é necessário superar as premissas de  \níndole infraconstitucional assentadas no acórdão recorrido, porquanto  \neste  se  limitou  a  considerar  que  a  Lei  nº  10.842/2004  não  seria  \nautoaplicável, nos termos do seu art. 5º.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      (...)\nDe  fato,  deixou  o  legislador,  a  cargo  do  Tribunal  Superior\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Eleitoral,  a  decisão discricionária  de  definir  a  proporção  segundo a  \nqual alocaria os novos cargos para cada Tribunal Regional Eleitoral  \ndurante os anos de 2004, 2005 e 2006, bem corno a divisão dos cargos  \nde analista entre as áreas judiciária e administrativa.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      E  a  regulamentação  veio  com  a  publicação  da  Resolução  nº  \n21.832 em 10 de  julho de 2004 (cópia do Diário  Oficial  da União  \nanexa).  Tal  resolução,  corno  se  verifica,  aprovou instruções  para  a  \naplicação da Lei nº 10.482/2004.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      O resultado final do concurso, conforme informado acima, foi  \nhomologado em 28 de junho de 2002, tendo o seu prazo de validade  \nexpirado em 28 de junho de 2004. A Resolução do TSE foi publicada  \nem 1º de julho de 2004. Assim, as vagas só foram efetivamente criadas  \nnesta data, posterior à expiração da data de validade do certame.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      (...)\nCaso esse STF considere que as vagas foram de fato criadas pela\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Lei nº 10.842/2004, portanto, dentro do prazo de validade do concurso  \nem que as recorrentes foram aprovadas, o que se admite apenas por  \nhipótese  argumentativa,  ainda assim deve-se observar que,  das 206  \nvagas previstas na lei, apenas 40 foram, de fato, destinadas ao cargo  \npara o qual as requerentes foram aprovadas.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      (...)\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C0B-8A95-9908-4801 e senha F88E-D394-3EC3-BC5F\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 576\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 597218 AGR-SEGUNDO / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Desse  modo,  verifica-se  que  Helena  do  Rocio  Caseli  Fuzon e  \nEvelise Slongo Dudziak não têm direito à nomeação no referido cargo,  \ntendo em vista que classificadas muito além das vagas existentes para  \no  cargo  de  analista  judiciário  -  área  administrativa,  no  prazo  de  \nvalidade do concurso.\n     </i>\n     ” (fls. 498, 502, 504 e 506)\n    </p>\n    <p>\n     A parte agravada, instada a se manifestar, requereu o desprovimento \ndo agravo regimental (fls. 532-541).\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C0B-8A95-9908-4801 e senha F88E-D394-3EC3-BC5F\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 577\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      22/10/2018 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.218 PARANÁ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      V O T O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):\n     </b>\n     A presente irresignação \nnão merece prosperar.\n    </p>\n    <p>\n     Em  que  pesem  os  argumentos  expendidos  no  agravo,  resta \nevidenciado  das  razões  recursais  que  a  parte  agravante  não  trouxe \nnenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela \nser mantida, por seus próprios fundamentos.\n    </p>\n    <p>\n     Com efeito, o Tribunal\n     <i>\n      a quo\n     </i>\n     manteve, por maioria, a improcedência \nda pretensão inicial, por entender que a criação de novos cargos pela Lei \n10.842/2004 para diversos Tribunais Regionais Eleitorais, durante o prazo \nde validade do concurso público realizado pela parte ora agravada, não \ngarantiu  direito  subjetivo  à  nomeação  dos  candidatos  aprovados,  pois \ndependia de regulamentação do Tribunal Superior Eleitoral.\n    </p>\n    <p>\n     Destaco  passagem  ilustrativa  do  voto  condutor  do  acórdão \nrecorrido:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      Não se pode, na hipótese, impedir o juízo de oportunidade e  \nconveniência da Administração quanto ao melhor momento de nomear  \nnovos servidores, de acordo com a demanda do serviço, ainda que haja  \ncargos  vagos  criados  por  lei.  Somente  a  preterição  na  lista  de  \nnomeação,  ou  manifestação  inequívoca  da  Administração  quanto  à  \nnecessidade de novos servidores, pode dar ensejo ao reconhecimento do  \ndireito à nomeação.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      No caso específico dos autos, há ainda aspecto que não deve ser  \ndesconsiderado.  A Lei  n.  10.842,  de  20.20.2004,  criou,  é  verdade,  \nnovos cargos para os diversos Tribunais Regionais Eleitorais do país,  \ninclusive o do Estado do Paraná. No entanto, dispôs em seu art. 5º\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B95-87A2-EAD5-3FF8 e senha DA19-E615-5BEC-F6B3\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 578\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 597218 AGR-SEGUNDO / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      que  o  Tribunal  Superior  Eleitoral  deveria  baixar  instruções  \nnecessárias à aplicação daquele diploma legal.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Portanto, o TRE/PR não poderia realizar a nomeação dos novos  \ncargos  antes  que  o  TSE baixassse  as  instruções  necessárias,  o  que  \nsomente ocorreu por meio da Resolução n. 21.832, publicada no DOU  \nno dia 1º.07.2004, quando já havia expirado o prazo de validade do  \ncertame de que participaram os autos.\n     </i>\n     ” (fls. 341-341 v.)\n    </p>\n    <p>\n     Por oportuno, colho trecho do voto vencido:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      Ocorre que observando o encadeamento fático, a solução não  \npode ser a ofertada pelo eminente Relator. A Lei n.º 10.842/2004 que  \ncriou as vagas pretendidas é de 20.02.2004, quando ainda em vigor o  \nconcurso aberto pelo Edital 01/2002, o que gerou mais do que mera  \nexpectativa de direito à nomeação, mas verdadeiro direito subjetivo em  \nface do disposto no item 1.3 do Edital 01/2002, que estabelece:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     ‘\n     <i>\n      Após o preenchimento das vagas indicadas no item 1.2, os  \ncandidatos habilitados e classificados poderão ser nomeados para  \no preenchimento das vagas que vierem a surgir dentro do prazo  \nde validade do Concurso’.\nA tese de que a lei não seria auto-executável não merece guarida,\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      pois a auto-executoriedade é característica do comando legislativo, a  \nAdministração  só  age  dentro  da  lei.  O  resultado  do  concurso  foi  \nhomologado em 28.06.2002, sendo que o prazo de sua validade expirou  \nem 28.06.2004, dentro já do império da Lei criadora das vagas que foi  \nde  20.02.2004.  Embora  publicada  em  01.07.2004,  a  Resolução  nº  \n21.832/2004  do  Tribunal  Superior  Eleitoral,  tem  nítido  caráter  de  \nexercício  do  juízo  de  conveniência  e  oportunidade,  no  sentido  do  \ncomando  que  a  Lei  nº  10.842/2004  já  impusera,  isto  é,  o  \naproveitamento dos candidatos já selecionados e conhecidos.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Desvela-se o exercício pelo Tribunal Superior Eleitoral do juízo  \nde conveniência e oportunidade, juízo que necessariamente vincula as  \ncortes eleitorais inferiores, isto é, os Tribunais Regionais Eleitorais.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      O ato de convocação dos aprovados deixa de ser discricionário,  \nvinculando-se à Resolução do Tribunal Superior Eleitoral, em especial,  \no artigo 2º, que estabelece:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B95-87A2-EAD5-3FF8 e senha DA19-E615-5BEC-F6B3\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 579\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 597218 AGR-SEGUNDO / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      ‘Art.  2º  Os  Tribunais  Regionais  Eleitorais  deverão  \naproveitar,  nos  cargos  de  que  trata  o  artigo  anterior,  os  \ncandidatos  habilitados  em concurso  público,  realizado  ou  em  \nandamento na data de publicação da lei [...]’.\nRessalta-se que a Resolução refere-se ao concurso realizado e em\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      andamento na data da publicação da Lei nº 10.842/2004.\n     </i>\n     ” (fls. 344-\n344 v.)\n    </p>\n    <p>\n     Nesse  contexto,  como  já  asseverado  pela  decisão  agravada,  o \nacórdão  recorrido  divergiu  do  entendimento  firmado  por  ambas  as \nTurmas desta Corte no sentido de que, a edição da Resolução 21.832/2004 \npelo  Tribunal  Superior  Eleitoral,  ao  determinar  o  aproveitamento  do \nconcurso então vigente para o preenchimento das vagas criadas pela Lei \n10.842/2004, afastou a discricionariedade da Administração de optar por \nfazer  um  novo  concurso  ou  aproveitar  os  candidatos  já  aprovados, \nreconhecendo  direito  subjetivo  à  nomeação,  respeitada  a  ordem \nclassificatória.\n    </p>\n    <p>\n     Nesse sentido, destaco os seguintes julgados:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO  \nEXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 30.3.2017. DIREITO  \nADMINISTRATIVO.  CONCURSO  PÚBLICO.  DIREITO  À  \nNOMEAÇÃO.  CRIAÇÃO  DE  CARGOS  NA  VIGÊNCIA  DO  \nCERTAME  EM  QUE  SE  DEU  A  APROVAÇÃO  DOS  \nCANDIDATOS. LEI 10.842/2004. RESOLUÇÃO 21.832/2004 DO  \nTSE.  1.  A Resolução  21.832/2004  do  TSE,  ao  determinar  que  os  \nTribunais Regionais Eleitorais aproveitem os candidatos aprovados em  \nconcurso público com vigência na data da publicação da Lei 10.842, de  \n20/2/2004,  reconheceu  o  direito  subjetivo  à  nomeação  desses  \ncandidatos,  restringindo,  assim,  a  discricionariedade  da  \nAdministração. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com  \nprevisão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, CPC. Nos  \ntermos do artigo 85, § 11, CPC, majoro em ¼ (um quarto) a verba  \nhonorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2º e 3º\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B95-87A2-EAD5-3FF8 e senha DA19-E615-5BEC-F6B3\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 580\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 597218 AGR-SEGUNDO / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      do mesmo dispositivo.\n     </i>\n     ” (RE 591.393-AgR-terceiro, Rel. Min. Edson \nFachin, Segunda Turma, DJe de 14/12/2017)\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      CONCURSO  PÚBLICO  –  CRIAÇÃO  POSTERIOR  DE  \nVAGAS  –  DIREITO  À  NOMEAÇÃO  –  RESOLUÇÃO  DO  \nTRIBUNAL  SUPERIOR  ELEITORAL  –  RESTRIÇÃO  –  \nDISCRICIONARIEDADE.  No  julgamento  dos  Embargos  de  \nDeclaração nos Agravos  Regimentais nos Recursos Extraordinários  \nnº 602.867, nº 607.590 e nº 633.341, todos da relatoria do ministro  \nLuís  Roberto  Barroso  e  relativos  ao  mesmo  concurso  objeto  do  \nextraordinário,  a  Primeira  Turma  reconheceu  o  direito  subjetivo  à  \nnomeação  dos  candidatos  aprovados  além  do  número  de  vagas  \ninicialmente  previsto  no  edital  para  os  cargos  criados  pela  Lei  nº  \n10.842/2004, considerada a resolução do Tribunal Superior Eleitoral,  \nque restringiu a discricionariedade da Administração neste caso.\n     </i>\n     ” (RE \n593.430-AgR-segundo,  Rel.  Min.  Marco  Aurélio,  Primeira \nTurma, DJe de 1º/6/2015)\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      Agravo regimental no recurso extraordinário. Apelo conhecido  \ne  provido  pela  Corte.  Inexistência  de  óbices  a  tanto,  vez  que  \npreenchidos seus requisitos de admissibilidade. Criação, por lei federal,  \nde  novos  cargos  durante  o  prazo  de  validade  de  concurso  público.  \nRegramento editado pelo Tribunal Superior Eleitoral a determinar o  \naproveitamento, para o preenchimento daqueles cargos, de aprovados  \nem concurso que estivesse em vigor à data da publicação da Lei. 1.  \nMuito  embora  não  esteja  a  Administração  Pública  obrigada  a  \nprorrogar o prazo de validade dos concursos públicos que realiza,  é  \ncerto  que,  se  novos  cargos  vêm a ser  criados  durante  tal  prazo  de  \nvalidade,  mostra-se  de  todo  recomendável  que  se  proceda  a  essa  \nprorrogação. 2. Havendo possibilidade de abertura de novas vagas, a  \nserem preenchidas em breve, bem como razoável número de aprovados  \nem concurso ainda em vigor quando da edição da lei que criou essas  \nnovas vagas, não são justificativas bastantes para o indeferimento da  \nprorrogação  da  validade  de  certame  público  razões  de  política  \nadministrativa  interna  do  Tribunal  Regional  Eleitoral,  responsável  \npelo certame. 3. Agravo regimental não provido.\n     </i>\n     ” (RE 593.440-AgR,\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B95-87A2-EAD5-3FF8 e senha DA19-E615-5BEC-F6B3\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 581\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 597218 AGR-SEGUNDO / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 27/11/2013)\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      EMBARGOS  DECLARATÓRIOS  EM  AGRAVO  \nREGIMENTAL  EM  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  \nPRETENSÃO  DE  CARÁTER  INFRINGENTE.  EMBARGOS  \nACOLHIDOS.  A criação  de  novos  cargos,  ainda  que  no  prazo  de  \nvalidade  do  concurso  público,  não  gera  direito  líquido  e  certo  de  \nnomeação para aqueles aprovados fora do número de vagas do edital,  \npor se tratar de ato discricionário e, portanto, submetido ao juízo de  \nconveniência  e  oportunidade da  Administração.  Hipótese  em que a  \nedição de resolução pelo Tribunal Superior Eleitoral, que determinava  \nque  as  vagas  criadas  posteriormente  fossem  preenchidas  com  o  \nconcurso  então  vigente,  retirou  do  Tribunal  Regional  Eleitoral  a  \ndiscricionariedade de optar por fazer um novo concurso ou aproveitar  \nos que já estavam concursados. Diante de tal peculiaridade, reconhece-\nse  aos  recorrentes  o  direito  subjetivo  à  nomeação,  devendo  ser  \nrespeitada a ordem de classificação do concurso público. Embargos de  \ndeclaração  acolhidos,  com  excepcional  atribuição  de  efeitos  \nmodificativos,  a  fim  de  conhecer  e  dar  provimento  ao  recurso  \nextraordinário.\n     </i>\n     ” (RE 607.590-AgR-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, \nPrimeira Turma, DJe 8/10/2014)\n    </p>\n    <p>\n     Por fim, pontuo que é inviável a apreciação da controvérsia acerca \nda necessidade de se observar a situação individual de cada recorrente a \nfim de se reconhecer  o direito  à nomeação,  porquanto a tese  constitui \ninovação, tendo em vista que não foi aduzida em sede de contrarrazões \ndo recurso extraordinário. Esta Corte já firmou entendimento no sentido \nde  que  é  incabível  a  inovação  de  argumentos  nesta  fase  processual, \nmesmo em se tratando de matéria de ordem pública. Nesse sentido, AI \n518.051-AgR,  Rel.  Min.  Ellen Gracie,  Segunda Turma,  DJ de 17/2/2006, \ncom a seguinte ementa:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      O prequestionamento é requisito de admissibilidade recursal na  \nvia  extraordinária,  ainda  que  a  questão  debatida  seja  de  ordem  \npública.  2.  Além  de  ser  de  índole  infraconstitucional,  constitui  \ninovação à discussão da lide controvérsia  relativa à prescrição,  não\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B95-87A2-EAD5-3FF8 e senha DA19-E615-5BEC-F6B3\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 582\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 597218 AGR-SEGUNDO / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      impugnada no apelo extremo. 3. Agravo regimental improvido.\n     </i>\n     ”\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Ex positis\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      NEGO PROVIMENTO\n     </b>\n     ao agravo regimental.\n    </p>\n    <p>\n     É como voto.\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B95-87A2-EAD5-3FF8 e senha DA19-E615-5BEC-F6B3\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 583\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 22/10/2018\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.218\n     </b>\n     PROCED. : PARANÁ\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n     </b>\n     AGTE.(S) : UNIÃO\nADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\nAGDO.(A/S) : MELISSA FORMIGHIERI DE SOUZA E OUTRO(A/S)\nADV.(A/S) : ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO (16601/PR)\nADV.(A/S) : ADRIANA DA COSTA RICARDO SCHIER (27589/PR)\nADV.(A/S) : MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO (25341/DF)\nINTDO.(A/S) : ADILSON SEVERINO DA SILVA\nINTDO.(A/S) : ANA CAROLINA MOLINARI\nINTDO.(A/S) : FELIPE DE SOUZA\nINTDO.(A/S) : JARDELINA PILONETO LIMA HOEFEL\nINTDO.(A/S) : MARIUCHA LOURENÇO SANTOS DE SOUZA\nINTDO.(A/S) : MATEUS OLIVEIRA DE CASTRO\nINTDO.(A/S) : PRISCILLA MENDES PEREIRA\nINTDO.(A/S) : RAFAEL SPONHOLZ FARHAT\nINTDO.(A/S) : VITOR HUGO PIRES\nINTDO.(A/S) : YNA BARBOSA HONDA E SOUSA\nADV.(A/S) : RAFAEL DA CAS MAFFINI (25953/DF, 44404/RS) E \nOUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, \nnos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de \n12.10.2018 a 19.10.2018.\n    </p>\n    <p>\n     Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco\n    </p>\n    <p>\n     Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.\n    </p>\n    <p>\n     Cintia da Silva Gonçalves\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7A78-DC49-A293-BA43 e senha 89AB-CA78-0B2E-2ED9\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13 584\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "22/10/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.218 PARANÁ\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) :UNIÃO \n", "ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO \n", "AGDO.(A/S) :MELISSA FORMIGHIERI DE SOUZA E OUTRO(A/S)\n", "ADV.(A/S) :ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO \n", "ADV.(A/S) :ADRIANA DA COSTA RICARDO SCHIER \n", "ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO \n", "INTDO.(A/S) :ADILSON SEVERINO DA SILVA \n", "INTDO.(A/S) :ANA CAROLINA MOLINARI \n", "INTDO.(A/S) :FELIPE DE SOUZA \n", "INTDO.(A/S) : JARDELINA PILONETO LIMA HOEFEL \n", "INTDO.(A/S) :MARIUCHA LOURENÇO SANTOS DE SOUZA \n", "INTDO.(A/S) :MATEUS OLIVEIRA DE CASTRO \n", "INTDO.(A/S) :PRISCILLA MENDES PEREIRA \n", "INTDO.(A/S) :RAFAEL SPONHOLZ FARHAT \n", "INTDO.(A/S) :VITOR HUGO PIRES \n", "INTDO.(A/S) :YNA BARBOSA HONDA E SOUSA \n", "ADV.(A/S) :RAFAEL DA CAS MAFFINI E OUTRO(A/S)\n", "EMENTA:  SEGUNDO  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO.  ADMINISTRATIVO.  CONCURSO  PÚBLICO. \n", "DIREITO  SUBJETIVO  À  NOMEAÇÃO  DE  CANDIDATOS \n", "APROVADOS  ALÉM  DO  NÚMERO  DE  VAGAS  PREVISTAS  NO \n", "EDITAL  DE  CONCURSO  PÚBLICO.  SURGIMENTO  DE  NOVAS \n", "VAGAS  DURANTE  O  PRAZO  DE  VALIDADE  DO  CERTAME.  LEI \n", "10.842/2004.  RESOLUÇÃO  21.832/2004  DO  TRIBUNAL  SUPERIOR \n", "ELEITORAL.  PRECEDENTES.  INOVAÇÃO  RECURSAL. \n", "IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade \n", "da ata de julgamento virtual de 12 a 19.10.2018, por unanimidade, negou \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 170A-3678-6821-CC3C e senha 1BF8-5E9E-3A52-B976\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 572\n", "Ementa e Acórdão\n", "RE 597218 AGR-SEGUNDO / PR \n", "provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. \n", "Brasília, 22 de outubro de 2018.\n", "Ministro LUIZ FUX - RELATOR \n", "Documento assinado digitalmente\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 170A-3678-6821-CC3C e senha 1BF8-5E9E-3A52-B976\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 573\n", "Relatório\n", "22/10/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.218 PARANÁ\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) :UNIÃO \n", "ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO \n", "AGDO.(A/S) :MELISSA FORMIGHIERI DE SOUZA E OUTRO(A/S)\n", "ADV.(A/S) :ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO \n", "ADV.(A/S) :ADRIANA DA COSTA RICARDO SCHIER \n", "ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO \n", "INTDO.(A/S) :ADILSON SEVERINO DA SILVA \n", "INTDO.(A/S) :ANA CAROLINA MOLINARI \n", "INTDO.(A/S) :FELIPE DE SOUZA \n", "INTDO.(A/S) : JARDELINA PILONETO LIMA HOEFEL \n", "INTDO.(A/S) :MARIUCHA LOURENÇO SANTOS DE SOUZA \n", "INTDO.(A/S) :MATEUS OLIVEIRA DE CASTRO \n", "INTDO.(A/S) :PRISCILLA MENDES PEREIRA \n", "INTDO.(A/S) :RAFAEL SPONHOLZ FARHAT \n", "INTDO.(A/S) :VITOR HUGO PIRES \n", "INTDO.(A/S) :YNA BARBOSA HONDA E SOUSA \n", "ADV.(A/S) :RAFAEL DA CAS MAFFINI E OUTRO(A/S)\n", "R E L A T Ó R I O\n", "O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se  de  agravo \n", "regimental interposto pela UNIÃO contra decisão que prolatei, publicada \n", "em 17/10/2012, assim ementada, in verbis:\n", "“ADMINISTRATIVO  E  CONSTITUCIONAL.  RECURSO  \n", "EXTRAORDINÁRIO.  REPERCUSSÃO  GERAL  PRESUMIDA.  \n", "ARTIGO  323,  §  1º,  DO  RISTF.  CONCURSO  PÚBLICO.  \n", "CRIAÇÃO  DE  NOVAS  VAGAS  DURANTE  O  PRAZO  DE  \n", "VIGÊNCIA  DO  CERTAME.  CANDIDATOS  APROVADOS.  \n", "DIREITO  SUBJETIVO  À  NOMEAÇÃO,  RESPEITADA  A \n", "ORDEM  CLASSIFICATÓRIA.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C0B-8A95-9908-4801 e senha F88E-D394-3EC3-BC5F\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 574\n", "Relatório\n", "RE 597218 AGR-SEGUNDO / PR \n", "DA UNIÃO A QUE SE DÁ PROVIMENTO.\n", "1.  A repercussão  geral  é  presumida  quando  o  recurso  versar  \n", "questão cuja repercussão já houver sido reconhecida pelo Tribunal, ou  \n", "quando  impugnar  decisão  contrária  a  súmula  ou  a  jurisprudência  \n", "dominante desta Corte (artigo 323, § 1º, do RISTF ).\n", "2.  ‘Os candidatos aprovados  em concurso público têm direito  \n", "subjetivo  à  nomeação  para  a  posse  que vier  a  ser  dada  nos  cargos  \n", "vagos existentes ou nos que vierem a vagar no prazo de validade do  \n", "concurso. A recusa da Administração Pública em prover cargos vagos  \n", "quando existentes candidatos aprovados em concurso público deve ser  \n", "motivada,  e  esta  motivação  é  suscetível  de  apreciação  pelo  Poder  \n", "Judiciário’ (RE 227.480, Primeira Turma, Relatora para o acórdão a  \n", "Ministra  Cármen  Lúcia,  DJ  de  21.08.09).  No  mesmo  sentido:  RE  \n", "581.113,  Primeira  Turma,  Relator  o  Ministro  Dias  Toffoli,  Dj  de  \n", "31.05.11  e  RMS  24.119,  Segunda  Turma,  Relator  o  Ministro  \n", "Maurício Corrêa, DJ de 14.06.02.\n", "3. In casu, o acórdão originalmente recorrido assentou:\n", "‘CONCURSO  PÚBLICO.  DIREITO  SUBJETIVO  À \n", "NOMEAÇÃO EM RAZÃO DA CRIAÇÃO DE CARGOS POR \n", "LEI.  INOCORRÊNCIA.  OPORTUNIDADE  E \n", "CONVENIÊNCIA.\n", "1.  A  aprovação  em  concurso  público  não  gera  direito \n", "subjetivo  à  nomeação,  senão  mera  expectativa  de  direito. \n", "Manifestada,  porém,  de  forma  inequívoca,  a  necessidade,  a \n", "conveniência e a intenção de provimento do cargo, no prazo de \n", "validade  do  certame,  surge  para  o  candidato  classificado  o \n", "direito à nomeação.\n", "2.  Ainda  que  a  Lei  n.  10.842/2004  tenha  criado  novos \n", "cargos a serem preenchidos nas Zonas Eleitorais submetidas ao \n", "Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, a só criação dos novos \n", "cargos não significa que a Administração tivesse que realizar, \n", "de imediato, o preenchimento destas vagas. A escolha quanto \n", "ao momento da nomeação de novos servidores se submete ao \n", "juízo de oportunidade e conveniência do órgão público.\n", "3. Apelo a que se nega provimento.’\n", "4.  Decisão  de  fls.  428/429  tornada  sem  efeito  e  recurso  \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C0B-8A95-9908-4801 e senha F88E-D394-3EC3-BC5F\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 575\n", "Relatório\n", "RE 597218 AGR-SEGUNDO / PR \n", "extraordinário provido para determinar sejam os agravantes nomeados  \n", "nos  cargos  para  os  quais  foram  aprovados  no  concurso  público  \n", "realizado  pelo  Tribunal  Regional  Eleitoral  do  Estado  do  Paraná,  \n", "respeitada a ordem classificatória.” (fls. 483-485)\n", "Inconformada  com  a  decisão  supra,  a  parte  agravante  interpõe  o \n", "presente recurso, alegando, em síntese:\n", "“De início, a União destaca que, para dar provimento ao recurso  \n", "extraordinário das candidatas,  é necessário superar as premissas de  \n", "índole infraconstitucional assentadas no acórdão recorrido, porquanto  \n", "este  se  limitou  a  considerar  que  a  Lei  nº  10.842/2004  não  seria  \n", "autoaplicável, nos termos do seu art. 5º.\n", "(...)\n", "De  fato,  deixou  o  legislador,  a  cargo  do  Tribunal  Superior  \n", "Eleitoral,  a  decisão discricionária  de  definir  a  proporção  segundo a  \n", "qual alocaria os novos cargos para cada Tribunal Regional Eleitoral  \n", "durante os anos de 2004, 2005 e 2006, bem corno a divisão dos cargos  \n", "de analista entre as áreas judiciária e administrativa.\n", "E  a  regulamentação  veio  com  a  publicação  da  Resolução  nº  \n", "21.832 em 10 de  julho de 2004 (cópia do Diário  Oficial  da União  \n", "anexa).  Tal  resolução,  corno  se  verifica,  aprovou instruções  para  a  \n", "aplicação da Lei nº 10.482/2004.\n", "O resultado final do concurso, conforme informado acima, foi  \n", "homologado em 28 de junho de 2002, tendo o seu prazo de validade  \n", "expirado em 28 de junho de 2004. A Resolução do TSE foi publicada  \n", "em 1º de julho de 2004. Assim, as vagas só foram efetivamente criadas  \n", "nesta data, posterior à expiração da data de validade do certame.\n", "(...)\n", "Caso esse STF considere que as vagas foram de fato criadas pela  \n", "Lei nº 10.842/2004, portanto, dentro do prazo de validade do concurso  \n", "em que as recorrentes foram aprovadas, o que se admite apenas por  \n", "hipótese  argumentativa,  ainda assim deve-se observar que,  das 206  \n", "vagas previstas na lei, apenas 40 foram, de fato, destinadas ao cargo  \n", "para o qual as requerentes foram aprovadas.\n", "(...)\n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C0B-8A95-9908-4801 e senha F88E-D394-3EC3-BC5F\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 576\n", "Relatório\n", "RE 597218 AGR-SEGUNDO / PR \n", "Desse  modo,  verifica-se  que  Helena  do  Rocio  Caseli  Fuzon e  \n", "Evelise Slongo Dudziak não têm direito à nomeação no referido cargo,  \n", "tendo em vista que classificadas muito além das vagas existentes para  \n", "o  cargo  de  analista  judiciário  -  área  administrativa,  no  prazo  de  \n", "validade do concurso.” (fls. 498, 502, 504 e 506)\n", "A parte agravada, instada a se manifestar, requereu o desprovimento \n", "do agravo regimental (fls. 532-541).\n", "É o relatório.\n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C0B-8A95-9908-4801 e senha F88E-D394-3EC3-BC5F\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 577\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "22/10/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.218 PARANÁ\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação \n", "não merece prosperar.\n", "Em  que  pesem  os  argumentos  expendidos  no  agravo,  resta \n", "evidenciado  das  razões  recursais  que  a  parte  agravante  não  trouxe \n", "nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela \n", "ser mantida, por seus próprios fundamentos.\n", "Com efeito, o Tribunal a quo manteve, por maioria, a improcedência \n", "da pretensão inicial, por entender que a criação de novos cargos pela Lei \n", "10.842/2004 para diversos Tribunais Regionais Eleitorais, durante o prazo \n", "de validade do concurso público realizado pela parte ora agravada, não \n", "garantiu  direito  subjetivo  à  nomeação  dos  candidatos  aprovados,  pois \n", "dependia de regulamentação do Tribunal Superior Eleitoral.\n", "Destaco  passagem  ilustrativa  do  voto  condutor  do  acórdão \n", "recorrido:\n", "“Não se pode, na hipótese, impedir o juízo de oportunidade e  \n", "conveniência da Administração quanto ao melhor momento de nomear  \n", "novos servidores, de acordo com a demanda do serviço, ainda que haja  \n", "cargos  vagos  criados  por  lei.  Somente  a  preterição  na  lista  de  \n", "nomeação,  ou  manifestação  inequívoca  da  Administração  quanto  à  \n", "necessidade de novos servidores, pode dar ensejo ao reconhecimento do  \n", "direito à nomeação.\n", "No caso específico dos autos, há ainda aspecto que não deve ser  \n", "desconsiderado.  A Lei  n.  10.842,  de  20.20.2004,  criou,  é  verdade,  \n", "novos cargos para os diversos Tribunais Regionais Eleitorais do país,  \n", "inclusive o do Estado do Paraná. No entanto, dispôs em seu art. 5º  \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B95-87A2-EAD5-3FF8 e senha DA19-E615-5BEC-F6B3\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 578\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "RE 597218 AGR-SEGUNDO / PR \n", "que  o  Tribunal  Superior  Eleitoral  deveria  baixar  instruções  \n", "necessárias à aplicação daquele diploma legal.\n", "Portanto, o TRE/PR não poderia realizar a nomeação dos novos  \n", "cargos  antes  que  o  TSE baixassse  as  instruções  necessárias,  o  que  \n", "somente ocorreu por meio da Resolução n. 21.832, publicada no DOU  \n", "no dia 1º.07.2004, quando já havia expirado o prazo de validade do  \n", "certame de que participaram os autos.” (fls. 341-341 v.)\n", "Por oportuno, colho trecho do voto vencido:\n", "“Ocorre que observando o encadeamento fático, a solução não  \n", "pode ser a ofertada pelo eminente Relator. A Lei n.º 10.842/2004 que  \n", "criou as vagas pretendidas é de 20.02.2004, quando ainda em vigor o  \n", "concurso aberto pelo Edital 01/2002, o que gerou mais do que mera  \n", "expectativa de direito à nomeação, mas verdadeiro direito subjetivo em  \n", "face do disposto no item 1.3 do Edital 01/2002, que estabelece:\n", "‘Após o preenchimento das vagas indicadas no item 1.2, os  \n", "candidatos habilitados e classificados poderão ser nomeados para  \n", "o preenchimento das vagas que vierem a surgir dentro do prazo  \n", "de validade do Concurso’.\n", "A tese de que a lei não seria auto-executável não merece guarida,  \n", "pois a auto-executoriedade é característica do comando legislativo, a  \n", "Administração  só  age  dentro  da  lei.  O  resultado  do  concurso  foi  \n", "homologado em 28.06.2002, sendo que o prazo de sua validade expirou  \n", "em 28.06.2004, dentro já do império da Lei criadora das vagas que foi  \n", "de  20.02.2004.  Embora  publicada  em  01.07.2004,  a  Resolução  nº  \n", "21.832/2004  do  Tribunal  Superior  Eleitoral,  tem  nítido  caráter  de  \n", "exercício  do  juízo  de  conveniência  e  oportunidade,  no  sentido  do  \n", "comando  que  a  Lei  nº  10.842/2004  já  impusera,  isto  é,  o  \n", "aproveitamento dos candidatos já selecionados e conhecidos.\n", "Desvela-se o exercício pelo Tribunal Superior Eleitoral do juízo  \n", "de conveniência e oportunidade, juízo que necessariamente vincula as  \n", "cortes eleitorais inferiores, isto é, os Tribunais Regionais Eleitorais.\n", "O ato de convocação dos aprovados deixa de ser discricionário,  \n", "vinculando-se à Resolução do Tribunal Superior Eleitoral, em especial,  \n", "o artigo 2º, que estabelece:\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B95-87A2-EAD5-3FF8 e senha DA19-E615-5BEC-F6B3\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 579\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "RE 597218 AGR-SEGUNDO / PR \n", "‘Art.  2º  Os  Tribunais  Regionais  Eleitorais  deverão  \n", "aproveitar,  nos  cargos  de  que  trata  o  artigo  anterior,  os  \n", "candidatos  habilitados  em concurso  público,  realizado  ou  em  \n", "andamento na data de publicação da lei [...]’.\n", "Ressalta-se que a Resolução refere-se ao concurso realizado e em  \n", "andamento na data da publicação da Lei nº 10.842/2004.” (fls. 344-\n", "344 v.)\n", "Nesse  contexto,  como  já  asseverado  pela  decisão  agravada,  o \n", "acórdão  recorrido  divergiu  do  entendimento  firmado  por  ambas  as \n", "Turmas desta Corte no sentido de que, a edição da Resolução 21.832/2004 \n", "pelo  Tribunal  Superior  Eleitoral,  ao  determinar  o  aproveitamento  do \n", "concurso então vigente para o preenchimento das vagas criadas pela Lei \n", "10.842/2004, afastou a discricionariedade da Administração de optar por \n", "fazer  um  novo  concurso  ou  aproveitar  os  candidatos  já  aprovados, \n", "reconhecendo  direito  subjetivo  à  nomeação,  respeitada  a  ordem \n", "classificatória.\n", "Nesse sentido, destaco os seguintes julgados:\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO  \n", "EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 30.3.2017. DIREITO  \n", "ADMINISTRATIVO.  CONCURSO  PÚBLICO.  DIREITO  À  \n", "NOMEAÇÃO.  CRIAÇÃO  DE  CARGOS  NA  VIGÊNCIA  DO  \n", "CERTAME  EM  QUE  SE  DEU  A  APROVAÇÃO  DOS  \n", "CANDIDATOS. LEI 10.842/2004. RESOLUÇÃO 21.832/2004 DO  \n", "TSE.  1.  A Resolução  21.832/2004  do  TSE,  ao  determinar  que  os  \n", "Tribunais Regionais Eleitorais aproveitem os candidatos aprovados em  \n", "concurso público com vigência na data da publicação da Lei 10.842, de  \n", "20/2/2004,  reconheceu  o  direito  subjetivo  à  nomeação  desses  \n", "candidatos,  restringindo,  assim,  a  discricionariedade  da  \n", "Administração. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com  \n", "previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, CPC. Nos  \n", "termos do artigo 85, § 11, CPC, majoro em ¼ (um quarto) a verba  \n", "honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2º e 3º  \n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B95-87A2-EAD5-3FF8 e senha DA19-E615-5BEC-F6B3\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 580\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "RE 597218 AGR-SEGUNDO / PR \n", "do mesmo dispositivo.” (RE 591.393-AgR-terceiro, Rel. Min. Edson \n", "Fachin, Segunda Turma, DJe de 14/12/2017)\n", "“CONCURSO  PÚBLICO  –  CRIAÇÃO  POSTERIOR  DE  \n", "VAGAS  –  DIREITO  À  NOMEAÇÃO  –  RESOLUÇÃO  DO  \n", "TRIBUNAL  SUPERIOR  ELEITORAL  –  RESTRIÇÃO  –  \n", "DISCRICIONARIEDADE.  No  julgamento  dos  Embargos  de  \n", "Declaração nos Agravos  Regimentais nos Recursos Extraordinários  \n", "nº 602.867, nº 607.590 e nº 633.341, todos da relatoria do ministro  \n", "Luís  Roberto  Barroso  e  relativos  ao  mesmo  concurso  objeto  do  \n", "extraordinário,  a  Primeira  Turma  reconheceu  o  direito  subjetivo  à  \n", "nomeação  dos  candidatos  aprovados  além  do  número  de  vagas  \n", "inicialmente  previsto  no  edital  para  os  cargos  criados  pela  Lei  nº  \n", "10.842/2004, considerada a resolução do Tribunal Superior Eleitoral,  \n", "que restringiu a discricionariedade da Administração neste caso.” (RE \n", "593.430-AgR-segundo,  Rel.  Min.  Marco  Aurélio,  Primeira \n", "Turma, DJe de 1º/6/2015)\n", "“Agravo regimental no recurso extraordinário. Apelo conhecido  \n", "e  provido  pela  Corte.  Inexistência  de  óbices  a  tanto,  vez  que  \n", "preenchidos seus requisitos de admissibilidade. Criação, por lei federal,  \n", "de  novos  cargos  durante  o  prazo  de  validade  de  concurso  público.  \n", "Regramento editado pelo Tribunal Superior Eleitoral a determinar o  \n", "aproveitamento, para o preenchimento daqueles cargos, de aprovados  \n", "em concurso que estivesse em vigor à data da publicação da Lei. 1.  \n", "Muito  embora  não  esteja  a  Administração  Pública  obrigada  a  \n", "prorrogar o prazo de validade dos concursos públicos que realiza,  é  \n", "certo  que,  se  novos  cargos  vêm a ser  criados  durante  tal  prazo  de  \n", "validade,  mostra-se  de  todo  recomendável  que  se  proceda  a  essa  \n", "prorrogação. 2. Havendo possibilidade de abertura de novas vagas, a  \n", "serem preenchidas em breve, bem como razoável número de aprovados  \n", "em concurso ainda em vigor quando da edição da lei que criou essas  \n", "novas vagas, não são justificativas bastantes para o indeferimento da  \n", "prorrogação  da  validade  de  certame  público  razões  de  política  \n", "administrativa  interna  do  Tribunal  Regional  Eleitoral,  responsável  \n", "pelo certame. 3. Agravo regimental não provido.” (RE 593.440-AgR, \n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B95-87A2-EAD5-3FF8 e senha DA19-E615-5BEC-F6B3\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 581\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "RE 597218 AGR-SEGUNDO / PR \n", "Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 27/11/2013)\n", "“EMBARGOS  DECLARATÓRIOS  EM  AGRAVO  \n", "REGIMENTAL  EM  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  \n", "PRETENSÃO  DE  CARÁTER  INFRINGENTE.  EMBARGOS  \n", "ACOLHIDOS.  A criação  de  novos  cargos,  ainda  que  no  prazo  de  \n", "validade  do  concurso  público,  não  gera  direito  líquido  e  certo  de  \n", "nomeação para aqueles aprovados fora do número de vagas do edital,  \n", "por se tratar de ato discricionário e, portanto, submetido ao juízo de  \n", "conveniência  e  oportunidade da  Administração.  Hipótese  em que a  \n", "edição de resolução pelo Tribunal Superior Eleitoral, que determinava  \n", "que  as  vagas  criadas  posteriormente  fossem  preenchidas  com  o  \n", "concurso  então  vigente,  retirou  do  Tribunal  Regional  Eleitoral  a  \n", "discricionariedade de optar por fazer um novo concurso ou aproveitar  \n", "os que já estavam concursados. Diante de tal peculiaridade, reconhece-\n", "se  aos  recorrentes  o  direito  subjetivo  à  nomeação,  devendo  ser  \n", "respeitada a ordem de classificação do concurso público. Embargos de  \n", "declaração  acolhidos,  com  excepcional  atribuição  de  efeitos  \n", "modificativos,  a  fim  de  conhecer  e  dar  provimento  ao  recurso  \n", "extraordinário.” (RE 607.590-AgR-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, \n", "Primeira Turma, DJe 8/10/2014)\n", "Por fim, pontuo que é inviável a apreciação da controvérsia acerca \n", "da necessidade de se observar a situação individual de cada recorrente a \n", "fim de se reconhecer  o direito  à nomeação,  porquanto a tese  constitui \n", "inovação, tendo em vista que não foi aduzida em sede de contrarrazões \n", "do recurso extraordinário. Esta Corte já firmou entendimento no sentido \n", "de  que  é  incabível  a  inovação  de  argumentos  nesta  fase  processual, \n", "mesmo em se tratando de matéria de ordem pública. Nesse sentido, AI \n", "518.051-AgR,  Rel.  Min.  Ellen Gracie,  Segunda Turma,  DJ de 17/2/2006, \n", "com a seguinte ementa:\n", "“O prequestionamento é requisito de admissibilidade recursal na  \n", "via  extraordinária,  ainda  que  a  questão  debatida  seja  de  ordem  \n", "pública.  2.  Além  de  ser  de  índole  infraconstitucional,  constitui  \n", "inovação à discussão da lide controvérsia  relativa à prescrição,  não  \n", "5 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B95-87A2-EAD5-3FF8 e senha DA19-E615-5BEC-F6B3\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 582\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "RE 597218 AGR-SEGUNDO / PR \n", "impugnada no apelo extremo. 3. Agravo regimental improvido.”\n", "Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.\n", "É como voto.\n", "6 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B95-87A2-EAD5-3FF8 e senha DA19-E615-5BEC-F6B3\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 583\n", "Extrato de Ata - 22/10/2018\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.218\n", "PROCED. : PARANÁ\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) : UNIÃO\n", "ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n", "AGDO.(A/S) : MELISSA FORMIGHIERI DE SOUZA E OUTRO(A/S)\n", "ADV.(A/S) : ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO (16601/PR)\n", "ADV.(A/S) : ADRIANA DA COSTA RICARDO SCHIER (27589/PR)\n", "ADV.(A/S) : MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO (25341/DF)\n", "INTDO.(A/S) : ADILSON SEVERINO DA SILVA\n", "INTDO.(A/S) : ANA CAROLINA MOLINARI\n", "INTDO.(A/S) : FELIPE DE SOUZA\n", "INTDO.(A/S) : JARDELINA PILONETO LIMA HOEFEL\n", "INTDO.(A/S) : MARIUCHA LOURENÇO SANTOS DE SOUZA\n", "INTDO.(A/S) : MATEUS OLIVEIRA DE CASTRO\n", "INTDO.(A/S) : PRISCILLA MENDES PEREIRA\n", "INTDO.(A/S) : RAFAEL SPONHOLZ FARHAT\n", "INTDO.(A/S) : VITOR HUGO PIRES\n", "INTDO.(A/S) : YNA BARBOSA HONDA E SOUSA\n", "ADV.(A/S) : RAFAEL DA CAS MAFFINI (25953/DF, 44404/RS) E \n", "OUTRO(A/S)\n", "Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, \n", "nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de \n", "12.10.2018 a 19.10.2018.\n", " \n", "Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco \n", "Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.\n", "Cintia da Silva Gonçalves\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7A78-DC49-A293-BA43 e senha 89AB-CA78-0B2E-2ED9\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13 584\n" ], "numero" : "597218", "partes" : [ { "nome" : "MIN. LUIZ FUX", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "UNIÃO", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "RAFAEL DA CAS MAFFINI E OUTRO(A/S)", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "MELISSA FORMIGHIERI DE SOUZA E OUTRO(A/S)", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "YNA BARBOSA HONDA E SOUSA", "sigla" : "", "tipo" : "INTDO.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. LUIZ FUX", "texto" : "O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se  de  agravo  regimental interposto pela UNIÃO contra decisão que prolatei, publicada  em 17/10/2012, assim ementada, in verbis:  “ADMINISTRATIVO  E  CONSTITUCIONAL.  RECURSO   EXTRAORDINÁRIO.  REPERCUSSÃO  GERAL  PRESUMIDA.   ARTIGO  323,  §  1º,  DO  RISTF.  CONCURSO  PÚBLICO.   CRIAÇÃO  DE  NOVAS  VAGAS  DURANTE  O  PRAZO  DE   VIGÊNCIA  DO  CERTAME.  CANDIDATOS  APROVADOS.   DIREITO  SUBJETIVO  À  NOMEAÇÃO,  RESPEITADA  A  ORDEM  CLASSIFICATÓRIA.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO    Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 574   DA UNIÃO A QUE SE DÁ PROVIMENTO. 1.  A repercussão  geral  é  presumida  quando  o  recurso  versar    questão cuja repercussão já houver sido reconhecida pelo Tribunal, ou   quando  impugnar  decisão  contrária  a  súmula  ou  a  jurisprudência   dominante desta Corte (artigo 323, § 1º, do RISTF ).  2.  ‘Os candidatos aprovados  em concurso público têm direito   subjetivo  à  nomeação  para  a  posse  que vier  a  ser  dada  nos  cargos   vagos existentes ou nos que vierem a vagar no prazo de validade do   concurso. A recusa da Administração Pública em prover cargos vagos   quando existentes candidatos aprovados em concurso público deve ser   motivada,  e  esta  motivação  é  suscetível  de  apreciação  pelo  Poder   Judiciário’ (RE 227.480, Primeira Turma, Relatora para o acórdão a   Ministra  Cármen  Lúcia,  DJ  de  21.08.09).  No  mesmo  sentido:  RE   581.113,  Primeira  Turma,  Relator  o  Ministro  Dias  Toffoli,  Dj  de   31.05.11  e  RMS  24.119,  Segunda  Turma,  Relator  o  Ministro   Maurício Corrêa, DJ de 14.06.02.  3. In casu, o acórdão originalmente recorrido assentou: ‘CONCURSO  PÚBLICO.  DIREITO  SUBJETIVO  À   NOMEAÇÃO EM RAZÃO DA CRIAÇÃO DE CARGOS POR  LEI.  INOCORRÊNCIA.  OPORTUNIDADE  E  CONVENIÊNCIA.  1.  A  aprovação  em  concurso  público  não  gera  direito  subjetivo  à  nomeação,  senão  mera  expectativa  de  direito.  Manifestada,  porém,  de  forma  inequívoca,  a  necessidade,  a  conveniência e a intenção de provimento do cargo, no prazo de  validade  do  certame,  surge  para  o  candidato  classificado  o  direito à nomeação.  2.  Ainda  que  a  Lei  n.  10.842/2004  tenha  criado  novos  cargos a serem preenchidos nas Zonas Eleitorais submetidas ao  Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, a só criação dos novos  cargos não significa que a Administração tivesse que realizar,  de imediato, o preenchimento destas vagas. A escolha quanto  ao momento da nomeação de novos servidores se submete ao  juízo de oportunidade e conveniência do órgão público.  3. Apelo a que se nega provimento.’ 4.  Decisão  de  fls.  428/429  tornada  sem  efeito  e  recurso    Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 575   extraordinário provido para determinar sejam os agravantes nomeados   nos  cargos  para  os  quais  foram  aprovados  no  concurso  público   realizado  pelo  Tribunal  Regional  Eleitoral  do  Estado  do  Paraná,   respeitada a ordem classificatória.” (fls. 483-485)  Inconformada  com  a  decisão  supra,  a  parte  agravante  interpõe  o  presente recurso, alegando, em síntese:  “De início, a União destaca que, para dar provimento ao recurso   extraordinário das candidatas,  é necessário superar as premissas de   índole infraconstitucional assentadas no acórdão recorrido, porquanto   este  se  limitou  a  considerar  que  a  Lei  nº  10.842/2004  não  seria   autoaplicável, nos termos do seu art. 5º.  (...) De  fato,  deixou  o  legislador,  a  cargo  do  Tribunal  Superior    Eleitoral,  a  decisão discricionária  de  definir  a  proporção  segundo a   qual alocaria os novos cargos para cada Tribunal Regional Eleitoral   durante os anos de 2004, 2005 e 2006, bem corno a divisão dos cargos   de analista entre as áreas judiciária e administrativa.  E  a  regulamentação  veio  com  a  publicação  da  Resolução  nº   21.832 em 10 de  julho de 2004 (cópia do Diário  Oficial  da União   anexa).  Tal  resolução,  corno  se  verifica,  aprovou instruções  para  a   aplicação da Lei nº 10.482/2004.  O resultado final do concurso, conforme informado acima, foi   homologado em 28 de junho de 2002, tendo o seu prazo de validade   expirado em 28 de junho de 2004. A Resolução do TSE foi publicada   em 1º de julho de 2004. Assim, as vagas só foram efetivamente criadas   nesta data, posterior à expiração da data de validade do certame.  (...) Caso esse STF considere que as vagas foram de fato criadas pela    Lei nº 10.842/2004, portanto, dentro do prazo de validade do concurso   em que as recorrentes foram aprovadas, o que se admite apenas por   hipótese  argumentativa,  ainda assim deve-se observar que,  das 206   vagas previstas na lei, apenas 40 foram, de fato, destinadas ao cargo   para o qual as requerentes foram aprovadas.  (...)  Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 576   Desse  modo,  verifica-se  que  Helena  do  Rocio  Caseli  Fuzon e   Evelise Slongo Dudziak não têm direito à nomeação no referido cargo,   tendo em vista que classificadas muito além das vagas existentes para   o  cargo  de  analista  judiciário  -  área  administrativa,  no  prazo  de   validade do concurso.” (fls. 498, 502, 504 e 506)  A parte agravada, instada a se manifestar, requereu o desprovimento  do agravo regimental (fls. 532-541).  É o relatório.  Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 577" }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação  não merece prosperar.  Em  que  pesem  os  argumentos  expendidos  no  agravo,  resta  evidenciado  das  razões  recursais  que  a  parte  agravante  não  trouxe  nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela  ser mantida, por seus próprios fundamentos.  Com efeito, o Tribunal a quo manteve, por maioria, a improcedência  da pretensão inicial, por entender que a criação de novos cargos pela Lei  10.842/2004 para diversos Tribunais Regionais Eleitorais, durante o prazo  de validade do concurso público realizado pela parte ora agravada, não  garantiu  direito  subjetivo  à  nomeação  dos  candidatos  aprovados,  pois  dependia de regulamentação do Tribunal Superior Eleitoral.  Destaco  passagem  ilustrativa  do  voto  condutor  do  acórdão  recorrido:  “Não se pode, na hipótese, impedir o juízo de oportunidade e   conveniência da Administração quanto ao melhor momento de nomear   novos servidores, de acordo com a demanda do serviço, ainda que haja   cargos  vagos  criados  por  lei.  Somente  a  preterição  na  lista  de   nomeação,  ou  manifestação  inequívoca  da  Administração  quanto  à   necessidade de novos servidores, pode dar ensejo ao reconhecimento do   direito à nomeação.  No caso específico dos autos, há ainda aspecto que não deve ser   desconsiderado.  A Lei  n.  10.842,  de  20.20.2004,  criou,  é  verdade,   novos cargos para os diversos Tribunais Regionais Eleitorais do país,   inclusive o do Estado do Paraná. No entanto, dispôs em seu art. 5º    Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 578   que  o  Tribunal  Superior  Eleitoral  deveria  baixar  instruções   necessárias à aplicação daquele diploma legal.  Portanto, o TRE/PR não poderia realizar a nomeação dos novos   cargos  antes  que  o  TSE baixassse  as  instruções  necessárias,  o  que   somente ocorreu por meio da Resolução n. 21.832, publicada no DOU   no dia 1º.07.2004, quando já havia expirado o prazo de validade do   certame de que participaram os autos.” (fls. 341-341 v.)  Por oportuno, colho trecho do voto vencido:  “Ocorre que observando o encadeamento fático, a solução não   pode ser a ofertada pelo eminente Relator. A Lei n.º 10.842/2004 que   criou as vagas pretendidas é de 20.02.2004, quando ainda em vigor o   concurso aberto pelo Edital 01/2002, o que gerou mais do que mera   expectativa de direito à nomeação, mas verdadeiro direito subjetivo em   face do disposto no item 1.3 do Edital 01/2002, que estabelece:  ‘Após o preenchimento das vagas indicadas no item 1.2, os   candidatos habilitados e classificados poderão ser nomeados para   o preenchimento das vagas que vierem a surgir dentro do prazo   de validade do Concurso’. A tese de que a lei não seria auto-executável não merece guarida,    pois a auto-executoriedade é característica do comando legislativo, a   Administração  só  age  dentro  da  lei.  O  resultado  do  concurso  foi   homologado em 28.06.2002, sendo que o prazo de sua validade expirou   em 28.06.2004, dentro já do império da Lei criadora das vagas que foi   de  20.02.2004.  Embora  publicada  em  01.07.2004,  a  Resolução  nº   21.832/2004  do  Tribunal  Superior  Eleitoral,  tem  nítido  caráter  de   exercício  do  juízo  de  conveniência  e  oportunidade,  no  sentido  do   comando  que  a  Lei  nº  10.842/2004  já  impusera,  isto  é,  o   aproveitamento dos candidatos já selecionados e conhecidos.  Desvela-se o exercício pelo Tribunal Superior Eleitoral do juízo   de conveniência e oportunidade, juízo que necessariamente vincula as   cortes eleitorais inferiores, isto é, os Tribunais Regionais Eleitorais.  O ato de convocação dos aprovados deixa de ser discricionário,   vinculando-se à Resolução do Tribunal Superior Eleitoral, em especial,   o artigo 2º, que estabelece:  Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 579   ‘Art.  2º  Os  Tribunais  Regionais  Eleitorais  deverão   aproveitar,  nos  cargos  de  que  trata  o  artigo  anterior,  os   candidatos  habilitados  em concurso  público,  realizado  ou  em   andamento na data de publicação da lei [...]’. Ressalta-se que a Resolução refere-se ao concurso realizado e em    andamento na data da publicação da Lei nº 10.842/2004.” (fls. 344- 344 v.)  Nesse  contexto,  como  já  asseverado  pela  decisão  agravada,  o  acórdão  recorrido  divergiu  do  entendimento  firmado  por  ambas  as  Turmas desta Corte no sentido de que, a edição da Resolução 21.832/2004  pelo  Tribunal  Superior  Eleitoral,  ao  determinar  o  aproveitamento  do  concurso então vigente para o preenchimento das vagas criadas pela Lei  10.842/2004, afastou a discricionariedade da Administração de optar por  fazer  um  novo  concurso  ou  aproveitar  os  candidatos  já  aprovados,  reconhecendo  direito  subjetivo  à  nomeação,  respeitada  a  ordem  classificatória.  Nesse sentido, destaco os seguintes julgados:  “AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO   EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 30.3.2017. DIREITO   ADMINISTRATIVO.  CONCURSO  PÚBLICO.  DIREITO  À   NOMEAÇÃO.  CRIAÇÃO  DE  CARGOS  NA  VIGÊNCIA  DO   CERTAME  EM  QUE  SE  DEU  A  APROVAÇÃO  DOS   CANDIDATOS. LEI 10.842/2004. RESOLUÇÃO 21.832/2004 DO   TSE.  1.  A Resolução  21.832/2004  do  TSE,  ao  determinar  que  os   Tribunais Regionais Eleitorais aproveitem os candidatos aprovados em   concurso público com vigência na data da publicação da Lei 10.842, de   20/2/2004,  reconheceu  o  direito  subjetivo  à  nomeação  desses   candidatos,  restringindo,  assim,  a  discricionariedade  da   Administração. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com   previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, CPC. Nos   termos do artigo 85, § 11, CPC, majoro em ¼ (um quarto) a verba   honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2º e 3º    Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 580   do mesmo dispositivo.” (RE 591.393-AgR-terceiro, Rel. Min. Edson  Fachin, Segunda Turma, DJe de 14/12/2017)  “CONCURSO  PÚBLICO  –  CRIAÇÃO  POSTERIOR  DE   VAGAS  –  DIREITO  À  NOMEAÇÃO  –  RESOLUÇÃO  DO   TRIBUNAL  SUPERIOR  ELEITORAL  –  RESTRIÇÃO  –   DISCRICIONARIEDADE.  No  julgamento  dos  Embargos  de   Declaração nos Agravos  Regimentais nos Recursos Extraordinários   nº 602.867, nº 607.590 e nº 633.341, todos da relatoria do ministro   Luís  Roberto  Barroso  e  relativos  ao  mesmo  concurso  objeto  do   extraordinário,  a  Primeira  Turma  reconheceu  o  direito  subjetivo  à   nomeação  dos  candidatos  aprovados  além  do  número  de  vagas   inicialmente  previsto  no  edital  para  os  cargos  criados  pela  Lei  nº   10.842/2004, considerada a resolução do Tribunal Superior Eleitoral,   que restringiu a discricionariedade da Administração neste caso.” (RE  593.430-AgR-segundo,  Rel.  Min.  Marco  Aurélio,  Primeira  Turma, DJe de 1º/6/2015)  “Agravo regimental no recurso extraordinário. Apelo conhecido   e  provido  pela  Corte.  Inexistência  de  óbices  a  tanto,  vez  que   preenchidos seus requisitos de admissibilidade. Criação, por lei federal,   de  novos  cargos  durante  o  prazo  de  validade  de  concurso  público.   Regramento editado pelo Tribunal Superior Eleitoral a determinar o   aproveitamento, para o preenchimento daqueles cargos, de aprovados   em concurso que estivesse em vigor à data da publicação da Lei. 1.   Muito  embora  não  esteja  a  Administração  Pública  obrigada  a   prorrogar o prazo de validade dos concursos públicos que realiza,  é   certo  que,  se  novos  cargos  vêm a ser  criados  durante  tal  prazo  de   validade,  mostra-se  de  todo  recomendável  que  se  proceda  a  essa   prorrogação. 2. Havendo possibilidade de abertura de novas vagas, a   serem preenchidas em breve, bem como razoável número de aprovados   em concurso ainda em vigor quando da edição da lei que criou essas   novas vagas, não são justificativas bastantes para o indeferimento da   prorrogação  da  validade  de  certame  público  razões  de  política   administrativa  interna  do  Tribunal  Regional  Eleitoral,  responsável   pelo certame. 3. Agravo regimental não provido.” (RE 593.440-AgR,   Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 581   Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 27/11/2013)  “EMBARGOS  DECLARATÓRIOS  EM  AGRAVO   REGIMENTAL  EM  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.   PRETENSÃO  DE  CARÁTER  INFRINGENTE.  EMBARGOS   ACOLHIDOS.  A criação  de  novos  cargos,  ainda  que  no  prazo  de   validade  do  concurso  público,  não  gera  direito  líquido  e  certo  de   nomeação para aqueles aprovados fora do número de vagas do edital,   por se tratar de ato discricionário e, portanto, submetido ao juízo de   conveniência  e  oportunidade da  Administração.  Hipótese  em que a   edição de resolução pelo Tribunal Superior Eleitoral, que determinava   que  as  vagas  criadas  posteriormente  fossem  preenchidas  com  o   concurso  então  vigente,  retirou  do  Tribunal  Regional  Eleitoral  a   discricionariedade de optar por fazer um novo concurso ou aproveitar   os que já estavam concursados. Diante de tal peculiaridade, reconhece- se  aos  recorrentes  o  direito  subjetivo  à  nomeação,  devendo  ser   respeitada a ordem de classificação do concurso público. Embargos de   declaração  acolhidos,  com  excepcional  atribuição  de  efeitos   modificativos,  a  fim  de  conhecer  e  dar  provimento  ao  recurso   extraordinário.” (RE 607.590-AgR-ED, Rel. Min. Roberto Barroso,  Primeira Turma, DJe 8/10/2014)  Por fim, pontuo que é inviável a apreciação da controvérsia acerca  da necessidade de se observar a situação individual de cada recorrente a  fim de se reconhecer  o direito  à nomeação,  porquanto a tese  constitui  inovação, tendo em vista que não foi aduzida em sede de contrarrazões  do recurso extraordinário. Esta Corte já firmou entendimento no sentido  de  que  é  incabível  a  inovação  de  argumentos  nesta  fase  processual,  mesmo em se tratando de matéria de ordem pública. Nesse sentido, AI  518.051-AgR,  Rel.  Min.  Ellen Gracie,  Segunda Turma,  DJ de 17/2/2006,  com a seguinte ementa:  “O prequestionamento é requisito de admissibilidade recursal na   via  extraordinária,  ainda  que  a  questão  debatida  seja  de  ordem   pública.  2.  Além  de  ser  de  índole  infraconstitucional,  constitui   inovação à discussão da lide controvérsia  relativa à prescrição,  não    Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 582   impugnada no apelo extremo. 3. Agravo regimental improvido.”  Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.  É como voto.  Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 583", "votante" : "MIN_LUIZ_FUX" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac2b0d2512244887590" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao  recurso  ordinário,  o  que  fazem  nos  termos do  voto  do  Relator  e  por  unanimidade  de  votos,  em  sessão  presidida  pelo  Ministro  Gilmar  Mendes, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.  MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR " }, "arquivohtml" : "./ITD/106359/html/106359.html", "arquivopdf" : "./ITD/106359/106359.pdf", "arquivossecoes" : { "ATA" : null, "EMENTA_ACORDAO" : "./ITD/106359/html/106359_Ementa_e_Acordao_pg_1_2_seq_1.html", "OUTROS" : [ "./ITD/106359/html/106359_Decisao_de_Julgamento_pg_8_8_seq_4.html", "./ITD/106359/html/106359.html" ], "RELATORIO" : "./ITD/106359/html/106359_Relatorio_pg_3_4_seq_2.html", "VOTOS" : { "106359_Voto_MIN_AYRES_BRITTO_pg_5_7_seq_3" : "./ITD/106359/html/106359_Voto_MIN_AYRES_BRITTO_pg_5_7_seq_3.html" } }, "arquivotxt" : "./ITD/106359/txt/106359.txt", "caminho" : "./ITD/", "ementa" : { "texto" : "EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL EM HABEAS  CORPUS.  PROCESSO  PENAL.  DENÚNCIA.  ALEGAÇÃO  DE  DESCRIÇÃO  INSUFICIENTE  DOS  FATOS  SUPOSTAMENTE  PROTAGONIZADOS PELA PACIENTE. EXAME À LUZ DOS ARTS. 41 E  395 DO CPP. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.   1.  A  jurisprudência  do  Supremo  Tribunal  Federal  é  firme  em  considerar  excepcional  o  trancamento  da  ação  penal  pela  via  processualmente  acanhada  do  habeas  corpus (HC  86.786,  da  minha  relatoria;  HC  84.841,  da  relatoria  do  ministro  Marco  Aurélio).  Via  de  verdadeiro  atalho,  que  só  é  de  ser  adotada  quando  de  logo  avulta  ilegalidade  ou  abuso  de  poder;  isto  é,  quando  a  denúncia  for  manifestamente inepta, faltar pressuposto processual ou condição para o  exercício da ação penal, ou faltar justa causa para o exercício desse tipo de  ação (art. 395 do Código de Processo Penal).   2.  Dois  são  os  parâmetros  objetivos  do  exame  da  validade  da  denúncia: os arts. 41 e 395 do Código de Processo Penal. O art. 41 indica  um  necessário  conteúdo  positivo  para  a  denúncia.  Já  o  art.  395,  esse  impõe à peça de defesa um conteúdo negativo. Se no primeiro (art. 41) há  uma obrigação de fazer por parte do Ministério Público, no segundo (art.  395) há uma obrigação de não fazer; ou seja, a peça de denúncia não pode  incorrer nas impropriedades de que trata o art.  395 do diploma penal  adjetivo.  3. No caso, não há como aderir à tese de impropriedade formal da  peça  acusatória,  pois  descabida  a  proposição  defensiva  de  que  a  denúncia, tal como ajuizada, impede o mais desembaraçado exercício do   DJe 10/06/2011 Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 contraditório e da ampla defesa. Até porque a inicial acusatória descreve  o fato supostamente delituoso e suas circunstâncias até então conhecidas.  Descrição que não deixou passar em branco as circunstâncias elementares  dos tipos penais em causa.  4. Recurso ordinário constitucional em  habeas corpus  a que se nega  provimento.    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AYRES BRITTO\nPROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\n     <b>\n      RECTE.(S) :\n     </b>\n     DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO\n     <b>\n      RECTE.(S) :\n     </b>\n     AMELIA RIBEIRO DOS ANJOS\n     <b>\n      RECDO.(A/S) :\n     </b>\n     MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n    </p>\n    <p>\n     EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL EM\n     <i>\n      HABEAS \nCORPUS\n     </i>\n     .  PROCESSO  PENAL.  DENÚNCIA.  ALEGAÇÃO  DE \nDESCRIÇÃO  INSUFICIENTE  DOS  FATOS  SUPOSTAMENTE \nPROTAGONIZADOS PELA PACIENTE. EXAME À LUZ DOS ARTS. 41 E \n395 DO CPP. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.\n    </p>\n    <p>\n     1.  A  jurisprudência  do  Supremo  Tribunal  Federal  é  firme  em \nconsiderar  excepcional  o  trancamento  da  ação  penal  pela  via \nprocessualmente  acanhada  do\n     <i>\n      habeas  corpus\n     </i>\n     (HC  86.786,  da  minha \nrelatoria;  HC  84.841,  da  relatoria  do  ministro  Marco  Aurélio).  Via  de \nverdadeiro  atalho,  que  só  é  de  ser  adotada  quando  de  logo  avulta \nilegalidade  ou  abuso  de  poder;  isto  é,  quando  a  denúncia  for \nmanifestamente inepta, faltar pressuposto processual ou condição para o \nexercício da ação penal, ou faltar justa causa para o exercício desse tipo de \nação (art. 395 do Código de Processo Penal).\n    </p>\n    <p>\n     2.  Dois  são  os  parâmetros  objetivos  do  exame  da  validade  da \ndenúncia: os arts. 41 e 395 do Código de Processo Penal. O art. 41 indica \num  necessário  conteúdo  positivo  para  a  denúncia.  Já  o  art.  395,  esse \nimpõe à peça de defesa um conteúdo negativo. Se no primeiro (art. 41) há \numa obrigação de fazer por parte do Ministério Público, no segundo (art. \n395) há uma obrigação de não fazer; ou seja, a peça de denúncia não pode \nincorrer nas impropriedades de que trata o art.  395 do diploma penal \nadjetivo.\n    </p>\n    <p>\n     3. No caso, não há como aderir à tese de impropriedade formal da \npeça  acusatória,  pois  descabida  a  proposição  defensiva  de  que  a \ndenúncia, tal como ajuizada, impede o mais desembaraçado exercício do\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1219006.\n    </p>\n    <p>\n     DJe 10/06/2011\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 106.359 / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     contraditório e da ampla defesa. Até porque a inicial acusatória descreve \no fato supostamente delituoso e suas circunstâncias até então conhecidas. \nDescrição que não deixou passar em branco as circunstâncias elementares \ndos tipos penais em causa.\n    </p>\n    <p>\n     4. Recurso ordinário constitucional em\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     a que se nega \nprovimento.\n    </p>\n    <p>\n     A C Ó R D Ã O\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nSegunda Turma do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao \nrecurso  ordinário,  o  que  fazem  nos  termos\n     <b>\n     </b>\n     do  voto  do  Relator  e  por \nunanimidade  de  votos,  em  sessão  presidida  pelo  Ministro  Gilmar \nMendes, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 22 de fevereiro de 2011.\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1219006.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      22/02/2011 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 106.359 DISTRITO FEDERAL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. AYRES BRITTO\nPROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\n     <b>\n      RECTE.(S) :\n     </b>\n     DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO\n     <b>\n      RECTE.(S) :\n     </b>\n     AMELIA RIBEIRO DOS ANJOS\n     <b>\n      RECDO.(A/S) :\n     </b>\n     MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)\n     </b>\n     Trata-se  de  recurso  ordinário  constitucional  interposto  contra\n    </p>\n    <p>\n     acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Acórdão que validou a denúncia \najuizada contra a paciente pelos delitos de inserção de dados falsos em \nsistema de informações (art. 313-A do CP) e de corrupção passiva (art. 317 \ndo CP). Eis a ementa do julgado:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      HABEAS  CORPUS\n     </i>\n     .  PROCESSO  PENAL.  CRIMES \nCONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. TRANCAMENTO \nDA  AÇÃO  PENAL.  INÉPCIA  DA  DENÚNCIA. \nINOCORRÊNCIA.  PRESENÇA  DOS  REQUISITOS  DO \nARTIGO  41  DO  CÓDIGO  DE  PROCESSO  PENAL. \nGARANTIDO  O  EXERCÍCIO  DO  DIREITO  DE  DEFESA. \nORDEM DENEGADA.\n    </p>\n    <p>\n     1. Não é inepta a denúncia que, em conformidade com o \nartigo 41 do Código de Processo Penal, descreve os elementos \nindispensáveis  quanto  à  prática,  em  tese,  dos  delitos  que \nmenciona, apontando, ainda, a existência de indícios suficientes \nde  autoria  em relação  à  paciente,  além de subsídios  aptos  a \nconfigurar  a  materialidade  delitiva  de  forma  a  permitir  o \nexercício do direito de defesa.\n    </p>\n    <p>\n     2.\n     <i>\n      Habeas corpus\n     </i>\n     denegado.”\n    </p>\n    <p>\n     2.  Pois  bem, a Defensoria Pública da União,  recorrente,  insiste no\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1219007.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 106.359 / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     pedido de trancamento da ação penal. Isto sob a alegação de inépcia da \ndenúncia. Inépcia decorrente da ausência de indicação, precisa, do dia em \nque os supostos delitos ocorreram.\n    </p>\n    <p>\n     3.  À  derradeira,  anoto  que  a  Procuradoria-Geral  da  República \nopinou pelo desprovimento do recurso.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n* * * * * * * * * * * *\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1219007.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. AYRES BRITTO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      22/02/2011 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 106.359 DISTRITO FEDERAL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)\n     </b>\n     Ultimado  o  relatório,  passo  ao  voto.  Fazendo-o,  anoto  que  a\n    </p>\n    <p>\n     jurisprudência  do  Supremo  Tribunal  Federal  é  firme  em  considerar \nexcepcional  o  trancamento  da  ação  penal  pela  via  processualmente \nacanhada do\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     (HC 86.786, da minha relatoria; HC 84.841, da \nrelatoria do ministro Marco Aurélio). Via de verdadeiro atalho, que só é \nde ser adotada quando de logo avulta ilegalidade ou abuso de poder; isto \né,  quando  a  denúncia  for  manifestamente  inepta,  faltar  pressuposto \nprocessual  ou condição para o  exercício  da ação penal,  ou faltar  justa \ncausa para o exercício desse tipo de ação (art. 395 do Código de Processo \nPenal).\n    </p>\n    <p>\n     6. Diga-se mais: quando se cuida de apreciar alegação de inépcia de \ndenúncia ou de sua esqualidez por qualquer outro motivo, dois são os \nparâmetros  objetivos  de  tal  exame:  os  arts.  41  e  395  do  Código  de \nProcesso Penal. O art. 41 indica um necessário conteúdo positivo para a \ndenúncia.  Já  o  art.  395,  esse  impõe  à  peça  de  defesa  um  conteúdo \nnegativo. Se no primeiro (art. 41) há uma obrigação de fazer por parte do \nMinistério Público, no segundo (art. 395) há uma obrigação de não fazer; \nou seja, a peça de denúncia não pode incorrer nas impropriedades de que \ntrata o art. 395 do diploma penal adjetivo.\n    </p>\n    <p>\n     7.  Nessa  contextura,  tenho  por  desatendidos  os  pressupostos  de \nencerramento prematuro da ação penal a que responde a paciente. É que \nnão vejo como aderir à tese de impropriedade formal da peça acusatória, \ndada  a  ausência  da  data  em  que  os  delitos  supostamente  foram \ncometidos. É dizer: não tenho como encampar a proposição defensiva de \nque  a  denúncia,  tal  como  ajuizada,  impede  o  mais  desembaraçado \nexercício  do  contraditório  e  da  ampla  defesa.  Leia-se  a  narrativa \nministerial pública:\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1219008.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. AYRES BRITTO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 106.359 / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     “Consta  dos  inclusos  autos  de  inquérito  policial  que  a \ndenunciada  trabalhava  na  Delegacia  Seccional  da  cidade  de \nPatrocínio  no  setor  de  digitação  e  transferência  de  Carteira \nNacional  de  Habilitação,  ocasião  que,  valendo-se  de  sua \ncondição profissional,  alterava dados de forma fraudulenta  e \ncobrava valores referentes a exames que obrigatoriamente ser \nfeito por aqueles que pretendiam renovar ou transferir a CNH.\n    </p>\n    <p>\n     No  entanto,  não  obstante  cobrar  esses  valores  mesmo \neram repassados ao cofres públicos, bem como os condutores \nnão  eram  encaminhados  para  os  devidos  exames,  os  quais \nrecebiam as carteiras devidamente renovadas.\n    </p>\n    <p>\n     Tais fatos vieram a lume em 2001 quando uma condutora \ninformou  à  Autoridade  Policial,  que  respondia  pela  chefia \ndaquela delegacia à época, que solicitou a transferência de sua \nCNH tendo recebido a mesma renovada mediante o pagamento \nde R$ 80,00, sem passar por qualquer exame médico.\n    </p>\n    <p>\n     Isto posto, estando a denunciada incursa nas sanções dos \narts.  313  §  único,  317  ambos  do  Código  Penal  Brasileiro,  o \nMinistério  Público  requer  seja  a  mesma  citada  para  ser \ninterrogada  e  apresentar  defesa,  caso  queira,  processada  na \nforma  da  lei  processual  penal  ouvindo-se  as  testemunhas \nabaixo arroladas e, afinal, condenada nos termos da denúncia.”\n    </p>\n    <p>\n     8. Como se vê, a denúncia atende os requisitos do art. 41 do Código\n    </p>\n    <p>\n     Penal.  É  de  se  notar  a  preocupação  do  órgão  ministerial  público  em \ndescrever o fato supostamente delituoso e suas circunstâncias até então \nconhecidas. Descrição que não deixou passar em branco as circunstâncias \nelementares dos tipos penais em causa. Pelo que não tenho como afastar \nas premissas lançadas pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais,\n     <i>\n      in verbis\n     </i>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     “[...]\nHá menção expressa, ainda, do ano e motivo pelo qual os\n    </p>\n    <p>\n     fatos vieram à tona. Somente não foi possível descrever o dia e \nmês, porque, como bem asseverou a culta Promotora de Justiça, \no  inquérito  policial  não  logrou  êxito  em  determinar,  com \nexatidão, a data do crime.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1219008.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. AYRES BRITTO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 106.359 / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     [...]\nAdemais, nos exatos termos do art. 569 do CPP, quaisquer\n    </p>\n    <p>\n     omissões contidas na exordial podem ser sanadas a qualquer \ntempo, antes da sentença.\n    </p>\n    <p>\n     [...]”\n    </p>\n    <p>\n     9. À derradeira, consigno que eventual dificuldade em se calcular a \nprescrição  não  merece  grandes  considerações.  Isso  porque  é  firme  a \ndoutrina  no  sentido  de  que,  em  situações  duvidosas,  o  cômputo  da \nprescrição terá como base a data mais favorável ao agente. No caso dos \nautos, por exemplo, havendo indícios de que os delitos foram cometidos \nem 2001 e, à falta de precisão do mês e do dia da consumação dos fatos, \nconsiderar-se-á  1º  de  janeiro  de  2001  como  termo  inicial  do  lapso \nprescricional.\n    </p>\n    <p>\n     10.  Presente  essa  ampla  moldura,  nego  provimento  ao  recurso \nordinário.\n    </p>\n    <p>\n     11. É como voto.\n* * * * * * * * * * * *\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1219008.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Decisão de Julgamento\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 106.359\n     </b>\n     PROCED. : DISTRITO FEDERAL\n     <b>\n      RELATOR : MIN. AYRES BRITTO\n     </b>\n     PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\nRECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO\nPACTE.(S) : AMELIA RIBEIRO DOS ANJOS\nRECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     Negado provimento ao recurso ordinário, nos termos do \nvoto  do  Relator.  Decisão  Unânime.  Ausentes,  justificadamente, \nneste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim \nBarbosa.\n     <b>\n      2ª Turma\n     </b>\n     , 22.02.2011.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à \nsessão a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Ayres \nBritto. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de \nMello e Joaquim Barbosa.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.\n    </p>\n    <p>\n     Carlos Alberto Cantanhede\nCoordenador\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1010298\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "22/02/2011 SEGUNDA TURMA\n", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 106.359 DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. AYRES BRITTO\n", "PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL \n", "RECTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO \n", "RECTE.(S) :AMELIA RIBEIRO DOS ANJOS \n", "RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA \n", "EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL EM HABEAS \n", "CORPUS.  PROCESSO  PENAL.  DENÚNCIA.  ALEGAÇÃO  DE \n", "DESCRIÇÃO  INSUFICIENTE  DOS  FATOS  SUPOSTAMENTE \n", "PROTAGONIZADOS PELA PACIENTE. EXAME À LUZ DOS ARTS. 41 E \n", "395 DO CPP. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. \n", "1.  A  jurisprudência  do  Supremo  Tribunal  Federal  é  firme  em \n", "considerar  excepcional  o  trancamento  da  ação  penal  pela  via \n", "processualmente  acanhada  do  habeas  corpus (HC  86.786,  da  minha \n", "relatoria;  HC  84.841,  da  relatoria  do  ministro  Marco  Aurélio).  Via  de \n", "verdadeiro  atalho,  que  só  é  de  ser  adotada  quando  de  logo  avulta \n", "ilegalidade  ou  abuso  de  poder;  isto  é,  quando  a  denúncia  for \n", "manifestamente inepta, faltar pressuposto processual ou condição para o \n", "exercício da ação penal, ou faltar justa causa para o exercício desse tipo de \n", "ação (art. 395 do Código de Processo Penal). \n", "2.  Dois  são  os  parâmetros  objetivos  do  exame  da  validade  da \n", "denúncia: os arts. 41 e 395 do Código de Processo Penal. O art. 41 indica \n", "um  necessário  conteúdo  positivo  para  a  denúncia.  Já  o  art.  395,  esse \n", "impõe à peça de defesa um conteúdo negativo. Se no primeiro (art. 41) há \n", "uma obrigação de fazer por parte do Ministério Público, no segundo (art. \n", "395) há uma obrigação de não fazer; ou seja, a peça de denúncia não pode \n", "incorrer nas impropriedades de que trata o art.  395 do diploma penal \n", "adjetivo.\n", "3. No caso, não há como aderir à tese de impropriedade formal da \n", "peça  acusatória,  pois  descabida  a  proposição  defensiva  de  que  a \n", "denúncia, tal como ajuizada, impede o mais desembaraçado exercício do \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1219006.\n", "DJe 10/06/2011\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8\n", "Ementa e Acórdão\n", "RHC 106.359 / DF \n", "contraditório e da ampla defesa. Até porque a inicial acusatória descreve \n", "o fato supostamente delituoso e suas circunstâncias até então conhecidas. \n", "Descrição que não deixou passar em branco as circunstâncias elementares \n", "dos tipos penais em causa.\n", "4. Recurso ordinário constitucional em  habeas corpus  a que se nega \n", "provimento.\n", "A C Ó R D Ã O \n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao \n", "recurso  ordinário,  o  que  fazem  nos  termos do  voto  do  Relator  e  por \n", "unanimidade  de  votos,  em  sessão  presidida  pelo  Ministro  Gilmar \n", "Mendes, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.\n", "Brasília, 22 de fevereiro de 2011.\n", "MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1219006.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8\n", "Relatório\n", "22/02/2011 SEGUNDA TURMA\n", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 106.359 DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. AYRES BRITTO\n", "PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL \n", "RECTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO \n", "RECTE.(S) :AMELIA RIBEIRO DOS ANJOS \n", "RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)\n", "Trata-se  de  recurso  ordinário  constitucional  interposto  contra \n", "acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Acórdão que validou a denúncia \n", "ajuizada contra a paciente pelos delitos de inserção de dados falsos em \n", "sistema de informações (art. 313-A do CP) e de corrupção passiva (art. 317 \n", "do CP). Eis a ementa do julgado:\n", "“HABEAS  CORPUS.  PROCESSO  PENAL.  CRIMES \n", "CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. TRANCAMENTO \n", "DA  AÇÃO  PENAL.  INÉPCIA  DA  DENÚNCIA. \n", "INOCORRÊNCIA.  PRESENÇA  DOS  REQUISITOS  DO \n", "ARTIGO  41  DO  CÓDIGO  DE  PROCESSO  PENAL. \n", "GARANTIDO  O  EXERCÍCIO  DO  DIREITO  DE  DEFESA. \n", "ORDEM DENEGADA.\n", "1. Não é inepta a denúncia que, em conformidade com o \n", "artigo 41 do Código de Processo Penal, descreve os elementos \n", "indispensáveis  quanto  à  prática,  em  tese,  dos  delitos  que \n", "menciona, apontando, ainda, a existência de indícios suficientes \n", "de  autoria  em relação  à  paciente,  além de subsídios  aptos  a \n", "configurar  a  materialidade  delitiva  de  forma  a  permitir  o \n", "exercício do direito de defesa.\n", "2. Habeas corpus denegado.”\n", "2.  Pois  bem, a Defensoria Pública da União,  recorrente,  insiste no \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1219007.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8\n", "Relatório\n", "RHC 106.359 / DF \n", "pedido de trancamento da ação penal. Isto sob a alegação de inépcia da \n", "denúncia. Inépcia decorrente da ausência de indicação, precisa, do dia em \n", "que os supostos delitos ocorreram. \n", "3.  À  derradeira,  anoto  que  a  Procuradoria-Geral  da  República \n", "opinou pelo desprovimento do recurso.\n", "É o relatório.\n", "* * * * * * * * * * * * \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1219007.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8\n", "Voto - MIN. AYRES BRITTO\n", "22/02/2011 SEGUNDA TURMA\n", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 106.359 DISTRITO FEDERAL\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)\n", "Ultimado  o  relatório,  passo  ao  voto.  Fazendo-o,  anoto  que  a \n", "jurisprudência  do  Supremo  Tribunal  Federal  é  firme  em  considerar \n", "excepcional  o  trancamento  da  ação  penal  pela  via  processualmente \n", "acanhada do habeas corpus (HC 86.786, da minha relatoria; HC 84.841, da \n", "relatoria do ministro Marco Aurélio). Via de verdadeiro atalho, que só é \n", "de ser adotada quando de logo avulta ilegalidade ou abuso de poder; isto \n", "é,  quando  a  denúncia  for  manifestamente  inepta,  faltar  pressuposto \n", "processual  ou condição para o  exercício  da ação penal,  ou faltar  justa \n", "causa para o exercício desse tipo de ação (art. 395 do Código de Processo \n", "Penal). \n", "6. Diga-se mais: quando se cuida de apreciar alegação de inépcia de \n", "denúncia ou de sua esqualidez por qualquer outro motivo, dois são os \n", "parâmetros  objetivos  de  tal  exame:  os  arts.  41  e  395  do  Código  de \n", "Processo Penal. O art. 41 indica um necessário conteúdo positivo para a \n", "denúncia.  Já  o  art.  395,  esse  impõe  à  peça  de  defesa  um  conteúdo \n", "negativo. Se no primeiro (art. 41) há uma obrigação de fazer por parte do \n", "Ministério Público, no segundo (art. 395) há uma obrigação de não fazer; \n", "ou seja, a peça de denúncia não pode incorrer nas impropriedades de que \n", "trata o art. 395 do diploma penal adjetivo.\n", "7.  Nessa  contextura,  tenho  por  desatendidos  os  pressupostos  de \n", "encerramento prematuro da ação penal a que responde a paciente. É que \n", "não vejo como aderir à tese de impropriedade formal da peça acusatória, \n", "dada  a  ausência  da  data  em  que  os  delitos  supostamente  foram \n", "cometidos. É dizer: não tenho como encampar a proposição defensiva de \n", "que  a  denúncia,  tal  como  ajuizada,  impede  o  mais  desembaraçado \n", "exercício  do  contraditório  e  da  ampla  defesa.  Leia-se  a  narrativa \n", "ministerial pública:\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1219008.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8\n", "Voto - MIN. AYRES BRITTO\n", "RHC 106.359 / DF \n", "“Consta  dos  inclusos  autos  de  inquérito  policial  que  a \n", "denunciada  trabalhava  na  Delegacia  Seccional  da  cidade  de \n", "Patrocínio  no  setor  de  digitação  e  transferência  de  Carteira \n", "Nacional  de  Habilitação,  ocasião  que,  valendo-se  de  sua \n", "condição profissional,  alterava dados de forma fraudulenta  e \n", "cobrava valores referentes a exames que obrigatoriamente ser \n", "feito por aqueles que pretendiam renovar ou transferir a CNH.\n", "No  entanto,  não  obstante  cobrar  esses  valores  mesmo \n", "eram repassados ao cofres públicos, bem como os condutores \n", "não  eram  encaminhados  para  os  devidos  exames,  os  quais \n", "recebiam as carteiras devidamente renovadas.\n", "Tais fatos vieram a lume em 2001 quando uma condutora \n", "informou  à  Autoridade  Policial,  que  respondia  pela  chefia \n", "daquela delegacia à época, que solicitou a transferência de sua \n", "CNH tendo recebido a mesma renovada mediante o pagamento \n", "de R$ 80,00, sem passar por qualquer exame médico.\n", "Isto posto, estando a denunciada incursa nas sanções dos \n", "arts.  313  §  único,  317  ambos  do  Código  Penal  Brasileiro,  o \n", "Ministério  Público  requer  seja  a  mesma  citada  para  ser \n", "interrogada  e  apresentar  defesa,  caso  queira,  processada  na \n", "forma  da  lei  processual  penal  ouvindo-se  as  testemunhas \n", "abaixo arroladas e, afinal, condenada nos termos da denúncia.”\n", " \n", "8. Como se vê, a denúncia atende os requisitos do art. 41 do Código \n", "Penal.  É  de  se  notar  a  preocupação  do  órgão  ministerial  público  em \n", "descrever o fato supostamente delituoso e suas circunstâncias até então \n", "conhecidas. Descrição que não deixou passar em branco as circunstâncias \n", "elementares dos tipos penais em causa. Pelo que não tenho como afastar \n", "as premissas lançadas pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, in verbis:\n", "“[...]\n", "Há menção expressa, ainda, do ano e motivo pelo qual os \n", "fatos vieram à tona. Somente não foi possível descrever o dia e \n", "mês, porque, como bem asseverou a culta Promotora de Justiça, \n", "o  inquérito  policial  não  logrou  êxito  em  determinar,  com \n", "exatidão, a data do crime.\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1219008.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8\n", "Voto - MIN. AYRES BRITTO\n", "RHC 106.359 / DF \n", "[...]\n", "Ademais, nos exatos termos do art. 569 do CPP, quaisquer \n", "omissões contidas na exordial podem ser sanadas a qualquer \n", "tempo, antes da sentença.\n", "[...]”\n", "9. À derradeira, consigno que eventual dificuldade em se calcular a \n", "prescrição  não  merece  grandes  considerações.  Isso  porque  é  firme  a \n", "doutrina  no  sentido  de  que,  em  situações  duvidosas,  o  cômputo  da \n", "prescrição terá como base a data mais favorável ao agente. No caso dos \n", "autos, por exemplo, havendo indícios de que os delitos foram cometidos \n", "em 2001 e, à falta de precisão do mês e do dia da consumação dos fatos, \n", "considerar-se-á  1º  de  janeiro  de  2001  como  termo  inicial  do  lapso \n", "prescricional.\n", "10.  Presente  essa  ampla  moldura,  nego  provimento  ao  recurso \n", "ordinário.\n", "11. É como voto.\n", "* * * * * * * * * * * *\n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1219008.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8\n", "Decisão de Julgamento\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 106.359\n", "PROCED. : DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. AYRES BRITTO\n", "PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\n", "RECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO\n", "PACTE.(S) : AMELIA RIBEIRO DOS ANJOS\n", "RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n", "Decisão: Negado provimento ao recurso ordinário, nos termos do \n", "voto  do  Relator.  Decisão  Unânime.  Ausentes,  justificadamente, \n", "neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim \n", "Barbosa. 2ª Turma, 22.02.2011.\n", "Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à \n", "sessão a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Ayres \n", "Britto. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de \n", "Mello e Joaquim Barbosa.\n", "Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.\n", "Carlos Alberto Cantanhede\n", "Coordenador\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1010298\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8\n" ], "numero" : "106359", "partes" : [ { "nome" : "MIN. AYRES BRITTO", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" }, { "nome" : "AMELIA RIBEIRO DOS ANJOS", "sigla" : "", "tipo" : "RECTE.(S)" }, { "nome" : "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "sigla" : "", "tipo" : "RECDO.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. AYRES BRITTO", "texto" : "O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR) Trata-se  de  recurso  ordinário  constitucional  interposto  contra   acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Acórdão que validou a denúncia  ajuizada contra a paciente pelos delitos de inserção de dados falsos em  sistema de informações (art. 313-A do CP) e de corrupção passiva (art. 317  do CP). Eis a ementa do julgado:  “HABEAS  CORPUS.  PROCESSO  PENAL.  CRIMES  CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. TRANCAMENTO  DA  AÇÃO  PENAL.  INÉPCIA  DA  DENÚNCIA.  INOCORRÊNCIA.  PRESENÇA  DOS  REQUISITOS  DO  ARTIGO  41  DO  CÓDIGO  DE  PROCESSO  PENAL.  GARANTIDO  O  EXERCÍCIO  DO  DIREITO  DE  DEFESA.  ORDEM DENEGADA.  1. Não é inepta a denúncia que, em conformidade com o  artigo 41 do Código de Processo Penal, descreve os elementos  indispensáveis  quanto  à  prática,  em  tese,  dos  delitos  que  menciona, apontando, ainda, a existência de indícios suficientes  de  autoria  em relação  à  paciente,  além de subsídios  aptos  a  configurar  a  materialidade  delitiva  de  forma  a  permitir  o  exercício do direito de defesa.  2. Habeas corpus denegado.”  2.  Pois  bem, a Defensoria Pública da União,  recorrente,  insiste no     pedido de trancamento da ação penal. Isto sob a alegação de inépcia da  denúncia. Inépcia decorrente da ausência de indicação, precisa, do dia em  que os supostos delitos ocorreram.   3.  À  derradeira,  anoto  que  a  Procuradoria-Geral  da  República  opinou pelo desprovimento do recurso.  É o relatório. * * * * * * * * * * * *  " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR) Ultimado  o  relatório,  passo  ao  voto.  Fazendo-o,  anoto  que  a   jurisprudência  do  Supremo  Tribunal  Federal  é  firme  em  considerar  excepcional  o  trancamento  da  ação  penal  pela  via  processualmente  acanhada do habeas corpus (HC 86.786, da minha relatoria; HC 84.841, da  relatoria do ministro Marco Aurélio). Via de verdadeiro atalho, que só é  de ser adotada quando de logo avulta ilegalidade ou abuso de poder; isto  é,  quando  a  denúncia  for  manifestamente  inepta,  faltar  pressuposto  processual  ou condição para o  exercício  da ação penal,  ou faltar  justa  causa para o exercício desse tipo de ação (art. 395 do Código de Processo  Penal).   6. Diga-se mais: quando se cuida de apreciar alegação de inépcia de  denúncia ou de sua esqualidez por qualquer outro motivo, dois são os  parâmetros  objetivos  de  tal  exame:  os  arts.  41  e  395  do  Código  de  Processo Penal. O art. 41 indica um necessário conteúdo positivo para a  denúncia.  Já  o  art.  395,  esse  impõe  à  peça  de  defesa  um  conteúdo  negativo. Se no primeiro (art. 41) há uma obrigação de fazer por parte do  Ministério Público, no segundo (art. 395) há uma obrigação de não fazer;  ou seja, a peça de denúncia não pode incorrer nas impropriedades de que  trata o art. 395 do diploma penal adjetivo.  7.  Nessa  contextura,  tenho  por  desatendidos  os  pressupostos  de  encerramento prematuro da ação penal a que responde a paciente. É que  não vejo como aderir à tese de impropriedade formal da peça acusatória,  dada  a  ausência  da  data  em  que  os  delitos  supostamente  foram  cometidos. É dizer: não tenho como encampar a proposição defensiva de  que  a  denúncia,  tal  como  ajuizada,  impede  o  mais  desembaraçado  exercício  do  contraditório  e  da  ampla  defesa.  Leia-se  a  narrativa  ministerial pública:    “Consta  dos  inclusos  autos  de  inquérito  policial  que  a  denunciada  trabalhava  na  Delegacia  Seccional  da  cidade  de  Patrocínio  no  setor  de  digitação  e  transferência  de  Carteira  Nacional  de  Habilitação,  ocasião  que,  valendo-se  de  sua  condição profissional,  alterava dados de forma fraudulenta  e  cobrava valores referentes a exames que obrigatoriamente ser  feito por aqueles que pretendiam renovar ou transferir a CNH.  No  entanto,  não  obstante  cobrar  esses  valores  mesmo  eram repassados ao cofres públicos, bem como os condutores  não  eram  encaminhados  para  os  devidos  exames,  os  quais  recebiam as carteiras devidamente renovadas.  Tais fatos vieram a lume em 2001 quando uma condutora  informou  à  Autoridade  Policial,  que  respondia  pela  chefia  daquela delegacia à época, que solicitou a transferência de sua  CNH tendo recebido a mesma renovada mediante o pagamento  de R$ 80,00, sem passar por qualquer exame médico.  Isto posto, estando a denunciada incursa nas sanções dos  arts.  313  §  único,  317  ambos  do  Código  Penal  Brasileiro,  o  Ministério  Público  requer  seja  a  mesma  citada  para  ser  interrogada  e  apresentar  defesa,  caso  queira,  processada  na  forma  da  lei  processual  penal  ouvindo-se  as  testemunhas  abaixo arroladas e, afinal, condenada nos termos da denúncia.”    8. Como se vê, a denúncia atende os requisitos do art. 41 do Código   Penal.  É  de  se  notar  a  preocupação  do  órgão  ministerial  público  em  descrever o fato supostamente delituoso e suas circunstâncias até então  conhecidas. Descrição que não deixou passar em branco as circunstâncias  elementares dos tipos penais em causa. Pelo que não tenho como afastar  as premissas lançadas pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, in verbis:  “[...] Há menção expressa, ainda, do ano e motivo pelo qual os   fatos vieram à tona. Somente não foi possível descrever o dia e  mês, porque, como bem asseverou a culta Promotora de Justiça,  o  inquérito  policial  não  logrou  êxito  em  determinar,  com  exatidão, a data do crime.    [...] Ademais, nos exatos termos do art. 569 do CPP, quaisquer   omissões contidas na exordial podem ser sanadas a qualquer  tempo, antes da sentença.  [...]”  9. À derradeira, consigno que eventual dificuldade em se calcular a  prescrição  não  merece  grandes  considerações.  Isso  porque  é  firme  a  doutrina  no  sentido  de  que,  em  situações  duvidosas,  o  cômputo  da  prescrição terá como base a data mais favorável ao agente. No caso dos  autos, por exemplo, havendo indícios de que os delitos foram cometidos  em 2001 e, à falta de precisão do mês e do dia da consumação dos fatos,  considerar-se-á  1º  de  janeiro  de  2001  como  termo  inicial  do  lapso  prescricional.  10.  Presente  essa  ampla  moldura,  nego  provimento  ao  recurso  ordinário.  11. É como voto. * * * * * * * * * * * * ", "votante" : "MIN_AYRES_BRITTO" } ] }
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A liberdade  de  locomoção,  bem  jurídico  tutelado  pelo  Habeas   Corpus,  tem como pressupostos constitucionais a efetiva vulneração ou  ameaça,  em  razão  de  ilegalidade  ou  abuso  de  poder  desse  direito,  restando inviável sua utilização nas hipóteses de ausência demonstração  objetiva  e  concreta  da  ameaça  ou  constrição  ilegítima  ao  direito  de  liberdade  de  locomoção  do  paciente.  Precedentes:  HC  133.753  AgR,  Tribunal  Pleno,  Rel.  Min.  Cármen  Lúcia,  DJe  28/06/2016,  HC  131.164,  Primeira  Turma,  Rel.  Min.  Edson  Fachin,  DJe  14/09/2016,  HC 129.822- AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJE de 20/10/2015 e RHC   124.715-AgR, Primeira Turma, Rel. Roberto Barroso, DJe de 19/05/2015. 2.  In casu, o recorrente impetrou  writ no intuito de rever decisões   proferidas nos autos dos HC’s 168.915 e 193.390, que tramitaram junto ao  Superior  Tribunal  de  Justiça,  as  quais  transitaram  em  julgado  respectivamente, em 28/07/2015 e 04/02/2015, sendo objeto a anulação de  decisão proferida pelo juízo de execução criminal originário.     3.  A competência  originária  do  Supremo  Tribunal  Federal  para  conhecer e julgar  habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo  102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição da República, sendo certo que o  paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição  desta Corte.  4. O  habeas  corpus não  pode  ser  manejado  como  sucedâneo  de  recurso ou de revisão criminal.   5.  Agravo regimental desprovido.  " }, "extratoata" : { "texto" : "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 151.281 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. 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Precedentes:  HC  133.753  AgR, \nTribunal  Pleno,  Rel.  Min.  Cármen  Lúcia,  DJe  28/06/2016,  HC  131.164, \nPrimeira  Turma,  Rel.  Min.  Edson  Fachin,  DJe  14/09/2016,  HC 129.822-\nAgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJE de 20/10/2015 e RHC\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14639816.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 151281 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     124.715-AgR, Primeira Turma, Rel. Roberto Barroso, DJe de 19/05/2015.\n     <b>\n      2.\n     </b>\n     <i>\n      In casu\n     </i>\n     , o recorrente impetrou\n     <i>\n      writ\n     </i>\n     no intuito de rever decisões\n    </p>\n    <p>\n     proferidas nos autos dos HC’s 168.915 e 193.390, que tramitaram junto ao \nSuperior  Tribunal  de  Justiça,  as  quais  transitaram  em  julgado \nrespectivamente, em 28/07/2015 e 04/02/2015, sendo objeto a anulação de \ndecisão proferida pelo juízo de execução criminal originário.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      3.\n     </b>\n     A competência  originária  do  Supremo  Tribunal  Federal  para \nconhecer e julgar\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     está definida, exaustivamente, no artigo \n102, inciso I, alíneas\n     <i>\n      d\n     </i>\n     e\n     <i>\n      i\n     </i>\n     , da Constituição da República, sendo certo que o \npaciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição \ndesta Corte.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      4.\n     </b>\n     O\n     <i>\n      habeas  corpus\n     </i>\n     não  pode  ser  manejado  como  sucedâneo  de \nrecurso ou de revisão criminal.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      5.\n     </b>\n     Agravo regimental desprovido.\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade \nda ata de julgamento virtual de 23/3/2018 a 3/4/2018, por maioria, negou \nprovimento ao agravo,  nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro \nMarco Aurélio.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 4 de abril de 2018.\nMinistro\n     <b>\n      LUIZ FUX - RELATOR\n     </b>\n     <i>\n      Documento assinado digitalmente\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14639816.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      04/04/2018 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO HABEAS CORPUS 151.281 SÃO PAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     RENATO DOS SANTOS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     RENATO DOS SANTOS\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):\n     </b>\n     Trata-se  de  agravo \nregimental  interposto  por  RENATO  DOS  SANTOS, contra  decisão  de \nminha relatoria, a qual restou assim ementada:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “HABEAS  CORPUS.  PETIÇÃO  INEPTA.  DEFICIÊNCIA \nNA INSTRUÇÃO.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      - Seguimento negado, com esteio no artigo 21, § 1º do RISTF. \n- Ciência ao Ministério Público Federal. ”\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Consta dos autos que o recorrente impetrou\n     <i>\n      writ\n     </i>\n     no intuito de rever \ndecisões proferidas nos autos dos HC’s 168.915 e 193.390, que tramitaram \njunto ao Superior Tribunal de Justiça, as quais transitaram em julgado, \nrespectivamente, em 28/07/2015 e 04/02/2015, sendo objeto a anulação de \ndecisão proferida pelo juízo de execução criminal originário.\n    </p>\n    <p>\n     Negado seguimento ao\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     ,  sobrevém o presente recurso \nem que o agravante repisa os argumentos da inicial e, ao final, pugna,\n     <i>\n      in  \nverbis\n     </i>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Pedir para que Suprema Corte retirar o nome do requerente do  \nrol dos culpados; e um valor indenizatório, é o mínimo que o Estado  \npode fazer depois de todos os transtornos passados. (…) Caso o pedido  \ndo requerente esteja com falta de provas comprovatórias; peço que seja  \nintimado o MPF e um defensor público. Direito constitucional.”\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14639817.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      04/04/2018 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO HABEAS CORPUS 151.281 SÃO PAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):\n     </b>\n     A presente irresignação \nnão merece prosperar.\n    </p>\n    <p>\n     Em  que  pesem  os  argumentos  expendidos  no  agravo,  resta \nevidenciado das  razões  recursais  que o  agravante  não trouxe nenhum \nargumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual  deve \nela ser mantida, por seus próprios fundamentos.\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Ab initio\n     </i>\n     , a competência originária do Supremo Tribunal Federal para \nconhecer e julgar\n     <i>\n      Habeas Corpus\n     </i>\n     está definida,  taxativamente,  no artigo \n102, inciso I, alíneas\n     <i>\n      d\n     </i>\n     e\n     <i>\n      i\n     </i>\n     , da Constituição Federal,\n     <i>\n      verbis\n     </i>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Art.  102.  Compete  ao  Supremo  Tribunal  Federal,  \nprecipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      I processar e julgar, originariamente:\n(…)\nd)  o  habeas  corpus,  sendo  paciente  qualquer  das  pessoas\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas  \ndata contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e  \ndo Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-\nGeral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal;\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      …\ni) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos  \nestejam  sujeitos  diretamente  à  jurisdição  do  Supremo  Tribunal  \nFederal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única  \ninstância.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      In  casu\n     </i>\n     ,  os  recorrentes  não  estão  arrolados  em  nenhuma  das \nhipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14639818.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 151281 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o \nMinistro Celso de Mello, Dje de 1º.10.99, é elucidativa e precisa quanto à \ntaxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “PROTESTO  JUDICIAL  FORMULADO  CONTRA \nDEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER  \nPENAL  (CPC,  ART.  867)  -  AUSÊNCIA  DE  COMPETÊNCIA \nORIGINÁRIA  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL  -  \nRECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE  \nFORO – UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS  \nDE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE  \nNATUREZA CIVIL.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de  \nProcesso  Civil  (protesto,  notificação  ou  interpelação),  quando  \npromovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem  \nna  esfera  de  competência  originária  do  Supremo  Tribunal  Federal,  \nprecisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL -  \nCUJOS  FUNDAMENTOS  REPOUSAM  NA  CONSTITUIÇÃO  \nDA  REPÚBLICA  -  SUBMETE-SE  A  REGIME  DE  DIREITO  \nESTRITO.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      - A competência originária do Supremo Tribunal Federal,  por  \nqualificar-se  como  um  complexo  de  atribuições  jurisdicionais  de  \nextração  essencialmente  constitucional  -  e  ante  o  regime de  direito  \nestrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser  \nestendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus  \nclausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da  \nRepública. Precedentes.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa  \ncompetência  institucional,  tem levado  o  Supremo Tribunal  Federal,  \npor efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar,  \ndo âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o  \njulgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no  \ntexto  constitucional  (ações  populares,  ações  civis  públicas,  ações  \ncautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares),  \nmesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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Precedentes”\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Afigura-se  paradoxal,  em  tema  de  direito  estrito,  conferir \ninterpretação  extensiva  para  abranger  no  rol  de  competências  do \nSupremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição.\n    </p>\n    <p>\n     A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal \ndeve  conhecer  de\n     <i>\n      habeas  corpus\n     </i>\n     substitutivo  de  recurso  extraordinário \ncontrasta com os meios de contenção de feitos,  remota e recentemente \nimplementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo \nde viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre \nfunção de guardião da Constituição da República.\n    </p>\n    <p>\n     E  nem  se  argumente  com  o  que  se  convencionou  chamar  de \njurisprudência  defensiva.  Não é  disso que se  trata,  mas de necessária, \nimperiosa  e  urgente  reviravolta  de  entendimento  em  prol  da \norganicidade do direito, especificamente no que tange às competências \noriginária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     recurso extraordinário, valendo acrescer que essa ação nobre \nnão pode e  nem deve ser  banalizada a  pretexto,  em muitos  casos,  de \npseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir.\n    </p>\n    <p>\n     A propósito da organicidade e dinâmica do direito,  impondo-se a \ncorreção  de  rumos,  bem discorreu o  Ministro  Marco Aurélio,  no voto \nproferido  no  HC  110.055/MG,  que  capitaneou  a  mudança  de \nentendimento na Primeira Turma,\n     <i>\n      verbis\n     </i>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Essa óptica há de  ser  observada,  também, no que o  acórdão  \nimpugnado  foi  formalizado  pelo  Superior  Tribunal  de  Justiça  em  \nrecurso ordinário constitucional em habeas corpus.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      De duas, uma: ou há, no acórdão proferido, quadro a ensejar a\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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Extingo  o  processo  sem  o  \njulgamento do mérito” (HC 110.055/MG, Primeira Turma,  DJe  de  \n9/11/12 – grifei)\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n     </i>\n     No mesmo sentido, firmou-se o entendimento da Primeira Turma \ndesta Corte no sentido da inadmissibilidade da utilização do\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     como  substitutivo  de  recurso  extraordinário,  conforme  se  verifica  nos \nseguintes precedentes:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Habeas  corpus  substitutivo  de  recurso  extraordinário.  \nInadequação da via  eleita  ao caso concreto.  Precedente  da Primeira  \nTurma.  Flexibilização  circunscrita  às  hipóteses  de  flagrante  \nilegalidade,  abuso  de  poder  ou  teratologia.  Não  ocorrência.  Writ  \nextinto, em face da inadequação da via eleita. 1. Impetração manejada  \nem substituição ao recurso extraordinário, a qual esbarra em decisão  \nda Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 16/10/12,  \nassentou, quando do julgamento do HC nº 110.055/MG, Relator  o  \nMinistro  Marco  Aurélio,  a  inadmissibilidade  do  habeas  corpus  em  \ncasos como esse. 2. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte,  \nquando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo,  \nanalise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso  \nde poder ou teratologia, o que não se evidencia na espécie. 3. Habeas  \ncorpus extinto por inadequação da via eleita.\n     </i>\n     (HC 113.805/SP, Rel. \nMin. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 15/4/2013 – grifei).\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      HABEAS CORPUS. CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO.  \nROUBOS  CIRCUNSTANCIADOS.  TENTATIVA  DE  FURTO  \nQUALIFICADO. QUADRILHA. PORTE ILEGAL DE ARMA DE  \nFOGO DE USO RESTRITO. PRISÃO PREVENTIVA MANTIDA \nNA SENTENÇA CONDENATÓRIA. 1. Contra acórdão exarado em  \nrecurso  ordinário  em  habeas  corpus  remanesce  a  possibilidade  de  \nmanejo  do  recurso  extraordinário,  previsto  no  art.  102,  III,  da  \nconstituição  federal.  diante  da  dicção  constitucional  não  cabe,  em\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14639818.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 151281 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      decorrência,  a  utilização  de  novo  habeas  corpus,  em  caráter  \nsubstitutivo. 2. havendo condenação criminal, encontram-se presentes  \nos  pressupostos  da  preventiva,  a  saber,  prova  da  materialidade  e  \nindícios  de  autoria.  não  se  trata,  apenas,  de  juízo  de  cognição  \nprovisória e sumária acerca da responsabilidade criminal do acusado,  \nmas,  sim,  de  julgamento  condenatório,  precedido  por  amplo  \ncontraditório e no qual as provas foram objeto de avaliação imparcial,  \nou  seja,  um  juízo  efetuado,  com  base  em  cognição  profunda  e  \nexaustiva, de que o condenado é culpado de um crime. ainda que a  \nsentença  esteja  sujeita  à  reavaliação  crítica  através  de  recursos,  a  \nsituação difere da prisão preventiva decretada antes do julgamento. 3.  \nse as circunstâncias concretas do crime indicam o envolvimento do  \npaciente  em  organização  criminosa  numerosa,  bem  estruturada,  \nvoltada à prática de crimes graves, tais como, tráfico de drogas, roubo  \nde  cargas,  furtos  de  caixas  eletrônicos,  aquisição  de  armas,  a  \npericulosidade  e  risco  de  reiteração  delitiva  está  justificada  a  \ndecretação  ou  a  manutenção  da  prisão  cautelar  para  resguardar  a  \nordem  pública,  à  luz  do  art.  312  do  cpp.  precedentes.  4.  ordem  \ndenegada.”\n     </i>\n     (HC 118.981/MT, PRIMEIRA TURMA,  REL.  MIN.  ROSA \nWEBER, , DJE 19/11/2013).\n    </p>\n    <p>\n     Demais disso, inexiste excepcionalidade que permita a concessão da \nordem  de  ofício  ante  a  ausência  de  teratologia  na  decisão  atacada, \nflagrante ilegalidade ou abuso de poder.\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Ab initio\n     </i>\n     , a petição inicial do\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     é inepta, uma vez que não \npreenche os requisitos objetivos legais do\n     <i>\n      Habeas Corpus\n     </i>\n     previstos no art. \n654, § 1º, alíneas\n     <i>\n      a\n     </i>\n     e\n     <i>\n      b,\n     </i>\n     do Código de Processo Penal.\n    </p>\n    <p>\n     Ainda que superado esse óbice intransponível, não merece prosperar \no presente recurso, pois o bem jurídico tutelado pelo\n     <i>\n      Habeas Corpus\n     </i>\n     é a \nliberdade de locomoção e tem como pressupostos constitucionais a sua \nefetiva vulneração, ou ameaça de lesão, em razão de  ilegalidade ou abuso \nde poder. Essa é a exegese do artigo 5º, LXVIII, da Constituição Federal,\n     <i>\n      in litteris:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14639818.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 151281 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Art. 5º. [...]\nLXVIII – conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de  \nlocomoção, por ilegalidade ou abuso de poder;“\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     É evidente,  portanto,  a  impossibilidade de esse direito,  inerente à\n    </p>\n    <p>\n     condição humana, sofrer qualquer forma de restrição ou limitação, senão \naquelas previstas pelo legislador.\n    </p>\n    <p>\n     O  Código  de  Processo  Penal  não  destoa  do  comando  inserto  na \nConstituição Federal. Nesse sentido dispõe o artigo 647,\n     <i>\n      ad litteram\n     </i>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Art. 647. Dar-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou  \nse  achar  na  iminência  de  sofrer  violência  ou  coação  ilegal  na  sua  \nliberdade de ir e vir, salvo nos casos de punição disciplinar.”\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Nesse sentido é a jurisprudência desta Corte,\n     <i>\n      verbis:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PENAL.  \nCRIME DE FALSIDADE IDEOLÓGICA.  EXAME EXCLUSIVO  \nDE  PRESSUPOSTOS  DE  RECURSO  PARA  O  SUPERIOR  \nTRIBUNAL  DE  JUSTIÇA.  AUSÊNCIA  DE  AMEAÇA  AO  \nDIREITO DE IR E VIR.  INVIABILIDADE DA IMPETRAÇÃO.  \nPRECEDENTES.  AGRAVO  AO  QUAL  SE  NEGA \nPROVIMENTO.  1.  No  art.  5º,  inc.  LXVIII,  da  Constituição  da  \nRepública,  condiciona-se a  concessão do habeas corpus às situações  \nnas  quais  alguém sofra  ou  esteja  ameaçado  de  sofrer  violência  ou  \ncoação na liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder. 2.  \nA questão posta a  exame na ação restringe-se à apreciação de item  \nprocessual analisado pela autoridade tida como coatora, revelando-se  \nutilização do habeas corpus como sucedâneo recursal, para julgamento  \nde situações estranhas à liberdade de locomoção. Discute-se, na espécie  \nvertente,  a  decisão  do  Superior  Tribunal  de  Justiça  pela  qual  se  \nconcluiu ausente pressuposto de admissibilidade recursal. Tal matéria  \nnão se comporta em sede de habeas corpus. Precedentes. 3. O Relator,  \ncom  fundamento  no  art.  21,  §  1º,  do  Regimento  Interno  deste\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14639818.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 151281 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Supremo Tribunal Federal, pode negar seguimento ao habeas corpus  \nmanifestamente  inadmissível,  improcedente  ou  contrário  à  \njurisprudência  dominante,  embora  sujeita  a  decisão  a  agravo  \nregimental. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.”\n     </i>\n     (HC \n129.822-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de \n20/10/2015)\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Processo Penal Militar. Agravo regimental em habeas corpus.  \nIngresso clandestino (Art. 302 do CPM). Inovação de fundamentos.  \nAusência  de  violação  ao  direito  de  locomoção.  Reexame  de  fatos  e  \nprovas. 1. As questões referentes à competência da Justiça Militar e da  \ncomprovação  da  materialidade  delitiva  não  foram  arguidas  nas  \ninstâncias precedentes e na petição inicial do habeas corpus, tendo sido  \nsuscitadas somente nesta via recursal. Trata-se, portanto, de inovação  \ninsuscetível de análise neste momento processual. Precedentes. 2. O  \nhabeas corpus “visa proteger a liberdade de locomoção, liberdade de ir,  \nvir e ficar por ilegalidade ou abuso de poder, não podendo ser utilizado  \npara a proteção de direitos outros” (HC 82.880-AgR, rel. Min. Carlos  \nVelloso).  3.  O  acolhimento  da  pretensão  defensiva  demandaria  o  \nreexame do material probatório produzido nas instâncias precedentes,  \no que é vedado na via do habeas corpus. Precedentes. 4. Ademais, o  \nSupremo Tribunal  Federal  já  decidiu  que,  “Embora  a  produção  da  \nprova  técnica  seja  necessária  para  esclarecer  situações  de  dúvida  \nobjetiva acerca da existência da infração penal, o seu afastamento é  \nsistemático  e  teleologicamente  autorizado  pela  legislação  processual  \npenal nos casos em que há nos autos outros elementos idôneos aptos a  \ncomprovar a materialidade do delito” (HC 108.463, Rel. Min. Teori  \nZavascki).  5.  Agravo regimental  desprovido.”\n     </i>\n     (RHC 124.715-AgR, \nPrimeira Turma, Rel. Roberto Barroso, DJe de 19/5/2015)\n    </p>\n    <p>\n     No caso\n     <i>\n      sub examine\n     </i>\n     , a irresignação do agravante quanto à imposição \nde multa e seu valor, bem como a pretensão de exclusão do seu nome do \nrol dos culpados não se relaciona ao exercício do seu direito de ir e vir\n    </p>\n    <p>\n     Sobressai  das  próprias  palavras  do  recorrente  a  ausência  de \ninsurgência contra a constrição do seu direito de liberdade, evidenciando\n    </p>\n    <p>\n     7\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14639818.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 151281 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     causas de pedir alheias ao objeto cognoscível na via eleita.\n    </p>\n    <p>\n     Assim, embora o\n     <i>\n      writ of Habeas Corpus\n     </i>\n     seja admissível, em tese, para \nprevenir  e  corrigir  qualquer  restrição  ilegal  ou  abusiva  do  direito  de \nlocomoção dos indivíduos, é ausente, quanto ao pleito de indenização por \nsupostos  erros  judiciários,  qualquer  elemento  capaz  de  evidenciar  a \nnecessidade de utilização desta ação autônoma de impugnação.\n    </p>\n    <p>\n     Por fim, em relação ao pedido de exclusão do nome do paciente do \nrol dos culpados e revisão das penas impostas em decisões transitadas em \njulgado, assento que não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte \ne  nesta  via  processual,  porquanto  o\n     <i>\n      habeas  corpus\n     </i>\n     não é  sucedâneo de \nrecurso ou revisão criminal\n     <i>\n      .\n     </i>\n     Nesse sentido:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      AGRAVO  REGIMENTAL  NO  HABEAS  CORPUS.  \nPROCESSUAL  PENAL.  PRESSUPOSTOS  DE  \nADMISSIBILIDADE  DO  RECURSO  ESPECIAL.  \nCOMPETÊNCIA  PRECÍPUA  DO  SUPERIOR  TRIBUNAL  DE  \nJUSTIÇA.  WRIT  SUCEDÂNEO  DE  RECURSO  OU  REVISÃO  \nCRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao  \nSuperior  Tribunal  de  Justiça  o  julgamento  do  recurso  especial,  \ncabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de  \nadmissibilidade  positivo  ou  negativo  quanto  a  tal  recurso  de  \nfundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou  \nabuso  de  poder,  inadmissível  o  reexame  dos  pressupostos  de  \nadmissibilidade  do  recurso  especial  pelo  Supremo Tribunal  Federal.  \nPrecedentes.  2.  Inadmissível  a  utilização  do  habeas  corpus  como  \nsucedâneo  de  recurso  ou  revisão  criminal.  Precedentes.  3.  Agravo  \nregimental conhecido e não provido.”\n     </i>\n     (HC 133.648-AgR, Primeira \nTurma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 7/6/2016).\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  HABEAS  CORPUS.  \nCONSTITUCIONAL.  PENAL.  VIOLAÇÃO  DE  DIREITO  \nAUTORAL.  TRÂNSITO  EM  JULGADO  DA  DECISÃO  \nPROFERIDA  NO  SUPERIOR  TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     8\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14639818.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 151281 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      IMPETRAÇÃO  DE  HABEAS  CORPUS  NESTE  SUPREMO  \nTRIBUNAL  APÓS  TRANSCURSO  DO  PRAZO  RECURSAL:  \nIMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS  \nCOMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA \nDE  INSTRUÇÃO  DO  HABEAS  CORPUS.  PRECEDENTES.  \nDECISÃO  AGRAVADA  MANTIDA.  AGRAVO  AO  QUAL  SE  \nNEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da  \nimpetração  no  Superior  Tribunal  de  Justiça.  Jurisprudência  do  \nSupremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de  \nhabeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o  \npedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua  \nviabilidade,  impedindo que  sequer  se  verifique  a  caracterização,  ou  \nnão, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega  \nprovimento.”\n     </i>\n     (HC 132.103,  Segunda Turma,  Rel.  Min.  Cármen \nLúcia, DJe de 15/3/2016).\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Ex positis\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      NEGO PROVIMENTO\n     </b>\n     ao agravo regimental.\n    </p>\n    <p>\n     É como voto.\n    </p>\n    <p>\n     9\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14639818.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto Vogal\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO HABEAS CORPUS 151.281 SÃO PAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     RENATO DOS SANTOS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     RENATO DOS SANTOS\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n  \nO SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     é ação\n    </p>\n    <p>\n     constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O \nprocesso que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao \njulgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 \ndo Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar \nseguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do \nCódigo de Processo Civil. Provejo o agravo para que o\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     tenha \nsequência.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14595203.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 04/04/2018\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO HABEAS CORPUS 151.281\n     </b>\n     PROCED. : SÃO PAULO\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n     </b>\n     AGTE.(S) : RENATO DOS SANTOS\nADV.(A/S) : RENATO DOS SANTOS\nAGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos \ntermos  do  voto  do  Relator,  vencido  o  Ministro  Marco  Aurélio. \nPrimeira Turma, Sessão Virtual de 23.3.2018 a 3.4.2018.\n    </p>\n    <p>\n     Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco\n    </p>\n    <p>\n     Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.\n    </p>\n    <p>\n     Disponibilizou  processo  para  esta  Sessão  o  Ministro  Dias \nToffoli,  não  tendo  participado  do  julgamento  desse  feito  o \nMinistro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na \nPrimeira Turma.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14653071\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "04/04/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 151.281 SÃO PAULO\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) :RENATO DOS SANTOS \n", "ADV.(A/S) :RENATO DOS SANTOS \n", "AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "EMENTA: AGRAVO  REGIMENTAL  NO  HABEAS  CORPUS. \n", "PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO \n", "DE  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  INADMISSIBILIDADE. \n", "COMPETÊNCIA  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL  PARA \n", "JULGAR  HABEAS CORPUS: CF, ART. 102, I,  D E  I. ROL TAXATIVO. \n", "MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO.  INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA: \n", "PARADOXO.  ORGANICIDADE  DO  DIREITO.  PETIÇÃO  INEPTA. \n", "DEFICIÊNCIA  NA  INSTRUÇÃO.  INEXISTÊNCIA  DE \n", "TERATOLOGIA,  ABUSO  DE  PODER  OU  FLAGRANTE \n", "ILEGALIDADE.  PLEITO  PELA  EXCLUSÃO  DO  ROL  DOS \n", "CULPADOS.  IRRESIGNAÇÃO  EM  FACE  DO  VALOR  DA  MULTA. \n", "INEXISTÊNCIA  DE ATO CONCRETO, ATUAL OU IMINENTE DE \n", "AMEAÇA  OU  RESTRIÇÃO  ILEGAL  DO  DIREITO  DE \n", "LOCOMOÇÃO, OBJETO ÚNICO DA TUTELA EM SEDE DE HABEAS \n", "CORPUS  (ART.  5º,  LXVIII,  DA  CONSTITUIÇÃO  FEDERAL). \n", "IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO \n", "SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL.  AGRAVO \n", "REGIMENTAL DESPROVIDO.\n", "1.  A liberdade  de  locomoção,  bem  jurídico  tutelado  pelo  Habeas  \n", "Corpus,  tem como pressupostos constitucionais a efetiva vulneração ou \n", "ameaça,  em  razão  de  ilegalidade  ou  abuso  de  poder  desse  direito, \n", "restando inviável sua utilização nas hipóteses de ausência demonstração \n", "objetiva  e  concreta  da  ameaça  ou  constrição  ilegítima  ao  direito  de \n", "liberdade  de  locomoção  do  paciente.  Precedentes:  HC  133.753  AgR, \n", "Tribunal  Pleno,  Rel.  Min.  Cármen  Lúcia,  DJe  28/06/2016,  HC  131.164, \n", "Primeira  Turma,  Rel.  Min.  Edson  Fachin,  DJe  14/09/2016,  HC 129.822-\n", "AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJE de 20/10/2015 e RHC \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14639816.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14\n", "Ementa e Acórdão\n", "HC 151281 AGR / SP \n", "124.715-AgR, Primeira Turma, Rel. Roberto Barroso, DJe de 19/05/2015.\n", "2.  In casu, o recorrente impetrou  writ no intuito de rever decisões \n", "proferidas nos autos dos HC’s 168.915 e 193.390, que tramitaram junto ao \n", "Superior  Tribunal  de  Justiça,  as  quais  transitaram  em  julgado \n", "respectivamente, em 28/07/2015 e 04/02/2015, sendo objeto a anulação de \n", "decisão proferida pelo juízo de execução criminal originário.   \n", "3.  A competência  originária  do  Supremo  Tribunal  Federal  para \n", "conhecer e julgar  habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo \n", "102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição da República, sendo certo que o \n", "paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição \n", "desta Corte.\n", "4. O  habeas  corpus não  pode  ser  manejado  como  sucedâneo  de \n", "recurso ou de revisão criminal. \n", "5.  Agravo regimental desprovido.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade \n", "da ata de julgamento virtual de 23/3/2018 a 3/4/2018, por maioria, negou \n", "provimento ao agravo,  nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro \n", "Marco Aurélio. \n", "Brasília, 4 de abril de 2018.\n", "Ministro LUIZ FUX - RELATOR \n", "Documento assinado digitalmente\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14639816.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14\n", "Relatório\n", "04/04/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 151.281 SÃO PAULO\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) :RENATO DOS SANTOS \n", "ADV.(A/S) :RENATO DOS SANTOS \n", "AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se  de  agravo \n", "regimental  interposto  por  RENATO  DOS  SANTOS, contra  decisão  de \n", "minha relatoria, a qual restou assim ementada:\n", "“HABEAS  CORPUS.  PETIÇÃO  INEPTA.  DEFICIÊNCIA \n", "NA INSTRUÇÃO.\n", "- Seguimento negado, com esteio no artigo 21, § 1º do RISTF. \n", "- Ciência ao Ministério Público Federal. ”\n", "Consta dos autos que o recorrente impetrou writ no intuito de rever \n", "decisões proferidas nos autos dos HC’s 168.915 e 193.390, que tramitaram \n", "junto ao Superior Tribunal de Justiça, as quais transitaram em julgado, \n", "respectivamente, em 28/07/2015 e 04/02/2015, sendo objeto a anulação de \n", "decisão proferida pelo juízo de execução criminal originário.\n", "Negado seguimento ao  habeas corpus,  sobrevém o presente recurso \n", "em que o agravante repisa os argumentos da inicial e, ao final, pugna, in  \n", "verbis:\n", "“Pedir para que Suprema Corte retirar o nome do requerente do  \n", "rol dos culpados; e um valor indenizatório, é o mínimo que o Estado  \n", "pode fazer depois de todos os transtornos passados. (…) Caso o pedido  \n", "do requerente esteja com falta de provas comprovatórias; peço que seja  \n", "intimado o MPF e um defensor público. Direito constitucional.”\n", "É o relatório.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14639817.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "04/04/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 151.281 SÃO PAULO\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação \n", "não merece prosperar.\n", "Em  que  pesem  os  argumentos  expendidos  no  agravo,  resta \n", "evidenciado das  razões  recursais  que o  agravante  não trouxe nenhum \n", "argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual  deve \n", "ela ser mantida, por seus próprios fundamentos.\n", "Ab initio, a competência originária do Supremo Tribunal Federal para \n", "conhecer e julgar  Habeas Corpus  está definida,  taxativamente,  no artigo \n", "102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal, verbis: \n", "Art.  102.  Compete  ao  Supremo  Tribunal  Federal,  \n", "precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: \n", "I processar e julgar, originariamente:\n", "(…)\n", "d)  o  habeas  corpus,  sendo  paciente  qualquer  das  pessoas  \n", "referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas  \n", "data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e  \n", "do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-\n", "Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal;\n", "…\n", "i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou  \n", "quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos  \n", "estejam  sujeitos  diretamente  à  jurisdição  do  Supremo  Tribunal  \n", "Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única  \n", "instância.\n", "In  casu,  os  recorrentes  não  estão  arrolados  em  nenhuma  das \n", "hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14639818.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 151281 AGR / SP \n", "A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o \n", "Ministro Celso de Mello, Dje de 1º.10.99, é elucidativa e precisa quanto à \n", "taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: \n", "“PROTESTO  JUDICIAL  FORMULADO  CONTRA \n", "DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER  \n", "PENAL  (CPC,  ART.  867)  -  AUSÊNCIA  DE  COMPETÊNCIA \n", "ORIGINÁRIA  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL  -  \n", "RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE  \n", "FORO – UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS  \n", "DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE  \n", "NATUREZA CIVIL.\n", "- As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de  \n", "Processo  Civil  (protesto,  notificação  ou  interpelação),  quando  \n", "promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem  \n", "na  esfera  de  competência  originária  do  Supremo  Tribunal  Federal,  \n", "precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes.\n", "A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL -  \n", "CUJOS  FUNDAMENTOS  REPOUSAM  NA  CONSTITUIÇÃO  \n", "DA  REPÚBLICA  -  SUBMETE-SE  A  REGIME  DE  DIREITO  \n", "ESTRITO.\n", "- A competência originária do Supremo Tribunal Federal,  por  \n", "qualificar-se  como  um  complexo  de  atribuições  jurisdicionais  de  \n", "extração  essencialmente  constitucional  -  e  ante  o  regime de  direito  \n", "estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser  \n", "estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus  \n", "clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da  \n", "República. Precedentes.\n", "O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa  \n", "competência  institucional,  tem levado  o  Supremo Tribunal  Federal,  \n", "por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar,  \n", "do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o  \n", "julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no  \n", "texto  constitucional  (ações  populares,  ações  civis  públicas,  ações  \n", "cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares),  \n", "mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra  \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14639818.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 151281 AGR / SP \n", "qualquer das autoridades, que, em matéria penal (CF, art. 102, I, b e  \n", "c), dispõem de prerrogativa de foro perante a Corte Suprema ou que,  \n", "em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata  \n", "do Tribunal (CF, art. 102, I, d). Precedentes”.\n", "Afigura-se  paradoxal,  em  tema  de  direito  estrito,  conferir \n", "interpretação  extensiva  para  abranger  no  rol  de  competências  do \n", "Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição.\n", "A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal \n", "deve  conhecer  de  habeas  corpus  substitutivo  de  recurso  extraordinário \n", "contrasta com os meios de contenção de feitos,  remota e recentemente \n", "implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo \n", "de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre \n", "função de guardião da Constituição da República. \n", "E  nem  se  argumente  com  o  que  se  convencionou  chamar  de \n", "jurisprudência  defensiva.  Não é  disso que se  trata,  mas de necessária, \n", "imperiosa  e  urgente  reviravolta  de  entendimento  em  prol  da \n", "organicidade do direito, especificamente no que tange às competências \n", "originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar \n", "habeas corpus recurso extraordinário, valendo acrescer que essa ação nobre \n", "não pode e  nem deve ser  banalizada a  pretexto,  em muitos  casos,  de \n", "pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir.\n", "A propósito da organicidade e dinâmica do direito,  impondo-se a \n", "correção  de  rumos,  bem discorreu o  Ministro  Marco Aurélio,  no voto \n", "proferido  no  HC  110.055/MG,  que  capitaneou  a  mudança  de \n", "entendimento na Primeira Turma, verbis:\n", "“Essa óptica há de  ser  observada,  também, no que o  acórdão  \n", "impugnado  foi  formalizado  pelo  Superior  Tribunal  de  Justiça  em  \n", "recurso ordinário constitucional em habeas corpus.\n", "De duas, uma: ou há, no acórdão proferido, quadro a ensejar a  \n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14639818.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 151281 AGR / SP \n", "interposição de recurso extraordinário, ou não há. Descabe a volta a  \n", "estágio anterior, que é o do ajuizamento originário do habeas corpus.\n", "No mais, ante os parâmetros fáticos e legais, não existe campo  \n", "para  a  concessão  da  ordem  de  ofício.  Extingo  o  processo  sem  o  \n", "julgamento do mérito” (HC 110.055/MG, Primeira Turma,  DJe  de  \n", "9/11/12 – grifei)\n", " No mesmo sentido, firmou-se o entendimento da Primeira Turma \n", "desta Corte no sentido da inadmissibilidade da utilização do habeas corpus  \n", "como  substitutivo  de  recurso  extraordinário,  conforme  se  verifica  nos \n", "seguintes precedentes:\n", "“Habeas  corpus  substitutivo  de  recurso  extraordinário.  \n", "Inadequação da via  eleita  ao caso concreto.  Precedente  da Primeira  \n", "Turma.  Flexibilização  circunscrita  às  hipóteses  de  flagrante  \n", "ilegalidade,  abuso  de  poder  ou  teratologia.  Não  ocorrência.  Writ  \n", "extinto, em face da inadequação da via eleita. 1. Impetração manejada  \n", "em substituição ao recurso extraordinário, a qual esbarra em decisão  \n", "da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 16/10/12,  \n", "assentou, quando do julgamento do HC nº 110.055/MG, Relator  o  \n", "Ministro  Marco  Aurélio,  a  inadmissibilidade  do  habeas  corpus  em  \n", "casos como esse. 2. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte,  \n", "quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo,  \n", "analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso  \n", "de poder ou teratologia, o que não se evidencia na espécie. 3. Habeas  \n", "corpus extinto por inadequação da via eleita.  (HC 113.805/SP, Rel. \n", "Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 15/4/2013 – grifei). \n", "“HABEAS CORPUS. CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO.  \n", "ROUBOS  CIRCUNSTANCIADOS.  TENTATIVA  DE  FURTO  \n", "QUALIFICADO. QUADRILHA. PORTE ILEGAL DE ARMA DE  \n", "FOGO DE USO RESTRITO. PRISÃO PREVENTIVA MANTIDA \n", "NA SENTENÇA CONDENATÓRIA. 1. Contra acórdão exarado em  \n", "recurso  ordinário  em  habeas  corpus  remanesce  a  possibilidade  de  \n", "manejo  do  recurso  extraordinário,  previsto  no  art.  102,  III,  da  \n", "constituição  federal.  diante  da  dicção  constitucional  não  cabe,  em  \n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14639818.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 151281 AGR / SP \n", "decorrência,  a  utilização  de  novo  habeas  corpus,  em  caráter  \n", "substitutivo. 2. havendo condenação criminal, encontram-se presentes  \n", "os  pressupostos  da  preventiva,  a  saber,  prova  da  materialidade  e  \n", "indícios  de  autoria.  não  se  trata,  apenas,  de  juízo  de  cognição  \n", "provisória e sumária acerca da responsabilidade criminal do acusado,  \n", "mas,  sim,  de  julgamento  condenatório,  precedido  por  amplo  \n", "contraditório e no qual as provas foram objeto de avaliação imparcial,  \n", "ou  seja,  um  juízo  efetuado,  com  base  em  cognição  profunda  e  \n", "exaustiva, de que o condenado é culpado de um crime. ainda que a  \n", "sentença  esteja  sujeita  à  reavaliação  crítica  através  de  recursos,  a  \n", "situação difere da prisão preventiva decretada antes do julgamento. 3.  \n", "se as circunstâncias concretas do crime indicam o envolvimento do  \n", "paciente  em  organização  criminosa  numerosa,  bem  estruturada,  \n", "voltada à prática de crimes graves, tais como, tráfico de drogas, roubo  \n", "de  cargas,  furtos  de  caixas  eletrônicos,  aquisição  de  armas,  a  \n", "periculosidade  e  risco  de  reiteração  delitiva  está  justificada  a  \n", "decretação  ou  a  manutenção  da  prisão  cautelar  para  resguardar  a  \n", "ordem  pública,  à  luz  do  art.  312  do  cpp.  precedentes.  4.  ordem  \n", "denegada.” (HC 118.981/MT, PRIMEIRA TURMA,  REL.  MIN.  ROSA \n", "WEBER, , DJE 19/11/2013).\n", "Demais disso, inexiste excepcionalidade que permita a concessão da \n", "ordem  de  ofício  ante  a  ausência  de  teratologia  na  decisão  atacada, \n", "flagrante ilegalidade ou abuso de poder.\n", "Ab initio, a petição inicial do habeas corpus é inepta, uma vez que não \n", "preenche os requisitos objetivos legais do Habeas Corpus previstos no art. \n", "654, § 1º, alíneas a e b, do Código de Processo Penal.\n", "Ainda que superado esse óbice intransponível, não merece prosperar \n", "o presente recurso, pois o bem jurídico tutelado pelo  Habeas Corpus  é a \n", "liberdade de locomoção e tem como pressupostos constitucionais a sua \n", "efetiva vulneração, ou ameaça de lesão, em razão de  ilegalidade ou abuso \n", "de poder. Essa é a exegese do artigo 5º, LXVIII, da Constituição Federal, \n", "in litteris:\n", "5 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14639818.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 151281 AGR / SP \n", "“Art. 5º. [...]\n", "LXVIII – conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer  \n", "ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de  \n", "locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder;“\n", " \n", "É evidente,  portanto,  a  impossibilidade de esse direito,  inerente à \n", "condição humana, sofrer qualquer forma de restrição ou limitação, senão \n", "aquelas previstas pelo legislador. \n", "O  Código  de  Processo  Penal  não  destoa  do  comando  inserto  na \n", "Constituição Federal. Nesse sentido dispõe o artigo 647, ad litteram: \n", " “Art. 647. Dar-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou  \n", "se  achar  na  iminência  de  sofrer  violência  ou  coação  ilegal  na  sua  \n", "liberdade de ir e vir, salvo nos casos de punição disciplinar.” \n", "Nesse sentido é a jurisprudência desta Corte, verbis:\n", "“AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PENAL.  \n", "CRIME DE FALSIDADE IDEOLÓGICA.  EXAME EXCLUSIVO  \n", "DE  PRESSUPOSTOS  DE  RECURSO  PARA  O  SUPERIOR  \n", "TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA.  AUSÊNCIA  DE  AMEAÇA  AO  \n", "DIREITO DE IR E VIR.  INVIABILIDADE DA IMPETRAÇÃO.  \n", "PRECEDENTES.  AGRAVO  AO  QUAL  SE  NEGA \n", "PROVIMENTO.  1.  No  art.  5º,  inc.  LXVIII,  da  Constituição  da  \n", "República,  condiciona-se a  concessão do habeas corpus às situações  \n", "nas  quais  alguém sofra  ou  esteja  ameaçado  de  sofrer  violência  ou  \n", "coação na liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder. 2.  \n", "A questão posta a  exame na ação restringe-se à apreciação de item  \n", "processual analisado pela autoridade tida como coatora, revelando-se  \n", "utilização do habeas corpus como sucedâneo recursal, para julgamento  \n", "de situações estranhas à liberdade de locomoção. Discute-se, na espécie  \n", "vertente,  a  decisão  do  Superior  Tribunal  de  Justiça  pela  qual  se  \n", "concluiu ausente pressuposto de admissibilidade recursal. Tal matéria  \n", "não se comporta em sede de habeas corpus. Precedentes. 3. O Relator,  \n", "com  fundamento  no  art.  21,  §  1º,  do  Regimento  Interno  deste  \n", "6 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14639818.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 151281 AGR / SP \n", "Supremo Tribunal Federal, pode negar seguimento ao habeas corpus  \n", "manifestamente  inadmissível,  improcedente  ou  contrário  à  \n", "jurisprudência  dominante,  embora  sujeita  a  decisão  a  agravo  \n", "regimental. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC \n", "129.822-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de \n", "20/10/2015)\n", "“Processo Penal Militar. Agravo regimental em habeas corpus.  \n", "Ingresso clandestino (Art. 302 do CPM). Inovação de fundamentos.  \n", "Ausência  de  violação  ao  direito  de  locomoção.  Reexame  de  fatos  e  \n", "provas. 1. As questões referentes à competência da Justiça Militar e da  \n", "comprovação  da  materialidade  delitiva  não  foram  arguidas  nas  \n", "instâncias precedentes e na petição inicial do habeas corpus, tendo sido  \n", "suscitadas somente nesta via recursal. Trata-se, portanto, de inovação  \n", "insuscetível de análise neste momento processual. Precedentes. 2. O  \n", "habeas corpus “visa proteger a liberdade de locomoção, liberdade de ir,  \n", "vir e ficar por ilegalidade ou abuso de poder, não podendo ser utilizado  \n", "para a proteção de direitos outros” (HC 82.880-AgR, rel. Min. Carlos  \n", "Velloso).  3.  O  acolhimento  da  pretensão  defensiva  demandaria  o  \n", "reexame do material probatório produzido nas instâncias precedentes,  \n", "o que é vedado na via do habeas corpus. Precedentes. 4. Ademais, o  \n", "Supremo Tribunal  Federal  já  decidiu  que,  “Embora  a  produção  da  \n", "prova  técnica  seja  necessária  para  esclarecer  situações  de  dúvida  \n", "objetiva acerca da existência da infração penal, o seu afastamento é  \n", "sistemático  e  teleologicamente  autorizado  pela  legislação  processual  \n", "penal nos casos em que há nos autos outros elementos idôneos aptos a  \n", "comprovar a materialidade do delito” (HC 108.463, Rel. Min. Teori  \n", "Zavascki).  5.  Agravo regimental  desprovido.” (RHC 124.715-AgR, \n", "Primeira Turma, Rel. Roberto Barroso, DJe de 19/5/2015)\n", "No caso sub examine, a irresignação do agravante quanto à imposição \n", "de multa e seu valor, bem como a pretensão de exclusão do seu nome do \n", "rol dos culpados não se relaciona ao exercício do seu direito de ir e vir\n", "Sobressai  das  próprias  palavras  do  recorrente  a  ausência  de \n", "insurgência contra a constrição do seu direito de liberdade, evidenciando \n", "7 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14639818.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 151281 AGR / SP \n", "causas de pedir alheias ao objeto cognoscível na via eleita.\n", "Assim, embora o writ of Habeas Corpus seja admissível, em tese, para \n", "prevenir  e  corrigir  qualquer  restrição  ilegal  ou  abusiva  do  direito  de \n", "locomoção dos indivíduos, é ausente, quanto ao pleito de indenização por \n", "supostos  erros  judiciários,  qualquer  elemento  capaz  de  evidenciar  a \n", "necessidade de utilização desta ação autônoma de impugnação. \n", "Por fim, em relação ao pedido de exclusão do nome do paciente do \n", "rol dos culpados e revisão das penas impostas em decisões transitadas em \n", "julgado, assento que não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte \n", "e  nesta  via  processual,  porquanto  o  habeas  corpus  não é  sucedâneo de \n", "recurso ou revisão criminal. Nesse sentido: \n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  NO  HABEAS  CORPUS.  \n", "PROCESSUAL  PENAL.  PRESSUPOSTOS  DE  \n", "ADMISSIBILIDADE  DO  RECURSO  ESPECIAL.  \n", "COMPETÊNCIA  PRECÍPUA  DO  SUPERIOR  TRIBUNAL  DE  \n", "JUSTIÇA.  WRIT  SUCEDÂNEO  DE  RECURSO  OU  REVISÃO  \n", "CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao  \n", "Superior  Tribunal  de  Justiça  o  julgamento  do  recurso  especial,  \n", "cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de  \n", "admissibilidade  positivo  ou  negativo  quanto  a  tal  recurso  de  \n", "fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou  \n", "abuso  de  poder,  inadmissível  o  reexame  dos  pressupostos  de  \n", "admissibilidade  do  recurso  especial  pelo  Supremo Tribunal  Federal.  \n", "Precedentes.  2.  Inadmissível  a  utilização  do  habeas  corpus  como  \n", "sucedâneo  de  recurso  ou  revisão  criminal.  Precedentes.  3.  Agravo  \n", "regimental conhecido e não provido.”  (HC 133.648-AgR, Primeira \n", "Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 7/6/2016).\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  NO  HABEAS  CORPUS.  \n", "CONSTITUCIONAL.  PENAL.  VIOLAÇÃO  DE  DIREITO  \n", "AUTORAL.  TRÂNSITO  EM  JULGADO  DA  DECISÃO  \n", "PROFERIDA  NO  SUPERIOR  TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA.  \n", "8 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14639818.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 151281 AGR / SP \n", "IMPETRAÇÃO  DE  HABEAS  CORPUS  NESTE  SUPREMO  \n", "TRIBUNAL  APÓS  TRANSCURSO  DO  PRAZO  RECURSAL:  \n", "IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS  \n", "COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA \n", "DE  INSTRUÇÃO  DO  HABEAS  CORPUS.  PRECEDENTES.  \n", "DECISÃO  AGRAVADA  MANTIDA.  AGRAVO  AO  QUAL  SE  \n", "NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da  \n", "impetração  no  Superior  Tribunal  de  Justiça.  Jurisprudência  do  \n", "Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de  \n", "habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o  \n", "pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua  \n", "viabilidade,  impedindo que  sequer  se  verifique  a  caracterização,  ou  \n", "não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega  \n", "provimento.”  (HC 132.103,  Segunda Turma,  Rel.  Min.  Cármen \n", "Lúcia, DJe de 15/3/2016).\n", "Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. \n", "É como voto.\n", "9 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14639818.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14\n", "Voto Vogal\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 151.281 SÃO PAULO\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) :RENATO DOS SANTOS \n", "ADV.(A/S) :RENATO DOS SANTOS \n", "AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "V O T O\n", "  \n", "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação \n", "constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O \n", "processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao \n", "julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 \n", "do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar \n", "seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do \n", "Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha \n", "sequência. \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14595203.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14\n", "Extrato de Ata - 04/04/2018\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 151.281\n", "PROCED. : SÃO PAULO\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) : RENATO DOS SANTOS\n", "ADV.(A/S) : RENATO DOS SANTOS\n", "AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n", "Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos \n", "termos  do  voto  do  Relator,  vencido  o  Ministro  Marco  Aurélio. \n", "Primeira Turma, Sessão Virtual de 23.3.2018 a 3.4.2018.\n", " \n", "Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco \n", "Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. \n", "Disponibilizou  processo  para  esta  Sessão  o  Ministro  Dias \n", "Toffoli,  não  tendo  participado  do  julgamento  desse  feito  o \n", "Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na \n", "Primeira Turma.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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DEFICIÊNCIA  NA INSTRUÇÃO.  - Seguimento negado, com esteio no artigo 21, § 1º do RISTF.  - Ciência ao Ministério Público Federal. ”  Consta dos autos que o recorrente impetrou writ no intuito de rever  decisões proferidas nos autos dos HC’s 168.915 e 193.390, que tramitaram  junto ao Superior Tribunal de Justiça, as quais transitaram em julgado,  respectivamente, em 28/07/2015 e 04/02/2015, sendo objeto a anulação de  decisão proferida pelo juízo de execução criminal originário.  Negado seguimento ao  habeas corpus,  sobrevém o presente recurso  em que o agravante repisa os argumentos da inicial e, ao final, pugna, in   verbis:  “Pedir para que Suprema Corte retirar o nome do requerente do   rol dos culpados; e um valor indenizatório, é o mínimo que o Estado   pode fazer depois de todos os transtornos passados. (…) Caso o pedido   do requerente esteja com falta de provas comprovatórias; peço que seja   intimado o MPF e um defensor público. Direito constitucional.”  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O  processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao  julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21  do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar  seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do  Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha  sequência.  ", "votante" : "Vogal" }, { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação  não merece prosperar.  Em  que  pesem  os  argumentos  expendidos  no  agravo,  resta  evidenciado das  razões  recursais  que o  agravante  não trouxe nenhum  argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual  deve  ela ser mantida, por seus próprios fundamentos.  Ab initio, a competência originária do Supremo Tribunal Federal para  conhecer e julgar  Habeas Corpus  está definida,  taxativamente,  no artigo  102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal, verbis:   Art.  102.  Compete  ao  Supremo  Tribunal  Federal,   precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:   I processar e julgar, originariamente: (…) d)  o  habeas  corpus,  sendo  paciente  qualquer  das  pessoas    referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas   data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e   do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador- Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal;  … i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou    quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos   estejam  sujeitos  diretamente  à  jurisdição  do  Supremo  Tribunal   Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única   instância.  In  casu,  os  recorrentes  não  estão  arrolados  em  nenhuma  das  hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte.     A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o  Ministro Celso de Mello, Dje de 1º.10.99, é elucidativa e precisa quanto à  taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal:   “PROTESTO  JUDICIAL  FORMULADO  CONTRA  DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER   PENAL  (CPC,  ART.  867)  -  AUSÊNCIA  DE  COMPETÊNCIA  ORIGINÁRIA  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL  -   RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE   FORO – UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS   DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE   NATUREZA CIVIL.  - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de   Processo  Civil  (protesto,  notificação  ou  interpelação),  quando   promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem   na  esfera  de  competência  originária  do  Supremo  Tribunal  Federal,   precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes.  A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL -   CUJOS  FUNDAMENTOS  REPOUSAM  NA  CONSTITUIÇÃO   DA  REPÚBLICA  -  SUBMETE-SE  A  REGIME  DE  DIREITO   ESTRITO.  - A competência originária do Supremo Tribunal Federal,  por   qualificar-se  como  um  complexo  de  atribuições  jurisdicionais  de   extração  essencialmente  constitucional  -  e  ante  o  regime de  direito   estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser   estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus   clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da   República. Precedentes.  O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa   competência  institucional,  tem levado  o  Supremo Tribunal  Federal,   por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar,   do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o   julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no   texto  constitucional  (ações  populares,  ações  civis  públicas,  ações   cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares),   mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra      qualquer das autoridades, que, em matéria penal (CF, art. 102, I, b e   c), dispõem de prerrogativa de foro perante a Corte Suprema ou que,   em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata   do Tribunal (CF, art. 102, I, d). Precedentes”.  Afigura-se  paradoxal,  em  tema  de  direito  estrito,  conferir  interpretação  extensiva  para  abranger  no  rol  de  competências  do  Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição.  A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal  deve  conhecer  de  habeas  corpus  substitutivo  de  recurso  extraordinário  contrasta com os meios de contenção de feitos,  remota e recentemente  implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo  de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre  função de guardião da Constituição da República.   E  nem  se  argumente  com  o  que  se  convencionou  chamar  de  jurisprudência  defensiva.  Não é  disso que se  trata,  mas de necessária,  imperiosa  e  urgente  reviravolta  de  entendimento  em  prol  da  organicidade do direito, especificamente no que tange às competências  originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar  habeas corpus recurso extraordinário, valendo acrescer que essa ação nobre  não pode e  nem deve ser  banalizada a  pretexto,  em muitos  casos,  de  pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir.  A propósito da organicidade e dinâmica do direito,  impondo-se a  correção  de  rumos,  bem discorreu o  Ministro  Marco Aurélio,  no voto  proferido  no  HC  110.055/MG,  que  capitaneou  a  mudança  de  entendimento na Primeira Turma, verbis:  “Essa óptica há de  ser  observada,  também, no que o  acórdão   impugnado  foi  formalizado  pelo  Superior  Tribunal  de  Justiça  em   recurso ordinário constitucional em habeas corpus.  De duas, uma: ou há, no acórdão proferido, quadro a ensejar a      interposição de recurso extraordinário, ou não há. Descabe a volta a   estágio anterior, que é o do ajuizamento originário do habeas corpus.  No mais, ante os parâmetros fáticos e legais, não existe campo   para  a  concessão  da  ordem  de  ofício.  Extingo  o  processo  sem  o   julgamento do mérito” (HC 110.055/MG, Primeira Turma,  DJe  de   9/11/12 – grifei)   No mesmo sentido, firmou-se o entendimento da Primeira Turma  desta Corte no sentido da inadmissibilidade da utilização do habeas corpus   como  substitutivo  de  recurso  extraordinário,  conforme  se  verifica  nos  seguintes precedentes:  “Habeas  corpus  substitutivo  de  recurso  extraordinário.   Inadequação da via  eleita  ao caso concreto.  Precedente  da Primeira   Turma.  Flexibilização  circunscrita  às  hipóteses  de  flagrante   ilegalidade,  abuso  de  poder  ou  teratologia.  Não  ocorrência.  Writ   extinto, em face da inadequação da via eleita. 1. Impetração manejada   em substituição ao recurso extraordinário, a qual esbarra em decisão   da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 16/10/12,   assentou, quando do julgamento do HC nº 110.055/MG, Relator  o   Ministro  Marco  Aurélio,  a  inadmissibilidade  do  habeas  corpus  em   casos como esse. 2. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte,   quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo,   analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso   de poder ou teratologia, o que não se evidencia na espécie. 3. Habeas   corpus extinto por inadequação da via eleita.  (HC 113.805/SP, Rel.  Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 15/4/2013 – grifei).   “HABEAS CORPUS. CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO.   ROUBOS  CIRCUNSTANCIADOS.  TENTATIVA  DE  FURTO   QUALIFICADO. QUADRILHA. PORTE ILEGAL DE ARMA DE   FOGO DE USO RESTRITO. PRISÃO PREVENTIVA MANTIDA  NA SENTENÇA CONDENATÓRIA. 1. Contra acórdão exarado em   recurso  ordinário  em  habeas  corpus  remanesce  a  possibilidade  de   manejo  do  recurso  extraordinário,  previsto  no  art.  102,  III,  da   constituição  federal.  diante  da  dicção  constitucional  não  cabe,  em      decorrência,  a  utilização  de  novo  habeas  corpus,  em  caráter   substitutivo. 2. havendo condenação criminal, encontram-se presentes   os  pressupostos  da  preventiva,  a  saber,  prova  da  materialidade  e   indícios  de  autoria.  não  se  trata,  apenas,  de  juízo  de  cognição   provisória e sumária acerca da responsabilidade criminal do acusado,   mas,  sim,  de  julgamento  condenatório,  precedido  por  amplo   contraditório e no qual as provas foram objeto de avaliação imparcial,   ou  seja,  um  juízo  efetuado,  com  base  em  cognição  profunda  e   exaustiva, de que o condenado é culpado de um crime. ainda que a   sentença  esteja  sujeita  à  reavaliação  crítica  através  de  recursos,  a   situação difere da prisão preventiva decretada antes do julgamento. 3.   se as circunstâncias concretas do crime indicam o envolvimento do   paciente  em  organização  criminosa  numerosa,  bem  estruturada,   voltada à prática de crimes graves, tais como, tráfico de drogas, roubo   de  cargas,  furtos  de  caixas  eletrônicos,  aquisição  de  armas,  a   periculosidade  e  risco  de  reiteração  delitiva  está  justificada  a   decretação  ou  a  manutenção  da  prisão  cautelar  para  resguardar  a   ordem  pública,  à  luz  do  art.  312  do  cpp.  precedentes.  4.  ordem   denegada.” (HC 118.981/MT, PRIMEIRA TURMA,  REL.  MIN.  ROSA  WEBER, , DJE 19/11/2013).  Demais disso, inexiste excepcionalidade que permita a concessão da  ordem  de  ofício  ante  a  ausência  de  teratologia  na  decisão  atacada,  flagrante ilegalidade ou abuso de poder.  Ab initio, a petição inicial do habeas corpus é inepta, uma vez que não  preenche os requisitos objetivos legais do Habeas Corpus previstos no art.  654, § 1º, alíneas a e b, do Código de Processo Penal.  Ainda que superado esse óbice intransponível, não merece prosperar  o presente recurso, pois o bem jurídico tutelado pelo  Habeas Corpus  é a  liberdade de locomoção e tem como pressupostos constitucionais a sua  efetiva vulneração, ou ameaça de lesão, em razão de  ilegalidade ou abuso  de poder. Essa é a exegese do artigo 5º, LXVIII, da Constituição Federal,  in litteris:    “Art. 5º. [...] LXVIII – conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer    ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de   locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder;“    É evidente,  portanto,  a  impossibilidade de esse direito,  inerente à   condição humana, sofrer qualquer forma de restrição ou limitação, senão  aquelas previstas pelo legislador.   O  Código  de  Processo  Penal  não  destoa  do  comando  inserto  na  Constituição Federal. Nesse sentido dispõe o artigo 647, ad litteram:    “Art. 647. Dar-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou   se  achar  na  iminência  de  sofrer  violência  ou  coação  ilegal  na  sua   liberdade de ir e vir, salvo nos casos de punição disciplinar.”   Nesse sentido é a jurisprudência desta Corte, verbis:  “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PENAL.   CRIME DE FALSIDADE IDEOLÓGICA.  EXAME EXCLUSIVO   DE  PRESSUPOSTOS  DE  RECURSO  PARA  O  SUPERIOR   TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA.  AUSÊNCIA  DE  AMEAÇA  AO   DIREITO DE IR E VIR.  INVIABILIDADE DA IMPETRAÇÃO.   PRECEDENTES.  AGRAVO  AO  QUAL  SE  NEGA  PROVIMENTO.  1.  No  art.  5º,  inc.  LXVIII,  da  Constituição  da   República,  condiciona-se a  concessão do habeas corpus às situações   nas  quais  alguém sofra  ou  esteja  ameaçado  de  sofrer  violência  ou   coação na liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder. 2.   A questão posta a  exame na ação restringe-se à apreciação de item   processual analisado pela autoridade tida como coatora, revelando-se   utilização do habeas corpus como sucedâneo recursal, para julgamento   de situações estranhas à liberdade de locomoção. Discute-se, na espécie   vertente,  a  decisão  do  Superior  Tribunal  de  Justiça  pela  qual  se   concluiu ausente pressuposto de admissibilidade recursal. Tal matéria   não se comporta em sede de habeas corpus. Precedentes. 3. O Relator,   com  fundamento  no  art.  21,  §  1º,  do  Regimento  Interno  deste      Supremo Tribunal Federal, pode negar seguimento ao habeas corpus   manifestamente  inadmissível,  improcedente  ou  contrário  à   jurisprudência  dominante,  embora  sujeita  a  decisão  a  agravo   regimental. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC  129.822-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de  20/10/2015)  “Processo Penal Militar. Agravo regimental em habeas corpus.   Ingresso clandestino (Art. 302 do CPM). Inovação de fundamentos.   Ausência  de  violação  ao  direito  de  locomoção.  Reexame  de  fatos  e   provas. 1. As questões referentes à competência da Justiça Militar e da   comprovação  da  materialidade  delitiva  não  foram  arguidas  nas   instâncias precedentes e na petição inicial do habeas corpus, tendo sido   suscitadas somente nesta via recursal. Trata-se, portanto, de inovação   insuscetível de análise neste momento processual. Precedentes. 2. O   habeas corpus “visa proteger a liberdade de locomoção, liberdade de ir,   vir e ficar por ilegalidade ou abuso de poder, não podendo ser utilizado   para a proteção de direitos outros” (HC 82.880-AgR, rel. Min. Carlos   Velloso).  3.  O  acolhimento  da  pretensão  defensiva  demandaria  o   reexame do material probatório produzido nas instâncias precedentes,   o que é vedado na via do habeas corpus. Precedentes. 4. Ademais, o   Supremo Tribunal  Federal  já  decidiu  que,  “Embora  a  produção  da   prova  técnica  seja  necessária  para  esclarecer  situações  de  dúvida   objetiva acerca da existência da infração penal, o seu afastamento é   sistemático  e  teleologicamente  autorizado  pela  legislação  processual   penal nos casos em que há nos autos outros elementos idôneos aptos a   comprovar a materialidade do delito” (HC 108.463, Rel. Min. Teori   Zavascki).  5.  Agravo regimental  desprovido.” (RHC 124.715-AgR,  Primeira Turma, Rel. Roberto Barroso, DJe de 19/5/2015)  No caso sub examine, a irresignação do agravante quanto à imposição  de multa e seu valor, bem como a pretensão de exclusão do seu nome do  rol dos culpados não se relaciona ao exercício do seu direito de ir e vir  Sobressai  das  próprias  palavras  do  recorrente  a  ausência  de  insurgência contra a constrição do seu direito de liberdade, evidenciando     causas de pedir alheias ao objeto cognoscível na via eleita.  Assim, embora o writ of Habeas Corpus seja admissível, em tese, para  prevenir  e  corrigir  qualquer  restrição  ilegal  ou  abusiva  do  direito  de  locomoção dos indivíduos, é ausente, quanto ao pleito de indenização por  supostos  erros  judiciários,  qualquer  elemento  capaz  de  evidenciar  a  necessidade de utilização desta ação autônoma de impugnação.   Por fim, em relação ao pedido de exclusão do nome do paciente do  rol dos culpados e revisão das penas impostas em decisões transitadas em  julgado, assento que não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte  e  nesta  via  processual,  porquanto  o  habeas  corpus  não é  sucedâneo de  recurso ou revisão criminal. Nesse sentido:   “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  HABEAS  CORPUS.   PROCESSUAL  PENAL.  PRESSUPOSTOS  DE   ADMISSIBILIDADE  DO  RECURSO  ESPECIAL.   COMPETÊNCIA  PRECÍPUA  DO  SUPERIOR  TRIBUNAL  DE   JUSTIÇA.  WRIT  SUCEDÂNEO  DE  RECURSO  OU  REVISÃO   CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao   Superior  Tribunal  de  Justiça  o  julgamento  do  recurso  especial,   cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de   admissibilidade  positivo  ou  negativo  quanto  a  tal  recurso  de   fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou   abuso  de  poder,  inadmissível  o  reexame  dos  pressupostos  de   admissibilidade  do  recurso  especial  pelo  Supremo Tribunal  Federal.   Precedentes.  2.  Inadmissível  a  utilização  do  habeas  corpus  como   sucedâneo  de  recurso  ou  revisão  criminal.  Precedentes.  3.  Agravo   regimental conhecido e não provido.”  (HC 133.648-AgR, Primeira  Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 7/6/2016).  “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  HABEAS  CORPUS.   CONSTITUCIONAL.  PENAL.  VIOLAÇÃO  DE  DIREITO   AUTORAL.  TRÂNSITO  EM  JULGADO  DA  DECISÃO   PROFERIDA  NO  SUPERIOR  TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA.      IMPETRAÇÃO  DE  HABEAS  CORPUS  NESTE  SUPREMO   TRIBUNAL  APÓS  TRANSCURSO  DO  PRAZO  RECURSAL:   IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS   COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA  DE  INSTRUÇÃO  DO  HABEAS  CORPUS.  PRECEDENTES.   DECISÃO  AGRAVADA  MANTIDA.  AGRAVO  AO  QUAL  SE   NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da   impetração  no  Superior  Tribunal  de  Justiça.  Jurisprudência  do   Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de   habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o   pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua   viabilidade,  impedindo que  sequer  se  verifique  a  caracterização,  ou   não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega   provimento.”  (HC 132.103,  Segunda Turma,  Rel.  Min.  Cármen  Lúcia, DJe de 15/3/2016).  Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.   É como voto. ", "votante" : "MIN_LUIZ_FUX" } ] }
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Presidiu  o  julgamento  o  Ministro  Ricardo  Lewandowski.  Plenário, 16.10.2014.    Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes   à  sessão  os  Senhores  Ministros  Celso  de  Mello,  Marco  Aurélio,  Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber,  Teori Zavascki e Roberto Barroso.  Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de  Barros.   p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      16/10/2014 PLENÁRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE \nINSTRUMENTO 860.037 DISTRITO FEDERAL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI\nEMBTE.(S) :\n     </b>\n     PAULO CÉSAR GONTIJO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     CRISTIANA RODRIGUES GONTIJO\n     <b>\n      EMBDO.(A/S) :\n     </b>\n     JOSÉ PIRES CHAVES DE MACEDO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LINCOLN DE OLIVEIRA\n     <b>\n      EMBDO.(A/S) :\n     </b>\n     LYGIA DE SOUZA E OLIVEIRA LIMA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     CASSIANO PEREIRA VIANA\n     <b>\n      EMBDO.(A/S) :\n     </b>\n     MARINA DA COSTA CARVALHO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JOSE EUGENIO DE MORAES LATORRE\n     <b>\n      EMBDO.(A/S) :\n     </b>\n     MARCOS DE SOUZA DIAS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\n     <b>\n      EMBDO.(A/S) :\n     </b>\n     NIVALDA COSSICH FURTADO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     RODOLFO JOSÉ MARQUES\n    </p>\n    <p>\n     EMENTA: PROCESSUAL  CIVIL.  EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO \nRECEBIDOS  COMO  AGRAVO  REGIMENTAL.  EMBARGOS  DE \nDIVERGÊNCIA.  DISSENSÃO  JURISPRUDENCIAL  NÃO \nCOMPROVADA.  AUSÊNCIA  DE  SIMILITUDE  FÁTICA  ENTRE  OS \nCASOS CONFRONTADOS. COTEJO ANALÍTICO. NÃO REALIZAÇÃO. \nART. 331 DO RISTF.\n    </p>\n    <p>\n     AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.\n      A C Ó R D Ã O\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \nSupremo  Tribunal  Federal,  em  Sessão  Plenária,  sob  a  Presidência  do \nMinistro  RICARDO  LEWANDOWSKI,  na  conformidade  da  ata  de \njulgamentos e das notas taquigráficas, por maioria, vencido o Ministro \nMarco  Aurélio,  em  receber  os  embargos  de  declaração  como  agravo \nregimental e, por unanimidade, em negar-lhe provimento, nos termos do \nvoto do Relator. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli.\n    </p>\n    <p>\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7110995.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AI 860037 AGR-ED-EDV-ED / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 16 de outubro de 2014.\n    </p>\n    <p>\n     Ministro TEORI ZAVASCKI\n     <b>\n     </b>\n     Relator\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7110995.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      16/10/2014 PLENÁRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE \nINSTRUMENTO 860.037 DISTRITO FEDERAL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI\nEMBTE.(S) :\n     </b>\n     PAULO CÉSAR GONTIJO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     CRISTIANA RODRIGUES GONTIJO\n     <b>\n      EMBDO.(A/S) :\n     </b>\n     JOSÉ PIRES CHAVES DE MACEDO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LINCOLN DE OLIVEIRA\n     <b>\n      EMBDO.(A/S) :\n     </b>\n     LYGIA DE SOUZA E OLIVEIRA LIMA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     CASSIANO PEREIRA VIANA\n     <b>\n      EMBDO.(A/S) :\n     </b>\n     MARINA DA COSTA CARVALHO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JOSE EUGENIO DE MORAES LATORRE\n     <b>\n      EMBDO.(A/S) :\n     </b>\n     MARCOS DE SOUZA DIAS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\n     <b>\n      EMBDO.(A/S) :\n     </b>\n     NIVALDA COSSICH FURTADO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     RODOLFO JOSÉ MARQUES\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):\n     </b>\n     Trata-se  de embargos de declaração contra  decisão que inadmitiu\n    </p>\n    <p>\n     embargos  de  divergência  ao  fundamento  de  que  a  dissensão \njurisprudencial  não  foi  devidamente  comprovada,  já  que  (a)  não  há \nsimilitude fática entre os julgados confrontados; (b) não se procedeu ao \ncotejo analítico do aresto embargado e do acórdão paradigma; e (c) no \nque toca ao art. 93, IX, da Constituição Federal, os julgados decidiram no \nmesmo sentido.\n    </p>\n    <p>\n     Sustenta a parte embargante, em suma, que (a) foram violados os \narts.  5º,  XXXV, LIV e LV, e 93,  IX,  da CF/88;  (b) o acórdão embargado \ndivergiu do entendimento  formado no julgamento do  AI  825.093,  Rel. \nMin. ROSA WEBER e do ARE 803.924, Rel. Min. MARCO AURÉLIO.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7110996.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      16/10/2014 PLENÁRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE \nINSTRUMENTO 860.037 DISTRITO FEDERAL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):\n     </b>\n     <b>\n      1.\n     </b>\n     Embora  o  recorrente  tenha  denominado  o  presente  recurso  de\n    </p>\n    <p>\n     \"embargos de declaração\", pela análise de sua fundamentação, deduz-se, \nde  forma  clara  e  inequívoca,  que  objetiva  reformar  a  decisão  que \ninadmitiu  os  embargos  de  divergência,  e  não  sanar  qualquer  erro \nmaterial,  omissão,  obscuridade  ou  contradição  (art.  535  do  CPC). \nEvidenciando-se, portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão \nem referência, recebo-o como agravo regimental.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      2.\n     </b>\n     A decisão agravada é do seguinte teor:\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      2.\n     </b>\n     O cabimento dos embargos de divergência está restrito \n“à  decisão  de  Turma  que,  em  recurso  extraordinário  ou  em \nagravo de instrumento, divergir de julgado de outra Turma ou \ndo Plenário”, nos termos do art. 330 do RISTF.\n    </p>\n    <p>\n     No presente caso, a Segunda Turma apreciou a ofensa ao \nart. 93, IX, da Carta Magna, em razão da alegada negativa de \nprestação jurisdicional.\n    </p>\n    <p>\n     O precedente paradigma apontado pela parte embargante \npara demonstrar a divergência (RE 71.166), por sua vez, não se \nrelaciona com a situação jurídica decidida pela Segunda Turma, \npois trata de violação ao art. 16, § 2º, da CF/67.\n    </p>\n    <p>\n     A ausência  de  similitude  entre  os  casos  confrontados  é \nobstáculo suficiente para que os embargos de divergência não \nsejam admitidos. Nesse sentido: AI 378.629-AgR-ED-Edv, Rel. \nMin.  CEZAR PELUSO,  Tribunal  Pleno  DJe  de  12/3/2010;  AI \n665.622-AgR-EDv-ED,  Rel.  Min.  RICARDO LEWANDOWSKI, \nTribunal  Pleno, DJe de 09/11/2011;  AI 654.148-AgR-EDv-AgR-\nED,  Rel.  Min.  CELSO  DE  MELLO,  Tribunal  Pleno,  DJe  de\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7110997.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AI 860037 AGR-ED-EDV-ED / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     6/12/2011;  e  AI  836.992-AgR-EDv-AgR,  Rel.  Min.  RICARDO \nLEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe de 30/5/2012.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      3.\n     </b>\n     No que toca aos demais precedentes apontados, não há \ndivergência  jurisprudencial  a  ser  sanada.  O  acórdão \nembargado,  bem  como  os  arestos-paradigma,  decidiram  a \nmatéria relativa à negativa de prestação jurisdicional à luz do \nentendimento desta Corte firmado no AI 791.292-QO-RG, Rel. \nMin. GILMAR MENDES, DJe de 13/8/2010, no sentido de que \n“(...) o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão \nou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem \ndeterminar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das \nalegações ou provas, nem que seja corretos os fundamentos da \ndecisão”.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      4.\n     </b>\n     Saliente-se,  ademais,  que  não  foi  demonstrada  a \ndivergência jurisprudencial na forma preconizada pelo art. 331 \ndo  RISTF,  pois  não  se  procedeu  ao  cotejo  analítico  com  os \nacórdãos  apontados  como  divergentes,  com  a  necessária \nmenção às \"circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os \ncasos confrontados\". Com efeito, a fundamentação do recurso \nlimitou-se  à  consideração  das  razões  pelas  quais  o  aresto \nembargado deveria ser reformado e à transcrição do inteiro teor \ndos julgados colacionados como paradigma. Nesse sentido: AI \n609855-AgR-AgR-ED-EDv-AgR,  Rel.  Min.  ELLEN  GRACIE, \nTribunal Pleno, DJe de 28/5/2010.\n    </p>\n    <p>\n     O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses \nfundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento \nda decisão agravada.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      3.\n     </b>\n     Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo \nregimental e nego-lhe provimento. É o voto.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7110997.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 16/10/2014\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PLENÁRIO\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE \nINSTRUMENTO 860.037\n     </b>\n     PROCED. : DISTRITO FEDERAL\n     <b>\n      RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI\n     </b>\n     EMBTE.(S) : PAULO CÉSAR GONTIJO\nADV.(A/S) : CRISTIANA RODRIGUES GONTIJO\nEMBDO.(A/S) : JOSÉ PIRES CHAVES DE MACEDO\nADV.(A/S) : LINCOLN DE OLIVEIRA\nEMBDO.(A/S) : LYGIA DE SOUZA E OLIVEIRA LIMA\nADV.(A/S) : CASSIANO PEREIRA VIANA\nEMBDO.(A/S) : MARINA DA COSTA CARVALHO\nADV.(A/S) : JOSE EUGENIO DE MORAES LATORRE\nEMBDO.(A/S) : MARCOS DE SOUZA DIAS\nADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\nEMBDO.(A/S) : NIVALDA COSSICH FURTADO\nADV.(A/S) : RODOLFO JOSÉ MARQUES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     O  Tribunal,  por  maioria,  vencido  o  Ministro  Marco \nAurélio, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental \ne, a este, por unanimidade, negou provimento, tudo nos termos do \nvoto  do  Relator.  Ausente,  neste  julgamento,  o  Ministro  Dias \nToffoli.  Presidiu  o  julgamento  o  Ministro  Ricardo  Lewandowski. \nPlenário, 16.10.2014.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes\n    </p>\n    <p>\n     à  sessão  os  Senhores  Ministros  Celso  de  Mello,  Marco  Aurélio, \nGilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, \nTeori Zavascki e Roberto Barroso.\n    </p>\n    <p>\n     Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de \nBarros.\n    </p>\n    <p>\n     p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte\nAssessora-Chefe do Plenário\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7099019\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "16/10/2014 PLENÁRIO\n", "EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. 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O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7110995.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6\n", "Ementa e Acórdão\n", "AI 860037 AGR-ED-EDV-ED / DF \n", "Brasília, 16 de outubro de 2014.\n", "    \n", "Ministro TEORI ZAVASCKI\n", "      Relator\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7110995.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n", "Relatório\n", "16/10/2014 PLENÁRIO\n", "EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE \n", "INSTRUMENTO 860.037 DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI\n", "EMBTE.(S) :PAULO CÉSAR GONTIJO \n", "ADV.(A/S) :CRISTIANA RODRIGUES GONTIJO \n", "EMBDO.(A/S) : JOSÉ PIRES CHAVES DE MACEDO \n", "ADV.(A/S) :LINCOLN DE OLIVEIRA \n", "EMBDO.(A/S) :LYGIA DE SOUZA E OLIVEIRA LIMA \n", "ADV.(A/S) :CASSIANO PEREIRA VIANA \n", "EMBDO.(A/S) :MARINA DA COSTA CARVALHO \n", "ADV.(A/S) : JOSE EUGENIO DE MORAES LATORRE \n", "EMBDO.(A/S) :MARCOS DE SOUZA DIAS \n", "ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS \n", "EMBDO.(A/S) :NIVALDA COSSICH FURTADO \n", "ADV.(A/S) :RODOLFO JOSÉ MARQUES \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): \n", "Trata-se  de embargos de declaração contra  decisão que inadmitiu \n", "embargos  de  divergência  ao  fundamento  de  que  a  dissensão \n", "jurisprudencial  não  foi  devidamente  comprovada,  já  que  (a)  não  há \n", "similitude fática entre os julgados confrontados; (b) não se procedeu ao \n", "cotejo analítico do aresto embargado e do acórdão paradigma; e (c) no \n", "que toca ao art. 93, IX, da Constituição Federal, os julgados decidiram no \n", "mesmo sentido.\n", "Sustenta a parte embargante, em suma, que (a) foram violados os \n", "arts.  5º,  XXXV, LIV e LV, e 93,  IX,  da CF/88;  (b) o acórdão embargado \n", "divergiu do entendimento  formado no julgamento do  AI  825.093,  Rel. \n", "Min. ROSA WEBER e do ARE 803.924, Rel. Min. MARCO AURÉLIO.\n", "É o relatório.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7110996.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n", "Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI\n", "16/10/2014 PLENÁRIO\n", "EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE \n", "INSTRUMENTO 860.037 DISTRITO FEDERAL\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): \n", "1. Embora  o  recorrente  tenha  denominado  o  presente  recurso  de \n", "\"embargos de declaração\", pela análise de sua fundamentação, deduz-se, \n", "de  forma  clara  e  inequívoca,  que  objetiva  reformar  a  decisão  que \n", "inadmitiu  os  embargos  de  divergência,  e  não  sanar  qualquer  erro \n", "material,  omissão,  obscuridade  ou  contradição  (art.  535  do  CPC). \n", "Evidenciando-se, portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão \n", "em referência, recebo-o como agravo regimental.\n", "2. A decisão agravada é do seguinte teor:\n", "2. O cabimento dos embargos de divergência está restrito \n", "“à  decisão  de  Turma  que,  em  recurso  extraordinário  ou  em \n", "agravo de instrumento, divergir de julgado de outra Turma ou \n", "do Plenário”, nos termos do art. 330 do RISTF.\n", "No presente caso, a Segunda Turma apreciou a ofensa ao \n", "art. 93, IX, da Carta Magna, em razão da alegada negativa de \n", "prestação jurisdicional.\n", "O precedente paradigma apontado pela parte embargante \n", "para demonstrar a divergência (RE 71.166), por sua vez, não se \n", "relaciona com a situação jurídica decidida pela Segunda Turma, \n", "pois trata de violação ao art. 16, § 2º, da CF/67.\n", "A ausência  de  similitude  entre  os  casos  confrontados  é \n", "obstáculo suficiente para que os embargos de divergência não \n", "sejam admitidos. Nesse sentido: AI 378.629-AgR-ED-Edv, Rel. \n", "Min.  CEZAR PELUSO,  Tribunal  Pleno  DJe  de  12/3/2010;  AI \n", "665.622-AgR-EDv-ED,  Rel.  Min.  RICARDO LEWANDOWSKI, \n", "Tribunal  Pleno, DJe de 09/11/2011;  AI 654.148-AgR-EDv-AgR-\n", "ED,  Rel.  Min.  CELSO  DE  MELLO,  Tribunal  Pleno,  DJe  de \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7110997.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6\n", "Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI\n", "AI 860037 AGR-ED-EDV-ED / DF \n", "6/12/2011;  e  AI  836.992-AgR-EDv-AgR,  Rel.  Min.  RICARDO \n", "LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe de 30/5/2012.\n", "3. No que toca aos demais precedentes apontados, não há \n", "divergência  jurisprudencial  a  ser  sanada.  O  acórdão \n", "embargado,  bem  como  os  arestos-paradigma,  decidiram  a \n", "matéria relativa à negativa de prestação jurisdicional à luz do \n", "entendimento desta Corte firmado no AI 791.292-QO-RG, Rel. \n", "Min. GILMAR MENDES, DJe de 13/8/2010, no sentido de que \n", "“(...) o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão \n", "ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem \n", "determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das \n", "alegações ou provas, nem que seja corretos os fundamentos da \n", "decisão”.\n", "4. Saliente-se,  ademais,  que  não  foi  demonstrada  a \n", "divergência jurisprudencial na forma preconizada pelo art. 331 \n", "do  RISTF,  pois  não  se  procedeu  ao  cotejo  analítico  com  os \n", "acórdãos  apontados  como  divergentes,  com  a  necessária \n", "menção às \"circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os \n", "casos confrontados\". Com efeito, a fundamentação do recurso \n", "limitou-se  à  consideração  das  razões  pelas  quais  o  aresto \n", "embargado deveria ser reformado e à transcrição do inteiro teor \n", "dos julgados colacionados como paradigma. Nesse sentido: AI \n", "609855-AgR-AgR-ED-EDv-AgR,  Rel.  Min.  ELLEN  GRACIE, \n", "Tribunal Pleno, DJe de 28/5/2010. \n", "O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses \n", "fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento \n", "da decisão agravada.\n", "3. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo \n", "regimental e nego-lhe provimento. É o voto.\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7110997.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6\n", "Extrato de Ata - 16/10/2014\n", "PLENÁRIO\n", "EXTRATO DE ATA\n", "EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE \n", "INSTRUMENTO 860.037\n", "PROCED. : DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI\n", "EMBTE.(S) : PAULO CÉSAR GONTIJO\n", "ADV.(A/S) : CRISTIANA RODRIGUES GONTIJO\n", "EMBDO.(A/S) : JOSÉ PIRES CHAVES DE MACEDO\n", "ADV.(A/S) : LINCOLN DE OLIVEIRA\n", "EMBDO.(A/S) : LYGIA DE SOUZA E OLIVEIRA LIMA\n", "ADV.(A/S) : CASSIANO PEREIRA VIANA\n", "EMBDO.(A/S) : MARINA DA COSTA CARVALHO\n", "ADV.(A/S) : JOSE EUGENIO DE MORAES LATORRE\n", "EMBDO.(A/S) : MARCOS DE SOUZA DIAS\n", "ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\n", "EMBDO.(A/S) : NIVALDA COSSICH FURTADO\n", "ADV.(A/S) : RODOLFO JOSÉ MARQUES\n", "Decisão: O  Tribunal,  por  maioria,  vencido  o  Ministro  Marco \n", "Aurélio, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental \n", "e, a este, por unanimidade, negou provimento, tudo nos termos do \n", "voto  do  Relator.  Ausente,  neste  julgamento,  o  Ministro  Dias \n", "Toffoli.  Presidiu  o  julgamento  o  Ministro  Ricardo  Lewandowski. \n", "Plenário, 16.10.2014.\n", " \n", "Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes \n", "à  sessão  os  Senhores  Ministros  Celso  de  Mello,  Marco  Aurélio, \n", "Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, \n", "Teori Zavascki e Roberto Barroso.\n", "Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de \n", "Barros. \n", "p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte\n", "Assessora-Chefe do Plenário\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7099019\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6\n" ], "numero" : "860037", "partes" : [ { "nome" : "MIN. TEORI ZAVASCKI", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "PAULO CÉSAR GONTIJO", "sigla" : "", "tipo" : "EMBTE.(S)" }, { "nome" : "RODOLFO JOSÉ MARQUES", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "NIVALDA COSSICH FURTADO", "sigla" : "", "tipo" : "EMBDO.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. TEORI ZAVASCKI", "texto" : "O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):  Trata-se  de embargos de declaração contra  decisão que inadmitiu   embargos  de  divergência  ao  fundamento  de  que  a  dissensão  jurisprudencial  não  foi  devidamente  comprovada,  já  que  (a)  não  há  similitude fática entre os julgados confrontados; (b) não se procedeu ao  cotejo analítico do aresto embargado e do acórdão paradigma; e (c) no  que toca ao art. 93, IX, da Constituição Federal, os julgados decidiram no  mesmo sentido.  Sustenta a parte embargante, em suma, que (a) foram violados os  arts.  5º,  XXXV, LIV e LV, e 93,  IX,  da CF/88;  (b) o acórdão embargado  divergiu do entendimento  formado no julgamento do  AI  825.093,  Rel.  Min. ROSA WEBER e do ARE 803.924, Rel. Min. MARCO AURÉLIO.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Embora  o  recorrente  tenha  denominado  o  presente  recurso  de   \"embargos de declaração\", pela análise de sua fundamentação, deduz-se,  de  forma  clara  e  inequívoca,  que  objetiva  reformar  a  decisão  que  inadmitiu  os  embargos  de  divergência,  e  não  sanar  qualquer  erro  material,  omissão,  obscuridade  ou  contradição  (art.  535  do  CPC).  Evidenciando-se, portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão  em referência, recebo-o como agravo regimental.  2. A decisão agravada é do seguinte teor:  2. O cabimento dos embargos de divergência está restrito  “à  decisão  de  Turma  que,  em  recurso  extraordinário  ou  em  agravo de instrumento, divergir de julgado de outra Turma ou  do Plenário”, nos termos do art. 330 do RISTF.  No presente caso, a Segunda Turma apreciou a ofensa ao  art. 93, IX, da Carta Magna, em razão da alegada negativa de  prestação jurisdicional.  O precedente paradigma apontado pela parte embargante  para demonstrar a divergência (RE 71.166), por sua vez, não se  relaciona com a situação jurídica decidida pela Segunda Turma,  pois trata de violação ao art. 16, § 2º, da CF/67.  A ausência  de  similitude  entre  os  casos  confrontados  é  obstáculo suficiente para que os embargos de divergência não  sejam admitidos. Nesse sentido: AI 378.629-AgR-ED-Edv, Rel.  Min.  CEZAR PELUSO,  Tribunal  Pleno  DJe  de  12/3/2010;  AI  665.622-AgR-EDv-ED,  Rel.  Min.  RICARDO LEWANDOWSKI,  Tribunal  Pleno, DJe de 09/11/2011;  AI 654.148-AgR-EDv-AgR- ED,  Rel.  Min.  CELSO  DE  MELLO,  Tribunal  Pleno,  DJe  de     6/12/2011;  e  AI  836.992-AgR-EDv-AgR,  Rel.  Min.  RICARDO  LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe de 30/5/2012.  3. No que toca aos demais precedentes apontados, não há  divergência  jurisprudencial  a  ser  sanada.  O  acórdão  embargado,  bem  como  os  arestos-paradigma,  decidiram  a  matéria relativa à negativa de prestação jurisdicional à luz do  entendimento desta Corte firmado no AI 791.292-QO-RG, Rel.  Min. GILMAR MENDES, DJe de 13/8/2010, no sentido de que  “(...) o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão  ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem  determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das  alegações ou provas, nem que seja corretos os fundamentos da  decisão”.  4. Saliente-se,  ademais,  que  não  foi  demonstrada  a  divergência jurisprudencial na forma preconizada pelo art. 331  do  RISTF,  pois  não  se  procedeu  ao  cotejo  analítico  com  os  acórdãos  apontados  como  divergentes,  com  a  necessária  menção às \"circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os  casos confrontados\". Com efeito, a fundamentação do recurso  limitou-se  à  consideração  das  razões  pelas  quais  o  aresto  embargado deveria ser reformado e à transcrição do inteiro teor  dos julgados colacionados como paradigma. Nesse sentido: AI  609855-AgR-AgR-ED-EDv-AgR,  Rel.  Min.  ELLEN  GRACIE,  Tribunal Pleno, DJe de 28/5/2010.   O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses  fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento  da decisão agravada.  3. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo  regimental e nego-lhe provimento. É o voto. ", "votante" : "MIN_TEORI_ZAVASCKI" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac2b0d2512244887593" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 18 a  24/5/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade  de  votos,  em negar  provimento  ao  agravo  regimental,  com imposição  de  multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021,  § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator.  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A jurisprudência  do  Supremo  Tribunal  Federal  é  pacífica  no \nsentido  de  que a  interposição de recurso incabível,  no caso em tela  o \nagravo interno, não tem o condão de suspender ou interromper o prazo \npara a interposição do agravo.\n    </p>\n    <p>\n     2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% \n(art. 1.021, § 4º, do CPC).\n    </p>\n    <p>\n     3. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve prévia fixação \nde honorários advocatícios na causa.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ACÓRDÃO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nSegunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 18 a \n24/5/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade  de \nvotos,  em negar  provimento  ao  agravo  regimental,  com imposição  de \nmulta de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, \n§ 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998866.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1115432 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 25 de maio de 2018.\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO DIAS TOFFOLI\nRelator\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998866.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      25/05/2018 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.115.432 RIO \nDE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     MARIA DE FATIMA DA SILVA NEVES E\n    </p>\n    <p>\n     OUTRO(A/S)\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     BRUNO GUSTAVO NEIVA BATISTA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     DANIELLA DUARTE LOPES\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESTADO DO RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE\n    </p>\n    <p>\n     JANEIRO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATÓRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n     </b>\n     Maria de Fatima da Silva Neves e outros interpuseram tempestivo\n    </p>\n    <p>\n     agravo regimental, em 27/4/18, contra a decisão em que não conheci do \nagravo, com a seguinte fundamentação:\n    </p>\n    <p>\n     “Vistos. \nTrata-se  de  agravo  contra  a  decisão  que  não  admitiu\n    </p>\n    <p>\n     recurso  extraordinário  interposto  contra  acórdão  da  Décima \nTerceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio \nde Janeiro.\n    </p>\n    <p>\n     Compulsando os autos, verifica-se que não foi observado \no prazo de 15 (quinze) dias úteis (art. 219 do CPC/15) para a \ninterposição do agravo, conforme estabelece o artigo 1.003 do \nCódigo de Processo Civil de 2015.\n    </p>\n    <p>\n     Anote-se que as recorrentes foram intimadas da decisão \nque não admitiu o recurso extraordinário no dia 2 de fevereiro \nde 2017 e a petição de agravo, todavia, foi protocolada somente \nem 27 de junho de 2017, após o término do prazo. É, portanto, \nintempestivo.\n    </p>\n    <p>\n     Ressalte-se  que  a  jurisprudência  do  Supremo  Tribunal \nFederal está consolidada no sentido de que a interposição de\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998863.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1115432 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     recurso incabível, no caso em tela o agravo interno, não tem o \ncondão  de  suspender  ou  interromper  o  prazo  para  a \ninterposição do agravo. Nesse sentido, anote-se:\n    </p>\n    <p>\n     ‘EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO.  AGRAVO\n    </p>\n    <p>\n     REGIMENTAL.  AGRAVO  DE  INSTRUMENTO. \nAUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO PESSOAL DA FAZENDA \nNACIONAL DA DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO \nAO  AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  DECISÃO  DE \nINADMISSIBILIDADE  DE  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO.  INTERPOSIÇÃO  DE  EMBARGOS \nDECLARATÓRIOS  INCABÍVEIS.  NÃO  INTERRUPÇÃO \nDO  PRAZO  PARA  INTERPOSIÇÃO  DE  RECURSO. \nINTEMPESTIVIDADE  DO  AGRAVO  DE \nINSTRUMENTO.  EMBARGOS  ACOLHIDOS  PARA \nAFASTAR  A  INTEMPESTIVIDADE  DO  AGRAVO \nREGIMENTAL,  AO  QUAL  PORÉM  SE  NEGA \nPROVIMENTO. I  –  A ausência de intimação pessoal  da \nFazenda  Nacional  impede  seja  decretada  a \nintempestividade  do  agravo  regimental.\n     <b>\n      II  –  O  agravo \ninterposto  da  decisão  que  inadmitiu  o  recurso \nextraordinário  é  intempestivo,  porquanto  prevalece \nnesta  Corte  o  entendimento  de  que  os  embargos  de \ndeclaração  opostos  da  decisão  que,  na  origem,  nega \nseguimento  a  recurso  extraordinário,  por  serem \nmanifestamente  incabíveis,  não  suspendem  ou \ninterrompem o prazo para a interposição de recurso.\n     </b>\n     III – \nEmbargos  de  declaração  acolhidos  para  afastar  a \nintempestividade  do  agravo  regimental  da  União \n(Fazenda Nacional), ao qual, porém, se nega provimento’ \n(AI  nº  768.107/SE-AgR-ED,  Tribunal  Pleno,  Relator  o \nMinistro\n     <b>\n      Ricardo  Lewandowski\n     </b>\n     ,  DJe  de  3/11/14  –  grifo \nnosso).\n    </p>\n    <p>\n     ‘Agravo  regimental  no  agravo  de  instrumento. \nIntempestividade. Embargos declaratórios incabíveis. Não\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998863.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1115432 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     suspensão ou interrupção do prazo recursal. Precedentes.\n     <b>\n      1. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de \nque  a  oposição  de  embargos  de  declaração  contra  a \ndecisão do Presidente do Tribunal  de origem que não \nadmitiu o recurso extraordinário, por serem incabíveis, \nnão suspende ou interrompe o prazo para a interposição \ndo  agravo  de  instrumento.\n     </b>\n     2.  Agravo  regimental  não \nprovido.’  (ARE  nº  686.392/RS-ED,  Primeira  Turma,  de\n     <b>\n      minha relatoria\n     </b>\n     , DJe de 13/12/13).\n    </p>\n    <p>\n     ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM \nAGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  EMBARGOS  DE \nDECLARAÇÃO  INCABÍVEIS,  NO  CASO. \nIMPOSSIBILIDADE  DE  SUSPENSÃO  OU \nINTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DO \nAGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  INTEMPESTIVIDADE. \nPRECEDENTES. 1. São incabíveis, no caso, embargos de \ndeclaração  opostos  contra  decisão que inadmite  recurso \nextraordinário.  2.  É  pacífica  a  jurisprudência  desta \nSuprema Corte no sentido de que recurso incabível  não \nsuspende  ou  interrompe  o  prazo  recursal.  3. \nIntempestividade reconhecida do agravo de instrumento. \nPrecedentes.  4.  Agravo  regimental  improvido’  (AI  nº \n733.719/AM-AgR,  Segunda  Turma,  Relatora  a  Ministra\n     <b>\n      Ellen Gracie\n     </b>\n     , DJe de 11/12/09).\n    </p>\n    <p>\n     ‘AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE \nINSTRUMENTO.  INTEMPESTIVIDADE.  RECURSO \nINCABÍVEL.  NÃO-INTERRUPÇÃO  DO  PRAZO \nRECURSAL.  A  interposição  de  recurso  incabível  não \ninterrompe  o  prazo  para  a  apresentação  do  recurso \noportuno.  Precedentes.  Agravo  regimental  não  provido’ \n(AI  nº  562.604/MG-AgR,  Segunda  Turma,  Relator  o \nMinistro\n     <b>\n      Eros Grau\n     </b>\n     , DJ de 5/5/06). \n \nRegistre-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos a\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998863.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      25/05/2018 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.115.432 RIO \nDE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      VOTO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n     </b>\n     O inconformismo não merece prosperar.\nConforme expresso na decisão agravada, o agravo é intempestivo,\n    </p>\n    <p>\n     uma vez que a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a \ninterposição de recurso incabível, no caso em tela o agravo interno, não \ntem o condão de suspender ou interromper o prazo para a interposição \ndo agravo.\n    </p>\n    <p>\n     Nesse sentido, além dos precedentes já colacionados, anotem-se os \nseguintes:\n    </p>\n    <p>\n     “EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO  RECEBIDOS  COMO \nAGRAVO  INTERNO.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM \nAGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. ART. 544 DO CÓDIGO DE \nPROCESSO CIVIL DE 1973.\n     <b>\n      1.\n     </b>\n     O órgão julgador pode receber \ncomo  agravo  interno  os  embargos  de  declaração  que \nnotoriamente  visam  a  reformar  a  decisão  monocrática  do \nRelator,  sendo desnecessária a intimação do embargante para \ncomplementar suas razões quando o recurso, desde logo, exibir \nimpugnação  específica  a  todos  os  pontos  da  decisão \nembargada.  Inteligência  do  art.  1.024,  §  3º,  do  Código  de \nProcesso Civil de 2015.\n     <b>\n      2. É manifestamente incabível o agravo \ninterno (ou regimental) interposto contra decisão da instância \nde origem que inadmite o recurso extraordinário sem fazer \nremissão  a  precedente  de  repercussão  geral\n     </b>\n     .\n     <b>\n      3.\n     </b>\n     Recurso \nmanifestamente incabível não interrompe a fluência do prazo \nrecursal  (não  possui  o  chamado  ‘efeito  interruptivo’).\n     <b>\n      4.\n     </b>\n     A \nintempestividade  do  Agravo  em  Recurso  Extraordinário \nimpede  seu  conhecimento.\n     <b>\n      5.\n     </b>\n     Embargos  de  Declaração \nrecebidos como agravo interno, ao qual se nega provimento” \n(ARE nº 1.034.261/MG-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998864.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1115432 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Alexandre de Moraes\n     </b>\n     , DJe de 15/3/18 – grifei);\n    </p>\n    <p>\n     “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  PROCESSUAL  CIVIL. \nRECURSO  EXTRAORDINÁRIO  INTERPOSTO  APÓS \nINADMISSÃO  DE  RECURSO  MANIFESTAMENTE \nINCABÍVEL:  INTEMPESTIVIDADE.  VERBA  HONORÁRIA \nMAJORADA  EM  1%,  PERCENTUAL  QUE  SE  SOMA  AO \nFIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. \n85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, \nCOM  A  RESSALVA  DE  EVENTUAL  CONCESSÃO  DO \nBENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA \nNO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4º, DO \nCÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO \nQUAL SE  NEGA PROVIMENTO”  (ARE  nº  977.052/PR-AgR, \nTribunal Pleno, Relatora a\n     <b>\n      Ministra Presidente\n     </b>\n     , DJe de 23/8/17);\n    </p>\n    <p>\n     “AGRAVO  REGIMENTAL.  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  PROCESSUAL  CIVIL. \nDECISÃO  DE  ADMISSIBILIDADE  DO  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO.  EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO \nINCABÍVEIS.  IMPOSSIBILIDADE  DE  SUSPENSÃO  OU \nINTERRUPÇÃO  DO  PRAZO  PARA  INTERPOSIÇÃO  DO \nAGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  INTEMPESTIVIDADE. \nPRECEDENTES.  AGRAVO  IMPROVIDO.  I  A jurisprudência \ndesta  Corte  é  pacífica  no  sentido  de  que  a  oposição  de \nembargos  de  declaração  contra  a  decisão  do  Presidente  do \nTribunal de origem que não admitiu o recurso extraordinário, \npor serem incabíveis, não suspende ou interrompe o prazo para \na  interposição  do  agravo  de  instrumento.  Precedentes.  II \nAgravo  regimental  improvido”  (ARE  nº  703.964/RS-AgR, \nTribunal Pleno, Relator o Ministro\n     <b>\n      Ricardo Lewandowski\n     </b>\n     , DJe \nde 25/2/15).\n    </p>\n    <p>\n     “AGRAVO  REGIMENTAL.  DECISÃO  DE \nINADMISSIBILIDADE  DE  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998864.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1115432 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     INTERPOSIÇÃO  DE  EMBARGOS  DECLARATÓRIOS \nINCABÍVEIS.  NÃO  INTERRUPÇÃO  DO  PRAZO  PARA \nINTERPOSIÇÃO  DE  AGRAVO.  INTEMPESTIVIDADE.  O \nagravo  interposto  da  decisão  que  inadmitiu  o  recurso \nextraordinário é intempestivo, porquanto prevalece nesta Corte \no entendimento de que os embargos de declaração opostos da \ndecisão  que,  na  origem,  nega  seguimento  a  recurso \nextraordinário,  por  serem  manifestamente  incabíveis,  não \nsuspendem  ou  interrompem  o  prazo  para  a  interposição  de \nrecurso. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº \n767.991/SP-AgR,  Tribunal  Pleno,  Relator  o  Ministro\n     <b>\n      Joaquim \nBarbosa\n     </b>\n     , DJe de 25/3/14).\n    </p>\n    <p>\n     Manifestamente  improcedente,  nego  provimento  ao  agravo \nregimental e, caso seja unânime a votação, condeno a parte agravante ao \npagamento de multa de 2% (dois por cento) do valor atualizado da causa, \nconsoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil.\n    </p>\n    <p>\n     Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve fixação prévia \nde honorários advocatícios na causa.\n    </p>\n    <p>\n     É como voto.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998864.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 25/05/2018\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.115.432\n     </b>\n     PROCED. : RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n     </b>\n     AGTE.(S) : MARIA DE FATIMA DA SILVA NEVES E OUTRO(A/S)\nADV.(A/S) : BRUNO GUSTAVO NEIVA BATISTA (184140/RJ)\nADV.(A/S) : DANIELLA DUARTE LOPES (118088/RJ)\nAGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \nregimental, com imposição de multa de 2% (dois por cento) sobre o \nvalor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos \ndo voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 18.5.2018 a \n24.5.2018.\n    </p>\n    <p>\n     Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de \nMello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.\n    </p>\n    <p>\n     Marília Montenegro\nSecretária Substituta\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14919896\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "25/05/2018 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.115.432 RIO \n", "DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "AGTE.(S) :MARIA DE FATIMA DA SILVA NEVES E \n", "OUTRO(A/S)\n", "ADV.(A/S) :BRUNO GUSTAVO NEIVA BATISTA \n", "ADV.(A/S) :DANIELLA DUARTE LOPES \n", "AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE \n", "JANEIRO \n", "EMENTA \n", "Agravo  regimental  no  recurso  extraordinário  com  agravo. \n", "Intempestividade. Recurso incabível. Não suspensão ou interrupção do \n", "prazo recursal. Precedentes. \n", "1.  A jurisprudência  do  Supremo  Tribunal  Federal  é  pacífica  no \n", "sentido  de  que a  interposição de recurso incabível,  no caso em tela  o \n", "agravo interno, não tem o condão de suspender ou interromper o prazo \n", "para a interposição do agravo. \n", "2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% \n", "(art. 1.021, § 4º, do CPC). \n", "3. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve prévia fixação \n", "de honorários advocatícios na causa. \n", "ACÓRDÃO\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 18 a \n", "24/5/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade  de \n", "votos,  em negar  provimento  ao  agravo  regimental,  com imposição  de \n", "multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, \n", "§ 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998866.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10\n", "Ementa e Acórdão\n", "ARE 1115432 AGR / RJ \n", "Brasília, 25 de maio de 2018.\n", "MINISTRO DIAS TOFFOLI\n", "Relator\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998866.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10\n", "Relatório\n", "25/05/2018 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.115.432 RIO \n", "DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "AGTE.(S) :MARIA DE FATIMA DA SILVA NEVES E \n", "OUTRO(A/S)\n", "ADV.(A/S) :BRUNO GUSTAVO NEIVA BATISTA \n", "ADV.(A/S) :DANIELLA DUARTE LOPES \n", "AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE \n", "JANEIRO \n", "RELATÓRIO\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n", "Maria de Fatima da Silva Neves e outros interpuseram tempestivo \n", "agravo regimental, em 27/4/18, contra a decisão em que não conheci do \n", "agravo, com a seguinte fundamentação:\n", "“Vistos. \n", "Trata-se  de  agravo  contra  a  decisão  que  não  admitiu \n", "recurso  extraordinário  interposto  contra  acórdão  da  Décima \n", "Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio \n", "de Janeiro.\n", "Compulsando os autos, verifica-se que não foi observado \n", "o prazo de 15 (quinze) dias úteis (art. 219 do CPC/15) para a \n", "interposição do agravo, conforme estabelece o artigo 1.003 do \n", "Código de Processo Civil de 2015.\n", "Anote-se que as recorrentes foram intimadas da decisão \n", "que não admitiu o recurso extraordinário no dia 2 de fevereiro \n", "de 2017 e a petição de agravo, todavia, foi protocolada somente \n", "em 27 de junho de 2017, após o término do prazo. É, portanto, \n", "intempestivo.\n", "Ressalte-se  que  a  jurisprudência  do  Supremo  Tribunal \n", "Federal está consolidada no sentido de que a interposição de \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998863.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10\n", "Relatório\n", "ARE 1115432 AGR / RJ \n", "recurso incabível, no caso em tela o agravo interno, não tem o \n", "condão  de  suspender  ou  interromper  o  prazo  para  a \n", "interposição do agravo. Nesse sentido, anote-se:\n", " \n", "‘EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO.  AGRAVO \n", "REGIMENTAL.  AGRAVO  DE  INSTRUMENTO. \n", "AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO PESSOAL DA FAZENDA \n", "NACIONAL DA DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO \n", "AO  AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  DECISÃO  DE \n", "INADMISSIBILIDADE  DE  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO.  INTERPOSIÇÃO  DE  EMBARGOS \n", "DECLARATÓRIOS  INCABÍVEIS.  NÃO  INTERRUPÇÃO \n", "DO  PRAZO  PARA  INTERPOSIÇÃO  DE  RECURSO. \n", "INTEMPESTIVIDADE  DO  AGRAVO  DE \n", "INSTRUMENTO.  EMBARGOS  ACOLHIDOS  PARA \n", "AFASTAR  A  INTEMPESTIVIDADE  DO  AGRAVO \n", "REGIMENTAL,  AO  QUAL  PORÉM  SE  NEGA \n", "PROVIMENTO. I  –  A ausência de intimação pessoal  da \n", "Fazenda  Nacional  impede  seja  decretada  a \n", "intempestividade  do  agravo  regimental.  II  –  O  agravo \n", "interposto  da  decisão  que  inadmitiu  o  recurso \n", "extraordinário  é  intempestivo,  porquanto  prevalece \n", "nesta  Corte  o  entendimento  de  que  os  embargos  de \n", "declaração  opostos  da  decisão  que,  na  origem,  nega \n", "seguimento  a  recurso  extraordinário,  por  serem \n", "manifestamente  incabíveis,  não  suspendem  ou \n", "interrompem o prazo para a interposição de recurso. III – \n", "Embargos  de  declaração  acolhidos  para  afastar  a \n", "intempestividade  do  agravo  regimental  da  União \n", "(Fazenda Nacional), ao qual, porém, se nega provimento’ \n", "(AI  nº  768.107/SE-AgR-ED,  Tribunal  Pleno,  Relator  o \n", "Ministro  Ricardo  Lewandowski,  DJe  de  3/11/14  –  grifo \n", "nosso).\n", "‘Agravo  regimental  no  agravo  de  instrumento. \n", "Intempestividade. Embargos declaratórios incabíveis. Não \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998863.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10\n", "Relatório\n", "ARE 1115432 AGR / RJ \n", "suspensão ou interrupção do prazo recursal. Precedentes. \n", "1. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de \n", "que  a  oposição  de  embargos  de  declaração  contra  a \n", "decisão do Presidente do Tribunal  de origem que não \n", "admitiu o recurso extraordinário, por serem incabíveis, \n", "não suspende ou interrompe o prazo para a interposição \n", "do  agravo  de  instrumento.  2.  Agravo  regimental  não \n", "provido.’  (ARE  nº  686.392/RS-ED,  Primeira  Turma,  de \n", "minha relatoria, DJe de 13/12/13).\n", "‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM \n", "AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  EMBARGOS  DE \n", "DECLARAÇÃO  INCABÍVEIS,  NO  CASO. \n", "IMPOSSIBILIDADE  DE  SUSPENSÃO  OU \n", "INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DO \n", "AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  INTEMPESTIVIDADE. \n", "PRECEDENTES. 1. São incabíveis, no caso, embargos de \n", "declaração  opostos  contra  decisão que inadmite  recurso \n", "extraordinário.  2.  É  pacífica  a  jurisprudência  desta \n", "Suprema Corte no sentido de que recurso incabível  não \n", "suspende  ou  interrompe  o  prazo  recursal.  3. \n", "Intempestividade reconhecida do agravo de instrumento. \n", "Precedentes.  4.  Agravo  regimental  improvido’  (AI  nº \n", "733.719/AM-AgR,  Segunda  Turma,  Relatora  a  Ministra \n", "Ellen Gracie, DJe de 11/12/09). \n", "‘AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE \n", "INSTRUMENTO.  INTEMPESTIVIDADE.  RECURSO \n", "INCABÍVEL.  NÃO-INTERRUPÇÃO  DO  PRAZO \n", "RECURSAL.  A  interposição  de  recurso  incabível  não \n", "interrompe  o  prazo  para  a  apresentação  do  recurso \n", "oportuno.  Precedentes.  Agravo  regimental  não  provido’ \n", "(AI  nº  562.604/MG-AgR,  Segunda  Turma,  Relator  o \n", "Ministro Eros Grau, DJ de 5/5/06). \n", " \n", "Registre-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos a \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998863.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10\n", "Relatório\n", "ARE 1115432 AGR / RJ \n", "majoração dos honorários prevista no artigo 85, § 11, do novo \n", "Código  de  Processo  Civil,  uma  vez  que  não  houve  o \n", "arbitramento  de  honorários  sucumbenciais  pela  Corte  de \n", "origem.\n", "Ante o exposto, não conheço do agravo.”\n", "Sustentam  os  agravantes  que  o  agravo  contra  a  decisão  de \n", "inadmissão do recurso extraordinário seria tempestivo, pois \n", "“[a] decisão que não admitiu o recurso extraordinário foi \n", "publicada no dia 01.02.2017; desta decisão foi manejado Agravo \n", "Interno com fulcro no Art. 1030, II do CPC, visto que a matéria \n", "aqui  tratada  e  não  aplicada  pelo  Tribunal  de  origem  foi \n", "pacificada em sede de Repercussão Geral (Tema 05 –STF).\n", "(…)\n", "Destarte  o  curso  processual  para  que  fosse  manejado \n", "Agravo  em Recurso  Extraordinário  (Art.  1042  do  CPC),ficou \n", "obstado até o julgamento do Agravo Interno (Art. 1030, II do \n", "CPC)”.\n", "No mais, tecem argumentos acerca do mérito da controvérsia.\n", "É o relatório. \n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998863.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "25/05/2018 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.115.432 RIO \n", "DE JANEIRO\n", "VOTO\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): \n", "O inconformismo não merece prosperar.\n", "Conforme expresso na decisão agravada, o agravo é intempestivo, \n", "uma vez que a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a \n", "interposição de recurso incabível, no caso em tela o agravo interno, não \n", "tem o condão de suspender ou interromper o prazo para a interposição \n", "do agravo.\n", "Nesse sentido, além dos precedentes já colacionados, anotem-se os \n", "seguintes: \n", "“EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO  RECEBIDOS  COMO \n", "AGRAVO  INTERNO.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM \n", "AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. ART. 544 DO CÓDIGO DE \n", "PROCESSO CIVIL DE 1973.  1. O órgão julgador pode receber \n", "como  agravo  interno  os  embargos  de  declaração  que \n", "notoriamente  visam  a  reformar  a  decisão  monocrática  do \n", "Relator,  sendo desnecessária a intimação do embargante para \n", "complementar suas razões quando o recurso, desde logo, exibir \n", "impugnação  específica  a  todos  os  pontos  da  decisão \n", "embargada.  Inteligência  do  art.  1.024,  §  3º,  do  Código  de \n", "Processo Civil de 2015. 2. É manifestamente incabível o agravo \n", "interno (ou regimental) interposto contra decisão da instância \n", "de origem que inadmite o recurso extraordinário sem fazer \n", "remissão  a  precedente  de  repercussão  geral.  3.  Recurso \n", "manifestamente incabível não interrompe a fluência do prazo \n", "recursal  (não  possui  o  chamado  ‘efeito  interruptivo’).  4.  A \n", "intempestividade  do  Agravo  em  Recurso  Extraordinário \n", "impede  seu  conhecimento.  5. Embargos  de  Declaração \n", "recebidos como agravo interno, ao qual se nega provimento” \n", "(ARE nº 1.034.261/MG-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998864.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "ARE 1115432 AGR / RJ \n", "Alexandre de Moraes, DJe de 15/3/18 – grifei);\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  PROCESSUAL  CIVIL. \n", "RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  INTERPOSTO  APÓS \n", "INADMISSÃO  DE  RECURSO  MANIFESTAMENTE \n", "INCABÍVEL:  INTEMPESTIVIDADE.  VERBA  HONORÁRIA \n", "MAJORADA  EM  1%,  PERCENTUAL  QUE  SE  SOMA  AO \n", "FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. \n", "85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, \n", "COM  A  RESSALVA  DE  EVENTUAL  CONCESSÃO  DO \n", "BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA \n", "NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4º, DO \n", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO \n", "QUAL SE  NEGA PROVIMENTO”  (ARE  nº  977.052/PR-AgR, \n", "Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Presidente, DJe de 23/8/17);\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL.  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  PROCESSUAL  CIVIL. \n", "DECISÃO  DE  ADMISSIBILIDADE  DO  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO.  EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO \n", "INCABÍVEIS.  IMPOSSIBILIDADE  DE  SUSPENSÃO  OU \n", "INTERRUPÇÃO  DO  PRAZO  PARA  INTERPOSIÇÃO  DO \n", "AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  INTEMPESTIVIDADE. \n", "PRECEDENTES.  AGRAVO  IMPROVIDO.  I  A jurisprudência \n", "desta  Corte  é  pacífica  no  sentido  de  que  a  oposição  de \n", "embargos  de  declaração  contra  a  decisão  do  Presidente  do \n", "Tribunal de origem que não admitiu o recurso extraordinário, \n", "por serem incabíveis, não suspende ou interrompe o prazo para \n", "a  interposição  do  agravo  de  instrumento.  Precedentes.  II \n", "Agravo  regimental  improvido”  (ARE  nº  703.964/RS-AgR, \n", "Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe \n", "de 25/2/15). \n", "“AGRAVO  REGIMENTAL.  DECISÃO  DE \n", "INADMISSIBILIDADE  DE  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO. \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998864.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "ARE 1115432 AGR / RJ \n", "INTERPOSIÇÃO  DE  EMBARGOS  DECLARATÓRIOS \n", "INCABÍVEIS.  NÃO  INTERRUPÇÃO  DO  PRAZO  PARA \n", "INTERPOSIÇÃO  DE  AGRAVO.  INTEMPESTIVIDADE.  O \n", "agravo  interposto  da  decisão  que  inadmitiu  o  recurso \n", "extraordinário é intempestivo, porquanto prevalece nesta Corte \n", "o entendimento de que os embargos de declaração opostos da \n", "decisão  que,  na  origem,  nega  seguimento  a  recurso \n", "extraordinário,  por  serem  manifestamente  incabíveis,  não \n", "suspendem  ou  interrompem  o  prazo  para  a  interposição  de \n", "recurso. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº \n", "767.991/SP-AgR,  Tribunal  Pleno,  Relator  o  Ministro  Joaquim \n", "Barbosa, DJe de 25/3/14).\n", "Manifestamente  improcedente,  nego  provimento  ao  agravo \n", "regimental e, caso seja unânime a votação, condeno a parte agravante ao \n", "pagamento de multa de 2% (dois por cento) do valor atualizado da causa, \n", "consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil. \n", "Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve fixação prévia \n", "de honorários advocatícios na causa. \n", "É como voto. \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998864.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10\n", "Extrato de Ata - 25/05/2018\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.115.432\n", "PROCED. : RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "AGTE.(S) : MARIA DE FATIMA DA SILVA NEVES E OUTRO(A/S)\n", "ADV.(A/S) : BRUNO GUSTAVO NEIVA BATISTA (184140/RJ)\n", "ADV.(A/S) : DANIELLA DUARTE LOPES (118088/RJ)\n", "AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO\n", "Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \n", "regimental, com imposição de multa de 2% (dois por cento) sobre o \n", "valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos \n", "do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 18.5.2018 a \n", "24.5.2018.\n", "Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de \n", "Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. \n", "Marília Montenegro\n", "Secretária Substituta\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14919896\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10\n" ], "numero" : "1115432", "partes" : [ { "nome" : "MIN. DIAS TOFFOLI", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "MARIA DE FATIMA DA SILVA NEVES E OUTRO(A/S)", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "DANIELLA DUARTE LOPES", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. DIAS TOFFOLI", "texto" : "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Maria de Fatima da Silva Neves e outros interpuseram tempestivo   agravo regimental, em 27/4/18, contra a decisão em que não conheci do  agravo, com a seguinte fundamentação:  “Vistos.  Trata-se  de  agravo  contra  a  decisão  que  não  admitiu   recurso  extraordinário  interposto  contra  acórdão  da  Décima  Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio  de Janeiro.  Compulsando os autos, verifica-se que não foi observado  o prazo de 15 (quinze) dias úteis (art. 219 do CPC/15) para a  interposição do agravo, conforme estabelece o artigo 1.003 do  Código de Processo Civil de 2015.  Anote-se que as recorrentes foram intimadas da decisão  que não admitiu o recurso extraordinário no dia 2 de fevereiro  de 2017 e a petição de agravo, todavia, foi protocolada somente  em 27 de junho de 2017, após o término do prazo. É, portanto,  intempestivo.  Ressalte-se  que  a  jurisprudência  do  Supremo  Tribunal  Federal está consolidada no sentido de que a interposição de     recurso incabível, no caso em tela o agravo interno, não tem o  condão  de  suspender  ou  interromper  o  prazo  para  a  interposição do agravo. Nesse sentido, anote-se:    ‘EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO.  AGRAVO   REGIMENTAL.  AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO PESSOAL DA FAZENDA  NACIONAL DA DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO  AO  AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  DECISÃO  DE  INADMISSIBILIDADE  DE  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  INTERPOSIÇÃO  DE  EMBARGOS  DECLARATÓRIOS  INCABÍVEIS.  NÃO  INTERRUPÇÃO  DO  PRAZO  PARA  INTERPOSIÇÃO  DE  RECURSO.  INTEMPESTIVIDADE  DO  AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  EMBARGOS  ACOLHIDOS  PARA  AFASTAR  A  INTEMPESTIVIDADE  DO  AGRAVO  REGIMENTAL,  AO  QUAL  PORÉM  SE  NEGA  PROVIMENTO. I  –  A ausência de intimação pessoal  da  Fazenda  Nacional  impede  seja  decretada  a  intempestividade  do  agravo  regimental.  II  –  O  agravo  interposto  da  decisão  que  inadmitiu  o  recurso  extraordinário  é  intempestivo,  porquanto  prevalece  nesta  Corte  o  entendimento  de  que  os  embargos  de  declaração  opostos  da  decisão  que,  na  origem,  nega  seguimento  a  recurso  extraordinário,  por  serem  manifestamente  incabíveis,  não  suspendem  ou  interrompem o prazo para a interposição de recurso. III –  Embargos  de  declaração  acolhidos  para  afastar  a  intempestividade  do  agravo  regimental  da  União  (Fazenda Nacional), ao qual, porém, se nega provimento’  (AI  nº  768.107/SE-AgR-ED,  Tribunal  Pleno,  Relator  o  Ministro  Ricardo  Lewandowski,  DJe  de  3/11/14  –  grifo  nosso).  ‘Agravo  regimental  no  agravo  de  instrumento.  Intempestividade. Embargos declaratórios incabíveis. Não     suspensão ou interrupção do prazo recursal. Precedentes.  1. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de  que  a  oposição  de  embargos  de  declaração  contra  a  decisão do Presidente do Tribunal  de origem que não  admitiu o recurso extraordinário, por serem incabíveis,  não suspende ou interrompe o prazo para a interposição  do  agravo  de  instrumento.  2.  Agravo  regimental  não  provido.’  (ARE  nº  686.392/RS-ED,  Primeira  Turma,  de  minha relatoria, DJe de 13/12/13).  ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM  AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO  INCABÍVEIS,  NO  CASO.  IMPOSSIBILIDADE  DE  SUSPENSÃO  OU  INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DO  AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  INTEMPESTIVIDADE.  PRECEDENTES. 1. São incabíveis, no caso, embargos de  declaração  opostos  contra  decisão que inadmite  recurso  extraordinário.  2.  É  pacífica  a  jurisprudência  desta  Suprema Corte no sentido de que recurso incabível  não  suspende  ou  interrompe  o  prazo  recursal.  3.  Intempestividade reconhecida do agravo de instrumento.  Precedentes.  4.  Agravo  regimental  improvido’  (AI  nº  733.719/AM-AgR,  Segunda  Turma,  Relatora  a  Ministra  Ellen Gracie, DJe de 11/12/09).   ‘AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  INTEMPESTIVIDADE.  RECURSO  INCABÍVEL.  NÃO-INTERRUPÇÃO  DO  PRAZO  RECURSAL.  A  interposição  de  recurso  incabível  não  interrompe  o  prazo  para  a  apresentação  do  recurso  oportuno.  Precedentes.  Agravo  regimental  não  provido’  (AI  nº  562.604/MG-AgR,  Segunda  Turma,  Relator  o  Ministro Eros Grau, DJ de 5/5/06).    Registre-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos a     majoração dos honorários prevista no artigo 85, § 11, do novo  Código  de  Processo  Civil,  uma  vez  que  não  houve  o  arbitramento  de  honorários  sucumbenciais  pela  Corte  de  origem.  Ante o exposto, não conheço do agravo.”  Sustentam  os  agravantes  que  o  agravo  contra  a  decisão  de  inadmissão do recurso extraordinário seria tempestivo, pois   “[a] decisão que não admitiu o recurso extraordinário foi  publicada no dia 01.02.2017; desta decisão foi manejado Agravo  Interno com fulcro no Art. 1030, II do CPC, visto que a matéria  aqui  tratada  e  não  aplicada  pelo  Tribunal  de  origem  foi  pacificada em sede de Repercussão Geral (Tema 05 –STF).  (…) Destarte  o  curso  processual  para  que  fosse  manejado   Agravo  em Recurso  Extraordinário  (Art.  1042  do  CPC),ficou  obstado até o julgamento do Agravo Interno (Art. 1030, II do  CPC)”.  No mais, tecem argumentos acerca do mérito da controvérsia. É o relatório.  " }, "votos" : [ { "texto" : "   VOTO  O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):  O inconformismo não merece prosperar. Conforme expresso na decisão agravada, o agravo é intempestivo,   uma vez que a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a  interposição de recurso incabível, no caso em tela o agravo interno, não  tem o condão de suspender ou interromper o prazo para a interposição  do agravo.  Nesse sentido, além dos precedentes já colacionados, anotem-se os  seguintes:   “EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO  RECEBIDOS  COMO  AGRAVO  INTERNO.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. ART. 544 DO CÓDIGO DE  PROCESSO CIVIL DE 1973.  1. O órgão julgador pode receber  como  agravo  interno  os  embargos  de  declaração  que  notoriamente  visam  a  reformar  a  decisão  monocrática  do  Relator,  sendo desnecessária a intimação do embargante para  complementar suas razões quando o recurso, desde logo, exibir  impugnação  específica  a  todos  os  pontos  da  decisão  embargada.  Inteligência  do  art.  1.024,  §  3º,  do  Código  de  Processo Civil de 2015. 2. É manifestamente incabível o agravo  interno (ou regimental) interposto contra decisão da instância  de origem que inadmite o recurso extraordinário sem fazer  remissão  a  precedente  de  repercussão  geral.  3.  Recurso  manifestamente incabível não interrompe a fluência do prazo  recursal  (não  possui  o  chamado  ‘efeito  interruptivo’).  4.  A  intempestividade  do  Agravo  em  Recurso  Extraordinário  impede  seu  conhecimento.  5. Embargos  de  Declaração  recebidos como agravo interno, ao qual se nega provimento”  (ARE nº 1.034.261/MG-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro     Alexandre de Moraes, DJe de 15/3/18 – grifei);  “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  PROCESSUAL  CIVIL.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  INTERPOSTO  APÓS  INADMISSÃO  DE  RECURSO  MANIFESTAMENTE  INCABÍVEL:  INTEMPESTIVIDADE.  VERBA  HONORÁRIA  MAJORADA  EM  1%,  PERCENTUAL  QUE  SE  SOMA  AO  FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART.  85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015,  COM  A  RESSALVA  DE  EVENTUAL  CONCESSÃO  DO  BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA  NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4º, DO  CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO  QUAL SE  NEGA PROVIMENTO”  (ARE  nº  977.052/PR-AgR,  Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Presidente, DJe de 23/8/17);  “AGRAVO  REGIMENTAL.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  PROCESSUAL  CIVIL.  DECISÃO  DE  ADMISSIBILIDADE  DO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO  INCABÍVEIS.  IMPOSSIBILIDADE  DE  SUSPENSÃO  OU  INTERRUPÇÃO  DO  PRAZO  PARA  INTERPOSIÇÃO  DO  AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  INTEMPESTIVIDADE.  PRECEDENTES.  AGRAVO  IMPROVIDO.  I  A jurisprudência  desta  Corte  é  pacífica  no  sentido  de  que  a  oposição  de  embargos  de  declaração  contra  a  decisão  do  Presidente  do  Tribunal de origem que não admitiu o recurso extraordinário,  por serem incabíveis, não suspende ou interrompe o prazo para  a  interposição  do  agravo  de  instrumento.  Precedentes.  II  Agravo  regimental  improvido”  (ARE  nº  703.964/RS-AgR,  Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe  de 25/2/15).   “AGRAVO  REGIMENTAL.  DECISÃO  DE  INADMISSIBILIDADE  DE  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.     INTERPOSIÇÃO  DE  EMBARGOS  DECLARATÓRIOS  INCABÍVEIS.  NÃO  INTERRUPÇÃO  DO  PRAZO  PARA  INTERPOSIÇÃO  DE  AGRAVO.  INTEMPESTIVIDADE.  O  agravo  interposto  da  decisão  que  inadmitiu  o  recurso  extraordinário é intempestivo, porquanto prevalece nesta Corte  o entendimento de que os embargos de declaração opostos da  decisão  que,  na  origem,  nega  seguimento  a  recurso  extraordinário,  por  serem  manifestamente  incabíveis,  não  suspendem  ou  interrompem  o  prazo  para  a  interposição  de  recurso. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº  767.991/SP-AgR,  Tribunal  Pleno,  Relator  o  Ministro  Joaquim  Barbosa, DJe de 25/3/14).  Manifestamente  improcedente,  nego  provimento  ao  agravo  regimental e, caso seja unânime a votação, condeno a parte agravante ao  pagamento de multa de 2% (dois por cento) do valor atualizado da causa,  consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil.   Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve fixação prévia  de honorários advocatícios na causa.   É como voto.  ", "votante" : "MIN_DIAS_TOFFOLI" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac2b0d2512244887594" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Segunda  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do  Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das  notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem, nos  termos do voto do Relator.  Brasília, 23 de junho de 2015.  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Majoração  da  pena  no  máximo  legal  de  2/3  (dois  terços).  Admissibilidade.  Delitos  praticados  durante  6  (seis)  anos  contra  a  mesma vítima. Imprecisão quanto ao número de crimes. Irrelevância.  Dilatado lapso temporal que obsta a incidência do aumento em apenas  1/6 (um sexto). Ordem denegada.  1.  A  revaloração  de  elementos  fático-jurídicos,  em  sede  de  recurso  especial,  não  se  confunde  com  reapreciação  de  matéria  probatória, por se tratar de  quaestio juris, e não de quaestio facti.   Precedentes.  2. Na espécie, toda a matéria fática foi bem retratada na sentença e  no acórdão do tribunal local, razão por que se limitou o Superior Tribunal  de Justiça a emprestar-lhe a correta consequência jurídica.  3. Segundo pacífica jurisprudência da Suprema Corte,  o  quantum  de  exasperação  da  pena,  por  força  da  continuidade  delitiva,  deve  ser  proporcional ao número de infrações cometidas. Precedentes.  4. 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Irrelevância. \nDilatado lapso temporal que obsta a incidência do aumento em apenas \n1/6 (um sexto). Ordem denegada.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1.  A  revaloração  de  elementos  fático-jurídicos,  em  sede  de \nrecurso  especial,  não  se  confunde  com  reapreciação  de  matéria \nprobatória, por se tratar de\n     <b>\n      quaestio juris\n     </b>\n     , e não de\n     <b>\n      quaestio facti\n     </b>\n     <i>\n      .\n     </i>\n     Precedentes.\n    </p>\n    <p>\n     2. Na espécie, toda a matéria fática foi bem retratada na sentença e \nno acórdão do tribunal local, razão por que se limitou o Superior Tribunal \nde Justiça a emprestar-lhe a correta consequência jurídica.\n    </p>\n    <p>\n     3. Segundo pacífica jurisprudência da Suprema Corte,  o\n     <b>\n      quantum\n     </b>\n     de  exasperação  da  pena,  por  força  da  continuidade  delitiva,  deve  ser \nproporcional ao número de infrações cometidas. Precedentes.\n    </p>\n    <p>\n     4. A imprecisão quanto ao número de crimes praticados não obsta a \naplicação  da  causa  de  aumento  de  pena  da  continuidade  delitiva  no \npatamar máximo de 2/3 (dois terços), desde que haja elementos seguros \nque demonstrem que vários foram os delitos perpetrados ao longo de\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172045.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 127158 / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     dilatado lapso temporal.\n5. Ordem denegada.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ACÓRDÃO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nSegunda  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do \nSenhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das \nnotas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem, nos \ntermos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 23 de junho de 2015.\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO DIAS TOFFOLI\nRelator\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172045.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      23/06/2015 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 127.158 MINAS GERAIS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\nPACTE.(S) :\n     </b>\n     V P\n     <b>\n      IMPTE.(S) :\n     </b>\n     DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL E\n    </p>\n    <p>\n     OUTRO(A/S)\n     <b>\n      COATOR(A/S)(ES) :\n     </b>\n     SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATÓRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\nHabeas corpus\n     </b>\n     , sem pedido de liminar, impetrado pela Defensoria\n    </p>\n    <p>\n     Pública  da  União  em  favor  de  Vanderley  Paulino,  apontando  como \nautoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que \nnegou  provimento  ao  agravo  regimental  no  AREsp  nº  455.218/MG, \nRelator o Ministro\n     <b>\n      Sebastião Reis Júnior\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Sustenta a impetrante que\n    </p>\n    <p>\n     “a  r.  decisão  do  C.  STJ  deve  ser  reformada,  pois  o \ninconformismo do Ministério Público, com o objetivo de alterar \no  entendimento  consolidado  pelas  instâncias  ordinárias  para \naumentar  a  fração  de  1/6  para  2/3,  em  decorrência  da \ncontinuidade delitiva, implicou em reanálise do acervo fático-\nprobatório,  cujo procedimento é vedado em sede de Recurso \nEspecial,  por  força  da  Súmula  7  do  c.  Superior  Tribunal  de \nJustiça (...)” (fl. 3 da inicial).\n    </p>\n    <p>\n     Aduz, ainda, que,\n    </p>\n    <p>\n     “[e]m casos assim, o Tribunal deve negar seguimento ao \nRecurso em virtude da impossibilidade de reexame do conjunto \nfático-probatório, nos termos da súmula 7 do c. STJ, ou seja,\n     <i>\n      in  \ncasu\n     </i>\n     ,  pela  leitura  da  r.  decisão  monocrática  e  do  acórdão \nproferido pelo c. Superior Tribunal de Justiça, verifica-se que foi\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172043.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 127158 / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     violada  a  citada  Súmula,  pois  adentrou  em  questões  fático-\nprobatórias, o que resulta em um vício insanável e uma decisão, \ndata vênia, equivocada” (fl. 3 da inicial).\n    </p>\n    <p>\n     De outra parte, alega que\n    </p>\n    <p>\n     “[o]  aumento  da  pena  nos  crimes  contra  a  dignidade \nsexual, de que trata o art. 71,\n     <i>\n      caput\n     </i>\n     , do Código penal, que dispõe \nsobre a continuidade delitiva, sofre interferência da quantidade \nde infrações praticadas pelo  paciente,  como as  circunstâncias \njudiciais do art. 59 do Código Penal.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Contudo,  não  é  possível  saber  quantas  foram  as \ninfrações cometidas pelo paciente\n     </b>\n     (...)” (fl. 4 da inicial – grifos \nda autora).\n    </p>\n    <p>\n     Por essa razão, defende a impossibilidade de se aplicar a fração de \naumento pela continuidade delitiva em seu grau máximo de 2/3 (dois \nterços).\n    </p>\n    <p>\n     Na sequência, afirma o impetrante que\n    </p>\n    <p>\n     “[o]  princípio  do\n     <i>\n      in  dubio  pro  reo\n     </i>\n     traz  consigo  o \nentendimento de que,  não se tendo certeza sobre a realidade \ndos fatos ou havendo dúvidas sobre as ações do paciente, deve-\nse levar em consideração o que melhor se aplica favoravelmente \nao réu.\n    </p>\n    <p>\n     E, data vênia, se as instâncias ordinárias, que realizaram \ntoda a produção probatória e correspondente instrução penal, \nconcluíram  que  o  patamar  de  1/6  atribuído  ao  paciente  é  o \nsuficiente para aumentar a pena, não há razão para as Cortes \nSuperiores se debruçarem sobre esta temática, tendo em vista \nque demanda novo reexame de provas, violando-se a Súmula \n07 do c. Superior Tribunal de Justiça” (fl. 5 da inicial).\n    </p>\n    <p>\n     Requer a concessão da ordem para “reformar o r. acórdão do e. STJ, \nnos  autos  do  AgRg no Agravo em Recurso  Especial  nº  455.218  –  MG\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172043.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 127158 / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     (2013/0420776-5), a fim de restabelecer a pena do paciente, nos termos do \nacórdão do TJ/MG (e-STJ Fl.302-325)” (fl. 6 da inicial).\n    </p>\n    <p>\n     Considerando-se  que  a  impetração  se  encontra  devidamente \ninstruída, dispensei a requisição de informações à autoridade coatora.\n    </p>\n    <p>\n     O  Ministério  Público  Federal,  em  parecer  da  lavra  da \nSubprocuradora-Geral  da  República  Dra.\n     <b>\n      Débora  Macedo  Duprat  de \nBritto Pereira\n     </b>\n     , manifestou-se pela denegação da ordem.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172043.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      23/06/2015 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 127.158 MINAS GERAIS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      VOTO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n     </b>\n     Conforme  relatado,  trata-se  de\n     <b>\n      habeas  corpus\n     </b>\n     impetrado  pela\n    </p>\n    <p>\n     Defensoria Pública da União em favor de Vanderley Paulino, apontando \ncomo autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, \nque  negou provimento ao agravo regimental no AREsp nº 455.218/MG, \nRelator o Ministro\n     <b>\n      Sebastião Reis Júnior\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     O paciente foi condenado, pelo juízo da Vara Única da Comarca de \nResplendor/MG à pena de 29 (vinte e nove) anos, 9 (nove) meses e 18 \n(dezoito) dias de reclusão, em regime inicial fechado, como incurso nas \nsanções do art.  213, § 1º, c/c os arts. 226, II, e 71,\n     <b>\n      caput\n     </b>\n     , todos do Código \nPenal (vítima M.), e do art. 217-A , c/c os arts. 14, II; 226, II; e 71,\n     <b>\n      caput\n     </b>\n     , \ntodos do Código Penal (vítima R.).\n    </p>\n    <p>\n     Quanto  aos  estupros  tentados  praticados  contra  sua  filha  R.,  a \nsentença majorou a pena de 1/5 (um quinto), por força da continuidade \ndelitiva, em razão de terem sido três os crimes (anexo 3, fl. 234).\n    </p>\n    <p>\n     Por sua vez, no tocante aos estupros praticados contra sua filha M., \nna sentença, assim se fundamentou, na parte que interessa, a fração de \naumento pela continuidade delitiva;\n    </p>\n    <p>\n     “Tendo  em  vista  que  os  vários  crimes  de  estupro \nperpetrados  pelo  réu  contra  a  vítima  [M.]  foram  praticados \npelas  mesmas  condições  de  tempo,  lugar  e  maneira  de \nexecução, deve ser aplicado em favor do réu a regra de fixação \n[de] pena prevista no artigo 71 do Código Penal (continuidade \ndelitiva).\n    </p>\n    <p>\n     Em relação ao\n     <b>\n      quantum\n     </b>\n     de aumento, tendo  em vista que \na vítima afirmou que o réu a violentava desde os 11 anos de \nidade até o ano passado [2011] e que as agressões ocorriam de \n15 em 15 dias, fica óbvio que ocorreram mais de sete agressões,\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172042.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 127158 / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     razão por que o aumento deve ser no patamar máximo, ou seja, \n2/3” (anexo 3,  fl. 230).\n    </p>\n    <p>\n     O Tribunal  de  Justiça  de  Minas  Gerais  deu  parcial  provimento  à \napelação  interposta  pelo  paciente  e  desclassificou  as  imputações  de \nestupro  de  vulnerável  tentado contra  a  vítima R.  para a  contravenção \npenal  do  art.  65  do  Decreto-lei  nº  3.688/41,  fixando  a  pena  em  45 \n(quarenta e cinco) dias-multa.\n    </p>\n    <p>\n     No tocante aos estupros praticados contra  a vítima M., o Tribunal de \nJustiça  reduziu  ao  mínimo  legal  (1/6)  a  fração  de  acréscimo  pela \ncontinuidade  delitiva  e  redimensionou  as  penas  do  paciente  para  14 \n(catorze) anos, 10 (dez) meses e 15 (quinze) dias de reclusão, em regime \nfechado.\n    </p>\n    <p>\n     Transcrevo, na parte que interessa, a fundamentação desse julgado:\n    </p>\n    <p>\n     “Porém, pelas provas constantes dos autos,  não se pode \naferir com exatidão quantos delitos de estupro foram praticados \npelo acusado em desfavor de sua filha. Nesse contexto, e em \nobservância ao princípio\n     <i>\n      in dubio pro reo\n     </i>\n     , necessária a aplicação \nda causa de aumento de pena, referente à continuidade delitiva, \nno  patamar  de  1/6,  sendo  tal  medida  suficiente  para  a \nreprovação e prevenção do delito” (anexo 3, fl. 318).\n    </p>\n    <p>\n     O Ministério Público interpôs recurso especial , ao qual o tribunal de \norigem negou seguimento. Essa decisão desafiou agravo, que foi provido \nmonocraticamente  pelo  Ministro  Relator,  para  o  fim de  restabelecer  o \naumento de 2/3, por força da continuidade delitiva, fixado pelo juízo de \nprimeiro grau.\n    </p>\n    <p>\n     Eis a sua ementa:\n    </p>\n    <p>\n     “PENAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ESTUPRO \nDE VULNERÁVEL CONTRA DUAS MENORES. ACÓRDÃO\n     <i>\n      A \nQUO\n     </i>\n     QUE DESCLASSIFICOU A CONDUTA, EM RELAÇÃO A \nUMA  DELAS,  PARA  CONTRAVENÇÃO  PENAL. \nPRETENSÃO QUE VISA RESTABELECER A CONDENAÇÃO.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172042.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 127158 / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     INVIABILIDADE.  TEMA  QUE  DEMANDA  REEXAME  DE \nMATÉRIA  FÁTICO-PROBATÓRIA.  SÚMULA  7/STJ. \nDOSIMETRIA.  SENTENÇA  QUE  FIXOU  O  PATAMAR  DE \nAUMENTO DECORRENTE DA CONTINUIDADE DELITIVA \nEM 2/3 COM BASE NO LONGO PERÍODO DA VIOLÊNCIA. \nREFORMA PROMOVIDA PELA CORTE DE ORIGEM PARA \nREDUZIR  A  FRAÇÃO  AO  MÍNIMO.  ILEGALIDADE. \nRESTABELECIMENTO  DA  FRAÇÃO  ORIGINAL  (2/3). \nVIOLÊNCIA QUE PERDUROU POR 6 ANOS. PRECEDENTES \nDESTA CORTE. REDIMENSIONAMENTO. Agravo conhecido \npara dar parcial provimento ao recurso especial.”\n    </p>\n    <p>\n     Contra essa decisão, o paciente interpôs agravo regimental, ao qual a \nSexta Turma do Superior Tribunal de Justiça  negou provimento.\n    </p>\n    <p>\n     Transcrevo a ementa desse julgado, ora vergastado:\n    </p>\n    <p>\n     “PENAL.  AGRAVO  REGIMENTAL  EM  AGRAVO  EM \nRECURSO  ESPECIAL.  JULGAMENTO  MONOCRÁTICO \nPELO  RELATOR.  POSSIBILIDADE.  ESTUPRO  DE \nVULNERÁVEL.  DOSIMETRIA.  SENTENÇA QUE  FIXOU  O \nPATAMAR  DE  AUMENTO  DECORRENTE  DA \nCONTINUIDADE DELITIVA EM 2/3 COM BASE NO LONGO \nPERÍODO DA VIOLÊNCIA.  REFORMA PROMOVIDA PELA \nCORTE  DE  ORIGEM  PARA  REDUZIR  A  FRAÇÃO  AO \nMÍNIMO.  ILEGALIDADE.  RESTABELECIMENTO  DA \nFRAÇÃO  ORIGINAL  (2/3).  VIOLÊNCIA  QUE  PERDUROU \nPOR 6 ANOS. PRECEDENTES DESTA CORTE.\n    </p>\n    <p>\n     1.  Não  viola  o  princípio  da  colegialidade  a  apreciação \nunipessoal pelo relator do mérito do recurso especial quando \nobedecidos todos os requisitos para a sua admissibilidade, bem \ncomo  observada  a  jurisprudência  dominante  desta  Corte \nSuperior e do Supremo Tribunal Federal (precedentes do STJ).\n    </p>\n    <p>\n     2. Nas hipóteses em que há imprecisão acerca do número \nexato  de  eventos  delituosos,  esta  Corte  tem  considerado \nadequada  a  fixação  da  fração  de  aumento,  referente  à \ncontinuidade delitiva,  em patamar superior  ao mínimo legal,\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172042.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 127158 / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     com base na longa duração dos sucessivos eventos delituosos. \nPrecedentes desta Corte.\n    </p>\n    <p>\n     3.  No caso, considerando-se que as instâncias ordinárias \nreconheceram  que  os  eventos  delituosos  perpetrados  contra \numa das vítimas ocorreram pelo período de seis anos, deve ser \nrestabelecida  a  sentença  condenatória  na  parte  que  fixou  a \nfração de aumento (art. 71 do CP) em 2/3.\n    </p>\n    <p>\n     4. Agravo regimental improvido.”\n    </p>\n    <p>\n     Essa é a razão por que se insurge a impetrante.\nDiversamente  do  que  se  sustenta  na  impetração,  o  julgado  ora\n    </p>\n    <p>\n     impugnado não reexaminou o conjunto fático-probatório, confrontando \nelementos de prova, mas se limitou a revalorá-lo.\n    </p>\n    <p>\n     Como já decidido pelo Supremo Tribunal Federal, a nova  valoração \nde  elementos  fático-jurídicos  não  se  confunde  com a  reapreciação \nde matéria probatória\n     <i>\n     </i>\n     (HC nº 82.219/MG, Segunda Turma, Relator o \nMinistro\n     <b>\n      Gilmar Mendes\n     </b>\n     , DJ de 19/12/02).\n    </p>\n    <p>\n     No mesmo sentido,\n     <b>\n      vide\n     </b>\n     o  HC nº  95.282/RS,  Segunda  Turma, \nRelatora  a  Ministra\n     <b>\n      Ellen  Gracie\n     </b>\n     ,  DJe  de  7/11/08,  de  cujo  voto \ncondutor do acórdão destaco:\n    </p>\n    <p>\n     “O Superior  Tribunal  de  Justiça,  ao  dar  provimento  ao \nrecurso especial interposto pelo Ministério Público do Estado \nde Rio Grande do Sul, atribuiu nova valoração dos elementos \nfático-jurídicos  existentes  nos  autos,  qualificando-os  como \ncaracterizadores  do  crime  de  tráfico  de  entorpecentes,  razão \npela qual não procedeu ao revolvimento de material probatório \npara divergir da conclusão alcançada pelo Tribunal de Justiça.\n    </p>\n    <p>\n     No  caso  em  tela,  não  houve  julgamento  contrário  à \norientação  contida  na  Súmula  07,  do  STJ,  eis  que  apenas  se \nprocedeu à revaloração dos elementos admitidos pelo acórdão \nda Corte local,  tratando-se de\n     <i>\n      quaestio juris\n     </i>\n     ,  e não de\n     <i>\n      quaestio  \nfacti.”\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Na espécie, como toda a matéria fática foi bem retratada na sentença\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172042.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 127158 / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     e no acórdão do tribunal local, limitou-se o Superior Tribunal de Justiça, \nno  julgamento  do  agravo  regimental  no  AREsp  nº  455.218/MG,  a \nemprestar-lhe a correta consequência jurídica.\n    </p>\n    <p>\n     Como consignado no voto condutor desse acórdão,\n    </p>\n    <p>\n     “[v]eja-se  que  a  decisão  ora  impugnada  não  tratou  de \ndebater ou discutir a moldura fática delineada pelas instâncias \nordinárias.  Ao  contrário,  adotou  a  conclusão  firmada  na \norigem,  no  sentido  de  que  os  crimes  perpetrados  contra  a \nvítima M\n     <b>\n      ocorreram por um longo período de tempo (6 anos)\n     </b>\n     . \nConfira-se (fl. 482):\n    </p>\n    <p>\n     [...]\n     <b>\n      Na sentença condenatória\n     </b>\n     , o\n     <b>\n      Juízo processante \nfirmou\n     </b>\n     que os crimes cometidos contra M\n     <b>\n      ocorriam de 15 \nem 15 dias\n     </b>\n     , tendo i\n     <b>\n      nício quando a menor contava com 11 \nanos\n     </b>\n     , cessando\n     <b>\n      apenas no ano de 2010\n     </b>\n     , quando a menor \npossuía\n     <b>\n      17 anos\n     </b>\n     . Fundado nessa convicção, fixou a fração \nde aumento no máximo legal (2/3) – fl. 229:\n    </p>\n    <p>\n     [...]  Tendo  em  vista  que  os  vários  crimes  de \nestupro  perpetrados  pelo  réu  contra  a  vitima  M \nforam praticados pelas mesmas condições de tempo, \nlugar e maneira de execução, deve ser aplicado em \nfavor  do  réu  a  regra  de  fixação  pena  prevista  no \nartigo 71 do Código Penal (continuidade delitiva).\n    </p>\n    <p>\n     Em relação ao\n     <i>\n      quantum\n     </i>\n     de aumento, tendo em \nvista  que a vitima afirmou que o réu a  violentava\n     <b>\n      desde  os  11  anos  até  o  ano  passado\n     </b>\n     e  que  as \nagressões ocorriam de 15 em 15 dias, fica óbvio que \nocorreram mais de 07 agressões,  razão pela qual  o \naumento deve ser no patamar máximo, ou seja, 2/3. \n[...]\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Com  base  nesse  contexto  fático\n     </b>\n     ,  considerei  ilegal  a \nreforma promovida pelo Tribunal\n     <i>\n      a quo\n     </i>\n     – redução da fração de \naumento referente à continuidade delitiva ao mínimo –, pois,\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172042.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 127158 / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     embora impreciso o número exato de eventos delituosos, esta \nCorte tem considerado adequada a fixação da fração aumento \nno patamar acima do mínimo nas hipóteses  em que o crime \nocorreu por um\n     <b>\n      longo período de tempo\n     </b>\n     , como na espécie (fls. \n482/484):\n    </p>\n    <p>\n     [...]  A  Corte  de  origem,\n     <b>\n      embora  reconhecendo  o \nlongo período de reiteração delitiva\n     </b>\n     , modificou a fração \nde  aumento  para  o  patamar  mínimo,  com  base  na \nimprecisão do número dos eventos delituosos (...)\n    </p>\n    <p>\n     Sucede  que,  ainda  que  impreciso  o  número  exato  de \neventos  delituosos,  esta  Corte  tem  considerado  adequada  a \nfixação da fração aumento no patamar acima do mínimo nas \nhipóteses em crime ocorreu por um\n     <b>\n      longo período de tempo\n     </b>\n     , \ncomo na espécie”.\n    </p>\n    <p>\n     Esse entendimento se harmoniza com a jurisprudência pacífica da \nSuprema Corte, no sentido de que o\n     <b>\n      quantum\n     </b>\n     de exasperação da pena, \npor  força  do  reconhecimento  da  continuidade  delitiva,  deve  ser \nproporcional  ao  número  de  infrações  cometidas  (RHC  nº  107.381/DF, \nSegunda Turma, Relatora a Ministra\n     <b>\n      Cármen Lúcia\n     </b>\n     , DJe de 14/6/11; HC nº \n99.245/RJ,  Segunda Turma, Relator o Ministro\n     <b>\n      Gilmar Mendes\n     </b>\n     ,  DJe de \n21/9/11).\n    </p>\n    <p>\n     Por fim, a imprecisão quanto ao número de crimes praticados não \nobsta a aplicação da causa de aumento de pena da continuidade delitiva \nem seu patamar máximo, desde que haja elementos seguros, tal como na \nespécie, que demonstrem que vários foram os crimes praticados ao longo \nde dilatadíssimo lapso temporal.\n    </p>\n    <p>\n     Em  caso  análogo  ao  presente,  em  que  não  havia  descrição \npormenorizada de cada um dos crimes nem a indicação das datas em que \npraticados, o Supremo Tribunal Federal endossou o aumento de 2/3 (dois \nterços)  da  pena,  por  força  da  continuidade delitiva,  porque os  delitos \nteriam sido perpetrados ao longo de 8 (oito) anos, a obstar “a exasperação \nda pena do paciente em\n     <b>\n      apenas\n     </b>\n     1/6” (HC nº 95.415/RJ, Segunda Turma,\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172042.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 127158 / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Relator o Ministro\n     <b>\n      Eros Grau\n     </b>\n     , DJe de 20/3/09).\nAnte o exposto, denego a ordem de\n     <b>\n      habeas corpus\n     </b>\n     .\nÉ como voto.\n    </p>\n    <p>\n     7\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172042.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 23/06/2015\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 127.158\n     </b>\n     PROCED. : MINAS GERAIS\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n     </b>\n     PACTE.(S) : V P\nIMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO\nPROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL E OUTRO(A/S)\nCOATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos \ntermos  do  voto  do  Relator.  Ausente,  justificadamente,  o  Senhor \nMinistro  Celso  de  Mello.  Presidência  do  Senhor  Ministro  Dias \nToffoli.\n     <b>\n      2ª Turma\n     </b>\n     , 23.06.2015.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à \nsessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori \nZavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de \nMello.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.\n    </p>\n    <p>\n     Ravena Siqueira\nSecretária\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8850564\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "23/06/2015 SEGUNDA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 127.158 MINAS GERAIS\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "PACTE.(S) :V P \n", "IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO \n", "PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL E \n", "OUTRO(A/S)\n", "COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "EMENTA\n", "Habeas  corpus.  Penal  e  Processual  Penal.  Recurso  especial. \n", "Revaloração do conjunto fático-probatório. Admissibilidade. Hipótese \n", "que não se confunde com reexame de provas. Precedentes. Estupro (art. \n", "213, § 1º, do CP). Pena. Dosimetria. Continuidade delitiva (art. 71, CP). \n", "Majoração  da  pena  no  máximo  legal  de  2/3  (dois  terços). \n", "Admissibilidade.  Delitos  praticados  durante  6  (seis)  anos  contra  a \n", "mesma vítima. Imprecisão quanto ao número de crimes. Irrelevância. \n", "Dilatado lapso temporal que obsta a incidência do aumento em apenas \n", "1/6 (um sexto). Ordem denegada.\n", "1.  A  revaloração  de  elementos  fático-jurídicos,  em  sede  de \n", "recurso  especial,  não  se  confunde  com  reapreciação  de  matéria \n", "probatória, por se tratar de  quaestio juris, e não de quaestio facti.  \n", "Precedentes.\n", "2. Na espécie, toda a matéria fática foi bem retratada na sentença e \n", "no acórdão do tribunal local, razão por que se limitou o Superior Tribunal \n", "de Justiça a emprestar-lhe a correta consequência jurídica.\n", "3. Segundo pacífica jurisprudência da Suprema Corte,  o  quantum \n", "de  exasperação  da  pena,  por  força  da  continuidade  delitiva,  deve  ser \n", "proporcional ao número de infrações cometidas. Precedentes.\n", "4. A imprecisão quanto ao número de crimes praticados não obsta a \n", "aplicação  da  causa  de  aumento  de  pena  da  continuidade  delitiva  no \n", "patamar máximo de 2/3 (dois terços), desde que haja elementos seguros \n", "que demonstrem que vários foram os delitos perpetrados ao longo de \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172045.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13\n", "Ementa e Acórdão\n", "HC 127158 / MG \n", "dilatado lapso temporal.\n", "5. Ordem denegada.\n", "ACÓRDÃO\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Segunda  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do \n", "Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das \n", "notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem, nos \n", "termos do voto do Relator.\n", "Brasília, 23 de junho de 2015.\n", "MINISTRO DIAS TOFFOLI\n", "Relator\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172045.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13\n", "Relatório\n", "23/06/2015 SEGUNDA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 127.158 MINAS GERAIS\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "PACTE.(S) :V P \n", "IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO \n", "PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL E \n", "OUTRO(A/S)\n", "COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "RELATÓRIO\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n", "Habeas corpus, sem pedido de liminar, impetrado pela Defensoria \n", "Pública  da  União  em  favor  de  Vanderley  Paulino,  apontando  como \n", "autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que \n", "negou  provimento  ao  agravo  regimental  no  AREsp  nº  455.218/MG, \n", "Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior.\n", " Sustenta a impetrante que \n", "“a  r.  decisão  do  C.  STJ  deve  ser  reformada,  pois  o \n", "inconformismo do Ministério Público, com o objetivo de alterar \n", "o  entendimento  consolidado  pelas  instâncias  ordinárias  para \n", "aumentar  a  fração  de  1/6  para  2/3,  em  decorrência  da \n", "continuidade delitiva, implicou em reanálise do acervo fático-\n", "probatório,  cujo procedimento é vedado em sede de Recurso \n", "Especial,  por  força  da  Súmula  7  do  c.  Superior  Tribunal  de \n", "Justiça (...)” (fl. 3 da inicial).\n", "Aduz, ainda, que, \n", "“[e]m casos assim, o Tribunal deve negar seguimento ao \n", "Recurso em virtude da impossibilidade de reexame do conjunto \n", "fático-probatório, nos termos da súmula 7 do c. STJ, ou seja, in  \n", "casu,  pela  leitura  da  r.  decisão  monocrática  e  do  acórdão \n", "proferido pelo c. Superior Tribunal de Justiça, verifica-se que foi \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172043.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13\n", "Relatório\n", "HC 127158 / MG \n", "violada  a  citada  Súmula,  pois  adentrou  em  questões  fático-\n", "probatórias, o que resulta em um vício insanável e uma decisão, \n", "data vênia, equivocada” (fl. 3 da inicial).\n", "De outra parte, alega que\n", "“[o]  aumento  da  pena  nos  crimes  contra  a  dignidade \n", "sexual, de que trata o art. 71, caput, do Código penal, que dispõe \n", "sobre a continuidade delitiva, sofre interferência da quantidade \n", "de infrações praticadas pelo  paciente,  como as  circunstâncias \n", "judiciais do art. 59 do Código Penal. \n", "Contudo,  não  é  possível  saber  quantas  foram  as \n", "infrações cometidas pelo paciente (...)” (fl. 4 da inicial – grifos \n", "da autora).\n", " Por essa razão, defende a impossibilidade de se aplicar a fração de \n", "aumento pela continuidade delitiva em seu grau máximo de 2/3 (dois \n", "terços).\n", "Na sequência, afirma o impetrante que\n", "“[o]  princípio  do  in  dubio  pro  reo  traz  consigo  o \n", "entendimento de que,  não se tendo certeza sobre a realidade \n", "dos fatos ou havendo dúvidas sobre as ações do paciente, deve-\n", "se levar em consideração o que melhor se aplica favoravelmente \n", "ao réu. \n", "E, data vênia, se as instâncias ordinárias, que realizaram \n", "toda a produção probatória e correspondente instrução penal, \n", "concluíram  que  o  patamar  de  1/6  atribuído  ao  paciente  é  o \n", "suficiente para aumentar a pena, não há razão para as Cortes \n", "Superiores se debruçarem sobre esta temática, tendo em vista \n", "que demanda novo reexame de provas, violando-se a Súmula \n", "07 do c. Superior Tribunal de Justiça” (fl. 5 da inicial).\n", "Requer a concessão da ordem para “reformar o r. acórdão do e. STJ, \n", "nos  autos  do  AgRg no Agravo em Recurso  Especial  nº  455.218  –  MG \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172043.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13\n", "Relatório\n", "HC 127158 / MG \n", "(2013/0420776-5), a fim de restabelecer a pena do paciente, nos termos do \n", "acórdão do TJ/MG (e-STJ Fl.302-325)” (fl. 6 da inicial).\n", "Considerando-se  que  a  impetração  se  encontra  devidamente \n", "instruída, dispensei a requisição de informações à autoridade coatora.\n", "O  Ministério  Público  Federal,  em  parecer  da  lavra  da \n", "Subprocuradora-Geral  da  República  Dra. Débora  Macedo  Duprat  de \n", "Britto Pereira, manifestou-se pela denegação da ordem.\n", "É o relatório.\n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172043.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "23/06/2015 SEGUNDA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 127.158 MINAS GERAIS\n", "VOTO\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n", "Conforme  relatado,  trata-se  de  habeas  corpus impetrado  pela \n", "Defensoria Pública da União em favor de Vanderley Paulino, apontando \n", "como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, \n", "que  negou provimento ao agravo regimental no AREsp nº 455.218/MG, \n", "Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior.\n", "O paciente foi condenado, pelo juízo da Vara Única da Comarca de \n", "Resplendor/MG à pena de 29 (vinte e nove) anos, 9 (nove) meses e 18 \n", "(dezoito) dias de reclusão, em regime inicial fechado, como incurso nas \n", "sanções do art.  213, § 1º, c/c os arts. 226, II, e 71, caput, todos do Código \n", "Penal (vítima M.), e do art. 217-A , c/c os arts. 14, II; 226, II; e 71,  caput, \n", "todos do Código Penal (vítima R.).\n", "Quanto  aos  estupros  tentados  praticados  contra  sua  filha  R.,  a \n", "sentença majorou a pena de 1/5 (um quinto), por força da continuidade \n", "delitiva, em razão de terem sido três os crimes (anexo 3, fl. 234).\n", "Por sua vez, no tocante aos estupros praticados contra sua filha M., \n", "na sentença, assim se fundamentou, na parte que interessa, a fração de \n", "aumento pela continuidade delitiva;\n", "“Tendo  em  vista  que  os  vários  crimes  de  estupro \n", "perpetrados  pelo  réu  contra  a  vítima  [M.]  foram  praticados \n", "pelas  mesmas  condições  de  tempo,  lugar  e  maneira  de \n", "execução, deve ser aplicado em favor do réu a regra de fixação \n", "[de] pena prevista no artigo 71 do Código Penal (continuidade \n", "delitiva).\n", "Em relação ao quantum de aumento, tendo  em vista que \n", "a vítima afirmou que o réu a violentava desde os 11 anos de \n", "idade até o ano passado [2011] e que as agressões ocorriam de \n", "15 em 15 dias, fica óbvio que ocorreram mais de sete agressões, \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172042.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "HC 127158 / MG \n", "razão por que o aumento deve ser no patamar máximo, ou seja, \n", "2/3” (anexo 3,  fl. 230).\n", "O Tribunal  de  Justiça  de  Minas  Gerais  deu  parcial  provimento  à \n", "apelação  interposta  pelo  paciente  e  desclassificou  as  imputações  de \n", "estupro  de  vulnerável  tentado contra  a  vítima R.  para a  contravenção \n", "penal  do  art.  65  do  Decreto-lei  nº  3.688/41,  fixando  a  pena  em  45 \n", "(quarenta e cinco) dias-multa.\n", "No tocante aos estupros praticados contra  a vítima M., o Tribunal de \n", "Justiça  reduziu  ao  mínimo  legal  (1/6)  a  fração  de  acréscimo  pela \n", "continuidade  delitiva  e  redimensionou  as  penas  do  paciente  para  14 \n", "(catorze) anos, 10 (dez) meses e 15 (quinze) dias de reclusão, em regime \n", "fechado. \n", "Transcrevo, na parte que interessa, a fundamentação desse julgado:\n", "“Porém, pelas provas constantes dos autos,  não se pode \n", "aferir com exatidão quantos delitos de estupro foram praticados \n", "pelo acusado em desfavor de sua filha. Nesse contexto, e em \n", "observância ao princípio in dubio pro reo, necessária a aplicação \n", "da causa de aumento de pena, referente à continuidade delitiva, \n", "no  patamar  de  1/6,  sendo  tal  medida  suficiente  para  a \n", "reprovação e prevenção do delito” (anexo 3, fl. 318).\n", "O Ministério Público interpôs recurso especial , ao qual o tribunal de \n", "origem negou seguimento. Essa decisão desafiou agravo, que foi provido \n", "monocraticamente  pelo  Ministro  Relator,  para  o  fim de  restabelecer  o \n", "aumento de 2/3, por força da continuidade delitiva, fixado pelo juízo de \n", "primeiro grau. \n", "Eis a sua ementa:\n", "“PENAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ESTUPRO \n", "DE VULNERÁVEL CONTRA DUAS MENORES. ACÓRDÃO A \n", "QUO QUE DESCLASSIFICOU A CONDUTA, EM RELAÇÃO A \n", "UMA  DELAS,  PARA  CONTRAVENÇÃO  PENAL. \n", "PRETENSÃO QUE VISA RESTABELECER A CONDENAÇÃO. \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172042.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "HC 127158 / MG \n", "INVIABILIDADE.  TEMA  QUE  DEMANDA  REEXAME  DE \n", "MATÉRIA  FÁTICO-PROBATÓRIA.  SÚMULA  7/STJ. \n", "DOSIMETRIA.  SENTENÇA  QUE  FIXOU  O  PATAMAR  DE \n", "AUMENTO DECORRENTE DA CONTINUIDADE DELITIVA \n", "EM 2/3 COM BASE NO LONGO PERÍODO DA VIOLÊNCIA. \n", "REFORMA PROMOVIDA PELA CORTE DE ORIGEM PARA \n", "REDUZIR  A  FRAÇÃO  AO  MÍNIMO.  ILEGALIDADE. \n", "RESTABELECIMENTO  DA  FRAÇÃO  ORIGINAL  (2/3). \n", "VIOLÊNCIA QUE PERDUROU POR 6 ANOS. PRECEDENTES \n", "DESTA CORTE. REDIMENSIONAMENTO. Agravo conhecido \n", "para dar parcial provimento ao recurso especial.”\n", "Contra essa decisão, o paciente interpôs agravo regimental, ao qual a \n", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça  negou provimento.\n", "Transcrevo a ementa desse julgado, ora vergastado:\n", "“PENAL.  AGRAVO  REGIMENTAL  EM  AGRAVO  EM \n", "RECURSO  ESPECIAL.  JULGAMENTO  MONOCRÁTICO \n", "PELO  RELATOR.  POSSIBILIDADE.  ESTUPRO  DE \n", "VULNERÁVEL.  DOSIMETRIA.  SENTENÇA QUE  FIXOU  O \n", "PATAMAR  DE  AUMENTO  DECORRENTE  DA \n", "CONTINUIDADE DELITIVA EM 2/3 COM BASE NO LONGO \n", "PERÍODO DA VIOLÊNCIA.  REFORMA PROMOVIDA PELA \n", "CORTE  DE  ORIGEM  PARA  REDUZIR  A  FRAÇÃO  AO \n", "MÍNIMO.  ILEGALIDADE.  RESTABELECIMENTO  DA \n", "FRAÇÃO  ORIGINAL  (2/3).  VIOLÊNCIA  QUE  PERDUROU \n", "POR 6 ANOS. PRECEDENTES DESTA CORTE.\n", "1.  Não  viola  o  princípio  da  colegialidade  a  apreciação \n", "unipessoal pelo relator do mérito do recurso especial quando \n", "obedecidos todos os requisitos para a sua admissibilidade, bem \n", "como  observada  a  jurisprudência  dominante  desta  Corte \n", "Superior e do Supremo Tribunal Federal (precedentes do STJ).\n", "2. Nas hipóteses em que há imprecisão acerca do número \n", "exato  de  eventos  delituosos,  esta  Corte  tem  considerado \n", "adequada  a  fixação  da  fração  de  aumento,  referente  à \n", "continuidade delitiva,  em patamar superior  ao mínimo legal, \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172042.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "HC 127158 / MG \n", "com base na longa duração dos sucessivos eventos delituosos. \n", "Precedentes desta Corte.\n", "3.  No caso, considerando-se que as instâncias ordinárias \n", "reconheceram  que  os  eventos  delituosos  perpetrados  contra \n", "uma das vítimas ocorreram pelo período de seis anos, deve ser \n", "restabelecida  a  sentença  condenatória  na  parte  que  fixou  a \n", "fração de aumento (art. 71 do CP) em 2/3. \n", "4. Agravo regimental improvido.”\n", "Essa é a razão por que se insurge a impetrante.\n", "Diversamente  do  que  se  sustenta  na  impetração,  o  julgado  ora \n", "impugnado não reexaminou o conjunto fático-probatório, confrontando \n", "elementos de prova, mas se limitou a revalorá-lo.\n", "Como já decidido pelo Supremo Tribunal Federal, a nova  valoração \n", "de  elementos  fático-jurídicos  não  se  confunde  com a  reapreciação \n", "de matéria probatória (HC nº 82.219/MG, Segunda Turma, Relator o \n", "Ministro Gilmar Mendes, DJ de 19/12/02).  \n", "No mesmo sentido,  vide o  HC nº  95.282/RS,  Segunda  Turma, \n", "Relatora  a  Ministra  Ellen  Gracie,  DJe  de  7/11/08,  de  cujo  voto \n", "condutor do acórdão destaco: \n", "“O Superior  Tribunal  de  Justiça,  ao  dar  provimento  ao \n", "recurso especial interposto pelo Ministério Público do Estado \n", "de Rio Grande do Sul, atribuiu nova valoração dos elementos \n", "fático-jurídicos  existentes  nos  autos,  qualificando-os  como \n", "caracterizadores  do  crime  de  tráfico  de  entorpecentes,  razão \n", "pela qual não procedeu ao revolvimento de material probatório \n", "para divergir da conclusão alcançada pelo Tribunal de Justiça.  \n", "No  caso  em  tela,  não  houve  julgamento  contrário  à \n", "orientação  contida  na  Súmula  07,  do  STJ,  eis  que  apenas  se \n", "procedeu à revaloração dos elementos admitidos pelo acórdão \n", "da Corte local,  tratando-se de  quaestio juris,  e não de  quaestio  \n", "facti.”  \n", "Na espécie, como toda a matéria fática foi bem retratada na sentença \n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172042.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "HC 127158 / MG \n", "e no acórdão do tribunal local, limitou-se o Superior Tribunal de Justiça, \n", "no  julgamento  do  agravo  regimental  no  AREsp  nº  455.218/MG,  a \n", "emprestar-lhe a correta consequência jurídica.\n", "Como consignado no voto condutor desse acórdão, \n", "“[v]eja-se  que  a  decisão  ora  impugnada  não  tratou  de \n", "debater ou discutir a moldura fática delineada pelas instâncias \n", "ordinárias.  Ao  contrário,  adotou  a  conclusão  firmada  na \n", "origem,  no  sentido  de  que  os  crimes  perpetrados  contra  a \n", "vítima M ocorreram por um longo período de tempo (6 anos). \n", "Confira-se (fl. 482):\n", "[...]  Na sentença condenatória, o  Juízo processante \n", "firmou que os crimes cometidos contra M ocorriam de 15 \n", "em 15 dias, tendo início quando a menor contava com 11 \n", "anos, cessando  apenas no ano de 2010, quando a menor \n", "possuía 17 anos. Fundado nessa convicção, fixou a fração \n", "de aumento no máximo legal (2/3) – fl. 229:\n", "[...]  Tendo  em  vista  que  os  vários  crimes  de \n", "estupro  perpetrados  pelo  réu  contra  a  vitima  M \n", "foram praticados pelas mesmas condições de tempo, \n", "lugar e maneira de execução, deve ser aplicado em \n", "favor  do  réu  a  regra  de  fixação  pena  prevista  no \n", "artigo 71 do Código Penal (continuidade delitiva).\n", "Em relação ao  quantum  de aumento, tendo em \n", "vista  que a vitima afirmou que o réu a  violentava \n", "desde  os  11  anos  até  o  ano  passado  e  que  as \n", "agressões ocorriam de 15 em 15 dias, fica óbvio que \n", "ocorreram mais de 07 agressões,  razão pela qual  o \n", "aumento deve ser no patamar máximo, ou seja, 2/3. \n", "[...]\n", "Com  base  nesse  contexto  fático,  considerei  ilegal  a \n", "reforma promovida pelo Tribunal a quo – redução da fração de \n", "aumento referente à continuidade delitiva ao mínimo –, pois, \n", "5 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172042.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "HC 127158 / MG \n", "embora impreciso o número exato de eventos delituosos, esta \n", "Corte tem considerado adequada a fixação da fração aumento \n", "no patamar acima do mínimo nas hipóteses  em que o crime \n", "ocorreu por um longo período de tempo, como na espécie (fls. \n", "482/484):\n", "[...]  A  Corte  de  origem,  embora  reconhecendo  o \n", "longo período de reiteração delitiva, modificou a fração \n", "de  aumento  para  o  patamar  mínimo,  com  base  na \n", "imprecisão do número dos eventos delituosos (...)\n", "Sucede  que,  ainda  que  impreciso  o  número  exato  de \n", "eventos  delituosos,  esta  Corte  tem  considerado  adequada  a \n", "fixação da fração aumento no patamar acima do mínimo nas \n", "hipóteses em crime ocorreu por um  longo período de tempo, \n", "como na espécie”.\n", "Esse entendimento se harmoniza com a jurisprudência pacífica da \n", "Suprema Corte, no sentido de que o  quantum de exasperação da pena, \n", "por  força  do  reconhecimento  da  continuidade  delitiva,  deve  ser \n", "proporcional  ao  número  de  infrações  cometidas  (RHC  nº  107.381/DF, \n", "Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/6/11; HC nº \n", "99.245/RJ,  Segunda Turma, Relator o Ministro  Gilmar Mendes,  DJe de \n", "21/9/11).\n", "Por fim, a imprecisão quanto ao número de crimes praticados não \n", "obsta a aplicação da causa de aumento de pena da continuidade delitiva \n", "em seu patamar máximo, desde que haja elementos seguros, tal como na \n", "espécie, que demonstrem que vários foram os crimes praticados ao longo \n", "de dilatadíssimo lapso temporal.\n", "Em  caso  análogo  ao  presente,  em  que  não  havia  descrição \n", "pormenorizada de cada um dos crimes nem a indicação das datas em que \n", "praticados, o Supremo Tribunal Federal endossou o aumento de 2/3 (dois \n", "terços)  da  pena,  por  força  da  continuidade delitiva,  porque os  delitos \n", "teriam sido perpetrados ao longo de 8 (oito) anos, a obstar “a exasperação \n", "da pena do paciente em apenas 1/6” (HC nº 95.415/RJ, Segunda Turma, \n", "6 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172042.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "HC 127158 / MG \n", "Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 20/3/09).\n", "Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus.\n", "É como voto.\n", "7 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172042.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13\n", "Extrato de Ata - 23/06/2015\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "HABEAS CORPUS 127.158\n", "PROCED. : MINAS GERAIS\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "PACTE.(S) : V P\n", "IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO\n", "PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL E OUTRO(A/S)\n", "COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n", "Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos \n", "termos  do  voto  do  Relator.  Ausente,  justificadamente,  o  Senhor \n", "Ministro  Celso  de  Mello.  Presidência  do  Senhor  Ministro  Dias \n", "Toffoli. 2ª Turma, 23.06.2015.\n", "Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à \n", "sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori \n", "Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de \n", "Mello.\n", "Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.\n", "Ravena Siqueira\n", "Secretária\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8850564\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13\n" ], "numero" : "127158", "partes" : [ { "nome" : "MIN. DIAS TOFFOLI", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "V P", "sigla" : "", "tipo" : "PACTE.(S)" }, { "nome" : "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "sigla" : "", "tipo" : "IMPTE.(S)" }, { "nome" : "DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL E OUTRO(A/S)", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" }, { "nome" : "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "sigla" : "", "tipo" : "COATOR(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. DIAS TOFFOLI", "texto" : "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, sem pedido de liminar, impetrado pela Defensoria   Pública  da  União  em  favor  de  Vanderley  Paulino,  apontando  como  autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que  negou  provimento  ao  agravo  regimental  no  AREsp  nº  455.218/MG,  Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior.   Sustenta a impetrante que   “a  r.  decisão  do  C.  STJ  deve  ser  reformada,  pois  o  inconformismo do Ministério Público, com o objetivo de alterar  o  entendimento  consolidado  pelas  instâncias  ordinárias  para  aumentar  a  fração  de  1/6  para  2/3,  em  decorrência  da  continuidade delitiva, implicou em reanálise do acervo fático- probatório,  cujo procedimento é vedado em sede de Recurso  Especial,  por  força  da  Súmula  7  do  c.  Superior  Tribunal  de  Justiça (...)” (fl. 3 da inicial).  Aduz, ainda, que,   “[e]m casos assim, o Tribunal deve negar seguimento ao  Recurso em virtude da impossibilidade de reexame do conjunto  fático-probatório, nos termos da súmula 7 do c. STJ, ou seja, in   casu,  pela  leitura  da  r.  decisão  monocrática  e  do  acórdão  proferido pelo c. Superior Tribunal de Justiça, verifica-se que foi     violada  a  citada  Súmula,  pois  adentrou  em  questões  fático- probatórias, o que resulta em um vício insanável e uma decisão,  data vênia, equivocada” (fl. 3 da inicial).  De outra parte, alega que  “[o]  aumento  da  pena  nos  crimes  contra  a  dignidade  sexual, de que trata o art. 71, caput, do Código penal, que dispõe  sobre a continuidade delitiva, sofre interferência da quantidade  de infrações praticadas pelo  paciente,  como as  circunstâncias  judiciais do art. 59 do Código Penal.   Contudo,  não  é  possível  saber  quantas  foram  as  infrações cometidas pelo paciente (...)” (fl. 4 da inicial – grifos  da autora).   Por essa razão, defende a impossibilidade de se aplicar a fração de  aumento pela continuidade delitiva em seu grau máximo de 2/3 (dois  terços).  Na sequência, afirma o impetrante que  “[o]  princípio  do  in  dubio  pro  reo  traz  consigo  o  entendimento de que,  não se tendo certeza sobre a realidade  dos fatos ou havendo dúvidas sobre as ações do paciente, deve- se levar em consideração o que melhor se aplica favoravelmente  ao réu.   E, data vênia, se as instâncias ordinárias, que realizaram  toda a produção probatória e correspondente instrução penal,  concluíram  que  o  patamar  de  1/6  atribuído  ao  paciente  é  o  suficiente para aumentar a pena, não há razão para as Cortes  Superiores se debruçarem sobre esta temática, tendo em vista  que demanda novo reexame de provas, violando-se a Súmula  07 do c. Superior Tribunal de Justiça” (fl. 5 da inicial).  Requer a concessão da ordem para “reformar o r. acórdão do e. STJ,  nos  autos  do  AgRg no Agravo em Recurso  Especial  nº  455.218  –  MG     (2013/0420776-5), a fim de restabelecer a pena do paciente, nos termos do  acórdão do TJ/MG (e-STJ Fl.302-325)” (fl. 6 da inicial).  Considerando-se  que  a  impetração  se  encontra  devidamente  instruída, dispensei a requisição de informações à autoridade coatora.  O  Ministério  Público  Federal,  em  parecer  da  lavra  da  Subprocuradora-Geral  da  República  Dra. Débora  Macedo  Duprat  de  Britto Pereira, manifestou-se pela denegação da ordem.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   VOTO  O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme  relatado,  trata-se  de  habeas  corpus impetrado  pela   Defensoria Pública da União em favor de Vanderley Paulino, apontando  como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça,  que  negou provimento ao agravo regimental no AREsp nº 455.218/MG,  Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior.  O paciente foi condenado, pelo juízo da Vara Única da Comarca de  Resplendor/MG à pena de 29 (vinte e nove) anos, 9 (nove) meses e 18  (dezoito) dias de reclusão, em regime inicial fechado, como incurso nas  sanções do art.  213, § 1º, c/c os arts. 226, II, e 71, caput, todos do Código  Penal (vítima M.), e do art. 217-A , c/c os arts. 14, II; 226, II; e 71,  caput,  todos do Código Penal (vítima R.).  Quanto  aos  estupros  tentados  praticados  contra  sua  filha  R.,  a  sentença majorou a pena de 1/5 (um quinto), por força da continuidade  delitiva, em razão de terem sido três os crimes (anexo 3, fl. 234).  Por sua vez, no tocante aos estupros praticados contra sua filha M.,  na sentença, assim se fundamentou, na parte que interessa, a fração de  aumento pela continuidade delitiva;  “Tendo  em  vista  que  os  vários  crimes  de  estupro  perpetrados  pelo  réu  contra  a  vítima  [M.]  foram  praticados  pelas  mesmas  condições  de  tempo,  lugar  e  maneira  de  execução, deve ser aplicado em favor do réu a regra de fixação  [de] pena prevista no artigo 71 do Código Penal (continuidade  delitiva).  Em relação ao quantum de aumento, tendo  em vista que  a vítima afirmou que o réu a violentava desde os 11 anos de  idade até o ano passado [2011] e que as agressões ocorriam de  15 em 15 dias, fica óbvio que ocorreram mais de sete agressões,     razão por que o aumento deve ser no patamar máximo, ou seja,  2/3” (anexo 3,  fl. 230).  O Tribunal  de  Justiça  de  Minas  Gerais  deu  parcial  provimento  à  apelação  interposta  pelo  paciente  e  desclassificou  as  imputações  de  estupro  de  vulnerável  tentado contra  a  vítima R.  para a  contravenção  penal  do  art.  65  do  Decreto-lei  nº  3.688/41,  fixando  a  pena  em  45  (quarenta e cinco) dias-multa.  No tocante aos estupros praticados contra  a vítima M., o Tribunal de  Justiça  reduziu  ao  mínimo  legal  (1/6)  a  fração  de  acréscimo  pela  continuidade  delitiva  e  redimensionou  as  penas  do  paciente  para  14  (catorze) anos, 10 (dez) meses e 15 (quinze) dias de reclusão, em regime  fechado.   Transcrevo, na parte que interessa, a fundamentação desse julgado:  “Porém, pelas provas constantes dos autos,  não se pode  aferir com exatidão quantos delitos de estupro foram praticados  pelo acusado em desfavor de sua filha. Nesse contexto, e em  observância ao princípio in dubio pro reo, necessária a aplicação  da causa de aumento de pena, referente à continuidade delitiva,  no  patamar  de  1/6,  sendo  tal  medida  suficiente  para  a  reprovação e prevenção do delito” (anexo 3, fl. 318).  O Ministério Público interpôs recurso especial , ao qual o tribunal de  origem negou seguimento. Essa decisão desafiou agravo, que foi provido  monocraticamente  pelo  Ministro  Relator,  para  o  fim de  restabelecer  o  aumento de 2/3, por força da continuidade delitiva, fixado pelo juízo de  primeiro grau.   Eis a sua ementa:  “PENAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ESTUPRO  DE VULNERÁVEL CONTRA DUAS MENORES. ACÓRDÃO A  QUO QUE DESCLASSIFICOU A CONDUTA, EM RELAÇÃO A  UMA  DELAS,  PARA  CONTRAVENÇÃO  PENAL.  PRETENSÃO QUE VISA RESTABELECER A CONDENAÇÃO.     INVIABILIDADE.  TEMA  QUE  DEMANDA  REEXAME  DE  MATÉRIA  FÁTICO-PROBATÓRIA.  SÚMULA  7/STJ.  DOSIMETRIA.  SENTENÇA  QUE  FIXOU  O  PATAMAR  DE  AUMENTO DECORRENTE DA CONTINUIDADE DELITIVA  EM 2/3 COM BASE NO LONGO PERÍODO DA VIOLÊNCIA.  REFORMA PROMOVIDA PELA CORTE DE ORIGEM PARA  REDUZIR  A  FRAÇÃO  AO  MÍNIMO.  ILEGALIDADE.  RESTABELECIMENTO  DA  FRAÇÃO  ORIGINAL  (2/3).  VIOLÊNCIA QUE PERDUROU POR 6 ANOS. PRECEDENTES  DESTA CORTE. REDIMENSIONAMENTO. Agravo conhecido  para dar parcial provimento ao recurso especial.”  Contra essa decisão, o paciente interpôs agravo regimental, ao qual a  Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça  negou provimento.  Transcrevo a ementa desse julgado, ora vergastado:  “PENAL.  AGRAVO  REGIMENTAL  EM  AGRAVO  EM  RECURSO  ESPECIAL.  JULGAMENTO  MONOCRÁTICO  PELO  RELATOR.  POSSIBILIDADE.  ESTUPRO  DE  VULNERÁVEL.  DOSIMETRIA.  SENTENÇA QUE  FIXOU  O  PATAMAR  DE  AUMENTO  DECORRENTE  DA  CONTINUIDADE DELITIVA EM 2/3 COM BASE NO LONGO  PERÍODO DA VIOLÊNCIA.  REFORMA PROMOVIDA PELA  CORTE  DE  ORIGEM  PARA  REDUZIR  A  FRAÇÃO  AO  MÍNIMO.  ILEGALIDADE.  RESTABELECIMENTO  DA  FRAÇÃO  ORIGINAL  (2/3).  VIOLÊNCIA  QUE  PERDUROU  POR 6 ANOS. PRECEDENTES DESTA CORTE.  1.  Não  viola  o  princípio  da  colegialidade  a  apreciação  unipessoal pelo relator do mérito do recurso especial quando  obedecidos todos os requisitos para a sua admissibilidade, bem  como  observada  a  jurisprudência  dominante  desta  Corte  Superior e do Supremo Tribunal Federal (precedentes do STJ).  2. Nas hipóteses em que há imprecisão acerca do número  exato  de  eventos  delituosos,  esta  Corte  tem  considerado  adequada  a  fixação  da  fração  de  aumento,  referente  à  continuidade delitiva,  em patamar superior  ao mínimo legal,     com base na longa duração dos sucessivos eventos delituosos.  Precedentes desta Corte.  3.  No caso, considerando-se que as instâncias ordinárias  reconheceram  que  os  eventos  delituosos  perpetrados  contra  uma das vítimas ocorreram pelo período de seis anos, deve ser  restabelecida  a  sentença  condenatória  na  parte  que  fixou  a  fração de aumento (art. 71 do CP) em 2/3.   4. Agravo regimental improvido.”  Essa é a razão por que se insurge a impetrante. Diversamente  do  que  se  sustenta  na  impetração,  o  julgado  ora   impugnado não reexaminou o conjunto fático-probatório, confrontando  elementos de prova, mas se limitou a revalorá-lo.  Como já decidido pelo Supremo Tribunal Federal, a nova  valoração  de  elementos  fático-jurídicos  não  se  confunde  com a  reapreciação  de matéria probatória (HC nº 82.219/MG, Segunda Turma, Relator o  Ministro Gilmar Mendes, DJ de 19/12/02).    No mesmo sentido,  vide o  HC nº  95.282/RS,  Segunda  Turma,  Relatora  a  Ministra  Ellen  Gracie,  DJe  de  7/11/08,  de  cujo  voto  condutor do acórdão destaco:   “O Superior  Tribunal  de  Justiça,  ao  dar  provimento  ao  recurso especial interposto pelo Ministério Público do Estado  de Rio Grande do Sul, atribuiu nova valoração dos elementos  fático-jurídicos  existentes  nos  autos,  qualificando-os  como  caracterizadores  do  crime  de  tráfico  de  entorpecentes,  razão  pela qual não procedeu ao revolvimento de material probatório  para divergir da conclusão alcançada pelo Tribunal de Justiça.    No  caso  em  tela,  não  houve  julgamento  contrário  à  orientação  contida  na  Súmula  07,  do  STJ,  eis  que  apenas  se  procedeu à revaloração dos elementos admitidos pelo acórdão  da Corte local,  tratando-se de  quaestio juris,  e não de  quaestio   facti.”  Na espécie, como toda a matéria fática foi bem retratada na sentença     e no acórdão do tribunal local, limitou-se o Superior Tribunal de Justiça,  no  julgamento  do  agravo  regimental  no  AREsp  nº  455.218/MG,  a  emprestar-lhe a correta consequência jurídica.  Como consignado no voto condutor desse acórdão,   “[v]eja-se  que  a  decisão  ora  impugnada  não  tratou  de  debater ou discutir a moldura fática delineada pelas instâncias  ordinárias.  Ao  contrário,  adotou  a  conclusão  firmada  na  origem,  no  sentido  de  que  os  crimes  perpetrados  contra  a  vítima M ocorreram por um longo período de tempo (6 anos).  Confira-se (fl. 482):  [...]  Na sentença condenatória, o  Juízo processante  firmou que os crimes cometidos contra M ocorriam de 15  em 15 dias, tendo início quando a menor contava com 11  anos, cessando  apenas no ano de 2010, quando a menor  possuía 17 anos. Fundado nessa convicção, fixou a fração  de aumento no máximo legal (2/3) – fl. 229:  [...]  Tendo  em  vista  que  os  vários  crimes  de  estupro  perpetrados  pelo  réu  contra  a  vitima  M  foram praticados pelas mesmas condições de tempo,  lugar e maneira de execução, deve ser aplicado em  favor  do  réu  a  regra  de  fixação  pena  prevista  no  artigo 71 do Código Penal (continuidade delitiva).  Em relação ao  quantum  de aumento, tendo em  vista  que a vitima afirmou que o réu a  violentava  desde  os  11  anos  até  o  ano  passado  e  que  as  agressões ocorriam de 15 em 15 dias, fica óbvio que  ocorreram mais de 07 agressões,  razão pela qual  o  aumento deve ser no patamar máximo, ou seja, 2/3.  [...]  Com  base  nesse  contexto  fático,  considerei  ilegal  a  reforma promovida pelo Tribunal a quo – redução da fração de  aumento referente à continuidade delitiva ao mínimo –, pois,     embora impreciso o número exato de eventos delituosos, esta  Corte tem considerado adequada a fixação da fração aumento  no patamar acima do mínimo nas hipóteses  em que o crime  ocorreu por um longo período de tempo, como na espécie (fls.  482/484):  [...]  A  Corte  de  origem,  embora  reconhecendo  o  longo período de reiteração delitiva, modificou a fração  de  aumento  para  o  patamar  mínimo,  com  base  na  imprecisão do número dos eventos delituosos (...)  Sucede  que,  ainda  que  impreciso  o  número  exato  de  eventos  delituosos,  esta  Corte  tem  considerado  adequada  a  fixação da fração aumento no patamar acima do mínimo nas  hipóteses em crime ocorreu por um  longo período de tempo,  como na espécie”.  Esse entendimento se harmoniza com a jurisprudência pacífica da  Suprema Corte, no sentido de que o  quantum de exasperação da pena,  por  força  do  reconhecimento  da  continuidade  delitiva,  deve  ser  proporcional  ao  número  de  infrações  cometidas  (RHC  nº  107.381/DF,  Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/6/11; HC nº  99.245/RJ,  Segunda Turma, Relator o Ministro  Gilmar Mendes,  DJe de  21/9/11).  Por fim, a imprecisão quanto ao número de crimes praticados não  obsta a aplicação da causa de aumento de pena da continuidade delitiva  em seu patamar máximo, desde que haja elementos seguros, tal como na  espécie, que demonstrem que vários foram os crimes praticados ao longo  de dilatadíssimo lapso temporal.  Em  caso  análogo  ao  presente,  em  que  não  havia  descrição  pormenorizada de cada um dos crimes nem a indicação das datas em que  praticados, o Supremo Tribunal Federal endossou o aumento de 2/3 (dois  terços)  da  pena,  por  força  da  continuidade delitiva,  porque os  delitos  teriam sido perpetrados ao longo de 8 (oito) anos, a obstar “a exasperação  da pena do paciente em apenas 1/6” (HC nº 95.415/RJ, Segunda Turma,     Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 20/3/09). Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus. É como voto. ", "votante" : "MIN_DIAS_TOFFOLI" } ] }
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NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.071.432 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ROBERTO BOGADO ADV.(A/S) : CID AUGUSTO MENDES CUNHA (076077/RJ, 122509/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO   Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da  Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao  agravo  regimental,  majorou  honorários  advocatícios  em  1%,  obedecidos os limites do art. 85, § 2º, § 3º e § 11, do CPC, com a  ressalva de eventual concessão do benefício de justiça gratuita, e  aplicou  a  multa  prevista  no  art.  1.021,  §  4º,  do  Código  de  Processo Civil no percentual de 1%. Plenário, sessão virtual de 24  a 30.11.2017.    Composição:  Ministros  Cármen  Lúcia  (Presidente),  Celso  de   Mello,  Marco  Aurélio,  Gilmar  Mendes,  Ricardo  Lewandowski,  Dias  Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e  Alexandre de Moraes.  p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      01/12/2017 PLENÁRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.071.432 RIO \nDE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     ROBERTO BOGADO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     CID AUGUSTO MENDES CUNHA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE\n    </p>\n    <p>\n     JANEIRO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA:\n     </b>\n     <i>\n      AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  \nEXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  DIREITO  ADMINISTRATIVO.  \nSERVIDOR  PÚBLICO.  MÉDICO.  GRATIFICAÇÃO  DE  \nPRODUTIVIDADE.  APOSENTADORIA.  DECRETO  MUNICIPAL  N.  \n20.785/2001.  IMPOSSIBILIDADE  DE  REEXAME  DO  CONJUNTO  \nFÁTICO-PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO LOCAL: INCIDÊNCIA DAS  \nSÚMULAS  279  E  280  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  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O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14227254.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1071432 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     termos do voto da Relatora.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 1º de dezembro de 2017.\n    </p>\n    <p>\n     Ministra\n     <b>\n      CÁRMEN LÚCIA\n     </b>\n     Presidente\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14227254.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      01/12/2017 PLENÁRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.071.432 RIO \nDE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     ROBERTO BOGADO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     CID AUGUSTO MENDES CUNHA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE\n    </p>\n    <p>\n     JANEIRO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      R E L A T Ó R I O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      1.\n     </b>\n     Em 6.9.2017,  neguei  seguimento  ao  recurso  extraordinário  com \nagravo interposto por Roberto Bogado por incidência das Súmulas 279 e \n280 do Supremo Tribunal Federal (doc. 21).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      2.\n     </b>\n     Publicada  essa  decisão  no  DJe  de  12.9.2017,  Roberto  Bogado\n    </p>\n    <p>\n     interpôs, em 15.9.2017, tempestivamente, agravo regimental (doc. 22).\n     <b>\n      3.\n     </b>\n     O  agravante  alega  não  serem  aplicáveis  à  espécie  vertente  as\n    </p>\n    <p>\n     Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      4.\n     </b>\n     O agravado apresentou contrarrazões ao agravo regimental (doc. \n25).\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14227255.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MINISTRO PRESIDENTE\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      01/12/2017 PLENÁRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.071.432 RIO \nDE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      V O T O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora)\n     </b>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      1.\n     </b>\n     Razão jurídica não assiste ao agravante.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      2.\n     </b>\n     Como mencionado na decisão agravada, o exame da pretensão do \nagravante exigiria a interpretação da legislação infraconstitucional local \naplicável  à  espécie  (Decreto  municipal  n.  20.785/2001)  e  o  reexame do \nconjunto  fático-probatório  do  processo.  A  alegada  contrariedade  à \nConstituição  da  República,  se  tivesse  ocorrido,  seria  indireta,  a \ninviabilizar  o  processamento  do  recurso  extraordinário.  Incide,  na \nespécie, a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  ADMINISTRATIVO.  \nPENSIONISTAS.  PRETENSÃO  DE  ATUALIZAÇÃO  DA \nGRATIFICAÇÃO  DE  PRODUTIVIDADE.  LEI  \nCOMPLEMENTAR 69/1990 DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.  \nINTERPRETAÇÃO  DE  LEGISLAÇÃO  \nINFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCURSIONAMENTO NO  \nCONJUNTO  FÁTICO-PROBATÓRIO  DOS  AUTOS.  \nINCIDÊNCIA DAS  SÚMULAS  279  E  280  DO  STF.  AGRAVO  \nREGIMENTAL DESPROVIDO”\n     </i>\n     (ARE n. 860.577-AgR, Relator o \nMinistro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 24.4.2017).\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “DIREITO  ADMINSITRATIVO.  GRATIFICAÇÃO  DE  \nPRODUTIVIDADE.  NATUREZA  JURÍDICA.  CARÁTER  \nINDENIZATÓRIO.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  \nINTERPOSTO  SOB  A  ÉGIDE  DO  CPC/1973.  EVENTUAL \nOFENSA  REFLEXA  NÃO  ENSEJA  RECURSO  \nEXTRAORDINÁRIO.  NECESSIDADE  DE  INTERPRETAÇÃO\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14227256.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MINISTRO PRESIDENTE\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1071432 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      DE  LEGISLAÇÃO  LOCAL.  APLICAÇÃO  DA  SÚMULA  Nº  \n280/STF.  AGRAVO  MANEJADO  SOB  A  VIGÊNCIA  DO  \nCPC/2015. 1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a  \ninfirmar  os  fundamentos  que  lastrearam  a  decisão  agravada,  \nmormente  no  que  se  refere  ao  óbice  da  Súmula  nº  280  do  STF,  a  \ninviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta  \naos postulados  constitucionais  invocados  no apelo  extremo somente  \npoderia  ser  constatada  a  partir  da  análise  da  legislação  \ninfraconstitucional,  o  que  torna  oblíqua  e  reflexa  eventual  ofensa,  \ninsuscetível,  como  tal,  de  viabilizar  o  conhecimento  do  recurso  \nextraordinário.  3.  Ausente  condenação  anterior  em  honorários,  \ninaplicável  o  art.  85,  §§11,  do  CPC/  2015.  4.  Agravo  interno  \nconhecido  e  não  provido”\n     </i>\n     (ARE  n.  1.023.847-AgR,  Relatora  a \nMinistra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 1º.8.2017).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      3.\n     </b>\n     Os  argumentos  do  agravante,  insuficientes  para  modificar  a \ndecisão agravada,  demonstram apenas inconformismo e resistência em \npôr  termo  a  processos  que  se  arrastam  em  detrimento  da  eficiente \nprestação jurisdicional.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      4.\n     </b>\n     Pelo exposto,\n     <b>\n      nego provimento ao agravo regimental, condeno a \nparte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários \nadvocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na \norigem, obedecidos os limites dos §§  2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de \nProcesso Civil,  ressalvada eventual concessão do benefício da justiça \ngratuita, e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de \nProcesso Civil no percentual de 1%.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14227256.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 01/12/2017\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PLENÁRIO\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.071.432\n     </b>\n     PROCED. : RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE\n     </b>\n     AGTE.(S) : ROBERTO BOGADO\nADV.(A/S) : CID AUGUSTO MENDES CUNHA (076077/RJ, 122509/SP)\nAGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da \nRelatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao \nagravo  regimental,  majorou  honorários  advocatícios  em  1%, \nobedecidos os limites do art. 85, § 2º, § 3º e § 11, do CPC, com a \nressalva de eventual concessão do benefício de justiça gratuita, e \naplicou  a  multa  prevista  no  art.  1.021,  §  4º,  do  Código  de \nProcesso Civil no percentual de 1%. Plenário, sessão virtual de 24 \na 30.11.2017.\n    </p>\n    <p>\n     Composição:  Ministros  Cármen  Lúcia  (Presidente),  Celso  de\n    </p>\n    <p>\n     Mello,  Marco  Aurélio,  Gilmar  Mendes,  Ricardo  Lewandowski,  Dias \nToffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e \nAlexandre de Moraes.\n    </p>\n    <p>\n     p/ Doralúcia das Neves Santos\nAssessora-Chefe do Plenário\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14181535\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "01/12/2017 PLENÁRIO\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.071.432 RIO \n", "DE JANEIRO\n", "RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE\n", "AGTE.(S) :ROBERTO BOGADO \n", "ADV.(A/S) :CID AUGUSTO MENDES CUNHA \n", "AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE \n", "JANEIRO \n", "EMENTA: AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  DIREITO  ADMINISTRATIVO.  \n", "SERVIDOR  PÚBLICO.  MÉDICO.  GRATIFICAÇÃO  DE  \n", "PRODUTIVIDADE.  APOSENTADORIA.  DECRETO  MUNICIPAL  N.  \n", "20.785/2001.  IMPOSSIBILIDADE  DE  REEXAME  DO  CONJUNTO  \n", "FÁTICO-PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO LOCAL: INCIDÊNCIA DAS  \n", "SÚMULAS  279  E  280  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  VERBA \n", "HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO  \n", "FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS  §§ 2º,  3º E  11  \n", "DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, COM A RESSALVA DE  \n", "EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA,  E  \n", "MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO  \n", "ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL  \n", "AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. \n", "       A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \n", "Supremo  Tribunal  Federal,  em  Sessão  Virtual  do  Plenário,  em \n", "conformidade  com  a  ata  de  julgamento  e  as  notas  taquigráficas,  por \n", "unanimidade, em  negar  provimento  ao  agravo  regimental,  majorar \n", "honorários advocatícios em 1%, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 \n", "do  art.  85  do  Código  de  Processo  Civil,  com a  ressalva  de  eventual \n", "concessão do benefício de justiça gratuita, e aplicar a multa prevista no \n", "§ 4º do art. 1.021  do Código de Processo Civil no percentual de 1% , nos \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14227254.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6\n", "Ementa e Acórdão\n", "ARE 1071432 AGR / RJ \n", "termos do voto da Relatora.\n", "Brasília, 1º de dezembro de 2017. \n", "Ministra CÁRMEN LÚCIA\n", "Presidente \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14227254.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n", "Relatório\n", "01/12/2017 PLENÁRIO\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.071.432 RIO \n", "DE JANEIRO\n", "RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE\n", "AGTE.(S) :ROBERTO BOGADO \n", "ADV.(A/S) :CID AUGUSTO MENDES CUNHA \n", "AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE \n", "JANEIRO \n", "R E L A T Ó R I O\n", "A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): \n", "1.  Em 6.9.2017,  neguei  seguimento  ao  recurso  extraordinário  com \n", "agravo interposto por Roberto Bogado por incidência das Súmulas 279 e \n", "280 do Supremo Tribunal Federal (doc. 21).\n", "  \n", "2.  Publicada  essa  decisão  no  DJe  de  12.9.2017,  Roberto  Bogado \n", "interpôs, em 15.9.2017, tempestivamente, agravo regimental (doc. 22).\n", " \n", "3. O  agravante  alega  não  serem  aplicáveis  à  espécie  vertente  as \n", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal.\n", "4. O agravado apresentou contrarrazões ao agravo regimental (doc. \n", "25).\n", "É o relatório.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14227255.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n", "Voto - MINISTRO PRESIDENTE\n", "01/12/2017 PLENÁRIO\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.071.432 RIO \n", "DE JANEIRO\n", "V O T O\n", "A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):\n", "1. Razão jurídica não assiste ao agravante. \n", "2.  Como mencionado na decisão agravada, o exame da pretensão do \n", "agravante exigiria a interpretação da legislação infraconstitucional local \n", "aplicável  à  espécie  (Decreto  municipal  n.  20.785/2001)  e  o  reexame do \n", "conjunto  fático-probatório  do  processo.  A  alegada  contrariedade  à \n", "Constituição  da  República,  se  tivesse  ocorrido,  seria  indireta,  a \n", "inviabilizar  o  processamento  do  recurso  extraordinário.  Incide,  na \n", "espécie, a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo:\n", " \n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  ADMINISTRATIVO.  \n", "PENSIONISTAS.  PRETENSÃO  DE  ATUALIZAÇÃO  DA \n", "GRATIFICAÇÃO  DE  PRODUTIVIDADE.  LEI  \n", "COMPLEMENTAR 69/1990 DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.  \n", "INTERPRETAÇÃO  DE  LEGISLAÇÃO  \n", "INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCURSIONAMENTO NO  \n", "CONJUNTO  FÁTICO-PROBATÓRIO  DOS  AUTOS.  \n", "INCIDÊNCIA DAS  SÚMULAS  279  E  280  DO  STF.  AGRAVO  \n", "REGIMENTAL DESPROVIDO” (ARE n. 860.577-AgR, Relator o \n", "Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 24.4.2017).\n", "“DIREITO  ADMINSITRATIVO.  GRATIFICAÇÃO  DE  \n", "PRODUTIVIDADE.  NATUREZA  JURÍDICA.  CARÁTER  \n", "INDENIZATÓRIO.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  \n", "INTERPOSTO  SOB  A  ÉGIDE  DO  CPC/1973.  EVENTUAL \n", "OFENSA  REFLEXA  NÃO  ENSEJA  RECURSO  \n", "EXTRAORDINÁRIO.  NECESSIDADE  DE  INTERPRETAÇÃO  \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14227256.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6\n", "Voto - MINISTRO PRESIDENTE\n", "ARE 1071432 AGR / RJ \n", "DE  LEGISLAÇÃO  LOCAL.  APLICAÇÃO  DA  SÚMULA  Nº  \n", "280/STF.  AGRAVO  MANEJADO  SOB  A  VIGÊNCIA  DO  \n", "CPC/2015. 1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a  \n", "infirmar  os  fundamentos  que  lastrearam  a  decisão  agravada,  \n", "mormente  no  que  se  refere  ao  óbice  da  Súmula  nº  280  do  STF,  a  \n", "inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta  \n", "aos postulados  constitucionais  invocados  no apelo  extremo somente  \n", "poderia  ser  constatada  a  partir  da  análise  da  legislação  \n", "infraconstitucional,  o  que  torna  oblíqua  e  reflexa  eventual  ofensa,  \n", "insuscetível,  como  tal,  de  viabilizar  o  conhecimento  do  recurso  \n", "extraordinário.  3.  Ausente  condenação  anterior  em  honorários,  \n", "inaplicável  o  art.  85,  §§11,  do  CPC/  2015.  4.  Agravo  interno  \n", "conhecido  e  não  provido”  (ARE  n.  1.023.847-AgR,  Relatora  a \n", "Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 1º.8.2017).\n", "3.  Os  argumentos  do  agravante,  insuficientes  para  modificar  a \n", "decisão agravada,  demonstram apenas inconformismo e resistência em \n", "pôr  termo  a  processos  que  se  arrastam  em  detrimento  da  eficiente \n", "prestação jurisdicional.\n", "4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a \n", "parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários \n", "advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na \n", "origem, obedecidos os limites dos §§  2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de \n", "Processo Civil,  ressalvada eventual concessão do benefício da justiça \n", "gratuita, e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de \n", "Processo Civil no percentual de 1%. \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14227256.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6\n", "Extrato de Ata - 01/12/2017\n", "PLENÁRIO\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.071.432\n", "PROCED. : RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE\n", "AGTE.(S) : ROBERTO BOGADO\n", "ADV.(A/S) : CID AUGUSTO MENDES CUNHA (076077/RJ, 122509/SP)\n", "AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO\n", " Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da \n", "Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao \n", "agravo  regimental,  majorou  honorários  advocatícios  em  1%, \n", "obedecidos os limites do art. 85, § 2º, § 3º e § 11, do CPC, com a \n", "ressalva de eventual concessão do benefício de justiça gratuita, e \n", "aplicou  a  multa  prevista  no  art.  1.021,  §  4º,  do  Código  de \n", "Processo Civil no percentual de 1%. Plenário, sessão virtual de 24 \n", "a 30.11.2017.\n", " \n", "Composição:  Ministros  Cármen  Lúcia  (Presidente),  Celso  de \n", "Mello,  Marco  Aurélio,  Gilmar  Mendes,  Ricardo  Lewandowski,  Dias \n", "Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e \n", "Alexandre de Moraes.\n", "p/ Doralúcia das Neves Santos\n", "Assessora-Chefe do Plenário\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14181535\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6\n" ], "numero" : "1071432", "partes" : [ { "nome" : "MINISTRO PRESIDENTE", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "ROBERTO BOGADO", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "CID AUGUSTO MENDES CUNHA", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MINISTRO PRESIDENTE", "texto" : "A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente):   1.  Em 6.9.2017,  neguei  seguimento  ao  recurso  extraordinário  com  agravo interposto por Roberto Bogado por incidência das Súmulas 279 e  280 do Supremo Tribunal Federal (doc. 21).   2.  Publicada  essa  decisão  no  DJe  de  12.9.2017,  Roberto  Bogado   interpôs, em 15.9.2017, tempestivamente, agravo regimental (doc. 22).   3. O  agravante  alega  não  serem  aplicáveis  à  espécie  vertente  as   Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal.  4. O agravado apresentou contrarrazões ao agravo regimental (doc.  25).  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):  1. Razão jurídica não assiste ao agravante.   2.  Como mencionado na decisão agravada, o exame da pretensão do  agravante exigiria a interpretação da legislação infraconstitucional local  aplicável  à  espécie  (Decreto  municipal  n.  20.785/2001)  e  o  reexame do  conjunto  fático-probatório  do  processo.  A  alegada  contrariedade  à  Constituição  da  República,  se  tivesse  ocorrido,  seria  indireta,  a  inviabilizar  o  processamento  do  recurso  extraordinário.  Incide,  na  espécie, a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo:   “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO    EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  ADMINISTRATIVO.   PENSIONISTAS.  PRETENSÃO  DE  ATUALIZAÇÃO  DA  GRATIFICAÇÃO  DE  PRODUTIVIDADE.  LEI   COMPLEMENTAR 69/1990 DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.   INTERPRETAÇÃO  DE  LEGISLAÇÃO   INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCURSIONAMENTO NO   CONJUNTO  FÁTICO-PROBATÓRIO  DOS  AUTOS.   INCIDÊNCIA DAS  SÚMULAS  279  E  280  DO  STF.  AGRAVO   REGIMENTAL DESPROVIDO” (ARE n. 860.577-AgR, Relator o  Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 24.4.2017).  “DIREITO  ADMINSITRATIVO.  GRATIFICAÇÃO  DE   PRODUTIVIDADE.  NATUREZA  JURÍDICA.  CARÁTER   INDENIZATÓRIO.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO   INTERPOSTO  SOB  A  ÉGIDE  DO  CPC/1973.  EVENTUAL  OFENSA  REFLEXA  NÃO  ENSEJA  RECURSO   EXTRAORDINÁRIO.  NECESSIDADE  DE  INTERPRETAÇÃO      DE  LEGISLAÇÃO  LOCAL.  APLICAÇÃO  DA  SÚMULA  Nº   280/STF.  AGRAVO  MANEJADO  SOB  A  VIGÊNCIA  DO   CPC/2015. 1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a   infirmar  os  fundamentos  que  lastrearam  a  decisão  agravada,   mormente  no  que  se  refere  ao  óbice  da  Súmula  nº  280  do  STF,  a   inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta   aos postulados  constitucionais  invocados  no apelo  extremo somente   poderia  ser  constatada  a  partir  da  análise  da  legislação   infraconstitucional,  o  que  torna  oblíqua  e  reflexa  eventual  ofensa,   insuscetível,  como  tal,  de  viabilizar  o  conhecimento  do  recurso   extraordinário.  3.  Ausente  condenação  anterior  em  honorários,   inaplicável  o  art.  85,  §§11,  do  CPC/  2015.  4.  Agravo  interno   conhecido  e  não  provido”  (ARE  n.  1.023.847-AgR,  Relatora  a  Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 1º.8.2017).  3.  Os  argumentos  do  agravante,  insuficientes  para  modificar  a  decisão agravada,  demonstram apenas inconformismo e resistência em  pôr  termo  a  processos  que  se  arrastam  em  detrimento  da  eficiente  prestação jurisdicional.  4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a  parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários  advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na  origem, obedecidos os limites dos §§  2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de  Processo Civil,  ressalvada eventual concessão do benefício da justiça  gratuita, e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de  Processo Civil no percentual de 1%.  ", "votante" : "MINISTRO_PRESIDENTE" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac2b0d2512244887596" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo  Tribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a  Presidência  do  Senhor  Ministro  ALEXANDRE DE MORAES,  em conformidade com a  ata  de  julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar  provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 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ROBERTO BARROSO (3-5-2018), o foro por prerrogativa de função dos  exercentes de mandatos parlamentares aplica-se apenas aos crimes cometidos   durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas.  2.  Parlamentar  processado pela  prática dos delitos  tipificados nos  artigos 40 e 48 da Lei nº 9.605/98, consumados no período de 2004-2009,  quando  exercia  o  mandato  de  deputado  estadual  na  Assembleia  Legislativa de Pernambuco.  3. Declínio da competência à 26ª Vara Federal da Seção Judiciária de  Pernambuco, tendo em vista o local da infração e a presença de interesse  da União (art. 20, inciso VII da CF), preservada a validade de todos os  atos praticados e decisões proferidas.  4. Sentença  proferida na instância de primeiro grau em 24/10/2018,  condenando o agravado à pena de 2 anos de reclusão pela prática do  delito  previsto  no  art.  40  da  Lei  9.605/98  e  8  meses  de  detenção  pela  prática do delito previsto no art. 48 da Lei 9.605/98.  5. 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Cintia da Silva Gonçalves Secretária " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      30/11/2018 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NA PETIÇÃO 7.660 DISTRITO FEDERAL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     AUGUSTO RODRIGUES COUTINHO DE MELO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ANDRE DUTRA DOREA AVILA DA SILVA\n    </p>\n    <p>\n     EMENTA:  AGRAVO  REGIMENTAL.   DECLÍNIO  DE \nCOMPETÊNCIA.  PARLAMENTAR  QUE,  À  ÉPOCA  DOS  FATOS, \nEXERCIA  O  MANDATO  DE  DEPUTADO  ESTADUAL.  CRIME \nAMBIENTAL.  AÇÃO PENAL JULGADA PROCEDENTE. DECISÃO DE \nPRIMEIRA INSTÂNCIA PROFERIDA EM 24/10/2018.\n    </p>\n    <p>\n     1.  Nos termos decididos pelo  Plenário  do SUPREMO TRIBUNAL \nFEDERAL, na QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 937, Rel. Min. \nROBERTO BARROSO (3-5-2018), o foro por prerrogativa de função dos \nexercentes de mandatos parlamentares\n     <i>\n      aplica-se apenas aos crimes cometidos  \ndurante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      2.\n     </i>\n     Parlamentar  processado pela  prática dos delitos  tipificados nos \nartigos 40 e 48 da Lei nº 9.605/98, consumados no período de 2004-2009, \nquando  exercia  o  mandato  de  deputado  estadual  na  Assembleia \nLegislativa de Pernambuco.\n    </p>\n    <p>\n     3. Declínio da competência à 26ª Vara Federal da Seção Judiciária de \nPernambuco, tendo em vista o local da infração e a presença de interesse \nda União (art. 20, inciso VII da CF), preservada a validade de todos os \natos praticados e decisões proferidas.\n    </p>\n    <p>\n     4. Sentença  proferida na instância de primeiro grau em 24/10/2018, \ncondenando o agravado à pena de 2 anos de reclusão pela prática do \ndelito  previsto  no  art.  40  da  Lei  9.605/98  e  8  meses  de  detenção  pela \nprática do delito previsto no art. 48 da Lei 9.605/98.\n    </p>\n    <p>\n     5. Agravo regimental desprovido.\n    </p>\n    <p>\n     A C Ó R D Ã O\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F4C0-C567-AD85-8736 e senha BA30-4BE5-92CD-CA40\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 22\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PET 7660 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo \nTribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a  Presidência  do  Senhor \nMinistro  ALEXANDRE DE MORAES,  em conformidade com a  ata  de \njulgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar \nprovimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 30 de novembro de 2018.\n    </p>\n    <p>\n     Ministro\n     <b>\n      ALEXANDRE DE MORAES\n     </b>\n     Relator\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F4C0-C567-AD85-8736 e senha BA30-4BE5-92CD-CA40\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 23\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      30/11/2018 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NA PETIÇÃO 7.660 DISTRITO FEDERAL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     AUGUSTO RODRIGUES COUTINHO DE MELO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ANDRE DUTRA DOREA AVILA DA SILVA\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR):\n     </b>\n     Trata-se \nde agravo regimental interposto pela Procuradoria-Geral da República, \nem face da  decisão que determinou a imediata remessa dos autos à 26ª \nVara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco.\n    </p>\n    <p>\n     Sustenta a agravante que\n     <i>\n      a partir do momento em que há a publicação do  \ndespacho para apresentação das alegações finais,  prorroga-se a competência do  \nórgão  julgador  originário.\n     </i>\n     Pede,  ao  final,  que\n     <i>\n      seja  reformada  a  decisão  \nimpugnada  e  mantida  a  competência  dessa  Corte  Constitucional  para  o  \njulgamento desta ação penal.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 80A1-53F6-CAF3-3C73 e senha 6ECB-EFE1-3DE0-B2C8\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 24\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      30/11/2018 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NA PETIÇÃO 7.660 DISTRITO FEDERAL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Eis o teor da decisão agravada:\n    </p>\n    <p>\n     Nos  termos  decididos  pelo  Plenário  do  SUPREMO \nTRIBUNAL FEDERAL, na QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO \nPENAL 937, Rel. Min. ROBERTO BARROSO (3-5-2018), o foro \npor  prerrogativa  de  função  dos  exercentes  de  mandatos \nparlamentares\n     <i>\n      aplica-se  apenas  aos  crimes  cometidos  durante  o  \nexercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Da  diplomação  até  o  término  do  mandato,  segundo  o \nartigo  102,  I,  b  da  Constituição  Federal,  a  CORTE  será \ncompetente para o processo e julgamento das infrações penais \ncomuns  praticadas  pelos  membros  do  Congresso  Nacional, \ndesde  que  haja  relação  com  as  funções  parlamentares.  No \nsentido de garantir a efetividade da tutela judicial, a CORTE, \ntambém decidiu  que,  nessas  hipóteses,  sua  competência  será \nprorrogada, excepcionalmente, quando\n     <i>\n      após o final da instrução  \nprocessual,  com  a  publicação  do  despacho  de  intimação  para  \napresentação de alegações finais, a competência para processar e julgar  \nações penais não será mais afetada em razão de o agente público vir a  \nocupar outro cargo ou deixar o cargo que ocupava qualquer que seja o  \nmotivo\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     No  referido  julgamento  da  QO-AP  937,  salientei  que, \ntendo a infração penal ocorrido antes do início do exercício do \nmandato  parlamentar,  não  se  vislumbra  a  possibilidade  de \nalteração de foro para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, tão \nsomente pela subsequente diplomação do futuro Deputado ou \nSenador, pois ausente a\n     <i>\n      ratio\n     </i>\n     da norma constitucional, qual seja \na  proteção  institucional  da  independência  do  próprio\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B77C-1E80-63A8-C4C1 e senha D155-18F2-5DC4-6FF0\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 25\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PET 7660 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Parlamento  (PIMENTA  BUENO.\n     <i>\n      Direito  público  brasileiro  e  \nanálise da constituição do império.\n     </i>\n     Ministério da Justiça e Negócios \nInteriores. Serviço de documentação: 1958, p. 117 e ss).\n    </p>\n    <p>\n     É a hipótese tratada nos autos. \nO réu AUGUSTO RODRIGUES COUTINHO DE MELO,\n    </p>\n    <p>\n     atual Deputado Federal, está sendo processado pela prática, em \ntese,  dos  delitos  tipificados  nos  artigos  40  e  48  da  Lei  nº \n9.605/98, consumados no período de 2004-2009, quando exercia \no mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa de \nPernambuco;  conforme  denúncia  recebida  pela  2ª  Turma  do \nSUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, em 19 de agosto de 2014.\n    </p>\n    <p>\n     Dessa  forma,  não  estando  presentes  os  requisitos \nintegradores  da  competência  desta  CORTE,  DETERMINO  a \nimediata  remessa  dos  autos  à  26ª  Vara  Federal  da  Seção \nJudiciária de Pernambuco, tendo em vista o local da infração e a \npresença  de  interesse  da  União  (art.  20,  inciso  VII  da  CF), \npreservando-se  a  validade  de  todos  os  atos  praticados  e \ndecisões proferidas.\n    </p>\n    <p>\n     O  agravo  regimental  não  merece  prosperar,  pois  a  ausência  de \nqualquer  subsídio  trazido  pela  parte  agravante,  capaz  de  alterar  os \nfundamentos  da  decisão  ora  agravada,  faz  subsistir  incólume  o \nentendimento nela firmado.\n    </p>\n    <p>\n     Acrescento, ainda, que conforme consulta ao “sítio eletrônico” da 26ª \nVara  Federal  da   Seção  Judiciária  de  Pernambuco,  em  24/10/2018  foi \nproferida sentença, condenando o agravado à pena de 2 anos de reclusão \npela prática do delito previsto no art.  40 da Lei 9.605/98 e 8 meses de \ndetenção pela prática do delito previsto no art. 48 da Lei 9.605/98. A pena \nprivativa  de  liberdade  foi  substituída  por  duas  penas  restritivas  de \ndireito.\n    </p>\n    <p>\n     Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. \nÉ como voto.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B77C-1E80-63A8-C4C1 e senha D155-18F2-5DC4-6FF0\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 30/11/2018\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NA PETIÇÃO 7.660\n     </b>\n     PROCED. : DISTRITO FEDERAL\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n     </b>\n     AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\nAGDO.(A/S) : AUGUSTO RODRIGUES COUTINHO DE MELO\nADV.(A/S) : ANDRE DUTRA DOREA AVILA DA SILVA (24383/DF)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \nregimental, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão \nVirtual de 23.11.2018 a 29.11.2018.\n    </p>\n    <p>\n    </p>\n    <p>\n     Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco \nAurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.\n    </p>\n    <p>\n     Cintia da Silva Gonçalves\nSecretária\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B4A-DD96-8ADD-A219 e senha 9010-B2FB-1861-843F\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6 27\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "30/11/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NA PETIÇÃO 7.660 DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA \n", "AGDO.(A/S) :AUGUSTO RODRIGUES COUTINHO DE MELO \n", "ADV.(A/S) :ANDRE DUTRA DOREA AVILA DA SILVA \n", "EMENTA:  AGRAVO  REGIMENTAL.   DECLÍNIO  DE \n", "COMPETÊNCIA.  PARLAMENTAR  QUE,  À  ÉPOCA  DOS  FATOS, \n", "EXERCIA  O  MANDATO  DE  DEPUTADO  ESTADUAL.  CRIME \n", "AMBIENTAL.  AÇÃO PENAL JULGADA PROCEDENTE. DECISÃO DE \n", "PRIMEIRA INSTÂNCIA PROFERIDA EM 24/10/2018.  \n", "1.  Nos termos decididos pelo  Plenário  do SUPREMO TRIBUNAL \n", "FEDERAL, na QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 937, Rel. Min. \n", "ROBERTO BARROSO (3-5-2018), o foro por prerrogativa de função dos \n", "exercentes de mandatos parlamentares aplica-se apenas aos crimes cometidos  \n", "durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas.\n", "2.  Parlamentar  processado pela  prática dos delitos  tipificados nos \n", "artigos 40 e 48 da Lei nº 9.605/98, consumados no período de 2004-2009, \n", "quando  exercia  o  mandato  de  deputado  estadual  na  Assembleia \n", "Legislativa de Pernambuco.\n", "3. Declínio da competência à 26ª Vara Federal da Seção Judiciária de \n", "Pernambuco, tendo em vista o local da infração e a presença de interesse \n", "da União (art. 20, inciso VII da CF), preservada a validade de todos os \n", "atos praticados e decisões proferidas.\n", "4. Sentença  proferida na instância de primeiro grau em 24/10/2018, \n", "condenando o agravado à pena de 2 anos de reclusão pela prática do \n", "delito  previsto  no  art.  40  da  Lei  9.605/98  e  8  meses  de  detenção  pela \n", "prática do delito previsto no art. 48 da Lei 9.605/98.\n", "5. Agravo regimental desprovido. \n", "A C Ó R D Ã O\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F4C0-C567-AD85-8736 e senha BA30-4BE5-92CD-CA40\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 22\n", "Ementa e Acórdão\n", "PET 7660 AGR / DF \n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo \n", "Tribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a  Presidência  do  Senhor \n", "Ministro  ALEXANDRE DE MORAES,  em conformidade com a  ata  de \n", "julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar \n", "provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.\n", "Brasília, 30 de novembro de 2018.\n", "Ministro ALEXANDRE DE MORAES\n", "Relator\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F4C0-C567-AD85-8736 e senha BA30-4BE5-92CD-CA40\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 23\n", "Relatório\n", "30/11/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NA PETIÇÃO 7.660 DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA \n", "AGDO.(A/S) :AUGUSTO RODRIGUES COUTINHO DE MELO \n", "ADV.(A/S) :ANDRE DUTRA DOREA AVILA DA SILVA \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se \n", "de agravo regimental interposto pela Procuradoria-Geral da República, \n", "em face da  decisão que determinou a imediata remessa dos autos à 26ª \n", "Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco. \n", " Sustenta a agravante que a partir do momento em que há a publicação do  \n", "despacho para apresentação das alegações finais,  prorroga-se a competência do  \n", "órgão  julgador  originário.  Pede,  ao  final,  que  seja  reformada  a  decisão  \n", "impugnada  e  mantida  a  competência  dessa  Corte  Constitucional  para  o  \n", "julgamento desta ação penal. \n", "É o relatório. \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 80A1-53F6-CAF3-3C73 e senha 6ECB-EFE1-3DE0-B2C8\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 24\n", "Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "30/11/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NA PETIÇÃO 7.660 DISTRITO FEDERAL\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): \n", "Eis o teor da decisão agravada: \n", "Nos  termos  decididos  pelo  Plenário  do  SUPREMO \n", "TRIBUNAL FEDERAL, na QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO \n", "PENAL 937, Rel. Min. ROBERTO BARROSO (3-5-2018), o foro \n", "por  prerrogativa  de  função  dos  exercentes  de  mandatos \n", "parlamentares  aplica-se  apenas  aos  crimes  cometidos  durante  o  \n", "exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas. \n", "Da  diplomação  até  o  término  do  mandato,  segundo  o \n", "artigo  102,  I,  b  da  Constituição  Federal,  a  CORTE  será \n", "competente para o processo e julgamento das infrações penais \n", "comuns  praticadas  pelos  membros  do  Congresso  Nacional, \n", "desde  que  haja  relação  com  as  funções  parlamentares.  No \n", "sentido de garantir a efetividade da tutela judicial, a CORTE, \n", "também decidiu  que,  nessas  hipóteses,  sua  competência  será \n", "prorrogada, excepcionalmente, quando após o final da instrução  \n", "processual,  com  a  publicação  do  despacho  de  intimação  para  \n", "apresentação de alegações finais, a competência para processar e julgar  \n", "ações penais não será mais afetada em razão de o agente público vir a  \n", "ocupar outro cargo ou deixar o cargo que ocupava qualquer que seja o  \n", "motivo . \n", "No  referido  julgamento  da  QO-AP  937,  salientei  que, \n", "tendo a infração penal ocorrido antes do início do exercício do \n", "mandato  parlamentar,  não  se  vislumbra  a  possibilidade  de \n", "alteração de foro para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, tão \n", "somente pela subsequente diplomação do futuro Deputado ou \n", "Senador, pois ausente a ratio da norma constitucional, qual seja \n", "a  proteção  institucional  da  independência  do  próprio \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B77C-1E80-63A8-C4C1 e senha D155-18F2-5DC4-6FF0\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 25\n", "Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "PET 7660 AGR / DF \n", "Parlamento  (PIMENTA  BUENO.  Direito  público  brasileiro  e  \n", "análise da constituição do império. Ministério da Justiça e Negócios \n", "Interiores. Serviço de documentação: 1958, p. 117 e ss). \n", "É a hipótese tratada nos autos. \n", "O réu AUGUSTO RODRIGUES COUTINHO DE MELO, \n", "atual Deputado Federal, está sendo processado pela prática, em \n", "tese,  dos  delitos  tipificados  nos  artigos  40  e  48  da  Lei  nº \n", "9.605/98, consumados no período de 2004-2009, quando exercia \n", "o mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa de \n", "Pernambuco;  conforme  denúncia  recebida  pela  2ª  Turma  do \n", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, em 19 de agosto de 2014. \n", "Dessa  forma,  não  estando  presentes  os  requisitos \n", "integradores  da  competência  desta  CORTE,  DETERMINO  a \n", "imediata  remessa  dos  autos  à  26ª  Vara  Federal  da  Seção \n", "Judiciária de Pernambuco, tendo em vista o local da infração e a \n", "presença  de  interesse  da  União  (art.  20,  inciso  VII  da  CF), \n", "preservando-se  a  validade  de  todos  os  atos  praticados  e \n", "decisões proferidas. \n", "O  agravo  regimental  não  merece  prosperar,  pois  a  ausência  de \n", "qualquer  subsídio  trazido  pela  parte  agravante,  capaz  de  alterar  os \n", "fundamentos  da  decisão  ora  agravada,  faz  subsistir  incólume  o \n", "entendimento nela firmado. \n", "Acrescento, ainda, que conforme consulta ao “sítio eletrônico” da 26ª \n", "Vara  Federal  da   Seção  Judiciária  de  Pernambuco,  em  24/10/2018  foi \n", "proferida sentença, condenando o agravado à pena de 2 anos de reclusão \n", "pela prática do delito previsto no art.  40 da Lei 9.605/98 e 8 meses de \n", "detenção pela prática do delito previsto no art. 48 da Lei 9.605/98. 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No  sentido de garantir a efetividade da tutela judicial, a CORTE,  também decidiu  que,  nessas  hipóteses,  sua  competência  será  prorrogada, excepcionalmente, quando após o final da instrução   processual,  com  a  publicação  do  despacho  de  intimação  para   apresentação de alegações finais, a competência para processar e julgar   ações penais não será mais afetada em razão de o agente público vir a   ocupar outro cargo ou deixar o cargo que ocupava qualquer que seja o   motivo .   No  referido  julgamento  da  QO-AP  937,  salientei  que,  tendo a infração penal ocorrido antes do início do exercício do  mandato  parlamentar,  não  se  vislumbra  a  possibilidade  de  alteração de foro para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, tão  somente pela subsequente diplomação do futuro Deputado ou  Senador, pois ausente a ratio da norma constitucional, qual seja  a  proteção  institucional  da  independência  do  próprio     Parlamento  (PIMENTA  BUENO.  Direito  público  brasileiro  e   análise da constituição do império. Ministério da Justiça e Negócios  Interiores. Serviço de documentação: 1958, p. 117 e ss).   É a hipótese tratada nos autos.  O réu AUGUSTO RODRIGUES COUTINHO DE MELO,   atual Deputado Federal, está sendo processado pela prática, em  tese,  dos  delitos  tipificados  nos  artigos  40  e  48  da  Lei  nº  9.605/98, consumados no período de 2004-2009, quando exercia  o mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa de  Pernambuco;  conforme  denúncia  recebida  pela  2ª  Turma  do  SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, em 19 de agosto de 2014.   Dessa  forma,  não  estando  presentes  os  requisitos  integradores  da  competência  desta  CORTE,  DETERMINO  a  imediata  remessa  dos  autos  à  26ª  Vara  Federal  da  Seção  Judiciária de Pernambuco, tendo em vista o local da infração e a  presença  de  interesse  da  União  (art.  20,  inciso  VII  da  CF),  preservando-se  a  validade  de  todos  os  atos  praticados  e  decisões proferidas.   O  agravo  regimental  não  merece  prosperar,  pois  a  ausência  de  qualquer  subsídio  trazido  pela  parte  agravante,  capaz  de  alterar  os  fundamentos  da  decisão  ora  agravada,  faz  subsistir  incólume  o  entendimento nela firmado.   Acrescento, ainda, que conforme consulta ao “sítio eletrônico” da 26ª  Vara  Federal  da   Seção  Judiciária  de  Pernambuco,  em  24/10/2018  foi  proferida sentença, condenando o agravado à pena de 2 anos de reclusão  pela prática do delito previsto no art.  40 da Lei 9.605/98 e 8 meses de  detenção pela prática do delito previsto no art. 48 da Lei 9.605/98. A pena  privativa  de  liberdade  foi  substituída  por  duas  penas  restritivas  de  direito.   Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.  É como voto.  ", "votante" : "MIN_ALEXANDRE_DE_MORAES" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac2b0d2512244887597" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Segunda  Turma,  sob  a  Presidência  do  Ministro  Teori  Zavascki,  na conformidade da ata  de julgamento e  das  notas taquigráficas, por unanimidade,  em negar provimento ao agravo  regimental,  nos  termos  do  voto  da  Relatora.  Não  participou,  justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes.  Brasília, 3 de junho de 2014.   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Ravena Siqueira Secretária " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      03/06/2014 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.398 MINAS GERAIS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO\n    </p>\n    <p>\n     ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS\n    </p>\n    <p>\n     GERAIS\n     <b>\n      AGTE.(S) :\n     </b>\n     ESTADO DE MINAS GERAIS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS\n    </p>\n    <p>\n     GERAIS\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ELOIZA MARIA SANTANA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     GERALDO JÚNIOR DE ASSIS SANTANA E\n    </p>\n    <p>\n     OUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA:\n     </b>\n     AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO.  TRIBUTÁRIO.  CONTRIBUIÇÃO \nPREVIDENCIÁRIA  PARA  CUSTEIO  DE  ASSISTÊNCIA  MÉDICO \nHOSPITALAR:  RESTITUIÇÃO  DEVIDA.  PRETENSÃO  À \nMODULAÇÃO  DE  EFEITOS  DA  DECLARAÇÃO  DE \nINCONSTITUCIONALIDADE.  EXCEPCIONALIDADE  NÃO \nDEMONSTRADA.  AGRAVO  REGIMENTAL  AO  QUAL  SE  NEGA \nPROVIMENTO.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A\n     </b>\n     <b>\n      C\n     </b>\n     <b>\n      Ó\n     </b>\n     <b>\n      R\n     </b>\n     <b>\n      D\n     </b>\n     <b>\n      Ã\n     </b>\n     <b>\n      O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \nSupremo  Tribunal  Federal,  em  Segunda  Turma,  sob  a  Presidência  do \nMinistro  Teori  Zavascki,  na conformidade da ata  de julgamento e  das \nnotas taquigráficas, por unanimidade,\n     <b>\n      em negar provimento ao agravo \nregimental,\n     </b>\n     nos  termos  do  voto  da  Relatora.  Não  participou, \njustificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 3 de junho de 2014.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6112213.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 634398 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Ministra\n     <b>\n      Cármen Lúcia -\n     </b>\n     Relatora\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6112213.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      03/06/2014 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.398 MINAS GERAIS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO\n    </p>\n    <p>\n     ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS\n    </p>\n    <p>\n     GERAIS\n     <b>\n      AGTE.(S) :\n     </b>\n     ESTADO DE MINAS GERAIS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS\n    </p>\n    <p>\n     GERAIS\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ELOIZA MARIA SANTANA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     GERALDO JÚNIOR DE ASSIS SANTANA E\n    </p>\n    <p>\n     OUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      R E L A T Ó R I O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      1.\n     </b>\n     Em 6 de março de 2011, dei provimento ao recurso extraordinário \ninterposto por Eloiza Maria Santana contra julgado do Tribunal de Justiça \nde Minas Gerais,  que decidira ser indevida a cobrança compulsória de \ncontribuição para assistência à saúde, mas não ser necessária a restituição \ndos valores descontados a esse título. A decisão agravada teve a seguinte \nfundamentação:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      3. Razão jurídica assiste à Recorrente. \n4. No julgamento do recurso Extraordinário 573.540, relator o\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Ministro  Gilmar  Mendes,  DJe  11.6.2010,  e  da  Ação  Direta  de  \nInconstitucionalidade  3.106,  relator  o  Ministro  Eros  Grau,  Dje  \n24.9.2010,  este  Supremo  Tribunal  Federal  assentou  ser  \ninconstitucional  a  instituição  por  Estados  e  Municípios  de  \ncontribuição  obrigatória  destinada ao custeio  dos  serviços  de  saúde  \nprestados aos servidores públicos (ativos, inativos e pensionistas):\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DOS SERVIÇOS DE\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6112214.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 634398 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      ASSISTÊNCIA MÉDICA,  HOSPITALAR,  ODONTOLÓGICA E  \nFARMACEÚTICA  .  ART.  85  DA  LEI  COMPLEMENTAR  Nº  \n62/2002,  DO  ESTADO  DE  MINAS  GERAIS.  NATUreZA \nTRIBUTÁRIA.  COMPULSORIEDADE  .  DISTRIBUIÇÃO  DE  \nCOMPETÊNCIAS  TRIBUTÁRIAS.  ROL  TAXATIVO.  \nINCOMPETÊNCIA  DO  ESTADO-MEMBRO.  \nINCONSTITUCIONALIDADE . RECURSO EXTRAORDINÁRIO  \nNÃO PROVIDO. I  É nítida a natureza tributária da contribuição  \ninstituída pelo art. 85 da Lei Complementar nº 64/2002, do Estado de  \nMinas Gerais, haja vista a compulsoriedade de sua cobrança. II O art.  \n149, caput , da Constituição atribui à União a competência exclusiva  \npara a instituição de contribuições sociais, de intervenção no domínio  \neconômico  e  de  interesse  das  categorias  profissionais  e  econômicas.  \nEssa regra contempla duas exceções, contidas no arts. 149, § 1º , e  \n149-A da  Constituição.  À  exceção  desses  dois  casos,  aos  Estados-\nmembros  não  foi  atribuída  competência  para  a  instituição  de  \ncontribuição,  seja  qual  for  a  sua  finalidade.  III  A  competência,  \nprivativa ou concorrente, para legislar sobre determinada matéria não  \nimplica automaticamente a competência para a instituição de tributos.  \nOs  entes  federativos  somente  podem  instituir  os  impostos  e  as  \ncontribuições  que  lhes  foram  expressamente  outorgados  pela  \nConstituição.  IV  Os  Estados-membros  podem  instituir  apenas  \ncontribuição  que  tenha  por  finalidade  o  custeio  do  regime  de  \nprevidência de seus servidores. A expressão regime previdenciário não  \nabrange a prestação de serviços médicos, hospitalares, odontológicos e  \nfarmacêuticos” (RE 573.540, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe  \n11.6.2010).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      (...)\n“AÇÃO  DIRETA  DE  INCONSTITUCIONALIDADE.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      ARTIGOS 79 e 85 DA LEI COMPLEMENTAR N. 64, DE 25 DE  \nMARÇO  DE  2002,  DO  ESTADO  DE  MINAS  GERAIS.  \nIMPUGNAÇÃO DA REDAÇÃO ORIGINAL E DA REDAÇÃO  \nCONFERIDA PELA LEI  COMPLEMENTAR N.  70,  DE 30  DE  \nJULHO  DE  2003,  AOS  PRECEITOS.  IPSEMG.  REGIME  \nPRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL DOS  \nSERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS. BENEFÍCIIOS\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6112214.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 634398 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      PREVIDENCIÁRIOS E APOSENTADORIA ASSEGURADOS A \nSERVIDORES  NÃO  TITULARES  DE  CARGO  EFETIVO.  \nALEGAÇÃO  DE  VIOLAÇÃO  DO  DISPOSTO  NO  §  13  DO  \nARTIGO 40 E NO § 1º DO ARTIGO 149 DA CONSTITUIÇÃO  \nDO  BRASIL.  AÇÃO  DIRETA  JULGADA  PARCIALMENTE  \nPROCEDENTE. 1. Artigo 85, caput , da LC n. 64 estabelece que \"o  \nIPSEMG prestará assistência médica, hospitalar e odontológica, bem  \ncomo social, farmacêutica e complementar aos segurados referidos no  \nart. 3º e aos servidores não titulares de cargo efetivo definidos no art.  \n79,  extensiva a  seus  dependentes'.  A Constituição de  1988 ---  art.  \n149, § 1º --- define que 'os Estados, o Distrito Federal e os Municípios  \npoderão  instituir  contribuição,  cobrada  de  seus  servidores,  para  o  \ncusteio, em benefícios destes, de sistemas de previdência e assistência  \nsocial\". O preceito viola o texto da Constituição de 1988 ao instituir  \ncontribuição compulsória. Apenas os servidores públicos titulares de  \ncargos  efetivos  podem estar  compulsoriamente  filiados  aos  regimes  \npróprios de previdência. Inconstitucionalidade da expressão 'definidos  \nno art. 79' contida no artigo 85, caput, da LC 64/02. 2. Os Estados-\nmembros não podem contemplar de modo obrigatório em relação aos  \nseus servidores, sob pena de mácula à Constituição do Brasil, como  \nbenefícios,  serviços  de  assistência  médica,  hospitalar,  odontológica,  \nsocial,  e  farmacêutica.  O  benefício  será  custeado  mediante  o  \npagamento de contribuição facultativa aos que se dispuserem a dele  \nfruir  .  3.  O  artigo  85  da  lei  impugnada  institui  modalidade  \ncomplementar  do  sistema  único  de  saúde  ---  'plano  de  saúde  \ncomplementar'.  contribuição  voluntária.  Inconstitucionalidade  do  \nvocábulo 'compulsoriamente' contido no § 4º e no § 5º do artigo 85 da  \nLC  64/02,  referente  à  contribuição  para  o  custeio  da  assistência  \nmédica, hospitalar, odontológica e farmacêutica. 4. reconhecida a perda  \nde  objeto  superveniente  em relação  ao  artigo  79  da  LC 64/02,  na  \nredação conferida LC 70/03, ambas do Estado de Minas Gerais. A Lei  \nComplementar 100, de 5 de novembro de 2007, do Estado de Minas  \nGerais --- 'Art. 14. Fica revogado o art. 79 da Lei Complementar nº  \n64, de 2002'. 5. Pedido julgado parcialmente procedente para declarar  \na  inconstitucionalidade:  [i]  da  expressão  'definidos  no  art.  79'  ---  \nartigo 85, caput , da LC 64/02 [tanto na redação original quanto na\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6112214.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 634398 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      redação conferida pela LC 70/03], ambas do Estado de Minas Gerais.  \n[ii] do vocábulo 'compulsoriamente' --- §§ 4º e 5º do artigo 85 [tanto  \nna  redação  original  quanto  na  redação  conferida  pela  LC  70/03],  \nambas do Estado de Minas Gerais” (ADI 3.106, Rel. Min. Eros Grau,  \nPlenário, DJe 24.9.2010).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      5. Na espécie vertente, os valores relativos à contribuição para o  \nCusteio da Assistência à Saúde foram descontados, compulsoriamente,  \ndos proventos da Recorrente com base na Lei Complementar estadual  \nn. 64/2002. Assim, ao negar provimento a apelação interposta pela ora  \nRecorrente e impedir a repetição daqueles valores em virtude da efetiva  \nutilização dos serviços médicos prestados, cuja adesão era legalmente  \nobrigatória,  o  Tribunal  de  origem  divergiu  da  jurisprudência  do  \nSupremo Tribunal Federal.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      6. Pelo exposto, dou provimento ao recurso extraordinário (art.  \n557, 1º-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 2º, do regimento  \nInterno do Supremo Tribunal Federal).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Fixo os honorários advocatícios em 10% sobre o valor corrigido  \nda causa, art. 20, § 4º, do Código de Processo Civil”\n     </i>\n     (fls. 136-140).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      2.\n     </b>\n     Publicada essa decisão no DJe de 17.3.2011 (fl. 141), interpõem o \nEstado de Minas Gerais e o Instituto de Previdência dos Servidores do \nEstado  de  Minas  Gerais  -  IPSEMG,  em  22.3.2011,  tempestivamente, \nagravo regimental (fls. 143-149).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      3.\n     </b>\n     Os  Agravantes  afirmam  que  “\n     <i>\n      o  Estado  de  Minas  Gerais  opôs  \nembargos declaratórios nos autos da ADI nº 3106, veiculando a omissão naquele  \nacórdão embargado quanto à modulação dos seus efeitos. Os embargos ainda não  \nforam  julgados  e  necessitam  de  modulação  diante  do  risco  iminente  de  se  \ninviabilizar, doravante, a prestação de assistência à saúde dos servidores públicos  \nmineiros  pelo  Estado  de  Minas  Gerais,  via  IPSEMG,  acaso  haja  irrestrita  \nrestituição dos valores recolhidos\n     </i>\n     ” (fl. 147).\n    </p>\n    <p>\n     Asseveram que  em recurso  idêntico  ao  presente,  o  RE 626.573,  o \nMinistro Ricardo Lewandowski acolheu o pedido de sobrestamento para \naguardar  o  julgamento  dos  embargos  de  declaração  opostos  na  Ação\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6112214.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 634398 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Direta de Inconstitucionalidade n. 3.106.\n    </p>\n    <p>\n     Requerem “\n     <i>\n      que o presente agravo seja conhecido e provido, para que se  \nmodule  os  efeitos  da  decisão  recorrida  em  controle  difuso\n     </i>\n     ”  ou  “\n     <i>\n      que  seja  \ndeterminado  o  sobrestamento  do  presente  processo  até  o  julgamento  dos  \nEmbargos de Declaração opostos pelo Estado de Minas Gerais nos autos da ADI  \n3106\n     </i>\n     ” (fl. 149).\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6112214.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      03/06/2014 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.398 MINAS GERAIS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      V O T O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      1.\n     </b>\n     Razão jurídica não assiste aos Agravantes.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      2.\n     </b>\n     A modulação de efeitos em controle difuso de constitucionalidade \ntem sido admitida em situações excepcionais, que se caracterizam pelo \nrisco  à  segurança  jurídica  ou  ao  interesse  social,  os  quais  não  foram \ndemonstrados pelos Agravantes no presente caso.\n    </p>\n    <p>\n     Ademais,  o  sobrestamento  de  processos  determinado  por  algum \nMinistro não vincula os demais, ainda que se trate de matéria semelhante:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      TRIBUTÁRIO.  CONTRIBUIÇÃO  DESTINADA  AO\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      CUSTEIO  DE  SERVIÇOS  DE  SAÚDE  COLOCADOS  À  \nEXCLUSIVA  DISPOSIÇÃO  DOS  SERVIDORES  PÚBLICOS.  \nINCONSTITUCIONALIDADE. QUESTÕES RELACIONADAS À  \nRESTITUIÇÃO  DO  INDÉBITO.  MATÉRIA \nINFRACONSTITUCIONAL.  AGRAVO  REGIMENTAL.  A  rigor,  \nquestões relacionadas à restituição do indébito tributário se esgotam  \nna  interpretação  e  na  aplicação  de  legislação  infraconstitucional.  \nPrecedentes. No caso em exame não foi negada vigência ao art. 165 do  \nCódigo Tributário  Nacional.  As razões  recursais não indicam, nem  \ncomprovam, a presença das circunstâncias autorizadoras da extrema  \nmedida  da  modulação  dos  efeitos  de  decisão  declaratória  da  \ninconstitucionalidade  de  norma  jurídica.  A singela  interposição  de  \nrecurso de embargos de declaração de acórdão prolatado no julgamento  \nde ação direta de inconstitucionalidade é insuficiente para justificar a  \nimportância da situação, na medida em que esse recurso não impede a  \naplicação imediata do precedente. Agravo regimental ao qual se nega  \nprovimento\n     </i>\n     ”  (RE  696.321-AgR,  Relator  o  Ministro  Joaquim\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6112215.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 634398 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Barbosa, Segunda Turma, DJe 21.9.2012, grifos nossos).\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      Serviço  público.  Poder  de  polícia.  2.  Recurso  extraordinário  \ncontra  acórdão  proferido  em  sede  de  ADI  estadual.  3.  Código  \nTributário do Estado de Goiás (Lei estadual 13.194/97). Itens A6.1.1 e  \nA6.1.2 do Anexo III. Serviço prestado por órgão de segurança pública  \ncom  caráter  geral  e  indivisível\n     </i>\n     (uti  universi).\n     <i>\n      Impossibilidade  de  \ncobrança mediante taxa. Inconstitucionalidade. 4. Código Tributário  \ndo Estado de Goiás (Lei estadual 13.194/97). Itens A4.2 e A4.3 do  \nAnexo  III.  Serviços  públicos  específicos  e  divisíveis\n     </i>\n     (uti  singuli).\n     <i>\n      Cobrança  por  meio  de  taxa.  Constitucionalidade.  Precedente.  5.  \nModulação de efeitos da declaração de inconstitucionalidade dos itens  \nA6.1.1 e A6.1.2 do Anexo III da Lei estadual 13.194/97. Ausência de  \ndemonstração  objetiva  de  qualquer  risco  à  segurança  jurídica  ou  \nexcepcional  interesse  social.  5.  Agravo  regimental  a  que  se  nega  \nprovimento\n     </i>\n     ”  (RE  535.085-AgR,  Relator  o  Ministro  Gilmar \nMendes, Segunda Turma, DJe 23.4.2013, grifos nossos).\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO.  REVISÃO  GERAL  \nANUAL  DE  VENCIMENTOS.  ATRIBUIÇÃO  DE  EFEITOS  \nINFRINGENTES.  SOBRESTAMENTO.  EMBARGOS  \nREJEITADOS.  O  sobrestamento  de  processos  por  parte  de  algum  \nMinistro não impede o julgamento daqueles distribuídos aos demais,  \nainda que tratem de matéria semelhante\n     </i>\n     ” (RE 503.241 AgR-ED, de \nminha relatoria, Primeira Turma, DJe 29.6.2007, grifos nossos).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      3.\n     </b>\n     Os  argumentos  dos  Agravantes,  insuficientes  para  modificar  a \ndecisão agravada,  demonstram apenas inconformismo e resistência em \npôr  termo  a  processos  que  se  arrastam  em  detrimento  da  eficiente \nprestação jurisdicional.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      4.\n     </b>\n     Pelo exposto,\n     <b>\n      nego provimento ao agravo regimental.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6112215.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 03/06/2014\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.398\n     </b>\n     PROCED. : MINAS GERAIS\n     <b>\n      RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA\n     </b>\n     AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE \nMINAS GERAIS - IPSEMG\nADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS\nAGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS\nADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS\nAGDO.(A/S) : ELOIZA MARIA SANTANA\nADV.(A/S) : GERALDO JÚNIOR DE ASSIS SANTANA E OUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     :  A  Turma,  por  votação  unânime,  negou  provimento  ao \nagravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, \njustificadamente,  deste  julgamento,  o  Senhor  Ministro  Gilmar \nMendes.\n     <b>\n      2ª Turma\n     </b>\n     , 03.06.2014.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à \nsessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, \nRicardo Lewandowski e Cármen Lúcia.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Paulo  Gustavo  Gonet \nBranco.\n    </p>\n    <p>\n     Ravena Siqueira\nSecretária\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6156256\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "03/06/2014 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.398 MINAS GERAIS\n", "RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO \n", "ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG \n", "ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS \n", "GERAIS \n", "AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS \n", "ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS \n", "GERAIS \n", "AGDO.(A/S) :ELOIZA MARIA SANTANA \n", "ADV.(A/S) :GERALDO JÚNIOR DE ASSIS SANTANA E \n", "OUTRO(A/S)\n", "EMENTA:  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO.  TRIBUTÁRIO.  CONTRIBUIÇÃO \n", "PREVIDENCIÁRIA  PARA  CUSTEIO  DE  ASSISTÊNCIA  MÉDICO \n", "HOSPITALAR:  RESTITUIÇÃO  DEVIDA.  PRETENSÃO  À \n", "MODULAÇÃO  DE  EFEITOS  DA  DECLARAÇÃO  DE \n", "INCONSTITUCIONALIDADE.  EXCEPCIONALIDADE  NÃO \n", "DEMONSTRADA.  AGRAVO  REGIMENTAL  AO  QUAL  SE  NEGA \n", "PROVIMENTO.\n", "A C Ó R D Ã O \n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \n", "Supremo  Tribunal  Federal,  em  Segunda  Turma,  sob  a  Presidência  do \n", "Ministro  Teori  Zavascki,  na conformidade da ata  de julgamento e  das \n", "notas taquigráficas, por unanimidade,  em negar provimento ao agravo \n", "regimental,  nos  termos  do  voto  da  Relatora.  Não  participou, \n", "justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes.\n", "Brasília, 3 de junho de 2014. \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6112213.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10\n", "Ementa e Acórdão\n", "RE 634398 AGR / MG \n", "Ministra Cármen Lúcia - Relatora \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6112213.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10\n", "Relatório\n", "03/06/2014 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.398 MINAS GERAIS\n", "RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO \n", "ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG \n", "ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS \n", "GERAIS \n", "AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS \n", "ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS \n", "GERAIS \n", "AGDO.(A/S) :ELOIZA MARIA SANTANA \n", "ADV.(A/S) :GERALDO JÚNIOR DE ASSIS SANTANA E \n", "OUTRO(A/S)\n", "R E L A T Ó R I O\n", "A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): \n", "1. Em 6 de março de 2011, dei provimento ao recurso extraordinário \n", "interposto por Eloiza Maria Santana contra julgado do Tribunal de Justiça \n", "de Minas Gerais,  que decidira ser indevida a cobrança compulsória de \n", "contribuição para assistência à saúde, mas não ser necessária a restituição \n", "dos valores descontados a esse título. A decisão agravada teve a seguinte \n", "fundamentação:\n", "“3. Razão jurídica assiste à Recorrente. \n", "4. No julgamento do recurso Extraordinário 573.540, relator o  \n", "Ministro  Gilmar  Mendes,  DJe  11.6.2010,  e  da  Ação  Direta  de  \n", "Inconstitucionalidade  3.106,  relator  o  Ministro  Eros  Grau,  Dje  \n", "24.9.2010,  este  Supremo  Tribunal  Federal  assentou  ser  \n", "inconstitucional  a  instituição  por  Estados  e  Municípios  de  \n", "contribuição  obrigatória  destinada ao custeio  dos  serviços  de  saúde  \n", "prestados aos servidores públicos (ativos, inativos e pensionistas): \n", "“CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DOS SERVIÇOS DE  \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6112214.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10\n", "Relatório\n", "RE 634398 AGR / MG \n", "ASSISTÊNCIA MÉDICA,  HOSPITALAR,  ODONTOLÓGICA E  \n", "FARMACEÚTICA  .  ART.  85  DA  LEI  COMPLEMENTAR  Nº  \n", "62/2002,  DO  ESTADO  DE  MINAS  GERAIS.  NATUreZA \n", "TRIBUTÁRIA.  COMPULSORIEDADE  .  DISTRIBUIÇÃO  DE  \n", "COMPETÊNCIAS  TRIBUTÁRIAS.  ROL  TAXATIVO.  \n", "INCOMPETÊNCIA  DO  ESTADO-MEMBRO.  \n", "INCONSTITUCIONALIDADE . RECURSO EXTRAORDINÁRIO  \n", "NÃO PROVIDO. I  É nítida a natureza tributária da contribuição  \n", "instituída pelo art. 85 da Lei Complementar nº 64/2002, do Estado de  \n", "Minas Gerais, haja vista a compulsoriedade de sua cobrança. II O art.  \n", "149, caput , da Constituição atribui à União a competência exclusiva  \n", "para a instituição de contribuições sociais, de intervenção no domínio  \n", "econômico  e  de  interesse  das  categorias  profissionais  e  econômicas.  \n", "Essa regra contempla duas exceções, contidas no arts. 149, § 1º , e  \n", "149-A da  Constituição.  À  exceção  desses  dois  casos,  aos  Estados-\n", "membros  não  foi  atribuída  competência  para  a  instituição  de  \n", "contribuição,  seja  qual  for  a  sua  finalidade.  III  A  competência,  \n", "privativa ou concorrente, para legislar sobre determinada matéria não  \n", "implica automaticamente a competência para a instituição de tributos.  \n", "Os  entes  federativos  somente  podem  instituir  os  impostos  e  as  \n", "contribuições  que  lhes  foram  expressamente  outorgados  pela  \n", "Constituição.  IV  Os  Estados-membros  podem  instituir  apenas  \n", "contribuição  que  tenha  por  finalidade  o  custeio  do  regime  de  \n", "previdência de seus servidores. A expressão regime previdenciário não  \n", "abrange a prestação de serviços médicos, hospitalares, odontológicos e  \n", "farmacêuticos” (RE 573.540, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe  \n", "11.6.2010). \n", "(...)\n", "“AÇÃO  DIRETA  DE  INCONSTITUCIONALIDADE.  \n", "ARTIGOS 79 e 85 DA LEI COMPLEMENTAR N. 64, DE 25 DE  \n", "MARÇO  DE  2002,  DO  ESTADO  DE  MINAS  GERAIS.  \n", "IMPUGNAÇÃO DA REDAÇÃO ORIGINAL E DA REDAÇÃO  \n", "CONFERIDA PELA LEI  COMPLEMENTAR N.  70,  DE 30  DE  \n", "JULHO  DE  2003,  AOS  PRECEITOS.  IPSEMG.  REGIME  \n", "PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL DOS  \n", "SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS. BENEFÍCIIOS  \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6112214.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10\n", "Relatório\n", "RE 634398 AGR / MG \n", "PREVIDENCIÁRIOS E APOSENTADORIA ASSEGURADOS A \n", "SERVIDORES  NÃO  TITULARES  DE  CARGO  EFETIVO.  \n", "ALEGAÇÃO  DE  VIOLAÇÃO  DO  DISPOSTO  NO  §  13  DO  \n", "ARTIGO 40 E NO § 1º DO ARTIGO 149 DA CONSTITUIÇÃO  \n", "DO  BRASIL.  AÇÃO  DIRETA  JULGADA  PARCIALMENTE  \n", "PROCEDENTE. 1. Artigo 85, caput , da LC n. 64 estabelece que \"o  \n", "IPSEMG prestará assistência médica, hospitalar e odontológica, bem  \n", "como social, farmacêutica e complementar aos segurados referidos no  \n", "art. 3º e aos servidores não titulares de cargo efetivo definidos no art.  \n", "79,  extensiva a  seus  dependentes'.  A Constituição de  1988 ---  art.  \n", "149, § 1º --- define que 'os Estados, o Distrito Federal e os Municípios  \n", "poderão  instituir  contribuição,  cobrada  de  seus  servidores,  para  o  \n", "custeio, em benefícios destes, de sistemas de previdência e assistência  \n", "social\". O preceito viola o texto da Constituição de 1988 ao instituir  \n", "contribuição compulsória. Apenas os servidores públicos titulares de  \n", "cargos  efetivos  podem estar  compulsoriamente  filiados  aos  regimes  \n", "próprios de previdência. Inconstitucionalidade da expressão 'definidos  \n", "no art. 79' contida no artigo 85, caput, da LC 64/02. 2. Os Estados-\n", "membros não podem contemplar de modo obrigatório em relação aos  \n", "seus servidores, sob pena de mácula à Constituição do Brasil, como  \n", "benefícios,  serviços  de  assistência  médica,  hospitalar,  odontológica,  \n", "social,  e  farmacêutica.  O  benefício  será  custeado  mediante  o  \n", "pagamento de contribuição facultativa aos que se dispuserem a dele  \n", "fruir  .  3.  O  artigo  85  da  lei  impugnada  institui  modalidade  \n", "complementar  do  sistema  único  de  saúde  ---  'plano  de  saúde  \n", "complementar'.  contribuição  voluntária.  Inconstitucionalidade  do  \n", "vocábulo 'compulsoriamente' contido no § 4º e no § 5º do artigo 85 da  \n", "LC  64/02,  referente  à  contribuição  para  o  custeio  da  assistência  \n", "médica, hospitalar, odontológica e farmacêutica. 4. reconhecida a perda  \n", "de  objeto  superveniente  em relação  ao  artigo  79  da  LC 64/02,  na  \n", "redação conferida LC 70/03, ambas do Estado de Minas Gerais. A Lei  \n", "Complementar 100, de 5 de novembro de 2007, do Estado de Minas  \n", "Gerais --- 'Art. 14. Fica revogado o art. 79 da Lei Complementar nº  \n", "64, de 2002'. 5. Pedido julgado parcialmente procedente para declarar  \n", "a  inconstitucionalidade:  [i]  da  expressão  'definidos  no  art.  79'  ---  \n", "artigo 85, caput , da LC 64/02 [tanto na redação original quanto na  \n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6112214.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10\n", "Relatório\n", "RE 634398 AGR / MG \n", "redação conferida pela LC 70/03], ambas do Estado de Minas Gerais.  \n", "[ii] do vocábulo 'compulsoriamente' --- §§ 4º e 5º do artigo 85 [tanto  \n", "na  redação  original  quanto  na  redação  conferida  pela  LC  70/03],  \n", "ambas do Estado de Minas Gerais” (ADI 3.106, Rel. Min. Eros Grau,  \n", "Plenário, DJe 24.9.2010). \n", "5. Na espécie vertente, os valores relativos à contribuição para o  \n", "Custeio da Assistência à Saúde foram descontados, compulsoriamente,  \n", "dos proventos da Recorrente com base na Lei Complementar estadual  \n", "n. 64/2002. Assim, ao negar provimento a apelação interposta pela ora  \n", "Recorrente e impedir a repetição daqueles valores em virtude da efetiva  \n", "utilização dos serviços médicos prestados, cuja adesão era legalmente  \n", "obrigatória,  o  Tribunal  de  origem  divergiu  da  jurisprudência  do  \n", "Supremo Tribunal Federal.\n", "6. Pelo exposto, dou provimento ao recurso extraordinário (art.  \n", "557, 1º-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 2º, do regimento  \n", "Interno do Supremo Tribunal Federal).\n", "Fixo os honorários advocatícios em 10% sobre o valor corrigido  \n", "da causa, art. 20, § 4º, do Código de Processo Civil” (fls. 136-140).\n", "2. Publicada essa decisão no DJe de 17.3.2011 (fl. 141), interpõem o \n", "Estado de Minas Gerais e o Instituto de Previdência dos Servidores do \n", "Estado  de  Minas  Gerais  -  IPSEMG,  em  22.3.2011,  tempestivamente, \n", "agravo regimental (fls. 143-149).\n", "3.  Os  Agravantes  afirmam  que  “o  Estado  de  Minas  Gerais  opôs  \n", "embargos declaratórios nos autos da ADI nº 3106, veiculando a omissão naquele  \n", "acórdão embargado quanto à modulação dos seus efeitos. Os embargos ainda não  \n", "foram  julgados  e  necessitam  de  modulação  diante  do  risco  iminente  de  se  \n", "inviabilizar, doravante, a prestação de assistência à saúde dos servidores públicos  \n", "mineiros  pelo  Estado  de  Minas  Gerais,  via  IPSEMG,  acaso  haja  irrestrita  \n", "restituição dos valores recolhidos” (fl. 147).\n", "Asseveram que  em recurso  idêntico  ao  presente,  o  RE 626.573,  o \n", "Ministro Ricardo Lewandowski acolheu o pedido de sobrestamento para \n", "aguardar  o  julgamento  dos  embargos  de  declaração  opostos  na  Ação \n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6112214.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10\n", "Relatório\n", "RE 634398 AGR / MG \n", "Direta de Inconstitucionalidade n. 3.106.\n", "Requerem “que o presente agravo seja conhecido e provido, para que se  \n", "module  os  efeitos  da  decisão  recorrida  em  controle  difuso”  ou  “que  seja  \n", "determinado  o  sobrestamento  do  presente  processo  até  o  julgamento  dos  \n", "Embargos de Declaração opostos pelo Estado de Minas Gerais nos autos da ADI  \n", "3106” (fl. 149).\n", "É o relatório.\n", "5 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6112214.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10\n", "Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "03/06/2014 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.398 MINAS GERAIS\n", "V O T O\n", "A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): \n", "1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. \n", "2. A modulação de efeitos em controle difuso de constitucionalidade \n", "tem sido admitida em situações excepcionais, que se caracterizam pelo \n", "risco  à  segurança  jurídica  ou  ao  interesse  social,  os  quais  não  foram \n", "demonstrados pelos Agravantes no presente caso.\n", "Ademais,  o  sobrestamento  de  processos  determinado  por  algum \n", "Ministro não vincula os demais, ainda que se trate de matéria semelhante:\n", " \n", "“TRIBUTÁRIO.  CONTRIBUIÇÃO  DESTINADA  AO  \n", "CUSTEIO  DE  SERVIÇOS  DE  SAÚDE  COLOCADOS  À  \n", "EXCLUSIVA  DISPOSIÇÃO  DOS  SERVIDORES  PÚBLICOS.  \n", "INCONSTITUCIONALIDADE. QUESTÕES RELACIONADAS À  \n", "RESTITUIÇÃO  DO  INDÉBITO.  MATÉRIA \n", "INFRACONSTITUCIONAL.  AGRAVO  REGIMENTAL.  A  rigor,  \n", "questões relacionadas à restituição do indébito tributário se esgotam  \n", "na  interpretação  e  na  aplicação  de  legislação  infraconstitucional.  \n", "Precedentes. No caso em exame não foi negada vigência ao art. 165 do  \n", "Código Tributário  Nacional.  As razões  recursais não indicam, nem  \n", "comprovam, a presença das circunstâncias autorizadoras da extrema  \n", "medida  da  modulação  dos  efeitos  de  decisão  declaratória  da  \n", "inconstitucionalidade  de  norma  jurídica.  A singela  interposição  de  \n", "recurso de embargos de declaração de acórdão prolatado no julgamento  \n", "de ação direta de inconstitucionalidade é insuficiente para justificar a  \n", "importância da situação, na medida em que esse recurso não impede a  \n", "aplicação imediata do precedente. Agravo regimental ao qual se nega  \n", "provimento”  (RE  696.321-AgR,  Relator  o  Ministro  Joaquim \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6112215.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10\n", "Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "RE 634398 AGR / MG \n", "Barbosa, Segunda Turma, DJe 21.9.2012, grifos nossos).\n", "“Serviço  público.  Poder  de  polícia.  2.  Recurso  extraordinário  \n", "contra  acórdão  proferido  em  sede  de  ADI  estadual.  3.  Código  \n", "Tributário do Estado de Goiás (Lei estadual 13.194/97). Itens A6.1.1 e  \n", "A6.1.2 do Anexo III. Serviço prestado por órgão de segurança pública  \n", "com  caráter  geral  e  indivisível (uti  universi).  Impossibilidade  de  \n", "cobrança mediante taxa. Inconstitucionalidade. 4. Código Tributário  \n", "do Estado de Goiás (Lei estadual 13.194/97). Itens A4.2 e A4.3 do  \n", "Anexo  III.  Serviços  públicos  específicos  e  divisíveis (uti  singuli). \n", "Cobrança  por  meio  de  taxa.  Constitucionalidade.  Precedente.  5.  \n", "Modulação de efeitos da declaração de inconstitucionalidade dos itens  \n", "A6.1.1 e A6.1.2 do Anexo III da Lei estadual 13.194/97. Ausência de  \n", "demonstração  objetiva  de  qualquer  risco  à  segurança  jurídica  ou  \n", "excepcional  interesse  social.  5.  Agravo  regimental  a  que  se  nega  \n", "provimento”  (RE  535.085-AgR,  Relator  o  Ministro  Gilmar \n", "Mendes, Segunda Turma, DJe 23.4.2013, grifos nossos).\n", "“EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO.  REVISÃO  GERAL  \n", "ANUAL  DE  VENCIMENTOS.  ATRIBUIÇÃO  DE  EFEITOS  \n", "INFRINGENTES.  SOBRESTAMENTO.  EMBARGOS  \n", "REJEITADOS.  O  sobrestamento  de  processos  por  parte  de  algum  \n", "Ministro não impede o julgamento daqueles distribuídos aos demais,  \n", "ainda que tratem de matéria semelhante” (RE 503.241 AgR-ED, de \n", "minha relatoria, Primeira Turma, DJe 29.6.2007, grifos nossos).\n", "3.  Os  argumentos  dos  Agravantes,  insuficientes  para  modificar  a \n", "decisão agravada,  demonstram apenas inconformismo e resistência em \n", "pôr  termo  a  processos  que  se  arrastam  em  detrimento  da  eficiente \n", "prestação jurisdicional. \n", "4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6112215.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10\n", "Extrato de Ata - 03/06/2014\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.398\n", "PROCED. : MINAS GERAIS\n", "RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE \n", "MINAS GERAIS - IPSEMG\n", "ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS\n", "AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS\n", "ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS\n", "AGDO.(A/S) : ELOIZA MARIA SANTANA\n", "ADV.(A/S) : GERALDO JÚNIOR DE ASSIS SANTANA E OUTRO(A/S)\n", "Decisão:  A  Turma,  por  votação  unânime,  negou  provimento  ao \n", "agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, \n", "justificadamente,  deste  julgamento,  o  Senhor  Ministro  Gilmar \n", "Mendes. 2ª Turma, 03.06.2014.\n", "Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à \n", "sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, \n", "Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia.\n", "Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Paulo  Gustavo  Gonet \n", "Branco.\n", "Ravena Siqueira\n", "Secretária\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6156256\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10\n" ], "numero" : "634398", "partes" : [ { "nome" : "MIN. CÁRMEN LÚCIA", "sigla" : "", "tipo" : "RELATORA" }, { "nome" : "ESTADO DE MINAS GERAIS", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "GERALDO JÚNIOR DE ASSIS SANTANA E OUTRO(A/S)", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "ELOIZA MARIA SANTANA", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. CÁRMEN LÚCIA", "texto" : "A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):   1. Em 6 de março de 2011, dei provimento ao recurso extraordinário  interposto por Eloiza Maria Santana contra julgado do Tribunal de Justiça  de Minas Gerais,  que decidira ser indevida a cobrança compulsória de  contribuição para assistência à saúde, mas não ser necessária a restituição  dos valores descontados a esse título. A decisão agravada teve a seguinte  fundamentação:  “3. Razão jurídica assiste à Recorrente.  4. No julgamento do recurso Extraordinário 573.540, relator o    Ministro  Gilmar  Mendes,  DJe  11.6.2010,  e  da  Ação  Direta  de   Inconstitucionalidade  3.106,  relator  o  Ministro  Eros  Grau,  Dje   24.9.2010,  este  Supremo  Tribunal  Federal  assentou  ser   inconstitucional  a  instituição  por  Estados  e  Municípios  de   contribuição  obrigatória  destinada ao custeio  dos  serviços  de  saúde   prestados aos servidores públicos (ativos, inativos e pensionistas):   “CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DOS SERVIÇOS DE      ASSISTÊNCIA MÉDICA,  HOSPITALAR,  ODONTOLÓGICA E   FARMACEÚTICA  .  ART.  85  DA  LEI  COMPLEMENTAR  Nº   62/2002,  DO  ESTADO  DE  MINAS  GERAIS.  NATUreZA  TRIBUTÁRIA.  COMPULSORIEDADE  .  DISTRIBUIÇÃO  DE   COMPETÊNCIAS  TRIBUTÁRIAS.  ROL  TAXATIVO.   INCOMPETÊNCIA  DO  ESTADO-MEMBRO.   INCONSTITUCIONALIDADE . RECURSO EXTRAORDINÁRIO   NÃO PROVIDO. I  É nítida a natureza tributária da contribuição   instituída pelo art. 85 da Lei Complementar nº 64/2002, do Estado de   Minas Gerais, haja vista a compulsoriedade de sua cobrança. II O art.   149, caput , da Constituição atribui à União a competência exclusiva   para a instituição de contribuições sociais, de intervenção no domínio   econômico  e  de  interesse  das  categorias  profissionais  e  econômicas.   Essa regra contempla duas exceções, contidas no arts. 149, § 1º , e   149-A da  Constituição.  À  exceção  desses  dois  casos,  aos  Estados- membros  não  foi  atribuída  competência  para  a  instituição  de   contribuição,  seja  qual  for  a  sua  finalidade.  III  A  competência,   privativa ou concorrente, para legislar sobre determinada matéria não   implica automaticamente a competência para a instituição de tributos.   Os  entes  federativos  somente  podem  instituir  os  impostos  e  as   contribuições  que  lhes  foram  expressamente  outorgados  pela   Constituição.  IV  Os  Estados-membros  podem  instituir  apenas   contribuição  que  tenha  por  finalidade  o  custeio  do  regime  de   previdência de seus servidores. A expressão regime previdenciário não   abrange a prestação de serviços médicos, hospitalares, odontológicos e   farmacêuticos” (RE 573.540, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe   11.6.2010).   (...) “AÇÃO  DIRETA  DE  INCONSTITUCIONALIDADE.    ARTIGOS 79 e 85 DA LEI COMPLEMENTAR N. 64, DE 25 DE   MARÇO  DE  2002,  DO  ESTADO  DE  MINAS  GERAIS.   IMPUGNAÇÃO DA REDAÇÃO ORIGINAL E DA REDAÇÃO   CONFERIDA PELA LEI  COMPLEMENTAR N.  70,  DE 30  DE   JULHO  DE  2003,  AOS  PRECEITOS.  IPSEMG.  REGIME   PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL DOS   SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS. BENEFÍCIIOS      PREVIDENCIÁRIOS E APOSENTADORIA ASSEGURADOS A  SERVIDORES  NÃO  TITULARES  DE  CARGO  EFETIVO.   ALEGAÇÃO  DE  VIOLAÇÃO  DO  DISPOSTO  NO  §  13  DO   ARTIGO 40 E NO § 1º DO ARTIGO 149 DA CONSTITUIÇÃO   DO  BRASIL.  AÇÃO  DIRETA  JULGADA  PARCIALMENTE   PROCEDENTE. 1. Artigo 85, caput , da LC n. 64 estabelece que \"o   IPSEMG prestará assistência médica, hospitalar e odontológica, bem   como social, farmacêutica e complementar aos segurados referidos no   art. 3º e aos servidores não titulares de cargo efetivo definidos no art.   79,  extensiva a  seus  dependentes'.  A Constituição de  1988 ---  art.   149, § 1º --- define que 'os Estados, o Distrito Federal e os Municípios   poderão  instituir  contribuição,  cobrada  de  seus  servidores,  para  o   custeio, em benefícios destes, de sistemas de previdência e assistência   social\". O preceito viola o texto da Constituição de 1988 ao instituir   contribuição compulsória. Apenas os servidores públicos titulares de   cargos  efetivos  podem estar  compulsoriamente  filiados  aos  regimes   próprios de previdência. Inconstitucionalidade da expressão 'definidos   no art. 79' contida no artigo 85, caput, da LC 64/02. 2. Os Estados- membros não podem contemplar de modo obrigatório em relação aos   seus servidores, sob pena de mácula à Constituição do Brasil, como   benefícios,  serviços  de  assistência  médica,  hospitalar,  odontológica,   social,  e  farmacêutica.  O  benefício  será  custeado  mediante  o   pagamento de contribuição facultativa aos que se dispuserem a dele   fruir  .  3.  O  artigo  85  da  lei  impugnada  institui  modalidade   complementar  do  sistema  único  de  saúde  ---  'plano  de  saúde   complementar'.  contribuição  voluntária.  Inconstitucionalidade  do   vocábulo 'compulsoriamente' contido no § 4º e no § 5º do artigo 85 da   LC  64/02,  referente  à  contribuição  para  o  custeio  da  assistência   médica, hospitalar, odontológica e farmacêutica. 4. reconhecida a perda   de  objeto  superveniente  em relação  ao  artigo  79  da  LC 64/02,  na   redação conferida LC 70/03, ambas do Estado de Minas Gerais. A Lei   Complementar 100, de 5 de novembro de 2007, do Estado de Minas   Gerais --- 'Art. 14. Fica revogado o art. 79 da Lei Complementar nº   64, de 2002'. 5. Pedido julgado parcialmente procedente para declarar   a  inconstitucionalidade:  [i]  da  expressão  'definidos  no  art.  79'  ---   artigo 85, caput , da LC 64/02 [tanto na redação original quanto na      redação conferida pela LC 70/03], ambas do Estado de Minas Gerais.   [ii] do vocábulo 'compulsoriamente' --- §§ 4º e 5º do artigo 85 [tanto   na  redação  original  quanto  na  redação  conferida  pela  LC  70/03],   ambas do Estado de Minas Gerais” (ADI 3.106, Rel. Min. Eros Grau,   Plenário, DJe 24.9.2010).   5. Na espécie vertente, os valores relativos à contribuição para o   Custeio da Assistência à Saúde foram descontados, compulsoriamente,   dos proventos da Recorrente com base na Lei Complementar estadual   n. 64/2002. Assim, ao negar provimento a apelação interposta pela ora   Recorrente e impedir a repetição daqueles valores em virtude da efetiva   utilização dos serviços médicos prestados, cuja adesão era legalmente   obrigatória,  o  Tribunal  de  origem  divergiu  da  jurisprudência  do   Supremo Tribunal Federal.  6. Pelo exposto, dou provimento ao recurso extraordinário (art.   557, 1º-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 2º, do regimento   Interno do Supremo Tribunal Federal).  Fixo os honorários advocatícios em 10% sobre o valor corrigido   da causa, art. 20, § 4º, do Código de Processo Civil” (fls. 136-140).  2. Publicada essa decisão no DJe de 17.3.2011 (fl. 141), interpõem o  Estado de Minas Gerais e o Instituto de Previdência dos Servidores do  Estado  de  Minas  Gerais  -  IPSEMG,  em  22.3.2011,  tempestivamente,  agravo regimental (fls. 143-149).  3.  Os  Agravantes  afirmam  que  “o  Estado  de  Minas  Gerais  opôs   embargos declaratórios nos autos da ADI nº 3106, veiculando a omissão naquele   acórdão embargado quanto à modulação dos seus efeitos. Os embargos ainda não   foram  julgados  e  necessitam  de  modulação  diante  do  risco  iminente  de  se   inviabilizar, doravante, a prestação de assistência à saúde dos servidores públicos   mineiros  pelo  Estado  de  Minas  Gerais,  via  IPSEMG,  acaso  haja  irrestrita   restituição dos valores recolhidos” (fl. 147).  Asseveram que  em recurso  idêntico  ao  presente,  o  RE 626.573,  o  Ministro Ricardo Lewandowski acolheu o pedido de sobrestamento para  aguardar  o  julgamento  dos  embargos  de  declaração  opostos  na  Ação     Direta de Inconstitucionalidade n. 3.106.  Requerem “que o presente agravo seja conhecido e provido, para que se   module  os  efeitos  da  decisão  recorrida  em  controle  difuso”  ou  “que  seja   determinado  o  sobrestamento  do  presente  processo  até  o  julgamento  dos   Embargos de Declaração opostos pelo Estado de Minas Gerais nos autos da ADI   3106” (fl. 149).  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):   1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes.   2. A modulação de efeitos em controle difuso de constitucionalidade  tem sido admitida em situações excepcionais, que se caracterizam pelo  risco  à  segurança  jurídica  ou  ao  interesse  social,  os  quais  não  foram  demonstrados pelos Agravantes no presente caso.  Ademais,  o  sobrestamento  de  processos  determinado  por  algum  Ministro não vincula os demais, ainda que se trate de matéria semelhante:    “TRIBUTÁRIO.  CONTRIBUIÇÃO  DESTINADA  AO    CUSTEIO  DE  SERVIÇOS  DE  SAÚDE  COLOCADOS  À   EXCLUSIVA  DISPOSIÇÃO  DOS  SERVIDORES  PÚBLICOS.   INCONSTITUCIONALIDADE. QUESTÕES RELACIONADAS À   RESTITUIÇÃO  DO  INDÉBITO.  MATÉRIA  INFRACONSTITUCIONAL.  AGRAVO  REGIMENTAL.  A  rigor,   questões relacionadas à restituição do indébito tributário se esgotam   na  interpretação  e  na  aplicação  de  legislação  infraconstitucional.   Precedentes. No caso em exame não foi negada vigência ao art. 165 do   Código Tributário  Nacional.  As razões  recursais não indicam, nem   comprovam, a presença das circunstâncias autorizadoras da extrema   medida  da  modulação  dos  efeitos  de  decisão  declaratória  da   inconstitucionalidade  de  norma  jurídica.  A singela  interposição  de   recurso de embargos de declaração de acórdão prolatado no julgamento   de ação direta de inconstitucionalidade é insuficiente para justificar a   importância da situação, na medida em que esse recurso não impede a   aplicação imediata do precedente. Agravo regimental ao qual se nega   provimento”  (RE  696.321-AgR,  Relator  o  Ministro  Joaquim     Barbosa, Segunda Turma, DJe 21.9.2012, grifos nossos).  “Serviço  público.  Poder  de  polícia.  2.  Recurso  extraordinário   contra  acórdão  proferido  em  sede  de  ADI  estadual.  3.  Código   Tributário do Estado de Goiás (Lei estadual 13.194/97). Itens A6.1.1 e   A6.1.2 do Anexo III. Serviço prestado por órgão de segurança pública   com  caráter  geral  e  indivisível (uti  universi).  Impossibilidade  de   cobrança mediante taxa. Inconstitucionalidade. 4. Código Tributário   do Estado de Goiás (Lei estadual 13.194/97). Itens A4.2 e A4.3 do   Anexo  III.  Serviços  públicos  específicos  e  divisíveis (uti  singuli).  Cobrança  por  meio  de  taxa.  Constitucionalidade.  Precedente.  5.   Modulação de efeitos da declaração de inconstitucionalidade dos itens   A6.1.1 e A6.1.2 do Anexo III da Lei estadual 13.194/97. Ausência de   demonstração  objetiva  de  qualquer  risco  à  segurança  jurídica  ou   excepcional  interesse  social.  5.  Agravo  regimental  a  que  se  nega   provimento”  (RE  535.085-AgR,  Relator  o  Ministro  Gilmar  Mendes, Segunda Turma, DJe 23.4.2013, grifos nossos).  “EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO.  REVISÃO  GERAL   ANUAL  DE  VENCIMENTOS.  ATRIBUIÇÃO  DE  EFEITOS   INFRINGENTES.  SOBRESTAMENTO.  EMBARGOS   REJEITADOS.  O  sobrestamento  de  processos  por  parte  de  algum   Ministro não impede o julgamento daqueles distribuídos aos demais,   ainda que tratem de matéria semelhante” (RE 503.241 AgR-ED, de  minha relatoria, Primeira Turma, DJe 29.6.2007, grifos nossos).  3.  Os  argumentos  dos  Agravantes,  insuficientes  para  modificar  a  decisão agravada,  demonstram apenas inconformismo e resistência em  pôr  termo  a  processos  que  se  arrastam  em  detrimento  da  eficiente  prestação jurisdicional.   4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. ", "votante" : "MIN_CARMEN_LUCIA" } ] }
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MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : JUANITA HENRIQUES JONES PAIVA ADV.(A/S) : HELENA BERENICE DORNAS (OAB 83222RJ)  Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos  termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o  Senhor  Ministro  Luiz  Fux.  Presidência  do  Senhor  Ministro  Luís  Roberto Barroso. 1ª Turma, 1º.3.2016.    Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes   à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Edson  Fachin.  Ausente,  justificadamente,  o  Senhor  Ministro  Luiz  Fux.  Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a  ele  vinculados,  assumindo  a  cadeira  do  Senhor  Ministro  Edson  Fachin.  Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.  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MARCO AURÉLIO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     ESTADO DO RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE\n    </p>\n    <p>\n     JANEIRO\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     JUANITA HENRIQUES JONES PAIVA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     HELENA BERENICE DORNAS\n    </p>\n    <p>\n     RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O \nrecurso  extraordinário  não  é  meio  próprio  ao  revolvimento  da  prova, \ntambém não servindo à interpretação de normas estritamente legais.\n    </p>\n    <p>\n     A C Ó R D Ã O\n  \nVistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da\n    </p>\n    <p>\n     Primeira  Turma do Supremo Tribunal  Federal  em desprover  o  agravo \nregimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por \nunanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luís Roberto Barroso, na \nconformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 1º de março de 2016.\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10469630.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      01/03/2016 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 921.277 RIO DE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     ESTADO DO RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE\n    </p>\n    <p>\n     JANEIRO\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     JUANITA HENRIQUES JONES PAIVA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     HELENA BERENICE DORNAS\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão \nde folhas 212 e 213, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RECURSO  EXTRAORDINÁRIO \nCOMPETÊNCIA – INTERESSE DE TODA \nA  MAGISTRATURA  –  ARTIGO  102, \nINCISO  I,  ALÍNEA  N,  DA \nCONSTITUIÇÃO FEDERAL – ALCANCE \n– NEGATIVA DE SEGUIMENTO.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1.  O  Tribunal  de  Justiça  do  Estado  do  Rio  de  Janeiro \nconfirmou  o  entendimento  do  Juízo,  ante  os  seguintes \nfundamentos (folha 130):\n    </p>\n    <p>\n     ABONO VARIÁVEL COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA \nESTADUAL  ATUALIZAÇÃO  DO  VALORES  DEVIDOS \nQUE SE IMPÕE COMO FORMA DE RECOMPOSIÇÃO \nDO VALOR DA MOEDA, UTILIZADO O\n     <i>\n      INPC\n     </i>\n     COMO \nÍNDICE DE REAJUSTE -JUROS DE MORA DE MEIO POR \nCENTO AO MÊS - HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS, NA \nFORMA DO PARÁGRAFO  QUARTO,  DO  ARTIGO  20, \nDO  CÓDIGO  DE  PROCESSO  CIIVL-PROVIMENTO \nPARCIAL DO RECURSO.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10469631.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 921277 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     2.  Observem  os  reiterados  pronunciamentos  sobre  o \nalcance da alínea n do inciso I do artigo 102 da Constituição \nFederal,  que  prevê  competir  ao  Supremo  processar  e  julgar \noriginariamente  a  ação  em  que  todos  os  membros  da \nmagistratura  sejam  direta  ou  indiretamente  interessados  e \naquela em que mais da metade dos membros do Tribunal de \norigem estejam impedidos  ou sejam direta  ou indiretamente \ninteressados.  Quanto  ao  interesse  dos  membros  da \nmagistratura, deve haver direito peculiar a ela. Precedentes do \nPlenário: Ações Originárias nº 183/TO, de minha relatoria, e nº \n1.157/PI,  relator  ministro  Gilmar  Mendes,  julgadas, \nrespectivamente, em 11 de setembro de 2003 e 25 de outubro de \n2006. Isso não ocorreu na espécie.\n    </p>\n    <p>\n     No  mais,  o  Tribunal  do  Estado  do  Rio  de  Janeiro \nconsignou  que  a  alteração  na  forma  de  remuneração  dos \nmagistrados locais, após a introdução do subsídio, estabelecida \nmediante a Lei estadual nº 3.396/00, decorreu de previsão legal \n(Lei nº 9.665/98, 10.474/02 e 4.631/05) e seguiu o escalonamento \nestabelecido  na  Constituição  Federal.  Logo,  o  acórdão \nimpugnado  mediante  o  extraordinário  está  alicerçado  em \npressupostos fáticos e em interpretação de normas legais, não \nensejando campo ao acesso ao supremo. À mercê de articulação \nsobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a \nanálise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 \nda Constituição Federal.\n    </p>\n    <p>\n     3. Nego seguimento ao extraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     4. Publiquem.\n    </p>\n    <p>\n     O Estado do Rio de Janeiro, na minuta de folha 215 a 223 insiste na \ndemonstração de ofensa aos artigos 37, incisos X, XI e XIII, e 102, inciso I, \nalínea “n”, da Constituição Federal. Sustenta a competência originária do \nSupremo para  apreciação da  controvérsia,  por  tratar-se  de  questão  de\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10469631.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 921277 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     interesse de toda a magistratura. Aponta a inadequação do Verbete nº 279 \nda Súmula do Supremo.\n    </p>\n    <p>\n     A  parte  agravada,  instada  a  manifestar-se,  não  apresentou \ncontraminuta (certidão de folha 227).\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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O Tribunal assentou acerca \nda controvérsia (folha 132):\n    </p>\n    <p>\n     [...]\nNo  mérito,  o  abono  variável  foi  instituído  pela  Lei  nº\n    </p>\n    <p>\n     9.665/98,  tendo  a  previsão  para  o  seu  pagamento  na  Lei  nº \n10.474/02,  sendo  estendido  à  magistratura  estadual  pela  Lei \nEstadual  nº  4.631/2005,  que  determinou  que  os  efeitos \nfinanceiros retroagissem a 01 de janeiro de 1998, o que afasta a \nalegada ausência de lei, sendo certo que não há que se falar em \nvinculação  ou  equiparação  de  vencimentos,  posto  que  a \nmagistratura  é  una,  ocorrendo  a  denominação  estadual  e \nfederal em razão da partição de competência.\n    </p>\n    <p>\n     [...]\n    </p>\n    <p>\n     o  Tribunal  procedeu  à  análise  dos  fatos  e  das  provas,  não \nconsiderada a Constituição da República.  Está-se diante de conflito de \ninteresses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo \nao acesso ao Supremo.\n    </p>\n    <p>\n     No mais, observem os reiterados pronunciamentos sobre o alcance \nda alínea “n” do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, que prevê \ncompetir ao Supremo processar e julgar originariamente a ação em que \ntodos  os  membros  da  magistratura  sejam  direta  ou  indiretamente \ninteressados e aquela em que mais da metade dos membros do Tribunal \nde  origem  estejam  impedidos  ou  sejam  direta  ou  indiretamente\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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Isso não ocorreu na espécie.\n    </p>\n    <p>\n     Ante o quadro, desprovejo o regimental.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10469632.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 01/03/2016\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 921.277\n     </b>\n     PROCED. : RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n     </b>\n     AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO\nAGDO.(A/S) : JUANITA HENRIQUES JONES PAIVA\nADV.(A/S) : HELENA BERENICE DORNAS (OAB 83222RJ)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \ntermos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o \nSenhor  Ministro  Luiz  Fux.  Presidência  do  Senhor  Ministro  Luís \nRoberto Barroso. 1ª Turma, 1º.3.2016.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes\n    </p>\n    <p>\n     à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Edson \nFachin.  Ausente,  justificadamente,  o  Senhor  Ministro  Luiz  Fux. \nCompareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a \nele  vinculados,  assumindo  a  cadeira  do  Senhor  Ministro  Edson \nFachin.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 10482677\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "01/03/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 921.277 RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. 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O \n", "recurso  extraordinário  não  é  meio  próprio  ao  revolvimento  da  prova, \n", "também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "  \n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira  Turma do Supremo Tribunal  Federal  em desprover  o  agravo \n", "regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por \n", "unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luís Roberto Barroso, na \n", "conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.\n", "Brasília, 1º de março de 2016.\n", "MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10469630.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7\n", "Relatório\n", "01/03/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 921.277 RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n", "AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE \n", "JANEIRO \n", "AGDO.(A/S) : JUANITA HENRIQUES JONES PAIVA \n", "ADV.(A/S) :HELENA BERENICE DORNAS \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão \n", "de folhas 212 e 213, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:\n", "RECURSO  EXTRAORDINÁRIO \n", "COMPETÊNCIA – INTERESSE DE TODA \n", "A  MAGISTRATURA  –  ARTIGO  102, \n", "INCISO  I,  ALÍNEA  N,  DA \n", "CONSTITUIÇÃO FEDERAL – ALCANCE \n", "– NEGATIVA DE SEGUIMENTO. \n", "1.  O  Tribunal  de  Justiça  do  Estado  do  Rio  de  Janeiro \n", "confirmou  o  entendimento  do  Juízo,  ante  os  seguintes \n", "fundamentos (folha 130):\n", "ABONO VARIÁVEL COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA \n", "ESTADUAL  ATUALIZAÇÃO  DO  VALORES  DEVIDOS \n", "QUE SE IMPÕE COMO FORMA DE RECOMPOSIÇÃO \n", "DO VALOR DA MOEDA, UTILIZADO O  INPC  COMO \n", "ÍNDICE DE REAJUSTE -JUROS DE MORA DE MEIO POR \n", "CENTO AO MÊS - HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS, NA \n", "FORMA DO PARÁGRAFO  QUARTO,  DO  ARTIGO  20, \n", "DO  CÓDIGO  DE  PROCESSO  CIIVL-PROVIMENTO \n", "PARCIAL DO RECURSO. \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10469631.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7\n", "Relatório\n", "RE 921277 AGR / RJ \n", "2.  Observem  os  reiterados  pronunciamentos  sobre  o \n", "alcance da alínea n do inciso I do artigo 102 da Constituição \n", "Federal,  que  prevê  competir  ao  Supremo  processar  e  julgar \n", "originariamente  a  ação  em  que  todos  os  membros  da \n", "magistratura  sejam  direta  ou  indiretamente  interessados  e \n", "aquela em que mais da metade dos membros do Tribunal de \n", "origem estejam impedidos  ou sejam direta  ou indiretamente \n", "interessados.  Quanto  ao  interesse  dos  membros  da \n", "magistratura, deve haver direito peculiar a ela. Precedentes do \n", "Plenário: Ações Originárias nº 183/TO, de minha relatoria, e nº \n", "1.157/PI,  relator  ministro  Gilmar  Mendes,  julgadas, \n", "respectivamente, em 11 de setembro de 2003 e 25 de outubro de \n", "2006. Isso não ocorreu na espécie.\n", "No  mais,  o  Tribunal  do  Estado  do  Rio  de  Janeiro \n", "consignou  que  a  alteração  na  forma  de  remuneração  dos \n", "magistrados locais, após a introdução do subsídio, estabelecida \n", "mediante a Lei estadual nº 3.396/00, decorreu de previsão legal \n", "(Lei nº 9.665/98, 10.474/02 e 4.631/05) e seguiu o escalonamento \n", "estabelecido  na  Constituição  Federal.  Logo,  o  acórdão \n", "impugnado  mediante  o  extraordinário  está  alicerçado  em \n", "pressupostos fáticos e em interpretação de normas legais, não \n", "ensejando campo ao acesso ao supremo. À mercê de articulação \n", "sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a \n", "análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 \n", "da Constituição Federal. \n", "3. Nego seguimento ao extraordinário.\n", "4. Publiquem.\n", "O Estado do Rio de Janeiro, na minuta de folha 215 a 223 insiste na \n", "demonstração de ofensa aos artigos 37, incisos X, XI e XIII, e 102, inciso I, \n", "alínea “n”, da Constituição Federal. Sustenta a competência originária do \n", "Supremo para  apreciação da  controvérsia,  por  tratar-se  de  questão  de \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10469631.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7\n", "Relatório\n", "RE 921277 AGR / RJ \n", "interesse de toda a magistratura. Aponta a inadequação do Verbete nº 279 \n", "da Súmula do Supremo.\n", "A  parte  agravada,  instada  a  manifestar-se,  não  apresentou \n", "contraminuta (certidão de folha 227).\n", "É o relatório.\n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10469631.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7\n", "Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n", "01/03/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 921.277 RIO DE JANEIRO\n", "V O T O\n", "O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (RELATOR)  –  Na \n", "interposição  deste  agravo,  observaram-se  os  pressupostos  de \n", "recorribilidade.  A  peça,  subscrita  por  procurador  do  Estado,  foi \n", "protocolada no prazo legal. Conheço.\n", "Rememorem o que decidido na origem. O Tribunal assentou acerca \n", "da controvérsia (folha 132):\n", "[...]\n", "No  mérito,  o  abono  variável  foi  instituído  pela  Lei  nº \n", "9.665/98,  tendo  a  previsão  para  o  seu  pagamento  na  Lei  nº \n", "10.474/02,  sendo  estendido  à  magistratura  estadual  pela  Lei \n", "Estadual  nº  4.631/2005,  que  determinou  que  os  efeitos \n", "financeiros retroagissem a 01 de janeiro de 1998, o que afasta a \n", "alegada ausência de lei, sendo certo que não há que se falar em \n", "vinculação  ou  equiparação  de  vencimentos,  posto  que  a \n", "magistratura  é  una,  ocorrendo  a  denominação  estadual  e \n", "federal em razão da partição de competência.\n", "[...]\n", "o  Tribunal  procedeu  à  análise  dos  fatos  e  das  provas,  não \n", "considerada a Constituição da República.  Está-se diante de conflito de \n", "interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo \n", "ao acesso ao Supremo.\n", "No mais, observem os reiterados pronunciamentos sobre o alcance \n", "da alínea “n” do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, que prevê \n", "competir ao Supremo processar e julgar originariamente a ação em que \n", "todos  os  membros  da  magistratura  sejam  direta  ou  indiretamente \n", "interessados e aquela em que mais da metade dos membros do Tribunal \n", "de  origem  estejam  impedidos  ou  sejam  direta  ou  indiretamente \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10469632.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7\n", "Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n", "RE 921277 AGR / RJ \n", "interessados.  Quanto  ao interesse  dos  membros  da  magistratura,  deve \n", "haver direito peculiar a ela. Precedentes do Plenário: Ações Originárias nº \n", "183/TO, de minha relatoria, e nº 1.157/PI, relator ministro Gilmar Mendes, \n", "julgadas, respectivamente, em 11 de setembro de 2003 e 25 de outubro de \n", "2006. Isso não ocorreu na espécie. \n", "Ante o quadro, desprovejo o regimental. \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10469632.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7\n", "Extrato de Ata - 01/03/2016\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 921.277\n", "PROCED. : RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n", "AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO\n", "AGDO.(A/S) : JUANITA HENRIQUES JONES PAIVA\n", "ADV.(A/S) : HELENA BERENICE DORNAS (OAB 83222RJ)\n", "Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \n", "termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o \n", "Senhor  Ministro  Luiz  Fux.  Presidência  do  Senhor  Ministro  Luís \n", "Roberto Barroso. 1ª Turma, 1º.3.2016.\n", " \n", "Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes \n", "à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Edson \n", "Fachin.  Ausente,  justificadamente,  o  Senhor  Ministro  Luiz  Fux. \n", "Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a \n", "ele  vinculados,  assumindo  a  cadeira  do  Senhor  Ministro  Edson \n", "Fachin.\n", "Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 10482677\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7\n" ], "numero" : "921277", "partes" : [ { "nome" : "MIN. MARCO AURÉLIO", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" }, { "nome" : "JUANITA HENRIQUES JONES PAIVA", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "HELENA BERENICE DORNAS RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso  extraordinário  não  é  meio  próprio  ao  revolvimento  da  prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. MARCO AURÉLIO", "texto" : "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão  de folhas 212 e 213, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COMPETÊNCIA – INTERESSE DE TODA  A  MAGISTRATURA  –  ARTIGO  102,  INCISO  I,  ALÍNEA  N,  DA  CONSTITUIÇÃO FEDERAL – ALCANCE  – NEGATIVA DE SEGUIMENTO.   1.  O  Tribunal  de  Justiça  do  Estado  do  Rio  de  Janeiro  confirmou  o  entendimento  do  Juízo,  ante  os  seguintes  fundamentos (folha 130):  ABONO VARIÁVEL COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA  ESTADUAL  ATUALIZAÇÃO  DO  VALORES  DEVIDOS  QUE SE IMPÕE COMO FORMA DE RECOMPOSIÇÃO  DO VALOR DA MOEDA, UTILIZADO O  INPC  COMO  ÍNDICE DE REAJUSTE -JUROS DE MORA DE MEIO POR  CENTO AO MÊS - HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS, NA  FORMA DO PARÁGRAFO  QUARTO,  DO  ARTIGO  20,  DO  CÓDIGO  DE  PROCESSO  CIIVL-PROVIMENTO  PARCIAL DO RECURSO.     2.  Observem  os  reiterados  pronunciamentos  sobre  o  alcance da alínea n do inciso I do artigo 102 da Constituição  Federal,  que  prevê  competir  ao  Supremo  processar  e  julgar  originariamente  a  ação  em  que  todos  os  membros  da  magistratura  sejam  direta  ou  indiretamente  interessados  e  aquela em que mais da metade dos membros do Tribunal de  origem estejam impedidos  ou sejam direta  ou indiretamente  interessados.  Quanto  ao  interesse  dos  membros  da  magistratura, deve haver direito peculiar a ela. Precedentes do  Plenário: Ações Originárias nº 183/TO, de minha relatoria, e nº  1.157/PI,  relator  ministro  Gilmar  Mendes,  julgadas,  respectivamente, em 11 de setembro de 2003 e 25 de outubro de  2006. Isso não ocorreu na espécie.  No  mais,  o  Tribunal  do  Estado  do  Rio  de  Janeiro  consignou  que  a  alteração  na  forma  de  remuneração  dos  magistrados locais, após a introdução do subsídio, estabelecida  mediante a Lei estadual nº 3.396/00, decorreu de previsão legal  (Lei nº 9.665/98, 10.474/02 e 4.631/05) e seguiu o escalonamento  estabelecido  na  Constituição  Federal.  Logo,  o  acórdão  impugnado  mediante  o  extraordinário  está  alicerçado  em  pressupostos fáticos e em interpretação de normas legais, não  ensejando campo ao acesso ao supremo. À mercê de articulação  sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a  análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102  da Constituição Federal.   3. Nego seguimento ao extraordinário.  4. Publiquem.  O Estado do Rio de Janeiro, na minuta de folha 215 a 223 insiste na  demonstração de ofensa aos artigos 37, incisos X, XI e XIII, e 102, inciso I,  alínea “n”, da Constituição Federal. Sustenta a competência originária do  Supremo para  apreciação da  controvérsia,  por  tratar-se  de  questão  de     interesse de toda a magistratura. Aponta a inadequação do Verbete nº 279  da Súmula do Supremo.  A  parte  agravada,  instada  a  manifestar-se,  não  apresentou  contraminuta (certidão de folha 227).  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (RELATOR)  –  Na  interposição  deste  agravo,  observaram-se  os  pressupostos  de  recorribilidade.  A  peça,  subscrita  por  procurador  do  Estado,  foi  protocolada no prazo legal. Conheço.  Rememorem o que decidido na origem. O Tribunal assentou acerca  da controvérsia (folha 132):  [...] No  mérito,  o  abono  variável  foi  instituído  pela  Lei  nº   9.665/98,  tendo  a  previsão  para  o  seu  pagamento  na  Lei  nº  10.474/02,  sendo  estendido  à  magistratura  estadual  pela  Lei  Estadual  nº  4.631/2005,  que  determinou  que  os  efeitos  financeiros retroagissem a 01 de janeiro de 1998, o que afasta a  alegada ausência de lei, sendo certo que não há que se falar em  vinculação  ou  equiparação  de  vencimentos,  posto  que  a  magistratura  é  una,  ocorrendo  a  denominação  estadual  e  federal em razão da partição de competência.  [...]  o  Tribunal  procedeu  à  análise  dos  fatos  e  das  provas,  não  considerada a Constituição da República.  Está-se diante de conflito de  interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo  ao acesso ao Supremo.  No mais, observem os reiterados pronunciamentos sobre o alcance  da alínea “n” do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, que prevê  competir ao Supremo processar e julgar originariamente a ação em que  todos  os  membros  da  magistratura  sejam  direta  ou  indiretamente  interessados e aquela em que mais da metade dos membros do Tribunal  de  origem  estejam  impedidos  ou  sejam  direta  ou  indiretamente     interessados.  Quanto  ao interesse  dos  membros  da  magistratura,  deve  haver direito peculiar a ela. Precedentes do Plenário: Ações Originárias nº  183/TO, de minha relatoria, e nº 1.157/PI, relator ministro Gilmar Mendes,  julgadas, respectivamente, em 11 de setembro de 2003 e 25 de outubro de  2006. Isso não ocorreu na espécie.   Ante o quadro, desprovejo o regimental.  ", "votante" : "MIN_MARCO_AURELIO" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac2b0d2512244887599" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal,  em sessão virtual, de 29  de junho a 6 de agosto de 2018,  sob a Presidência do Senhor Ministro  Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas  taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo  regimental com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos  do voto do Relator.  Brasília,  7 de agosto de 2018. 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Segunda  Turma,  Sessão  Virtual  de  29.6.2018 a 6.8.2018.  Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso  de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin.  Marcelo Pimentel Secretário " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      07/08/2018 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.090.751 \nPARAÍBA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. EDSON FACHIN\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     ESTADO DA PARAÍBA\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     SEVERINA FERREIRA DE ALMEIDA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA\n    </p>\n    <p>\n     EMENTA: AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  INTERPOSIÇÃO  EM  2.5.2018. \nRESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. DANOS DECORRENTES DE \nROMPIMENTO DE BARRAGEM. INDENIZAÇÃO. DISCUSSÃO SOBRE \nA  EXISTÊNCIA  DE  CULPA.  REEXAME  DE  MATÉRIA  FÁTICA. \nSÚMULA 279 DO STF.\n    </p>\n    <p>\n     1.  O  Tribunal  de  origem  assentou  a  responsabilidade  civil  do \nRecorrente a partir da análise do contexto probatório dos autos. Assim, \npara se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal\n     <i>\n      a quo\n     </i>\n     , \nseria necessário o seu reexame, o que encontra óbice na Súmula 279 do \nSTF.\n    </p>\n    <p>\n     2.  Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de \naplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nSegunda Turma do Supremo Tribunal Federal,\n     <b>\n      em sessão virtual, de 29 \nde junho a 6 de agosto de 2018,\n     </b>\n     sob a Presidência do Senhor Ministro \nRicardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas \ntaquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo \nregimental com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos \ndo voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília,  7 de agosto de 2018.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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EDSON FACHIN\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     ESTADO DA PARAÍBA\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     SEVERINA FERREIRA DE ALMEIDA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATÓRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR):\n     </b>\n     Cuida-se \nde agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que \nneguei provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 9):\n    </p>\n    <p>\n     “Trata-se  de  agravo  cujo  objeto  é  a  decisão  que  não \nadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão \ndo Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, assim ementado \n(eDOC 4, p. 64):\n    </p>\n    <p>\n     ‘APELAÇÃO  CÍVEL  E  REMESSA  OFICIAL. \nRESPONSABILIDADE  CIVIL.  ROMPIMENTO  DE \nBARRAGEM.  PRELIMINARES.  PREJUDICIAL. \nREJEIÇÃO.  PREJUÍZO  MORAL  E  MATERIAL.  ATO \nOMISSIVO  DA ADMINISTRAÇÃO  PÚBLICA.  CULPA. \nVERIFICAÇÃO.  DEVER  DE  INDENIZAR. \nNECESSIDADE.  DANO  MATERIAL.  PROVA \nTESTEMUNHAL.  COMPROVAÇÃO.  DANO  MORAL. \nINDENIZAÇÃO  ARBITRADA  COM  CONTORNOS \nRAZOÁVEIS.  MANUTENÇÃO.  CORREÇÃO \nMONETÁRIA  DA  INDENIZAÇÃO  POR  DANOS \nMORAIS.  TERMO  INICIAL.  DATA  DO \nARBITRAMENTO.  JUROS  DE  MORA.  CONTAGEM  A\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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Sustenta-se  a \ninexistência de responsabilidade civil objetiva do ente público \nem razão do evento danoso resultar de falha na execução da \nobra  por  parte  do  empreiteiro  privado  contratado  para  sua \nconsecução.\n    </p>\n    <p>\n     A Presidência do TJ/PB inadmitiu o recurso com base no \nóbice da Súmula 279 do STF (eDOC 4, pp. 101-102).\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório. Decido. \nO Tribunal de origem, quando do julgamento da apelação,\n    </p>\n    <p>\n     assim consignou (eDOC 4, p. 67 e p. 74):\n    </p>\n    <p>\n     ‘O Estado da Paraíba,  na tentativa de se furtar  da \nresponsabilidade de indenizar satisfatoriamente as vítimas \ndo evento, levanta a tese de quitação do dano a partir do \npagamento  de  quantia  decorrente  de  suposto  acordo \nfirmado  entre  as  partes,  acarretando  a  extinção  do  seu \ndireito  de  pleitear  ulteriores  indenizações.  Embora  seja \nverdadeira a informação de que a recorrida foi indenizada \npelo  Estado  da  Paraíba  pelos  danos  experimentados,  a \nquitação dada quanto ao valor recebido não impede que a \nparte  postule,  junto  ao  Poder  Judiciário,  a \ncomplementação dos prejuízos sofridos.\n    </p>\n    <p>\n     (…)\nNo  caso  em  discussão,  ressalte-se  que  todas  as\n    </p>\n    <p>\n     testemunhas  apontam  que  a  apelada,  com \naproximadamente 87 (oitenta e sete) anos de idade no dia \ndo  rompimento  da  barragem,  foi  salva  pelo  neto, \nperdendo  todos  os  bens  que  guarneciam  a  casa.  As \ntestemunhas  relatam,  ainda,  a  destruição  parcial  do \nimóvel, fato este que também deve ser considerado para\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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RESPONSABILIDADE  CIVIL  DA \nADMINISTRAÇÃO  PÚBLICA.  ROMPIMENTO  DA \nBARRAGEM  DE  CAMARÁ.  AUSÊNCIA DE  MATÉRIA \nCONSTITUCIONAL.    O Supremo Tribunal Federal, em \ncasos análogos, concluiu que a alegada ofensa ao art. 37, § \n6º,  da  Constituição  Federal  esbarra  na  necessidade  do \nreexame  dos  fatos  e  do  material  probatório  dos  autos. \nNessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula \n279/STF.    Agravo regimental a que se nega provimento.’ \n(RE 761.843-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe \n26.02.2014).\n    </p>\n    <p>\n     ‘Agravo  regimental  em  recurso  extraordinário.  2.\n    </p>\n    <p>\n     Responsabilidade  objetiva  prevista  no  art.  37,  §  6º,  da \nConstituição  Federal.  Atos  omissivos  do  Poder  Público. \nDever  de  fiscalização.  Rompimento  de  barragem\n     <b>\n      .\n     </b>\n     Precedentes.  3.  Impossibilidade de reexame do conjunto \nfático-probatório.  Enunciado  279  da  Súmula  do  STF.  4. \nAusência  de  argumentos  suficientes  para  infirmar  a\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747982674.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1090751 AGR / PB\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     decisão  recorrida.  5.  Agravo  regimental  a  que  se  nega \nprovimento.’ (RE 784.026-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, \n2ª Turma, DJe 20.02.2014).\n    </p>\n    <p>\n     Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos \ndo 932, IV,\n     <i>\n      a,\n     </i>\n     do CPC, e majoro em ¼ (um quarto) os honorários \nfixados anteriormente, nos termos do art. 85, §11, devendo ser \nobservados os limites dos §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo.\n    </p>\n    <p>\n     Publique-se.”\n    </p>\n    <p>\n     Sustenta-se, em suma, que não se pretende o reexame dos fatos e \nprovas já delineados no acórdão  recorrido,  mas  o  afastamento  da \naplicação da responsabilidade objetiva imputada ao Recorrente. Aduz-se \nque,  tratando-se  de  responsabilidade  subjetiva  por  omissão,  é \nindispensável que se demonstre  a conduta, o dano, o nexo causal, e a \nculpa.  Alega-se  que  o  Estado  foi  condenado  sem  que  tenha  sido \ncomprovada a sua conduta culposa (eDOC10).\n    </p>\n    <p>\n     A  parte  Agravada,  devidamente  intimada,  não  apresentou \nmanifestação (eDOC 13).\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747982674.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. EDSON FACHIN\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      07/08/2018 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.090.751 \nPARAÍBA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      VOTO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR):\n     </b>\n     As razões \nrecursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada.\n    </p>\n    <p>\n     Com efeito,  o  Tribunal  de  origem concluiu pela  responsabilidade \ncivil  do ora Agravante pelos danos causados à Agravada, decorrentes do \nrompimento  da  Barragem  Camará.  Isso  porque  entendeu  que  restou \nconfigurada a culpa do ente federativo, em virtude da atuação ineficiente, \njá  que tinha o dever de fiscalizar  o andamento das obras  contratadas. \nExtrai-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte trecho (eDOC \n4):\n    </p>\n    <p>\n     “Como  notório,  o  fato  trouxe  à  comunidade  atingida \ndiversos prejuízos de ordem material e moral aos habitantes da \nregião, haja vista que muitos ficaram desamparados por terem \nsuas residências destruídas ou danificadas, bem como, os bens e \nutensílios que os guarneciam.\n    </p>\n    <p>\n     (...)\nNo  caso  presente,  como  em  tantos  outros  similares,\n    </p>\n    <p>\n     embora  afirme  a  Edilidade  que  as  ‘\n     <i>\n      falhas  que  levaram  ao  \nrompimento da barragem foram decorrentes da própria execução da  \nobra,  a  qual  ficara  a  cargo  das  construtoras  contratadas  pela  \nadministração  anterior\n     </i>\n     ’,  tem-se  que  é  aí,  ao  contrário  do \nasseverado, que restou caracterizada a sua atuação ineficiente, \npois o Estado tinha e tem o dever de fiscalizar o andamento das \nobras contratadas, sobretudo a de uma obra dessa magnitude \nque, indubitavelmente, trazia à comunidade elevado risco e, por \nisso  mesmo,  carecedora  de  uma maior  atenção por  parte  do \nPoder  Público,  ante  a  possível  tragédia  de  um  rompimento, \ncomo ocorrido\n     <i>\n      ”\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA. \nOMISSÃO  ESTATAL.  ROMPIMENTO  DE  BARRAGEM. \nREEXAME  DE  FATOS  E  PROVAS.  SÚMULA  N.  279  DO \nSUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  AGRAVO  REGIMENTAL \nAO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RE 691.678-AgR, Rel. \nMin. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 25.9.2012)\n    </p>\n    <p>\n     “Ementa:  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. ROMPIMENTO DE \nBARRAGEM.  INUNDAÇÃO.  OMISSÃO  DO  PODER \nPÚBLICO.  RESPONSABILIDADE  CIVIL  SUBJETIVA. \nANÁLISE DA COMPROVAÇÃO,  OU NÃO,  DA CULPA DO \nENTE PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE. REEXAME DE FATOS E \nPROVAS. SÚMULA N. 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A \nQUE  SE  NEGA  PROVIMENTO.  1.  A  repercussão  geral \npressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos \nconstitucionais  e  processuais  de  admissibilidade  (art.  323  do \nRISTF).  2.  Consectariamente,  quando  a  ofensa  for  reflexa  ou \nmesmo quando a violação for constitucional, mas necessária a \nanálise  de  fatos  e  provas,  não  há  como  se  pretender  seja \nreconhecida  a  repercussão  geral  das  questões  constitucionais \ndiscutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 3. Entendimento \ndiverso do adotado pelo acórdão originalmente recorrido sobre \na  comprovação,  ou  não,  da  culpa  do  Estado  da  Paraíba  no \nrompimento  da  Barragem  de  Camará,  implicaria, \nnecessariamente, o reexame da matéria fático-probatória, o que \ninviabiliza o extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula n. \n279  do  Supremo  Tribunal  Federal,  verbis:  “para  simples\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747982675.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. EDSON FACHIN\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1090751 AGR / PB\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     reexame  de  prova  não  cabe  recurso  extraordinário”. \nPrecedentes:  AI  830.461-AgR,  Segunda  Turma,  Relatora  a \nMinistra Ellen Gracie, DJ de 16.08.11; RE 603.342-AgR, Primeira \nTurma,  Relator  o  Ministro  Ricardo  Lewandowski,  DJ  de \n1º.02.11; AI 727.483-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra \nEllen Gracie, DJ de 19.11.10; RE 585.007-AgR, Primeira Turma, \nRelator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 05.06.09. 4. In \ncasu,  o  acórdão originalmente  recorrido  assentou:  “AGRAVO \nINTERNO. DECISÃO MONOCRÁTICA. APELAÇÃO CÍVEL. \nTRAGÉDIA  CAMARÁ.  INDENIZAÇÃO  POR  DANOS \nMORAIS  E  MATERIAIS.  PROVIMENTO  PARCIAL  DA \nSÚPLICA.  RAZÕES  RECURSAIS.  APLICAÇÃO  DA \nPRESCRIÇÃO  TRIENAL.  NÃO  CABIMENTO. \nRESPONSABILIZAÇÃO SUBJETIVA. AUSÊNCIA DE PROVAS \nPELO  DEMANDANTE.  CULPA  DEVIDAMENTE \nEVIDENCIADA  NOS  AUTOS.  PREJUÍZOS  PATRIMONIAIS \nEFETIVAMENTE  COMPROVADOS.  DESPROVIMENTO  DO \nRECURSO.  A prescrição  contra  a  Fazenda  Pública  se  dá  em \ncinco  anos,  nos  termos  do  Art.  1º  do  Decreto  nº  20.910/32. \nConstitui  ônus  do  promovido  provar  a  existência  de  fato \nimpeditivo,  modificativo ou extintivo do direito do autor,  de \nacordo com o estabelecido no artigo 333, inciso II, do Código de \nProcesso Civil. Na espécie, a responsabilidade civil do Estado \nencontra-se comprovada, uma vez que tem este, por obrigação, \nmanter em condição regular e fiscalizar as obras públicas, onde \nsua  omissão,  caracterizada  na  falha  da  prestação  desses \nserviços, acarretará a sua culpabilidade. Precedentes do TJPB. \nHavendo indícios de que houve perdas de natureza material, \nem virtude de sérios danos na casa da parte autora, deve ser \njulgado  procedente  o  pedido  de  indenização.  5.  Agravo \nregimental a que se nega provimento.” (RE 695.887-AgR, Rel. \nMin. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 25.9.2012)\n    </p>\n    <p>\n     Ante  o  exposto,  voto  pelo  não  provimento  do  presente  agravo \nregimental, bem como, diante do caráter manifestamente protelatório do \nrecurso,  nos  termos  da  fundamentação  acima declinada,  por  aplicar  à\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747982675.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. EDSON FACHIN\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1090751 AGR / PB\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos \ntermos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na \nhipótese  de  deliberação  unânime,  condicionando-se  a  interposição  de \nqualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o \ndisposto no art. 1.021, § 5º, bem como o § 3º do art. 98 do CPC.\n    </p>\n    <p>\n     É como voto.\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747982675.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 07/08/2018\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.090.751\n     </b>\n     PROCED. : PARAÍBA\n     <b>\n      RELATOR : MIN. EDSON FACHIN\n     </b>\n     AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA\nAGDO.(A/S) : SEVERINA FERREIRA DE ALMEIDA\nADV.(A/S) : MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA (13892A/AL, 29933/BA, \n20417-A/CE, 51948/DF, 9503-A/MA, 4007/PB, 00573/PE, 199239/RJ, \n560-A/RN)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \nregimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos \ntermos  do  voto  do  Relator.  Segunda  Turma,  Sessão  Virtual  de \n29.6.2018 a 6.8.2018.\n    </p>\n    <p>\n     Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso \nde Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin.\n    </p>\n    <p>\n     Marcelo Pimentel\nSecretário\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747915864\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "07/08/2018 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.090.751 \n", "PARAÍBA\n", "RELATOR : MIN. EDSON FACHIN\n", "AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA \n", "AGDO.(A/S) :SEVERINA FERREIRA DE ALMEIDA \n", "ADV.(A/S) :MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA \n", "EMENTA: AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  INTERPOSIÇÃO  EM  2.5.2018. \n", "RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. DANOS DECORRENTES DE \n", "ROMPIMENTO DE BARRAGEM. INDENIZAÇÃO. DISCUSSÃO SOBRE \n", "A  EXISTÊNCIA  DE  CULPA.  REEXAME  DE  MATÉRIA  FÁTICA. \n", "SÚMULA 279 DO STF.\n", "1.  O  Tribunal  de  origem  assentou  a  responsabilidade  civil  do \n", "Recorrente a partir da análise do contexto probatório dos autos. Assim, \n", "para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal a quo, \n", "seria necessário o seu reexame, o que encontra óbice na Súmula 279 do \n", "STF.\n", "2.  Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de \n", "aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. \n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal,  em sessão virtual, de 29 \n", "de junho a 6 de agosto de 2018,  sob a Presidência do Senhor Ministro \n", "Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas \n", "taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo \n", "regimental com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos \n", "do voto do Relator.\n", "Brasília,  7 de agosto de 2018.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747982676.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11\n", "Ementa e Acórdão\n", "ARE 1090751 AGR / PB \n", "Ministro EDSON FACHIN\n", "Relator\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747982676.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11\n", "Relatório\n", "07/08/2018 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.090.751 \n", "PARAÍBA\n", "RELATOR : MIN. EDSON FACHIN\n", "AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA \n", "AGDO.(A/S) :SEVERINA FERREIRA DE ALMEIDA \n", "ADV.(A/S) :MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA \n", "RELATÓRIO\n", "O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR):  Cuida-se \n", "de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que \n", "neguei provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 9):\n", "“Trata-se  de  agravo  cujo  objeto  é  a  decisão  que  não \n", "admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão \n", "do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, assim ementado \n", "(eDOC 4, p. 64): \n", "‘APELAÇÃO  CÍVEL  E  REMESSA  OFICIAL. \n", "RESPONSABILIDADE  CIVIL.  ROMPIMENTO  DE \n", "BARRAGEM.  PRELIMINARES.  PREJUDICIAL. \n", "REJEIÇÃO.  PREJUÍZO  MORAL  E  MATERIAL.  ATO \n", "OMISSIVO  DA ADMINISTRAÇÃO  PÚBLICA.  CULPA. \n", "VERIFICAÇÃO.  DEVER  DE  INDENIZAR. \n", "NECESSIDADE.  DANO  MATERIAL.  PROVA \n", "TESTEMUNHAL.  COMPROVAÇÃO.  DANO  MORAL. \n", "INDENIZAÇÃO  ARBITRADA  COM  CONTORNOS \n", "RAZOÁVEIS.  MANUTENÇÃO.  CORREÇÃO \n", "MONETÁRIA  DA  INDENIZAÇÃO  POR  DANOS \n", "MORAIS.  TERMO  INICIAL.  DATA  DO \n", "ARBITRAMENTO.  JUROS  DE  MORA.  CONTAGEM  A \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747982674.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11\n", "Relatório\n", "ARE 1090751 AGR / PB \n", "PARTIR  DO  EVENTO  LESIVO.  SÚMULA 54,  DO  STJ. \n", "PROVIMENTO  PARCIAL DO APELO  E  DA REMESSA \n", "OFICIAL.’\n", "No  recurso  extraordinário,  com  fundamento  no \n", "permissivo constitucional do artigo 102, III, a, alega-se violação \n", "do  art.  37,  §6º,  da  Constituição  da  República.  Sustenta-se  a \n", "inexistência de responsabilidade civil objetiva do ente público \n", "em razão do evento danoso resultar de falha na execução da \n", "obra  por  parte  do  empreiteiro  privado  contratado  para  sua \n", "consecução.\n", "A Presidência do TJ/PB inadmitiu o recurso com base no \n", "óbice da Súmula 279 do STF (eDOC 4, pp. 101-102).\n", "É o relatório. Decido. \n", "O Tribunal de origem, quando do julgamento da apelação, \n", "assim consignou (eDOC 4, p. 67 e p. 74): \n", "‘O Estado da Paraíba,  na tentativa de se furtar  da \n", "responsabilidade de indenizar satisfatoriamente as vítimas \n", "do evento, levanta a tese de quitação do dano a partir do \n", "pagamento  de  quantia  decorrente  de  suposto  acordo \n", "firmado  entre  as  partes,  acarretando  a  extinção  do  seu \n", "direito  de  pleitear  ulteriores  indenizações.  Embora  seja \n", "verdadeira a informação de que a recorrida foi indenizada \n", "pelo  Estado  da  Paraíba  pelos  danos  experimentados,  a \n", "quitação dada quanto ao valor recebido não impede que a \n", "parte  postule,  junto  ao  Poder  Judiciário,  a \n", "complementação dos prejuízos sofridos.\n", "(…)\n", "No  caso  em  discussão,  ressalte-se  que  todas  as \n", "testemunhas  apontam  que  a  apelada,  com \n", "aproximadamente 87 (oitenta e sete) anos de idade no dia \n", "do  rompimento  da  barragem,  foi  salva  pelo  neto, \n", "perdendo  todos  os  bens  que  guarneciam  a  casa.  As \n", "testemunhas  relatam,  ainda,  a  destruição  parcial  do \n", "imóvel, fato este que também deve ser considerado para \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747982674.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11\n", "Relatório\n", "ARE 1090751 AGR / PB \n", "efeitos da quantificação. \n", "Isto posto, seguindo a linha dos precedentes do STJ, \n", "que tem mantido as indenizações no patamar fixado pelos \n", "magistrados  de  primeiro  grau,  rejeito  os  pedidos  de \n", "exclusão e redução dos danos materiais.’\n", " \n", "Nesse  contexto,  é  certo  que  a  discussão  acerca  da \n", "existência  de  nexo  de  causalidade  entre  a  falha  no  serviço \n", "público  decorrente  do  rompimento  da  barragem  e  o  dano \n", "sofrido pela parte Recorrida, a responsabilizar o Ente público, \n", "demandaria  revolvimento  dos  dados  fáticos  constantes  nos \n", "autos, a exigir nova apreciação de matéria de índole probatória, \n", "inviável  na  instância  extraordinária,  incidência  ao  caso, \n", "portanto, do óbice da Súmula 279 desta Corte,  nesse sentido, \n", "confiram-se: \n", "‘AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO.  RESPONSABILIDADE  CIVIL  DA \n", "ADMINISTRAÇÃO  PÚBLICA.  ROMPIMENTO  DA \n", "BARRAGEM  DE  CAMARÁ.  AUSÊNCIA DE  MATÉRIA \n", "CONSTITUCIONAL.    O Supremo Tribunal Federal, em \n", "casos análogos, concluiu que a alegada ofensa ao art. 37, § \n", "6º,  da  Constituição  Federal  esbarra  na  necessidade  do \n", "reexame  dos  fatos  e  do  material  probatório  dos  autos. \n", "Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula \n", "279/STF.    Agravo regimental a que se nega provimento.’ \n", "(RE 761.843-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe \n", "26.02.2014).\n", " \n", "‘Agravo  regimental  em  recurso  extraordinário.  2. \n", "Responsabilidade  objetiva  prevista  no  art.  37,  §  6º,  da \n", "Constituição  Federal.  Atos  omissivos  do  Poder  Público. \n", "Dever  de  fiscalização.  Rompimento  de  barragem. \n", "Precedentes.  3.  Impossibilidade de reexame do conjunto \n", "fático-probatório.  Enunciado  279  da  Súmula  do  STF.  4. \n", "Ausência  de  argumentos  suficientes  para  infirmar  a \n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747982674.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11\n", "Relatório\n", "ARE 1090751 AGR / PB \n", "decisão  recorrida.  5.  Agravo  regimental  a  que  se  nega \n", "provimento.’ (RE 784.026-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, \n", "2ª Turma, DJe 20.02.2014).\n", "Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos \n", "do 932, IV, a, do CPC, e majoro em ¼ (um quarto) os honorários \n", "fixados anteriormente, nos termos do art. 85, §11, devendo ser \n", "observados os limites dos §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo. \n", " \n", "Publique-se.”\n", "Sustenta-se, em suma, que não se pretende o reexame dos fatos e \n", "provas já delineados no acórdão  recorrido,  mas  o  afastamento  da \n", "aplicação da responsabilidade objetiva imputada ao Recorrente. Aduz-se \n", "que,  tratando-se  de  responsabilidade  subjetiva  por  omissão,  é \n", "indispensável que se demonstre  a conduta, o dano, o nexo causal, e a \n", "culpa.  Alega-se  que  o  Estado  foi  condenado  sem  que  tenha  sido \n", "comprovada a sua conduta culposa (eDOC10).\n", "A  parte  Agravada,  devidamente  intimada,  não  apresentou \n", "manifestação (eDOC 13).\n", "É o relatório.\n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747982674.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11\n", "Voto - MIN. EDSON FACHIN\n", "07/08/2018 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.090.751 \n", "PARAÍBA\n", "VOTO\n", "O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões \n", "recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada.\n", "Com efeito,  o  Tribunal  de  origem concluiu pela  responsabilidade \n", "civil  do ora Agravante pelos danos causados à Agravada, decorrentes do \n", "rompimento  da  Barragem  Camará.  Isso  porque  entendeu  que  restou \n", "configurada a culpa do ente federativo, em virtude da atuação ineficiente, \n", "já  que tinha o dever de fiscalizar  o andamento das obras  contratadas. \n", "Extrai-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte trecho (eDOC \n", "4):\n", "“Como  notório,  o  fato  trouxe  à  comunidade  atingida \n", "diversos prejuízos de ordem material e moral aos habitantes da \n", "região, haja vista que muitos ficaram desamparados por terem \n", "suas residências destruídas ou danificadas, bem como, os bens e \n", "utensílios que os guarneciam. \n", "(...)\n", "No  caso  presente,  como  em  tantos  outros  similares, \n", "embora  afirme  a  Edilidade  que  as  ‘falhas  que  levaram  ao  \n", "rompimento da barragem foram decorrentes da própria execução da  \n", "obra,  a  qual  ficara  a  cargo  das  construtoras  contratadas  pela  \n", "administração  anterior’,  tem-se  que  é  aí,  ao  contrário  do \n", "asseverado, que restou caracterizada a sua atuação ineficiente, \n", "pois o Estado tinha e tem o dever de fiscalizar o andamento das \n", "obras contratadas, sobretudo a de uma obra dessa magnitude \n", "que, indubitavelmente, trazia à comunidade elevado risco e, por \n", "isso  mesmo,  carecedora  de  uma maior  atenção por  parte  do \n", "Poder  Público,  ante  a  possível  tragédia  de  um  rompimento, \n", "como ocorrido”\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747982675.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11\n", "Voto - MIN. EDSON FACHIN\n", "ARE 1090751 AGR / PB \n", "Assim, conforme posto na decisão agravada,  eventual  divergência \n", "em  relação  ao  entendimento  adotado  pelo  Tribunal  a  quo,  quanto  à \n", "configuração da responsabilidade civil do Estado, no caso, demandaria o \n", "reexame de fatos e provas, o que inviabiliza o processamento do apelo \n", "extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do STF. Nesse \n", "sentido, confiram-se os seguintes julgados:\n", "“EMENTA:  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA. \n", "OMISSÃO  ESTATAL.  ROMPIMENTO  DE  BARRAGEM. \n", "REEXAME  DE  FATOS  E  PROVAS.  SÚMULA  N.  279  DO \n", "SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  AGRAVO  REGIMENTAL \n", "AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RE 691.678-AgR, Rel. \n", "Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 25.9.2012)\n", "“Ementa:  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. ROMPIMENTO DE \n", "BARRAGEM.  INUNDAÇÃO.  OMISSÃO  DO  PODER \n", "PÚBLICO.  RESPONSABILIDADE  CIVIL  SUBJETIVA. \n", "ANÁLISE DA COMPROVAÇÃO,  OU NÃO,  DA CULPA DO \n", "ENTE PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE. REEXAME DE FATOS E \n", "PROVAS. SÚMULA N. 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A \n", "QUE  SE  NEGA  PROVIMENTO.  1.  A  repercussão  geral \n", "pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos \n", "constitucionais  e  processuais  de  admissibilidade  (art.  323  do \n", "RISTF).  2.  Consectariamente,  quando  a  ofensa  for  reflexa  ou \n", "mesmo quando a violação for constitucional, mas necessária a \n", "análise  de  fatos  e  provas,  não  há  como  se  pretender  seja \n", "reconhecida  a  repercussão  geral  das  questões  constitucionais \n", "discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 3. Entendimento \n", "diverso do adotado pelo acórdão originalmente recorrido sobre \n", "a  comprovação,  ou  não,  da  culpa  do  Estado  da  Paraíba  no \n", "rompimento  da  Barragem  de  Camará,  implicaria, \n", "necessariamente, o reexame da matéria fático-probatória, o que \n", "inviabiliza o extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula n. \n", "279  do  Supremo  Tribunal  Federal,  verbis:  “para  simples \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747982675.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11\n", "Voto - MIN. EDSON FACHIN\n", "ARE 1090751 AGR / PB \n", "reexame  de  prova  não  cabe  recurso  extraordinário”. \n", "Precedentes:  AI  830.461-AgR,  Segunda  Turma,  Relatora  a \n", "Ministra Ellen Gracie, DJ de 16.08.11; RE 603.342-AgR, Primeira \n", "Turma,  Relator  o  Ministro  Ricardo  Lewandowski,  DJ  de \n", "1º.02.11; AI 727.483-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra \n", "Ellen Gracie, DJ de 19.11.10; RE 585.007-AgR, Primeira Turma, \n", "Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 05.06.09. 4. In \n", "casu,  o  acórdão originalmente  recorrido  assentou:  “AGRAVO \n", "INTERNO. DECISÃO MONOCRÁTICA. APELAÇÃO CÍVEL. \n", "TRAGÉDIA  CAMARÁ.  INDENIZAÇÃO  POR  DANOS \n", "MORAIS  E  MATERIAIS.  PROVIMENTO  PARCIAL  DA \n", "SÚPLICA.  RAZÕES  RECURSAIS.  APLICAÇÃO  DA \n", "PRESCRIÇÃO  TRIENAL.  NÃO  CABIMENTO. \n", "RESPONSABILIZAÇÃO SUBJETIVA. AUSÊNCIA DE PROVAS \n", "PELO  DEMANDANTE.  CULPA  DEVIDAMENTE \n", "EVIDENCIADA  NOS  AUTOS.  PREJUÍZOS  PATRIMONIAIS \n", "EFETIVAMENTE  COMPROVADOS.  DESPROVIMENTO  DO \n", "RECURSO.  A prescrição  contra  a  Fazenda  Pública  se  dá  em \n", "cinco  anos,  nos  termos  do  Art.  1º  do  Decreto  nº  20.910/32. \n", "Constitui  ônus  do  promovido  provar  a  existência  de  fato \n", "impeditivo,  modificativo ou extintivo do direito do autor,  de \n", "acordo com o estabelecido no artigo 333, inciso II, do Código de \n", "Processo Civil. Na espécie, a responsabilidade civil do Estado \n", "encontra-se comprovada, uma vez que tem este, por obrigação, \n", "manter em condição regular e fiscalizar as obras públicas, onde \n", "sua  omissão,  caracterizada  na  falha  da  prestação  desses \n", "serviços, acarretará a sua culpabilidade. Precedentes do TJPB. \n", "Havendo indícios de que houve perdas de natureza material, \n", "em virtude de sérios danos na casa da parte autora, deve ser \n", "julgado  procedente  o  pedido  de  indenização.  5.  Agravo \n", "regimental a que se nega provimento.” (RE 695.887-AgR, Rel. \n", "Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 25.9.2012)\n", "Ante  o  exposto,  voto  pelo  não  provimento  do  presente  agravo \n", "regimental, bem como, diante do caráter manifestamente protelatório do \n", "recurso,  nos  termos  da  fundamentação  acima declinada,  por  aplicar  à \n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747982675.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11\n", "Voto - MIN. EDSON FACHIN\n", "ARE 1090751 AGR / PB \n", "parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos \n", "termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na \n", "hipótese  de  deliberação  unânime,  condicionando-se  a  interposição  de \n", "qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o \n", "disposto no art. 1.021, § 5º, bem como o § 3º do art. 98 do CPC. \n", "É como voto.\n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747982675.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11\n", "Extrato de Ata - 07/08/2018\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.090.751\n", "PROCED. : PARAÍBA\n", "RELATOR : MIN. EDSON FACHIN\n", "AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA\n", "AGDO.(A/S) : SEVERINA FERREIRA DE ALMEIDA\n", "ADV.(A/S) : MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA (13892A/AL, 29933/BA, \n", "20417-A/CE, 51948/DF, 9503-A/MA, 4007/PB, 00573/PE, 199239/RJ, \n", "560-A/RN)\n", "Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \n", "regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos \n", "termos  do  voto  do  Relator.  Segunda  Turma,  Sessão  Virtual  de \n", "29.6.2018 a 6.8.2018.\n", "Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso \n", "de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin.\n", "Marcelo Pimentel\n", "Secretário\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747915864\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11\n" ], "numero" : "1090751", "partes" : [ { "nome" : "MIN. EDSON FACHIN", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "ESTADO DA PARAÍBA", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" }, { "nome" : "SEVERINA FERREIRA DE ALMEIDA", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. EDSON FACHIN", "texto" : "O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR):  Cuida-se  de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que  neguei provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 9):  “Trata-se  de  agravo  cujo  objeto  é  a  decisão  que  não  admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão  do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, assim ementado  (eDOC 4, p. 64):   ‘APELAÇÃO  CÍVEL  E  REMESSA  OFICIAL.  RESPONSABILIDADE  CIVIL.  ROMPIMENTO  DE  BARRAGEM.  PRELIMINARES.  PREJUDICIAL.  REJEIÇÃO.  PREJUÍZO  MORAL  E  MATERIAL.  ATO  OMISSIVO  DA ADMINISTRAÇÃO  PÚBLICA.  CULPA.  VERIFICAÇÃO.  DEVER  DE  INDENIZAR.  NECESSIDADE.  DANO  MATERIAL.  PROVA  TESTEMUNHAL.  COMPROVAÇÃO.  DANO  MORAL.  INDENIZAÇÃO  ARBITRADA  COM  CONTORNOS  RAZOÁVEIS.  MANUTENÇÃO.  CORREÇÃO  MONETÁRIA  DA  INDENIZAÇÃO  POR  DANOS  MORAIS.  TERMO  INICIAL.  DATA  DO  ARBITRAMENTO.  JUROS  DE  MORA.  CONTAGEM  A     PARTIR  DO  EVENTO  LESIVO.  SÚMULA 54,  DO  STJ.  PROVIMENTO  PARCIAL DO APELO  E  DA REMESSA  OFICIAL.’  No  recurso  extraordinário,  com  fundamento  no  permissivo constitucional do artigo 102, III, a, alega-se violação  do  art.  37,  §6º,  da  Constituição  da  República.  Sustenta-se  a  inexistência de responsabilidade civil objetiva do ente público  em razão do evento danoso resultar de falha na execução da  obra  por  parte  do  empreiteiro  privado  contratado  para  sua  consecução.  A Presidência do TJ/PB inadmitiu o recurso com base no  óbice da Súmula 279 do STF (eDOC 4, pp. 101-102).  É o relatório. Decido.  O Tribunal de origem, quando do julgamento da apelação,   assim consignou (eDOC 4, p. 67 e p. 74):   ‘O Estado da Paraíba,  na tentativa de se furtar  da  responsabilidade de indenizar satisfatoriamente as vítimas  do evento, levanta a tese de quitação do dano a partir do  pagamento  de  quantia  decorrente  de  suposto  acordo  firmado  entre  as  partes,  acarretando  a  extinção  do  seu  direito  de  pleitear  ulteriores  indenizações.  Embora  seja  verdadeira a informação de que a recorrida foi indenizada  pelo  Estado  da  Paraíba  pelos  danos  experimentados,  a  quitação dada quanto ao valor recebido não impede que a  parte  postule,  junto  ao  Poder  Judiciário,  a  complementação dos prejuízos sofridos.  (…) No  caso  em  discussão,  ressalte-se  que  todas  as   testemunhas  apontam  que  a  apelada,  com  aproximadamente 87 (oitenta e sete) anos de idade no dia  do  rompimento  da  barragem,  foi  salva  pelo  neto,  perdendo  todos  os  bens  que  guarneciam  a  casa.  As  testemunhas  relatam,  ainda,  a  destruição  parcial  do  imóvel, fato este que também deve ser considerado para     efeitos da quantificação.  Isto posto, seguindo a linha dos precedentes do STJ,   que tem mantido as indenizações no patamar fixado pelos  magistrados  de  primeiro  grau,  rejeito  os  pedidos  de  exclusão e redução dos danos materiais.’   Nesse  contexto,  é  certo  que  a  discussão  acerca  da   existência  de  nexo  de  causalidade  entre  a  falha  no  serviço  público  decorrente  do  rompimento  da  barragem  e  o  dano  sofrido pela parte Recorrida, a responsabilizar o Ente público,  demandaria  revolvimento  dos  dados  fáticos  constantes  nos  autos, a exigir nova apreciação de matéria de índole probatória,  inviável  na  instância  extraordinária,  incidência  ao  caso,  portanto, do óbice da Súmula 279 desta Corte,  nesse sentido,  confiram-se:   ‘AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  RESPONSABILIDADE  CIVIL  DA  ADMINISTRAÇÃO  PÚBLICA.  ROMPIMENTO  DA  BARRAGEM  DE  CAMARÁ.  AUSÊNCIA DE  MATÉRIA  CONSTITUCIONAL.    O Supremo Tribunal Federal, em  casos análogos, concluiu que a alegada ofensa ao art. 37, §  6º,  da  Constituição  Federal  esbarra  na  necessidade  do  reexame  dos  fatos  e  do  material  probatório  dos  autos.  Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula  279/STF.    Agravo regimental a que se nega provimento.’  (RE 761.843-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe  26.02.2014).    ‘Agravo  regimental  em  recurso  extraordinário.  2.   Responsabilidade  objetiva  prevista  no  art.  37,  §  6º,  da  Constituição  Federal.  Atos  omissivos  do  Poder  Público.  Dever  de  fiscalização.  Rompimento  de  barragem.  Precedentes.  3.  Impossibilidade de reexame do conjunto  fático-probatório.  Enunciado  279  da  Súmula  do  STF.  4.  Ausência  de  argumentos  suficientes  para  infirmar  a     decisão  recorrida.  5.  Agravo  regimental  a  que  se  nega  provimento.’ (RE 784.026-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes,  2ª Turma, DJe 20.02.2014).  Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos  do 932, IV, a, do CPC, e majoro em ¼ (um quarto) os honorários  fixados anteriormente, nos termos do art. 85, §11, devendo ser  observados os limites dos §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo.     Publique-se.”  Sustenta-se, em suma, que não se pretende o reexame dos fatos e  provas já delineados no acórdão  recorrido,  mas  o  afastamento  da  aplicação da responsabilidade objetiva imputada ao Recorrente. Aduz-se  que,  tratando-se  de  responsabilidade  subjetiva  por  omissão,  é  indispensável que se demonstre  a conduta, o dano, o nexo causal, e a  culpa.  Alega-se  que  o  Estado  foi  condenado  sem  que  tenha  sido  comprovada a sua conduta culposa (eDOC10).  A  parte  Agravada,  devidamente  intimada,  não  apresentou  manifestação (eDOC 13).  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   VOTO  O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões  recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada.  Com efeito,  o  Tribunal  de  origem concluiu pela  responsabilidade  civil  do ora Agravante pelos danos causados à Agravada, decorrentes do  rompimento  da  Barragem  Camará.  Isso  porque  entendeu  que  restou  configurada a culpa do ente federativo, em virtude da atuação ineficiente,  já  que tinha o dever de fiscalizar  o andamento das obras  contratadas.  Extrai-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte trecho (eDOC  4):  “Como  notório,  o  fato  trouxe  à  comunidade  atingida  diversos prejuízos de ordem material e moral aos habitantes da  região, haja vista que muitos ficaram desamparados por terem  suas residências destruídas ou danificadas, bem como, os bens e  utensílios que os guarneciam.   (...) No  caso  presente,  como  em  tantos  outros  similares,   embora  afirme  a  Edilidade  que  as  ‘falhas  que  levaram  ao   rompimento da barragem foram decorrentes da própria execução da   obra,  a  qual  ficara  a  cargo  das  construtoras  contratadas  pela   administração  anterior’,  tem-se  que  é  aí,  ao  contrário  do  asseverado, que restou caracterizada a sua atuação ineficiente,  pois o Estado tinha e tem o dever de fiscalizar o andamento das  obras contratadas, sobretudo a de uma obra dessa magnitude  que, indubitavelmente, trazia à comunidade elevado risco e, por  isso  mesmo,  carecedora  de  uma maior  atenção por  parte  do  Poder  Público,  ante  a  possível  tragédia  de  um  rompimento,  como ocorrido”    Assim, conforme posto na decisão agravada,  eventual  divergência  em  relação  ao  entendimento  adotado  pelo  Tribunal  a  quo,  quanto  à  configuração da responsabilidade civil do Estado, no caso, demandaria o  reexame de fatos e provas, o que inviabiliza o processamento do apelo  extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do STF. Nesse  sentido, confiram-se os seguintes julgados:  “EMENTA:  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA.  OMISSÃO  ESTATAL.  ROMPIMENTO  DE  BARRAGEM.  REEXAME  DE  FATOS  E  PROVAS.  SÚMULA  N.  279  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  AGRAVO  REGIMENTAL  AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RE 691.678-AgR, Rel.  Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 25.9.2012)  “Ementa:  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. ROMPIMENTO DE  BARRAGEM.  INUNDAÇÃO.  OMISSÃO  DO  PODER  PÚBLICO.  RESPONSABILIDADE  CIVIL  SUBJETIVA.  ANÁLISE DA COMPROVAÇÃO,  OU NÃO,  DA CULPA DO  ENTE PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE. REEXAME DE FATOS E  PROVAS. SÚMULA N. 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A  QUE  SE  NEGA  PROVIMENTO.  1.  A  repercussão  geral  pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos  constitucionais  e  processuais  de  admissibilidade  (art.  323  do  RISTF).  2.  Consectariamente,  quando  a  ofensa  for  reflexa  ou  mesmo quando a violação for constitucional, mas necessária a  análise  de  fatos  e  provas,  não  há  como  se  pretender  seja  reconhecida  a  repercussão  geral  das  questões  constitucionais  discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 3. Entendimento  diverso do adotado pelo acórdão originalmente recorrido sobre  a  comprovação,  ou  não,  da  culpa  do  Estado  da  Paraíba  no  rompimento  da  Barragem  de  Camará,  implicaria,  necessariamente, o reexame da matéria fático-probatória, o que  inviabiliza o extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula n.  279  do  Supremo  Tribunal  Federal,  verbis:  “para  simples     reexame  de  prova  não  cabe  recurso  extraordinário”.  Precedentes:  AI  830.461-AgR,  Segunda  Turma,  Relatora  a  Ministra Ellen Gracie, DJ de 16.08.11; RE 603.342-AgR, Primeira  Turma,  Relator  o  Ministro  Ricardo  Lewandowski,  DJ  de  1º.02.11; AI 727.483-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra  Ellen Gracie, DJ de 19.11.10; RE 585.007-AgR, Primeira Turma,  Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 05.06.09. 4. In  casu,  o  acórdão originalmente  recorrido  assentou:  “AGRAVO  INTERNO. DECISÃO MONOCRÁTICA. APELAÇÃO CÍVEL.  TRAGÉDIA  CAMARÁ.  INDENIZAÇÃO  POR  DANOS  MORAIS  E  MATERIAIS.  PROVIMENTO  PARCIAL  DA  SÚPLICA.  RAZÕES  RECURSAIS.  APLICAÇÃO  DA  PRESCRIÇÃO  TRIENAL.  NÃO  CABIMENTO.  RESPONSABILIZAÇÃO SUBJETIVA. AUSÊNCIA DE PROVAS  PELO  DEMANDANTE.  CULPA  DEVIDAMENTE  EVIDENCIADA  NOS  AUTOS.  PREJUÍZOS  PATRIMONIAIS  EFETIVAMENTE  COMPROVADOS.  DESPROVIMENTO  DO  RECURSO.  A prescrição  contra  a  Fazenda  Pública  se  dá  em  cinco  anos,  nos  termos  do  Art.  1º  do  Decreto  nº  20.910/32.  Constitui  ônus  do  promovido  provar  a  existência  de  fato  impeditivo,  modificativo ou extintivo do direito do autor,  de  acordo com o estabelecido no artigo 333, inciso II, do Código de  Processo Civil. Na espécie, a responsabilidade civil do Estado  encontra-se comprovada, uma vez que tem este, por obrigação,  manter em condição regular e fiscalizar as obras públicas, onde  sua  omissão,  caracterizada  na  falha  da  prestação  desses  serviços, acarretará a sua culpabilidade. Precedentes do TJPB.  Havendo indícios de que houve perdas de natureza material,  em virtude de sérios danos na casa da parte autora, deve ser  julgado  procedente  o  pedido  de  indenização.  5.  Agravo  regimental a que se nega provimento.” (RE 695.887-AgR, Rel.  Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 25.9.2012)  Ante  o  exposto,  voto  pelo  não  provimento  do  presente  agravo  regimental, bem como, diante do caráter manifestamente protelatório do  recurso,  nos  termos  da  fundamentação  acima declinada,  por  aplicar  à     parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos  termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na  hipótese  de  deliberação  unânime,  condicionando-se  a  interposição  de  qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o  disposto no art. 1.021, § 5º, bem como o § 3º do art. 98 do CPC.   É como voto. ", "votante" : "MIN_EDSON_FACHIN" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac2b0d251224488759a" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do  Ministro  Marco Aurélio,  na conformidade da ata de julgamento e das  notas taquigráficas,  por maioria de votos,  em não conhecer do agravo  regimental e determinar a baixa imediata dos autos, independentemente  do trânsito em julgado, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro  Marco Aurélio.     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ROBERTO BARROSO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     CLÉSIO SOARES DE ANDRADE\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     EUGENIO PACELLI DE OLIVEIRA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n    </p>\n    <p>\n     EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. FALTA DE INTERESSE EM RECORRER. 1. \nConforme  assentado  pelo  próprio  agravante,  a  questão  “\n     <i>\n      diz  respeito  a  \noutro processo\n     </i>\n     ”, que foi distribuído por equívoco a outro juízo e que não \nenvolve o acusado. 2. Agravo regimental não conhecido e determinada a \nbaixa imediata dos autos, independentemente do trânsito em julgado.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nPrimeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do \nMinistro  Marco Aurélio,  na conformidade da ata de julgamento e das \nnotas taquigráficas,  por maioria de votos,  em não conhecer do agravo \nregimental e determinar a baixa imediata dos autos, independentemente \ndo trânsito em julgado, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro \nMarco Aurélio.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 07 de outubro de 2014.\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO\n     <b>\n      LUÍS ROBERTO BARROSO\n     </b>\n     -   RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6975340.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      07/10/2014 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO PENAL 606 MINAS GERAIS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     CLÉSIO SOARES DE ANDRADE\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     EUGENIO PACELLI DE OLIVEIRA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATÓRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. Trata-se  de  agravo  regimental  contra  decisão  de  minha \nautoria, com o seguinte teor:\n    </p>\n    <p>\n     “Trata-se de embargos declaratórios interpostos pelo réu \nClésio Soares Andrade requerendo, em suma, que seja definido \no juízo criminal competente em primeiro grau para o qual deve \nser feita a remessa dos autos.\n    </p>\n    <p>\n     De fato, a denúncia em face do ex-Senador da República \nfoi recebida pelo juízo da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte. \nPorém, independente do órgão jurisdicional que recebeu a peça \nacusatória, a ação penal havia sido previamente distribuída ao \nreferido juízo criminal. Ou seja, havendo esta Corte declinado \nda  competência,  o  feito  deve  retornar  ao  mesmo  órgão  de \norigem.\n    </p>\n    <p>\n     Alega a parte ré o receio de que ocorra a livre distribuição \ndo feito, do mesmo modo como ocorreu com a ação penal em \nque é réu Eduardo Azeredo.\n    </p>\n    <p>\n     Entretanto, considerando a narrativa da prática comum de \ncondutas supostamente delituosas, deve o juízo criminal da 9ª \nVara  Criminal  de  Belo  Horizonte  diligenciar  para  a  regular\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6975341.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AP 606 ED-AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     distribuição da ação penal proposta em face do réu Eduardo \nAzeredo, originária da AP nº 536, também de minha Relatoria.\n    </p>\n    <p>\n     Por essa razão, a requerimento do embargante e do MPF \n(fls. 2893), determino que a expedição do ofício declinatório da \ncompetência seja destinado ao juízo da 9ª Vara Criminal de Belo \nHorizonte, ficando prejudicados os embargos declaratórios de \nfls. 2895/2900. Oficie-se ao juízo da 11ª Vara Criminal de Belo \nHorizonte,  comunicando  a  decisão,  para  as  providências \ncabíveis.”\n    </p>\n    <p>\n     2. A parte agravante, em síntese, alega que os embargos de \ndeclaração pleitearam o esclarecimento quanto à competência do juízo da \n9ª  Vara  Criminal  e  que  as  considerações  que  apontam  erro  na \nredistribuição da AP 536 não eram objeto dos embargos opostos. Requer, \nassim, o conhecimento dos embargos declaratórios  para: (\n     <b>\n      i\n     </b>\n     ) “\n     <i>\n      apontar a  \ninviabilidade jurídica de correção de ofício da jurisdição da 11ª Vara criminal de  \nBelo Horizonte, em relação a outro processo\n     </i>\n     ”; e (\n     <b>\n      ii\n     </b>\n     ) “\n     <i>\n      que se afirme a necessidade  \nde separação dos processos\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     3. É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6975341.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      07/10/2014 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO PENAL 606 MINAS GERAIS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      VOTO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     EMENTA:  AGRAVO REGIMENTAL.  FALTA DE \nINTERESSE EM RECORRER. 1.  Conforme \nassentado pelo próprio agravante, a questão \n“\n     <i>\n      diz  respeito  a  outro  processo\n     </i>\n     ”,  que  foi \ndistribuído por equívoco a outro juízo e que \nnão  envolve  o  acusado.  2.  Agravo \nregimental não conhecido e determinada a \nbaixa  imediata  dos  autos, \nindependentemente do trânsito em julgado.\n    </p>\n    <p>\n     1. Inicialmente,  observo  que  os  embargos  não  devem  ser \nconhecidos, já que esbarram na falta de interesse em recorrer.\n    </p>\n    <p>\n     2. Com efeito, conforme assentado pelo próprio agravante, a \nquestão “\n     <i>\n      diz respeito o outro processo\n     </i>\n     ”, que foi distribuído por equívoco ao \nJuízo  da  11ª  Vara  Criminal  de  Belo  Horizonte  e  que  não  envolve  o \nacusado.\n    </p>\n    <p>\n     3. Apenas foi determinado que o Juízo da 9ª Vara Criminal \nrealizasse diligências para regularizar a distribuição do processo oriundo \nda  AP  536,  de  minha  relatoria,  conexa  com  a  presente  ação  penal, \nconforme o critério da prevenção (art. 83 do Código de Processo Penal).\n    </p>\n    <p>\n     4. Quanto ao segundo pedido, ressalte-se que a separação do \nprocesso não foi ainda decidida pelo juízo único de primeira instância. O \njulgamento conjunto acarretaria a suspensão do processo na AP 536, cuja\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6975342.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AP 606 ED-AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     instrução,  como se sabe,  havia  sido encerrada nesta  Corte.  Entretanto, \nessa questão também não interessa ao agravante, uma vez que o processo \na que responde não deverá ficar suspenso por estar em estágio um pouco \nmenos avançado.\n    </p>\n    <p>\n     5. De todo modo, o fato de dois processos encontrarem-se em \nfases distintas pode fazer com que não haja o julgamento simultâneo. Ou \nseja,  o  juiz  da  9ª  Vara  Criminal  de  Belo  Horizonte/MG  poderá,  se \nentender necessário, separar ou não os processos, com base no art. 80 do \nCódigo de Processo Penal: “\n     <i>\n      Será facultativa a separação dos processos quando  \nas  infrações  tiverem sido praticadas  em circunstâncias  de  tempo ou de  lugar  \ndiferentes,  ou,  quando  pelo  excessivo  número  de  acusados  e  para  não  lhes  \nprolongar  a  prisão  provisória,  ou  por  outro  motivo  relevante,  o  juiz  reputar  \nconveniente a separação.\n     </i>\n     ”\n    </p>\n    <p>\n     6. Na mesma linha, é a jurisprudência desta Corte. A título \nexemplificativo, confira-se:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO \nHABEAS  CORPUS.  DECISÃO  MONOCRÁTICA \nDENEGATÓRIA.  DUPLA  SUPRESSÃO  DE  INSTÂNCIA. \nMANIFESTA  ILEGALIDADE  OU  ABUSO  DE  PODER. \nINOCORRÊNCIA.  HABEAS  CORPUS  PER  SALTUM. \nDESCABIMENTO.  CONEXÃO  DE  AÇÕES  PENAIS. \nINCOGNOSCIBILIDADE.  DILAÇÃO  PROBATÓRIA. \nREUNIÃO  DE  AÇÕES  PENAIS.  FACULDADE  DO  JUIZ \n(CPP,  ART.  80).  DESMEMBRAMENTO  DE  AÇÕES  POR \nFATOS  CONEXOS.  POSSIBILIDADE.  COMPLEXIDADE. \nCELERIDADE  DA  PRESTAÇÃO  JURISDICIONAL. \nAGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     [...] \n2. A conexão de ações penais é matéria incognoscível em\n    </p>\n    <p>\n     habeas corpus, por demandar dilação probatória, revelando-se \na separação de feitos processuais uma faculdade do magistrado, \nnos  termos  do  CPP,  art.  80  -\n     <i>\n      Será  facultativa  a  separação  dos\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6975342.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AP 606 ED-AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      processos  quando  as  infrações  tiverem  sido  praticadas  em  \ncircunstâncias  de  tempo  ou  de  lugar  diferentes,  ou,  quando  pelo  \nexcessivo  número  de  acusados  e  para  não  lhes  prolongar  a  prisão  \nprovisória, ou por outro motivo relevante, o juiz reputar conveniente a  \nseparação\n     </i>\n     . (Precedentes: HC 91.895/SP, Relator Ministro Menezes \nDireito,  Primeira  Turma,  Julgamento  em  01/4/2008;  HC \n84.301/SP, Relator Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, \nJulgamento em 9/11/2004).\n    </p>\n    <p>\n     […]\n4.  As  ações  penais  de  maior  complexidade  podem  ser\n    </p>\n    <p>\n     desmembradas, ainda que eventualmente exista conexão entre \nas  infrações  processadas,  por  motivos  de  conveniência  da \ninstrução criminal.\n    </p>\n    <p>\n     5.  A prevenção  restou  observada,  porque  tramitam no \nmesmo juízo todos os feitos processuais, não havendo, quanto \nao mais,  patente ilegalidade ou abuso de poder que pudesse \nautorizar o conhecimento deste\n     <i>\n      habeas corpus per saltum\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     6. Agravo regimental desprovido. (HC 104.017-AgR, Rel. \nMin. Luiz Fux)\n    </p>\n    <p>\n     7. Diante  do  exposto,  não  conheço  do  agravo  regimental, \nante a falta de interesse em recorrer, e determino a baixa imediata dos \nautos, independentemente do trânsito em julgado.\n    </p>\n    <p>\n     8. É como voto.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6975342.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      07/10/2014 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO PENAL 606 MINAS GERAIS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (PRESIDENTE)  –  A \nproblemática  de  fundo  não  interfere  no  conhecimento  do  agravo \nregimental. Não se tem pressuposto de recorribilidade, mas a procedência \nou improcedência do inconformismo demonstrado pela parte.\n    </p>\n    <p>\n     Por isso, conheço do recurso.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7045529.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 07/10/2014\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO PENAL 606\n     </b>\n     PROCED. : MINAS GERAIS\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n     </b>\n     AGTE.(S) : CLÉSIO SOARES DE ANDRADE\nADV.(A/S) : EUGENIO PACELLI DE OLIVEIRA\nAGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : Por maioria de votos, a Turma não conheceu do agravo \nregimental  e  determinou  a  baixa  imediata  dos  autos, \nindependentemente do trânsito em julgado, nos termos do voto do \nrelator,  vencido  o  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio,  Presidente. \nPrimeira Turma, 7.10.2014.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência  do  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio.  Presentes  à\n    </p>\n    <p>\n     Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e \nRoberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Gilmar Mendes para \njulgar processo a ele vinculado.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Paulo  Gustavo  Gonet \nBranco.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6984221\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "07/10/2014 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO PENAL 606 MINAS GERAIS\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AGTE.(S) :CLÉSIO SOARES DE ANDRADE \n", "ADV.(A/S) :EUGENIO PACELLI DE OLIVEIRA \n", "AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA \n", "EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. FALTA DE INTERESSE EM RECORRER. 1. \n", "Conforme  assentado  pelo  próprio  agravante,  a  questão  “diz  respeito  a  \n", "outro processo”, que foi distribuído por equívoco a outro juízo e que não \n", "envolve o acusado. 2. Agravo regimental não conhecido e determinada a \n", "baixa imediata dos autos, independentemente do trânsito em julgado.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do \n", "Ministro  Marco Aurélio,  na conformidade da ata de julgamento e das \n", "notas taquigráficas,  por maioria de votos,  em não conhecer do agravo \n", "regimental e determinar a baixa imediata dos autos, independentemente \n", "do trânsito em julgado, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro \n", "Marco Aurélio.\n", "Brasília, 07 de outubro de 2014.\n", "   MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO  -   RELATOR\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6975340.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8\n", "Relatório\n", "07/10/2014 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO PENAL 606 MINAS GERAIS\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AGTE.(S) :CLÉSIO SOARES DE ANDRADE \n", "ADV.(A/S) :EUGENIO PACELLI DE OLIVEIRA \n", "AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA \n", "RELATÓRIO\n", "O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):\n", "1. Trata-se  de  agravo  regimental  contra  decisão  de  minha \n", "autoria, com o seguinte teor:\n", "“Trata-se de embargos declaratórios interpostos pelo réu \n", "Clésio Soares Andrade requerendo, em suma, que seja definido \n", "o juízo criminal competente em primeiro grau para o qual deve \n", "ser feita a remessa dos autos.\n", "De fato, a denúncia em face do ex-Senador da República \n", "foi recebida pelo juízo da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte. \n", "Porém, independente do órgão jurisdicional que recebeu a peça \n", "acusatória, a ação penal havia sido previamente distribuída ao \n", "referido juízo criminal. Ou seja, havendo esta Corte declinado \n", "da  competência,  o  feito  deve  retornar  ao  mesmo  órgão  de \n", "origem.\n", "Alega a parte ré o receio de que ocorra a livre distribuição \n", "do feito, do mesmo modo como ocorreu com a ação penal em \n", "que é réu Eduardo Azeredo.\n", "Entretanto, considerando a narrativa da prática comum de \n", "condutas supostamente delituosas, deve o juízo criminal da 9ª \n", "Vara  Criminal  de  Belo  Horizonte  diligenciar  para  a  regular \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6975341.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8\n", "Relatório\n", "AP 606 ED-AGR / MG \n", "distribuição da ação penal proposta em face do réu Eduardo \n", "Azeredo, originária da AP nº 536, também de minha Relatoria.\n", "Por essa razão, a requerimento do embargante e do MPF \n", "(fls. 2893), determino que a expedição do ofício declinatório da \n", "competência seja destinado ao juízo da 9ª Vara Criminal de Belo \n", "Horizonte, ficando prejudicados os embargos declaratórios de \n", "fls. 2895/2900. Oficie-se ao juízo da 11ª Vara Criminal de Belo \n", "Horizonte,  comunicando  a  decisão,  para  as  providências \n", "cabíveis.”\n", "2. A parte agravante, em síntese, alega que os embargos de \n", "declaração pleitearam o esclarecimento quanto à competência do juízo da \n", "9ª  Vara  Criminal  e  que  as  considerações  que  apontam  erro  na \n", "redistribuição da AP 536 não eram objeto dos embargos opostos. Requer, \n", "assim, o conhecimento dos embargos declaratórios  para: (i) “apontar a  \n", "inviabilidade jurídica de correção de ofício da jurisdição da 11ª Vara criminal de  \n", "Belo Horizonte, em relação a outro processo”; e (ii) “que se afirme a necessidade  \n", "de separação dos processos”.\n", "3. É o relatório.\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6975341.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8\n", "Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n", "07/10/2014 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO PENAL 606 MINAS GERAIS\n", "VOTO\n", "O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):\n", "EMENTA:  AGRAVO REGIMENTAL.  FALTA DE \n", "INTERESSE EM RECORRER. 1.  Conforme \n", "assentado pelo próprio agravante, a questão \n", "“diz  respeito  a  outro  processo”,  que  foi \n", "distribuído por equívoco a outro juízo e que \n", "não  envolve  o  acusado.  2.  Agravo \n", "regimental não conhecido e determinada a \n", "baixa  imediata  dos  autos, \n", "independentemente do trânsito em julgado.\n", "1. Inicialmente,  observo  que  os  embargos  não  devem  ser \n", "conhecidos, já que esbarram na falta de interesse em recorrer.\n", "2. Com efeito, conforme assentado pelo próprio agravante, a \n", "questão “diz respeito o outro processo”, que foi distribuído por equívoco ao \n", "Juízo  da  11ª  Vara  Criminal  de  Belo  Horizonte  e  que  não  envolve  o \n", "acusado.\n", "3. Apenas foi determinado que o Juízo da 9ª Vara Criminal \n", "realizasse diligências para regularizar a distribuição do processo oriundo \n", "da  AP  536,  de  minha  relatoria,  conexa  com  a  presente  ação  penal, \n", "conforme o critério da prevenção (art. 83 do Código de Processo Penal).\n", "4. Quanto ao segundo pedido, ressalte-se que a separação do \n", "processo não foi ainda decidida pelo juízo único de primeira instância. O \n", "julgamento conjunto acarretaria a suspensão do processo na AP 536, cuja \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6975342.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8\n", "Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AP 606 ED-AGR / MG \n", "instrução,  como se sabe,  havia  sido encerrada nesta  Corte.  Entretanto, \n", "essa questão também não interessa ao agravante, uma vez que o processo \n", "a que responde não deverá ficar suspenso por estar em estágio um pouco \n", "menos avançado.\n", "5. De todo modo, o fato de dois processos encontrarem-se em \n", "fases distintas pode fazer com que não haja o julgamento simultâneo. Ou \n", "seja,  o  juiz  da  9ª  Vara  Criminal  de  Belo  Horizonte/MG  poderá,  se \n", "entender necessário, separar ou não os processos, com base no art. 80 do \n", "Código de Processo Penal: “Será facultativa a separação dos processos quando  \n", "as  infrações  tiverem sido praticadas  em circunstâncias  de  tempo ou de  lugar  \n", "diferentes,  ou,  quando  pelo  excessivo  número  de  acusados  e  para  não  lhes  \n", "prolongar  a  prisão  provisória,  ou  por  outro  motivo  relevante,  o  juiz  reputar  \n", "conveniente a separação.”\n", "6. Na mesma linha, é a jurisprudência desta Corte. A título \n", "exemplificativo, confira-se:\n", "“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO \n", "HABEAS  CORPUS.  DECISÃO  MONOCRÁTICA \n", "DENEGATÓRIA.  DUPLA  SUPRESSÃO  DE  INSTÂNCIA. \n", "MANIFESTA  ILEGALIDADE  OU  ABUSO  DE  PODER. \n", "INOCORRÊNCIA.  HABEAS  CORPUS  PER  SALTUM. \n", "DESCABIMENTO.  CONEXÃO  DE  AÇÕES  PENAIS. \n", "INCOGNOSCIBILIDADE.  DILAÇÃO  PROBATÓRIA. \n", "REUNIÃO  DE  AÇÕES  PENAIS.  FACULDADE  DO  JUIZ \n", "(CPP,  ART.  80).  DESMEMBRAMENTO  DE  AÇÕES  POR \n", "FATOS  CONEXOS.  POSSIBILIDADE.  COMPLEXIDADE. \n", "CELERIDADE  DA  PRESTAÇÃO  JURISDICIONAL. \n", "AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. \n", "[...] \n", "2. A conexão de ações penais é matéria incognoscível em \n", "habeas corpus, por demandar dilação probatória, revelando-se \n", "a separação de feitos processuais uma faculdade do magistrado, \n", "nos  termos  do  CPP,  art.  80  -  Será  facultativa  a  separação  dos  \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6975342.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8\n", "Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AP 606 ED-AGR / MG \n", "processos  quando  as  infrações  tiverem  sido  praticadas  em  \n", "circunstâncias  de  tempo  ou  de  lugar  diferentes,  ou,  quando  pelo  \n", "excessivo  número  de  acusados  e  para  não  lhes  prolongar  a  prisão  \n", "provisória, ou por outro motivo relevante, o juiz reputar conveniente a  \n", "separação. (Precedentes: HC 91.895/SP, Relator Ministro Menezes \n", "Direito,  Primeira  Turma,  Julgamento  em  01/4/2008;  HC \n", "84.301/SP, Relator Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, \n", "Julgamento em 9/11/2004).\n", "[…]\n", "4.  As  ações  penais  de  maior  complexidade  podem  ser \n", "desmembradas, ainda que eventualmente exista conexão entre \n", "as  infrações  processadas,  por  motivos  de  conveniência  da \n", "instrução criminal.\n", " 5.  A prevenção  restou  observada,  porque  tramitam no \n", "mesmo juízo todos os feitos processuais, não havendo, quanto \n", "ao mais,  patente ilegalidade ou abuso de poder que pudesse \n", "autorizar o conhecimento deste habeas corpus per saltum.\n", " 6. Agravo regimental desprovido. (HC 104.017-AgR, Rel. \n", "Min. Luiz Fux)\n", "7. Diante  do  exposto,  não  conheço  do  agravo  regimental, \n", "ante a falta de interesse em recorrer, e determino a baixa imediata dos \n", "autos, independentemente do trânsito em julgado.\n", "8. É como voto.\n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6975342.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8\n", "Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n", "07/10/2014 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO PENAL 606 MINAS GERAIS\n", "O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (PRESIDENTE)  –  A \n", "problemática  de  fundo  não  interfere  no  conhecimento  do  agravo \n", "regimental. Não se tem pressuposto de recorribilidade, mas a procedência \n", "ou improcedência do inconformismo demonstrado pela parte.\n", "Por isso, conheço do recurso.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7045529.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8\n", "Extrato de Ata - 07/10/2014\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO PENAL 606\n", "PROCED. : MINAS GERAIS\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AGTE.(S) : CLÉSIO SOARES DE ANDRADE\n", "ADV.(A/S) : EUGENIO PACELLI DE OLIVEIRA\n", "AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n", "Decisão: Por maioria de votos, a Turma não conheceu do agravo \n", "regimental  e  determinou  a  baixa  imediata  dos  autos, \n", "independentemente do trânsito em julgado, nos termos do voto do \n", "relator,  vencido  o  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio,  Presidente. \n", "Primeira Turma, 7.10.2014.\n", " \n", "Presidência  do  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio.  Presentes  à \n", "Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e \n", "Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Gilmar Mendes para \n", "julgar processo a ele vinculado.\n", "Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Paulo  Gustavo  Gonet \n", "Branco.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6984221\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8\n" ], "numero" : "606", "partes" : [ { "nome" : "MIN. ROBERTO BARROSO", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "CLÉSIO SOARES DE ANDRADE", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "EUGENIO PACELLI DE OLIVEIRA", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. ROBERTO BARROSO", "texto" : "O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):  1. Trata-se  de  agravo  regimental  contra  decisão  de  minha  autoria, com o seguinte teor:  “Trata-se de embargos declaratórios interpostos pelo réu  Clésio Soares Andrade requerendo, em suma, que seja definido  o juízo criminal competente em primeiro grau para o qual deve  ser feita a remessa dos autos.  De fato, a denúncia em face do ex-Senador da República  foi recebida pelo juízo da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte.  Porém, independente do órgão jurisdicional que recebeu a peça  acusatória, a ação penal havia sido previamente distribuída ao  referido juízo criminal. Ou seja, havendo esta Corte declinado  da  competência,  o  feito  deve  retornar  ao  mesmo  órgão  de  origem.  Alega a parte ré o receio de que ocorra a livre distribuição  do feito, do mesmo modo como ocorreu com a ação penal em  que é réu Eduardo Azeredo.  Entretanto, considerando a narrativa da prática comum de  condutas supostamente delituosas, deve o juízo criminal da 9ª  Vara  Criminal  de  Belo  Horizonte  diligenciar  para  a  regular     distribuição da ação penal proposta em face do réu Eduardo  Azeredo, originária da AP nº 536, também de minha Relatoria.  Por essa razão, a requerimento do embargante e do MPF  (fls. 2893), determino que a expedição do ofício declinatório da  competência seja destinado ao juízo da 9ª Vara Criminal de Belo  Horizonte, ficando prejudicados os embargos declaratórios de  fls. 2895/2900. Oficie-se ao juízo da 11ª Vara Criminal de Belo  Horizonte,  comunicando  a  decisão,  para  as  providências  cabíveis.”  2. A parte agravante, em síntese, alega que os embargos de  declaração pleitearam o esclarecimento quanto à competência do juízo da  9ª  Vara  Criminal  e  que  as  considerações  que  apontam  erro  na  redistribuição da AP 536 não eram objeto dos embargos opostos. Requer,  assim, o conhecimento dos embargos declaratórios  para: (i) “apontar a   inviabilidade jurídica de correção de ofício da jurisdição da 11ª Vara criminal de   Belo Horizonte, em relação a outro processo”; e (ii) “que se afirme a necessidade   de separação dos processos”.  3. É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (PRESIDENTE)  –  A  problemática  de  fundo  não  interfere  no  conhecimento  do  agravo  regimental. Não se tem pressuposto de recorribilidade, mas a procedência  ou improcedência do inconformismo demonstrado pela parte.  Por isso, conheço do recurso. ", "votante" : "MIN_MARCO_AURELIO" }, { "texto" : "   VOTO  O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):  EMENTA:  AGRAVO REGIMENTAL.  FALTA DE  INTERESSE EM RECORRER. 1.  Conforme  assentado pelo próprio agravante, a questão  “diz  respeito  a  outro  processo”,  que  foi  distribuído por equívoco a outro juízo e que  não  envolve  o  acusado.  2.  Agravo  regimental não conhecido e determinada a  baixa  imediata  dos  autos,  independentemente do trânsito em julgado.  1. Inicialmente,  observo  que  os  embargos  não  devem  ser  conhecidos, já que esbarram na falta de interesse em recorrer.  2. Com efeito, conforme assentado pelo próprio agravante, a  questão “diz respeito o outro processo”, que foi distribuído por equívoco ao  Juízo  da  11ª  Vara  Criminal  de  Belo  Horizonte  e  que  não  envolve  o  acusado.  3. Apenas foi determinado que o Juízo da 9ª Vara Criminal  realizasse diligências para regularizar a distribuição do processo oriundo  da  AP  536,  de  minha  relatoria,  conexa  com  a  presente  ação  penal,  conforme o critério da prevenção (art. 83 do Código de Processo Penal).  4. Quanto ao segundo pedido, ressalte-se que a separação do  processo não foi ainda decidida pelo juízo único de primeira instância. O  julgamento conjunto acarretaria a suspensão do processo na AP 536, cuja     instrução,  como se sabe,  havia  sido encerrada nesta  Corte.  Entretanto,  essa questão também não interessa ao agravante, uma vez que o processo  a que responde não deverá ficar suspenso por estar em estágio um pouco  menos avançado.  5. De todo modo, o fato de dois processos encontrarem-se em  fases distintas pode fazer com que não haja o julgamento simultâneo. Ou  seja,  o  juiz  da  9ª  Vara  Criminal  de  Belo  Horizonte/MG  poderá,  se  entender necessário, separar ou não os processos, com base no art. 80 do  Código de Processo Penal: “Será facultativa a separação dos processos quando   as  infrações  tiverem sido praticadas  em circunstâncias  de  tempo ou de  lugar   diferentes,  ou,  quando  pelo  excessivo  número  de  acusados  e  para  não  lhes   prolongar  a  prisão  provisória,  ou  por  outro  motivo  relevante,  o  juiz  reputar   conveniente a separação.”  6. Na mesma linha, é a jurisprudência desta Corte. A título  exemplificativo, confira-se:  “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO  HABEAS  CORPUS.  DECISÃO  MONOCRÁTICA  DENEGATÓRIA.  DUPLA  SUPRESSÃO  DE  INSTÂNCIA.  MANIFESTA  ILEGALIDADE  OU  ABUSO  DE  PODER.  INOCORRÊNCIA.  HABEAS  CORPUS  PER  SALTUM.  DESCABIMENTO.  CONEXÃO  DE  AÇÕES  PENAIS.  INCOGNOSCIBILIDADE.  DILAÇÃO  PROBATÓRIA.  REUNIÃO  DE  AÇÕES  PENAIS.  FACULDADE  DO  JUIZ  (CPP,  ART.  80).  DESMEMBRAMENTO  DE  AÇÕES  POR  FATOS  CONEXOS.  POSSIBILIDADE.  COMPLEXIDADE.  CELERIDADE  DA  PRESTAÇÃO  JURISDICIONAL.  AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.   [...]  2. A conexão de ações penais é matéria incognoscível em   habeas corpus, por demandar dilação probatória, revelando-se  a separação de feitos processuais uma faculdade do magistrado,  nos  termos  do  CPP,  art.  80  -  Será  facultativa  a  separação  dos      processos  quando  as  infrações  tiverem  sido  praticadas  em   circunstâncias  de  tempo  ou  de  lugar  diferentes,  ou,  quando  pelo   excessivo  número  de  acusados  e  para  não  lhes  prolongar  a  prisão   provisória, ou por outro motivo relevante, o juiz reputar conveniente a   separação. (Precedentes: HC 91.895/SP, Relator Ministro Menezes  Direito,  Primeira  Turma,  Julgamento  em  01/4/2008;  HC  84.301/SP, Relator Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma,  Julgamento em 9/11/2004).  […] 4.  As  ações  penais  de  maior  complexidade  podem  ser   desmembradas, ainda que eventualmente exista conexão entre  as  infrações  processadas,  por  motivos  de  conveniência  da  instrução criminal.   5.  A prevenção  restou  observada,  porque  tramitam no  mesmo juízo todos os feitos processuais, não havendo, quanto  ao mais,  patente ilegalidade ou abuso de poder que pudesse  autorizar o conhecimento deste habeas corpus per saltum.   6. Agravo regimental desprovido. (HC 104.017-AgR, Rel.  Min. Luiz Fux)  7. Diante  do  exposto,  não  conheço  do  agravo  regimental,  ante a falta de interesse em recorrer, e determino a baixa imediata dos  autos, independentemente do trânsito em julgado.  8. É como voto. ", "votante" : "MIN_ROBERTO_BARROSO" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac3b0d251224488759b" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do  Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das  notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao  agravo regimental, nos termos do voto do Relator.  Brasília,  22 de maio de 2012.  LUIZ FUX – Relator  Documento assinado digitalmente " }, "arquivohtml" : "./ITD/853418/html/853418.html", "arquivopdf" : "./ITD/853418/853418.pdf", "arquivossecoes" : { "ATA" : null, "EMENTA_ACORDAO" : "./ITD/853418/html/853418_Ementa_e_Acordao_pg_1_3_seq_1.html", "OUTROS" : [ "./ITD/853418/html/853418.html", "./ITD/853418/html/853418_Decisao_de_Julgamento_pg_14_14_seq_4.html" ], "RELATORIO" : "./ITD/853418/html/853418_Relatorio_pg_4_6_seq_2.html", "VOTOS" : { "853418_Voto_MIN_LUIZ_FUX_pg_7_13_seq_3" : "./ITD/853418/html/853418_Voto_MIN_LUIZ_FUX_pg_7_13_seq_3.html" } }, "arquivotxt" : "./ITD/853418/txt/853418.txt", "caminho" : "./ITD/", "ementa" : { "texto" : "EMENTA: AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  DIREITO  DO  TRABALHO.  DIFERENÇAS  SALARIAIS.  VERBA  DENOMINADA  “PLUS SALARIAL”.  PREVISÃO EM REGULAMENTO INTERNO. INTERPRETAÇÃO DE  CLÁUSULAS DO REGULAMENTO E ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO  INFRACONSTITUCIONAL.  REEXAME  DE  FATOS.  IMPOSSIBILIDADE.  INCIDÊNCIA  DAS  SÚMULAS  279  E  454  DO  STF.  PRESCRIÇÃO  TRABALHISTA.  MATÉRIA  INFRACONSTITUCIONAL.  ALEGADA  VIOLAÇÃO  AO  CONTRADITÓRIO, À AMPLA DEFESA E AO DEVIDO PROCESSO  LEGAL. INOCORRÊNCIA. ARGUIÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO  DA  LEGALIDADE.  AUSÊNCIA  DE  PREQUESTIONAMENTO.  AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.  1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos  demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art.  323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não  há  como pretender  seja  reconhecida  a  repercussão  geral  das  questões  constitucionais  discutidas  no  caso  (art.  102,  III,  §  3º,  da  Constituição  Federal).   2.  Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla  defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como  os  limites  da  coisa  julgada  e  da  prestação  jurisdicional,  quando  a  verificação  de  sua  ofensa  dependa  do  reexame  prévio  de  normas  infraconstitucionais,  revelam  ofensa  indireta  ou  reflexa  à  Constituição   DJe 15/06/2012 Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Federal,  o  que,  por  si  só,  não  desafia  a  abertura  da  instância  extraordinária. Precedentes.   3. O  prequestionamento  da  questão  constitucional  é  requisito  indispensável  à  admissão  do  recurso  extraordinário,  sendo  certo  que  eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração.   4. A Súmula  282  do  STF  dispõe,  verbis:  “É  inadmissível  o  recurso   extraordinário,  quando  não  ventilada,  na  decisão  recorrida,  a  questão  federal   suscitada”.   5.  A prescrição,  posto  regulada  por  normas  infraconstitucionais,  indica que a eventual violação à Constituição, se ocorrente, é indireta ou  reflexa,  e  não  enseja  o  processamento  do  recurso  extraordinário.  Precedente: AI 840.736-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de  26/05/2011.   6. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal dependente  da  análise  de  malferimento  de  dispositivo  infraconstitucional  torna  inadmissível o recurso extraordinário.   7. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de  que  é  inviável  o  recurso  extraordinário  que  demande  o  reexame  de  interpretação atribuída a cláusula contida em regulamento interno, posto  envolver  questão  de  caráter  infraconstitucional.  Incide  o  disposto  na  Súmula 454 do STF, verbis: Simples interpretação de cláusulas contratuais não   dá  lugar  a  recurso  extraordinário.  Precedente:  AI  700.748-AgR,  Rel.  Min.  Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe de 06/02/2009.   8.  A Súmula 279 do STF dispõe: “Para simples reexame de prova não   cabe recurso extraordinário”.   9. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões  que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos,  adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional.   10. In casu, o acórdão recorrido assentou a inocorrência da prescrição  total  e  condenou  a  recorrente  ao  pagamento  das  diferenças  salariais  decorrentes  da  parcela  denominada  “plus  salarial”,  porquanto  restou  descumprido o regulamento instituído pelo empregador, o qual prevê a  isonomia  entre  as  várias  profissões  da  categoria  e  o  pagamento  da   aludida verba.  11. Agravo regimental desprovido.   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LUIZ FUX\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS -\n    </p>\n    <p>\n     CEDAE\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E\n    </p>\n    <p>\n     OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ALZIRA VILELA DE OLIVEIRA MARCONDES\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     HUGO OLIVEIRA HORTA BARBOSA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA: AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE \nINSTRUMENTO.  DIREITO  DO  TRABALHO.  DIFERENÇAS \nSALARIAIS.  VERBA  DENOMINADA  “\n      <i>\n       PLUS\n      </i>\n      SALARIAL”. \nPREVISÃO EM REGULAMENTO INTERNO. INTERPRETAÇÃO DE \nCLÁUSULAS DO REGULAMENTO E ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO \nINFRACONSTITUCIONAL.  REEXAME  DE  FATOS. \nIMPOSSIBILIDADE.  INCIDÊNCIA  DAS  SÚMULAS  279  E  454  DO \nSTF.  PRESCRIÇÃO  TRABALHISTA.  MATÉRIA \nINFRACONSTITUCIONAL.  ALEGADA  VIOLAÇÃO  AO \nCONTRADITÓRIO, À AMPLA DEFESA E AO DEVIDO PROCESSO \nLEGAL. INOCORRÊNCIA. ARGUIÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO \nDA  LEGALIDADE.  AUSÊNCIA  DE  PREQUESTIONAMENTO. \nAGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      1.\n     </b>\n     A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos \ndemais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. \n323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não \nhá  como pretender  seja  reconhecida  a  repercussão  geral  das  questões \nconstitucionais  discutidas  no  caso  (art.  102,  III,  §  3º,  da  Constituição \nFederal).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      2.\n     </b>\n     Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla \ndefesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como \nos  limites  da  coisa  julgada  e  da  prestação  jurisdicional,  quando  a \nverificação  de  sua  ofensa  dependa  do  reexame  prévio  de  normas \ninfraconstitucionais,  revelam  ofensa  indireta  ou  reflexa  à  Constituição\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167719.\n    </p>\n    <p>\n     DJe 15/06/2012\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AI 853.418 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Federal,  o  que,  por  si  só,  não  desafia  a  abertura  da  instância \nextraordinária. Precedentes.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      3.\n     </b>\n     O  prequestionamento  da  questão  constitucional  é  requisito \nindispensável  à  admissão  do  recurso  extraordinário,  sendo  certo  que \neventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      4.\n     </b>\n     A Súmula  282  do  STF  dispõe,\n     <i>\n      verbis\n     </i>\n     :  “\n     <i>\n      É  inadmissível  o  recurso  \nextraordinário,  quando  não  ventilada,  na  decisão  recorrida,  a  questão  federal  \nsuscitada”\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      5.\n     </b>\n     A prescrição,  posto  regulada  por  normas  infraconstitucionais, \nindica que a eventual violação à Constituição, se ocorrente, é indireta ou \nreflexa,  e  não  enseja  o  processamento  do  recurso  extraordinário. \nPrecedente: AI 840.736-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de \n26/05/2011.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      6.\n     </b>\n     A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal dependente \nda  análise  de  malferimento  de  dispositivo  infraconstitucional  torna \ninadmissível o recurso extraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      7.\n     </b>\n     O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de \nque  é  inviável  o  recurso  extraordinário  que  demande  o  reexame  de \ninterpretação atribuída a cláusula contida em regulamento interno, posto \nenvolver  questão  de  caráter  infraconstitucional.  Incide  o  disposto  na \nSúmula 454 do STF,\n     <i>\n      verbis\n     </i>\n     :\n     <i>\n      Simples interpretação de cláusulas contratuais não  \ndá  lugar  a  recurso  extraordinário\n     </i>\n     .  Precedente:  AI  700.748-AgR,  Rel.  Min. \nCármen Lúcia, 1ª Turma, DJe de 06/02/2009.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      8.\n     </b>\n     A Súmula 279 do STF dispõe: “\n     <i>\n      Para simples reexame de prova não  \ncabe recurso extraordinário\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      9.\n     </b>\n     É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões \nque demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, \nadstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      10.\n     </b>\n     <i>\n      In casu\n     </i>\n     , o acórdão recorrido assentou a inocorrência da prescrição \ntotal  e  condenou  a  recorrente  ao  pagamento  das  diferenças  salariais \ndecorrentes  da  parcela  denominada  “plus  salarial”,  porquanto  restou \ndescumprido o regulamento instituído pelo empregador, o qual prevê a \nisonomia  entre  as  várias  profissões  da  categoria  e  o  pagamento  da\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167719.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AI 853.418 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     aludida verba.\n     <b>\n      11.\n     </b>\n     Agravo regimental desprovido.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nPrimeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do \nSenhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das \nnotas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao \nagravo regimental, nos termos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília,  22 de maio de 2012.\n     <b>\n      LUIZ FUX – Relator\n     </b>\n     <i>\n      Documento assinado digitalmente\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167719.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      22/05/2012 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.418 RIO DE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS -\n    </p>\n    <p>\n     CEDAE\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E\n    </p>\n    <p>\n     OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ALZIRA VILELA DE OLIVEIRA MARCONDES\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     HUGO OLIVEIRA HORTA BARBOSA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      R E L A T Ó R I O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):\n     </b>\n     Trata-se  de  agravo \nregimental  interposto  pela  COMPANHIA ESTADUAL  DE  ÁGUAS  E \nESGOTOS - CEDAE, em face de decisão por mim proferida (fl. 774/784) \nem que neguei  seguimento  ao agravo de  instrumento,  restando assim \nementada:\n    </p>\n    <p>\n     “AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  TRABALHISTA. \nDIFERENÇAS  SALARIAIS.  VERBA  DENOMINADA  PLUS \nSALARIAL.  PREVISÃO  EM  REGULAMENTO  INTERNO. \nINTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS DO REGULAMENTO E \nANÁLISE  DA  LEGISLAÇÃO  INFRACONSTITUCIONAL. \nREEXAME DE FATOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DAS \nSÚMULAS 279 E 454 DO STF. PRESCRIÇÃO TRABALHISTA. \nMATÉRIA  INFRACONSTITUCIONAL.  ALEGADA \nVIOLAÇÃO  AO  CONTRADITÓRIO,  AMPLA  DEFESA  E \nDEVIDO PROCESSO LEGAL. INOCORRÊNCIA. ARGUIÇÃO \nDE OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. AUSÊNCIA \nDE PREQUESTIONAMENTO.\n    </p>\n    <p>\n     1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o \ncrivo  dos  demais  requisitos  constitucionais  e  processuais  de \nadmissibilidade  (art.  323  do  RISTF).  Consectariamente,  se \ninexiste  questão  constitucional,  não  há  como  pretender  seja \nreconhecida  a  repercussão  geral  das  questões  constitucionais\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167720.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AI 853.418 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da Constituição Federal).\n2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal,\n    </p>\n    <p>\n     da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões \njudiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação \njurisdicional,  quando a verificação de sua ofensa dependa do \nreexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa \nindireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não \ndesafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes.\n    </p>\n    <p>\n     3.  O  prequestionamento  explícito  da  questão \nconstitucional é requisito indispensável à admissão do recurso \nextraordinário,  sendo certo que eventual  omissão do acórdão \nrecorrido reclama embargos de declaração.\n    </p>\n    <p>\n     4.  A Súmula 282 do STF dispõe,\n     <i>\n      verbis\n     </i>\n     :  ‘\n     <i>\n      É inadmissível  o  \nrecurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a  \nquestão federal suscitada\n     </i>\n     ’.\n    </p>\n    <p>\n     5.  A  prescrição,  posto  regulada  por  normas \ninfraconstitucionais,  indica  que  a  eventual  violação  à \nConstituição, se ocorrente, é indireta ou reflexa, e não enseja o \nprocessamento  do  recurso  extraordinário.  Precedente:  AI \n840.736-AgR,  1ª  Turma,  Rel.  Min.  Cármen  Lúcia,  Dje  de \n26/05/2011.\n    </p>\n    <p>\n     6.  A violação  reflexa  e  oblíqua  da  Constituição  Federal \ndependente  da  análise  de  malferimento  de  dispositivo \ninfraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     7. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no \nsentido de que é inviável o recurso extraordinário que demande \no  reexame  de  interpretação  atribuída  a  cláusula  contida  em \nregulamento  interno,  posto  envolver  questão  de  caráter \ninfraconstitucional.  Incide o disposto na Súmula 454 do STF,\n     <i>\n      verbis\n     </i>\n     : ‘\n     <i>\n      Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a  \nrecurso  extraordinário’\n     </i>\n     .  Precedente:  AI  700.748-AgR,  Rel.  Min. \nCármen Lúcia, 1ª Turma, DJe de 06/02/2009.\n    </p>\n    <p>\n     8. A Súmula 279 do STF dispõe: ‘\n     <i>\n      Para simples reexame de  \nprova não cabe recurso extraordinário\n     </i>\n     ’.\n    </p>\n    <p>\n     9. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame \nde questões que demandam o revolvimento do contexto fático-\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167720.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AI 853.418 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     probatório  dos  autos,  adstringindo-se  à  análise  da  violação \ndireta da ordem constitucional.\n    </p>\n    <p>\n     10.\n     <i>\n      In casu\n     </i>\n     , o acórdão recorrido assentou a inocorrência da \nprescrição  total  e  condenou  a  recorrente  ao  pagamento  das \ndiferenças  salariais  decorrentes  da  parcela  denominada  plus \nsalarial  ,  porquanto  restou  descumprido  o  regulamento \ninstituído pelo empregador, o qual prevê a isonomia entre as \nvárias profissões da categoria e o pagamento da aludida verba.\n    </p>\n    <p>\n     11. Agravo de instrumento a que se nega seguimento.”\n    </p>\n    <p>\n     Em  suas  razões,  a  agravante  reitera  as  alegações  do  recurso \nextraordinário, no sentido de que ocorreu a prescrição quinquenal e que o\n     <i>\n      plus\n     </i>\n     salarial é uma vantagem personalíssima.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167720.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      22/05/2012 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.418 RIO DE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      V O T O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):\n     </b>\n     A presente irresignação \nnão merece prosperar.\n    </p>\n    <p>\n     A agravante,  em  suas  razões  de  recurso,  não  traz  argumentação \ncapaz de elidir os fundamentos da decisão agravada.\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Ab initio\n     </i>\n     ,  a  repercussão  geral  pressupõe recurso  admissível  sob  o \ncrivo  dos  demais  requisitos  constitucionais  e  processuais  de \nadmissibilidade  (art.  323  do  RISTF).  Consectariamente,  se  inexiste \nquestão  constitucional,  não  há  como  se  pretender  seja  reconhecida  a \nrepercussão  geral  das  questões  constitucionais  discutidas  no caso (art. \n102, III, § 3º, da Constituição Federal).\n    </p>\n    <p>\n     De saída,  pontuo que a jurisprudência desta  Corte  é uníssona no \nsentido de que a verificação de ofensa aos princípios da legalidade, do \ndevido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação \ndas decisões judiciais,  bem como aos limites da coisa julgada, quando \ndependente  do  reexame  prévio  de  normas  infraconstitucionais,  revela \nofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal,  o que, por si só, não \ndesafia  a  instância  extraordinária.  Nesse  sentido  são  os  seguintes \njulgados:\n    </p>\n    <p>\n     “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE \nINSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. CONTRATO \nDE  ADESÃO.  AUSÊNCIA DE  PREQUESTIONAMENTO  DA \nMATÉRIA CONSTITUCIONAL.  INCIDÊNCIA DA SÚMULA \nN.  282  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  AGRAVO \nREGIMENTAL  AO  QUAL  SE  NEGA  PROVIMENTO.  A \njurisprudência do Supremo Tribunal  firmou-se no sentido de \nque as  alegações  de  afronta  aos  princípios  da legalidade,  do\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167721.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AI 853.418 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos \nlimites  da  coisa  julgada  e  da  prestação jurisdicional,  quando \ndependentes  de  exame  de  legislação  infraconstitucional, \nconfigurariam ofensa constitucional indireta.” (AI 804.854-AgR, \n1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010)\n    </p>\n    <p>\n     “CONSTITUCIONAL.  AGRAVO  REGIMENTAL  EM \nAGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  OFENSA  REFLEXA  AO \nARTIGO  5º,  II,  XXXV,  XXXVI,  LIV  e  LV,  DA CF.  DECISÃO \nCONTRÁRIA  AOS  INTERESSES  DA  PARTE  NÃO \nCONFIGURA OFENSA AO ART. 93, IX, DA CF. SÚMULA STF \n279. 1. Para divergir da conclusão a que chegou o Tribunal a \nquo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório \ndos autos, o que é defeso nesta sede recursal (Súmula STF 279). \n2.  A ofensa  aos  postulados  constitucionais  da  legalidade,  da \nampla defesa,  do contraditório,  do devido processo legal,  da \ncoisa  julgada  e  da  prestação  jurisdicional,  se  existente,  seria, \nsegundo  entendimento  deste  Supremo  Tribunal,  meramente \nreflexa  ou  indireta.  Precedentes.  3.  Decisão  fundamentada \ncontrária aos interesses da parte não configura ofensa ao artigo \n93, IX,  da CF. 4.  Agravo regimental improvido.” (AI 756.336-\nAgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010)\n    </p>\n    <p>\n     Ademais, verifica-se que o artigo 5º, II, da Constituição Federal não \nfoi  debatido  no  acórdão  recorrido,  faltando  o  necessário \nprequestionamento  da  questão  constitucional,  o  que  inviabiliza  a \npretensão de exame do recurso extraordinário. Incide, portanto, o óbice \nda  Súmula  282  do  STF,\n     <i>\n      verbis\n     </i>\n     :  “\n     <i>\n      É  inadmissível  o  recurso  extraordinário,  \nquando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     A respeito da aplicação da referida súmula assim discorre Roberto \nRosas:\n    </p>\n    <p>\n     A Constituição de 1891, no art. 59, III, a, dizia: 'quando se \nquestionar sobre a validade de leis ou aplicação de tratados e\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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Se  foi  omissa  em  relação  a \ndeterminado ponto, a parte deve opor embargos declaratórios. \nCaso não o faça, não poderá invocar essa questão não apreciada \nna decisão recorrida (RTJ 56/70; v. Súmula 356 do STF e Súmula \n211 do STJ;  Nelson Luiz  Pinto,  Manual  dos  Recursos  Cíveis, \nMalheiros Editores, 1999, p. 234; Carlos Mário Velloso, Temas \nde Direito Público, p. 236).\n    </p>\n    <p>\n     Nesse  sentido,  menciono:  AI  585.604-AgR,  Rel.  Min.  Sepúlveda \nPertence, Primeira Turma, DJ de 29/09/2006; RE 376.607-AgR, Rel. Min. \nEros Grau, Segunda Turma, DJ de 05/05/2006.\n    </p>\n    <p>\n     Pontuo,  ainda,  que  o  Supremo  Tribunal  Federal  firmou \njurisprudência  no  sentido  de  que  a  questão  relativa  à  prescrição \ntrabalhista tem natureza infraconstitucional, o que inviabiliza o recurso \nextraordinário. A propósito:\n    </p>\n    <p>\n     “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE \nINSTRUMENTO.  TRABALHISTA.  1)  PRESSUPOSTOS  DE \nCABIMENTO  DE  RECURSOS  DA  COMPETÊNCIA  DE \nOUTROS  TRIBUNAIS:  INEXISTÊNCIA  DE  REPERCUSSÃO \nGERAL.  2)  PRESCRIÇÃO  TOTAL  OU  PARCIAL. \nIMPOSSIBILIDADE  DA  ANÁLISE  DA  LEGISLAÇÃO \nINFRACONSTITUCIONAL.  3)  ALEGADO \nDESCUMPRIMENTO DO ART. 5º, INC. XXXV, XXXVI, LIV E \nLV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTROVÉRSIA \nDECIDIDA  À  LUZ  DA  LEGISLAÇÃO \nINFRACONSTITUCIONAL.  OFENSA  CONSTITUCIONAL \nINDIRETA.  AGRAVO  REGIMENTAL  AO  QUAL  SE  NEGA \nPROVIMENTO (AI 840.736-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167721.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AI 853.418 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Lúcia, DJe de 26/05/2011).\n    </p>\n    <p>\n     Outrossim, observo que o Tribunal Superior do Trabalho decidiu a \ncontrovérsia com amparo na legislação infraconstitucional (Consolidação \ndas  Leis  do  Trabalho)  e  mediante  interpretação  das  cláusulas  do \nregulamento interno, bem como análise dos fatos constantes dos autos, \nconcluindo  que  a  recorrente  descumpriu  a  norma  regulamentar  que \nprevia a verba denominada\n     <i>\n      plus\n     </i>\n     salarial . A propósito, consignou-se:\n    </p>\n    <p>\n     “Não  há  falar  em  violação  direta  do  art.  7º,  XXX,  da \nConstituição  Federal  porque  este  dispositivo  proíbe  a \ndiscriminação salarial em razão de sexo, cor, idade ou estado \ncivil,  e,  nos  autos,  o  que  se  observa  é  o  deferimento  de \ndiferenças  salariais  por  descumprimento  de  norma \nregulamentar.\n    </p>\n    <p>\n     A alegação  de  que  a  verba  deferida  à  Reclamante,  por \nforça de decisão regional, possui natureza personalíssima, não \ncondiz com o que consta do acórdão regional em que se constou \nque  o  direito  estava  previsto  em  norma  interna  da  empresa \nReclamada.” (fl. 691)\n    </p>\n    <p>\n     Ocorre  que  a  violação  constitucional  dependente  da  análise  de \nmalferimento de dispositivo infraconstitucional encerra violação reflexa e \noblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     A propósito, o Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no \nsentido  de  que  é  inviável  o  recurso  extraordinário  que  demande  o \nreexame de interpretação atribuída a cláusula contida em regulamento \ninterno, posto envolver questão de caráter infraconstitucional.  Incide o \ndisposto na Súmula 454 do STF,\n     <i>\n      verbis\n     </i>\n     : “\n     <i>\n      Simples interpretação de cláusulas  \ncontratuais não dá lugar a recurso extraordinário”\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Sobre o verbete sumular, assim discorre Roberto Rosas:\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167721.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AI 853.418 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     O Código Civil não se estende além do art. 85 no tocante à \ninterpretação dos atos jurídicos.  Nele adota-se o princípio da \nmanifestação da vontade acima do sentido literal da linguagem. \nMenos regras temos em relação à interpretação dos contratos. \nMas podemos verificar que essa interpretação está no plano dos \nfatos, principalmente como deixa entrever Danz. Como observa \nWashington  de  Barros  Monteiro,  para  chegarmos  à \ninterpretação do contrato é necessário reconstruir o ato volitivo \nem  que  se  exteriorizou  o  negócio  jurídico,  pesquisando \nmeticulosamente  qual  teria  sido  a  real  vontade  do  agente  e, \nassim, corrigindo sua manifestação, verbal ou escrita, expressa \nerradamente ( Curso , v. 5/38). Portanto, os fatos voltariam a ser \nexaminados  no  STF  quando  da  apreciação  do  recurso \nextraordinário.  Teríamos  o  STF  como  terceira  instância,  aliás \nentendida  assim  por  João  Mendes,  contraditado  por  José \nRodrigues de Carvalho ( Do Recurso Extraordinário , Paraíba, \n1920,  p.  14;  RTJ  109/814).  Ver  súmula  5  do  STJ.  (ROSAS, \nRoberto, in , Direito Sumular, Malheiros).\n    </p>\n    <p>\n     Nesse sentido:\n    </p>\n    <p>\n     “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE \nINSTRUMENTO. TRABALHISTA. DIFERENÇAS SALARIAIS. \nINTERPRETAÇÃO DE REGULAMENTO. IMPOSSIBILIDADE \nDE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. \nOFENSA  CONSTITUCIONAL  INDIRETA.  REEXAME  DE \nFATOS  E  PROVAS.  IMPOSSIBILIDADE.  AGRAVO \nREGIMENTAL  AO  QUAL  SE  NEGA  PROVIMENTO.”  (AI \n700.748-AgR,  Rel.  Min.  Cármen  Lúcia,  1ª  Turma,  DJe  de \n06/02/2009)\n    </p>\n    <p>\n     Demais  disso,  não  se  revela  cognoscível,  em  sede  de  recurso \nextraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no \ncontexto  fático-probatório  engendrado  nos  autos,  porquanto  referida \npretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo \nrestringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167721.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AI 853.418 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     direito. Incide o óbice erigido pela Súmula 279 do STF, de seguinte teor: \n“\n     <i>\n      Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do \napelo  extremo,  por  força  do  óbice  intransponível  do  verbete  sumular \nsupra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, \nsindicar matéria fática.\n    </p>\n    <p>\n     Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca \nda Súmula 279 do STF:\n    </p>\n    <p>\n     Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de \nfato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar \nse existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de \nacordo  com  a  lei,  considerar  existentes  determinados  fatos \nconcretos.  A  questão  de  direito  consiste  na  focalização, \nprimeiro,  se  a  norma,  a  que  o  autor  se  refere,  existe,  como \nnorma  abstrata  (Instituições  de  Direito  Processual,  2a  ed.,  v. \nI/175).\n    </p>\n    <p>\n     Não  é  estranha  a  qualificação  jurídica  dos  fatos  dados \ncomo provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de \nfato  quando  a  decisão  assenta  no  processo  de  livre \nconvencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, \nRTJ  47/276);  não  cabe  o  recurso  extraordinário  quando  o \nacórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos \ndelituosos  e  se  pretende  atribuir  aos  mesmos  fatos  outra \nconfiguração, quando essa pretensão exige reexame de provas \n(ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ \n46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de \nmotivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa \nmatéria  de  fato,  insuscetível  de  reexame  no  recurso \nextraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666).\n    </p>\n    <p>\n     A Súmula  279  é  peremptória:  Para  simples  reexame de \nprova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a \nexistência  da  questão  federal  motivadora  do  recurso\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167721.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AI 853.418 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     extraordinário.  O  juiz  dá  a  valoração  mais  conveniente  aos \nelementos  probatórios,  atendendo  aos  fatos  e  circunstâncias \nconstantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não \nse confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ \n37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar,  Comentários ao Código de \nProcesso Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e \nPrática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do STJ. \n(in, Direito Sumular, 14ª ed. São Paulo, Malheiros).\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Ex positis\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      nego provimento\n     </b>\n     ao agravo regimental.\n    </p>\n    <p>\n     É como voto.\n    </p>\n    <p>\n     7\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167721.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Decisão de Julgamento\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.418\n     </b>\n     PROCED. : RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n     </b>\n     AGTE.(S) : COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS - CEDAE\nADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)\nAGDO.(A/S) : ALZIRA VILELA DE OLIVEIRA MARCONDES\nADV.(A/S) : HUGO OLIVEIRA HORTA BARBOSA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \ntermos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro \nDias Toffoli.  1ª Turma, 22.5.2012.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência  do  Senhor  Ministro  Dias  Toffoli.  Presentes  à\n    </p>\n    <p>\n     Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux \ne Rosa Weber.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2138578\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "22/05/2012 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.418 RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) :COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS - \n", "CEDAE \n", "ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E \n", "OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :ALZIRA VILELA DE OLIVEIRA MARCONDES \n", "ADV.(A/S) :HUGO OLIVEIRA HORTA BARBOSA \n", "EMENTA: AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE \n", "INSTRUMENTO.  DIREITO  DO  TRABALHO.  DIFERENÇAS \n", "SALARIAIS.  VERBA  DENOMINADA  “PLUS SALARIAL”. \n", "PREVISÃO EM REGULAMENTO INTERNO. INTERPRETAÇÃO DE \n", "CLÁUSULAS DO REGULAMENTO E ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO \n", "INFRACONSTITUCIONAL.  REEXAME  DE  FATOS. \n", "IMPOSSIBILIDADE.  INCIDÊNCIA  DAS  SÚMULAS  279  E  454  DO \n", "STF.  PRESCRIÇÃO  TRABALHISTA.  MATÉRIA \n", "INFRACONSTITUCIONAL.  ALEGADA  VIOLAÇÃO  AO \n", "CONTRADITÓRIO, À AMPLA DEFESA E AO DEVIDO PROCESSO \n", "LEGAL. INOCORRÊNCIA. ARGUIÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO \n", "DA  LEGALIDADE.  AUSÊNCIA  DE  PREQUESTIONAMENTO. \n", "AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.\n", "1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos \n", "demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. \n", "323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não \n", "há  como pretender  seja  reconhecida  a  repercussão  geral  das  questões \n", "constitucionais  discutidas  no  caso  (art.  102,  III,  §  3º,  da  Constituição \n", "Federal). \n", "2.  Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla \n", "defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como \n", "os  limites  da  coisa  julgada  e  da  prestação  jurisdicional,  quando  a \n", "verificação  de  sua  ofensa  dependa  do  reexame  prévio  de  normas \n", "infraconstitucionais,  revelam  ofensa  indireta  ou  reflexa  à  Constituição \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167719.\n", "DJe 15/06/2012\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14\n", "Ementa e Acórdão\n", "AI 853.418 AGR / RJ \n", "Federal,  o  que,  por  si  só,  não  desafia  a  abertura  da  instância \n", "extraordinária. Precedentes. \n", "3. O  prequestionamento  da  questão  constitucional  é  requisito \n", "indispensável  à  admissão  do  recurso  extraordinário,  sendo  certo  que \n", "eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração. \n", "4. A Súmula  282  do  STF  dispõe,  verbis:  “É  inadmissível  o  recurso  \n", "extraordinário,  quando  não  ventilada,  na  decisão  recorrida,  a  questão  federal  \n", "suscitada”. \n", "5.  A prescrição,  posto  regulada  por  normas  infraconstitucionais, \n", "indica que a eventual violação à Constituição, se ocorrente, é indireta ou \n", "reflexa,  e  não  enseja  o  processamento  do  recurso  extraordinário. \n", "Precedente: AI 840.736-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de \n", "26/05/2011. \n", "6. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal dependente \n", "da  análise  de  malferimento  de  dispositivo  infraconstitucional  torna \n", "inadmissível o recurso extraordinário. \n", "7. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de \n", "que  é  inviável  o  recurso  extraordinário  que  demande  o  reexame  de \n", "interpretação atribuída a cláusula contida em regulamento interno, posto \n", "envolver  questão  de  caráter  infraconstitucional.  Incide  o  disposto  na \n", "Súmula 454 do STF, verbis: Simples interpretação de cláusulas contratuais não  \n", "dá  lugar  a  recurso  extraordinário.  Precedente:  AI  700.748-AgR,  Rel.  Min. \n", "Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe de 06/02/2009. \n", "8.  A Súmula 279 do STF dispõe: “Para simples reexame de prova não  \n", "cabe recurso extraordinário”. \n", "9. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões \n", "que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, \n", "adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. \n", "10. In casu, o acórdão recorrido assentou a inocorrência da prescrição \n", "total  e  condenou  a  recorrente  ao  pagamento  das  diferenças  salariais \n", "decorrentes  da  parcela  denominada  “plus  salarial”,  porquanto  restou \n", "descumprido o regulamento instituído pelo empregador, o qual prevê a \n", "isonomia  entre  as  várias  profissões  da  categoria  e  o  pagamento  da \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167719.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14\n", "Ementa e Acórdão\n", "AI 853.418 AGR / RJ \n", "aludida verba. \n", "11. Agravo regimental desprovido.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do \n", "Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das \n", "notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao \n", "agravo regimental, nos termos do voto do Relator.\n", "Brasília,  22 de maio de 2012. \n", "LUIZ FUX – Relator \n", "Documento assinado digitalmente\n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167719.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14\n", "Relatório\n", "22/05/2012 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.418 RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) :COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS - \n", "CEDAE \n", "ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E \n", "OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :ALZIRA VILELA DE OLIVEIRA MARCONDES \n", "ADV.(A/S) :HUGO OLIVEIRA HORTA BARBOSA \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se  de  agravo \n", "regimental  interposto  pela  COMPANHIA ESTADUAL  DE  ÁGUAS  E \n", "ESGOTOS - CEDAE, em face de decisão por mim proferida (fl. 774/784) \n", "em que neguei  seguimento  ao agravo de  instrumento,  restando assim \n", "ementada:\n", "“AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  TRABALHISTA. \n", "DIFERENÇAS  SALARIAIS.  VERBA  DENOMINADA  PLUS \n", "SALARIAL.  PREVISÃO  EM  REGULAMENTO  INTERNO. \n", "INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS DO REGULAMENTO E \n", "ANÁLISE  DA  LEGISLAÇÃO  INFRACONSTITUCIONAL. \n", "REEXAME DE FATOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DAS \n", "SÚMULAS 279 E 454 DO STF. PRESCRIÇÃO TRABALHISTA. \n", "MATÉRIA  INFRACONSTITUCIONAL.  ALEGADA \n", "VIOLAÇÃO  AO  CONTRADITÓRIO,  AMPLA  DEFESA  E \n", "DEVIDO PROCESSO LEGAL. INOCORRÊNCIA. ARGUIÇÃO \n", "DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. AUSÊNCIA \n", "DE PREQUESTIONAMENTO. \n", "1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o \n", "crivo  dos  demais  requisitos  constitucionais  e  processuais  de \n", "admissibilidade  (art.  323  do  RISTF).  Consectariamente,  se \n", "inexiste  questão  constitucional,  não  há  como  pretender  seja \n", "reconhecida  a  repercussão  geral  das  questões  constitucionais \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167720.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14\n", "Relatório\n", "AI 853.418 AGR / RJ \n", "discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da Constituição Federal).\n", "2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, \n", "da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões \n", "judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação \n", "jurisdicional,  quando a verificação de sua ofensa dependa do \n", "reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa \n", "indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não \n", "desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. \n", "3.  O  prequestionamento  explícito  da  questão \n", "constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso \n", "extraordinário,  sendo certo que eventual  omissão do acórdão \n", "recorrido reclama embargos de declaração. \n", "4.  A Súmula 282 do STF dispõe,  verbis:  ‘É inadmissível  o  \n", "recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a  \n", "questão federal suscitada’. \n", "5.  A  prescrição,  posto  regulada  por  normas \n", "infraconstitucionais,  indica  que  a  eventual  violação  à \n", "Constituição, se ocorrente, é indireta ou reflexa, e não enseja o \n", "processamento  do  recurso  extraordinário.  Precedente:  AI \n", "840.736-AgR,  1ª  Turma,  Rel.  Min.  Cármen  Lúcia,  Dje  de \n", "26/05/2011. \n", "6.  A violação  reflexa  e  oblíqua  da  Constituição  Federal \n", "dependente  da  análise  de  malferimento  de  dispositivo \n", "infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. \n", "7. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no \n", "sentido de que é inviável o recurso extraordinário que demande \n", "o  reexame  de  interpretação  atribuída  a  cláusula  contida  em \n", "regulamento  interno,  posto  envolver  questão  de  caráter \n", "infraconstitucional.  Incide o disposto na Súmula 454 do STF, \n", "verbis: ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a  \n", "recurso  extraordinário’.  Precedente:  AI  700.748-AgR,  Rel.  Min. \n", "Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe de 06/02/2009. \n", "8. A Súmula 279 do STF dispõe: ‘Para simples reexame de  \n", "prova não cabe recurso extraordinário’. \n", "9. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame \n", "de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167720.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14\n", "Relatório\n", "AI 853.418 AGR / RJ \n", "probatório  dos  autos,  adstringindo-se  à  análise  da  violação \n", "direta da ordem constitucional. \n", "10. In casu, o acórdão recorrido assentou a inocorrência da \n", "prescrição  total  e  condenou  a  recorrente  ao  pagamento  das \n", "diferenças  salariais  decorrentes  da  parcela  denominada  plus \n", "salarial  ,  porquanto  restou  descumprido  o  regulamento \n", "instituído pelo empregador, o qual prevê a isonomia entre as \n", "várias profissões da categoria e o pagamento da aludida verba. \n", "11. Agravo de instrumento a que se nega seguimento.” \n", "Em  suas  razões,  a  agravante  reitera  as  alegações  do  recurso \n", "extraordinário, no sentido de que ocorreu a prescrição quinquenal e que o \n", "plus salarial é uma vantagem personalíssima. \n", "É o relatório. \n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167720.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "22/05/2012 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.418 RIO DE JANEIRO\n", "V O T O \n", "O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação \n", "não merece prosperar. \n", "A agravante,  em  suas  razões  de  recurso,  não  traz  argumentação \n", "capaz de elidir os fundamentos da decisão agravada. \n", "Ab initio,  a  repercussão  geral  pressupõe recurso  admissível  sob  o \n", "crivo  dos  demais  requisitos  constitucionais  e  processuais  de \n", "admissibilidade  (art.  323  do  RISTF).  Consectariamente,  se  inexiste \n", "questão  constitucional,  não  há  como  se  pretender  seja  reconhecida  a \n", "repercussão  geral  das  questões  constitucionais  discutidas  no caso (art. \n", "102, III, § 3º, da Constituição Federal). \n", "De saída,  pontuo que a jurisprudência desta  Corte  é uníssona no \n", "sentido de que a verificação de ofensa aos princípios da legalidade, do \n", "devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação \n", "das decisões judiciais,  bem como aos limites da coisa julgada, quando \n", "dependente  do  reexame  prévio  de  normas  infraconstitucionais,  revela \n", "ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal,  o que, por si só, não \n", "desafia  a  instância  extraordinária.  Nesse  sentido  são  os  seguintes \n", "julgados: \n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE \n", "INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. CONTRATO \n", "DE  ADESÃO.  AUSÊNCIA DE  PREQUESTIONAMENTO  DA \n", "MATÉRIA CONSTITUCIONAL.  INCIDÊNCIA DA SÚMULA \n", "N.  282  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  AGRAVO \n", "REGIMENTAL  AO  QUAL  SE  NEGA  PROVIMENTO.  A \n", "jurisprudência do Supremo Tribunal  firmou-se no sentido de \n", "que as  alegações  de  afronta  aos  princípios  da legalidade,  do \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167721.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "AI 853.418 AGR / RJ \n", "devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos \n", "limites  da  coisa  julgada  e  da  prestação jurisdicional,  quando \n", "dependentes  de  exame  de  legislação  infraconstitucional, \n", "configurariam ofensa constitucional indireta.” (AI 804.854-AgR, \n", "1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010) \n", "“CONSTITUCIONAL.  AGRAVO  REGIMENTAL  EM \n", "AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  OFENSA  REFLEXA  AO \n", "ARTIGO  5º,  II,  XXXV,  XXXVI,  LIV  e  LV,  DA CF.  DECISÃO \n", "CONTRÁRIA  AOS  INTERESSES  DA  PARTE  NÃO \n", "CONFIGURA OFENSA AO ART. 93, IX, DA CF. SÚMULA STF \n", "279. 1. Para divergir da conclusão a que chegou o Tribunal a \n", "quo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório \n", "dos autos, o que é defeso nesta sede recursal (Súmula STF 279). \n", "2.  A ofensa  aos  postulados  constitucionais  da  legalidade,  da \n", "ampla defesa,  do contraditório,  do devido processo legal,  da \n", "coisa  julgada  e  da  prestação  jurisdicional,  se  existente,  seria, \n", "segundo  entendimento  deste  Supremo  Tribunal,  meramente \n", "reflexa  ou  indireta.  Precedentes.  3.  Decisão  fundamentada \n", "contrária aos interesses da parte não configura ofensa ao artigo \n", "93, IX,  da CF. 4.  Agravo regimental improvido.” (AI 756.336-\n", "AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010) \n", "Ademais, verifica-se que o artigo 5º, II, da Constituição Federal não \n", "foi  debatido  no  acórdão  recorrido,  faltando  o  necessário \n", "prequestionamento  da  questão  constitucional,  o  que  inviabiliza  a \n", "pretensão de exame do recurso extraordinário. Incide, portanto, o óbice \n", "da  Súmula  282  do  STF,  verbis:  “É  inadmissível  o  recurso  extraordinário,  \n", "quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”. \n", "A respeito da aplicação da referida súmula assim discorre Roberto \n", "Rosas: \n", "A Constituição de 1891, no art. 59, III, a, dizia: 'quando se \n", "questionar sobre a validade de leis ou aplicação de tratados e \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167721.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "AI 853.418 AGR / RJ \n", "leis federais, e a decisão for contra ela'. \n", "De forma idêntica dispôs a Constituição de 1934, no art. \n", "76,  III,  a:  quando  a  decisão  for  contra  literal  disposição  de \n", "tratado ou lei federal, sobre cuja aplicação se haja questionado. \n", "Essas  Constituições  eram  mais  explícitas  a  respeito  do \n", "âmbito  do  recurso  extraordinário.  Limita-se  este  às  questões \n", "apreciadas  na  decisão  recorrida.  Se  foi  omissa  em  relação  a \n", "determinado ponto, a parte deve opor embargos declaratórios. \n", "Caso não o faça, não poderá invocar essa questão não apreciada \n", "na decisão recorrida (RTJ 56/70; v. Súmula 356 do STF e Súmula \n", "211 do STJ;  Nelson Luiz  Pinto,  Manual  dos  Recursos  Cíveis, \n", "Malheiros Editores, 1999, p. 234; Carlos Mário Velloso, Temas \n", "de Direito Público, p. 236). \n", "Nesse  sentido,  menciono:  AI  585.604-AgR,  Rel.  Min.  Sepúlveda \n", "Pertence, Primeira Turma, DJ de 29/09/2006; RE 376.607-AgR, Rel. Min. \n", "Eros Grau, Segunda Turma, DJ de 05/05/2006.\n", "Pontuo,  ainda,  que  o  Supremo  Tribunal  Federal  firmou \n", "jurisprudência  no  sentido  de  que  a  questão  relativa  à  prescrição \n", "trabalhista tem natureza infraconstitucional, o que inviabiliza o recurso \n", "extraordinário. A propósito: \n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE \n", "INSTRUMENTO.  TRABALHISTA.  1)  PRESSUPOSTOS  DE \n", "CABIMENTO  DE  RECURSOS  DA  COMPETÊNCIA  DE \n", "OUTROS  TRIBUNAIS:  INEXISTÊNCIA  DE  REPERCUSSÃO \n", "GERAL.  2)  PRESCRIÇÃO  TOTAL  OU  PARCIAL. \n", "IMPOSSIBILIDADE  DA  ANÁLISE  DA  LEGISLAÇÃO \n", "INFRACONSTITUCIONAL.  3)  ALEGADO \n", "DESCUMPRIMENTO DO ART. 5º, INC. XXXV, XXXVI, LIV E \n", "LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTROVÉRSIA \n", "DECIDIDA  À  LUZ  DA  LEGISLAÇÃO \n", "INFRACONSTITUCIONAL.  OFENSA  CONSTITUCIONAL \n", "INDIRETA.  AGRAVO  REGIMENTAL  AO  QUAL  SE  NEGA \n", "PROVIMENTO (AI 840.736-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen \n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167721.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "AI 853.418 AGR / RJ \n", "Lúcia, DJe de 26/05/2011). \n", "Outrossim, observo que o Tribunal Superior do Trabalho decidiu a \n", "controvérsia com amparo na legislação infraconstitucional (Consolidação \n", "das  Leis  do  Trabalho)  e  mediante  interpretação  das  cláusulas  do \n", "regulamento interno, bem como análise dos fatos constantes dos autos, \n", "concluindo  que  a  recorrente  descumpriu  a  norma  regulamentar  que \n", "previa a verba denominada plus salarial . A propósito, consignou-se: \n", "“Não  há  falar  em  violação  direta  do  art.  7º,  XXX,  da \n", "Constituição  Federal  porque  este  dispositivo  proíbe  a \n", "discriminação salarial em razão de sexo, cor, idade ou estado \n", "civil,  e,  nos  autos,  o  que  se  observa  é  o  deferimento  de \n", "diferenças  salariais  por  descumprimento  de  norma \n", "regulamentar.\n", "A alegação  de  que  a  verba  deferida  à  Reclamante,  por \n", "força de decisão regional, possui natureza personalíssima, não \n", "condiz com o que consta do acórdão regional em que se constou \n", "que  o  direito  estava  previsto  em  norma  interna  da  empresa \n", "Reclamada.” (fl. 691) \n", "Ocorre  que  a  violação  constitucional  dependente  da  análise  de \n", "malferimento de dispositivo infraconstitucional encerra violação reflexa e \n", "oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. \n", "A propósito, o Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no \n", "sentido  de  que  é  inviável  o  recurso  extraordinário  que  demande  o \n", "reexame de interpretação atribuída a cláusula contida em regulamento \n", "interno, posto envolver questão de caráter infraconstitucional.  Incide o \n", "disposto na Súmula 454 do STF,  verbis: “Simples interpretação de cláusulas  \n", "contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. \n", "Sobre o verbete sumular, assim discorre Roberto Rosas: \n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167721.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "AI 853.418 AGR / RJ \n", "O Código Civil não se estende além do art. 85 no tocante à \n", "interpretação dos atos jurídicos.  Nele adota-se o princípio da \n", "manifestação da vontade acima do sentido literal da linguagem. \n", "Menos regras temos em relação à interpretação dos contratos. \n", "Mas podemos verificar que essa interpretação está no plano dos \n", "fatos, principalmente como deixa entrever Danz. Como observa \n", "Washington  de  Barros  Monteiro,  para  chegarmos  à \n", "interpretação do contrato é necessário reconstruir o ato volitivo \n", "em  que  se  exteriorizou  o  negócio  jurídico,  pesquisando \n", "meticulosamente  qual  teria  sido  a  real  vontade  do  agente  e, \n", "assim, corrigindo sua manifestação, verbal ou escrita, expressa \n", "erradamente ( Curso , v. 5/38). Portanto, os fatos voltariam a ser \n", "examinados  no  STF  quando  da  apreciação  do  recurso \n", "extraordinário.  Teríamos  o  STF  como  terceira  instância,  aliás \n", "entendida  assim  por  João  Mendes,  contraditado  por  José \n", "Rodrigues de Carvalho ( Do Recurso Extraordinário , Paraíba, \n", "1920,  p.  14;  RTJ  109/814).  Ver  súmula  5  do  STJ.  (ROSAS, \n", "Roberto, in , Direito Sumular, Malheiros). \n", "Nesse sentido: \n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE \n", "INSTRUMENTO. TRABALHISTA. DIFERENÇAS SALARIAIS. \n", "INTERPRETAÇÃO DE REGULAMENTO. IMPOSSIBILIDADE \n", "DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. \n", "OFENSA  CONSTITUCIONAL  INDIRETA.  REEXAME  DE \n", "FATOS  E  PROVAS.  IMPOSSIBILIDADE.  AGRAVO \n", "REGIMENTAL  AO  QUAL  SE  NEGA  PROVIMENTO.”  (AI \n", "700.748-AgR,  Rel.  Min.  Cármen  Lúcia,  1ª  Turma,  DJe  de \n", "06/02/2009) \n", "Demais  disso,  não  se  revela  cognoscível,  em  sede  de  recurso \n", "extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no \n", "contexto  fático-probatório  engendrado  nos  autos,  porquanto  referida \n", "pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo \n", "restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de \n", "5 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167721.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "AI 853.418 AGR / RJ \n", "direito. Incide o óbice erigido pela Súmula 279 do STF, de seguinte teor: \n", "“Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. \n", "Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do \n", "apelo  extremo,  por  força  do  óbice  intransponível  do  verbete  sumular \n", "supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, \n", "sindicar matéria fática. \n", "Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca \n", "da Súmula 279 do STF: \n", "Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de \n", "fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar \n", "se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de \n", "acordo  com  a  lei,  considerar  existentes  determinados  fatos \n", "concretos.  A  questão  de  direito  consiste  na  focalização, \n", "primeiro,  se  a  norma,  a  que  o  autor  se  refere,  existe,  como \n", "norma  abstrata  (Instituições  de  Direito  Processual,  2a  ed.,  v. \n", "I/175). \n", "Não  é  estranha  a  qualificação  jurídica  dos  fatos  dados \n", "como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de \n", "fato  quando  a  decisão  assenta  no  processo  de  livre \n", "convencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, \n", "RTJ  47/276);  não  cabe  o  recurso  extraordinário  quando  o \n", "acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos \n", "delituosos  e  se  pretende  atribuir  aos  mesmos  fatos  outra \n", "configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas \n", "(ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ \n", "46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de \n", "motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa \n", "matéria  de  fato,  insuscetível  de  reexame  no  recurso \n", "extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). \n", "A Súmula  279  é  peremptória:  Para  simples  reexame de \n", "prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a \n", "existência  da  questão  federal  motivadora  do  recurso \n", "6 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167721.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "AI 853.418 AGR / RJ \n", "extraordinário.  O  juiz  dá  a  valoração  mais  conveniente  aos \n", "elementos  probatórios,  atendendo  aos  fatos  e  circunstâncias \n", "constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não \n", "se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ \n", "37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar,  Comentários ao Código de \n", "Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e \n", "Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do STJ. \n", "(in, Direito Sumular, 14ª ed. São Paulo, Malheiros). \n", "Ex positis, nego provimento ao agravo regimental.\n", "É como voto. \n", "7 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167721.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14\n", "Decisão de Julgamento\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.418\n", "PROCED. : RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) : COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS - CEDAE\n", "ADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) : ALZIRA VILELA DE OLIVEIRA MARCONDES\n", "ADV.(A/S) : HUGO OLIVEIRA HORTA BARBOSA\n", "Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \n", "termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro \n", "Dias Toffoli.  1ª Turma, 22.5.2012.\n", " \n", "Presidência  do  Senhor  Ministro  Dias  Toffoli.  Presentes  à \n", "Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux \n", "e Rosa Weber.\n", "Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2138578\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14\n" ], "numero" : "853418", "partes" : [ { "nome" : "MIN. LUIZ FUX", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS", "sigla" : "CEDAE", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "HUGO OLIVEIRA HORTA BARBOSA", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "ALZIRA VILELA DE OLIVEIRA MARCONDES", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. LUIZ FUX", "texto" : "O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se  de  agravo  regimental  interposto  pela  COMPANHIA ESTADUAL  DE  ÁGUAS  E  ESGOTOS - CEDAE, em face de decisão por mim proferida (fl. 774/784)  em que neguei  seguimento  ao agravo de  instrumento,  restando assim  ementada:  “AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  TRABALHISTA.  DIFERENÇAS  SALARIAIS.  VERBA  DENOMINADA  PLUS  SALARIAL.  PREVISÃO  EM  REGULAMENTO  INTERNO.  INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS DO REGULAMENTO E  ANÁLISE  DA  LEGISLAÇÃO  INFRACONSTITUCIONAL.  REEXAME DE FATOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DAS  SÚMULAS 279 E 454 DO STF. PRESCRIÇÃO TRABALHISTA.  MATÉRIA  INFRACONSTITUCIONAL.  ALEGADA  VIOLAÇÃO  AO  CONTRADITÓRIO,  AMPLA  DEFESA  E  DEVIDO PROCESSO LEGAL. INOCORRÊNCIA. ARGUIÇÃO  DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. AUSÊNCIA  DE PREQUESTIONAMENTO.   1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o  crivo  dos  demais  requisitos  constitucionais  e  processuais  de  admissibilidade  (art.  323  do  RISTF).  Consectariamente,  se  inexiste  questão  constitucional,  não  há  como  pretender  seja  reconhecida  a  repercussão  geral  das  questões  constitucionais     discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da Constituição Federal). 2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal,   da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões  judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação  jurisdicional,  quando a verificação de sua ofensa dependa do  reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa  indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não  desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes.   3.  O  prequestionamento  explícito  da  questão  constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso  extraordinário,  sendo certo que eventual  omissão do acórdão  recorrido reclama embargos de declaração.   4.  A Súmula 282 do STF dispõe,  verbis:  ‘É inadmissível  o   recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a   questão federal suscitada’.   5.  A  prescrição,  posto  regulada  por  normas  infraconstitucionais,  indica  que  a  eventual  violação  à  Constituição, se ocorrente, é indireta ou reflexa, e não enseja o  processamento  do  recurso  extraordinário.  Precedente:  AI  840.736-AgR,  1ª  Turma,  Rel.  Min.  Cármen  Lúcia,  Dje  de  26/05/2011.   6.  A violação  reflexa  e  oblíqua  da  Constituição  Federal  dependente  da  análise  de  malferimento  de  dispositivo  infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário.   7. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no  sentido de que é inviável o recurso extraordinário que demande  o  reexame  de  interpretação  atribuída  a  cláusula  contida  em  regulamento  interno,  posto  envolver  questão  de  caráter  infraconstitucional.  Incide o disposto na Súmula 454 do STF,  verbis: ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a   recurso  extraordinário’.  Precedente:  AI  700.748-AgR,  Rel.  Min.  Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe de 06/02/2009.   8. A Súmula 279 do STF dispõe: ‘Para simples reexame de   prova não cabe recurso extraordinário’.   9. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame  de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-    probatório  dos  autos,  adstringindo-se  à  análise  da  violação  direta da ordem constitucional.   10. In casu, o acórdão recorrido assentou a inocorrência da  prescrição  total  e  condenou  a  recorrente  ao  pagamento  das  diferenças  salariais  decorrentes  da  parcela  denominada  plus  salarial  ,  porquanto  restou  descumprido  o  regulamento  instituído pelo empregador, o qual prevê a isonomia entre as  várias profissões da categoria e o pagamento da aludida verba.   11. Agravo de instrumento a que se nega seguimento.”   Em  suas  razões,  a  agravante  reitera  as  alegações  do  recurso  extraordinário, no sentido de que ocorreu a prescrição quinquenal e que o  plus salarial é uma vantagem personalíssima.   É o relatório.  " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação  não merece prosperar.   A agravante,  em  suas  razões  de  recurso,  não  traz  argumentação  capaz de elidir os fundamentos da decisão agravada.   Ab initio,  a  repercussão  geral  pressupõe recurso  admissível  sob  o  crivo  dos  demais  requisitos  constitucionais  e  processuais  de  admissibilidade  (art.  323  do  RISTF).  Consectariamente,  se  inexiste  questão  constitucional,  não  há  como  se  pretender  seja  reconhecida  a  repercussão  geral  das  questões  constitucionais  discutidas  no caso (art.  102, III, § 3º, da Constituição Federal).   De saída,  pontuo que a jurisprudência desta  Corte  é uníssona no  sentido de que a verificação de ofensa aos princípios da legalidade, do  devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação  das decisões judiciais,  bem como aos limites da coisa julgada, quando  dependente  do  reexame  prévio  de  normas  infraconstitucionais,  revela  ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal,  o que, por si só, não  desafia  a  instância  extraordinária.  Nesse  sentido  são  os  seguintes  julgados:   “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE  INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. CONTRATO  DE  ADESÃO.  AUSÊNCIA DE  PREQUESTIONAMENTO  DA  MATÉRIA CONSTITUCIONAL.  INCIDÊNCIA DA SÚMULA  N.  282  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  AGRAVO  REGIMENTAL  AO  QUAL  SE  NEGA  PROVIMENTO.  A  jurisprudência do Supremo Tribunal  firmou-se no sentido de  que as  alegações  de  afronta  aos  princípios  da legalidade,  do     devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos  limites  da  coisa  julgada  e  da  prestação jurisdicional,  quando  dependentes  de  exame  de  legislação  infraconstitucional,  configurariam ofensa constitucional indireta.” (AI 804.854-AgR,  1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010)   “CONSTITUCIONAL.  AGRAVO  REGIMENTAL  EM  AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  OFENSA  REFLEXA  AO  ARTIGO  5º,  II,  XXXV,  XXXVI,  LIV  e  LV,  DA CF.  DECISÃO  CONTRÁRIA  AOS  INTERESSES  DA  PARTE  NÃO  CONFIGURA OFENSA AO ART. 93, IX, DA CF. SÚMULA STF  279. 1. Para divergir da conclusão a que chegou o Tribunal a  quo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório  dos autos, o que é defeso nesta sede recursal (Súmula STF 279).  2.  A ofensa  aos  postulados  constitucionais  da  legalidade,  da  ampla defesa,  do contraditório,  do devido processo legal,  da  coisa  julgada  e  da  prestação  jurisdicional,  se  existente,  seria,  segundo  entendimento  deste  Supremo  Tribunal,  meramente  reflexa  ou  indireta.  Precedentes.  3.  Decisão  fundamentada  contrária aos interesses da parte não configura ofensa ao artigo  93, IX,  da CF. 4.  Agravo regimental improvido.” (AI 756.336- AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010)   Ademais, verifica-se que o artigo 5º, II, da Constituição Federal não  foi  debatido  no  acórdão  recorrido,  faltando  o  necessário  prequestionamento  da  questão  constitucional,  o  que  inviabiliza  a  pretensão de exame do recurso extraordinário. Incide, portanto, o óbice  da  Súmula  282  do  STF,  verbis:  “É  inadmissível  o  recurso  extraordinário,   quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”.   A respeito da aplicação da referida súmula assim discorre Roberto  Rosas:   A Constituição de 1891, no art. 59, III, a, dizia: 'quando se  questionar sobre a validade de leis ou aplicação de tratados e     leis federais, e a decisão for contra ela'.  De forma idêntica dispôs a Constituição de 1934, no art.   76,  III,  a:  quando  a  decisão  for  contra  literal  disposição  de  tratado ou lei federal, sobre cuja aplicação se haja questionado.   Essas  Constituições  eram  mais  explícitas  a  respeito  do  âmbito  do  recurso  extraordinário.  Limita-se  este  às  questões  apreciadas  na  decisão  recorrida.  Se  foi  omissa  em  relação  a  determinado ponto, a parte deve opor embargos declaratórios.  Caso não o faça, não poderá invocar essa questão não apreciada  na decisão recorrida (RTJ 56/70; v. Súmula 356 do STF e Súmula  211 do STJ;  Nelson Luiz  Pinto,  Manual  dos  Recursos  Cíveis,  Malheiros Editores, 1999, p. 234; Carlos Mário Velloso, Temas  de Direito Público, p. 236).   Nesse  sentido,  menciono:  AI  585.604-AgR,  Rel.  Min.  Sepúlveda  Pertence, Primeira Turma, DJ de 29/09/2006; RE 376.607-AgR, Rel. Min.  Eros Grau, Segunda Turma, DJ de 05/05/2006.  Pontuo,  ainda,  que  o  Supremo  Tribunal  Federal  firmou  jurisprudência  no  sentido  de  que  a  questão  relativa  à  prescrição  trabalhista tem natureza infraconstitucional, o que inviabiliza o recurso  extraordinário. A propósito:   “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  TRABALHISTA.  1)  PRESSUPOSTOS  DE  CABIMENTO  DE  RECURSOS  DA  COMPETÊNCIA  DE  OUTROS  TRIBUNAIS:  INEXISTÊNCIA  DE  REPERCUSSÃO  GERAL.  2)  PRESCRIÇÃO  TOTAL  OU  PARCIAL.  IMPOSSIBILIDADE  DA  ANÁLISE  DA  LEGISLAÇÃO  INFRACONSTITUCIONAL.  3)  ALEGADO  DESCUMPRIMENTO DO ART. 5º, INC. XXXV, XXXVI, LIV E  LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTROVÉRSIA  DECIDIDA  À  LUZ  DA  LEGISLAÇÃO  INFRACONSTITUCIONAL.  OFENSA  CONSTITUCIONAL  INDIRETA.  AGRAVO  REGIMENTAL  AO  QUAL  SE  NEGA  PROVIMENTO (AI 840.736-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen     Lúcia, DJe de 26/05/2011).   Outrossim, observo que o Tribunal Superior do Trabalho decidiu a  controvérsia com amparo na legislação infraconstitucional (Consolidação  das  Leis  do  Trabalho)  e  mediante  interpretação  das  cláusulas  do  regulamento interno, bem como análise dos fatos constantes dos autos,  concluindo  que  a  recorrente  descumpriu  a  norma  regulamentar  que  previa a verba denominada plus salarial . A propósito, consignou-se:   “Não  há  falar  em  violação  direta  do  art.  7º,  XXX,  da  Constituição  Federal  porque  este  dispositivo  proíbe  a  discriminação salarial em razão de sexo, cor, idade ou estado  civil,  e,  nos  autos,  o  que  se  observa  é  o  deferimento  de  diferenças  salariais  por  descumprimento  de  norma  regulamentar.  A alegação  de  que  a  verba  deferida  à  Reclamante,  por  força de decisão regional, possui natureza personalíssima, não  condiz com o que consta do acórdão regional em que se constou  que  o  direito  estava  previsto  em  norma  interna  da  empresa  Reclamada.” (fl. 691)   Ocorre  que  a  violação  constitucional  dependente  da  análise  de  malferimento de dispositivo infraconstitucional encerra violação reflexa e  oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário.   A propósito, o Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no  sentido  de  que  é  inviável  o  recurso  extraordinário  que  demande  o  reexame de interpretação atribuída a cláusula contida em regulamento  interno, posto envolver questão de caráter infraconstitucional.  Incide o  disposto na Súmula 454 do STF,  verbis: “Simples interpretação de cláusulas   contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”.   Sobre o verbete sumular, assim discorre Roberto Rosas:     O Código Civil não se estende além do art. 85 no tocante à  interpretação dos atos jurídicos.  Nele adota-se o princípio da  manifestação da vontade acima do sentido literal da linguagem.  Menos regras temos em relação à interpretação dos contratos.  Mas podemos verificar que essa interpretação está no plano dos  fatos, principalmente como deixa entrever Danz. Como observa  Washington  de  Barros  Monteiro,  para  chegarmos  à  interpretação do contrato é necessário reconstruir o ato volitivo  em  que  se  exteriorizou  o  negócio  jurídico,  pesquisando  meticulosamente  qual  teria  sido  a  real  vontade  do  agente  e,  assim, corrigindo sua manifestação, verbal ou escrita, expressa  erradamente ( Curso , v. 5/38). Portanto, os fatos voltariam a ser  examinados  no  STF  quando  da  apreciação  do  recurso  extraordinário.  Teríamos  o  STF  como  terceira  instância,  aliás  entendida  assim  por  João  Mendes,  contraditado  por  José  Rodrigues de Carvalho ( Do Recurso Extraordinário , Paraíba,  1920,  p.  14;  RTJ  109/814).  Ver  súmula  5  do  STJ.  (ROSAS,  Roberto, in , Direito Sumular, Malheiros).   Nesse sentido:   “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE  INSTRUMENTO. TRABALHISTA. DIFERENÇAS SALARIAIS.  INTERPRETAÇÃO DE REGULAMENTO. IMPOSSIBILIDADE  DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.  OFENSA  CONSTITUCIONAL  INDIRETA.  REEXAME  DE  FATOS  E  PROVAS.  IMPOSSIBILIDADE.  AGRAVO  REGIMENTAL  AO  QUAL  SE  NEGA  PROVIMENTO.”  (AI  700.748-AgR,  Rel.  Min.  Cármen  Lúcia,  1ª  Turma,  DJe  de  06/02/2009)   Demais  disso,  não  se  revela  cognoscível,  em  sede  de  recurso  extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no  contexto  fático-probatório  engendrado  nos  autos,  porquanto  referida  pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo  restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de     direito. Incide o óbice erigido pela Súmula 279 do STF, de seguinte teor:  “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”.   Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do  apelo  extremo,  por  força  do  óbice  intransponível  do  verbete  sumular  supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário,  sindicar matéria fática.   Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca  da Súmula 279 do STF:   Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de  fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar  se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de  acordo  com  a  lei,  considerar  existentes  determinados  fatos  concretos.  A  questão  de  direito  consiste  na  focalização,  primeiro,  se  a  norma,  a  que  o  autor  se  refere,  existe,  como  norma  abstrata  (Instituições  de  Direito  Processual,  2a  ed.,  v.  I/175).   Não  é  estranha  a  qualificação  jurídica  dos  fatos  dados  como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de  fato  quando  a  decisão  assenta  no  processo  de  livre  convencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão,  RTJ  47/276);  não  cabe  o  recurso  extraordinário  quando  o  acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos  delituosos  e  se  pretende  atribuir  aos  mesmos  fatos  outra  configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas  (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ  46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de  motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa  matéria  de  fato,  insuscetível  de  reexame  no  recurso  extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666).   A Súmula  279  é  peremptória:  Para  simples  reexame de  prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a  existência  da  questão  federal  motivadora  do  recurso     extraordinário.  O  juiz  dá  a  valoração  mais  conveniente  aos  elementos  probatórios,  atendendo  aos  fatos  e  circunstâncias  constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não  se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ  37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar,  Comentários ao Código de  Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e  Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do STJ.  (in, Direito Sumular, 14ª ed. São Paulo, Malheiros).   Ex positis, nego provimento ao agravo regimental.  É como voto.  ", "votante" : "MIN_LUIZ_FUX" } ] }
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GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE IGNÁCIO CAVALCANTI DE ARAÚJO ADV.(A/S) : JOSÉ GILDENOR DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S)  Decisão:  A  Turma,  por  votação  unânime,  negou  provimento  ao  agravo  regimental,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  Ausente,  justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do  Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 23.06.2015.  Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à  sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori  Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de  Mello.  Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.  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GILMAR MENDES\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     ESTADO DE PERNAMBUCO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE\n    </p>\n    <p>\n     PERNAMBUCO\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESPÓLIO DE IGNÁCIO CAVALCANTI DE ARAÚJO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JOSÉ GILDENOR DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito \nTributário. 3. Imposto sobre Transmissão\n     <i>\n      Causa Mortis\n     </i>\n     . Incidência sobre \nresíduos  salariais.  4.  Matéria  infraconstitucional.  Ofensa  reflexa  à \nConstituição  Federal.  Necessidade  de  reexame  do  acervo  probatório. \nEnunciados 280 e  279 da Súmula do STF.  Precedentes.  5.  Ausência  de \nargumentos  capazes  de  infirmar  a  decisão  agravada.  6.  Agravo \nregimental a que se nega provimento.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do \nSupremo  Tribunal  Federal,  em  Segunda  Turma,  sob  a  presidência  do \nministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas \ntaquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, \nnos termos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 23 de junho de 2015.\n    </p>\n    <p>\n     Ministro\n     <b>\n      GILMAR MENDES\n     </b>\n     Relator\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Documento assinado digitalmente\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8774935.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      23/06/2015 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.285 \nPERNAMBUCO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     ESTADO DE PERNAMBUCO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE\n    </p>\n    <p>\n     PERNAMBUCO\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESPÓLIO DE IGNÁCIO CAVALCANTI DE ARAÚJO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JOSÉ GILDENOR DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      R E L A T Ó R I O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR):\n     </b>\n     Trata-se  de \nagravo regimental interposto contra decisão monocrática que conheceu \ndo agravo para negar-lhe provimento, ao fundamento de que a natureza \nda  matéria  versada  nos  autos  reveste-se  de  índole  infraconstitucional, \nbem como pela incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF (eDOC 2).\n    </p>\n    <p>\n     Nas razões do agravo regimental, o agravante insiste na alegação de \nofensa  direta  ao texto constitucional,  bem como na desnecessidade de \nreexame do acervo probatório.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8774936.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. GILMAR MENDES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      23/06/2015 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.285 \nPERNAMBUCO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      V O T O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR):\n     </b>\n     No  agravo \nregimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.\n    </p>\n    <p>\n     Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de \nmero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.\n    </p>\n    <p>\n     O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, \nvisando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade \ncom a jurisprudência pacífica desta Corte.\n    </p>\n    <p>\n     Como  já  demonstrado  na  decisão  ora  agravada,  o  Tribunal  de \norigem solucionou a controvérsia acerca da não incidência do Imposto \nsobre  Transmissão\n     <i>\n      Causa  Mortis\n     </i>\n     sobre  resíduos  salariais  com  base  na \ninterpretação  da  legislação  infraconstitucional  aplicável  ao  caso  (Lei \nestadual  n.  10.260/89),  bem  como  no  reexame  do  conjunto  fático-\nprobatório  que  permeia  a  lide,  o  que  inviabiliza  o  processamento  do \nrecurso extraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     Incidem, na hipótese, as súmulas 279 e 280.\nNesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes desta Corte:\n    </p>\n    <p>\n     “AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO.  TRIBUTÁRIO.  IMPOSTO  SOBRE \nTRANSMISSÃO CAUSA MORTIS (ICD). INCIDÊNCIA SOBRE \nVERBAS  DE  NATUREZA  TRABALHISTA  (RESÍDUOS \nSALARIAIS).  CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM  BASE  NA \nLEGISLAÇÃO  INFRACONSTITUCIONAL.  1.  O  Tribunal  de \norigem decidiu  a  controvérsia  centralmente  à  luz de normas \ninfraconstitucionais  (Código  de  Processo  Civil  e  Lei  Federal \n6.858/1980). Desse modo, eventual ofensa ao Magno Texto, se \nexistente,  ocorreria  de  forma  indireta  ou  reflexa,  o  que  não \nautoriza a abertura da via recursal extraordinária. 2. Incidência\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8774937.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. GILMAR MENDES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 851285 AGR / PE\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     da  Súmula  283/STF,  ante  o  trânsito  em  julgado  da  matéria \ninfraconstitucional de que se valeu o Tribunal recorrido para a \nsolução da causa. Matéria que é suficiente para a manutenção \nda  decisão  recorrida.  3.  Agravo  regimental  desprovido.  (RE- \nAgR 603.760,  rel.  min.  AYRES BRITTO, Segunda Turma,  DJe \n19.3.2012);\n    </p>\n    <p>\n     “DIREITO  TRIBUTÁRIO.  EVENTUAL  OFENSA \nREFLEXA  NÃO  ENSEJA  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO. \nIMPOSTO  SOBRE  TRANSMISSÃO  CAUSA  MORTIS. \nINCIDÊNCIA  SOBRE  VERBAS  DE  NATUREZA \nTRABALHISTA.  NECESSIDADE  DE  INTERPRETAÇÃO  DE \nLEGISLAÇÃO LOCAL.  APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. \nACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 13.02.2007. \nAs razões  do agravo regimental  não são aptas  a  infirmar os \nfundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no \nque se refere ao óbice da Súmula 280 do STF, a inviabilizar o \ntrânsito  do  recurso  extraordinário.  A  suposta  ofensa  aos \npostulados  constitucionais  invocados  no  apelo  extremo \nsomente poderia ser constatada a partir da análise da legislação \ninfraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual \nofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do \nrecurso extraordinário. Agravo conhecido e não provido”. (RE- \nAgR  631032,  rel.  min.  ROSA WEBER,  Primeira  Turma,  DJe \n23.10.2013).\n    </p>\n    <p>\n    </p>\n    <p>\n     Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8774937.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 23/06/2015\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.285\n     </b>\n     PROCED. : PERNAMBUCO\n     <b>\n      RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n     </b>\n     AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO\nAGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE IGNÁCIO CAVALCANTI DE ARAÚJO\nADV.(A/S) : JOSÉ GILDENOR DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     :  A  Turma,  por  votação  unânime,  negou  provimento  ao \nagravo  regimental,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  Ausente, \njustificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do \nSenhor Ministro Dias Toffoli.\n     <b>\n      2ª Turma\n     </b>\n     , 23.06.2015.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à \nsessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori \nZavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de \nMello.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.\n    </p>\n    <p>\n     Ravena Siqueira\nSecretária\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8850617\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "23/06/2015 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.285 \n", "PERNAMBUCO\n", "RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n", "AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE \n", "PERNAMBUCO \n", "AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE IGNÁCIO CAVALCANTI DE ARAÚJO \n", "ADV.(A/S) : JOSÉ GILDENOR DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S)\n", "Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito \n", "Tributário. 3. Imposto sobre Transmissão  Causa Mortis. Incidência sobre \n", "resíduos  salariais.  4.  Matéria  infraconstitucional.  Ofensa  reflexa  à \n", "Constituição  Federal.  Necessidade  de  reexame  do  acervo  probatório. \n", "Enunciados 280 e  279 da Súmula do STF.  Precedentes.  5.  Ausência  de \n", "argumentos  capazes  de  infirmar  a  decisão  agravada.  6.  Agravo \n", "regimental a que se nega provimento.\n", "A C Ó R D Ã O\n", " Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do \n", "Supremo  Tribunal  Federal,  em  Segunda  Turma,  sob  a  presidência  do \n", "ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas \n", "taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, \n", "nos termos do voto do Relator. \n", "Brasília, 23 de junho de 2015.\n", "Ministro GILMAR MENDES\n", "Relator\n", "Documento assinado digitalmente\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8774935.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5\n", "Relatório\n", "23/06/2015 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.285 \n", "PERNAMBUCO\n", "RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n", "AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE \n", "PERNAMBUCO \n", "AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE IGNÁCIO CAVALCANTI DE ARAÚJO \n", "ADV.(A/S) : JOSÉ GILDENOR DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S)\n", "R E L A T Ó R I O\n", "O  SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se  de \n", "agravo regimental interposto contra decisão monocrática que conheceu \n", "do agravo para negar-lhe provimento, ao fundamento de que a natureza \n", "da  matéria  versada  nos  autos  reveste-se  de  índole  infraconstitucional, \n", "bem como pela incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF (eDOC 2). \n", "Nas razões do agravo regimental, o agravante insiste na alegação de \n", "ofensa  direta  ao texto constitucional,  bem como na desnecessidade de \n", "reexame do acervo probatório.\n", "É o relatório.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8774936.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5\n", "Voto - MIN. GILMAR MENDES\n", "23/06/2015 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.285 \n", "PERNAMBUCO\n", "V O T O\n", "O  SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No  agravo \n", "regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.\n", "Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de \n", "mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.\n", "O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, \n", "visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade \n", "com a jurisprudência pacífica desta Corte.\n", "Como  já  demonstrado  na  decisão  ora  agravada,  o  Tribunal  de \n", "origem solucionou a controvérsia acerca da não incidência do Imposto \n", "sobre  Transmissão  Causa  Mortis sobre  resíduos  salariais  com  base  na \n", "interpretação  da  legislação  infraconstitucional  aplicável  ao  caso  (Lei \n", "estadual  n.  10.260/89),  bem  como  no  reexame  do  conjunto  fático-\n", "probatório  que  permeia  a  lide,  o  que  inviabiliza  o  processamento  do \n", "recurso extraordinário.\n", "Incidem, na hipótese, as súmulas 279 e 280.\n", "Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes desta Corte:\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO.  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ROSA WEBER,  Primeira  Turma,  DJe \n", "23.10.2013).\n", " \n", "Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8774937.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5\n", "Extrato de Ata - 23/06/2015\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.285\n", "PROCED. : PERNAMBUCO\n", "RELATOR : MIN. 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O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8850617\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5\n" ], "numero" : "851285", "partes" : [ { "nome" : "MIN. GILMAR MENDES", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "ESTADO DE PERNAMBUCO", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" }, { "nome" : "ESPÓLIO DE IGNÁCIO CAVALCANTI DE ARAÚJO", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "JOSÉ GILDENOR DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S)Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Imposto sobre Transmissão  Causa Mortis. Incidência sobre resíduos  salariais.  4.  Matéria  infraconstitucional.  Ofensa  reflexa  à Constituição  Federal.  Necessidade  de  reexame  do  acervo  probatório. Enunciados 280 e  279 da Súmula do STF.  Precedentes.  5.  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Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de  mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.  O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão,  visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade  com a jurisprudência pacífica desta Corte.  Como  já  demonstrado  na  decisão  ora  agravada,  o  Tribunal  de  origem solucionou a controvérsia acerca da não incidência do Imposto  sobre  Transmissão  Causa  Mortis sobre  resíduos  salariais  com  base  na  interpretação  da  legislação  infraconstitucional  aplicável  ao  caso  (Lei  estadual  n.  10.260/89),  bem  como  no  reexame  do  conjunto  fático- probatório  que  permeia  a  lide,  o  que  inviabiliza  o  processamento  do  recurso extraordinário.  Incidem, na hipótese, as súmulas 279 e 280. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes desta Corte:  “AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  TRIBUTÁRIO.  IMPOSTO  SOBRE  TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS (ICD). INCIDÊNCIA SOBRE  VERBAS  DE  NATUREZA  TRABALHISTA  (RESÍDUOS  SALARIAIS).  CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM  BASE  NA  LEGISLAÇÃO  INFRACONSTITUCIONAL.  1.  O  Tribunal  de  origem decidiu  a  controvérsia  centralmente  à  luz de normas  infraconstitucionais  (Código  de  Processo  Civil  e  Lei  Federal  6.858/1980). Desse modo, eventual ofensa ao Magno Texto, se  existente,  ocorreria  de  forma  indireta  ou  reflexa,  o  que  não  autoriza a abertura da via recursal extraordinária. 2. Incidência     da  Súmula  283/STF,  ante  o  trânsito  em  julgado  da  matéria  infraconstitucional de que se valeu o Tribunal recorrido para a  solução da causa. Matéria que é suficiente para a manutenção  da  decisão  recorrida.  3.  Agravo  regimental  desprovido.  (RE-  AgR 603.760,  rel.  min.  AYRES BRITTO, Segunda Turma,  DJe  19.3.2012);   “DIREITO  TRIBUTÁRIO.  EVENTUAL  OFENSA  REFLEXA  NÃO  ENSEJA  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  IMPOSTO  SOBRE  TRANSMISSÃO  CAUSA  MORTIS.  INCIDÊNCIA  SOBRE  VERBAS  DE  NATUREZA  TRABALHISTA.  NECESSIDADE  DE  INTERPRETAÇÃO  DE  LEGISLAÇÃO LOCAL.  APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF.  ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 13.02.2007.  As razões  do agravo regimental  não são aptas  a  infirmar os  fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no  que se refere ao óbice da Súmula 280 do STF, a inviabilizar o  trânsito  do  recurso  extraordinário.  A  suposta  ofensa  aos  postulados  constitucionais  invocados  no  apelo  extremo  somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação  infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual  ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do  recurso extraordinário. Agravo conhecido e não provido”. (RE-  AgR  631032,  rel.  min.  ROSA WEBER,  Primeira  Turma,  DJe  23.10.2013).  Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. ", "votante" : "MIN_GILMAR_MENDES" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac3b0d251224488759d" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos,  relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do  Supremo Tribunal  Federal,  em Segunda  Turma,  sob  a  Presidência  do  Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e das notas  taquigráficas,  por unanimidade de votos,  em deferir  o “habeas corpus”,  em ordem a  invalidar,  desde  a  denúncia,  inclusive,  o  processo  penal  instaurado contra o ora paciente e que, autuado sob o nº 95.0032.304-4,  acha-se  em  tramitação  perante  a  8ª  Vara  Federal  Criminal  do  Rio  de  Janeiro,  Seção Judiciária do Estado do Rio de Janeiro,  sem prejuízo da  renovação da “persecutio criminis”, desde que não transgredida a cláusula  constitucional  que  veda  a  utilização,  em juízo,  de  provas  ilícitas,  nos  termos do  voto  do  Relator.  Ausentes,  justificadamente,  os  Senhores  Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa.   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ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA –  FISCALIZAÇÃO –  PODERES –  NECESSÁRIO RESPEITO AOS DIREITOS E  GARANTIAS INDIVIDUAIS DOS CONTRIBUINTES E DE  TERCEIROS.  –  Não são absolutos os  poderes  de  que  se  acham  investidos  os  órgãos e agentes da administração tributária, pois o Estado, em tema de  tributação,  inclusive em matéria de fiscalização tributária,  está sujeito à  observância  de um complexo de direitos e prerrogativas  que assistem,   constitucionalmente,  aos  contribuintes  e aos  cidadãos  em  geral.  Na  realidade,  os  poderes  do  Estado  encontram,  nos  direitos  e garantias  individuais,  limites intransponíveis,  cujo desrespeito  pode caracterizar  ilícito constitucional.  –  A administração tributária,  por  isso  mesmo,  embora podendo  muito,  não pode tudo.  É que,  ao  Estado,  é somente lícito atuar,  “respeitados os direitos individuais e nos termos da lei” (CF, art. 145, § 1º),  consideradas,  sobretudo,  e  para  esse  específico  efeito,  as limitações  jurídicas  decorrentes  do  próprio  sistema  instituído pela  Lei  Fundamental,  cuja eficácia –  que prepondera sobre todos os órgãos e  agentes fazendários – restringe-lhes o alcance do poder de que se acham  investidos, especialmente quando exercido em face do contribuinte e dos  cidadãos da República,  que são titulares de garantias  impregnadas de  estatura constitucional e que, por tal razão, não podem ser transgredidas  por aqueles que exercem a autoridade em nome do Estado.  A GARANTIA DA INVIOLABILIDADE DOMICILIAR COMO  LIMITAÇÃO CONSTITUCIONAL AO PODER DO ESTADO EM  TEMA DE FISCALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA –  CONCEITO DE “CASA”  PARA EFEITO DE PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL –  AMPLITUDE  DESSA NOÇÃO CONCEITUAL, QUE TAMBÉM COMPREENDE OS  ESPAÇOS  PRIVADOS  NÃO ABERTOS AO  PÚBLICO, ONDE  ALGUÉM  EXERCE  ATIVIDADE  PROFISSIONAL:  NECESSIDADE,  EM TAL HIPÓTESE, DE MANDADO JUDICIAL (CF, ART. 5º, XI).  –  Para os fins da proteção jurídica  a que se refere  o art. 5º, XI, da  Constituição  da  República,  o  conceito  normativo  de  “casa”  revela-se  abrangente  e,  por estender-se a  qualquer  compartimento  privado  não  aberto ao  público  onde  alguém  exerce  profissão  ou  atividade  (CP,  art. 150, § 4º, III), compreende, observada essa específica limitação espacial  (área  interna  não  acessível ao  público), os  escritórios  profissionais,   inclusive os de contabilidade, “embora sem conexão com a casa de moradia   propriamente dita” (NELSON HUNGRIA). Doutrina. Precedentes.  –  Sem que  ocorra  qualquer  das  situações  excepcionais  taxativamente previstas  no  texto  constitucional  (art.  5º,  XI),  nenhum  agente  público,  ainda  que  vinculado  à  administração  tributária  do  Estado, poderá,  contra a vontade de quem de direito (“invito domino”),  ingressar, durante o dia,  sem mandado judicial, em espaço privado não  aberto ao  público  onde alguém exerce  sua  atividade  profissional,  sob  pena de  a  prova resultante  da  diligência  de  busca  e  apreensão  assim  executada  reputar-se  inadmissível,  porque impregnada de  ilicitude  material.  Doutrina.  Precedentes específicos,  em  tema  de  fiscalização  tributária, a propósito de escritórios de contabilidade (STF).  –  O atributo  da  auto-executoriedade dos  atos  administrativos,  que  traduz expressão concretizadora do “privilège du préalable”,  não prevalece  sobre a garantia  constitucional da inviolabilidade domiciliar,  ainda que se  cuide de  atividade  exercida  pelo  Poder  Público  em sede de  fiscalização  tributária. Doutrina. Precedentes.  ILICITUDE DA PROVA –  INADMISSIBILIDADE DE  SUA  PRODUÇÃO EM JUÍZO (OU PERANTE QUALQUER INSTÂNCIA DE  PODER) – INIDONEIDADE JURÍDICA DA PROVA RESULTANTE DE  TRANSGRESSÃO ESTATAL AO REGIME CONSTITUCIONAL DOS  DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS.  –  A ação persecutória do Estado,  qualquer que seja a instância de  poder perante a qual se instaure,  para revestir-se de legitimidade,  não  pode apoiar-se em elementos probatórios ilicitamente obtidos, sob pena  de ofensa à garantia constitucional do “due process of law”,  que tem, no  dogma da  inadmissibilidade das  provas  ilícitas,  uma  de  suas  mais  expressivas  projeções  concretizadoras no  plano  do  nosso  sistema  de   direito positivo. A “Exclusionary Rule” consagrada pela jurisprudência da  Suprema Corte dos Estados Unidos da América como limitação ao poder  do Estado de produzir prova em sede processual penal.  –  A Constituição da República,  em norma  revestida de conteúdo  vedatório  (CF,  art.  5º,  LVI),  desautoriza,  por  incompatível  com  os  postulados  que regem uma sociedade  fundada em bases democráticas  (CF, art. 1º), qualquer prova cuja obtenção, pelo Poder Público, derive de  transgressão a  cláusulas  de  ordem  constitucional,  repelindo,  por  isso  mesmo,  quaisquer elementos probatórios  que resultem de violação do  direito  material  (ou,  até  mesmo,  do  direito  processual),  não  prevalecendo,  em consequência,  no ordenamento normativo brasileiro,  em matéria de  atividade  probatória,  a fórmula autoritária do  “male   captum, bene retentum”. Doutrina. Precedentes.  –  A circunstância  de a administração estatal  achar-se investida  de  poderes  excepcionais que lhe permitem exercer  a  fiscalização em sede  tributária  não a exonera do dever de observar,  para efeito do legítimo  desempenho de tais prerrogativas, os limites impostos pela Constituição  e pelas  leis  da  República,  sob pena de  os  órgãos  governamentais  incidirem em frontal desrespeito às  garantias  constitucionalmente  asseguradas aos cidadãos em geral e aos contribuintes em particular.  – Os procedimentos  dos  agentes da administração tributária  que  contrariem os  postulados  consagrados  pela  Constituição  da  República  revelam-se inaceitáveis e não podem ser corroborados pelo  Supremo  Tribunal Federal,  sob pena de inadmissível subversão dos postulados  constitucionais  que definem,  de  modo  estrito,  os  limites  –  inultrapassáveis – que restringem os poderes do Estado em suas relações  com os contribuintes e com terceiros.   " }, "extratoata" : { "texto" : "HABEAS CORPUS 103.325 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) : LUIZ FELIPE DA CONCEIÇÃO RODRIGUES IMPTE.(S) : GUSTAVO EID BIANCHI PRATES COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA  Decisão: habeas corpus deferido, em ordem a invalidar, desde a  denúncia,  inclusive,  o  processo  penal  instaurado  contra  o  ora  paciente e que, autuado sob o nº 95.0032.304-4 (Apenso 07, fls.  927), acha-se em tramitação perante a 8ª Vara Federal Criminal do  Rio de Janeiro, Seção Judiciária do Estado do Rio de Janeiro, sem  prejuízo  da  renovação  da  “persecutio  criminis”,  desde  que  não  transgredida a cláusula constitucional que veda a utilização, em  juízo, de provas ilícitas, nos termos do voto do Relator. Decisão  unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar  Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 03.04.2012.   Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à  sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.  Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e  Joaquim Barbosa.  Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Francisco  de  Assis  Vieira Sanseverino.  Karima Batista Kassab. Coordenadora " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      03/04/2012 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 103.325 RIO DE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\nPACTE.(S) :\n     </b>\n     LUIZ FELIPE DA CONCEIÇÃO RODRIGUES\n     <b>\n      IMPTE.(S) :\n     </b>\n     GUSTAVO EID BIANCHI PRATES\n     <b>\n      COATOR(A/S)(ES) :\n     </b>\n     SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     E M E N T A:\n     <b>\n      FISCALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA\n     </b>\n     –\n     <b>\n      APREENSÃO\n     </b>\n     DE \nLIVROS  CONTÁBEIS  E  DOCUMENTOS  FISCAIS\n     <b>\n      REALIZADA\n     </b>\n     ,\n     <b>\n     </b>\n     EM \nESCRITÓRIO DE CONTABILIDADE, POR AGENTES FAZENDÁRIOS\n     <b>\n      E\n     </b>\n     POLICIAIS  FEDERAIS\n     <b>\n      SEM\n     </b>\n     MANDADO  JUDICIAL  –\n     <b>\n      INADMISSIBILIDADE\n     </b>\n     –  ESPAÇO  PRIVADO,\n     <b>\n      NÃO  ABERTO\n     </b>\n     AO \nPÚBLICO,\n     <b>\n      SUJEITO\n     </b>\n     À  PROTEÇÃO  CONSTITUCIONAL  DA \nINVIOLABILIDADE DOMICILIAR (\n     <b>\n      CF\n     </b>\n     , ART. 5º, XI) –\n     <b>\n      SUBSUNÇÃO\n     </b>\n     AO \nCONCEITO NORMATIVO DE “\n     <i>\n      CASA\n     </i>\n     ” –\n     <b>\n      NECESSIDADE\n     </b>\n     DE ORDEM \nJUDICIAL  –\n     <b>\n      ADMINISTRAÇÃO  PÚBLICA  E  FISCALIZAÇÃO \nTRIBUTÁRIA\n     </b>\n     –\n     <b>\n      DEVER DE OBSERVÂNCIA\n     </b>\n     ,  POR PARTE DE SEUS \nÓRGÃOS E AGENTES,\n     <b>\n      DOS LIMITES JURÍDICOS\n     </b>\n     IMPOSTOS PELA \nCONSTITUIÇÃO\n     <b>\n      E\n     </b>\n     PELAS LEIS DA REPÚBLICA –\n     <b>\n      IMPOSSIBILIDADE \nDE UTILIZAÇÃO\n     </b>\n     , PELO MINISTÉRIO PÚBLICO,\n     <b>\n      DE PROVA\n     </b>\n     OBTIDA\n     <b>\n      COM  TRANSGRESSÃO\n     </b>\n     À  GARANTIA  DA  INVIOLABILIDADE \nDOMICILIAR  –\n     <b>\n      PROVA  ILÍCITA\n     </b>\n     –\n     <b>\n      INIDONEIDADE  JURÍDICA\n     </b>\n     – \n“\n     <i>\n      HABEAS CORPUS\n     </i>\n     ”\n     <b>\n      DEFERIDO\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA –  FISCALIZAÇÃO – \nPODERES –  NECESSÁRIO RESPEITO AOS DIREITOS E \nGARANTIAS INDIVIDUAIS DOS CONTRIBUINTES E DE \nTERCEIROS\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     –\n     <b>\n      Não são absolutos\n     </b>\n     os  poderes  de  que  se  acham  investidos  os \nórgãos e agentes da administração tributária,\n     <b>\n      pois\n     </b>\n     o Estado,\n     <b>\n      em tema\n     </b>\n     de \ntributação,\n     <b>\n      inclusive\n     </b>\n     em matéria de fiscalização tributária,\n     <b>\n      está sujeito\n     </b>\n     <b>\n      à \nobservância\n     </b>\n     de um complexo de direitos e prerrogativas\n     <b>\n      que assistem\n     </b>\n     ,\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028468.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 21\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 103325 / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     constitucionalmente,  aos  contribuintes\n     <b>\n      e\n     </b>\n     aos  cidadãos  em  geral.\n     <b>\n      Na \nrealidade\n     </b>\n     ,  os  poderes  do  Estado\n     <b>\n      encontram\n     </b>\n     ,  nos  direitos\n     <b>\n      e\n     </b>\n     garantias \nindividuais,\n     <b>\n      limites intransponíveis\n     </b>\n     ,  cujo desrespeito\n     <b>\n      pode caracterizar\n     </b>\n     ilícito constitucional.\n    </p>\n    <p>\n     –\n     <b>\n      A administração tributária\n     </b>\n     ,  por  isso  mesmo,\n     <b>\n      embora\n     </b>\n     podendo \nmuito,\n     <b>\n      não pode tudo\n     </b>\n     .\n     <b>\n      É que\n     </b>\n     ,  ao  Estado,\n     <b>\n      é somente lícito\n     </b>\n     atuar, \n“\n     <b>\n      <i>\n       respeitados\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      os direitos individuais\n      <b>\n       e nos termos\n      </b>\n      da lei\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      CF\n     </b>\n     , art. 145, § 1º),\n     <b>\n      consideradas\n     </b>\n     ,  sobretudo,  e  para  esse  específico  efeito,\n     <b>\n      as limitações\n     </b>\n     jurídicas  decorrentes  do  próprio  sistema\n     <b>\n      instituído\n     </b>\n     pela  Lei \nFundamental,\n     <b>\n      cuja eficácia\n     </b>\n     –\n     <b>\n      que prepondera\n     </b>\n     sobre todos os órgãos e \nagentes fazendários –\n     <b>\n      restringe-lhes\n     </b>\n     o alcance do poder de que se acham \ninvestidos,\n     <b>\n      especialmente\n     </b>\n     quando exercido em face\n     <b>\n     </b>\n     do contribuinte\n     <b>\n      e\n     </b>\n     dos \ncidadãos da República,\n     <b>\n      que são titulares\n     </b>\n     de garantias\n     <b>\n      impregnadas\n     </b>\n     de \nestatura constitucional\n     <b>\n      e que\n     </b>\n     , por tal razão,\n     <b>\n      não podem ser transgredidas\n     </b>\n     por aqueles\n     <b>\n      que exercem\n     </b>\n     a autoridade\n     <b>\n      em nome\n     </b>\n     do Estado.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A GARANTIA DA INVIOLABILIDADE DOMICILIAR COMO \nLIMITAÇÃO CONSTITUCIONAL AO PODER DO ESTADO EM \nTEMA DE FISCALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA –  CONCEITO DE\n     </b>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       CASA\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n     </i>\n     ”\n     <b>\n      PARA EFEITO DE PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL –  AMPLITUDE \nDESSA NOÇÃO CONCEITUAL\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      QUE TAMBÉM COMPREENDE OS \nESPAÇOS  PRIVADOS  NÃO ABERTOS AO  PÚBLICO\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      ONDE \nALGUÉM  EXERCE  ATIVIDADE  PROFISSIONAL:  NECESSIDADE\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      EM TAL HIPÓTESE\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      DE MANDADO JUDICIAL (CF\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      ART. 5º\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      XI)\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     –\n     <b>\n      Para os fins\n     </b>\n     da proteção jurídica\n     <b>\n      a que se refere\n     </b>\n     o art. 5º, XI, da \nConstituição  da  República,\n     <b>\n      o  conceito  normativo  de\n     </b>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       casa\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n     </i>\n     ”  revela-se \nabrangente  e,\n     <b>\n      por estender-se\n     </b>\n     a  qualquer  compartimento  privado\n     <b>\n      não \naberto\n     </b>\n     ao  público  onde  alguém  exerce  profissão  ou  atividade  (\n     <b>\n      CP\n     </b>\n     , \nart. 150, § 4º, III),\n     <b>\n      compreende\n     </b>\n     , observada\n     <b>\n      essa específica\n     </b>\n     limitação espacial \n(área  interna\n     <b>\n      não  acessível\n     </b>\n     ao  público),\n     <b>\n     </b>\n     os  escritórios  profissionais,\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028468.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 21\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 103325 / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      inclusive\n     </b>\n     os de contabilidade, “\n     <i>\n      embora sem conexão com a casa de moradia  \npropriamente dita\n     </i>\n     ” (NELSON HUNGRIA).\n     <b>\n      Doutrina\n     </b>\n     .\n     <b>\n      Precedentes\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     –\n     <b>\n      Sem\n     </b>\n     que  ocorra\n     <b>\n      qualquer\n     </b>\n     das  situações  excepcionais\n     <b>\n      taxativamente\n     </b>\n     previstas  no  texto  constitucional  (art.  5º,  XI),\n     <b>\n      nenhum \nagente  público\n     </b>\n     ,  ainda  que\n     <b>\n      vinculado\n     </b>\n     à  administração  tributária  do \nEstado, poderá,\n     <b>\n      contra\n     </b>\n     a vontade de quem de direito (“\n     <i>\n      invito domino\n     </i>\n     ”),\n     <b>\n      ingressar\n     </b>\n     , durante o dia,\n     <b>\n      sem\n     </b>\n     mandado judicial, em espaço privado\n     <b>\n      não \naberto\n     </b>\n     ao  público  onde alguém exerce  sua  atividade  profissional,\n     <b>\n      sob \npena\n     </b>\n     de  a  prova resultante  da  diligência  de  busca  e  apreensão  assim \nexecutada\n     <b>\n      reputar-se  inadmissível\n     </b>\n     ,  porque\n     <b>\n      impregnada\n     </b>\n     de  ilicitude \nmaterial.\n     <b>\n      Doutrina\n     </b>\n     .\n     <b>\n      Precedentes específicos\n     </b>\n     ,  em  tema  de  fiscalização \ntributária,\n     <b>\n      a propósito\n     </b>\n     de escritórios de contabilidade (\n     <b>\n      STF\n     </b>\n     ).\n    </p>\n    <p>\n     –\n     <b>\n      O atributo  da  auto-executoriedade\n     </b>\n     dos  atos  administrativos,\n     <b>\n      que \ntraduz\n     </b>\n     expressão concretizadora do “\n     <i>\n      privilège du préalable\n     </i>\n     ”,\n     <b>\n      não prevalece\n     </b>\n     sobre a garantia\n     <b>\n      constitucional\n     </b>\n     da inviolabilidade domiciliar,\n     <b>\n      ainda que se \ncuide\n     </b>\n     de  atividade  exercida  pelo  Poder  Público\n     <b>\n      em sede\n     </b>\n     de  fiscalização \ntributária.\n     <b>\n      Doutrina\n     </b>\n     .\n     <b>\n      Precedentes\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ILICITUDE DA PROVA –  INADMISSIBILIDADE DE  SUA \nPRODUÇÃO EM JUÍZO (OU PERANTE QUALQUER INSTÂNCIA DE \nPODER) – INIDONEIDADE JURÍDICA DA PROVA RESULTANTE DE \nTRANSGRESSÃO ESTATAL AO REGIME CONSTITUCIONAL DOS \nDIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     –\n     <b>\n      A ação persecutória\n     </b>\n     do Estado,\n     <b>\n      qualquer\n     </b>\n     que seja a instância de \npoder perante a qual se instaure,\n     <b>\n      para revestir-se\n     </b>\n     de legitimidade,\n     <b>\n      não \npode apoiar-se\n     </b>\n     em elementos probatórios\n     <b>\n      ilicitamente\n     </b>\n     obtidos,\n     <b>\n      sob pena\n     </b>\n     de ofensa à garantia constitucional do “\n     <i>\n      due process of law\n     </i>\n     ”,\n     <b>\n      que tem\n     </b>\n     , no \ndogma\n     <b>\n      da  inadmissibilidade\n     </b>\n     das  provas  ilícitas,\n     <b>\n      uma  de  suas  mais \nexpressivas  projeções  concretizadoras\n     </b>\n     no  plano  do  nosso  sistema  de\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028468.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 21\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 103325 / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     direito positivo. A “\n     <i>\n      Exclusionary Rule\n     </i>\n     ”\n     <b>\n      consagrada\n     </b>\n     pela jurisprudência da \nSuprema Corte dos Estados Unidos da América\n     <b>\n      como limitação\n     </b>\n     ao poder \ndo Estado de produzir prova em sede processual penal.\n    </p>\n    <p>\n     –\n     <b>\n      A Constituição da República\n     </b>\n     ,  em norma\n     <b>\n      revestida\n     </b>\n     de conteúdo \nvedatório  (\n     <b>\n      CF\n     </b>\n     ,  art.  5º,  LVI),\n     <b>\n      desautoriza\n     </b>\n     ,  por  incompatível  com  os \npostulados\n     <b>\n      que regem\n     </b>\n     uma sociedade\n     <b>\n      fundada\n     </b>\n     em bases democráticas \n(\n     <b>\n      CF\n     </b>\n     , art. 1º),\n     <b>\n      qualquer\n     </b>\n     <b>\n      prova\n     </b>\n     cuja obtenção, pelo Poder Público,\n     <b>\n      derive de \ntransgressão\n     </b>\n     a  cláusulas  de  ordem  constitucional,\n     <b>\n      repelindo\n     </b>\n     ,  por  isso \nmesmo,\n     <b>\n      quaisquer\n     </b>\n     elementos probatórios\n     <b>\n      que resultem\n     </b>\n     de violação do \ndireito  material  (\n     <b>\n      ou\n     </b>\n     ,  até  mesmo,  do  direito  processual),\n     <b>\n      não \nprevalecendo\n     </b>\n     ,  em consequência,  no ordenamento normativo brasileiro,\n     <b>\n      em matéria\n     </b>\n     de  atividade  probatória,\n     <b>\n      a fórmula autoritária\n     </b>\n     do  “\n     <i>\n      male  \ncaptum, bene retentum\n     </i>\n     ”.\n     <b>\n      Doutrina\n     </b>\n     .\n     <b>\n      Precedentes\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     –\n     <b>\n      A circunstância\n     </b>\n     de a administração estatal\n     <b>\n      achar-se investida\n     </b>\n     de \npoderes  excepcionais que lhe permitem exercer  a  fiscalização em sede \ntributária\n     <b>\n      não a exonera\n     </b>\n     do dever de observar,\n     <b>\n      para efeito do legítimo \ndesempenho\n     </b>\n     de tais prerrogativas,\n     <b>\n      os limites\n     </b>\n     impostos pela Constituição\n     <b>\n      e\n     </b>\n     pelas  leis  da  República,\n     <b>\n      sob pena\n     </b>\n     de  os  órgãos  governamentais\n     <b>\n      incidirem\n     </b>\n     <b>\n      em frontal desrespeito\n     </b>\n     às  garantias\n     <b>\n      constitucionalmente\n     </b>\n     asseguradas aos cidadãos em geral\n     <b>\n      e\n     </b>\n     aos contribuintes em particular.\n    </p>\n    <p>\n     –\n     <b>\n      Os procedimentos  dos  agentes\n     </b>\n     da administração tributária\n     <b>\n      que \ncontrariem\n     </b>\n     os  postulados  consagrados  pela  Constituição  da  República\n     <b>\n      revelam-se inaceitáveis e não podem ser corroborados\n     </b>\n     pelo  Supremo \nTribunal Federal,\n     <b>\n      sob pena\n     </b>\n     <b>\n      de inadmissível subversão\n     </b>\n     dos postulados \nconstitucionais\n     <b>\n      que definem\n     </b>\n     ,  de  modo  estrito,\n     <b>\n      os  limites\n     </b>\n     –\n     <b>\n      inultrapassáveis\n     </b>\n     – que restringem os poderes do Estado\n     <b>\n      em suas relações\n     </b>\n     com os contribuintes\n     <b>\n      e\n     </b>\n     com terceiros.\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028468.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 21\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 103325 / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     A C Ó R D Ã O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Vistos\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      relatados\n     </b>\n     e\n     <b>\n      discutidos\n     </b>\n     estes autos,\n     <b>\n      acordam\n     </b>\n     os Ministros do \nSupremo Tribunal  Federal,\n     <b>\n      em Segunda  Turma\n     </b>\n     ,  sob  a  Presidência  do \nMinistro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e das notas \ntaquigráficas,\n     <b>\n      por unanimidade\n     </b>\n     de votos,\n     <b>\n      em deferir\n     </b>\n     o “\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     ”,\n     <b>\n      em ordem a  invalidar\n     </b>\n     ,  desde  a  denúncia,  inclusive,  o  processo  penal \ninstaurado contra o ora paciente e que, autuado sob o nº 95.0032.304-4, \nacha-se  em  tramitação  perante  a  8ª  Vara  Federal  Criminal  do  Rio  de \nJaneiro,  Seção Judiciária do Estado do Rio de Janeiro,  sem prejuízo da \nrenovação da “\n     <i>\n      persecutio criminis\n     </i>\n     ”, desde que não transgredida a cláusula \nconstitucional  que  veda  a  utilização,  em juízo,  de  provas  ilícitas,\n     <b>\n      nos \ntermos\n     </b>\n     do  voto  do  Relator.  Ausentes,  justificadamente,  os  Senhores \nMinistros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 03 de abril de 2012.\n    </p>\n    <p>\n     CELSO DE MELLO – RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028468.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 21\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      03/04/2012 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 103.325 RIO DE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\nPACTE.(S) :\n     </b>\n     LUIZ FELIPE DA CONCEIÇÃO RODRIGUES\n     <b>\n      IMPTE.(S) :\n     </b>\n     GUSTAVO EID BIANCHI PRATES\n     <b>\n      COATOR(A/S)(ES) :\n     </b>\n     SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator):  Trata-se\n     </b>\n     de “\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     ”\n     <b>\n      impetrado\n     </b>\n     contra decisão que,\n     <b>\n      emanada\n     </b>\n     do E. Superior \nTribunal  de  Justiça,\n     <b>\n      encontra-se\n     </b>\n     <b>\n      consubstanciada\n     </b>\n     em  acórdão\n     <b>\n      assim \nementado\n     </b>\n     (fls. 61/62):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       PROCESSUAL  PENAL\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .  ‘\n      <b>\n       HABEAS  CORPUS\n      </b>\n      ’.\n      <b>\n       ART.  1º\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       INCISOS II  E III\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       DA LEI Nº  8.137/90\n      </b>\n      .\n      <b>\n       ALEGAÇÃO DE QUE  \nAÇÃO  PENAL  ESTÁ  BASEADA  EM  PROVA  ILÍCITA\n      </b>\n      .\n      <b>\n       AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA PARA PERSECUÇÃO PENAL\n      </b>\n      .\n      <b>\n       INVIABILIDADE DE VASTA DILAÇÃO PROBATÓRIA NA VIA  \nELEITA\n      </b>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       I - O trancamento da ação penal\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      <b>\n       por meio do ‘habeas corpus’  \nse situa no campo da excepcionalidade\n      </b>\n      (HC 90.320/MG, Primeira  \nTurma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJU de 25/05/2007), sendo medida que  \nsomente  deve  ser  adotada  quando  houver  comprovação,  de  plano,  da  \natipicidade da conduta, da incidência de causa de extinção da punibilidade  \nou da ausência de indícios de autoria ou de prova sobre a materialidade do  \ndelito  (HC  87.324/SP,  Primeira  Turma,  Relª.  Minª.  Cármen  Lúcia,  \nDJU  de  18/05/2007).  Ainda,  a  liquidez  dos  fatos  constitui  requisito  \ninafastável na apreciação da justa causa (HC 91.634/GO, Segunda Turma,  \nRel. Min. Celso de Mello, DJU de 05/10/2007), pois o exame de provas é  \ninadmissível no espectro processual do ‘habeas corpus’, ação constitucional\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028469.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 21\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 103325 / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      que pressupõe para seu manejo uma ilegalidade ou abuso de poder tão  \nflagrante que pode ser demonstrada de plano (RHC 88.139/MG, Primeira  \nTurma, Rel. Min. Carlos Britto, DJU de 17/11/2006).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       II - Na hipótese\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , para a averiguação de que a ação penal tem por base  \nprovas  obtidas  em  diligência  considerada  ilícita  pelo  Pretório  Excelso  \n(HC  82.788-8/RJ),  seria  necessário  a  vasta  dilação  probatória  que  \nultrapassa  os  limites  desta  via.  Considerando a  existência  de  indícios  \nobtidos por vias diversas da mencionada diligência, e não havendo a clara  \ndemonstração da origem ilícita dos indícios colhidos, seria demasiadamente  \nprecipitado o trancamento da ação penal.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      ‘\n      <b>\n       Habeas Corpus\n      </b>\n      ’\n      <b>\n       denegado\n      </b>\n      .\n     </i>\n     ”\n(\n     <b>\n      HC 137.172/RJ\n     </b>\n     , Rel. Min. FELIX FISCHER –\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A parte ora impetrante\n     </b>\n     , para justificar sua pretensão,\n     <b>\n      sustenta\n     </b>\n     , em \nsíntese,  que,  “\n     <i>\n      (...)\n      <b>\n       sem uma única exceção\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       todos\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       inquestionavelmente  \ntodos\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       os procedimentos criminais que envolvem o acusado\n      </b>\n      LUIZ FELIPE \nDA CONCEIÇÃO RODRIGUES\n      <b>\n       são originários\n      </b>\n      das sucessivas ‘blitz’ que, a  \n‘manu militari’, APFs e AFTNs levaram a efeito,\n      <b>\n       tanto\n      </b>\n      em 23/08/93,\n      <b>\n       quanto\n      </b>\n      em  09/09/93,\n      <b>\n       nos  escritórios  contábeis\n      </b>\n      da  S/A  ORGANIZAÇÃO  \nEXCELSIOR DE CONTABILIDADE E ADMINISTRAÇÃO,\n      <b>\n       onde\n      </b>\n      , de forma  \n‘ex  abrupta’,\n      <b>\n       sob  a  mira\n      </b>\n      de  ‘arma  de  fogo’,\n      <b>\n       foram  apreendidos\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       SEM \nAUTORIZAÇÃO JUDICIAL\n      </b>\n      , meios magnéticos, livros e demais documentos  \nde todas as ‘mais de 1.200 empresas que, à época, lhe eram clientes\n     </i>\n     ” (fls. 07 –\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     ).\n    </p>\n    <p>\n     O Ministério Público Federal,\n     <b>\n      ao opinar pela concessão\n     </b>\n     da ordem de \n“\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     ”\n     <b>\n      em parecer\n     </b>\n     da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da \nRepública Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA,\n     <b>\n      assim se pronunciou\n     </b>\n     a \nrespeito\n     <b>\n      do presente\n     </b>\n     “\n     <i>\n      writ\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      fls. 377\n     </b>\n     ):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       1.  Conforme  destacado  pelo  r.  despacho  concessivo  da  \nliminar\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , essa Suprema Corte, ao decidir os HC 93.050/RJ, HC 82.788/RJ,  \nHC 87.907/RJ e RHC 90.376/RJ, firmou orientação quanto à necessidade  \nde  mandado  judicial  para  a  fiscalização  tributária  realizar  busca  e\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028469.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 21\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 103325 / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      apreensão em local, privado e não aberto ao público, onde alguém exerce  \natividade profissional.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       2. Isso posto\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,\n      <b>\n       opino pelo deferimento da ordem\n      </b>\n      .\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      É o relatório\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028469.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 21\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      03/04/2012 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 103.325 RIO DE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR  MINISTRO  CELSO  DE  MELLO  –  (Relator):\n     </b>\n     <b>\n      Os \nfundamentos\n     </b>\n     que  dão  suporte  à\n     <b>\n      presente\n     </b>\n     ação  de  “\n     <i>\n      habeas  corpus\n     </i>\n     ”\n     <b>\n      assumem\n     </b>\n     relevância jurídica,\n     <b>\n      especialmente\n     </b>\n     se examinada a controvérsia\n     <b>\n      sob a égide\n     </b>\n     da alegada\n     <b>\n      ilicitude\n     </b>\n     da prova penal\n     <b>\n      decorrente\n     </b>\n     de suposta \ntransgressão  à  garantia  constitucional  da  inviolabilidade  domiciliar,\n     <b>\n      observados\n     </b>\n     , quanto a este\n     <b>\n      último\n     </b>\n     tópico,\n     <b>\n      os parâmetros\n     </b>\n     delineados pela \njurisprudência  do  Supremo Tribunal  Federal  (\n     <b>\n      HC 79.512/RJ\n     </b>\n     ,  Rel.  Min. \nSEPÚLVEDA  PERTENCE  –\n     <b>\n      RE 251.445/GO\n     </b>\n     ,  Rel.  Min.  CELSO  DE \nMELLO –\n     <b>\n      RE 331.303-AgR/PR\n     </b>\n     , Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE,\n     <i>\n      v.g.\n     </i>\n     ).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Cabe\n     </b>\n     <b>\n      destacar\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      por  relevante\n     </i>\n     ,  que  esta  colenda Segunda Turma do \nSupremo Tribunal Federal,\n     <b>\n      ao apreciar\n     </b>\n     <b>\n      o HC 82.788/RJ\n     </b>\n     , Rel. Min. CELSO \nDE MELLO,\n     <i>\n      igualmente\n     </i>\n     <b>\n      impetrado\n     </b>\n     em favor  do ora  paciente,\n     <b>\n      proferiu\n     </b>\n     decisão consubstanciada em acórdão assim ementado:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       FISCALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      –\n      <b>\n       APREENSÃO\n      </b>\n      DE \nLIVROS  CONTÁBEIS  E  DOCUMENTOS  FISCAIS\n      <b>\n       REALIZADA\n      </b>\n      ,\n      <b>\n      </b>\n      EM  ESCRITÓRIO  DE  CONTABILIDADE,  POR  \nAGENTES  FAZENDÁRIOS\n      <b>\n       E\n      </b>\n      POLICIAIS  FEDERAIS\n      <b>\n       SEM\n      </b>\n      MANDADO  JUDICIAL  –\n      <b>\n       INADMISSIBILIDADE\n      </b>\n      –  ESPAÇO \nPRIVADO,\n      <b>\n       NÃO ABERTO\n      </b>\n      AO  PÚBLICO,\n      <b>\n       SUJEITO\n      </b>\n      À \nPROTEÇÃO  CONSTITUCIONAL  DA  INVIOLABILIDADE  \nDOMICILIAR (\n      <b>\n       CF\n      </b>\n      , ART. 5º, XI) –\n      <b>\n       SUBSUNÇÃO\n      </b>\n      AO CONCEITO \nNORMATIVO  DE  ‘CASA’  –\n      <b>\n       NECESSIDADE\n      </b>\n      DE  ORDEM \nJUDICIAL –\n      <b>\n       ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E FISCALIZAÇÃO \nTRIBUTÁRIA\n      </b>\n      –\n      <b>\n       DEVER DE OBSERVÂNCIA\n      </b>\n      , POR PARTE DE \nSEUS  ÓRGÃOS  E  AGENTES,\n      <b>\n       DOS LIMITES JURÍDICOS\n      </b>\n      IMPOSTOS  PELA  CONSTITUIÇÃO\n      <b>\n       E\n      </b>\n      PELAS  LEIS  DA\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028470.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 21\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 103325 / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      REPÚBLICA –\n      <b>\n       IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO\n      </b>\n      ,  PELO \nMINISTÉRIO  PÚBLICO,\n      <b>\n       DE PROVA\n      </b>\n      OBTIDA\n      <b>\n       EM \nTRANSGRESSÃO\n      </b>\n      À  GARANTIA  DA  INVIOLABILIDADE \nDOMICILIAR  –\n      <b>\n       PROVA ILÍCITA\n      </b>\n      –\n      <b>\n       INIDONEIDADE \nJURÍDICA\n      </b>\n      – ‘HABEAS CORPUS’\n      <b>\n       DEFERIDO\n      </b>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA –  FISCALIZAÇÃO – \nPODERES –  NECESSÁRIO RESPEITO AOS DIREITOS E \nGARANTIAS INDIVIDUAIS DOS CONTRIBUINTES E DE \nTERCEIROS.\n      </i>\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      –\n      <b>\n       Não são absolutos\n      </b>\n      os poderes de que se acham investidos os  \nórgãos e agentes da administração tributária,\n      <b>\n       pois\n      </b>\n      o Estado,\n      <b>\n       em tema\n      </b>\n      de tributação,\n      <b>\n       inclusive\n      </b>\n      em matéria de fiscalização tributária,\n      <b>\n       está  \nsujeito\n      </b>\n      <b>\n       à observância\n      </b>\n      de um complexo de direitos e prerrogativas\n      <b>\n       que assistem\n      </b>\n      , constitucionalmente, aos contribuintes\n      <b>\n       e\n      </b>\n      aos cidadãos  \nem  geral.\n      <b>\n       Na  realidade\n      </b>\n      ,  os  poderes  do  Estado\n      <b>\n       encontram\n      </b>\n      ,  nos  \ndireitos\n      <b>\n       e\n      </b>\n      garantias  individuais,\n      <b>\n       limites  intransponíveis\n      </b>\n      ,  cujo  \ndesrespeito\n      <b>\n       pode caracterizar\n      </b>\n      ilícito constitucional.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      –\n      <b>\n       A administração tributária\n      </b>\n      ,  por  isso  mesmo,\n      <b>\n       embora\n      </b>\n      podendo muito,\n      <b>\n       não pode tudo\n      </b>\n      .\n      <b>\n       É que\n      </b>\n      , ao Estado,\n      <b>\n       é somente lícito\n      </b>\n      atuar, ‘\n      <b>\n       respeitados\n      </b>\n      os direitos individuais\n      <b>\n       e nos termos\n      </b>\n      da lei’ (\n      <b>\n       CF\n      </b>\n      ,  \nart. 145, § 1º),\n      <b>\n       consideradas\n      </b>\n      , sobretudo, e para esse específico efeito,\n      <b>\n       as limitações\n      </b>\n      jurídicas  decorrentes  do  próprio  sistema\n      <b>\n       instituído\n      </b>\n      pela Lei Fundamental,\n      <b>\n       cuja eficácia\n      </b>\n      –\n      <b>\n       que prepondera\n      </b>\n      sobre todos  \nos órgãos e agentes fazendários –\n      <b>\n       restringe-lhes\n      </b>\n      o alcance do poder de  \nque se acham investidos,\n      <b>\n       especialmente\n      </b>\n      quando exercido em face\n      <b>\n      </b>\n      do  \ncontribuinte\n      <b>\n       e\n      </b>\n      dos  cidadãos  da  República,\n      <b>\n       que  são  titulares\n      </b>\n      de  \ngarantias\n      <b>\n       impregnadas\n      </b>\n      de  estatura  constitucional\n      <b>\n       e  que\n      </b>\n      ,  por  tal  \nrazão,\n      <b>\n       não podem ser  transgredidas\n      </b>\n      por  aqueles\n      <b>\n       que exercem\n      </b>\n      a  \nautoridade\n      <b>\n       em nome\n      </b>\n      do Estado.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       A GARANTIA DA INVIOLABILIDADE DOMICILIAR \nCOMO LIMITAÇÃO CONSTITUCIONAL AO PODER DO \nESTADO EM TEMA DE FISCALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA –  \nCONCEITO DE\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ‘\n      <b>\n       CASA\n      </b>\n      ’\n      <b>\n       PARA  EFEITO  DE  PROTEÇÃO\n      </b>\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028470.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 21\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 103325 / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       CONSTITUCIONAL  –  AMPLITUDE DESSA  NOÇÃO \nCONCEITUAL\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,\n      <b>\n       QUE TAMBÉM COMPREENDE OS ESPAÇOS \nPRIVADOS NÃO ABERTOS AO PÚBLICO\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       ONDE ALGUÉM \nEXERCE ATIVIDADE PROFISSIONAL:  NECESSIDADE\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       EM \nTAL HIPÓTESE\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       DE MANDADO JUDICIAL (CF\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       ART. 5º\n      </b>\n      ,\n      <b>\n       XI)\n      </b>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      –\n      <b>\n       Para os fins\n      </b>\n      da proteção jurídica\n      <b>\n       a que se refere\n      </b>\n      o art. 5º,  \nXI, da Constituição da República,\n      <b>\n       o conceito normativo de\n      </b>\n      ‘\n      <b>\n       casa\n      </b>\n      ’  \nrevela-se  abrangente  e,\n      <b>\n       por estender-se\n      </b>\n      a  qualquer  compartimento  \nprivado\n      <b>\n       não aberto\n      </b>\n      ao  público  onde  alguém  exerce  profissão  ou  \natividade  (\n      <b>\n       CP\n      </b>\n      ,  art.  150,  §  4º,  III),\n      <b>\n       compreende\n      </b>\n      ,  observada\n      <b>\n       essa  \nespecífica\n      </b>\n      limitação espacial (área interna\n      <b>\n       não acessível\n      </b>\n      ao público),\n      <b>\n      </b>\n      os  \nescritórios  profissionais,\n      <b>\n       inclusive\n      </b>\n      os  de  contabilidade,  ‘embora  sem  \nconexão  com  a  casa  de  moradia  propriamente  dita’  (NELSON  \nHUNGRIA).\n      <b>\n       Doutrina\n      </b>\n      .\n      <b>\n       Precedentes\n      </b>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      –\n      <b>\n       Sem\n      </b>\n      que  ocorra\n      <b>\n       qualquer\n      </b>\n      das  situações  excepcionais\n      <b>\n       taxativamente\n      </b>\n      previstas  no  texto  constitucional  (art.  5º,  XI),\n      <b>\n       nenhum\n      </b>\n      <b>\n       agente  público\n      </b>\n      ,  ainda  que\n      <b>\n       vinculado\n      </b>\n      à  administração  \ntributária  do Estado,  poderá,\n      <b>\n       contra\n      </b>\n      a  vontade  de  quem de  direito  \n(‘invito domino’),\n      <b>\n       ingressar\n      </b>\n      , durante o dia,\n      <b>\n       sem\n      </b>\n      mandado judicial em  \nespaço  privado\n      <b>\n       não aberto\n      </b>\n      ao  público  onde  alguém  exerce  sua  \natividade profissional,\n      <b>\n       sob pena\n      </b>\n      de a prova resultante da diligência de  \nbusca  e  apreensão  assim executada\n      <b>\n       reputar-se  inadmissível\n      </b>\n      ,  porque\n      <b>\n       impregnada\n      </b>\n      de ilicitude material.\n      <b>\n       Doutrina\n      </b>\n      .\n      <b>\n       Precedentes específicos\n      </b>\n      ,  \nem  tema  de  fiscalização  tributária,\n      <b>\n       a  propósito\n      </b>\n      de  escritórios  de  \ncontabilidade (\n      <b>\n       STF\n      </b>\n      ).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      –\n      <b>\n       O atributo da auto-executoriedade\n      </b>\n      dos atos administrativos,\n      <b>\n       que traduz\n      </b>\n      expressão  concretizadora  do  ‘privilège  du préalable’,\n      <b>\n       não \nprevalece\n      </b>\n      sobre a garantia\n      <b>\n       constitucional\n      </b>\n      da inviolabilidade domiciliar,\n      <b>\n       ainda que se cuide\n      </b>\n      de atividade exercida pelo Poder Público\n      <b>\n       em sede\n      </b>\n      de  \nfiscalização tributária.\n      <b>\n       Doutrina\n      </b>\n      .\n      <b>\n       Precedentes.\n      </b>\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       ILICITUDE DA PROVA –  INADMISSIBILIDADE DE \nSUA  PRODUÇÃO EM JUÍZO (OU PERANTE QUALQUER \nINSTÂNCIA DE PODER) –  INIDONEIDADE JURÍDICA DA \nPROVA  RESULTANTE  DE TRANSGRESSÃO ESTATAL AO\n      </i>\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028470.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 21\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 103325 / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       REGIME CONSTITUCIONAL DOS DIREITOS E GARANTIAS  \nINDIVIDUAIS\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      –\n      <b>\n       A ação persecutória\n      </b>\n      do  Estado,\n      <b>\n       qualquer\n      </b>\n      que  seja  a  \ninstância de poder perante a qual se instaure,\n      <b>\n       para revestir-se\n      </b>\n      de  \nlegitimidade,\n      <b>\n       não pode apoiar-se\n      </b>\n      em  elementos  probatórios\n      <b>\n       ilicitamente\n      </b>\n      obtidos,\n      <b>\n       sob pena\n      </b>\n      de ofensa à garantia constitucional  \ndo ‘due process of law’,\n      <b>\n       que tem\n      </b>\n      , no dogma\n      <b>\n       da inadmissibilidade\n      </b>\n      das  provas  ilícitas,\n      <b>\n       uma  de  suas  mais  expressivas  projeções  \nconcretizadoras\n      </b>\n      no  plano do  nosso  sistema de  direito  positivo.  A  \n‘Exclusionary  Rule’\n      <b>\n       consagrada\n      </b>\n      pela  jurisprudência  da  Suprema  \nCorte dos Estados Unidos da América\n      <b>\n       como limitação\n      </b>\n      ao poder do  \nEstado de produzir prova em sede processual penal.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      –\n      <b>\n       A Constituição da República\n      </b>\n      ,  em  norma\n      <b>\n       revestida\n      </b>\n      de  \nconteúdo vedatório (\n      <b>\n       CF\n      </b>\n      , art. 5º, LVI),\n      <b>\n       desautoriza\n      </b>\n      , por incompatível  \ncom  os  postulados\n      <b>\n       que  regem\n      </b>\n      uma  sociedade\n      <b>\n       fundada\n      </b>\n      em  bases  \ndemocráticas (\n      <b>\n       CF\n      </b>\n      , art. 1º),\n      <b>\n       qualquer\n      </b>\n      <b>\n       prova\n      </b>\n      cuja obtenção, pelo Poder  \nPúblico,\n      <b>\n       derive de transgressão\n      </b>\n      a cláusulas de ordem constitucional,\n      <b>\n       repelindo\n      </b>\n      ,  por  isso  mesmo,\n      <b>\n       quaisquer\n      </b>\n      elementos  probatórios\n      <b>\n       que \nresultem\n      </b>\n      de violação do direito material (\n      <b>\n       ou\n      </b>\n      , até mesmo, do direito  \nprocessual),\n      <b>\n       não prevalecendo\n      </b>\n      ,  em consequência,  no  ordenamento  \nnormativo brasileiro,\n      <b>\n       em matéria\n      </b>\n      de atividade probatória,\n      <b>\n       a fórmula \nautoritária\n      </b>\n      do  ‘male  captum,  bene  retentum’.\n      <b>\n       Doutrina\n      </b>\n      .\n      <b>\n       Precedentes\n      </b>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      –\n      <b>\n       A circunstância\n      </b>\n      de a administração estatal\n      <b>\n       achar-se investida\n      </b>\n      de poderes  excepcionais que lhe permitem exercer a  fiscalização em  \nsede tributária\n      <b>\n       não a exonera\n      </b>\n      do dever de observar,\n      <b>\n       para efeito do \nlegítimo  desempenho\n      </b>\n      de  tais  prerrogativas,\n      <b>\n       os limites\n      </b>\n      impostos  \npela Constituição\n      <b>\n       e\n      </b>\n      pelas leis da República,\n      <b>\n       sob pena\n      </b>\n      de os órgãos  \ngovernamentais\n      <b>\n       incidirem\n      </b>\n      <b>\n       em frontal desrespeito\n      </b>\n      às  garantias\n      <b>\n       constitucionalmente\n      </b>\n      asseguradas  aos  cidadãos  em  geral\n      <b>\n       e\n      </b>\n      aos  \ncontribuintes em particular.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      –\n      <b>\n       Os procedimentos dos agentes\n      </b>\n      da administração tributária\n      <b>\n       que contrariem\n      </b>\n      os  postulados  consagrados  pela  Constituição  da  \nRepública\n      <b>\n       revelam-se inaceitáveis e não podem ser corroborados\n      </b>\n      pelo  Supremo  Tribunal  Federal,\n      <b>\n       sob pena\n      </b>\n      <b>\n       de inadmissível \nsubversão\n      </b>\n      dos  postulados  constitucionais\n      <b>\n       que definem\n      </b>\n      ,  de  modo\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028470.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 21\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 103325 / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      estrito,\n      <b>\n       os limites\n      </b>\n      –\n      <b>\n       inultrapassáveis\n      </b>\n      – que restringem os poderes  \ndo Estado\n      <b>\n       em suas relações\n      </b>\n      com os contribuintes\n      <b>\n       e\n      </b>\n      com terceiros.\n     </i>\n     ”\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Tenho para mim\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      no  exame  deste  pedido\n     </i>\n     ,  que  o  v.  acórdão  ora \nquestionado\n     <b>\n      contém\n     </b>\n     fragmento  cujo  teor,\n     <b>\n      a seguir\n     </b>\n     reproduzido \n(fls.  65/69),\n     <b>\n      demonstra\n     </b>\n     que  tal  decisão\n     <b>\n      considerou\n     </b>\n     <b>\n      válida\n     </b>\n     prova\n     <b>\n      qualificada\n     </b>\n     pela nota da ilicitude,\n     <b>\n      tal\n     </b>\n     como esta Suprema Corte teve a \noportunidade\n     <b>\n      de advertir\n     </b>\n     no julgamento acima referido (\n     <b>\n      HC 82.788/RJ\n     </b>\n     , \nRel. Min. CELSO DE MELLO),\n     <b>\n      provocada\n     </b>\n     por impetração\n     <b>\n      deduzida\n     </b>\n     em \nfavor\n     <b>\n      do mesmo\n     </b>\n     paciente\n     <b>\n      e a propósito\n     </b>\n     dos\n     <b>\n      mesmos\n     </b>\n     fatos:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       Conforme se verifica\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , em agosto e setembro de 1993 houve a  \nrealização  de  busca  e  apreensão  nos  escritórios  da  empresa  \nORGANIZAÇÃO  EXCELSIOR  CONTABILIDADE  E  \nADMINISTRAÇÃO, que resultou na arrecadação de vários documentos  \ncontábeis e fiscais, livros e computadores.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     …...................................................................................................\n     <b>\n      <i>\n       As provas obtidas nesta diligência serviram de base para\n      </i>\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       instauração de ações penais\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , que foram posteriormente trancadas por  \nesta Corte (HC 70960/RJ, 5ª Turma, Rel. Min. Gilson Dipp, DJU de  \n19/03/2007; Resp 184877/RJ, 6ª Turma, Rel. Min. Fernando Gonçalves,  \nDJU de  23/04/2001;  HC 3912/RJ,  6ª  Turma,  Rel.  p/  Acórdão  Min.  \nWillian Paterson, DJU de 08/04/1996).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     .......................................................................................................\n     <b>\n      <i>\n       Apesar  das  alegações\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      <b>\n       do  impetrante\n      </b>\n      ,  verifico  que,  na\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      hipótese,  não  é  possível  constatar  que,  de  fato,  as  provas  que  \nembasaram  a  ação  penal  são  todas  fruto  da  diligência  ilegal  já  \nmencionada.  Saliento,  em  primeiro  lugar,  que  para  fazer  essa  \nconstatação,  seria  necessária  uma  vasta  dilação  probatória,  que  \nultrapassa os limites admitidos nesta via.\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Como destaquei\n     </b>\n     na  ocasião  do  julgamento  em  referência \n(\n     <b>\n      HC 82.788/RJ\n     </b>\n     ),\n     <b>\n      a transgressão\n     </b>\n     , pelo Poder Público,\n     <b>\n      ainda\n     </b>\n     que em sede de \nfiscalização tributária, das restrições\n     <b>\n      e\n     </b>\n     das garantias constitucionalmente \nestabelecidas  em favor  dos  contribuintes  (e  de  terceiros)\n     <b>\n      culmina por\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028470.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 21\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 103325 / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      gerar a ilicitude\n     </b>\n     da prova\n     <b>\n      eventualmente obtida\n     </b>\n     no curso das diligências \nestatais,\n     <b>\n      o que provoca\n     </b>\n     ,  como  direta  consequência\n     <b>\n      desse  gesto  de \ninfidelidade\n     </b>\n     às  limitações\n     <b>\n      impostas\n     </b>\n     pela  Lei  Fundamental,\n     <b>\n      a própria \ninadmissibilidade processual\n     </b>\n     dos elementos probatórios assim coligidos.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Impõe-se relembrar\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      bem por  isso\n     </i>\n     ,  Senhores  Ministros,\n     <b>\n      até mesmo \ncomo fator de expressiva\n     </b>\n     conquista  (\n     <b>\n      e preservação\n     </b>\n     )  dos  direitos \ninstituídos\n     <b>\n      em favor\n     </b>\n     daqueles que sofrem a ação persecutória do Estado,\n     <b>\n      a inquestionável hostilidade\n     </b>\n     do ordenamento constitucional brasileiro\n     <b>\n      às \nprovas ilegítimas e às provas ilícitas\n     </b>\n     .  A  Constituição  da  República\n     <b>\n      tornou inadmissíveis\n     </b>\n     ,  no  processo,  as  provas\n     <b>\n      inquinadas\n     </b>\n     de \nilegitimidade\n     <b>\n      ou\n     </b>\n     de ilicitude.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A\n     </b>\n     <b>\n      norma\n     </b>\n     inscrita  no  art.  5º,  LVI,  da  vigente  Lei  Fundamental\n     <b>\n      consagrou\n     </b>\n     entre nós\n     <b>\n      o postulado\n     </b>\n     de que a prova obtida\n     <b>\n      por meios ilícitos\n     </b>\n     deve  ser  repudiada  –\n     <b>\n      e repudiada\n     </b>\n     <b>\n      sempre\n     </b>\n     (MAURO  CAPPELLETTI, \n“\n     <b>\n      Efficacia di prove illegittimamente ammesse e comportamento della \nparte\n     </b>\n     ”, “\n     <i>\n      in\n     </i>\n     ”\n     <b>\n     </b>\n     Rivista di Diritto Civile, p. 112, 1961; VICENZO VIGORITI, \n“\n     <b>\n      Prove illecite e Costituzione\n     </b>\n     ”, “\n     <i>\n      in\n     </i>\n     ” Rivista di Diritto Processuale, p. 64 e \n70, 1968) –\n     <b>\n      pelos juízes e Tribunais\n     </b>\n     , “\n     <i>\n      por mais relevantes que sejam os fatos  \npor  ela  apurados,  uma  vez  que  se  subsume  ela  ao  conceito  de  \ninconstitucionalidade  (...)\n     </i>\n     ”  (ADA  PELLEGRINI  GRINOVER,  “\n     <b>\n      Novas \nTendências do Direito Processual\n     </b>\n     ”, p. 62, 1990, Forense Universitária).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A cláusula constitucional\n     </b>\n     do “\n     <i>\n      due process of law\n     </i>\n     ” –\n     <b>\n      que se destina\n     </b>\n     a \ngarantir  a  pessoa do acusado\n     <b>\n      contra\n     </b>\n     ações  eventualmente abusivas do \nPoder Público –\n     <b>\n      tem\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      no dogma da inadmissibilidade das provas ilícitas\n     </b>\n     , \numa de suas projeções concretizadoras mais expressivas,\n     <b>\n      na medida\n     </b>\n     em \nque o réu tem o\n     <b>\n      impostergável\n     </b>\n     direito\n     <b>\n      de não ser denunciado\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      de não ser \njulgado  e de não ser condenado\n     </b>\n     com apoio em elementos instrutórios \nobtidos\n     <b>\n      ou\n     </b>\n     produzidos\n     <b>\n      de forma incompatível\n     </b>\n     com os limites impostos, \npelo  ordenamento  jurídico,  ao  poder  persecutório\n     <b>\n      e\n     </b>\n     ao  poder \ninvestigatório do Estado.\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028470.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 21\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 103325 / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A absoluta invalidade\n     </b>\n     da prova ilícita\n     <b>\n      infirma-lhe\n     </b>\n     , de modo radical,\n     <b>\n      a eficácia demonstrativa\n     </b>\n     dos fatos e eventos cuja realidade material ela \npretende  evidenciar.\n     <b>\n      Trata-se\n     </b>\n     de  consequência  que  deriva,\n     <b>\n      necessariamente\n     </b>\n     , da garantia constitucional que tutela a situação jurídica \ndos acusados em juízo (\n     <b>\n      notadamente\n     </b>\n     em juízo penal)\n     <b>\n      e que exclui\n     </b>\n     ,  de \nmodo  peremptório,  a  possibilidade  de  uso,  em  sede  processual,  da \nprova –\n     <b>\n      de qualquer prova\n     </b>\n     – cuja\n     <b>\n      ilicitude\n     </b>\n     venha a ser reconhecida pelo \nPoder Judiciário.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A prova ilícita é prova inidônea\n     </b>\n     . Mais do que isso,\n     <b>\n      prova ilícita é \nprova imprestável\n     </b>\n     . Não se reveste, por essa explícita razão, de\n     <b>\n      qualquer\n     </b>\n     aptidão  jurídico-material.\n     <b>\n      A  prova  ilícita\n     </b>\n     ,  qualificando-se  como \nprovidência  instrutória\n     <b>\n      repelida\n     </b>\n     pelo  ordenamento  constitucional,\n     <b>\n      apresenta-se destituída\n     </b>\n     de  qualquer  grau,\n     <b>\n      por  mínimo  que  seja\n     </b>\n     ,  de \neficácia jurídica.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Tenho tido a oportunidade de enfatizar\n     </b>\n     ,  neste  Tribunal,\n     <b>\n      que a\n     </b>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       exclusionary rule\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n     </i>\n     ”  –  considerada  essencial,  pela  jurisprudência  da \nSuprema Corte dos Estados Unidos da América,\n     <b>\n      na definição dos limites \nda atividade probatória\n     </b>\n     desenvolvida pelo Estado –\n     <b>\n      destina-se a proteger \nos réus\n     </b>\n     , em sede processual penal,\n     <b>\n      contra a ilegítima\n     </b>\n     produção\n     <b>\n      ou a ilegal\n     </b>\n     colheita de prova incriminadora (\n     <b>\n      Weeks v.  United States\n     </b>\n     ,  232\n     <b>\n      U.S.\n     </b>\n     383, \n1914 –\n     <b>\n      Garrity v. New Jersey\n     </b>\n     ,  385\n     <b>\n      U.S.\n     </b>\n     493, 1967 –\n     <b>\n      Mapp v. Ohio\n     </b>\n     ,  367\n     <b>\n      U.S.\n     </b>\n     643,  1961 –\n     <b>\n      Wong Sun v.  United States\n     </b>\n     ,  371\n     <b>\n      U.S.\n     </b>\n     471,  1962,\n     <i>\n      v.g.\n     </i>\n     ),\n     <b>\n      impondo\n     </b>\n     , em atenção ao princípio do “\n     <i>\n      due process of law\n     </i>\n     ”,\n     <b>\n      o banimento \nprocessual de  quaisquer  evidências\n     </b>\n     que  tenham  sido\n     <b>\n      ilicitamente\n     </b>\n     coligidas pelo Poder Público.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      No contexto\n     </b>\n     do sistema constitucional brasileiro,\n     <b>\n      no qual prevalece \na inadmissibilidade processual das provas ilícitas\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      a jurisprudência\n     </b>\n     do \nSupremo Tribunal Federal,\n     <b>\n      ao interpretar\n     </b>\n     o sentido\n     <b>\n      e\n     </b>\n     o alcance do art. 5º, \nLVI,  da  Carta  Política,\n     <b>\n      tem repudiado\n     </b>\n     quaisquer  elementos  de\n    </p>\n    <p>\n     7\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028470.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 21\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 103325 / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     informação,\n     <b>\n      desautorizando-lhes\n     </b>\n     o  valor  probante,\n     <b>\n      sempre que a \nobtenção\n     </b>\n     dos  dados  probatórios\n     <b>\n      resultar de transgressão\n     </b>\n     ,  pelo  Poder \nPúblico, do ordenamento positivo (\n     <b>\n      RTJ\n     </b>\n     163/682 –\n     <b>\n      RTJ\n     </b>\n     163/709).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Foi por tal razão\n     </b>\n     que esta Corte Suprema,\n     <b>\n      no julgamento plenário \nda AP 307/DF\n     </b>\n     ,  Rel.  Min.  ILMAR GALVÃO,\n     <b>\n      desqualificou\n     </b>\n     ,  por  ilícita, \nprova cuja obtenção\n     <b>\n      decorrera do desrespeito\n     </b>\n     , por parte de autoridades \npúblicas,\n     <b>\n      da garantia constitucional\n     </b>\n     da  inviolabilidade  domiciliar \n(\n     <b>\n      RTJ\n     </b>\n     162/4,\n     <b>\n      item n. 1.1\n     </b>\n     ).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Cabe referir\n     </b>\n     ,  neste  ponto,\n     <b>\n      o magistério\n     </b>\n     de  ADA  PELLEGRINI \nGRINOVER (“\n     <b>\n      Liberdades Públicas e Processo Penal\n     </b>\n     ”, p. 151, itens ns. 7 \ne  8,  2ª  ed.,  1982,  RT),\n     <b>\n      para quem\n     </b>\n     –\n     <b>\n      tratando-se de prova ilícita\n     </b>\n     , \nespecialmente\n     <b>\n     </b>\n     daquela  cuja  produção derivar\n     <b>\n      de ofensa\n     </b>\n     a  cláusulas  de \nordem  constitucional  –\n     <b>\n      não se revelará aceitável\n     </b>\n     ,  para  efeito  de  sua \nadmissibilidade,\n     <b>\n      a invocação do critério de razoabilidade\n     </b>\n     do  direito \nnorte-americano,\n     <b>\n      que corresponde ao princípio da proporcionalidade\n     </b>\n     do \ndireito  germânico,\n     <b>\n      mostrando-se indiferente\n     </b>\n     a  indagação\n     <b>\n      sobre quem  \npraticou o ato ilícito\n     </b>\n     de que se originou o dado probatório questionado:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       A inadmissibilidade processual da prova ilícita torna-se \nabsoluta\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,\n      <b>\n       sempre que a ilicitude consista na violação de uma  \nnorma constitucional\n      </b>\n      , em prejuízo das partes ou de terceiros.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Nesses  casos\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,\n      <b>\n       é  irrelevante  indagar  se  o  ilícito  foi  \ncometido  por  agente  público  ou  por  particulares\n      </b>\n      ,  porque,\n      <b>\n       em \nambos  os  casos\n      </b>\n      ,  a  prova  terá  sido  obtida  com  infringência  aos  \nprincípios constitucionais que garantem os direitos da personalidade.  \nSerá também irrelevante indagar-se a respeito do momento em que a  \nilicitude  se  caracterizou  (antes  e  fora  do  processo  ou  no  curso  do  \nmesmo); será irrelevante indagar-se se o ato ilícito foi cumprido contra  \na parte ou contra terceiro, desde que tenha importado em violação a  \ndireitos  fundamentais;  e  será,  por  fim,  irrelevante  indagar-se  se  o  \nprocesso no qual se utilizaria prova ilícita deste jaez é de natureza  \npenal ou civil.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     ....................................................................................................\n    </p>\n    <p>\n     8\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028470.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 21\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 103325 / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Nesta  colocação,\n      <b>\n       não parece  aceitável\n      </b>\n      (embora  sugestivo)\n      <b>\n       o \ncritério  de\n      </b>\n      ‘\n      <b>\n       razoabilidade\n      </b>\n      ’  do  direito  norte-americano,\n      <b>\n       correspondente  ao  princípio  de\n      </b>\n      ‘\n      <b>\n       proporcionalidade\n      </b>\n      ’  do  direito  \nalemão,\n      <b>\n       por tratar-se de critérios subjetivos\n      </b>\n      , que podem induzir a\n      <b>\n       interpretações  perigosas\n      </b>\n      ,  fugindo  dos  parâmetros  de  proteção  da  \ninviolabilidade da pessoa humana.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      A\n      <b>\n       mitigação\n      </b>\n      do rigor da admissibilidade das provas ilícitas deve  \nser  feita  através  da  análise  da  própria  norma material  violada:  (...)\n      <b>\n       sempre\n      </b>\n      que a violação se der com relação aos direitos fundamentais e a  \nsuas  garantias,\n      <b>\n       não  haverá\n      </b>\n      como  invocar-se  o  princípio  da  \nproporcionalidade.\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Essa mesma orientação\n     </b>\n     é registrada por VÂNIA SICILIANO AIETA \n(“\n     <b>\n      A  Garantia  da  Intimidade  como  Direito  Fundamental\n     </b>\n     ”,  p.  191, \nitem  n.  4.4.6.4,  1999,  Lumen  Juris),\n     <b>\n      cujo  lúcido  magistério  também \nreconhece\n     </b>\n     que, “\n     <b>\n      <i>\n       Atualmente\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , a  teoria  majoritariamente  aceita\n      <b>\n       é  a  da  \ninadmissibilidade  processual\n      </b>\n      das  provas  ilícitas  (\n      <b>\n       colhidas  com  lesões\n      </b>\n      a  \nprincípios constitucionais),\n      <b>\n       sendo irrelevante\n      </b>\n      a averiguação,\n      <b>\n       se o ilícito foi  \ncometido por agente público\n      </b>\n      , ou\n      <b>\n       por agente particular\n      </b>\n      , porque, em ambos os  \ncasos,\n      <b>\n       lesa princípios constitucionais\n      </b>\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     ).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Por isso mesmo\n     </b>\n     ,  Senhores  Ministros,\n     <b>\n      assume\n     </b>\n     <b>\n      inegável relevo\n     </b>\n     ,  na\n     <b>\n      repulsa\n     </b>\n     à  “\n     <i>\n      crescente  predisposição  para  flexibilização  dos  comandos  \nconstitucionais  aplicáveis  na  matéria\n     </i>\n     ”,\n     <b>\n      a advertência\n     </b>\n     de  LUIS  ROBERTO \nBARROSO, que,\n     <b>\n      em texto escrito\n     </b>\n     com a colaboração de ANA PAULA DE \nBARCELLOS  (“\n     <b>\n      A  Viagem  Redonda:  Habeas  Data,  Direitos \nConstitucionais e as Provas Ilícitas\n     </b>\n     ” “\n     <i>\n      in\n     </i>\n     ”\n     <b>\n      RDA\n     </b>\n     213/149-163),\n     <b>\n      rejeita\n     </b>\n     , com \nabsoluta  correção,\n     <b>\n      qualquer\n     </b>\n     tipo  de  prova  obtida  por  meio  ilícito,\n     <b>\n      demonstrando\n     </b>\n     ,  ainda,\n     <b>\n      o gravíssimo risco\n     </b>\n     de admitir-se essa espécie de \nevidência\n     <b>\n      com apoio\n     </b>\n     no princípio da proporcionalidade:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       O  entendimento  flexibilizador\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      dos  dispositivos  \nconstitucionais citados,\n      <b>\n       além de violar\n      </b>\n      a dicção claríssima da Carta\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     9\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028470.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 21\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 103325 / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Constitucional,\n      <b>\n       é  de  todo  inconveniente\n      </b>\n      em  se  considerando  a  \nrealidade político-institucional do País.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     .......................................................................................................\n     <b>\n      <i>\n       Embora  a  idéia  da  proporcionalidade  possa  parecer\n      </i>\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       atraente\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , deve-se ter em linha de conta os antecedentes de País, onde  \nas exceções viram regra desde sua criação (vejam-se, por exemplo, as  \nmedidas provisórias). À vista da trajetória inconsistente do respeito  \naos direitos individuais e da ausência de um sentimento constitucional  \nconsolidado,\n      <b>\n       não é\n      </b>\n      nem conveniente\n      <b>\n       nem\n      </b>\n      oportuno, sequer\n      <b>\n       de lege  \nferenda\n      </b>\n      , enveredar por\n      <b>\n       flexibilizações arriscadas\n      </b>\n      .\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Também corretamente sustentando\n     </b>\n     a  tese  de  que  o  Estado\n     <b>\n      não \npode\n     </b>\n     , especialmente em sede processual penal,\n     <b>\n      valer-se de provas ilícitas \ncontra\n     </b>\n     o  acusado,\n     <b>\n      mesmo\n     </b>\n     que  sob  invocação  do  princípio  da \nproporcionalidade,\n     <b>\n      impõe-se relembrar o entendimento\n     </b>\n     de  EDGARD \nSILVEIRA  BUENO  FILHO  (“\n     <b>\n      O  Direito  à  Defesa  na  Constituição\n     </b>\n     ”, \np. 54/56, item n. 5.9, 1994, Saraiva)\n     <b>\n      e\n     </b>\n     de GUILHERME SILVA BARBOSA \nFREGAPANI (“\n     <b>\n      Prova Ilícita no Direito Pátrio e no Direito Comparado\n     </b>\n     ”, \n“\n     <i>\n      in\n     </i>\n     ”  Revista  da  Fundação  Escola  Superior  do  Ministério  Público  do \nDistrito Federal e Territórios nº 6/231-235).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Cabe ter presente\n     </b>\n     ,  também,  por  necessário,\n     <b>\n      que o princípio da \nproporcionalidade\n     </b>\n     ,  em  sendo  alegado  pelo  Poder  Público,\n     <b>\n      não pode \nconverter-se em instrumento de frustração\n     </b>\n     da norma constitucional\n     <b>\n      que \nrepudia\n     </b>\n     a utilização, no processo, de provas obtidas\n     <b>\n      por meios ilícitos\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Esse  postulado\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      portanto\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      não  deve\n     </b>\n     ser  invocado\n     <b>\n      nem\n     </b>\n     aplicado\n     <b>\n      indiscriminadamente\n     </b>\n     pelos  órgãos  do  Estado,\n     <b>\n      ainda  mais  quando  se \nacharem  expostos\n     </b>\n     a  clara  situação  de  risco,\n     <b>\n      como  sucede\n     </b>\n     na  espécie,\n     <b>\n      direitos fundamentais\n     </b>\n     assegurados pela Constituição.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Sob  tal  perspectiva\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      portanto\n     </i>\n     ,  Senhores  Ministros,\n     <b>\n      tenho como \nincensurável a advertência\n     </b>\n     feita por ANTONIO MAGALHÃES GOMES \nFILHO  (“\n     <b>\n      Proibição  das  Provas  Ilícitas  na  Constituição  de  1988\n     </b>\n     ”,\n    </p>\n    <p>\n     10\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028470.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 21\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 103325 / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     p. 249/266, “\n     <i>\n      in\n     </i>\n     ” “\n     <b>\n      Os 10 Anos da Constituição Federal\n     </b>\n     ”,\n     <b>\n      coordenação\n     </b>\n     de \nALEXANDRE DE MORAES, 1999, Atlas):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       Após  dez  anos  de  vigência\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      do  texto  constitucional,\n      <b>\n       persistem\n      </b>\n      as\n      <b>\n       resistências\n      </b>\n      doutrinárias e dos tribunais\n      <b>\n       à proibição  \ncategórica  e  absoluta\n      </b>\n      do  ingresso,  no  processo,\n      <b>\n       das  provas  \nobtidas com violação do direito material\n      </b>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Isso decorre, a nosso ver, em primeiro lugar, de uma equivocada  \ncompreensão  do  princípio  do livre  convencimento  do  juiz,  que  não  \npode  significar  liberdade  absoluta  na  condução  do  procedimento  \nprobatório  nem  julgamento  desvinculado  de  regras  legais.  Tal  \nprincípio  tem seu  âmbito  de  operatividade  restrito  ao  momento  da  \nvaloração das provas, que deve incidir sobre material constituído por  \nelementos admissíveis e regularmente incorporados ao processo.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       De outro lado\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , a preocupação em fornecer respostas prontas e  \neficazes  às  formas  mais  graves  de  criminalidade  tem  igualmente  \nlevado  à  admissão  de\n      <b>\n       provas  maculadas  pela  ilicitude\n      </b>\n      ,  sob  a  \njustificativa  da\n      <b>\n       proporcionalidade\n      </b>\n      ou\n      <b>\n       razoabilidade\n      </b>\n      .  Conquanto  \nnão se possa descartar a necessidade de ponderação de interesses nos  \ncasos concretos,\n      <b>\n       tal critério não pode ser erigido à condição de  \nregra capaz de tornar letra morta a disposição constitucional\n      </b>\n      .  \nAdemais, certamente\n      <b>\n       não será com o incentivo às práticas ilegais\n      </b>\n      que  se  poderá  alcançar  resultado  positivo  na  repressão  da  \ncriminalidade.\n     </i>\n     ”\n     <i>\n     </i>\n     (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Em suma\n     </b>\n     :\n     <b>\n      a Constituição da República\n     </b>\n     ,  em norma\n     <b>\n      revestida\n     </b>\n     de \nconteúdo vedatório (\n     <b>\n      CF\n     </b>\n     , art. 5º, LVI),\n     <b>\n      desautoriza\n     </b>\n     , por incompatível com \nos postulados\n     <b>\n      que regem\n     </b>\n     uma sociedade\n     <b>\n      fundada\n     </b>\n     em bases democráticas \n(\n     <b>\n      CF\n     </b>\n     , art. 1º),\n     <b>\n      qualquer\n     </b>\n     <b>\n      prova\n     </b>\n     cuja obtenção, pelo Poder Público,\n     <b>\n      derive de \ntransgressão\n     </b>\n     a  cláusulas  de  ordem  constitucional,\n     <b>\n      repelindo\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      por  isso  \nmesmo\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      quaisquer\n     </b>\n     elementos  probatórios\n     <b>\n      que resultem\n     </b>\n     de  violação  do \ndireito  material  (\n     <b>\n      ou\n     </b>\n     ,  até  mesmo,  do  direito  processual),\n     <b>\n      não \nprevalecendo\n     </b>\n     ,  em consequência,  no ordenamento normativo brasileiro,\n     <b>\n      em matéria\n     </b>\n     de  atividade  probatória,\n     <b>\n      a fórmula autoritária\n     </b>\n     do  “\n     <i>\n      male  \ncaptum, bene retentum\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     11\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028470.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 21\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 103325 / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Entendo\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      pois\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      revestida de plena viabilidade\n     </b>\n     jurídica  a  presente \nimpetração,  razão pela qual\n     <b>\n      adoto\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      como razão de decidir\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      os mesmos \nfundamentos\n     </b>\n     que  expus  no  julgamento\n     <b>\n      do\n     </b>\n     <b>\n      HC 82.788/RJ\n     </b>\n     ,  de  que  fui \nRelator.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Sendo assim\n     </b>\n     , e tendo em consideração as razões expostas,\n     <b>\n      defiro\n     </b>\n     o \npedido  de  “\n     <i>\n      habeas  corpus\n     </i>\n     ”,\n     <b>\n      em ordem a invalidar\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      desde\n     </b>\n     a  denúncia,\n     <b>\n      inclusive\n     </b>\n     , o processo penal instaurado\n     <b>\n      contra\n     </b>\n     o ora paciente e que,\n     <b>\n      autuado  \nsob\n     </b>\n     <b>\n      nº 95.0032.304-4\n     </b>\n     (\n     <b>\n      Apenso 07\n     </b>\n     , fls. 927),\n     <b>\n      acha-se em tramitação\n     </b>\n     perante \na 8ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, Seção Judiciária do Estado do \nRio de Janeiro,\n     <b>\n      sem prejuízo\n     </b>\n     da renovação da “\n     <i>\n      persecutio criminis\n     </i>\n     ”,\n     <b>\n      desde que  \nnão transgredida\n     </b>\n     a cláusula constitucional\n     <b>\n      que veda\n     </b>\n     a utilização, em juízo,\n     <b>\n      de provas ilícitas\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      É o meu voto\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     12\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028470.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 21\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 03/04/2012\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 103.325\n     </b>\n     PROCED. : RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\n     </b>\n     PACTE.(S) : LUIZ FELIPE DA CONCEIÇÃO RODRIGUES\nIMPTE.(S) : GUSTAVO EID BIANCHI PRATES\nCOATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     deferido, em ordem a invalidar, desde a \ndenúncia,  inclusive,  o  processo  penal  instaurado  contra  o  ora \npaciente e que, autuado sob o nº 95.0032.304-4 (Apenso 07, fls. \n927), acha-se em tramitação perante a 8ª Vara Federal Criminal do \nRio de Janeiro, Seção Judiciária do Estado do Rio de Janeiro, sem \nprejuízo  da  renovação  da  “\n     <i>\n      persecutio  criminis\n     </i>\n     ”,  desde  que  não \ntransgredida a cláusula constitucional que veda a utilização, em \njuízo, de provas ilícitas, nos termos do voto do Relator. Decisão \nunânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar \nMendes e Joaquim Barbosa.\n     <b>\n      2ª Turma\n     </b>\n     , 03.04.2012.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à \nsessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. \nAusentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e \nJoaquim Barbosa.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Francisco  de  Assis \nVieira Sanseverino.\n    </p>\n    <p>\n     Karima Batista Kassab.\nCoordenadora\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1908380\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 21\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "03/04/2012 SEGUNDA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 103.325 RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\n", "PACTE.(S) :LUIZ FELIPE DA CONCEIÇÃO RODRIGUES \n", "IMPTE.(S) :GUSTAVO EID BIANCHI PRATES \n", "COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "E M E N T A: FISCALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA – APREENSÃO DE \n", "LIVROS  CONTÁBEIS  E  DOCUMENTOS  FISCAIS  REALIZADA, EM \n", "ESCRITÓRIO DE CONTABILIDADE, POR AGENTES FAZENDÁRIOS E \n", "POLICIAIS  FEDERAIS  SEM  MANDADO  JUDICIAL  – \n", "INADMISSIBILIDADE  –  ESPAÇO  PRIVADO,  NÃO  ABERTO AO \n", "PÚBLICO,  SUJEITO  À  PROTEÇÃO  CONSTITUCIONAL  DA \n", "INVIOLABILIDADE DOMICILIAR (CF, ART. 5º, XI) – SUBSUNÇÃO AO \n", "CONCEITO NORMATIVO DE “CASA” –  NECESSIDADE DE ORDEM \n", "JUDICIAL  –  ADMINISTRAÇÃO  PÚBLICA  E  FISCALIZAÇÃO \n", "TRIBUTÁRIA  –  DEVER DE OBSERVÂNCIA,  POR PARTE DE SEUS \n", "ÓRGÃOS E AGENTES,  DOS LIMITES JURÍDICOS  IMPOSTOS PELA \n", "CONSTITUIÇÃO E PELAS LEIS DA REPÚBLICA – IMPOSSIBILIDADE \n", "DE UTILIZAÇÃO, PELO MINISTÉRIO PÚBLICO, DE PROVA OBTIDA \n", "COM  TRANSGRESSÃO  À  GARANTIA  DA  INVIOLABILIDADE \n", "DOMICILIAR  –  PROVA  ILÍCITA  –  INIDONEIDADE  JURÍDICA – \n", "“HABEAS CORPUS” DEFERIDO.\n", "ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA –  FISCALIZAÇÃO – \n", "PODERES –  NECESSÁRIO RESPEITO AOS DIREITOS E \n", "GARANTIAS INDIVIDUAIS DOS CONTRIBUINTES E DE \n", "TERCEIROS.\n", "–  Não são absolutos os  poderes  de  que  se  acham  investidos  os \n", "órgãos e agentes da administração tributária, pois o Estado, em tema de \n", "tributação,  inclusive em matéria de fiscalização tributária,  está sujeito à \n", "observância  de um complexo de direitos e prerrogativas  que assistem, \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028468.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 21\n", "Ementa e Acórdão\n", "HC 103325 / RJ \n", "constitucionalmente,  aos  contribuintes  e aos  cidadãos  em  geral.  Na \n", "realidade,  os  poderes  do  Estado  encontram,  nos  direitos  e garantias \n", "individuais,  limites intransponíveis,  cujo desrespeito  pode caracterizar \n", "ilícito constitucional.\n", "–  A administração tributária,  por  isso  mesmo,  embora podendo \n", "muito,  não pode tudo.  É que,  ao  Estado,  é somente lícito atuar, \n", "“respeitados os direitos individuais e nos termos da lei” (CF, art. 145, § 1º), \n", "consideradas,  sobretudo,  e  para  esse  específico  efeito,  as limitações \n", "jurídicas  decorrentes  do  próprio  sistema  instituído pela  Lei \n", "Fundamental,  cuja eficácia –  que prepondera sobre todos os órgãos e \n", "agentes fazendários – restringe-lhes o alcance do poder de que se acham \n", "investidos, especialmente quando exercido em face do contribuinte e dos \n", "cidadãos da República,  que são titulares de garantias  impregnadas de \n", "estatura constitucional e que, por tal razão, não podem ser transgredidas \n", "por aqueles que exercem a autoridade em nome do Estado.\n", "A GARANTIA DA INVIOLABILIDADE DOMICILIAR COMO \n", "LIMITAÇÃO CONSTITUCIONAL AO PODER DO ESTADO EM \n", "TEMA DE FISCALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA –  CONCEITO DE “CASA” \n", "PARA EFEITO DE PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL –  AMPLITUDE \n", "DESSA NOÇÃO CONCEITUAL, QUE TAMBÉM COMPREENDE OS \n", "ESPAÇOS  PRIVADOS  NÃO ABERTOS AO  PÚBLICO, ONDE \n", "ALGUÉM  EXERCE  ATIVIDADE  PROFISSIONAL:  NECESSIDADE, \n", "EM TAL HIPÓTESE, DE MANDADO JUDICIAL (CF, ART. 5º, XI).\n", "–  Para os fins da proteção jurídica  a que se refere  o art. 5º, XI, da \n", "Constituição  da  República,  o  conceito  normativo  de  “casa”  revela-se \n", "abrangente  e,  por estender-se a  qualquer  compartimento  privado  não \n", "aberto ao  público  onde  alguém  exerce  profissão  ou  atividade  (CP, \n", "art. 150, § 4º, III), compreende, observada essa específica limitação espacial \n", "(área  interna  não  acessível ao  público), os  escritórios  profissionais, \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028468.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 21\n", "Ementa e Acórdão\n", "HC 103325 / RJ \n", "inclusive os de contabilidade, “embora sem conexão com a casa de moradia  \n", "propriamente dita” (NELSON HUNGRIA). Doutrina. Precedentes.\n", "–  Sem que  ocorra  qualquer  das  situações  excepcionais \n", "taxativamente previstas  no  texto  constitucional  (art.  5º,  XI),  nenhum \n", "agente  público,  ainda  que  vinculado  à  administração  tributária  do \n", "Estado, poderá,  contra a vontade de quem de direito (“invito domino”), \n", "ingressar, durante o dia,  sem mandado judicial, em espaço privado não \n", "aberto ao  público  onde alguém exerce  sua  atividade  profissional,  sob \n", "pena de  a  prova resultante  da  diligência  de  busca  e  apreensão  assim \n", "executada  reputar-se  inadmissível,  porque impregnada de  ilicitude \n", "material.  Doutrina.  Precedentes específicos,  em  tema  de  fiscalização \n", "tributária, a propósito de escritórios de contabilidade (STF).\n", "–  O atributo  da  auto-executoriedade dos  atos  administrativos,  que \n", "traduz expressão concretizadora do “privilège du préalable”,  não prevalece \n", "sobre a garantia  constitucional da inviolabilidade domiciliar,  ainda que se \n", "cuide de  atividade  exercida  pelo  Poder  Público  em sede de  fiscalização \n", "tributária. Doutrina. Precedentes.\n", "ILICITUDE DA PROVA –  INADMISSIBILIDADE DE  SUA \n", "PRODUÇÃO EM JUÍZO (OU PERANTE QUALQUER INSTÂNCIA DE \n", "PODER) – INIDONEIDADE JURÍDICA DA PROVA RESULTANTE DE \n", "TRANSGRESSÃO ESTATAL AO REGIME CONSTITUCIONAL DOS \n", "DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS.\n", "–  A ação persecutória do Estado,  qualquer que seja a instância de \n", "poder perante a qual se instaure,  para revestir-se de legitimidade,  não \n", "pode apoiar-se em elementos probatórios ilicitamente obtidos, sob pena \n", "de ofensa à garantia constitucional do “due process of law”,  que tem, no \n", "dogma da  inadmissibilidade das  provas  ilícitas,  uma  de  suas  mais \n", "expressivas  projeções  concretizadoras no  plano  do  nosso  sistema  de \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028468.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 21\n", "Ementa e Acórdão\n", "HC 103325 / RJ \n", "direito positivo. A “Exclusionary Rule” consagrada pela jurisprudência da \n", "Suprema Corte dos Estados Unidos da América como limitação ao poder \n", "do Estado de produzir prova em sede processual penal.\n", "–  A Constituição da República,  em norma  revestida de conteúdo \n", "vedatório  (CF,  art.  5º,  LVI),  desautoriza,  por  incompatível  com  os \n", "postulados  que regem uma sociedade  fundada em bases democráticas \n", "(CF, art. 1º), qualquer prova cuja obtenção, pelo Poder Público, derive de \n", "transgressão a  cláusulas  de  ordem  constitucional,  repelindo,  por  isso \n", "mesmo,  quaisquer elementos probatórios  que resultem de violação do \n", "direito  material  (ou,  até  mesmo,  do  direito  processual),  não \n", "prevalecendo,  em consequência,  no ordenamento normativo brasileiro, \n", "em matéria de  atividade  probatória,  a fórmula autoritária do  “male  \n", "captum, bene retentum”. Doutrina. Precedentes.\n", "–  A circunstância  de a administração estatal  achar-se investida  de \n", "poderes  excepcionais que lhe permitem exercer  a  fiscalização em sede \n", "tributária  não a exonera do dever de observar,  para efeito do legítimo \n", "desempenho de tais prerrogativas, os limites impostos pela Constituição \n", "e pelas  leis  da  República,  sob pena de  os  órgãos  governamentais \n", "incidirem em frontal desrespeito às  garantias  constitucionalmente \n", "asseguradas aos cidadãos em geral e aos contribuintes em particular.\n", "– Os procedimentos  dos  agentes da administração tributária  que \n", "contrariem os  postulados  consagrados  pela  Constituição  da  República \n", "revelam-se inaceitáveis e não podem ser corroborados pelo  Supremo \n", "Tribunal Federal,  sob pena de inadmissível subversão dos postulados \n", "constitucionais  que definem,  de  modo  estrito,  os  limites  – \n", "inultrapassáveis – que restringem os poderes do Estado em suas relações \n", "com os contribuintes e com terceiros.\n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028468.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 21\n", "Ementa e Acórdão\n", "HC 103325 / RJ \n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos,  relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \n", "Supremo Tribunal  Federal,  em Segunda  Turma,  sob  a  Presidência  do \n", "Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e das notas \n", "taquigráficas,  por unanimidade de votos,  em deferir  o “habeas corpus”, \n", "em ordem a  invalidar,  desde  a  denúncia,  inclusive,  o  processo  penal \n", "instaurado contra o ora paciente e que, autuado sob o nº 95.0032.304-4, \n", "acha-se  em  tramitação  perante  a  8ª  Vara  Federal  Criminal  do  Rio  de \n", "Janeiro,  Seção Judiciária do Estado do Rio de Janeiro,  sem prejuízo da \n", "renovação da “persecutio criminis”, desde que não transgredida a cláusula \n", "constitucional  que  veda  a  utilização,  em juízo,  de  provas  ilícitas,  nos \n", "termos do  voto  do  Relator.  Ausentes,  justificadamente,  os  Senhores \n", "Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. \n", "Brasília, 03 de abril de 2012.\n", "CELSO DE MELLO – RELATOR\n", "5 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028468.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 21\n", "Relatório\n", "03/04/2012 SEGUNDA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 103.325 RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\n", "PACTE.(S) :LUIZ FELIPE DA CONCEIÇÃO RODRIGUES \n", "IMPTE.(S) :GUSTAVO EID BIANCHI PRATES \n", "COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator):  Trata-se \n", "de “habeas corpus” impetrado contra decisão que, emanada do E. Superior \n", "Tribunal  de  Justiça,  encontra-se consubstanciada em  acórdão  assim \n", "ementado (fls. 61/62):\n", "“PROCESSUAL  PENAL.  ‘HABEAS  CORPUS’.  ART.  1º, \n", "INCISOS II  E III,  DA LEI Nº  8.137/90. ALEGAÇÃO DE QUE  \n", "AÇÃO  PENAL  ESTÁ  BASEADA  EM  PROVA  ILÍCITA. \n", "AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA PARA PERSECUÇÃO PENAL. \n", "INVIABILIDADE DE VASTA DILAÇÃO PROBATÓRIA NA VIA  \n", "ELEITA.\n", "I - O trancamento da ação penal por meio do ‘habeas corpus’  \n", "se situa no campo da excepcionalidade (HC 90.320/MG, Primeira  \n", "Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJU de 25/05/2007), sendo medida que  \n", "somente  deve  ser  adotada  quando  houver  comprovação,  de  plano,  da  \n", "atipicidade da conduta, da incidência de causa de extinção da punibilidade  \n", "ou da ausência de indícios de autoria ou de prova sobre a materialidade do  \n", "delito  (HC  87.324/SP,  Primeira  Turma,  Relª.  Minª.  Cármen  Lúcia,  \n", "DJU  de  18/05/2007).  Ainda,  a  liquidez  dos  fatos  constitui  requisito  \n", "inafastável na apreciação da justa causa (HC 91.634/GO, Segunda Turma,  \n", "Rel. Min. Celso de Mello, DJU de 05/10/2007), pois o exame de provas é  \n", "inadmissível no espectro processual do ‘habeas corpus’, ação constitucional  \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028469.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 21\n", "Relatório\n", "HC 103325 / RJ \n", "que pressupõe para seu manejo uma ilegalidade ou abuso de poder tão  \n", "flagrante que pode ser demonstrada de plano (RHC 88.139/MG, Primeira  \n", "Turma, Rel. Min. Carlos Britto, DJU de 17/11/2006).\n", "II - Na hipótese, para a averiguação de que a ação penal tem por base  \n", "provas  obtidas  em  diligência  considerada  ilícita  pelo  Pretório  Excelso  \n", "(HC  82.788-8/RJ),  seria  necessário  a  vasta  dilação  probatória  que  \n", "ultrapassa  os  limites  desta  via.  Considerando a  existência  de  indícios  \n", "obtidos por vias diversas da mencionada diligência, e não havendo a clara  \n", "demonstração da origem ilícita dos indícios colhidos, seria demasiadamente  \n", "precipitado o trancamento da ação penal.\n", "‘Habeas Corpus’ denegado.”\n", "(HC 137.172/RJ, Rel. Min. FELIX FISCHER – grifei)\n", "A parte ora impetrante, para justificar sua pretensão,  sustenta, em \n", "síntese,  que,  “(...)  sem uma única exceção,  todos,  inquestionavelmente  \n", "todos, os procedimentos criminais que envolvem o acusado LUIZ FELIPE \n", "DA CONCEIÇÃO RODRIGUES são originários das sucessivas ‘blitz’ que, a  \n", "‘manu militari’, APFs e AFTNs levaram a efeito,  tanto em 23/08/93,  quanto \n", "em  09/09/93,  nos  escritórios  contábeis da  S/A  ORGANIZAÇÃO  \n", "EXCELSIOR DE CONTABILIDADE E ADMINISTRAÇÃO, onde, de forma  \n", "‘ex  abrupta’,  sob  a  mira de  ‘arma  de  fogo’,  foram  apreendidos,  SEM \n", "AUTORIZAÇÃO JUDICIAL, meios magnéticos, livros e demais documentos  \n", "de todas as ‘mais de 1.200 empresas que, à época, lhe eram clientes” (fls. 07 – \n", "grifei).\n", "O Ministério Público Federal, ao opinar pela concessão da ordem de \n", "“habeas corpus”  em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da \n", "República Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, assim se pronunciou a \n", "respeito do presente “writ” (fls. 377):\n", "“1.  Conforme  destacado  pelo  r.  despacho  concessivo  da  \n", "liminar, essa Suprema Corte, ao decidir os HC 93.050/RJ, HC 82.788/RJ,  \n", "HC 87.907/RJ e RHC 90.376/RJ, firmou orientação quanto à necessidade  \n", "de  mandado  judicial  para  a  fiscalização  tributária  realizar  busca  e  \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028469.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 21\n", "Relatório\n", "HC 103325 / RJ \n", "apreensão em local, privado e não aberto ao público, onde alguém exerce  \n", "atividade profissional.\n", "2. Isso posto, opino pelo deferimento da ordem.” (grifei)\n", "É o relatório.\n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028469.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 21\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "03/04/2012 SEGUNDA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 103.325 RIO DE JANEIRO\n", "V O T O\n", "O  SENHOR  MINISTRO  CELSO  DE  MELLO  –  (Relator): Os \n", "fundamentos que  dão  suporte  à  presente ação  de  “habeas  corpus” \n", "assumem relevância jurídica, especialmente se examinada a controvérsia \n", "sob a égide da alegada  ilicitude da prova penal  decorrente de suposta \n", "transgressão  à  garantia  constitucional  da  inviolabilidade  domiciliar, \n", "observados, quanto a este último tópico,  os parâmetros delineados pela \n", "jurisprudência  do  Supremo Tribunal  Federal  (HC 79.512/RJ,  Rel.  Min. \n", "SEPÚLVEDA  PERTENCE  –  RE 251.445/GO,  Rel.  Min.  CELSO  DE \n", "MELLO – RE 331.303-AgR/PR, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, v.g.).\n", "Cabe destacar,  por  relevante,  que  esta  colenda Segunda Turma do \n", "Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o HC 82.788/RJ, Rel. Min. CELSO \n", "DE MELLO,  igualmente impetrado em favor  do ora  paciente,  proferiu \n", "decisão consubstanciada em acórdão assim ementado:\n", "“FISCALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA – APREENSÃO DE \n", "LIVROS  CONTÁBEIS  E  DOCUMENTOS  FISCAIS  \n", "REALIZADA, EM  ESCRITÓRIO  DE  CONTABILIDADE,  POR  \n", "AGENTES  FAZENDÁRIOS  E POLICIAIS  FEDERAIS  SEM \n", "MANDADO  JUDICIAL  –  INADMISSIBILIDADE –  ESPAÇO \n", "PRIVADO,  NÃO ABERTO AO  PÚBLICO,  SUJEITO À \n", "PROTEÇÃO  CONSTITUCIONAL  DA  INVIOLABILIDADE  \n", "DOMICILIAR (CF, ART. 5º, XI) – SUBSUNÇÃO AO CONCEITO \n", "NORMATIVO  DE  ‘CASA’  –  NECESSIDADE DE  ORDEM \n", "JUDICIAL –  ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E FISCALIZAÇÃO \n", "TRIBUTÁRIA –  DEVER DE OBSERVÂNCIA, POR PARTE DE \n", "SEUS  ÓRGÃOS  E  AGENTES,  DOS LIMITES JURÍDICOS \n", "IMPOSTOS  PELA  CONSTITUIÇÃO  E PELAS  LEIS  DA \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028470.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 21\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 103325 / RJ \n", "REPÚBLICA –  IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO,  PELO \n", "MINISTÉRIO  PÚBLICO,  DE PROVA OBTIDA  EM \n", "TRANSGRESSÃO À  GARANTIA  DA  INVIOLABILIDADE \n", "DOMICILIAR  –  PROVA ILÍCITA – INIDONEIDADE \n", "JURÍDICA – ‘HABEAS CORPUS’ DEFERIDO.\n", "ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA –  FISCALIZAÇÃO – \n", "PODERES –  NECESSÁRIO RESPEITO AOS DIREITOS E \n", "GARANTIAS INDIVIDUAIS DOS CONTRIBUINTES E DE \n", "TERCEIROS.\n", "– Não são absolutos os poderes de que se acham investidos os  \n", "órgãos e agentes da administração tributária, pois o Estado, em tema \n", "de tributação,  inclusive em matéria de fiscalização tributária,  está  \n", "sujeito à observância  de um complexo de direitos e prerrogativas  \n", "que assistem, constitucionalmente, aos contribuintes e aos cidadãos  \n", "em  geral.  Na  realidade,  os  poderes  do  Estado  encontram,  nos  \n", "direitos  e garantias  individuais,  limites  intransponíveis,  cujo  \n", "desrespeito pode caracterizar ilícito constitucional.\n", "–  A administração tributária,  por  isso  mesmo,  embora \n", "podendo muito, não pode tudo. É que, ao Estado, é somente lícito \n", "atuar, ‘respeitados os direitos individuais e nos termos da lei’ (CF,  \n", "art. 145, § 1º), consideradas, sobretudo, e para esse específico efeito,  \n", "as limitações jurídicas  decorrentes  do  próprio  sistema  instituído \n", "pela Lei Fundamental,  cuja eficácia –  que prepondera sobre todos  \n", "os órgãos e agentes fazendários – restringe-lhes o alcance do poder de  \n", "que se acham investidos,  especialmente quando exercido em face do  \n", "contribuinte  e dos  cidadãos  da  República,  que  são  titulares de  \n", "garantias  impregnadas de  estatura  constitucional  e  que,  por  tal  \n", "razão,  não podem ser  transgredidas por  aqueles  que exercem a  \n", "autoridade em nome do Estado.\n", "A GARANTIA DA INVIOLABILIDADE DOMICILIAR \n", "COMO LIMITAÇÃO CONSTITUCIONAL AO PODER DO \n", "ESTADO EM TEMA DE FISCALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA –  \n", "CONCEITO DE ‘CASA’ PARA  EFEITO  DE  PROTEÇÃO  \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028470.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 21\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 103325 / RJ \n", "CONSTITUCIONAL  –  AMPLITUDE DESSA  NOÇÃO \n", "CONCEITUAL, QUE TAMBÉM COMPREENDE OS ESPAÇOS \n", "PRIVADOS NÃO ABERTOS AO PÚBLICO, ONDE ALGUÉM \n", "EXERCE ATIVIDADE PROFISSIONAL:  NECESSIDADE, EM \n", "TAL HIPÓTESE, DE MANDADO JUDICIAL (CF, ART. 5º, XI).\n", "–  Para os fins da proteção jurídica  a que se refere  o art. 5º,  \n", "XI, da Constituição da República,  o conceito normativo de ‘casa’  \n", "revela-se  abrangente  e,  por estender-se a  qualquer  compartimento  \n", "privado  não aberto ao  público  onde  alguém  exerce  profissão  ou  \n", "atividade  (CP,  art.  150,  §  4º,  III),  compreende,  observada  essa  \n", "específica limitação espacial (área interna não acessível ao público), os  \n", "escritórios  profissionais,  inclusive os  de  contabilidade,  ‘embora  sem  \n", "conexão  com  a  casa  de  moradia  propriamente  dita’  (NELSON  \n", "HUNGRIA). Doutrina. Precedentes.\n", "–  Sem que  ocorra  qualquer  das  situações  excepcionais  \n", "taxativamente previstas  no  texto  constitucional  (art.  5º,  XI),  \n", "nenhum agente  público,  ainda  que  vinculado  à  administração  \n", "tributária  do Estado,  poderá,  contra a  vontade  de  quem de  direito  \n", "(‘invito domino’), ingressar, durante o dia, sem mandado judicial em  \n", "espaço  privado  não aberto ao  público  onde  alguém  exerce  sua  \n", "atividade profissional, sob pena de a prova resultante da diligência de  \n", "busca  e  apreensão  assim executada  reputar-se  inadmissível,  porque \n", "impregnada de ilicitude material. Doutrina. Precedentes específicos,  \n", "em  tema  de  fiscalização  tributária,  a  propósito de  escritórios  de  \n", "contabilidade (STF).\n", "– O atributo da auto-executoriedade dos atos administrativos,  \n", "que traduz expressão  concretizadora  do  ‘privilège  du préalable’,  não \n", "prevalece sobre a garantia constitucional da inviolabilidade domiciliar,  \n", "ainda que se cuide de atividade exercida pelo Poder Público em sede de  \n", "fiscalização tributária. Doutrina. Precedentes.\n", "ILICITUDE DA PROVA –  INADMISSIBILIDADE DE \n", "SUA  PRODUÇÃO EM JUÍZO (OU PERANTE QUALQUER \n", "INSTÂNCIA DE PODER) –  INIDONEIDADE JURÍDICA DA \n", "PROVA  RESULTANTE  DE TRANSGRESSÃO ESTATAL AO \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028470.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 21\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 103325 / RJ \n", "REGIME CONSTITUCIONAL DOS DIREITOS E GARANTIAS  \n", "INDIVIDUAIS.\n", "–  A ação persecutória do  Estado,  qualquer que  seja  a  \n", "instância de poder perante a qual se instaure,  para revestir-se de  \n", "legitimidade,  não pode apoiar-se em  elementos  probatórios  \n", "ilicitamente obtidos,  sob pena de ofensa à garantia constitucional  \n", "do ‘due process of law’,  que tem, no dogma da inadmissibilidade \n", "das  provas  ilícitas,  uma  de  suas  mais  expressivas  projeções  \n", "concretizadoras no  plano do  nosso  sistema de  direito  positivo.  A  \n", "‘Exclusionary  Rule’  consagrada pela  jurisprudência  da  Suprema  \n", "Corte dos Estados Unidos da América  como limitação ao poder do  \n", "Estado de produzir prova em sede processual penal.\n", "–  A Constituição da República,  em  norma  revestida de  \n", "conteúdo vedatório (CF, art. 5º, LVI), desautoriza, por incompatível  \n", "com  os  postulados  que  regem uma  sociedade  fundada em  bases  \n", "democráticas (CF, art. 1º), qualquer prova cuja obtenção, pelo Poder  \n", "Público, derive de transgressão a cláusulas de ordem constitucional,  \n", "repelindo,  por  isso  mesmo,  quaisquer elementos  probatórios  que \n", "resultem de violação do direito material (ou, até mesmo, do direito  \n", "processual),  não prevalecendo,  em consequência,  no  ordenamento  \n", "normativo brasileiro, em matéria de atividade probatória, a fórmula \n", "autoritária do  ‘male  captum,  bene  retentum’.  Doutrina.  \n", "Precedentes.\n", "– A circunstância de a administração estatal achar-se investida  \n", "de poderes  excepcionais que lhe permitem exercer a  fiscalização em  \n", "sede tributária não a exonera do dever de observar, para efeito do \n", "legítimo  desempenho de  tais  prerrogativas,  os limites impostos  \n", "pela Constituição  e pelas leis da República,  sob pena de os órgãos  \n", "governamentais  incidirem em frontal desrespeito às  garantias  \n", "constitucionalmente asseguradas  aos  cidadãos  em  geral  e aos  \n", "contribuintes em particular.\n", "– Os procedimentos dos agentes da administração tributária  \n", "que contrariem os  postulados  consagrados  pela  Constituição  da  \n", "República revelam-se inaceitáveis e não podem ser corroborados \n", "pelo  Supremo  Tribunal  Federal,  sob pena de inadmissível \n", "subversão dos  postulados  constitucionais  que definem,  de  modo  \n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028470.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 21\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 103325 / RJ \n", "estrito,  os limites  –  inultrapassáveis – que restringem os poderes  \n", "do Estado em suas relações com os contribuintes e com terceiros.”\n", "Tenho para mim,  no  exame  deste  pedido,  que  o  v.  acórdão  ora \n", "questionado  contém fragmento  cujo  teor,  a seguir reproduzido \n", "(fls.  65/69),  demonstra que  tal  decisão  considerou válida prova \n", "qualificada pela nota da ilicitude,  tal como esta Suprema Corte teve a \n", "oportunidade  de advertir  no julgamento acima referido (HC 82.788/RJ, \n", "Rel. Min. CELSO DE MELLO),  provocada por impetração  deduzida em \n", "favor do mesmo paciente e a propósito dos mesmos fatos:\n", "“Conforme se verifica, em agosto e setembro de 1993 houve a  \n", "realização  de  busca  e  apreensão  nos  escritórios  da  empresa  \n", "ORGANIZAÇÃO  EXCELSIOR  CONTABILIDADE  E  \n", "ADMINISTRAÇÃO, que resultou na arrecadação de vários documentos  \n", "contábeis e fiscais, livros e computadores.\n", "…...................................................................................................\n", "As provas obtidas nesta diligência serviram de base para  \n", "instauração de ações penais, que foram posteriormente trancadas por  \n", "esta Corte (HC 70960/RJ, 5ª Turma, Rel. Min. Gilson Dipp, DJU de  \n", "19/03/2007; Resp 184877/RJ, 6ª Turma, Rel. Min. Fernando Gonçalves,  \n", "DJU de  23/04/2001;  HC 3912/RJ,  6ª  Turma,  Rel.  p/  Acórdão  Min.  \n", "Willian Paterson, DJU de 08/04/1996).\n", ".......................................................................................................\n", "Apesar  das  alegações do  impetrante,  verifico  que,  na  \n", "hipótese,  não  é  possível  constatar  que,  de  fato,  as  provas  que  \n", "embasaram  a  ação  penal  são  todas  fruto  da  diligência  ilegal  já  \n", "mencionada.  Saliento,  em  primeiro  lugar,  que  para  fazer  essa  \n", "constatação,  seria  necessária  uma  vasta  dilação  probatória,  que  \n", "ultrapassa os limites admitidos nesta via.” (grifei)\n", "Como destaquei na  ocasião  do  julgamento  em  referência \n", "(HC 82.788/RJ), a transgressão, pelo Poder Público, ainda que em sede de \n", "fiscalização tributária, das restrições e das garantias constitucionalmente \n", "estabelecidas  em favor  dos  contribuintes  (e  de  terceiros)  culmina por \n", "5 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028470.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 21\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 103325 / RJ \n", "gerar a ilicitude da prova eventualmente obtida no curso das diligências \n", "estatais,  o que provoca,  como  direta  consequência  desse  gesto  de \n", "infidelidade  às  limitações  impostas pela  Lei  Fundamental,  a própria \n", "inadmissibilidade processual dos elementos probatórios assim coligidos.\n", "Impõe-se relembrar,  bem por  isso,  Senhores  Ministros,  até mesmo \n", "como fator de expressiva conquista  (e preservação)  dos  direitos \n", "instituídos em favor daqueles que sofrem a ação persecutória do Estado, \n", "a inquestionável hostilidade do ordenamento constitucional brasileiro às \n", "provas ilegítimas e às provas ilícitas.  A  Constituição  da  República \n", "tornou inadmissíveis,  no  processo,  as  provas  inquinadas  de \n", "ilegitimidade ou de ilicitude.\n", "A norma inscrita  no  art.  5º,  LVI,  da  vigente  Lei  Fundamental \n", "consagrou entre nós o postulado de que a prova obtida por meios ilícitos \n", "deve  ser  repudiada  –  e repudiada sempre (MAURO  CAPPELLETTI, \n", "“Efficacia di prove illegittimamente ammesse e comportamento della \n", "parte”, “in” Rivista di Diritto Civile, p. 112, 1961; VICENZO VIGORITI, \n", "“Prove illecite e Costituzione”, “in” Rivista di Diritto Processuale, p. 64 e \n", "70, 1968) – pelos juízes e Tribunais, “por mais relevantes que sejam os fatos  \n", "por  ela  apurados,  uma  vez  que  se  subsume  ela  ao  conceito  de  \n", "inconstitucionalidade  (...)”  (ADA  PELLEGRINI  GRINOVER,  “Novas \n", "Tendências do Direito Processual”, p. 62, 1990, Forense Universitária).\n", "A cláusula constitucional do “due process of law” – que se destina a \n", "garantir  a  pessoa do acusado  contra ações  eventualmente abusivas do \n", "Poder Público – tem, no dogma da inadmissibilidade das provas ilícitas, \n", "uma de suas projeções concretizadoras mais expressivas,  na medida em \n", "que o réu tem o impostergável direito de não ser denunciado, de não ser \n", "julgado  e de não ser condenado com apoio em elementos instrutórios \n", "obtidos ou produzidos de forma incompatível  com os limites impostos, \n", "pelo  ordenamento  jurídico,  ao  poder  persecutório  e  ao  poder \n", "investigatório do Estado.\n", "6 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028470.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 21\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 103325 / RJ \n", "A absoluta invalidade da prova ilícita infirma-lhe, de modo radical, \n", "a eficácia demonstrativa dos fatos e eventos cuja realidade material ela \n", "pretende  evidenciar.  Trata-se de  consequência  que  deriva, \n", "necessariamente, da garantia constitucional que tutela a situação jurídica \n", "dos acusados em juízo (notadamente em juízo penal)  e que exclui,  de \n", "modo  peremptório,  a  possibilidade  de  uso,  em  sede  processual,  da \n", "prova – de qualquer prova – cuja ilicitude venha a ser reconhecida pelo \n", "Poder Judiciário.\n", "A prova ilícita é prova inidônea. Mais do que isso,  prova ilícita é \n", "prova imprestável. Não se reveste, por essa explícita razão, de qualquer \n", "aptidão  jurídico-material.  A  prova  ilícita,  qualificando-se  como \n", "providência  instrutória  repelida pelo  ordenamento  constitucional, \n", "apresenta-se destituída de  qualquer  grau,  por  mínimo  que  seja,  de \n", "eficácia jurídica.\n", "Tenho tido a oportunidade de enfatizar,  neste  Tribunal,  que a \n", "“exclusionary rule”  –  considerada  essencial,  pela  jurisprudência  da \n", "Suprema Corte dos Estados Unidos da América, na definição dos limites \n", "da atividade probatória desenvolvida pelo Estado – destina-se a proteger \n", "os réus, em sede processual penal, contra a ilegítima produção ou a ilegal  \n", "colheita de prova incriminadora (Weeks v.  United States,  232  U.S. 383, \n", "1914 –  Garrity v. New Jersey,  385  U.S. 493, 1967 –  Mapp v. Ohio,  367 \n", "U.S. 643,  1961 –  Wong Sun v.  United States,  371  U.S. 471,  1962,  v.g.), \n", "impondo, em atenção ao princípio do “due process of law”,  o banimento \n", "processual de  quaisquer  evidências que  tenham  sido  ilicitamente \n", "coligidas pelo Poder Público.\n", "No contexto do sistema constitucional brasileiro, no qual prevalece \n", "a inadmissibilidade processual das provas ilícitas, a jurisprudência do \n", "Supremo Tribunal Federal, ao interpretar o sentido e o alcance do art. 5º, \n", "LVI,  da  Carta  Política,  tem repudiado quaisquer  elementos  de \n", "7 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028470.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 21\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 103325 / RJ \n", "informação,  desautorizando-lhes o  valor  probante,  sempre que a \n", "obtenção dos  dados  probatórios  resultar de transgressão,  pelo  Poder \n", "Público, do ordenamento positivo (RTJ 163/682 – RTJ 163/709).\n", "Foi por tal razão que esta Corte Suprema,  no julgamento plenário \n", "da AP 307/DF,  Rel.  Min.  ILMAR GALVÃO, desqualificou,  por  ilícita, \n", "prova cuja obtenção decorrera do desrespeito, por parte de autoridades \n", "públicas,  da garantia constitucional da  inviolabilidade  domiciliar \n", "(RTJ 162/4, item n. 1.1).\n", "Cabe referir,  neste  ponto,  o magistério de  ADA  PELLEGRINI \n", "GRINOVER (“Liberdades Públicas e Processo Penal”, p. 151, itens ns. 7 \n", "e  8,  2ª  ed.,  1982,  RT),  para quem –  tratando-se de prova ilícita, \n", "especialmente daquela  cuja  produção derivar  de ofensa a  cláusulas  de \n", "ordem  constitucional  –  não se revelará aceitável,  para  efeito  de  sua \n", "admissibilidade,  a invocação do critério de razoabilidade do  direito \n", "norte-americano, que corresponde ao princípio da proporcionalidade do \n", "direito  germânico,  mostrando-se indiferente a  indagação  sobre quem  \n", "praticou o ato ilícito de que se originou o dado probatório questionado:\n", "“A inadmissibilidade processual da prova ilícita torna-se \n", "absoluta, sempre que a ilicitude consista na violação de uma  \n", "norma constitucional, em prejuízo das partes ou de terceiros.\n", "Nesses  casos, é  irrelevante  indagar  se  o  ilícito  foi  \n", "cometido  por  agente  público  ou  por  particulares,  porque,  em \n", "ambos  os  casos,  a  prova  terá  sido  obtida  com  infringência  aos  \n", "princípios constitucionais que garantem os direitos da personalidade.  \n", "Será também irrelevante indagar-se a respeito do momento em que a  \n", "ilicitude  se  caracterizou  (antes  e  fora  do  processo  ou  no  curso  do  \n", "mesmo); será irrelevante indagar-se se o ato ilícito foi cumprido contra  \n", "a parte ou contra terceiro, desde que tenha importado em violação a  \n", "direitos  fundamentais;  e  será,  por  fim,  irrelevante  indagar-se  se  o  \n", "processo no qual se utilizaria prova ilícita deste jaez é de natureza  \n", "penal ou civil.\n", "....................................................................................................\n", "8 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028470.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 21\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 103325 / RJ \n", "Nesta  colocação,  não parece  aceitável  (embora  sugestivo)  o \n", "critério  de  ‘razoabilidade’  do  direito  norte-americano,  \n", "correspondente  ao  princípio  de  ‘proporcionalidade’  do  direito  \n", "alemão,  por tratar-se de critérios subjetivos, que podem induzir a  \n", "interpretações  perigosas,  fugindo  dos  parâmetros  de  proteção  da  \n", "inviolabilidade da pessoa humana.\n", "A mitigação do rigor da admissibilidade das provas ilícitas deve  \n", "ser  feita  através  da  análise  da  própria  norma material  violada:  (...)  \n", "sempre que a violação se der com relação aos direitos fundamentais e a  \n", "suas  garantias,  não  haverá como  invocar-se  o  princípio  da  \n", "proporcionalidade.” (grifei)\n", "Essa mesma orientação é registrada por VÂNIA SICILIANO AIETA \n", "(“A  Garantia  da  Intimidade  como  Direito  Fundamental”,  p.  191, \n", "item  n.  4.4.6.4,  1999,  Lumen  Juris),  cujo  lúcido  magistério  também \n", "reconhece que, “Atualmente, a  teoria  majoritariamente  aceita  é  a  da  \n", "inadmissibilidade  processual  das  provas  ilícitas  (colhidas  com  lesões a  \n", "princípios constitucionais),  sendo irrelevante a averiguação,  se o ilícito foi  \n", "cometido por agente público, ou por agente particular, porque, em ambos os  \n", "casos, lesa princípios constitucionais” (grifei).\n", "Por isso mesmo,  Senhores  Ministros,  assume inegável relevo,  na \n", "repulsa à  “crescente  predisposição  para  flexibilização  dos  comandos  \n", "constitucionais  aplicáveis  na  matéria”,  a advertência de  LUIS  ROBERTO \n", "BARROSO, que, em texto escrito com a colaboração de ANA PAULA DE \n", "BARCELLOS  (“A  Viagem  Redonda:  Habeas  Data,  Direitos \n", "Constitucionais e as Provas Ilícitas” “in” RDA 213/149-163), rejeita, com \n", "absoluta  correção,  qualquer tipo  de  prova  obtida  por  meio  ilícito, \n", "demonstrando,  ainda,  o gravíssimo risco de admitir-se essa espécie de \n", "evidência com apoio no princípio da proporcionalidade:\n", "“O  entendimento  flexibilizador  dos  dispositivos  \n", "constitucionais citados, além de violar a dicção claríssima da Carta  \n", "9 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028470.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 21\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 103325 / RJ \n", "Constitucional,  é  de  todo  inconveniente  em  se  considerando  a  \n", "realidade político-institucional do País.\n", ".......................................................................................................\n", "Embora  a  idéia  da  proporcionalidade  possa  parecer  \n", "atraente, deve-se ter em linha de conta os antecedentes de País, onde  \n", "as exceções viram regra desde sua criação (vejam-se, por exemplo, as  \n", "medidas provisórias). À vista da trajetória inconsistente do respeito  \n", "aos direitos individuais e da ausência de um sentimento constitucional  \n", "consolidado,  não é nem conveniente  nem oportuno, sequer  de lege  \n", "ferenda, enveredar por flexibilizações arriscadas.” (grifei)\n", "Também corretamente sustentando a  tese  de  que  o  Estado  não \n", "pode, especialmente em sede processual penal, valer-se de provas ilícitas \n", "contra o  acusado,  mesmo que  sob  invocação  do  princípio  da \n", "proporcionalidade,  impõe-se relembrar o entendimento de  EDGARD \n", "SILVEIRA  BUENO  FILHO  (“O  Direito  à  Defesa  na  Constituição”, \n", "p. 54/56, item n. 5.9, 1994, Saraiva)  e de GUILHERME SILVA BARBOSA \n", "FREGAPANI (“Prova Ilícita no Direito Pátrio e no Direito Comparado”, \n", "“in”  Revista  da  Fundação  Escola  Superior  do  Ministério  Público  do \n", "Distrito Federal e Territórios nº 6/231-235).\n", "Cabe ter presente,  também,  por  necessário,  que o princípio da \n", "proporcionalidade,  em  sendo  alegado  pelo  Poder  Público,  não pode \n", "converter-se em instrumento de frustração da norma constitucional que \n", "repudia a utilização, no processo, de provas obtidas por meios ilícitos.\n", "Esse  postulado,  portanto,  não  deve  ser  invocado  nem aplicado \n", "indiscriminadamente pelos  órgãos  do  Estado,  ainda  mais  quando  se \n", "acharem  expostos a  clara  situação  de  risco,  como  sucede na  espécie, \n", "direitos fundamentais assegurados pela Constituição.\n", "Sob  tal  perspectiva,  portanto,  Senhores  Ministros,  tenho como \n", "incensurável a advertência feita por ANTONIO MAGALHÃES GOMES \n", "FILHO  (“Proibição  das  Provas  Ilícitas  na  Constituição  de  1988”, \n", "10 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028470.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 21\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 103325 / RJ \n", "p. 249/266, “in” “Os 10 Anos da Constituição Federal”,  coordenação de \n", "ALEXANDRE DE MORAES, 1999, Atlas):\n", "“Após  dez  anos  de  vigência do  texto  constitucional,  \n", "persistem as resistências doutrinárias e dos tribunais à proibição  \n", "categórica  e  absoluta do  ingresso,  no  processo,  das  provas  \n", "obtidas com violação do direito material.\n", "Isso decorre, a nosso ver, em primeiro lugar, de uma equivocada  \n", "compreensão  do  princípio  do livre  convencimento  do  juiz,  que  não  \n", "pode  significar  liberdade  absoluta  na  condução  do  procedimento  \n", "probatório  nem  julgamento  desvinculado  de  regras  legais.  Tal  \n", "princípio  tem seu  âmbito  de  operatividade  restrito  ao  momento  da  \n", "valoração das provas, que deve incidir sobre material constituído por  \n", "elementos admissíveis e regularmente incorporados ao processo.\n", "De outro lado, a preocupação em fornecer respostas prontas e  \n", "eficazes  às  formas  mais  graves  de  criminalidade  tem  igualmente  \n", "levado  à  admissão  de  provas  maculadas  pela  ilicitude,  sob  a  \n", "justificativa  da  proporcionalidade ou  razoabilidade.  Conquanto  \n", "não se possa descartar a necessidade de ponderação de interesses nos  \n", "casos concretos,  tal critério não pode ser erigido à condição de  \n", "regra capaz de tornar letra morta a disposição constitucional.  \n", "Ademais, certamente não será com o incentivo às práticas ilegais \n", "que  se  poderá  alcançar  resultado  positivo  na  repressão  da  \n", "criminalidade.” (grifei)\n", "Em suma:  a Constituição da República,  em norma  revestida de \n", "conteúdo vedatório (CF, art. 5º, LVI),  desautoriza, por incompatível com \n", "os postulados que regem uma sociedade fundada em bases democráticas \n", "(CF, art. 1º), qualquer prova cuja obtenção, pelo Poder Público, derive de \n", "transgressão a  cláusulas  de  ordem  constitucional,  repelindo,  por  isso  \n", "mesmo,  quaisquer elementos  probatórios  que resultem de  violação  do \n", "direito  material  (ou,  até  mesmo,  do  direito  processual),  não \n", "prevalecendo,  em consequência,  no ordenamento normativo brasileiro, \n", "em matéria de  atividade  probatória,  a fórmula autoritária do  “male  \n", "captum, bene retentum”.\n", "11 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028470.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 21\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "HC 103325 / RJ \n", "Entendo,  pois,  revestida de plena viabilidade jurídica  a  presente \n", "impetração,  razão pela qual  adoto, como razão de decidir,  os mesmos \n", "fundamentos que  expus  no  julgamento  do HC 82.788/RJ,  de  que  fui \n", "Relator.\n", "Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas,  defiro o \n", "pedido  de  “habeas  corpus”,  em ordem a invalidar,  desde a  denúncia, \n", "inclusive, o processo penal instaurado contra o ora paciente e que, autuado  \n", "sob nº 95.0032.304-4 (Apenso 07, fls. 927),  acha-se em tramitação perante \n", "a 8ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, Seção Judiciária do Estado do \n", "Rio de Janeiro, sem prejuízo da renovação da “persecutio criminis”, desde que  \n", "não transgredida a cláusula constitucional  que veda a utilização, em juízo, \n", "de provas ilícitas.\n", "É o meu voto.\n", "12 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7028470.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 21\n", "Extrato de Ata - 03/04/2012\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "HABEAS CORPUS 103.325\n", "PROCED. : RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\n", "PACTE.(S) : LUIZ FELIPE DA CONCEIÇÃO RODRIGUES\n", "IMPTE.(S) : GUSTAVO EID BIANCHI PRATES\n", "COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n", "Decisão: habeas corpus deferido, em ordem a invalidar, desde a \n", "denúncia,  inclusive,  o  processo  penal  instaurado  contra  o  ora \n", "paciente e que, autuado sob o nº 95.0032.304-4 (Apenso 07, fls. \n", "927), acha-se em tramitação perante a 8ª Vara Federal Criminal do \n", "Rio de Janeiro, Seção Judiciária do Estado do Rio de Janeiro, sem \n", "prejuízo  da  renovação  da  “persecutio  criminis”,  desde  que  não \n", "transgredida a cláusula constitucional que veda a utilização, em \n", "juízo, de provas ilícitas, nos termos do voto do Relator. Decisão \n", "unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar \n", "Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 03.04.2012. \n", "Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à \n", "sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. \n", "Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e \n", "Joaquim Barbosa.\n", "Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Francisco  de  Assis \n", "Vieira Sanseverino.\n", "Karima Batista Kassab.\n", "Coordenadora\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1908380\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 21\n" ], "numero" : "103325", "partes" : [ { "nome" : "MIN. CELSO DE MELLO", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "LUIZ FELIPE DA CONCEIÇÃO RODRIGUES", "sigla" : "", "tipo" : "PACTE.(S)" }, { "nome" : "GUSTAVO EID BIANCHI PRATES", "sigla" : "", "tipo" : "IMPTE.(S)" }, { "nome" : "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "sigla" : "", "tipo" : "COATOR(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. CELSO DE MELLO", "texto" : "O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator):  Trata-se  de “habeas corpus” impetrado contra decisão que, emanada do E. Superior  Tribunal  de  Justiça,  encontra-se consubstanciada em  acórdão  assim  ementado (fls. 61/62):  “PROCESSUAL  PENAL.  ‘HABEAS  CORPUS’.  ART.  1º,  INCISOS II  E III,  DA LEI Nº  8.137/90. ALEGAÇÃO DE QUE   AÇÃO  PENAL  ESTÁ  BASEADA  EM  PROVA  ILÍCITA.  AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA PARA PERSECUÇÃO PENAL.  INVIABILIDADE DE VASTA DILAÇÃO PROBATÓRIA NA VIA   ELEITA.  I - O trancamento da ação penal por meio do ‘habeas corpus’   se situa no campo da excepcionalidade (HC 90.320/MG, Primeira   Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJU de 25/05/2007), sendo medida que   somente  deve  ser  adotada  quando  houver  comprovação,  de  plano,  da   atipicidade da conduta, da incidência de causa de extinção da punibilidade   ou da ausência de indícios de autoria ou de prova sobre a materialidade do   delito  (HC  87.324/SP,  Primeira  Turma,  Relª.  Minª.  Cármen  Lúcia,   DJU  de  18/05/2007).  Ainda,  a  liquidez  dos  fatos  constitui  requisito   inafastável na apreciação da justa causa (HC 91.634/GO, Segunda Turma,   Rel. Min. Celso de Mello, DJU de 05/10/2007), pois o exame de provas é   inadmissível no espectro processual do ‘habeas corpus’, ação constitucional      que pressupõe para seu manejo uma ilegalidade ou abuso de poder tão   flagrante que pode ser demonstrada de plano (RHC 88.139/MG, Primeira   Turma, Rel. Min. Carlos Britto, DJU de 17/11/2006).  II - Na hipótese, para a averiguação de que a ação penal tem por base   provas  obtidas  em  diligência  considerada  ilícita  pelo  Pretório  Excelso   (HC  82.788-8/RJ),  seria  necessário  a  vasta  dilação  probatória  que   ultrapassa  os  limites  desta  via.  Considerando a  existência  de  indícios   obtidos por vias diversas da mencionada diligência, e não havendo a clara   demonstração da origem ilícita dos indícios colhidos, seria demasiadamente   precipitado o trancamento da ação penal.  ‘Habeas Corpus’ denegado.” (HC 137.172/RJ, Rel. Min. FELIX FISCHER – grifei)  A parte ora impetrante, para justificar sua pretensão,  sustenta, em  síntese,  que,  “(...)  sem uma única exceção,  todos,  inquestionavelmente   todos, os procedimentos criminais que envolvem o acusado LUIZ FELIPE  DA CONCEIÇÃO RODRIGUES são originários das sucessivas ‘blitz’ que, a   ‘manu militari’, APFs e AFTNs levaram a efeito,  tanto em 23/08/93,  quanto  em  09/09/93,  nos  escritórios  contábeis da  S/A  ORGANIZAÇÃO   EXCELSIOR DE CONTABILIDADE E ADMINISTRAÇÃO, onde, de forma   ‘ex  abrupta’,  sob  a  mira de  ‘arma  de  fogo’,  foram  apreendidos,  SEM  AUTORIZAÇÃO JUDICIAL, meios magnéticos, livros e demais documentos   de todas as ‘mais de 1.200 empresas que, à época, lhe eram clientes” (fls. 07 –  grifei).  O Ministério Público Federal, ao opinar pela concessão da ordem de  “habeas corpus”  em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da  República Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, assim se pronunciou a  respeito do presente “writ” (fls. 377):  “1.  Conforme  destacado  pelo  r.  despacho  concessivo  da   liminar, essa Suprema Corte, ao decidir os HC 93.050/RJ, HC 82.788/RJ,   HC 87.907/RJ e RHC 90.376/RJ, firmou orientação quanto à necessidade   de  mandado  judicial  para  a  fiscalização  tributária  realizar  busca  e      apreensão em local, privado e não aberto ao público, onde alguém exerce   atividade profissional.  2. Isso posto, opino pelo deferimento da ordem.” (grifei)  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O  SENHOR  MINISTRO  CELSO  DE  MELLO  –  (Relator): Os  fundamentos que  dão  suporte  à  presente ação  de  “habeas  corpus”  assumem relevância jurídica, especialmente se examinada a controvérsia  sob a égide da alegada  ilicitude da prova penal  decorrente de suposta  transgressão  à  garantia  constitucional  da  inviolabilidade  domiciliar,  observados, quanto a este último tópico,  os parâmetros delineados pela  jurisprudência  do  Supremo Tribunal  Federal  (HC 79.512/RJ,  Rel.  Min.  SEPÚLVEDA  PERTENCE  –  RE 251.445/GO,  Rel.  Min.  CELSO  DE  MELLO – RE 331.303-AgR/PR, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, v.g.).  Cabe destacar,  por  relevante,  que  esta  colenda Segunda Turma do  Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o HC 82.788/RJ, Rel. Min. CELSO  DE MELLO,  igualmente impetrado em favor  do ora  paciente,  proferiu  decisão consubstanciada em acórdão assim ementado:  “FISCALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA – APREENSÃO DE  LIVROS  CONTÁBEIS  E  DOCUMENTOS  FISCAIS   REALIZADA, EM  ESCRITÓRIO  DE  CONTABILIDADE,  POR   AGENTES  FAZENDÁRIOS  E POLICIAIS  FEDERAIS  SEM  MANDADO  JUDICIAL  –  INADMISSIBILIDADE –  ESPAÇO  PRIVADO,  NÃO ABERTO AO  PÚBLICO,  SUJEITO À  PROTEÇÃO  CONSTITUCIONAL  DA  INVIOLABILIDADE   DOMICILIAR (CF, ART. 5º, XI) – SUBSUNÇÃO AO CONCEITO  NORMATIVO  DE  ‘CASA’  –  NECESSIDADE DE  ORDEM  JUDICIAL –  ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E FISCALIZAÇÃO  TRIBUTÁRIA –  DEVER DE OBSERVÂNCIA, POR PARTE DE  SEUS  ÓRGÃOS  E  AGENTES,  DOS LIMITES JURÍDICOS  IMPOSTOS  PELA  CONSTITUIÇÃO  E PELAS  LEIS  DA     REPÚBLICA –  IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO,  PELO  MINISTÉRIO  PÚBLICO,  DE PROVA OBTIDA  EM  TRANSGRESSÃO À  GARANTIA  DA  INVIOLABILIDADE  DOMICILIAR  –  PROVA ILÍCITA – INIDONEIDADE  JURÍDICA – ‘HABEAS CORPUS’ DEFERIDO.  ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA –  FISCALIZAÇÃO –  PODERES –  NECESSÁRIO RESPEITO AOS DIREITOS E  GARANTIAS INDIVIDUAIS DOS CONTRIBUINTES E DE  TERCEIROS.  – Não são absolutos os poderes de que se acham investidos os   órgãos e agentes da administração tributária, pois o Estado, em tema  de tributação,  inclusive em matéria de fiscalização tributária,  está   sujeito à observância  de um complexo de direitos e prerrogativas   que assistem, constitucionalmente, aos contribuintes e aos cidadãos   em  geral.  Na  realidade,  os  poderes  do  Estado  encontram,  nos   direitos  e garantias  individuais,  limites  intransponíveis,  cujo   desrespeito pode caracterizar ilícito constitucional.  –  A administração tributária,  por  isso  mesmo,  embora  podendo muito, não pode tudo. É que, ao Estado, é somente lícito  atuar, ‘respeitados os direitos individuais e nos termos da lei’ (CF,   art. 145, § 1º), consideradas, sobretudo, e para esse específico efeito,   as limitações jurídicas  decorrentes  do  próprio  sistema  instituído  pela Lei Fundamental,  cuja eficácia –  que prepondera sobre todos   os órgãos e agentes fazendários – restringe-lhes o alcance do poder de   que se acham investidos,  especialmente quando exercido em face do   contribuinte  e dos  cidadãos  da  República,  que  são  titulares de   garantias  impregnadas de  estatura  constitucional  e  que,  por  tal   razão,  não podem ser  transgredidas por  aqueles  que exercem a   autoridade em nome do Estado.  A GARANTIA DA INVIOLABILIDADE DOMICILIAR  COMO LIMITAÇÃO CONSTITUCIONAL AO PODER DO  ESTADO EM TEMA DE FISCALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA –   CONCEITO DE ‘CASA’ PARA  EFEITO  DE  PROTEÇÃO      CONSTITUCIONAL  –  AMPLITUDE DESSA  NOÇÃO  CONCEITUAL, QUE TAMBÉM COMPREENDE OS ESPAÇOS  PRIVADOS NÃO ABERTOS AO PÚBLICO, ONDE ALGUÉM  EXERCE ATIVIDADE PROFISSIONAL:  NECESSIDADE, EM  TAL HIPÓTESE, DE MANDADO JUDICIAL (CF, ART. 5º, XI).  –  Para os fins da proteção jurídica  a que se refere  o art. 5º,   XI, da Constituição da República,  o conceito normativo de ‘casa’   revela-se  abrangente  e,  por estender-se a  qualquer  compartimento   privado  não aberto ao  público  onde  alguém  exerce  profissão  ou   atividade  (CP,  art.  150,  §  4º,  III),  compreende,  observada  essa   específica limitação espacial (área interna não acessível ao público), os   escritórios  profissionais,  inclusive os  de  contabilidade,  ‘embora  sem   conexão  com  a  casa  de  moradia  propriamente  dita’  (NELSON   HUNGRIA). Doutrina. Precedentes.  –  Sem que  ocorra  qualquer  das  situações  excepcionais   taxativamente previstas  no  texto  constitucional  (art.  5º,  XI),   nenhum agente  público,  ainda  que  vinculado  à  administração   tributária  do Estado,  poderá,  contra a  vontade  de  quem de  direito   (‘invito domino’), ingressar, durante o dia, sem mandado judicial em   espaço  privado  não aberto ao  público  onde  alguém  exerce  sua   atividade profissional, sob pena de a prova resultante da diligência de   busca  e  apreensão  assim executada  reputar-se  inadmissível,  porque  impregnada de ilicitude material. Doutrina. Precedentes específicos,   em  tema  de  fiscalização  tributária,  a  propósito de  escritórios  de   contabilidade (STF).  – O atributo da auto-executoriedade dos atos administrativos,   que traduz expressão  concretizadora  do  ‘privilège  du préalable’,  não  prevalece sobre a garantia constitucional da inviolabilidade domiciliar,   ainda que se cuide de atividade exercida pelo Poder Público em sede de   fiscalização tributária. Doutrina. Precedentes.  ILICITUDE DA PROVA –  INADMISSIBILIDADE DE  SUA  PRODUÇÃO EM JUÍZO (OU PERANTE QUALQUER  INSTÂNCIA DE PODER) –  INIDONEIDADE JURÍDICA DA  PROVA  RESULTANTE  DE TRANSGRESSÃO ESTATAL AO     REGIME CONSTITUCIONAL DOS DIREITOS E GARANTIAS   INDIVIDUAIS.  –  A ação persecutória do  Estado,  qualquer que  seja  a   instância de poder perante a qual se instaure,  para revestir-se de   legitimidade,  não pode apoiar-se em  elementos  probatórios   ilicitamente obtidos,  sob pena de ofensa à garantia constitucional   do ‘due process of law’,  que tem, no dogma da inadmissibilidade  das  provas  ilícitas,  uma  de  suas  mais  expressivas  projeções   concretizadoras no  plano do  nosso  sistema de  direito  positivo.  A   ‘Exclusionary  Rule’  consagrada pela  jurisprudência  da  Suprema   Corte dos Estados Unidos da América  como limitação ao poder do   Estado de produzir prova em sede processual penal.  –  A Constituição da República,  em  norma  revestida de   conteúdo vedatório (CF, art. 5º, LVI), desautoriza, por incompatível   com  os  postulados  que  regem uma  sociedade  fundada em  bases   democráticas (CF, art. 1º), qualquer prova cuja obtenção, pelo Poder   Público, derive de transgressão a cláusulas de ordem constitucional,   repelindo,  por  isso  mesmo,  quaisquer elementos  probatórios  que  resultem de violação do direito material (ou, até mesmo, do direito   processual),  não prevalecendo,  em consequência,  no  ordenamento   normativo brasileiro, em matéria de atividade probatória, a fórmula  autoritária do  ‘male  captum,  bene  retentum’.  Doutrina.   Precedentes.  – A circunstância de a administração estatal achar-se investida   de poderes  excepcionais que lhe permitem exercer a  fiscalização em   sede tributária não a exonera do dever de observar, para efeito do  legítimo  desempenho de  tais  prerrogativas,  os limites impostos   pela Constituição  e pelas leis da República,  sob pena de os órgãos   governamentais  incidirem em frontal desrespeito às  garantias   constitucionalmente asseguradas  aos  cidadãos  em  geral  e aos   contribuintes em particular.  – Os procedimentos dos agentes da administração tributária   que contrariem os  postulados  consagrados  pela  Constituição  da   República revelam-se inaceitáveis e não podem ser corroborados  pelo  Supremo  Tribunal  Federal,  sob pena de inadmissível  subversão dos  postulados  constitucionais  que definem,  de  modo      estrito,  os limites  –  inultrapassáveis – que restringem os poderes   do Estado em suas relações com os contribuintes e com terceiros.”  Tenho para mim,  no  exame  deste  pedido,  que  o  v.  acórdão  ora  questionado  contém fragmento  cujo  teor,  a seguir reproduzido  (fls.  65/69),  demonstra que  tal  decisão  considerou válida prova  qualificada pela nota da ilicitude,  tal como esta Suprema Corte teve a  oportunidade  de advertir  no julgamento acima referido (HC 82.788/RJ,  Rel. Min. CELSO DE MELLO),  provocada por impetração  deduzida em  favor do mesmo paciente e a propósito dos mesmos fatos:  “Conforme se verifica, em agosto e setembro de 1993 houve a   realização  de  busca  e  apreensão  nos  escritórios  da  empresa   ORGANIZAÇÃO  EXCELSIOR  CONTABILIDADE  E   ADMINISTRAÇÃO, que resultou na arrecadação de vários documentos   contábeis e fiscais, livros e computadores.  …................................................................................................... As provas obtidas nesta diligência serviram de base para    instauração de ações penais, que foram posteriormente trancadas por   esta Corte (HC 70960/RJ, 5ª Turma, Rel. Min. Gilson Dipp, DJU de   19/03/2007; Resp 184877/RJ, 6ª Turma, Rel. Min. Fernando Gonçalves,   DJU de  23/04/2001;  HC 3912/RJ,  6ª  Turma,  Rel.  p/  Acórdão  Min.   Willian Paterson, DJU de 08/04/1996).  ....................................................................................................... Apesar  das  alegações do  impetrante,  verifico  que,  na    hipótese,  não  é  possível  constatar  que,  de  fato,  as  provas  que   embasaram  a  ação  penal  são  todas  fruto  da  diligência  ilegal  já   mencionada.  Saliento,  em  primeiro  lugar,  que  para  fazer  essa   constatação,  seria  necessária  uma  vasta  dilação  probatória,  que   ultrapassa os limites admitidos nesta via.” (grifei)  Como destaquei na  ocasião  do  julgamento  em  referência  (HC 82.788/RJ), a transgressão, pelo Poder Público, ainda que em sede de  fiscalização tributária, das restrições e das garantias constitucionalmente  estabelecidas  em favor  dos  contribuintes  (e  de  terceiros)  culmina por     gerar a ilicitude da prova eventualmente obtida no curso das diligências  estatais,  o que provoca,  como  direta  consequência  desse  gesto  de  infidelidade  às  limitações  impostas pela  Lei  Fundamental,  a própria  inadmissibilidade processual dos elementos probatórios assim coligidos.  Impõe-se relembrar,  bem por  isso,  Senhores  Ministros,  até mesmo  como fator de expressiva conquista  (e preservação)  dos  direitos  instituídos em favor daqueles que sofrem a ação persecutória do Estado,  a inquestionável hostilidade do ordenamento constitucional brasileiro às  provas ilegítimas e às provas ilícitas.  A  Constituição  da  República  tornou inadmissíveis,  no  processo,  as  provas  inquinadas  de  ilegitimidade ou de ilicitude.  A norma inscrita  no  art.  5º,  LVI,  da  vigente  Lei  Fundamental  consagrou entre nós o postulado de que a prova obtida por meios ilícitos  deve  ser  repudiada  –  e repudiada sempre (MAURO  CAPPELLETTI,  “Efficacia di prove illegittimamente ammesse e comportamento della  parte”, “in” Rivista di Diritto Civile, p. 112, 1961; VICENZO VIGORITI,  “Prove illecite e Costituzione”, “in” Rivista di Diritto Processuale, p. 64 e  70, 1968) – pelos juízes e Tribunais, “por mais relevantes que sejam os fatos   por  ela  apurados,  uma  vez  que  se  subsume  ela  ao  conceito  de   inconstitucionalidade  (...)”  (ADA  PELLEGRINI  GRINOVER,  “Novas  Tendências do Direito Processual”, p. 62, 1990, Forense Universitária).  A cláusula constitucional do “due process of law” – que se destina a  garantir  a  pessoa do acusado  contra ações  eventualmente abusivas do  Poder Público – tem, no dogma da inadmissibilidade das provas ilícitas,  uma de suas projeções concretizadoras mais expressivas,  na medida em  que o réu tem o impostergável direito de não ser denunciado, de não ser  julgado  e de não ser condenado com apoio em elementos instrutórios  obtidos ou produzidos de forma incompatível  com os limites impostos,  pelo  ordenamento  jurídico,  ao  poder  persecutório  e  ao  poder  investigatório do Estado.    A absoluta invalidade da prova ilícita infirma-lhe, de modo radical,  a eficácia demonstrativa dos fatos e eventos cuja realidade material ela  pretende  evidenciar.  Trata-se de  consequência  que  deriva,  necessariamente, da garantia constitucional que tutela a situação jurídica  dos acusados em juízo (notadamente em juízo penal)  e que exclui,  de  modo  peremptório,  a  possibilidade  de  uso,  em  sede  processual,  da  prova – de qualquer prova – cuja ilicitude venha a ser reconhecida pelo  Poder Judiciário.  A prova ilícita é prova inidônea. Mais do que isso,  prova ilícita é  prova imprestável. Não se reveste, por essa explícita razão, de qualquer  aptidão  jurídico-material.  A  prova  ilícita,  qualificando-se  como  providência  instrutória  repelida pelo  ordenamento  constitucional,  apresenta-se destituída de  qualquer  grau,  por  mínimo  que  seja,  de  eficácia jurídica.  Tenho tido a oportunidade de enfatizar,  neste  Tribunal,  que a  “exclusionary rule”  –  considerada  essencial,  pela  jurisprudência  da  Suprema Corte dos Estados Unidos da América, na definição dos limites  da atividade probatória desenvolvida pelo Estado – destina-se a proteger  os réus, em sede processual penal, contra a ilegítima produção ou a ilegal   colheita de prova incriminadora (Weeks v.  United States,  232  U.S. 383,  1914 –  Garrity v. New Jersey,  385  U.S. 493, 1967 –  Mapp v. Ohio,  367  U.S. 643,  1961 –  Wong Sun v.  United States,  371  U.S. 471,  1962,  v.g.),  impondo, em atenção ao princípio do “due process of law”,  o banimento  processual de  quaisquer  evidências que  tenham  sido  ilicitamente  coligidas pelo Poder Público.  No contexto do sistema constitucional brasileiro, no qual prevalece  a inadmissibilidade processual das provas ilícitas, a jurisprudência do  Supremo Tribunal Federal, ao interpretar o sentido e o alcance do art. 5º,  LVI,  da  Carta  Política,  tem repudiado quaisquer  elementos  de     informação,  desautorizando-lhes o  valor  probante,  sempre que a  obtenção dos  dados  probatórios  resultar de transgressão,  pelo  Poder  Público, do ordenamento positivo (RTJ 163/682 – RTJ 163/709).  Foi por tal razão que esta Corte Suprema,  no julgamento plenário  da AP 307/DF,  Rel.  Min.  ILMAR GALVÃO, desqualificou,  por  ilícita,  prova cuja obtenção decorrera do desrespeito, por parte de autoridades  públicas,  da garantia constitucional da  inviolabilidade  domiciliar  (RTJ 162/4, item n. 1.1).  Cabe referir,  neste  ponto,  o magistério de  ADA  PELLEGRINI  GRINOVER (“Liberdades Públicas e Processo Penal”, p. 151, itens ns. 7  e  8,  2ª  ed.,  1982,  RT),  para quem –  tratando-se de prova ilícita,  especialmente daquela  cuja  produção derivar  de ofensa a  cláusulas  de  ordem  constitucional  –  não se revelará aceitável,  para  efeito  de  sua  admissibilidade,  a invocação do critério de razoabilidade do  direito  norte-americano, que corresponde ao princípio da proporcionalidade do  direito  germânico,  mostrando-se indiferente a  indagação  sobre quem   praticou o ato ilícito de que se originou o dado probatório questionado:  “A inadmissibilidade processual da prova ilícita torna-se  absoluta, sempre que a ilicitude consista na violação de uma   norma constitucional, em prejuízo das partes ou de terceiros.  Nesses  casos, é  irrelevante  indagar  se  o  ilícito  foi   cometido  por  agente  público  ou  por  particulares,  porque,  em  ambos  os  casos,  a  prova  terá  sido  obtida  com  infringência  aos   princípios constitucionais que garantem os direitos da personalidade.   Será também irrelevante indagar-se a respeito do momento em que a   ilicitude  se  caracterizou  (antes  e  fora  do  processo  ou  no  curso  do   mesmo); será irrelevante indagar-se se o ato ilícito foi cumprido contra   a parte ou contra terceiro, desde que tenha importado em violação a   direitos  fundamentais;  e  será,  por  fim,  irrelevante  indagar-se  se  o   processo no qual se utilizaria prova ilícita deste jaez é de natureza   penal ou civil.  ....................................................................................................    Nesta  colocação,  não parece  aceitável  (embora  sugestivo)  o  critério  de  ‘razoabilidade’  do  direito  norte-americano,   correspondente  ao  princípio  de  ‘proporcionalidade’  do  direito   alemão,  por tratar-se de critérios subjetivos, que podem induzir a   interpretações  perigosas,  fugindo  dos  parâmetros  de  proteção  da   inviolabilidade da pessoa humana.  A mitigação do rigor da admissibilidade das provas ilícitas deve   ser  feita  através  da  análise  da  própria  norma material  violada:  (...)   sempre que a violação se der com relação aos direitos fundamentais e a   suas  garantias,  não  haverá como  invocar-se  o  princípio  da   proporcionalidade.” (grifei)  Essa mesma orientação é registrada por VÂNIA SICILIANO AIETA  (“A  Garantia  da  Intimidade  como  Direito  Fundamental”,  p.  191,  item  n.  4.4.6.4,  1999,  Lumen  Juris),  cujo  lúcido  magistério  também  reconhece que, “Atualmente, a  teoria  majoritariamente  aceita  é  a  da   inadmissibilidade  processual  das  provas  ilícitas  (colhidas  com  lesões a   princípios constitucionais),  sendo irrelevante a averiguação,  se o ilícito foi   cometido por agente público, ou por agente particular, porque, em ambos os   casos, lesa princípios constitucionais” (grifei).  Por isso mesmo,  Senhores  Ministros,  assume inegável relevo,  na  repulsa à  “crescente  predisposição  para  flexibilização  dos  comandos   constitucionais  aplicáveis  na  matéria”,  a advertência de  LUIS  ROBERTO  BARROSO, que, em texto escrito com a colaboração de ANA PAULA DE  BARCELLOS  (“A  Viagem  Redonda:  Habeas  Data,  Direitos  Constitucionais e as Provas Ilícitas” “in” RDA 213/149-163), rejeita, com  absoluta  correção,  qualquer tipo  de  prova  obtida  por  meio  ilícito,  demonstrando,  ainda,  o gravíssimo risco de admitir-se essa espécie de  evidência com apoio no princípio da proporcionalidade:  “O  entendimento  flexibilizador  dos  dispositivos   constitucionais citados, além de violar a dicção claríssima da Carta      Constitucional,  é  de  todo  inconveniente  em  se  considerando  a   realidade político-institucional do País.  ....................................................................................................... Embora  a  idéia  da  proporcionalidade  possa  parecer    atraente, deve-se ter em linha de conta os antecedentes de País, onde   as exceções viram regra desde sua criação (vejam-se, por exemplo, as   medidas provisórias). À vista da trajetória inconsistente do respeito   aos direitos individuais e da ausência de um sentimento constitucional   consolidado,  não é nem conveniente  nem oportuno, sequer  de lege   ferenda, enveredar por flexibilizações arriscadas.” (grifei)  Também corretamente sustentando a  tese  de  que  o  Estado  não  pode, especialmente em sede processual penal, valer-se de provas ilícitas  contra o  acusado,  mesmo que  sob  invocação  do  princípio  da  proporcionalidade,  impõe-se relembrar o entendimento de  EDGARD  SILVEIRA  BUENO  FILHO  (“O  Direito  à  Defesa  na  Constituição”,  p. 54/56, item n. 5.9, 1994, Saraiva)  e de GUILHERME SILVA BARBOSA  FREGAPANI (“Prova Ilícita no Direito Pátrio e no Direito Comparado”,  “in”  Revista  da  Fundação  Escola  Superior  do  Ministério  Público  do  Distrito Federal e Territórios nº 6/231-235).  Cabe ter presente,  também,  por  necessário,  que o princípio da  proporcionalidade,  em  sendo  alegado  pelo  Poder  Público,  não pode  converter-se em instrumento de frustração da norma constitucional que  repudia a utilização, no processo, de provas obtidas por meios ilícitos.  Esse  postulado,  portanto,  não  deve  ser  invocado  nem aplicado  indiscriminadamente pelos  órgãos  do  Estado,  ainda  mais  quando  se  acharem  expostos a  clara  situação  de  risco,  como  sucede na  espécie,  direitos fundamentais assegurados pela Constituição.  Sob  tal  perspectiva,  portanto,  Senhores  Ministros,  tenho como  incensurável a advertência feita por ANTONIO MAGALHÃES GOMES  FILHO  (“Proibição  das  Provas  Ilícitas  na  Constituição  de  1988”,     p. 249/266, “in” “Os 10 Anos da Constituição Federal”,  coordenação de  ALEXANDRE DE MORAES, 1999, Atlas):  “Após  dez  anos  de  vigência do  texto  constitucional,   persistem as resistências doutrinárias e dos tribunais à proibição   categórica  e  absoluta do  ingresso,  no  processo,  das  provas   obtidas com violação do direito material.  Isso decorre, a nosso ver, em primeiro lugar, de uma equivocada   compreensão  do  princípio  do livre  convencimento  do  juiz,  que  não   pode  significar  liberdade  absoluta  na  condução  do  procedimento   probatório  nem  julgamento  desvinculado  de  regras  legais.  Tal   princípio  tem seu  âmbito  de  operatividade  restrito  ao  momento  da   valoração das provas, que deve incidir sobre material constituído por   elementos admissíveis e regularmente incorporados ao processo.  De outro lado, a preocupação em fornecer respostas prontas e   eficazes  às  formas  mais  graves  de  criminalidade  tem  igualmente   levado  à  admissão  de  provas  maculadas  pela  ilicitude,  sob  a   justificativa  da  proporcionalidade ou  razoabilidade.  Conquanto   não se possa descartar a necessidade de ponderação de interesses nos   casos concretos,  tal critério não pode ser erigido à condição de   regra capaz de tornar letra morta a disposição constitucional.   Ademais, certamente não será com o incentivo às práticas ilegais  que  se  poderá  alcançar  resultado  positivo  na  repressão  da   criminalidade.” (grifei)  Em suma:  a Constituição da República,  em norma  revestida de  conteúdo vedatório (CF, art. 5º, LVI),  desautoriza, por incompatível com  os postulados que regem uma sociedade fundada em bases democráticas  (CF, art. 1º), qualquer prova cuja obtenção, pelo Poder Público, derive de  transgressão a  cláusulas  de  ordem  constitucional,  repelindo,  por  isso   mesmo,  quaisquer elementos  probatórios  que resultem de  violação  do  direito  material  (ou,  até  mesmo,  do  direito  processual),  não  prevalecendo,  em consequência,  no ordenamento normativo brasileiro,  em matéria de  atividade  probatória,  a fórmula autoritária do  “male   captum, bene retentum”.    Entendo,  pois,  revestida de plena viabilidade jurídica  a  presente  impetração,  razão pela qual  adoto, como razão de decidir,  os mesmos  fundamentos que  expus  no  julgamento  do HC 82.788/RJ,  de  que  fui  Relator.  Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas,  defiro o  pedido  de  “habeas  corpus”,  em ordem a invalidar,  desde a  denúncia,  inclusive, o processo penal instaurado contra o ora paciente e que, autuado   sob nº 95.0032.304-4 (Apenso 07, fls. 927),  acha-se em tramitação perante  a 8ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, Seção Judiciária do Estado do  Rio de Janeiro, sem prejuízo da renovação da “persecutio criminis”, desde que   não transgredida a cláusula constitucional  que veda a utilização, em juízo,  de provas ilícitas.  É o meu voto. ", "votante" : "MIN_CELSO_DE_MELLO" } ] }
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INOCORRÊNCIA.  1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados,  quando  essenciais  e  relevantes  as  questões  constitucionais  a  serem  analisadas,  sendo  imprescindível  ao  recorrente,  em  sua  petição  de  interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão  geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência  de  acentuado  interesse  geral  na  solução  das  questões  constitucionais  discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses  subjetivos e particulares.   2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente  a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista  econômico,  político,  social  ou  jurídico,  a  relevância  da  questão  constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa,  conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art.  1.035,  §  2º,  do  CPC/2015),  não  se  confunde  com  meras  invocações  desacompanhadas  de  sólidos  fundamentos  no  sentido  de  que  o  tema  controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância  para  o  cenário  econômico,  político,  social  ou  jurídico,  ou  que  não  interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos  ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é   incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar  argumentativo.   3. O  Juízo  de  origem  não  analisou  a  questão  constitucional  veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de  discussão,  INEXISTINDO,  portanto,  o  NECESSÁRIO  PREQUESTIONAMENTO  EXPLÍCITO,  que  pressupõe  o  debate  e  a  decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso.  Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal.   4. No  julgamento  do  AI  791.292-QO-RG/PE  (Rel.  Min.  GILMAR  MENDES, Tema 339), o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso  IX  do  art.  93  da  CF/1988  exige  que  o  acórdão  ou  decisão  sejam  fundamentados,  ainda  que  sucintamente,  sem  determinar,  contudo,  o  exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas.   5.  Agravo interno a que se nega provimento.  Fixam-se honorários  advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse  título arbitrado nas instâncias ordinárias (CPC/2015, art. 85, § 11).    " }, "extratoata" : { "texto" : "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.674 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDENCIA DOS FUNCIONARIOS DO BANCO DO  NORDESTE DO BRASIL - CAPEF ADV.(A/S) : FRANCISCO PONCIANO DE OLIVEIRA JUNIOR (21189/CE) ADV.(A/S) : JARDESON HENRIQUE FEITOSA SALES (26931/CE) AGDO.(A/S) : FRANCISCO DE SALES ALCANTARA PASSOS ADV.(A/S) : JOSE MOURAO JUNIOR (10598/CE)  Decisão:  A  Turma,  por  maioria,  negou  provimento  ao  agravo  interno e fixou honorários advocatícios adicionais equivalentes a  10%  (dez  por  cento)  do  valor  a  esse  título  arbitrado  nas  instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85,  § 11), nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco  Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15 a 21.9.2017.    Composição:  Ministros  Marco  Aurélio  (Presidente),  Luiz  Fux,   Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.   Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      22/09/2017 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.674 \nCEARÁ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     CAIXA DE PREVIDENCIA DOS FUNCIONARIOS DO\n    </p>\n    <p>\n     BANCO DO NORDESTE DO BRASIL - CAPEF\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     FRANCISCO PONCIANO DE OLIVEIRA JUNIOR\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JARDESON HENRIQUE FEITOSA SALES\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     FRANCISCO DE SALES ALCANTARA PASSOS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JOSE MOURAO JUNIOR\n    </p>\n    <p>\n     EMENTA:  AGRAVO  INTERNO.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO \nCOM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO \nGERAL.  INSUFICIÊNCIA.  AUSÊNCIA  DE  PREQUESTIONAMENTO. \nNEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      1.\n     </b>\n     Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, \nquando  essenciais  e  relevantes  as  questões  constitucionais  a  serem \nanalisadas,  sendo  imprescindível  ao  recorrente,  em  sua  petição  de \ninterposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão \ngeral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência \nde  acentuado  interesse  geral  na  solução  das  questões  constitucionais \ndiscutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses \nsubjetivos e particulares.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      2.\n     </b>\n     A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente \na preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista \neconômico,  político,  social  ou  jurídico,  a  relevância  da  questão \nconstitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, \nconforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. \n1.035,  §  2º,  do  CPC/2015),  não  se  confunde  com  meras  invocações \ndesacompanhadas  de  sólidos  fundamentos  no  sentido  de  que  o  tema \ncontrovertido é portador de ampla repercussão e de suma importância \npara  o  cenário  econômico,  político,  social  ou  jurídico,  ou  que  não \ninteressa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos \nainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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Min.  GILMAR \nMENDES, Tema 339), o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso \nIX  do  art.  93  da  CF/1988  exige  que  o  acórdão  ou  decisão  sejam \nfundamentados,  ainda  que  sucintamente,  sem  determinar,  contudo,  o \nexame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      5.\n     </b>\n     Agravo interno a que se nega provimento.  Fixam-se honorários \nadvocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse \ntítulo arbitrado nas instâncias ordinárias (CPC/2015, art. 85, § 11).\n    </p>\n    <p>\n     A C Ó R D Ã O\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo \nTribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a  Presidência  do  Senhor \nMinistro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento \ne  as  notas  taquigráficas,  por  maioria  de  votos,  acordam  em  negar \nprovimento ao agravo interno e fixar honorários advocatícios adicionais \nequivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas \ninstâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos \ntermos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 22 de setembro de 2017.\n    </p>\n    <p>\n     Ministro ALEXANDRE DE MORAES\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13687798.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1041674 AGR / CE\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Relator\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13687798.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      22/09/2017 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.674 \nCEARÁ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     CAIXA DE PREVIDENCIA DOS FUNCIONARIOS DO\n    </p>\n    <p>\n     BANCO DO NORDESTE DO BRASIL - CAPEF\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     FRANCISCO PONCIANO DE OLIVEIRA JUNIOR\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JARDESON HENRIQUE FEITOSA SALES\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     FRANCISCO DE SALES ALCANTARA PASSOS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JOSE MOURAO JUNIOR\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR):\n     </b>\n     Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao\n    </p>\n    <p>\n     agravo  sob  os  argumentos  de  que  (a)  deficiente  a  demonstração  da \nrepercussão geral da questão debatida; (b) a matéria veiculada no recurso \nextraordinário  não  está  prequestionada;  e  (c)  incide  o  Tema  339  da \nrepercussão geral.\n    </p>\n    <p>\n     Sustenta  a  parte  agravante,  em  suma,  que  (a)  a  matéria  foi \nprequestionada em sede de embargos declaratórios; (b) há violação direta \naos arts. 5°, XXXV, e 93, IX, da CF/88; e (c) a matéria em debate teve sua \nrepercussão geral demonstrada em tópico próprio do extraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     Intimada  para  se  manifestar,  a  parte  contrária  não  apresentou \nresposta.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.674 \nCEARÁ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR):\n     </b>\n     Eis a decisão ora agravada:\n    </p>\n    <p>\n     Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de \nacórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará.\n    </p>\n    <p>\n     No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, a, \nda  Constituição Federal,  o  recorrente  sustenta  que o  julgado \nviolou os artigos 5º, XXXV e 93, IX do texto magno.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório. Decido. \nOs recursos  extraordinários  somente serão conhecidos e\n    </p>\n    <p>\n     julgados,  quando  essenciais  e  relevantes  as  questões \nconstitucionais  a  serem  analisadas,  sendo  imprescindível  ao \nrecorrente,  em  sua  petição  de  interposição  de  recurso,  a \napresentação  formal  e  motivada  da  repercussão  geral,  que \ndemonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de \nacentuado  interesse  geral  na  solução  das  questões \nconstitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa \npuramente de interesses subjetivos e particulares.\n    </p>\n    <p>\n     A  obrigação  do  recorrente  em  apresentar  formal  e \nmotivadamente  a  preliminar  de  repercussão  geral,  que \ndemonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou \njurídico,  a  relevância  da  questão  constitucional  debatida  que \nultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência \nconstitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, \ndo  CPC/2015),  não  se  confunde  com  meras  invocações \ndesacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o \ntema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma \nimportância  para  o  cenário  econômico,  político,  social  ou \njurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes \nenvolvidas  na lide,  muito  menos  ainda  divagações  de  que a \njurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13687800.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1041674 AGR / CE\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     tocante  à  causa  debatida,  entre  outras  de  igual  patamar \nargumentativo  (ARE  691.595-AgR,  Rel.  Min.  RICARDO \nLEWANDOWSKI,  Segunda  Turma,  DJe  de  25/2/2013;  ARE \n696.347-AgR-segundo,  Rel.  Min.  CÁRMEN  LÚCIA,  Segunda \nTurma,  DJe  de  14/2/2013;  ARE  696.263-AgR,  Rel.  Min.  LUIZ \nFUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. \nMin. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012).\n    </p>\n    <p>\n     Não  havendo  demonstração  fundamentada  da  presença \nde  repercussão  geral,  incabível  o  seguimento  do  recurso \nextraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     Quanto à alegação de afronta ao artigo 5º, XXXV, o apelo \nextraordinário não tem chances de êxito, uma vez que o Juízo \nde origem não analisou a questão constitucional veiculada, não \ntendo  sido  esgotados  todos  os  mecanismos  ordinários  de \ndiscussão,  INEXISTINDO,  portanto,  o  NECESSÁRIO \nPREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate \ne a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado \nno recurso. Incidência das Súmulas 282 (\n     <i>\n      É inadmissível o recurso  \nextraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão  \nfederal suscitada)\n     </i>\n     e 356 (\n     <i>\n      O ponto omisso da decisão, sobre o qual não  \nforam opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso  \nextraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento),\n     </i>\n     ambas \ndesta Corte Suprema.\n    </p>\n    <p>\n     Ademais, no tocante à negativa de prestação jurisdicional, \no Juízo de origem não destoou do entendimento firmado por \nesta Corte no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. \nGILMAR MENDES, Tema 339).\n    </p>\n    <p>\n     Nessa  oportunidade,  assentou  o  Supremo  Tribunal \nFederal  que  o  inciso  IX  do  art.  93  da  CF/1988  exige  que  o \nacórdão  ou  decisão  sejam  fundamentados,  ainda  que \nsucintamente,  sem  determinar,  contudo,  o  exame \npormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que \nsejam corretos os fundamentos da decisão .\n    </p>\n    <p>\n     No caso em apreço, a fundamentação do aresto recorrido \nalinha-se às diretrizes desse precedente.\n    </p>\n    <p>\n     Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13687800.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1041674 AGR / CE\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Interno do Supremo Tribunal  Federal,  NEGO SEGUIMENTO \nAO RECURSO.\n    </p>\n    <p>\n     Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC/2015, tendo em vista \nque o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova \ncodificação processual.\n    </p>\n    <p>\n     Publique-se.\n    </p>\n    <p>\n     Não  há  reparo  a  fazer  no  entendimento  aplicado,  pois  o  agravo \ninterno  não  apresentou  qualquer  argumento  apto  a  desconstituir  os \nfundamentos  do\n     <i>\n      decisum\n     </i>\n     objurgado,  o  qual  se  respalda  nas  diretrizes \nestabelecidas por esta Suprema Corte a respeito da matéria veiculada no \nextremo apelo.\n    </p>\n    <p>\n     Diante  do exposto,  nego provimento  ao agravo interno.  Fixam-se \nhonorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do \nvalor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo \nCivil de 2015, art. 85, § 11).\n    </p>\n    <p>\n     É o voto.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13687800.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto Vogal\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.674 \nCEARÁ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     CAIXA DE PREVIDENCIA DOS FUNCIONARIOS DO\n    </p>\n    <p>\n     BANCO DO NORDESTE DO BRASIL - CAPEF\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     FRANCISCO PONCIANO DE OLIVEIRA JUNIOR\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JARDESON HENRIQUE FEITOSA SALES\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     FRANCISCO DE SALES ALCANTARA PASSOS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JOSE MOURAO JUNIOR\n    </p>\n    <p>\n     V  O  T  O\n    </p>\n    <p>\n     O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  -  A  prestação \njurisdicional  prevista  no  artigo  93,  inciso  IX,  da  Constituição  Federal \npressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de \npedir veiculadas pela parte, exceto quando, fixado o entendimento, surja \na incompatibilidade. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha \nregular sequência.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13659271.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 22/09/2017\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.674\n     </b>\n     PROCED. : CEARÁ\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n     </b>\n     AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDENCIA DOS FUNCIONARIOS DO BANCO DO \nNORDESTE DO BRASIL - CAPEF\nADV.(A/S) : FRANCISCO PONCIANO DE OLIVEIRA JUNIOR (21189/CE)\nADV.(A/S) : JARDESON HENRIQUE FEITOSA SALES (26931/CE)\nAGDO.(A/S) : FRANCISCO DE SALES ALCANTARA PASSOS\nADV.(A/S) : JOSE MOURAO JUNIOR (10598/CE)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     :  A  Turma,  por  maioria,  negou  provimento  ao  agravo \ninterno e fixou honorários advocatícios adicionais equivalentes a \n10%  (dez  por  cento)  do  valor  a  esse  título  arbitrado  nas \ninstâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, \n§ 11), nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco \nAurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15 a 21.9.2017.\n    </p>\n    <p>\n     Composição:  Ministros  Marco  Aurélio  (Presidente),  Luiz  Fux,\n    </p>\n    <p>\n     Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 13711174\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "22/09/2017 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.674 \n", "CEARÁ\n", "RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDENCIA DOS FUNCIONARIOS DO \n", "BANCO DO NORDESTE DO BRASIL - CAPEF \n", "ADV.(A/S) :FRANCISCO PONCIANO DE OLIVEIRA JUNIOR \n", "ADV.(A/S) : JARDESON HENRIQUE FEITOSA SALES \n", "AGDO.(A/S) :FRANCISCO DE SALES ALCANTARA PASSOS \n", "ADV.(A/S) : JOSE MOURAO JUNIOR \n", "EMENTA:  AGRAVO  INTERNO.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO \n", "COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO \n", "GERAL.  INSUFICIÊNCIA.  AUSÊNCIA  DE  PREQUESTIONAMENTO. \n", "NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA.\n", "1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, \n", "quando  essenciais  e  relevantes  as  questões  constitucionais  a  serem \n", "analisadas,  sendo  imprescindível  ao  recorrente,  em  sua  petição  de \n", "interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão \n", "geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência \n", "de  acentuado  interesse  geral  na  solução  das  questões  constitucionais \n", "discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses \n", "subjetivos e particulares. \n", "2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente \n", "a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista \n", "econômico,  político,  social  ou  jurídico,  a  relevância  da  questão \n", "constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, \n", "conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. \n", "1.035,  §  2º,  do  CPC/2015),  não  se  confunde  com  meras  invocações \n", "desacompanhadas  de  sólidos  fundamentos  no  sentido  de  que  o  tema \n", "controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância \n", "para  o  cenário  econômico,  político,  social  ou  jurídico,  ou  que  não \n", "interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos \n", "ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13687798.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9\n", "Ementa e Acórdão\n", "ARE 1041674 AGR / CE \n", "incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar \n", "argumentativo. \n", "3. O  Juízo  de  origem  não  analisou  a  questão  constitucional \n", "veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de \n", "discussão,  INEXISTINDO,  portanto,  o  NECESSÁRIO \n", "PREQUESTIONAMENTO  EXPLÍCITO,  que  pressupõe  o  debate  e  a \n", "decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. \n", "Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. \n", "4. No  julgamento  do  AI  791.292-QO-RG/PE  (Rel.  Min.  GILMAR \n", "MENDES, Tema 339), o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso \n", "IX  do  art.  93  da  CF/1988  exige  que  o  acórdão  ou  decisão  sejam \n", "fundamentados,  ainda  que  sucintamente,  sem  determinar,  contudo,  o \n", "exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. \n", "5.  Agravo interno a que se nega provimento.  Fixam-se honorários \n", "advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse \n", "título arbitrado nas instâncias ordinárias (CPC/2015, art. 85, § 11). \n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo \n", "Tribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a  Presidência  do  Senhor \n", "Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento \n", "e  as  notas  taquigráficas,  por  maioria  de  votos,  acordam  em  negar \n", "provimento ao agravo interno e fixar honorários advocatícios adicionais \n", "equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas \n", "instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos \n", "termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. \n", "Brasília, 22 de setembro de 2017.\n", "Ministro ALEXANDRE DE MORAES\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13687798.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9\n", "Ementa e Acórdão\n", "ARE 1041674 AGR / CE \n", "Relator\n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13687798.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9\n", "Relatório\n", "22/09/2017 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.674 \n", "CEARÁ\n", "RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDENCIA DOS FUNCIONARIOS DO \n", "BANCO DO NORDESTE DO BRASIL - CAPEF \n", "ADV.(A/S) :FRANCISCO PONCIANO DE OLIVEIRA JUNIOR \n", "ADV.(A/S) : JARDESON HENRIQUE FEITOSA SALES \n", "AGDO.(A/S) :FRANCISCO DE SALES ALCANTARA PASSOS \n", "ADV.(A/S) : JOSE MOURAO JUNIOR \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): \n", "Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao \n", "agravo  sob  os  argumentos  de  que  (a)  deficiente  a  demonstração  da \n", "repercussão geral da questão debatida; (b) a matéria veiculada no recurso \n", "extraordinário  não  está  prequestionada;  e  (c)  incide  o  Tema  339  da \n", "repercussão geral.\n", "Sustenta  a  parte  agravante,  em  suma,  que  (a)  a  matéria  foi \n", "prequestionada em sede de embargos declaratórios; (b) há violação direta \n", "aos arts. 5°, XXXV, e 93, IX, da CF/88; e (c) a matéria em debate teve sua \n", "repercussão geral demonstrada em tópico próprio do extraordinário. \n", "Intimada  para  se  manifestar,  a  parte  contrária  não  apresentou \n", "resposta.\n", "É o relatório.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13687799.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9\n", "Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "22/09/2017 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.674 \n", "CEARÁ\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): \n", "Eis a decisão ora agravada:\n", "Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de \n", "acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará. \n", "No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, a, \n", "da  Constituição Federal,  o  recorrente  sustenta  que o  julgado \n", "violou os artigos 5º, XXXV e 93, IX do texto magno. \n", "É o relatório. Decido. \n", "Os recursos  extraordinários  somente serão conhecidos e \n", "julgados,  quando  essenciais  e  relevantes  as  questões \n", "constitucionais  a  serem  analisadas,  sendo  imprescindível  ao \n", "recorrente,  em  sua  petição  de  interposição  de  recurso,  a \n", "apresentação  formal  e  motivada  da  repercussão  geral,  que \n", "demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de \n", "acentuado  interesse  geral  na  solução  das  questões \n", "constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa \n", "puramente de interesses subjetivos e particulares. \n", "A  obrigação  do  recorrente  em  apresentar  formal  e \n", "motivadamente  a  preliminar  de  repercussão  geral,  que \n", "demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou \n", "jurídico,  a  relevância  da  questão  constitucional  debatida  que \n", "ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência \n", "constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, \n", "do  CPC/2015),  não  se  confunde  com  meras  invocações \n", "desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o \n", "tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma \n", "importância  para  o  cenário  econômico,  político,  social  ou \n", "jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes \n", "envolvidas  na lide,  muito  menos  ainda  divagações  de  que a \n", "jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13687800.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9\n", "Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "ARE 1041674 AGR / CE \n", "tocante  à  causa  debatida,  entre  outras  de  igual  patamar \n", "argumentativo  (ARE  691.595-AgR,  Rel.  Min.  RICARDO \n", "LEWANDOWSKI,  Segunda  Turma,  DJe  de  25/2/2013;  ARE \n", "696.347-AgR-segundo,  Rel.  Min.  CÁRMEN  LÚCIA,  Segunda \n", "Turma,  DJe  de  14/2/2013;  ARE  696.263-AgR,  Rel.  Min.  LUIZ \n", "FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. \n", "Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). \n", "Não  havendo  demonstração  fundamentada  da  presença \n", "de  repercussão  geral,  incabível  o  seguimento  do  recurso \n", "extraordinário. \n", "Quanto à alegação de afronta ao artigo 5º, XXXV, o apelo \n", "extraordinário não tem chances de êxito, uma vez que o Juízo \n", "de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não \n", "tendo  sido  esgotados  todos  os  mecanismos  ordinários  de \n", "discussão,  INEXISTINDO,  portanto,  o  NECESSÁRIO \n", "PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate \n", "e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado \n", "no recurso. Incidência das Súmulas 282 ( É inadmissível o recurso  \n", "extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão  \n", "federal suscitada) e 356 ( O ponto omisso da decisão, sobre o qual não  \n", "foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso  \n", "extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento),  ambas \n", "desta Corte Suprema. \n", "Ademais, no tocante à negativa de prestação jurisdicional, \n", "o Juízo de origem não destoou do entendimento firmado por \n", "esta Corte no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. \n", "GILMAR MENDES, Tema 339). \n", "Nessa  oportunidade,  assentou  o  Supremo  Tribunal \n", "Federal  que  o  inciso  IX  do  art.  93  da  CF/1988  exige  que  o \n", "acórdão  ou  decisão  sejam  fundamentados,  ainda  que \n", "sucintamente,  sem  determinar,  contudo,  o  exame \n", "pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que \n", "sejam corretos os fundamentos da decisão . \n", "No caso em apreço, a fundamentação do aresto recorrido \n", "alinha-se às diretrizes desse precedente. \n", "Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13687800.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9\n", "Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "ARE 1041674 AGR / CE \n", "Interno do Supremo Tribunal  Federal,  NEGO SEGUIMENTO \n", "AO RECURSO. \n", "Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC/2015, tendo em vista \n", "que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova \n", "codificação processual. \n", "Publique-se.  \n", "Não  há  reparo  a  fazer  no  entendimento  aplicado,  pois  o  agravo \n", "interno  não  apresentou  qualquer  argumento  apto  a  desconstituir  os \n", "fundamentos  do  decisum objurgado,  o  qual  se  respalda  nas  diretrizes \n", "estabelecidas por esta Suprema Corte a respeito da matéria veiculada no \n", "extremo apelo. \n", "Diante  do exposto,  nego provimento  ao agravo interno.  Fixam-se \n", "honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do \n", "valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo \n", "Civil de 2015, art. 85, § 11). \n", "É o voto. \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13687800.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9\n", "Voto Vogal\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.674 \n", "CEARÁ\n", "RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDENCIA DOS FUNCIONARIOS DO \n", "BANCO DO NORDESTE DO BRASIL - CAPEF \n", "ADV.(A/S) :FRANCISCO PONCIANO DE OLIVEIRA JUNIOR \n", "ADV.(A/S) : JARDESON HENRIQUE FEITOSA SALES \n", "AGDO.(A/S) :FRANCISCO DE SALES ALCANTARA PASSOS \n", "ADV.(A/S) : JOSE MOURAO JUNIOR \n", "V  O  T  O\n", "  \n", "O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  -  A  prestação \n", "jurisdicional  prevista  no  artigo  93,  inciso  IX,  da  Constituição  Federal \n", "pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de \n", "pedir veiculadas pela parte, exceto quando, fixado o entendimento, surja \n", "a incompatibilidade. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha \n", "regular sequência.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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ALEXANDRE DE MORAES\n", "AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDENCIA DOS FUNCIONARIOS DO BANCO DO \n", "NORDESTE DO BRASIL - CAPEF\n", "ADV.(A/S) : FRANCISCO PONCIANO DE OLIVEIRA JUNIOR (21189/CE)\n", "ADV.(A/S) : JARDESON HENRIQUE FEITOSA SALES (26931/CE)\n", "AGDO.(A/S) : FRANCISCO DE SALES ALCANTARA PASSOS\n", "ADV.(A/S) : JOSE MOURAO JUNIOR (10598/CE)\n", "Decisão:  A  Turma,  por  maioria,  negou  provimento  ao  agravo \n", "interno e fixou honorários advocatícios adicionais equivalentes a \n", "10%  (dez  por  cento)  do  valor  a  esse  título  arbitrado  nas \n", "instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, \n", "§ 11), nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco \n", "Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15 a 21.9.2017.\n", " \n", "Composição:  Ministros  Marco  Aurélio  (Presidente),  Luiz  Fux, \n", "Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. \n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 13711174\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9\n" ], "numero" : "1041674", "partes" : [ { "nome" : "MIN. ALEXANDRE DE MORAES", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "CAIXA DE PREVIDENCIA DOS FUNCIONARIOS DO BANCO DO NORDESTE DO BRASIL", "sigla" : "CAPEF", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "JOSE MOURAO JUNIOR", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "FRANCISCO DE SALES ALCANTARA PASSOS", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. ALEXANDRE DE MORAES", "texto" : "O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR):  Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao   agravo  sob  os  argumentos  de  que  (a)  deficiente  a  demonstração  da  repercussão geral da questão debatida; (b) a matéria veiculada no recurso  extraordinário  não  está  prequestionada;  e  (c)  incide  o  Tema  339  da  repercussão geral.  Sustenta  a  parte  agravante,  em  suma,  que  (a)  a  matéria  foi  prequestionada em sede de embargos declaratórios; (b) há violação direta  aos arts. 5°, XXXV, e 93, IX, da CF/88; e (c) a matéria em debate teve sua  repercussão geral demonstrada em tópico próprio do extraordinário.   Intimada  para  se  manifestar,  a  parte  contrária  não  apresentou  resposta.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR):  Eis a decisão ora agravada:  Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de  acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará.   No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, a,  da  Constituição Federal,  o  recorrente  sustenta  que o  julgado  violou os artigos 5º, XXXV e 93, IX do texto magno.   É o relatório. Decido.  Os recursos  extraordinários  somente serão conhecidos e   julgados,  quando  essenciais  e  relevantes  as  questões  constitucionais  a  serem  analisadas,  sendo  imprescindível  ao  recorrente,  em  sua  petição  de  interposição  de  recurso,  a  apresentação  formal  e  motivada  da  repercussão  geral,  que  demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de  acentuado  interesse  geral  na  solução  das  questões  constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa  puramente de interesses subjetivos e particulares.   A  obrigação  do  recorrente  em  apresentar  formal  e  motivadamente  a  preliminar  de  repercussão  geral,  que  demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou  jurídico,  a  relevância  da  questão  constitucional  debatida  que  ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência  constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º,  do  CPC/2015),  não  se  confunde  com  meras  invocações  desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o  tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma  importância  para  o  cenário  econômico,  político,  social  ou  jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes  envolvidas  na lide,  muito  menos  ainda  divagações  de  que a  jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no     tocante  à  causa  debatida,  entre  outras  de  igual  patamar  argumentativo  (ARE  691.595-AgR,  Rel.  Min.  RICARDO  LEWANDOWSKI,  Segunda  Turma,  DJe  de  25/2/2013;  ARE  696.347-AgR-segundo,  Rel.  Min.  CÁRMEN  LÚCIA,  Segunda  Turma,  DJe  de  14/2/2013;  ARE  696.263-AgR,  Rel.  Min.  LUIZ  FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel.  Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012).   Não  havendo  demonstração  fundamentada  da  presença  de  repercussão  geral,  incabível  o  seguimento  do  recurso  extraordinário.   Quanto à alegação de afronta ao artigo 5º, XXXV, o apelo  extraordinário não tem chances de êxito, uma vez que o Juízo  de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não  tendo  sido  esgotados  todos  os  mecanismos  ordinários  de  discussão,  INEXISTINDO,  portanto,  o  NECESSÁRIO  PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate  e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado  no recurso. Incidência das Súmulas 282 ( É inadmissível o recurso   extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão   federal suscitada) e 356 ( O ponto omisso da decisão, sobre o qual não   foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso   extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento),  ambas  desta Corte Suprema.   Ademais, no tocante à negativa de prestação jurisdicional,  o Juízo de origem não destoou do entendimento firmado por  esta Corte no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min.  GILMAR MENDES, Tema 339).   Nessa  oportunidade,  assentou  o  Supremo  Tribunal  Federal  que  o  inciso  IX  do  art.  93  da  CF/1988  exige  que  o  acórdão  ou  decisão  sejam  fundamentados,  ainda  que  sucintamente,  sem  determinar,  contudo,  o  exame  pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que  sejam corretos os fundamentos da decisão .   No caso em apreço, a fundamentação do aresto recorrido  alinha-se às diretrizes desse precedente.   Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento     Interno do Supremo Tribunal  Federal,  NEGO SEGUIMENTO  AO RECURSO.   Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC/2015, tendo em vista  que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova  codificação processual.   Publique-se.    Não  há  reparo  a  fazer  no  entendimento  aplicado,  pois  o  agravo  interno  não  apresentou  qualquer  argumento  apto  a  desconstituir  os  fundamentos  do  decisum objurgado,  o  qual  se  respalda  nas  diretrizes  estabelecidas por esta Suprema Corte a respeito da matéria veiculada no  extremo apelo.   Diante  do exposto,  nego provimento  ao agravo interno.  Fixam-se  honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do  valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo  Civil de 2015, art. 85, § 11).   É o voto.  ", "votante" : "MIN_ALEXANDRE_DE_MORAES" }, { "texto" : "   BANCO DO NORDESTE DO BRASIL - CAPEF  ADV.(A/S) :FRANCISCO PONCIANO DE OLIVEIRA JUNIOR  ADV.(A/S) : JARDESON HENRIQUE FEITOSA SALES  AGDO.(A/S) :FRANCISCO DE SALES ALCANTARA PASSOS  ADV.(A/S) : JOSE MOURAO JUNIOR   V  O  T  O     O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  -  A  prestação  jurisdicional  prevista  no  artigo  93,  inciso  IX,  da  Constituição  Federal  pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de  pedir veiculadas pela parte, exceto quando, fixado o entendimento, surja  a incompatibilidade. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha  regular sequência. ", "votante" : "Vogal" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac3b0d251224488759f" }, "acordao" : { "texto" : "da ata de julgamento virtual de 4 a 10/11/2016, por unanimidade, negou  provimento ao agravo interno, com aplicação de multa e,  por maioria,  condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios,  ficando suspensa a exigibilidade de majoração de honorários (artigo 98, §  3°, do CPC/2015), nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o  Ministro Marco Aurélio.  Brasília, 11 de novembro de 2016.  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LUIZ FUX AGTE.(S) : GRACIA APARECIDA AIMOLA ADV.(A/S) : LUIZ ALBERTO DA CRUZ (152607/SP) AGDO.(A/S) : CARLOS ROBERTO FERNANDES ADV.(A/S) : ABEL FRANCISCO CANICAIS FILHO (106278/SP) AGDO.(A/S) : SEVIPA SEGURANCA E VIGILANCIA PATRIMONIAL S/C LTDA. ADV.(A/S) : LUIZ ALBERTO DA CRUZ (152607/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : APARECIDO DONIZETE DE FEIRIA  Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo  interno com aplicação de multa e, por maioria, condenou a parte  sucumbente  ao  pagamento  de  honorários  advocatícios,  ficando  suspensa a exigibilidade de majoração de honorários (artigo 98, §  3º, do CPC/2015), nos termos do voto do Relator, vencido, nesse  ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a  10.11.2016.    Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco   Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin.   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LUIZ FUX\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     GRACIA APARECIDA AIMOLA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LUIZ ALBERTO DA CRUZ\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     CARLOS ROBERTO FERNANDES\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ABEL FRANCISCO CANICAIS FILHO\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     SEVIPA SEGURANCA E VIGILANCIA PATRIMONIAL\n    </p>\n    <p>\n     S/C LTDA.\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LUIZ ALBERTO DA CRUZ E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     APARECIDO DONIZETE DE FEIRIA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA:  AGRAVO  INTERNO  NO  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  PROCESSUAL  CIVIL. \nPENHORA. BEM IMÓVEL UTILIZADO PARA FINS COMERCIAIS. \nLEI  8.009/1990.  ANÁLISE  DE  LEGISLAÇÃO \nINFRACONSTITUCIONAL.  OFENSA  REFLEXA. \nINCURSIONAMENTO  NO  CONTEXTO  FÁTICO-PROBATÓRIO \nDOS  AUTOS.  IMPOSSIBILIDADE.  SÚMULA  279  DO  STF. \nVIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA \nAMPLA  DEFESA  E  DO  CONTRADITÓRIO.  MATÉRIA  COM \nREPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO \nARE  748.371.  TEMA  660.  NEGATIVA  DE  PRESTAÇÃO \nJURISDICIONAL.  INOCORRÊNCIA.  ALEGADA  OFENSA  AO \nARTIGO  93,  IX,  DA  CONSTITUIÇÃO  FEDERAL.  INEXISTÊNCIA. \nREITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA \nPARTE  NAS  SEDES  RECURSAIS  ANTERIORES.  MANIFESTO \nINTUITO  PROTELATÓRIO.  MULTA  DO  ARTIGO  1.021,  §  4º,  DO \nCPC/2015.  APLICABILIDADE.  RECURSO  INTERPOSTO  SOB  A \nÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE \nNOVA SUCUMBÊNCIA. 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O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056737.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      11/11/2016 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905 SÃO \nPAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     GRACIA APARECIDA AIMOLA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LUIZ ALBERTO DA CRUZ\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     CARLOS ROBERTO FERNANDES\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ABEL FRANCISCO CANICAIS FILHO\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     SEVIPA SEGURANCA E VIGILANCIA PATRIMONIAL\n    </p>\n    <p>\n     S/C LTDA.\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LUIZ ALBERTO DA CRUZ E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     APARECIDO DONIZETE DE FEIRIA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      R E L A T Ó R I O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):\n     </b>\n     Trata-se  de  agravo \ninterno interposto por GRACIA APARECIDA AIMOLA contra decisão de \nminha relatoria, publicada em 24/5/2016, assim ementada,\n     <i>\n      verbis\n     </i>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “\n      <b>\n       RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  \nPROCESSUAL  CIVIL.  PENHORA.  BEM  IMÓVEL  \nUTILIZADO PARA FINS COMERCIAIS. LEI 8.009/1990.\n      </b>\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       CONTROVÉRSIA  DE  ÍNDOLE  \nINFRACONSTITUCIONAL.  INCURSIONAMENTO  NO  \nCONTEXTO  FÁTICO-PROBATÓRIO  DOS  AUTOS.  \nIMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. PRINCÍPIOS DA  \nAMPLA  DEFESA,  DO  CONTRADITÓRIO  E  DO  DEVIDO  \nPROCESSO  LEGAL.  MATÉRIA  COM  REPERCUSSÃO  \nGERAL  REJEITADA  PELO  PLENÁRIO  DO  STF  NO  ARE  \n748.371.  VIOLAÇÃO  AO  ARTIGO  93,  IX,  DA  \nCONSTITUIÇÃO.  INEXISTÊNCIA.  AGRAVO  \nDESPROVIDO.\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ”\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Inconformada  com  a  decisão\n     <i>\n      supra\n     </i>\n     ,  a  parte  agravante  interpõe  o\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056738.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 728905 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     presente recurso, alegando, em síntese:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      \"De mais a mais, já foi dito que a Lei Federal sob enfoque está  \nem completa sintonia com o art. 6º da vigente Carta Política. Nesse  \npasso, ao contrário do que alguns preconizam à míngua do amparo  \nverossímil, o dispositivo em destaque encerra densa carga normativa,  \ninclusive  sendo concebido  como norma constitucional  autoaplicável  \npelas  correntes  doutrinária  e  jurisprudencial  majoritárias.  Tal  \ndisposição constitucional consubstancia matriz normativa, a orientar  \nnão  apenas  o  Poder  Legislativo  quando  da  edição  de  normas  \ninfraconstitucionais,  mas  também  a  orientar  o  próprio  Poder  \nJudiciário no exercício da aplicação do direito ao caso concreto.\"\n     </i>\n     (doc. \n1, fl. 16).\n    </p>\n    <p>\n     A  parte  agravada,  instada  a  se  manifestar,  não  apresentou \ncontrarrazões (doc. 50).\n    </p>\n    <p>\n     Após, houve pedido de destaque no julgamento do presente recurso, \nformulado  em  26/10/2016,  não  havendo,  contudo,  peculiaridade  que \njustifique a sua exclusão do julgamento em Plenário eletrônico tampouco \nexiste previsão legal para sustentação oral nesta hipótese.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905 SÃO \nPAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      V O T O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):\n     </b>\n     A presente irresignação \nnão merece prosperar.\n    </p>\n    <p>\n     Em  que  pesem  os  argumentos  expendidos  no  agravo,  resta \nevidenciado  das  razões  recursais  que  a  parte  agravante  não  trouxe \nnenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela \nqual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos.\n    </p>\n    <p>\n     Com efeito, o Tribunal de origem consignou que, à época da penhora \ne  arrematação,  o  imóvel  constrito  não  se  enquadrava  como  bem  de \nfamília, já que pertencente a empresa e utilizado para fins comerciais.\n    </p>\n    <p>\n     Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      \"No mais, a egrégia Corte Regional manteve a constrição sobre  \no imóvel pertencente à ora agravante porque não demonstrado, para  \nfins de aplicação do instituto da impenhorabilidade prevista na Lei nº  \n8.009/90, que o referido bem, à época da penhora e arrematação, se  \nenquadrava como bem de família.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Nesse contexto, tem-se que a matéria foi decidida com base nos  \nfatos e provas do processo, bem como na legislação infraconstitucional  \nque rege a impenhorabilidade do bem de família.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Assim, o processamento do recurso de revista, além de encontrar  \nóbice na Súmula nº 126, também esbarra no obstáculo do artigo 896, §  \n2º, da CLT e da Súmula nº 266, já que a alegada afronta ao artigo 6º  \nda Constituição Federal, o qual assegura o direito de moradia, caso  \nexistisse,  se  daria  apenas  de  modo  reflexo,  o  que  não  atende  o  \npressuposto de admissibilidade do apelo na fase de execução.\"\n     </i>\n     (doc. \n15, fl. 6).\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 728905 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão \nrecorrido,  quanto   à  penhorabilidade  do  bem,  seria  necessária  a \ninterpretação da legislação infraconstitucional pertinente (Lei 8.009/1990), \nbem  como  o  reexame  do  conjunto  fático-probatório  dos  autos,  o  que \ninviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 279 do Supremo Tribunal \nFederal,  a  qual  dispõe,\n     <i>\n      verbis:  “Para  simples  reexame  de  prova  não  cabe  \nrecurso extraordinário”.\n     </i>\n     Nesse sentido:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO  \nEXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL. DIREITO À MORADIA.  \nBEM DE FAMÍLIA. IMÓVEL OFERECIDO COMO GARANTIA \nHIPOTECÁRIA.  REEXAME  DE  FATOS  E  PROVAS.  \nIMPOSSIBILIDADE.  MATÉRIA  INFRACONSTITUCIONAL.  \nAUSÊNCIA  DE  OFENSA  CONSTITUCIONAL  DIRETA.  \nAGRAVO  REGIMENTAL  NÃO  PROVIDO.  1.  Inviável  o  \nprocessamento  do  recurso  extraordinário  quando  para  seu  deslinde  \nseja necessária a análise de legislação infraconstitucional aplicável. 2.  \nPara  divergir  da  conclusão  adotada  pelo  tribunal  a  quo,  seria  \nnecessário o reexame de fatos e provas. Óbice da Súmula 279 do STF.  \n3.  Agravo  regimental,  interposto  em  18/05/2016,  a  que  se  nega  \nprovimento.”\n     </i>\n     (ARE  968.371-AgR,  Rel.  Min.  Edson  Fachin, \nPrimeira Turma, DJe de 19/9/2016).\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.  \nDireito Civil e Processual Civil. 3. Impenhorabilidade. Bem de família.  \nMatéria infraconstitucional. Necessidade do revolvimento do conjunto  \nfático-probatório.  Súmula  279.  4.  Ausência  de  fundamentação  do  \nacórdão  recorrido.  Improcedência.  AI-QO-RG  791.292.  5.  Violação  \naos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo  \nlegal. Ofensa reflexa. ARE-RG 748.371. 6. Agravo regimental a que  \nse  nega  provimento.”\n     </i>\n     (ARE  938.173-AgR,  Rel.  Min.  Gilmar \nMendes, Segunda Turma, DJe de 18/5/2016).\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Agravo  regimental  no  recurso  extraordinário  com  agravo.  \nDireito  Processual  Civil.  Princípios  do  contraditório  e  da  ampla  \ndefesa.  Indeferimento  de  diligência  probatória.  Repercussão  geral.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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O Plenário da  \nCorte,  no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar  \nPeluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à  \nsuposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos  \ncasos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo  \njudicial,  dado  o  caráter  infraconstitucional  da  matéria.  3.  \nInadmissível, em recurso extraordinário, a análise do conjunto fático-\nprobatório  dos  autos  e  da  legislação  infraconstitucional  pertinente.  \nIncidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 4. Agravo regimental não  \nprovido.”\n     </i>\n     (ARE  898.660-AgR,  Rel.  Min.  Dias  Toffoli,  Segunda \nTurma, DJe de 11/11/2015).\n    </p>\n    <p>\n     Demais  disso,  conforme  já  asseverado,  a  suposta  violação  aos \nprincípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e \naos  limites  da  coisa  julgada,  quando  debatida  sob  a  ótica \ninfraconstitucional,  não  desafia  a  instância  extraordinária,  consoante \ndecidido pelo  Plenário  Virtual  do  STF,  na análise  do ARE 748.371,  da \nRelatoria  do  Min.  Gilmar  Mendes,  DJe  de  1º/8/2013,  o  qual  possui  a \nseguinte ementa:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à  \nsuposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos  \nlimites  da  coisa  julgada  e  do  devido  processo  legal.  Julgamento  da  \ncausa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas  \ninfraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.“\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Nesse sentido, transcrevo os seguintes julgados:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO  \nEXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  MATÉRIA\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 728905 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      INFRACONSTITUCIONAL.  1.  O  Plenário  do  Supremo  Tribunal  \nFederal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de  \nrepercussão geral  relativa à  controvérsia  sobre suposta violação aos  \nprincípios  do  contraditório,  da  ampla  defesa,  dos  limites  da  coisa  \njulgada  e  do  devido processo  legal  (Tema 660 -  ARE 748.371-RG,  \njulgado  sob  a  relatoria  do  Ministro  Gilmar  Mendes).  2.  Agravo  \nregimental  a  que  se  nega  provimento.”\n     </i>\n     (ARE  883.217-AgR,  Rel. \nMin. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 11/9/2015).\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.  \nDireito  do  Consumidor.  3.  Danos morais.  Ilegitimidade  passiva.  4.  \nAlegação  de  violação  ao  contraditório,  à  ampla  defesa.  ARE-RG  \n748.371, (Tema 660). 5. Alegação de violação à proporcionalidade e à  \nrazoabilidade.  Ausência  de  repercussão  geral.  ARE-RG  743.771  \n(Tema 655) e ARE-RG 739.382 (Tema 657). 6. Reexame de fatos e  \nprovas.  Incidência  do  Enunciado  279  da  Súmula/STF.  Matéria  \ninfraconstitucional. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a  \ndecisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento.”\n     </i>\n     (ARE 895.562-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, \nDJe de 18/11/2015).\n    </p>\n    <p>\n     Outrossim, não prospera o argumento de que ficou caracterizada a \nnegativa  de  prestação  jurisdicional,  tendo  em vista  que  o  Tribunal  de \norigem apreciou a questão posta nos autos, embora de forma contrária \naos interesses dos agravantes. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR, Rel. Min. \nGilmar  Mendes,  Segunda  Turma,  DJe  de  4/6/2013,  o  qual  possui  a \nseguinte ementa:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo.  2.  \nAdministrativo.  3.  Alegação de  ausência  de  prestação jurisdicional.  \nDecisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não  \nconfigura negativa de prestação jurisdicional. Precedente: AI-QO-RG  \n791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Afronta aos princípios  \ndo  devido  processo  legal,  da  ampla  defesa  e  do  contraditório,  se  \ndependente  do  reexame  prévio  de  normas  infraconstitucionais,  \nconfigura ofensa reflexa à Constituição Federal,  o que inviabiliza o\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 728905 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      processamento  do  recurso  extraordinário.  5.  Alegação  de  ofensa  ao  \nprincípio  da  legalidade.  Enunciado  636 da  Súmula  desta  Corte.  6.  \nAusência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida.  \n4. Agravo regimental a que se nega provimento.”\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Destaco, por oportuno, que o Plenário deste Tribunal, instado a se \nmanifestar sobre o tema, reconheceu a repercussão geral da matéria para \nreafirmar a jurisprudência da Corte, no sentido de que a decisão judicial \ntem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível \nque  se  funde  na  tese  suscitada  pela  parte.  O  julgado  restou  assim \nementado:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Questão  de  ordem.  Agravo  de  Instrumento.  Conversão  em  \nrecurso extraordinário (CPC, art.  544, §§ 3° e  4°).  2.  Alegação de  \nofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da  \nConstituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição  \nFederal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda  \nque sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado  \nde  cada  uma  das  alegações  ou  provas,  nem que  sejam corretos  os  \nfundamentos  da  decisão.  4.  Questão  de  ordem  acolhida  para  \nreconhecer  a  repercussão  geral,  reafirmar  a  jurisprudência  do  \nTribunal,  negar  provimento  ao  recurso  e  autorizar  a  adoção  dos  \nprocedimentos  relacionados  à  repercussão  geral.”\n     </i>\n     (AI  791.292-QO-\nRG,  Rel.  Min.  Gilmar  Mendes,  Tribunal  Pleno,  DJe  de \n13/8/2010).\n    </p>\n    <p>\n     Impende consignar que o agravo interno revela-se manifestamente \nincabível, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos \nrepetidamente  expendidos  pela  parte  nas  sedes  recursais  anteriores. \nDestarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 \ndo Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) \ndo  valor  corrigido  da  causa  (precedentes:  AI  552.492-AgR,  Rel.  Min. \nMarco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. \nMin. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103-AgR, \nRel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016).\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 728905 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Por fim, observo que o recurso foi interposto sob a égide da nova lei \nprocessual, o que impõe a aplicação de nova sucumbência.\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Ex  positis\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      NEGO  PROVIMENTO\n     </b>\n     ao  agravo  interno,  mercê  do \nintuito  protelatório  da  parte,  aplico  à  parte  agravante  a  multa  de  5% \n(cinco por cento) sobre o valor da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015) e\n     <b>\n      CONDENO\n     </b>\n     a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento \nde  honorários  advocatícios  majorados  ao  dobro  do  valor  fixado  pela \norigem,  obedecidos  os  limites  do  artigo  85,  §§  8º  e  11,  do  CPC/2015, \nficando  suspensa  sua  exigibilidade,  nos  termos  do  artigo  98,  §  3º,  do \nCPC/2015.\n    </p>\n    <p>\n     É como voto.\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Tipo Texto 524\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905 SÃO \nPAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     GRACIA APARECIDA AIMOLA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LUIZ ALBERTO DA CRUZ\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     CARLOS ROBERTO FERNANDES\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ABEL FRANCISCO CANICAIS FILHO\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     SEVIPA SEGURANCA E VIGILANCIA PATRIMONIAL\n    </p>\n    <p>\n     S/C LTDA.\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LUIZ ALBERTO DA CRUZ E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     APARECIDO DONIZETE DE FEIRIA\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n  \nO  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  –  Os  honorários\n    </p>\n    <p>\n     acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida \npela  parte  contrária.  Se  esta  não  apresenta  contraminuta  ao  agravo, \ndescabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí-\nlos.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998893.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 11/11/2016\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905\n     </b>\n     PROCED. : SÃO PAULO\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n     </b>\n     AGTE.(S) : GRACIA APARECIDA AIMOLA\nADV.(A/S) : LUIZ ALBERTO DA CRUZ (152607/SP)\nAGDO.(A/S) : CARLOS ROBERTO FERNANDES\nADV.(A/S) : ABEL FRANCISCO CANICAIS FILHO (106278/SP)\nAGDO.(A/S) : SEVIPA SEGURANCA E VIGILANCIA PATRIMONIAL S/C LTDA.\nADV.(A/S) : LUIZ ALBERTO DA CRUZ (152607/SP) E OUTRO(A/S)\nAGDO.(A/S) : APARECIDO DONIZETE DE FEIRIA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \ninterno com aplicação de multa e, por maioria, condenou a parte \nsucumbente  ao  pagamento  de  honorários  advocatícios,  ficando \nsuspensa a exigibilidade de majoração de honorários (artigo 98, § \n3º, do CPC/2015), nos termos do voto do Relator, vencido, nesse \nponto, o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a \n10.11.2016.\n    </p>\n    <p>\n     Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco\n    </p>\n    <p>\n     Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079714\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "11/11/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905 SÃO \n", "PAULO\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) :GRACIA APARECIDA AIMOLA \n", "ADV.(A/S) :LUIZ ALBERTO DA CRUZ \n", "AGDO.(A/S) :CARLOS ROBERTO FERNANDES \n", "ADV.(A/S) :ABEL FRANCISCO CANICAIS FILHO \n", "AGDO.(A/S) :SEVIPA SEGURANCA E VIGILANCIA PATRIMONIAL \n", "S/C LTDA. \n", "ADV.(A/S) :LUIZ ALBERTO DA CRUZ E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :APARECIDO DONIZETE DE FEIRIA \n", "EMENTA:  AGRAVO  INTERNO  NO  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  PROCESSUAL  CIVIL. \n", "PENHORA. BEM IMÓVEL UTILIZADO PARA FINS COMERCIAIS. \n", "LEI  8.009/1990.  ANÁLISE  DE  LEGISLAÇÃO \n", "INFRACONSTITUCIONAL.  OFENSA  REFLEXA. \n", "INCURSIONAMENTO  NO  CONTEXTO  FÁTICO-PROBATÓRIO \n", "DOS  AUTOS.  IMPOSSIBILIDADE.  SÚMULA  279  DO  STF. \n", "VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA \n", "AMPLA  DEFESA  E  DO  CONTRADITÓRIO.  MATÉRIA  COM \n", "REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO \n", "ARE  748.371.  TEMA  660.  NEGATIVA  DE  PRESTAÇÃO \n", "JURISDICIONAL.  INOCORRÊNCIA.  ALEGADA  OFENSA  AO \n", "ARTIGO  93,  IX,  DA  CONSTITUIÇÃO  FEDERAL.  INEXISTÊNCIA. \n", "REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA \n", "PARTE  NAS  SEDES  RECURSAIS  ANTERIORES.  MANIFESTO \n", "INTUITO  PROTELATÓRIO.  MULTA  DO  ARTIGO  1.021,  §  4º,  DO \n", "CPC/2015.  APLICABILIDADE.  RECURSO  INTERPOSTO  SOB  A \n", "ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE \n", "NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056737.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12\n", "Ementa e Acórdão\n", "ARE 728905 AGR / SP \n", "da ata de julgamento virtual de 4 a 10/11/2016, por unanimidade, negou \n", "provimento ao agravo interno, com aplicação de multa e,  por maioria, \n", "condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, \n", "ficando suspensa a exigibilidade de majoração de honorários (artigo 98, § \n", "3°, do CPC/2015), nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o \n", "Ministro Marco Aurélio.\n", "Brasília, 11 de novembro de 2016. \n", "LUIZ FUX – RELATOR\n", "Documento assinado digitalmente\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056737.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12\n", "Relatório\n", "11/11/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905 SÃO \n", "PAULO\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) :GRACIA APARECIDA AIMOLA \n", "ADV.(A/S) :LUIZ ALBERTO DA CRUZ \n", "AGDO.(A/S) :CARLOS ROBERTO FERNANDES \n", "ADV.(A/S) :ABEL FRANCISCO CANICAIS FILHO \n", "AGDO.(A/S) :SEVIPA SEGURANCA E VIGILANCIA PATRIMONIAL \n", "S/C LTDA. \n", "ADV.(A/S) :LUIZ ALBERTO DA CRUZ E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :APARECIDO DONIZETE DE FEIRIA \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se  de  agravo \n", "interno interposto por GRACIA APARECIDA AIMOLA contra decisão de \n", "minha relatoria, publicada em 24/5/2016, assim ementada, verbis:\n", "“RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  \n", "PROCESSUAL  CIVIL.  PENHORA.  BEM  IMÓVEL  \n", "UTILIZADO PARA FINS COMERCIAIS. LEI 8.009/1990. \n", "CONTROVÉRSIA  DE  ÍNDOLE  \n", "INFRACONSTITUCIONAL.  INCURSIONAMENTO  NO  \n", "CONTEXTO  FÁTICO-PROBATÓRIO  DOS  AUTOS.  \n", "IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. PRINCÍPIOS DA  \n", "AMPLA  DEFESA,  DO  CONTRADITÓRIO  E  DO  DEVIDO  \n", "PROCESSO  LEGAL.  MATÉRIA  COM  REPERCUSSÃO  \n", "GERAL  REJEITADA  PELO  PLENÁRIO  DO  STF  NO  ARE  \n", "748.371.  VIOLAÇÃO  AO  ARTIGO  93,  IX,  DA  \n", "CONSTITUIÇÃO.  INEXISTÊNCIA.  AGRAVO  \n", "DESPROVIDO.”\n", "Inconformada  com  a  decisão  supra,  a  parte  agravante  interpõe  o \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056738.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12\n", "Relatório\n", "ARE 728905 AGR / SP \n", "presente recurso, alegando, em síntese:\n", "\"De mais a mais, já foi dito que a Lei Federal sob enfoque está  \n", "em completa sintonia com o art. 6º da vigente Carta Política. Nesse  \n", "passo, ao contrário do que alguns preconizam à míngua do amparo  \n", "verossímil, o dispositivo em destaque encerra densa carga normativa,  \n", "inclusive  sendo concebido  como norma constitucional  autoaplicável  \n", "pelas  correntes  doutrinária  e  jurisprudencial  majoritárias.  Tal  \n", "disposição constitucional consubstancia matriz normativa, a orientar  \n", "não  apenas  o  Poder  Legislativo  quando  da  edição  de  normas  \n", "infraconstitucionais,  mas  também  a  orientar  o  próprio  Poder  \n", "Judiciário no exercício da aplicação do direito ao caso concreto.\" (doc. \n", "1, fl. 16).\n", "A  parte  agravada,  instada  a  se  manifestar,  não  apresentou \n", "contrarrazões (doc. 50).\n", "Após, houve pedido de destaque no julgamento do presente recurso, \n", "formulado  em  26/10/2016,  não  havendo,  contudo,  peculiaridade  que \n", "justifique a sua exclusão do julgamento em Plenário eletrônico tampouco \n", "existe previsão legal para sustentação oral nesta hipótese.\n", "É o relatório.\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056738.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "11/11/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905 SÃO \n", "PAULO\n", "V O T O \n", "O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação \n", "não merece prosperar. \n", "Em  que  pesem  os  argumentos  expendidos  no  agravo,  resta \n", "evidenciado  das  razões  recursais  que  a  parte  agravante  não  trouxe \n", "nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela \n", "qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. \n", "Com efeito, o Tribunal de origem consignou que, à época da penhora \n", "e  arrematação,  o  imóvel  constrito  não  se  enquadrava  como  bem  de \n", "família, já que pertencente a empresa e utilizado para fins comerciais.\n", "Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido:\n", "\"No mais, a egrégia Corte Regional manteve a constrição sobre  \n", "o imóvel pertencente à ora agravante porque não demonstrado, para  \n", "fins de aplicação do instituto da impenhorabilidade prevista na Lei nº  \n", "8.009/90, que o referido bem, à época da penhora e arrematação, se  \n", "enquadrava como bem de família.\n", "Nesse contexto, tem-se que a matéria foi decidida com base nos  \n", "fatos e provas do processo, bem como na legislação infraconstitucional  \n", "que rege a impenhorabilidade do bem de família. \n", "Assim, o processamento do recurso de revista, além de encontrar  \n", "óbice na Súmula nº 126, também esbarra no obstáculo do artigo 896, §  \n", "2º, da CLT e da Súmula nº 266, já que a alegada afronta ao artigo 6º  \n", "da Constituição Federal, o qual assegura o direito de moradia, caso  \n", "existisse,  se  daria  apenas  de  modo  reflexo,  o  que  não  atende  o  \n", "pressuposto de admissibilidade do apelo na fase de execução.\" (doc. \n", "15, fl. 6).\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "ARE 728905 AGR / SP \n", "Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão \n", "recorrido,  quanto   à  penhorabilidade  do  bem,  seria  necessária  a \n", "interpretação da legislação infraconstitucional pertinente (Lei 8.009/1990), \n", "bem  como  o  reexame  do  conjunto  fático-probatório  dos  autos,  o  que \n", "inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 279 do Supremo Tribunal \n", "Federal,  a  qual  dispõe,  verbis:  “Para  simples  reexame  de  prova  não  cabe  \n", "recurso extraordinário”. Nesse sentido:\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO  \n", "EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL. DIREITO À MORADIA.  \n", "BEM DE FAMÍLIA. IMÓVEL OFERECIDO COMO GARANTIA \n", "HIPOTECÁRIA.  REEXAME  DE  FATOS  E  PROVAS.  \n", "IMPOSSIBILIDADE.  MATÉRIA  INFRACONSTITUCIONAL.  \n", "AUSÊNCIA  DE  OFENSA  CONSTITUCIONAL  DIRETA.  \n", "AGRAVO  REGIMENTAL  NÃO  PROVIDO.  1.  Inviável  o  \n", "processamento  do  recurso  extraordinário  quando  para  seu  deslinde  \n", "seja necessária a análise de legislação infraconstitucional aplicável. 2.  \n", "Para  divergir  da  conclusão  adotada  pelo  tribunal  a  quo,  seria  \n", "necessário o reexame de fatos e provas. Óbice da Súmula 279 do STF.  \n", "3.  Agravo  regimental,  interposto  em  18/05/2016,  a  que  se  nega  \n", "provimento.”  (ARE  968.371-AgR,  Rel.  Min.  Edson  Fachin, \n", "Primeira Turma, DJe de 19/9/2016).\n", "“Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.  \n", "Direito Civil e Processual Civil. 3. Impenhorabilidade. Bem de família.  \n", "Matéria infraconstitucional. Necessidade do revolvimento do conjunto  \n", "fático-probatório.  Súmula  279.  4.  Ausência  de  fundamentação  do  \n", "acórdão  recorrido.  Improcedência.  AI-QO-RG  791.292.  5.  Violação  \n", "aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo  \n", "legal. Ofensa reflexa. ARE-RG 748.371. 6. Agravo regimental a que  \n", "se  nega  provimento.”  (ARE  938.173-AgR,  Rel.  Min.  Gilmar \n", "Mendes, Segunda Turma, DJe de 18/5/2016).\n", "“Agravo  regimental  no  recurso  extraordinário  com  agravo.  \n", "Direito  Processual  Civil.  Princípios  do  contraditório  e  da  ampla  \n", "defesa.  Indeferimento  de  diligência  probatória.  Repercussão  geral.  \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "ARE 728905 AGR / SP \n", "Inexistência. Penhora. Bem de família. Legislação infraconstitucional.  \n", "Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes.  \n", "1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da  \n", "ampla  defesa,  do  contraditório,  dos  limites  da  coisa  julgada  ou  da  \n", "prestação jurisdicional,  quando depende,  para ser reconhecida como  \n", "tal,  da  análise  de  normas  infraconstitucionais,  configura  apenas  \n", "ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal.  2. O Plenário da  \n", "Corte,  no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar  \n", "Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à  \n", "suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos  \n", "casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo  \n", "judicial,  dado  o  caráter  infraconstitucional  da  matéria.  3.  \n", "Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise do conjunto fático-\n", "probatório  dos  autos  e  da  legislação  infraconstitucional  pertinente.  \n", "Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 4. Agravo regimental não  \n", "provido.” (ARE  898.660-AgR,  Rel.  Min.  Dias  Toffoli,  Segunda \n", "Turma, DJe de 11/11/2015).\n", "Demais  disso,  conforme  já  asseverado,  a  suposta  violação  aos \n", "princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e \n", "aos  limites  da  coisa  julgada,  quando  debatida  sob  a  ótica \n", "infraconstitucional,  não  desafia  a  instância  extraordinária,  consoante \n", "decidido pelo  Plenário  Virtual  do  STF,  na análise  do ARE 748.371,  da \n", "Relatoria  do  Min.  Gilmar  Mendes,  DJe  de  1º/8/2013,  o  qual  possui  a \n", "seguinte ementa: \n", "“Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à  \n", "suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos  \n", "limites  da  coisa  julgada  e  do  devido  processo  legal.  Julgamento  da  \n", "causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas  \n", "infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.“\n", "Nesse sentido, transcrevo os seguintes julgados: \n", "“DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO  \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  MATÉRIA \n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "ARE 728905 AGR / SP \n", "INFRACONSTITUCIONAL.  1.  O  Plenário  do  Supremo  Tribunal  \n", "Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de  \n", "repercussão geral  relativa à  controvérsia  sobre suposta violação aos  \n", "princípios  do  contraditório,  da  ampla  defesa,  dos  limites  da  coisa  \n", "julgada  e  do  devido processo  legal  (Tema 660 -  ARE 748.371-RG,  \n", "julgado  sob  a  relatoria  do  Ministro  Gilmar  Mendes).  2.  Agravo  \n", "regimental  a  que  se  nega  provimento.”  (ARE  883.217-AgR,  Rel. \n", "Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 11/9/2015).\n", "“Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.  \n", "Direito  do  Consumidor.  3.  Danos morais.  Ilegitimidade  passiva.  4.  \n", "Alegação  de  violação  ao  contraditório,  à  ampla  defesa.  ARE-RG  \n", "748.371, (Tema 660). 5. Alegação de violação à proporcionalidade e à  \n", "razoabilidade.  Ausência  de  repercussão  geral.  ARE-RG  743.771  \n", "(Tema 655) e ARE-RG 739.382 (Tema 657). 6. Reexame de fatos e  \n", "provas.  Incidência  do  Enunciado  279  da  Súmula/STF.  Matéria  \n", "infraconstitucional. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a  \n", "decisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento.” \n", "(ARE 895.562-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, \n", "DJe de 18/11/2015). \n", "Outrossim, não prospera o argumento de que ficou caracterizada a \n", "negativa  de  prestação  jurisdicional,  tendo  em vista  que  o  Tribunal  de \n", "origem apreciou a questão posta nos autos, embora de forma contrária \n", "aos interesses dos agravantes. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR, Rel. Min. \n", "Gilmar  Mendes,  Segunda  Turma,  DJe  de  4/6/2013,  o  qual  possui  a \n", "seguinte ementa: \n", "“Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo.  2.  \n", "Administrativo.  3.  Alegação de  ausência  de  prestação jurisdicional.  \n", "Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não  \n", "configura negativa de prestação jurisdicional. Precedente: AI-QO-RG  \n", "791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Afronta aos princípios  \n", "do  devido  processo  legal,  da  ampla  defesa  e  do  contraditório,  se  \n", "dependente  do  reexame  prévio  de  normas  infraconstitucionais,  \n", "configura ofensa reflexa à Constituição Federal,  o que inviabiliza o  \n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "ARE 728905 AGR / SP \n", "processamento  do  recurso  extraordinário.  5.  Alegação  de  ofensa  ao  \n", "princípio  da  legalidade.  Enunciado  636 da  Súmula  desta  Corte.  6.  \n", "Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida.  \n", "4. Agravo regimental a que se nega provimento.” \n", "Destaco, por oportuno, que o Plenário deste Tribunal, instado a se \n", "manifestar sobre o tema, reconheceu a repercussão geral da matéria para \n", "reafirmar a jurisprudência da Corte, no sentido de que a decisão judicial \n", "tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível \n", "que  se  funde  na  tese  suscitada  pela  parte.  O  julgado  restou  assim \n", "ementado: \n", "“Questão  de  ordem.  Agravo  de  Instrumento.  Conversão  em  \n", "recurso extraordinário (CPC, art.  544, §§ 3° e  4°).  2.  Alegação de  \n", "ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da  \n", "Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição  \n", "Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda  \n", "que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado  \n", "de  cada  uma  das  alegações  ou  provas,  nem que  sejam corretos  os  \n", "fundamentos  da  decisão.  4.  Questão  de  ordem  acolhida  para  \n", "reconhecer  a  repercussão  geral,  reafirmar  a  jurisprudência  do  \n", "Tribunal,  negar  provimento  ao  recurso  e  autorizar  a  adoção  dos  \n", "procedimentos  relacionados  à  repercussão  geral.”  (AI  791.292-QO-\n", "RG,  Rel.  Min.  Gilmar  Mendes,  Tribunal  Pleno,  DJe  de \n", "13/8/2010). \n", "Impende consignar que o agravo interno revela-se manifestamente \n", "incabível, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos \n", "repetidamente  expendidos  pela  parte  nas  sedes  recursais  anteriores. \n", "Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 \n", "do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) \n", "do  valor  corrigido  da  causa  (precedentes:  AI  552.492-AgR,  Rel.  Min. \n", "Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. \n", "Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103-AgR, \n", "Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016).\n", "5 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "ARE 728905 AGR / SP \n", "Por fim, observo que o recurso foi interposto sob a égide da nova lei \n", "processual, o que impõe a aplicação de nova sucumbência.\n", "Ex  positis,  NEGO  PROVIMENTO ao  agravo  interno,  mercê  do \n", "intuito  protelatório  da  parte,  aplico  à  parte  agravante  a  multa  de  5% \n", "(cinco por cento) sobre o valor da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015) e \n", "CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento \n", "de  honorários  advocatícios  majorados  ao  dobro  do  valor  fixado  pela \n", "origem,  obedecidos  os  limites  do  artigo  85,  §§  8º  e  11,  do  CPC/2015, \n", "ficando  suspensa  sua  exigibilidade,  nos  termos  do  artigo  98,  §  3º,  do \n", "CPC/2015. \n", "É como voto. \n", "6 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12\n", "Tipo Texto 524\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905 SÃO \n", "PAULO\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) :GRACIA APARECIDA AIMOLA \n", "ADV.(A/S) :LUIZ ALBERTO DA CRUZ \n", "AGDO.(A/S) :CARLOS ROBERTO FERNANDES \n", "ADV.(A/S) :ABEL FRANCISCO CANICAIS FILHO \n", "AGDO.(A/S) :SEVIPA SEGURANCA E VIGILANCIA PATRIMONIAL \n", "S/C LTDA. \n", "ADV.(A/S) :LUIZ ALBERTO DA CRUZ E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :APARECIDO DONIZETE DE FEIRIA \n", "V O T O\n", "  \n", "O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  –  Os  honorários \n", "acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida \n", "pela  parte  contrária.  Se  esta  não  apresenta  contraminuta  ao  agravo, \n", "descabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí-\n", "los.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998893.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12\n", "Extrato de Ata - 11/11/2016\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905\n", "PROCED. : SÃO PAULO\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) : GRACIA APARECIDA AIMOLA\n", "ADV.(A/S) : LUIZ ALBERTO DA CRUZ (152607/SP)\n", "AGDO.(A/S) : CARLOS ROBERTO FERNANDES\n", "ADV.(A/S) : ABEL FRANCISCO CANICAIS FILHO (106278/SP)\n", "AGDO.(A/S) : SEVIPA SEGURANCA E VIGILANCIA PATRIMONIAL S/C LTDA.\n", "ADV.(A/S) : LUIZ ALBERTO DA CRUZ (152607/SP) E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) : APARECIDO DONIZETE DE FEIRIA\n", "Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \n", "interno com aplicação de multa e, por maioria, condenou a parte \n", "sucumbente  ao  pagamento  de  honorários  advocatícios,  ficando \n", "suspensa a exigibilidade de majoração de honorários (artigo 98, § \n", "3º, do CPC/2015), nos termos do voto do Relator, vencido, nesse \n", "ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a \n", "10.11.2016.\n", " \n", "Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco \n", "Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. \n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079714\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12\n" ], "numero" : "728905", "partes" : [ { "nome" : "MIN. LUIZ FUX", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "GRACIA APARECIDA AIMOLA", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "LUIZ ALBERTO DA CRUZ E OUTRO(A/S)", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "APARECIDO DONIZETE DE FEIRIA", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. LUIZ FUX", "texto" : "O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se  de  agravo  interno interposto por GRACIA APARECIDA AIMOLA contra decisão de  minha relatoria, publicada em 24/5/2016, assim ementada, verbis:  “RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.   PROCESSUAL  CIVIL.  PENHORA.  BEM  IMÓVEL   UTILIZADO PARA FINS COMERCIAIS. LEI 8.009/1990.   CONTROVÉRSIA  DE  ÍNDOLE   INFRACONSTITUCIONAL.  INCURSIONAMENTO  NO   CONTEXTO  FÁTICO-PROBATÓRIO  DOS  AUTOS.   IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. PRINCÍPIOS DA   AMPLA  DEFESA,  DO  CONTRADITÓRIO  E  DO  DEVIDO   PROCESSO  LEGAL.  MATÉRIA  COM  REPERCUSSÃO   GERAL  REJEITADA  PELO  PLENÁRIO  DO  STF  NO  ARE   748.371.  VIOLAÇÃO  AO  ARTIGO  93,  IX,  DA   CONSTITUIÇÃO.  INEXISTÊNCIA.  AGRAVO   DESPROVIDO.”  Inconformada  com  a  decisão  supra,  a  parte  agravante  interpõe  o     presente recurso, alegando, em síntese:  \"De mais a mais, já foi dito que a Lei Federal sob enfoque está   em completa sintonia com o art. 6º da vigente Carta Política. Nesse   passo, ao contrário do que alguns preconizam à míngua do amparo   verossímil, o dispositivo em destaque encerra densa carga normativa,   inclusive  sendo concebido  como norma constitucional  autoaplicável   pelas  correntes  doutrinária  e  jurisprudencial  majoritárias.  Tal   disposição constitucional consubstancia matriz normativa, a orientar   não  apenas  o  Poder  Legislativo  quando  da  edição  de  normas   infraconstitucionais,  mas  também  a  orientar  o  próprio  Poder   Judiciário no exercício da aplicação do direito ao caso concreto.\" (doc.  1, fl. 16).  A  parte  agravada,  instada  a  se  manifestar,  não  apresentou  contrarrazões (doc. 50).  Após, houve pedido de destaque no julgamento do presente recurso,  formulado  em  26/10/2016,  não  havendo,  contudo,  peculiaridade  que  justifique a sua exclusão do julgamento em Plenário eletrônico tampouco  existe previsão legal para sustentação oral nesta hipótese.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação  não merece prosperar.   Em  que  pesem  os  argumentos  expendidos  no  agravo,  resta  evidenciado  das  razões  recursais  que  a  parte  agravante  não  trouxe  nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela  qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos.   Com efeito, o Tribunal de origem consignou que, à época da penhora  e  arrematação,  o  imóvel  constrito  não  se  enquadrava  como  bem  de  família, já que pertencente a empresa e utilizado para fins comerciais.  Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido:  \"No mais, a egrégia Corte Regional manteve a constrição sobre   o imóvel pertencente à ora agravante porque não demonstrado, para   fins de aplicação do instituto da impenhorabilidade prevista na Lei nº   8.009/90, que o referido bem, à época da penhora e arrematação, se   enquadrava como bem de família.  Nesse contexto, tem-se que a matéria foi decidida com base nos   fatos e provas do processo, bem como na legislação infraconstitucional   que rege a impenhorabilidade do bem de família.   Assim, o processamento do recurso de revista, além de encontrar   óbice na Súmula nº 126, também esbarra no obstáculo do artigo 896, §   2º, da CLT e da Súmula nº 266, já que a alegada afronta ao artigo 6º   da Constituição Federal, o qual assegura o direito de moradia, caso   existisse,  se  daria  apenas  de  modo  reflexo,  o  que  não  atende  o   pressuposto de admissibilidade do apelo na fase de execução.\" (doc.  15, fl. 6).    Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão  recorrido,  quanto   à  penhorabilidade  do  bem,  seria  necessária  a  interpretação da legislação infraconstitucional pertinente (Lei 8.009/1990),  bem  como  o  reexame  do  conjunto  fático-probatório  dos  autos,  o  que  inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 279 do Supremo Tribunal  Federal,  a  qual  dispõe,  verbis:  “Para  simples  reexame  de  prova  não  cabe   recurso extraordinário”. Nesse sentido:  “AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO   EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL. DIREITO À MORADIA.   BEM DE FAMÍLIA. IMÓVEL OFERECIDO COMO GARANTIA  HIPOTECÁRIA.  REEXAME  DE  FATOS  E  PROVAS.   IMPOSSIBILIDADE.  MATÉRIA  INFRACONSTITUCIONAL.   AUSÊNCIA  DE  OFENSA  CONSTITUCIONAL  DIRETA.   AGRAVO  REGIMENTAL  NÃO  PROVIDO.  1.  Inviável  o   processamento  do  recurso  extraordinário  quando  para  seu  deslinde   seja necessária a análise de legislação infraconstitucional aplicável. 2.   Para  divergir  da  conclusão  adotada  pelo  tribunal  a  quo,  seria   necessário o reexame de fatos e provas. Óbice da Súmula 279 do STF.   3.  Agravo  regimental,  interposto  em  18/05/2016,  a  que  se  nega   provimento.”  (ARE  968.371-AgR,  Rel.  Min.  Edson  Fachin,  Primeira Turma, DJe de 19/9/2016).  “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.   Direito Civil e Processual Civil. 3. Impenhorabilidade. Bem de família.   Matéria infraconstitucional. Necessidade do revolvimento do conjunto   fático-probatório.  Súmula  279.  4.  Ausência  de  fundamentação  do   acórdão  recorrido.  Improcedência.  AI-QO-RG  791.292.  5.  Violação   aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo   legal. Ofensa reflexa. ARE-RG 748.371. 6. Agravo regimental a que   se  nega  provimento.”  (ARE  938.173-AgR,  Rel.  Min.  Gilmar  Mendes, Segunda Turma, DJe de 18/5/2016).  “Agravo  regimental  no  recurso  extraordinário  com  agravo.   Direito  Processual  Civil.  Princípios  do  contraditório  e  da  ampla   defesa.  Indeferimento  de  diligência  probatória.  Repercussão  geral.      Inexistência. Penhora. Bem de família. Legislação infraconstitucional.   Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes.   1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da   ampla  defesa,  do  contraditório,  dos  limites  da  coisa  julgada  ou  da   prestação jurisdicional,  quando depende,  para ser reconhecida como   tal,  da  análise  de  normas  infraconstitucionais,  configura  apenas   ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal.  2. O Plenário da   Corte,  no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar   Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à   suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos   casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo   judicial,  dado  o  caráter  infraconstitucional  da  matéria.  3.   Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise do conjunto fático- probatório  dos  autos  e  da  legislação  infraconstitucional  pertinente.   Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 4. Agravo regimental não   provido.” (ARE  898.660-AgR,  Rel.  Min.  Dias  Toffoli,  Segunda  Turma, DJe de 11/11/2015).  Demais  disso,  conforme  já  asseverado,  a  suposta  violação  aos  princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e  aos  limites  da  coisa  julgada,  quando  debatida  sob  a  ótica  infraconstitucional,  não  desafia  a  instância  extraordinária,  consoante  decidido pelo  Plenário  Virtual  do  STF,  na análise  do ARE 748.371,  da  Relatoria  do  Min.  Gilmar  Mendes,  DJe  de  1º/8/2013,  o  qual  possui  a  seguinte ementa:   “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à   suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos   limites  da  coisa  julgada  e  do  devido  processo  legal.  Julgamento  da   causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas   infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.“  Nesse sentido, transcrevo os seguintes julgados:   “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO   EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  MATÉRIA     INFRACONSTITUCIONAL.  1.  O  Plenário  do  Supremo  Tribunal   Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de   repercussão geral  relativa à  controvérsia  sobre suposta violação aos   princípios  do  contraditório,  da  ampla  defesa,  dos  limites  da  coisa   julgada  e  do  devido processo  legal  (Tema 660 -  ARE 748.371-RG,   julgado  sob  a  relatoria  do  Ministro  Gilmar  Mendes).  2.  Agravo   regimental  a  que  se  nega  provimento.”  (ARE  883.217-AgR,  Rel.  Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 11/9/2015).  “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.   Direito  do  Consumidor.  3.  Danos morais.  Ilegitimidade  passiva.  4.   Alegação  de  violação  ao  contraditório,  à  ampla  defesa.  ARE-RG   748.371, (Tema 660). 5. Alegação de violação à proporcionalidade e à   razoabilidade.  Ausência  de  repercussão  geral.  ARE-RG  743.771   (Tema 655) e ARE-RG 739.382 (Tema 657). 6. Reexame de fatos e   provas.  Incidência  do  Enunciado  279  da  Súmula/STF.  Matéria   infraconstitucional. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a   decisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento.”  (ARE 895.562-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma,  DJe de 18/11/2015).   Outrossim, não prospera o argumento de que ficou caracterizada a  negativa  de  prestação  jurisdicional,  tendo  em vista  que  o  Tribunal  de  origem apreciou a questão posta nos autos, embora de forma contrária  aos interesses dos agravantes. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR, Rel. Min.  Gilmar  Mendes,  Segunda  Turma,  DJe  de  4/6/2013,  o  qual  possui  a  seguinte ementa:   “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo.  2.   Administrativo.  3.  Alegação de  ausência  de  prestação jurisdicional.   Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não   configura negativa de prestação jurisdicional. Precedente: AI-QO-RG   791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Afronta aos princípios   do  devido  processo  legal,  da  ampla  defesa  e  do  contraditório,  se   dependente  do  reexame  prévio  de  normas  infraconstitucionais,   configura ofensa reflexa à Constituição Federal,  o que inviabiliza o      processamento  do  recurso  extraordinário.  5.  Alegação  de  ofensa  ao   princípio  da  legalidade.  Enunciado  636 da  Súmula  desta  Corte.  6.   Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida.   4. Agravo regimental a que se nega provimento.”  Destaco, por oportuno, que o Plenário deste Tribunal, instado a se  manifestar sobre o tema, reconheceu a repercussão geral da matéria para  reafirmar a jurisprudência da Corte, no sentido de que a decisão judicial  tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível  que  se  funde  na  tese  suscitada  pela  parte.  O  julgado  restou  assim  ementado:   “Questão  de  ordem.  Agravo  de  Instrumento.  Conversão  em   recurso extraordinário (CPC, art.  544, §§ 3° e  4°).  2.  Alegação de   ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da   Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição   Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda   que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado   de  cada  uma  das  alegações  ou  provas,  nem que  sejam corretos  os   fundamentos  da  decisão.  4.  Questão  de  ordem  acolhida  para   reconhecer  a  repercussão  geral,  reafirmar  a  jurisprudência  do   Tribunal,  negar  provimento  ao  recurso  e  autorizar  a  adoção  dos   procedimentos  relacionados  à  repercussão  geral.”  (AI  791.292-QO- RG,  Rel.  Min.  Gilmar  Mendes,  Tribunal  Pleno,  DJe  de  13/8/2010).   Impende consignar que o agravo interno revela-se manifestamente  incabível, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos  repetidamente  expendidos  pela  parte  nas  sedes  recursais  anteriores.  Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021  do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento)  do  valor  corrigido  da  causa  (precedentes:  AI  552.492-AgR,  Rel.  Min.  Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel.  Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103-AgR,  Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016).    Por fim, observo que o recurso foi interposto sob a égide da nova lei  processual, o que impõe a aplicação de nova sucumbência.  Ex  positis,  NEGO  PROVIMENTO ao  agravo  interno,  mercê  do  intuito  protelatório  da  parte,  aplico  à  parte  agravante  a  multa  de  5%  (cinco por cento) sobre o valor da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015) e  CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento  de  honorários  advocatícios  majorados  ao  dobro  do  valor  fixado  pela  origem,  obedecidos  os  limites  do  artigo  85,  §§  8º  e  11,  do  CPC/2015,  ficando  suspensa  sua  exigibilidade,  nos  termos  do  artigo  98,  §  3º,  do  CPC/2015.   É como voto.  ", "votante" : "MIN_LUIZ_FUX" } ] }
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MARCO AURÉLIO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     CONGREGAÇÃO DAS FRANCISCANAS FILHAS DA\n    </p>\n    <p>\n     DIVINA PROVIDÊNCIA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MARCOS BIASIOLI E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MUNICÍPIO DE SÃO PAULO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO\n    </p>\n    <p>\n     PAULO\n    </p>\n    <p>\n     RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O \nrecurso  extraordinário  não  é  meio  próprio  ao  revolvimento  da  prova, \ntambém não servindo à interpretação de normas estritamente legais.\n    </p>\n    <p>\n     A C Ó R D Ã O\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nPrimeira  Turma do Supremo Tribunal  Federal  em desprover  o  agravo \nregimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do \nrelator  e  por  unanimidade,  em  sessão  presidida  pela  Ministra  Rosa \nWeber,  na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas \ntaquigráficas.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 19 de maio de 2015.\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577432.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      19/05/2015 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 847.926 SÃO \nPAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     CONGREGAÇÃO DAS FRANCISCANAS FILHAS DA\n    </p>\n    <p>\n     DIVINA PROVIDÊNCIA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MARCOS BIASIOLI E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MUNICÍPIO DE SÃO PAULO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO\n    </p>\n    <p>\n     PAULO\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão \nde folha 397 a 398, desprovi o agravo, consignando:\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  – \nIMUNIDADE  TRIBUTÁRIA  –  ARTIGO \n150, INCISO VI, ALÍNEA “C”, E § 4º, DA \nCARTA  FEDERAL  –  ITBI  –  REEXAME \nDOS REQUISITOS – MATÉRIA FÁTICA \n–  INVIABILIDADE  –  AGRAVO \nDESPROVIDO.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1.  O  Tribunal  de  origem  assentou  não  satisfazer  a \nrecorrente  os  requisitos  constitucionais  e  infraconstitucionais \npara o gozo da imunidade prevista  no artigo  150,  inciso  VI, \nalínea  “c”,  e  §  4º,  da  Constituição  Federal,  considerado  o \nImposto de Transmissão entre Vivos – ITBI, pois os documentos \napresentados – estatuto social, declarações de utilidade pública \ne  balanço  patrimonial  dos  exercícios  de  2003  a  2005  –  não \nestavam acompanhados de completa escrituração contábil nem \nda perícia técnica correspondente. Ressaltou o descabimento da \ndilação probatória em mandado de segurança.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577433.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 847926 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     A  recorribilidade  extraordinária  é  distinta  daquela \nrevelada por simples revisão do que decidido, na maioria das \nvezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. \nAtua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada \nsoberanamente  pelo  Tribunal  de  origem,  considerando-se  as \npremissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência \nsedimentada  é  pacífica  a  respeito,  devendo-se  ter  presente  o \nVerbete nº 279 da Súmula do Supremo:\n    </p>\n    <p>\n     Para  simples  reexame  de  prova  não  cabe  recurso \nextraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     As  razões  do  extraordinário  partem  de  pressupostos\n    </p>\n    <p>\n     fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última \nanálise,  o  reexame  dos  elementos  probatórios  para,  com \nfundamento  em  quadro  diverso,  assentar  a  viabilidade  do \nrecurso.\n    </p>\n    <p>\n     2. Ante o exposto, conheço do agravo e o desprovejo.\n    </p>\n    <p>\n     3. Publiquem.\n    </p>\n    <p>\n     A Congregação das Franciscanas Filhas da Divina Providência, na \nminuta  do  regimental,  insiste  no  processamento  do  extraordinário. \nDefende possuir caráter beneficente, não sendo a falta de apresentação da \n“completa” escrituração contábil  e  de  perícia  técnica  motivo  suficiente \npara afastar  essa condição.  Alega existirem provas nos autos,  que não \nforam  contestadas,  capazes  de  revelar  o  direito  à  imunidade,  não \nhavendo necessidade de reexame dos fatos.\n    </p>\n    <p>\n     A parte agravada, na contraminuta, defende a manutenção do ato \nimpugnado.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577433.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      19/05/2015 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 847.926 SÃO \nPAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste \nagravo,  observaram-se  os  pressupostos  de  recorribilidade.  A  peça, \nsubscrita  por  advogado  regularmente  credenciado,  foi  protocolada  no \nprazo legal. Conheço.\n    </p>\n    <p>\n     A controvérsia  foi  dirimida  considerando  o  conjunto  probatório \ncoligido para o processo e a legislação de regência, não ensejando campo \nao  acesso  ao  Supremo.  Consoante  consignei  na  decisão  atacada,  o \nTribunal  de  origem  assentou  não  satisfazer  a  recorrente  os  requisitos \nconstitucionais e infraconstitucionais para o gozo da imunidade prevista \nno  artigo  150,  inciso  VI,  alínea  “c”,  e  §  4º,  da  Constituição  Federal, \nconsiderado  o  Imposto  de  Transmissão  entre  Vivos  –  ITBI,  pois  os \ndocumentos  apresentados  –  estatuto  social,  declarações  de  utilidade \npública e balanço patrimonial dos exercícios de 2003 a 2005 – não estavam \nacompanhados de completa escrituração contábil nem da perícia técnica \ncorrespondente.\n    </p>\n    <p>\n     Concluir  de  modo  diverso  requer  o  reexame  da  matéria  fática, \natividade estranha à sede extraordinária.\n    </p>\n    <p>\n     Ante o quadro, desprovejo o regimental.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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MARCO AURÉLIO\n     </b>\n     AGTE.(S) : CONGREGAÇÃO DAS FRANCISCANAS FILHAS DA DIVINA \nPROVIDÊNCIA\nADV.(A/S) : MARCOS BIASIOLI E OUTRO(A/S)\nAGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \ntermos  do  voto  do  Relator.  Unânime.  Presidência  da  Senhora \nMinistra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão\n    </p>\n    <p>\n     os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. \nCompareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a \nele vinculados.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Edson  Oliveira  de \nAlmeida.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599066\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "19/05/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. 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O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577432.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5\n", "Relatório\n", "19/05/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 847.926 SÃO \n", "PAULO\n", "RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n", "AGTE.(S) :CONGREGAÇÃO DAS FRANCISCANAS FILHAS DA \n", "DIVINA PROVIDÊNCIA \n", "ADV.(A/S) :MARCOS BIASIOLI E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO \n", "PAULO \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão \n", "de folha 397 a 398, desprovi o agravo, consignando:\n", "RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  – \n", "IMUNIDADE  TRIBUTÁRIA  –  ARTIGO \n", "150, INCISO VI, ALÍNEA “C”, E § 4º, DA \n", "CARTA  FEDERAL  –  ITBI  –  REEXAME \n", "DOS REQUISITOS – MATÉRIA FÁTICA \n", "–  INVIABILIDADE  –  AGRAVO \n", "DESPROVIDO.\n", "1.  O  Tribunal  de  origem  assentou  não  satisfazer  a \n", "recorrente  os  requisitos  constitucionais  e  infraconstitucionais \n", "para o gozo da imunidade prevista  no artigo  150,  inciso  VI, \n", "alínea  “c”,  e  §  4º,  da  Constituição  Federal,  considerado  o \n", "Imposto de Transmissão entre Vivos – ITBI, pois os documentos \n", "apresentados – estatuto social, declarações de utilidade pública \n", "e  balanço  patrimonial  dos  exercícios  de  2003  a  2005  –  não \n", "estavam acompanhados de completa escrituração contábil nem \n", "da perícia técnica correspondente. Ressaltou o descabimento da \n", "dilação probatória em mandado de segurança.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577433.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5\n", "Relatório\n", "ARE 847926 AGR / SP \n", "A  recorribilidade  extraordinária  é  distinta  daquela \n", "revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das \n", "vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. \n", "Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada \n", "soberanamente  pelo  Tribunal  de  origem,  considerando-se  as \n", "premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência \n", "sedimentada  é  pacífica  a  respeito,  devendo-se  ter  presente  o \n", "Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:\n", "Para  simples  reexame  de  prova  não  cabe  recurso \n", "extraordinário.\n", " \n", "As  razões  do  extraordinário  partem  de  pressupostos \n", "fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última \n", "análise,  o  reexame  dos  elementos  probatórios  para,  com \n", "fundamento  em  quadro  diverso,  assentar  a  viabilidade  do \n", "recurso.\n", " \n", "2. Ante o exposto, conheço do agravo e o desprovejo.\n", "3. Publiquem.\n", "A Congregação das Franciscanas Filhas da Divina Providência, na \n", "minuta  do  regimental,  insiste  no  processamento  do  extraordinário. \n", "Defende possuir caráter beneficente, não sendo a falta de apresentação da \n", "“completa” escrituração contábil  e  de  perícia  técnica  motivo  suficiente \n", "para afastar  essa condição.  Alega existirem provas nos autos,  que não \n", "foram  contestadas,  capazes  de  revelar  o  direito  à  imunidade,  não \n", "havendo necessidade de reexame dos fatos.   \n", "A parte agravada, na contraminuta, defende a manutenção do ato \n", "impugnado.\n", "É o relatório.\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577433.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5\n", "Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n", "19/05/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 847.926 SÃO \n", "PAULO\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste \n", "agravo,  observaram-se  os  pressupostos  de  recorribilidade.  A  peça, \n", "subscrita  por  advogado  regularmente  credenciado,  foi  protocolada  no \n", "prazo legal. Conheço.\n", "A controvérsia  foi  dirimida  considerando  o  conjunto  probatório \n", "coligido para o processo e a legislação de regência, não ensejando campo \n", "ao  acesso  ao  Supremo.  Consoante  consignei  na  decisão  atacada,  o \n", "Tribunal  de  origem  assentou  não  satisfazer  a  recorrente  os  requisitos \n", "constitucionais e infraconstitucionais para o gozo da imunidade prevista \n", "no  artigo  150,  inciso  VI,  alínea  “c”,  e  §  4º,  da  Constituição  Federal, \n", "considerado  o  Imposto  de  Transmissão  entre  Vivos  –  ITBI,  pois  os \n", "documentos  apresentados  –  estatuto  social,  declarações  de  utilidade \n", "pública e balanço patrimonial dos exercícios de 2003 a 2005 – não estavam \n", "acompanhados de completa escrituração contábil nem da perícia técnica \n", "correspondente. \n", "Concluir  de  modo  diverso  requer  o  reexame  da  matéria  fática, \n", "atividade estranha à sede extraordinária.\n", "Ante o quadro, desprovejo o regimental. \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577434.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5\n", "Extrato de Ata - 19/05/2015\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 847.926\n", "PROCED. : SÃO PAULO\n", "RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n", "AGTE.(S) : CONGREGAÇÃO DAS FRANCISCANAS FILHAS DA DIVINA \n", "PROVIDÊNCIA\n", "ADV.(A/S) : MARCOS BIASIOLI E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO\n", "Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \n", "termos  do  voto  do  Relator.  Unânime.  Presidência  da  Senhora \n", "Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.\n", " \n", "Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão \n", "os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. \n", "Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a \n", "ele vinculados.\n", "Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Edson  Oliveira  de \n", "Almeida.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599066\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5\n" ], "numero" : "847926", "partes" : [ { "nome" : "MIN. MARCO AURÉLIO", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "CONGREGAÇÃO DAS FRANCISCANAS FILHAS DA DIVINA PROVIDÊNCIA", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "MARCOS BIASIOLI E OUTRO(A/S)", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso  extraordinário  não  é  meio  próprio  ao  revolvimento  da  prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. MARCO AURÉLIO", "texto" : "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão  de folha 397 a 398, desprovi o agravo, consignando:  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  –  IMUNIDADE  TRIBUTÁRIA  –  ARTIGO  150, INCISO VI, ALÍNEA “C”, E § 4º, DA  CARTA  FEDERAL  –  ITBI  –  REEXAME  DOS REQUISITOS – MATÉRIA FÁTICA  –  INVIABILIDADE  –  AGRAVO  DESPROVIDO.  1.  O  Tribunal  de  origem  assentou  não  satisfazer  a  recorrente  os  requisitos  constitucionais  e  infraconstitucionais  para o gozo da imunidade prevista  no artigo  150,  inciso  VI,  alínea  “c”,  e  §  4º,  da  Constituição  Federal,  considerado  o  Imposto de Transmissão entre Vivos – ITBI, pois os documentos  apresentados – estatuto social, declarações de utilidade pública  e  balanço  patrimonial  dos  exercícios  de  2003  a  2005  –  não  estavam acompanhados de completa escrituração contábil nem  da perícia técnica correspondente. Ressaltou o descabimento da  dilação probatória em mandado de segurança.    A  recorribilidade  extraordinária  é  distinta  daquela  revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das  vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.  Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada  soberanamente  pelo  Tribunal  de  origem,  considerando-se  as  premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência  sedimentada  é  pacífica  a  respeito,  devendo-se  ter  presente  o  Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:  Para  simples  reexame  de  prova  não  cabe  recurso  extraordinário.    As  razões  do  extraordinário  partem  de  pressupostos   fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última  análise,  o  reexame  dos  elementos  probatórios  para,  com  fundamento  em  quadro  diverso,  assentar  a  viabilidade  do  recurso.    2. Ante o exposto, conheço do agravo e o desprovejo.  3. Publiquem.  A Congregação das Franciscanas Filhas da Divina Providência, na  minuta  do  regimental,  insiste  no  processamento  do  extraordinário.  Defende possuir caráter beneficente, não sendo a falta de apresentação da  “completa” escrituração contábil  e  de  perícia  técnica  motivo  suficiente  para afastar  essa condição.  Alega existirem provas nos autos,  que não  foram  contestadas,  capazes  de  revelar  o  direito  à  imunidade,  não  havendo necessidade de reexame dos fatos.     A parte agravada, na contraminuta, defende a manutenção do ato  impugnado.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste  agravo,  observaram-se  os  pressupostos  de  recorribilidade.  A  peça,  subscrita  por  advogado  regularmente  credenciado,  foi  protocolada  no  prazo legal. Conheço.  A controvérsia  foi  dirimida  considerando  o  conjunto  probatório  coligido para o processo e a legislação de regência, não ensejando campo  ao  acesso  ao  Supremo.  Consoante  consignei  na  decisão  atacada,  o  Tribunal  de  origem  assentou  não  satisfazer  a  recorrente  os  requisitos  constitucionais e infraconstitucionais para o gozo da imunidade prevista  no  artigo  150,  inciso  VI,  alínea  “c”,  e  §  4º,  da  Constituição  Federal,  considerado  o  Imposto  de  Transmissão  entre  Vivos  –  ITBI,  pois  os  documentos  apresentados  –  estatuto  social,  declarações  de  utilidade  pública e balanço patrimonial dos exercícios de 2003 a 2005 – não estavam  acompanhados de completa escrituração contábil nem da perícia técnica  correspondente.   Concluir  de  modo  diverso  requer  o  reexame  da  matéria  fática,  atividade estranha à sede extraordinária.  Ante o quadro, desprovejo o regimental.  ", "votante" : "MIN_MARCO_AURELIO" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac3b0d25122448875a1" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Segunda  Turma,  sob  a  Presidência  do  Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e  das notas taquigráficas,  por unanimidade,  em conceder a ordem,  para  anular todos os atos praticados após a publicação da decisão monocrática  que  inadmitiu  o  recurso  especial  n.  1.231.026/RS,  no  STJ,  que  deverá  proceder à nova publicação da referida decisão, cadastrando-se os dois  primeiros impetrantes como advogados do paciente. Após, anotou que a   revogação  da  ordem  de  prisão  do  paciente  depende  de  estar  fundamentada  no  trânsito  em  julgado  da  sentença  condenatória,  sem  prejuízo  da  decretação  da  prisão  pelo  surgimento  dos  pressupostos  cautelares ou tenha sido preso por outro motivo. 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É nula a intimação de ato processual feita apenas em nome de  advogado, cujo mandato havia sido revogado pela parte, que constitui  novos procuradores.  2. Constatada a omissão do Poder Judiciário em juntar ao processo a  nova procuração outorgada pela parte, assim como o ato de revogação do  anterior mandato, impõe-se, em respeito ao princípio da ampla defesa, o  reconhecimento da nulidade das intimações de todos os atos processuais  feitas  em  nome  de  advogado  que  não  mais  detinha  poder  de  representação.  3. Ordem concedida.  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CÁRMEN LÚCIA\nPACTE.(S) :\n     </b>\n     CARLOS ALEXANDRE TERRES FONTANA\n     <b>\n      IMPTE.(S) :\n     </b>\n     DANIEL SILVA ACHUTTI\n     <b>\n      IMPTE.(S) :\n     </b>\n     FERNANDA CORREA OSORIO\n     <b>\n      COATOR(A/S)(ES) :\n     </b>\n     RELATOR DO HC Nº 234.139  DO SUPERIOR\n    </p>\n    <p>\n     TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA\n     </b>\n     :\n     <i>\n      HABEAS  CORPUS\n     </i>\n     .  PENAL.  PROCESSO  PENAL. \nREVOGAÇÃO  DE  MANDATO  E  CONSTITUIÇÃO  DE  NOVOS \nADVOGADOS.  INTIMAÇÃO   IRREGULAR.  NULIDADE  DOS  ATOS \nSUBSEQUENTES.  PRINCÍPIO  DA  AMPLA  DEFESA.  ORDEM \nCONCEDIDA.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      1.\n     </b>\n     É nula a intimação de ato processual feita apenas em nome de \nadvogado, cujo mandato havia sido revogado pela parte, que constitui \nnovos procuradores.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      2.\n     </b>\n     Constatada a omissão do Poder Judiciário em juntar ao processo a \nnova procuração outorgada pela parte, assim como o ato de revogação do \nanterior mandato, impõe-se, em respeito ao princípio da ampla defesa, o \nreconhecimento da nulidade das intimações de todos os atos processuais \nfeitas  em  nome  de  advogado  que  não  mais  detinha  poder  de \nrepresentação.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      3.\n     </b>\n     Ordem concedida.\n     <b>\n      ACÓRDÃO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \nSupremo  Tribunal  Federal,  em  Segunda  Turma,  sob  a  Presidência  do \nMinistro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e \ndas notas taquigráficas,  por unanimidade,\n     <b>\n      em conceder a ordem\n     </b>\n     ,  para \nanular todos os atos praticados após a publicação da decisão monocrática \nque  inadmitiu  o  recurso  especial  n.  1.231.026/RS,  no  STJ,  que  deverá \nproceder à nova publicação da referida decisão, cadastrando-se os dois \nprimeiros impetrantes como advogados do paciente. Após, anotou que a\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641440.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 113408 / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     revogação  da  ordem  de  prisão  do  paciente  depende  de  estar \nfundamentada  no  trânsito  em  julgado  da  sentença  condenatória,  sem \nprejuízo  da  decretação  da  prisão  pelo  surgimento  dos  pressupostos \ncautelares ou tenha sido preso por outro motivo. Determinou, ainda, a \ncomunicação, com urgência, ao Ministro Adílson Vieira Macabu (...), do \nSuperior  Tribunal  de  Justiça,  atual  Relator  do  recurso  especial  n. \n1.231.026/RS, ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul e ao \njuízo da Vara de Execuções Criminais do Foro Central da Comarca de \nPorto  Alegre,  para  que  tenham  ciência  deste  julgamento  e  adotem  as \nmedidas  necessárias  ao  cumprimento  do  determinado,  nos  termos  do \nvoto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o \nSenhor  Ministro  Gilmar  Mendes.  Ausente,  justificadamente,  o  Senhor \nMinistro Celso de Mello.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 2 de abril de 2013.\n    </p>\n    <p>\n     Ministra\n     <b>\n      CÁRMEN LÚCIA\n     </b>\n     - Relatora\n     <i>\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641440.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      02/04/2013 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 113.408 RIO GRANDE DO SUL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA\nPACTE.(S) :\n     </b>\n     CARLOS ALEXANDRE TERRES FONTANA\n     <b>\n      IMPTE.(S) :\n     </b>\n     DANIEL SILVA ACHUTTI\n     <b>\n      IMPTE.(S) :\n     </b>\n     FERNANDA CORREA OSORIO\n     <b>\n      COATOR(A/S)(ES) :\n     </b>\n     RELATOR DO HC Nº 234.139  DO SUPERIOR\n    </p>\n    <p>\n     TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATÓRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      1.\n     </b>\n     <i>\n      Habeas  corpus\n     </i>\n     ,  com  pedido  de  medida  liminar,  impetrado  por \nFERNANDA OSÓRIO,  DANIEL ACHUTTI,  THIELE  ZINN  PANTA e \nEDUARDO GEORJÃO FERNANDES, advogados, em favor de CARLOS \nALEXANDRE TERRES FONTANA, contra ato do Ministro Adílson Vieira \nMacabu  (Desembargador  convocado  do  TJ/RJ),  que,  em  decisão \nmonocrática  publicada  no  dia  12.04.2012,  indeferiu  liminarmente  o\n     <i>\n      Habeas Corpus\n     </i>\n     n. 234.139/RS.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      2.\n     </b>\n     No juízo da 5ª Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre/RS, o \nPaciente  foi  condenado à pena privativa de liberdade de 05 anos e 03 \nmeses  de  reclusão,  em  regime  semiaberto,  pela  prática  de  condutas \ntipificadas no art. 171,\n     <i>\n      caput\n     </i>\n     (cinco vezes), na forma do art. 71, e art. 180,\n     <i>\n      caput\n     </i>\n     , do Código Penal.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      3.\n     </b>\n     Interposta  apelação,  foi  o  recurso  julgado  parcialmente \nprocedente, para reduzir a pena pelo crime de estelionato para 03 anos e \n04  meses  de  reclusão  que,  ao  se  somar  com  a  pena  do  crime  de \nreceptação, totalizou 04 anos e 10 meses de reclusão.\n    </p>\n    <p>\n     Consta do sítio do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do \nSul (www.tjrs.jus.br) que o acórdão nº  70032548141 foi assim ementado:\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641441.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 113408 / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “APELAÇÃO  CRIME.  estelionatos,  em  continuidade.  \nreceptação dolosa.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      1.  preliminares.  ausência  de  oitiva  de  testemunhas  \ndefensivas. Se houve desistência pela própria defesa, descabe aos  \nnovos procuradores, em grau recursal, reclamar de ausência de  \ndefesa sem sequer apontar qualquer prejuízo específico sofrido  \npelo  réu,  a  relevância  dos  depoimentos  ao  esclarecimento  dos  \nfatos, sendo ao réu assegurado o contraditório e ampla defesa.  \nComo bem lembrado pela própria defesa: “No processo penal, a  \nfalta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência  \nsó o anulará se houver prova de prejuízo para o réu – Súmula  \n523  do  STF”.  NULIDADE  DA  AUDIÊNCIA  DE  \nINSTRUÇÃO  POR  INOBSERVANCIA  DO  ART.  212,  \nPARÁGRAFO  ÚNICO,  DO  CPP.  AFASTAMENTO.  \nInicialmente,  referido  dispositivo  legal  não  se  destina  à  \ninquirição da vítima, mas de testemunha. De qualquer sorte, a  \nrecente inovação processual trazida pela Lei n. 11690/2008, no  \nâmbito do art. 212 e parágrafo único, do CP, proporcionou que  \nas partes formulem as perguntas diretamente às testemunhas,  \npodendo  o  juiz  complementar  o  questionamento  sempre  que  \nentender  necessário,  sem  torná-lo,  outrossim,  um  mero  \nespectador na coleta da prova. Assim, a circunstância de o juiz  \nter  questionado  a  testemunha  no  curso  da  instrução  não  \nconstitui afronta aos ditames do referido artigo legal.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      2.  estelionatos.  sentença  condenatória.  manutenção.  \nVeículos  prometidos  pelo  réu  por  preços  abaixo  do  valor  de  \nmercado que não passavam de engodo para recebimento de sinal  \nem dinheiro para formalizar o negócio. Obtenção de vantagem  \nilícita  em  prejuízo  alheio  mediante  fraude  devidamente  \nconfigurada.  Ilícito  civil  não  se  confunde  com  ilícito  penal,  \ndiante do fim colimado, que, no caso, nunca foi a entrega dos  \nautomóveis,  os  quais  jamais  estiveram  na  esfera  de  \ndisponibilidade do réu.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      3. receptação dolosa. condenação mantida. Evidente que o  \nréu,  como  vendedor  de  veículos,  sabedor  da  existência  de  \nnumeração identificadora,  tinha pleno conhecimento de  que o\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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Ainda que os  \nfatos tenham sido praticados antes da entrada em vigor da lei  \nque deu nova redação ao art. 387 do CPP, como o processo teve  \nseu  curso  na  vigência  do  dispositivo,  cabível  a  aplicação.  \nVencido o Relator neste ponto.”\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      4.\n     </b>\n     Inconformada, a defesa interpôs recurso especial  n. 1.231.026/RS, \no qual foi admitido (Evento 12, fls. 8-16).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      5.\n     </b>\n     No  Superior  Tribunal  de  Justiça,  o   recurso  especial   n. \n1.231.026/RS  foi  distribuído  ao  Ministro  Adílson  Vieira  Macabu \n(Desembargador  convocado  do  TJ/RJ),  que,  em  decisão  monocrática \npublicada no dia 29.3.2011, negou-lhe seguimento, nos termos seguintes:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “PROCESSUAL PENAL. ESTELIONATO. RECURSO  \nESPECIAL.  SÚMULA.  OFENSA.  ALEGAÇÃO.  NÃO  \nCABIMENTO.  ALÍNEA  \"C\".  DISSÍDIO  NÃO  \nCOMPROVADO.  COTEJO  AUSENTE.  DIVERGÊNCIA \nNÃO DEMONSTRADA.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      1.  A  alegação  de  suposta  violação  a  enunciados  ou  \nsúmulas de tribunais não guarda semelhança a dispositivo de lei  \nfederal, para fins de cabimento do apelo especial.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      2. Os artigos 541, parágrafo único, do CPC e 255, §§, do  \nRISTJ  exigem,  para  a  comprovação  e  apreciação  do  dissídio  \njurisprudencial, que o recorrente faça a demonstração analítica  \nda divergência alegada, bem como da perfeita identidade fática  \nentre os acórdão confrontados, o que, in casu, não se verifica.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      4. Recurso especial a que se nega seguimento.”\n     </i>\n     (Evento 3, \nfl. 8)\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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A  impetração  formalizada  eletronicamente  está  \ndirigida  contra  ato  omissivo  do  relator  da  Apelação  nº  \n2.08.005777-0,  relacionado  à  não  juntada,  no  processo,  do  \ninstrumento  de  procuração  outorgada  a  novos  advogados.  \nAssim, cabe ao Superior Tribunal de Justiça apreciá-la.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      2.  Declinando  da  competência,  determino  a  remessa  do  \nprocesso para o Superior Tribunal.”\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      7.\n     </b>\n     Remetido o\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     ao Superior Tribunal de Justiça, ele foi \nregistrado sob o n.  234.139/RS e distribuído ao Ministro Adílson Vieira \nMacabu  (Desembargador  convocado  do  TJ/RJ),  que,  em  nova  decisão \nmonocrática  publicada  no  dia  12.04.2012,  indeferiu  liminarmente  o\n     <i>\n      habeas corpus:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      Este habeas corpus foi impetrado, em 5.9.11, ao Supremo  \nTribunal Federal, apontando-me como autoridade coatora.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      De acordo com a inicial,  haveria, nos autos do REsp nº  \n1.231.026,  de  que  fui  relator,  nulidade  absoluta,  em  face  de  \ncerceamento  de  defesa,  pela  ausência  de  formalidade  que  \nconstitui  elemento essencial,  isso  porque a  decisão  que negou  \nseguimento  ao  recurso  foi  publicada  em 28.3.11,  sem que  os  \natuais defensores do paciente fossem devidamente intimados.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Examinando  o  writ  no  Supremo  Tribunal  Federal,  o  \nExmo. Sr. Ministro Marco Aurélio declinou da competência, por  \nentender  que  a  impetração  dirige-se  contra  ato  omissivo  \npraticado nos autos da apelação julgada pelo Tribunal de Justiça  \ndo Rio Grande do Sul, determinando, assim, a sua remessa a\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641441.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 113408 / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      esta Corte. Conforme os impetrantes, após a admissão do recurso  \nespecial  pelo  Tribunal  de  Justiça  do  Rio  Grande  do  Sul,  \nrequereu-se, na origem, a juntada de documento de procuração  \ndos novos defensores.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Ocorre que, segundo alegam, houve um equívoco por parte  \ndo  cartório  da  Câmara  Criminal  do  Tribunal  a  quo,  que  não  \njuntou  aos  autos  a  petição  com  a  constituição  dos  novos  \ndefensores e a desconstituição da anterior. Requereu-se, então, a  \nconcessão de medida liminar,  \"para suspender qualquer efeito  \nrelativo  ao  trânsito  em  julgado  da  decisão  condenatória  do  \nTJRS\" (fl. 7).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Consigno, inicialmente, que o deferimento de liminar em  \nhabeas  corpus é  medida excepcional,  reservada para casos  em  \nque se evidencie, de modo flagrante, coação ilegal ou derivada de  \nabuso de poder, em detrimento do direito de liberdade, exigindo  \ndemonstração  inequívoca  dos  requisitos  autorizadores:  o  \npericulum  in  mora  e  o  fumus  boni  iuris,  bem  como  a  \nplausibilidade do direito.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Da análise dos fatos,  constato,  ao menos nesse primeiro  \nexame, que não se pode atribuir ao Superior Tribunal de Justiça  \na  prática  de  qualquer  ato  que  possa  ter  causado  prejuízo  ao  \npaciente, como, aliás, indicado na inicial.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Sob a óptica do mérito do REsp-1.231.026, o recurso teve  \nprovimento negado porque o argumento de suposta violação a  \nenunciados  ou  súmulas  de  tribunais  não  guarda  semelhança  \ncom dispositivo de lei federal, para fins de cabimento do especial.  \nAlém  disso,  o  alegado  dissídio  jurisprudencial  não  foi  \ndemonstrado na forma exigida legal e regimentalmente.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Em relação  ao  fato  de  constar  nos  autos,  e  também no  \nsistema  do  Superior  Tribunal  de  Justiça,  o  nome  da  antiga  \ndefensora do paciente, são os próprios impetrantes que atribuem  \neventual \"equívoco\" da falta de juntada de petições ao cartório  \nda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do  \nSul.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Frise-se,  por  relevante,  que,  nos  moldes  do  agravo  de  \ninstrumento interposto contra a decisão que nega seguimento ao\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641441.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 113408 / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      recurso  especial,  deveriam  os  interessados,  no  caso  os  \nimpetrantes, ter diligenciado para que os autos do processo de  \nseu constituinte chegasse a esta Corte devidamente instruído, o  \nque, como constata-se, não ocorreu.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      À vista do exposto, e porque a condenação já transitou em  \njulgado, estou em que o pedido formulado neste habeas corpus é  \nmanifestamente  incabível,  razão  pela  qual  o  indeferimento  da  \nordem  é  medida  que  se  impõe,  nos  termos  do  art.  210,  do  \nRegimento Interno do Superior Tribunal de Justiça.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Com tais fundamentos, indefiro liminarmente o pedido de  \nhabeas corpus.”\n     </i>\n     (Evento 4, fls. 1-2)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      8.\n     </b>\n     Essa  decisão  é  o  objeto  do  presente\n     <i>\n      habeas  corpus\n     </i>\n     ,  no  qual  os \nImpetrantes requerem o reconhecimento da nulidade absoluta de todos \nos  atos  subsequentes  à  publicação  da  decisão  proferida  pelo  Ministro \nAdílson Vieira Macabu (Desembargador convocado do TJ/RJ), que negou \nseguimento ao recurso especial.\n    </p>\n    <p>\n     Afirmam que a\n     <i>\n      “decisão que negou seguimento ao Recurso Especial n.  \n1231026, oriunda do Superior Tribunal de Justiça e proferida pelo referido Sr.  \nDesembargador convocado, foi publicada no dia 28 de março de 2011,\n      <b>\n       sem que  \nos  atuais  defensores  constituídos  do  paciente  fossem  devidamente  \nintimados\n      </b>\n      .”\n     </i>\n     (Evento 2, fl. 4 - destaques do original)\n    </p>\n    <p>\n     Sustentam os impetrantes que,\n     <i>\n      “ainda no Tribunal  de Justiça do  Rio  \nGrande  do Sul,  ocorreu\n      <b>\n       grave equívoco\n      </b>\n      por parte  do  setor  responsável  pela  \njuntada  de  petições  aos  autos  dos  processos.  Como  já  referido,  no  dia  10  de  \ndezembro  de  2010,  os  signatários  desta  petição  requereram  a  juntada  do  \ndocumento de procuração aos autos do Recurso Especial n. 1231026 (quando este  \nainda tramitava no TJRS),  para que passassem a atuar na defesa do paciente  \nnaquele processo. Simultaneamente, foi juntado documento pelo próprio paciente  \n–  então  recorrente  –  em que  o  mesmo\n      <b>\n       revogava expressamente\n      </b>\n      os  poderes\n      <b>\n      </b>\n      outorgados à sua antiga procuradora.”\n     </i>\n     (Evento 2, fl. 4 - destaques do original)\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641441.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 113408 / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Ressaltam que,\n     <i>\n      “apesar da  expressa revogação dos poderes outorgados à  \nantiga defensora\n      <b>\n       em data anterior à remessa dos autos ao STJ\n      </b>\n      , o setor do  \nTribunal de Justiça do Rio Grande do Sul responsável pela juntada de petições\n      <b>\n       não juntou\n      </b>\n      aos autos do Recurso Especial n. 1231026:\n      <b>\n       (a)\n      </b>\n      o instrumento de  \nprocuração dos atuais defensores do paciente;  nem\n      <b>\n       (b)\n      </b>\n      o documento em que o  \npaciente revogou os poderes outorgados à antiga procuradora.”\n     </i>\n     (Evento 2, fl. 4 - \ndestaques do original)\n    </p>\n    <p>\n     Concluem que,\n     <i>\n      “em decorrência da falha ocorrida no Tribunal de Justiça  \ndo  Rio  Grande  do  Sul,  quando  distribuído  o  Recurso  Especial,  o  Superior  \nTribunal de Justiça não cadastrou no processo os atuais procuradores do paciente  \ne  efetuou apenas  o  cadastro  da  sua  antiga  defensora,  que  não  mais  atuava  e  \nsequer tinha poderes para atuar na sua defesa”\n     </i>\n     (Evento 2, fl. 4 - destaques do \noriginal), sendo\n     <i>\n      “o paciente cerceado de seus direitos de defesa (art. 5º, LV, da  \nConstituição da República), bem como do direito de que os atos processuais que  \nlhe interessam sejam devidamente publicizados.”\n     </i>\n     (Evento 2, fl.  7)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      9.\n     </b>\n     Este o teor dos pedidos:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “(…) requerem seja\n      <b>\n       deferida a medida liminar  para  \nsuspender qualquer efeito relativo ao trânsito em julgado  \nda  decisão  condenatória  do  TJRS,\n      </b>\n      para  evitar  prejuízos  \nainda maiores ao paciente.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Após, requerem seja dado à presente ação de liberdade o  \nprocessamento de estilo, sendo, no mérito,\n      <b>\n       concedida a ordem  \nem  favor  do  paciente\n      </b>\n      ,  para  que  seja  declarada  a  nulidade  \nabsoluta do procedimento, a contar da publicação da decisão que  \nnegou seguimento ao Recurso Especial,  proferida pelo STJ no  \nREsp n. 1231026/RS, diante da ausência da devida intimação  \ndos  defensores  do  paciente  naqueles  autos,  apesar  de  \nexpressamente constituídos.”\n     </i>\n     (Evento 02 – fl. 12)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      10.\n     </b>\n     Após  superada  a  questão  de  eventual  prevenção  do  Ministro \nMarco  Aurélio  para  conhecer  da  matéria  (Evento  7),  em 09.05.2012,  o\n    </p>\n    <p>\n     7\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641441.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 113408 / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Ministro Joaquim Barbosa indeferiu a liminar, requisitou informações ao \nSuperior Tribunal de Justiça e ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do \nSul e determinou a remessa dos autos ao Procurador-Geral da República:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “(...) \nA  insuficiente  instrução  do  feito  impede  a  imediata\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      constatação da plausibilidade do pedido de medida de urgência. \nApesar  de  constar  dos  autos  a  cópia  da  petição\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      protocolizada no TJRS em 10.12.2010, o feito não foi instruído  \ncom  cópias  do  mandato  outorgado  aos  novos  patronos  e  \ntampouco da  revogação  dos  poderes  conferidos  aos  advogados  \nHelga Marie Cavalcanti e Otto Luis Boutros.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Por tais razões,\n      <b>\n       indefiro o pedido de liminar\n      </b>\n      . \nOficie-se ao Superior Tribunal de Justiça para que informe\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      quais  advogados  foram  intimados  da  decisão  que  negou  \nprovimento ao Resp 1.231.026/RS.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Oficie-se ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande  \ndo  Sul  para  que  forneça  cópia  da  petição  nº  41452921,  de  \n10.12.2010, protocolizada nos autos nº 70039047600, bem como  \ndos pertinentes documentos que a instruem.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Recebidas as informações, dê-se vista à Procuradoria Geral  \nda República.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Defiro,  ainda,  o pedido de comunicação aos patronos do  \npaciente  sobre  a  data  do  julgamento  do  presente  writ,  como  \nforma de possibilitar a realização de sustentação oral.”\n     </i>\n     (Evento \n08 – fls. 1-2).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      11.\n     </b>\n     O  Superior Tribunal de Justiça\n     <i>\n     </i>\n     (Eventos 19 e 20) e o Tribunal de \nJustiça  do  Rio  Grande  do  Sul\n     <i>\n     </i>\n     (Evento  12)  prestaram  as  respectivas \ninformações, além de juntarem os documentos requisitados.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      12.\n     </b>\n     Parecer da Procuradoria-Geral da República pela concessão  da \nordem:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “\n     </i>\n     HABEAS  CORPUS.\n     <i>\n      PENAL.  PROCESSUAL \nPENAL.NULIDADE.  AUSÊNCIA  DE  JUNTADA  DE\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     8\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641441.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 113408 / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      PETIÇÃO  QUE,  OPORTUNAMENTE,  REVOGOU  E  \nOUTORGOU  PODERES,  SEM  RESERVAS,  A  NOVOS  \nPATRONOS.  ERRO  NO  REGISTRO  E  AUTUAÇÃO  DO  \nRESP  NO  STJ,  QUE  CULMINOU  NA  IRREGULAR  \nINTIMAÇÃO  DA  DECISÃO  MONOCRÁTICA  QUE  \nINADMITIU O RECURSO ESPECIAL, POIS REALIZADA \nEM  NOME  DA  ANTIGA  DEFENSORA  CONSTITUÍDA \nPELO  RÉU.  CERCEAMENTO  DA  AMPLA  DEFESA.  \nNULIDADE  ABSOLUTA  VERIFICADA.  -\n      <b>\n       Parecer  pela  \nconcessão  da  ordem.”\n      </b>\n     </i>\n     <b>\n     </b>\n     (Evento  21,  fl.  1  -  destaques  do \noriginal)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      13.\n     </b>\n     Em 1º de março de 2013, os Impetrantes, alegando iminente risco \nde prisão do Paciente, requereram\n     <i>\n      “seja a presente ação\n      <b>\n       redistribuída\n      </b>\n      , forte  \nno  artigo  68,  parágrafo  1º  do  Regimento  Interno  deste  e.  Tribunal  –  e,  \nnaturalmente,  com  fundamento  também  no  art.  5º,  inciso  LXXVIII  da  \nConstituição da República – como única forma possível de evitar o aumento dos  \nprejuízos irreparáveis”\n     </i>\n     (Evento 25, fl. 3 - destaques do original)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      14.\n     </b>\n     Em 5 de março de 2013, o Ministro Joaquim Barbosa deferiu o \npedido dos impetrantes e determinou a redistribuição do\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     , \nnos seguintes termos:\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       “Entendo que é caso de redistribuição.\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      O pedido formulado encontra amparo na hipótese prevista\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      no caput do art. 68 do RISTF, verbis:\n     </i>\n     ‘Art.  68.  Em\n     <b>\n      habeas  corpus\n     </b>\n     ,  mandado  de\n    </p>\n    <p>\n     segurança,  reclamação,  extradição,  conflitos  de \njurisdição e de atribuições, diante de\n     <b>\n      risco grave de \nperecimento  de  direito\n     </b>\n     ou  na  hipótese  de  a \nprescrição  da  pretensão  punitiva  ocorrer  nos  seis \nmeses  seguintes  ao  início  da  licença,  ausência  ou \nvacância,\n     <b>\n      poderá  o  Presidente  determinar  a \nredistribuição,  se  o  requerer  o  interessado\n     </b>\n     ou  o \nMinistério  Público,  quando  o  Relator  estiver\n    </p>\n    <p>\n     9\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641441.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      02/04/2013 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 113.408 RIO GRANDE DO SUL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      V O T O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      1.\n     </b>\n     Razão jurídica assiste aos Impetrantes.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      2.\n     </b>\n     Ao indeferir liminarmente o\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     n. 234.139/RS, objeto da \npresente impetração, o Ministro Adílson Vieira Macabu (Desembargador \nconvocado do TJ/RJ) reconheceu a ausência de nulidade da intimação dos \nnovos  advogados  do  Paciente,  no  que  se  refere  à  decisão  que  negou \nseguimento ao recurso especial  n. 1.231.026/RS:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      Este habeas corpus foi impetrado, em 5.9.11, ao Supremo  \nTribunal Federal, apontando-me como autoridade coatora.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      De acordo com a inicial,  haveria, nos autos do REsp nº  \n1.231.026,  de  que  fui  relator,  nulidade  absoluta,  em  face  de  \ncerceamento  de  defesa,  pela  ausência  de  formalidade  que  \nconstitui  elemento essencial,  isso  porque a  decisão  que negou  \nseguimento  ao  recurso  foi  publicada  em 28.3.11,  sem que  os  \natuais defensores do paciente fossem devidamente intimados.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Examinando  o  writ  no  Supremo  Tribunal  Federal,  o  \nExmo. Sr. Ministro Marco Aurélio declinou da competência, por  \nentender  que  a  impetração  dirige-se  contra  ato  omissivo  \npraticado nos autos da apelação julgada pelo Tribunal de Justiça  \ndo Rio Grande do Sul, determinando, assim, a sua remessa a  \nesta Corte. Conforme os impetrantes, após a admissão do recurso  \nespecial  pelo  Tribunal  de  Justiça  do  Rio  Grande  do  Sul,  \nrequereu-se, na origem, a juntada de documento de procuração  \ndos novos defensores.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Ocorre que, segundo alegam, houve um equívoco por parte  \ndo  cartório  da  Câmara  Criminal  do  Tribunal  a  quo,  que  não  \njuntou  aos  autos  a  petição  com  a  constituição  dos  novos  \ndefensores e a desconstituição da anterior. Requereu-se, então, a\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683585.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 113408 / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      concessão de medida liminar,  \"para suspender qualquer efeito  \nrelativo  ao  trânsito  em  julgado  da  decisão  condenatória  do  \nTJRS\" (fl. 7).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Consigno, inicialmente, que o deferimento de liminar em  \nhabeas  corpus é  medida excepcional,  reservada para casos  em  \nque se evidencie, de modo flagrante, coação ilegal ou derivada de  \nabuso de poder, em detrimento do direito de liberdade, exigindo  \ndemonstração  inequívoca  dos  requisitos  autorizadores:  o  \npericulum  in  mora  e  o  fumus  boni  iuris,  bem  como  a  \nplausibilidade do direito.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Da análise dos fatos,  constato,  ao menos nesse primeiro  \nexame, que não se pode atribuir ao Superior Tribunal de Justiça  \na  prática  de  qualquer  ato  que  possa  ter  causado  prejuízo  ao  \npaciente, como, aliás, indicado na inicial.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Sob a óptica do mérito do REsp-1.231.026, o recurso teve  \nprovimento negado porque o argumento de suposta violação a  \nenunciados  ou  súmulas  de  tribunais  não  guarda  semelhança  \ncom dispositivo de lei federal, para fins de cabimento do especial.  \nAlém  disso,  o  alegado  dissídio  jurisprudencial  não  foi  \ndemonstrado na forma exigida legal e regimentalmente.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Em relação ao fato de constar nos autos, e também  \nno sistema do Superior  Tribunal  de  Justiça,  o  nome da  \nantiga defensora do paciente, são os próprios impetrantes  \nque atribuem eventual \"equívoco\" da falta de juntada de  \npetições ao cartório da Câmara Criminal do Tribunal de  \nJustiça do Rio Grande do Sul.\n      </i>\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Frise-se, por relevante, que, nos moldes do agravo de  \ninstrumento  interposto  contra  a  decisão  que  nega  \nseguimento ao recurso especial, deveriam os interessados,  \nno caso os impetrantes, ter diligenciado para que os autos  \ndo  processo  de  seu  constituinte  chegasse  a  esta  Corte  \ndevidamente  instruído,  o  que,  como  constata-se,  não  \nocorreu\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      À vista do exposto, e porque a condenação já transitou em  \njulgado, estou em que o pedido formulado neste habeas corpus é  \nmanifestamente  incabível,  razão  pela  qual  o  indeferimento  da\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683585.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 113408 / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      ordem  é  medida  que  se  impõe,  nos  termos  do  art.  210,  do  \nRegimento Interno do Superior Tribunal de Justiça.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Com tais fundamentos, indefiro liminarmente o pedido de  \nhabeas corpus.”\n     </i>\n     (Evento 4, fls. 1-2, grifos nossos)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      3.\n     </b>\n     Em 17.09.2010, o ora Paciente interpôs recurso especial, efetuando \no protocolo no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (Evento 3, fl. 6), \ntendo  sido  representando  pela  advogada  Helga  Marie  Cavalcanti, \nOAB/RS 22.695, consoante procuração assinada em 10.09.2010 (Evento 3, \nfl. 3).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      4.\n     </b>\n     Em 01.11.2010, esse recurso especial foi admitido pelo  Tribunal de \nJustiça do Rio Grande do Sul e determinada a sua remessa ao Superior \nTribunal de Justiça (Evento 12, fls. 8-16).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      5.\n     </b>\n     Enquanto  os  autos  do  processo  ainda  estavam  no  Tribunal  de \nJustiça do Estado do Rio Grande do Sul (Evento 12, fl. 18), o ora Paciente, \nem   10.12.2010,  protocolou  petição,  juntando  procuração  outorgando \npoderes de representação aos advogados Daniel Achutti, OAB/RS 63.844, \ne Fernanda Osório, OAB/RS 54.975, e revogou, expressamente, o mandato \nconferido à advogada  Helga Marie Cavalcanti, OAB/RS 22.695 (Evento \n12, fls. 53-55).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      6.\n     </b>\n     Essa petição, juntamente com a nova procuração e a revogação do \nanterior mandato, não foram juntadas ao processo, tendo o Tribunal de \nJustiça do Rio Grande do Sul remetido os autos ao Superior Tribunal de \nJustiça.\n    </p>\n    <p>\n     A ausência da juntada da petição foi certificada pela 5ª Vara Criminal \ndo Foro Central da Comarca de Porto Alegre/RS, datada de 25/08/11, nos \nseguintes termos:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “CERTIFICO, usando a faculdade que me confere a lei e  \npor  haver  sido  pedido  pela  parte  interessada,  Dra.  Mariana\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683585.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 113408 / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Chies Santiago Santos – OAB/RS 80.473 que, revendo em meu  \nCartório  o  processo  2.08.0057777-0  recebido  do  STJ  em  \n12/08/2011,\n      <b>\n       verifiquei  que não consta no processo supra  \nmencionado  a  petição  entregue  no  protocolo  geral  do  \nTJ/RS em 10/12/2010 às 16:00hs.\n      </b>\n      DOU FÉ.”\n     </i>\n     (Evento 03, fl. \n22, grifos nossos).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      7.\n     </b>\n     Em  02.02.2011,  o  recurso  especial  foi  recebido  no  Superior \nTribunal  de  Justiça,  tendo  sido  cadastrado  apenas  a  advogada  Helga \nMarie Cavalcanti,  OAB/RS 22.695 (Evento 12, fl.  22),  que também foi a \núnica  procuradora  intimada  da  decisão  que  negou  seguimento  ao \nreferido recurso (Evento 20, fls. 9 e 18-19).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      8.\n     </b>\n     Assim,  é  evidente  a  ocorrência  de  vício  processual,  porque  a \nomissão do Tribunal de Justiça do Rio Grande de Sul em juntar  a nova \nprocuração  outorgada  pelo  Paciente  ensejou  a  irregular  autuação  do \nrecurso especial no Superior Tribunal de Justiça e a consequente ausência \nde  intimação  dos  Impetrantes  no  que  se  refere  à  decisão  que  negou \nseguimento ao referido recurso.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      9.\n     </b>\n     Ao contrário  do exposto na decisão atacada,  não competia  aos \nImpetrantes qualquer outra diligência diversa daquela por eles praticada, \nporque a revogação do mandato e a constituição de novos procuradores \nocorreu após a interposição do recurso especial e a petição de juntada foi \ncorretamente direcionada, inclusive fazendo menção ao mesmo número \ndo processo (Evento 12, fls. 8 e 53).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      10.\n     </b>\n     É de se realçar, ainda, que os novos advogados do Paciente foram \nintimados da decisão proferida em 1.11.2010, no Tribunal de Justiça do \nRio Grande do Sul,  que admitiu o recurso especial  (Evento 12,  fl.  17), \nporém  não  o  foram  quando  da  intimação  da  decisão  que  negou \nseguimento ao recurso,  no Superior  Tribunal  de Justiça,  publicada em \n29.3.2011.\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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CÁRMEN LÚCIA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 113408 / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      11.\n     </b>\n     Dessa forma,  foi  negado ao Paciente o direito de ter ciência e \neventualmente recorrer da decisão monocrática, que negou seguimento \nao recurso especial, o que acarretou o irregular trânsito em julgado da \nsentença,  tendo  sido  expedidos,  pelo  Juízo  de  primeiro  grau,  guia  de \nexecução de pena n. 90566-6 e mandado de prisão (Evento 26).\n    </p>\n    <p>\n     O  Supremo  Tribunal  Federal  assentou  que  a  irregularidade  de \nintimação  do  advogado  acarreta  da  nulidade  do  ato  por  ofensa  aos \nprincípios da ampla defesa e publicidade:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  PRELIMINAR.  \nREPRESENTAÇÃO  PROCESSUAL.  PARTE  ASSISTIDA \nPOR  MAIS  DE  UM  ADVOGADO.  PUBLICAÇÃO  EM  \nNOME  DE  UM  DELES.  EFICÁCIA  DO  ATO  \nINTIMATÓRIO.  AUSÊNCIA  DE  NULIDADE.  MÉRITO.  \nFUNDO  DE  COMBATE  À  POBREZA.  LEGISLAÇÃO  \nANTERIOR. CONVALIDAÇÃO PELA EMENDA 42/2003. 1.  \nA  intimação  a  somente  um  dos  advogados  constituídos  no  \nprocesso  não  gera  a  nulidade  do  ato,  exceto  no  caso  de  \nsubstabelecimento  outorgado,  sem  reserva  de  poderes.  \nPrecedente: RE 164.577-AgR, da relatoria do ministro Maurício  \nCorrêa.  2.  O  art.  4º  da  Emenda  Constitucional  42/2003  \nconvalidou a legislação anterior sobre Fundo Constitucional de  \nCombate à Pobreza. 3. Agravo regimental não provido.”\n     </i>\n     (AgR \nno RE 648.494, Relator Ministro Ayres Britto, DJe 3.5.2012, \ngrifos nossos).\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO  \nEXTRAORDINÁRIO.  REPRESENTAÇÃO  \nPROCESSUAL.PARTE  ASSISTIDA  POR  MAIS  DE  UM  \nADVOGADO NA MESMA PROCURAÇÃO. PUBLICAÇÃO  \nEM  NOME  DE  UM  DELES.  EFICÁCIA  DO  ATO  \nINTIMATÓRIO. NULIDADE INEXISTENTE. 1 - Se a parte  \na ser intimada tem mais de um advogado constituído nos autos e  \na publicação mencionou o nome de um deles, é de todo eficaz o  \nato intimatório. 1.1 - A publicação no órgão oficial deve trazer os\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683585.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 113408 / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      nomes das partes e de seu advogado, não os nomes de todos os  \nadvogados  por  ela  constituídos.  1.2  -  Substabelecimento  \noutorgado,  com  reserva  de  poderes,  em  que  é  facultado  aos  \nprocuradores  agirem  em  conjunto  ou  separadamente,  \nindependentemente da ordem de nomeação. Intimação efetuada  \nem  nome  de  um  deles.  Nulidade  inexistente.  2.  \nSubstabelecimento outorgado, sem reserva de poderes. Somente  \nnessa  hipótese  é  indispensável  constar  da  publicação  da  \nintimação  o  nome  do  advogado  substabelecido.  Agravo  \nregimental  não  provido.”\n     </i>\n     (RE  164.577,  Relator  Ministro \nMaurício Corrêa, DJ 30.5.1997, grifos nossos).\n     <i>\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Na  mesma  linha:  MS  21.209-AgR,  Rel.  Min.  Nelson  Jobim,  DJ \n3.12.2004 e RE 255.967-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 24.6.2005.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      12.\n     </b>\n     Pelo  exposto,  encaminho a  votação\n     <b>\n      no sentido de  conceder  a \nordem para anular\n     </b>\n     todos os atos praticados após publicação da decisão \nmonocrática que inadmitiu o recurso especial n. 1.231.026/RS, no Superior \nTribunal de Justiça, que deverá proceder a nova publicação da referida \ndecisão, cadastrando-se os dois primeiros Impetrantes como advogados \ndo Paciente.\n    </p>\n    <p>\n     Anoto que a revogação da ordem de prisão do Paciente depende de \nestar  fundamentada  no  trânsito  em julgado da  sentença  condenatória\n     <b>\n      , \nsem prejuízo da decretação da prisão pelo surgimento dos pressupostos \ncautelares ou  tenha sido preso por outro motivo.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Comunique-se, com urgência, ao Ministro Adílson Vieira Macabu \n(Desembargador convocado do TJ/RJ), do Superior Tribunal de Justiça, \natual Relator do recurso especial\n     </b>\n     <b>\n      n. 1.231.026/RS, ao Tribunal de Justiça \ndo  Estado  do  Rio  Grande  do  Sul  e  ao  juízo  da  Vara  de  Execuções \nCriminais  do  Foro  Central  da  Comarca  de  Porto  Alegre,  para  que \ntenham ciência deste julgamento e adotem as medidas necessárias ao \ncumprimento do aqui determinado.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683585.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Decisão de Julgamento\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 113.408\n     </b>\n     PROCED. : RIO GRANDE DO SUL\n     <b>\n      RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA\n     </b>\n     PACTE.(S) : CARLOS ALEXANDRE TERRES FONTANA\nIMPTE.(S) : DANIEL SILVA ACHUTTI\nIMPTE.(S) : FERNANDA CORREA OSORIO\nCOATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 234.139 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE \nJUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     A  Turma,  por  unanimidade,  concedeu  a  ordem  para \nanular  todos  os  atos  praticados  após  a  publicação  da  decisão \nmonocrática que inadmitiu o recurso especial n. 1.231.026/RS, no \nSuperior  Tribunal  de  Justiça,  que  deverá  proceder  à  nova \npublicação da referida decisão, cadastrando-se os dois primeiros \nimpetrantes  como  advogados  do  paciente.  Após,  anotou  que  a \nrevogação  da  ordem  de  prisão  do  paciente  depende  de  estar \nfundamentada no trânsito em julgado da sentença condenatória, sem \nprejuízo da decretação da prisão pelo surgimento dos pressupostos \ncautelares  ou  tenha  sido  preso  por  outro  motivo.  Determinou, \nainda,  a  comunicação,  com  urgência,  ao  Ministro  Adílson  Vieira \nMacabu (Desembargador convocado do TJ/RJ), do Superior Tribunal de \nJustiça,  atual  Relator  do  recurso  especial  n.  1.231.026/RS,  ao \nTribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul e ao juízo da \nVara de Execuções Criminais do Foro Central da Comarca de Porto \nAlegre,  para  que  tenham  ciência  deste  julgamento  e  adotem  as \nmedidas necessárias ao cumprimento do determinado, nos termos do \nvoto  da  Relatora.  Não  participou,  justificadamente,  deste \njulgamento,  o  Senhor  Ministro  Gilmar  Mendes.  Ausente, \njustificadamente,  o  Senhor  Ministro  Celso  de  Mello.\n     <b>\n      2ª  Turma\n     </b>\n     , \n02.04.2013.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes \nà sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori \nZavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de \nMello.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.\n    </p>\n    <p>\n     Ravena Siqueira\nSecretária\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3636616\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "02/04/2013 SEGUNDA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 113.408 RIO GRANDE DO SUL\n", "RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "PACTE.(S) :CARLOS ALEXANDRE TERRES FONTANA \n", "IMPTE.(S) :DANIEL SILVA ACHUTTI \n", "IMPTE.(S) :FERNANDA CORREA OSORIO \n", "COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 234.139  DO SUPERIOR \n", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "EMENTA:  HABEAS  CORPUS.  PENAL.  PROCESSO  PENAL. \n", "REVOGAÇÃO  DE  MANDATO  E  CONSTITUIÇÃO  DE  NOVOS \n", "ADVOGADOS.  INTIMAÇÃO   IRREGULAR.  NULIDADE  DOS  ATOS \n", "SUBSEQUENTES.  PRINCÍPIO  DA  AMPLA  DEFESA.  ORDEM \n", "CONCEDIDA.\n", "1.  É nula a intimação de ato processual feita apenas em nome de \n", "advogado, cujo mandato havia sido revogado pela parte, que constitui \n", "novos procuradores.\n", "2. Constatada a omissão do Poder Judiciário em juntar ao processo a \n", "nova procuração outorgada pela parte, assim como o ato de revogação do \n", "anterior mandato, impõe-se, em respeito ao princípio da ampla defesa, o \n", "reconhecimento da nulidade das intimações de todos os atos processuais \n", "feitas  em  nome  de  advogado  que  não  mais  detinha  poder  de \n", "representação.\n", "3. Ordem concedida.\n", "ACÓRDÃO\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \n", "Supremo  Tribunal  Federal,  em  Segunda  Turma,  sob  a  Presidência  do \n", "Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e \n", "das notas taquigráficas,  por unanimidade,  em conceder a ordem,  para \n", "anular todos os atos praticados após a publicação da decisão monocrática \n", "que  inadmitiu  o  recurso  especial  n.  1.231.026/RS,  no  STJ,  que  deverá \n", "proceder à nova publicação da referida decisão, cadastrando-se os dois \n", "primeiros impetrantes como advogados do paciente. Após, anotou que a \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641440.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20\n", "Ementa e Acórdão\n", "HC 113408 / RS \n", "revogação  da  ordem  de  prisão  do  paciente  depende  de  estar \n", "fundamentada  no  trânsito  em  julgado  da  sentença  condenatória,  sem \n", "prejuízo  da  decretação  da  prisão  pelo  surgimento  dos  pressupostos \n", "cautelares ou tenha sido preso por outro motivo. Determinou, ainda, a \n", "comunicação, com urgência, ao Ministro Adílson Vieira Macabu (...), do \n", "Superior  Tribunal  de  Justiça,  atual  Relator  do  recurso  especial  n. \n", "1.231.026/RS, ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul e ao \n", "juízo da Vara de Execuções Criminais do Foro Central da Comarca de \n", "Porto  Alegre,  para  que  tenham  ciência  deste  julgamento  e  adotem  as \n", "medidas  necessárias  ao  cumprimento  do  determinado,  nos  termos  do \n", "voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o \n", "Senhor  Ministro  Gilmar  Mendes.  Ausente,  justificadamente,  o  Senhor \n", "Ministro Celso de Mello.\n", "Brasília, 2 de abril de 2013.\n", "Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641440.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20\n", "Relatório\n", "02/04/2013 SEGUNDA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 113.408 RIO GRANDE DO SUL\n", "RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "PACTE.(S) :CARLOS ALEXANDRE TERRES FONTANA \n", "IMPTE.(S) :DANIEL SILVA ACHUTTI \n", "IMPTE.(S) :FERNANDA CORREA OSORIO \n", "COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 234.139  DO SUPERIOR \n", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "RELATÓRIO\n", "1. Habeas  corpus,  com  pedido  de  medida  liminar,  impetrado  por \n", "FERNANDA OSÓRIO,  DANIEL ACHUTTI,  THIELE  ZINN  PANTA e \n", "EDUARDO GEORJÃO FERNANDES, advogados, em favor de CARLOS \n", "ALEXANDRE TERRES FONTANA, contra ato do Ministro Adílson Vieira \n", "Macabu  (Desembargador  convocado  do  TJ/RJ),  que,  em  decisão \n", "monocrática  publicada  no  dia  12.04.2012,  indeferiu  liminarmente  o \n", "Habeas Corpus n. 234.139/RS.\n", "2. No juízo da 5ª Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre/RS, o \n", "Paciente  foi  condenado à pena privativa de liberdade de 05 anos e 03 \n", "meses  de  reclusão,  em  regime  semiaberto,  pela  prática  de  condutas \n", "tipificadas no art. 171, caput (cinco vezes), na forma do art. 71, e art. 180, \n", "caput, do Código Penal.\n", "3. Interposta  apelação,  foi  o  recurso  julgado  parcialmente \n", "procedente, para reduzir a pena pelo crime de estelionato para 03 anos e \n", "04  meses  de  reclusão  que,  ao  se  somar  com  a  pena  do  crime  de \n", "receptação, totalizou 04 anos e 10 meses de reclusão.\n", "Consta do sítio do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do \n", "Sul (www.tjrs.jus.br) que o acórdão nº  70032548141 foi assim ementado: \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641441.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20\n", "Relatório\n", "HC 113408 / RS \n", "“APELAÇÃO  CRIME.  estelionatos,  em  continuidade.  \n", "receptação dolosa. \n", "1.  preliminares.  ausência  de  oitiva  de  testemunhas  \n", "defensivas. Se houve desistência pela própria defesa, descabe aos  \n", "novos procuradores, em grau recursal, reclamar de ausência de  \n", "defesa sem sequer apontar qualquer prejuízo específico sofrido  \n", "pelo  réu,  a  relevância  dos  depoimentos  ao  esclarecimento  dos  \n", "fatos, sendo ao réu assegurado o contraditório e ampla defesa.  \n", "Como bem lembrado pela própria defesa: “No processo penal, a  \n", "falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência  \n", "só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu – Súmula  \n", "523  do  STF”.  NULIDADE  DA  AUDIÊNCIA  DE  \n", "INSTRUÇÃO  POR  INOBSERVANCIA  DO  ART.  212,  \n", "PARÁGRAFO  ÚNICO,  DO  CPP.  AFASTAMENTO.  \n", "Inicialmente,  referido  dispositivo  legal  não  se  destina  à  \n", "inquirição da vítima, mas de testemunha. De qualquer sorte, a  \n", "recente inovação processual trazida pela Lei n. 11690/2008, no  \n", "âmbito do art. 212 e parágrafo único, do CP, proporcionou que  \n", "as partes formulem as perguntas diretamente às testemunhas,  \n", "podendo  o  juiz  complementar  o  questionamento  sempre  que  \n", "entender  necessário,  sem  torná-lo,  outrossim,  um  mero  \n", "espectador na coleta da prova. Assim, a circunstância de o juiz  \n", "ter  questionado  a  testemunha  no  curso  da  instrução  não  \n", "constitui afronta aos ditames do referido artigo legal.\n", "2.  estelionatos.  sentença  condenatória.  manutenção.  \n", "Veículos  prometidos  pelo  réu  por  preços  abaixo  do  valor  de  \n", "mercado que não passavam de engodo para recebimento de sinal  \n", "em dinheiro para formalizar o negócio. Obtenção de vantagem  \n", "ilícita  em  prejuízo  alheio  mediante  fraude  devidamente  \n", "configurada.  Ilícito  civil  não  se  confunde  com  ilícito  penal,  \n", "diante do fim colimado, que, no caso, nunca foi a entrega dos  \n", "automóveis,  os  quais  jamais  estiveram  na  esfera  de  \n", "disponibilidade do réu.\n", "3. receptação dolosa. condenação mantida. Evidente que o  \n", "réu,  como  vendedor  de  veículos,  sabedor  da  existência  de  \n", "numeração identificadora,  tinha pleno conhecimento de  que o  \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641441.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20\n", "Relatório\n", "HC 113408 / RS \n", "automóvel entregue à vítima era clonado, nenhuma prova sequer  \n", "sendo produzida em contrário.\n", "4.  Crime  continuado.  modificação  do  fracionamento.  \n", "Considerando-se o número de delitos, cinco ao todo, a fração de  \n", "aumento  que  melhor  se  ajusta  é  a  de  1/3,  e  não  1/2.  Pena  \n", "reduzida.\n", "5. Indenização. afastamento. inviabilidade. Ainda que os  \n", "fatos tenham sido praticados antes da entrada em vigor da lei  \n", "que deu nova redação ao art. 387 do CPP, como o processo teve  \n", "seu  curso  na  vigência  do  dispositivo,  cabível  a  aplicação.  \n", "Vencido o Relator neste ponto.”\n", "4. Inconformada, a defesa interpôs recurso especial  n. 1.231.026/RS, \n", "o qual foi admitido (Evento 12, fls. 8-16).\n", "5. No  Superior  Tribunal  de  Justiça,  o   recurso  especial   n. \n", "1.231.026/RS  foi  distribuído  ao  Ministro  Adílson  Vieira  Macabu \n", "(Desembargador  convocado  do  TJ/RJ),  que,  em  decisão  monocrática \n", "publicada no dia 29.3.2011, negou-lhe seguimento, nos termos seguintes:\n", "“PROCESSUAL PENAL. ESTELIONATO. RECURSO  \n", "ESPECIAL.  SÚMULA.  OFENSA.  ALEGAÇÃO.  NÃO  \n", "CABIMENTO.  ALÍNEA  \"C\".  DISSÍDIO  NÃO  \n", "COMPROVADO.  COTEJO  AUSENTE.  DIVERGÊNCIA \n", "NÃO DEMONSTRADA. \n", "1.  A  alegação  de  suposta  violação  a  enunciados  ou  \n", "súmulas de tribunais não guarda semelhança a dispositivo de lei  \n", "federal, para fins de cabimento do apelo especial.\n", "2. Os artigos 541, parágrafo único, do CPC e 255, §§, do  \n", "RISTJ  exigem,  para  a  comprovação  e  apreciação  do  dissídio  \n", "jurisprudencial, que o recorrente faça a demonstração analítica  \n", "da divergência alegada, bem como da perfeita identidade fática  \n", "entre os acórdão confrontados, o que, in casu, não se verifica.\n", "4. Recurso especial a que se nega seguimento.” (Evento 3, \n", "fl. 8)\n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641441.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20\n", "Relatório\n", "HC 113408 / RS \n", "6.  Contra essa decisão e alegando ausência de intimação dos novos \n", "advogados do ora Paciente, os quais teriam sido constituídos quando os \n", "autos do processo ainda se encontravam no Tribunal de Justiça do Rio \n", "Grande do Sul, em 05.09.2011 foi impetrado  habeas corpus n 110.251/RS \n", "neste Supremo Tribunal Federal,  distribuído ao Ministro  Marco Aurélio, \n", "que, em decisão monocrática, declinou da competência para o Superior \n", "Tribunal de Justiça, nos seguintes termos:\n", "“1.  A  impetração  formalizada  eletronicamente  está  \n", "dirigida  contra  ato  omissivo  do  relator  da  Apelação  nº  \n", "2.08.005777-0,  relacionado  à  não  juntada,  no  processo,  do  \n", "instrumento  de  procuração  outorgada  a  novos  advogados.  \n", "Assim, cabe ao Superior Tribunal de Justiça apreciá-la.\n", "2.  Declinando  da  competência,  determino  a  remessa  do  \n", "processo para o Superior Tribunal.” \n", "7. Remetido o  habeas corpus  ao Superior Tribunal de Justiça, ele foi \n", "registrado sob o n.  234.139/RS e distribuído ao Ministro Adílson Vieira \n", "Macabu  (Desembargador  convocado  do  TJ/RJ),  que,  em  nova  decisão \n", "monocrática  publicada  no  dia  12.04.2012,  indeferiu  liminarmente  o \n", "habeas corpus:\n", "“Este habeas corpus foi impetrado, em 5.9.11, ao Supremo  \n", "Tribunal Federal, apontando-me como autoridade coatora. \n", "De acordo com a inicial,  haveria, nos autos do REsp nº  \n", "1.231.026,  de  que  fui  relator,  nulidade  absoluta,  em  face  de  \n", "cerceamento  de  defesa,  pela  ausência  de  formalidade  que  \n", "constitui  elemento essencial,  isso  porque a  decisão  que negou  \n", "seguimento  ao  recurso  foi  publicada  em 28.3.11,  sem que  os  \n", "atuais defensores do paciente fossem devidamente intimados. \n", "Examinando  o  writ  no  Supremo  Tribunal  Federal,  o  \n", "Exmo. Sr. Ministro Marco Aurélio declinou da competência, por  \n", "entender  que  a  impetração  dirige-se  contra  ato  omissivo  \n", "praticado nos autos da apelação julgada pelo Tribunal de Justiça  \n", "do Rio Grande do Sul, determinando, assim, a sua remessa a  \n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641441.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20\n", "Relatório\n", "HC 113408 / RS \n", "esta Corte. Conforme os impetrantes, após a admissão do recurso  \n", "especial  pelo  Tribunal  de  Justiça  do  Rio  Grande  do  Sul,  \n", "requereu-se, na origem, a juntada de documento de procuração  \n", "dos novos defensores. \n", "Ocorre que, segundo alegam, houve um equívoco por parte  \n", "do  cartório  da  Câmara  Criminal  do  Tribunal  a  quo,  que  não  \n", "juntou  aos  autos  a  petição  com  a  constituição  dos  novos  \n", "defensores e a desconstituição da anterior. Requereu-se, então, a  \n", "concessão de medida liminar,  \"para suspender qualquer efeito  \n", "relativo  ao  trânsito  em  julgado  da  decisão  condenatória  do  \n", "TJRS\" (fl. 7). \n", "Consigno, inicialmente, que o deferimento de liminar em  \n", "habeas  corpus é  medida excepcional,  reservada para casos  em  \n", "que se evidencie, de modo flagrante, coação ilegal ou derivada de  \n", "abuso de poder, em detrimento do direito de liberdade, exigindo  \n", "demonstração  inequívoca  dos  requisitos  autorizadores:  o  \n", "periculum  in  mora  e  o  fumus  boni  iuris,  bem  como  a  \n", "plausibilidade do direito. \n", "Da análise dos fatos,  constato,  ao menos nesse primeiro  \n", "exame, que não se pode atribuir ao Superior Tribunal de Justiça  \n", "a  prática  de  qualquer  ato  que  possa  ter  causado  prejuízo  ao  \n", "paciente, como, aliás, indicado na inicial. \n", "Sob a óptica do mérito do REsp-1.231.026, o recurso teve  \n", "provimento negado porque o argumento de suposta violação a  \n", "enunciados  ou  súmulas  de  tribunais  não  guarda  semelhança  \n", "com dispositivo de lei federal, para fins de cabimento do especial.  \n", "Além  disso,  o  alegado  dissídio  jurisprudencial  não  foi  \n", "demonstrado na forma exigida legal e regimentalmente. \n", "Em relação  ao  fato  de  constar  nos  autos,  e  também no  \n", "sistema  do  Superior  Tribunal  de  Justiça,  o  nome  da  antiga  \n", "defensora do paciente, são os próprios impetrantes que atribuem  \n", "eventual \"equívoco\" da falta de juntada de petições ao cartório  \n", "da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do  \n", "Sul. \n", "Frise-se,  por  relevante,  que,  nos  moldes  do  agravo  de  \n", "instrumento interposto contra a decisão que nega seguimento ao  \n", "5 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641441.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20\n", "Relatório\n", "HC 113408 / RS \n", "recurso  especial,  deveriam  os  interessados,  no  caso  os  \n", "impetrantes, ter diligenciado para que os autos do processo de  \n", "seu constituinte chegasse a esta Corte devidamente instruído, o  \n", "que, como constata-se, não ocorreu. \n", "À vista do exposto, e porque a condenação já transitou em  \n", "julgado, estou em que o pedido formulado neste habeas corpus é  \n", "manifestamente  incabível,  razão  pela  qual  o  indeferimento  da  \n", "ordem  é  medida  que  se  impõe,  nos  termos  do  art.  210,  do  \n", "Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. \n", "Com tais fundamentos, indefiro liminarmente o pedido de  \n", "habeas corpus.” (Evento 4, fls. 1-2)\n", "8. Essa  decisão  é  o  objeto  do  presente  habeas  corpus,  no  qual  os \n", "Impetrantes requerem o reconhecimento da nulidade absoluta de todos \n", "os  atos  subsequentes  à  publicação  da  decisão  proferida  pelo  Ministro \n", "Adílson Vieira Macabu (Desembargador convocado do TJ/RJ), que negou \n", "seguimento ao recurso especial.\n", "Afirmam que a  “decisão que negou seguimento ao Recurso Especial n.  \n", "1231026, oriunda do Superior Tribunal de Justiça e proferida pelo referido Sr.  \n", "Desembargador convocado, foi publicada no dia 28 de março de 2011,  sem que  \n", "os  atuais  defensores  constituídos  do  paciente  fossem  devidamente  \n", "intimados.” (Evento 2, fl. 4 - destaques do original)\n", "Sustentam os impetrantes que,  “ainda no Tribunal  de Justiça do  Rio  \n", "Grande  do Sul,  ocorreu  grave equívoco  por parte  do  setor  responsável  pela  \n", "juntada  de  petições  aos  autos  dos  processos.  Como  já  referido,  no  dia  10  de  \n", "dezembro  de  2010,  os  signatários  desta  petição  requereram  a  juntada  do  \n", "documento de procuração aos autos do Recurso Especial n. 1231026 (quando este  \n", "ainda tramitava no TJRS),  para que passassem a atuar na defesa do paciente  \n", "naquele processo. Simultaneamente, foi juntado documento pelo próprio paciente  \n", "–  então  recorrente  –  em que  o  mesmo  revogava expressamente   os  poderes   \n", "outorgados à sua antiga procuradora.” (Evento 2, fl. 4 - destaques do original)\n", "6 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641441.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20\n", "Relatório\n", "HC 113408 / RS \n", "Ressaltam que,  “apesar da  expressa revogação dos poderes outorgados à  \n", "antiga defensora   em data anterior à remessa dos autos ao STJ  , o setor do  \n", "Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul responsável pela juntada de petições  \n", "não juntou  aos autos do Recurso Especial n. 1231026:  (a)  o instrumento de  \n", "procuração dos atuais defensores do paciente;  nem  (b)  o documento em que o  \n", "paciente revogou os poderes outorgados à antiga procuradora.” (Evento 2, fl. 4 - \n", "destaques do original)\n", "Concluem que, “em decorrência da falha ocorrida no Tribunal de Justiça  \n", "do  Rio  Grande  do  Sul,  quando  distribuído  o  Recurso  Especial,  o  Superior  \n", "Tribunal de Justiça não cadastrou no processo os atuais procuradores do paciente  \n", "e  efetuou apenas  o  cadastro  da  sua  antiga  defensora,  que  não  mais  atuava  e  \n", "sequer tinha poderes para atuar na sua defesa” (Evento 2, fl. 4 - destaques do \n", "original), sendo “o paciente cerceado de seus direitos de defesa (art. 5º, LV, da  \n", "Constituição da República), bem como do direito de que os atos processuais que  \n", "lhe interessam sejam devidamente publicizados.” (Evento 2, fl.  7)\n", "9. Este o teor dos pedidos:\n", "“(…) requerem seja  deferida a medida liminar  para  \n", "suspender qualquer efeito relativo ao trânsito em julgado  \n", "da  decisão  condenatória  do  TJRS,  para  evitar  prejuízos  \n", "ainda maiores ao paciente. \n", "Após, requerem seja dado à presente ação de liberdade o  \n", "processamento de estilo, sendo, no mérito, concedida a ordem  \n", "em  favor  do  paciente,  para  que  seja  declarada  a  nulidade  \n", "absoluta do procedimento, a contar da publicação da decisão que  \n", "negou seguimento ao Recurso Especial,  proferida pelo STJ no  \n", "REsp n. 1231026/RS, diante da ausência da devida intimação  \n", "dos  defensores  do  paciente  naqueles  autos,  apesar  de  \n", "expressamente constituídos.”  (Evento 02 – fl. 12)\n", "10. Após  superada  a  questão  de  eventual  prevenção  do  Ministro \n", "Marco  Aurélio  para  conhecer  da  matéria  (Evento  7),  em 09.05.2012,  o \n", "7 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641441.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20\n", "Relatório\n", "HC 113408 / RS \n", "Ministro Joaquim Barbosa indeferiu a liminar, requisitou informações ao \n", "Superior Tribunal de Justiça e ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do \n", "Sul e determinou a remessa dos autos ao Procurador-Geral da República:\n", "“(...) \n", "A  insuficiente  instrução  do  feito  impede  a  imediata  \n", "constatação da plausibilidade do pedido de medida de urgência. \n", "Apesar  de  constar  dos  autos  a  cópia  da  petição  \n", "protocolizada no TJRS em 10.12.2010, o feito não foi instruído  \n", "com  cópias  do  mandato  outorgado  aos  novos  patronos  e  \n", "tampouco da  revogação  dos  poderes  conferidos  aos  advogados  \n", "Helga Marie Cavalcanti e Otto Luis Boutros. \n", "Por tais razões, indefiro o pedido de liminar. \n", "Oficie-se ao Superior Tribunal de Justiça para que informe  \n", "quais  advogados  foram  intimados  da  decisão  que  negou  \n", "provimento ao Resp 1.231.026/RS. \n", "Oficie-se ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande  \n", "do  Sul  para  que  forneça  cópia  da  petição  nº  41452921,  de  \n", "10.12.2010, protocolizada nos autos nº 70039047600, bem como  \n", "dos pertinentes documentos que a instruem. \n", "Recebidas as informações, dê-se vista à Procuradoria Geral  \n", "da República. \n", "Defiro,  ainda,  o pedido de comunicação aos patronos do  \n", "paciente  sobre  a  data  do  julgamento  do  presente  writ,  como  \n", "forma de possibilitar a realização de sustentação oral.” (Evento \n", "08 – fls. 1-2).\n", "11. O  Superior Tribunal de Justiça  (Eventos 19 e 20) e o Tribunal de \n", "Justiça  do  Rio  Grande  do  Sul   (Evento  12)  prestaram  as  respectivas \n", "informações, além de juntarem os documentos requisitados. \n", "12. Parecer da Procuradoria-Geral da República pela concessão  da \n", "ordem:\n", "“HABEAS  CORPUS. PENAL.  PROCESSUAL \n", "PENAL.NULIDADE.  AUSÊNCIA  DE  JUNTADA  DE  \n", "8 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641441.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20\n", "Relatório\n", "HC 113408 / RS \n", "PETIÇÃO  QUE,  OPORTUNAMENTE,  REVOGOU  E  \n", "OUTORGOU  PODERES,  SEM  RESERVAS,  A  NOVOS  \n", "PATRONOS.  ERRO  NO  REGISTRO  E  AUTUAÇÃO  DO  \n", "RESP  NO  STJ,  QUE  CULMINOU  NA  IRREGULAR  \n", "INTIMAÇÃO  DA  DECISÃO  MONOCRÁTICA  QUE  \n", "INADMITIU O RECURSO ESPECIAL, POIS REALIZADA \n", "EM  NOME  DA  ANTIGA  DEFENSORA  CONSTITUÍDA \n", "PELO  RÉU.  CERCEAMENTO  DA  AMPLA  DEFESA.  \n", "NULIDADE  ABSOLUTA  VERIFICADA.  -  Parecer  pela  \n", "concessão  da  ordem.” (Evento  21,  fl.  1  -  destaques  do \n", "original)\n", "13.  Em 1º de março de 2013, os Impetrantes, alegando iminente risco \n", "de prisão do Paciente, requereram “seja a presente ação redistribuída, forte  \n", "no  artigo  68,  parágrafo  1º  do  Regimento  Interno  deste  e.  Tribunal  –  e,  \n", "naturalmente,  com  fundamento  também  no  art.  5º,  inciso  LXXVIII  da  \n", "Constituição da República – como única forma possível de evitar o aumento dos  \n", "prejuízos irreparáveis” (Evento 25, fl. 3 - destaques do original)\n", "14. Em 5 de março de 2013, o Ministro Joaquim Barbosa deferiu o \n", "pedido dos impetrantes e determinou a redistribuição do  habeas corpus, \n", "nos seguintes termos:\n", "“Entendo que é caso de redistribuição.\n", "O pedido formulado encontra amparo na hipótese prevista  \n", "no caput do art. 68 do RISTF, verbis: \n", "‘Art.  68.  Em  habeas  corpus,  mandado  de \n", "segurança,  reclamação,  extradição,  conflitos  de \n", "jurisdição e de atribuições, diante de  risco grave de \n", "perecimento  de  direito  ou  na  hipótese  de  a \n", "prescrição  da  pretensão  punitiva  ocorrer  nos  seis \n", "meses  seguintes  ao  início  da  licença,  ausência  ou \n", "vacância,  poderá  o  Presidente  determinar  a \n", "redistribuição,  se  o  requerer  o  interessado  ou  o \n", "Ministério  Público,  quando  o  Relator  estiver \n", "9 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641441.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 20\n", "Relatório\n", "HC 113408 / RS \n", "licenciado, ausente ou o cargo estiver vago por mais \n", "de trinta dias’. \n", "Assim, determino a redistribuição dos autos, nos termos  \n", "regimentais. \n", "Oportunamente,  proceda-se  à  compensação  da  \n", "distribuição,  conforme  previsto  no  art.  68,  §  3º,  do  RISTF.”  \n", "(Evento 27, fl. 1 - destaques do original)\n", "15. Na sequência, os autos vieram-me redistribuídos.\n", "É o relatório.\n", "10 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641441.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20\n", "Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "02/04/2013 SEGUNDA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 113.408 RIO GRANDE DO SUL\n", "V O T O \n", "A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): \n", "1. Razão jurídica assiste aos Impetrantes.\n", "2. Ao indeferir liminarmente o habeas corpus n. 234.139/RS, objeto da \n", "presente impetração, o Ministro Adílson Vieira Macabu (Desembargador \n", "convocado do TJ/RJ) reconheceu a ausência de nulidade da intimação dos \n", "novos  advogados  do  Paciente,  no  que  se  refere  à  decisão  que  negou \n", "seguimento ao recurso especial  n. 1.231.026/RS:\n", "“Este habeas corpus foi impetrado, em 5.9.11, ao Supremo  \n", "Tribunal Federal, apontando-me como autoridade coatora. \n", "De acordo com a inicial,  haveria, nos autos do REsp nº  \n", "1.231.026,  de  que  fui  relator,  nulidade  absoluta,  em  face  de  \n", "cerceamento  de  defesa,  pela  ausência  de  formalidade  que  \n", "constitui  elemento essencial,  isso  porque a  decisão  que negou  \n", "seguimento  ao  recurso  foi  publicada  em 28.3.11,  sem que  os  \n", "atuais defensores do paciente fossem devidamente intimados. \n", "Examinando  o  writ  no  Supremo  Tribunal  Federal,  o  \n", "Exmo. Sr. Ministro Marco Aurélio declinou da competência, por  \n", "entender  que  a  impetração  dirige-se  contra  ato  omissivo  \n", "praticado nos autos da apelação julgada pelo Tribunal de Justiça  \n", "do Rio Grande do Sul, determinando, assim, a sua remessa a  \n", "esta Corte. Conforme os impetrantes, após a admissão do recurso  \n", "especial  pelo  Tribunal  de  Justiça  do  Rio  Grande  do  Sul,  \n", "requereu-se, na origem, a juntada de documento de procuração  \n", "dos novos defensores. \n", "Ocorre que, segundo alegam, houve um equívoco por parte  \n", "do  cartório  da  Câmara  Criminal  do  Tribunal  a  quo,  que  não  \n", "juntou  aos  autos  a  petição  com  a  constituição  dos  novos  \n", "defensores e a desconstituição da anterior. Requereu-se, então, a  \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683585.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20\n", "Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "HC 113408 / RS \n", "concessão de medida liminar,  \"para suspender qualquer efeito  \n", "relativo  ao  trânsito  em  julgado  da  decisão  condenatória  do  \n", "TJRS\" (fl. 7). \n", "Consigno, inicialmente, que o deferimento de liminar em  \n", "habeas  corpus é  medida excepcional,  reservada para casos  em  \n", "que se evidencie, de modo flagrante, coação ilegal ou derivada de  \n", "abuso de poder, em detrimento do direito de liberdade, exigindo  \n", "demonstração  inequívoca  dos  requisitos  autorizadores:  o  \n", "periculum  in  mora  e  o  fumus  boni  iuris,  bem  como  a  \n", "plausibilidade do direito. \n", "Da análise dos fatos,  constato,  ao menos nesse primeiro  \n", "exame, que não se pode atribuir ao Superior Tribunal de Justiça  \n", "a  prática  de  qualquer  ato  que  possa  ter  causado  prejuízo  ao  \n", "paciente, como, aliás, indicado na inicial. \n", "Sob a óptica do mérito do REsp-1.231.026, o recurso teve  \n", "provimento negado porque o argumento de suposta violação a  \n", "enunciados  ou  súmulas  de  tribunais  não  guarda  semelhança  \n", "com dispositivo de lei federal, para fins de cabimento do especial.  \n", "Além  disso,  o  alegado  dissídio  jurisprudencial  não  foi  \n", "demonstrado na forma exigida legal e regimentalmente. \n", "Em relação ao fato de constar nos autos, e também  \n", "no sistema do Superior  Tribunal  de  Justiça,  o  nome da  \n", "antiga defensora do paciente, são os próprios impetrantes  \n", "que atribuem eventual \"equívoco\" da falta de juntada de  \n", "petições ao cartório da Câmara Criminal do Tribunal de  \n", "Justiça do Rio Grande do Sul. \n", "Frise-se, por relevante, que, nos moldes do agravo de  \n", "instrumento  interposto  contra  a  decisão  que  nega  \n", "seguimento ao recurso especial, deveriam os interessados,  \n", "no caso os impetrantes, ter diligenciado para que os autos  \n", "do  processo  de  seu  constituinte  chegasse  a  esta  Corte  \n", "devidamente  instruído,  o  que,  como  constata-se,  não  \n", "ocorreu. \n", "À vista do exposto, e porque a condenação já transitou em  \n", "julgado, estou em que o pedido formulado neste habeas corpus é  \n", "manifestamente  incabível,  razão  pela  qual  o  indeferimento  da  \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683585.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20\n", "Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "HC 113408 / RS \n", "ordem  é  medida  que  se  impõe,  nos  termos  do  art.  210,  do  \n", "Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. \n", "Com tais fundamentos, indefiro liminarmente o pedido de  \n", "habeas corpus.” (Evento 4, fls. 1-2, grifos nossos)\n", "3.  Em 17.09.2010, o ora Paciente interpôs recurso especial, efetuando \n", "o protocolo no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (Evento 3, fl. 6), \n", "tendo  sido  representando  pela  advogada  Helga  Marie  Cavalcanti, \n", "OAB/RS 22.695, consoante procuração assinada em 10.09.2010 (Evento 3, \n", "fl. 3).\n", "4. Em 01.11.2010, esse recurso especial foi admitido pelo  Tribunal de \n", "Justiça do Rio Grande do Sul e determinada a sua remessa ao Superior \n", "Tribunal de Justiça (Evento 12, fls. 8-16).\n", "5. Enquanto  os  autos  do  processo  ainda  estavam  no  Tribunal  de \n", "Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (Evento 12, fl. 18), o ora Paciente, \n", "em   10.12.2010,  protocolou  petição,  juntando  procuração  outorgando \n", "poderes de representação aos advogados Daniel Achutti, OAB/RS 63.844, \n", "e Fernanda Osório, OAB/RS 54.975, e revogou, expressamente, o mandato \n", "conferido à advogada  Helga Marie Cavalcanti, OAB/RS 22.695 (Evento \n", "12, fls. 53-55).\n", "6.  Essa petição, juntamente com a nova procuração e a revogação do \n", "anterior mandato, não foram juntadas ao processo, tendo o Tribunal de \n", "Justiça do Rio Grande do Sul remetido os autos ao Superior Tribunal de \n", "Justiça.\n", "A ausência da juntada da petição foi certificada pela 5ª Vara Criminal \n", "do Foro Central da Comarca de Porto Alegre/RS, datada de 25/08/11, nos \n", "seguintes termos: \n", "“CERTIFICO, usando a faculdade que me confere a lei e  \n", "por  haver  sido  pedido  pela  parte  interessada,  Dra.  Mariana  \n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683585.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20\n", "Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "HC 113408 / RS \n", "Chies Santiago Santos – OAB/RS 80.473 que, revendo em meu  \n", "Cartório  o  processo  2.08.0057777-0  recebido  do  STJ  em  \n", "12/08/2011,  verifiquei  que não consta no processo supra  \n", "mencionado  a  petição  entregue  no  protocolo  geral  do  \n", "TJ/RS em 10/12/2010 às 16:00hs. DOU FÉ.”  (Evento 03, fl. \n", "22, grifos nossos).\n", "7.  Em  02.02.2011,  o  recurso  especial  foi  recebido  no  Superior \n", "Tribunal  de  Justiça,  tendo  sido  cadastrado  apenas  a  advogada  Helga \n", "Marie Cavalcanti,  OAB/RS 22.695 (Evento 12, fl.  22),  que também foi a \n", "única  procuradora  intimada  da  decisão  que  negou  seguimento  ao \n", "referido recurso (Evento 20, fls. 9 e 18-19).\n", "8. Assim,  é  evidente  a  ocorrência  de  vício  processual,  porque  a \n", "omissão do Tribunal de Justiça do Rio Grande de Sul em juntar  a nova \n", "procuração  outorgada  pelo  Paciente  ensejou  a  irregular  autuação  do \n", "recurso especial no Superior Tribunal de Justiça e a consequente ausência \n", "de  intimação  dos  Impetrantes  no  que  se  refere  à  decisão  que  negou \n", "seguimento ao referido recurso.\n", "9. Ao contrário  do exposto na decisão atacada,  não competia  aos \n", "Impetrantes qualquer outra diligência diversa daquela por eles praticada, \n", "porque a revogação do mandato e a constituição de novos procuradores \n", "ocorreu após a interposição do recurso especial e a petição de juntada foi \n", "corretamente direcionada, inclusive fazendo menção ao mesmo número \n", "do processo (Evento 12, fls. 8 e 53).\n", "10. É de se realçar, ainda, que os novos advogados do Paciente foram \n", "intimados da decisão proferida em 1.11.2010, no Tribunal de Justiça do \n", "Rio Grande do Sul,  que admitiu o recurso especial  (Evento 12,  fl.  17), \n", "porém  não  o  foram  quando  da  intimação  da  decisão  que  negou \n", "seguimento ao recurso,  no Superior  Tribunal  de Justiça,  publicada em \n", "29.3.2011.\n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683585.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20\n", "Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "HC 113408 / RS \n", "11. Dessa forma,  foi  negado ao Paciente o direito de ter ciência e \n", "eventualmente recorrer da decisão monocrática, que negou seguimento \n", "ao recurso especial, o que acarretou o irregular trânsito em julgado da \n", "sentença,  tendo  sido  expedidos,  pelo  Juízo  de  primeiro  grau,  guia  de \n", "execução de pena n. 90566-6 e mandado de prisão (Evento 26).\n", " O  Supremo  Tribunal  Federal  assentou  que  a  irregularidade  de \n", "intimação  do  advogado  acarreta  da  nulidade  do  ato  por  ofensa  aos \n", "princípios da ampla defesa e publicidade: \n", "“RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  PRELIMINAR.  \n", "REPRESENTAÇÃO  PROCESSUAL.  PARTE  ASSISTIDA \n", "POR  MAIS  DE  UM  ADVOGADO.  PUBLICAÇÃO  EM  \n", "NOME  DE  UM  DELES.  EFICÁCIA  DO  ATO  \n", "INTIMATÓRIO.  AUSÊNCIA  DE  NULIDADE.  MÉRITO.  \n", "FUNDO  DE  COMBATE  À  POBREZA.  LEGISLAÇÃO  \n", "ANTERIOR. CONVALIDAÇÃO PELA EMENDA 42/2003. 1.  \n", "A  intimação  a  somente  um  dos  advogados  constituídos  no  \n", "processo  não  gera  a  nulidade  do  ato,  exceto  no  caso  de  \n", "substabelecimento  outorgado,  sem  reserva  de  poderes.  \n", "Precedente: RE 164.577-AgR, da relatoria do ministro Maurício  \n", "Corrêa.  2.  O  art.  4º  da  Emenda  Constitucional  42/2003  \n", "convalidou a legislação anterior sobre Fundo Constitucional de  \n", "Combate à Pobreza. 3. Agravo regimental não provido.”  (AgR \n", "no RE 648.494, Relator Ministro Ayres Britto, DJe 3.5.2012, \n", "grifos nossos).  \n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO  \n", "EXTRAORDINÁRIO.  REPRESENTAÇÃO  \n", "PROCESSUAL.PARTE  ASSISTIDA  POR  MAIS  DE  UM  \n", "ADVOGADO NA MESMA PROCURAÇÃO. PUBLICAÇÃO  \n", "EM  NOME  DE  UM  DELES.  EFICÁCIA  DO  ATO  \n", "INTIMATÓRIO. NULIDADE INEXISTENTE. 1 - Se a parte  \n", "a ser intimada tem mais de um advogado constituído nos autos e  \n", "a publicação mencionou o nome de um deles, é de todo eficaz o  \n", "ato intimatório. 1.1 - A publicação no órgão oficial deve trazer os  \n", "5 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683585.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20\n", "Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "HC 113408 / RS \n", "nomes das partes e de seu advogado, não os nomes de todos os  \n", "advogados  por  ela  constituídos.  1.2  -  Substabelecimento  \n", "outorgado,  com  reserva  de  poderes,  em  que  é  facultado  aos  \n", "procuradores  agirem  em  conjunto  ou  separadamente,  \n", "independentemente da ordem de nomeação. Intimação efetuada  \n", "em  nome  de  um  deles.  Nulidade  inexistente.  2.  \n", "Substabelecimento outorgado, sem reserva de poderes. Somente  \n", "nessa  hipótese  é  indispensável  constar  da  publicação  da  \n", "intimação  o  nome  do  advogado  substabelecido.  Agravo  \n", "regimental  não  provido.”  (RE  164.577,  Relator  Ministro \n", "Maurício Corrêa, DJ 30.5.1997, grifos nossos). \n", "Na  mesma  linha:  MS  21.209-AgR,  Rel.  Min.  Nelson  Jobim,  DJ \n", "3.12.2004 e RE 255.967-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 24.6.2005.\n", "12. Pelo  exposto,  encaminho a  votação  no sentido de  conceder  a \n", "ordem para anular  todos os atos praticados após publicação da decisão \n", "monocrática que inadmitiu o recurso especial n. 1.231.026/RS, no Superior \n", "Tribunal de Justiça, que deverá proceder a nova publicação da referida \n", "decisão, cadastrando-se os dois primeiros Impetrantes como advogados \n", "do Paciente.\n", "Anoto que a revogação da ordem de prisão do Paciente depende de \n", "estar  fundamentada  no  trânsito  em julgado da  sentença  condenatória, \n", "sem prejuízo da decretação da prisão pelo surgimento dos pressupostos \n", "cautelares ou  tenha sido preso por outro motivo. \n", "Comunique-se, com urgência, ao Ministro Adílson Vieira Macabu \n", "(Desembargador convocado do TJ/RJ), do Superior Tribunal de Justiça, \n", "atual Relator do recurso especial n. 1.231.026/RS, ao Tribunal de Justiça \n", "do  Estado  do  Rio  Grande  do  Sul  e  ao  juízo  da  Vara  de  Execuções \n", "Criminais  do  Foro  Central  da  Comarca  de  Porto  Alegre,  para  que \n", "tenham ciência deste julgamento e adotem as medidas necessárias ao \n", "cumprimento do aqui determinado. \n", "6 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683585.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20\n", "Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "HC 113408 / RS \n", "7 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683585.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20\n", "Decisão de Julgamento\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "HABEAS CORPUS 113.408\n", "PROCED. : RIO GRANDE DO SUL\n", "RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "PACTE.(S) : CARLOS ALEXANDRE TERRES FONTANA\n", "IMPTE.(S) : DANIEL SILVA ACHUTTI\n", "IMPTE.(S) : FERNANDA CORREA OSORIO\n", "COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 234.139 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE \n", "JUSTIÇA\n", "Decisão: A  Turma,  por  unanimidade,  concedeu  a  ordem  para \n", "anular  todos  os  atos  praticados  após  a  publicação  da  decisão \n", "monocrática que inadmitiu o recurso especial n. 1.231.026/RS, no \n", "Superior  Tribunal  de  Justiça,  que  deverá  proceder  à  nova \n", "publicação da referida decisão, cadastrando-se os dois primeiros \n", "impetrantes  como  advogados  do  paciente.  Após,  anotou  que  a \n", "revogação  da  ordem  de  prisão  do  paciente  depende  de  estar \n", "fundamentada no trânsito em julgado da sentença condenatória, sem \n", "prejuízo da decretação da prisão pelo surgimento dos pressupostos \n", "cautelares  ou  tenha  sido  preso  por  outro  motivo.  Determinou, \n", "ainda,  a  comunicação,  com  urgência,  ao  Ministro  Adílson  Vieira \n", "Macabu (Desembargador convocado do TJ/RJ), do Superior Tribunal de \n", "Justiça,  atual  Relator  do  recurso  especial  n.  1.231.026/RS,  ao \n", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul e ao juízo da \n", "Vara de Execuções Criminais do Foro Central da Comarca de Porto \n", "Alegre,  para  que  tenham  ciência  deste  julgamento  e  adotem  as \n", "medidas necessárias ao cumprimento do determinado, nos termos do \n", "voto  da  Relatora.  Não  participou,  justificadamente,  deste \n", "julgamento,  o  Senhor  Ministro  Gilmar  Mendes.  Ausente, \n", "justificadamente,  o  Senhor  Ministro  Celso  de  Mello.  2ª  Turma, \n", "02.04.2013. \n", "Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes \n", "à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori \n", "Zavascki. 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Habeas  corpus,  com  pedido  de  medida  liminar,  impetrado  por  FERNANDA OSÓRIO,  DANIEL ACHUTTI,  THIELE  ZINN  PANTA e  EDUARDO GEORJÃO FERNANDES, advogados, em favor de CARLOS  ALEXANDRE TERRES FONTANA, contra ato do Ministro Adílson Vieira  Macabu  (Desembargador  convocado  do  TJ/RJ),  que,  em  decisão  monocrática  publicada  no  dia  12.04.2012,  indeferiu  liminarmente  o  Habeas Corpus n. 234.139/RS.  2. No juízo da 5ª Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre/RS, o  Paciente  foi  condenado à pena privativa de liberdade de 05 anos e 03  meses  de  reclusão,  em  regime  semiaberto,  pela  prática  de  condutas  tipificadas no art. 171, caput (cinco vezes), na forma do art. 71, e art. 180,  caput, do Código Penal.  3. Interposta  apelação,  foi  o  recurso  julgado  parcialmente  procedente, para reduzir a pena pelo crime de estelionato para 03 anos e  04  meses  de  reclusão  que,  ao  se  somar  com  a  pena  do  crime  de  receptação, totalizou 04 anos e 10 meses de reclusão.  Consta do sítio do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do  Sul (www.tjrs.jus.br) que o acórdão nº  70032548141 foi assim ementado:     “APELAÇÃO  CRIME.  estelionatos,  em  continuidade.   receptação dolosa.   1.  preliminares.  ausência  de  oitiva  de  testemunhas   defensivas. Se houve desistência pela própria defesa, descabe aos   novos procuradores, em grau recursal, reclamar de ausência de   defesa sem sequer apontar qualquer prejuízo específico sofrido   pelo  réu,  a  relevância  dos  depoimentos  ao  esclarecimento  dos   fatos, sendo ao réu assegurado o contraditório e ampla defesa.   Como bem lembrado pela própria defesa: “No processo penal, a   falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência   só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu – Súmula   523  do  STF”.  NULIDADE  DA  AUDIÊNCIA  DE   INSTRUÇÃO  POR  INOBSERVANCIA  DO  ART.  212,   PARÁGRAFO  ÚNICO,  DO  CPP.  AFASTAMENTO.   Inicialmente,  referido  dispositivo  legal  não  se  destina  à   inquirição da vítima, mas de testemunha. De qualquer sorte, a   recente inovação processual trazida pela Lei n. 11690/2008, no   âmbito do art. 212 e parágrafo único, do CP, proporcionou que   as partes formulem as perguntas diretamente às testemunhas,   podendo  o  juiz  complementar  o  questionamento  sempre  que   entender  necessário,  sem  torná-lo,  outrossim,  um  mero   espectador na coleta da prova. Assim, a circunstância de o juiz   ter  questionado  a  testemunha  no  curso  da  instrução  não   constitui afronta aos ditames do referido artigo legal.  2.  estelionatos.  sentença  condenatória.  manutenção.   Veículos  prometidos  pelo  réu  por  preços  abaixo  do  valor  de   mercado que não passavam de engodo para recebimento de sinal   em dinheiro para formalizar o negócio. Obtenção de vantagem   ilícita  em  prejuízo  alheio  mediante  fraude  devidamente   configurada.  Ilícito  civil  não  se  confunde  com  ilícito  penal,   diante do fim colimado, que, no caso, nunca foi a entrega dos   automóveis,  os  quais  jamais  estiveram  na  esfera  de   disponibilidade do réu.  3. receptação dolosa. condenação mantida. Evidente que o   réu,  como  vendedor  de  veículos,  sabedor  da  existência  de   numeração identificadora,  tinha pleno conhecimento de  que o      automóvel entregue à vítima era clonado, nenhuma prova sequer   sendo produzida em contrário.  4.  Crime  continuado.  modificação  do  fracionamento.   Considerando-se o número de delitos, cinco ao todo, a fração de   aumento  que  melhor  se  ajusta  é  a  de  1/3,  e  não  1/2.  Pena   reduzida.  5. Indenização. afastamento. inviabilidade. Ainda que os   fatos tenham sido praticados antes da entrada em vigor da lei   que deu nova redação ao art. 387 do CPP, como o processo teve   seu  curso  na  vigência  do  dispositivo,  cabível  a  aplicação.   Vencido o Relator neste ponto.”  4. Inconformada, a defesa interpôs recurso especial  n. 1.231.026/RS,  o qual foi admitido (Evento 12, fls. 8-16).  5. No  Superior  Tribunal  de  Justiça,  o   recurso  especial   n.  1.231.026/RS  foi  distribuído  ao  Ministro  Adílson  Vieira  Macabu  (Desembargador  convocado  do  TJ/RJ),  que,  em  decisão  monocrática  publicada no dia 29.3.2011, negou-lhe seguimento, nos termos seguintes:  “PROCESSUAL PENAL. ESTELIONATO. RECURSO   ESPECIAL.  SÚMULA.  OFENSA.  ALEGAÇÃO.  NÃO   CABIMENTO.  ALÍNEA  \"C\".  DISSÍDIO  NÃO   COMPROVADO.  COTEJO  AUSENTE.  DIVERGÊNCIA  NÃO DEMONSTRADA.   1.  A  alegação  de  suposta  violação  a  enunciados  ou   súmulas de tribunais não guarda semelhança a dispositivo de lei   federal, para fins de cabimento do apelo especial.  2. Os artigos 541, parágrafo único, do CPC e 255, §§, do   RISTJ  exigem,  para  a  comprovação  e  apreciação  do  dissídio   jurisprudencial, que o recorrente faça a demonstração analítica   da divergência alegada, bem como da perfeita identidade fática   entre os acórdão confrontados, o que, in casu, não se verifica.  4. Recurso especial a que se nega seguimento.” (Evento 3,  fl. 8)    6.  Contra essa decisão e alegando ausência de intimação dos novos  advogados do ora Paciente, os quais teriam sido constituídos quando os  autos do processo ainda se encontravam no Tribunal de Justiça do Rio  Grande do Sul, em 05.09.2011 foi impetrado  habeas corpus n 110.251/RS  neste Supremo Tribunal Federal,  distribuído ao Ministro  Marco Aurélio,  que, em decisão monocrática, declinou da competência para o Superior  Tribunal de Justiça, nos seguintes termos:  “1.  A  impetração  formalizada  eletronicamente  está   dirigida  contra  ato  omissivo  do  relator  da  Apelação  nº   2.08.005777-0,  relacionado  à  não  juntada,  no  processo,  do   instrumento  de  procuração  outorgada  a  novos  advogados.   Assim, cabe ao Superior Tribunal de Justiça apreciá-la.  2.  Declinando  da  competência,  determino  a  remessa  do   processo para o Superior Tribunal.”   7. Remetido o  habeas corpus  ao Superior Tribunal de Justiça, ele foi  registrado sob o n.  234.139/RS e distribuído ao Ministro Adílson Vieira  Macabu  (Desembargador  convocado  do  TJ/RJ),  que,  em  nova  decisão  monocrática  publicada  no  dia  12.04.2012,  indeferiu  liminarmente  o  habeas corpus:  “Este habeas corpus foi impetrado, em 5.9.11, ao Supremo   Tribunal Federal, apontando-me como autoridade coatora.   De acordo com a inicial,  haveria, nos autos do REsp nº   1.231.026,  de  que  fui  relator,  nulidade  absoluta,  em  face  de   cerceamento  de  defesa,  pela  ausência  de  formalidade  que   constitui  elemento essencial,  isso  porque a  decisão  que negou   seguimento  ao  recurso  foi  publicada  em 28.3.11,  sem que  os   atuais defensores do paciente fossem devidamente intimados.   Examinando  o  writ  no  Supremo  Tribunal  Federal,  o   Exmo. Sr. Ministro Marco Aurélio declinou da competência, por   entender  que  a  impetração  dirige-se  contra  ato  omissivo   praticado nos autos da apelação julgada pelo Tribunal de Justiça   do Rio Grande do Sul, determinando, assim, a sua remessa a      esta Corte. Conforme os impetrantes, após a admissão do recurso   especial  pelo  Tribunal  de  Justiça  do  Rio  Grande  do  Sul,   requereu-se, na origem, a juntada de documento de procuração   dos novos defensores.   Ocorre que, segundo alegam, houve um equívoco por parte   do  cartório  da  Câmara  Criminal  do  Tribunal  a  quo,  que  não   juntou  aos  autos  a  petição  com  a  constituição  dos  novos   defensores e a desconstituição da anterior. Requereu-se, então, a   concessão de medida liminar,  \"para suspender qualquer efeito   relativo  ao  trânsito  em  julgado  da  decisão  condenatória  do   TJRS\" (fl. 7).   Consigno, inicialmente, que o deferimento de liminar em   habeas  corpus é  medida excepcional,  reservada para casos  em   que se evidencie, de modo flagrante, coação ilegal ou derivada de   abuso de poder, em detrimento do direito de liberdade, exigindo   demonstração  inequívoca  dos  requisitos  autorizadores:  o   periculum  in  mora  e  o  fumus  boni  iuris,  bem  como  a   plausibilidade do direito.   Da análise dos fatos,  constato,  ao menos nesse primeiro   exame, que não se pode atribuir ao Superior Tribunal de Justiça   a  prática  de  qualquer  ato  que  possa  ter  causado  prejuízo  ao   paciente, como, aliás, indicado na inicial.   Sob a óptica do mérito do REsp-1.231.026, o recurso teve   provimento negado porque o argumento de suposta violação a   enunciados  ou  súmulas  de  tribunais  não  guarda  semelhança   com dispositivo de lei federal, para fins de cabimento do especial.   Além  disso,  o  alegado  dissídio  jurisprudencial  não  foi   demonstrado na forma exigida legal e regimentalmente.   Em relação  ao  fato  de  constar  nos  autos,  e  também no   sistema  do  Superior  Tribunal  de  Justiça,  o  nome  da  antiga   defensora do paciente, são os próprios impetrantes que atribuem   eventual \"equívoco\" da falta de juntada de petições ao cartório   da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do   Sul.   Frise-se,  por  relevante,  que,  nos  moldes  do  agravo  de   instrumento interposto contra a decisão que nega seguimento ao      recurso  especial,  deveriam  os  interessados,  no  caso  os   impetrantes, ter diligenciado para que os autos do processo de   seu constituinte chegasse a esta Corte devidamente instruído, o   que, como constata-se, não ocorreu.   À vista do exposto, e porque a condenação já transitou em   julgado, estou em que o pedido formulado neste habeas corpus é   manifestamente  incabível,  razão  pela  qual  o  indeferimento  da   ordem  é  medida  que  se  impõe,  nos  termos  do  art.  210,  do   Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça.   Com tais fundamentos, indefiro liminarmente o pedido de   habeas corpus.” (Evento 4, fls. 1-2)  8. Essa  decisão  é  o  objeto  do  presente  habeas  corpus,  no  qual  os  Impetrantes requerem o reconhecimento da nulidade absoluta de todos  os  atos  subsequentes  à  publicação  da  decisão  proferida  pelo  Ministro  Adílson Vieira Macabu (Desembargador convocado do TJ/RJ), que negou  seguimento ao recurso especial.  Afirmam que a  “decisão que negou seguimento ao Recurso Especial n.   1231026, oriunda do Superior Tribunal de Justiça e proferida pelo referido Sr.   Desembargador convocado, foi publicada no dia 28 de março de 2011,  sem que   os  atuais  defensores  constituídos  do  paciente  fossem  devidamente   intimados.” (Evento 2, fl. 4 - destaques do original)  Sustentam os impetrantes que,  “ainda no Tribunal  de Justiça do  Rio   Grande  do Sul,  ocorreu  grave equívoco  por parte  do  setor  responsável  pela   juntada  de  petições  aos  autos  dos  processos.  Como  já  referido,  no  dia  10  de   dezembro  de  2010,  os  signatários  desta  petição  requereram  a  juntada  do   documento de procuração aos autos do Recurso Especial n. 1231026 (quando este   ainda tramitava no TJRS),  para que passassem a atuar na defesa do paciente   naquele processo. Simultaneamente, foi juntado documento pelo próprio paciente   –  então  recorrente  –  em que  o  mesmo  revogava expressamente   os  poderes   outorgados à sua antiga procuradora.” (Evento 2, fl. 4 - destaques do original)    Ressaltam que,  “apesar da  expressa revogação dos poderes outorgados à   antiga defensora   em data anterior à remessa dos autos ao STJ  , o setor do   Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul responsável pela juntada de petições   não juntou  aos autos do Recurso Especial n. 1231026:  (a)  o instrumento de   procuração dos atuais defensores do paciente;  nem  (b)  o documento em que o   paciente revogou os poderes outorgados à antiga procuradora.” (Evento 2, fl. 4 -  destaques do original)  Concluem que, “em decorrência da falha ocorrida no Tribunal de Justiça   do  Rio  Grande  do  Sul,  quando  distribuído  o  Recurso  Especial,  o  Superior   Tribunal de Justiça não cadastrou no processo os atuais procuradores do paciente   e  efetuou apenas  o  cadastro  da  sua  antiga  defensora,  que  não  mais  atuava  e   sequer tinha poderes para atuar na sua defesa” (Evento 2, fl. 4 - destaques do  original), sendo “o paciente cerceado de seus direitos de defesa (art. 5º, LV, da   Constituição da República), bem como do direito de que os atos processuais que   lhe interessam sejam devidamente publicizados.” (Evento 2, fl.  7)  9. Este o teor dos pedidos:  “(…) requerem seja  deferida a medida liminar  para   suspender qualquer efeito relativo ao trânsito em julgado   da  decisão  condenatória  do  TJRS,  para  evitar  prejuízos   ainda maiores ao paciente.   Após, requerem seja dado à presente ação de liberdade o   processamento de estilo, sendo, no mérito, concedida a ordem   em  favor  do  paciente,  para  que  seja  declarada  a  nulidade   absoluta do procedimento, a contar da publicação da decisão que   negou seguimento ao Recurso Especial,  proferida pelo STJ no   REsp n. 1231026/RS, diante da ausência da devida intimação   dos  defensores  do  paciente  naqueles  autos,  apesar  de   expressamente constituídos.”  (Evento 02 – fl. 12)  10. Após  superada  a  questão  de  eventual  prevenção  do  Ministro  Marco  Aurélio  para  conhecer  da  matéria  (Evento  7),  em 09.05.2012,  o     Ministro Joaquim Barbosa indeferiu a liminar, requisitou informações ao  Superior Tribunal de Justiça e ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do  Sul e determinou a remessa dos autos ao Procurador-Geral da República:  “(...)  A  insuficiente  instrução  do  feito  impede  a  imediata    constatação da plausibilidade do pedido de medida de urgência.  Apesar  de  constar  dos  autos  a  cópia  da  petição    protocolizada no TJRS em 10.12.2010, o feito não foi instruído   com  cópias  do  mandato  outorgado  aos  novos  patronos  e   tampouco da  revogação  dos  poderes  conferidos  aos  advogados   Helga Marie Cavalcanti e Otto Luis Boutros.   Por tais razões, indefiro o pedido de liminar.  Oficie-se ao Superior Tribunal de Justiça para que informe    quais  advogados  foram  intimados  da  decisão  que  negou   provimento ao Resp 1.231.026/RS.   Oficie-se ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande   do  Sul  para  que  forneça  cópia  da  petição  nº  41452921,  de   10.12.2010, protocolizada nos autos nº 70039047600, bem como   dos pertinentes documentos que a instruem.   Recebidas as informações, dê-se vista à Procuradoria Geral   da República.   Defiro,  ainda,  o pedido de comunicação aos patronos do   paciente  sobre  a  data  do  julgamento  do  presente  writ,  como   forma de possibilitar a realização de sustentação oral.” (Evento  08 – fls. 1-2).  11. O  Superior Tribunal de Justiça  (Eventos 19 e 20) e o Tribunal de  Justiça  do  Rio  Grande  do  Sul   (Evento  12)  prestaram  as  respectivas  informações, além de juntarem os documentos requisitados.   12. Parecer da Procuradoria-Geral da República pela concessão  da  ordem:  “HABEAS  CORPUS. PENAL.  PROCESSUAL  PENAL.NULIDADE.  AUSÊNCIA  DE  JUNTADA  DE      PETIÇÃO  QUE,  OPORTUNAMENTE,  REVOGOU  E   OUTORGOU  PODERES,  SEM  RESERVAS,  A  NOVOS   PATRONOS.  ERRO  NO  REGISTRO  E  AUTUAÇÃO  DO   RESP  NO  STJ,  QUE  CULMINOU  NA  IRREGULAR   INTIMAÇÃO  DA  DECISÃO  MONOCRÁTICA  QUE   INADMITIU O RECURSO ESPECIAL, POIS REALIZADA  EM  NOME  DA  ANTIGA  DEFENSORA  CONSTITUÍDA  PELO  RÉU.  CERCEAMENTO  DA  AMPLA  DEFESA.   NULIDADE  ABSOLUTA  VERIFICADA.  -  Parecer  pela   concessão  da  ordem.” (Evento  21,  fl.  1  -  destaques  do  original)  13.  Em 1º de março de 2013, os Impetrantes, alegando iminente risco  de prisão do Paciente, requereram “seja a presente ação redistribuída, forte   no  artigo  68,  parágrafo  1º  do  Regimento  Interno  deste  e.  Tribunal  –  e,   naturalmente,  com  fundamento  também  no  art.  5º,  inciso  LXXVIII  da   Constituição da República – como única forma possível de evitar o aumento dos   prejuízos irreparáveis” (Evento 25, fl. 3 - destaques do original)  14. Em 5 de março de 2013, o Ministro Joaquim Barbosa deferiu o  pedido dos impetrantes e determinou a redistribuição do  habeas corpus,  nos seguintes termos:  “Entendo que é caso de redistribuição. O pedido formulado encontra amparo na hipótese prevista    no caput do art. 68 do RISTF, verbis:  ‘Art.  68.  Em  habeas  corpus,  mandado  de   segurança,  reclamação,  extradição,  conflitos  de  jurisdição e de atribuições, diante de  risco grave de  perecimento  de  direito  ou  na  hipótese  de  a  prescrição  da  pretensão  punitiva  ocorrer  nos  seis  meses  seguintes  ao  início  da  licença,  ausência  ou  vacância,  poderá  o  Presidente  determinar  a  redistribuição,  se  o  requerer  o  interessado  ou  o  Ministério  Público,  quando  o  Relator  estiver     licenciado, ausente ou o cargo estiver vago por mais  de trinta dias’.  Assim, determino a redistribuição dos autos, nos termos    regimentais.  Oportunamente,  proceda-se  à  compensação  da    distribuição,  conforme  previsto  no  art.  68,  §  3º,  do  RISTF.”   (Evento 27, fl. 1 - destaques do original)  15. Na sequência, os autos vieram-me redistribuídos.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):   1. Razão jurídica assiste aos Impetrantes.  2. Ao indeferir liminarmente o habeas corpus n. 234.139/RS, objeto da  presente impetração, o Ministro Adílson Vieira Macabu (Desembargador  convocado do TJ/RJ) reconheceu a ausência de nulidade da intimação dos  novos  advogados  do  Paciente,  no  que  se  refere  à  decisão  que  negou  seguimento ao recurso especial  n. 1.231.026/RS:  “Este habeas corpus foi impetrado, em 5.9.11, ao Supremo   Tribunal Federal, apontando-me como autoridade coatora.   De acordo com a inicial,  haveria, nos autos do REsp nº   1.231.026,  de  que  fui  relator,  nulidade  absoluta,  em  face  de   cerceamento  de  defesa,  pela  ausência  de  formalidade  que   constitui  elemento essencial,  isso  porque a  decisão  que negou   seguimento  ao  recurso  foi  publicada  em 28.3.11,  sem que  os   atuais defensores do paciente fossem devidamente intimados.   Examinando  o  writ  no  Supremo  Tribunal  Federal,  o   Exmo. Sr. Ministro Marco Aurélio declinou da competência, por   entender  que  a  impetração  dirige-se  contra  ato  omissivo   praticado nos autos da apelação julgada pelo Tribunal de Justiça   do Rio Grande do Sul, determinando, assim, a sua remessa a   esta Corte. Conforme os impetrantes, após a admissão do recurso   especial  pelo  Tribunal  de  Justiça  do  Rio  Grande  do  Sul,   requereu-se, na origem, a juntada de documento de procuração   dos novos defensores.   Ocorre que, segundo alegam, houve um equívoco por parte   do  cartório  da  Câmara  Criminal  do  Tribunal  a  quo,  que  não   juntou  aos  autos  a  petição  com  a  constituição  dos  novos   defensores e a desconstituição da anterior. Requereu-se, então, a      concessão de medida liminar,  \"para suspender qualquer efeito   relativo  ao  trânsito  em  julgado  da  decisão  condenatória  do   TJRS\" (fl. 7).   Consigno, inicialmente, que o deferimento de liminar em   habeas  corpus é  medida excepcional,  reservada para casos  em   que se evidencie, de modo flagrante, coação ilegal ou derivada de   abuso de poder, em detrimento do direito de liberdade, exigindo   demonstração  inequívoca  dos  requisitos  autorizadores:  o   periculum  in  mora  e  o  fumus  boni  iuris,  bem  como  a   plausibilidade do direito.   Da análise dos fatos,  constato,  ao menos nesse primeiro   exame, que não se pode atribuir ao Superior Tribunal de Justiça   a  prática  de  qualquer  ato  que  possa  ter  causado  prejuízo  ao   paciente, como, aliás, indicado na inicial.   Sob a óptica do mérito do REsp-1.231.026, o recurso teve   provimento negado porque o argumento de suposta violação a   enunciados  ou  súmulas  de  tribunais  não  guarda  semelhança   com dispositivo de lei federal, para fins de cabimento do especial.   Além  disso,  o  alegado  dissídio  jurisprudencial  não  foi   demonstrado na forma exigida legal e regimentalmente.   Em relação ao fato de constar nos autos, e também   no sistema do Superior  Tribunal  de  Justiça,  o  nome da   antiga defensora do paciente, são os próprios impetrantes   que atribuem eventual \"equívoco\" da falta de juntada de   petições ao cartório da Câmara Criminal do Tribunal de   Justiça do Rio Grande do Sul.   Frise-se, por relevante, que, nos moldes do agravo de   instrumento  interposto  contra  a  decisão  que  nega   seguimento ao recurso especial, deveriam os interessados,   no caso os impetrantes, ter diligenciado para que os autos   do  processo  de  seu  constituinte  chegasse  a  esta  Corte   devidamente  instruído,  o  que,  como  constata-se,  não   ocorreu.   À vista do exposto, e porque a condenação já transitou em   julgado, estou em que o pedido formulado neste habeas corpus é   manifestamente  incabível,  razão  pela  qual  o  indeferimento  da      ordem  é  medida  que  se  impõe,  nos  termos  do  art.  210,  do   Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça.   Com tais fundamentos, indefiro liminarmente o pedido de   habeas corpus.” (Evento 4, fls. 1-2, grifos nossos)  3.  Em 17.09.2010, o ora Paciente interpôs recurso especial, efetuando  o protocolo no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (Evento 3, fl. 6),  tendo  sido  representando  pela  advogada  Helga  Marie  Cavalcanti,  OAB/RS 22.695, consoante procuração assinada em 10.09.2010 (Evento 3,  fl. 3).  4. Em 01.11.2010, esse recurso especial foi admitido pelo  Tribunal de  Justiça do Rio Grande do Sul e determinada a sua remessa ao Superior  Tribunal de Justiça (Evento 12, fls. 8-16).  5. Enquanto  os  autos  do  processo  ainda  estavam  no  Tribunal  de  Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (Evento 12, fl. 18), o ora Paciente,  em   10.12.2010,  protocolou  petição,  juntando  procuração  outorgando  poderes de representação aos advogados Daniel Achutti, OAB/RS 63.844,  e Fernanda Osório, OAB/RS 54.975, e revogou, expressamente, o mandato  conferido à advogada  Helga Marie Cavalcanti, OAB/RS 22.695 (Evento  12, fls. 53-55).  6.  Essa petição, juntamente com a nova procuração e a revogação do  anterior mandato, não foram juntadas ao processo, tendo o Tribunal de  Justiça do Rio Grande do Sul remetido os autos ao Superior Tribunal de  Justiça.  A ausência da juntada da petição foi certificada pela 5ª Vara Criminal  do Foro Central da Comarca de Porto Alegre/RS, datada de 25/08/11, nos  seguintes termos:   “CERTIFICO, usando a faculdade que me confere a lei e   por  haver  sido  pedido  pela  parte  interessada,  Dra.  Mariana      Chies Santiago Santos – OAB/RS 80.473 que, revendo em meu   Cartório  o  processo  2.08.0057777-0  recebido  do  STJ  em   12/08/2011,  verifiquei  que não consta no processo supra   mencionado  a  petição  entregue  no  protocolo  geral  do   TJ/RS em 10/12/2010 às 16:00hs. DOU FÉ.”  (Evento 03, fl.  22, grifos nossos).  7.  Em  02.02.2011,  o  recurso  especial  foi  recebido  no  Superior  Tribunal  de  Justiça,  tendo  sido  cadastrado  apenas  a  advogada  Helga  Marie Cavalcanti,  OAB/RS 22.695 (Evento 12, fl.  22),  que também foi a  única  procuradora  intimada  da  decisão  que  negou  seguimento  ao  referido recurso (Evento 20, fls. 9 e 18-19).  8. Assim,  é  evidente  a  ocorrência  de  vício  processual,  porque  a  omissão do Tribunal de Justiça do Rio Grande de Sul em juntar  a nova  procuração  outorgada  pelo  Paciente  ensejou  a  irregular  autuação  do  recurso especial no Superior Tribunal de Justiça e a consequente ausência  de  intimação  dos  Impetrantes  no  que  se  refere  à  decisão  que  negou  seguimento ao referido recurso.  9. Ao contrário  do exposto na decisão atacada,  não competia  aos  Impetrantes qualquer outra diligência diversa daquela por eles praticada,  porque a revogação do mandato e a constituição de novos procuradores  ocorreu após a interposição do recurso especial e a petição de juntada foi  corretamente direcionada, inclusive fazendo menção ao mesmo número  do processo (Evento 12, fls. 8 e 53).  10. É de se realçar, ainda, que os novos advogados do Paciente foram  intimados da decisão proferida em 1.11.2010, no Tribunal de Justiça do  Rio Grande do Sul,  que admitiu o recurso especial  (Evento 12,  fl.  17),  porém  não  o  foram  quando  da  intimação  da  decisão  que  negou  seguimento ao recurso,  no Superior  Tribunal  de Justiça,  publicada em  29.3.2011.    11. Dessa forma,  foi  negado ao Paciente o direito de ter ciência e  eventualmente recorrer da decisão monocrática, que negou seguimento  ao recurso especial, o que acarretou o irregular trânsito em julgado da  sentença,  tendo  sido  expedidos,  pelo  Juízo  de  primeiro  grau,  guia  de  execução de pena n. 90566-6 e mandado de prisão (Evento 26).   O  Supremo  Tribunal  Federal  assentou  que  a  irregularidade  de  intimação  do  advogado  acarreta  da  nulidade  do  ato  por  ofensa  aos  princípios da ampla defesa e publicidade:   “RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  PRELIMINAR.   REPRESENTAÇÃO  PROCESSUAL.  PARTE  ASSISTIDA  POR  MAIS  DE  UM  ADVOGADO.  PUBLICAÇÃO  EM   NOME  DE  UM  DELES.  EFICÁCIA  DO  ATO   INTIMATÓRIO.  AUSÊNCIA  DE  NULIDADE.  MÉRITO.   FUNDO  DE  COMBATE  À  POBREZA.  LEGISLAÇÃO   ANTERIOR. CONVALIDAÇÃO PELA EMENDA 42/2003. 1.   A  intimação  a  somente  um  dos  advogados  constituídos  no   processo  não  gera  a  nulidade  do  ato,  exceto  no  caso  de   substabelecimento  outorgado,  sem  reserva  de  poderes.   Precedente: RE 164.577-AgR, da relatoria do ministro Maurício   Corrêa.  2.  O  art.  4º  da  Emenda  Constitucional  42/2003   convalidou a legislação anterior sobre Fundo Constitucional de   Combate à Pobreza. 3. Agravo regimental não provido.”  (AgR  no RE 648.494, Relator Ministro Ayres Britto, DJe 3.5.2012,  grifos nossos).    “AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO   EXTRAORDINÁRIO.  REPRESENTAÇÃO   PROCESSUAL.PARTE  ASSISTIDA  POR  MAIS  DE  UM   ADVOGADO NA MESMA PROCURAÇÃO. PUBLICAÇÃO   EM  NOME  DE  UM  DELES.  EFICÁCIA  DO  ATO   INTIMATÓRIO. NULIDADE INEXISTENTE. 1 - Se a parte   a ser intimada tem mais de um advogado constituído nos autos e   a publicação mencionou o nome de um deles, é de todo eficaz o   ato intimatório. 1.1 - A publicação no órgão oficial deve trazer os      nomes das partes e de seu advogado, não os nomes de todos os   advogados  por  ela  constituídos.  1.2  -  Substabelecimento   outorgado,  com  reserva  de  poderes,  em  que  é  facultado  aos   procuradores  agirem  em  conjunto  ou  separadamente,   independentemente da ordem de nomeação. Intimação efetuada   em  nome  de  um  deles.  Nulidade  inexistente.  2.   Substabelecimento outorgado, sem reserva de poderes. Somente   nessa  hipótese  é  indispensável  constar  da  publicação  da   intimação  o  nome  do  advogado  substabelecido.  Agravo   regimental  não  provido.”  (RE  164.577,  Relator  Ministro  Maurício Corrêa, DJ 30.5.1997, grifos nossos).  Na  mesma  linha:  MS  21.209-AgR,  Rel.  Min.  Nelson  Jobim,  DJ  3.12.2004 e RE 255.967-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 24.6.2005.  12. Pelo  exposto,  encaminho a  votação  no sentido de  conceder  a  ordem para anular  todos os atos praticados após publicação da decisão  monocrática que inadmitiu o recurso especial n. 1.231.026/RS, no Superior  Tribunal de Justiça, que deverá proceder a nova publicação da referida  decisão, cadastrando-se os dois primeiros Impetrantes como advogados  do Paciente.  Anoto que a revogação da ordem de prisão do Paciente depende de  estar  fundamentada  no  trânsito  em julgado da  sentença  condenatória,  sem prejuízo da decretação da prisão pelo surgimento dos pressupostos  cautelares ou  tenha sido preso por outro motivo.  Comunique-se, com urgência, ao Ministro Adílson Vieira Macabu  (Desembargador convocado do TJ/RJ), do Superior Tribunal de Justiça,  atual Relator do recurso especial n. 1.231.026/RS, ao Tribunal de Justiça  do  Estado  do  Rio  Grande  do  Sul  e  ao  juízo  da  Vara  de  Execuções  Criminais  do  Foro  Central  da  Comarca  de  Porto  Alegre,  para  que  tenham ciência deste julgamento e adotem as medidas necessárias ao  cumprimento do aqui determinado.   ", "votante" : "MIN_CARMEN_LUCIA" } ] }
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PROCEDIMENTO  VEDADO  NA  INSTÂNCIA  EXTRAORDINÁRIA.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  INTERPOSTO  SOB A ÉGIDE DO CPC/1973.  ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 19  DO ADCT. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/1973.  1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da  jurisprudência  firmada  no  Supremo  Tribunal  Federal.  Compreensão  diversa  demandaria  a  reelaboração  da  moldura  fática  delineada  no  acórdão  de  origem,  a  tornar  oblíqua  e  reflexa  eventual  ofensa  à  Constituição,  insuscetível,  como  tal,  de  viabilizar  o  conhecimento  do  recurso extraordinário.  2.  As  razões  do  agravo  não  se  mostram  aptas  a  infirmar  os  fundamentos  que lastrearam a decisão agravada,  mormente no que se  refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República.  3. Agravo regimental conhecido e não provido.  " }, "extratoata" : { "texto" : "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729.916 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. 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Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      10/11/2017 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729.916 SANTA CATARINA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATORA : MIN. ROSA WEBER\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     MARLENE JAHN\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JOSÉ SÉRGIO DA SILVA CRISTÓVAM E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESTADO DE SANTA CATARINA\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA\n    </p>\n    <p>\n     CATARINA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     DIREITO  ADMINISTRATIVO.  PROFESSORA  ADMITIDA  EM \nCARÁTER TEMPORÁRIO. PRETENSÃO DE RECONHECIMENTO DO \nDIREITO À ESTABILIDADE DO ART. 19 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES \nCONSTITUCIONAIS  TRANSITÓRIAS.  REELABORAÇÃO  DA \nMOLDURA  FÁTICA.  PROCEDIMENTO  VEDADO  NA  INSTÂNCIA \nEXTRAORDINÁRIA.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  INTERPOSTO \nSOB A ÉGIDE DO CPC/1973.  ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 19 \nDO ADCT. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/1973.\n    </p>\n    <p>\n     1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da \njurisprudência  firmada  no  Supremo  Tribunal  Federal.  Compreensão \ndiversa  demandaria  a  reelaboração  da  moldura  fática  delineada  no \nacórdão  de  origem,  a  tornar  oblíqua  e  reflexa  eventual  ofensa  à \nConstituição,  insuscetível,  como  tal,  de  viabilizar  o  conhecimento  do \nrecurso extraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     2.  As  razões  do  agravo  não  se  mostram  aptas  a  infirmar  os \nfundamentos  que lastrearam a decisão agravada,  mormente no que se \nrefere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República.\n    </p>\n    <p>\n     3. Agravo regimental conhecido e não provido.\n     <b>\n      ACÓRDÃO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \nSupremo  Tribunal  Federal  em  conhecer  do  agravo  e  negar-lhe \nprovimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, em\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14080309.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 729916 AGR / SC\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     sessão virtual da Primeira Turma de 03 a 09 de novembro de 2017, na \nconformidade da ata do julgamento. Vencido o Ministro Marco Aurélio.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 10 de novembro de 2017.\n    </p>\n    <p>\n     Ministra Rosa Weber\nRelatora\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14080309.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      10/11/2017 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729.916 SANTA CATARINA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATORA : MIN. ROSA WEBER\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     MARLENE JAHN\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JOSÉ SÉRGIO DA SILVA CRISTÓVAM E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESTADO DE SANTA CATARINA\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA\n    </p>\n    <p>\n     CATARINA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATÓRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A Senhora  Ministra  Rosa  Weber  (Relatora):\n     </b>\n     A decisão  por  mim \nproferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou \ndesafiada por agravo regimental.\n    </p>\n    <p>\n     Na minuta,  impugna-se a decisão agravada ao argumento de que \ndemonstrada,  na hipótese,  a  afronta  direta dos preceitos  da Lei  Maior \nindicados nas razões recursais. Reitera a afronta ao art. 19 do ADCT.\n    </p>\n    <p>\n     O  Colegiado  de  origem  julgou  a  controvérsia  em  decisão  cuja \nementa reproduzo:\n    </p>\n    <p>\n     “APELAÇÃO  CÍVEL  –  AÇÃO  DECLARATÓRIA \nCONDENATÓRIA – PROFESSORA ADMITIDA EM CARÁTER \nTEMPORÁRIO – PRETENSÃO DE RECONHECIMENTO DO \nDIREITO  À  ESTABILIDADE  DO  ART.  19  DO  ATO  DAS \nDISPOSIÇÕES  CONSTITUCIONAIS  TRANSITÓRIAS  – \nIMPOSSIBILIDADE – VÍNCULO PRECÁRIO E PROVISÓRIO \nCOM A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – SETENÇA MANTIDA \n– RECURSO DESPROVIDO.”\n    </p>\n    <p>\n     Recurso  extraordinário  e  agravo  manejados  sob  a  égide  do \nCPC/1973.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      É o relatório.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14080310.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      10/11/2017 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729.916 SANTA CATARINA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      VOTO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A  Senhora  Ministra  Rosa  Weber  (Relatora):\n     </b>\n     Preenchidos  os \npressupostos genéricos,\n     <b>\n      conheço\n     </b>\n     do agravo e passo ao exame do mérito.\n    </p>\n    <p>\n     Irrepreensível a decisão agravada.\nO Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova\n    </p>\n    <p>\n     produzida  para  firmar  seu  convencimento,  razão  pela  qual  aferir  a \nocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no \napelo  extremo  exigiria  o  revolvimento  do  quadro  fático  delineado, \nprocedimento  vedado  em  sede  extraordinária.  Aplicação  da  Súmula \n279/STF:  “\n     <i>\n      Para  simples  reexame  de  prova  não  cabe  recurso  extraordinário”\n     </i>\n     . \nNesse  sentido:  RE  489.002-AgR,  Rel.  Min.  Eros  Grau,  2ª  Turma,  DJe \n22.02.2008;  e  AI  577.970-AgR,  Rel.  Min.  Cezar  Peluso,  2ª  Turma,  DJ \n20.10.2006, com a seguinte ementa:\n    </p>\n    <p>\n     “1.  RECURSO.  Extraordinário.  Inadmissibilidade. \nAlegação  de  ofensa  ao  art.  19  do  Dispositivo  Transitório. \nViolação  dependente  de  reexame  prévio  de  matéria  fática. \nSúmula  279.  Não  cabe  recurso  extraordinário  que  tenha  por \nobjeto  alegação  de  ofensa  que,  irradiando-se  de  má \ninterpretação,  aplicação,  ou,  até,  de inobservância  de normas \ninfraconstitucionais,  seria  apenas  indireta  à  Constituição  da \nRepública,  tampouco  que  dependa  de  reexame  de  fatos  e \nprovas. 2. RECURSO. Extraordinário. Estabilidade. Artigo 19 do \nDispositivo  Transitório.  Requisito  Temporal.  Adquire  a \nestabilidade anômala, prevista no artigo 19 do ADCT, aquele \nque prestou serviço por mais de cinco anos, até 05.10.88.”\n    </p>\n    <p>\n     Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas \na infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.\n    </p>\n    <p>\n     Agravo regimental\n     <b>\n      conhecido\n     </b>\n     e\n     <b>\n      não provido\n     </b>\n     .\n     <b>\n      É como voto.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14080311.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto Vogal\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729.916 SANTA CATARINA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATORA : MIN. ROSA WEBER\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     MARLENE JAHN\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JOSÉ SÉRGIO DA SILVA CRISTÓVAM E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESTADO DE SANTA CATARINA\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA\n    </p>\n    <p>\n     CATARINA\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  –  Observem  as \npeculiaridades do caso,  ressaltando-se que o recurso extraordinário foi \nadmitido  na  origem.  A  agravante  foi  contratada  em  1976,  sendo \nsucessivamente  renovado  o  vínculo.  Vale  dizer  que,  entre  a  primeira \ncontratação até o ajuizamento da ação, decorreram 31 anos.\n    </p>\n    <p>\n     Eis  quadro  a  revelar  a  necessidade  de  enfrentamento  do  recurso \nextraordinário,  definindo-se  o  alcance  do  artigo  19  do  Ato  das \nDisposições  Constitucionais  Transitórias,  a  prever  que  os  “servidores \npúblicos  civis  da  União,  dos  Estados,  do  Distrito  Federal  e  dos \nMunicípios,  da  administração  direta,  autárquica  e  das  fundações \npúblicas, em exercício na data da promulgação da Constituição, há pelo \nmenos  cinco  anos  continuados,  e  que  não  tenham  sido  admitidos  na \nforma regulada no art.  37  da Constituição” – concurso público – “são \nconsiderados estáveis no serviço público”.\n    </p>\n    <p>\n     O caso concreto não se enquadra no § 2º do citado artigo, tampouco \nno § 3º, a versar a situação de professores de nível superior.\n    </p>\n    <p>\n     Provejo o agravo para que o recurso extraordinário tenha regular \nsequência.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14027865.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 10/11/2017\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729.916\n     </b>\n     PROCED. : SANTA CATARINA\n     <b>\n      RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n     </b>\n     AGTE.(S) : MARLENE JAHN\nADV.(A/S) : JOSÉ SÉRGIO DA SILVA CRISTÓVAM (SC016298/) E \nOUTRO(A/S)\nAGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe \nprovimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro \nMarco  Aurélio.  Primeira  Turma,  Sessão  Virtual  de  3.11.2017  a \n9.11.2017.\n    </p>\n    <p>\n     Composição:  Ministros  Marco  Aurélio  (Presidente),  Luiz  Fux,\n    </p>\n    <p>\n     Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14073258\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "10/11/2017 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729.916 SANTA CATARINA\n", "RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n", "AGTE.(S) :MARLENE JAHN \n", "ADV.(A/S) : JOSÉ SÉRGIO DA SILVA CRISTÓVAM E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA \n", "CATARINA \n", "EMENTA\n", "DIREITO  ADMINISTRATIVO.  PROFESSORA  ADMITIDA  EM \n", "CARÁTER TEMPORÁRIO. PRETENSÃO DE RECONHECIMENTO DO \n", "DIREITO À ESTABILIDADE DO ART. 19 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES \n", "CONSTITUCIONAIS  TRANSITÓRIAS.  REELABORAÇÃO  DA \n", "MOLDURA  FÁTICA.  PROCEDIMENTO  VEDADO  NA  INSTÂNCIA \n", "EXTRAORDINÁRIA.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  INTERPOSTO \n", "SOB A ÉGIDE DO CPC/1973.  ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 19 \n", "DO ADCT. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/1973.\n", "1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da \n", "jurisprudência  firmada  no  Supremo  Tribunal  Federal.  Compreensão \n", "diversa  demandaria  a  reelaboração  da  moldura  fática  delineada  no \n", "acórdão  de  origem,  a  tornar  oblíqua  e  reflexa  eventual  ofensa  à \n", "Constituição,  insuscetível,  como  tal,  de  viabilizar  o  conhecimento  do \n", "recurso extraordinário.\n", "2.  As  razões  do  agravo  não  se  mostram  aptas  a  infirmar  os \n", "fundamentos  que lastrearam a decisão agravada,  mormente no que se \n", "refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República.\n", "3. Agravo regimental conhecido e não provido.\n", "ACÓRDÃO\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \n", "Supremo  Tribunal  Federal  em  conhecer  do  agravo  e  negar-lhe \n", "provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, em \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14080309.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6\n", "Ementa e Acórdão\n", "RE 729916 AGR / SC \n", "sessão virtual da Primeira Turma de 03 a 09 de novembro de 2017, na \n", "conformidade da ata do julgamento. Vencido o Ministro Marco Aurélio.\n", "Brasília, 10 de novembro de 2017.\n", "Ministra Rosa Weber\n", "Relatora\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14080309.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n", "Relatório\n", "10/11/2017 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729.916 SANTA CATARINA\n", "RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n", "AGTE.(S) :MARLENE JAHN \n", "ADV.(A/S) : JOSÉ SÉRGIO DA SILVA CRISTÓVAM E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA \n", "CATARINA \n", "RELATÓRIO\n", "A Senhora  Ministra  Rosa  Weber  (Relatora): A decisão  por  mim \n", "proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou \n", "desafiada por agravo regimental.\n", "Na minuta,  impugna-se a decisão agravada ao argumento de que \n", "demonstrada,  na hipótese,  a  afronta  direta dos preceitos  da Lei  Maior \n", "indicados nas razões recursais. Reitera a afronta ao art. 19 do ADCT. \n", "O  Colegiado  de  origem  julgou  a  controvérsia  em  decisão  cuja \n", "ementa reproduzo:\n", "“APELAÇÃO  CÍVEL  –  AÇÃO  DECLARATÓRIA \n", "CONDENATÓRIA – PROFESSORA ADMITIDA EM CARÁTER \n", "TEMPORÁRIO – PRETENSÃO DE RECONHECIMENTO DO \n", "DIREITO  À  ESTABILIDADE  DO  ART.  19  DO  ATO  DAS \n", "DISPOSIÇÕES  CONSTITUCIONAIS  TRANSITÓRIAS  – \n", "IMPOSSIBILIDADE – VÍNCULO PRECÁRIO E PROVISÓRIO \n", "COM A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – SETENÇA MANTIDA \n", "– RECURSO DESPROVIDO.”\n", "Recurso  extraordinário  e  agravo  manejados  sob  a  égide  do \n", "CPC/1973.\n", "É o relatório.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14080310.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "10/11/2017 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729.916 SANTA CATARINA\n", "VOTO\n", "A  Senhora  Ministra  Rosa  Weber  (Relatora): Preenchidos  os \n", "pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito.\n", "Irrepreensível a decisão agravada.\n", "O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova \n", "produzida  para  firmar  seu  convencimento,  razão  pela  qual  aferir  a \n", "ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no \n", "apelo  extremo  exigiria  o  revolvimento  do  quadro  fático  delineado, \n", "procedimento  vedado  em  sede  extraordinária.  Aplicação  da  Súmula \n", "279/STF:  “Para  simples  reexame  de  prova  não  cabe  recurso  extraordinário”. \n", "Nesse  sentido:  RE  489.002-AgR,  Rel.  Min.  Eros  Grau,  2ª  Turma,  DJe \n", "22.02.2008;  e  AI  577.970-AgR,  Rel.  Min.  Cezar  Peluso,  2ª  Turma,  DJ \n", "20.10.2006, com a seguinte ementa:\n", "“1.  RECURSO.  Extraordinário.  Inadmissibilidade. \n", "Alegação  de  ofensa  ao  art.  19  do  Dispositivo  Transitório. \n", "Violação  dependente  de  reexame  prévio  de  matéria  fática. \n", "Súmula  279.  Não  cabe  recurso  extraordinário  que  tenha  por \n", "objeto  alegação  de  ofensa  que,  irradiando-se  de  má \n", "interpretação,  aplicação,  ou,  até,  de inobservância  de normas \n", "infraconstitucionais,  seria  apenas  indireta  à  Constituição  da \n", "República,  tampouco  que  dependa  de  reexame  de  fatos  e \n", "provas. 2. RECURSO. Extraordinário. Estabilidade. Artigo 19 do \n", "Dispositivo  Transitório.  Requisito  Temporal.  Adquire  a \n", "estabilidade anômala, prevista no artigo 19 do ADCT, aquele \n", "que prestou serviço por mais de cinco anos, até 05.10.88.”\n", "Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas \n", "a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.\n", "Agravo regimental conhecido e não provido.\n", "É como voto.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14080311.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6\n", "Voto Vogal\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729.916 SANTA CATARINA\n", "RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n", "AGTE.(S) :MARLENE JAHN \n", "ADV.(A/S) : JOSÉ SÉRGIO DA SILVA CRISTÓVAM E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA \n", "CATARINA \n", "V O T O\n", "  \n", "O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  –  Observem  as \n", "peculiaridades do caso,  ressaltando-se que o recurso extraordinário foi \n", "admitido  na  origem.  A  agravante  foi  contratada  em  1976,  sendo \n", "sucessivamente  renovado  o  vínculo.  Vale  dizer  que,  entre  a  primeira \n", "contratação até o ajuizamento da ação, decorreram 31 anos. \n", "Eis  quadro  a  revelar  a  necessidade  de  enfrentamento  do  recurso \n", "extraordinário,  definindo-se  o  alcance  do  artigo  19  do  Ato  das \n", "Disposições  Constitucionais  Transitórias,  a  prever  que  os  “servidores \n", "públicos  civis  da  União,  dos  Estados,  do  Distrito  Federal  e  dos \n", "Municípios,  da  administração  direta,  autárquica  e  das  fundações \n", "públicas, em exercício na data da promulgação da Constituição, há pelo \n", "menos  cinco  anos  continuados,  e  que  não  tenham  sido  admitidos  na \n", "forma regulada no art.  37  da Constituição” – concurso público – “são \n", "considerados estáveis no serviço público”. \n", "O caso concreto não se enquadra no § 2º do citado artigo, tampouco \n", "no § 3º, a versar a situação de professores de nível superior. \n", "Provejo o agravo para que o recurso extraordinário tenha regular \n", "sequência. \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14027865.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6\n", "Extrato de Ata - 10/11/2017\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729.916\n", "PROCED. : SANTA CATARINA\n", "RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n", "AGTE.(S) : MARLENE JAHN\n", "ADV.(A/S) : JOSÉ SÉRGIO DA SILVA CRISTÓVAM (SC016298/) E \n", "OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA\n", "Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe \n", "provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro \n", "Marco  Aurélio.  Primeira  Turma,  Sessão  Virtual  de  3.11.2017  a \n", "9.11.2017.\n", " \n", "Composição:  Ministros  Marco  Aurélio  (Presidente),  Luiz  Fux, \n", "Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. \n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14073258\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6\n" ], "numero" : "729916", "partes" : [ { "nome" : "MIN. ROSA WEBER", "sigla" : "", "tipo" : "RELATORA" }, { "nome" : "MARLENE JAHN", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "JOSÉ SÉRGIO DA SILVA CRISTÓVAM E OUTRO(A/S)", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "ESTADO DE SANTA CATARINA", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. ROSA WEBER", "texto" : "A Senhora  Ministra  Rosa  Weber  (Relatora): A decisão  por  mim  proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou  desafiada por agravo regimental.  Na minuta,  impugna-se a decisão agravada ao argumento de que  demonstrada,  na hipótese,  a  afronta  direta dos preceitos  da Lei  Maior  indicados nas razões recursais. Reitera a afronta ao art. 19 do ADCT.   O  Colegiado  de  origem  julgou  a  controvérsia  em  decisão  cuja  ementa reproduzo:  “APELAÇÃO  CÍVEL  –  AÇÃO  DECLARATÓRIA  CONDENATÓRIA – PROFESSORA ADMITIDA EM CARÁTER  TEMPORÁRIO – PRETENSÃO DE RECONHECIMENTO DO  DIREITO  À  ESTABILIDADE  DO  ART.  19  DO  ATO  DAS  DISPOSIÇÕES  CONSTITUCIONAIS  TRANSITÓRIAS  –  IMPOSSIBILIDADE – VÍNCULO PRECÁRIO E PROVISÓRIO  COM A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – SETENÇA MANTIDA  – RECURSO DESPROVIDO.”  Recurso  extraordinário  e  agravo  manejados  sob  a  égide  do  CPC/1973.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   VOTO  A  Senhora  Ministra  Rosa  Weber  (Relatora): Preenchidos  os  pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito.  Irrepreensível a decisão agravada. O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova   produzida  para  firmar  seu  convencimento,  razão  pela  qual  aferir  a  ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no  apelo  extremo  exigiria  o  revolvimento  do  quadro  fático  delineado,  procedimento  vedado  em  sede  extraordinária.  Aplicação  da  Súmula  279/STF:  “Para  simples  reexame  de  prova  não  cabe  recurso  extraordinário”.  Nesse  sentido:  RE  489.002-AgR,  Rel.  Min.  Eros  Grau,  2ª  Turma,  DJe  22.02.2008;  e  AI  577.970-AgR,  Rel.  Min.  Cezar  Peluso,  2ª  Turma,  DJ  20.10.2006, com a seguinte ementa:  “1.  RECURSO.  Extraordinário.  Inadmissibilidade.  Alegação  de  ofensa  ao  art.  19  do  Dispositivo  Transitório.  Violação  dependente  de  reexame  prévio  de  matéria  fática.  Súmula  279.  Não  cabe  recurso  extraordinário  que  tenha  por  objeto  alegação  de  ofensa  que,  irradiando-se  de  má  interpretação,  aplicação,  ou,  até,  de inobservância  de normas  infraconstitucionais,  seria  apenas  indireta  à  Constituição  da  República,  tampouco  que  dependa  de  reexame  de  fatos  e  provas. 2. RECURSO. Extraordinário. Estabilidade. Artigo 19 do  Dispositivo  Transitório.  Requisito  Temporal.  Adquire  a  estabilidade anômala, prevista no artigo 19 do ADCT, aquele  que prestou serviço por mais de cinco anos, até 05.10.88.”  Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas  a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.  Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. ", "votante" : "MIN_ROSA_WEBER" }, { "texto" : "   CATARINA   O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  –  Observem  as  peculiaridades do caso,  ressaltando-se que o recurso extraordinário foi  admitido  na  origem.  A  agravante  foi  contratada  em  1976,  sendo  sucessivamente  renovado  o  vínculo.  Vale  dizer  que,  entre  a  primeira  contratação até o ajuizamento da ação, decorreram 31 anos.   Eis  quadro  a  revelar  a  necessidade  de  enfrentamento  do  recurso  extraordinário,  definindo-se  o  alcance  do  artigo  19  do  Ato  das  Disposições  Constitucionais  Transitórias,  a  prever  que  os  “servidores  públicos  civis  da  União,  dos  Estados,  do  Distrito  Federal  e  dos  Municípios,  da  administração  direta,  autárquica  e  das  fundações  públicas, em exercício na data da promulgação da Constituição, há pelo  menos  cinco  anos  continuados,  e  que  não  tenham  sido  admitidos  na  forma regulada no art.  37  da Constituição” – concurso público – “são  considerados estáveis no serviço público”.   O caso concreto não se enquadra no § 2º do citado artigo, tampouco  no § 3º, a versar a situação de professores de nível superior.   Provejo o agravo para que o recurso extraordinário tenha regular  sequência.  ", "votante" : "Vogal" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac3b0d25122448875a3" }, "acordao" : { "texto" : "julgamento virtual de 11 a 18.8.2017, por unanimidade e nos termos do  voto  do  Relator,  negou  provimento  ao  agravo  e  determinou  seja  certificado o trânsito em julgado do acórdão proferido neste julgamento e  promovida a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação  do acórdão.  Brasília, 21 de agosto de 2017. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente " }, "arquivohtml" : "./ITD/898302/html/898302.html", "arquivopdf" : "./ITD/898302/898302.pdf", "arquivossecoes" : { "ATA" : "./ITD/898302/html/898302_Extrato_de_Ata_21_08_2017_pg_7_7_seq_4.html", "EMENTA_ACORDAO" : "./ITD/898302/html/898302_Ementa_e_Acordao_pg_1_1_seq_1.html", "OUTROS" : [ "./ITD/898302/html/898302.html" ], "RELATORIO" : "./ITD/898302/html/898302_Relatorio_pg_2_3_seq_2.html", "VOTOS" : { "898302_Voto_MIN_LUIZ_FUX_pg_4_6_seq_3" : "./ITD/898302/html/898302_Voto_MIN_LUIZ_FUX_pg_4_6_seq_3.html" } }, "arquivotxt" : "./ITD/898302/txt/898302.txt", "caminho" : "./ITD/", "ementa" : { "texto" : "EMENTA: AGRAVO  REGIMENTAL  NOS  EMBARGOS  DE  DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO  REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.  PENAL  E  PROCESSUAL  PENAL.   CRIME  DE  APROPRIAÇÃO  INDÉBITA.  ARTIGO  168  DO  CÓDIGO  PENAL.  PRELIMINAR  FORMAL  DE  REPERCUSSÃO  GERAL.  AUSÊNCIA  DE  FUNDAMENTAÇÃO. DECISÃO  MONOCRÁTICA  DE  ACORDO  COM  A  JURISPRUDÊNCIA  PACÍFICA  DESTA  SUPREMA  CORTE.  CARÁTER  PROTELATÓRIO  DO  RECURSO.  DETERMINADA  A  CERTIFICAÇÃO  DO  TRÂNSITO  EM  JULGADO  COM  A  CONSEQUENTE  BAIXA  IMEDIATA  DOS  AUTOS,  INDEPENDENTEMENTE  DA  PUBLICAÇÃO  DO  .  AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.   O Plenário do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de  " }, "extratoata" : { "texto" : "AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO  EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.302 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SERGIO GOMES DE FREITAS ADV.(A/S) : JORGE LUIZ RODRIGUES BAPTISTA DE PAULA (0154890/RJ) AGDO.(A/S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE  JANEIRO   Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do  Relator, negou provimento ao agravo e determinou seja certificado  o  trânsito  em  julgado  do  acórdão  proferido  neste  julgamento  e  promovida  a  baixa  imediata  dos  autos,  independentemente  de  publicação do acórdão. Plenário, sessão virtual de 11 a 18.8.2017  (Portaria nº 174, de 8 de agosto de 2017).    Composição:  Ministros  Cármen  Lúcia  (Presidente),  Celso  de   Mello,  Marco  Aurélio,  Gilmar  Mendes,  Ricardo  Lewandowski,  Dias  Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e  Alexandre de Moraes.  p/Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      21/08/2017 PLENÁRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.302 RIO DE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     SERGIO GOMES DE FREITAS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JORGE LUIZ RODRIGUES BAPTISTA DE PAULA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE\n    </p>\n    <p>\n     JANEIRO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO\n    </p>\n    <p>\n     RIO DE JANEIRO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA: AGRAVO  REGIMENTAL  NOS  EMBARGOS  DE \nDIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO \nREGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. \nPENAL  E  PROCESSUAL  PENAL.   CRIME  DE  APROPRIAÇÃO \nINDÉBITA.  ARTIGO  168  DO  CÓDIGO  PENAL.  PRELIMINAR \nFORMAL  DE  REPERCUSSÃO  GERAL.  AUSÊNCIA  DE \nFUNDAMENTAÇÃO. DECISÃO  MONOCRÁTICA  DE  ACORDO \nCOM  A  JURISPRUDÊNCIA  PACÍFICA  DESTA  SUPREMA  CORTE. \nCARÁTER  PROTELATÓRIO  DO  RECURSO.  DETERMINADA  A \nCERTIFICAÇÃO  DO  TRÂNSITO  EM  JULGADO  COM  A \nCONSEQUENTE  BAIXA  IMEDIATA  DOS  AUTOS, \nINDEPENDENTEMENTE  DA  PUBLICAÇÃO  DO  ACÓRDÃO. \nAGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n     O Plenário do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de\n    </p>\n    <p>\n     julgamento virtual de 11 a 18.8.2017, por unanimidade e nos termos do \nvoto  do  Relator,  negou  provimento  ao  agravo  e  determinou  seja \ncertificado o trânsito em julgado do acórdão proferido neste julgamento e \npromovida a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação \ndo acórdão.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 21 de agosto de 2017.\nMinistro\n     <b>\n      LUIZ FUX - RELATOR\n     </b>\n     <i>\n      Documento assinado digitalmente\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13443279.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      21/08/2017 PLENÁRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.302 RIO DE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     SERGIO GOMES DE FREITAS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JORGE LUIZ RODRIGUES BAPTISTA DE PAULA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE\n    </p>\n    <p>\n     JANEIRO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO\n    </p>\n    <p>\n     RIO DE JANEIRO\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):\n     </b>\n     Trata-se  de  agravo \nregimental  interposto  contra  decisão  que  inadmitiu  os  embargos  de \ndivergência, assim ementada:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS  DE  \nDECLARAÇÃO  NO  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  \nEXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.   PENAL E PROCESSUAL  \nPENAL. CRIME DE APROPRIAÇÃO INDÉBITA. ARTIGO 168  \nDO  CÓDIGO  PENAL.  PRELIMINAR  FORMAL  DE  \nREPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO.  \nAUSÊNCIA DE IDENTIDADE E DE SIMILITUDE DE TESES  \nJURÍDICAS.  IMPOSSIBILIDADE  DE  COMPROVAÇÃO  DO  \nDISSÍDIO JURISPRUDENCIAL.  PRECEDENTES.  EMBARGOS  \nDE DIVERGÊNCIA INADMITIDOS. ”\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Neste  recurso,  o  agravante  repisa  os  argumentos  expendidos \nanteriormente e, ao final, requer,\n     <i>\n      in verbis\n     </i>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Assim, rogando vênias ao ilustre Relator, Ministro Luiz Fux,  \npede-se  a  Vs.  Exas.  que  entendam  como  analisados  os  Acórdãos  \nimpugnado  e  paradigma,  no  sentido  de  que  foi,  regular  e  \nexpressamente,  na  forma  da  legislação  de  regência,  em  especial  o\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13443280.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 898302 AGR-ED-EDV-AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Regimento  Interno  do  STF,  exposta  a  divergência  que  fundou  a  \ninterposição dos respectivos Embargos.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Assim, presentes todos os requisitos de admissibilidade recursal,  \no Agravante requer o conhecimento e ulterior provimento do Embargo  \nRegimental para que sejam providos os Embargos de Divergência e ao  \nfinal se proceda à re-análise do tema recursal de fundo, nos termos do  \npedido  constante  na  peça  de  Recurso  Extraordinário  regular  e  \nanteriormente interposto.”\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13443280.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      21/08/2017 PLENÁRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.302 RIO DE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):\n     </b>\n     Não  assiste  razão  ao \nagravante.\n    </p>\n    <p>\n     Em que pesem os argumentos expendidos nas razões  de agravar,\n    </p>\n    <p>\n     resta  evidenciado  das  razões  recursais  que  o  agravante  não  trouxe \nnenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela \nqual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.\n    </p>\n    <p>\n     Conforme já afirmado na decisão recorrida, consoante prescreve o \nartigo  331  do  Regimento  Interno  do  Supremo  Tribunal  Federal,  “\n     <i>\n      A \ndivergência será comprovada mediante certidão, cópia autenticada ou pela citação  \ndo  repositório  de  jurisprudência,  oficial  ou  credenciado,  inclusive  em  mídia  \neletrônica,  em  que  tiver  sido  publicada  a  decisão  divergente,  ou  ainda  pela  \nreprodução de julgado disponível na internet, com indicação da respectiva fonte,  \nmencionando,  em  qualquer  caso,  as  circunstâncias  que  identifiquem  ou  \nassemelhem os casos confrontados\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     Contudo,  nos  embargos  de  divergência,  o  embargante,  ora \nagravante,  deixou  de  demonstrar,  de  forma  objetiva  e  explícita,  a \ndivergência entre o acórdão hostilizado e os paradigmas apontados como \ndissidentes,  tampouco  apontou  as  circunstâncias  identificadoras  dos \ncasos em confronto, limitando-se a transcrever os paradigmas indicados.\n    </p>\n    <p>\n     Segundo  orientação  consolidada  por  esta  Suprema  Corte,  “\n     <i>\n      A \nutilização adequada dos embargos de divergência impõe ao recorrente o dever de  \ndemonstrar, de maneira objetiva e analítica, o dissídio interpretativo alegado, sob  \npena  de  inadmissão  do  recurso”  (\n     </i>\n     ARE  710.030  AGR-segundo-ED-EDv-\nAgR/PI, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 12/9/2014).\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13443281.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 898302 AGR-ED-EDV-AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Destarte, não se revela admissível falar em dissensão de julgados, \nem face da ausência de identidade e similitude entre os  fundamentos dos \nacórdãos confrontados.\n    </p>\n    <p>\n     A propósito, seguem ementas de acórdãos do Tribunal  Pleno desta \nCorte,\n     <i>\n      verbis\n     </i>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      AGRAVO  REGIMENTAL  NOS  EMBARGOS  DE  \nDIVERGÊNCIA  NO  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  \nEXTRAORDINÁRIO.  DISSENSO  JURISPRUDENCIAL.  \nAUSÊNCIA  DE  IDENTIDADE  E  SIMILITUDE  ENTRE  OS  \nTEMAS  VERSADOS  NOS  ACÓRDÃOS  CONFRONTADOS.  \nINADMISSIBILIDADE  DE  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  \nPRESSUPOSTOS  PROCESSUAIS.  SÚMULA  STF  280.  \nDIVERGÊNCIA  RELACIONADA  COM  O  MÉRITO  DA \nCONTROVÉRSIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA \nPROVIMENTO.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      1.  A  jurisprudência  desta  Suprema  Corte  consolidou  a  \nnecessidade  de  demonstração  objetiva  do  alegado  dissídio  \njurisprudencial  mediante  análise  comparativa  entre  o  acórdão  \nparadigma e o ato embargado.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      2.  Inadmissíveis  os  embargos  de  divergência  opostos  contra  \njuízo  de  inadmissibilidade  do  apelo  extremo  por  ausência  de  \npressupostos recursais – sem adentrar, portanto, ao exame de mérito  \nda controvérsia – à míngua de identidade e similitude entre os temas e  \nos fundamentos dos acórdãos confrontados.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      3. Agravo regimental a que se nega provimento.\n     </i>\n     ” (RE 641.602-\nAgR-EDv-AgR, rel. Min. Luiz Fux, DJe 23/03/2015)\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      AGRAVO  REGIMENTAL  NOS  EMBARGOS  DE  \nDIVERGÊNCIA  NOS  EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO  NO  \nAGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  \nCOM  AGRAVO.  ADMINISTRATIVO.  RECURSO  \nEXTRAORDINÁRIO  NÃO  ADMITIDO.  AUSÊNCIA  DE  \nCOTEJO  ANALÍTICO.  REDISCUSSÃO  DO  MÉRITO  DO\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13443281.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 898302 AGR-ED-EDV-AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      ACÓRDÃO  OBJETO  DO  EXTRAORDINÁRIO.  \nIMPOSSIBILIDADE. NÃO CABIMENTO DOS EMBARGOS DE  \nDIVERGÊNCIA. RECURSO PROTELATÓRIO. APLICAÇÃO DE  \nMULTA. NÃO CONHECIMENTO.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      1.  O  agravo  regimental  interposto  em  face  da  negativa  de  \nseguimento  dos  embargos  de  divergência  tem o  ônus  de  impugnar  \nespecificamente os fundamentos da decisão. Precedentes.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      2. Não são cabíveis embargos de divergência em face de acórdão  \nde  agravo  regimental  que  não  julga  o  mérito  do  recurso  \nextraordinário. Precedentes.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      3.  Cabe  ao  embargante,  nos  termos  do  art.  331  do  RISTF,  \ndemonstrar  o  cotejo  analítico  entre  o  acórdão  embargado  e  o  \nparadigma invocado para fins de uniformização da jurisprudência, em  \nsede de embargos de divergência. Precedentes.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      4. Agravo regimental não conhecido com imposição de multa.\n     </i>\n     ” \n(ARE 732.116-AgR-ED-EDv-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, DJe \n14/10/2015)\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Ex positis\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      DESPROVEJO\n     </b>\n     o agravo regimental e,  mercê do intuito \nprotelatório da parte, determino seja certificado o\n     <b>\n      TRÂNSITO EM JULGADO\n     </b>\n     do acórdão proferido neste julgamento e promovida a\n     <b>\n      BAIXA IMEDIATA\n     </b>\n     dos autos, independentemente de publicação do acórdão.\n    </p>\n    <p>\n     É como voto.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13443281.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 21/08/2017\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PLENÁRIO\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.302\n     </b>\n     PROCED. : RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n     </b>\n     AGTE.(S) : SERGIO GOMES DE FREITAS\nADV.(A/S) : JORGE LUIZ RODRIGUES BAPTISTA DE PAULA (0154890/RJ)\nAGDO.(A/S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE \nJANEIRO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do \nRelator, negou provimento ao agravo e determinou seja certificado \no  trânsito  em  julgado  do  acórdão  proferido  neste  julgamento  e \npromovida  a  baixa  imediata  dos  autos,  independentemente  de \npublicação do acórdão. Plenário, sessão virtual de 11 a 18.8.2017 \n(Portaria nº 174, de 8 de agosto de 2017).\n    </p>\n    <p>\n     Composição:  Ministros  Cármen  Lúcia  (Presidente),  Celso  de\n    </p>\n    <p>\n     Mello,  Marco  Aurélio,  Gilmar  Mendes,  Ricardo  Lewandowski,  Dias \nToffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e \nAlexandre de Moraes.\n    </p>\n    <p>\n     p/Doralúcia das Neves Santos\nAssessora-Chefe do Plenário\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 13414290\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "21/08/2017 PLENÁRIO\n", "AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.302 RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) :SERGIO GOMES DE FREITAS \n", "ADV.(A/S) : JORGE LUIZ RODRIGUES BAPTISTA DE PAULA \n", "AGDO.(A/S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE \n", "JANEIRO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO \n", "RIO DE JANEIRO \n", "EMENTA: AGRAVO  REGIMENTAL  NOS  EMBARGOS  DE \n", "DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO \n", "REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. \n", "PENAL  E  PROCESSUAL  PENAL.   CRIME  DE  APROPRIAÇÃO \n", "INDÉBITA.  ARTIGO  168  DO  CÓDIGO  PENAL.  PRELIMINAR \n", "FORMAL  DE  REPERCUSSÃO  GERAL.  AUSÊNCIA  DE \n", "FUNDAMENTAÇÃO. DECISÃO  MONOCRÁTICA  DE  ACORDO \n", "COM  A  JURISPRUDÊNCIA  PACÍFICA  DESTA  SUPREMA  CORTE. \n", "CARÁTER  PROTELATÓRIO  DO  RECURSO.  DETERMINADA  A \n", "CERTIFICAÇÃO  DO  TRÂNSITO  EM  JULGADO  COM  A \n", "CONSEQUENTE  BAIXA  IMEDIATA  DOS  AUTOS, \n", "INDEPENDENTEMENTE  DA  PUBLICAÇÃO  DO  ACÓRDÃO. \n", "AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. \n", "A C Ó R D Ã O\n", "O Plenário do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de \n", "julgamento virtual de 11 a 18.8.2017, por unanimidade e nos termos do \n", "voto  do  Relator,  negou  provimento  ao  agravo  e  determinou  seja \n", "certificado o trânsito em julgado do acórdão proferido neste julgamento e \n", "promovida a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação \n", "do acórdão.\n", "Brasília, 21 de agosto de 2017.\n", "Ministro LUIZ FUX - RELATOR \n", "Documento assinado digitalmente\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13443279.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7\n", "Relatório\n", "21/08/2017 PLENÁRIO\n", "AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.302 RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) :SERGIO GOMES DE FREITAS \n", "ADV.(A/S) : JORGE LUIZ RODRIGUES BAPTISTA DE PAULA \n", "AGDO.(A/S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE \n", "JANEIRO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO \n", "RIO DE JANEIRO \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se  de  agravo \n", "regimental  interposto  contra  decisão  que  inadmitiu  os  embargos  de \n", "divergência, assim ementada:\n", "“EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS  DE  \n", "DECLARAÇÃO  NO  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  \n", "EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.   PENAL E PROCESSUAL  \n", "PENAL. CRIME DE APROPRIAÇÃO INDÉBITA. ARTIGO 168  \n", "DO  CÓDIGO  PENAL.  PRELIMINAR  FORMAL  DE  \n", "REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO.  \n", "AUSÊNCIA DE IDENTIDADE E DE SIMILITUDE DE TESES  \n", "JURÍDICAS.  IMPOSSIBILIDADE  DE  COMPROVAÇÃO  DO  \n", "DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL.  PRECEDENTES.  EMBARGOS  \n", "DE DIVERGÊNCIA INADMITIDOS. ”\n", "Neste  recurso,  o  agravante  repisa  os  argumentos  expendidos \n", "anteriormente e, ao final, requer, in verbis:\n", "“Assim, rogando vênias ao ilustre Relator, Ministro Luiz Fux,  \n", "pede-se  a  Vs.  Exas.  que  entendam  como  analisados  os  Acórdãos  \n", "impugnado  e  paradigma,  no  sentido  de  que  foi,  regular  e  \n", "expressamente,  na  forma  da  legislação  de  regência,  em  especial  o  \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13443280.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7\n", "Relatório\n", "ARE 898302 AGR-ED-EDV-AGR / RJ \n", "Regimento  Interno  do  STF,  exposta  a  divergência  que  fundou  a  \n", "interposição dos respectivos Embargos. \n", "Assim, presentes todos os requisitos de admissibilidade recursal,  \n", "o Agravante requer o conhecimento e ulterior provimento do Embargo  \n", "Regimental para que sejam providos os Embargos de Divergência e ao  \n", "final se proceda à re-análise do tema recursal de fundo, nos termos do  \n", "pedido  constante  na  peça  de  Recurso  Extraordinário  regular  e  \n", "anteriormente interposto.”\n", "É o relatório.\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13443280.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "21/08/2017 PLENÁRIO\n", "AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.302 RIO DE JANEIRO\n", "V O T O\n", "O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não  assiste  razão  ao \n", "agravante.\n", " \n", "Em que pesem os argumentos expendidos nas razões  de agravar, \n", "resta  evidenciado  das  razões  recursais  que  o  agravante  não  trouxe \n", "nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela \n", "qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. \n", "Conforme já afirmado na decisão recorrida, consoante prescreve o \n", "artigo  331  do  Regimento  Interno  do  Supremo  Tribunal  Federal,  “A \n", "divergência será comprovada mediante certidão, cópia autenticada ou pela citação  \n", "do  repositório  de  jurisprudência,  oficial  ou  credenciado,  inclusive  em  mídia  \n", "eletrônica,  em  que  tiver  sido  publicada  a  decisão  divergente,  ou  ainda  pela  \n", "reprodução de julgado disponível na internet, com indicação da respectiva fonte,  \n", "mencionando,  em  qualquer  caso,  as  circunstâncias  que  identifiquem  ou  \n", "assemelhem os casos confrontados”.\n", "Contudo,  nos  embargos  de  divergência,  o  embargante,  ora \n", "agravante,  deixou  de  demonstrar,  de  forma  objetiva  e  explícita,  a \n", "divergência entre o acórdão hostilizado e os paradigmas apontados como \n", "dissidentes,  tampouco  apontou  as  circunstâncias  identificadoras  dos \n", "casos em confronto, limitando-se a transcrever os paradigmas indicados. \n", "Segundo  orientação  consolidada  por  esta  Suprema  Corte,  “A \n", "utilização adequada dos embargos de divergência impõe ao recorrente o dever de  \n", "demonstrar, de maneira objetiva e analítica, o dissídio interpretativo alegado, sob  \n", "pena  de  inadmissão  do  recurso”  (ARE  710.030  AGR-segundo-ED-EDv-\n", "AgR/PI, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 12/9/2014).\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13443281.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "ARE 898302 AGR-ED-EDV-AGR / RJ \n", "Destarte, não se revela admissível falar em dissensão de julgados, \n", "em face da ausência de identidade e similitude entre os  fundamentos dos \n", "acórdãos confrontados. \n", "A propósito, seguem ementas de acórdãos do Tribunal  Pleno desta \n", "Corte, verbis:\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  NOS  EMBARGOS  DE  \n", "DIVERGÊNCIA  NO  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  \n", "EXTRAORDINÁRIO.  DISSENSO  JURISPRUDENCIAL.  \n", "AUSÊNCIA  DE  IDENTIDADE  E  SIMILITUDE  ENTRE  OS  \n", "TEMAS  VERSADOS  NOS  ACÓRDÃOS  CONFRONTADOS.  \n", "INADMISSIBILIDADE  DE  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  \n", "PRESSUPOSTOS  PROCESSUAIS.  SÚMULA  STF  280.  \n", "DIVERGÊNCIA  RELACIONADA  COM  O  MÉRITO  DA \n", "CONTROVÉRSIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA \n", "PROVIMENTO.\n", "1.  A  jurisprudência  desta  Suprema  Corte  consolidou  a  \n", "necessidade  de  demonstração  objetiva  do  alegado  dissídio  \n", "jurisprudencial  mediante  análise  comparativa  entre  o  acórdão  \n", "paradigma e o ato embargado.\n", "2.  Inadmissíveis  os  embargos  de  divergência  opostos  contra  \n", "juízo  de  inadmissibilidade  do  apelo  extremo  por  ausência  de  \n", "pressupostos recursais – sem adentrar, portanto, ao exame de mérito  \n", "da controvérsia – à míngua de identidade e similitude entre os temas e  \n", "os fundamentos dos acórdãos confrontados.\n", "3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 641.602-\n", "AgR-EDv-AgR, rel. Min. Luiz Fux, DJe 23/03/2015)\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  NOS  EMBARGOS  DE  \n", "DIVERGÊNCIA  NOS  EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO  NO  \n", "AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  \n", "COM  AGRAVO.  ADMINISTRATIVO.  RECURSO  \n", "EXTRAORDINÁRIO  NÃO  ADMITIDO.  AUSÊNCIA  DE  \n", "COTEJO  ANALÍTICO.  REDISCUSSÃO  DO  MÉRITO  DO  \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13443281.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "ARE 898302 AGR-ED-EDV-AGR / RJ \n", "ACÓRDÃO  OBJETO  DO  EXTRAORDINÁRIO.  \n", "IMPOSSIBILIDADE. NÃO CABIMENTO DOS EMBARGOS DE  \n", "DIVERGÊNCIA. RECURSO PROTELATÓRIO. APLICAÇÃO DE  \n", "MULTA. NÃO CONHECIMENTO.\n", "1.  O  agravo  regimental  interposto  em  face  da  negativa  de  \n", "seguimento  dos  embargos  de  divergência  tem o  ônus  de  impugnar  \n", "especificamente os fundamentos da decisão. Precedentes.\n", "2. Não são cabíveis embargos de divergência em face de acórdão  \n", "de  agravo  regimental  que  não  julga  o  mérito  do  recurso  \n", "extraordinário. Precedentes.\n", "3.  Cabe  ao  embargante,  nos  termos  do  art.  331  do  RISTF,  \n", "demonstrar  o  cotejo  analítico  entre  o  acórdão  embargado  e  o  \n", "paradigma invocado para fins de uniformização da jurisprudência, em  \n", "sede de embargos de divergência. Precedentes.\n", "4. Agravo regimental não conhecido com imposição de multa.” \n", "(ARE 732.116-AgR-ED-EDv-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, DJe \n", "14/10/2015)\n", "Ex positis,  DESPROVEJO  o agravo regimental e,  mercê do intuito \n", "protelatório da parte, determino seja certificado o TRÂNSITO EM JULGADO \n", "do acórdão proferido neste julgamento e promovida a  BAIXA IMEDIATA \n", "dos autos, independentemente de publicação do acórdão.\n", "É como voto.\n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13443281.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7\n", "Extrato de Ata - 21/08/2017\n", "PLENÁRIO\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.302\n", "PROCED. : RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) : SERGIO GOMES DE FREITAS\n", "ADV.(A/S) : JORGE LUIZ RODRIGUES BAPTISTA DE PAULA (0154890/RJ)\n", "AGDO.(A/S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE \n", "JANEIRO\n", " Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do \n", "Relator, negou provimento ao agravo e determinou seja certificado \n", "o  trânsito  em  julgado  do  acórdão  proferido  neste  julgamento  e \n", "promovida  a  baixa  imediata  dos  autos,  independentemente  de \n", "publicação do acórdão. Plenário, sessão virtual de 11 a 18.8.2017 \n", "(Portaria nº 174, de 8 de agosto de 2017).\n", " \n", "Composição:  Ministros  Cármen  Lúcia  (Presidente),  Celso  de \n", "Mello,  Marco  Aurélio,  Gilmar  Mendes,  Ricardo  Lewandowski,  Dias \n", "Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e \n", "Alexandre de Moraes.\n", "p/Doralúcia das Neves Santos\n", "Assessora-Chefe do Plenário\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 13414290\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7\n" ], "numero" : "898302", "partes" : [ { "nome" : "MIN. LUIZ FUX", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "SERGIO GOMES DE FREITAS", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "JORGE LUIZ RODRIGUES BAPTISTA DE PAULA", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. LUIZ FUX", "texto" : "O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se  de  agravo  regimental  interposto  contra  decisão  que  inadmitiu  os  embargos  de  divergência, assim ementada:  “EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS  DE   DECLARAÇÃO  NO  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO   EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.   PENAL E PROCESSUAL   PENAL. CRIME DE APROPRIAÇÃO INDÉBITA. ARTIGO 168   DO  CÓDIGO  PENAL.  PRELIMINAR  FORMAL  DE   REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO.   AUSÊNCIA DE IDENTIDADE E DE SIMILITUDE DE TESES   JURÍDICAS.  IMPOSSIBILIDADE  DE  COMPROVAÇÃO  DO   DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL.  PRECEDENTES.  EMBARGOS   DE DIVERGÊNCIA INADMITIDOS. ”  Neste  recurso,  o  agravante  repisa  os  argumentos  expendidos  anteriormente e, ao final, requer, in verbis:  “Assim, rogando vênias ao ilustre Relator, Ministro Luiz Fux,   pede-se  a  Vs.  Exas.  que  entendam  como  analisados  os  Acórdãos   impugnado  e  paradigma,  no  sentido  de  que  foi,  regular  e   expressamente,  na  forma  da  legislação  de  regência,  em  especial  o      Regimento  Interno  do  STF,  exposta  a  divergência  que  fundou  a   interposição dos respectivos Embargos.   Assim, presentes todos os requisitos de admissibilidade recursal,   o Agravante requer o conhecimento e ulterior provimento do Embargo   Regimental para que sejam providos os Embargos de Divergência e ao   final se proceda à re-análise do tema recursal de fundo, nos termos do   pedido  constante  na  peça  de  Recurso  Extraordinário  regular  e   anteriormente interposto.”  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não  assiste  razão  ao  agravante.    Em que pesem os argumentos expendidos nas razões  de agravar,   resta  evidenciado  das  razões  recursais  que  o  agravante  não  trouxe  nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela  qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.   Conforme já afirmado na decisão recorrida, consoante prescreve o  artigo  331  do  Regimento  Interno  do  Supremo  Tribunal  Federal,  “A  divergência será comprovada mediante certidão, cópia autenticada ou pela citação   do  repositório  de  jurisprudência,  oficial  ou  credenciado,  inclusive  em  mídia   eletrônica,  em  que  tiver  sido  publicada  a  decisão  divergente,  ou  ainda  pela   reprodução de julgado disponível na internet, com indicação da respectiva fonte,   mencionando,  em  qualquer  caso,  as  circunstâncias  que  identifiquem  ou   assemelhem os casos confrontados”.  Contudo,  nos  embargos  de  divergência,  o  embargante,  ora  agravante,  deixou  de  demonstrar,  de  forma  objetiva  e  explícita,  a  divergência entre o acórdão hostilizado e os paradigmas apontados como  dissidentes,  tampouco  apontou  as  circunstâncias  identificadoras  dos  casos em confronto, limitando-se a transcrever os paradigmas indicados.   Segundo  orientação  consolidada  por  esta  Suprema  Corte,  “A  utilização adequada dos embargos de divergência impõe ao recorrente o dever de   demonstrar, de maneira objetiva e analítica, o dissídio interpretativo alegado, sob   pena  de  inadmissão  do  recurso”  (ARE  710.030  AGR-segundo-ED-EDv- AgR/PI, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 12/9/2014).    Destarte, não se revela admissível falar em dissensão de julgados,  em face da ausência de identidade e similitude entre os  fundamentos dos  acórdãos confrontados.   A propósito, seguem ementas de acórdãos do Tribunal  Pleno desta  Corte, verbis:  “AGRAVO  REGIMENTAL  NOS  EMBARGOS  DE   DIVERGÊNCIA  NO  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO   EXTRAORDINÁRIO.  DISSENSO  JURISPRUDENCIAL.   AUSÊNCIA  DE  IDENTIDADE  E  SIMILITUDE  ENTRE  OS   TEMAS  VERSADOS  NOS  ACÓRDÃOS  CONFRONTADOS.   INADMISSIBILIDADE  DE  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.   PRESSUPOSTOS  PROCESSUAIS.  SÚMULA  STF  280.   DIVERGÊNCIA  RELACIONADA  COM  O  MÉRITO  DA  CONTROVÉRSIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA  PROVIMENTO.  1.  A  jurisprudência  desta  Suprema  Corte  consolidou  a   necessidade  de  demonstração  objetiva  do  alegado  dissídio   jurisprudencial  mediante  análise  comparativa  entre  o  acórdão   paradigma e o ato embargado.  2.  Inadmissíveis  os  embargos  de  divergência  opostos  contra   juízo  de  inadmissibilidade  do  apelo  extremo  por  ausência  de   pressupostos recursais – sem adentrar, portanto, ao exame de mérito   da controvérsia – à míngua de identidade e similitude entre os temas e   os fundamentos dos acórdãos confrontados.  3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 641.602- AgR-EDv-AgR, rel. Min. Luiz Fux, DJe 23/03/2015)  “AGRAVO  REGIMENTAL  NOS  EMBARGOS  DE   DIVERGÊNCIA  NOS  EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO  NO   AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO   COM  AGRAVO.  ADMINISTRATIVO.  RECURSO   EXTRAORDINÁRIO  NÃO  ADMITIDO.  AUSÊNCIA  DE   COTEJO  ANALÍTICO.  REDISCUSSÃO  DO  MÉRITO  DO      ACÓRDÃO  OBJETO  DO  EXTRAORDINÁRIO.   IMPOSSIBILIDADE. NÃO CABIMENTO DOS EMBARGOS DE   DIVERGÊNCIA. RECURSO PROTELATÓRIO. APLICAÇÃO DE   MULTA. NÃO CONHECIMENTO.  1.  O  agravo  regimental  interposto  em  face  da  negativa  de   seguimento  dos  embargos  de  divergência  tem o  ônus  de  impugnar   especificamente os fundamentos da decisão. Precedentes.  2. Não são cabíveis embargos de divergência em face de acórdão   de  agravo  regimental  que  não  julga  o  mérito  do  recurso   extraordinário. Precedentes.  3.  Cabe  ao  embargante,  nos  termos  do  art.  331  do  RISTF,   demonstrar  o  cotejo  analítico  entre  o  acórdão  embargado  e  o   paradigma invocado para fins de uniformização da jurisprudência, em   sede de embargos de divergência. Precedentes.  4. Agravo regimental não conhecido com imposição de multa.”  (ARE 732.116-AgR-ED-EDv-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, DJe  14/10/2015)  Ex positis,  DESPROVEJO  o agravo regimental e,  mercê do intuito  protelatório da parte, determino seja certificado o TRÂNSITO EM JULGADO  do acórdão proferido neste julgamento e promovida a  BAIXA IMEDIATA  dos autos, independentemente de publicação do acórdão.  É como voto. ", "votante" : "MIN_LUIZ_FUX" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac3b0d25122448875a4" }, "acordao" : { "texto" : "A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade  da ata de julgamento virtual de 4 a 10/11/2016, por unanimidade, negou  provimento ao agravo interno, com aplicação de multa e,  por maioria,  condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios,   nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco  Aurélio.  Brasília, 11 de novembro de 2016.  LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente " }, "arquivohtml" : "./ITD/979551/html/979551.html", "arquivopdf" : "./ITD/979551/979551.pdf", "arquivossecoes" : { "ATA" : "./ITD/979551/html/979551_Extrato_de_Ata_11_11_2016_pg_13_13_seq_5.html", "EMENTA_ACORDAO" : "./ITD/979551/html/979551_Ementa_e_Acordao_pg_1_2_seq_1.html", "OUTROS" : [ "./ITD/979551/html/979551.html", "./ITD/979551/html/979551_Tipo_Texto_524_pg_12_12_seq_4.html" ], "RELATORIO" : "./ITD/979551/html/979551_Relatorio_pg_3_4_seq_2.html", "VOTOS" : { "979551_Voto_MIN_LUIZ_FUX_pg_5_11_seq_3" : "./ITD/979551/html/979551_Voto_MIN_LUIZ_FUX_pg_5_11_seq_3.html" } }, "arquivotxt" : "./ITD/979551/txt/979551.txt", "caminho" : "./ITD/", "ementa" : { "texto" : "EMENTA:  AGRAVO  INTERNO  NO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  CIVIL.  OBRIGAÇÃO  DE  FAZER.  VEÍCULO  ALIENADO.  TRANFERÊNCIA.  INCURSIONAMENTO  NO  CONTEXTO  FÁTICO-PROBATÓRIO  DOS  AUTOS.  IMPOSSIBILIDADE.  SÚMULA  279  DO  STF.  VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA  AMPLA  DEFESA  E  DO  CONTRADITÓRIO.  MATÉRIA  COM  REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO  ARE  748.371.  TEMA  660.  NEGATIVA  DE  PRESTAÇÃO  JURISDICIONAL.  INOCORRÊNCIA.  ALEGADA  OFENSA  AO  ARTIGO  93,  IX,  DA  CONSTITUIÇÃO  FEDERAL.  INEXISTÊNCIA.  REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA  PARTE  NAS  SEDES  RECURSAIS  ANTERIORES.  MANIFESTO  INTUITO  PROTELATÓRIO.  MULTA  DO  ARTIGO  1.021,  §  4º,  DO  CPC/2015.  APLICABILIDADE.  RECURSO  INTERPOSTO  SOB  A  ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE  NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.   " }, "extratoata" : { "texto" : "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 979.551 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ELSON VILASSA DOS SANTOS ADV.(A/S) : ELSON VILASSA DOS SANTOS (13353/DF) AGDO.(A/S) : MARCELA LEMGRUBER NUNES ADV.(A/S) : MARCELO DE SOUSA VIEIRA (16041/DF)  Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo  interno com aplicação de multa e, por maioria, condenou a parte  sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do  voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio.  1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016.    Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco   Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin.   Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      11/11/2016 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 979.551 \nDISTRITO FEDERAL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     ELSON VILASSA DOS SANTOS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ELSON VILASSA DOS SANTOS\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MARCELA LEMGRUBER NUNES\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MARCELO DE SOUSA VIEIRA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA:  AGRAVO  INTERNO  NO  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  CIVIL.  OBRIGAÇÃO  DE \nFAZER.  VEÍCULO  ALIENADO.  TRANFERÊNCIA. \nINCURSIONAMENTO  NO  CONTEXTO  FÁTICO-PROBATÓRIO \nDOS  AUTOS.  IMPOSSIBILIDADE.  SÚMULA  279  DO  STF. \nVIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA \nAMPLA  DEFESA  E  DO  CONTRADITÓRIO.  MATÉRIA  COM \nREPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO \nARE  748.371.  TEMA  660.  NEGATIVA  DE  PRESTAÇÃO \nJURISDICIONAL.  INOCORRÊNCIA.  ALEGADA  OFENSA  AO \nARTIGO  93,  IX,  DA  CONSTITUIÇÃO  FEDERAL.  INEXISTÊNCIA. \nREITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA \nPARTE  NAS  SEDES  RECURSAIS  ANTERIORES.  MANIFESTO \nINTUITO  PROTELATÓRIO.  MULTA  DO  ARTIGO  1.021,  §  4º,  DO \nCPC/2015.  APLICABILIDADE.  RECURSO  INTERPOSTO  SOB  A \nÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE \nNOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade \nda ata de julgamento virtual de 4 a 10/11/2016, por unanimidade, negou \nprovimento ao agravo interno, com aplicação de multa e,  por maioria, \ncondenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios,\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056772.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 979551 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco \nAurélio.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 11 de novembro de 2016.\n     <b>\n      LUIZ FUX – RELATOR\n     </b>\n     <i>\n      Documento assinado digitalmente\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056772.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      11/11/2016 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 979.551 \nDISTRITO FEDERAL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     ELSON VILASSA DOS SANTOS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ELSON VILASSA DOS SANTOS\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MARCELA LEMGRUBER NUNES\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MARCELO DE SOUSA VIEIRA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      R E L A T Ó R I O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):\n     </b>\n     Trata-se  de  agravo \ninterno interposto por ELSON VILASSA DOS SANTOS contra decisão de \nminha relatoria, publicada em 6/9/2016, assim ementada,\n     <i>\n      verbis\n     </i>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “\n      <b>\n       RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  \nCIVIL.  TRANSFERÊNCIA  DE  VEÍCULO.  MATÉRIA  DE  \nÍNDOLE  INFRACONSTITUCIONAL.  PRINCÍPIOS  DA  \nAMPLA  DEFESA,  DO  CONTRADITÓRIO  E  DO  DEVIDO  \nPROCESSO  LEGAL.  MATÉRIA  COM  REPERCUSSÃO  \nGERAL  REJEITADA  PELO  PLENÁRIO  DO  STF  NO  ARE  \n748.371.  NEGATIVA  DE  PRESTAÇÃO  JURISDICIONAL.  \nINOCORRÊNCIA.  VIOLAÇÃO  AO  ARTIGO  93,  IX,  DA  \nCONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA  \nAO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE.  SÚMULA  636  DO STF.  \nNECESSIDADE  DE  REVOLVIMENTO  DO  CONJUNTO  \nFÁTICO-PROBATÓRIO  DOS  AUTOS.  IMPOSSIBILIDADE.  \nSÚMULA 279 DO STF. AGRAVO DESPROVIDO.\n      </b>\n      ”\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Inconformada  com  a  decisão\n     <i>\n      supra\n     </i>\n     ,  a  parte  agravante  interpõe  o \npresente recurso, alegando, em síntese:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      \"Peço '\n     </i>\n     venia\n     <i>\n      ', para hostilizar a r. decisão monocrática de Vossa  \nExcelência,  '\n     </i>\n     ab initio\n     <i>\n      ',  porque  não  existe  previsão  normativa  com\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056773.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 979551 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      relação à necessidade de a ofensa constitucional ter que ser frontal e  \nviolar  exclusivamente  a  Constituição  Federal.  Ao  contrario  dos  \nargumentos  postos  na  decisão  monocrática,  ora  debita,  qualquer  \nviolação  às  regras  processuais  fundadas  nas  colunas  democráticas  \neleitas pela nação e com o fim último de oferecer oportunidades iguais,  \nefetivas,  equilibradas  e  imparciais  no  processo  quer  judicial  quer  \nadministrativo,  deixa  malferidos  os  princípios  constitucionais  da  \nampla defesa, do contraditório e do devido processo legal, desafiando o  \nmanejo do recurso extremo, porquanto não há julgamento justo se não  \noportunizar a parte trazida à Juízo o direito de produzir provas de  \nmodo a interferir na prolação da sentença. Como ocorreu no caso dos  \nautos. Vejamos. Conforme informado alhures, as matérias de natureza  \nConstitucional  que  deram  causa  a  interposição  do  recurso  \nextraordinário  (cf.  fls.  614/643)  foram  amplamente  suscitadas  na  \ndemanda,  desde  a  contestação.  Dentre  outros  argumentos  merecem  \ndestaque os seguintes:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      1) cerceamento do direito a ampla defesa (art. 5º, LV, da CF);  \numa vez que a Magistrada da primeira instância indeferiu todos as  \nprovas  que  o  réu,  ora  Agravante,  pretendia  produzir  (ver  decisão  \ninterlocutória de fls. 335/335v);\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      2)  violação  do  direito  de  propriedade  (art.  5º,  XXII,  da  \nConstituição Federal),  vez que a  Magistrada  da  primeira instância  \nobrigou o réu, ora Agravante, a entregar a sua motocicleta, sem que o  \nréu,  ora  Agravante,  tenha  recebido  o  pagamento  do  preço  e  ter  \nefetuado a transferência de propriedade (cf. decisão interlocutória que  \nantecipou a tutela, ver fls. 88/89, e a sentença de fls. 397/398, destes  \nautos).\"\n     </i>\n     (doc. 14, fl. 6).\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056773.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      11/11/2016 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 979.551 \nDISTRITO FEDERAL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      V O T O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):\n     </b>\n     A presente irresignação \nnão merece prosperar.\n    </p>\n    <p>\n     Em  que  pesem  os  argumentos  expendidos  no  agravo,  resta \nevidenciado  das  razões  recursais  que  a  parte  agravante  não  trouxe \nnenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela \nqual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos.\n    </p>\n    <p>\n     De  início,  pontuo  que,  ao  contrário  do  alegado  pela  parte  ora \nrecorrente, não existe nestes autos eletrônicos notícia de qualquer recurso \nextraordinário retido na origem.\n    </p>\n    <p>\n     Com efeito,  o  Tribunal  de  origem,  com fundamento  no  conjunto \nfático-pobatório dos autos, manteve a sentença que julgou procedente a \nação de obrigação de transferência de veículo alienado.\n    </p>\n    <p>\n     Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      \"Analisando  os  elementos  probatórios  dos  autos,  forma-se  a  \nconvicção  de  que  a  alienação  da  motocicleta  descrita  nos  autos  à  \napelada-autora consubstancia um negócio jurídico existente, válido e  \neficaz.  O  apelante-réu  entregou  a  motocicleta  à  revendedora  de  \nveículos para que essa vendesse e entregasse a ele o preço pago pelo  \ncomprador. Ao contrário do alegado pelo apelante-réu, está provado o  \ncontrato estimatório, pelo qual a empresa-consignatária tinha poderes  \nde alienar o bem, uma vez que é incontroverso que ele deixou o veículo  \nno  estabelecimento  empresarial  com  o  DUT  e  que  outorgou  \nautorização para venda (fl. 55).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      A apelada-autora efetuou a compra do veículo, pagando sinal de\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056774.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 979551 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      R$ 800,00 (fl. 30) e financiando o restante com o Banco Cifra S/A (fls.  \n37/8).  No curso do financiamento,  a  apelada-autora efetuou acordo  \ncom o Banco e quitou o contrato (fl. 74), o que não se afigura suspeito,  \ncomo afirmou o apelante-réu.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Provado  o  poder  da  empresa-consignatária  para  vender  a  \nmotocicleta  e  provados  o  consenso  e  o  pagamento  do  preço,  ficou  \nperfectibilizada  a  compra  e  venda  do  bem  móvel,  sendo  cabível  a  \ntransferência do veículo no cadastro do DETRAN.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Eventualmente, se o apelante-réu não recebeu o valor que lhe  \ncabia pela venda, deve demandar perdas e danos da empresa, e não da  \ncompradora terceira de boa-fé.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Para  desconstituir  a  alienação,  o  apelante-réu  ainda  sugere  \nparticipação  da  apelada-autora  e  até  do  Banco  na  suposta  fraude  \ncometida  pela  revendedora  de  veículos.  Todavia,  a  má-fé  não  se  \npresume,  e  não há  nenhuma prova ou indício  da alegada  má-fé  da  \nadquirente ou da instituição financeira.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      [...]\nEm conclusão, pelos fundamentos expostos, não assiste razão ao\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      apelante-réu ao defender que está sendo alijado de sua motocicleta sem  \nlastro  jurídico,  com conluio  entre  pessoas  físicas  e  jurídicas  e  sem  \nobservância de garantias processuais, como se fosse um processo de  \nKafka.  As  circunstâncias  fáticas  provadas  nos  autos  ensejam  a  \nmanutenção da procedência do pedido inicial.\"\n     </i>\n     (doc. 6, fls. 58-60)\n    </p>\n    <p>\n     Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão \nrecorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório  dos \nautos,  o  que  inviabiliza  o  extraordinário,  a  teor  da  Súmula  279  do \nSupremo Tribunal Federal, a qual dispõe,\n     <i>\n      verbis: “Para simples reexame de  \nprova não cabe recurso extraordinário”.\n     </i>\n     Nesse sentido:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Embargos de declaração em recurso extraordinário com agravo.  \n2.  Decisão  monocrática.  Embargos  de  declaração  recebidos  como  \nagravo  regimental.  3.  Transferência  de  veículo.  Lei  9.503/97.  \nDiscussão de índole infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição  \nFederal. Reexame de fatos e provas. Enunciados 279 e 636 da Súmula  \ndo  STF.  4.  Ausência  de  argumentos  capazes  de  infirmar  a  decisão\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056774.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 979551 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      agravada.  5.  Agravo regimental  a  que se  nega provimento.”\n     </i>\n     (ARE \n795.684-ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de \n8/4/2014).\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  \nDIREITO  CIVIL.  DANO  MORAL.  AUSÊNCIA  DE  \nFUNDAMENTAÇÃO  DA  PRELIMINAR  DE  REPERCUSSÃO  \nGERAL  DA  MATÉRIA  CONSTITUCIONAL  ALEGADA  NO  \nRECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  AUSÊNCIA  DE  \nPREQUESTIONAMENTO.  VIOLAÇÃO  AO  93,  IX,  DA \nCONSTITUIÇÃO.  INOCORRÊNCIA.  NECESSIDADE  DE  \nREEXAME DO MATERIAL PROBATÓRIO. SÚMULA 279/STF.  \nA parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à  \nrepercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-\nse  a  fazer  observações  genéricas  sobre  o  tema.  A peça  de  recurso,  \nportanto,  não  atende  ao  disposto  no  art.  543-A,  §  2º,  do  CPC.  \nPrecedente. O tema constitucional do recurso extraordinário não foi  \nobjeto  de  análise  prévia  e  conclusiva  pelo  Tribunal  de  origem.  \nIncidência das Súmulas 282 e 356/STF. A decisão está devidamente  \nfundamentada,  embora em sentido contrário aos interesses da parte  \nagravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da  \nCF/88. Para dissentir do acórdão recorrido, seria necessária a análise  \ndo  material  fático-probatório  constante  dos  autos,  procedimento  \ninviável em sede de recurso extraordinário. Agravo regimental a que  \nse  nega  provimento.”\n     </i>\n     (ARE  837.038-AgR,  Rel.  Min.  Roberto \nBarroso, Primeira Turma, DJe de 2/2/2015).\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  \nEXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  CONSUMIDOR.  \nCONTRATO DE COMPRA E VENDA DE VEÍCULO. AUSÊNCIA \nDE  TRANSFERÊNCIA.  RESPONSABILIDADE  CIVIL.  \nREEXAME  DO  CONJUNTO  FÁTICO-PROBATÓRIO  DOS  \nAUTOS. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA OFENSA AO ART.  \n5º,  II,  DA  CONSTITUIÇÃO.  SÚMULA  636  DO  STF.  \nINCIDÊNCIA.  AGRAVO  IMPROVIDO.  I  -  Inviável  em  recurso  \nextraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056774.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 979551 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      autos. Incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. II - O Tribunal  \nentende  não  ser  cabível  a  interposição  de  RE por  contrariedade  ao  \nprincípio  da  legalidade  quando  a  verificação  da  ofensa  envolva  a  \nreapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo  \nTribunal  a  quo  (Súmula  636  do  STF).  Precedentes.  III  -  Agravo  \nregimental  improvido.”\n     </i>\n     (ARE  759.711-AgR,  Rel.  Min.  Ricardo \nLewandowski, Segunda Turma, DJe de 15/10/2013).\n    </p>\n    <p>\n     Demais  disso,  conforme  já  asseverado,  a  suposta  violação  aos \nprincípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e \naos  limites  da  coisa  julgada,  quando  debatida  sob  a  ótica \ninfraconstitucional,  não  desafia  a  instância  extraordinária,  consoante \ndecidido pelo  Plenário  Virtual  do  STF,  na análise  do ARE 748.371,  da \nRelatoria  do  Min.  Gilmar  Mendes,  DJe  de  1º/8/2013,  o  qual  possui  a \nseguinte ementa:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à  \nsuposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos  \nlimites  da  coisa  julgada  e  do  devido  processo  legal.  Julgamento  da  \ncausa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas  \ninfraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.“\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Nesse sentido, transcrevo os seguintes julgados:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO  \nEXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  MATÉRIA \nINFRACONSTITUCIONAL.  1.  O  Plenário  do  Supremo  Tribunal  \nFederal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de  \nrepercussão geral  relativa à  controvérsia  sobre suposta violação aos  \nprincípios  do  contraditório,  da  ampla  defesa,  dos  limites  da  coisa  \njulgada  e  do  devido processo  legal  (Tema 660 -  ARE 748.371-RG,  \njulgado  sob  a  relatoria  do  Ministro  Gilmar  Mendes).  2.  Agravo  \nregimental  a  que  se  nega  provimento.”\n     </i>\n     (ARE  883.217-AgR,  Rel. \nMin. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 11/9/2015).\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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Agravo regimental a que se nega provimento.”\n     </i>\n     (ARE 895.562-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, \nDJe de 18/11/2015).\n    </p>\n    <p>\n     Outrossim, não prospera o argumento de que ficou caracterizada a \nnegativa  de  prestação  jurisdicional,  tendo  em vista  que  o  Tribunal  de \norigem apreciou a questão posta nos autos, embora de forma contrária \naos interesses dos agravantes. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR, Rel. Min. \nGilmar  Mendes,  Segunda  Turma,  DJe  de  4/6/2013,  o  qual  possui  a \nseguinte ementa:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo.  2.  \nAdministrativo.  3.  Alegação de  ausência  de  prestação jurisdicional.  \nDecisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não  \nconfigura negativa de prestação jurisdicional. Precedente: AI-QO-RG  \n791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Afronta aos princípios  \ndo  devido  processo  legal,  da  ampla  defesa  e  do  contraditório,  se  \ndependente  do  reexame  prévio  de  normas  infraconstitucionais,  \nconfigura ofensa reflexa à Constituição Federal,  o que inviabiliza o  \nprocessamento  do  recurso  extraordinário.  5.  Alegação  de  ofensa  ao  \nprincípio  da  legalidade.  Enunciado  636 da  Súmula  desta  Corte.  6.  \nAusência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida.  \n4. Agravo regimental a que se nega provimento.”\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Ressalto que o Plenário deste Tribunal, instado a se manifestar sobre \no  tema,  reconheceu  a  repercussão  geral  da  matéria  para  reafirmar  a \njurisprudência da Corte, no sentido de que a decisão judicial tem que ser \nfundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que se funde\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056774.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 979551 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     na tese suscitada pela parte. O julgado restou assim ementado:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Questão  de  ordem.  Agravo  de  Instrumento.  Conversão  em  \nrecurso extraordinário (CPC, art.  544, §§ 3° e  4°).  2.  Alegação de  \nofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da  \nConstituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição  \nFederal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda  \nque sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado  \nde  cada  uma  das  alegações  ou  provas,  nem que  sejam corretos  os  \nfundamentos  da  decisão.  4.  Questão  de  ordem  acolhida  para  \nreconhecer  a  repercussão  geral,  reafirmar  a  jurisprudência  do  \nTribunal,  negar  provimento  ao  recurso  e  autorizar  a  adoção  dos  \nprocedimentos  relacionados  à  repercussão  geral.”\n     </i>\n     (AI  791.292-QO-\nRG,  Rel.  Min.  Gilmar  Mendes,  Tribunal  Pleno,  DJe  de \n13/8/2010).\n    </p>\n    <p>\n     Impende consignar que o agravo interno revela-se manifestamente \nincabível, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos \nrepetidamente  expendidos  pela  parte  nas  sedes  recursais  anteriores. \nDestarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 \ndo Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) \ndo  valor  corrigido  da  causa  (precedentes:  AI  552.492-AgR,  Rel.  Min. \nMarco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. \nMin. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103-AgR, \nRel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016).\n    </p>\n    <p>\n     Destaco,  por  oportuno,  que  não  houve  a  intimação  para \napresentação  de  contrarrazões  ao  presente  recurso,  em  obediência  ao \nprincípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte \nora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida \n(artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015).\n    </p>\n    <p>\n     Por fim, observo que o recurso foi interposto sob a égide da nova lei \nprocessual, o que impõe a aplicação de nova sucumbência.\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056774.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 979551 AGR / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Ex  positis\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      NEGO  PROVIMENTO\n     </b>\n     ao  agravo  interno,  mercê  do \nintuito  protelatório  da  parte,  aplico  à  parte  agravante  a  multa  de  5% \n(cinco por cento) sobre o valor da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015) e\n     <b>\n      CONDENO\n     </b>\n     a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento \nde  honorários  advocatícios  majorados  ao  dobro  do  valor  fixado  pela \norigem, obedecidos os limites do artigo 85, §§ 8º e 11, do CPC/2015.\n    </p>\n    <p>\n     É como voto.\n    </p>\n    <p>\n     7\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056774.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Tipo Texto 524\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 979.551 \nDISTRITO FEDERAL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     ELSON VILASSA DOS SANTOS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ELSON VILASSA DOS SANTOS\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MARCELA LEMGRUBER NUNES\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MARCELO DE SOUSA VIEIRA\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n  \nO  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  –  Os  honorários\n    </p>\n    <p>\n     acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida \npela  parte  contrária.  Se  esta  não  apresenta  contraminuta  ao  agravo, \ndescabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí-\nlos.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998920.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 11/11/2016\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 979.551\n     </b>\n     PROCED. : DISTRITO FEDERAL\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n     </b>\n     AGTE.(S) : ELSON VILASSA DOS SANTOS\nADV.(A/S) : ELSON VILASSA DOS SANTOS (13353/DF)\nAGDO.(A/S) : MARCELA LEMGRUBER NUNES\nADV.(A/S) : MARCELO DE SOUSA VIEIRA (16041/DF)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \ninterno com aplicação de multa e, por maioria, condenou a parte \nsucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do \nvoto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. \n1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016.\n    </p>\n    <p>\n     Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco\n    </p>\n    <p>\n     Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079748\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "11/11/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 979.551 \n", "DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) :ELSON VILASSA DOS SANTOS \n", "ADV.(A/S) :ELSON VILASSA DOS SANTOS \n", "AGDO.(A/S) :MARCELA LEMGRUBER NUNES \n", "ADV.(A/S) :MARCELO DE SOUSA VIEIRA \n", "EMENTA:  AGRAVO  INTERNO  NO  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  CIVIL.  OBRIGAÇÃO  DE \n", "FAZER.  VEÍCULO  ALIENADO.  TRANFERÊNCIA. \n", "INCURSIONAMENTO  NO  CONTEXTO  FÁTICO-PROBATÓRIO \n", "DOS  AUTOS.  IMPOSSIBILIDADE.  SÚMULA  279  DO  STF. \n", "VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA \n", "AMPLA  DEFESA  E  DO  CONTRADITÓRIO.  MATÉRIA  COM \n", "REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO \n", "ARE  748.371.  TEMA  660.  NEGATIVA  DE  PRESTAÇÃO \n", "JURISDICIONAL.  INOCORRÊNCIA.  ALEGADA  OFENSA  AO \n", "ARTIGO  93,  IX,  DA  CONSTITUIÇÃO  FEDERAL.  INEXISTÊNCIA. \n", "REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA \n", "PARTE  NAS  SEDES  RECURSAIS  ANTERIORES.  MANIFESTO \n", "INTUITO  PROTELATÓRIO.  MULTA  DO  ARTIGO  1.021,  §  4º,  DO \n", "CPC/2015.  APLICABILIDADE.  RECURSO  INTERPOSTO  SOB  A \n", "ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE \n", "NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade \n", "da ata de julgamento virtual de 4 a 10/11/2016, por unanimidade, negou \n", "provimento ao agravo interno, com aplicação de multa e,  por maioria, \n", "condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056772.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13\n", "Ementa e Acórdão\n", "ARE 979551 AGR / DF \n", "nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco \n", "Aurélio.\n", "Brasília, 11 de novembro de 2016. \n", "LUIZ FUX – RELATOR\n", "Documento assinado digitalmente\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056772.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13\n", "Relatório\n", "11/11/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 979.551 \n", "DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) :ELSON VILASSA DOS SANTOS \n", "ADV.(A/S) :ELSON VILASSA DOS SANTOS \n", "AGDO.(A/S) :MARCELA LEMGRUBER NUNES \n", "ADV.(A/S) :MARCELO DE SOUSA VIEIRA \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se  de  agravo \n", "interno interposto por ELSON VILASSA DOS SANTOS contra decisão de \n", "minha relatoria, publicada em 6/9/2016, assim ementada, verbis:\n", "“RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  \n", "CIVIL.  TRANSFERÊNCIA  DE  VEÍCULO.  MATÉRIA  DE  \n", "ÍNDOLE  INFRACONSTITUCIONAL.  PRINCÍPIOS  DA  \n", "AMPLA  DEFESA,  DO  CONTRADITÓRIO  E  DO  DEVIDO  \n", "PROCESSO  LEGAL.  MATÉRIA  COM  REPERCUSSÃO  \n", "GERAL  REJEITADA  PELO  PLENÁRIO  DO  STF  NO  ARE  \n", "748.371.  NEGATIVA  DE  PRESTAÇÃO  JURISDICIONAL.  \n", "INOCORRÊNCIA.  VIOLAÇÃO  AO  ARTIGO  93,  IX,  DA  \n", "CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA  \n", "AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE.  SÚMULA  636  DO STF.  \n", "NECESSIDADE  DE  REVOLVIMENTO  DO  CONJUNTO  \n", "FÁTICO-PROBATÓRIO  DOS  AUTOS.  IMPOSSIBILIDADE.  \n", "SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO DESPROVIDO.”\n", "Inconformada  com  a  decisão  supra,  a  parte  agravante  interpõe  o \n", "presente recurso, alegando, em síntese:\n", "\"Peço 'venia', para hostilizar a r. decisão monocrática de Vossa  \n", "Excelência,  'ab initio',  porque  não  existe  previsão  normativa  com  \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056773.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13\n", "Relatório\n", "ARE 979551 AGR / DF \n", "relação à necessidade de a ofensa constitucional ter que ser frontal e  \n", "violar  exclusivamente  a  Constituição  Federal.  Ao  contrario  dos  \n", "argumentos  postos  na  decisão  monocrática,  ora  debita,  qualquer  \n", "violação  às  regras  processuais  fundadas  nas  colunas  democráticas  \n", "eleitas pela nação e com o fim último de oferecer oportunidades iguais,  \n", "efetivas,  equilibradas  e  imparciais  no  processo  quer  judicial  quer  \n", "administrativo,  deixa  malferidos  os  princípios  constitucionais  da  \n", "ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal, desafiando o  \n", "manejo do recurso extremo, porquanto não há julgamento justo se não  \n", "oportunizar a parte trazida à Juízo o direito de produzir provas de  \n", "modo a interferir na prolação da sentença. Como ocorreu no caso dos  \n", "autos. Vejamos. Conforme informado alhures, as matérias de natureza  \n", "Constitucional  que  deram  causa  a  interposição  do  recurso  \n", "extraordinário  (cf.  fls.  614/643)  foram  amplamente  suscitadas  na  \n", "demanda,  desde  a  contestação.  Dentre  outros  argumentos  merecem  \n", "destaque os seguintes:\n", "1) cerceamento do direito a ampla defesa (art. 5º, LV, da CF);  \n", "uma vez que a Magistrada da primeira instância indeferiu todos as  \n", "provas  que  o  réu,  ora  Agravante,  pretendia  produzir  (ver  decisão  \n", "interlocutória de fls. 335/335v);\n", "2)  violação  do  direito  de  propriedade  (art.  5º,  XXII,  da  \n", "Constituição Federal),  vez que a  Magistrada  da  primeira instância  \n", "obrigou o réu, ora Agravante, a entregar a sua motocicleta, sem que o  \n", "réu,  ora  Agravante,  tenha  recebido  o  pagamento  do  preço  e  ter  \n", "efetuado a transferência de propriedade (cf. decisão interlocutória que  \n", "antecipou a tutela, ver fls. 88/89, e a sentença de fls. 397/398, destes  \n", "autos).\" (doc. 14, fl. 6).\n", "É o relatório.\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056773.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "11/11/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 979.551 \n", "DISTRITO FEDERAL\n", "V O T O \n", "O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação \n", "não merece prosperar. \n", "Em  que  pesem  os  argumentos  expendidos  no  agravo,  resta \n", "evidenciado  das  razões  recursais  que  a  parte  agravante  não  trouxe \n", "nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela \n", "qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. \n", "De  início,  pontuo  que,  ao  contrário  do  alegado  pela  parte  ora \n", "recorrente, não existe nestes autos eletrônicos notícia de qualquer recurso \n", "extraordinário retido na origem.\n", "Com efeito,  o  Tribunal  de  origem,  com fundamento  no  conjunto \n", "fático-pobatório dos autos, manteve a sentença que julgou procedente a \n", "ação de obrigação de transferência de veículo alienado.\n", "Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido:\n", "\"Analisando  os  elementos  probatórios  dos  autos,  forma-se  a  \n", "convicção  de  que  a  alienação  da  motocicleta  descrita  nos  autos  à  \n", "apelada-autora consubstancia um negócio jurídico existente, válido e  \n", "eficaz.  O  apelante-réu  entregou  a  motocicleta  à  revendedora  de  \n", "veículos para que essa vendesse e entregasse a ele o preço pago pelo  \n", "comprador. Ao contrário do alegado pelo apelante-réu, está provado o  \n", "contrato estimatório, pelo qual a empresa-consignatária tinha poderes  \n", "de alienar o bem, uma vez que é incontroverso que ele deixou o veículo  \n", "no  estabelecimento  empresarial  com  o  DUT  e  que  outorgou  \n", "autorização para venda (fl. 55).\n", "A apelada-autora efetuou a compra do veículo, pagando sinal de  \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056774.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "ARE 979551 AGR / DF \n", "R$ 800,00 (fl. 30) e financiando o restante com o Banco Cifra S/A (fls.  \n", "37/8).  No curso do financiamento,  a  apelada-autora efetuou acordo  \n", "com o Banco e quitou o contrato (fl. 74), o que não se afigura suspeito,  \n", "como afirmou o apelante-réu.\n", "Provado  o  poder  da  empresa-consignatária  para  vender  a  \n", "motocicleta  e  provados  o  consenso  e  o  pagamento  do  preço,  ficou  \n", "perfectibilizada  a  compra  e  venda  do  bem  móvel,  sendo  cabível  a  \n", "transferência do veículo no cadastro do DETRAN.\n", "Eventualmente, se o apelante-réu não recebeu o valor que lhe  \n", "cabia pela venda, deve demandar perdas e danos da empresa, e não da  \n", "compradora terceira de boa-fé. \n", "Para  desconstituir  a  alienação,  o  apelante-réu  ainda  sugere  \n", "participação  da  apelada-autora  e  até  do  Banco  na  suposta  fraude  \n", "cometida  pela  revendedora  de  veículos.  Todavia,  a  má-fé  não  se  \n", "presume,  e  não há  nenhuma prova ou indício  da alegada  má-fé  da  \n", "adquirente ou da instituição financeira. \n", "[...]\n", "Em conclusão, pelos fundamentos expostos, não assiste razão ao  \n", "apelante-réu ao defender que está sendo alijado de sua motocicleta sem  \n", "lastro  jurídico,  com conluio  entre  pessoas  físicas  e  jurídicas  e  sem  \n", "observância de garantias processuais, como se fosse um processo de  \n", "Kafka.  As  circunstâncias  fáticas  provadas  nos  autos  ensejam  a  \n", "manutenção da procedência do pedido inicial.\" (doc. 6, fls. 58-60)\n", "Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão \n", "recorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório  dos \n", "autos,  o  que  inviabiliza  o  extraordinário,  a  teor  da  Súmula  279  do \n", "Supremo Tribunal Federal, a qual dispõe,  verbis: “Para simples reexame de  \n", "prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido:\n", "“Embargos de declaração em recurso extraordinário com agravo.  \n", "2.  Decisão  monocrática.  Embargos  de  declaração  recebidos  como  \n", "agravo  regimental.  3.  Transferência  de  veículo.  Lei  9.503/97.  \n", "Discussão de índole infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição  \n", "Federal. Reexame de fatos e provas. Enunciados 279 e 636 da Súmula  \n", "do  STF.  4.  Ausência  de  argumentos  capazes  de  infirmar  a  decisão  \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056774.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "ARE 979551 AGR / DF \n", "agravada.  5.  Agravo regimental  a  que se  nega provimento.”  (ARE \n", "795.684-ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de \n", "8/4/2014).\n", "“RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  \n", "DIREITO  CIVIL.  DANO  MORAL.  AUSÊNCIA  DE  \n", "FUNDAMENTAÇÃO  DA  PRELIMINAR  DE  REPERCUSSÃO  \n", "GERAL  DA  MATÉRIA  CONSTITUCIONAL  ALEGADA  NO  \n", "RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  AUSÊNCIA  DE  \n", "PREQUESTIONAMENTO.  VIOLAÇÃO  AO  93,  IX,  DA \n", "CONSTITUIÇÃO.  INOCORRÊNCIA.  NECESSIDADE  DE  \n", "REEXAME DO MATERIAL PROBATÓRIO. SÚMULA 279/STF.  \n", "A parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à  \n", "repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-\n", "se  a  fazer  observações  genéricas  sobre  o  tema.  A peça  de  recurso,  \n", "portanto,  não  atende  ao  disposto  no  art.  543-A,  §  2º,  do  CPC.  \n", "Precedente. O tema constitucional do recurso extraordinário não foi  \n", "objeto  de  análise  prévia  e  conclusiva  pelo  Tribunal  de  origem.  \n", "Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. A decisão está devidamente  \n", "fundamentada,  embora em sentido contrário aos interesses da parte  \n", "agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da  \n", "CF/88. Para dissentir do acórdão recorrido, seria necessária a análise  \n", "do  material  fático-probatório  constante  dos  autos,  procedimento  \n", "inviável em sede de recurso extraordinário. Agravo regimental a que  \n", "se  nega  provimento.”  (ARE  837.038-AgR,  Rel.  Min.  Roberto \n", "Barroso, Primeira Turma, DJe de 2/2/2015).\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  CONSUMIDOR.  \n", "CONTRATO DE COMPRA E VENDA DE VEÍCULO. AUSÊNCIA \n", "DE  TRANSFERÊNCIA.  RESPONSABILIDADE  CIVIL.  \n", "REEXAME  DO  CONJUNTO  FÁTICO-PROBATÓRIO  DOS  \n", "AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA OFENSA AO ART.  \n", "5º,  II,  DA  CONSTITUIÇÃO.  SÚMULA  636  DO  STF.  \n", "INCIDÊNCIA.  AGRAVO  IMPROVIDO.  I  -  Inviável  em  recurso  \n", "extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos  \n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056774.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "ARE 979551 AGR / DF \n", "autos. Incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. II - O Tribunal  \n", "entende  não  ser  cabível  a  interposição  de  RE por  contrariedade  ao  \n", "princípio  da  legalidade  quando  a  verificação  da  ofensa  envolva  a  \n", "reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo  \n", "Tribunal  a  quo  (Súmula  636  do  STF).  Precedentes.  III  -  Agravo  \n", "regimental  improvido.” (ARE  759.711-AgR,  Rel.  Min.  Ricardo \n", "Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 15/10/2013).\n", "Demais  disso,  conforme  já  asseverado,  a  suposta  violação  aos \n", "princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e \n", "aos  limites  da  coisa  julgada,  quando  debatida  sob  a  ótica \n", "infraconstitucional,  não  desafia  a  instância  extraordinária,  consoante \n", "decidido pelo  Plenário  Virtual  do  STF,  na análise  do ARE 748.371,  da \n", "Relatoria  do  Min.  Gilmar  Mendes,  DJe  de  1º/8/2013,  o  qual  possui  a \n", "seguinte ementa: \n", "“Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à  \n", "suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos  \n", "limites  da  coisa  julgada  e  do  devido  processo  legal.  Julgamento  da  \n", "causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas  \n", "infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.“\n", "Nesse sentido, transcrevo os seguintes julgados: \n", "“DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO  \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  MATÉRIA \n", "INFRACONSTITUCIONAL.  1.  O  Plenário  do  Supremo  Tribunal  \n", "Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de  \n", "repercussão geral  relativa à  controvérsia  sobre suposta violação aos  \n", "princípios  do  contraditório,  da  ampla  defesa,  dos  limites  da  coisa  \n", "julgada  e  do  devido processo  legal  (Tema 660 -  ARE 748.371-RG,  \n", "julgado  sob  a  relatoria  do  Ministro  Gilmar  Mendes).  2.  Agravo  \n", "regimental  a  que  se  nega  provimento.”  (ARE  883.217-AgR,  Rel. \n", "Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 11/9/2015).\n", "“Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.  \n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056774.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "ARE 979551 AGR / DF \n", "Direito  do  Consumidor.  3.  Danos morais.  Ilegitimidade  passiva.  4.  \n", "Alegação  de  violação  ao  contraditório,  à  ampla  defesa.  ARE-RG  \n", "748.371, (Tema 660). 5. Alegação de violação à proporcionalidade e à  \n", "razoabilidade.  Ausência  de  repercussão  geral.  ARE-RG  743.771  \n", "(Tema 655) e ARE-RG 739.382 (Tema 657). 6. Reexame de fatos e  \n", "provas.  Incidência  do  Enunciado  279  da  Súmula/STF.  Matéria  \n", "infraconstitucional. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a  \n", "decisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento.” \n", "(ARE 895.562-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, \n", "DJe de 18/11/2015). \n", "Outrossim, não prospera o argumento de que ficou caracterizada a \n", "negativa  de  prestação  jurisdicional,  tendo  em vista  que  o  Tribunal  de \n", "origem apreciou a questão posta nos autos, embora de forma contrária \n", "aos interesses dos agravantes. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR, Rel. Min. \n", "Gilmar  Mendes,  Segunda  Turma,  DJe  de  4/6/2013,  o  qual  possui  a \n", "seguinte ementa: \n", "“Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo.  2.  \n", "Administrativo.  3.  Alegação de  ausência  de  prestação jurisdicional.  \n", "Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não  \n", "configura negativa de prestação jurisdicional. Precedente: AI-QO-RG  \n", "791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Afronta aos princípios  \n", "do  devido  processo  legal,  da  ampla  defesa  e  do  contraditório,  se  \n", "dependente  do  reexame  prévio  de  normas  infraconstitucionais,  \n", "configura ofensa reflexa à Constituição Federal,  o que inviabiliza o  \n", "processamento  do  recurso  extraordinário.  5.  Alegação  de  ofensa  ao  \n", "princípio  da  legalidade.  Enunciado  636 da  Súmula  desta  Corte.  6.  \n", "Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida.  \n", "4. Agravo regimental a que se nega provimento.” \n", "Ressalto que o Plenário deste Tribunal, instado a se manifestar sobre \n", "o  tema,  reconheceu  a  repercussão  geral  da  matéria  para  reafirmar  a \n", "jurisprudência da Corte, no sentido de que a decisão judicial tem que ser \n", "fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que se funde \n", "5 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056774.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "ARE 979551 AGR / DF \n", "na tese suscitada pela parte. O julgado restou assim ementado: \n", "“Questão  de  ordem.  Agravo  de  Instrumento.  Conversão  em  \n", "recurso extraordinário (CPC, art.  544, §§ 3° e  4°).  2.  Alegação de  \n", "ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da  \n", "Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição  \n", "Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda  \n", "que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado  \n", "de  cada  uma  das  alegações  ou  provas,  nem que  sejam corretos  os  \n", "fundamentos  da  decisão.  4.  Questão  de  ordem  acolhida  para  \n", "reconhecer  a  repercussão  geral,  reafirmar  a  jurisprudência  do  \n", "Tribunal,  negar  provimento  ao  recurso  e  autorizar  a  adoção  dos  \n", "procedimentos  relacionados  à  repercussão  geral.”  (AI  791.292-QO-\n", "RG,  Rel.  Min.  Gilmar  Mendes,  Tribunal  Pleno,  DJe  de \n", "13/8/2010). \n", "Impende consignar que o agravo interno revela-se manifestamente \n", "incabível, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos \n", "repetidamente  expendidos  pela  parte  nas  sedes  recursais  anteriores. \n", "Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 \n", "do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) \n", "do  valor  corrigido  da  causa  (precedentes:  AI  552.492-AgR,  Rel.  Min. \n", "Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. \n", "Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103-AgR, \n", "Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016).\n", "Destaco,  por  oportuno,  que  não  houve  a  intimação  para \n", "apresentação  de  contrarrazões  ao  presente  recurso,  em  obediência  ao \n", "princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte \n", "ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida \n", "(artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). \n", "Por fim, observo que o recurso foi interposto sob a égide da nova lei \n", "processual, o que impõe a aplicação de nova sucumbência.\n", "6 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056774.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "ARE 979551 AGR / DF \n", "Ex  positis,  NEGO  PROVIMENTO ao  agravo  interno,  mercê  do \n", "intuito  protelatório  da  parte,  aplico  à  parte  agravante  a  multa  de  5% \n", "(cinco por cento) sobre o valor da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015) e \n", "CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento \n", "de  honorários  advocatícios  majorados  ao  dobro  do  valor  fixado  pela \n", "origem, obedecidos os limites do artigo 85, §§ 8º e 11, do CPC/2015. \n", "É como voto. \n", "7 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056774.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13\n", "Tipo Texto 524\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 979.551 \n", "DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) :ELSON VILASSA DOS SANTOS \n", "ADV.(A/S) :ELSON VILASSA DOS SANTOS \n", "AGDO.(A/S) :MARCELA LEMGRUBER NUNES \n", "ADV.(A/S) :MARCELO DE SOUSA VIEIRA \n", "V O T O\n", "  \n", "O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  –  Os  honorários \n", "acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida \n", "pela  parte  contrária.  Se  esta  não  apresenta  contraminuta  ao  agravo, \n", "descabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí-\n", "los.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998920.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13\n", "Extrato de Ata - 11/11/2016\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 979.551\n", "PROCED. : DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) : ELSON VILASSA DOS SANTOS\n", "ADV.(A/S) : ELSON VILASSA DOS SANTOS (13353/DF)\n", "AGDO.(A/S) : MARCELA LEMGRUBER NUNES\n", "ADV.(A/S) : MARCELO DE SOUSA VIEIRA (16041/DF)\n", "Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \n", "interno com aplicação de multa e, por maioria, condenou a parte \n", "sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do \n", "voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. \n", "1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016.\n", " \n", "Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco \n", "Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. \n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079748\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13\n" ], "numero" : "979551", "partes" : [ { "nome" : "MIN. LUIZ FUX", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "ELSON VILASSA DOS SANTOS", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "MARCELO DE SOUSA VIEIRA", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "MARCELA LEMGRUBER NUNES", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. LUIZ FUX", "texto" : "O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se  de  agravo  interno interposto por ELSON VILASSA DOS SANTOS contra decisão de  minha relatoria, publicada em 6/9/2016, assim ementada, verbis:  “RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.   CIVIL.  TRANSFERÊNCIA  DE  VEÍCULO.  MATÉRIA  DE   ÍNDOLE  INFRACONSTITUCIONAL.  PRINCÍPIOS  DA   AMPLA  DEFESA,  DO  CONTRADITÓRIO  E  DO  DEVIDO   PROCESSO  LEGAL.  MATÉRIA  COM  REPERCUSSÃO   GERAL  REJEITADA  PELO  PLENÁRIO  DO  STF  NO  ARE   748.371.  NEGATIVA  DE  PRESTAÇÃO  JURISDICIONAL.   INOCORRÊNCIA.  VIOLAÇÃO  AO  ARTIGO  93,  IX,  DA   CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA   AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE.  SÚMULA  636  DO STF.   NECESSIDADE  DE  REVOLVIMENTO  DO  CONJUNTO   FÁTICO-PROBATÓRIO  DOS  AUTOS.  IMPOSSIBILIDADE.   SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO DESPROVIDO.”  Inconformada  com  a  decisão  supra,  a  parte  agravante  interpõe  o  presente recurso, alegando, em síntese:  \"Peço 'venia', para hostilizar a r. decisão monocrática de Vossa   Excelência,  'ab initio',  porque  não  existe  previsão  normativa  com      relação à necessidade de a ofensa constitucional ter que ser frontal e   violar  exclusivamente  a  Constituição  Federal.  Ao  contrario  dos   argumentos  postos  na  decisão  monocrática,  ora  debita,  qualquer   violação  às  regras  processuais  fundadas  nas  colunas  democráticas   eleitas pela nação e com o fim último de oferecer oportunidades iguais,   efetivas,  equilibradas  e  imparciais  no  processo  quer  judicial  quer   administrativo,  deixa  malferidos  os  princípios  constitucionais  da   ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal, desafiando o   manejo do recurso extremo, porquanto não há julgamento justo se não   oportunizar a parte trazida à Juízo o direito de produzir provas de   modo a interferir na prolação da sentença. Como ocorreu no caso dos   autos. Vejamos. Conforme informado alhures, as matérias de natureza   Constitucional  que  deram  causa  a  interposição  do  recurso   extraordinário  (cf.  fls.  614/643)  foram  amplamente  suscitadas  na   demanda,  desde  a  contestação.  Dentre  outros  argumentos  merecem   destaque os seguintes:  1) cerceamento do direito a ampla defesa (art. 5º, LV, da CF);   uma vez que a Magistrada da primeira instância indeferiu todos as   provas  que  o  réu,  ora  Agravante,  pretendia  produzir  (ver  decisão   interlocutória de fls. 335/335v);  2)  violação  do  direito  de  propriedade  (art.  5º,  XXII,  da   Constituição Federal),  vez que a  Magistrada  da  primeira instância   obrigou o réu, ora Agravante, a entregar a sua motocicleta, sem que o   réu,  ora  Agravante,  tenha  recebido  o  pagamento  do  preço  e  ter   efetuado a transferência de propriedade (cf. decisão interlocutória que   antecipou a tutela, ver fls. 88/89, e a sentença de fls. 397/398, destes   autos).\" (doc. 14, fl. 6).  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação  não merece prosperar.   Em  que  pesem  os  argumentos  expendidos  no  agravo,  resta  evidenciado  das  razões  recursais  que  a  parte  agravante  não  trouxe  nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela  qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos.   De  início,  pontuo  que,  ao  contrário  do  alegado  pela  parte  ora  recorrente, não existe nestes autos eletrônicos notícia de qualquer recurso  extraordinário retido na origem.  Com efeito,  o  Tribunal  de  origem,  com fundamento  no  conjunto  fático-pobatório dos autos, manteve a sentença que julgou procedente a  ação de obrigação de transferência de veículo alienado.  Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido:  \"Analisando  os  elementos  probatórios  dos  autos,  forma-se  a   convicção  de  que  a  alienação  da  motocicleta  descrita  nos  autos  à   apelada-autora consubstancia um negócio jurídico existente, válido e   eficaz.  O  apelante-réu  entregou  a  motocicleta  à  revendedora  de   veículos para que essa vendesse e entregasse a ele o preço pago pelo   comprador. Ao contrário do alegado pelo apelante-réu, está provado o   contrato estimatório, pelo qual a empresa-consignatária tinha poderes   de alienar o bem, uma vez que é incontroverso que ele deixou o veículo   no  estabelecimento  empresarial  com  o  DUT  e  que  outorgou   autorização para venda (fl. 55).  A apelada-autora efetuou a compra do veículo, pagando sinal de      R$ 800,00 (fl. 30) e financiando o restante com o Banco Cifra S/A (fls.   37/8).  No curso do financiamento,  a  apelada-autora efetuou acordo   com o Banco e quitou o contrato (fl. 74), o que não se afigura suspeito,   como afirmou o apelante-réu.  Provado  o  poder  da  empresa-consignatária  para  vender  a   motocicleta  e  provados  o  consenso  e  o  pagamento  do  preço,  ficou   perfectibilizada  a  compra  e  venda  do  bem  móvel,  sendo  cabível  a   transferência do veículo no cadastro do DETRAN.  Eventualmente, se o apelante-réu não recebeu o valor que lhe   cabia pela venda, deve demandar perdas e danos da empresa, e não da   compradora terceira de boa-fé.   Para  desconstituir  a  alienação,  o  apelante-réu  ainda  sugere   participação  da  apelada-autora  e  até  do  Banco  na  suposta  fraude   cometida  pela  revendedora  de  veículos.  Todavia,  a  má-fé  não  se   presume,  e  não há  nenhuma prova ou indício  da alegada  má-fé  da   adquirente ou da instituição financeira.   [...] Em conclusão, pelos fundamentos expostos, não assiste razão ao    apelante-réu ao defender que está sendo alijado de sua motocicleta sem   lastro  jurídico,  com conluio  entre  pessoas  físicas  e  jurídicas  e  sem   observância de garantias processuais, como se fosse um processo de   Kafka.  As  circunstâncias  fáticas  provadas  nos  autos  ensejam  a   manutenção da procedência do pedido inicial.\" (doc. 6, fls. 58-60)  Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão  recorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório  dos  autos,  o  que  inviabiliza  o  extraordinário,  a  teor  da  Súmula  279  do  Supremo Tribunal Federal, a qual dispõe,  verbis: “Para simples reexame de   prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido:  “Embargos de declaração em recurso extraordinário com agravo.   2.  Decisão  monocrática.  Embargos  de  declaração  recebidos  como   agravo  regimental.  3.  Transferência  de  veículo.  Lei  9.503/97.   Discussão de índole infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição   Federal. Reexame de fatos e provas. Enunciados 279 e 636 da Súmula   do  STF.  4.  Ausência  de  argumentos  capazes  de  infirmar  a  decisão      agravada.  5.  Agravo regimental  a  que se  nega provimento.”  (ARE  795.684-ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de  8/4/2014).  “RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.   DIREITO  CIVIL.  DANO  MORAL.  AUSÊNCIA  DE   FUNDAMENTAÇÃO  DA  PRELIMINAR  DE  REPERCUSSÃO   GERAL  DA  MATÉRIA  CONSTITUCIONAL  ALEGADA  NO   RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  AUSÊNCIA  DE   PREQUESTIONAMENTO.  VIOLAÇÃO  AO  93,  IX,  DA  CONSTITUIÇÃO.  INOCORRÊNCIA.  NECESSIDADE  DE   REEXAME DO MATERIAL PROBATÓRIO. SÚMULA 279/STF.   A parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à   repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando- se  a  fazer  observações  genéricas  sobre  o  tema.  A peça  de  recurso,   portanto,  não  atende  ao  disposto  no  art.  543-A,  §  2º,  do  CPC.   Precedente. O tema constitucional do recurso extraordinário não foi   objeto  de  análise  prévia  e  conclusiva  pelo  Tribunal  de  origem.   Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. A decisão está devidamente   fundamentada,  embora em sentido contrário aos interesses da parte   agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da   CF/88. Para dissentir do acórdão recorrido, seria necessária a análise   do  material  fático-probatório  constante  dos  autos,  procedimento   inviável em sede de recurso extraordinário. Agravo regimental a que   se  nega  provimento.”  (ARE  837.038-AgR,  Rel.  Min.  Roberto  Barroso, Primeira Turma, DJe de 2/2/2015).  “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO   EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  CONSUMIDOR.   CONTRATO DE COMPRA E VENDA DE VEÍCULO. AUSÊNCIA  DE  TRANSFERÊNCIA.  RESPONSABILIDADE  CIVIL.   REEXAME  DO  CONJUNTO  FÁTICO-PROBATÓRIO  DOS   AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA OFENSA AO ART.   5º,  II,  DA  CONSTITUIÇÃO.  SÚMULA  636  DO  STF.   INCIDÊNCIA.  AGRAVO  IMPROVIDO.  I  -  Inviável  em  recurso   extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos      autos. Incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. II - O Tribunal   entende  não  ser  cabível  a  interposição  de  RE por  contrariedade  ao   princípio  da  legalidade  quando  a  verificação  da  ofensa  envolva  a   reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo   Tribunal  a  quo  (Súmula  636  do  STF).  Precedentes.  III  -  Agravo   regimental  improvido.” (ARE  759.711-AgR,  Rel.  Min.  Ricardo  Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 15/10/2013).  Demais  disso,  conforme  já  asseverado,  a  suposta  violação  aos  princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e  aos  limites  da  coisa  julgada,  quando  debatida  sob  a  ótica  infraconstitucional,  não  desafia  a  instância  extraordinária,  consoante  decidido pelo  Plenário  Virtual  do  STF,  na análise  do ARE 748.371,  da  Relatoria  do  Min.  Gilmar  Mendes,  DJe  de  1º/8/2013,  o  qual  possui  a  seguinte ementa:   “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à   suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos   limites  da  coisa  julgada  e  do  devido  processo  legal.  Julgamento  da   causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas   infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.“  Nesse sentido, transcrevo os seguintes julgados:   “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO   EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  MATÉRIA  INFRACONSTITUCIONAL.  1.  O  Plenário  do  Supremo  Tribunal   Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de   repercussão geral  relativa à  controvérsia  sobre suposta violação aos   princípios  do  contraditório,  da  ampla  defesa,  dos  limites  da  coisa   julgada  e  do  devido processo  legal  (Tema 660 -  ARE 748.371-RG,   julgado  sob  a  relatoria  do  Ministro  Gilmar  Mendes).  2.  Agravo   regimental  a  que  se  nega  provimento.”  (ARE  883.217-AgR,  Rel.  Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 11/9/2015).  “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.      Direito  do  Consumidor.  3.  Danos morais.  Ilegitimidade  passiva.  4.   Alegação  de  violação  ao  contraditório,  à  ampla  defesa.  ARE-RG   748.371, (Tema 660). 5. Alegação de violação à proporcionalidade e à   razoabilidade.  Ausência  de  repercussão  geral.  ARE-RG  743.771   (Tema 655) e ARE-RG 739.382 (Tema 657). 6. Reexame de fatos e   provas.  Incidência  do  Enunciado  279  da  Súmula/STF.  Matéria   infraconstitucional. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a   decisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento.”  (ARE 895.562-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma,  DJe de 18/11/2015).   Outrossim, não prospera o argumento de que ficou caracterizada a  negativa  de  prestação  jurisdicional,  tendo  em vista  que  o  Tribunal  de  origem apreciou a questão posta nos autos, embora de forma contrária  aos interesses dos agravantes. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR, Rel. Min.  Gilmar  Mendes,  Segunda  Turma,  DJe  de  4/6/2013,  o  qual  possui  a  seguinte ementa:   “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo.  2.   Administrativo.  3.  Alegação de  ausência  de  prestação jurisdicional.   Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não   configura negativa de prestação jurisdicional. Precedente: AI-QO-RG   791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Afronta aos princípios   do  devido  processo  legal,  da  ampla  defesa  e  do  contraditório,  se   dependente  do  reexame  prévio  de  normas  infraconstitucionais,   configura ofensa reflexa à Constituição Federal,  o que inviabiliza o   processamento  do  recurso  extraordinário.  5.  Alegação  de  ofensa  ao   princípio  da  legalidade.  Enunciado  636 da  Súmula  desta  Corte.  6.   Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida.   4. Agravo regimental a que se nega provimento.”  Ressalto que o Plenário deste Tribunal, instado a se manifestar sobre  o  tema,  reconheceu  a  repercussão  geral  da  matéria  para  reafirmar  a  jurisprudência da Corte, no sentido de que a decisão judicial tem que ser  fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que se funde     na tese suscitada pela parte. O julgado restou assim ementado:   “Questão  de  ordem.  Agravo  de  Instrumento.  Conversão  em   recurso extraordinário (CPC, art.  544, §§ 3° e  4°).  2.  Alegação de   ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da   Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição   Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda   que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado   de  cada  uma  das  alegações  ou  provas,  nem que  sejam corretos  os   fundamentos  da  decisão.  4.  Questão  de  ordem  acolhida  para   reconhecer  a  repercussão  geral,  reafirmar  a  jurisprudência  do   Tribunal,  negar  provimento  ao  recurso  e  autorizar  a  adoção  dos   procedimentos  relacionados  à  repercussão  geral.”  (AI  791.292-QO- RG,  Rel.  Min.  Gilmar  Mendes,  Tribunal  Pleno,  DJe  de  13/8/2010).   Impende consignar que o agravo interno revela-se manifestamente  incabível, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos  repetidamente  expendidos  pela  parte  nas  sedes  recursais  anteriores.  Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021  do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento)  do  valor  corrigido  da  causa  (precedentes:  AI  552.492-AgR,  Rel.  Min.  Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel.  Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103-AgR,  Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016).  Destaco,  por  oportuno,  que  não  houve  a  intimação  para  apresentação  de  contrarrazões  ao  presente  recurso,  em  obediência  ao  princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte  ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida  (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015).   Por fim, observo que o recurso foi interposto sob a égide da nova lei  processual, o que impõe a aplicação de nova sucumbência.    Ex  positis,  NEGO  PROVIMENTO ao  agravo  interno,  mercê  do  intuito  protelatório  da  parte,  aplico  à  parte  agravante  a  multa  de  5%  (cinco por cento) sobre o valor da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015) e  CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento  de  honorários  advocatícios  majorados  ao  dobro  do  valor  fixado  pela  origem, obedecidos os limites do artigo 85, §§ 8º e 11, do CPC/2015.   É como voto.  ", "votante" : "MIN_LUIZ_FUX" } ] }
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O Supremo Tribunal Federal assentou que o Imposto de Renda deve  ser  apurado  sob  o  regime  de  competência  na  hipótese  de  percepção  acumulada de proventos, sobretudo para impedir que o sujeito passivo  tenha seu encargo agravado por força de ilícito perpetrado por terceiro.    Nos  termos  da  jurisprudência  da  Corte,  a  controvérsia  sobre  a  incidência  de Imposto de Renda à  luz da natureza  jurídica  imputa às  parcelas em debate não encontra ressonância constitucional.   Agravo regimental a que se nega provimento.  " }, "extratoata" : { "texto" : "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.041 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : FERNANDO FLAVIO SARAIVA DE MEDEIROS ADV.(A/S) : LEONARDO DA COSTA  Decisão:  A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos  termos  do  voto  do  Relator.  Unânime.  Não  participou,  justificadamente,  deste  julgamento,  o  Senhor  Ministro  Dias  Toffoli.  Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma,  10.2.2015.    Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão   os  Senhores  Ministros  Marco  Aurélio,  Dias  Toffoli,  Luiz  Fux  e  Roberto Barroso.   Subprocuradora-Geral  da  República,  Dra.  Cláudia  Sampaio  Marques.  Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      10/02/2015 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.041 RIO \nGRANDE DO NORTE\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     UNIÃO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     FERNANDO FLAVIO SARAIVA DE MEDEIROS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LEONARDO DA COSTA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA\n     </b>\n     :  AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  IMPOSTO  DE  RENDA. \nPERCEPÇÃO DE RENDIMENTOS ACUMULADOS. APURAÇÃO PELO \nREGIME DE COMPETÊNCIA. INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA \nSOBRE  VERBAS  ESPECÍFICAS.  NATUREZA  JURÍDICA.  CARÁTER \nINFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA.\n    </p>\n    <p>\n     O Supremo Tribunal Federal assentou que o Imposto de Renda deve \nser  apurado  sob  o  regime  de  competência  na  hipótese  de  percepção \nacumulada de proventos, sobretudo para impedir que o sujeito passivo \ntenha seu encargo agravado por força de ilícito perpetrado por terceiro.\n    </p>\n    <p>\n     Nos  termos  da  jurisprudência  da  Corte,  a  controvérsia  sobre  a \nincidência  de Imposto de Renda à  luz da natureza  jurídica  imputa às \nparcelas em debate não encontra ressonância constitucional.\n    </p>\n    <p>\n     Agravo regimental a que se nega provimento.\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nPrimeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  da \nMinistra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas \ntaquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo \nregimental,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  Não  participou  deste \njulgamento, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 10 de fevereiro de 2015.\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO\n     <b>\n      LUÍS ROBERTO BARROSO\n     </b>\n     -   RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7943937.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      10/02/2015 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.041 RIO \nGRANDE DO NORTE\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     UNIÃO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     FERNANDO FLAVIO SARAIVA DE MEDEIROS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LEONARDO DA COSTA\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. Trata-se  de  agravo  regimental  cujo  objeto  é  decisão \nmonocrática de minha relatoria,  pela qual  conheci do agravo e neguei \nseguimento ao recurso extraordinário, sob o fundamento de que acórdão \nrecorrido  dirimiu  a  controvérsia  dos  autos  no  mesmo sentido  do  que \nficara decidido pelo Plenário da Corte nos autos do RE 614.406/RS, Rel. \nMin. Marco Aurélio.\n    </p>\n    <p>\n     2. A  parte  agravante  sustenta  que,  no  presente  caso,  os \nvalores  recebidos  acumuladamente  pelo  contribuinte  referem-se  ao \nmesmo exercício (ano de 2008), circunstância que afastaria a aplicação do \nprecedente citado na decisão agravada.\n    </p>\n    <p>\n     3. É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7943938.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      10/02/2015 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.041 RIO \nGRANDE DO NORTE\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. O agravo não merece provimento. Nas razões de agravo, a \nUnião pretende extrair do\n     <i>\n      leading case\n     </i>\n     suscitado uma interpretação que \nlhe  permita  afastar  o  entendimento  adotado  pela  instância  ordinária\n     <i>\n      .\n     </i>\n     Resumidamente, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a hipótese de \npercepção acumulada de verba percebida por força de decisão judicial \ndeve  sujeitar-se  ao  regime  de  competência.  Esta  afirmação  contém  o \nseguinte  conteúdo:  o  Imposto  de  Renda  deverá  ser  calculado \nconsiderando, por ficção,  que os valores recebidos pelo sujeito passivo \ntenham sido creditados a tempo e modo corretos. Esta conclusão busca \namparo na máxima de que o Estado não pode locupletar-se do ilícito por \nele perpetrado.\n    </p>\n    <p>\n     2. No julgamento do RE 614.406, Rel. Min. Marco Aurélio, a \nsupressão das parcelas que seriam devidas ao obreiro perdurou por mais \nde  um  exercício,  razão  pela  qual  o  Eminente  Ministro  Marco  Aurélio \nconcluiu que  “\n     <i>\n      A percepção cumulativa de valores há de de ser considerada, para  \nefeito  de  fixação  de  alíquotas,  presentes,  individualmente,  os  exercícios  \nenvolvidos.”\n     </i>\n     A tese defendida pelo Fisco aponta que o entendimento da \nCorte  não  se  sustenta  na  hipótese  dos  valores  suprimidos  estarem \ncontidos no mesmo exercício. Caso fosse correta essa interpretação, então \na Fazenda Pública poderia suprimir uma parcela de um provento de uma \naposentadoria  e  com  isso  auferir  maior  arrecadação,  valendo-se  do \nregime de  caixa  no  momento  em que  o  sujeito  receber  a  importância \ndevida. A questão central é que não se pode chegar a um resultado maior \nem  virtude  do  recebimento  ser  acumulado.  Desse  entendimento  o \nacórdão recorrido não divergiu ao assentar que\n     <i>\n      “A renda a ser tributada\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7943939.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 846041 AGR / RN\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      deve ser aquela auferida mês a mês pelo contribuinte, dentro do ano fiscal, não  \nsendo  possível  à  Fazenda  Nacional  reter  o  imposto  de  renda  sobre  o  valor  \nintegral.”\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      3.\n     </i>\n     Quanto à incidência de imposto de renda sobre os valores \nrecebidos,  incide  a  jurisprudência  do  Supremo  Tribunal  Federal  que \nafasta  o  cabimento  de  recurso  extraordinário  nas  hipóteses  em  que  a \nanálise  da  controvérsia  depende  previamente  do  exame  de  legislação \ninfraconstitucional.\n    </p>\n    <p>\n     “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  TRIBUTÁRIO. \nGRATIFICAÇÃO  DE  ATIVIDADE  DE  COMBATE  E \nCONTROLE  DE  ENDEMIAS  –  GACEN.  IMPOSTO  DE \nRENDA.  INCIDÊNCIA.  MATÉRIA \nINFRACONSTITUCIONAL.  OFENSA  REFLEXA.  1.  A \nGratificação de Atividade de Combate e Controle de Endemias - \nGACEN, quando sub judice  a  controvérsia  sobre  seu caráter \nindenizatório  para  fins  de  incidência  de  imposto  de  renda, \ndemanda a análise da legislação infraconstitucional aplicável à \nespécie,  o  que  inviabiliza  o  conhecimento  do  recurso \nextraordinário.  Precedente:  RE  716.405-ED,  Rel.  Min.  Rosa \nWeber,  Primeira  Turma,  DJe  18/2/2014.  2.  In  casu,  o  acórdão \nrecorrido  assentou:  “TRIBUTÁRIO.  IMPOSTO  DE  RENDA. \nSERVIDOR PÚBLICO.  GRATIFICAÇÃO DE ATIVIDADE  DE \nCOMBATE E CONTROLE DE ENDEMIAS (GACEN). VERBA \nDE  NATUREZA  REMUNERATÓRIA.  INCIDÊNCIA. \nRECURSO  IMPROVIDO”.  3.  Agravo  regimental \nDESPROVIDO.” (ARE 818408 AgR, Rel. Min. Luiz Fux)\n    </p>\n    <p>\n     4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7943939.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 10/02/2015\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.041\n     </b>\n     PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n     </b>\n     AGTE.(S) : UNIÃO\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL\nAGDO.(A/S) : FERNANDO FLAVIO SARAIVA DE MEDEIROS\nADV.(A/S) : LEONARDO DA COSTA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     :  A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \ntermos  do  voto  do  Relator.  Unânime.  Não  participou, \njustificadamente,  deste  julgamento,  o  Senhor  Ministro  Dias \nToffoli.  Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, \n10.2.2015.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão\n    </p>\n    <p>\n     os  Senhores  Ministros  Marco  Aurélio,  Dias  Toffoli,  Luiz  Fux  e \nRoberto Barroso.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocuradora-Geral  da  República,  Dra.  Cláudia  Sampaio \nMarques.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894710\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "10/02/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.041 RIO \n", "GRANDE DO NORTE\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AGTE.(S) :UNIÃO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL \n", "AGDO.(A/S) :FERNANDO FLAVIO SARAIVA DE MEDEIROS \n", "ADV.(A/S) :LEONARDO DA COSTA \n", "EMENTA:  AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  IMPOSTO  DE  RENDA. \n", "PERCEPÇÃO DE RENDIMENTOS ACUMULADOS. APURAÇÃO PELO \n", "REGIME DE COMPETÊNCIA. INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA \n", "SOBRE  VERBAS  ESPECÍFICAS.  NATUREZA  JURÍDICA.  CARÁTER \n", "INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA.\n", "O Supremo Tribunal Federal assentou que o Imposto de Renda deve \n", "ser  apurado  sob  o  regime  de  competência  na  hipótese  de  percepção \n", "acumulada de proventos, sobretudo para impedir que o sujeito passivo \n", "tenha seu encargo agravado por força de ilícito perpetrado por terceiro.  \n", "Nos  termos  da  jurisprudência  da  Corte,  a  controvérsia  sobre  a \n", "incidência  de Imposto de Renda à  luz da natureza  jurídica  imputa às \n", "parcelas em debate não encontra ressonância constitucional. \n", "Agravo regimental a que se nega provimento.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  da \n", "Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas \n", "taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo \n", "regimental,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  Não  participou  deste \n", "julgamento, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli.\n", "Brasília, 10 de fevereiro de 2015.\n", "   MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO  -   RELATOR\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7943937.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5\n", "Relatório\n", "10/02/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.041 RIO \n", "GRANDE DO NORTE\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AGTE.(S) :UNIÃO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL \n", "AGDO.(A/S) :FERNANDO FLAVIO SARAIVA DE MEDEIROS \n", "ADV.(A/S) :LEONARDO DA COSTA \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):\n", "1. Trata-se  de  agravo  regimental  cujo  objeto  é  decisão \n", "monocrática de minha relatoria,  pela qual  conheci do agravo e neguei \n", "seguimento ao recurso extraordinário, sob o fundamento de que acórdão \n", "recorrido  dirimiu  a  controvérsia  dos  autos  no  mesmo sentido  do  que \n", "ficara decidido pelo Plenário da Corte nos autos do RE 614.406/RS, Rel. \n", "Min. Marco Aurélio. \n", "2. A  parte  agravante  sustenta  que,  no  presente  caso,  os \n", "valores  recebidos  acumuladamente  pelo  contribuinte  referem-se  ao \n", "mesmo exercício (ano de 2008), circunstância que afastaria a aplicação do \n", "precedente citado na decisão agravada.\n", "3. É o relatório. \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7943938.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5\n", "Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n", "10/02/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.041 RIO \n", "GRANDE DO NORTE\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):\n", "1. O agravo não merece provimento. Nas razões de agravo, a \n", "União pretende extrair do  leading case  suscitado uma interpretação que \n", "lhe  permita  afastar  o  entendimento  adotado  pela  instância  ordinária.  \n", "Resumidamente, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a hipótese de \n", "percepção acumulada de verba percebida por força de decisão judicial \n", "deve  sujeitar-se  ao  regime  de  competência.  Esta  afirmação  contém  o \n", "seguinte  conteúdo:  o  Imposto  de  Renda  deverá  ser  calculado \n", "considerando, por ficção,  que os valores recebidos pelo sujeito passivo \n", "tenham sido creditados a tempo e modo corretos. Esta conclusão busca \n", "amparo na máxima de que o Estado não pode locupletar-se do ilícito por \n", "ele perpetrado.\n", "2. No julgamento do RE 614.406, Rel. Min. Marco Aurélio, a \n", "supressão das parcelas que seriam devidas ao obreiro perdurou por mais \n", "de  um  exercício,  razão  pela  qual  o  Eminente  Ministro  Marco  Aurélio \n", "concluiu que  “A percepção cumulativa de valores há de de ser considerada, para  \n", "efeito  de  fixação  de  alíquotas,  presentes,  individualmente,  os  exercícios  \n", "envolvidos.”  A tese defendida pelo Fisco aponta que o entendimento da \n", "Corte  não  se  sustenta  na  hipótese  dos  valores  suprimidos  estarem \n", "contidos no mesmo exercício. Caso fosse correta essa interpretação, então \n", "a Fazenda Pública poderia suprimir uma parcela de um provento de uma \n", "aposentadoria  e  com  isso  auferir  maior  arrecadação,  valendo-se  do \n", "regime de  caixa  no  momento  em que  o  sujeito  receber  a  importância \n", "devida. A questão central é que não se pode chegar a um resultado maior \n", "em  virtude  do  recebimento  ser  acumulado.  Desse  entendimento  o \n", "acórdão recorrido não divergiu ao assentar que  “A renda a ser tributada  \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7943939.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5\n", "Voto - MIN. 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A \n", "Gratificação de Atividade de Combate e Controle de Endemias - \n", "GACEN, quando sub judice  a  controvérsia  sobre  seu caráter \n", "indenizatório  para  fins  de  incidência  de  imposto  de  renda, \n", "demanda a análise da legislação infraconstitucional aplicável à \n", "espécie,  o  que  inviabiliza  o  conhecimento  do  recurso \n", "extraordinário.  Precedente:  RE  716.405-ED,  Rel.  Min.  Rosa \n", "Weber,  Primeira  Turma,  DJe  18/2/2014.  2.  In  casu,  o  acórdão \n", "recorrido  assentou:  “TRIBUTÁRIO.  IMPOSTO  DE  RENDA. \n", "SERVIDOR PÚBLICO.  GRATIFICAÇÃO DE ATIVIDADE  DE \n", "COMBATE E CONTROLE DE ENDEMIAS (GACEN). VERBA \n", "DE  NATUREZA  REMUNERATÓRIA.  INCIDÊNCIA. \n", "RECURSO  IMPROVIDO”.  3.  Agravo  regimental \n", "DESPROVIDO.” (ARE 818408 AgR, Rel. Min. Luiz Fux) \n", "4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7943939.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5\n", "Extrato de Ata - 10/02/2015\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.041\n", "PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AGTE.(S) : UNIÃO\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL\n", "AGDO.(A/S) : FERNANDO FLAVIO SARAIVA DE MEDEIROS\n", "ADV.(A/S) : LEONARDO DA COSTA\n", "Decisão:  A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \n", "termos  do  voto  do  Relator.  Unânime.  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A  parte  agravante  sustenta  que,  no  presente  caso,  os  valores  recebidos  acumuladamente  pelo  contribuinte  referem-se  ao  mesmo exercício (ano de 2008), circunstância que afastaria a aplicação do  precedente citado na decisão agravada.  3. É o relatório.  " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):  1. O agravo não merece provimento. Nas razões de agravo, a  União pretende extrair do  leading case  suscitado uma interpretação que  lhe  permita  afastar  o  entendimento  adotado  pela  instância  ordinária.   Resumidamente, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a hipótese de  percepção acumulada de verba percebida por força de decisão judicial  deve  sujeitar-se  ao  regime  de  competência.  Esta  afirmação  contém  o  seguinte  conteúdo:  o  Imposto  de  Renda  deverá  ser  calculado  considerando, por ficção,  que os valores recebidos pelo sujeito passivo  tenham sido creditados a tempo e modo corretos. 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A questão central é que não se pode chegar a um resultado maior  em  virtude  do  recebimento  ser  acumulado.  Desse  entendimento  o  acórdão recorrido não divergiu ao assentar que  “A renda a ser tributada      deve ser aquela auferida mês a mês pelo contribuinte, dentro do ano fiscal, não   sendo  possível  à  Fazenda  Nacional  reter  o  imposto  de  renda  sobre  o  valor   integral.”  3. Quanto à incidência de imposto de renda sobre os valores  recebidos,  incide  a  jurisprudência  do  Supremo  Tribunal  Federal  que  afasta  o  cabimento  de  recurso  extraordinário  nas  hipóteses  em  que  a  análise  da  controvérsia  depende  previamente  do  exame  de  legislação  infraconstitucional.  “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  TRIBUTÁRIO.  GRATIFICAÇÃO  DE  ATIVIDADE  DE  COMBATE  E  CONTROLE  DE  ENDEMIAS  –  GACEN.  IMPOSTO  DE  RENDA.  INCIDÊNCIA.  MATÉRIA  INFRACONSTITUCIONAL.  OFENSA  REFLEXA.  1.  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{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac3b0d25122448875a6" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Sessão  Virtual,  na  conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar  provimento  ao  agravo  interno  com  aplicação  de  multa,  majorados  os  honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator.  Brasília, 2 a 8 de junho de 2017.        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A presente  causa  foi  decidida  com  base  na  análise  de  legislação infraconstitucional  e dos fatos e prova constantes nos autos.  Incidência das Súmulas 280 e 279/STF.   2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em  25%  o  valor  da  verba  honorária  fixada  anteriormente,  observados  os  limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015.   3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação  da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.   " }, "extratoata" : { "texto" : "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.040.544 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : CRISTIAN GOMES TEIXEIRA ADV.(A/S) : NERI JULIANO PICCOLOTO (83830/PR, 56769/RS, 39421/SC) ADV.(A/S) : RODRIGO GINDRI FIORENZA (54881/RS, 49362-A/SC) ADV.(A/S) : THIAGO SALDANHA PESAMOSCA (76704/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL  Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo  interno com aplicação de multa, majorados os honorários fixados  anteriormente,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  Primeira  Turma,  Sessão Virtual de 2 a 8.6.2017.    Composição:  Ministros  Marco  Aurélio  (Presidente),  Luiz  Fux,   Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.   Disponibilizou  processos  para  esta  Sessão  o  Ministro  Edson  Fachin,  não  tendo  participado  do  julgamento  desses  processos  o  Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma.  Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      09/06/2017 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.040.544 RIO \nGRANDE DO SUL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     CRISTIAN GOMES TEIXEIRA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     NERI JULIANO PICCOLOTO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     RODRIGO GINDRI FIORENZA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     THIAGO SALDANHA PESAMOSCA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO\n    </p>\n    <p>\n     GRANDE DO SUL\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA\n     </b>\n     : DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM \nRECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  AGENTE \nPENITENCIÁRIO. SUBSÍDIO. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. LEI \nESTADUAL Nº 14.188/2012.\n    </p>\n    <p>\n     1. A presente  causa  foi  decidida  com  base  na  análise  de \nlegislação infraconstitucional  e dos fatos e prova constantes nos autos. \nIncidência das Súmulas 280 e 279/STF.\n    </p>\n    <p>\n     2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em \n25%  o  valor  da  verba  honorária  fixada  anteriormente,  observados  os \nlimites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015.\n    </p>\n    <p>\n     3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação \nda multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nPrimeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Sessão  Virtual,  na \nconformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar \nprovimento  ao  agravo  interno  com  aplicação  de  multa,  majorados  os \nhonorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 2 a 8 de junho de 2017.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13067060.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1040544 AGR / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO\n     <b>\n      LUÍS ROBERTO BARROSO\n     </b>\n     -   RELATO\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13067060.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      09/06/2017 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.040.544 RIO \nGRANDE DO SUL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     CRISTIAN GOMES TEIXEIRA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     NERI JULIANO PICCOLOTO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     RODRIGO GINDRI FIORENZA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     THIAGO SALDANHA PESAMOSCA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO\n    </p>\n    <p>\n     GRANDE DO SUL\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. Trata-se de agravo interno interposto em 09.05.2017, cujo \nobjeto  é  decisão  monocrática  que  negou  seguimento  a  recurso \nextraordinário, porque, para chegar a conclusão diversa da do acórdão \nrecorrido,  seria  necessária  a  análise  da  legislação  local   e  dos  fatos  e \nprovas constantes dos autos.\n    </p>\n    <p>\n     2. A  parte  agravante  afirma  que  foi  reconhecida  a \nrepercussão  geral  da  referida  questão,  tendo  em  vista  a  grande \nquantidade de  agentes  penitenciários  que não  recebem o adicional  de \ninsalubridade.\n    </p>\n    <p>\n     3. É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13067061.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      09/06/2017 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.040.544 RIO \nGRANDE DO SUL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. Deixo de abrir  prazo para contrarrazões,  na medida em \nque está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à \nanálise do recurso.\n    </p>\n    <p>\n     2. O  agravo  não  deve  ser  provido,  uma  vez  que  a  parte \nagravante não traz argumentos suficientes para desconstituir  a decisão \nrecorrida.\n    </p>\n    <p>\n     3. O Tribunal  de  Justiça  do  Estado  do  Rio  Grande  do  Sul \ndecidiu a controvérsia em acórdão assim fundamentado:\n    </p>\n    <p>\n     “A Lei nº 14.188/12 dispõe sobre os vencimentos básico e \nfixa o subsídio mensal para os quadros integrantes dos Serviços \nPenitenciários do Estado, nos termos dos artigos 1º e 2º:\n    </p>\n    <p>\n     Art.  1º  –  Os  valores  dos  vencimentos  básicos  dos \ncargos  de  Técnicos  Superiores  Penitenciários,  Monitores \nPenitenciários  e  Agentes  Penitenciários  Administrativos, \nIntegrantes do Quadro Especial de Serviços Penitenciários \ndo Estado do Rio Grande do Sul, da Superintendência dos \nServidores  Penitenciários  –  SUSEPE  –  criado  pela  Lei \n9.228, de 1º de fevereiro de 1991, e reorganizado pela Lei \nComplementar nº 13.259, de 20 de outubro de 2009, ficam \nreajustado em 6%m a partir de 1º de novembro de 2012.\n    </p>\n    <p>\n     Art.  2º  –  A  remuneração  mensal  dos  cargos  de \nTécnicos  Superiores  Penitenciários,  Monitores \nPenitenciários  e  Agentes  Penitenciários  Administrativos \npassa a ser fixadas na forma de subsídio, a partir de 1º de\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13067062.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1040544 AGR / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     maio de 2013, nos valores e respectivas datas de vigência \nespecificadas a seguir:\n    </p>\n    <p>\n     [...]\nAssim,  como   a  parte  autora  passou  a  receber  seus\n    </p>\n    <p>\n     vencimentos  na  modalidade  de  subsídio,  a  gratificação  de \ninsalubridade não mais persiste, pois é vedado seu acréscimo, \nsob pena colisão como o artigo 39, § 4º, da CF/88. Em resumo, a \ngratificação de insalubridade foi absorvida pelo subsídio, não se \ncogitando  falar  de  direito  à  sua  percepção  em  apartado, \nmormente  inexistindo  nos  autos  qualquer  alegação  de \ndecréscimo  estipendial  por  força  da  alteração  do  regime \nretributivo.”\n    </p>\n    <p>\n     4. Da leitura do trecho acima transcrito, resta claro que, para \ndissentir  da  conclusão  do  Tribunal  de  origem,  seriam  necessários  a \nanálise da legislação infraconstitucional aplicável ao caso e o exame do \nacervo probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai \na incidência das Súmulas 280 e 279/STF. Nesse sentido: RE 835.578-AgR, \nRel. Min. Gilmar Mendes.\n    </p>\n    <p>\n     5. Diante  do  exposto,  nego  provimento  ao  agravo  interno. \nAnte seu caráter manifestamente protelatório,  aplico à parte agravante \nmulta  de 5% (cinco por cento)  sobre o  valor  atualizado da causa,  nos \ntermos  do  art.  1.021,  §  4º,  do  CPC/2015,  em caso  de  unanimidade da \ndecisão. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% \no valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites \nlegais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. Tal verba, contudo, fica com sua \nexigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária \ngratuita ao agravante, nos termos do art. 98, § 3º, do CPC/2015.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13067062.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 09/06/2017\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.040.544\n     </b>\n     PROCED. : RIO GRANDE DO SUL\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n     </b>\n     AGTE.(S) : CRISTIAN GOMES TEIXEIRA\nADV.(A/S) : NERI JULIANO PICCOLOTO (83830/PR, 56769/RS, 39421/SC)\nADV.(A/S) : RODRIGO GINDRI FIORENZA (54881/RS, 49362-A/SC)\nADV.(A/S) : THIAGO SALDANHA PESAMOSCA (76704/RS)\nAGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \ninterno com aplicação de multa, majorados os honorários fixados \nanteriormente,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  Primeira  Turma, \nSessão Virtual de 2 a 8.6.2017.\n    </p>\n    <p>\n     Composição:  Ministros  Marco  Aurélio  (Presidente),  Luiz  Fux,\n    </p>\n    <p>\n     Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.\n    </p>\n    <p>\n     Disponibilizou  processos  para  esta  Sessão  o  Ministro  Edson \nFachin,  não  tendo  participado  do  julgamento  desses  processos  o \nMinistro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 13062458\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "09/06/2017 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.040.544 RIO \n", "GRANDE DO SUL\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AGTE.(S) :CRISTIAN GOMES TEIXEIRA \n", "ADV.(A/S) :NERI JULIANO PICCOLOTO \n", "ADV.(A/S) :RODRIGO GINDRI FIORENZA \n", "ADV.(A/S) :THIAGO SALDANHA PESAMOSCA \n", "AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO \n", "GRANDE DO SUL \n", "EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM \n", "RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  AGENTE \n", "PENITENCIÁRIO. SUBSÍDIO. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. LEI \n", "ESTADUAL Nº 14.188/2012.  \n", "1. A presente  causa  foi  decidida  com  base  na  análise  de \n", "legislação infraconstitucional  e dos fatos e prova constantes nos autos. \n", "Incidência das Súmulas 280 e 279/STF. \n", "2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em \n", "25%  o  valor  da  verba  honorária  fixada  anteriormente,  observados  os \n", "limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. \n", "3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação \n", "da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Sessão  Virtual,  na \n", "conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar \n", "provimento  ao  agravo  interno  com  aplicação  de  multa,  majorados  os \n", "honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator.\n", "Brasília, 2 a 8 de junho de 2017.\n", "  \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13067060.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6\n", "Ementa e Acórdão\n", "ARE 1040544 AGR / RS \n", "   MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO  -   RELATO\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13067060.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n", "Relatório\n", "09/06/2017 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.040.544 RIO \n", "GRANDE DO SUL\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AGTE.(S) :CRISTIAN GOMES TEIXEIRA \n", "ADV.(A/S) :NERI JULIANO PICCOLOTO \n", "ADV.(A/S) :RODRIGO GINDRI FIORENZA \n", "ADV.(A/S) :THIAGO SALDANHA PESAMOSCA \n", "AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO \n", "GRANDE DO SUL \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):\n", "1. Trata-se de agravo interno interposto em 09.05.2017, cujo \n", "objeto  é  decisão  monocrática  que  negou  seguimento  a  recurso \n", "extraordinário, porque, para chegar a conclusão diversa da do acórdão \n", "recorrido,  seria  necessária  a  análise  da  legislação  local   e  dos  fatos  e \n", "provas constantes dos autos.\n", "2. A  parte  agravante  afirma  que  foi  reconhecida  a \n", "repercussão  geral  da  referida  questão,  tendo  em  vista  a  grande \n", "quantidade de  agentes  penitenciários  que não  recebem o adicional  de \n", "insalubridade.\n", "3. É o relatório.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13067061.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n", "Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n", "09/06/2017 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.040.544 RIO \n", "GRANDE DO SUL\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): \n", "1. Deixo de abrir  prazo para contrarrazões,  na medida em \n", "que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à \n", "análise do recurso. \n", "2. O  agravo  não  deve  ser  provido,  uma  vez  que  a  parte \n", "agravante não traz argumentos suficientes para desconstituir  a decisão \n", "recorrida. \n", "3. O Tribunal  de  Justiça  do  Estado  do  Rio  Grande  do  Sul \n", "decidiu a controvérsia em acórdão assim fundamentado: \n", "“A Lei nº 14.188/12 dispõe sobre os vencimentos básico e \n", "fixa o subsídio mensal para os quadros integrantes dos Serviços \n", "Penitenciários do Estado, nos termos dos artigos 1º e 2º:\n", "Art.  1º  –  Os  valores  dos  vencimentos  básicos  dos \n", "cargos  de  Técnicos  Superiores  Penitenciários,  Monitores \n", "Penitenciários  e  Agentes  Penitenciários  Administrativos, \n", "Integrantes do Quadro Especial de Serviços Penitenciários \n", "do Estado do Rio Grande do Sul, da Superintendência dos \n", "Servidores  Penitenciários  –  SUSEPE  –  criado  pela  Lei \n", "9.228, de 1º de fevereiro de 1991, e reorganizado pela Lei \n", "Complementar nº 13.259, de 20 de outubro de 2009, ficam \n", "reajustado em 6%m a partir de 1º de novembro de 2012.\n", "Art.  2º  –  A  remuneração  mensal  dos  cargos  de \n", "Técnicos  Superiores  Penitenciários,  Monitores \n", "Penitenciários  e  Agentes  Penitenciários  Administrativos \n", "passa a ser fixadas na forma de subsídio, a partir de 1º de \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13067062.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6\n", "Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n", "ARE 1040544 AGR / RS \n", "maio de 2013, nos valores e respectivas datas de vigência \n", "especificadas a seguir:\n", "[...]\n", "Assim,  como   a  parte  autora  passou  a  receber  seus \n", "vencimentos  na  modalidade  de  subsídio,  a  gratificação  de \n", "insalubridade não mais persiste, pois é vedado seu acréscimo, \n", "sob pena colisão como o artigo 39, § 4º, da CF/88. Em resumo, a \n", "gratificação de insalubridade foi absorvida pelo subsídio, não se \n", "cogitando  falar  de  direito  à  sua  percepção  em  apartado, \n", "mormente  inexistindo  nos  autos  qualquer  alegação  de \n", "decréscimo  estipendial  por  força  da  alteração  do  regime \n", "retributivo.”\n", "4. Da leitura do trecho acima transcrito, resta claro que, para \n", "dissentir  da  conclusão  do  Tribunal  de  origem,  seriam  necessários  a \n", "análise da legislação infraconstitucional aplicável ao caso e o exame do \n", "acervo probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai \n", "a incidência das Súmulas 280 e 279/STF. Nesse sentido: RE 835.578-AgR, \n", "Rel. Min. Gilmar Mendes.\n", "5. Diante  do  exposto,  nego  provimento  ao  agravo  interno. \n", "Ante seu caráter manifestamente protelatório,  aplico à parte agravante \n", "multa  de 5% (cinco por cento)  sobre o  valor  atualizado da causa,  nos \n", "termos  do  art.  1.021,  §  4º,  do  CPC/2015,  em caso  de  unanimidade da \n", "decisão. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% \n", "o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites \n", "legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. Tal verba, contudo, fica com sua \n", "exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária \n", "gratuita ao agravante, nos termos do art. 98, § 3º, do CPC/2015. \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13067062.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6\n", "Extrato de Ata - 09/06/2017\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.040.544\n", "PROCED. : RIO GRANDE DO SUL\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AGTE.(S) : CRISTIAN GOMES TEIXEIRA\n", "ADV.(A/S) : NERI JULIANO PICCOLOTO (83830/PR, 56769/RS, 39421/SC)\n", "ADV.(A/S) : RODRIGO GINDRI FIORENZA (54881/RS, 49362-A/SC)\n", "ADV.(A/S) : THIAGO SALDANHA PESAMOSCA (76704/RS)\n", "AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL\n", "Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \n", "interno com aplicação de multa, majorados os honorários fixados \n", "anteriormente,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  Primeira  Turma, \n", "Sessão Virtual de 2 a 8.6.2017.\n", " \n", "Composição:  Ministros  Marco  Aurélio  (Presidente),  Luiz  Fux, \n", "Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. \n", "Disponibilizou  processos  para  esta  Sessão  o  Ministro  Edson \n", "Fachin,  não  tendo  participado  do  julgamento  desses  processos  o \n", "Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 13062458\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6\n" ], "numero" : "1040544", "partes" : [ { "nome" : "MIN. 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A  parte  agravante  afirma  que  foi  reconhecida  a  repercussão  geral  da  referida  questão,  tendo  em  vista  a  grande  quantidade de  agentes  penitenciários  que não  recebem o adicional  de  insalubridade.  3. É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):  1. Deixo de abrir  prazo para contrarrazões,  na medida em  que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à  análise do recurso.   2. O  agravo  não  deve  ser  provido,  uma  vez  que  a  parte  agravante não traz argumentos suficientes para desconstituir  a decisão  recorrida.   3. O Tribunal  de  Justiça  do  Estado  do  Rio  Grande  do  Sul  decidiu a controvérsia em acórdão assim fundamentado:   “A Lei nº 14.188/12 dispõe sobre os vencimentos básico e  fixa o subsídio mensal para os quadros integrantes dos Serviços  Penitenciários do Estado, nos termos dos artigos 1º e 2º:  Art.  1º  –  Os  valores  dos  vencimentos  básicos  dos  cargos  de  Técnicos  Superiores  Penitenciários,  Monitores  Penitenciários  e  Agentes  Penitenciários  Administrativos,  Integrantes do Quadro Especial de Serviços Penitenciários  do Estado do Rio Grande do Sul, da Superintendência dos  Servidores  Penitenciários  –  SUSEPE  –  criado  pela  Lei  9.228, de 1º de fevereiro de 1991, e reorganizado pela Lei  Complementar nº 13.259, de 20 de outubro de 2009, ficam  reajustado em 6%m a partir de 1º de novembro de 2012.  Art.  2º  –  A  remuneração  mensal  dos  cargos  de  Técnicos  Superiores  Penitenciários,  Monitores  Penitenciários  e  Agentes  Penitenciários  Administrativos  passa a ser fixadas na forma de subsídio, a partir de 1º de     maio de 2013, nos valores e respectivas datas de vigência  especificadas a seguir:  [...] Assim,  como   a  parte  autora  passou  a  receber  seus   vencimentos  na  modalidade  de  subsídio,  a  gratificação  de  insalubridade não mais persiste, pois é vedado seu acréscimo,  sob pena colisão como o artigo 39, § 4º, da CF/88. Em resumo, a  gratificação de insalubridade foi absorvida pelo subsídio, não se  cogitando  falar  de  direito  à  sua  percepção  em  apartado,  mormente  inexistindo  nos  autos  qualquer  alegação  de  decréscimo  estipendial  por  força  da  alteração  do  regime  retributivo.”  4. Da leitura do trecho acima transcrito, resta claro que, para  dissentir  da  conclusão  do  Tribunal  de  origem,  seriam  necessários  a  análise da legislação infraconstitucional aplicável ao caso e o exame do  acervo probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai  a incidência das Súmulas 280 e 279/STF. Nesse sentido: RE 835.578-AgR,  Rel. Min. Gilmar Mendes.  5. Diante  do  exposto,  nego  provimento  ao  agravo  interno.  Ante seu caráter manifestamente protelatório,  aplico à parte agravante  multa  de 5% (cinco por cento)  sobre o  valor  atualizado da causa,  nos  termos  do  art.  1.021,  §  4º,  do  CPC/2015,  em caso  de  unanimidade da  decisão. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25%  o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites  legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. Tal verba, contudo, fica com sua  exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária  gratuita ao agravante, nos termos do art. 98, § 3º, do CPC/2015.  ", "votante" : "MIN_ROBERTO_BARROSO" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac3b0d25122448875a7" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Segunda  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a   Presidência  do  Senhor  Ministro  Ricardo  Lewandowski,  na  conformidade  da  ata  de  julgamentos  e  das  notas  taquigráficas,  por  unanimidade,  denegar  a   ordem,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  Ausentes,  justificadamente,  os  Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa.  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EXISTÊNCIA  DE  OUTROS  PROCEDIMENTOS FISCAIS. ORDEM DENEGADA.  I  -  Nos  termos  da  jurisprudência  deste  Tribunal,  o  princípio  da  insignificância deve ser aplicado ao delito de descaminho quando o valor  sonegado for inferior ao estabelecido no art. 20 da Lei 10.522/2002, com a  redação dada pela Lei 11.033/2004.  II  –  Entretanto,  os  autos  dão  conta  da  existência  de  mais  oito  procedimentos fiscais instaurados contra o paciente, nos quais os valores  dos  impostos  elididos,  somados,  extrapolam  o  referido  limite,  o  que  demonstra a habitualidade criminosa e impede a aplicação do princípio  da  insignificância,  em  razão  do  elevado  grau  de  reprovabilidade  da  conduta do agente.  III – Ordem denegada.   " }, "extratoata" : { "texto" : "HABEAS CORPUS 114.675 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. 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RICARDO LEWANDOWSKI\nPACTE.(S) :\n     </b>\n     ADERICO JOSÉ GONÇALVES LINS\n     <b>\n      IMPTE.(S) :\n     </b>\n     DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\n     <b>\n      COATOR(A/S)(ES) :\n     </b>\n     SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     EMENTA:  PENAL.\n     <i>\n      HABEAS CORPUS\n     </i>\n     . CRIME DE DESCAMINHO. \nVALOR  SONEGADO  INFERIOR  AO  FIXADO  NO  ART.  20  DA LEI \n10.522/2002,  COM  A  REDAÇÃO  DADA  PELA  LEI  11.033/2004. \nPRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. APLICAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. \nREITERAÇÃO  DELITIVA.  EXISTÊNCIA  DE  OUTROS \nPROCEDIMENTOS FISCAIS. 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O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3101463.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 114.675 / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     ordem,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  Ausentes,  justificadamente,  os \nSenhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 13 de novembro de 2012.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RICARDO LEWANDOWSKI –\n     </b>\n     PRESIDENTE E RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3101463.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      13/11/2012 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 114.675 PARANÁ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\nPACTE.(S) :\n     </b>\n     ADERICO JOSÉ GONÇALVES LINS\n     <b>\n      IMPTE.(S) :\n     </b>\n     DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\n     <b>\n      COATOR(A/S)(ES) :\n     </b>\n     SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     O SENHOR MINISTRO\n     <b>\n      RICARDO LEWANDOWSKI\n     </b>\n     (RELATOR): Trata-se de\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     impetrado pela Defensoria Pública da União, em favor de \nADERICO JOSÉ GONÇALVES LINS, contra acórdão da Quinta Turma do \nSuperior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo  regimental \nno Recurso Especial 1.300.679/PR, para determinar o prosseguimento da \nação penal proposta em desfavor do paciente.\n    </p>\n    <p>\n     A impetrante narra, inicialmente, que o paciente foi denunciado pela\n    </p>\n    <p>\n     suposta prática do crime previsto no art. 334,\n     <i>\n      caput\n     </i>\n     , do Código Penal, por \nter sido encontrado com diversas mercadorias de origem estrangeira sem \na regular documentação de internacionalização.\n    </p>\n    <p>\n     Afirma,  em seguida,  que a avaliação elaborada pela Secretaria da \nReceita  Federal  informou que o valor dos tributos elididos alcançou o \nmontante de R$ 1.806,95 (mil,  oitocentos e seis reais e noventa e cinco \ncentavos).\n    </p>\n    <p>\n     Alega, ainda, que o juízo de primeiro grau rejeitou a denúncia ao \nfundamento de que incide,  na hipótese,  o  princípio da insignificância. \nEsse\n     <i>\n      decisum\n     </i>\n     foi  mantido no julgamento do recurso em sentido estrito \ninterposto pelo Ministério Público Federal.\n    </p>\n    <p>\n     Diz, também, que, inconformado, o\n     <i>\n      Parquet\n     </i>\n     ajuizou recurso especial\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3101464.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 114.675 / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     para  o  Superior  Tribunal  de  Justiça,  o  qual  foi  provido, \nmonocraticamente, pelo Ministro Relator, para determinar o recebimento \nda denúncia e o prosseguimento da ação penal.\n    </p>\n    <p>\n     Irresignada, a defesa interpôs agravo regimental perante a Quinta \nTurma  do  STJ,  buscando  o  restabelecimento  da  sentença  de  primeiro \ngrau, que rejeitou a denúncia. Entretanto, o recurso foi improvido.\n    </p>\n    <p>\n     É contra esse acórdão que se insurge a impetrante.\n       \nAlega,  em  suma,  que  o  argumento  da  reiteração  criminal  do\n    </p>\n    <p>\n     denunciado,  utilizado  pela  Corte  Superior  para  afastar  o  princípio  da \ninsignificância,  não  deve  prosperar,  uma  vez  que  “\n     <i>\n      a  incidência  deste  \nprincípio não vislumbra circunstâncias subjetivas,  ou seja,  a  avaliação é feita  \napenas em função de aspectos objetivos, referentes ao delito perpetrado”\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Sustenta,  outrossim,  que  o  valor  dos  tributos  não  pagos  pelo \npaciente, a quem se imputa a prática do crime de descaminho, totaliza R$ \n1.806,95 (mil, oitocentos e seis reais e noventa e cinco centavos), aquém, \nportanto, do parâmetro estabelecido pela Lei 10.522/2002 (com redação \nconferida pela Lei 11.033/2004) para o arquivamento de execução fiscal.\n    </p>\n    <p>\n     Destaca,  nesse sentido,  que,  “\n     <i>\n      se a  própria  fazenda desconsidera,  para  \nefeitos de cobrança, valores inferiores ao estipulado montante de R$ 10.000,00, o  \nmesmo tratamento deve ser dado na instância penal pela proporcional aplicação  \ndo princípio da insignificância penal da conduta sob exame\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     Requer, ao final, a concessão da ordem para que seja “\n     <i>\n      restabelecido o\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      acórdão proferido pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que  \nmantém a sentença de 1º grau e reconhece o princípio da insignificância\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     Em  14/8/2012,  não  havendo  pedido  de  medida  liminar  a  ser \napreciado, e estando bem instruídos os autos, determinei fosse ouvido o\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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APRECIAÇÃO  UNIPESSOAL.  \nPOSSIBILIDADE.  PRINCÍPIO  DA  COLEGIALIDADE.  \nVIOLAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      1. Não viola o princípio da colegialidade a apreciação unipessoal,  \npelo relator, do mérito do recurso especial, quando obedecidos todos os  \nrequisitos  para  a  sua  admissibilidade,  bem  como  observada  a  \njurisprudência  dominante  desta  Corte  Superior  e  do  Supremo  \nTribunal Federal.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      2. A reapreciação da matéria pelo órgão colegiado, no julgamento  \nde  agravo  regimental,  supera  eventual  violação  ao  princípio  da  \ncolegialidade.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      3. Agravo regimental a que se nega provimento\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     Como relatado,  o  réu foi  denunciado por  introduzir  no  território \nnacional mercadorias de origem estrangeira sem a devida documentação \nfiscal,  deixando  de  recolher  tributos  que  totalizaram R$  1.806,95  (mil, \noitocentos e seis reais e noventa e cinco centavos).\n    </p>\n    <p>\n     O cerne desta impetração cinge-se ao reconhecimento da atipicidade \nda  conduta  do  paciente  em  face  da  aplicação  do  princípio  da \ninsignificância.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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RICARDO LEWANDOWSKI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 114.675 / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Entretanto, a pretensão não merece acolhida.\n    </p>\n    <p>\n     Como se sabe, a configuração do delito de bagatela, conforme têm \nentendido as duas Turmas deste Tribunal,  exige a satisfação,  de forma \nconcomitante, de certos requisitos, quais sejam, a conduta minimamente \nofensiva, a ausência de periculosidade social da ação, o reduzido grau de \nreprovabilidade do comportamento e a lesão jurídica inexpressiva.\n    </p>\n    <p>\n     Por  outro  lado,  o  art.  20  da  Lei  10.522/2002  determina  o \narquivamento das execuções fiscais,  sem cancelamento da distribuição, \nquando os débitos inscritos como dívida ativa da União forem iguais ou \ninferiores  a  R$  10.000,00  (dez  mil  reais),  valor  atualizado  pela  Lei \n11.033/2004.\n    </p>\n    <p>\n     Nessa esteira, esta Segunda Turma vem assentando a orientação de \nque falta justa causa para a ação penal por crime de descaminho quando a \nquantia  sonegada  não  ultrapassar  o  valor  estabelecido  no  referido \ndispositivo,  aplicando-se  o  princípio  da  insignificância,  consoante  se \nverifica da ementa a seguir colacionada:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “PRINCÍPIO  DA INSIGNIFICÂNCIA -  IDENTIFICAÇÃO  \nDOS  VETORES  CUJA  PRESENÇA  LEGITIMA  O  \nRECONHECIMENTO  DESSE  POSTULADO  DE  POLÍTICA \nCRIMINAL  -  CONSEQUENTE  DESCARACTERIZAÇÃO  DA \nTIPICIDADE PENAL EM SEU ASPECTO MATERIAL - DELITO  \nDE DESCAMINHO (CP, ART. 334,\n     </i>\n     CAPUT\n     <i>\n      , SEGUNDA PARTE) -  \nTRIBUTOS  ADUANEIROS  SUPOSTAMENTE  DEVIDOS  NO  \nVALOR DE R$ 4.541,33 - DOUTRINA - CONSIDERAÇÕES EM  \nTORNO  DA  JURISPRUDÊNCIA  DO  STF  -  PEDIDO  \nDEFERIDO.  O  PRINCÍPIO  DA  INSIGNIFICÂNCIA \nQUALIFICA-SE  COMO  FATOR  DE  DESCARACTERIZAÇÃO  \nMATERIAL  DA  TIPICIDADE  PENAL.  -  O  princípio  da  \ninsignificância - que deve ser analisado em conexão com os postulados  \nda fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado em matéria  \npenal  -  tem o sentido de  excluir ou de afastar  a  própria  tipicidade\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3101465.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 114.675 / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      penal,  examinada na perspectiva de seu caráter material.  Doutrina.  \nTal postulado - que considera necessária, na aferição do relevo material  \nda  tipicidade  penal,  a  presença  de  certos  vetores,  tais  como  (a)  a  \nmínima  ofensividade  da  conduta  do  agente,  (b)  nenhuma  \npericulosidade  social  da  ação,  (c)  o  reduzidíssimo  grau  de  \nreprovabilidade do comportamento e (d) a inexpressividade da lesão  \njurídica provocada - apoiou-se, em seu processo de formulação teórica,  \nno  reconhecimento  de  que  o  caráter  subsidiário  do  sistema  penal  \nreclama e impõe, em função dos próprios objetivos por ele visados, a  \nintervenção  mínima  do  Poder  Público.  O  POSTULADO  DA \nINSIGNIFICÂNCIA E  A FUNÇÃO  DO  DIREITO  PENAL:\n     </i>\n     DE \nMINIMIS, NON CURAT PRAETOR.\n     <i>\n      -  O sistema jurídico há de  \nconsiderar  a  relevantíssima  circunstância  de  que  a  privação  da  \nliberdade e a restrição de direitos do indivíduo somente se justificam  \nquando estritamente  necessárias  à  própria  proteção  das  pessoas,  da  \nsociedade  e  de  outros  bens  jurídicos  que  lhes  sejam  essenciais,  \nnotadamente naqueles casos em que os valores penalmente tutelados se  \nexponham a dano, efetivo ou potencial,  impregnado de significativa  \nlesividade.  APLICABILIDADE  DO  PRINCÍPIO  DA \nINSIGNIFICÂNCIA AO DELITO DE DESCAMINHO. - O direito  \npenal não se deve ocupar de condutas que produzam resultado, cujo  \ndesvalor  -  por não importar em lesão significativa a bens jurídicos  \nrelevantes - não represente, por isso mesmo, prejuízo importante, seja  \nao  titular  do  bem jurídico  tutelado,  seja  à  integridade  da  própria  \nordem social. Aplicabilidade do postulado da insignificância ao delito  \nde descaminho (CP, art. 334), considerado, para tanto, o inexpressivo  \nvalor do tributo sobre comércio exterior supostamente não recolhido.  \nPrecedentes”\n     </i>\n     (HC 101.074/SP, Rel. Min. Celso de Mello).\n    </p>\n    <p>\n     Ocorre,  contudo, que,  na situação sob exame, embora a soma dos \ntributos  não  recolhidos  perfaça  um  total  muito  aquém  do  valor \nestabelecido  para  o  arquivamento  dos  autos  das  execuções  fiscais,  os \nautos  dão  conta  da  reiteração delitiva,  o  que,  a  meu sentir,  impede a \naplicação do princípio da insignificância em favor do paciente em razão \ndo alto grau de reprovabilidade do seu comportamento.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3101465.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 114.675 / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Destaco,  por  oportuno,  que não desconheço que esta  Turma vem \nentendendo que as questões relativas à pessoa do agente não devem ser \nlevadas em consideração no exame da incidência ou não do princípio da \ninsignificância, por serem atinentes à culpabilidade e não à tipicidade.\n    </p>\n    <p>\n     Contudo,  na  hipótese,  tenho  que,  demonstrada  a  habitualidade \ncriminosa, não há falar em atipicidade da conduta do paciente, que dá \nmostras  de  que  faz  da  prática  do  crime  de  descaminho  o  seu\n     <i>\n      modus  \nvivendi,\n     </i>\n     o que não pode ser tolerado pela ordem jurídica.\n    </p>\n    <p>\n     Em abono a esse entendimento,  cito o que consignou a Ministra \nCármen Lúcia, relatora do HC 111.618/MG, para quem\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “O criminoso contumaz, mesmo que pratique crimes de pequena  \nmonta,  não  pode  ser  tratado  pelo  sistema  penal  como  se  tivesse  \npraticado  condutas  irrelevantes,  pois  crimes  considerados  ínfimos,  \nquando analisados isoladamente, mas relevantes quando em conjunto,  \nseriam transformados pelo infrator em verdadeiro meio de vida”.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Ademais, conforme bem apontou o representante do\n     <i>\n      Parquet\n     </i>\n     federal \nem sua manifestação, o paciente responde a mais 8 procedimentos fiscais, \nque,  somados,  perfazem o  total  de  R$  48.217,35  (quarenta  e  oito  mil, \nduzentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos) em impostos elididos, \nvalor muito superior àquele estabelecido para o reconhecimento do delito \nde bagatela nos crimes de descaminho, senão vejamos:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      o paciente conta com outros 08 (oito) procedimentos fiscais\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      instaurados contra si pela Secretaria da Receita Federal,  atraindo a  \nincidência da regra disposta no art. 20, §4º, da Lei n. 10.522/02,\n     </i>\n     in \nverbis\n     <i>\n      : 'no caso de reunião de processos contra o mesmo devedor, na  \nforma do art. 28 da Lei no 6.830, de 22 de setembro de 1980, para os  \nfins  de  que  trata  o  limite  indicado  no\n     </i>\n     caput\n     <i>\n      deste  artigo,  será  \nconsiderada a soma dos débitos consolidados das inscrições reunidas'.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Assim,  considerando  que  a  soma  dos  tributos  devidos  em  \ndecorrência dos outros oito processos fiscais equivale a R$ 48.217,35\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3101465.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 114.675 / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      (quarenta  e  oito  mil,  duzentos  e  dezessete  reais  e  trinta  e  cinco  \ncentavos),  não  há  falar-se  em  incidência  do  princípio  da  \ninsignificância na espécie, tendo em vista que por si só extrapola o  \nlimite inscrito no art. 20 da Lei n. 10.522/02\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     Ante o exposto, denego a ordem.\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3101465.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Explicação\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      13/11/2012 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 114.675 PARANÁ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     ESCLARECIMENTO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES -\n     </b>\n     Qual era o valor?\n     <b>\n      O  SENHOR  MINISTRO  RICARDO  LEWANDOWSKI\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      (PRESIDENTE E RELATOR)\n     </b>\n     - O valor era R$ 1.806,00, mas ele responde \npor mais oito procedimentos fiscais, que somam quase R$ 50.000,00.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES\n     </b>\n     - Quase R$ 50.000,00?\n     <b>\n      O  SENHOR  MINISTRO  RICARDO  LEWANDOWSKI\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      (PRESIDENTE E RELATOR)\n     </b>\n     - Sim, são oito.\n     <b>\n      A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA\n     </b>\n     - Um meio de vida da\n    </p>\n    <p>\n     pessoa.\n     <b>\n      O  SENHOR  MINISTRO  RICARDO  LEWANDOWSKI\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      (PRESIDENTE E RELATOR)\n     </b>\n     - Sim, ele faz disso um meio de vida. Não é \nalguém  que  é  pego  no  aeroporto,  ou,  enfim,  atravessa  a  Ponte  da \nAmizade, que separa o Brasil do Paraguai, e ingressa com a mercadoria.\n    </p>\n    <p>\n     Então,  nesse  caso,  tendo  em  vista  a  habitualidade,  eu  estou \ndenegando a ordem.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4508388.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 13/11/2012\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 114.675\n     </b>\n     PROCED. : PARANÁ\n     <b>\n      RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\n     </b>\n     PACTE.(S) : ADERICO JOSÉ GONÇALVES LINS\nIMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO\nPROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\nCOATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos \ndo  voto  do  Relator.  Ausentes,  justificadamente,  os  Senhores \nMinistros Celso de Mello e Joaquim Barbosa.\n     <b>\n      2ª Turma\n     </b>\n     , 13.11.2012.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes \nà sessão o Senhor Ministro Gilmar Mendes e a Senhora Ministra \nCármen Lúcia. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros \nCelso de Mello e Joaquim Barbosa.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.\n    </p>\n    <p>\n     P/ Fabiane Duarte\nSecretária\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3150084\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "13/11/2012 SEGUNDA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 114.675 PARANÁ\n", "RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\n", "PACTE.(S) :ADERICO JOSÉ GONÇALVES LINS \n", "IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO \n", "PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL \n", "COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "EMENTA:  PENAL.  HABEAS CORPUS. CRIME DE DESCAMINHO. \n", "VALOR  SONEGADO  INFERIOR  AO  FIXADO  NO  ART.  20  DA LEI \n", "10.522/2002,  COM  A  REDAÇÃO  DADA  PELA  LEI  11.033/2004. \n", "PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. APLICAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. \n", "REITERAÇÃO  DELITIVA.  EXISTÊNCIA  DE  OUTROS \n", "PROCEDIMENTOS FISCAIS. ORDEM DENEGADA.\n", "I  -  Nos  termos  da  jurisprudência  deste  Tribunal,  o  princípio  da \n", "insignificância deve ser aplicado ao delito de descaminho quando o valor \n", "sonegado for inferior ao estabelecido no art. 20 da Lei 10.522/2002, com a \n", "redação dada pela Lei 11.033/2004.\n", "II  –  Entretanto,  os  autos  dão  conta  da  existência  de  mais  oito \n", "procedimentos fiscais instaurados contra o paciente, nos quais os valores \n", "dos  impostos  elididos,  somados,  extrapolam  o  referido  limite,  o  que \n", "demonstra a habitualidade criminosa e impede a aplicação do princípio \n", "da  insignificância,  em  razão  do  elevado  grau  de  reprovabilidade  da \n", "conduta do agente.\n", "III – Ordem denegada.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Segunda  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a   Presidência  do \n", "Senhor  Ministro  Ricardo  Lewandowski,  na  conformidade  da  ata  de \n", "julgamentos  e  das  notas  taquigráficas,  por  unanimidade,  denegar  a \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3101463.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12\n", "Ementa e Acórdão\n", "HC 114.675 / PR \n", "ordem,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  Ausentes,  justificadamente,  os \n", "Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa.\n", "Brasília, 13 de novembro de 2012.\n", "RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3101463.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12\n", "Relatório\n", "13/11/2012 SEGUNDA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 114.675 PARANÁ\n", "RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\n", "PACTE.(S) :ADERICO JOSÉ GONÇALVES LINS \n", "IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO \n", "PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL \n", "COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de \n", "habeas corpus  impetrado pela Defensoria Pública da União, em favor de \n", "ADERICO JOSÉ GONÇALVES LINS, contra acórdão da Quinta Turma do \n", "Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo  regimental \n", "no Recurso Especial 1.300.679/PR, para determinar o prosseguimento da \n", "ação penal proposta em desfavor do paciente.\n", "    \n", "A impetrante narra, inicialmente, que o paciente foi denunciado pela \n", "suposta prática do crime previsto no art. 334, caput, do Código Penal, por \n", "ter sido encontrado com diversas mercadorias de origem estrangeira sem \n", "a regular documentação de internacionalização.\n", "Afirma,  em seguida,  que a avaliação elaborada pela Secretaria da \n", "Receita  Federal  informou que o valor dos tributos elididos alcançou o \n", "montante de R$ 1.806,95 (mil,  oitocentos e seis reais e noventa e cinco \n", "centavos).\n", "Alega, ainda, que o juízo de primeiro grau rejeitou a denúncia ao \n", "fundamento de que incide,  na hipótese,  o  princípio da insignificância. \n", "Esse  decisum foi  mantido no julgamento do recurso em sentido estrito \n", "interposto pelo Ministério Público Federal.\n", "Diz, também, que, inconformado, o Parquet ajuizou recurso especial \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3101464.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12\n", "Relatório\n", "HC 114.675 / PR \n", "para  o  Superior  Tribunal  de  Justiça,  o  qual  foi  provido, \n", "monocraticamente, pelo Ministro Relator, para determinar o recebimento \n", "da denúncia e o prosseguimento da ação penal.\n", "Irresignada, a defesa interpôs agravo regimental perante a Quinta \n", "Turma  do  STJ,  buscando  o  restabelecimento  da  sentença  de  primeiro \n", "grau, que rejeitou a denúncia. Entretanto, o recurso foi improvido.\n", "É contra esse acórdão que se insurge a impetrante.\n", "       \n", "Alega,  em  suma,  que  o  argumento  da  reiteração  criminal  do \n", "denunciado,  utilizado  pela  Corte  Superior  para  afastar  o  princípio  da \n", "insignificância,  não  deve  prosperar,  uma  vez  que  “a  incidência  deste  \n", "princípio não vislumbra circunstâncias subjetivas,  ou seja,  a  avaliação é feita  \n", "apenas em função de aspectos objetivos, referentes ao delito perpetrado”.\n", "Sustenta,  outrossim,  que  o  valor  dos  tributos  não  pagos  pelo \n", "paciente, a quem se imputa a prática do crime de descaminho, totaliza R$ \n", "1.806,95 (mil, oitocentos e seis reais e noventa e cinco centavos), aquém, \n", "portanto, do parâmetro estabelecido pela Lei 10.522/2002 (com redação \n", "conferida pela Lei 11.033/2004) para o arquivamento de execução fiscal.\n", "Destaca,  nesse sentido,  que,  “se a  própria  fazenda desconsidera,  para  \n", "efeitos de cobrança, valores inferiores ao estipulado montante de R$ 10.000,00, o  \n", "mesmo tratamento deve ser dado na instância penal pela proporcional aplicação  \n", "do princípio da insignificância penal da conduta sob exame”.\n", "    \n", "Requer, ao final, a concessão da ordem para que seja “restabelecido o  \n", "acórdão proferido pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que  \n", "mantém a sentença de 1º grau e reconhece o princípio da insignificância”.\n", "Em  14/8/2012,  não  havendo  pedido  de  medida  liminar  a  ser \n", "apreciado, e estando bem instruídos os autos, determinei fosse ouvido o \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3101464.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12\n", "Relatório\n", "HC 114.675 / PR \n", "Procurador-Geral da República.       \n", "O  Ministério  Público  Federal,  em  parecer  da  lavra  do \n", "Subprocurador-Geral  da  República  Mario  José  Gisi,  opinou  pela \n", "denegação da ordem.\n", "É o relatório.\n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3101464.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12\n", "Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\n", "13/11/2012 SEGUNDA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 114.675 PARANÁ\n", "V O T O\n", "O  SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR):  Bem \n", "examinados os autos, tenho que o caso é de denegação da ordem.\n", "Eis a ementa do acórdão impugnado:\n", "“PENAL.  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  \n", "ESPECIAL.  DESCAMINHO.  TIPICIDADE.  PRINCÍPIO  DA \n", "INSIGNIFICÂNCIA.  REITERAÇÃO  DELITIVA.  \n", "INAPLICABILIDADE.  APRECIAÇÃO  UNIPESSOAL.  \n", "POSSIBILIDADE.  PRINCÍPIO  DA  COLEGIALIDADE.  \n", "VIOLAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. \n", "1. Não viola o princípio da colegialidade a apreciação unipessoal,  \n", "pelo relator, do mérito do recurso especial, quando obedecidos todos os  \n", "requisitos  para  a  sua  admissibilidade,  bem  como  observada  a  \n", "jurisprudência  dominante  desta  Corte  Superior  e  do  Supremo  \n", "Tribunal Federal.\n", "2. A reapreciação da matéria pelo órgão colegiado, no julgamento  \n", "de  agravo  regimental,  supera  eventual  violação  ao  princípio  da  \n", "colegialidade.\n", "3. Agravo regimental a que se nega provimento”.\n", "Como relatado,  o  réu foi  denunciado por  introduzir  no  território \n", "nacional mercadorias de origem estrangeira sem a devida documentação \n", "fiscal,  deixando  de  recolher  tributos  que  totalizaram R$  1.806,95  (mil, \n", "oitocentos e seis reais e noventa e cinco centavos).\n", "O cerne desta impetração cinge-se ao reconhecimento da atipicidade \n", "da  conduta  do  paciente  em  face  da  aplicação  do  princípio  da \n", "insignificância.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3101465.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12\n", "Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\n", "HC 114.675 / PR \n", "Entretanto, a pretensão não merece acolhida.\n", "Como se sabe, a configuração do delito de bagatela, conforme têm \n", "entendido as duas Turmas deste Tribunal,  exige a satisfação,  de forma \n", "concomitante, de certos requisitos, quais sejam, a conduta minimamente \n", "ofensiva, a ausência de periculosidade social da ação, o reduzido grau de \n", "reprovabilidade do comportamento e a lesão jurídica inexpressiva.\n", "Por  outro  lado,  o  art.  20  da  Lei  10.522/2002  determina  o \n", "arquivamento das execuções fiscais,  sem cancelamento da distribuição, \n", "quando os débitos inscritos como dívida ativa da União forem iguais ou \n", "inferiores  a  R$  10.000,00  (dez  mil  reais),  valor  atualizado  pela  Lei \n", "11.033/2004. \n", "Nessa esteira, esta Segunda Turma vem assentando a orientação de \n", "que falta justa causa para a ação penal por crime de descaminho quando a \n", "quantia  sonegada  não  ultrapassar  o  valor  estabelecido  no  referido \n", "dispositivo,  aplicando-se  o  princípio  da  insignificância,  consoante  se \n", "verifica da ementa a seguir colacionada:\n", "“PRINCÍPIO  DA INSIGNIFICÂNCIA -  IDENTIFICAÇÃO  \n", "DOS  VETORES  CUJA  PRESENÇA  LEGITIMA  O  \n", "RECONHECIMENTO  DESSE  POSTULADO  DE  POLÍTICA \n", "CRIMINAL  -  CONSEQUENTE  DESCARACTERIZAÇÃO  DA \n", "TIPICIDADE PENAL EM SEU ASPECTO MATERIAL - DELITO  \n", "DE DESCAMINHO (CP, ART. 334, CAPUT, SEGUNDA PARTE) -  \n", "TRIBUTOS  ADUANEIROS  SUPOSTAMENTE  DEVIDOS  NO  \n", "VALOR DE R$ 4.541,33 - DOUTRINA - CONSIDERAÇÕES EM  \n", "TORNO  DA  JURISPRUDÊNCIA  DO  STF  -  PEDIDO  \n", "DEFERIDO.  O  PRINCÍPIO  DA  INSIGNIFICÂNCIA \n", "QUALIFICA-SE  COMO  FATOR  DE  DESCARACTERIZAÇÃO  \n", "MATERIAL  DA  TIPICIDADE  PENAL.  -  O  princípio  da  \n", "insignificância - que deve ser analisado em conexão com os postulados  \n", "da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado em matéria  \n", "penal  -  tem o sentido de  excluir ou de afastar  a  própria  tipicidade  \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3101465.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12\n", "Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\n", "HC 114.675 / PR \n", "penal,  examinada na perspectiva de seu caráter material.  Doutrina.  \n", "Tal postulado - que considera necessária, na aferição do relevo material  \n", "da  tipicidade  penal,  a  presença  de  certos  vetores,  tais  como  (a)  a  \n", "mínima  ofensividade  da  conduta  do  agente,  (b)  nenhuma  \n", "periculosidade  social  da  ação,  (c)  o  reduzidíssimo  grau  de  \n", "reprovabilidade do comportamento e (d) a inexpressividade da lesão  \n", "jurídica provocada - apoiou-se, em seu processo de formulação teórica,  \n", "no  reconhecimento  de  que  o  caráter  subsidiário  do  sistema  penal  \n", "reclama e impõe, em função dos próprios objetivos por ele visados, a  \n", "intervenção  mínima  do  Poder  Público.  O  POSTULADO  DA \n", "INSIGNIFICÂNCIA E  A FUNÇÃO  DO  DIREITO  PENAL:  DE \n", "MINIMIS, NON CURAT PRAETOR. -  O sistema jurídico há de  \n", "considerar  a  relevantíssima  circunstância  de  que  a  privação  da  \n", "liberdade e a restrição de direitos do indivíduo somente se justificam  \n", "quando estritamente  necessárias  à  própria  proteção  das  pessoas,  da  \n", "sociedade  e  de  outros  bens  jurídicos  que  lhes  sejam  essenciais,  \n", "notadamente naqueles casos em que os valores penalmente tutelados se  \n", "exponham a dano, efetivo ou potencial,  impregnado de significativa  \n", "lesividade.  APLICABILIDADE  DO  PRINCÍPIO  DA \n", "INSIGNIFICÂNCIA AO DELITO DE DESCAMINHO. - O direito  \n", "penal não se deve ocupar de condutas que produzam resultado, cujo  \n", "desvalor  -  por não importar em lesão significativa a bens jurídicos  \n", "relevantes - não represente, por isso mesmo, prejuízo importante, seja  \n", "ao  titular  do  bem jurídico  tutelado,  seja  à  integridade  da  própria  \n", "ordem social. Aplicabilidade do postulado da insignificância ao delito  \n", "de descaminho (CP, art. 334), considerado, para tanto, o inexpressivo  \n", "valor do tributo sobre comércio exterior supostamente não recolhido.  \n", "Precedentes” (HC 101.074/SP, Rel. Min. Celso de Mello).\n", "Ocorre,  contudo, que,  na situação sob exame, embora a soma dos \n", "tributos  não  recolhidos  perfaça  um  total  muito  aquém  do  valor \n", "estabelecido  para  o  arquivamento  dos  autos  das  execuções  fiscais,  os \n", "autos  dão  conta  da  reiteração delitiva,  o  que,  a  meu sentir,  impede a \n", "aplicação do princípio da insignificância em favor do paciente em razão \n", "do alto grau de reprovabilidade do seu comportamento.\n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3101465.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12\n", "Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\n", "HC 114.675 / PR \n", "Destaco,  por  oportuno,  que não desconheço que esta  Turma vem \n", "entendendo que as questões relativas à pessoa do agente não devem ser \n", "levadas em consideração no exame da incidência ou não do princípio da \n", "insignificância, por serem atinentes à culpabilidade e não à tipicidade. \n", "Contudo,  na  hipótese,  tenho  que,  demonstrada  a  habitualidade \n", "criminosa, não há falar em atipicidade da conduta do paciente, que dá \n", "mostras  de  que  faz  da  prática  do  crime  de  descaminho  o  seu  modus  \n", "vivendi, o que não pode ser tolerado pela ordem jurídica.\n", " Em abono a esse entendimento,  cito o que consignou a Ministra \n", "Cármen Lúcia, relatora do HC 111.618/MG, para quem\n", "“O criminoso contumaz, mesmo que pratique crimes de pequena  \n", "monta,  não  pode  ser  tratado  pelo  sistema  penal  como  se  tivesse  \n", "praticado  condutas  irrelevantes,  pois  crimes  considerados  ínfimos,  \n", "quando analisados isoladamente, mas relevantes quando em conjunto,  \n", "seriam transformados pelo infrator em verdadeiro meio de vida”.\n", "Ademais, conforme bem apontou o representante do Parquet federal \n", "em sua manifestação, o paciente responde a mais 8 procedimentos fiscais, \n", "que,  somados,  perfazem o  total  de  R$  48.217,35  (quarenta  e  oito  mil, \n", "duzentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos) em impostos elididos, \n", "valor muito superior àquele estabelecido para o reconhecimento do delito \n", "de bagatela nos crimes de descaminho, senão vejamos:\n", " \n", "    “o paciente conta com outros 08 (oito) procedimentos fiscais  \n", "instaurados contra si pela Secretaria da Receita Federal,  atraindo a  \n", "incidência da regra disposta no art. 20, §4º, da Lei n. 10.522/02, in \n", "verbis: 'no caso de reunião de processos contra o mesmo devedor, na  \n", "forma do art. 28 da Lei no 6.830, de 22 de setembro de 1980, para os  \n", "fins  de  que  trata  o  limite  indicado  no  caput deste  artigo,  será  \n", "considerada a soma dos débitos consolidados das inscrições reunidas'.\n", "Assim,  considerando  que  a  soma  dos  tributos  devidos  em  \n", "decorrência dos outros oito processos fiscais equivale a R$ 48.217,35  \n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3101465.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12\n", "Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\n", "HC 114.675 / PR \n", "(quarenta  e  oito  mil,  duzentos  e  dezessete  reais  e  trinta  e  cinco  \n", "centavos),  não  há  falar-se  em  incidência  do  princípio  da  \n", "insignificância na espécie, tendo em vista que por si só extrapola o  \n", "limite inscrito no art. 20 da Lei n. 10.522/02”.\n", "Ante o exposto, denego a ordem.\n", "5 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3101465.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12\n", "Explicação\n", "13/11/2012 SEGUNDA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 114.675 PARANÁ\n", "ESCLARECIMENTO \n", "O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Qual era o valor? \n", "O  SENHOR  MINISTRO  RICARDO  LEWANDOWSKI \n", "(PRESIDENTE E RELATOR) - O valor era R$ 1.806,00, mas ele responde \n", "por mais oito procedimentos fiscais, que somam quase R$ 50.000,00.\n", "O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Quase R$ 50.000,00?\n", "O  SENHOR  MINISTRO  RICARDO  LEWANDOWSKI \n", "(PRESIDENTE E RELATOR) - Sim, são oito.\n", "A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Um meio de vida da \n", "pessoa. \n", "O  SENHOR  MINISTRO  RICARDO  LEWANDOWSKI \n", "(PRESIDENTE E RELATOR) - Sim, ele faz disso um meio de vida. Não é \n", "alguém  que  é  pego  no  aeroporto,  ou,  enfim,  atravessa  a  Ponte  da \n", "Amizade, que separa o Brasil do Paraguai, e ingressa com a mercadoria. \n", "Então,  nesse  caso,  tendo  em  vista  a  habitualidade,  eu  estou \n", "denegando a ordem.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4508388.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12\n", "Extrato de Ata - 13/11/2012\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "HABEAS CORPUS 114.675\n", "PROCED. : PARANÁ\n", "RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI\n", "PACTE.(S) : ADERICO JOSÉ GONÇALVES LINS\n", "IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO\n", "PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\n", "COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n", "Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos \n", "do  voto  do  Relator.  Ausentes,  justificadamente,  os  Senhores \n", "Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 13.11.2012. \n", "Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes \n", "à sessão o Senhor Ministro Gilmar Mendes e a Senhora Ministra \n", "Cármen Lúcia. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros \n", "Celso de Mello e Joaquim Barbosa.\n", "Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.\n", "P/ Fabiane Duarte\n", "Secretária\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3150084\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12\n" ], "numero" : "114675", "partes" : [ { "nome" : "MIN. RICARDO LEWANDOWSKI", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "ADERICO JOSÉ GONÇALVES LINS", "sigla" : "", "tipo" : "PACTE.(S)" }, { "nome" : "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "sigla" : "", "tipo" : "IMPTE.(S)" }, { "nome" : "DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" }, { "nome" : "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "sigla" : "", "tipo" : "COATOR(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. RICARDO LEWANDOWSKI", "texto" : "O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de  habeas corpus  impetrado pela Defensoria Pública da União, em favor de  ADERICO JOSÉ GONÇALVES LINS, contra acórdão da Quinta Turma do  Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo  regimental  no Recurso Especial 1.300.679/PR, para determinar o prosseguimento da  ação penal proposta em desfavor do paciente.       A impetrante narra, inicialmente, que o paciente foi denunciado pela   suposta prática do crime previsto no art. 334, caput, do Código Penal, por  ter sido encontrado com diversas mercadorias de origem estrangeira sem  a regular documentação de internacionalização.  Afirma,  em seguida,  que a avaliação elaborada pela Secretaria da  Receita  Federal  informou que o valor dos tributos elididos alcançou o  montante de R$ 1.806,95 (mil,  oitocentos e seis reais e noventa e cinco  centavos).  Alega, ainda, que o juízo de primeiro grau rejeitou a denúncia ao  fundamento de que incide,  na hipótese,  o  princípio da insignificância.  Esse  decisum foi  mantido no julgamento do recurso em sentido estrito  interposto pelo Ministério Público Federal.  Diz, também, que, inconformado, o Parquet ajuizou recurso especial     para  o  Superior  Tribunal  de  Justiça,  o  qual  foi  provido,  monocraticamente, pelo Ministro Relator, para determinar o recebimento  da denúncia e o prosseguimento da ação penal.  Irresignada, a defesa interpôs agravo regimental perante a Quinta  Turma  do  STJ,  buscando  o  restabelecimento  da  sentença  de  primeiro  grau, que rejeitou a denúncia. Entretanto, o recurso foi improvido.  É contra esse acórdão que se insurge a impetrante.         Alega,  em  suma,  que  o  argumento  da  reiteração  criminal  do   denunciado,  utilizado  pela  Corte  Superior  para  afastar  o  princípio  da  insignificância,  não  deve  prosperar,  uma  vez  que  “a  incidência  deste   princípio não vislumbra circunstâncias subjetivas,  ou seja,  a  avaliação é feita   apenas em função de aspectos objetivos, referentes ao delito perpetrado”.  Sustenta,  outrossim,  que  o  valor  dos  tributos  não  pagos  pelo  paciente, a quem se imputa a prática do crime de descaminho, totaliza R$  1.806,95 (mil, oitocentos e seis reais e noventa e cinco centavos), aquém,  portanto, do parâmetro estabelecido pela Lei 10.522/2002 (com redação  conferida pela Lei 11.033/2004) para o arquivamento de execução fiscal.  Destaca,  nesse sentido,  que,  “se a  própria  fazenda desconsidera,  para   efeitos de cobrança, valores inferiores ao estipulado montante de R$ 10.000,00, o   mesmo tratamento deve ser dado na instância penal pela proporcional aplicação   do princípio da insignificância penal da conduta sob exame”.       Requer, ao final, a concessão da ordem para que seja “restabelecido o    acórdão proferido pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que   mantém a sentença de 1º grau e reconhece o princípio da insignificância”.  Em  14/8/2012,  não  havendo  pedido  de  medida  liminar  a  ser  apreciado, e estando bem instruídos os autos, determinei fosse ouvido o     Procurador-Geral da República.         O  Ministério  Público  Federal,  em  parecer  da  lavra  do  Subprocurador-Geral  da  República  Mario  José  Gisi,  opinou  pela  denegação da ordem.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O  SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR):  Bem  examinados os autos, tenho que o caso é de denegação da ordem.  Eis a ementa do acórdão impugnado:  “PENAL.  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO   ESPECIAL.  DESCAMINHO.  TIPICIDADE.  PRINCÍPIO  DA  INSIGNIFICÂNCIA.  REITERAÇÃO  DELITIVA.   INAPLICABILIDADE.  APRECIAÇÃO  UNIPESSOAL.   POSSIBILIDADE.  PRINCÍPIO  DA  COLEGIALIDADE.   VIOLAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA.   1. Não viola o princípio da colegialidade a apreciação unipessoal,   pelo relator, do mérito do recurso especial, quando obedecidos todos os   requisitos  para  a  sua  admissibilidade,  bem  como  observada  a   jurisprudência  dominante  desta  Corte  Superior  e  do  Supremo   Tribunal Federal.  2. A reapreciação da matéria pelo órgão colegiado, no julgamento   de  agravo  regimental,  supera  eventual  violação  ao  princípio  da   colegialidade.  3. Agravo regimental a que se nega provimento”.  Como relatado,  o  réu foi  denunciado por  introduzir  no  território  nacional mercadorias de origem estrangeira sem a devida documentação  fiscal,  deixando  de  recolher  tributos  que  totalizaram R$  1.806,95  (mil,  oitocentos e seis reais e noventa e cinco centavos).  O cerne desta impetração cinge-se ao reconhecimento da atipicidade  da  conduta  do  paciente  em  face  da  aplicação  do  princípio  da  insignificância.    Entretanto, a pretensão não merece acolhida.  Como se sabe, a configuração do delito de bagatela, conforme têm  entendido as duas Turmas deste Tribunal,  exige a satisfação,  de forma  concomitante, de certos requisitos, quais sejam, a conduta minimamente  ofensiva, a ausência de periculosidade social da ação, o reduzido grau de  reprovabilidade do comportamento e a lesão jurídica inexpressiva.  Por  outro  lado,  o  art.  20  da  Lei  10.522/2002  determina  o  arquivamento das execuções fiscais,  sem cancelamento da distribuição,  quando os débitos inscritos como dívida ativa da União forem iguais ou  inferiores  a  R$  10.000,00  (dez  mil  reais),  valor  atualizado  pela  Lei  11.033/2004.   Nessa esteira, esta Segunda Turma vem assentando a orientação de  que falta justa causa para a ação penal por crime de descaminho quando a  quantia  sonegada  não  ultrapassar  o  valor  estabelecido  no  referido  dispositivo,  aplicando-se  o  princípio  da  insignificância,  consoante  se  verifica da ementa a seguir colacionada:  “PRINCÍPIO  DA INSIGNIFICÂNCIA -  IDENTIFICAÇÃO   DOS  VETORES  CUJA  PRESENÇA  LEGITIMA  O   RECONHECIMENTO  DESSE  POSTULADO  DE  POLÍTICA  CRIMINAL  -  CONSEQUENTE  DESCARACTERIZAÇÃO  DA  TIPICIDADE PENAL EM SEU ASPECTO MATERIAL - DELITO   DE DESCAMINHO (CP, ART. 334, CAPUT, SEGUNDA PARTE) -   TRIBUTOS  ADUANEIROS  SUPOSTAMENTE  DEVIDOS  NO   VALOR DE R$ 4.541,33 - DOUTRINA - CONSIDERAÇÕES EM   TORNO  DA  JURISPRUDÊNCIA  DO  STF  -  PEDIDO   DEFERIDO.  O  PRINCÍPIO  DA  INSIGNIFICÂNCIA  QUALIFICA-SE  COMO  FATOR  DE  DESCARACTERIZAÇÃO   MATERIAL  DA  TIPICIDADE  PENAL.  -  O  princípio  da   insignificância - que deve ser analisado em conexão com os postulados   da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado em matéria   penal  -  tem o sentido de  excluir ou de afastar  a  própria  tipicidade      penal,  examinada na perspectiva de seu caráter material.  Doutrina.   Tal postulado - que considera necessária, na aferição do relevo material   da  tipicidade  penal,  a  presença  de  certos  vetores,  tais  como  (a)  a   mínima  ofensividade  da  conduta  do  agente,  (b)  nenhuma   periculosidade  social  da  ação,  (c)  o  reduzidíssimo  grau  de   reprovabilidade do comportamento e (d) a inexpressividade da lesão   jurídica provocada - apoiou-se, em seu processo de formulação teórica,   no  reconhecimento  de  que  o  caráter  subsidiário  do  sistema  penal   reclama e impõe, em função dos próprios objetivos por ele visados, a   intervenção  mínima  do  Poder  Público.  O  POSTULADO  DA  INSIGNIFICÂNCIA E  A FUNÇÃO  DO  DIREITO  PENAL:  DE  MINIMIS, NON CURAT PRAETOR. -  O sistema jurídico há de   considerar  a  relevantíssima  circunstância  de  que  a  privação  da   liberdade e a restrição de direitos do indivíduo somente se justificam   quando estritamente  necessárias  à  própria  proteção  das  pessoas,  da   sociedade  e  de  outros  bens  jurídicos  que  lhes  sejam  essenciais,   notadamente naqueles casos em que os valores penalmente tutelados se   exponham a dano, efetivo ou potencial,  impregnado de significativa   lesividade.  APLICABILIDADE  DO  PRINCÍPIO  DA  INSIGNIFICÂNCIA AO DELITO DE DESCAMINHO. - O direito   penal não se deve ocupar de condutas que produzam resultado, cujo   desvalor  -  por não importar em lesão significativa a bens jurídicos   relevantes - não represente, por isso mesmo, prejuízo importante, seja   ao  titular  do  bem jurídico  tutelado,  seja  à  integridade  da  própria   ordem social. Aplicabilidade do postulado da insignificância ao delito   de descaminho (CP, art. 334), considerado, para tanto, o inexpressivo   valor do tributo sobre comércio exterior supostamente não recolhido.   Precedentes” (HC 101.074/SP, Rel. Min. Celso de Mello).  Ocorre,  contudo, que,  na situação sob exame, embora a soma dos  tributos  não  recolhidos  perfaça  um  total  muito  aquém  do  valor  estabelecido  para  o  arquivamento  dos  autos  das  execuções  fiscais,  os  autos  dão  conta  da  reiteração delitiva,  o  que,  a  meu sentir,  impede a  aplicação do princípio da insignificância em favor do paciente em razão  do alto grau de reprovabilidade do seu comportamento.    Destaco,  por  oportuno,  que não desconheço que esta  Turma vem  entendendo que as questões relativas à pessoa do agente não devem ser  levadas em consideração no exame da incidência ou não do princípio da  insignificância, por serem atinentes à culpabilidade e não à tipicidade.   Contudo,  na  hipótese,  tenho  que,  demonstrada  a  habitualidade  criminosa, não há falar em atipicidade da conduta do paciente, que dá  mostras  de  que  faz  da  prática  do  crime  de  descaminho  o  seu  modus   vivendi, o que não pode ser tolerado pela ordem jurídica.   Em abono a esse entendimento,  cito o que consignou a Ministra  Cármen Lúcia, relatora do HC 111.618/MG, para quem  “O criminoso contumaz, mesmo que pratique crimes de pequena   monta,  não  pode  ser  tratado  pelo  sistema  penal  como  se  tivesse   praticado  condutas  irrelevantes,  pois  crimes  considerados  ínfimos,   quando analisados isoladamente, mas relevantes quando em conjunto,   seriam transformados pelo infrator em verdadeiro meio de vida”.  Ademais, conforme bem apontou o representante do Parquet federal  em sua manifestação, o paciente responde a mais 8 procedimentos fiscais,  que,  somados,  perfazem o  total  de  R$  48.217,35  (quarenta  e  oito  mil,  duzentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos) em impostos elididos,  valor muito superior àquele estabelecido para o reconhecimento do delito  de bagatela nos crimes de descaminho, senão vejamos:        “o paciente conta com outros 08 (oito) procedimentos fiscais    instaurados contra si pela Secretaria da Receita Federal,  atraindo a   incidência da regra disposta no art. 20, §4º, da Lei n. 10.522/02, in  verbis: 'no caso de reunião de processos contra o mesmo devedor, na   forma do art. 28 da Lei no 6.830, de 22 de setembro de 1980, para os   fins  de  que  trata  o  limite  indicado  no  caput deste  artigo,  será   considerada a soma dos débitos consolidados das inscrições reunidas'.  Assim,  considerando  que  a  soma  dos  tributos  devidos  em   decorrência dos outros oito processos fiscais equivale a R$ 48.217,35      (quarenta  e  oito  mil,  duzentos  e  dezessete  reais  e  trinta  e  cinco   centavos),  não  há  falar-se  em  incidência  do  princípio  da   insignificância na espécie, tendo em vista que por si só extrapola o   limite inscrito no art. 20 da Lei n. 10.522/02”.  Ante o exposto, denego a ordem. ", "votante" : "MIN_RICARDO_LEWANDOWSKI" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac3b0d25122448875a8" }, "acordao" : { "texto" : "1.  As  decisões  denegatórias  de  mandado  de  segurança,  quando  proferidas em instância originária pelos Tribunais Superiores, admitem,  exclusivamente,  impugnação  por  intermédio  de  recurso  ordinário  (art.  102, II,  “a”, da CRFB/88), que ativará a inafastável competência recursal  ordinária desta Corte Constitucional.  2.  A interposição  de  recurso  extraordinário  em  face  de  decisão  denegatória de mandado de segurança originário configura flagrante erro  grosseiro  na  escolha  do  instrumento  (Súmula  STF  272),  tornando  incabível aplicar o princípio da fungibilidade para recebê-lo como recurso  ordinário  em  mandado  de  segurança.  Precedentes  desta  Corte:  ARE  1.047.026  AgR,  Relator  Min.  Celso  de  Mello,  Segunda  Turma,  DJe  22.09.2017; RMS 21.336 AgR, Relator Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno,  DJ 30.06.1995, e RMS 21.498, Relator Min. Moreira Alves, Primeira Turma,  DJ 02.10.1992.  Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 337 3.  In casu,  tratando-se de recurso extraordinário interposto em face  de  acórdão  do  Tribunal  Superior  Eleitoral  que  denegou  a  segurança  pleiteada, o não conhecimento do recurso é medida que se impõe, mercê  de seu flagrante descabimento.  4.  Agravo  interno  DESPROVIDO  por  manifesta  improcedência,  com  aplicação  de  multa  de  2  (dois)  salários  mínimos,  ficando  a  interposição  de  qualquer  recurso  condicionada  ao  prévio  depósito  do  referido valor, em caso de decisão unânime (CPC/2015, art. 1.021, §§ 4º e  5º, c/c art. 81, § 2º).   A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade  da ata de julgamento virtual de 2 a 9.11.2018, por unanimidade, negou  provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021,  §§ 4º e 5º, combinado com o art. 81, § 2º, do CPC/2015, nos termos do voto  do Relator.   Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente  Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 338" }, "arquivohtml" : "./ITD/35628/html/35628.html", "arquivopdf" : "./ITD/35628/35628.pdf", "arquivossecoes" : { "ATA" : "./ITD/35628/html/35628_Extrato_de_Ata_12_11_2018_pg_12_12_seq_4.html", "EMENTA_ACORDAO" : "./ITD/35628/html/35628_Ementa_e_Acordao_pg_1_2_seq_1.html", "OUTROS" : [ "./ITD/35628/html/35628.html" ], "RELATORIO" : "./ITD/35628/html/35628_Relatorio_pg_3_5_seq_2.html", "VOTOS" : { "35628_Voto_MIN_LUIZ_FUX_pg_6_11_seq_3" : "./ITD/35628/html/35628_Voto_MIN_LUIZ_FUX_pg_6_11_seq_3.html" } }, "arquivotxt" : "./ITD/35628/txt/35628.txt", "caminho" : "./ITD/", "ementa" : { "texto" : "EMENTA:  AGRAVO  INTERNO  EM RECURSO  EXTRAORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA.   DO  TRIBUNAL  SUPERIOR  ELEITORAL.  WRIT DENEGADO.  SÚMULA  22/TSE.  INTERPOSIÇÃO  DE  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  AO  INVÉS  DE  RECURSO  ORDINÁRIO.  INADMISSIBILIDADE.  ERRO  GROSSEIRO.  ART.  102,  II,  “A” DA  CONSTITUIÇÃO  DA  REPÚBLICA.  IMPOSSIBILIDADE  DE  APLICAÇÃO  DO  PRINCÍPIO  DA  FUNGIBILIDADE.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  NÃO  CONHECIDO.  RECURSO  INTERNO  DESPROVIDO.   " }, "extratoata" : { "texto" : "AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.628 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : FACEBOOK SERVICOS ONLINE DO BRASIL LTDA. ADV.(A/S) : LEONARDO MAGALHAES AVELAR (214925/RJ, 221410/SP) E  OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE MATO GROSSO DO SUL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS  Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo,  com  aplicação  da  multa  prevista  no  artigo  1.021,  §§  4º  e  5º,  combinado com o art. 81, § 2º, do CPC/2015, nos termos do voto do  Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018.    Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco   Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.   Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      12/11/2018 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.628 \nMATO GROSSO DO SUL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     FACEBOOK SERVICOS ONLINE DO BRASIL LTDA.\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LEONARDO MAGALHAES AVELAR E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE MATO\n    </p>\n    <p>\n     GROSSO DO SUL\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA:  AGRAVO  INTERNO  EM\n     </b>\n     <b>\n      RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ACÓRDÃO \nDO  TRIBUNAL  SUPERIOR  ELEITORAL.\n      <i>\n       WRIT\n      </i>\n      DENEGADO. \nSÚMULA  22/TSE.  INTERPOSIÇÃO  DE  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO  AO  INVÉS  DE  RECURSO  ORDINÁRIO. \nINADMISSIBILIDADE.  ERRO  GROSSEIRO.  ART.  102,  II,\n      <i>\n       “A”\n      </i>\n      DA \nCONSTITUIÇÃO  DA  REPÚBLICA.  IMPOSSIBILIDADE  DE \nAPLICAÇÃO  DO  PRINCÍPIO  DA  FUNGIBILIDADE.  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO  NÃO  CONHECIDO.  RECURSO  INTERNO \nDESPROVIDO.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1.  As  decisões  denegatórias  de  mandado  de  segurança,  quando \nproferidas em instância originária pelos Tribunais Superiores, admitem, \nexclusivamente,  impugnação  por  intermédio  de  recurso  ordinário  (art. \n102, II,\n     <i>\n      “a”\n     </i>\n     , da CRFB/88), que ativará a inafastável competência recursal \nordinária desta Corte Constitucional.\n    </p>\n    <p>\n     2.  A interposição  de  recurso  extraordinário  em  face  de  decisão \ndenegatória de mandado de segurança originário configura flagrante erro \ngrosseiro  na  escolha  do  instrumento  (Súmula  STF  272),  tornando \nincabível aplicar o princípio da fungibilidade para recebê-lo como recurso \nordinário  em  mandado  de  segurança.  Precedentes  desta  Corte:  ARE \n1.047.026  AgR,  Relator  Min.  Celso  de  Mello,  Segunda  Turma,  DJe \n22.09.2017; RMS 21.336 AgR, Relator Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, \nDJ 30.06.1995, e RMS 21.498, Relator Min. Moreira Alves, Primeira Turma, \nDJ 02.10.1992.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2513-BBBE-3C99-2294 e senha BDFA-F026-4D31-A2D1\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 337\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RMS 35628 AGR / MS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     3.\n     <i>\n      In casu,\n     </i>\n     tratando-se de recurso extraordinário interposto em face \nde  acórdão  do  Tribunal  Superior  Eleitoral  que  denegou  a  segurança \npleiteada, o não conhecimento do recurso é medida que se impõe, mercê \nde seu flagrante descabimento.\n    </p>\n    <p>\n     4.  Agravo  interno\n     <b>\n      DESPROVIDO\n     </b>\n     por  manifesta  improcedência, \ncom  aplicação  de  multa  de  2  (dois)  salários  mínimos,  ficando  a \ninterposição  de  qualquer  recurso  condicionada  ao  prévio  depósito  do \nreferido valor, em caso de decisão unânime (CPC/2015, art. 1.021, §§ 4º e \n5º, c/c art. 81, § 2º).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade \nda ata de julgamento virtual de 2 a 9.11.2018, por unanimidade, negou \nprovimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, \n§§ 4º e 5º, combinado com o art. 81, § 2º, do CPC/2015, nos termos do voto \ndo Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 12 de novembro de 2018.\nMinistro\n     <b>\n      LUIZ FUX - RELATOR\n     </b>\n     <i>\n      Documento assinado digitalmente\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2513-BBBE-3C99-2294 e senha BDFA-F026-4D31-A2D1\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 338\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      12/11/2018 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.628 \nMATO GROSSO DO SUL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     FACEBOOK SERVICOS ONLINE DO BRASIL LTDA.\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LEONARDO MAGALHAES AVELAR E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE MATO\n    </p>\n    <p>\n     GROSSO DO SUL\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):\n     </b>\n     Trata-se  de  agravo \ninterno interposto por Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. contra \ndecisão que prolatei, assim ementada:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  EM  MANDADO  DE  \nSEGURANÇA.  ACÓRDÃO  DO  TRIBUNAL  SUPERIOR  \nELEITORAL.  WRIT  DENEGADO.  SÚMULA  22/TSE.  \nINTERPOSIÇÃO  DE  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  AO  \nINVÉS  DE  RECURSO  ORDINÁRIO.  INADMISSIBILIDADE.  \nERRO GROSSEIRO. ART. 102, II, “A” DA CONSTITUIÇÃO DA  \nREPÚBLICA.  IMPOSSIBILIDADE  DE  APLICAÇÃO  DO  \nPRINCÍPIO  DA  FUNGIBILIDADE.  RECURSO  \nEXTRAORDINÁRIO NÃO CONHECIDO.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Originariamente, cuida-se de recurso extraordinário interposto por \nFacebook Serviços Online do Brasil Ltda. em face de acórdão do Tribunal \nSuperior Eleitoral, ementado nos seguintes termos:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA.  \nASTREINTE.  FIXAÇÃO.  JUIZ  ELEITORAL.  MANUTENÇÃO  \nPELO  TRIBUNAL  REGIONAL  ELEITORAL.  ACÓRDÃO  JÁ  \nIMPUGNADO POR RECURSO PRÓPRIO. IMPETRAÇÃO DO\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F20-573F-8C1C-4BFD e senha C31C-DE60-7F89-4108\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 339\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RMS 35628 AGR / MS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      WRIT.  IMPOSSIBILIDADE.  SÚMULA  Nº  22/TSE.  \nDESPROVIMENTO.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      1.  Nos  termos  do  Enunciado  Sumular  nº  22/TSE,  não  cabe  \nmandado de segurança contra decisão judicial recorrível.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      2. In casu, o acórdão do TRE – confirmatório das astreintes – foi  \nimpugnado por recurso próprio, já em trâmite nesta Corte.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      3. A decisão pela qual é imposta multa coercitiva (astreinte) não  \npode  ser,  por  si  só,  considerada  manifestamente  abusiva.  Ao revés,  \ntraduz importante  ferramenta,  com previsão  legal,  de  que  dispõe  o  \njuiz, para compelir a parte a cumprir o comando judicial.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     No  recurso  extraordinário,  a  recorrente  defende  a  ilegalidade  e \nteratologia  da  decisão  que  lhe  aplicou  multa  por  suposto \ndescumprimento de ordem judicial. Segundo aduz, respondeu a todos os \nofícios,  esclarecendo  sobre  a  impossibilidade  de  cumprimento  da \ndeterminação, na medida em que os dados solicitados não existiam no \nbanco de dados, devido à remoção do perfil investigado.\n    </p>\n    <p>\n     Aduz  violação  aos  princípios  constitucionais  da  legalidade,  do \nacesso à jurisdição e do devido processo legal (art. 5º, II, XXXV, e LIV da \nCRFB/88).\n    </p>\n    <p>\n     Alega  preenchidos  os  requisitos  de  prequestionamento  e  da \nrepercussão geral, porquanto os princípios invocados possuiriam\n     <i>\n      status\n     </i>\n     de cláusulas pétreas.\n    </p>\n    <p>\n     Pugna o conhecimento e provimento do recurso para que o Superior \nTribunal Eleitoral – TSE analise o mérito do mandado de segurança.\n    </p>\n    <p>\n     No  dia  27.10.2017,  o  Presidente  do  TSE  à  época,  Min.  Gilmar \nMendes,  aplicou o  princípio da fungibilidade e  recebeu a irresignação \ncomo recurso ordinário para, então, admiti-lo.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F20-573F-8C1C-4BFD e senha C31C-DE60-7F89-4108\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 340\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RMS 35628 AGR / MS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Após analisar o feito, não conheci do recurso extraordinário, recurso \nordinário,  salientando  que  a  decisão  denegatória  de  mandado  de \nsegurança  julgado  originariamente  pelo  Tribunal  Superior  Eleitoral \nadmite,  exclusivamente,  a  impugnação  por  intermédio  de  recurso \nordinário  constitucional,  que  não  pode  ser  substituído  pelo  apelo \nextremo,  ainda  que  o  mérito  do  recurso  trate  de  matéria  de  índole \nconstitucional.\n    </p>\n    <p>\n     Em  face  deste\n     <i>\n      decisum\n     </i>\n     o  recorrente  manejou  o  presente  agravo \ninterno. Defende, em síntese, que a decisão merece ser reformada, pois:\n     <b>\n      <i>\n       (i)\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n     </i>\n     o princípio da fungibilidade seria aplicável ao caso concreto, visto que \nsitua-se  na  esfera  da  recorribilidade  ordinária,  e\n     <b>\n      <i>\n       (ii)\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n     </i>\n     haveria  graves \nviolações ao texto constitucional no acórdão questionado.\n    </p>\n    <p>\n     Houve pedido de destaque no julgamento do presente recurso, não \nhavendo,  contudo,  peculiaridade  que  justifique  a  sua  exclusão  do \njulgamento em ambiente virtual.\n    </p>\n    <p>\n     É o Relatório.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F20-573F-8C1C-4BFD e senha C31C-DE60-7F89-4108\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 341\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      12/11/2018 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.628 \nMATO GROSSO DO SUL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):\n     </b>\n     A irresignação  não \nmerece prosperar.\n     <b>\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Como  relatado,  trata-se  de  recurso  extraordinário  interposto  por \nFacebook Serviços Online do Brasil Ltda. em face de acórdão do Tribunal \nSuperior Eleitoral que denegou a segurança pleiteada com base no óbice \nda Súmula TSE 22.\n    </p>\n    <p>\n     Estabelecido  o  contexto  fático,  e  nos  termos  do\n     <i>\n      decisum\n     </i>\n     ora \nimpugnado,  tratando-se  de  decisão  denegatória  em  mandado  de \nsegurança, proferida originariamente pelo Tribunal Superior Eleitoral, o \nrecurso cabível é o recurso ordinário – e não o recurso extraordinário – \nnos termos do art. 102, II, “a”, da Constituição da República, bem como \ndo art. 281 do Código Eleitoral. As normas possuem o seguinte teor,\n     <i>\n      in  \nverbis:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      CRFB/88\n     </b>\n     <i>\n      Art.  102.  Compete  ao  Supremo  Tribunal  Federal,\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: \n(...)\nII - julgar, em recurso ordinário:\na) o habeas corpus, o mandado de segurança, o habeas data e o\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      mandado de injunção decididos em única instância  pelos Tribunais  \nSuperiores, se denegatória a decisão;\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Código Eleitoral\n     </b>\n     <i>\n      Art.  281.  São  irrecorríveis  as  decisões  do  Tribunal  Superior,\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      salvo  as  que  declararem  a  invalidade  de  lei  ou  ato  contrário  à\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C9EA-968C-CC38-D780 e senha 331A-49DE-568B-F8E9\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 342\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RMS 35628 AGR / MS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Constituição  Federal  e  as\n      <b>\n       denegatórias\n      </b>\n      de  habeas  corpus  ou\n      <b>\n       mandado  de  segurança,  das  quais  caberá  recurso  ordinário  \npara o Supremo Tribunal Federal\n      </b>\n      , interposto no prazo de 3 (três)  \ndias.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     (Grifo próprio).\n    </p>\n    <p>\n     Destarte,  evidencia-se,  no  presente  feito,  a  recorribilidade  por \nintermédio de recurso ordinário, e, além disso, a flagrante impropriedade \ndo cabimento do recurso extraordinário, que possui a seguinte previsão \nconstitucional,\n     <i>\n      in verbis:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      CRFB/88\n     </b>\n     <i>\n      Art.  102.  Compete  ao  Supremo  Tribunal  Federal,\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: \n(…)\nIII  -\n      <b>\n       julgar,  mediante  recurso  extraordinário,  as  causas\n      </b>\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       decididas  em  única  ou  última  instância\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,  quando  a  decisão  \nrecorrida:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     (Grifo próprio).\n    </p>\n    <p>\n     Deveras, a análise das normas constitucionais aplicáveis resulta na \ncircunstância do acesso ao Supremo Tribunal  Federal  só ser  permitido \npela  via  do  recurso  extraordinário  após  o  esgotamento  das  vias \nordinárias.\n     <i>\n      In  casu,\n     </i>\n     a  decisão  denegatória  de  mandado  de  segurança \nprolatada pelo TSE não foi tomada em única ou última instância.\n    </p>\n    <p>\n     Com efeito, muito embora o então Presidente do Tribunal Superior \nEleitoral, Ministro Gilmar Mendes, tenha realizado um exame preliminar \npositivo  de  admissibilidade  do  recurso,  entendo  que\n     <b>\n      <i>\n       (i)\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n     </i>\n     o  recurso \nextraordinário interposto é manifestamente incabível, e\n     <b>\n      <i>\n       (ii)\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n     </i>\n     é inaplicável o \nprincípio da fungibilidade.\n    </p>\n    <p>\n     A uma porque as decisões denegatórias de mandado de segurança, \nquando  proferidas  em  instância  originária  pelos  Tribunais  Superiores \nadmitem,\n     <b>\n      exclusivamente,\n     </b>\n     impugnação  por  intermédio  de  recurso\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C9EA-968C-CC38-D780 e senha 331A-49DE-568B-F8E9\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 343\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RMS 35628 AGR / MS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     ordinário  (art.  102,  II,\n     <i>\n      “a”\n     </i>\n     ,  da  CRFB/88),  que  ativará  a  inafastável \ncompetência recursal ordinária desta Corte Constitucional.\n    </p>\n    <p>\n     A duas  porque,  configurada  a  ocorrência  de  erro  grosseiro  pela \ninterposição  de  recurso  manifestamente  incabível,  resta  inadmissível  a \naplicação à espécie do princípio da fungibilidade. Nesse sentido, aliás, é o \nverbete da Súmula 272 desta Corte, que dispõe,\n     <i>\n      in verbis:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Súmula 272\n     </b>\n     <i>\n      Não se admite como ordinário recurso extraordinário de decisão\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      denegatória de mandado de segurança.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     No mesmo sentido firmou-se a jurisprudência desta Corte, conforme \nse extrai dos seguintes precedentes,\n     <i>\n      in verbis:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO –APELO  \nEXTREMO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DENEGATÓRIA \nDE  MANDADO  DE  SEGURANÇA,  PROFERIDA,  EM  SEDE  \nORIGINÁRIA,  PELO  TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA  LOCAL  –  \nINADEQUAÇÃO – HIPÓTESE DE CABIMENTO APENAS DO  \nRECURSO ORDINÁRIO (CPC, ART. 1.027, II, “a” C/C CF, ART.  \n105,  II,  “b”)  –  ERRO  GROSSEIRO  –  PRINCÍPIO  DA \nFUNGIBILIDADE  RECURSAL  –  INAPLICABILIDADE  –  \nSUCUMBÊNCIA  RECURSAL  (CPC,  ART.  85,  §  11)  –  NÃO  \nDECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE  \nCONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA,  POR TRATAR-SE  \nDE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA \n512/STF E LEI Nº 12.016/2009, ART. 25) – AGRAVO INTERNO  \nIMPROVIDO.”\n     </i>\n     (ARE 1.047.026 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE \nMELLO,  Segunda  Turma,  julgado  em  01/09/2017,  DJe  22-09-\n2017);\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “RECURSO  -  PRINCÍPIO  DA  FUNGIBILIDADE.  Muito  \nembora  o  Código  de  Processo  Civil  de  1973  não  contenha  regra  \nidêntica a do Código de Processo Civil de 1939 - artigo 810 - admite-\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C9EA-968C-CC38-D780 e senha 331A-49DE-568B-F8E9\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 344\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RMS 35628 AGR / MS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      se  que  nele  esteja  implicitamente  admitido  o  princípio  da  \nfungibilidade.  RECURSO  -  MANDADO  DE  SEGURANÇA  -  \nDECISÃO  DENEGATORIA.  ORDINÁRIO  X  \nEXTRAORDINÁRIO.  Na  hipótese  de  decisão  denegatória  da  \nsegurança,  prolatada  pelo  Superior  Tribunal  de  Justiça,  o  recurso  \ncabível e o ordinário, a teor do disposto na alínea \"a\" do inciso II do  \nartigo  102  da  Constituição  Federal.  Interposto  o  recurso  \nextraordinário,  descabe  a  conversão.  Precedentes:  Recurso  em  \nmandado  de  segurança  n.  21.498-DF,  julgado  na  Primeira  Turma,  \nrelatado pelo Ministro Moreira Alves, cujo acórdão foi publicado no  \nDiario da Justiça de 02 de outubro de 1992; recurso em mandado de  \nsegurança  n.  21.481-DF,  relatado  perante  a  Primeira  Turma  pelo  \nMinistro  Moreira  Alves,  cujo  acórdão  foi  publicado  no  Diário  da  \nJustiça  de  1.  de  julho  de  1992;  agravo  regimental  em  agravo  de  \ninstrumento n. 145.553-PI, relatado perante a Primeira Turma pelo  \nMinistro  Ilmar  Galvão,  cujo  acórdão  foi  publicado  no  Diário  da  \nJustiça de 26 de fevereiro de 1993; agravo regimental em agravo de  \ninstrumento n. 144.895-SE, relatado perante a Primeira Turma pelo  \nMinistro  Ilmar  Galvão,  cujo  acórdão  foi  publicado  no  Diário  da  \nJustiça  de  20  de  novembro  de  1992  e  recurso  em  mandado  de  \nsegurança n. 21.079, relatado perante o Tribunal Pleno pelo Ministro  \nMoreira Alves, cujo acórdão foi publicado no Diário da Justiça de 25  \nde  maio  de  1990.  RECURSO  -  FUNGIBILIDADE  -  ERRO  \nGROSSEIRO - CONVERSAO - PROPRIEDADE. Somente cabe a  \nconversão  quando  a  jurisprudência  sobre  a  adequação  do  recurso  \nmostra-se  oscilante.  RECURSO  -  JUÍZO  PRIMEIRO  DE  \nADMISSIBILIDADE - CONVERSAO - ALCANCE. A decisão do  \nJuízo primeiro de admissibilidade não vincula, ao que nela se contem,  \nespecialmente  quanto  a  conversão  do  recurso  -  extraordinário  em  \nordinário  -  o  órgão  competente  para  julgá-lo.\n     </i>\n     (RMS  21.336  AgR, \nRelator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em \n31/08/1994, DJ 30-06-1995);\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “CABIMENTO DE RECURSO. DECISÃO DENEGATORIA \nDE  MANDADO  DE  SEGURANÇA  PROFERIDA \nORIGINARIAMENTE POR TRIBUNAL ESTADUAL. RECURSO\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C9EA-968C-CC38-D780 e senha 331A-49DE-568B-F8E9\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 345\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RMS 35628 AGR / MS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      ORDINÁRIO.  CF,  ART.  105,  II.  PEDIDO  ALTERNATIVO  DE  \nCONVERSAO  DO  EXTRAORDINÁRIO.  TENDO  SIDO  A \nSEGURANÇA  DENEGADA  ORIGINARIAMENTE  PELO  \nTRIBUNAL  DE  JUSTIÇA  ESTADUAL,  CABIVEL  ERA  O  \nRECURSO  ORDINÁRIO.  A  INTERPOSIÇÃO  DE  RECURSO  \nEXTRAORDINÁRIO,  MESMO  QUE  A  CAUSA  ESTEJA \nADSTRITA  A  QUESTÕES  CONSTITUCIONAIS,  E  \nINADMISSIVEL  E  CONFIGURA  EVIDENTE  ERRO  \nGROSSEIRO. INCABIVEL A POSTULAÇÃO ALTERNATIVA DE  \nCONVERSAO  DO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  EM  \nORDINÁRIO  E  NA  REMESSA  DO  MESMO  PARA  O  \nSUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INESCUSAVEL O ERRO  \nGROSSEIRO, NÃO HÁ COMO APLICAR-SE O PRINCÍPIO DA \nFUNGIBILIDADE.  AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA \nPROVIMENTO.”\n     </i>\n     (AI  145.553  AgR,  Relator(a):  Min.  ILMAR \nGALVÃO,  Primeira  Turma,  julgado  em 09/02/1993,  DJ  26-02-\n1993);\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “MANDADO  DE  SEGURANÇA.  MILITAR.  RESERVA \nREMUNERADA. PRESCRIÇÃO. - CONVERSAO DO RECURSO  \nEXTRAORDINÁRIO  EM  ORDINÁRIO  ADMITIDA  APENAS  \nQUANTO AOS RECORRENTES COM RELAÇÃO AOS QUAIS  \nO  MANDADO  DE  SEGURANÇA  NÃO  FOI  CONHECIDO,  \nUMA  VEZ  QUE,  COM  RELAÇÃO  AOS  QUE  TIVERAM  A \nSEGURANÇA  DENEGADA,  O  CABIMENTO  DO  RECURSO  \nORDINÁRIO  E  EXPRESSO,  OCORRENDO,  ASSIM,  ERRO  \nGROSSEIRO  A  IMPEDIR  A  MESMA  CONVERSAO.  -  \nESTANDO  A  PRETENSAO  DOS  IMPETRANTES,  ANTES  \nMESMO  DA  IMPETRAÇÃO  DO  MANDADO  DE  \nSEGURANÇA, PRESCRITA, NÃO E POSSIVEL REVIVE-LA POR  \nMEIO  DESTE.  RECURSO  ORDINÁRIO  CONHECIDO  EM  \nPARTE, E NELA NÃO PROVIDO.”\n     </i>\n     (RMS 21498, Relator(a): Min. \nMOREIRA ALVES, Primeira Turma, julgado em 30/06/1992, DJ \n02-10-1992).\n    </p>\n    <p>\n     Consectariamente, a decisão denegatória de mandado de segurança\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C9EA-968C-CC38-D780 e senha 331A-49DE-568B-F8E9\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 346\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RMS 35628 AGR / MS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     julgado  originariamente  pelo  Tribunal  Superior  Eleitoral  admite, \nexclusivamente,  a  impugnação  por  intermédio  de  recurso  ordinário \nconstitucional,  que não pode ser substituído pelo apelo extremo, ainda \nque o mérito do recurso trate de matéria de índole constitucional.\n    </p>\n    <p>\n     Por fim, ressalte-se que não houve a intimação para apresentação de \ncontrarrazões  ao  presente  recurso,  em  obediência  ao  princípio  da \nceleridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, \numa vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c \nartigo 9º do CPC/2015).\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Ex positis\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      NEGO PROVIMENTO\n     </b>\n     ao presente agravo interno por \nmanifesta  improcedência,  com aplicação  de  multa  de  2  (dois)  salários \nmínimos,  ficando  a  interposição  de  qualquer  recurso  condicionada  ao \nprévio  depósito  do  referido  valor,  em  caso  de  decisão  unânime \n(CPC/2015, art. 1.021, §§ 4º e 5º, c/c art. 81, § 2º).\n    </p>\n    <p>\n     É como voto.\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. 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LUIZ FUX\n     </b>\n     AGTE.(S) : FACEBOOK SERVICOS ONLINE DO BRASIL LTDA.\nADV.(A/S) : LEONARDO MAGALHAES AVELAR (214925/RJ, 221410/SP) E \nOUTRO(A/S)\nAGDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE MATO GROSSO DO SUL\nADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, \ncom  aplicação  da  multa  prevista  no  artigo  1.021,  §§  4º  e  5º, \ncombinado com o art. 81, § 2º, do CPC/2015, nos termos do voto do \nRelator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018.\n    </p>\n    <p>\n     Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco\n    </p>\n    <p>\n     Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.\n    </p>\n    <p>\n     Cintia da Silva Gonçalves\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAD1-445E-99D4-CF57 e senha 1C38-7C39-01D9-AD46\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12 348\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "12/11/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.628 \n", "MATO GROSSO DO SUL\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) :FACEBOOK SERVICOS ONLINE DO BRASIL LTDA. \n", "ADV.(A/S) :LEONARDO MAGALHAES AVELAR E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE MATO \n", "GROSSO DO SUL \n", "ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS \n", "EMENTA:  AGRAVO  INTERNO  EM RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ACÓRDÃO \n", "DO  TRIBUNAL  SUPERIOR  ELEITORAL.  WRIT DENEGADO. \n", "SÚMULA  22/TSE.  INTERPOSIÇÃO  DE  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO  AO  INVÉS  DE  RECURSO  ORDINÁRIO. \n", "INADMISSIBILIDADE.  ERRO  GROSSEIRO.  ART.  102,  II,  “A” DA \n", "CONSTITUIÇÃO  DA  REPÚBLICA.  IMPOSSIBILIDADE  DE \n", "APLICAÇÃO  DO  PRINCÍPIO  DA  FUNGIBILIDADE.  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO  NÃO  CONHECIDO.  RECURSO  INTERNO \n", "DESPROVIDO.\n", "1.  As  decisões  denegatórias  de  mandado  de  segurança,  quando \n", "proferidas em instância originária pelos Tribunais Superiores, admitem, \n", "exclusivamente,  impugnação  por  intermédio  de  recurso  ordinário  (art. \n", "102, II,  “a”, da CRFB/88), que ativará a inafastável competência recursal \n", "ordinária desta Corte Constitucional.\n", "2.  A interposição  de  recurso  extraordinário  em  face  de  decisão \n", "denegatória de mandado de segurança originário configura flagrante erro \n", "grosseiro  na  escolha  do  instrumento  (Súmula  STF  272),  tornando \n", "incabível aplicar o princípio da fungibilidade para recebê-lo como recurso \n", "ordinário  em  mandado  de  segurança.  Precedentes  desta  Corte:  ARE \n", "1.047.026  AgR,  Relator  Min.  Celso  de  Mello,  Segunda  Turma,  DJe \n", "22.09.2017; RMS 21.336 AgR, Relator Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, \n", "DJ 30.06.1995, e RMS 21.498, Relator Min. Moreira Alves, Primeira Turma, \n", "DJ 02.10.1992.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2513-BBBE-3C99-2294 e senha BDFA-F026-4D31-A2D1\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 337\n", "Ementa e Acórdão\n", "RMS 35628 AGR / MS \n", "3.  In casu,  tratando-se de recurso extraordinário interposto em face \n", "de  acórdão  do  Tribunal  Superior  Eleitoral  que  denegou  a  segurança \n", "pleiteada, o não conhecimento do recurso é medida que se impõe, mercê \n", "de seu flagrante descabimento.\n", "4.  Agravo  interno  DESPROVIDO  por  manifesta  improcedência, \n", "com  aplicação  de  multa  de  2  (dois)  salários  mínimos,  ficando  a \n", "interposição  de  qualquer  recurso  condicionada  ao  prévio  depósito  do \n", "referido valor, em caso de decisão unânime (CPC/2015, art. 1.021, §§ 4º e \n", "5º, c/c art. 81, § 2º). \n", "A C Ó R D Ã O\n", "A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade \n", "da ata de julgamento virtual de 2 a 9.11.2018, por unanimidade, negou \n", "provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, \n", "§§ 4º e 5º, combinado com o art. 81, § 2º, do CPC/2015, nos termos do voto \n", "do Relator. \n", "Brasília, 12 de novembro de 2018.\n", "Ministro LUIZ FUX - RELATOR \n", "Documento assinado digitalmente\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2513-BBBE-3C99-2294 e senha BDFA-F026-4D31-A2D1\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 338\n", "Relatório\n", "12/11/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.628 \n", "MATO GROSSO DO SUL\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) :FACEBOOK SERVICOS ONLINE DO BRASIL LTDA. \n", "ADV.(A/S) :LEONARDO MAGALHAES AVELAR E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE MATO \n", "GROSSO DO SUL \n", "ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se  de  agravo \n", "interno interposto por Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. contra \n", "decisão que prolatei, assim ementada:\n", "RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  EM  MANDADO  DE  \n", "SEGURANÇA.  ACÓRDÃO  DO  TRIBUNAL  SUPERIOR  \n", "ELEITORAL.  WRIT  DENEGADO.  SÚMULA  22/TSE.  \n", "INTERPOSIÇÃO  DE  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  AO  \n", "INVÉS  DE  RECURSO  ORDINÁRIO.  INADMISSIBILIDADE.  \n", "ERRO GROSSEIRO. ART. 102, II, “A” DA CONSTITUIÇÃO DA  \n", "REPÚBLICA.  IMPOSSIBILIDADE  DE  APLICAÇÃO  DO  \n", "PRINCÍPIO  DA  FUNGIBILIDADE.  RECURSO  \n", "EXTRAORDINÁRIO NÃO CONHECIDO.\n", "Originariamente, cuida-se de recurso extraordinário interposto por \n", "Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. em face de acórdão do Tribunal \n", "Superior Eleitoral, ementado nos seguintes termos: \n", "AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA.  \n", "ASTREINTE.  FIXAÇÃO.  JUIZ  ELEITORAL.  MANUTENÇÃO  \n", "PELO  TRIBUNAL  REGIONAL  ELEITORAL.  ACÓRDÃO  JÁ  \n", "IMPUGNADO POR RECURSO PRÓPRIO. IMPETRAÇÃO DO  \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F20-573F-8C1C-4BFD e senha C31C-DE60-7F89-4108\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 339\n", "Relatório\n", "RMS 35628 AGR / MS \n", "WRIT.  IMPOSSIBILIDADE.  SÚMULA  Nº  22/TSE.  \n", "DESPROVIMENTO. \n", "1.  Nos  termos  do  Enunciado  Sumular  nº  22/TSE,  não  cabe  \n", "mandado de segurança contra decisão judicial recorrível.\n", "2. In casu, o acórdão do TRE – confirmatório das astreintes – foi  \n", "impugnado por recurso próprio, já em trâmite nesta Corte.\n", "3. A decisão pela qual é imposta multa coercitiva (astreinte) não  \n", "pode  ser,  por  si  só,  considerada  manifestamente  abusiva.  Ao revés,  \n", "traduz importante  ferramenta,  com previsão  legal,  de  que  dispõe  o  \n", "juiz, para compelir a parte a cumprir o comando judicial.\n", "4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.\n", "No  recurso  extraordinário,  a  recorrente  defende  a  ilegalidade  e \n", "teratologia  da  decisão  que  lhe  aplicou  multa  por  suposto \n", "descumprimento de ordem judicial. Segundo aduz, respondeu a todos os \n", "ofícios,  esclarecendo  sobre  a  impossibilidade  de  cumprimento  da \n", "determinação, na medida em que os dados solicitados não existiam no \n", "banco de dados, devido à remoção do perfil investigado.\n", "Aduz  violação  aos  princípios  constitucionais  da  legalidade,  do \n", "acesso à jurisdição e do devido processo legal (art. 5º, II, XXXV, e LIV da \n", "CRFB/88).\n", "Alega  preenchidos  os  requisitos  de  prequestionamento  e  da \n", "repercussão geral, porquanto os princípios invocados possuiriam status  \n", "de cláusulas pétreas.\n", "Pugna o conhecimento e provimento do recurso para que o Superior \n", "Tribunal Eleitoral – TSE analise o mérito do mandado de segurança.\n", "No  dia  27.10.2017,  o  Presidente  do  TSE  à  época,  Min.  Gilmar \n", "Mendes,  aplicou o  princípio da fungibilidade e  recebeu a irresignação \n", "como recurso ordinário para, então, admiti-lo.\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F20-573F-8C1C-4BFD e senha C31C-DE60-7F89-4108\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 340\n", "Relatório\n", "RMS 35628 AGR / MS \n", "Após analisar o feito, não conheci do recurso extraordinário, recurso \n", "ordinário,  salientando  que  a  decisão  denegatória  de  mandado  de \n", "segurança  julgado  originariamente  pelo  Tribunal  Superior  Eleitoral \n", "admite,  exclusivamente,  a  impugnação  por  intermédio  de  recurso \n", "ordinário  constitucional,  que  não  pode  ser  substituído  pelo  apelo \n", "extremo,  ainda  que  o  mérito  do  recurso  trate  de  matéria  de  índole \n", "constitucional.\n", "Em  face  deste  decisum  o  recorrente  manejou  o  presente  agravo \n", "interno. Defende, em síntese, que a decisão merece ser reformada, pois: \n", "(i) o princípio da fungibilidade seria aplicável ao caso concreto, visto que \n", "situa-se  na  esfera  da  recorribilidade  ordinária,  e  (ii) haveria  graves \n", "violações ao texto constitucional no acórdão questionado.\n", "Houve pedido de destaque no julgamento do presente recurso, não \n", "havendo,  contudo,  peculiaridade  que  justifique  a  sua  exclusão  do \n", "julgamento em ambiente virtual. \n", "É o Relatório.\n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F20-573F-8C1C-4BFD e senha C31C-DE60-7F89-4108\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 341\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "12/11/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.628 \n", "MATO GROSSO DO SUL\n", "V O T O\n", "O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):  A irresignação  não \n", "merece prosperar. \n", "Como  relatado,  trata-se  de  recurso  extraordinário  interposto  por \n", "Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. em face de acórdão do Tribunal \n", "Superior Eleitoral que denegou a segurança pleiteada com base no óbice \n", "da Súmula TSE 22.\n", "Estabelecido  o  contexto  fático,  e  nos  termos  do  decisum ora \n", "impugnado,  tratando-se  de  decisão  denegatória  em  mandado  de \n", "segurança, proferida originariamente pelo Tribunal Superior Eleitoral, o \n", "recurso cabível é o recurso ordinário – e não o recurso extraordinário – \n", "nos termos do art. 102, II, “a”, da Constituição da República, bem como \n", "do art. 281 do Código Eleitoral. As normas possuem o seguinte teor, in  \n", "verbis:\n", "CRFB/88\n", "Art.  102.  Compete  ao  Supremo  Tribunal  Federal,  \n", "precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: \n", "(...)\n", "II - julgar, em recurso ordinário:\n", "a) o habeas corpus, o mandado de segurança, o habeas data e o  \n", "mandado de injunção decididos em única instância  pelos Tribunais  \n", "Superiores, se denegatória a decisão;\n", "Código Eleitoral\n", "Art.  281.  São  irrecorríveis  as  decisões  do  Tribunal  Superior,  \n", "salvo  as  que  declararem  a  invalidade  de  lei  ou  ato  contrário  à  \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C9EA-968C-CC38-D780 e senha 331A-49DE-568B-F8E9\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 342\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "RMS 35628 AGR / MS \n", "Constituição  Federal  e  as  denegatórias  de  habeas  corpus  ou  \n", "mandado  de  segurança,  das  quais  caberá  recurso  ordinário  \n", "para o Supremo Tribunal Federal, interposto no prazo de 3 (três)  \n", "dias.\n", "(Grifo próprio).\n", "Destarte,  evidencia-se,  no  presente  feito,  a  recorribilidade  por \n", "intermédio de recurso ordinário, e, além disso, a flagrante impropriedade \n", "do cabimento do recurso extraordinário, que possui a seguinte previsão \n", "constitucional, in verbis: \n", "CRFB/88\n", "Art.  102.  Compete  ao  Supremo  Tribunal  Federal,  \n", "precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: \n", "(…)\n", "III  -  julgar,  mediante  recurso  extraordinário,  as  causas  \n", "decididas  em  única  ou  última  instância,  quando  a  decisão  \n", "recorrida:\n", "(Grifo próprio).\n", "Deveras, a análise das normas constitucionais aplicáveis resulta na \n", "circunstância do acesso ao Supremo Tribunal  Federal  só ser  permitido \n", "pela  via  do  recurso  extraordinário  após  o  esgotamento  das  vias \n", "ordinárias.  In  casu, a  decisão  denegatória  de  mandado  de  segurança \n", "prolatada pelo TSE não foi tomada em única ou última instância. \n", "Com efeito, muito embora o então Presidente do Tribunal Superior \n", "Eleitoral, Ministro Gilmar Mendes, tenha realizado um exame preliminar \n", "positivo  de  admissibilidade  do  recurso,  entendo  que  (i) o  recurso \n", "extraordinário interposto é manifestamente incabível, e (ii) é inaplicável o \n", "princípio da fungibilidade.\n", "A uma porque as decisões denegatórias de mandado de segurança, \n", "quando  proferidas  em  instância  originária  pelos  Tribunais  Superiores \n", "admitem,  exclusivamente, impugnação  por  intermédio  de  recurso \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C9EA-968C-CC38-D780 e senha 331A-49DE-568B-F8E9\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 343\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "RMS 35628 AGR / MS \n", "ordinário  (art.  102,  II,  “a”,  da  CRFB/88),  que  ativará  a  inafastável \n", "competência recursal ordinária desta Corte Constitucional.\n", "A duas  porque,  configurada  a  ocorrência  de  erro  grosseiro  pela \n", "interposição  de  recurso  manifestamente  incabível,  resta  inadmissível  a \n", "aplicação à espécie do princípio da fungibilidade. Nesse sentido, aliás, é o \n", "verbete da Súmula 272 desta Corte, que dispõe, in verbis:\n", "Súmula 272\n", "Não se admite como ordinário recurso extraordinário de decisão  \n", "denegatória de mandado de segurança.\n", "No mesmo sentido firmou-se a jurisprudência desta Corte, conforme \n", "se extrai dos seguintes precedentes, in verbis:\n", "“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO –APELO  \n", "EXTREMO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DENEGATÓRIA \n", "DE  MANDADO  DE  SEGURANÇA,  PROFERIDA,  EM  SEDE  \n", "ORIGINÁRIA,  PELO  TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA  LOCAL  –  \n", "INADEQUAÇÃO – HIPÓTESE DE CABIMENTO APENAS DO  \n", "RECURSO ORDINÁRIO (CPC, ART. 1.027, II, “a” C/C CF, ART.  \n", "105,  II,  “b”)  –  ERRO  GROSSEIRO  –  PRINCÍPIO  DA \n", "FUNGIBILIDADE  RECURSAL  –  INAPLICABILIDADE  –  \n", "SUCUMBÊNCIA  RECURSAL  (CPC,  ART.  85,  §  11)  –  NÃO  \n", "DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE  \n", "CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA,  POR TRATAR-SE  \n", "DE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA \n", "512/STF E LEI Nº 12.016/2009, ART. 25) – AGRAVO INTERNO  \n", "IMPROVIDO.” (ARE 1.047.026 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE \n", "MELLO,  Segunda  Turma,  julgado  em  01/09/2017,  DJe  22-09-\n", "2017);\n", "“RECURSO  -  PRINCÍPIO  DA  FUNGIBILIDADE.  Muito  \n", "embora  o  Código  de  Processo  Civil  de  1973  não  contenha  regra  \n", "idêntica a do Código de Processo Civil de 1939 - artigo 810 - admite-\n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C9EA-968C-CC38-D780 e senha 331A-49DE-568B-F8E9\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 344\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "RMS 35628 AGR / MS \n", "se  que  nele  esteja  implicitamente  admitido  o  princípio  da  \n", "fungibilidade.  RECURSO  -  MANDADO  DE  SEGURANÇA  -  \n", "DECISÃO  DENEGATORIA.  ORDINÁRIO  X  \n", "EXTRAORDINÁRIO.  Na  hipótese  de  decisão  denegatória  da  \n", "segurança,  prolatada  pelo  Superior  Tribunal  de  Justiça,  o  recurso  \n", "cabível e o ordinário, a teor do disposto na alínea \"a\" do inciso II do  \n", "artigo  102  da  Constituição  Federal.  Interposto  o  recurso  \n", "extraordinário,  descabe  a  conversão.  Precedentes:  Recurso  em  \n", "mandado  de  segurança  n.  21.498-DF,  julgado  na  Primeira  Turma,  \n", "relatado pelo Ministro Moreira Alves, cujo acórdão foi publicado no  \n", "Diario da Justiça de 02 de outubro de 1992; recurso em mandado de  \n", "segurança  n.  21.481-DF,  relatado  perante  a  Primeira  Turma  pelo  \n", "Ministro  Moreira  Alves,  cujo  acórdão  foi  publicado  no  Diário  da  \n", "Justiça  de  1.  de  julho  de  1992;  agravo  regimental  em  agravo  de  \n", "instrumento n. 145.553-PI, relatado perante a Primeira Turma pelo  \n", "Ministro  Ilmar  Galvão,  cujo  acórdão  foi  publicado  no  Diário  da  \n", "Justiça de 26 de fevereiro de 1993; agravo regimental em agravo de  \n", "instrumento n. 144.895-SE, relatado perante a Primeira Turma pelo  \n", "Ministro  Ilmar  Galvão,  cujo  acórdão  foi  publicado  no  Diário  da  \n", "Justiça  de  20  de  novembro  de  1992  e  recurso  em  mandado  de  \n", "segurança n. 21.079, relatado perante o Tribunal Pleno pelo Ministro  \n", "Moreira Alves, cujo acórdão foi publicado no Diário da Justiça de 25  \n", "de  maio  de  1990.  RECURSO  -  FUNGIBILIDADE  -  ERRO  \n", "GROSSEIRO - CONVERSAO - PROPRIEDADE. Somente cabe a  \n", "conversão  quando  a  jurisprudência  sobre  a  adequação  do  recurso  \n", "mostra-se  oscilante.  RECURSO  -  JUÍZO  PRIMEIRO  DE  \n", "ADMISSIBILIDADE - CONVERSAO - ALCANCE. A decisão do  \n", "Juízo primeiro de admissibilidade não vincula, ao que nela se contem,  \n", "especialmente  quanto  a  conversão  do  recurso  -  extraordinário  em  \n", "ordinário  -  o  órgão  competente  para  julgá-lo.  (RMS  21.336  AgR, \n", "Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em \n", "31/08/1994, DJ 30-06-1995);\n", "“CABIMENTO DE RECURSO. DECISÃO DENEGATORIA \n", "DE  MANDADO  DE  SEGURANÇA  PROFERIDA \n", "ORIGINARIAMENTE POR TRIBUNAL ESTADUAL. RECURSO  \n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C9EA-968C-CC38-D780 e senha 331A-49DE-568B-F8E9\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 345\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "RMS 35628 AGR / MS \n", "ORDINÁRIO.  CF,  ART.  105,  II.  PEDIDO  ALTERNATIVO  DE  \n", "CONVERSAO  DO  EXTRAORDINÁRIO.  TENDO  SIDO  A \n", "SEGURANÇA  DENEGADA  ORIGINARIAMENTE  PELO  \n", "TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA  ESTADUAL,  CABIVEL  ERA  O  \n", "RECURSO  ORDINÁRIO.  A  INTERPOSIÇÃO  DE  RECURSO  \n", "EXTRAORDINÁRIO,  MESMO  QUE  A  CAUSA  ESTEJA \n", "ADSTRITA  A  QUESTÕES  CONSTITUCIONAIS,  E  \n", "INADMISSIVEL  E  CONFIGURA  EVIDENTE  ERRO  \n", "GROSSEIRO. INCABIVEL A POSTULAÇÃO ALTERNATIVA DE  \n", "CONVERSAO  DO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  EM  \n", "ORDINÁRIO  E  NA  REMESSA  DO  MESMO  PARA  O  \n", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INESCUSAVEL O ERRO  \n", "GROSSEIRO, NÃO HÁ COMO APLICAR-SE O PRINCÍPIO DA \n", "FUNGIBILIDADE.  AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA \n", "PROVIMENTO.”  (AI  145.553  AgR,  Relator(a):  Min.  ILMAR \n", "GALVÃO,  Primeira  Turma,  julgado  em 09/02/1993,  DJ  26-02-\n", "1993);\n", "“MANDADO  DE  SEGURANÇA.  MILITAR.  RESERVA \n", "REMUNERADA. PRESCRIÇÃO. - CONVERSAO DO RECURSO  \n", "EXTRAORDINÁRIO  EM  ORDINÁRIO  ADMITIDA  APENAS  \n", "QUANTO AOS RECORRENTES COM RELAÇÃO AOS QUAIS  \n", "O  MANDADO  DE  SEGURANÇA  NÃO  FOI  CONHECIDO,  \n", "UMA  VEZ  QUE,  COM  RELAÇÃO  AOS  QUE  TIVERAM  A \n", "SEGURANÇA  DENEGADA,  O  CABIMENTO  DO  RECURSO  \n", "ORDINÁRIO  E  EXPRESSO,  OCORRENDO,  ASSIM,  ERRO  \n", "GROSSEIRO  A  IMPEDIR  A  MESMA  CONVERSAO.  -  \n", "ESTANDO  A  PRETENSAO  DOS  IMPETRANTES,  ANTES  \n", "MESMO  DA  IMPETRAÇÃO  DO  MANDADO  DE  \n", "SEGURANÇA, PRESCRITA, NÃO E POSSIVEL REVIVE-LA POR  \n", "MEIO  DESTE.  RECURSO  ORDINÁRIO  CONHECIDO  EM  \n", "PARTE, E NELA NÃO PROVIDO.” (RMS 21498, Relator(a): Min. \n", "MOREIRA ALVES, Primeira Turma, julgado em 30/06/1992, DJ \n", "02-10-1992).\n", "Consectariamente, a decisão denegatória de mandado de segurança \n", "5 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C9EA-968C-CC38-D780 e senha 331A-49DE-568B-F8E9\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 346\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "RMS 35628 AGR / MS \n", "julgado  originariamente  pelo  Tribunal  Superior  Eleitoral  admite, \n", "exclusivamente,  a  impugnação  por  intermédio  de  recurso  ordinário \n", "constitucional,  que não pode ser substituído pelo apelo extremo, ainda \n", "que o mérito do recurso trate de matéria de índole constitucional.\n", "Por fim, ressalte-se que não houve a intimação para apresentação de \n", "contrarrazões  ao  presente  recurso,  em  obediência  ao  princípio  da \n", "celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, \n", "uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c \n", "artigo 9º do CPC/2015).\n", "Ex positis,  NEGO PROVIMENTO ao presente agravo interno por \n", "manifesta  improcedência,  com aplicação  de  multa  de  2  (dois)  salários \n", "mínimos,  ficando  a  interposição  de  qualquer  recurso  condicionada  ao \n", "prévio  depósito  do  referido  valor,  em  caso  de  decisão  unânime \n", "(CPC/2015, art. 1.021, §§ 4º e 5º, c/c art. 81, § 2º).\n", "É como voto.\n", "6 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C9EA-968C-CC38-D780 e senha 331A-49DE-568B-F8E9\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 347\n", "Extrato de Ata - 12/11/2018\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.628\n", "PROCED. : MATO GROSSO DO SUL\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) : FACEBOOK SERVICOS ONLINE DO BRASIL LTDA.\n", "ADV.(A/S) : LEONARDO MAGALHAES AVELAR (214925/RJ, 221410/SP) E \n", "OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE MATO GROSSO DO SUL\n", "ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\n", "Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, \n", "com  aplicação  da  multa  prevista  no  artigo  1.021,  §§  4º  e  5º, \n", "combinado com o art. 81, § 2º, do CPC/2015, nos termos do voto do \n", "Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018.\n", " \n", "Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco \n", "Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. \n", "Cintia da Silva Gonçalves\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAD1-445E-99D4-CF57 e senha 1C38-7C39-01D9-AD46\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12 348\n" ], "numero" : "35628", "partes" : [ { "nome" : "MIN. LUIZ FUX", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "FACEBOOK SERVICOS ONLINE DO BRASIL LTDA.", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE MATO GROSSO DO SUL", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. LUIZ FUX", "texto" : "O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se  de  agravo  interno interposto por Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. contra  decisão que prolatei, assim ementada:  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  EM  MANDADO  DE   SEGURANÇA.  ACÓRDÃO  DO  TRIBUNAL  SUPERIOR   ELEITORAL.  WRIT  DENEGADO.  SÚMULA  22/TSE.   INTERPOSIÇÃO  DE  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  AO   INVÉS  DE  RECURSO  ORDINÁRIO.  INADMISSIBILIDADE.   ERRO GROSSEIRO. ART. 102, II, “A” DA CONSTITUIÇÃO DA   REPÚBLICA.  IMPOSSIBILIDADE  DE  APLICAÇÃO  DO   PRINCÍPIO  DA  FUNGIBILIDADE.  RECURSO   EXTRAORDINÁRIO NÃO CONHECIDO.  Originariamente, cuida-se de recurso extraordinário interposto por  Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. em face de acórdão do Tribunal  Superior Eleitoral, ementado nos seguintes termos:   AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA.   ASTREINTE.  FIXAÇÃO.  JUIZ  ELEITORAL.  MANUTENÇÃO   PELO  TRIBUNAL  REGIONAL  ELEITORAL.  ACÓRDÃO  JÁ   IMPUGNADO POR RECURSO PRÓPRIO. IMPETRAÇÃO DO    Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 339   WRIT.  IMPOSSIBILIDADE.  SÚMULA  Nº  22/TSE.   DESPROVIMENTO.   1.  Nos  termos  do  Enunciado  Sumular  nº  22/TSE,  não  cabe   mandado de segurança contra decisão judicial recorrível.  2. In casu, o acórdão do TRE – confirmatório das astreintes – foi   impugnado por recurso próprio, já em trâmite nesta Corte.  3. A decisão pela qual é imposta multa coercitiva (astreinte) não   pode  ser,  por  si  só,  considerada  manifestamente  abusiva.  Ao revés,   traduz importante  ferramenta,  com previsão  legal,  de  que  dispõe  o   juiz, para compelir a parte a cumprir o comando judicial.  4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.  No  recurso  extraordinário,  a  recorrente  defende  a  ilegalidade  e  teratologia  da  decisão  que  lhe  aplicou  multa  por  suposto  descumprimento de ordem judicial. Segundo aduz, respondeu a todos os  ofícios,  esclarecendo  sobre  a  impossibilidade  de  cumprimento  da  determinação, na medida em que os dados solicitados não existiam no  banco de dados, devido à remoção do perfil investigado.  Aduz  violação  aos  princípios  constitucionais  da  legalidade,  do  acesso à jurisdição e do devido processo legal (art. 5º, II, XXXV, e LIV da  CRFB/88).  Alega  preenchidos  os  requisitos  de  prequestionamento  e  da  repercussão geral, porquanto os princípios invocados possuiriam status   de cláusulas pétreas.  Pugna o conhecimento e provimento do recurso para que o Superior  Tribunal Eleitoral – TSE analise o mérito do mandado de segurança.  No  dia  27.10.2017,  o  Presidente  do  TSE  à  época,  Min.  Gilmar  Mendes,  aplicou o  princípio da fungibilidade e  recebeu a irresignação  como recurso ordinário para, então, admiti-lo.  Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 340   Após analisar o feito, não conheci do recurso extraordinário, recurso  ordinário,  salientando  que  a  decisão  denegatória  de  mandado  de  segurança  julgado  originariamente  pelo  Tribunal  Superior  Eleitoral  admite,  exclusivamente,  a  impugnação  por  intermédio  de  recurso  ordinário  constitucional,  que  não  pode  ser  substituído  pelo  apelo  extremo,  ainda  que  o  mérito  do  recurso  trate  de  matéria  de  índole  constitucional.  Em  face  deste  decisum  o  recorrente  manejou  o  presente  agravo  interno. Defende, em síntese, que a decisão merece ser reformada, pois:  (i) o princípio da fungibilidade seria aplicável ao caso concreto, visto que  situa-se  na  esfera  da  recorribilidade  ordinária,  e  (ii) haveria  graves  violações ao texto constitucional no acórdão questionado.  Houve pedido de destaque no julgamento do presente recurso, não  havendo,  contudo,  peculiaridade  que  justifique  a  sua  exclusão  do  julgamento em ambiente virtual.   É o Relatório.  Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 341" }, "votos" : [ { "texto" : "   O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):  A irresignação  não  merece prosperar.  Como  relatado,  trata-se  de  recurso  extraordinário  interposto  por  Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. em face de acórdão do Tribunal  Superior Eleitoral que denegou a segurança pleiteada com base no óbice  da Súmula TSE 22.  Estabelecido  o  contexto  fático,  e  nos  termos  do  decisum ora  impugnado,  tratando-se  de  decisão  denegatória  em  mandado  de  segurança, proferida originariamente pelo Tribunal Superior Eleitoral, o  recurso cabível é o recurso ordinário – e não o recurso extraordinário –  nos termos do art. 102, II, “a”, da Constituição da República, bem como  do art. 281 do Código Eleitoral. As normas possuem o seguinte teor, in   verbis:  CRFB/88 Art.  102.  Compete  ao  Supremo  Tribunal  Federal,    precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:  (...) II - julgar, em recurso ordinário: a) o habeas corpus, o mandado de segurança, o habeas data e o    mandado de injunção decididos em única instância  pelos Tribunais   Superiores, se denegatória a decisão;  Código Eleitoral Art.  281.  São  irrecorríveis  as  decisões  do  Tribunal  Superior,    salvo  as  que  declararem  a  invalidade  de  lei  ou  ato  contrário  à    Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 342   Constituição  Federal  e  as  denegatórias  de  habeas  corpus  ou   mandado  de  segurança,  das  quais  caberá  recurso  ordinário   para o Supremo Tribunal Federal, interposto no prazo de 3 (três)   dias.  (Grifo próprio).  Destarte,  evidencia-se,  no  presente  feito,  a  recorribilidade  por  intermédio de recurso ordinário, e, além disso, a flagrante impropriedade  do cabimento do recurso extraordinário, que possui a seguinte previsão  constitucional, in verbis:   CRFB/88 Art.  102.  Compete  ao  Supremo  Tribunal  Federal,    precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:  (…) III  -  julgar,  mediante  recurso  extraordinário,  as  causas    decididas  em  única  ou  última  instância,  quando  a  decisão   recorrida:  (Grifo próprio).  Deveras, a análise das normas constitucionais aplicáveis resulta na  circunstância do acesso ao Supremo Tribunal  Federal  só ser  permitido  pela  via  do  recurso  extraordinário  após  o  esgotamento  das  vias  ordinárias.  In  casu, a  decisão  denegatória  de  mandado  de  segurança  prolatada pelo TSE não foi tomada em única ou última instância.   Com efeito, muito embora o então Presidente do Tribunal Superior  Eleitoral, Ministro Gilmar Mendes, tenha realizado um exame preliminar  positivo  de  admissibilidade  do  recurso,  entendo  que  (i) o  recurso  extraordinário interposto é manifestamente incabível, e (ii) é inaplicável o  princípio da fungibilidade.  A uma porque as decisões denegatórias de mandado de segurança,  quando  proferidas  em  instância  originária  pelos  Tribunais  Superiores  admitem,  exclusivamente, impugnação  por  intermédio  de  recurso   Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 343   ordinário  (art.  102,  II,  “a”,  da  CRFB/88),  que  ativará  a  inafastável  competência recursal ordinária desta Corte Constitucional.  A duas  porque,  configurada  a  ocorrência  de  erro  grosseiro  pela  interposição  de  recurso  manifestamente  incabível,  resta  inadmissível  a  aplicação à espécie do princípio da fungibilidade. Nesse sentido, aliás, é o  verbete da Súmula 272 desta Corte, que dispõe, in verbis:  Súmula 272 Não se admite como ordinário recurso extraordinário de decisão    denegatória de mandado de segurança.  No mesmo sentido firmou-se a jurisprudência desta Corte, conforme  se extrai dos seguintes precedentes, in verbis:  “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO –APELO   EXTREMO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DENEGATÓRIA  DE  MANDADO  DE  SEGURANÇA,  PROFERIDA,  EM  SEDE   ORIGINÁRIA,  PELO  TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA  LOCAL  –   INADEQUAÇÃO – HIPÓTESE DE CABIMENTO APENAS DO   RECURSO ORDINÁRIO (CPC, ART. 1.027, II, “a” C/C CF, ART.   105,  II,  “b”)  –  ERRO  GROSSEIRO  –  PRINCÍPIO  DA  FUNGIBILIDADE  RECURSAL  –  INAPLICABILIDADE  –   SUCUMBÊNCIA  RECURSAL  (CPC,  ART.  85,  §  11)  –  NÃO   DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE   CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA,  POR TRATAR-SE   DE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA  512/STF E LEI Nº 12.016/2009, ART. 25) – AGRAVO INTERNO   IMPROVIDO.” (ARE 1.047.026 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE  MELLO,  Segunda  Turma,  julgado  em  01/09/2017,  DJe  22-09- 2017);  “RECURSO  -  PRINCÍPIO  DA  FUNGIBILIDADE.  Muito   embora  o  Código  de  Processo  Civil  de  1973  não  contenha  regra   idêntica a do Código de Processo Civil de 1939 - artigo 810 - admite-  Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 344   se  que  nele  esteja  implicitamente  admitido  o  princípio  da   fungibilidade.  RECURSO  -  MANDADO  DE  SEGURANÇA  -   DECISÃO  DENEGATORIA.  ORDINÁRIO  X   EXTRAORDINÁRIO.  Na  hipótese  de  decisão  denegatória  da   segurança,  prolatada  pelo  Superior  Tribunal  de  Justiça,  o  recurso   cabível e o ordinário, a teor do disposto na alínea \"a\" do inciso II do   artigo  102  da  Constituição  Federal.  Interposto  o  recurso   extraordinário,  descabe  a  conversão.  Precedentes:  Recurso  em   mandado  de  segurança  n.  21.498-DF,  julgado  na  Primeira  Turma,   relatado pelo Ministro Moreira Alves, cujo acórdão foi publicado no   Diario da Justiça de 02 de outubro de 1992; recurso em mandado de   segurança  n.  21.481-DF,  relatado  perante  a  Primeira  Turma  pelo   Ministro  Moreira  Alves,  cujo  acórdão  foi  publicado  no  Diário  da   Justiça  de  1.  de  julho  de  1992;  agravo  regimental  em  agravo  de   instrumento n. 145.553-PI, relatado perante a Primeira Turma pelo   Ministro  Ilmar  Galvão,  cujo  acórdão  foi  publicado  no  Diário  da   Justiça de 26 de fevereiro de 1993; agravo regimental em agravo de   instrumento n. 144.895-SE, relatado perante a Primeira Turma pelo   Ministro  Ilmar  Galvão,  cujo  acórdão  foi  publicado  no  Diário  da   Justiça  de  20  de  novembro  de  1992  e  recurso  em  mandado  de   segurança n. 21.079, relatado perante o Tribunal Pleno pelo Ministro   Moreira Alves, cujo acórdão foi publicado no Diário da Justiça de 25   de  maio  de  1990.  RECURSO  -  FUNGIBILIDADE  -  ERRO   GROSSEIRO - CONVERSAO - PROPRIEDADE. Somente cabe a   conversão  quando  a  jurisprudência  sobre  a  adequação  do  recurso   mostra-se  oscilante.  RECURSO  -  JUÍZO  PRIMEIRO  DE   ADMISSIBILIDADE - CONVERSAO - ALCANCE. A decisão do   Juízo primeiro de admissibilidade não vincula, ao que nela se contem,   especialmente  quanto  a  conversão  do  recurso  -  extraordinário  em   ordinário  -  o  órgão  competente  para  julgá-lo.  (RMS  21.336  AgR,  Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em  31/08/1994, DJ 30-06-1995);  “CABIMENTO DE RECURSO. DECISÃO DENEGATORIA  DE  MANDADO  DE  SEGURANÇA  PROFERIDA  ORIGINARIAMENTE POR TRIBUNAL ESTADUAL. RECURSO    Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 345   ORDINÁRIO.  CF,  ART.  105,  II.  PEDIDO  ALTERNATIVO  DE   CONVERSAO  DO  EXTRAORDINÁRIO.  TENDO  SIDO  A  SEGURANÇA  DENEGADA  ORIGINARIAMENTE  PELO   TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA  ESTADUAL,  CABIVEL  ERA  O   RECURSO  ORDINÁRIO.  A  INTERPOSIÇÃO  DE  RECURSO   EXTRAORDINÁRIO,  MESMO  QUE  A  CAUSA  ESTEJA  ADSTRITA  A  QUESTÕES  CONSTITUCIONAIS,  E   INADMISSIVEL  E  CONFIGURA  EVIDENTE  ERRO   GROSSEIRO. INCABIVEL A POSTULAÇÃO ALTERNATIVA DE   CONVERSAO  DO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  EM   ORDINÁRIO  E  NA  REMESSA  DO  MESMO  PARA  O   SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INESCUSAVEL O ERRO   GROSSEIRO, NÃO HÁ COMO APLICAR-SE O PRINCÍPIO DA  FUNGIBILIDADE.  AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA  PROVIMENTO.”  (AI  145.553  AgR,  Relator(a):  Min.  ILMAR  GALVÃO,  Primeira  Turma,  julgado  em 09/02/1993,  DJ  26-02- 1993);  “MANDADO  DE  SEGURANÇA.  MILITAR.  RESERVA  REMUNERADA. PRESCRIÇÃO. - CONVERSAO DO RECURSO   EXTRAORDINÁRIO  EM  ORDINÁRIO  ADMITIDA  APENAS   QUANTO AOS RECORRENTES COM RELAÇÃO AOS QUAIS   O  MANDADO  DE  SEGURANÇA  NÃO  FOI  CONHECIDO,   UMA  VEZ  QUE,  COM  RELAÇÃO  AOS  QUE  TIVERAM  A  SEGURANÇA  DENEGADA,  O  CABIMENTO  DO  RECURSO   ORDINÁRIO  E  EXPRESSO,  OCORRENDO,  ASSIM,  ERRO   GROSSEIRO  A  IMPEDIR  A  MESMA  CONVERSAO.  -   ESTANDO  A  PRETENSAO  DOS  IMPETRANTES,  ANTES   MESMO  DA  IMPETRAÇÃO  DO  MANDADO  DE   SEGURANÇA, PRESCRITA, NÃO E POSSIVEL REVIVE-LA POR   MEIO  DESTE.  RECURSO  ORDINÁRIO  CONHECIDO  EM   PARTE, E NELA NÃO PROVIDO.” (RMS 21498, Relator(a): Min.  MOREIRA ALVES, Primeira Turma, julgado em 30/06/1992, DJ  02-10-1992).  Consectariamente, a decisão denegatória de mandado de segurança   Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 346   julgado  originariamente  pelo  Tribunal  Superior  Eleitoral  admite,  exclusivamente,  a  impugnação  por  intermédio  de  recurso  ordinário  constitucional,  que não pode ser substituído pelo apelo extremo, ainda  que o mérito do recurso trate de matéria de índole constitucional.  Por fim, ressalte-se que não houve a intimação para apresentação de  contrarrazões  ao  presente  recurso,  em  obediência  ao  princípio  da  celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada,  uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c  artigo 9º do CPC/2015).  Ex positis,  NEGO PROVIMENTO ao presente agravo interno por  manifesta  improcedência,  com aplicação  de  multa  de  2  (dois)  salários  mínimos,  ficando  a  interposição  de  qualquer  recurso  condicionada  ao  prévio  depósito  do  referido  valor,  em  caso  de  decisão  unânime  (CPC/2015, art. 1.021, §§ 4º e 5º, c/c art. 81, § 2º).  É como voto.  Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 347", "votante" : "MIN_LUIZ_FUX" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac3b0d25122448875a9" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  sessão  Plenária,  sob  a  Presidência  do   DJe 22/08/2011 Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ministro Cezar Peluso, na conformidade da ata de julgamento e das notas  taquigráficas,  à unanimidade,  em referendar a liminar concedida,  nos  termos  do  voto  da  Relatora.  Votou o  Presidente.   Ausente  o  Ministro  Joaquim Barbosa, licenciado.  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MEDIDA  LIMINAR  DEFERIDA.  REFERENDO.   1. O  Supremo  Tribunal  Federal  tem  reconhecido  a  ocorrência  de  conflito  federativo  em  situações  nas  quais  a  União,  valendo-se  de  registros de supostas inadimplências dos Estados no Cadastro Único de  Convênios – Cauc, impossibilita sejam celebrados novos convênios entre  Estados e entidades federais.  2. O registro da entidade federada, por suposta inadimplência, nesse  cadastro federal pode sujeitá-la a efeitos gravosos, com desdobramentos  para a transferência de recursos.   3. Em cognição primária e precária, estão presentes a fumaça do bom  direito e o perigo da demora.  4. Medida liminar referendada.   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CÁRMEN LÚCIA\nAUTOR(A/S)(ES) :\n     </b>\n     ESTADO DO PIAUÍ\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ\n     <b>\n      REU(É)(S) :\n     </b>\n     UNIÃO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA:\n     </b>\n     AÇÃO  CAUTELAR.  INSCRIÇÃO  DE  ESTADO-\nMEMBRO  NO  CADASTRO  ÚNICO  DE  EXIGÊNCIAS  PARA \nTRANSFERÊNCIAS VOLUNTÁRIAS – CAUC. ÓBICE À CELEBRAÇÃO \nDE  CONVÊNIOS  E  REPASSE  DE  VALORES.  CONVÊNIOS  N. \n383.671/1999  E  383.689/1999.  SUPERINTENDÊNCIA  DE \nDESENVOLVIMENTO  DO  NORDESTE  –  SUDENE.  SUSPENSÃO  DO \nREGISTRO  DE  INADIMPLÊNCIA.  MEDIDA  LIMINAR  DEFERIDA. \nREFERENDO.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      1.\n     </b>\n     O  Supremo  Tribunal  Federal  tem  reconhecido  a  ocorrência  de \nconflito  federativo  em  situações  nas  quais  a  União,  valendo-se  de \nregistros de supostas inadimplências dos Estados no Cadastro Único de \nConvênios – Cauc, impossibilita sejam celebrados novos convênios entre \nEstados e entidades federais.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      2.\n     </b>\n     O registro da entidade federada, por suposta inadimplência, nesse \ncadastro federal pode sujeitá-la a efeitos gravosos, com desdobramentos \npara a transferência de recursos.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      3.\n     </b>\n     Em cognição primária e precária, estão presentes a fumaça do bom \ndireito e o perigo da demora.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      4.\n     </b>\n     Medida liminar referendada.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \nSupremo  Tribunal  Federal,  em  sessão  Plenária,  sob  a  Presidência  do\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1382097.\n    </p>\n    <p>\n     DJe 22/08/2011\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AC 2.864 MC-REF / PI\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Ministro Cezar Peluso, na conformidade da ata de julgamento e das notas \ntaquigráficas,  à unanimidade,\n     <b>\n      em\n     </b>\n     <b>\n      referendar a liminar concedida,\n     </b>\n     nos \ntermos  do  voto  da  Relatora.  Votou o  Presidente.   Ausente  o  Ministro \nJoaquim Barbosa, licenciado.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 1 de agosto de 2011.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Ministra CÁRMEN LÚCIA      -      Relatora\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1382097.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      01/08/2011 PLENÁRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 2.864 PIAUÍ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA\nAUTOR(A/S)(ES) :\n     </b>\n     ESTADO DO PIAUÍ\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ\n     <b>\n      REU(É)(S) :\n     </b>\n     UNIÃO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      R E L A T Ó R I O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      1.\n     </b>\n     Ação  cautelar  preparatória,  com  pedido  de  medida  liminar, \najuizada  pelo  Estado  do  Piauí,  em  29.4.2011,  contra  a  União,  com  o \nobjetivo  de  impedir  sua  inscrição  como  inadimplente  no  Sistema \nIntegrado da Administração Financeira – Siafi  e no\n     <b>\n     </b>\n     Cadastro Único de \nExigências para Transferências Voluntárias – Cauc.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      2.\n     </b>\n     O Requerente relata estar “\n     <i>\n      na iminência de ser inserido no SIAFI –  \nSistema Integrado de Administração Financeira / CAUC - Cadastro Único de  \nConvênio\n     </i>\n     ” (fl. 1), em razão de supostas pendências nos Convênios Siafi n. \n383.671  e  383.689,  celebrados  em  1999  com  a  Superintendência  de \nDesenvolvimento do Nordeste – Sudene, com o objetivo de alfabetizar e \ncapacitar jovens e adultos e de ampliar o sistema de água nas escolas \nlocalizadas na zona rural do Piauí.\n    </p>\n    <p>\n     Salienta que sua inscrição nesses cadastros “\n     <i>\n      impedirá que (...) firme  \ncom  a  requerida  novos  convênios,  acordos  de  cooperação,  dentre  outros  \ninstrumentos,  bem  assim  que  receba  (...)  novos  recursos  provenientes  de\n     </i>\n     'transferências voluntárias'” (fl. 2), o que prejudicaria a população local. \nPor essa razão, pretende “\n     <i>\n      a concessão de provimento judicial que assegure o  \nresultado prático da ação ordinária visando impedir,  e se for o caso,  anular a  \nreferida inscrição\n     </i>\n     ” (fl. 2).\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1382098.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AC 2.864 MC-REF / PI\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Informa que os convênios foram celebrados em 1999 e que, embora o \nart.  5º,  § 2º,  da Instrução Normativa n. 1/1997 da Secretaria da Receita \nFederal  estabeleça  que o  registro  da  inadimplência  pode ser  suspenso \nquando instaurada tomada de contas especial contra os administradores \nfaltosos,  a  União  não  promoveu  a  responsabilização  dos  ex-gestores \ndesses recursos, passados mais de dez anos do final da vigência desses \nconvênios.\n    </p>\n    <p>\n     Assevera  não  ser  razoável  que  a  desídia  da  Superintendência  de \nDesenvolvimento do Nordeste – Sudene  em instaurar a devida tomada \nde contas especial contra os ex-gestores prive a população do Estado do \nPiauí  dos  “\n     <i>\n      repasses  voluntários\n     </i>\n     ”  necessários  para  a  implementação  de \npolíticas públicas.\n    </p>\n    <p>\n     Sustenta  ser  devida  a  “\n     <i>\n      aplicação  do  chamado  princípio  da  \nintranscendência  subjetiva  das  medidas  restritivas  de  direito,  em  que  as  \nconsequências  da  medida  punitiva  devem  recair  sobre  a  esfera  jurídica  do  \ninfrator\n     </i>\n     ” (fl. 7).\n    </p>\n    <p>\n     Transcreve  precedentes  deste  Supremo  Tribunal  que  teriam \nreconhecido  a  aplicação  do  “\n     <i>\n      princípio  da  intranscendência  subjetiva  das  \nmedida  restritivas  de  direito\n     </i>\n     ”  (fl.  5)  e  suspendido  as  inscrições  de  entes \nfederativos no Sistema Integrado da Administração Financeira – Siafi e no \nCadastro Único de Exigências para Transferências Voluntárias – Cauc.\n    </p>\n    <p>\n     Ressalta que a fumaça do bom direito estaria evidenciada e que o \nperigo  da  demora  decorreria  do  risco  de  suspensão  dos  repasses  dos \nrecursos,  pois\n     <i>\n      “qualquer  solução  de  continuidade  no  aporte  de  recursos  \nconveniados terá como consequência imediata a cessação abrupta de inúmeras  \nações administrativas nas áreas de saúde, educação, segurança pública e infra-\nestrutura atualmente desenvolvidas pelo Requerente\n     </i>\n     ” (fl. 15).\n    </p>\n    <p>\n     Acrescenta que “\n     <i>\n      a interrupção das chamadas transferências voluntárias,\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1382098.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AC 2.864 MC-REF / PI\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      mister tratado-se de Estado em que os indicadores sociais falam por si, representa  \nmanifesto perigo à população por ele assistida\n     </i>\n     ” (fl. 17).\n    </p>\n    <p>\n     Requer,  liminarmente,  seja  “\n     <i>\n      determinado  à  União  Federal  que  não  \npromova  a  inserção  ou  proceda  à  baixa  do  nome  do  Estado  do  Piauí  no  \nSIAFI/CAUC  ou  de  qualquer  outro  cadastro  de  inadimplentes  de  \nresponsabilidade  da  requerida,  em  virtude  dos  Convênios  SIAFI  383671  e  \n383689\n     </i>\n     ” (fl. 17). No mérito, pede a confirmação da medida liminar.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      3.\n     </b>\n     Em 11.5.2011, deferi a medida liminar requerida,\n     <i>\n      ad referendum\n     </i>\n     do \nPlenário do Supremo Tribunal Federal.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      4.\n     </b>\n     Dessa forma, proponho o referendo do Plenário sobre a decisão \nliminar por mim proferida nesta ação, por seus próprios fundamentos.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      5\n     </b>\n     . É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1382098.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      01/08/2011 PLENÁRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 2.864 PIAUÍ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V\n     <b>\n     </b>\n     O\n     <b>\n     </b>\n     T\n     <b>\n     </b>\n     O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      1.\n     </b>\n     O  Supremo  Tribunal  Federal  tem  reconhecido  a  ocorrência  de \nconflito  federativo  em  situações  nas  quais,  valendo-se  de  registros  de \nsupostas  inadimplências  dos  Estados  no  Sistema  Integrado  da \nAdministração Financeira – Siafi,  a União impossibilita sejam firmados \nacordos  de  cooperação,  convênios  e  operações  de  crédito  entre  eles  e \nentidades federais.\n    </p>\n    <p>\n     Nesse sentido, por exemplo, ao apreciar a medida liminar requerida \nna Ação Cautelar n. 1.260/BA, o Ministro Gilmar Mendes decidiu:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      Pretende-se a concessão de liminar para a imediata suspensão  \nde  registro  de  inadimplência  do  Estado  no  SIAFI,  de  forma  a  \npossibilitar  sejam firmados  acordos  de cooperação e  convênios,  bem \ncomo obtenção de recursos junto a órgãos ou entidades federais. (...)  \nVislumbro  o  conflito  entre  a  União  e  o  Estado,  razão  pela  qual  \nreconheço a competência do Supremo Tribunal Federal para a ação,  \nnos termos do art. 102, I,  \"f\",  da Constituição Federal de 1988. A \nquestão apresentada para análise não é nova neste Supremo Tribunal  \nFederal. Em diversos precedentes análogos, a Corte já se manifestou \npela concessão da liminar para afastar a inscrição do Estado no SIAFI/\nCADIN, sob o argumento de que a inviabilidade de formalizar acordos  \ne convênios, bem como receber repasses de verbas, pode gerar prejuízos  \nainda maiores (inclusive com a paralisação de serviços essenciais) do  \nque a ausência da inscrição do Estado, supostamente devedor, nesses  \nbancos de dados. Nesse sentido, os seguintes precedentes: AC nº 39  \n(MC),  Rel.  Min.  Ellen  Gracie,  monocrática,  DJ  11.07.03;  AC 223  \n(MC), Rel. Min. Gilmar Mendes, monocrática, DJ 23.04.04; AC 266  \n(MC), Rel. Min. Celso de Mello, monocrática, DJ 31.05.04; AC nº  \n259 (MC), Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno,  unânime, DJ\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1382099.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AC 2.864 MC-REF / PI\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      03.12.04;  AC  nº  659  (MC),  Rel.  Min.  Carlos  Britto,  Plenário,  \nunânime,  julg.  12.06.06.  Assim  sendo,  por  entender  presentes  os  \nrequisitos  legais,  defiro  a  liminar  para  determinar  a  suspensão  da  \ninscrição do Requerente no SIAFI, sem prejuízo de melhor exame da  \nmatéria quando do julgamento do mérito”\n     </i>\n     (DJ 30.6.2006).\n    </p>\n    <p>\n     E ainda:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      DECISÃO:  O  Estado  de  Sergipe  ajuíza  ação  cautelar  \npreparatória, com pedido de liminar, com fundamento no art. 102, I,  \n‘f’  da  Constituição  Federal,  em  desfavor  da  União  Federal.  (...) o  \nEstado de Sergipe argumenta (...)\n     </i>\n     [que]\n     <i>\n      a  restrição imposta (...)  se   \nrefere a irregularidade praticada, em tese, pela ADMINISTRAÇÃO \nANTEPASSADA, (...)  O  requerente  acentua  que  ‘o  bloqueio  \ndecorrente da manutenção de restrição no CAUC/SIAFI já represou,  \ndesde  o  início  do  ano,  recursos  da  ordem  de  R$  370.000.000,00  \n(trezentos e setenta milhões de reais), relativos a inúmeros convênios  \nfirmados  pelo  Estado  de  Sergipe  para  a  consecução  de  projetos  \nessenciais à população.’ (fl. 15). (...) Passo a decidir o pedido liminar.  \n(...)  No  caso  concreto,  a  concessão  da  medida  liminar  implica  a  \ncontinuidade  dos  repasses  de  verbas  federais  para  possibilitar  o  \ncumprimento de políticas públicas, sem prejuízo da devida apuração,  \nem momento oportuno, das eventuais irregularidades perpetradas pela  \ngestão anterior do referido órgão. Em que pese o cuidado necessário  \nque a gestão dos recursos públicos demanda no contexto dos princípios  \nnorteadores da atuação da Administração Pública Federal, Distrital,  \nEstadual e Municipal (CF, art. 37,\n     </i>\n     caput\n     <i>\n      ) vislumbro risco maior na  \npossibilidade de impedimento dos repasses. (...) Por entender presentes  \nos requisitos legais, e salvo melhor juízo do exame da matéria quando  \ndo julgamento do mérito, defiro a medida liminar,\n     </i>\n     ad referendum\n     <i>\n      do  \nPlenário, para determinar à União a suspensão da inscrição do Estado  \nde  Sergipe  no  CAUC/SIAFI,  cujo  fundamento  seja  relativo  ao  \nConvênio  no  071/2001”\n     </i>\n     (AC  1.828-MC/SE,  Rel.  Min.  Gilmar \nMendes, decisão monocrática, DJ 16.10.2007, grifos nossos).\n    </p>\n    <p>\n     Na mesma linha, em 29.4.2008, no julgamento da Medida Cautelar\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1382099.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AC 2.864 MC-REF / PI\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     na Ação Cautelar n.  1.896,  de minha relatoria,  a Primeira Turma deste \nSupremo Tribunal decidiu:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      EMENTA: AÇÃO CAUTELAR. INSCRIÇÃO DE ESTADO-\nMEMBRO  NO  SIAFI.  ÓBICE  À  CELEBRAÇÃO  DE  NOVOS  \nACORDOS,  CONVÊNIOS  E  OPERAÇÕES  DE  CRÉDITO.  \nINADIMPLÊNCIA IMPUTADA A EX-GESTORES.  APARENTE \nDEMORA  NA  INSTAURAÇÃO  DE  TOMADA  DE  CONTAS  \nESPECIAL.  SUSPENSÃO  DO  REGISTRO  DE  \nINADIMPLÊNCIA. LIMINAR DEFERIDA. REFERENDO.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      1. O Supremo Tribunal Federal tem reconhecido a ocorrência de  \nconflito  federativo  em  situações  nas  quais  a  União,  valendo-se  de  \nregistros  de  supostas  inadimplências  dos  Estados  no  Sistema  \nIntegrado da Administração Financeira - Siafi e no CAUC - Cadastro  \nÚnico  de  Exigências  para  Transferências  Voluntárias,  impossibilita  \nsejam  firmados  acordos  de  cooperação,  convênios  e  operações  de  \ncrédito entre eles e entidades federais.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      2.  A aparente  demora  na  instauração  de  Tomada  de  Contas  \nEspecial,  atribuída  ao  Convenente  responsável  pela  apuração  de  \neventuais irregularidades praticadas por ex-gestores de convênios, não  \ndeve inviabilizar a celebração de novos ajustes.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      3. Medida liminar referendada\n     </i>\n     ” (DJe 1º.8.2008, grifos nossos).\n    </p>\n    <p>\n     Nesse  mesmo  sentido:  AC  2.726,  de  minha  relatoria,  decisão \nmonocrática,  DJ  22.10.2010;  AC  2.657,  de  minha  relatoria,  decisão \nmonocrática,  DJ  2.8.2010;  AC  1.915,  de  minha  relatoria,  decisão \nmonocrática,  DJ  1º.2.2008;  AC  1.882,  de  minha  relatoria,  decisão \nmonocrática,  DJ  5.12.2007;  AC  1.834,  de  minha  relatoria,  decisão \nmonocrática,  DJ  14.12.2007;  AC  1.903,  de  minha  relatoria,  decisão \nmonocrática,  DJ  19.12.2007;  AC  1.343,  de  minha  relatoria,  decisão \nmonocrática,  DJ  14.9.2006;  AC  1.271-MC/AP,  Rel.  Min.  Eros  Grau, \nPlenário, DJ 13.4.2007; AC 1.015-QO/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, \nPlenário, DJ 18.8.2006; e AC 1.084-QO-MC/AP, Rel. Min. Gilmar Mendes, \nPlenário,  DJ  30.6.2006;  AC  1.788-MC/AP,  Rel.  Min.  Gilmar  Mendes, \ndecisão  monocrática,  DJ  12.9.2007;  AC  1.609-MC/PI,  Rel.  Min.  Gilmar\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1382099.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AC 2.864 MC-REF / PI\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Mendes,  decisão monocrática,  DJ 23.4.2007;  AC 1.408-MC/PI,  Rel.  Min. \nSepúlveda Pertence, decisão monocrática, DJ 18.10.2006; AC 1.244-MC/PI, \nRel. Min. Joaquim Barbosa, decisão monocrática, DJ 20.6.2006; e AC 1.220-\nMC/PE, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, decisão monocrática, DJ 30.5.2006.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      2.\n     </b>\n     Os Ofícios n. 138, de 15.2.2011, e n. 176, de 16.3.2011, expedidos \npelo Ministério da Integração Nacional, determinam ao Estado do Piauí a \nimediata  restituição  do  valor  total  de  R$  1.915.969,48  (um  milhão, \nnovecentos e quinze mil, novecentos e sessenta e nove reais e quarenta e \noito  centavos),  referente  aos  Convênios  n.  61/1999  e  74/1999  (Siafi  n. \n383.671 e 383.689), cuja vigência expirou em 2001.\n    </p>\n    <p>\n     Consta desses documentos a advertência de que “\n     <i>\n      o não recolhimento  \ndo valor solicitado no prazo de 45 (quarenta e cinco) dias, contados a partir da  \nrecepção  desta  correspondência,  suscitará  o  registro  do  Estado  no  Sistema \nIntegrado  de  Administração  Financeira  do  Governo  Federal  –  Siafi,  por  \ninadimplência\n     </i>\n     ” (Ofício n. 176/2011 – CGC/DAD/Sudene).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      3.\n     </b>\n     Nesse exame precário, próprio das liminares, está demonstrada a \npresença dos requisitos autorizadores da medida requerida.\n    </p>\n    <p>\n     Na  espécie  vertente,  a  urgência  no  deferimento  da  liminar  está \nevidenciada, pois o registro da suposta inadimplência do Estado do Piauí \nno Sistema Integrado da Administração Financeira – Siafi e no\n     <b>\n     </b>\n     Cadastro \nÚnico de Exigências para Transferências Voluntárias – Cauc importará na \nsuspensão do repasse de recursos dos convênios já celebrados e impedirá \nsejam firmados novos acordos de cooperação, convênios e operações de \ncrédito entre o Estado do Piauí e a União.\n    </p>\n    <p>\n     Acrescente-se a isso que a vigência desses convênios expirou há uma \ndécada  (2001).  Não  há  nos  autos,  até  mesmo  por  se  tratar  de  prova \nnegativa, comprovação de que a Superintendência de Desenvolvimento \ndo Nordeste – Sudene tenha instaurado tomadas de contas especiais para\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1382099.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AC 2.864 MC-REF / PI\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     apurar  a  responsabilidade  dos  ex-gestores  estaduais  responsáveis  pela \nadministração dos recursos desses convênios.\n    </p>\n    <p>\n     Registre-se,  por  fim,  que  este  Supremo  Tribunal,  em  21.10.2010, \nreconheceu  a  repercussão  geral  da  questão  relativa  à  necessidade  de \nprévio julgamento da tomada de contas especial como requisito para a \ninclusão  de  ente  federativo  no  Sistema  Integrado  da  Administração \nFinanceira – Siafi, nos termos seguintes:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      LEGITIMIDADE  DA INSCRIÇÃO DE  MUNICÍPIO  NO  \nCADASTRO DE INADIMPLENTES DO SISTEMA INTEGRADO  \nDE  ADMINISTRAÇÃO  FINANCEIRA  DO  GOVERNO  \nFEDERAL – SIAFI. NECESSIDADE DE PRÉVIO JULGAMENTO  \nDE  TOMADA  DE  CONTAS   ESPECIAL.  EXISTÊNCIA  DE \nREPERCUSSÃO GERAL\n     </i>\n     ” (RE 607.420/PI, Rel. Min. Ellen Gracie, \nDJe 22.11.2010).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      4.\n     </b>\n     Pelo exposto,\n     <b>\n      voto pelo referendo da medida liminar deferida \nnesta  ação,\n     </b>\n     por  seus próprios  fundamentos,  apenas para determinar à \nUnião que se abstenha de inscrever o Estado do Piauí como inadimplente \nno Sistema Integrado da Administração Financeira – Siafi e no Cadastro \nÚnico de Exigências para Transferências Voluntárias – Cauc, no que se \nrefere  aos  Convênios  SIAFI  n.  383.671  e  383.689,  e,  se  realizada  a \ninscrição, para suspender seus efeitos.\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1382099.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Decisão de Julgamento\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PLENÁRIO\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 2.864\n     </b>\n     PROCED. : PIAUÍ\n     <b>\n      RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA\n     </b>\n     AUTOR(A/S)(ES) : ESTADO DO PIAUÍ\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ\nREU(É)(S) : UNIÃO\nPROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da \nRelatora,  referendou  a  liminar  concedida.  Votou  o  Presidente, \nMinistro Cezar Peluso. Ausente o Senhor Ministro Joaquim Barbosa, \nlicenciado. Plenário, 01.08.2011.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência  do  Senhor  Ministro  Cezar  Peluso.  Presentes  à\n    </p>\n    <p>\n     sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Ellen \nGracie, Gilmar Mendes, Ayres Britto, Ricardo Lewandowski, Cármen \nLúcia, Dias Toffoli e Luiz Fux.\n    </p>\n    <p>\n     Sub-Procuradora-Geral da República, Dra. Sandra Cureau.\n    </p>\n    <p>\n     p/ Luiz Tomimatsu\nSecretário\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1379535\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "01/08/2011 PLENÁRIO\n", "REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 2.864 PIAUÍ\n", "RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "AUTOR(A/S)(ES) :ESTADO DO PIAUÍ \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ \n", "REU(É)(S) :UNIÃO \n", "PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO \n", "EMENTA: AÇÃO  CAUTELAR.  INSCRIÇÃO  DE  ESTADO-\n", "MEMBRO  NO  CADASTRO  ÚNICO  DE  EXIGÊNCIAS  PARA \n", "TRANSFERÊNCIAS VOLUNTÁRIAS – CAUC. ÓBICE À CELEBRAÇÃO \n", "DE  CONVÊNIOS  E  REPASSE  DE  VALORES.  CONVÊNIOS  N. \n", "383.671/1999  E  383.689/1999.  SUPERINTENDÊNCIA  DE \n", "DESENVOLVIMENTO  DO  NORDESTE  –  SUDENE.  SUSPENSÃO  DO \n", "REGISTRO  DE  INADIMPLÊNCIA.  MEDIDA  LIMINAR  DEFERIDA. \n", "REFERENDO. \n", "1. O  Supremo  Tribunal  Federal  tem  reconhecido  a  ocorrência  de \n", "conflito  federativo  em  situações  nas  quais  a  União,  valendo-se  de \n", "registros de supostas inadimplências dos Estados no Cadastro Único de \n", "Convênios – Cauc, impossibilita sejam celebrados novos convênios entre \n", "Estados e entidades federais.\n", "2. O registro da entidade federada, por suposta inadimplência, nesse \n", "cadastro federal pode sujeitá-la a efeitos gravosos, com desdobramentos \n", "para a transferência de recursos. \n", "3. Em cognição primária e precária, estão presentes a fumaça do bom \n", "direito e o perigo da demora.\n", "4. Medida liminar referendada.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \n", "Supremo  Tribunal  Federal,  em  sessão  Plenária,  sob  a  Presidência  do \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1382097.\n", "DJe 22/08/2011\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11\n", "Ementa e Acórdão\n", "AC 2.864 MC-REF / PI \n", "Ministro Cezar Peluso, na conformidade da ata de julgamento e das notas \n", "taquigráficas,  à unanimidade,  em referendar a liminar concedida,  nos \n", "termos  do  voto  da  Relatora.  Votou o  Presidente.   Ausente  o  Ministro \n", "Joaquim Barbosa, licenciado.\n", "Brasília, 1 de agosto de 2011.\n", "Ministra CÁRMEN LÚCIA      -      Relatora\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1382097.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11\n", "Relatório\n", "01/08/2011 PLENÁRIO\n", "REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 2.864 PIAUÍ\n", "RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "AUTOR(A/S)(ES) :ESTADO DO PIAUÍ \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ \n", "REU(É)(S) :UNIÃO \n", "PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO \n", "R E L A T Ó R I O\n", "A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): \n", "1. Ação  cautelar  preparatória,  com  pedido  de  medida  liminar, \n", "ajuizada  pelo  Estado  do  Piauí,  em  29.4.2011,  contra  a  União,  com  o \n", "objetivo  de  impedir  sua  inscrição  como  inadimplente  no  Sistema \n", "Integrado da Administração Financeira – Siafi  e no Cadastro Único de \n", "Exigências para Transferências Voluntárias – Cauc.\n", "2.  O Requerente relata estar “na iminência de ser inserido no SIAFI –  \n", "Sistema Integrado de Administração Financeira / CAUC - Cadastro Único de  \n", "Convênio” (fl. 1), em razão de supostas pendências nos Convênios Siafi n. \n", "383.671  e  383.689,  celebrados  em  1999  com  a  Superintendência  de \n", "Desenvolvimento do Nordeste – Sudene, com o objetivo de alfabetizar e \n", "capacitar jovens e adultos e de ampliar o sistema de água nas escolas \n", "localizadas na zona rural do Piauí.\n", "Salienta que sua inscrição nesses cadastros “impedirá que (...) firme  \n", "com  a  requerida  novos  convênios,  acordos  de  cooperação,  dentre  outros  \n", "instrumentos,  bem  assim  que  receba  (...)  novos  recursos  provenientes  de \n", "'transferências voluntárias'” (fl. 2), o que prejudicaria a população local. \n", "Por essa razão, pretende “a concessão de provimento judicial que assegure o  \n", "resultado prático da ação ordinária visando impedir,  e se for o caso,  anular a  \n", "referida inscrição” (fl. 2).\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1382098.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11\n", "Relatório\n", "AC 2.864 MC-REF / PI \n", "Informa que os convênios foram celebrados em 1999 e que, embora o \n", "art.  5º,  § 2º,  da Instrução Normativa n. 1/1997 da Secretaria da Receita \n", "Federal  estabeleça  que o  registro  da  inadimplência  pode ser  suspenso \n", "quando instaurada tomada de contas especial contra os administradores \n", "faltosos,  a  União  não  promoveu  a  responsabilização  dos  ex-gestores \n", "desses recursos, passados mais de dez anos do final da vigência desses \n", "convênios.\n", "Assevera  não  ser  razoável  que  a  desídia  da  Superintendência  de \n", "Desenvolvimento do Nordeste – Sudene  em instaurar a devida tomada \n", "de contas especial contra os ex-gestores prive a população do Estado do \n", "Piauí  dos  “repasses  voluntários”  necessários  para  a  implementação  de \n", "políticas públicas.\n", "Sustenta  ser  devida  a  “aplicação  do  chamado  princípio  da  \n", "intranscendência  subjetiva  das  medidas  restritivas  de  direito,  em  que  as  \n", "consequências  da  medida  punitiva  devem  recair  sobre  a  esfera  jurídica  do  \n", "infrator” (fl. 7).\n", "Transcreve  precedentes  deste  Supremo  Tribunal  que  teriam \n", "reconhecido  a  aplicação  do  “princípio  da  intranscendência  subjetiva  das  \n", "medida  restritivas  de  direito”  (fl.  5)  e  suspendido  as  inscrições  de  entes \n", "federativos no Sistema Integrado da Administração Financeira – Siafi e no \n", "Cadastro Único de Exigências para Transferências Voluntárias – Cauc.\n", "Ressalta que a fumaça do bom direito estaria evidenciada e que o \n", "perigo  da  demora  decorreria  do  risco  de  suspensão  dos  repasses  dos \n", "recursos,  pois  “qualquer  solução  de  continuidade  no  aporte  de  recursos  \n", "conveniados terá como consequência imediata a cessação abrupta de inúmeras  \n", "ações administrativas nas áreas de saúde, educação, segurança pública e infra-\n", "estrutura atualmente desenvolvidas pelo Requerente” (fl. 15).\n", "Acrescenta que “a interrupção das chamadas transferências voluntárias,  \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1382098.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11\n", "Relatório\n", "AC 2.864 MC-REF / PI \n", "mister tratado-se de Estado em que os indicadores sociais falam por si, representa  \n", "manifesto perigo à população por ele assistida” (fl. 17). \n", "Requer,  liminarmente,  seja  “determinado  à  União  Federal  que  não  \n", "promova  a  inserção  ou  proceda  à  baixa  do  nome  do  Estado  do  Piauí  no  \n", "SIAFI/CAUC  ou  de  qualquer  outro  cadastro  de  inadimplentes  de  \n", "responsabilidade  da  requerida,  em  virtude  dos  Convênios  SIAFI  383671  e  \n", "383689” (fl. 17). No mérito, pede a confirmação da medida liminar.\n", "3. Em 11.5.2011, deferi a medida liminar requerida, ad referendum do \n", "Plenário do Supremo Tribunal Federal.\n", "4. Dessa forma, proponho o referendo do Plenário sobre a decisão \n", "liminar por mim proferida nesta ação, por seus próprios fundamentos.\n", "5. É o relatório.\n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1382098.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11\n", "Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "01/08/2011 PLENÁRIO\n", "REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 2.864 PIAUÍ\n", "V O T O\n", "A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): \n", "1. O  Supremo  Tribunal  Federal  tem  reconhecido  a  ocorrência  de \n", "conflito  federativo  em  situações  nas  quais,  valendo-se  de  registros  de \n", "supostas  inadimplências  dos  Estados  no  Sistema  Integrado  da \n", "Administração Financeira – Siafi,  a União impossibilita sejam firmados \n", "acordos  de  cooperação,  convênios  e  operações  de  crédito  entre  eles  e \n", "entidades federais.\n", "Nesse sentido, por exemplo, ao apreciar a medida liminar requerida \n", "na Ação Cautelar n. 1.260/BA, o Ministro Gilmar Mendes decidiu:\n", "“Pretende-se a concessão de liminar para a imediata suspensão  \n", "de  registro  de  inadimplência  do  Estado  no  SIAFI,  de  forma  a  \n", "possibilitar  sejam firmados  acordos  de cooperação e  convênios,  bem \n", "como obtenção de recursos junto a órgãos ou entidades federais. (...)  \n", "Vislumbro  o  conflito  entre  a  União  e  o  Estado,  razão  pela  qual  \n", "reconheço a competência do Supremo Tribunal Federal para a ação,  \n", "nos termos do art. 102, I,  \"f\",  da Constituição Federal de 1988. A \n", "questão apresentada para análise não é nova neste Supremo Tribunal  \n", "Federal. Em diversos precedentes análogos, a Corte já se manifestou \n", "pela concessão da liminar para afastar a inscrição do Estado no SIAFI/\n", "CADIN, sob o argumento de que a inviabilidade de formalizar acordos  \n", "e convênios, bem como receber repasses de verbas, pode gerar prejuízos  \n", "ainda maiores (inclusive com a paralisação de serviços essenciais) do  \n", "que a ausência da inscrição do Estado, supostamente devedor, nesses  \n", "bancos de dados. Nesse sentido, os seguintes precedentes: AC nº 39  \n", "(MC),  Rel.  Min.  Ellen  Gracie,  monocrática,  DJ  11.07.03;  AC 223  \n", "(MC), Rel. Min. Gilmar Mendes, monocrática, DJ 23.04.04; AC 266  \n", "(MC), Rel. Min. Celso de Mello, monocrática, DJ 31.05.04; AC nº  \n", "259 (MC), Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno,  unânime, DJ  \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1382099.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11\n", "Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "AC 2.864 MC-REF / PI \n", "03.12.04;  AC  nº  659  (MC),  Rel.  Min.  Carlos  Britto,  Plenário,  \n", "unânime,  julg.  12.06.06.  Assim  sendo,  por  entender  presentes  os  \n", "requisitos  legais,  defiro  a  liminar  para  determinar  a  suspensão  da  \n", "inscrição do Requerente no SIAFI, sem prejuízo de melhor exame da  \n", "matéria quando do julgamento do mérito” (DJ 30.6.2006).\n", "E ainda: \n", "“DECISÃO:  O  Estado  de  Sergipe  ajuíza  ação  cautelar  \n", "preparatória, com pedido de liminar, com fundamento no art. 102, I,  \n", "‘f’  da  Constituição  Federal,  em  desfavor  da  União  Federal.  (...) o  \n", "Estado de Sergipe argumenta (...)   [que]   a  restrição imposta (...)  se   \n", "refere a irregularidade praticada, em tese, pela ADMINISTRAÇÃO \n", "ANTEPASSADA, (...)  O  requerente  acentua  que  ‘o  bloqueio  \n", "decorrente da manutenção de restrição no CAUC/SIAFI já represou,  \n", "desde  o  início  do  ano,  recursos  da  ordem  de  R$  370.000.000,00  \n", "(trezentos e setenta milhões de reais), relativos a inúmeros convênios  \n", "firmados  pelo  Estado  de  Sergipe  para  a  consecução  de  projetos  \n", "essenciais à população.’ (fl. 15). (...) Passo a decidir o pedido liminar.  \n", "(...)  No  caso  concreto,  a  concessão  da  medida  liminar  implica  a  \n", "continuidade  dos  repasses  de  verbas  federais  para  possibilitar  o  \n", "cumprimento de políticas públicas, sem prejuízo da devida apuração,  \n", "em momento oportuno, das eventuais irregularidades perpetradas pela  \n", "gestão anterior do referido órgão. Em que pese o cuidado necessário  \n", "que a gestão dos recursos públicos demanda no contexto dos princípios  \n", "norteadores da atuação da Administração Pública Federal, Distrital,  \n", "Estadual e Municipal (CF, art. 37,  caput) vislumbro risco maior na  \n", "possibilidade de impedimento dos repasses. (...) Por entender presentes  \n", "os requisitos legais, e salvo melhor juízo do exame da matéria quando  \n", "do julgamento do mérito, defiro a medida liminar, ad referendum do  \n", "Plenário, para determinar à União a suspensão da inscrição do Estado  \n", "de  Sergipe  no  CAUC/SIAFI,  cujo  fundamento  seja  relativo  ao  \n", "Convênio  no  071/2001”  (AC  1.828-MC/SE,  Rel.  Min.  Gilmar \n", "Mendes, decisão monocrática, DJ 16.10.2007, grifos nossos).\n", "Na mesma linha, em 29.4.2008, no julgamento da Medida Cautelar \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1382099.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11\n", "Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "AC 2.864 MC-REF / PI \n", "na Ação Cautelar n.  1.896,  de minha relatoria,  a Primeira Turma deste \n", "Supremo Tribunal decidiu:\n", "“EMENTA: AÇÃO CAUTELAR. INSCRIÇÃO DE ESTADO-\n", "MEMBRO  NO  SIAFI.  ÓBICE  À  CELEBRAÇÃO  DE  NOVOS  \n", "ACORDOS,  CONVÊNIOS  E  OPERAÇÕES  DE  CRÉDITO.  \n", "INADIMPLÊNCIA IMPUTADA A EX-GESTORES.  APARENTE \n", "DEMORA  NA  INSTAURAÇÃO  DE  TOMADA  DE  CONTAS  \n", "ESPECIAL.  SUSPENSÃO  DO  REGISTRO  DE  \n", "INADIMPLÊNCIA. LIMINAR DEFERIDA. REFERENDO. \n", "1. O Supremo Tribunal Federal tem reconhecido a ocorrência de  \n", "conflito  federativo  em  situações  nas  quais  a  União,  valendo-se  de  \n", "registros  de  supostas  inadimplências  dos  Estados  no  Sistema  \n", "Integrado da Administração Financeira - Siafi e no CAUC - Cadastro  \n", "Único  de  Exigências  para  Transferências  Voluntárias,  impossibilita  \n", "sejam  firmados  acordos  de  cooperação,  convênios  e  operações  de  \n", "crédito entre eles e entidades federais.\n", "2.  A aparente  demora  na  instauração  de  Tomada  de  Contas  \n", "Especial,  atribuída  ao  Convenente  responsável  pela  apuração  de  \n", "eventuais irregularidades praticadas por ex-gestores de convênios, não  \n", "deve inviabilizar a celebração de novos ajustes.\n", "3. Medida liminar referendada” (DJe 1º.8.2008, grifos nossos).\n", " Nesse  mesmo  sentido:  AC  2.726,  de  minha  relatoria,  decisão \n", "monocrática,  DJ  22.10.2010;  AC  2.657,  de  minha  relatoria,  decisão \n", "monocrática,  DJ  2.8.2010;  AC  1.915,  de  minha  relatoria,  decisão \n", "monocrática,  DJ  1º.2.2008;  AC  1.882,  de  minha  relatoria,  decisão \n", "monocrática,  DJ  5.12.2007;  AC  1.834,  de  minha  relatoria,  decisão \n", "monocrática,  DJ  14.12.2007;  AC  1.903,  de  minha  relatoria,  decisão \n", "monocrática,  DJ  19.12.2007;  AC  1.343,  de  minha  relatoria,  decisão \n", "monocrática,  DJ  14.9.2006;  AC  1.271-MC/AP,  Rel.  Min.  Eros  Grau, \n", "Plenário, DJ 13.4.2007; AC 1.015-QO/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, \n", "Plenário, DJ 18.8.2006; e AC 1.084-QO-MC/AP, Rel. Min. Gilmar Mendes, \n", "Plenário,  DJ  30.6.2006;  AC  1.788-MC/AP,  Rel.  Min.  Gilmar  Mendes, \n", "decisão  monocrática,  DJ  12.9.2007;  AC  1.609-MC/PI,  Rel.  Min.  Gilmar \n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1382099.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11\n", "Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "AC 2.864 MC-REF / PI \n", "Mendes,  decisão monocrática,  DJ 23.4.2007;  AC 1.408-MC/PI,  Rel.  Min. \n", "Sepúlveda Pertence, decisão monocrática, DJ 18.10.2006; AC 1.244-MC/PI, \n", "Rel. Min. Joaquim Barbosa, decisão monocrática, DJ 20.6.2006; e AC 1.220-\n", "MC/PE, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, decisão monocrática, DJ 30.5.2006.\n", "2.  Os Ofícios n. 138, de 15.2.2011, e n. 176, de 16.3.2011, expedidos \n", "pelo Ministério da Integração Nacional, determinam ao Estado do Piauí a \n", "imediata  restituição  do  valor  total  de  R$  1.915.969,48  (um  milhão, \n", "novecentos e quinze mil, novecentos e sessenta e nove reais e quarenta e \n", "oito  centavos),  referente  aos  Convênios  n.  61/1999  e  74/1999  (Siafi  n. \n", "383.671 e 383.689), cuja vigência expirou em 2001.\n", " Consta desses documentos a advertência de que “o não recolhimento  \n", "do valor solicitado no prazo de 45 (quarenta e cinco) dias, contados a partir da  \n", "recepção  desta  correspondência,  suscitará  o  registro  do  Estado  no  Sistema \n", "Integrado  de  Administração  Financeira  do  Governo  Federal  –  Siafi,  por  \n", "inadimplência” (Ofício n. 176/2011 – CGC/DAD/Sudene).\n", "3.  Nesse exame precário, próprio das liminares, está demonstrada a \n", "presença dos requisitos autorizadores da medida requerida.\n", "Na  espécie  vertente,  a  urgência  no  deferimento  da  liminar  está \n", "evidenciada, pois o registro da suposta inadimplência do Estado do Piauí \n", "no Sistema Integrado da Administração Financeira – Siafi e no Cadastro \n", "Único de Exigências para Transferências Voluntárias – Cauc importará na \n", "suspensão do repasse de recursos dos convênios já celebrados e impedirá \n", "sejam firmados novos acordos de cooperação, convênios e operações de \n", "crédito entre o Estado do Piauí e a União.\n", "Acrescente-se a isso que a vigência desses convênios expirou há uma \n", "década  (2001).  Não  há  nos  autos,  até  mesmo  por  se  tratar  de  prova \n", "negativa, comprovação de que a Superintendência de Desenvolvimento \n", "do Nordeste – Sudene tenha instaurado tomadas de contas especiais para \n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1382099.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11\n", "Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "AC 2.864 MC-REF / PI \n", "apurar  a  responsabilidade  dos  ex-gestores  estaduais  responsáveis  pela \n", "administração dos recursos desses convênios.\n", "Registre-se,  por  fim,  que  este  Supremo  Tribunal,  em  21.10.2010, \n", "reconheceu  a  repercussão  geral  da  questão  relativa  à  necessidade  de \n", "prévio julgamento da tomada de contas especial como requisito para a \n", "inclusão  de  ente  federativo  no  Sistema  Integrado  da  Administração \n", "Financeira – Siafi, nos termos seguintes:\n", "“LEGITIMIDADE  DA INSCRIÇÃO DE  MUNICÍPIO  NO  \n", "CADASTRO DE INADIMPLENTES DO SISTEMA INTEGRADO  \n", "DE  ADMINISTRAÇÃO  FINANCEIRA  DO  GOVERNO  \n", "FEDERAL – SIAFI. NECESSIDADE DE PRÉVIO JULGAMENTO  \n", "DE  TOMADA  DE  CONTAS   ESPECIAL.  EXISTÊNCIA  DE \n", "REPERCUSSÃO GERAL” (RE 607.420/PI, Rel. Min. Ellen Gracie, \n", "DJe 22.11.2010).\n", "4. Pelo exposto,  voto pelo referendo da medida liminar deferida \n", "nesta  ação, por  seus próprios  fundamentos,  apenas para determinar à \n", "União que se abstenha de inscrever o Estado do Piauí como inadimplente \n", "no Sistema Integrado da Administração Financeira – Siafi e no Cadastro \n", "Único de Exigências para Transferências Voluntárias – Cauc, no que se \n", "refere  aos  Convênios  SIAFI  n.  383.671  e  383.689,  e,  se  realizada  a \n", "inscrição, para suspender seus efeitos.\n", "5 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1382099.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11\n", "Decisão de Julgamento\n", "PLENÁRIO\n", "EXTRATO DE ATA\n", "REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 2.864\n", "PROCED. : PIAUÍ\n", "RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA\n", "AUTOR(A/S)(ES) : ESTADO DO PIAUÍ\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ\n", "REU(É)(S) : UNIÃO\n", "PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n", "Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da \n", "Relatora,  referendou  a  liminar  concedida.  Votou  o  Presidente, \n", "Ministro Cezar Peluso. Ausente o Senhor Ministro Joaquim Barbosa, \n", "licenciado. Plenário, 01.08.2011.\n", " \n", "Presidência  do  Senhor  Ministro  Cezar  Peluso.  Presentes  à \n", "sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Ellen \n", "Gracie, Gilmar Mendes, Ayres Britto, Ricardo Lewandowski, Cármen \n", "Lúcia, Dias Toffoli e Luiz Fux.\n", "Sub-Procuradora-Geral da República, Dra. Sandra Cureau.\n", "p/ Luiz Tomimatsu\n", "Secretário\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1379535\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11\n" ], "numero" : "2864", "partes" : [ { "nome" : "MIN. CÁRMEN LÚCIA", "sigla" : "", "tipo" : "RELATORA" }, { "nome" : "ESTADO DO PIAUÍ", "sigla" : "", "tipo" : "AUTOR(A/S)(ES)" }, { "nome" : "ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" }, { "nome" : "UNIÃO", "sigla" : "", "tipo" : "REU(É)(S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. CÁRMEN LÚCIA", "texto" : "A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):  1. Ação  cautelar  preparatória,  com  pedido  de  medida  liminar,  ajuizada  pelo  Estado  do  Piauí,  em  29.4.2011,  contra  a  União,  com  o  objetivo  de  impedir  sua  inscrição  como  inadimplente  no  Sistema  Integrado da Administração Financeira – Siafi  e no Cadastro Único de  Exigências para Transferências Voluntárias – Cauc.  2.  O Requerente relata estar “na iminência de ser inserido no SIAFI –   Sistema Integrado de Administração Financeira / CAUC - Cadastro Único de   Convênio” (fl. 1), em razão de supostas pendências nos Convênios Siafi n.  383.671  e  383.689,  celebrados  em  1999  com  a  Superintendência  de  Desenvolvimento do Nordeste – Sudene, com o objetivo de alfabetizar e  capacitar jovens e adultos e de ampliar o sistema de água nas escolas  localizadas na zona rural do Piauí.  Salienta que sua inscrição nesses cadastros “impedirá que (...) firme   com  a  requerida  novos  convênios,  acordos  de  cooperação,  dentre  outros   instrumentos,  bem  assim  que  receba  (...)  novos  recursos  provenientes  de  'transferências voluntárias'” (fl. 2), o que prejudicaria a população local.  Por essa razão, pretende “a concessão de provimento judicial que assegure o   resultado prático da ação ordinária visando impedir,  e se for o caso,  anular a   referida inscrição” (fl. 2).    Informa que os convênios foram celebrados em 1999 e que, embora o  art.  5º,  § 2º,  da Instrução Normativa n. 1/1997 da Secretaria da Receita  Federal  estabeleça  que o  registro  da  inadimplência  pode ser  suspenso  quando instaurada tomada de contas especial contra os administradores  faltosos,  a  União  não  promoveu  a  responsabilização  dos  ex-gestores  desses recursos, passados mais de dez anos do final da vigência desses  convênios.  Assevera  não  ser  razoável  que  a  desídia  da  Superintendência  de  Desenvolvimento do Nordeste – Sudene  em instaurar a devida tomada  de contas especial contra os ex-gestores prive a população do Estado do  Piauí  dos  “repasses  voluntários”  necessários  para  a  implementação  de  políticas públicas.  Sustenta  ser  devida  a  “aplicação  do  chamado  princípio  da   intranscendência  subjetiva  das  medidas  restritivas  de  direito,  em  que  as   consequências  da  medida  punitiva  devem  recair  sobre  a  esfera  jurídica  do   infrator” (fl. 7).  Transcreve  precedentes  deste  Supremo  Tribunal  que  teriam  reconhecido  a  aplicação  do  “princípio  da  intranscendência  subjetiva  das   medida  restritivas  de  direito”  (fl.  5)  e  suspendido  as  inscrições  de  entes  federativos no Sistema Integrado da Administração Financeira – Siafi e no  Cadastro Único de Exigências para Transferências Voluntárias – Cauc.  Ressalta que a fumaça do bom direito estaria evidenciada e que o  perigo  da  demora  decorreria  do  risco  de  suspensão  dos  repasses  dos  recursos,  pois  “qualquer  solução  de  continuidade  no  aporte  de  recursos   conveniados terá como consequência imediata a cessação abrupta de inúmeras   ações administrativas nas áreas de saúde, educação, segurança pública e infra- estrutura atualmente desenvolvidas pelo Requerente” (fl. 15).  Acrescenta que “a interrupção das chamadas transferências voluntárias,      mister tratado-se de Estado em que os indicadores sociais falam por si, representa   manifesto perigo à população por ele assistida” (fl. 17).   Requer,  liminarmente,  seja  “determinado  à  União  Federal  que  não   promova  a  inserção  ou  proceda  à  baixa  do  nome  do  Estado  do  Piauí  no   SIAFI/CAUC  ou  de  qualquer  outro  cadastro  de  inadimplentes  de   responsabilidade  da  requerida,  em  virtude  dos  Convênios  SIAFI  383671  e   383689” (fl. 17). No mérito, pede a confirmação da medida liminar.  3. Em 11.5.2011, deferi a medida liminar requerida, ad referendum do  Plenário do Supremo Tribunal Federal.  4. Dessa forma, proponho o referendo do Plenário sobre a decisão  liminar por mim proferida nesta ação, por seus próprios fundamentos.  5. É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):  1. O  Supremo  Tribunal  Federal  tem  reconhecido  a  ocorrência  de  conflito  federativo  em  situações  nas  quais,  valendo-se  de  registros  de  supostas  inadimplências  dos  Estados  no  Sistema  Integrado  da  Administração Financeira – Siafi,  a União impossibilita sejam firmados  acordos  de  cooperação,  convênios  e  operações  de  crédito  entre  eles  e  entidades federais.  Nesse sentido, por exemplo, ao apreciar a medida liminar requerida  na Ação Cautelar n. 1.260/BA, o Ministro Gilmar Mendes decidiu:  “Pretende-se a concessão de liminar para a imediata suspensão   de  registro  de  inadimplência  do  Estado  no  SIAFI,  de  forma  a   possibilitar  sejam firmados  acordos  de cooperação e  convênios,  bem  como obtenção de recursos junto a órgãos ou entidades federais. (...)   Vislumbro  o  conflito  entre  a  União  e  o  Estado,  razão  pela  qual   reconheço a competência do Supremo Tribunal Federal para a ação,   nos termos do art. 102, I,  \"f\",  da Constituição Federal de 1988. A  questão apresentada para análise não é nova neste Supremo Tribunal   Federal. Em diversos precedentes análogos, a Corte já se manifestou  pela concessão da liminar para afastar a inscrição do Estado no SIAFI/ CADIN, sob o argumento de que a inviabilidade de formalizar acordos   e convênios, bem como receber repasses de verbas, pode gerar prejuízos   ainda maiores (inclusive com a paralisação de serviços essenciais) do   que a ausência da inscrição do Estado, supostamente devedor, nesses   bancos de dados. Nesse sentido, os seguintes precedentes: AC nº 39   (MC),  Rel.  Min.  Ellen  Gracie,  monocrática,  DJ  11.07.03;  AC 223   (MC), Rel. Min. Gilmar Mendes, monocrática, DJ 23.04.04; AC 266   (MC), Rel. Min. Celso de Mello, monocrática, DJ 31.05.04; AC nº   259 (MC), Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno,  unânime, DJ      03.12.04;  AC  nº  659  (MC),  Rel.  Min.  Carlos  Britto,  Plenário,   unânime,  julg.  12.06.06.  Assim  sendo,  por  entender  presentes  os   requisitos  legais,  defiro  a  liminar  para  determinar  a  suspensão  da   inscrição do Requerente no SIAFI, sem prejuízo de melhor exame da   matéria quando do julgamento do mérito” (DJ 30.6.2006).  E ainda:   “DECISÃO:  O  Estado  de  Sergipe  ajuíza  ação  cautelar   preparatória, com pedido de liminar, com fundamento no art. 102, I,   ‘f’  da  Constituição  Federal,  em  desfavor  da  União  Federal.  (...) o   Estado de Sergipe argumenta (...)   [que]   a  restrição imposta (...)  se    refere a irregularidade praticada, em tese, pela ADMINISTRAÇÃO  ANTEPASSADA, (...)  O  requerente  acentua  que  ‘o  bloqueio   decorrente da manutenção de restrição no CAUC/SIAFI já represou,   desde  o  início  do  ano,  recursos  da  ordem  de  R$  370.000.000,00   (trezentos e setenta milhões de reais), relativos a inúmeros convênios   firmados  pelo  Estado  de  Sergipe  para  a  consecução  de  projetos   essenciais à população.’ (fl. 15). (...) Passo a decidir o pedido liminar.   (...)  No  caso  concreto,  a  concessão  da  medida  liminar  implica  a   continuidade  dos  repasses  de  verbas  federais  para  possibilitar  o   cumprimento de políticas públicas, sem prejuízo da devida apuração,   em momento oportuno, das eventuais irregularidades perpetradas pela   gestão anterior do referido órgão. Em que pese o cuidado necessário   que a gestão dos recursos públicos demanda no contexto dos princípios   norteadores da atuação da Administração Pública Federal, Distrital,   Estadual e Municipal (CF, art. 37,  caput) vislumbro risco maior na   possibilidade de impedimento dos repasses. (...) Por entender presentes   os requisitos legais, e salvo melhor juízo do exame da matéria quando   do julgamento do mérito, defiro a medida liminar, ad referendum do   Plenário, para determinar à União a suspensão da inscrição do Estado   de  Sergipe  no  CAUC/SIAFI,  cujo  fundamento  seja  relativo  ao   Convênio  no  071/2001”  (AC  1.828-MC/SE,  Rel.  Min.  Gilmar  Mendes, decisão monocrática, DJ 16.10.2007, grifos nossos).  Na mesma linha, em 29.4.2008, no julgamento da Medida Cautelar     na Ação Cautelar n.  1.896,  de minha relatoria,  a Primeira Turma deste  Supremo Tribunal decidiu:  “EMENTA: AÇÃO CAUTELAR. INSCRIÇÃO DE ESTADO- MEMBRO  NO  SIAFI.  ÓBICE  À  CELEBRAÇÃO  DE  NOVOS   ACORDOS,  CONVÊNIOS  E  OPERAÇÕES  DE  CRÉDITO.   INADIMPLÊNCIA IMPUTADA A EX-GESTORES.  APARENTE  DEMORA  NA  INSTAURAÇÃO  DE  TOMADA  DE  CONTAS   ESPECIAL.  SUSPENSÃO  DO  REGISTRO  DE   INADIMPLÊNCIA. LIMINAR DEFERIDA. REFERENDO.   1. O Supremo Tribunal Federal tem reconhecido a ocorrência de   conflito  federativo  em  situações  nas  quais  a  União,  valendo-se  de   registros  de  supostas  inadimplências  dos  Estados  no  Sistema   Integrado da Administração Financeira - Siafi e no CAUC - Cadastro   Único  de  Exigências  para  Transferências  Voluntárias,  impossibilita   sejam  firmados  acordos  de  cooperação,  convênios  e  operações  de   crédito entre eles e entidades federais.  2.  A aparente  demora  na  instauração  de  Tomada  de  Contas   Especial,  atribuída  ao  Convenente  responsável  pela  apuração  de   eventuais irregularidades praticadas por ex-gestores de convênios, não   deve inviabilizar a celebração de novos ajustes.  3. Medida liminar referendada” (DJe 1º.8.2008, grifos nossos).   Nesse  mesmo  sentido:  AC  2.726,  de  minha  relatoria,  decisão  monocrática,  DJ  22.10.2010;  AC  2.657,  de  minha  relatoria,  decisão  monocrática,  DJ  2.8.2010;  AC  1.915,  de  minha  relatoria,  decisão  monocrática,  DJ  1º.2.2008;  AC  1.882,  de  minha  relatoria,  decisão  monocrática,  DJ  5.12.2007;  AC  1.834,  de  minha  relatoria,  decisão  monocrática,  DJ  14.12.2007;  AC  1.903,  de  minha  relatoria,  decisão  monocrática,  DJ  19.12.2007;  AC  1.343,  de  minha  relatoria,  decisão  monocrática,  DJ  14.9.2006;  AC  1.271-MC/AP,  Rel.  Min.  Eros  Grau,  Plenário, DJ 13.4.2007; AC 1.015-QO/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski,  Plenário, DJ 18.8.2006; e AC 1.084-QO-MC/AP, Rel. Min. Gilmar Mendes,  Plenário,  DJ  30.6.2006;  AC  1.788-MC/AP,  Rel.  Min.  Gilmar  Mendes,  decisão  monocrática,  DJ  12.9.2007;  AC  1.609-MC/PI,  Rel.  Min.  Gilmar     Mendes,  decisão monocrática,  DJ 23.4.2007;  AC 1.408-MC/PI,  Rel.  Min.  Sepúlveda Pertence, decisão monocrática, DJ 18.10.2006; AC 1.244-MC/PI,  Rel. Min. Joaquim Barbosa, decisão monocrática, DJ 20.6.2006; e AC 1.220- MC/PE, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, decisão monocrática, DJ 30.5.2006.  2.  Os Ofícios n. 138, de 15.2.2011, e n. 176, de 16.3.2011, expedidos  pelo Ministério da Integração Nacional, determinam ao Estado do Piauí a  imediata  restituição  do  valor  total  de  R$  1.915.969,48  (um  milhão,  novecentos e quinze mil, novecentos e sessenta e nove reais e quarenta e  oito  centavos),  referente  aos  Convênios  n.  61/1999  e  74/1999  (Siafi  n.  383.671 e 383.689), cuja vigência expirou em 2001.   Consta desses documentos a advertência de que “o não recolhimento   do valor solicitado no prazo de 45 (quarenta e cinco) dias, contados a partir da   recepção  desta  correspondência,  suscitará  o  registro  do  Estado  no  Sistema  Integrado  de  Administração  Financeira  do  Governo  Federal  –  Siafi,  por   inadimplência” (Ofício n. 176/2011 – CGC/DAD/Sudene).  3.  Nesse exame precário, próprio das liminares, está demonstrada a  presença dos requisitos autorizadores da medida requerida.  Na  espécie  vertente,  a  urgência  no  deferimento  da  liminar  está  evidenciada, pois o registro da suposta inadimplência do Estado do Piauí  no Sistema Integrado da Administração Financeira – Siafi e no Cadastro  Único de Exigências para Transferências Voluntárias – Cauc importará na  suspensão do repasse de recursos dos convênios já celebrados e impedirá  sejam firmados novos acordos de cooperação, convênios e operações de  crédito entre o Estado do Piauí e a União.  Acrescente-se a isso que a vigência desses convênios expirou há uma  década  (2001).  Não  há  nos  autos,  até  mesmo  por  se  tratar  de  prova  negativa, comprovação de que a Superintendência de Desenvolvimento  do Nordeste – Sudene tenha instaurado tomadas de contas especiais para     apurar  a  responsabilidade  dos  ex-gestores  estaduais  responsáveis  pela  administração dos recursos desses convênios.  Registre-se,  por  fim,  que  este  Supremo  Tribunal,  em  21.10.2010,  reconheceu  a  repercussão  geral  da  questão  relativa  à  necessidade  de  prévio julgamento da tomada de contas especial como requisito para a  inclusão  de  ente  federativo  no  Sistema  Integrado  da  Administração  Financeira – Siafi, nos termos seguintes:  “LEGITIMIDADE  DA INSCRIÇÃO DE  MUNICÍPIO  NO   CADASTRO DE INADIMPLENTES DO SISTEMA INTEGRADO   DE  ADMINISTRAÇÃO  FINANCEIRA  DO  GOVERNO   FEDERAL – SIAFI. NECESSIDADE DE PRÉVIO JULGAMENTO   DE  TOMADA  DE  CONTAS   ESPECIAL.  EXISTÊNCIA  DE  REPERCUSSÃO GERAL” (RE 607.420/PI, Rel. Min. Ellen Gracie,  DJe 22.11.2010).  4. Pelo exposto,  voto pelo referendo da medida liminar deferida  nesta  ação, por  seus próprios  fundamentos,  apenas para determinar à  União que se abstenha de inscrever o Estado do Piauí como inadimplente  no Sistema Integrado da Administração Financeira – Siafi e no Cadastro  Único de Exigências para Transferências Voluntárias – Cauc, no que se  refere  aos  Convênios  SIAFI  n.  383.671  e  383.689,  e,  se  realizada  a  inscrição, para suspender seus efeitos. ", "votante" : "MIN_CARMEN_LUCIA" } ] }
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Compareceu  o  Senhor  Ministro  Teori  Zavascki  para  julgar processos a ele vinculados.  Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.  Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      13/10/2015 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 882.619 SÃO \nPAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     COMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ADELMO DA SILVA EMERENCIANO E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO\n    </p>\n    <p>\n     JOSÉ DO RIO PRETO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA\n     </b>\n     : DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL \nEM  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO. \nCONCESSIONÁRIA DE  ENERGIA ELÉTRICA.  RESPONSABILIDADE. \nPAGAMENTO.  DESCABIMENTO.\n    </p>\n    <p>\n     1. Hipótese em que a resolução da controvérsia demanda a análise \nde  legislação  infraconstitucional  e  o  reexame  do  conjunto  fático-\nprobatório  dos  autos  (Súmula  279/STF),  procedimentos  inviáveis  nesta \nfase recursal. Precedentes.\n    </p>\n    <p>\n     2. Agravo regimental a que se nega provimento\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nPrimeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  da \nMinistra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas \ntaquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo \nregimental, nos termos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 13 de outubro de 2015.\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO\n     <b>\n      LUÍS ROBERTO BARROSO\n     </b>\n     -   RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9644774.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      13/10/2015 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 882.619 SÃO \nPAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     COMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ADELMO DA SILVA EMERENCIANO E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO\n    </p>\n    <p>\n     JOSÉ DO RIO PRETO\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):\n     </b>\n     1. Trata-se  de  agravo  regimental  cujo  objeto  é  decisão\n    </p>\n    <p>\n     monocrática  que negou provimento  ao agravo (art.  544,  §  4º,  II,\n     <i>\n      a\n     </i>\n     ,  do \nCPC), tendo em conta que a controvérsia em exame não trata de questão \nconstitucional.\n    </p>\n    <p>\n     2.  A parte agravante alega que a solução do caso prescinde \nda  análise  da  legislação  infraconstitucional.  Reitera  as  alegações \nconstantes da petição de recurso extraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     3. É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9643418.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      13/10/2015 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 882.619 SÃO \nPAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      V\n     </b>\n     <b>\n      O T O\n     </b>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista \nque não se discute, no recurso extraordinário, matéria constitucional.\n    </p>\n    <p>\n     2. Para se chegar à conclusão pretendida pela parte agravante \nseria  imprescindível  a  revisão  da  interpretação  dada pelo  Tribunal  de \norigem à legislação infraconstitucional aplicável à espécie,  além de uma \nnova apreciação dos  fatos  e  provas  constantes  dos  autos,  o  que torna \ninviável  o  processamento  do  recurso  extraordinário.  Nesse  sentido, \nconfiram-se os seguintes julgados das duas Turmas desta Corte:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO.  TRIBUTÁRIO.  DECRETO \nESTADUAL. SANEAMENTO BÁSICO. TARIFA DE ÁGUA E \nESGOTO.  CRITÉRIO  DE  CLASSIFICAÇÃO. \nIMPOSSIBILIDADE  DA  ANÁLISE  DA  LEGISLAÇÃO \nLOCAL.  INCIDÊNCIA  DA  SÚMULA  280  DO  SUPREMO \nTRIBUNAL  FEDERAL.  RECURSO  AO  QUAL  SE  NEGA \nPROVIMENTO.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. A Súmula 280 do STF é peremptória ao afirmar que:\n     <i>\n      Por  \nofensa a direito local não cabe recurso extraordinário\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     2. Deveras, para se chegar à conclusão contrária à adotada \npelo  acórdão  recorrido  como  deseja  o  agravannte,  sobre  a \naplicação, ao agravante, do sistema de economias para cobrança \ndos  serviços  de  fornecimento  de  água  e  coleta  de  esgoto, \nnecessário seria o reexame da legislação local que o orientou \n(Decreto Estadual 21.123/83, revogado pelo Decreto Estadual nº \n41.466/96  e  o  Decreto  Federal  82.587/78),  o  que  inviabiliza  o \nextraordinário\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9643419.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 882619 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     3.  Agravo  regimental  a  que  se  nega  provimento”  (RE \n687.891-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma).\n    </p>\n    <p>\n     “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE \nINSTRUMENTO.  ADMINISTRATIVO.  COBRANÇA  DE \nTARIFA DE COLETA DE ESGOTO E DE TRATAMENTO DE \nÁGUA:  IMPOSSIBILIDADE.  SÚMULAS  N.  279  E  454  DO \nSUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  OFENSA \nCONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO \nQUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 765.730-AgR, Rel. ª Min. ª \nCármen Lúcia,  Segunda Turma)\n    </p>\n    <p>\n     3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9643419.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 13/10/2015\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 882.619\n     </b>\n     PROCED. : SÃO PAULO\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n     </b>\n     AGTE.(S) : COMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ\nADV.(A/S) : ADELMO DA SILVA EMERENCIANO E OUTRO(A/S)\nAGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO \nPRETO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma  negou provimento ao agravo regimental, nos \ntermos  do  voto  do  Relator.  Unânime.  Presidência  da  Senhora \nMinistra Rosa Weber. 1ª Turma, 13.10.2015.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão\n    </p>\n    <p>\n     os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e \nEdson  Fachin.  Compareceu  o  Senhor  Ministro  Teori  Zavascki  para \njulgar processos a ele vinculados.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9654017\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "13/10/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 882.619 SÃO \n", "PAULO\n", "RELATOR : MIN. 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Agravo regimental a que se nega provimento\n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  da \n", "Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas \n", "taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo \n", "regimental, nos termos do voto do Relator. \n", "Brasília, 13 de outubro de 2015.\n", "   MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO  -   RELATOR\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9644774.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5\n", "Relatório\n", "13/10/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 882.619 SÃO \n", "PAULO\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AGTE.(S) :COMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ \n", "ADV.(A/S) :ADELMO DA SILVA EMERENCIANO E OUTRO(A/S)\n", "AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO \n", "JOSÉ DO RIO PRETO \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):\n", "  \n", "1. Trata-se  de  agravo  regimental  cujo  objeto  é  decisão \n", "monocrática  que negou provimento  ao agravo (art.  544,  §  4º,  II,  a,  do \n", "CPC), tendo em conta que a controvérsia em exame não trata de questão \n", "constitucional. \n", "2.  A parte agravante alega que a solução do caso prescinde \n", "da  análise  da  legislação  infraconstitucional.  Reitera  as  alegações \n", "constantes da petição de recurso extraordinário. \n", "3. É o relatório.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9643418.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5\n", "Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n", "13/10/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 882.619 SÃO \n", "PAULO\n", "V O T O\n", "  \n", "O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):\n", "1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista \n", "que não se discute, no recurso extraordinário, matéria constitucional. \n", "2. Para se chegar à conclusão pretendida pela parte agravante \n", "seria  imprescindível  a  revisão  da  interpretação  dada pelo  Tribunal  de \n", "origem à legislação infraconstitucional aplicável à espécie,  além de uma \n", "nova apreciação dos  fatos  e  provas  constantes  dos  autos,  o  que torna \n", "inviável  o  processamento  do  recurso  extraordinário.  Nesse  sentido, \n", "confiram-se os seguintes julgados das duas Turmas desta Corte: \n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO.  TRIBUTÁRIO.  DECRETO \n", "ESTADUAL. SANEAMENTO BÁSICO. TARIFA DE ÁGUA E \n", "ESGOTO.  CRITÉRIO  DE  CLASSIFICAÇÃO. \n", "IMPOSSIBILIDADE  DA  ANÁLISE  DA  LEGISLAÇÃO \n", "LOCAL.  INCIDÊNCIA  DA  SÚMULA  280  DO  SUPREMO \n", "TRIBUNAL  FEDERAL.  RECURSO  AO  QUAL  SE  NEGA \n", "PROVIMENTO. \n", "1. A Súmula 280 do STF é peremptória ao afirmar que: Por  \n", "ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. \n", "2. Deveras, para se chegar à conclusão contrária à adotada \n", "pelo  acórdão  recorrido  como  deseja  o  agravannte,  sobre  a \n", "aplicação, ao agravante, do sistema de economias para cobrança \n", "dos  serviços  de  fornecimento  de  água  e  coleta  de  esgoto, \n", "necessário seria o reexame da legislação local que o orientou \n", "(Decreto Estadual 21.123/83, revogado pelo Decreto Estadual nº \n", "41.466/96  e  o  Decreto  Federal  82.587/78),  o  que  inviabiliza  o \n", "extraordinário \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9643419.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5\n", "Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n", "ARE 882619 AGR / SP \n", "3.  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" }, "votos" : [ { "texto" : "   1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista  que não se discute, no recurso extraordinário, matéria constitucional.   2. Para se chegar à conclusão pretendida pela parte agravante  seria  imprescindível  a  revisão  da  interpretação  dada pelo  Tribunal  de  origem à legislação infraconstitucional aplicável à espécie,  além de uma  nova apreciação dos  fatos  e  provas  constantes  dos  autos,  o  que torna  inviável  o  processamento  do  recurso  extraordinário.  Nesse  sentido,  confiram-se os seguintes julgados das duas Turmas desta Corte:   “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  TRIBUTÁRIO.  DECRETO  ESTADUAL. SANEAMENTO BÁSICO. TARIFA DE ÁGUA E  ESGOTO.  CRITÉRIO  DE  CLASSIFICAÇÃO.  IMPOSSIBILIDADE  DA  ANÁLISE  DA  LEGISLAÇÃO  LOCAL.  INCIDÊNCIA  DA  SÚMULA  280  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  RECURSO  AO  QUAL  SE  NEGA  PROVIMENTO.   1. A Súmula 280 do STF é peremptória ao afirmar que: Por   ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.   2. Deveras, para se chegar à conclusão contrária à adotada  pelo  acórdão  recorrido  como  deseja  o  agravannte,  sobre  a  aplicação, ao agravante, do sistema de economias para cobrança  dos  serviços  de  fornecimento  de  água  e  coleta  de  esgoto,  necessário seria o reexame da legislação local que o orientou  (Decreto Estadual 21.123/83, revogado pelo Decreto Estadual nº  41.466/96  e  o  Decreto  Federal  82.587/78),  o  que  inviabiliza  o  extraordinário     3.  Agravo  regimental  a  que  se  nega  provimento”  (RE  687.891-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma).  “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  ADMINISTRATIVO.  COBRANÇA  DE  TARIFA DE COLETA DE ESGOTO E DE TRATAMENTO DE  ÁGUA:  IMPOSSIBILIDADE.  SÚMULAS  N.  279  E  454  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  OFENSA  CONSTITUCIONAL INDIRETA. 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Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco   Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin.   Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      07/10/2016 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 924.258 \nPARANÁ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     ELZA BOSCARATO ROMANO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL FEDERAL\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA\n     </b>\n     : DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM \nRECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. \nEXTENSÃO  A INATIVOS  DE  GRATIFICAÇÕES  DE  DESEMPENHO. \nPONTUAÇÃO.  VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE \nDE VENCIMENTO. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES.\n    </p>\n    <p>\n     1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que \né possível a redução na pontuação da gratificação em debate (GDASS) \napós  a  realização  da  avaliação  de  desempenho,  sem  contrariar-se  o \nprincípio da irredutibilidade de vencimentos. Precedentes.\n    </p>\n    <p>\n     2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa \nprevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nPrimeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Sessão  Virtual,  na \nconformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar \nprovimento ao agravo interno com aplicação da multa prevista no artigo \n557, § 2º, do CPC/1973, nos termos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 30 de setembro a 06 de outubro de 2016.\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO\n     <b>\n      LUÍS ROBERTO BARROSO\n     </b>\n     -   PRESIDENTE E RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898469.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      07/10/2016 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 924.258 \nPARANÁ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     ELZA BOSCARATO ROMANO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL FEDERAL\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. Trata-se de agravo interno interposto em 13.11.2015,  que \nnegou seguimento ao recurso, por entender que a decisão proferida pelo \nTribunal de origem está alinhada com a jurisprudência desta Corte no \nsentido de ser possível a redução na pontuação da gratificação em debate \n(GDASS) após a realização da avaliação de desempenho, sem contrariar-\nse o princípio da irredutibilidade de vencimentos.\n    </p>\n    <p>\n     2. A parte agravante alega que,\n     <i>\n      “mesmo com a ocorrência das  \navaliações de desempenho individual e institucional e a implementação de seus  \nresultados nas fichas financeiras dos servidores ativos, é indevida a redução da  \nparcela da gratificação de 80% para 50% do valor máximo pago ao respectivo  \nnível aos inativos, sob pena de ofensa direta ao princípio da irredutibilidade, uma  \nvez que a gratificação de desempenho ora discutida, por sua natureza geral, e a  \npartir  do  seu pagamento,  foi  incorporada  às  parcelas  dos  proventos  da  parte  \nagravante”.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3. É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898470.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      07/10/2016 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 924.258 \nPARANÁ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. O agravo não pode ser provido, tendo em vista que a parte \nrecorrente  não  traz  novos  argumentos  suficientes  para  modificar  a \ndecisão ora agravada.\n    </p>\n    <p>\n     2. O  acórdão  do  Tribunal  de  origem  está  alinhado  com  a \njurisprudência  desta  Corte  no  sentido  de  ser  possível  a  redução  na \npontuação  da  gratificação  em  debate  (GDAMP)  após  a  realização  da \navaliação  de  desempenho,  sem  contrariar-se  o  princípio  da \nirredutibilidade de vencimentos. Nesse sentido, confiram-se os seguintes \njulgados de ambas as Turmas:\n    </p>\n    <p>\n     “DIREITO  PREVIDENCIÁRIO  E  ADMINISTRATIVO. \nSERVIDOR  PÚBLICO.  APOSENTADORIA.  GRATIFICAÇÃO \nDE  DESEMPENHO  DE  ATIVIDADE  DE  SEGURO  SOCIAL \nGDASS. ART. 40, § 8º, DA LEI MAIOR. MANUTENÇÃO DO \nPERCENTUAL  PERCEBIDO  NA  ATIVIDADE  APÓS  A \nIMPLEMENTAÇÃO  DOS  CRITÉRIOS  DE  AVALIAÇÃO  DE \nDESEMPENHO.  IMPOSSIBILIDADE.  PRECEDENTES. \nACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 29.11.2012.\n    </p>\n    <p>\n     O  Supremo  Tribunal  Federal  entende  que,  após  a \nimplementação dos critérios de avaliação de desempenho, não \nse afigura possível a manutenção, para os servidores inativos, \ndo  mesmo  percentual  das  gratificações  concedidas  aos \nservidores em atividade.\n    </p>\n    <p>\n     As razões do agravo regimental não se mostram aptas a \ninfirmar  os  fundamentos  que lastrearam a  decisão  agravada, \nmormente  no  que  se  refere  à  conformidade  entre  o  que \ndecidido no acórdão recorrido e a jurisprudência desta Corte.\n    </p>\n    <p>\n     Agravo  regimental  conhecido  e  não  provido.”  (RE\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898591.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 924258 AGR / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     745.520-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber, Primeira Turma)\n    </p>\n    <p>\n     “PROCESSUAL CIVIL E  ADMINISTRATIVO.  AGRAVO \nREGIMENTAL  NO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM \nAGRAVO.  PRELIMINAR  DE  REPERCUSSÃO  GERAL. \nFUNDAMENTAÇÃO  INSUFICIENTE.  ÔNUS  DOS \nRECORRENTES.  SERVIDORES  PÚBLICOS  APOSENTADOS. \nGRATIFICAÇÃO  DE  DESEMPENHO  DE  ATIVIDADE  DO \nSEGURO  SOCIAL (GDASS).  PARIDADE  ENTRE  ATIVOS  E \nINATIVOS.  TERMO  FINAL.  PROCESSAMENTO  DOS \nRESULTADOS DA PRIMEIRA AVALIAÇÃO INDIVIDUAL DE \nDESEMPENHO.  REDUÇÃO  DO  PERCENTUAL  PAGO. \nINFRINGÊNCIA AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE \nVENCIMENTOS. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTE.\n    </p>\n    <p>\n     1.  Apreciando  a  Gratificação  de  Desempenho  do  Plano \nGeral  de  Cargos  do  Poder  Executivo  (GDPGPE),  cujo \nregramento  é  similar  ao  da  Gratificação  de  Desempenho  de \nAtividade do  Seguro  Social  (GDASS),  o  Plenário  do  STF,  no \njulgamento do RE 631.389, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJe de \n3/6/2014, Tema 351, submetido ao regime do art. 543-B do CPC, \ndecidiu pela sua concessão aos inativos, no mesmo percentual \npago  aos  ativos,  apenas  até  que  fossem  processados  os \nresultados da primeira avaliação de desempenho. A partir desse \ntermo,  a  gratificação  perde  sua  natureza  geral  e  adquire  o \ncaráter\n     <i>\n      pro labore faciendo\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     2.  Assim,  avaliados  os  servidores  em  atividade,  o \npagamento  da  GDASS  aos  pensionistas  e  inativos  deverá \nobservar o art. 16 da Lei 10.855/04, o que não ofende o princípio \nda irredutibilidade de vencimentos.\n    </p>\n    <p>\n     3.  Agravo regimental  a  que se nega provimento.” (ARE \n872.298-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma)\n    </p>\n    <p>\n     3.  Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e, \nante  seu  caráter  manifestamente  protelatório,  aplico  à  parte  agravante \nmulta de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898591.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 924258 AGR / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     557,  §  2º,  do CPC/1973.  Fica  a  interposição de  qualquer outro  recurso \ncondicionada ao depósito da respectiva quantia,  que será revertida em \nfavor da parte agravada.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898591.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 07/10/2016\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 924.258\n     </b>\n     PROCED. : PARANÁ\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n     </b>\n     AGTE.(S) : ELZA BOSCARATO ROMANO\nADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA (23510B/PR)\nADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA (19095/PR)\nAGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \ninterno com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/\n1973, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de \n30.9 a 6.10.2016.\n    </p>\n    <p>\n     Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco\n    </p>\n    <p>\n     Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11898804\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "07/10/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 924.258 \n", "PARANÁ\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AGTE.(S) :ELZA BOSCARATO ROMANO \n", "ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA \n", "ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA \n", "AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL \n", "EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM \n", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. \n", "EXTENSÃO  A INATIVOS  DE  GRATIFICAÇÕES  DE  DESEMPENHO. \n", "PONTUAÇÃO.  VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE \n", "DE VENCIMENTO. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. \n", "1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que \n", "é possível a redução na pontuação da gratificação em debate (GDASS) \n", "após  a  realização  da  avaliação  de  desempenho,  sem  contrariar-se  o \n", "princípio da irredutibilidade de vencimentos. Precedentes. \n", "2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa \n", "prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973. \n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Sessão  Virtual,  na \n", "conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar \n", "provimento ao agravo interno com aplicação da multa prevista no artigo \n", "557, § 2º, do CPC/1973, nos termos do voto do Relator.\n", "Brasília, 30 de setembro a 06 de outubro de 2016.\n", "   MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO  -   PRESIDENTE E RELATOR\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898469.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6\n", "Relatório\n", "07/10/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 924.258 \n", "PARANÁ\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AGTE.(S) :ELZA BOSCARATO ROMANO \n", "ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA \n", "ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA \n", "AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):\n", "1. Trata-se de agravo interno interposto em 13.11.2015,  que \n", "negou seguimento ao recurso, por entender que a decisão proferida pelo \n", "Tribunal de origem está alinhada com a jurisprudência desta Corte no \n", "sentido de ser possível a redução na pontuação da gratificação em debate \n", "(GDASS) após a realização da avaliação de desempenho, sem contrariar-\n", "se o princípio da irredutibilidade de vencimentos.\n", "2. A parte agravante alega que,  “mesmo com a ocorrência das  \n", "avaliações de desempenho individual e institucional e a implementação de seus  \n", "resultados nas fichas financeiras dos servidores ativos, é indevida a redução da  \n", "parcela da gratificação de 80% para 50% do valor máximo pago ao respectivo  \n", "nível aos inativos, sob pena de ofensa direta ao princípio da irredutibilidade, uma  \n", "vez que a gratificação de desempenho ora discutida, por sua natureza geral, e a  \n", "partir  do  seu pagamento,  foi  incorporada  às  parcelas  dos  proventos  da  parte  \n", "agravante”.\n", "3. É o relatório. \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898470.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n", "Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n", "07/10/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 924.258 \n", "PARANÁ\n", "V O T O \n", "O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):\n", "1. O agravo não pode ser provido, tendo em vista que a parte \n", "recorrente  não  traz  novos  argumentos  suficientes  para  modificar  a \n", "decisão ora agravada. \n", "2. O  acórdão  do  Tribunal  de  origem  está  alinhado  com  a \n", "jurisprudência  desta  Corte  no  sentido  de  ser  possível  a  redução  na \n", "pontuação  da  gratificação  em  debate  (GDAMP)  após  a  realização  da \n", "avaliação  de  desempenho,  sem  contrariar-se  o  princípio  da \n", "irredutibilidade de vencimentos. Nesse sentido, confiram-se os seguintes \n", "julgados de ambas as Turmas: \n", "“DIREITO  PREVIDENCIÁRIO  E  ADMINISTRATIVO. \n", "SERVIDOR  PÚBLICO.  APOSENTADORIA.  GRATIFICAÇÃO \n", "DE  DESEMPENHO  DE  ATIVIDADE  DE  SEGURO  SOCIAL \n", "GDASS. ART. 40, § 8º, DA LEI MAIOR. MANUTENÇÃO DO \n", "PERCENTUAL  PERCEBIDO  NA  ATIVIDADE  APÓS  A \n", "IMPLEMENTAÇÃO  DOS  CRITÉRIOS  DE  AVALIAÇÃO  DE \n", "DESEMPENHO.  IMPOSSIBILIDADE.  PRECEDENTES. \n", "ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 29.11.2012. \n", "O  Supremo  Tribunal  Federal  entende  que,  após  a \n", "implementação dos critérios de avaliação de desempenho, não \n", "se afigura possível a manutenção, para os servidores inativos, \n", "do  mesmo  percentual  das  gratificações  concedidas  aos \n", "servidores em atividade. \n", "As razões do agravo regimental não se mostram aptas a \n", "infirmar  os  fundamentos  que lastrearam a  decisão  agravada, \n", "mormente  no  que  se  refere  à  conformidade  entre  o  que \n", "decidido no acórdão recorrido e a jurisprudência desta Corte. \n", "Agravo  regimental  conhecido  e  não  provido.”  (RE \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898591.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n", "Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n", "ARE 924258 AGR / PR \n", "745.520-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber, Primeira Turma) \n", "“PROCESSUAL CIVIL E  ADMINISTRATIVO.  AGRAVO \n", "REGIMENTAL  NO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM \n", "AGRAVO.  PRELIMINAR  DE  REPERCUSSÃO  GERAL. \n", "FUNDAMENTAÇÃO  INSUFICIENTE.  ÔNUS  DOS \n", "RECORRENTES.  SERVIDORES  PÚBLICOS  APOSENTADOS. \n", "GRATIFICAÇÃO  DE  DESEMPENHO  DE  ATIVIDADE  DO \n", "SEGURO  SOCIAL (GDASS).  PARIDADE  ENTRE  ATIVOS  E \n", "INATIVOS.  TERMO  FINAL.  PROCESSAMENTO  DOS \n", "RESULTADOS DA PRIMEIRA AVALIAÇÃO INDIVIDUAL DE \n", "DESEMPENHO.  REDUÇÃO  DO  PERCENTUAL  PAGO. \n", "INFRINGÊNCIA AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE \n", "VENCIMENTOS. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTE. \n", "1.  Apreciando  a  Gratificação  de  Desempenho  do  Plano \n", "Geral  de  Cargos  do  Poder  Executivo  (GDPGPE),  cujo \n", "regramento  é  similar  ao  da  Gratificação  de  Desempenho  de \n", "Atividade do  Seguro  Social  (GDASS),  o  Plenário  do  STF,  no \n", "julgamento do RE 631.389, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJe de \n", "3/6/2014, Tema 351, submetido ao regime do art. 543-B do CPC, \n", "decidiu pela sua concessão aos inativos, no mesmo percentual \n", "pago  aos  ativos,  apenas  até  que  fossem  processados  os \n", "resultados da primeira avaliação de desempenho. A partir desse \n", "termo,  a  gratificação  perde  sua  natureza  geral  e  adquire  o \n", "caráter pro labore faciendo . \n", "2.  Assim,  avaliados  os  servidores  em  atividade,  o \n", "pagamento  da  GDASS  aos  pensionistas  e  inativos  deverá \n", "observar o art. 16 da Lei 10.855/04, o que não ofende o princípio \n", "da irredutibilidade de vencimentos. \n", "3.  Agravo regimental  a  que se nega provimento.” (ARE \n", "872.298-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma) \n", "3.  Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e, \n", "ante  seu  caráter  manifestamente  protelatório,  aplico  à  parte  agravante \n", "multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898591.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6\n", "Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n", "ARE 924258 AGR / PR \n", "557,  §  2º,  do CPC/1973.  Fica  a  interposição de  qualquer outro  recurso \n", "condicionada ao depósito da respectiva quantia,  que será revertida em \n", "favor da parte agravada. \n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898591.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6\n", "Extrato de Ata - 07/10/2016\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 924.258\n", "PROCED. : PARANÁ\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AGTE.(S) : ELZA BOSCARATO ROMANO\n", "ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA (23510B/PR)\n", "ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA (19095/PR)\n", "AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL\n", "Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \n", "interno com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/\n", "1973, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de \n", "30.9 a 6.10.2016.\n", " \n", "Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco \n", "Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. \n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11898804\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6\n" ], "numero" : "924258", "partes" : [ { "nome" : "MIN. ROBERTO BARROSO", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "ELZA BOSCARATO ROMANO", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "sigla" : "INSS", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL FEDERAL", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. ROBERTO BARROSO", "texto" : "O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):  1. Trata-se de agravo interno interposto em 13.11.2015,  que  negou seguimento ao recurso, por entender que a decisão proferida pelo  Tribunal de origem está alinhada com a jurisprudência desta Corte no  sentido de ser possível a redução na pontuação da gratificação em debate  (GDASS) após a realização da avaliação de desempenho, sem contrariar- se o princípio da irredutibilidade de vencimentos.  2. A parte agravante alega que,  “mesmo com a ocorrência das   avaliações de desempenho individual e institucional e a implementação de seus   resultados nas fichas financeiras dos servidores ativos, é indevida a redução da   parcela da gratificação de 80% para 50% do valor máximo pago ao respectivo   nível aos inativos, sob pena de ofensa direta ao princípio da irredutibilidade, uma   vez que a gratificação de desempenho ora discutida, por sua natureza geral, e a   partir  do  seu pagamento,  foi  incorporada  às  parcelas  dos  proventos  da  parte   agravante”.  3. É o relatório.  " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):  1. O agravo não pode ser provido, tendo em vista que a parte  recorrente  não  traz  novos  argumentos  suficientes  para  modificar  a  decisão ora agravada.   2. O  acórdão  do  Tribunal  de  origem  está  alinhado  com  a  jurisprudência  desta  Corte  no  sentido  de  ser  possível  a  redução  na  pontuação  da  gratificação  em  debate  (GDAMP)  após  a  realização  da  avaliação  de  desempenho,  sem  contrariar-se  o  princípio  da  irredutibilidade de vencimentos. Nesse sentido, confiram-se os seguintes  julgados de ambas as Turmas:   “DIREITO  PREVIDENCIÁRIO  E  ADMINISTRATIVO.  SERVIDOR  PÚBLICO.  APOSENTADORIA.  GRATIFICAÇÃO  DE  DESEMPENHO  DE  ATIVIDADE  DE  SEGURO  SOCIAL  GDASS. ART. 40, § 8º, DA LEI MAIOR. MANUTENÇÃO DO  PERCENTUAL  PERCEBIDO  NA  ATIVIDADE  APÓS  A  IMPLEMENTAÇÃO  DOS  CRITÉRIOS  DE  AVALIAÇÃO  DE  DESEMPENHO.  IMPOSSIBILIDADE.  PRECEDENTES.  ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 29.11.2012.   O  Supremo  Tribunal  Federal  entende  que,  após  a  implementação dos critérios de avaliação de desempenho, não  se afigura possível a manutenção, para os servidores inativos,  do  mesmo  percentual  das  gratificações  concedidas  aos  servidores em atividade.   As razões do agravo regimental não se mostram aptas a  infirmar  os  fundamentos  que lastrearam a  decisão  agravada,  mormente  no  que  se  refere  à  conformidade  entre  o  que  decidido no acórdão recorrido e a jurisprudência desta Corte.   Agravo  regimental  conhecido  e  não  provido.”  (RE     745.520-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber, Primeira Turma)   “PROCESSUAL CIVIL E  ADMINISTRATIVO.  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  PRELIMINAR  DE  REPERCUSSÃO  GERAL.  FUNDAMENTAÇÃO  INSUFICIENTE.  ÔNUS  DOS  RECORRENTES.  SERVIDORES  PÚBLICOS  APOSENTADOS.  GRATIFICAÇÃO  DE  DESEMPENHO  DE  ATIVIDADE  DO  SEGURO  SOCIAL (GDASS).  PARIDADE  ENTRE  ATIVOS  E  INATIVOS.  TERMO  FINAL.  PROCESSAMENTO  DOS  RESULTADOS DA PRIMEIRA AVALIAÇÃO INDIVIDUAL DE  DESEMPENHO.  REDUÇÃO  DO  PERCENTUAL  PAGO.  INFRINGÊNCIA AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE  VENCIMENTOS. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTE.   1.  Apreciando  a  Gratificação  de  Desempenho  do  Plano  Geral  de  Cargos  do  Poder  Executivo  (GDPGPE),  cujo  regramento  é  similar  ao  da  Gratificação  de  Desempenho  de  Atividade do  Seguro  Social  (GDASS),  o  Plenário  do  STF,  no  julgamento do RE 631.389, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJe de  3/6/2014, Tema 351, submetido ao regime do art. 543-B do CPC,  decidiu pela sua concessão aos inativos, no mesmo percentual  pago  aos  ativos,  apenas  até  que  fossem  processados  os  resultados da primeira avaliação de desempenho. A partir desse  termo,  a  gratificação  perde  sua  natureza  geral  e  adquire  o  caráter pro labore faciendo .   2.  Assim,  avaliados  os  servidores  em  atividade,  o  pagamento  da  GDASS  aos  pensionistas  e  inativos  deverá  observar o art. 16 da Lei 10.855/04, o que não ofende o princípio  da irredutibilidade de vencimentos.   3.  Agravo regimental  a  que se nega provimento.” (ARE  872.298-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma)   3.  Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e,  ante  seu  caráter  manifestamente  protelatório,  aplico  à  parte  agravante  multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art.     557,  §  2º,  do CPC/1973.  Fica  a  interposição de  qualquer outro  recurso  condicionada ao depósito da respectiva quantia,  que será revertida em  favor da parte agravada.  ", "votante" : "MIN_ROBERTO_BARROSO" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac3b0d25122448875ac" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos,  relatados  e  discutidos  estes  autos,  acordam  os  Ministros  do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a  Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata   de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em  negar  provimento  ao  agravo  regimental,  nos  termos  do  voto  da  Relatora,  vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio.  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Não tendo sido  a  matéria  examinada pelo  Tribunal  de  Justiça  do  Estado de São Paulo nem pelo colegiado do Superior Tribunal de Justiça,  inviável a análise do tema por esta Corte Suprema, sob pena de supressão  de instância, violando as normas de competência.  Não se verifica teratologia ou ilegalidade manifesta na sentença que  fixa o regime inicial fechado com fulcro no art. 33, § 3º, do Código Penal  com fundamento na gravidade concreta do crime.  Havendo  condenação  criminal,  ainda  que  submetida  à  apelação,  encontram-se  presentes  mais  do  que os  pressupostos  da  preventiva,  a  saber, prova da materialidade e indícios de autoria.   Não se trata de prisão mantida com base na gravidade abstrata do  crime,  mas  fundada  nas  circunstâncias  concretas  dos  crimes,  a  evidenciarem,  pelo  modus  operandi,  o  risco  à  reiteração  delitiva  e,  por  conseguinte, à ordem pública, fundamento suficiente para a decretação  da preventiva, conforme art. 312 do Código de Processo Penal.  Agravo regimental não provido.    " }, "extratoata" : { "texto" : "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.350 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : GILMAR DE JESUS SANTOS ADV.(A/S) : BIANCA MARQUES DA FONSECA AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA  Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao  agravo  regimental, nos  termos  do  voto  da  Relatora,  vencido  o  Senhor Ministro Marco Aurélio. Não participou, justificadamente,  deste  julgamento,  o  Senhor  Ministro  Luiz  Fux.  Presidiu,  este  julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 23.4.2013.    Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 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ROSA WEBER\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     GILMAR DE JESUS SANTOS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     BIANCA MARQUES DA FONSECA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      HABEAS  CORPUS.\n     </i>\n     AGRAVO  REGIMENTAL.  REGIME  INICIAL \nFECHADO.  PRISÃO  PREVENTIVA.  DUPLA  SUPRESSÃO  DE \nINSTÂNCIA INVIÁVEL.\n    </p>\n    <p>\n     Não tendo sido  a  matéria  examinada pelo  Tribunal  de  Justiça  do \nEstado de São Paulo nem pelo colegiado do Superior Tribunal de Justiça, \ninviável a análise do tema por esta Corte Suprema, sob pena de supressão \nde instância, violando as normas de competência.\n    </p>\n    <p>\n     Não se verifica teratologia ou ilegalidade manifesta na sentença que \nfixa o regime inicial fechado com fulcro no art. 33, § 3º, do Código Penal \ncom fundamento na gravidade concreta do crime.\n    </p>\n    <p>\n     Havendo  condenação  criminal,  ainda  que  submetida  à  apelação, \nencontram-se  presentes  mais  do  que os  pressupostos  da  preventiva,  a \nsaber, prova da materialidade e indícios de autoria.\n    </p>\n    <p>\n     Não se trata de prisão mantida com base na gravidade abstrata do \ncrime,  mas  fundada  nas  circunstâncias  concretas  dos  crimes,  a \nevidenciarem,  pelo\n     <i>\n      modus  operandi\n     </i>\n     ,  o  risco  à  reiteração  delitiva  e,  por \nconseguinte, à ordem pública, fundamento suficiente para a decretação \nda preventiva, conforme art. 312 do Código de Processo Penal.\n    </p>\n    <p>\n     Agravo regimental não provido.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos,  relatados  e  discutidos  estes  autos,  acordam  os \nMinistros  do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a \nPresidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708841.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 116350 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em  negar \nprovimento  ao  agravo  regimental\n     <i>\n      ,\n     </i>\n     nos  termos  do  voto  da  Relatora, \nvencido o Senhor Ministro Marco Aurélio.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 23 de abril de 2013.\n    </p>\n    <p>\n     Ministra Rosa Weber\nRelatora\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708841.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      23/04/2013 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.350 SÃO PAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATORA : MIN. ROSA WEBER\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     GILMAR DE JESUS SANTOS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     BIANCA MARQUES DA FONSECA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATÓRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A  Senhora  Ministra  Rosa  Weber  (Relatora):\n     </b>\n     Trata-se  de  agravo \nregimental  interposto da decisão em que neguei  seguimento ao\n     <i>\n      habeas  \ncorpus\n     </i>\n     impetrado em favor de Gilmar de Jesus Santos contra decisão do \nSuperior Tribunal de Justiça nos autos do HC 260.842/SP.\n    </p>\n    <p>\n     O acusado foi condenado à pena de 7 (sete) anos de reclusão e ao \npagamento de multa pela prática dos crimes de posse ilegal de arma de \nfogo (art. 16 da Lei 10.826/2003) e de receptação (art. 180 do Código Penal) \nem concurso material.\n    </p>\n    <p>\n     Consta dos autos que Gilmar de Jesus e outros cinco condenados \nforam surpreendidos, no estacionamento de um\n     <i>\n      shopping\n     </i>\n     <i>\n      center\n     </i>\n     , na posse \nde dois veículos que haviam sido roubados e na posse de quantidade \nexpressiva de armamento, pistolas e fuzis.\n    </p>\n    <p>\n     No presente agravo regimental, insiste o Agravante  na ausência de \nfundamentação  da  sentença  que  indeferiu  seu  direito  de  recorrer  em \nliberdade,  não  observando  os  requisitos  do  artigo  312  do  Código  de \nProcesso Penal e que fixou regime mais gravoso para cumprimento da \npena. Repisa ser primário e possuidor de ocupação lícita e residência fixa. \nRenova  contrariedade  às  Súmulas  718  e  719  desta  Corte.  Postula  o \nprovimento  do  agravo  para  conceder-lhe  o  direito  de  aguardar  em \nliberdade o trânsito em julgado da ação penal e a fixação do regime inicial \nsemiaberto.\n    </p>\n    <p>\n     O  Ministério  Público  Federal,  em  parecer  da  lavra  da \nSubprocuradora-Geral  da  República  Cláudia  Sampaio  Marques,  opina \npela negativa de provimento do recurso.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      É o relatório.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708842.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 116350 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708842.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      23/04/2013 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.350 SÃO PAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      VOTO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora):\n     </b>\n     Destaco, inicialmente, \nnão ter havido na espécie o exame do mérito pelo Tribunal de Justiça do \nEstado  de  São  Paulo  nos  autos  do  HC  248845-65.2012.8.26.0000  nem \npronunciamento  do  colegiado  do  Superior  Tribunal  de  Justiça  no  HC \n260.842/SP.\n    </p>\n    <p>\n     Ao  indeferir  liminarmente  o\n     <i>\n      habeas  corpus\n     </i>\n     fundamentei  a \nimpossibilidade de concessão da ordem, sob pena de dupla supressão de \ninstância, ante a inexistência de ilegalidade patente na sentença que fixou \no regime fechado para cumprimento da pena e que manteve a prisão \npreventiva do acusado. Assim consignei:\n    </p>\n    <p>\n     “(...)  em  análise  sumária,  não  detecto  manifesta \nilegalidade ou teratologia na fixação do regime fechado para \ncumprimento da pena,  assim fundamentado pelo magistrado \nsentenciante:\n    </p>\n    <p>\n     Em  cumprimento  ao  inciso  III  do  artigo  59  do  Código \nPenal,  em  virtude  da  elevada  quantidade  de  armas \napreendidas, do alto grau de potencialidade lesiva delas e da \nsupressão da identificação de duas delas e tendo em vista que o \ncrime fora praticado em plena luz do dia e em local de bastante \nmovimentação de pessoas, fixo o regime fechado para o início \ndo cumprimento da pena privativa de liberdade.\n    </p>\n    <p>\n     Ora, a quantidade da pena não é o único elemento a ser \nconsiderado na fixação do regime de cumprimento, como prevê \nexpressamente o art. 33, § 3º, do Código Penal.\n    </p>\n    <p>\n     Nesse sentido,  há reiterados precedentes desta Suprema \nCorte. Da minha lavra, destaco precedente da 1ª Turma:\n    </p>\n    <p>\n     A  quantidade  de  pena  não  é  o  único  critério  a  ser \nconsiderado para a fixação do regime inicial de cumprimento \nda  pena,  conforme  remissão  constante  no  art.  33,  §  3º,  do \nCódigo Penal. (HC 107.409/PE Rel. Min. Rosa Weber 1ª Turma\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708843.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 116350 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     un. - j. 10.4.2012) \nE ainda da 2ª Turma desta Suprema Corte: \nA fixação  do  regime prisional  coloca-se  sob o  prudente\n    </p>\n    <p>\n     arbítrio do magistrado sentenciante, que deverá levar em conta \nos  critérios  do  art.  59.(HC  107.654/SP,  rel.  Min.  Ricardo \nLewandowski, 2ª Turma, unânime, DJe 26.10.2011)\n    </p>\n    <p>\n     Há autorização legal,  portanto,  para impor regime mais \ngravoso,  fechado,  mesmo  para  condenação  a  sete  anos  de \nreclusão, e verifico que o Juízo justificou a medida com base em \ncircunstâncias  concretas  dos  crimes,  sendo  de  se  destacar \nespecialmente  a  apreensão  com  o  paciente  e  os  outros \ncondenados  de  grande  quantidade  de  armamento,  incluindo \nfuzis.\n    </p>\n    <p>\n     Quanto à prisão preventiva, observo que, na condenação, \nfoi somente mantida a prévia prisão cautelar, pois o paciente e \nos demais condenados respondiam presos ao processo.\n    </p>\n    <p>\n     Havendo  condenação  criminal,  ainda  que  submetida  à \napelação, encontram-se presentes mais do que os pressupostos \nda  preventiva,  a  saber,  prova  da  materialidade e  indícios  de \nautoria.\n    </p>\n    <p>\n     Com  efeito,  não  há  aqui  apenas  um  juízo  de  cognição \nprovisória  e  sumária  acerca  da  responsabilidade  criminal  do \nacusado.  Há um julgamento condenatório,  que foi  precedido \npor amplo contraditório e no qual as provas foram avaliadas \npor um órgão judiciário imparcial, ou seja, um juízo efetuado \ncom  base  em  em  cognição  profunda  e  exaustiva  de  que  o \ncondenado  é  culpado  de  um  crime.  Para  se  concluir  pela \nresponsabilidade criminal, tem que ser reconhecida a presença \nde  prova  acima  de  qualquer  dúvida  razoável.  Ainda  que  a \nsentença esteja sujeita à reavaliação crítica através de recursos, a \nsituação  difere  da  prisão  preventiva  decretada  antes  do \njulgamento.\n    </p>\n    <p>\n     Embora prevaleça nesta Suprema Corte,  o entendimento \nde que o princípio da presunção de inocência tem aplicação até \no trânsito em julgado da ação penal (HC 84.078 Plenário Rel. \nMin. Eros Grau por maioria j. 05.02.2009 Dje-035, de 25.02.2010),\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708843.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 116350 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     é forçoso reconhecer que a força do princípio se atenua depois \nde um julgamento, ainda que este não seja definitivo.\n    </p>\n    <p>\n     No  caso  em  tela,  as  circunstâncias  desfavoráveis  que \nautorizaram  a  fixação  da  pena-base  acima  do  mínimo  legal, \nbem como o regime mais gravoso são também reveladores da \ngravidade em concreto dos delitos praticados.\n    </p>\n    <p>\n     Portanto,  não se trata  de  prisão  decretada com base  na \ngravidade abstrata do crime,  mas fundada nas circunstâncias \nconcretas  dos  crimes,  a  evidenciarem,  pelo\n     <i>\n      modus  operandi,\n     </i>\n     o \nrisco à reiteração delitiva e, por conseguinte, à ordem pública, \nfundamento  suficiente  para  a  decretação  da  preventiva, \nconforme art. 312 do Código de Processo Penal.\n    </p>\n    <p>\n     Nesse sentido, existem vários precedentes desta Suprema \nCorte (v.g.: HC 109.436, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, Dje-\n036,  de  17.02.2012;  HC  104.332/ES  Rel.  Min.  Dias  Toffoli,  1ª \nTurma,  Dje-175,  de  12.9.2011;  HC  98.754/SP  Rel.  Min.  Ellen \nGracie, 2ª Turma, Dje-232, de 10.12.2009). Por todos eles, destaco \no seguinte:\n    </p>\n    <p>\n     ‘Este  Supremo  Tribunal  assentou  que  a \npericulosidade do agente evidenciada pelo\n     <i>\n      modus\n     </i>\n     <i>\n      operandi\n     </i>\n     e  o  risco  concreto  de  reiteração  criminosa  são  motivos \nidôneos  para  a  manutenção  da  custódia  cautelar.’ (HC \n110.313/MS Rel. Min. Carmen Lúcia 1.ª Turma do STF un. - \nj. 13.12.2011 Dje-032, de 13.02.2012) \nAssim,  não  vislumbro  ilegalidade  ou  arbitrariedade  no\n    </p>\n    <p>\n     reconhecimento da presença dos pressupostos e fundamentos \nda prisão preventiva.\n    </p>\n    <p>\n     Ressalto  que a  afirmada circunstância  de  o  paciente  ter \nocupação lícita e residência fixa não constitui óbice à decretação \nou manutenção da prisão preventiva, desde que preenchidos os \npressupostos e requisitos do art. 312 do CPP (HC 108.314/MA, \nrel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 5.10.2011; HC 106.816/PE, rel. \nMin. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 20.6.2011).\n    </p>\n    <p>\n     Não verifico, pois, manifesta ilegalidade ou teratologia nas \ndecisões atacadas a autorizar a supressão de instância. ”\n    </p>\n    <p>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708843.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 116350 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Reitero  arrazoada  e  fundamentada  a  decisão  monocrática  do \nMinistro Og Fernandes, que aplicou ao caso a Súmula 691 desta Corte em \nface  da  impetração  no  Superior  Tribunal  de  Justiça  de\n     <i>\n      habeas  corpus\n     </i>\n     impugnando decisão da Corte Estadual que indeferiu liminar.\n    </p>\n    <p>\n     Repiso haver  fundamentação idônea  para  fixação de regime mais \ngravoso  para  o  acusado,  ante  a  gravidade  concreta  do  crime, \nconsubstanciada  na  quantidade  de  armamento  apreendido,  sua \npotencialidade lesiva e por ter sido cometido no período diurno em local \ncom vários transeuntes.\n    </p>\n    <p>\n     A decisão, portanto, está em consonância com o artigo 33, § 3º, do \nCódigo Penal e com a jurisprudência deste Supremo Tribunal.\n    </p>\n    <p>\n     Quanto à prisão preventiva, ratifico que, tratando-se de condenação \ncriminal,  ainda  que  não  transitada  em  julgado,  as  circunstâncias \nsupracitada, autorizadoras do regime mais gravoso, também autorizaram \na manutenção a prisão cautelar, uma vez reconhecida a materialidade e \nautoria do delito após juízo de cognição ampla do juízo sentenciante.\n    </p>\n    <p>\n     Além disso, como destaquei na decisão ora agravada, na esteira da \njurisprudência desta Corte, preenchidos os pressupostos e requisitos do \nartigo  312  do  Código  de  Processo  Penal,  as  circunstâncias  pessoais \nfavoráveis  do  Agravante  não  são  suficientes  para  a  concessão  da \nliberdade provisória.\n    </p>\n    <p>\n     Desse modo, não havendo manifesta ilegalidade ou teratologia apta \na  justificar  a  dupla  supressão  de  instância,  não  é  viável  acolher  a \npretensão recursal, nada tendo a se reparar na decisão agravada.\n    </p>\n    <p>\n     Ante o exposto,\n     <b>\n      nego provimento\n     </b>\n     ao agravo regimental.\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708843.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      23/04/2013 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.350 SÃO PAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Peço \nvênia para divergir.\n    </p>\n    <p>\n     Repito  que,  pela  envergadura  da  ação,  voltada  a  preservar  a \nliberdade de ir e vir, o\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     , portanto, o processo que o revele, \ndevidamente aparelhado, deve vir ao julgamento da Turma.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3779036.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 23/04/2013\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.350\n     </b>\n     PROCED. : SÃO PAULO\n     <b>\n      RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n     </b>\n     AGTE.(S) : GILMAR DE JESUS SANTOS\nADV.(A/S) : BIANCA MARQUES DA FONSECA\nAGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao \nagravo  regimental\n     <i>\n      ,\n     </i>\n     nos  termos  do  voto  da  Relatora,  vencido  o \nSenhor Ministro Marco Aurélio. Não participou, justificadamente, \ndeste  julgamento,  o  Senhor  Ministro  Luiz  Fux.  Presidiu,  este \njulgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 23.4.2013.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os\n    </p>\n    <p>\n     Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Edson  Oliveira  de \nAlmeida.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3779171\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "23/04/2013 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.350 SÃO PAULO\n", "RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n", "AGTE.(S) :GILMAR DE JESUS SANTOS \n", "ADV.(A/S) :BIANCA MARQUES DA FONSECA \n", "AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "    EMENTA\n", "HABEAS  CORPUS. AGRAVO  REGIMENTAL.  REGIME  INICIAL \n", "FECHADO.  PRISÃO  PREVENTIVA.  DUPLA  SUPRESSÃO  DE \n", "INSTÂNCIA INVIÁVEL. \n", "Não tendo sido  a  matéria  examinada pelo  Tribunal  de  Justiça  do \n", "Estado de São Paulo nem pelo colegiado do Superior Tribunal de Justiça, \n", "inviável a análise do tema por esta Corte Suprema, sob pena de supressão \n", "de instância, violando as normas de competência.\n", "Não se verifica teratologia ou ilegalidade manifesta na sentença que \n", "fixa o regime inicial fechado com fulcro no art. 33, § 3º, do Código Penal \n", "com fundamento na gravidade concreta do crime.\n", "Havendo  condenação  criminal,  ainda  que  submetida  à  apelação, \n", "encontram-se  presentes  mais  do  que os  pressupostos  da  preventiva,  a \n", "saber, prova da materialidade e indícios de autoria. \n", "Não se trata de prisão mantida com base na gravidade abstrata do \n", "crime,  mas  fundada  nas  circunstâncias  concretas  dos  crimes,  a \n", "evidenciarem,  pelo  modus  operandi,  o  risco  à  reiteração  delitiva  e,  por \n", "conseguinte, à ordem pública, fundamento suficiente para a decretação \n", "da preventiva, conforme art. 312 do Código de Processo Penal.\n", "Agravo regimental não provido. \n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos,  relatados  e  discutidos  estes  autos,  acordam  os \n", "Ministros  do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a \n", "Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708841.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10\n", "Ementa e Acórdão\n", "HC 116350 AGR / SP \n", "de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em  negar \n", "provimento  ao  agravo  regimental,  nos  termos  do  voto  da  Relatora, \n", "vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio.\n", "Brasília, 23 de abril de 2013.\n", "Ministra Rosa Weber\n", "Relatora\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708841.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10\n", "Relatório\n", "23/04/2013 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.350 SÃO PAULO\n", "RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n", "AGTE.(S) :GILMAR DE JESUS SANTOS \n", "ADV.(A/S) :BIANCA MARQUES DA FONSECA \n", "AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "RELATÓRIO\n", "A  Senhora  Ministra  Rosa  Weber  (Relatora): Trata-se  de  agravo \n", "regimental  interposto da decisão em que neguei  seguimento ao  habeas  \n", "corpus  impetrado em favor de Gilmar de Jesus Santos contra decisão do \n", "Superior Tribunal de Justiça nos autos do HC 260.842/SP.\n", "O acusado foi condenado à pena de 7 (sete) anos de reclusão e ao \n", "pagamento de multa pela prática dos crimes de posse ilegal de arma de \n", "fogo (art. 16 da Lei 10.826/2003) e de receptação (art. 180 do Código Penal) \n", "em concurso material.\n", "Consta dos autos que Gilmar de Jesus e outros cinco condenados \n", "foram surpreendidos, no estacionamento de um shopping center, na posse \n", "de dois veículos que haviam sido roubados e na posse de quantidade \n", "expressiva de armamento, pistolas e fuzis. \n", "No presente agravo regimental, insiste o Agravante  na ausência de \n", "fundamentação  da  sentença  que  indeferiu  seu  direito  de  recorrer  em \n", "liberdade,  não  observando  os  requisitos  do  artigo  312  do  Código  de \n", "Processo Penal e que fixou regime mais gravoso para cumprimento da \n", "pena. Repisa ser primário e possuidor de ocupação lícita e residência fixa. \n", "Renova  contrariedade  às  Súmulas  718  e  719  desta  Corte.  Postula  o \n", "provimento  do  agravo  para  conceder-lhe  o  direito  de  aguardar  em \n", "liberdade o trânsito em julgado da ação penal e a fixação do regime inicial \n", "semiaberto.\n", "O  Ministério  Público  Federal,  em  parecer  da  lavra  da \n", "Subprocuradora-Geral  da  República  Cláudia  Sampaio  Marques,  opina \n", "pela negativa de provimento do recurso. \n", "É o relatório. \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708842.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10\n", "Relatório\n", "HC 116350 AGR / SP \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708842.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "23/04/2013 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.350 SÃO PAULO\n", "VOTO\n", "A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Destaco, inicialmente, \n", "não ter havido na espécie o exame do mérito pelo Tribunal de Justiça do \n", "Estado  de  São  Paulo  nos  autos  do  HC  248845-65.2012.8.26.0000  nem \n", "pronunciamento  do  colegiado  do  Superior  Tribunal  de  Justiça  no  HC \n", "260.842/SP.\n", "Ao  indeferir  liminarmente  o  habeas  corpus fundamentei  a \n", "impossibilidade de concessão da ordem, sob pena de dupla supressão de \n", "instância, ante a inexistência de ilegalidade patente na sentença que fixou \n", "o regime fechado para cumprimento da pena e que manteve a prisão \n", "preventiva do acusado. Assim consignei:\n", "“(...)  em  análise  sumária,  não  detecto  manifesta \n", "ilegalidade ou teratologia na fixação do regime fechado para \n", "cumprimento da pena,  assim fundamentado pelo magistrado \n", "sentenciante: \n", "Em  cumprimento  ao  inciso  III  do  artigo  59  do  Código \n", "Penal,  em  virtude  da  elevada  quantidade  de  armas \n", "apreendidas, do alto grau de potencialidade lesiva delas e da \n", "supressão da identificação de duas delas e tendo em vista que o \n", "crime fora praticado em plena luz do dia e em local de bastante \n", "movimentação de pessoas, fixo o regime fechado para o início \n", "do cumprimento da pena privativa de liberdade. \n", "Ora, a quantidade da pena não é o único elemento a ser \n", "considerado na fixação do regime de cumprimento, como prevê \n", "expressamente o art. 33, § 3º, do Código Penal. \n", "Nesse sentido,  há reiterados precedentes desta Suprema \n", "Corte. Da minha lavra, destaco precedente da 1ª Turma: \n", "A  quantidade  de  pena  não  é  o  único  critério  a  ser \n", "considerado para a fixação do regime inicial de cumprimento \n", "da  pena,  conforme  remissão  constante  no  art.  33,  §  3º,  do \n", "Código Penal. (HC 107.409/PE Rel. Min. Rosa Weber 1ª Turma \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708843.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "HC 116350 AGR / SP \n", "un. - j. 10.4.2012) \n", "E ainda da 2ª Turma desta Suprema Corte: \n", "A fixação  do  regime prisional  coloca-se  sob o  prudente \n", "arbítrio do magistrado sentenciante, que deverá levar em conta \n", "os  critérios  do  art.  59.(HC  107.654/SP,  rel.  Min.  Ricardo \n", "Lewandowski, 2ª Turma, unânime, DJe 26.10.2011) \n", "Há autorização legal,  portanto,  para impor regime mais \n", "gravoso,  fechado,  mesmo  para  condenação  a  sete  anos  de \n", "reclusão, e verifico que o Juízo justificou a medida com base em \n", "circunstâncias  concretas  dos  crimes,  sendo  de  se  destacar \n", "especialmente  a  apreensão  com  o  paciente  e  os  outros \n", "condenados  de  grande  quantidade  de  armamento,  incluindo \n", "fuzis. \n", "Quanto à prisão preventiva, observo que, na condenação, \n", "foi somente mantida a prévia prisão cautelar, pois o paciente e \n", "os demais condenados respondiam presos ao processo. \n", "Havendo  condenação  criminal,  ainda  que  submetida  à \n", "apelação, encontram-se presentes mais do que os pressupostos \n", "da  preventiva,  a  saber,  prova  da  materialidade e  indícios  de \n", "autoria. \n", "Com  efeito,  não  há  aqui  apenas  um  juízo  de  cognição \n", "provisória  e  sumária  acerca  da  responsabilidade  criminal  do \n", "acusado.  Há um julgamento condenatório,  que foi  precedido \n", "por amplo contraditório e no qual as provas foram avaliadas \n", "por um órgão judiciário imparcial, ou seja, um juízo efetuado \n", "com  base  em  em  cognição  profunda  e  exaustiva  de  que  o \n", "condenado  é  culpado  de  um  crime.  Para  se  concluir  pela \n", "responsabilidade criminal, tem que ser reconhecida a presença \n", "de  prova  acima  de  qualquer  dúvida  razoável.  Ainda  que  a \n", "sentença esteja sujeita à reavaliação crítica através de recursos, a \n", "situação  difere  da  prisão  preventiva  decretada  antes  do \n", "julgamento. \n", "Embora prevaleça nesta Suprema Corte,  o entendimento \n", "de que o princípio da presunção de inocência tem aplicação até \n", "o trânsito em julgado da ação penal (HC 84.078 Plenário Rel. \n", "Min. Eros Grau por maioria j. 05.02.2009 Dje-035, de 25.02.2010), \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708843.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "HC 116350 AGR / SP \n", "é forçoso reconhecer que a força do princípio se atenua depois \n", "de um julgamento, ainda que este não seja definitivo. \n", "No  caso  em  tela,  as  circunstâncias  desfavoráveis  que \n", "autorizaram  a  fixação  da  pena-base  acima  do  mínimo  legal, \n", "bem como o regime mais gravoso são também reveladores da \n", "gravidade em concreto dos delitos praticados. \n", "Portanto,  não se trata  de  prisão  decretada com base  na \n", "gravidade abstrata do crime,  mas fundada nas circunstâncias \n", "concretas  dos  crimes,  a  evidenciarem,  pelo  modus  operandi,  o \n", "risco à reiteração delitiva e, por conseguinte, à ordem pública, \n", "fundamento  suficiente  para  a  decretação  da  preventiva, \n", "conforme art. 312 do Código de Processo Penal. \n", "Nesse sentido, existem vários precedentes desta Suprema \n", "Corte (v.g.: HC 109.436, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, Dje-\n", "036,  de  17.02.2012;  HC  104.332/ES  Rel.  Min.  Dias  Toffoli,  1ª \n", "Turma,  Dje-175,  de  12.9.2011;  HC  98.754/SP  Rel.  Min.  Ellen \n", "Gracie, 2ª Turma, Dje-232, de 10.12.2009). Por todos eles, destaco \n", "o seguinte: \n", "‘Este  Supremo  Tribunal  assentou  que  a \n", "periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi \n", "e  o  risco  concreto  de  reiteração  criminosa  são  motivos \n", "idôneos  para  a  manutenção  da  custódia  cautelar.’ (HC \n", "110.313/MS Rel. Min. Carmen Lúcia 1.ª Turma do STF un. - \n", "j. 13.12.2011 Dje-032, de 13.02.2012) \n", "Assim,  não  vislumbro  ilegalidade  ou  arbitrariedade  no \n", "reconhecimento da presença dos pressupostos e fundamentos \n", "da prisão preventiva. \n", "Ressalto  que a  afirmada circunstância  de  o  paciente  ter \n", "ocupação lícita e residência fixa não constitui óbice à decretação \n", "ou manutenção da prisão preventiva, desde que preenchidos os \n", "pressupostos e requisitos do art. 312 do CPP (HC 108.314/MA, \n", "rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 5.10.2011; HC 106.816/PE, rel. \n", "Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 20.6.2011). \n", "Não verifico, pois, manifesta ilegalidade ou teratologia nas \n", "decisões atacadas a autorizar a supressão de instância. ”\n", "     \n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708843.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "HC 116350 AGR / SP \n", "Reitero  arrazoada  e  fundamentada  a  decisão  monocrática  do \n", "Ministro Og Fernandes, que aplicou ao caso a Súmula 691 desta Corte em \n", "face  da  impetração  no  Superior  Tribunal  de  Justiça  de  habeas  corpus \n", "impugnando decisão da Corte Estadual que indeferiu liminar.\n", "Repiso haver  fundamentação idônea  para  fixação de regime mais \n", "gravoso  para  o  acusado,  ante  a  gravidade  concreta  do  crime, \n", "consubstanciada  na  quantidade  de  armamento  apreendido,  sua \n", "potencialidade lesiva e por ter sido cometido no período diurno em local \n", "com vários transeuntes. \n", "A decisão, portanto, está em consonância com o artigo 33, § 3º, do \n", "Código Penal e com a jurisprudência deste Supremo Tribunal.\n", "Quanto à prisão preventiva, ratifico que, tratando-se de condenação \n", "criminal,  ainda  que  não  transitada  em  julgado,  as  circunstâncias \n", "supracitada, autorizadoras do regime mais gravoso, também autorizaram \n", "a manutenção a prisão cautelar, uma vez reconhecida a materialidade e \n", "autoria do delito após juízo de cognição ampla do juízo sentenciante. \n", "Além disso, como destaquei na decisão ora agravada, na esteira da \n", "jurisprudência desta Corte, preenchidos os pressupostos e requisitos do \n", "artigo  312  do  Código  de  Processo  Penal,  as  circunstâncias  pessoais \n", "favoráveis  do  Agravante  não  são  suficientes  para  a  concessão  da \n", "liberdade provisória.\n", "Desse modo, não havendo manifesta ilegalidade ou teratologia apta \n", "a  justificar  a  dupla  supressão  de  instância,  não  é  viável  acolher  a \n", "pretensão recursal, nada tendo a se reparar na decisão agravada.\n", "Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.\n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3708843.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10\n", "Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n", "23/04/2013 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.350 SÃO PAULO\n", "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Peço \n", "vênia para divergir.\n", "Repito  que,  pela  envergadura  da  ação,  voltada  a  preservar  a \n", "liberdade de ir e vir, o  habeas corpus, portanto, o processo que o revele, \n", "devidamente aparelhado, deve vir ao julgamento da Turma.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3779036.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10\n", "Extrato de Ata - 23/04/2013\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.350\n", "PROCED. : SÃO PAULO\n", "RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n", "AGTE.(S) : GILMAR DE JESUS SANTOS\n", "ADV.(A/S) : BIANCA MARQUES DA FONSECA\n", "AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n", "Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao \n", "agravo  regimental, nos  termos  do  voto  da  Relatora,  vencido  o \n", "Senhor Ministro Marco Aurélio. Não participou, justificadamente, \n", "deste  julgamento,  o  Senhor  Ministro  Luiz  Fux.  Presidiu,  este \n", "julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 23.4.2013.\n", " \n", "Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os \n", "Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber.\n", "Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Edson  Oliveira  de \n", "Almeida.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3779171\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10\n" ], "numero" : "116350", "partes" : [ { "nome" : "MIN. ROSA WEBER", "sigla" : "", "tipo" : "RELATORA" }, { "nome" : "GILMAR DE JESUS SANTOS", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "BIANCA MARQUES DA FONSECA", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. ROSA WEBER", "texto" : "A  Senhora  Ministra  Rosa  Weber  (Relatora): Trata-se  de  agravo  regimental  interposto da decisão em que neguei  seguimento ao  habeas   corpus  impetrado em favor de Gilmar de Jesus Santos contra decisão do  Superior Tribunal de Justiça nos autos do HC 260.842/SP.  O acusado foi condenado à pena de 7 (sete) anos de reclusão e ao  pagamento de multa pela prática dos crimes de posse ilegal de arma de  fogo (art. 16 da Lei 10.826/2003) e de receptação (art. 180 do Código Penal)  em concurso material.  Consta dos autos que Gilmar de Jesus e outros cinco condenados  foram surpreendidos, no estacionamento de um shopping center, na posse  de dois veículos que haviam sido roubados e na posse de quantidade  expressiva de armamento, pistolas e fuzis.   No presente agravo regimental, insiste o Agravante  na ausência de  fundamentação  da  sentença  que  indeferiu  seu  direito  de  recorrer  em  liberdade,  não  observando  os  requisitos  do  artigo  312  do  Código  de  Processo Penal e que fixou regime mais gravoso para cumprimento da  pena. Repisa ser primário e possuidor de ocupação lícita e residência fixa.  Renova  contrariedade  às  Súmulas  718  e  719  desta  Corte.  Postula  o  provimento  do  agravo  para  conceder-lhe  o  direito  de  aguardar  em  liberdade o trânsito em julgado da ação penal e a fixação do regime inicial  semiaberto.  O  Ministério  Público  Federal,  em  parecer  da  lavra  da  Subprocuradora-Geral  da  República  Cláudia  Sampaio  Marques,  opina  pela negativa de provimento do recurso.   É o relatório.   " }, "votos" : [ { "texto" : "   VOTO  A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Destaco, inicialmente,  não ter havido na espécie o exame do mérito pelo Tribunal de Justiça do  Estado  de  São  Paulo  nos  autos  do  HC  248845-65.2012.8.26.0000  nem  pronunciamento  do  colegiado  do  Superior  Tribunal  de  Justiça  no  HC  260.842/SP.  Ao  indeferir  liminarmente  o  habeas  corpus fundamentei  a  impossibilidade de concessão da ordem, sob pena de dupla supressão de  instância, ante a inexistência de ilegalidade patente na sentença que fixou  o regime fechado para cumprimento da pena e que manteve a prisão  preventiva do acusado. Assim consignei:  “(...)  em  análise  sumária,  não  detecto  manifesta  ilegalidade ou teratologia na fixação do regime fechado para  cumprimento da pena,  assim fundamentado pelo magistrado  sentenciante:   Em  cumprimento  ao  inciso  III  do  artigo  59  do  Código  Penal,  em  virtude  da  elevada  quantidade  de  armas  apreendidas, do alto grau de potencialidade lesiva delas e da  supressão da identificação de duas delas e tendo em vista que o  crime fora praticado em plena luz do dia e em local de bastante  movimentação de pessoas, fixo o regime fechado para o início  do cumprimento da pena privativa de liberdade.   Ora, a quantidade da pena não é o único elemento a ser  considerado na fixação do regime de cumprimento, como prevê  expressamente o art. 33, § 3º, do Código Penal.   Nesse sentido,  há reiterados precedentes desta Suprema  Corte. Da minha lavra, destaco precedente da 1ª Turma:   A  quantidade  de  pena  não  é  o  único  critério  a  ser  considerado para a fixação do regime inicial de cumprimento  da  pena,  conforme  remissão  constante  no  art.  33,  §  3º,  do  Código Penal. (HC 107.409/PE Rel. Min. Rosa Weber 1ª Turma     un. - j. 10.4.2012)  E ainda da 2ª Turma desta Suprema Corte:  A fixação  do  regime prisional  coloca-se  sob o  prudente   arbítrio do magistrado sentenciante, que deverá levar em conta  os  critérios  do  art.  59.(HC  107.654/SP,  rel.  Min.  Ricardo  Lewandowski, 2ª Turma, unânime, DJe 26.10.2011)   Há autorização legal,  portanto,  para impor regime mais  gravoso,  fechado,  mesmo  para  condenação  a  sete  anos  de  reclusão, e verifico que o Juízo justificou a medida com base em  circunstâncias  concretas  dos  crimes,  sendo  de  se  destacar  especialmente  a  apreensão  com  o  paciente  e  os  outros  condenados  de  grande  quantidade  de  armamento,  incluindo  fuzis.   Quanto à prisão preventiva, observo que, na condenação,  foi somente mantida a prévia prisão cautelar, pois o paciente e  os demais condenados respondiam presos ao processo.   Havendo  condenação  criminal,  ainda  que  submetida  à  apelação, encontram-se presentes mais do que os pressupostos  da  preventiva,  a  saber,  prova  da  materialidade e  indícios  de  autoria.   Com  efeito,  não  há  aqui  apenas  um  juízo  de  cognição  provisória  e  sumária  acerca  da  responsabilidade  criminal  do  acusado.  Há um julgamento condenatório,  que foi  precedido  por amplo contraditório e no qual as provas foram avaliadas  por um órgão judiciário imparcial, ou seja, um juízo efetuado  com  base  em  em  cognição  profunda  e  exaustiva  de  que  o  condenado  é  culpado  de  um  crime.  Para  se  concluir  pela  responsabilidade criminal, tem que ser reconhecida a presença  de  prova  acima  de  qualquer  dúvida  razoável.  Ainda  que  a  sentença esteja sujeita à reavaliação crítica através de recursos, a  situação  difere  da  prisão  preventiva  decretada  antes  do  julgamento.   Embora prevaleça nesta Suprema Corte,  o entendimento  de que o princípio da presunção de inocência tem aplicação até  o trânsito em julgado da ação penal (HC 84.078 Plenário Rel.  Min. Eros Grau por maioria j. 05.02.2009 Dje-035, de 25.02.2010),     é forçoso reconhecer que a força do princípio se atenua depois  de um julgamento, ainda que este não seja definitivo.   No  caso  em  tela,  as  circunstâncias  desfavoráveis  que  autorizaram  a  fixação  da  pena-base  acima  do  mínimo  legal,  bem como o regime mais gravoso são também reveladores da  gravidade em concreto dos delitos praticados.   Portanto,  não se trata  de  prisão  decretada com base  na  gravidade abstrata do crime,  mas fundada nas circunstâncias  concretas  dos  crimes,  a  evidenciarem,  pelo  modus  operandi,  o  risco à reiteração delitiva e, por conseguinte, à ordem pública,  fundamento  suficiente  para  a  decretação  da  preventiva,  conforme art. 312 do Código de Processo Penal.   Nesse sentido, existem vários precedentes desta Suprema  Corte (v.g.: HC 109.436, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, Dje- 036,  de  17.02.2012;  HC  104.332/ES  Rel.  Min.  Dias  Toffoli,  1ª  Turma,  Dje-175,  de  12.9.2011;  HC  98.754/SP  Rel.  Min.  Ellen  Gracie, 2ª Turma, Dje-232, de 10.12.2009). Por todos eles, destaco  o seguinte:   ‘Este  Supremo  Tribunal  assentou  que  a  periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi  e  o  risco  concreto  de  reiteração  criminosa  são  motivos  idôneos  para  a  manutenção  da  custódia  cautelar.’ (HC  110.313/MS Rel. Min. Carmen Lúcia 1.ª Turma do STF un. -  j. 13.12.2011 Dje-032, de 13.02.2012)  Assim,  não  vislumbro  ilegalidade  ou  arbitrariedade  no   reconhecimento da presença dos pressupostos e fundamentos  da prisão preventiva.   Ressalto  que a  afirmada circunstância  de  o  paciente  ter  ocupação lícita e residência fixa não constitui óbice à decretação  ou manutenção da prisão preventiva, desde que preenchidos os  pressupostos e requisitos do art. 312 do CPP (HC 108.314/MA,  rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 5.10.2011; HC 106.816/PE, rel.  Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 20.6.2011).   Não verifico, pois, manifesta ilegalidade ou teratologia nas  decisões atacadas a autorizar a supressão de instância. ”    Reitero  arrazoada  e  fundamentada  a  decisão  monocrática  do  Ministro Og Fernandes, que aplicou ao caso a Súmula 691 desta Corte em  face  da  impetração  no  Superior  Tribunal  de  Justiça  de  habeas  corpus  impugnando decisão da Corte Estadual que indeferiu liminar.  Repiso haver  fundamentação idônea  para  fixação de regime mais  gravoso  para  o  acusado,  ante  a  gravidade  concreta  do  crime,  consubstanciada  na  quantidade  de  armamento  apreendido,  sua  potencialidade lesiva e por ter sido cometido no período diurno em local  com vários transeuntes.   A decisão, portanto, está em consonância com o artigo 33, § 3º, do  Código Penal e com a jurisprudência deste Supremo Tribunal.  Quanto à prisão preventiva, ratifico que, tratando-se de condenação  criminal,  ainda  que  não  transitada  em  julgado,  as  circunstâncias  supracitada, autorizadoras do regime mais gravoso, também autorizaram  a manutenção a prisão cautelar, uma vez reconhecida a materialidade e  autoria do delito após juízo de cognição ampla do juízo sentenciante.   Além disso, como destaquei na decisão ora agravada, na esteira da  jurisprudência desta Corte, preenchidos os pressupostos e requisitos do  artigo  312  do  Código  de  Processo  Penal,  as  circunstâncias  pessoais  favoráveis  do  Agravante  não  são  suficientes  para  a  concessão  da  liberdade provisória.  Desse modo, não havendo manifesta ilegalidade ou teratologia apta  a  justificar  a  dupla  supressão  de  instância,  não  é  viável  acolher  a  pretensão recursal, nada tendo a se reparar na decisão agravada.  Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. ", "votante" : "MIN_ROSA_WEBER" }, { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Peço  vênia para divergir.  Repito  que,  pela  envergadura  da  ação,  voltada  a  preservar  a  liberdade de ir e vir, o  habeas corpus, portanto, o processo que o revele,  devidamente aparelhado, deve vir ao julgamento da Turma. ", "votante" : "MIN_MARCO_AURELIO" } ] }
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São inaplicáveis os efeitos do reconhecimento de inexistência de  repercussão  geral  aos  casos  em  que  o  acórdão  recorrido  houver  sido  publicado antes de 3/5/07.  2. Agravo regimental não provido.  " }, "extratoata" : null, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      21/08/2012 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 589.747 RIO GRANDE DO SUL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     UNIÃO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ENGARRAFADORA DE AGUARDENTE GHELLIONI\n    </p>\n    <p>\n     LTDA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ANGÉLICA SANSON ANDRADE E OUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Agravo  regimental  no  recurso  extraordinário.  Processual  civil. \nInexistência de repercussão geral. Acórdão recorrido publicado antes de \n3/5/07.  Inaplicabilidade  dos  efeitos  da  inexistência  do  requisito \nprocessual. Agravo não provido.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. São inaplicáveis os efeitos do reconhecimento de inexistência de \nrepercussão  geral  aos  casos  em  que  o  acórdão  recorrido  houver  sido \npublicado antes de 3/5/07.\n    </p>\n    <p>\n     2. Agravo regimental não provido.\n     <b>\n      ACÓRDÃO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nPrimeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do \nSenhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das \nnotas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao \nagravo regimental, nos termos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 21 de agosto de 2012.\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO DIAS TOFFOLI\nRelator\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2651882.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nDJe 06/09/2012\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      21/08/2012 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 589.747 RIO GRANDE DO SUL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     UNIÃO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ENGARRAFADORA DE AGUARDENTE GHELLIONI\n    </p>\n    <p>\n     LTDA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ANGÉLICA SANSON ANDRADE E OUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATÓRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n     </b>\n     União interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 224 a 227) contra a\n    </p>\n    <p>\n     decisão mediante a qual dei provimento ao recurso extraordinário (fls. \n219 a 221), com a seguinte fundamentação:\n    </p>\n    <p>\n     “Engarrafadora  de  Aguardente  Ghellioni  Ltda.  interpõe \nrecurso  extraordinário  fundado  na  alínea  a  do  permissivo \nconstitucional contra acórdão do Tribunal Regional Federal da \n4ª Região.\n    </p>\n    <p>\n     O apelo extremo, assentado na contrariedade ao artigo 5º, \nLXIX,  da  Constituição  Federal,  sustenta  a  revogação  do \nDecreto-lei nº 1.437/75 pelo artigo 25 do ADCT.\n    </p>\n    <p>\n     Decido.\nAnote-se,  inicialmente,  que  o  acórdão  recorrido  foi\n    </p>\n    <p>\n     publicado em 6/8/03,  conforme expresso na certidão de folha \n142,  não  sendo  exigível  a  demonstração  da  existência  de \nrepercussão  geral  das  questões  constitucionais  trazidas  no \nrecurso  extraordinário,  conforme  decidido  na  Questão  de \nOrdem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Pleno, Relator \no Ministro\n     <b>\n      Sepúlveda Pertence\n     </b>\n     , DJ de 6/9/07.\n    </p>\n    <p>\n     A irresignação merece prosperar, uma vez que o acórdão \nrecorrido é contrário à jurisprudência desta Corte no sentido de \nque o art.  3º do Decreto-Lei  n.  1.437/75 não foi recepcionado \npela atual Constituição da República. Anote-se:\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2651879.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 589.747 AGR / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     ‘1. RECURSO. Extraordinário. Admissibilidade. Erro \nmaterial.  Reconsideração.  Demonstrada  a  existência  de \nerro material na decisão agravada, deve ser reapreciado o \nrecurso.  2.  Recurso.  Extraordinário.  Inadmissibilidade. \nDecreto-lei  nº  1.497/75.  Delegação  de  competência  para \ninstituir  tributo.  Inconstitucionalidade.  Precedentes. \nAgravo  regimental  não  provido.  Não  foi  recebido,  mas \nrevogado,  o  Decreto-lei  nº  1.497/75  que  autorizou  o \nMinistro da Fazenda a instituir o chamado ressarcimento \nde custo do selo de controle do IPI’ (RE 392.640-AgR, Rel. \nMin.\n     <b>\n      Cezar Peluso\n     </b>\n     , 2ª Turma, DJe 5/11/2009).\nNo mesmo sentido as seguintes decisões monocráticas: RE\n    </p>\n    <p>\n     nº 482.756/RS, Relator o Ministro\n     <b>\n      Ricardo Lewandowski\n     </b>\n     ,  DJe \nde 17/2/10; RE nº 432.234/RS, Relator o Ministro\n     <b>\n      Ayres Britto\n     </b>\n     , \nDJe de 9/2/10; e RE nº 415.205/RS, Relatora a Ministra\n     <b>\n      Cármen \nLúcia\n     </b>\n     , DJe de 1º/2/10.\n    </p>\n    <p>\n     Anote-se, ademais, que o Supremo Tribunal Federal tem \npacificado o entendimento no sentido de que é inconstitucional \no  Decreto  que delega a  Ministro  de Estado autorização para \nlegislar  sobre  matéria  reservada  a  lei  em  sentido  formal. \nConfira-se:\n    </p>\n    <p>\n     ‘CONSTITUCIONAL.  TRIBUTÁRIO.  INCENTIVOS \nFISCAIS:  CRÉDITO-PRÊMIO:  SUSPENSÃO MEDIANTE \nPORTARIA.  DELEGAÇÃO  INCONSTITUCIONAL.  D.L. \n491, de 1969, arts. 1º e 5º; D.L. 1.724, de 1979, art. 1º; D.L. \n1.894,  de  1981,  art.  3º,  inc.  I.  C.F./1967.  I.  -  É \ninconstitucional o artigo 1º do D.L. 1.724, de 7.12.79, bem \nassim o inc.  I  do art.  3º  do D.L.  1.894,  de 16.12.81,  que \nautorizaram o Ministro de Estado da Fazenda a aumentar \nou reduzir, temporária ou definitivamente, ou restringir os \nestímulos fiscais concedidos pelos artigos 1º e 5º do D.L. nº \n491, de 05.3.69. Caso em que tem-se delegação proibida: \nCF/67,  art.  6º.  Ademais,  matérias  reservadas  à  lei  não \npodem ser revogadas por ato normativo secundário. II. - \nR.E. conhecido, porém não provido (letra b)’ (RE 186.623, \nRel. Min.\n     <b>\n      Carlos Velloso\n     </b>\n     , Tribunal Pleno, DJ 12/4/2002).\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2651879.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 589.747 AGR / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Diante do exposto, com fulcro no § 1º-A do art.  557 do \nCPC, dou provimento ao recurso extraordinário para eximir a \nimpetrante  do  pagamento  da  taxa  prevista  no  Decreto-lei  nº \n1.437/75, visto que não recepcionado pela Constituição Federal \nde 1988, na esteira da jurisprudência da Corte.\n    </p>\n    <p>\n     Sem honorários advocatícios,  a  teor da Súmula 512/STF. \nCustas\n     <b>\n      ex lege\n     </b>\n     .”\n    </p>\n    <p>\n     Alega  a  agravante  que  o  recurso  não  poderia  ter  sido  admitido, \ntendo  em  vista  que  o  Plenário  desta  Corte  Suprema  já  decidiu  pela \nausência de repercussão geral da matéria que consta no apelo extremo.\n    </p>\n    <p>\n     Aduz,\n     <b>\n      in verbis\n     </b>\n     , que:\n    </p>\n    <p>\n     “Eis  a  razão  pela  qual  a  decisão  agravada  merece  ser \nreformada para que seja inadmitido o recurso extraordinário do \ncontribuinte,  não  por  ausência  da  preliminar  formal  de \nrepercussão  geral,  mas,  sim,  em  razão  do  precedente  (RE \n559.994)  do  plenário  do  STF  no  sentido  da  ausência  de \nrepercussão geral da questão constitucional nele suscitada” (fl. \n227).\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2651879.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      21/08/2012 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 589.747 RIO GRANDE DO SUL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      VOTO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n     </b>\n     O inconformismo não merece prosperar.\nO Plenário desta Corte, em 20/8/08, ao apreciar a questão de ordem\n    </p>\n    <p>\n     suscitada  no  AI  nº  664.567/RS,  Relator  Ministro\n     <b>\n      Sepúlveda\n     </b>\n     <b>\n      Pertence\n     </b>\n     , \nestabeleceu como marco temporal  para a exigibilidade do requisito da \nrepercussão geral o dia 3 de maio de 2007, data da publicação da Emenda \nnº  21  do  Regimento  Interno  do  Supremo  Tribunal  Federal.  Assim,  às \nhipóteses em que o acórdão houver sido publicado antes de 3/5/07 são \ninaplicáveis os efeitos da manifestação pela inexistência de repercussão \ngeral,  devendo  ser  julgado  o  recurso  conforme  o  entendimento  desta \nCorte quanto à matéria.\n    </p>\n    <p>\n     Na espécie, o acórdão recorrido foi publicado em 6/8/03 (fl. 142) e, \npor  isso,  não  se  aplicam  a  estes  autos  os  efeitos  da  inexistência  de \nrepercussão geral firmada no julgamento do RE nº 559.994/RJ, de relatoria \ndo Ministro\n     <b>\n      Gilmar\n     </b>\n     <b>\n      Mendes\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     No mesmo sentido:\n    </p>\n    <p>\n     “EMENTA:  EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS \nCONTRA  DECISÃO  MONOCRÁTICA  EM  AGRAVO \nREGIMENTAL  NO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO. \nCONVERSÃO DOS EMBARGOS EM AGRAVO REGIMENTAL. \nPROCESSUAL  CIVIL.  INEXISTÊNCIA  DE  REPERCUSSÃO \nGERAL.  ACÓRDÃO  RECORRIDO  PUBLICADO  ANTES  DE \n3/5/2007.  INAPLICABILIDADE  DOS  EFEITOS  DA \nINEXISTÊNCIA  DO  REQUISITO  PROCESSUAL.  AGRAVO \nPROVIDO.\n    </p>\n    <p>\n     I  -  São  inaplicáveis  os  efeitos  do  reconhecimento  de \ninexistência de repercussão geral aos casos em que o acórdão \nrecorrido houver sido publicado antes de 3/5/2007.\n    </p>\n    <p>\n     II  –  Embargos  de  declaração  convertidos  em  agravo\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2651880.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 589.747 AGR / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     regimental  a  que se  dá  provimento”  (RE nº  382.943.374/MG-\nAgR-ED,  Primeira  Turma,  Relator  o  Ministro\n     <b>\n      Ricardo \nLewandowski\n     </b>\n     , DJe de 5/5/11).\n    </p>\n    <p>\n     Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2651880.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Decisão de Julgamento\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 589.747\n     </b>\n     PROCED. : RIO GRANDE DO SUL\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n     </b>\n     AGTE.(S) : UNIÃO\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL\nAGDO.(A/S) : ENGARRAFADORA DE AGUARDENTE GHELLIONI LTDA\nADV.(A/S) : ANGÉLICA SANSON ANDRADE E OUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \ntermos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a \nSenhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias \nToffoli. 1ª Turma, 21.8.2012.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência  do  Senhor  Ministro  Dias  Toffoli.  Presentes  à\n    </p>\n    <p>\n     Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber. \nAusente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Edson  Oliveira  de \nAlmeida.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2655249\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "21/08/2012 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 589.747 RIO GRANDE DO SUL\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "AGTE.(S) :UNIÃO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL \n", "AGDO.(A/S) :ENGARRAFADORA DE AGUARDENTE GHELLIONI \n", "LTDA \n", "ADV.(A/S) :ANGÉLICA SANSON ANDRADE E OUTRO(A/S)\n", "EMENTA\n", "Agravo  regimental  no  recurso  extraordinário.  Processual  civil. \n", "Inexistência de repercussão geral. Acórdão recorrido publicado antes de \n", "3/5/07.  Inaplicabilidade  dos  efeitos  da  inexistência  do  requisito \n", "processual. Agravo não provido.\n", "1. São inaplicáveis os efeitos do reconhecimento de inexistência de \n", "repercussão  geral  aos  casos  em  que  o  acórdão  recorrido  houver  sido \n", "publicado antes de 3/5/07.\n", "2. Agravo regimental não provido.\n", "ACÓRDÃO\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do \n", "Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das \n", "notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao \n", "agravo regimental, nos termos do voto do Relator.\n", "Brasília, 21 de agosto de 2012.\n", "MINISTRO DIAS TOFFOLI\n", "Relator\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2651882.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "DJe 06/09/2012\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7\n", "Relatório\n", "21/08/2012 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 589.747 RIO GRANDE DO SUL\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "AGTE.(S) :UNIÃO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL \n", "AGDO.(A/S) :ENGARRAFADORA DE AGUARDENTE GHELLIONI \n", "LTDA \n", "ADV.(A/S) :ANGÉLICA SANSON ANDRADE E OUTRO(A/S)\n", "RELATÓRIO\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n", "União interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 224 a 227) contra a \n", "decisão mediante a qual dei provimento ao recurso extraordinário (fls. \n", "219 a 221), com a seguinte fundamentação:\n", "“Engarrafadora  de  Aguardente  Ghellioni  Ltda.  interpõe \n", "recurso  extraordinário  fundado  na  alínea  a  do  permissivo \n", "constitucional contra acórdão do Tribunal Regional Federal da \n", "4ª Região.\n", "O apelo extremo, assentado na contrariedade ao artigo 5º, \n", "LXIX,  da  Constituição  Federal,  sustenta  a  revogação  do \n", "Decreto-lei nº 1.437/75 pelo artigo 25 do ADCT.\n", "Decido.\n", "Anote-se,  inicialmente,  que  o  acórdão  recorrido  foi \n", "publicado em 6/8/03,  conforme expresso na certidão de folha \n", "142,  não  sendo  exigível  a  demonstração  da  existência  de \n", "repercussão  geral  das  questões  constitucionais  trazidas  no \n", "recurso  extraordinário,  conforme  decidido  na  Questão  de \n", "Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Pleno, Relator \n", "o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.\n", "A irresignação merece prosperar, uma vez que o acórdão \n", "recorrido é contrário à jurisprudência desta Corte no sentido de \n", "que o art.  3º do Decreto-Lei  n.  1.437/75 não foi recepcionado \n", "pela atual Constituição da República. Anote-se:\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2651879.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7\n", "Relatório\n", "RE 589.747 AGR / RS \n", "‘1. RECURSO. Extraordinário. Admissibilidade. Erro \n", "material.  Reconsideração.  Demonstrada  a  existência  de \n", "erro material na decisão agravada, deve ser reapreciado o \n", "recurso.  2.  Recurso.  Extraordinário.  Inadmissibilidade. \n", "Decreto-lei  nº  1.497/75.  Delegação  de  competência  para \n", "instituir  tributo.  Inconstitucionalidade.  Precedentes. \n", "Agravo  regimental  não  provido.  Não  foi  recebido,  mas \n", "revogado,  o  Decreto-lei  nº  1.497/75  que  autorizou  o \n", "Ministro da Fazenda a instituir o chamado ressarcimento \n", "de custo do selo de controle do IPI’ (RE 392.640-AgR, Rel. \n", "Min. Cezar Peluso, 2ª Turma, DJe 5/11/2009).\n", "No mesmo sentido as seguintes decisões monocráticas: RE \n", "nº 482.756/RS, Relator o Ministro  Ricardo Lewandowski,  DJe \n", "de 17/2/10; RE nº 432.234/RS, Relator o Ministro  Ayres Britto, \n", "DJe de 9/2/10; e RE nº 415.205/RS, Relatora a Ministra Cármen \n", "Lúcia, DJe de 1º/2/10.\n", "Anote-se, ademais, que o Supremo Tribunal Federal tem \n", "pacificado o entendimento no sentido de que é inconstitucional \n", "o  Decreto  que delega a  Ministro  de Estado autorização para \n", "legislar  sobre  matéria  reservada  a  lei  em  sentido  formal. \n", "Confira-se:\n", "‘CONSTITUCIONAL.  TRIBUTÁRIO.  INCENTIVOS \n", "FISCAIS:  CRÉDITO-PRÊMIO:  SUSPENSÃO MEDIANTE \n", "PORTARIA.  DELEGAÇÃO  INCONSTITUCIONAL.  D.L. \n", "491, de 1969, arts. 1º e 5º; D.L. 1.724, de 1979, art. 1º; D.L. \n", "1.894,  de  1981,  art.  3º,  inc.  I.  C.F./1967.  I.  -  É \n", "inconstitucional o artigo 1º do D.L. 1.724, de 7.12.79, bem \n", "assim o inc.  I  do art.  3º  do D.L.  1.894,  de 16.12.81,  que \n", "autorizaram o Ministro de Estado da Fazenda a aumentar \n", "ou reduzir, temporária ou definitivamente, ou restringir os \n", "estímulos fiscais concedidos pelos artigos 1º e 5º do D.L. nº \n", "491, de 05.3.69. Caso em que tem-se delegação proibida: \n", "CF/67,  art.  6º.  Ademais,  matérias  reservadas  à  lei  não \n", "podem ser revogadas por ato normativo secundário. II. - \n", "R.E. conhecido, porém não provido (letra b)’ (RE 186.623, \n", "Rel. Min. Carlos Velloso, Tribunal Pleno, DJ 12/4/2002).\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2651879.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7\n", "Relatório\n", "RE 589.747 AGR / RS \n", "Diante do exposto, com fulcro no § 1º-A do art.  557 do \n", "CPC, dou provimento ao recurso extraordinário para eximir a \n", "impetrante  do  pagamento  da  taxa  prevista  no  Decreto-lei  nº \n", "1.437/75, visto que não recepcionado pela Constituição Federal \n", "de 1988, na esteira da jurisprudência da Corte.\n", "Sem honorários advocatícios,  a  teor da Súmula 512/STF. \n", "Custas ex lege.”\n", "Alega  a  agravante  que  o  recurso  não  poderia  ter  sido  admitido, \n", "tendo  em  vista  que  o  Plenário  desta  Corte  Suprema  já  decidiu  pela \n", "ausência de repercussão geral da matéria que consta no apelo extremo.\n", "Aduz, in verbis, que:\n", "“Eis  a  razão  pela  qual  a  decisão  agravada  merece  ser \n", "reformada para que seja inadmitido o recurso extraordinário do \n", "contribuinte,  não  por  ausência  da  preliminar  formal  de \n", "repercussão  geral,  mas,  sim,  em  razão  do  precedente  (RE \n", "559.994)  do  plenário  do  STF  no  sentido  da  ausência  de \n", "repercussão geral da questão constitucional nele suscitada” (fl. \n", "227).\n", "É o relatório.\n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2651879.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "21/08/2012 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 589.747 RIO GRANDE DO SUL\n", "VOTO\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n", "O inconformismo não merece prosperar.\n", "O Plenário desta Corte, em 20/8/08, ao apreciar a questão de ordem \n", "suscitada  no  AI  nº  664.567/RS,  Relator  Ministro  Sepúlveda Pertence, \n", "estabeleceu como marco temporal  para a exigibilidade do requisito da \n", "repercussão geral o dia 3 de maio de 2007, data da publicação da Emenda \n", "nº  21  do  Regimento  Interno  do  Supremo  Tribunal  Federal.  Assim,  às \n", "hipóteses em que o acórdão houver sido publicado antes de 3/5/07 são \n", "inaplicáveis os efeitos da manifestação pela inexistência de repercussão \n", "geral,  devendo  ser  julgado  o  recurso  conforme  o  entendimento  desta \n", "Corte quanto à matéria.\n", "Na espécie, o acórdão recorrido foi publicado em 6/8/03 (fl. 142) e, \n", "por  isso,  não  se  aplicam  a  estes  autos  os  efeitos  da  inexistência  de \n", "repercussão geral firmada no julgamento do RE nº 559.994/RJ, de relatoria \n", "do Ministro Gilmar Mendes.\n", "No mesmo sentido:\n", "“EMENTA:  EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS \n", "CONTRA  DECISÃO  MONOCRÁTICA  EM  AGRAVO \n", "REGIMENTAL  NO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO. \n", "CONVERSÃO DOS EMBARGOS EM AGRAVO REGIMENTAL. \n", "PROCESSUAL  CIVIL.  INEXISTÊNCIA  DE  REPERCUSSÃO \n", "GERAL.  ACÓRDÃO  RECORRIDO  PUBLICADO  ANTES  DE \n", "3/5/2007.  INAPLICABILIDADE  DOS  EFEITOS  DA \n", "INEXISTÊNCIA  DO  REQUISITO  PROCESSUAL.  AGRAVO \n", "PROVIDO.\n", "I  -  São  inaplicáveis  os  efeitos  do  reconhecimento  de \n", "inexistência de repercussão geral aos casos em que o acórdão \n", "recorrido houver sido publicado antes de 3/5/2007.\n", "II  –  Embargos  de  declaração  convertidos  em  agravo \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2651880.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "RE 589.747 AGR / RS \n", "regimental  a  que se  dá  provimento”  (RE nº  382.943.374/MG-\n", "AgR-ED,  Primeira  Turma,  Relator  o  Ministro  Ricardo \n", "Lewandowski, DJe de 5/5/11).\n", "Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2651880.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7\n", "Decisão de Julgamento\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 589.747\n", "PROCED. : RIO GRANDE DO SUL\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "AGTE.(S) : UNIÃO\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL\n", "AGDO.(A/S) : ENGARRAFADORA DE AGUARDENTE GHELLIONI LTDA\n", "ADV.(A/S) : ANGÉLICA SANSON ANDRADE E OUTRO(A/S)\n", "Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \n", "termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a \n", "Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias \n", "Toffoli. 1ª Turma, 21.8.2012.\n", " \n", "Presidência  do  Senhor  Ministro  Dias  Toffoli.  Presentes  à \n", "Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber. \n", "Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.\n", "Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Edson  Oliveira  de \n", "Almeida.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2655249\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7\n" ], "numero" : "589747", "partes" : [ { "nome" : "MIN. DIAS TOFFOLI", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "UNIÃO", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" }, { "nome" : "ENGARRAFADORA DE AGUARDENTE GHELLIONI LTDA", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "ANGÉLICA SANSON ANDRADE E OUTRO(A/S)", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. DIAS TOFFOLI", "texto" : "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): União interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 224 a 227) contra a   decisão mediante a qual dei provimento ao recurso extraordinário (fls.  219 a 221), com a seguinte fundamentação:  “Engarrafadora  de  Aguardente  Ghellioni  Ltda.  interpõe  recurso  extraordinário  fundado  na  alínea  a  do  permissivo  constitucional contra acórdão do Tribunal Regional Federal da  4ª Região.  O apelo extremo, assentado na contrariedade ao artigo 5º,  LXIX,  da  Constituição  Federal,  sustenta  a  revogação  do  Decreto-lei nº 1.437/75 pelo artigo 25 do ADCT.  Decido. Anote-se,  inicialmente,  que  o  acórdão  recorrido  foi   publicado em 6/8/03,  conforme expresso na certidão de folha  142,  não  sendo  exigível  a  demonstração  da  existência  de  repercussão  geral  das  questões  constitucionais  trazidas  no  recurso  extraordinário,  conforme  decidido  na  Questão  de  Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Pleno, Relator  o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.  A irresignação merece prosperar, uma vez que o acórdão  recorrido é contrário à jurisprudência desta Corte no sentido de  que o art.  3º do Decreto-Lei  n.  1.437/75 não foi recepcionado  pela atual Constituição da República. Anote-se:    ‘1. RECURSO. Extraordinário. Admissibilidade. Erro  material.  Reconsideração.  Demonstrada  a  existência  de  erro material na decisão agravada, deve ser reapreciado o  recurso.  2.  Recurso.  Extraordinário.  Inadmissibilidade.  Decreto-lei  nº  1.497/75.  Delegação  de  competência  para  instituir  tributo.  Inconstitucionalidade.  Precedentes.  Agravo  regimental  não  provido.  Não  foi  recebido,  mas  revogado,  o  Decreto-lei  nº  1.497/75  que  autorizou  o  Ministro da Fazenda a instituir o chamado ressarcimento  de custo do selo de controle do IPI’ (RE 392.640-AgR, Rel.  Min. Cezar Peluso, 2ª Turma, DJe 5/11/2009). No mesmo sentido as seguintes decisões monocráticas: RE   nº 482.756/RS, Relator o Ministro  Ricardo Lewandowski,  DJe  de 17/2/10; RE nº 432.234/RS, Relator o Ministro  Ayres Britto,  DJe de 9/2/10; e RE nº 415.205/RS, Relatora a Ministra Cármen  Lúcia, DJe de 1º/2/10.  Anote-se, ademais, que o Supremo Tribunal Federal tem  pacificado o entendimento no sentido de que é inconstitucional  o  Decreto  que delega a  Ministro  de Estado autorização para  legislar  sobre  matéria  reservada  a  lei  em  sentido  formal.  Confira-se:  ‘CONSTITUCIONAL.  TRIBUTÁRIO.  INCENTIVOS  FISCAIS:  CRÉDITO-PRÊMIO:  SUSPENSÃO MEDIANTE  PORTARIA.  DELEGAÇÃO  INCONSTITUCIONAL.  D.L.  491, de 1969, arts. 1º e 5º; D.L. 1.724, de 1979, art. 1º; D.L.  1.894,  de  1981,  art.  3º,  inc.  I.  C.F./1967.  I.  -  É  inconstitucional o artigo 1º do D.L. 1.724, de 7.12.79, bem  assim o inc.  I  do art.  3º  do D.L.  1.894,  de 16.12.81,  que  autorizaram o Ministro de Estado da Fazenda a aumentar  ou reduzir, temporária ou definitivamente, ou restringir os  estímulos fiscais concedidos pelos artigos 1º e 5º do D.L. nº  491, de 05.3.69. Caso em que tem-se delegação proibida:  CF/67,  art.  6º.  Ademais,  matérias  reservadas  à  lei  não  podem ser revogadas por ato normativo secundário. II. -  R.E. conhecido, porém não provido (letra b)’ (RE 186.623,  Rel. Min. Carlos Velloso, Tribunal Pleno, DJ 12/4/2002).    Diante do exposto, com fulcro no § 1º-A do art.  557 do  CPC, dou provimento ao recurso extraordinário para eximir a  impetrante  do  pagamento  da  taxa  prevista  no  Decreto-lei  nº  1.437/75, visto que não recepcionado pela Constituição Federal  de 1988, na esteira da jurisprudência da Corte.  Sem honorários advocatícios,  a  teor da Súmula 512/STF.  Custas ex lege.”  Alega  a  agravante  que  o  recurso  não  poderia  ter  sido  admitido,  tendo  em  vista  que  o  Plenário  desta  Corte  Suprema  já  decidiu  pela  ausência de repercussão geral da matéria que consta no apelo extremo.  Aduz, in verbis, que:  “Eis  a  razão  pela  qual  a  decisão  agravada  merece  ser  reformada para que seja inadmitido o recurso extraordinário do  contribuinte,  não  por  ausência  da  preliminar  formal  de  repercussão  geral,  mas,  sim,  em  razão  do  precedente  (RE  559.994)  do  plenário  do  STF  no  sentido  da  ausência  de  repercussão geral da questão constitucional nele suscitada” (fl.  227).  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   VOTO  O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. O Plenário desta Corte, em 20/8/08, ao apreciar a questão de ordem   suscitada  no  AI  nº  664.567/RS,  Relator  Ministro  Sepúlveda Pertence,  estabeleceu como marco temporal  para a exigibilidade do requisito da  repercussão geral o dia 3 de maio de 2007, data da publicação da Emenda  nº  21  do  Regimento  Interno  do  Supremo  Tribunal  Federal.  Assim,  às  hipóteses em que o acórdão houver sido publicado antes de 3/5/07 são  inaplicáveis os efeitos da manifestação pela inexistência de repercussão  geral,  devendo  ser  julgado  o  recurso  conforme  o  entendimento  desta  Corte quanto à matéria.  Na espécie, o acórdão recorrido foi publicado em 6/8/03 (fl. 142) e,  por  isso,  não  se  aplicam  a  estes  autos  os  efeitos  da  inexistência  de  repercussão geral firmada no julgamento do RE nº 559.994/RJ, de relatoria  do Ministro Gilmar Mendes.  No mesmo sentido:  “EMENTA:  EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS  CONTRA  DECISÃO  MONOCRÁTICA  EM  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  CONVERSÃO DOS EMBARGOS EM AGRAVO REGIMENTAL.  PROCESSUAL  CIVIL.  INEXISTÊNCIA  DE  REPERCUSSÃO  GERAL.  ACÓRDÃO  RECORRIDO  PUBLICADO  ANTES  DE  3/5/2007.  INAPLICABILIDADE  DOS  EFEITOS  DA  INEXISTÊNCIA  DO  REQUISITO  PROCESSUAL.  AGRAVO  PROVIDO.  I  -  São  inaplicáveis  os  efeitos  do  reconhecimento  de  inexistência de repercussão geral aos casos em que o acórdão  recorrido houver sido publicado antes de 3/5/2007.  II  –  Embargos  de  declaração  convertidos  em  agravo     regimental  a  que se  dá  provimento”  (RE nº  382.943.374/MG- AgR-ED,  Primeira  Turma,  Relator  o  Ministro  Ricardo  Lewandowski, DJe de 5/5/11).  Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. ", "votante" : "MIN_DIAS_TOFFOLI" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac3b0d25122448875ae" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do  Senhor  Ministro  Luís  Roberto  Barroso,  na  conformidade  da  ata  de  julgamento  e  das  notas  taquigráficas,  por  unanimidade,  em  negar  provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.   Brasília, 29 de março de 2016. 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LUIZ FUX\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     MUNICIPIO DE SAO SEBASTIAO DA BELA VISTA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MARIA TEREZA CALIL NADER\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     FRANCISCO XAVIER AMARAL\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     UNIÃO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA\n     </b>\n     :\n     <b>\n      AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  TRIBUTÁRIO. \nCONTRIBUIÇÃO  PREVIDENCIÁRIA. \nINCONSTITUCIONALIDADE. COMPENSAÇÃO. RETIFICAÇÃO DA \nGFIP  PELO  CONTRIBUINTE.  CRIAÇÃO  DE  OBRIGAÇÃO \nTRIBUTÁRIA ACESSÓRIA. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTO LEGAL. \nEXCESSO  DE  PODER  REGULAMENTAR.  ANÁLISE  DE  NORMA \nINFRACONSTITUCIONAL.  OFENSA  REFLEXA.  PRINCÍPIO  DA \nLEGALIDADE.  INTERPRETAÇÃO  DE  NORMA \nINFRACONSTITUCIONAL.  SÚMULA  Nº 636  DO  STF.  AGRAVO \nREGIMENTAL DESPROVIDO.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nPrimeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do \nSenhor  Ministro  Luís  Roberto  Barroso,  na  conformidade  da  ata  de \njulgamento  e  das  notas  taquigráficas,  por  unanimidade,  em  negar \nprovimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 29 de março de 2016.\nMinistro\n     <b>\n      LUIZ FUX - RELATOR\n     </b>\n     <i>\n      Documento assinado digitalmente\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10745830.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      29/03/2016 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.271 MINAS \nGERAIS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     MUNICIPIO DE SAO SEBASTIAO DA BELA VISTA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MARIA TEREZA CALIL NADER\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     FRANCISCO XAVIER AMARAL\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     UNIÃO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      R E L A T Ó R I O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):\n     </b>\n     Trata-se  de  agravo \nregimental interposto pelo MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO DA BELA \nVISTA contra decisão de minha relatoria, assim ementada\n     <i>\n      :\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “\n      <b>\n       RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  \nTRIBUTÁRIO.  CONTRIBUIÇÃO  PREVIDENCIÁRIA.  \nINCONSTITUCIONALIDADE.  COMPENSAÇÃO.  \nRETIFICAÇÃO DA GFIP PELO CONTRIBUINTE. CRIAÇÃO  \nDE OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA ACESSÓRIA. AUSÊNCIA DE  \nFUNDAMENTO  LEGAL.  EXCESSO  DE  PODER  \nREGULAMENTAR.  ANÁLISE  DE  NORMA  \nINFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. PRINCÍPIO  \nDA  LEGALIDADE.  INTERPRETAÇÃO  DE  NORMA  \nINFRACONSTITUCIONAL.  SÚMULA  Nº  636  DO  STF.  \nAGRAVO DESPROVIDO\n      </b>\n      ”.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso \nreiterando os  argumentos  contidos em seu recurso extraordinário  pela \ninconstitucionalidade da obrigatoriedade de retificação da GFIP (Guia de \nRecolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações \nà Previdência Social) por parte do contribuinte, com fundamento nos arts. \n2º, 5º, II, 37, 84, IV, da Constituição Federal.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10745831.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      29/03/2016 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.271 MINAS \nGERAIS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      V O T O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):\n     </b>\n     A presente irresignação \nnão merece prosperar.\n    </p>\n    <p>\n     Em  que  pesem  os  argumentos  expendidos  no  agravo,  resta \nevidenciado das  razões  recursais  que o  agravante  não trouxe nenhum \nargumento  capaz  de  infirmar  a  decisão  hostilizada,  razão  pela  qual  a \nmesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.\n    </p>\n    <p>\n     Nesse  contexto,  oportuno  reiterar  as  razões  contidas  na  decisão \nagravada, no sentido de que:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      Em  relação  à  parte  não  prejudicada  do  recurso,  observo,  \ninicialmente,  que,  quanto à  violação  ao  princípio  constitucional  da  \nlegalidade, aplica-se o teor da súmula nº 636 desta Corte: Não cabe  \nrecurso extraordinário  por contrariedade ao princípio da legalidade,  \nquando a  sua verificação pressuponha rever  a  interpretação dada  a  \nnormas infraconstitucionais pela decisão recorrida.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Além  disso,  para  verificar  a  alegação  de  excesso  de  poder  \nregulamentar, bem como de eventual criação de obrigação tributária  \nacessória  sem fundamentação legal  é  necessário  o  cotejo  de normas  \ninfraconstitucionais. Ocorre que, a violação constitucional dependente  \nda  análise  de  malferimento  de  dispositivos  infraconstitucionais  \nencerra  violação  reflexa  e  oblíqua,  tornando inadmissível  o  recurso  \nextraordinário. Nesse sentido, confira-se o julgamento do AI 519.375-\nAgR, Rel.  Min.  Eros  Grau,  1ª  Turma,  DJ  19/8/2005,  cuja ementa  \nsegue transcrita:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      ‘AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE  \nINSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. LEI N. 8.200/91, ARTIGO  \n3º,  INCISO  I.  CONSTITUCIONALIDADE  DECLARADA \nPELO TRIBUNAL PLENO. DECRETO N. 332/91. NORMA \nregulamentar. APLICAÇÃO DA NORMA TRIBUTÁRIA.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10745832.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 940271 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      1.  Decreto  n.  332/91.  Norma  regulamentar.  \nInconstitucionalidade  de  suas  disposições  por  extrapolarem  o  \ncomando da Lei n. 8.200/91. Alegação improcedente. Se a norma  \nregulamentar padece de vícios dessa espécie, a questão se resolve  \nno  âmbito  da  legalidade  e  não  no  âmbito  da  \ninconstitucionalidade.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      2.  Eventual  declaração  de  ilegalidade  de  preceitos  da  \nnorma regulamentar não exime o contribuinte da observância da  \nlegislação  regulamentada,  tendo em vista  que o  conteúdo e  o  \nalcance dos decretos restringem-se aos das leis em função das  \nquais sejam expedidos (CTN, artigo 99).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Agravo regimental a que se nega provimento.’\nNessa  linha  de  raciocínio,  destaco  ainda:  ARE 674.519-AgR,\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 16/9/2014, AI 624.761-\nAgR,  Rel.  Min.  Cármen  Lúcia,  1ª  Turma,  DJe  13/11/2009,  AI  \n495.415-AgR, Rel. Min. Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 18/11/2005, RE  \n233.483-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJ 6/8/2005.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Por  oportuno,  sobre  a  situação  em questão  e  reconhecendo  a  \nnecessidade  de  análise  de  norma  infraconstitucional,  anoto  os  \nseguintes precedentes: ARE 641.226-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso,  \n1ª Turma, DJe de 11/2/2016, ARE 682.534-AgR, Rel. Min. Ricardo  \nLewandowski, 2ª Turma, DJe de 22/10/2012, ARE 683.918-AgR, Rel.  \nMin.  Cármen  Lúcia,  2ª  Turma,  DJe  de  19/10/2012,  cuja  ementa  \ntranscrevo a seguir:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      ‘AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  \nEXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  TRIBUTÁRIO.  \nCONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. RETIFICAÇÃO DE  \nGUIAS  DE  RECOLHIMENTO  DO  FUNDO  DE  \nGARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO – FGTS (GFIPS).  \nCOMPENSAÇÃO.  ANÁLISE  DE  MATÉRIA \nINFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL \nINDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA \nPROVIMENTO.’\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Ex positis\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      NEGO PROVIMENTO\n     </b>\n     ao agravo regimental. \nÉ como voto.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10745832.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 29/03/2016\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.271\n     </b>\n     PROCED. : MINAS GERAIS\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n     </b>\n     AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SAO SEBASTIAO DA BELA VISTA\nADV.(A/S) : MARIA TEREZA CALIL NADER (52235/MG)\nADV.(A/S) : FRANCISCO XAVIER AMARAL (28819/MG)\nAGDO.(A/S) : UNIÃO\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     :  A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \ntermos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro \nLuís Roberto Barroso. 1ª Turma, 29.3.2016.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes\n    </p>\n    <p>\n     à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber \ne Edson Fachin.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 10702162\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "29/03/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.271 MINAS \n", "GERAIS\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SAO SEBASTIAO DA BELA VISTA \n", "ADV.(A/S) :MARIA TEREZA CALIL NADER \n", "ADV.(A/S) :FRANCISCO XAVIER AMARAL \n", "AGDO.(A/S) :UNIÃO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL \n", "EMENTA:  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  TRIBUTÁRIO. \n", "CONTRIBUIÇÃO  PREVIDENCIÁRIA. \n", "INCONSTITUCIONALIDADE. COMPENSAÇÃO. RETIFICAÇÃO DA \n", "GFIP  PELO  CONTRIBUINTE.  CRIAÇÃO  DE  OBRIGAÇÃO \n", "TRIBUTÁRIA ACESSÓRIA. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTO LEGAL. \n", "EXCESSO  DE  PODER  REGULAMENTAR.  ANÁLISE  DE  NORMA \n", "INFRACONSTITUCIONAL.  OFENSA  REFLEXA.  PRINCÍPIO  DA \n", "LEGALIDADE.  INTERPRETAÇÃO  DE  NORMA \n", "INFRACONSTITUCIONAL.  SÚMULA  Nº 636  DO  STF.  AGRAVO \n", "REGIMENTAL DESPROVIDO.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do \n", "Senhor  Ministro  Luís  Roberto  Barroso,  na  conformidade  da  ata  de \n", "julgamento  e  das  notas  taquigráficas,  por  unanimidade,  em  negar \n", "provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. \n", "Brasília, 29 de março de 2016.\n", "Ministro LUIZ FUX - RELATOR\n", "Documento assinado digitalmente\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10745830.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5\n", "Relatório\n", "29/03/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.271 MINAS \n", "GERAIS\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SAO SEBASTIAO DA BELA VISTA \n", "ADV.(A/S) :MARIA TEREZA CALIL NADER \n", "ADV.(A/S) :FRANCISCO XAVIER AMARAL \n", "AGDO.(A/S) :UNIÃO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se  de  agravo \n", "regimental interposto pelo MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO DA BELA \n", "VISTA contra decisão de minha relatoria, assim ementada: \n", "“RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  \n", "TRIBUTÁRIO.  CONTRIBUIÇÃO  PREVIDENCIÁRIA.  \n", "INCONSTITUCIONALIDADE.  COMPENSAÇÃO.  \n", "RETIFICAÇÃO DA GFIP PELO CONTRIBUINTE. CRIAÇÃO  \n", "DE OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA ACESSÓRIA. AUSÊNCIA DE  \n", "FUNDAMENTO  LEGAL.  EXCESSO  DE  PODER  \n", "REGULAMENTAR.  ANÁLISE  DE  NORMA  \n", "INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. PRINCÍPIO  \n", "DA  LEGALIDADE.  INTERPRETAÇÃO  DE  NORMA  \n", "INFRACONSTITUCIONAL.  SÚMULA  Nº  636  DO  STF.  \n", "AGRAVO DESPROVIDO”.\n", "Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso \n", "reiterando os  argumentos  contidos em seu recurso extraordinário  pela \n", "inconstitucionalidade da obrigatoriedade de retificação da GFIP (Guia de \n", "Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações \n", "à Previdência Social) por parte do contribuinte, com fundamento nos arts. \n", "2º, 5º, II, 37, 84, IV, da Constituição Federal.\n", "É o relatório.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10745831.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "29/03/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.271 MINAS \n", "GERAIS\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):  A presente irresignação \n", "não merece prosperar.\n", "Em  que  pesem  os  argumentos  expendidos  no  agravo,  resta \n", "evidenciado das  razões  recursais  que o  agravante  não trouxe nenhum \n", "argumento  capaz  de  infirmar  a  decisão  hostilizada,  razão  pela  qual  a \n", "mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.\n", "Nesse  contexto,  oportuno  reiterar  as  razões  contidas  na  decisão \n", "agravada, no sentido de que:\n", "“Em  relação  à  parte  não  prejudicada  do  recurso,  observo,  \n", "inicialmente,  que,  quanto à  violação  ao  princípio  constitucional  da  \n", "legalidade, aplica-se o teor da súmula nº 636 desta Corte: Não cabe  \n", "recurso extraordinário  por contrariedade ao princípio da legalidade,  \n", "quando a  sua verificação pressuponha rever  a  interpretação dada  a  \n", "normas infraconstitucionais pela decisão recorrida. \n", "Além  disso,  para  verificar  a  alegação  de  excesso  de  poder  \n", "regulamentar, bem como de eventual criação de obrigação tributária  \n", "acessória  sem fundamentação legal  é  necessário  o  cotejo  de normas  \n", "infraconstitucionais. Ocorre que, a violação constitucional dependente  \n", "da  análise  de  malferimento  de  dispositivos  infraconstitucionais  \n", "encerra  violação  reflexa  e  oblíqua,  tornando inadmissível  o  recurso  \n", "extraordinário. Nesse sentido, confira-se o julgamento do AI 519.375-\n", "AgR, Rel.  Min.  Eros  Grau,  1ª  Turma,  DJ  19/8/2005,  cuja ementa  \n", "segue transcrita: \n", "‘AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE  \n", "INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. LEI N. 8.200/91, ARTIGO  \n", "3º,  INCISO  I.  CONSTITUCIONALIDADE  DECLARADA \n", "PELO TRIBUNAL PLENO. DECRETO N. 332/91. NORMA \n", "regulamentar. APLICAÇÃO DA NORMA TRIBUTÁRIA. \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10745832.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "ARE 940271 AGR / MG \n", "1.  Decreto  n.  332/91.  Norma  regulamentar.  \n", "Inconstitucionalidade  de  suas  disposições  por  extrapolarem  o  \n", "comando da Lei n. 8.200/91. Alegação improcedente. Se a norma  \n", "regulamentar padece de vícios dessa espécie, a questão se resolve  \n", "no  âmbito  da  legalidade  e  não  no  âmbito  da  \n", "inconstitucionalidade. \n", "2.  Eventual  declaração  de  ilegalidade  de  preceitos  da  \n", "norma regulamentar não exime o contribuinte da observância da  \n", "legislação  regulamentada,  tendo em vista  que o  conteúdo e  o  \n", "alcance dos decretos restringem-se aos das leis em função das  \n", "quais sejam expedidos (CTN, artigo 99). \n", "Agravo regimental a que se nega provimento.’\n", "Nessa  linha  de  raciocínio,  destaco  ainda:  ARE 674.519-AgR,  \n", "Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 16/9/2014, AI 624.761-\n", "AgR,  Rel.  Min.  Cármen  Lúcia,  1ª  Turma,  DJe  13/11/2009,  AI  \n", "495.415-AgR, Rel. Min. Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 18/11/2005, RE  \n", "233.483-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJ 6/8/2005. \n", "Por  oportuno,  sobre  a  situação  em questão  e  reconhecendo  a  \n", "necessidade  de  análise  de  norma  infraconstitucional,  anoto  os  \n", "seguintes precedentes: ARE 641.226-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso,  \n", "1ª Turma, DJe de 11/2/2016, ARE 682.534-AgR, Rel. Min. Ricardo  \n", "Lewandowski, 2ª Turma, DJe de 22/10/2012, ARE 683.918-AgR, Rel.  \n", "Min.  Cármen  Lúcia,  2ª  Turma,  DJe  de  19/10/2012,  cuja  ementa  \n", "transcrevo a seguir:\n", "‘AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  TRIBUTÁRIO.  \n", "CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. RETIFICAÇÃO DE  \n", "GUIAS  DE  RECOLHIMENTO  DO  FUNDO  DE  \n", "GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO – FGTS (GFIPS).  \n", "COMPENSAÇÃO.  ANÁLISE  DE  MATÉRIA \n", "INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL \n", "INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA \n", "PROVIMENTO.’”.\n", "Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. \n", "É como voto.\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10745832.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5\n", "Extrato de Ata - 29/03/2016\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.271\n", "PROCED. : MINAS GERAIS\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SAO SEBASTIAO DA BELA VISTA\n", "ADV.(A/S) : MARIA TEREZA CALIL NADER (52235/MG)\n", "ADV.(A/S) : FRANCISCO XAVIER AMARAL (28819/MG)\n", "AGDO.(A/S) : UNIÃO\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL\n", "Decisão:  A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \n", "termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro \n", "Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 29.3.2016.\n", " \n", "Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes \n", "à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber \n", "e Edson Fachin. \n", "Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 10702162\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5\n" ], "numero" : "940271", "partes" : [ { "nome" : "MIN. LUIZ FUX", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "MUNICIPIO DE SAO SEBASTIAO DA BELA VISTA", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "FRANCISCO XAVIER AMARAL", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "UNIÃO", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. LUIZ FUX", "texto" : "O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se  de  agravo  regimental interposto pelo MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO DA BELA  VISTA contra decisão de minha relatoria, assim ementada:   “RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.   TRIBUTÁRIO.  CONTRIBUIÇÃO  PREVIDENCIÁRIA.   INCONSTITUCIONALIDADE.  COMPENSAÇÃO.   RETIFICAÇÃO DA GFIP PELO CONTRIBUINTE. CRIAÇÃO   DE OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA ACESSÓRIA. AUSÊNCIA DE   FUNDAMENTO  LEGAL.  EXCESSO  DE  PODER   REGULAMENTAR.  ANÁLISE  DE  NORMA   INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. PRINCÍPIO   DA  LEGALIDADE.  INTERPRETAÇÃO  DE  NORMA   INFRACONSTITUCIONAL.  SÚMULA  Nº  636  DO  STF.   AGRAVO DESPROVIDO”.  Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso  reiterando os  argumentos  contidos em seu recurso extraordinário  pela  inconstitucionalidade da obrigatoriedade de retificação da GFIP (Guia de  Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações  à Previdência Social) por parte do contribuinte, com fundamento nos arts.  2º, 5º, II, 37, 84, IV, da Constituição Federal.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):  A presente irresignação  não merece prosperar.  Em  que  pesem  os  argumentos  expendidos  no  agravo,  resta  evidenciado das  razões  recursais  que o  agravante  não trouxe nenhum  argumento  capaz  de  infirmar  a  decisão  hostilizada,  razão  pela  qual  a  mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.  Nesse  contexto,  oportuno  reiterar  as  razões  contidas  na  decisão  agravada, no sentido de que:  “Em  relação  à  parte  não  prejudicada  do  recurso,  observo,   inicialmente,  que,  quanto à  violação  ao  princípio  constitucional  da   legalidade, aplica-se o teor da súmula nº 636 desta Corte: Não cabe   recurso extraordinário  por contrariedade ao princípio da legalidade,   quando a  sua verificação pressuponha rever  a  interpretação dada  a   normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.   Além  disso,  para  verificar  a  alegação  de  excesso  de  poder   regulamentar, bem como de eventual criação de obrigação tributária   acessória  sem fundamentação legal  é  necessário  o  cotejo  de normas   infraconstitucionais. Ocorre que, a violação constitucional dependente   da  análise  de  malferimento  de  dispositivos  infraconstitucionais   encerra  violação  reflexa  e  oblíqua,  tornando inadmissível  o  recurso   extraordinário. Nesse sentido, confira-se o julgamento do AI 519.375- AgR, Rel.  Min.  Eros  Grau,  1ª  Turma,  DJ  19/8/2005,  cuja ementa   segue transcrita:   ‘AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE   INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. LEI N. 8.200/91, ARTIGO   3º,  INCISO  I.  CONSTITUCIONALIDADE  DECLARADA  PELO TRIBUNAL PLENO. DECRETO N. 332/91. NORMA  regulamentar. APLICAÇÃO DA NORMA TRIBUTÁRIA.     1.  Decreto  n.  332/91.  Norma  regulamentar.   Inconstitucionalidade  de  suas  disposições  por  extrapolarem  o   comando da Lei n. 8.200/91. Alegação improcedente. Se a norma   regulamentar padece de vícios dessa espécie, a questão se resolve   no  âmbito  da  legalidade  e  não  no  âmbito  da   inconstitucionalidade.   2.  Eventual  declaração  de  ilegalidade  de  preceitos  da   norma regulamentar não exime o contribuinte da observância da   legislação  regulamentada,  tendo em vista  que o  conteúdo e  o   alcance dos decretos restringem-se aos das leis em função das   quais sejam expedidos (CTN, artigo 99).   Agravo regimental a que se nega provimento.’ Nessa  linha  de  raciocínio,  destaco  ainda:  ARE 674.519-AgR,    Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 16/9/2014, AI 624.761- AgR,  Rel.  Min.  Cármen  Lúcia,  1ª  Turma,  DJe  13/11/2009,  AI   495.415-AgR, Rel. Min. Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 18/11/2005, RE   233.483-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJ 6/8/2005.   Por  oportuno,  sobre  a  situação  em questão  e  reconhecendo  a   necessidade  de  análise  de  norma  infraconstitucional,  anoto  os   seguintes precedentes: ARE 641.226-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso,   1ª Turma, DJe de 11/2/2016, ARE 682.534-AgR, Rel. Min. Ricardo   Lewandowski, 2ª Turma, DJe de 22/10/2012, ARE 683.918-AgR, Rel.   Min.  Cármen  Lúcia,  2ª  Turma,  DJe  de  19/10/2012,  cuja  ementa   transcrevo a seguir:  ‘AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO   EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  TRIBUTÁRIO.   CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. RETIFICAÇÃO DE   GUIAS  DE  RECOLHIMENTO  DO  FUNDO  DE   GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO – FGTS (GFIPS).   COMPENSAÇÃO.  ANÁLISE  DE  MATÉRIA  INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL  INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA  PROVIMENTO.’”.  Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.  É como voto. ", "votante" : "MIN_LUIZ_FUX" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac4b0d25122448875b0" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 27/4 a  4/5/2018,  na conformidade da ata do julgamento,  por unanimidade de  votos, em rejeitar os embargos de declaração, com imposição de multa no  valor de R$ 3.000,00 (três mil reais), nos termos do art. 1.026, § 2º, do CPC,  nos termos do voto do Relator.  MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator " }, "arquivohtml" : "./ITD/1077573/html/1077573.html", "arquivopdf" : "./ITD/1077573/1077573.pdf", "arquivossecoes" : { "ATA" : "./ITD/1077573/html/1077573_Extrato_de_Ata_07_05_2018_pg_9_9_seq_4.html", "EMENTA_ACORDAO" : "./ITD/1077573/html/1077573_Ementa_e_Acordao_pg_1_2_seq_1.html", "OUTROS" : [ "./ITD/1077573/html/1077573.html" ], "RELATORIO" : "./ITD/1077573/html/1077573_Relatorio_pg_3_4_seq_2.html", "VOTOS" : { "1077573_Voto_MIN_DIAS_TOFFOLI_pg_5_8_seq_3" : "./ITD/1077573/html/1077573_Voto_MIN_DIAS_TOFFOLI_pg_5_8_seq_3.html" } }, "arquivotxt" : "./ITD/1077573/txt/1077573.txt", "caminho" : "./ITD/", "ementa" : { "texto" : "EMENTA  Embargos  de  declaração  no  agravo  regimental  no  recurso  extraordinário  com  agravo.  Questões  afastadas  nos  julgamentos  anteriores. Não há omissão, contradição, obscuridade ou erro material a  serem sanados. Precedentes.  1.  No  julgamento  do  recurso,  as  questões  postas  pela  parte  recorrente  foram  enfrentadas  adequadamente.  Inexistência  dos  vícios  previstos no art. 1.022 do Código de Processo Civil.   2.  Embargos de declaração rejeitados, com imposição de multa no  valor de R$ 3.000,00 (art. 1.026, § 2º, do CPC).    " }, "extratoata" : { "texto" : "EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO  1.077.573 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : COMISSÃO PROVISÓRIA DO PARTIDO SOCIAL DEMOCRÁTICO DO  MUNICÍPIO DE JACOBINA ADV.(A/S) : JUTAHY MAGALHAES NETO (31226/BA, 23066/DF, 106622/MG) EMBDO.(A/S) : AILTON MENDES DE JESUS ADV.(A/S) : MAICA CRISTINA LUZ CARDOSO (45673/BA) INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA  Decisão:  A  Turma,  por  unanimidade,  rejeitou  os  embargos  de  declaração, com imposição de multa no valor de R$ 3.000,00 (três  mil reais) nos termos do art. 1.026, § 2º, do CPC, nos termos do  voto  do  Relator.  Segunda  Turma,  Sessão  Virtual  de  27.4.2018  a  4.5.2018.  Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de  Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.   Marília Montenegro Secretária Substituta " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      07/05/2018 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO \n1.077.573 BAHIA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\nEMBTE.(S) :\n     </b>\n     COMISSÃO PROVISÓRIA DO PARTIDO SOCIAL\n    </p>\n    <p>\n     DEMOCRÁTICO DO MUNICÍPIO DE JACOBINA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JUTAHY MAGALHAES NETO\n     <b>\n      EMBDO.(A/S) :\n     </b>\n     AILTON MENDES DE JESUS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MAICA CRISTINA LUZ CARDOSO\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Embargos  de  declaração  no  agravo  regimental  no  recurso \nextraordinário  com  agravo.  Questões  afastadas  nos  julgamentos \nanteriores. Não há omissão, contradição, obscuridade ou erro material a \nserem sanados. Precedentes.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1.  No  julgamento  do  recurso,  as  questões  postas  pela  parte \nrecorrente  foram  enfrentadas  adequadamente.  Inexistência  dos  vícios \nprevistos no art. 1.022 do Código de Processo Civil.\n    </p>\n    <p>\n     2.  Embargos de declaração rejeitados, com imposição de multa no \nvalor de R$ 3.000,00\n     <b>\n     </b>\n     (art. 1.026, § 2º, do CPC).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ACÓRDÃO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nSegunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 27/4 a \n4/5/2018,  na conformidade da ata do julgamento,  por unanimidade de \nvotos, em rejeitar os embargos de declaração, com imposição de multa no \nvalor de R$ 3.000,00 (três mil reais), nos termos do art. 1.026, § 2º, do CPC, \nnos termos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 7 de maio de 2018.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880055.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 299\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1077573 AGR-ED / BA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO DIAS TOFFOLI\nRelator\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880055.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 300\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      07/05/2018 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO \n1.077.573 BAHIA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\nEMBTE.(S) :\n     </b>\n     COMISSÃO PROVISÓRIA DO PARTIDO SOCIAL\n    </p>\n    <p>\n     DEMOCRÁTICO DO MUNICÍPIO DE JACOBINA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JUTAHY MAGALHAES NETO\n     <b>\n      EMBDO.(A/S) :\n     </b>\n     AILTON MENDES DE JESUS\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MAICA CRISTINA LUZ CARDOSO\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATÓRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n     </b>\n     Comissão Provisória do Partido Social Democrático do Município de\n    </p>\n    <p>\n     Jacobina opõe tempestivos embargos de declaração contra acórdão assim \nementado:\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      “Agravo  regimental  no  recurso  extraordinário  com \nagravo.  Direito  eleitoral.  Artigo  93,  IX,  da  CF/88.  Violação. \nNão  ocorrência.  Registro  de  candidatura.  Analfabetismo. \nFatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. O art. 93, IX, da Constituição Federal não determina que \no órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de \ndefesa apresentados,  mas sim que ele explicite as  razões que \nentendeu  suficientes  à  formação  de  seu  convencimento.  Ao \nreconhecer  a  repercussão  geral  desse  tema,  o  Plenário  do \nSupremo  Tribunal  Federal  reafirmou  essa  orientação  (AI  nº \n791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro\n     <b>\n      Gilmar Mendes\n     </b>\n     , DJe de \n13/8/10).\n    </p>\n    <p>\n     2. O recurso extraordinário não se presta para o reexame \ndos  fatos  e  das  provas  constantes  dos  autos.  Incidência  da \nSúmula nº 279/STF.\n    </p>\n    <p>\n     3. Agravo regimental não provido.”\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14879762.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 301\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1077573 AGR-ED / BA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Insiste  o  embargante  nos  mesmos  argumentos  já  deduzidos  nos \nrecursos anteriormente interpostos.\n    </p>\n    <p>\n     Sustenta que o acórdão embargado teria sido omisso ao afirmar que \na pretensão recursal esbarraria no óbice da Súmula 279/STF, e ao não ter \napontado o motivo pelo qual considerou o embargado alfabetizado.\n    </p>\n    <p>\n     Alega, também, que o acórdão deveria ter especificado a razão pela \nqual  a  matéria  exposta  no  recurso  especial  eleitoral  interposto  pelo \nembargado teria “escapado” da vedação prevista nas Súmulas nºs 279 e \n283/STF.\n    </p>\n    <p>\n     Aduz, ainda, que\n    </p>\n    <p>\n     “[o] que se discute são as consequências jurídicas geradas \npela não aplicação do artigo 14, § 4º,  além do desrespeito ao \npreceito  constitucional  que  prevê  no  artigo  93,  IX,  da \nConstituição Federal.\n    </p>\n    <p>\n     Especificamente  em  relação  ao  artigo  14,  §  4º,  da \nConstituição  Federal,  ao  contrário  do  alegado  no  acórdão \nguerreado,  mister  ressaltar  que o  Embargado,  em declaração \nfirmada de próprio punho e no teste presencial realizado, não \ndemonstrou  ter  conhecimento  mínimo  de  escrita  e  leitura, \nestando evidenciado não ser alfabetizado”.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14879762.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 302\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      07/05/2018 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO \n1.077.573 BAHIA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      VOTO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n     </b>\n     Não está presente nenhuma hipótese autorizadora da oposição do\n    </p>\n    <p>\n     recurso declaratório. \nAnote-se, inicialmente, que o acórdão embargado não mencionou o\n    </p>\n    <p>\n     motivo  pelo  qual  o  embargado seria  alfabetizado,  porque nem sequer \nchegou a  analisar  essa  questão,  tendo em vista  que,  para  se  chegar  a \nqualquer   conclusão  (se  o  candidato  seria  analfabeto  ou  não),  seria \nnecessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos,  o que é \ninviável no âmbito do recurso extraordinário.  Incidência da Súmula nº \n279/STF.\n    </p>\n    <p>\n     Destarte,  é  certo  que  o  acórdão  embargado  fundamentou-se  na \npacífica jurisprudência firmada nesta Corte.\n    </p>\n    <p>\n     Ademais, reitero que o art. 93, inciso IX, da Constituição Federal não \ndetermina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos \nde defesa apresentados, mas sim que ele explicite as razões que entendeu \nsuficientes à formação de seu convencimento. Ressalte-se que o referido \nentendimento foi reafirmado no julgamento do AI nº 791.292/PE-RG-QO, \nTribunal Pleno, Relator o Ministro\n     <b>\n      Gilmar Mendes\n     </b>\n     , DJe de 13/8/10 - Tema \n339.\n    </p>\n    <p>\n     Outrossim, registre-se que não cabe a esta Suprema Corte analisar a \nrazão  pela  qual  determinada  Súmula  foi  ou  não  aplicada  em  outro \ntribunal superior. Eventual dúvida, omissão ou contradição em acórdão \nproferido por outra Corte deveria ter sido dirimida pela interposição do \ncompetente recurso perante o respectivo órgão.\n    </p>\n    <p>\n     Desse modo, o julgado embargado não incorreu em omissão, tendo o \nórgão julgador decidido, fundamentadamente, todos os pontos colocados \nem  debate,  nos  limites  necessários  ao  deslinde  do  feito.  Ademais,  a \ncontradição que autoriza opor o recurso declaratório deve ser interna à\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14879763.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 303\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1077573 AGR-ED / BA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     decisão, verificada entre os fundamentos do julgado e sua conclusão, o \nque  não  ocorreu  no  caso  em tela.  Da  mesma forma,  a  decisão  não  é \nobscura,  pois  a  ela  não  faltam clareza  nem certeza  quanto  ao  que foi \ndecidido. Por fim, também é certo que não há no julgado nenhum erro \nmaterial a ser corrigido.\n    </p>\n    <p>\n     A  parte  embargante  pretende,  efetivamente,  promover  o \nrejulgamento  da  causa,  fim  para  o  qual  não  se  prestam os  embargos \ndeclaratórios. Nesse sentido:\n    </p>\n    <p>\n     “DIREITO  PREVIDENCIÁRIO.  EMBARGOS \nDECLARATÓRIOS  NO  AGRAVO  INTERNO  EM  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO.  RECURSO  PROTELATÓRIO. \nIMPOSIÇÃO  DE  MULTA.  PRECEDENTE.  INEXISTÊNCIA \nDOS VÍCIOS RELACIONADOS NO ART. 1.022 DO CPC/2015. \n1.  Não  há  erro,  obscuridade,  contradição  ou  omissão  no \nacórdão questionado, o que afasta a presença dos pressupostos \nde  embargabilidade,  conforme  o  art.  1.022  do  CPC.  2.  A \njurisprudência  do  Supremo  Tribunal  Federal  é  pacífica  no \nsentido de que se revela protelatório o agravo regimental que se \nlimita  a  aduzir  aquilo  que  já  constava  dos  autos  e  que  foi \ndevidamente  repelido  pela  decisão  agravada,  sem  nada \nacrescentar.  3.  Embargos  de  declaração  rejeitados, \ndeterminando-se o trânsito em julgado e a baixa imediata dos \nautos à origem” (RE nº 596.586/MG-AgR-ED, Primeira Turma, \nRelator o Ministro\n     <b>\n      Roberto Barroso\n     </b>\n     , DJe de 8/5/17).\n    </p>\n    <p>\n     “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO INOCORRÊNCIA DE\n    </p>\n    <p>\n     CONTRADIÇÃO,  OBSCURIDADE,  OMISSÃO  OU  ERRO \nMATERIAL (CPC,  ART. 1.022)  PRETENDIDO REEXAME DA \nCAUSA CARÁTER INFRINGENTE INADMISSIBILIDADE NO \nCASO  CARÁTER  PROCRASTINATÓRIO  ABUSO  DO \nDIREITO DE RECORRER IMPOSIÇÃO DE MULTA (1% SOBRE \nO  VALOR  CORRIGIDO  DA  CAUSA)  EMBARGOS  DE \nDECLARAÇÃO  REJEITADOS.  OS  EMBARGOS  DE \nDECLARAÇÃO  NÃO  SE  REVESTEM,  ORDINARIAMENTE, \nDE  CARÁTER  INFRINGENTE  Não  se  revelam  cabíveis  os\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14879763.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 304\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1077573 AGR-ED / BA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     embargos de declaração quando a parte recorrente a pretexto \nde esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, \ncontradição ou erro material (CPC, art. 1.022) vem a utilizá-los \ncom o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um \nindevido  reexame  da  causa.  Precedentes.  MULTA  E \nEXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER O abuso \ndo  direito  de  recorrer  por  qualificar-se  como  prática \nincompatível  com  o  postulado  ético-jurídico  da  lealdade \nprocessual  constitui  ato  de  litigância  maliciosa  repelido  pelo \nordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte \ninterpõe  recurso  com  intuito  evidentemente  protelatório, \nhipótese em que se legitima a imposição de multa. A multa a \nque se refere o art. 1.026, § 2º, do CPC possui função inibitória, \npois visa a impedir o exercício abusivo do direito de recorrer e a \nobstar a indevida utilização do processo como instrumento de \nretardamento da solução jurisdicional do conflito de interesses. \nPrecedentes”  (RE  nº  999.106/PR-AgR-ED,  Segunda  Turma, \nRelator o Ministro\n     <b>\n      Celso de Mello\n     </b>\n     , DJe de 5/5/17).\n    </p>\n    <p>\n     “EMBARGOS  DECLARATÓRIOS  EM  AGRAVO\n    </p>\n    <p>\n     REGIMENTAL  EM  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO. \nPREVIDENCIÁRIO.  APOSENTADORIA  ESPECIAL. \nCONVERSÃO DE TEMPO COMUM EM ESPECIAL. MATÉRIA \nINFRACONSTITUCIONAL.  APLICAÇÃO  DA SÚMULA 279 \nDO STF. AUSÊNCIA DE ERRO, OMISSÃO, CONTRADIÇÃO \nOU  OBSCURIDADE.  RECURSO  POSTERIOR  À  VIGÊNCIA \nDO  CPC/2015.  LITIGÂNCIA PROTELATÓRIA.  IMPOSIÇÃO \nDE MULTA. 1. Os embargos de declaração não constituem meio \nhábil para reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando \nhouver no acórdão omissão, contradição, obscuridade ou erro \nmaterial. 2. A parte Embargante busca rediscutir a matéria, com \nobjetivo de obter excepcionais efeitos infringentes. 3. Embargos \nde declaração rejeitados, com fixação de multa em 1% do valor \natualizado  da  causa,  constatado  o  manifesto  intuito \nprotelatório,  nos  termos  do  art.  1.026,  §  2º,  CPC”  (RE  nº \n978.253/RS-AgR-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro\n     <b>\n      Edson\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14879763.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 305\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1077573 AGR-ED / BA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Fachin\n     </b>\n     , DJe de 19/12/16). \n    \n“EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO.  DIREITO\n    </p>\n    <p>\n     ADMINISTRATIVO.  URV.  CONVERSÃO.  APLICAÇÃO  DO \nÍNDICE DE 11,98% A MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO. \nLIMITAÇÃO  TEMPORAL.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO \nINTERPOSTO  SOB  A  ÉGIDE  DO  CPC/1973.  OMISSÃO \nINOCORRENTE.  CARÁTER  INFRINGENTE. \nDECLARATÓRIOS  OPOSTOS  SOB  A  VIGÊNCIA  DO \nCPC/2015. 1. Não se prestam os embargos de declaração, não \nobstante sua vocação democrática  e  a  finalidade precípua de \naperfeiçoamento da prestação jurisdicional, para o reexame das \nquestões  de  fato  e  de  direito  já  apreciadas  no  acórdão \nembargado.  2.  Ausente  omissão  justificadora  da  oposição  de \nembargos  declaratórios,  nos  termos  do  art.  1022  do  CPC,  a \nevidenciar o caráter meramente infringente da insurgência.  3. \nConsiderando o caráter protelatório dos embargos, aplico multa \nde 2% (dois por cento) sobre o valor da causa (art. 1026, § 2º do \nCPC de 2015).  4.  Embargos  de  declaração  rejeitados”  (RE nº \n883.722/GO-AgR-ED, Relatora a Ministra\n     <b>\n      Rosa Weber\n     </b>\n     ,  DJe de \n14/12/2016.\n    </p>\n    <p>\n     Manifestamente protelatórios,  rejeito os embargos de declaração e \ncondeno os embargantes a pagar ao embargado multa no valor de R$ \n3.000,00  (três  mil  reais),  nos  termos  do  art.  1.026,  §  2º,  do  Código  de \nProcesso Civil, ressaltando que, por se tratar de demanda eleitoral, não há \natribuição de valor à causa.\n    </p>\n    <p>\n     É como voto.\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14879763.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 306\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 07/05/2018\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO \n1.077.573\n     </b>\n     PROCED. : BAHIA\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n     </b>\n     EMBTE.(S) : COMISSÃO PROVISÓRIA DO PARTIDO SOCIAL DEMOCRÁTICO DO \nMUNICÍPIO DE JACOBINA\nADV.(A/S) : JUTAHY MAGALHAES NETO (31226/BA, 23066/DF, 106622/MG)\nEMBDO.(A/S) : AILTON MENDES DE JESUS\nADV.(A/S) : MAICA CRISTINA LUZ CARDOSO (45673/BA)\nINTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     A  Turma,  por  unanimidade,  rejeitou  os  embargos  de \ndeclaração, com imposição de multa no valor de R$ 3.000,00 (três \nmil reais) nos termos do art. 1.026, § 2º, do CPC, nos termos do \nvoto  do  Relator.  Segunda  Turma,  Sessão  Virtual  de  27.4.2018  a \n4.5.2018.\n    </p>\n    <p>\n     Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de \nMello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.\n    </p>\n    <p>\n     Marília Montenegro\nSecretária Substituta\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14802768\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9 307\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "07/05/2018 SEGUNDA TURMA\n", "EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO \n", "1.077.573 BAHIA\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "EMBTE.(S) :COMISSÃO PROVISÓRIA DO PARTIDO SOCIAL \n", "DEMOCRÁTICO DO MUNICÍPIO DE JACOBINA \n", "ADV.(A/S) : JUTAHY MAGALHAES NETO \n", "EMBDO.(A/S) :AILTON MENDES DE JESUS \n", "ADV.(A/S) :MAICA CRISTINA LUZ CARDOSO \n", "INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA \n", "EMENTA \n", "Embargos  de  declaração  no  agravo  regimental  no  recurso \n", "extraordinário  com  agravo.  Questões  afastadas  nos  julgamentos \n", "anteriores. Não há omissão, contradição, obscuridade ou erro material a \n", "serem sanados. Precedentes. \n", "1.  No  julgamento  do  recurso,  as  questões  postas  pela  parte \n", "recorrente  foram  enfrentadas  adequadamente.  Inexistência  dos  vícios \n", "previstos no art. 1.022 do Código de Processo Civil. \n", "2.  Embargos de declaração rejeitados, com imposição de multa no \n", "valor de R$ 3.000,00 (art. 1.026, § 2º, do CPC). \n", "ACÓRDÃO\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 27/4 a \n", "4/5/2018,  na conformidade da ata do julgamento,  por unanimidade de \n", "votos, em rejeitar os embargos de declaração, com imposição de multa no \n", "valor de R$ 3.000,00 (três mil reais), nos termos do art. 1.026, § 2º, do CPC, \n", "nos termos do voto do Relator.\n", "Brasília, 7 de maio de 2018.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880055.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 299\n", "Ementa e Acórdão\n", "ARE 1077573 AGR-ED / BA \n", "MINISTRO DIAS TOFFOLI\n", "Relator\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880055.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 300\n", "Relatório\n", "07/05/2018 SEGUNDA TURMA\n", "EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO \n", "1.077.573 BAHIA\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "EMBTE.(S) :COMISSÃO PROVISÓRIA DO PARTIDO SOCIAL \n", "DEMOCRÁTICO DO MUNICÍPIO DE JACOBINA \n", "ADV.(A/S) : JUTAHY MAGALHAES NETO \n", "EMBDO.(A/S) :AILTON MENDES DE JESUS \n", "ADV.(A/S) :MAICA CRISTINA LUZ CARDOSO \n", "INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA \n", "RELATÓRIO\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): \n", "Comissão Provisória do Partido Social Democrático do Município de \n", "Jacobina opõe tempestivos embargos de declaração contra acórdão assim \n", "ementado:\n", "“Agravo  regimental  no  recurso  extraordinário  com \n", "agravo.  Direito  eleitoral.  Artigo  93,  IX,  da  CF/88.  Violação. \n", "Não  ocorrência.  Registro  de  candidatura.  Analfabetismo. \n", "Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. \n", "1. O art. 93, IX, da Constituição Federal não determina que \n", "o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de \n", "defesa apresentados,  mas sim que ele explicite as  razões que \n", "entendeu  suficientes  à  formação  de  seu  convencimento.  Ao \n", "reconhecer  a  repercussão  geral  desse  tema,  o  Plenário  do \n", "Supremo  Tribunal  Federal  reafirmou  essa  orientação  (AI  nº \n", "791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de \n", "13/8/10). \n", "2. O recurso extraordinário não se presta para o reexame \n", "dos  fatos  e  das  provas  constantes  dos  autos.  Incidência  da \n", "Súmula nº 279/STF. \n", "3. Agravo regimental não provido.”\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14879762.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 301\n", "Relatório\n", "ARE 1077573 AGR-ED / BA \n", "Insiste  o  embargante  nos  mesmos  argumentos  já  deduzidos  nos \n", "recursos anteriormente interpostos.\n", "Sustenta que o acórdão embargado teria sido omisso ao afirmar que \n", "a pretensão recursal esbarraria no óbice da Súmula 279/STF, e ao não ter \n", "apontado o motivo pelo qual considerou o embargado alfabetizado.\n", "Alega, também, que o acórdão deveria ter especificado a razão pela \n", "qual  a  matéria  exposta  no  recurso  especial  eleitoral  interposto  pelo \n", "embargado teria “escapado” da vedação prevista nas Súmulas nºs 279 e \n", "283/STF.\n", "Aduz, ainda, que\n", "“[o] que se discute são as consequências jurídicas geradas \n", "pela não aplicação do artigo 14, § 4º,  além do desrespeito ao \n", "preceito  constitucional  que  prevê  no  artigo  93,  IX,  da \n", "Constituição Federal.\n", "Especificamente  em  relação  ao  artigo  14,  §  4º,  da \n", "Constituição  Federal,  ao  contrário  do  alegado  no  acórdão \n", "guerreado,  mister  ressaltar  que o  Embargado,  em declaração \n", "firmada de próprio punho e no teste presencial realizado, não \n", "demonstrou  ter  conhecimento  mínimo  de  escrita  e  leitura, \n", "estando evidenciado não ser alfabetizado”.\n", "É o relatório.\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14879762.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 302\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "07/05/2018 SEGUNDA TURMA\n", "EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO \n", "1.077.573 BAHIA\n", "VOTO\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): \n", "Não está presente nenhuma hipótese autorizadora da oposição do \n", "recurso declaratório. \n", "Anote-se, inicialmente, que o acórdão embargado não mencionou o \n", "motivo  pelo  qual  o  embargado seria  alfabetizado,  porque nem sequer \n", "chegou a  analisar  essa  questão,  tendo em vista  que,  para  se  chegar  a \n", "qualquer   conclusão  (se  o  candidato  seria  analfabeto  ou  não),  seria \n", "necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos,  o que é \n", "inviável no âmbito do recurso extraordinário.  Incidência da Súmula nº \n", "279/STF.\n", "Destarte,  é  certo  que  o  acórdão  embargado  fundamentou-se  na \n", "pacífica jurisprudência firmada nesta Corte. \n", "Ademais, reitero que o art. 93, inciso IX, da Constituição Federal não \n", "determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos \n", "de defesa apresentados, mas sim que ele explicite as razões que entendeu \n", "suficientes à formação de seu convencimento. Ressalte-se que o referido \n", "entendimento foi reafirmado no julgamento do AI nº 791.292/PE-RG-QO, \n", "Tribunal Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10 - Tema \n", "339. \n", "Outrossim, registre-se que não cabe a esta Suprema Corte analisar a \n", "razão  pela  qual  determinada  Súmula  foi  ou  não  aplicada  em  outro \n", "tribunal superior. Eventual dúvida, omissão ou contradição em acórdão \n", "proferido por outra Corte deveria ter sido dirimida pela interposição do \n", "competente recurso perante o respectivo órgão.\n", "Desse modo, o julgado embargado não incorreu em omissão, tendo o \n", "órgão julgador decidido, fundamentadamente, todos os pontos colocados \n", "em  debate,  nos  limites  necessários  ao  deslinde  do  feito.  Ademais,  a \n", "contradição que autoriza opor o recurso declaratório deve ser interna à \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14879763.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 303\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "ARE 1077573 AGR-ED / BA \n", "decisão, verificada entre os fundamentos do julgado e sua conclusão, o \n", "que  não  ocorreu  no  caso  em tela.  Da  mesma forma,  a  decisão  não  é \n", "obscura,  pois  a  ela  não  faltam clareza  nem certeza  quanto  ao  que foi \n", "decidido. Por fim, também é certo que não há no julgado nenhum erro \n", "material a ser corrigido. \n", "A  parte  embargante  pretende,  efetivamente,  promover  o \n", "rejulgamento  da  causa,  fim  para  o  qual  não  se  prestam os  embargos \n", "declaratórios. Nesse sentido: \n", "“DIREITO  PREVIDENCIÁRIO.  EMBARGOS \n", "DECLARATÓRIOS  NO  AGRAVO  INTERNO  EM  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO.  RECURSO  PROTELATÓRIO. \n", "IMPOSIÇÃO  DE  MULTA.  PRECEDENTE.  INEXISTÊNCIA \n", "DOS VÍCIOS RELACIONADOS NO ART. 1.022 DO CPC/2015. \n", "1.  Não  há  erro,  obscuridade,  contradição  ou  omissão  no \n", "acórdão questionado, o que afasta a presença dos pressupostos \n", "de  embargabilidade,  conforme  o  art.  1.022  do  CPC.  2.  A \n", "jurisprudência  do  Supremo  Tribunal  Federal  é  pacífica  no \n", "sentido de que se revela protelatório o agravo regimental que se \n", "limita  a  aduzir  aquilo  que  já  constava  dos  autos  e  que  foi \n", "devidamente  repelido  pela  decisão  agravada,  sem  nada \n", "acrescentar.  3.  Embargos  de  declaração  rejeitados, \n", "determinando-se o trânsito em julgado e a baixa imediata dos \n", "autos à origem” (RE nº 596.586/MG-AgR-ED, Primeira Turma, \n", "Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 8/5/17). \n", "    \n", "“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO INOCORRÊNCIA DE \n", "CONTRADIÇÃO,  OBSCURIDADE,  OMISSÃO  OU  ERRO \n", "MATERIAL (CPC,  ART. 1.022)  PRETENDIDO REEXAME DA \n", "CAUSA CARÁTER INFRINGENTE INADMISSIBILIDADE NO \n", "CASO  CARÁTER  PROCRASTINATÓRIO  ABUSO  DO \n", "DIREITO DE RECORRER IMPOSIÇÃO DE MULTA (1% SOBRE \n", "O  VALOR  CORRIGIDO  DA  CAUSA)  EMBARGOS  DE \n", "DECLARAÇÃO  REJEITADOS.  OS  EMBARGOS  DE \n", "DECLARAÇÃO  NÃO  SE  REVESTEM,  ORDINARIAMENTE, \n", "DE  CARÁTER  INFRINGENTE  Não  se  revelam  cabíveis  os \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14879763.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 304\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "ARE 1077573 AGR-ED / BA \n", "embargos de declaração quando a parte recorrente a pretexto \n", "de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, \n", "contradição ou erro material (CPC, art. 1.022) vem a utilizá-los \n", "com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um \n", "indevido  reexame  da  causa.  Precedentes.  MULTA  E \n", "EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER O abuso \n", "do  direito  de  recorrer  por  qualificar-se  como  prática \n", "incompatível  com  o  postulado  ético-jurídico  da  lealdade \n", "processual  constitui  ato  de  litigância  maliciosa  repelido  pelo \n", "ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte \n", "interpõe  recurso  com  intuito  evidentemente  protelatório, \n", "hipótese em que se legitima a imposição de multa. A multa a \n", "que se refere o art. 1.026, § 2º, do CPC possui função inibitória, \n", "pois visa a impedir o exercício abusivo do direito de recorrer e a \n", "obstar a indevida utilização do processo como instrumento de \n", "retardamento da solução jurisdicional do conflito de interesses. \n", "Precedentes”  (RE  nº  999.106/PR-AgR-ED,  Segunda  Turma, \n", "Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 5/5/17). \n", "    \n", "“EMBARGOS  DECLARATÓRIOS  EM  AGRAVO \n", "REGIMENTAL  EM  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO. \n", "PREVIDENCIÁRIO.  APOSENTADORIA  ESPECIAL. \n", "CONVERSÃO DE TEMPO COMUM EM ESPECIAL. MATÉRIA \n", "INFRACONSTITUCIONAL.  APLICAÇÃO  DA SÚMULA 279 \n", "DO STF. AUSÊNCIA DE ERRO, OMISSÃO, CONTRADIÇÃO \n", "OU  OBSCURIDADE.  RECURSO  POSTERIOR  À  VIGÊNCIA \n", "DO  CPC/2015.  LITIGÂNCIA PROTELATÓRIA.  IMPOSIÇÃO \n", "DE MULTA. 1. Os embargos de declaração não constituem meio \n", "hábil para reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando \n", "houver no acórdão omissão, contradição, obscuridade ou erro \n", "material. 2. A parte Embargante busca rediscutir a matéria, com \n", "objetivo de obter excepcionais efeitos infringentes. 3. Embargos \n", "de declaração rejeitados, com fixação de multa em 1% do valor \n", "atualizado  da  causa,  constatado  o  manifesto  intuito \n", "protelatório,  nos  termos  do  art.  1.026,  §  2º,  CPC”  (RE  nº \n", "978.253/RS-AgR-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Edson \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14879763.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 305\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "ARE 1077573 AGR-ED / BA \n", "Fachin, DJe de 19/12/16). \n", "    \n", "“EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO.  DIREITO \n", "ADMINISTRATIVO.  URV.  CONVERSÃO.  APLICAÇÃO  DO \n", "ÍNDICE DE 11,98% A MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO. \n", "LIMITAÇÃO  TEMPORAL.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO \n", "INTERPOSTO  SOB  A  ÉGIDE  DO  CPC/1973.  OMISSÃO \n", "INOCORRENTE.  CARÁTER  INFRINGENTE. \n", "DECLARATÓRIOS  OPOSTOS  SOB  A  VIGÊNCIA  DO \n", "CPC/2015. 1. Não se prestam os embargos de declaração, não \n", "obstante sua vocação democrática  e  a  finalidade precípua de \n", "aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, para o reexame das \n", "questões  de  fato  e  de  direito  já  apreciadas  no  acórdão \n", "embargado.  2.  Ausente  omissão  justificadora  da  oposição  de \n", "embargos  declaratórios,  nos  termos  do  art.  1022  do  CPC,  a \n", "evidenciar o caráter meramente infringente da insurgência.  3. \n", "Considerando o caráter protelatório dos embargos, aplico multa \n", "de 2% (dois por cento) sobre o valor da causa (art. 1026, § 2º do \n", "CPC de 2015).  4.  Embargos  de  declaração  rejeitados”  (RE nº \n", "883.722/GO-AgR-ED, Relatora a Ministra  Rosa Weber,  DJe de \n", "14/12/2016. \n", "Manifestamente protelatórios,  rejeito os embargos de declaração e \n", "condeno os embargantes a pagar ao embargado multa no valor de R$ \n", "3.000,00  (três  mil  reais),  nos  termos  do  art.  1.026,  §  2º,  do  Código  de \n", "Processo Civil, ressaltando que, por se tratar de demanda eleitoral, não há \n", "atribuição de valor à causa. \n", "É como voto.\n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14879763.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 306\n", "Extrato de Ata - 07/05/2018\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO \n", "1.077.573\n", "PROCED. : BAHIA\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "EMBTE.(S) : COMISSÃO PROVISÓRIA DO PARTIDO SOCIAL DEMOCRÁTICO DO \n", "MUNICÍPIO DE JACOBINA\n", "ADV.(A/S) : JUTAHY MAGALHAES NETO (31226/BA, 23066/DF, 106622/MG)\n", "EMBDO.(A/S) : AILTON MENDES DE JESUS\n", "ADV.(A/S) : MAICA CRISTINA LUZ CARDOSO (45673/BA)\n", "INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n", "Decisão:  A  Turma,  por  unanimidade,  rejeitou  os  embargos  de \n", "declaração, com imposição de multa no valor de R$ 3.000,00 (três \n", "mil reais) nos termos do art. 1.026, § 2º, do CPC, nos termos do \n", "voto  do  Relator.  Segunda  Turma,  Sessão  Virtual  de  27.4.2018  a \n", "4.5.2018.\n", "Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de \n", "Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. \n", "Marília Montenegro\n", "Secretária Substituta\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14802768\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9 307\n" ], "numero" : "1077573", "partes" : [ { "nome" : "MIN. DIAS TOFFOLI", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "COMISSÃO PROVISÓRIA DO PARTIDO SOCIAL DEMOCRÁTICO DO MUNICÍPIO DE JACOBINA", "sigla" : "", "tipo" : "EMBTE.(S)" }, { "nome" : "MAICA CRISTINA LUZ CARDOSO", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "AILTON MENDES DE JESUS", "sigla" : "", "tipo" : "EMBDO.(A/S)" }, { "nome" : "MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL", "sigla" : "", "tipo" : "INTDO.(A/S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. DIAS TOFFOLI", "texto" : "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):  Comissão Provisória do Partido Social Democrático do Município de   Jacobina opõe tempestivos embargos de declaração contra acórdão assim  ementado:  “Agravo  regimental  no  recurso  extraordinário  com  agravo.  Direito  eleitoral.  Artigo  93,  IX,  da  CF/88.  Violação.  Não  ocorrência.  Registro  de  candidatura.  Analfabetismo.  Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes.  1. O art. 93, IX, da Constituição Federal não determina que  o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de  defesa apresentados,  mas sim que ele explicite as  razões que  entendeu  suficientes  à  formação  de  seu  convencimento.  Ao  reconhecer  a  repercussão  geral  desse  tema,  o  Plenário  do  Supremo  Tribunal  Federal  reafirmou  essa  orientação  (AI  nº  791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de  13/8/10).   2. O recurso extraordinário não se presta para o reexame  dos  fatos  e  das  provas  constantes  dos  autos.  Incidência  da  Súmula nº 279/STF.   3. Agravo regimental não provido.”    Insiste  o  embargante  nos  mesmos  argumentos  já  deduzidos  nos  recursos anteriormente interpostos.  Sustenta que o acórdão embargado teria sido omisso ao afirmar que  a pretensão recursal esbarraria no óbice da Súmula 279/STF, e ao não ter  apontado o motivo pelo qual considerou o embargado alfabetizado.  Alega, também, que o acórdão deveria ter especificado a razão pela  qual  a  matéria  exposta  no  recurso  especial  eleitoral  interposto  pelo  embargado teria “escapado” da vedação prevista nas Súmulas nºs 279 e  283/STF.  Aduz, ainda, que  “[o] que se discute são as consequências jurídicas geradas  pela não aplicação do artigo 14, § 4º,  além do desrespeito ao  preceito  constitucional  que  prevê  no  artigo  93,  IX,  da  Constituição Federal.  Especificamente  em  relação  ao  artigo  14,  §  4º,  da  Constituição  Federal,  ao  contrário  do  alegado  no  acórdão  guerreado,  mister  ressaltar  que o  Embargado,  em declaração  firmada de próprio punho e no teste presencial realizado, não  demonstrou  ter  conhecimento  mínimo  de  escrita  e  leitura,  estando evidenciado não ser alfabetizado”.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   VOTO  O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):  Não está presente nenhuma hipótese autorizadora da oposição do   recurso declaratório.  Anote-se, inicialmente, que o acórdão embargado não mencionou o   motivo  pelo  qual  o  embargado seria  alfabetizado,  porque nem sequer  chegou a  analisar  essa  questão,  tendo em vista  que,  para  se  chegar  a  qualquer   conclusão  (se  o  candidato  seria  analfabeto  ou  não),  seria  necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos,  o que é  inviável no âmbito do recurso extraordinário.  Incidência da Súmula nº  279/STF.  Destarte,  é  certo  que  o  acórdão  embargado  fundamentou-se  na  pacífica jurisprudência firmada nesta Corte.   Ademais, reitero que o art. 93, inciso IX, da Constituição Federal não  determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos  de defesa apresentados, mas sim que ele explicite as razões que entendeu  suficientes à formação de seu convencimento. Ressalte-se que o referido  entendimento foi reafirmado no julgamento do AI nº 791.292/PE-RG-QO,  Tribunal Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10 - Tema  339.   Outrossim, registre-se que não cabe a esta Suprema Corte analisar a  razão  pela  qual  determinada  Súmula  foi  ou  não  aplicada  em  outro  tribunal superior. Eventual dúvida, omissão ou contradição em acórdão  proferido por outra Corte deveria ter sido dirimida pela interposição do  competente recurso perante o respectivo órgão.  Desse modo, o julgado embargado não incorreu em omissão, tendo o  órgão julgador decidido, fundamentadamente, todos os pontos colocados  em  debate,  nos  limites  necessários  ao  deslinde  do  feito.  Ademais,  a  contradição que autoriza opor o recurso declaratório deve ser interna à     decisão, verificada entre os fundamentos do julgado e sua conclusão, o  que  não  ocorreu  no  caso  em tela.  Da  mesma forma,  a  decisão  não  é  obscura,  pois  a  ela  não  faltam clareza  nem certeza  quanto  ao  que foi  decidido. Por fim, também é certo que não há no julgado nenhum erro  material a ser corrigido.   A  parte  embargante  pretende,  efetivamente,  promover  o  rejulgamento  da  causa,  fim  para  o  qual  não  se  prestam os  embargos  declaratórios. Nesse sentido:   “DIREITO  PREVIDENCIÁRIO.  EMBARGOS  DECLARATÓRIOS  NO  AGRAVO  INTERNO  EM  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  RECURSO  PROTELATÓRIO.  IMPOSIÇÃO  DE  MULTA.  PRECEDENTE.  INEXISTÊNCIA  DOS VÍCIOS RELACIONADOS NO ART. 1.022 DO CPC/2015.  1.  Não  há  erro,  obscuridade,  contradição  ou  omissão  no  acórdão questionado, o que afasta a presença dos pressupostos  de  embargabilidade,  conforme  o  art.  1.022  do  CPC.  2.  A  jurisprudência  do  Supremo  Tribunal  Federal  é  pacífica  no  sentido de que se revela protelatório o agravo regimental que se  limita  a  aduzir  aquilo  que  já  constava  dos  autos  e  que  foi  devidamente  repelido  pela  decisão  agravada,  sem  nada  acrescentar.  3.  Embargos  de  declaração  rejeitados,  determinando-se o trânsito em julgado e a baixa imediata dos  autos à origem” (RE nº 596.586/MG-AgR-ED, Primeira Turma,  Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 8/5/17).        “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO INOCORRÊNCIA DE   CONTRADIÇÃO,  OBSCURIDADE,  OMISSÃO  OU  ERRO  MATERIAL (CPC,  ART. 1.022)  PRETENDIDO REEXAME DA  CAUSA CARÁTER INFRINGENTE INADMISSIBILIDADE NO  CASO  CARÁTER  PROCRASTINATÓRIO  ABUSO  DO  DIREITO DE RECORRER IMPOSIÇÃO DE MULTA (1% SOBRE  O  VALOR  CORRIGIDO  DA  CAUSA)  EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO  REJEITADOS.  OS  EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO  NÃO  SE  REVESTEM,  ORDINARIAMENTE,  DE  CARÁTER  INFRINGENTE  Não  se  revelam  cabíveis  os     embargos de declaração quando a parte recorrente a pretexto  de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão,  contradição ou erro material (CPC, art. 1.022) vem a utilizá-los  com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um  indevido  reexame  da  causa.  Precedentes.  MULTA  E  EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER O abuso  do  direito  de  recorrer  por  qualificar-se  como  prática  incompatível  com  o  postulado  ético-jurídico  da  lealdade  processual  constitui  ato  de  litigância  maliciosa  repelido  pelo  ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte  interpõe  recurso  com  intuito  evidentemente  protelatório,  hipótese em que se legitima a imposição de multa. A multa a  que se refere o art. 1.026, § 2º, do CPC possui função inibitória,  pois visa a impedir o exercício abusivo do direito de recorrer e a  obstar a indevida utilização do processo como instrumento de  retardamento da solução jurisdicional do conflito de interesses.  Precedentes”  (RE  nº  999.106/PR-AgR-ED,  Segunda  Turma,  Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 5/5/17).        “EMBARGOS  DECLARATÓRIOS  EM  AGRAVO   REGIMENTAL  EM  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  PREVIDENCIÁRIO.  APOSENTADORIA  ESPECIAL.  CONVERSÃO DE TEMPO COMUM EM ESPECIAL. MATÉRIA  INFRACONSTITUCIONAL.  APLICAÇÃO  DA SÚMULA 279  DO STF. AUSÊNCIA DE ERRO, OMISSÃO, CONTRADIÇÃO  OU  OBSCURIDADE.  RECURSO  POSTERIOR  À  VIGÊNCIA  DO  CPC/2015.  LITIGÂNCIA PROTELATÓRIA.  IMPOSIÇÃO  DE MULTA. 1. Os embargos de declaração não constituem meio  hábil para reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando  houver no acórdão omissão, contradição, obscuridade ou erro  material. 2. A parte Embargante busca rediscutir a matéria, com  objetivo de obter excepcionais efeitos infringentes. 3. Embargos  de declaração rejeitados, com fixação de multa em 1% do valor  atualizado  da  causa,  constatado  o  manifesto  intuito  protelatório,  nos  termos  do  art.  1.026,  §  2º,  CPC”  (RE  nº  978.253/RS-AgR-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Edson     Fachin, DJe de 19/12/16).       “EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO.  DIREITO   ADMINISTRATIVO.  URV.  CONVERSÃO.  APLICAÇÃO  DO  ÍNDICE DE 11,98% A MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO.  LIMITAÇÃO  TEMPORAL.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  INTERPOSTO  SOB  A  ÉGIDE  DO  CPC/1973.  OMISSÃO  INOCORRENTE.  CARÁTER  INFRINGENTE.  DECLARATÓRIOS  OPOSTOS  SOB  A  VIGÊNCIA  DO  CPC/2015. 1. Não se prestam os embargos de declaração, não  obstante sua vocação democrática  e  a  finalidade precípua de  aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, para o reexame das  questões  de  fato  e  de  direito  já  apreciadas  no  acórdão  embargado.  2.  Ausente  omissão  justificadora  da  oposição  de  embargos  declaratórios,  nos  termos  do  art.  1022  do  CPC,  a  evidenciar o caráter meramente infringente da insurgência.  3.  Considerando o caráter protelatório dos embargos, aplico multa  de 2% (dois por cento) sobre o valor da causa (art. 1026, § 2º do  CPC de 2015).  4.  Embargos  de  declaração  rejeitados”  (RE nº  883.722/GO-AgR-ED, Relatora a Ministra  Rosa Weber,  DJe de  14/12/2016.   Manifestamente protelatórios,  rejeito os embargos de declaração e  condeno os embargantes a pagar ao embargado multa no valor de R$  3.000,00  (três  mil  reais),  nos  termos  do  art.  1.026,  §  2º,  do  Código  de  Processo Civil, ressaltando que, por se tratar de demanda eleitoral, não há  atribuição de valor à causa.   É como voto. ", "votante" : "MIN_DIAS_TOFFOLI" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac4b0d25122448875b1" }, "acordao" : { "texto" : " Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Segunda  Turma,  sob  a  presidência  do  ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata de julgamento e das  notas  taquigráficas,  por  unanimidade,  negar  provimento  ao  recurso  ordinário, nos termos do voto do Relator.   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GILMAR MENDES RECTE.(S) : GUILHERME AUGUSTO NOVAES ADV.(A/S) : RENATO CRISTIAM DOMINGOS (227713/SP) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA  Decisão:  A  Turma,  por  votação  unânime,  negou  provimento  ao  recurso  ordinário,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  Ausentes,  justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora  Ministra  Cármen  Lúcia.  Presidência  do  Senhor  Ministro  Gilmar  Mendes. 2ª Turma, 30.8.2016.  Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à  sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki.  Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a  Senhora Ministra Cármen Lúcia.  Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.  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Ausência  de  constrangimento  ilegal. \nRecurso ordinário a que se nega provimento.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do \nSupremo  Tribunal  Federal,  em  Segunda  Turma,  sob  a  presidência  do \nministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata de julgamento e das \nnotas  taquigráficas,  por  unanimidade,  negar  provimento  ao  recurso \nordinário, nos termos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 30 de agosto de 2016.\n    </p>\n    <p>\n     Ministro\n     <b>\n      GILMAR MENDES\n     </b>\n     Relator\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Documento assinado digitalmente\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11660998.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      30/08/2016 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 131.736 SÃO PAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\nRECTE.(S) :\n     </b>\n     GUILHERME AUGUSTO NOVAES\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     RENATO CRISTIAM DOMINGOS\n     <b>\n      RECDO.(A/S) :\n     </b>\n     MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      R E L A T Ó R I O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR):\n     </b>\n     Trata-se  de \nrecurso  ordinário  em\n     <i>\n      habeas  corpus\n     </i>\n     ,  com  pedido  de  medida  liminar, \ninterposto  por  Renato  Cristiam  Domingos,  em  favor  de  Guilherme \nAugusto Novaes, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal \nde Justiça (STJ), no Agravo Regimental no HC n. 295.373/SP.\n    </p>\n    <p>\n     Consta da denúncia que, no dia 18 de janeiro de 2005, por volta das \n13h30,  na Rua 04, entre as avenidas 03 e 05,  Centro,  na cidade de Rio \nClaro/SP,  os  acusados  Ulisses  Carmo  Santana  e  Guilherme  Augusto \nNovaes (paciente) fizeram uso de documentos públicos falsificados (art. \n304 do Código Penal).\n    </p>\n    <p>\n     Segundo se apurou, policiais militares, em patrulhamento de rotina, \nsuspeitaram da atitude dos referidos agentes e decidiram abordá-los.\n    </p>\n    <p>\n     Ulisses Carmo Santana, então procurado pela Justiça, identificou-se \ncomo Everaldo Carmo Coutinho\n     <b>\n     </b>\n     e apresentou aos policiais a Carteira de \nIdentidade  RG  n.  30.371.929-1,  em  nome  desta  pessoa,  emitida  pela \nSecretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, cujo espelho era \noriginal, mas falsificado com a retirada da fotografia original e a inserção \nda fotografia de outra pessoa.\n    </p>\n    <p>\n     Guilherme  Augusto  Novaes,  então  procurado  pela  Justiça, \nidentificou-se como Rogério Gonçalves da Silva e apresentou aos policiais\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11660999.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 131736 / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     a  Carteira  de  Identidade  original  RG  n.  12.735.271-4,  emitida  pela \nSecretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, preenchida em \nnome desta pessoa.\n    </p>\n    <p>\n     Constatou-se  que  o  espelho  do  RG  n.  12.735.271-4,  emitido  pela \nSecretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e utilizado por \nGuilherme Augusto Novaes, embora original, fora preenchido com dados \nfalsos, pois correspondia à pessoa de Antonio Carlos dos Santos.\n    </p>\n    <p>\n     Verificou-se, também, que a pessoa de Rogério Gonçalves da Silva, \nde fato, possuía Carteira de Identidade RG n. 12.735.271-4, mas emitida \npela  Secretaria  de  Segurança  Pública  do  Estado  do  Rio  de  Janeiro, \ndocumento este que foi roubado do titular.\n    </p>\n    <p>\n     Após  regular  instrução  criminal,  o  paciente  foi  absolvido  com \nfundamento no art. 386, inciso VII, do Código de Processo Penal (\n     <i>\n      “não  \nexistir prova suficiente para a condenação”\n     </i>\n     ).\n    </p>\n    <p>\n     Irresignado, o Ministério Público do Estado de São Paulo interpôs \nrecurso  de  apelação  no  Tribunal  de  Justiça  do  Estado  de  São  Paulo \n(TJ/SP),  que  lhe  deu  provimento  para  condenar  Guilherme  Augusto \nNovaes à pena de 2 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado, \nmais o pagamento de 11 dias-multa. Eis a ementa desse julgado:\n    </p>\n    <p>\n     “USO DE DOCUMENTO FALSO – CARACTERIZAÇÃO \n– RG - APRESENTAÇÃO POR DETERMINAÇÃO POLICIAL - \nIRRELEVÂNCIA  -  RÉU  FORAGIDO  QUE  SE  IDENTIFICA \nCOM  O  NOME  CONSTANTE  DO  DOCUMENTO \nFALSIFICADO  -  CONDENAÇÃO  IMPOSTA  -  RECURSO \nPROVIDO”.\n    </p>\n    <p>\n     A defesa,  então,  interpôs  recurso  especial,  inadmitido  na  origem.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11660999.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 131736 / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Daí,  a  interposição  de  agravo  em  recurso  especial,  também  não \nconhecido.\n    </p>\n    <p>\n     Seguiu-se  a  interposição  de  agravo  regimental,  não  provido  pela \nQuinta Turma do STJ.\n    </p>\n    <p>\n     Ainda  insatisfeita,  a  defesa  impetrou\n     <i>\n      habeas  corpus\n     </i>\n     ao  STJ,  que, \nmonocraticamente, não conheceu do\n     <i>\n      writ.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Interposto  agravo  regimental,  a  este  foi  dado  provimento  para \nestabelecer o regime inicial semiaberto, nos termos da ementa a seguir \ntranscrita:\n    </p>\n    <p>\n     “AGRAVO  REGIMENTAL  NO\n     <i>\n      HABEAS  CORPUS\n     </i>\n     . \nPENAL.  FURTO  QUALIFICADO  PELO  CONCURSO  DE \nAGENTES.  USO  DE  DOCUMENTO  FALSO.  REGIME \nPRISIONAL.  RÉU  TECNICAMENTE  PRIMÁRIO. \nCIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. FIXAÇÃO \nDO REGIME SEMIABERTO PARA CUMPRIMENTO INICIAL \nDA PENA. AGRAVO PROVIDO.\n    </p>\n    <p>\n     01. Esta Corte tem reiteradamente decidido que é\n     <i>\n      cabível a  \nfixação de regime inicial mais gravoso para o cumprimento da pena  \nquando presentes circunstâncias judiciais  desfavoráveis,  nos termos  \ndo art. 33, § 3º, do CP\n     </i>\n     (AgRg no AREsp 481.328/PR, Rel. Ministro \nMoura  Ribeiro,  Quinta  Turma,  julgado  em  21/08/2014;  RHC \n43.239/RJ, Rel. Ministra Laurita Vaz, Quinta Turma, julgado em \n21/08/2014; HC 278.179/SP, Rel. Ministra Maria Thereza de Assis \nMoura, Sexta Turma, julgado em 06/05/2014).\n    </p>\n    <p>\n     No entanto, se o réu condenado pela prática do crime de \nuso de documento falso (CP, art. 304) é primário e se a pena \naplicada  não  excede  a  4  (quatro)  anos  de  reclusão,  poderá \ncumpri-la em regime semiaberto.\n    </p>\n    <p>\n     02. Agravo provido, para estabelecer o regime semiaberto \npara cumprimento inicial da pena privativa de liberdade”.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11660999.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 131736 / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Daí, a interposição do presente recurso ordinário.\n    </p>\n    <p>\n     Neste apelo, a defesa postula a “\n     <i>\n      concessão de regime aberto, ou ainda, a  \nconcessão de substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de  \ndireitos,  considerando  que  o  recorrente  é  tecnicamente  primário,  o  crime  \nimputado  não  denota  violência  nem  grave  ameaça  a  pessoa,  as  demais  \ncircunstancias judiciais do artigo 59 do CP lhe são favoráveis”\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Sustenta que “\n     <i>\n      o crime sob comento aconteceu há quase dez anos e desde  \nentão o recorrente nunca mais se viu envolvido em qualquer atividade delituosa,  \nvivendo licitamente do fruto de seu labor e se dedicando ao extremado cuidado de  \nsua família”\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Requer  seja  liminarmente  concedida  tutela  na  forma  de  efeito \nsuspensivo da imposição de regime fechado para cumprimento da pena \ncontida  no  acórdão  bandeirante,  enquanto  pender  de  julgamento  o \npresente RHC.\n    </p>\n    <p>\n     Indeferi o pedido de medida liminar.\n    </p>\n    <p>\n     A  Procuradoria-Geral  da  República  manifestou-se  pelo \ndesprovimento do recurso.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11660999.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. GILMAR MENDES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      30/08/2016 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 131.736 SÃO PAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      V O T O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR):\n     </b>\n     Trata-se  de\n     <i>\n      habeas  corpus,\n     </i>\n     no qual  o  impetrante requer  a  fixação do  regime inicial \naberto, bem como a substituição da pena privativa de liberdade por penas \nrestritivas de direitos.\n    </p>\n    <p>\n     No caso dos autos, o paciente foi condenado à pena de 2 anos e 4 \nmeses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do delito de \nuso de documento falso.\n    </p>\n    <p>\n     Naquela oportunidade, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo \ndeu  provimento  ao  apelo  ministerial  para  condenar  o  paciente,  tendo \nestabelecido o regime fechado para o início de cumprimento de pena nos \nseguintes termos:\n    </p>\n    <p>\n     “Da análise do conjunto probatório acostado aos autos não \nresta dúvida de que o apelado fez uso de documento falso e não \nlogrou  a  defesa  demonstrar  o  afastamento  de  sua \nresponsabilidade.\n    </p>\n    <p>\n     Portanto, a conduta praticada pelo acusado enquadra-se \nno artigo 304,  com a pena do artigo 297,  ambos do Estatuto \nRepressivo, e a condenação é a medida que se impõe.\n    </p>\n    <p>\n     Passo a fixar a reprimenda.\nSeguindo-se as diretrizes dos artigos 59 e 60, do Código\n    </p>\n    <p>\n     Penal,  levando-se  em  consideração  os  maus  antecedentes, \nestabeleço a pena-base 1/6 acima do mínimo legal, ou seja, 02 \nanos e 04 meses de reclusão e 11 dias-multa, tornada definitiva \nà míngua de circunstâncias modificadoras, observando que não \nhá nos autos certidão que comprove a reincidência.\n    </p>\n    <p>\n     O regime deve ser o inicial fechado, nos termos do artigo \n33, § 3º do Estatuto Repressivo, que se mostra mais adequado,\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11661000.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. GILMAR MENDES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 131736 / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     não  só  pelos  maus  antecedentes,  mas  também porque o  réu \nestava  foragido,  demonstrando  desrespeito  à  Justiça  e \npersonalidade voltada ao delito. Pelo mesmo motivo deixo de \nsubstituir  a  pena  privativa  de  liberdade  por  restritiva  de \ndireitos,  pois  não  se  apresenta  como  medida  necessária  e \nsuficiente para a prevenção e reprovação no crime, no presente \ncaso.\n    </p>\n    <p>\n     Pelo  exposto,  dá-se  provimento  ao  recurso  da  Justiça \nPública, para condenar Guilherme Augusto Novaes à pena de \n02 (dois) anos e 04 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial \nfechado, e ao pagamento de 11 (onze) dias-multa, como incurso \nno artigo 304, c/c o artigo 297, ambos do Código Penal”.\n    </p>\n    <p>\n     Por sua vez, o STJ deu provimento ao Agravo Regimental no HC \n295.373/SP para  estabelecer  o  regime  semiaberto  para  o  cumprimento \ninicial da pena privativa de liberdade da seguinte forma:\n    </p>\n    <p>\n     “Vê-se  que  o  aumento  da  pena  na  primeira  fase  da \ndosimetria decorreu dos maus antecedentes do réu. Esse fato é \nsuficiente para negar a ele o regime aberto para cumprimento \ninicial  da pena privativa de liberdade (CP,  art.  33,  §  3º).   De \nacordo  com precedentes  desta  Corte:  é  ‘cabível  a  fixação  de \nregime  inicial  mais  gravoso  para  o  cumprimento  da  pena \nquando  presentes  circunstâncias  judiciais  desfavoráveis,  nos \ntermos do art. 33, § 3º, do CP’ (…).\n    </p>\n    <p>\n     Todavia, considerando a primariedade técnica do paciente \ne o\n     <i>\n      quantum\n     </i>\n     da pena aplicada – 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses \nde  reclusão -,  impõe-se  a  fixação do regime semiaberto  para \ncumprimento inicial da pena privativa de liberdade”.\n    </p>\n    <p>\n     A  Procuradoria-Geral  da  República  manifestou-se  pelo \ndesprovimento  do  recurso,  destacando  que  ficou  suficientemente\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11661000.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. GILMAR MENDES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 131736 / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     justificada a negativa do regime aberto:\n    </p>\n    <p>\n     “Não há ilegalidade a ser sanada. No tocante ao regime \ninicial, conforme tem decidido essa Suprema Corte\n     <i>\n      ‘não é dado  \ndissociar  o  tópico  atinente  à  fixação  do  regime  daquele  que,  \nprecedentemente, justificara a fixação da pena acima do mínimo legal  \ne ao qual se remete a sentença. Não é o habeas corpus a via própria  \npara  aferir,  in  concreto,  da  ponderação  dessas  circunstâncias  pelas  \ninstâncias de mérito’ (HC 86.565/SP, rel. Min. Sepúlveda Pertence).\n     </i>\n     Nesse mesmo sentido:\n     <i>\n      ‘A fixação do regime inicial de cumprimento  \nda pena não resulta tão somente de seu quantum, mas, também, das  \ncircunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal, a que faz remissão  \no art. 33, § 3º, do mesmo Código. Segue-se daí que, não obstante a  \npena  ter  sido  fixada  em  quantidade  que  permite  o  início  de  seu  \ncumprimento  no  regime  semiaberto  (oito  anos  de  reclusão),  nada  \nimpede  que  o  juiz  imponha  regime  mais  gravoso  quando  as  \ncircunstâncias  judiciais  do  art.  59  do  Código  Penal  forem  \ndesfavoráveis, como no caso sub examine’\n     </i>\n     (HC n. 109.132/MG, rel. \nMin. Luiiz Fux, DJ 10.10.2011).\n    </p>\n    <p>\n     E,  não  obstante  a  quantidade  da  pena,  os  maus \nantecedentes  indicam  o  não  preenchimento  de  requisito \nsubjetivo para a substituição por pena restritiva de direitos.\n    </p>\n    <p>\n     Dessa forma, pelas  mesmas circunstâncias desfavoráveis \nda individualização, não cabe cogitar alterar o regime inicial de \ncumprimento de pena para o aberto, e tampouco substituir a \npena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos”.\n    </p>\n    <p>\n     Inicialmente, ressalto o disposto no artigo\n     <i>\n     </i>\n     59 do Código Penal:\n    </p>\n    <p>\n     “Art.  59  -  O  juiz,  atendendo  à  culpabilidade,  aos \nantecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos \nmotivos, às circunstâncias e consequências do crime, bem como \nao  comportamento  da  vítima,  estabelecerá,  conforme  seja\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11661000.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. GILMAR MENDES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 131736 / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime:\n    </p>\n    <p>\n     I - as penas aplicáveis dentre as cominadas; \nII  -  a  quantidade  de  pena  aplicável,  dentro  dos  limites\n    </p>\n    <p>\n     previstos; \nIII - o regime inicial de cumprimento da pena privativa de\n    </p>\n    <p>\n     liberdade; \nIV  -  a  substituição  da  pena  privativa  da  liberdade\n    </p>\n    <p>\n     aplicada, por outra espécie de pena, se cabível”.\n    </p>\n    <p>\n     E, também, menciono os seguintes dispositivos:\n    </p>\n    <p>\n     “Art.  33  -  A pena  de  reclusão  deve  ser  cumprida  em \nregime  fechado,  semiaberto  ou  aberto.  A  de  detenção,  em \nregime  semiaberto,  ou  aberto,  salvo  necessidade  de \ntransferência a regime fechado.\n    </p>\n    <p>\n     [...] \n§  2º  -  As  penas  privativas  de  liberdade  deverão  ser\n    </p>\n    <p>\n     executadas  em  forma  progressiva,  segundo  o  mérito  do \ncondenado, observados os seguintes critérios e ressalvadas as \nhipóteses de transferência a regime mais rigoroso:\n    </p>\n    <p>\n     [...] \nc)  o condenado não reincidente,  cuja pena seja igual ou\n    </p>\n    <p>\n     inferior a 4 (quatro) anos, poderá, desde o princípio, cumpri-la \nem regime aberto;\n    </p>\n    <p>\n     [...] \n§ 3º - A determinação do regime inicial de cumprimento\n    </p>\n    <p>\n     da pena far-se-á com observância dos critérios previstos no art. \n59 deste Código.\n    </p>\n    <p>\n     “Súmula  719/STF:  A  imposição  do  regime  de \ncumprimento  mais  severo  do  que  a  pena  aplicada  permitir \nexige motivação idônea”.\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11661000.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. GILMAR MENDES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RHC 131736 / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     A fixação do regime inicial de cumprimento de pena exige, além dos \nrequisitos do § 2º do art. 33 do Código Penal, que as circunstâncias do art. \n59 do CP não sejam desfavoráveis ao réu (art. 33, § 3º, do CP).\n    </p>\n    <p>\n     Em que pese ao fato  de o  paciente  preencher todos  os  requisitos \nprevistos no art. 33, § 2º,\n     <i>\n      c\n     </i>\n     , do CP, para o início do cumprimento de pena \nno regime aberto, é fato que as circunstâncias judiciais (art. 59 do CP) são \ndesfavoráveis, o que, nos termos do § 3º do art. 33 do CP e da Súmula 719, \nimpede a aplicação do regime inicial aberto.\n    </p>\n    <p>\n     A corroborar esse entendimento, colho precedentes desta Corte: HC \n122.235/MG,  rel.  min.  Luiz  Fux,  Primeira  Turma,  DJe  1º.7.2014;  HC \n123.299/SP, rel. min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 2.10.2014; e HC \n135.063, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 19.08.2016).\n    </p>\n    <p>\n     Em face dos maus antecedentes, é impossível a substituição da pena \nprivativa  de  liberdade  por  penas  restritivas  de  direitos,  pois  não  está \npreenchido o requisito previsto no artigo 44, inciso III, do Código Penal.\n    </p>\n    <p>\n     Ante o exposto, ausente constrangimento ilegal a ser reparado, voto \nno sentido de\n     <b>\n      negar provimento ao presente RHC\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     É como voto.\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11661000.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 30/08/2016\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 131.736\n     </b>\n     PROCED. : SÃO PAULO\n     <b>\n      RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n     </b>\n     RECTE.(S) : GUILHERME AUGUSTO NOVAES\nADV.(A/S) : RENATO CRISTIAM DOMINGOS (227713/SP)\nRECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     :  A  Turma,  por  votação  unânime,  negou  provimento  ao \nrecurso  ordinário,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  Ausentes, \njustificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora \nMinistra  Cármen  Lúcia.  Presidência  do  Senhor  Ministro  Gilmar \nMendes.\n     <b>\n      2ª Turma\n     </b>\n     , 30.8.2016.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à \nsessão os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki. \nAusentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a \nSenhora Ministra Cármen Lúcia.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.\n    </p>\n    <p>\n     Ravena Siqueira\nSecretária\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11651742\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "30/08/2016 SEGUNDA TURMA\n", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 131.736 SÃO PAULO\n", "RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n", "RECTE.(S) :GUILHERME AUGUSTO NOVAES \n", "ADV.(A/S) :RENATO CRISTIAM DOMINGOS \n", "RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA \n", "Recurso  ordinário  em habeas  corpus.  2.  Uso  de  documento  falso. \n", "Condenação. Fixação de regime inicial fechado. 3. Agravo provido no STJ, \n", "para estabelecer o regime semiaberto para cumprimento inicial da pena \n", "privativa de liberdade.  4.  Pedidos de concessão de regime aberto e de \n", "substituição da pena privativa de  liberdade por  restritivas  de  direitos. \n", "Impossibilidade. Valoração negativa das circunstâncias judiciais do art. 59 \n", "do  CP  (maus  antecedentes).  5.  Ausência  de  constrangimento  ilegal. \n", "Recurso ordinário a que se nega provimento. \n", "A C Ó R D Ã O\n", " Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do \n", "Supremo  Tribunal  Federal,  em  Segunda  Turma,  sob  a  presidência  do \n", "ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata de julgamento e das \n", "notas  taquigráficas,  por  unanimidade,  negar  provimento  ao  recurso \n", "ordinário, nos termos do voto do Relator. \n", "Brasília, 30 de agosto de 2016.\n", "Ministro GILMAR MENDES\n", "Relator\n", "Documento assinado digitalmente\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11660998.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11\n", "Relatório\n", "30/08/2016 SEGUNDA TURMA\n", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 131.736 SÃO PAULO\n", "RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n", "RECTE.(S) :GUILHERME AUGUSTO NOVAES \n", "ADV.(A/S) :RENATO CRISTIAM DOMINGOS \n", "RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA \n", "R E L A T Ó R I O \n", "O  SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR):  Trata-se  de \n", "recurso  ordinário  em  habeas  corpus,  com  pedido  de  medida  liminar, \n", "interposto  por  Renato  Cristiam  Domingos,  em  favor  de  Guilherme \n", "Augusto Novaes, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal \n", "de Justiça (STJ), no Agravo Regimental no HC n. 295.373/SP. \n", "Consta da denúncia que, no dia 18 de janeiro de 2005, por volta das \n", "13h30,  na Rua 04, entre as avenidas 03 e 05,  Centro,  na cidade de Rio \n", "Claro/SP,  os  acusados  Ulisses  Carmo  Santana  e  Guilherme  Augusto \n", "Novaes (paciente) fizeram uso de documentos públicos falsificados (art. \n", "304 do Código Penal).\n", "Segundo se apurou, policiais militares, em patrulhamento de rotina, \n", "suspeitaram da atitude dos referidos agentes e decidiram abordá-los.\n", "Ulisses Carmo Santana, então procurado pela Justiça, identificou-se \n", "como Everaldo Carmo Coutinho e apresentou aos policiais a Carteira de \n", "Identidade  RG  n.  30.371.929-1,  em  nome  desta  pessoa,  emitida  pela \n", "Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, cujo espelho era \n", "original, mas falsificado com a retirada da fotografia original e a inserção \n", "da fotografia de outra pessoa.\n", "Guilherme  Augusto  Novaes,  então  procurado  pela  Justiça, \n", "identificou-se como Rogério Gonçalves da Silva e apresentou aos policiais \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11660999.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11\n", "Relatório\n", "RHC 131736 / SP \n", "a  Carteira  de  Identidade  original  RG  n.  12.735.271-4,  emitida  pela \n", "Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, preenchida em \n", "nome desta pessoa.\n", "Constatou-se  que  o  espelho  do  RG  n.  12.735.271-4,  emitido  pela \n", "Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e utilizado por \n", "Guilherme Augusto Novaes, embora original, fora preenchido com dados \n", "falsos, pois correspondia à pessoa de Antonio Carlos dos Santos.\n", "Verificou-se, também, que a pessoa de Rogério Gonçalves da Silva, \n", "de fato, possuía Carteira de Identidade RG n. 12.735.271-4, mas emitida \n", "pela  Secretaria  de  Segurança  Pública  do  Estado  do  Rio  de  Janeiro, \n", "documento este que foi roubado do titular.\n", "Após  regular  instrução  criminal,  o  paciente  foi  absolvido  com \n", "fundamento no art. 386, inciso VII, do Código de Processo Penal (“não  \n", "existir prova suficiente para a condenação”). \n", "Irresignado, o Ministério Público do Estado de São Paulo interpôs \n", "recurso  de  apelação  no  Tribunal  de  Justiça  do  Estado  de  São  Paulo \n", "(TJ/SP),  que  lhe  deu  provimento  para  condenar  Guilherme  Augusto \n", "Novaes à pena de 2 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado, \n", "mais o pagamento de 11 dias-multa. Eis a ementa desse julgado: \n", "“USO DE DOCUMENTO FALSO – CARACTERIZAÇÃO \n", "– RG - APRESENTAÇÃO POR DETERMINAÇÃO POLICIAL - \n", "IRRELEVÂNCIA  -  RÉU  FORAGIDO  QUE  SE  IDENTIFICA \n", "COM  O  NOME  CONSTANTE  DO  DOCUMENTO \n", "FALSIFICADO  -  CONDENAÇÃO  IMPOSTA  -  RECURSO \n", "PROVIDO”. \n", "A defesa,  então,  interpôs  recurso  especial,  inadmitido  na  origem. \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11660999.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11\n", "Relatório\n", "RHC 131736 / SP \n", "Daí,  a  interposição  de  agravo  em  recurso  especial,  também  não \n", "conhecido. \n", "Seguiu-se  a  interposição  de  agravo  regimental,  não  provido  pela \n", "Quinta Turma do STJ.\n", "Ainda  insatisfeita,  a  defesa  impetrou  habeas  corpus  ao  STJ,  que, \n", "monocraticamente, não conheceu do writ. \n", "Interposto  agravo  regimental,  a  este  foi  dado  provimento  para \n", "estabelecer o regime inicial semiaberto, nos termos da ementa a seguir \n", "transcrita: \n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  NO  HABEAS  CORPUS. \n", "PENAL.  FURTO  QUALIFICADO  PELO  CONCURSO  DE \n", "AGENTES.  USO  DE  DOCUMENTO  FALSO.  REGIME \n", "PRISIONAL.  RÉU  TECNICAMENTE  PRIMÁRIO. \n", "CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. FIXAÇÃO \n", "DO REGIME SEMIABERTO PARA CUMPRIMENTO INICIAL \n", "DA PENA. AGRAVO PROVIDO. \n", "01. Esta Corte tem reiteradamente decidido que é cabível a  \n", "fixação de regime inicial mais gravoso para o cumprimento da pena  \n", "quando presentes circunstâncias judiciais  desfavoráveis,  nos termos  \n", "do art. 33, § 3º, do CP (AgRg no AREsp 481.328/PR, Rel. Ministro \n", "Moura  Ribeiro,  Quinta  Turma,  julgado  em  21/08/2014;  RHC \n", "43.239/RJ, Rel. Ministra Laurita Vaz, Quinta Turma, julgado em \n", "21/08/2014; HC 278.179/SP, Rel. Ministra Maria Thereza de Assis \n", "Moura, Sexta Turma, julgado em 06/05/2014). \n", "No entanto, se o réu condenado pela prática do crime de \n", "uso de documento falso (CP, art. 304) é primário e se a pena \n", "aplicada  não  excede  a  4  (quatro)  anos  de  reclusão,  poderá \n", "cumpri-la em regime semiaberto. \n", "02. Agravo provido, para estabelecer o regime semiaberto \n", "para cumprimento inicial da pena privativa de liberdade”.\n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11660999.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11\n", "Relatório\n", "RHC 131736 / SP \n", "Daí, a interposição do presente recurso ordinário. \n", "Neste apelo, a defesa postula a “concessão de regime aberto, ou ainda, a  \n", "concessão de substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de  \n", "direitos,  considerando  que  o  recorrente  é  tecnicamente  primário,  o  crime  \n", "imputado  não  denota  violência  nem  grave  ameaça  a  pessoa,  as  demais  \n", "circunstancias judiciais do artigo 59 do CP lhe são favoráveis” . \n", "Sustenta que “o crime sob comento aconteceu há quase dez anos e desde  \n", "então o recorrente nunca mais se viu envolvido em qualquer atividade delituosa,  \n", "vivendo licitamente do fruto de seu labor e se dedicando ao extremado cuidado de  \n", "sua família”. \n", "Requer  seja  liminarmente  concedida  tutela  na  forma  de  efeito \n", "suspensivo da imposição de regime fechado para cumprimento da pena \n", "contida  no  acórdão  bandeirante,  enquanto  pender  de  julgamento  o \n", "presente RHC. \n", "Indeferi o pedido de medida liminar.\n", "A  Procuradoria-Geral  da  República  manifestou-se  pelo \n", "desprovimento do recurso.\n", "É o relatório. \n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11660999.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11\n", "Voto - MIN. GILMAR MENDES\n", "30/08/2016 SEGUNDA TURMA\n", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 131.736 SÃO PAULO\n", "V O T O \n", "O  SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se  de \n", "habeas  corpus,  no qual  o  impetrante requer  a  fixação do  regime inicial \n", "aberto, bem como a substituição da pena privativa de liberdade por penas \n", "restritivas de direitos. \n", "No caso dos autos, o paciente foi condenado à pena de 2 anos e 4 \n", "meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do delito de \n", "uso de documento falso. \n", "Naquela oportunidade, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo \n", "deu  provimento  ao  apelo  ministerial  para  condenar  o  paciente,  tendo \n", "estabelecido o regime fechado para o início de cumprimento de pena nos \n", "seguintes termos: \n", "“Da análise do conjunto probatório acostado aos autos não \n", "resta dúvida de que o apelado fez uso de documento falso e não \n", "logrou  a  defesa  demonstrar  o  afastamento  de  sua \n", "responsabilidade.\n", "Portanto, a conduta praticada pelo acusado enquadra-se \n", "no artigo 304,  com a pena do artigo 297,  ambos do Estatuto \n", "Repressivo, e a condenação é a medida que se impõe.\n", "Passo a fixar a reprimenda.\n", "Seguindo-se as diretrizes dos artigos 59 e 60, do Código \n", "Penal,  levando-se  em  consideração  os  maus  antecedentes, \n", "estabeleço a pena-base 1/6 acima do mínimo legal, ou seja, 02 \n", "anos e 04 meses de reclusão e 11 dias-multa, tornada definitiva \n", "à míngua de circunstâncias modificadoras, observando que não \n", "há nos autos certidão que comprove a reincidência.\n", "O regime deve ser o inicial fechado, nos termos do artigo \n", "33, § 3º do Estatuto Repressivo, que se mostra mais adequado, \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11661000.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11\n", "Voto - MIN. GILMAR MENDES\n", "RHC 131736 / SP \n", "não  só  pelos  maus  antecedentes,  mas  também porque o  réu \n", "estava  foragido,  demonstrando  desrespeito  à  Justiça  e \n", "personalidade voltada ao delito. Pelo mesmo motivo deixo de \n", "substituir  a  pena  privativa  de  liberdade  por  restritiva  de \n", "direitos,  pois  não  se  apresenta  como  medida  necessária  e \n", "suficiente para a prevenção e reprovação no crime, no presente \n", "caso.\n", "Pelo  exposto,  dá-se  provimento  ao  recurso  da  Justiça \n", "Pública, para condenar Guilherme Augusto Novaes à pena de \n", "02 (dois) anos e 04 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial \n", "fechado, e ao pagamento de 11 (onze) dias-multa, como incurso \n", "no artigo 304, c/c o artigo 297, ambos do Código Penal”.\n", "Por sua vez, o STJ deu provimento ao Agravo Regimental no HC \n", "295.373/SP para  estabelecer  o  regime  semiaberto  para  o  cumprimento \n", "inicial da pena privativa de liberdade da seguinte forma:\n", "“Vê-se  que  o  aumento  da  pena  na  primeira  fase  da \n", "dosimetria decorreu dos maus antecedentes do réu. Esse fato é \n", "suficiente para negar a ele o regime aberto para cumprimento \n", "inicial  da pena privativa de liberdade (CP,  art.  33,  §  3º).   De \n", "acordo  com precedentes  desta  Corte:  é  ‘cabível  a  fixação  de \n", "regime  inicial  mais  gravoso  para  o  cumprimento  da  pena \n", "quando  presentes  circunstâncias  judiciais  desfavoráveis,  nos \n", "termos do art. 33, § 3º, do CP’ (…).\n", "Todavia, considerando a primariedade técnica do paciente \n", "e o quantum da pena aplicada – 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses \n", "de  reclusão -,  impõe-se  a  fixação do regime semiaberto  para \n", "cumprimento inicial da pena privativa de liberdade”.\n", "A  Procuradoria-Geral  da  República  manifestou-se  pelo \n", "desprovimento  do  recurso,  destacando  que  ficou  suficientemente \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11661000.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11\n", "Voto - MIN. GILMAR MENDES\n", "RHC 131736 / SP \n", "justificada a negativa do regime aberto:\n", "“Não há ilegalidade a ser sanada. No tocante ao regime \n", "inicial, conforme tem decidido essa Suprema Corte ‘não é dado  \n", "dissociar  o  tópico  atinente  à  fixação  do  regime  daquele  que,  \n", "precedentemente, justificara a fixação da pena acima do mínimo legal  \n", "e ao qual se remete a sentença. Não é o habeas corpus a via própria  \n", "para  aferir,  in  concreto,  da  ponderação  dessas  circunstâncias  pelas  \n", "instâncias de mérito’ (HC 86.565/SP, rel. Min. Sepúlveda Pertence).  \n", "Nesse mesmo sentido: ‘A fixação do regime inicial de cumprimento  \n", "da pena não resulta tão somente de seu quantum, mas, também, das  \n", "circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal, a que faz remissão  \n", "o art. 33, § 3º, do mesmo Código. Segue-se daí que, não obstante a  \n", "pena  ter  sido  fixada  em  quantidade  que  permite  o  início  de  seu  \n", "cumprimento  no  regime  semiaberto  (oito  anos  de  reclusão),  nada  \n", "impede  que  o  juiz  imponha  regime  mais  gravoso  quando  as  \n", "circunstâncias  judiciais  do  art.  59  do  Código  Penal  forem  \n", "desfavoráveis, como no caso sub examine’  (HC n. 109.132/MG, rel. \n", "Min. Luiiz Fux, DJ 10.10.2011).\n", "E,  não  obstante  a  quantidade  da  pena,  os  maus \n", "antecedentes  indicam  o  não  preenchimento  de  requisito \n", "subjetivo para a substituição por pena restritiva de direitos.\n", "Dessa forma, pelas  mesmas circunstâncias desfavoráveis \n", "da individualização, não cabe cogitar alterar o regime inicial de \n", "cumprimento de pena para o aberto, e tampouco substituir a \n", "pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos”.\n", "Inicialmente, ressalto o disposto no artigo 59 do Código Penal: \n", "“Art.  59  -  O  juiz,  atendendo  à  culpabilidade,  aos \n", "antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos \n", "motivos, às circunstâncias e consequências do crime, bem como \n", "ao  comportamento  da  vítima,  estabelecerá,  conforme  seja \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11661000.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11\n", "Voto - MIN. GILMAR MENDES\n", "RHC 131736 / SP \n", "necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime: \n", "I - as penas aplicáveis dentre as cominadas; \n", "II  -  a  quantidade  de  pena  aplicável,  dentro  dos  limites \n", "previstos; \n", "III - o regime inicial de cumprimento da pena privativa de \n", "liberdade; \n", "IV  -  a  substituição  da  pena  privativa  da  liberdade \n", "aplicada, por outra espécie de pena, se cabível”. \n", "E, também, menciono os seguintes dispositivos:\n", "“Art.  33  -  A pena  de  reclusão  deve  ser  cumprida  em \n", "regime  fechado,  semiaberto  ou  aberto.  A  de  detenção,  em \n", "regime  semiaberto,  ou  aberto,  salvo  necessidade  de \n", "transferência a regime fechado. \n", "[...] \n", "§  2º  -  As  penas  privativas  de  liberdade  deverão  ser \n", "executadas  em  forma  progressiva,  segundo  o  mérito  do \n", "condenado, observados os seguintes critérios e ressalvadas as \n", "hipóteses de transferência a regime mais rigoroso: \n", "[...] \n", "c)  o condenado não reincidente,  cuja pena seja igual ou \n", "inferior a 4 (quatro) anos, poderá, desde o princípio, cumpri-la \n", "em regime aberto; \n", "[...] \n", "§ 3º - A determinação do regime inicial de cumprimento \n", "da pena far-se-á com observância dos critérios previstos no art. \n", "59 deste Código. \n", "“Súmula  719/STF:  A  imposição  do  regime  de \n", "cumprimento  mais  severo  do  que  a  pena  aplicada  permitir \n", "exige motivação idônea”. \n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11661000.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11\n", "Voto - MIN. GILMAR MENDES\n", "RHC 131736 / SP \n", "A fixação do regime inicial de cumprimento de pena exige, além dos \n", "requisitos do § 2º do art. 33 do Código Penal, que as circunstâncias do art. \n", "59 do CP não sejam desfavoráveis ao réu (art. 33, § 3º, do CP).\n", "Em que pese ao fato  de o  paciente  preencher todos  os  requisitos \n", "previstos no art. 33, § 2º, c, do CP, para o início do cumprimento de pena \n", "no regime aberto, é fato que as circunstâncias judiciais (art. 59 do CP) são \n", "desfavoráveis, o que, nos termos do § 3º do art. 33 do CP e da Súmula 719, \n", "impede a aplicação do regime inicial aberto. \n", "A corroborar esse entendimento, colho precedentes desta Corte: HC \n", "122.235/MG,  rel.  min.  Luiz  Fux,  Primeira  Turma,  DJe  1º.7.2014;  HC \n", "123.299/SP, rel. min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 2.10.2014; e HC \n", "135.063, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 19.08.2016).\n", "Em face dos maus antecedentes, é impossível a substituição da pena \n", "privativa  de  liberdade  por  penas  restritivas  de  direitos,  pois  não  está \n", "preenchido o requisito previsto no artigo 44, inciso III, do Código Penal. \n", "Ante o exposto, ausente constrangimento ilegal a ser reparado, voto \n", "no sentido de negar provimento ao presente RHC.\n", "É como voto. \n", "5 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11661000.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11\n", "Extrato de Ata - 30/08/2016\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 131.736\n", "PROCED. : SÃO PAULO\n", "RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n", "RECTE.(S) : GUILHERME AUGUSTO NOVAES\n", "ADV.(A/S) : RENATO CRISTIAM DOMINGOS (227713/SP)\n", "RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA\n", "Decisão:  A  Turma,  por  votação  unânime,  negou  provimento  ao \n", "recurso  ordinário,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  Ausentes, \n", "justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora \n", "Ministra  Cármen  Lúcia.  Presidência  do  Senhor  Ministro  Gilmar \n", "Mendes. 2ª Turma, 30.8.2016.\n", "Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à \n", "sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki. \n", "Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a \n", "Senhora Ministra Cármen Lúcia.\n", "Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.\n", "Ravena Siqueira\n", "Secretária\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11651742\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11\n" ], "numero" : "131736", "partes" : [ { "nome" : "MIN. GILMAR MENDES", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "GUILHERME AUGUSTO NOVAES", "sigla" : "", "tipo" : "RECTE.(S)" }, { "nome" : "RENATO CRISTIAM DOMINGOS", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "sigla" : "", "tipo" : "RECDO.(A/S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Recurso  ordinário  em habeas  corpus.  2.  Uso  de  documento  falso. Condenação. Fixação de regime inicial fechado. 3. Agravo provido no STJ, para estabelecer o regime semiaberto para cumprimento inicial da pena privativa de liberdade.  4.  Pedidos de concessão de regime aberto e de substituição da pena privativa de  liberdade por  restritivas  de  direitos. Impossibilidade. Valoração negativa das circunstâncias judiciais do art. 59 do  CP  (maus  antecedentes).  5.  Ausência  de  constrangimento  ilegal. Recurso ordinário a que se nega provimento.", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. GILMAR MENDES", "texto" : "O  SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR):  Trata-se  de  recurso  ordinário  em  habeas  corpus,  com  pedido  de  medida  liminar,  interposto  por  Renato  Cristiam  Domingos,  em  favor  de  Guilherme  Augusto Novaes, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal  de Justiça (STJ), no Agravo Regimental no HC n. 295.373/SP.   Consta da denúncia que, no dia 18 de janeiro de 2005, por volta das  13h30,  na Rua 04, entre as avenidas 03 e 05,  Centro,  na cidade de Rio  Claro/SP,  os  acusados  Ulisses  Carmo  Santana  e  Guilherme  Augusto  Novaes (paciente) fizeram uso de documentos públicos falsificados (art.  304 do Código Penal).  Segundo se apurou, policiais militares, em patrulhamento de rotina,  suspeitaram da atitude dos referidos agentes e decidiram abordá-los.  Ulisses Carmo Santana, então procurado pela Justiça, identificou-se  como Everaldo Carmo Coutinho e apresentou aos policiais a Carteira de  Identidade  RG  n.  30.371.929-1,  em  nome  desta  pessoa,  emitida  pela  Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, cujo espelho era  original, mas falsificado com a retirada da fotografia original e a inserção  da fotografia de outra pessoa.  Guilherme  Augusto  Novaes,  então  procurado  pela  Justiça,  identificou-se como Rogério Gonçalves da Silva e apresentou aos policiais     a  Carteira  de  Identidade  original  RG  n.  12.735.271-4,  emitida  pela  Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, preenchida em  nome desta pessoa.  Constatou-se  que  o  espelho  do  RG  n.  12.735.271-4,  emitido  pela  Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e utilizado por  Guilherme Augusto Novaes, embora original, fora preenchido com dados  falsos, pois correspondia à pessoa de Antonio Carlos dos Santos.  Verificou-se, também, que a pessoa de Rogério Gonçalves da Silva,  de fato, possuía Carteira de Identidade RG n. 12.735.271-4, mas emitida  pela  Secretaria  de  Segurança  Pública  do  Estado  do  Rio  de  Janeiro,  documento este que foi roubado do titular.  Após  regular  instrução  criminal,  o  paciente  foi  absolvido  com  fundamento no art. 386, inciso VII, do Código de Processo Penal (“não   existir prova suficiente para a condenação”).   Irresignado, o Ministério Público do Estado de São Paulo interpôs  recurso  de  apelação  no  Tribunal  de  Justiça  do  Estado  de  São  Paulo  (TJ/SP),  que  lhe  deu  provimento  para  condenar  Guilherme  Augusto  Novaes à pena de 2 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado,  mais o pagamento de 11 dias-multa. Eis a ementa desse julgado:   “USO DE DOCUMENTO FALSO – CARACTERIZAÇÃO  – RG - APRESENTAÇÃO POR DETERMINAÇÃO POLICIAL -  IRRELEVÂNCIA  -  RÉU  FORAGIDO  QUE  SE  IDENTIFICA  COM  O  NOME  CONSTANTE  DO  DOCUMENTO  FALSIFICADO  -  CONDENAÇÃO  IMPOSTA  -  RECURSO  PROVIDO”.   A defesa,  então,  interpôs  recurso  especial,  inadmitido  na  origem.     Daí,  a  interposição  de  agravo  em  recurso  especial,  também  não  conhecido.   Seguiu-se  a  interposição  de  agravo  regimental,  não  provido  pela  Quinta Turma do STJ.  Ainda  insatisfeita,  a  defesa  impetrou  habeas  corpus  ao  STJ,  que,  monocraticamente, não conheceu do writ.  Interposto  agravo  regimental,  a  este  foi  dado  provimento  para  estabelecer o regime inicial semiaberto, nos termos da ementa a seguir  transcrita:   “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  HABEAS  CORPUS.  PENAL.  FURTO  QUALIFICADO  PELO  CONCURSO  DE  AGENTES.  USO  DE  DOCUMENTO  FALSO.  REGIME  PRISIONAL.  RÉU  TECNICAMENTE  PRIMÁRIO.  CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. FIXAÇÃO  DO REGIME SEMIABERTO PARA CUMPRIMENTO INICIAL  DA PENA. AGRAVO PROVIDO.   01. Esta Corte tem reiteradamente decidido que é cabível a   fixação de regime inicial mais gravoso para o cumprimento da pena   quando presentes circunstâncias judiciais  desfavoráveis,  nos termos   do art. 33, § 3º, do CP (AgRg no AREsp 481.328/PR, Rel. Ministro  Moura  Ribeiro,  Quinta  Turma,  julgado  em  21/08/2014;  RHC  43.239/RJ, Rel. Ministra Laurita Vaz, Quinta Turma, julgado em  21/08/2014; HC 278.179/SP, Rel. Ministra Maria Thereza de Assis  Moura, Sexta Turma, julgado em 06/05/2014).   No entanto, se o réu condenado pela prática do crime de  uso de documento falso (CP, art. 304) é primário e se a pena  aplicada  não  excede  a  4  (quatro)  anos  de  reclusão,  poderá  cumpri-la em regime semiaberto.   02. Agravo provido, para estabelecer o regime semiaberto  para cumprimento inicial da pena privativa de liberdade”.    Daí, a interposição do presente recurso ordinário.   Neste apelo, a defesa postula a “concessão de regime aberto, ou ainda, a   concessão de substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de   direitos,  considerando  que  o  recorrente  é  tecnicamente  primário,  o  crime   imputado  não  denota  violência  nem  grave  ameaça  a  pessoa,  as  demais   circunstancias judiciais do artigo 59 do CP lhe são favoráveis” .   Sustenta que “o crime sob comento aconteceu há quase dez anos e desde   então o recorrente nunca mais se viu envolvido em qualquer atividade delituosa,   vivendo licitamente do fruto de seu labor e se dedicando ao extremado cuidado de   sua família”.   Requer  seja  liminarmente  concedida  tutela  na  forma  de  efeito  suspensivo da imposição de regime fechado para cumprimento da pena  contida  no  acórdão  bandeirante,  enquanto  pender  de  julgamento  o  presente RHC.   Indeferi o pedido de medida liminar.  A  Procuradoria-Geral  da  República  manifestou-se  pelo  desprovimento do recurso.  É o relatório.  " }, "votos" : [ { "texto" : "   O  SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se  de  habeas  corpus,  no qual  o  impetrante requer  a  fixação do  regime inicial  aberto, bem como a substituição da pena privativa de liberdade por penas  restritivas de direitos.   No caso dos autos, o paciente foi condenado à pena de 2 anos e 4  meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do delito de  uso de documento falso.   Naquela oportunidade, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo  deu  provimento  ao  apelo  ministerial  para  condenar  o  paciente,  tendo  estabelecido o regime fechado para o início de cumprimento de pena nos  seguintes termos:   “Da análise do conjunto probatório acostado aos autos não  resta dúvida de que o apelado fez uso de documento falso e não  logrou  a  defesa  demonstrar  o  afastamento  de  sua  responsabilidade.  Portanto, a conduta praticada pelo acusado enquadra-se  no artigo 304,  com a pena do artigo 297,  ambos do Estatuto  Repressivo, e a condenação é a medida que se impõe.  Passo a fixar a reprimenda. Seguindo-se as diretrizes dos artigos 59 e 60, do Código   Penal,  levando-se  em  consideração  os  maus  antecedentes,  estabeleço a pena-base 1/6 acima do mínimo legal, ou seja, 02  anos e 04 meses de reclusão e 11 dias-multa, tornada definitiva  à míngua de circunstâncias modificadoras, observando que não  há nos autos certidão que comprove a reincidência.  O regime deve ser o inicial fechado, nos termos do artigo  33, § 3º do Estatuto Repressivo, que se mostra mais adequado,     não  só  pelos  maus  antecedentes,  mas  também porque o  réu  estava  foragido,  demonstrando  desrespeito  à  Justiça  e  personalidade voltada ao delito. Pelo mesmo motivo deixo de  substituir  a  pena  privativa  de  liberdade  por  restritiva  de  direitos,  pois  não  se  apresenta  como  medida  necessária  e  suficiente para a prevenção e reprovação no crime, no presente  caso.  Pelo  exposto,  dá-se  provimento  ao  recurso  da  Justiça  Pública, para condenar Guilherme Augusto Novaes à pena de  02 (dois) anos e 04 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial  fechado, e ao pagamento de 11 (onze) dias-multa, como incurso  no artigo 304, c/c o artigo 297, ambos do Código Penal”.  Por sua vez, o STJ deu provimento ao Agravo Regimental no HC  295.373/SP para  estabelecer  o  regime  semiaberto  para  o  cumprimento  inicial da pena privativa de liberdade da seguinte forma:  “Vê-se  que  o  aumento  da  pena  na  primeira  fase  da  dosimetria decorreu dos maus antecedentes do réu. Esse fato é  suficiente para negar a ele o regime aberto para cumprimento  inicial  da pena privativa de liberdade (CP,  art.  33,  §  3º).   De  acordo  com precedentes  desta  Corte:  é  ‘cabível  a  fixação  de  regime  inicial  mais  gravoso  para  o  cumprimento  da  pena  quando  presentes  circunstâncias  judiciais  desfavoráveis,  nos  termos do art. 33, § 3º, do CP’ (…).  Todavia, considerando a primariedade técnica do paciente  e o quantum da pena aplicada – 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses  de  reclusão -,  impõe-se  a  fixação do regime semiaberto  para  cumprimento inicial da pena privativa de liberdade”.  A  Procuradoria-Geral  da  República  manifestou-se  pelo  desprovimento  do  recurso,  destacando  que  ficou  suficientemente     justificada a negativa do regime aberto:  “Não há ilegalidade a ser sanada. No tocante ao regime  inicial, conforme tem decidido essa Suprema Corte ‘não é dado   dissociar  o  tópico  atinente  à  fixação  do  regime  daquele  que,   precedentemente, justificara a fixação da pena acima do mínimo legal   e ao qual se remete a sentença. Não é o habeas corpus a via própria   para  aferir,  in  concreto,  da  ponderação  dessas  circunstâncias  pelas   instâncias de mérito’ (HC 86.565/SP, rel. Min. Sepúlveda Pertence).   Nesse mesmo sentido: ‘A fixação do regime inicial de cumprimento   da pena não resulta tão somente de seu quantum, mas, também, das   circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal, a que faz remissão   o art. 33, § 3º, do mesmo Código. Segue-se daí que, não obstante a   pena  ter  sido  fixada  em  quantidade  que  permite  o  início  de  seu   cumprimento  no  regime  semiaberto  (oito  anos  de  reclusão),  nada   impede  que  o  juiz  imponha  regime  mais  gravoso  quando  as   circunstâncias  judiciais  do  art.  59  do  Código  Penal  forem   desfavoráveis, como no caso sub examine’  (HC n. 109.132/MG, rel.  Min. Luiiz Fux, DJ 10.10.2011).  E,  não  obstante  a  quantidade  da  pena,  os  maus  antecedentes  indicam  o  não  preenchimento  de  requisito  subjetivo para a substituição por pena restritiva de direitos.  Dessa forma, pelas  mesmas circunstâncias desfavoráveis  da individualização, não cabe cogitar alterar o regime inicial de  cumprimento de pena para o aberto, e tampouco substituir a  pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos”.  Inicialmente, ressalto o disposto no artigo 59 do Código Penal:   “Art.  59  -  O  juiz,  atendendo  à  culpabilidade,  aos  antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos  motivos, às circunstâncias e consequências do crime, bem como  ao  comportamento  da  vítima,  estabelecerá,  conforme  seja     necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime:   I - as penas aplicáveis dentre as cominadas;  II  -  a  quantidade  de  pena  aplicável,  dentro  dos  limites   previstos;  III - o regime inicial de cumprimento da pena privativa de   liberdade;  IV  -  a  substituição  da  pena  privativa  da  liberdade   aplicada, por outra espécie de pena, se cabível”.   E, também, menciono os seguintes dispositivos:  “Art.  33  -  A pena  de  reclusão  deve  ser  cumprida  em  regime  fechado,  semiaberto  ou  aberto.  A  de  detenção,  em  regime  semiaberto,  ou  aberto,  salvo  necessidade  de  transferência a regime fechado.   [...]  §  2º  -  As  penas  privativas  de  liberdade  deverão  ser   executadas  em  forma  progressiva,  segundo  o  mérito  do  condenado, observados os seguintes critérios e ressalvadas as  hipóteses de transferência a regime mais rigoroso:   [...]  c)  o condenado não reincidente,  cuja pena seja igual ou   inferior a 4 (quatro) anos, poderá, desde o princípio, cumpri-la  em regime aberto;   [...]  § 3º - A determinação do regime inicial de cumprimento   da pena far-se-á com observância dos critérios previstos no art.  59 deste Código.   “Súmula  719/STF:  A  imposição  do  regime  de  cumprimento  mais  severo  do  que  a  pena  aplicada  permitir  exige motivação idônea”.     A fixação do regime inicial de cumprimento de pena exige, além dos  requisitos do § 2º do art. 33 do Código Penal, que as circunstâncias do art.  59 do CP não sejam desfavoráveis ao réu (art. 33, § 3º, do CP).  Em que pese ao fato  de o  paciente  preencher todos  os  requisitos  previstos no art. 33, § 2º, c, do CP, para o início do cumprimento de pena  no regime aberto, é fato que as circunstâncias judiciais (art. 59 do CP) são  desfavoráveis, o que, nos termos do § 3º do art. 33 do CP e da Súmula 719,  impede a aplicação do regime inicial aberto.   A corroborar esse entendimento, colho precedentes desta Corte: HC  122.235/MG,  rel.  min.  Luiz  Fux,  Primeira  Turma,  DJe  1º.7.2014;  HC  123.299/SP, rel. min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 2.10.2014; e HC  135.063, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 19.08.2016).  Em face dos maus antecedentes, é impossível a substituição da pena  privativa  de  liberdade  por  penas  restritivas  de  direitos,  pois  não  está  preenchido o requisito previsto no artigo 44, inciso III, do Código Penal.   Ante o exposto, ausente constrangimento ilegal a ser reparado, voto  no sentido de negar provimento ao presente RHC.  É como voto.  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{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac4b0d25122448875b2" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  da  Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas  taquigráficas,  por  maioria  de  votos,  em  converter  os  embargos  de  declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco  Aurélio.  Por  unanimidade,  acordam  em  negar  provimento  ao  agravo  regimental, nos termos do voto do Relator.      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A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de  ser  possível  o  desmembramento  de  entidade  sindical  quando  a  nova  entidade representa categoria específica. Precedentes.  Para  dissentir  da  conclusão  do  Tribunal  de  origem,  seriam  imprescindíveis  a  análise  da  legislação  infraconstitucional  aplicada  ao  caso  e  o  reexame  do  conjunto  fático-probatório  dos  autos  (Súmula  279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário.   Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se  nega provimento.    " }, "extratoata" : { "texto" : "EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.216 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : SINDIFARMA - SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE  FARMÁCIAS DROGARIAS DISTR. PERF. SIMILARES E MANIPULAÇÕES DO  ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : LILIAN CASTILHO RODRIGUES PINTIASKI EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO  Decisão:  Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos  de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor  Ministro  Marco  Aurélio.  Por  unanimidade,  negou  provimento  ao  agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da  Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.    Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão   os  Senhores  Ministros  Marco  Aurélio,  Dias  Toffoli,  Luiz  Fux  e  Roberto Barroso.   Subprocuradora-Geral  da  República,  Dra.  Cláudia  Sampaio  Marques.  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SIMILARES E MANIPULAÇÕES DO ESTADO \nDE SÃO PAULO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LILIAN CASTILHO RODRIGUES PINTIASKI\n     <b>\n      EMBDO.(A/S) :\n     </b>\n     UNIÃO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA\n     </b>\n     :  EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO  RECEBIDOS  COMO \nAGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO. \nSINDICATO.  DESMEMBRAMENTO.  CATEGORIA  ESPECÍFICA. \nPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES.\n    </p>\n    <p>\n     A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de \nser  possível  o  desmembramento  de  entidade  sindical  quando  a  nova \nentidade representa categoria específica. Precedentes.\n    </p>\n    <p>\n     Para  dissentir  da  conclusão  do  Tribunal  de  origem,  seriam \nimprescindíveis  a  análise  da  legislação  infraconstitucional  aplicada  ao \ncaso  e  o  reexame  do  conjunto  fático-probatório  dos  autos  (Súmula \n279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se \nnega provimento.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nPrimeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  da \nMinistra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas \ntaquigráficas,  por  maioria  de  votos,  em  converter  os  embargos  de \ndeclaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco \nAurélio.  Por  unanimidade,  acordam  em  negar  provimento  ao  agravo \nregimental, nos termos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 10 de fevereiro de 2015.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916815.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 607216 ED / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO\n     <b>\n      LUÍS ROBERTO BARROSO\n     </b>\n     -   RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916815.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      10/02/2015 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.216 DISTRITO FEDERAL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\nEMBTE.(S) :\n     </b>\n     SINDIFARMA -  SINDICATO DOS AUXILIARES E\n    </p>\n    <p>\n     TÉCNICOS DE FARMÁCIAS DROGARIAS DISTR. \nPERF.  SIMILARES E MANIPULAÇÕES DO ESTADO \nDE SÃO PAULO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LILIAN CASTILHO RODRIGUES PINTIASKI\n     <b>\n      EMBDO.(A/S) :\n     </b>\n     UNIÃO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão \nmonocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que \nnegou  seguimento  ao  recurso  extraordinário,  pelos  seguintes \nfundamentos (fls. 1001-1003):\n    </p>\n    <p>\n     “Trata-se  de  recurso  extraordinário  (art.  102,  III,\n     <i>\n      a\n     </i>\n     ) \ninterposto  de  acórdão  do  Tribunal  Regional  Federal  da  1ª \nRegião, cuja ementa tem o seguinte teor (fls. 936):\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      MANDADO  DE  SEGURANÇA.  REGISTRO  SINDICAL.  \nSENTENÇA  PROFERIDA  EM  DATA  ANTERIOR  À  \nPROMULGAÇÃO  DA  EC/45.  COMPETENCIA  DA  JUSTIÇA \nFEDERAL  DECLARADA  PELO  STJ  CC  Nº  91.121/DF.  \nPRINCÍPIO  DA  UNIDADE  SINDICAL.  OFENSA  NÃO  \nCARACTERIZADA.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      1.  Competência  da  Justiça  Federal  para  o  processamento  e  \njulgamento  da  presente  ação  reconhecida  pelo  STJ,  quando  do  \njulgamento do Conflito de Competência nº 91.121-DF, suscitado pelo  \nTRT da 10ª Região.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      2.  O  princípio  da  unicidade  sindical  (CF,  art.  8º,  II,  da\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916816.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 607216 ED / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Constituição) não garante por si só ao sindicato a intangibilidade de  \nsua  base  territorial:  ao  contrário,  a  jurisprudência  do  STF  está  \nconsolidada  no  sentido  da  legitimidade  constitucional  do  \ndesmembramento  territorial  de  um sindicato  para  constituir  outro,  \npor deliberação dos partícipes da fundação deste, desde que o território  \nde ambos não se reduza a área inferior à de um município (RE-AgR  \n154250 / SP).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3.  O  registro  de  sindicato  com  âmbito  de  atuação  no \nEstado de São Paulo não implica a unicidade permanente de \nrepresentação,  admitindo-se,  sem  qualquer  ofensa  ao \nordenamento constitucional, o desmembramento em unidades \nsindicais  com  atuação  territorial  mais  restrita,  desde  que \nrespeitado o limite territorial de um município.\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      4. Apelação não provida.\n     </i>\n     Nas razões do recurso extraordinário, indica-se ofensa ao\n    </p>\n    <p>\n     disposto no art. 8º, I e II, da Constituição federal. \nÉ o relatório. Decido. \nAmbas as Turmas do Supremo Tribunal Federal firmaram\n    </p>\n    <p>\n     orientação  quanto  à  possibilidade  de  desmembramento  de \nsindicato em unidades menores,  desde que a entidade criada \nabranja a área mínima correspondente à de um município.\n    </p>\n    <p>\n     Confiram-se nesse sentido, v.g., os seguintes precedentes:\n     <i>\n      EMENTA: I. Sindicato: unicidade e desmembramento.\n     </i>\n     <i>\n      1.  O  princípio  da  unicidade  sindical  (CF,  art.  8º,  II,  da\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Constituição) não garante por si só ao sindicato a intangibilidade de  \nsua  base  territorial:  ao  contrário,  a  jurisprudência  do  STF  está  \nconsolidada  no  sentido  da  legitimidade  constitucional  do  \ndesmembramento  territorial  de  um sindicato  para  constituir  outro,  \npor deliberação dos partícipes da fundação deste, desde que o território  \nde ambos não se reduza a área inferior à de um município (v.g., MS  \n21.080, Rezek, DJ 1º.10.93; RE 191.231, Pertence, DJ 06.08.99; RE  \n153.534;  Velloso,  DJ  11.06.99;  AgRgRE  207.910,  Maurício,  DJ  \n4.12.98; RE 207.780, Galvão, DJ 17.10.97; RE 180222, Galvão, DJ  \n29.08.00).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      2.  No  caso,  o  Tribunal  a  quo  assentou  que  não  houve  \nsuperposição  sindical  total,  mas  apenas  um  desmembramento  que\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916816.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 607216 ED / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      originou novas organizações sindicais regionais cuja área de atuação é  \nmenor  do  que  a  do  agravante,  o  que  não  ofende  a  garantia  \nconstitucional da unicidade.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      (...) (RE 154.250-AgR, rel. min. Sepúlveda Pertence, Primeira  \nTurma, DJ de 08.06.2007);\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      EMENTA:  AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO  \nEXTRAORDINÁRIO.  DESMEMBRAMENTO  DE  SINDICATO.  \nENTIDADE  PRÉ-EXISTENTE.  MONOPÓLIO  DA \nREPRESENTAÇÃO  SINDICAL  EM  DETERMINADA  BASE  \nTERRITORIAL.  PRINCÍPIO  DA  UNICIDADE  SINDICAL.  \nPOSSIBILIDADE DE CISÃO. NORMAS DA CONSOLIDAÇÃO  \nDAS LEIS DO TRABALHO.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      1. Acolhendo o princípio da não intervenção e não interferência  \nestatal  na  organização  sindical  (CF,  artigo  8º,  I),  o  legislador  \nconstituinte outorgou aos trabalhadores e empregadores interessados a  \ncapacidade para definir a base territorial da entidade que não poderá  \nser  inferior  à  área  de  um Município,  afastando  a  competência  do  \nMinistério do Trabalho para delimitá-la na forma prevista no artigo  \n517, § 1º da Consolidação das Leis do Trabalho.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      2. Unicidade sindical. A norma constitucional estabelece que é  \nlivre a associação profissional ou sindical, vedando à lei a exigência de  \nautorização estatal  para a instituição de sindicato, ressalvado o seu  \nregistro no órgão competente (Ministério do Trabalho) a quem cumpre  \nzelar pela observância do princípio da unicidade sindical em atuação  \nconjunta com os terceiros interessados (sindicatos), de conformidade  \ncom as  disposições  contidas  nas  Instruções  Normativas  nºs  5/90  e  \n9/90,  que  lhes  facultam,  no  prazo  nelas  fixado,  a  impugnação  do  \nregistro  de  fundação  da  entidade,  competindo  à  Administração  \nPública anular o ato se julgada procedente a alegação.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      (...)\n     </i>\n     <i>\n      Agravo  regimental  não  provido.\n     </i>\n     (RE  207.910-AgR,  rel.\n    </p>\n    <p>\n     Maurício Corrêa, Segunda Turma,\n     <i>\n      DJ\n     </i>\n     de 26.06.1998) \nDessa orientação não divergiu o acórdão recorrido. \nDo exposto, nego seguimento ao recurso.”\n    </p>\n    <p>\n     2. A parte embargante afirma que a decisão embargada foi\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916816.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 607216 ED / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     omissa por não analisar a existência de vícios na concessão do registro \nsindical a outra entidade – o SINPRAFARMA/AMERICANA – , a qual \nabrangeria área pertencente a ora recorrente (fls. 1009/1010).\n    </p>\n    <p>\n     3. É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916816.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      10/02/2015 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.216 DISTRITO FEDERAL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO\n     </b>\n     <b>\n      (Relator)\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. Recebo os presentes embargos de declaração como agravo \nregimental,  tendo  em  vista  a  pretensão  da  parte  recorrente  em  ver \nreformada  a  decisão  ora  impugnada  (MI  823-ED-segundos,  Rel.  Min. \nCelso de Mello, Rcl 11.022-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, ARE 680.718-\nED, Rel. Min. Luiz Fux).\n    </p>\n    <p>\n     2. Passo a apreciar a matéria.\n    </p>\n    <p>\n     3. O  agravo  não  pode  ser  provido.  Tal  como  constatou  a \ndecisão agravada, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme \nno  sentido  de  ser  possível  o  desmembramento  de  entidade  sindical \nquando a nova entidade representa categoria específica. Nesse sentido, \nveja- se o seguinte precedente:\n    </p>\n    <p>\n     “CONFEDERAÇÃO  NACIONAL  DE  SAÚDE  -- \nHOSPITAIS,  ESTABELECIMENTOS  E  SERVIÇOS  --  CNS. \nDESMEMBRAMENTO  DA  CONFEDERAÇÃO  NACIONAL \nDO  COMÉRCIO.  ALEGADA OFENSA  AO  PRINCÍPIO  DA \nUNICIDADE.\n    </p>\n    <p>\n     Improcedência  da alegação,  posto  que a  novel  entidade \nrepresenta  categoria  específica,  até  então  congregada  por \nentidade de natureza eclética, hipótese em que estava fadada ao \ndesmembramento,  concretizado  como  manifestação  da \nliberdade  sindical  consagrada  no  art.  8º,  II,  da  Constituição \nFederal.\n    </p>\n    <p>\n     Agravo  desprovido.  (RE  241.935-AgR,  Rel.  Min.  Ilmar \nGalvão)”\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916817.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 607216 ED / DF\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     4. No que diz respeito à controvérsia acerca da identidade \nentre  as  categorias,  tal  questão  não  foi  objeto  de  análise  do  acórdão \nimpugnado  pelo  apelo  extremo.  Incidem,  portanto,  as  Súmulas  282  e \n356/STF, que exigem o prequestionamento da matéria alegada.\n    </p>\n    <p>\n     5. Ademais,  verifica-se  que a sua apreciação demandaria  a \nanálise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Consolidação \ndas Leis do Trabalho), bem como o reexame do conjunto fático-probatório \nacostado  aos  autos.  Incide,  portanto,  o  óbice  da  Súmula  279/STF.  A \npropósito, cite-se o seguinte precedente:\n    </p>\n    <p>\n     “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  CONSTITUCIONAL E \nADMINISTRATIVO.  SINDICATO  ESPECÍFICO. \nDESMEMBRAMENTO:  POSSIBILIDADE.  AUSÊNCIA  DE \nCONTRARIEDADE  AO  PRINCÍPIO  DA  UNICIDADE \nSINDICAL:  PRECEDENTES.  OFENSA  CONSTITUCIONAL \nINDIRETA.  REEXAME  DE  FATOS  E  PROVAS. \nIMPOSSIBILIDADE.  SÚMULA  N.  279  DO  SUPREMO \nTRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE \nNEGA PROVIMENTO.” (ARE 817.765-AgR, Relª. Minª. Cármen \nLúcia)\n    </p>\n    <p>\n     6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916817.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 10/02/2015\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.216\n     </b>\n     PROCED. : DISTRITO FEDERAL\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n     </b>\n     EMBTE.(S) : SINDIFARMA - SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE \nFARMÁCIAS DROGARIAS DISTR. PERF. SIMILARES E MANIPULAÇÕES DO \nESTADO DE SÃO PAULO\nADV.(A/S) : LILIAN CASTILHO RODRIGUES PINTIASKI\nEMBDO.(A/S) : UNIÃO\nADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     :  Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos \nde declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor \nMinistro  Marco  Aurélio.  Por  unanimidade,  negou  provimento  ao \nagravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da \nSenhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão\n    </p>\n    <p>\n     os  Senhores  Ministros  Marco  Aurélio,  Dias  Toffoli,  Luiz  Fux  e \nRoberto Barroso.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocuradora-Geral  da  República,  Dra.  Cláudia  Sampaio \nMarques.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894551\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "10/02/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.216 DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "EMBTE.(S) :SINDIFARMA -  SINDICATO DOS AUXILIARES E \n", "TÉCNICOS DE FARMÁCIAS DROGARIAS DISTR. \n", "PERF.  SIMILARES E MANIPULAÇÕES DO ESTADO \n", "DE SÃO PAULO \n", "ADV.(A/S) :LILIAN CASTILHO RODRIGUES PINTIASKI \n", "EMBDO.(A/S) :UNIÃO \n", "ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO \n", "EMENTA:  EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO  RECEBIDOS  COMO \n", "AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO. \n", "SINDICATO.  DESMEMBRAMENTO.  CATEGORIA  ESPECÍFICA. \n", "POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. \n", "A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de \n", "ser  possível  o  desmembramento  de  entidade  sindical  quando  a  nova \n", "entidade representa categoria específica. Precedentes.\n", "Para  dissentir  da  conclusão  do  Tribunal  de  origem,  seriam \n", "imprescindíveis  a  análise  da  legislação  infraconstitucional  aplicada  ao \n", "caso  e  o  reexame  do  conjunto  fático-probatório  dos  autos  (Súmula \n", "279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. \n", "Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se \n", "nega provimento. \n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  da \n", "Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas \n", "taquigráficas,  por  maioria  de  votos,  em  converter  os  embargos  de \n", "declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco \n", "Aurélio.  Por  unanimidade,  acordam  em  negar  provimento  ao  agravo \n", "regimental, nos termos do voto do Relator. \n", "Brasília, 10 de fevereiro de 2015.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916815.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9\n", "Ementa e Acórdão\n", "RE 607216 ED / DF \n", "   MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO  -   RELATOR\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916815.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9\n", "Relatório\n", "10/02/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.216 DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "EMBTE.(S) :SINDIFARMA -  SINDICATO DOS AUXILIARES E \n", "TÉCNICOS DE FARMÁCIAS DROGARIAS DISTR. \n", "PERF.  SIMILARES E MANIPULAÇÕES DO ESTADO \n", "DE SÃO PAULO \n", "ADV.(A/S) :LILIAN CASTILHO RODRIGUES PINTIASKI \n", "EMBDO.(A/S) :UNIÃO \n", "ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO \n", "R E L A T Ó R I O \n", "O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): \n", "1. Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão \n", "monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que \n", "negou  seguimento  ao  recurso  extraordinário,  pelos  seguintes \n", "fundamentos (fls. 1001-1003): \n", "“Trata-se  de  recurso  extraordinário  (art.  102,  III,  a ) \n", "interposto  de  acórdão  do  Tribunal  Regional  Federal  da  1ª \n", "Região, cuja ementa tem o seguinte teor (fls. 936): \n", "MANDADO  DE  SEGURANÇA.  REGISTRO  SINDICAL.  \n", "SENTENÇA  PROFERIDA  EM  DATA  ANTERIOR  À  \n", "PROMULGAÇÃO  DA  EC/45.  COMPETENCIA  DA  JUSTIÇA \n", "FEDERAL  DECLARADA  PELO  STJ  CC  Nº  91.121/DF.  \n", "PRINCÍPIO  DA  UNIDADE  SINDICAL.  OFENSA  NÃO  \n", "CARACTERIZADA. \n", "1.  Competência  da  Justiça  Federal  para  o  processamento  e  \n", "julgamento  da  presente  ação  reconhecida  pelo  STJ,  quando  do  \n", "julgamento do Conflito de Competência nº 91.121-DF, suscitado pelo  \n", "TRT da 10ª Região. \n", "2.  O  princípio  da  unicidade  sindical  (CF,  art.  8º,  II,  da  \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916816.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9\n", "Relatório\n", "RE 607216 ED / DF \n", "Constituição) não garante por si só ao sindicato a intangibilidade de  \n", "sua  base  territorial:  ao  contrário,  a  jurisprudência  do  STF  está  \n", "consolidada  no  sentido  da  legitimidade  constitucional  do  \n", "desmembramento  territorial  de  um sindicato  para  constituir  outro,  \n", "por deliberação dos partícipes da fundação deste, desde que o território  \n", "de ambos não se reduza a área inferior à de um município (RE-AgR  \n", "154250 / SP). \n", "3.  O  registro  de  sindicato  com  âmbito  de  atuação  no \n", "Estado de São Paulo não implica a unicidade permanente de \n", "representação,  admitindo-se,  sem  qualquer  ofensa  ao \n", "ordenamento constitucional, o desmembramento em unidades \n", "sindicais  com  atuação  territorial  mais  restrita,  desde  que \n", "respeitado o limite territorial de um município. \n", "4. Apelação não provida. \n", "Nas razões do recurso extraordinário, indica-se ofensa ao \n", "disposto no art. 8º, I e II, da Constituição federal. \n", "É o relatório. Decido. \n", "Ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal firmaram \n", "orientação  quanto  à  possibilidade  de  desmembramento  de \n", "sindicato em unidades menores,  desde que a entidade criada \n", "abranja a área mínima correspondente à de um município. \n", "Confiram-se nesse sentido, v.g., os seguintes precedentes: \n", "EMENTA: I. Sindicato: unicidade e desmembramento. \n", "1.  O  princípio  da  unicidade  sindical  (CF,  art.  8º,  II,  da  \n", "Constituição) não garante por si só ao sindicato a intangibilidade de  \n", "sua  base  territorial:  ao  contrário,  a  jurisprudência  do  STF  está  \n", "consolidada  no  sentido  da  legitimidade  constitucional  do  \n", "desmembramento  territorial  de  um sindicato  para  constituir  outro,  \n", "por deliberação dos partícipes da fundação deste, desde que o território  \n", "de ambos não se reduza a área inferior à de um município (v.g., MS  \n", "21.080, Rezek, DJ 1º.10.93; RE 191.231, Pertence, DJ 06.08.99; RE  \n", "153.534;  Velloso,  DJ  11.06.99;  AgRgRE  207.910,  Maurício,  DJ  \n", "4.12.98; RE 207.780, Galvão, DJ 17.10.97; RE 180222, Galvão, DJ  \n", "29.08.00). \n", "2.  No  caso,  o  Tribunal  a  quo  assentou  que  não  houve  \n", "superposição  sindical  total,  mas  apenas  um  desmembramento  que  \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916816.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9\n", "Relatório\n", "RE 607216 ED / DF \n", "originou novas organizações sindicais regionais cuja área de atuação é  \n", "menor  do  que  a  do  agravante,  o  que  não  ofende  a  garantia  \n", "constitucional da unicidade. \n", "(...) (RE 154.250-AgR, rel. min. Sepúlveda Pertence, Primeira  \n", "Turma, DJ de 08.06.2007); \n", "EMENTA:  AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO  \n", "EXTRAORDINÁRIO.  DESMEMBRAMENTO  DE  SINDICATO.  \n", "ENTIDADE  PRÉ-EXISTENTE.  MONOPÓLIO  DA \n", "REPRESENTAÇÃO  SINDICAL  EM  DETERMINADA  BASE  \n", "TERRITORIAL.  PRINCÍPIO  DA  UNICIDADE  SINDICAL.  \n", "POSSIBILIDADE DE CISÃO. NORMAS DA CONSOLIDAÇÃO  \n", "DAS LEIS DO TRABALHO. \n", "1. Acolhendo o princípio da não intervenção e não interferência  \n", "estatal  na  organização  sindical  (CF,  artigo  8º,  I),  o  legislador  \n", "constituinte outorgou aos trabalhadores e empregadores interessados a  \n", "capacidade para definir a base territorial da entidade que não poderá  \n", "ser  inferior  à  área  de  um Município,  afastando  a  competência  do  \n", "Ministério do Trabalho para delimitá-la na forma prevista no artigo  \n", "517, § 1º da Consolidação das Leis do Trabalho. \n", "2. Unicidade sindical. A norma constitucional estabelece que é  \n", "livre a associação profissional ou sindical, vedando à lei a exigência de  \n", "autorização estatal  para a instituição de sindicato, ressalvado o seu  \n", "registro no órgão competente (Ministério do Trabalho) a quem cumpre  \n", "zelar pela observância do princípio da unicidade sindical em atuação  \n", "conjunta com os terceiros interessados (sindicatos), de conformidade  \n", "com as  disposições  contidas  nas  Instruções  Normativas  nºs  5/90  e  \n", "9/90,  que  lhes  facultam,  no  prazo  nelas  fixado,  a  impugnação  do  \n", "registro  de  fundação  da  entidade,  competindo  à  Administração  \n", "Pública anular o ato se julgada procedente a alegação. \n", "(...) \n", "Agravo  regimental  não  provido. (RE  207.910-AgR,  rel. \n", "Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ de 26.06.1998) \n", "Dessa orientação não divergiu o acórdão recorrido. \n", "Do exposto, nego seguimento ao recurso.” \n", "2. A parte embargante afirma que a decisão embargada foi \n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916816.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9\n", "Relatório\n", "RE 607216 ED / DF \n", "omissa por não analisar a existência de vícios na concessão do registro \n", "sindical a outra entidade – o SINPRAFARMA/AMERICANA – , a qual \n", "abrangeria área pertencente a ora recorrente (fls. 1009/1010). \n", "3. É o relatório. \n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916816.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9\n", "Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n", "10/02/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.216 DISTRITO FEDERAL\n", "V O T O \n", "O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) \n", "1. Recebo os presentes embargos de declaração como agravo \n", "regimental,  tendo  em  vista  a  pretensão  da  parte  recorrente  em  ver \n", "reformada  a  decisão  ora  impugnada  (MI  823-ED-segundos,  Rel.  Min. \n", "Celso de Mello, Rcl 11.022-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, ARE 680.718-\n", "ED, Rel. Min. Luiz Fux).\n", "2. Passo a apreciar a matéria.\n", "3. O  agravo  não  pode  ser  provido.  Tal  como  constatou  a \n", "decisão agravada, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme \n", "no  sentido  de  ser  possível  o  desmembramento  de  entidade  sindical \n", "quando a nova entidade representa categoria específica. Nesse sentido, \n", "veja- se o seguinte precedente:\n", "“CONFEDERAÇÃO  NACIONAL  DE  SAÚDE  -- \n", "HOSPITAIS,  ESTABELECIMENTOS  E  SERVIÇOS  --  CNS. \n", "DESMEMBRAMENTO  DA  CONFEDERAÇÃO  NACIONAL \n", "DO  COMÉRCIO.  ALEGADA OFENSA  AO  PRINCÍPIO  DA \n", "UNICIDADE. \n", "Improcedência  da alegação,  posto  que a  novel  entidade \n", "representa  categoria  específica,  até  então  congregada  por \n", "entidade de natureza eclética, hipótese em que estava fadada ao \n", "desmembramento,  concretizado  como  manifestação  da \n", "liberdade  sindical  consagrada  no  art.  8º,  II,  da  Constituição \n", "Federal. \n", "Agravo  desprovido.  (RE  241.935-AgR,  Rel.  Min.  Ilmar \n", "Galvão)” \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916817.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9\n", "Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n", "RE 607216 ED / DF \n", "4. No que diz respeito à controvérsia acerca da identidade \n", "entre  as  categorias,  tal  questão  não  foi  objeto  de  análise  do  acórdão \n", "impugnado  pelo  apelo  extremo.  Incidem,  portanto,  as  Súmulas  282  e \n", "356/STF, que exigem o prequestionamento da matéria alegada. \n", "5. Ademais,  verifica-se  que a sua apreciação demandaria  a \n", "análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Consolidação \n", "das Leis do Trabalho), bem como o reexame do conjunto fático-probatório \n", "acostado  aos  autos.  Incide,  portanto,  o  óbice  da  Súmula  279/STF.  A \n", "propósito, cite-se o seguinte precedente:\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  CONSTITUCIONAL E \n", "ADMINISTRATIVO.  SINDICATO  ESPECÍFICO. \n", "DESMEMBRAMENTO:  POSSIBILIDADE.  AUSÊNCIA  DE \n", "CONTRARIEDADE  AO  PRINCÍPIO  DA  UNICIDADE \n", "SINDICAL:  PRECEDENTES.  OFENSA  CONSTITUCIONAL \n", "INDIRETA.  REEXAME  DE  FATOS  E  PROVAS. \n", "IMPOSSIBILIDADE.  SÚMULA  N.  279  DO  SUPREMO \n", "TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE \n", "NEGA PROVIMENTO.” (ARE 817.765-AgR, Relª. Minª. Cármen \n", "Lúcia) \n", "6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916817.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9\n", "Extrato de Ata - 10/02/2015\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.216\n", "PROCED. : DISTRITO FEDERAL\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "EMBTE.(S) : SINDIFARMA - SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE \n", "FARMÁCIAS DROGARIAS DISTR. PERF. SIMILARES E MANIPULAÇÕES DO \n", "ESTADO DE SÃO PAULO\n", "ADV.(A/S) : LILIAN CASTILHO RODRIGUES PINTIASKI\n", "EMBDO.(A/S) : UNIÃO\n", "ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n", "Decisão:  Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos \n", "de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor \n", "Ministro  Marco  Aurélio.  Por  unanimidade,  negou  provimento  ao \n", "agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da \n", "Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.\n", " \n", "Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão \n", "os  Senhores  Ministros  Marco  Aurélio,  Dias  Toffoli,  Luiz  Fux  e \n", "Roberto Barroso. \n", "Subprocuradora-Geral  da  República,  Dra.  Cláudia  Sampaio \n", "Marques.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894551\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9\n" ], "numero" : "607216", "partes" : [ { "nome" : "MIN. ROBERTO BARROSO", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "SINDIFARMA", "sigla" : "SINDICATODOSAUXILIARESETÉCNICOSDEFARMÁCIASDROGARIASDISTR.PERF.SIMILARESEMANIPULAÇÕESDOESTADODESÃOPAULO", "tipo" : "EMBTE.(S)" }, { "nome" : "ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "UNIÃO", "sigla" : "", "tipo" : "EMBDO.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. ROBERTO BARROSO", "texto" : "O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):  1. Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão  monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que  negou  seguimento  ao  recurso  extraordinário,  pelos  seguintes  fundamentos (fls. 1001-1003):   “Trata-se  de  recurso  extraordinário  (art.  102,  III,  a )  interposto  de  acórdão  do  Tribunal  Regional  Federal  da  1ª  Região, cuja ementa tem o seguinte teor (fls. 936):   MANDADO  DE  SEGURANÇA.  REGISTRO  SINDICAL.   SENTENÇA  PROFERIDA  EM  DATA  ANTERIOR  À   PROMULGAÇÃO  DA  EC/45.  COMPETENCIA  DA  JUSTIÇA  FEDERAL  DECLARADA  PELO  STJ  CC  Nº  91.121/DF.   PRINCÍPIO  DA  UNIDADE  SINDICAL.  OFENSA  NÃO   CARACTERIZADA.  1.  Competência  da  Justiça  Federal  para  o  processamento  e   julgamento  da  presente  ação  reconhecida  pelo  STJ,  quando  do   julgamento do Conflito de Competência nº 91.121-DF, suscitado pelo   TRT da 10ª Região.  2.  O  princípio  da  unicidade  sindical  (CF,  art.  8º,  II,  da      Constituição) não garante por si só ao sindicato a intangibilidade de   sua  base  territorial:  ao  contrário,  a  jurisprudência  do  STF  está   consolidada  no  sentido  da  legitimidade  constitucional  do   desmembramento  territorial  de  um sindicato  para  constituir  outro,   por deliberação dos partícipes da fundação deste, desde que o território   de ambos não se reduza a área inferior à de um município (RE-AgR   154250 / SP).  3.  O  registro  de  sindicato  com  âmbito  de  atuação  no  Estado de São Paulo não implica a unicidade permanente de  representação,  admitindo-se,  sem  qualquer  ofensa  ao  ordenamento constitucional, o desmembramento em unidades  sindicais  com  atuação  territorial  mais  restrita,  desde  que  respeitado o limite territorial de um município.   4. Apelação não provida.  Nas razões do recurso extraordinário, indica-se ofensa ao   disposto no art. 8º, I e II, da Constituição federal.  É o relatório. Decido.  Ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal firmaram   orientação  quanto  à  possibilidade  de  desmembramento  de  sindicato em unidades menores,  desde que a entidade criada  abranja a área mínima correspondente à de um município.   Confiram-se nesse sentido, v.g., os seguintes precedentes:  EMENTA: I. Sindicato: unicidade e desmembramento. 1.  O  princípio  da  unicidade  sindical  (CF,  art.  8º,  II,  da    Constituição) não garante por si só ao sindicato a intangibilidade de   sua  base  territorial:  ao  contrário,  a  jurisprudência  do  STF  está   consolidada  no  sentido  da  legitimidade  constitucional  do   desmembramento  territorial  de  um sindicato  para  constituir  outro,   por deliberação dos partícipes da fundação deste, desde que o território   de ambos não se reduza a área inferior à de um município (v.g., MS   21.080, Rezek, DJ 1º.10.93; RE 191.231, Pertence, DJ 06.08.99; RE   153.534;  Velloso,  DJ  11.06.99;  AgRgRE  207.910,  Maurício,  DJ   4.12.98; RE 207.780, Galvão, DJ 17.10.97; RE 180222, Galvão, DJ   29.08.00).  2.  No  caso,  o  Tribunal  a  quo  assentou  que  não  houve   superposição  sindical  total,  mas  apenas  um  desmembramento  que      originou novas organizações sindicais regionais cuja área de atuação é   menor  do  que  a  do  agravante,  o  que  não  ofende  a  garantia   constitucional da unicidade.  (...) (RE 154.250-AgR, rel. min. Sepúlveda Pertence, Primeira   Turma, DJ de 08.06.2007);  EMENTA:  AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO   EXTRAORDINÁRIO.  DESMEMBRAMENTO  DE  SINDICATO.   ENTIDADE  PRÉ-EXISTENTE.  MONOPÓLIO  DA  REPRESENTAÇÃO  SINDICAL  EM  DETERMINADA  BASE   TERRITORIAL.  PRINCÍPIO  DA  UNICIDADE  SINDICAL.   POSSIBILIDADE DE CISÃO. NORMAS DA CONSOLIDAÇÃO   DAS LEIS DO TRABALHO.  1. Acolhendo o princípio da não intervenção e não interferência   estatal  na  organização  sindical  (CF,  artigo  8º,  I),  o  legislador   constituinte outorgou aos trabalhadores e empregadores interessados a   capacidade para definir a base territorial da entidade que não poderá   ser  inferior  à  área  de  um Município,  afastando  a  competência  do   Ministério do Trabalho para delimitá-la na forma prevista no artigo   517, § 1º da Consolidação das Leis do Trabalho.  2. Unicidade sindical. A norma constitucional estabelece que é   livre a associação profissional ou sindical, vedando à lei a exigência de   autorização estatal  para a instituição de sindicato, ressalvado o seu   registro no órgão competente (Ministério do Trabalho) a quem cumpre   zelar pela observância do princípio da unicidade sindical em atuação   conjunta com os terceiros interessados (sindicatos), de conformidade   com as  disposições  contidas  nas  Instruções  Normativas  nºs  5/90  e   9/90,  que  lhes  facultam,  no  prazo  nelas  fixado,  a  impugnação  do   registro  de  fundação  da  entidade,  competindo  à  Administração   Pública anular o ato se julgada procedente a alegação.  (...) Agravo  regimental  não  provido. (RE  207.910-AgR,  rel.   Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ de 26.06.1998)  Dessa orientação não divergiu o acórdão recorrido.  Do exposto, nego seguimento ao recurso.”   2. A parte embargante afirma que a decisão embargada foi     omissa por não analisar a existência de vícios na concessão do registro  sindical a outra entidade – o SINPRAFARMA/AMERICANA – , a qual  abrangeria área pertencente a ora recorrente (fls. 1009/1010).   3. É o relatório.  " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator)   1. Recebo os presentes embargos de declaração como agravo  regimental,  tendo  em  vista  a  pretensão  da  parte  recorrente  em  ver  reformada  a  decisão  ora  impugnada  (MI  823-ED-segundos,  Rel.  Min.  Celso de Mello, Rcl 11.022-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, ARE 680.718- ED, Rel. Min. Luiz Fux).  2. Passo a apreciar a matéria.  3. O  agravo  não  pode  ser  provido.  Tal  como  constatou  a  decisão agravada, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme  no  sentido  de  ser  possível  o  desmembramento  de  entidade  sindical  quando a nova entidade representa categoria específica. Nesse sentido,  veja- se o seguinte precedente:  “CONFEDERAÇÃO  NACIONAL  DE  SAÚDE  --  HOSPITAIS,  ESTABELECIMENTOS  E  SERVIÇOS  --  CNS.  DESMEMBRAMENTO  DA  CONFEDERAÇÃO  NACIONAL  DO  COMÉRCIO.  ALEGADA OFENSA  AO  PRINCÍPIO  DA  UNICIDADE.   Improcedência  da alegação,  posto  que a  novel  entidade  representa  categoria  específica,  até  então  congregada  por  entidade de natureza eclética, hipótese em que estava fadada ao  desmembramento,  concretizado  como  manifestação  da  liberdade  sindical  consagrada  no  art.  8º,  II,  da  Constituição  Federal.   Agravo  desprovido.  (RE  241.935-AgR,  Rel.  Min.  Ilmar  Galvão)”     4. No que diz respeito à controvérsia acerca da identidade  entre  as  categorias,  tal  questão  não  foi  objeto  de  análise  do  acórdão  impugnado  pelo  apelo  extremo.  Incidem,  portanto,  as  Súmulas  282  e  356/STF, que exigem o prequestionamento da matéria alegada.   5. Ademais,  verifica-se  que a sua apreciação demandaria  a  análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Consolidação  das Leis do Trabalho), bem como o reexame do conjunto fático-probatório  acostado  aos  autos.  Incide,  portanto,  o  óbice  da  Súmula  279/STF.  A  propósito, cite-se o seguinte precedente:  “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  CONSTITUCIONAL E  ADMINISTRATIVO.  SINDICATO  ESPECÍFICO.  DESMEMBRAMENTO:  POSSIBILIDADE.  AUSÊNCIA  DE  CONTRARIEDADE  AO  PRINCÍPIO  DA  UNICIDADE  SINDICAL:  PRECEDENTES.  OFENSA  CONSTITUCIONAL  INDIRETA.  REEXAME  DE  FATOS  E  PROVAS.  IMPOSSIBILIDADE.  SÚMULA  N.  279  DO  SUPREMO  TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE  NEGA PROVIMENTO.” (ARE 817.765-AgR, Relª. Minª. Cármen  Lúcia)   6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.  ", "votante" : "MIN_ROBERTO_BARROSO" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac4b0d25122448875b3" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 28/4 a  4/5/2017,  na conformidade da ata do julgamento,  por unanimidade de  votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do  Relator.  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Reexame.  Impossibilidade.  Precedentes.   1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria  ínsita ao plano normativo local, tampouco para o reexame dos fatos e das  provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF.   2. Agravo regimental não provido.  3. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve, na origem, a   condenação do agravante em honorários advocatícios.    " }, "extratoata" : { "texto" : "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 993.972 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EDSON RODRIGUES TEIXEIRA ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS (168735/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO  Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo  regimental,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  2ª  Turma,  Sessão  Virtual de 28.4 a 4.5.2017.  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DIAS TOFFOLI\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     EDSON RODRIGUES TEIXEIRA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ELIEZER PEREIRA MARTINS\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESTADO DE SÃO PAULO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Agravo  regimental  no  recurso  extraordinário  com  agravo. \nAdministrativo.  Ato de demissão.  Anulação. Reintegração.  Vantagens \nhabituais  em  decorrência  do  exercício  do  cargo  (GAP,  AOL,  ALE  e \nadicional  de  insalubridade).  Natureza  das  parcelas.  Direito  local. \nOfensa  reflexa.  Danos  morais.  Fatos  e  provas.  Reexame. \nImpossibilidade.  Precedentes.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria \nínsita ao plano normativo local, tampouco para o reexame dos fatos e das \nprovas constantes dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF.\n    </p>\n    <p>\n     2. Agravo regimental não provido. \n3. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve, na origem, a\n    </p>\n    <p>\n     condenação do agravante em honorários advocatícios.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ACÓRDÃO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nSegunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 28/4 a \n4/5/2017,  na conformidade da ata do julgamento,  por unanimidade de \nvotos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do \nRelator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 5 de maio de 2017.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12941709.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 993972 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO DIAS TOFFOLI\nRelator\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12941709.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      05/05/2017 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 993.972 SÃO \nPAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     EDSON RODRIGUES TEIXEIRA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ELIEZER PEREIRA MARTINS\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESTADO DE SÃO PAULO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATÓRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n     </b>\n     Edson  Rodrigues  Teixeira  interpõe  tempestivo  agravo  regimental\n    </p>\n    <p>\n     (8/3/17) contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a \nseguinte fundamentação:\n    </p>\n    <p>\n     “Vistos. \nTrata-se  de  agravo  da  decisão  que não  admitiu  recurso\n    </p>\n    <p>\n     extraordinário interposto contra acórdão da Primeira Câmara \ndo Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo, assim \nementado:\n    </p>\n    <p>\n     ‘POLICIAL MILITAR - Pedido de anulação de ato de \ndemissão  com  a  consequente  reintegração  ao  cargo  - \nRejeição da preliminar de ilegalidade na distribuição dos \nfeitos por falta de alternância, conforme arts. 251 e 252 do \nCódigo de Processo Civil,  à luz do disposto na Emenda \nConstitucional  45/04  -  Existência  de  contundente \ncontradição  e  incongruência  interna  na  decisão \nadministrativa  entra  a  fundamentação  inserta,  o \ndispositivo adotado e dentro da própria fundamentação - \nInadmissibilidade  de  sanção  exclusória  eivada  de \nincerteza  e  incoerência  -  Ausência  dos  requisitos  de \nvalidade  dos  julgados  -  Legitimidade  da  intervenção \njudicial  -  Sentença\n     <i>\n      a  quo\n     </i>\n     reformada  -  Anulação  do  ato \ndemissório  -  Reintegração  do  miliciano  com  todos  os\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12941706.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 993972 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     vencimentos e vantagens pecuniárias decorrentes do cargo \n– Provimento do recurso - Decisão unânime .’\n    </p>\n    <p>\n     Opostos embargos declaratórios, foram providos em parte \npara  sanar  omissão  referente  ao  pleito  de  indenização  por \ndanos  morais  feito  pelo  ora  recorrente,  contudo,  sem \nmodificação do julgado.\n    </p>\n    <p>\n     No  recurso  extraordinário,  sustenta-se  violação  dos \nartigos 5º, incisos II, V, X e XXXV, 37,\n     <b>\n      caput\n     </b>\n     e inciso XIV, e 93, \ninciso IX, da Constituição Federal.\n    </p>\n    <p>\n     Pretende, em suma, seja julgada procedente a pretensão \n‘em relação aos danos morais e à imagem, bem como para que \nos benefício do GAP, AOL, ALE, bem como em  em relação ao \nadicional  de  insalubridade,  sejam  inseridos  no  cálculo  dos \npedidos formulados pelo autor’ (fl. 415).\n    </p>\n    <p>\n     Decido.\nA irresignação não merece prosperar.\nCom exceção dos artigos 5º, inciso II e 37,\n     <b>\n      caput\n     </b>\n     e inciso\n    </p>\n    <p>\n     XIV,  da  Constituição  Federal,  os  dispositivos  constitucionais \napontados  como  violados,  carecem  do  necessário \nprequestionamento,  sendo  certo  que  os  acórdãos  proferidos \npelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as \nquais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios \nopostos pela parte recorrente.  Incidem na espécie as Súmulas \nnºs 282 e 356 desta Corte.\n    </p>\n    <p>\n     Por  outro  lado,  o  Tribunal  de  origem  excluiu  da \ncondenação a Gratificação por Atividade de Polícia – GAP, o \nAdicional  Operacional  de  Localidade –  AOL,  o  Adicional  de \nLocal de Exercício – ALE e o Adicional de insalubridade por \nentender  que  as  referidas  vantagens  são  concedidas  aos \nmilitares apenas enquanto no exercício da atividade policial, o \nque não ocorreu no caso em exame.\n    </p>\n    <p>\n     Assim, para dissentir dessa conclusão, acerca da natureza \nda parcelas, exigiria o reexame do material probatório constante \ndos autos,  bem como a análise da legislação local pertinente. \nNessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12941706.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 993972 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     e 280/STF. Nesse sentido:\n‘AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO\n    </p>\n    <p>\n     EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO. \nADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ADICIONAL \nDE  INSALUBRIDADE.  LEGISLAÇÃO \nINFRACONSTITUCIONAL ESTADUAL. AUSÊNCIA DE \nOFENSA  CONSTITUCIONAL  DIRETA.  REEXAME  DE \nPROVAS.  SÚMULAS  NS.  279  E  280  DO  SUPREMO \nTRIBUNAL  FEDERAL.  AGRAVO  REGIMENTAL  AO \nQUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 873.749/AgR-\nAgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra\n     <b>\n      Cármen Lúcia\n     </b>\n     , \nDJe de 24/8/15).\n    </p>\n    <p>\n     ‘AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  MILITAR. \nADICIONAL  DE  LOCAL  DE  EXERCÍCIO  –  ALE. \nCRITÉRIO DE PAGAMENTO. LEIS COMPLEMENTARES \nESTADUAIS  689/1992,  830/1997  E  994/2006. \nREAPRECIAÇÃO  DE  NORMAS \nINFRACONSTITUCIONAIS LOCAIS.  SÚMULA 280 DO \nSTF.  NECESSIDADE  DE  REEXAME  DO  CONJUNTO \nFÁTICO-PROBATÓRIO.  SÚMULA  279  DO  STF. \nALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, LIV E LV, DA \nCONSTITUIÇÃO.  OFENSA  REFLEXA.  AGRAVO \nIMPROVIDO.\n    </p>\n    <p>\n     I  –  É  inadmissível  o  recurso  extraordinário  com \nagravo quando sua análise implica rever a interpretação \nde normas infraconstitucionais locais que fundamentam a \ndecisão  a  quo.  Incidência  da  Súmula  280  desta  Corte. \nPrecedentes.\n    </p>\n    <p>\n     II – Inviável em recurso extraordinário o reexame do \nconjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência \nda Súmula 279 do STF. Precedentes.\n    </p>\n    <p>\n     III - A orientação desta Corte, por meio da remansosa \njurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao \nart. 5º, LIV e LV, da Constituição, quando dependente de\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12941706.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 993972 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     exame de legislação infraconstitucional, configura situação \nde ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza \no conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes.\n    </p>\n    <p>\n     IV - Agravo regimental improvido’ (ARE nº 702.063 – \nAgR, Segunda Turma, Relator\n    </p>\n    <p>\n     ‘Agravo  regimental  em  agravo  de  instrumento.  2. \nCumulação da  Gratificação de  Atividade Policial  com a \nGratificação  de  Habilitação.  3.  Interpretação  da  leis \nestaduais  7.145/97  e  3.803/80  4.  Impossibilidade  de \nreexame da legislação local (Súmula 280/STF). 5. Agravo \nregimental a que se nega provimento’ (AI nº 731.403/BA-\nAgR, Segunda Turma, Relator o Ministro\n     <b>\n      Gilmar Mendes\n     </b>\n     , \nDJE de 14/12/10).\n    </p>\n    <p>\n     No tocante à suposta configuração dos  danos morais,  o \nacolhimento  da  pretensão  indenizatória  formulada  pelo \nrecorrente demandaria o reexame dos fatos e provas constantes \ndos  autos,  o  que  não  é  cabível  em  sede  de  recurso \nextraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse \nsentido:\n    </p>\n    <p>\n     ‘CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM \nAGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  RESPONSABILIDADE \nCIVIL.  DANOS  MORAIS  E  MATERIAIS. \nINDENIZAÇÃO.  LEGISLAÇÃO \nINFRACONSTITUCIONAL  E  SÚMULA  STF  279. \nPRECEDENTES.  1.  A  análise  da  indenização  civil  por \ndanos morais e materiais reside no âmbito da legislação \ninfraconstitucional  (Súmula  STF  280).  2.  Incidência  da \nSúmula  STF  279,  o  que  também  elide  a  apreciação,  no \ncaso, da matéria objeto do art. 144 da Constituição Federal. \n3. Agravo regimental improvido’ (AI nº 755.238/MG-AgR, \nSegunda Turma, Relatora a Ministra\n     <b>\n      Ellen Gracie\n     </b>\n     , DJe de \n13/11/09).\n    </p>\n    <p>\n     ‘CONSTITUCIONAL.  ADMINISTRATIVO.  DANO\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12941706.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 993972 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     EM  VEÍCULO  AUTOMOTOR  EM  DECORRÊNCIA DE \nPASSAGEM  SOBRE  BURACO  EM  VIA  PÚBLICA. \nOMISSÃO  DO  ESTADO.  RESPONSABILIDADE  CIVIL \nSUBJETIVA. MATÉRIA DE FATO. SÚMULA 279 DO STF. I \n- Decisão monocrática que negou seguimento ao recurso \nextraordinário por entender que concluir de forma diversa \ndo acórdão recorrido necessitaria de reexame de matéria \nde prova (Súmula 279 do STF). II - Inexistência de novos \nargumentos capazes  de afastar  as  razões  expendidas na \ndecisão ora atacada,  que deve ser mantida.  III  -  Agravo \nregimental  improvido’ (RE nº  585.007/DF-AgR,  Primeira \nTurma, Relator o Ministro\n     <b>\n      Ricardo Lewandowski\n     </b>\n     , DJe de \n5/6/09).\n    </p>\n    <p>\n     ‘CONSTITUCIONAL.  ADMINISTRATIVO. \nRESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. ART. 37, \n§  6°  DA CONSTITUIÇÃO  FEDERAL.  ALEGAÇÃO  DE \nCULPA EXCLUSIVA DA VÍTIMA. SÚMULA 279 do STF. I \n- A apreciação do recurso extraordinário, no que concerne \nà alegada ofensa ao art. 37, § 6°, da Constituição, encontra \nóbice  na  Súmula  279  do  STF.  Precedentes  do  STF.  II  - \nAgravo  regimental  improvido’  (RE  nº  484.277/SE-AgR, \nPrimeira  Turma,  Relator  o  Ministro\n     <b>\n      Ricardo \nLewandowski\n     </b>\n     , DJ de 7/12/07).\n    </p>\n    <p>\n     ‘RESPONSABILIDADE CIVIL DO PODER PÚBLICO \n-  PRESSUPOSTOS PRIMÁRIOS QUE DETERMINAM A \nRESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO - O \nNEXO  DE  CAUSALIDADE  MATERIAL  COMO \nREQUISITO INDISPENSÁVEL À CONFIGURAÇÃO DO \nDEVER  ESTATAL  DE  REPARAR  O  DANO  -  NÃO-\nCOMPROVAÇÃO,  PELA  PARTE  RECORRENTE,  DO \nVÍNCULO  CAUSAL  -  RECONHECIMENTO  DE  SUA \nINEXISTÊNCIA,  NA  ESPÉCIE,  PELAS  INSTÂNCIAS \nORDINÁRIAS  -  SOBERANIA  DESSE \nPRONUNCIAMENTO  JURISDICIONAL  EM  MATÉRIA\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12941706.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 993972 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     FÁTICO-PROBATÓRIA  -  INVIABILIDADE  DA \nDISCUSSÃO, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA, \nDA  EXISTÊNCIA  DO  NEXO  CAUSAL  - \nIMPOSSIBILIDADE  DE  REEXAME  DE  MATÉRIA \nFÁTICO-PROBATÓRIA (SÚMULA 279/STF) -  RECURSO \nDE AGRAVO IMPROVIDO. - Os elementos que compõem \na estrutura e delineiam o perfil da responsabilidade civil \nobjetiva do Poder Público compreendem (a) a alteridade \ndo  dano,  (b)  a  causalidade  material  entre  o  'eventus \ndamni'  e  o  comportamento  positivo  (ação)  ou  negativo \n(omissão)  do  agente  público,  (c)  a  oficialidade  da \natividade  causal  e  lesiva  imputável  a  agente  do  Poder \nPúblico que tenha, nessa específica condição, incidido em \nconduta  comissiva  ou  omissiva,  independentemente  da \nlicitude,  ou  não,  do  comportamento  funcional  e  (d)  a \nausência de causa excludente da responsabilidade estatal. \nPrecedentes. - O dever de indenizar, mesmo nas hipóteses \nde  responsabilidade  civil  objetiva  do  Poder  Público, \nsupõe, dentre outros elementos (RTJ 163/1107-1109, v.g.), a \ncomprovada existência  do nexo de causalidade material \nentre o comportamento do agente e o 'eventus damni', sem \no  que  se  torna  inviável,  no  plano  jurídico,  o \nreconhecimento  da  obrigação  de  recompor  o  prejuízo \nsofrido  pelo  ofendido.  -  A comprovação  da  relação  de \ncausalidade - qualquer que seja a teoria que lhe dê suporte \ndoutrinário (teoria da equivalência das condições,  teoria \nda  causalidade  necessária  ou  teoria  da  causalidade \nadequada)  -  revela-se  essencial  ao  reconhecimento  do \ndever  de  indenizar,  pois,  sem tal  demonstração,  não há \ncomo imputar, ao causador do dano, a responsabilidade \ncivil  pelos  prejuízos  sofridos  pelo  ofendido.  Doutrina. \nPrecedentes.  -  Não  se  revela  processualmente  lícito \nreexaminar matéria fático-probatória em sede de recurso \nextraordinário  (RTJ  161/992  -  RTJ  186/703  -  Súmula \n279/STF), prevalecendo, nesse domínio, o caráter soberano \ndo pronunciamento jurisdicional dos Tribunais ordinários\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12941706.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 993972 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     sobre matéria de fato e de prova. Precedentes. - Ausência, \nna espécie, de demonstração inequívoca, mediante prova \nidônea, da efetiva ocorrência dos prejuízos alegadamente \nsofridos  pela  parte  recorrente.  Não-comprovação  do \nvínculo causal registrada pelas instâncias ordinárias’ (RE \nnº 481.110/PE, Segunda Turma, Relator o Ministro\n     <b>\n      Celso \nde Mello\n     </b>\n     , DJ de 9/3/07).\n    </p>\n    <p>\n     ‘RE:  descabimento:  debate  relativo  à  existência  de \nnexo  de  causalidade  a  justificar  indenização  por  dano \nmaterial e moral, que reclama o reexame de fatos e provas: \nincidência  da  Súmula  279’  (AI  nº  359.016/DF-AgR, \nPrimeira Turma, Relator o Ministro\n     <b>\n      Sepúlveda Pertence\n     </b>\n     , \nDJ de 7/5/04).\n    </p>\n    <p>\n     Ante  o  exposto,  nos  termos  do  artigo  21,  §  1º,  do \nRegimento  Interno  do  Supremo  Tribunal  Federal,  nego \nseguimento ao recurso.”\n    </p>\n    <p>\n     Sustenta  o  agravante  que  teria  havido  o  prequestionamento  dos \ndispositivos  constitucionais  suscitados  no  RE  com  a  oposição  dos \nembargos declaratórios, não incidindo, no caso, os óbices das Súmulas nºs \n282 e 356/STF.\n    </p>\n    <p>\n     Afirma, ainda, que a interpretação acerca do disposto nos arts. 5º, \nincisos V e X, e 37,\n     <b>\n      caput\n     </b>\n     , da Constituição Federal independe da análise \nda  legislação  infraconstitucional  ou  do  conjunto  fático-probatório  dos \nautos.\n    </p>\n    <p>\n     Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2º, do Código de Processo Civil, \no agravado manifestou-se pelo não provimento do agravo regimental.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     7\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12941706.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      05/05/2017 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 993.972 SÃO \nPAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      VOTO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n     </b>\n     Não merece prosperar a irresignação.\nConforme expresso na decisão agravada, com exceção dos arts. 5º,\n    </p>\n    <p>\n     inciso II e 37,\n     <b>\n      caput\n     </b>\n     e inciso XIV, da Constituição Federal, os dispositivos \nconstitucionais  apontados  como  violados  carecem  do  necessário \nprequestionamento, haja vista que os acórdãos proferidos pelo Tribunal \nde origem não cuidaram das referidas  normas,  as quais,  também, não \nforam objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. \nIncidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte.\n    </p>\n    <p>\n     Ademais,  é  certo  que  o  Tribunal  de  origem,  com fundamento  na \nlegislação  local  pertinente,  excluiu  da  condenação  a  Gratificação  por \nAtividade  de  Polícia  (GAP),  o  Adicional  Operacional  de  Localidade \n(AOL),  o  Adicional  de  Local  de  Exercício  (ALE)  e  o  adicional  de \ninsalubridade por entender que as referidas vantagens seriam concedidas \naos militares apenas quando no exercício da atividade policial, não sendo, \nassim, devido seu pagamento durante o tempo em que o agravante esteve \nafastado de suas atividades.\n    </p>\n    <p>\n     Destarte,  para  dissentir  dessa  conclusão  acerca  da  natureza  da \nparcelas,  seria  necessário  analisar  a  legislação  infraconstitucional, \nprovidência  vedada  em  sede  de  recurso  extraordinário.  Incidência  da \nSúmula nº 280/STF.\n    </p>\n    <p>\n     Registre-se, inclusive, que essa Suprema Corte já assentou a ausência \nde repercussão geral de temas análogos.\n     <b>\n      Vide\n     </b>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     “PROCESSUAL  CIVIL.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO \nCOM  AGRAVO.  ESTADO  DE  SÃO  PAULO.  POLICIAIS \nMILITARES.  GRATIFICAÇÃO  DE  ATIVIDADE  POLICIAL \n(GAP).  INCORPORAÇÃO  AO  SALÁRIO-BASE.  MATÉRIA \nINFRACONSTITUCIONAL.  AUSÊNCIA DE  REPERCUSSÃO\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12941707.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 993972 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     GERAL.  1.  A  controvérsia  relativa  à  incorporação  da \nGratificação de Atividade Policial ao salário-base dos policiais \nmilitares do Estado de São Paulo, envolvendo a interpretação \ndas  Leis  Complementares  estaduais  873/00  e  1.021/07,  é  de \nnatureza infraconstitucional. 2. É cabível a atribuição dos efeitos \nda declaração de ausência de repercussão geral quando não há \nmatéria  constitucional  a  ser  apreciada  ou  quando  eventual \nofensa à Carta Magna se dê de forma indireta ou reflexa (RE \n584.608  RG,  Min.  ELLEN  GRACIE,  DJe  de  13/03/2009).  3. \nAusência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos \ndo art. 543-A do CPC” (ARE 815.188/SP-RG, Relator o Ministro\n     <b>\n      Teori Zavascki\n     </b>\n     , DJe de 3/9/14, Tema 753).\n    </p>\n    <p>\n     “PROCESSUAL CIVIL.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO. \nESTADO  DE  SÃO  PAULO.  POLICIAIS  MILITARES. \nADICIONAL  DE  LOCAL  DE  EXERCÍCIO  (ALE). \nINCORPORAÇÃO.  MATÉRIA  INFRACONSTITUCIONAL. \nAUSÊNCIA  DE  REPERCUSSÃO  GERAL.  1.  A  controvérsia \nrelativa à incorporação do Adicional de Local de Exercício ao \nvencimento dos policiais militares do Estado de São Paulo, à luz \nda  Lei  Complementar  estadual  689/92  e  da  Constituição  do \nEstado  de  São  Paulo,  é  de  natureza  infraconstitucional.  2.  É \ncabível  a  atribuição dos efeitos da declaração de ausência de \nrepercussão geral quando não há matéria constitucional a ser \napreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna se dê de \nforma  indireta  ou  reflexa  (RE  584.608  RG,  Min.  ELLEN \nGRACIE, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral \nda questão suscitada, nos termos do art.  543-A do CPC” (RE \n731.333/SP-RG,  Relator  o  Ministro\n     <b>\n      Teori  Zavascki\n     </b>\n     ,  DJe  de \n1º/9/14, Tema 750).\n    </p>\n    <p>\n     Por  fim,  quanto  ao  cabimento  da  indenização  por  danos  morais, \ncolhe-se do voto  proferido nos embargos de declaração o seguinte:\n    </p>\n    <p>\n     “(…) [N]o presente caso, não restou provado em momento \nalgum a ocorrência, de fato, do dano alegado, bem como de sua\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12941707.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 993972 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     extensão  e,  portanto,  não  há  que  se  falar  em  pagamento \nobrigatório de indenização por parte do Estado, sob pena de \nnegativa  de  vigência  constitucional,  mormente  porque  o \nAcórdão,  ao  anular  o  ato  exclusório,  determinando  a \nreintegração do miliciano com todos os seus direitos, reparou a \nirregularidade perpetrada e retirou-lhe a possibilidade de sofrer \nqualquer  prejuízo  decorrente  da  incongruência  interna  da \ndecisão, verificada pela falta de coerência entre a motivação e o \ndispositivo.\n    </p>\n    <p>\n     (…)  Apenas  se  comprovado  o  dano,  fixada  e  paga \neventual  indenização,  é  que  poderia  o  Estado  apurar  a \nresponsabilidade  subjetiva  do  servidor  em  eventual  ação  de \nregresso.”\n    </p>\n    <p>\n     Verifica-se,  a  partir  do  excerto  transcrito,  que  a  Corte  de  origem \nconcluiu  que  não  houve  a  comprovação  do  dano  alegado  pelo  ora \nagravante.  Destarte,  para  dissentir  desse  entendimento,  seria \nimprescindível  o reexame do conjunto fático-probatório dos autos,  fim \npara o qual não se presta o recurso extraordinário. Incidência da Súmula \nnº 279/STF. Nesse sentido:\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      “Agravo regimental no agravo de instrumento. Recurso \nextraordinário.  Administrativo.  Responsabilidade  civil  do \nEstado.  Reintegração.  Danos  morais  e  materiais.  Fatos  e \nprovas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes.\n     </b>\n     1. É inviável, \nem  recurso  extraordinário,  o  reexame  do  conjunto  fático-\nprobatório  da  causa.  Incidência  da  Súmula  nº  279/STF.  2. \nAgravo regimental não provido. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do \nCPC,  pois  o  agravado  não  apresentou  contrarrazões”  (AI  nº \n804.138/RJ-AgR,  Segunda  Turma,  de  minha  relatoria\n     <b>\n      ,\n     </b>\n     DJe  de \n24/11/16).\n    </p>\n    <p>\n     “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE \nINSTRUMENTO.  PROCESSUAL  CIVIL.  1.  ALEGAÇÃO  DE \nCONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO \nDA  REPÚBLICA:  IMPROCEDÊNCIA.  PRECEDENTES.  2.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12941707.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 993972 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     PEDIDO  DE  REINTEGRAÇÃO.  ANÁLISE  DE  NORMA \nINFRACONSTITUCIONAL.  OFENSA  CONSTITUCIONAL \nINDIRETA.  3.  RESPONSABILIDADE  CIVIL.  DISPENSA DO \nCARGO.  INDENIZAÇÃO  POR  DANOS  MORAIS. \nIMPOSSIBILIDADE  DE  REEXAME  DE  FATOS  E  PROVAS. \nSÚMULA N.  279  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  4. \nAGRAVO  REGIMENTAL  AO  QUAL  SE  NEGA \nPROVIMENTO” (AI  nº  852.922/PR-AgR-ED,  Primeira  Turma, \nRelatora a Ministra\n     <b>\n      Cármen Lúcia,\n     </b>\n     DJe de 13/3/12).\n    </p>\n    <p>\n     Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.\nNão se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não\n    </p>\n    <p>\n     houve na origem a condenação do agravante em honorários advocatícios. \nÉ como voto.\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12941707.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 05/05/2017\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 993.972\n     </b>\n     PROCED. : SÃO PAULO\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n     </b>\n     AGTE.(S) : EDSON RODRIGUES TEIXEIRA\nADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS (168735/SP)\nAGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \nregimental,  nos  termos  do  voto  do  Relator.\n     <b>\n      2ª  Turma\n     </b>\n     ,  Sessão \nVirtual de 28.4 a 4.5.2017.\n    </p>\n    <p>\n     Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de \nMello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Edson Fachin.\n    </p>\n    <p>\n     Ravena Siqueira\nSecretária\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12867882\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "05/05/2017 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 993.972 SÃO \n", "PAULO\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "AGTE.(S) :EDSON RODRIGUES TEIXEIRA \n", "ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS \n", "AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO \n", "EMENTA \n", "Agravo  regimental  no  recurso  extraordinário  com  agravo. \n", "Administrativo.  Ato de demissão.  Anulação. Reintegração.  Vantagens \n", "habituais  em  decorrência  do  exercício  do  cargo  (GAP,  AOL,  ALE  e \n", "adicional  de  insalubridade).  Natureza  das  parcelas.  Direito  local. \n", "Ofensa  reflexa.  Danos  morais.  Fatos  e  provas.  Reexame. \n", "Impossibilidade.  Precedentes. \n", "1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria \n", "ínsita ao plano normativo local, tampouco para o reexame dos fatos e das \n", "provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. \n", "2. Agravo regimental não provido. \n", "3. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve, na origem, a \n", "condenação do agravante em honorários advocatícios. \n", "ACÓRDÃO\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 28/4 a \n", "4/5/2017,  na conformidade da ata do julgamento,  por unanimidade de \n", "votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do \n", "Relator.\n", "Brasília, 5 de maio de 2017.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12941709.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14\n", "Ementa e Acórdão\n", "ARE 993972 AGR / SP \n", "MINISTRO DIAS TOFFOLI\n", "Relator\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12941709.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14\n", "Relatório\n", "05/05/2017 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 993.972 SÃO \n", "PAULO\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "AGTE.(S) :EDSON RODRIGUES TEIXEIRA \n", "ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS \n", "AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO \n", "RELATÓRIO\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): \n", "Edson  Rodrigues  Teixeira  interpõe  tempestivo  agravo  regimental \n", "(8/3/17) contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a \n", "seguinte fundamentação:\n", "“Vistos. \n", "Trata-se  de  agravo  da  decisão  que não  admitiu  recurso \n", "extraordinário interposto contra acórdão da Primeira Câmara \n", "do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo, assim \n", "ementado:\n", "‘POLICIAL MILITAR - Pedido de anulação de ato de \n", "demissão  com  a  consequente  reintegração  ao  cargo  - \n", "Rejeição da preliminar de ilegalidade na distribuição dos \n", "feitos por falta de alternância, conforme arts. 251 e 252 do \n", "Código de Processo Civil,  à luz do disposto na Emenda \n", "Constitucional  45/04  -  Existência  de  contundente \n", "contradição  e  incongruência  interna  na  decisão \n", "administrativa  entra  a  fundamentação  inserta,  o \n", "dispositivo adotado e dentro da própria fundamentação - \n", "Inadmissibilidade  de  sanção  exclusória  eivada  de \n", "incerteza  e  incoerência  -  Ausência  dos  requisitos  de \n", "validade  dos  julgados  -  Legitimidade  da  intervenção \n", "judicial  -  Sentença  a  quo  reformada  -  Anulação  do  ato \n", "demissório  -  Reintegração  do  miliciano  com  todos  os \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12941706.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14\n", "Relatório\n", "ARE 993972 AGR / SP \n", "vencimentos e vantagens pecuniárias decorrentes do cargo \n", "– Provimento do recurso - Decisão unânime .’\n", "Opostos embargos declaratórios, foram providos em parte \n", "para  sanar  omissão  referente  ao  pleito  de  indenização  por \n", "danos  morais  feito  pelo  ora  recorrente,  contudo,  sem \n", "modificação do julgado.\n", "No  recurso  extraordinário,  sustenta-se  violação  dos \n", "artigos 5º, incisos II, V, X e XXXV, 37,  caput e inciso XIV, e 93, \n", "inciso IX, da Constituição Federal.\n", " Pretende, em suma, seja julgada procedente a pretensão \n", "‘em relação aos danos morais e à imagem, bem como para que \n", "os benefício do GAP, AOL, ALE, bem como em  em relação ao \n", "adicional  de  insalubridade,  sejam  inseridos  no  cálculo  dos \n", "pedidos formulados pelo autor’ (fl. 415).\n", "Decido.\n", "A irresignação não merece prosperar.\n", "Com exceção dos artigos 5º, inciso II e 37,  caput e inciso \n", "XIV,  da  Constituição  Federal,  os  dispositivos  constitucionais \n", "apontados  como  violados,  carecem  do  necessário \n", "prequestionamento,  sendo  certo  que  os  acórdãos  proferidos \n", "pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as \n", "quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios \n", "opostos pela parte recorrente.  Incidem na espécie as Súmulas \n", "nºs 282 e 356 desta Corte.\n", "Por  outro  lado,  o  Tribunal  de  origem  excluiu  da \n", "condenação a Gratificação por Atividade de Polícia – GAP, o \n", "Adicional  Operacional  de  Localidade –  AOL,  o  Adicional  de \n", "Local de Exercício – ALE e o Adicional de insalubridade por \n", "entender  que  as  referidas  vantagens  são  concedidas  aos \n", "militares apenas enquanto no exercício da atividade policial, o \n", "que não ocorreu no caso em exame.\n", "Assim, para dissentir dessa conclusão, acerca da natureza \n", "da parcelas, exigiria o reexame do material probatório constante \n", "dos autos,  bem como a análise da legislação local pertinente. \n", "Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279 \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12941706.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14\n", "Relatório\n", "ARE 993972 AGR / SP \n", "e 280/STF. Nesse sentido:\n", "‘AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO. \n", "ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ADICIONAL \n", "DE  INSALUBRIDADE.  LEGISLAÇÃO \n", "INFRACONSTITUCIONAL ESTADUAL. AUSÊNCIA DE \n", "OFENSA  CONSTITUCIONAL  DIRETA.  REEXAME  DE \n", "PROVAS.  SÚMULAS  NS.  279  E  280  DO  SUPREMO \n", "TRIBUNAL  FEDERAL.  AGRAVO  REGIMENTAL  AO \n", "QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 873.749/AgR-\n", "AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, \n", "DJe de 24/8/15).\n", "‘AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  MILITAR. \n", "ADICIONAL  DE  LOCAL  DE  EXERCÍCIO  –  ALE. \n", "CRITÉRIO DE PAGAMENTO. LEIS COMPLEMENTARES \n", "ESTADUAIS  689/1992,  830/1997  E  994/2006. \n", "REAPRECIAÇÃO  DE  NORMAS \n", "INFRACONSTITUCIONAIS LOCAIS.  SÚMULA 280 DO \n", "STF.  NECESSIDADE  DE  REEXAME  DO  CONJUNTO \n", "FÁTICO-PROBATÓRIO.  SÚMULA  279  DO  STF. \n", "ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, LIV E LV, DA \n", "CONSTITUIÇÃO.  OFENSA  REFLEXA.  AGRAVO \n", "IMPROVIDO. \n", "I  –  É  inadmissível  o  recurso  extraordinário  com \n", "agravo quando sua análise implica rever a interpretação \n", "de normas infraconstitucionais locais que fundamentam a \n", "decisão  a  quo.  Incidência  da  Súmula  280  desta  Corte. \n", "Precedentes. \n", "II – Inviável em recurso extraordinário o reexame do \n", "conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência \n", "da Súmula 279 do STF. Precedentes. \n", "III - A orientação desta Corte, por meio da remansosa \n", "jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao \n", "art. 5º, LIV e LV, da Constituição, quando dependente de \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12941706.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14\n", "Relatório\n", "ARE 993972 AGR / SP \n", "exame de legislação infraconstitucional, configura situação \n", "de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza \n", "o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. \n", "IV - Agravo regimental improvido’ (ARE nº 702.063 – \n", "AgR, Segunda Turma, Relator \n", "‘Agravo  regimental  em  agravo  de  instrumento.  2. \n", "Cumulação da  Gratificação de  Atividade Policial  com a \n", "Gratificação  de  Habilitação.  3.  Interpretação  da  leis \n", "estaduais  7.145/97  e  3.803/80  4.  Impossibilidade  de \n", "reexame da legislação local (Súmula 280/STF). 5. Agravo \n", "regimental a que se nega provimento’ (AI nº 731.403/BA-\n", "AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, \n", "DJE de 14/12/10).\n", "No tocante à suposta configuração dos  danos morais,  o \n", "acolhimento  da  pretensão  indenizatória  formulada  pelo \n", "recorrente demandaria o reexame dos fatos e provas constantes \n", "dos  autos,  o  que  não  é  cabível  em  sede  de  recurso \n", "extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse \n", "sentido:\n", "‘CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM \n", "AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  RESPONSABILIDADE \n", "CIVIL.  DANOS  MORAIS  E  MATERIAIS. \n", "INDENIZAÇÃO.  LEGISLAÇÃO \n", "INFRACONSTITUCIONAL  E  SÚMULA  STF  279. \n", "PRECEDENTES.  1.  A  análise  da  indenização  civil  por \n", "danos morais e materiais reside no âmbito da legislação \n", "infraconstitucional  (Súmula  STF  280).  2.  Incidência  da \n", "Súmula  STF  279,  o  que  também  elide  a  apreciação,  no \n", "caso, da matéria objeto do art. 144 da Constituição Federal. \n", "3. Agravo regimental improvido’ (AI nº 755.238/MG-AgR, \n", "Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de \n", "13/11/09).\n", "‘CONSTITUCIONAL.  ADMINISTRATIVO.  DANO \n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12941706.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14\n", "Relatório\n", "ARE 993972 AGR / SP \n", "EM  VEÍCULO  AUTOMOTOR  EM  DECORRÊNCIA DE \n", "PASSAGEM  SOBRE  BURACO  EM  VIA  PÚBLICA. \n", "OMISSÃO  DO  ESTADO.  RESPONSABILIDADE  CIVIL \n", "SUBJETIVA. MATÉRIA DE FATO. SÚMULA 279 DO STF. I \n", "- Decisão monocrática que negou seguimento ao recurso \n", "extraordinário por entender que concluir de forma diversa \n", "do acórdão recorrido necessitaria de reexame de matéria \n", "de prova (Súmula 279 do STF). II - Inexistência de novos \n", "argumentos capazes  de afastar  as  razões  expendidas na \n", "decisão ora atacada,  que deve ser mantida.  III  -  Agravo \n", "regimental  improvido’ (RE nº  585.007/DF-AgR,  Primeira \n", "Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de \n", "5/6/09).\n", "‘CONSTITUCIONAL.  ADMINISTRATIVO. \n", "RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. ART. 37, \n", "§  6°  DA CONSTITUIÇÃO  FEDERAL.  ALEGAÇÃO  DE \n", "CULPA EXCLUSIVA DA VÍTIMA. SÚMULA 279 do STF. I \n", "- A apreciação do recurso extraordinário, no que concerne \n", "à alegada ofensa ao art. 37, § 6°, da Constituição, encontra \n", "óbice  na  Súmula  279  do  STF.  Precedentes  do  STF.  II  - \n", "Agravo  regimental  improvido’  (RE  nº  484.277/SE-AgR, \n", "Primeira  Turma,  Relator  o  Ministro  Ricardo \n", "Lewandowski, DJ de 7/12/07).\n", "‘RESPONSABILIDADE CIVIL DO PODER PÚBLICO \n", "-  PRESSUPOSTOS PRIMÁRIOS QUE DETERMINAM A \n", "RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO - O \n", "NEXO  DE  CAUSALIDADE  MATERIAL  COMO \n", "REQUISITO INDISPENSÁVEL À CONFIGURAÇÃO DO \n", "DEVER  ESTATAL  DE  REPARAR  O  DANO  -  NÃO-\n", "COMPROVAÇÃO,  PELA  PARTE  RECORRENTE,  DO \n", "VÍNCULO  CAUSAL  -  RECONHECIMENTO  DE  SUA \n", "INEXISTÊNCIA,  NA  ESPÉCIE,  PELAS  INSTÂNCIAS \n", "ORDINÁRIAS  -  SOBERANIA  DESSE \n", "PRONUNCIAMENTO  JURISDICIONAL  EM  MATÉRIA \n", "5 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12941706.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14\n", "Relatório\n", "ARE 993972 AGR / SP \n", "FÁTICO-PROBATÓRIA  -  INVIABILIDADE  DA \n", "DISCUSSÃO, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA, \n", "DA  EXISTÊNCIA  DO  NEXO  CAUSAL  - \n", "IMPOSSIBILIDADE  DE  REEXAME  DE  MATÉRIA \n", "FÁTICO-PROBATÓRIA (SÚMULA 279/STF) -  RECURSO \n", "DE AGRAVO IMPROVIDO. - Os elementos que compõem \n", "a estrutura e delineiam o perfil da responsabilidade civil \n", "objetiva do Poder Público compreendem (a) a alteridade \n", "do  dano,  (b)  a  causalidade  material  entre  o  'eventus \n", "damni'  e  o  comportamento  positivo  (ação)  ou  negativo \n", "(omissão)  do  agente  público,  (c)  a  oficialidade  da \n", "atividade  causal  e  lesiva  imputável  a  agente  do  Poder \n", "Público que tenha, nessa específica condição, incidido em \n", "conduta  comissiva  ou  omissiva,  independentemente  da \n", "licitude,  ou  não,  do  comportamento  funcional  e  (d)  a \n", "ausência de causa excludente da responsabilidade estatal. \n", "Precedentes. - O dever de indenizar, mesmo nas hipóteses \n", "de  responsabilidade  civil  objetiva  do  Poder  Público, \n", "supõe, dentre outros elementos (RTJ 163/1107-1109, v.g.), a \n", "comprovada existência  do nexo de causalidade material \n", "entre o comportamento do agente e o 'eventus damni', sem \n", "o  que  se  torna  inviável,  no  plano  jurídico,  o \n", "reconhecimento  da  obrigação  de  recompor  o  prejuízo \n", "sofrido  pelo  ofendido.  -  A comprovação  da  relação  de \n", "causalidade - qualquer que seja a teoria que lhe dê suporte \n", "doutrinário (teoria da equivalência das condições,  teoria \n", "da  causalidade  necessária  ou  teoria  da  causalidade \n", "adequada)  -  revela-se  essencial  ao  reconhecimento  do \n", "dever  de  indenizar,  pois,  sem tal  demonstração,  não há \n", "como imputar, ao causador do dano, a responsabilidade \n", "civil  pelos  prejuízos  sofridos  pelo  ofendido.  Doutrina. \n", "Precedentes.  -  Não  se  revela  processualmente  lícito \n", "reexaminar matéria fático-probatória em sede de recurso \n", "extraordinário  (RTJ  161/992  -  RTJ  186/703  -  Súmula \n", "279/STF), prevalecendo, nesse domínio, o caráter soberano \n", "do pronunciamento jurisdicional dos Tribunais ordinários \n", "6 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12941706.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14\n", "Relatório\n", "ARE 993972 AGR / SP \n", "sobre matéria de fato e de prova. Precedentes. - Ausência, \n", "na espécie, de demonstração inequívoca, mediante prova \n", "idônea, da efetiva ocorrência dos prejuízos alegadamente \n", "sofridos  pela  parte  recorrente.  Não-comprovação  do \n", "vínculo causal registrada pelas instâncias ordinárias’ (RE \n", "nº 481.110/PE, Segunda Turma, Relator o Ministro  Celso \n", "de Mello, DJ de 9/3/07).\n", "‘RE:  descabimento:  debate  relativo  à  existência  de \n", "nexo  de  causalidade  a  justificar  indenização  por  dano \n", "material e moral, que reclama o reexame de fatos e provas: \n", "incidência  da  Súmula  279’  (AI  nº  359.016/DF-AgR, \n", "Primeira Turma, Relator o Ministro  Sepúlveda Pertence, \n", "DJ de 7/5/04).\n", "Ante  o  exposto,  nos  termos  do  artigo  21,  §  1º,  do \n", "Regimento  Interno  do  Supremo  Tribunal  Federal,  nego \n", "seguimento ao recurso.”\n", "Sustenta  o  agravante  que  teria  havido  o  prequestionamento  dos \n", "dispositivos  constitucionais  suscitados  no  RE  com  a  oposição  dos \n", "embargos declaratórios, não incidindo, no caso, os óbices das Súmulas nºs \n", "282 e 356/STF.\n", "Afirma, ainda, que a interpretação acerca do disposto nos arts. 5º, \n", "incisos V e X, e 37,  caput, da Constituição Federal independe da análise \n", "da  legislação  infraconstitucional  ou  do  conjunto  fático-probatório  dos \n", "autos.\n", "Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2º, do Código de Processo Civil, \n", "o agravado manifestou-se pelo não provimento do agravo regimental. \n", "É o relatório. \n", "7 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12941706.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "05/05/2017 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 993.972 SÃO \n", "PAULO\n", "VOTO\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n", "Não merece prosperar a irresignação.\n", "Conforme expresso na decisão agravada, com exceção dos arts. 5º, \n", "inciso II e 37, caput e inciso XIV, da Constituição Federal, os dispositivos \n", "constitucionais  apontados  como  violados  carecem  do  necessário \n", "prequestionamento, haja vista que os acórdãos proferidos pelo Tribunal \n", "de origem não cuidaram das referidas  normas,  as quais,  também, não \n", "foram objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. \n", "Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. \n", "Ademais,  é  certo  que  o  Tribunal  de  origem,  com fundamento  na \n", "legislação  local  pertinente,  excluiu  da  condenação  a  Gratificação  por \n", "Atividade  de  Polícia  (GAP),  o  Adicional  Operacional  de  Localidade \n", "(AOL),  o  Adicional  de  Local  de  Exercício  (ALE)  e  o  adicional  de \n", "insalubridade por entender que as referidas vantagens seriam concedidas \n", "aos militares apenas quando no exercício da atividade policial, não sendo, \n", "assim, devido seu pagamento durante o tempo em que o agravante esteve \n", "afastado de suas atividades.\n", "Destarte,  para  dissentir  dessa  conclusão  acerca  da  natureza  da \n", "parcelas,  seria  necessário  analisar  a  legislação  infraconstitucional, \n", "providência  vedada  em  sede  de  recurso  extraordinário.  Incidência  da \n", "Súmula nº 280/STF. \n", "Registre-se, inclusive, que essa Suprema Corte já assentou a ausência \n", "de repercussão geral de temas análogos. Vide:\n", "“PROCESSUAL  CIVIL.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO \n", "COM  AGRAVO.  ESTADO  DE  SÃO  PAULO.  POLICIAIS \n", "MILITARES.  GRATIFICAÇÃO  DE  ATIVIDADE  POLICIAL \n", "(GAP).  INCORPORAÇÃO  AO  SALÁRIO-BASE.  MATÉRIA \n", "INFRACONSTITUCIONAL.  AUSÊNCIA DE  REPERCUSSÃO \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12941707.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "ARE 993972 AGR / SP \n", "GERAL.  1.  A  controvérsia  relativa  à  incorporação  da \n", "Gratificação de Atividade Policial ao salário-base dos policiais \n", "militares do Estado de São Paulo, envolvendo a interpretação \n", "das  Leis  Complementares  estaduais  873/00  e  1.021/07,  é  de \n", "natureza infraconstitucional. 2. É cabível a atribuição dos efeitos \n", "da declaração de ausência de repercussão geral quando não há \n", "matéria  constitucional  a  ser  apreciada  ou  quando  eventual \n", "ofensa à Carta Magna se dê de forma indireta ou reflexa (RE \n", "584.608  RG,  Min.  ELLEN  GRACIE,  DJe  de  13/03/2009).  3. \n", "Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos \n", "do art. 543-A do CPC” (ARE 815.188/SP-RG, Relator o Ministro \n", "Teori Zavascki, DJe de 3/9/14, Tema 753).\n", "“PROCESSUAL CIVIL.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO. \n", "ESTADO  DE  SÃO  PAULO.  POLICIAIS  MILITARES. \n", "ADICIONAL  DE  LOCAL  DE  EXERCÍCIO  (ALE). \n", "INCORPORAÇÃO.  MATÉRIA  INFRACONSTITUCIONAL. \n", "AUSÊNCIA  DE  REPERCUSSÃO  GERAL.  1.  A  controvérsia \n", "relativa à incorporação do Adicional de Local de Exercício ao \n", "vencimento dos policiais militares do Estado de São Paulo, à luz \n", "da  Lei  Complementar  estadual  689/92  e  da  Constituição  do \n", "Estado  de  São  Paulo,  é  de  natureza  infraconstitucional.  2.  É \n", "cabível  a  atribuição dos efeitos da declaração de ausência de \n", "repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser \n", "apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna se dê de \n", "forma  indireta  ou  reflexa  (RE  584.608  RG,  Min.  ELLEN \n", "GRACIE, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral \n", "da questão suscitada, nos termos do art.  543-A do CPC” (RE \n", "731.333/SP-RG,  Relator  o  Ministro  Teori  Zavascki,  DJe  de \n", "1º/9/14, Tema 750).\n", "Por  fim,  quanto  ao  cabimento  da  indenização  por  danos  morais, \n", "colhe-se do voto  proferido nos embargos de declaração o seguinte:\n", "“(…) [N]o presente caso, não restou provado em momento \n", "algum a ocorrência, de fato, do dano alegado, bem como de sua \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12941707.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "ARE 993972 AGR / SP \n", "extensão  e,  portanto,  não  há  que  se  falar  em  pagamento \n", "obrigatório de indenização por parte do Estado, sob pena de \n", "negativa  de  vigência  constitucional,  mormente  porque  o \n", "Acórdão,  ao  anular  o  ato  exclusório,  determinando  a \n", "reintegração do miliciano com todos os seus direitos, reparou a \n", "irregularidade perpetrada e retirou-lhe a possibilidade de sofrer \n", "qualquer  prejuízo  decorrente  da  incongruência  interna  da \n", "decisão, verificada pela falta de coerência entre a motivação e o \n", "dispositivo. \n", "(…)  Apenas  se  comprovado  o  dano,  fixada  e  paga \n", "eventual  indenização,  é  que  poderia  o  Estado  apurar  a \n", "responsabilidade  subjetiva  do  servidor  em  eventual  ação  de \n", "regresso.” \n", "Verifica-se,  a  partir  do  excerto  transcrito,  que  a  Corte  de  origem \n", "concluiu  que  não  houve  a  comprovação  do  dano  alegado  pelo  ora \n", "agravante.  Destarte,  para  dissentir  desse  entendimento,  seria \n", "imprescindível  o reexame do conjunto fático-probatório dos autos,  fim \n", "para o qual não se presta o recurso extraordinário. Incidência da Súmula \n", "nº 279/STF. Nesse sentido:\n", "“Agravo regimental no agravo de instrumento. Recurso \n", "extraordinário.  Administrativo.  Responsabilidade  civil  do \n", "Estado.  Reintegração.  Danos  morais  e  materiais.  Fatos  e \n", "provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inviável, \n", "em  recurso  extraordinário,  o  reexame  do  conjunto  fático-\n", "probatório  da  causa.  Incidência  da  Súmula  nº  279/STF.  2. \n", "Agravo regimental não provido. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do \n", "CPC,  pois  o  agravado  não  apresentou  contrarrazões”  (AI  nº \n", "804.138/RJ-AgR,  Segunda  Turma,  de  minha  relatoria, DJe  de \n", "24/11/16).\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE \n", "INSTRUMENTO.  PROCESSUAL  CIVIL.  1.  ALEGAÇÃO  DE \n", "CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO \n", "DA  REPÚBLICA:  IMPROCEDÊNCIA.  PRECEDENTES.  2. \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12941707.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "ARE 993972 AGR / SP \n", "PEDIDO  DE  REINTEGRAÇÃO.  ANÁLISE  DE  NORMA \n", "INFRACONSTITUCIONAL.  OFENSA  CONSTITUCIONAL \n", "INDIRETA.  3.  RESPONSABILIDADE  CIVIL.  DISPENSA DO \n", "CARGO.  INDENIZAÇÃO  POR  DANOS  MORAIS. \n", "IMPOSSIBILIDADE  DE  REEXAME  DE  FATOS  E  PROVAS. \n", "SÚMULA N.  279  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  4. \n", "AGRAVO  REGIMENTAL  AO  QUAL  SE  NEGA \n", "PROVIMENTO” (AI  nº  852.922/PR-AgR-ED,  Primeira  Turma, \n", "Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/12). \n", "Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.\n", "Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não \n", "houve na origem a condenação do agravante em honorários advocatícios. \n", "É como voto.\n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12941707.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14\n", "Extrato de Ata - 05/05/2017\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 993.972\n", "PROCED. : SÃO PAULO\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "AGTE.(S) : EDSON RODRIGUES TEIXEIRA\n", "ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS (168735/SP)\n", "AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO\n", "Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \n", "regimental,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  2ª  Turma,  Sessão \n", "Virtual de 28.4 a 4.5.2017.\n", "Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de \n", "Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Edson Fachin. \n", "Ravena Siqueira\n", "Secretária\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12867882\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14\n" ], "numero" : "993972", "partes" : [ { "nome" : "MIN. DIAS TOFFOLI", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "EDSON RODRIGUES TEIXEIRA", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "ESTADO DE SÃO PAULO", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. DIAS TOFFOLI", "texto" : "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):  Edson  Rodrigues  Teixeira  interpõe  tempestivo  agravo  regimental   (8/3/17) contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a  seguinte fundamentação:  “Vistos.  Trata-se  de  agravo  da  decisão  que não  admitiu  recurso   extraordinário interposto contra acórdão da Primeira Câmara  do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo, assim  ementado:  ‘POLICIAL MILITAR - Pedido de anulação de ato de  demissão  com  a  consequente  reintegração  ao  cargo  -  Rejeição da preliminar de ilegalidade na distribuição dos  feitos por falta de alternância, conforme arts. 251 e 252 do  Código de Processo Civil,  à luz do disposto na Emenda  Constitucional  45/04  -  Existência  de  contundente  contradição  e  incongruência  interna  na  decisão  administrativa  entra  a  fundamentação  inserta,  o  dispositivo adotado e dentro da própria fundamentação -  Inadmissibilidade  de  sanção  exclusória  eivada  de  incerteza  e  incoerência  -  Ausência  dos  requisitos  de  validade  dos  julgados  -  Legitimidade  da  intervenção  judicial  -  Sentença  a  quo  reformada  -  Anulação  do  ato  demissório  -  Reintegração  do  miliciano  com  todos  os     vencimentos e vantagens pecuniárias decorrentes do cargo  – Provimento do recurso - Decisão unânime .’  Opostos embargos declaratórios, foram providos em parte  para  sanar  omissão  referente  ao  pleito  de  indenização  por  danos  morais  feito  pelo  ora  recorrente,  contudo,  sem  modificação do julgado.  No  recurso  extraordinário,  sustenta-se  violação  dos  artigos 5º, incisos II, V, X e XXXV, 37,  caput e inciso XIV, e 93,  inciso IX, da Constituição Federal.   Pretende, em suma, seja julgada procedente a pretensão  ‘em relação aos danos morais e à imagem, bem como para que  os benefício do GAP, AOL, ALE, bem como em  em relação ao  adicional  de  insalubridade,  sejam  inseridos  no  cálculo  dos  pedidos formulados pelo autor’ (fl. 415).  Decido. A irresignação não merece prosperar. Com exceção dos artigos 5º, inciso II e 37,  caput e inciso   XIV,  da  Constituição  Federal,  os  dispositivos  constitucionais  apontados  como  violados,  carecem  do  necessário  prequestionamento,  sendo  certo  que  os  acórdãos  proferidos  pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as  quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios  opostos pela parte recorrente.  Incidem na espécie as Súmulas  nºs 282 e 356 desta Corte.  Por  outro  lado,  o  Tribunal  de  origem  excluiu  da  condenação a Gratificação por Atividade de Polícia – GAP, o  Adicional  Operacional  de  Localidade –  AOL,  o  Adicional  de  Local de Exercício – ALE e o Adicional de insalubridade por  entender  que  as  referidas  vantagens  são  concedidas  aos  militares apenas enquanto no exercício da atividade policial, o  que não ocorreu no caso em exame.  Assim, para dissentir dessa conclusão, acerca da natureza  da parcelas, exigiria o reexame do material probatório constante  dos autos,  bem como a análise da legislação local pertinente.  Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279     e 280/STF. Nesse sentido: ‘AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO   EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ADICIONAL  DE  INSALUBRIDADE.  LEGISLAÇÃO  INFRACONSTITUCIONAL ESTADUAL. AUSÊNCIA DE  OFENSA  CONSTITUCIONAL  DIRETA.  REEXAME  DE  PROVAS.  SÚMULAS  NS.  279  E  280  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  AGRAVO  REGIMENTAL  AO  QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 873.749/AgR- AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,  DJe de 24/8/15).  ‘AGRAVO  REGIMENTAL  EM  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  MILITAR.  ADICIONAL  DE  LOCAL  DE  EXERCÍCIO  –  ALE.  CRITÉRIO DE PAGAMENTO. LEIS COMPLEMENTARES  ESTADUAIS  689/1992,  830/1997  E  994/2006.  REAPRECIAÇÃO  DE  NORMAS  INFRACONSTITUCIONAIS LOCAIS.  SÚMULA 280 DO  STF.  NECESSIDADE  DE  REEXAME  DO  CONJUNTO  FÁTICO-PROBATÓRIO.  SÚMULA  279  DO  STF.  ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, LIV E LV, DA  CONSTITUIÇÃO.  OFENSA  REFLEXA.  AGRAVO  IMPROVIDO.   I  –  É  inadmissível  o  recurso  extraordinário  com  agravo quando sua análise implica rever a interpretação  de normas infraconstitucionais locais que fundamentam a  decisão  a  quo.  Incidência  da  Súmula  280  desta  Corte.  Precedentes.   II – Inviável em recurso extraordinário o reexame do  conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência  da Súmula 279 do STF. Precedentes.   III - A orientação desta Corte, por meio da remansosa  jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao  art. 5º, LIV e LV, da Constituição, quando dependente de     exame de legislação infraconstitucional, configura situação  de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza  o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes.   IV - Agravo regimental improvido’ (ARE nº 702.063 –  AgR, Segunda Turma, Relator   ‘Agravo  regimental  em  agravo  de  instrumento.  2.  Cumulação da  Gratificação de  Atividade Policial  com a  Gratificação  de  Habilitação.  3.  Interpretação  da  leis  estaduais  7.145/97  e  3.803/80  4.  Impossibilidade  de  reexame da legislação local (Súmula 280/STF). 5. Agravo  regimental a que se nega provimento’ (AI nº 731.403/BA- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes,  DJE de 14/12/10).  No tocante à suposta configuração dos  danos morais,  o  acolhimento  da  pretensão  indenizatória  formulada  pelo  recorrente demandaria o reexame dos fatos e provas constantes  dos  autos,  o  que  não  é  cabível  em  sede  de  recurso  extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse  sentido:  ‘CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM  AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  RESPONSABILIDADE  CIVIL.  DANOS  MORAIS  E  MATERIAIS.  INDENIZAÇÃO.  LEGISLAÇÃO  INFRACONSTITUCIONAL  E  SÚMULA  STF  279.  PRECEDENTES.  1.  A  análise  da  indenização  civil  por  danos morais e materiais reside no âmbito da legislação  infraconstitucional  (Súmula  STF  280).  2.  Incidência  da  Súmula  STF  279,  o  que  também  elide  a  apreciação,  no  caso, da matéria objeto do art. 144 da Constituição Federal.  3. Agravo regimental improvido’ (AI nº 755.238/MG-AgR,  Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de  13/11/09).  ‘CONSTITUCIONAL.  ADMINISTRATIVO.  DANO     EM  VEÍCULO  AUTOMOTOR  EM  DECORRÊNCIA DE  PASSAGEM  SOBRE  BURACO  EM  VIA  PÚBLICA.  OMISSÃO  DO  ESTADO.  RESPONSABILIDADE  CIVIL  SUBJETIVA. MATÉRIA DE FATO. SÚMULA 279 DO STF. I  - Decisão monocrática que negou seguimento ao recurso  extraordinário por entender que concluir de forma diversa  do acórdão recorrido necessitaria de reexame de matéria  de prova (Súmula 279 do STF). II - Inexistência de novos  argumentos capazes  de afastar  as  razões  expendidas na  decisão ora atacada,  que deve ser mantida.  III  -  Agravo  regimental  improvido’ (RE nº  585.007/DF-AgR,  Primeira  Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de  5/6/09).  ‘CONSTITUCIONAL.  ADMINISTRATIVO.  RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. ART. 37,  §  6°  DA CONSTITUIÇÃO  FEDERAL.  ALEGAÇÃO  DE  CULPA EXCLUSIVA DA VÍTIMA. SÚMULA 279 do STF. I  - A apreciação do recurso extraordinário, no que concerne  à alegada ofensa ao art. 37, § 6°, da Constituição, encontra  óbice  na  Súmula  279  do  STF.  Precedentes  do  STF.  II  -  Agravo  regimental  improvido’  (RE  nº  484.277/SE-AgR,  Primeira  Turma,  Relator  o  Ministro  Ricardo  Lewandowski, DJ de 7/12/07).  ‘RESPONSABILIDADE CIVIL DO PODER PÚBLICO  -  PRESSUPOSTOS PRIMÁRIOS QUE DETERMINAM A  RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO - O  NEXO  DE  CAUSALIDADE  MATERIAL  COMO  REQUISITO INDISPENSÁVEL À CONFIGURAÇÃO DO  DEVER  ESTATAL  DE  REPARAR  O  DANO  -  NÃO- COMPROVAÇÃO,  PELA  PARTE  RECORRENTE,  DO  VÍNCULO  CAUSAL  -  RECONHECIMENTO  DE  SUA  INEXISTÊNCIA,  NA  ESPÉCIE,  PELAS  INSTÂNCIAS  ORDINÁRIAS  -  SOBERANIA  DESSE  PRONUNCIAMENTO  JURISDICIONAL  EM  MATÉRIA     FÁTICO-PROBATÓRIA  -  INVIABILIDADE  DA  DISCUSSÃO, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA,  DA  EXISTÊNCIA  DO  NEXO  CAUSAL  -  IMPOSSIBILIDADE  DE  REEXAME  DE  MATÉRIA  FÁTICO-PROBATÓRIA (SÚMULA 279/STF) -  RECURSO  DE AGRAVO IMPROVIDO. - Os elementos que compõem  a estrutura e delineiam o perfil da responsabilidade civil  objetiva do Poder Público compreendem (a) a alteridade  do  dano,  (b)  a  causalidade  material  entre  o  'eventus  damni'  e  o  comportamento  positivo  (ação)  ou  negativo  (omissão)  do  agente  público,  (c)  a  oficialidade  da  atividade  causal  e  lesiva  imputável  a  agente  do  Poder  Público que tenha, nessa específica condição, incidido em  conduta  comissiva  ou  omissiva,  independentemente  da  licitude,  ou  não,  do  comportamento  funcional  e  (d)  a  ausência de causa excludente da responsabilidade estatal.  Precedentes. - O dever de indenizar, mesmo nas hipóteses  de  responsabilidade  civil  objetiva  do  Poder  Público,  supõe, dentre outros elementos (RTJ 163/1107-1109, v.g.), a  comprovada existência  do nexo de causalidade material  entre o comportamento do agente e o 'eventus damni', sem  o  que  se  torna  inviável,  no  plano  jurídico,  o  reconhecimento  da  obrigação  de  recompor  o  prejuízo  sofrido  pelo  ofendido.  -  A comprovação  da  relação  de  causalidade - qualquer que seja a teoria que lhe dê suporte  doutrinário (teoria da equivalência das condições,  teoria  da  causalidade  necessária  ou  teoria  da  causalidade  adequada)  -  revela-se  essencial  ao  reconhecimento  do  dever  de  indenizar,  pois,  sem tal  demonstração,  não há  como imputar, ao causador do dano, a responsabilidade  civil  pelos  prejuízos  sofridos  pelo  ofendido.  Doutrina.  Precedentes.  -  Não  se  revela  processualmente  lícito  reexaminar matéria fático-probatória em sede de recurso  extraordinário  (RTJ  161/992  -  RTJ  186/703  -  Súmula  279/STF), prevalecendo, nesse domínio, o caráter soberano  do pronunciamento jurisdicional dos Tribunais ordinários     sobre matéria de fato e de prova. Precedentes. - Ausência,  na espécie, de demonstração inequívoca, mediante prova  idônea, da efetiva ocorrência dos prejuízos alegadamente  sofridos  pela  parte  recorrente.  Não-comprovação  do  vínculo causal registrada pelas instâncias ordinárias’ (RE  nº 481.110/PE, Segunda Turma, Relator o Ministro  Celso  de Mello, DJ de 9/3/07).  ‘RE:  descabimento:  debate  relativo  à  existência  de  nexo  de  causalidade  a  justificar  indenização  por  dano  material e moral, que reclama o reexame de fatos e provas:  incidência  da  Súmula  279’  (AI  nº  359.016/DF-AgR,  Primeira Turma, Relator o Ministro  Sepúlveda Pertence,  DJ de 7/5/04).  Ante  o  exposto,  nos  termos  do  artigo  21,  §  1º,  do  Regimento  Interno  do  Supremo  Tribunal  Federal,  nego  seguimento ao recurso.”  Sustenta  o  agravante  que  teria  havido  o  prequestionamento  dos  dispositivos  constitucionais  suscitados  no  RE  com  a  oposição  dos  embargos declaratórios, não incidindo, no caso, os óbices das Súmulas nºs  282 e 356/STF.  Afirma, ainda, que a interpretação acerca do disposto nos arts. 5º,  incisos V e X, e 37,  caput, da Constituição Federal independe da análise  da  legislação  infraconstitucional  ou  do  conjunto  fático-probatório  dos  autos.  Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2º, do Código de Processo Civil,  o agravado manifestou-se pelo não provimento do agravo regimental.   É o relatório.  " }, "votos" : [ { "texto" : "   VOTO  O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme expresso na decisão agravada, com exceção dos arts. 5º,   inciso II e 37, caput e inciso XIV, da Constituição Federal, os dispositivos  constitucionais  apontados  como  violados  carecem  do  necessário  prequestionamento, haja vista que os acórdãos proferidos pelo Tribunal  de origem não cuidaram das referidas  normas,  as quais,  também, não  foram objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente.  Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte.   Ademais,  é  certo  que  o  Tribunal  de  origem,  com fundamento  na  legislação  local  pertinente,  excluiu  da  condenação  a  Gratificação  por  Atividade  de  Polícia  (GAP),  o  Adicional  Operacional  de  Localidade  (AOL),  o  Adicional  de  Local  de  Exercício  (ALE)  e  o  adicional  de  insalubridade por entender que as referidas vantagens seriam concedidas  aos militares apenas quando no exercício da atividade policial, não sendo,  assim, devido seu pagamento durante o tempo em que o agravante esteve  afastado de suas atividades.  Destarte,  para  dissentir  dessa  conclusão  acerca  da  natureza  da  parcelas,  seria  necessário  analisar  a  legislação  infraconstitucional,  providência  vedada  em  sede  de  recurso  extraordinário.  Incidência  da  Súmula nº 280/STF.   Registre-se, inclusive, que essa Suprema Corte já assentou a ausência  de repercussão geral de temas análogos. Vide:  “PROCESSUAL  CIVIL.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  ESTADO  DE  SÃO  PAULO.  POLICIAIS  MILITARES.  GRATIFICAÇÃO  DE  ATIVIDADE  POLICIAL  (GAP).  INCORPORAÇÃO  AO  SALÁRIO-BASE.  MATÉRIA  INFRACONSTITUCIONAL.  AUSÊNCIA DE  REPERCUSSÃO     GERAL.  1.  A  controvérsia  relativa  à  incorporação  da  Gratificação de Atividade Policial ao salário-base dos policiais  militares do Estado de São Paulo, envolvendo a interpretação  das  Leis  Complementares  estaduais  873/00  e  1.021/07,  é  de  natureza infraconstitucional. 2. É cabível a atribuição dos efeitos  da declaração de ausência de repercussão geral quando não há  matéria  constitucional  a  ser  apreciada  ou  quando  eventual  ofensa à Carta Magna se dê de forma indireta ou reflexa (RE  584.608  RG,  Min.  ELLEN  GRACIE,  DJe  de  13/03/2009).  3.  Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos  do art. 543-A do CPC” (ARE 815.188/SP-RG, Relator o Ministro  Teori Zavascki, DJe de 3/9/14, Tema 753).  “PROCESSUAL CIVIL.  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  ESTADO  DE  SÃO  PAULO.  POLICIAIS  MILITARES.  ADICIONAL  DE  LOCAL  DE  EXERCÍCIO  (ALE).  INCORPORAÇÃO.  MATÉRIA  INFRACONSTITUCIONAL.  AUSÊNCIA  DE  REPERCUSSÃO  GERAL.  1.  A  controvérsia  relativa à incorporação do Adicional de Local de Exercício ao  vencimento dos policiais militares do Estado de São Paulo, à luz  da  Lei  Complementar  estadual  689/92  e  da  Constituição  do  Estado  de  São  Paulo,  é  de  natureza  infraconstitucional.  2.  É  cabível  a  atribuição dos efeitos da declaração de ausência de  repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser  apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna se dê de  forma  indireta  ou  reflexa  (RE  584.608  RG,  Min.  ELLEN  GRACIE, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral  da questão suscitada, nos termos do art.  543-A do CPC” (RE  731.333/SP-RG,  Relator  o  Ministro  Teori  Zavascki,  DJe  de  1º/9/14, Tema 750).  Por  fim,  quanto  ao  cabimento  da  indenização  por  danos  morais,  colhe-se do voto  proferido nos embargos de declaração o seguinte:  “(…) [N]o presente caso, não restou provado em momento  algum a ocorrência, de fato, do dano alegado, bem como de sua     extensão  e,  portanto,  não  há  que  se  falar  em  pagamento  obrigatório de indenização por parte do Estado, sob pena de  negativa  de  vigência  constitucional,  mormente  porque  o  Acórdão,  ao  anular  o  ato  exclusório,  determinando  a  reintegração do miliciano com todos os seus direitos, reparou a  irregularidade perpetrada e retirou-lhe a possibilidade de sofrer  qualquer  prejuízo  decorrente  da  incongruência  interna  da  decisão, verificada pela falta de coerência entre a motivação e o  dispositivo.   (…)  Apenas  se  comprovado  o  dano,  fixada  e  paga  eventual  indenização,  é  que  poderia  o  Estado  apurar  a  responsabilidade  subjetiva  do  servidor  em  eventual  ação  de  regresso.”   Verifica-se,  a  partir  do  excerto  transcrito,  que  a  Corte  de  origem  concluiu  que  não  houve  a  comprovação  do  dano  alegado  pelo  ora  agravante.  Destarte,  para  dissentir  desse  entendimento,  seria  imprescindível  o reexame do conjunto fático-probatório dos autos,  fim  para o qual não se presta o recurso extraordinário. Incidência da Súmula  nº 279/STF. Nesse sentido:  “Agravo regimental no agravo de instrumento. Recurso  extraordinário.  Administrativo.  Responsabilidade  civil  do  Estado.  Reintegração.  Danos  morais  e  materiais.  Fatos  e  provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inviável,  em  recurso  extraordinário,  o  reexame  do  conjunto  fático- probatório  da  causa.  Incidência  da  Súmula  nº  279/STF.  2.  Agravo regimental não provido. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do  CPC,  pois  o  agravado  não  apresentou  contrarrazões”  (AI  nº  804.138/RJ-AgR,  Segunda  Turma,  de  minha  relatoria, DJe  de  24/11/16).  “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  PROCESSUAL  CIVIL.  1.  ALEGAÇÃO  DE  CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO  DA  REPÚBLICA:  IMPROCEDÊNCIA.  PRECEDENTES.  2.     PEDIDO  DE  REINTEGRAÇÃO.  ANÁLISE  DE  NORMA  INFRACONSTITUCIONAL.  OFENSA  CONSTITUCIONAL  INDIRETA.  3.  RESPONSABILIDADE  CIVIL.  DISPENSA DO  CARGO.  INDENIZAÇÃO  POR  DANOS  MORAIS.  IMPOSSIBILIDADE  DE  REEXAME  DE  FATOS  E  PROVAS.  SÚMULA N.  279  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  4.  AGRAVO  REGIMENTAL  AO  QUAL  SE  NEGA  PROVIMENTO” (AI  nº  852.922/PR-AgR-ED,  Primeira  Turma,  Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/12).   Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não   houve na origem a condenação do agravante em honorários advocatícios.  É como voto. ", "votante" : "MIN_DIAS_TOFFOLI" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac4b0d25122448875b4" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Primeira  Turma do Supremo Tribunal  Federal  em desprover  o  agravo  regimental  na  reclamação,  nos  termos  do  voto  do  relator  e  por  unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luís Roberto Barroso, na  conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.  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MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MIGUEL OLIVEIRA FIGUEIRÓ ADV.(A/S) : CARLOTA BERTOLI NASCIMENTO (74154B/RS) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO GRANDE DO  SUL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : CORREGEDOR-GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE  DO SUL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA COMISSÃO PERMANENTE DE CONCURSOS  NOTARIAL E REGISTRAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS  Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos  termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro  Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 29.3.2016.    Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes   à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber  e Edson Fachin.   Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.  Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      29/03/2016 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.838 RIO GRANDE DO SUL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     MIGUEL OLIVEIRA FIGUEIRÓ\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     CARLOTA BERTOLI NASCIMENTO\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO\n    </p>\n    <p>\n     GRANDE DO SUL\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     CORREGEDOR-GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO\n    </p>\n    <p>\n     RIO GRANDE DO SUL\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     PRESIDENTE DA COMISSÃO PERMANENTE DE\n    </p>\n    <p>\n     CONCURSOS NOTARIAL E REGISTRAL\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\n    </p>\n    <p>\n     RECLAMAÇÃO  –  LITISPENDÊNCIA.  A litispendência  volta-se  a \nracionalizar a atividade jurisdicional, impedindo que haja dupla atuação \nenvolvendo a mesma questão.\n    </p>\n    <p>\n     A C Ó R D Ã O\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nPrimeira  Turma do Supremo Tribunal  Federal  em desprover  o  agravo \nregimental  na  reclamação,  nos  termos  do  voto  do  relator  e  por \nunanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luís Roberto Barroso, na \nconformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 29 de março de 2016.\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10684164.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      29/03/2016 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.838 RIO GRANDE DO SUL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     MIGUEL OLIVEIRA FIGUEIRÓ\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     CARLOTA BERTOLI NASCIMENTO\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO\n    </p>\n    <p>\n     GRANDE DO SUL\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     CORREGEDOR-GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO\n    </p>\n    <p>\n     RIO GRANDE DO SUL\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     PRESIDENTE DA COMISSÃO PERMANENTE DE\n    </p>\n    <p>\n     CONCURSOS NOTARIAL E REGISTRAL\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO –  Em 24 de agosto de \n2015, ao negar seguimento ao pedido formulado na reclamação, fiz ver:\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RECLAMAÇÃO  –  INADEQUAÇÃO  – \nNEGATIVA DE SEGUIMENTO.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. Miguel Oliveira Figueiró, registrador de imóveis, afirma \nterem o Presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, \no  Corregedor-Geral  daquele  Tribunal  e  o  Presidente  da \nComissão  Permanente  de  Concursos  Notarial  e  Registral \ninobservado o que decidido pelo Supremo nas Ações Diretas de \nInconstitucionalidade nº 3.522/RS e 3.830/RS. Narra haver sido \naprovado em primeiro lugar no concurso público de remoção \npara  serviços  notariais  e  registrais  daquele  Estado,  área \nregistral,  materializado  no  Edital  nº  3/2003.  Consoante \nesclarece,  no dia 28 de janeiro de 2004, em audiência pública\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10684165.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RCL 15838 AGR / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     voltada à escolha das serventias, optou pela 1ª Zona de Registro \nde Imóveis de Porto Alegre.\n    </p>\n    <p>\n     Relata  haver  sido  declarada,  na  Ação  Direta  de \nInconstitucionalidade  nº  3.522/RS,  de  minha  relatoria,  a \nnulidade,  com efeitos retroativos,  dos incisos I,  II,  III  e  X do \nartigo 16 da Lei estadual nº 11.183, que regula o concurso de \ningresso e remoção para atividades notariais e de registro do \nRio Grande do Sul. O acórdão, publicado no Diário da Justiça \nde 12 de maio de 2006, ficou assim ementado:\n    </p>\n    <p>\n     PROCESSO  OBJETIVO  -  AÇÃO  DIRETA  DE \nINCONSTITUCIONALIDADE  -  ATUAÇÃO  DO \nADVOGADO-GERAL DA UNIÃO.  Consoante  dispõe  a \nnorma imperativa do § 3º do artigo 103 da Constituição \nFederal,  incumbe ao Advogado-Geral da União a defesa \ndo  ato  ou  texto  impugnado  na  ação  direta  de \ninconstitucionalidade,  não  lhe  cabendo  emissão  de \nsimples parecer, a ponto de vir a concluir pela pecha de \ninconstitucionalidade.\n    </p>\n    <p>\n     CONCURSO  PÚBLICO  -  PONTUAÇÃO  - \nEXERCÍCIO  PROFISSIONAL  NO  SETOR  ENVOLVIDO \nNO CERTAME - IMPROPRIEDADE. Surge a conflitar com \na igualdade almejada pelo concurso público o empréstimo \nde  pontos  a  desempenho  profissional  anterior  em \natividade relacionada com o concurso público.\n    </p>\n    <p>\n     CONCURSO  PÚBLICO  -  CRITÉRIOS  DE \nDESEMPATE - ATUAÇÃO ANTERIOR NA ATIVIDADE - \nAUSÊNCIA DE RAZOABILIDADE. Mostra-se conflitante \ncom o princípio da razoabilidade eleger como critério de \ndesempate tempo anterior na titularidade do serviço para \no qual se realiza o concurso público.\n    </p>\n    <p>\n     Em  embargos  declaratórios,  conferindo-se  intepretação\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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Frisa não \nter sido afastada a constitucionalidade do inciso XI do artigo 16 \nda lei local, referente à pontuação resultante da aprovação em \nconcurso público para carreiras jurídicas.\n    </p>\n    <p>\n     Em  razão  do  julgamento  da  Ação  Direta  de \nInconstitucionalidade  nº  3.522/RS,  esclarece  ter  o  Tribunal \nestadual  publicado  nova  classificação  dos  candidatos  ao \nconcurso de remoção, revelada no Edital nº 11/2006. Conforme \nassevera, passou a figurar em segundo lugar, com 50 pontos, \natrás  do candidato  João Pedro Lamana Paiva,  a  quem foram \natribuídos 58 pontos.\n    </p>\n    <p>\n     Informa a ocorrência, em 29 de agosto de 2008, de mais \numa  mudança  na  classificação  do  concurso  de  remoção,  em \nvirtude  de  recursos  administrativos,  mediante  o  Edital  nº \n5/2008. Diz haver permanecido em segundo lugar, mas com 55 \npontos.\n    </p>\n    <p>\n     Consoante ressalta, em 7 de julho de 2011, após o exame \natinente  à  Ação  Direta  de  Inconstitucionalidade  nº  3.830/RS, \nrealizou-se  outra  audiência  pública  destinada  a  formalizar \nopção pelas serventias. Foi atribuído ao candidato João Pedro\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10684165.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RCL 15838 AGR / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Lamana Paiva o Cartório de Registro de Imóveis da 1ª Zona de \nPorto  Alegre,  cabendo  a  si  o  Registro  de  Imóveis  de \nGramado/RS.\n    </p>\n    <p>\n     Argumenta não ter o candidato João Pedro Lamana Paiva \ncomparecido à primeira sessão de escolha de serventias, o que \nacarretaria  desistência  do  concurso.  Resume  o  histórico \nprofissional do citado concorrente, destacando a aprovação em \napenas um concurso para carreira jurídica e o não exercício da \nfunção de registrador durante o período de 12 de outubro de \n1977 a 10 de junho de 1999.\n    </p>\n    <p>\n     Segundo  afirma,  o  Tribunal  estadual  conferiu  ao \nconcorrente “pontuação inexistente [...], de modo a classificá-lo \ncomo primeiro colocado”, sem observar as decisões proferidas \npelo  Supremo  nas  mencionadas  ações  diretas.  Sustenta  o \ncômputo  indevido  de  pontuação  referente  ao  período  de \nafastamento do candidato João Pedro Paiva, além de, quanto ao \nreclamante,  não  haver  considerado  a  aprovação  em  cinco \nconcursos públicos da área jurídica.\n    </p>\n    <p>\n     Articula,  por  fim,  com  a  violação  aos  princípios \nconstitucionais  da  isonomia,  moralidade,  razoabilidade, \nimpessoalidade e do concurso público.\n    </p>\n    <p>\n     Requer a “desconstituição da reclassificação do candidato \nJoão  Pedro  Lamana Paiva  ao  primeiro  lugar  no concurso  de \nremoção”,  vindo  o  reclamante  a  figurar  nessa  posição.  Em \nconsequência, pede a desconstituição da delegação atribuída ao \ncandidato  concorrente  e  a  anulação da  escolha de  serventias \nrealizada  em 7  de  julho  de  2011,  para  que possa  optar  pelo \nRegistro de Imóveis da 1ª Zona da Cidade de Porto Alegre.\n    </p>\n    <p>\n     2. No caso, verifica-se a identidade de partes, da causa de \npedir  e  do  pedido  concernentes  à  Reclamação  nº  13.647/RS. \nNesse  último  processo,  encontra-se  pendente  de  julgamento\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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Discorre \nsobre  a  diferença  das  causas  de  pedir  e  pedidos  veiculados  nas \nreclamações nº 13.647 e nº 15.838. Requer, nesse sentido, a observância do \nque  decidido  nas  ações  diretas  de  inconstitucionalidade  nº  3.522  e  nº \n3.830.\n    </p>\n    <p>\n     A parte agravada, intimada, quedou silente. \nÉ o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10684165.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      29/03/2016 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.838 RIO GRANDE DO SUL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (RELATOR)  –  Na \ninterposição  deste  agravo,  atendeu-se  aos  pressupostos  de \nrecorribilidade.  A  peça,  subscrita  por  advogado  regularmente \ncredenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço.\n    </p>\n    <p>\n     Não procede a irresignação. Segundo assentado no pronunciamento \nora impugnado,  não subsiste a diferenciação entre  as causas  de pedir, \nporquanto a tutela pretendida é única.\n    </p>\n    <p>\n     Reitero o que fiz ver:\n    </p>\n    <p>\n     [...] \n2. No caso, verifica-se a identidade de partes, da causa de\n    </p>\n    <p>\n     pedir  e  do  pedido  concernentes  à  Reclamação  nº  13.647/RS. \nNesse  último  processo,  encontra-se  pendente  de  julgamento \nagravo regimental interposto pelo ora reclamante.\n    </p>\n    <p>\n     Configura-se litispendência quando há a propositura de \nação  igual  a  outra  que  está  em curso.  O  instituto  volta-se  a \nracionalizar  a  atividade  jurisdicional,  impedindo  a  dupla \natuação envolvendo a mesma questão.\n    </p>\n    <p>\n     Ante o quadro, desprovejo o agravo.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10684166.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 29/03/2016\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.838\n     </b>\n     PROCED. : RIO GRANDE DO SUL\n     <b>\n      RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n     </b>\n     AGTE.(S) : MIGUEL OLIVEIRA FIGUEIRÓ\nADV.(A/S) : CARLOTA BERTOLI NASCIMENTO (74154B/RS)\nAGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO GRANDE DO \nSUL\nADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\nAGDO.(A/S) : CORREGEDOR-GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE \nDO SUL\nADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\nAGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA COMISSÃO PERMANENTE DE CONCURSOS \nNOTARIAL E REGISTRAL\nADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \ntermos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro \nLuís Roberto Barroso. 1ª Turma, 29.3.2016.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes\n    </p>\n    <p>\n     à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber \ne Edson Fachin.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 10701844\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "29/03/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.838 RIO GRANDE DO SUL\n", "RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n", "AGTE.(S) :MIGUEL OLIVEIRA FIGUEIRÓ \n", "ADV.(A/S) :CARLOTA BERTOLI NASCIMENTO \n", "AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO \n", "GRANDE DO SUL \n", "ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS \n", "AGDO.(A/S) :CORREGEDOR-GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO \n", "RIO GRANDE DO SUL \n", "ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS \n", "AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA COMISSÃO PERMANENTE DE \n", "CONCURSOS NOTARIAL E REGISTRAL \n", "ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS \n", "RECLAMAÇÃO  –  LITISPENDÊNCIA.  A litispendência  volta-se  a \n", "racionalizar a atividade jurisdicional, impedindo que haja dupla atuação \n", "envolvendo a mesma questão.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira  Turma do Supremo Tribunal  Federal  em desprover  o  agravo \n", "regimental  na  reclamação,  nos  termos  do  voto  do  relator  e  por \n", "unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luís Roberto Barroso, na \n", "conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.\n", "Brasília, 29 de março de 2016.\n", "MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10684164.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8\n", "Relatório\n", "29/03/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.838 RIO GRANDE DO SUL\n", "RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n", "AGTE.(S) :MIGUEL OLIVEIRA FIGUEIRÓ \n", "ADV.(A/S) :CARLOTA BERTOLI NASCIMENTO \n", "AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO \n", "GRANDE DO SUL \n", "ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS \n", "AGDO.(A/S) :CORREGEDOR-GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO \n", "RIO GRANDE DO SUL \n", "ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS \n", "AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA COMISSÃO PERMANENTE DE \n", "CONCURSOS NOTARIAL E REGISTRAL \n", "ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO –  Em 24 de agosto de \n", "2015, ao negar seguimento ao pedido formulado na reclamação, fiz ver: \n", "RECLAMAÇÃO  –  INADEQUAÇÃO  – \n", "NEGATIVA DE SEGUIMENTO.\n", "1. Miguel Oliveira Figueiró, registrador de imóveis, afirma \n", "terem o Presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, \n", "o  Corregedor-Geral  daquele  Tribunal  e  o  Presidente  da \n", "Comissão  Permanente  de  Concursos  Notarial  e  Registral \n", "inobservado o que decidido pelo Supremo nas Ações Diretas de \n", "Inconstitucionalidade nº 3.522/RS e 3.830/RS. Narra haver sido \n", "aprovado em primeiro lugar no concurso público de remoção \n", "para  serviços  notariais  e  registrais  daquele  Estado,  área \n", "registral,  materializado  no  Edital  nº  3/2003.  Consoante \n", "esclarece,  no dia 28 de janeiro de 2004, em audiência pública \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10684165.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8\n", "Relatório\n", "RCL 15838 AGR / RS \n", "voltada à escolha das serventias, optou pela 1ª Zona de Registro \n", "de Imóveis de Porto Alegre.\n", "Relata  haver  sido  declarada,  na  Ação  Direta  de \n", "Inconstitucionalidade  nº  3.522/RS,  de  minha  relatoria,  a \n", "nulidade,  com efeitos retroativos,  dos incisos I,  II,  III  e  X do \n", "artigo 16 da Lei estadual nº 11.183, que regula o concurso de \n", "ingresso e remoção para atividades notariais e de registro do \n", "Rio Grande do Sul. O acórdão, publicado no Diário da Justiça \n", "de 12 de maio de 2006, ficou assim ementado:\n", "PROCESSO  OBJETIVO  -  AÇÃO  DIRETA  DE \n", "INCONSTITUCIONALIDADE  -  ATUAÇÃO  DO \n", "ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO.  Consoante  dispõe  a \n", "norma imperativa do § 3º do artigo 103 da Constituição \n", "Federal,  incumbe ao Advogado-Geral da União a defesa \n", "do  ato  ou  texto  impugnado  na  ação  direta  de \n", "inconstitucionalidade,  não  lhe  cabendo  emissão  de \n", "simples parecer, a ponto de vir a concluir pela pecha de \n", "inconstitucionalidade.\n", "CONCURSO  PÚBLICO  -  PONTUAÇÃO  - \n", "EXERCÍCIO  PROFISSIONAL  NO  SETOR  ENVOLVIDO \n", "NO CERTAME - IMPROPRIEDADE. Surge a conflitar com \n", "a igualdade almejada pelo concurso público o empréstimo \n", "de  pontos  a  desempenho  profissional  anterior  em \n", "atividade relacionada com o concurso público.\n", "CONCURSO  PÚBLICO  -  CRITÉRIOS  DE \n", "DESEMPATE - ATUAÇÃO ANTERIOR NA ATIVIDADE - \n", "AUSÊNCIA DE RAZOABILIDADE. Mostra-se conflitante \n", "com o princípio da razoabilidade eleger como critério de \n", "desempate tempo anterior na titularidade do serviço para \n", "o qual se realiza o concurso público.\n", "Em  embargos  declaratórios,  conferindo-se  intepretação \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10684165.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8\n", "Relatório\n", "RCL 15838 AGR / RS \n", "conforme à Constituição, admitiu-se “a consideração do tempo \n", "de serviço, para efeito de remoção, tendo como marco inicial a \n", "assunção do cargo mediante concurso.”\n", "Refere-se, ainda, à Ação Direta de Inconstitucionalidade nº \n", "3.830/RS, a versar sobre o inteiro teor do artigo 16 da referida \n", "norma estadual, cujo pedido foi julgado improcedente, em 23 \n", "de novembro de 2011.\n", "Segundo  assevera,  veio  a  ser  assentada,  na  apreciação \n", "dessas ações diretas, a impossibilidade de computar, com fins \n", "classificatórios, mesmo que para efeito de desempate, tempo de \n", "exercício anterior relacionado à atividade registral ou notarial, \n", "observado o que decidido nos embargos declaratórios. Frisa não \n", "ter sido afastada a constitucionalidade do inciso XI do artigo 16 \n", "da lei local, referente à pontuação resultante da aprovação em \n", "concurso público para carreiras jurídicas.\n", "Em  razão  do  julgamento  da  Ação  Direta  de \n", "Inconstitucionalidade  nº  3.522/RS,  esclarece  ter  o  Tribunal \n", "estadual  publicado  nova  classificação  dos  candidatos  ao \n", "concurso de remoção, revelada no Edital nº 11/2006. Conforme \n", "assevera, passou a figurar em segundo lugar, com 50 pontos, \n", "atrás  do candidato  João Pedro Lamana Paiva,  a  quem foram \n", "atribuídos 58 pontos.\n", "Informa a ocorrência, em 29 de agosto de 2008, de mais \n", "uma  mudança  na  classificação  do  concurso  de  remoção,  em \n", "virtude  de  recursos  administrativos,  mediante  o  Edital  nº \n", "5/2008. Diz haver permanecido em segundo lugar, mas com 55 \n", "pontos.\n", "Consoante ressalta, em 7 de julho de 2011, após o exame \n", "atinente  à  Ação  Direta  de  Inconstitucionalidade  nº  3.830/RS, \n", "realizou-se  outra  audiência  pública  destinada  a  formalizar \n", "opção pelas serventias. Foi atribuído ao candidato João Pedro \n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10684165.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8\n", "Relatório\n", "RCL 15838 AGR / RS \n", "Lamana Paiva o Cartório de Registro de Imóveis da 1ª Zona de \n", "Porto  Alegre,  cabendo  a  si  o  Registro  de  Imóveis  de \n", "Gramado/RS.\n", "Argumenta não ter o candidato João Pedro Lamana Paiva \n", "comparecido à primeira sessão de escolha de serventias, o que \n", "acarretaria  desistência  do  concurso.  Resume  o  histórico \n", "profissional do citado concorrente, destacando a aprovação em \n", "apenas um concurso para carreira jurídica e o não exercício da \n", "função de registrador durante o período de 12 de outubro de \n", "1977 a 10 de junho de 1999.\n", "Segundo  afirma,  o  Tribunal  estadual  conferiu  ao \n", "concorrente “pontuação inexistente [...], de modo a classificá-lo \n", "como primeiro colocado”, sem observar as decisões proferidas \n", "pelo  Supremo  nas  mencionadas  ações  diretas.  Sustenta  o \n", "cômputo  indevido  de  pontuação  referente  ao  período  de \n", "afastamento do candidato João Pedro Paiva, além de, quanto ao \n", "reclamante,  não  haver  considerado  a  aprovação  em  cinco \n", "concursos públicos da área jurídica.\n", "Articula,  por  fim,  com  a  violação  aos  princípios \n", "constitucionais  da  isonomia,  moralidade,  razoabilidade, \n", "impessoalidade e do concurso público.\n", "Requer a “desconstituição da reclassificação do candidato \n", "João  Pedro  Lamana Paiva  ao  primeiro  lugar  no concurso  de \n", "remoção”,  vindo  o  reclamante  a  figurar  nessa  posição.  Em \n", "consequência, pede a desconstituição da delegação atribuída ao \n", "candidato  concorrente  e  a  anulação da  escolha de  serventias \n", "realizada  em 7  de  julho  de  2011,  para  que possa  optar  pelo \n", "Registro de Imóveis da 1ª Zona da Cidade de Porto Alegre.\n", "2. No caso, verifica-se a identidade de partes, da causa de \n", "pedir  e  do  pedido  concernentes  à  Reclamação  nº  13.647/RS. \n", "Nesse  último  processo,  encontra-se  pendente  de  julgamento \n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10684165.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8\n", "Relatório\n", "RCL 15838 AGR / RS \n", "agravo regimental interposto pelo ora reclamante.\n", "Configura-se litispendência quando há a propositura de \n", "ação  igual  a  outra  que  está  em curso.  O  instituto  volta-se  a \n", "racionalizar  a  atividade  jurisdicional,  impedindo  a  dupla \n", "atuação envolvendo a mesma questão.\n", "3. Ante o quadro, nego seguimento ao pedido.\n", "4. Publiquem.\n", "O reclamante,  no  agravo,  busca  afastar  a  litispendência.  Discorre \n", "sobre  a  diferença  das  causas  de  pedir  e  pedidos  veiculados  nas \n", "reclamações nº 13.647 e nº 15.838. Requer, nesse sentido, a observância do \n", "que  decidido  nas  ações  diretas  de  inconstitucionalidade  nº  3.522  e  nº \n", "3.830.  \n", "A parte agravada, intimada, quedou silente. \n", "É o relatório.\n", "5 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10684165.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8\n", "Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n", "29/03/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.838 RIO GRANDE DO SUL\n", "V O T O\n", "O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (RELATOR)  –  Na \n", "interposição  deste  agravo,  atendeu-se  aos  pressupostos  de \n", "recorribilidade.  A  peça,  subscrita  por  advogado  regularmente \n", "credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço.\n", "Não procede a irresignação. Segundo assentado no pronunciamento \n", "ora impugnado,  não subsiste a diferenciação entre  as causas  de pedir, \n", "porquanto a tutela pretendida é única. \n", " Reitero o que fiz ver:\n", "[...] \n", "2. No caso, verifica-se a identidade de partes, da causa de \n", "pedir  e  do  pedido  concernentes  à  Reclamação  nº  13.647/RS. \n", "Nesse  último  processo,  encontra-se  pendente  de  julgamento \n", "agravo regimental interposto pelo ora reclamante.\n", "Configura-se litispendência quando há a propositura de \n", "ação  igual  a  outra  que  está  em curso.  O  instituto  volta-se  a \n", "racionalizar  a  atividade  jurisdicional,  impedindo  a  dupla \n", "atuação envolvendo a mesma questão.\n", "Ante o quadro, desprovejo o agravo. \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 10684166.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8\n", "Extrato de Ata - 29/03/2016\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.838\n", "PROCED. : RIO GRANDE DO SUL\n", "RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n", "AGTE.(S) : MIGUEL OLIVEIRA FIGUEIRÓ\n", "ADV.(A/S) : CARLOTA BERTOLI NASCIMENTO (74154B/RS)\n", "AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO GRANDE DO \n", "SUL\n", "ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\n", "AGDO.(A/S) : CORREGEDOR-GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE \n", "DO SUL\n", "ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\n", "AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA COMISSÃO PERMANENTE DE CONCURSOS \n", "NOTARIAL E REGISTRAL\n", "ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\n", "Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \n", "termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro \n", "Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 29.3.2016.\n", " \n", "Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes \n", "à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber \n", "e Edson Fachin. \n", "Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 10701844\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8\n" ], "numero" : "15838", "partes" : [ { "nome" : "MIN. MARCO AURÉLIO", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "MIGUEL OLIVEIRA FIGUEIRÓ", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RECLAMAÇÃO  –  LITISPENDÊNCIA.  A litispendência  volta", "sigla" : "searacionalizaraatividadejurisdicional,impedindoquehajaduplaatuaçãoenvolvendoamesmaquestão.", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "PRESIDENTE DA COMISSÃO PERMANENTE DE CONCURSOS NOTARIAL E REGISTRAL", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. MARCO AURÉLIO", "texto" : "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO –  Em 24 de agosto de  2015, ao negar seguimento ao pedido formulado na reclamação, fiz ver:   RECLAMAÇÃO  –  INADEQUAÇÃO  –  NEGATIVA DE SEGUIMENTO.  1. Miguel Oliveira Figueiró, registrador de imóveis, afirma  terem o Presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul,  o  Corregedor-Geral  daquele  Tribunal  e  o  Presidente  da  Comissão  Permanente  de  Concursos  Notarial  e  Registral  inobservado o que decidido pelo Supremo nas Ações Diretas de  Inconstitucionalidade nº 3.522/RS e 3.830/RS. Narra haver sido  aprovado em primeiro lugar no concurso público de remoção  para  serviços  notariais  e  registrais  daquele  Estado,  área  registral,  materializado  no  Edital  nº  3/2003.  Consoante  esclarece,  no dia 28 de janeiro de 2004, em audiência pública     voltada à escolha das serventias, optou pela 1ª Zona de Registro  de Imóveis de Porto Alegre.  Relata  haver  sido  declarada,  na  Ação  Direta  de  Inconstitucionalidade  nº  3.522/RS,  de  minha  relatoria,  a  nulidade,  com efeitos retroativos,  dos incisos I,  II,  III  e  X do  artigo 16 da Lei estadual nº 11.183, que regula o concurso de  ingresso e remoção para atividades notariais e de registro do  Rio Grande do Sul. O acórdão, publicado no Diário da Justiça  de 12 de maio de 2006, ficou assim ementado:  PROCESSO  OBJETIVO  -  AÇÃO  DIRETA  DE  INCONSTITUCIONALIDADE  -  ATUAÇÃO  DO  ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO.  Consoante  dispõe  a  norma imperativa do § 3º do artigo 103 da Constituição  Federal,  incumbe ao Advogado-Geral da União a defesa  do  ato  ou  texto  impugnado  na  ação  direta  de  inconstitucionalidade,  não  lhe  cabendo  emissão  de  simples parecer, a ponto de vir a concluir pela pecha de  inconstitucionalidade.  CONCURSO  PÚBLICO  -  PONTUAÇÃO  -  EXERCÍCIO  PROFISSIONAL  NO  SETOR  ENVOLVIDO  NO CERTAME - IMPROPRIEDADE. Surge a conflitar com  a igualdade almejada pelo concurso público o empréstimo  de  pontos  a  desempenho  profissional  anterior  em  atividade relacionada com o concurso público.  CONCURSO  PÚBLICO  -  CRITÉRIOS  DE  DESEMPATE - ATUAÇÃO ANTERIOR NA ATIVIDADE -  AUSÊNCIA DE RAZOABILIDADE. Mostra-se conflitante  com o princípio da razoabilidade eleger como critério de  desempate tempo anterior na titularidade do serviço para  o qual se realiza o concurso público.  Em  embargos  declaratórios,  conferindo-se  intepretação     conforme à Constituição, admitiu-se “a consideração do tempo  de serviço, para efeito de remoção, tendo como marco inicial a  assunção do cargo mediante concurso.”  Refere-se, ainda, à Ação Direta de Inconstitucionalidade nº  3.830/RS, a versar sobre o inteiro teor do artigo 16 da referida  norma estadual, cujo pedido foi julgado improcedente, em 23  de novembro de 2011.  Segundo  assevera,  veio  a  ser  assentada,  na  apreciação  dessas ações diretas, a impossibilidade de computar, com fins  classificatórios, mesmo que para efeito de desempate, tempo de  exercício anterior relacionado à atividade registral ou notarial,  observado o que decidido nos embargos declaratórios. Frisa não  ter sido afastada a constitucionalidade do inciso XI do artigo 16  da lei local, referente à pontuação resultante da aprovação em  concurso público para carreiras jurídicas.  Em  razão  do  julgamento  da  Ação  Direta  de  Inconstitucionalidade  nº  3.522/RS,  esclarece  ter  o  Tribunal  estadual  publicado  nova  classificação  dos  candidatos  ao  concurso de remoção, revelada no Edital nº 11/2006. Conforme  assevera, passou a figurar em segundo lugar, com 50 pontos,  atrás  do candidato  João Pedro Lamana Paiva,  a  quem foram  atribuídos 58 pontos.  Informa a ocorrência, em 29 de agosto de 2008, de mais  uma  mudança  na  classificação  do  concurso  de  remoção,  em  virtude  de  recursos  administrativos,  mediante  o  Edital  nº  5/2008. Diz haver permanecido em segundo lugar, mas com 55  pontos.  Consoante ressalta, em 7 de julho de 2011, após o exame  atinente  à  Ação  Direta  de  Inconstitucionalidade  nº  3.830/RS,  realizou-se  outra  audiência  pública  destinada  a  formalizar  opção pelas serventias. Foi atribuído ao candidato João Pedro     Lamana Paiva o Cartório de Registro de Imóveis da 1ª Zona de  Porto  Alegre,  cabendo  a  si  o  Registro  de  Imóveis  de  Gramado/RS.  Argumenta não ter o candidato João Pedro Lamana Paiva  comparecido à primeira sessão de escolha de serventias, o que  acarretaria  desistência  do  concurso.  Resume  o  histórico  profissional do citado concorrente, destacando a aprovação em  apenas um concurso para carreira jurídica e o não exercício da  função de registrador durante o período de 12 de outubro de  1977 a 10 de junho de 1999.  Segundo  afirma,  o  Tribunal  estadual  conferiu  ao  concorrente “pontuação inexistente [...], de modo a classificá-lo  como primeiro colocado”, sem observar as decisões proferidas  pelo  Supremo  nas  mencionadas  ações  diretas.  Sustenta  o  cômputo  indevido  de  pontuação  referente  ao  período  de  afastamento do candidato João Pedro Paiva, além de, quanto ao  reclamante,  não  haver  considerado  a  aprovação  em  cinco  concursos públicos da área jurídica.  Articula,  por  fim,  com  a  violação  aos  princípios  constitucionais  da  isonomia,  moralidade,  razoabilidade,  impessoalidade e do concurso público.  Requer a “desconstituição da reclassificação do candidato  João  Pedro  Lamana Paiva  ao  primeiro  lugar  no concurso  de  remoção”,  vindo  o  reclamante  a  figurar  nessa  posição.  Em  consequência, pede a desconstituição da delegação atribuída ao  candidato  concorrente  e  a  anulação da  escolha de  serventias  realizada  em 7  de  julho  de  2011,  para  que possa  optar  pelo  Registro de Imóveis da 1ª Zona da Cidade de Porto Alegre.  2. No caso, verifica-se a identidade de partes, da causa de  pedir  e  do  pedido  concernentes  à  Reclamação  nº  13.647/RS.  Nesse  último  processo,  encontra-se  pendente  de  julgamento     agravo regimental interposto pelo ora reclamante.  Configura-se litispendência quando há a propositura de  ação  igual  a  outra  que  está  em curso.  O  instituto  volta-se  a  racionalizar  a  atividade  jurisdicional,  impedindo  a  dupla  atuação envolvendo a mesma questão.  3. Ante o quadro, nego seguimento ao pedido.  4. Publiquem.  O reclamante,  no  agravo,  busca  afastar  a  litispendência.  Discorre  sobre  a  diferença  das  causas  de  pedir  e  pedidos  veiculados  nas  reclamações nº 13.647 e nº 15.838. Requer, nesse sentido, a observância do  que  decidido  nas  ações  diretas  de  inconstitucionalidade  nº  3.522  e  nº  3.830.    A parte agravada, intimada, quedou silente.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (RELATOR)  –  Na  interposição  deste  agravo,  atendeu-se  aos  pressupostos  de  recorribilidade.  A  peça,  subscrita  por  advogado  regularmente  credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço.  Não procede a irresignação. Segundo assentado no pronunciamento  ora impugnado,  não subsiste a diferenciação entre  as causas  de pedir,  porquanto a tutela pretendida é única.    Reitero o que fiz ver:  [...]  2. No caso, verifica-se a identidade de partes, da causa de   pedir  e  do  pedido  concernentes  à  Reclamação  nº  13.647/RS.  Nesse  último  processo,  encontra-se  pendente  de  julgamento  agravo regimental interposto pelo ora reclamante.  Configura-se litispendência quando há a propositura de  ação  igual  a  outra  que  está  em curso.  O  instituto  volta-se  a  racionalizar  a  atividade  jurisdicional,  impedindo  a  dupla  atuação envolvendo a mesma questão.  Ante o quadro, desprovejo o agravo.  ", "votante" : "MIN_MARCO_AURELIO" } ] }
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ROSA WEBER\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     JÚLIO CÉSAR OLIVEIRA DOS SANTOS\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\n     <b>\n      COATOR(A/S)(ES) :\n     </b>\n     RELATOR DO CONFLITO DE COMPETÊNCIA Nº\n    </p>\n    <p>\n     122.354 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      HABEAS  CORPUS.\n     </i>\n     AGRAVO  REGIMENTAL.  CONFLITO \nNEGATIVO  DE  COMPETÊNCIA.  SUPRESSÃO  DE  INSTÂNCIA \nINVIÁVEL.\n    </p>\n    <p>\n     Razoável o entendimento, na decisão monocrática atacada, de que o \ndeferimento do pedido de progressão do regime contém implicitamente a \nrecusa  da  prorrogação  do  período  de  permanência  do  apenado  no \npresídio  federal  e que o  remédio processual  adequado é  o  conflito  de \ncompetência, nos termos da Lei 11.671/2008.\n    </p>\n    <p>\n     Não  esgotada  a  jurisdição  do  Superior  Tribunal  de  Justiça  para \napreciar a matéria, inviável a análise do tema por esta Corte Suprema, sob \npena de supressão de instância, violando as normas de competência.\n    </p>\n    <p>\n     Agravo regimental não provido.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos,  relatados  e  discutidos  estes  autos,  acordam  os \nMinistros  do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a \nPresidência  do  Senhor  Ministro  Luiz  Fux,  na  conformidade da  ata  de \njulgamento  e  das  notas  taquigráficas,  por  maioria  de  votos,  em negar \nprovimento  ao  agravo  regimental,  nos  termos  do  voto  da  Relatora, \nvencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que o provia para julgamento \npelo Colegiado.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 16 de abril de 2013.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679085.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 113679 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Ministra Rosa Weber\nRelatora\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679085.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      16/04/2013 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO HABEAS CORPUS 113.679 RIO DE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATORA : MIN. ROSA WEBER\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     JÚLIO CÉSAR OLIVEIRA DOS SANTOS\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\n     <b>\n      COATOR(A/S)(ES) :\n     </b>\n     RELATOR DO CONFLITO DE COMPETÊNCIA Nº\n    </p>\n    <p>\n     122.354 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     RELATÓRIO\n    </p>\n    <p>\n     Trata-se  de  agravo regimental  interposto  por  Júlio  César  Oliveira \nSantos  contra  decisão  em  que  neguei  seguimento  ao\n     <i>\n      habeas  corpus\n     </i>\n     impetrado em seu favor contra decisão do Superior Tribunal de Justiça \nnos autos do Conflito de Competência 122.534/RJ, em razão do óbice da \nSúmula 691 desta Suprema Corte.\n    </p>\n    <p>\n     O Agravante  foi  condenado  à  pena de  8  (oito)  anos  e  4  (quatro) \nmeses de reclusão pela prática do crime tipificado no art. 288 do Código \nPenal.\n    </p>\n    <p>\n     Consta dos autos que, em 06.11.2008, Júlio César Oliveira dos Santos, \nvulgo “Julinho Tiroteio”, membro de milícia atuante no Estado do Rio de \nJaneiro,  foi  transferido  de  estabelecimento  prisional  situado  naquela \nunidade federativa  para  o  Presídio  Federal  de  Campo Grande/MS em \nrazão do interesse da segurança pública.\n    </p>\n    <p>\n     O Juiz Federal Corregedor responsável pelo estabelecimento federal, \nem 27.4.2012, deferiu a progressão de regime ao paciente, determinando, \ninclusive, seu retorno ao Estado de origem para cumprir o remanescente \nda pena em local adequado.\n    </p>\n    <p>\n     Em 04.5.2012, o Juiz de Direito da Vara de Execução Penal, diante da \nmanutenção dos fundamentos ensejadores da transferência do paciente e \ndo  não  preenchimento  do  pressuposto  subjetivo  para  progressão  de \nregime, suscitou o referido conflito de competência ao Superior Tribunal \nde  Justiça,  para  fins  de  prorrogação  da  permanência  de  Júlio  César \nOliveira dos Santos no presídio federal.\n    </p>\n    <p>\n     A autoridade apontada como coatora,  o relator do CC 122.534/RJ,\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679086.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 113679 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Ministro Marco Aurélio Bellizze, do Superior Tribunal de Justiça, em sede \nde medida liminar, determinou a permanência do paciente no presídio \nfederal  até  o  julgamento  de  mérito  do  conflito  de  competência  pela \nTerceira Seção daquela Corte.\n    </p>\n    <p>\n     Reitera o Agravante tratar-se de verdadeiro constrangimento ilegal a \ndecisão do Ministro Relator do Conflito de competência suscitado perante \no  Superior  Tribunal  de  Justiça,  a  justificar  a  superação  do  óbice  da \nSúmula  691/STF.  Repisa  violação  dos  princípios  da  legalidade,  da \nindividualização da pena e da progressividade prisional; inexistência de \nvedação legal de progressão de regime aos presos em presídios federais; \npreenchimento  dos  requisitos  objetivos  e  subjetivos  necessários  à \nprogressão de regime e ausência de elementos a lastrear a permanência \ndo preso no estabelecimento prisional federal. Renova o pedido liminar, \nde suspensão do julgamento do Conflito de Competência e o imediato \nretorno do paciente ao Estado do Rio de Janeiro para cumprimento da \npena no regime semiaberto. No mérito, requer a confirmação da tutela \nemergencial  e  a  concessão  da  ordem.  Solicita  intimação  pessoal  para \nsessão de julgamento.\n    </p>\n    <p>\n     O  Ministério  Público  Federal,  em  parecer  da  lavra  da \nSubprocuradora-Geral  da  República  Cláudia  Sampaio  Marques,  opina \npelo provimento do recurso.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      É o relatório.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679086.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      16/04/2013 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO HABEAS CORPUS 113.679 RIO DE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     VOTO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A Senhora Ministra Rosa Weber - (Relatora):\n     </b>\n     Neguei seguimento \nliminarmente ao\n     <i>\n      writ\n     </i>\n     aos seguintes fundamentos:\n    </p>\n    <p>\n     “O caso envolve a interpretação da Lei  11.671/2008, que \ndispõe  sobre  a  transferência  e  permanência  de  presos  nos \nestabelecimentos penais federais, e a competência a ser exercida \npelo  juiz  solicitante  da  transferência  e  pelo  juiz  federal \nresponsável pelo presídio federal.\n    </p>\n    <p>\n     Os presídios federais foram previstos inicialmente no art. \n3º da Lei 8.072/1990 e nos artigos 86, § 1º, e 87, parágrafo único, \nda Lei 7.210/1984, com a redação da Lei 10.792/2003;\n    </p>\n    <p>\n     Atualmente,  os  presídios  federais  são  regidos  pela  Lei \n11.671/2008, que foi regulamentada pelo Decreto 6.877/2009.\n    </p>\n    <p>\n     Os presídios federais foram concebidos para isolar presos \nde  elevada  periculosidade,  especialmente  líderes  de  grupos \ncriminosos organizados,  conforme interpretação do art.  3º  da \nLei 11.671/2008 e do art. 3º do Decreto 6.877/2009.\n    </p>\n    <p>\n     A transferência e a permanência dos presos nos Presídios \nfederais revestem-se de certa excepcionalidade, considerando o \nregime prisional mais rigoroso neles existente.\n    </p>\n    <p>\n     De todo modo, a própria lei admite que a permanência no \npresídio federal é, embora excepcional, prorrogável.\n    </p>\n    <p>\n     Também a própria lei estabelece que divergências entre o \njuiz  solicitante  da  transferência  e  o  juiz  responsável  pelo \npresídio federal se solucionam via conflito de competência (art. \n9º e art.10, §5º).\n    </p>\n    <p>\n     Por outro lado, em que pese à irresignação do Impetrante, \nde  todo  razoável  o  entendimento  consignado  na  decisão \natacada de que o deferimento do pedido de progressão da pena \ncontém implicitamente a recusa da prorrogação do período de \npermanência do apenado no presídio federal.\n    </p>\n    <p>\n     Assim,  não  se  mostra  destituído  de  fundamentação  o\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679087.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 113679 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     entendimento atacado. Por outro lado, observo que monocrática \na decisão do Superior Tribunal de Justiça, a ainda ser submetida \nao Colegiado daquela Corte.\n    </p>\n    <p>\n     Cabe à parte insatisfeita apresentar suas razões por agravo \nregimental  ou  esperar  o  pronunciamento  colegiado  daquele \nTribunal,  de  modo  a  obter  uma  decisão  definitiva,  e  não \nprecipitar a submissão do tema ao Supremo Tribunal Federal \npor meio de\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Conhecer  a  questão  nessa  fase  representaria,  portanto, \nevidente supressão de instância.\n    </p>\n    <p>\n     Com as devidas adaptações, é pertinente o entendimento \nconsubstanciado  na  Súmula  691  desta  Suprema  Corte  (Não \ncompete  ao  Supremo  Tribunal  Federal  conhecer  de\n     <i>\n      habeas  \ncorpus\n     </i>\n     impetrado  contra  decisão  do  Relator  que,  em\n     <i>\n      habeas  \ncorpus\n     </i>\n     requerido a tribunal superior, indefere a liminar).\n    </p>\n    <p>\n     O escopo da Súmula é prevenir a supressão de instância \nem violação de princípios processuais fundamentais, como o da \nhierarquia dos graus de jurisdição e respectivas competências.\n    </p>\n    <p>\n     A jurisprudência desta Suprema Corte,  por outro turno, \ntem abrandado, em casos excepcionais, o rigor do mandamento \nsumular,  como  deflui  dos  seguintes  precedentes:  HC \n104.855/CE, rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 17.10.2011; \ne HC 96.539/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe \n06.5.2010\n     <i>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Não  obstante,  na  espécie,  inviável  superar  o  óbice  da \nSúmula, uma vez que o entendimento do Relator do Conflito de \nCompetência é razoável, tendo apenas definido o Juízo Federal \ncomo competente para decidir as questões atinentes à execução \nda pena até a resolução do próprio conflito, o que ocorrerá após \na colheita de informações dos juízes envolvidos.\n    </p>\n    <p>\n     Ante o exposto e com base no art. 21, § 1º, do Regimento \nInterno e no entendimento que levou à edição da Súmula nº \n691/STF,\n     <b>\n      nego seguimento\n     </b>\n     ao presente\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     .”\n    </p>\n    <p>\n     Depreende-se pretender o Agravante, em última análise, a reforma\n    </p>\n    <p>\n     da decisão que negou seguimento ao\n     <i>\n      writ\n     </i>\n     interposto, ao fundamento da\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679087.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 113679 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     inviabilidade da superação do óbice da Súmula 691 desta Corte. \nNo  entanto,  as  razões  apresentadas  não  atacam  o  fundamento\n    </p>\n    <p>\n     esgrimido, limitando-se a repisar os argumentos da exordial do\n     <i>\n      habeas  \ncorpus\n     </i>\n     , a atrair a regra do artigo 317, § 1º, do RISTF, o que impede por si \nsó  o  provimento  do  recurso.  Precedentes:  AI-AgR  699.776/RS,  Min. \nCármen  Lúcia,  1ª  Turma,  DJe  19.9.2008  e  o  HC-AgR  97.742/PI,  Min. \nJoaquim Barbosa, DJe 5.2.2010.\n    </p>\n    <p>\n     Destaco, por oportuno, ainda não ter sido julgado o\n     <i>\n      writ\n     </i>\n     impetrado \nno  Superior  Tribunal  de  Justiça  e  não  haver  notícia  de  mudança  na \nsituação processual ou fática do paciente, que aguarda o julgamento do \nreferido conflito de competência pela Corte Superior de Justiça.\n    </p>\n    <p>\n     Reitero  arrazoada  e  devidamente  fundamentada  a  decisão \nmonocrática do Ministro Relator do Conflito de Competência 122.534/RJ \ndo Superior Tribunal de Justiça, uma vez que, por expressa determinação \nlegal (arts. 9º e 10, § 5º, da Lei 11.671/2008), o conflito de competência é o \nremédio  processual  adequado  para  apreciar  os  casos  de  rejeição  de \ntransferência ou de renovação de permanência do preso, e não se mostra \ndesarrazoada  a  interpretação  no  sentido  de  que  o  deferimento  da \nprogressão de regime implica, tacitamente, nessa última hipótese.\n    </p>\n    <p>\n     Por outro lado,  repiso que ainda não houve decisão definitiva da \nCorte Superior de Justiça e que o Agravante também não apresentou o \nagravo regimental pertinente contra aquela decisão, motivo pelo qual não \nesgotada  a  jurisdição  do  Superior  Tribunal  de  Justiça.  Assim,  não \nhavendo manifesta ilegalidade ou teratologia apta a justificar a supressão \nde instância, não é viável acolher a pretensão recursal, nada tendo a se \nreparar na decisão agravada.\n    </p>\n    <p>\n     Ante o exposto,\n     <b>\n      nego\n     </b>\n     <b>\n      provimento\n     </b>\n     ao agravo regimental.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679087.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      16/04/2013 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO HABEAS CORPUS 113.679 RIO DE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia \npara admitir o\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     O\n     <i>\n      habeas\n     </i>\n     não  sofre  qualquer  peia.  É  cabível  contra  decisão \nmonocrática, decisão de primeira instância, decisão de colegiado. Basta \nque se articule violência à liberdade de ir e  vir,  quer na via direta ou \nindireta, e se tenha um órgão competente para julgar a impetração.\n    </p>\n    <p>\n     No caso,  ela  se  fez  dirigida  contra  ato  do  relator,  em conflito  de \ncompetência. Não se tem o\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     substitutivo do recurso ordinário \nconstitucional.\n    </p>\n    <p>\n     Por isso, admito a impetração, provendo o agravo, para que venha a \njulgamento.\n    </p>\n    <p>\n     É como voto.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741102.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 16/04/2013\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO HABEAS CORPUS 113.679\n     </b>\n     PROCED. : RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n     </b>\n     AGTE.(S) : JÚLIO CÉSAR OLIVEIRA DOS SANTOS\nPROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\nCOATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO CONFLITO DE COMPETÊNCIA Nº 122.354 DO \nSUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao \nagravo  regimental\n     <i>\n      ,\n     </i>\n     nos  termos  do  voto  da  Relatora,  vencido  o \nSenhor Ministro Marco Aurélio, que o provia para julgamento pelo \nColegiado.  Presidência  do  Senhor  Ministro  Luiz  Fux.  1ª  Turma, \n16.4.2013.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os\n    </p>\n    <p>\n     Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Paulo  de  Tarso  Braz \nLucas.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3700836\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "16/04/2013 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 113.679 RIO DE JANEIRO\n", "RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n", "AGTE.(S) : JÚLIO CÉSAR OLIVEIRA DOS SANTOS \n", "PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL \n", "COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO CONFLITO DE COMPETÊNCIA Nº \n", "122.354 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "HABEAS  CORPUS. AGRAVO  REGIMENTAL.  CONFLITO \n", "NEGATIVO  DE  COMPETÊNCIA.  SUPRESSÃO  DE  INSTÂNCIA \n", "INVIÁVEL.   \n", " Razoável o entendimento, na decisão monocrática atacada, de que o \n", "deferimento do pedido de progressão do regime contém implicitamente a \n", "recusa  da  prorrogação  do  período  de  permanência  do  apenado  no \n", "presídio  federal  e que o  remédio processual  adequado é  o  conflito  de \n", "competência, nos termos da Lei 11.671/2008.\n", "Não  esgotada  a  jurisdição  do  Superior  Tribunal  de  Justiça  para \n", "apreciar a matéria, inviável a análise do tema por esta Corte Suprema, sob \n", "pena de supressão de instância, violando as normas de competência.\n", "Agravo regimental não provido. \n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos,  relatados  e  discutidos  estes  autos,  acordam  os \n", "Ministros  do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a \n", "Presidência  do  Senhor  Ministro  Luiz  Fux,  na  conformidade da  ata  de \n", "julgamento  e  das  notas  taquigráficas,  por  maioria  de  votos,  em negar \n", "provimento  ao  agravo  regimental,  nos  termos  do  voto  da  Relatora, \n", "vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que o provia para julgamento \n", "pelo Colegiado.\n", "Brasília, 16 de abril de 2013.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679085.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9\n", "Ementa e Acórdão\n", "HC 113679 AGR / RJ \n", "Ministra Rosa Weber\n", "Relatora\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679085.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9\n", "Relatório\n", "16/04/2013 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 113.679 RIO DE JANEIRO\n", "RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n", "AGTE.(S) : JÚLIO CÉSAR OLIVEIRA DOS SANTOS \n", "PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL \n", "COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO CONFLITO DE COMPETÊNCIA Nº \n", "122.354 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "RELATÓRIO\n", "Trata-se  de  agravo regimental  interposto  por  Júlio  César  Oliveira \n", "Santos  contra  decisão  em  que  neguei  seguimento  ao  habeas  corpus  \n", "impetrado em seu favor contra decisão do Superior Tribunal de Justiça \n", "nos autos do Conflito de Competência 122.534/RJ, em razão do óbice da \n", "Súmula 691 desta Suprema Corte.\n", "O Agravante  foi  condenado  à  pena de  8  (oito)  anos  e  4  (quatro) \n", "meses de reclusão pela prática do crime tipificado no art. 288 do Código \n", "Penal. \n", "Consta dos autos que, em 06.11.2008, Júlio César Oliveira dos Santos, \n", "vulgo “Julinho Tiroteio”, membro de milícia atuante no Estado do Rio de \n", "Janeiro,  foi  transferido  de  estabelecimento  prisional  situado  naquela \n", "unidade federativa  para  o  Presídio  Federal  de  Campo Grande/MS em \n", "razão do interesse da segurança pública. \n", "O Juiz Federal Corregedor responsável pelo estabelecimento federal, \n", "em 27.4.2012, deferiu a progressão de regime ao paciente, determinando, \n", "inclusive, seu retorno ao Estado de origem para cumprir o remanescente \n", "da pena em local adequado. \n", "Em 04.5.2012, o Juiz de Direito da Vara de Execução Penal, diante da \n", "manutenção dos fundamentos ensejadores da transferência do paciente e \n", "do  não  preenchimento  do  pressuposto  subjetivo  para  progressão  de \n", "regime, suscitou o referido conflito de competência ao Superior Tribunal \n", "de  Justiça,  para  fins  de  prorrogação  da  permanência  de  Júlio  César \n", "Oliveira dos Santos no presídio federal. \n", "A autoridade apontada como coatora,  o relator do CC 122.534/RJ, \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679086.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9\n", "Relatório\n", "HC 113679 AGR / RJ \n", "Ministro Marco Aurélio Bellizze, do Superior Tribunal de Justiça, em sede \n", "de medida liminar, determinou a permanência do paciente no presídio \n", "federal  até  o  julgamento  de  mérito  do  conflito  de  competência  pela \n", "Terceira Seção daquela Corte. \n", "Reitera o Agravante tratar-se de verdadeiro constrangimento ilegal a \n", "decisão do Ministro Relator do Conflito de competência suscitado perante \n", "o  Superior  Tribunal  de  Justiça,  a  justificar  a  superação  do  óbice  da \n", "Súmula  691/STF.  Repisa  violação  dos  princípios  da  legalidade,  da \n", "individualização da pena e da progressividade prisional; inexistência de \n", "vedação legal de progressão de regime aos presos em presídios federais; \n", "preenchimento  dos  requisitos  objetivos  e  subjetivos  necessários  à \n", "progressão de regime e ausência de elementos a lastrear a permanência \n", "do preso no estabelecimento prisional federal. Renova o pedido liminar, \n", "de suspensão do julgamento do Conflito de Competência e o imediato \n", "retorno do paciente ao Estado do Rio de Janeiro para cumprimento da \n", "pena no regime semiaberto. No mérito, requer a confirmação da tutela \n", "emergencial  e  a  concessão  da  ordem.  Solicita  intimação  pessoal  para \n", "sessão de julgamento.\n", "O  Ministério  Público  Federal,  em  parecer  da  lavra  da \n", "Subprocuradora-Geral  da  República  Cláudia  Sampaio  Marques,  opina \n", "pelo provimento do recurso. \n", "É o relatório.\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679086.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "16/04/2013 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 113.679 RIO DE JANEIRO\n", "VOTO\n", "A Senhora Ministra Rosa Weber - (Relatora): Neguei seguimento \n", "liminarmente ao writ aos seguintes fundamentos:\n", "“O caso envolve a interpretação da Lei  11.671/2008, que \n", "dispõe  sobre  a  transferência  e  permanência  de  presos  nos \n", "estabelecimentos penais federais, e a competência a ser exercida \n", "pelo  juiz  solicitante  da  transferência  e  pelo  juiz  federal \n", "responsável pelo presídio federal. \n", "Os presídios federais foram previstos inicialmente no art. \n", "3º da Lei 8.072/1990 e nos artigos 86, § 1º, e 87, parágrafo único, \n", "da Lei 7.210/1984, com a redação da Lei 10.792/2003; \n", "Atualmente,  os  presídios  federais  são  regidos  pela  Lei \n", "11.671/2008, que foi regulamentada pelo Decreto 6.877/2009. \n", "Os presídios federais foram concebidos para isolar presos \n", "de  elevada  periculosidade,  especialmente  líderes  de  grupos \n", "criminosos organizados,  conforme interpretação do art.  3º  da \n", "Lei 11.671/2008 e do art. 3º do Decreto 6.877/2009. \n", "A transferência e a permanência dos presos nos Presídios \n", "federais revestem-se de certa excepcionalidade, considerando o \n", "regime prisional mais rigoroso neles existente. \n", "De todo modo, a própria lei admite que a permanência no \n", "presídio federal é, embora excepcional, prorrogável. \n", "Também a própria lei estabelece que divergências entre o \n", "juiz  solicitante  da  transferência  e  o  juiz  responsável  pelo \n", "presídio federal se solucionam via conflito de competência (art. \n", "9º e art.10, §5º). \n", "Por outro lado, em que pese à irresignação do Impetrante, \n", "de  todo  razoável  o  entendimento  consignado  na  decisão \n", "atacada de que o deferimento do pedido de progressão da pena \n", "contém implicitamente a recusa da prorrogação do período de \n", "permanência do apenado no presídio federal. \n", "Assim,  não  se  mostra  destituído  de  fundamentação  o \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679087.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "HC 113679 AGR / RJ \n", "entendimento atacado. Por outro lado, observo que monocrática \n", "a decisão do Superior Tribunal de Justiça, a ainda ser submetida \n", "ao Colegiado daquela Corte. \n", "Cabe à parte insatisfeita apresentar suas razões por agravo \n", "regimental  ou  esperar  o  pronunciamento  colegiado  daquele \n", "Tribunal,  de  modo  a  obter  uma  decisão  definitiva,  e  não \n", "precipitar a submissão do tema ao Supremo Tribunal Federal \n", "por meio de habeas corpus. \n", "Conhecer  a  questão  nessa  fase  representaria,  portanto, \n", "evidente supressão de instância. \n", "Com as devidas adaptações, é pertinente o entendimento \n", "consubstanciado  na  Súmula  691  desta  Suprema  Corte  (Não \n", "compete  ao  Supremo  Tribunal  Federal  conhecer  de  habeas  \n", "corpus impetrado  contra  decisão  do  Relator  que,  em  habeas  \n", "corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar). \n", "O escopo da Súmula é prevenir a supressão de instância \n", "em violação de princípios processuais fundamentais, como o da \n", "hierarquia dos graus de jurisdição e respectivas competências. \n", "A jurisprudência desta Suprema Corte,  por outro turno, \n", "tem abrandado, em casos excepcionais, o rigor do mandamento \n", "sumular,  como  deflui  dos  seguintes  precedentes:  HC \n", "104.855/CE, rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 17.10.2011; \n", "e HC 96.539/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe \n", "06.5.2010 . \n", "Não  obstante,  na  espécie,  inviável  superar  o  óbice  da \n", "Súmula, uma vez que o entendimento do Relator do Conflito de \n", "Competência é razoável, tendo apenas definido o Juízo Federal \n", "como competente para decidir as questões atinentes à execução \n", "da pena até a resolução do próprio conflito, o que ocorrerá após \n", "a colheita de informações dos juízes envolvidos. \n", "Ante o exposto e com base no art. 21, § 1º, do Regimento \n", "Interno e no entendimento que levou à edição da Súmula nº \n", "691/STF, nego seguimento ao presente habeas corpus .”\n", "    \n", "Depreende-se pretender o Agravante, em última análise, a reforma \n", "da decisão que negou seguimento ao writ interposto, ao fundamento da \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679087.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "HC 113679 AGR / RJ \n", "inviabilidade da superação do óbice da Súmula 691 desta Corte. \n", "No  entanto,  as  razões  apresentadas  não  atacam  o  fundamento \n", "esgrimido, limitando-se a repisar os argumentos da exordial do  habeas  \n", "corpus, a atrair a regra do artigo 317, § 1º, do RISTF, o que impede por si \n", "só  o  provimento  do  recurso.  Precedentes:  AI-AgR  699.776/RS,  Min. \n", "Cármen  Lúcia,  1ª  Turma,  DJe  19.9.2008  e  o  HC-AgR  97.742/PI,  Min. \n", "Joaquim Barbosa, DJe 5.2.2010. \n", "Destaco, por oportuno, ainda não ter sido julgado o writ impetrado \n", "no  Superior  Tribunal  de  Justiça  e  não  haver  notícia  de  mudança  na \n", "situação processual ou fática do paciente, que aguarda o julgamento do \n", "referido conflito de competência pela Corte Superior de Justiça.\n", "Reitero  arrazoada  e  devidamente  fundamentada  a  decisão \n", "monocrática do Ministro Relator do Conflito de Competência 122.534/RJ \n", "do Superior Tribunal de Justiça, uma vez que, por expressa determinação \n", "legal (arts. 9º e 10, § 5º, da Lei 11.671/2008), o conflito de competência é o \n", "remédio  processual  adequado  para  apreciar  os  casos  de  rejeição  de \n", "transferência ou de renovação de permanência do preso, e não se mostra \n", "desarrazoada  a  interpretação  no  sentido  de  que  o  deferimento  da \n", "progressão de regime implica, tacitamente, nessa última hipótese. \n", "Por outro lado,  repiso que ainda não houve decisão definitiva da \n", "Corte Superior de Justiça e que o Agravante também não apresentou o \n", "agravo regimental pertinente contra aquela decisão, motivo pelo qual não \n", "esgotada  a  jurisdição  do  Superior  Tribunal  de  Justiça.  Assim,  não \n", "havendo manifesta ilegalidade ou teratologia apta a justificar a supressão \n", "de instância, não é viável acolher a pretensão recursal, nada tendo a se \n", "reparar na decisão agravada.\n", "Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.\n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679087.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9\n", "Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n", "16/04/2013 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 113.679 RIO DE JANEIRO\n", "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia \n", "para admitir o habeas corpus.\n", "O  habeas não  sofre  qualquer  peia.  É  cabível  contra  decisão \n", "monocrática, decisão de primeira instância, decisão de colegiado. Basta \n", "que se articule violência à liberdade de ir e  vir,  quer na via direta ou \n", "indireta, e se tenha um órgão competente para julgar a impetração.\n", "No caso,  ela  se  fez  dirigida  contra  ato  do  relator,  em conflito  de \n", "competência. Não se tem o habeas corpus substitutivo do recurso ordinário \n", "constitucional.\n", "Por isso, admito a impetração, provendo o agravo, para que venha a \n", "julgamento.\n", "É como voto.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741102.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9\n", "Extrato de Ata - 16/04/2013\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 113.679\n", "PROCED. : RIO DE JANEIRO\n", "RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n", "AGTE.(S) : JÚLIO CÉSAR OLIVEIRA DOS SANTOS\n", "PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\n", "COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO CONFLITO DE COMPETÊNCIA Nº 122.354 DO \n", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n", "Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao \n", "agravo  regimental,  nos  termos  do  voto  da  Relatora,  vencido  o \n", "Senhor Ministro Marco Aurélio, que o provia para julgamento pelo \n", "Colegiado.  Presidência  do  Senhor  Ministro  Luiz  Fux.  1ª  Turma, \n", "16.4.2013.\n", " \n", "Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os \n", "Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber.\n", "Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Paulo  de  Tarso  Braz \n", "Lucas.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3700836\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9\n" ], "numero" : "113679", "partes" : [ { "nome" : "MIN. ROSA WEBER", "sigla" : "", "tipo" : "RELATORA" }, { "nome" : "JÚLIO CÉSAR OLIVEIRA DOS SANTOS", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" }, { "nome" : "RELATOR DO CONFLITO DE COMPETÊNCIA Nº 122.354 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS  CORPUS. AGRAVO  REGIMENTAL.  CONFLITO NEGATIVO  DE  COMPETÊNCIA.  SUPRESSÃO  DE  INSTÂNCIA INVIÁVEL.    Razoável o entendimento, na decisão monocrática atacada, de que o deferimento do pedido de progressão do regime contém implicitamente a recusa  da  prorrogação  do  período  de  permanência  do  apenado  no presídio  federal  e que o  remédio processual  adequado é  o  conflito  de competência, nos termos da Lei 11.671/2008.Não  esgotada  a  jurisdição  do  Superior  Tribunal  de  Justiça  para apreciar a matéria, inviável a análise do tema por esta Corte Suprema, sob pena de supressão de instância, violando as normas de competência.Agravo regimental não provido.", "sigla" : "", "tipo" : "COATOR(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. ROSA WEBER", "texto" : "Trata-se  de  agravo regimental  interposto  por  Júlio  César  Oliveira  Santos  contra  decisão  em  que  neguei  seguimento  ao  habeas  corpus   impetrado em seu favor contra decisão do Superior Tribunal de Justiça  nos autos do Conflito de Competência 122.534/RJ, em razão do óbice da  Súmula 691 desta Suprema Corte.  O Agravante  foi  condenado  à  pena de  8  (oito)  anos  e  4  (quatro)  meses de reclusão pela prática do crime tipificado no art. 288 do Código  Penal.   Consta dos autos que, em 06.11.2008, Júlio César Oliveira dos Santos,  vulgo “Julinho Tiroteio”, membro de milícia atuante no Estado do Rio de  Janeiro,  foi  transferido  de  estabelecimento  prisional  situado  naquela  unidade federativa  para  o  Presídio  Federal  de  Campo Grande/MS em  razão do interesse da segurança pública.   O Juiz Federal Corregedor responsável pelo estabelecimento federal,  em 27.4.2012, deferiu a progressão de regime ao paciente, determinando,  inclusive, seu retorno ao Estado de origem para cumprir o remanescente  da pena em local adequado.   Em 04.5.2012, o Juiz de Direito da Vara de Execução Penal, diante da  manutenção dos fundamentos ensejadores da transferência do paciente e  do  não  preenchimento  do  pressuposto  subjetivo  para  progressão  de  regime, suscitou o referido conflito de competência ao Superior Tribunal  de  Justiça,  para  fins  de  prorrogação  da  permanência  de  Júlio  César  Oliveira dos Santos no presídio federal.   A autoridade apontada como coatora,  o relator do CC 122.534/RJ,     Ministro Marco Aurélio Bellizze, do Superior Tribunal de Justiça, em sede  de medida liminar, determinou a permanência do paciente no presídio  federal  até  o  julgamento  de  mérito  do  conflito  de  competência  pela  Terceira Seção daquela Corte.   Reitera o Agravante tratar-se de verdadeiro constrangimento ilegal a  decisão do Ministro Relator do Conflito de competência suscitado perante  o  Superior  Tribunal  de  Justiça,  a  justificar  a  superação  do  óbice  da  Súmula  691/STF.  Repisa  violação  dos  princípios  da  legalidade,  da  individualização da pena e da progressividade prisional; inexistência de  vedação legal de progressão de regime aos presos em presídios federais;  preenchimento  dos  requisitos  objetivos  e  subjetivos  necessários  à  progressão de regime e ausência de elementos a lastrear a permanência  do preso no estabelecimento prisional federal. Renova o pedido liminar,  de suspensão do julgamento do Conflito de Competência e o imediato  retorno do paciente ao Estado do Rio de Janeiro para cumprimento da  pena no regime semiaberto. No mérito, requer a confirmação da tutela  emergencial  e  a  concessão  da  ordem.  Solicita  intimação  pessoal  para  sessão de julgamento.  O  Ministério  Público  Federal,  em  parecer  da  lavra  da  Subprocuradora-Geral  da  República  Cláudia  Sampaio  Marques,  opina  pelo provimento do recurso.   É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia  para admitir o habeas corpus.  O  habeas não  sofre  qualquer  peia.  É  cabível  contra  decisão  monocrática, decisão de primeira instância, decisão de colegiado. Basta  que se articule violência à liberdade de ir e  vir,  quer na via direta ou  indireta, e se tenha um órgão competente para julgar a impetração.  No caso,  ela  se  fez  dirigida  contra  ato  do  relator,  em conflito  de  competência. Não se tem o habeas corpus substitutivo do recurso ordinário  constitucional.  Por isso, admito a impetração, provendo o agravo, para que venha a  julgamento.  É como voto. ", "votante" : "MIN_MARCO_AURELIO" }, { "texto" : "   VOTO  A Senhora Ministra Rosa Weber - (Relatora): Neguei seguimento  liminarmente ao writ aos seguintes fundamentos:  “O caso envolve a interpretação da Lei  11.671/2008, que  dispõe  sobre  a  transferência  e  permanência  de  presos  nos  estabelecimentos penais federais, e a competência a ser exercida  pelo  juiz  solicitante  da  transferência  e  pelo  juiz  federal  responsável pelo presídio federal.   Os presídios federais foram previstos inicialmente no art.  3º da Lei 8.072/1990 e nos artigos 86, § 1º, e 87, parágrafo único,  da Lei 7.210/1984, com a redação da Lei 10.792/2003;   Atualmente,  os  presídios  federais  são  regidos  pela  Lei  11.671/2008, que foi regulamentada pelo Decreto 6.877/2009.   Os presídios federais foram concebidos para isolar presos  de  elevada  periculosidade,  especialmente  líderes  de  grupos  criminosos organizados,  conforme interpretação do art.  3º  da  Lei 11.671/2008 e do art. 3º do Decreto 6.877/2009.   A transferência e a permanência dos presos nos Presídios  federais revestem-se de certa excepcionalidade, considerando o  regime prisional mais rigoroso neles existente.   De todo modo, a própria lei admite que a permanência no  presídio federal é, embora excepcional, prorrogável.   Também a própria lei estabelece que divergências entre o  juiz  solicitante  da  transferência  e  o  juiz  responsável  pelo  presídio federal se solucionam via conflito de competência (art.  9º e art.10, §5º).   Por outro lado, em que pese à irresignação do Impetrante,  de  todo  razoável  o  entendimento  consignado  na  decisão  atacada de que o deferimento do pedido de progressão da pena  contém implicitamente a recusa da prorrogação do período de  permanência do apenado no presídio federal.   Assim,  não  se  mostra  destituído  de  fundamentação  o     entendimento atacado. Por outro lado, observo que monocrática  a decisão do Superior Tribunal de Justiça, a ainda ser submetida  ao Colegiado daquela Corte.   Cabe à parte insatisfeita apresentar suas razões por agravo  regimental  ou  esperar  o  pronunciamento  colegiado  daquele  Tribunal,  de  modo  a  obter  uma  decisão  definitiva,  e  não  precipitar a submissão do tema ao Supremo Tribunal Federal  por meio de habeas corpus.   Conhecer  a  questão  nessa  fase  representaria,  portanto,  evidente supressão de instância.   Com as devidas adaptações, é pertinente o entendimento  consubstanciado  na  Súmula  691  desta  Suprema  Corte  (Não  compete  ao  Supremo  Tribunal  Federal  conhecer  de  habeas   corpus impetrado  contra  decisão  do  Relator  que,  em  habeas   corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar).   O escopo da Súmula é prevenir a supressão de instância  em violação de princípios processuais fundamentais, como o da  hierarquia dos graus de jurisdição e respectivas competências.   A jurisprudência desta Suprema Corte,  por outro turno,  tem abrandado, em casos excepcionais, o rigor do mandamento  sumular,  como  deflui  dos  seguintes  precedentes:  HC  104.855/CE, rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 17.10.2011;  e HC 96.539/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe  06.5.2010 .  Não  obstante,  na  espécie,  inviável  superar  o  óbice  da  Súmula, uma vez que o entendimento do Relator do Conflito de  Competência é razoável, tendo apenas definido o Juízo Federal  como competente para decidir as questões atinentes à execução  da pena até a resolução do próprio conflito, o que ocorrerá após  a colheita de informações dos juízes envolvidos.   Ante o exposto e com base no art. 21, § 1º, do Regimento  Interno e no entendimento que levou à edição da Súmula nº  691/STF, nego seguimento ao presente habeas corpus .”       Depreende-se pretender o Agravante, em última análise, a reforma   da decisão que negou seguimento ao writ interposto, ao fundamento da     inviabilidade da superação do óbice da Súmula 691 desta Corte.  No  entanto,  as  razões  apresentadas  não  atacam  o  fundamento   esgrimido, limitando-se a repisar os argumentos da exordial do  habeas   corpus, a atrair a regra do artigo 317, § 1º, do RISTF, o que impede por si  só  o  provimento  do  recurso.  Precedentes:  AI-AgR  699.776/RS,  Min.  Cármen  Lúcia,  1ª  Turma,  DJe  19.9.2008  e  o  HC-AgR  97.742/PI,  Min.  Joaquim Barbosa, DJe 5.2.2010.   Destaco, por oportuno, ainda não ter sido julgado o writ impetrado  no  Superior  Tribunal  de  Justiça  e  não  haver  notícia  de  mudança  na  situação processual ou fática do paciente, que aguarda o julgamento do  referido conflito de competência pela Corte Superior de Justiça.  Reitero  arrazoada  e  devidamente  fundamentada  a  decisão  monocrática do Ministro Relator do Conflito de Competência 122.534/RJ  do Superior Tribunal de Justiça, uma vez que, por expressa determinação  legal (arts. 9º e 10, § 5º, da Lei 11.671/2008), o conflito de competência é o  remédio  processual  adequado  para  apreciar  os  casos  de  rejeição  de  transferência ou de renovação de permanência do preso, e não se mostra  desarrazoada  a  interpretação  no  sentido  de  que  o  deferimento  da  progressão de regime implica, tacitamente, nessa última hipótese.   Por outro lado,  repiso que ainda não houve decisão definitiva da  Corte Superior de Justiça e que o Agravante também não apresentou o  agravo regimental pertinente contra aquela decisão, motivo pelo qual não  esgotada  a  jurisdição  do  Superior  Tribunal  de  Justiça.  Assim,  não  havendo manifesta ilegalidade ou teratologia apta a justificar a supressão  de instância, não é viável acolher a pretensão recursal, nada tendo a se  reparar na decisão agravada.  Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. ", "votante" : "MIN_ROSA_WEBER" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac4b0d25122448875b6" }, "acordao" : { "texto" : "   Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da   Primeira  Turma do Supremo Tribunal  Federal  em desprover  o  agravo  regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do  relator  e  por  unanimidade,  em  sessão  presidida  pelo  Ministro  Luís  Roberto Barroso, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas  notas taquigráficas.  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MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ANA CLAUDIA FERREIRA DE OLIVEIRA CORREA ADV.(A/S) : LUIZ FERNANDO VALLADAO NOGUEIRA (47254/MG) ADV.(A/S) : CRISTIANO REIS GIULIANI (23257/DF, 74021/MG) ADV.(A/S) : DANNIEL DIAS JACOME REIS (31744/DF) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS  Decisão: A Turma negou provimento ao agravo, sem fixação de  honorários  recursais,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  Unânime.  Presidência  do  Senhor  Ministro  Luís  Roberto  Barroso.  1ª  Turma,  25.10.2016.    Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes   à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber  e Edson Fachin.   Subprocuradora-Geral  da  República,  Dra.  Cláudia  Sampaio  Marques.  Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      25/10/2016 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 976.510 MINAS \nGERAIS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     ANA CLAUDIA FERREIRA DE OLIVEIRA CORREA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LUIZ FERNANDO VALLADAO NOGUEIRA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     CRISTIANO REIS GIULIANI\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     DANNIEL DIAS JACOME REIS\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESTADO DE MINAS GERAIS\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS\n    </p>\n    <p>\n     GERAIS\n    </p>\n    <p>\n     RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O \nrecurso  extraordinário  não  é  meio  próprio  ao  revolvimento  da  prova, \ntambém não servindo à interpretação de normas estritamente legais.\n    </p>\n    <p>\n     HONORÁRIOS  ADVOCATÍCIOS.  É  vedado  ao  Tribunal  fixar \nhonorários em patamar superior ao estabelecido nos parágrafos 2º e 3º do \nartigo 85 do Código de Processo Civil de 2015.\n    </p>\n    <p>\n     A C Ó R D Ã O\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da\n    </p>\n    <p>\n     Primeira  Turma do Supremo Tribunal  Federal  em desprover  o  agravo \nregimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do \nrelator  e  por  unanimidade,  em  sessão  presidida  pelo  Ministro  Luís \nRoberto Barroso, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas \nnotas taquigráficas.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 25 de outubro de 2016.\n    </p>\n    <p>\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12225030.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 976510 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12225030.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      25/10/2016 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 976.510 MINAS \nGERAIS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     ANA CLAUDIA FERREIRA DE OLIVEIRA CORREA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     LUIZ FERNANDO VALLADAO NOGUEIRA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     CRISTIANO REIS GIULIANI\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     DANNIEL DIAS JACOME REIS\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESTADO DE MINAS GERAIS\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS\n    </p>\n    <p>\n     GERAIS\n    </p>\n    <p>\n     RELATÓRIO\n    </p>\n    <p>\n     O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 29 de junho de \n2016, neguei provimento ao agravo, ante os seguintes argumentos:\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  – \nLEGISLAÇÃO  LOCAL  – \nINTERPRETAÇÃO – MATÉRIA FÁTICA – \nAGRAVO DESPROVIDO.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1.  O  Tribunal  de  Justiça  do  Estado  de  Minas  Gerais \nreformou o entendimento do Juízo quanto à  posicionamento de \nservidora pública  estadual  no cargo de agente judiciário.  No \nextraordinário  cujo  trânsito  pretende  alcançar,  a  recorrente \naponta a violação dos artigos 5º, inciso XXXVI e 93, inciso IX, da \nConstituição Federal. Sustenta a nulidade do acórdão em razão \nda  ausência  de  pronunciamento  a  respeito  das  questões \nsuscitadas. Alega a afronta ao ato jurídico perfeito, uma vez que \na  servidora  já  havia  sido  enquadrada  como  oficial \nJudiciário/Escrevente há cerca de 15 anos quando a portaria nº \n743/2007 a rebaixou ao cargo de auxiliar de cartório.\n    </p>\n    <p>\n     2.  De  início,  descabe  confundir  a  ausência  de  entrega\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12225031.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 976510 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     aperfeiçoada da prestação jurisdicional  com decisão contrária \naos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal \nnão  pode  ser  tomada  como  uma  alavanca  para  alçar  a  este \nTribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. \nA tentativa  acaba  por  se  fazer  voltada  à  transformação  do \nSupremo em mero  revisor  dos  pronunciamentos  dos  demais \ntribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu \na  julgamento  fundamentado  de  forma  consentânea  com  a \nordem jurídica.\n    </p>\n    <p>\n     No  mais,  a  recorribilidade  extraordinária  é  distinta \ndaquela  revelada  por  simples  revisão  do  que  decidido,  na \nmaioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência \n– a apelação.  Atua-se em sede excepcional  à luz da moldura \nfática  delineada  soberanamente  pelo  Tribunal  de  origem, \nconsiderando-se  as  premissas  constantes  do  acórdão \nimpugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, \ndevendo-se  ter  presente  o  verbete  nº  279  da  Súmula  do \nSupremo:\n    </p>\n    <p>\n     Para  simples  reexame  de  prova  não  cabe  recurso \nextraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     O  Colegiado  de  origem  expressamente  consignou  estar \ncorreto  o  enquadramento  da  servidora,  porquanto  deve-se \nobservar a função pública exercida em 1º de agosto de 1990, \nmomento  em que  foi  instituído  o  regime jurídico  único  dos \nservidores  do  estado  de  Minas  Gerais.  As  razões  do \nextraordinário  partem  de  pressupostos  fáticos  estranhos  à \ndecisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos \nelementos  probatórios  para,  com  fundamento  em  quadro \ndiverso, assentar a viabilidade do recurso.\n    </p>\n    <p>\n     Da  leitura  do  acórdão  impugnado  mediante  o \nextraordinário depreende-se, a mais não poder, ter o Órgão de \norigem julgado o recurso a partir de interpretação conferida a\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12225031.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 976510 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     normas  locais.  Procedeu  à  interpretação  da  Lei  estadual  nº \n9.776/89 e da Constituição do Estado de Minas Gerais. Ora, a \ncontrovérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme \nsedimentado pela jurisprudência -  verbete nº 280 da Súmula: \n“Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” -, o \nacesso ao Supremo. Está-se diante de caso cujo desfecho final \nfica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça.\n    </p>\n    <p>\n     3. Conheço do agravo e o desprovejo.\n    </p>\n    <p>\n     4. Publiquem.\n    </p>\n    <p>\n     Ana Cláudia Ferreira de Oliveira, em agravo interno, reafirma haver, \nno acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, vícios não \napreciados na decisão agravada. Diz de supostas omissões e contradição \nno  exame  do  respectivo  enquadramento  no  quadro  de  servidores  do \nmencionado  Tribunal  de  Justiça,  considerada  data  de  ingresso, \nreposicionamentos,  progressões  ocorridas  e  regime  jurídico  a  que \nsubmetida. Defende a inaplicabilidade do verbete nº 279 da Súmula do \nSupremo  ao  caso.  Ressalta  já  terem  sido  delineados,  na  instância \nordinária, os fatos necessários à apreciação do recurso. Assevera inexistir \npretensão atinente à interpretação da lei e da Constituição do Estado de \nMinas  Gerais,  mas  apenas  o  enquadramento  normativo  dos  fatos \nassentados no tribunal de origem.\n    </p>\n    <p>\n     Postula a reconsideração da decisão agravada e, sucessivamente, o \nacolhimento do pedido, pelo Colegiado, com a consequente apreciação do \nmérito do recurso.\n    </p>\n    <p>\n     O Estado de Minas Gerais, nas contrarrazões, disse da correção da \ndecisão  agravada.  Defende  que  o  acórdão  recorrido  encontra-se \ndevidamente fundamentado, tendo sido decididas, a contento, todas as \nquestões necessárias ao julgamento da demanda.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12225031.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      25/10/2016 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 976.510 MINAS \nGERAIS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     VOTO\n    </p>\n    <p>\n     O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (RELATOR)  –  Na \ninterposição  deste  agravo,  atendeu-se  aos  pressupostos  de \nrecorribilidade. A peça, subscrita por Procurador legalmente habilitado, \nfoi protocolada no prazo legal. Conheço.\n    </p>\n    <p>\n     Observem o  momento  da  formalização deste  agravo interno  para \nfins  de  incidência  da  norma  processual.  A  publicação  da  decisão \nmediante a qual desprovido o recurso é posterior a 18 de março de 2016, \ndata  de  início  da  eficácia  do  Código  de  Processo  Civil,  sendo  a \nprotocolação do agravo interno regida por esse diploma legal.\n    </p>\n    <p>\n     O enquadramento dos fatos  à norma local,  defendido no recurso, \ndemanda interpretação da Lei estadual nº 9.776/1989 e da Constituição do \nEstado de Minas Gerais,  a  demonstrar que o deslinde da controvérsia \nrestringe-se  ao ângulo estritamente legal.  Está-se  diante  de conflito  de \ninteresses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo \nao  acesso  ao  Supremo,  conforme  sedimentado  pela  jurisprudência  – \nverbete nº 280 da Súmula do Supremo: “por ofensa a direito local não \ncabe recurso extraordinário.”\n    </p>\n    <p>\n     Os demais argumentos recursais, atinentes às omissões e contradição \nno exame do enquadramento da agravante no quadro de servidores do \nmencionado  Tribunal  de  Justiça,  consideradas  data  de  ingresso, \nreposicionamentos,  progressões  ocorridas  e  regime  jurídico  a  que \nsubmetida, estão ligados à matéria fática. O Tribunal soberano na análise \ndos elementos probatórios assentou o acerto na classificação funcional da \nagravante. Por esse motivo, o extraordinário esbarra no verbete nº 279 da \nSúmula do Supremo, segundo o qual “para simples reexame de prova \nnão cabe recurso extraordinário.”\n    </p>\n    <p>\n     Em suma, tudo demonstra ser pretensão da agravante guindar a este \nTribunal  matéria  que  não  se  enquadra  no  inciso  III  do  artigo  102  da\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12225032.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 976510 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Constituição Federal.\nAnte o quadro, conheço do agravo interno e o desprovejo. Deixo de\n    </p>\n    <p>\n     majorar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de \nProcesso  Civil  de  2015,  considerado o  arbitramento  de  referida  verba, \npelo Tribunal local, em patamar superior ao limite de 20% do valor da \ncausa.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12225032.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 25/10/2016\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 976.510\n     </b>\n     PROCED. : MINAS GERAIS\n     <b>\n      RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n     </b>\n     AGTE.(S) : ANA CLAUDIA FERREIRA DE OLIVEIRA CORREA\nADV.(A/S) : LUIZ FERNANDO VALLADAO NOGUEIRA (47254/MG)\nADV.(A/S) : CRISTIANO REIS GIULIANI (23257/DF, 74021/MG)\nADV.(A/S) : DANNIEL DIAS JACOME REIS (31744/DF)\nAGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS\nPROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma negou provimento ao agravo, sem fixação de \nhonorários  recursais,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  Unânime. \nPresidência  do  Senhor  Ministro  Luís  Roberto  Barroso.  1ª  Turma, \n25.10.2016.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes\n    </p>\n    <p>\n     à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber \ne Edson Fachin.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocuradora-Geral  da  República,  Dra.  Cláudia  Sampaio \nMarques.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021384\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "25/10/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 976.510 MINAS \n", "GERAIS\n", "RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n", "AGTE.(S) :ANA CLAUDIA FERREIRA DE OLIVEIRA CORREA \n", "ADV.(A/S) :LUIZ FERNANDO VALLADAO NOGUEIRA \n", "ADV.(A/S) :CRISTIANO REIS GIULIANI \n", "ADV.(A/S) :DANNIEL DIAS JACOME REIS \n", "AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS \n", "PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS \n", "GERAIS \n", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O \n", "recurso  extraordinário  não  é  meio  próprio  ao  revolvimento  da  prova, \n", "também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.\n", "HONORÁRIOS  ADVOCATÍCIOS.  É  vedado  ao  Tribunal  fixar \n", "honorários em patamar superior ao estabelecido nos parágrafos 2º e 3º do \n", "artigo 85 do Código de Processo Civil de 2015.\n", "  \n", "A C Ó R D Ã O\n", "  \n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira  Turma do Supremo Tribunal  Federal  em desprover  o  agravo \n", "regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do \n", "relator  e  por  unanimidade,  em  sessão  presidida  pelo  Ministro  Luís \n", "Roberto Barroso, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas \n", "notas taquigráficas.\n", "  \n", "Brasília, 25 de outubro de 2016.\n", "  \n", "  \n", "MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12225030.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8\n", "Ementa e Acórdão\n", "ARE 976510 AGR / MG \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12225030.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8\n", "Relatório\n", "25/10/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 976.510 MINAS \n", "GERAIS\n", "RELATOR : MIN. 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Sustenta a nulidade do acórdão em razão \n", "da  ausência  de  pronunciamento  a  respeito  das  questões \n", "suscitadas. Alega a afronta ao ato jurídico perfeito, uma vez que \n", "a  servidora  já  havia  sido  enquadrada  como  oficial \n", "Judiciário/Escrevente há cerca de 15 anos quando a portaria nº \n", "743/2007 a rebaixou ao cargo de auxiliar de cartório.\n", " 2.  De  início,  descabe  confundir  a  ausência  de  entrega \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12225031.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8\n", "Relatório\n", "ARE 976510 AGR / MG \n", "aperfeiçoada da prestação jurisdicional  com decisão contrária \n", "aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal \n", "não  pode  ser  tomada  como  uma  alavanca  para  alçar  a  este \n", "Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. \n", "A tentativa  acaba  por  se  fazer  voltada  à  transformação  do \n", "Supremo em mero  revisor  dos  pronunciamentos  dos  demais \n", "tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu \n", "a  julgamento  fundamentado  de  forma  consentânea  com  a \n", "ordem jurídica.\n", "No  mais,  a  recorribilidade  extraordinária  é  distinta \n", "daquela  revelada  por  simples  revisão  do  que  decidido,  na \n", "maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência \n", "– a apelação.  Atua-se em sede excepcional  à luz da moldura \n", "fática  delineada  soberanamente  pelo  Tribunal  de  origem, \n", "considerando-se  as  premissas  constantes  do  acórdão \n", "impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, \n", "devendo-se  ter  presente  o  verbete  nº  279  da  Súmula  do \n", "Supremo:\n", "Para  simples  reexame  de  prova  não  cabe  recurso \n", "extraordinário.\n", "O  Colegiado  de  origem  expressamente  consignou  estar \n", "correto  o  enquadramento  da  servidora,  porquanto  deve-se \n", "observar a função pública exercida em 1º de agosto de 1990, \n", "momento  em que  foi  instituído  o  regime jurídico  único  dos \n", "servidores  do  estado  de  Minas  Gerais.  As  razões  do \n", "extraordinário  partem  de  pressupostos  fáticos  estranhos  à \n", "decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos \n", "elementos  probatórios  para,  com  fundamento  em  quadro \n", "diverso, assentar a viabilidade do recurso.\n", "Da  leitura  do  acórdão  impugnado  mediante  o \n", "extraordinário depreende-se, a mais não poder, ter o Órgão de \n", "origem julgado o recurso a partir de interpretação conferida a \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12225031.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8\n", "Relatório\n", "ARE 976510 AGR / MG \n", "normas  locais.  Procedeu  à  interpretação  da  Lei  estadual  nº \n", "9.776/89 e da Constituição do Estado de Minas Gerais. Ora, a \n", "controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme \n", "sedimentado pela jurisprudência -  verbete nº 280 da Súmula: \n", "“Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” -, o \n", "acesso ao Supremo. Está-se diante de caso cujo desfecho final \n", "fica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça.\n", "3. Conheço do agravo e o desprovejo.\n", "4. Publiquem.\n", "Ana Cláudia Ferreira de Oliveira, em agravo interno, reafirma haver, \n", "no acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, vícios não \n", "apreciados na decisão agravada. Diz de supostas omissões e contradição \n", "no  exame  do  respectivo  enquadramento  no  quadro  de  servidores  do \n", "mencionado  Tribunal  de  Justiça,  considerada  data  de  ingresso, \n", "reposicionamentos,  progressões  ocorridas  e  regime  jurídico  a  que \n", "submetida. Defende a inaplicabilidade do verbete nº 279 da Súmula do \n", "Supremo  ao  caso.  Ressalta  já  terem  sido  delineados,  na  instância \n", "ordinária, os fatos necessários à apreciação do recurso. Assevera inexistir \n", "pretensão atinente à interpretação da lei e da Constituição do Estado de \n", "Minas  Gerais,  mas  apenas  o  enquadramento  normativo  dos  fatos \n", "assentados no tribunal de origem.\n", "Postula a reconsideração da decisão agravada e, sucessivamente, o \n", "acolhimento do pedido, pelo Colegiado, com a consequente apreciação do \n", "mérito do recurso.\n", "O Estado de Minas Gerais, nas contrarrazões, disse da correção da \n", "decisão  agravada.  Defende  que  o  acórdão  recorrido  encontra-se \n", "devidamente fundamentado, tendo sido decididas, a contento, todas as \n", "questões necessárias ao julgamento da demanda. \n", "É o relatório.\n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12225031.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8\n", "Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n", "25/10/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 976.510 MINAS \n", "GERAIS\n", "VOTO\n", "O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (RELATOR)  –  Na \n", "interposição  deste  agravo,  atendeu-se  aos  pressupostos  de \n", "recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador legalmente habilitado, \n", "foi protocolada no prazo legal. Conheço.\n", "Observem o  momento  da  formalização deste  agravo interno  para \n", "fins  de  incidência  da  norma  processual.  A  publicação  da  decisão \n", "mediante a qual desprovido o recurso é posterior a 18 de março de 2016, \n", "data  de  início  da  eficácia  do  Código  de  Processo  Civil,  sendo  a \n", "protocolação do agravo interno regida por esse diploma legal.\n", "O enquadramento dos fatos  à norma local,  defendido no recurso, \n", "demanda interpretação da Lei estadual nº 9.776/1989 e da Constituição do \n", "Estado de Minas Gerais,  a  demonstrar que o deslinde da controvérsia \n", "restringe-se  ao ângulo estritamente legal.  Está-se  diante  de conflito  de \n", "interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo \n", "ao  acesso  ao  Supremo,  conforme  sedimentado  pela  jurisprudência  – \n", "verbete nº 280 da Súmula do Supremo: “por ofensa a direito local não \n", "cabe recurso extraordinário.”\n", "Os demais argumentos recursais, atinentes às omissões e contradição \n", "no exame do enquadramento da agravante no quadro de servidores do \n", "mencionado  Tribunal  de  Justiça,  consideradas  data  de  ingresso, \n", "reposicionamentos,  progressões  ocorridas  e  regime  jurídico  a  que \n", "submetida, estão ligados à matéria fática. O Tribunal soberano na análise \n", "dos elementos probatórios assentou o acerto na classificação funcional da \n", "agravante. Por esse motivo, o extraordinário esbarra no verbete nº 279 da \n", "Súmula do Supremo, segundo o qual “para simples reexame de prova \n", "não cabe recurso extraordinário.”\n", "Em suma, tudo demonstra ser pretensão da agravante guindar a este \n", "Tribunal  matéria  que  não  se  enquadra  no  inciso  III  do  artigo  102  da \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12225032.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8\n", "Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n", "ARE 976510 AGR / MG \n", "Constituição Federal.\n", "Ante o quadro, conheço do agravo interno e o desprovejo. Deixo de \n", "majorar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de \n", "Processo  Civil  de  2015,  considerado o  arbitramento  de  referida  verba, \n", "pelo Tribunal local, em patamar superior ao limite de 20% do valor da \n", "causa.\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12225032.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8\n", "Extrato de Ata - 25/10/2016\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 976.510\n", "PROCED. : MINAS GERAIS\n", "RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n", "AGTE.(S) : ANA CLAUDIA FERREIRA DE OLIVEIRA CORREA\n", "ADV.(A/S) : LUIZ FERNANDO VALLADAO NOGUEIRA (47254/MG)\n", "ADV.(A/S) : CRISTIANO REIS GIULIANI (23257/DF, 74021/MG)\n", "ADV.(A/S) : DANNIEL DIAS JACOME REIS (31744/DF)\n", "AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS\n", "PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS\n", "Decisão: A Turma negou provimento ao agravo, sem fixação de \n", "honorários  recursais,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  Unânime. \n", "Presidência  do  Senhor  Ministro  Luís  Roberto  Barroso.  1ª  Turma, \n", "25.10.2016.\n", " \n", "Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes \n", "à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber \n", "e Edson Fachin. \n", "Subprocuradora-Geral  da  República,  Dra.  Cláudia  Sampaio \n", "Marques.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021384\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8\n" ], "numero" : "976510", "partes" : [ { "nome" : "MIN. MARCO AURÉLIO", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "ANA CLAUDIA FERREIRA DE OLIVEIRA CORREA", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "DANNIEL DIAS JACOME REIS", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "ESTADO DE MINAS GERAIS", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso  extraordinário  não  é  meio  próprio  ao  revolvimento  da  prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.HONORÁRIOS  ADVOCATÍCIOS.  É  vedado  ao  Tribunal  fixar honorários em patamar superior ao estabelecido nos parágrafos 2º e 3º do artigo 85 do Código de Processo Civil de 2015.", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. MARCO AURÉLIO", "texto" : "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 29 de junho de  2016, neguei provimento ao agravo, ante os seguintes argumentos:  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  –  LEGISLAÇÃO  LOCAL  –  INTERPRETAÇÃO – MATÉRIA FÁTICA –  AGRAVO DESPROVIDO.  1.  O  Tribunal  de  Justiça  do  Estado  de  Minas  Gerais  reformou o entendimento do Juízo quanto à  posicionamento de  servidora pública  estadual  no cargo de agente judiciário.  No  extraordinário  cujo  trânsito  pretende  alcançar,  a  recorrente  aponta a violação dos artigos 5º, inciso XXXVI e 93, inciso IX, da  Constituição Federal. Sustenta a nulidade do acórdão em razão  da  ausência  de  pronunciamento  a  respeito  das  questões  suscitadas. Alega a afronta ao ato jurídico perfeito, uma vez que  a  servidora  já  havia  sido  enquadrada  como  oficial  Judiciário/Escrevente há cerca de 15 anos quando a portaria nº  743/2007 a rebaixou ao cargo de auxiliar de cartório.   2.  De  início,  descabe  confundir  a  ausência  de  entrega     aperfeiçoada da prestação jurisdicional  com decisão contrária  aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal  não  pode  ser  tomada  como  uma  alavanca  para  alçar  a  este  Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem.  A tentativa  acaba  por  se  fazer  voltada  à  transformação  do  Supremo em mero  revisor  dos  pronunciamentos  dos  demais  tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu  a  julgamento  fundamentado  de  forma  consentânea  com  a  ordem jurídica.  No  mais,  a  recorribilidade  extraordinária  é  distinta  daquela  revelada  por  simples  revisão  do  que  decidido,  na  maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência  – a apelação.  Atua-se em sede excepcional  à luz da moldura  fática  delineada  soberanamente  pelo  Tribunal  de  origem,  considerando-se  as  premissas  constantes  do  acórdão  impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito,  devendo-se  ter  presente  o  verbete  nº  279  da  Súmula  do  Supremo:  Para  simples  reexame  de  prova  não  cabe  recurso  extraordinário.  O  Colegiado  de  origem  expressamente  consignou  estar  correto  o  enquadramento  da  servidora,  porquanto  deve-se  observar a função pública exercida em 1º de agosto de 1990,  momento  em que  foi  instituído  o  regime jurídico  único  dos  servidores  do  estado  de  Minas  Gerais.  As  razões  do  extraordinário  partem  de  pressupostos  fáticos  estranhos  à  decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos  elementos  probatórios  para,  com  fundamento  em  quadro  diverso, assentar a viabilidade do recurso.  Da  leitura  do  acórdão  impugnado  mediante  o  extraordinário depreende-se, a mais não poder, ter o Órgão de  origem julgado o recurso a partir de interpretação conferida a     normas  locais.  Procedeu  à  interpretação  da  Lei  estadual  nº  9.776/89 e da Constituição do Estado de Minas Gerais. Ora, a  controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme  sedimentado pela jurisprudência -  verbete nº 280 da Súmula:  “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” -, o  acesso ao Supremo. Está-se diante de caso cujo desfecho final  fica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça.  3. Conheço do agravo e o desprovejo.  4. Publiquem.  Ana Cláudia Ferreira de Oliveira, em agravo interno, reafirma haver,  no acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, vícios não  apreciados na decisão agravada. Diz de supostas omissões e contradição  no  exame  do  respectivo  enquadramento  no  quadro  de  servidores  do  mencionado  Tribunal  de  Justiça,  considerada  data  de  ingresso,  reposicionamentos,  progressões  ocorridas  e  regime  jurídico  a  que  submetida. Defende a inaplicabilidade do verbete nº 279 da Súmula do  Supremo  ao  caso.  Ressalta  já  terem  sido  delineados,  na  instância  ordinária, os fatos necessários à apreciação do recurso. Assevera inexistir  pretensão atinente à interpretação da lei e da Constituição do Estado de  Minas  Gerais,  mas  apenas  o  enquadramento  normativo  dos  fatos  assentados no tribunal de origem.  Postula a reconsideração da decisão agravada e, sucessivamente, o  acolhimento do pedido, pelo Colegiado, com a consequente apreciação do  mérito do recurso.  O Estado de Minas Gerais, nas contrarrazões, disse da correção da  decisão  agravada.  Defende  que  o  acórdão  recorrido  encontra-se  devidamente fundamentado, tendo sido decididas, a contento, todas as  questões necessárias ao julgamento da demanda.   É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   VOTO  O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (RELATOR)  –  Na  interposição  deste  agravo,  atendeu-se  aos  pressupostos  de  recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador legalmente habilitado,  foi protocolada no prazo legal. Conheço.  Observem o  momento  da  formalização deste  agravo interno  para  fins  de  incidência  da  norma  processual.  A  publicação  da  decisão  mediante a qual desprovido o recurso é posterior a 18 de março de 2016,  data  de  início  da  eficácia  do  Código  de  Processo  Civil,  sendo  a  protocolação do agravo interno regida por esse diploma legal.  O enquadramento dos fatos  à norma local,  defendido no recurso,  demanda interpretação da Lei estadual nº 9.776/1989 e da Constituição do  Estado de Minas Gerais,  a  demonstrar que o deslinde da controvérsia  restringe-se  ao ângulo estritamente legal.  Está-se  diante  de conflito  de  interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo  ao  acesso  ao  Supremo,  conforme  sedimentado  pela  jurisprudência  –  verbete nº 280 da Súmula do Supremo: “por ofensa a direito local não  cabe recurso extraordinário.”  Os demais argumentos recursais, atinentes às omissões e contradição  no exame do enquadramento da agravante no quadro de servidores do  mencionado  Tribunal  de  Justiça,  consideradas  data  de  ingresso,  reposicionamentos,  progressões  ocorridas  e  regime  jurídico  a  que  submetida, estão ligados à matéria fática. O Tribunal soberano na análise  dos elementos probatórios assentou o acerto na classificação funcional da  agravante. Por esse motivo, o extraordinário esbarra no verbete nº 279 da  Súmula do Supremo, segundo o qual “para simples reexame de prova  não cabe recurso extraordinário.”  Em suma, tudo demonstra ser pretensão da agravante guindar a este  Tribunal  matéria  que  não  se  enquadra  no  inciso  III  do  artigo  102  da     Constituição Federal. Ante o quadro, conheço do agravo interno e o desprovejo. Deixo de   majorar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de  Processo  Civil  de  2015,  considerado o  arbitramento  de  referida  verba,  pelo Tribunal local, em patamar superior ao limite de 20% do valor da  causa. ", "votante" : "MIN_MARCO_AURELIO" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac4b0d25122448875b7" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos,  relatados  e  discutidos  estes  autos,  acordam  os  Ministros  do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a   DJe 04/05/2012 Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de  julgamento  e  das  notas  taquigráficas,  por  unanimidade  de  votos,  em  negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora.  Brasília, 17 de abril de 2012.   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ROSA WEBER\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     GLOBO SERVICE LTDA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     FRANCISCO COUÑAGO CARREIRO\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     RAIMUNDO FERRREIRA LUIZ DA SILVA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     OCTÁVIO AUGUSTO CIRNE RODRIGUES DE\n    </p>\n    <p>\n     MIRANDA\n    </p>\n    <p>\n     EMENTA\nDIREITO  DO  TRABALHO.  MATÉRIA CONSTITUCIONAL NÃO\n    </p>\n    <p>\n     PREQUESTIONADA.  ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS  PRINCÍPIOS \nDA  AMPLA  DEFESA,  DO  CONTRADITÓRIO  E  DO  DEVIDO \nPROCESSO LEGAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME \nINCABÍVEL  NO  ÂMBITO  DO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO. \nJULGAMENTO  CONTRÁRIO  AOS  INTERESSES  DA  PARTE. \nNEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA.\n    </p>\n    <p>\n     Questão  constitucional  não  levada  ao  conhecimento  da  Corte  de \norigem no momento processual oportuno. Aplicação da Súmula 282/STF: \né inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão \nrecorrida, a questão federal suscitada.\n    </p>\n    <p>\n     Impossibilidade  de  exame  em  recurso  extraordinário  de  alegada \nviolação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional.\n    </p>\n    <p>\n     A  simples  contrariedade  da  parte  não  configura  negativa  de \nprestação jurisdicional.\n    </p>\n    <p>\n     Agravo regimental conhecido e não provido.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos,  relatados  e  discutidos  estes  autos,  acordam  os \nMinistros  do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1934488.\n    </p>\n    <p>\n     DJe 04/05/2012\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AI 812.561 AGR / BA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de \njulgamento  e  das  notas  taquigráficas,  por  unanimidade  de  votos,  em \nnegar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 17 de abril de 2012.\n    </p>\n    <p>\n     Ministra Rosa Weber\nRelatora\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1934488.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      17/04/2012 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.561 BAHIA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATORA : MIN. ROSA WEBER\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     GLOBO SERVICE LTDA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     FRANCISCO COUÑAGO CARREIRO\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     RAIMUNDO FERRREIRA LUIZ DA SILVA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     OCTÁVIO AUGUSTO CIRNE RODRIGUES DE\n    </p>\n    <p>\n     MIRANDA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATÓRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A  Senhora  Ministra  Rosa  Weber  (Relatora):\n     </b>\n     Contra  a  decisão \nproferida pela eminente Ministra Ellen Gracie (fls. 112-113), pela qual foi \nnegado  seguimento  ao  agravo  de  instrumento  por  tratar  de  matéria \ninfraconstitucional, por ausência de prequestionamento e em decorrência \nde que a contrariedade da parte com a decisão recorrida não é suficiente \npara  caracterizar  a  negativa  de  prestação  jurisdicional,  maneja  agravo \nregimental  Globo Service Ltda.\n    </p>\n    <p>\n     Reitera a agravante as razões do recurso extraordinário.\n     <b>\n      É o relatório.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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Trata-se  de  agravo  de  instrumento  de  decisão  que  \ninadmitiu recurso extraordinário.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Nas  razões  do  RE,  sustenta-se  ofensa  aos  arts.  5º,  \nXXXV, LIV, LV, 37, caput, 93, IX, e 133 da Constituição Federal.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      2. Não se encontram prequestionados os arts. 37, caput, e  \n133  da  Constituição  Federal,  dados  como  violados,  porque  não  \nabordados pelo acórdão recorrido, tampouco suscitados nos embargos  \nde declaração a ele opostos (Súmulas STF nºs 282 e 356). É pacífica,  \nneste  Tribunal,  a  orientação  de  que  o  apelo  extremo  possui  como  \nrequisito necessário à sua admissão o pronunciamento explícito sobre  \na controvérsia objeto do recurso, sob pena de supressão da instância\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      inferior (AI 318.142-AgR, rel. Min. Maurício Corrêa, 2a Turma, DJ\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      28.9.2001, e AI 335.182-AgR, rel. Min. Moreira Alves, 1a Turma, DJ  \n31.10.2001).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      3. No  que  se  refere  à  ofensa  ao  art.  5º,  LIV  e  LV,  da  \nConstituição, este Tribunal entendeu que, em regra, as alegações de  \ndesrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da  \nampla  defesa  e  do  contraditório,  se  existentes,  seriam  meramente  \nreflexas  ou  indiretas,  cujo  exame  se  mostra  inviável  nesta  sede  \nrecursal. Nesse sentido, o AI 372.358-AgR, rel. Min. Celso de Mello,  \n2ª Turma, DJ 28.6.2002.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      4. Em  relação  à  alegada  contrariedade  ao  disposto  nos  \narts. 5º, XXXV, e 93, IX, da Constituição Federal, a jurisprudência  \ndesta Corte também firmou-se no sentido de que o fato de a decisão ter  \nsido  contrária  aos  interesses  da  parte  não  caracteriza  violação  aos  \ndispositivos  constitucionais  apontados.  Nesse  sentido,  AI  662.319-\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1934517.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AI 812.561 AGR / BA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      AgR, rel.  Min. Ricardo Lewandowski,  1ª Turma, DJe 5.3.2009; AI  \n682.065-AgR, rel.  Min. Eros Grau, 2ª Turma,  DJe 3.4.2008; entre  \noutros julgados.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      5. Ante o exposto,\n      <b>\n       nego seguimento\n      </b>\n      ao agravo”.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     A decisão ora recorrida negou seguimento ao agravo de decisão que \nnão  admitiu  o  processamento  do  recurso  extraordinário.  Este  foi \ninterposto por Globo Service Ltda, contra acórdão do Tribunal Superior \ndo Trabalho, com a seguinte fundamentação (fls. 35-38):\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Na minuta do agravo aborda-se a preliminar de negativa de  \nprestação  jurisdicional,  a  multa  aplicada  em  sede  de  embargos  \ndeclaratórios e a violação perpetrada aos princípios constitucionais do  \ndevido processo legal e do contraditório, quanto ao fato de o Regional  \nnão  ter  permitido  ao  agravante  o  oferecimento  dos  embargos  à  \nexecução.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      A irresignação ali delineada não se presta, contudo, a infirmar  \nos  sólidos  fundamentos  jurídico-factuais  invocados  pela  douta  \nAutoridade local, pelo que se mostra forçoso e apropriado os invocar  \ncomo  razões  de  decidir  para  negar  provimento  ao  agravo  de  \ninstrumento.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      […]\n Assim, bem consignado no despacho agravado que a matéria foi\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      devidamente  enfrentada  pelo  Colegiado  de  origem,  o  qual,  embora  \ncontrário  aos  interesses  da  parte,  indicou  os  motivos  do  seu  \nconvencimento  e  os  fundamentos  jurídicos  de  sua  decisão,  não  \nhavendo mácula a ensejar a pretendida nulidade, razão pela qual se  \ndescarta  a  indicada  violação  ao  dispositivo  constitucional  indicado  \n(art. 93, inc. IX, da Lei Maior).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Do exposto,  nego provimento  ao agravo de instrumento”.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     No  julgamento  dos  embargos  de  declaração  opostos  pela  ora \nagravante ficou consignado (fls. 95-96):\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Surpreende a omissão atribuída ao acórdão embargado,  na  \nmedida em que o compulsando percebe-se ter sido superlativamente\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AI 812.561 AGR / BA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      explícito ao adotar como razões de decidir, para negar provimento ao  \nagravo  de  instrumento  da  embargante,  os  sólidos  fundamentos  \njurídico-factuais  invocados  no  despacho  agravado,  insuscetíveis  de  \nserem infirmados pela irresignação delineada na minuta do recurso.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Equivale  a  dizer  que  o  acórdão  embargado  contém  \nfundamentação pertinente às razões alinhavadas na minuta do agravo,  \ntendo  este  relator  optado  pela  transcrição  dos  fundamentos  do  \ndespacho  agravado,  em  razão  de  eles  se  identificarem  por  sua  \nconsistência  jurídico-factual,  não  se  divisando  nessa  atitude  a  \navantajada denúncia de negativa de prestação jurisdicional, à guisa de  \nviolação do art. 93, IX, da Constituição, visto que, ao fim e ao cabo, a  \norientação ali imprimida acha-se em sintonia com a norma do art. 5º,  \nLXXVIII, da Constituição.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      De qualquer sorte, não se furta este magistrado de acolher os  \nembargos  de  declaração  para  salientar  o  fato  de  que  o  recurso  de  \nrevista efetivamente não merecia ser processado, tendo em vista que na  \nminuta do agravo, que delimita a atividade cognitiva do Tribunal, a  \nembargante não logrou em desconstituir  a  decisão agravada.  Daí  a  \nconclusão  exarada  na  decisão  embargada  em  manter  o  despacho  \nagravado.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Diz a  embargante  que o  acórdão  embargado está  eivado de  \nomissão,  porquanto  alega  que  o  desrespeito  à  norma  processual  \nprovoca lesão ao art. 5º, XXXV e LV, da Carta Política.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Compulsando os autos, verifica-se que os questionamentos em  \ntorno da aplicação da invocação do art. 5º, incisos XXXV e LV, da  \nCarta Política e demais teses jurídicas suscitadas nos embargos são  \nimpertinentes.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Convém  esclarecer,  por  oportuno,  que  o  propósito  de  obter  \nprequestionamento  não  constitui  pressuposto  dos  embargos  de  \ndeclaração,  regidos  pelos  vícios  do  art.  535  do  CPC.  O intuito  de  \nprequestionar  a  matéria  deve  advir  da  constatação,  na  decisão  \nembargada, de alguns desses vícios no tocante às matérias levantadas  \nno recurso,  pois,  não sendo assim, passariam os declaratórios a ter  \nabsurda feição de embargos infringentes do julgado.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Com  efeito,  a  matéria  foi  devidamente  analisada  por  este  \nTribunal,  o  qual  adotou  os  fundamentos  do  despacho  agravado,  os\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AI 812.561 AGR / BA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      quais  explicitam os  motivos  que  o  levaram a  descartar  a  indicada  \nviolação ao art. 5º, XXXV e LV, da Constituição Federal.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      […]\nDo exposto,  acolhem-se  os embargos de declaração para fins de\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      esclarecimento, sem imprimir efeito modificativo no julgado”.\n     </i>\n     No citado recurso extraordinário foi alegada violação dos artigos 5º,\n    </p>\n    <p>\n     XXXV,  LIV,  LV,  37,  caput,  93,  IX,  e  133,  da  Constituição  Federal,  nos \nseguintes termos (fls. 47-170):\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “A  ilegalidade  perpetrada  não  se  finda  neste  átimo,  pois  o  \n‘decisum’  promovido  pelo  Juízo  ‘a  quo’  somente  foi  publicado  no  \nDiário  Oficial  em  sua  edição  do  dia  14/12/2006,  portanto,  \nposteriormente  ao  resgate  judicial  realizado  pelo  Patrono  dos  \nRECORRIDOS,  haja  vista  que  este  ocorrera  um dia  antes  da  sua  \npublicação oficial. É, todavia, atentatório aos princípios balizadores da  \nConstituição Federal o indigitado ato jurídico praticado, notadamente  \nem  face  do  menoscabo  à  publicidade  dos  comandos  públicos,  \nmerecedor,  inclusive,  do  mais  amplo  repúdio  daqueles  incansáveis  \nCenturiões,  como  V.  Exas.,  promotores  do  resgate  não  somente  da  \nverdadeira Justiça, mas antes de tudo da plena sabedoria.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Irresignada  quanto  ao  ocorrido,  a  RECORRENTE  provocou  \nmanifestação do eminente Magistrado, através de petição adicional aos  \nautos,  enfatizando  o  atentado  da  decisão  frente  ao  devido  processo  \nlegal e à ampla defesa assegurados na Cártula Magna, requerendo a  \nsua nulidade processual, além de que fosse determinada a restituição  \nimediata da expressão monetária sacada pelos  RECORRIDOS, sem  \ndeixar  de  reiterar  o  endereço  dos  bens  a  ser  objeto  de  penhora,  \ndemonstrando o seu interesse cabal no prosseguimento da execução.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      […]\nO julgamento dos EMBARGOS DE DECLARAÇÃO opostos,\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      gênese ao mundo jurídico do Acórdão nº 5408/08, publicado no Diário  \nda Justiça do Trabalho em 25 de Março de 2008, é NULO de pleno  \nDireito,  por  malferir  o  devido  processo  legal,  especificamente  o  \ncontraditório e à ampla defesa garantida ao jurisdicionado pela Carta  \nPolítica de 1988, bem como alijar a presença do advogado, em afronta\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1934517.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AI 812.561 AGR / BA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      à sua imprescindível participação para a promoção da Justiça, como  \ncomanda o art. 133 da Cártula Mor supra reproduzido”.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Nada colhe a agravante. \nQuanto  à  alegada  violação  dos  artigos  37,\n     <i>\n      caput\n     </i>\n     ,  e  133,  da\n    </p>\n    <p>\n     Constituição Federal, a decisão agravada baseou-se na jurisprudência do \nSupremo  Tribunal  Federal  no  sentido  de  que  é  necessário  o \npronunciamento  do  Tribunal\n     <i>\n      a  quo\n     </i>\n     sobre  a  questão  constitucional \ndebatida no recurso extraordinário, sob pena de incidência das Súmulas \n282 e 356, desta Corte, que estabelecem, respectivamente:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      É  inadmissível  o  recurso  extraordinário,  quando  não  \nventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada.\n     </i>\n     ”\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      O ponto omisso  da  decisão,  sobre  o  qual  não  foram opostos  \nembargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário,  \npor faltar o requisito do  prequestionamento.\n     </i>\n     ”\n    </p>\n    <p>\n     Nesse sentido, vejam-se o RE 649.825-AgR, 2ª Turma, rel. Min. Celso \nde Mello, DJe 03.10.2011; o RE 650.490-AgR,  2ª Turma, rel. Min. Joaquim \nBarbosa,  DJe  23.02.2012;  o  AI  766.801-AgR,  2ª  Turma,  rel.  Min.  Ayres \nBritto, DJe 22.02.2012; o AI 775.758-ED-AgR, 1ª Turma, rel.  Min. Marco \nAurélio,  DJe  28.02.2012;  o  RE  660.186-AgR,  1ª  Turma,  rel.  Min.  Dias \nToffoli, DJe 14.02.2012; e o RE 600.233-AgR, 1ª Turma, rel. Min. Cármen \nLúcia, DJe 02.3.2012.\n    </p>\n    <p>\n     Ademais,  conforme se  asseverou na  decisão  agravada,  o  acórdão \nrecorrido encontra-se devidamente fundamentado, apesar de contrário ao \ninteresse da parte. Não se vislumbra violação dos artigos 5º, XXXV, e 93, \nIX, da Constituição.\n    </p>\n    <p>\n     Segundo  o  entendimento  desta  Corte,  o  que  os  dispositivos \nconstitucionais exigem é que “\n     <i>\n      o acórdão ou decisão  sejam fundamentados,  \nainda que sucintamente,  sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de  \ncada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da  \ndecisão  [...]\n     </i>\n     ”  (AI  791.292-QO,  Pleno,  rel.  Min.  Gilmar  Mendes,  DJe\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1934517.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AI 812.561 AGR / BA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     12.8.2010). E também é pacífico o entendimento de que\n     <i>\n      “descabe confundir  \nausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma  \ncontrária aos interesses do recorrente”\n     </i>\n     (AI 786.999-AgR, 1ª Turma, rel. Min. \nMarco Aurélio, DJe 16.02.2012).\n    </p>\n    <p>\n     Ainda sobre os temas, cito o ARE 649.057-AgR, 2ª Turma, rel. Min. \nRicardo  Lewandowski,  DJe  16.11.2011;  AI  442.113-AgR,  1ª  Turma,  rel. \nMin.  Cármen Lúcia,  DJe 05.02.2010 e o AI 696.044-AgR,  2ª  Turma,  rel. \nMin. Joaquim Barbosa, DJe 28.4.2011.\n    </p>\n    <p>\n     Por fim, a decisão agravada baseou-se na jurisprudência do Supremo \nTribunal  Federal  no  sentido  de,  em  regra,  ser  incabível  recurso \nextraordinário  para  tratar  de  matéria  referente  aos  postulados  da \nlegalidade, do direito adquirido, do ato jurídico perfeito, da coisa julgada, \ndo  devido  processo  legal,  do  contraditório  e  da  ampla  defesa,  pois  a \nofensa, acaso existente, seria meramente reflexa ou indireta. Vejam-se o \nAI 372.358-AgR, 2ª Turma, rel. Min. Celso de Mello, DJ 28.6.2002; o RE \n563.816-AgR,   2ª  Turma,  rel.  Min.  Ellen Gracie,  DJe 26.11.2010;  e  o  AI \n323.323-AgR, 1ª Turma, rel. Min. Dias Toffoli, DJe 19.9.2011.\n    </p>\n    <p>\n     Agravo regimental\n     <b>\n      conhecido\n     </b>\n     e\n     <b>\n      não provido\n     </b>\n     .\n     <b>\n      É como voto\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1934517.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Decisão de Julgamento\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.561\n     </b>\n     PROCED. : BAHIA\n     <b>\n      RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n     </b>\n     AGTE.(S) : GLOBO SERVICE LTDA\nADV.(A/S) : FRANCISCO COUÑAGO CARREIRO\nAGDO.(A/S) : RAIMUNDO FERRREIRA LUIZ DA SILVA\nADV.(A/S) : OCTÁVIO AUGUSTO CIRNE RODRIGUES DE MIRANDA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \ntermos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, a \nSenhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias \nToffoli. 1ª Turma, 17.4.2012.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência  do  Senhor  Ministro  Dias  Toffoli.  Presentes  à \nSessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber. \nAusente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocuradora-Geral  da  República,  Drª.  Cláudia  Sampaio \nMarques.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nCoordenadora\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1951595\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "17/04/2012 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.561 BAHIA\n", "RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n", "AGTE.(S) :GLOBO SERVICE LTDA \n", "ADV.(A/S) :FRANCISCO COUÑAGO CARREIRO \n", "AGDO.(A/S) :RAIMUNDO FERRREIRA LUIZ DA SILVA \n", "ADV.(A/S) :OCTÁVIO AUGUSTO CIRNE RODRIGUES DE \n", "MIRANDA \n", "EMENTA\n", "DIREITO  DO  TRABALHO.  MATÉRIA CONSTITUCIONAL NÃO \n", "PREQUESTIONADA.  ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS  PRINCÍPIOS \n", "DA  AMPLA  DEFESA,  DO  CONTRADITÓRIO  E  DO  DEVIDO \n", "PROCESSO LEGAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME \n", "INCABÍVEL  NO  ÂMBITO  DO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO. \n", "JULGAMENTO  CONTRÁRIO  AOS  INTERESSES  DA  PARTE. \n", "NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. \n", "Questão  constitucional  não  levada  ao  conhecimento  da  Corte  de \n", "origem no momento processual oportuno. Aplicação da Súmula 282/STF: \n", "é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão \n", "recorrida, a questão federal suscitada. \n", "Impossibilidade  de  exame  em  recurso  extraordinário  de  alegada \n", "violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. \n", "A  simples  contrariedade  da  parte  não  configura  negativa  de \n", "prestação jurisdicional. \n", "Agravo regimental conhecido e não provido.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos,  relatados  e  discutidos  estes  autos,  acordam  os \n", "Ministros  do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1934488.\n", "DJe 04/05/2012\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10\n", "Ementa e Acórdão\n", "AI 812.561 AGR / BA \n", "Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de \n", "julgamento  e  das  notas  taquigráficas,  por  unanimidade  de  votos,  em \n", "negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora.\n", "Brasília, 17 de abril de 2012. \n", "Ministra Rosa Weber\n", "Relatora\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1934488.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10\n", "Relatório\n", "17/04/2012 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.561 BAHIA\n", "RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n", "AGTE.(S) :GLOBO SERVICE LTDA \n", "ADV.(A/S) :FRANCISCO COUÑAGO CARREIRO \n", "AGDO.(A/S) :RAIMUNDO FERRREIRA LUIZ DA SILVA \n", "ADV.(A/S) :OCTÁVIO AUGUSTO CIRNE RODRIGUES DE \n", "MIRANDA \n", "RELATÓRIO\n", "A  Senhora  Ministra  Rosa  Weber  (Relatora): Contra  a  decisão \n", "proferida pela eminente Ministra Ellen Gracie (fls. 112-113), pela qual foi \n", "negado  seguimento  ao  agravo  de  instrumento  por  tratar  de  matéria \n", "infraconstitucional, por ausência de prequestionamento e em decorrência \n", "de que a contrariedade da parte com a decisão recorrida não é suficiente \n", "para  caracterizar  a  negativa  de  prestação  jurisdicional,  maneja  agravo \n", "regimental  Globo Service Ltda.\n", "Reitera a agravante as razões do recurso extraordinário.\n", "É o relatório.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1934516.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "17/04/2012 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.561 BAHIA\n", "VOTO\n", "A  Senhora  Ministra  Rosa  Weber  –  (Relatora):  Preenchidos  os \n", "pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame de mérito.\n", "Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo regimental (fls. \n", "112-113): \n", "“1. Trata-se  de  agravo  de  instrumento  de  decisão  que  \n", "inadmitiu recurso extraordinário. \n", "Nas  razões  do  RE,  sustenta-se  ofensa  aos  arts.  5º,  \n", "XXXV, LIV, LV, 37, caput, 93, IX, e 133 da Constituição Federal.\n", "2. Não se encontram prequestionados os arts. 37, caput, e  \n", "133  da  Constituição  Federal,  dados  como  violados,  porque  não  \n", "abordados pelo acórdão recorrido, tampouco suscitados nos embargos  \n", "de declaração a ele opostos (Súmulas STF nºs 282 e 356). É pacífica,  \n", "neste  Tribunal,  a  orientação  de  que  o  apelo  extremo  possui  como  \n", "requisito necessário à sua admissão o pronunciamento explícito sobre  \n", "a controvérsia objeto do recurso, sob pena de supressão da instância  \n", "inferior (AI 318.142-AgR, rel. Min. Maurício Corrêa, 2a Turma, DJ  \n", "28.9.2001, e AI 335.182-AgR, rel. Min. Moreira Alves, 1a Turma, DJ  \n", "31.10.2001).\n", "3. No  que  se  refere  à  ofensa  ao  art.  5º,  LIV  e  LV,  da  \n", "Constituição, este Tribunal entendeu que, em regra, as alegações de  \n", "desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da  \n", "ampla  defesa  e  do  contraditório,  se  existentes,  seriam  meramente  \n", "reflexas  ou  indiretas,  cujo  exame  se  mostra  inviável  nesta  sede  \n", "recursal. Nesse sentido, o AI 372.358-AgR, rel. Min. Celso de Mello,  \n", "2ª Turma, DJ 28.6.2002.\n", "4. Em  relação  à  alegada  contrariedade  ao  disposto  nos  \n", "arts. 5º, XXXV, e 93, IX, da Constituição Federal, a jurisprudência  \n", "desta Corte também firmou-se no sentido de que o fato de a decisão ter  \n", "sido  contrária  aos  interesses  da  parte  não  caracteriza  violação  aos  \n", "dispositivos  constitucionais  apontados.  Nesse  sentido,  AI  662.319-\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1934517.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "AI 812.561 AGR / BA \n", "AgR, rel.  Min. Ricardo Lewandowski,  1ª Turma, DJe 5.3.2009; AI  \n", "682.065-AgR, rel.  Min. Eros Grau, 2ª Turma,  DJe 3.4.2008; entre  \n", "outros julgados.\n", "5. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo”.\n", "A decisão ora recorrida negou seguimento ao agravo de decisão que \n", "não  admitiu  o  processamento  do  recurso  extraordinário.  Este  foi \n", "interposto por Globo Service Ltda, contra acórdão do Tribunal Superior \n", "do Trabalho, com a seguinte fundamentação (fls. 35-38):\n", " “Na minuta do agravo aborda-se a preliminar de negativa de  \n", "prestação  jurisdicional,  a  multa  aplicada  em  sede  de  embargos  \n", "declaratórios e a violação perpetrada aos princípios constitucionais do  \n", "devido processo legal e do contraditório, quanto ao fato de o Regional  \n", "não  ter  permitido  ao  agravante  o  oferecimento  dos  embargos  à  \n", "execução.\n", " A irresignação ali delineada não se presta, contudo, a infirmar  \n", "os  sólidos  fundamentos  jurídico-factuais  invocados  pela  douta  \n", "Autoridade local, pelo que se mostra forçoso e apropriado os invocar  \n", "como  razões  de  decidir  para  negar  provimento  ao  agravo  de  \n", "instrumento.\n", "[…]\n", " Assim, bem consignado no despacho agravado que a matéria foi  \n", "devidamente  enfrentada  pelo  Colegiado  de  origem,  o  qual,  embora  \n", "contrário  aos  interesses  da  parte,  indicou  os  motivos  do  seu  \n", "convencimento  e  os  fundamentos  jurídicos  de  sua  decisão,  não  \n", "havendo mácula a ensejar a pretendida nulidade, razão pela qual se  \n", "descarta  a  indicada  violação  ao  dispositivo  constitucional  indicado  \n", "(art. 93, inc. IX, da Lei Maior).\n", "  Do exposto,  nego provimento  ao agravo de instrumento”.\n", "No  julgamento  dos  embargos  de  declaração  opostos  pela  ora \n", "agravante ficou consignado (fls. 95-96):\n", "  “Surpreende a omissão atribuída ao acórdão embargado,  na  \n", "medida em que o compulsando percebe-se ter sido superlativamente  \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1934517.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "AI 812.561 AGR / BA \n", "explícito ao adotar como razões de decidir, para negar provimento ao  \n", "agravo  de  instrumento  da  embargante,  os  sólidos  fundamentos  \n", "jurídico-factuais  invocados  no  despacho  agravado,  insuscetíveis  de  \n", "serem infirmados pela irresignação delineada na minuta do recurso.\n", " Equivale  a  dizer  que  o  acórdão  embargado  contém  \n", "fundamentação pertinente às razões alinhavadas na minuta do agravo,  \n", "tendo  este  relator  optado  pela  transcrição  dos  fundamentos  do  \n", "despacho  agravado,  em  razão  de  eles  se  identificarem  por  sua  \n", "consistência  jurídico-factual,  não  se  divisando  nessa  atitude  a  \n", "avantajada denúncia de negativa de prestação jurisdicional, à guisa de  \n", "violação do art. 93, IX, da Constituição, visto que, ao fim e ao cabo, a  \n", "orientação ali imprimida acha-se em sintonia com a norma do art. 5º,  \n", "LXXVIII, da Constituição.\n", "  De qualquer sorte, não se furta este magistrado de acolher os  \n", "embargos  de  declaração  para  salientar  o  fato  de  que  o  recurso  de  \n", "revista efetivamente não merecia ser processado, tendo em vista que na  \n", "minuta do agravo, que delimita a atividade cognitiva do Tribunal, a  \n", "embargante não logrou em desconstituir  a  decisão agravada.  Daí  a  \n", "conclusão  exarada  na  decisão  embargada  em  manter  o  despacho  \n", "agravado.\n", "  Diz a  embargante  que o  acórdão  embargado está  eivado de  \n", "omissão,  porquanto  alega  que  o  desrespeito  à  norma  processual  \n", "provoca lesão ao art. 5º, XXXV e LV, da Carta Política.\n", " Compulsando os autos, verifica-se que os questionamentos em  \n", "torno da aplicação da invocação do art. 5º, incisos XXXV e LV, da  \n", "Carta Política e demais teses jurídicas suscitadas nos embargos são  \n", "impertinentes.\n", " Convém  esclarecer,  por  oportuno,  que  o  propósito  de  obter  \n", "prequestionamento  não  constitui  pressuposto  dos  embargos  de  \n", "declaração,  regidos  pelos  vícios  do  art.  535  do  CPC.  O intuito  de  \n", "prequestionar  a  matéria  deve  advir  da  constatação,  na  decisão  \n", "embargada, de alguns desses vícios no tocante às matérias levantadas  \n", "no recurso,  pois,  não sendo assim, passariam os declaratórios a ter  \n", "absurda feição de embargos infringentes do julgado.\n", " Com  efeito,  a  matéria  foi  devidamente  analisada  por  este  \n", "Tribunal,  o  qual  adotou  os  fundamentos  do  despacho  agravado,  os  \n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1934517.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "AI 812.561 AGR / BA \n", "quais  explicitam os  motivos  que  o  levaram a  descartar  a  indicada  \n", "violação ao art. 5º, XXXV e LV, da Constituição Federal.\n", "[…]\n", "Do exposto,  acolhem-se  os embargos de declaração para fins de  \n", "esclarecimento, sem imprimir efeito modificativo no julgado”.\n", " \n", "No citado recurso extraordinário foi alegada violação dos artigos 5º, \n", "XXXV,  LIV,  LV,  37,  caput,  93,  IX,  e  133,  da  Constituição  Federal,  nos \n", "seguintes termos (fls. 47-170):\n", "“A  ilegalidade  perpetrada  não  se  finda  neste  átimo,  pois  o  \n", "‘decisum’  promovido  pelo  Juízo  ‘a  quo’  somente  foi  publicado  no  \n", "Diário  Oficial  em  sua  edição  do  dia  14/12/2006,  portanto,  \n", "posteriormente  ao  resgate  judicial  realizado  pelo  Patrono  dos  \n", "RECORRIDOS,  haja  vista  que  este  ocorrera  um dia  antes  da  sua  \n", "publicação oficial. É, todavia, atentatório aos princípios balizadores da  \n", "Constituição Federal o indigitado ato jurídico praticado, notadamente  \n", "em  face  do  menoscabo  à  publicidade  dos  comandos  públicos,  \n", "merecedor,  inclusive,  do  mais  amplo  repúdio  daqueles  incansáveis  \n", "Centuriões,  como  V.  Exas.,  promotores  do  resgate  não  somente  da  \n", "verdadeira Justiça, mas antes de tudo da plena sabedoria.\n", "Irresignada  quanto  ao  ocorrido,  a  RECORRENTE  provocou  \n", "manifestação do eminente Magistrado, através de petição adicional aos  \n", "autos,  enfatizando  o  atentado  da  decisão  frente  ao  devido  processo  \n", "legal e à ampla defesa assegurados na Cártula Magna, requerendo a  \n", "sua nulidade processual, além de que fosse determinada a restituição  \n", "imediata da expressão monetária sacada pelos  RECORRIDOS, sem  \n", "deixar  de  reiterar  o  endereço  dos  bens  a  ser  objeto  de  penhora,  \n", "demonstrando o seu interesse cabal no prosseguimento da execução.\n", "[…]\n", "O julgamento dos EMBARGOS DE DECLARAÇÃO opostos,  \n", "gênese ao mundo jurídico do Acórdão nº 5408/08, publicado no Diário  \n", "da Justiça do Trabalho em 25 de Março de 2008, é NULO de pleno  \n", "Direito,  por  malferir  o  devido  processo  legal,  especificamente  o  \n", "contraditório e à ampla defesa garantida ao jurisdicionado pela Carta  \n", "Política de 1988, bem como alijar a presença do advogado, em afronta  \n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1934517.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "AI 812.561 AGR / BA \n", "à sua imprescindível participação para a promoção da Justiça, como  \n", "comanda o art. 133 da Cártula Mor supra reproduzido”.\n", "Nada colhe a agravante. \n", "Quanto  à  alegada  violação  dos  artigos  37,  caput,  e  133,  da \n", "Constituição Federal, a decisão agravada baseou-se na jurisprudência do \n", "Supremo  Tribunal  Federal  no  sentido  de  que  é  necessário  o \n", "pronunciamento  do  Tribunal  a  quo sobre  a  questão  constitucional \n", "debatida no recurso extraordinário, sob pena de incidência das Súmulas \n", "282 e 356, desta Corte, que estabelecem, respectivamente:\n", " “É  inadmissível  o  recurso  extraordinário,  quando  não  \n", "ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada.”\n", "“O ponto omisso  da  decisão,  sobre  o  qual  não  foram opostos  \n", "embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário,  \n", "por faltar o requisito do  prequestionamento.”\n", "Nesse sentido, vejam-se o RE 649.825-AgR, 2ª Turma, rel. Min. Celso \n", "de Mello, DJe 03.10.2011; o RE 650.490-AgR,  2ª Turma, rel. Min. Joaquim \n", "Barbosa,  DJe  23.02.2012;  o  AI  766.801-AgR,  2ª  Turma,  rel.  Min.  Ayres \n", "Britto, DJe 22.02.2012; o AI 775.758-ED-AgR, 1ª Turma, rel.  Min. Marco \n", "Aurélio,  DJe  28.02.2012;  o  RE  660.186-AgR,  1ª  Turma,  rel.  Min.  Dias \n", "Toffoli, DJe 14.02.2012; e o RE 600.233-AgR, 1ª Turma, rel. Min. Cármen \n", "Lúcia, DJe 02.3.2012.\n", "Ademais,  conforme se  asseverou na  decisão  agravada,  o  acórdão \n", "recorrido encontra-se devidamente fundamentado, apesar de contrário ao \n", "interesse da parte. Não se vislumbra violação dos artigos 5º, XXXV, e 93, \n", "IX, da Constituição. \n", "Segundo  o  entendimento  desta  Corte,  o  que  os  dispositivos \n", "constitucionais exigem é que “o acórdão ou decisão  sejam fundamentados,  \n", "ainda que sucintamente,  sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de  \n", "cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da  \n", "decisão  [...]”  (AI  791.292-QO,  Pleno,  rel.  Min.  Gilmar  Mendes,  DJe \n", "5 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1934517.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "AI 812.561 AGR / BA \n", "12.8.2010). E também é pacífico o entendimento de que “descabe confundir  \n", "ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma  \n", "contrária aos interesses do recorrente” (AI 786.999-AgR, 1ª Turma, rel. Min. \n", "Marco Aurélio, DJe 16.02.2012).\n", "Ainda sobre os temas, cito o ARE 649.057-AgR, 2ª Turma, rel. Min. \n", "Ricardo  Lewandowski,  DJe  16.11.2011;  AI  442.113-AgR,  1ª  Turma,  rel. \n", "Min.  Cármen Lúcia,  DJe 05.02.2010 e o AI 696.044-AgR,  2ª  Turma,  rel. \n", "Min. Joaquim Barbosa, DJe 28.4.2011. \n", "Por fim, a decisão agravada baseou-se na jurisprudência do Supremo \n", "Tribunal  Federal  no  sentido  de,  em  regra,  ser  incabível  recurso \n", "extraordinário  para  tratar  de  matéria  referente  aos  postulados  da \n", "legalidade, do direito adquirido, do ato jurídico perfeito, da coisa julgada, \n", "do  devido  processo  legal,  do  contraditório  e  da  ampla  defesa,  pois  a \n", "ofensa, acaso existente, seria meramente reflexa ou indireta. Vejam-se o \n", "AI 372.358-AgR, 2ª Turma, rel. Min. Celso de Mello, DJ 28.6.2002; o RE \n", "563.816-AgR,   2ª  Turma,  rel.  Min.  Ellen Gracie,  DJe 26.11.2010;  e  o  AI \n", "323.323-AgR, 1ª Turma, rel. Min. Dias Toffoli, DJe 19.9.2011.\n", "Agravo regimental conhecido e não provido.\n", "É como voto.\n", "6 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1934517.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10\n", "Decisão de Julgamento\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.561\n", "PROCED. : BAHIA\n", "RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n", "AGTE.(S) : GLOBO SERVICE LTDA\n", "ADV.(A/S) : FRANCISCO COUÑAGO CARREIRO\n", "AGDO.(A/S) : RAIMUNDO FERRREIRA LUIZ DA SILVA\n", "ADV.(A/S) : OCTÁVIO AUGUSTO CIRNE RODRIGUES DE MIRANDA\n", "Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \n", "termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, a \n", "Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias \n", "Toffoli. 1ª Turma, 17.4.2012.\n", "Presidência  do  Senhor  Ministro  Dias  Toffoli.  Presentes  à \n", "Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber. \n", "Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.\n", "Subprocuradora-Geral  da  República,  Drª.  Cláudia  Sampaio \n", "Marques. \n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Coordenadora\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1951595\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10\n" ], "numero" : "812561", "partes" : [ { "nome" : "MIN. 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" }, "votos" : [ { "texto" : "   VOTO  A  Senhora  Ministra  Rosa  Weber  –  (Relatora):  Preenchidos  os  pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame de mérito.  Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo regimental (fls.  112-113):   “1. Trata-se  de  agravo  de  instrumento  de  decisão  que   inadmitiu recurso extraordinário.   Nas  razões  do  RE,  sustenta-se  ofensa  aos  arts.  5º,   XXXV, LIV, LV, 37, caput, 93, IX, e 133 da Constituição Federal.  2. Não se encontram prequestionados os arts. 37, caput, e   133  da  Constituição  Federal,  dados  como  violados,  porque  não   abordados pelo acórdão recorrido, tampouco suscitados nos embargos   de declaração a ele opostos (Súmulas STF nºs 282 e 356). É pacífica,   neste  Tribunal,  a  orientação  de  que  o  apelo  extremo  possui  como   requisito necessário à sua admissão o pronunciamento explícito sobre   a controvérsia objeto do recurso, sob pena de supressão da instância    inferior (AI 318.142-AgR, rel. Min. Maurício Corrêa, 2a Turma, DJ    28.9.2001, e AI 335.182-AgR, rel. Min. Moreira Alves, 1a Turma, DJ   31.10.2001).  3. No  que  se  refere  à  ofensa  ao  art.  5º,  LIV  e  LV,  da   Constituição, este Tribunal entendeu que, em regra, as alegações de   desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da   ampla  defesa  e  do  contraditório,  se  existentes,  seriam  meramente   reflexas  ou  indiretas,  cujo  exame  se  mostra  inviável  nesta  sede   recursal. Nesse sentido, o AI 372.358-AgR, rel. Min. Celso de Mello,   2ª Turma, DJ 28.6.2002.  4. Em  relação  à  alegada  contrariedade  ao  disposto  nos   arts. 5º, XXXV, e 93, IX, da Constituição Federal, a jurisprudência   desta Corte também firmou-se no sentido de que o fato de a decisão ter   sido  contrária  aos  interesses  da  parte  não  caracteriza  violação  aos   dispositivos  constitucionais  apontados.  Nesse  sentido,  AI  662.319-    AgR, rel.  Min. Ricardo Lewandowski,  1ª Turma, DJe 5.3.2009; AI   682.065-AgR, rel.  Min. Eros Grau, 2ª Turma,  DJe 3.4.2008; entre   outros julgados.  5. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo”.  A decisão ora recorrida negou seguimento ao agravo de decisão que  não  admitiu  o  processamento  do  recurso  extraordinário.  Este  foi  interposto por Globo Service Ltda, contra acórdão do Tribunal Superior  do Trabalho, com a seguinte fundamentação (fls. 35-38):   “Na minuta do agravo aborda-se a preliminar de negativa de   prestação  jurisdicional,  a  multa  aplicada  em  sede  de  embargos   declaratórios e a violação perpetrada aos princípios constitucionais do   devido processo legal e do contraditório, quanto ao fato de o Regional   não  ter  permitido  ao  agravante  o  oferecimento  dos  embargos  à   execução.   A irresignação ali delineada não se presta, contudo, a infirmar   os  sólidos  fundamentos  jurídico-factuais  invocados  pela  douta   Autoridade local, pelo que se mostra forçoso e apropriado os invocar   como  razões  de  decidir  para  negar  provimento  ao  agravo  de   instrumento.  […]  Assim, bem consignado no despacho agravado que a matéria foi    devidamente  enfrentada  pelo  Colegiado  de  origem,  o  qual,  embora   contrário  aos  interesses  da  parte,  indicou  os  motivos  do  seu   convencimento  e  os  fundamentos  jurídicos  de  sua  decisão,  não   havendo mácula a ensejar a pretendida nulidade, razão pela qual se   descarta  a  indicada  violação  ao  dispositivo  constitucional  indicado   (art. 93, inc. IX, da Lei Maior).    Do exposto,  nego provimento  ao agravo de instrumento”.  No  julgamento  dos  embargos  de  declaração  opostos  pela  ora  agravante ficou consignado (fls. 95-96):   “Surpreende a omissão atribuída ao acórdão embargado,  na   medida em que o compulsando percebe-se ter sido superlativamente      explícito ao adotar como razões de decidir, para negar provimento ao   agravo  de  instrumento  da  embargante,  os  sólidos  fundamentos   jurídico-factuais  invocados  no  despacho  agravado,  insuscetíveis  de   serem infirmados pela irresignação delineada na minuta do recurso.   Equivale  a  dizer  que  o  acórdão  embargado  contém   fundamentação pertinente às razões alinhavadas na minuta do agravo,   tendo  este  relator  optado  pela  transcrição  dos  fundamentos  do   despacho  agravado,  em  razão  de  eles  se  identificarem  por  sua   consistência  jurídico-factual,  não  se  divisando  nessa  atitude  a   avantajada denúncia de negativa de prestação jurisdicional, à guisa de   violação do art. 93, IX, da Constituição, visto que, ao fim e ao cabo, a   orientação ali imprimida acha-se em sintonia com a norma do art. 5º,   LXXVIII, da Constituição.    De qualquer sorte, não se furta este magistrado de acolher os   embargos  de  declaração  para  salientar  o  fato  de  que  o  recurso  de   revista efetivamente não merecia ser processado, tendo em vista que na   minuta do agravo, que delimita a atividade cognitiva do Tribunal, a   embargante não logrou em desconstituir  a  decisão agravada.  Daí  a   conclusão  exarada  na  decisão  embargada  em  manter  o  despacho   agravado.    Diz a  embargante  que o  acórdão  embargado está  eivado de   omissão,  porquanto  alega  que  o  desrespeito  à  norma  processual   provoca lesão ao art. 5º, XXXV e LV, da Carta Política.   Compulsando os autos, verifica-se que os questionamentos em   torno da aplicação da invocação do art. 5º, incisos XXXV e LV, da   Carta Política e demais teses jurídicas suscitadas nos embargos são   impertinentes.   Convém  esclarecer,  por  oportuno,  que  o  propósito  de  obter   prequestionamento  não  constitui  pressuposto  dos  embargos  de   declaração,  regidos  pelos  vícios  do  art.  535  do  CPC.  O intuito  de   prequestionar  a  matéria  deve  advir  da  constatação,  na  decisão   embargada, de alguns desses vícios no tocante às matérias levantadas   no recurso,  pois,  não sendo assim, passariam os declaratórios a ter   absurda feição de embargos infringentes do julgado.   Com  efeito,  a  matéria  foi  devidamente  analisada  por  este   Tribunal,  o  qual  adotou  os  fundamentos  do  despacho  agravado,  os      quais  explicitam os  motivos  que  o  levaram a  descartar  a  indicada   violação ao art. 5º, XXXV e LV, da Constituição Federal.  […] Do exposto,  acolhem-se  os embargos de declaração para fins de    esclarecimento, sem imprimir efeito modificativo no julgado”.   No citado recurso extraordinário foi alegada violação dos artigos 5º,   XXXV,  LIV,  LV,  37,  caput,  93,  IX,  e  133,  da  Constituição  Federal,  nos  seguintes termos (fls. 47-170):  “A  ilegalidade  perpetrada  não  se  finda  neste  átimo,  pois  o   ‘decisum’  promovido  pelo  Juízo  ‘a  quo’  somente  foi  publicado  no   Diário  Oficial  em  sua  edição  do  dia  14/12/2006,  portanto,   posteriormente  ao  resgate  judicial  realizado  pelo  Patrono  dos   RECORRIDOS,  haja  vista  que  este  ocorrera  um dia  antes  da  sua   publicação oficial. É, todavia, atentatório aos princípios balizadores da   Constituição Federal o indigitado ato jurídico praticado, notadamente   em  face  do  menoscabo  à  publicidade  dos  comandos  públicos,   merecedor,  inclusive,  do  mais  amplo  repúdio  daqueles  incansáveis   Centuriões,  como  V.  Exas.,  promotores  do  resgate  não  somente  da   verdadeira Justiça, mas antes de tudo da plena sabedoria.  Irresignada  quanto  ao  ocorrido,  a  RECORRENTE  provocou   manifestação do eminente Magistrado, através de petição adicional aos   autos,  enfatizando  o  atentado  da  decisão  frente  ao  devido  processo   legal e à ampla defesa assegurados na Cártula Magna, requerendo a   sua nulidade processual, além de que fosse determinada a restituição   imediata da expressão monetária sacada pelos  RECORRIDOS, sem   deixar  de  reiterar  o  endereço  dos  bens  a  ser  objeto  de  penhora,   demonstrando o seu interesse cabal no prosseguimento da execução.  […] O julgamento dos EMBARGOS DE DECLARAÇÃO opostos,    gênese ao mundo jurídico do Acórdão nº 5408/08, publicado no Diário   da Justiça do Trabalho em 25 de Março de 2008, é NULO de pleno   Direito,  por  malferir  o  devido  processo  legal,  especificamente  o   contraditório e à ampla defesa garantida ao jurisdicionado pela Carta   Política de 1988, bem como alijar a presença do advogado, em afronta      à sua imprescindível participação para a promoção da Justiça, como   comanda o art. 133 da Cártula Mor supra reproduzido”.  Nada colhe a agravante.  Quanto  à  alegada  violação  dos  artigos  37,  caput,  e  133,  da   Constituição Federal, a decisão agravada baseou-se na jurisprudência do  Supremo  Tribunal  Federal  no  sentido  de  que  é  necessário  o  pronunciamento  do  Tribunal  a  quo sobre  a  questão  constitucional  debatida no recurso extraordinário, sob pena de incidência das Súmulas  282 e 356, desta Corte, que estabelecem, respectivamente:   “É  inadmissível  o  recurso  extraordinário,  quando  não   ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada.”  “O ponto omisso  da  decisão,  sobre  o  qual  não  foram opostos   embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário,   por faltar o requisito do  prequestionamento.”  Nesse sentido, vejam-se o RE 649.825-AgR, 2ª Turma, rel. Min. Celso  de Mello, DJe 03.10.2011; o RE 650.490-AgR,  2ª Turma, rel. Min. Joaquim  Barbosa,  DJe  23.02.2012;  o  AI  766.801-AgR,  2ª  Turma,  rel.  Min.  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E também é pacífico o entendimento de que “descabe confundir   ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma   contrária aos interesses do recorrente” (AI 786.999-AgR, 1ª Turma, rel. Min.  Marco Aurélio, DJe 16.02.2012).  Ainda sobre os temas, cito o ARE 649.057-AgR, 2ª Turma, rel. Min.  Ricardo  Lewandowski,  DJe  16.11.2011;  AI  442.113-AgR,  1ª  Turma,  rel.  Min.  Cármen Lúcia,  DJe 05.02.2010 e o AI 696.044-AgR,  2ª  Turma,  rel.  Min. Joaquim Barbosa, DJe 28.4.2011.   Por fim, a decisão agravada baseou-se na jurisprudência do Supremo  Tribunal  Federal  no  sentido  de,  em  regra,  ser  incabível  recurso  extraordinário  para  tratar  de  matéria  referente  aos  postulados  da  legalidade, do direito adquirido, do ato jurídico perfeito, da coisa julgada,  do  devido  processo  legal,  do  contraditório  e  da  ampla  defesa,  pois  a  ofensa, acaso existente, seria meramente reflexa ou indireta. Vejam-se o  AI 372.358-AgR, 2ª Turma, rel. Min. Celso de Mello, DJ 28.6.2002; o RE  563.816-AgR,   2ª  Turma,  rel.  Min.  Ellen Gracie,  DJe 26.11.2010;  e  o  AI  323.323-AgR, 1ª Turma, rel. Min. Dias Toffoli, DJe 19.9.2011.  Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. ", "votante" : "MIN_ROSA_WEBER" } ] }
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MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : IDENTISUL IDENTIFICACAO CONTROLE E SEGURANCA LTDA ADV.(A/S) : MÁRCIA LUCIA CÂMARA GROSS AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL  Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos  termos  do  voto  do  Relator.  Unânime.  Não  participaram,  justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux  e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª  Turma, 10.11.2015.    Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão   os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e  Edson Fachin.   Subprocuradora-Geral  da  República,  Dra.  Cláudia  Sampaio  Marques.  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MARCO AURÉLIO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     IDENTISUL IDENTIFICACAO CONTROLE E\n    </p>\n    <p>\n     SEGURANCA LTDA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MÁRCIA LUCIA CÂMARA GROSS\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     UNIÃO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL\n    </p>\n    <p>\n     RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. 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O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9824560.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      10/11/2015 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 885.042 RIO \nGRANDE DO SUL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     IDENTISUL IDENTIFICACAO CONTROLE E\n    </p>\n    <p>\n     SEGURANCA LTDA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MÁRCIA LUCIA CÂMARA GROSS\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     UNIÃO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em  25  de setembro \nde 2015, proferi a seguinte decisão:\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMBARGOS  DECLARATÓRIOS  – \nINEXISTÊNCIA  DE  VÍCIO  – \nDESPROVIMENTO.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. Em 9 de junho de 2015, proferi a seguinte decisão:\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  – \nMATÉRIA  FÁTICA  –  INTERPRETAÇÃO \nDE  NORMAS  LEGAIS  – \nINVIABILIDADE  –  NEGATIVA  DE \nSEGUIMENTO.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela \nrevelada por simples revisão do que decidido, na maioria \ndas vezes procedida mediante o recurso por excelência – a \napelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura \nfática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, \nconsiderando-se  as  premissas  constantes  do  acórdão \nimpugnado.  A jurisprudência  sedimentada  é  pacífica  a \nrespeito,  devendo-se  ter  presente  o  Verbete  nº  279  da\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9824561.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 885042 ED-AGR / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Súmula do Supremo:\n    </p>\n    <p>\n     Para  simples  reexame  de  prova  não  cabe \nrecurso extraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     As razões do extraordinário partem de pressupostos \nfáticos  estranhos  ao  acórdão  atacado,  buscando-se,  em \nsíntese,  o reexame dos elementos probatórios para,  com \nfundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade \ndo recurso.\n    </p>\n    <p>\n     A par desse aspecto,  o  acórdão questionado revela \ninterpretação  de  normas  estritamente  legais,  não \nensejando  campo  ao  acesso  ao  Supremo.  À  mercê  de \narticulação  sobre  a  violência  à  Carta  da  República, \npretende-se  submeter  a  análise  matéria  que  não  se \nenquadra  no  inciso  III  do  artigo  102  da  Constituição \nFederal.  Este  recurso  somente  serve  à  sobrecarga  da \nmáquina  judiciária,  ocupando  espaço  que  deveria  ser \nutilizado na apreciação de outro processo.\n    </p>\n    <p>\n     3. Nego seguimento ao extraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     4. Publiquem.\n    </p>\n    <p>\n     O embargante aponta omissão no julgado. Aduz não ter \nsido apreciada a exigência do Tribunal Regional Federal da 4ª \nRegião de digitalização integral dos autos, que tramitavam em \nmeio físico, com fundamento em ato infralegal.\n    </p>\n    <p>\n     A parte embargada apresentou contrarrazões, defendendo \no acerto do ato atacado.\n    </p>\n    <p>\n     2.  Na  interposição  destes  embargos,  observaram-se  os \npressupostos  de  recorribilidade.  A  peça,  subscrita  por \nprofissional  da  advocacia  regularmente  credenciado,  foi\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9824561.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RE 885042 ED-AGR / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     protocolada no prazo legal. Conheço.\n    </p>\n    <p>\n     Não prospera a articulação da embargante. Não se pode \ncogitar,  na  espécie,  da  existência  de  qualquer  dos  vícios \nsuficientes  a  respaldar  os  embargos  declaratórios.  O \npronunciamento  traz  os  parâmetros  observáveis,  de  modo  a \nrevelar  a  impropriedade  dos  declaratórios.  O  embargante \ndesenvolve  narrativa  destoante  do  propósito  de  sanar \nobscuridade, contradição ou omissão.\n    </p>\n    <p>\n     3.  Ante  o  quadro,  ausente  qualquer  vício  no  julgado, \ndesprovejo os declaratórios.\n    </p>\n    <p>\n     4. Publiquem.\n    </p>\n    <p>\n     A agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do \nextraordinário. Ressalta a existência de ofensa aos artigos 5º, inciso LV, e \n37 da Carta Federal.  Afirma a inconstitucionalidade da obrigatoriedade \nda  adoção  de  meio  digital  relativamente  a  processo  físico,  contida  na \nResolução nº 17/2010 do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Alega \nser  a  digitalização  versada  no  artigo  12,  §  5º,  da  Lei  nº  11.419/2006 \nfaculdade das partes.\n    </p>\n    <p>\n     A União, em contraminuta, sustenta o acerto da decisão recorrida.\nÉ o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9824561.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      10/11/2015 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 885.042 RIO \nGRANDE DO SUL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (RELATOR)  –  Na \ninterposição  deste  agravo,  observaram-se  os  pressupostos  de \nrecorribilidade.  A  peça,  subscrita  por  advogado  devidamente \ncredenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço.\n    </p>\n    <p>\n     No  tocante  à  ausência  de  envergadura  constitucional  do  tema, \natentem para o que decidido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região:\n    </p>\n    <p>\n     AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. EXCEÇÃO \nDE  PRÉ-  EXECUTIVIDADE.  PRESCRIÇÃO.  AUSÊNCIA DE \nPEÇAS DIGITALIZADAS. RESOLUÇÃO Nº 17 DO TRF4.\n    </p>\n    <p>\n     1.  Consoante  a  Resolução  nº  17  do  TRF4 as  petições \niniciais de ações, recursos, incidentes e demais procedimentos \noriginários  desta  Corte,  cujo  processo  na  origem tramita  em \nmeio físico, serão ajuizados no e-proc, sendo responsabilidade \ndo signatário digitalizar e anexar demais peças.\n    </p>\n    <p>\n     2.  Caso  em  que  a  agravante  não  digitalizou  as  peças \nnecessárias à comprovação de seus argumentos\n    </p>\n    <p>\n     O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e\n    </p>\n    <p>\n     não  considerada  a  Carta  da  República.  A  conclusão  adotada  fez-se \nalicerçada em interpretação conferida à legislação de regência.\n    </p>\n    <p>\n     Ante o quadro, desprovejo o regimental.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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Não  participaram, \njustificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux \ne Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª \nTurma, 10.11.2015.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão\n    </p>\n    <p>\n     os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e \nEdson Fachin.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocuradora-Geral  da  República,  Dra.  Cláudia  Sampaio \nMarques.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9824561.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n", "Relatório\n", "RE 885042 ED-AGR / RS \n", "Súmula do Supremo:\n", "Para  simples  reexame  de  prova  não  cabe \n", "recurso extraordinário. \n", "As razões do extraordinário partem de pressupostos \n", "fáticos  estranhos  ao  acórdão  atacado,  buscando-se,  em \n", "síntese,  o reexame dos elementos probatórios para,  com \n", "fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade \n", "do recurso. \n", "A par desse aspecto,  o  acórdão questionado revela \n", "interpretação  de  normas  estritamente  legais,  não \n", "ensejando  campo  ao  acesso  ao  Supremo.  À  mercê  de \n", "articulação  sobre  a  violência  à  Carta  da  República, \n", "pretende-se  submeter  a  análise  matéria  que  não  se \n", "enquadra  no  inciso  III  do  artigo  102  da  Constituição \n", "Federal.  Este  recurso  somente  serve  à  sobrecarga  da \n", "máquina  judiciária,  ocupando  espaço  que  deveria  ser \n", "utilizado na apreciação de outro processo. \n", "3. Nego seguimento ao extraordinário.\n", "4. Publiquem.\n", "           \n", "O embargante aponta omissão no julgado. Aduz não ter \n", "sido apreciada a exigência do Tribunal Regional Federal da 4ª \n", "Região de digitalização integral dos autos, que tramitavam em \n", "meio físico, com fundamento em ato infralegal. \n", "A parte embargada apresentou contrarrazões, defendendo \n", "o acerto do ato atacado. \n", "2.  Na  interposição  destes  embargos,  observaram-se  os \n", "pressupostos  de  recorribilidade.  A  peça,  subscrita  por \n", "profissional  da  advocacia  regularmente  credenciado,  foi \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9824561.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n", "Relatório\n", "RE 885042 ED-AGR / RS \n", "protocolada no prazo legal. Conheço.\n", "Não prospera a articulação da embargante. Não se pode \n", "cogitar,  na  espécie,  da  existência  de  qualquer  dos  vícios \n", "suficientes  a  respaldar  os  embargos  declaratórios.  O \n", "pronunciamento  traz  os  parâmetros  observáveis,  de  modo  a \n", "revelar  a  impropriedade  dos  declaratórios.  O  embargante \n", "desenvolve  narrativa  destoante  do  propósito  de  sanar \n", "obscuridade, contradição ou omissão. \n", "3.  Ante  o  quadro,  ausente  qualquer  vício  no  julgado, \n", "desprovejo os declaratórios.\n", "           \n", "4. Publiquem.\n", "       \n", "A agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do \n", "extraordinário. Ressalta a existência de ofensa aos artigos 5º, inciso LV, e \n", "37 da Carta Federal.  Afirma a inconstitucionalidade da obrigatoriedade \n", "da  adoção  de  meio  digital  relativamente  a  processo  físico,  contida  na \n", "Resolução nº 17/2010 do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Alega \n", "ser  a  digitalização  versada  no  artigo  12,  §  5º,  da  Lei  nº  11.419/2006 \n", "faculdade das partes.\n", "A União, em contraminuta, sustenta o acerto da decisão recorrida.\n", "É o relatório.\n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9824561.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6\n", "Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n", "10/11/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 885.042 RIO \n", "GRANDE DO SUL\n", "V O T O\n", "O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (RELATOR)  –  Na \n", "interposição  deste  agravo,  observaram-se  os  pressupostos  de \n", "recorribilidade.  A  peça,  subscrita  por  advogado  devidamente \n", "credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço.\n", "No  tocante  à  ausência  de  envergadura  constitucional  do  tema, \n", "atentem para o que decidido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região:\n", "AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. EXCEÇÃO \n", "DE  PRÉ-  EXECUTIVIDADE.  PRESCRIÇÃO.  AUSÊNCIA DE \n", "PEÇAS DIGITALIZADAS. RESOLUÇÃO Nº 17 DO TRF4.\n", "   1.  Consoante  a  Resolução  nº  17  do  TRF4 as  petições \n", "iniciais de ações, recursos, incidentes e demais procedimentos \n", "originários  desta  Corte,  cujo  processo  na  origem tramita  em \n", "meio físico, serão ajuizados no e-proc, sendo responsabilidade \n", "do signatário digitalizar e anexar demais peças.\n", "2.  Caso  em  que  a  agravante  não  digitalizou  as  peças \n", "necessárias à comprovação de seus argumentos\n", "    \n", "O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e \n", "não  considerada  a  Carta  da  República.  A  conclusão  adotada  fez-se \n", "alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência.\n", "Ante o quadro, desprovejo o regimental. \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9824562.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6\n", "Extrato de Ata - 10/11/2015\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 885.042\n", "PROCED. : RIO GRANDE DO SUL\n", "RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n", "AGTE.(S) : IDENTISUL IDENTIFICACAO CONTROLE E SEGURANCA LTDA\n", "ADV.(A/S) : MÁRCIA LUCIA CÂMARA GROSS\n", "AGDO.(A/S) : UNIÃO\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL\n", "Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \n", "termos  do  voto  do  Relator.  Unânime.  Não  participaram, \n", "justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux \n", "e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª \n", "Turma, 10.11.2015.\n", " \n", "Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão \n", "os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e \n", "Edson Fachin. \n", "Subprocuradora-Geral  da  República,  Dra.  Cláudia  Sampaio \n", "Marques.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9833991\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6\n" ], "numero" : "885042", "partes" : [ { "nome" : "MIN. MARCO AURÉLIO", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "IDENTISUL IDENTIFICACAO CONTROLE E SEGURANCA LTDA", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "MÁRCIA LUCIA CÂMARA GROSS", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "UNIÃO", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL     RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso  extraordinário  não  é  meio  próprio  ao  revolvimento  da  prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. MARCO AURÉLIO", "texto" : "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em  25  de setembro  de 2015, proferi a seguinte decisão:   EMBARGOS  DECLARATÓRIOS  –  INEXISTÊNCIA  DE  VÍCIO  –  DESPROVIMENTO.  1. Em 9 de junho de 2015, proferi a seguinte decisão:  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  –  MATÉRIA  FÁTICA  –  INTERPRETAÇÃO  DE  NORMAS  LEGAIS  –  INVIABILIDADE  –  NEGATIVA  DE  SEGUIMENTO.  1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela  revelada por simples revisão do que decidido, na maioria  das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a  apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura  fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem,  considerando-se  as  premissas  constantes  do  acórdão  impugnado.  A jurisprudência  sedimentada  é  pacífica  a  respeito,  devendo-se  ter  presente  o  Verbete  nº  279  da     Súmula do Supremo:  Para  simples  reexame  de  prova  não  cabe  recurso extraordinário.   As razões do extraordinário partem de pressupostos  fáticos  estranhos  ao  acórdão  atacado,  buscando-se,  em  síntese,  o reexame dos elementos probatórios para,  com  fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade  do recurso.   A par desse aspecto,  o  acórdão questionado revela  interpretação  de  normas  estritamente  legais,  não  ensejando  campo  ao  acesso  ao  Supremo.  À  mercê  de  articulação  sobre  a  violência  à  Carta  da  República,  pretende-se  submeter  a  análise  matéria  que  não  se  enquadra  no  inciso  III  do  artigo  102  da  Constituição  Federal.  Este  recurso  somente  serve  à  sobrecarga  da  máquina  judiciária,  ocupando  espaço  que  deveria  ser  utilizado na apreciação de outro processo.   3. Nego seguimento ao extraordinário.  4. Publiquem.              O embargante aponta omissão no julgado. Aduz não ter  sido apreciada a exigência do Tribunal Regional Federal da 4ª  Região de digitalização integral dos autos, que tramitavam em  meio físico, com fundamento em ato infralegal.   A parte embargada apresentou contrarrazões, defendendo  o acerto do ato atacado.   2.  Na  interposição  destes  embargos,  observaram-se  os  pressupostos  de  recorribilidade.  A  peça,  subscrita  por  profissional  da  advocacia  regularmente  credenciado,  foi     protocolada no prazo legal. Conheço.  Não prospera a articulação da embargante. Não se pode  cogitar,  na  espécie,  da  existência  de  qualquer  dos  vícios  suficientes  a  respaldar  os  embargos  declaratórios.  O  pronunciamento  traz  os  parâmetros  observáveis,  de  modo  a  revelar  a  impropriedade  dos  declaratórios.  O  embargante  desenvolve  narrativa  destoante  do  propósito  de  sanar  obscuridade, contradição ou omissão.   3.  Ante  o  quadro,  ausente  qualquer  vício  no  julgado,  desprovejo os declaratórios.              4. Publiquem.          A agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do  extraordinário. Ressalta a existência de ofensa aos artigos 5º, inciso LV, e  37 da Carta Federal.  Afirma a inconstitucionalidade da obrigatoriedade  da  adoção  de  meio  digital  relativamente  a  processo  físico,  contida  na  Resolução nº 17/2010 do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Alega  ser  a  digitalização  versada  no  artigo  12,  §  5º,  da  Lei  nº  11.419/2006  faculdade das partes.  A União, em contraminuta, sustenta o acerto da decisão recorrida. É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O  SENHOR  MINISTRO  MARCO  AURÉLIO  (RELATOR)  –  Na  interposição  deste  agravo,  observaram-se  os  pressupostos  de  recorribilidade.  A  peça,  subscrita  por  advogado  devidamente  credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço.  No  tocante  à  ausência  de  envergadura  constitucional  do  tema,  atentem para o que decidido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região:  AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. EXCEÇÃO  DE  PRÉ-  EXECUTIVIDADE.  PRESCRIÇÃO.  AUSÊNCIA DE  PEÇAS DIGITALIZADAS. RESOLUÇÃO Nº 17 DO TRF4.     1.  Consoante  a  Resolução  nº  17  do  TRF4 as  petições  iniciais de ações, recursos, incidentes e demais procedimentos  originários  desta  Corte,  cujo  processo  na  origem tramita  em  meio físico, serão ajuizados no e-proc, sendo responsabilidade  do signatário digitalizar e anexar demais peças.  2.  Caso  em  que  a  agravante  não  digitalizou  as  peças  necessárias à comprovação de seus argumentos       O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e   não  considerada  a  Carta  da  República.  A  conclusão  adotada  fez-se  alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência.  Ante o quadro, desprovejo o regimental.  ", "votante" : "MIN_MARCO_AURELIO" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac4b0d25122448875b9" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a  8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de  votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do  Relator.  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A Súmula Vinculante nº 47 não alcança os honorários contratuais,  resultante do contrato firmado entre advogado e cliente, não alcançando  aquele que não fez parte do acordo.  2.  A  pretensão  de  adimplemento  de  honorários  decorrentes  de  cláusula  de  contrato  de  prestação  de  serviço  firmado  entre  a  parte  vencedora  e  seu  patrono  por  meio  de  precatório  ou  requisição  de  pequeno valor de forma destacada do montante principal é matéria que  não  possui  aderência  estrita  com  o  entendimento  consubstanciado  na  Súmula Vinculante nº 47.   3. A aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo das  decisões  paradigmas  é  requisito  de  admissibilidade  da  reclamação  constitucional.   4. Agravo regimental não provido.    " }, "extratoata" : { "texto" : "AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.886 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA ADV.(A/S) : FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA (1886/AP) AGDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) : EDIELZE SUELY COUTO DE SOUZA ADV.(A/S) : MYLENA CAMPELO PINHEIRO (2192/AP) INTDO.(A/S) : AMAPÁ PREVIDÊNCIA - AMPREV ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA  PÚBLICA DA COMARCA DE MACAPÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS  Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo  regimental,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  2ª  Turma,  Sessão  Virtual de 2 a 8.12.2016.  Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de  Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki.   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DIAS TOFFOLI\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESTADO DO AMAPÁ\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     EDIELZE SUELY COUTO DE SOUZA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MYLENA CAMPELO PINHEIRO\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     AMAPÁ PREVIDÊNCIA - AMPREV\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL DA\n    </p>\n    <p>\n     FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE MACAPÁ\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Agravo regimental  na  reclamação.  Adimplemento de  honorários \ncontratuais decorrentes de negócio jurídico firmado entre particulares. \nSúmula  Vinculante  nº  47.  Ausência  de  aderência  estrita.  Agravo \nregimental não provido.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. A Súmula Vinculante nº 47 não alcança os honorários contratuais, \nresultante do contrato firmado entre advogado e cliente, não alcançando \naquele que não fez parte do acordo.\n    </p>\n    <p>\n     2.  A  pretensão  de  adimplemento  de  honorários  decorrentes  de \ncláusula  de  contrato  de  prestação  de  serviço  firmado  entre  a  parte \nvencedora  e  seu  patrono  por  meio  de  precatório  ou  requisição  de \npequeno valor de forma destacada do montante principal é matéria que \nnão  possui  aderência  estrita  com  o  entendimento  consubstanciado  na \nSúmula Vinculante nº 47.\n    </p>\n    <p>\n     3. A aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo das \ndecisões  paradigmas  é  requisito  de  admissibilidade  da  reclamação \nconstitucional.\n    </p>\n    <p>\n     4. Agravo regimental não provido.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400495.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RCL 23886 AGR / AP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ACÓRDÃO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nSegunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a \n8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de \nvotos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do \nRelator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 9 de dezembro de 2016.\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO DIAS TOFFOLI\nRelator\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400495.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      09/12/2016 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.886 AMAPÁ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESTADO DO AMAPÁ\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     EDIELZE SUELY COUTO DE SOUZA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MYLENA CAMPELO PINHEIRO\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     AMAPÁ PREVIDÊNCIA - AMPREV\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL DA\n    </p>\n    <p>\n     FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE MACAPÁ\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATÓRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:\n     </b>\n     Cuida-se  de  agravo  regimental  de  FERNANDA TAYANNE DA LUZ\n    </p>\n    <p>\n     PIMENTEL COSTA com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do \nSupremo Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual neguei \nseguimento  à  reclamação  por  não  existir  afronta  à  autoridade  do \nSupremo Tribunal Federal e à eficácia da Súmula Vinculante nº 47.\n    </p>\n    <p>\n     A decisão  agravada  é  no  sentido  de  que  não  há  contrariedade  à \nSúmula  Vinculante  nº  47,  uma  vez  que  sua  força  vinculativa  não  se \nestende aos honorários contratuais, por serem esses créditos originados \nde  relação  entre  particulares,  não  existindo relação  com o  art.  100  da \nConstituição Federal, o qual regula o regime de precatórios.\n    </p>\n    <p>\n     O  agravante  sustenta  que  tanto  os  honorários  sucumbenciais \n(incluídos na condenação) quanto os honorários contratuais (destacados \ndo montante principal)  são verbas de natureza alimentar  e  podem ser \nadimplidos  por  intermédio do  regime de  precatórios,  trazendo alguns \nprecedentes que corroborariam sua tese, a saber, o RE nº 564.132/RS (Rel. \nMin.\n     <b>\n      Eros Graun\n     </b>\n     ) e Rcl nº 22.228/AP (Rel. Min.\n     <b>\n      Luiz Fux\n     </b>\n     ).\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400493.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RCL 23886 AGR / AP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Alega,  ainda,  que  estariam  configurados  os  requisitos  para  a \nconcessão  de  tutela  de  evidência,  requerendo  que  a  decisão  judicial \nreclamada seja cassada em sede de liminar.\n    </p>\n    <p>\n     Requer ainda o conhecimento do presente agravo para reformar a \ndecisão agravada,  dando seguimento à reclamação com a consequente \napreciação do pedido liminar formulado.\n    </p>\n    <p>\n     Não houve contrarrazões.\nÉ o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400493.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      09/12/2016 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.886 AMAPÁ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      VOTO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Segue trecho que expressa o teor da decisão agravada:\n    </p>\n    <p>\n     “A Súmula Vinculante nº 47 possui a seguinte redação:\n    </p>\n    <p>\n     ‘Os honorários advocatícios incluídos na condenação \nou  destacados  do  montante  principal  devido  ao  credor \nconsubstanciam  verba  de  natureza  alimentar  cuja \nsatisfação  ocorrerá  com  a  expedição  de  precatório  ou \nrequisição  de  pequeno  valor,  observada  ordem especial \nrestrita aos créditos dessa natureza.’\n    </p>\n    <p>\n     A SV nº 47, portanto, não prescreve o direito do advogado \nda parte vencedora receber diretamente da parte sucumbente, \nde  forma  destacada  e  independente  do  crédito  principal,  os \nhonorários decorrentes de contrato firmado entre o vencedor e \nseu patrono para a prestação do serviço de advocacia.\n    </p>\n    <p>\n     Isso por que:\na)  enquanto  o\n     <b>\n      título  judicial\n     </b>\n     –  do  qual  decorrem  os\n    </p>\n    <p>\n     honorários sucumbenciais –\n     <b>\n      vincula as partes\n     </b>\n     que integram a \nrelação processual, em regra, representadas por seus advogados \npara postular em juízo, cuja vontade é substituída por decisão \njudicial;\n    </p>\n    <p>\n     b)  o  contrato  de  prestação  de  serviço  profissional  de \nadvocacia – do qual resultam os honorários objeto da presente \nreclamação – decorre de relação negocial  ou empregatícia ou \nadministrativa entre o advogado e o cliente por si representado, \nda  qual  não  há  qualquer  evidência  de  participação  da  parte \ncontrária na formação de vontade manifestada no instrumento \nque os vincula.\n    </p>\n    <p>\n     A existência, a validade e a eficácia dos termos do acordo,\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RCL 23886 AGR / AP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     bem como a  satisfação  do  contrato  de  prestação  de  serviços \nadvocatícios – tanto pelo patrono contratado (com a prestação \ndo serviço profissional) como pelo cliente contratante (com o \npagamento  da  retribuição  pecuniária  correspondente)  –  são \nmatérias  estranhas  à\n     <b>\n      execução\n     </b>\n     do  título  judicial  em  face  da \nparte  vencida,  que,  sendo  a  Fazendo  Pública,  resultará  na \nexpedição de precatório ou requisitório de pequeno valor.\n    </p>\n    <p>\n     Ao  editar  a  SV  nº  47,  não  se  pretendeu,  a  título  de \nsucumbência, estender a força vinculante do contrato firmado \nentre advogado e cliente para alcançar quem não fez parte do \nacordo; a satisfação desse contrato é de responsabilidade das \npartes  previamente  acordadas,  com  recursos  financeiros \npróprios, sendo irrelevante para essa conclusão a inclusão, em \ncontrato,  de  cláusula  que  vincula  o  recebimento  dessa \nretribuição pelo advogado ao sucesso na resolução da lide em \nque se exerça a advocacia ou ao efetivo recebimento do valor \npelo credor da Fazenda Pública.\n    </p>\n    <p>\n     Dessa perspectiva e no sentido de explicitar o conteúdo da \nSúmula Vinculante nº 47, destaco trecho da decisão proferida \npelo Ministro\n     <b>\n      Teori Zavascki\n     </b>\n     , pela qual se negou seguimento à \nRcl nº 22.187/AP:\n    </p>\n    <p>\n     ‘O  caso  é  de  improcedência  da  reclamação,  pois, \nconforme  consignou  o  juízo  reclamado  em  suas \ninformações,\n    </p>\n    <p>\n     ‘(…)\n     <b>\n      A interpretação direta e literal da Súmula \nnão permite concluir que os honorários contratuais \nsejam  alcançados  na  expressão  ‘incluídos  na \ncondenação’  que,  aparentemente,  referem-se  a \nhonorários fixados na sentença e nem na locução \n‘destacados  do  montante  principal  devido  ao \ncredor’  que  parecem  referir-se  ao  momento \nsatisfativo da verba tendo em vista que a mesma \npossui  aptidão para satisfação autônoma\n     </b>\n     (doc.  10, \nfls. 2/3).’\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RCL 23886 AGR / AP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Esse  entendimento  é  corroborado  no  parecer  da \nProcuradoria-Geral  da  República,  da  lavra  do \nSubprocurador-Geral  Odim  Brandão  Ferreira,  cuja \nfundamentação também se adota:\n    </p>\n    <p>\n     ‘(…)  O  pressuposto  da  procedência  dessa \nreclamação é a existência de desrespeito de súmula \nvinculadora, que, por sua vez, só pode ser editada a \nrespeito de tema constitucional. Em outras palavras, \na tese do autor apenas terá viabilidade, se a relação \njurídica  em  causa  for  regulada  pelo  direito \nconstitucional.  O  art.  100  da  CR  regula  o \nadimplemento das relações de crédito oponíveis ao \npoder público, em decorrência de sentença transitada \nem julgado. Tal relação jurídica tem um credor, que \npode  ser  público  ou  privado,  e  um  devedor, \nnecessariamente público. Isso não acontece no caso. \nO credor é um advogado privado e o devedor, seu \ncliente.  Tal  diferença  subjetiva  na  estrutura  da \nrelação jurídica faz com que não se subsuma ao art. \n100  da  CR,  do  qual  se  extraiu  a  SV  47.\n     <b>\n      Quando \nmuito, o STF terá reconhecido o caráter alimentar \ntanto  dos  honorários  de  sucumbência,  como  dos \nconvencionais. Considerando, entretanto, que o art. \n100 da CR não regula o modo pelo qual o advogado \nsatisfaz seu crédito contra o cliente, segue-se que a \nSV 47 não resolve essa espécie de problema. Afinal, \nas súmulas vinculatórias do STF não criam direito \nconstitucional novo; apenas declaram o que nele se \ncontém. Logo, o que não é objeto do art. 100 da CR \nnão pode tornar-se assunto da SV 47. A prova final \npara  se  demonstrar  tal  conclusão  encontra-se  no \nfato de que o modo pelo qual os advogados cobram \nseus  honorários  convencionais  está  regulado \napenas  no  art.  22,  §  4º,  da  Lei  8.906/1994:\n     </b>\n     ‘\n     <i>\n      se  o\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RCL 23886 AGR / AP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      advogado  fizer  juntar  aos  autos  o  seu  contrato  de  \nhonorários  antes  de  expedir-se  o  mandado  de  \nlevantamento ou precatório, o juiz deve determinar que lhe  \nsejam pagos  diretamente,  por  dedução  da  quantia  a  ser  \nrecebida pelo constituinte, salvo se este provar que já os  \npagou\n     </i>\n     ’.\n     <b>\n      Ao  contrário  do  crédito  decorrente  da \nsucumbência,  baseado  na  reparação  da  parte \nvencedora por  ser  compelida a litigar,  a  execução \ndos honorários convencionais é promovida contra \nparticular,  decorrente  do  negócio  jurídico \nlivremente entabulado por advogado e seu cliente. \nNão  existe  base  constitucional  que  a  regule.\n     </b>\n     Ademais, nenhuma das referências da SV 47 cuidou \ndo tema; todas solucionam controvérsias relativas a \nhonorários  sucumbenciais,  de  modo  que  sua  força \nvinculativa  não  pode  ser  estendida  a  questões \nsupostamente implícitas nos debates.  Procedimento \ndessa natureza atentaria contra a natureza e o escopo \ndessa espécie de deliberação judicial,  que se baseia \nna reiteração de julgados, a ponto de se obter algum \ntipo de consenso no STF quanto à matéria (doc.13, \nfls. 2/4)’” (DJe de 18/12/15, grifei).\n    </p>\n    <p>\n     O  reclamante  juntou  cópia  da  decisão  questionada,  na \nqual  se  indeferiu  o  pedido  de  expedição  em  requisitório \nautônomo  da  parcela  honorários  contratuais,  nos  seguintes \ntermos:\n    </p>\n    <p>\n     “[A  SV  nº  47]  não  se  aplica  aos  honorários \ncontratuais  cujo  fundamento  de  existência  é  o  próprio \ncrédito autoral  e por essa razão fica  a este  vinculado e, \nportanto, não admite expedição de precatório ou RPV em \nseparado porque isso violaria a vedação constitucional ao \nfracionamento  para  realizar  quitação  por  dois  meios \ndistintos.”\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RCL 23886 AGR / AP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     O  pedido  de  pagamento  de  honorários  decorrentes  do \ncontrato de prestação e serviço entre a parte vencedora e seu \npatrono por meio de precatório ou requisição de pequeno valor \nde  forma  destacada  do  montante  principal  é  matéria  que, \nconforme acima consignado, não possui aderência estrita com o \nentendimento consubstanciado na Súmula Vinculante nº 47.\n    </p>\n    <p>\n     A  aderência  estrita  do  objeto  do  ato  reclamado  ao \nconteúdo  do  paradigma  é  requisito  de  admissibilidade  da \nreclamação constitucional,  a  qual  não se  verifica  na presente \nreclamação.”\n    </p>\n    <p>\n     As  razões  recursais  não  conseguem  infirmar  esses  fundamentos. \nComo  já  afirmado  na  decisão  monocrática,  os  honorários  contratuais \ndecorrem de relação jurídica entre particulares (advogado e cliente), por \nisso não se coadunam com o disposto no art. 100 da Constituição Federal, \nque dispõe sobre o regime de pagamento de débito da Fazenda Pública \n(ente  público  e  patrono  da  parte  vencedora,  quanto  aos  honorários \nsucumbenciais  ou  fixados  pelo  juiz  em  montante  destacado;  e  ente \npúblico  e  parte  vendedora,  referente  ao  montante  principal),  matéria \ntratada na Súmula Vinculante 47.\n    </p>\n    <p>\n     No tocante aos  precedentes do STF indicados pela reclamante a fim \nde  corroborar  a  tese  de  que  os  honorários  contratuais  podem  ser \nincluídos,  juntamente com os honorários sucumbenciais,  em precatório \nou requisitório de pequeno valor destacado do montante principal para  a \nsatisfação  do  crédito  de  natureza  alimentícia  do  patrono  da  parte \nvencedora, além de não terem eles como objeto o contrato cuja satisfação \né  buscada  por  meio  da  presente  reclamação,  bem  como  não  ter  a \nreclamante integrado as relações processuais no RE nº 564.132/RS (Rel. \nMin.\n     <b>\n      Eros Grau\n     </b>\n     ) e Rcl nº 22.228/AP (Rel. Min.\n     <b>\n      Luiz Fux\n     </b>\n     ), não vinculam o \nórgão  jurídico  desta  Suprema  Corte  competente  para  julgamento  da \npresente  reclamação,  seja  monocraticamente  ou  em  sede  colegiada, \nporquanto a jurisdição é exercida sob a garantia do princípio do livre \nconvencimento motivado do Estado-juiz, o qual garante, mais do que a \nindependência  do  julgador  na  aplicação  da  norma  jurídica  para  a\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RCL 23886 AGR / AP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     resolução dos conflitos, a realização do devido processo legal mediante \ndecisão  judicial  devidamente  fundamentada  nos  autos,  à  luz  dos \nelementos do caso concreto e das normas jurídicas vigentes.\n    </p>\n    <p>\n     Ausente a aderência estrita entre a pretensão de adimplemento de \nhonorários contratuais (decorrente de negócio jurídico entre particulares) \ne  o  tema constitucional  consubstanciado  na  Súmula  Vinculante  nº  47,\n     <b>\n      nego provimento\n     </b>\n     ao agravo regimental.\n    </p>\n    <p>\n     É como voto.\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 09/12/2016\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.886\n     </b>\n     PROCED. : AMAPÁ\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n     </b>\n     AGTE.(S) : FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA\nADV.(A/S) : FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA (1886/AP)\nAGDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ\nINTDO.(A/S) : EDIELZE SUELY COUTO DE SOUZA\nADV.(A/S) : MYLENA CAMPELO PINHEIRO (2192/AP)\nINTDO.(A/S) : AMAPÁ PREVIDÊNCIA - AMPREV\nADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\nINTDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA \nPÚBLICA DA COMARCA DE MACAPÁ\nADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \nregimental,  nos  termos  do  voto  do  Relator.\n     <b>\n      2ª  Turma\n     </b>\n     ,  Sessão \nVirtual de 2 a 8.12.2016.\n    </p>\n    <p>\n     Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de \nMello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki.\n    </p>\n    <p>\n     Ravena Siqueira\nSecretária\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210325\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "09/12/2016 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.886 AMAPÁ\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "AGTE.(S) :FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA \n", "ADV.(A/S) :FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA \n", "AGDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ \n", "INTDO.(A/S) :EDIELZE SUELY COUTO DE SOUZA \n", "ADV.(A/S) :MYLENA CAMPELO PINHEIRO \n", "INTDO.(A/S) :AMAPÁ PREVIDÊNCIA - AMPREV \n", "ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS \n", "INTDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL DA \n", "FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE MACAPÁ \n", "ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS \n", "EMENTA\n", "Agravo regimental  na  reclamação.  Adimplemento de  honorários \n", "contratuais decorrentes de negócio jurídico firmado entre particulares. \n", "Súmula  Vinculante  nº  47.  Ausência  de  aderência  estrita.  Agravo \n", "regimental não provido.\n", "1. A Súmula Vinculante nº 47 não alcança os honorários contratuais, \n", "resultante do contrato firmado entre advogado e cliente, não alcançando \n", "aquele que não fez parte do acordo.\n", "2.  A  pretensão  de  adimplemento  de  honorários  decorrentes  de \n", "cláusula  de  contrato  de  prestação  de  serviço  firmado  entre  a  parte \n", "vencedora  e  seu  patrono  por  meio  de  precatório  ou  requisição  de \n", "pequeno valor de forma destacada do montante principal é matéria que \n", "não  possui  aderência  estrita  com  o  entendimento  consubstanciado  na \n", "Súmula Vinculante nº 47. \n", "3. A aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo das \n", "decisões  paradigmas  é  requisito  de  admissibilidade  da  reclamação \n", "constitucional. \n", "4. Agravo regimental não provido. \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400495.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11\n", "Ementa e Acórdão\n", "RCL 23886 AGR / AP \n", "ACÓRDÃO\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a \n", "8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de \n", "votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do \n", "Relator.\n", "Brasília, 9 de dezembro de 2016.\n", "MINISTRO DIAS TOFFOLI\n", "Relator\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400495.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11\n", "Relatório\n", "09/12/2016 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.886 AMAPÁ\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "AGTE.(S) :FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA \n", "ADV.(A/S) :FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA \n", "AGDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ \n", "INTDO.(A/S) :EDIELZE SUELY COUTO DE SOUZA \n", "ADV.(A/S) :MYLENA CAMPELO PINHEIRO \n", "INTDO.(A/S) :AMAPÁ PREVIDÊNCIA - AMPREV \n", "ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS \n", "INTDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL DA \n", "FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE MACAPÁ \n", "ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS \n", "RELATÓRIO\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:\n", "Cuida-se  de  agravo  regimental  de  FERNANDA TAYANNE DA LUZ \n", "PIMENTEL COSTA com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do \n", "Supremo Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual neguei \n", "seguimento  à  reclamação  por  não  existir  afronta  à  autoridade  do \n", "Supremo Tribunal Federal e à eficácia da Súmula Vinculante nº 47.\n", "A decisão  agravada  é  no  sentido  de  que  não  há  contrariedade  à \n", "Súmula  Vinculante  nº  47,  uma  vez  que  sua  força  vinculativa  não  se \n", "estende aos honorários contratuais, por serem esses créditos originados \n", "de  relação  entre  particulares,  não  existindo relação  com o  art.  100  da \n", "Constituição Federal, o qual regula o regime de precatórios.\n", "O  agravante  sustenta  que  tanto  os  honorários  sucumbenciais \n", "(incluídos na condenação) quanto os honorários contratuais (destacados \n", "do montante principal)  são verbas de natureza alimentar  e  podem ser \n", "adimplidos  por  intermédio do  regime de  precatórios,  trazendo alguns \n", "precedentes que corroborariam sua tese, a saber, o RE nº 564.132/RS (Rel. \n", "Min. Eros Graun) e Rcl nº 22.228/AP (Rel. Min. Luiz Fux).\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400493.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11\n", "Relatório\n", "RCL 23886 AGR / AP \n", "Alega,  ainda,  que  estariam  configurados  os  requisitos  para  a \n", "concessão  de  tutela  de  evidência,  requerendo  que  a  decisão  judicial \n", "reclamada seja cassada em sede de liminar.\n", "Requer ainda o conhecimento do presente agravo para reformar a \n", "decisão agravada,  dando seguimento à reclamação com a consequente \n", "apreciação do pedido liminar formulado.\n", "Não houve contrarrazões.\n", "É o relatório.\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400493.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "09/12/2016 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.886 AMAPÁ\n", "VOTO\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:\n", "Segue trecho que expressa o teor da decisão agravada:\n", "“A Súmula Vinculante nº 47 possui a seguinte redação:\n", "‘Os honorários advocatícios incluídos na condenação \n", "ou  destacados  do  montante  principal  devido  ao  credor \n", "consubstanciam  verba  de  natureza  alimentar  cuja \n", "satisfação  ocorrerá  com  a  expedição  de  precatório  ou \n", "requisição  de  pequeno  valor,  observada  ordem especial \n", "restrita aos créditos dessa natureza.’\n", "A SV nº 47, portanto, não prescreve o direito do advogado \n", "da parte vencedora receber diretamente da parte sucumbente, \n", "de  forma  destacada  e  independente  do  crédito  principal,  os \n", "honorários decorrentes de contrato firmado entre o vencedor e \n", "seu patrono para a prestação do serviço de advocacia.\n", "Isso por que:\n", "a)  enquanto  o  título  judicial  –  do  qual  decorrem  os \n", "honorários sucumbenciais –  vincula as partes  que integram a \n", "relação processual, em regra, representadas por seus advogados \n", "para postular em juízo, cuja vontade é substituída por decisão \n", "judicial;\n", "b)  o  contrato  de  prestação  de  serviço  profissional  de \n", "advocacia – do qual resultam os honorários objeto da presente \n", "reclamação – decorre de relação negocial  ou empregatícia ou \n", "administrativa entre o advogado e o cliente por si representado, \n", "da  qual  não  há  qualquer  evidência  de  participação  da  parte \n", "contrária na formação de vontade manifestada no instrumento \n", "que os vincula.\n", "A existência, a validade e a eficácia dos termos do acordo, \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "RCL 23886 AGR / AP \n", "bem como a  satisfação  do  contrato  de  prestação  de  serviços \n", "advocatícios – tanto pelo patrono contratado (com a prestação \n", "do serviço profissional) como pelo cliente contratante (com o \n", "pagamento  da  retribuição  pecuniária  correspondente)  –  são \n", "matérias  estranhas  à  execução  do  título  judicial  em  face  da \n", "parte  vencida,  que,  sendo  a  Fazendo  Pública,  resultará  na \n", "expedição de precatório ou requisitório de pequeno valor.\n", "Ao  editar  a  SV  nº  47,  não  se  pretendeu,  a  título  de \n", "sucumbência, estender a força vinculante do contrato firmado \n", "entre advogado e cliente para alcançar quem não fez parte do \n", "acordo; a satisfação desse contrato é de responsabilidade das \n", "partes  previamente  acordadas,  com  recursos  financeiros \n", "próprios, sendo irrelevante para essa conclusão a inclusão, em \n", "contrato,  de  cláusula  que  vincula  o  recebimento  dessa \n", "retribuição pelo advogado ao sucesso na resolução da lide em \n", "que se exerça a advocacia ou ao efetivo recebimento do valor \n", "pelo credor da Fazenda Pública.\n", "Dessa perspectiva e no sentido de explicitar o conteúdo da \n", "Súmula Vinculante nº 47, destaco trecho da decisão proferida \n", "pelo Ministro Teori Zavascki, pela qual se negou seguimento à \n", "Rcl nº 22.187/AP:\n", "‘O  caso  é  de  improcedência  da  reclamação,  pois, \n", "conforme  consignou  o  juízo  reclamado  em  suas \n", "informações,\n", "‘(…) A interpretação direta e literal da Súmula \n", "não permite concluir que os honorários contratuais \n", "sejam  alcançados  na  expressão  ‘incluídos  na \n", "condenação’  que,  aparentemente,  referem-se  a \n", "honorários fixados na sentença e nem na locução \n", "‘destacados  do  montante  principal  devido  ao \n", "credor’  que  parecem  referir-se  ao  momento \n", "satisfativo da verba tendo em vista que a mesma \n", "possui  aptidão para satisfação autônoma (doc.  10, \n", "fls. 2/3).’\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "RCL 23886 AGR / AP \n", "Esse  entendimento  é  corroborado  no  parecer  da \n", "Procuradoria-Geral  da  República,  da  lavra  do \n", "Subprocurador-Geral  Odim  Brandão  Ferreira,  cuja \n", "fundamentação também se adota:\n", "‘(…)  O  pressuposto  da  procedência  dessa \n", "reclamação é a existência de desrespeito de súmula \n", "vinculadora, que, por sua vez, só pode ser editada a \n", "respeito de tema constitucional. Em outras palavras, \n", "a tese do autor apenas terá viabilidade, se a relação \n", "jurídica  em  causa  for  regulada  pelo  direito \n", "constitucional.  O  art.  100  da  CR  regula  o \n", "adimplemento das relações de crédito oponíveis ao \n", "poder público, em decorrência de sentença transitada \n", "em julgado. Tal relação jurídica tem um credor, que \n", "pode  ser  público  ou  privado,  e  um  devedor, \n", "necessariamente público. Isso não acontece no caso. \n", "O credor é um advogado privado e o devedor, seu \n", "cliente.  Tal  diferença  subjetiva  na  estrutura  da \n", "relação jurídica faz com que não se subsuma ao art. \n", "100  da  CR,  do  qual  se  extraiu  a  SV  47.  Quando \n", "muito, o STF terá reconhecido o caráter alimentar \n", "tanto  dos  honorários  de  sucumbência,  como  dos \n", "convencionais. Considerando, entretanto, que o art. \n", "100 da CR não regula o modo pelo qual o advogado \n", "satisfaz seu crédito contra o cliente, segue-se que a \n", "SV 47 não resolve essa espécie de problema. Afinal, \n", "as súmulas vinculatórias do STF não criam direito \n", "constitucional novo; apenas declaram o que nele se \n", "contém. Logo, o que não é objeto do art. 100 da CR \n", "não pode tornar-se assunto da SV 47. A prova final \n", "para  se  demonstrar  tal  conclusão  encontra-se  no \n", "fato de que o modo pelo qual os advogados cobram \n", "seus  honorários  convencionais  está  regulado \n", "apenas  no  art.  22,  §  4º,  da  Lei  8.906/1994: ‘se  o  \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "RCL 23886 AGR / AP \n", "advogado  fizer  juntar  aos  autos  o  seu  contrato  de  \n", "honorários  antes  de  expedir-se  o  mandado  de  \n", "levantamento ou precatório, o juiz deve determinar que lhe  \n", "sejam pagos  diretamente,  por  dedução  da  quantia  a  ser  \n", "recebida pelo constituinte, salvo se este provar que já os  \n", "pagou’.  Ao  contrário  do  crédito  decorrente  da \n", "sucumbência,  baseado  na  reparação  da  parte \n", "vencedora por  ser  compelida a litigar,  a  execução \n", "dos honorários convencionais é promovida contra \n", "particular,  decorrente  do  negócio  jurídico \n", "livremente entabulado por advogado e seu cliente. \n", "Não  existe  base  constitucional  que  a  regule. \n", "Ademais, nenhuma das referências da SV 47 cuidou \n", "do tema; todas solucionam controvérsias relativas a \n", "honorários  sucumbenciais,  de  modo  que  sua  força \n", "vinculativa  não  pode  ser  estendida  a  questões \n", "supostamente implícitas nos debates.  Procedimento \n", "dessa natureza atentaria contra a natureza e o escopo \n", "dessa espécie de deliberação judicial,  que se baseia \n", "na reiteração de julgados, a ponto de se obter algum \n", "tipo de consenso no STF quanto à matéria (doc.13, \n", "fls. 2/4)’” (DJe de 18/12/15, grifei).\n", "O  reclamante  juntou  cópia  da  decisão  questionada,  na \n", "qual  se  indeferiu  o  pedido  de  expedição  em  requisitório \n", "autônomo  da  parcela  honorários  contratuais,  nos  seguintes \n", "termos: \n", "“[A  SV  nº  47]  não  se  aplica  aos  honorários \n", "contratuais  cujo  fundamento  de  existência  é  o  próprio \n", "crédito autoral  e por essa razão fica  a este  vinculado e, \n", "portanto, não admite expedição de precatório ou RPV em \n", "separado porque isso violaria a vedação constitucional ao \n", "fracionamento  para  realizar  quitação  por  dois  meios \n", "distintos.”\n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "RCL 23886 AGR / AP \n", "O  pedido  de  pagamento  de  honorários  decorrentes  do \n", "contrato de prestação e serviço entre a parte vencedora e seu \n", "patrono por meio de precatório ou requisição de pequeno valor \n", "de  forma  destacada  do  montante  principal  é  matéria  que, \n", "conforme acima consignado, não possui aderência estrita com o \n", "entendimento consubstanciado na Súmula Vinculante nº 47.\n", "A  aderência  estrita  do  objeto  do  ato  reclamado  ao \n", "conteúdo  do  paradigma  é  requisito  de  admissibilidade  da \n", "reclamação constitucional,  a  qual  não se  verifica  na presente \n", "reclamação.”\n", "As  razões  recursais  não  conseguem  infirmar  esses  fundamentos. \n", "Como  já  afirmado  na  decisão  monocrática,  os  honorários  contratuais \n", "decorrem de relação jurídica entre particulares (advogado e cliente), por \n", "isso não se coadunam com o disposto no art. 100 da Constituição Federal, \n", "que dispõe sobre o regime de pagamento de débito da Fazenda Pública \n", "(ente  público  e  patrono  da  parte  vencedora,  quanto  aos  honorários \n", "sucumbenciais  ou  fixados  pelo  juiz  em  montante  destacado;  e  ente \n", "público  e  parte  vendedora,  referente  ao  montante  principal),  matéria \n", "tratada na Súmula Vinculante 47.\n", "No tocante aos  precedentes do STF indicados pela reclamante a fim \n", "de  corroborar  a  tese  de  que  os  honorários  contratuais  podem  ser \n", "incluídos,  juntamente com os honorários sucumbenciais,  em precatório \n", "ou requisitório de pequeno valor destacado do montante principal para  a \n", "satisfação  do  crédito  de  natureza  alimentícia  do  patrono  da  parte \n", "vencedora, além de não terem eles como objeto o contrato cuja satisfação \n", "é  buscada  por  meio  da  presente  reclamação,  bem  como  não  ter  a \n", "reclamante integrado as relações processuais no RE nº 564.132/RS (Rel. \n", "Min. Eros Grau) e Rcl nº 22.228/AP (Rel. Min. Luiz Fux), não vinculam o \n", "órgão  jurídico  desta  Suprema  Corte  competente  para  julgamento  da \n", "presente  reclamação,  seja  monocraticamente  ou  em  sede  colegiada, \n", "porquanto a jurisdição é exercida sob a garantia do princípio do livre \n", "convencimento motivado do Estado-juiz, o qual garante, mais do que a \n", "independência  do  julgador  na  aplicação  da  norma  jurídica  para  a \n", "5 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "RCL 23886 AGR / AP \n", "resolução dos conflitos, a realização do devido processo legal mediante \n", "decisão  judicial  devidamente  fundamentada  nos  autos,  à  luz  dos \n", "elementos do caso concreto e das normas jurídicas vigentes.\n", "Ausente a aderência estrita entre a pretensão de adimplemento de \n", "honorários contratuais (decorrente de negócio jurídico entre particulares) \n", "e  o  tema constitucional  consubstanciado  na  Súmula  Vinculante  nº  47, \n", "nego provimento ao agravo regimental.\n", "É como voto.\n", "6 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11\n", "Extrato de Ata - 09/12/2016\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.886\n", "PROCED. : AMAPÁ\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "AGTE.(S) : FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA\n", "ADV.(A/S) : FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA (1886/AP)\n", "AGDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ\n", "INTDO.(A/S) : EDIELZE SUELY COUTO DE SOUZA\n", "ADV.(A/S) : MYLENA CAMPELO PINHEIRO (2192/AP)\n", "INTDO.(A/S) : AMAPÁ PREVIDÊNCIA - AMPREV\n", "ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\n", "INTDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA \n", "PÚBLICA DA COMARCA DE MACAPÁ\n", "ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS\n", "Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \n", "regimental,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  2ª  Turma,  Sessão \n", "Virtual de 2 a 8.12.2016.\n", "Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de \n", "Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. \n", "Ravena Siqueira\n", "Secretária\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210325\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11\n" ], "numero" : "23886", "partes" : [ { "nome" : "MIN. DIAS TOFFOLI", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "ESTADO DO AMAPÁ", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" }, { "nome" : "JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE MACAPÁ", "sigla" : "", "tipo" : "INTDO.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. DIAS TOFFOLI", "texto" : "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Cuida-se  de  agravo  regimental  de  FERNANDA TAYANNE DA LUZ   PIMENTEL COSTA com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do  Supremo Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual neguei  seguimento  à  reclamação  por  não  existir  afronta  à  autoridade  do  Supremo Tribunal Federal e à eficácia da Súmula Vinculante nº 47.  A decisão  agravada  é  no  sentido  de  que  não  há  contrariedade  à  Súmula  Vinculante  nº  47,  uma  vez  que  sua  força  vinculativa  não  se  estende aos honorários contratuais, por serem esses créditos originados  de  relação  entre  particulares,  não  existindo relação  com o  art.  100  da  Constituição Federal, o qual regula o regime de precatórios.  O  agravante  sustenta  que  tanto  os  honorários  sucumbenciais  (incluídos na condenação) quanto os honorários contratuais (destacados  do montante principal)  são verbas de natureza alimentar  e  podem ser  adimplidos  por  intermédio do  regime de  precatórios,  trazendo alguns  precedentes que corroborariam sua tese, a saber, o RE nº 564.132/RS (Rel.  Min. Eros Graun) e Rcl nº 22.228/AP (Rel. Min. Luiz Fux).    Alega,  ainda,  que  estariam  configurados  os  requisitos  para  a  concessão  de  tutela  de  evidência,  requerendo  que  a  decisão  judicial  reclamada seja cassada em sede de liminar.  Requer ainda o conhecimento do presente agravo para reformar a  decisão agravada,  dando seguimento à reclamação com a consequente  apreciação do pedido liminar formulado.  Não houve contrarrazões. É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   VOTO  O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:  Segue trecho que expressa o teor da decisão agravada:  “A Súmula Vinculante nº 47 possui a seguinte redação:  ‘Os honorários advocatícios incluídos na condenação  ou  destacados  do  montante  principal  devido  ao  credor  consubstanciam  verba  de  natureza  alimentar  cuja  satisfação  ocorrerá  com  a  expedição  de  precatório  ou  requisição  de  pequeno  valor,  observada  ordem especial  restrita aos créditos dessa natureza.’  A SV nº 47, portanto, não prescreve o direito do advogado  da parte vencedora receber diretamente da parte sucumbente,  de  forma  destacada  e  independente  do  crédito  principal,  os  honorários decorrentes de contrato firmado entre o vencedor e  seu patrono para a prestação do serviço de advocacia.  Isso por que: a)  enquanto  o  título  judicial  –  do  qual  decorrem  os   honorários sucumbenciais –  vincula as partes  que integram a  relação processual, em regra, representadas por seus advogados  para postular em juízo, cuja vontade é substituída por decisão  judicial;  b)  o  contrato  de  prestação  de  serviço  profissional  de  advocacia – do qual resultam os honorários objeto da presente  reclamação – decorre de relação negocial  ou empregatícia ou  administrativa entre o advogado e o cliente por si representado,  da  qual  não  há  qualquer  evidência  de  participação  da  parte  contrária na formação de vontade manifestada no instrumento  que os vincula.  A existência, a validade e a eficácia dos termos do acordo,     bem como a  satisfação  do  contrato  de  prestação  de  serviços  advocatícios – tanto pelo patrono contratado (com a prestação  do serviço profissional) como pelo cliente contratante (com o  pagamento  da  retribuição  pecuniária  correspondente)  –  são  matérias  estranhas  à  execução  do  título  judicial  em  face  da  parte  vencida,  que,  sendo  a  Fazendo  Pública,  resultará  na  expedição de precatório ou requisitório de pequeno valor.  Ao  editar  a  SV  nº  47,  não  se  pretendeu,  a  título  de  sucumbência, estender a força vinculante do contrato firmado  entre advogado e cliente para alcançar quem não fez parte do  acordo; a satisfação desse contrato é de responsabilidade das  partes  previamente  acordadas,  com  recursos  financeiros  próprios, sendo irrelevante para essa conclusão a inclusão, em  contrato,  de  cláusula  que  vincula  o  recebimento  dessa  retribuição pelo advogado ao sucesso na resolução da lide em  que se exerça a advocacia ou ao efetivo recebimento do valor  pelo credor da Fazenda Pública.  Dessa perspectiva e no sentido de explicitar o conteúdo da  Súmula Vinculante nº 47, destaco trecho da decisão proferida  pelo Ministro Teori Zavascki, pela qual se negou seguimento à  Rcl nº 22.187/AP:  ‘O  caso  é  de  improcedência  da  reclamação,  pois,  conforme  consignou  o  juízo  reclamado  em  suas  informações,  ‘(…) A interpretação direta e literal da Súmula  não permite concluir que os honorários contratuais  sejam  alcançados  na  expressão  ‘incluídos  na  condenação’  que,  aparentemente,  referem-se  a  honorários fixados na sentença e nem na locução  ‘destacados  do  montante  principal  devido  ao  credor’  que  parecem  referir-se  ao  momento  satisfativo da verba tendo em vista que a mesma  possui  aptidão para satisfação autônoma (doc.  10,  fls. 2/3).’    Esse  entendimento  é  corroborado  no  parecer  da  Procuradoria-Geral  da  República,  da  lavra  do  Subprocurador-Geral  Odim  Brandão  Ferreira,  cuja  fundamentação também se adota:  ‘(…)  O  pressuposto  da  procedência  dessa  reclamação é a existência de desrespeito de súmula  vinculadora, que, por sua vez, só pode ser editada a  respeito de tema constitucional. Em outras palavras,  a tese do autor apenas terá viabilidade, se a relação  jurídica  em  causa  for  regulada  pelo  direito  constitucional.  O  art.  100  da  CR  regula  o  adimplemento das relações de crédito oponíveis ao  poder público, em decorrência de sentença transitada  em julgado. Tal relação jurídica tem um credor, que  pode  ser  público  ou  privado,  e  um  devedor,  necessariamente público. Isso não acontece no caso.  O credor é um advogado privado e o devedor, seu  cliente.  Tal  diferença  subjetiva  na  estrutura  da  relação jurídica faz com que não se subsuma ao art.  100  da  CR,  do  qual  se  extraiu  a  SV  47.  Quando  muito, o STF terá reconhecido o caráter alimentar  tanto  dos  honorários  de  sucumbência,  como  dos  convencionais. Considerando, entretanto, que o art.  100 da CR não regula o modo pelo qual o advogado  satisfaz seu crédito contra o cliente, segue-se que a  SV 47 não resolve essa espécie de problema. Afinal,  as súmulas vinculatórias do STF não criam direito  constitucional novo; apenas declaram o que nele se  contém. Logo, o que não é objeto do art. 100 da CR  não pode tornar-se assunto da SV 47. A prova final  para  se  demonstrar  tal  conclusão  encontra-se  no  fato de que o modo pelo qual os advogados cobram  seus  honorários  convencionais  está  regulado  apenas  no  art.  22,  §  4º,  da  Lei  8.906/1994: ‘se  o      advogado  fizer  juntar  aos  autos  o  seu  contrato  de   honorários  antes  de  expedir-se  o  mandado  de   levantamento ou precatório, o juiz deve determinar que lhe   sejam pagos  diretamente,  por  dedução  da  quantia  a  ser   recebida pelo constituinte, salvo se este provar que já os   pagou’.  Ao  contrário  do  crédito  decorrente  da  sucumbência,  baseado  na  reparação  da  parte  vencedora por  ser  compelida a litigar,  a  execução  dos honorários convencionais é promovida contra  particular,  decorrente  do  negócio  jurídico  livremente entabulado por advogado e seu cliente.  Não  existe  base  constitucional  que  a  regule.  Ademais, nenhuma das referências da SV 47 cuidou  do tema; todas solucionam controvérsias relativas a  honorários  sucumbenciais,  de  modo  que  sua  força  vinculativa  não  pode  ser  estendida  a  questões  supostamente implícitas nos debates.  Procedimento  dessa natureza atentaria contra a natureza e o escopo  dessa espécie de deliberação judicial,  que se baseia  na reiteração de julgados, a ponto de se obter algum  tipo de consenso no STF quanto à matéria (doc.13,  fls. 2/4)’” (DJe de 18/12/15, grifei).  O  reclamante  juntou  cópia  da  decisão  questionada,  na  qual  se  indeferiu  o  pedido  de  expedição  em  requisitório  autônomo  da  parcela  honorários  contratuais,  nos  seguintes  termos:   “[A  SV  nº  47]  não  se  aplica  aos  honorários  contratuais  cujo  fundamento  de  existência  é  o  próprio  crédito autoral  e por essa razão fica  a este  vinculado e,  portanto, não admite expedição de precatório ou RPV em  separado porque isso violaria a vedação constitucional ao  fracionamento  para  realizar  quitação  por  dois  meios  distintos.”    O  pedido  de  pagamento  de  honorários  decorrentes  do  contrato de prestação e serviço entre a parte vencedora e seu  patrono por meio de precatório ou requisição de pequeno valor  de  forma  destacada  do  montante  principal  é  matéria  que,  conforme acima consignado, não possui aderência estrita com o  entendimento consubstanciado na Súmula Vinculante nº 47.  A  aderência  estrita  do  objeto  do  ato  reclamado  ao  conteúdo  do  paradigma  é  requisito  de  admissibilidade  da  reclamação constitucional,  a  qual  não se  verifica  na presente  reclamação.”  As  razões  recursais  não  conseguem  infirmar  esses  fundamentos.  Como  já  afirmado  na  decisão  monocrática,  os  honorários  contratuais  decorrem de relação jurídica entre particulares (advogado e cliente), por  isso não se coadunam com o disposto no art. 100 da Constituição Federal,  que dispõe sobre o regime de pagamento de débito da Fazenda Pública  (ente  público  e  patrono  da  parte  vencedora,  quanto  aos  honorários  sucumbenciais  ou  fixados  pelo  juiz  em  montante  destacado;  e  ente  público  e  parte  vendedora,  referente  ao  montante  principal),  matéria  tratada na Súmula Vinculante 47.  No tocante aos  precedentes do STF indicados pela reclamante a fim  de  corroborar  a  tese  de  que  os  honorários  contratuais  podem  ser  incluídos,  juntamente com os honorários sucumbenciais,  em precatório  ou requisitório de pequeno valor destacado do montante principal para  a  satisfação  do  crédito  de  natureza  alimentícia  do  patrono  da  parte  vencedora, além de não terem eles como objeto o contrato cuja satisfação  é  buscada  por  meio  da  presente  reclamação,  bem  como  não  ter  a  reclamante integrado as relações processuais no RE nº 564.132/RS (Rel.  Min. Eros Grau) e Rcl nº 22.228/AP (Rel. Min. Luiz Fux), não vinculam o  órgão  jurídico  desta  Suprema  Corte  competente  para  julgamento  da  presente  reclamação,  seja  monocraticamente  ou  em  sede  colegiada,  porquanto a jurisdição é exercida sob a garantia do princípio do livre  convencimento motivado do Estado-juiz, o qual garante, mais do que a  independência  do  julgador  na  aplicação  da  norma  jurídica  para  a     resolução dos conflitos, a realização do devido processo legal mediante  decisão  judicial  devidamente  fundamentada  nos  autos,  à  luz  dos  elementos do caso concreto e das normas jurídicas vigentes.  Ausente a aderência estrita entre a pretensão de adimplemento de  honorários contratuais (decorrente de negócio jurídico entre particulares)  e  o  tema constitucional  consubstanciado  na  Súmula  Vinculante  nº  47,  nego provimento ao agravo regimental.  É como voto. ", "votante" : "MIN_DIAS_TOFFOLI" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac4b0d25122448875ba" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos,  relatados  e  discutidos  estes  autos,  acordam  os  Ministros  do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a  Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de  julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em julgar extinto  o processo,  sem resolução do mérito,  nos termos do voto da Relatora.  Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso.  Brasília, 20 de outubro de 2015.   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INADEQUAÇÃO  DA  VIA  ELEITA.  CRIME  AMBIENTAL.  EXPLOSIVOS  ARMAZENADOS  IRREGULARMENTE.  AUTORIA  COLETIVA.  INÉPCIA  DA  DENÚNCIA.  RESPONSABILIDADE  DO  ADMINISTRADOR DA PESSOA JURÍDICA.  ARTIGOS 2º  E  3º  DA  LEI  9.605/98.  REEXAME  DE  FATOS  E  PROVAS.  INVIABILIDADE.  TRANCAMENTO  DA  AÇÃO  PENAL.  EXCEPCIONALIDADE.  INOCORRÊNCIA.  1.  Contra acórdão exarado em recurso ordinário em  habeas corpus   remanesce a possibilidade de manejo do recurso extraordinário previsto  no art. 102, III, da Constituição Federal. Diante da dicção constitucional,   inadequada a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo.   2. Quando  do  recebimento  da  denúncia,  não  há  exigência  de  cognição  e  avaliação exaustiva  da  prova ou apreciação exauriente  dos  argumentos das partes, bastando o exame da validade formal da peça e a  verificação  da  presença  de  indícios  suficientes  de  autoria  e  de  materialidade.   3. A denúncia,  na  hipótese,  revela  ocorrência  de  fato  típico  com  prova  da  materialidade  e  indícios  suficientes  de  autoria,  de  modo  a   possibilitar o pleno exercício da defesa. 4.  Na  dicção  dos  arts.  2º  e  3º  da  Lei  9.605/96,  possível  a   responsabilização  penal  dos  administradores  da  pessoa  jurídica  pela  prática de crimes ambientais.   5. A identificação o mais aproximada possível dos setores e agentes  internos da empresa determinantes na produção do fato ilícito, porque  envolvidos no processo de deliberação ou execução do ato que veio a se  revelar lesivo de bens jurídicos tutelados pela legislação penal ambiental,  tem relevância e deve ser averiguada no curso da instrução criminal.   6. Inviável a análise do liame entre a conduta dos pacientes e o fato  criminoso, porquanto  demandaria  o  reexame e  a  valoração  de  fatos  e  provas, para o que não se presta a via eleita.  7. O trancamento da ação penal na via do habeas corpus só se mostra  cabível  em  casos  excepcionalíssimos  de  manifestas  (i)  atipicidade  da  conduta, (ii) presença de causa extintiva de punibilidade ou (iii) ausência  de suporte probatório mínimo de autoria e materialidade delitivas, o que  não ocorre no presente caso.    8. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito.   " }, "extratoata" : { "texto" : "HABEAS CORPUS 128.435 PROCED. : TOCANTINS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : NEILDO AVELINO DA SILVA PACTE.(S) : JEREMIAS DEMITO PACTE.(S) : FRANCISCO MIGUEL HENDGES PACTE.(S) : JONAS DEMITO PACTE.(S) : JOSÉ CARLOS CÉSAR DA SILVA PACTE.(S) : MARCOS ZINGLER WILKELMANN IMPTE.(S) : MAURICIO HAEFFNER COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA  Decisão: A Turma julgou extinto o processo, sem resolução do  mérito,  nos  termos  do  voto  da  Relatora.  Unânime.  Ausente,  justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência  da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 20.10.2015.    Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão   os  Senhores  Ministros  Marco  Aurélio,  Luiz  Fux  e  Edson  Fachin.  Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso.  Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.  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ROSA WEBER\nPACTE.(S) :\n     </b>\n     NEILDO AVELINO DA SILVA\n     <b>\n      PACTE.(S) :\n     </b>\n     JEREMIAS DEMITO\n     <b>\n      PACTE.(S) :\n     </b>\n     FRANCISCO MIGUEL HENDGES\n     <b>\n      PACTE.(S) :\n     </b>\n     JONAS DEMITO\n     <b>\n      PACTE.(S) :\n     </b>\n     JOSÉ CARLOS CÉSAR DA SILVA\n     <b>\n      PACTE.(S) :\n     </b>\n     MARCOS ZINGLER WILKELMANN\n     <b>\n      IMPTE.(S) :\n     </b>\n     MAURICIO HAEFFNER\n     <b>\n      COATOR(A/S)(ES) :\n     </b>\n     SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       HABEAS CORPUS\n      </i>\n      .  DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. \nSUBSTITUTIVO  DE  RECURSO  CONSTITUCIONAL. \nINADEQUAÇÃO  DA  VIA  ELEITA.  CRIME  AMBIENTAL. \nEXPLOSIVOS  ARMAZENADOS  IRREGULARMENTE.  AUTORIA \nCOLETIVA.  INÉPCIA  DA  DENÚNCIA.  RESPONSABILIDADE  DO \nADMINISTRADOR DA PESSOA JURÍDICA.  ARTIGOS 2º  E  3º  DA \nLEI  9.605/98.  REEXAME  DE  FATOS  E  PROVAS.  INVIABILIDADE. \nTRANCAMENTO  DA  AÇÃO  PENAL.  EXCEPCIONALIDADE. \nINOCORRÊNCIA.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      1.\n     </b>\n     Contra acórdão exarado em recurso ordinário em\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     remanesce a possibilidade de manejo do recurso extraordinário previsto \nno art. 102, III, da Constituição Federal. Diante da dicção constitucional,  \ninadequada a utilização de novo\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     , em caráter substitutivo.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      2.\n     </b>\n     Quando  do  recebimento  da  denúncia,  não  há  exigência  de \ncognição  e  avaliação exaustiva  da  prova ou apreciação exauriente  dos \nargumentos das partes, bastando o exame da validade formal da peça e a \nverificação  da  presença  de  indícios  suficientes  de  autoria  e  de \nmaterialidade.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      3.\n     </b>\n     A denúncia,  na  hipótese,  revela  ocorrência  de  fato  típico  com \nprova  da  materialidade  e  indícios  suficientes  de  autoria,  de  modo  a\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663325.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 128435 / TO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     possibilitar o pleno exercício da defesa.\n     <b>\n      4.\n     </b>\n     Na  dicção  dos  arts.  2º  e  3º  da  Lei  9.605/96,  possível  a\n    </p>\n    <p>\n     responsabilização  penal  dos  administradores  da  pessoa  jurídica  pela \nprática de crimes ambientais.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      5.\n     </b>\n     A identificação o mais aproximada possível dos setores e agentes \ninternos da empresa determinantes na produção do fato ilícito, porque \nenvolvidos no processo de deliberação ou execução do ato que veio a se \nrevelar lesivo de bens jurídicos tutelados pela legislação penal ambiental, \ntem relevância e deve ser averiguada no curso da instrução criminal.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      6.\n     </b>\n     Inviável a análise do liame entre a conduta dos pacientes e o fato \ncriminoso,\n     <i>\n     </i>\n     porquanto  demandaria  o  reexame e  a  valoração  de  fatos  e \nprovas, para o que não se presta a via eleita.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      7.\n     </b>\n     O trancamento da ação penal na via do\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     só se mostra \ncabível  em  casos  excepcionalíssimos  de  manifestas  (\n     <i>\n      i\n     </i>\n     )  atipicidade  da \nconduta, (\n     <i>\n      ii\n     </i>\n     ) presença de causa extintiva de punibilidade ou (\n     <i>\n      iii\n     </i>\n     ) ausência \nde suporte probatório mínimo de autoria e materialidade delitivas, o que \nnão ocorre no presente caso.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      8.\n     </b>\n     <i>\n      Habeas corpus\n     </i>\n     extinto sem resolução do mérito.\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos,  relatados  e  discutidos  estes  autos,  acordam  os \nMinistros  do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a \nPresidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de \njulgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em julgar extinto \no processo,  sem resolução do mérito,  nos termos do voto da Relatora. \nAusente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 20 de outubro de 2015.\n    </p>\n    <p>\n     Ministra Rosa Weber\nRelatora\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663325.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      20/10/2015 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 128.435 TOCANTINS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATORA : MIN. ROSA WEBER\nPACTE.(S) :\n     </b>\n     NEILDO AVELINO DA SILVA\n     <b>\n      PACTE.(S) :\n     </b>\n     JEREMIAS DEMITO\n     <b>\n      PACTE.(S) :\n     </b>\n     FRANCISCO MIGUEL HENDGES\n     <b>\n      PACTE.(S) :\n     </b>\n     JONAS DEMITO\n     <b>\n      PACTE.(S) :\n     </b>\n     JOSÉ CARLOS CÉSAR DA SILVA\n     <b>\n      PACTE.(S) :\n     </b>\n     MARCOS ZINGLER WILKELMANN\n     <b>\n      IMPTE.(S) :\n     </b>\n     MAURICIO HAEFFNER\n     <b>\n      COATOR(A/S)(ES) :\n     </b>\n     SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATÓRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A  Senhora  Ministra  Rosa  Weber  (Relatora)\n     </b>\n     :  Trata-se  de\n     <i>\n      habeas  \ncorpus\n     </i>\n     ,  com  pedido  de  liminar,  impetrado  por  Maurício  Haeffner  em \nfavor  de  Neildo  Avelino  da  Silva,  Jeremias  Demito,  Francisco  Miguel \nHendges,  Jonas  Demito,  José  Carlos  César  da  Silva  e  Marcos  Zingler \nWilkelmann, contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que negou \nprovimento ao RHC 49.433/TO.\n    </p>\n    <p>\n     Os  pacientes  foram  denunciados  pela  suposta  prática  do  crime \nprevisto  no  art.  56,\n     <i>\n      caput\n     </i>\n     ,  da  Lei  9.605/98  por  terem  sido  “\n     <i>\n      flagrados  \nmantendo em depósito 3 (três) unidades de explosivos encartuchados da marca  \n‘Dinapex’  e  34  (trinta  e  quatro)  retardos  MS20,  substâncias  estas  nocivas  à  \nsaúde  humana e  ao  meio  ambiente,  em desacordo com determinação  legal  ou  \nregulamentar\n     </i>\n     ”.  O  magistrado  de  primeiro  grau  recebeu  a  exordial \nacusatória apresentada em desfavor dos pacientes.\n    </p>\n    <p>\n     Inconformada, a Defesa impetrou\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     perante o Tribunal de \nJustiça do Estado de Tocantins, que denegou a ordem.\n    </p>\n    <p>\n     Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de Justiça no \nRHC 49.433/TO, a Sexta Turma negou provimento ao recurso.\n    </p>\n    <p>\n     No  presente\n     <i>\n      habeas  corpus\n     </i>\n     ,  alega  o  Impetrante,  em  síntese,  a \npossibilidade de trancamento da ação penal dada a inépcia da denúncia. \nPontua  que  a  conduta  delitiva  dos  pacientes,  lastreada  no  fato  de\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663326.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 128435 / TO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     ostentarem  a  condição  de  sócios  e  administradores  da  empresa \ninvestigada,  não  foi  individualizada.  Sustenta  a  inviabilidade  de \noferecimento de denúncia genérica e que o crime tipificado no art. 56 da \nLei 9.605/98, “\n     <i>\n      que consiste em norma penal em branco”, “necessita da remissão  \nà norma administrativa violada para validar a acusação\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     Requer, em medida liminar, a suspensão do feito de origem até o \njulgamento  definitivo  da  presente  impetração.  No  mérito,  pugna  pelo \ntrancamento da ação penal de origem.\n    </p>\n    <p>\n     Em 29.5.2015, indeferi o pedido de liminar.\nO  Ministério  Público  Federal,  em  parecer  da  lavra  da\n    </p>\n    <p>\n     Subprocuradora-Geral  da  República  Cláudia  Sampaio  Marques,  opina \npelo não conhecimento da impetração.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      É o relatório.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663326.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      20/10/2015 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 128.435 TOCANTINS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      VOTO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora)\n     </b>\n     : Objetiva o presente\n     <i>\n      writ\n     </i>\n     o trancamento da ação penal pela alegada inépcia da denúncia oferecida \nem desfavor dos pacientes pela suposta prática de crime ambiental.\n    </p>\n    <p>\n     De  início,  consigno  que  a  presente  impetração  se  volta  contra \nacórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao RHC \n49.433/TO, em acórdão assim ementado:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “PROCESSUAL  PENAL.  DENÚNCIA.  CRIME  \nAMBIENTAL.  EXPLOSIVOS  ARMAZENADOS  \nIRREGULARMENTE. SÓCIOS DA EMPRESA E EMPREGADO  \nENCARREGADO. AUTORIA COLETIVA. DESCRIÇÃO FÁTICA.  \nSUFICIÊNCIA.  DEMONSTRAÇÃO  DE  INDÍCIOS  DE  \nAUTORIA. INÉPCIA. NÃO OCORRÊNCIA.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      1.  Nos  crimes  de  autoria  coletiva  admite-se  a  descrição  não  \nindividualizada  dos  fatos,  se  não  for  possível,  como  na  espécie,  \nesmiuçar e especificar a conduta de cada um dos denunciados.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      2.  Indícios de autoria  demonstrados,  tanto mais que afirma a  \ndenúncia que os recorrentes, além de sócios da empresa tinham poder  \nde gerência, sendo que, um deles, seria o empregado encarregado do  \narmazenamento das substâncias explosivas, não havendo prova pré-\nconstituída que possa dizer o contrário.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      3. Tese de inexistência de liame entre a atuação dos denunciados  \ne os fatos narrados que não se reveste de credibilidade na via eleita.  \nPlausibilidade da acusação.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      4.  Direito  de defesa assegurado,  em face do cumprimento dos  \nrequisitos do art. 41 do Código de Processo Penal.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      5. Recurso não provido”.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Contra  acórdão  lavrado  ao  julgamento  de  recurso  ordinário  em\n     <i>\n      habeas  corpus\n     </i>\n     remanesce  a  possibilidade  de  interposição  do  recurso \nextraordinário previsto no art. 102, III, da Constituição Federal. Diante da\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663327.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 128435 / TO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     dicção constitucional, inadequada a utilização de novo\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     , em \ncaráter  substitutivo.  O não cabimento  do\n     <i>\n      habeas  corpus\n     </i>\n     substitutivo  de \nrecurso  extraordinário  reflete  entendimento  pacificado  pela  Primeira \nTurma  desta  Corte  sobre  o  assunto,  assentado  no  julgamento  do  HC \n110.055/MG, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 09.11.2012 e do HC 114.519/DF\n     <i>\n      ,\n     </i>\n     Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 12.4.2013.\n    </p>\n    <p>\n     Prossigo, contudo, no exame diante da possibilidade de concessão \nda ordem de ofício.\n    </p>\n    <p>\n     Na espécie, a denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual \nindicou que os pacientes, ‘\n     <i>\n      no interesse da pessoa jurídica Natical Natividade  \nCalcário LTDA. (...) foram flagrados mantendo em depósito 03 (três) unidades de  \nexplosivos  encartuchados  da  marca  ‘Dinapex’  e  34  (trinta  e  quatro)  retardos  \nMS20,\n      <b>\n       substâncias estas nocivas à saúde humana e ao meio ambiente\n      </b>\n      , em \ndesacordo com determinação legal ou regulamentar’\n     </i>\n     . A peça acusatória, além \nde esclarecer que ‘\n     <i>\n      Jeremias Demito, Francisco Miguel Hendges, Jonas Demito,  \nJosé  Carlos  César  da  Silva  e  Marcos  Zingler  Wilkelmann  eram  sócios  e  \nadministradores  da  pessoa  jurídica  Natical  Natividade  Calcário  Ltda.,  sendo  \nresponsáveis pelas decisões tomadas em seu nome e benefício’,\n     </i>\n     concluiu que os \nenvolvidos incidiram na figura típica do art. 56 da Lei 9.605/96.\n     <i>\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Naquela  ocasião,  o  representante  do\n     <i>\n      Parquet\n     </i>\n     salientou que “\n     <i>\n      as\n     </i>\n     <i>\n      03  \n(três) unidades de explosivos encartuchados da marca ‘Dinapex’ e 34 (trinta e  \nquatro)  retardos  MS20 não  estavam relacionadas  no  mapa  de  controle  e  não  \napresentavam documento de origem, em discordância com as normas gerais e de  \nsegurança (R-105)”.\n     </i>\n     Nesse contexto, a materialidade e a autoria delitivas \n“\n     <i>\n      encontram-se  devidamente  demonstradas  pelo  Extrato  de  Ocorrência  \nAmbiental,  Auto  de  Infração,  Contrato  Social  da  Pessoa  Jurídica  e  demais  \ndocumentos juntados aos autos\n     </i>\n     ”\n     <i>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     O  Juízo  de  Direito  da  Comarca  de  Natividade/TO  recebeu  a \ndenúncia  oferecida  em  desfavor  dos  pacientes,  porquanto  “\n     <i>\n      atende  ao  \ndisposto no artigo 41 do CPP; não se enquadra em qualquer dos casos do artigo  \n395 do mesmo diploma legal; e lastreia-se em elementos de prova que evidenciam  \na justa causa para a propositura da Ação Penal\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     Instada  a  se  manifestar,  a  Corte  Estadual  consignou  que  foram\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663327.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 128435 / TO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     ‘\n     <i>\n      atendidos  os  ditames legais  pertinentes  à  espécie  (art.  41,  do  CPP),  pois  ela  \ncontém a narrativa de todo o fato tido como crime com todas as circunstâncias  \nprevistas no tipo e, ainda, a qualificação dos acusados, a classificação do delito  \nbem como o rol testemunhal’.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     O  Superior  Tribunal  de  Justiça,  ao  negar  provimento  ao  RHC \n49.433/TO,  rechaçou a  tese  de  qualquer  irregularidade formal  na peça \nacusatória. Colho, no que sobrelevam, excertos do voto condutor:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “(...).\nConsoante  se  depreende,  não  há,  na  descrição  realizada,  a\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      suscitada  pecha  da  inépcia,  porquanto  o  crime  imputado  aos  \nrecorrentes (art. 56, caput da Lei nº 9.605⁄1998), está suficientemente  \ndescrito.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Nesse contexto, exsurge que se apresenta temerário e prematuro,  \nnesta via, obstar, sumariamente, a persecução penal, porque presentes  \na materialidade e indícios de autoria, e a conclusão de que a denúncia  \né  inepta  não  pode  ser  extraída  da  leitura  da  peça  acusatória,  pelo  \ncontrário,  a  dinâmica  dos  fatos  narrados,  se  não  é  um primor  de  \ntécnica  jurídica  e  de  precisão,  deixa  entrever,  no  âmbito  de  \nconhecimento que o habeas corpus comporta, que os recorrentes, sócios  \ne  administradores  da  pessoa  jurídica,  NATICAL  NATIVIDADE  \nCALCÁRIO LTDA, tinham poderes de gerência e sabiam que tinham  \narmazenadas  na  empresa  substâncias  nocivas  e  em  desacordo  com  \nregulamento.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      O denunciado  NEILDO AVELINO DA SILVA, por  sua  vez,  \nsegundo a acusação, era o empregado responsável pela manutenção e  \nguarda das mencionadas substâncias.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      O fato de o corpo da denúncia não descer a minúcias da atuação  \nespecífica dos acusados não é, a meu ver, impeditivo de que possam  \nexercer  suas  defesas,  pois  há  demonstração  mínima  de  indícios  da  \nprática tida por delituosa.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Não é demais lembrar ainda que, nos crimes de autoria coletiva,  \ncomo ocorre aqui, tem admitido a jurisprudência descrição genérica,  \nem não sendo possível esmiuçar e especificar, com riqueza de detalhes,  \na atuação de cada envolvido, desde que haja um mínimo de liame com  \nos fatos.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663327.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 128435 / TO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      (...).\nPor  fim,  é  mister  consignar  que a  defesa dos  recorrentes não\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      juntou  nenhum  documento  capaz  de  afastar  as  conclusões  aqui  \nfirmadas, extraídas da leitura da peça acusatória que, por isso mesmo,  \nprevalecem,  à  míngua  de  prova  pré-constituída  que  possa  dizer  o  \ncontrário.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Ante o exposto, nego provimento ao recurso”.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Inobstante o art. 41 do Código de Processo Penal exija a exposição de \ntodas  as  circunstâncias  do  fato  criminoso,  por  certo  a  sua  descrição \nsucinta não acarreta a inépcia da peça acusatória\n     <i>\n      .\n     </i>\n     Ao contrário, em prol \ndo  escorreito  exercício  da  ampla  defesa  pelos  acusados,  sobreleva \nconveniente que a denúncia seja concisa, limitando-se a narrar, de forma \nobjetiva, os elementos do fato delituoso em tese praticado.\n    </p>\n    <p>\n     Despiciendo, portanto, ao acusador tecer minúcias, exaurir todas as \nquestões de fato e de direito envolvidas,  tarefa reservada às alegações \nfinais.  Tampouco  adequado  à  inicial  estabelecer  digressões  de  ordem \ndoutrinária ou jurisprudencial. A propósito, preleciona Nucci: “\n     <i>\n      Concisão  \nda denúncia ou da queixa: é medida que se impõe, para não tornar a peça inicial  \ndo processo penal em uma autêntica alegação final, avaliando provas e sugerindo  \njurisprudência a ser aplicada (...). A peça deve indicar o que o agente fez, para  \nque ele possa se defender. Se envolver argumentos outros, tornará impossível o  \nseu entendimento pelo réu, prejudicando a ampla defesa\n     </i>\n     ” (Nucci, Guilherme de \nSouza. Código de Processo Penal Comentado, 10ª ed. São Paulo: Revista \ndos Tribunais, 2011, pg. 162).\n    </p>\n    <p>\n     O  crime  em  questão  é  de  autoria  coletiva,  praticado  por \nadministradores  da  empresa,  no  caso  também  denunciada  pelo  crime \nambiental,  e  quanto  a  ele  a  jurisprudência  tem  admitido  descrição \ngenérica dos fatos, desde que com eles haja a indicação de liame mínimo.\n    </p>\n    <p>\n     Em princípio, não há reserva de Constituição para a criminalização \nde condutas,  nem para a definição de quem possa ser sujeito ativo da \nprática  de  crimes.  Trata-se  de  matéria  que  se  encontra,  guardados  os \nlimites  constitucionais,  no  âmbito  da  liberdade  de  conformação  do \nlegislador. E, o que sobreleva, a Constituição Federal de 1988, inovando,\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663327.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 128435 / TO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     previu  expressamente,  para  reforçar  a  proteção  do  meio  ambiente,  a \nresponsabilização penal da pessoa jurídica, além da pessoa física, no §3º \nde seu art. 225, com a seguinte dicção:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      \"Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente  \nequilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade  de  vida,  \nimpondo-se ao Poder Público e  à coletividade o dever de  defendê-lo e  \npreservá-lo para as presentes e futuras gerações.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      (...)\n§3º\n      <b>\n       As  condutas  e  atividades  consideradas  lesivas  ao\n      </b>\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       meio ambiente sujeitarão os infratores pessoas físicas ou jurídicas, a sanções  \npenais\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      e administrativa, independentemente da obrigação de reparar  \nos danos causados.\"\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Tal norma visa a tutelar verdadeiro direito fundamental de terceira \ngeração,  de  titularidade difusa,  consistindo em comando ao legislador \npara  a  instituição  de  mecanismos  de  responsabilização  civil, \nadministrativa  e  penal  de  infratores  da  legislação  ambiental,  pessoas \nfísicas ou jurídicas.\n    </p>\n    <p>\n     De forma harmônica, a  Lei nº 9.605, de 12.02.1998, em seus arts. 2º \n3º, veio a prescrever:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Art. 2º\n      <b>\n       Quem,\n      </b>\n      de qualquer forma,\n      <b>\n       concorre\n      </b>\n      para a prática dos  \ncrimes previstos nesta Lei,\n      <b>\n       incide\n      </b>\n      nas\n      <b>\n       penas\n      </b>\n      a estes cominadas, na  \nmedida  da  sua  culpabilidade,\n      <b>\n       bem  como  o  diretor,  o  \nadministrador,  o  membro  de  conselho  e  de  órgão  técnico,  o  \nauditor,  o  gerente,  o  preposto  ou  mandatário  de  pessoa  \njurídica, que, sabendo da conduta criminosa de outrem, deixar  \nde impedir a sua prática, quando podia agir para evitá-la\n      </b>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Art.  3º\n      <b>\n       As  pessoas  jurídicas  serão  responsabilizadas  \nadministrativa, civil e penalmente\n      </b>\n      conforme o disposto nesta Lei,  \nnos  casos  em  que  a  infração  seja  cometida  por  decisão  de  seu  \nrepresentante  legal  ou  contratual,  ou  de  seu  órgão  colegiado,  no  \ninteresse ou beneficio da sua entidade.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Parágrafo único:\n      <b>\n       A responsabilidade das pessoas jurídicas\n      </b>\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663327.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 128435 / TO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       não exclui a das pessoas fisicas, autoras, coatora ou partícipes  \ndo mesmo fato\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      .\"\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Oportuno  reiterar  os  fundamentos  expostos  nos  autos  do  RE \n548.181/PR, de minha relatoria, 1ª Turma, j. 06.8.2013, DJe 30.10.2014, no \nsentido de que “\n     <i>\n      O  art. 225, § 3º,  da Constituição Federal não condiciona a  \nresponsabilização penal da pessoa jurídica por crimes ambientais à simultânea  \npersecução penal da pessoa física em tese responsável no âmbito da empresa\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     Em verdade,  a  relevância  da  responsabilidade  da  pessoa  jurídica \nfundamenta-se na extrema dificuldade de obtenção da prova da autoria \nde  ilícitos  cometidos  no  ambiente  empresarial  e  de  conglomerados \nassociativos, de intensa e intrincada segmentação na tomada de decisões \ne  na  condução  técnica  e  de  opções  da  sociedade,  muitas  vezes \ndesenvolvidas em etapas sucessivas e complementares.\n    </p>\n    <p>\n     De  fato  as  organizações  corporativas  complexas  da  atualidade  se \ncaracterizam  pela  descentralização  e  a  distribuição  de  atribuições  e \nresponsabilidades, sendo inerentes, nessa realidade, as dificuldades  para \nse imputar o fato ilícito a uma pessoa concreta. Nesse sentido, Bernardo J. \nFeijóo  Sánchez  refere  que:  “\n     <i>\n      Las  formas  más  modernas  de  criminalidad  \norganizada, sobre todo la criminalidad de empresa, demuestran que através de las  \npersonas  jurídicas  se  puede  fomentar  la  ‘irresponsabilidad penal  organizada’\n     </i>\n     ” \n(\n     <b>\n      <i>\n       Cuestiones  basicas  sobre  la  responsabilidad  penal  de  las  personas  \njurídicas, de outras personas morales y de agrupaciones y asociaciones  \nde personas\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n     </i>\n     . Revista Brasileira de Ciências Criminais, ano 7, nº 27, p. 20-\n48. jul./set. 1999).\n    </p>\n    <p>\n     A identificação o mais aproximada possível  dos setores  e agentes \ninternos da empresa determinantes na produção do fato ilícito, porque \nenvolvidos no processo de deliberação ou execução do ato que veio a se \nrevelar lesivo de bens jurídicos tutelados pela legislação penal ambiental, \ntem  relevância  e  deve  ser  buscada  no  caso  concreto  como  forma  de \nesclarecer  se  esses  indivíduos  ou  órgãos  atuaram  ou  deliberaram  no \nexercício regular de suas atribuições internas à sociedade, e ainda para \nverificar se a atuação se deu no interesse ou em benefício da entidade \ncoletiva.\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663327.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 128435 / TO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     A responsabilização penal da pessoa jurídica decorre exatamente da \npercepção da insuficiência e da dificuldade da responsabilização penal da \npessoa física para prevenir a prática de crimes, ambientais, ou de outra \nnatureza, por parte de entidades corporativas.\n    </p>\n    <p>\n     Quanto ao tema, colho do magistério de Passos de Freitas:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      a responsabilidade da pessoa jurídica não exclui a das pessoas  \nnaturais. O art. 3º, parágrafo único, da Lei 9.605/1998 é explícito a  \nrespeito. Assim, a denúncia poderá ser dirigida apenas contra a pessoa  \njurídica, caso não se descubra a autoria ou participação das pessoas  \nnaturais,  e  poderá,  também,  ser  direcionada  contra  todos.  Foi  \nexatamente  por  isto  que  elas,  as  pessoas  jurídicas,  passaram a  ser  \nresponsabilizadas. Na maioria absoluta dos casos, não se descobre a  \nautoria do delito. Com isto, a punição findava por ser na pessoa de um  \nempregado,  de  regra  o  último  elo  da  hierarquia  da  corporação.  E,  \nquanto  amis  poderosa  a  pessoa  jurídica,  mais  difícil  se  tornava  \nidentificar os causadores reais do dano.\n     </i>\n     ” (FREITAS, Vladimir Passos \nde, FREITAS, Gilberto Passos de.\n     <b>\n      Crimes contra a natureza\n     </b>\n     , 9ª \ned. São Paulo: Revista dos Tribunais, p. 72. Na mesma linha a \nposição  de  NUCCI,  Guilherme  de  Souza.\n     <b>\n      Leis  Penais  e \nProcessuais Comentadas\n     </b>\n     , vol. II, 7ª. ed. São Paulo: Revista dos \nTribunais, 2013, p. 516).\n    </p>\n    <p>\n     Nesse prisma, reputo ser inviável, na hipótese, o reconhecimento da \ntese defensiva de falta de individualização das condutas imputadas aos \npacientes  ante  a  dificuldade  prática  de  se  identificar  a  pessoa  física \ndiretamente responsável pelo ato criminoso corporativo, até porque no \nmínimo inusual  seja  sua  prática  submetida  a  votação  do  conselho  de \ndiretores ou objeto de registro documental.\n    </p>\n    <p>\n     De outro lado, como bem destacado na decisão do STJ, a conclusão \nde que a denúncia é inepta em absoluto pode ser extraída de seus termos, \nenquanto  deixam  entrever  que  pacientes,  sócios  e  administradores  da \npessoa jurídica, tinham poderes de gerência e sabiam do armazenamento \nna empresa de substâncias tóxicas em desacordo com o regulamento. Já \nao paciente Neildo, se atribuiu naquela peça a condição de empregado\n    </p>\n    <p>\n     7\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663327.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 128435 / TO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     responsável pela manutenção e guarda das substâncias tóxicas.\nAdemais, quando do recebimento da denúncia, não há exigência de\n    </p>\n    <p>\n     cognição  e  avaliação exaustiva  da  prova ou apreciação exauriente  dos \nargumentos das partes, bastando o exame da validade formal da peça e a \nverificação  da  presença  de  indícios  suficientes  de  autoria  e  de \nmaterialidade,  de  modo  que  seu  recebimento  não  implica  conclusão \nquanto à responsabilidade criminal dos pacientes.\n    </p>\n    <p>\n     Todos os detalhamentos das condutas imputadas aos acusados e a \ncomprovação  dos  fatos  a  eles  imputados  serão  tempestivamente \nanalisadas  no  decorrer  da  instrução  criminal  a  que  serão  submetidos. \nAliás, inviável a análise do liame entre a conduta dos pacientes e o fato \ncriminoso,\n     <i>\n     </i>\n     porquanto  demandaria  o  reexame e  a  valoração  de  fatos  e \nprovas,  para  o  que  não  se  presta  a  via  eleita.  Esta  Suprema Corte  já \nassentou  que  “\n     <i>\n      o  caráter  sumaríssimo  da  via  jurídico-processual  do  habeas  \ncorpus não permite que se proceda, no âmbito estreito do writ constitucional, a  \nqualquer indagação de ordem probatória nem mesmo a qualquer rediscussão em  \ntorno da autoria do fato delituoso”\n     </i>\n     (HC 89.823/MG, rel. Min. Celso de Mello, \n2ª Turma, DJe 31.10.2008).\n    </p>\n    <p>\n     Quanto à alegação defensiva de falta de especificação do dispositivo \nregulamentar de complementação da norma penal em branco do art. 56 \nda Lei 9.605/96, nada colhe o\n     <i>\n      writ.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     O  princípio  da  congruência  ou  correlação  no  processo  penal \nestabelece a necessidade de correspondência entre a exposição dos fatos \nnarrados pela acusação e a sentença. Por isso, o réu se defende dos fatos, \ne não da classificação jurídica da conduta a ele imputada.\n    </p>\n    <p>\n     Nesse diapasão, na esteira do parecer ministerial, “\n     <i>\n      na denúncia cabe  \nao Ministério Público descrever o fato atribuído ao acusado, sendo a lei, em tese,  \nde  conhecimento  geral,  não  precisando  ser  expressamente  referida\n     </i>\n     ”.  De todo \nmodo,  “\n     <i>\n      o  fato  de  a  denúncia  não  ter  feito  expressa  referência  à  lei  ou  ao  \nregulamento  que  proíbe  o  depósito  daqueles  explosivos  não  importa  no  \nreconhecimento da sua inépcia\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     Ao  exame  dos  autos,  não  vislumbro  manifesta  ilegalidade  nas \ndecisões  das  instâncias  anteriores,  ao  reputarem  apta  a  denúncia  a\n    </p>\n    <p>\n     8\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663327.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 128435 / TO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     inaugurar a ação penal, enquanto descreve razoavelmente o cenário dos \nfatos  criminosos  e  revela  a  ocorrência  de  fato  típico  com  prova  da \nmaterialidade e indícios suficientes das autorias.\n    </p>\n    <p>\n     Nesse  contexto,  os  fatos  descritos  na  denúncia  recomendam  o \nprocessamento da ação penal,  e  não o seu trancamento,  este  admitido \nsomente  diante  de  situações  excepcionalíssimas,  em  que  presentes  “\n     <i>\n      a  \npercepção,  de  plano,  da  atipicidade  da  conduta,  da  incidência  da  causa  de  \nextinção punibilidade ou a ausência de indícios de autoria e materialidade”\n     </i>\n     (RHC \n115.044/BA, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 10.4.2014), hipóteses \nnão evidenciadas no caso.\n    </p>\n    <p>\n     Por derradeiro, em consulta ao andamento processual da ação penal \nde origem, disponibilizado no sítio eletrônico do Tribunal de Justiça do \nEstado de Tocantins, verifico que os autos estão conclusos para sentença \ndesde 15.7.2014.\n    </p>\n    <p>\n     Ante o exposto,\n     <b>\n      voto pela extinção do presente\n      <i>\n       habeas corpus\n      </i>\n      sem \nresolução do mérito.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     9\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663327.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. EDSON FACHIN\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      20/10/2015 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 128.435 TOCANTINS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      VOTO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN\n     </b>\n     -  Senhora Presidente, \nprincipiando já pelo fim, tenho a honra de acompanhar Vossa Excelência \nna conclusão que chegou. Todos os fatos e circunstâncias aqui narrados \nnão permitem encontrar um outro resultado. Portanto, tenho a honra de \nacompanhar Vossa Excelência.\n    </p>\n    <p>\n     Permito-me apenas fazer alguns breves registros que não afetam essa \nconclusão. Primeiro deles é de irmanar-me num certo desconforto que a \nMinistra suscita em relação à preliminar. Trata-se, efetivamente, de uma \ncircunstância em que o\n     <b>\n      habeas\n     </b>\n     não é interposto\n     <b>\n      per saltum\n     </b>\n     ,  e, sim, de \numa circunstância substitutiva que,  de algum modo,  enfim,  a garantia \nconstitucional poderia hipoteticamente alcançar esse efeito, permitindo, \neventualmente,  um  exame  de  mérito.  Mas  eu  também  mantenho  a \nposição  que  tenho  aderido  como  majoritária  nesta  Turma,  mas  me \npermito subscrever essa perspectiva de termos um encontro marcado com \neste tema.\n    </p>\n    <p>\n     O segundo registro que faço e vai ao encontro da citação feita por \nVossa Excelência do artigo 2º  da Lei  nº  9.605 e,  aqui,  diz respeito  um \npouco à matéria de fundo, que está no voto de Vossa Excelência. Entendo \nque a figura, por si só, do sócio não integra necessariamente esse polo \npassivo de imputação; do administrador, sim, e de todos aqueles que o \nartigo  2º  diz  que  concorrem,  de  qualquer  forma,  tal  como  diretor, \nadministrador, ou preposto, ou gerente, ou mandatário. Mas aqui não há \ndiretamente uma referência à figura do sócio, porque há necessidade de \numa participação, ainda que a lei diga \"de qualquer forma\", portanto, a \nparticipação não precisa ser necessariamente material, do fato concreto. \nMas eu fico a imaginar, por exemplo, um sócio minoritário, distante do \nfato, e até mesmo, muitas vezes, distante das decisões da pessoa jurídica.\n    </p>\n    <p>\n     Tenho,  aqui,  portanto,  essa  ressalva  e  que  nem  considero  uma \nressalva, porque Vossa Excelência, aqui, com acuidade, teve - e eu percebi\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9677061.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. EDSON FACHIN\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 128435 / TO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     -  sempre  utilizando  uma  conjuntiva  \"sócio  e  administrador\",  no  que \nestamos obviamente  de  acordo.  Mas,  se  fosse  sócio  ou administrador, \nmanifestaria, portanto, uma ressalva em relação a esse posicionamento.\n    </p>\n    <p>\n     E, por último, um registro também aqui já de comunhão, a citação \nque Vossa Excelência fez do magistério, do grande magistrado e autor \nVladmir  Passos  de  Freitas  veio  muito  bem  a  calhar  e  também \ncumprimento Vossa Excelência, por isso.\n    </p>\n    <p>\n     Portanto,  feitos  esses  pequenos  registros,  acompanho  Vossa \nExcelência, como disse ao início.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9677061.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      20/10/2015 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 128.435 TOCANTINS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente,  está  de \nbom tamanho. O\n     <i>\n      habeas\n     </i>\n     é substitutivo do recurso extraordinário, sem que \nesteja em jogo, na via direta, a liberdade de ir e vir.\n    </p>\n    <p>\n     Acompanho Vossa Excelência.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9771984.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 20/10/2015\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 128.435\n     </b>\n     PROCED. : TOCANTINS\n     <b>\n      RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n     </b>\n     PACTE.(S) : NEILDO AVELINO DA SILVA\nPACTE.(S) : JEREMIAS DEMITO\nPACTE.(S) : FRANCISCO MIGUEL HENDGES\nPACTE.(S) : JONAS DEMITO\nPACTE.(S) : JOSÉ CARLOS CÉSAR DA SILVA\nPACTE.(S) : MARCOS ZINGLER WILKELMANN\nIMPTE.(S) : MAURICIO HAEFFNER\nCOATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma julgou extinto o processo, sem resolução do \nmérito,  nos  termos  do  voto  da  Relatora.  Unânime.  Ausente, \njustificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência \nda Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 20.10.2015.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão\n    </p>\n    <p>\n     os  Senhores  Ministros  Marco  Aurélio,  Luiz  Fux  e  Edson  Fachin. \nAusente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9685987\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "20/10/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 128.435 TOCANTINS\n", "RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n", "PACTE.(S) :NEILDO AVELINO DA SILVA \n", "PACTE.(S) : JEREMIAS DEMITO \n", "PACTE.(S) :FRANCISCO MIGUEL HENDGES \n", "PACTE.(S) : JONAS DEMITO \n", "PACTE.(S) : JOSÉ CARLOS CÉSAR DA SILVA \n", "PACTE.(S) :MARCOS ZINGLER WILKELMANN \n", "IMPTE.(S) :MAURICIO HAEFFNER \n", "COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "EMENTA\n", "HABEAS CORPUS.  DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. \n", "SUBSTITUTIVO  DE  RECURSO  CONSTITUCIONAL. \n", "INADEQUAÇÃO  DA  VIA  ELEITA.  CRIME  AMBIENTAL. \n", "EXPLOSIVOS  ARMAZENADOS  IRREGULARMENTE.  AUTORIA \n", "COLETIVA.  INÉPCIA  DA  DENÚNCIA.  RESPONSABILIDADE  DO \n", "ADMINISTRADOR DA PESSOA JURÍDICA.  ARTIGOS 2º  E  3º  DA \n", "LEI  9.605/98.  REEXAME  DE  FATOS  E  PROVAS.  INVIABILIDADE. \n", "TRANCAMENTO  DA  AÇÃO  PENAL.  EXCEPCIONALIDADE. \n", "INOCORRÊNCIA.\n", "1.  Contra acórdão exarado em recurso ordinário em  habeas corpus  \n", "remanesce a possibilidade de manejo do recurso extraordinário previsto \n", "no art. 102, III, da Constituição Federal. Diante da dicção constitucional,  \n", "inadequada a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. \n", "2. Quando  do  recebimento  da  denúncia,  não  há  exigência  de \n", "cognição  e  avaliação exaustiva  da  prova ou apreciação exauriente  dos \n", "argumentos das partes, bastando o exame da validade formal da peça e a \n", "verificação  da  presença  de  indícios  suficientes  de  autoria  e  de \n", "materialidade. \n", "3. A denúncia,  na  hipótese,  revela  ocorrência  de  fato  típico  com \n", "prova  da  materialidade  e  indícios  suficientes  de  autoria,  de  modo  a \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663325.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17\n", "Ementa e Acórdão\n", "HC 128435 / TO \n", "possibilitar o pleno exercício da defesa.\n", "4.  Na  dicção  dos  arts.  2º  e  3º  da  Lei  9.605/96,  possível  a \n", "responsabilização  penal  dos  administradores  da  pessoa  jurídica  pela \n", "prática de crimes ambientais. \n", "5. A identificação o mais aproximada possível dos setores e agentes \n", "internos da empresa determinantes na produção do fato ilícito, porque \n", "envolvidos no processo de deliberação ou execução do ato que veio a se \n", "revelar lesivo de bens jurídicos tutelados pela legislação penal ambiental, \n", "tem relevância e deve ser averiguada no curso da instrução criminal. \n", "6. Inviável a análise do liame entre a conduta dos pacientes e o fato \n", "criminoso, porquanto  demandaria  o  reexame e  a  valoração  de  fatos  e \n", "provas, para o que não se presta a via eleita.\n", "7. O trancamento da ação penal na via do habeas corpus só se mostra \n", "cabível  em  casos  excepcionalíssimos  de  manifestas  (i)  atipicidade  da \n", "conduta, (ii) presença de causa extintiva de punibilidade ou (iii) ausência \n", "de suporte probatório mínimo de autoria e materialidade delitivas, o que \n", "não ocorre no presente caso.  \n", "8. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito. \n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos,  relatados  e  discutidos  estes  autos,  acordam  os \n", "Ministros  do  Supremo  Tribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a \n", "Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de \n", "julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em julgar extinto \n", "o processo,  sem resolução do mérito,  nos termos do voto da Relatora. \n", "Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso.\n", "Brasília, 20 de outubro de 2015. \n", "Ministra Rosa Weber\n", "Relatora\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663325.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17\n", "Relatório\n", "20/10/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 128.435 TOCANTINS\n", "RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n", "PACTE.(S) :NEILDO AVELINO DA SILVA \n", "PACTE.(S) : JEREMIAS DEMITO \n", "PACTE.(S) :FRANCISCO MIGUEL HENDGES \n", "PACTE.(S) : JONAS DEMITO \n", "PACTE.(S) : JOSÉ CARLOS CÉSAR DA SILVA \n", "PACTE.(S) :MARCOS ZINGLER WILKELMANN \n", "IMPTE.(S) :MAURICIO HAEFFNER \n", "COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "RELATÓRIO\n", "A  Senhora  Ministra  Rosa  Weber  (Relatora):  Trata-se  de  habeas  \n", "corpus,  com  pedido  de  liminar,  impetrado  por  Maurício  Haeffner  em \n", "favor  de  Neildo  Avelino  da  Silva,  Jeremias  Demito,  Francisco  Miguel \n", "Hendges,  Jonas  Demito,  José  Carlos  César  da  Silva  e  Marcos  Zingler \n", "Wilkelmann, contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que negou \n", "provimento ao RHC 49.433/TO.\n", "Os  pacientes  foram  denunciados  pela  suposta  prática  do  crime \n", "previsto  no  art.  56,  caput,  da  Lei  9.605/98  por  terem  sido  “flagrados  \n", "mantendo em depósito 3 (três) unidades de explosivos encartuchados da marca  \n", "‘Dinapex’  e  34  (trinta  e  quatro)  retardos  MS20,  substâncias  estas  nocivas  à  \n", "saúde  humana e  ao  meio  ambiente,  em desacordo com determinação  legal  ou  \n", "regulamentar”.  O  magistrado  de  primeiro  grau  recebeu  a  exordial \n", "acusatória apresentada em desfavor dos pacientes.\n", "Inconformada, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de \n", "Justiça do Estado de Tocantins, que denegou a ordem. \n", "Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de Justiça no \n", "RHC 49.433/TO, a Sexta Turma negou provimento ao recurso.\n", "No  presente  habeas  corpus,  alega  o  Impetrante,  em  síntese,  a \n", "possibilidade de trancamento da ação penal dada a inépcia da denúncia. \n", "Pontua  que  a  conduta  delitiva  dos  pacientes,  lastreada  no  fato  de \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663326.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17\n", "Relatório\n", "HC 128435 / TO \n", "ostentarem  a  condição  de  sócios  e  administradores  da  empresa \n", "investigada,  não  foi  individualizada.  Sustenta  a  inviabilidade  de \n", "oferecimento de denúncia genérica e que o crime tipificado no art. 56 da \n", "Lei 9.605/98, “que consiste em norma penal em branco”, “necessita da remissão  \n", "à norma administrativa violada para validar a acusação”. \n", "Requer, em medida liminar, a suspensão do feito de origem até o \n", "julgamento  definitivo  da  presente  impetração.  No  mérito,  pugna  pelo \n", "trancamento da ação penal de origem.\n", "Em 29.5.2015, indeferi o pedido de liminar.\n", "O  Ministério  Público  Federal,  em  parecer  da  lavra  da \n", "Subprocuradora-Geral  da  República  Cláudia  Sampaio  Marques,  opina \n", "pelo não conhecimento da impetração. \n", "É o relatório.\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663326.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "20/10/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 128.435 TOCANTINS\n", "VOTO \n", "A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Objetiva o presente writ \n", "o trancamento da ação penal pela alegada inépcia da denúncia oferecida \n", "em desfavor dos pacientes pela suposta prática de crime ambiental.\n", "De  início,  consigno  que  a  presente  impetração  se  volta  contra \n", "acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao RHC \n", "49.433/TO, em acórdão assim ementado:\n", "“PROCESSUAL  PENAL.  DENÚNCIA.  CRIME  \n", "AMBIENTAL.  EXPLOSIVOS  ARMAZENADOS  \n", "IRREGULARMENTE. SÓCIOS DA EMPRESA E EMPREGADO  \n", "ENCARREGADO. AUTORIA COLETIVA. DESCRIÇÃO FÁTICA.  \n", "SUFICIÊNCIA.  DEMONSTRAÇÃO  DE  INDÍCIOS  DE  \n", "AUTORIA. INÉPCIA. NÃO OCORRÊNCIA. \n", "1.  Nos  crimes  de  autoria  coletiva  admite-se  a  descrição  não  \n", "individualizada  dos  fatos,  se  não  for  possível,  como  na  espécie,  \n", "esmiuçar e especificar a conduta de cada um dos denunciados.\n", "2.  Indícios de autoria  demonstrados,  tanto mais que afirma a  \n", "denúncia que os recorrentes, além de sócios da empresa tinham poder  \n", "de gerência, sendo que, um deles, seria o empregado encarregado do  \n", "armazenamento das substâncias explosivas, não havendo prova pré-\n", "constituída que possa dizer o contrário.\n", "3. Tese de inexistência de liame entre a atuação dos denunciados  \n", "e os fatos narrados que não se reveste de credibilidade na via eleita.  \n", "Plausibilidade da acusação.\n", "4.  Direito  de defesa assegurado,  em face do cumprimento dos  \n", "requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal.\n", "5. Recurso não provido”.\n", "Contra  acórdão  lavrado  ao  julgamento  de  recurso  ordinário  em \n", "habeas  corpus remanesce  a  possibilidade  de  interposição  do  recurso \n", "extraordinário previsto no art. 102, III, da Constituição Federal. Diante da \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663327.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "HC 128435 / TO \n", "dicção constitucional, inadequada a utilização de novo habeas corpus, em \n", "caráter  substitutivo.  O não cabimento  do  habeas  corpus substitutivo  de \n", "recurso  extraordinário  reflete  entendimento  pacificado  pela  Primeira \n", "Turma  desta  Corte  sobre  o  assunto,  assentado  no  julgamento  do  HC \n", "110.055/MG, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 09.11.2012 e do HC 114.519/DF,  \n", "Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 12.4.2013.\n", "Prossigo, contudo, no exame diante da possibilidade de concessão \n", "da ordem de ofício.\n", "Na espécie, a denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual \n", "indicou que os pacientes, ‘no interesse da pessoa jurídica Natical Natividade  \n", "Calcário LTDA. (...) foram flagrados mantendo em depósito 03 (três) unidades de  \n", "explosivos  encartuchados  da  marca  ‘Dinapex’  e  34  (trinta  e  quatro)  retardos  \n", "MS20, substâncias estas nocivas à saúde humana e ao meio ambiente, em \n", "desacordo com determinação legal ou regulamentar’. A peça acusatória, além \n", "de esclarecer que ‘Jeremias Demito, Francisco Miguel Hendges, Jonas Demito,  \n", "José  Carlos  César  da  Silva  e  Marcos  Zingler  Wilkelmann  eram  sócios  e  \n", "administradores  da  pessoa  jurídica  Natical  Natividade  Calcário  Ltda.,  sendo  \n", "responsáveis pelas decisões tomadas em seu nome e benefício’, concluiu que os \n", "envolvidos incidiram na figura típica do art. 56 da Lei 9.605/96. \n", "Naquela  ocasião,  o  representante  do  Parquet salientou que “as 03  \n", "(três) unidades de explosivos encartuchados da marca ‘Dinapex’ e 34 (trinta e  \n", "quatro)  retardos  MS20 não  estavam relacionadas  no  mapa  de  controle  e  não  \n", "apresentavam documento de origem, em discordância com as normas gerais e de  \n", "segurança (R-105)”. Nesse contexto, a materialidade e a autoria delitivas \n", "“encontram-se  devidamente  demonstradas  pelo  Extrato  de  Ocorrência  \n", "Ambiental,  Auto  de  Infração,  Contrato  Social  da  Pessoa  Jurídica  e  demais  \n", "documentos juntados aos autos”.\n", "O  Juízo  de  Direito  da  Comarca  de  Natividade/TO  recebeu  a \n", "denúncia  oferecida  em  desfavor  dos  pacientes,  porquanto  “atende  ao  \n", "disposto no artigo 41 do CPP; não se enquadra em qualquer dos casos do artigo  \n", "395 do mesmo diploma legal; e lastreia-se em elementos de prova que evidenciam  \n", "a justa causa para a propositura da Ação Penal”. \n", "Instada  a  se  manifestar,  a  Corte  Estadual  consignou  que  foram \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663327.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "HC 128435 / TO \n", "‘atendidos  os  ditames legais  pertinentes  à  espécie  (art.  41,  do  CPP),  pois  ela  \n", "contém a narrativa de todo o fato tido como crime com todas as circunstâncias  \n", "previstas no tipo e, ainda, a qualificação dos acusados, a classificação do delito  \n", "bem como o rol testemunhal’.\n", "O  Superior  Tribunal  de  Justiça,  ao  negar  provimento  ao  RHC \n", "49.433/TO,  rechaçou a  tese  de  qualquer  irregularidade formal  na peça \n", "acusatória. Colho, no que sobrelevam, excertos do voto condutor:\n", "“(...).\n", "Consoante  se  depreende,  não  há,  na  descrição  realizada,  a  \n", "suscitada  pecha  da  inépcia,  porquanto  o  crime  imputado  aos  \n", "recorrentes (art. 56, caput da Lei nº 9.605⁄1998), está suficientemente  \n", "descrito.\n", "Nesse contexto, exsurge que se apresenta temerário e prematuro,  \n", "nesta via, obstar, sumariamente, a persecução penal, porque presentes  \n", "a materialidade e indícios de autoria, e a conclusão de que a denúncia  \n", "é  inepta  não  pode  ser  extraída  da  leitura  da  peça  acusatória,  pelo  \n", "contrário,  a  dinâmica  dos  fatos  narrados,  se  não  é  um primor  de  \n", "técnica  jurídica  e  de  precisão,  deixa  entrever,  no  âmbito  de  \n", "conhecimento que o habeas corpus comporta, que os recorrentes, sócios  \n", "e  administradores  da  pessoa  jurídica,  NATICAL  NATIVIDADE  \n", "CALCÁRIO LTDA, tinham poderes de gerência e sabiam que tinham  \n", "armazenadas  na  empresa  substâncias  nocivas  e  em  desacordo  com  \n", "regulamento.\n", "O denunciado  NEILDO AVELINO DA SILVA, por  sua  vez,  \n", "segundo a acusação, era o empregado responsável pela manutenção e  \n", "guarda das mencionadas substâncias.\n", "O fato de o corpo da denúncia não descer a minúcias da atuação  \n", "específica dos acusados não é, a meu ver, impeditivo de que possam  \n", "exercer  suas  defesas,  pois  há  demonstração  mínima  de  indícios  da  \n", "prática tida por delituosa.\n", "Não é demais lembrar ainda que, nos crimes de autoria coletiva,  \n", "como ocorre aqui, tem admitido a jurisprudência descrição genérica,  \n", "em não sendo possível esmiuçar e especificar, com riqueza de detalhes,  \n", "a atuação de cada envolvido, desde que haja um mínimo de liame com  \n", "os fatos.\n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663327.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "HC 128435 / TO \n", "(...).\n", "Por  fim,  é  mister  consignar  que a  defesa dos  recorrentes não  \n", "juntou  nenhum  documento  capaz  de  afastar  as  conclusões  aqui  \n", "firmadas, extraídas da leitura da peça acusatória que, por isso mesmo,  \n", "prevalecem,  à  míngua  de  prova  pré-constituída  que  possa  dizer  o  \n", "contrário.\n", "Ante o exposto, nego provimento ao recurso”.\n", "Inobstante o art. 41 do Código de Processo Penal exija a exposição de \n", "todas  as  circunstâncias  do  fato  criminoso,  por  certo  a  sua  descrição \n", "sucinta não acarreta a inépcia da peça acusatória.  Ao contrário, em prol \n", "do  escorreito  exercício  da  ampla  defesa  pelos  acusados,  sobreleva \n", "conveniente que a denúncia seja concisa, limitando-se a narrar, de forma \n", "objetiva, os elementos do fato delituoso em tese praticado.\n", "Despiciendo, portanto, ao acusador tecer minúcias, exaurir todas as \n", "questões de fato e de direito envolvidas,  tarefa reservada às alegações \n", "finais.  Tampouco  adequado  à  inicial  estabelecer  digressões  de  ordem \n", "doutrinária ou jurisprudencial. A propósito, preleciona Nucci: “Concisão  \n", "da denúncia ou da queixa: é medida que se impõe, para não tornar a peça inicial  \n", "do processo penal em uma autêntica alegação final, avaliando provas e sugerindo  \n", "jurisprudência a ser aplicada (...). A peça deve indicar o que o agente fez, para  \n", "que ele possa se defender. Se envolver argumentos outros, tornará impossível o  \n", "seu entendimento pelo réu, prejudicando a ampla defesa” (Nucci, Guilherme de \n", "Souza. Código de Processo Penal Comentado, 10ª ed. São Paulo: Revista \n", "dos Tribunais, 2011, pg. 162).\n", "O  crime  em  questão  é  de  autoria  coletiva,  praticado  por \n", "administradores  da  empresa,  no  caso  também  denunciada  pelo  crime \n", "ambiental,  e  quanto  a  ele  a  jurisprudência  tem  admitido  descrição \n", "genérica dos fatos, desde que com eles haja a indicação de liame mínimo. \n", "Em princípio, não há reserva de Constituição para a criminalização \n", "de condutas,  nem para a definição de quem possa ser sujeito ativo da \n", "prática  de  crimes.  Trata-se  de  matéria  que  se  encontra,  guardados  os \n", "limites  constitucionais,  no  âmbito  da  liberdade  de  conformação  do \n", "legislador. E, o que sobreleva, a Constituição Federal de 1988, inovando, \n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663327.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "HC 128435 / TO \n", "previu  expressamente,  para  reforçar  a  proteção  do  meio  ambiente,  a \n", "responsabilização penal da pessoa jurídica, além da pessoa física, no §3º \n", "de seu art. 225, com a seguinte dicção:\n", "\"Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente  \n", "equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade  de  vida,  \n", "impondo-se ao Poder Público e  à coletividade o dever de  defendê-lo e  \n", "preservá-lo para as presentes e futuras gerações.\n", "(...)\n", "§3º  As  condutas  e  atividades  consideradas  lesivas  ao  \n", "meio ambiente sujeitarão os infratores pessoas físicas ou jurídicas, a sanções  \n", "penais e administrativa, independentemente da obrigação de reparar  \n", "os danos causados.\"\n", "Tal norma visa a tutelar verdadeiro direito fundamental de terceira \n", "geração,  de  titularidade difusa,  consistindo em comando ao legislador \n", "para  a  instituição  de  mecanismos  de  responsabilização  civil, \n", "administrativa  e  penal  de  infratores  da  legislação  ambiental,  pessoas \n", "físicas ou jurídicas. \n", "De forma harmônica, a  Lei nº 9.605, de 12.02.1998, em seus arts. 2º \n", "3º, veio a prescrever:\n", "“Art. 2º Quem, de qualquer forma, concorre para a prática dos  \n", "crimes previstos nesta Lei,  incide nas  penas a estes cominadas, na  \n", "medida  da  sua  culpabilidade,  bem  como  o  diretor,  o  \n", "administrador,  o  membro  de  conselho  e  de  órgão  técnico,  o  \n", "auditor,  o  gerente,  o  preposto  ou  mandatário  de  pessoa  \n", "jurídica, que, sabendo da conduta criminosa de outrem, deixar  \n", "de impedir a sua prática, quando podia agir para evitá-la.\n", "Art.  3º  As  pessoas  jurídicas  serão  responsabilizadas  \n", "administrativa, civil e penalmente conforme o disposto nesta Lei,  \n", "nos  casos  em  que  a  infração  seja  cometida  por  decisão  de  seu  \n", "representante  legal  ou  contratual,  ou  de  seu  órgão  colegiado,  no  \n", "interesse ou beneficio da sua entidade.\n", "Parágrafo único:  A responsabilidade das pessoas jurídicas  \n", "5 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663327.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "HC 128435 / TO \n", "não exclui a das pessoas fisicas, autoras, coatora ou partícipes  \n", "do mesmo fato.\"\n", "Oportuno  reiterar  os  fundamentos  expostos  nos  autos  do  RE \n", "548.181/PR, de minha relatoria, 1ª Turma, j. 06.8.2013, DJe 30.10.2014, no \n", "sentido de que “O  art. 225, § 3º,  da Constituição Federal não condiciona a  \n", "responsabilização penal da pessoa jurídica por crimes ambientais à simultânea  \n", "persecução penal da pessoa física em tese responsável no âmbito da empresa”.\n", "Em verdade,  a  relevância  da  responsabilidade  da  pessoa  jurídica \n", "fundamenta-se na extrema dificuldade de obtenção da prova da autoria \n", "de  ilícitos  cometidos  no  ambiente  empresarial  e  de  conglomerados \n", "associativos, de intensa e intrincada segmentação na tomada de decisões \n", "e  na  condução  técnica  e  de  opções  da  sociedade,  muitas  vezes \n", "desenvolvidas em etapas sucessivas e complementares.\n", "De  fato  as  organizações  corporativas  complexas  da  atualidade  se \n", "caracterizam  pela  descentralização  e  a  distribuição  de  atribuições  e \n", "responsabilidades, sendo inerentes, nessa realidade, as dificuldades  para \n", "se imputar o fato ilícito a uma pessoa concreta. Nesse sentido, Bernardo J. \n", "Feijóo  Sánchez  refere  que:  “Las  formas  más  modernas  de  criminalidad  \n", "organizada, sobre todo la criminalidad de empresa, demuestran que através de las  \n", "personas  jurídicas  se  puede  fomentar  la  ‘irresponsabilidad penal  organizada’” \n", "(Cuestiones  basicas  sobre  la  responsabilidad  penal  de  las  personas  \n", "jurídicas, de outras personas morales y de agrupaciones y asociaciones  \n", "de personas. Revista Brasileira de Ciências Criminais, ano 7, nº 27, p. 20-\n", "48. jul./set. 1999).\n", "A identificação o mais aproximada possível  dos setores  e agentes \n", "internos da empresa determinantes na produção do fato ilícito, porque \n", "envolvidos no processo de deliberação ou execução do ato que veio a se \n", "revelar lesivo de bens jurídicos tutelados pela legislação penal ambiental, \n", "tem  relevância  e  deve  ser  buscada  no  caso  concreto  como  forma  de \n", "esclarecer  se  esses  indivíduos  ou  órgãos  atuaram  ou  deliberaram  no \n", "exercício regular de suas atribuições internas à sociedade, e ainda para \n", "verificar se a atuação se deu no interesse ou em benefício da entidade \n", "coletiva. \n", "6 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663327.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "HC 128435 / TO \n", "A responsabilização penal da pessoa jurídica decorre exatamente da \n", "percepção da insuficiência e da dificuldade da responsabilização penal da \n", "pessoa física para prevenir a prática de crimes, ambientais, ou de outra \n", "natureza, por parte de entidades corporativas. \n", "Quanto ao tema, colho do magistério de Passos de Freitas:\n", "“a responsabilidade da pessoa jurídica não exclui a das pessoas  \n", "naturais. O art. 3º, parágrafo único, da Lei 9.605/1998 é explícito a  \n", "respeito. Assim, a denúncia poderá ser dirigida apenas contra a pessoa  \n", "jurídica, caso não se descubra a autoria ou participação das pessoas  \n", "naturais,  e  poderá,  também,  ser  direcionada  contra  todos.  Foi  \n", "exatamente  por  isto  que  elas,  as  pessoas  jurídicas,  passaram a  ser  \n", "responsabilizadas. Na maioria absoluta dos casos, não se descobre a  \n", "autoria do delito. Com isto, a punição findava por ser na pessoa de um  \n", "empregado,  de  regra  o  último  elo  da  hierarquia  da  corporação.  E,  \n", "quanto  amis  poderosa  a  pessoa  jurídica,  mais  difícil  se  tornava  \n", "identificar os causadores reais do dano.” (FREITAS, Vladimir Passos \n", "de, FREITAS, Gilberto Passos de.  Crimes contra a natureza, 9ª \n", "ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, p. 72. Na mesma linha a \n", "posição  de  NUCCI,  Guilherme  de  Souza.  Leis  Penais  e \n", "Processuais Comentadas, vol. II, 7ª. ed. São Paulo: Revista dos \n", "Tribunais, 2013, p. 516).\n", "Nesse prisma, reputo ser inviável, na hipótese, o reconhecimento da \n", "tese defensiva de falta de individualização das condutas imputadas aos \n", "pacientes  ante  a  dificuldade  prática  de  se  identificar  a  pessoa  física \n", "diretamente responsável pelo ato criminoso corporativo, até porque no \n", "mínimo inusual  seja  sua  prática  submetida  a  votação  do  conselho  de \n", "diretores ou objeto de registro documental.\n", "De outro lado, como bem destacado na decisão do STJ, a conclusão \n", "de que a denúncia é inepta em absoluto pode ser extraída de seus termos, \n", "enquanto  deixam  entrever  que  pacientes,  sócios  e  administradores  da \n", "pessoa jurídica, tinham poderes de gerência e sabiam do armazenamento \n", "na empresa de substâncias tóxicas em desacordo com o regulamento. Já \n", "ao paciente Neildo, se atribuiu naquela peça a condição de empregado \n", "7 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663327.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "HC 128435 / TO \n", "responsável pela manutenção e guarda das substâncias tóxicas.\n", "Ademais, quando do recebimento da denúncia, não há exigência de \n", "cognição  e  avaliação exaustiva  da  prova ou apreciação exauriente  dos \n", "argumentos das partes, bastando o exame da validade formal da peça e a \n", "verificação  da  presença  de  indícios  suficientes  de  autoria  e  de \n", "materialidade,  de  modo  que  seu  recebimento  não  implica  conclusão \n", "quanto à responsabilidade criminal dos pacientes. \n", "Todos os detalhamentos das condutas imputadas aos acusados e a \n", "comprovação  dos  fatos  a  eles  imputados  serão  tempestivamente \n", "analisadas  no  decorrer  da  instrução  criminal  a  que  serão  submetidos. \n", "Aliás, inviável a análise do liame entre a conduta dos pacientes e o fato \n", "criminoso, porquanto  demandaria  o  reexame e  a  valoração  de  fatos  e \n", "provas,  para  o  que  não  se  presta  a  via  eleita.  Esta  Suprema Corte  já \n", "assentou  que  “o  caráter  sumaríssimo  da  via  jurídico-processual  do  habeas  \n", "corpus não permite que se proceda, no âmbito estreito do writ constitucional, a  \n", "qualquer indagação de ordem probatória nem mesmo a qualquer rediscussão em  \n", "torno da autoria do fato delituoso” (HC 89.823/MG, rel. Min. Celso de Mello, \n", "2ª Turma, DJe 31.10.2008). \n", "Quanto à alegação defensiva de falta de especificação do dispositivo \n", "regulamentar de complementação da norma penal em branco do art. 56 \n", "da Lei 9.605/96, nada colhe o writ.  \n", "O  princípio  da  congruência  ou  correlação  no  processo  penal \n", "estabelece a necessidade de correspondência entre a exposição dos fatos \n", "narrados pela acusação e a sentença. Por isso, o réu se defende dos fatos, \n", "e não da classificação jurídica da conduta a ele imputada.\n", "Nesse diapasão, na esteira do parecer ministerial, “na denúncia cabe  \n", "ao Ministério Público descrever o fato atribuído ao acusado, sendo a lei, em tese,  \n", "de  conhecimento  geral,  não  precisando  ser  expressamente  referida”.  De todo \n", "modo,  “o  fato  de  a  denúncia  não  ter  feito  expressa  referência  à  lei  ou  ao  \n", "regulamento  que  proíbe  o  depósito  daqueles  explosivos  não  importa  no  \n", "reconhecimento da sua inépcia”.\n", "Ao  exame  dos  autos,  não  vislumbro  manifesta  ilegalidade  nas \n", "decisões  das  instâncias  anteriores,  ao  reputarem  apta  a  denúncia  a \n", "8 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663327.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "HC 128435 / TO \n", "inaugurar a ação penal, enquanto descreve razoavelmente o cenário dos \n", "fatos  criminosos  e  revela  a  ocorrência  de  fato  típico  com  prova  da \n", "materialidade e indícios suficientes das autorias. \n", "Nesse  contexto,  os  fatos  descritos  na  denúncia  recomendam  o \n", "processamento da ação penal,  e  não o seu trancamento,  este  admitido \n", "somente  diante  de  situações  excepcionalíssimas,  em  que  presentes  “a  \n", "percepção,  de  plano,  da  atipicidade  da  conduta,  da  incidência  da  causa  de  \n", "extinção punibilidade ou a ausência de indícios de autoria e materialidade” (RHC \n", "115.044/BA, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 10.4.2014), hipóteses \n", "não evidenciadas no caso.\n", "Por derradeiro, em consulta ao andamento processual da ação penal \n", "de origem, disponibilizado no sítio eletrônico do Tribunal de Justiça do \n", "Estado de Tocantins, verifico que os autos estão conclusos para sentença \n", "desde 15.7.2014. \n", "Ante o exposto,  voto pela extinção do presente habeas corpus sem \n", "resolução do mérito.\n", "9 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663327.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17\n", "Voto - MIN. EDSON FACHIN\n", "20/10/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 128.435 TOCANTINS\n", "VOTO\n", "O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN -  Senhora Presidente, \n", "principiando já pelo fim, tenho a honra de acompanhar Vossa Excelência \n", "na conclusão que chegou. Todos os fatos e circunstâncias aqui narrados \n", "não permitem encontrar um outro resultado. Portanto, tenho a honra de \n", "acompanhar Vossa Excelência. \n", "Permito-me apenas fazer alguns breves registros que não afetam essa \n", "conclusão. Primeiro deles é de irmanar-me num certo desconforto que a \n", "Ministra suscita em relação à preliminar. Trata-se, efetivamente, de uma \n", "circunstância em que o  habeas  não é interposto  per saltum,  e, sim, de \n", "uma circunstância substitutiva que,  de algum modo,  enfim,  a garantia \n", "constitucional poderia hipoteticamente alcançar esse efeito, permitindo, \n", "eventualmente,  um  exame  de  mérito.  Mas  eu  também  mantenho  a \n", "posição  que  tenho  aderido  como  majoritária  nesta  Turma,  mas  me \n", "permito subscrever essa perspectiva de termos um encontro marcado com \n", "este tema. \n", "O segundo registro que faço e vai ao encontro da citação feita por \n", "Vossa Excelência do artigo 2º  da Lei  nº  9.605 e,  aqui,  diz respeito  um \n", "pouco à matéria de fundo, que está no voto de Vossa Excelência. Entendo \n", "que a figura, por si só, do sócio não integra necessariamente esse polo \n", "passivo de imputação; do administrador, sim, e de todos aqueles que o \n", "artigo  2º  diz  que  concorrem,  de  qualquer  forma,  tal  como  diretor, \n", "administrador, ou preposto, ou gerente, ou mandatário. Mas aqui não há \n", "diretamente uma referência à figura do sócio, porque há necessidade de \n", "uma participação, ainda que a lei diga \"de qualquer forma\", portanto, a \n", "participação não precisa ser necessariamente material, do fato concreto. \n", "Mas eu fico a imaginar, por exemplo, um sócio minoritário, distante do \n", "fato, e até mesmo, muitas vezes, distante das decisões da pessoa jurídica. \n", "Tenho,  aqui,  portanto,  essa  ressalva  e  que  nem  considero  uma \n", "ressalva, porque Vossa Excelência, aqui, com acuidade, teve - e eu percebi \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9677061.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17\n", "Voto - MIN. EDSON FACHIN\n", "HC 128435 / TO \n", "-  sempre  utilizando  uma  conjuntiva  \"sócio  e  administrador\",  no  que \n", "estamos obviamente  de  acordo.  Mas,  se  fosse  sócio  ou administrador, \n", "manifestaria, portanto, uma ressalva em relação a esse posicionamento. \n", "E, por último, um registro também aqui já de comunhão, a citação \n", "que Vossa Excelência fez do magistério, do grande magistrado e autor \n", "Vladmir  Passos  de  Freitas  veio  muito  bem  a  calhar  e  também \n", "cumprimento Vossa Excelência, por isso. \n", "Portanto,  feitos  esses  pequenos  registros,  acompanho  Vossa \n", "Excelência, como disse ao início.\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9677061.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17\n", "Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n", "20/10/2015 PRIMEIRA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 128.435 TOCANTINS\n", "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente,  está  de \n", "bom tamanho. O habeas é substitutivo do recurso extraordinário, sem que \n", "esteja em jogo, na via direta, a liberdade de ir e vir.\n", "Acompanho Vossa Excelência.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9771984.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17\n", "Extrato de Ata - 20/10/2015\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "HABEAS CORPUS 128.435\n", "PROCED. : TOCANTINS\n", "RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n", "PACTE.(S) : NEILDO AVELINO DA SILVA\n", "PACTE.(S) : JEREMIAS DEMITO\n", "PACTE.(S) : FRANCISCO MIGUEL HENDGES\n", "PACTE.(S) : JONAS DEMITO\n", "PACTE.(S) : JOSÉ CARLOS CÉSAR DA SILVA\n", "PACTE.(S) : MARCOS ZINGLER WILKELMANN\n", "IMPTE.(S) : MAURICIO HAEFFNER\n", "COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n", "Decisão: A Turma julgou extinto o processo, sem resolução do \n", "mérito,  nos  termos  do  voto  da  Relatora.  Unânime.  Ausente, \n", "justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência \n", "da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 20.10.2015.\n", " \n", "Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão \n", "os  Senhores  Ministros  Marco  Aurélio,  Luiz  Fux  e  Edson  Fachin. \n", "Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso.\n", "Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9685987\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17\n" ], "numero" : "128435", "partes" : [ { "nome" : "MIN. 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Os  pacientes  foram  denunciados  pela  suposta  prática  do  crime  previsto  no  art.  56,  caput,  da  Lei  9.605/98  por  terem  sido  “flagrados   mantendo em depósito 3 (três) unidades de explosivos encartuchados da marca   ‘Dinapex’  e  34  (trinta  e  quatro)  retardos  MS20,  substâncias  estas  nocivas  à   saúde  humana e  ao  meio  ambiente,  em desacordo com determinação  legal  ou   regulamentar”.  O  magistrado  de  primeiro  grau  recebeu  a  exordial  acusatória apresentada em desfavor dos pacientes.  Inconformada, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de  Justiça do Estado de Tocantins, que denegou a ordem.   Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de Justiça no  RHC 49.433/TO, a Sexta Turma negou provimento ao recurso.  No  presente  habeas  corpus,  alega  o  Impetrante,  em  síntese,  a  possibilidade de trancamento da ação penal dada a inépcia da denúncia.  Pontua  que  a  conduta  delitiva  dos  pacientes,  lastreada  no  fato  de     ostentarem  a  condição  de  sócios  e  administradores  da  empresa  investigada,  não  foi  individualizada.  Sustenta  a  inviabilidade  de  oferecimento de denúncia genérica e que o crime tipificado no art. 56 da  Lei 9.605/98, “que consiste em norma penal em branco”, “necessita da remissão   à norma administrativa violada para validar a acusação”.   Requer, em medida liminar, a suspensão do feito de origem até o  julgamento  definitivo  da  presente  impetração.  No  mérito,  pugna  pelo  trancamento da ação penal de origem.  Em 29.5.2015, indeferi o pedido de liminar. O  Ministério  Público  Federal,  em  parecer  da  lavra  da   Subprocuradora-Geral  da  República  Cláudia  Sampaio  Marques,  opina  pelo não conhecimento da impetração.   É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   VOTO   A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Objetiva o presente writ  o trancamento da ação penal pela alegada inépcia da denúncia oferecida  em desfavor dos pacientes pela suposta prática de crime ambiental.  De  início,  consigno  que  a  presente  impetração  se  volta  contra  acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao RHC  49.433/TO, em acórdão assim ementado:  “PROCESSUAL  PENAL.  DENÚNCIA.  CRIME   AMBIENTAL.  EXPLOSIVOS  ARMAZENADOS   IRREGULARMENTE. SÓCIOS DA EMPRESA E EMPREGADO   ENCARREGADO. AUTORIA COLETIVA. DESCRIÇÃO FÁTICA.   SUFICIÊNCIA.  DEMONSTRAÇÃO  DE  INDÍCIOS  DE   AUTORIA. INÉPCIA. NÃO OCORRÊNCIA.   1.  Nos  crimes  de  autoria  coletiva  admite-se  a  descrição  não   individualizada  dos  fatos,  se  não  for  possível,  como  na  espécie,   esmiuçar e especificar a conduta de cada um dos denunciados.  2.  Indícios de autoria  demonstrados,  tanto mais que afirma a   denúncia que os recorrentes, além de sócios da empresa tinham poder   de gerência, sendo que, um deles, seria o empregado encarregado do   armazenamento das substâncias explosivas, não havendo prova pré- constituída que possa dizer o contrário.  3. Tese de inexistência de liame entre a atuação dos denunciados   e os fatos narrados que não se reveste de credibilidade na via eleita.   Plausibilidade da acusação.  4.  Direito  de defesa assegurado,  em face do cumprimento dos   requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal.  5. Recurso não provido”.  Contra  acórdão  lavrado  ao  julgamento  de  recurso  ordinário  em  habeas  corpus remanesce  a  possibilidade  de  interposição  do  recurso  extraordinário previsto no art. 102, III, da Constituição Federal. Diante da     dicção constitucional, inadequada a utilização de novo habeas corpus, em  caráter  substitutivo.  O não cabimento  do  habeas  corpus substitutivo  de  recurso  extraordinário  reflete  entendimento  pacificado  pela  Primeira  Turma  desta  Corte  sobre  o  assunto,  assentado  no  julgamento  do  HC  110.055/MG, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 09.11.2012 e do HC 114.519/DF,   Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 12.4.2013.  Prossigo, contudo, no exame diante da possibilidade de concessão  da ordem de ofício.  Na espécie, a denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual  indicou que os pacientes, ‘no interesse da pessoa jurídica Natical Natividade   Calcário LTDA. (...) foram flagrados mantendo em depósito 03 (três) unidades de   explosivos  encartuchados  da  marca  ‘Dinapex’  e  34  (trinta  e  quatro)  retardos   MS20, substâncias estas nocivas à saúde humana e ao meio ambiente, em  desacordo com determinação legal ou regulamentar’. A peça acusatória, além  de esclarecer que ‘Jeremias Demito, Francisco Miguel Hendges, Jonas Demito,   José  Carlos  César  da  Silva  e  Marcos  Zingler  Wilkelmann  eram  sócios  e   administradores  da  pessoa  jurídica  Natical  Natividade  Calcário  Ltda.,  sendo   responsáveis pelas decisões tomadas em seu nome e benefício’, concluiu que os  envolvidos incidiram na figura típica do art. 56 da Lei 9.605/96.  Naquela  ocasião,  o  representante  do  Parquet salientou que “as 03   (três) unidades de explosivos encartuchados da marca ‘Dinapex’ e 34 (trinta e   quatro)  retardos  MS20 não  estavam relacionadas  no  mapa  de  controle  e  não   apresentavam documento de origem, em discordância com as normas gerais e de   segurança (R-105)”. Nesse contexto, a materialidade e a autoria delitivas  “encontram-se  devidamente  demonstradas  pelo  Extrato  de  Ocorrência   Ambiental,  Auto  de  Infração,  Contrato  Social  da  Pessoa  Jurídica  e  demais   documentos juntados aos autos”.  O  Juízo  de  Direito  da  Comarca  de  Natividade/TO  recebeu  a  denúncia  oferecida  em  desfavor  dos  pacientes,  porquanto  “atende  ao   disposto no artigo 41 do CPP; não se enquadra em qualquer dos casos do artigo   395 do mesmo diploma legal; e lastreia-se em elementos de prova que evidenciam   a justa causa para a propositura da Ação Penal”.   Instada  a  se  manifestar,  a  Corte  Estadual  consignou  que  foram     ‘atendidos  os  ditames legais  pertinentes  à  espécie  (art.  41,  do  CPP),  pois  ela   contém a narrativa de todo o fato tido como crime com todas as circunstâncias   previstas no tipo e, ainda, a qualificação dos acusados, a classificação do delito   bem como o rol testemunhal’.  O  Superior  Tribunal  de  Justiça,  ao  negar  provimento  ao  RHC  49.433/TO,  rechaçou a  tese  de  qualquer  irregularidade formal  na peça  acusatória. Colho, no que sobrelevam, excertos do voto condutor:  “(...). Consoante  se  depreende,  não  há,  na  descrição  realizada,  a    suscitada  pecha  da  inépcia,  porquanto  o  crime  imputado  aos   recorrentes (art. 56, caput da Lei nº 9.605⁄1998), está suficientemente   descrito.  Nesse contexto, exsurge que se apresenta temerário e prematuro,   nesta via, obstar, sumariamente, a persecução penal, porque presentes   a materialidade e indícios de autoria, e a conclusão de que a denúncia   é  inepta  não  pode  ser  extraída  da  leitura  da  peça  acusatória,  pelo   contrário,  a  dinâmica  dos  fatos  narrados,  se  não  é  um primor  de   técnica  jurídica  e  de  precisão,  deixa  entrever,  no  âmbito  de   conhecimento que o habeas corpus comporta, que os recorrentes, sócios   e  administradores  da  pessoa  jurídica,  NATICAL  NATIVIDADE   CALCÁRIO LTDA, tinham poderes de gerência e sabiam que tinham   armazenadas  na  empresa  substâncias  nocivas  e  em  desacordo  com   regulamento.  O denunciado  NEILDO AVELINO DA SILVA, por  sua  vez,   segundo a acusação, era o empregado responsável pela manutenção e   guarda das mencionadas substâncias.  O fato de o corpo da denúncia não descer a minúcias da atuação   específica dos acusados não é, a meu ver, impeditivo de que possam   exercer  suas  defesas,  pois  há  demonstração  mínima  de  indícios  da   prática tida por delituosa.  Não é demais lembrar ainda que, nos crimes de autoria coletiva,   como ocorre aqui, tem admitido a jurisprudência descrição genérica,   em não sendo possível esmiuçar e especificar, com riqueza de detalhes,   a atuação de cada envolvido, desde que haja um mínimo de liame com   os fatos.    (...). Por  fim,  é  mister  consignar  que a  defesa dos  recorrentes não    juntou  nenhum  documento  capaz  de  afastar  as  conclusões  aqui   firmadas, extraídas da leitura da peça acusatória que, por isso mesmo,   prevalecem,  à  míngua  de  prova  pré-constituída  que  possa  dizer  o   contrário.  Ante o exposto, nego provimento ao recurso”.  Inobstante o art. 41 do Código de Processo Penal exija a exposição de  todas  as  circunstâncias  do  fato  criminoso,  por  certo  a  sua  descrição  sucinta não acarreta a inépcia da peça acusatória.  Ao contrário, em prol  do  escorreito  exercício  da  ampla  defesa  pelos  acusados,  sobreleva  conveniente que a denúncia seja concisa, limitando-se a narrar, de forma  objetiva, os elementos do fato delituoso em tese praticado.  Despiciendo, portanto, ao acusador tecer minúcias, exaurir todas as  questões de fato e de direito envolvidas,  tarefa reservada às alegações  finais.  Tampouco  adequado  à  inicial  estabelecer  digressões  de  ordem  doutrinária ou jurisprudencial. A propósito, preleciona Nucci: “Concisão   da denúncia ou da queixa: é medida que se impõe, para não tornar a peça inicial   do processo penal em uma autêntica alegação final, avaliando provas e sugerindo   jurisprudência a ser aplicada (...). A peça deve indicar o que o agente fez, para   que ele possa se defender. Se envolver argumentos outros, tornará impossível o   seu entendimento pelo réu, prejudicando a ampla defesa” (Nucci, Guilherme de  Souza. Código de Processo Penal Comentado, 10ª ed. São Paulo: Revista  dos Tribunais, 2011, pg. 162).  O  crime  em  questão  é  de  autoria  coletiva,  praticado  por  administradores  da  empresa,  no  caso  também  denunciada  pelo  crime  ambiental,  e  quanto  a  ele  a  jurisprudência  tem  admitido  descrição  genérica dos fatos, desde que com eles haja a indicação de liame mínimo.   Em princípio, não há reserva de Constituição para a criminalização  de condutas,  nem para a definição de quem possa ser sujeito ativo da  prática  de  crimes.  Trata-se  de  matéria  que  se  encontra,  guardados  os  limites  constitucionais,  no  âmbito  da  liberdade  de  conformação  do  legislador. E, o que sobreleva, a Constituição Federal de 1988, inovando,     previu  expressamente,  para  reforçar  a  proteção  do  meio  ambiente,  a  responsabilização penal da pessoa jurídica, além da pessoa física, no §3º  de seu art. 225, com a seguinte dicção:  \"Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente   equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade  de  vida,   impondo-se ao Poder Público e  à coletividade o dever de  defendê-lo e   preservá-lo para as presentes e futuras gerações.  (...) §3º  As  condutas  e  atividades  consideradas  lesivas  ao    meio ambiente sujeitarão os infratores pessoas físicas ou jurídicas, a sanções   penais e administrativa, independentemente da obrigação de reparar   os danos causados.\"  Tal norma visa a tutelar verdadeiro direito fundamental de terceira  geração,  de  titularidade difusa,  consistindo em comando ao legislador  para  a  instituição  de  mecanismos  de  responsabilização  civil,  administrativa  e  penal  de  infratores  da  legislação  ambiental,  pessoas  físicas ou jurídicas.   De forma harmônica, a  Lei nº 9.605, de 12.02.1998, em seus arts. 2º  3º, veio a prescrever:  “Art. 2º Quem, de qualquer forma, concorre para a prática dos   crimes previstos nesta Lei,  incide nas  penas a estes cominadas, na   medida  da  sua  culpabilidade,  bem  como  o  diretor,  o   administrador,  o  membro  de  conselho  e  de  órgão  técnico,  o   auditor,  o  gerente,  o  preposto  ou  mandatário  de  pessoa   jurídica, que, sabendo da conduta criminosa de outrem, deixar   de impedir a sua prática, quando podia agir para evitá-la.  Art.  3º  As  pessoas  jurídicas  serão  responsabilizadas   administrativa, civil e penalmente conforme o disposto nesta Lei,   nos  casos  em  que  a  infração  seja  cometida  por  decisão  de  seu   representante  legal  ou  contratual,  ou  de  seu  órgão  colegiado,  no   interesse ou beneficio da sua entidade.  Parágrafo único:  A responsabilidade das pessoas jurídicas      não exclui a das pessoas fisicas, autoras, coatora ou partícipes   do mesmo fato.\"  Oportuno  reiterar  os  fundamentos  expostos  nos  autos  do  RE  548.181/PR, de minha relatoria, 1ª Turma, j. 06.8.2013, DJe 30.10.2014, no  sentido de que “O  art. 225, § 3º,  da Constituição Federal não condiciona a   responsabilização penal da pessoa jurídica por crimes ambientais à simultânea   persecução penal da pessoa física em tese responsável no âmbito da empresa”.  Em verdade,  a  relevância  da  responsabilidade  da  pessoa  jurídica  fundamenta-se na extrema dificuldade de obtenção da prova da autoria  de  ilícitos  cometidos  no  ambiente  empresarial  e  de  conglomerados  associativos, de intensa e intrincada segmentação na tomada de decisões  e  na  condução  técnica  e  de  opções  da  sociedade,  muitas  vezes  desenvolvidas em etapas sucessivas e complementares.  De  fato  as  organizações  corporativas  complexas  da  atualidade  se  caracterizam  pela  descentralização  e  a  distribuição  de  atribuições  e  responsabilidades, sendo inerentes, nessa realidade, as dificuldades  para  se imputar o fato ilícito a uma pessoa concreta. Nesse sentido, Bernardo J.  Feijóo  Sánchez  refere  que:  “Las  formas  más  modernas  de  criminalidad   organizada, sobre todo la criminalidad de empresa, demuestran que através de las   personas  jurídicas  se  puede  fomentar  la  ‘irresponsabilidad penal  organizada’”  (Cuestiones  basicas  sobre  la  responsabilidad  penal  de  las  personas   jurídicas, de outras personas morales y de agrupaciones y asociaciones   de personas. Revista Brasileira de Ciências Criminais, ano 7, nº 27, p. 20- 48. jul./set. 1999).  A identificação o mais aproximada possível  dos setores  e agentes  internos da empresa determinantes na produção do fato ilícito, porque  envolvidos no processo de deliberação ou execução do ato que veio a se  revelar lesivo de bens jurídicos tutelados pela legislação penal ambiental,  tem  relevância  e  deve  ser  buscada  no  caso  concreto  como  forma  de  esclarecer  se  esses  indivíduos  ou  órgãos  atuaram  ou  deliberaram  no  exercício regular de suas atribuições internas à sociedade, e ainda para  verificar se a atuação se deu no interesse ou em benefício da entidade  coletiva.     A responsabilização penal da pessoa jurídica decorre exatamente da  percepção da insuficiência e da dificuldade da responsabilização penal da  pessoa física para prevenir a prática de crimes, ambientais, ou de outra  natureza, por parte de entidades corporativas.   Quanto ao tema, colho do magistério de Passos de Freitas:  “a responsabilidade da pessoa jurídica não exclui a das pessoas   naturais. O art. 3º, parágrafo único, da Lei 9.605/1998 é explícito a   respeito. Assim, a denúncia poderá ser dirigida apenas contra a pessoa   jurídica, caso não se descubra a autoria ou participação das pessoas   naturais,  e  poderá,  também,  ser  direcionada  contra  todos.  Foi   exatamente  por  isto  que  elas,  as  pessoas  jurídicas,  passaram a  ser   responsabilizadas. Na maioria absoluta dos casos, não se descobre a   autoria do delito. Com isto, a punição findava por ser na pessoa de um   empregado,  de  regra  o  último  elo  da  hierarquia  da  corporação.  E,   quanto  amis  poderosa  a  pessoa  jurídica,  mais  difícil  se  tornava   identificar os causadores reais do dano.” (FREITAS, Vladimir Passos  de, FREITAS, Gilberto Passos de.  Crimes contra a natureza, 9ª  ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, p. 72. Na mesma linha a  posição  de  NUCCI,  Guilherme  de  Souza.  Leis  Penais  e  Processuais Comentadas, vol. II, 7ª. ed. São Paulo: Revista dos  Tribunais, 2013, p. 516).  Nesse prisma, reputo ser inviável, na hipótese, o reconhecimento da  tese defensiva de falta de individualização das condutas imputadas aos  pacientes  ante  a  dificuldade  prática  de  se  identificar  a  pessoa  física  diretamente responsável pelo ato criminoso corporativo, até porque no  mínimo inusual  seja  sua  prática  submetida  a  votação  do  conselho  de  diretores ou objeto de registro documental.  De outro lado, como bem destacado na decisão do STJ, a conclusão  de que a denúncia é inepta em absoluto pode ser extraída de seus termos,  enquanto  deixam  entrever  que  pacientes,  sócios  e  administradores  da  pessoa jurídica, tinham poderes de gerência e sabiam do armazenamento  na empresa de substâncias tóxicas em desacordo com o regulamento. Já  ao paciente Neildo, se atribuiu naquela peça a condição de empregado     responsável pela manutenção e guarda das substâncias tóxicas. Ademais, quando do recebimento da denúncia, não há exigência de   cognição  e  avaliação exaustiva  da  prova ou apreciação exauriente  dos  argumentos das partes, bastando o exame da validade formal da peça e a  verificação  da  presença  de  indícios  suficientes  de  autoria  e  de  materialidade,  de  modo  que  seu  recebimento  não  implica  conclusão  quanto à responsabilidade criminal dos pacientes.   Todos os detalhamentos das condutas imputadas aos acusados e a  comprovação  dos  fatos  a  eles  imputados  serão  tempestivamente  analisadas  no  decorrer  da  instrução  criminal  a  que  serão  submetidos.  Aliás, inviável a análise do liame entre a conduta dos pacientes e o fato  criminoso, porquanto  demandaria  o  reexame e  a  valoração  de  fatos  e  provas,  para  o  que  não  se  presta  a  via  eleita.  Esta  Suprema Corte  já  assentou  que  “o  caráter  sumaríssimo  da  via  jurídico-processual  do  habeas   corpus não permite que se proceda, no âmbito estreito do writ constitucional, a   qualquer indagação de ordem probatória nem mesmo a qualquer rediscussão em   torno da autoria do fato delituoso” (HC 89.823/MG, rel. Min. Celso de Mello,  2ª Turma, DJe 31.10.2008).   Quanto à alegação defensiva de falta de especificação do dispositivo  regulamentar de complementação da norma penal em branco do art. 56  da Lei 9.605/96, nada colhe o writ.   O  princípio  da  congruência  ou  correlação  no  processo  penal  estabelece a necessidade de correspondência entre a exposição dos fatos  narrados pela acusação e a sentença. Por isso, o réu se defende dos fatos,  e não da classificação jurídica da conduta a ele imputada.  Nesse diapasão, na esteira do parecer ministerial, “na denúncia cabe   ao Ministério Público descrever o fato atribuído ao acusado, sendo a lei, em tese,   de  conhecimento  geral,  não  precisando  ser  expressamente  referida”.  De todo  modo,  “o  fato  de  a  denúncia  não  ter  feito  expressa  referência  à  lei  ou  ao   regulamento  que  proíbe  o  depósito  daqueles  explosivos  não  importa  no   reconhecimento da sua inépcia”.  Ao  exame  dos  autos,  não  vislumbro  manifesta  ilegalidade  nas  decisões  das  instâncias  anteriores,  ao  reputarem  apta  a  denúncia  a     inaugurar a ação penal, enquanto descreve razoavelmente o cenário dos  fatos  criminosos  e  revela  a  ocorrência  de  fato  típico  com  prova  da  materialidade e indícios suficientes das autorias.   Nesse  contexto,  os  fatos  descritos  na  denúncia  recomendam  o  processamento da ação penal,  e  não o seu trancamento,  este  admitido  somente  diante  de  situações  excepcionalíssimas,  em  que  presentes  “a   percepção,  de  plano,  da  atipicidade  da  conduta,  da  incidência  da  causa  de   extinção punibilidade ou a ausência de indícios de autoria e materialidade” (RHC  115.044/BA, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 10.4.2014), hipóteses  não evidenciadas no caso.  Por derradeiro, em consulta ao andamento processual da ação penal  de origem, disponibilizado no sítio eletrônico do Tribunal de Justiça do  Estado de Tocantins, verifico que os autos estão conclusos para sentença  desde 15.7.2014.   Ante o exposto,  voto pela extinção do presente habeas corpus sem  resolução do mérito. ", "votante" : "MIN_ROSA_WEBER" }, { "texto" : "   VOTO  O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN -  Senhora Presidente,  principiando já pelo fim, tenho a honra de acompanhar Vossa Excelência  na conclusão que chegou. Todos os fatos e circunstâncias aqui narrados  não permitem encontrar um outro resultado. Portanto, tenho a honra de  acompanhar Vossa Excelência.   Permito-me apenas fazer alguns breves registros que não afetam essa  conclusão. Primeiro deles é de irmanar-me num certo desconforto que a  Ministra suscita em relação à preliminar. Trata-se, efetivamente, de uma  circunstância em que o  habeas  não é interposto  per saltum,  e, sim, de  uma circunstância substitutiva que,  de algum modo,  enfim,  a garantia  constitucional poderia hipoteticamente alcançar esse efeito, permitindo,  eventualmente,  um  exame  de  mérito.  Mas  eu  também  mantenho  a  posição  que  tenho  aderido  como  majoritária  nesta  Turma,  mas  me  permito subscrever essa perspectiva de termos um encontro marcado com  este tema.   O segundo registro que faço e vai ao encontro da citação feita por  Vossa Excelência do artigo 2º  da Lei  nº  9.605 e,  aqui,  diz respeito  um  pouco à matéria de fundo, que está no voto de Vossa Excelência. Entendo  que a figura, por si só, do sócio não integra necessariamente esse polo  passivo de imputação; do administrador, sim, e de todos aqueles que o  artigo  2º  diz  que  concorrem,  de  qualquer  forma,  tal  como  diretor,  administrador, ou preposto, ou gerente, ou mandatário. Mas aqui não há  diretamente uma referência à figura do sócio, porque há necessidade de  uma participação, ainda que a lei diga \"de qualquer forma\", portanto, a  participação não precisa ser necessariamente material, do fato concreto.  Mas eu fico a imaginar, por exemplo, um sócio minoritário, distante do  fato, e até mesmo, muitas vezes, distante das decisões da pessoa jurídica.   Tenho,  aqui,  portanto,  essa  ressalva  e  que  nem  considero  uma  ressalva, porque Vossa Excelência, aqui, com acuidade, teve - e eu percebi     -  sempre  utilizando  uma  conjuntiva  \"sócio  e  administrador\",  no  que  estamos obviamente  de  acordo.  Mas,  se  fosse  sócio  ou administrador,  manifestaria, portanto, uma ressalva em relação a esse posicionamento.   E, por último, um registro também aqui já de comunhão, a citação  que Vossa Excelência fez do magistério, do grande magistrado e autor  Vladmir  Passos  de  Freitas  veio  muito  bem  a  calhar  e  também  cumprimento Vossa Excelência, por isso.   Portanto,  feitos  esses  pequenos  registros,  acompanho  Vossa  Excelência, como disse ao início. ", "votante" : "MIN_EDSON_FACHIN" }, { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente,  está  de  bom tamanho. O habeas é substitutivo do recurso extraordinário, sem que  esteja em jogo, na via direta, a liberdade de ir e vir.  Acompanho Vossa Excelência. ", "votante" : "MIN_MARCO_AURELIO" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac4b0d25122448875bb" }, "acordao" : { "texto" : "Supremo  Tribunal  Federal,  em  Sessão  Plenária,  sob  a  Presidência  do  Senhor Ministro CEZAR PELUSO, na conformidade da ata de julgamento  e  das  notas  taquigráficas,  por  unanimidade  e  nos  termos  do  voto  do  Relator, em rejeitar os embargos de declaração, com aplicação de multa  no  valor  de  1%  (um  por  cento)  do  valor  da  causa.  Ausentes,  justificadamente, os Senhores Ministros CELSO DE MELLO, CÁRMEN  LÚCIA e, neste julgamento, o Senhor Ministro GILMAR MENDES.   Brasília, 21 de março de 2012.           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Caráter  meramente  protelatório. Litigância de má-fé. Imposição de multa. Aplicação do art.  538, § único, c.c. arts. 14, II e III, e 17, VII, do CPC . Quando abusiva a  interposição  de  embargos  declaratórios  manifestamente  protelatórios,  deve o Tribunal condenar o embargante a pagar multa ao embargado.            Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do  " }, "extratoata" : null, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      21/03/2012 PLENÁRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.085 PARANÁ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE\nEMBTE.(S) :\n     </b>\n     ASSOCIAÇÃO PARANAENSE DE DEFESA DO\n    </p>\n    <p>\n     CONSUMIDOR - APADECO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     GISELA PASSOS TEDESCHI\n     <b>\n      EMBDO.(A/S) :\n     </b>\n     CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     GUSTAVO CÉSAR DE SOUZA MOURÃO\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     JOÃO BARSZCZ\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JANE LÚCI GULKA E OUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     EMENTAS:  1.\n     <b>\n      RECURSO.  Embargos  de  declaração.  Caráter \ninfringente. Inadmissibilidade. Omissão, contradição ou obscuridade. \nInexistência.  Embargos  de  declaração  rejeitados\n     </b>\n     .  Não  se  admitem \nembargos de declaração de decisão em que não há omissão, contradição \nnem obscuridade.\n    </p>\n    <p>\n     2.\n     <b>\n      RECURSO.  Embargos  de  declaração.  Caráter  meramente \nprotelatório. Litigância de má-fé. Imposição de multa. Aplicação do art. \n538, § único, c.c. arts. 14, II e III, e 17, VII, do CPC\n     </b>\n     . Quando abusiva a \ninterposição  de  embargos  declaratórios  manifestamente  protelatórios, \ndeve o Tribunal condenar o embargante a pagar multa ao embargado.\n    </p>\n    <p>\n     A C Ó R D Ã O\n        \nVistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do\n    </p>\n    <p>\n     Supremo  Tribunal  Federal,  em  Sessão  Plenária,  sob  a  Presidência  do \nSenhor Ministro CEZAR PELUSO, na conformidade da ata de julgamento \ne  das  notas  taquigráficas,  por  unanimidade  e  nos  termos  do  voto  do \nRelator, em rejeitar os embargos de declaração, com aplicação de multa \nno  valor  de  1%  (um  por  cento)  do  valor  da  causa.  Ausentes, \njustificadamente, os Senhores Ministros CELSO DE MELLO, CÁRMEN \nLÚCIA e, neste julgamento, o Senhor Ministro GILMAR MENDES.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 21 de março de 2012.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1886346.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nDJe 18/04/2012\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AI 795.085 AGR-ED / PR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Ministro CEZAR PELUSO\nPresidente e Relator\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1886346.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      21/03/2012 PLENÁRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.085 PARANÁ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE\nEMBTE.(S) :\n     </b>\n     ASSOCIAÇÃO PARANAENSE DE DEFESA DO\n    </p>\n    <p>\n     CONSUMIDOR - APADECO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     GISELA PASSOS TEDESCHI\n     <b>\n      EMBDO.(A/S) :\n     </b>\n     CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     GUSTAVO CÉSAR DE SOUZA MOURÃO\n     <b>\n      INTDO.(A/S) :\n     </b>\n     JOÃO BARSZCZ\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JANE LÚCI GULKA E OUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (PRESIDENTE):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Trata-se de embargos de declaração contra julgado assim ementado:\n    </p>\n    <p>\n     “Ementa:   RECURSO.  Agravo  regimental.  Procuração \noutorgada  ao  advogado  subscritor  do  recurso.  Ausência. \nRecurso  inexistente.  Agravo  regimental  não  conhecido. \nPrecedentes.  É inexistente o recurso interposto por advogado \nsem procuração nos autos.” (fl. 139)\n    </p>\n    <p>\n     A parte embargante pede seja reconsiderado o acórdão embargado, \npelas razões expostas às fls. 150-155, com o consequente provimento do \nrecurso.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      É o relatório\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1880390.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MINISTRO PRESIDENTE\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      21/03/2012 PLENÁRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.085 PARANÁ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (PRESIDENTE):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      1.\n     </b>\n     Protelatório o recurso.\n    </p>\n    <p>\n     A ora embargante não apontou vício capaz de ser remediado por \nembargos  de  declaração,  aos  quais  conferiu  manifesto  propósito \ninfringente.\n    </p>\n    <p>\n     Ausente, pois, omissão, obscuridade ou contrariedade por remediar, \nao presente recurso não sobra senão caráter só abusivo. Há, aqui, além de \nviolação  específica  à  norma proibitiva  inserta  no  art.  538,  §  único,  do \nCódigo de Processo Civil, desatenção séria e danosa ao dever de lealdade \nprocessual  (arts.  14,  II  e  III,  e  17,  VII),  até  porque recursos  como este \nroubam à Corte,  já  notoriamente sobrecarregada,  tempo precioso para \ncuidar de assuntos graves. A litigância de má-fé não é ofensiva apenas à \nparte  adversa,  mas  também  à  dignidade  do  Tribunal  e  à  alta  função \npública do processo.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      2.\n     </b>\n     Isso  posto,  rejeito  os  embargos  declaratórios  e  condeno  a \nembargante a pagar à embargada multa de 1% (um por cento) do valor \ncorrigido  da  causa,  ficando  condicionada  a  interposição  de  qualquer \noutro recurso ao depósito da respectiva quantia, tudo nos termos do art. \n538, § único, c.c. arts. 14, II e III, e 17, VII, do Código de Processo Civil.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.085\n     </b>\n     PROCED. : PARANÁ\n     <b>\n      RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE\n     </b>\n     EMBTE.(S) : ASSOCIAÇÃO PARANAENSE DE DEFESA DO CONSUMIDOR - \nAPADECO\nADV.(A/S) : GISELA PASSOS TEDESCHI\nEMBDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF\nADV.(A/S) : GUSTAVO CÉSAR DE SOUZA MOURÃO\nINTDO.(A/S) : JOÃO BARSZCZ\nADV.(A/S) : JANE LÚCI GULKA E OUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do \nRelator, Ministro Cezar Peluso (Presidente), rejeitou os embargos \nde  declaração,  com  aplicação  de  multa  no  valor  de  1%  (um  por \ncento) do valor da causa. Ausentes, justificadamente, os Senhores \nMinistros  Celso  de  Mello,  Cármen  Lúcia  e,  neste  julgamento,  o \nSenhor Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 21.03.2012.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência  do  Senhor  Ministro  Cezar  Peluso.  Presentes  à\n    </p>\n    <p>\n     sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ayres \nBritto, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz \nFux e Rosa Weber.\n    </p>\n    <p>\n     Procurador-Geral  da  República,  Dr.  Roberto  Monteiro  Gurgel \nSantos.\n    </p>\n    <p>\n     p/ Luiz Tomimatsu\nSecretário\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1885158\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "21/03/2012 PLENÁRIO\n", "EMB.DECL. NO AG.REG. 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Ausentes, \n", "justificadamente, os Senhores Ministros CELSO DE MELLO, CÁRMEN \n", "LÚCIA e, neste julgamento, o Senhor Ministro GILMAR MENDES. \n", "Brasília, 21 de março de 2012.\n", "        \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1886346.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "DJe 18/04/2012\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5\n", "Ementa e Acórdão\n", "AI 795.085 AGR-ED / PR \n", "Ministro CEZAR PELUSO\n", "Presidente e Relator\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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É inexistente o recurso interposto por advogado \n", "sem procuração nos autos.” (fl. 139)\n", "A parte embargante pede seja reconsiderado o acórdão embargado, \n", "pelas razões expostas às fls. 150-155, com o consequente provimento do \n", "recurso.\n", "É o relatório.\n", " \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1880390.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5\n", "Voto - MINISTRO PRESIDENTE\n", "21/03/2012 PLENÁRIO\n", "EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.085 PARANÁ\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (PRESIDENTE): \n", "1.   Protelatório o recurso.\n", "A ora embargante não apontou vício capaz de ser remediado por \n", "embargos  de  declaração,  aos  quais  conferiu  manifesto  propósito \n", "infringente.\n", "Ausente, pois, omissão, obscuridade ou contrariedade por remediar, \n", "ao presente recurso não sobra senão caráter só abusivo. Há, aqui, além de \n", "violação  específica  à  norma proibitiva  inserta  no  art.  538,  §  único,  do \n", "Código de Processo Civil, desatenção séria e danosa ao dever de lealdade \n", "processual  (arts.  14,  II  e  III,  e  17,  VII),  até  porque recursos  como este \n", "roubam à Corte,  já  notoriamente sobrecarregada,  tempo precioso para \n", "cuidar de assuntos graves. A litigância de má-fé não é ofensiva apenas à \n", "parte  adversa,  mas  também  à  dignidade  do  Tribunal  e  à  alta  função \n", "pública do processo.\n", "2. Isso  posto,  rejeito  os  embargos  declaratórios  e  condeno  a \n", "embargante a pagar à embargada multa de 1% (um por cento) do valor \n", "corrigido  da  causa,  ficando  condicionada  a  interposição  de  qualquer \n", "outro recurso ao depósito da respectiva quantia, tudo nos termos do art. \n", "538, § único, c.c. arts. 14, II e III, e 17, VII, do Código de Processo Civil.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1880391.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5\n", "Decisão de Julgamento\n", "PLENÁRIO\n", "EXTRATO DE ATA\n", "EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.085\n", "PROCED. : PARANÁ\n", "RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE\n", "EMBTE.(S) : ASSOCIAÇÃO PARANAENSE DE DEFESA DO CONSUMIDOR - \n", "APADECO\n", "ADV.(A/S) : GISELA PASSOS TEDESCHI\n", "EMBDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF\n", "ADV.(A/S) : GUSTAVO CÉSAR DE SOUZA MOURÃO\n", "INTDO.(A/S) : JOÃO BARSZCZ\n", "ADV.(A/S) : JANE LÚCI GULKA E OUTRO(A/S)\n", "Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do \n", "Relator, Ministro Cezar Peluso (Presidente), rejeitou os embargos \n", "de  declaração,  com  aplicação  de  multa  no  valor  de  1%  (um  por \n", "cento) do valor da causa. Ausentes, justificadamente, os Senhores \n", "Ministros  Celso  de  Mello,  Cármen  Lúcia  e,  neste  julgamento,  o \n", "Senhor Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 21.03.2012.\n", " \n", "Presidência  do  Senhor  Ministro  Cezar  Peluso.  Presentes  à \n", "sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ayres \n", "Britto, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz \n", "Fux e Rosa Weber.\n", "Procurador-Geral  da  República,  Dr.  Roberto  Monteiro  Gurgel \n", "Santos.\n", "p/ Luiz Tomimatsu\n", "Secretário\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1885158\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5\n" ], "numero" : "795085", "partes" : [ { "nome" : "MINISTRO PRESIDENTE", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "ASSOCIAÇÃO PARANAENSE DE DEFESA DO CONSUMIDOR", "sigla" : "APADECO", "tipo" : "EMBTE.(S)" }, { "nome" : "JANE LÚCI GULKA E OUTRO(A/S)", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "sigla" : "CEF", "tipo" : "EMBDO.(A/S)" }, { "nome" : "JOÃO BARSZCZ", "sigla" : "", "tipo" : "INTDO.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MINISTRO PRESIDENTE", "texto" : "O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (PRESIDENTE):  Trata-se de embargos de declaração contra julgado assim ementado:  “Ementa:   RECURSO.  Agravo  regimental.  Procuração  outorgada  ao  advogado  subscritor  do  recurso.  Ausência.  Recurso  inexistente.  Agravo  regimental  não  conhecido.  Precedentes.  É inexistente o recurso interposto por advogado  sem procuração nos autos.” (fl. 139)  A parte embargante pede seja reconsiderado o acórdão embargado,  pelas razões expostas às fls. 150-155, com o consequente provimento do  recurso.  É o relatório.   " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (PRESIDENTE):  1.   Protelatório o recurso.  A ora embargante não apontou vício capaz de ser remediado por  embargos  de  declaração,  aos  quais  conferiu  manifesto  propósito  infringente.  Ausente, pois, omissão, obscuridade ou contrariedade por remediar,  ao presente recurso não sobra senão caráter só abusivo. Há, aqui, além de  violação  específica  à  norma proibitiva  inserta  no  art.  538,  §  único,  do  Código de Processo Civil, desatenção séria e danosa ao dever de lealdade  processual  (arts.  14,  II  e  III,  e  17,  VII),  até  porque recursos  como este  roubam à Corte,  já  notoriamente sobrecarregada,  tempo precioso para  cuidar de assuntos graves. A litigância de má-fé não é ofensiva apenas à  parte  adversa,  mas  também  à  dignidade  do  Tribunal  e  à  alta  função  pública do processo.  2. Isso  posto,  rejeito  os  embargos  declaratórios  e  condeno  a  embargante a pagar à embargada multa de 1% (um por cento) do valor  corrigido  da  causa,  ficando  condicionada  a  interposição  de  qualquer  outro recurso ao depósito da respectiva quantia, tudo nos termos do art.  538, § único, c.c. arts. 14, II e III, e 17, VII, do Código de Processo Civil. ", "votante" : "MINISTRO_PRESIDENTE" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac4b0d25122448875bc" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Sra.  Ministra  Cármen Lúcia,  na  conformidade da  ata  do  julgamento  e  das  notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em conceder, em parte, a  ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator.   Supremo Tribunal Federal DJe 07/10/2011  Brasília, 30 de agosto de 2011.   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DIREITO  À PRÉVIA COMUNICAÇÃO PARA DAR EFICÁCIA À GARANTIA  CONSTITUCIONAL DA AMPLA DEFESA. NULIDADE ABSOLUTA.  PRECEDENTES. HABEAS CORPUS CONCEDIDO EM PARTE.  1. Havendo pedido nos autos, a falta de intimação para a sessão de  julgamento suprime o direito  da defesa de comparecer  para realizar  a  sustentação  oral,  que  constitui  instrumento  de  efetivação  da  garantia  constitucional  da  ampla  defesa,  para  cujo  exercício  a  Constituição  da  República assegura “os meios e recursos a ela inerentes” (art. 5º, LV).  2. Nulidade absoluta do ato praticado nessa condição. Precedentes. 3. Writ concedido em parte.   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DIAS TOFFOLI\nPACTE.(S) :\n     </b>\n     CHAIM HENOCH ZALCBERG\n     <b>\n      PACTE.(S) :\n     </b>\n     ANTÔNIO WANIS FILHO\n     <b>\n      IMPTE.(S) :\n     </b>\n     UBIRATAN T GUEDES E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      COATOR(A/S)(ES) :\n     </b>\n     SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       HABEAS  CORPUS\n      </i>\n      .  PROCESSUAL  PENAL.  AUSÊNCIA  DE \nINTIMAÇÃO  DOS  ADVOGADOS  PARA  A  SESSÃO  DE \nJULGAMENTO DE\n      <i>\n       HABEAS CORPUS\n      </i>\n      IMPETRADO NO SUPERIOR \nTRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPOSSIBILIDADE DE REALIZAÇÃO DE \nSUSTENTAÇÃO ORAL. EXISTÊNCIA DE PEDIDO DE INTIMAÇÃO \nCONSTANTE DOS AUTOS. CERCEAMENTO DE DEFESA. DIREITO \nÀ PRÉVIA COMUNICAÇÃO PARA DAR EFICÁCIA À GARANTIA \nCONSTITUCIONAL DA AMPLA DEFESA. NULIDADE ABSOLUTA. \nPRECEDENTES.\n      <i>\n       HABEAS CORPUS\n      </i>\n      CONCEDIDO EM PARTE.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. Havendo pedido nos autos, a falta de intimação para a sessão de \njulgamento suprime o direito  da defesa de comparecer  para realizar  a \nsustentação  oral,  que  constitui  instrumento  de  efetivação  da  garantia \nconstitucional  da  ampla  defesa,  para  cujo  exercício  a  Constituição  da \nRepública assegura “os meios e recursos a ela inerentes” (art. 5º, LV).\n    </p>\n    <p>\n     2. Nulidade absoluta do ato praticado nessa condição. Precedentes.\n3.\n     <b>\n      Writ\n     </b>\n     concedido em parte.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ACÓRDÃO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nPrimeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Sra. \nMinistra  Cármen Lúcia,  na  conformidade da  ata  do  julgamento  e  das \nnotas taquigráficas, por unanimidade de votos, em conceder, em parte, a \nordem de\n     <b>\n      habeas corpus\n     </b>\n     , nos termos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1482519.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nDJe 07/10/2011\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 105.728 / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 30 de agosto de 2011.\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO DIAS TOFFOLI\nRelator\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1482519.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      30/08/2011 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 105.728 RIO DE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\nPACTE.(S) :\n     </b>\n     CHAIM HENOCH ZALCBERG\n     <b>\n      PACTE.(S) :\n     </b>\n     ANTÔNIO WANIS FILHO\n     <b>\n      IMPTE.(S) :\n     </b>\n     UBIRATAN T GUEDES E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      COATOR(A/S)(ES) :\n     </b>\n     SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATÓRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\nHabeas corpus\n     </b>\n     , com pedido de liminar, impetrado pelos advogados\n    </p>\n    <p>\n     Ubiratan T. Guedes e Renata Levy, em favor de Chaim Henoch Zalcberg e \nde Antônio Wanis Filho,  apontando como autoridade coatora a Quinta \nTurma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC nº \n170.416/RJ, tendo sido o Relator o Ministro\n     <b>\n      Honildo Amaral\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     De início, asseveram a nulidade no julgamento do\n     <b>\n      writ\n     </b>\n     impetrado \nàquela Corte, visto que os impetrantes não foram intimados em tempo \nhábil da sessão de julgamento. Aduzem, em síntese, que “\n     <b>\n      <i>\n       a informação \nde que o 'writ' seria julgado no dia 02 de setembro, às 09 (nove) horas da  \nmanhã,  somente  foi  lançada  no  sistema  às  17  (dezessete)  horas  e  30  \n(trinta)  minutos  do  dia  anterior,  isto  é,  no  dias\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      (sic)\n      <b>\n       01  do  corrente.\n      </b>\n      Assim, ainda que os impetrantes tivessem visto o lançamento da informação após  \nàs  17:30  horas  do  dia  01  de  setembro,  sequer  haveria  tempo  hábil  para  o  \ndeslocamento do Rio de Janeiro, uma vez que a sessão teve seu início marcado  \npara o início do dia seguinte\n     </i>\n     ” (fl. 4 – grifos conforme o original).\n    </p>\n    <p>\n     Afirmam, por conseguinte, a violação do\n     <i>\n      “inciso LV do artigo 5º da  \nConstituição  Federal,  uma  vez  que  a  ampla  defesa  não  pode  ser  exercida  no  \npertinente ao uso de sustentação oral no julgamento, que não foi oportunizada  \naos impetrantes,  gerando, desta forma, uma nulidade absoluta\n     </i>\n     [sic]\n     <i>\n      ”\n     </i>\n     (fl.  5 da \ninicial).\n    </p>\n    <p>\n     No mais, sustentam o constrangimento ilegal imposto aos pacientes, \ntendo  em  vista  a  inépcia  da  denúncia  ofertada  contra  eles,  que\n     <i>\n      “não  \natendeu  à  exigência  de  explicitar  as  circunstâncias  elementares  do  delito,\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1459162.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 105.728 / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      olvidando-se  do  dever  de  especificar  e  de  discorrer  sobre  as  circunstâncias  \nobjetivas e subjetivas necessárias à perfeita adequação do tipo penal”\n     </i>\n     (fl. 7 da \ninicial).\n    </p>\n    <p>\n     Ao  final,  argumentam  a  falta  de  justa  causa  para  a  persecução \ncriminal em questão (fls. 18 a 25 da inicial).\n    </p>\n    <p>\n     Requerem o deferimento da liminar para sobrestar o andamento da \nação penal em relação aos pacientes. No mérito, pedem a concessão da \nordem para trancá-la ou “\n     <b>\n      <i>\n       seja determinada a anulação do julgamento do  \nhabeas corpus nº 170.416\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      realizado pela Quinta Turma do Superior Tribunal de  \nJustiça, em razão dos impetrantes não terem sido intimados para fazer uso de  \nsustentação oral, apesar de ter sido apresentado um requerimento para tal fim\n     </i>\n     ” \n(fl. 25 da inicial – grifos conforme o original).\n    </p>\n    <p>\n     Aos 12/11/10, em vista da ausência de elementos que demonstrassem \nmanifesta  ilegalidade  da  decisão  impugnada,  indeferi  o  pedido  de \nliminar e requisitei informações à autoridade apontada como coatora e ao \nJuízo  da  4ª  Vara  Federal  Criminal  do  Rio  de  Janeiro,  as  quais  foram \ndevidamente prestadas.\n    </p>\n    <p>\n     O  Ministério  Público  Federal,  em  parecer  da  lavra  do  ilustre \nSubprocurador-Geral  da República  Dr.\n     <b>\n      Mario José Gisi\n     </b>\n     ,  manifestou-se \npela concessão parcial da ordem, para que o Superior Tribunal de Justiça \nproceda a novo julgamento do HC nº 170.416/RJ, desta vez facultando à \ndefesa  a  oportunidade  para  realizar  sustentação  oral,  procedendo  à \nintimação do patrono do paciente, com a necessária antecedência, acerca \nda data designada.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1459162.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      30/08/2011 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 105.728 RIO DE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      VOTO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n     </b>\n     Na  hipótese  vertente,  o  presente\n     <b>\n      habeas  corpus\n     </b>\n     volta-se  contra\n    </p>\n    <p>\n     decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria do \nMinistro\n     <b>\n      Honildo Amaral\n     </b>\n     ,  que denegou a ordem no HC nº 170.416/RJ \nimpetrado àquela Corte.\n    </p>\n    <p>\n     Narram os impetrantes, na inicial, que:\n    </p>\n    <p>\n     “(...)\nEm 19 de outubro de 2009, o Ministério Público Federal\n    </p>\n    <p>\n     ofereceu denúncia em face dos pacientes, pela prática, em tese, \ndos crimes de quadrilha, falsidade ideológica, evasão de divisas \ne lavagem de dinheiro.\n    </p>\n    <p>\n     Posteriormente,  o  juízo  de  primeiro  grau  recebeu  a \nincoativa  inteiramente  inepta,  incapaz  de  delinear  as \nimprescindíveis  circunstâncias  dos  fatos,  pois,  pretendendo \nimputar  os  delitos  acima  mencionados  aos  pacientes,  não \ninformou quaisquer dos elementos normativos dos tipos penais \nem comento.\n    </p>\n    <p>\n     (...)\nAssim,  em razão do recebimento da peça vestibular,  os\n    </p>\n    <p>\n     impetrantes  se  viram  forçados  a  impetrar  uma  ordem  de\n     <b>\n      habeas corpus\n     </b>\n     perante o Tribunal Regional Federal da Segunda \nRegião pleiteando o trancamento da ação penal iniciada em face \ndos pacientes, sendo que, no entanto, a Egrégia Primeira Turma \nEspecializada daquele Tribunal decidiu denegar a ordem que se \npostulava naquele primeiro\n     <b>\n      writ\n     </b>\n     (...)\n    </p>\n    <p>\n     Posteriormente, ante a irresignação acerca da manutenção \ndo\n     <b>\n      decisum\n     </b>\n     , foi impetrado um novo\n     <b>\n      habeas corpus\n     </b>\n     perante o \nSuperior Tribunal de Justiça, almejando o saneamento imediato \ndo  constrangimento  ilegal  imposto  aos  pacientes  no  que \nconcerne  a  existência  da  ação  penal,  sendo  que,  os  insignes\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1459163.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 105.728 / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     ministros Mistros da Quinta Turma, daquele Preclaro Tribunal, \ndenegaram a ordem que se postulava no referido\n     <b>\n      writ (\n     </b>\n     ...)” (fl. 2 \nda inicial).\n    </p>\n    <p>\n     Eis o teor daquele julgado:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      HABEAS  CORPUS\n     </b>\n     .  PENAL.  PROCESSUAL  PENAL. \nCRIMES  DE  EVASÃO  DE  DIVISAS,  LAVAGEM  DE \nDINHEIRO,  FORMAÇÃO  [DE  QUADRILHA]  FALSIDADE \nIDEOLÓGICA.  ALEGAÇÃO  DE  INÉPCIA DA DENÚNCIA. \nFALTA DE JUSTA CAUSA. SUPOSTA ATIPICIDADE DO FATO \nQUE NÃO SE VERIFICA PRONTAMENTE. TRANCAMENTO \nDA AÇÃO  PENAL.  IMPOSSIBILIDADE.  NECESSIDADE  DE \nANÁLISE  DO  CONJUNTO  FÁTICO-PROBATÓRIO  ORDEM \nDENEGADA\n    </p>\n    <p>\n     1.  Tendo a  denúncia  sido formulada em obediência  aos \nrequisitos  traçados  no  art.  41  do  Código  de  Processo  Penal, \ndescrevendo perfeitamente os fatos típicos denunciados, crimes \nem tese,  com todas  as  suas  circunstâncias,  atribuindo-os  aos \npacientes,  terminando  por  classificá-los,  ao  indicar  os  tipos \nlegais supostamente infringidos, não se pode tachá-la de inepta.\n    </p>\n    <p>\n     2. Há indícios nos autos que revelam a possibilidade de \nconfiguração  de  conduta  criminosa,  razão  pela  qual  a  ação \npenal deverá ter sua tramitação regular, a fim de se apurar o \ncometimento  ou  não  dos  crimes  descritos  na  substanciosa \ndenúncia.  Não  se  mostra  possível,  desta  feita,  a  extinção \nanômala do processo-crime.\n    </p>\n    <p>\n     3. Ademais, não procede a alegação de falta de justa causa, \nna  medida  me  que  a  denúncia  demonstrou  a  existência  de \nindícios aptos à deflagração da ação penal, não sendo possível, \nna via eleita, a análise profunda das provas para se chegar a \nconclusão diversa.\n    </p>\n    <p>\n     4. Ordem denegada”.\n    </p>\n    <p>\n     Essa é a decisão contra a qual se insurgem os impetrantes neste\n     <b>\n      writ\n     </b>\n     .\nAlegam  os  impetrantes,  em  preliminar,  a  existência  de  nulidade\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1459163.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 105.728 / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     absoluta do julgado do Superior Tribunal de Justiça, por cerceamento de \ndefesa, decorrente da falta de intimação para realizar sustentação oral na \nsessão de julgamento ocorrida em 9/03/10 perante aquela Corte Superior, \napesar de requerimento expresso\n     <i>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     De fato, em petição de 10/6/10 (fl. 387 do anexo de instrução nº 2), os \nimpetrantes  requereram  ao  Superior  Tribunal  de  Justiça  que  fossem \npreviamente cientificados da data do julgamento “\n     <i>\n      eis que pretende\n     </i>\n     [m]\n     <i>\n      fazer  \nuso da sustentação oral\n     </i>\n     ”, constando no rodapé da petição o endereço e o \ntelefone dos defensores.\n    </p>\n    <p>\n     O Ministro\n     <b>\n      Adilson Macabu\n     </b>\n     , atual Relator do HC\n     <i>\n     </i>\n     nº\n     <i>\n     </i>\n     170.416/RJ, em \nsuas  informações  (fl.  1  do  anexo  de  instrução  nº  20),  faz  menção  à \ninexistência  de  intimação  prévia  dos  defensores  dos  pacientes  para  a \nsessão de julgamento.\n    </p>\n    <p>\n     A falta  de  intimação  suprime  direito  da  defesa  dos  paciente  de \ncomparecer  na  sessão  de  julgamento  para  a  sustentação  oral,  que \nconstitui instrumento de efetivação da garantia constitucional da ampla \ndefesa, para cujo exercício a Constituição da República assegura “\n     <i>\n      os meios  \ne recursos a ela inerentes\n     </i>\n     ” (art. 5º, LV).\n    </p>\n    <p>\n     Ademais,  havendo  pedido  expresso  de  comunicação  da  data  do \njulgamento para que seja feita a sustentação oral, eventual retardamento \nno curso do processo correrá à conta dos próprios impetrantes, não sendo \nrazoável  impor-lhes  a  obrigação  de  manter  insistentes  contatos \ntelefônicos  a  fim  de  saber  quando  o  seu  processo  será  levado  a \njulgamento,  ou,  pior  ainda,  que  compareçam  a  todas  as  sessões  do \nTribunal.\n    </p>\n    <p>\n     Como já preconizado pela eminente Min.\n     <b>\n      Cármen Lúcia\n     </b>\n     no HC nº \n104.264/RJ (Primeira Turma, DJe de 19/11/10), “\n     <i>\n      o fato de a sustentação oral  \nnão constituir ato essencial é irrelevante, devendo-se distinguir duas situações. A  \nprimeira é a sustentação não constituir ato essencial, no sentido de que, se não  \nrealizada, não gera nulidade alguma (nesse sentido, entre outros,  HC 66.315,  \nRel. Min. Moreira Alves, DJ 24.2.1989; HC 68.369, Rel. Min. Sydney Sanches,  \nDJ 8.3.1991; HC 69.429, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 28.5.1983; HC 73.839,  \nRel. Min. Carlos Velloso, DJ 27.3.1998; HC 76.970, Rel. Min. Maurício Corrêa,\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1459163.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 105.728 / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      DJ 20.4.2001; HC 82.241, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 4.3.2005; HC 83.792,  \nRel. Min. Gilmar Mendes, DJ 30.4.2004; HC 82.740, Rel. Min. Gilmar Mendes,  \nDJ 22.6.2007; HC 84.655, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 4.2.2005; HC 85.789,  \nRel. Min. Carlos Velloso, DJ 26.8.2005; HC 85.845, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ  \n23.9.2005; RHC 79.541, Rel. Min. Celso de Mello, Informativo n. 179; e RHC  \n86.085, Rel.  Min. Ayres Britto, DJ 31.3.2006; e QC 501, Rel.  Min. Celso de  \nMello, DJ 28.11.1997). A segunda, substancialmente diversa, refere-se aos casos  \nem que há pedido da defesa para ser intimada da data da sessão de julgamento, a  \nfim de que possa exercitar o seu direito à sustentação oral e a comunicação não  \nocorre.”\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Nesse mesmo sentido:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      HABEAS  CORPUS\n     </b>\n     .  ALEGAÇÃO  DE  PREJUÍZO  À \nDEFESA  PELA  AUSÊNCIA  DE  INTIMAÇÃO  PARA  A \nREALIZAÇÃO  DO  JULGAMENTO  DO\n     <b>\n      WRIT\n     </b>\n     . \nIMPOSSIBILITADA A SUSTENTAÇÃO  ORAL.  EXISTÊNCIA \nDE PEDIDO DE INTIMAÇÃO EXPRESSO NOS AUTOS. Nos \ntermos  da  orientação  deste  Supremo  Tribunal  Federal,  a \nsustentação oral não é ato essencial à defesa. Contudo, havendo \npedido  expresso  nos  autos  de  intimação  da  realização  do \njulgamento, é de se deferir o\n     <b>\n      habeas corpus\n     </b>\n     , em homenagem à \nenvergadura maior do\n     <b>\n      writ\n     </b>\n     .\n     <b>\n      Habeas corpus\n     </b>\n     deferido em parte” \n(HC nº 86.550/SC, Primeira Turma, relator Min.\n     <b>\n      Ayres Britto\n     </b>\n     , DJ \n13/10/06);\n    </p>\n    <p>\n     “PROCESSUAL PENAL.\n     <b>\n      HABEAS CORPUS\n     </b>\n     . PRINCÍPIO \nDA AMPLA DEFESA. ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO \nFEDERAL. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PEDIDO DA \nDEFESA  PARA  REALIZAR  SUSTENTAÇÃO  ORAL. \nCOMUNICAÇÃO DA DATA DE JULGAMENTO. AUSÊNCIA \nDE  PREVISÃO  NORMATIVA.  INFORMAÇÃO \nDISPONIBILIZADA  APENAS  NOS  MEIOS \nINFORMATIZADOS DAQUELA CORTE.  NECESSIDADE DE \nQUE  A CIENTIFICAÇÃO  COM  ANTECEDÊNCIA MÍNIMA\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1459163.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 105.728 / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     DE  QUARENTA E  OITO.  EXIGÊNCIA QUE  DECORRE  DO \nPRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA. ORDEM PARCIALMENTE \nCONCEDIDA. I - Sustentação oral não constitui, de per si, ato \nessencial  à  defesa,  razão  pela  qual,  em  princípio,  não  há \nnecessidade  de  comunicação  da  data  de  julgamento.  II  -  Na \nausência  de  disposição  normativa  interna,  não  é  ônus  das \nCortes de Justiça a comunicação nos termos e prazos requeridos \npelas partes. III - No caso, todavia, de indicação da defesa de \nque  pretende  sustentar  oralmente,  a  cientificação  desta,  em \ntempo hábil, melhor atende ao disposto no art. 5º, incisos LIV e \nLV,  da  Constituição.  IV  -  Afigura-se,  porém,  razoável  e \nsuficiente que a informação seja disponibilizada por meio dos \nsistemas  institucionais  de  acompanhamento  processual, \nobservada a antecedência necessária a permitir o deslocamento \ndo patrono para  o ato.  IV -  Ordem parcialmente concedida” \n(HC nº 92.290/SP, Primeira Turma, relator o Ministro\n     <b>\n      Ricardo \nLewandowski\n     </b>\n     , DJe de 30/11/07).\n    </p>\n    <p>\n     Daí  ter  esta  Primeira  Turma  reformulado  o  entendimento  que \nanteriormente predominava e que fora documentado na Súmula nº 431 \ndo Supremo Tribunal (\n     <i>\n      “É nulo o julgamento de recurso criminal, na segunda  \ninstância,  sem  prévia  intimação,  ou  publicação  da  pauta,  salvo  em  ‘habeas  \ncorpus’”)\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     A ausência de intimação para a sessão de julgamento quando houver \npedido para tal é considerada causa de nulidade do julgamento, por se \nfrustrar  eventual  possibilidade  de  sustentação  oral.  Com  esse \nentendimento, em questão de ordem, foi anulado julgamento do próprio \nSupremo Tribunal Federal:\n    </p>\n    <p>\n     “QUESTÃO  DE  ORDEM  EM\n     <b>\n      HABEAS  CORPUS\n     </b>\n     . \nPROCESSUAL  PENAL.  REQUERIMENTO  PRÉVIO  DE \nSUSTENTAÇÃO ORAL.  AUSÊNCIA DE NOTIFICAÇÃO DA \nSESSÃO  DE  JULGAMENTO.  NULIDADE.  Havendo \nrequerimento  de  ciência  prévia  do  julgamento  visando  à \nsustentação  oral,  a  ausência  de  notificação  da  sessão  de\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1459163.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 105.728 / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     julgamento  consubstancia  nulidade.  Questão  de  ordem \nresolvida  no  sentido  de  anular  o  julgamento  proferido  na \nSessão de 29 de setembro de 2009, a fim de que outro se realize \ncom a prévia intimação do impetrante para fazer sustentação \noral”  (HC  nº  99.929/SP-QO,  Segunda  Turma,  rel.\n     <b>\n      Min.  Eros \nGrau\n     </b>\n     , DJe de 4/6/10).\n    </p>\n    <p>\n     É firme, também, a jurisprudência deste Supremo Tribunal quanto à \ndesnecessidade  de  comprovação  do  efetivo  prejuízo  (HC nº  69.142/SP, \nPrimeira  Turma,  rel.  Min.\n     <b>\n      Sepúlveda Pertence\n     </b>\n     ,  DJ  de 11/2/92)  para se \nconcluir pela nulidade na forma acima exposta.\n    </p>\n    <p>\n     Inevitável, assim, é a conclusão de que o acórdão atacado está eivado \nde  vício  insanável,  sendo,  portanto,  nulo,  tal  como  reconhecido  no \njulgamento do HC nº 91.566/RJ, de que foi Relatora a Min.\n     <b>\n      Cármen Lúcia\n     </b>\n     , \nPrimeira Turma, DJe de 28/9/07:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      HABEAS  CORPUS\n     </b>\n     .  PROCESSUAL  PENAL. \nAUSÊNCIA  DE  INTIMAÇÃO  DO  ADVOGADO  PARA  A \nSESSÃO DE JULGAMENTO E DO CONTEÚDO DECISÓRIO: \nCERCEAMENTO  DE  DEFESA:  CARACTERIZAÇÃO. \nNULIDADE ABSOLUTA. PRECEDENTES.\n     <b>\n      HABEAS CORPUS\n     </b>\n     CONCEDIDO. 1. A mera intimação da inclusão do recurso em \npauta não assegura a data exata em que ocorrerá o julgamento \nnem garante, então, ao representante legal do Paciente o direito \nde  comparecer  ao  julgamento para  efetivar  a  defesa  oral,  na \nforma dos arts. 554 e 565 do CPC. 2. A ausência de intimação \npara  a  data  da  sessão  de  julgamento  pode  ser,  assim, \nconsiderada causa de nulidade do ato praticado nessa condição, \ninclusive  por  ter  sido  frustrada  eventual  possibilidade  de \nsustentação oral. Precedentes. 3.\n     <b>\n      Habeas corpus\n     </b>\n     concedido”.\n    </p>\n    <p>\n     No mesmo sentido é o parecer da Procuradoria-Geral da República:\n    </p>\n    <p>\n     “Na espécie, constata-se que o patrono dos ora  pacientes \nformulou  requerimento  para  cientificação  da  data  do\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1459163.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 105.728 / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     julgamento  do\n     <i>\n      mandamus\n     </i>\n     impetrado  na  Corte  Superior  de \nJustiça,  objetivando  a  realização  de  sustentação  oral \n(documento comprobatório – fl. 413).\n    </p>\n    <p>\n     Entretanto,  a  defesa  não  foi  intimada  da  sessão  de \njulgamento do feito, conforme se verifica na certidão expedida \npela Coordenadoria da Quinta Turma do Superior Tribunal de \nJustiça (Of. nº 028/2011 – e-STJ fl. 559), sendo forçoso reconhecer \na mácula sustentada pelos impetrantes.” (anexo de instrução nº \n22 – fl. 6).\n    </p>\n    <p>\n     Não  conheço  da  matéria  remanescente  ventilada,  tendente  ao \nreconhecimento da proclamada inépcia da denúncia, dada a necessidade \nde prévio rejulgamento da causa pelo Superior Tribunal de Justiça.\n    </p>\n    <p>\n     Ante  o  exposto,\n     <b>\n      concedo  parcialmente  a  ordem\n     </b>\n     para  anular  o \nacórdão prolatado pelo Superior Tribunal de Justiça no HC nº 170.416/RJ, \nRelator o Ministro\n     <b>\n      Honildo Amaral\n     </b>\n     , e determinar que novo julgamento \nse  realize,  reabrindo-se  a  discussão  sobre  a  questão  de  fundo  e \nobservando-se a intimação dos impetrantes para a sessão de julgamento, \ncom antecedência mínima de 48 horas.\n    </p>\n    <p>\n     É como voto.\n    </p>\n    <p>\n     7\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1459163.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Decisão de Julgamento\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 105.728\n     </b>\n     PROCED. : RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n     </b>\n     PACTE.(S) : CHAIM HENOCH ZALCBERG\nPACTE.(S) : ANTÔNIO WANIS FILHO\nIMPTE.(S) : UBIRATAN T GUEDES E OUTRO(A/S)\nCOATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma concedeu, em parte, a ordem de\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     , \nnos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora \nMinistra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 30.8.2011.\n    </p>\n    <p>\n    </p>\n    <p>\n     Presidência  da  Senhora  Ministra  Cármen  Lúcia.  Presentes  à \nSessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz \nFux.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocuradora-Geral  da  República,  Dra.  Cláudia  Sampaio \nMarques.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian\nCoordenadora\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1441046\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "30/08/2011 PRIMEIRA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 105.728 RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "PACTE.(S) :CHAIM HENOCH ZALCBERG \n", "PACTE.(S) :ANTÔNIO WANIS FILHO \n", "IMPTE.(S) :UBIRATAN T GUEDES E OUTRO(A/S)\n", "COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "EMENTA\n", "HABEAS  CORPUS.  PROCESSUAL  PENAL.  AUSÊNCIA  DE \n", "INTIMAÇÃO  DOS  ADVOGADOS  PARA  A  SESSÃO  DE \n", "JULGAMENTO DE  HABEAS CORPUS IMPETRADO NO SUPERIOR \n", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPOSSIBILIDADE DE REALIZAÇÃO DE \n", "SUSTENTAÇÃO ORAL. EXISTÊNCIA DE PEDIDO DE INTIMAÇÃO \n", "CONSTANTE DOS AUTOS. CERCEAMENTO DE DEFESA. DIREITO \n", "À PRÉVIA COMUNICAÇÃO PARA DAR EFICÁCIA À GARANTIA \n", "CONSTITUCIONAL DA AMPLA DEFESA. NULIDADE ABSOLUTA. \n", "PRECEDENTES. HABEAS CORPUS CONCEDIDO EM PARTE.\n", "1. Havendo pedido nos autos, a falta de intimação para a sessão de \n", "julgamento suprime o direito  da defesa de comparecer  para realizar  a \n", "sustentação  oral,  que  constitui  instrumento  de  efetivação  da  garantia \n", "constitucional  da  ampla  defesa,  para  cujo  exercício  a  Constituição  da \n", "República assegura “os meios e recursos a ela inerentes” (art. 5º, LV).\n", "2. Nulidade absoluta do ato praticado nessa condição. Precedentes.\n", "3. Writ concedido em parte.\n", "ACÓRDÃO\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Sra. \n", "Ministra  Cármen Lúcia,  na  conformidade da  ata  do  julgamento  e  das \n", "notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em conceder, em parte, a \n", "ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1482519.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "DJe 07/10/2011\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12\n", "Ementa e Acórdão\n", "HC 105.728 / RJ \n", "Brasília, 30 de agosto de 2011. \n", "MINISTRO DIAS TOFFOLI\n", "Relator \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1482519.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12\n", "Relatório\n", "30/08/2011 PRIMEIRA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 105.728 RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "PACTE.(S) :CHAIM HENOCH ZALCBERG \n", "PACTE.(S) :ANTÔNIO WANIS FILHO \n", "IMPTE.(S) :UBIRATAN T GUEDES E OUTRO(A/S)\n", "COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "RELATÓRIO\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n", "Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pelos advogados \n", "Ubiratan T. Guedes e Renata Levy, em favor de Chaim Henoch Zalcberg e \n", "de Antônio Wanis Filho,  apontando como autoridade coatora a Quinta \n", "Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC nº \n", "170.416/RJ, tendo sido o Relator o Ministro Honildo Amaral.\n", "De início, asseveram a nulidade no julgamento do  writ impetrado \n", "àquela Corte, visto que os impetrantes não foram intimados em tempo \n", "hábil da sessão de julgamento. Aduzem, em síntese, que “a informação \n", "de que o 'writ' seria julgado no dia 02 de setembro, às 09 (nove) horas da  \n", "manhã,  somente  foi  lançada  no  sistema  às  17  (dezessete)  horas  e  30  \n", "(trinta)  minutos  do  dia  anterior,  isto  é,  no  dias (sic) 01  do  corrente.  \n", "Assim, ainda que os impetrantes tivessem visto o lançamento da informação após  \n", "às  17:30  horas  do  dia  01  de  setembro,  sequer  haveria  tempo  hábil  para  o  \n", "deslocamento do Rio de Janeiro, uma vez que a sessão teve seu início marcado  \n", "para o início do dia seguinte” (fl. 4 – grifos conforme o original).\n", "Afirmam, por conseguinte, a violação do “inciso LV do artigo 5º da  \n", "Constituição  Federal,  uma  vez  que  a  ampla  defesa  não  pode  ser  exercida  no  \n", "pertinente ao uso de sustentação oral no julgamento, que não foi oportunizada  \n", "aos impetrantes,  gerando, desta forma, uma nulidade absoluta  [sic]”  (fl.  5 da \n", "inicial).\n", "No mais, sustentam o constrangimento ilegal imposto aos pacientes, \n", "tendo  em  vista  a  inépcia  da  denúncia  ofertada  contra  eles,  que  “não  \n", "atendeu  à  exigência  de  explicitar  as  circunstâncias  elementares  do  delito,  \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1459162.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12\n", "Relatório\n", "HC 105.728 / RJ \n", "olvidando-se  do  dever  de  especificar  e  de  discorrer  sobre  as  circunstâncias  \n", "objetivas e subjetivas necessárias à perfeita adequação do tipo penal”  (fl. 7 da \n", "inicial).\n", "Ao  final,  argumentam  a  falta  de  justa  causa  para  a  persecução \n", "criminal em questão (fls. 18 a 25 da inicial).\n", "Requerem o deferimento da liminar para sobrestar o andamento da \n", "ação penal em relação aos pacientes. No mérito, pedem a concessão da \n", "ordem para trancá-la ou “seja determinada a anulação do julgamento do  \n", "habeas corpus nº 170.416 realizado pela Quinta Turma do Superior Tribunal de  \n", "Justiça, em razão dos impetrantes não terem sido intimados para fazer uso de  \n", "sustentação oral, apesar de ter sido apresentado um requerimento para tal fim” \n", "(fl. 25 da inicial – grifos conforme o original).\n", "Aos 12/11/10, em vista da ausência de elementos que demonstrassem \n", "manifesta  ilegalidade  da  decisão  impugnada,  indeferi  o  pedido  de \n", "liminar e requisitei informações à autoridade apontada como coatora e ao \n", "Juízo  da  4ª  Vara  Federal  Criminal  do  Rio  de  Janeiro,  as  quais  foram \n", "devidamente prestadas.\n", "O  Ministério  Público  Federal,  em  parecer  da  lavra  do  ilustre \n", "Subprocurador-Geral  da República  Dr. Mario José Gisi,  manifestou-se \n", "pela concessão parcial da ordem, para que o Superior Tribunal de Justiça \n", "proceda a novo julgamento do HC nº 170.416/RJ, desta vez facultando à \n", "defesa  a  oportunidade  para  realizar  sustentação  oral,  procedendo  à \n", "intimação do patrono do paciente, com a necessária antecedência, acerca \n", "da data designada.\n", "É o relatório.\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1459162.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "30/08/2011 PRIMEIRA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 105.728 RIO DE JANEIRO\n", "VOTO\n", "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):\n", "Na  hipótese  vertente,  o  presente  habeas  corpus volta-se  contra \n", "decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria do \n", "Ministro  Honildo Amaral,  que denegou a ordem no HC nº 170.416/RJ \n", "impetrado àquela Corte.\n", "Narram os impetrantes, na inicial, que:\n", "“(...)\n", "Em 19 de outubro de 2009, o Ministério Público Federal \n", "ofereceu denúncia em face dos pacientes, pela prática, em tese, \n", "dos crimes de quadrilha, falsidade ideológica, evasão de divisas \n", "e lavagem de dinheiro.\n", "Posteriormente,  o  juízo  de  primeiro  grau  recebeu  a \n", "incoativa  inteiramente  inepta,  incapaz  de  delinear  as \n", "imprescindíveis  circunstâncias  dos  fatos,  pois,  pretendendo \n", "imputar  os  delitos  acima  mencionados  aos  pacientes,  não \n", "informou quaisquer dos elementos normativos dos tipos penais \n", "em comento.\n", "(...)\n", "Assim,  em razão do recebimento da peça vestibular,  os \n", "impetrantes  se  viram  forçados  a  impetrar  uma  ordem  de \n", "habeas corpus perante o Tribunal Regional Federal da Segunda \n", "Região pleiteando o trancamento da ação penal iniciada em face \n", "dos pacientes, sendo que, no entanto, a Egrégia Primeira Turma \n", "Especializada daquele Tribunal decidiu denegar a ordem que se \n", "postulava naquele primeiro writ (...)\n", "Posteriormente, ante a irresignação acerca da manutenção \n", "do  decisum, foi impetrado um novo  habeas corpus perante o \n", "Superior Tribunal de Justiça, almejando o saneamento imediato \n", "do  constrangimento  ilegal  imposto  aos  pacientes  no  que \n", "concerne  a  existência  da  ação  penal,  sendo  que,  os  insignes \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1459163.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "HC 105.728 / RJ \n", "ministros Mistros da Quinta Turma, daquele Preclaro Tribunal, \n", "denegaram a ordem que se postulava no referido writ (...)” (fl. 2 \n", "da inicial).\n", "Eis o teor daquele julgado:\n", "“HABEAS  CORPUS.  PENAL.  PROCESSUAL  PENAL. \n", "CRIMES  DE  EVASÃO  DE  DIVISAS,  LAVAGEM  DE \n", "DINHEIRO,  FORMAÇÃO  [DE  QUADRILHA]  FALSIDADE \n", "IDEOLÓGICA.  ALEGAÇÃO  DE  INÉPCIA DA DENÚNCIA. \n", "FALTA DE JUSTA CAUSA. SUPOSTA ATIPICIDADE DO FATO \n", "QUE NÃO SE VERIFICA PRONTAMENTE. TRANCAMENTO \n", "DA AÇÃO  PENAL.  IMPOSSIBILIDADE.  NECESSIDADE  DE \n", "ANÁLISE  DO  CONJUNTO  FÁTICO-PROBATÓRIO  ORDEM \n", "DENEGADA\n", "1.  Tendo a  denúncia  sido formulada em obediência  aos \n", "requisitos  traçados  no  art.  41  do  Código  de  Processo  Penal, \n", "descrevendo perfeitamente os fatos típicos denunciados, crimes \n", "em tese,  com todas  as  suas  circunstâncias,  atribuindo-os  aos \n", "pacientes,  terminando  por  classificá-los,  ao  indicar  os  tipos \n", "legais supostamente infringidos, não se pode tachá-la de inepta.\n", "2. Há indícios nos autos que revelam a possibilidade de \n", "configuração  de  conduta  criminosa,  razão  pela  qual  a  ação \n", "penal deverá ter sua tramitação regular, a fim de se apurar o \n", "cometimento  ou  não  dos  crimes  descritos  na  substanciosa \n", "denúncia.  Não  se  mostra  possível,  desta  feita,  a  extinção \n", "anômala do processo-crime.\n", "3. Ademais, não procede a alegação de falta de justa causa, \n", "na  medida  me  que  a  denúncia  demonstrou  a  existência  de \n", "indícios aptos à deflagração da ação penal, não sendo possível, \n", "na via eleita, a análise profunda das provas para se chegar a \n", "conclusão diversa. \n", "4. Ordem denegada”.\n", "Essa é a decisão contra a qual se insurgem os impetrantes neste writ.\n", "Alegam  os  impetrantes,  em  preliminar,  a  existência  de  nulidade \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1459163.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "HC 105.728 / RJ \n", "absoluta do julgado do Superior Tribunal de Justiça, por cerceamento de \n", "defesa, decorrente da falta de intimação para realizar sustentação oral na \n", "sessão de julgamento ocorrida em 9/03/10 perante aquela Corte Superior, \n", "apesar de requerimento expresso.\n", "De fato, em petição de 10/6/10 (fl. 387 do anexo de instrução nº 2), os \n", "impetrantes  requereram  ao  Superior  Tribunal  de  Justiça  que  fossem \n", "previamente cientificados da data do julgamento “eis que pretende[m] fazer  \n", "uso da sustentação oral”, constando no rodapé da petição o endereço e o \n", "telefone dos defensores.\n", "O Ministro Adilson Macabu, atual Relator do HC nº 170.416/RJ, em \n", "suas  informações  (fl.  1  do  anexo  de  instrução  nº  20),  faz  menção  à \n", "inexistência  de  intimação  prévia  dos  defensores  dos  pacientes  para  a \n", "sessão de julgamento.\n", "A falta  de  intimação  suprime  direito  da  defesa  dos  paciente  de \n", "comparecer  na  sessão  de  julgamento  para  a  sustentação  oral,  que \n", "constitui instrumento de efetivação da garantia constitucional da ampla \n", "defesa, para cujo exercício a Constituição da República assegura “os meios  \n", "e recursos a ela inerentes” (art. 5º, LV).\n", "Ademais,  havendo  pedido  expresso  de  comunicação  da  data  do \n", "julgamento para que seja feita a sustentação oral, eventual retardamento \n", "no curso do processo correrá à conta dos próprios impetrantes, não sendo \n", "razoável  impor-lhes  a  obrigação  de  manter  insistentes  contatos \n", "telefônicos  a  fim  de  saber  quando  o  seu  processo  será  levado  a \n", "julgamento,  ou,  pior  ainda,  que  compareçam  a  todas  as  sessões  do \n", "Tribunal.\n", "Como já preconizado pela eminente Min.  Cármen Lúcia no HC nº \n", "104.264/RJ (Primeira Turma, DJe de 19/11/10), “o fato de a sustentação oral  \n", "não constituir ato essencial é irrelevante, devendo-se distinguir duas situações. A  \n", "primeira é a sustentação não constituir ato essencial, no sentido de que, se não  \n", "realizada, não gera nulidade alguma (nesse sentido, entre outros,  HC 66.315,  \n", "Rel. Min. Moreira Alves, DJ 24.2.1989; HC 68.369, Rel. Min. Sydney Sanches,  \n", "DJ 8.3.1991; HC 69.429, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 28.5.1983; HC 73.839,  \n", "Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 27.3.1998; HC 76.970, Rel. Min. Maurício Corrêa,  \n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1459163.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "HC 105.728 / RJ \n", "DJ 20.4.2001; HC 82.241, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 4.3.2005; HC 83.792,  \n", "Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 30.4.2004; HC 82.740, Rel. Min. Gilmar Mendes,  \n", "DJ 22.6.2007; HC 84.655, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 4.2.2005; HC 85.789,  \n", "Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 26.8.2005; HC 85.845, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ  \n", "23.9.2005; RHC 79.541, Rel. Min. Celso de Mello, Informativo n. 179; e RHC  \n", "86.085, Rel.  Min. Ayres Britto, DJ 31.3.2006; e QC 501, Rel.  Min. Celso de  \n", "Mello, DJ 28.11.1997). A segunda, substancialmente diversa, refere-se aos casos  \n", "em que há pedido da defesa para ser intimada da data da sessão de julgamento, a  \n", "fim de que possa exercitar o seu direito à sustentação oral e a comunicação não  \n", "ocorre.”\n", "Nesse mesmo sentido:\n", "“HABEAS  CORPUS.  ALEGAÇÃO  DE  PREJUÍZO  À \n", "DEFESA  PELA  AUSÊNCIA  DE  INTIMAÇÃO  PARA  A \n", "REALIZAÇÃO  DO  JULGAMENTO  DO  WRIT. \n", "IMPOSSIBILITADA A SUSTENTAÇÃO  ORAL.  EXISTÊNCIA \n", "DE PEDIDO DE INTIMAÇÃO EXPRESSO NOS AUTOS. Nos \n", "termos  da  orientação  deste  Supremo  Tribunal  Federal,  a \n", "sustentação oral não é ato essencial à defesa. Contudo, havendo \n", "pedido  expresso  nos  autos  de  intimação  da  realização  do \n", "julgamento, é de se deferir o habeas corpus, em homenagem à \n", "envergadura maior do writ. Habeas corpus deferido em parte” \n", "(HC nº 86.550/SC, Primeira Turma, relator Min. Ayres Britto, DJ \n", "13/10/06);\n", "“PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. PRINCÍPIO \n", "DA AMPLA DEFESA. ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO \n", "FEDERAL. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PEDIDO DA \n", "DEFESA  PARA  REALIZAR  SUSTENTAÇÃO  ORAL. \n", "COMUNICAÇÃO DA DATA DE JULGAMENTO. AUSÊNCIA \n", "DE  PREVISÃO  NORMATIVA.  INFORMAÇÃO \n", "DISPONIBILIZADA  APENAS  NOS  MEIOS \n", "INFORMATIZADOS DAQUELA CORTE.  NECESSIDADE DE \n", "QUE  A CIENTIFICAÇÃO  COM  ANTECEDÊNCIA MÍNIMA \n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1459163.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "HC 105.728 / RJ \n", "DE  QUARENTA E  OITO.  EXIGÊNCIA QUE  DECORRE  DO \n", "PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA. ORDEM PARCIALMENTE \n", "CONCEDIDA. I - Sustentação oral não constitui, de per si, ato \n", "essencial  à  defesa,  razão  pela  qual,  em  princípio,  não  há \n", "necessidade  de  comunicação  da  data  de  julgamento.  II  -  Na \n", "ausência  de  disposição  normativa  interna,  não  é  ônus  das \n", "Cortes de Justiça a comunicação nos termos e prazos requeridos \n", "pelas partes. III - No caso, todavia, de indicação da defesa de \n", "que  pretende  sustentar  oralmente,  a  cientificação  desta,  em \n", "tempo hábil, melhor atende ao disposto no art. 5º, incisos LIV e \n", "LV,  da  Constituição.  IV  -  Afigura-se,  porém,  razoável  e \n", "suficiente que a informação seja disponibilizada por meio dos \n", "sistemas  institucionais  de  acompanhamento  processual, \n", "observada a antecedência necessária a permitir o deslocamento \n", "do patrono para  o ato.  IV -  Ordem parcialmente concedida” \n", "(HC nº 92.290/SP, Primeira Turma, relator o Ministro  Ricardo \n", "Lewandowski, DJe de 30/11/07).\n", "Daí  ter  esta  Primeira  Turma  reformulado  o  entendimento  que \n", "anteriormente predominava e que fora documentado na Súmula nº 431 \n", "do Supremo Tribunal (“É nulo o julgamento de recurso criminal, na segunda  \n", "instância,  sem  prévia  intimação,  ou  publicação  da  pauta,  salvo  em  ‘habeas  \n", "corpus’”).\n", "A ausência de intimação para a sessão de julgamento quando houver \n", "pedido para tal é considerada causa de nulidade do julgamento, por se \n", "frustrar  eventual  possibilidade  de  sustentação  oral.  Com  esse \n", "entendimento, em questão de ordem, foi anulado julgamento do próprio \n", "Supremo Tribunal Federal:\n", "“QUESTÃO  DE  ORDEM  EM  HABEAS  CORPUS. \n", "PROCESSUAL  PENAL.  REQUERIMENTO  PRÉVIO  DE \n", "SUSTENTAÇÃO ORAL.  AUSÊNCIA DE NOTIFICAÇÃO DA \n", "SESSÃO  DE  JULGAMENTO.  NULIDADE.  Havendo \n", "requerimento  de  ciência  prévia  do  julgamento  visando  à \n", "sustentação  oral,  a  ausência  de  notificação  da  sessão  de \n", "5 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1459163.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "HC 105.728 / RJ \n", "julgamento  consubstancia  nulidade.  Questão  de  ordem \n", "resolvida  no  sentido  de  anular  o  julgamento  proferido  na \n", "Sessão de 29 de setembro de 2009, a fim de que outro se realize \n", "com a prévia intimação do impetrante para fazer sustentação \n", "oral”  (HC  nº  99.929/SP-QO,  Segunda  Turma,  rel.  Min.  Eros \n", "Grau, DJe de 4/6/10).\n", "É firme, também, a jurisprudência deste Supremo Tribunal quanto à \n", "desnecessidade  de  comprovação  do  efetivo  prejuízo  (HC nº  69.142/SP, \n", "Primeira  Turma,  rel.  Min.  Sepúlveda Pertence,  DJ  de 11/2/92)  para se \n", "concluir pela nulidade na forma acima exposta.\n", "Inevitável, assim, é a conclusão de que o acórdão atacado está eivado \n", "de  vício  insanável,  sendo,  portanto,  nulo,  tal  como  reconhecido  no \n", "julgamento do HC nº 91.566/RJ, de que foi Relatora a Min. Cármen Lúcia, \n", "Primeira Turma, DJe de 28/9/07:\n", "“HABEAS  CORPUS .  PROCESSUAL  PENAL. \n", "AUSÊNCIA  DE  INTIMAÇÃO  DO  ADVOGADO  PARA  A \n", "SESSÃO DE JULGAMENTO E DO CONTEÚDO DECISÓRIO: \n", "CERCEAMENTO  DE  DEFESA:  CARACTERIZAÇÃO. \n", "NULIDADE ABSOLUTA. PRECEDENTES. HABEAS CORPUS \n", "CONCEDIDO. 1. A mera intimação da inclusão do recurso em \n", "pauta não assegura a data exata em que ocorrerá o julgamento \n", "nem garante, então, ao representante legal do Paciente o direito \n", "de  comparecer  ao  julgamento para  efetivar  a  defesa  oral,  na \n", "forma dos arts. 554 e 565 do CPC. 2. A ausência de intimação \n", "para  a  data  da  sessão  de  julgamento  pode  ser,  assim, \n", "considerada causa de nulidade do ato praticado nessa condição, \n", "inclusive  por  ter  sido  frustrada  eventual  possibilidade  de \n", "sustentação oral. Precedentes. 3. Habeas corpus concedido”.\n", " \n", "No mesmo sentido é o parecer da Procuradoria-Geral da República:\n", "“Na espécie, constata-se que o patrono dos ora  pacientes \n", "formulou  requerimento  para  cientificação  da  data  do \n", "6 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1459163.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "HC 105.728 / RJ \n", "julgamento  do  mandamus  impetrado  na  Corte  Superior  de \n", "Justiça,  objetivando  a  realização  de  sustentação  oral \n", "(documento comprobatório – fl. 413).\n", "Entretanto,  a  defesa  não  foi  intimada  da  sessão  de \n", "julgamento do feito, conforme se verifica na certidão expedida \n", "pela Coordenadoria da Quinta Turma do Superior Tribunal de \n", "Justiça (Of. nº 028/2011 – e-STJ fl. 559), sendo forçoso reconhecer \n", "a mácula sustentada pelos impetrantes.” (anexo de instrução nº \n", "22 – fl. 6).\n", "Não  conheço  da  matéria  remanescente  ventilada,  tendente  ao \n", "reconhecimento da proclamada inépcia da denúncia, dada a necessidade \n", "de prévio rejulgamento da causa pelo Superior Tribunal de Justiça.\n", "Ante  o  exposto,  concedo  parcialmente  a  ordem  para  anular  o \n", "acórdão prolatado pelo Superior Tribunal de Justiça no HC nº 170.416/RJ, \n", "Relator o Ministro  Honildo Amaral, e determinar que novo julgamento \n", "se  realize,  reabrindo-se  a  discussão  sobre  a  questão  de  fundo  e \n", "observando-se a intimação dos impetrantes para a sessão de julgamento, \n", "com antecedência mínima de 48 horas.\n", "É como voto.\n", "7 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1459163.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12\n", "Decisão de Julgamento\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "HABEAS CORPUS 105.728\n", "PROCED. : RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "PACTE.(S) : CHAIM HENOCH ZALCBERG\n", "PACTE.(S) : ANTÔNIO WANIS FILHO\n", "IMPTE.(S) : UBIRATAN T GUEDES E OUTRO(A/S)\n", "COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n", "Decisão: A Turma concedeu, em parte, a ordem de habeas corpus, \n", "nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora \n", "Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 30.8.2011.\n", " \n", "Presidência  da  Senhora  Ministra  Cármen  Lúcia.  Presentes  à \n", "Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz \n", "Fux.\n", "Subprocuradora-Geral  da  República,  Dra.  Cláudia  Sampaio \n", "Marques. \n", "Carmen Lilian\n", "Coordenadora\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1441046\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12\n" ], "numero" : "105728", "partes" : [ { "nome" : "MIN. DIAS TOFFOLI", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "ANTÔNIO WANIS FILHO", "sigla" : "", "tipo" : "PACTE.(S)" }, { "nome" : "UBIRATAN T GUEDES E OUTRO(A/S)", "sigla" : "", "tipo" : "IMPTE.(S)" }, { "nome" : "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "sigla" : "", "tipo" : "COATOR(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. DIAS TOFFOLI", "texto" : "O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pelos advogados   Ubiratan T. Guedes e Renata Levy, em favor de Chaim Henoch Zalcberg e  de Antônio Wanis Filho,  apontando como autoridade coatora a Quinta  Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC nº  170.416/RJ, tendo sido o Relator o Ministro Honildo Amaral.  De início, asseveram a nulidade no julgamento do  writ impetrado  àquela Corte, visto que os impetrantes não foram intimados em tempo  hábil da sessão de julgamento. Aduzem, em síntese, que “a informação  de que o 'writ' seria julgado no dia 02 de setembro, às 09 (nove) horas da   manhã,  somente  foi  lançada  no  sistema  às  17  (dezessete)  horas  e  30   (trinta)  minutos  do  dia  anterior,  isto  é,  no  dias (sic) 01  do  corrente.   Assim, ainda que os impetrantes tivessem visto o lançamento da informação após   às  17:30  horas  do  dia  01  de  setembro,  sequer  haveria  tempo  hábil  para  o   deslocamento do Rio de Janeiro, uma vez que a sessão teve seu início marcado   para o início do dia seguinte” (fl. 4 – grifos conforme o original).  Afirmam, por conseguinte, a violação do “inciso LV do artigo 5º da   Constituição  Federal,  uma  vez  que  a  ampla  defesa  não  pode  ser  exercida  no   pertinente ao uso de sustentação oral no julgamento, que não foi oportunizada   aos impetrantes,  gerando, desta forma, uma nulidade absoluta  [sic]”  (fl.  5 da  inicial).  No mais, sustentam o constrangimento ilegal imposto aos pacientes,  tendo  em  vista  a  inépcia  da  denúncia  ofertada  contra  eles,  que  “não   atendeu  à  exigência  de  explicitar  as  circunstâncias  elementares  do  delito,      olvidando-se  do  dever  de  especificar  e  de  discorrer  sobre  as  circunstâncias   objetivas e subjetivas necessárias à perfeita adequação do tipo penal”  (fl. 7 da  inicial).  Ao  final,  argumentam  a  falta  de  justa  causa  para  a  persecução  criminal em questão (fls. 18 a 25 da inicial).  Requerem o deferimento da liminar para sobrestar o andamento da  ação penal em relação aos pacientes. No mérito, pedem a concessão da  ordem para trancá-la ou “seja determinada a anulação do julgamento do   habeas corpus nº 170.416 realizado pela Quinta Turma do Superior Tribunal de   Justiça, em razão dos impetrantes não terem sido intimados para fazer uso de   sustentação oral, apesar de ter sido apresentado um requerimento para tal fim”  (fl. 25 da inicial – grifos conforme o original).  Aos 12/11/10, em vista da ausência de elementos que demonstrassem  manifesta  ilegalidade  da  decisão  impugnada,  indeferi  o  pedido  de  liminar e requisitei informações à autoridade apontada como coatora e ao  Juízo  da  4ª  Vara  Federal  Criminal  do  Rio  de  Janeiro,  as  quais  foram  devidamente prestadas.  O  Ministério  Público  Federal,  em  parecer  da  lavra  do  ilustre  Subprocurador-Geral  da República  Dr. Mario José Gisi,  manifestou-se  pela concessão parcial da ordem, para que o Superior Tribunal de Justiça  proceda a novo julgamento do HC nº 170.416/RJ, desta vez facultando à  defesa  a  oportunidade  para  realizar  sustentação  oral,  procedendo  à  intimação do patrono do paciente, com a necessária antecedência, acerca  da data designada.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   VOTO  O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Na  hipótese  vertente,  o  presente  habeas  corpus volta-se  contra   decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria do  Ministro  Honildo Amaral,  que denegou a ordem no HC nº 170.416/RJ  impetrado àquela Corte.  Narram os impetrantes, na inicial, que:  “(...) Em 19 de outubro de 2009, o Ministério Público Federal   ofereceu denúncia em face dos pacientes, pela prática, em tese,  dos crimes de quadrilha, falsidade ideológica, evasão de divisas  e lavagem de dinheiro.  Posteriormente,  o  juízo  de  primeiro  grau  recebeu  a  incoativa  inteiramente  inepta,  incapaz  de  delinear  as  imprescindíveis  circunstâncias  dos  fatos,  pois,  pretendendo  imputar  os  delitos  acima  mencionados  aos  pacientes,  não  informou quaisquer dos elementos normativos dos tipos penais  em comento.  (...) Assim,  em razão do recebimento da peça vestibular,  os   impetrantes  se  viram  forçados  a  impetrar  uma  ordem  de  habeas corpus perante o Tribunal Regional Federal da Segunda  Região pleiteando o trancamento da ação penal iniciada em face  dos pacientes, sendo que, no entanto, a Egrégia Primeira Turma  Especializada daquele Tribunal decidiu denegar a ordem que se  postulava naquele primeiro writ (...)  Posteriormente, ante a irresignação acerca da manutenção  do  decisum, foi impetrado um novo  habeas corpus perante o  Superior Tribunal de Justiça, almejando o saneamento imediato  do  constrangimento  ilegal  imposto  aos  pacientes  no  que  concerne  a  existência  da  ação  penal,  sendo  que,  os  insignes     ministros Mistros da Quinta Turma, daquele Preclaro Tribunal,  denegaram a ordem que se postulava no referido writ (...)” (fl. 2  da inicial).  Eis o teor daquele julgado:  “HABEAS  CORPUS.  PENAL.  PROCESSUAL  PENAL.  CRIMES  DE  EVASÃO  DE  DIVISAS,  LAVAGEM  DE  DINHEIRO,  FORMAÇÃO  [DE  QUADRILHA]  FALSIDADE  IDEOLÓGICA.  ALEGAÇÃO  DE  INÉPCIA DA DENÚNCIA.  FALTA DE JUSTA CAUSA. SUPOSTA ATIPICIDADE DO FATO  QUE NÃO SE VERIFICA PRONTAMENTE. TRANCAMENTO  DA AÇÃO  PENAL.  IMPOSSIBILIDADE.  NECESSIDADE  DE  ANÁLISE  DO  CONJUNTO  FÁTICO-PROBATÓRIO  ORDEM  DENEGADA  1.  Tendo a  denúncia  sido formulada em obediência  aos  requisitos  traçados  no  art.  41  do  Código  de  Processo  Penal,  descrevendo perfeitamente os fatos típicos denunciados, crimes  em tese,  com todas  as  suas  circunstâncias,  atribuindo-os  aos  pacientes,  terminando  por  classificá-los,  ao  indicar  os  tipos  legais supostamente infringidos, não se pode tachá-la de inepta.  2. Há indícios nos autos que revelam a possibilidade de  configuração  de  conduta  criminosa,  razão  pela  qual  a  ação  penal deverá ter sua tramitação regular, a fim de se apurar o  cometimento  ou  não  dos  crimes  descritos  na  substanciosa  denúncia.  Não  se  mostra  possível,  desta  feita,  a  extinção  anômala do processo-crime.  3. Ademais, não procede a alegação de falta de justa causa,  na  medida  me  que  a  denúncia  demonstrou  a  existência  de  indícios aptos à deflagração da ação penal, não sendo possível,  na via eleita, a análise profunda das provas para se chegar a  conclusão diversa.   4. Ordem denegada”.  Essa é a decisão contra a qual se insurgem os impetrantes neste writ. Alegam  os  impetrantes,  em  preliminar,  a  existência  de  nulidade     absoluta do julgado do Superior Tribunal de Justiça, por cerceamento de  defesa, decorrente da falta de intimação para realizar sustentação oral na  sessão de julgamento ocorrida em 9/03/10 perante aquela Corte Superior,  apesar de requerimento expresso.  De fato, em petição de 10/6/10 (fl. 387 do anexo de instrução nº 2), os  impetrantes  requereram  ao  Superior  Tribunal  de  Justiça  que  fossem  previamente cientificados da data do julgamento “eis que pretende[m] fazer   uso da sustentação oral”, constando no rodapé da petição o endereço e o  telefone dos defensores.  O Ministro Adilson Macabu, atual Relator do HC nº 170.416/RJ, em  suas  informações  (fl.  1  do  anexo  de  instrução  nº  20),  faz  menção  à  inexistência  de  intimação  prévia  dos  defensores  dos  pacientes  para  a  sessão de julgamento.  A falta  de  intimação  suprime  direito  da  defesa  dos  paciente  de  comparecer  na  sessão  de  julgamento  para  a  sustentação  oral,  que  constitui instrumento de efetivação da garantia constitucional da ampla  defesa, para cujo exercício a Constituição da República assegura “os meios   e recursos a ela inerentes” (art. 5º, LV).  Ademais,  havendo  pedido  expresso  de  comunicação  da  data  do  julgamento para que seja feita a sustentação oral, eventual retardamento  no curso do processo correrá à conta dos próprios impetrantes, não sendo  razoável  impor-lhes  a  obrigação  de  manter  insistentes  contatos  telefônicos  a  fim  de  saber  quando  o  seu  processo  será  levado  a  julgamento,  ou,  pior  ainda,  que  compareçam  a  todas  as  sessões  do  Tribunal.  Como já preconizado pela eminente Min.  Cármen Lúcia no HC nº  104.264/RJ (Primeira Turma, DJe de 19/11/10), “o fato de a sustentação oral   não constituir ato essencial é irrelevante, devendo-se distinguir duas situações. A   primeira é a sustentação não constituir ato essencial, no sentido de que, se não   realizada, não gera nulidade alguma (nesse sentido, entre outros,  HC 66.315,   Rel. Min. Moreira Alves, DJ 24.2.1989; HC 68.369, Rel. Min. Sydney Sanches,   DJ 8.3.1991; HC 69.429, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 28.5.1983; HC 73.839,   Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 27.3.1998; HC 76.970, Rel. Min. Maurício Corrêa,      DJ 20.4.2001; HC 82.241, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 4.3.2005; HC 83.792,   Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 30.4.2004; HC 82.740, Rel. Min. Gilmar Mendes,   DJ 22.6.2007; HC 84.655, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 4.2.2005; HC 85.789,   Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 26.8.2005; HC 85.845, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ   23.9.2005; RHC 79.541, Rel. Min. Celso de Mello, Informativo n. 179; e RHC   86.085, Rel.  Min. Ayres Britto, DJ 31.3.2006; e QC 501, Rel.  Min. Celso de   Mello, DJ 28.11.1997). A segunda, substancialmente diversa, refere-se aos casos   em que há pedido da defesa para ser intimada da data da sessão de julgamento, a   fim de que possa exercitar o seu direito à sustentação oral e a comunicação não   ocorre.”  Nesse mesmo sentido:  “HABEAS  CORPUS.  ALEGAÇÃO  DE  PREJUÍZO  À  DEFESA  PELA  AUSÊNCIA  DE  INTIMAÇÃO  PARA  A  REALIZAÇÃO  DO  JULGAMENTO  DO  WRIT.  IMPOSSIBILITADA A SUSTENTAÇÃO  ORAL.  EXISTÊNCIA  DE PEDIDO DE INTIMAÇÃO EXPRESSO NOS AUTOS. Nos  termos  da  orientação  deste  Supremo  Tribunal  Federal,  a  sustentação oral não é ato essencial à defesa. Contudo, havendo  pedido  expresso  nos  autos  de  intimação  da  realização  do  julgamento, é de se deferir o habeas corpus, em homenagem à  envergadura maior do writ. Habeas corpus deferido em parte”  (HC nº 86.550/SC, Primeira Turma, relator Min. Ayres Britto, DJ  13/10/06);  “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. PRINCÍPIO  DA AMPLA DEFESA. ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO  FEDERAL. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PEDIDO DA  DEFESA  PARA  REALIZAR  SUSTENTAÇÃO  ORAL.  COMUNICAÇÃO DA DATA DE JULGAMENTO. AUSÊNCIA  DE  PREVISÃO  NORMATIVA.  INFORMAÇÃO  DISPONIBILIZADA  APENAS  NOS  MEIOS  INFORMATIZADOS DAQUELA CORTE.  NECESSIDADE DE  QUE  A CIENTIFICAÇÃO  COM  ANTECEDÊNCIA MÍNIMA     DE  QUARENTA E  OITO.  EXIGÊNCIA QUE  DECORRE  DO  PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA. ORDEM PARCIALMENTE  CONCEDIDA. I - Sustentação oral não constitui, de per si, ato  essencial  à  defesa,  razão  pela  qual,  em  princípio,  não  há  necessidade  de  comunicação  da  data  de  julgamento.  II  -  Na  ausência  de  disposição  normativa  interna,  não  é  ônus  das  Cortes de Justiça a comunicação nos termos e prazos requeridos  pelas partes. III - No caso, todavia, de indicação da defesa de  que  pretende  sustentar  oralmente,  a  cientificação  desta,  em  tempo hábil, melhor atende ao disposto no art. 5º, incisos LIV e  LV,  da  Constituição.  IV  -  Afigura-se,  porém,  razoável  e  suficiente que a informação seja disponibilizada por meio dos  sistemas  institucionais  de  acompanhamento  processual,  observada a antecedência necessária a permitir o deslocamento  do patrono para  o ato.  IV -  Ordem parcialmente concedida”  (HC nº 92.290/SP, Primeira Turma, relator o Ministro  Ricardo  Lewandowski, DJe de 30/11/07).  Daí  ter  esta  Primeira  Turma  reformulado  o  entendimento  que  anteriormente predominava e que fora documentado na Súmula nº 431  do Supremo Tribunal (“É nulo o julgamento de recurso criminal, na segunda   instância,  sem  prévia  intimação,  ou  publicação  da  pauta,  salvo  em  ‘habeas   corpus’”).  A ausência de intimação para a sessão de julgamento quando houver  pedido para tal é considerada causa de nulidade do julgamento, por se  frustrar  eventual  possibilidade  de  sustentação  oral.  Com  esse  entendimento, em questão de ordem, foi anulado julgamento do próprio  Supremo Tribunal Federal:  “QUESTÃO  DE  ORDEM  EM  HABEAS  CORPUS.  PROCESSUAL  PENAL.  REQUERIMENTO  PRÉVIO  DE  SUSTENTAÇÃO ORAL.  AUSÊNCIA DE NOTIFICAÇÃO DA  SESSÃO  DE  JULGAMENTO.  NULIDADE.  Havendo  requerimento  de  ciência  prévia  do  julgamento  visando  à  sustentação  oral,  a  ausência  de  notificação  da  sessão  de     julgamento  consubstancia  nulidade.  Questão  de  ordem  resolvida  no  sentido  de  anular  o  julgamento  proferido  na  Sessão de 29 de setembro de 2009, a fim de que outro se realize  com a prévia intimação do impetrante para fazer sustentação  oral”  (HC  nº  99.929/SP-QO,  Segunda  Turma,  rel.  Min.  Eros  Grau, DJe de 4/6/10).  É firme, também, a jurisprudência deste Supremo Tribunal quanto à  desnecessidade  de  comprovação  do  efetivo  prejuízo  (HC nº  69.142/SP,  Primeira  Turma,  rel.  Min.  Sepúlveda Pertence,  DJ  de 11/2/92)  para se  concluir pela nulidade na forma acima exposta.  Inevitável, assim, é a conclusão de que o acórdão atacado está eivado  de  vício  insanável,  sendo,  portanto,  nulo,  tal  como  reconhecido  no  julgamento do HC nº 91.566/RJ, de que foi Relatora a Min. Cármen Lúcia,  Primeira Turma, DJe de 28/9/07:  “HABEAS  CORPUS .  PROCESSUAL  PENAL.  AUSÊNCIA  DE  INTIMAÇÃO  DO  ADVOGADO  PARA  A  SESSÃO DE JULGAMENTO E DO CONTEÚDO DECISÓRIO:  CERCEAMENTO  DE  DEFESA:  CARACTERIZAÇÃO.  NULIDADE ABSOLUTA. PRECEDENTES. HABEAS CORPUS  CONCEDIDO. 1. A mera intimação da inclusão do recurso em  pauta não assegura a data exata em que ocorrerá o julgamento  nem garante, então, ao representante legal do Paciente o direito  de  comparecer  ao  julgamento para  efetivar  a  defesa  oral,  na  forma dos arts. 554 e 565 do CPC. 2. A ausência de intimação  para  a  data  da  sessão  de  julgamento  pode  ser,  assim,  considerada causa de nulidade do ato praticado nessa condição,  inclusive  por  ter  sido  frustrada  eventual  possibilidade  de  sustentação oral. Precedentes. 3. Habeas corpus concedido”.    No mesmo sentido é o parecer da Procuradoria-Geral da República:  “Na espécie, constata-se que o patrono dos ora  pacientes  formulou  requerimento  para  cientificação  da  data  do     julgamento  do  mandamus  impetrado  na  Corte  Superior  de  Justiça,  objetivando  a  realização  de  sustentação  oral  (documento comprobatório – fl. 413).  Entretanto,  a  defesa  não  foi  intimada  da  sessão  de  julgamento do feito, conforme se verifica na certidão expedida  pela Coordenadoria da Quinta Turma do Superior Tribunal de  Justiça (Of. nº 028/2011 – e-STJ fl. 559), sendo forçoso reconhecer  a mácula sustentada pelos impetrantes.” (anexo de instrução nº  22 – fl. 6).  Não  conheço  da  matéria  remanescente  ventilada,  tendente  ao  reconhecimento da proclamada inépcia da denúncia, dada a necessidade  de prévio rejulgamento da causa pelo Superior Tribunal de Justiça.  Ante  o  exposto,  concedo  parcialmente  a  ordem  para  anular  o  acórdão prolatado pelo Superior Tribunal de Justiça no HC nº 170.416/RJ,  Relator o Ministro  Honildo Amaral, e determinar que novo julgamento  se  realize,  reabrindo-se  a  discussão  sobre  a  questão  de  fundo  e  observando-se a intimação dos impetrantes para a sessão de julgamento,  com antecedência mínima de 48 horas.  É como voto. ", "votante" : "MIN_DIAS_TOFFOLI" } ] }
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ROSA WEBER\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     ESTADO DO RIO DE JANEIRO E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE\n    </p>\n    <p>\n     JANEIRO\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MANOEL DE OLIVEIRA LOPES E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     FERNANDA CASTRO CAVALCANTI GUERRA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     AGRAVO  REGIMENTAL EM  AÇÃO  CAUTELAR  INCIDENTAL. \nCONCESSÃO  DE  EFEITO  SUSPENSIVO  A  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO.  COMPETÊNCIA  DO  SUPREMO  TRIBUNAL \nFEDERAL PARA APRECIAR A AÇÃO CAUTELAR INCIDENTAL NÃO \nINAUGURADA.\n    </p>\n    <p>\n     Decisão  agravada  exarada  em  estrita  consonância  com  a \njurisprudência pacífica e reiterada desta Corte, sedimentada nas Súmulas \n634 e 635, no sentido de que, ainda não examinada, pela Corte de origem, \na    admissibilidade   do    recurso    extraordinário    interposto    no \nprocesso  principal,  sequer  resulta  instaurada  a  jurisdição  do  Supremo \nTribunal Federal.\n    </p>\n    <p>\n     Agravo regimental conhecido e não provido.\n     <b>\n      ACÓRDÃO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \nSupremo Tribunal Federal em conhecer do agravo regimental e negar-lhe \nprovimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, \nem sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 10 a 16 de março de \n2017, na conformidade da ata do julgamento.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 17 de março de 2017.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12673963.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6\n    </p>\n    <p>\n     -estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     autenticarDocumento.asp sob o número 12683921\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AC 2884 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Ministra Rosa Weber\nRelatora\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12673963.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n    </p>\n    <p>\n     -estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     autenticarDocumento.asp sob o número 12683921\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      17/03/2017 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 2.884 RIO DE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATORA : MIN. ROSA WEBER\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     ESTADO DO RIO DE JANEIRO E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE\n    </p>\n    <p>\n     JANEIRO\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     MANOEL DE OLIVEIRA LOPES E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     FERNANDA CASTRO CAVALCANTI GUERRA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATÓRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A Senhora Ministra  Rosa Weber (Relatora)\n     </b>\n     :  O Estado do Rio de \nJaneiro  e  o  Fundo Único de  Previdência  do Estado do Rio de Janeiro \n(RIOPREVIDÊNCIA)  manejam  agravo  regimental  contra  decisão  pela \nqual  a  relatora  do  processo  à  época,  Ministra  Ellen  Gracie,  negou \nseguimento à presente ação cautelar.\n    </p>\n    <p>\n     Os  agravantes  defendem  configurada,  na  hipótese,  situação  de \nexcepcionalidade apta a afastar a aplicação da Súmulas 634 e 635 do STF, \nrenovando,  outrossim,   o  requerimento   de   concessão   de   efeito \nsuspensivo   ao   seu   recurso extraordinário, diante do  risco de lesão \nirreparável.\n    </p>\n    <p>\n     Requer o provimento do agravo, a fim de que, deferida a cautelar, \nseja concedido efeito suspensivo ao recurso extraordinário interposto na \norigem.\n    </p>\n    <p>\n     Substituição da relatora nos termos do artigo 38 do RISTF.\nDispensada   a   vista   dos   autos   ao   Procurador-Geral   da\n    </p>\n    <p>\n     República,  forte  no  art.  52,  parágrafo  único,  do  RISTF,  considerada  a \nexistência de jurisprudência firme desta Suprema Corte sobre a matéria \nem debate.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      É o relatório.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12673964.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n    </p>\n    <p>\n     -estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     autenticarDocumento.asp sob o número 12683921\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      17/03/2017 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 2.884 RIO DE JANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      VOTO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A  Senhora  Ministra  Rosa  Weber  (Relatora)\n     </b>\n     :  Preenchidos  os \npressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame \ndo mérito.\n    </p>\n    <p>\n     A  relatora  do  processo  à  época,  Ministra  Ellen  Gracie,  negou \nseguimento à presente ação cautelar aos seguintes fundamentos:\n    </p>\n    <p>\n     “1.  Trata-se  de  ação  cautelar,  com  pedido  de  liminar, \nproposta pelo Estado do Rio de Janeiro e pelo Fundo Único de \nPrevidência do Estado do Rio de Janeiro (RIOPREVIDÊNCIA), \ncom  objetivo  de  atribuir  efeito  suspensivo  a  recurso \nextraordinário  ainda  sem  exame  de  admissibilidade  pelo \nTribunal de origem.\n    </p>\n    <p>\n     2. Assevero que prevalece nesta Corte o entendimento de \nque a jurisdição cautelar do Supremo Tribunal Federal somente \né firmada com a admissão do recurso extraordinário interposto, \no que não é alcançado, por si só, com a interposição do agravo \nde instrumento. Nesse sentido: AC 510-AgR/SP, rel. Min. Cezar \nPeluso,  1ª  Turma,  DJ  05.5.2006;  AC  653-AgR/SP,  rel.  Min. \nJoaquim Barbosa, 2ª Turma, DJ 12.5.2006; AC 831-MC-AgR/RS, \nrel.  Min.  Gilmar  Mendes,  2ª  Turma,  DJ  11.11.2005;  AC  865-\nAgR/MT, rel.  Min. Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 25.11.2005; Pet \n2.835-QO/SP, rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJ 11.4.2003; \nAC  741/MG,  rel.  Min.  Carlos  Velloso,  DJ  02.5.2005  e  AC \n1.569/RO, rel. Min. Marco Aurélio, DJ 13.6.2007.\n    </p>\n    <p>\n     3. Ressalto que no julgamento das Petições 1.903-AgR/RS, \nrel. Min. Néri da Silveira, Plenário, DJ 06.9.2001; 1.872/RS, rel. \nMin. Moreira Alves, 1ª Turma, DJ 14.4.2000; e 2.934-MC/GO, rel. \nMin. Sepúlveda Pertence, DJ 04.6.2003, ficou assentado que até\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12673965.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6\n    </p>\n    <p>\n     -estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     autenticarDocumento.asp sob o número 12683921\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROSA WEBER\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AC 2884 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     o momento da admissão do recurso extraordinário na origem \nou  até  que  ocorra  o  provimento  do  agravo  de  instrumento \ninterposto de sua inadmissão só o Presidente do Tribunal\n     <i>\n      a quo\n     </i>\n     detém a competência para conferir efeito suspensivo ao recurso.\n    </p>\n    <p>\n     4. Por fim, verifico que ao decidir a QO-AC 2177, sessão de \n12.11.2008, o Plenário desta Corte ratificou esse entendimento \nem  relação  aos  processos  submetidos  à  sistemática  da \nrepercussão geral.\n    </p>\n    <p>\n     5.  Ante  o  exposto,\n     <b>\n      nego  seguimento\n     </b>\n     à  presente  ação \ncautelar, prejudicado o pedido de liminar (RISTF, art. 21, § 1º).”\n    </p>\n    <p>\n     Nada colhe o agravo.\nRelativamente  ao  vindicado  efeito  suspensivo,  o  entendimento\n    </p>\n    <p>\n     perfilhado na decisão agravada encontra-se em estrita consonância com a \njurisprudência  pacífica  e  reiterada  do  Supremo  Tribunal  Federal, \nsedimentada  nas  Súmulas  634  e  635,  no  sentido  de  que,  ainda  não \nexaminada  a  admissibilidade  do  recurso  extraordinário  interposto  no \nprocesso  principal,  sequer  resulta  instaurada  a  jurisdição  desta  Corte \nSuprema.  No  mesmo  sentido  o  artigo  880  do  CPC.  Assim,  não  lhe \ncompete “conceder medida cautelar para dar efeito suspensivo a recurso \nextraordinário que ainda não foi objeto de juízo de admissibilidade na \norigem”, devendo ser prestada a tutela cautelar pelo Tribunal\n     <i>\n      a quo\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      É como voto.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12673965.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6\n    </p>\n    <p>\n     -estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     autenticarDocumento.asp sob o número 12683921\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 17/03/2017\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 2.884\n     </b>\n     PROCED. : RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n     </b>\n     AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO E OUTRO(A/S)\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO\nAGDO.(A/S) : MANOEL DE OLIVEIRA LOPES E OUTRO(A/S)\nADV.(A/S) : FERNANDA CASTRO CAVALCANTI GUERRA (110016/RJ)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-\nlhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, \nSessão Virtual de 10 a 16.3.2017.\n    </p>\n    <p>\n     Composição:  Ministros  Marco  Aurélio  (Presidente),  Luiz  Fux,\n    </p>\n    <p>\n     Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processos para \nesta Sessão o Ministro Edson Fachin.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12632796\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6\n    </p>\n    <p>\n     83921\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "17/03/2017 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 2.884 RIO DE JANEIRO\n", "RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n", "AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO E OUTRO(A/S)\n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE \n", "JANEIRO \n", "AGDO.(A/S) :MANOEL DE OLIVEIRA LOPES E OUTRO(A/S)\n", "ADV.(A/S) :FERNANDA CASTRO CAVALCANTI GUERRA \n", "EMENTA\n", "AGRAVO  REGIMENTAL EM  AÇÃO  CAUTELAR  INCIDENTAL. \n", "CONCESSÃO  DE  EFEITO  SUSPENSIVO  A  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO.  COMPETÊNCIA  DO  SUPREMO  TRIBUNAL \n", "FEDERAL PARA APRECIAR A AÇÃO CAUTELAR INCIDENTAL NÃO \n", "INAUGURADA.\n", "Decisão  agravada  exarada  em  estrita  consonância  com  a \n", "jurisprudência pacífica e reiterada desta Corte, sedimentada nas Súmulas \n", "634 e 635, no sentido de que, ainda não examinada, pela Corte de origem, \n", "a    admissibilidade   do    recurso    extraordinário    interposto    no \n", "processo  principal,  sequer  resulta  instaurada  a  jurisdição  do  Supremo \n", "Tribunal Federal.\n", "Agravo regimental conhecido e não provido.\n", "ACÓRDÃO\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \n", "Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo regimental e negar-lhe \n", "provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, \n", "em sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 10 a 16 de março de \n", "2017, na conformidade da ata do julgamento.\n", "Brasília, 17 de março de 2017.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12673963.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6\n", "-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "autenticarDocumento.asp sob o número 12683921\n", "Ementa e Acórdão\n", "AC 2884 AGR / RJ \n", "Ministra Rosa Weber\n", "Relatora\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12673963.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n", "-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "autenticarDocumento.asp sob o número 12683921\n", "Relatório\n", "17/03/2017 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 2.884 RIO DE JANEIRO\n", "RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n", "AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO E OUTRO(A/S)\n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE \n", "JANEIRO \n", "AGDO.(A/S) :MANOEL DE OLIVEIRA LOPES E OUTRO(A/S)\n", "ADV.(A/S) :FERNANDA CASTRO CAVALCANTI GUERRA \n", "RELATÓRIO\n", "A Senhora Ministra  Rosa Weber (Relatora):  O Estado do Rio de \n", "Janeiro  e  o  Fundo Único de  Previdência  do Estado do Rio de Janeiro \n", "(RIOPREVIDÊNCIA)  manejam  agravo  regimental  contra  decisão  pela \n", "qual  a  relatora  do  processo  à  época,  Ministra  Ellen  Gracie,  negou \n", "seguimento à presente ação cautelar.\n", "Os  agravantes  defendem  configurada,  na  hipótese,  situação  de \n", "excepcionalidade apta a afastar a aplicação da Súmulas 634 e 635 do STF, \n", "renovando,  outrossim,   o  requerimento   de   concessão   de   efeito \n", "suspensivo   ao   seu   recurso extraordinário, diante do  risco de lesão \n", "irreparável.\n", "Requer o provimento do agravo, a fim de que, deferida a cautelar, \n", "seja concedido efeito suspensivo ao recurso extraordinário interposto na \n", "origem.\n", "Substituição da relatora nos termos do artigo 38 do RISTF.\n", "Dispensada   a   vista   dos   autos   ao   Procurador-Geral   da \n", "República,  forte  no  art.  52,  parágrafo  único,  do  RISTF,  considerada  a \n", "existência de jurisprudência firme desta Suprema Corte sobre a matéria \n", "em debate.\n", "É o relatório.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12673964.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n", "-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "autenticarDocumento.asp sob o número 12683921\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "17/03/2017 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 2.884 RIO DE JANEIRO\n", "VOTO\n", "A  Senhora  Ministra  Rosa  Weber  (Relatora):  Preenchidos  os \n", "pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame \n", "do mérito.\n", "A  relatora  do  processo  à  época,  Ministra  Ellen  Gracie,  negou \n", "seguimento à presente ação cautelar aos seguintes fundamentos:\n", "“1.  Trata-se  de  ação  cautelar,  com  pedido  de  liminar, \n", "proposta pelo Estado do Rio de Janeiro e pelo Fundo Único de \n", "Previdência do Estado do Rio de Janeiro (RIOPREVIDÊNCIA), \n", "com  objetivo  de  atribuir  efeito  suspensivo  a  recurso \n", "extraordinário  ainda  sem  exame  de  admissibilidade  pelo \n", "Tribunal de origem.\n", "2. Assevero que prevalece nesta Corte o entendimento de \n", "que a jurisdição cautelar do Supremo Tribunal Federal somente \n", "é firmada com a admissão do recurso extraordinário interposto, \n", "o que não é alcançado, por si só, com a interposição do agravo \n", "de instrumento. Nesse sentido: AC 510-AgR/SP, rel. Min. Cezar \n", "Peluso,  1ª  Turma,  DJ  05.5.2006;  AC  653-AgR/SP,  rel.  Min. \n", "Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJ 12.5.2006; AC 831-MC-AgR/RS, \n", "rel.  Min.  Gilmar  Mendes,  2ª  Turma,  DJ  11.11.2005;  AC  865-\n", "AgR/MT, rel.  Min. Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 25.11.2005; Pet \n", "2.835-QO/SP, rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJ 11.4.2003; \n", "AC  741/MG,  rel.  Min.  Carlos  Velloso,  DJ  02.5.2005  e  AC \n", "1.569/RO, rel. Min. Marco Aurélio, DJ 13.6.2007.\n", "3. Ressalto que no julgamento das Petições 1.903-AgR/RS, \n", "rel. Min. Néri da Silveira, Plenário, DJ 06.9.2001; 1.872/RS, rel. \n", "Min. Moreira Alves, 1ª Turma, DJ 14.4.2000; e 2.934-MC/GO, rel. \n", "Min. Sepúlveda Pertence, DJ 04.6.2003, ficou assentado que até \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12673965.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6\n", "-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "autenticarDocumento.asp sob o número 12683921\n", "Voto - MIN. ROSA WEBER\n", "AC 2884 AGR / RJ \n", "o momento da admissão do recurso extraordinário na origem \n", "ou  até  que  ocorra  o  provimento  do  agravo  de  instrumento \n", "interposto de sua inadmissão só o Presidente do Tribunal a quo \n", "detém a competência para conferir efeito suspensivo ao recurso.\n", "4. Por fim, verifico que ao decidir a QO-AC 2177, sessão de \n", "12.11.2008, o Plenário desta Corte ratificou esse entendimento \n", "em  relação  aos  processos  submetidos  à  sistemática  da \n", "repercussão geral.\n", "5.  Ante  o  exposto,  nego  seguimento à  presente  ação \n", "cautelar, prejudicado o pedido de liminar (RISTF, art. 21, § 1º).”\n", "Nada colhe o agravo.\n", "Relativamente  ao  vindicado  efeito  suspensivo,  o  entendimento \n", "perfilhado na decisão agravada encontra-se em estrita consonância com a \n", "jurisprudência  pacífica  e  reiterada  do  Supremo  Tribunal  Federal, \n", "sedimentada  nas  Súmulas  634  e  635,  no  sentido  de  que,  ainda  não \n", "examinada  a  admissibilidade  do  recurso  extraordinário  interposto  no \n", "processo  principal,  sequer  resulta  instaurada  a  jurisdição  desta  Corte \n", "Suprema.  No  mesmo  sentido  o  artigo  880  do  CPC.  Assim,  não  lhe \n", "compete “conceder medida cautelar para dar efeito suspensivo a recurso \n", "extraordinário que ainda não foi objeto de juízo de admissibilidade na \n", "origem”, devendo ser prestada a tutela cautelar pelo Tribunal a quo.\n", "É como voto.\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12673965.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6\n", "-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "autenticarDocumento.asp sob o número 12683921\n", "Extrato de Ata - 17/03/2017\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 2.884\n", "PROCED. : RIO DE JANEIRO\n", "RELATORA : MIN. ROSA WEBER\n", "AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO E OUTRO(A/S)\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO\n", "AGDO.(A/S) : MANOEL DE OLIVEIRA LOPES E OUTRO(A/S)\n", "ADV.(A/S) : FERNANDA CASTRO CAVALCANTI GUERRA (110016/RJ)\n", "Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-\n", "lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, \n", "Sessão Virtual de 10 a 16.3.2017.\n", " \n", "Composição:  Ministros  Marco  Aurélio  (Presidente),  Luiz  Fux, \n", "Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processos para \n", "esta Sessão o Ministro Edson Fachin.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12632796\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6\n", "83921\n" ], "numero" : "2884", "partes" : [ { "nome" : "MIN. ROSA WEBER", "sigla" : "", "tipo" : "RELATORA" }, { "nome" : "ESTADO DO RIO DE JANEIRO E OUTRO(A/S)", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" }, { "nome" : "MANOEL DE OLIVEIRA LOPES E OUTRO(A/S)", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "FERNANDA CASTRO CAVALCANTI GUERRA", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. 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Dispensada   a   vista   dos   autos   ao   Procurador-Geral   da   República,  forte  no  art.  52,  parágrafo  único,  do  RISTF,  considerada  a  existência de jurisprudência firme desta Suprema Corte sobre a matéria  em debate.  É o relatório.  -estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O  autenticarDocumento.asp sob o número 12683921" }, "votos" : [ { "texto" : "   VOTO  A  Senhora  Ministra  Rosa  Weber  (Relatora):  Preenchidos  os  pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame  do mérito.  A  relatora  do  processo  à  época,  Ministra  Ellen  Gracie,  negou  seguimento à presente ação cautelar aos seguintes fundamentos:  “1.  Trata-se  de  ação  cautelar,  com  pedido  de  liminar,  proposta pelo Estado do Rio de Janeiro e pelo Fundo Único de  Previdência do Estado do Rio de Janeiro (RIOPREVIDÊNCIA),  com  objetivo  de  atribuir  efeito  suspensivo  a  recurso  extraordinário  ainda  sem  exame  de  admissibilidade  pelo  Tribunal de origem.  2. Assevero que prevalece nesta Corte o entendimento de  que a jurisdição cautelar do Supremo Tribunal Federal somente  é firmada com a admissão do recurso extraordinário interposto,  o que não é alcançado, por si só, com a interposição do agravo  de instrumento. Nesse sentido: AC 510-AgR/SP, rel. Min. Cezar  Peluso,  1ª  Turma,  DJ  05.5.2006;  AC  653-AgR/SP,  rel.  Min.  Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJ 12.5.2006; AC 831-MC-AgR/RS,  rel.  Min.  Gilmar  Mendes,  2ª  Turma,  DJ  11.11.2005;  AC  865- AgR/MT, rel.  Min. Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 25.11.2005; Pet  2.835-QO/SP, rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJ 11.4.2003;  AC  741/MG,  rel.  Min.  Carlos  Velloso,  DJ  02.5.2005  e  AC  1.569/RO, rel. Min. Marco Aurélio, DJ 13.6.2007.  3. Ressalto que no julgamento das Petições 1.903-AgR/RS,  rel. Min. Néri da Silveira, Plenário, DJ 06.9.2001; 1.872/RS, rel.  Min. Moreira Alves, 1ª Turma, DJ 14.4.2000; e 2.934-MC/GO, rel.  Min. Sepúlveda Pertence, DJ 04.6.2003, ficou assentado que até   -estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O  autenticarDocumento.asp sob o número 12683921   o momento da admissão do recurso extraordinário na origem  ou  até  que  ocorra  o  provimento  do  agravo  de  instrumento  interposto de sua inadmissão só o Presidente do Tribunal a quo  detém a competência para conferir efeito suspensivo ao recurso.  4. Por fim, verifico que ao decidir a QO-AC 2177, sessão de  12.11.2008, o Plenário desta Corte ratificou esse entendimento  em  relação  aos  processos  submetidos  à  sistemática  da  repercussão geral.  5.  Ante  o  exposto,  nego  seguimento à  presente  ação  cautelar, prejudicado o pedido de liminar (RISTF, art. 21, § 1º).”  Nada colhe o agravo. Relativamente  ao  vindicado  efeito  suspensivo,  o  entendimento   perfilhado na decisão agravada encontra-se em estrita consonância com a  jurisprudência  pacífica  e  reiterada  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sedimentada  nas  Súmulas  634  e  635,  no  sentido  de  que,  ainda  não  examinada  a  admissibilidade  do  recurso  extraordinário  interposto  no  processo  principal,  sequer  resulta  instaurada  a  jurisdição  desta  Corte  Suprema.  No  mesmo  sentido  o  artigo  880  do  CPC.  Assim,  não  lhe  compete “conceder medida cautelar para dar efeito suspensivo a recurso  extraordinário que ainda não foi objeto de juízo de admissibilidade na  origem”, devendo ser prestada a tutela cautelar pelo Tribunal a quo.  É como voto.  -estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O  autenticarDocumento.asp sob o número 12683921", "votante" : "MIN_ROSA_WEBER" } ] }
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NO HABEAS CORPUS 104.186 SANTA CATARINA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n     </b>\n     AGTE.(S) : VITOR KRUEGER JUNIOR \nADV.(A/S) : DAISY CRISTINE NEITZKE HEUER \nAGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 169709 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     Agravo  regimental  em\n     <i>\n      habeas  corpus\n     </i>\n     .  2.  Impetração  contra  decisão  que\n    </p>\n    <p>\n     indeferiu medida liminar no STJ. Inadmissibilidade. Súmula n.º 691/STF. 3. Recurso que\n    </p>\n    <p>\n     não  ataca  o  fundamento  da  decisão  agravada.  Aplicação  do  art.  317,  §  1º,  do  RISTF.\n    </p>\n    <p>\n     Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam\n    </p>\n    <p>\n     os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma,\n    </p>\n    <p>\n     sob  a  presidência  do  Senhor  Ministro  Gilmar  Mendes,  na\n    </p>\n    <p>\n     conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas,\n    </p>\n    <p>\n     por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de\n    </p>\n    <p>\n     agravo, nos termos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 17 de agosto de 2010.\n    </p>\n    <p>\n     Ministro\n     <b>\n      GILMAR MENDES\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Presidente e Relator\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 664915.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nDJe 03/09/2010\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      17/08/2010 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO HABEAS CORPUS 104.186 SANTA CATARINA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n     </b>\n     AGTE.(S) : VITOR KRUEGER JUNIOR \nADV.(A/S) : DAISY CRISTINE NEITZKE HEUER \nAGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 169709 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     Agravo  regimental  em\n     <i>\n      habeas  corpus\n     </i>\n     .  2.  Impetração  contra  decisão  que\n    </p>\n    <p>\n     indeferiu medida liminar no STJ. Inadmissibilidade. Súmula n.º 691/STF. 3. Recurso que\n    </p>\n    <p>\n     não  ataca  o  fundamento  da  decisão  agravada.  Aplicação  do  art.  317,  §  1º,  do  RISTF.\n    </p>\n    <p>\n     Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 664914.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      17/08/2010 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO HABEAS CORPUS 104.186 SANTA CATARINA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n     </b>\n     AGTE.(S) : VITOR KRUEGER JUNIOR \nADV.(A/S) : DAISY CRISTINE NEITZKE HEUER \nAGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 169709 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     RELATÓRIO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES\n     </b>\n     - (Relator): Trata-se de\n    </p>\n    <p>\n     agravo regimental interposto por Daisy Cristine Neitzke Heuer contra decisão monocrática\n    </p>\n    <p>\n     de minha lavra que negou seguimento ao pedido formulado neste\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     ,  por ser\n    </p>\n    <p>\n     manifestamente incabível, nos termos da Súmula n. 691/STF.\n    </p>\n    <p>\n     A agravante requer a “\n     <i>\n      reconsideração da decisão que negou seguimento ao pedido de\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      habeas corpus nos termos do artigo 317, § 2º, do Regimento Interno desse Supremo Tribunal Federal”,\n     </i>\n     ou,\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      seja o presente recurso submetido a julgamento pela Colenda Turma, para que haja reforma da decisão\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      agravada, para conceder-se a liminar, garantido-se ao paciente o direito de recorrer em liberdade, em face da\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      completa ausência de fundamentação da manutenção da sua prisão.”\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 664916.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. GILMAR MENDES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      17/08/2010 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO HABEAS CORPUS 104.186 SANTA CATARINA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      VOTO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES -\n     </b>\n     (Relator):  Com o\n    </p>\n    <p>\n     presente agravo regimental, pretende a recorrente, em última instância, rever a decisão de\n    </p>\n    <p>\n     indeferimento de liminar proferida no âmbito do STJ.\n    </p>\n    <p>\n     Advirto,  inicialmente,  que  neguei  seguimento  ao  pedido  formulado  no\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     em virtude da falta de pressupostos hábeis a justificar a superação da Súmula\n    </p>\n    <p>\n     691/STF.\n    </p>\n    <p>\n     Contudo, as razões deste agravo regimental não atacaram o fundamento da\n    </p>\n    <p>\n     decisão agravada, cingindo-se a reiterar os argumentos da inicial. Aplica-se, assim, a regra\n    </p>\n    <p>\n     do § 1o do art. 317 do Regimento Interno do STF e a Súmula 284 desta Corte. Nesse\n    </p>\n    <p>\n     sentido, o HC-AgR 97.742/PI, 2ª Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa,\n     <i>\n      DJe\n     </i>\n     5.2.2010; o AI-\n    </p>\n    <p>\n     AgR 699.776/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma,\n     <i>\n      DJe\n     </i>\n     19.9.2008; o AI-AgR 540.250/SP,\n    </p>\n    <p>\n     Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma,\n     <i>\n      DJ\n     </i>\n     31.3.2006; e o AI-AgR 595.415/RJ, de minha relatoria,\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      DJe\n     </i>\n     31.8.2007,\n     <i>\n     </i>\n     cuja ementa assim dispõe:\n    </p>\n    <p>\n     “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso que não ataca o \nfundamento  da  decisão  agravada.  Aplicação  do  art.  317,  §  1º,  do  RISTF. \nPrecedentes.  3.  Agravo  regimental  a  que  se  nega  provimento.  4.  Conforme \ndenúncia do Ministério Público Federal, a empresa na qual o agravante era Diretor \nAdministrativo-Financeiro,  teria  descontado certos  valores da remuneração dos \nobreiros e tais montantes não teriam sido recolhidos aos cofres da Previdência \nSocial, no período de setembro de 1997 a maio de 1998. 5.Informação da AGU \nsobre o pagamento integral do débito tributário em data anterior ao oferecimento \nda denúncia por parte do Ministério Público Federal. 6. Aplicação do disposto no \n§ 2º do art. 9º da Lei no 10.684/2003 e do § 2º do art. 168-A do Código Penal. 7. \nConcessão de\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     de ofício para declarar extinta a punibilidade do ora \nagravante.”\n    </p>\n    <p>\n     Não  vislumbro,  portanto,  constrangimento  ilegal  manifesto  a  justificar\n    </p>\n    <p>\n     excepcional conhecimento deste\n     <i>\n      habeas corpus.\n     </i>\n     Daí o acerto da decisão agravada.\n    </p>\n    <p>\n     Ademais, consta dos autos que, em princípio, há indícios de que a custódia\n    </p>\n    <p>\n     do paciente estaria devidamente fundamentada.\n    </p>\n    <p>\n     Nesses termos,\n     <b>\n      nego provimento\n     </b>\n     ao presente agravo regimental.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 664917.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. GILMAR MENDES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 104.186 AGR / SC\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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Ausentes,  licenciados,  neste  julgamento,  os  Senhores \nMinistros Celso de Mello e Joaquim Barbosa.\n     <b>\n      2ª Turma,\n     </b>\n     17.08.2010.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à \nsessão a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Ayres \nBritto. Ausentes, licenciados, os Senhores Ministros Celso de \nMello e Joaquim Barbosa.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Gonçalves.\n    </p>\n    <p>\n     Carlos Alberto Cantanhede\nCoordenador\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 672103\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "17/08/2010 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 104.186 SANTA CATARINA\n", "RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n", "AGTE.(S) : VITOR KRUEGER JUNIOR \n", "ADV.(A/S) : DAISY CRISTINE NEITZKE HEUER \n", "AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 169709 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "Agravo  regimental  em  habeas  corpus.  2.  Impetração  contra  decisão  que \n", "indeferiu medida liminar no STJ. Inadmissibilidade. Súmula n.º 691/STF. 3. Recurso que \n", "não  ataca  o  fundamento  da  decisão  agravada.  Aplicação  do  art.  317,  §  1º,  do  RISTF. \n", "Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam \n", "os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, \n", "sob  a  presidência  do  Senhor  Ministro  Gilmar  Mendes,  na \n", "conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, \n", "por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de \n", "agravo, nos termos do voto do Relator.\n", "Brasília, 17 de agosto de 2010.\n", "Ministro GILMAR MENDES\n", "Presidente e Relator\n", "Documento assinado digitalmente.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 664915.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "DJe 03/09/2010\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6\n", "Ementa\n", "17/08/2010 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 104.186 SANTA CATARINA\n", "RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n", "AGTE.(S) : VITOR KRUEGER JUNIOR \n", "ADV.(A/S) : DAISY CRISTINE NEITZKE HEUER \n", "AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 169709 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "Agravo  regimental  em  habeas  corpus.  2.  Impetração  contra  decisão  que \n", "indeferiu medida liminar no STJ. Inadmissibilidade. Súmula n.º 691/STF. 3. Recurso que \n", "não  ataca  o  fundamento  da  decisão  agravada.  Aplicação  do  art.  317,  §  1º,  do  RISTF. \n", "Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 664914.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n", "Relatório\n", "17/08/2010 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 104.186 SANTA CATARINA\n", "RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n", "AGTE.(S) : VITOR KRUEGER JUNIOR \n", "ADV.(A/S) : DAISY CRISTINE NEITZKE HEUER \n", "AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 169709 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "RELATÓRIO\n", "O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (Relator): Trata-se de \n", "agravo regimental interposto por Daisy Cristine Neitzke Heuer contra decisão monocrática \n", "de minha lavra que negou seguimento ao pedido formulado neste  habeas corpus,  por ser \n", "manifestamente incabível, nos termos da Súmula n. 691/STF.\n", "A agravante requer a “reconsideração da decisão que negou seguimento ao pedido de  \n", "habeas corpus nos termos do artigo 317, § 2º, do Regimento Interno desse Supremo Tribunal Federal”, ou, \n", "“seja o presente recurso submetido a julgamento pela Colenda Turma, para que haja reforma da decisão  \n", "agravada, para conceder-se a liminar, garantido-se ao paciente o direito de recorrer em liberdade, em face da  \n", "completa ausência de fundamentação da manutenção da sua prisão.”\n", "É o relatório.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 664916.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n", "Voto - MIN. GILMAR MENDES\n", "17/08/2010 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 104.186 SANTA CATARINA\n", "VOTO\n", "O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES -  (Relator):  Com o \n", "presente agravo regimental, pretende a recorrente, em última instância, rever a decisão de \n", "indeferimento de liminar proferida no âmbito do STJ.\n", "Advirto,  inicialmente,  que  neguei  seguimento  ao  pedido  formulado  no \n", "habeas corpus em virtude da falta de pressupostos hábeis a justificar a superação da Súmula \n", "691/STF.\n", "Contudo, as razões deste agravo regimental não atacaram o fundamento da \n", "decisão agravada, cingindo-se a reiterar os argumentos da inicial. Aplica-se, assim, a regra \n", "do § 1o do art. 317 do Regimento Interno do STF e a Súmula 284 desta Corte. Nesse \n", "sentido, o HC-AgR 97.742/PI, 2ª Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 5.2.2010; o AI-\n", "AgR 699.776/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 19.9.2008; o AI-AgR 540.250/SP, \n", "Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJ 31.3.2006; e o AI-AgR 595.415/RJ, de minha relatoria, \n", "DJe 31.8.2007, cuja ementa assim dispõe:\n", "“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso que não ataca o \n", "fundamento  da  decisão  agravada.  Aplicação  do  art.  317,  §  1º,  do  RISTF. \n", "Precedentes.  3.  Agravo  regimental  a  que  se  nega  provimento.  4.  Conforme \n", "denúncia do Ministério Público Federal, a empresa na qual o agravante era Diretor \n", "Administrativo-Financeiro,  teria  descontado certos  valores da remuneração dos \n", "obreiros e tais montantes não teriam sido recolhidos aos cofres da Previdência \n", "Social, no período de setembro de 1997 a maio de 1998. 5.Informação da AGU \n", "sobre o pagamento integral do débito tributário em data anterior ao oferecimento \n", "da denúncia por parte do Ministério Público Federal. 6. Aplicação do disposto no \n", "§ 2º do art. 9º da Lei no 10.684/2003 e do § 2º do art. 168-A do Código Penal. 7. \n", "Concessão de  habeas corpus de ofício para declarar extinta a punibilidade do ora \n", "agravante.”\n", "Não  vislumbro,  portanto,  constrangimento  ilegal  manifesto  a  justificar \n", "excepcional conhecimento deste habeas corpus. Daí o acerto da decisão agravada.\n", "Ademais, consta dos autos que, em princípio, há indícios de que a custódia \n", "do paciente estaria devidamente fundamentada.\n", "Nesses termos, nego provimento ao presente agravo regimental.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 664917.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6\n", "Voto - MIN. GILMAR MENDES\n", "HC 104.186 AGR / SC \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 664917.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6\n", "Decisão de Julgamento\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 104.186\n", "PROCED. : SANTA CATARINA\n", "RELATOR : MIN. GILMAR MENDES\n", "AGTE.(S) : VITOR KRUEGER JUNIOR\n", "ADV.(A/S) : DAISY CRISTINE NEITZKE HEUER\n", "AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 169709 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE \n", "JUSTIÇA\n", "Decisão: Negado  provimento  ao  agravo  regimental.  Decisão \n", "unânime.  Ausentes,  licenciados,  neste  julgamento,  os  Senhores \n", "Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 17.08.2010. \n", "Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à \n", "sessão a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Ayres \n", "Britto. Ausentes, licenciados, os Senhores Ministros Celso de \n", "Mello e Joaquim Barbosa.\n", "Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Gonçalves.\n", "Carlos Alberto Cantanhede\n", "Coordenador\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 672103\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6\n" ], "numero" : "104186", "partes" : [ { "nome" : "MIN. GILMAR MENDES", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "VITOR KRUEGER JUNIOR", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "DAISY CRISTINE NEITZKE HEUER", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "RELATOR DO HC Nº 169709 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo  regimental  em  habeas  corpus.  2.  Impetração  contra  decisão  que indeferiu medida liminar no STJ. Inadmissibilidade. Súmula n.º 691/STF. 3. Recurso que não  ataca  o  fundamento  da  decisão  agravada.  Aplicação  do  art.  317,  §  1º,  do  RISTF. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. GILMAR MENDES", "texto" : "O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (Relator): Trata-se de   agravo regimental interposto por Daisy Cristine Neitzke Heuer contra decisão monocrática   de minha lavra que negou seguimento ao pedido formulado neste  habeas corpus,  por ser   manifestamente incabível, nos termos da Súmula n. 691/STF.  A agravante requer a “reconsideração da decisão que negou seguimento ao pedido de    habeas corpus nos termos do artigo 317, § 2º, do Regimento Interno desse Supremo Tribunal Federal”, ou,   “seja o presente recurso submetido a julgamento pela Colenda Turma, para que haja reforma da decisão    agravada, para conceder-se a liminar, garantido-se ao paciente o direito de recorrer em liberdade, em face da    completa ausência de fundamentação da manutenção da sua prisão.”  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   VOTO  O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES -  (Relator):  Com o   presente agravo regimental, pretende a recorrente, em última instância, rever a decisão de   indeferimento de liminar proferida no âmbito do STJ.  Advirto,  inicialmente,  que  neguei  seguimento  ao  pedido  formulado  no   habeas corpus em virtude da falta de pressupostos hábeis a justificar a superação da Súmula   691/STF.  Contudo, as razões deste agravo regimental não atacaram o fundamento da   decisão agravada, cingindo-se a reiterar os argumentos da inicial. Aplica-se, assim, a regra   do § 1o do art. 317 do Regimento Interno do STF e a Súmula 284 desta Corte. Nesse   sentido, o HC-AgR 97.742/PI, 2ª Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 5.2.2010; o AI-  AgR 699.776/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 19.9.2008; o AI-AgR 540.250/SP,   Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJ 31.3.2006; e o AI-AgR 595.415/RJ, de minha relatoria,   DJe 31.8.2007, cuja ementa assim dispõe:  “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso que não ataca o  fundamento  da  decisão  agravada.  Aplicação  do  art.  317,  §  1º,  do  RISTF.  Precedentes.  3.  Agravo  regimental  a  que  se  nega  provimento.  4.  Conforme  denúncia do Ministério Público Federal, a empresa na qual o agravante era Diretor  Administrativo-Financeiro,  teria  descontado certos  valores da remuneração dos  obreiros e tais montantes não teriam sido recolhidos aos cofres da Previdência  Social, no período de setembro de 1997 a maio de 1998. 5.Informação da AGU  sobre o pagamento integral do débito tributário em data anterior ao oferecimento  da denúncia por parte do Ministério Público Federal. 6. Aplicação do disposto no  § 2º do art. 9º da Lei no 10.684/2003 e do § 2º do art. 168-A do Código Penal. 7.  Concessão de  habeas corpus de ofício para declarar extinta a punibilidade do ora  agravante.”  Não  vislumbro,  portanto,  constrangimento  ilegal  manifesto  a  justificar   excepcional conhecimento deste habeas corpus. Daí o acerto da decisão agravada.  Ademais, consta dos autos que, em princípio, há indícios de que a custódia   do paciente estaria devidamente fundamentada.  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{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac4b0d25122448875bf" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do  Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das  notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao  agravo regimental, nos termos do voto do Relator.  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Não há que se falar em ofensa direta ao texto constitucional se,  para  sua  constatação,  faz-se  necessária  a  análise  de  norma  infraconstitucional em que fundamentada.  2. Precedentes desta Suprema Corte a respeito do tema. 3. Agravo regimental não provido.   " }, "extratoata" : null, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      20/03/2012 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 199.344 SÃO PAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\nAGTE. :\n     </b>\n     INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL FEDERAL\n     <b>\n      AGDO. :\n     </b>\n     ADEMAR DE JESUS ROCHA\n     <b>\n      ADV. :\n     </b>\n     ZÉLIO ALVES DA ROCHA BEZERRA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Agravo regimental no agravo de instrumento. Alegada violação da \nnorma dos art. 7º, inciso XIII, da Constituição Federal. Impossibilidade \nde  análise  de  inconformismo  que  demande  revolvimento  de  norma \ninfraconstitucional utilizada em sua fundamentação.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. Não há que se falar em ofensa direta ao texto constitucional se, \npara  sua  constatação,  faz-se  necessária  a  análise  de  norma \ninfraconstitucional em que fundamentada.\n    </p>\n    <p>\n     2. Precedentes desta Suprema Corte a respeito do tema.\n3. Agravo regimental não provido.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ACÓRDÃO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nPrimeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do \nSenhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das \nnotas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao \nagravo regimental, nos termos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 20 de março de 2012.\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO DIAS TOFFOLI\nRelator\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1946455.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nDJe 07/05/2012\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      20/03/2012 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 199.344 SÃO PAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\nAGTE. :\n     </b>\n     INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL FEDERAL\n     <b>\n      AGDO. :\n     </b>\n     ADEMAR DE JESUS ROCHA\n     <b>\n      ADV. :\n     </b>\n     ZÉLIO ALVES DA ROCHA BEZERRA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATÓRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:\n     </b>\n     Instituto  Nacional  de  Seguro  Social  (INSS)  interpõe  tempestivo\n    </p>\n    <p>\n     agravo regimental contra a decisão monocrática de fl.  38,  por meio da \nqual  o  eminente  Ministro\n     <b>\n      Sepúlveda  Pertence\n     </b>\n     negou  seguimento  ao \nagravo de instrumento, nos seguintes termos:\n    </p>\n    <p>\n     “DECISÃO :  Agravo  de  instrumento  de  decisão  que \ninadmitiu  RE,  a ,  contra  acórdão  do  Segundo  Tribunal  de \nAlçada Civil do Estado de São Paulo assim ementado (f. 10):\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      ‘1.  Acidente  do  trabalho.  Atualização.  Trabalhador  horista.  \nJornada de trabalho de 240 horas. Admissibilidade.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      2.  Acidente  do trabalho.  Verba honorária.  Incidência  sobre  as  \nparcelas  vincendas.  Inaplicabilidade  da  Súmula  111  do  Superior  \nTribunal de Justiça. Recurso improvido’.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Alega-se  violação  do  artigo  7º,  XIII,  da  Constituição \nFederal.\n    </p>\n    <p>\n     Certo, no julgamento do RE 325.550,\n     <b>\n      Sepúlveda Pertence\n     </b>\n     , \nRTJ 182/387, pacificou-se o entendimento de que ‘\n     <i>\n      a apuração do  \nsalário-hora, para efeito de cálculo da hora extraordinária, há de ser  \nfeita, no caso do trabalhador mensalista, mediante a divisão do salário  \npor 220, e não por 240’\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     No entanto, no presente caso é a Lei 8.213/91, em seu art. \n28, § 2o, que exige a multiplicação do valor-hora por duzentos e \nquarenta para a fixação do salário-de-contribuição.\n    </p>\n    <p>\n     Assim,  o  acórdão  recorrido  limitou-se  a  aplicar  a\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1946453.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AI 199.344 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     legislação  infraconstitucional  pertinente  ao  caso;  a  alegada \nviolação dos dispositivos constitucionais invocados no recurso \nextraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, que não \nenseja reexame na via extraordinária: incide,\n     <i>\n      mutatis mutandis\n     </i>\n     , \no princípio da\n     <b>\n      Súmula\n     </b>\n     636.\n    </p>\n    <p>\n     Nego provimento ao agravo. \nBrasília, 23 de novembro de 2005.”\n    </p>\n    <p>\n     Asseverou o agravante que a decisão do Tribunal regional não foi \nfundamentada na aplicação da Lei nº 8.213/91, à qual sequer fez menção, \naditando  que,  ainda que  assim não fosse,  o  certo  é  que,  de  qualquer \nmaneira,  o  teor  daquela  decisão  teria  afrontado  o  disposto  no  art.  7º, \ninciso XIII, da Constituição Federal, o que justificaria sua reforma.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1946453.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      20/03/2012 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 199.344 SÃO PAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     VOTO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:\n     </b>\n     Não merece prosperar a irresignação.\nO acórdão proferido pelo Tribunal de origem fez menção\n     <i>\n      “ao que\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      previu a Lei de Custeio quando de sua edição”\n     </i>\n     (fl. 13); assim, não há que se \nfalar  em  falta  de  referência,  naquele  julgado,  à  legislação \ninfraconstitucional em que fundamentado.\n    </p>\n    <p>\n     Aliás,  o  próprio  agravante,  quando  da  interposição  do  recurso \nextraordinário, reconhecendo expressamente tal fato, fez alusão ao art. 28, \n§ 2º, da Lei nº 8.213/91, para acoimá-lo de inconstitucional.\n    </p>\n    <p>\n     Inegável,  portanto,  que  aquela  decisão  tomou  por  fundamento \nnorma infraconstitucional que entendeu pertinente, fato esse, aliás, que \nfez  com  que  o  agravante,  em  suas  razões  de  recurso  extraordinário, \naludisse expressamente à referida legislação.\n    </p>\n    <p>\n     Tem-se,  portanto,  que  passa  por  sua  análise,  a  apreciação  da \nirresignação que deduziu por meio de seu apelo extremo, fato a ensejar \nsua rejeição, tal como decretada pela decisão agravada.\n    </p>\n    <p>\n     Em casos que tais, pacífica se mostra a jurisprudência desta Suprema \nCorte, conforme precedentes de ambas as Turmas, a seguir transcritos:\n    </p>\n    <p>\n     “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº \n12.322/2010)  -  ALEGADA  VIOLAÇÃO  A  PRECEITOS \nINSCRITOS  NA  CONSTITUIÇÃO  DA  REPÚBLICA  - \nAUSÊNCIA  DE  OFENSA  DIRETA  À  CONSTITUIÇÃO  - \nCONTENCIOSO  DE  MERA  LEGALIDADE  -  RECURSO \nIMPROVIDO. - A situação de ofensa meramente reflexa ao texto \nconstitucional,  quando  ocorrente,  não  basta,  só  por  si,  para \nviabilizar o acesso à via recursal extraordinária.  Precedentes” \n(ARE nº 663.499/SC-AgR, Relator o Ministro\n     <b>\n      Celso de Mello\n     </b>\n     , \nSegunda Turma, DJe de 27/2/12).\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1902773.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AI 199.344 AGR / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     “Agravo  regimental  no  recurso  extraordinário. \nPrevidenciário. Salário de contribuição e benefício de prestação \ncontinuada.  Equivalência  dos  reajustes.  Preservação  do  valor \nreal.  Legislação  infraconstitucional.  Ofensa  reflexa. \nPrecedentes. 1. A jurisprudência desta Corte é de que, embora o \nsegurado tenha direito ao reajuste dos benefícios, esse se dará \nnos moldes e critérios previstos na lei, que definirá, inclusive, os \níndices de correção monetária aplicáveis e os períodos de sua \nincidência. 2. Inviável em recurso extraordinário a interpretação \nda legislação infraconstitucional e a análise de ofensa reflexa à \nConstituição  Federal.  Incidência  da  Súmula  nº  636/STF.  3. \nAgravo  regimental  não  provido”  (RE  nº  537.616/PR-AgR,  de \nminha relatoria, Primeira Turma, DJe de 6/2/12).\n    </p>\n    <p>\n     Ante  o  exposto,  voto  pelo  não  provimento  do  presente  agravo \nregimental.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1902773.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Decisão de Julgamento\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 199.344\n     </b>\n     PROCED. : SÃO PAULO\n     <b>\n      RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n     </b>\n     AGTE. : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL\nAGDO. : ADEMAR DE JESUS ROCHA\nADV. : ZÉLIO ALVES DA ROCHA BEZERRA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos \ntermos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro \nDias Toffoli. 1ª Turma, 20.3.2012.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência  do  Senhor  Ministro  Dias  Toffoli.  Presentes  à\n    </p>\n    <p>\n     Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux \ne Rosa Weber.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Paulo  de  Tarso  Braz \nLucas.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nCoordenadora\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1966001\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "20/03/2012 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 199.344 SÃO PAULO\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "AGTE. : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL \n", "AGDO. :ADEMAR DE JESUS ROCHA \n", "ADV. :ZÉLIO ALVES DA ROCHA BEZERRA \n", "EMENTA\n", "Agravo regimental no agravo de instrumento. Alegada violação da \n", "norma dos art. 7º, inciso XIII, da Constituição Federal. Impossibilidade \n", "de  análise  de  inconformismo  que  demande  revolvimento  de  norma \n", "infraconstitucional utilizada em sua fundamentação.\n", "1. Não há que se falar em ofensa direta ao texto constitucional se, \n", "para  sua  constatação,  faz-se  necessária  a  análise  de  norma \n", "infraconstitucional em que fundamentada.\n", "2. Precedentes desta Suprema Corte a respeito do tema.\n", "3. Agravo regimental não provido.\n", "ACÓRDÃO\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do \n", "Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das \n", "notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao \n", "agravo regimental, nos termos do voto do Relator.\n", "Brasília, 20 de março de 2012.\n", "MINISTRO DIAS TOFFOLI\n", "Relator\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1946455.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "DJe 07/05/2012\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6\n", "Relatório\n", "20/03/2012 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 199.344 SÃO PAULO\n", "RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI\n", "AGTE. : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL \n", "AGDO. :ADEMAR DE JESUS ROCHA \n", "ADV. :ZÉLIO ALVES DA ROCHA BEZERRA \n", "RELATÓRIO\n", "O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:\n", "Instituto  Nacional  de  Seguro  Social  (INSS)  interpõe  tempestivo \n", "agravo regimental contra a decisão monocrática de fl.  38,  por meio da \n", "qual  o  eminente  Ministro  Sepúlveda  Pertence negou  seguimento  ao \n", "agravo de instrumento, nos seguintes termos:\n", "“DECISÃO :  Agravo  de  instrumento  de  decisão  que \n", "inadmitiu  RE,  a ,  contra  acórdão  do  Segundo  Tribunal  de \n", "Alçada Civil do Estado de São Paulo assim ementado (f. 10): \n", "‘1.  Acidente  do  trabalho.  Atualização.  Trabalhador  horista.  \n", "Jornada de trabalho de 240 horas. Admissibilidade. \n", "2.  Acidente  do trabalho.  Verba honorária.  Incidência  sobre  as  \n", "parcelas  vincendas.  Inaplicabilidade  da  Súmula  111  do  Superior  \n", "Tribunal de Justiça. Recurso improvido’. \n", "Alega-se  violação  do  artigo  7º,  XIII,  da  Constituição \n", "Federal. \n", "Certo, no julgamento do RE 325.550, Sepúlveda Pertence , \n", "RTJ 182/387, pacificou-se o entendimento de que ‘a apuração do  \n", "salário-hora, para efeito de cálculo da hora extraordinária, há de ser  \n", "feita, no caso do trabalhador mensalista, mediante a divisão do salário  \n", "por 220, e não por 240’. \n", "No entanto, no presente caso é a Lei 8.213/91, em seu art. \n", "28, § 2o, que exige a multiplicação do valor-hora por duzentos e \n", "quarenta para a fixação do salário-de-contribuição. \n", "Assim,  o  acórdão  recorrido  limitou-se  a  aplicar  a \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1946453.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n", "Relatório\n", "AI 199.344 AGR / SP \n", "legislação  infraconstitucional  pertinente  ao  caso;  a  alegada \n", "violação dos dispositivos constitucionais invocados no recurso \n", "extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, que não \n", "enseja reexame na via extraordinária: incide,  mutatis mutandis , \n", "o princípio da Súmula 636. \n", "Nego provimento ao agravo. \n", "Brasília, 23 de novembro de 2005.”\n", "Asseverou o agravante que a decisão do Tribunal regional não foi \n", "fundamentada na aplicação da Lei nº 8.213/91, à qual sequer fez menção, \n", "aditando  que,  ainda que  assim não fosse,  o  certo  é  que,  de  qualquer \n", "maneira,  o  teor  daquela  decisão  teria  afrontado  o  disposto  no  art.  7º, \n", "inciso XIII, da Constituição Federal, o que justificaria sua reforma.\n", "É o relatório.\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1946453.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n", "Voto - MIN. DIAS TOFFOLI\n", "20/03/2012 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 199.344 SÃO PAULO\n", "VOTO\n", "O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI:\n", "Não merece prosperar a irresignação.\n", "O acórdão proferido pelo Tribunal de origem fez menção  “ao que  \n", "previu a Lei de Custeio quando de sua edição”  (fl. 13); assim, não há que se \n", "falar  em  falta  de  referência,  naquele  julgado,  à  legislação \n", "infraconstitucional em que fundamentado.\n", "Aliás,  o  próprio  agravante,  quando  da  interposição  do  recurso \n", "extraordinário, reconhecendo expressamente tal fato, fez alusão ao art. 28, \n", "§ 2º, da Lei nº 8.213/91, para acoimá-lo de inconstitucional.\n", "Inegável,  portanto,  que  aquela  decisão  tomou  por  fundamento \n", "norma infraconstitucional que entendeu pertinente, fato esse, aliás, que \n", "fez  com  que  o  agravante,  em  suas  razões  de  recurso  extraordinário, \n", "aludisse expressamente à referida legislação.\n", "Tem-se,  portanto,  que  passa  por  sua  análise,  a  apreciação  da \n", "irresignação que deduziu por meio de seu apelo extremo, fato a ensejar \n", "sua rejeição, tal como decretada pela decisão agravada.\n", "Em casos que tais, pacífica se mostra a jurisprudência desta Suprema \n", "Corte, conforme precedentes de ambas as Turmas, a seguir transcritos:\n", "“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº \n", "12.322/2010)  -  ALEGADA  VIOLAÇÃO  A  PRECEITOS \n", "INSCRITOS  NA  CONSTITUIÇÃO  DA  REPÚBLICA  - \n", "AUSÊNCIA  DE  OFENSA  DIRETA  À  CONSTITUIÇÃO  - \n", "CONTENCIOSO  DE  MERA  LEGALIDADE  -  RECURSO \n", "IMPROVIDO. - A situação de ofensa meramente reflexa ao texto \n", "constitucional,  quando  ocorrente,  não  basta,  só  por  si,  para \n", "viabilizar o acesso à via recursal extraordinária.  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Jornada de trabalho de 240 horas. Admissibilidade.  2.  Acidente  do trabalho.  Verba honorária.  Incidência  sobre  as   parcelas  vincendas.  Inaplicabilidade  da  Súmula  111  do  Superior   Tribunal de Justiça. Recurso improvido’.  Alega-se  violação  do  artigo  7º,  XIII,  da  Constituição  Federal.   Certo, no julgamento do RE 325.550, Sepúlveda Pertence ,  RTJ 182/387, pacificou-se o entendimento de que ‘a apuração do   salário-hora, para efeito de cálculo da hora extraordinária, há de ser   feita, no caso do trabalhador mensalista, mediante a divisão do salário   por 220, e não por 240’.   No entanto, no presente caso é a Lei 8.213/91, em seu art.  28, § 2o, que exige a multiplicação do valor-hora por duzentos e  quarenta para a fixação do salário-de-contribuição.   Assim,  o  acórdão  recorrido  limitou-se  a  aplicar  a     legislação  infraconstitucional  pertinente  ao  caso;  a  alegada  violação dos dispositivos constitucionais invocados no recurso  extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, que não  enseja reexame na via extraordinária: incide,  mutatis mutandis ,  o princípio da Súmula 636.   Nego provimento ao agravo.  Brasília, 23 de novembro de 2005.”  Asseverou o agravante que a decisão do Tribunal regional não foi  fundamentada na aplicação da Lei nº 8.213/91, à qual sequer fez menção,  aditando  que,  ainda que  assim não fosse,  o  certo  é  que,  de  qualquer  maneira,  o  teor  daquela  decisão  teria  afrontado  o  disposto  no  art.  7º,  inciso XIII, da Constituição Federal, o que justificaria sua reforma.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   VOTO  O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI: Não merece prosperar a irresignação. O acórdão proferido pelo Tribunal de origem fez menção  “ao que    previu a Lei de Custeio quando de sua edição”  (fl. 13); assim, não há que se  falar  em  falta  de  referência,  naquele  julgado,  à  legislação  infraconstitucional em que fundamentado.  Aliás,  o  próprio  agravante,  quando  da  interposição  do  recurso  extraordinário, reconhecendo expressamente tal fato, fez alusão ao art. 28,  § 2º, da Lei nº 8.213/91, para acoimá-lo de inconstitucional.  Inegável,  portanto,  que  aquela  decisão  tomou  por  fundamento  norma infraconstitucional que entendeu pertinente, fato esse, aliás, que  fez  com  que  o  agravante,  em  suas  razões  de  recurso  extraordinário,  aludisse expressamente à referida legislação.  Tem-se,  portanto,  que  passa  por  sua  análise,  a  apreciação  da  irresignação que deduziu por meio de seu apelo extremo, fato a ensejar  sua rejeição, tal como decretada pela decisão agravada.  Em casos que tais, pacífica se mostra a jurisprudência desta Suprema  Corte, conforme precedentes de ambas as Turmas, a seguir transcritos:  “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº  12.322/2010)  -  ALEGADA  VIOLAÇÃO  A  PRECEITOS  INSCRITOS  NA  CONSTITUIÇÃO  DA  REPÚBLICA  -  AUSÊNCIA  DE  OFENSA  DIRETA  À  CONSTITUIÇÃO  -  CONTENCIOSO  DE  MERA  LEGALIDADE  -  RECURSO  IMPROVIDO. - A situação de ofensa meramente reflexa ao texto  constitucional,  quando  ocorrente,  não  basta,  só  por  si,  para  viabilizar o acesso à via recursal extraordinária.  Precedentes”  (ARE nº 663.499/SC-AgR, Relator o Ministro  Celso de Mello,  Segunda Turma, DJe de 27/2/12).    “Agravo  regimental  no  recurso  extraordinário.  Previdenciário. Salário de contribuição e benefício de prestação  continuada.  Equivalência  dos  reajustes.  Preservação  do  valor  real.  Legislação  infraconstitucional.  Ofensa  reflexa.  Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte é de que, embora o  segurado tenha direito ao reajuste dos benefícios, esse se dará  nos moldes e critérios previstos na lei, que definirá, inclusive, os  índices de correção monetária aplicáveis e os períodos de sua  incidência. 2. Inviável em recurso extraordinário a interpretação  da legislação infraconstitucional e a análise de ofensa reflexa à  Constituição  Federal.  Incidência  da  Súmula  nº  636/STF.  3.  Agravo  regimental  não  provido”  (RE  nº  537.616/PR-AgR,  de  minha relatoria, Primeira Turma, DJe de 6/2/12).  Ante  o  exposto,  voto  pelo  não  provimento  do  presente  agravo  regimental. ", "votante" : "MIN_DIAS_TOFFOLI" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac4b0d25122448875c1" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da  Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do  Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e  das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento  ao  agravo  interno,  com  imposição  de  multa,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  Não  participaram  deste  julgamento,  justificadamente,  os  Ministros Luiz Fux e Rosa Weber.  Brasília, 28 de junho de 2016.     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REEXAME  DE  CLÁUSULAS  CONTRATUAIS.  SÚMULA  454/STF.  CARÁTER  PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA.   1.  Para  dissentir  do  entendimento  do  acórdão  recorrido  sobre  legitimidade de sujeito processual, seria necessária a análise da legislação  infraconstitucional.  2. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão  geral  da questão atinente ao indeferimento de produção de provas no  âmbito judicial (ARE 639.228-RG, Rel. Min. Presidente).  3. A solução da controvérsia demanda nova reapreciação dos fatos e  do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), bem como  o  reexame  das  cláusulas  do  contrato  entabulado  pelas  partes  demandantes  (Súmula  454/STF),  procedimentos  inviáveis  em  recurso  extraordinário.  4. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve  fixação de honorários advocatícios.  5. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa  prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.   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Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      28/06/2016 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.473 RIO DE \nJANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS\n    </p>\n    <p>\n     FUNCEF\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     WALDYR DE MATTOS LAURIA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MAURICIO JOSÉ MOREIRA ALVES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA\n     </b>\n     : PREVIDÊNCIA PRIVADA. AGRAVO REGIMENTAL EM \nRECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.  SUJEIÇÃO PASSIVA. \nMATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.   PEDIDO DE PRODUÇÃO DE \nPROVAS. INDEFERIMENTO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. \nREAPRECIAÇÃO  DOS  FATOS  E  DO  MATERIAL  PROBATÓRIO \nCONSTANTE  DOS  AUTOS.  SÚMULA  279/STF.  REEXAME  DE \nCLÁUSULAS  CONTRATUAIS.  SÚMULA  454/STF.  CARÁTER \nPROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA.\n    </p>\n    <p>\n     1.  Para  dissentir  do  entendimento  do  acórdão  recorrido  sobre \nlegitimidade de sujeito processual, seria necessária a análise da legislação \ninfraconstitucional.\n    </p>\n    <p>\n     2. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão \ngeral  da questão atinente ao indeferimento de produção de provas no \nâmbito judicial (ARE 639.228-RG, Rel. Min. Presidente).\n    </p>\n    <p>\n     3. A solução da controvérsia demanda nova reapreciação dos fatos e \ndo material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), bem como \no  reexame  das  cláusulas  do  contrato  entabulado  pelas  partes \ndemandantes  (Súmula  454/STF),  procedimentos  inviáveis  em  recurso \nextraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     4. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve \nfixação de honorários advocatícios.\n    </p>\n    <p>\n     5. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa \nprevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11495066.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 965473 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \nPrimeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do \nMinistro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e \ndas notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento \nao  agravo  interno,  com  imposição  de  multa,  nos  termos  do  voto  do \nRelator.  Não  participaram  deste  julgamento,  justificadamente,  os \nMinistros Luiz Fux e Rosa Weber.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 28 de junho de 2016.\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO\n     <b>\n      LUÍS ROBERTO BARROSO\n     </b>\n     -   RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11495066.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      28/06/2016 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.473 RIO DE \nJANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS\n    </p>\n    <p>\n     FUNCEF\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     WALDYR DE MATTOS LAURIA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MAURICIO JOSÉ MOREIRA ALVES\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. Trata-se  de  agravo regimental,  interposto  em 17.05.2016, \ncujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso (art. 21, § 1º, do \nRI/STF), sob o fundamento de que a decisão que negou seguimento ao \nrecurso extraordinário está correta e alinhada aos precedentes firmados \npor esta Corte.\n    </p>\n    <p>\n     2. No caso, o Terceiro Vice-Presidente do Tribunal de Justiça \ndo Estado do Rio de Janeiro negou seguimento ao recurso extraordinário \npor ausência de prequestionamento das questões discutidas no recurso \nextraordinário.  Ademais,  assentou:  “\n     <i>\n      a  alegada  ofensa  ao  artigo  202  da  \nConstituição  da  República,  se  existisse,  seria  reflexa,  uma  vez  que  \nnecessariamente  precedida  de  afronta  a  dispositivo  de  legislação  \ninfraconstitucional\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     3. A  parte  agravante  afasta  os  fundamentos  da  decisão \nagravada, reafirmando-se as razões do recurso extraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     4. É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11495067.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      28/06/2016 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.473 RIO DE \nJANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1. Deixo de abrir  prazo para contrarrazões,  na medida em \nque está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à \nanálise do recurso.\n    </p>\n    <p>\n     2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte \nrecorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem \ntrazer  novos  argumentos  suficientes  para  modificar  a  decisão  ora \nagravada.\n    </p>\n    <p>\n     3. A  decisão  agravada  deve  ser  mantida.  Com  efeito,  o \nTribunal  de  Justiça  do  Estado  do  Rio  de  Janeiro,  ao  apreciar  a \ncontrovérsia, proferiu acórdão assim ementado:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      AGRAVO  INTERNO.  DECISÃO  MONOCRÁTICA \nDESTE  RELATOR.  NEGATIVA  DE  SEGUIMENTO  A \nAGRAVO DE INSTRUMENTO.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      DEMANDA  DE  REVISÃO  DE  BENEFÍCIO  DE \nAPOSENTADORIA  MOVIDA  EM  FACE  DA  FUNDAÇÃO \nDOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS – FUNCEF. PRETENSÃO \nDE  INCLUSÃO  DA  CAIXA  ECONÔMICA  FEDERAL  NO \nPOLO PASSIVO DA LIDE E DE DEFERIMENTO DA PROVA \nPERICIAL.  DECISÃO  VERGASTADA  QUE  INDEFERIU \nAMBOS OS PLEITOS. ENTENDIMENTO CONSOLIDADO \nNO  SENTIDO  DA  INDEPENDÊNCIA  DAS  RELAÇÕES \nJURÍDICAS EXISTENTES ENTRE A FUNCEF (ENTIDADE \nDE  PREVIDÊNCIA  COMPLEMENTAR)  E  OS  SEUS \nASSOCIADOS E AQUELA EXISTENTE ENTRE ESTES E A \nCEF, SUA EMPREGADORA. RÉU/RECORRENTE QUE NÃO \nNEGA  O  NÃO  ATENDIMENTO  DO  DISPOSTO  NO \nARTIGO 278 DO CPC, MAS SUSTENTA A NECESSIDADE\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11495068.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 965473 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      DA  PROVA.  PRECLUSÃO  QUE  FORÇOSAMENTE  SE \nRECONHECE. ACERTO DA DECISÃO AGRAVADA.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      DECISÃO  MONOCRÁTICA  DEVIDAMENTE \nFUNDAMENTADA,  NOS  TERMOS  DO  ART.  557,  DO \nCÓDIGO  DE  PROCESSO  CIVIL.  DESPROVIMENTO  DO \nRECURSO DE AGRAVO INTERNO.\n     </b>\n     ”\n    </p>\n    <p>\n     4. A  parte  recorrente,  na  peça  de  recurso  extraordinário \n(Constituição Federal, art. 102, III,\n     <i>\n      a\n     </i>\n     ), alega que ocorreu violação aos arts. \n3º, IV, 5º, I e XXXVI, 195, § 5º, e 201,\n     <i>\n      caput\n     </i>\n     , da Constituição Federal.\n    </p>\n    <p>\n     5. O recurso extraordinário é inadmissível. Para dissentir do \nentendimento  do  acórdão  recorrido  sobre  legitimidade  de  sujeito \nprocessual,  seria  necessária  a  análise  da  legislação  infraconstitucional \npertinente,  o  que  é  inviável  em  recurso  extraordinário.  Nessa  linha, \nvejam-se o AI 652.642-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; o AI 842.446-ED, Rel. \nMin.  Luiz  Fux;  o  ARE  682.061-AgR,  Rel.ª  Min.ª  Rosa  Weber;  o  ARE \n663.720-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; o AI 823.754-ED, Rel. Min. Joaquim \nBarbosa; o ARE 674.529-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; e o RE 387.729-\nAgR, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie, assim ementado:\n    </p>\n    <p>\n     “DIREITO  CONSTITUCIONAL  E  ADMINISTRATIVO. \nAGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. \nRESPONSABILIDADE  OBJETIVA  DO  ESTADO. \nLEGITIMIDADE  PASSIVA  E  DENUNCIAÇÃO  DA  LIDE. \nMATÉRIA  DE  ORDEM  PROCESSUAL.  E  PROBATÓRIA. \nAGRAVO IMPROVIDO.\n    </p>\n    <p>\n     1.  Necessidade  de  verificação  de  responsabilidade  por \ndano  causado  por  terceiros  a  imóvel  sob  guarda  judicial  do \nEstado. Matéria de ordem processual referente à legimidade de \nparte e intervenção de terceiros.\n    </p>\n    <p>\n     2.  Reexame  de  fatos  e  provas  para  eventual \ndesconstituição  do  acórdão  recorrido.  Impossibilidade \ndecorrente da incidência da Súmula/STF 279.\n    </p>\n    <p>\n     3. Precedentes.\n4. Agravo regimental improvido.”\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11495068.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 965473 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     6. Ademais,  o  Supremo  Tribunal  Federal  já  assentou  a \nausência de repercussão geral da questão atinente ao indeferimento de \nprodução  de  provas  no  âmbito  judicial  (ARE  639.228-RG,  Rel.  Min. \nPresidente - Tema 424):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      Agravo  convertido  em  Extraordinário. \nInadmissibilidade  deste.  Produção  de  provas.  Processo \njudicial.  Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema \ninfraconstitucional.  Precedentes.  Ausência  de  repercussão \ngeral.  Recurso  extraordinário  não  conhecido.\n     </b>\n     Não apresenta \nrepercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a \nobrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório \ne da ampla defesa,  nos casos de indeferimento de pedido de \nprodução  de  provas  em  processo  judicial,  versa  sobre  tema \ninfraconstitucional.”\n    </p>\n    <p>\n     7. Registre-se, ainda, que, para chegar a conclusão diversa do \nacórdão recorrido, imprescindíveis seriam uma nova apreciação dos fatos \ne  do  material  probatório  constante  dos  autos  (Súmula  279/STF),  bem \ncomo  o  reexame  de  cláusulas  contratuais  (Súmula  454/STF), \nprocedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     8. Nota-se,  assim,  que  a  parte  recorrente  insiste  no \nacolhimento de recurso manifestamente inadmissível.\n    </p>\n    <p>\n     9. Diante  do  exposto,  nego  provimento  ao  agravo  interno. \nAnte seu caráter manifestamente protelatório,  aplico à parte agravante \nmulta  de 5% (cinco por cento)  sobre o  valor  atualizado da causa,  nos \ntermos  do  art.  1.021,  §  4º,  do  CPC/2015,  em caso  de  unanimidade da \ndecisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao \ndepósito  da  respectiva  quantia,  ressalvados  os  casos  previstos  no  art. \n1.021, § 5º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez \nque não houve fixação de honorários advocatícios.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11495068.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 28/06/2016\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.473\n     </b>\n     PROCED. : RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n     </b>\n     AGTE.(S) : FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF\nADV.(A/S) : MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA (13418/DF)\nAGDO.(A/S) : WALDYR DE MATTOS LAURIA\nADV.(A/S) : MAURICIO JOSÉ MOREIRA ALVES (1415-B/RJ)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     :  A  Turma  negou  provimento  ao  agravo  interno,  com \nimposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não \nparticiparam,  justificadamente,  deste  julgamento,  os  Senhores \nMinistros Luiz Fux e Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro \nLuís Roberto Barroso. 1ª Turma, 28.6.2016.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes\n    </p>\n    <p>\n     à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber \ne Edson Fachin.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocuradora-Geral  da  República,  Dra.  Cláudia  Sampaio \nMarques.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11471879\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "28/06/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.473 RIO DE \n", "JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AGTE.(S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS \n", "FUNCEF \n", "ADV.(A/S) :MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA \n", "AGDO.(A/S) :WALDYR DE MATTOS LAURIA \n", "ADV.(A/S) :MAURICIO JOSÉ MOREIRA ALVES \n", "EMENTA: PREVIDÊNCIA PRIVADA. AGRAVO REGIMENTAL EM \n", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.  SUJEIÇÃO PASSIVA. \n", "MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.   PEDIDO DE PRODUÇÃO DE \n", "PROVAS. INDEFERIMENTO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. \n", "REAPRECIAÇÃO  DOS  FATOS  E  DO  MATERIAL  PROBATÓRIO \n", "CONSTANTE  DOS  AUTOS.  SÚMULA  279/STF.  REEXAME  DE \n", "CLÁUSULAS  CONTRATUAIS.  SÚMULA  454/STF.  CARÁTER \n", "PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. \n", "1.  Para  dissentir  do  entendimento  do  acórdão  recorrido  sobre \n", "legitimidade de sujeito processual, seria necessária a análise da legislação \n", "infraconstitucional.\n", "2. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão \n", "geral  da questão atinente ao indeferimento de produção de provas no \n", "âmbito judicial (ARE 639.228-RG, Rel. Min. Presidente).\n", "3. A solução da controvérsia demanda nova reapreciação dos fatos e \n", "do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), bem como \n", "o  reexame  das  cláusulas  do  contrato  entabulado  pelas  partes \n", "demandantes  (Súmula  454/STF),  procedimentos  inviáveis  em  recurso \n", "extraordinário.\n", "4. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve \n", "fixação de honorários advocatícios.\n", "5. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa \n", "prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11495066.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7\n", "Ementa e Acórdão\n", "ARE 965473 AGR / RJ \n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal,  sob  a  Presidência  do \n", "Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e \n", "das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento \n", "ao  agravo  interno,  com  imposição  de  multa,  nos  termos  do  voto  do \n", "Relator.  Não  participaram  deste  julgamento,  justificadamente,  os \n", "Ministros Luiz Fux e Rosa Weber.\n", "Brasília, 28 de junho de 2016.\n", "   MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO  -   RELATOR\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11495066.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7\n", "Relatório\n", "28/06/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.473 RIO DE \n", "JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AGTE.(S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS \n", "FUNCEF \n", "ADV.(A/S) :MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA \n", "AGDO.(A/S) :WALDYR DE MATTOS LAURIA \n", "ADV.(A/S) :MAURICIO JOSÉ MOREIRA ALVES \n", "R E L A T Ó R I O \n", "O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): \n", "1. Trata-se  de  agravo regimental,  interposto  em 17.05.2016, \n", "cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso (art. 21, § 1º, do \n", "RI/STF), sob o fundamento de que a decisão que negou seguimento ao \n", "recurso extraordinário está correta e alinhada aos precedentes firmados \n", "por esta Corte. \n", "2. No caso, o Terceiro Vice-Presidente do Tribunal de Justiça \n", "do Estado do Rio de Janeiro negou seguimento ao recurso extraordinário \n", "por ausência de prequestionamento das questões discutidas no recurso \n", "extraordinário.  Ademais,  assentou:  “a  alegada  ofensa  ao  artigo  202  da  \n", "Constituição  da  República,  se  existisse,  seria  reflexa,  uma  vez  que  \n", "necessariamente  precedida  de  afronta  a  dispositivo  de  legislação  \n", "infraconstitucional”.\n", "3. A  parte  agravante  afasta  os  fundamentos  da  decisão \n", "agravada, reafirmando-se as razões do recurso extraordinário. \n", "4. É o relatório.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11495067.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7\n", "Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n", "28/06/2016 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.473 RIO DE \n", "JANEIRO\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):\n", "1. Deixo de abrir  prazo para contrarrazões,  na medida em \n", "que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à \n", "análise do recurso. \n", "2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte \n", "recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem \n", "trazer  novos  argumentos  suficientes  para  modificar  a  decisão  ora \n", "agravada. \n", "3. A  decisão  agravada  deve  ser  mantida.  Com  efeito,  o \n", "Tribunal  de  Justiça  do  Estado  do  Rio  de  Janeiro,  ao  apreciar  a \n", "controvérsia, proferiu acórdão assim ementado:\n", "“AGRAVO  INTERNO.  DECISÃO  MONOCRÁTICA \n", "DESTE  RELATOR.  NEGATIVA  DE  SEGUIMENTO  A \n", "AGRAVO DE INSTRUMENTO.\n", "DEMANDA  DE  REVISÃO  DE  BENEFÍCIO  DE \n", "APOSENTADORIA  MOVIDA  EM  FACE  DA  FUNDAÇÃO \n", "DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS – FUNCEF. PRETENSÃO \n", "DE  INCLUSÃO  DA  CAIXA  ECONÔMICA  FEDERAL  NO \n", "POLO PASSIVO DA LIDE E DE DEFERIMENTO DA PROVA \n", "PERICIAL.  DECISÃO  VERGASTADA  QUE  INDEFERIU \n", "AMBOS OS PLEITOS. ENTENDIMENTO CONSOLIDADO \n", "NO  SENTIDO  DA  INDEPENDÊNCIA  DAS  RELAÇÕES \n", "JURÍDICAS EXISTENTES ENTRE A FUNCEF (ENTIDADE \n", "DE  PREVIDÊNCIA  COMPLEMENTAR)  E  OS  SEUS \n", "ASSOCIADOS E AQUELA EXISTENTE ENTRE ESTES E A \n", "CEF, SUA EMPREGADORA. RÉU/RECORRENTE QUE NÃO \n", "NEGA  O  NÃO  ATENDIMENTO  DO  DISPOSTO  NO \n", "ARTIGO 278 DO CPC, MAS SUSTENTA A NECESSIDADE \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11495068.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7\n", "Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n", "ARE 965473 AGR / RJ \n", "DA  PROVA.  PRECLUSÃO  QUE  FORÇOSAMENTE  SE \n", "RECONHECE. ACERTO DA DECISÃO AGRAVADA.\n", "DECISÃO  MONOCRÁTICA  DEVIDAMENTE \n", "FUNDAMENTADA,  NOS  TERMOS  DO  ART.  557,  DO \n", "CÓDIGO  DE  PROCESSO  CIVIL.  DESPROVIMENTO  DO \n", "RECURSO DE AGRAVO INTERNO.”\n", "4. A  parte  recorrente,  na  peça  de  recurso  extraordinário \n", "(Constituição Federal, art. 102, III, a), alega que ocorreu violação aos arts. \n", "3º, IV, 5º, I e XXXVI, 195, § 5º, e 201, caput, da Constituição Federal.\n", "5. O recurso extraordinário é inadmissível. Para dissentir do \n", "entendimento  do  acórdão  recorrido  sobre  legitimidade  de  sujeito \n", "processual,  seria  necessária  a  análise  da  legislação  infraconstitucional \n", "pertinente,  o  que  é  inviável  em  recurso  extraordinário.  Nessa  linha, \n", "vejam-se o AI 652.642-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; o AI 842.446-ED, Rel. \n", "Min.  Luiz  Fux;  o  ARE  682.061-AgR,  Rel.ª  Min.ª  Rosa  Weber;  o  ARE \n", "663.720-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; o AI 823.754-ED, Rel. Min. Joaquim \n", "Barbosa; o ARE 674.529-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; e o RE 387.729-\n", "AgR, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie, assim ementado:\n", "“DIREITO  CONSTITUCIONAL  E  ADMINISTRATIVO. \n", "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. \n", "RESPONSABILIDADE  OBJETIVA  DO  ESTADO. \n", "LEGITIMIDADE  PASSIVA  E  DENUNCIAÇÃO  DA  LIDE. \n", "MATÉRIA  DE  ORDEM  PROCESSUAL.  E  PROBATÓRIA. \n", "AGRAVO IMPROVIDO.\n", "1.  Necessidade  de  verificação  de  responsabilidade  por \n", "dano  causado  por  terceiros  a  imóvel  sob  guarda  judicial  do \n", "Estado. Matéria de ordem processual referente à legimidade de \n", "parte e intervenção de terceiros. \n", "2.  Reexame  de  fatos  e  provas  para  eventual \n", "desconstituição  do  acórdão  recorrido.  Impossibilidade \n", "decorrente da incidência da Súmula/STF 279.\n", "3. Precedentes.\n", "4. Agravo regimental improvido.”\n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11495068.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7\n", "Voto - MIN. ROBERTO BARROSO\n", "ARE 965473 AGR / RJ \n", "6. Ademais,  o  Supremo  Tribunal  Federal  já  assentou  a \n", "ausência de repercussão geral da questão atinente ao indeferimento de \n", "produção  de  provas  no  âmbito  judicial  (ARE  639.228-RG,  Rel.  Min. \n", "Presidente - Tema 424): \n", "“Agravo  convertido  em  Extraordinário. \n", "Inadmissibilidade  deste.  Produção  de  provas.  Processo \n", "judicial.  Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema \n", "infraconstitucional.  Precedentes.  Ausência  de  repercussão \n", "geral.  Recurso  extraordinário  não  conhecido.  Não apresenta \n", "repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a \n", "obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório \n", "e da ampla defesa,  nos casos de indeferimento de pedido de \n", "produção  de  provas  em  processo  judicial,  versa  sobre  tema \n", "infraconstitucional.”\n", "7. Registre-se, ainda, que, para chegar a conclusão diversa do \n", "acórdão recorrido, imprescindíveis seriam uma nova apreciação dos fatos \n", "e  do  material  probatório  constante  dos  autos  (Súmula  279/STF),  bem \n", "como  o  reexame  de  cláusulas  contratuais  (Súmula  454/STF), \n", "procedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário. \n", "8. Nota-se,  assim,  que  a  parte  recorrente  insiste  no \n", "acolhimento de recurso manifestamente inadmissível. \n", "9. Diante  do  exposto,  nego  provimento  ao  agravo  interno. \n", "Ante seu caráter manifestamente protelatório,  aplico à parte agravante \n", "multa  de 5% (cinco por cento)  sobre o  valor  atualizado da causa,  nos \n", "termos  do  art.  1.021,  §  4º,  do  CPC/2015,  em caso  de  unanimidade da \n", "decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao \n", "depósito  da  respectiva  quantia,  ressalvados  os  casos  previstos  no  art. \n", "1.021, § 5º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez \n", "que não houve fixação de honorários advocatícios.\n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11495068.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7\n", "Extrato de Ata - 28/06/2016\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.473\n", "PROCED. : RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO\n", "AGTE.(S) : FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF\n", "ADV.(A/S) : MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA (13418/DF)\n", "AGDO.(A/S) : WALDYR DE MATTOS LAURIA\n", "ADV.(A/S) : MAURICIO JOSÉ MOREIRA ALVES (1415-B/RJ)\n", "Decisão:  A  Turma  negou  provimento  ao  agravo  interno,  com \n", "imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não \n", "participaram,  justificadamente,  deste  julgamento,  os  Senhores \n", "Ministros Luiz Fux e Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro \n", "Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 28.6.2016.\n", " \n", "Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes \n", "à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber \n", "e Edson Fachin. \n", "Subprocuradora-Geral  da  República,  Dra.  Cláudia  Sampaio \n", "Marques.\n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11471879\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7\n" ], "numero" : "965473", "partes" : [ { "nome" : "MIN. 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Ademais,  assentou:  “a  alegada  ofensa  ao  artigo  202  da   Constituição  da  República,  se  existisse,  seria  reflexa,  uma  vez  que   necessariamente  precedida  de  afronta  a  dispositivo  de  legislação   infraconstitucional”.  3. A  parte  agravante  afasta  os  fundamentos  da  decisão  agravada, reafirmando-se as razões do recurso extraordinário.   4. É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):  1. Deixo de abrir  prazo para contrarrazões,  na medida em  que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à  análise do recurso.   2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte  recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem  trazer  novos  argumentos  suficientes  para  modificar  a  decisão  ora  agravada.   3. A  decisão  agravada  deve  ser  mantida.  Com  efeito,  o  Tribunal  de  Justiça  do  Estado  do  Rio  de  Janeiro,  ao  apreciar  a  controvérsia, proferiu acórdão assim ementado:  “AGRAVO  INTERNO.  DECISÃO  MONOCRÁTICA  DESTE  RELATOR.  NEGATIVA  DE  SEGUIMENTO  A  AGRAVO DE INSTRUMENTO.  DEMANDA  DE  REVISÃO  DE  BENEFÍCIO  DE  APOSENTADORIA  MOVIDA  EM  FACE  DA  FUNDAÇÃO  DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS – FUNCEF. PRETENSÃO  DE  INCLUSÃO  DA  CAIXA  ECONÔMICA  FEDERAL  NO  POLO PASSIVO DA LIDE E DE DEFERIMENTO DA PROVA  PERICIAL.  DECISÃO  VERGASTADA  QUE  INDEFERIU  AMBOS OS PLEITOS. ENTENDIMENTO CONSOLIDADO  NO  SENTIDO  DA  INDEPENDÊNCIA  DAS  RELAÇÕES  JURÍDICAS EXISTENTES ENTRE A FUNCEF (ENTIDADE  DE  PREVIDÊNCIA  COMPLEMENTAR)  E  OS  SEUS  ASSOCIADOS E AQUELA EXISTENTE ENTRE ESTES E A  CEF, SUA EMPREGADORA. RÉU/RECORRENTE QUE NÃO  NEGA  O  NÃO  ATENDIMENTO  DO  DISPOSTO  NO  ARTIGO 278 DO CPC, MAS SUSTENTA A NECESSIDADE     DA  PROVA.  PRECLUSÃO  QUE  FORÇOSAMENTE  SE  RECONHECE. ACERTO DA DECISÃO AGRAVADA.  DECISÃO  MONOCRÁTICA  DEVIDAMENTE  FUNDAMENTADA,  NOS  TERMOS  DO  ART.  557,  DO  CÓDIGO  DE  PROCESSO  CIVIL.  DESPROVIMENTO  DO  RECURSO DE AGRAVO INTERNO.”  4. A  parte  recorrente,  na  peça  de  recurso  extraordinário  (Constituição Federal, art. 102, III, a), alega que ocorreu violação aos arts.  3º, IV, 5º, I e XXXVI, 195, § 5º, e 201, caput, da Constituição Federal.  5. O recurso extraordinário é inadmissível. Para dissentir do  entendimento  do  acórdão  recorrido  sobre  legitimidade  de  sujeito  processual,  seria  necessária  a  análise  da  legislação  infraconstitucional  pertinente,  o  que  é  inviável  em  recurso  extraordinário.  Nessa  linha,  vejam-se o AI 652.642-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; o AI 842.446-ED, Rel.  Min.  Luiz  Fux;  o  ARE  682.061-AgR,  Rel.ª  Min.ª  Rosa  Weber;  o  ARE  663.720-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; o AI 823.754-ED, Rel. Min. Joaquim  Barbosa; o ARE 674.529-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; e o RE 387.729- AgR, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie, assim ementado:  “DIREITO  CONSTITUCIONAL  E  ADMINISTRATIVO.  AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.  RESPONSABILIDADE  OBJETIVA  DO  ESTADO.  LEGITIMIDADE  PASSIVA  E  DENUNCIAÇÃO  DA  LIDE.  MATÉRIA  DE  ORDEM  PROCESSUAL.  E  PROBATÓRIA.  AGRAVO IMPROVIDO.  1.  Necessidade  de  verificação  de  responsabilidade  por  dano  causado  por  terceiros  a  imóvel  sob  guarda  judicial  do  Estado. Matéria de ordem processual referente à legimidade de  parte e intervenção de terceiros.   2.  Reexame  de  fatos  e  provas  para  eventual  desconstituição  do  acórdão  recorrido.  Impossibilidade  decorrente da incidência da Súmula/STF 279.  3. Precedentes. 4. Agravo regimental improvido.”    6. Ademais,  o  Supremo  Tribunal  Federal  já  assentou  a  ausência de repercussão geral da questão atinente ao indeferimento de  produção  de  provas  no  âmbito  judicial  (ARE  639.228-RG,  Rel.  Min.  Presidente - Tema 424):   “Agravo  convertido  em  Extraordinário.  Inadmissibilidade  deste.  Produção  de  provas.  Processo  judicial.  Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema  infraconstitucional.  Precedentes.  Ausência  de  repercussão  geral.  Recurso  extraordinário  não  conhecido.  Não apresenta  repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a  obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório  e da ampla defesa,  nos casos de indeferimento de pedido de  produção  de  provas  em  processo  judicial,  versa  sobre  tema  infraconstitucional.”  7. Registre-se, ainda, que, para chegar a conclusão diversa do  acórdão recorrido, imprescindíveis seriam uma nova apreciação dos fatos  e  do  material  probatório  constante  dos  autos  (Súmula  279/STF),  bem  como  o  reexame  de  cláusulas  contratuais  (Súmula  454/STF),  procedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário.   8. Nota-se,  assim,  que  a  parte  recorrente  insiste  no  acolhimento de recurso manifestamente inadmissível.   9. Diante  do  exposto,  nego  provimento  ao  agravo  interno.  Ante seu caráter manifestamente protelatório,  aplico à parte agravante  multa  de 5% (cinco por cento)  sobre o  valor  atualizado da causa,  nos  termos  do  art.  1.021,  §  4º,  do  CPC/2015,  em caso  de  unanimidade da  decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao  depósito  da  respectiva  quantia,  ressalvados  os  casos  previstos  no  art.  1.021, § 5º, do CPC/2015. 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O órgão julgador pode receber como agravo interno os embargos  de declaração que notoriamente visam a reformar a decisão monocrática  do Relator.  2. Regularmente intimada para complementar suas razões, de forma  a ajustá-las às exigências do art. 1.021, § 1º, do Código de Processo Civil  de  2015,  a  parte  apresentou  impugnação  adequada,  viabilizando  o  conhecimento  dos  embargos  como agravo  interno.  Inteligência  do  art.  1.024, § 3º, do Código de Processo Civil de 2015.   3. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados,  quando  essenciais  e  relevantes  as  questões  constitucionais  a  serem  analisadas,  sendo  imprescindível  ao  recorrente,  em  sua  petição  de  interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão  geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência  de  acentuado  interesse  geral  na  solução  das  questões  constitucionais  discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses  subjetivos e particulares.  4. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente  a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista  econômico,  político,  social  ou  jurídico,  a  relevância  da  questão   constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa,  conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art.  1.035,  §  2º,  do  CPC/2015),  não  se  confunde  com  meras  invocações  desacompanhadas  de  sólidos  fundamentos  no  sentido  de  que  o  tema  controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância  para  o  cenário  econômico,  político,  social  ou  jurídico,  ou  que  não  interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos  ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é  incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar  argumentativo.  5.  A reversão do julgado depende da análise da legislação local (Lei  Complementar 1.080/08 do Estado de São Paulo) e do conjunto probatório  constante dos autos, o que é incabível em sede de recurso extraordinário,  conforme consubstanciado nas Súmulas 280/STF (Por ofensa a direito local   não cabe recurso extraordinário) e 279/STF (Para simples reexame de prova não   cabe recurso extraordinário).   6. Embargos de declaração recebidos como agravo interno, ao qual  se nega provimento.    " }, "extratoata" : { "texto" : "EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.565 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : ADEMIR ROBERTO MARTINS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS (250793/SP) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO  Decisão:  A  Turma,  por  unanimidade,  recebeu  os  embargos  de  declaração como agravo interno e negou-lhe provimento, nos termos  do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a  25.10.2018.    Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco   Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.   p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      26/10/2018 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.565 \nSÃO PAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\nEMBTE.(S) :\n     </b>\n     ADEMIR ROBERTO MARTINS E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS\n     <b>\n      EMBDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESTADO DE SÃO PAULO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO\n    </p>\n    <p>\n     EMENTA:  EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO  RECEBIDOS  COMO \nAGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. \nFUNDAMENTAÇÃO  A  RESPEITO  DA  REPERCUSSÃO  GERAL. \nINSUFICIÊNCIA.   EXAME  DE  DIREITO  LOCAL.  INVIABILIDADE. \nSÚMULA  280/STF.  REAPRECIAÇÃO  DE  PROVAS. \nINADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF.\n    </p>\n    <p>\n     1. O órgão julgador pode receber como agravo interno os embargos \nde declaração que notoriamente visam a reformar a decisão monocrática \ndo Relator.\n    </p>\n    <p>\n     2. Regularmente intimada para complementar suas razões, de forma \na ajustá-las às exigências do art. 1.021, § 1º, do Código de Processo Civil \nde  2015,  a  parte  apresentou  impugnação  adequada,  viabilizando  o \nconhecimento  dos  embargos  como agravo  interno.  Inteligência  do  art. \n1.024, § 3º, do Código de Processo Civil de 2015.\n    </p>\n    <p>\n     3. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, \nquando  essenciais  e  relevantes  as  questões  constitucionais  a  serem \nanalisadas,  sendo  imprescindível  ao  recorrente,  em  sua  petição  de \ninterposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão \ngeral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência \nde  acentuado  interesse  geral  na  solução  das  questões  constitucionais \ndiscutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses \nsubjetivos e particulares.\n    </p>\n    <p>\n     4. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente \na preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista \neconômico,  político,  social  ou  jurídico,  a  relevância  da  questão\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C28-74C0-2693-1DEE e senha 0118-B8EF-71D8-E99B\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1079565 ED / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, \nconforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. \n1.035,  §  2º,  do  CPC/2015),  não  se  confunde  com  meras  invocações \ndesacompanhadas  de  sólidos  fundamentos  no  sentido  de  que  o  tema \ncontrovertido é portador de ampla repercussão e de suma importância \npara  o  cenário  econômico,  político,  social  ou  jurídico,  ou  que  não \ninteressa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos \nainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é \nincontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar \nargumentativo.\n    </p>\n    <p>\n     5.  A reversão do julgado depende da análise da legislação local (Lei \nComplementar 1.080/08 do Estado de São Paulo) e do conjunto probatório \nconstante dos autos, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, \nconforme consubstanciado nas Súmulas 280/STF (\n     <i>\n      Por ofensa a direito local  \nnão cabe recurso extraordinário\n     </i>\n     ) e 279/STF (\n     <i>\n      Para simples reexame de prova não  \ncabe recurso extraordinário\n     </i>\n     ).\n    </p>\n    <p>\n     6. Embargos de declaração recebidos como agravo interno, ao qual \nse nega provimento.\n    </p>\n    <p>\n     A C Ó R D Ã O\n    </p>\n    <p>\n     Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo \nTribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a  Presidência  do  Senhor \nMinistro  ALEXANDRE DE MORAES,  em conformidade com a  ata  de \njulgamento  e  as  notas  taquigráficas,  por  unanimidade,  acordam  em \nreceber os embargos de declaração como agravo interno e em negar-lhe \nprovimento, nos termos do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 26 de outubro de 2018.\n    </p>\n    <p>\n     Ministro\n     <b>\n      ALEXANDRE DE MORAES\n     </b>\n     Relator\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C28-74C0-2693-1DEE e senha 0118-B8EF-71D8-E99B\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      26/10/2018 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.565 \nSÃO PAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\nEMBTE.(S) :\n     </b>\n     ADEMIR ROBERTO MARTINS E OUTRO(A/S)\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS\n     <b>\n      EMBDO.(A/S) :\n     </b>\n     ESTADO DE SÃO PAULO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATÓRIO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES(RELATOR):\n     </b>\n     Trata-se  de  Embargos  de  Declaração  de  decisão  monocrática  de\n    </p>\n    <p>\n     minha  relatoria,  em  que  neguei  seguimento  ao  Agravo  em  Recurso \nExtraordinário  aos  fundamentos  de  que  (a)  mostra-se  deficiente  a \nfundamentação a respeito da repercussão geral; (b) incidem, ao caso, os \nóbices das Súmulas 279/STF e 280/STF.\n    </p>\n    <p>\n     A embargante foi intimada para os fins do art. 1.024, § 3º, do Código \nde Processo Civil de 2015 (Doc. 18).\n    </p>\n    <p>\n     A parte recorrente requer a manutenção do pedido como Embargos \nde  Declaração e  apresenta  a  complementação das  razões  recursais  em \nAgravo Interno, alegando, em síntese, que (a) houve a demonstração da \nrepercussão geral;  (b)  as súmulas 279/STF e 280/STF não se aplicam à \ncontrovérsia dos autos; e (c) a matéria tratada no processo é idêntica à do \nTema 439 de repercussão geral.\n    </p>\n    <p>\n     Em contrarrazões, o Estado de São Paulo pugna pela manutenção da \ndecisão embargada por seus próprios fundamentos, mais precisamente a \nausência de demonstração fundamentada da presença de repercussão.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83CB-7DF8-DEE6-9612 e senha 0F31-9F4B-EBDA-6DF2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      26/10/2018 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.565 \nSÃO PAULO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR):\n     </b>\n     O presente  recurso  tem notório  propósito  infringente.  Assim,  em\n    </p>\n    <p>\n     nome do princípio da fungibilidade recursal,  deve-se conhecê-lo como \nagravo interno.\n    </p>\n    <p>\n     Nessa circunstância, o art. 1.024, § 3º, do Código de Processo Civil de \n2015  determina  seja  concedido  prazo  ao  embargante  para  que \ncomplemente  suas  razões,  “de  modo a  ajustá-las  às  exigências  do  art. \n1.021, § 1º”. Trata-se de medida pensada para evitar que se convertam os \nembargos  em  agravo  interno,  mas  imediatamente  se  lhe  negue \nconhecimento  por  não  impugnar  especificamente  a  decisão \nembargada/agravada.\n    </p>\n    <p>\n     No  caso,  concedido  o  prazo  para  a  parte  infirmar  a  decisão, \nsobreveio  manifestação  adequada.  Por  essa  razão,  passo  ao  exame do \nagravo interno. Eis a decisão ora agravada:\n    </p>\n    <p>\n     Eis a decisão ora agravada:\n    </p>\n    <p>\n     “Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso \nExtraordinário  interposto  em face  de  acórdão  proferido  pelo \nTribunal de Justiça do Estado de São Paulo.\n    </p>\n    <p>\n     Nas razões recursais iniciais, com amparo no art. 102, III, \n“a”, da Constituição Federal, foi alegada violação aos arts. 5º,\n     <i>\n      caput\n     </i>\n     , 37, XV, e 39, § 1º, do texto constitucional.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório. Decido.\n    </p>\n    <p>\n     Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e \njulgados,  quando  essenciais  e  relevantes  as  questões \nconstitucionais  a  serem  analisadas,  sendo  imprescindível  ao \nrecorrente,  em  sua  petição  de  interposição  de  recurso,  a \napresentação  formal  e  motivada  da  repercussão  geral,  que \ndemonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF81-EF8B-24F3-2018 e senha B9A5-CDDA-AF04-EB80\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1079565 ED / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     acentuado  interesse  geral  na  solução  das  questões \nconstitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa \npuramente de interesses subjetivos e particulares.\n    </p>\n    <p>\n     A  obrigação  do  recorrente  em  apresentar  formal  e \nmotivadamente  a  preliminar  de  repercussão  geral,  que \ndemonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou \njurídico,  a  relevância  da  questão  constitucional  debatida  que \nultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência \nconstitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, \ndo  CPC/2015),  não  se  confunde  com  meras  invocações \ndesacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o \ntema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma \nimportância  para  o  cenário  econômico,  político,  social  ou \njurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes \nenvolvidas  na lide,  muito  menos  ainda  divagações  de  que a \njurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no \ntocante  à  causa  debatida,  entre  outras  de  igual  patamar \nargumentativo  (ARE  691.595-AgR,  Rel.  Min.  RICARDO \nLEWANDOWSKI,  Segunda  Turma,  DJe  de  25/2/2013;  ARE \n696.347-AgRsegundo,  Rel.  Min.  CÁRMEN  LÚCIA,  Segunda \nTurma,  DJe  de  14/2/2013;  ARE  696.263-AgR,  Rel.  Min.  LUIZ \nFUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. \nMin. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012.\n    </p>\n    <p>\n     Não  havendo  demonstração  fundamentada  da  presença \nde  repercussão  geral,  incabível  o  seguimento  do  Recurso \nExtraordinário.\n    </p>\n    <p>\n     Ademais,  o  Tribunal  de  origem  decidiu  a  controvérsia \nrelativa ao reenquadramento de cargos e vencimentos dos ora \nrecorrentes,  baseando-se  no  conjunto  fático  probatório \nconstante  dos  autos  e  na  legislação  local  pertinente  (Lei \nComplementar Estadual 1.080/2008).\n    </p>\n    <p>\n     Assim, a solução dessa controvérsia, portanto, depende da \nanálise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso \nextraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF \n(\n     <i>\n      Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário\n     </i>\n     ).\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF81-EF8B-24F3-2018 e senha B9A5-CDDA-AF04-EB80\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1079565 ED / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Mesmo  que  fosse  possível  superar  todos  esses  graves \nóbices, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da \nexposta  no acórdão,  de  modo que o  acolhimento  do recurso \npassa  necessariamente  pela  revisão  das  provas.  Incide, \nportanto,  o  óbice  da  Súmula  279  desta  Corte:\n     <i>\n      Para  simples  \nreexame de  prova  não cabe  recurso  extraordinário.\n     </i>\n     Nesse sentido, \nvejam-se os seguintes precedentes de ambas as Turmas desta \nCORTE:\n    </p>\n    <p>\n     AGRAVO  INTERNO  NO  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO. \nADMINISTRATIVO.  SERVIDOR  PÚBLICO \nESTADUAL.  REENQUADRAMENTO.  LEI \nCOMPLEMENTAR 1.080/2008 DO ESTADO DE SÃO \nPAULO.  INTERPRETAÇÃO  DE  LEGISLAÇÃO \nINFRACONSTITUCIONAL  LOCAL. \nINCURSIONAMENTO  NO  CONJUNTO \nFÁTICOPROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA \nDAS  SÚMULAS  279  E  280  DO  STF.  REITERADA \nREJEIÇÃO  DOS  ARGUMENTOS  EXPENDIDOS \nPELA  PARTE  NAS  SEDES  RECURSAIS \nANTERIORES.  MANIFESTO  INTUITO \nPROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, \nDO  CPC/2015.  APLICABILIDADE.  RECURSO \nINTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO \nDE  PROCESSO  CIVIL.  APLICAÇÃO  DE  NOVA \nSUCUMBÊNCIA.  AGRAVO  INTERNO \nDESPROVIDO.  (ARE 925.907-AgR,  Rel.  Min.  LUIZ \nFUX, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017)\n    </p>\n    <p>\n     AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  DIREITO \nADMINISTRATIVO.  SERVIDOR  PÚBLICO. \nREENQUADRAMENTO  FUNCIONAL.  PRÉVIA \nANÁLISE  DA LEI  COMPLEMENTAR ESTADUAL \nN.  1.080/2008.  SÚMULA  N.  280  DO  SUPREMO \nTRIBUNAL  FEDERAL.  AUSÊNCIA  DE  OFENSA\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF81-EF8B-24F3-2018 e senha B9A5-CDDA-AF04-EB80\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 1079565 ED / SP\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     CONSTITUCIONAL  DIRETA.  DECESSO \nREMUNERATÓRIO  ALEGADO  E  NÃO \nCOMPROVADO.  REEXAME  DE  PROVAS: \nIMPOSSIBILIDADE.  SÚMULA  N.  279  DO \nSUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  AGRAVO \nREGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. \n(ARE  947.950-AgR,  Rel.  Min.  CÁRMEM  LÚCIA, \nSegunda Turma, DJe de 28/4/2016)\n    </p>\n    <p>\n     Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento \nInterno do Supremo Tribunal  Federal,  NEGO SEGUIMENTO \nAO AGRAVO.\n    </p>\n    <p>\n     Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil \nde 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado \nantes da vigência da nova codificação processual.”\n    </p>\n    <p>\n     Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois a recorrente \nnão  apresentou  qualquer  argumento  apto  a  desconstituir  os  óbices \napontados.\n    </p>\n    <p>\n     Ademais, na presente hipótese, o Tribunal de origem não divergiu \nda  jurisprudência  desta  CORTE  quanto  à  inexistência  de  direito \nadquirido a regime jurídico, observada a irredutibilidade de vencimentos.\n    </p>\n    <p>\n     Diante do exposto, recebo os Embargos de Declaração como Agravo \nInterno, ao qual  nego provimento.\n    </p>\n    <p>\n     É o voto.\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF81-EF8B-24F3-2018 e senha B9A5-CDDA-AF04-EB80\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 26/10/2018\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.565\n     </b>\n     PROCED. : SÃO PAULO\n     <b>\n      RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n     </b>\n     EMBTE.(S) : ADEMIR ROBERTO MARTINS E OUTRO(A/S)\nADV.(A/S) : MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS (250793/SP)\nEMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão:\n     </b>\n     A  Turma,  por  unanimidade,  recebeu  os  embargos  de \ndeclaração como agravo interno e negou-lhe provimento, nos termos \ndo voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a \n25.10.2018.\n    </p>\n    <p>\n     Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco\n    </p>\n    <p>\n     Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.\n    </p>\n    <p>\n     p/ Cintia da Silva Gonçalves\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n    </p>\n    <p>\n     http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F6B-73C8-B02F-794F e senha BEC6-395C-1348-52AC\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "26/10/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.565 \n", "SÃO PAULO\n", "RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "EMBTE.(S) :ADEMIR ROBERTO MARTINS E OUTRO(A/S)\n", "ADV.(A/S) :MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS \n", "EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO \n", "EMENTA:  EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO  RECEBIDOS  COMO \n", "AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. \n", "FUNDAMENTAÇÃO  A  RESPEITO  DA  REPERCUSSÃO  GERAL. \n", "INSUFICIÊNCIA.   EXAME  DE  DIREITO  LOCAL.  INVIABILIDADE. \n", "SÚMULA  280/STF.  REAPRECIAÇÃO  DE  PROVAS. \n", "INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. \n", "1. O órgão julgador pode receber como agravo interno os embargos \n", "de declaração que notoriamente visam a reformar a decisão monocrática \n", "do Relator.\n", "2. Regularmente intimada para complementar suas razões, de forma \n", "a ajustá-las às exigências do art. 1.021, § 1º, do Código de Processo Civil \n", "de  2015,  a  parte  apresentou  impugnação  adequada,  viabilizando  o \n", "conhecimento  dos  embargos  como agravo  interno.  Inteligência  do  art. \n", "1.024, § 3º, do Código de Processo Civil de 2015. \n", "3. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, \n", "quando  essenciais  e  relevantes  as  questões  constitucionais  a  serem \n", "analisadas,  sendo  imprescindível  ao  recorrente,  em  sua  petição  de \n", "interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão \n", "geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência \n", "de  acentuado  interesse  geral  na  solução  das  questões  constitucionais \n", "discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses \n", "subjetivos e particulares.\n", "4. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente \n", "a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista \n", "econômico,  político,  social  ou  jurídico,  a  relevância  da  questão \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C28-74C0-2693-1DEE e senha 0118-B8EF-71D8-E99B\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8\n", "Ementa e Acórdão\n", "ARE 1079565 ED / SP \n", "constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, \n", "conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. \n", "1.035,  §  2º,  do  CPC/2015),  não  se  confunde  com  meras  invocações \n", "desacompanhadas  de  sólidos  fundamentos  no  sentido  de  que  o  tema \n", "controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância \n", "para  o  cenário  econômico,  político,  social  ou  jurídico,  ou  que  não \n", "interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos \n", "ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é \n", "incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar \n", "argumentativo.\n", "5.  A reversão do julgado depende da análise da legislação local (Lei \n", "Complementar 1.080/08 do Estado de São Paulo) e do conjunto probatório \n", "constante dos autos, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, \n", "conforme consubstanciado nas Súmulas 280/STF (Por ofensa a direito local  \n", "não cabe recurso extraordinário) e 279/STF (Para simples reexame de prova não  \n", "cabe recurso extraordinário). \n", "6. Embargos de declaração recebidos como agravo interno, ao qual \n", "se nega provimento. \n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo \n", "Tribunal  Federal,  em  Primeira  Turma,  sob  a  Presidência  do  Senhor \n", "Ministro  ALEXANDRE DE MORAES,  em conformidade com a  ata  de \n", "julgamento  e  as  notas  taquigráficas,  por  unanimidade,  acordam  em \n", "receber os embargos de declaração como agravo interno e em negar-lhe \n", "provimento, nos termos do voto do Relator.\n", "Brasília, 26 de outubro de 2018.\n", "Ministro ALEXANDRE DE MORAES\n", "Relator\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C28-74C0-2693-1DEE e senha 0118-B8EF-71D8-E99B\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8\n", "Relatório\n", "26/10/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.565 \n", "SÃO PAULO\n", "RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "EMBTE.(S) :ADEMIR ROBERTO MARTINS E OUTRO(A/S)\n", "ADV.(A/S) :MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS \n", "EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO \n", "RELATÓRIO\n", "O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES(RELATOR):\n", "Trata-se  de  Embargos  de  Declaração  de  decisão  monocrática  de \n", "minha  relatoria,  em  que  neguei  seguimento  ao  Agravo  em  Recurso \n", "Extraordinário  aos  fundamentos  de  que  (a)  mostra-se  deficiente  a \n", "fundamentação a respeito da repercussão geral; (b) incidem, ao caso, os \n", "óbices das Súmulas 279/STF e 280/STF.\n", "A embargante foi intimada para os fins do art. 1.024, § 3º, do Código \n", "de Processo Civil de 2015 (Doc. 18).\n", "A parte recorrente requer a manutenção do pedido como Embargos \n", "de  Declaração e  apresenta  a  complementação das  razões  recursais  em \n", "Agravo Interno, alegando, em síntese, que (a) houve a demonstração da \n", "repercussão geral;  (b)  as súmulas 279/STF e 280/STF não se aplicam à \n", "controvérsia dos autos; e (c) a matéria tratada no processo é idêntica à do \n", "Tema 439 de repercussão geral.\n", "Em contrarrazões, o Estado de São Paulo pugna pela manutenção da \n", "decisão embargada por seus próprios fundamentos, mais precisamente a \n", "ausência de demonstração fundamentada da presença de repercussão.\n", "É o relatório.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83CB-7DF8-DEE6-9612 e senha 0F31-9F4B-EBDA-6DF2\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8\n", "Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "26/10/2018 PRIMEIRA TURMA\n", "EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.565 \n", "SÃO PAULO\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): \n", "O presente  recurso  tem notório  propósito  infringente.  Assim,  em \n", "nome do princípio da fungibilidade recursal,  deve-se conhecê-lo como \n", "agravo interno.\n", "Nessa circunstância, o art. 1.024, § 3º, do Código de Processo Civil de \n", "2015  determina  seja  concedido  prazo  ao  embargante  para  que \n", "complemente  suas  razões,  “de  modo a  ajustá-las  às  exigências  do  art. \n", "1.021, § 1º”. Trata-se de medida pensada para evitar que se convertam os \n", "embargos  em  agravo  interno,  mas  imediatamente  se  lhe  negue \n", "conhecimento  por  não  impugnar  especificamente  a  decisão \n", "embargada/agravada.\n", "No  caso,  concedido  o  prazo  para  a  parte  infirmar  a  decisão, \n", "sobreveio  manifestação  adequada.  Por  essa  razão,  passo  ao  exame do \n", "agravo interno. Eis a decisão ora agravada:\n", "Eis a decisão ora agravada: \n", "“Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso \n", "Extraordinário  interposto  em face  de  acórdão  proferido  pelo \n", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.\n", "Nas razões recursais iniciais, com amparo no art. 102, III, \n", "“a”, da Constituição Federal, foi alegada violação aos arts. 5º, \n", "caput, 37, XV, e 39, § 1º, do texto constitucional.\n", "É o relatório. Decido.\n", "Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e \n", "julgados,  quando  essenciais  e  relevantes  as  questões \n", "constitucionais  a  serem  analisadas,  sendo  imprescindível  ao \n", "recorrente,  em  sua  petição  de  interposição  de  recurso,  a \n", "apresentação  formal  e  motivada  da  repercussão  geral,  que \n", "demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF81-EF8B-24F3-2018 e senha B9A5-CDDA-AF04-EB80\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8\n", "Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "ARE 1079565 ED / SP \n", "acentuado  interesse  geral  na  solução  das  questões \n", "constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa \n", "puramente de interesses subjetivos e particulares.\n", "A  obrigação  do  recorrente  em  apresentar  formal  e \n", "motivadamente  a  preliminar  de  repercussão  geral,  que \n", "demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou \n", "jurídico,  a  relevância  da  questão  constitucional  debatida  que \n", "ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência \n", "constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, \n", "do  CPC/2015),  não  se  confunde  com  meras  invocações \n", "desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o \n", "tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma \n", "importância  para  o  cenário  econômico,  político,  social  ou \n", "jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes \n", "envolvidas  na lide,  muito  menos  ainda  divagações  de  que a \n", "jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no \n", "tocante  à  causa  debatida,  entre  outras  de  igual  patamar \n", "argumentativo  (ARE  691.595-AgR,  Rel.  Min.  RICARDO \n", "LEWANDOWSKI,  Segunda  Turma,  DJe  de  25/2/2013;  ARE \n", "696.347-AgRsegundo,  Rel.  Min.  CÁRMEN  LÚCIA,  Segunda \n", "Turma,  DJe  de  14/2/2013;  ARE  696.263-AgR,  Rel.  Min.  LUIZ \n", "FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. \n", "Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012.\n", "Não  havendo  demonstração  fundamentada  da  presença \n", "de  repercussão  geral,  incabível  o  seguimento  do  Recurso \n", "Extraordinário.\n", "Ademais,  o  Tribunal  de  origem  decidiu  a  controvérsia \n", "relativa ao reenquadramento de cargos e vencimentos dos ora \n", "recorrentes,  baseando-se  no  conjunto  fático  probatório \n", "constante  dos  autos  e  na  legislação  local  pertinente  (Lei \n", "Complementar Estadual 1.080/2008).\n", "Assim, a solução dessa controvérsia, portanto, depende da \n", "análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso \n", "extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF \n", "(Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário).\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF81-EF8B-24F3-2018 e senha B9A5-CDDA-AF04-EB80\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8\n", "Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "ARE 1079565 ED / SP \n", "Mesmo  que  fosse  possível  superar  todos  esses  graves \n", "óbices, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da \n", "exposta  no acórdão,  de  modo que o  acolhimento  do recurso \n", "passa  necessariamente  pela  revisão  das  provas.  Incide, \n", "portanto,  o  óbice  da  Súmula  279  desta  Corte:  Para  simples  \n", "reexame de  prova  não cabe  recurso  extraordinário.  Nesse sentido, \n", "vejam-se os seguintes precedentes de ambas as Turmas desta \n", "CORTE:\n", "AGRAVO  INTERNO  NO  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO. \n", "ADMINISTRATIVO.  SERVIDOR  PÚBLICO \n", "ESTADUAL.  REENQUADRAMENTO.  LEI \n", "COMPLEMENTAR 1.080/2008 DO ESTADO DE SÃO \n", "PAULO.  INTERPRETAÇÃO  DE  LEGISLAÇÃO \n", "INFRACONSTITUCIONAL  LOCAL. \n", "INCURSIONAMENTO  NO  CONJUNTO \n", "FÁTICOPROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA \n", "DAS  SÚMULAS  279  E  280  DO  STF.  REITERADA \n", "REJEIÇÃO  DOS  ARGUMENTOS  EXPENDIDOS \n", "PELA  PARTE  NAS  SEDES  RECURSAIS \n", "ANTERIORES.  MANIFESTO  INTUITO \n", "PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, \n", "DO  CPC/2015.  APLICABILIDADE.  RECURSO \n", "INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO \n", "DE  PROCESSO  CIVIL.  APLICAÇÃO  DE  NOVA \n", "SUCUMBÊNCIA.  AGRAVO  INTERNO \n", "DESPROVIDO.  (ARE 925.907-AgR,  Rel.  Min.  LUIZ \n", "FUX, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017)\n", "AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  DIREITO \n", "ADMINISTRATIVO.  SERVIDOR  PÚBLICO. \n", "REENQUADRAMENTO  FUNCIONAL.  PRÉVIA \n", "ANÁLISE  DA LEI  COMPLEMENTAR ESTADUAL \n", "N.  1.080/2008.  SÚMULA  N.  280  DO  SUPREMO \n", "TRIBUNAL  FEDERAL.  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CÁRMEM  LÚCIA, \n", "Segunda Turma, DJe de 28/4/2016)\n", "Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento \n", "Interno do Supremo Tribunal  Federal,  NEGO SEGUIMENTO \n", "AO AGRAVO.\n", "Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil \n", "de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado \n", "antes da vigência da nova codificação processual.”\n", "Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois a recorrente \n", "não  apresentou  qualquer  argumento  apto  a  desconstituir  os  óbices \n", "apontados. \n", "Ademais, na presente hipótese, o Tribunal de origem não divergiu \n", "da  jurisprudência  desta  CORTE  quanto  à  inexistência  de  direito \n", "adquirido a regime jurídico, observada a irredutibilidade de vencimentos.\n", "Diante do exposto, recebo os Embargos de Declaração como Agravo \n", "Interno, ao qual  nego provimento. \n", "É o voto. \n", "4 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF81-EF8B-24F3-2018 e senha B9A5-CDDA-AF04-EB80\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8\n", "Extrato de Ata - 26/10/2018\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.565\n", "PROCED. : SÃO PAULO\n", "RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES\n", "EMBTE.(S) : ADEMIR ROBERTO MARTINS E OUTRO(A/S)\n", "ADV.(A/S) : MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS (250793/SP)\n", "EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO\n", "Decisão:  A  Turma,  por  unanimidade,  recebeu  os  embargos  de \n", "declaração como agravo interno e negou-lhe provimento, nos termos \n", "do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a \n", "25.10.2018.\n", " \n", "Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco \n", "Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. \n", "p/ Cintia da Silva Gonçalves\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço\n", "http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F6B-73C8-B02F-794F e senha BEC6-395C-1348-52AC\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8\n" ], "numero" : "1079565", "partes" : [ { "nome" : "MIN. ALEXANDRE DE MORAES", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "ADEMIR ROBERTO MARTINS E OUTRO(A/S)", "sigla" : "", "tipo" : "EMBTE.(S)" }, { "nome" : "MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "ESTADO DE SÃO PAULO", "sigla" : "", "tipo" : "EMBDO.(A/S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. ALEXANDRE DE MORAES", "texto" : "O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES(RELATOR): Trata-se  de  Embargos  de  Declaração  de  decisão  monocrática  de   minha  relatoria,  em  que  neguei  seguimento  ao  Agravo  em  Recurso  Extraordinário  aos  fundamentos  de  que  (a)  mostra-se  deficiente  a  fundamentação a respeito da repercussão geral; (b) incidem, ao caso, os  óbices das Súmulas 279/STF e 280/STF.  A embargante foi intimada para os fins do art. 1.024, § 3º, do Código  de Processo Civil de 2015 (Doc. 18).  A parte recorrente requer a manutenção do pedido como Embargos  de  Declaração e  apresenta  a  complementação das  razões  recursais  em  Agravo Interno, alegando, em síntese, que (a) houve a demonstração da  repercussão geral;  (b)  as súmulas 279/STF e 280/STF não se aplicam à  controvérsia dos autos; e (c) a matéria tratada no processo é idêntica à do  Tema 439 de repercussão geral.  Em contrarrazões, o Estado de São Paulo pugna pela manutenção da  decisão embargada por seus próprios fundamentos, mais precisamente a  ausência de demonstração fundamentada da presença de repercussão.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR):  O presente  recurso  tem notório  propósito  infringente.  Assim,  em   nome do princípio da fungibilidade recursal,  deve-se conhecê-lo como  agravo interno.  Nessa circunstância, o art. 1.024, § 3º, do Código de Processo Civil de  2015  determina  seja  concedido  prazo  ao  embargante  para  que  complemente  suas  razões,  “de  modo a  ajustá-las  às  exigências  do  art.  1.021, § 1º”. Trata-se de medida pensada para evitar que se convertam os  embargos  em  agravo  interno,  mas  imediatamente  se  lhe  negue  conhecimento  por  não  impugnar  especificamente  a  decisão  embargada/agravada.  No  caso,  concedido  o  prazo  para  a  parte  infirmar  a  decisão,  sobreveio  manifestação  adequada.  Por  essa  razão,  passo  ao  exame do  agravo interno. Eis a decisão ora agravada:  Eis a decisão ora agravada:   “Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso  Extraordinário  interposto  em face  de  acórdão  proferido  pelo  Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.  Nas razões recursais iniciais, com amparo no art. 102, III,  “a”, da Constituição Federal, foi alegada violação aos arts. 5º,  caput, 37, XV, e 39, § 1º, do texto constitucional.  É o relatório. Decido.  Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e  julgados,  quando  essenciais  e  relevantes  as  questões  constitucionais  a  serem  analisadas,  sendo  imprescindível  ao  recorrente,  em  sua  petição  de  interposição  de  recurso,  a  apresentação  formal  e  motivada  da  repercussão  geral,  que  demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de     acentuado  interesse  geral  na  solução  das  questões  constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa  puramente de interesses subjetivos e particulares.  A  obrigação  do  recorrente  em  apresentar  formal  e  motivadamente  a  preliminar  de  repercussão  geral,  que  demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou  jurídico,  a  relevância  da  questão  constitucional  debatida  que  ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência  constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º,  do  CPC/2015),  não  se  confunde  com  meras  invocações  desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o  tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma  importância  para  o  cenário  econômico,  político,  social  ou  jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes  envolvidas  na lide,  muito  menos  ainda  divagações  de  que a  jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no  tocante  à  causa  debatida,  entre  outras  de  igual  patamar  argumentativo  (ARE  691.595-AgR,  Rel.  Min.  RICARDO  LEWANDOWSKI,  Segunda  Turma,  DJe  de  25/2/2013;  ARE  696.347-AgRsegundo,  Rel.  Min.  CÁRMEN  LÚCIA,  Segunda  Turma,  DJe  de  14/2/2013;  ARE  696.263-AgR,  Rel.  Min.  LUIZ  FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel.  Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012.  Não  havendo  demonstração  fundamentada  da  presença  de  repercussão  geral,  incabível  o  seguimento  do  Recurso  Extraordinário.  Ademais,  o  Tribunal  de  origem  decidiu  a  controvérsia  relativa ao reenquadramento de cargos e vencimentos dos ora  recorrentes,  baseando-se  no  conjunto  fático  probatório  constante  dos  autos  e  na  legislação  local  pertinente  (Lei  Complementar Estadual 1.080/2008).  Assim, a solução dessa controvérsia, portanto, depende da  análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso  extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF  (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário).    Mesmo  que  fosse  possível  superar  todos  esses  graves  óbices, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da  exposta  no acórdão,  de  modo que o  acolhimento  do recurso  passa  necessariamente  pela  revisão  das  provas.  Incide,  portanto,  o  óbice  da  Súmula  279  desta  Corte:  Para  simples   reexame de  prova  não cabe  recurso  extraordinário.  Nesse sentido,  vejam-se os seguintes precedentes de ambas as Turmas desta  CORTE:  AGRAVO  INTERNO  NO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  ADMINISTRATIVO.  SERVIDOR  PÚBLICO  ESTADUAL.  REENQUADRAMENTO.  LEI  COMPLEMENTAR 1.080/2008 DO ESTADO DE SÃO  PAULO.  INTERPRETAÇÃO  DE  LEGISLAÇÃO  INFRACONSTITUCIONAL  LOCAL.  INCURSIONAMENTO  NO  CONJUNTO  FÁTICOPROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA  DAS  SÚMULAS  279  E  280  DO  STF.  REITERADA  REJEIÇÃO  DOS  ARGUMENTOS  EXPENDIDOS  PELA  PARTE  NAS  SEDES  RECURSAIS  ANTERIORES.  MANIFESTO  INTUITO  PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º,  DO  CPC/2015.  APLICABILIDADE.  RECURSO  INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO  DE  PROCESSO  CIVIL.  APLICAÇÃO  DE  NOVA  SUCUMBÊNCIA.  AGRAVO  INTERNO  DESPROVIDO.  (ARE 925.907-AgR,  Rel.  Min.  LUIZ  FUX, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017)  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  DIREITO  ADMINISTRATIVO.  SERVIDOR  PÚBLICO.  REENQUADRAMENTO  FUNCIONAL.  PRÉVIA  ANÁLISE  DA LEI  COMPLEMENTAR ESTADUAL  N.  1.080/2008.  SÚMULA  N.  280  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  AUSÊNCIA  DE  OFENSA     CONSTITUCIONAL  DIRETA.  DECESSO  REMUNERATÓRIO  ALEGADO  E  NÃO  COMPROVADO.  REEXAME  DE  PROVAS:  IMPOSSIBILIDADE.  SÚMULA  N.  279  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  AGRAVO  REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.  (ARE  947.950-AgR,  Rel.  Min.  CÁRMEM  LÚCIA,  Segunda Turma, DJe de 28/4/2016)  Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento  Interno do Supremo Tribunal  Federal,  NEGO SEGUIMENTO  AO AGRAVO.  Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil  de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado  antes da vigência da nova codificação processual.”  Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois a recorrente  não  apresentou  qualquer  argumento  apto  a  desconstituir  os  óbices  apontados.   Ademais, na presente hipótese, o Tribunal de origem não divergiu  da  jurisprudência  desta  CORTE  quanto  à  inexistência  de  direito  adquirido a regime jurídico, observada a irredutibilidade de vencimentos.  Diante do exposto, recebo os Embargos de Declaração como Agravo  Interno, ao qual  nego provimento.   É o voto.  ", "votante" : "MIN_ALEXANDRE_DE_MORAES" } ] }
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INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL  FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D  E  I.  HIPÓTESE  QUE NÃO  SE  AMOLDA  AO  ROL TAXATIVO  DE  COMPETÊNCIA  DESTA  SUPREMA  CORTE.  REDISCUSSÃO  DE  CRITÉRIOS  DE  DOSIMETRIA  DA  PENA.  INVIABILIDADE  DO  WRIT  PARA  REANALISAR  PRESSUPOSTOS  DE  ADMISSIBILIDADE  DE  RECURSOS.  REDISCUSSÃO  DE  CRITÉRIOS  DE  DOSIMETRIA  DA  PENA.  REVOLVIMENTO  DO  CONJUNTO  FÁTICO-PROBATÓRIO.  INADMISSIBILIDADE  NA  VIA  ELEITA.  IMPOSSIBILIDADE  DE  UTILIZAÇÃO  DO  HABEAS  CORPUS COMO  SUCEDÂNEO  DE  RECURSO  OU  REVISÃO  CRIMINAL.  AUSÊNCIA  DE  IMPUGNAÇÃO  ESPECÍFICA  DOS  FUNDAMENTOS  DA  DECISÃO  AGRAVADA.  REITERAÇÃO  DOS  ARGUMENTOS  ADUZIDOS  NA  PETIÇÃO  INICIAL.  AGRAVO  REGIMENTAL DESPROVIDO.  1.  A  quantidade  e  qualidade  dos  entorpecentes  apreendidos  autorizam  o  regime  inicial  de  cumprimento  de  pena  mais  gravoso.  Precedentes:   HC 133.308, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe  de  22/04/2016;  RHC  136.511,  Segunda  Turma,  Rel.  Min.  Ricardo  Lewandowski,  DJe  de  13/10/2016;  e  HC 137.309-AgR,  Primeira  Turma,  Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 13/03/2017.  2.  In casu, o recorrente foi condenado, perante o Tribunal de origem,  à pena de 3 (três) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial   aberto, bem como ao pagamento de 333 (trezentos e trinta e três) dias- multa,  tendo  a  pena privativa  de  liberdade sido  substituída  por  duas  restritivas de direitos, em razão da prática do crime tipificado no artigo 33  da  Lei  nº  11.343/06.  O Superior  Tribunal  de  Justiça  deu provimento à  irresignação  do  órgão  legitimado  à  acusação  para  “fixar  o  regime   semiaberto para início de cumprimento das reprimendas e afastar a substituição   das  penas  privativas  de  liberdade  por  restritivas  de  direito  deferidas  aos   recorridos pelo Tribunal de origem”. Foram apreendidos “4,35g de maconha e   223,65g de crack”.  3. O objeto da tutela em  habeas corpus é a liberdade de locomoção  quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder (CF, art. 5º, LXVIII),  não  cabendo  sua  utilização  para  reexaminar  pressupostos  de  admissibilidade de recursos de outros tribunais.  3. A divergência dos fundamentos do acórdão impugnado demanda  o revolvimento de fatos e provas, sendo o habeas corpus ação inadequada  para  a  valoração  e  exame  minucioso  do  acervo  fático-probatório  engendrado nos autos.   4.  A competência  originária  do  Supremo  Tribunal  Federal  para  conhecer e julgar  habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo  102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição da República, sendo certo que o  paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição  desta Corte.  5. O writ não pode ser manejado como sucedâneo de recurso ou de  revisão criminal.  6. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente,  conduz  ao  desprovimento  do  agravo  regimental.  Precedentes:  HC  137.749-AgR,  Primeira  Turma,  Rel.  Min.  Roberto  Barroso,  DJe  de  17/05/2017; e HC 133.602-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia,  DJe de 08/08/2016.  7.  A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição  inicial  da  impetração  é  insuscetível  de  modificar  a  decisão  agravada.  Precedentes:  HC  136.071-AgR,  Segunda  Turma,  Rel.  Min.  Ricardo  Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel.   Min.  Edson  Fachin,  DJe  de  17/05/2016;  RHC  124.487-AgR,  Primeira  Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 1º/07/2015.  8.  Agravo regimental desprovido.  " }, "extratoata" : { "texto" : "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.406 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MARCUS VINICIUS DA GAMA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA  Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos  termos  do  voto  do  Relator,  vencido  o  Ministro  Marco  Aurélio.  Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.11.2017 a 16.11.2017.     Composição:  Ministros  Marco  Aurélio  (Presidente),  Luiz  Fux,   Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.   Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      17/11/2017 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.406 MINAS GERAIS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     MARCUS VINICIUS DA GAMA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMENTA: AGRAVO  REGIMENTAL  NO\n      <i>\n       HABEAS  CORPUS\n      </i>\n      . \nPENAL E PROCESSUAL PENAL.  CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE \nENTORPECENTES.   ARTIGO  33  DA  LEI  Nº 11.343/06.\n      <i>\n       HABEAS \nCORPUS\n      </i>\n      SUBSTITUTIVO  DE  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO. \nINADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL \nFEDERAL PARA JULGAR\n      <i>\n       HABEAS CORPUS\n      </i>\n      : CRFB/88, ART. 102, I,\n      <i>\n       D\n      </i>\n      E\n      <i>\n       I\n      </i>\n      .  HIPÓTESE  QUE NÃO  SE  AMOLDA  AO  ROL TAXATIVO  DE \nCOMPETÊNCIA  DESTA  SUPREMA  CORTE.  REDISCUSSÃO  DE \nCRITÉRIOS  DE  DOSIMETRIA  DA  PENA.  INVIABILIDADE  DO\n      <i>\n       WRIT\n      </i>\n      PARA  REANALISAR  PRESSUPOSTOS  DE \nADMISSIBILIDADE  DE  RECURSOS.  REDISCUSSÃO  DE \nCRITÉRIOS  DE  DOSIMETRIA  DA  PENA.  REVOLVIMENTO  DO \nCONJUNTO  FÁTICO-PROBATÓRIO.  INADMISSIBILIDADE  NA \nVIA  ELEITA.  IMPOSSIBILIDADE  DE  UTILIZAÇÃO  DO\n      <i>\n       HABEAS \nCORPUS\n      </i>\n      COMO  SUCEDÂNEO  DE  RECURSO  OU  REVISÃO \nCRIMINAL.  AUSÊNCIA  DE  IMPUGNAÇÃO  ESPECÍFICA  DOS \nFUNDAMENTOS  DA  DECISÃO  AGRAVADA.  REITERAÇÃO  DOS \nARGUMENTOS  ADUZIDOS  NA  PETIÇÃO  INICIAL.  AGRAVO \nREGIMENTAL DESPROVIDO.\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      1.\n     </b>\n     A  quantidade  e  qualidade  dos  entorpecentes  apreendidos \nautorizam  o  regime  inicial  de  cumprimento  de  pena  mais  gravoso\n     <b>\n      .\n     </b>\n     Precedentes:\n     <i>\n     </i>\n     HC 133.308, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe \nde  22/04/2016;  RHC  136.511,  Segunda  Turma,  Rel.  Min.  Ricardo \nLewandowski,  DJe  de  13/10/2016;  e  HC 137.309-AgR,  Primeira  Turma, \nRel. Min. Roberto Barroso, DJe de 13/03/2017.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      2.\n     </b>\n     <i>\n      In casu\n     </i>\n     , o recorrente foi condenado, perante o Tribunal de origem, \nà pena de 3 (três) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186694.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 148406 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     aberto, bem como ao pagamento de 333 (trezentos e trinta e três) dias-\nmulta,  tendo  a  pena privativa  de  liberdade sido  substituída  por  duas \nrestritivas de direitos, em razão da prática do crime tipificado no artigo 33 \nda  Lei  nº  11.343/06.  O Superior  Tribunal  de  Justiça  deu provimento à \nirresignação  do  órgão  legitimado  à  acusação  para\n     <i>\n      “fixar  o  regime  \nsemiaberto para início de cumprimento das reprimendas e afastar a substituição  \ndas  penas  privativas  de  liberdade  por  restritivas  de  direito  deferidas  aos  \nrecorridos pelo Tribunal de origem”.\n     </i>\n     Foram apreendidos “\n     <i>\n      4,35g de maconha e  \n223,65g de crack”.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3. O objeto da tutela em\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     é a liberdade de locomoção \nquando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder (CF, art. 5º, LXVIII), \nnão  cabendo  sua  utilização  para  reexaminar  pressupostos  de \nadmissibilidade de recursos de outros tribunais.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      3.\n     </b>\n     A divergência dos fundamentos do acórdão impugnado demanda \no revolvimento de fatos e provas, sendo o\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     ação inadequada \npara  a  valoração  e  exame  minucioso  do  acervo  fático-probatório \nengendrado nos autos.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      4.\n     </b>\n     A competência  originária  do  Supremo  Tribunal  Federal  para \nconhecer e julgar\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     está definida, exaustivamente, no artigo \n102, inciso I, alíneas\n     <i>\n      d\n     </i>\n     e\n     <i>\n      i\n     </i>\n     , da Constituição da República, sendo certo que o \npaciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição \ndesta Corte.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      5.\n     </b>\n     O\n     <i>\n      writ\n     </i>\n     não pode ser manejado como sucedâneo de recurso ou de \nrevisão criminal.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      6.\n     </b>\n     A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, \nconduz  ao  desprovimento  do  agravo  regimental.  Precedentes:  HC \n137.749-AgR,  Primeira  Turma,  Rel.  Min.  Roberto  Barroso,  DJe  de \n17/05/2017; e HC 133.602-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, \nDJe de 08/08/2016.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      7.\n     </b>\n     A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição \ninicial  da  impetração  é  insuscetível  de  modificar  a  decisão  agravada. \nPrecedentes:  HC  136.071-AgR,  Segunda  Turma,  Rel.  Min.  Ricardo \nLewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel.\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186694.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 148406 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Min.  Edson  Fachin,  DJe  de  17/05/2016;  RHC  124.487-AgR,  Primeira \nTurma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 1º/07/2015.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      8.\n     </b>\n     Agravo regimental desprovido.\n     <b>\n      A C Ó R D Ã O\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal,  na conformidade \nda  ata  de  julgamento  virtual  de  10  a  16.11.2017,  por  maioria,  negou \nprovimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro \nMarco Aurélio.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 17 de novembro de 2017.\nMinistro\n     <b>\n      LUIZ FUX - RELATOR\n     </b>\n     <i>\n      Documento assinado digitalmente\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186694.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      17/11/2017 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.406 MINAS GERAIS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     MARCUS VINICIUS DA GAMA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):\n     </b>\n     Trata-se  de  agravo \nregimental interposto por MARCUS VINÍCIUS DA GAMA contra decisão \nde minha relatoria, a qual restou assim ementada:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “HABEAS  CORPUS.  PENAL  E  PROCESSUAL  PENAL.  \nCRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES.  ARTIGO  \n33 DA LEI Nº 11.343/06. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE  \nRECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  INADMISSIBILIDADE.  \nCOMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA \nJULGAR HABEAS CORPUS: CF,  ART. 102, I,  ”D” E “I”.  ROL  \nTAXATIVO.  INVIABILIDADE DO  WRIT  PARA REANALISAR  \nPRESSUPOSTOS  DE  ADMISSIBILIDADE  DE  RECURSOS.  \nREDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA.  \nREVOLVIMENTO  DO  CONJUNTO  FÁTICO-PROBATÓRIO.  \nINADMISSIBILIDADE  NA  VIA  ELEITA.  IMPOSSIBILIDADE \nDE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO  \nDE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      - Seguimento negado, com esteio no artigo 21, § 1º do RISTF.  \nPrejudicado o exame do pedido de liminar.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      - Ciência ao Ministério Público Federal.”\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Colhe-se dos autos a informação de que o paciente foi condenado, \npelo juízo natural, à pena de 9 (nove) anos e 8 (oito) meses de reclusão, a \nser cumprida em regime inicial semiaberto, bem como ao pagamento de\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186695.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 148406 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     1.330 (mil trezentos e trinta) dias-multa em razão da prática dos crimes \ntipificados nos artigos 33 e 35 da Lei  nº 11.343/06.  Foram apreendidos\n     <i>\n      “4,35g de maconha e 223,65g de crack”.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Em sede recursal, o Tribunal de origem deu parcial provimento ao \napelo defensivo para absolver o paciente do crime de associação para o \ntráfico e, quanto ao crime de tráfico de entorpecentes, fixar a pena em 3 \n(três) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial aberto, bem \ncomo estabelecer  o  pagamento  de  333  (trezentos  e  trinta  e  três)  dias-\nmulta, substituindo a pena por duas restritivas de direitos. A decisão foi \nmantida em sede de embargos declaratórios.\n    </p>\n    <p>\n     Interposto  recurso  especial,  inadmitido  na  origem,  o  Superior \nTribunal de Justiça deu provimento à irresignação do órgão legitimado à \nacusação  para\n     <i>\n      “fixar  o  regime  semiaberto  para  início  de  cumprimento  das  \nreprimendas  e  afastar  a  substituição  das  penas  privativas  de  liberdade  por  \nrestritivas de direito deferidas aos recorridos pelo Tribunal de origem”\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Sobreveio  a  impetração  deste\n     <i>\n      habeas  corpus,\n     </i>\n     no  qual  a  defesa \napontou,  em  síntese,  a  existência  de  constrangimento  ilegal \nconsubstanciado na indevida dosimetria da pena realizada pelo Superior \nTribunal de Justiça. Aduziu que\n     <i>\n      “o paciente está sofrendo constrangimento  \nilegal em virtude de decisão proferida (e-STJ Fl.665) uma vez que, apesar de ser  \nprimário, possuir bons antecedentes e ter sido condenado a uma pena de 03 anos  \ne 04 meses, o E- Superior Tribunal de Justiça afirmou que o regime inicial de  \npena deverá ocorrer no semiaberto bem como foram afastadas as penas restritivas  \nde  direito  concedidas  pela  instância  ordinária”\n     </i>\n     .  Argumentou,  ainda,  que \nhouve violação ao enunciado nº 7 da Súmula do Superior Tribunal de \nJustiça,  pois\n     <i>\n      “inviável,  neste  momento  processual,  rever  as  condições  fáticas  \nsobre as quais se fundou o acórdão recorrido. No caso concreto, as circunstâncias  \npreponderantes foram analisadas pelo Tribunal de origem, não sendo possível o  \nreexame do conjunto fático probatório sob o prisma do verbete Sumular n.º 7  \ndesta  Corte  Cidadã”.\n     </i>\n     Entendeu  ser  cabível  a  fixação  de  regime  menos\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186695.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 148406 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     gravoso  de  cumprimento  de  pena,  porquanto\n     <i>\n      “os  bons  antecedentes,  a  \nredução da pena e a configuração do assim chamado “trafico privilegiado” levam  \nà necessária conclusão do afastamento do caráter hediondo do delito, permitindo-\nse a fixação do regime inicial aberto ou semiaberto para início do cumprimento de  \npena”\n     </i>\n     . Alegou, ainda, que\n     <i>\n      “o paciente faz jus à substituição de pena privativa  \nde liberdade por restritiva de direito uma, vez que a cominação da pena encontra-\nse abaixo de 04 anos e possui bons antecedentes, preenchendo assim os requisitos  \ndo artigo 44 do CP para a aplicação proporcional da pena”\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Ao final, formulou pedido nos seguintes termos,\n     <i>\n      in verbis:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Por  todo  o  exposto,  restando  evidentemente  demonstrado  o  \nconstrangimento  ilegal  imposto  ao  paciente,  vem requerer  a  Vossa  \nExcelência,  através desse MM. Relator,  a presente ordem de habeas  \ncorpus, com o fim de:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      a)  Liminarmente,  seja  concedida  a  ordem,  a  fim de  afastar  o  \nconstrangimento ilegal sofrido pelo paciente e, desta forma, conceda a  \nordem fixação de regime inicial de cumprimento da pena aberto, bem  \ncomo possibilitar  a  substituição da pena privativa de  liberdade por  \nrestritiva de direitos.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      b) No mérito, confirmar o pedido liminar \nc)  sejam  solicitadas  as  informações  de  estilo,  caso  V.Exa.,\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      entenda necessário; \nd)  requer,  por  derradeiro,  a  intimação  pessoal  do  Defensor\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Público-Geral-Federal  para  acompanhar  o  presente  feito,  inclusive  \nquando da colocação do presente writ em mesa de julgamento, vez que  \nhá interesse do impetrante em sustentar oralmente as razões que dão  \nlastro à impetração; contados em dobro todos os prazos, na forma do  \ninciso I do art. 44 da Lei Complementar nº 80/1994.”\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Negado  seguimento  ao\n     <i>\n      habeas  corpus\n     </i>\n     ,  foi  interposto  o  presente \nrecurso no qual a defesa repete parte dos argumentos da petição inicial e \nargumenta que\n     <i>\n      “ao agravante não podem ser negados o direito de fixação do  \nregime  inicial  de  pena  diverso  do  fechado,  uma  vez  que  ele  possui  todos  os  \nrequisitos necessários para o início de cumprimento de pena em regime aberto,\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186695.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 148406 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      em  razão  da  quantidade  de  pena  culminada  e  das  circunstâncias  judiciais  \nfavoráveis,  bem como para  a  substituição  da  pena  privativa  de  liberdade  por  \nrestritiva de direitos”.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Ao final, formula o pedido recursal nos seguintes termos,\n     <i>\n      in verbis:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Ante  o  exposto,  requer  seja  dado  provimento  ao  presente  \nagravo, exercendo-se o juízo de retratação por Vossa Excelência, com o  \nprosseguimento  do  feito,  e  a  concessão  da  ordem  quando  de  seu  \njulgamento de mérito.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Caso  superado  o  juízo  de  retratação,  seja  o  mesmo  levado  à  \nTurma,  em  destaque  e  em  sessão  presencial,  para  que  esta  lhe  dê  \nprovimento, e, ao final, conceda a ordem, sanando-se a ilegalidade.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Pugna,  ainda,  caso  exercida  a  reconsideração,  com  o  \nprosseguimento da impetração, pela intimação pessoal da Defensoria  \nPública-Geral  da  União  para  a  sessão  de  julgamento  do  writ,  \noportunidade em que deseja proferir sustentação oral.”\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186695.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      17/11/2017 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.406 MINAS GERAIS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR):\n     </b>\n     A presente irresignação \nnão merece prosperar.\n    </p>\n    <p>\n     No que concerne ao pedido de sustentação oral, nos termos do artigo \n131, §2º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal,\n     <i>\n      “não haverá  \nsustentação oral nos julgamentos de agravo, embargos declaratórios, arguição de  \nsuspeição e medida cautelar”\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Em  que  pesem  os  argumentos  expendidos  no  agravo,  resta \nevidenciado  das  razões  recursais  que  a  parte  agravante  não  trouxe \nnenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela \nqual  deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos.\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Ab initio,\n     </i>\n     observo que o impetrante se limitou a reiterar parte dos \nargumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na \ndecisão ora agravada, a qual negou seguimento ao\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Assim, ao afirmar que\n     <i>\n      “persiste o constrangimento ilegal na fixação do  \nregime  prisional  fechado,  uma vez  que,  apesar  de  ser  primário,  possuir  bons  \nantecedentes e ter sido condenado a uma pena de 03 anos e 04 meses, o Superior  \nTribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal mantiveram a decisão de que o  \nregime inicial de pena deveria ocorrer no semiaberto com o afastamento das penas  \nrestritivas de direito concedidas pela instância ordinária”,\n     </i>\n     silenciando sobre os \nfundamentos  da  decisão  concernentes\n     <i>\n      i)\n     </i>\n     ao\n     <i>\n     </i>\n     manejo  de\n     <i>\n      habeas  corpus\n     </i>\n     substitutivo de recurso extraordinário;\n     <i>\n      ii)\n     </i>\n     à pretensão de revolvimento do \nconjunto fático-probatório engendrado nos autos;\n     <i>\n      iii)\n     </i>\n     à impossibilidade \nde utilização do\n     <i>\n      writ\n     </i>\n     para que se proceda ao exame da viabilidade de\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 148406 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     recurso especial; e\n     <i>\n      iv)\n     </i>\n     à insuscetibilidade de utilização do\n     <i>\n      mandamus\n     </i>\n     como \nsucedâneo  de  recurso  ou  revisão  criminal,  o  agravante  deixou  de \nimpugnar fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido,\n     <i>\n      in verbis:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Penal.  Agravo  Regimental  em  Habeas  Corpus.  Falta  de  \nimpugnação  específica  dos  fundamentos.  Descaminho.  Princípio  da  \ninsignificância. Reiteração delitiva. Recurso não conhecido. 1. A parte  \nrecorrente não impugnou, especificamente, todos os fundamentos da  \ndecisão agravada, o que impossibilita o conhecimento do recurso, na  \nlinha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. A  \nnotícia  de  que  a  paciente  responde  a  outros  procedimentos  \nadministrativos  fiscais  inviabiliza,  neste  habeas  corpus,  o  pronto  \nreconhecimento da atipicidade penal da conduta. A jurisprudência do  \nSupremo  Tribunal  Federal  firmou  orientação  no  sentido  de  que  a  \nreiteração  delitiva  impede  a  adoção  do  princípio  da  insignificância  \npenal,  em matéria de crime de descaminho.  Precedentes.  3.  Agravo  \nregimental  não  conhecido.”\n     </i>\n     (HC  137.749-AgR,  Primeira  Turma, \nRel. Min. Roberto Barroso, DJe de 17/05/2017)\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL.  \nDESCAMINHO.  DESCONSIDERAÇÃO  DE  ALEGADA \nREITERAÇÃO DELITIVA DO PACIENTE A IMPOSSIBILITAR A \nINCIDÊNCIA  DO  PRINCÍPIO  DA  INSIGNIFICÂNCIA.  \nNECESSÁRIA  CONTINUIDADE  DA  AÇÃO  PENAL  NA \nORIGEM.  AUSÊNCIA  DE  IMPUGNAÇÃO  ESPECÍFICA  DA  \nDECISÃO  AGRAVADA.  DECISÃO  AGRAVADA  MANTIDA.  \nAGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”\n     </i>\n     (HC 133.602-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe \nde 08/08/2016)\n    </p>\n    <p>\n     Sob outro enfoque, a competência originária do Supremo Tribunal \nFederal para conhecer e julgar\n     <i>\n      Habeas Corpus\n     </i>\n     está definida, taxativamente, \nno artigo 102, inciso I, alíneas\n     <i>\n      d\n     </i>\n     e\n     <i>\n      i\n     </i>\n     , da Constituição Federal,\n     <i>\n      verbis\n     </i>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Art.  102.  Compete  ao  Supremo  Tribunal  Federal,  \nprecipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 148406 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      I processar e julgar, originariamente:\n(…)\nd)  o\n      <b>\n       habeas  corpus\n      </b>\n      ,  sendo  paciente  qualquer  das  pessoas\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas  \ndata contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e  \ndo Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-\nGeral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal;\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      …\ni) o\n      <b>\n       habeas corpus\n      </b>\n      , quando o coator for Tribunal Superior ou\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos  \nestejam  sujeitos  diretamente  à  jurisdição  do  Supremo  Tribunal  \nFederal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única  \ninstância.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      In  casu\n     </i>\n     ,  o  paciente  não  está  arrolado  em nenhuma das  hipóteses \nsujeitas à jurisdição originária desta Corte.\n    </p>\n    <p>\n     A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o \nMinistro Celso de Mello, Dje de 1º.10.99, é elucidativa e precisa quanto à \ntaxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “PROTESTO  JUDICIAL  FORMULADO  CONTRA \nDEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER  \nPENAL  (CPC,  ART.  867)  -  AUSÊNCIA  DE  COMPETÊNCIA \nORIGINÁRIA  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL  -  \nRECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE  \nFORO – UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS  \nDE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE  \nNATUREZA CIVIL.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de  \nProcesso  Civil  (protesto,  notificação  ou  interpelação),  quando  \npromovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem  \nna  esfera  de  competência  originária  do  Supremo  Tribunal  Federal,  \nprecisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL -  \nCUJOS  FUNDAMENTOS  REPOUSAM  NA  CONSTITUIÇÃO\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 148406 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      DA  REPÚBLICA  -  SUBMETE-SE  A  REGIME  DE  DIREITO  \nESTRITO.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      - A competência originária do Supremo Tribunal Federal,  por  \nqualificar-se  como  um  complexo  de  atribuições  jurisdicionais  de  \nextração  essencialmente  constitucional  -  e  ante  o  regime de  direito  \nestrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser  \nestendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus  \nclausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da  \nRepública. Precedentes.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa  \ncompetência  institucional,  tem levado  o  Supremo Tribunal  Federal,  \npor efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar,  \ndo âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o  \njulgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no  \ntexto  constitucional  (ações  populares,  ações  civis  públicas,  ações  \ncautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares),  \nmesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra  \nqualquer das autoridades, que, em matéria penal (CF, art. 102, I, b e  \nc), dispõem de prerrogativa de foro perante a Corte Suprema ou que,  \nem sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata  \ndo Tribunal (CF, art. 102, I, d). Precedentes”\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Afigura-se  paradoxal,  em  tema  de  direito  estrito,  conferir \ninterpretação  extensiva  para  abranger  no  rol  de  competências  do \nSupremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição.\n    </p>\n    <p>\n     A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal \ndeve  conhecer  de\n     <i>\n      habeas  corpus\n     </i>\n     substitutivo  de  recurso  extraordinário \ncontrasta com os meios de contenção de feitos,  remota e recentemente \nimplementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo \nde viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre \nfunção de guardião da Constituição da República.\n    </p>\n    <p>\n     E  nem  se  argumente  com  o  que  se  convencionou  chamar  de \njurisprudência  defensiva.  Não é  disso que se  trata,  mas de necessária,\n    </p>\n    <p>\n     4\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 148406 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     imperiosa  e  urgente  reviravolta  de  entendimento  em  prol  da \norganicidade do direito, especificamente no que tange às competências \noriginária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     recurso extraordinário, valendo acrescer que essa ação nobre \nnão pode e  nem deve ser  banalizada a  pretexto,  em muitos  casos,  de \npseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir.\n    </p>\n    <p>\n     A propósito da organicidade e dinâmica do direito,  impondo-se a \ncorreção  de  rumos,  bem discorreu o  Ministro  Marco Aurélio,  no voto \nproferido  no  HC  110.055/MG,  que  capitaneou  a  mudança  de \nentendimento na Primeira Turma,\n     <i>\n      verbis\n     </i>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Essa óptica há de  ser  observada,  também, no que o  acórdão  \nimpugnado  foi  formalizado  pelo  Superior  Tribunal  de  Justiça  em  \nrecurso ordinário constitucional em habeas corpus.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      De duas, uma: ou há, no acórdão proferido, quadro a ensejar a  \ninterposição de recurso extraordinário, ou não há. Descabe a volta a  \nestágio anterior, que é o do ajuizamento originário do habeas corpus.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      No mais, ante os parâmetros fáticos e legais, não existe campo  \npara  a  concessão  da  ordem  de  ofício.  Extingo  o  processo  sem  o  \njulgamento do mérito” (HC 110.055/MG, Primeira Turma,  DJe  de  \n9/11/12 – grifei)\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n     </i>\n     No mesmo sentido, firmou-se o entendimento da Primeira Turma \ndesta Corte no sentido da inadmissibilidade da utilização do\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     como  substitutivo  de  recurso  extraordinário,  conforme  se  verifica  nos \nseguintes precedentes:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Habeas  corpus  substitutivo  de  recurso  extraordinário.  \nInadequação da via  eleita  ao caso concreto.  Precedente  da Primeira  \nTurma.  Flexibilização  circunscrita  às  hipóteses  de  flagrante  \nilegalidade,  abuso  de  poder  ou  teratologia.  Não  ocorrência.  Writ  \nextinto, em face da inadequação da via eleita. 1. Impetração manejada  \nem substituição ao recurso extraordinário, a qual esbarra em decisão  \nda Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 16/10/12,\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     5\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 148406 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      assentou, quando do julgamento do HC nº 110.055/MG, Relator  o  \nMinistro  Marco  Aurélio,  a  inadmissibilidade  do  habeas  corpus  em  \ncasos como esse. 2. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte,  \nquando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo,  \nanalise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso  \nde poder ou teratologia, o que não se evidencia na espécie. 3. Habeas  \ncorpus extinto por inadequação da via eleita.\n     </i>\n     (HC 113.805/SP, Rel. \nMin. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 15/4/2013).\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      HABEAS CORPUS. CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO.  \nROUBOS  CIRCUNSTANCIADOS.  TENTATIVA  DE  FURTO  \nQUALIFICADO. QUADRILHA. PORTE ILEGAL DE ARMA DE  \nFOGO DE USO RESTRITO. PRISÃO PREVENTIVA MANTIDA \nNA SENTENÇA CONDENATÓRIA. 1. Contra acórdão exarado em  \nrecurso  ordinário  em  habeas  corpus  remanesce  a  possibilidade  de  \nmanejo  do  recurso  extraordinário,  previsto  no  art.  102,  III,  da  \nconstituição  federal.  diante  da  dicção  constitucional  não  cabe,  em  \ndecorrência,  a  utilização  de  novo  habeas  corpus,  em  caráter  \nsubstitutivo. 2. havendo condenação criminal, encontram-se presentes  \nos  pressupostos  da  preventiva,  a  saber,  prova  da  materialidade  e  \nindícios  de  autoria.  não  se  trata,  apenas,  de  juízo  de  cognição  \nprovisória e sumária acerca da responsabilidade criminal do acusado,  \nmas,  sim,  de  julgamento  condenatório,  precedido  por  amplo  \ncontraditório e no qual as provas foram objeto de avaliação imparcial,  \nou  seja,  um  juízo  efetuado,  com  base  em  cognição  profunda  e  \nexaustiva, de que o condenado é culpado de um crime. ainda que a  \nsentença  esteja  sujeita  à  reavaliação  crítica  através  de  recursos,  a  \nsituação difere da prisão preventiva decretada antes do julgamento. 3.  \nse as circunstâncias concretas do crime indicam o envolvimento do  \npaciente  em  organização  criminosa  numerosa,  bem  estruturada,  \nvoltada à prática de crimes graves, tais como, tráfico de drogas, roubo  \nde  cargas,  furtos  de  caixas  eletrônicos,  aquisição  de  armas,  a  \npericulosidade  e  risco  de  reiteração  delitiva  está  justificada  a  \ndecretação  ou  a  manutenção  da  prisão  cautelar  para  resguardar  a  \nordem  pública,  à  luz  do  art.  312  do  cpp.  precedentes.  4.  ordem  \ndenegada.”\n     </i>\n     (HC 118.981, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber,\n    </p>\n    <p>\n     6\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 148406 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Dje de 19/11/2013)\n     <i>\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Com efeito,  não  há  falar  na  impossibilidade  de  conhecimento  do \nrecurso especial interposto sob o fundamento do óbice consubstanciado \nno enunciado nº 7 do Superior Tribunal de Justiça, conforme pretendido \nna  petição  inicial.  A  propósito,  cumpre  destacar  que  o  exame  da \nviabilidade  do  recurso  especial  é  insuscetível  de  ser  realizado  na  via \neleita.\n    </p>\n    <p>\n     Por outro lado, cumpre destacar que o exame da matéria de fundo \ntem como pressuposto lógico o exame da viabilidade do recurso especial \npara a apreciação de matéria de fato.\n    </p>\n    <p>\n     Destarte,  esclareço  que  o  objeto  da  tutela  em\n     <i>\n      habeas  corpus\n     </i>\n     é  a \nliberdade de locomoção quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de \npoder (CF, art. 5º, LXVIII), não cabendo sua utilização para reexaminar \npressupostos  de  admissibilidade  de  recursos,  conforme  entendimento \npacificado neste Tribunal:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “HABEAS  CORPUS.  TRÁFICO  DE  DROGAS.  \nADMISSIBILIDADE  DE  RECURSO  ESPECIAL.  \nCOMPETÊNCIA  DO  SUPERIOR  TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA.  \nINADEQUAÇÃO  DO  WRIT.  SUBSTITUIÇÃO  DA  PENA.  \nREGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. BENEFÍCIO  \nDO  ART.  33,  §  4º,  DA LEI  Nº  11.343/2006.  SUPRESSÃO  DE  \nINSTÂNCIA.  1.  Compete  ao  Superior  Tribunal  de  Justiça  decidir  \nsobre a admissibilidade do recurso especial. 2. Não cabe habeas corpus,  \ncomo regra, para rever decisão do Superior Tribunal de Justiça quanto  \nà admissibilidade do recurso especial. 3. Inviável a análise dos pedidos  \nde  substituição  da  pena,  de  imposição  de  regime inicial  diverso  do  \nfechado e de aplicação da causa de diminuição da pena estabelecida  \npelo art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, temas não debatidos pelo  \nSuperior Tribunal de Justiça, sob pena de supressão de instância, em  \nafronta  às  normas  constitucionais  de  competência.  Precedentes.  4.  \nOrdem denegada.”\n     </i>\n     (HC nº  112.756,  Primeira  Turma,  Rel.  Min.\n    </p>\n    <p>\n     7\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 148406 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Rosa Weber, DJe de 13/03/13)\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AGRAVO EM  \nRECURSO  ESPECIAL.  AUSÊNCIA  DE  IMPUGNAÇÃO  DOS  \nFUNDAMENTOS  DA  DECISÃO  AGRAVADA.  QUESTÕES  \nALHEIAS À PRIVAÇÃO DA LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO.  \nAUSÊNCIA DE ILEGALIDADE, CONTRANGIMENTO ILEGAL  \nOU ABUSO DE PODER. ORDEM DENEGADA. I – A via estreita  \ndo habeas corpus não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso,  \npara  discutir  questões  alheias  à  liberdade  de  locomoção,  tais  como  \nausência dos pressupostos de admissibilidade recursal. Precedentes. II  \n– A decisão impugnada está  em consonância com a jurisprudência  \ndesta  Corte  no  sentido  de  que  incumbe  ao  agravante  o  dever  de  \nimpugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos da decisão  \nquestionada, sob pena de não conhecimento do recurso. III – Ordem  \ndenegada.”\n     </i>\n     (HC nº 113.660, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo \nLewandowski, DJ de 13/02/13)\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “HABEAS  CORPUS.  ADMISSIBILIDADE  DE  RECURSO  \nESPECIAL.  COMPETÊNCIA  DO  SUPERIOR  TRIBUNAL  DE  \nJUSTIÇA. INADEQUAÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRAZO DE  \nCINCO  DIAS  PARA O  AGRAVO  CONTRA A DECISÃO  DE  \nINADMISSIBILIDADE  DO  EXTRAORDINÁRIO  OU  DO  \nESPECIAL. 1. Compete ao Superior Tribunal de Justiça decidir sobre  \na admissibilidade do recurso especial. 2. Não cabe habeas corpus, como  \nregra,  para rever decisão do Superior Tribunal  de Justiça quanto à  \nadmissibilidade  do  recurso  especial.  Caso  no  qual  a  pretensão  de  \nrevisão  é  manifestamente  contrária  à  jurisprudência  dominante  do  \nSupremo Tribunal  Federal.  3.  O prazo para interposição de  agravo  \ncontra decisão que não admite o recurso extraordinário em matéria  \ncriminal é de cinco dias. A Súmula 699 do Supremo Tribunal Federal  \nnão  foi  afetada  pela  Lei  nº  12.322/2010.  Questão  pacificada  na  \nSuprema  Corte.  Entendimento  extensível  ao  agravo  em  recurso  \nespecial.  4.  Ordem denegada.”\n     </i>\n     (HC nº  112.323,  Primeira  Turma, \nRel. Min. Rosa Weber, DJe de 25/09/12)\n    </p>\n    <p>\n     8\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 148406 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “HABEAS  CORPUS.  REQUISITOS  DE  \nADMISSIBILIDADE  DE  RECURSO  ESPECIAL  PENAL.  \nAGRAVO DE  INSTRUMENTO.  PRAZO DE  INTERPOSIÇÃO.  \nMANUTENÇÃO  DA  FIRME  JURISPRUDÊNCIA  DO  \nSUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  RESOLUÇÃO  451/STF.  \nQUESTÕES PROCEDIMENTAIS DA NOVA SISTEMÁTICA DO  \nAGRAVO.  ORIENTAÇÃO  PLENÁRIA.  PEDIDO  DE  HABEAS  \nCORPUS INDEFERIDO. 1. É firme a jurisprudência desta Casa de  \nJustiça no sentido de que é da competência do Superior Tribunal de  \nJustiça  a  análise  do  preenchimento,  ou  não,  dos  pressupostos  de  \nadmissibilidade  do  recurso  especial.  Pelo  que  não  pode  o  Supremo  \nTribunal  Federal  reapreciar  tais  requisitos,  salvo  em  caso  de  \nilegalidade flagrante ou abuso de poder. O que não é o caso dos autos.  \n2. Na Sessão Plenária de 13 de outubro de 2011, ao apreciar as duas  \nquestões de ordem propostas pelo relator do ARE 639.846, ministro  \nDias Toffoli, o Supremo Tribunal Federal reafirmou, majoritariamente,  \no entendimento de que o prazo recursal para o manejo de agravo, em  \nprocesso  penal,  é  de  cinco  dias,  nos  termos  da  Lei  8.038/1990.  \nOportunidade em que foi rechaçada, também por maioria de votos, a  \nproposição de que a Resolução 451/2010 disciplinaria o tema do prazo  \nrecursal dos procedimentos criminais, alterando-o para dez dias, na  \nlinha da Lei 12.322/2010. 3. No caso, para além da impossibilidade de  \naplicação  do  prazo  de  dez  dias  para  o  manejo  do  agravo  de  \ninstrumento,  a  inicial  nem  sequer  foi  instruída  com  documentos  \ncapazes de sinalizar a tempestividade recursal.  4.  Pedido de habeas  \ncorpus  indeferido.”\n     </i>\n     (HC nº  112.130,  Segunda Turma,  Rel.  Min. \nAyres Britto, DJe de 08/06/2012).\n    </p>\n    <p>\n     Noutro giro, no que concerne ao regime inicial de cumprimento de \npena, a Corte\n     <i>\n      a quo\n     </i>\n     assentou que\n     <i>\n      “embora a pena definitiva tenha sido fixada  \nabaixo de 4 anos, e o sentenciado seja primário, o regime semiaberto é o cabível à  \nespécie  (como  o  imediatamente  mais  grave,  segundo  o  quantum das  sanções  \naplicadas),  dada  a  presença  de  circunstâncias  prevalecentes,  quais  sejam,  \nnatureza e quantidade das drogas apreendidas (4,35g de maconha e 223,65g de  \ncocaína)”\n     </i>\n     , bem como que\n     <i>\n      “[n]a hipótese, não se recomenda a substituição das  \npenas privativas de liberdade por restritivas de direitos, pela falta do atendimento\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     9\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 148406 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      do pressuposto subjetivo (art. 44, III, do CP - natureza e quantidade da droga  \napreendida)”\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Com efeito, a decisão da Corte Superior não diverge da posição do \nSupremo Tribunal Federal, porquanto esta Corte sufraga o entendimento \nno  sentido  da  idoneidade  da  utilização  da  quantidade  e  natureza  da \ndroga  como  vetores  para  fixação  do  regime  mais  gravoso  de \ncumprimento de pena. Nessa linha,\n     <i>\n      in verbis\n     </i>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “HABEAS  CORPUS.  PENAL.  TRÁFICO  DE  \nENTORPECENTE.  PRETENSÃO  DE  SUBSTITUIÇÃO  DA \nPENA  PRIVATIVA  DE  LIBERDADE  POR  RESTRITIVA  DE  \nDIREITOS.  QUESTÃO  NÃO  APRECIADA  NO  SUPERIOR  \nTRIBUNAL  DE  JUSTIÇA.  FIXAÇÃO  DO  REGIME  INICIAL  \nSEMIABERTO.  INDICAÇÃO  DE  FUNDAMENTAÇÃO  \nIDÔNEA. ORDEM DENEGADA. 1. As questões postas na presente  \nimpetração quanto à substituição da pena privativa de liberdade por  \nrestritiva  de  direitos  não  foram  objeto  de  exame  pela  autoridade  \ncoatora. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido  \nda  impossibilidade  de  atuação  jurisdicional  quando  pela  decisão  \nimpugnada no habeas corpus não se tenha cuidado da matéria objeto  \ndo  pedido  apresentado  na  nova  ação,  sob  pena  de  supressão  de  \ninstância.  2.  A  conclusão  sobre  a  natureza  e  a  quantidade  do  \nentorpecente (112,49 g de maconha e 21,85 g de cocaína) é suficiente  \npara  fixação  do  regime  inicial  semiaberto  para  o  Paciente,  \nharmonizando-se  com  a  jurisprudência  consolidada  do  Supremo  \nTribunal  Federal.  Precedentes.  3.  Ordem denegada.”\n     </i>\n     (HC 133.308, \nRel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 22/04/2016)\n     <i>\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL  \nE PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. TRANSPORTE  \nCOMO  “MULA”.  CAUSA  DE  DIMINUIÇÃO  DA  PENA \nPREVISTA NO ART. 33, § 4°, DA LEI 11.343/2006. EXAME DA  \nCONDUTA DO AGENTE. ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO  \nPROBATÓRIO DOS AUTOS. INVIABILIDADE. FIXAÇÃO DE  \nREGIME INICIAL FECHADO EM RAZÃO DA NATUREZA E\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     10\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 148406 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      QUANTIDADE  DE  ENTORPECENTE  APREENDIDO.  \nPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. RECURSO DESPROVIDO. I  \n-  Embora  a  mera  atuação  de  agente  no  transporte  de  droga  em  \natividade correspondente à função de ‘mula’ não configure, de modo  \nautomático,  sua  adesão  estável  e  permanente  à  estrutura  de  \norganização  criminosa,  ficou  demonstrado  pelo  Tribunal  a  quo  o  \nenvolvimento do paciente com organização criminosa.  II – No caso  \nconcreto, para se chegar à conclusão diversa da adotada pelo TRF da  \n3ª  Região,  faz-se  necessário  o  revolvimento  no  conjunto  fático-\nprobatório, o que é incabível na via estreita do habeas corpus. III – É  \npossível  a  fixação  de  regime  prisional  mais  gravoso  em  razão  da  \nnatureza e da quantidade de entorpecentes apreendidos. Precedentes.  \nIV –  Recurso  desprovido.”\n     </i>\n     (RHC 136.511,  Segunda Turma,  Rel. \nMin. Ricardo Lewandowski, DJe de 13/10/2016)\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS.  \nTRÁFICO  DE  DROGAS.  REGIME  INICIAL.  ÓBICE  DA \nSÚMULA  691/STF.  1.  O  Supremo  Tribunal  Federal  firmou  \norientação no sentido da inadmissibilidade de habeas corpus contra  \ndecisão  denegatória  de  provimento cautelar  (Súmula 691/STF).  Da  \nmesma forma, a jurisprudência do STF não admite a utilização do  \nhabeas corpus em substituição à ação de revisão criminal (v.g, RHC  \n119.605-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso; HC 111.412-AgR, Rel.  \nMin. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-\nMC, Rel.  Min. Teori Zavascki;  RHC 116.204, Relª.  Minª.  Cármen  \nLúcia; e RHC 115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 2. Ausência  \nde teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a  \nconcessão da ordem de ofício. Hipótese em que o regime prisional mais  \nsevero foi justificado pelas instâncias de origem com base em dados  \nobjetivos da causa, em especial a variedade e a quantidade das drogas  \nobjeto do delito (55 invólucros e 5 tijolos de maconha; 70 papelotes e 4  \nporções  de  cocaína;  63  pedras  e  6  porções  de  crack).  3.  Agravo  \nregimental desprovido.”\n     </i>\n     (HC 137.309-AgR, Primeira Turma, Rel. \nMin. Roberto Barroso, DJe de 13/03/2017)\n    </p>\n    <p>\n     Desta  sorte,  diante  da legitimidade da imposição do regime mais\n    </p>\n    <p>\n     11\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 148406 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     gravoso,  resta  prejudicado  o  requerimento  de\n     <i>\n      “substituição  da  pena  \nprivativa de liberdade por restritiva de direitos”\n     </i>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Demais  disso,  forçoso  reconhecer,  ainda,  que aferir  a  procedência \ndas alegações defensivas demandaria um indevido incursionamento na \nmoldura fática delineada nos autos. Assim, cumpre ressaltar que o\n     <i>\n      habeas  \ncorpus\n     </i>\n     é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo \nfático  probatório  engendrado  nos  autos.  Destarte,  não  se  revela \ncognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. Nesse \nsentido:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS . PENAL  \nE  PROCESSUAL  PENAL.  CRIME  DE  HOMICÍDIO  \nDUPLAMENTE  QUALIFICADO.  HABEAS  CORPUS  \nSUBSTITUTIVO  DE  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  \nINADMISSIBILIDADE.  COMPETÊNCIA  DO  SUPREMO  \nTRIBUNAL  FEDERAL  PARA  JULGAR  HABEAS  CORPUS:  \nCRFB/88,  ART.  102,  I,  D  E  I  .  HIPÓTESE  QUE  NÃO  SE  \nAMOLDA  AO  ROL  TAXATIVO  DE  COMPETÊNCIA  DESTA \nSUPREMA  CORTE.  REVOLVIMENTO  DO  CONJUNTO  \nFÁTICO-PROBATÓRIO.  INADMISSIBILIDADE  NA  VIA \nELEITA.  INÉPCIA DA DENÚNCIA.  NÃO CARACTERIZADA.  \nCUSTÓDIA  PREVENTIVA  DEVIDAMENTE  \nFUNDAMENTADA.  ELEMENTOS  CONCRETOS  A \nJUSTIFICAR  A MEDIDA.  ALEGADO  EXCESSO  DE  PRAZO.  \nINOCORRÊNCIA.  AGRAVO  REGIMENTAL  DESPROVIDO.”\n     </i>\n     (HC nº  130.439,  Rel.  Min.  Luiz  Fux,  Primeira  Turma,  DJe  de \n12/05/2016)\n    </p>\n    <p>\n     Nessa  linha,  o  Supremo  Tribunal  Federal  fixou  entendimento  no \nsentido  de  que\n     <i>\n      “a  dosimetria  da  pena,  bem  como  os  critérios  subjetivos  \nconsiderados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de  \naferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e  \nprobatório  inerente  a  meio  processual  diverso”\n     </i>\n     (HC  nº  114.650,  Primeira \nTurma,  Rel.  Min.  Luiz  Fux,  DJe  de  14/08/2013).  No mesmo sentido,  o\n    </p>\n    <p>\n     12\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 148406 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     seguinte julgado:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “PROCESSUAL  PENAL.  AGRAVO  REGIMENTAL  EM  \nHABEAS  CORPUS.  TRÁFICO  DE DROGAS.  CONDENAÇÃO  \nTRANSITADA EM JULGADO. DOSIMETRIA DA PENA. 1.  A  \nPrimeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal  consolidou  \nentendimento  no  sentido  da  inadmissibilidade  do  uso  da  ação  de  \nhabeas  corpus  em  substituição  ao  recurso  ordinário  previsto  na  \nConstituição Federal (HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio; e HC  \n104.045, Rel.ª  Min.ª  Rosa Weber). 2. O Supremo Tribunal Federal  \nnão admite a utilização do habeas corpus em substituição à ação de  \nrevisão  criminal  (RHC119.605-AgR,  Rel.  da  minha  relatoria;  HC  \n111.412-AgR,  Rel.  Min.  Luiz  Fux;  RHC 114.890,  Rel.  Min.  Dias  \nToffoli;  HC 116.827-MC, Rel.  Min.  Teori  Zavascki;  RHC 116.204,  \nRel.ª  Min.ª  Cármen  Lúcia;  e  RHC  115.983,  Rel.  Min.  Ricardo  \nLewandowski).\n      <b>\n       3.  A dosimetria da pena é questão relativa ao  \nmérito da ação penal,  estando necessariamente vinculada ao  \nconjunto  fático  probatório,  não  sendo  possível,  em  habeas  \ncorpus, a análise de dados fáticos da causa para redimensionar  \na pena finalmente aplicada. Assim, a discussão a respeito da  \ndosimetria  da  pena  cinge-se  ao  controle  da  legalidade  dos  \ncritérios  utilizados,  restringindo-se,  portanto,  ao  exame  da  \n“motivação [formalmente  idônea]  de  mérito  e  à  congruência  \nlógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão” (HC  \n69.419,  Rel.  Min.  Sepúlveda  pertence).\n      </b>\n      4.  A  orientação  \njurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que, “Se  \ninstâncias ordinárias concluíram que o ora agravante se dedicava à  \natividade  criminosa  para  negar  a  incidência  da  causa  especial  de  \nredução de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei de Drogas, para se  \nchegar  a  conclusão  diversa,  necessário  seria  o  reexame  de  fatos  e  \nprovas, o qual o habeas corpus não comporta. Não há que se falar em  \nbis  in  idem,  pois,  embora  haja  simples  referência  à  quantidade  de  \ndroga apreendida, ela não foi um fator preponderante na negativa de  \naplicação da causa especial de redução de pena prevista no art. 33, §  \n4º, da Lei 11.343/06, já que se entendeu, em razão das circunstâncias  \nem que foi praticado o delito, que o agravante se dedicava à atividade\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     13\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 148406 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      criminosa,  o  que,  por  si  só,  obsta  a  incidência  do  redutor  de  pena  \npretendido” (HC 136.177-AgR, Rel.  Min.  Dias  Toffoli).  5.  Agravo  \nregimental a que se nega provimento.”\n     </i>\n     (HC 141.167-AgR, Primeira \nTurma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 16/06/2017)\n    </p>\n    <p>\n     Ademais, há que se reconhecer que a dosimetria da pena é matéria \nsujeita  a  certa  discricionariedade  judicial,  sujeita  à  revisão  apenas  em \ncasos  de  flagrante  teratologia,  ilegalidade  ou  abuso  de  poder.  Nesse \nsentido  o  HC  n.º  132.475,  de  relatoria  da  Min.  Rosa  Weber,  Primeira \nTurma, DJe de 23/08/2016:\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  HABEAS  CORPUS.  \nSUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. INADEQUAÇÃO  \nDA VIA ELEITA. REITERAÇÃO DE IMPETRAÇÃO ANTERIOR.  \nTRÁFICO  DE  DROGAS.  ASSOCIAÇÃO  PARA  O  TRÁFICO.  \nDOSIMETRIA.  FIXAÇÃO  DA  PENA-BASE.  AFASTAMENTO  \nDA MINORANTE DO ARTIGO 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006. 1.  \nContra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a  \nConstituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário.  \nDiante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a  \nimpetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia  \no  instituto  recursal  próprio,  em  manifesta  burla  ao  preceito  \nconstitucional. 2. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal  \nno sentido de que ‘não se conhece de habeas corpus em que se reitera a  \npretensão  veiculada  em  writ  anteriormente  impetrado’  (HC  \n112.645/TO, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 08.6.2012). 3. A \ndosimetria  da  pena  é  matéria  sujeita  a  certa  discricionariedade  \njudicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos  \nou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Pertinente à  \ndosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da  \npena objeto do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. 4. Na hipótese,  \nadequada a exasperação da pena-base acima do mínimo legal dada 'a  \nexpressiva quantidade de droga apreendida – 57 kg de maconha'. 5. A  \ntese defensiva de aplicação da minorante do § 4º do art.  33 da Lei  \n11.343/06, afastada pelas instâncias anteriores dada a constatação de o  \npaciente integrar organização criminosa e/ou dedicar-se à atividades\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     14\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 148406 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      delitivas, demandaria o reexame e a valoração de fatos e provas, para o  \nque não se presta a via eleita. 6. Agravo regimental conhecido e não  \nprovido”.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Impende consignar,  ainda, que não cabe a rediscussão da matéria \nperante essa Corte e nesta via processual, porquanto o\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     não é \nsucedâneo de recurso ou revisão criminal\n     <i>\n      .\n     </i>\n     Nesse sentido:\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      AGRAVO  REGIMENTAL  NO  HABEAS  CORPUS.  \nPROCESSUAL  PENAL.  PRESSUPOSTOS  DE  \nADMISSIBILIDADE  DO  RECURSO  ESPECIAL.  \nCOMPETÊNCIA  PRECÍPUA  DO  SUPERIOR  TRIBUNAL  DE  \nJUSTIÇA.  WRIT  SUCEDÂNEO  DE  RECURSO  OU  REVISÃO  \nCRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao  \nSuperior  Tribunal  de  Justiça  o  julgamento  do  recurso  especial,  \ncabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de  \nadmissibilidade  positivo  ou  negativo  quanto  a  tal  recurso  de  \nfundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou  \nabuso  de  poder,  inadmissível  o  reexame  dos  pressupostos  de  \nadmissibilidade  do  recurso  especial  pelo  Supremo Tribunal  Federal.  \nPrecedentes.  2.  Inadmissível  a  utilização  do  habeas  corpus  como  \nsucedâneo  de  recurso  ou  revisão  criminal.  Precedentes.  3.  Agravo  \nregimental conhecido e não provido.”\n     </i>\n     (HC nº 133.648-AgR, Primeira \nTurma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 07/06/2016)\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  HABEAS  CORPUS.  \nCONSTITUCIONAL.  PENAL.  VIOLAÇÃO  DE  DIREITO  \nAUTORAL.  TRÂNSITO  EM  JULGADO  DA  DECISÃO  \nPROFERIDA  NO  SUPERIOR  TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA.  \nIMPETRAÇÃO  DE  HABEAS  CORPUS  NESTE  SUPREMO  \nTRIBUNAL  APÓS  TRANSCURSO  DO  PRAZO  RECURSAL:  \nIMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS  \nCOMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA \nDE  INSTRUÇÃO  DO  HABEAS  CORPUS.  PRECEDENTES.  \nDECISÃO  AGRAVADA  MANTIDA.  AGRAVO  AO  QUAL  SE  \nNEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     15\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 148406 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      impetração  no  Superior  Tribunal  de  Justiça.  Jurisprudência  do  \nSupremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de  \nhabeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o  \npedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua  \nviabilidade,  impedindo que  sequer  se  verifique  a  caracterização,  ou  \nnão, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega  \nprovimento.”\n     </i>\n     (HC nº 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen \nLúcia, DJe de 15/03/2016)\n    </p>\n    <p>\n     Cumpre destacar, também, que esta corte sufraga o entendimento de \nque a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     , os \nquais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de \ninfirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido,\n     <i>\n      in verbis:\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “AGRAVO  REGIMENTAL  EM  HABEAS  CORPUS.  \nREITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL  \nQUE  NÃO  INFIRMAM  OS  FUNDAMENTOS  DA  DECISÃO  \nAGRAVADA.  WRIT  CONTRA  DECISÃO  LIMINAR  DO  \nSUPERIOR  TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA.  POSTERIOR  \nJULGAMENTO  DO  MÉRITO:  PREJUDICIALIDADE  DA \nIMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.  \nI  -  O  agravante  reitera  os  argumentos  anteriormente  expostos  na  \ninicial  do  habeas  corpus,  sem,  contudo,  aduzir  novos  elementos  \ncapazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A  \nsuperveniência  do  julgamento  do  mérito  de  habeas  corpus  pelo  \nSuperior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca  \na  decisão  que  indeferiu  a  liminar.  III  –  Agravo  ao  qual  se  nega  \nprovimento.”\n     </i>\n     (HC  136.071-AgR,  Segunda  Turma,  Rel.  Min. \nRicardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017)\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “AGRAVO  REGIMENTAL  EM  HABEAS  CORPUS.  \nPROCESSO  PENAL.  DECISÃO  MONOCRÁTICA.  \nINEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ-\nLA.  MANUTENÇÃO  DA  NEGATIVA  DE  SEGUIMENTO.  \nDELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL.  \nRESPOSTA  À  ACUSAÇÃO.  PRESCINDIBILIDADE.  PRISÃO\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     16\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. LUIZ FUX\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 148406 AGR / MG\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL  \nDESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o  \njulgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2.  \nO artigo  396 do  CPP,  que  assegura  ao  acusado  a  apresentação  de  \nresposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao  \nrito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita  \nprecede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são  \ndirecionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que,  \nforte  no  princípio  da  especialidade,  não  há  direito  subjetivo  à  \nacumulação  das  oportunidades  de  defesa.  3.  Não há  ilegalidade  na  \ndecisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que  \nevidenciam  o  fundado  receio  de  reiteração  delituosa.  4.  Agravo  \nregimental  desprovido.”\n     </i>\n     (HC 122.904-AgR,  Primeira  Turma Rel. \nMin. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016)\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso  \nOrdinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no  \nCurso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1.  \nO crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação  \nindepende  de  resultado  naturalístico,  bastando  a  simples  ameaça  \npraticada  contra  qualquer  pessoa  que  intervenha  no  processo,  seja  \nautoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza  \no resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo  \nse encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do  \nCódigo Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante  \nna  inicial  da  impetração  não  é  suficiente  para  modificar  a  decisão  \nagravada  (HC  115.560-AgR,  Rel.  Min.  Dias  Toffoli).  4.  Agravo  \nregimental  a  que  se  nega  provimento.”\n     </i>\n     (RHC  124.487-AgR, \nPrimeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015)\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Ex positis\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      NEGO PROVIMENTO\n     </b>\n     ao agravo regimental.\n    </p>\n    <p>\n     É como voto.\n    </p>\n    <p>\n     17\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto Vogal\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.406 MINAS GERAIS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     MARCUS VINICIUS DA GAMA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n  \nO SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     é ação\n    </p>\n    <p>\n     constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O \nprocesso que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao \njulgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 \ndo Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar \nseguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do \nCódigo de Processo Civil. Provejo o agravo para que o\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     tenha \nsequência.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14069348.\n    </p>\n    <p>\n     Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 17/11/2017\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.406\n     </b>\n     PROCED. : MINAS GERAIS\n     <b>\n      RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n     </b>\n     AGTE.(S) : MARCUS VINICIUS DA GAMA\nADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\nAGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos \ntermos  do  voto  do  Relator,  vencido  o  Ministro  Marco  Aurélio. \nPrimeira Turma, Sessão Virtual de 10.11.2017 a 16.11.2017.\n    </p>\n    <p>\n     Composição:  Ministros  Marco  Aurélio  (Presidente),  Luiz  Fux,\n    </p>\n    <p>\n     Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14116185\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 26\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "17/11/2017 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.406 MINAS GERAIS\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) :MARCUS VINICIUS DA GAMA \n", "ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL \n", "AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "EMENTA: AGRAVO  REGIMENTAL  NO  HABEAS  CORPUS. \n", "PENAL E PROCESSUAL PENAL.  CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE \n", "ENTORPECENTES.   ARTIGO  33  DA  LEI  Nº 11.343/06. HABEAS \n", "CORPUS SUBSTITUTIVO  DE  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO. \n", "INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL \n", "FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D \n", "E  I.  HIPÓTESE  QUE NÃO  SE  AMOLDA  AO  ROL TAXATIVO  DE \n", "COMPETÊNCIA  DESTA  SUPREMA  CORTE.  REDISCUSSÃO  DE \n", "CRITÉRIOS  DE  DOSIMETRIA  DA  PENA.  INVIABILIDADE  DO \n", "WRIT  PARA  REANALISAR  PRESSUPOSTOS  DE \n", "ADMISSIBILIDADE  DE  RECURSOS.  REDISCUSSÃO  DE \n", "CRITÉRIOS  DE  DOSIMETRIA  DA  PENA.  REVOLVIMENTO  DO \n", "CONJUNTO  FÁTICO-PROBATÓRIO.  INADMISSIBILIDADE  NA \n", "VIA  ELEITA.  IMPOSSIBILIDADE  DE  UTILIZAÇÃO  DO  HABEAS \n", "CORPUS COMO  SUCEDÂNEO  DE  RECURSO  OU  REVISÃO \n", "CRIMINAL.  AUSÊNCIA  DE  IMPUGNAÇÃO  ESPECÍFICA  DOS \n", "FUNDAMENTOS  DA  DECISÃO  AGRAVADA.  REITERAÇÃO  DOS \n", "ARGUMENTOS  ADUZIDOS  NA  PETIÇÃO  INICIAL.  AGRAVO \n", "REGIMENTAL DESPROVIDO.\n", "1.  A  quantidade  e  qualidade  dos  entorpecentes  apreendidos \n", "autorizam  o  regime  inicial  de  cumprimento  de  pena  mais  gravoso. \n", "Precedentes:   HC 133.308, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe \n", "de  22/04/2016;  RHC  136.511,  Segunda  Turma,  Rel.  Min.  Ricardo \n", "Lewandowski,  DJe  de  13/10/2016;  e  HC 137.309-AgR,  Primeira  Turma, \n", "Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 13/03/2017.\n", "2.  In casu, o recorrente foi condenado, perante o Tribunal de origem, \n", "à pena de 3 (três) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186694.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 26\n", "Ementa e Acórdão\n", "HC 148406 AGR / MG \n", "aberto, bem como ao pagamento de 333 (trezentos e trinta e três) dias-\n", "multa,  tendo  a  pena privativa  de  liberdade sido  substituída  por  duas \n", "restritivas de direitos, em razão da prática do crime tipificado no artigo 33 \n", "da  Lei  nº  11.343/06.  O Superior  Tribunal  de  Justiça  deu provimento à \n", "irresignação  do  órgão  legitimado  à  acusação  para  “fixar  o  regime  \n", "semiaberto para início de cumprimento das reprimendas e afastar a substituição  \n", "das  penas  privativas  de  liberdade  por  restritivas  de  direito  deferidas  aos  \n", "recorridos pelo Tribunal de origem”. Foram apreendidos “4,35g de maconha e  \n", "223,65g de crack”.\n", "3. O objeto da tutela em  habeas corpus é a liberdade de locomoção \n", "quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder (CF, art. 5º, LXVIII), \n", "não  cabendo  sua  utilização  para  reexaminar  pressupostos  de \n", "admissibilidade de recursos de outros tribunais.\n", "3. A divergência dos fundamentos do acórdão impugnado demanda \n", "o revolvimento de fatos e provas, sendo o habeas corpus ação inadequada \n", "para  a  valoração  e  exame  minucioso  do  acervo  fático-probatório \n", "engendrado nos autos. \n", "4.  A competência  originária  do  Supremo  Tribunal  Federal  para \n", "conhecer e julgar  habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo \n", "102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição da República, sendo certo que o \n", "paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição \n", "desta Corte.\n", "5. O writ não pode ser manejado como sucedâneo de recurso ou de \n", "revisão criminal.\n", "6. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, \n", "conduz  ao  desprovimento  do  agravo  regimental.  Precedentes:  HC \n", "137.749-AgR,  Primeira  Turma,  Rel.  Min.  Roberto  Barroso,  DJe  de \n", "17/05/2017; e HC 133.602-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, \n", "DJe de 08/08/2016.\n", "7.  A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição \n", "inicial  da  impetração  é  insuscetível  de  modificar  a  decisão  agravada. \n", "Precedentes:  HC  136.071-AgR,  Segunda  Turma,  Rel.  Min.  Ricardo \n", "Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186694.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 26\n", "Ementa e Acórdão\n", "HC 148406 AGR / MG \n", "Min.  Edson  Fachin,  DJe  de  17/05/2016;  RHC  124.487-AgR,  Primeira \n", "Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 1º/07/2015.\n", "8.  Agravo regimental desprovido.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal,  na conformidade \n", "da  ata  de  julgamento  virtual  de  10  a  16.11.2017,  por  maioria,  negou \n", "provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro \n", "Marco Aurélio.\n", "Brasília, 17 de novembro de 2017.\n", "Ministro LUIZ FUX - RELATOR \n", "Documento assinado digitalmente\n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186694.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 26\n", "Relatório\n", "17/11/2017 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.406 MINAS GERAIS\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) :MARCUS VINICIUS DA GAMA \n", "ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL \n", "AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se  de  agravo \n", "regimental interposto por MARCUS VINÍCIUS DA GAMA contra decisão \n", "de minha relatoria, a qual restou assim ementada:\n", "“HABEAS  CORPUS.  PENAL  E  PROCESSUAL  PENAL.  \n", "CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES.  ARTIGO  \n", "33 DA LEI Nº 11.343/06. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE  \n", "RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  INADMISSIBILIDADE.  \n", "COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA \n", "JULGAR HABEAS CORPUS: CF,  ART. 102, I,  ”D” E “I”.  ROL  \n", "TAXATIVO.  INVIABILIDADE DO  WRIT  PARA REANALISAR  \n", "PRESSUPOSTOS  DE  ADMISSIBILIDADE  DE  RECURSOS.  \n", "REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA.  \n", "REVOLVIMENTO  DO  CONJUNTO  FÁTICO-PROBATÓRIO.  \n", "INADMISSIBILIDADE  NA  VIA  ELEITA.  IMPOSSIBILIDADE \n", "DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO  \n", "DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. \n", "- Seguimento negado, com esteio no artigo 21, § 1º do RISTF.  \n", "Prejudicado o exame do pedido de liminar. \n", "- Ciência ao Ministério Público Federal.”\n", "Colhe-se dos autos a informação de que o paciente foi condenado, \n", "pelo juízo natural, à pena de 9 (nove) anos e 8 (oito) meses de reclusão, a \n", "ser cumprida em regime inicial semiaberto, bem como ao pagamento de \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186695.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 26\n", "Relatório\n", "HC 148406 AGR / MG \n", "1.330 (mil trezentos e trinta) dias-multa em razão da prática dos crimes \n", "tipificados nos artigos 33 e 35 da Lei  nº 11.343/06.  Foram apreendidos \n", "“4,35g de maconha e 223,65g de crack”. \n", "Em sede recursal, o Tribunal de origem deu parcial provimento ao \n", "apelo defensivo para absolver o paciente do crime de associação para o \n", "tráfico e, quanto ao crime de tráfico de entorpecentes, fixar a pena em 3 \n", "(três) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial aberto, bem \n", "como estabelecer  o  pagamento  de  333  (trezentos  e  trinta  e  três)  dias-\n", "multa, substituindo a pena por duas restritivas de direitos. A decisão foi \n", "mantida em sede de embargos declaratórios.\n", "Interposto  recurso  especial,  inadmitido  na  origem,  o  Superior \n", "Tribunal de Justiça deu provimento à irresignação do órgão legitimado à \n", "acusação  para  “fixar  o  regime  semiaberto  para  início  de  cumprimento  das  \n", "reprimendas  e  afastar  a  substituição  das  penas  privativas  de  liberdade  por  \n", "restritivas de direito deferidas aos recorridos pelo Tribunal de origem”.\n", "Sobreveio  a  impetração  deste  habeas  corpus,  no  qual  a  defesa \n", "apontou,  em  síntese,  a  existência  de  constrangimento  ilegal \n", "consubstanciado na indevida dosimetria da pena realizada pelo Superior \n", "Tribunal de Justiça. Aduziu que  “o paciente está sofrendo constrangimento  \n", "ilegal em virtude de decisão proferida (e-STJ Fl.665) uma vez que, apesar de ser  \n", "primário, possuir bons antecedentes e ter sido condenado a uma pena de 03 anos  \n", "e 04 meses, o E- Superior Tribunal de Justiça afirmou que o regime inicial de  \n", "pena deverá ocorrer no semiaberto bem como foram afastadas as penas restritivas  \n", "de  direito  concedidas  pela  instância  ordinária”.  Argumentou,  ainda,  que \n", "houve violação ao enunciado nº 7 da Súmula do Superior Tribunal de \n", "Justiça,  pois  “inviável,  neste  momento  processual,  rever  as  condições  fáticas  \n", "sobre as quais se fundou o acórdão recorrido. No caso concreto, as circunstâncias  \n", "preponderantes foram analisadas pelo Tribunal de origem, não sendo possível o  \n", "reexame do conjunto fático probatório sob o prisma do verbete Sumular n.º 7  \n", "desta  Corte  Cidadã”.  Entendeu  ser  cabível  a  fixação  de  regime  menos \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186695.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 26\n", "Relatório\n", "HC 148406 AGR / MG \n", "gravoso  de  cumprimento  de  pena,  porquanto  “os  bons  antecedentes,  a  \n", "redução da pena e a configuração do assim chamado “trafico privilegiado” levam  \n", "à necessária conclusão do afastamento do caráter hediondo do delito, permitindo-\n", "se a fixação do regime inicial aberto ou semiaberto para início do cumprimento de  \n", "pena”. Alegou, ainda, que “o paciente faz jus à substituição de pena privativa  \n", "de liberdade por restritiva de direito uma, vez que a cominação da pena encontra-\n", "se abaixo de 04 anos e possui bons antecedentes, preenchendo assim os requisitos  \n", "do artigo 44 do CP para a aplicação proporcional da pena”.\n", "Ao final, formulou pedido nos seguintes termos, in verbis:\n", "“Por  todo  o  exposto,  restando  evidentemente  demonstrado  o  \n", "constrangimento  ilegal  imposto  ao  paciente,  vem requerer  a  Vossa  \n", "Excelência,  através desse MM. Relator,  a presente ordem de habeas  \n", "corpus, com o fim de: \n", "a)  Liminarmente,  seja  concedida  a  ordem,  a  fim de  afastar  o  \n", "constrangimento ilegal sofrido pelo paciente e, desta forma, conceda a  \n", "ordem fixação de regime inicial de cumprimento da pena aberto, bem  \n", "como possibilitar  a  substituição da pena privativa de  liberdade por  \n", "restritiva de direitos. \n", "b) No mérito, confirmar o pedido liminar \n", "c)  sejam  solicitadas  as  informações  de  estilo,  caso  V.Exa.,  \n", "entenda necessário; \n", "d)  requer,  por  derradeiro,  a  intimação  pessoal  do  Defensor  \n", "Público-Geral-Federal  para  acompanhar  o  presente  feito,  inclusive  \n", "quando da colocação do presente writ em mesa de julgamento, vez que  \n", "há interesse do impetrante em sustentar oralmente as razões que dão  \n", "lastro à impetração; contados em dobro todos os prazos, na forma do  \n", "inciso I do art. 44 da Lei Complementar nº 80/1994.” \n", "Negado  seguimento  ao  habeas  corpus,  foi  interposto  o  presente \n", "recurso no qual a defesa repete parte dos argumentos da petição inicial e \n", "argumenta que  “ao agravante não podem ser negados o direito de fixação do  \n", "regime  inicial  de  pena  diverso  do  fechado,  uma  vez  que  ele  possui  todos  os  \n", "requisitos necessários para o início de cumprimento de pena em regime aberto,  \n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186695.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 26\n", "Relatório\n", "HC 148406 AGR / MG \n", "em  razão  da  quantidade  de  pena  culminada  e  das  circunstâncias  judiciais  \n", "favoráveis,  bem como para  a  substituição  da  pena  privativa  de  liberdade  por  \n", "restritiva de direitos”.\n", "Ao final, formula o pedido recursal nos seguintes termos, in verbis:\n", "“Ante  o  exposto,  requer  seja  dado  provimento  ao  presente  \n", "agravo, exercendo-se o juízo de retratação por Vossa Excelência, com o  \n", "prosseguimento  do  feito,  e  a  concessão  da  ordem  quando  de  seu  \n", "julgamento de mérito. \n", "Caso  superado  o  juízo  de  retratação,  seja  o  mesmo  levado  à  \n", "Turma,  em  destaque  e  em  sessão  presencial,  para  que  esta  lhe  dê  \n", "provimento, e, ao final, conceda a ordem, sanando-se a ilegalidade. \n", "Pugna,  ainda,  caso  exercida  a  reconsideração,  com  o  \n", "prosseguimento da impetração, pela intimação pessoal da Defensoria  \n", "Pública-Geral  da  União  para  a  sessão  de  julgamento  do  writ,  \n", "oportunidade em que deseja proferir sustentação oral.” \n", "É o relatório.\n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186695.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 26\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "17/11/2017 PRIMEIRA TURMA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.406 MINAS GERAIS\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação \n", "não merece prosperar.\n", "No que concerne ao pedido de sustentação oral, nos termos do artigo \n", "131, §2º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, “não haverá  \n", "sustentação oral nos julgamentos de agravo, embargos declaratórios, arguição de  \n", "suspeição e medida cautelar”. \n", "Em  que  pesem  os  argumentos  expendidos  no  agravo,  resta \n", "evidenciado  das  razões  recursais  que  a  parte  agravante  não  trouxe \n", "nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela \n", "qual  deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos.\n", "Ab initio,  observo que o impetrante se limitou a reiterar parte dos \n", "argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na \n", "decisão ora agravada, a qual negou seguimento ao habeas corpus. \n", "Assim, ao afirmar que  “persiste o constrangimento ilegal na fixação do  \n", "regime  prisional  fechado,  uma vez  que,  apesar  de  ser  primário,  possuir  bons  \n", "antecedentes e ter sido condenado a uma pena de 03 anos e 04 meses, o Superior  \n", "Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal mantiveram a decisão de que o  \n", "regime inicial de pena deveria ocorrer no semiaberto com o afastamento das penas  \n", "restritivas de direito concedidas pela instância ordinária”,  silenciando sobre os \n", "fundamentos  da  decisão  concernentes  i)  ao manejo  de  habeas  corpus  \n", "substitutivo de recurso extraordinário; ii) à pretensão de revolvimento do \n", "conjunto fático-probatório engendrado nos autos;  iii)  à impossibilidade \n", "de utilização do  writ  para que se proceda ao exame da viabilidade de \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 26\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 148406 AGR / MG \n", "recurso especial; e iv) à insuscetibilidade de utilização do mandamus como \n", "sucedâneo  de  recurso  ou  revisão  criminal,  o  agravante  deixou  de \n", "impugnar fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis:\n", "“Penal.  Agravo  Regimental  em  Habeas  Corpus.  Falta  de  \n", "impugnação  específica  dos  fundamentos.  Descaminho.  Princípio  da  \n", "insignificância. Reiteração delitiva. Recurso não conhecido. 1. A parte  \n", "recorrente não impugnou, especificamente, todos os fundamentos da  \n", "decisão agravada, o que impossibilita o conhecimento do recurso, na  \n", "linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. A  \n", "notícia  de  que  a  paciente  responde  a  outros  procedimentos  \n", "administrativos  fiscais  inviabiliza,  neste  habeas  corpus,  o  pronto  \n", "reconhecimento da atipicidade penal da conduta. A jurisprudência do  \n", "Supremo  Tribunal  Federal  firmou  orientação  no  sentido  de  que  a  \n", "reiteração  delitiva  impede  a  adoção  do  princípio  da  insignificância  \n", "penal,  em matéria de crime de descaminho.  Precedentes.  3.  Agravo  \n", "regimental  não  conhecido.”  (HC  137.749-AgR,  Primeira  Turma, \n", "Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 17/05/2017) \n", "“AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL.  \n", "DESCAMINHO.  DESCONSIDERAÇÃO  DE  ALEGADA \n", "REITERAÇÃO DELITIVA DO PACIENTE A IMPOSSIBILITAR A \n", "INCIDÊNCIA  DO  PRINCÍPIO  DA  INSIGNIFICÂNCIA.  \n", "NECESSÁRIA  CONTINUIDADE  DA  AÇÃO  PENAL  NA \n", "ORIGEM.  AUSÊNCIA  DE  IMPUGNAÇÃO  ESPECÍFICA  DA  \n", "DECISÃO  AGRAVADA.  DECISÃO  AGRAVADA  MANTIDA.  \n", "AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” \n", "(HC 133.602-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe \n", "de 08/08/2016)\n", "Sob outro enfoque, a competência originária do Supremo Tribunal \n", "Federal para conhecer e julgar Habeas Corpus está definida, taxativamente, \n", "no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal, verbis: \n", "Art.  102.  Compete  ao  Supremo  Tribunal  Federal,  \n", "precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: \n", "2 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 26\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 148406 AGR / MG \n", "I processar e julgar, originariamente:\n", "(…)\n", "d)  o  habeas  corpus,  sendo  paciente  qualquer  das  pessoas  \n", "referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas  \n", "data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e  \n", "do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-\n", "Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal;\n", "…\n", "i) o  habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou  \n", "quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos  \n", "estejam  sujeitos  diretamente  à  jurisdição  do  Supremo  Tribunal  \n", "Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única  \n", "instância.\n", "In  casu,  o  paciente  não  está  arrolado  em nenhuma das  hipóteses \n", "sujeitas à jurisdição originária desta Corte. \n", "A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o \n", "Ministro Celso de Mello, Dje de 1º.10.99, é elucidativa e precisa quanto à \n", "taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: \n", "“PROTESTO  JUDICIAL  FORMULADO  CONTRA \n", "DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER  \n", "PENAL  (CPC,  ART.  867)  -  AUSÊNCIA  DE  COMPETÊNCIA \n", "ORIGINÁRIA  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL  -  \n", "RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE  \n", "FORO – UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS  \n", "DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE  \n", "NATUREZA CIVIL.\n", "- As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de  \n", "Processo  Civil  (protesto,  notificação  ou  interpelação),  quando  \n", "promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem  \n", "na  esfera  de  competência  originária  do  Supremo  Tribunal  Federal,  \n", "precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes.\n", "A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL -  \n", "CUJOS  FUNDAMENTOS  REPOUSAM  NA  CONSTITUIÇÃO  \n", "3 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 26\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 148406 AGR / MG \n", "DA  REPÚBLICA  -  SUBMETE-SE  A  REGIME  DE  DIREITO  \n", "ESTRITO.\n", "- A competência originária do Supremo Tribunal Federal,  por  \n", "qualificar-se  como  um  complexo  de  atribuições  jurisdicionais  de  \n", "extração  essencialmente  constitucional  -  e  ante  o  regime de  direito  \n", "estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser  \n", "estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus  \n", "clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da  \n", "República. Precedentes.\n", "O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa  \n", "competência  institucional,  tem levado  o  Supremo Tribunal  Federal,  \n", "por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar,  \n", "do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o  \n", "julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no  \n", "texto  constitucional  (ações  populares,  ações  civis  públicas,  ações  \n", "cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares),  \n", "mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra  \n", "qualquer das autoridades, que, em matéria penal (CF, art. 102, I, b e  \n", "c), dispõem de prerrogativa de foro perante a Corte Suprema ou que,  \n", "em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata  \n", "do Tribunal (CF, art. 102, I, d). Precedentes”.\n", "Afigura-se  paradoxal,  em  tema  de  direito  estrito,  conferir \n", "interpretação  extensiva  para  abranger  no  rol  de  competências  do \n", "Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição.\n", "A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal \n", "deve  conhecer  de  habeas  corpus  substitutivo  de  recurso  extraordinário \n", "contrasta com os meios de contenção de feitos,  remota e recentemente \n", "implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo \n", "de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre \n", "função de guardião da Constituição da República. \n", "E  nem  se  argumente  com  o  que  se  convencionou  chamar  de \n", "jurisprudência  defensiva.  Não é  disso que se  trata,  mas de necessária, \n", "4 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 26\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 148406 AGR / MG \n", "imperiosa  e  urgente  reviravolta  de  entendimento  em  prol  da \n", "organicidade do direito, especificamente no que tange às competências \n", "originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar \n", "habeas corpus recurso extraordinário, valendo acrescer que essa ação nobre \n", "não pode e  nem deve ser  banalizada a  pretexto,  em muitos  casos,  de \n", "pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir.\n", "A propósito da organicidade e dinâmica do direito,  impondo-se a \n", "correção  de  rumos,  bem discorreu o  Ministro  Marco Aurélio,  no voto \n", "proferido  no  HC  110.055/MG,  que  capitaneou  a  mudança  de \n", "entendimento na Primeira Turma, verbis:\n", "“Essa óptica há de  ser  observada,  também, no que o  acórdão  \n", "impugnado  foi  formalizado  pelo  Superior  Tribunal  de  Justiça  em  \n", "recurso ordinário constitucional em habeas corpus.\n", "De duas, uma: ou há, no acórdão proferido, quadro a ensejar a  \n", "interposição de recurso extraordinário, ou não há. Descabe a volta a  \n", "estágio anterior, que é o do ajuizamento originário do habeas corpus.\n", "No mais, ante os parâmetros fáticos e legais, não existe campo  \n", "para  a  concessão  da  ordem  de  ofício.  Extingo  o  processo  sem  o  \n", "julgamento do mérito” (HC 110.055/MG, Primeira Turma,  DJe  de  \n", "9/11/12 – grifei)\n", " No mesmo sentido, firmou-se o entendimento da Primeira Turma \n", "desta Corte no sentido da inadmissibilidade da utilização do habeas corpus  \n", "como  substitutivo  de  recurso  extraordinário,  conforme  se  verifica  nos \n", "seguintes precedentes:\n", "“Habeas  corpus  substitutivo  de  recurso  extraordinário.  \n", "Inadequação da via  eleita  ao caso concreto.  Precedente  da Primeira  \n", "Turma.  Flexibilização  circunscrita  às  hipóteses  de  flagrante  \n", "ilegalidade,  abuso  de  poder  ou  teratologia.  Não  ocorrência.  Writ  \n", "extinto, em face da inadequação da via eleita. 1. Impetração manejada  \n", "em substituição ao recurso extraordinário, a qual esbarra em decisão  \n", "da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 16/10/12,  \n", "5 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 26\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 148406 AGR / MG \n", "assentou, quando do julgamento do HC nº 110.055/MG, Relator  o  \n", "Ministro  Marco  Aurélio,  a  inadmissibilidade  do  habeas  corpus  em  \n", "casos como esse. 2. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte,  \n", "quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo,  \n", "analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso  \n", "de poder ou teratologia, o que não se evidencia na espécie. 3. Habeas  \n", "corpus extinto por inadequação da via eleita.  (HC 113.805/SP, Rel. \n", "Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 15/4/2013). \n", "“HABEAS CORPUS. CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO.  \n", "ROUBOS  CIRCUNSTANCIADOS.  TENTATIVA  DE  FURTO  \n", "QUALIFICADO. QUADRILHA. PORTE ILEGAL DE ARMA DE  \n", "FOGO DE USO RESTRITO. PRISÃO PREVENTIVA MANTIDA \n", "NA SENTENÇA CONDENATÓRIA. 1. Contra acórdão exarado em  \n", "recurso  ordinário  em  habeas  corpus  remanesce  a  possibilidade  de  \n", "manejo  do  recurso  extraordinário,  previsto  no  art.  102,  III,  da  \n", "constituição  federal.  diante  da  dicção  constitucional  não  cabe,  em  \n", "decorrência,  a  utilização  de  novo  habeas  corpus,  em  caráter  \n", "substitutivo. 2. havendo condenação criminal, encontram-se presentes  \n", "os  pressupostos  da  preventiva,  a  saber,  prova  da  materialidade  e  \n", "indícios  de  autoria.  não  se  trata,  apenas,  de  juízo  de  cognição  \n", "provisória e sumária acerca da responsabilidade criminal do acusado,  \n", "mas,  sim,  de  julgamento  condenatório,  precedido  por  amplo  \n", "contraditório e no qual as provas foram objeto de avaliação imparcial,  \n", "ou  seja,  um  juízo  efetuado,  com  base  em  cognição  profunda  e  \n", "exaustiva, de que o condenado é culpado de um crime. ainda que a  \n", "sentença  esteja  sujeita  à  reavaliação  crítica  através  de  recursos,  a  \n", "situação difere da prisão preventiva decretada antes do julgamento. 3.  \n", "se as circunstâncias concretas do crime indicam o envolvimento do  \n", "paciente  em  organização  criminosa  numerosa,  bem  estruturada,  \n", "voltada à prática de crimes graves, tais como, tráfico de drogas, roubo  \n", "de  cargas,  furtos  de  caixas  eletrônicos,  aquisição  de  armas,  a  \n", "periculosidade  e  risco  de  reiteração  delitiva  está  justificada  a  \n", "decretação  ou  a  manutenção  da  prisão  cautelar  para  resguardar  a  \n", "ordem  pública,  à  luz  do  art.  312  do  cpp.  precedentes.  4.  ordem  \n", "denegada.”  (HC 118.981, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, \n", "6 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 26\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 148406 AGR / MG \n", "Dje de 19/11/2013)\n", " \n", "Com efeito,  não  há  falar  na  impossibilidade  de  conhecimento  do \n", "recurso especial interposto sob o fundamento do óbice consubstanciado \n", "no enunciado nº 7 do Superior Tribunal de Justiça, conforme pretendido \n", "na  petição  inicial.  A  propósito,  cumpre  destacar  que  o  exame  da \n", "viabilidade  do  recurso  especial  é  insuscetível  de  ser  realizado  na  via \n", "eleita.\n", "Por outro lado, cumpre destacar que o exame da matéria de fundo \n", "tem como pressuposto lógico o exame da viabilidade do recurso especial \n", "para a apreciação de matéria de fato.\n", "Destarte,  esclareço  que  o  objeto  da  tutela  em  habeas  corpus é  a \n", "liberdade de locomoção quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de \n", "poder (CF, art. 5º, LXVIII), não cabendo sua utilização para reexaminar \n", "pressupostos  de  admissibilidade  de  recursos,  conforme  entendimento \n", "pacificado neste Tribunal: \n", "“HABEAS  CORPUS.  TRÁFICO  DE  DROGAS.  \n", "ADMISSIBILIDADE  DE  RECURSO  ESPECIAL.  \n", "COMPETÊNCIA  DO  SUPERIOR  TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA.  \n", "INADEQUAÇÃO  DO  WRIT.  SUBSTITUIÇÃO  DA  PENA.  \n", "REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. BENEFÍCIO  \n", "DO  ART.  33,  §  4º,  DA LEI  Nº  11.343/2006.  SUPRESSÃO  DE  \n", "INSTÂNCIA.  1.  Compete  ao  Superior  Tribunal  de  Justiça  decidir  \n", "sobre a admissibilidade do recurso especial. 2. Não cabe habeas corpus,  \n", "como regra, para rever decisão do Superior Tribunal de Justiça quanto  \n", "à admissibilidade do recurso especial. 3. Inviável a análise dos pedidos  \n", "de  substituição  da  pena,  de  imposição  de  regime inicial  diverso  do  \n", "fechado e de aplicação da causa de diminuição da pena estabelecida  \n", "pelo art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, temas não debatidos pelo  \n", "Superior Tribunal de Justiça, sob pena de supressão de instância, em  \n", "afronta  às  normas  constitucionais  de  competência.  Precedentes.  4.  \n", "Ordem denegada.” (HC nº  112.756,  Primeira  Turma,  Rel.  Min. \n", "7 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 26\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 148406 AGR / MG \n", "Rosa Weber, DJe de 13/03/13)\n", "“HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AGRAVO EM  \n", "RECURSO  ESPECIAL.  AUSÊNCIA  DE  IMPUGNAÇÃO  DOS  \n", "FUNDAMENTOS  DA  DECISÃO  AGRAVADA.  QUESTÕES  \n", "ALHEIAS À PRIVAÇÃO DA LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO.  \n", "AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE, CONTRANGIMENTO ILEGAL  \n", "OU ABUSO DE PODER. ORDEM DENEGADA. I – A via estreita  \n", "do habeas corpus não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso,  \n", "para  discutir  questões  alheias  à  liberdade  de  locomoção,  tais  como  \n", "ausência dos pressupostos de admissibilidade recursal. Precedentes. II  \n", "– A decisão impugnada está  em consonância com a jurisprudência  \n", "desta  Corte  no  sentido  de  que  incumbe  ao  agravante  o  dever  de  \n", "impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos da decisão  \n", "questionada, sob pena de não conhecimento do recurso. III – Ordem  \n", "denegada.” (HC nº 113.660, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo \n", "Lewandowski, DJ de 13/02/13)\n", "“HABEAS  CORPUS.  ADMISSIBILIDADE  DE  RECURSO  \n", "ESPECIAL.  COMPETÊNCIA  DO  SUPERIOR  TRIBUNAL  DE  \n", "JUSTIÇA. INADEQUAÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRAZO DE  \n", "CINCO  DIAS  PARA O  AGRAVO  CONTRA A DECISÃO  DE  \n", "INADMISSIBILIDADE  DO  EXTRAORDINÁRIO  OU  DO  \n", "ESPECIAL. 1. Compete ao Superior Tribunal de Justiça decidir sobre  \n", "a admissibilidade do recurso especial. 2. Não cabe habeas corpus, como  \n", "regra,  para rever decisão do Superior Tribunal  de Justiça quanto à  \n", "admissibilidade  do  recurso  especial.  Caso  no  qual  a  pretensão  de  \n", "revisão  é  manifestamente  contrária  à  jurisprudência  dominante  do  \n", "Supremo Tribunal  Federal.  3.  O prazo para interposição de  agravo  \n", "contra decisão que não admite o recurso extraordinário em matéria  \n", "criminal é de cinco dias. A Súmula 699 do Supremo Tribunal Federal  \n", "não  foi  afetada  pela  Lei  nº  12.322/2010.  Questão  pacificada  na  \n", "Suprema  Corte.  Entendimento  extensível  ao  agravo  em  recurso  \n", "especial.  4.  Ordem denegada.” (HC nº  112.323,  Primeira  Turma, \n", "Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 25/09/12)\n", "8 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 26\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 148406 AGR / MG \n", "“HABEAS  CORPUS.  REQUISITOS  DE  \n", "ADMISSIBILIDADE  DE  RECURSO  ESPECIAL  PENAL.  \n", "AGRAVO DE  INSTRUMENTO.  PRAZO DE  INTERPOSIÇÃO.  \n", "MANUTENÇÃO  DA  FIRME  JURISPRUDÊNCIA  DO  \n", "SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  RESOLUÇÃO  451/STF.  \n", "QUESTÕES PROCEDIMENTAIS DA NOVA SISTEMÁTICA DO  \n", "AGRAVO.  ORIENTAÇÃO  PLENÁRIA.  PEDIDO  DE  HABEAS  \n", "CORPUS INDEFERIDO. 1. É firme a jurisprudência desta Casa de  \n", "Justiça no sentido de que é da competência do Superior Tribunal de  \n", "Justiça  a  análise  do  preenchimento,  ou  não,  dos  pressupostos  de  \n", "admissibilidade  do  recurso  especial.  Pelo  que  não  pode  o  Supremo  \n", "Tribunal  Federal  reapreciar  tais  requisitos,  salvo  em  caso  de  \n", "ilegalidade flagrante ou abuso de poder. O que não é o caso dos autos.  \n", "2. Na Sessão Plenária de 13 de outubro de 2011, ao apreciar as duas  \n", "questões de ordem propostas pelo relator do ARE 639.846, ministro  \n", "Dias Toffoli, o Supremo Tribunal Federal reafirmou, majoritariamente,  \n", "o entendimento de que o prazo recursal para o manejo de agravo, em  \n", "processo  penal,  é  de  cinco  dias,  nos  termos  da  Lei  8.038/1990.  \n", "Oportunidade em que foi rechaçada, também por maioria de votos, a  \n", "proposição de que a Resolução 451/2010 disciplinaria o tema do prazo  \n", "recursal dos procedimentos criminais, alterando-o para dez dias, na  \n", "linha da Lei 12.322/2010. 3. No caso, para além da impossibilidade de  \n", "aplicação  do  prazo  de  dez  dias  para  o  manejo  do  agravo  de  \n", "instrumento,  a  inicial  nem  sequer  foi  instruída  com  documentos  \n", "capazes de sinalizar a tempestividade recursal.  4.  Pedido de habeas  \n", "corpus  indeferido.” (HC nº  112.130,  Segunda Turma,  Rel.  Min. \n", "Ayres Britto, DJe de 08/06/2012).\n", "Noutro giro, no que concerne ao regime inicial de cumprimento de \n", "pena, a Corte a quo assentou que “embora a pena definitiva tenha sido fixada  \n", "abaixo de 4 anos, e o sentenciado seja primário, o regime semiaberto é o cabível à  \n", "espécie  (como  o  imediatamente  mais  grave,  segundo  o  quantum das  sanções  \n", "aplicadas),  dada  a  presença  de  circunstâncias  prevalecentes,  quais  sejam,  \n", "natureza e quantidade das drogas apreendidas (4,35g de maconha e 223,65g de  \n", "cocaína)”, bem como que “[n]a hipótese, não se recomenda a substituição das  \n", "penas privativas de liberdade por restritivas de direitos, pela falta do atendimento  \n", "9 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 26\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 148406 AGR / MG \n", "do pressuposto subjetivo (art. 44, III, do CP - natureza e quantidade da droga  \n", "apreendida)”. \n", "Com efeito, a decisão da Corte Superior não diverge da posição do \n", "Supremo Tribunal Federal, porquanto esta Corte sufraga o entendimento \n", "no  sentido  da  idoneidade  da  utilização  da  quantidade  e  natureza  da \n", "droga  como  vetores  para  fixação  do  regime  mais  gravoso  de \n", "cumprimento de pena. Nessa linha, in verbis:\n", "“HABEAS  CORPUS.  PENAL.  TRÁFICO  DE  \n", "ENTORPECENTE.  PRETENSÃO  DE  SUBSTITUIÇÃO  DA \n", "PENA  PRIVATIVA  DE  LIBERDADE  POR  RESTRITIVA  DE  \n", "DIREITOS.  QUESTÃO  NÃO  APRECIADA  NO  SUPERIOR  \n", "TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA.  FIXAÇÃO  DO  REGIME  INICIAL  \n", "SEMIABERTO.  INDICAÇÃO  DE  FUNDAMENTAÇÃO  \n", "IDÔNEA. ORDEM DENEGADA. 1. As questões postas na presente  \n", "impetração quanto à substituição da pena privativa de liberdade por  \n", "restritiva  de  direitos  não  foram  objeto  de  exame  pela  autoridade  \n", "coatora. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido  \n", "da  impossibilidade  de  atuação  jurisdicional  quando  pela  decisão  \n", "impugnada no habeas corpus não se tenha cuidado da matéria objeto  \n", "do  pedido  apresentado  na  nova  ação,  sob  pena  de  supressão  de  \n", "instância.  2.  A  conclusão  sobre  a  natureza  e  a  quantidade  do  \n", "entorpecente (112,49 g de maconha e 21,85 g de cocaína) é suficiente  \n", "para  fixação  do  regime  inicial  semiaberto  para  o  Paciente,  \n", "harmonizando-se  com  a  jurisprudência  consolidada  do  Supremo  \n", "Tribunal  Federal.  Precedentes.  3.  Ordem denegada.”  (HC 133.308, \n", "Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 22/04/2016) \n", "“RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL  \n", "E PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. TRANSPORTE  \n", "COMO  “MULA”.  CAUSA  DE  DIMINUIÇÃO  DA  PENA \n", "PREVISTA NO ART. 33, § 4°, DA LEI 11.343/2006. EXAME DA  \n", "CONDUTA DO AGENTE. ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO  \n", "PROBATÓRIO DOS AUTOS. INVIABILIDADE. FIXAÇÃO DE  \n", "REGIME INICIAL FECHADO EM RAZÃO DA NATUREZA E  \n", "10 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 26\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 148406 AGR / MG \n", "QUANTIDADE  DE  ENTORPECENTE  APREENDIDO.  \n", "POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. RECURSO DESPROVIDO. I  \n", "-  Embora  a  mera  atuação  de  agente  no  transporte  de  droga  em  \n", "atividade correspondente à função de ‘mula’ não configure, de modo  \n", "automático,  sua  adesão  estável  e  permanente  à  estrutura  de  \n", "organização  criminosa,  ficou  demonstrado  pelo  Tribunal  a  quo  o  \n", "envolvimento do paciente com organização criminosa.  II – No caso  \n", "concreto, para se chegar à conclusão diversa da adotada pelo TRF da  \n", "3ª  Região,  faz-se  necessário  o  revolvimento  no  conjunto  fático-\n", "probatório, o que é incabível na via estreita do habeas corpus. III – É  \n", "possível  a  fixação  de  regime  prisional  mais  gravoso  em  razão  da  \n", "natureza e da quantidade de entorpecentes apreendidos. Precedentes.  \n", "IV –  Recurso  desprovido.”  (RHC 136.511,  Segunda Turma,  Rel. \n", "Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 13/10/2016)\n", "“PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS.  \n", "TRÁFICO  DE  DROGAS.  REGIME  INICIAL.  ÓBICE  DA \n", "SÚMULA  691/STF.  1.  O  Supremo  Tribunal  Federal  firmou  \n", "orientação no sentido da inadmissibilidade de habeas corpus contra  \n", "decisão  denegatória  de  provimento cautelar  (Súmula 691/STF).  Da  \n", "mesma forma, a jurisprudência do STF não admite a utilização do  \n", "habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal (v.g, RHC  \n", "119.605-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso; HC 111.412-AgR, Rel.  \n", "Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-\n", "MC, Rel.  Min. Teori Zavascki;  RHC 116.204, Relª.  Minª.  Cármen  \n", "Lúcia; e RHC 115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 2. Ausência  \n", "de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a  \n", "concessão da ordem de ofício. Hipótese em que o regime prisional mais  \n", "severo foi justificado pelas instâncias de origem com base em dados  \n", "objetivos da causa, em especial a variedade e a quantidade das drogas  \n", "objeto do delito (55 invólucros e 5 tijolos de maconha; 70 papelotes e 4  \n", "porções  de  cocaína;  63  pedras  e  6  porções  de  crack).  3.  Agravo  \n", "regimental desprovido.” (HC 137.309-AgR, Primeira Turma, Rel. \n", "Min. Roberto Barroso, DJe de 13/03/2017)\n", "Desta  sorte,  diante  da legitimidade da imposição do regime mais \n", "11 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 26\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 148406 AGR / MG \n", "gravoso,  resta  prejudicado  o  requerimento  de  “substituição  da  pena  \n", "privativa de liberdade por restritiva de direitos”. \n", "Demais  disso,  forçoso  reconhecer,  ainda,  que aferir  a  procedência \n", "das alegações defensivas demandaria um indevido incursionamento na \n", "moldura fática delineada nos autos. Assim, cumpre ressaltar que o habeas  \n", "corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo \n", "fático  probatório  engendrado  nos  autos.  Destarte,  não  se  revela \n", "cognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. Nesse \n", "sentido:\n", "“AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS . PENAL  \n", "E  PROCESSUAL  PENAL.  CRIME  DE  HOMICÍDIO  \n", "DUPLAMENTE  QUALIFICADO.  HABEAS  CORPUS  \n", "SUBSTITUTIVO  DE  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  \n", "INADMISSIBILIDADE.  COMPETÊNCIA  DO  SUPREMO  \n", "TRIBUNAL  FEDERAL  PARA  JULGAR  HABEAS  CORPUS:  \n", "CRFB/88,  ART.  102,  I,  D  E  I  .  HIPÓTESE  QUE  NÃO  SE  \n", "AMOLDA  AO  ROL  TAXATIVO  DE  COMPETÊNCIA  DESTA \n", "SUPREMA  CORTE.  REVOLVIMENTO  DO  CONJUNTO  \n", "FÁTICO-PROBATÓRIO.  INADMISSIBILIDADE  NA  VIA \n", "ELEITA.  INÉPCIA DA DENÚNCIA.  NÃO CARACTERIZADA.  \n", "CUSTÓDIA  PREVENTIVA  DEVIDAMENTE  \n", "FUNDAMENTADA.  ELEMENTOS  CONCRETOS  A \n", "JUSTIFICAR  A MEDIDA.  ALEGADO  EXCESSO  DE  PRAZO.  \n", "INOCORRÊNCIA.  AGRAVO  REGIMENTAL  DESPROVIDO.”  \n", "(HC nº  130.439,  Rel.  Min.  Luiz  Fux,  Primeira  Turma,  DJe  de \n", "12/05/2016)\n", "Nessa  linha,  o  Supremo  Tribunal  Federal  fixou  entendimento  no \n", "sentido  de  que  “a  dosimetria  da  pena,  bem  como  os  critérios  subjetivos  \n", "considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de  \n", "aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e  \n", "probatório  inerente  a  meio  processual  diverso” (HC  nº  114.650,  Primeira \n", "Turma,  Rel.  Min.  Luiz  Fux,  DJe  de  14/08/2013).  No mesmo sentido,  o \n", "12 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 26\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 148406 AGR / MG \n", "seguinte julgado:\n", "“PROCESSUAL  PENAL.  AGRAVO  REGIMENTAL  EM  \n", "HABEAS  CORPUS.  TRÁFICO  DE DROGAS.  CONDENAÇÃO  \n", "TRANSITADA EM JULGADO. DOSIMETRIA DA PENA. 1.  A  \n", "Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal  consolidou  \n", "entendimento  no  sentido  da  inadmissibilidade  do  uso  da  ação  de  \n", "habeas  corpus  em  substituição  ao  recurso  ordinário  previsto  na  \n", "Constituição Federal (HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio; e HC  \n", "104.045, Rel.ª  Min.ª  Rosa Weber). 2. O Supremo Tribunal Federal  \n", "não admite a utilização do habeas corpus em substituição à ação de  \n", "revisão  criminal  (RHC119.605-AgR,  Rel.  da  minha  relatoria;  HC  \n", "111.412-AgR,  Rel.  Min.  Luiz  Fux;  RHC 114.890,  Rel.  Min.  Dias  \n", "Toffoli;  HC 116.827-MC, Rel.  Min.  Teori  Zavascki;  RHC 116.204,  \n", "Rel.ª  Min.ª  Cármen  Lúcia;  e  RHC  115.983,  Rel.  Min.  Ricardo  \n", "Lewandowski).  3.  A dosimetria da pena é questão relativa ao  \n", "mérito da ação penal,  estando necessariamente vinculada ao  \n", "conjunto  fático  probatório,  não  sendo  possível,  em  habeas  \n", "corpus, a análise de dados fáticos da causa para redimensionar  \n", "a pena finalmente aplicada. Assim, a discussão a respeito da  \n", "dosimetria  da  pena  cinge-se  ao  controle  da  legalidade  dos  \n", "critérios  utilizados,  restringindo-se,  portanto,  ao  exame  da  \n", "“motivação [formalmente  idônea]  de  mérito  e  à  congruência  \n", "lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão” (HC  \n", "69.419,  Rel.  Min.  Sepúlveda  pertence). 4.  A  orientação  \n", "jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que, “Se  \n", "instâncias ordinárias concluíram que o ora agravante se dedicava à  \n", "atividade  criminosa  para  negar  a  incidência  da  causa  especial  de  \n", "redução de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei de Drogas, para se  \n", "chegar  a  conclusão  diversa,  necessário  seria  o  reexame  de  fatos  e  \n", "provas, o qual o habeas corpus não comporta. Não há que se falar em  \n", "bis  in  idem,  pois,  embora  haja  simples  referência  à  quantidade  de  \n", "droga apreendida, ela não foi um fator preponderante na negativa de  \n", "aplicação da causa especial de redução de pena prevista no art. 33, §  \n", "4º, da Lei 11.343/06, já que se entendeu, em razão das circunstâncias  \n", "em que foi praticado o delito, que o agravante se dedicava à atividade  \n", "13 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 26\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 148406 AGR / MG \n", "criminosa,  o  que,  por  si  só,  obsta  a  incidência  do  redutor  de  pena  \n", "pretendido” (HC 136.177-AgR, Rel.  Min.  Dias  Toffoli).  5.  Agravo  \n", "regimental a que se nega provimento.” (HC 141.167-AgR, Primeira \n", "Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 16/06/2017) \n", "Ademais, há que se reconhecer que a dosimetria da pena é matéria \n", "sujeita  a  certa  discricionariedade  judicial,  sujeita  à  revisão  apenas  em \n", "casos  de  flagrante  teratologia,  ilegalidade  ou  abuso  de  poder.  Nesse \n", "sentido  o  HC  n.º  132.475,  de  relatoria  da  Min.  Rosa  Weber,  Primeira \n", "Turma, DJe de 23/08/2016:\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  NO  HABEAS  CORPUS.  \n", "SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. INADEQUAÇÃO  \n", "DA VIA ELEITA. REITERAÇÃO DE IMPETRAÇÃO ANTERIOR.  \n", "TRÁFICO  DE  DROGAS.  ASSOCIAÇÃO  PARA  O  TRÁFICO.  \n", "DOSIMETRIA.  FIXAÇÃO  DA  PENA-BASE.  AFASTAMENTO  \n", "DA MINORANTE DO ARTIGO 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006. 1.  \n", "Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a  \n", "Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário.  \n", "Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a  \n", "impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia  \n", "o  instituto  recursal  próprio,  em  manifesta  burla  ao  preceito  \n", "constitucional. 2. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal  \n", "no sentido de que ‘não se conhece de habeas corpus em que se reitera a  \n", "pretensão  veiculada  em  writ  anteriormente  impetrado’  (HC  \n", "112.645/TO, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 08.6.2012). 3. A \n", "dosimetria  da  pena  é  matéria  sujeita  a  certa  discricionariedade  \n", "judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos  \n", "ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Pertinente à  \n", "dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da  \n", "pena objeto do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. 4. Na hipótese,  \n", "adequada a exasperação da pena-base acima do mínimo legal dada 'a  \n", "expressiva quantidade de droga apreendida – 57 kg de maconha'. 5. A  \n", "tese defensiva de aplicação da minorante do § 4º do art.  33 da Lei  \n", "11.343/06, afastada pelas instâncias anteriores dada a constatação de o  \n", "paciente integrar organização criminosa e/ou dedicar-se à atividades  \n", "14 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 26\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 148406 AGR / MG \n", "delitivas, demandaria o reexame e a valoração de fatos e provas, para o  \n", "que não se presta a via eleita. 6. Agravo regimental conhecido e não  \n", "provido”.\n", "Impende consignar,  ainda, que não cabe a rediscussão da matéria \n", "perante essa Corte e nesta via processual, porquanto o habeas corpus não é \n", "sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Nesse sentido: \n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  NO  HABEAS  CORPUS.  \n", "PROCESSUAL  PENAL.  PRESSUPOSTOS  DE  \n", "ADMISSIBILIDADE  DO  RECURSO  ESPECIAL.  \n", "COMPETÊNCIA  PRECÍPUA  DO  SUPERIOR  TRIBUNAL  DE  \n", "JUSTIÇA.  WRIT  SUCEDÂNEO  DE  RECURSO  OU  REVISÃO  \n", "CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao  \n", "Superior  Tribunal  de  Justiça  o  julgamento  do  recurso  especial,  \n", "cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de  \n", "admissibilidade  positivo  ou  negativo  quanto  a  tal  recurso  de  \n", "fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou  \n", "abuso  de  poder,  inadmissível  o  reexame  dos  pressupostos  de  \n", "admissibilidade  do  recurso  especial  pelo  Supremo Tribunal  Federal.  \n", "Precedentes.  2.  Inadmissível  a  utilização  do  habeas  corpus  como  \n", "sucedâneo  de  recurso  ou  revisão  criminal.  Precedentes.  3.  Agravo  \n", "regimental conhecido e não provido.” (HC nº 133.648-AgR, Primeira \n", "Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 07/06/2016)\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  NO  HABEAS  CORPUS.  \n", "CONSTITUCIONAL.  PENAL.  VIOLAÇÃO  DE  DIREITO  \n", "AUTORAL.  TRÂNSITO  EM  JULGADO  DA  DECISÃO  \n", "PROFERIDA  NO  SUPERIOR  TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA.  \n", "IMPETRAÇÃO  DE  HABEAS  CORPUS  NESTE  SUPREMO  \n", "TRIBUNAL  APÓS  TRANSCURSO  DO  PRAZO  RECURSAL:  \n", "IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS  \n", "COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA \n", "DE  INSTRUÇÃO  DO  HABEAS  CORPUS.  PRECEDENTES.  \n", "DECISÃO  AGRAVADA  MANTIDA.  AGRAVO  AO  QUAL  SE  \n", "NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da  \n", "15 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 26\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 148406 AGR / MG \n", "impetração  no  Superior  Tribunal  de  Justiça.  Jurisprudência  do  \n", "Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de  \n", "habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o  \n", "pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua  \n", "viabilidade,  impedindo que  sequer  se  verifique  a  caracterização,  ou  \n", "não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega  \n", "provimento.” (HC nº 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen \n", "Lúcia, DJe de 15/03/2016)\n", "Cumpre destacar, também, que esta corte sufraga o entendimento de \n", "que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os \n", "quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de \n", "infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis:\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  EM  HABEAS  CORPUS.  \n", "REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL  \n", "QUE  NÃO  INFIRMAM  OS  FUNDAMENTOS  DA  DECISÃO  \n", "AGRAVADA.  WRIT  CONTRA  DECISÃO  LIMINAR  DO  \n", "SUPERIOR  TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA.  POSTERIOR  \n", "JULGAMENTO  DO  MÉRITO:  PREJUDICIALIDADE  DA \n", "IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.  \n", "I  -  O  agravante  reitera  os  argumentos  anteriormente  expostos  na  \n", "inicial  do  habeas  corpus,  sem,  contudo,  aduzir  novos  elementos  \n", "capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A  \n", "superveniência  do  julgamento  do  mérito  de  habeas  corpus  pelo  \n", "Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca  \n", "a  decisão  que  indeferiu  a  liminar.  III  –  Agravo  ao  qual  se  nega  \n", "provimento.”  (HC  136.071-AgR,  Segunda  Turma,  Rel.  Min. \n", "Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017)\n", "“AGRAVO  REGIMENTAL  EM  HABEAS  CORPUS.  \n", "PROCESSO  PENAL.  DECISÃO  MONOCRÁTICA.  \n", "INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ-\n", "LA.  MANUTENÇÃO  DA  NEGATIVA  DE  SEGUIMENTO.  \n", "DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL.  \n", "RESPOSTA  À  ACUSAÇÃO.  PRESCINDIBILIDADE.  PRISÃO  \n", "16 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 26\n", "Voto - MIN. LUIZ FUX\n", "HC 148406 AGR / MG \n", "PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL  \n", "DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o  \n", "julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2.  \n", "O artigo  396 do  CPP,  que  assegura  ao  acusado  a  apresentação  de  \n", "resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao  \n", "rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita  \n", "precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são  \n", "direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que,  \n", "forte  no  princípio  da  especialidade,  não  há  direito  subjetivo  à  \n", "acumulação  das  oportunidades  de  defesa.  3.  Não há  ilegalidade  na  \n", "decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que  \n", "evidenciam  o  fundado  receio  de  reiteração  delituosa.  4.  Agravo  \n", "regimental  desprovido.”  (HC 122.904-AgR,  Primeira  Turma Rel. \n", "Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016)\n", "“Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso  \n", "Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no  \n", "Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1.  \n", "O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação  \n", "independe  de  resultado  naturalístico,  bastando  a  simples  ameaça  \n", "praticada  contra  qualquer  pessoa  que  intervenha  no  processo,  seja  \n", "autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza  \n", "o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo  \n", "se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do  \n", "Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante  \n", "na  inicial  da  impetração  não  é  suficiente  para  modificar  a  decisão  \n", "agravada  (HC  115.560-AgR,  Rel.  Min.  Dias  Toffoli).  4.  Agravo  \n", "regimental  a  que  se  nega  provimento.”  (RHC  124.487-AgR, \n", "Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015)\n", "Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. \n", "É como voto.\n", "17 \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14186696.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 26\n", "Voto Vogal\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.406 MINAS GERAIS\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) :MARCUS VINICIUS DA GAMA \n", "ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL \n", "AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "V O T O\n", "  \n", "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação \n", "constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O \n", "processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao \n", "julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 \n", "do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar \n", "seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do \n", "Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha \n", "sequência. \n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14069348.\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 26\n", "Extrato de Ata - 17/11/2017\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.406\n", "PROCED. : MINAS GERAIS\n", "RELATOR : MIN. LUIZ FUX\n", "AGTE.(S) : MARCUS VINICIUS DA GAMA\n", "ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL\n", "AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n", "Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos \n", "termos  do  voto  do  Relator,  vencido  o  Ministro  Marco  Aurélio. \n", "Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.11.2017 a 16.11.2017. \n", " \n", "Composição:  Ministros  Marco  Aurélio  (Presidente),  Luiz  Fux, \n", "Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. \n", "Carmen Lilian Oliveira de Souza\n", "Secretária da Primeira Turma\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14116185\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 26\n" ], "numero" : "148406", "partes" : [ { "nome" : "MIN. LUIZ FUX", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "MARCUS VINICIUS DA GAMA", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. LUIZ FUX", "texto" : "O  SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se  de  agravo  regimental interposto por MARCUS VINÍCIUS DA GAMA contra decisão  de minha relatoria, a qual restou assim ementada:  “HABEAS  CORPUS.  PENAL  E  PROCESSUAL  PENAL.   CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES.  ARTIGO   33 DA LEI Nº 11.343/06. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE   RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  INADMISSIBILIDADE.   COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA  JULGAR HABEAS CORPUS: CF,  ART. 102, I,  ”D” E “I”.  ROL   TAXATIVO.  INVIABILIDADE DO  WRIT  PARA REANALISAR   PRESSUPOSTOS  DE  ADMISSIBILIDADE  DE  RECURSOS.   REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA.   REVOLVIMENTO  DO  CONJUNTO  FÁTICO-PROBATÓRIO.   INADMISSIBILIDADE  NA  VIA  ELEITA.  IMPOSSIBILIDADE  DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO   DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL.   - Seguimento negado, com esteio no artigo 21, § 1º do RISTF.   Prejudicado o exame do pedido de liminar.   - Ciência ao Ministério Público Federal.”  Colhe-se dos autos a informação de que o paciente foi condenado,  pelo juízo natural, à pena de 9 (nove) anos e 8 (oito) meses de reclusão, a  ser cumprida em regime inicial semiaberto, bem como ao pagamento de     1.330 (mil trezentos e trinta) dias-multa em razão da prática dos crimes  tipificados nos artigos 33 e 35 da Lei  nº 11.343/06.  Foram apreendidos  “4,35g de maconha e 223,65g de crack”.   Em sede recursal, o Tribunal de origem deu parcial provimento ao  apelo defensivo para absolver o paciente do crime de associação para o  tráfico e, quanto ao crime de tráfico de entorpecentes, fixar a pena em 3  (três) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial aberto, bem  como estabelecer  o  pagamento  de  333  (trezentos  e  trinta  e  três)  dias- multa, substituindo a pena por duas restritivas de direitos. A decisão foi  mantida em sede de embargos declaratórios.  Interposto  recurso  especial,  inadmitido  na  origem,  o  Superior  Tribunal de Justiça deu provimento à irresignação do órgão legitimado à  acusação  para  “fixar  o  regime  semiaberto  para  início  de  cumprimento  das   reprimendas  e  afastar  a  substituição  das  penas  privativas  de  liberdade  por   restritivas de direito deferidas aos recorridos pelo Tribunal de origem”.  Sobreveio  a  impetração  deste  habeas  corpus,  no  qual  a  defesa  apontou,  em  síntese,  a  existência  de  constrangimento  ilegal  consubstanciado na indevida dosimetria da pena realizada pelo Superior  Tribunal de Justiça. Aduziu que  “o paciente está sofrendo constrangimento   ilegal em virtude de decisão proferida (e-STJ Fl.665) uma vez que, apesar de ser   primário, possuir bons antecedentes e ter sido condenado a uma pena de 03 anos   e 04 meses, o E- Superior Tribunal de Justiça afirmou que o regime inicial de   pena deverá ocorrer no semiaberto bem como foram afastadas as penas restritivas   de  direito  concedidas  pela  instância  ordinária”.  Argumentou,  ainda,  que  houve violação ao enunciado nº 7 da Súmula do Superior Tribunal de  Justiça,  pois  “inviável,  neste  momento  processual,  rever  as  condições  fáticas   sobre as quais se fundou o acórdão recorrido. No caso concreto, as circunstâncias   preponderantes foram analisadas pelo Tribunal de origem, não sendo possível o   reexame do conjunto fático probatório sob o prisma do verbete Sumular n.º 7   desta  Corte  Cidadã”.  Entendeu  ser  cabível  a  fixação  de  regime  menos     gravoso  de  cumprimento  de  pena,  porquanto  “os  bons  antecedentes,  a   redução da pena e a configuração do assim chamado “trafico privilegiado” levam   à necessária conclusão do afastamento do caráter hediondo do delito, permitindo- se a fixação do regime inicial aberto ou semiaberto para início do cumprimento de   pena”. Alegou, ainda, que “o paciente faz jus à substituição de pena privativa   de liberdade por restritiva de direito uma, vez que a cominação da pena encontra- se abaixo de 04 anos e possui bons antecedentes, preenchendo assim os requisitos   do artigo 44 do CP para a aplicação proporcional da pena”.  Ao final, formulou pedido nos seguintes termos, in verbis:  “Por  todo  o  exposto,  restando  evidentemente  demonstrado  o   constrangimento  ilegal  imposto  ao  paciente,  vem requerer  a  Vossa   Excelência,  através desse MM. Relator,  a presente ordem de habeas   corpus, com o fim de:   a)  Liminarmente,  seja  concedida  a  ordem,  a  fim de  afastar  o   constrangimento ilegal sofrido pelo paciente e, desta forma, conceda a   ordem fixação de regime inicial de cumprimento da pena aberto, bem   como possibilitar  a  substituição da pena privativa de  liberdade por   restritiva de direitos.   b) No mérito, confirmar o pedido liminar  c)  sejam  solicitadas  as  informações  de  estilo,  caso  V.Exa.,    entenda necessário;  d)  requer,  por  derradeiro,  a  intimação  pessoal  do  Defensor    Público-Geral-Federal  para  acompanhar  o  presente  feito,  inclusive   quando da colocação do presente writ em mesa de julgamento, vez que   há interesse do impetrante em sustentar oralmente as razões que dão   lastro à impetração; contados em dobro todos os prazos, na forma do   inciso I do art. 44 da Lei Complementar nº 80/1994.”   Negado  seguimento  ao  habeas  corpus,  foi  interposto  o  presente  recurso no qual a defesa repete parte dos argumentos da petição inicial e  argumenta que  “ao agravante não podem ser negados o direito de fixação do   regime  inicial  de  pena  diverso  do  fechado,  uma  vez  que  ele  possui  todos  os   requisitos necessários para o início de cumprimento de pena em regime aberto,      em  razão  da  quantidade  de  pena  culminada  e  das  circunstâncias  judiciais   favoráveis,  bem como para  a  substituição  da  pena  privativa  de  liberdade  por   restritiva de direitos”.  Ao final, formula o pedido recursal nos seguintes termos, in verbis:  “Ante  o  exposto,  requer  seja  dado  provimento  ao  presente   agravo, exercendo-se o juízo de retratação por Vossa Excelência, com o   prosseguimento  do  feito,  e  a  concessão  da  ordem  quando  de  seu   julgamento de mérito.   Caso  superado  o  juízo  de  retratação,  seja  o  mesmo  levado  à   Turma,  em  destaque  e  em  sessão  presencial,  para  que  esta  lhe  dê   provimento, e, ao final, conceda a ordem, sanando-se a ilegalidade.   Pugna,  ainda,  caso  exercida  a  reconsideração,  com  o   prosseguimento da impetração, pela intimação pessoal da Defensoria   Pública-Geral  da  União  para  a  sessão  de  julgamento  do  writ,   oportunidade em que deseja proferir sustentação oral.”  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação  não merece prosperar.  No que concerne ao pedido de sustentação oral, nos termos do artigo  131, §2º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, “não haverá   sustentação oral nos julgamentos de agravo, embargos declaratórios, arguição de   suspeição e medida cautelar”.   Em  que  pesem  os  argumentos  expendidos  no  agravo,  resta  evidenciado  das  razões  recursais  que  a  parte  agravante  não  trouxe  nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela  qual  deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos.  Ab initio,  observo que o impetrante se limitou a reiterar parte dos  argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na  decisão ora agravada, a qual negou seguimento ao habeas corpus.   Assim, ao afirmar que  “persiste o constrangimento ilegal na fixação do   regime  prisional  fechado,  uma vez  que,  apesar  de  ser  primário,  possuir  bons   antecedentes e ter sido condenado a uma pena de 03 anos e 04 meses, o Superior   Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal mantiveram a decisão de que o   regime inicial de pena deveria ocorrer no semiaberto com o afastamento das penas   restritivas de direito concedidas pela instância ordinária”,  silenciando sobre os  fundamentos  da  decisão  concernentes  i)  ao manejo  de  habeas  corpus   substitutivo de recurso extraordinário; ii) à pretensão de revolvimento do  conjunto fático-probatório engendrado nos autos;  iii)  à impossibilidade  de utilização do  writ  para que se proceda ao exame da viabilidade de     recurso especial; e iv) à insuscetibilidade de utilização do mandamus como  sucedâneo  de  recurso  ou  revisão  criminal,  o  agravante  deixou  de  impugnar fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis:  “Penal.  Agravo  Regimental  em  Habeas  Corpus.  Falta  de   impugnação  específica  dos  fundamentos.  Descaminho.  Princípio  da   insignificância. Reiteração delitiva. Recurso não conhecido. 1. A parte   recorrente não impugnou, especificamente, todos os fundamentos da   decisão agravada, o que impossibilita o conhecimento do recurso, na   linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. A   notícia  de  que  a  paciente  responde  a  outros  procedimentos   administrativos  fiscais  inviabiliza,  neste  habeas  corpus,  o  pronto   reconhecimento da atipicidade penal da conduta. A jurisprudência do   Supremo  Tribunal  Federal  firmou  orientação  no  sentido  de  que  a   reiteração  delitiva  impede  a  adoção  do  princípio  da  insignificância   penal,  em matéria de crime de descaminho.  Precedentes.  3.  Agravo   regimental  não  conhecido.”  (HC  137.749-AgR,  Primeira  Turma,  Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 17/05/2017)   “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL.   DESCAMINHO.  DESCONSIDERAÇÃO  DE  ALEGADA  REITERAÇÃO DELITIVA DO PACIENTE A IMPOSSIBILITAR A  INCIDÊNCIA  DO  PRINCÍPIO  DA  INSIGNIFICÂNCIA.   NECESSÁRIA  CONTINUIDADE  DA  AÇÃO  PENAL  NA  ORIGEM.  AUSÊNCIA  DE  IMPUGNAÇÃO  ESPECÍFICA  DA   DECISÃO  AGRAVADA.  DECISÃO  AGRAVADA  MANTIDA.   AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”  (HC 133.602-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe  de 08/08/2016)  Sob outro enfoque, a competência originária do Supremo Tribunal  Federal para conhecer e julgar Habeas Corpus está definida, taxativamente,  no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal, verbis:   Art.  102.  Compete  ao  Supremo  Tribunal  Federal,   precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:     I processar e julgar, originariamente: (…) d)  o  habeas  corpus,  sendo  paciente  qualquer  das  pessoas    referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas   data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e   do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador- Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal;  … i) o  habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou    quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos   estejam  sujeitos  diretamente  à  jurisdição  do  Supremo  Tribunal   Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única   instância.  In  casu,  o  paciente  não  está  arrolado  em nenhuma das  hipóteses  sujeitas à jurisdição originária desta Corte.   A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o  Ministro Celso de Mello, Dje de 1º.10.99, é elucidativa e precisa quanto à  taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal:   “PROTESTO  JUDICIAL  FORMULADO  CONTRA  DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER   PENAL  (CPC,  ART.  867)  -  AUSÊNCIA  DE  COMPETÊNCIA  ORIGINÁRIA  DO  SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL  -   RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE   FORO – UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS   DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE   NATUREZA CIVIL.  - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de   Processo  Civil  (protesto,  notificação  ou  interpelação),  quando   promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem   na  esfera  de  competência  originária  do  Supremo  Tribunal  Federal,   precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes.  A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL -   CUJOS  FUNDAMENTOS  REPOUSAM  NA  CONSTITUIÇÃO      DA  REPÚBLICA  -  SUBMETE-SE  A  REGIME  DE  DIREITO   ESTRITO.  - A competência originária do Supremo Tribunal Federal,  por   qualificar-se  como  um  complexo  de  atribuições  jurisdicionais  de   extração  essencialmente  constitucional  -  e  ante  o  regime de  direito   estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser   estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus   clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da   República. Precedentes.  O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa   competência  institucional,  tem levado  o  Supremo Tribunal  Federal,   por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar,   do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o   julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no   texto  constitucional  (ações  populares,  ações  civis  públicas,  ações   cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares),   mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra   qualquer das autoridades, que, em matéria penal (CF, art. 102, I, b e   c), dispõem de prerrogativa de foro perante a Corte Suprema ou que,   em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata   do Tribunal (CF, art. 102, I, d). Precedentes”.  Afigura-se  paradoxal,  em  tema  de  direito  estrito,  conferir  interpretação  extensiva  para  abranger  no  rol  de  competências  do  Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição.  A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal  deve  conhecer  de  habeas  corpus  substitutivo  de  recurso  extraordinário  contrasta com os meios de contenção de feitos,  remota e recentemente  implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo  de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre  função de guardião da Constituição da República.   E  nem  se  argumente  com  o  que  se  convencionou  chamar  de  jurisprudência  defensiva.  Não é  disso que se  trata,  mas de necessária,     imperiosa  e  urgente  reviravolta  de  entendimento  em  prol  da  organicidade do direito, especificamente no que tange às competências  originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar  habeas corpus recurso extraordinário, valendo acrescer que essa ação nobre  não pode e  nem deve ser  banalizada a  pretexto,  em muitos  casos,  de  pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir.  A propósito da organicidade e dinâmica do direito,  impondo-se a  correção  de  rumos,  bem discorreu o  Ministro  Marco Aurélio,  no voto  proferido  no  HC  110.055/MG,  que  capitaneou  a  mudança  de  entendimento na Primeira Turma, verbis:  “Essa óptica há de  ser  observada,  também, no que o  acórdão   impugnado  foi  formalizado  pelo  Superior  Tribunal  de  Justiça  em   recurso ordinário constitucional em habeas corpus.  De duas, uma: ou há, no acórdão proferido, quadro a ensejar a   interposição de recurso extraordinário, ou não há. Descabe a volta a   estágio anterior, que é o do ajuizamento originário do habeas corpus.  No mais, ante os parâmetros fáticos e legais, não existe campo   para  a  concessão  da  ordem  de  ofício.  Extingo  o  processo  sem  o   julgamento do mérito” (HC 110.055/MG, Primeira Turma,  DJe  de   9/11/12 – grifei)   No mesmo sentido, firmou-se o entendimento da Primeira Turma  desta Corte no sentido da inadmissibilidade da utilização do habeas corpus   como  substitutivo  de  recurso  extraordinário,  conforme  se  verifica  nos  seguintes precedentes:  “Habeas  corpus  substitutivo  de  recurso  extraordinário.   Inadequação da via  eleita  ao caso concreto.  Precedente  da Primeira   Turma.  Flexibilização  circunscrita  às  hipóteses  de  flagrante   ilegalidade,  abuso  de  poder  ou  teratologia.  Não  ocorrência.  Writ   extinto, em face da inadequação da via eleita. 1. Impetração manejada   em substituição ao recurso extraordinário, a qual esbarra em decisão   da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 16/10/12,      assentou, quando do julgamento do HC nº 110.055/MG, Relator  o   Ministro  Marco  Aurélio,  a  inadmissibilidade  do  habeas  corpus  em   casos como esse. 2. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte,   quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo,   analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso   de poder ou teratologia, o que não se evidencia na espécie. 3. Habeas   corpus extinto por inadequação da via eleita.  (HC 113.805/SP, Rel.  Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 15/4/2013).   “HABEAS CORPUS. CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO.   ROUBOS  CIRCUNSTANCIADOS.  TENTATIVA  DE  FURTO   QUALIFICADO. QUADRILHA. PORTE ILEGAL DE ARMA DE   FOGO DE USO RESTRITO. PRISÃO PREVENTIVA MANTIDA  NA SENTENÇA CONDENATÓRIA. 1. Contra acórdão exarado em   recurso  ordinário  em  habeas  corpus  remanesce  a  possibilidade  de   manejo  do  recurso  extraordinário,  previsto  no  art.  102,  III,  da   constituição  federal.  diante  da  dicção  constitucional  não  cabe,  em   decorrência,  a  utilização  de  novo  habeas  corpus,  em  caráter   substitutivo. 2. havendo condenação criminal, encontram-se presentes   os  pressupostos  da  preventiva,  a  saber,  prova  da  materialidade  e   indícios  de  autoria.  não  se  trata,  apenas,  de  juízo  de  cognição   provisória e sumária acerca da responsabilidade criminal do acusado,   mas,  sim,  de  julgamento  condenatório,  precedido  por  amplo   contraditório e no qual as provas foram objeto de avaliação imparcial,   ou  seja,  um  juízo  efetuado,  com  base  em  cognição  profunda  e   exaustiva, de que o condenado é culpado de um crime. ainda que a   sentença  esteja  sujeita  à  reavaliação  crítica  através  de  recursos,  a   situação difere da prisão preventiva decretada antes do julgamento. 3.   se as circunstâncias concretas do crime indicam o envolvimento do   paciente  em  organização  criminosa  numerosa,  bem  estruturada,   voltada à prática de crimes graves, tais como, tráfico de drogas, roubo   de  cargas,  furtos  de  caixas  eletrônicos,  aquisição  de  armas,  a   periculosidade  e  risco  de  reiteração  delitiva  está  justificada  a   decretação  ou  a  manutenção  da  prisão  cautelar  para  resguardar  a   ordem  pública,  à  luz  do  art.  312  do  cpp.  precedentes.  4.  ordem   denegada.”  (HC 118.981, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber,     Dje de 19/11/2013)   Com efeito,  não  há  falar  na  impossibilidade  de  conhecimento  do  recurso especial interposto sob o fundamento do óbice consubstanciado  no enunciado nº 7 do Superior Tribunal de Justiça, conforme pretendido  na  petição  inicial.  A  propósito,  cumpre  destacar  que  o  exame  da  viabilidade  do  recurso  especial  é  insuscetível  de  ser  realizado  na  via  eleita.  Por outro lado, cumpre destacar que o exame da matéria de fundo  tem como pressuposto lógico o exame da viabilidade do recurso especial  para a apreciação de matéria de fato.  Destarte,  esclareço  que  o  objeto  da  tutela  em  habeas  corpus é  a  liberdade de locomoção quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de  poder (CF, art. 5º, LXVIII), não cabendo sua utilização para reexaminar  pressupostos  de  admissibilidade  de  recursos,  conforme  entendimento  pacificado neste Tribunal:   “HABEAS  CORPUS.  TRÁFICO  DE  DROGAS.   ADMISSIBILIDADE  DE  RECURSO  ESPECIAL.   COMPETÊNCIA  DO  SUPERIOR  TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA.   INADEQUAÇÃO  DO  WRIT.  SUBSTITUIÇÃO  DA  PENA.   REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. BENEFÍCIO   DO  ART.  33,  §  4º,  DA LEI  Nº  11.343/2006.  SUPRESSÃO  DE   INSTÂNCIA.  1.  Compete  ao  Superior  Tribunal  de  Justiça  decidir   sobre a admissibilidade do recurso especial. 2. Não cabe habeas corpus,   como regra, para rever decisão do Superior Tribunal de Justiça quanto   à admissibilidade do recurso especial. 3. Inviável a análise dos pedidos   de  substituição  da  pena,  de  imposição  de  regime inicial  diverso  do   fechado e de aplicação da causa de diminuição da pena estabelecida   pelo art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, temas não debatidos pelo   Superior Tribunal de Justiça, sob pena de supressão de instância, em   afronta  às  normas  constitucionais  de  competência.  Precedentes.  4.   Ordem denegada.” (HC nº  112.756,  Primeira  Turma,  Rel.  Min.     Rosa Weber, DJe de 13/03/13)  “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AGRAVO EM   RECURSO  ESPECIAL.  AUSÊNCIA  DE  IMPUGNAÇÃO  DOS   FUNDAMENTOS  DA  DECISÃO  AGRAVADA.  QUESTÕES   ALHEIAS À PRIVAÇÃO DA LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO.   AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE, CONTRANGIMENTO ILEGAL   OU ABUSO DE PODER. ORDEM DENEGADA. I – A via estreita   do habeas corpus não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso,   para  discutir  questões  alheias  à  liberdade  de  locomoção,  tais  como   ausência dos pressupostos de admissibilidade recursal. Precedentes. II   – A decisão impugnada está  em consonância com a jurisprudência   desta  Corte  no  sentido  de  que  incumbe  ao  agravante  o  dever  de   impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos da decisão   questionada, sob pena de não conhecimento do recurso. III – Ordem   denegada.” (HC nº 113.660, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo  Lewandowski, DJ de 13/02/13)  “HABEAS  CORPUS.  ADMISSIBILIDADE  DE  RECURSO   ESPECIAL.  COMPETÊNCIA  DO  SUPERIOR  TRIBUNAL  DE   JUSTIÇA. INADEQUAÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRAZO DE   CINCO  DIAS  PARA O  AGRAVO  CONTRA A DECISÃO  DE   INADMISSIBILIDADE  DO  EXTRAORDINÁRIO  OU  DO   ESPECIAL. 1. Compete ao Superior Tribunal de Justiça decidir sobre   a admissibilidade do recurso especial. 2. Não cabe habeas corpus, como   regra,  para rever decisão do Superior Tribunal  de Justiça quanto à   admissibilidade  do  recurso  especial.  Caso  no  qual  a  pretensão  de   revisão  é  manifestamente  contrária  à  jurisprudência  dominante  do   Supremo Tribunal  Federal.  3.  O prazo para interposição de  agravo   contra decisão que não admite o recurso extraordinário em matéria   criminal é de cinco dias. A Súmula 699 do Supremo Tribunal Federal   não  foi  afetada  pela  Lei  nº  12.322/2010.  Questão  pacificada  na   Suprema  Corte.  Entendimento  extensível  ao  agravo  em  recurso   especial.  4.  Ordem denegada.” (HC nº  112.323,  Primeira  Turma,  Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 25/09/12)    “HABEAS  CORPUS.  REQUISITOS  DE   ADMISSIBILIDADE  DE  RECURSO  ESPECIAL  PENAL.   AGRAVO DE  INSTRUMENTO.  PRAZO DE  INTERPOSIÇÃO.   MANUTENÇÃO  DA  FIRME  JURISPRUDÊNCIA  DO   SUPREMO  TRIBUNAL  FEDERAL.  RESOLUÇÃO  451/STF.   QUESTÕES PROCEDIMENTAIS DA NOVA SISTEMÁTICA DO   AGRAVO.  ORIENTAÇÃO  PLENÁRIA.  PEDIDO  DE  HABEAS   CORPUS INDEFERIDO. 1. É firme a jurisprudência desta Casa de   Justiça no sentido de que é da competência do Superior Tribunal de   Justiça  a  análise  do  preenchimento,  ou  não,  dos  pressupostos  de   admissibilidade  do  recurso  especial.  Pelo  que  não  pode  o  Supremo   Tribunal  Federal  reapreciar  tais  requisitos,  salvo  em  caso  de   ilegalidade flagrante ou abuso de poder. O que não é o caso dos autos.   2. Na Sessão Plenária de 13 de outubro de 2011, ao apreciar as duas   questões de ordem propostas pelo relator do ARE 639.846, ministro   Dias Toffoli, o Supremo Tribunal Federal reafirmou, majoritariamente,   o entendimento de que o prazo recursal para o manejo de agravo, em   processo  penal,  é  de  cinco  dias,  nos  termos  da  Lei  8.038/1990.   Oportunidade em que foi rechaçada, também por maioria de votos, a   proposição de que a Resolução 451/2010 disciplinaria o tema do prazo   recursal dos procedimentos criminais, alterando-o para dez dias, na   linha da Lei 12.322/2010. 3. No caso, para além da impossibilidade de   aplicação  do  prazo  de  dez  dias  para  o  manejo  do  agravo  de   instrumento,  a  inicial  nem  sequer  foi  instruída  com  documentos   capazes de sinalizar a tempestividade recursal.  4.  Pedido de habeas   corpus  indeferido.” (HC nº  112.130,  Segunda Turma,  Rel.  Min.  Ayres Britto, DJe de 08/06/2012).  Noutro giro, no que concerne ao regime inicial de cumprimento de  pena, a Corte a quo assentou que “embora a pena definitiva tenha sido fixada   abaixo de 4 anos, e o sentenciado seja primário, o regime semiaberto é o cabível à   espécie  (como  o  imediatamente  mais  grave,  segundo  o  quantum das  sanções   aplicadas),  dada  a  presença  de  circunstâncias  prevalecentes,  quais  sejam,   natureza e quantidade das drogas apreendidas (4,35g de maconha e 223,65g de   cocaína)”, bem como que “[n]a hipótese, não se recomenda a substituição das   penas privativas de liberdade por restritivas de direitos, pela falta do atendimento      do pressuposto subjetivo (art. 44, III, do CP - natureza e quantidade da droga   apreendida)”.   Com efeito, a decisão da Corte Superior não diverge da posição do  Supremo Tribunal Federal, porquanto esta Corte sufraga o entendimento  no  sentido  da  idoneidade  da  utilização  da  quantidade  e  natureza  da  droga  como  vetores  para  fixação  do  regime  mais  gravoso  de  cumprimento de pena. Nessa linha, in verbis:  “HABEAS  CORPUS.  PENAL.  TRÁFICO  DE   ENTORPECENTE.  PRETENSÃO  DE  SUBSTITUIÇÃO  DA  PENA  PRIVATIVA  DE  LIBERDADE  POR  RESTRITIVA  DE   DIREITOS.  QUESTÃO  NÃO  APRECIADA  NO  SUPERIOR   TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA.  FIXAÇÃO  DO  REGIME  INICIAL   SEMIABERTO.  INDICAÇÃO  DE  FUNDAMENTAÇÃO   IDÔNEA. ORDEM DENEGADA. 1. As questões postas na presente   impetração quanto à substituição da pena privativa de liberdade por   restritiva  de  direitos  não  foram  objeto  de  exame  pela  autoridade   coatora. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido   da  impossibilidade  de  atuação  jurisdicional  quando  pela  decisão   impugnada no habeas corpus não se tenha cuidado da matéria objeto   do  pedido  apresentado  na  nova  ação,  sob  pena  de  supressão  de   instância.  2.  A  conclusão  sobre  a  natureza  e  a  quantidade  do   entorpecente (112,49 g de maconha e 21,85 g de cocaína) é suficiente   para  fixação  do  regime  inicial  semiaberto  para  o  Paciente,   harmonizando-se  com  a  jurisprudência  consolidada  do  Supremo   Tribunal  Federal.  Precedentes.  3.  Ordem denegada.”  (HC 133.308,  Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 22/04/2016)  “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL   E PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. TRANSPORTE   COMO  “MULA”.  CAUSA  DE  DIMINUIÇÃO  DA  PENA  PREVISTA NO ART. 33, § 4°, DA LEI 11.343/2006. EXAME DA   CONDUTA DO AGENTE. ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO   PROBATÓRIO DOS AUTOS. INVIABILIDADE. FIXAÇÃO DE   REGIME INICIAL FECHADO EM RAZÃO DA NATUREZA E      QUANTIDADE  DE  ENTORPECENTE  APREENDIDO.   POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. RECURSO DESPROVIDO. I   -  Embora  a  mera  atuação  de  agente  no  transporte  de  droga  em   atividade correspondente à função de ‘mula’ não configure, de modo   automático,  sua  adesão  estável  e  permanente  à  estrutura  de   organização  criminosa,  ficou  demonstrado  pelo  Tribunal  a  quo  o   envolvimento do paciente com organização criminosa.  II – No caso   concreto, para se chegar à conclusão diversa da adotada pelo TRF da   3ª  Região,  faz-se  necessário  o  revolvimento  no  conjunto  fático- probatório, o que é incabível na via estreita do habeas corpus. III – É   possível  a  fixação  de  regime  prisional  mais  gravoso  em  razão  da   natureza e da quantidade de entorpecentes apreendidos. Precedentes.   IV –  Recurso  desprovido.”  (RHC 136.511,  Segunda Turma,  Rel.  Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 13/10/2016)  “PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS.   TRÁFICO  DE  DROGAS.  REGIME  INICIAL.  ÓBICE  DA  SÚMULA  691/STF.  1.  O  Supremo  Tribunal  Federal  firmou   orientação no sentido da inadmissibilidade de habeas corpus contra   decisão  denegatória  de  provimento cautelar  (Súmula 691/STF).  Da   mesma forma, a jurisprudência do STF não admite a utilização do   habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal (v.g, RHC   119.605-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso; HC 111.412-AgR, Rel.   Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827- MC, Rel.  Min. Teori Zavascki;  RHC 116.204, Relª.  Minª.  Cármen   Lúcia; e RHC 115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 2. Ausência   de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a   concessão da ordem de ofício. Hipótese em que o regime prisional mais   severo foi justificado pelas instâncias de origem com base em dados   objetivos da causa, em especial a variedade e a quantidade das drogas   objeto do delito (55 invólucros e 5 tijolos de maconha; 70 papelotes e 4   porções  de  cocaína;  63  pedras  e  6  porções  de  crack).  3.  Agravo   regimental desprovido.” (HC 137.309-AgR, Primeira Turma, Rel.  Min. Roberto Barroso, DJe de 13/03/2017)  Desta  sorte,  diante  da legitimidade da imposição do regime mais     gravoso,  resta  prejudicado  o  requerimento  de  “substituição  da  pena   privativa de liberdade por restritiva de direitos”.   Demais  disso,  forçoso  reconhecer,  ainda,  que aferir  a  procedência  das alegações defensivas demandaria um indevido incursionamento na  moldura fática delineada nos autos. Assim, cumpre ressaltar que o habeas   corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo  fático  probatório  engendrado  nos  autos.  Destarte,  não  se  revela  cognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. Nesse  sentido:  “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS . PENAL   E  PROCESSUAL  PENAL.  CRIME  DE  HOMICÍDIO   DUPLAMENTE  QUALIFICADO.  HABEAS  CORPUS   SUBSTITUTIVO  DE  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.   INADMISSIBILIDADE.  COMPETÊNCIA  DO  SUPREMO   TRIBUNAL  FEDERAL  PARA  JULGAR  HABEAS  CORPUS:   CRFB/88,  ART.  102,  I,  D  E  I  .  HIPÓTESE  QUE  NÃO  SE   AMOLDA  AO  ROL  TAXATIVO  DE  COMPETÊNCIA  DESTA  SUPREMA  CORTE.  REVOLVIMENTO  DO  CONJUNTO   FÁTICO-PROBATÓRIO.  INADMISSIBILIDADE  NA  VIA  ELEITA.  INÉPCIA DA DENÚNCIA.  NÃO CARACTERIZADA.   CUSTÓDIA  PREVENTIVA  DEVIDAMENTE   FUNDAMENTADA.  ELEMENTOS  CONCRETOS  A  JUSTIFICAR  A MEDIDA.  ALEGADO  EXCESSO  DE  PRAZO.   INOCORRÊNCIA.  AGRAVO  REGIMENTAL  DESPROVIDO.”   (HC nº  130.439,  Rel.  Min.  Luiz  Fux,  Primeira  Turma,  DJe  de  12/05/2016)  Nessa  linha,  o  Supremo  Tribunal  Federal  fixou  entendimento  no  sentido  de  que  “a  dosimetria  da  pena,  bem  como  os  critérios  subjetivos   considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de   aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e   probatório  inerente  a  meio  processual  diverso” (HC  nº  114.650,  Primeira  Turma,  Rel.  Min.  Luiz  Fux,  DJe  de  14/08/2013).  No mesmo sentido,  o     seguinte julgado:  “PROCESSUAL  PENAL.  AGRAVO  REGIMENTAL  EM   HABEAS  CORPUS.  TRÁFICO  DE DROGAS.  CONDENAÇÃO   TRANSITADA EM JULGADO. DOSIMETRIA DA PENA. 1.  A   Primeira  Turma  do  Supremo  Tribunal  Federal  consolidou   entendimento  no  sentido  da  inadmissibilidade  do  uso  da  ação  de   habeas  corpus  em  substituição  ao  recurso  ordinário  previsto  na   Constituição Federal (HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio; e HC   104.045, Rel.ª  Min.ª  Rosa Weber). 2. O Supremo Tribunal Federal   não admite a utilização do habeas corpus em substituição à ação de   revisão  criminal  (RHC119.605-AgR,  Rel.  da  minha  relatoria;  HC   111.412-AgR,  Rel.  Min.  Luiz  Fux;  RHC 114.890,  Rel.  Min.  Dias   Toffoli;  HC 116.827-MC, Rel.  Min.  Teori  Zavascki;  RHC 116.204,   Rel.ª  Min.ª  Cármen  Lúcia;  e  RHC  115.983,  Rel.  Min.  Ricardo   Lewandowski).  3.  A dosimetria da pena é questão relativa ao   mérito da ação penal,  estando necessariamente vinculada ao   conjunto  fático  probatório,  não  sendo  possível,  em  habeas   corpus, a análise de dados fáticos da causa para redimensionar   a pena finalmente aplicada. Assim, a discussão a respeito da   dosimetria  da  pena  cinge-se  ao  controle  da  legalidade  dos   critérios  utilizados,  restringindo-se,  portanto,  ao  exame  da   “motivação [formalmente  idônea]  de  mérito  e  à  congruência   lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão” (HC   69.419,  Rel.  Min.  Sepúlveda  pertence). 4.  A  orientação   jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que, “Se   instâncias ordinárias concluíram que o ora agravante se dedicava à   atividade  criminosa  para  negar  a  incidência  da  causa  especial  de   redução de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei de Drogas, para se   chegar  a  conclusão  diversa,  necessário  seria  o  reexame  de  fatos  e   provas, o qual o habeas corpus não comporta. Não há que se falar em   bis  in  idem,  pois,  embora  haja  simples  referência  à  quantidade  de   droga apreendida, ela não foi um fator preponderante na negativa de   aplicação da causa especial de redução de pena prevista no art. 33, §   4º, da Lei 11.343/06, já que se entendeu, em razão das circunstâncias   em que foi praticado o delito, que o agravante se dedicava à atividade      criminosa,  o  que,  por  si  só,  obsta  a  incidência  do  redutor  de  pena   pretendido” (HC 136.177-AgR, Rel.  Min.  Dias  Toffoli).  5.  Agravo   regimental a que se nega provimento.” (HC 141.167-AgR, Primeira  Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 16/06/2017)   Ademais, há que se reconhecer que a dosimetria da pena é matéria  sujeita  a  certa  discricionariedade  judicial,  sujeita  à  revisão  apenas  em  casos  de  flagrante  teratologia,  ilegalidade  ou  abuso  de  poder.  Nesse  sentido  o  HC  n.º  132.475,  de  relatoria  da  Min.  Rosa  Weber,  Primeira  Turma, DJe de 23/08/2016:  “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  HABEAS  CORPUS.   SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. INADEQUAÇÃO   DA VIA ELEITA. REITERAÇÃO DE IMPETRAÇÃO ANTERIOR.   TRÁFICO  DE  DROGAS.  ASSOCIAÇÃO  PARA  O  TRÁFICO.   DOSIMETRIA.  FIXAÇÃO  DA  PENA-BASE.  AFASTAMENTO   DA MINORANTE DO ARTIGO 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006. 1.   Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a   Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário.   Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a   impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia   o  instituto  recursal  próprio,  em  manifesta  burla  ao  preceito   constitucional. 2. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal   no sentido de que ‘não se conhece de habeas corpus em que se reitera a   pretensão  veiculada  em  writ  anteriormente  impetrado’  (HC   112.645/TO, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 08.6.2012). 3. A  dosimetria  da  pena  é  matéria  sujeita  a  certa  discricionariedade   judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos   ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Pertinente à   dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da   pena objeto do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. 4. Na hipótese,   adequada a exasperação da pena-base acima do mínimo legal dada 'a   expressiva quantidade de droga apreendida – 57 kg de maconha'. 5. A   tese defensiva de aplicação da minorante do § 4º do art.  33 da Lei   11.343/06, afastada pelas instâncias anteriores dada a constatação de o   paciente integrar organização criminosa e/ou dedicar-se à atividades      delitivas, demandaria o reexame e a valoração de fatos e provas, para o   que não se presta a via eleita. 6. Agravo regimental conhecido e não   provido”.  Impende consignar,  ainda, que não cabe a rediscussão da matéria  perante essa Corte e nesta via processual, porquanto o habeas corpus não é  sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Nesse sentido:   “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  HABEAS  CORPUS.   PROCESSUAL  PENAL.  PRESSUPOSTOS  DE   ADMISSIBILIDADE  DO  RECURSO  ESPECIAL.   COMPETÊNCIA  PRECÍPUA  DO  SUPERIOR  TRIBUNAL  DE   JUSTIÇA.  WRIT  SUCEDÂNEO  DE  RECURSO  OU  REVISÃO   CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao   Superior  Tribunal  de  Justiça  o  julgamento  do  recurso  especial,   cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de   admissibilidade  positivo  ou  negativo  quanto  a  tal  recurso  de   fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou   abuso  de  poder,  inadmissível  o  reexame  dos  pressupostos  de   admissibilidade  do  recurso  especial  pelo  Supremo Tribunal  Federal.   Precedentes.  2.  Inadmissível  a  utilização  do  habeas  corpus  como   sucedâneo  de  recurso  ou  revisão  criminal.  Precedentes.  3.  Agravo   regimental conhecido e não provido.” (HC nº 133.648-AgR, Primeira  Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 07/06/2016)  “AGRAVO  REGIMENTAL  NO  HABEAS  CORPUS.   CONSTITUCIONAL.  PENAL.  VIOLAÇÃO  DE  DIREITO   AUTORAL.  TRÂNSITO  EM  JULGADO  DA  DECISÃO   PROFERIDA  NO  SUPERIOR  TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA.   IMPETRAÇÃO  DE  HABEAS  CORPUS  NESTE  SUPREMO   TRIBUNAL  APÓS  TRANSCURSO  DO  PRAZO  RECURSAL:   IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS   COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA  DE  INSTRUÇÃO  DO  HABEAS  CORPUS.  PRECEDENTES.   DECISÃO  AGRAVADA  MANTIDA.  AGRAVO  AO  QUAL  SE   NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da      impetração  no  Superior  Tribunal  de  Justiça.  Jurisprudência  do   Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de   habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o   pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua   viabilidade,  impedindo que  sequer  se  verifique  a  caracterização,  ou   não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega   provimento.” (HC nº 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen  Lúcia, DJe de 15/03/2016)  Cumpre destacar, também, que esta corte sufraga o entendimento de  que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os  quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de  infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis:  “AGRAVO  REGIMENTAL  EM  HABEAS  CORPUS.   REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL   QUE  NÃO  INFIRMAM  OS  FUNDAMENTOS  DA  DECISÃO   AGRAVADA.  WRIT  CONTRA  DECISÃO  LIMINAR  DO   SUPERIOR  TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA.  POSTERIOR   JULGAMENTO  DO  MÉRITO:  PREJUDICIALIDADE  DA  IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.   I  -  O  agravante  reitera  os  argumentos  anteriormente  expostos  na   inicial  do  habeas  corpus,  sem,  contudo,  aduzir  novos  elementos   capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A   superveniência  do  julgamento  do  mérito  de  habeas  corpus  pelo   Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca   a  decisão  que  indeferiu  a  liminar.  III  –  Agravo  ao  qual  se  nega   provimento.”  (HC  136.071-AgR,  Segunda  Turma,  Rel.  Min.  Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017)  “AGRAVO  REGIMENTAL  EM  HABEAS  CORPUS.   PROCESSO  PENAL.  DECISÃO  MONOCRÁTICA.   INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA.  MANUTENÇÃO  DA  NEGATIVA  DE  SEGUIMENTO.   DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL.   RESPOSTA  À  ACUSAÇÃO.  PRESCINDIBILIDADE.  PRISÃO      PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL   DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o   julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2.   O artigo  396 do  CPP,  que  assegura  ao  acusado  a  apresentação  de   resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao   rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita   precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são   direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que,   forte  no  princípio  da  especialidade,  não  há  direito  subjetivo  à   acumulação  das  oportunidades  de  defesa.  3.  Não há  ilegalidade  na   decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que   evidenciam  o  fundado  receio  de  reiteração  delituosa.  4.  Agravo   regimental  desprovido.”  (HC 122.904-AgR,  Primeira  Turma Rel.  Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016)  “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso   Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no   Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1.   O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação   independe  de  resultado  naturalístico,  bastando  a  simples  ameaça   praticada  contra  qualquer  pessoa  que  intervenha  no  processo,  seja   autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza   o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo   se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do   Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante   na  inicial  da  impetração  não  é  suficiente  para  modificar  a  decisão   agravada  (HC  115.560-AgR,  Rel.  Min.  Dias  Toffoli).  4.  Agravo   regimental  a  que  se  nega  provimento.”  (RHC  124.487-AgR,  Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015)  Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.   É como voto. 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MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : MARCOS SANTOS DA FONTOURA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO  SUL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA  Decisão:  A  Turma  deferiu  a  ordem,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  Unânime.  Ausente,  justificadamente,  o  Senhor  Ministro  Luís  Roberto  Barroso.  Presidência  do  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio. Primeira Turma, 16.5.2017.    Presidência  do  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio.  Presentes  à   Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Alexandre de  Moraes.  Ausente  o  Senhor  Ministro  Luís  Roberto  Barroso  por  encontrar-se em compromisso na Universidade de Oxford, no Reino  Unido.  Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.  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MARCO AURÉLIO\nPACTE.(S) :\n     </b>\n     MARCOS SANTOS DA FONTOURA\n     <b>\n      IMPTE.(S) :\n     </b>\n     DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO\n    </p>\n    <p>\n     GRANDE DO SUL\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO\n    </p>\n    <p>\n     GRANDE DO SUL\n     <b>\n      COATOR(A/S)(ES) :\n     </b>\n     SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     PRESTAÇÃO  JURISDICIONAL  –  COMPLETUDE.  Cumpre  aos \nórgãos investidos no ofício judicante observar a completude da entrega \nda prestação jurisdicional.\n    </p>\n    <p>\n     A C Ó R D Ã O\n  \nVistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da\n    </p>\n    <p>\n     Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em deferir a ordem, nos \ntermos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo \nMinistro Marco Aurélio,  na conformidade da ata do julgamento e  das \nrespectivas notas taquigráficas.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 16 de maio de 2017.\n    </p>\n    <p>\n    </p>\n    <p>\n     MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12938638.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      16/05/2017 PRIMEIRA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 130.092 RIO GRANDE DO SUL\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\nPACTE.(S) :\n     </b>\n     MARCOS SANTOS DA FONTOURA\n     <b>\n      IMPTE.(S) :\n     </b>\n     DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO\n    </p>\n    <p>\n     GRANDE DO SUL\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO\n    </p>\n    <p>\n     GRANDE DO SUL\n     <b>\n      COATOR(A/S)(ES) :\n     </b>\n     SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, \nas informações prestadas pela assessora Dra. Mariana Madera Nunes:\n    </p>\n    <p>\n     O  Juízo  da  Vara  Criminal  da  Comarca  de  Santana  do \nLivramento/RS, no processo nº 025/2.11.0000767-3, condenou o \npaciente  a  7  meses  de  detenção,  em  regime  aberto,  e  ao \npagamento de 30 dias-multa, além da suspensão do direito de \ndirigir  pelo  prazo  de  6  meses,  ante  a  prática  do  delito  de \ntrânsito  descrito  no  artigo  306  (conduzir  veículo  automotor \nembriagado) da Lei nº 9.503/1997. Deixou de substituir a pena \nprivativa de liberdade por restritiva de direitos, considerada a \nreincidência.\n    </p>\n    <p>\n     Em  apelação,  a  defesa  argumentou  não  haver \nimpedimento  à  conversão  da  sanção,  afirmando  inexistir \nreincidência  específica.  A  Terceira  Câmara  Criminal  deu \nprovimento ao recurso, absolvendo o paciente.  Concluiu pela \ndescriminalização do tipo penal que implicou a condenação, em \nvirtude  da  alteração  promovida  pela  Lei  nº  12.760/2012. \nAssentou não constituir o fato imputado ao paciente infração \npenal, a teor do disposto no artigo 386, inciso III, do Código de \nProcesso Penal.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12938639.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 130092 / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     O Ministério Público estadual protocolou recurso especial, \nde  nº  1.492.642/RS,  sustentando  que  a  mencionada  Lei,  ao \nalterar a redação anterior do artigo 306 do Código de Trânsito \nBrasileiro  –  “Conduzir  veículo  automotor,  na  via  pública, \nestando com concentração de álcool por litro de sangue igual \nou  superior  a  6  (seis)  decigramas,  ou  sob  a  influência  de \nqualquer  outra  substância  psicoativa  que  determine \ndependência” –,  não  teria  descriminalizado  a  conduta  nele \ndescrita.  A Sexta  Turma  proveu  o  especial,  restabelecendo  a \ndecisão  condenatória.  Salientou  tratar-se  de  delito  de  perigo \nabstrato, no qual se dispensa a demonstração da potencialidade \nlesiva.  Destacou  ser  desnecessária  a  discussão  acerca  do \nelemento  objetivo  descritivo  –  “alteração  das  funções \npsicomotoras”  –  inserido  na  nova  redação.  Fez  ver  que  a \nmodificação do aludido dispositivo decorreu do princípio da \ncontinuidade  normativo-típica,  e  não  de  instituto \ndescriminalizador. Reportou-se à jurisprudência do Tribunal e \ndo Supremo nesse sentido.\n    </p>\n    <p>\n     A Defensoria  Pública  do  Estado  do  Rio  Grande  do  Sul \naduz  violação  dos  princípios  da  ampla  defesa  e  do  devido \nprocesso legal. Anota ter deixado de ser apreciada pelo Tribunal \nde Justiça a questão alusiva à substituição da pena privativa de \nliberdade por restritiva de direitos.  Alega que a Sexta Turma \ndeveria ter determinado o retorno do processo ao Tribunal de \nJustiça  para  o  enfrentamento  da  tese  da  defesa.  Diz  haver \nocorrido, em 17 de agosto de 2015,  o trânsito em julgado da \nsentença condenatória a implicar a execução da sanção. Evoca \nprecedente da Segunda Turma do Supremo –\n     <i>\n      habeas corpus\n     </i>\n     nº \n126.869/RS –, no qual foi debatida situação semelhante.\n    </p>\n    <p>\n     Buscou,  em âmbito  liminar,  a  suspensão  dos  efeitos  do \ntítulo condenatório. No mérito, pretende a anulação do acórdão \nformalizado pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, \nno recurso especial nº 1.492.642/RS, e a remessa do processo ao\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12938639.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HC 130092 / RS\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Tribunal  de  Justiça  para  a  análise  da  substituição  da  pena \nprivativa de liberdade por restritiva de direitos.\n    </p>\n    <p>\n     Vossa  Excelência  acolheu  o  pedido  de  medida \nacauteladora,  suspendendo, até o pronunciamento final deste\n     <i>\n      habeas corpus,\n     </i>\n     a eficácia do que decidido pelo Superior Tribunal \nde Justiça no recurso especial nº 1.492.642/RS.\n    </p>\n    <p>\n     A  Procuradoria-Geral  da  República  opina  pelo \ndeferimento da ordem, com o fim de o Tribunal de Justiça do \nEstado do Rio Grande do Sul prosseguir no julgamento da tese \ndefensiva exposta na apelação.\n    </p>\n    <p>\n     Lancei visto no processo em 29 de abril de 2017, liberando-o para \nexame  na  Turma  a  partir  de  16  de  maio  seguinte,  isso  objetivando  a \nciência da impetrante.\n    </p>\n    <p>\n     É o relatório.\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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Ante a absolvição do paciente, o Tribunal de Justiça do \nEstado do Rio  Grande do Sul  não enfrentou o único  pedido \nformalizado  na  apelação,  ou  seja,  a  substituição  da  pena \nrestritiva da liberdade pela limitadora de direitos. O Superior \nTribunal  de  Justiça,  ao  prover  o  recurso  especial,  deixou  de \natentar para a pendência da matéria.\n    </p>\n    <p>\n     Defiro  a ordem para que o  Tribunal  de Justiça do Estado do Rio \nGrande do Sul aprecie a matéria veiculada na apelação.\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12938640.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 16/05/2017\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      PRIMEIRA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      HABEAS CORPUS 130.092\n     </b>\n     PROCED. : RIO GRANDE DO SUL\n     <b>\n      RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n     </b>\n     PACTE.(S) : MARCOS SANTOS DA FONTOURA\nIMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL\nPROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO \nSUL\nCOATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     :  A  Turma  deferiu  a  ordem,  nos  termos  do  voto  do \nRelator.  Unânime.  Ausente,  justificadamente,  o  Senhor  Ministro \nLuís  Roberto  Barroso.  Presidência  do  Senhor  Ministro  Marco \nAurélio. Primeira Turma, 16.5.2017.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência  do  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio.  Presentes  à\n    </p>\n    <p>\n     Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Alexandre de \nMoraes.  Ausente  o  Senhor  Ministro  Luís  Roberto  Barroso  por \nencontrar-se em compromisso na Universidade de Oxford, no Reino \nUnido.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.\n    </p>\n    <p>\n     Carmen Lilian Oliveira de Souza\nSecretária da Primeira Turma\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12955664\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "16/05/2017 PRIMEIRA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 130.092 RIO GRANDE DO SUL\n", "RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n", "PACTE.(S) :MARCOS SANTOS DA FONTOURA \n", "IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO \n", "GRANDE DO SUL \n", "PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO \n", "GRANDE DO SUL \n", "COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "PRESTAÇÃO  JURISDICIONAL  –  COMPLETUDE.  Cumpre  aos \n", "órgãos investidos no ofício judicante observar a completude da entrega \n", "da prestação jurisdicional. \n", "A C Ó R D Ã O\n", "  \n", "Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da \n", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em deferir a ordem, nos \n", "termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo \n", "Ministro Marco Aurélio,  na conformidade da ata do julgamento e  das \n", "respectivas notas taquigráficas.\n", "  \n", "Brasília, 16 de maio de 2017.\n", "  \n", "  \n", "  \n", "MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12938638.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6\n", "Relatório\n", "16/05/2017 PRIMEIRA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 130.092 RIO GRANDE DO SUL\n", "RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n", "PACTE.(S) :MARCOS SANTOS DA FONTOURA \n", "IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO \n", "GRANDE DO SUL \n", "PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO \n", "GRANDE DO SUL \n", "COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, \n", "as informações prestadas pela assessora Dra. Mariana Madera Nunes:\n", "O  Juízo  da  Vara  Criminal  da  Comarca  de  Santana  do \n", "Livramento/RS, no processo nº 025/2.11.0000767-3, condenou o \n", "paciente  a  7  meses  de  detenção,  em  regime  aberto,  e  ao \n", "pagamento de 30 dias-multa, além da suspensão do direito de \n", "dirigir  pelo  prazo  de  6  meses,  ante  a  prática  do  delito  de \n", "trânsito  descrito  no  artigo  306  (conduzir  veículo  automotor \n", "embriagado) da Lei nº 9.503/1997. Deixou de substituir a pena \n", "privativa de liberdade por restritiva de direitos, considerada a \n", "reincidência.\n", "Em  apelação,  a  defesa  argumentou  não  haver \n", "impedimento  à  conversão  da  sanção,  afirmando  inexistir \n", "reincidência  específica.  A  Terceira  Câmara  Criminal  deu \n", "provimento ao recurso, absolvendo o paciente.  Concluiu pela \n", "descriminalização do tipo penal que implicou a condenação, em \n", "virtude  da  alteração  promovida  pela  Lei  nº  12.760/2012. \n", "Assentou não constituir o fato imputado ao paciente infração \n", "penal, a teor do disposto no artigo 386, inciso III, do Código de \n", "Processo Penal. \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12938639.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n", "Relatório\n", "HC 130092 / RS \n", "O Ministério Público estadual protocolou recurso especial, \n", "de  nº  1.492.642/RS,  sustentando  que  a  mencionada  Lei,  ao \n", "alterar a redação anterior do artigo 306 do Código de Trânsito \n", "Brasileiro  –  “Conduzir  veículo  automotor,  na  via  pública, \n", "estando com concentração de álcool por litro de sangue igual \n", "ou  superior  a  6  (seis)  decigramas,  ou  sob  a  influência  de \n", "qualquer  outra  substância  psicoativa  que  determine \n", "dependência” –,  não  teria  descriminalizado  a  conduta  nele \n", "descrita.  A Sexta  Turma  proveu  o  especial,  restabelecendo  a \n", "decisão  condenatória.  Salientou  tratar-se  de  delito  de  perigo \n", "abstrato, no qual se dispensa a demonstração da potencialidade \n", "lesiva.  Destacou  ser  desnecessária  a  discussão  acerca  do \n", "elemento  objetivo  descritivo  –  “alteração  das  funções \n", "psicomotoras”  –  inserido  na  nova  redação.  Fez  ver  que  a \n", "modificação do aludido dispositivo decorreu do princípio da \n", "continuidade  normativo-típica,  e  não  de  instituto \n", "descriminalizador. Reportou-se à jurisprudência do Tribunal e \n", "do Supremo nesse sentido.\n", "A Defensoria  Pública  do  Estado  do  Rio  Grande  do  Sul \n", "aduz  violação  dos  princípios  da  ampla  defesa  e  do  devido \n", "processo legal. Anota ter deixado de ser apreciada pelo Tribunal \n", "de Justiça a questão alusiva à substituição da pena privativa de \n", "liberdade por restritiva de direitos.  Alega que a Sexta Turma \n", "deveria ter determinado o retorno do processo ao Tribunal de \n", "Justiça  para  o  enfrentamento  da  tese  da  defesa.  Diz  haver \n", "ocorrido, em 17 de agosto de 2015,  o trânsito em julgado da \n", "sentença condenatória a implicar a execução da sanção. Evoca \n", "precedente da Segunda Turma do Supremo –  habeas corpus nº \n", "126.869/RS –, no qual foi debatida situação semelhante. \n", "Buscou,  em âmbito  liminar,  a  suspensão  dos  efeitos  do \n", "título condenatório. No mérito, pretende a anulação do acórdão \n", "formalizado pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, \n", "no recurso especial nº 1.492.642/RS, e a remessa do processo ao \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12938639.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n", "Relatório\n", "HC 130092 / RS \n", "Tribunal  de  Justiça  para  a  análise  da  substituição  da  pena \n", "privativa de liberdade por restritiva de direitos.\n", "Vossa  Excelência  acolheu  o  pedido  de  medida \n", "acauteladora,  suspendendo, até o pronunciamento final deste \n", "habeas corpus, a eficácia do que decidido pelo Superior Tribunal \n", "de Justiça no recurso especial nº 1.492.642/RS.\n", "A  Procuradoria-Geral  da  República  opina  pelo \n", "deferimento da ordem, com o fim de o Tribunal de Justiça do \n", "Estado do Rio Grande do Sul prosseguir no julgamento da tese \n", "defensiva exposta na apelação.\n", "Lancei visto no processo em 29 de abril de 2017, liberando-o para \n", "exame  na  Turma  a  partir  de  16  de  maio  seguinte,  isso  objetivando  a \n", "ciência da impetrante.\n", "É o relatório.\n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12938639.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6\n", "Voto - MIN. MARCO AURÉLIO\n", "16/05/2017 PRIMEIRA TURMA\n", "HABEAS CORPUS 130.092 RIO GRANDE DO SUL\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Reafirmo \n", "o que consignado no ato interlocutório mediante o qual implementei a \n", "liminar para suspender a eficácia do que decidido pelo Superior Tribunal \n", "de Justiça no recurso especial nº 1.492.642/RS: \n", "2. Ante a absolvição do paciente, o Tribunal de Justiça do \n", "Estado do Rio  Grande do Sul  não enfrentou o único  pedido \n", "formalizado  na  apelação,  ou  seja,  a  substituição  da  pena \n", "restritiva da liberdade pela limitadora de direitos. O Superior \n", "Tribunal  de  Justiça,  ao  prover  o  recurso  especial,  deixou  de \n", "atentar para a pendência da matéria. \n", "Defiro  a ordem para que o  Tribunal  de Justiça do Estado do Rio \n", "Grande do Sul aprecie a matéria veiculada na apelação. \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12938640.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6\n", "Extrato de Ata - 16/05/2017\n", "PRIMEIRA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "HABEAS CORPUS 130.092\n", "PROCED. : RIO GRANDE DO SUL\n", "RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO\n", "PACTE.(S) : MARCOS SANTOS DA FONTOURA\n", "IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL\n", "PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO \n", "SUL\n", "COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n", "Decisão:  A  Turma  deferiu  a  ordem,  nos  termos  do  voto  do \n", "Relator.  Unânime.  Ausente,  justificadamente,  o  Senhor  Ministro \n", "Luís  Roberto  Barroso.  Presidência  do  Senhor  Ministro  Marco \n", "Aurélio. Primeira Turma, 16.5.2017.\n", " \n", "Presidência  do  Senhor  Ministro  Marco  Aurélio.  Presentes  à \n", "Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Alexandre de \n", "Moraes.  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Mariana Madera Nunes:  O  Juízo  da  Vara  Criminal  da  Comarca  de  Santana  do  Livramento/RS, no processo nº 025/2.11.0000767-3, condenou o  paciente  a  7  meses  de  detenção,  em  regime  aberto,  e  ao  pagamento de 30 dias-multa, além da suspensão do direito de  dirigir  pelo  prazo  de  6  meses,  ante  a  prática  do  delito  de  trânsito  descrito  no  artigo  306  (conduzir  veículo  automotor  embriagado) da Lei nº 9.503/1997. Deixou de substituir a pena  privativa de liberdade por restritiva de direitos, considerada a  reincidência.  Em  apelação,  a  defesa  argumentou  não  haver  impedimento  à  conversão  da  sanção,  afirmando  inexistir  reincidência  específica.  A  Terceira  Câmara  Criminal  deu  provimento ao recurso, absolvendo o paciente.  Concluiu pela  descriminalização do tipo penal que implicou a condenação, em  virtude  da  alteração  promovida  pela  Lei  nº  12.760/2012.  Assentou não constituir o fato imputado ao paciente infração  penal, a teor do disposto no artigo 386, inciso III, do Código de  Processo Penal.     O Ministério Público estadual protocolou recurso especial,  de  nº  1.492.642/RS,  sustentando  que  a  mencionada  Lei,  ao  alterar a redação anterior do artigo 306 do Código de Trânsito  Brasileiro  –  “Conduzir  veículo  automotor,  na  via  pública,  estando com concentração de álcool por litro de sangue igual  ou  superior  a  6  (seis)  decigramas,  ou  sob  a  influência  de  qualquer  outra  substância  psicoativa  que  determine  dependência” –,  não  teria  descriminalizado  a  conduta  nele  descrita.  A Sexta  Turma  proveu  o  especial,  restabelecendo  a  decisão  condenatória.  Salientou  tratar-se  de  delito  de  perigo  abstrato, no qual se dispensa a demonstração da potencialidade  lesiva.  Destacou  ser  desnecessária  a  discussão  acerca  do  elemento  objetivo  descritivo  –  “alteração  das  funções  psicomotoras”  –  inserido  na  nova  redação.  Fez  ver  que  a  modificação do aludido dispositivo decorreu do princípio da  continuidade  normativo-típica,  e  não  de  instituto  descriminalizador. Reportou-se à jurisprudência do Tribunal e  do Supremo nesse sentido.  A Defensoria  Pública  do  Estado  do  Rio  Grande  do  Sul  aduz  violação  dos  princípios  da  ampla  defesa  e  do  devido  processo legal. Anota ter deixado de ser apreciada pelo Tribunal  de Justiça a questão alusiva à substituição da pena privativa de  liberdade por restritiva de direitos.  Alega que a Sexta Turma  deveria ter determinado o retorno do processo ao Tribunal de  Justiça  para  o  enfrentamento  da  tese  da  defesa.  Diz  haver  ocorrido, em 17 de agosto de 2015,  o trânsito em julgado da  sentença condenatória a implicar a execução da sanção. Evoca  precedente da Segunda Turma do Supremo –  habeas corpus nº  126.869/RS –, no qual foi debatida situação semelhante.   Buscou,  em âmbito  liminar,  a  suspensão  dos  efeitos  do  título condenatório. No mérito, pretende a anulação do acórdão  formalizado pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça,  no recurso especial nº 1.492.642/RS, e a remessa do processo ao     Tribunal  de  Justiça  para  a  análise  da  substituição  da  pena  privativa de liberdade por restritiva de direitos.  Vossa  Excelência  acolheu  o  pedido  de  medida  acauteladora,  suspendendo, até o pronunciamento final deste  habeas corpus, a eficácia do que decidido pelo Superior Tribunal  de Justiça no recurso especial nº 1.492.642/RS.  A  Procuradoria-Geral  da  República  opina  pelo  deferimento da ordem, com o fim de o Tribunal de Justiça do  Estado do Rio Grande do Sul prosseguir no julgamento da tese  defensiva exposta na apelação.  Lancei visto no processo em 29 de abril de 2017, liberando-o para  exame  na  Turma  a  partir  de  16  de  maio  seguinte,  isso  objetivando  a  ciência da impetrante.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Reafirmo  o que consignado no ato interlocutório mediante o qual implementei a  liminar para suspender a eficácia do que decidido pelo Superior Tribunal  de Justiça no recurso especial nº 1.492.642/RS:   2. Ante a absolvição do paciente, o Tribunal de Justiça do  Estado do Rio  Grande do Sul  não enfrentou o único  pedido  formalizado  na  apelação,  ou  seja,  a  substituição  da  pena  restritiva da liberdade pela limitadora de direitos. O Superior  Tribunal  de  Justiça,  ao  prover  o  recurso  especial,  deixou  de  atentar para a pendência da matéria.   Defiro  a ordem para que o  Tribunal  de Justiça do Estado do Rio  Grande do Sul aprecie a matéria veiculada na apelação.  ", "votante" : "MIN_MARCO_AURELIO" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac5b0d25122448875c5" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos,  relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do  Supremo Tribunal  Federal,  em Segunda  Turma,  sob  a  Presidência  do  Ministro Teori Zavascki,  na conformidade da ata de julgamentos e das  notas  taquigráficas,  por  unanimidade de  votos,  em não conhecer dos  embargos de declaração e impor à parte embargante multa de 1% sobre o  valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator. Não participou,  justificadamente,  deste  julgamento,  o  Senhor  Ministro  Dias  Toffoli.  Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.  Brasília, 14 de abril de 2015.   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A  inocorrência dos  pressupostos  de  embargabilidade,  a  que  se  refere o  art.  535 do CPC,  autoriza a  rejeição dos embargos  de declaração,  por  incabíveis.  MULTA E EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER.  – O  abuso do direito de recorrer –  por qualificar-se como prática  incompatível com o  postulado  ético-jurídico  da  lealdade  processual  –  constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo,  especialmente nos casos em que a parte interpõe recurso  com intuito   evidentemente protelatório, hipótese em que se legitima a imposição de  multa.  A multa a que se refere o art. 538, parágrafo único, do CPC possui  função inibitória, pois visa  a impedir o exercício  abusivo do direito de  recorrer  e a obstar a  indevida utilização do processo como instrumento  de  retardamento  da  solução  jurisdicional  do  conflito  de  interesses.  Precedentes.   " }, "extratoata" : { "texto" : "EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO  EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.597 PROCED. : RORAIMA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT ADV.(A/S) : ANA VIRGÍNIA BATISTA LOPES DE SOUZA EMBDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NA EMPRESA DE CORREIOS E  TELÉGRAFOS E SIMILARES DO ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) : JOSÉ DE OLIVEIRA BARRONCAS  Decisão:  A  Turma,  por  votação  unânime,  não  conheceu  dos  embargos de declaração e impôs, à parte embargante, multa de 1%  sobre o valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator.  Não  participou,  justificadamente,  deste  julgamento,  o  Senhor  Ministro  Dias  Toffoli.  Ausente,  justificadamente,  a  Senhora  Ministra  Cármen  Lúcia.  Presidência  do  Senhor  Ministro  Teori  Zavascki. 2ª Turma, 14.04.2015.   Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à  sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias  Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen  Lúcia.  Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Edson  Oliveira  de  Almeida.  Ravena Siqueira Secretária " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      14/04/2015 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.597 RORAIMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\nEMBTE.(S) :\n     </b>\n     UNIÃO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n     <b>\n      EMBDO.(A/S) :\n     </b>\n     EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E\n    </p>\n    <p>\n     TELÉGRAFOS - ECT\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ANA VIRGÍNIA BATISTA LOPES DE SOUZA\n     <b>\n      EMBDO.(A/S) :\n     </b>\n     SINDICATO DOS TRABALHADORES NA EMPRESA\n    </p>\n    <p>\n     DE CORREIOS E TELÉGRAFOS E SIMILARES DO \nESTADO DO AMAZONAS\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JOSÉ DE OLIVEIRA BARRONCAS\n    </p>\n    <p>\n     E  M  E  N  T  A:\n     <b>\n      SEGUNDOS\n     </b>\n     EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO  –\n     <b>\n      INOCORRÊNCIA\n     </b>\n     DE  CONTRADIÇÃO,  OBSCURIDADE  OU \nOMISSÃO –\n     <b>\n      ABUSO\n     </b>\n     DO DIREITO DE RECORRER –\n     <b>\n      IMPOSIÇÃO DE \nMULTA\n     </b>\n     (1% SOBRE O VALOR CORRIGIDO DA CAUSA)\n     <b>\n     </b>\n     – EMBARGOS \nDE DECLARAÇÃO\n     <b>\n      NÃO CONHECIDOS\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     –  Os  embargos  de  declaração\n     <b>\n      destinam-se\n     </b>\n     ,  precipuamente,  a\n     <b>\n      desfazer\n     </b>\n     obscuridades,  a\n     <b>\n      afastar\n     </b>\n     contradições  e  a\n     <b>\n      suprir\n     </b>\n     omissões  que \neventualmente  se  registrem  no  acórdão  proferido  pelo  Tribunal.  A\n     <b>\n      inocorrência\n     </b>\n     dos  pressupostos  de  embargabilidade,\n     <b>\n      a  que  se  refere\n     </b>\n     o \nart.  535 do CPC,\n     <b>\n      autoriza\n     </b>\n     a  rejeição dos embargos  de declaração,\n     <b>\n      por \nincabíveis\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      MULTA E EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     – O\n     <b>\n      abuso\n     </b>\n     do direito de recorrer –\n     <b>\n      por qualificar-se\n     </b>\n     como prática\n     <b>\n      incompatível\n     </b>\n     com o  postulado  ético-jurídico  da  lealdade  processual  –\n     <b>\n      constitui\n     </b>\n     ato de litigância maliciosa\n     <b>\n      repelido\n     </b>\n     pelo ordenamento positivo,\n     <b>\n      especialmente\n     </b>\n     nos casos em que a parte interpõe recurso\n     <b>\n      com intuito\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8401159.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 662597 AGR-TERCEIRO-ED-ED / RR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     evidentemente protelatório, hipótese em que se\n     <b>\n      legitima\n     </b>\n     a imposição de\n     <b>\n      multa\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     A\n     <b>\n      multa\n     </b>\n     a que se refere o art. 538,\n     <b>\n      parágrafo único\n     </b>\n     , do CPC\n     <b>\n      possui \nfunção inibitória\n     </b>\n     , pois visa\n     <b>\n      a impedir\n     </b>\n     o exercício\n     <b>\n      abusivo\n     </b>\n     do direito de \nrecorrer\n     <b>\n      e a obstar\n     </b>\n     a\n     <b>\n      indevida\n     </b>\n     utilização do processo como instrumento \nde  retardamento  da  solução  jurisdicional  do  conflito  de  interesses.\n     <b>\n      Precedentes\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     A C Ó R D Ã O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Vistos\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      relatados\n     </b>\n     e\n     <b>\n      discutidos\n     </b>\n     estes autos,\n     <b>\n      acordam\n     </b>\n     os Ministros do \nSupremo Tribunal  Federal,\n     <b>\n      em Segunda  Turma\n     </b>\n     ,  sob  a  Presidência  do \nMinistro Teori Zavascki,  na conformidade da ata de julgamentos e das \nnotas  taquigráficas,\n     <b>\n      por  unanimidade\n     </b>\n     de  votos,\n     <b>\n      em\n     </b>\n     <b>\n      não conhecer\n     </b>\n     dos \nembargos de declaração\n     <b>\n      e\n     </b>\n     <b>\n      impor\n     </b>\n     à parte embargante multa de 1% sobre o \nvalor corrigido da causa,\n     <b>\n      nos termos\n     </b>\n     do voto do Relator. Não participou, \njustificadamente,  deste  julgamento,  o  Senhor  Ministro  Dias  Toffoli. \nAusente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 14 de abril de 2015.\n    </p>\n    <p>\n     CELSO DE MELLO – RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8401159.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      14/04/2015 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.597 RORAIMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\nEMBTE.(S) :\n     </b>\n     UNIÃO\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n     <b>\n      EMBDO.(A/S) :\n     </b>\n     EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E\n    </p>\n    <p>\n     TELÉGRAFOS - ECT\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     ANA VIRGÍNIA BATISTA LOPES DE SOUZA\n     <b>\n      EMBDO.(A/S) :\n     </b>\n     SINDICATO DOS TRABALHADORES NA EMPRESA\n    </p>\n    <p>\n     DE CORREIOS E TELÉGRAFOS E SIMILARES DO \nESTADO DO AMAZONAS\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     JOSÉ DE OLIVEIRA BARRONCAS\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator):\n     </b>\n     <b>\n      Trata-se\n     </b>\n     de\n     <b>\n      novos\n     </b>\n     embargos de declaração\n     <b>\n      opostos\n     </b>\n     ao acórdão\n     <b>\n      que rejeitara\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      por \nincabíveis\n     </b>\n     , os\n     <b>\n      primeiros\n     </b>\n     embargos declaratórios\n     <b>\n      também\n     </b>\n     deduzidos pela \nparte ora recorrente.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O acórdão\n     </b>\n     ,  contra  o  qual  se  insurge  o  recorrente,\n     <b>\n      está assim \nementado\n     </b>\n     (fls. 468):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      –\n      <b>\n       INOCORRÊNCIA  \nDE\n      </b>\n      CONTRADIÇÃO,  OBSCURIDADE\n      <b>\n       OU\n      </b>\n      OMISSÃO  – \nPRETENDIDO\n      <b>\n       REEXAME\n      </b>\n      DA  CAUSA  –\n      <b>\n       CARÁTER \nINFRINGENTE\n      </b>\n      –\n      <b>\n       INADMISSIBILIDADE\n      </b>\n      –\n      <b>\n       EMBARGOS  DE \nDECLARAÇÃO REJEITADOS\n      </b>\n      .\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      –\n      <b>\n       Não se  revelam  cabíveis\n      </b>\n      os  embargos  de  declaração,\n      <b>\n       quando\n      </b>\n      a parte recorrente –\n      <b>\n       a pretexto\n      </b>\n      de esclarecer uma inexistente \nsituação de obscuridade, omissão ou contradição –\n      <b>\n       vem a utilizá-los\n      </b>\n      com o objetivo\n      <b>\n       de\n      </b>\n      <b>\n       infringir\n      </b>\n      o  julgado\n      <b>\n       e\n      </b>\n      de,  assim,\n      <b>\n       viabilizar um \nindevido reexame\n      </b>\n      da causa.\n      <b>\n       Precedentes\n      </b>\n      .\n     </i>\n     ”\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8401160.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 662597 AGR-TERCEIRO-ED-ED / RR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Sustenta\n     </b>\n     , a embargante, na\n     <b>\n      presente\n     </b>\n     sede recursal,\n     <b>\n      em síntese\n     </b>\n     , que \n“\n     <i>\n      (...) a decisão deixou, novamente, de se pronunciar sobre o pedido de sobrestamento  \ndo feito, baseado no que fora decidido pelo STF no ‘leading case’ RE 590.880 (…)\n     </i>\n     ” \n(fls. 484).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Submeto\n     </b>\n     ,  pois, estes\n     <b>\n      segundos\n     </b>\n     embargos de declaração,\n     <b>\n      ao exame\n     </b>\n     desta colenda Turma.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      É o relatório\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8401160.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      14/04/2015 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.597 RORAIMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O  SENHOR  MINISTRO  CELSO  DE  MELLO  –  (Relator):  Não \nconheço\n     </b>\n     dos  presentes  embargos  de  declaração,\n     <b>\n      eis  que  não  há\n     </b>\n     ,  no \nacórdão ora impugnado,\n     <b>\n      qualquer\n     </b>\n     evidência de obscuridade, omissão ou \ncontradição a sanar.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Como  se  sabe\n     </b>\n     ,  os  embargos  de  declaração\n     <b>\n      destinam-se\n     </b>\n     , \nprecipuamente, a\n     <b>\n      desfazer\n     </b>\n     obscuridades, a\n     <b>\n      afastar\n     </b>\n     contradições e a\n     <b>\n      suprir\n     </b>\n     omissões  que  eventualmente  se  registrem  no  acórdão  proferido  pelo \nTribunal.  Essa  modalidade  recursal\n     <b>\n      só\n     </b>\n     permite  o  reexame do  acórdão \nembargado, quando utilizada com o\n     <b>\n      específico\n     </b>\n     objetivo de viabilizar um \npronunciamento  jurisdicional\n     <b>\n      de  caráter  integrativo-retificador\n     </b>\n     , \nvocacionado  a\n     <b>\n      afastar\n     </b>\n     as  situações  de  obscuridade,  omissão  ou \ncontradição,  e  a  complementar  e  esclarecer  o  conteúdo  da  decisão \nproferida.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Desse modo\n     </b>\n     , a decisão recorrida – que aprecia, como no caso,\n     <b>\n      com \nplena  exatidão  e  em  toda  a  sua  inteireza\n     </b>\n     ,  determinada  pretensão \njurídica  –\n     <b>\n      não  permite\n     </b>\n     o  emprego  da  via  recursal  dos  embargos  de \ndeclaração,\n     <b>\n      sob  pena\n     </b>\n     de  grave\n     <b>\n      disfunção\n     </b>\n     jurídico-processual  dessa \nmodalidade  de  recurso,  eis  que\n     <b>\n      inocorrentes\n     </b>\n     ,  em  tal  situação,\n     <b>\n     </b>\n     os \npressupostos\n     <b>\n      que justificariam\n     </b>\n     a sua\n     <b>\n      adequada\n     </b>\n     utilização.\n    </p>\n    <p>\n     O\n     <b>\n      exame\n     </b>\n     dos  autos\n     <b>\n      evidencia\n     </b>\n     que  o  acórdão  ora  embargado\n     <b>\n      apreciou\n     </b>\n     ,  de modo\n     <b>\n      inteiramente\n     </b>\n     adequado, as questões cuja análise se \napresentava cabível em sede de agravo regimental,\n     <b>\n      não havendo\n     </b>\n     , por isso \nmesmo,\n     <b>\n      qualquer\n     </b>\n     vício a corrigir,\n     <b>\n      mesmo porque\n     </b>\n     os fundamentos em que\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8401161.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 662597 AGR-TERCEIRO-ED-ED / RR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     se apoiou a decisão objeto do\n     <b>\n      presente\n     </b>\n     recurso revelavam-se\n     <b>\n      plenamente\n     </b>\n     suficientes\n     <b>\n      para desautorizar\n     </b>\n     a pretensão jurídica deduzida pela parte ora \nembargante.\n    </p>\n    <p>\n     A oposição destes\n     <b>\n      novos\n     </b>\n     embargos  declaratórios,\n     <b>\n      ao contrário\n     </b>\n     do \nque sucedeu\n     <b>\n      quando\n     </b>\n     da\n     <b>\n      primeira\n     </b>\n     utilização de tal espécie recursal,\n     <b>\n      está a \nrevelar\n     </b>\n     ,  agora,  um\n     <b>\n      nítido\n     </b>\n     intuito  procrastinatório,\n     <b>\n      que  busca\n     </b>\n     ,  com  a\n     <b>\n      injustificável\n     </b>\n     reiteração  do  recurso  em  causa,\n     <b>\n      obstar\n     </b>\n     ,  de  maneira \nindevida, a execução do acórdão emanado desta colenda Turma.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Tenho para mim\n     </b>\n     , desse modo, que o comportamento processual da \nparte ora embargante\n     <b>\n      traduz\n     </b>\n     hipótese de\n     <b>\n      evidente\n     </b>\n     abusividade,\n     <b>\n      apta\n     </b>\n     a \njustificar, por si  só,\n     <b>\n      a aplicação\n     </b>\n     ,  ao caso ora em julgamento, da norma \ninscrita\n     <b>\n      no art. 538\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      parágrafo único\n     </b>\n     , do CPC,\n     <b>\n      que assim dispõe\n     </b>\n     :\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <b>\n      <i>\n       Art. 538\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      . (...)\n      <b>\n       Parágrafo  único\n      </b>\n      .\n      <b>\n       Quando  manifestamente  protelatórios\n      </b>\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       os embargos\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      , o juiz ou o tribunal,\n      <b>\n       declarando que o são\n      </b>\n      , condenará  \no embargante\n      <b>\n       a pagar\n      </b>\n      ao embargado\n      <b>\n       multa\n      </b>\n      não excedente\n      <b>\n       de um por  \ncento\n      </b>\n      sobre  o  valor  da  causa.\n      <b>\n       Na  reiteração\n      </b>\n      de  embargos  \nprotelatórios, a multa é elevada a até dez por cento (10%), ficando  \ncondicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do  \nvalor respectivo.\n     </i>\n     ” (\n     <b>\n      grifei\n     </b>\n     )\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Torna-se\n     </b>\n     importante\n     <b>\n      enfatizar\n     </b>\n     que o disposto no parágrafo único do \nart.  538 do CPC,\n     <b>\n      além\n     </b>\n     de encontrar fundamento em razões de caráter \nético-jurídico  (\n     <b>\n      privilegiando\n     </b>\n     ,  desse  modo,  o  postulado  da  lealdade \nprocessual),\n     <b>\n      também\n     </b>\n     busca  imprimir\n     <b>\n      celeridade\n     </b>\n     ao  processo  de \nadministração  da  justiça,  atribuindo-lhe  um  coeficiente  de  maior\n     <b>\n      racionalidade\n     </b>\n     , em ordem a conferir\n     <b>\n      efetividade\n     </b>\n     à resposta jurisdicional \ndo Estado.\n    </p>\n    <p>\n     Esse  entendimento  –  que  destaca  a  “\n     <i>\n      ratio\n     </i>\n     ”  subjacente  à  norma \ninscrita no art. 538, parágrafo único, do CPC – põe em evidência a\n     <b>\n      função\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8401161.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 662597 AGR-TERCEIRO-ED-ED / RR\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      inibitória\n     </b>\n     da sanção processual prevista no preceito em causa,\n     <b>\n      que visa a \nimpedir\n     </b>\n     , na hipótese nele referida, o exercício\n     <b>\n      irresponsável\n     </b>\n     do direito de \nrecorrer,\n     <b>\n      neutralizando\n     </b>\n     ,  dessa  maneira,  a  atuação  processual  do \n“\n     <i>\n      improbus litigator\n     </i>\n     ”.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Concluindo\n     </b>\n     : o\n     <b>\n      abuso\n     </b>\n     do direito de recorrer – por qualificar-se como \nprática\n     <b>\n      incompatível\n     </b>\n     com  o  postulado  ético-jurídico  da  lealdade \nprocessual  –\n     <b>\n      constitui\n     </b>\n     ato  de  litigância  maliciosa\n     <b>\n      repelido\n     </b>\n     pelo \nordenamento  positivo,\n     <b>\n      especialmente\n     </b>\n     nos  casos  em  que  a  parte \ninterpuser recurso\n     <b>\n      com intuito\n     </b>\n     evidentemente protelatório,\n     <b>\n      hipótese em \nque se\n     </b>\n     <b>\n      legitimará\n     </b>\n     <b>\n      a imposição de\n     </b>\n     <b>\n      multa\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Sendo  assim\n     </b>\n     ,  tendo  presentes  as  razões  expostas,\n     <b>\n      não  conheço\n     </b>\n     destes\n     <b>\n      segundos\n     </b>\n     embargos  de  declaração  e,  por  considerá-los \nprocrastinatórios (\n     <b>\n      CPC\n     </b>\n     ,  art.  538, parágrafo único),\n     <b>\n      condeno\n     </b>\n     a parte ora \nembargante\n     <b>\n      ao pagamento da multa\n     </b>\n     de 1% (um por cento) sobre o valor \ncorrigido  da  causa,  em  favor  da  parte  ora  embargada,\n     <b>\n      ficando\n     </b>\n     a \ninterposição  de\n     <b>\n      qualquer\n     </b>\n     outro  recurso\n     <b>\n      condicionada\n     </b>\n     ao  depósito  do \nrespectivo valor.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      É o meu voto\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8401161.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 14/04/2015\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO \nEXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.597\n     </b>\n     PROCED. : RORAIMA\n     <b>\n      RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\n     </b>\n     EMBTE.(S) : UNIÃO\nADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\nEMBDO.(A/S) : EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT\nADV.(A/S) : ANA VIRGÍNIA BATISTA LOPES DE SOUZA\nEMBDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NA EMPRESA DE CORREIOS E \nTELÉGRAFOS E SIMILARES DO ESTADO DO AMAZONAS\nADV.(A/S) : JOSÉ DE OLIVEIRA BARRONCAS\n    </p>\n    <p>\n     Decisão:  A  Turma,  por  votação  unânime,  não  conheceu  dos \nembargos de declaração e impôs, à parte embargante, multa de 1% \nsobre o valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator. \nNão  participou,  justificadamente,  deste  julgamento,  o  Senhor \nMinistro  Dias  Toffoli.  Ausente,  justificadamente,  a  Senhora \nMinistra  Cármen  Lúcia.  Presidência  do  Senhor  Ministro  Teori \nZavascki. 2ª Turma, 14.04.2015.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à \nsessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias \nToffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen \nLúcia.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Edson  Oliveira  de \nAlmeida.\n    </p>\n    <p>\n     Ravena Siqueira\nSecretária\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8246432\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "14/04/2015 SEGUNDA TURMA\n", "EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.597 RORAIMA\n", "RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\n", "EMBTE.(S) :UNIÃO \n", "ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO \n", "EMBDO.(A/S) :EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E \n", "TELÉGRAFOS - ECT \n", "ADV.(A/S) :ANA VIRGÍNIA BATISTA LOPES DE SOUZA \n", "EMBDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NA EMPRESA \n", "DE CORREIOS E TELÉGRAFOS E SIMILARES DO \n", "ESTADO DO AMAZONAS \n", "ADV.(A/S) : JOSÉ DE OLIVEIRA BARRONCAS \n", "E  M  E  N  T  A:  SEGUNDOS EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO  –\n", "INOCORRÊNCIA DE  CONTRADIÇÃO,  OBSCURIDADE  OU \n", "OMISSÃO –  ABUSO DO DIREITO DE RECORRER –  IMPOSIÇÃO DE \n", "MULTA (1% SOBRE O VALOR CORRIGIDO DA CAUSA) – EMBARGOS \n", "DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS.\n", "–  Os  embargos  de  declaração  destinam-se,  precipuamente,  a \n", "desfazer  obscuridades,  a afastar contradições  e  a  suprir  omissões  que \n", "eventualmente  se  registrem  no  acórdão  proferido  pelo  Tribunal.  A \n", "inocorrência dos  pressupostos  de  embargabilidade,  a  que  se  refere o \n", "art.  535 do CPC,  autoriza a  rejeição dos embargos  de declaração,  por \n", "incabíveis.\n", "MULTA E EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER.\n", "– O  abuso do direito de recorrer –  por qualificar-se como prática \n", "incompatível com o  postulado  ético-jurídico  da  lealdade  processual  – \n", "constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, \n", "especialmente nos casos em que a parte interpõe recurso  com intuito \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8401159.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8\n", "Ementa e Acórdão\n", "ARE 662597 AGR-TERCEIRO-ED-ED / RR \n", "evidentemente protelatório, hipótese em que se legitima a imposição de \n", "multa.\n", "A multa a que se refere o art. 538, parágrafo único, do CPC possui \n", "função inibitória, pois visa  a impedir o exercício  abusivo do direito de \n", "recorrer  e a obstar a  indevida utilização do processo como instrumento \n", "de  retardamento  da  solução  jurisdicional  do  conflito  de  interesses. \n", "Precedentes.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos,  relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \n", "Supremo Tribunal  Federal,  em Segunda  Turma,  sob  a  Presidência  do \n", "Ministro Teori Zavascki,  na conformidade da ata de julgamentos e das \n", "notas  taquigráficas,  por  unanimidade de  votos,  em não conhecer dos \n", "embargos de declaração e impor à parte embargante multa de 1% sobre o \n", "valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator. Não participou, \n", "justificadamente,  deste  julgamento,  o  Senhor  Ministro  Dias  Toffoli. \n", "Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.\n", "Brasília, 14 de abril de 2015. \n", "CELSO DE MELLO – RELATOR \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8401159.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8\n", "Relatório\n", "14/04/2015 SEGUNDA TURMA\n", "EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.597 RORAIMA\n", "RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\n", "EMBTE.(S) :UNIÃO \n", "ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO \n", "EMBDO.(A/S) :EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E \n", "TELÉGRAFOS - ECT \n", "ADV.(A/S) :ANA VIRGÍNIA BATISTA LOPES DE SOUZA \n", "EMBDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NA EMPRESA \n", "DE CORREIOS E TELÉGRAFOS E SIMILARES DO \n", "ESTADO DO AMAZONAS \n", "ADV.(A/S) : JOSÉ DE OLIVEIRA BARRONCAS \n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se \n", "de novos embargos de declaração opostos ao acórdão que rejeitara,  por \n", "incabíveis, os primeiros embargos declaratórios também deduzidos pela \n", "parte ora recorrente.\n", "O acórdão,  contra  o  qual  se  insurge  o  recorrente,  está assim \n", "ementado (fls. 468):\n", "“EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA  \n", "DE  CONTRADIÇÃO,  OBSCURIDADE  OU OMISSÃO  – \n", "PRETENDIDO  REEXAME DA  CAUSA  –  CARÁTER \n", "INFRINGENTE –  INADMISSIBILIDADE –  EMBARGOS  DE \n", "DECLARAÇÃO REJEITADOS.\n", "–  Não se  revelam  cabíveis os  embargos  de  declaração,  \n", "quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente \n", "situação de obscuridade, omissão ou contradição – vem a utilizá-los \n", "com o objetivo  de infringir o  julgado  e de,  assim,  viabilizar um \n", "indevido reexame da causa. Precedentes.”\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8401160.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8\n", "Relatório\n", "ARE 662597 AGR-TERCEIRO-ED-ED / RR \n", "Sustenta, a embargante, na presente sede recursal,  em síntese, que \n", "“(...) a decisão deixou, novamente, de se pronunciar sobre o pedido de sobrestamento  \n", "do feito, baseado no que fora decidido pelo STF no ‘leading case’ RE 590.880 (…)” \n", "(fls. 484).\n", "Submeto,  pois, estes  segundos embargos de declaração,  ao exame \n", "desta colenda Turma.\n", "É o relatório.\n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8401160.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "14/04/2015 SEGUNDA TURMA\n", "EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.597 RORAIMA\n", "V O T O\n", "O  SENHOR  MINISTRO  CELSO  DE  MELLO  –  (Relator):  Não \n", "conheço dos  presentes  embargos  de  declaração,  eis  que  não  há,  no \n", "acórdão ora impugnado, qualquer evidência de obscuridade, omissão ou \n", "contradição a sanar.\n", "Como  se  sabe,  os  embargos  de  declaração  destinam-se, \n", "precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir \n", "omissões  que  eventualmente  se  registrem  no  acórdão  proferido  pelo \n", "Tribunal.  Essa  modalidade  recursal  só permite  o  reexame do  acórdão \n", "embargado, quando utilizada com o específico objetivo de viabilizar um \n", "pronunciamento  jurisdicional  de  caráter  integrativo-retificador, \n", "vocacionado  a  afastar as  situações  de  obscuridade,  omissão  ou \n", "contradição,  e  a  complementar  e  esclarecer  o  conteúdo  da  decisão \n", "proferida.\n", "Desse modo, a decisão recorrida – que aprecia, como no caso,  com \n", "plena  exatidão  e  em  toda  a  sua  inteireza,  determinada  pretensão \n", "jurídica  –  não  permite o  emprego  da  via  recursal  dos  embargos  de \n", "declaração,  sob  pena de  grave  disfunção jurídico-processual  dessa \n", "modalidade  de  recurso,  eis  que  inocorrentes,  em  tal  situação, os \n", "pressupostos que justificariam a sua adequada utilização.\n", "O  exame dos  autos  evidencia  que  o  acórdão  ora  embargado \n", "apreciou,  de modo  inteiramente adequado, as questões cuja análise se \n", "apresentava cabível em sede de agravo regimental, não havendo, por isso \n", "mesmo, qualquer vício a corrigir, mesmo porque os fundamentos em que \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8401161.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "ARE 662597 AGR-TERCEIRO-ED-ED / RR \n", "se apoiou a decisão objeto do presente recurso revelavam-se plenamente \n", "suficientes para desautorizar a pretensão jurídica deduzida pela parte ora \n", "embargante.\n", "A oposição destes  novos embargos  declaratórios,  ao contrário do \n", "que sucedeu quando da primeira utilização de tal espécie recursal, está a \n", "revelar,  agora,  um  nítido intuito  procrastinatório,  que  busca,  com  a \n", "injustificável reiteração  do  recurso  em  causa,  obstar,  de  maneira \n", "indevida, a execução do acórdão emanado desta colenda Turma.\n", "Tenho para mim, desse modo, que o comportamento processual da \n", "parte ora embargante  traduz hipótese de  evidente abusividade,  apta a \n", "justificar, por si  só,  a aplicação,  ao caso ora em julgamento, da norma \n", "inscrita no art. 538, parágrafo único, do CPC, que assim dispõe:\n", "“Art. 538. (...)\n", "Parágrafo  único.  Quando  manifestamente  protelatórios  \n", "os embargos, o juiz ou o tribunal, declarando que o são, condenará  \n", "o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de um por  \n", "cento  sobre  o  valor  da  causa.  Na  reiteração  de  embargos  \n", "protelatórios, a multa é elevada a até dez por cento (10%), ficando  \n", "condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do  \n", "valor respectivo.” (grifei)\n", "Torna-se importante enfatizar que o disposto no parágrafo único do \n", "art.  538 do CPC,  além  de encontrar fundamento em razões de caráter \n", "ético-jurídico  (privilegiando,  desse  modo,  o  postulado  da  lealdade \n", "processual),  também busca  imprimir  celeridade ao  processo  de \n", "administração  da  justiça,  atribuindo-lhe  um  coeficiente  de  maior \n", "racionalidade, em ordem a conferir  efetividade à resposta jurisdicional \n", "do Estado.\n", "Esse  entendimento  –  que  destaca  a  “ratio”  subjacente  à  norma \n", "inscrita no art. 538, parágrafo único, do CPC – põe em evidência a função \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8401161.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "ARE 662597 AGR-TERCEIRO-ED-ED / RR \n", "inibitória da sanção processual prevista no preceito em causa, que visa a \n", "impedir, na hipótese nele referida, o exercício irresponsável do direito de \n", "recorrer,  neutralizando,  dessa  maneira,  a  atuação  processual  do \n", "“improbus litigator”.\n", "Concluindo: o abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como \n", "prática  incompatível com  o  postulado  ético-jurídico  da  lealdade \n", "processual  –  constitui ato  de  litigância  maliciosa  repelido pelo \n", "ordenamento  positivo,  especialmente nos  casos  em  que  a  parte \n", "interpuser recurso  com intuito evidentemente protelatório,  hipótese em \n", "que se legitimará a imposição de multa.\n", "Sendo  assim,  tendo  presentes  as  razões  expostas,  não  conheço \n", "destes  segundos embargos  de  declaração  e,  por  considerá-los \n", "procrastinatórios (CPC,  art.  538, parágrafo único),  condeno a parte ora \n", "embargante ao pagamento da multa de 1% (um por cento) sobre o valor \n", "corrigido  da  causa,  em  favor  da  parte  ora  embargada,  ficando a \n", "interposição  de  qualquer outro  recurso  condicionada ao  depósito  do \n", "respectivo valor.\n", "É o meu voto.\n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8401161.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8\n", "Extrato de Ata - 14/04/2015\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO \n", "EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.597\n", "PROCED. : RORAIMA\n", "RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\n", "EMBTE.(S) : UNIÃO\n", "ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO\n", "EMBDO.(A/S) : EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT\n", "ADV.(A/S) : ANA VIRGÍNIA BATISTA LOPES DE SOUZA\n", "EMBDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NA EMPRESA DE CORREIOS E \n", "TELÉGRAFOS E SIMILARES DO ESTADO DO AMAZONAS\n", "ADV.(A/S) : JOSÉ DE OLIVEIRA BARRONCAS\n", "Decisão:  A  Turma,  por  votação  unânime,  não  conheceu  dos \n", "embargos de declaração e impôs, à parte embargante, multa de 1% \n", "sobre o valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator. \n", "Não  participou,  justificadamente,  deste  julgamento,  o  Senhor \n", "Ministro  Dias  Toffoli.  Ausente,  justificadamente,  a  Senhora \n", "Ministra  Cármen  Lúcia.  Presidência  do  Senhor  Ministro  Teori \n", "Zavascki. 2ª Turma, 14.04.2015. \n", "Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à \n", "sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias \n", "Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen \n", "Lúcia.\n", "Subprocurador-Geral  da  República,  Dr.  Edson  Oliveira  de \n", "Almeida.\n", "Ravena Siqueira\n", "Secretária\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8246432\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8\n" ], "numero" : "662597", "partes" : [ { "nome" : "MIN. CELSO DE MELLO", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "UNIÃO", "sigla" : "", "tipo" : "EMBTE.(S)" }, { "nome" : "JOSÉ DE OLIVEIRA BARRONCAS", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" }, { "nome" : "SINDICATO DOS TRABALHADORES NA EMPRESA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS E SIMILARES DO ESTADO DO AMAZONAS", "sigla" : "", "tipo" : "EMBDO.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. CELSO DE MELLO", "texto" : "O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se  de novos embargos de declaração opostos ao acórdão que rejeitara,  por  incabíveis, os primeiros embargos declaratórios também deduzidos pela  parte ora recorrente.  O acórdão,  contra  o  qual  se  insurge  o  recorrente,  está assim  ementado (fls. 468):  “EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA   DE  CONTRADIÇÃO,  OBSCURIDADE  OU OMISSÃO  –  PRETENDIDO  REEXAME DA  CAUSA  –  CARÁTER  INFRINGENTE –  INADMISSIBILIDADE –  EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO REJEITADOS.  –  Não se  revelam  cabíveis os  embargos  de  declaração,   quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente  situação de obscuridade, omissão ou contradição – vem a utilizá-los  com o objetivo  de infringir o  julgado  e de,  assim,  viabilizar um  indevido reexame da causa. Precedentes.”    Sustenta, a embargante, na presente sede recursal,  em síntese, que  “(...) a decisão deixou, novamente, de se pronunciar sobre o pedido de sobrestamento   do feito, baseado no que fora decidido pelo STF no ‘leading case’ RE 590.880 (…)”  (fls. 484).  Submeto,  pois, estes  segundos embargos de declaração,  ao exame  desta colenda Turma.  É o relatório. " }, "votos" : [ { "texto" : "   O  SENHOR  MINISTRO  CELSO  DE  MELLO  –  (Relator):  Não  conheço dos  presentes  embargos  de  declaração,  eis  que  não  há,  no  acórdão ora impugnado, qualquer evidência de obscuridade, omissão ou  contradição a sanar.  Como  se  sabe,  os  embargos  de  declaração  destinam-se,  precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir  omissões  que  eventualmente  se  registrem  no  acórdão  proferido  pelo  Tribunal.  Essa  modalidade  recursal  só permite  o  reexame do  acórdão  embargado, quando utilizada com o específico objetivo de viabilizar um  pronunciamento  jurisdicional  de  caráter  integrativo-retificador,  vocacionado  a  afastar as  situações  de  obscuridade,  omissão  ou  contradição,  e  a  complementar  e  esclarecer  o  conteúdo  da  decisão  proferida.  Desse modo, a decisão recorrida – que aprecia, como no caso,  com  plena  exatidão  e  em  toda  a  sua  inteireza,  determinada  pretensão  jurídica  –  não  permite o  emprego  da  via  recursal  dos  embargos  de  declaração,  sob  pena de  grave  disfunção jurídico-processual  dessa  modalidade  de  recurso,  eis  que  inocorrentes,  em  tal  situação, os  pressupostos que justificariam a sua adequada utilização.  O  exame dos  autos  evidencia  que  o  acórdão  ora  embargado  apreciou,  de modo  inteiramente adequado, as questões cuja análise se  apresentava cabível em sede de agravo regimental, não havendo, por isso  mesmo, qualquer vício a corrigir, mesmo porque os fundamentos em que     se apoiou a decisão objeto do presente recurso revelavam-se plenamente  suficientes para desautorizar a pretensão jurídica deduzida pela parte ora  embargante.  A oposição destes  novos embargos  declaratórios,  ao contrário do  que sucedeu quando da primeira utilização de tal espécie recursal, está a  revelar,  agora,  um  nítido intuito  procrastinatório,  que  busca,  com  a  injustificável reiteração  do  recurso  em  causa,  obstar,  de  maneira  indevida, a execução do acórdão emanado desta colenda Turma.  Tenho para mim, desse modo, que o comportamento processual da  parte ora embargante  traduz hipótese de  evidente abusividade,  apta a  justificar, por si  só,  a aplicação,  ao caso ora em julgamento, da norma  inscrita no art. 538, parágrafo único, do CPC, que assim dispõe:  “Art. 538. (...) Parágrafo  único.  Quando  manifestamente  protelatórios    os embargos, o juiz ou o tribunal, declarando que o são, condenará   o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de um por   cento  sobre  o  valor  da  causa.  Na  reiteração  de  embargos   protelatórios, a multa é elevada a até dez por cento (10%), ficando   condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do   valor respectivo.” (grifei)  Torna-se importante enfatizar que o disposto no parágrafo único do  art.  538 do CPC,  além  de encontrar fundamento em razões de caráter  ético-jurídico  (privilegiando,  desse  modo,  o  postulado  da  lealdade  processual),  também busca  imprimir  celeridade ao  processo  de  administração  da  justiça,  atribuindo-lhe  um  coeficiente  de  maior  racionalidade, em ordem a conferir  efetividade à resposta jurisdicional  do Estado.  Esse  entendimento  –  que  destaca  a  “ratio”  subjacente  à  norma  inscrita no art. 538, parágrafo único, do CPC – põe em evidência a função     inibitória da sanção processual prevista no preceito em causa, que visa a  impedir, na hipótese nele referida, o exercício irresponsável do direito de  recorrer,  neutralizando,  dessa  maneira,  a  atuação  processual  do  “improbus litigator”.  Concluindo: o abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como  prática  incompatível com  o  postulado  ético-jurídico  da  lealdade  processual  –  constitui ato  de  litigância  maliciosa  repelido pelo  ordenamento  positivo,  especialmente nos  casos  em  que  a  parte  interpuser recurso  com intuito evidentemente protelatório,  hipótese em  que se legitimará a imposição de multa.  Sendo  assim,  tendo  presentes  as  razões  expostas,  não  conheço  destes  segundos embargos  de  declaração  e,  por  considerá-los  procrastinatórios (CPC,  art.  538, parágrafo único),  condeno a parte ora  embargante ao pagamento da multa de 1% (um por cento) sobre o valor  corrigido  da  causa,  em  favor  da  parte  ora  embargada,  ficando a  interposição  de  qualquer outro  recurso  condicionada ao  depósito  do  respectivo valor.  É o meu voto. ", "votante" : "MIN_CELSO_DE_MELLO" } ] }
{ "_id" : { "$oid" : "5d07aac5b0d25122448875c6" }, "acordao" : { "texto" : "Vistos,  relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do  Supremo Tribunal  Federal,  em Segunda  Turma,  sob  a  Presidência  da  Ministra Cármen Lúcia,  na conformidade da ata de julgamentos e das  notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao  agravo regimental, nos termos do voto do Relator.  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" }, "extratoata" : { "texto" : "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.069 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : LUIS ANTONIO MOTTA ADV.(A/S) : GILVAN PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S)  Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo  regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 27.08.2013.  Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à  sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,  Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.  Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.  Ravena Siqueira Secretária Substituta " }, "formato" : "html", "integrahtml" : "<!DOCTYPE html PUBLIC \"-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN\" \"http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd\">\n<html>\n <head>\n  <title>\n  </title>\n  <meta content=\"text/html; charset=utf-8\" http-equiv=\"Content-Type\" utf-8=\"\"/>\n </head>\n <body>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Ementa e Acórdão\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      27/08/2013 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.069 RIO DE \nJANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     ESTADO DO RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE\n    </p>\n    <p>\n     JANEIRO\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     LUIS ANTONIO MOTTA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     GILVAN PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     E M E N T A:\n     <b>\n      RECURSO EXTRAORDINÁRIO  COM AGRAVO\n     </b>\n     (\n     <b>\n      LEI\n     </b>\n     Nº  12.322/2010)  –  SERVIDOR PÚBLICO  ATIVO  –  FÉRIAS  NÃO \nGOZADAS  EM  VIRTUDE  DE  NECESSIDADE  DO  SERVIÇO  – \nCONVERSÃO EM PECÚNIA –\n     <b>\n      POSSIBILIDADE\n     </b>\n     – DECISÃO\n     <b>\n      QUE SE \nAJUSTA\n     </b>\n     À  JURISPRUDÊNCIA\n     <b>\n      PREVALECENTE\n     </b>\n     NO  SUPREMO \nTRIBUNAL  FEDERAL  –\n     <b>\n      CONSEQUENTE  INVIABILIDADE\n     </b>\n     DO \nRECURSO QUE A IMPUGNA –\n     <b>\n      SUBSISTÊNCIA\n     </b>\n     DOS FUNDAMENTOS\n     <b>\n      QUE  DÃO  SUPORTE\n     </b>\n     À  DECISÃO  RECORRIDA  –  RECURSO  DE \nAGRAVO\n     <b>\n      IMPROVIDO\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     A C Ó R D Ã O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Vistos\n     </b>\n     ,\n     <b>\n      relatados\n     </b>\n     e\n     <b>\n      discutidos\n     </b>\n     estes autos,\n     <b>\n      acordam\n     </b>\n     os Ministros do \nSupremo Tribunal  Federal,\n     <b>\n      em Segunda  Turma\n     </b>\n     ,  sob  a  Presidência  da \nMinistra Cármen Lúcia,  na conformidade da ata de julgamentos e das \nnotas taquigráficas,\n     <b>\n      por unanimidade\n     </b>\n     de votos,\n     <b>\n      em negar provimento\n     </b>\n     ao \nagravo regimental,\n     <b>\n      nos termos\n     </b>\n     do voto do Relator.\n    </p>\n    <p>\n     Brasília, 27 de agosto de 2013.\n    </p>\n    <p>\n     CELSO DE MELLO – RELATOR\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659507.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      27/08/2013 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.069 RIO DE \nJANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\nAGTE.(S) :\n     </b>\n     ESTADO DO RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      PROC.(A/S)(ES) :\n     </b>\n     PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE\n    </p>\n    <p>\n     JANEIRO\n     <b>\n      AGDO.(A/S) :\n     </b>\n     LUIS ANTONIO MOTTA\n     <b>\n      ADV.(A/S) :\n     </b>\n     GILVAN PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     R E L A T Ó R I O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se\n     </b>\n     de recurso de  agravo,  tempestivamente interposto,  contra  decisão\n     <b>\n      que \nconheceu\n     </b>\n     do agravo (\n     <b>\n      previsto e disciplinado na Lei\n     </b>\n     nº 12.322/2010),\n     <b>\n      para \nnegar seguimento\n     </b>\n     ao recurso extraordinário,\n     <b>\n      eis que\n     </b>\n     o acórdão recorrido\n     <b>\n      está  em  harmonia\n     </b>\n     com  diretriz  jurisprudencial  prevalecente  nesta \nSuprema Corte.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Eis o teor da decisão\n     </b>\n     que\n     <b>\n      sofreu\n     </b>\n     a interposição do\n     <b>\n      presente\n     </b>\n     recurso \nde agravo (fls. 171/172):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      A controvérsia suscitada no recurso extraordinário\n      <b>\n       a que se  \nrefere\n      </b>\n      o presente agravo\n      <b>\n       já foi dirimida\n      </b>\n      por ambas as Turmas do  \nSupremo  Tribunal  Federal  (\n      <b>\n       RE  197.640/RJ\n      </b>\n      ,  Rel.  Min.  ILMAR  \nGALVÃO, v.g.):\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      ‘1. A violação da Constituição do Brasil seria indireta, eis  \nque imprescindível o reexame de matéria processual, nos termos\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659508.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 762069 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      da Lei n. 1.533/51 e do Código do Processo Civil.\n2.  O  Supremo Tribunal  Federal  fixou  entendimento  no\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      sentido  de  ser  possível  a  conversão de  férias  não gozadas  em  \nindenização pecuniária dada a responsabilidade objetiva desta e  \nvedação ao enriquecimento ilícito. Precedentes.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Agravo regimental a que se nega provimento.’\n(\n      <b>\n       AI 768.313-AgR/MA\n      </b>\n      , Rel. Min. EROS GRAU)\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      ‘AGRAVO  REGIMENTAL.  RECURSO  \nEXTRAORDINÁRIO.  SERVIDOR  PÚBLICO  ESTADUAL.  \nFÉRIAS.  PERÍODOS  NÃO GOZADOS EM ATIVIDADE.  \nRECEBIMENTO EM PECÚNIA. ACRÉSCIMO DO TERÇO  \nCONSTITUCIONAL.  INCISO  XVII  DO  ART.  7º  DA \nMAGNA CARTA. ADMISSIBILIDADE.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao acolher o  \npedido  do  autor,  apenas  conferiu  efetividade  ao  disposto  no  \ninciso XVII do art. 7º da Lei das Leis.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Com  efeito,  se  o  benefício  não  é  usufruído,  porque  a  \nAdministração indeferiu requerimento tempestivo do servidor,  \nao  argumento  de  absoluta  necessidade  do  serviço,  impõe-se  a  \nindenização correspondente, acrescida do terço constitucional.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      De outra parte, o fato de o servidor não haver usufruído o  \ndireito,  não lhe acarreta  punição ainda maior;  qual seja,  a de  \ndeixar  de  receber  a  indenização  devida,  com  o  acréscimo  \nconstitucional.  Procedimento  esse  que  acarretaria,  ainda,  \nenriquecimento ilícito do Estado.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      Agravo regimental a que se nega provimento.’\n(\n      <b>\n       RE 324.880-AgR/SP\n      </b>\n      , Rel. Min. AYRES BRITTO)\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      O\n      <b>\n       exame\n      </b>\n      da  causa  em  que  interposto  o  apelo  extremo  em  \nquestão\n      <b>\n       evidencia\n      </b>\n      que  o  acórdão  impugnado\n      <b>\n       ajusta-se\n      </b>\n      à  diretriz  \njurisprudencial  que  esta  Suprema  Corte\n      <b>\n       firmou\n      </b>\n      na  matéria  em \nreferência.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Sendo  assim\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n      ,  e  tendo  em  consideração  as  razões  expostas,\n      <b>\n       conheço\n      </b>\n      do  presente  agravo,\n      <b>\n       para  negar  seguimento\n      </b>\n      ao  recurso  \nextraordinário,\n      <b>\n       eis que\n      </b>\n      o acórdão recorrido\n      <b>\n       está em harmonia\n      </b>\n      com\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     2\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659508.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Relatório\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      ARE 762069 AGR / RJ\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      diretriz  jurisprudencial  prevalecente  nesta  Suprema  Corte  (\n      <b>\n       CPC\n      </b>\n      ,  \nart. 544, § 4º, II, ‘\n      <b>\n       b\n      </b>\n      ’,\n      <b>\n       na redação\n      </b>\n      dada pela Lei nº 12.322/2010).\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     .......................................................................................................\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      <i>\n       Ministro CELSO DE MELLO\nRelator\n      </i>\n     </b>\n     <i>\n     </i>\n     ”\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Inconformada\n     </b>\n     com  esse  ato  decisório,  a  parte  ora  agravante\n     <b>\n      interpõe\n     </b>\n     o  presente  recurso,\n     <b>\n      postulando\n     </b>\n     o  provimento  do  agravo que \ndeduziu (fls. 174/176).\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Por não me convencer\n     </b>\n     das razões expostas,\n     <b>\n      submeto\n     </b>\n     , à apreciação \ndesta colenda Turma, o\n     <b>\n      presente\n     </b>\n     recurso de agravo.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      É o relatório\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     3\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659508.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      27/08/2013 SEGUNDA TURMA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.069 RIO DE \nJANEIRO\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     V O T O\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste \nrazão\n     </b>\n     à parte recorrente,\n     <b>\n      eis\n     </b>\n     que a decisão agravada\n     <b>\n      ajusta-se\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      com integral  \nfidelidade\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      à diretriz jurisprudencial\n     </b>\n     que o Supremo Tribunal Federal\n     <b>\n      firmou\n     </b>\n     na matéria ora em exame,\n     <b>\n      inexistindo\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      por isso mesmo\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      motivo que justifique\n     </b>\n     o acolhimento da postulação recursal em causa.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Observo\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      por relevante\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      que a orientação\n     </b>\n     que resulta da decisão ora \nagravada\n     <b>\n      constitui\n     </b>\n     diretriz\n     <b>\n      prevalecente\n     </b>\n     na jurisprudência\n     <b>\n      desta\n     </b>\n     Corte,\n     <b>\n      na linha\n     </b>\n     de sucessivos julgados,\n     <b>\n      proferidos\n     </b>\n     a respeito do tema em causa \n(\n     <b>\n      ARE 720.075-AgR/RJ\n     </b>\n     , Rel. Min. DIAS TOFFOLI –\n     <b>\n      ARE 726.967-AgR/RJ\n     </b>\n     , \nRel. Min. TEORI ZAVASCKI,\n     <i>\n      v.g.\n     </i>\n     ):\n    </p>\n    <p>\n     “\n     <i>\n      DIREITO  ADMINISTRATIVO.  AGRAVO  REGIMENTAL \nNO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  \nSERVIDOR PÚBLICO ATIVO.  FÉRIAS NÃO GOZADAS  POR  \nNECESSIDADE  DE  SERVIÇO.  CONVERSÃO  EM  PECÚNIA.  \nPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES.\n     </i>\n    </p>\n    <p>\n     <i>\n      AGRAVO  REGIMENTAL  A  QUE  SE  NEGA \nPROVIMENTO.\n     </i>\n     ”\n    </p>\n    <p>\n     (\n     <b>\n      ARE 731.197-AgR/RJ\n     </b>\n     , Rel. Min. TEORI ZAVASCKI)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Sendo assim\n     </b>\n     ,  e em face das razões expostas,\n     <b>\n      nego\n     </b>\n     <b>\n      provimento\n     </b>\n     ao \npresente recurso de agravo,\n     <b>\n      mantendo\n     </b>\n     ,\n     <i>\n      em consequência\n     </i>\n     ,\n     <b>\n      por seus próprios \nfundamentos\n     </b>\n     , a decisão ora agravada.\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      É o meu voto\n     </b>\n     .\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659509.\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n  <div style=\"page-break-before:always; page-break-after:always\">\n   <div>\n    <p>\n     Extrato de Ata - 27/08/2013\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      SEGUNDA TURMA\nEXTRATO DE ATA\n     </b>\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.069\n     </b>\n     PROCED. : RIO DE JANEIRO\n     <b>\n      RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\n     </b>\n     AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO\nAGDO.(A/S) : LUIS ANTONIO MOTTA\nADV.(A/S) : GILVAN PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S)\n    </p>\n    <p>\n     <b>\n      Decisão\n     </b>\n     : A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \nregimental, nos termos do voto do Relator.\n     <b>\n      2ª Turma\n     </b>\n     , 27.08.2013.\n    </p>\n    <p>\n     Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à \nsessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, \nRicardo Lewandowski e Teori Zavascki.\n    </p>\n    <p>\n     Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.\n    </p>\n    <p>\n     Ravena Siqueira\nSecretária Substituta\n    </p>\n    <p>\n     Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n    </p>\n    <p>\n     documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4463048\n    </p>\n    <p>\n     Supremo Tribunal Federal\nInteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6\n    </p>\n   </div>\n  </div>\n </body>\n</html>", "integratxt" : [ "Ementa e Acórdão\n", "27/08/2013 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.069 RIO DE \n", "JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\n", "AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE \n", "JANEIRO \n", "AGDO.(A/S) :LUIS ANTONIO MOTTA \n", "ADV.(A/S) :GILVAN PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S)\n", "E M E N T A:  RECURSO EXTRAORDINÁRIO  COM AGRAVO \n", "(LEI  Nº  12.322/2010)  –  SERVIDOR PÚBLICO  ATIVO  –  FÉRIAS  NÃO \n", "GOZADAS  EM  VIRTUDE  DE  NECESSIDADE  DO  SERVIÇO  – \n", "CONVERSÃO EM PECÚNIA –  POSSIBILIDADE – DECISÃO  QUE SE \n", "AJUSTA À  JURISPRUDÊNCIA  PREVALECENTE NO  SUPREMO \n", "TRIBUNAL  FEDERAL  –  CONSEQUENTE  INVIABILIDADE  DO \n", "RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS \n", "QUE  DÃO  SUPORTE À  DECISÃO  RECORRIDA  –  RECURSO  DE \n", "AGRAVO IMPROVIDO.\n", "A C Ó R D Ã O\n", "Vistos,  relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do \n", "Supremo Tribunal  Federal,  em Segunda  Turma,  sob  a  Presidência  da \n", "Ministra Cármen Lúcia,  na conformidade da ata de julgamentos e das \n", "notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao \n", "agravo regimental, nos termos do voto do Relator.\n", "Brasília, 27 de agosto de 2013.\n", "CELSO DE MELLO – RELATOR\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659507.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6\n", "Relatório\n", "27/08/2013 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.069 RIO DE \n", "JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\n", "AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO \n", "PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE \n", "JANEIRO \n", "AGDO.(A/S) :LUIS ANTONIO MOTTA \n", "ADV.(A/S) :GILVAN PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S)\n", "R E L A T Ó R I O\n", "O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se \n", "de recurso de  agravo,  tempestivamente interposto,  contra  decisão  que \n", "conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei nº 12.322/2010), para \n", "negar seguimento ao recurso extraordinário, eis que o acórdão recorrido \n", "está  em  harmonia com  diretriz  jurisprudencial  prevalecente  nesta \n", "Suprema Corte.\n", "Eis o teor da decisão que sofreu a interposição do presente recurso \n", "de agravo (fls. 171/172):\n", "“A controvérsia suscitada no recurso extraordinário  a que se  \n", "refere  o presente agravo  já foi dirimida por ambas as Turmas do  \n", "Supremo  Tribunal  Federal  (RE  197.640/RJ,  Rel.  Min.  ILMAR  \n", "GALVÃO, v.g.):\n", "‘1. A violação da Constituição do Brasil seria indireta, eis  \n", "que imprescindível o reexame de matéria processual, nos termos  \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659508.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6\n", "Relatório\n", "ARE 762069 AGR / RJ \n", "da Lei n. 1.533/51 e do Código do Processo Civil.\n", "2.  O  Supremo Tribunal  Federal  fixou  entendimento  no  \n", "sentido  de  ser  possível  a  conversão de  férias  não gozadas  em  \n", "indenização pecuniária dada a responsabilidade objetiva desta e  \n", "vedação ao enriquecimento ilícito. Precedentes.\n", "Agravo regimental a que se nega provimento.’\n", "(AI 768.313-AgR/MA, Rel. Min. EROS GRAU)\n", "‘AGRAVO  REGIMENTAL.  RECURSO  \n", "EXTRAORDINÁRIO.  SERVIDOR  PÚBLICO  ESTADUAL.  \n", "FÉRIAS.  PERÍODOS  NÃO GOZADOS EM ATIVIDADE.  \n", "RECEBIMENTO EM PECÚNIA. ACRÉSCIMO DO TERÇO  \n", "CONSTITUCIONAL.  INCISO  XVII  DO  ART.  7º  DA \n", "MAGNA CARTA. ADMISSIBILIDADE. \n", "O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao acolher o  \n", "pedido  do  autor,  apenas  conferiu  efetividade  ao  disposto  no  \n", "inciso XVII do art. 7º da Lei das Leis. \n", "Com  efeito,  se  o  benefício  não  é  usufruído,  porque  a  \n", "Administração indeferiu requerimento tempestivo do servidor,  \n", "ao  argumento  de  absoluta  necessidade  do  serviço,  impõe-se  a  \n", "indenização correspondente, acrescida do terço constitucional. \n", "De outra parte, o fato de o servidor não haver usufruído o  \n", "direito,  não lhe acarreta  punição ainda maior;  qual seja,  a de  \n", "deixar  de  receber  a  indenização  devida,  com  o  acréscimo  \n", "constitucional.  Procedimento  esse  que  acarretaria,  ainda,  \n", "enriquecimento ilícito do Estado.\n", "Agravo regimental a que se nega provimento.’\n", "(RE 324.880-AgR/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO)\n", "O  exame da  causa  em  que  interposto  o  apelo  extremo  em  \n", "questão  evidencia que  o  acórdão  impugnado  ajusta-se à  diretriz  \n", "jurisprudencial  que  esta  Suprema  Corte  firmou na  matéria  em \n", "referência.\n", "Sendo  assim,  e  tendo  em  consideração  as  razões  expostas,  \n", "conheço do  presente  agravo,  para  negar  seguimento ao  recurso  \n", "extraordinário,  eis que o acórdão recorrido  está em harmonia com \n", "2 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659508.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6\n", "Relatório\n", "ARE 762069 AGR / RJ \n", "diretriz  jurisprudencial  prevalecente  nesta  Suprema  Corte  (CPC,  \n", "art. 544, § 4º, II, ‘b’, na redação dada pela Lei nº 12.322/2010).\n", ".......................................................................................................\n", "Ministro CELSO DE MELLO\n", "Relator”\n", "Inconformada  com  esse  ato  decisório,  a  parte  ora  agravante \n", "interpõe o  presente  recurso,  postulando o  provimento  do  agravo que \n", "deduziu (fls. 174/176).\n", "Por não me convencer das razões expostas,  submeto, à apreciação \n", "desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.\n", "É o relatório.\n", "3 \n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659508.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6\n", "Voto - MIN. CELSO DE MELLO\n", "27/08/2013 SEGUNDA TURMA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.069 RIO DE \n", "JANEIRO\n", "V O T O\n", "O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste \n", "razão à parte recorrente,  eis que a decisão agravada  ajusta-se,  com integral  \n", "fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou \n", "na matéria ora em exame, inexistindo, por isso mesmo, motivo que justifique \n", "o acolhimento da postulação recursal em causa.\n", "Observo,  por relevante,  que a orientação que resulta da decisão ora \n", "agravada  constitui diretriz  prevalecente na jurisprudência  desta Corte, \n", "na linha de sucessivos julgados, proferidos a respeito do tema em causa \n", "(ARE 720.075-AgR/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 726.967-AgR/RJ, \n", "Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, v.g.):\n", "“DIREITO  ADMINISTRATIVO.  AGRAVO  REGIMENTAL \n", "NO  RECURSO  EXTRAORDINÁRIO  COM  AGRAVO.  \n", "SERVIDOR PÚBLICO ATIVO.  FÉRIAS NÃO GOZADAS  POR  \n", "NECESSIDADE  DE  SERVIÇO.  CONVERSÃO  EM  PECÚNIA.  \n", "POSSIBILIDADE. PRECEDENTES.\n", "AGRAVO  REGIMENTAL  A  QUE  SE  NEGA \n", "PROVIMENTO.”\n", "(ARE 731.197-AgR/RJ, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI)\n", "Sendo assim,  e em face das razões expostas,  nego provimento ao \n", "presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios \n", "fundamentos, a decisão ora agravada.\n", "É o meu voto.\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659509.\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6\n", "Extrato de Ata - 27/08/2013\n", "SEGUNDA TURMA\n", "EXTRATO DE ATA\n", "AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.069\n", "PROCED. : RIO DE JANEIRO\n", "RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO\n", "AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO\n", "PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO\n", "AGDO.(A/S) : LUIS ANTONIO MOTTA\n", "ADV.(A/S) : GILVAN PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S)\n", "Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo \n", "regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 27.08.2013.\n", "Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à \n", "sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, \n", "Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.\n", "Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.\n", "Ravena Siqueira\n", "Secretária Substituta\n", "Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O\n", "documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4463048\n", "Supremo Tribunal Federal\n", "Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6\n" ], "numero" : "762069", "partes" : [ { "nome" : "MIN. CELSO DE MELLO", "sigla" : "", "tipo" : "RELATOR" }, { "nome" : "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "sigla" : "", "tipo" : "AGTE.(S)" }, { "nome" : "PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "sigla" : "", "tipo" : "PROC.(A/S)(ES)" }, { "nome" : "LUIS ANTONIO MOTTA", "sigla" : "", "tipo" : "AGDO.(A/S)" }, { "nome" : "GILVAN PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S)", "sigla" : "", "tipo" : "ADV.(A/S)" } ], "relatorio" : { "relator" : "MIN. CELSO DE MELLO", "texto" : "O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se  de recurso de  agravo,  tempestivamente interposto,  contra  decisão  que  conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei nº 12.322/2010), para  negar seguimento ao recurso extraordinário, eis que o acórdão recorrido  está  em  harmonia com  diretriz  jurisprudencial  prevalecente  nesta  Suprema Corte.  Eis o teor da decisão que sofreu a i